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INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS

Organização do Espaço Mundial


Professor Júlio César Gabrich Ambrozio
Primeiro semestre de 2020
Aluna: Núbia Oliveira da Silva
Matrícula: 201773162A

Resenha: Mackinder, Halford J. "O pivô geográfico da história." GEOUSP Espaço


e Tempo (Online) 29 (2011): 88-100.
É normal ultimamente falar sobre a exploração geográfica que está quase
por acabada e é reconhecido que a geografia deve ser focada para o caminha das
pesquisas e pelas sínteses filosóficas. Tanto na Europa, América do Norte e do Sul,
África e Austrália, dificilmente haverá uma região não foi controlada sem que já
tenha uma reivindicação de propriedade, a não ser como resultado de uma guerra
entre as potências civilizadas ou semicivilizadas.

Importante citar a ideia do autor de que a construção do continente Europeu,


entendido como um continente a parte do asiático mesmo que geograficamente eles
sejam quase idênticos, foi constituído justamente pela oposição que foi feita contra
as invasões dos povos bárbaros vindos da Ásia. "Assim, os povos estabelecidos da
Europa estavam presos entre duas pressões, a dos nômades asiáticos do Leste e,
nos outros três lados, pelos piratas do mar. Diante de sua própria natureza e de
uma pressão que não foi tão esmagadora, ambos foram estimulantes.

Assim, o núcleo da Eurásia, embora com manchas desérticas é


um estepe, fornecendo um conjunto generalizado de escassas pastagens, e não
existe nenhum oásis que não seja alimentado por rios, mas é totalmente
impenetrável pela água do oceano. Em outras palavras, temos nesta imensa área
todas as condições para a manutenção de uma esparsa, mas num agregado
considerável de nômades. O seu reino está limitado ao norte por um cinturão de
floresta subártica e pântanos, onde o clima é muito rigoroso, exceto nas
extremidades leste e oeste, para o desenvolvimento de assentamentos agrícolas.

O oceano é um continuo que envolve as divisões e as divididas terras


insulares e naturalmente, a condição geográfica da unidade final no comando do
mar, e de toda a teoria da estratégia naval moderna e política. Foi o poder marítimo
que permitiu o alargamento da Eurásia. Mas o poder terrestre ainda permanece, e
os acontecimentos recentes voltaram a aumentar a sua importância.

Enquanto os povos marítimos da Europa Ocidental têm coberto o oceano


com suas frotas, colonizando os continentes e em diferentes graus, tornou
tributária nas margens oceânicas da Ásia, a Rússia organizou os cossacos,
e, emergindo de suas florestas do norte tem integrados as estepes para fazer frente
aos tártaros. O século de Tudor viu a expansão da Europa Ocidental par ao mar,
viu também o poder russo se desenvolver a partir de Moscou em direção à Sibéria.
Assim, o poder terrestre moderno difere do poder marítimo não menos na fonte de
seus ideais das condições materiais de sua mobilidade.

Uma geração do vapor e do canal de Suez pareceu ter aumentado a


mobilidade do poder marítimo em relação ao poder terrestre. As ferrovias aturam,
principalmente, como alimentadoras do comércio em alto-mar. Mas as ferrovias
transcontinentais estão transmutando as condições do poder terrestre, e em
nenhum lugar elas tiveram tanto efeito como no fechado Coração Continental da
Eurásia, em vastas áreas onde nem madeira e nem pedra estavam disponíveis para
a criação de estradas.

Mackinder entende a Rússia como um ponto chave da Eurásia, pois


estrategicamente ela tanto pode atacar por todos os lados como pode ser atacada
por todos, menos o Norte.
A definição do equilíbrio de poder, em favor do Estado Pivô, que resulta em
sua expansão sobre as terras marginais da Eurásia, permitiria a utilização dos
vastos recursos para a construção da frota continental, e o império do mundo, então
estaria à vista. Caso o Estado russo consiga de alguma maneira obter o controle
sobre as áreas que lhe estão próximas, de maneira que lhe garanta um acesso ao
mar e os recursos necessários para concretiza-los, levaria ao "império do mundo".
Isso pode acontecer se a Alemanha viesse a se aliar com a Rússia.

O autor propõe a possiblidades que outras combinações de


Estados possam acontecer, mas entende que elas seriam mais uma forma de se
contrapor a aliança principal, que seria feita em torno do Estado pivô, este seria ao
mesmo tempo feito de uma grande extensão geográfica mas com um mobilidade
reduzida. Concluindo, podemos colocar em evidência que a emergência de
qualquer nova autoridade no interior da Rússia não tende a reduzir a importância
geográfica da posição pivô.