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HIDRÁULICA - TUBULAÇÕES

Engenharia Civil
Tubulações
 Conduzir:
• Gases
Fluidos
• Líquidos
Sólidos

 Direcionar o fluxo;
• cotovelos
• “Ts”
 Controlar o fluxo;
• Válvulas
 Movimentar o fluido:
• bombas
• ventiladores
• compressores
Definições – dimensões tubos / canos

espessura = f (fatores de segurança e resistência estrutural


interna e externa do tubo)

Diâmetro Nominal – DN

- valor adimensional;

- usado para especificar tubos;

- para valores ≤ 12” → DN sem significado físico

- para valores entre 14” e 36” → DN = DE;


Definições

Tubo (tubing) – definido pelo diâmetro Externo (DE)


 DE é sempre fixo

 DI é variável devido à variação da espessura da parede

Para um mesmo DN há várias “séries” diferentes

várias espessuras de
parede
Exemplos de Dimensões de Tubos de Aço Inoxidável DE = cte
Definições

Cano (pipe) – especificado pelo diâmetro Nominal (DN)


indicador adimensional utilizado no
sistema métrico para descrever o
tamanho do tubo.

 Usados exclusivamente na condução de fluidos.

 Considerado como vaso de pressão

vazão é parâmetro importante


diâmetro interno

 DE é variável devido à variação da espessura da parede

 NBR 6493 de 1994


Definições – dimensões
Número Schedule

termo usado para designar a espessura de parede do tubo.

pressão de serviço (psi)

ℎ = 1000 ∙

tensão admissível (psi) 60% do limite de escoamento do


material a 20 °C

quanto maior o Schedule, maior a espessura de parede do tubo.

Limite de escoamento para alguns aços inoxidáveis


304 304 L 316 316 L
240 a 350 Mpa 240 a 350 Mpa 250 a 370 Mpa 240 a 350 Mpa
34809 a 50763 psi 34809 a 50763 psi 36259 a 53664 psi 34809 a 50763 psi

número Sch seguido pela letra S indica tubos de aço inoxidável.


(ASME B36.19M)
Schedule

Há 12 números Schedule
5, 10, 20, 30, 40, 60, 80, 100, 120, 140, 160 & 180

Nº schedule está relacionado com o diâmetro interno e a espessura do tubo


â
determina-se a relação: =

R Nº Schedule
40-50 Sch 30
29-39 Sch 40
25-29 Sch 60
20-23 Sch 80
16-18 Sch 100
13-15 Sch 120
11-13 Sch 140
9-11 Sch 160
Schedule

Tubos com DN de 8” (todos com DE = 8,625”)

2,77 mm 3,76 mm 6,35 mm 7,04 mm

8,18 mm 10,31 mm 12,70 mm 15,06 mm

18,24 mm 20,62 mm 23,01 mm 22,23 mm


Espessuras de parede (mm) para tubulações de aço carbono
O.D. Schedule
DN
mm 10 20 30 STD 40 60 XS 80 100 120 140 160 XXS
1/8 10.3 1.24 – 1.45 1.73 1.73 – 2.41 2.41 – – – – –
1/4 13.7 1.65 – 1.85 2.24 2.24 – 3.02 3.02 – – – – –
3/8 17.1 1.65 – 1.85 2.31 2.31 – 3.2 3.2 – – – – –
1/2 21.34 2.11 – 2.41 2.77 2.77 – 3.73 3.73 – – – 4.77 7.47
3/4 26.67 2.11 – 2.41 2.87 2.87 – 3.91 3.91 – – – 5.56 7.82
1 33.4 2.77 – 2.90 3.38 3.38 – 4.55 4.55 – – – 6.35 9.09
1.1/4 42.16 2.77 – 2.97 3.56 3.56 – 4.85 4.85 – – – 6.35 9.7
1.1/2 48.26 2.77 – 3.18 3.68 3.68 – 5.08 5.08 – – – 7.14 10.16
2 60.32 2.77 – 3.18 3.91 3.91 – 5.54 5.54 – – – 8.74 11.07
2.1/2 73.02 3.05 – 4.78 5.16 5.16 – 7.01 7.01 – – – 9.52 14.02
3 88.9 3.05 – 4.78 5.49 5.49 – 7.62 7.62 – – – 11.12 15.24
3.1/2 101.6 3.05 – 4.78 5.74 5.74 – 8.08 8.08 – – – – 16.15
4 114.3 3.05 – 4.78 6.02 6.02 – 8.56 8.56 – 11.12 – 13.49 17.12
5 141.3 3.40 – – 6.55 6.55 – 9.52 9.52 – 12.7 – 15.87 19.05
6 168.3 3.40 – – 7.11 7.11 – 10.97 10.97 – 14.27 – 18.26 21.95
Exemplo

Determinar o número Schedule para uma tubulação de aço carbono que apresenta uma
tensão admissível de 10000 psi necessário para trabalhar a uma pressão de 350 psi.

ℎ = 1000 ∙

350
ℎ = 1000 ∙
10000
ℎ = 35

Como não há esse número de Schedule, aproximar para o imediatamente


superior, então:

Utilizar tubulação com ℎ = 40


Exemplos de Dimensões de CANOS (PIPE) de Aço Inoxidável

Especificação feita pelo DIÂMETRO NOMINAL

CANOS DE AÇO INOXIDÁVEL COM E SEM COSTURA – PADRÃO SCHEDULE


Definições – faixas de pressões
 Pressão nominal – responsável pela escolha do material e da espessura;

 Pressão de trabalho permitida – é a maior pressão nominal. É função do tipo


do material, da temperatura e outros esforços;

 Pressão de ensaio – é a pressão sob a qual o fabricante realiza os ensaios.


É sempre superior às pressões nominal e de trabalho.

Pressão interna na tubulações gera TENSÕES na parede do tubo


Definições – tensões nas paredes dos tubos

= tração longitudinal Pressão interna


(tração ou compressão) Momentos fletores
tende a romper o duto na circunferência Cargas axiais

ℎ = tração circunferencial Pressão interna (tensão dominante)


tende a romper o duto longitudinalmente Achatamento do tubo (cargas externas)

= tração radial Pressão interna (valor desprezível)


Definições – tensões nas paredes dos tubos

Tensão em tubos ou cilindros de parede delgada ≥ 20


Tensão circunferencial e longitudinal

ℎ = tensão circunferencial = tensão axial ou longitudinal


(presente em cilindros fechados)
∙ ∙
ℎ = =
2∙ 4∙
P = pressão interna no interior do tubo ou do cilindro (MPa)
DI = diâmetro interno do tubo ou do cilindro (mm)
t = espessura da parede do tubo ou do cilindro (mm)
Definições – tensões nas paredes dos tubos

≥ 20

∙ ∙
ℎ = =
2∙ 4∙
ℎ ∙2∙ ∙4∙
= =

ℎ ∙2∙ ∙4∙
=

ℎ =2∙

Havendo apenas a pressão interna atuando na tubulação

Tensão circunferencial afeta mais a integridade do tubo


Definições – faixas de pressões

Tensão em tubos ou cilindros de parede delgada ≥ 20

Tensão de parede admissível em tubulações conforme ASME M31.3


American Society of Mechanical Engineers
(MPa)

172,4

137,9

103,4

68,9

34,5

93,3 204,4 315,5 426,7 537,8 648,9

(°C)
Definições – faixas de pressões

Tensão em tubos ou cilindros de parede delgada


Tensão de parede admissível em tubulações conforme ASME M31.3
(MPa)

137,9

103,4

68,9

34,5

93,3 204,4 315,5 426,7 537,8 648,9 760,0 871,1

(°C)
Tensão em tubos ou cilindros de parede delgada

Exemplo
A pressão no interior de uma tubulação de aço inoxidável 304 de parede delgada com
diâmetro de 30 cm e espessura igual a 1 mm é igual a 1000 kPa. Determinar se a tubulação
resistirá a essa condição de trabalho caso a temperatura de trabalho seja igual a 100 °C.


ℎ =
2∙

1 ∙ 300
ℎ =
2∙1

ℎ = 150

Como a tensão máxima admissível vale 103,4 MPa,


a tubulação NÃO poderá ser utilizada.
Exercícios

1) Um tubo de aço inoxidável trabalhando em temperatura ambiente com 400 mm de diâmetro e


20 mm de espessura de parede é submetido a uma pressão interna de 4,5 MN/m2. Pede-se:
(a) Calcule a tensão tangencial no aço.
(b) Qual o valor da pressão interna que pode ser aplicada se a tensão admissível para esse
aço for limitada a 120 MN/m2?

a) ∙ b) ∙
ℎ = ℎ =
2∙ 2∙

4,5 ∙ 400 ∙ 400


ℎ = 120 =
2 ∙ 20 2 ∙ 20

ℎ = 45 = 12
2) Calcular a espessura mínima da parede para um tubo que transporta gás a uma pressão
de 1400 psi. Sabe-se que o diâmetro da tubulação é igual a 2 ft e que a tensão admissível
vale 12 ksi.

Dados: 1 ksi = 1000 psi


1 ft = 12”


ℎ =
2∙

1400 ∙ 24"
12000 =
2∙

= 1,4
Definições – tensões nas paredes dos tubos

Regra geral para estimativa inicial de custo

 Para baixas pressões


Tubo com parede fina
 Temperatura moderada

Principal preocupação → integridade estrutural

⇒ adota-se as seguintes séries/espessuras de parede:

DN ≤ 1 ½” → SCH 80

DN entre 2 e 12” → SCH 40

DN ≥ 14” → espessura de 9 mm (⅜”)


Definições – tensões nas paredes dos tubos

Segundo a para <


6

a espessura da parede pode ser calculada por:


= +
2∙ ∙ ∙ + ∙

P = pressão no interior da tubulação


D = diâmetro externo da tubulação
S = tensão admissível do material do tubo (tabelado ou ver gráficos anteriores)
E = fator de eficiência da junta longitudinal (tabelado para tubos sem costura costura E = 1,0; para tubos
soldados com deposição de metal, E = 1,0 qdo há inspeção total, E = 0,85 qdo há inspeção por
amostragem, E = 0,7 qdo não há inspeção; para tubos com costura sem deposição de metal E = 0,6)
W = fator de redução da tensão na solda (tabelado para temperaturas ≤ 510 °C, W = 1)
Y = Parâmetro de Boardman ou fator de correção da espessura da parede (tabelado para aços ferríticos,
austeníticos, metais dúcteis em temperaturas ≤ 482 °C, Y = 0,4 )
c = soma das sobre espessura para compensar a corrosão, erosão e profundidade das roscas (tabelado)
Definições – faixas de pressões

Segundo a pode-se usar também o diâmetro interno (d)

a espessura da parede pode ser calculada por:


∙ +2∙
=
2∙ ∙ − ∙ 1−

P = pressão no interior da tubulação


d = diâmetro interno da tubulação

c = soma das sobre espessura para compensar a corrosão, erosão e profundidade das roscas
S = tensão admissível do material do tubo (tabelado ou ver gráficos anteriores)
E = fator de eficiência da junta longitudinal (tabelado para tubos sem costura ou com costura, soldados com
deposição de metal, E = 1,0; para tubos com costura sem deposição de metal E = 0,6)
W = fator de redução da tensão na solda (tabelado para temperaturas ≤ 510 °C, W = 1)
Y = Parâmetro de Boardman ou fator de correção da espessura da parede (tabelado para aços ferríticos,
austeníticos, metais dúcteis em temperaturas ≤ 482 °C, Y = 0,4 )
Definições – tensões nas paredes dos tubos

Sobre-espessura para Corrosão e Erosão

É obtido por:
Taxa anual de corrosão × Nº de anos da vida útil da tubulação

10 a 15 anos
Corrosão admissível para tubos de aço mm
Vapor superaquecido 0.3
Vapor saturado 0.8
Água de alimentação para caldeiras em sistemas de
1.5
circuito aberto
Água de alimentação para caldeiras em sistemas de
0.5
circuito fechado
Corrosão admissível para tubos de metais mm
Ar comprimido 1.0 não-ferrosos
Óleo hidráulico 0.3 cobre 0,8
Óleo lubrificante 0.3 latão 0,8
Óleo combustível 1.0 Liga cobre-estanho 0,8
Óleo térmico 1.0 Liga cobre-níquel com menos de 10% de Ni 0,8
Água doce 0.8
Água do mar Liga cobre-níquel com pelo menos de 10% de
3.0 0,5
Na falta de dados Ni
para aço carbono adotar: Alumínio e ligas de alumínio 0,5
 1,2 mm como valor mínimo
 2,0 mm em serviços de média corrosão
 4,0 mm em serviços de elevada corrosão
para aço inoxidável
 1/32” ou 0,8 mm
Profundidades de rosca padrão
segundo norma ASME B1.20.1
Exemplo
Determinar a espessura da parede de um tubo de aço carbono ASTM A106 Gr. B (indica tubos sem
costura) com DN = 8 com uma pressão interna de 800 psig e a uma temperatura de 650 °F admitindo
uma corrosão admissível de 1,6 mm.

Dados
Solução:

= +
2∙ ∙ ∙ + ∙

para <
6
para todos DN 8” independentemente do SCH

<
6

= +
2∙ ∙ ∙ + ∙

P = pressão interna = 800 psig


DE = 8,625" (219.1 mm)
S = tensão admissível 17 ksi = 17000 psi
E = 1 para tubos sem costura
W = 1 para tubos sem costura
Y = 0,4
A = 1,6 mm = 0,0630”
800 ∙ 8,625
= + 0,0630 = 0,262“ ou 6,66 mm
2 ∙ 17000 ∙ 1 ∙ 1 + 800 ∙ 0,4

DN = 8“ SCH 30

mas
Seleção do tubo comercial

Segundo a norma ASME B31.3

Variação na espessura deve ser ≤ ±12,5%

DN = 8” SCH 30
DE = 8,625”
DI = 8,071
t = 0,277

Na pior possibilidade, o valor será:

0,277× (1-0,125) = 0,242”

Portanto, inferior ao calculado: 0,262“

Logo DN 8” SCH 30 não serve


Seleção do tubo comercial

Verificar
DN = 8“ SCH 40
DE = 8,625”
DI = 7,981
t = 0,322

Na pior possibilidade, o valor será:

0,322 × (1-0,125) = 0,282”

Portanto, superior ao calculado: 0,262“

Logo DN 8” SCH 40 poderá ser utilizado


Calcular a pressão de trabalho admissível para um tubo de aço carbono com DN 4” SCH 40 com
tensão admissível de 16000 psi, um fator de eficiência da junta longitudinal igual a 0,8 e um fator
de correção da espessura da parede estimado em 0,4. Sabe-se ainda que essa tubulação será
utilizada para transportar água de alimentação para caldeiras em sistemas de circuito fechado a
temperatura ambiente. Admitir uma variação na espessura de 12,5%.

Dado

<
6

= +
Solução: 2∙ ∙ ∙ + ∙

P = pressão interna = ???


DE = 4,5" (114,3 mm) Sch 40
t = 0,237” × (1 - 0,125) = 0,207”
S = tensão admissível = 16000 psi
E = 0,8
W = 1 para temperaturas ≤ 510 °C
Y = 0,4
A = 0,5 mm = 0,0197” (retirado da tabela)

∙ 4,5
0,207 = + 0,0197
2 ∙ 16000 ∙ 0,8 ∙ 1 + ∙ 0,4

= 1102,23 7,6
Exercício

Determinar a pressão de trabalho admissível para um tubo de aço inoxidável sem costura com
diâmetro nominal de 4” sch 40 trabalhando a 100 °F.

Dados
Tensões admissíveis em função da temperatura para aço inoxidável baseadas na norma
ANSI/ASME B 31.1
P = pressão interna = ???
Solução: DE = 4,5" (114,3 mm) Sch 40
t = 0,237” × (1 - 0,125) = 0,207”

6
= 0,75

então = +
2∙ ∙ ∙ + ∙

S = tensão admissível = 16700 psi


E = 1,0 (tubo sem costura)
W = 1 para temperaturas ≤ 950 °F
Y = 0,4 para temperaturas ≤ 950 °F
A = 0,79 mm = 1/32”
∙ 4,5
0,207 = + 0,031
2 ∙ 16700 ∙ 1,0 ∙ 1 + ∙ 0,4

= 1348,5 9,3
Exercício

Selecionar um tubo de aço carbono com DN de 6”, sem costura, e unidos por rosca para escoar
água doce operando a 500 °F e a uma pressão de 150 psi.
Solução


= +
2∙ ∙ − ∙ 1−

P = pressão interna = 150 psi


DE = 6,625" (114,3 mm)
t = ???
S = tensão admissível = 18900 psi (tabela)
E = 1,0 (tubo sem costura)
W = 1 para temperaturas ≤ 950 °F
Y = 0,4 para temperaturas ≤ 950 °F
A = 0,8 mm = 0,031” (corrosão)
c = A + h = 0,031 + 0,100 = 0,131”
Profundidade da rosca = h = 0,100”

= +
2∙ ∙ − ∙ 1−

150 ∙ 6,625
= + 0,131
2 ∙ 18900 ∙ 1 − 150 ∙ 1 − 0,4

= 0,157"

Admitindo uma variação na espessura deve ser ≤ ±12,5%

1
= 0,157" × = 0,180"
(1 − 0,125)

Logo, a tubulação deverá ser: DN 6” SCH 40 com t = 0,28”

, pois com SCH 10, t = 0,134”


Pressões de Trabalho Admissíveis – valores tabelados pelos fabricantes
Pressões de Trabalho Admissíveis – valores tabelados
pelos fabricantes

Fatores de segurança para temperaturas elevadas

Quanto mais elevada for a temperatura, menor será a pressão de trabalho permitida
Definições – identificação do produto transportado
A relação entre produtos e cores é a seguinte:

 Água (para uso geral): verde;

 Água (para combate a incêndio): vermelho;

 Ar comprimido: azul;

 Gases liquefeitos: alumínio;


 Gases não-liquefeitos: amarelo;

 Inflamáveis: preto;

 Materiais fragmentados (minérios): marrom;


 Produtos químicos (não gasosos): laranja;

 Vácuo: cinza claro;


 Vapor: branco.
Seleção do material do tubo

 pressão e temperatura de trabalho;


 características do fluido transportado;
 custo;
 segurança;
 sobrecargas externas;
 perda de carga
Seleção o Material da Tubulação

Materiais são mais sados em tubulações de água:

- Aço galvanizado
- Cobre
- Cloreto de polivinil (PVC)
- Cloreto de polivinil clorado (CPVC)
- Polipropileno (PP)
- Polietileno reticulado (PEX)
Seleção o Material da Tubulação

Aço galvanizado

Aço carbono revestido com zinco


Zn é resistente à corrosão
Zn pode conter Pb e Cd
Aço galvanizado
 Pode conferir:
- gosto "metálico" da água
- coloração à água (marrom, vermelhada ou amarelada)

 Resiste a pressões e temperaturas de trabalho mais elevadas;


 Imposição legal;
 Resiste melhor a baixas temperaturas (congelamento);
 São pesados e difíceis de transportar e instalar;
 Não devem ser enterrados;
 é reciclável;
Seleção o Material da Tubulação

Aço galvanizado

Imposição legal
Tubulação para combate à incêndio → material resistente ao calor

http://www.saude.sp.gov.br/resources/ses/perfil/cidadao/licitacoes-cga/memorail_descritivo_avcb_2019_idpc.pdf
Seleção o Material da Tubulação

Cobre

Características:

 é durável
cobre
 tem boa resistência à corrosão
condições ácidas do solo (se enterradas) ou da água, podem causar corrosão;
 é maleável e fácil de dobrar
 é auto-sustentável (elevada resistência mecânica)
 possui boas características de fluxo (baixa rugosidade)
 pode ser reciclado
 custo mais elevado
 pode adicionar de 4 a 45% a mais de cobre à dieta de uma pessoa
Seleção o Material da Tubulação

Cloreto de polivinil (PVC)

Características:

 é usado apenas para água fria


PVC
 barato e leve (fácil de manusear, (ρ = 1,42 g/mL)
 )
 para escoamento livre (sem pressão)
 tem baixa resistência ao fluxo (baixa rugosidade)
 instalações hidráulicas residenciais
há países (Nova Zelândia) onde o uso do PVC está restrito para drenos, resíduos e aberturas de ventilação
 produto suspeito de desregulação endócrina
Seleção o Material da Tubulação

Cloreto de polivinil clorado (CPVC)

 usado para água quente (80 °C, máxima) e fria;


 material barato e leve (ρ = 1,51 g/mL);
 material mais resistente e maleável que o PVC
CPVC
 resistente ao ataque químico (ácido sulfúrico, clorídrico, crômico,
nítrico, soda cáustica, hipoclorito de sódio).
 podem lixiviar produtos químicos potencialmente tóxicos, (clorofórmio,
tetrahidrofurano, metiletilcetona, e acetona)
podem causar câncer em humanos.
 não é reciclável;
ABNT NBR 15.884 — Sistemas de Tubulações Plásticas para Instalações Prediais de
Água Quente e Fria — Policloreto de Vinila Clorado (CPVC)
ABNT NBR 7.198 — Projeto e Execução de Instalações Prediais de Água Quente”
Seleção o Material da Tubulação

Polipropileno (PP)

 resistente a produtos químicos e corrosão;


PP
 resistente ao calor (70 °C com picos de até 95 °C);
 pouco resistente ao impacto em temperaturas baixas
(não usar em temperaturas < -5°C);
 leve (ρ = 0,91 g/mL);
 elevada resistência à ruptura;
 fácil de instalar;
 resistente ao gelo;
 termo-fusão (a 260 °C)
- reduz risco de vazamentos
 não resiste aos raios UV.
Seleção o Material da Tubulação

Polipropileno (PP)

 homopolímeros PP (PP-H), exclusivamente compostos por moléculas


de propileno PP
- bos propriedades mecânicas
- excelente resistência química para uso como sistemas
de tubos de resíduos industriais e de esgotos

 copolímero aleatório PP (PP-R polietileno reticulado), um polipropileno


em que monómeros de etileno distribuídos uniformemente na cadeia
molecular
- boa resistência à alta pressão interna, sendo adequado para
sistemas de abastecimento de água sob pressão doméstica e
para serviços de água quente e fria

 copolímero PP (PP-C, PP-B), um polipropileno no qual há monómeros


de etileno agrupados em na cadeia molecular.
- adequado para esgotos enterrados e drenagem de águas residuais,
pois apresenta boa resistência ao impacto, principalmente a baixas
temperaturas
- excelente resistência química.
Seleção o Material da Tubulação

Polietileno reticulado (PEX)

 pode ser usado para transporte de:


- água quente (70 °C) ou fria,
- gás GN ou GLP e
- ar-condicionado
 material mais resistente que o polietileno;
 maior durabilidade sob temperaturas extremas e ataque químico;
 maior resistência a baixas temperaturas, rachaduras e fragilidade no
impacto;
 boa flexibilidade
 facilidade de instalação
 pode ser usado para situações internas e externas enterradas.
 não é recomendada a exposição aos raios UV (degradação)
Exemplo de aplicação do PEX

Piso irradiante
Fatores que influenciam os custos da tubulação:

 pressão e temperatura de trabalho;

 características do material transportado;

 sobrecargas externas;

 tipos de acessórios instalados;

 instalação:
- tipos de uniões utilizadas;
- abertura de valas;
- suportes;
- isolamento térmico;
Hidrodinâmica

Custo Relativo dos Materiais


Meios de ligação

 Ligações rosqueadas (até 2”);


 Ligações soldadas (grande maioria);
 Ligações flangeadas (acima de 2”)
Registros Hidráulicos

Dispositivos destinados à:

 estabelecer;
 controlar; fluxo em uma tubulação
 interromper;

NBR 15.704-1 - Registro - Requisitos e Métodos de Ensaio - Parte 1: Registros de Pressão

NBR 15.705 - Instalações Hidráulicas - Prediais - Registro de Gaveta - Requisitos


Registros Hidráulicos
As principais características:

 Diâmetro - deve ser equivalente ao diâmetro da tubulação;

 Temperatura de utilização - água fria e/ou quente;

 Tipo de acoplamento - roscável ou soldável

 Tipo de instalação - bruta ou com acabamento (instalação aparente ou embutida)

 Materiais de construção: ligas metálicas (aço galvanizado), cobre, PVC e PPR;


Tipos de válvulas:
 de bloqueio
 de regulagem
 que permitem o fluxo em um único sentido;
à montante
 que controlam pressão
à jusante
Tipos de válvulas:

 de bloqueio (block-valves)

• Válvulas de gaveta (gate valves).


• Válvulas macho (plug, cock valves).
• Válvulas de esfera (ball valves).
• Válvulas de comporta (slide, blast valves).
Registro de gaveta
 geralmente instalado nos trechos de alimentação
 iniciar e interromper (bloquear) fluxo;
 não é adequada para regular vazão
 utilizado em pontos estratégicos, onde manutenções e
reparos são mais comuns, como em colunas de
distribuição;
Condição do Fluxo em Válvulas Gaveta

Válvula Gaveta - Detalhe da passagem do fluído


com obturador totalmente aberto

Válvula Gaveta - Detalhe da passagem do fluído


com obturador semi-aberto
Válvulas de comporta (slide valves).

 variação da válvula gaveta


 comporta ou guilhotina correm em guias paralelas
 grandes diâmetros
 não garantem estanquiedade
 usadas em baixas pressões de trabalho
 usada com gases e líquidos
Válvulas macho (plug valves).

 serviços de bloqueio de gases (em quaisquer diâmetros,


temperaturas e pressões),

 bloqueio rápido de água, vapor e líquidos em geral


(em pequenos diâmetros e baixas pressões).

 utilizadas para líquidos com sólidos em suspensão

 quando abertas apresentam pequena perda de carga


Válvulas de esfera (variação da válvula macho)

 iniciar e interromper um fluxo;


 abertura e fechamento rápidos;
 não é adequada para regular vazão;
Tipos de válvulas:

 de regulagem

• Válvulas globo (globe valves).


• Válvulas borboleta (butterfly valves).
• Válvulas de agulha (needle valves).
• Válvulas de controle (control valves).
• Válvulas de diafragma (diaphragm valves).
Válvulas Globo ou de Pressão

 operam em qualquer posição de fechamento ;


 adequada para regular vazão (sem vibração);
 vedação melhor que as válvulas de gaveta;
 elevada perda de carga;
 linhas de água de chuveiros e torneiras
Válvulas borboleta

 abertura e fechamento rápidos;


 para regulagem e bloqueio;
 excelente vedação;
 podem ser empregadas para baixas pressões e grandes diâmetros;
 leves e baratas;
 automatizáveis;
Válvula de Retenção

 Permite o escoamento em uma única direção

 Apresentam fechamento automático

 Dois tipos:
- portinhola (horizontal) – menor perda de carga
- pistão (vertical ou horizontal)
Como representar um projeto?

Mesmo projeto ...


... duas formas de representá-lo.
Representação de Tubulações

Perspectiva visualização das três dimensões


Tipos de perspectiva
Relação das medidas reais com as do desenho
Cavaleira
30° 45° 60°
Perspectivas Isométrica
Largura 1:1 1:1 1:1 1:4/5
Altura 1:1 1:1 1:1 1:4/5
Profundidade 1:2/3 1:1/2 1:1/3 1:4/5

menor distorção
comprimento
altura mesmas
largura proporções

interpretação mais fácil


Representação Isométrica de uma tubulação
Válvula macho
Simbologia Válvula gaveta

Válvula globo
Válvula agulha

Válvula de segurança Válvula borboleta

Válvula esfera
Exemplos de representações de válvula na tubulação

Tubulação horizontal com haste na vertical

Tubulação horizontal com haste na horizontal

Tubulação vertical com haste na horizontal


Hidrodinâmica

Tubulações - Energia • dutos


Tubulação • acessórios
Tubulação e Energia estão associados

Energia nunca é destruída. É convertida


Movimentação • bombas
do fluido • compressores

• potencial
• cinética
Conversão
• mecânica
de energia
• elétrica
• térmica
Hidrodinâmica

Recordação de Unidades – Sistema Internacional

Grandeza Denominação Significado


força para deslocar 1 kg com uma
Força Newton [N] 1 = 1 ∙ aceleração de 1 m/s² na mesma
2
direção e sentido da força
∙ força de 1 N aplicada uniformemente
Pressão Pascal [Pa] 2
sobre uma superfície de 1 m²
1 = 1 2 = 2

energia transferida quando uma força


1 = 1 ∙ = ∙ ∙ de 1 N atua sobre um objeto na direção
Energia Joule [J] 2 do movimento por uma distância de 1
m
Hidrodinâmica

O Balanço de Energia Mecânica (BEM) para sistema com bomba pode ser representado por:

vb2  p 
 g  z   lwf  We  0
2

energia energia
cinética potencial variação energia
de efetivamente
pressão recebida pelo
perda de
fluido
carga na
tubulação

Energia dissipada
durante o
deslocamento
Perda de Carga

Causada durante o escoamento pela:


• colisão entre as partículas;
• atrito com as paredes da tubulação;
• mudanças de sentido provocada pela conexões e válvulas;

Características da tubulação que afetam a perda de carga:

diâmetro
comprimento
perda de carga
rugosidade
nº de acessórios
Cálculo de Perda de Carga em Tubulações (lwf)

Provoca a redução na pressão entre dois pontos de um sistema


causada pela resistência do deslocamento do fluido

80 kPa 0 kPa
bomba 140 kPa
direção do fluxo

direção da fricção

Equação de Darcy-Weisbach
(Equação Universal de Perda de Carga)

∙ ∙ 2
=
2∙
= fator de fricção de Darcy f(rugosidade, Re)

∙ ∙
= = 150000
Tipos de escoamento

Escoamento Laminar – camada limite maior que a rugosidade absoluta. Fator


de atrito (fd) é função apenas de Re fd = 64 .

δ
Tipos de escoamento

Escoamento de transição – camada limite semelhante à rugosidade


absoluta. Alguns pontos da rugosidade emergem da camada limite. Fator
de atrito (fd) é função da rugosidade relativa (ε ) e Re.

K
δ
Tipos de escoamento

Escoamento turbulento – camada limite muito inferior à rugosidade


absoluta. Fator de atrito (fd) é função apenas da rugosidade relativa (ε ).
Re não afeta mais o valor de (fd). Trecho final do diagrama de Moody.

ε
δ
Perda de Carga em Acessórios de Tubulações (localizada)
Perda de Carga em Acessórios ou Perdas Localizadas

Coeficientes de perda de carga, K, para acessórios

2 Diâmetro nominal, cm 1,3 cm 2,5 cm 5,0 cm 10,0 cm


=K∙ (in) (0,5”) (1,0”) (2,0”) (4,0”)
2∙ Válvulas (100%
abertas) 14,0 8,2 6,9 5,7
Globo 0,30 0,24 0,16 0,11
Gaveta 9,0 4,7 2,0 1,0
Ângulo
Cotovelos
45° comum 0,39 0,32 0,30 0,29
90° comum 2,0 1,5 0,95 0,64
180° comum 2,0 1,5 0,95 0,64
Tês
em linha 0,90 0,90 0,90 0,90
perpendicular 2,4 1,8 1,1 1,1
Comprimento Equivalente de Acessórios de Tubulação

Quantos metros de tubulação representa um determinado acessório?

∙ ∙ 2
=
2∙

Valores obtidos:
equivalente a:  Cálculos;
 Tabelas;
 Figuras;
 Ábacos;
Exe
Leq via ábaco:

- válvula gaveta de ½ “ aberta pela metade


Leq = 3 m

- válvula gaveta de ½ “ totalmente aberta


Leq = 0,1 m
Le via tabela:
Dimensionamento de Tubulações

É função:
 Vazão desejada, (variando, adotar );
 Diferenças de cotas (Δz);
 Pressões e temperaturas (propriedades físicas e químicas);
 Perda de carga desejada (tendo-se a bomba);
 Natureza do fluido (sólidos em suspensão, viscosidade);
Dimensionamento de Tubulações

Objetivos:
- Escolher o MENOR diâmetro de tubo possível;
- Gastar a MENOR energia para deslocar o fluido

custo custo tubo


projeto

custo bombeamento

Diâmetro Diâmetro
ótimo do tubo
Dimensionamento de Tubulações – MÉTODO RIGOROSO

$
custo
Energia deve ser suficiente para vencer as diferenças de: bombeamento

 cota; Diâmetro
do tubo
 pressão;
 perda de carga;

Diâmetro Perda de Carga Custo de Bombeamento

ou

Diâmetro Perda de Carga Custo de Bombeamento


Dimensionamento de Tubulações – MÉTODO RIGOROSO

Diâmetro Custo Linha custo

$
tubo

Leva em consideração:
Diâmetro
 depreciação ( 10 anos); do tubo

 corrosividade do fluido: menor vida útil;


 os custos do material do tubo;
 os custos dos acessórios;
 custos de isolamento;
 custo de montagem (suportes e mão de obra)
 acrescentar 6% para manutenção;

+ á + ó +
ℎ = + (6%)
Dimensionamento de Tubulações – MÉTODO RIGOROSO

custo
custo
projeto
tubo

$
Características: custo bombeamento
• Metodologia complexa; Diâmetro Diâmetro
ótimo do tubo
• Valores devem estar atualizados;
• Conhecer a perda de carga e a potência da bomba necessária;
• Montagem do gráfico;

DEVE ser usado quando:


• material (tubo) MUITO caro;
• diâmetros > 3”;
• linha MUITO extensa, mesmo com materiais baratos;
Exemplo Determinação do Diâmetro pelo Método Rigoroso

DOT = diâmetro ótimo;


P(DOT) = $ material, frete, montagem;
M(DOT) = $ instalação;
L = comprimento da tubulação;
a = coeficiente de amortização da tubulação;
f = fator de atrito da tubulação obtido da equação de Colebrook;
ΣK = somatória dos coef. de perda de carga dos acessórios da tubulação;
Q = vazão volumétrica;
η = rendimento da bomba;
n = tempo de funcionamento da bomba;
p = preço do kWh;
Dimensionamento de Tubulações
MÉTODOS ALTERNATIVOS
Características:
• mais baratos;
• mais rápidos;
• fundamentados no método rigoroso;
• não é necessariamente o valor ótimo;

Informações necessárias:
 Vazão volumétrica ( ) desejada = π∙ 2
;
4

 Δz (z1 e z2);
 Δp (p1 e p2);
 Propriedades físicas do fluido (ρ, μ, psaturação);
 Corrosividade;
 Comprimento total da linha incluindo o comprimento equivalente;
Dimensionamento de Tubulações –
MÉTODO DA VELOCIDADE ECONÔMICA

2


4
Exercícios:

1) Dimensionar uma linha para escoar água utilizando tubos de aço carbono
cujo comprimento total é 50 m. A vazão desejada é 20 m3/h e a pressão de
trabalho não ultrapassa 2 atm. Utilizar o método da velocidade econômica
admitindo rede de distribuição de água em cidades.

2) 10 m3/h de hidrocarbonetos líquidos deverão ser bombeados ao longo de


uma linha de 60 m de comprimento (recalque). Dimensionar pelo método da
velocidade econômica, refinando o cálculo, por meio da utilização das
equações de Kent. Densidade igual a 0,660 g/mL.

3) 12 m3/h de um fluido, com massa específica 0,89 g/cm3 e viscosidade 3 cP,


deverão escoar em uma tubulação de aço carbono de 60 m de comprimento.
Dimensioná-la fazendo uso do método da perda de carga econômica.
Exercício 1
água

L = 50 m;
= 20 m3/h
vrec = 2 a 3 m/s
= ∙
3
2
= ∙

3
1ℎ 2
20 ∙ = 1,5 ∙
ℎ 3600

A = 0,003704 m2
∙ 2

=
4

= 0,06867 6,87 2,7"


Admitindo 2,5 “ sch 40

DI = 62,71 mm

=
∙ 2
4
20
= 3600 2 = 1,80 Dentro da faixa!
∙ 0,06271
4

?
Admitindo 3 “ sch 40

DI = 77,92 mm
20
= 3600 2 = 1,17 Dentro da faixa!
∙ 0,07792
4
Dimensionamento de Tubulações – EQUAÇÕES DE KENT

Diâmetro Típico
0,434
= 0,0305 ∙

Diâmetro Mínimo
2

= 0,0122 ∙ 3

3
Exercícios:

1) Dimensionar uma linha para escoar água utilizando tubos de aço carbono cujo
comprimento total é 50 m. A vazão desejada é 20 m3/h e a pressão de trabalho não
ultrapassa 2 atm. Utilizar o método da velocidade econômica admitindo rede de
distribuição de água em cidades.

2) 10 m3/h de hidrocarbonetos líquidos deverão ser bombeados ao longo de uma


linha de 60 m de comprimento (recalque). Dimensionar pelo método da velocidade
econômica, refinando o cálculo, por meio da utilização das equações de Kent.
Densidade igual a 0,660 g/mL.

3) 12 m3/h de um fluido, com massa específica 0,89 g/cm3 e viscosidade 3 cP,


deverão escoar em uma tubulação de aço carbono de 60 m de comprimento.
Dimensioná-la fazendo uso do método da perda de carga econômica.
Exercício 2
L = 60 m;
= 10 m3/h
vrec = 1,5 a 2,5 m/s
= ∙

3
1ℎ 2
10 ∙ = 2,0 ∙
ℎ 3600

A = 0,001389 m2
2

=
4

= 0,0421 4,21 1,7"


Admitindo 1,5 “ sch 40

DI = 40,90 mm

=
∙ 2
4
10
= 3600 2 = 2,11 Dentro da faixa!
∙ 0,0409
4

Admitindo 2 “ sch 40

DI = 52,51 mm
10
= 3600 2 = 1,28 Fora da faixa!
∙ 0,05251
4
EQUAÇÕES DE KENT
0,434 2

= 0,0305 ∙ = 0,0122 ∙
3

3 0,434 2 3
10 ∙ 660 10 ∙ 660
ℎ 3 ℎ 3
= 0,0305 ∙
0,66 3 = 0,0122 ∙
3
0,66 3

= 1,66"

= 1,14"

Lembrando:

3
Admitindo 1“ ¼ sch 40

DI = 35,04 mm

=
∙ 2
4
10
= 3600 2 = 2,88 Fora da faixa!
∙ 0,03504
4

Admitindo 1“ ½ sch 40

DI = 40,90 mm
10
= 3600 2 = 2,11 Dentro da faixa!
∙ 0,04090
4
Dimensionamento de Tubulações –
MÉTODO DA PERDA DE CARGA ECONÔMICA

Adequada para dimensionar a bomba sem conhecer a linha

Sistema Internacional:
23000 ≤ Δp ≤ 115000 N/m2 para cada 100 m de tubulação

da equação de Bernoulli:

=−

Adotando valor central: Δp = -70000 N/m2


para água:


70000 2 2 2

= = 70 2
1000 3

ou

dividindo por g: ∙
70000 2 2
= ∙
=7m
1000 3 ∙10 2
Exercícios:

1) Dimensionar uma linha para escoar água utilizando tubos de aço carbono
cujo comprimento total é 50 m. A vazão desejada é 20 m3/h e a pressão de
trabalho não ultrapassa 2 atm. Utilizar o método da velocidade econômica
admitindo rede de distribuição de água em cidades.

2) 10 m3/h de hidrocarbonetos líquidos deverão ser bombeados ao longo de


uma linha de 60 m de comprimento (recalque). Dimensionar pelo método da
velocidade econômica, refinando o cálculo, por meio da utilização das
equações de Kent. Densidade igual a 0,660 g/mL.

3) 12 m3/h de um fluido, com massa específica 0,89 g/cm3 e viscosidade 3 cP,


deverão escoar em uma tubulação de aço carbono de 60 m de
comprimento. Dimensioná-la fazendo uso do método da perda de carga
econômica.
Exercício 3
L = 60 m;
= 12 m3/h
ρ = 0,89 g/mL ou 890 kg/m3
μ = 3 cP ou 3.10-3 Pa.s
Sistema Internacional:

23000 ≤ Δp ≤ 115000 N/m2 para cada 100 m de tubulação

Admitindo Δpecon = 70000 N/m2 para cada 100 m de tubo

− 70000
2
∆ = ∙ 60 = − 42000 2
( )
100

Lembrando que: =−∆ tem-se:


−42000
=− = 47,19
890
Adotando DN = 1” sch40
3 1ℎ
12 ∙
ℎ 3600
Di = 0,0264 m = = = 6,10
2∙ 1 2
5,47 2
10000
Logo, A = 5,47 cm2

890 ∙ 0,0266 ∙ 6,1


= = 48137
3 ∙ 10−3

= 0,0018 fD = 0,0275 ou fF = 4
= 0,006875

2
2∙ . . 2 ∙ 0,006875.60. 6,12
= = = 1109
0,0266

como: = 47,19
Recalcular admitindo DN maior.
Adotando DN = 3” sch40
3 1ℎ
Di = 0,07792 m 12 ∙
ℎ 3600
= = = 0,70
2∙ 1 2
Logo, A = 47,7 cm2 47,7 2
10000

890 ∙ 0,07792 ∙ 0,7


= = 16181
3 ∙ 10−3

= 0,0018 fD = 0,033 ou fF = 4
= 0,00825

2∙ . . 2 2 ∙ 0,00825.60. 0,72
= = = 6,23
0,07792

como: = 47,19 Recalcular admitindo DN menor.


Adotando DN = 2” sch40
3 1ℎ
Di = 0,05251 m 12 ∙
ℎ 3600
= = = 1,54
2∙ 1 2
Logo, A = 21,66 cm2 21,66 2
10000

890 ∙ 0,05251 ∙ 1,54


= = 24000
3 ∙ 10−3

= 0,0018 fD = 0,033 ou fF = 4
= 0,0028

2
2∙ . . 2 ∙ 0,0028.60. 1,542
= = = 15,18
0,05251

como: = 47,19 Recalcular admitindo DN menor.


Adotando DN = 1,5” sch40
3 1ℎ
12 ∙
ℎ 3600
Di = 0,04090 m = = = 2,54
2∙ 1 2
13,14 2
10000
Logo, A = 13,14 cm2

890 ∙ 0,04090 ∙ 2,54


= = 30780
3 ∙ 10−3

= 0,0018 fD = 0,033 ou fF = 4
= 0,0028

2
2∙ . . 2 ∙ 0,0028.60. 2,542
= = = 53 47170 2
0,04090
78617
como: = 47,19 �

2

(dentro da faixa para 100 m)


Dimensionamento de Tubulações

Metodologias são utilizadas quando:

 Tubulações muito curtas ligando equipamentos:


• ajustar pelo diâmetro dos bocais dos equipamentos
(evita uso de acessórios);

 Tubulações < 2”
• fixar em 2”:
- aumenta espaçamento entre os suportes;
- reduz a perda de carga;
Tubos não cilíndricos Diâmetro Equivalente

=4∙ ℎ á

á çã
=
í ℎ

Logo:

á çã
=4∙
í ℎ
Tubo circular cheio:

∙ 2

=4∙ 4
∙ Logo: =

Tubos circulares concêntricos (área anular):

∙ 2 ∙ 2

=4∙ 4 4
∙ − ∙

( − )∙( − )
=
( − )
Logo:
=( − )
Tubo circular cheio pela metade:

1 ∙ 2

2 4
=4∙
1
2∙( ∙ )
Logo: =

Tubo de seção quadrada:

2
=4∙
4∙

Logo:

=
Utilizando Deq as equações vistas, tornam-se:

Equação de Fanning para calcular a perda de carga em tubulações:


2∙ ∙ ∙ 2
=

Equação para calcular a perda de carga em acessórios:


2
=K∙
2

Número de Reynolds:


= ∙

Velocidade de escoamento:
Exercício
Determinar a relação entre as perdas de cargas de um tubo com seção circular e outro
com seção quadrada ambos com uma área transversal de escoamento de 10 cm2 e o
mesmo comprimento.
Solução:
Como as áreas de escoamento são as mesmas, as velocidades também são iguais.
2∙ ∙ ∙ 2

Perda de caga em tubos: =

2
: = ã : = = 10 = 3,162

2
∙ ∙4 10 ∙ 4
: = ã : = = = 3,568
4

2∙ ∙ ∙ 2

− − 3,162
= 2 = = = = 0,886
2∙ ∙ ∙ − 3,568

é aproximadamente 11% menor que a


Determinar o diâmetro da tubulação
para transportar um hidrocarboneto
líquido da figura ao lado sabendo
que:
L1 = 4 m; Ltotal = 174 m
L2 = 88 m;
L3 = 75 m;
L4 = 7 m;
Vazão máxima = 200 m3∙h-1;
Pressão de saída da bomba = P1 = 45
psig;
Altura do líquido no reservatório = h = 9
m;
Pressão no reservatório = 10 psig;
Densi1dadepsi = d
6,o895fluikPa
do = ρ = 969 kg ∙m-3;
Viscosidade 2 = μ = 0,533 Pa∙s;
vb p
 g  z   lwf   We  0
2 

Volume de controle:
1 2
0 0
v b 2
p
 g  z   lwf   W e  0
2 

2− 1
+ ∙ 2 − 1 =− (1)

1 2
+ ∙ 1 − + ∙ 2 =

P1 = 45 psig = 310 kPa;


Altura do líquido no reservatório = h = 9 m;
P2 = 10 psig + ρ∙g∙h = 69∙103 + (969 ∙9,8 ∙9) = 154,5 kPa
z1 = 0,85 m
z2 = 13,7 m
310 ∙ 103 154,5 ∙ 103
+ 9,8 ∙ 0,85 − + 9,8 ∙ 13,7 =
969 969


2
2 2
2
+ ∙ = + ∙ = 2
2 2
3 3

328,2 − 293,70 =

= ,
Energia perdida
devido às forças de
atrito
Utilizando o critério da velocidade econômica para água no recalque
da bomba tem-se:

Adotando uma velocidade de 1,5 m∙s-1 tem-se:

3 1 ℎ
200 ∙
= 1,5 ∙ ℎ 3600
=
∙ 2
4

~ 0,2172 ou 21,72 cm ou 8,55”

Comercialmente: 8” ou 10”
Para tanto, sabe-se que:

Perda de Perda de
Diâmetr Quantida
Acessório carga carga
o de
unitária total
8” 1,4 m 2,8 m
Válvula gaveta 2
10” 1,7 m 3,4 m
Válvula de 8” 25 m 25 m
1
retenção 10” 32 m 32 m
8” 5,5 m 22 m
Cotovelo 90° 4
10” 6,7 m 26,8 m
Entrada em 8” 3,5 m 3,5 m
1
tanque 10” 4,5 m 4,5 m
Comprimento equivalente: L8” = 2,8 + 25 + 22+ 3,5 + 174 =227,3 m
L10” = 3,4 + 32 + 26,8 + 4,5 + 174 = 240,7 m

Diâmetro interno sch 40: D int8” = 0,2027 m A int 8” = 0,03226 m2


D int10” = 0,2545 m A int10” = 0,05091 m2
1 1
200∙3600 200∙
Velocidade de escoamento: v8” = = 1,72 v10” = 3600
= 1,09
0,03226 0,05091

∙ ∙
Tipo de escoamento: =

969 ∙ 0,2027 ∙ 1,72 969 ∙ 0,2545 ∙ 1,09


8" = 10" =
0,533 0,533

8" = 633,8 10" = 504,9

Ambos são LAMINAR!


Regime laminar Equação de Hagen-Poiseuille:

32 ∙ 0,533 ∙ 227,3 ∙ 1,72 32 ∙ 0,533 ∙ 240,7 ∙ 1,09


8" = 10" =
969 ∙ 0,20272 969 ∙ 0,25452
2 2
8" = 167,5 2 10" = 71,3
2

Energia necessária para vencer o atrito viscoso da tubulação e dos acessórios

Valor calculado pela variação de energia:


2
Bernouille = 34,54 2

(energia disponível no sistema para vencer o atrito viscoso)

Logo:
Ø = 8”
e Provocam lwf maior que a calculada pela
Ø = 10” equação de Bernouille.

Opções:

 Diminuir a velocidadenão é possível pois 1,5 m/s é o


limite inferior;
 Reduzir a vazão depende das condições do processo,
nem sempre é possível;
 Aumentar o diâmetro da tubulação;
 Utilizar acessórios com menor perda de carga;
Alterando acessórios

Aumentando o diâmetro da
tubulação para 10”.

Perda de Perda de
Acessório Diâmetro Quantidade
carga unitária carga total
Válvula gaveta 10” 2 1,7 m 3,4 m
Válvula de
10” 1 20 m 20 m
retenção TIPO LEVE
Cotovelo 90° RAIO
10” 4 5,5 m 22 m
LONGO
Entrada em tanque 10” 1 4,5 m 4,5 m
Comprimento equivalente: L12” = 3,4 + 20 + 22 + 4,5 + 174 = 223,9 m

Diâmetro interno sch 40: D int10” = 0,2545 m A int10” = 0,05091 m2

200∙
1 Velocidade menor
Velocidade de escoamento: v10” = 3600 = 1,09 que a
0,05091
recomendada, mas
garante-se vazão.
∙ ∙
Tipo de escoamento: =

969 ∙ 0,2545 ∙ 1,09


10" =
0,533

10" = 504,9
LAMINAR!
32 ∙ 0,533 ∙ 223,9 ∙ 1,09
10" =
969 ∙ 0,25452

2
10" = 66,3 2 Energia requerida pela tubulação e acessórios

Valor calculado pela variação de energia:


2
Bernouille = 34,54 2

(energia disponível)

Alterar tipos de acessórios não garantirá escoamento!

Única forma é AUMENTAR o diâmetro da tubulação


Aumentando o diâmetro da
tubulação para 12”.

Perda de Perda de
Acessório Diâmetro Quantidade
carga unitária carga total
Válvula gaveta 12” 2 2,1 m 4,2 m
Válvula de retenção 12” 1 38 m 38 m
Cotovelo 90° 12” 4 7,9 m 31,6 m
Entrada em tanque 12” 1 5,5 m 5,5 m
Comprimento equivalente: L12” = 4,2 + 38 + 31,6 + 5,5 + 174 =253,3 m

Diâmetro interno sch 40: D int12” = 0,3032 m A int 12” = 0,0722 m2

1 Velocidade menor
200∙
Velocidade de escoamento: v12” 3600 = 0,7q
7ue a
= 0,0722
rec omendada, mas
garante-se vazão.
∙ ∙
Tipo de escoamento : =

969 ∙ 0,3032 ∙ 0,77


12" =
0,533

12" = 424,4
LAMINAR!
32 ∙ 0,533 ∙ 253,3 ∙ 0,77
12" =
969 ∙ 0,30322

2
12" = 37,3 2
Energia requerida pela tubulação e acessórios

Valor calculado pela variação de energia:


2
Bernouille = 34,54 2

(energia disponível)

lwf12” é ligeiramente superior à lwfBernouille


Alterando acessórios

Perda de
Perda de
Acessório Diâmetro Quantidade carga
carga total
unitária
Válvula gaveta 12” 2 2,1 m 4,2 m
Válvula de
retenção TIPO 12” 1 24 m 24 m
LEVE
Cotovelo 90° RAIO
12” 4 6,1 m 24,4 m
LONGO
Entrada em
12” 1 5,5 m 5,5 m
tanque
Comprimento equivalente: L12” = 4,2 + 24 + 24,4 + 5,5 + 174 =232,1 m

Diâmetro interno sch 40: D int12” = 0,3032 m A int 12” = 0,0722 m2

1
200∙ 3600 Velocidade menor
Velocidade de escoamento: v12” = = 0,77 que a
0,0722
recomendada, mas
garante-se vazão.
∙ ∙
Tipo de escoamento: =

969 ∙ 0,3032 ∙ 0,77


12" =
0,533

12" = 424,4
LAMINAR!
32 ∙ 0,533 ∙ 232,1 ∙ 0,77
12" =
969 ∙ 0,30322

2
12" = 34,22 2 Energia requerida pela tubulação e acessórios

Valor calculado pela variação de energia:


2
Bernouille = 34,54 2

(energia disponível)

alterando Ø e ACESSÓRIOS

lwf12” é IGUAL à lwfBernouille


Algumas vezes:
Tem-se a tubulação, qual a vazão?
v=?
Como calcular Reynolds?

P1  Usar Nº de Karman
 Usar ábaco de Rouse

z1
P2
z2

A partir do balanço de energia mecânica tem-se:

0 0
v b2  p
 g  z   lwf   We  0
2
1 − 2
+ ∙ 1 − 2 = (1)

Usar f de Darcy

∙ ∙ 2
= (2)
2∙

(2) em (1)
1 − 2 2
+ ∙ − ∙ ∙
1 2 =
2∙

Rearranjando:
1
= (3)
1 − 2
2∙ + ∙ 1 − 2
1
= −
(3)
2∙ 1 2 + ∙ 1− 2

Do diagrama de Moody valor de f

determina-se a velocidade

mas:
f é função do Nº Reynolds
Número de Karman
Re é função da velocidade
= ∙
1 − 2
1 2∙ + ∙ 1− 2
Rearranjando (3): = ∙ (4)

Multiplicando (4) dos dois lados por Re:


∙ ∙ 1 2∙ 1 2 + ∙ 1− 2
∙ = ∙

λ Re
Logo:

1 − 2
∙ 2∙ + ∙ 1− 2
λ= ∙ (5)
Relacionar:

1
com ∙

Diagrama de Moody-Rouse
λ =
O esquema da figura ao lado representa um
sistema de transferência de água a 25 °C entre
dois reservatórios. Para tanto, uma tubulação de
Exercício P1
aço de 2” sch 40, com 50 m de comprimento,
conecta esses dois reservatórios. Ambos os
z1 tanques estão abertos e as cotas z1 e z2 valem
respectivamente, 10 e 5 m. Qual a vazão?

z2 P2

2
− 2

Neste caso: ∙
2∙ 1 2 2 + 1 2 + ∙ 1− 2
λ= ∙
2

=0
2
P1 = P2, então ΔP = 0
D = 2” sch 40
Δz = 5 m
.
.
2∙�� Di = 52,5 mm ou 0,0525 m
µ= 8,91∙10-4 Pa∙s ou 2 2 ∙ ε = 4,6∙10-5 m
ε
ρ = 1000 kg∙m-3 = 0,0009
L = 50 m
Substituindo os valores:

2− 2

2∙ 1 2
2
+ 1 2 + ∙ 1− 2

λ= ∙

1000∙0,0525 2∙ 10∙ 10−5


∙ =λ= −4 ∙ 50
8,91∙10 0,0525

λ = 58922,6 ∙ 0,105

λ = 19093

λ =
0,0525
= = 1141
4,6 ∙ 10−5

6,8

λ =
da equação (4):

2∙ 1 2+ ∙ 1− 2
= 1 ∙

2∙ 10∙ 10−5
= 6,8 ∙ 50
0,0525

= 2,20 /

Di = 52,5 mm ou 0,0525 m A = 0,002165 m2


3
Q = 17,2 ℎ
Exercício

Água a 20 °C sai de um reservatório (R1) sendo bombeada ao longo de uma tubulação horizontal
de concreto de diâmetro interno de 25 cm cuja rugosidade absoluta é 0,30 cm e comprimento
igual a 3218 m. Ao final desta tubulação , o escoamento se divide em dois ramais. O trecho
e o trecho , ambos em aço carbono, de 4” Sch 40 e 3” Sch 40, respectivamente.
O trecho tem comprimento total de 60 m e apresenta um desnível de +5 m em relação ao
nível de água de R1 e descarrega a água em um reservatório aberto com uma vazão de 4∙10 3
L∙min-1.
O trecho também descarrega a água em um tanque aberto a uma distância de 210 m da
bifurcação e na mesma cota do nível da água de R1.
Calcular a potência da bomba para levar a água até a bifurcação sabendo que a sua eficiência
é de 70%.
C

A
R1 B D
Água 20 °C
Equação do Balanço de Energia
2 ∆ 2
∆ =
+ + ∙ =0
+ ∙∆ + 2
2

Dividindo por g:
2
∆ ∆ ∙
+∆ + + + =0
2∙ ∙

Hipóteses simplificadoras:
- mesmo diâmetro ao longo da linha
- sem variação de cota
- sem bomba no VC

+ =0

Outras equações para o cálculo da Perda de Carga

Fórmula de Hazen-Willians

Uso recomendado para:


– diâmetros > 50 mm
– velocidade de escoamento < 3 m/s.

= 0,355 . . 0,63
. 0,54
ou = 0,279 . . 2,63
. 0,54

1,85
10,641 .
= 1,85 . 4,87 = velocidade (m/s);
D = diâmetro interno da tubulação(m);
= vazão volumétrica (m3/s);
J = Perda de Carga unitária, (m/m);
C = coeficiente de Atrito.
Queda de pressão


=

. 1,85
∆ = 10,65 . 1,85. 4,87

lembrando que:

∆ =
EXERCÍCIO
Uma tubulação transporta água a 20 °C e a uma velocidade de 2,50 m/s. Sabendo que o
diâmetro desta tubulação de ferro fundido é 200 mm, calcular a perda de carga entre os
pontos 1 e 2, distantes 50 metros um do outro.
Calcular a vazão que escoa por um conduto de ferro fundido usado com 200 mm de diâmetro,
de um reservatório na cota 200 m acima de outro reservatório na cota zero. O comprimento
desse conduto é de 10.000 m. Comparar o resultado obtido utilizando o método de Karman.
Outras equações para o cálculo da perda de carga
Equação de Fair-Whipple-Hsiao

Utilizada em projetos de instalações prediais, onde há:


 trechos curtos de tubulação,
 grande variação de diâmetros e
 presença de muitas conexões

Tipo de Material Fórmula


0,532

Aço Galvanizado = 27,113 . 2,596

0,57

Cobre/ Latão (água fria) = 55, 934 . 2,71

0,57
Cobre/ Latão (água 2,71

quente) = 63,281 .
0,571

PVC (água fria) = 56,10 . 2,71
Abastecimento de Água - Dimensionamento

Qa
Estação Qb
elevatória
Qc
Qa
Estação de tratamento
Reservatório de
Captação distribuição
Rede

Captação: a água bruta é captada em mananciais superficiais ou subterrâneos;

Adução: a água captada nos mananciais é bombeada até as Estações de Tratamento de Água (ETAs);

Tratamento: processos químicos e físicos para transformar, a água bruta em potável;

Transporte, recalque e reserva : depois de tratada, a água é bombeada até reservatórios elevados para
garantir a pressão de distribuição;

Distribuição: a parte final do sistema, no qual a água é entregue ao consumidor.


Previsão de Consumo

Conhecer:
 demanda de água na região de estudo
ou
 consumo “per capta”

NORMA FEDERAL:
http://www.funasa.gov.br/documents/20182/38564/MNL_PROPOSTAS_S
AA_10_03_2017.pdf/9c649bec-f5f4-4b4e-9a63-fac73f248c38

Fatores que influenciam o consumo:


 Clima;
 Hábitos;
 Custo;
 Qualidade;
 Comercial;
 Residencial;
 Industrial.
Previsão de Consumo

Recomendações:

A NBR 587/79 recomenda os seguintes valores de consumos médios “per capita”, para
satisfazer a demanda:
 comercial,
 industrial (que não utilizam água em seus processamentos),
 demanda de usos públicos
 e as perdas:

Consumos médios “per capita”


Populações futuras de até 10.000 hab 150–200 L/hab.dia
10.000 hab < População futura < 50.000 hab 200-250 L/hab.dia
População futura > 50.000 hab 250 L/hab.dia
Vazão de Adução (L/s)

Qa = vazão de adução → para dimensionar linhas a montante dos reservatórios de distribuição

1∙ ∙
= 1 ∙ =
3600 ∙ ℎ

k1 = coeficiente de reforço (coeficiente do dia de maior consumo)


1,2 < k1 <1,5

relação entre o maior consumo diário observado em


um ano e o consumo médio diário no mesmo ano)
para as mesmas ligações (NBR 12211:1992)
Média dos últimos 5 anos

á
1 =
é
Vazão de Distribuição (L/s)

Qd = vazão de adução → para dimensionar linhas a jusante dos reservatórios de distribuição

1 ∙ 2∙ ∙
= 2 ∙ =
3600 ∙ ℎ

k2 = coeficiente da hora de maior consumo do dia de maior consumo)


k2 =1,5 (1 a 3)

relação entre a máxima vazão horária e a vazão


média do dia de maior consumo(NBR 12211:1992)

á
2 =
é
Previsão de Consumo

Vazão do Projeto ou Dimensionamento:

= vazão (m3/s);
P = população;
. .
= q = coeficiente Individual L/hab.dia
3600 . ℎ
k = coef. De Maior Consumo (k = k1 . k2 );
h = horas.
Pré-dimensionamentos

Iniciar a análise dos diâmetros necessário

 Pré-projeto

= 0,60 + 1,5 ∙ [ / ]

≤ 2,0 /

[ ]

2
∙ 3
= ∙ (0,60 + 1,5 ∙ ) [ / ]
4
Exercício
Uma adutora de distribuição com uma tubulação cujo diâmetro é 200 mm, poderia distribuir
água a uma vazão de 162 kL/h? Caso não possa, qual seria o diâmetro recomendado?
Uma cidade com 9000 habitantes é abastecida por um reservatório de nível constante que por sua
vez, é abastecido por uma barragem. Desprezar o termo cinético da carga. Pede-se:

a) calcular a vazão necessária para o abastecimento da cidade em um dia.


b) calcular a vazão máxima que a adutora pode escoar.
c) a adutora existente consegue transportar água na vazão necessária para abastecer a cidade?

Dados:
• adutora de ferro fundido com 25 anos:
• q = 200 L/hab∙dia;
Será construído o sistema abaixo que consiste no abastecimento de uma cidade a partir de uma
represa. A adutora de distribuição de água deverá ser dimensionada para atender uma população
de 50.000 habitantes. O reservatório da cida
a) Calcular a vazão necessária para o abastecimento da cidade em um dia.
b) Determinar o diâmetro da adutora adotando-se tubos de ferro fundido novos.
c) Após 25 anos de operação qual será a população que poderá ser atendida com esta adutora?

754 m

represa A L = 1650 m
738 m
cidade
B

Dados:
• adutora em ferro fundido nova;
• adutora de ferro fundido com 25 anos;
• vazão = 200 L/hab.dia;
• k =1,25 (coeficiente de maior consumo).