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unda vista

BERT
H
Bert Hellinger

amor à segunda vista


BERT IIELI.m'GER

amor à segunda vista


soluções para casais

Tradução
Lorena Kim Ricther

Revisão
Tsuyuko Jinno-Spelter

2006

ATMAN
Htulo do original alemão:
Liebe auf den zweiten Blick
Lõsungen für Padre
Sumário
la.edição, 2002
Verlag perder
Freiburg -- Deutschland
Copyríghte 2002 Bert Hellinger todos os direitos reservados IN'iXODUÇÃO 9

O segundo olhar 9
Todos os direitos para a língua portuguesa reservados.Nenhuma parte deste livro pode ser As constelações familiares 10
reproduzida ou usada de qualquer forma ou por qualquer meio(eletrânico, mecânico, inclusive A outra dimensão 11
fotocópias, gravaçõesou sistema de amlazenamentoem banco de dados) sem pemlissão escrita Sobreeste livro 12
do detentor do "copyright", exceto no caso de textos curtos para fins de citação ou crítica
literária AGRADECIMENTOS 13

la Edição julho 2006


6BN 85-98540-09-9 Primeiro dia
O RELACIONAMENTODE CASAL .. 17
Direitos de tradução para a língua portuguesa adquiridos com exclusividade pela:
EDITORA .A:l'MAN Ltda.
Caixa Postal 2004 38700-973- Patos de Minas - MG
Telefax: (34) 3821-9999- http://www.atmaneditora.com.br
Brasil
Homem e mulher

Os vínculos do destino
.u ..0PHPPPOPHPPOUPHPUPPO-PP-PFPgPPPPPHPPPPPPHPPPPPaPHP
A família do homem e a família da mulher
17
18
i9
editora@atmaneditora.com.br O contexto 20
que se reservaa propriedade literária destatradução.
VITOR E MARIA "AGORA É POSSÍVEL CONTAR COMIGO 21
Z)esjgHer fü! cizpa' Alessandra Duarte Dar e tomar na relaçãode casal 21
Z)íizgl''amação.: Virtual Edil 23
Quem recebeu demais, parte ..
Revisão orfogrieHZca' Elvira Nícia Viveiros Montenegro
O procedimento 37
pool'denação edfloldal' Wilma Costa Gonçalves Oliveira
LUIS E ROSA "AGORA VOCÊ POOL ME T']{R COMO A SUA MUn.]:IER' 39
Depósito legal na Biblioteca Nacional, confom)e o decreto no l0.994, de 14 de dezembro A prioridade do novo 5t
de 2004.
Pais são grandes, e filhos, pequenos 52
Amor e ordem 52

Dados Intemacionais de Catalogaçãona Publicação (CIP) JUAN E ISABEL O DES'nNO .. 55


O amor perante a despedida 55
História; O hóspede. 58
H477a Hellinger, Bert.
Amor à segundavista:soluçõespam casais/ Bert Hellinger; CA]ILOS E MERCEI)ES A MELODIA DO AMOR 61
tradução de Lorena Kim Richter. -- Patos de Minas: Atman,
2006 AFONSO E ESTHER O AGRESSORE A VÍTIMA 67
P.240. Feedback .... 77
O que reconcilia as vítimase os agressores 78
ISBN 85 98540 09-9 A luz 79
A clareza 80
1. Psicoterapia conjugal. 2. Família. 3. Terapia de casais.
1. Título. FABLO E ELENA A vioLÊNcn 85

CDD: 150.195 4
Segundo dia
Pedidos: Este !iorojoi impresso com: FORMASDE AIUAÇÃO DA ALMA 95
t,tJuxo .atm,a n,editora .co m . br Capa: supremo LD 250 g/m2 Vivos e mortos 95
comacia!@a tma neditora . com . b7 Miolo: offset LD 75 g/m2
Consciência pessoal e coletiva 95
Movimentos da alma profunda 98 INTRODU- :AO
ANTONIO E NU]IIA "POR I;AVOR, ME SEGURE PARA QUE EU FIQUE' 99

ISABEL CAMINHAR DE FORMAADEQUADA it3


RAltAEL E ALBA 0 RESPEITO i25 O segundo olhar
JORGE E MARTA O DESEJODE 'rER UM ni.no 131
Quando um homem encontra a mulher pela qual se sente especialmenteatraído, e
A renúncia t39
quando uma mulher encontra essehomem e se sente atraída por ele, também de
MIGIJEL E ANA A HUMn.DADO 141 um modo especial, os dois são atravessados por um sentimento de felicidade até
EMILIO E LAURA O SACRIFÍCIO 143 então desconhecido e por um desejo que deles se apossa totalmente. Eles sentem
A prioridade do novo sistema i49 essesentimento de felicidade e essedesejo como amor. Quando então o homem
A dor quecura .:
150 diz à mulher: "eu amo você", e também a mulher diz ao homem: "eu amo você"
eles se unem e se tomam um casal.
ALBERTO E SUSANA A SERIEDADE.. t53
Vínculos ...... 163 No entanto,seráque esseprimeiro amor que sentemum pelo outro, que
Incesto t63 confessam um ao outro é su6lcientemente forte para uma união duradoura, mesmo,
Estupro i64 que após um tempo, fique claro que os caminhos distintos, até então percorridos,
PERGUN:lBS i67 se unem tão intensamentepor um tempo ou, quem sabe,atépor um longo tempo
Vínculos homossexuais i67 -- quando deixam de ser apenas um casal e se tomam pais -- e mesmo que esses
A dor da separação i67 caminhos, mais tarde, apontem para direções distintas? O que o homem e a mulher
realmente sabem um do outro nessa exaltação do primeiro amor? O que eles sa-
MANUEL E CARMEN O DESLOCAMENTO i69
bem da escuridão que envolve a sua origem, o seu destino e sua designação espe-
BERNARDO E EVA 0 LIMITE 171 cial?Quando aquilo que estavavelado, até então, vier à luz, o que os ajudará para
que seu amor persistae sobreviva a essarealidade?Sentimosque estaprimeira
Terceiro dia confissão "Eu amo você" necessita ser complementada por algo mais. Algo que
A REVERÊNCIA DIAS I'IT DA VIDA 177 prepara o casal para esse estado mais abrangente, que o conduz para aquela
amplidão e profundidade que o faz crescer para além desseprimeiro amor. Uma
TOMAS E MARISOL

.ROSÉ E CHR]STINA
A DOCÊNCIA ..

':':''::::'.','
"CUIDAREMOS JUN'rOS OE VOCÊ
i79
193
frase que engloba esta dimensão maior e que os prepara para ela, seria: "Eu amo
você e aquilo que guia a mim e a você."0 que sucede quando o homem diz à
mulher e a mulher diz ao homem esta frase: "Eu amo você e aquilo que guia a mim
EDUARDO E LUISA A PR0'mÇÃ0 197
Separação com amor Z09 e a você?" De repente não olham apenas para si e para o seu desejo, olham para
algo que estáalém deles. Mesmo que ainda não consigam compreender o que essa
JULIO E GRACIELA A DOR OA SEPARAÇÃO 211
fraseexige delesou com o que de especialela os presenteia,e aindaqual o
RAUL E PA:I'RICIA O SEN'nMENTO MEI.HOR 215 destino que aguarda cada um deles, separadamente e juntos trata-se de uma
ALBERTO E LORETO A soi.uçÃo 217 fmse que prepara e possibilita, após o amor à primeira vista, o amor à segunda
vista
NOEMI O FU'FURO 219

CONCLUSÃO 227

EphOGO 2Z9

OUI'RAS PUBLICAÇÕES 23i


As constelações fk :s
mos influência, pelo menos não enquanto não nos tomamos conscientesdele.
Entretanto, nesse caso, não era apenas a mulher que estava emaranhada de forma
Muito daquilo que os vínculos do destino exigem do casal e de seus filhos vem à fatal, mastambém o seu filho e o marido. O filho, por estardisposto a assumir sem
luz nas constelações familiares. Nelas o homem ou a mulher escolhe a partir de um saber por que o destino de sua mãe. O marido, por ser atingido fatalmente, sem a
grupo de participantes, representantespara determinados membros de sua família possibilidade de mudar algo, caso a relação com sua esposafracassassepor causa
e os coloca uns em relação aos outros dentro de um espaço. Os representantes, a do vínculo de destino da mesma.
partir do momento em que ocupam o seu lugar, sentemda mesmaforma que as As constelações familiares não apenas trazem à luz algo até então oculto, elas
pessoas que estão representando. Isso ocorre sem que os representantes saibam indicam também caminhos para a solução. O ponto decisivo das constelações fami-
algo sobre elas. Dessemodo vem à luz uma relação, até então oculta, com um liares é mostrar o caminho para a solução de um emaranhamento e conduzir os
outro membro da família. Revela-se, assim, que nas constelações familiares os re- atingidos a essecaminho
presentantesmergulham em algo que os conectacom as pessoasausentese não Assim como o amor à primeira vista não pode durar, quando não for seguido
apenasna superfície, de forma extema e, sim, dentro de um âmbito onde uma pelo amor à segunda vista, nas constelações famüares a solução do emaranhamento
força que guia a todos conjuntamente é experimentada. Eu chamo essaforça de ocorre somente quando os atingidos se conectam com algo maior, isto é, quando
grantie atina. abandonam conscientemente algo anterior e se abrem para algo novo, mesmo que
Também a pessoa que constela é alcançada por essa força. Quando constela isso a princípio cause medo. O conhecimento e a compreensãopor si sós não
a família de uma forma cenüada, ela o faz em conexão com essagrande a/míz e bastam. Necessita-setambém de uma força especial.
fica admirada com o que veio à luz. Darei um exemplo. A fonte dessaforça é, por um lado, a ligação com os pais e os ancestraise, por
outro, o ato de se inserir em algo maior. A ligação com os pais e, quando necessário,
Um homem constelou a sua família atual e de repente percebeu que havia também a reconciliação com eles freqüentemente Jáocorre durante as constela-
posicionado um filho em um lugar afastado,com o olhar direcionado para fora.
ções e, mesmo assim, isso àsvezes ainda não basta.
Desse modo veio à luz que essacriança queria sair da família. O coordenador da
constelação perguntou ao representante dessefilho como se sentia naquele lugar.
Ele disse que se sentia bem. A imagem total da constelaçãosugeria que mais
alguémdesejavaafastar-seda família. Por issoo coordenador pediu que a repre- A outr'a dimensão
sentante da mulher trocasse de lugar com esse filho. Quando Ihe perguntou como
Inserir-se em algo maior, entmr em sintonia com aquilo que em última instância nos
se sentia, nesse lugar, ela igualmente afirmou sentir-se bem. Conforme repetidas
experiências em muitas constelaçõesfamiliares, suspeitou-seser a mulher que conduz não pode ser exercitado nem influenciado por algo exterior. Isso pertence
a um âmbito que experimentamoscomo uma graça, envolvendo assimtambém
desejava partir, sejam quais fossem as mzões, e que o filho estava disposto a assu-
mir essedestino no lugar de sua mãe. Aqui a constelaçãorevelou algo que poderia uma dimensão espiritual e religiosa. O seu efeito se desenvolve principalmente
inquietar e assustarprofundamente o marido, como também a mulher e seu filho. quando chegamos aos nossos limites. No limite, a travessiatoma-se mais possível,
mas isso não se aplica sempre a todos. Quando nos tomamos testemunhas de que
A pergunta é: como isso é possível? Por que a mulher sente o desejo de partir
um limite não pode sertranspostopor nós ou por outros, quando um de nós ou o
-- pois é esseo significado em última instância-- por que ela senteno fundo de
sua alma o desejo de morrer? A resposta a isso foi um acontecimento na família de parceiro não conseguese desligar do emaranhamenEO,precisamosreconhecer esse
fato, sem querer movimentar ou mudar algo. No relacionamento a dois, isso é
origem da mulher. Ela possuíauma irmã gêmea que morrera logo após o parto.
Quando uma representante dessa irmã fêmea foi posicionada diante da mulher, experimentado como uma morte.
Para lidar com isso, novamente torna-se necessárioum segundo olhar. Uma
ficou evidente que o seu desejo de partir era o desejo profundo de seguir a imlã
gêmea na morte, unindo-se a ela. frase que nos ajuda mais uma vez seda: eu me amo e eu amo você com tudo aquilo
Esteexemplo demonstra o que signmca quando falamos de um emaíanhamento que conduz a mim e a você.
fatal de destino e quais as conseqüênciaspara uma relação a dois. Esses
emaranhamentos são fatais, porque estão além de nossa vontade, nosso cuidado e
nossaconsciência. Determinam nossavida de uma forma sobre a qual não exerce-
Sobre este livro
AGRADECIMENTOS
Nestelivro nos tomamos testemunhasdo que o amor à segundavista envolve e
provoca

O livro documenta um curso para casais,com a duração de três dias, em março de Desejo agradecer a Mireia Darder, Joan Garriga e Vincent Olivé do Instituto Gestalt
de Barcelona que organizaram este curso de forma cuidadosa e competente
2001. Vinte casais e duas pessoas que vieram sozinhas relatam os seus problemas
diante de cerca de 300 participantes e procuram por uma solução através das Agradeço também a minha tradutora Sylvia Gómez Pedra que traduziu o meu
constelaçõesfamiliares. alemão para o espanhol para os participantes, e o espanhol destes para o alemão
de forma fluente, sem precisar pensar.
Devido ao fato de esse curso ter sido gravado em vídeo, ele pede ser reproduzido
literalmente+.
Agmdeço especialmentea Harald Hohnen e Tbomas Münzer que documentaram e
editaram este curso em vídeo e a Stephanie Posnansky que o transcreveu, facilitan-
Os movimentos ocorridos durante a constelaçãotambém são descritos
do em muito o meu trabalho.
detalhadamente e apresentados graficamente. Dessa forma vocês poderão acom-
panhar os acontecimentoscomo se estivessempresentes.No entanto, durante a
leitura isso exige especial atenção e paciência. Entretanto, porque estes casais nos
apresentam as ordens essenciais para o sucesso das relações humanas, podemos, BeH Heíling«
caso nos abrimos para isso, obter compreensões e experiências que nos auxiliarão
a nos soltar de nossos emaranhamentose, então,aprofundar e ampliar o amor à
primeira vista através do amor à segunda vista.

BeH Heliinga'

Estevídeo pode ser obtido sob o mesmotitulo destelivro em MOVEMENTSOF THE SOUL
VÍDEO PRODUCTIONS, com Harald Hohnen, Uhlandstr.161, D-10919,Berlim: Bert Hellinger
:Liebe auf den zweiten Blick( amor à segunda vista). Lõsungenfílr Paare(soluções para
casais)", 5 cassetesVHS alemão/espanhol, 9h30min
O PRIMEIRODIA
O relacionamento de casal

HELL]NGEREu os cumprimento cordialmente neste seminário sobre relaciona-


mentos de casal e gostaria de dizer inicialmente algo mais genérico sobre isso
O relacionamento de casal é o que existe de maior e mais importante. Todos
nós viemos de uma relação de casal.Através dela a vida é passadaadiante, aliás, é
a condição pam que a vida seja passada adiante. Por isso, na relação de casal estamos
mais proftJndamente conectados com aquilo que leva o mundo adiante e o dirige.
Essaforça aguana relação de casal de forma especial. Nela estamos conectados
com essaforça.
O que mantém a relaçãoa dois coesa é, em primeiro lugar, a consumação
sexual do amor. Ela nos conecta profundamente com essa força, por isso também é
algo espiritual. Podemos dizer que é algo espiritual e religioso.
Alguns desvalorizam a consumação sexual, considerando-a um instinto ou
algo que se opõe ao espírito.Trata-se,porém, do contrário.O espírito
frequentemente se opõe ao que há de mais profundo. Nessesentido trabalhamos
aqui com o maior respeito pela relação de casal e por aquilo que a mantém coesa.
A relação de casal é o que mais nos molda. Somos educados através dela. Nela
renunciamos passo a passo a nossas ilusões e, exatamente por isso, estamos ligados
a algo maior.
Como se alcançaessaligação?Concordando com o mundo como ele é. Con-
cordando com as diferenças como elas são. Despedindo-nos da idéia de uma coisa
ser certa e outm pior ou errada. Nós nos desenvolvemos à medida que reconhece-
mos, no decorrer do tempo, que aquilo que a principio consideramosadversoé
diferente sim, porém possui o mesmo valor.

Homem e Mulher

Infelizmente, como dizem algumas mulheres, o homem é diferente das mulheres.


Infelizmente, como dizem alguns homens, a mulher é diferente dos homens. Ho
mens e mulheres se distinguem em todos os sentidos.Por seremtão diferentes,
falta-lhes algo que o outro tem ou é. O que falta ao homem é a mulher e, à mulher,
é o homem. Os dois então necessitamreconhecer que são incompletos: o homem
é incompleto e a mulher é incompleta. Eles se tomam completos atravésda rela-
ção de casal,ao reconhecerem que o outro, apesar de diferente, possui o mesmo
valor e está à mesmaaltura. Isso signúica que na relação de casalo homem e a
mulher desistemda idéia de ser um melhor que o outro. Nessemomento os dois se
AMOR A SEGUNDA VISTA O PRIMEIRODIA

tomam humildes, reconhecendo os seus limites. À medida que reconhecem mutu- lhos o homem renuncia a impor os valores de sua família para não se opor àqueles
amente os seus limites, podem se unir a uma totalidade maior. Então vivenciam a de sua mulher, e quando a mulher renuncia a impor os valores de sua família para
relação de casal como algo preenchido e completo. não se opor àqueles de seu marido. Quando conseguem isso, transmitem aos filhos
Quando o homem acredita que, no fundo, a mulher deveria tomar-se igual a algo mais amplo, em um nível mais elevado.
ele, e a mulher acredita que, no fundo, o homem deveriatomar-se igual a ela, a
realizaçãolhes é negada.Quando um homem achaque agoraencontrou a mulher
certa e uma mulher acha que agora encontrou o homem certo, o que realmente Osvínculos do destino
acreditam ter encontrado? Algo parecido com eles.Dessaforma não podem alcan-
çar a mesma plenitude alcançada por aqueles que precisam se admirar: "Realmen- No entanto, isso também ainda é relativamente fácil. As dificuldades reais surgem
te o outro é completamente diferentes" e, então, submetem-se e se expõem a isso. quando o homem percebe subitamente que a mulher encontra-se, sem saber,
Dizem que as diferenças entre os homens são mínimas e entre as mulheres emaranhadanos destinosde sua família de origem, e a mulher reconhece que o
também. O essencial é igual em todas as mulheres e em todos os homens. Concor-
homem está, sem saber, emaranhado nos destinos de sua família de origem e que
dando com isso nos tomamos mais capazes para uma relação de casal plena do que também precisam aceitar e reconhecer o outro com esseemaranhamento
quando procuramos por semelhanças.Isso envolve simultaneamente uma renún- Há alguns anos atrás, dei um curso para casais em Kõln. Ficou evidente que
cia. mas através dessa renúncia também crescemos.
em vários casaisum dos parceiros, desejava deixar o relacionamento e a família,
Essafoi a primeira parte, o lado mais simples da relação de casal, por assim embora o casalse amassemuito. Dessaforma revelou-se que os emaranhamentos
dizer
fundamentais, que vêm à luz nas constelações familiares em relação à família de
origem, influenciam também a relação de casal e que a solução para o casal se dava
apenas quando essesemaranhamentos eram reconhecidos e dissolvidos. '
A família do homem e a família da mulher Em prüneiro lugar pertence a esseemaranhamento, quando alguém diz a um
membro de sua família intemamente: "Eu sigo você na morte." Quando, por exem-
Complicações surgem quando o homem precisa reconhecer que a família da mu- plo, na família de um dos parceiros, o pai ou a mãe morreu cedo, então um filho
lher é diferente da sua família, e a mulher precisa reconhecer que a família do sente a necessidadede segui-los. Isso também se revela mais tarde, na relação de
homem é diferente da sua e quando os dois precisam reconhecer que suasfamílias
casal,talvez esseparceiro queira sair da famí]ia e partir.
de origem, apesar de diferentes, possuem o mesmo valor e são igualmente boas. Esseemaranhamento poderá nmbém conduzir alguém na família a dizer: "Eu
Nessemomento os dois precisam despedir-sede vários julgamentos de valores o faço em seu lugar". Quando em uma família alguém diz a um outro membro da
que eram importantes em suasfamílias. família, devido a um emaranhamento: "Eu sigo você na morte", então um outro
A isso, porém, opõe-se uma instância intema poderosa. Essa instância é a membro da família Ihe diz: "Eu o faço em seu lugar." Muitas vezes os filhos fazem
consciência. Quem se liga a sua própria família e a toma como modelo é conscien- isso pelos pais. Quando um filho percebe que um de seus pais deseja seguir al-
cioso. Quando, porém, reconhece a família do parceiro, que é diferente da sua, guém de sua família de origem, ele diz internamente: "Eu o faço por você." Mais
como equivalente e tão boa quanto a sua, sente-se frequentemente culpado dian- tarde, quando essefilho se casacontinua sentindo esseímpeto. Então um filho seu
te da própria família. Enfim, o reconhecimento da outra família como equivalente e talvez Ihe diga a mesma coisa: "Eu o faço em seu lugar.
possuidora do mesmo valor exige que nós nos despeçamos de nossos ideais de
valores, até então considerados os únicos certos, ampliando e desenvolvendo as
sim a nossa consciencia.
Isso se toma especialmente importante para a educação dos filhos. A condi-
ção para que a educação dos filhos tenha sucessoe para que se sintam realmente
felizes é que possam reconhecer as duas famílias de seus pais, tanto a do pai
quanto a da mãe, como equivalentes e que, tanto os valores de uma família quanto Estecursofoi documentado
no livro e no vídeo Wírgebennaco uor7m.
Eln .Kür=Jür/Uaarefn
os da outra, têm os mesmos direitos na educação dos filhos. K#tse.(Caminhando para frente. Um curso para casais em crise), Carl- Auer- SystemeVerlag,
Novamente se trata de uma grande despedida, quando na educação dos fi- Heidelberg 2000.
AMOR A SEGUNDA VISTA

O contexto Vector e Maria*


Quando trabalhamos com casais,não bastaolharmos apenaspara o homem e para
a mulher. Aquilo que dizem sobre os seusproblemas está,via de regra, na superfí'
"Agora é possível contar comigo"
cie. Quando nos ocupamos apenascom isso, muitas vezesnão existe solução.
Necessita-sede ir mais adiante, olhando primeiramente para o que aconteceu nas
famíliasde origem. Apenas quando se soluciona algo decisivo nesseâmbito é pos-
sível encontrar também, na relação do casal, a solução para os seus problemas. HELLINGER Que casaltem coragempara começar?
Sendo assim, isso aqui não é um livro que se ocupa somente com casais e, sim pízxu Uíc/or e.44ana Vocês?Tudo bem, venham até aqui.
Do que se trata no caso de vocês?
sempre com um contexto maior. Nesse sentido é também um livro sobre as cons-
telações familiares em um sentido mais amplo. VECTORBrigamos frequentemente por causa das mesmas coisas. Minha mulher
Vale ressaltar que todos os nomes dos participantes das constelações foram trabalhae eu não. É esteo argumentodecisivoem tomo do qual muitascoisas
altemdos. giram, pois minha mulher se sente muito responsávelpela família. Seriaesseo
assunto.Junta-sea isso o fato de que vamosmudar, como tudo indica, para a
Alemanha no verão. Lá vou começar a trabalhar e minha mulher quer parar de
trabalhar.Eu sei que você diz que essessão momentos difíceis para um casal, e
também penso que não será fácil para nós. Temos dois filhos, sou alemão e minha
mulher é italiana. Até agora eu a segui em sua carreim. Ela é professora no exterior.
Vivemos por três anos na América do Sul e agora estamosno terceiro ano aqui em
Barcelona.
HELLINGERpara ogzz/POEu não entendi.
para lqcfor Então, do que se trata?

rictor hesita durante um tempoe depoispassa o micrctfone a sua mulher.

MARCA Para mim o assunto é que estamos casados há seis anos e meio. Durante
todo essetempo apenas eu trabalhei, apenas eu trouxe o dinheiro para casa. Isso
me tomou muito responsávelpor tudo, por toda a família. Por outro lado issome
conferiu um poder que vejo que não é realmente bom. Existe algo que não funci-
ona nesse tipo de poder. O que eu também percebo é que na minha família, por
parte de pai, existem dois casosidênticos.
HELLINGERQuero me ater primeiramente àquilo que existeaqui.

Dar e tomai' na relação de casal


HELLINGERaogzwl/mO tema concreto aqui é o equilíbrio enfie dar e tomar. Uma
relação de casal dá certo quando dar e tomar estão em equilíbrio. Tal modelo em

' Todos os nomes das pessoas fomm alterados


O PRIMEIRODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

uma relação de casal é a consumação sexual. Na consumação sexual cada um dá e Quando encontrar um parceiro novo ficará tão preso quanto antes. Quem
toma tanto um quanto o outro. Quando na consumaçãosexual um desejae o outro sabe procurarápor um próximo parceiro, também dará e tomarápouco do novo
concede, isso já ameaça o ceme da relação de casal.Os dois precisam igualmente parceiro, na esperançade encontrar ainda um terceiro. Mas o terceiro parceiro
desejar e conceder, dar e tomar. percebe imediatamente que não dá para contar com essapessoa. Assim o novo
Aquele que desejaencontm-se numa posição inferior, pois se apresentacomo parceiro também Ihe dará apenasum pouco e no final eles terão a grande liberda-
o necessitado. Quando o outro não está necessitado e apenas concede, se apresen' de -- os dois permanecem sozinhos. Mas, o que se ganha com isso?
ta como aquele que dá, como o maior. AÍ, no fundo, a relação de casal está no fim. Ainda existem mais coisas a serem ditas, porém vou guardar para mais tarde.
Nessenível precisa-segarantir prirneimmente o equilíbrio pleno. Os dois precisam HELLINGERpízra Vlc/or Por que você ainda não trabalhou?
reconhecer primeiramente que são necessitadose que podem dar ao parceiro algo VICTOR Eu concluí os meus estudos enquanto estava com ela e tínhamos na
de especial. SÓentão existirá uma real consumação do amor época, uma criança. Quando temlinei os estudos, morávamos na América do Sul e
Tendo isso como base e seguindo este modelo, também a outra troca entre o lá não era muito fácil conseguir alguma coisa. Depois nos mudamos para Barcelona
dar e o tomar precisa se consumar na relação do casal.Quando um diz: "Eu tenho e fiz o mestrado, aliás, estou fazendo o mestrado. Nós temos dois filhos, e a minha
mulher trabalha.
um coração imenso, ele transbordade tanto amor" e cobre o parceiro com seu
amor, sente-segrande: "Eu amo." Mas, o que acontece com o outro? "Ah, ele deve HELLINGER E quem paga?
VECTORA minha mulher.
apenastomar." Então o outro não terá a oportunidade de devolver algo equivalen-
te, independente do que possa doar, pois o outro, com o seu suposto coração HELLINGERIsso é naturalmente o fim da relação de casal.
imenso,diz: "Eutenho suficiente."No enUnto,aqueleque estásendocoberto com para ogzz4m Existe um desnível tão grande entre dar e tomar que jamais poderá
esseamor logo se zangaráe não vai querer maisnada do outro ser recuperado por ele.
Em uma relação de casal cada um pode dar apenaso que o outro é capaz de
receber e devolver. Cada um pode tomar somente um pouco, jamais tudo. Por isso
damos apenas o tanto que o ouço pode tomar. Isso é novamente uma grande Quem recebeu demais, parte
renúncia que educa o casal.
A troca em uma relação de casalse dá, por um lado, pela necessidadede Quando, em um casal,um dos parceirosainda não concluiu a sua formação, e o
equilíbrio, por outro, porém, também em função do amor pela outra pessoa.Nessa outro paga, normalmente não existe mais a possibilidade de compensar tal coisa.
relação a necessidade de equilíbrio conecta-se com o amor. O que isso significa Por isso, pode-se observar que aquele que recebeu tanto, muitas vezes deixa a
concretamente?Logo que um recebe ou toma algo do outro, sente-se em dívida e relação, pois sem equila)río não há relação de casal, isso é uma lei.
então também dá algo, mas não apenas a mesma coisa ou na mesma medida. Por O mesmo vale quando alguém casa com o outro por pena. A pessoa, pela
amaro outro ele daráum pouco mais.É o que acontecena relaçãode casal. qual se sente tamanha pena, parte, pois ela jamais poderá compensar isso. Quando
Quando se ama dá-se um pouco mais, porém apenas um pouco, senão a coisa se alguémcasacom uma pessoadeficiente, observa-sefrequentemente,que o par-
torna novamente perigosa. O outro toma o que é dado e também se sente em ceiro deficiente demanda cada vez mais. Ele não reconhece o que significa o fato
dívida e, assim,devolve algo ao outro. E novamente um pouco mais, pois ele o de o outro ter se casadocom ele. Tal relação se desmanchafacilmente.Devemos
saber:o equilíbrio entre dar e tomar é a base de toda relação de casal.
Essesmuitos "poucos", no final, conduzem à plenitude. Começamos modes-
tamente e aumentamos o dar e o tomar passo a passo- Assim, cresce a felicidade HELLINGER ólrx5sum /e/lerá,para }4cfor O que devemos fazer agora?
em uma relação de casal.No entanto, issotem uma gmnde "desvantagem".Quanto VECTOR Tinha receio de que você dissesse isso.
HELLINGER Você também sabia
mais o homem e a mulher se dão, mais dúícil será uma separação, pois a troca entre
dar e tomar une. Por isso quem almeja certa independência, quem pensa que VICTOR Eu conheço o seu trabalho e com relação a estetema sempre pensei
aquele parceiro talvez não seja a pessoa certa, quem sabe exista algo diferente ou também em minha própria família
melhor; deve apenas dar e tomar pouco. Assim mantém certa liberdade, uma liber- HEIN.INGERpara ogz7€r)oNo final ele termina o mestrado e perde a sua família
dade de trocar de parceiro. E este o preço. Se tivesse desistido de seus estudos e aceitado algum trabalho,
responsabilizando-sepor sua mulher e filhos, ele seria grande. Agora é pequeno.
O PRIMEIRODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura 2
HELLINGER czfós z/m /e?7zpo,
pilha }qc/or e .4/ózda Na verdade eu deveria parar
agora, mas vou constelar a situação de vocês. Vamos ver se temos sorte. Vocês
concordam?

C)sdois acenam com a cabeça. Mana seca as lághmm

HELLINGER Estábem.
pízra .4{adcz Você constela: ele, você e os filhos

Figura l

HELLINGER para o gzzzPOO que o representantedo marido fez se opõe aos


movimentos da alma. Ele pensa que conseguirá algum efeito manipulando.
para os zq)rPsen/antes Posicionem-se como antes e não se movam.

Hetlingcr t70ca o reP'esentante do marido, poispercebe que ele não estácentrado

Figura 3

H comem (=Victor)
M Mulher (= Marca)
FI
F2
Primeiro filho
Segundo filho

Após um tempo, os $1bos se aproMmam e se alm'açam por trás. Depôs o repre-


sentante do marido tenLaposicionar-se entre a mutba e osfilbos. Coloca o braço
+
em torno da mulher eP'oculta unir todos em um pequeno círculo.
®

Apósum temPO,Hellinger coloca o marido em um lugar mais afastado


O PRIMEIRODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura 5
Figura 4

HELLINGER para o mózddo Como você se sente aqui? HELLINGER para a mu/ber E agora?
REPRESENT.ANTE DAMULHER Estou comfrio e nervosa.
REPRESENT.AN'rE
DO MARIDO ])ifícil. Estoumuito triste e um pouco aliviado.
HELLINGER pzznnózm /ber E com você? O que acontece? HELLINGER pariu oli/bo mais oe/bo E você?
REPRESENTIANTE
DA MULHER A mesmacoisa. Triste e ao mesmo tempo agra- PRIMEIRO FILHO Gostaria que o meu pai estivesse ao lado da minha mãe.
dável. SEGUNDOFILHO Sinto-me um pouco melhor, pois agora eu a vejo, ela está
diante de mim.
HELLINGER pczru olilbo mais ue/bo E você?
PRIMEIROFILHO Acho que estou protegendo o meu imlão. Sinto-me bem, mas HELLINGER para og72zpo É natural que os filhos queimm os pais sempre Juntos.
também quero estar com a minha mãe. HELLINGER pzzru o mízHdo Algo mudou para você?
SEGUNDO FILHO Aqui com o meu irmão eu me sinto bem, mas parece que os DO MARIDO Está indo rápido demais algo me puxa lá para
REPRESENT.ANT.[:
meus pais estão muito afastados. üás
HELLINGERIçou colocarvocê diante de sua mulher.
Heltinger coloca a muLbw diante dos$tbos.
O PRIMEIRODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura 6 Figura 7

HELLINGERpzzrno mando Curve-sediante dela, o quanto você sentir que seja Osdois se olham deforma amável
adequado.
HELLINGERpczru ogzzzPOAgora ele se tomou grande. Agora ele é o homem
REPRESENTIAN'lE
DO MARIDO acenízcom a cczóeç;óz
Ê exatamenteissoque eu
queria fazer antes. O marido acena com a cabeça e otk)a para os seus$1bos. Depois coloca o braço
em torna de sua mulher. Eles se abraçam amorosawKnte. Os dois$1hos se segu-
Elejaz uma reverêncialonga eprofunda diante da mulher.A representanteda ram peh mão.
mulberacena com a cabeça. MctHa chora. 71pósum tempo, Hall nger ergue nova-
mente o reP'esentante do homem. HELLINGERpízrn osJ{/bos Como vocês estão?
PRIMEIRO FILHO Eu quero ir até lá.
HELLINGERpózrna mu/ber O que se passacom você? HELLINGERNão, vocês precisam permanecer aqui.
REPRESENT.ANTEDA MULHER Também quero me curvar.
SEGUNDO FILHO Meu pai recuperou a sua grandeza.
HELLINGER Não, você não pode fazer isso.
HELLINGER para ogz7zPOOs filhos não podem se meter nisso. Isso aí acontece
para ogrzzpo É muito importante que ela não faça isso. Se ela o fizesse, isso seria por conta própria.
uma pena. Ela precisa'assumir a sua grandeza. O que ela realizou na família possui
HELLINGER pózxa.alada Como você está?
gmndeza. MARIA É isso que eu quero.
HELLINGER pzzrn íz mu/óer Como se sente quando digo isso?
HELLINGER para Uícfor E você?
REPRESENT)\NTE DAMULHER Eu concordo.
VICTOR Sinto-me muito triste. Z?/esz/#){ra.
HELLINGER pczrn o mczNdo E com você, agora? HELLINGERpízra og/!zPO Decisões importantes o esperam. Agora vou fazer um
REPjiESENTIANTE
DO MARIDO Eu a amo.
exercício, separado dessa constelação.
A r(4rresentanteda mulher h e a suajace se ilumina. Mania parou de chorar. Ela para os rq)reses/czn es óZacotas/e/caçãoVocês permaneçam nesta posição
seesi)regutça e se etBue.
Hetltnger escolhe um rÉ4)Tesa'ltantePara o mestrado e uma r(4)resentantePara a
HELLINGERAgora vou experimentar algo. faminta e os coloca um diante do outro. D(»ois escolheum rel)resentantepara
Heltingerposiciona o homem ao Lado da mulher. Victot e o colocajunto a eles.
AMOR A SEGUNDA VISTA O PRIMEIRODIA

Figura 8 Figura 9

Ms Mestrado
Fa Família
Após um temPO,o representante do mestrado se üra para a representante da
H comem (=Victor)
famtaia. Os dois se olham. Ele coloca o braço em torno dela e os dois olham para
HELLINGER para os répresen/an/esdo mes/fado e dalamz#!a Vocês dois perma- o homem.No meh disso,o representantedo mestradoolha repetidamel'repara
neçam aqui. a famtaia .
Durante muito temPO
o homempermaneceindeciso.Em seguidadá um
O r(presentante de Viciar alba atternadamentePara o mestradoapara ajamtüia. passopara frente. Ele coloca a mão esquerda no peito, depor a abafa e sustyira
Depoisfaz um moúwwnto resignado com a mão esquerda. profundamente. Após tlm tempo, dá novamente um largo passo à j'ente, sacode
a cabeça,olha intevlsamentepara o mestrado,dá mab um passo à frente, alba
HELLINGER aos represen/antes do mé?sfrndoe dízlamz#ííz Vocês agora podem se
brwemel'repara afamtüia e nouamel"LteParao mestrado,olha rapidamentepara
movimentar, se quiserem, do modo como emerge da alma, mas bem devagar.
trás, olha mais uma uezpara o mestrado,posiciona-se em seguida ao lado da
A representante da.famiüia olha para o homem e se üra para ele. Após üm tempo, faminta e coloca o braço em tombociCIa.Também ajamtaia coloca o braço em
o rep'esentante do mestrado uai até a representante dajamlüia e se posicü)na ao torno dele, o mestrado abraça os dob e acaricia a cabeça do homem com a mão.
!ado dela. Então o homem encosta a sua cabeça no ombro da.famtüia. Assim permanecem
durante um temi)o, embalando-se lwemente.
O PRIMEIRODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura 12

FI

Qtlando eles estão em setASlugares, se abbraçam por trás epelajrente, seguram-se


Após um temPO, o mestrado se recolhe. O homem e a multa se abraçam profun pelas mãos. Mana chora
demente como um casal. Assim berma?icem por um longo temPO.
HELLINGERpara Uícfor Agora olhe para sua mulher.

Osdois seposicionam um diante do outro

Figura 13

© FI

F2

HELLINGER pózra essesz@resen/óznfes Está bem, agradeço a vocês.


puna 14cloreJ4aHzzAgora vocês vão para os seuslugares na primeira constelação
O PRIMEIRODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

HELLINGER para ogrz4)o Porque antes fui muito duro com o homem, ainda vou
HELLINGER pózra Víc/or Diga a ela: "Agora você pode contar comigo."
vlCTOR Agora você pode contar comigo. fazer algo de especial para os dois.

MaT'ü acena com a cabeça,começaa chorar, inclina a cabeçae depoiso busto Hetlingerescolherepreserltantespara
a mãedemarca,avós,bisavóse aindapara
Vectorcoloca o braço em seü ombro e depoisa evguepara que o olhe nos olhos uma outra ancestral e asPosiciona atrás de Mav'ia. D(pois escolhe representantes
para opas de Vector,para osseusauâs,IHsauâs e a n(apara um outro ancestra!
HELLINGER Diga-lhe mais uma vez. e os posiciona atrás de Vector.Os rep'esentantes dos ancestrais se posicionam
vlCTOR Agora você pode contar comigo. atrás de Vectore Maça e colocam as sum mãos naspessoas que estãoenfrente.

Mana o alba nos olhose respiraWfundamente. Figura 15

HELLINGER pilha 14clor Vá para dentro da força. P'


para JldaHíz E você também, vá para a força.

Os dois se dão as mãos.

HELLINGER Com força, façam tudo com força.


'Agora você
para yíc/or Nada de fraqueza. Saia da fraqueza Diga claramente: p"'q;F '"Ç#''. '-W,' -
pode contar comigo.'
vlCTOR Agora você pode contar comigo.
i'
@ FI
HELLINGER para ogmpo

}KaNa acena c07n a cal9eça.


Isso soou bem.

+ .F2

HELLINGER pczra.4/ada Diga a ele: "Eu persevero."


MA.RIA Eu persevero.
''1
HELLINGER ceposum /e/7zpoAgora fiquem novamente um ao lado do outro.

Figura 14

P Pai
Õ
BÕ Bisavó
AI Ancestral de Vector
M Mãe
Ó AvÓ
BÓ Bisav(5
A2 Ancestral de Mana

HELLINGER ó#)ós um /ePnpo,para }qcfor e .44aNa Virem-se e olhem para trás.


Todos eles enfrentaram a vida antes de vocês. E assim vocês também a enfrentarão
com a força deles.

Vectoruai até o seu pai e o abraça. Os seus ancestraispressionam parafrente e o


abraçampor todosos lados. EntãoMaüa uai atéa sua mãe e a abraça. Também
O PRIMEIRO DIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

ds Figura 17
os seus ancestral pressionam para frente e a abraçam por todos os lados
mulheres iniciam um movimento de embalo.

Figura 16

© FI
F2

HEUINGER pózra }qcfore.44ada Como é isso agora?


VICTOR Bom.
MARIA Paramim é importante que ele tenha força.
HELLINGER z#xjs um fe/zz/»,para Vícfor e 714adczAgora virem-se novamente, HELLINGERExatamente.
fiquem um ao lado do outro e olhem-se. para o gr7lPO Mulheres querem homens fortes. Apenas algumas feministas que
rem homens fracos.
HELLINGERpózxuoJ2/bomais ue/óo Como você está?
PRIMEIRO FILHO Estou satisfeito e me sinto muito bem.
SEGUNDO FILHO Sinto que posso ser pequeno.
HELLINGER Exatamente.
pczra Wíc/ore.44ada É isso.

Osdois agradecem a Hetlinger.

O procedimento

Nestaconstelação pudemos descobrir muito sobre relações de casal.Demonstrei


também alguns importantes modos de procedimento. Isso já começou com a mi-
nha pergunta a respeito da questão. Vocês entenderam o que o homem disse em
relação a isso? Quem permanece tão vago e genérico em suas declarações não está
AMOR A SEGUNDA VISTA

realmente conectado à questão. Se eu tivesse entrado nisso, não poderíamos ter


chegadoa esseresultado.Apenasdepois o tema real veio à luz: a mulher dá e ele
Luas e Rosa
toma. O que eu disse antes a respeito disso -- que não funciona -- é verdade. No
fundo, isso não funciona. O terapeuta deve saber disso e também deve ousar
"Agora você pode me ter como sua mulher"
verbalizá-lo. SÓdepois se pede perceber a real seriedade, tanto no homem quanto
na mulher e não se jogou mais. Os dois estavamsendo plenamente confrontados
com a sua realidade.
Em seguida pude constelar a família e ver se ainda existia uma solução. Algo HELLINGER Quem.quer trabalhar?
de importante veio à tona. Quando ele se curvou diante de sua mulher, quando para Z grosa Vou trabalhar com vocês
apreciou o que ela fez por ele, isso teve tanto peso que compensou o que recebeu para ogml/)o, (XP(is
um /e7npo Quando olhamos para este casal,quem estásofren-
e tomou. Essa humildade e esse reconhecimento devolvemm à mulher a sua digni- do?A mulher estásofrendo. Por isso vou começar com ela.
dade. Quando ele o fez, tomou-se grande.Apenas a paíür dessahumildade tomou- para Rosa De que se traia?
se grande. ROSA Meu marido vive em La Coruíía, bem no norte da Espinha e eu vivo com os
Em seguÍçl3.g.çç)loqu à meus filhos em Cádiz, bem no sul. Há pouco tempo atrás ele encontrou um traba-
direita, a mulher se contar com ele. Através lho e estamospensando sobre a possibilidade de segui-lo. Além disso, estou preo
ãÉ;i;;ã;pende nada de seu tamanho, pelo contrário. O maíído, no entanto, perce' cupada com meu filho mais velho, pois ele tem um canal lacrirnal entupido. Apesar
be agora a sua real responsabilidade. Quando o homem está ao lado esquerdo de de lá ter sido operado, não melhora.
sua mulher, possui uma certa liberdade de cometer qualquer tipo de travessura. HELLINGER Quantos filhos vocês têm?
Nesse caso a mulher muitas vezes se responsabiliza também por ele mas, então ele ROSA dois.
é pequeno. HELLINGER Porque o marido não permaneceu em Cádiz?
--- b Naturalmente existem muitas constelações onde a mulher precisa estar do LUASDeixei Cádiz, porque minha mulher me expulsou. Meu filho maisvelho de
lado direito, mas por outras razões. Ao decorrer deste curso isso ainda vai se tomar dois anos me disse: "Papal vá embora." Quando ela engravidou, decidi cuidar mais
claro da casa.Anumei a casa, pintei-a, coloquei o jardim em ordem. Acompanhei o parto
Eu fiz ainda uma constelaçãointermediária para ver se e como o conflito e assumi o bebê quando estava com quatro meses, pois a licença matemidade aqui
entre a profissão de um lado e a família de outro pode ser resolvido. Não achei o é muito curta. Fiquei em casaaté ele completar dois anos. Depois a situaçãose
homem disposto a desistir de seus estudos. Mostrou-se quanto esforço e quanta tomou insustentável
decisão Ihe foram exigidos para realmente fazê-lo. O que mais tarde deve e pode
ser feito em detalhe ainda se revelará. Aqui apenas apresentou-se a real seriedade HEIN.INGER Não devemos deixar alguém falar demais, senão a energia vai embo-
da questão ao casal. ra. O essencial nós já ouvimos no início: que a mulher o expulsou. Isso basta para o
E aí se evidenciou que o casal por si só é fmco demais para concretizar as trabalho. O que ele disse, além disso, não é importante. A pergunta agora é: qual é
compreensões aqui adquiridas, mas quando eles percebem, atrás de si, os seus aqui o procedimento adequado?
ancestrais,que realizaram a vida também sob grandes desafios, ganham força. O pczrnRosózEle não parece ser exatamente um crüninosa, não é?
que essecasal viu como um problema especial apresenta-se,comparado àquilo, ROSA o/bczPíznao seu mízddo Não, isso ele não é.
como algo insignificante e pequeno. HELLINGERExatamente. Portanto é estranho você querer expulsa-lo.
para }qcfore114aHa Com os seus ancestrais atrás de vocês também conseguirão. pzzxaogmPO Num caso assim suponho que algo na família de origem precisa ser
colocado em ordem. Então o problema tem pouco a ver com a relação deles
REPRESENTAR-l'lE
DE VKl;TOR Gostariaainda de acrescentaralgo. Inicialmente me enquanto casal,masalgo da família de origem da mulher estáaquando.Por issovou
senti como se estivesseparalisado.A decisão pela família não podia ter partido começar com a família de origem dela.
apenas de mim. Na verdade restava apenas o caminho para o mestrado. Apenas para Rosa Então,o que aconteceunela?
quando a mulher sorriu para mim, existiu algo como uma permissão para ir mais ROSA O que acontece em relação ao que acabamosde falar é que minha mãe
uma vez até ela.
sempre desvalorizou meu pai e também a sua família.
HELLINGER pzzru uícfore.A4czda Isso ainda foi importante para vocês.
AMOR A SEGUNDA VISTA O PRIMEIRODIA

HELLINGER Aconteceu algo de especial nas famílias, por exemplo, uma morte HELLINGERpczxnogzzePOQuando olhamos para esta constelação, vemos que o
precoce, um acidente ou um crime? pai é expulso. Encontramos a mesma situação que ela relatou de sua família anual.
ROSA Minha mãe tinha um tio que morreu de forma trágica, ele foi praticamente O pai é excluído. A mulher também precisa expulsar o seu marido, pois assimela
espetado por uma estaca. se sente ligada à sua família. Caso ela fique com ele, terá a vida toda uma consciên-
HELLINGER Por que? cia pesada,mas o homem é totalmente inocente.
ROSA Foi um acidente, não sei maisdo que isso.Também um primo do meu pai com a conscien-
para Rosa Você sabe o que estáfazendo com ele?É criminoso
se suicidou. Dizem que o acusaram de um roubo que ele não cometeu. Em minha cia limpa. É assim. Denominamos isso emaranhamento.
família mais próxima, que eu conheci, um cunhado de minha mãe morreu em uu para o g7zz@oAgora precisamosprimeiramente colocar algo em ordem nessa
acidente de carro. família, para que ela possa ficar com o seu marido, com a consciência limpa.
HELLINGER para ogz2€po Mesmo com essasinfomlações ainda não sabemos o para .Rosa Você concorda?
que é realmente importante. Por issovou começar simplesmente a constelar a ROSA Sim,naturalmente.
família. Talvez percebamos, a partir das reações dos representantes, o que deve HELLINGER para o comem Você também concorda?
ser considerado. Através dessas reações obteremos as informações importantes. LUIS Sim.
HELLINGER para Rosa Quantos filhos vocês eram em casa?
ROSA Três imlãs. Eleabaixo a cabeça e estácomovido
HELLINGER Algum dos pais teve uma relação importante antes de se casar?
HELLINGERpízra ogrwPO Agora ele se sente apreciado por mim.
ROSA Que eu saiba, não.
HELL]NGER Então, precisamos do pai, da mãe e dos três filhos. Que posição você para os rePresetttantes, ao uer que estão quwetldo se maoimentar Nào se mexam.
para ogrzzpo Em uma constelaçãoassimnão se deve seguir os movimentos da
ocupa entre os filhos?
ROSA Sou a mais velha. alma, isto é, permitir aos representantes que se movimentem da forma que dese.
jam. Isso conduz facilmente à confusão. Aqui o terapeuta conduz.
Figura l HELLINGERpara .RosízO que ocorreu na família de sua mãe?
ROSA O quê?Acontecimentos?O que pode ter acontecido?
HELLINGER O que houve com sua mãe, seu pai, seus imaãos?
ROSA Minha mãe desconsiderou meu avâ e a sua família.
HELLINGER para o gz7zpo As pessoas que podem ajudar agora seriam os seus
pais. Agora vou coloca-los aqui.

Hellinger escolhe os representantes e os posiciona

F3.

P Pai
M Mãe
FI Primeira bilha (Rosa)
F2 Segunda filha
F3 Terceira filha
O PRIMEIRODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura 4
Figura 2

PM Pai da mãe MPM Mãe do pai da mãe


MM Mãe da mãe
HELLINGER ó#)(5s
um /e7tzpo,
para o gnepo Faltava-lhe a mãe, pede-se ver isso
Com a sua mãe atrás de si ele adquiriu força.
HELLINGER í2pósHm rezzzpo, para ogrwpo O pai da mãe não está bem.
para a mãe Ajoelhe diante dele, curve-se bem profundamente e estenda as mãos Após um tempo, Hetlingerposictona a mãe do pa{ da mãe ao !ado direito dele.
para a frente
cz/xjsum [e/zlr)o,pízru se pal Não faça nada. Apenas fique aqui. Figura 5

Figura 3

Opas da mãe soluça

Após um tempo, Hellinger escolheuma rep'esetttante para a mãe do pai da mãe HELLINGERpczraogrwpo É bonito ver o efeito disso para o homem.
e o coloca atrás do pai. HELLINGERpczra a mc2edopar cía mãe Como você se sente ao lado do filho?
O PRIMEIRODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

MÃE DO PAI DAMAE Eu me sinto carinhosa. Figura 7

HELLINGER pózm a mãe Levante-se, porém permaneça ainda ajoelhada e olhe


pam Isso.
HELLINGER ólpós m /e#lzpo,
para a mãe da mãe Como você se sente?
MÃE DA MÃE Estou muito comovida e preocupada com ele
HELLINGERpara ózmãe Agora você pode se levantar. .F3' MPM
ap(5s um /e/npo Sim, vá até ele.

Ela uai até o seupai e o abraça. Ele a segura carinhosamente e acaHcia a sua @
cabeça e pamanecem assim por algum tempo.
®
Figura 6

Pai e mãe se segurampelas mãos. O segundo e o terceiro$1bo se abraçam por


trás

HELLINGER pzzra os/i/bos Vou trazer vocês para cá, para a esfera de seu pai

Figura 8

MPM
Após um tempo Heltinger desfaz o abraço.

HELLINGER para a mãe Como você se sente?


MAE Bem.

Hellinger coloca a imagem da solução

HELLINGERpczru ogrwPO O homem agora está ótimo


pczxna n#)reses/ante de RoszzO que há com você?
PRIMEIRAFILHA Eu não estou bem, não me sinto bem. Eu sinto uma cisãoentre
asminhas imiãs e o resto da família.
O PRIMEIRODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

HELLINGER Agora ajoelhe-mediantede seu pai e curve-se profundamente. Figura lO

pózxnczsoulzasli/bala Afastem-seum pouco

As outras$1bas se clflastam um pouco, porém continuam bem abraçadas.

Figura 9

PP Pai do pai
MP Mãe do pai

HELIJlqGERpilha o.fmi Diga a eles: "Agom vou pam a minha mulher e meus filhos.
PAI Agora vou para a minha mulher e meus filhos.
HELLINGER"Agora deixo meu pai e a minha mãe e vou para a minha mulher e
meus alhos."
A representante de Rosa cok)ca as mãos no peito, se ajoelha e inclina-se profun-
damente diante de seu pa{. Permanece assim por um longo tem4x).
Após um tempo, o homem toma a sua mulberlNta mão, separa-a de seuspais e
HELLINGER pzzna.Rosóz
O que aconteceu na família do pai? t;ai com eta até os seus.filhos. A representante de Rosa o abraça. Depois todos se
ROSA Meu pai é o único filho ao lado de três irmãs. Acho que ele sempre se sentiu abraçamprofundamente.
responsável por levar a sua família adiante, em um sentido mais amplo, de cuidar
Figura ll
dela. Ele comprou uma casa ou um apartamento para os seus pais e também para
sua irmã mais nova.

A representante de Rosa se ergue e permanece ainda dejoetbos.

AI)ósum tempo,Hellingerescolheum representantePara


o pai do pai e para a
sua mãe e os coloca em seu campo de visão.
AMOR A SEGUNDA VISTA O PRIMEIRODIA

Luas coloca a sua mão nas costas de sua mulher. Ela seca as lágrimas. Elepega a LUASAqui vocês são os pequenos.
mão dela, porém a larga noualttevtte. HELLINGERpczra os/i/bos Como é isso?
HetLinger coloca o homem e a mulher um pouco para trás. Posiciona a PRIMEIROFILHO Melhor.
SEGUNDOFILHO Melhor, mas sinto um pouco de inquietação.
representante de Rosa à esquerda, ao lado de setapai e pede aos outros represett-
Lantes que se sentem. Depois coloca Rosa e o seu mando na constelação e ainda HELLINGER Ajoelhe-se diante de seu pai e curve-se profundamente
escolhe r(4n'esentantes para os dois $1bos e os coloca diante de seus pais.
Ete se qoelba diante de seu pai, cama-se até o chão, estes'tdeos seus braços com
Figura 12 asPalmas das mãos uiradaspara cima.

Figura 13

Mu Mulher (grosa), antes FI


Ma Marido (=Luís)
Fil Pri:rneiro filho de Luas e Rosa
Fi2 Segundo filho de Luas e Rosa HELLINGERclrxisum íe#nPOLevante se e diga a ele: "Por favor, olhe para mim
como seu fHho
HELLINGER aPÓs m /emPO,para RosízOlhe para seu marido e diga: 'Eu sinto
muito' SEGUNDOFILHO Por favor, olhe para mim como seu filho
ROSA Eu sinto muito. HELLINGERpczraZu& Vá até ele e o levante.
HELLINGER "Agora eu sinto muito' Luasuai até o seu$tbo, puxa-o para si e os dois se abraçam jonemet'lte. Depois o
ROSA Agora eu sinto muito. Bebo$ca novamente ao lado de seu irmão.
Ela uai até ete e os dois se abraçam pvlofundamente

HEll,INGER ó#xisum /etltrm,pízrn RosózAgora olhe para as criançase diga "0 pai
de vocês é o melhor.
ROSA O pai de vocês é o melhor.
HELLINGER "Para mim, ele é o melhor.
ROSA Paramim, ele é o melhor
HELLINGER para Zuâ E diga aos filhos: "Aqui vocês não têm nada que se meter'
LUIS Aqui vocês não têm nada que se meter.
HELLINGER "Aqui vocês são os pequenos."
l
O PRIMEIRODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura 15
Figura 14

HEl:[.INGER para esseli/bo Como você se sente agora? Osegundo.Dlboacenajonemente, concordando, com a cabeça
SEGUNDO FILHO Melhor. Ainda falta algo, mas eu me sinto melhor. Também não HELLINGER parra Zu e RoszzEstá bem, agora conseguimos.
posso olhar tranqüilamente para a mãe, algo ainda está em aberto
HELLINGER para Rosa Diga ao seu marido: "Eu fico."
ROSA Eu fico.
A prior'idade do novo
HELLINGER "Agora você pode contar comigo.'
ROSA Agora você pode contar comigo. HELLINGER pczrn ogzzzPOSetivéssemos trabalhado apenas com o casal, isolada-
HELLINGER "Agora você pode me ter como a sua mulher. mente, não teríamos encontrado uma solução. Precisávamos resolver prüneimmen-
ROSA Agora você pode me ter como a sua mulher. [ealgo na família de origem da mulher. Depois de a mulher ter visto o que aconte-
HELLINGER "E eu tomo você como o meu marido. ciapor lá, recebeude lá a pemlissão de assumiro marido. Quando o seu pai se
ROSA E eu tomo você como o meu marido. despediu da família dele, ela também obteve a permissão de se despedir de sua
HELLINGER Agora ela disse. família de origem e de virar-se para o seu marido.
o segundo./i/bo ízcenalo emc?nze
com íz cózZuç;zz
Isso me acalma muito. ROSAParamim foi muito importantever que o meu pai se despediu de sua
HELLINGER aoJ!/bo mais oe/bo E para você agora? fàmãh.
PRIMEIROFILHO Estou muito comovido e, ao mesmo tempo, aliviado e mais HEllINGER para ogrwPO Sem a separação plena da família de origem, a relação
calmo. de casalfica sobrecarregada. Ninguém pode se esquivar desse passo., Isso tem a
ver simultaneamente com a culpa e a inocência. Sentimo-nos culpados quando nos
Hellingerjaz com que ospais troquem de lado e pede aospais da mãe que despedimosda família de origem e nos viramos para o parceiro novo, apesarde os
passempara o segundo plano pais permanecerem presentes e poderem permanecer presentes. Mas não se pode
pemiitir que eles interfiram na relação de casal e nem também atravésde seu mau
exemplo.
pczxnRosa O sistemanovo sempre tem prioridade em relação ao antigo. Portanto
a fmüia anualtem prioridade em relação à antiga. Agora, se você se despedir da
família de origem, também precisa despedir-se de um modelo, do modelo de que
r'
AMOR A SEGUNDA VISTA O PRIMEIRODIA

o homem tem que ir embora. Aliás, quando um homem é estimado, ele se torna podem se desenvolverdentro de uma ordem, e essaordem é prescrita.
especialmente bonito. Quando sabemos algo sobre as ordens do amor, então o nosso amor e uma
relaçãopossuem a maior chance de se desenvolverem plenamente. Hoje de ma-
Rosa ri e olha para o seu marido. nhãjá descrevi algumas ordens do amor. Uma delas foi que aquilo que é diferente
HELLINGER Tudo bem? Está bem, foi isso. Tudo de bom para vocês. possui o mesmo valor. Homens e mulheres são diferentes, porém possuem o mes-
mo valor. Quando o casal reconhece isso, o seu amor possui uma chance maior.
A segunda ordem é que o dar e o tomar precisam estar em equilíbrio. Quando
um precisa dar mais que o outro, a relação está perturbada. Esseequilíbrio é neces
Pais são grandes, e nulos, pequenos sério. Em relação ao equilíbrio, mais uma coisa precisa ser considerada. Hoje de
manhãeu falei sobre como a necessidadede equilíbrio deve confluir com o amor e
HELL]NGER pózru o gzzzR) Nesta constelação foi preciso considerar que aqueles como, a partir disso, a troca cresce.
que não foram respeitados não devem facilitar nada para aqueles que foram pre- Essanecessidadede equilíbrio também existe no sentido negativo. Quando
sunçosos. Quando têm diante de si uma criança presunçosa, bons pais sentem a um parceiro atinge o outro, o outro sente a necessidade de atingi-lo também. Ele se
necessidade de cooperar. Também alguns terapeutas sentem a necessidade de
sente relido em sua dignidade e por isso acredita ter o direito de ferir igualmente o
cooperar com um cliente, sem exigir dele aquilo que é realmente necessário.Um outro em sua dignidade. Essa necessidade é irresistível.
pai que foi desprezado permanece parado, ele não se dirige à criança. Nessahora Portanto, muitos que sofreram alguma injustiça sentem-seno direito de atingir
ela sabe que se trata de algo sério. o outro. Então a essa necessidade de equilíbrio acrescenta-se ainda o sentimentos
Muitasvezes,uma criançaque desprezou o seu pai perde o direito em rela agora possuo direitos especiais, através da injustiça que foi cometida contra mim
ção ao pai. Quando o pai coopera com ela, essefato é camuflado. Quando porém, possuo direitos especiais. Deste modo não atingimos o outro da mesma forma que
o pai diz "na realidade é assim, você me perdeu" , assume a sua dignidade e exige ele nos atingiu, mas sim o atingimos um pouco mais. Devido ao fato de um ter
da criança que ela o considere. Somentequando a dignidade é plenamente consi- atingido o outro um pouco mais, o segundo agora também se sente no direito de
derada a criança pode se dirigir ao pai grande, como criança pequena. atingiro primeiro e, por se sentir no direito, ele irá atingi-lo mais ainda. Intensüica-
É importante que na família os pais sejam e permaneçam grandes. Os filhos se dessemodo em uma relaçãoa troca de algo grave e, ao invés da felicidade,
não possuem os mesmos direitos dos pais, nem podem fazer as mesmas exigênci- crescea infelicidade
as. Os fHhos precisam pem)anecer pequenos. Somente assim eles se tomam gran- Pode-se reconhecer a qualidade de uma relação, conferindo se a boca aconte-
des. Os filhos que se dão ares de imporúncia permanecem pequenos a vida intei-
ce principalmente no bem ou no mal. E qual seria a solução?Existirá ainda alguma
ra. Inalados, porém pequenos. solução?Muda-se da troca de algo ruim para a troca de algo bom. E, como se faz
isso?

Existeum segredopara isso: vingamo-nosdo outro atravésdo amor.Isso


Amor e ordem significa: atinge-se o outro, porém um pouco menos. Assim cessa a troca de algo
ruim e os dois podem reiniciar uma boa forma de dar. Esseé um aspectoimportan-
HELLINGER pózraogzwpo Gostaria de dizer algo sobre o amor e a ordem. O que te das ordens do amor. Quando se sabe disso, muito nas famílias pode retomar um
é maior e o que é maisimportante?O amor ou a ordem?O que vem primeiro? rumo positivo.
Muitos acreditam que, quando se ama o suficiente,tudo fica em ordem. Muitos pais Por agora isso basta. Existem mais coisas a serem ditas a respeito disso -- mais
r
tarde
pensam que, quando amam os seus filhos o suficiente, esses se desenvolvem exa-
[amentedo modo que eles desejam.A maioria dos pais que pensamassimse
decepciona. O amor por si só, pelo visto, não basta
O amor precisa se inserir em uma ordem. A ordem é prescrita ao amor. Assim
também acontece na natureza: uma árvore se desenvolve segundo uma ordem
interior. Não é possível modifica-la. Ela pode se desenvolver apenas dentro dessa
ordem. O mesmo ocorre com o amor e com as relaçõesinterpessoais:elas só
O destino

HELLINGER Vamos prosseguir com o trabalho. Quem quer constelar?


p xa/uózn e Zsózbe/
Vou trabalhar com vocês dois. Nós já trabalhamos ontem, no
seminário de supervisão.
HELLINGER pczru lsózóe/ Como você está hoje?
ISABEL Bem, muito relaxada.
HELLINGER Que bom, isso me deixa contente.
para/uíz E o que se passa com você?
WiAN Sinto uma grande dor.
HELIINGER zlrxis ré97erí7"tampouco
Vou Ihe fazer uma pergunta: estador a ajuda
ou pesa? Refeita.
JUAN c#xisum /epnPOÉ um peso para ela.
HELLINGER Sim, é um peso.
para o grzzPO Para aqueles que não estavam presentes ontem: ela está muito
doente e o marido sofre com isso.
para/uan elsaóe/ Vou contar uma história:

O amor perante a despedida


Dois anos atrásesteveem um workshop um casalidoso. O homem tinha câncer
com metástasese os dois tinham mais de 70 anos. Eles queriam constelar comigo a
sua família. Eu pedi que viessem até mim e se sentassem ao meu lado, prüneiro o
homem e ao lado dele a mulher. Então disse a eles: toda relação termina, ela existe
apenasduranteum tempo e chegaa hora na qual precisamosnos despedirum do
outro. Durante a relação nós nos exercitamos nesta despedida. Cada cíjse em uma
relaçãode casal nos força a nos despedirmos de algo. Afinal, a relação de casal é
sempreuma relação perante o morrer. Todo esse empreendimento -- relação de
casal-- existe apenasporque a morte existe. Os pais têm filhos para que a vida
prossiga,quando morrerem. O seu amor é sempre um amor perante a despedida e
ela é dolorosa
Mas nessa despedida algo especial está oculto. Quando vemos que uma rela-
ção é apenasuma relação temporária, então o tempo, com o qual somos presente-
ados,toma-se precioso. Quando isso é reconhecido e apreciado, a relação atinge
uma profundeza especial. Então eu disse a esse casal: agora chegou a hora da
r'
O PRIMEIRODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura 2
despedida. A mulher chorava muito. Eu a convidei a olhar nos olhos do marido e a
dizer: "Eu permaneço enquanto me é permitido. Eu amo você enquanto me e
permitido. Eu cuido de você enquanto me é permitido." E o homem olhou nos
olhos de sua mulher e Ihe disse:"Eu pemlaneço com você enquanto me e perml'
tido." De repente vimos um amor imenso entre os dois, a profundeza de um amor,
raramente vista.

para/uan Assim você pode transformar a sua tristeza em um amor muito especial
A sua mulher também sente dor quando vê a sua dor. Quando vocês dois dizem um
ao outro: "Eu pemlaneço com você enquanto me é pemiitido. Eu amo você en-
quanto me é permitido", vocês se curvam diante de algo maior, algo que está para
além do amor e da vida, e o amor de vocês se toma especialmente precioso.

HELLINGER Agora olhem um para o outro

Os dois se olham nos olhos, tomam-sepelas mãos e se abraçam. lsabel chora

HELLINGER l2@(jS
um fe77z/mAgora se levantem e fiquem um ao lado do outro. D Destino

Figura l HELLINGER paraluan elscz&e/Esseé o destino, o que quer que isso signifique, o
destino como estádetemlinado para cada um.
para /sabe/ Da fobia que é detemlinado para você, da forma que é determinado
para ele. Vocês têm filhos?

Osdois acenam que sim com a cabeça

HELLINGERE da fomla que é determinado para os filhos. Da comia que é deter


minado para cada um. Simplesmente olhem para ele.
cqMsam /e/npo Curvem-sediante dele bem de leve, bem de leve.

Os dois se curvam, o homem soluça

HELLINGERpara o zlcPresen/afere
do óZesfínoAgora vá até lá e abraceos dois

Ma Marido (::juan)
Mu Mulher (=lsabel)

Eles seposicianam um ao lado do outt"o e seguram-se pelas mãos HelLinger esco-


lbe üm reP'esentantepara o destino e o coloca diante deles.
r'
O PRIMEIRODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura 3 Ihe falar do meu desejo vou incomoda-lo, e ele pode pensar que sou um inconve-
niente." Então, ao se aproximar do portão do jardim, apenas acena para o fazendei-
ro e passa adiante

O fazendeiro, por sua vez, o avistou de longe e se alegrou: "Graçasa Deus:


pensou, "finalmente aparece alguém neste lugar ermo. Tomara que ele venha à
minha casa. Então vamos beber juntos e talvez a gente ainda se sente na varanda e
converse, antes que ele prossiga sua caminhada." E foi para dentro de casa para
começar a esfriar a bebida.

Porém, ao ver o estranho chegar perto, começou também a ter suas dúvidas: "Ele
provavelmente estácom pressa,e se eu Ihe falar de meu desejo irei incomoda-lo,
e ele poderá achar que o estou pressionando. Contudo, talvez ele tenha sede e
venha espontaneamente à minha casa. Acho melhor ficar no jardim, na frente da
casa,e fingir que estou ocupado. Lá ele terá de me ver, e se realmente quiser vir à
minha casa, ele certamente dirá." Então, quando o outro apenas Ihe acenou de
longe e continuou seu caminho, ele disse: "Que penal"

Mas o estranho continua a caminhar. O sol sobe ainda mais alto, a sede aumenta e
Os três seabraçam.Juan e lsabet colocama sua cabeçano ombro do destino.
passam-sehoras, até que ele avista outra fazenda. Então diz a si mesmo: "Desta vez
Depois o homem abaixo o braço direito. Quando, após um tempo, Hellinger irei à casado fazendeiro, quer isso o incomode, quer não. Tenho tanta sede, preciso
dissotue o abraço, eles enxugam as suas Lágrimas.
beber alguma coisa.
HELLINGER Vou parar por aqui. Tudo de bom para vocês.
Enüetanto,o fazendeiro também o avistou de longe e pensou: "Tomara que ele não
venha à minha casa. SÓme faltava essa.Tenho muito que fazer e não posso ainda me
Juan e lsat»t se comam levemente diante de Heltinger e retornam aos sem lugares.
(Continuação lsabel na página lll) preocupar com outras pessoas." E continuou a üabalhar, sem levantar os olhos.

HELLINGERpara ogml/» Vou contar uma história para vocês. O estranho porém o avistou no campo, foi até ele e disse: "Tenho muita sede. Por
Favor,dê-me algo para beber." O fazendeiro pensou: "Agora não posso manda-lo
embom, afinal também sou um ser humano". Levou-o à sua casa e Ihe trouxe algo
parabeber.
O hóspede
O estranho disse: "Reparei em seu jardim. Nota-se que aqui trabalhou um entendi-
Em algum lugar, muito longe daqui, onde antigamente era o faroeste, alguém cami- do que ama as plantas e sabe de que elas precisam." O fazendeiro ficou contente
nha com uma mochila nas costas por uma vasta paisagem deserta. Depois de e disse:"Pelo que vejo, você também entende disso." Sentaram-see tiveram uma
caminhar horas a fio -- o sol já estavaalto e sua sede aumentava-- avista, no longaconversa.
horizonte, uma fazenda. "Graças a Deusa", pensa ele, "finalmente encontro alguém
neste lugar ermo. Vou até sua casa, peço algo de beber e talvez a gente ainda se Então,o estranhose levantoue disse:'IJáé tempo de ir embom." Maso fazendeiro
sente na varanda e converse, antes que eu prossiga minha caminhada." E fica seopas. "Veja",disseele, "o sol já baixou. Passeestanoite em minha casa.Então,
imaginando como será bom. vamos sentar na varanda e conversar, antes que você prossiga o seu caminho pela
manhã." E o estmnho concordou.
Quando chega mais perto, vê o fazendeiro trabalhando no jardim, na frente de sua
casa, e é tomado pelas primeiras dúvidas. "Talvez ele esteja muito ocupado e se eu De tardinha, eles se sentaram na varanda e a ampla paisagem parecia transHgurada
r'
b
AMOR A SEGUNDA VISTA

à luz do crepúsculo. Quando escureceu,o estranho começou a contar como o


mundo mudou para ele, desde que se deu conta de que alguém o acompanhava Carlos e Mercedes
por toda parte. De início, não acreditouque alguémconstantementeo seguia, A melodia do amor
parando quando ele parava e levantando-sequando ele se punha novamente a
caminho. E precisou de tempo até entender quem o acompanhava.

'Minha companheira permanente", disse ele, "é minha morte. Eu me acostumei


tanto a ela que não quero mais sentir sua falta. Ela é minha melhor amiga, a mais HELLINGERVou continuar com um outro trabalho. Que casal quer trabalhar?
fiel. Quando Hlcoem dúvida sobre o que é certo fazer e como devo prosseguir, fico HELLINGER para Ctzr/os eJ4ercedes Olál Qual é a questão?
um momento em silêncio e Ihe peço uma resposta.Eu me abro totalmente a ela, MERCEDESNós temos um problema sexual.
HELLINGERpczru Cbr/os Você também quer dizer algo sobre isso?
por assim dizer, com minha máxima superfície; sei que ela está ali e eu estou aqui.
E, sem me apegar a desejos, aguardo até que dela me venha alguma indicação. CARLOS Sim, quero compartilhar esse problema e falar sobre isso.
Quando estou recolhido e a encaro corajosamente,vem-me, depois de algum tem- HELLINGER Eu não faço isso, tenho muito respeito. Fada isso apenas em um
po, uma palavra dela, como um relâmpago que ilumina a escuridão - e eu ganho grupo pequeno, porem nao aqui,
clareza Osdois concordam
Essediscurso soou estranho ao fazendeiro. Em silêncio, ele ficou olhando longamente HELLINGERMas talvez possa fazer uma tentativa. Devo?
para dentro da noite. Então, viu também sua acompanhante, sua morte -- e se
inclinou diante dela. Sentiu como se a vida que Ihe restava setivesse tmnsformado: Os dois acenam com a cabeça
tão saborosa como o amor que conhece a despedida e, como o amor, cheio até as
borda. Hellinger colocaMercedesno centro e atrás dela uma r(presentantepara a sua
mãe, as suas avós e as suas tJbat;ós.
Na manhã seguinte, comeram juntos e o fazendeiro disse:"Mesmo que você se vá,
Figura l
fica comigo uma amiga." Então saíram ao ar livre e se estenderamas mãos. O
estranho seguiu seu caminho e o fazendeiro voltou ao campo

Mu Mulher (= Mercedes)
M Mãe
AÓ Avó
BÓ Bisavó
r'
O PRIMEIRODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

As mulheres atrás deMacedes colocam as mãos nas mulbaes dajrente eperma- Figura 3

n.ecemassim por um temi».

HELLINGER l2@(jS
am re771r»,
pilha .44ercedesAgora vire-se e olhe para todas elas

Figura 2

As mulbereslazem um círculo bem fechado em torno de Mercedes e se abraçam


por tr(is.
Enquanto isso,Hellinger coloca Cartas no centro e atrás dele o seu pai, os
seu.sao6s e os btsauâs.

HELLINGER para .44ercedesTodas elas são mulheres que sabiam lidar com os Figura 4
homens.

A{)ós um tempo, Hett nger conduz Mercedes até sua mãe. Elas se dão as mãos
Heltingerpede então qtw as outras mulberesfaçam um círculo ao redor dela

H comem (=Carlos) Aâ Avâ


P Pai Bâ Bisavó
AMOR A SEGUNDA VISTA
r' O PRIMEIRODIA

Os homem.satrás de Cartas colocam as mãos nos homens dajrente epermanecem HELLINGER ólrxis um [e/zç)o,para .4{ercedes Olhe para todas essas mulheres
assimpor um longo tempo Famaas ourrzzsmu/bares Agora fiquem novamente atrás dela, como no início.
HEllINGER (#xjs am /ellzpo,pzzrn C2zr/osAgora vire-se e olhe para todos eles. .fura C2zr/osepózra
os oa/ros homens E vocês posicionem-se novamente da forma
que estavamno inicio.
Figura 5
Figura 7

Cartasolha para elesdurante um l(mgo tempo Então Hellinger o conduz até o


'kWmNGEB. após um temPO,para os rep'esei"ttantes das mães e dosPab }LgQta
seupai. Os dois se abraçam pvnlundamente
aproximemos dois.
HELLINGER pzzra os homens czfrzísde Cbr/os Aproximem-se e façam um círculo
Os antepassados aproximam o homem e a mulher. Eles se abraçam e depois se
Figura 6 olham nos olhos e se embalam !eoemente.
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura 8 Alfonso e Esther


O agressore a vítima

ALFONSO Eu tenho uma pergunta em relação à introdução que você fez hoje à
tarde, sobre a questão de quando um parceiro sofre uma injustiça. O que sucede
quando, em uma relação de casal,os parceiros procedem de lados políticos opos-
tos.Estoufalando da SegundaGuena Mundial, quando um lado cometeu injustiças
contra o outro. Existe alguma solução?
HELLINGER pcznu.4#bnsoVenha para cá. Você está falando de um caso concreto?
AIFONSO Sim.
HEIN,INGERDe quê?
ALFONSODurante a segundaguerra, o meu avâ por parte de mãe entregou
judeusa nazistas, e eu tenho dois filhos com uma judia. Desde o prüneiro dia em
que eu a conheci, até hoje, 23 anos depois, existe uma guerra entre nós. Mas agora
HELLINGER ólrMsum re/}zpoAgora a mulher deveria dizer ao homem(mas ela nãosomosmais um casal.
não deve dizê-lo em voz alta): "Agora eu tomo você como o meu marido e você HELLINGERDevo tl'abalhar com isso?
pode me ter como a sua mulher." E o homem diz a ela: "Eu tomo você como a AIFONSO Sim.
minha mulher e você pode me ter como o seu marido." Vibra então uma melodia HELLINGER Tenho a permissão do avõ para trabalhar?
na alma. como um Bascocontínuo. A melodia é: "Eu te tomo, eu te tomo, eu te ALFONSOSim.
tomo e me dou e me dou e me dou." Essaé a melodia do amor. HELIINGER Tenho a pemlissão de sua mulher para trabalhar?
ALFONSOEla estáaqui
Cartas e Mercedes se olham longamente nos olhos.
HELI.INGERpízru Eçrbe/"Venhapara cá.
HELLINGER clrx5sum re72zpoEstá bem, foi isso.
Estbw uaiparall'e?lte, abraça AIBmo e o beija. Depois eh se sel'tta ao hdo dele.
Caros e Mercedes se tocam na testa. Depois se tiram para HeLlinger e comam-se
perante ele. HELLINGER para 4#bnso Quantos judeus o seu avâ entregou?
ALFONSOUm grupo, não sei quantos
HELLINGERpózraogz2z/» Quero contar-lhes ainda um segredo sobre o amor. O HELLINGERMais ou menos?
amor se desenvolve quando os parceiros se concedem mutuamente algo impor- ALFONSOTalvez seis.
tante: cada um tem direito a alguns pecados. HELLINGEROnde foi isso, em que país?
ALFONSO Foi na fronteira da Espinha com a França.

HellingerescoLbecinco representantespara as ütimasjudias, três mulheres e dois


homense os coloca uns ao lado dos outT'os.Depois escolhe üm representante
para o auõ e !)e7guntase ele se sentepreparado para assumir essatarefa di$cil.
Quando ele concorda, Hetlinger o coloca diante das t;ítimas.
O PRIMEIRODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

vítima se üra junto com depara as outra ütimas. Enquanto bso elesainda se
Figura l
seguram por trás. Então se aproximam das outras ütimas, que nessemeio tempo
estão todas adiadas no chão.

VMl; Figura 2

VMI

.VM3:
IVMI

VH4
VM3
VH5 :VM2

AÕ Avõ, pai da mãe


VH5
VMI Primeira vítima judia, mulher
VM2 Segunda vítima judia, mulher
VM3 Terceira vítima judia, mulher
VH4 Quarta vítima judia, homem
VH5 Quinta vítima judia, homem
A primeira vítima bate altanadamente com os dois punhos no chão. A quinta
vítima se ergue-- está dejoelbos-- e se cama em seguida até o chão. O auâ oai
C) auâ e as ütimas permanecem imóveispor um longo tempo, uns diante dos atéapHmeira vítima, olha-a longamente,$ca dejoetbos,se cama ptnfundamen-
outros. Então algumas útimas caem no chão. O aoâ estendea mão de .Forma te e começaa soluçar em uoz alta. Ela pára de bater com osptlnbos tl.o chão e
hesitante, mas a abaiocaimediatamente cobra uma mão no braço do auâ. Em seguida coloca os braços nopeito ejecba
IÀ#»zs czsegunda zúíwczsegueÉ m /infame?z/eem sua dicção, oZbando (l osolhos. Enquanto isso, a segunda t;ítima também se deito no chão. A quinta
ara trás. Quando eh seencontra a cerca de um met70distante dele, abn ütima se erre e olha para o auâ.
os braços. O auõ dá um pequeno passo em sua direção e começa a se entoar
lentamente diante dela. Ela abaixo os braçose os coloca no peito Acaricia os
seus cabelos com as duas mãos, ei'tquanto ele está diante dela, prl:lfundamel'ite
coroado. Então se aproMma até que a cabeça do homem repotlsa em seü peito e
coloca os braços em torno de suas costas. Ele coloca os seus braços em torno de
sua cintura. Ela acaricia a sua cabeça,e eteseajoell)a lentamente.Ele seinclivU
muito lentamente,até que a sua cabeça toqtle o chão. A útima faz um pequeno
passo para trás e ele estendeos braçospara frente, tocavldo assim os seusWS
Após um tempo, ete se etBue novamente e a olha nos olhos. Ela estendeas mãos
em sua dicção, toma as suas mãos e o poucaletttamentepara cima. Qua7tdo
estão um diante do outv'o, olham-se nos olhos. Ainda se seguram pelas mãos e
então ci vítima segue em sua dicção e se abraçam longamente. Após um temPO,
n n lâ estende a sua mão esquerda em direção às outras ultimas. A segunciÜ
r'
O PRIMEIRODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura 3 Figura 4

F2

.FI.
VMI' IVMI

VM3.
® VM3

VM2 VM2

VH5 VH5

H Homem (=Alfonso)
M Mulher (=Esther)
Heltingw conduz Atjonso, que soluça em uoz alta, até ãl constelaçãoe coloca FI Primeira filha
Estba' clo lado dele. F2 Segunda filha

HELLINGER para ,Ihfber Quantos filhos vocês têm ?


ES'll:IER Dois.
Hettinger coloca Estber ao lado do at;õ de seu marido. Ela se ajoelha ao lado dele
HELLINGER Meninas ou meninos?
e securou com ele diante dapHmeira ütima. Os dois sesegurampeta mão. Então
ESTFIERMeninas.
eta coloca o braço em uotta dele e acaücia a sua cabeça. O at;â agora se deita no
chão.A terceira, quarta e quinta ütimas sentaram-se,nessemeio temi)o.A se-
Hellinger escolhe duas representantes para as$Lbas e as coloca ao lado dos pais.
gundafilba chora. Também Ajfom.sechora.
r'
O PRIMEIRODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura 5 Figura

P'
F2

FI. +" :VMI'


.VMI

®
VM2 VM3. VM2

F2
VH5 VH4

VH5 VH4 ÇVM3.

O auâ se delta ao lado esquerdoda pr'imeira oítima. A terceira, quarta e quinta HELLINGER ólp(is um Ze/ztpo,pzzra .4éóonsoAgora e se levante
ütimas se Imantaram. Em seguida,Hellinga conduz Estberpara diante de Al-
fbnso. Eleseleuanta e olha para a sua mutba e$1has. Elas se olham mutuamente.

Figura 6 HELLINGER íç)ós üm /e2?zpo,


para Eslber Diga a eles: "Aqui eu fui o agressor.
ESTHERAqui eu fui o agressor.
HELLINGER Diga a seu marido: "E você foi a vítima.
ESTHER E você foi a vítima.

AlfonsorespiraWfundamente.
HELLINGERpara .4#bnso Permaneça forte
HELLINGER pzzra ogz74)o Esta é a estranha inversão. Quando um agressor não é
respeitado,vai ser representado exatamente por aqueles que acreditam estarem
representando as vítimas. Por isso existe em tantas famílias judaicas um filho que
tem que representar os agressores.
clf)on/andoPczru Es/ber . Ela é uma criança que representa os agressores. E ele
(Alfonso) representa asvítimas.
pzzrnas/z/bas Vão um pouco para o lado.

Alfonso junta as mãos e se cun)a diante dela. Ete se ajoelha le7tlamente, cume-se\
até o chão e chora em uoz alta. Assim pa'manece pu um longo temi)o. Asfilbas se
abraçamPm trás.Apósum tempo,Estberuai atéasjttbas eas c(induzatéAlgmo
O PRIMEIRODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura 8 Figura 9

Alfonso eEstba estãoum diante do outro e sedão as mãos. HELLINGER ízrüs um fez?zrn,pcznaogr7zPO Gostaria ainda de explicar algo a esse
respeito: as reais vítimas e os reais agressores se encontram. Entretanto, se aqueles
HELLINGER z#)ósüm zez2trn,parra .4#bnso Ela só se tomará suave, se você a amar que não foram vítimas usurpam os direitos que apenas elas podem ter, ficam irre-
da mesma forma como aquela vítima amou o agressor. conciliáveis, tornando-se agressores. Essa é a estranha inversão. Pudemos vê-la
aqui
Elescontinuam segurando-sepelas mãos.Então AIJon.seuai até Estbere a abra-
HELLINGER pózru cz/gramasdas z/ ma:s Como vocês se sentem com ela deitada
ça. Está)erl»rmanece dura. Ela se solta imediatamente do abraço e quer dizer aqui?
algo a Hellinger.
TERCEIRA
VílTMA Melhor, mas o meu olhar está direcionado a ela.
HELLINGER Ainda não, mais tarde HELLINGER O que se passa quando você a olha ?
TERCEljiA VílIMA Existe a necessidade de que ela faça as pazes em seu coração.
Hellinger conduz Estber até o auâ de AIJom.se. HELLINGERpara zzg a a ta'/fmzzO que se passacom você quando você a olha?
QUARTAVÍ'nMA Vejo que ela sofre.
HELLINGER para .Z:saberVocê pertence a esse lugar. Deite-se ao lado do avõ.
QUINTA VÍ'CIMA Gostaria de me aproximar.
pólen.4#bnso Vire-se.
HELLINGERFaça isso.
pózraa.sJÍ/bízs E vocêsfiquem ao lado de seu pai.
Eleoai e se ajoelk)aao lado dela. Tambéma terceira e quarta ultima se ajoelham
ao hdo dela e colocam as suas mãos neta
O PRIMEIRO DIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura lO Feedback
HELLINGER para ogzz4u Gostaria de dizer ainda algo sobre a última constelação.
Acredito ser importante sabermos o que ocorreu com cada representante.
para zzPdmdra za'!ÍmaO que se passou com você?
PRIMEIRAVITIMA No início estava muito aborrecida. Havia muita raiva e tensão e
rne senti violentada. O que aconteceu depois, não sei. Relaxes. Consegui me
desprender e permaneci em paz.
SEGUNDAVÍT[MA Quando o vi primeiro, senti uma grande raiva. De a]guma
forma tive que defender o grupo. Mesmo assim senti a necessidade de me aproxi-
mar dele. Quando faltavam apenas dois ou três passos senti um grande amor por
ele, muito amor.
TERCEIRAVÍlIMA Senil-me tortumda. As pemas tremiam e eu caí. O coraçãobatia
acelerado.Depois senti paz. Quando então nos levantamos-- tinha sentido a
necessidadede me levantar de novo -- o meu olhar estavadirecionado fixamente
paraela(para Esther) com a forte necessidadede que ela encontrassepaz, para
que nós também pudéssemos ter paz-
QUARTAVÍTIMA No início olhei fixamente para ele. Lentamentepude aceitara
HELLINGER ó#Msum /e/}t/)o,para ogzl4m Os mortos não têm paz, pois ela está realidade e entregar-me. Senti muito medo e estava muito só. O tempo inteiro
no meio. Todos estão de olhos abertos. Esselugar não é adequado para ela. Ela estava inquieto e tive a necessidade de estar junto a outros
atrapalha a paz dos mortos. Aqui eu interrompo- QUINTAVÍ'laMA O ódio que senti no olhar me surpreendeu.Estavaparalisado,
HELLINGER pczra.l«fbe7" Como você se sente agora? com muito ódio. As dores que senti na garganta, na nuca e no corpo todo forçaram-
ESTHEREu me senti identificada com ela(a segundavítima). Não entendo o que me a me contorcer. Tentei encontrar uma posição que não doesse.De repente
você disse sobre o agressor. percebi que a única posição na qual poderia me sentir livre de dores seria entregar-
HELLINGER Espere mais um pouco. E7eco/oca os seus dedos em seu /ví/o. ])ê me. Sentitambém que tinha uma grande resistênciaem me entregar definitiva-
uma chance a sua alma. mente. Necessitemdo apoio de uma outra pessoa para fazer isso. Então recebi força
ESTHER Há um ano atrás fiz uma constelação com você, eu me identúico com as dela. Assim o último gesto foi livrar-me desse peso e me libertar.
vítimas. REPRESENTAN'lE
DO AVÕ No início senti grande desprezo.Vi que eles estavam
HELLINGER Você se identifica com os agressores, esse é o engano.Você acredita por baixo, pequenos. Quando aquela vítima se aproximou de mim, meu primeiro
estar representando as vítimas, age porém como um agressor. Essa é a amarga impulso foi afasta-la,mas não consegui. Era como um confronto. O amor dela me
verdade. conduziu, por fim, à dor. Essefoi o desespero mais profundo que já senti em minha
ESTFIER Mas a realidade é outra. vida.Tive a necessidadede ajoelhar-mediante dela. Então olhei para as outras
HELLINGER Eu olho para o que aconteceu aqui. O que existe, além disso, não sei vítimas.Sentiuma grandetristeza,uma grande dor, principalmente em relaçãoa
Aqui tudo estava claro, totalmente claro. ela. Assim caí mais profundamente na dor e no desespero. Tive um grande respei-
ao rcpresen/aferedo auõ Levante-se. Vou fazer mais um exercício com você. IJm to diante das vítimas, mal conseguia me aproximar delas. Para isto eu precisava
exercício que vai ajudar você a sair da identificação. Imagine que o avâ real está primeiramenteda pemlissão da vítima que tinha se aproximado de mim. Com essa
diante de você. Curve-se levemente diante dele, bem de leve. permissão,
com esseempurrãopude finalmenteaproximar-meda outra vítima.
dÉpoÍs gae e/e se fumou E agora vire-se e volte a ser você mesmo. Estavaclaro, tive que me jogar no chão diante dela, com muita dor e muita tristeza.
Issofoi muito duro. Então pude me aproximar dos outros, mas também apenas
O representante H.
com muita dor. Tive muitas imagens. Não posso realmente precisa-las, mas são
HELLINGER Estábem, obrigado. imagensde sofHmento. No final, pude finalmente deitar-me ao lado daquela víti-
r
O PRIMEIRODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

dos. Não se admite que também foram seres humanos, e ao mesmo tempo, víti-
ma. mas a minha mente ainda estavainquieta. Não conseguia encontrar paz, a
mas. Não apenas agressores e sim, também vítimas.
plena paz. Tudo isso era muito duro.
Esseprocesso, essaconsideração pelo outro enquanto ser humano se torna
HELLINGERpózraa segundaJ{/bízO que se passoucom você ?
SEGUNDA FILHA Senti-me excluída juntamente com a minha imiã. Depois fiquei possívelapenasquando nos afastamosda diferenciação entre o bom e o mau. Sob
a influência de nossa consciência diferenciamos entre o bem e o mal e entre a
muito tocada quando o bisavó foi até as vítimas. Senti grande compaixão pelo
culpae a inocência.Essadiferenciaçãoé importante, em um contexto bem espe
bisavó e pelas vítimas. Quando a mãe estava diante do pai, tive grande esperança
caco e estreito. É importante para uma criança, pois sob a influência de sua cons-
de que ela cedesse.Tive a sensação de que ela teria uma chave na mão. Mas ela
ciência pode perceber o que deve ou não fazer para pertencer à família.
estava simplesmente petrificada. Desta forma também não me senti aceita junta-
Paraa criança e para a sua consciênciatudo que nos conecta com a nossa
mente com a imiã. Senti a necessidade de dizer a ela: "Nós também somos as fUhas
família é bom. O que coloca essepertencer à família em perigo é, para a criança e
dele." Quando então nos viramos, senti grande alívio, mas mesmo assimtudo esta-
para a sua consciência, mau e nocivo. Nesse sentido a diferenciação entre o bom e
va incompleto. Não era exatamentea falta da mãe, estavasimplesmenteincom-
leto o mau é importante.
Mas como vocês sabem, cada família e cada grupo são diferentes. Quando eu
PRIMEIRA FILHA Tive a sensação de tudo isso ser demais para mim, grande de-
tomo a guena civil como exemplo, então cada lado lutou com a consciência limpa
mais. Tive que ficar perto da minha imlã, a qualquer preço, para que ela me prote-
contra o outro. Os agressores de um lado estavam com a consciência limpa quando
gesse. Tive também a necessidade de que meus pais me dissessem o que eu
matavam os outros, e os agressoresdo outro lado estavam com a consciência limpa
deveria fazer, pois tudo aquilo era grande demais para mim. Mas no final também
quando matavam os outros. Tudo com a consciência limpa. Todos os atos graves
senti que o meu pai era inocente. Ele não era culpado.
são cometidos com a consciência limpa. Por isso os mais conscienciosos são os mais
perigosos. Podemos usá-los para fazer tudo.
Hettingerpara essesrepresentantes Obügado.
Cada um está inserido em seu sistema. Enquanto cada um seguir a sua cons
ciênciadessaforma, a guerra não cessará.
Qual é a solução aqui?Precisamosolhar para algo diferente, para além da
O que reconcilia as vítimas e os agressores diferenciação entre o bom e o mau. Vou dizer isso de forma bem bruta: nenhum ser
humanopode matar um outro, como se tivessea morte do outro em suasmãos.
HELLINGER para ogrzepo Quero falar de forma mais minuciosa sobre essacons- Quandouma pessoamata alguém, é apenaso algoz de algo diferente, que atua
telação e sobre o que vem à luz através dela por trás dela. Ela é um órgão executor. Apenas quando olharmos para isso, para o
A prüneira coisa que vem à luz é: com a morte, o processo de morrer ainda que atua por tias disso, poderemos renunciar à diferenciação entre o bom e o mau.
não cessa.Morrer é um processo longo e para alguns leva um longo tempo até que
encontrem paz. Leva mais tempo para os agressores,pudemos ver isso aqui. O
agressor era o mais coitado de todos. Quando olhamos para isso de forma mais
A luz
ampla, vemos que ele é a vítima que mais sofreu e que mais precisa sofrer. O
agressor só encontra paz quando está deitado ao lado das vítimas mortas. Mas ele
Àsvezesfaço um exercício nos grupos, para que isso penetre na alma
não pode ir até lá por conta própria. Somente quando as vítimas Ihe dão um lugar
junto a elas, pode ir até elas. Alguém que se sente justo ou no direito de punir ou lutar contra aqueles que são
consideradosmaus, alguém que acha que foi eleito para melhorar o mundo entra
.fura czzilpzesenfan/e óía segunda ta'tímzz Isso foi maravilhosamente representado
no reino dos mortos. Um descendente das vítimas do Holocausto, por exemplo,
quando você foi na direção dele. Ele pôde ceder apenas quando você o amou. Nesse
momento ele setomou um serhumano, um ser humano como todos os outros.
quedessaforma se sentecom razão,vê no reino dos mortos seis milhõesde
vítimasdo Holocausto. Elese coloca no meio delas, olha para frente, para a direita,
para og?lzpo Imaginem o que cometemos com as pessoasas quais dizemos que
paraa esquerda, para trás e vê seis milhões de vítimas assassinadas.E na margem
são agressores.Na Alemanha isto se refere, por exemplo, à SS e na Espanha à
dasseismilhões de vítimas ele vê os seus assassinos,também todos eles mortos. AÍ
guerra civil, quando um partido está contra o outro. Também aí existem muitas
nãoexistemais diferença entre uns e outros.
acusações. Os membros de um partido são olhados como agressores,são despreza'
AMOR A SEGUNDA VISTA O PRIMEIRODIA

Então todos se levantam, os assassinados e os seus assassinos, e se viram para Figura ll


o horizonte. Lá, abaixo do horizonte, uma luz aparece.Eles vêem apenas o brilho
Então se curvam diante dessa luz e pemlanecem diante dela em silenciosa devo-
ção. Também aquele que foi até lá, até esses mortos, curva-se com eles
Então, deixa essesmortos em sua devoção, vira-se, retoma à luz, olha para o
mundo como ele é e aí fica pequeno entre todos os outros seres humanos.
Essaseria uma imagem que nos ajuda a abandonar a diferenciação entre o
bom e o mau pam conectar-nos com algo maior.
Aquilo que nos conduz a esseâmbito maior é a grande a/ma, uma alma da
qual todos nós participamos igualmente e que sustentatodos igualmente, os bons
e os maus.
Aqui, neste trabalho, essa alma se revela quando temos devoção, nos movi-
mentos através dos quais ela conduz cada um e, a partir desses movimentos, mos
tra-noso que realmente conta. Isso se pede ver aqui.
A Agressor
V Vítima
F Filha
A clareza
Hellinga' pede à.Riba que se apoie com as costas no agressor e I'm útima e deixe
HELLINGER para ogrwPO Gostaria ainda de comunicar uma experiência que tive queos dois se tornem uma unidade dentro dela. A .Ribaposiciona a palma da
no trabalho com pacientes psicóticos. Principalmente na esquizofrenia se pode ver mão esquerda acima da mão direita, mas não conseguejuntá-las.
que esta, muitas vezes, se dá porque alguém está simultaneamente identificado
com uma vítima e um agressor.Imagino que nessafamília os filhos correm perigo HELLINGER.para ogrzzPOAs mãos demonstram exatamente o movimento inte
de se tomarem perturbados, pois algo não se encaixa para eles. Quero demonsüar flor. Elas não se encontram
aqui como se lida com isso.
pilha ali/bzz O exercício funciona assim:agora vire-se e coloque os braços em
Heltinger escolhe alguém para um $1bo e pega para bso a rePesetttante da pal- tomo dos dois.
meira alba da constelação. Depois escolheo rep'esentante do auâ como repõe
sentante para um agressor e a .te da phmdra ütima como represew Figura 12

tanto de uma ütima, pois era ela que estada mais zangada com o agressor.Então
ete constela
AMOR A SEGUNDA VISTA O PRIMEIRODIA

A .Baba coloca os traços em torno dos dois. A ütima também coloca o braço em Figura 14
Eternodela. Após hesitar um pouco, o agressorfaz o mesmo.Então o agressor
também coloca um braço em torno da atina. Assimpermanecem durante um
tempo.Então a $1ba t(mta tanto a oítima quanto o agressor,pela pane superior
do braço, como se quisesseaproMmá-los ainda mais.

HEllINGER pózrua./i/ba Agora acolha os dois em seu coração, tanto o agressor


quanto a vítima, os dois com o mesmo amor. Respireprofundamente.
czç)ósum /e?lzpo Agora vire-se e apoie-se com as costas nos dois.

Figura 13

HELLINGER para íz/!/bcz Como você está ?


FILHA Melhor.
HELLIGEREstábem, obrigado

HELLINGER parra o g/wl/)o Esse é um exercício importante no trato com a


esquizofrenia. Gostaria de explicar as sutilezas, aqui relevantes, de forma mais de-
talhada.Prüneiramentevítima e agressorsão colocados um ao lado do outro, e a
pessoaperturbada apoia-se neles com as costas. Observa-se então o efeito. Depois
essapessoa se vira, coloca os dois braços em tomo deles e lhes concede, igualmen-
te, um lugar em seu coração, tanto à vítima quanto ao agressor,para que esses
formem uma unidade. Então ela se vira novamente e se apoia com as costas nos
A $1ba se Dita, os seu.sbraços continuam direcionados para trás. Assim as suas dois.Agora eles estãopor trás dela, mas de uma forma em que lá se tomaram uma
mãos mantêm comento com as mãos da uílima e do agressor.
unidade em seu coração. Então ela vai alguns passos para frente.
HEIN,INGER pózm a/!/bóz Respire profundamente. É importante que também o agressore a vítima se olhem, para que se encon-
trem com amor. Via de regra eles conseguem. Isso pede ser visto aqui. A constela
Ízpósum re/?zpoAgora vá um pouco para frente.
ção anterior já havia mostrado isso, assim foi mais simples aqui. Então a pessoa
para o zzgrPssorePózru
a za'fwcz E vocês se olhem.
perturbada se vira mais uma vez e vê como a reconciliação ocone entre o agressor
HELLINGER ózpósum /e/7tf)o,para ali/bóz Agora olhe novamente para trás,vire-se
e vá mais à frente. e a vítima. Assim pode virar-se e deixar os dois para trás. Nesse exercício devemos
prestar atenção a isso.
Quando ela uai mabpara frente, ütima e agresso'rseabraçam. para Esrber Esseseria um bom exercício para você.
ES'IHER Eu acho que já o fiz.
HEUINGER Externamente. Gostaria de dizer-lhe mais uma coisa: minha observa-
çãoé que, quando alguém se encontra identificado com as vítimas por um lado, e
por isso, acha-se no direito de estar zangado com outros, então na maioria das
vezesele também se torna culpado, como um agressor.Isso é algo que ainda
deveriaserolhado por você, de modo bem pessoal,atéque você atinja a paz.
c#Xjs
um /e/npo Vejo que isso entrou belamente em sua alma.
Pablo e Eleva
A violência

HELLINGERQue casalquer trabalhar?

Pablo e Eleva sentam-seao lado de Hellinger.

HELLINGER Tenho a expectativa de trabalhar com algo mais comum agora.


HELLINGER para .f)aó/o Do que se trata?
PABLO Não sei se isso é mais comum. Sou bastante violento. Torno-me muito mau
e ultrapassoos meus limites com muita facilidade.
HELLINGERAh, então você é um desses?
PABLO Pareceque sim.
HELLINGERVou levar você comigo.

Heílimger o posiciona no meio

HELLINGERpara ogrz4» Quem é violento? Como um homem se toma violento?


Quandoluta para sua mãe.
paxnPczb/o Isso procede?
PABLO Sim.
HELLINGERQue tal reduzirmos você?Paó/o d. Transfomlar você em um homem
comum?
Pnó/o acencz com czcaóeçzz Está bem, então vamos escolher alguém para sua mãe.

Hellinger escolhe uma rePresentantePara a mãe de Pabto e a coloca diante dele


O PRIMEIRODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura 3
Figura l

M Mãe
F Filho (=Pablo) Hellinger conduz Palito para diante de seu pai

HellingerescoLbe um vep'esentantepara opas de Pablo e o coloca diante de sua mãe. Figura 4

Figura 2

Pablo torna-se inquieto e depois seposiciona ao lado de seü pai


P Pai

A mãe olbapara o$1bo e depoispara o marido. Quando Palito se üraPara opas,


HetLinger o posiciona entre a sua mãe e o seu pai.
O PRIMEIRO DIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura 6
Figura 5

HELLINGER Ah, é? HELLINGER para ogzlzPO Agora ele é um filho.


ó#)(5sum ze/7z/m,
para .f)aó/o Diga a sua mãe: "Ele é maior. pzzra .fhb/o Como você se sente lá embaixo?
PABLO Ele é maior. PABLO Muito beml Alegre
HEllINGER Como está a mãe?
Palito coloca o seu braço em torno de seupai, como se quisesseprotegê-lo. MÃE Bem.
HELLINGER Diga a ele: "Você é o pequeno.
HELLINGER Nada disso.
MÃE Você é o pequeno. E7ízd
para ogruFn Agora ele fez o papel de quem é grande. HELLINGER pózxa/)ab/o Está bem, é isso. Essaé a cura da violência, uma cura bem
pízra /haó/o Sente-se de costas diante de seu pai. simples.

Pablo e os representantes se sentam novamente

HELLINGER para .fhaó/o Agora segue-se o próximo passo. [)evo fazê-]o?


PABLO Sim
HELLINGERpara EZena Paravocê também estábem se eu fizer o próximo passo?
EIENA Sim.

Hellinger colocaPalito e Eleva um diante do outro


O PRIMEIRO DIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura 8

H Homem (=Pablo)
HELLINGER pczra E7ena Diga a ele: "Me segure para que eu fique
M Mulher (Melena)

EZenóz
szlç) raprl#undamenre Me segure para que eu fique
0" Os dois se olham tongamertte.Então Etena coloca a cabeça em seu peito e o
HELLINGER pízrn /)nó/o Curve-se bem de leve diante dela. Olhe para ela e diga:
Eu a respeito como a minha mulher. abraça. Elespermanecem longamente trasteabraço ca7'inboso.
PABLO Eu a respeito como a minha mulher.
HELLINGER ízPósum /e/}zpo Estábem, foi isso
HELLINGER "Eu respeito a sua dignidade.
PABLO Eu respeito a sua dignidade HELLINGER para ogrzzPOAlguns homens se tomam violentos, quando temem
HELLINGERpara EZenízDiga a ele: "Por favor, me proteja. que a mulher vá embora. Masexistem métodos melhores para sesegurar a mulher.
ELENA Por favor, me prole)a.
HELLINGER Olhe para ele, ao falar isso. Pablo repara Hetlinger.
ELENA Por favor, me proteja
HELLINGER Estábem
Palito a até eta e a abraça. Ela, porém dei3cao seu braço demitopendurado,
Então ela se
abana o seuvestidocom a mão e cai no chão.Pabloa segura.
qoelba e quer deitar-se. Palito a aluna contra o seupeito- Assim elespa'mano'
,empor um longo tempo Depois Eleva se senta e esconde sua cabeça debaixo de
seu braço direito. En.quanto issoalba para Pablo e sacode a cabeça. Pablo parece
Hacn.nnn+'n/i.n
=iesampa Fm.tãoeles se olbatn e se sentiram pela mão
SEGUNDO DIA
Formasde atuação da alma

HELLINGER pzzrn ogzlíPO Ao olharmos para o trabalho que vivenciamos ontem


temos que despedir-nos de algumas idéias que nos são familiares.
Uma dessasidéias é que podemos manter algo em segredo, isto é, quando
negamos a existência de uma pessoa, acreditamos que ela simplesmente não exis-
te mais e que ninguém vai percebê-lo. Muitas gerações após ainda vão percebê-lo.

Vivos e mortos
Também a idéia: quando alguém morreu, ele desapareceu.
Os mortos estão presentes. Muitas vezes os mortos ainda se encontram em
um estadode desenvolvimento.Do que veio à luz aqui, pode se ver que muitos
deles ainda têm uma tarefa a ser realizada e que, dependendo do modo como
lidamos com eles, podemos apoia-los nesse processo. Primeiramente através de
respeito e depois também quando nos afastamos daquilo que somente eles sabem
e podem fazer.
A pior forma de se intrometer no reino dos mortos é quando alguém acha
que pode ou deve sevingar por eles.Isso não é apenasgrave para os mortos e sim
também para os vivos. Muitos atos criminosos têm a ver com isso: alguém quer
vingar secretamente os mortos. Não digo que isso é sempre consciente. Também
aqueles que sevingam estão envolvidos em um processo que não compreendem.
A instância que aguaespecialmente nesse processo vem à luz durante a cons-
telação familiar. Eu a chamo de consciência coletiva. Então, ao lado da consciência
que sentimos a sentimoscomo inocência ou culpa -- existe uma consciência
inconsciente, que não sentimos. As leis dessa consciência vêm à luz através da
constelação familiar.

Consciência pessoal e coleüva


A família é guiada, em um sentido mais amplo, por uma alma e uma consciência
em comum. Isso vem à luz constantemente durante as constelações familiares. A
pergunta então é: quais são as pessoas abrangidas por essa consciência em co-
mum?Apenas um número limitado de pessoasé abrangido. Quando se sabe disso,
pode-se deixar, fora das constelações, aqueles que também pertencem à família,
O SEGUNDO DIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

maior. Nestetrabalho nos conectamos com essealgo maior.


porém não são abrangidos por essaconsciência. Agora vou enumemr aqueles(lue
Mas agora vamos retomar à consciência inconsciente e coletiva. Essaconsci-
são abrangidos por essa consciência: são os filhos, também os natimortos, ãs vezes
os abortados ou os naturalmente abortados, depende aqui das circunstâncias. Esseé ência segue três ordens básicas e faz valê-las. A pritneim ordem básica é: todos que
pertencem a um sistema possuem o mesmo direito de pertencer. A consciência
um nível. O próximo nível é constituído pelos pais e seusirmãos,os tios e as tias.
coletiva não tolera que alguém sela excluído, pois não tolera a diferenciação entre
Na próxima esfera encontramos os avós e às vezes, atrás deles, ainda os bisavós.
Esses são os parentes de sangue. o bom e o mau. O bom significa no sentido da consciência pessoal: "Eu possuo
No entanto, a consciência familiar também abrange pessoasque não são pa' maior direito de pertencer". E o mau significa "você possui menos direito de per-
tencer
rentes, isto é, todos aqueles que abriram espaço para alguém nessa família. Trata-
Atravésda diferenciaçãoentre o bom e o mau separamosaquelesque po-
se, em prüneiro lugar, de parceiros anterioresdos pais e dos avós, mas também
dem pertencer daqueles que são excluídos. Por isso a consciência pessoal,quando
daqueles cuja ausência representa um ganho para os membros da família.
pensada até as últimas consequências, é terrível. Através dessa consciência criamos
Quando por exemplo um patdmõnio é adquirido em uma família à custade
muitos outros, talvez também à custa da vida de muitos outros, então todos que para nós um céu e um inferno e deterTninamos,a partir de nossa diferenciação
entre o bom e o mau, quem pertence ao céu e quem ao infemo. Esseé o ápice da
pagaram por isso pertencem a essesistema. Quando vocês olham para as famílias
presunção, pois os que são cônscios nesse sentido se igualam a Deus, a um Deus
grandese ricas, quando vêem os destinos que lá se deseruolam, então podem
terrível que é imaginado desse modo. sob a influência dessa consciência Esseé o
Intuir o quanto ainda é imensa a influência daqueles que foram excluídos ou explo-
prüneiro ponto.
rados. Todos eles pertencem a esse sistema familiar.
Além disso, também os agressorese suasvítimas pertencem a essesistema Quando alguém se desvia da ordem básica da consciência inconsciente cole-
familiar. Quando em uma família alguém foi um assassino,então os assassinados tiva, que diz que ninguém pode ser excluído, quando uma família, mesmo assim,
exclui ou esquece alguém -- esquecer também é uma exclusão então todo o
também pertencem ao sistema. Eles atuam nesse sistema até que lhes é dada a
sistemaestáperturbado, e a consciência coletiva tenta colocar isso novamente em
honra, até que os agressoresencontrem a paz junto às vítimas. Isto é, quando o
ordem, de alguma comia. Ela escolhe, portanto, um membro posterior da família
agressorsabe que ele é o culpado dessamorte, deita-seao lado delas e também
está morto. Mas o agressornão pode encontrar essapaz quando as vítimas mortas pam que esterepresenteo excluído. Por isso alguém setoma ctüninoso ou psicótico
não o aceitam. de repente, sem que a família saiba o porquê ou alguém se suicida sem uma razão
mais óbvia. A pessoa mesma não sabe o porquê. Isso acontece sob a influência da
Ocorre aqui algo nas profundezas que não compreendemos, mas podemos consciência coletiva.
ver os efeitos. O que há de especial nas constelaçõesfamiliares é o fato de que os
Na constelação familiar vem à luz como isso pode ser colocado em ordem.
representantes,logo que entram em sintonia com a suatarefa, realmente sentem
como aspessoasque não estão presentes.Que eles representamos vivos, que nao Precisamos nos sujeitar à lei de que todos possuem o mesmo direito. Na prática isso
significa que cada um que foi excluído ou esquecido precisa ser recolocado no
estão presentes, pode ser verificado. Em que medida representam os mortos, em
sistema,para que o seu lugar e a sua dignidade sejam devolvidos a ele. Então a
que medida também os mortos neles se tornam presentes não podemos verificar,
consciência inconsciente coleüva está, por assim dizer, saciada, e a pessoa que teve
pois não podemos perguntar aos mortos. Mas os efeitos que aqui vêm à luz com
tamanhaintensidadenão podem ser produtos da fantasia.Da mesmaforma que de imitar alguém excluído é libertada do emaranhamento do destino deste.
Nas tragédias gregas podemos observar detalhadamente o jogo entre a cons-
um representantetambém não pode fantasiara quem estárepresentando.Perce-
be-se imediatamente quando fantasia. Todos percebem, pois quando algo assim ciência consciente pessoal e a consciência inconsciente coletiva. Mas quando que-
ocorre, todos estão ligados a uma alma maior, estão em contato com uma alma remos realmente compreender essejogo, precisamos considerar ainda uma lei da
maior. Por isso, percebem imediatamente quando alguém se afastada realidade consciência coletiva inconsciente. Essalei significa: quem existia antes [em priori-
Em um grupo isso pode ser percebido imediatamente. dade em relação àqueles que vêm depois. Por isso, ninguém que nasce depois
deve se meter nos assuntos daqueles que existiram antes.
Logo que o grupo se toma inquieto, o contadocom a realidade foi perdido.
ando um cliente conta algo aqui e o grupo fica inquieto, o cliente é imediata- Filhos não devem se meter nos assuntos dos pais. Não compete às crianças
mentefreado. AÍ, tudo que ele diz é apenasblá, blá, blá. Masquando todos estão salvarem os seus pais, não compete aos fHhos saberem os segredos dos pais e nem
centrados, então se sabe que algo essencial está sendo dito e vivenciado, mas não compete a eles vingar as injustiças cometidas contra os pais ou outros ancestrais
Também não compete a eles expiar a culpa dos pais. Semprequando alguém
porque cada um isoladamentese centra e, sim, todos foram captados por algo
AMOR A SEGUNDA VISTA

tenta fazer isso fracassa,sem exceção. Sempre que se tenta fazer isso, a consciên-
cia coletiva nos faz fracassar.
Antonio e Nuria
Essaé a dinâmica oculta por trás de cada tragédia. Por um lado o herói quer "Por favor, me segure para que eu fique ."
fazer algo por aqueles que existiram antesdele. Quer, por exemplo, vingar alguém
ou expiar algo por alguem. Sob a influência de sua consciência ele se sente bem e
inocente, sente-se gmnde, mas sob a influência de sua consciência coletiva, ele
fracassa.
Para a consciência coletiva inconsciente os antigos tinham um nome: eles a HELLINGER Que casal está disposto a trabalhar?
chamavam de "deuses". Então, onde se vê que os deuses interferem nas tragédias para 4nlonlo e Arudzz Vou pegar vocês.
Eram-se,no fundo, da consciência coletiva inconsciente. HELLINGER De que se trata?
NURIA Nós passamosregularmente, cerca uma vez por ano, por uma crise na
relação.Acho que tem muito a ver, é assimque eu sinto, com o vínculo do meu
marido com a sua mãe que está entre nós.
Osmovimentos da alma profunda HELLINGER Como essascrises se revelam?
Também a consciência coletiva inconsciente é uma consciência grave, pois conde- ANTONIO Como separação,simplesmente a vontade de largar tudo isso e um
sentimento de ser abandonado.
na pessoas inocentes a repetirem um destino nefasto. A pergunta então é: existe
um caminho que conduz para além da consciência pessoal e da consciência incons- HELLINGER Quem tem o sentimento de ser abandonado?
ciente coletiva?Existe para além desta consciência um nível mais elevado ou mais ANTONIO Estou falando de mim, principalmente eu.
HELLINGER para ]Vuma Você também?
profundo, seja lá como designemos isso, onde a reconciliação é possa'el? É possível
NURIA Eu também vivendo issodessafomla.
que todas essasdiferenças entre o bom e o mau, o grande e o pequeno possam ser
superadas? ANTONIO Eu sinto que não estou livre. Agora se trata de finalmente encarar essa
Conforme vocês viram aqui, isso existe. Existem movimentos da alma que decisão na minha vida. Paramim também se trata de finalmente caminhar adiante
conduzem inexoravelmente à reconciliação, de uma forma que não podemos pre' apenascom a minha família, e não continuar arrastandoaquilo que os meus pais
carregam
ver, diante da qual podemos apenas ficar admirados. Ontem pudemos ver isso
HELLINGER Vocês têm filhos?
durante a constelação com os agressores e as vítimas. Aqui amuamforças mais pro-
NURIA Dois.
fundas, forças sagradasmas elas se revelam somente quando, de certo modo, nos
HELLINGERMeninos ou meninas?
despedimos das idéias da consciência e das intenções que são conduzidas por ela.
NURIA Um menino e uma menina.
Porque eu contei tudo isso?Para ajudar os casais. Quando se compreende
HELLINGER Quem é mais velho?
isso, quando se desmascara isso, os casais podem lidar um com o outro de uma
NURIA A menina é mais velha.
forma bem serena, muito delicada E ao se conectarem com a gnandezz/ma,podem
esperaraté que uma boa solução se revele a eles. HELLINGER Vamos constelar a família anual: o marido, a mulher e os dois fHhos
pízrn Acuda Comece você.
AMOR A SEGUNDA VISTA O SEGUNDODIA

Figura l HELLINGER paria a ncP/usem/ízn/e


cZeArudózAqui é melhor ou pior?
MULHER Melhor
HELLINGER pzzrn Acuda Você sabe o que isso signülca?
NURIA Que eu estou partindo?
HELLINGER Sim,que você quer partir. Talvez também signüiqueque você quer
sesuicidar.Vocêjápensounissoalgumavez? ' ' ' '

Nuria sacodea cabeça(I't.egando)

HELLINGER pízru o.g?z4mAgora preciso trabalhar separadamentecom a mulher


para ver que vínculos existem aqui e se encontramos uma solução para eles.
HELLINGER pólen M/dzz O que aconteceu em sua família de origem?
NURIA Meu irmão e meu pai têm um distúrbio maníaco depressivo. O pai do meu
pai casou com uma mulher e teve três filhos com ela. Eu acho que essaprüneira
mulher morreu louca. A imlã dessa mulher é a minha avó
HELLINGER Não tantas informações de uma vez só, senão eu fico conftlso. Você
sabe o que signüica maníaco? Maníaco signKica: eu quero morrer. Os maníacos
H Homem (=Antonio) decolam da terra. Eles representam um falecido. Isso faz sentido para você?
M Mulher (=Nuria) NURIA Sim. '
FI Primeira filha
F2 Segundo filho HELLINGER pilha o g?wl/mJá vimos a resposta antes, pois ela acenou com a
cabeça em relação a cada declaração minha
Hellinger obsema a constelação durante tlm temPo- pízrn ABaNa Você às vezes também é maníaca?

HELLINGER pózra o gr7zpo Estou verificando como estão as direções. Nana sacode a cabeça

Hellinger agora conduz a mulher ua direçãopara a qual eta estadaolhando. HELLINGER Agora preciso perguntar mais uma vez: o que aconteceu em sua
família de origem?
Figura 2
Nafta espera por um longo tempo
O SEGUNDODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura 4
HELLINGER Repita mais uma vez o que você disse antes.
NURIA Minha avó é a segundamulher de meu avõ. Antes ele foi casadocom a
im)ã dela.
HEll.INGEr O avõ é o pai de quem?
NURIA Do meu pai. . ,.
HELLINGEREntão o pai do pai foi casadoantescom a imiã da avó?
NURIA Sim.
HELLINGER E o que houve com essa irmã antes?
NURIA Eu acho que ela morreu louca, que enlouqueceu.
HELLINGER O maior peso está nessa irmã da avó.

t:lEXlIN(iER para as representantesde Nuca e da primeira mulher de seu auõ


Pennaneçam assim.
para ogzzzpoAgora vou pegar as outras pessoas:o avâ e a im)ã dela, com a qual
ele casou depois.

Hettinger escolheos represel'ttantes


e os coloca ao hdo da mutberjateciíia, da
phmeira mulher.

Figura 5

Mail Primeim mulher do avâ morreu louca

Aâ Avâ
AÓ Avó
O SEGUNDODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

HELLINGER z#xk um /ez7zrn,


para czri@resenfanfe ó&AFazüzComo você se sente aí?
Hellinger leoa cl representantede Nuca mais para trás e conduz a aoó para MULHER Bem. Mas quando olho para a minha filha tenho a sensaçãode que
diante de sua irmã.
preciso ficar mais com o meu marido. Como se ela tivesse muita força e quisesse
me atrair. Paramim, é difícil ficar aqui.

Agora Hellinger conduz a$tba para diante da mulberjalecida, da l»'imeira mu


lber do aoâ de Nana. A auó se made um pouco para o lado.

Figura 8

=
a representante de Nuca ao lado de seu mando.
HELLINGER para zzli/bóz Você se sente melhor ou pior aqui?
PRIMEIRA
FILHA Estátudo bem. E7cz
czPon/óz
para ózpdmejrn mz//berdo auó
Quero ir para lá.

HELLINGER para Nzlda A filha estaria disposta a partir para que você fique

A representante da$1ba acena com a cabeça

HELLINGER Essaé uma boa ilha. Mas acharemos uma solução ainda melhor.

Heltinger cobca a$1ba novamenteem seu lugar.


O SEGUNDO DIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura lO

HELLINGER para zz?tprese fíz e deJVuda Agora olhe para o marido e diga a ele: HELLINGER pzzra ózPóme na mu/bercZo auó Levante-a, bem em sintonia com o
Por favor, me segure para que eu fique. seu sentimento.
MULHER Por favor, me segure para que eu fique.
HELLINGER Diga com amor. A representante
deNuca seergue.A primeira mulherdo auâseajoelhaao lado
dela. As duas se abraçam profundamente. Após um tempo se errem, cal'ttinu-
MULHER Por favor, me segure para que eu fique.
am porém, 710abraço. Depoisa r(presentante de Nuv'iaseposiciona n.ouamente
Ela diz novamente de modo bastante mecânico. ao lado do marido.

HELLINGER Olhe para ele. HELL]NGER pczxaapdmeíra mzz/bercZoczuóFique atrás dela e a segure por trás

Ela o alba longamente.Nestemeio tempoos$1k)osse abraçaram por trás. Ela se coloca atrás dela e a aln'aça por trás. A mulher seapoia nela

HELLINGER pózra ogrwpo Os filhos demonstram o que os pais deveriam fazer.

C)ati6 e slmprimeira mulbercotocaram os braços um em torno do outro. Quan-


do a auó também coloca os seus braçosem torno dela, o aoâ tenta incluí-la
também wo abraço.

HELLINGER (%fMsum /e?7tPO,


pzzra a rlÉpresen/czn/ecíe Aruóa Vá conforme o
movimento da alma, bem devagar. Exatamente, continue assim
os
A representantede Nada se abaixo lentamente e Pca de joelhos. Ela coloca
braçosem uotta dosjoelhos de seu mando e nelesapoia a cabeça.Então se
aba xa até o chão.
Agora Hellingw conduz a mutberfalecida, palmeira mulher do al;õ, para
diante da representante de Nuca
AMOR A SEGUNDA VISTA O SEGUNDO DIA

Figura ll MARIDO Eu tenho muito medo, não tenho forças. Estou sozinho.
HELLINGER gana ogml/)o Falta algo de sua família de origem. Precisamos olhar
também o que acontece aí.
ANTONIO A pergunta é pelos mortos ou ausentes?
HEIHNGER Sim.
ANTONIO A primeira pessoaque falta seria a minha avó por parte de mãe. Ela
morreu quando a minha mãe tinha quatro anos. Emm nove filhos e a minha mãe foi
adotada por uma família. O segundo que falta é o meu im)ão mais novo. Eu acho
que ocorreram ainda dois abortos espontâneos com a minha mãe.
HELLINGERO que aconteceucom o irmão?
ANTONIO Ele sofreu um acidente de carro.
HELLINGER Quantos anos ele tinha?
ANTON10 22 anos.
HELLINGER para ogzwPODo que ele disse me vem a imagem que a mãe da mãe
e a mãe são importantes. Vemos aqui que muitas vezes não podemos solucionar
nada na família anualse não incluimlos a família de origem. Tmbalhar apenas com o
casal, fazendo, por exemplo, exercícios de comunicação com eles e dando-lhes
Agora Hetlinger coloca os.filhos na esfera do pai. Eles se seguram pela mão. bons conselhos não adiantaria muito aqui.
para .4?zfomZoEstá bem, então vamos olhar a sua família.
Figura 12
Hellinger escolherePresentantespara a mãe e a auâ de Amianto e os coloca uns
diante dos out7'0s.Ele made os representantesdo aoâ e da auó de Nana um
pouco para o lado

Figura 13

HELLINGER para a./i/ba Como é agora?


PRIMEIRAFILHA Muito bom.
HELLINGER pízra oli/bo E com você?
SEGUNDOFILHO Bom, estou melhor. MM Mãe do marido
AÓM
HELLINGER pózra o rq)reses/an/e de .4nfónlo Para você? Avó do marido(morreu, quando a mãe do marido tinha quatro anos)
AMOR A SEGUNDA VISTA O SEGUNDODIA

Figura 15
Quando eles estão um diclnte do outro, a representante da mãe deAntonio come-
ça a chorar em uoz alta.

HELLINGER .para ózrcpresen/afere da mcie de.4nfõnlo Devagar, devagar, devagar:


primeiro fique bem calma.

A vqJreserttanteda mãe deAntânio se acalma e alba para a sua mãe. Esta suspira

HELLINGERpczraózauó Diga a ela: "Eu Ricocom você


AVÕ Eu fico com você.
HELLINGER "Mesmo estando morta, fico com você.
AVO Mesmo estando morta, fico com você

As duas se olham. A auó estende as mãospara a$tba. Esta segtw em sua direção
e as duas se abraçampmfundamente. A auó alisa as cabelos de sua$tba. Quan-
do elassesoltam,apósum tempo,Hellinga colocaAntonio ao lado de sua mãe.
Figura 14

HELI.INGER para íz mãe Pemlaneça forte, seja a mãe. Exatamente, isso é bem
melhor.

pzzra ogzwl/)o Aparentemente o filho exerce para ela o papel de sua mãe. Por isso
ela se comportou inicialmente como uma criança ao invés de uma mãe.

Após tlm tempo, Hellinger dissolue o abraço.

HELLINGER para .4n/(5nío Como você se sente aqui?


ANTONIO Me sinto no meu lugar, me sinto forte.

Agora Hellinger libera os t13P'esentantesde Antonio e Nada e pede que elespró-


l)rios assumam os seus lugares na constelação. Ele coloca a mãe e a auó de
Antõnio atrás dele. Por trás elas colocam as mãos nele. Antânio e Nada colocam
)s braços um em torno do outro. Então Hellinger colocaosfilbos diante dospais.

HELLINGER pózra óz Wzesen/an/e da mãe c/e.4m/ómÍo Diga a ela: "Eu tenho um


filho.
MÃE Eu tenho um fHho.

Antonio uai até a sua auó e a abraça. A mãe abraça os dois e soluça em uoz alta
AMOR A SEGUNDA VISTA

lsabel
Caminhar de forma apropriada

HELLINGER pcznu/sabe/ Vou trabalhar com você.


para ogzwPO Gostaria de acrescentar ainda algo em relação a ontem' . Quero dar-
Ihe esta oportunidade para que as coisas se tomem ainda mais claras para ela.
para lsaóe/ Como você se sente hoje?
ISABEL Muito preocupada.
HELLINGER O seu marido também deve se sentar aqui.
Juan se senta ao !ado dela

ISABEL Eu quero esclarecerquestões que carrego dentro de mnn e que me preo


cupam.
HELLINGER Não vou entrar nisso. Vou fazer algo diferente Vou constelar a sua
Antânio e Nana se abraçam p7nfu71damente. Os$Lbos se seguram !»las mãos. família de origem. Quem pertence a ela?
ISABEL Minha mãe, meu pai e uma ilha.
HELLINGER para ogmpo Eu acho que conseguimos. Quando chegamos neste HELLINGER Ela é mais velha ou mais nova?
ponto é porque conseguimos- ISABEL É mais nova.
Todos retomam aos seuslugares. HELLINGER Algum dos pais teve uma relação fim)e antes?
ISABEL Não.
HELLINGER para o gzwpo Quando permitimos que alguém da família constele, HELLINGER Morreu alguma criança?
então a informação principal se encontm na pritneim imagem. Tudo o que ela disse ISABEL Não
antesse revelou como secundário, comparado àquilo que veio a luz aqui. Na cons- HELLINGER Está bem, escolha quatro pessoas e coloque.
telação a mulher deixou um lugar livre, para que ela pudesse passar por lá. A pata
da imagem, pede-se ver que era esseo movimento que ela queria fazer e(lue
revelou o que ocorre. Por isso eu logo segui o movimento. Normalmente também
teria deixado o homem constelar, para que se visse a diferença entre as duas cons-
telações.Isso também teria feito aqui, mas a constelaçãose tornou muito clara
através da mulher. . ..
A questão relevante para ela era: você se sente melhor ou pior neste lugar? Se
ela tivesse respondido que se sente pior, eu também teria deixado o homem
constelar, para ver se ainda existe algo a mais. Mas assim tudo ficou claro, por isso
insisti. . .. .
,fura.4nft5nlo eJVaHczEu ainda vou lhes dizer algo: a felicidade precisa de cuidados.

Os dois acenam com a cabeça, concordando.


Vede página 55
HELLINGER Está certo? Está bem.
AMOR A SEGUNDA VISTA O SEGUNDODIA

HELLINGER pólen ogm@o Vocês viram isso?


para a '@?Usem/antec/c /sczóe/ Como você se sente aqui?
PRIMEIRAFILHA Melhor.
HELLINGER pariu/saZp/ \&x=êsabe o que isso signüica? Sign#íca ;Euquero morrer
HELLINGER Quem queria morrer na família?
ISABEL Eu não sei.
HELLINGER O pai, isso se vê claramente.

O representante do pai aceTla com a cabeça. lsabet chora

HELLINGERpara ogrul/m E ela diz: "Eu morro em seu lugar."


póznaZsabe/ O que aconteceu na família do seu pai?
ISABEL Que eu saiba, nada de especial. Minha mãe sempre o desvaloíízou muito
nunca o considerou.

HelLingerposicionaa r(presentantecielsabel diante dopar. Ela olha para o chão


e só, às fezes, alba para ele.

P Pai Figura 3
M Mãe
FI Primeira bilha (=lsabel)
F2 Segunda filha

Hettinger conduz a representante de lsabetpara fora

HELLINGER ó#)(ãsum /e/7#u, pózra a rÉPresenfan/e de /sabe/ Volte para o seu


lugar inicial . Ainda vou tentar algo diferente.

Hellinger escolheuma rePesetltantepara a mãe do pai e a coloca na comtelação.

Quando eta está tá, olha para o céu


O SEGUNDODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura 5

MP Mãe do pai
lsabel soluça. Seu marido a segura pela mão. Hellinga finaliza que a 7:epresen
HELLINGERzzpós
um re#tzPO,
para ogmpo O pai estáchorando. ;ante da mãe dopaipode-se sentar novamente.
0
A mãe do pai está muito comanda e estende o braço direito em suü direção HELLINGER z;lrxisum /e? tr , para czncl)reses/ízn/e dcz mãe zZe/sabe/ Deite-se ao
lado dele
pai não otk)apara ela e seajoelha.

HELLINGER para a mãe dopar Não é isso, é uma outra coisa. Vá para o lado. Ela se deita ao Ladodo pai, coloca os braços em torno dele e soluça
HELLINGER pízru opas O que está acontecendo?
PAI Gostaria de deitar-me.
HELLINGER Faça isso.

Ele se ajoelha e depois se deita de br"laços.


AMOR A SEGUNDA VISTA O SEGUNDO DIA

Figura 6 HELLINGER zlP(h z/m /e77zpo,


pczza os n#)reses/an/es íZosPózísAgora levantem-se
e troquem de posição

Figura 8

A primeira $tba se torna muito ivlquieta e, cborancio, movimenta-se lentamente


rla direção dos pais. A irmã tenta segura-ta. Hettinger conduz as duas um pouco
Da,rairas

HELLINGER para a:s/i/bas Ajoelhem-se e curvam-se diante disso. HELLINGER Olhem um para o outro
Asjilbas se ajoelham e se entoam diante de seus pais, até o chão. z\ssim perna'
tecem o temPOtodo. A mulher estáinquieta epocura pelo lugar ECHO
ao lútdode seumando.
HELLINGER pzzra OPízí Tem algo aí?
PAI Ela esú indo demasiadamente para trás.
HELLINGER O que ocorreu dentro de você?
PAI Me senti muito atraído por algo e também senti muim culpa. Quando a minha
mulher se deitou ao meu lado e me tocou, a coisa se tomou mais leve, pois a
estávamos dividindo. Existia algo entre nós dois. Mesmo assim, não encontrei paz.
HELLINGER pízxa a mãe E com você? '
MAE Algo dói, mas eu não sei o que é.

]ellinger escolhe uma representante e pede que se deite de costas em frente aos
pais.
O SEGUNDODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

lsabel sacode a cabeça


Figura 9
HELLINGERpara as/i/bas Agora levantem-se

Elas se levantam. A reP'esentante de lsabel seca as lágHmas

HELLINGER Agora virem-se

Figura ll

Mu Mulher(não fica claro quem ela esú representando)


Então essese
Quando essamulher sedeita no chão, a mãe encosta-seno mar'ido
cijmlba, acaricia o rostoda mulbw que estádeitada no chão, deita-seao lado
dela e a abraça

Figura lO

HELLINGER pózra óz /q)reses/afere cZelsabe/ Como é isso?


PRIMEIRA FILHA Estou tonta, mas é bom.
SEGUNDAFILHA Bom.
HELLINGER Dêem dois passos à frente.

HELLINGER pózra zsaóe/ \você sabe o que isso poderia ser?


O SEGUNDODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

HELLINGER O que há agora?


PRIMEIRAFILHA E melhor.
SEGUNDAFILHA Também
HELLINGER pzzra Aaóe/ Existe algo aí que nós não sabemos. Mas esta é a solução
E7ecr nfaPara as chóznças gue es/ãode cos/m. Independentedo que oconeu
trata-sede algo que precisapemlanecercom o seu pai, sua mãe e com essa
mulher. Agora olhe para frente. Talvez assimvocê viva um pouco mais.

ISABEL Muito bom

Hetlinger agradece aos representantes e depois se dirige ao r(presel'ltante do pai

HELLINGER Qual foi a sua imagem?Era uma criança ou um adulto?


PAI Era uma mulher adulta.
HELLINGERpara a rl:PTPsen/íznre
cZamu/ber no chão O que ocorreu com você?
MULHER Paramim, foi grave o fato de não ser considerada, não ser vista.
PAI Era uma mulher que sofreu um dano através de mim e de minha mulher.

HELLINGER Como é agora? Os dois representantes se teuantam e se abraçam


PRIMEIRAFILHA É menos forte, mas ainda estou tonta.
HELLINGER para a segunda./i/ba O que há? HELLINGERpózxaogzzzPOO que eu dissehoje de manhãsobre a consciência
SEGUNDA FILHA Gostaria de continuar. coletiva inconsciente e sobre as leis que aí regem foi confimlado atravésdesta
HELLINGER Sim, exatamente. constelação.Pudemos ver como um filho desejaexpiar, desejainterferir, mas é
tudo em vão -- ele fracassa.
Ele leva asfilhas ainda mais adiante

n..,-.H.. o-tã. i.â ,-.r Tese-rttante


de lsabel resMraatiuiada
Rafael e Alba
O respeito

HELLINGER Vou continuar agora com o trabalho.


pózraRc áae/e 4/ózzA questão de vocês não deve ser tão grave assim
RAFAELTalvez não
HELLINGER Essa é a minha impressão.
ALBA Já pensamos que talvez estejamos tomando o lugar de um outro casal que
precise mais. Entretanto, trata-sede algo importante para nós.
HELLINGER aog/7zPO Será que trabalho com eles ou não ?
pczra o casíz/ O que vocês acham?
ALBA Eu não sei.
HELLINGER pczrn og/WPO Está claro, eles não estão em sintonia
pariu Rcóae/ Suamulher é sempre assim tão atrevida?
Alba d evt}uoz acta

RAlIAEL Às vezes
HELLINGER pzznuogzz#)o Talvez seja esse o problema.
HELLINGER pózru Rctáae/ De que se trata?
RAllAEL Acho que até nisso não estamos de acordo: do meu ponto de vista existe
um desequilíbrio em relação às necessidades que tenho, quando se trata, por exem-
plo, da sexualidade e das necessidadesque ela tem na vida emocional cotidiana
Sinto que as minhas necessidades não sào satisfeitas e o que é da ordem do cotidi-
ano me afastadela. Estou tenso e iíTitado.
HELLINGER Essamulher não precisa de um homem. Você ainda não percebeu
isso?Ela não precisa de um homem. Você está com a mulher errada.
ALBA d Eu não acho que não preciso de um homem, sinto-me bem com ele.
AMOR A SEGUNDA VISTA O SEGUNDODIA

HELLINGERAlguns se sentembem atécom o seu cachorro. Figu ra 2

Risosaltos wo gvu4m

RAFAEL Muitas vezes eu percebo que ela é mais forte e eu o necessitado. Tenho
a sensaçãode que ela tem o poder.
HELLINGER Nem quero saber tanto assim.

Hetlinger coloca Alba no meio. Escolheentão tlm representantepara o seupai e


o colocc} diante dela

Figura l

M Mãe

)pai e a mãe sorviam um para o outro e se ap'oxidam. Ele coloca o braço em


armo dela, ela se encosta nele, e os dois se abraçam. /após um tempo, ele acahcia
o cabelodela.Ficam um ao lado do outro e olham de.jbrma ca7'inbosapara a
Z

Figum 3

P Pai
F Filha (=Alba)

Os dois se olham. Jbpósum tempo, orai cruza os braços atrás das costas. Hellinger
escolhe então uma r(W'esentante para a mãe e a coloca junto.

Alba seca as lág?'imãs e uai em direção a seuspais. Eles a abraçam. Alba chora em
loz alta. Assim permanecem hngamente
O SEGUNDODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

pízxu,4/óózE então,o que foi que eu fiz com você?


Figura 4 AI.BA Não sei.
HELLINGER Você se comportou como uma mulher, que acredita ser melhor do
que a sua mae

após wm fe?nPOUma mulher que acredita ser melhor que a mãe não respeita os
homens. Ela também não compreende os homens. Então, como uma menina
pode se tornar uma mulher?Quando fica ao lado de sua mãe -- como a menor.
Concorda?
ALBA Sim.
HELLINGER Está bem.
pczra Rí Áae/e.4/Z2aEncerro aqui.

pzzru o gzzzPOObviamente que isso também serve para os homens: um homem


que não respeitao seu pai, que acredita,diante de suamãe, ser melhor que o pai
Após um tempo, eles se soltam e Alba $ca diante de seuspab. não respeita as mulheres. O homem aprende o respeito pela mulher com o pai, e
a mulher aprende o respeito pelo marido com a mãe. Então imaginem só quando
um filhinho da mamãee uma filhinha do papai se encontram e casam.Não terão
respeito um pelo outro. Por isso, primeiramente, precisamos colocar em ordem a
família de origem, de tal forma que o marido respeite o seu pai e a mulher, a sua
mãe. Muitos problemas de casal podem ser solucionados dessa fom)a simples. O
filho da mamãenão é confiável para a mulher, e a filha do papai não é confiável
para o marido. Disseram-meque asfHhinhas do pai são um pouco mais bonitas
mas isso não leva a nada.

Risos no gmpo

HELLINGER pzzra '4/óa Diga ao paio"A mamãe é melhor.


ALBA A mamãe é melhor.

O pai acena com a cabeça.


HELLINGER "Em todos os sentidos
ALBA Em todos os sentidos.
HELLINGER Também diga isso a mãe: "Você é a melhor.
ALBA chorando Você éa melhor.
HEIN.INGER "Em todos os sentidos.
ALBA Em todos os sentidos
HELLINGER para os rl#)resenZczn/es
Está bem, foi isso.
Jorge e Mana
O desejo de ter um filho

HELLINGER pózrnlo/ge e.44a#czDe que se trata o caso de vocês?


MARTA Ontem à noite e também hoje de manhã,quando você falavasobre
emaranhamentos com destinos do passado, percebi que existe na família de minha
mãe um segredo. Sou da Argentina; a minha tataravó foi à Agentina; dizem que
chegou como viúva, com três filhos. Mas isso não é verdade, ela eraamante de um
homem casado, que nunca se casou com ela e, quando chegou com os três nHhos,
disse que era viúva. Eu acho que isso também tem a ver comigo, que isso pesa. Eu
pessoalmente ainda sinto que devo agradecer a minha mãe, pois me deu a vida.
HELLINGER Sim, isso é adequado. Então o amante não estava na Argentina, ele era
daqui?
MARTA Sim.
HELLINGER E os filhos eram do amante?
MARTA Tudo indica que sim.
HELLINGER Li uma vez uma piada da Esc(5cia.Um camponês olhava seusporcos
com a sua mulher e entre eles havia um bem gordo. Então a mulher disse ao
marido: "Podemos matar este porco amanhã." Ele perguntou "Por quê?" Ela disse
Amanhã comemoraremos nossas bodas de prata." Ele perguntou: "0 pobre do
porco deve morrer por algo que aconteceu há 25 anos atrás?"

Rios em uoz alta no grupo


AMOR A SEGUNDA VISTA O SEGUNDO DIA

HELLINGERparal07ge e.4/a#a Não existe algo mais anualem relaçãoa vocês? Figura l
Vou perguntar ao marido.
JORGE Eu concordo quando ela diz que algo em nossa relação não flui. Acredito
que pessoalmente tenho dificuldades de me envolver, de me vincular. Trata-se,
por exemplo, da decisão de ter um filho. É essaa minha dúvida e minha luta.
HELLINGER para ogr7zpo Este é o problema.
HELLINGER pózraJ4adózVocê quer ter um filho?
MARRA Sim.
HELLINGER Estábem, desista dele.

Mana acena com a cabeça

HEIN,INGER Quando o homem não está disposto a ter filhos, a relação chegou ao
flm
pczra ogrz#m Isso é sério e não hesito em dizer isso, quando está bem claro, senão,
estariabrincando com eles. Agora que percebo seriedade, ainda vou fazer algo.
pzzralofge Precisamos ver se existe ainda algum obstáculo proveniente de sua
família de origem. Estábem? P Pai
M Mãe
F Filho (Uorge)
Jovgeacena com a cabeça.
Pai adotivo
MA Mãe adotiva
HELLINGER pózxa[orge Você ]á foi casado antes?
JORGE Não.
HEIN.INGER após um /ezllr», guízndo o.paí czdofíoodesq2zmou/men/czr-se Não se
HELLINGER O que aconteceu na sua família de origem?
mova. No máximo ele(o representante de Jorge) pode mover-se. Os outros de-
JORGE Sou adorado. vem ficar parados
HELLINGER Chegamos ao ponto, a partir disso, toma-se muito claro. Este é um
destino especial. Após um tempo, o rePresentann deJoRe seposiciona diante de sua mãe.
HELLINGER para/urge Você conhece os seus pais?
JORGE Não.
HELLINGER \você sabe algo deles?
JORGE Minha mãe adotiva me contou o que sabe:os nomes, a residência, o nível
social. Além disso, 6lzo meu mapa astral pouco tempo atrás.A parir disso também
obtive algumas infomiações.
HELLINGER Você sabe algo sobre o seu pai?
JORGE Segundo esse mapa astral, a minha mãe procede de uma família rica
HELLINGER Mapas astrais não me interessam. Sabe algo sobre o seu pai?
JORGE Não.
HELLINGER Constelaremos: o seu pai, você, a sua mãe e os pais adotivos.
AMOR A SEGUNDA VISTA O SEGUNDODIA

Figura 2 Figura 3

Os dois se olham longamente. A mãe quer alcança-lo com as mãos. HELLINGER pilha o rlÉPreseniczn/e
c&?Jo/ge Agora se vire e apóie-se nos pais
adoüvos.
HELLINGERpara o rq)reses/an/e óZelorgeDiga a ela 'Você me entregou para
Figura 4
sempre
FILjlO Você me entregou para sempre.
HEIN.INGER "E agora renuncio a você para sempre.
FILHO E agora renuncio a você para sempre.

A mãe chora e soluça

HELLINGER "Vou para meus pais adotivos


FILHO Vou para meus pais adotivós
HELLINGER "Eles me mantêm em vida.
FILHO Eles me mantêm em vida.

Hellinger conduz o .filho até selaspais adotioos.Eleso abraçam pnlfundamente,


por um longo tempo

HELLINGER Como você está?


FILHO Muito bem. Existiu um momento em que a felicidade chegou, quando eu
estavacom eles. Antes eu não os considerava
HELLINGER Agora se vire mais uma vez e olhe para os pais adotivos.
O SEGUNDODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura 6

HELLINGER Diga a eles: "Comvocês aprendi como se cuida bem de uma criança. HELLINGERpczralorge Diga a seuspais: "Vocêsme entregarampara sempre
FILHO Com vocês aprendi como se cuida bem de uma criança. JORGE Vocês me entregaram para sempre.
HELLINGER "Agora concordo com isso.
Ospais adotiuos estãoJbnemente abraçados. JORGE Agora concordo com isso.
HELLINGER "Agora renuncio a vocês para sempre.
HELLINGER paralorBe Você gostaria de ficar aqui? JORGE Agora renuncio a vocês para sempre.
HELLINGER "No enmnto, obrigado pela vida
Agora o pMPrio J07geuai até o seu lugar diante dospab adotioos. Ele os olha
JORGE No entanto, obrigado pela vida.
longamente nos olhos.
A mãe cobre o rosto com as mãos e chora
HELLINGER ílr)Ósum fe#ZZ/n,
pczrao grupo Preciso deixar que ele mesmo diga
tudo isso.
HELLINGER"Agoravou para os pais que me mantiveraíüem vida
JORGE Agora vou para os pais que me mantiveram em vida.
Heltingerposiciona o próprio core diante de sua mãe e pede qualo pa{ se üre e
HELLINGER Faça isso.
$que ao lado da mãe.
JoRe uai até ospab aciotiuose os acaricia. Abraçam-se Wfundamerlte, por um
Longo tempo. JoWe está muito comooido e chora. Os seuspab biológicos também
se abraçam, a mãe soluça em uoz alta. Hellinger então conduz Mana até a
constelação. Eta chora também.
AMOR A SEGUNDA VISTA O SEGUNDODIA

Figura 7 Mana ejoRe estão um diante do oüt70. Os dob choram. JoWe toma m mãos de
Mana e as beija. Depois elesse alm'açamprofundamente.

HELLINGER pízxu ogr74)o Acredito que agora podemos matar o porco


Todos dem

A renúncia
HELLINGER para ognzpo O difícil para uma criança adorada é o fato de continuar
com esperança de que os seus pais a procurem e a encontrem. Concordar plena-
mente com a seriedade da questão, de que foi entregue para sempre e que os pais
realmente não querem saber dela é muito doloroso. Somentequando concorda
com isso e renuncia a seus pais biológicos para sempre pode voltar-se para os pais
adotivos e tomar deles o que Ihe dão.
A dificuldade do terapeuta é que muitas vezes deixa-se seduzir facilmente a
Mu Mulher (=Marta) sentir compaixão pela mãe. Nessaconstelação, o representante do filho também
estava se sentindo seduzido a ter compaixão com a mãe. Quando se permite isso,
Apósum tempo, Hellinger deqaz o abraço e conduzJorge até sua mulher. coloca-se a ordem de cabeça para baixo. Somente o filho merece compaixão. Se os
pais, que entregaram a criança, reconhecerem mais tarde o que cometeram contra
Figura 8
a criança e assumirem a sua culpa com todas as consequências, então se tomam
grandes novamente.

pariu a rq)resenfíznre díz mãe Você representou muito bem a dinâmica em quem
tão. Agora você pode deixar isso aqui e voltar a ser você.
para/o/ge e.44ana Está bem?
AMBOS Sim.

HELLINGER para ogrz#)o Existem situações onde os pais entregam uma criança
por não poderem cuidar dela. Por exemplo, uma mãe entregou o filho, porque se
tomou psicótica. Aqui não existia outra possibilidade. Quando sarou, pediu a crian-
ça de volta, porém isso não era mais possível. Isso precisa ser reconhecido clara-
mente. Nesse caso a mãe biológica pode dizer aos pais adotivos ou de criação:
;Estou novamente apta a cuidar da criança." E também pode dizê-lo ao filho: "Estou
novamente apta a cuidar de você." Mas precisa acrescentar: "Mesmo assim deixo
você no lugar onde esteveseguro. Pode me procurar a qualquer hora, como sua
mãe, amo você. Também pode conUr comigo, mas deixo você aí." E diz o mesmo
H Homem(-Jorge), antes F(Filho)
aospais adotivos ou de criação.Então o filho pode procurar tanto um como o outro,
mas o lugar seguro se encontra junto aos pais adotivos. Essa é a regra, mas existem
exceções. Neste caso, essa seria a ordem que precisa ser considerada
Miguel e Anda
A humildade

HELLINGER Vou prosseguir agora com o trabalho. Que casal quer trabalhar?
para l/zk e/ e,4nna Venham até aqui.

Hellinger alba longamattepara o casal.

HELLINGER Há quanto tempo estão casados?


ANNA Não somos casados, mas estamos juntos há dois anos
HELLINGER Por que vocês não estão casados?
MIGUEL Eu perguntei a ela, mas ainda não aconteceu
HELHNGER Ah, é?
para ogrz4)o Acho que não vale a pena trabalhar com essecasal.
c#)(js maPóz sózde /eWexâo, a .4/Zgue/e 4nna Não é sério para vocês.
nouízmen/e após umóz/ongaPa sa de ?l@exão Não devo trabalhar com vocês.
ANNA A nossarelação não funciona bem, mas na verdade cada um de nós vem de
uma família emaranhada
HELLINGER Está bem, então cada um deve trabalhar separadamente com a sua
família de origem. Trabalhar aqui com vocês como casal não é adequado.
ANNA Também fizemos um aborto.
HELLINGER Então a relação já acabou. Via de regra, é isso que acontece. Isso
também é um sinal de que a relação não funciona, pois o parceiro é abortado
juntamente com o filho.
ANNA Seidissode um livro seu,que o parceiroé abortadojuntamentecomo filho,
mas acredito que, mesmo assim, há uma chance, se existe suficiente amor e dispo-
nibilidade
HELLINGER "Se". Mas aqui não existe. Não posso trabalhar com vocês. Dou aqui
um curso para casais. Os emaranhamentos da família de origem podem ser traba-
lhados por vocês em outro lugar, mas essanão é a minha tarefa aqui. Preciso
manter a totalidade em meu campo de visão. Fazemos um curso para casais, por
isso não posso trabalhar essa questão aqui. Enceno aqui

H@s um /e/npo zzogz7z/)oÀs vezes o terapeuta se sente tentado a fazer algo que
não deve, a fazer algo indo contra todas as evidências. Casofaça, trata-se de um
abuso da autoridade do tempeuta. Ele só pode fazer aquilo que Ihe é pemütido,
aquilo que se apresenta a ele na sua totalidade, no movimento da alma. Ele perde
a força se for para além disso; se quiser ajudar alguém, embora esteja claro que não
AMOR A SEGUNDA VISTA

deva ajudar. Também perde o respeito dos clientes, pois essesvêem que podem
engana-lo. A maneira mais fácil de enganar um terapeuta é com lágrimas. É difícil
Emilio e Lavra
resistir às lágrimas.
Faz parte da humildade do terapeutanão fazer mais do que deve. Mesmo
O sacrifício
assim,procedi de modo terapêutico aqui, porém diferentemente do que eles es-
peravam.

HELLINGER Outros casaisque querem trabalhar?


pízra .Elnz#!oe Zzzarn Vocês?Venham até aqui.
HELLINGER Vocês ainda têm coragem após o que eu disse antes?
Lavra cobreo rostocomM mãos
HELLINGER Certo?

C)sdois acenam com a cabeça

HELLINGER De que se nata?


LAURA Há mais ou menos oito meses tivemos uma forte crise em nosso relaciona.
mento. Surgiu uma outra pessoa.
HELLINGER Quem surgiu?
LAURA Uma outra mulher.
HELLINGER Uma mulher anterior ou uma mulher nova?
LOURA Nova.
HELLINGER Está bem, constelaremos o marido, a mulher e a namorada nova
EMÍLIO Houve também um aborto. ""'' "' "'' '
HELLINGER Onde?
EMÍLIO Com a outra mulher
HELLINGER para Zz?urn Agora vamos constelar: ele, a mulher e a outra mulher.
Façavocê
AMOR A SEGUNDA VISTA O SEGUNDO DIA

Figura 2
Figura l

Fa Filho abortado
Ma Marido (=Emílio)
Um Mulher (=Laura)
N Namomda do marido A namorada do mando se inclina em direção ao.Riba abonado, ajoelha-see o
lbraçapor trás.A mulherchoraem uozalta. O homemolbapara o$1boaboHa-
HELLINGER para Emz#Íovocês têm filhos?
io, às uezesjecbaospunbos, mas não cottseguese mover. Então Hellinger con-
EMÍL10 Dois filhos. :iuz a mulberparajmnte
A mulher esta muito comoüda, treme. Após um temPO,Hellinger escolheuma Figura 3
representanteparaa criança abonada epedepara que sesentede costas,diante
de sua mãe, no chão.

HELLINGER píznnZ?mz2ío
Quem queria o aborto?
EMÍLIO No final, foi uma decisãonossa.
AMOR A SEGUNDA VISTA O SEGUNDODIA

Figura 5
HELLINGER De quem?
EMILIO Da outra mulhere minha.
HELLINGERA sua mulher sabia disso?
EMILIO Ela soube apenas após o aborto. , ,.
HELLINGER pzznao grz4» A mulher pode ficar com o marido? Não é possível.
Acabou

Lavra cobre o rosto com as mãos e chora. A sua representantesoluça em ooz


alta. Os seusjoelbos tremem

HELL[NGERA imagem que tenho é: o filho foi sacrificadoparaa mulher. A reação


de sua representante mostra que ele foi sacrificado para ela.

Hettinger conduz o mando e a mutt)errara diante do filho abonado.

4 mulher e a namorada se erguem um pouco, porém permanecem ainda qoe


.batias. O.filho al)OHado está entre elas. A namorada estende a mãopara a mu
.ber. O homem alba para o chão. As.filhas se seguram por tráspelas mãos

HELLINGER aP(is zlm /e7%PO,


pzzra Zízuru Quantos anos têm as filhas?

LAURA 10 e 15

A malha agora também se levanta e se üra para as sum$1bas. Elasfazem uma


;entatit;a de ir até o pai, po#m desistem

Apósum temi)o, a mutber estendeas mãos em direção ao filho abonado. Ela


ajoelha e o abraça, juntamente com a mãe deste. As duas soluçar em uoz alta. O
homem esta inquieto, en.saiaàs Delesum maümento, mas não consegue

HELLINGER czPÓs m /ezt#)o,para /lavra Os seus filhos são meninos ou meninas?


LAURA Duas meninas.

Hettingerescolhe TlzpreserlLantespara
as duasPtbas e as coloca na constelação. O
pai se üra para elas.
AMOR A SEGUNDA VISTA O SEGUNDODIA

Hellinger coloca a mulher em seu lugar antes'ior ejaz com que olhe ttouamente
para a chança abonada.

Figura 8

HELLINGER para ogrzdpo Não há nada a ser feito aqui.

Agora Hetlinger coloca as$1bm do outro lado. Ospais se atam para elas.Então
a mulher miaiem direção a elas e as abraça HELLINGERpara ogzzermIsso não foi um movimento da alma. Foi no sentido de
que está se passando por cima de algo. Caso o terapeuta permita isso, irá pemlitir
algo que não é possível.

A mulher ajoelha novamente

HELLINGER para.Em!/to eZzzarn Eu não vejo o que posso fazer. Não consigo ver.
após um /e/p#)o Interrompo aqui. Agradeço a vocês que participaram.

A prioridade do novo sistema

HELLINGERpara og?zer» Quero dizer algo sobre essadinâmica. Hoje de manhã


disse algo sobre as ordens da consciência coleüva inconsciente. Segundo essacons-
ciencia, o anterior tem prioridade em relação ao posterior. Mas entre os sistemas. o
sistema novo [em prioridade em relação ao antigo.
Então, quando o homem conhece uma nova mulher e a engravida, a relação
anterior se desfaz. O sistemanovo tem prioridade
Agom, quando se deseja salvar a relação antiga, abordandoa criança, a situação
se toma mais grave ainda. Nenhum dos participantes pode mais permanecer junto.
HEllINGER para ogzl4m Essaé uma soluçãoencenadaO que ocorre não está Essaé a ordem aqui.
sendo levado a sério. A mulher não estálevando a sério.
AMOR A SEGUNDA VISTA
O SEGUNDO DIA

Exatamente nesse tipo de situação surge, às vezes, a idéia de que caso se HELLINGER Respire profundamente e mantenha os olhos abertos h4antenh- --
aborte a cííança, a relação antiga possa ser salva. Dessa forma a criança é sacrificada olhos abertos e olhe para a criança! - -'a'"--'u-a uo
pela relação antiga. Mas como todos os sacrúícios, também esse é em vão.
Qual seria a solução agora?Os três adultos sabem que se tomaram culpados Emlaiojunta mãos diante dopeito e chora.
diante da criança. Eles precisam assumir isso. Assumem, quando assumem as con-
sequências, e a conseqüência ê a separação HELLINGER Não, não, esse é um sentimento de criança. Olhe para a criança
Mas como vão encontrar a paz?
í2pósrege ir m;)oz/co No momento não consigo ver isso. Não consigo ver. Por Emtaio$ca mais calmo e olha deforma mais clara.
isso não quero dizer nada.
pzzraz?mz#ÍoeZózurn Mais do que isso não posso fazer.
criança e dlgaA:sim e melhor. Ecêtamente, isso agora é a coisa certa. Olhe para a
Emtüio e Lavra t;optam pata seus !aBaTes.Lavra esconde a cabeça no peito de
Emtaio, e os dois choram. HELlJN(}ER ' Agora sin o por isso."

A dor que cura


HELLINGERpara ogz74mO que vemos aqui é o poder da ordem. Estaordem não EMILIO E tomo ue voce que cedeu o seu lugar. u pai."
pode ser ludibriada, isso é impossível. A dor seria curativa, mas não a autocompaixao
Hellinger leoa a mão de Emtüio ao seu coração.
Apenas a dor por essacriança. Essaseria a dor que cum.

Lavra se wgt+ee Emtüiocomeçaa soluçar em uoz alta. Ele é sactldido pela dor. HELLINGER pczra Emz#loAgora acolha-a em seu coração.
Após um tempo, Mata coloca o braço em torno dele.

HELLINGER para Zízuru Não o confortel

Osdois se acalmam um pouco, porém aivtda cboram. Então Emtüiodã um sivmt


llígX$$1KSSgil z='m,«.,..«
a Hetlinger que qua' falar com ele. Emtüío acena com a cabeça e começa a chorar novamente.

n:T=Hh=:'===n===?=='::=E
HELLINGER para .Emz#íoEspere,quero Ihe dizer algo.

Emtüio começa tlouamente a soluçar em uoz alta.

HELLINGER Olhe,olhei Se na dor você olhar para a criança, apenaspara a criança, .Ehz#Ío zzce7zcz com zz cczoeçóz e /e#)/ruPmgandamenre.
então a dor cura. A dor precisa mostmr-se de olhos abertos, caso contrário, trata-se HELLINGER Pemlaneça forte. Mantenha os olhos abertos.
de autocompaixão. Imagine que você está olhando para a criança.
Ele coloca a sua mão no coração e no ombro de Emtüio.
Emitia sacode a cabeça.
Certo,agoravocê viu o caminho. Tudo de bom para você.
HELLINGER Olhe, olhe, olhe, olhe para a crianças
pízrn ogz7zpoEle ainda não consegue ver a criança. Está concentrado em si.
para Emz#ioVocê deve olhar para a crianças
F.leinclina a olhe suDehor do corPOum pouco para frente.
AMOR A SEGUNDA VISTA

ele mostrou era dramático, porém sem força. Estavadirecionado para ele mesmo, Alberto e Susana
não para fora. É importante distinguir isso. Estábem, encerro aqui.
A seriedade
para Emz#Íoquando ainda querdlzercz/go Agora isso precisa repousar. Agora está
bem. Agora você está em contato com a sua alma e com a criança.

Emtüio acena com a cabeça

HELLINGERAinda há outros casais?


para .4/ÓeZtoe Susanóz Venham vocês
HELLINGER para .4/cedo Você me é muito familiar. Já trabalhamos alguma vez?
ALBERTO Não como cliente, apenas como representante.
HELLINGER Quantos anos você tem?
ALBERT0 45
HELLINGER Quantos anos tem a sua mulher?
ALBERT0 38.
HELLINGER Há quanto tempo estão casados?
ALBERTO Há cinco anos.
HELLINGER Algum de vocês já foi casado antes?
ALBERTO Sim.
HELLINGER Quem?
ALBERTO Os dois.

HELLINGER E o que aconteceu com sua primeira mulher?


ALBERTO Nos separamos. E7ed
HELLINGER A quem pertence meu coração agora?
ALBERTO Não sei.

HELLINGER pzznnogz74)o A quem pertence meu coração agora?

A respostado Empa é: à primeira mulher.

HELLINGER Exatamente. Foi de uma forma pejorativa que ele disse isso
HELLINGER para .4/ê)e#o \você tem filhos com a primeira mulher?
ALBERTO Dois filhos
HEllINGER Com que idade?
O SEGUNDODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura IA(constelada pelo marido)


ALBERTO 13 e 18.
HELLINGER Onde estão os filhos?

SUSANA Eu não fui casada, mas tenho um rnno dessa primeira relaçaotro marido?
HELLINGER(quantos anos tem o filho?
SUSANA 16 anos.
HELLINGER Onde ele está? . , .. -ara vive
SUSANNAUm ano atráspedi que se mudassepara a casauc scu p:'x.A6-'-a - ''
com ele.
HELLINGER E por que vocês estão aqui? .:. -.-
ALBERTO A relação é muito dúícil no cotidiano, mas existeum bclluniçinu p v-u-
do que nos une.

Ma Maí'ido(=Alberto), terceto marido de Susana


têmfilhosdasrelaçõesanteriores. . ,.. : -.--, IMu Primeira mulher, mãe de FI e F2
HELLINGER para '4/bebo Vocês também tcm um rugiu JuiiLU : FI Primeiro filho
F2 Segunda filha
Mu Mulher(=Susana), segunda mulher de Alberto
ALBERTO Não o g?lÉpo Se constelamos isso podemos ver as leis da família IMa Prüneiro marido, pai de F3
P3 Terceiro fujo, IQ filho de Susana
pólZzz
H/bebo Constelaremos você, sua primeira mulher e os dois filhos; 2Ma Segundomarido,pai de F4
F4 Quarn filha, 2e fHho de Susana

n l
HELLINGER Essefilho tem quantos anos?
u1l :: &=':=k:.='..,«,-
HELLINGERpilha.4/bebo A sua primeira mulher casou novamente?
LIBERTO Não.
suSANA A pequena é uma m:nana de sete anos. s do outro marido e do outro
HELLINGER Enfio é mais comple HELLINGER O prüneiro marido dela é casado?
filho. ALBERTO Não.
Dzzra.4/bebo Comece você. HELLINGER Está bem, sente-se.
para SüsamzzComo você constelaria?
AMOR A SEGUNDA VISTA

O SEGUNDODIA

Figura IB(constelada pela mulher) Figura 2

IMul

FI

'F2.
IMa.

@ 'X ,-T ''--.-/


2Ma

A atenção do r(»resentante de Albedo se dirige à sua palmeira faminta.


)sfilbos de Albedo se atam maisPara os seus t)ais.
HELLINGERpara ogrwl/» Essarelação não se desfez. Toda energia do marido vai Figura 3
para ai.

Após um tempo, HeLlinger coloca o representante de Albedo diante de sua pri-


meira mulher.
,IM'j

IMa

$
2Ma

vocês N(lIERamssem? P /furto Ocorreu algo entre vocês para que


AMOR A SEGUNDA VISTA O SEGUNDO DIA

Figura 5
ALBERTO Os últimos quatro anos foram muito difíceis. O pai dela morreu. A
relação se tomou gradativamente mais difícil e depois ela adoeceu.
HELLINGER Qual era a doença?
ALBERTO Câncer.

a abraça

HELLINGERpízru o rq)reses czn/ecZe.4/óe#oDiga a ela: «Vocêé doente demais


para mnn.
MARIDO Você é doente demais para mim.

A mulhercomeçaa choraremuozalta,junta m mãosemsetlpeito,afmta-se e se


dra. Os$1bosa acompanham com os olhos.
Figura 6

Após um tempo, a l)Hmeira mulher sesolta dele, porém alba-o carinhosamente.


O homem pa'manece um pouco resemado
O SEGUNDODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

HELLINGER pzzxao Zq)rPsen/an/ede ..4/bodo Ajoelhe-se diante dela e se curve


AI)ósum temPO,a mutbw seoiro novamente,solta um pouco, quer se apK)M- profundamente.
inar, procura pelo seu lugar, mas não o encontra. Ela cl)ora. Também os$1bos
choram e depois se abraçam.
) homem se ajoelha, cama-seaté o chão e estica as mãosparafrente. Após um
tempo, a mulher se amai)cae acaHcia o seu cabelo. Toma as mãos dele e tenta
ngtiê-to, porém eteainda resisteum pouco, então ela se levanta. Etepermanece
4oelbado, olbapara ela, e também seteoanta. Elessesegurampelas mãos, mas o
comemdemonstra pouco movimento. Então a mulher apoia a cabeça no peito
dele, que a abraça. Após um tempo, eles se atam para os seus$1bos

Figura 9

Ai)ós um tempo, o marido uai alguns passosem direção à mulher.

Figura 8

HELLINGER pízxn OPdmej?o/í/óo Como se sente agora?


PRIMEIROFILHO Mais calmo. Sinto-me melhor com a minha mãe do que com o
meu pai.
HELLINGER É claro.
pcznaogr!/PO A mãe é grande e o homem é pequeno.
HELLINGER pczrn ózli/bóz Como se sente?
SEGUNDOFILHO Agora melhor. Também me sinto mais próxima da mãe.
HELLINGER para a /l#) usem/ízn/e cZeSz sóznóz E você?
MULHER Com o passardo tempo a tendência de ir para lá, para o ouço lado, ficou
cada vez mais forte

Hellinger coloca seu segundo mando diante da$1ba e Susana ao lado dele.
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura lO
Vínculos

HELLINGERpara o g774mGostariade dizer algo sobre vínculos Nessaúlti---


constelação algo ficou evidente em relação a isso. ' aDau"u"d

O mando olha apenas para a $tba. Após um tempo, HelLinger coloca a $1ba ao
lado dele. Ele coloca imediatamente o braço em torno dela. A representantede
Susana é afmtada por neLlinger.

Figura ll

Incesto

HELLINGER zlp(k um fellzpo, pólen Susancz Você desperdiçou os homens.


para 4/óe#o E você desperdiçou a sua mulher. É esta a seriedade.
Atbe©o acena com a cabeça.

HELLINGER pózra os ztp?usem/czmfes


Está bem, foi isso.
AMOR A SEGUNDA VISTA O SEGUNDODIA

indignação é muito nociva para a criança. Porém, quando a criança pode dizer ao Então, a segundarelaçãopode dar certo. E a prüneira relaçãotambém pode se
paí: "amei você muito e por você fiz tudo", o amor é reconhecido. Então eles dissolver -- porém com amor. Onde isso não acontece, um filho da segunda rela-
podem separar-se. A criança pode se separar. ção trâ imitar o parceiro anterior.
Nessecontexto, porém, devemos lembrar que o incesto é quase sempre uma Quando existe, por exemplo, uma prüneira mulher do pai que sofreu uma
relação triangular. Via de regra, existem dois culpados. A mãe quase sempre esta gmnde injustiça, então uma fUhairá assumir os sentimentos ruins, comportando-se
envolvida no caso de incesto entre pai e filha. Muitas vezes retraindo-se e ofere- de um modo tal para que também seja excluída. Assim a prüneira mulher é honra-
cendo ao marido a filha como compensação ou em um segundo casamento:quan- da. Injustiças perante parceiros anteriores têm grandes conseqüências.
do uma mulher traz uma filha, exige mais do marido do que dá. Como compensa'
ção ocorre o incesto. Por isso, o incesto ocorre frequentemente entre o padrasto e Agora ainda darei a oportunidade para perguntas em relação a este tema
a enteada. Isso tem a ver com essa dinâmica.
Então, para que isso seja dissolvido, a fHhatem que dizer ao pai: "Pela minha
o fiz de boa vontade." E deve dizer à mãe: "Por você o fiz de boa vontade.
Nesse momento a dinâmica secreta vem à luz. Então a mãe pode dizer à filha: "Eu
sinto muito." E o pai pode dizer à filha: "Eu sinto muito e agora me retiro. ' Então
também a filha pode retirar-se. O seu amor veio à luz. E o que também veio à luz
foi a sua inocência. Agora está livre e pode envolver-se em uma outra relação.

Estupro
O mesmo vale para o estupro. Certa vez, uma mulher veio a um curso e disse que
gostaria de trabalhar as suasquestões sexuais.Eu disse a ela que não faria isso em
público. Mais tarde constelamos a sua família. Ela foi casada com dois homens e
tinha fHhos das duas relações. Perguntei, sussurrando, do que se tratava quando
falava de suas dificuldades sexuais. Ela disse: "Eu fui estuprada seis vezes.
Na constelação coloquei seis homens como representantespam os estupmdores
um ao lado do outro e posicionei a representanteda mulher diante dessesseis
homens. Ela se curvou diante de cada um. Perante alguns, mais profundamente,
perante outros, menos. No fim posicionou-se ao lado desses homens e disse "aqui
é o meu lugar.
Àqueles que ainda se apoiam na diferenciaçãoentre o bom e o mau, não
posso negar o direito à indignação. Mas a que leva a indignação? A.quem serve a
não ser àquele que está indignado? Pois esse se sente melhor à custa dos outros. Era
issoque queria dizer sobre vínculos.

Gostaria de acrescentar ainda algo sobre os vínculos. Quando um casamento se


desfaz e os parceiros casam novamente, a segunda relação pode dar certo somente
quando os parceiros anterioresforem reconhecidos.A segundamulher diz à pri-
meira: "Você é a primeira, eu sou a segunda;tenho estehomem porque você o
perdeu; tenho-o às suas custas. Respeito você. Por favor, seja amável se eu ficar
com este homem agora." Quando o primeiro parceiro é respeitado, ele é amável
Perguntas

Vínculos homossexuais
PERGUNTA Estes vínculos comentados porvocê aqui também oconem da mesma
comia entre casaisdo mesmo sexo?

HELLINGER Entre homens frequentemente se fobia um vínculo. No caso de


mulheres não sei, exatamente.Ainda não pude observar. No casode homens, sim.

A dor da separação
PERGUNTA O que ocorre quando uma primeira relação acaba, mas um dos dois
não termina realmente essarelação?

HELLINGER Muitas relações terminam, mesmo quando não existe um culpado.


Muitas vezes uma relação termina, pois existem emaranhamentos na família de
origem. Pudemos observar isso aqui. Não se deve procurar pela culpa quando
ocorre uma separação. E preciso reconhecer que a relação acabou
O parceiro que se recusaa reconhecer isso, vinga-se do outro, impede o
desenvolvimento deste. Simultaneamente impede o próprio desenvolvimento.
Permanece preso a algo. É justo que o outro parceiro se separe.
Muitas vezes acontece que um parceiro acredita, mesmo tendo consciência
de que a relação acabou, que precisa obter a separação através de um longo sofri-
mento. De alguma forma isso é adequado -- não é possível separar-seimediata-
mente. Apenas quando todos sofreram suHcientemente, possuem a força de se
separar. Por isso também não se deve sugerir precipitadamente a separação.Ela
precisa ser vivenciada de forma sofhda. Assim é o amor.
Manuel e Carmen
O deslocamento

HELLINGER Farei mais uma constelação.


para .44amue/eCbrmen Venham vocês
HELLINGER De que se trata?
MANUEL Temos um problema com fertilidade e quero falar sobre isso
HELLINGER Quem de vocês dois não pode ter filhos?
MANUEL A píjncípio, eu. Ainda não examinámos, mas diria que tem a ver comigo.
HELLINGER Há quanto tempo vocês estão casados?
MANUEL Vivemos juntos há cinco anos.
HELLINGERAlguém teve um relacionamento firme antes?
MANUEL Sim, tenho dois filhos com uma outra mulher e existira ainda um terceiro
filho que aborumos.
HELLINGER Quantos anos você tem?
MANUEL 45.
HELLINGER E a mulher?
MANUEL 38.
HELLINGER parra Cbrmen Você quer ter filhos?
CARMEN Sim.
HELLINGER Realmente?
CARMEN Sim.
HELLINGER Então procure um outro marido. Não estou seguro se você realmente
quer ter filhos ou se é apenasum jogo entre vocês dois.
CARMEN Acho que não.
HELLINGER pízrn .4Zanue/O que você diria?
MANUEL Também acho que ela tem medo de ter um fHho. Acredito que conscien-
temente deseja, mas que também tem medos inconscientes. Em mim reconheço o
medo de que, caso nós dois tenhamos um filho juntos isso me afastedos meus
outros filhos.
HELLINGER SÓhá uma solução: renunciem a ter filhos.
HELLINGER ó#)(jsum /e/}#m,para C2zrmc?nSe você realmente deseja ter filhos,
precisa separar-sedele e procurar um ouço homem. Ele não está livre para outros
filhos. Ele já teve tudo, no fundo não precisa mais disso. E você não quer, caso
contrário você teria se vinculado de outra forma.
HELLINGER para J4an e/ Isso faz sentido para você?
AMOR A SEGUNDA VISTA

MANUEL Eu não sei. Quando fomos morar juntos, o assunto filhos não estavaem
Bernardo e Eva
:l==::::======.===,:=n';===.=
O limite
vocês terão que processar isso. Certo? Está bem.

HELLINGER Mais um casal?


pózxuBm ardo cepa Venham vocês.
pzzrn ogr74)o Vocês ainda têm forças ou já estão quase dormindo?

Muitos dizem que ainda têm forças, alguns não têm maisjorça. Eua$ca muito
it%quieta

HELLINGER pízra Bef'narcZo De que se trata?


BERNARDO Existem problemas entre nós dois. Há um longo tempo vivemos um
à parte do outro.
HELLINGER Alguém foi casado antes?
BERNARDO Não.
HELLINGER Vocês têm filhos?
EVA Sim, três.
HELLINGER Quantos anos?
EVA 23, 26 e 30. Estou muito preocupada com o segundo fHho. No ano passado
ele teve câncer e temo que queim seguir alguém ou morrer por alguém
HELLINGER para Ber?zózr:do O que ocorreu em sua família de origem?
BERNARDO Tenho quatro innãos, um irmão e três imlãs. Em 1987,quando meu
pai morreu, apareceu no enterro dele uma irmã que eu não conhecia
HELLINGER Essaimlã era mais velha do que vocês?
BERNARDO Não, era a mais nova de todos, mas não tenho contadocom ela. Não
sabia antes. Minha mãe já sabia e minha irmã mais velha também
HELLINGER Agora constelaremosa sua família de origem.
O SEGUNDODIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura 2

OH Outro homem
P Pai
M Mãe BERNAliDO Posso dizer mais uma coisa? Minha mãe casou em 1936, no início da
FI Primeiro filho(a)
F2 Segundo filho(a) guerra civil. Durante a guerra o meu pai se encontrou várias vezes em perigo de
Terceiro filho (=Bernardo) vida. Foi sempre pura coincidência de ele não ter sido levado.
F4 Quarto filho(a)
P5 Quinto filh(a) A outra mulher se solta do abraço e seposiciona ao lado do pai. A sua $1ba se
OMu Outra mulher, mãe de 6
P6 Sexta filha posiciona ao lado dela. O pa{ alba para o céu. O representantede Bernarda
ameaça cairpara trás. Hellinga o conduz até o outro homem. Quando estáLá
HELLINGER Um dos pais esteve em um relacionamento fimle antes? oai cada uez maispara trás.
BERNARDO Não. .
HELLINGER para o rq)resenlóznfe de Bernczrdo Como se sente?
TERCEIROFILHO Estou um pouco amedrontado. . :
HELLINGERpara Banardo Existeuma relaçãoespecialentre voce e a mac-
BERNARDO Acho que sim.

BERNmO Tenho a impressão de que nós dois éramos os mais parecidos e


passávamosmaistempojuntos. . . . .-----uamãe?
HELLINGER Dá para ver. Mas por quê?(.quem voce reprcsc:'ta pa-a a '"a -'"''
Ocorreu algo de especial na família dela?

HELLIN(;ER Enfio você representaum outro homem com o qual ela talvez teria
preferido se casar.Vou experimentar isso, como precauçao-

Hellinger escolheum outro homem e o coloca na constelação..Nessemeio tempo


. t,ai abrace a outra mulher e inclu a$1ba em com:«m"o at"'aço
AMOR A SEGUNDA VISTA

HELLINGER Não posso fazer nada. Existe aí um segredo que não vem à luz.
TERCEIRO DIA
EVA Existe ainda algo. O pai dele viveu muito tempo na Alemanha, e a família
ficou na Espanha.
HELLINGER Não, existe ainda outra coisa. Não posso fazer nada.
pízmaos rq)resenranfes Vocês podem se sentar novamente.
para o r(prÉ?semfazecZeBernardo Como se sentiu?
TERCEIRO FILHO Foi como se fosse cair para trás. As pernas começaram a tremer.
HELLINGER Obrigado
para Bernarda Existe algo aí, mas não é minha tarefa investigar.
BERNARDO Não sei de nada, que eu saiba não tem nada
HELLINGER Exatamente,você não sabe. Não estou dizendo que você estejaes-
condendo algo. Mas nessafamília existiram muitos segredos,em que os outros não
sabiam o que estava acontecendo. Não posso fazer nada aqui, preciso interromper
Paropor aqui
'og77z/m É provável que a doença do filho tenha a ver com o pai. Mas isso ê
um emaranhamento, não posso fazer nada aqui.
Quando o tempeuta não tenta continuar, quando reconhece que chegou a um
limite e pára , tmta-se de uma medida terapêutica importante. Agora isso nâo os
deixa em paz. Pode ser que atravésdisso surja algo mais tarde. Nessesentido
também fiz algo com eles
A reverência perante a vida

HELLINGER pózru ogzwg)o Quero dizer algo sobre a vida.


Relacionamentosde casaltêm a ver com a vida. Atravésdo relacionamento
de casal a vida é passada adiante. Mas de onde os casais têm a vida? A vida é deles?
Ou ela apenas flui através deles?Ela flui através deles e vem de longe. Indepen-
dentementede como são o homem e a mulher, a vida flui atravésdeles em sua
plenitude. O homem e a mulher passam a vida adiante em sua totalidade. da
mesmaforma que a receberam em sua totalidade de seuspais, Como os pais deles
também a receberam de muito longe.
Então a vida independe de como são o pai e a mãe de uma criança. Sob este
ângulo, podemos e precisamosolhar de outra forma para nossospais, e os pais
também precisam olhar de forma diferente para os seus filhos. Com reverência. O
filho olha para os pais e olha através dos pais para um passado longínquo, de onde
a vida vem originalmente. Quando toma a vida, toma a vida não apenasdos pais e
sim de longe. Por isso, todos os pais são certos. Sob esteângulo não existem pais
melhores e piores. Existem apenas pais
Quando reconhecemos isso e a isso nos submetemos, podemos tomar de
nossospais a vida em sua totalidade. Porém, quem rejeita intemamente um de
seuspais, quem os acusa,fecha o coração diante da plenitude da vida. Recebe
apenas uma parte ou, mais exatamente, toma apenas uma parte. Contudo, cada
um de nós também é detemlinado de um modo bem especaicoatravésdos pais.
Tenho diante de mim a imagem de uma árvore. No outono o vento sopra e
espalha as sementes. Uma semente cai na terra fértil, uma outra na terra cheia de
pedras e cada semente precisa desenvolver-se onde caiu, não pode escolher o
lugar. Da mesma forma nós também não podemos escolher os nossos pais. Eles são
o lugar de onde brota nossa vida, apenas aí. Independentemente de se a semente
caiu em terra fértil ou em um solo cheio de pedras, ela se toma uma árvore de
verdade e também dará frutos. A sua semente será espalhadanovamente. e a
mesma arvore crescerá diferentemente, em lugares diversos. Para que possamos
realmente crescer,precisamos concordar com o lugar ao qual estamosvinculados.
seja ele como for. Independentemente de ter "vantagens" ou "desvantagens", cada
lugar nos força a um desenvolvimento especial, tem chancesespeciaise coloca
derem)inados limites. A vida é, tanto em um lugar como no ouço, pura e autêntica.
Aplicarei isso agora ao relacionamento de casal.Um casaltem um filho. Nesse
filho o marido e a mulher se unem e se tomam pais. Algumas mãesdizem que o
filho deve-se desenvolver segundo ela, e alguns pais dizem que o filho deve de-
AMOR A SEGUNDA VISTA

Toma,s e Marisol
A inocência

HEllINGER pczru ZomííseldazÍso/ Venham vocês dois para cá


HELLINGER De que se trata?

MARISOL Tenho a tendência de fugir da relação. É como uma força que me


impele constantemente a ir embora. Também foi assim em outms ocasiões. Mesmo
mos a vida.
quando quero Hcar, não consigo.
HELLINGER Um de vocês dois foi casado antes?
MARISOL Eu fui casada.
HELLINGER Você tem filhos?
MARISOL Tenho um filho pequeno, do casamento anterior.
HELLINGER para Zomzís Você foi casado antes?
TOMAS Não fui casado, mas tive vários relacionamentos. Vivi alguns anos com
uma dessas mulheres
HELLINGER Você tem filhos?
TOMAS Não.
HELLINGER Vocês têm filhos juntos?
MARISOL Não
HELLINGER pilha ZomóísNão acho que a mulher possa ser segurada.
Um longo interoalo.

HELLINGERpara .44artso/Constelareio primeiro marido, você e o filho.


TOMAS Ela já foi casadaduas vezes. O filho é do segundo marido.
HELLINGER Então pegaremos os dois maridos.
para ZomcãsQuando um homem casacom uma mulher que já foi casadaduas
vezes, então sabe o que o aguarda. Ele não é iludido
para ]Haztso/ Estábem, constele.
O TERCEIRO
DIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura 2

Mu Mulher(=Marisol)
IMa Primeiro marido HELLINGERpam og/74u Como é que um fHho pode se sentir bem com uma
2Ma Segundomarido, pai de IFo mãe que despreza os homens? E como pode tomar-se um homem? Isso aqui apon-
FI Primeiro filho
ta para uma situação onde um filho pode tomar-se facilmente homossexual
MARISOL Quando tinha três anos, meu pai abusou de mim.
O modo como Marisol afastou o primeho marido provoca estranhezano grupo -
HELLINGER Isto é o que é importante agora. Vou trabalhar separadamentea
HELLINGER para o grzzpo Do jeito que ela tmta os homens não parece ter questão do abuso
respeito por eles. pózra os @ usem/an/es Mas vocês pemlaneçam todos assim.
para 71ÍarÍso/Você percebeu a reação do grupo? HELLINGER pczxa íz z'W/usem/an/edê .44aftso/ Como você se sente?
MULHER Estou inquieta, um pouco nervosa.Mas não sinto issoque você disse
HELLINGER pízra gomas Quanto mais cedo você se separar dela, melhor. sobre rejeição e desprezo.
quando Tomas guerdlzera/go Espere ainda um instante.
Para a constelaçãodalamtaia de origem de Ma?'kol, Hellinger escolherepresen
tantesparaOrai apara a mãe.A representante
qüejá representou
Marisolcomo
mulher agora também a repesenta comojtlba. Helltnger a coloca.
O TERCEIRO DIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

HELLINGERparra zzmãe Diga a ela: "Façapor mim


Figura 3 MAE Faça por mim.
HELLINGER Repita.
MAE Faça por mim.

)pat deu um passo à frente. A filha se Dita para ete e ua{ bem devagar em sua
diteção. Orai tambémse aproxima lentamente dela. Então aBlba estendea mão
para o pai. Seguram-sepela mão, porém sem se aproximar totalmente. A mãe se
posiciona atrás da $1ba.

Figura 5

P Pai
M Mãe
Fa Filou (=Mu Matisol)

A mãe seafasta tlm pouco e.faz um gestode rejeição.

HEll.INGER .lura o gz74rm\&)cês vimm o gesto dela? Ela se fecha pam o homem
Demonstrou isso bem rápido. O tempeuta presta atenção nos movimentos bem sutis

Mãe ejllba seaprm=imam. A mãe acaHcia a face da$Lba

HELLINGER Isso demonstra exatamente a dinâmica do incesto.


parra a rt7)/Usem/czn/e
de.4/artso/ Diga ao pai "Pela mamãe eu faço tudo.
FILHA Pela mamãe eu faço tudo. '
HELLINGER Agora olhe para a mãe e diga a ela: «Porvocê eu falto üldo "
FILHA Porvocê eu faço tudo. ' '' ' "
A mãe sacode a cabeça e começa a chorar. Ela segura a$1bapela mão: abraça e
lcar'teia a cabeça dela.
AMOR A SEGUNDA VISTA O TERCEIRODIA

Figura 7

HELLINGERózPÓsm fe7?Zpo,
pózrcz
a/{/ba Diga à mãe: "Maseu sou muito O mando e a mulher seolham por um longo temi)o.A mulher seaproxima um
pequena.' P(mco do mar'ido, teca-o rapidamente no braço e depois olbapara o chão. Então
FILHA Mas eu sou muito pequena. Hellinger a uiva e a afasta

Imagem 8
A mãe a pu9ca até si e a acaricia.

HELLINGER para ogml/)o O sentimento que ela mostra, não vale muito.
HELLINGER pczra íz mãé Diga a ela: "Eu entreguei você."
MÃE Eu entreguei você
HELLINGER Diga também ao seu marido: "Eu a entreguei.;
MÃE Eu a entreguei

Heltinger agora almta a filha para qux-e


ospab estejam um diante do outro.

HELLINGER pczxaa mâe Como é isso?


MAE Me sinto um pouco aliviada e calma
O TERCEIRO DIA
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura lO
HELLINGER pózru ogpl4m Esta é uma situação típica do incesto. A mulher quer se
afastardo marido e dá a filha como troca. E depois diz sobre o marido: "Masque
canalhas

Hellinger coloca a $tba novamente diante do pai

HELLINGER pózraíz mãe Olhe também para ela e diga o mesmo


MAE Por mim, você estálivre. A culpa fica toda comigo.

zqgora Hellingerposiciona a .Riba diante dos dois pais

HELLINGER pneu a J{/ba Agora diga a ambos os pais 'Tomo a vida da fomla que
vocês me deram.'
HELLINGER para zz./}/bózDiga também a ele: "Mas eu sou muito pequena. FILHA Tomo a vida da fomla que vocês me deram.
FILHA Maseu sou muito pequena. HELLINGER "Eu deixo a culpa com vocês."
HEIN.INGERpzzra opczí Diga a ela: "Agora,sinto muito. FILHA Eu deixo a culpa com vocês.
PAI Agora, sinto muito. Eu amo você. HELLINGER "E agora eu me retiro
HELLINGER Não tantas palavras, apenas isso: "Sinto muito.' FILHA E agora eu me retiro.
PAI Sinto muito. HEllINGER Façaisso.
HELLINGER "E agora me retiro.
PAI E agora me retiro.
HELLINGER "Por mim, você está livre."
PAI Por mim, você está livre.
HELLINGER "A culpa fica toda comigo.
PAI Aculpa fica toda comigo

Agora Hettinger também coloca mãe e.Riba uma diante da outra.


AMOR A SEGUNDA VISTA O TERCEIRODIA

Figura 12

HELLINGER para ízlí/bíz Como se sente agora? Marisol uai até seu $tbo e o abraça pm#undamente, por um longo !em4)o.
FILHA Melhor. É melhor quando deixo a culpa lá. Figura 13
HELLINGER para .4/artso/ \você se encontra em uês vínculos importantes. O
primeiro consistena relaçãocom o pai, o segundose refereao primeiro marido, o
terceto ao segundo marido e o quarto se refere a Tomas. Aqui Ihe mostrei como
desatar o primeiro vínculo. Vou Ihe contar ainda uma história.
Certavez. veio até mim uma mulher que relatou que sua mãe tinha se sepa'
mdo de seu pai e após isso tinha tido muitos amantes. Disponibilizou a filha a todos
os amantes, tendo sido gravemente abrasada.Eu disse a esu mulher: imagine que
você tivessesido criada de forma protegida, assimcomo a maioria das outras meni-
ninhas. E então imagine como você foi criada. Qual das duas meninas é mais ino-
cente?
e
MARISOL As duas.
HELLINGER Ela disse: a segunda. E isso é verdade. Isso é inocência com força.
Certo?
e n

Marisol acena com a cabeça.Ela estámuito comovida.


HeLtinga' pede que os representantes da segunda constelação se sentem Roda
mente e inclui Marisol na segunda constelação. Ele a posiciotm diante do segue
do marido e do$1bo. HELLINGERpczma.44artso/gUan(/o
es/ízpeso/ra CZo»/óoAgora olhe para o marido.

1la seposiciona diante de seü segundo mando e o alba longamente.Depois eles


e abraçam. ÁI)ós um tempo, {ncltlem o.fLtbo no abraço. Assim permanecem por
u7zz/o#zgo/ezl#m - ' ''''''l'
AMOR A SEGUNDA VISTA O TERCEIRO DIA

Figura 15
Figura 14

HELLINGER para J/ízrtso/ Também quer dizer algo a ele?Olhe para ele.
MARISOL Amei muito você e o respeito. Deixo você ir em paz e com amor.
HELLINGER "Olhe para mim de comia amável."
HELLINGER Clpóswm /ez7#)o,para o/í/bo Como se sente? MARISOL Olhe para mim de forma amável.
PRIMEIROFILHO Muito bem.
Osdois se abraçam profundamente. Ela acahcia as costasdele,permanecendo

:lE $1u : :
HELLINGER Diga a ele "Sinto dor.'
==:=:=«'".;"''
msim por um tempo.

HELLINGER para o.g?wl/)oVemos o grande primeiro amor.


Agora Hellinger também traz Tomaspara a constatação e coloca a imagem da
MARISOL Sinto dor. solução
HELLINGER "Sinto muito.
MARISOL Sinto muito. Figura 16

O homem acaricia o seu braço

HELLINGER "Agora respeito você como pai de nosso filho


MARISOL Agora respeito você como pai de nosso filho.

A face da filho se ilumina

HELLINGER para ogrwpo Como o filho se sente bem quando a mãe respeita o
paul

Os três seseguram cavinbosamente pelas mãos.

HELLINGER Agora também vamos trazer o primeiro marido para cá-

Heltinga' o tma para diante de Marisot. 3 Ma Terceiro marido (=Tomás)


AMOR A SEGUNDA VISTA

MaHsot soT'repara todos. José e Christina


"Cuidaremos juntos de você"
===E==:=m:u:==,::==::==i=
ainda algo, se for possível.

Hellingerlaz um sinal que não. HELLINGER paralosé e Cb sf/na Agora vou continuar com vocês.
'Assumotoda a minha HELLINGER De que se trata?
HEllINGER para ]lÍaztso/ Agora olhe parao marido e diga
responsabilidade. CHRISlINA Não sei o que realmente dizer. Estamos aqui porque temos uma fHha
MARISOL Assumo toda a minha responsabilidade. que tem uma doença relacionada aos vasos sanguíneos, que surgiu quando tinha
mais ou menos 13 anos.
HELLINGER "Agora estou disponível."
MARISOL Agora estou disponível. HELLINGER Que tipo de doença?
CHRISTINA Uma doença auto-imune relacionada aos pequenos vasos.
Eles se abraçam e se beijam. HELLINGER Então aqui não se trata de uma relação de casal?
CHRIS'loNA Trata-se disso, sim. A nossa questão e preocupação é se nós provocá-
HELLINGER Final feliz.
mos essadoença, através da fomla que vivemos, procedemos e atuamos
HELLINGER Certo
Aplausos do gr"uPO.
para o gnzPO Quando ocorre algo assim em uma família, quando uma criança
desenvolve essetipo de doença ou quando nasce com algum tipo de deficiência,
então os pais procuram frequentemente a causa neles mesmos. Perguntam-se:
onde falhamos?Ou, onde falhei? Ou, onde o outro falhou? Qual é o efeito disso?
Que tipo de efeito existe para o casal?E que tipo de efeito existe para a criança?
Essapergunta separa o casal. Eles possuem a fantasia: se tivéssemos nos compor-
tado de fonna diferente, isso não teria acontecido. Eles imaginam que a questão
estava em suas mãos, mas infelizmente não perceberam. Assim, não conseguem
dedicar-se inteiramente à criança e realizar aquilo que Ihe faz bem, com amor
pleno
para/osé e Cb ts/ na Farei agora um exercício com vocês sobre como lidar com
Isso

HeLlingerl)osicionao homeme a mulher um ao lado do outro e colocauma


representante para a $1ba diante deles.
AMOR A SEGUNDA VISTA
O TERCEIRO DIA

Figura l
CHRISlINA E nessa preocupação em relação a nossa filha, você pode contar

José e Cbr'Mina se apmcimam e se ah'açam por trás.

F
® HELHNGER pízru og71/@oAgora a filha está bem, vocês viram isso?
FILHA Saiu um peso de mim.
HELLlf«l;ER /xzncrosé e Cbrts/{tza Agora digam à filha: "Você é nossa filha.

HELLINGER "E nós somos seus pais.


JOSÉ e CHRISTINA E nós somos seus pais

Ma Mando (-rosé)
Mu Mulher ( Chíistina)
F Filha, possui doença auto-imune.

No momento em que a filha Jt)i posicionada diante dospais, o mando dei.l um Os pais e a .filha aproximam-se e se abraçam profundamente.
pequei'm passopara o lado. Figura 2

HELLINGER pzzru ogrzzpo Vemos que o maíído se afastouum pouco da mulher.


HELLINGERparalosé Agora olhe para a mulher e diga a ela: "Ela é nossa filha.
JOSÉ Elaé nossa filha
HELLINGER "Ela é nossa filha em conjunto.
JOSÉ Ela é nossa filha em conjunto.
HELLINGER "Cuidaremos dela juntos
JOSÉ Cuidaremos dela juntos
HELLINGER "0 melhor possível."
JOSÉ O melhor possível.
HELLINGER "Você pode contar comigo
JOSÉ Você pode contar comigo.

rosé está muito tocado. HELLINGER czP(Rum /e/}#)o Está bem. foi isso.
orreu com você?
HELLINGER pzzxu(;bztsfÍma E você diga o mesmo para ele.
HELLINGER "Ela é nossa fHha. ço, mas ao mesmo tempo necessitem
também
CHRISTINA Ela é nossa filha.
HELLINGER "Cuidaremos dela juntos.'
Hellin8erposiciona a.fttba nouamerttea uma cena distância diante dospais
CHRISTINA Cuidaremos dela juntos.
HELLINGER "Faremos tudo que pudermos.
CHRIS'loNA Faremos tudo que pudermos
HELLINGER "E nessapreocupação em relação a nossa filha, você pode contar
comigo.
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura 3 Eduardo e Luisa


A proteção

HELLINGER Existe mais um casalcom o qual ainda não trabalhei?


para quis e .Edua/ldo Vocês?Venham até aqui.
HELLINGER De que se nata?
EDUAJiDO Sou separado e tenho duas filhas de uma relação anterior. Há quatro
anos casei com Luisa e juntos temos uma fHha. Tenho conflitos com a minha mu-
lher anterior e com minhas filhas e gostaria de pâr isso em ordem.
HELLINGER pízrn /laíszz\você também quer dizer algo?
HELLINGER Assim seria o certo.
LUISA Sim. Antes do nascimento da menina eu tive um aborto espontâneo. Por
outro lado tenho o sentimento de que também preciso pâr algo em ordem com a
primeira mulher de meu marido
HELLINGER pczraÉ óz/zZoEstábem, constelaremos: você, a primeira mulher, as
duas filhas, a segunda mulher e a fHha em conjunto

Figura l

Ma Marido (=Eduardo)
IMu Primeira mulher, mãe de FI e F2
FI Primeira flilha
F2 Segunda filha
2 Mu Segunda mulher (=Luisa)
P3 Terceira flilha
AMOR A SEGUNDA VISTA
O TERCEIRO
DIA

A $tba mais uelba alba para o chão e se inclina cada oez mais para frente, e o
mando olha constantementepara eta. A Jllha mais not;a está muito tocada. Hellinger a coloca ao latia da primeira

HELLINGER pzzra Eduardo Onde vivem as filhas do púmeiro casamento? Figura 3


EDUARDO Com a mãe.
HELLINGER O que ocorreu no prírneiro casamento, entre você e a mulher?
EDUARDO Minha mulher encontrou outro homem e me deixou
HELLINGER Ocorreu um aborto ou algo parecido?
EDUARDO Não.
HELLINGERA primeira filha estáolhando pam o chão. Isso quer dizer, ela olha para
um modo.
EDUAjiDO Eu não sei quem poderia ser.
HELLINGER Pode ser alguém da família da mulher, pode ser também alguém da
suafamília.
EDUARDO A mãe de minha prííneira mulher teve, antes dela, um natimorto.
HELLINGER Isso não basta
HELLINGER Em sua família?
EDUARDO Existem mortos, meu avó e minha avõ, mas foram mortes naturais
HEllINGER As outras filhas também estão olhando para o chão.
EDUARDO Eu não sei se isso tem a ver: um imlão meu desapareceuhá cinco anos
atrás.
HELLINGER Ela representa essaprimeira mulher.
HELLINGER Não.

A mãe segura a filha mais uetba por trás. Após um temPO,essa se üra e as duas
seabraçam. 8ZZl IBm:lz m:z =c:
Figu ra 4
Figura 2
AMOR A SEGUNDA VISTA O TERCEIRO DIA

Figura 6
HELLINGER Deve ter acontecido algo grave entre você e a sua primeira mulher.

EDUARDO Houve muita briga, muita disputa durante a separação.O homem pelo
qual ela me abandonou morreu há três anos atrás.
HELLINGER Não.
para a seg ndaJ{/ba Venha aqui, você também está muito mal. Siga o seu movi-
mento.

Ela uai choram(b em direção à mãe. Quando estapró)cima, algo a impede de


continuar. Ela seafasta novamente tampouco, qoelba-se e inclinaparafrertte. O
seü corpo treme muito

Mu Mulher que representauma morta

A segunda$1baseaproxima mais da pessoamana, torce-see soluça em t;oz alta.


também o representantede Eduardo seposiciona diante da nona e olha para
ela. A phmeira mulher, a palmeira e a taceira$Lba também descematé o chão
A palmeira mulher estájonemente abraçada com sua phmeira $1ba, que tam-
bém chora.
zqPósum tempo, Hellinger üra a rc4wesentantede Luisa e a afasta. Tira
Lambem a sua .Riba da esfera dos monos e a afasta

Figura 7

HELLINGERExiste aí um mortal Algo muito grave aconteceul

Hettinga' escolhe uma representante para a pessoa moça e pede que se deite
AMOR A SEGUNDA VISTA
O TERCEIRODIA

HELLINGERpara Eduar#o Não há o que fazer aqui. Existealgo muito grave. Figura 9
EDUARDO Os pais de minha prüneira mulher moderam muito cedo. Estou muito
surpreso.
HELLINGER Existe algo grave.
HELLINGER Não posso fazer nada aqui, sem informações não posso fazer nada.
Pode ter a ver também com gerações passadas. Mas a minha imagem é que é algo
maisproximo
EDUARDO Em relação a alguma morte?
HELLINGER Sim ou algum crime.
EDUARDO Talvez algo ligado à guerra?
HELLINGER Pode ser. Existe algo nesse sentido?
EDUARDO Meu pai foi à guerra e eu tenho tios que também estavamna linha de
combate. Minha avó esteve na cadeia
HELLINGER Por quê?
EDUARDO Por razões políticas, durante a guerra civil.
Ao Avó
Nessemeio tempo, a segundajllba deitou-seum pouco mais afastada, no cl)ão.
Também ap m ra$1ba deitou uo chão. A segunda $1ba se ergue. O marido olha para a sua auó, também a pHmeira
mulher se oiro para ele.
Figura 8

HELLINGER para og/z/PO Instala-se imediatamente certa tranquilidade.

A aoó seap'anima mais da segunda$1ba. Essaabraça osjoelbos da auó e sedeita


los seuspés.A aoó se ajoelha. O mando uai até ela, ajoelha-seao lado e os dois
seabraçam. A tlepresentanteda mulher nona sedeitou maisPara o lado. A.filha
mais moda uai até ela e se deita de bav'r'iga para cima. A v':P'esentante de guisa
olbapara a at;ó

Figura lO

Hellinger escolheagora uma tvp'esentantepara a aoó e a coloca na constelação


AMOR A SEGUNDA VISTA
O TERCEIRO
DIA

Hellingerpede que a auóse deitejunto à mana. Tambéma segundafilba sedeita


junto e soluça em uoz alta. O mando está de cócoras diante delas.
Figura ll B RK zuilÊIEll '====::=
para óz 'Wresen/an/e deZuísa Você pode sentar-se. Essa é uma outra dimensão.

aoó começaa tremer. A $1ba mais modarota, soluçando, no chão e depoisse

HELLINGER para ogZz#m Agora a avó também começa a tremer.

)s dois homens se afastam um pouco. O representante de Eduardo se levantou e


uai lentamente em direção a eles

Figura 13

A at;ó se senta novamente, a segunda .filha está deitada llo seu coto e soluça. A
auó não sabe muito bem o quejaza.
HELLINGER para a ózuóO que se passa com você?
AVÓ Estou muito inquieta, não consigo deitar.
HELLINGER pczna .llduízrdo Não é ela, é outra pessoa

Hellinger escolhedois homens e os coloca na imagem


Figura 12

HELLINGERpara o ziq)reses/czn/e
de .E#uazldoO que se passacom você agora?
HOMEM Sintoque precisome posicionar entre eles,mas estou tremendo.
HELLINGER Coloque-se entre eles.

Ele o coloca de costaspara os soldados

SI Primeiro soldado
S2 Segundo soldado
AMOR A SEGUNDA VISTA
O TERCEIRO DIA

Figura 14 HELLINGER para ózczuó Agora olhe para eles

Agora Hellinger oiro o rosto dos dois bomertspara fora


Figura 16

A segunda$1ha continua soluçando. A aoó a segura. O representante deEduardo


dá tlm passo à frente.

HELLINGER A avó tem que se colocar no meio

Heltinger a coloca diante dos dois bowwMI.s

Figura 15

HEllINGER para czízuó O que está acontecendo?


AVO Preciso defender a minha família.

fiellinger a pira para ajamtaia. Nessemeio tempo, o representantede Eduardo e


z mulher nona estãodeitadosum ao lado do outro.
AMOR A SEGUNDA VISTA

Figura 17

Ma

8 HELLINGER clr)(bumózP zusczDarei agora a oportunidade para perguntas.

PARTTCIPAN'lEQuero perguntar; qual é a Jlorma melhor e mais saudável de


germinar uvtl teíaciovmmento?
HELLINGER Esta é uma pergunta importante. Tenho para isso um procedimento
modelo.

O príineiro ponto seria não procurar pela culpa, como se algo fosse depender
da boa ou má vontade de cada um. Vimos aqui quantas influências do passado
amuam,e que cada um muitas vezesnão sabe o que o impulsiona
As vezes faço com um casal que quer ou precisa separar-se um pequeno
exercício. Eu conto uma história para eles. ' '

HELLINGER pczru a zzzó Fique parada, assim está bem. Jm homeme uma malha seguemfelizeso seu caminho.A süa mochilaestá
póznao gzwl/)oAcho que posso interromper aqui. Se os homens vão para onde cawegada de copas boas e eles passam porjardins em .Pot e ároores repletas de
precisam ir, e a avó se posiciona com a sua força diante da família, os outros podem fatos maduros. O sol bdlba -- e elesestãofelizes. Então o seu caminho os
levantar-senovamente. ;onduzpara uma montanha, as copas se tornam mais dÂfíceb epane dos man-
para .Eduardo eZuisczNão vou continuar, paro por aqui. imentos que eles levaram é usada. No meio do caminho um dos dois sesenta e
para os zWresen/an/es Está bem, foi isso. 3stã ncau.sto. O outro ainda continua um pouquinho, então também os seus
HELLINGER ózosegundo se/dado O que se passou com você? nanümentos acabam e ele sesenta. Osdob olham para o Date,onde tt4dojoi tão
oom -- e começam a chorar.
SEGUNDOSOLDADO Inquietação. Talvez também um pouco de violência e
loucura.
luto possibilita a separação,simplesmente a dor de não terem conseguido possi-
HELLINGER pózra opdmelro se/dczdo Com você? bilita a separação. Então não existem mais acusações, apenas a dor. Através da dor
PRIMEIRO SOLDADO Foi muito estranho. De certa forma senti uma ligação, mas podem se separar,mas podem se encontrar mais uma vez e se olhar nos olhos.
ao mesmo tempo estava completamente frio. Entãoo homem diz à mulher: "Eu amei você muito e você me deu muito. Mante-
nho isso com amor e respeito. Também dei muito e você pode mantê-lo e respeitá-
lo e lembrar-sedisso com amor." Depois o homem diz à mulher e a mulher ao
homem: "Assumo a minha parte da responsabilidade por aquilo que não deu certo
entre nós dois e deixo você com a sua parte. E agora deixo você em paz." Esteé
um modelo para uma separação amorosa.
Julio e Graciela
A dor da separação

HELLINGER Ainda existem casaisque desejam trabalhar?


HELLINGER pczrulu/ío e amacia/ózVou começar com vocês.
HELLINGER De que se trata?
.IULIO Nós nos conhecemos há oito anos e já saí quatro vezes de casa Sempreque
surge um problema, preciso partir.
HELLINGER .pzzrn Gracíe/a E você?
GRACIELA Os seus afastamentos me provocam muitos medos. Eu o amo e quero
viver com ele.
HELLINGER parra/a/#o Você a ama?
Judo Sim.
HELLINGER Vocês têm filhos?
JUL10 Não.

He11inger escolhe r(presentantes para o homem apara a mulher e os coloca um


diante do outro.

Figura l

Ma Marido (Julgo)
Mu Mulher (Graciela)

Mando e mulher se olham longamente,semse mouw. Então o mando olha pat'a


o chão, olha mais uma uez raPidamentepara a mulher e, enquanto ainda está
oLbatldopara o chão, cobreo rosto com as mãos. Abatia as mãos e alba not;a
rntenteparaa mulher. A mulher.fica inquieta, o homem olha nouamentePara o
chão.Entãoo mando dá um pequenopassopara a lateral e olhapara o lado.
Depois eles se olham novamente. O mando gira os omlnos para a esquerda e
para a direita, como sequisessesearar. Osdois ainda se olham. Então a mulher
AMOR A SEGUNDA VISTA O TERCEIRODIA

Figura 4
se segura na parte superior de seus braços e se torce, como se.estivessecom
dons. Ela dá um passopara trás e olha para o lado. O mando ensaia uma
aprmcimação,cobre nouarrtetlteo rosto com as mãos e olha para o chão. Após
üm tempo, abatia os braços nooamcl'tte. Oprocesso todo demorou seteminutos.
Heltingw üra a mulher e di3Poistambém o marido

OMu Outra mulher


OH Outro homem

HELLINGER ÓP(is um /e17z/)o, ózo g7zz@o Ainda existe futuro


para a mu/ber Como você se sente?
MULHER Bem
HELLINGER Certo, foi isso.

HELLINGER óç)ós üm zeztz/u, paríz íz mu/be/" Como você está? HELLINGER para ogrz#)o O que também precisa ser considerado em relaciona
MULHER Melhor do que antes.
mentos de casal:alguns estão ligados ao parceiro como um filho à mãe ou ao pai.
Hellinger a conduz mab uns passosã frente. Quando uma relação não vai adiante e a separação se esboça, os parceiros às vezes
têm um sentimento de uma criança que perde os pais, então, essador possui algo
de ideal. Algo do passado atua no presente. Entre adultos a separaçãonão é uma
catástrofe, é assim apenas para uma criança, pois quando os dois parceiros estão
separados de forma clara, os dois possuem um novo futuro.
para/a/!o e Gnncie/a Estábem, foi isso.

REPRESENTAN'lEDE GRACIELA Quando fui até lá foi como se eu estivesseper-


dendo forças. Quando você disse que a separação era adequada ou algo parecido,
disse a mim mesma: "Então era isso." Assim pude ganhar força novamente. Eu tinha
vivenciado essafraquezacomo algo ruim. Foi então que de repente percebi que
isso é algo normal. Então pude me recuperar novamente.
HELLINGER Estábem, obrigado.
A mulher ainda se torce.

HELLINGER (lrMs um /eml/)o,para o grupo Vemos quanta dor é necessáriapara


uma separação.
HELLINGER para o mando O que se passa com você?
MARIDO Também estou melhor, mais calmo.

;X1;4;$13;11=m==:'ml'::,=
El::K
coloca diante do
outro comem)
Raul e Patrícia
O sentimentomelhor

HelLingerolha longamentepara Patdcia eRaul, que estãosentadosao lado dele.


Patrícia começaa chorar e cobre o rosto com as mãos.

HELLINGERpara ogr74)o O sentimento que ela demonstra tem algo a ver com o
n)ando?

O homem olbapara a mulher. Elapára de chorar.


HELLINGER Não tem nada a ver com o marido, é um sentimento de criança
A mulher acena com a cabeça.

HELLINGERCoitado do marido

A mulher acena com a cabeça

HELLINGER Ele possui toda a minha compaixão.


para og7z@o É claro que, com uma mulher assim que chora tanto, ele possui a
minha compaixão.

A mulher h e acena com a cabeça

HELLINGER pízxn og?74» Vocês viram a diferença agora? O primeiro sentimento


que ela demonstrou foi um sentimento secundário. Esteé um sentimento dramáti-
co que se instala apenas quando se fecha os olhos. Ela fechou os olhos. vieram-lhe
imagens e ela chorou por elas,nem considerou o pobre do marido. O que ele deve
fazer com uma mulher destas?Agora ela estáde olhos abertos e rí.
pczrn/)alribla Isso é melhor, bem melhor.
para Rózu/ Você prefere a mulher assim?
RAUL É claro.

O homem e o gr't.tPO
riem

HELLINGER para .Rau/ Eu paro aqui

Raul se curou diante de Hellinger e os dois agradecem. Aplausos do gmpo


Alberto e Loreto
A solução

HELLINGER Ainda existem outros casais?


pólen .4/bodo e core/o Está certo, vocês dois? Venham até aqui
HELLINGER Há quanto tempo vocês já estio casados?
LORETO Não somos casados
HELL[NGERVocês foram casados?
LORETO Eu não.
HELLINGER Ele?
ALBERTO Sím.
HELLINGER Você têm filhos do primeiro casamento?
ALBERTODois.
HELLINGER Quantos anos você tem?
ALBERT0 60
HELLINGER pízru Zorp/o E você?
LORET0 49
HELLINGER para o gzz4u As vezes eu pergunto pela diferença de idade Até
agora estavadentro dos limites suportáveis.
Zorpfo d

HELLINGER Estábem. Do que se trata?


LORETO Ele vive em Made e eu, em Murcia. São600 quilómetros de distância e
não e possível moramlos juntos
HELLINGER Quem sabe é melhor assim.
LORETO Não.
HELLINGER O que impede vocês de morarem juntos?
LORETO Acho que nós mesmos nos impedimos.
HELLINGER Exatamente. E por isso é a melhor solução.
AMOR A SEGUNDA VISTA

Loretocomeçaa Hr em uozalta e o gruPOtodo Hjunto.


Noemi
HELLINGER Certo?
LORETO Certo. O futuro
HELLINGER Está bem

Loreto eALbertose Imantam rindo e seabraçam. Ela o beija, enquanto o grtlpo


todo batepalmas.
HELLINGER Existe ainda algum casal que se inscreveu?Já tmbalhamos com todos?
HELLINGER c#xisos risos do grzermcessaramNecessitamosde uma vida inteira Estábem, então os outros ainda têm uma oportunidade. Quem veio sozinho?
para desvendar os segredosde uma relação a dois, e nem isso basta. para Noem{ Você
HELLINGER De que se trata?
NOEM] Sinto-meincapaz de ter um relacionamento
HELLINGER Você já teve algum?
NOEMI Não.
HELLINGER Então veremos o que podemos fazer aqui. Eu devo fazer algo?Você
viu, relacionamentos também são perigosos. Eles trazem felicidade e sofrimento
Um não existe sem o outro.
NOEMI Sinto muito medo da dor.
HELLINGER Exatamente. O que aconteceu quando você era pequena?
NOEMI Já trabalhei com você antes. Tratava-sedo tema de que a minha mãe
tentou suicidar-se
HELLINGER Você trabalhou comigo? Onde?
NOEMI Aqui.
HELLINGER Então a mãe tentou suicidar-se. E o pai?
NOEMI Quando a minha mãe esteve na clínica psiquiátrica, ele sofreu um aciden-
te, espirrou ácido sulfúrico no rosto dele e foi grave. Ele teve esseacidente exata-
mente no período em que minha mãe estava na clínica psiquiátrica.
HELLINGER Você tem irmãos?
NOEMI Sim, quatro.
HELLINGER E você é qual?
NOEMI Sou a quarta, a única menina

Hellinga escolherepresentantes
para o pa{ e para a mãe e os coloca Dq)ois
coloca Noem{ junto.
AMOR A SEGUNDA VISTA
O TERCEIRO DIA

Figura l Figura 3

P Pai Orai levanta a mão dirdta, como se quisessebater na mulher. A mãe dá um


M Mãe
F
passopara trás e chora. Helltnger coloca Noemi diante de seüpai. Ela coh'e o
Filha (=Noemi)
-testocom ospunhas. A mãe tampa a boca e chora.
Figura 2
Figu ra 4

Logo que Noemi entra na constelação, cnlza os braços, a/esta-se e üra. 2l+ando o pai se aprmcima mais da.filha, nãoPca claro se ete a ameaça ou se
Hellinga' a conduz novamenteaté ospais e a segura,para que eta não possa desejaapenas colocar a mão em seu ombro, eh se esquiva e se apoia na mãe
retrair-se. Ospais se olham.
Essaa segurapor trás e se üra junto com ela. Noemi tampa a sua prl3pHaboca
AMOR A SEGUNDA VISTA
O TERCEIRO
DIA

Figura 5
?iellinger agora afasta o pa{ um pouco e coloca Noemi diante dele de cosem.Ela
se apóia nele e seca as lágHmas. Toma as mãos desel+paiportrás e m coloca em
;orno de sua barHga
Hellin8er coloca um homemjovem diante de Noemi. Ela !uta entre a4)orar-seno
pai e tibeHar-se dele. '

Figura 7

O pai abafou a mão. Após um tempo, teoanta a mão novamente, dessa uez
porém, deforma amável. Hetlinga' conduz Noemi até seupai. Ela apoia a cabe-
ça em seupeito. Ele segura a cal)eça data em suas mãos com delicadeza, lwanta
a para que olbepara elee a olha deforma amável. A mãe dá um passopara trás.
Orai toca com sua testa a testa deNoemi. Toma as salas mãos e as coloca em seu
peito. Osdab se olham com cadnbo. Noemi seca as tághmas. Então o pai olha H Homem, possível parceiro
para a mãe.
Noemi qua' se esquivar, mas o pai a segura. Enquanto isso ete acaricia a sua
Figura 6
;abeça. Assim ela luta longamente. /LI)ósum tempo, ela$ca exposição ereta. O
pa{ abarca as mãos. Quando ela se apoia novamente mte, ele a segura pelos
(mlbros. O tempo todo Noemi ct'üza os braços emfrente da sua bamtga. Então o
pai ciá um peque.eno
passopara trás, apoia apenas Imemerlte as mãos em seus
)vylbrose abaixo uma mão. Noemi agora está diante do homem jooem, porém
;ontintm mantendo as mãos diante de seu colo, enquanto o pai ainda a4)óia
euementea sua mão direita em seu ombro. Após um tempo ele uai mais para
rãs, toca-a apenaslevementenas costase também abatia essamão. Evlqüanto
Isso,a mae se aproximou novamente
AMOR A SEGUNDA VISTA
O TERCEIRO DIA

Figura 8 HELLINGER lzP(jsam leme/)o,


.para Agem/ Certo?

Noem{ acena com a cabeça

HELLINGER Bem, foi isso

Noemi e o homemjovem se abraçam longa epnlfundamente. O gmpo aplaude

Noemi oai compassos mínimos em direção ao bomemjouem, dá ainda um passo


pequeno para trás. Abana então os braços, aproMma-se do homem jot;em e
toma m sum mãos.Ete coloca as sum mãos em seupeito. Ela agora seaproxima
muito. Apoia então a sua cabeçaem seupeito e eLecolocaa sua cabeça na dela.
D(4)ois disso, eles se olham longamente. Enquanto isso o pai se tirou e olha para
a ?nae.

Figura 9

'0
Conclusão

HELLINGER píznn o g77Z@oAcho que não é possível fechar esse curso de fomla
mais bela. Tenho bastante experiência com essetipo de curso. Este aqui foi espe-
cial. Ele foi encaixado, pleno, todos os temas importantes do relacionamento de
casalforam mencionadose a nós apresentados.O que fica para mim é o grande
respeito diante daquilo que ocone como amor entre homem e mulher, com tudo
que a isso pertence: o namoro, o medo, a culpa, a crise e os belos filhos. Tudo isso
é a plenitude da vida. Pudemos partilhar isso aqui.
Agmdeço a todos os casaisque tiveram a coragem de trabalhar aqui comigo
encarando,não apenasa felicidade, mastambém o sofrimento que muitas vezes
estáenvolvido. Onde vimos o sofrünento -- será que o relacionamentoé menor
em função disso?Muitas vezes ele é maior, mais próximo daquilo que é essencial
na vida. Assim podemos confiar no que há de verdadeiro por trás da relação a dois,
isto é, a vida. Encontramo-nos sem ilusão, próximos do essencial,do ser, do filho
das gerações futuras e em conexão com todos aqueles que estão por trás de nós
de quem recebemosa vida e cuja força continua aquandoem nós. Tudo de bom
para vocês.
Epílogo

A ausência

Estamos ausentes quando estamos presentes em algum outro lugar. Por isso a nossa
ausência adquire o seu signüicado e o seu valor ou desvalor, pelo significado do
valor ou desvalor de nossa presença. Essa ausência pode ser espacial, mental e
intema. O clássico "cientista distraído" é ausente por estar presente de fomla centrada
em algum outro lugar.
O homem que deixa a sua casade manhã e vai ao trabalho se toma tanto
espacial como mental e intemamente ausente de sua casa e família. Ao mesmo
tempo, ele se toma presente em seu local de trabalho, seu trabalho e sua tarefa.Ele
não está completamente ausente de sua família, principalmente quando compre-
ende o seu trabalho ou sua tarefa como algo a serviço de sua família, então ela
também está presente em seu trabalho, mais como pano de fundo, sem que o seu
tmbalho ou a sua tarefa sejam prejudicados. Quem sabe ela até estimule esse
trabalho atravésde sua presençalatente e ajude o homem a se concentrar mais.
Diferentementedo que quando a família estátão presente,que a presença
do homem em seu trabalho é prejudicada, isto é, ele se toma mentalmente ausen-
te por causadessapresença,fato esseque pode ocorrer, por exemplo, quando está
preocupado com sua família. Então a presença da família não prejudica apenas o
seu trabalho, mas também a sua família, pois talvez o seu desempenho diminua e
isso pode acarretar conseqüênciasgraves também para a família se, por exemplo,
perder o seu trabalho.
Pode ocorrer também o conuário: quando alguém que volta de seu trabalho
se encontra ainda rão ocupado com ele, fica, embora espacialmentepresente
mentalmente ausenteem casa.Às vezes o parceiro, ao reconhecer amorosamente
a presença do trabalho, consegue ajudar o outro a se tomar mentalmente presente
em casa, para que consiga deixar o trabalho e as preocupações relacionados a ele.
tomando-se assimmental e intemamente presente na relação e na família.
Porém é diferente quando o trabalho é de um tipo que não pemlite a ausên-
cia, de fobia que a presença em casa iiá prejudica-lo. Por exemplo, o caso de um
médico, político ou algum outro tipo de pessoaque é responsáveltambém por
outros, por outras famílias. Aqui o parceiro pode, ao compartilhar a responsabilida-
de, apoiar o outro em sua ausência e, apesar de sua própria ausência, estar presen-
te com e]e.

O ideal da constante presença do parceiro e a expectativa de que ele precisa


estarpresente o tempo inteiro, de que a sua presença tem prioridade em relação a
AMOR A SEGUNDA VISTA

tudo pode estarrelacionado ao fato de que, no passado,o trabalho era apenas uma
outra forma de presençatambém em casa,como por exemplo, em uma fazenda
ou também no caso de muitos artesãos.Essafobia da presença constante é anual-
mente uma exceção. Se esse ideal é transferido para as condições atuais tão diver-
sas, isso conduz, no caso dos parceiros, a expectativas que não podem ser satisfei-
tas, provocando decepções e sofrimento.

O problema se intensúíca quando os dois parceiros assumemum uabalho e uma


tarefa fora da família. Encontram-se assim não apenas grande parte do tempo, mas
também mental e intemamente afastados dos outros e da família. Assim a família se
desloca do centro da atenção, lá que a profissão solicita mais do casal do que a
PUB ll CAÇA ES
relação e a família. "Mais", não no sentido de mais valor, e, sim, no sentido de
preparo mental, concentração, risco e responsabilidade. Enquanto as exigências da
família e da relação se encontram no âmbito do trivial e no âmbito daquilo que está
disponível a todos, o trabalho e as tarefasexigem freqüentemente uma formação e
experiência nem sempre acessíveisa todos da mesma forma. Por isso, essesdois
favores muitas vezes distinguem e separam as pessoas uma das outras ao invés de
aproxima-las. Isso se toma evidente principalmente em parceiros que, para além
de seu relacionamento e de sua responsabilidade como pais, estão ativos em pro
fissões com tarefas diferentes. A sua ausência em relação ao outro se toma em
função do tempo e de acordo com o sentimento, freqtlentemente maior e mais
profunda do que a sua presença.
A pergunta agora é: como que a presença dos dois, tanto na relação quanto
no trabalho e nas respectivas tarefas pode ser preservada e aprofundada, sem que
um ou outro sofra com isso?Como é que os dois podem ser conectados através das
duas coisas, de modo que a sua presença se intensúíque tanto na família como na
profissão,como também nas respectivastarefase responsabilidades?
Na medida
em que os dois se tornarem presentes em uma totalidade maior.
O essencial é simples
Bert Hellínger

Bert HeUinger fez a documentação de 63 tempias breves de cursos dos


últimos cinco anos. Nessasterapias breves, as soluções surgem
, .' diretamente
do acontecimentoe por isso toda vez, diferentese unlcas.

Pode-se lê-las .como contos. Algumas vezes são emocionantes, algumas


vezes divertidas, algumas vezes cheias de dramaticidade, e então.
novamente, meditativas e quietas. Entre elas, Hellinger dá indicações
que levam adiante, por exemplo, sobre o luto, os mortos, o que está por
trás de doenças graves ou de suicídios, e descreve o caminho do
conhecimento, que conduz à diversidade das soluções aqui documentadas.

Os problemas datados vão desde medo de acidente de automóvel, ataques de pânico, vício,
desordens relacionadascom a alimentação,síndromesde dores crónicas a crisesde
relacionamento

Um livro denso e empolgante

A fonte não precisa perguntar pelo caminho


Um livro de consulta
Bert Hellinger

As afirmações coletadas neste livro fomm ditas originariamente em cursos


sobre constelaçõesfamiliares como introduções ou esclarecimentos
intermediários ou como resumos daquilo que tinha acontecido antes ou
também como respostas a perguntas e algumas aflinnações em entrevistas.
Todas essasaHimmçõestêm um contexto que traz colorido e vivacidade
a elas.Foramorganizadasde fonna clara nestelivro e não tratamum
tema em sua totalidade, mas levam ao ponto que possílibíta ao leitor
agir de modo adequado. ' ' ' ' ''
Esse é um livro de consultas em que Bert Hellinger reviu todos os seus cursos documentados
para escolher aquelas partes que não tinham sido levadas em consideração em outras publicações
e que provaram ser uma Hca colheita

Vocêé um de nós
V6cêé«l« áe Í4 Marianne Franke-Gricksch

Nestes relatos empolgantes sobre as suas experiências, a autora descreve


partindo da visão de uma professorae terapeuta experiente,como as
idéias sistêmicaspossibilitambasicamenteum novo e eficiente
aprendizado e fomentam um trabalho conjunto e criativo de alunos
professorese pais. Ao fazer isso, ela os contemplanão como indivíduos
isolados, senão como parte viva de suas famílias, grupos diversificados e
meio-ambiente e ela mostra como os seres humanos e seus meio-
ambientes se in.Huenciame se transfonnam constante e mutuamente.
Nestetipo de pensamentosistêmicoa autom une o trabalho de Bert Hellinger sobre a força do
vínculo à família de origem a outras diferentes abordagensda terapia sistêmica.Estesrelatos
estão baseados em exemplos práticos do dia-a-dia escolar. Sobretudo, o que fascina aqui é o
entusiasmo e a riqueza de idéias das crianças, com as quais elas aproveitam e transformam as
ofertas e os tipos de procedimento.

Também os leitores para os quais esse método representa um campo novo, são tomados pela O/zãenz.s
zúzJVaáz é um livro revolucionáriocom todas as suas consequênciase mostraas
força do efeito que o pensamentoe a ação sistêmicalibera. Constelações Familiares e seu desenvolvimento atual

Uma fomia muito impressionante da utilização do pensamento sistêmico no contexto escolar. A


autom empregou o instmmento sistêmico. como professora em tumtas de escola com uma alta
participação de crianças estrangeiras,como também em cursos de supervisão pam professores. Seu
texto convence através do acesso inovador e criativo que ela enconüía também na solução de temas A visão sistêmica dos contos de fada
dHceb." (.4üf z,on Scb/#W0
Brigite Gross e Jakob Schneider

A beleza dos contos de fada mascaramuitas vezes como o amor na


Pensamentos a caminho família pode se desdobrar em repetiçõesde destinos difíceis
Em cada
Bert Hellinger { wlüWti"i""
.{+««Üt
&/'di. história preferida existe, portanto, uma imporUnte lição a ser
aprendida e que, com amor, pode ser percebida e nos levar a uma
Bert Hellinger compartilha com o leitor seus PENSAMENTOS
A melhor relaçãotanto com os membrosde nossafamília como com a
CAMINHO. Eles se encontram a caminho sob vários aspectos. São vida
os a caminho
impressões, descrições, reconhecimentos que nasceram a caminho: no Anexos ainda se encontram dois artigos muito especiais sobre o
trem ou em longos vôos ou em hotéis de países distantes,quando ficava atendimento sistêmico indivídua com o aumHiode figuras e outro sobre o relacionamentode
acordado à noite após um curso de constelaçõesno fim de uma jomada. Uma síntese inédita na língua portuguesa sobre essesdois temas.
Estespensamentosvêm da intuição. Eles são filosofia cotidiana, práticos
e, ao mesmo tempo, proftlndos.
Esperamosque as linhas desselivro preencham uma lacuna ainda existente na língua pomlguesa
Ao mesmo tempo, Bert Hellinger também vê essespensamentos como trazendo aos leitores um conhecimento inédito sobre a dimensão sistêmica oculta nos contos de
abertos, em fluxo, a caminho de algo novo. Eles se revelamda melhor fada
maneira, à medida que nos expomos à plenitude daquilo que se mostra, permitindo que ela
atue sobre nós, sem julgamentos, intenções e também sem medos.

Depois de algum tempo, essaplenitude se ordena, e aquilo que é essencialpara a nossa vida
fica em primeiro plano. Liberados somos Concluídos
Bert Hellinger
Estão distribuídos em 135 capítulos curtos, cada um com seu próprio tema, como, por exemplo:
A clareza. O não dito, Se Q começo é bom, afim é bam, Esi)isto e mundo, O todo, A {!um nação,
Somente quando a luta madura cai à terra, desprende aquilo que serve
..4mãe, O nczd2,apenas para mencionar alguns deles. ao futuro

Com estas palavras Ben Hellinger introduz os textos deste livro. Eles
(jos contêm respostas a perguntas essenciais e discernimentos sobre ações
tli(los humanas possíveis e necessárias.Nos entremeios, estão aforismos pro-
Ordens da ajuda fundos
Bert Hellinger
Esteé um livro de sabedoriae um legado,que gira em tomo dos temas
A nova obra fundamentalde Bert Hellinger. Despedidae Reconciliaçãoe amiúde, toca em extremos.

Apoiar e ajudar-semutuamenteé um elementosustentadordas relações


humanas. É um aspecto central no âmbito do trabalho psicosocial

Bert Hellinger salienta neste livro as ordens básicas da ajuda. Elas dizem
respeito não somente ao dar e o tomar entre pais e filhos, mas também
à alude profissional na psicoterapia ou no trabalho de assistênciasocial. A
ajuda pode ter êxito mais facilmente quando essas ordens são respeitadas
A alma do negócio
Jan Jacob atam

Este livro apresenta uma visita sistêmica ao trabalho, profissões e orga


nizações.
Ligadosa um todo maior, cada um de nós vive e trabalha com possibi
lidades e limitações.
;Acredito que a grande vantagemde uma constelaçãoé que se pode
observarcomo estáagom, como era e como será.Em uma pesquisade
mercado normal se analisa somente o aqui e agora, enquanto na conste-
lação se podem examinar também as mudanças. Uma segunda vanta
gem é que é possívelsentir todos os elementosreais em atuação,não somente
o mercado, a concorrência ou os consumidores, mas também os elementos interno de uma
empresa
(Gerente de Marketing empresa de bebidas alcoólicas da Alemanha)

'A constelaçãonos deu suporte pam continuarmosseguindo em frente no caminho que havíamos
escolhido, e isso nós dizemosaté rápido demais, um pouco antes do mercado ter apresentadouma
queda nas vendas.Tal mudança aconteceuem harmonia e percebemosque para nós ela foi muito
boa e agora estamoscolhendo os frutos.
(Diretor de uma empresade Tecnologiada Informação) PRóXI MAS

A paz começa na alma PU B LI CAÇA ES


Bert Hellinger

Que pressupostos anímicos devem ser criados para que a paz possa ser
alcançada e possa haver reconciliação?

Neste livro, Bert Hellinger encontra respostas nos exemplos de diferentes


povos e paísesque estiveramem conflito, tais como Grécia e Turquia,
BERT HELLINGER
apiilDnpp M olw
Rússiae Alemanha. Tmta também da paz entre as religiões, por exemplo,
entre o Cristianismo e o Islamismo, da paz entre vencidos e vencedores
durante a conquista da América ou entre senhores e escravos,no Brasil
e nos EstadosUnidos.

Frequentementeos conflitos originários jazem em um passadoremoto, que continua aquandona


alma de toda a descendência,até os dias atuais. Com as constelaçõesfamiliares é possível
confrontar os envolvidos de outrem. Quando eles se sentirem como seres humanos da mesma
espécie,com os mesmosdireitos e dignidade,quando perceberemo que fizemm aos outros e
o sofrimento causado por seus fitos, quando começarema sentir conjuntamente o luto pelo que
se perdeu -- a reconciliaçãoe a paz serãopossíveis.

Um livro muitíssimo atual e de grande ajuda


NO OLHO DA MINHA MENTE UM LUGAR PARA OS EXCLUÍDOS
Bert Hellinger
Ursula Franke
< <
No olho da minha mente" é o primeiro livro sobreConstelaçõesFamiliares Nesse livro inédito, Hellinger expõe algumas passagens pouco conhecidas
de sua biogril6m e se revela sob uma ética clara, pelas perguntas contundentes
2 em atendimento individual e aconselhamento.
da repórter Gabríele ten Hõvel. Diíüne muitas dúvidas e conüovérsias sobre E
seus escritos e declarações anteriores.
Os procedimentos apresentados se baseiam em uma ampla gama de conheci-
mentos terapêuticos e experiências de vários métodos e abordagens psicote- Revela ainda pontos importantes sobre o alcance e profundidade da fHosofia
X rapêuticas.
que ap(5iaseu trabalho e oferece insight adicional como, por exemplo, ao ><
descrever os cinco círculos do amor.
Na 1: seção,Ursula Franke descreveos fundamentosde seu trabalho
0 terapêutico. Ao dar um lugar aos excluídos, Hellinger nos confronta com os limites de
()
nossa consciência habitual e nos desafia a amplia-la, abrindo também nosso
Na 2:, aborda os processos intemos, questionamentos e decisões que levam coração a alcançar a plenitude, o crescimento e a paz.
a intervenções,que guiam o terapeutaatravésde todo o processoda
constelação. Um livro profundo e esclarecedora

O principal foco é em técnicasde constelaçõesna terapia individual e nas


constelações "imaginárias", que a autora desenvolveu ao longo de anos de
observação e experiência

O repenóho que Ul"sala France ofmece aqui ésuTpreendente, mas sempre


claro elácil de entender na hqueza dosexemplos.É um livro bonito e útil
que tem sido esperadopor um longo tempo. Parabén.s!"(Bert Hellinger)
Bert Hellinger, nascido na Alemanha
em 1925, formou-seem teologia e em
pedagogia e trabalhou 16 anos como
membro de uma ordem missionária
católica entre os Zulus na África do
Sul

Através de uma formação e experiência


em campos variados, como Psícanál
se, Terapia Primam, Análise Transacio
nal, Hipnoterapia e Terapia Familiar,
desenvolveuum método original de
constelações sistêmicas, largamente
difundido em todos os continentes

Seus livros, traduzidos em muitas


inguas incluem reprodução de
workshops, ensaios teóricos, pensa
mentor, poemas e contos breves; em
contextos de genuína e fode espíritu
alidade

Sistema CTeP
impressão e acabamento
executados no parque gráfico da
Editor.a Santuário
www.redemptor.com.br Aparecida SP
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