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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA

SETOR DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E DE TECNOLOGIAS


DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

EMANUELLE MÜLLER
HEITOR PASSOS

PROJETO ELÉTRICO E HIDROSSANITÁRIO DO LABORATÓRIO DE ESTRUTURAS


DO BLOCO E DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA

PONTA GROSSA
2015
EMANUELLE MÜLLER
HEITOR PASSOS

PROJETO ELÉTRICO E HIDROSSANITÁRIO DO LABORATÓRIO DE ESTRUTURAS


DO BLOCO E DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado


para obtenção do título de Engenheiro Civil na
Universidade Estadual de Ponta Grossa.

Orientador: Prof. Esp. Helenton Carlos da Silva

PONTA GROSSA
2015
EMANUELLE MÜLLER
HEITOR PASSOS

PROJETO ELÉTRICO E HIDROSSANITÁRIO DO LABORATÓRIO DE


ESTRUTURAS DO BLOCO E DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE
PONTA GROSSA

Este Trabalho de Conclusão de Curso foi julgado e aprovado como requisito para a obtenção
do título de Bacharel em Engenharia Civil pela Universidade Estadual de Ponta Grossa.

BANCA EXAMINADORA:

______________________________________________
Prof. Esp. Helenton Carlos da Silva - Orientador
Universidade Estadual de Ponta Grossa

_______________________________________________
Profª. Mª. Patrícia Kruger
Universidade Estadual de Ponta Grossa

_______________________________________________
Prof. Dr. Marcos Rogério Széliga
Universidade Estadual de Ponta Grossa

Ponta Grossa, 19 de outubro de 2015.


AGRADECIMENTOS

Primeiramente agradecemos a Deus por mais este feito.

Aos nossos pais por todo apoio e suporte durante toda fase de graduação.

Ao Prof. Esp. Helenton Carlos da Silva pela sabedoria e determinação com


que nos orientou durante a realização deste trabalho.

E aos professores do curso de Engenharia Civil, juntamente com a Pró-


Reitoria de Planejamento pela oportunidade e apoio na elaboração deste trabalho.
RESUMO

O projeto do Laboratório de Estruturas consiste na ampliação do Bloco de Engenharia Civil


da Universidade Estadual de Ponta Grossa, denominado Bloco E. O presente trabalho objetiva
abordar os projetos complementares de instalações elétricas e hidrossanitárias do laboratório.
Será apresentada uma proposta de planejamento, dimensionamento e detalhamento das
instalações, com pontos de água, coleta de esgoto, drenagem de águas pluviais e
fornecimento de energia e iluminação a todos os ambientes do laboratório, garantindo a
melhor utilização do ambiente de trabalho. O dimensionamento dos circuitos de iluminação e
tomadas de uso geral e específico, bem como da distribuição de água fria para uso e lavagem
de equipamentos, da coleta de esgoto com tratamento preliminar dos materiais grosseiros e da
drenagem e encaminhamento das águas pluviais, será de acordo com as normas técnicas
vigentes no país.

Palavras-chave: Ampliação Bloco E. Projeto elétrico. Projeto hidrossanitário.


ABSTRACT

The project of the Structures Laboratory consists of the expansion of Civil Engineering block
of Ponta Grossa State University, called “Block E”. This paper aims to address the
complementary projects of electric and sanitary installations of the laboratory. A proposal of
planning, design and detailing of the facilities will be presented, with water points, sewage
collection, rainwater drainage and supply of power and lighting to all lab environments,
ensuring the best use of the work environment. The design of the lighting circuits and outlets
of general and specific use, the cold water distribution for use and washing of equipments, the
sewage collection with preliminary treatment of coarse materials as well as the drain and
routing of rainwater, will be done according to the existing technical standards in the country.

Keywords: Expansion of “Block E”. Electrical design. Sanitary system design.


LISTA DE ILUSTRAÇÕES

FIGURA 1 – Planta baixa dos pavimentos térreo e superior do Laboratório de Estruturas –


UEPG ............................................................................................................... 25

FIGURA 2 – Exemplo de ponte rolante .................................................................................. 27

FIGURA 3 – Exemplo de retífica automática ..........................................................................28

FIGURA 4 – Exemplo de prensa hidráulica ........................................................................... 28

FIGURA 5 – Mesa vibratória da Universidade Estadual de Ponta Grossa ............................. 29

FIGURA 6 – Exemplo de caixa gradeada ............................................................................... 64

FIGURA 7 – Exemplo de caixa desarenadora ........................................................................ 64


LISTA DE TABELAS

TABELA 1 – Potência mínima instalada na edificação ......................................................... 31

TABELA 2 – Potência de tomadas de uso geral instalada na edificação ................................32

TABELA 3 – Fatores determinantes da iluminância adequada .............................................. 35

TABELA 4 – Iluminâncias por classe de tarefas visuais ........................................................ 36

TABELA 5 – Determinação dos índices do local ................................................................... 37

TABELA 6 – Refletâncias ...................................................................................................... 38

TABELA 7 – Coeficientes de utilização ................................................................................38

TABELA 8 – Fator de depreciação ......................................................................................... 39

TABELA 9 – Determinação do número de luminárias ........................................................... 39

TABELA 10 – Seções mínimas dos condutores ................................................................... 40

TABELA 11 – Temperaturas características dos condutores ................................................. 41

TABELA 12 – Cargas dos circuitos ....................................................................................... 42

TABELA 13 – Fatores de correção para temperaturas ambientais diferentes de 30ºC para


linhas não subterrâneas e de 20ºC para linhas subterrâneas ............................ 43

TABELA 14 – Fatores de correção aplicáveis a condutores agrupados em feixe e a condutores


agrupados num mesmo plano, em camada única ............................................ 43

TABELA 15 – Cálculo da corrente ......................................................................................... 44

TABELA 16 – Seções dos condutores pelo método de capacidade de condução de corrente.45

TABELA 17 – Limites de queda de tensão ............................................................................ 46

TABELA 18 – Soma das potências em Watts x Distância em metros para voltagem = 127
Volts ................................................................................................................ 46
TABELA 19 – Soma das potências em Watts x Distância em metros para voltagem = 220
Volts ................................................................................................................ 47

TABELA 20 – Seções dos condutores pelo método da queda de tensão ............................... 47

TABELA 21 – Seção reduzida do condutor neutro ................................................................ 48

TABELA 22 – Seção mínima do condutor de proteção ......................................................... 49

TABELA 23 – Escolha dos disjuntores termomagnéticos de cada circuito .......................... 50

TABELA 24 – Posicionamento de captores conforme nível de proteção .............................. 53

TABELA 25 – Seções mínimas dos materiais do SPDA ........................................................ 53

TABELA 26 – Consumo predial diário .................................................................................. 54

TABELA 27 – Vazão nos pontos de utilização em função do aparelho sanitário e da peça de


utilização .......................................................................................................... 56

TABELA 28 – Perda de carga em conexões – Comprimento equivalente para tubo liso (tubo
de plástico, cobre ou liga de cobre) ................................................................. 58

TABELA 29 – Planilha de dimensionamento de tubulações de água fria .............................. 60

TABELA 30 – Unidades de Hunter de contribuição dos aparelhos sanitários e diâmetro


nominal mínimo dos ramais de descarga ......................................................... 61

TABELA 31 – Dimensionamento de ramais de esgoto .......................................................... 62

TABELA 32 – Dimensionamento de subcoletores e coletor predial ...................................... 62

TABELA 33 – Vazão de projeto da cobertura ........................................................................ 65

TABELA 34 – Dimensionamento da calha em função do comprimento do telhado ............. 66

TABELA 35 – Área máxima de cobertura para condutores verticais de seção circular ......... 66
LISTA DE SIGLAS

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas


ANEEL Agência Nacional de Energia Elétrica
ELK Ponte Rolante Univiga de Caixa Soldada
EPR Borracha Etileno-Propileno
LED Ligth Emitting Diode
PVC Policloreto de Vinila
SPDA Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas
UEPG Universidade Estadual de Ponta Grossa
XLPE Polietileno Reticulado
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO........................................................................................................... 12
1.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS ..........................................................................................12
1.2 OBJETIVOS .....................................................................................................................14
1.2.1 GERAL .....................................................................................................................14
1.2.2 ESPECÍFICOS...........................................................................................................14
1.3 JUSTIFICATIVA ..............................................................................................................14
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ................................................................................... 16
2.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS ...........................................................................................16
2.2 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS ..........................................................................................17
2.3 INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA ....................................................................................18
2.4 ESGOTAMENTO SANITÁRIO ........................................................................................19
2.5 TRATAMENTO DE ESGOTO .........................................................................................20
2.6 DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS ..............................................................................22
2.7 PROTEÇÃO DA ESTRUTURA CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS .................22
3 METODOLOGIA ....................................................................................................... 24
3.1 DESCRIÇÃO DO LABORATÓRIO .................................................................................24
3.1.1 PROJETO ARQUITETÔNICO..................................................................................24
3.1.2 PROJETOS COMPLEMENTARES...........................................................................25
3.2 MEMORIAL DE CÁLCULO ............................................................................................30
3.2.1 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS ..................................................................................30
3.2.1.1 PREVISÃO DE CARGAS .....................................................................................30
3.2.1.2 DIVISÃO DAS INSTALAÇÕES ...........................................................................33
3.2.1.3 CÁLCULO LUMINOTÉCNICO ...........................................................................34
3.2.1.4 DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES – MÉTODO DA CAPACIDADE
DE CONDUÇÃO DE CORRENTE .......................................................................................40
3.2.1.5 DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES - MÉTODO DA QUEDA DE
TENSÃO 45
3.2.1.6 CONDUTORES NEUTROS E DE PROTEÇÃO ....................................................48
3.2.1.7 DETERMINAÇÃO DOS DISJUNTORES .............................................................49
3.2.1.8 DETERMINAÇÃO DOS ELETRODUTOS E ELETROCALHAS .........................50
3.2.1.9 RAMAL DE ENTRADA .......................................................................................52
3.2.1.10 SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS .........52
3.2.2 INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA ............................................................................53
3.2.2.1 DIMENSIONAMENTO DAS TUBULAÇÕES ......................................................55
3.2.3 INSTALAÇÕES DE ESGOTO PREDIAL .................................................................61
3.2.4 INSTALAÇÕES DE DRENAGEM PLUVIAL ..........................................................64
4 RELAÇÃO DE MATERIAIS..................................................................................... 68
4.1 RELAÇÃO DE MATERIAIS HIDRÁULICOS .................................................................68
4.2 RELAÇÃO DE MATERIAIS ELÉTRICOS ......................................................................69
5 CONCLUSÃO ............................................................................................................. 72
REFERÊNCIAS ................................................................................................................. 74
APÊNDICE A – Projeto elétrico do Laboratório de Estruturas ...................................... 77
APÊNDICE B – Projeto de água fria do Laboratório de Estruturas............................... 81
APÊNDICE C – Projeto de esgotamento sanitário e drenagem de águas pluviais do
Laboratório de Estruturas ................................................................................................. 85
APÊNDICE D – Projeto de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas do
Laboratório de Estruturas ................................................................................................. 88
ANEXO A – Projeto arquitetônico base ........................................................................... 90
ANEXO B – Luminária refletor LED ............................................................................... 96
ANEXO C – Luminária FAA04-S ..................................................................................... 97
ANEXO D – Lâmpadas fluorescentes tubulares ............................................................... 98
ANEXO E - Tipos de linhas elétricas 1 a 11A ................................................................... 99
ANEXO F – Capacidade de condução de corrente ......................................................... 100
12

1 INTRODUÇÃO

1.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – Confea através da


resolução nº 218 de 29 de junho de 1973, considerando a Lei nº 5.194 de 24 de dezembro de
1966 estabelece competências aos diferentes títulos profissionais da Engenharia, Arquitetura e
Agronomia. Entre as atribuições do Engenheiro Civil está o estudo, planejamento, projeto e
especificação referente a edificações. Na área de projetos das edificações estão incluídas as
instalações elétricas e hidrossanitárias, além de outros projetos.

Desde o início do desenvolvimento dos projetos que possam ser elaborados pelo
engenheiro civil, até a fase final de execução de uma obra é necessário que existam estudos e
planejamento, para que os acontecimentos indesejáveis durante a vida útil da construção
sejam antecipados e solucionados.

Entre os projetos desenvolvidos pelo engenheiro civil temos o projeto elétrico, o qual
depende da energia elétrica para seu funcionamento. A energia elétrica é uma das formas de
energia mais úteis para a humanidade, sendo empregada tanto na área urbana quanto na área
rural, como em residências, fazendas, indústrias, produzindo e fornecendo energia para o
funcionamento dos mais variados equipamentos.

Segundo relatórios de pesquisas da ANEEL (2015) o consumo de energia elétrica no


Brasil aumentou nos últimos dez anos 77.979.001,64 MWh, o que representou um aumento
de aproximadamente 30%. A necessidade de atender esse aumento na demanda, visando à
redução nas perdas de energia elétrica sem que ocorra o mau funcionamento dos aparelhos e
equipamentos elétricos, fez com que aumentasse a exigência por projetos cada vez mais
detalhados e corretamente dimensionados, garantindo a execução na obra sem improvisações.

Da mesma forma, a água potável é um recurso limitado no planeta. Segundo o


Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento de Recursos Hídricos 2015 –
Água para um Mundo Sustentável, nas últimas décadas, o consumo de água cresceu duas
vezes mais do que a população e a estimativa é que a demanda cresça ainda 55% até 2050.
Mantendo os atuais padrões de consumo, em 2030, o mundo enfrentará um déficit no
abastecimento de água de 40%. O relatório atribui a vários fatores a possível falta de água,
13

entre eles, a intensa urbanização, as práticas agrícolas inadequadas e a poluição, que prejudica
a oferta de água limpa no mundo (PORTAL BRASIL, 2015).

Devido a escassez dessa água potável os sistemas de instalações hidráulicas e sanitárias,


mesmo já existindo desde a antiguidade, precisaram ser reformulados para acumular e distribuir
água limpa, e recolher e afastar dejetos e águas servidas. Landi (1993, p.1) relata que foram
encontradas ruínas de sistemas de instalações hidráulicas existentes de 3.000 a 6.000 anos
atrás na Índia, Egito e Babilônia. Durante a idade média ocorreu um retrocesso geral dos
vários aspectos culturais, inclusive quanto à higiene e saúde publica, durante este período os
banhos se tornaram escassos e os dejetos eram lançados em poços.

A incorporação de aparelhos sanitários nos edifícios foi gradativa, inicialmente o


lavatório, a banheira, a pia, o tanque e o chuveiro foram instalados, e o vaso sanitário foi
instalado em um local reservado (LANDI, 1993, p.12).

Já no século XIX, com o intenso processo de urbanização e o aumento do poder


aquisitivo gerado pela revolução industrial, ocorreram diversas mudanças nos serviços
sanitários, devido às novas soluções e custos menores provenientes dos processos
tecnológicos e da produção em escala. Os sistemas de distribuição de água e coleta de esgoto
foram adequados aos aparelhos e à disponibilidade de água. Também neste momento os vasos
sanitários foram instalados dentro dos edifícios e notou-se a necessidade da instalação de
sifões e ventilação para a não permanência do mau odor. (LANDI, 1993, p.14).

A indústria de canalizações buscou melhorias, encontrando novos materiais, como os


polímeros, deixando os produtos com maior qualidade e menor custo. Além disto, foi preciso
incluir o aquecimento e a distribuição d’água quente, o combate a incêndio e o
reaproveitamento de águas pluviais, tornando os projetos cada vez mais complexos (Carvalho
Junior, 2014, p.9).

O esgoto sanitário coletado pela instalação predial deve ser lançado na rede pública
ou em sistema particular quando não houver a rede pública. O esgoto deve ser submetido a
algum processo de tratamento antes de ser lançado nos cursos d’água. Esta medida evita a
poluição das águas (BORGES; BORGES, 1992, p.331).

Neste trabalho serão apresentados os projetos complementares de instalações


elétricas, distribuição de água fria e coleta de esgoto sanitário, dimensionados de acordo com
14

as normas técnicas da Associação Brasileira de normas técnicas (ABTN) e detalhados para se


chegar ao desempenho desejado da edificação do laboratório de estruturas, anexo ao bloco E
da Universidade Estadual de Ponta Grossa.

1.2 OBJETIVOS

1.2.1 GERAL

Desenvolvimento do projeto elétrico e hidrossanitário do laboratório de estruturas,


que se encontra anexo ao bloco E, de Engenharia Civil, na Universidade Estadual de Ponta
Grossa.

1.2.2 ESPECÍFICOS

a) Dimensionar os pontos de iluminação e tomadas, gerais e específicas, de modo


a garantir a eficiência do uso do laboratório;

b) Dimensionar os pontos de água para utilização do referido laboratório;

c) Dimensionar os pontos de esgoto, visando o tratamento preliminar dos


materiais grosseiros para o lançamento na rede pública, seguindo os padrões técnicos;

d) Dimensionar os sistemas de drenagem pluvial;

e) Apresentar um sistema de proteção contra descargas atmosféricas.

f) Apresentação da relação de materiais referentes ao projeto elétrico e


hidrossanitário;

g) Fornecer os projetos complementares para a UEPG para posterior execução;

1.3 JUSTIFICATIVA

A elaboração de projetos complementares é de grande importância para a construção


de edificações, estes projetos devem atender rigorosamente ao projeto arquitetônico em todos
seus detalhes e especificações. Uma instalação mal dimensionada e mal executada, mesmo
15

empregando materiais de boa qualidade, gera despesas futuras, mau odor, pouca pressão em
equipamentos hidráulicos e acidentes de grandes proporções, como incêndios.

O desenvolvimento dos projetos passa pelo entendimento e aplicação das normas


técnicas que vigoram no país, sendo aspectos fundamentais para a formação de bons
profissionais.

A apresentação do projeto elétrico e do projeto hidrossanitário deste trabalho


possibilita aos autores a fixação de assuntos desenvolvidos na graduação além de contribuir
com o desenvolvimento da Universidade Estadual de Ponta Grossa, garantindo melhorias no
curso de Engenharia Civil e consequentemente no nível acadêmico de futuros colegas de
profissão.
16

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS

Costa (2013) define projeto como sendo um plano geral de uma determinada obra, e
é constituído por um conjunto de documentos que contêm as instruções e determinações
necessárias para a construção de um edifício e suas instalações. E também por peças
desenhadas, memória descritiva, medições, orçamento e caderno de encargos.

Existem várias etapas de desenvolvimento de projetos, começando pelo


levantamento, onde são apresentadas as condições de interesse para a elaboração do projeto, o
programa de necessidades, onde são analisadas a exigências a serem atendidas pela
edificação, o estudo de viabilidade, onde são apresentadas as avaliações e as alternativas para
a concepção da edificação, os estudos preliminares, onde é representado um conjunto de
informações técnicas e aproximadas, o anteprojeto, onde é representada a edificação com as
instalações e componentes necessários para a interação das atividades técnicas de projetos e a
elaboração da estimativa de custos e prazos de serviços, o projeto legal, onde o projeto segue
para aprovação junto às autoridades competentes, como Prefeitura, Corpo de Bombeiros e
Secretarias, o projeto básico, onde são representadas as informações técnicas básicas, ainda
não completas ou definitivas, necessárias à contratação dos serviços complementares, e por
fim o projeto para execução, onde será apresentada a versão final das informações técnicas da
edificação, suas instalações e componentes, com todos os detalhes necessários
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – NBR 13.531, 1995, p.4).

A Associação Brasileira de Normas Técnicas – NBR 13.531 determina que os


projetos de instalações prediais sejam: “Determinações e representações prévias dos atributos
funcionais, formais e técnicos das instalações prediais da edificação.” E dentro das instalações
prediais existem as instalações elétricas e as instalações hidráulicas e sanitárias (1995, p.3).

No projeto de instalações elétricas são determinados pontos de energia, de


iluminação, de telefonia, de sinalização, de sonorização, de alarmes, de proteção contra
descargas atmosféricas e de automação predial (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE
NORMAS TÉCNICAS – NBR 13.531, 1995, p.3).

Já no projeto de instalações hidráulicas e sanitárias, são determinados os pontos e


tubulações de água fria, de água quente quando necessário, de esgotos sanitários e industriais,
17

de captação e escoamento de águas pluviais, de gás combustível e de prevenção contra


incêndio (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – NBR 13.531, 1995,
p.3).

2.2 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

É de competência do engenheiro civil a elaboração e execução de instalações


elétricas de baixa tensão, que são regulamentadas pela norma NBR 5410 – Instalações
elétricas de baixa tensão, estabelecendo a tensão de 1000 volts como limite para baixa tensão
em corrente alternada e de 1500 volts para corrente contínua (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA
DE NORMAS TÉCNICAS – NBR 5410, 2004, p.1).

Segundo Carvalho Junior (2015, p. 21), “O projeto de instalações elétricas prediais é


uma representação gráfica e escrita do que se pretende instalar na edificação, com todos seus
detalhes e localização dos pontos de utilização.”.

Carvalho Junior (2015, p.47) afirma que:

Uma instalação é insuficiente ou inadequada quando os disjuntores desarmam


constantemente; as tomadas e os condutores aquecem; há uma tomada serve para
vários aparelhos; a ligação de um aparelho obriga o desligamento de outro; a
utilização da extensão é necessária; a ligação de um aparelho provoca queda de
tensão.

O projeto específico de instalações elétricas deve conter, no mínimo, plantas,


esquemas unifilares e outros, quando aplicáveis, detalhes de montagem, quando
necessários, memorial descritivo da instalação, especificação dos componentes,
como descrição, características nominais e normas que devem atender e parâmetros
de projetos, como correntes de curto-circuito, queda de tensão, fatores de demanda
considerados e temperatura ambiente. (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE
NORMAS TÉCNICAS - NBR 5410, 2004, p.84).

De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas através da Norma


Brasileira 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão, a quantidade de pontos de tomada deve
ser determinada em função da destinação do local e dos equipamentos elétricos que podem ser
utilizados. Além disso, esta mesma norma estabelece as condições a que devem satisfazer as
instalações elétricas de baixa tensão, a fim de garantir a segurança de pessoas e animais, o
funcionamento adequado da instalação e a conservação dos bens (2004).
18

Para dimensionamento da iluminação na maioria dos casos é utilizado o método dos


lumens, exigido pela NBR 5410 – Instalações elétricas em baixa tensão, visando a melhor
iluminação de todos os ambientes.

Segundo Creder (2008, p.163) para o cálculo do método dos lumens é preciso seguir
alguns passos, que são: determinação da iluminância do local de acordo com a NBR 5413 –
Iluminância de interiores, escolha da luminária, determinação do índice do local, que leva em
conta as dimensões do recinto, determinação do coeficiente de utilização, que relaciona o
fluxo luminoso emitido pela luminária com o fluxo recebido no plano de trabalho,
determinação do fator de depreciação, que leva em conta a manutenção da luminária e por
último a determinação do número de luminárias e do espaçamento entre elas.

A simbologia utilizada nos projetos segue o proposto pela NBR 5444 – Símbolos
gráficos para instalações elétricas prediais.

2.3 INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA

Uma instalação predial de água fria constitui-se no conjunto de tubulações,


equipamentos, reservatórios e dispositivos, destinados ao abastecimento dos aparelhos e
pontos de utilização de água da edificação, em quantidade suficiente, mantendo a qualidade
da água fornecida pelo sistema de abastecimento (Carvalho Junior, 2014, p.22).

As instalações prediais de água fria devem ser projetadas de modo que, durante a
vida útil do edifício que as contém, atendam a requisitos como preservar a potabilidade de
água, garantir o fornecimento de água de forma contínua, em quantidade adequada e com
pressões e velocidades compatíveis com o perfeito funcionamento dos aparelhos sanitários,
peças de utilização e demais componentes, promover economia de água e energia, possibilitar
manutenção fácil e econômica, evitar níveis de ruído inadequados à ocupação do ambiente e
proporcionar conforto aos usuários, prevendo peças de utilização adequadamente localizadas,
de fácil operação, com vazões satisfatórias e atendendo às demais exigências do usuário.
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – NBR 5626, 1998, p.8).

A execução da instalação predial de água fria deve ser em conformidade com o


respectivo projeto, qualquer alteração que se mostre necessária durante a execução deve ser
19

aprovada pelo projetista e registrada em documento. (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE


NORMAS TÉCNICAS – NBR 5626, 1998, p.24).

O dimensionamento das tubulações seguirá o proposto pela NBR 5626- Instalação


predial de água fria, garantindo a vazão desejada em cada ponto de utilização em função do
aparelho sanitário e da peça de utilização. Para isso será verificado o peso relativo de cada
peça de utilização para a determinação do diâmetro necessário. Também serão calculadas as
perdas de cargas nas tubulações, conexões e registros.

2.4 ESGOTAMENTO SANITÁRIO

Carvalho Junior (2014, p. 134) afirma que as instalações prediais de esgotos


sanitários destinam-se a coletar, conduzir e afastar da edificação todos os dejetos provenientes
do uso adequado dos aparelhos sanitários, dando-lhes rumo apropriado, normalmente
indicado pelo poder público competente.

O sistema de esgoto sanitário deve ser projetado de modo a atender alguns requisitos
como evitar a contaminação da água, de forma a garantir sua qualidade de consumo, tanto no
interior dos sistemas de suprimento e de equipamentos sanitários, como nos ambientes
receptores, deve também permitir o rápido escoamento da água utilizada e dos despejos
introduzidos, evitando a ocorrência de vazamentos e a formação de depósitos no interior das
tubulações, impedir que os gases provenientes do interior do sistema predial de esgoto
sanitário atinjam áreas de utilização, impossibilitar o acesso de corpos estranhos ao interior do
sistema, permitir que seus componentes sejam facilmente inspecionáveis, impossibilitar o
acesso de esgoto ao subsistema de ventilação e ainda permitir a fixação dos aparelhos
sanitários somente por dispositivos que facilitem sua remoção para eventuais manutenções.
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – NBR 8160, 1999, p.3-4).

Os principais componentes de um sistema predial de esgoto são: aparelhos


sanitários, desconectores ou sifões, ralos, caixas sifonadas, ramal de descarga, ramal de
esgoto, tubo de queda, coluna de ventilação, subcoletor, dispositivos de inspeção, como caixas
de inspeção e caixa de gordura, coletor predial e válvula de retenção. (Carvalho Junior, 2014,
p.137).
20

O projeto básico de esgotamento sanitário deve contemplar a planta de cobertura, do


térreo e do pavimento superior, com indicação dos tubos de queda, ramais e desvios, colunas
de ventilação e dispositivos em geral. Também devem estar representados na planta baixa do
pavimento inferior o traçado e a localização dos subcoletores, coletor predial, dispositivos de
inspeção e suas respectivas cotas, bem como indicação do encaminhamento das tubulações
nos ambientes sanitários. Deve ser apresentado um esquema vertical, para que não ocorram
interferências com o sistema predial de águas pluviais, e detalhes que se fizerem necessários
para a melhor compreensão do sistema (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS
TÉCNICAS – NBR 8160, 1999, p.15).

O dimensionamento do sistema predial seguirá o proposto pela NBR 8160 –


Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução, utilizando o método das unidades
de Hunter de contribuição, onde é determinado o diâmetro nominal mínimo dos ramais de
descarga de acordo com a contribuição de cada aparelho sanitário.

2.5 TRATAMENTO DE ESGOTO

De acordo com a Associação Brasileira de normas técnicas, um conjunto de unidades


de tratamento, equipamentos, órgãos auxiliares, acessórios e sistemas de utilidades cuja
finalidade é a redução das cargas poluidoras do esgoto sanitário e condicionamento da matéria
residual resultante do tratamento denomina-se Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – NBR 12209, 1992, p.2).

O funcionamento de uma Estação de Tratamento de Efluente (ETE) compreende


basicamente as seguintes etapas: pré-tratamento (gradeamento e desarenação), tratamento
primário (floculação e sedimentação), tratamento secundário (processos biológicos de
oxidação), tratamento do lodo e tratamento terciário (polimento da água) (KURITA, 2008).

No tratamento preliminar é feita a remoção dos materiais em suspensão, através da


utilização de grelhas e de crivos grossos (gradeamento), e a separação da água residual das
areias a partir da utilização de canais de areia (desarenação), é constituído por unicamente por
processos físicos (KURITA, 2008).

O tratamento primário é constituído unicamente por processos físico-químicos. Nesta


etapa procede-se a equalização e neutralização da carga do efluente a partir de um tanque de
21

equalização e adição de produtos químicos. Seguidamente, ocorre a separação de partículas


líquidas ou sólidas através de processos de floculação e sedimentação, utilizando floculadores
e decantador (sedimentador) primário (KURITA, 2008).

O tratamento secundário é a etapa na qual ocorre a remoção da matéria orgânica, por


meio de reações bioquímicas. Os processos podem ser Aeróbicos ou Anaeróbicos. Os
processos Aeróbios simulam o processo natural de decomposição, com eficiência no
tratamento de partículas finas em suspensão. O oxigênio é obtido por aeração mecânica
(agitação) ou por insuflação de ar. Já os Anaeróbios consistem na estabilização de resíduos
feita pela ação de microorganismos, na ausência de ar ou oxigênio elementar. O tratamento
pode ser referido como fermentação mecânica (KURITA, 2008).

O tratamento terciário pode ser empregado com a finalidade de se conseguir


remoções adicionais de poluentes em águas residuárias, antes de sua descarga no corpo
receptor e/ ou para recirculação em sistema fechado. Essa operação é também chamada de
“polimento”. Em função das necessidades de cada indústria, os processos de tratamento
terciário são muito diversificados; no entanto podem-se citar as seguintes etapas: filtração,
cloração ou ozonização para a remoção de bactérias, absorção por carvão ativado, e outros
processos de absorção química para a remoção de cor, redução de espuma e de sólidos
inorgânicos tais como: eletrodiálise, osmose reversa e troca iônica (KURITA, 2008).

Para que o tratamento dos efluentes seja desenvolvido pelas estações de tratamento
de esgoto, a Associação Brasileira de normas técnicas referencia documentos complementares
dentro da NBR 12209/1992, dentre eles a NBR 9800/1987 - Critérios para lançamento de
efluentes líquidos industriais no sistema coletor público de esgoto sanitário.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas – NBR 9800 determina que é proibido


o lançamento no sistema coletor publico de esgoto sanitário de:

Substâncias que, em razão de sua qualidade ou quantidade, sejam capazes de causar


incêndio ou explosão, ou sejam nocivas de qualquer outra maneira na operação e
manutenção dos sistemas de esgotos, como, por exemplo, gasolina, óleos,solventes e
tintas;
b) Substâncias que, por si ou por interação com outros despejos, causem prejuízo
público, risco à vida ou prejudiquem a operação e manutenção dos sistemas de
esgotos;
c) Substâncias tóxicas em quantidades que interfiram em processos biológicos de
tratamento de esgotos,quando existirem, ou que causem danos ao corpo receptor;
d) Materiais que causem obstrução na rede coletora ou outra interferência com a
própria operação do sistema de esgotos, como, por exemplo, cinzas, areia, metais,
22

vidro, madeira, pano, lixo, asfalto, cera e estopa (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE


NORMAS TÉCNICAS – NBR 9800, 1987, p.2).

Visto que os materiais gerados na área de preparo do concreto possuem


características que se enquadram nessas especificações do item 3.5 da NBR 9800/1987
ratifica-se a obrigatoriedade de um tratamento preliminar do efluente para que possa ser
lançado na rede (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – NBR 9800,
1987, p.2).

2.6 DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS

Carvalho Junior (2014, p. 173) afirma que a instalação de águas pluviais se destina
exclusivamente ao recolhimento e condução das águas das chuvas, não se admitindo
quaisquer interligações com outras instalações prediais. Portanto, as águas pluviais não podem
ser lançadas em redes de esgoto.

As instalações de drenagem de águas pluviais devem ser projetadas de modo a


recolher e conduzir a vazão de projeto até locais permitidos pelos dispositivos legais, ser
estanques, permitir limpeza e desobstrução de qualquer ponto no interior da instalação, ser
constituídas de materiais resistentes a choques mecânicos e às intempéries, não provocar
ruídos excessivos e resistir às pressões a que podem estar sujeitas (ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – NBR 10844, 1989, p.3).

O dimensionamento do sistema de drenagem seguirá o proposto pela NBR 10.844 –


Instalações prediais de águas pluviais, de acordo com os fatores meteorológicos, a área de
contribuição e a vazão de projeto.

2.7 PROTEÇÃO DA ESTRUTURA CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS

Descargas atmosféricas diretas são aquelas que incidem diretamente sobre


edificações, linhas de transmissão de energia ou qualquer outra instalação exposta ao tempo.
Os sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) diretas podem ser divididos
classicamente em rede captora de descargas, descidas e aterramentos (CREDER, 2007, p.
255).
23

Segundo Creder (2007, p. 255) em uma edificação com sistema de proteção contra
raios adequadamente dimensionado, é esperado que ocorra redução na ocorrência de danos
por quedas diretas, ou que esses danos, quando ocorrerem, sejam de menor magnitude.

O dimensionamento da rede captora de um SPDA consiste na identificação da


melhor distribuição de elementos captores pela instalação. Esses elementos são constituídos
usualmente por mastros para-raios com captores Franklin, terminais aéreos e cabos nus
(CREDER, 2007, p. 255).

O tipo e o posicionamento do SPDA devem ser estudados cuidadosamente no estágio


de projeto da edificação, para se tirar o máximo proveito dos elementos condutores da própria
estrutura. Isto facilita o projeto e a construção de uma instalação integrada, permite melhorar
o aspecto estético, aumentar a eficiência do SPDA e minimizar custos (ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – NBR 5419, 2005, p. 5).
24

3 METODOLOGIA

O projeto arquitetônico do Laboratório de estruturas é uma ampliação do Bloco E da


Universidade Estadual de Ponta Grossa, Campus Uvaranas, e foi desenvolvido em conjunto
pela Pró-Reitoria de Planejamento da Universidade Estadual de Ponta Grossa, professores e
acadêmicos do curso de engenharia civil, tornando-se parte de um trabalho de conclusão de
curso para os respectivos graduandos.

A necessidade de tornar práticos os assuntos desenvolvidos em sala de aula trouxe à


tona a proposta de um laboratório de estruturas para o curso de Engenharia Civil, além disso,
nesse novo espaço haverá um laboratório exclusivo para argamassas, sala do laboratorista,
área de preparo do concreto, sala dos professores e de reuniões.

Também em conjunto com a Pró-Reitoria de Planejamento e professores do curso de


engenharia civil, buscou-se o maior número de informações referentes à parte elétrica e
hidrossanitária para o desenvolvimento dos projetos complementares dessa edificação.

As particularidades da parte do laboratório de Estruturas propriamente dita são as


mais desafiadoras para a elaboração dos projetos, tanto para o arquitetônico quanto para os
projetos complementares, mais especificadamente o elétrico, já que a ponte rolante, principal
equipamento do laboratório tem dimensões maiores que as comuns e potência elétrica
elevada.

3.1 DESCRIÇÃO DO LABORATÓRIO

3.1.1 PROJETO ARQUITETÔNICO

O projeto arquitetônico foi definido com dois pavimentos, térreo e superior, a área
total da edificação é 312,47 m², sendo 243,63 m² o pavimento térreo e 68,84 m² o pavimento
superior.

No térreo o projeto prevê o laboratório principal de estruturas, tendo pé direito duplo


e áreas destinadas à carpintaria, fresagem, armação e concretagem de peças a serem
ensaiadas. Complementam a área três sublaboratórios sendo de argamassas, sala do
laboratorista e área de preparo do concreto. O pavimento superior será composto por sala de
professores e sala de reuniões.
25

O pé direito dos laboratórios no pavimento inferior será de 3,17 metros e no


pavimento superior em 2,80 metros. O ambiente principal onde se encontrará a ponte rolante
terá pé direito de 7,00 metros, porém a ponte rolante se encontrará a 5,86 metros do piso
acabado.

O revestimento do piso do pavimento térreo será de concreto alisado e o pavimento


superior terá o piso revestido com granitina. A cobertura será feita por treliças metálicas e
telha de fibrocimento.

As plantas baixas do projeto arquitetônico estão representadas na figura 1, o projeto


arquitetônico completo se encontra no anexo A, onde está representada a planta de
implantação do laboratório junto ao bloco de engenharia civil.

FIGURA 1 – Planta baixa dos pavimentos térreo e superior do Laboratório de


Estruturas – UEPG

Fonte: ZEN, A. P.; SILVA A. H. Projeto arquitetônico e projeto estrutural do


laboratório de estruturas do bloco E da Universidade Estadual de Ponta Grossa. 2015.
Trabalho de Conclusão de Curso – Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2015. (Em fase de
elaboração)¹.

3.1.2 PROJETOS COMPLEMENTARES

Após a conclusão do projeto arquitetônico pode-se iniciar o desenvolvimento dos


projetos complementares da edificação (elétrico e hidrossanitário). A elaboração contou
também com o auxilio da Pró-Reitoria de Planejamento e professores do curso de engenharia
1. Trabalho de conclusão de curso, de autoria de Ana Paula Zen e Ariane Hilgemberg Silva, a ser
finalizado em novembro de 2015
26

civil através de reuniões presenciais ou contato pessoal com os projetistas. Essa interação
entre as partes é de suma importância, pois o conhecimento e a experiência dos professores
que efetivamente usarão o laboratório ajudam a prever possíveis imprevistos. Assim como o
contato com a Pró-Reitoria de Planejamento é determinante para que o projeto efetivamente
seja aprovado pela UEPG, seguindo o padrão da instituição para que possa ser doado e
aproveitado mais tarde.

O projeto elétrico da edificação possuía algumas características específicas que


requerem um cuidado maior de dimensionamento dos condutores e de iluminação do
ambiente de trabalho.

No ambiente do Laboratório principal de estruturas está previsto o uso de uma ponte


rolante, uma prensa hidráulica, uma retificadora de corpos de prova, além de equipamentos
específicos de carpintaria e armação, alguns deles equipamentos de potencial elétrico elevado
(maior que 1500 watts). Este alto potencial traz a necessidade de circuitos individuais para os
aparelhos e muitas vezes uma rede trifásica de energia para que as dimensões das bitolas dos
condutores não tenham seções não usuais.

As pontes rolantes são equipamentos capazes de elevar e transladar uma carga, elas
são constituídas por uma estrutura metálica, apoiada em suas extremidades sob ou sobre vigas
de rolamento, nas quais se movimentam sobre trilhos. Sob a estrutura da viga move-se uma
talha, na qual está o equipamento de elevação ou sobre vigas duplas move-se um carro-
guincho, nessas condições, a carga da ponte rolante é movimentada tridimensionalmente,
limitada apenas pelo vão do equipamento e pelo caminho de rolamento. Quanto à construção
suas estruturas podem ser de uma ou duas vigas e quanto à operação podem ser manuais ou
motorizadas (CSM Maquinas e Equipamentos para Construção Civil, 2015).

A ponte que esta prevista é do tipo univiga de caixa soldada motorizada (tipo ELK)
de até 10 toneladas, como a apresentada na figura 2. Buscaram-se as informações técnicas
elétricas como fabricante desse equipamento para o dimensionamento do seu circuito. A
ponte ELK 10 t x 10000m da ABUS é uma similar a desejada pela Universidade,
apresentando uma tensão trifásica e uma carga total da conexão de 11,4 kW.

Também está previsto no laboratório principal, na região de carpintaria, o uso de


equipamentos típicos dessa atividade, tais como: serra circular, lixadeiras, furadeiras e
plainas. As serras circulares de bancada apresentam potência máxima de 2.200 watts,
27

conforme catálogo de fabricantes, para aparelhos bivolts. As lixadeiras uma potência máxima
de 1.400 watts, também bivolts. As furadeiras e as plainas não são consideradas aparelhos
especiais, pois apresentam potências em torno de 750 watts.

FIGURA 2 – Exemplo de ponte rolante

Ciriex Abus – Sistemas de elevação. Pontes Rolantes Univigas. Disponível em:


<http://www.ciriex-abus.com.br/categorias.php?id=8>. Acesso em: 29 set. 2015.

Na área de fresagem está previsto o uso de um equipamento para retificação de


corpos de prova de concreto, como mostrado na figura 3. Este tipo de equipamento é utilizado
para a correção de corpos de prova de concreto, garantindo um faceamento uniforme e
posteriormente um rompimento adequado dos corpos de prova. O equipamento Retifica
Automática – SET 100 da Setor Industria é um similar ao desejado pela Universidade. Ele
apresenta motor trifásico potência em torno de 3HP, ou seja, 2.240 watts e necessita de um
ponto de água próximo para sua utilização.

Na região de armação está previsto a utilização de dobradeira elétrica, que apresenta


potencia máxima de 1500 W, conforme catalogo de fabricantes e também uma máquina de
solda, que apresentam potencia máxima de 7.000 W, conforme catálogo de fabricantes, ambos
para aparelhos bivolts.

A prensa hidráulica é uma máquina universal para ensaios mecânicos de tração,


compressão e flexão. O modelo ideal para o laboratório seria uma EMIC 23-100,
28

eletromecânica, microprocessada, como a representada na figura 4, ou similar. Pois é ideal


para ensaios em materiais de média resistência, e tem capacidade para 100 kN. Este tipo de
prensa apresenta uma potência máxima de 1500 W, em uma tensão de 220 volts.

FIGURA 3 – Exemplo de retífica automática

Fonte: Setor Indústria. Retífica de Corpos de Provas Automática SET 100.


Disponível em: <http://www.setorindustria.com.br/SET100_%20Retifica%20para%20Corpo
de%20Provas.htm>. Acesso em: 12 out. 2015.

FIGURA 4 – Exemplo de prensa hidráulica

Fonte: EMIC Equipamentos para ensaios mecânicos destrutivos. Série 23 EMIC –


Tração, Compressão, Flexão, etc. Disponível em:
<http://www.emic.com.br/Produtos+Mais/4/77>. Acesso em: 29 set. 2015.

A iluminação no laboratório de estruturas será feito através de luminárias do tipo


Refletor Led, que são indicadas para aplicação em grandes áreas internas e externas e se
encontram no anexo B. As demais áreas serão iluminadas com luminárias comerciais com
29

duas lâmpadas fluorescentes tubulares padrão T5 de 54 watts de potência, como consta no


anexo C.

No ambiente de área de preparo de concreto haverá a utilização de uma betoneira,


que por apresentar potência maior que 1500 W requer um circuito específico.

No laboratório de argamassas está prevista a utilização de uma mesa vibratória, que é


um equipamento que pode ser usado para o adensamento de prismas em cimento e argamassa,
seu funcionamento consiste na vibração do quadro superior apoiado por molas especiais de
alta resistência, a mesa possui motor trifásico. A Universidade já possui uma mesa vibratória
deste tipo, como está representada na figura 5.

A empresa que forneceu esta mesa de adensamento é a Contenco Indústria e


Comercio LTDA. Este equipamento apresenta uma potência máxima de utilização de 250 W,
portanto não representa aparelho que necessita de tomada de uso específico. Esta tomada fará
parte do circuito de tomadas de uso geral com voltagem 380 volts.

FIGURA 5 – Mesa vibratória da Universidade Estadual de Ponta Grossa

Fonte: Os autores

Em todos os ambientes da edificação serão instaladas tomadas com voltagem 110 V


e 220 V lado a lado.

Nos ambientes do laboratório de argamassas, na sala do laboratorista, na sala de


reuniões e na sala dos professores serão instalados condicionadores de ar do tipo split, para
manter a temperatura agradável para o serviço. Esses condicionadores de ar são
dimensionados em função das dimensões de cada ambiente, e de sua exposição ao sol. Como
30

esses ambientes estão voltados ao sul eles não receberão sol durante o dia todo. Os ambientes
com menos de 20m² receberão equipamentos com 10.000 BTUs de capacidade e o ambiente
da sala dos professores, que tem aproximadamente 50m² receberá um equipamento com
22.000 BTUs de capacidade.

Para distribuição de água fria será verificado se o reservatório existente no


laboratório de pavimentação, situado ao lado do laboratório proposto será suficiente para
abastecimento de ambas às edificações ou se haverá a necessidade de instalação de novo
reservatório.

Serão locados pontos de água nas pias e tanques previstos no projeto arquitetônico
para higienização dos equipamentos utilizados nos diversos ambientes da edificação. Será
previsto também ponto de água na parte externa do laboratório de Materiais de Construção.
Todos os pontos de água e implantação dos laboratórios se encontram nos apêndices do
referido trabalho.

Em todos os pontos onde se encontram equipamentos hidráulicos no laboratório


existirão saídas de esgotamento sanitário. Especificadamente nos tanques e ralos onde
poderão ser lançados materiais grosseiros será previsto um sistema de tratamento de esgoto
com dispositivo para reter corpos sólidos e outros poluentes, fazendo o devido
encaminhamento do liquido restante ao destino final, que será a rede pública coletora de
esgotos, deste modo o meio ambiente não será prejudicado, e não haverá entupimentos nas
tubulações.

3.2 MEMORIAL DE CÁLCULO

3.2.1 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

3.2.1.1 PREVISÃO DE CARGAS

O projeto de instalações elétricas se inicia pela previsão de cargas. As cargas de


iluminação são previstas da seguinte maneira: em dependências com área inferior a 6m²
deverá ser prevista uma carga de pelo menos 100 VA, e com área superior a 6 m² deverá ser
prevista uma carga mínima de 100 VA para os primeiros 6m², acrescida de 60 VA para cada
aumento de 4 m² inteiros (CREDER, 2007, p.62).
31

Para as cargas de tomadas de uso geral, o número de pontos em locais como


cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos é fixado da
seguinte forma: no mínimo um ponto de tomada para cada 3,5 m, ou fração de perímetro,
sendo que, acima de cada bancada com largura igual ou superior a 0,30 m, deve ser previsto
pelo menos um ponto de tomada. Nas demais dependências, se a área for inferior a seis m²,
pelo menos um ponto de tomada, mas se a área for maior que seis m², pelo menos um ponto
de tomada a cada 5 m, ou fração de perímetro, espaçados tão uniformemente quanto possível
(CREDER, 2007, p.62).

A esses pontos são atribuídos as seguintes potencias: em banheiros, cozinhas, copas,


copas-cozinhas, áreas de serviços, lavanderias e locais análogos, no mínimo 600 VA por
ponto de tomada, até três pontos de tomada, e 100 VA por ponto de tomada, para os
excedentes. Nas demais dependências, no mínimo 100 VA por ponto de tomada (CREDER,
2007, p. 63).

Aos pontos de tomadas de uso específico deverá ser atribuída uma potência igual a
potencia nominal do equipamento a ser alimentado e devem ser instalados no máximo 1,5 m
do local previsto para o equipamento a ser alimentado (CREDER, 2007, p. 63).

Com as seguintes atribuições foram encontrados os valores mínimos de potências,


representados na tabela 1, considerando os laboratórios e a área de preparo para concreto
como áreas molhadas e as demais dependências como áreas normais.

TABELA 1 – Potência mínima a ser instalada na edificação


(continua)
Potencia
Pontos de tomadas Pontos de tomadas
Dependências Dimensões de luz
gerais específicas
(VA)
Área Perímetro Potencia Potencia
Quantidade Discriminação
(m²) (m) (VA) (W)
500 Motor portão

11.400 Ponte rolante

1.500 Prensa hidráulica


Laboratório de
180,64 55,94 2680 16 3.100 2.200 Serra circular
Estruturas
1.400 Lixadeira

7.000 Máquina de solda

1.500 Dobradeira
32

(conclusão)
Potencia
Pontos de tomadas Pontos de tomadas
Dependências Dimensões de luz
gerais específicas
(VA)
Área Perímetro Potencia Potencia
Quantidade Discriminação
(m²) (m) (VA) (W)
2.240 Retífica

Circulação 4,20 12,96 100 3 300


Área de preparo do
19,72 17,86 280 5 2.000 1.500 Betoneira
concreto
Laboratório de
19,24 17,62 280 5 2.000 1.400 Ar condicionado
Argamassas
Sala do Laboratorista 19,24 17,62 280 4 400 1.400 Ar condicionado

Sala de Reuniões 19,72 17,86 280 4 400 1.400 Ar condicionado

Sala de Professores 49,12 32,56 700 7 700 2.000 Ar condicionado

Fonte: Os autores.

Porém, a pedido dos professores que ministram as disciplinas que utilizarão o


laboratório, o número de tomadas a serem instaladas será maior que o número mínimo
exigido.

Primeiramente este número será dobrado, pois em todos os pontos de tomada será
colocado uma tomada na voltagem 110 V e outro ponto na voltagem 220 V. E mesmo assim
em alguns ambientes o numero será maior que o dobro.

A tabela 2 apresenta as cargas das tomadas de uso geral instalada em cada ambiente
de acordo com a utilização.

TABELA 2 – Potência de tomadas de uso geral instalada na edificação


Pontos de tomadas gerais
Dependências
Quantidade Potencia (VA)
Laboratório de Estruturas 32 6.200
Circulação 6 600
Área de Preparo do concreto 11 3.100
Laboratório de Argamassas 13 3.300
Sala do Laboratorista 14 1.400
Sala de Reuniões 14 1.400
Sala de Professores 18 1.800
Fonte: Os autores.
33

3.2.1.2 DIVISÃO DAS INSTALAÇÕES

Segundo Creder (2007, p. 63) toda instalação deve ser dividida em circuitos para
limitar as consequências de uma falta, a qual provocará apenas seccionamento do circuito
defeituoso, para facilitar as verificações, os ensaios e a manutenção e para evitar os perigos
que possam resultar da falha de um único circuito.

Para divisão devem ser separados os circuitos de iluminação dos circuitos de


tomadas, também devem ser previstos circuitos independentes para aparelhos de potencia
igual ou superior a 1.500 W e para o motor do portão eletrônico.

Segundo Botelho e Figueiredo (2012, p.41) separação de circuitos independentes


para determinados equipamentos quer dizer que desde os conectores do aparelho a fiação
segue direta e sem outros usos até o quadro geral onde tem direito a disjuntor.

A fiação de um circuito pode estar com outras fiações dentro de um eletroduto, mas
não pode ter ligações elétricas entre essas fiações.

No laboratório os circuitos serão divididos da seguinte maneira:

 Circuito 1: Iluminação pavimento inferior (exceto laboratório de estruturas);

 Circuito 2: Iluminação pavimento superior;

 Circuito 3: Parte das tomadas de uso geral de 127 volts do ambiente laboratório
de estruturas;

 Circuito 4: Restante das tomadas de uso geral de 127 volts do ambiente


laboratório de estruturas;

 Circuito 5: Tomadas de uso geral de 220 volts do ambiente laboratório de


estruturas;

 Circuito 6: Tomadas de uso geral de 127 volts da circulação e da sala do


laboratorista;

 Circuito 7: Tomadas de uso geral de 220 volts da circulação e da sala do


laboratorista;
34

 Circuito 8: Tomadas de uso geral de 127 volts do laboratório de argamassas e


da área de preparo de concreto;

 Circuito 9: Tomadas de uso geral de 220 volts do laboratório de argamassas e


da área de preparo de concreto;

 Circuito 10: Tomadas de uso geral de 127 volts do pavimento superior;

 Circuito 11: Tomadas de uso geral de 220 volts do pavimento superior;

 Circuito 12: Betoneira de 220 volts;

 Circuito 13: Ponte rolante de 380 volts;

 Circuito 14: Prensa hidráulica de 220 volts;

 Circuito 15: Serra circular no laboratório de estruturas em 220 volts;

 Circuito 16: Lixadeira no laboratório de estruturas em 220 volts;

 Circuito 17: Máquina de solda no laboratório de estruturas em 220 volts;

 Circuito 18: Dobradeira no laboratório de estruturas em 220 volts.

 Circuito 19: Tomadas de uso geral em 380 voltas no ambiente térreo;

 Circuito 20: Motor do portão eletrônico;

 Circuito 21: Iluminação laboratório de estruturas;

 Circuito 22: condicionadores de ar do pavimento térreo;

 Circuito 23: condicionadores de ar do pavimento superior;

 Circuito 24: Retífica de corpos de prova.

3.2.1.3 CÁLCULO LUMINOTÉCNICO

A determinação do número de luminárias em todos os ambientes será realizada pelo


método dos lumens. Segundo Carvalho Junior (2015, p. 207) é o método mais utilizado para
sistemas de iluminação em edificações.
35

O método dos lumens é conhecido como método do fluxo luminoso necessário para
determinado ambiente baseado no tipo de atividade desenvolvida, cores das paredes e teto e
do tipo de lâmpada e luminária escolhidas.

A sequência de cálculos é a seguinte:

 Determinação do nível de iluminância;

 Escolha da luminária e lâmpadas;

 Determinação do índice do local;

 Determinação do coeficiente de utilização da luminária;

 Determinação do coeficiente de manutenção;

 Cálculo do fluxo luminoso total;

 Cálculo do número de luminárias

 Ajuste final do número e espaçamento das luminárias.

O nível de iluminância de interiores específica para cada atividade é escolhido com


as recomendações da NBR 5413 – Iluminância de interiores.

Através da tabela 3 são analisadas as características da tarefa e escolhido o peso.

TABELA 3 – Fatores determinantes da iluminância adequada


Característica da tarefa e do Peso
observador -1 0 +1
Idade Inferior a 40 anos 40 a 55 anos Superior a 55 anos
Velocidade e precisão Sem importância Importante Crítica
Refletância do fundo da tarefa Superior a 70% 30 a 70% Inferior a 30%
Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5413
Iluminância de interiores. Rio de Janeiro: ABNT, 1992. P.2.

Como o laboratório será utilizado por estudantes e professores de Engenharia Civil, a


idade será entre 40 e 55 anos, portanto o primeiro peso é zero. A velocidade e precisão das
tarefas realizadas no laboratório são importantes, portanto peso zero. Como as tarefas a serem
realizadas no local terão fundo médio (entre claro e escuro), a refletância está entre 30 e 70%,
portanto peso zero.
36

O somatório dos pesos resultou em zero, portanto o valor utilizado para iluminância
dos locais será o valor intermediário da tabela 4.

TABELA 4 – Iluminâncias por classe de tarefas visuais

Classe Iluminância (lux) Tipo de atividade

20 – 30 – 50 Áreas públicas com arredores escuros.

A
50 – 75 – 100 Orientação simples para permanência curta.
Iluminação geral para áreas usadas
interruptamente ou com tarefas Recintos não usados para trabalho contínuo;
100 – 150 – 200
visuais simples depósitos.

Tarefas com requisitos visuais limitados,


200 – 300 – 500
trabalho bruto de maquinaria, auditórios.

Tarefas com requisitos visuais normais,


B 500 – 750 – 1000
trabalho médio de maquinaria, escritórios.
Iluminação geral para área de Tarefas com requisitos visuais normais,
trabalho 1.000 – 1.500 – 2.000 trabalho médio, inspeção, indústria de
roupas.
Tarefas visuais exatas prolongadas,
2.000 – 3.000 – 5.000
eletrônica de tamanho pequeno.
C
Tarefas visuais muito exatas, montagem de
5.000 – 7.500 – 10.000
Iluminação adicional para tarefas microeletrônica.
visuais difíceis
10.000 – 15.000 – 20.000 Tarefas visuais muito especiais, cirurgia.

Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5413


Iluminância de interiores. Rio de Janeiro: ABNT, 1992. P.2.

Todos os ambientes do laboratório podem ser considerados de classe B, do tipo


tarefas com requisitos visuais normais, trabalho médio de maquinaria, escritórios. Portanto
terão iluminância de 750 lux.

A escolha da luminária é feita através da consulta a catálogos dos fabricantes. São


levados em conta fatores como distribuição adequada de luz, estética, facilidade de
manutenção e fatores econômicos.

Como visto anteriormente, para o ambiente onde se encontrará a ponta rolante estão
previstos luminárias do tipo Refletor Led de 100 watts, possibilitando o perfeito translado da
ponte rolante sem interferências. Essas luminárias apresentam fluxo luminoso em torno de
37

11.100 lumens e IRC de 80% e fator de potência de 0,95, como consta no anexo B do referido
trabalho.

Para os demais ambientes, luminárias do tipo comercial, referência FAA 04-S da


marca Lumicenter, que se encontra no anexo C do referido trabalho, ou similar, do tipo
sobrepor com duas lâmpadas padrão T5 – Fluorescente tubular trifósforo de 54 W, com
temperatura de cor de 6.500 Kelvin, com fluxo luminoso de 4.250 lumens, como é possível
verificar no anexo D no referido trabalho.

A determinação do índice do local é feita através da seguinte fórmula, que relaciona


as dimensões do recinto, comprimento, largura e altura da luminária em relação ao plano de
trabalho de acordo com o tipo de iluminação:

𝑐𝑙 (1)
𝑘=
ℎ𝑚 (𝑐 + 𝑙)

Onde c representa o comprimento do local, l a largura do local e 𝒉𝒎 a distância da


fonte de luz ao plano de trabalho.

O índice do local dos ambientes do laboratório está representado na tabela 5.

TABELA 5 – Determinação dos índices do local


Comprimento Largura Altura de Índice do
Dependências
(m) (m) montagem (m) local
Lab. De Estruturas 17,85 10,12 7,00 0,92
Circulação 4,20 2,28 2,40 0,62
Área de preparo do concreto 4,93 4,00 2,40 0,92
Lab. De Argamassas 4,81 4,00 2,40 0,91
Sala do Laboratorista 4,81 4,00 2,40 0,91
Sala de Reuniões 4,93 4,00 2,00 1,10
Sala de Professores 12,28 4,00 2,00 1,51
Fonte: Os autores

Após a determinação do índice do local é possível achar o índice de utilização, que


relaciona o fluxo luminoso inicial emitido pela luminária, chamado de fluxo total, e o fluxo
recebido no plano de trabalho, chamado de fluxo útil.

Este índice depende das dimensões do local, da cor do teto, das paredes e do
acabamento das luminárias.
38

A refletância dos tetos, paredes e pisos é dada pela tabela 6.

TABELA 6 – Refletâncias

Índice Reflexão Significado

1 10% Superfície escura


3 30% Superfície média
5 50% Superfície clara
7 70% Superfície branca
Fonte: CREDER, H. Instalações elétricas. 15ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2007. P.
166.

A tabela para determinação do coeficiente de utilização depende do fabricante, do


tipo e das características inerentes a cada luminária. O coeficiente de utilização da luminária
encontra-se no anexo C.

A tabela 7 representa os coeficientes de utilização dos ambientes do laboratório.

TABELA 7 – Coeficientes de utilização


Índice do local Coeficiente de
Dependências Teto Parede Piso Refletância
aproximado Utilização
Lab. De Estruturas média clara escuro 353 0,92 80%
Circulação clara clara escuro 553 0,62 78%
Área de preparo do concreto clara clara escuro 553 0,92 78%
Lab. De Argamassas clara clara escuro 553 0,91 78%
Sala do Laboratorista clara clara escuro 553 0,91 78%
Sala de Reuniões clara clara escuro 553 1,10 70%
Sala de Professores clara clara escuro 553 1,51 70%
Fonte: Os autores

Após a determinação dos coeficientes de utilização é determinado o fator de


depreciação, que também é chamado de fator de manutenção. Este fator relaciona o fluxo
emitido no fim do período de manutenção da luminária e o fluxo luminoso inicial da mesma.

Quanto melhor for a limpeza e mais frequente for a substituição das luminárias mais
alto será este fator.

O fator de depreciação é determinado pela tabela 8.

No laboratório teremos os seguintes aspectos: ambiente normal, com manutenção em


torno de 5.000 horas. Portanto o fator de depreciação será de 0,85.
39

TABELA 8 – Fator de depreciação


Tipo de Período de Manutenção (h)
Ambiente 2.500 5.000 7.500
Limpo 0,95 0,91 0,88
Normal 0,91 0,85 0,80
Sujo 0,80 0,66 0,57
Fonte: CREDER, H. Instalações elétricas. 15ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2007. P.
166.

Após a determinação de todos esses fatores pode ser calculado o fluxo total através
da equação 2 a seguir:
(2)
𝑆 ×𝐸
𝜙=
𝑢 ×𝑑

Onde ϕ representa o fluxo luminoso, S a área do recinto em metros quadrados, E a


iluminância em luxes, u o fator de utilização e d o fator de depreciação.

O número de luminárias é determinado pela equação 3 a seguir:

𝜙 (3)
𝑛=
𝜑

A tabela 9 mostra os fluxos luminosos de cada ambiente do laboratório, o número


mínimo de luminárias a serem instaladas e também o número adotado de luminárias para a
melhor distribuição.

TABELA 9 – Determinação do número de luminárias


Coeficien Número de Número de
Área Fluxo
Dependências te de Luminárias Luminárias
(m²) Luminoso
Utilização (mínimo) (utilizado)
Lab. De Estruturas 180,64 80% 199.237,50 17,95 18
Circulação 9,576 78% 10.832,58 1,27 2
Área de preparo do concreto 19,72 78% 22.307,69 2,62 3
Lab. De Argamassas 19,24 78% 21.764,71 2,56 3
Sala do Laboratorista 19,24 78% 21.764,71 2,56 3
Sala de Reuniões 19,72 70% 24.857,14 2,92 3
Sala de Professores 49,12 70% 61.915,97 7,28 8
Fonte: Os autores
40

3.2.1.4 DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES – MÉTODO DA


CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE

Os condutores utilizados em instalações residenciais, comerciais ou industriais de


baixa tensão poderão ser de cobre ou de alumínio, com isolamento de PVC ou de outros
materiais como EPR ou XLPE.

A maneira de instalação dos condutores elétricos é determinada através do anexo E


deste trabalho. O projeto seguirá o proposto pela Pró-Reitoria de Planejamento, através de
eletrocalhas lisas com tampa de pressão seguindo pelo teto na horizontal, eletrodutos
aparentes descendo na vertical até os pontos de utilização e onde for preciso fazer ligações na
horizontal pelas paredes. Todos esses métodos de instalação são do tipo B-2.

Depois de determinada a maneira de instalação e conhecendo a potência de cada


circuito é preciso calcular a corrente em ampères para então determinar a bitola do condutor
pela capacidade de condução de corrente.

O diâmetro encontrado deve satisfazer a seção mínima prevista pela NBR 5410 –
Instalações elétricas de baixa tensão, conforme o tipo de instalação, de acordo com a tabela
10.

TABELA 10 – Seções mínimas dos condutores


Seção Mínima do
Tipo de Instalação Utilização do Circuito Condutor (mm²) –
Material
1,5 Cu
Circuitos de iluminação
16 Al
Cabos 2,5 Cu
Circuitos de força
isolados 16 Al
Instalações Circuitos de sinalização e circuitos de
0,5 Cu
fixas em geral controle
10 Cu
Circuitos de força
Condutores 16 Al
nus Circuitos de sinalização e circuitos de
4 Cu
controle
Como especificado na
Para um equipamento específico
norma do equipamento
Ligações flexíveis feitas com
Para qualquer outra aplicação 0,75 Cu
cabos isolados
Circuitos a extrabaixa tensão para
0,75 Cu
aplicações especiais
Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5410
Instalações elétricas de baixa tensão. Rio de Janeiro: ABNT, 2004. P.113.

A corrente transportada por qualquer condutor, durante períodos prolongados em


funcionamento normal, deve ser tal que a temperatura máxima para serviço contínuo, dada
41

pela tabela 11, não seja ultrapassada. Para isso, a corrente nos cabos e condutores não deve ser
superior aos valores encontrados no anexo F, de acordo com o método de instalação definido
anteriormente.

Porém as tabelas de capacidade de condução de corrente trazem colunas para dois e


para três condutores carregados, então a determinação da capacidade de corrente para quatro
condutores carregados, que é o caso de circuitos trifásicos com neutro, deve ser determinada
aplicando-se o fator de 0,86 às capacidades de condução de corrente para três condutores.

TABELA 11 – Temperaturas características dos condutores


Temperatura Temperatura Temperatura
Máxima para Limite de Limite de Curto-
Tipo de Isolação
Serviço Contínuo Sobrecarga Circuito
(condutor) °C (condutor) °C (condutor) °C
Policloreto de vinila (PVC) até 300 mm² 70 100 160

Policloreto de vinila (PVC) maior que 300 mm² 70 100 140

Borracha etileno-propileno (EPR) 90 130 250

Polietileno reticulado (XLPE) 90 130 250


Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5410
Instalações elétricas de baixa tensão. Rio de Janeiro: ABNT, 2004. P.100.

A maneira de determinar a corrente elétrica de um circuito é através da fórmula geral


da potência elétrica:

𝑃 = 𝐾 × 𝐸 × 𝑖 × cos 𝜑 (4)

Onde P é a potência elétrica, em watts, E a voltagem do circuito, em volts, i a


corrente elétrica em ampères e cos 𝜑 o fator de potência.

O fator de potência varia de acordo com o tipo de carga a ser utilizada no circuito. Se
as cargas forem do tipo resistivas, que são compostas por resistências, como ferros de passar
roupas, lâmpadas incandescentes e chuveiros elétricos, o fator de potência é igual à 1. Mas
quando a carga é do tipo capacitiva, que são utilizadas em computadores, lâmpadas
fluorescentes e demais equipamentos, o fator de potência utilizado é de 0,92.

Todos os equipamentos a serem utilizados no laboratório são do tipo com cargas


capacitivas, portanto apresentam valores de fator de potência de 0,92.
42

O valor de K varia de acordo com a quantidade de fases do circuito, em circuitos


monofásicos o valor de K é igual a 1. Em circuitos com duas fases mais o neutro o valor de K
é igual a 2. Em circuitos trifásicos mais o neutro o valor de K é igual a 3 e em circuitos com
três fases mas sem neutro o valor de K adotado é de 1,73.

A tabela 12 apresenta toda a distribuição dos circuitos, com cargas de iluminação,


cargas de tomadas de uso geral e especifico e a potência total instalada em cada circuito.

TABELA 12 – Cargas dos circuitos


Pontos de tomadas de uso Pontos de
Lâmpadas Total
Circuito geral tomadas de uso
100 VA 54 VA 100 VA 600 VA específico (W) VA W
1 22 1188 0
2 22 1.188 0
3 10 1 1.600 0
4 3 2 1.500 0
5 13 3 3.100 0
6 7 3 2.500 0
7 7 3 2.500 0
8 8 3 2.600 0
9 8 3 2600 0
10 16 0 1.600 0
11 16 0 1.600 0
12 1.500 0 1.500
13 11.400 0 11.400
14 1.500 0 1.500
15 2.200 0 2.200
16 1.400 0 1.400
17 7.000 0 7.000
18 1.500 0 1.500
19 2 1.200 0
20 500 0 500
21 18 1.800 0
22 2.800 0 2.800
23 3.400 0 3.400
24 2.240 0 2.240
Fonte: Os autores

Neste ponto é preciso multiplicar os valores das potências em volt ampère de cada
circuito de tomadas de uso geral pelo fator de demanda para que se possa obter o valor de
43

potência realmente utilizada pelo circuito em watts. Pois raramente nas instalações elétricas
são utilizados todos os pontos de tomadas de corrente ao mesmo tempo.

Segundo Carvalho Junior (2015, p.51) o fator de demanda pode ser considerado igual
a 1 para circuitos de iluminação e tomadas de uso especifico e igual a 0,80 para circuitos de
tomadas de uso geral.

Os valores das correntes encontradas pela equação número 4 devem ser submetidos a
fatores de correção de acordo com a temperatura ambiente e também de acordo com os
agrupamentos de circuitos. Os fatores de correção se encontram nas tabelas 13 e 14.

TABELA 13 – Fatores de correção para temperaturas ambientais diferentes de 30ºC


para linhas não subterrâneas e de 20ºC para linhas subterrâneas
Temperatura Isolação
°C PVC EPR ou XLPE
Ambiente

10 1,22 1,15

15 1,17 1,12

20 1,12 1,08

25 1,06 1,04

35 0,94 0,96
Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5410
Instalações elétricas de baixa tensão. Rio de Janeiro: ABNT, 2004. p.106.

TABELA 14 – Fatores de correção aplicáveis a condutores agrupados em feixe e a


condutores agrupados num mesmo plano, em camada única
Número de circuitos ou de cabos Tabelas dos
Ref. Forma de agrupamento dos condutores multipolares métodos de
1 2 3 4 5 referência
36 a 39
Em feixe: ao ar livre ou sobre superfície;
1 1,00 0,80 0,70 0,65 0,60 (métodos A a
embutidos em conduto fechado
F)
Camada única sobre parede, piso ou
2 1,00 0,85 0,79 0,75 0,73
bandeja não perfurada ou prateleira 36 e 37
(método C)
3 Camada única no teto 0,95 0,81 0,72 0,68 0,66

4 Camada única em bandeja perfurada 1,00 0,88 0,82 0,77 0,75 38 e 39


(métodos E e
5 Camada única sobre leito, suporte, etc. 1,00 0,87 0,82 0,80 0,80 F)
Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5410
Instalações elétricas de baixa tensão. Rio de Janeiro: ABNT, 2004. p.108.
44

A tabela 15 apresenta cada circuito, com sua potência utilizada em watts, sua
voltagem e seu fator de potência. Com o valor da corrente do circuito calculada isolando-se a
corrente na equação de número 4.

TABELA 15 – Cálculo da corrente


Potência Fator de Fator de
Tensão Valor de Corrente
Circuito instalada Cos φ Correção 1 Correção 2
(volts) K (A)
(W) (FCT) (FCA)
1 1.188 0,92 220 2 1,15 0,70 3,65
2 1.188 0,92 220 2 1,15 0,70 3,65
3 1.280 0,92 127 1 1,15 0,80 11,91
4 1.200 0,92 127 1 1,15 0,80 11,16
5 2.480 0,92 220 2 1,15 0,70 7,61
6 2.000 0,92 127 1 1,15 0,80 18,61
7 2.000 0,92 220 2 1,15 0,70 6,14
8 2.080 0,92 127 1 1,15 0,80 19,35
9 2.080 0,92 220 2 1,15 0,70 6,38
10 1.280 0,92 127 1 1,15 0,80 11,91
11 1.280 0,92 220 2 1,15 0,70 3,93
12 1.500 0,92 220 2 1,15 0,70 4,60
13 11.400 0,92 380 3 1,15 0,65 14,54
14 1.500 0,92 220 2 1,15 0,70 4,60
15 2.200 0,92 220 2 1,15 0,70 6,75
16 1.400 0,92 220 2 1,15 0,70 4,30
17 7.000 0,92 220 2 1,15 0,70 21,48
18 1.500 0,92 220 2 1,15 0,70 4,60
19 960 0,92 380 3 1,15 0,65 1,22
20 500 0,92 220 2 1,15 0,70 1,53
21 1.710 0,92 220 2 1,15 0,70 5,25
22 2.800 0,92 220 2 1,15 0,70 8,59
23 3.400 0,92 220 2 1,15 0,70 10,43
24 2.240 0,92 380 3 1,15 0,65 2,86
TOTAL 56.166
Fonte: Os autores

Com as correntes de cada circuito em mãos é possível determinar a seção dos


condutores através do anexo F. Levando em conta que quando o circuito é monofásico ele
possui um condutor carregado, quando é bifásico possui dois condutores carregados e quando
é trifásico possui três condutores carregados.
45

A tabela 16 apresenta os valores encontrados para a seção de cada circuito. E a seção


mínima conforme tabela 10.

TABELA 16 – Seções dos condutores pelo método de capacidade de condução de


corrente.
Seção mínima
Circuito Seção (mm²)
(mm²)
1 0,5 1,5
2 0,5 1,5
3 1,0 2,5
4 1,0 2,5
5 0,5 2,5
6 2,5 2,5
7 0,5 2,5
8 2,5 2,5
9 0,5 2,5
10 1,0 2,5
11 0,5 2,5
12 0,5 2,5
13 1,5 2,5
14 0,5 2,5
15 0,5 2,5
16 0,5 2,5
17 4,0 2,5
18 0,5 2,5
19 0,5 2,5
20 0,5 2,5
21 0,5 1,5
22 0,75 2,5
23 1,0 2,5
24 0,5 2,5
Fonte: Os autores

Em todos os circuitos, exceto no circuito 17, que leva energia até a máquina de solda,
a seção encontrada foi menor que a seção mínima, portanto através deste método seria
adotada seção de 1,5 mm² para circuitos de iluminação e seção de 2,5 mm² para os circuitos
de força e seção de 4,0 mm² para o circuito da máquina de solda.

3.2.1.5 DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES - MÉTODO DA


QUEDA DE TENSÃO
46

Depois de determinado o condutor através da capacidade de condução de corrente é


preciso dimensioná-lo quanto à queda de tensão admissível, e respeitar os limites impostos
pela NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão, conforme tabela 17.

Os aparelhos de utilização de energia elétrica são projetados para trabalharem a


determinadas tensões, com uma tolerância pequena. Essas quedas são função da distância
entre a carga e o medidor e a potência da carga (CREDER, 2007, p. 96).

Os efeitos de uma queda de tensão nos circuitos alimentadores e terminais de uma


instalação levarão os equipamentos a receber uma tensão inferior aos valores nominais. Isto é
prejudicial ao desempenho dos equipamentos, que além de não funcionarem satisfatoriamente
poderão ter sua vida útil reduzida.

TABELA 17 – Limites de queda de tensão

Iluminação Outros Usos

A – Instalações alimentadas diretamente por um ramal de baixa tensão, a


5% 5%
partir de uma rede de distribuição pública de baixa tensão
B – Instalações alimentadas diretamente por subestação de transformação ou
7% 7%
transformador, a partir de uma instalação de alta tensão.
C – Instalações que possuam fonte própria. 7% 7%
Fonte: CREDER, H. Instalações elétricas. 15ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2007. p. 95.

As tabelas 18 e 19 fornecem quedas de tensões percentuais para os alimentadores e


ramais em função das distâncias e potências utilizadas, em watts, para circuitos monofásicos
ou bifásicos. Os valores obtidos são encontrados através da equação 5.

1 (5)
𝑆 = 2𝑝 (𝑝 𝑙 + 𝑝2 𝑙2 + ⋯ )
𝑒 % 𝑉2 1 1
TABELA 18 – Soma das potências em Watts x Distância em metros para voltagem =
127 Volts.

Queda de Tensão (e%)

mm² 1% 2% 3% 4% 5%

1,5 7.016 14.032 21.048 28.064 35.081


2,5 11.694 23.387 35.081 46.774 58.468
4 18.710 37.419 56.129 74.839 93.548
6 28.064 56.129 84.193 112.258 140.322
10 46.774 93.548 140.322 187.096 233.871
Fonte: CREDER, H. Instalações elétricas. 15ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2007. p. 97.
47

TABELA 19 – Soma das potências em Watts x Distância em metros para voltagem =


220 Volts.

Queda de Tensão (e%)

mm² 1% 2% 3% 4% 5%

1,5 21.054 42.108 63.162 84.216 105.270


2,5 35.090 70.180 105.270 140.360 175.450
4 56.144 112.288 168.432 224.576 280.720
6 84.216 168.432 252.648 336.864 421.080
10 140.360 280.720 421.080 561.440 701.800
Fonte: CREDER, H. Instalações elétricas. 15ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2007. p. 97.

Para circuitos trifásicos é preciso multiplicar a distância por 0,866.

A tabela 20 apresenta cada circuito, com suas potências, a distância do quadro de


distribuição até o ponto de alimentação mais distante do circuito. Já estão representadas
também as quedas de tensões se utilizarmos os diâmetros encontrados pelo dimensionamento
através da capacidade de condução de corrente.

TABELA 20 – Seções dos condutores pelo método da queda de tensão

(continua)
Distância entre o
Potência instalada Queda de tensão
Circuito Tensão (volts) QD e o ponto
(W) (%)
mais distante (m)
1 1.188 220 10 2
2 1.188 220 10 1
3 1.280 127 24 3
4 1.200 127 24 3
5 2.480 220 24 2
6 2.000 127 12 3
7 2.000 220 12 1
8 2.080 127 14 3
9 2.080 220 14 1
10 1.280 127 14 2
11 1.280 220 14 1
12 1.500 220 12 1
13 11.400 380 14 4
14 1.500 220 22 1
15 2.200 220 22 2
48

(conclusão)
Distância entre o
Potência instalada Queda de tensão
Circuito Tensão (volts) QD e o ponto
(W) (%)
mais distante (m)
16 1.400 220 22 2
17 7.000 220 22 3
18 1.500 220 22 1
19 960 380 12 1
20 500 220 14 1
21 1.710 220 17 1
22 2.800 220 5 1
23 3.400 220 8 1
24 2.240 380 22 2
Fonte: Os autores

Como é possível observar, em nenhum ponto a queda de tensão é maior que a


recomendada, de 5%. Neste caso, é possível adotar as mesmas bitolas encontradas pelo
método da condução de corrente, ou seja, seção de 1,5 mm² para circuitos de iluminação e
seção de 2,5 mm² para os circuitos de força e seção de 4,0 mm² para o circuito da máquina de
solda.

3.2.1.6 CONDUTORES NEUTROS E DE PROTEÇÃO

As seções do condutor neutro e do condutor de proteção são determinadas apenas em


função da seção do condutor fase, e este dimensionamento segue o proposto pelas tabelas 21 e
22.

TABELA 21 – Seção reduzida do condutor neutro


Seção dos condutores Seção reduzida condutor
fase (mm2) neutro (mm²)
S ≤ 25 S

35 25

50 25

70 35

95 50
Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5410
Instalações elétricas de baixa tensão. Rio de Janeiro: ABNT, 2004. p.115.
49

TABELA 22 – Seção mínima do condutor de proteção


Seção dos condutores Seção mínima do condutor
fase da instalação S de proteção correspondente
(mm2) Spe (mm²)
S ≤ 16 S

16 < S ≤ 35 16

S > 35 S/2
Fonte: CREDER, H. Instalações elétricas. 15ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2007. p. 95.

Na instalação elétrica do laboratório todos os condutores fase possuem seção inferior


a 16 mm², então os condutores neutros e de proteção terão seção igual ao condutor fase de seu
circuito.

O condutor neutro não pode ser comum a mais de um circuito, já o condutor de


proteção pode ser comum a dois ou mais circuitos, desde que esteja instalado no mesmo
conduto que os respectivos condutores fase.

3.2.1.7 DETERMINAÇÃO DOS DISJUNTORES

Os disjuntores são dispositivos de proteção para baixa tensão que servem para
proteger a instalação em casos de curtos-circuitos ou quando há sobrecarga nas redes
elétricas, originadas por um raio ou por manobras técnicas e atividades de manutenção das
redes na própria concessionária.

Cada circuito da instalação elétrica predial deve ser ligado a um dispositivo de


proteção, que ficam instalados nos quadros de distribuição. Esses disjuntores desligam o
circuito automaticamente quando ocorre alguma sobrecorrente e também permitem o
desligamento para manutenção somente do circuito necessário.

Os circuitos do laboratório serão protegidos por disjuntores termomagnéticos, que


são dimensionados através da corrente que passa por cada circuito, já calculada anteriormente.
Utilizam-se disjuntores da curva C dos catálogos dos fabricantes, pois as cargas instaladas são
capacitivas. São utilizados disjuntores monopolares para circuitos monofásicos, bipolares para
circuitos bifásicos e tripolares para circuitos trifásicos.

Para determinar o disjuntor aplicado no quadro de medição é necessário saber a


potência total instalada e consultar a norma de fornecimento da companhia fornecedora de
eletricidade, neste caso a Copel.
50

A tabela 23 apresenta os circuitos, suas correntes e o disjuntor termomagnético


escolhido para cada circuito.

TABELA 23 – Escolha dos disjuntores termomagnéticos de cada circuito


Disjuntor
Circuito Corrente (A)
termomagnético
1 3,65 Bipolar de 6A
2 3,65 Bipolar de 6A
3 11,91 Monopolar 16A
4 11,16 Monopolar 16A
5 7,61 Bipolar 10A
6 18,61 Monopolar 20A
7 6,14 Bipolar 10A
8 19,35 Monopolar 25A
9 6,38 Bipolar 10A
10 11,91 Monopolar 16A
11 3,93 Bipolar 6A
12 4,60 Bipolar 6A
13 14,54 Tripolar 16A
14 4,60 Bipolar 6A
15 6,75 Bipolar 10A
16 4,30 Bipolar 6A
17 21,48 Bipolar 25A
18 4,60 Bipolar 6A
19 1,22 Tripolar 6A
20 1,53 Bipolar 6A
21 5,25 Bipolar 6A
22 8,59 Bipolar 10A
23 10,43 Bipolar 16A
24 2,86 Tripolar 6A
Fonte: Os autores

O projeto de instalações elétricas do laboratório se encontra no apêndice A deste


trabalho.

3.2.1.8 DETERMINAÇÃO DOS ELETRODUTOS E ELETROCALHAS

Os eletrodutos e calhas podem conter condutores de mais de um circuito desde que


estes circuitos pertençam a uma mesma instalação, ou seja, que se originem de um mesmo
dispositivo geral de manobra, como é o caso dos quadros de distribuição 1 e 2 da instalação
em questão.
51

É vedado o uso como eletroduto de produtos que não sejam apresentados e


comercializados como tal. Só são admitidos eletrodutos não propagantes de chamas e para uso
embutido eletrodutos que suportem os esforços de deformação característicos da técnica
construtiva utilizada (CREDER, 2007, p. 101).

O dimensionamento dos eletrodutos, das eletrocalhas e de suas conexões devem


permitir que, após montagem da linha, os condutores possam ser instalados e retirados com
facilidade, para isso é preciso respeitar a área máxima a ser utilizada pelos condutores dentro
do eletroduto.

É permitido uso de 53% no caso de apenas um condutor no eletroduto, 31% no caso


de dois condutores e 40% no caso de três ou mais condutores.

A área útil do eletroduto é dada pela equação 6 a seguir.

𝜋 × 𝐷 × 𝑖² (6)
𝐴𝑒𝑙𝑒 =
4

Considerando que 𝐴𝑐𝑜𝑛𝑑 é a soma das áreas externas dos condutores a serem
instalados, é possível determinar o diâmetro interno dos eletrodutos pela equação 7 a seguir.

4× 𝐴𝑐𝑜𝑛𝑑 (7)
𝐷𝑖 =
𝑓 ×𝜋

Sendo o valor de f determinado através do número de condutores no eletroduto, ou


seja, 0,53 para um condutor, 0,31 para dois condutores e 0,40 para três ou mais condutores.

Para determinação da ocupação de eletrocalhas e canaletas segue-se o mesmo padrão


de taxa de ocupação e a área da eletrocalha é determinada multiplicando a sua altura pela sua
largura.

O diâmetro interno dos eletrodutos é determinado no trecho onde será instalada a


maior quantia de condutores. Neste caso onde serão instalados um circuito monofásico de 2,5
mm², dois circuitos bifásicos de 2,5 mm² e um circuito bifásico de 4 mm².
52

4 × 32
𝐷𝑖 = = 10,09𝑚𝑚 − 1/2"
0,40 × 𝜋

A seção adotada será a de ¾” por ter sido a usada no laboratório de pavimentação.

As eletrocalhas que irão conduzir maior número de circuitos terão um circuito


bifásico de 1,5mm², dois circuitos monofásicos de 2,5 mm², seis circuitos bifásicos de 2,5
mm², dois circuitos trifásicos de 2,5 mm² e um circuito bifásico de 4 mm², resultando em uma
área total de 91,5 mm² de condutores. Como as eletrocalhas conduzirão mais de quatro
condutores a área máxima de ocupação é de 40%, portanto elas terão que ter no mínimo uma
seção de 2,29cm².

Eletrocalhas de 50 mm de largura por 25 mm de altura são as menores e elas têm


uma área de 12,5 cm², dentro do especificado pelo projeto, podendo ser utilizadas.

3.2.1.9 RAMAL DE ENTRADA

O ramal de entrada do quadro geral de distribuição que fica transformador até o


quadro geral de distribuição dentro da edificação é determinado de acordo com a demanda
máxima e o disjuntor de proteção geral (NORMAS TÉCNICAS COPEL. NTC 901100, 2012,
p.32).

Como a demanda máxima é de 56,97 kW, em rede trifásica, o disjuntor geral é de


150A, o ramal de entrada deve ser de 70mm² com isolação de PVC, embutido ou subterrâneo.

3.2.1.10 SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS


ATMOSFÉRICAS

Neste projeto o método de dimensionamento utilizado será o método de Faraday,


onde é lançada uma rede de condutores Franklin na cobertura e nas laterais da edificação a ser
protegida, formando uma blindagem eletrostática que intercepta as descargas atmosféricas
incidentes. Os elementos metálicos estruturais, de fachada e de cobertura podem integrar esta
rede de condutores.

O nível de proteção é determinado de acordo com a NBR 5419 – Proteção de


estruturas contra descargas atmosféricas, que indica que para escolas o nível deve ser II, pois
nestes casos os efeitos das descargas atmosféricas podem causar danos às instalações
53

elétricas, possibilidade de pânico e falhas no sistema de alarme contra incêndio, causando


atraso no socorro (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – NBR 5419,
2005, p.35).

Os captores Franklin são dimensionados em função da tabela 24 a seguir:

TABELA 24 – Posicionamento de captores conforme nível de proteção


Ângulo de proteção (α) – método
Franklin, em função da altura do captor Largura do
(h) e do nível de proteção módulo da malha
Nível de 0 – 20 21 m – 31 m – 46 m – (m)
R(m) h(m)
proteção m 30m 45 m 60 m
I 20 25° 5
II 30 35° 25° 10
III 45 45° 35° 25° 10
IV 60 55° 45° 35° 25° 20
Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5419
Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas. Rio de Janeiro: ABNT, 2005. p.6.

Como a edificação se enquadra no nível II de proteção, e apresenta altura total


inferior a 20 metros o ângulo de proteção é de 35º.

A tabela 25 apresenta as seções mínimas para os materiais utilizados nos sistemas de


proteção contra descargas atmosféricas.

TABELA 25 – Seções mínimas dos materiais do SPDA


Descidas (para
Descidas (para
Captor e anéis estruturas de Eletrodo de
estruturas de até
Material intermediários altura superior a aterramento
20m de altura)
(mm²) 20m) mm²
mm²
mm²
Cobre 35 16 35 50

Alumínio 70 25 70 -
Açõ galvanizado a quente
50 50 50 80
ou embutido em concreto
Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5419
Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas. Rio de Janeiro: ABNT, 2005. p.11.

O projeto de SPDA se encontra no apêndice D deste trabalho.

3.2.2 INSTALAÇÕES DE ÁGUA FRIA

No dimensionamento de tubulações de água fria do laboratório de Estruturas é


necessário observar a existência do Laboratório de Pavimentação, que está localizado ao lado
do futuro Laboratório de Estruturas.
54

No dimensionamento do Laboratório de Pavimentação foi incorporado ao sistema


duas caixas d’águas de 500 litros cada, prevendo a existência do Laboratório de Estruturas, e a
possível utilização das mesmas caixas d’águas para ambas as edificações.

No Laboratório de Pavimentação foram distribuídas sete torneiras no pavimento


térreo, e dois banheiros, contendo um vaso sanitário com caixa acoplada e um lavatório em
cada banheiro. Já no laboratório de Estruturas estão previstos uma torneira, um tanque de
lavagem de material, cinco pias e um bebedouro.

O laboratório será utilizado por alunos, técnico do laboratório e professores, mas os


banheiros serão utilizados apenas por professores e pelos técnicos dos laboratórios, portanto
será considerado a presença de cinco professores e um técnico no prédio do laboratório de
estruturas e quatro professores e um técnico no prédio do laboratório de pavimentação.
Portanto ao todo serão nove professores e dois técnicos para cálculo do consumo de água.

Seguindo o recomendado na tabela 26 temos que para escolas do tipo externatos o


consumo per capita diário é de 50 litros/ pessoa, portanto o consumo diário total é de:

11 𝑝𝑒𝑠𝑠𝑜𝑎𝑠 × 50 𝑙𝑖𝑡𝑟𝑜𝑠 𝑝𝑒𝑠𝑠𝑜𝑎 × 𝑑𝑖𝑎 = 550 𝑙𝑖𝑡𝑟𝑜𝑠

TABELA 26 – Consumo predial diário


(continua)
Prédio Consumo (litros)

Alojamentos provisórios 80 per capita


Casas populares ou rurais 120 per capita
Residências 150 per capita
Apartamentos 200 per capita
Hotéis (s/ cozinha e s/ lavanderia) 120 por hóspede
Hospitais 250 por leito
Escolas - internatos 150 per capita
Escolas - externatos 50 per capita
Quartéis 150 per capita
Edifícios públicos ou comerciais 50 per capita
Escritórios 50 per capita
Cinemas e teatros 2 por lugar
Templos 2 por lugar
Restaurantes e similares 25 por refeição
Garagens 50 por automóvel
Lavanderias 30 por kg de roupa seca
55

(conclusão)
Prédio Consumo (litros)
Mercados 5 por m² de área
Matadouros – animais de grande porte 300 por cabeça abatida
Matadouros – animais de pequeno porte 150 por cabeça abatida
Fábricas em geral (uso pessoal) 70 por operário
Postos de serviço p/ automóvel 150 por veículo
Cavalariças 100 por cavalo
Jardins 1,5 por m²
Fonte: CREDER, H. Instalações hidráulicas e sanitárias. 5ª ed. Rio de Janeiro:
LTC, 1991. p. 10.

Também deve ser levada em conta a utilização dos reservatórios para limpeza do
laboratório após sua utilização. Troyner e Maia (2009) fizeram estudos sobre a utilização de
água de chuva para usos não potáveis em uma indústria na região industrial de Ponta Grossa e
verificaram que a demanda diária para uso na limpeza geral da fabrica foi de 0,478 litros/m².
Este valor pode ser usado como base para a demanda do laboratório que possui 312,47 m²,
totalizando a utilização de 149,3 litros/dia.

O consumo diário total será de 699,30 litros, portanto as duas caixas d’águas
existentes no laboratório de pavimentação serão suficientes para o abastecimento diário do
laboratório.

3.2.2.1 DIMENSIONAMENTO DAS TUBULAÇÕES

A instalação predial de água fria deve ser dimensionada de modo que a vazão de
projeto estabelecida na tabela 27 seja plenamente disponível no respectivo ponto de utilização
no uso simultâneo de dois ou mais pontos de utilização.

As tubulações também devem ser dimensionadas de modo que a velocidade da água,


em qualquer trecho de tubulação, não atinja valores superiores a 3m/s (ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – NBR 5626, 1998, p.12).

A velocidade é calculada através da equação de número 8:

4 × 10³ × 𝑄 (8)
𝑣=
𝜋 × 𝑑²

Onde v é a velocidade em metros por segundo, Q é a vazão estimada, em litros por


segundo e d é o diâmetro interno da tubulação, em milímetros.
56

A pressão da água nos pontos de utilização deve ser estabelecida de modo a garantir
a vazão de projeto indicada na tabela 27 e o bom funcionamento da peça de utilização e do
aparelho sanitário. Em qualquer caso, a pressão não deve ser inferior a 10 kPa, com exceção
da caixa de descarga onde pode chegar a 5 kPa e da válvula de descarga onde o mínimo deve
ser 15 kPa (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – NBR 5626, 1998,
p.12).

A demanda provável de água é determinada através do método dos pesos relativos,


que são determinados em função da vazão de projeto. A quantidade de cada peça de utilização
alimentada pela tubulação que está sendo dimensionada é multiplicada pelos correspondentes
pesos relativos, apresentados na tabela 27.

É preciso obter a somatória total dos pesos relativos para que esses valores sejam
convertidos em demanda, que é a estimativa da vazão a ser usada no dimensionamento da
tubulação. A equação utilizada é a seguinte:
(9)
𝑄 = 0,3. 𝑃
TABELA 27 – Vazão e pesos relativos nos pontos de utilização em função do
aparelho sanitário e da peça de utilização
(continua)
Vazão de projeto Peso
Aparelho sanitário Peça de utilização
(L/s) relativo
Caixa de descarga 0,15 0,3
Bacia sanitária
Válvula de descarga 1,70 32

Banheira Misturador (água fria) 0,30 1,0

Bebedouro Registro de pressão 0,10 0,1

Bidê Misturador (água fria) 0,10 0,1

Chuveiro ou ducha Misturador (água fria) 0,20 0,4

Chuveiro elétrico Registro de pressão 0,10 0,1


Lavadora de pratos ou de
Registro de pressão 0,30 1,0
roupas
Lavatório Torneira ou misturador (água fria) 0,15 0,3
com sifão
Válvula de descarga 0,50 2,8
Mictório integrado
cerâmico sem sifão Caixa de descarga, registro de pressão ou
0,15 0,3
integrado válvula de descarga para mictório
57

(conclusão)
Vazão de projeto Peso
Aparelho sanitário Peça de utilização
(L/s) relativo
0,15
Mictório tipo calha Caixa de descarga ou registro de pressão 0,3
por metro de calha
Torneira ou misturador (água fria) 0,25 0,7
Pia
Torneira elétrica 0,10 0,1

Tanque Torneira 0,25 0,7


Torneira de jardim ou
Torneira 0,20 0,4
lavagem geral
Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5626
Instalação predial de água fria. Rio de Janeiro: ABNT, 1998. p.28.

Como é possível observar no apêndice B deste trabalho a coluna AF-1 irá abastecer
apenas uma pia sem misturador, a coluna AF-2 abastecerá um bebedouro e uma torneira de
lavagem geral, a coluna AF-3 duas pias sem misturadores e um tanque, a coluna AF-4 duas
pias e a coluna AF-5 irá abastecer uma torneira de lavagem geral.

A partir desses abastecimentos é que são calculadas as somas dos pesos relativos e a
vazão estimada de cada trecho da tubulação.

A perda de carga ao longo dos tubos é calculada através da expressão de Fair-


Whipple-Hsiao, para tubos de plástico, que serão os utilizados no laboratório, é utilizada a
equação 10 a seguir:
(10)
𝐽 = 8,69 × 106 × 𝑄1,75 × 𝑑−4,75

Onde J é a perda de carga unitária, em quilopascals por metro, Q é a vazão, em litros


por segundo e d o diâmetro da tubulação, em milímetros.

A perda de carga nas conexões que ligam os tubos é expressa em termos de


comprimentos equivalentes desses tubos, como mostra a tabela 28. As perdas de cargas nos
registros de fechamentos podem ser desprezadas neste método de cálculo.

No trecho entre o reservatório e o ponto A serão utilizados um registro de


fechamento, dois cotovelos de 90º e um tê de passagem lateral. No trecho entre o ponto A e a
coluna AF-1 será utilizado um cotovelo de 90º. Entre o ponto A e o ponto B, o ponto B e o
ponto C e o ponto C e o ponto D será utilizado um tê de passagem lateral para cada trecho,
entre o ponto B e a coluna AF-2 será utilizado um cotovelos de 90º. Entre o ponto C e a
58

coluna AF-3 um cotovelo de 90. Entre o ponto D e a coluna AF-4 um cotovelo de 90° e por
ultimo entre o ponto D e a coluna AF-5 três cotovelos de 90º.

TABELA 28 – Perda de carga em conexões – Comprimento equivalente para tubo


liso (tubo de plástico, cobre ou liga de cobre)
Tipo de conexão
Diâmetro
nominal Tê Tê
Cotovelo Cotovelo
(DN) Curva 90° Curva 45° passagem passagem
90° 45°
direta lateral
15 1,1 0,4 0,4 0,2 0,7 2,3
20 1,2 0,5 0,5 0,3 0,8 2,4
25 1,5 0,7 0,6 0,4 0,9 3,1
32 2,0 1,0 0,7 0,5 1,5 4,6
40 3,2 1,0 1,2 0,6 2,2 7,3
50 3,4 1,3 1,3 0,7 2,3 7,6
65 3,7 1,7 1,4 0,8 2,4 7,8
80 3,9 1,8 1,5 0,9 2,5 8,0
100 4,3 1,9 1,6 1,0 2,6 8,3
125 4,9 2,4 1,9 1,1 3,3 10,0
150 5,4 2,6 2,1 1,2 3,8 11,1
Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5626
Instalação predial de água fria. Rio de Janeiro: ABNT, 1998. p.30.

Para sistemas com abastecimento indireto, ou seja, que apresentam caixa d’água,
como é o caso do laboratório, as pressões são calculadas da seguinte maneira:

A pressão disponível inicial é determinada em cada trecho de tubulação entre dois


nós ou entre nó e uma extremidade predial de distribuição através de tentativa e erro,
começando pelo primeiro trecho junto ao reservatório.

A pressão disponível residual no ponto de utilização é obtida subtraindo da pressão


inicial os valores totais de perda de carga. Se o valor de pressão residual for negativo ou
menor que a pressão requerida no ponto os diâmetros dos tubos dos trechos antecedentes
devem ser majorados e a rotina de calculo deve ser repetida.

Através dos detalhes isométricos e esquemas da tubulação, apresentados no apêndice


B, é possível elaborar a planilha de cálculos necessários para o dimensionamento das
tubulações, que está apresentada na tabela 27.

O preenchimento da planilha segue o proposto pelo anexo A da NBR 5626 –


Instalação predial de água fria:
59

1º passo – Preparar o esquema isométrico da rede e numerar sequencialmente cada


nó ou ponto de utilização desde o reservatório;

2º passo – Introduzir a identificação de cada trecho da rede na planilha;

3º passo – Determinar a soma dos pesos relativos de cada trecho, usando a tabela 27;

4º passo – Calcular para cada trecho a vazão estimada, em litros por segundo, com
base na equação 9;

5º passo – Partindo da origem de montante da rede, selecionar o diâmetro interno da


tubulação de cada trecho, considerando que a velocidade não deva ser superior a 3 m/s.
Registrar a velocidade e a perda de carga unitária de cada trecho;

6º passo – Determinar a diferença de cotas entre a entrada e a saída de cada trecho,


considerando positiva quando a entrada tem cota superior à da saída e negativa em caso
contrário, esta diferença de cotas é a pressão estática do trecho.

7º passo – Medir o comprimento real do tubo que compõe cada trecho considerado;

8º passo – Determinar o comprimento equivalente de cada trecho somando ao


comprimento real os comprimentos equivalentes das conexões a partir da tabela 28;

9º passo – Determinar a perda de carga de cada trecho, multiplicando os valores de


perda de carga unitária pelo somatório do comprimento da tubulação;

10º passo - Determinar a pressão residual na saída de cada trecho, subtraindo a perda
de carga total da pressão estática, lembrando que 1 mca equivale a 9,8 kPa.

11º passo – Se a pressão dinâmica for menor que a pressão requerida no ponto de
utilização, ou se a pressão for negativa, repetir os passos 5º ao 11º, selecionando um diâmetro
interno maior para a tubulação de cada trecho.

Para o dimensionamento do barrilete, é preciso apenas que a velocidade máxima de


3m/s seja respeitada.

A planilha de dimensionamento com todos os cálculos efetuados está representada na


tabela 29 a seguir.
TABELA 29 – Planilha de dimensionamento de tubulações de água fria
Perda de Pressão
Perda de Comprimento da tubulação Pressão
Soma Vazão Diferença carga total requerida no
Diâmetro Velocidade carga disponível
Trecho dos estimada de cota na ponto de
(mm) (m/s) unitária Real Equivalente residual
pesos (L/s) (m) tubulação utilização
(m/m) (m) (m) (kPa)
(mca) (kPa)
A – AF1 0,1 0,095 25 0,19 0,03 5,30 3,77 1,50 0,170 50,27 5
B – AF2 0,5 0,212 25 0,43 0,13 4,70 2,73 1,50 0,558 40,59 5
C – AF3 0,9 0,285 25 0,58 0,22 5,30 1,08 1,50 0,569 46,36 5
D –AF4 0,2 0,134 25 0,27 0,06 5,30 2,73 1,50 0,250 49,49 5
D – AF5 0,4 0,190 25 0,39 0,11 5,80 4,58 3,00 0,823 48,78 5
BARRILETE
Reservatório – A 2,1 0,435 25 0,89
A–B 2,0 0,424 25 0,86
B–C 1,5 0,367 25 0,75
C–D 0,6 0,232 25 0,47
Fonte: Os autores

60
61

3.2.3 INSTALAÇÕES DE ESGOTO PREDIAL

As tubulações do subsistema de coleta e transporte de esgoto sanitário podem ser


dimensionadas pelo método hidráulico, apresentado no anexo B da NBR 8160 - Sistemas
prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução, ou pelo método das unidades de Hunter de
contribuição (UHC) (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – NBR
8160, 1999, p.15).

No dimensionamento do laboratório será utilizado o método de Hunter, respeitando


os diâmetros nominais mínimos dos ramais de descarga indicados na tabela 30.

TABELA 30 – Unidades de Hunter de contribuição dos aparelhos sanitários e


diâmetro nominal mínimo dos ramais de descarga
Diâmetro nominal mínimo
Número de unidades de
Aparelho sanitário do ramal de descarga
Hunter de contribuição
DN
Bacia sanitária 6 100

Banheira de residência 2 40

Bebedouro 0,5 40

Bidê 1 40

De residência 2 40
Chuveiro
Coletivo 4 40

De residência 1 40
Lavatório
De uso geral 2 40

Válvula de descarga 6 75

Caixa de descarga 5 50
Mictório
Descarga automática 2 40

De calha 2 50

Pia de cozinha residencial 3 50

Pia de cozinha Preparação 3 50


industrial Lavagem de panelas 4 50

Tanque de lavar roupas 3 40

Máquina de lavar louças 2 50

Maquina de lavar roupas 3 50


Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8160
Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. Rio de Janeiro: ABNT, 1999.
p.16.
62

As caixas sifonadas são determinadas em função do número de unidades Hunter de


contribuição dos aparelhos sanitários que essas caixas receberem os efluentes, por exemplo,
para 6 UHC a caixa sifonada deve ser de 100 mm de diâmetro nominal, para 10 UHC de 125
mm e para 15 UHC de 150 mm.

Para os ramais de esgoto deve ser utilizada a tabela 31.

TABELA 31 – Dimensionamento de ramais de esgoto


Número máximo de
Diâmetro nominal mínimo
unidades de Hunter de
do tubo
contribuição
DN
UHC
40 3
50 6
75 20
100 160
Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8160
Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. Rio de Janeiro: ABNT, 1999.
p.17.

O coletor predial deve ter diâmetro nominal mínimo DN 100, e pode ser
dimensionado pela somatória das UHC conforme os valores da tabela 32. Em prédios
residenciais é considerado apenas o aparelho de maior descarga de cada banheiro para a
somatória do número de unidades de Hunter de contribuição. No caso do laboratório, são
considerados todos os aparelhos contribuintes para o cálculo do número de UHC.

TABELA 32 – Dimensionamento de subcoletores e coletor predial


Número máximo de unidades de Hunter de contribuição
Diâmetro
em função das declividades mínimas
nominal
%
mínimo do tubo
DN 0,5 1 2 4

100 - 180 216 250


150 - 700 840 1.000
200 1.400 1.600 1.920 2.300
250 2.500 2.900 3.500 4.200
300 3.900 4.600 5.600 6.700
400 7.000 8.300 10.000 12.000
Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8160
Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. Rio de Janeiro: ABNT, 1999.
p.18.
63

Para garantir o escoamento dos efluentes por gravidade, os trechos horizontais


devem apresentar gravidade constante, a norma técnica recomenda declividades mínimas de
2% para tubulações com diâmetro nominal igual ou inferior a 75 mm e declividades de 1%
para tubulações com diâmetro nominal igual ou superior a 100 mm.

As mudanças de direção nos trechos horizontais devem ser feitas com peças com
ângulos centrais iguais ou inferiores a 45º.

Devem ser instalados dispositivos de inspeção para garantir a acessibilidade aos


elementos do sistema, devendo-se respeitar a distância máxima entre dois dispositivos, que é
de 25 metros.

Os dispositivos de inspeção devem ter profundidade máxima de 1,00 metro, forma


prismática e o fundo construído de modo a assegurar rápido escoamento e evitar formação de
depósitos.

Parte do efluente gerado no laboratório não irá diretamente para a rede publica. Em
dois pontos específicos, definidos devido ao tipo de material despejado, o efluente seguirá
para um tratamento preliminar atendendo a NBR 9800/1987- Critérios para lançamento de
efluentes líquidos industriais no sistema coletor público sanitário. O objetivo do tratamento é
contenção dos sólidos grosseiros, para que os dispositivos de transporte do esgoto, as
unidades de tratamento subsequentes e os corpos receptores sejam protegidos desse resíduo.
Além da remoção da areia, que evita a abrasão nos equipamentos e elimina a obstrução em
tubulações, tanques e orifícios.

Este tratamento preliminar será composto por caixa gradeada e caixa desarenadora.
A caixa gradeada possui uma grade com espaçamento de 2 cm com objetivo de conter
possíveis agregados graúdos, pedaços de concreto que possam ter sido descartados no
laboratório. Posteriormente caixa desarenadora servira para decantar os agregados miúdos que
também possivelmente possam ter sido descartados. Depois disso o efluente passara por
caixas de inspeções normais de esgoto e se juntam aos demais efluentes do sistema predial de
esgotamento sanitário. Exemplos de caixa gradeada e caixa desarenadora que podem ser
utilizadas no sistema estão representados nas figuras 6 e 7 respectivamente.

O projeto de esgotamento sanitário e todos os detalhes que se fazem necessários


estão representados no apêndice C.
64

FIGURA 6 – Exemplo de caixa gradeada

Fonte: DELTA Saneamento ambiental. Caixas gradeadas. Disponível em:


<http://www.deltasaneamento.com.br/pagina/caixas-gradeadas>. Acesso em: 5 out. 2015.

FIGURA 7 – Exemplo de caixa desarenadora

Fonte: DELTA Saneamento ambiental. Caixas desarenadoras. Disponível em:


<http://www.deltasaneamento.com.br/pagina/caixas-desarenadoras>. Acesso em: 5 out. 2015.

3.2.4 INSTALAÇÕES DE DRENAGEM PLUVIAL

O dimensionamento das instalações de drenagem pluvial inicia com a determinação


da intensidade pluviométrica “I”, que é feita, para fins de projeto, a partir da fixação de
valores adequados para duração de precipitação e de período de retorno.

O período de retorno deve ser fixado segundo as características da área a ser drenada.
É fixado em 1 ano para áreas pavimentadas, onde empoçamentos possam ser tolerados, em 5
anos para coberturas e terraços e em 25 anos para coberturas e áreas onde empoçamentos ou
extravasamento não possam ser tolerados. E a duração da precipitação é fixada em 5 minutos
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – NBR 10844, 1989, p.3).

A intensidade pluviométrica é determinada em função da cidade em que a obra está


sendo implantada. A norma técnica apresenta uma tabela com várias cidades brasileiras.

Para o dimensionamento do laboratório será utilizado o período de retorno de 5 anos,


para isso a norma indica uma intensidade pluviométrica de 126 mm/h na cidade de Ponta
Grossa.
65

Após a determinação desses fatores é feito o cálculo da área de contribuição, onde


devem ser consideradas a inclinação da cobertura e as paredes que interceptem água de chuva
que também deve ser drenada pela cobertura, como as platibandas.

Para superfícies inclinadas é utilizada a equação 11, e para superfícies planas


verticais a equação 12.

ℎ (11)
𝐴= 𝑎+ ×𝑏
2

𝑎×𝑏
𝐴= (12)
2

Onde A é a área de contribuição, em metros quadrados, a é a largura, b o


comprimento e h a altura, em metros.

A vazão de projeto deve ser calculada pela equação 13, onde Q é a vazão de projeto,
em litros por minuto, I a intensidade pluviométrica, em milímetros por hora e A a área de
contribuição, em metros quadrados.
(13)
𝐼×𝐴
𝑄=
60

Na tabela 33 estão representadas as dimensões dos telhados, bem como as dimensões


da platibanda, as áreas de contribuição para cada calha, que estão todas representadas no
apêndice C e a vazão de projeto da cobertura em questão.

TABELA 33 – Vazão de projeto da cobertura


(continua)
Área de Vazão de Vazão de
Comprimento Largura Altura
contribuição projeto projeto
(m) (m) (m)
(m²) (L/min) (L/s)
Cobertura com 1 água 17,40 3,78 1,10 75,34 198,42 3,31
Platibanda da cobertura com 1
17,40 1,10 - 19,14
água
Área de contribuição total para calha da cobertura com 1 água 94,48

Cobertura com 2 águas 17,85 4,92 1,40 100,32 263,14 4,39


66

(conclusão)
Área de Vazão de Vazão de
Comprimento Largura Altura
contribuição projeto projeto
(m) (m) (m)
(m²) (L/min) (L/s)
Platibanda da cobertura com 2
17,85 1,40 - 24,99
águas
Área de contribuição total para calha da cobertura com 2 águas 125,31
Fonte: Os autores.

Como é possível observar no apêndice C, em cada calha haverá dois coletores


verticais, portando a vazão que cada coletor deve escoar é metade da vazão de projeto
indicada na tabela 33.

As calhas de seção retangular são dimensionadas em função do comprimento do


telhado no sentido de escoamento da água, e seguem o proposto pela tabela 34, sendo que a
largura da calha é o dobro de sua altura.

As calhas utilizadas no projeto serão de 15 centímetros por 7,5 centímetros, pois os


telhados possuem comprimento inferior a 5 metros no sentido no escoamento, como é
possível observar no apêndice C.

Os condutores verticais podem ser colocados externa ou internamente ao edifício,


tendo diâmetro interno mínimo de 70 mm, eles têm o objetivo de recolher as águas coletadas
pelas calhas e transportá-las até a parte inferior das edificações.

TABELA 34 – Dimensionamento da calha em função do comprimento do telhado

Comprimento do Largura da calha


telhado (m) (m)

Até 5 0,15

5 a 10 0,20

10 a 15 0,30

15 a 20 0,40

20 a 25 0,50

25 a 30 0,60
Fonte: MELO, V. O.; AZEVEDO NETTO, J. M. Instalações prediais hidráulico-
sanitárias. 1ª ed. São Paulo: Blucher, 1988. p.139.

A tabela 35 é uma forma simplificada de dimensionamento, relacionando o diâmetro


interno dos condutores e a área do telhado para uma chuva critica de 150 mm/h.
67

TABELA 35 – Área máxima de cobertura para condutores verticais de seção circular

Diâmetro Vazão Área do telhado


(mm) (L/s) (m²)

50 0,57 14

75 1,76 42

100 3,78 90

125 7,00 167

150 11,53 275

200 25,18 600


Fonte: CARVALHO JUNIOR, R. Instalações hidráulicas e o projeto de
arquitetura. 8ª ed. São Paulo: Blucher, 2014. p.190.

Os condutores verticais do telhado de uma água terão 75 milímetros de diâmetro e os


condutores do telhado com duas águas terão 100 milímetros de diâmetro. E estes serão
colocados internamente à edificação.
68

4 RELAÇÃO DE MATERIAIS

4.1 RELAÇÃO DE MATERIAIS HIDRÁULICOS

(continua)
DISCRIMINAÇÃO UN QUANT

A - ÁGUA FRIA

A-01. TUBOS E CONEXÕES

Adaptador soldável com anel para Caixa D’Agua 25mm un 2

Adaptador soldável curto com bolsa e rosca para registro 25mm x ¾” un 12

Joelho soldável 25mm un 19

Joelho soldável com rosca 25mm x ½” un 6

Joelho soldável com rosca 25mm x ¾” un 2

Tê soldável 25mm un 11

Tê soldável com rosca e bolsa central 25mm x 1/2 “ un 1

Tubo soldável 6m x 25mm m 123,76

A-02 REGISTROS E VÁLVULAS

Acabamento para registro 3/4 “ un 5

Registro de gaveta 3/4” Base un 5

Registro de gaveta 3/4” ABNT un 1

A-03 APARELHOS E METAIS

Torneira para cozinha de parede un 5

Torneira longa de parede un 3

B – ESGOTO

B-01 TUBOS E CONEXÕES

Bucha de redução longa da serie normal 50x40mm un 1

Curva 45º Série Normal 100mm un 2

Curva 45º Série Normal 50mm un 8

Curva 45º Série Normal 75mm un 1

Curva 87º30’ p/ pé de coluna Série reforçada 100mm un 4

Curva 87º30’ p/ pé de coluna Série reforçada 75mm un 2

Joelho série Normal 100mm un 1

Joelho série Normal 40mm com bolsas lisas un 2


69

(conclusão)
DISCRIMINAÇÃO UN QUANT

Joelho série Normal 50mm un 12

Junção simples série Normal 100mm un 3

Junçaõ simples série Normal 50mm un 4

Redução excêntrica série Normal 100x50mm un 1

Tubo de PVC série Normal 40mm m 0,44

Tubo de PVC série Normal 50mm m 66,63

Tubo de PVC série Normal 75mm m 39,75

Tubo de PVC série Normal 100mm m 93,21

Tubo de PVC série Normal 150mm m 15,75

B-02 CAIXAS E RALOS


Caixa de inspeção/ligação DN 100mm un 1

Caixa desarenadora un 1

Caixa gradeada un 1

Caixa de inspeção de águas pluviais un 1

Calha de seção retangular 15x7,5 cm m 52,89

Grelha linear de Aço Inox – 200 x 15 cm un 1

4.2 RELAÇÃO DE MATERIAIS ELÉTRICOS

(continua)
Discriminação UN QUANT
RAMAIS ALIMENTADORES
CONDUTOS E CONDUTORES

Cabo cobre c/ isolamento em PVC 1kV, #= 2,5mm2 m 1.086,00

Cabo cobre c/ isolamento em PVC 1kV, #= 4,0mm2 m 80,00

Cabo cobre c/ isolamento em PVC 1kV, #= 70,0mm2 m 105,00


Eletrocalha lisa com tampa de pressão galvanizada – chapa de 20.
m 152,00
50x25x3000mm
Eletroduto bitola 3/4”, linha Condulete Top Tigre ou similar, em barras de
3,00 metros com luvas de emenda, abraçadeiras de PVC cinza, curvas de 90º m 210,00
e demais acessórios que se fizerem necessários
CAIXAS, TOMADAS, INTERRUPTORES E OUTROS

Adaptador Condulete Top Tigre ou similar un 230


70

(continuação)
Discriminação UN QUANT

Caixa de 6 entradas Condulete Top Tigre ou similar un 141


Interruptor paralelo de duas seções, para condulete PVC, série Condulete
un 2
Top da Tigre ou equivalente
Interruptor simples de três seções, para condulete PVC, série Condulete
un 5
Top da Tigre ou equivalente
Interruptor simples de uma seção, para condulete PVC, série Condulete
un 1
Top da Tigre ou equivalente
Tampa 1 interruptor Condulete Top Tigre ou similar un 1

Tampa 1 módulo RJ 45/11 Condulete Top Tigre ou similar un 12

Tampa 1 tomada horizontal Condulete Top Tigre ou similar un 117

Tampa 2 interruptores Condulete Top Tigre ou similar un 2

Tampa 2 interruptores Condulete Top Tigre ou similar un 5

Tampa cega Condulete Top Tigre ou similar un 4

Tomada 2P+T 10A/250V universal un 115

Tomada 2P+T 25A/250V un 2

Tomada 3P+T 32A/380V un 4

QUADROS E DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO

Disjuntos termomagnético padrão DIN


Quadro de distribuição metálico padrão DIN, de sobrepor QDG-1,
trifásico, com barramentos para neutro (N) e para condutor de proteção
un 1
(PE) – terra, para corrente nominal de 150A, 36 espaços modulares. Em
seu interior serão instalados:
Disjuntor termomagnético padrão DIN 1x16A (NBR IEC 60898 ou NBR
un 1
5361)
Disjuntor termomagnético padrão DIN 1x20A (NBR IEC 60898 ou NBR
un 2
5361)
Disjuntor termomagnético padrão DIN 1x25A (NBR IEC 60898 ou NBR
5361)
Disjuntor termomagnético padrão DIN 2x25A (NBR IEC 60898 ou NBR
un 1
5361)
Disjuntor termomagnético padrão DIN 2x6A (NBR IEC 60898 ou NBR
un 7
5361)
Disjuntor termomagnético padrão DIN 2x10A (NBR IEC 60898 ou NBR
un 5
5361)
Disjuntor termomagnético padrão DIN 3x25A (NBR IEC 60898 ou NBR
un 1
5361)
Disjuntor termomagnético padrão DIN 3x6A (NBR IEC 60898 ou NBR
un 1
5361)
Disjuntor termomagnético padrão DIN 3x16A (NBR IEC 60898 ou NBR
un 2
5361)
Quadro de distribuição metálico padrão DIN, de sobrepor QDG-2,
trifásico, com barramentos para neutro (N) e para condutor de proteção
un 1
(PE) – terra, para corrente nominal de 25A, 8 espaços modulares. Em seu
interior serão instalados:
71

(conclusão)
Discriminação UN QUANT
Disjuntor termomagnético padrão DIN 1x16A (NBR IEC 60898 ou
un 1
NBR 5361)
Disjuntor termomagnético padrão DIN 2x6A (NBR IEC 60898 ou
un 2
NBR 5361)
Disjuntor termomagnético padrão DIN 2x16A (NBR IEC 60898 ou
un 1
NBR 5361)
LUMINÁRIAS E LÂMPADAS

Conjuntos completos (luminárias, lâmpadas, bases, acessórios, etc.)


Luminária fluorescentes de sobrepor, com duas lâmpadas padrão T5
de 54 watts em 220 volts, referência FAA04-S da Lumicenter ou un 22
similar
Luminária tipo refletores de LED, de 100 watts em 220 volts,
un 18
referência LED HDA 02 da HDA ou similar
72

5 CONCLUSÃO

Projetar é visualizar, estudar e transcrever a partir de representações geométricas


tudo aquilo que se faz necessário para o desenvolvimento de um objeto. O projeto facilita a
realização da obra e é muito importante para impressionar favoravelmente o cliente. É dever
do projetista proporcionar a todos os envolvidos cada detalhe para que possam realizar seus
serviços perante o projeto.

Para que um projeto seja eficiente é necessário observar a experiência profissional,


assim como o conhecimento técnico. Para tal eficiência o profissional deve ter atenção com as
constantes atualizações do mercado, das normas técnicas e de leis, que se modificam nos
municípios e estados do país.

O desenvolvimento do projeto elétrico e hidrossanitário do laboratório de estruturas,


que se encontra anexo ao bloco E, de Engenharia Civil, na Universidade Estadual de Ponta
Grossa seguiu o proposto pelas normas técnicas vigentes no país, de acordo com a associação
brasileira de normas técnicas.

Entre os projetos desenvolvidos destaca-se o projeto elétrico, o qual está


dimensionado de forma que não ocorram imprevistos durante a utilização do laboratório.
Foram observados todos os equipamentos de provável utilização no laboratório e correta
iluminação dos ambientes de trabalho.

O uso das lâmpadas LED no Laboratório de Estruturas se fez necessário devido ao


seu grande potencial luminoso, porém uma avaliação do custo benefício deste tipo de lâmpada
pode ser realizada na Universidade a partir de seu uso no laboratório, já que pode representar
uma economia de energia notável.

O projeto de distribuição de água fria prevê a pressão mínima de utilização em cada


ponto de consumo, bem como garante o fornecimento de forma contínua e em quantidade
necessária, possibilitando o perfeito funcionamento de todos os equipamentos a serem
instalados.

No projeto de esgotamento predial realizou-se a correta ligação dos pontos


hidráulicos à rede de coleta de esgoto, e também a ligação dos pontos onde serão despejados
materiais grosseiros ao tratamento preliminar adequado para então ser feito o lançamento dos
73

efluentes na rede pública de coleta, garantindo assim que não ocorra obstrução da rede
coletora ou interferência com a operação do sistema de esgoto.

O lançamento deste efluente após o tratamento preliminar pode ser ratificado com
estudos em laboratório comprovando os parâmetros de lançamento na rede, de acordo com a
NBR 9800 - Critérios para lançamento de efluentes líquidos industriais no sistema coletor
público de esgoto sanitário.

Da mesma forma a rede de drenagem pluvial está representada de forma que toda a
precipitação que escoa pela cobertura da edificação tenha o devido transporte pela rede
pública de coleta de águas pluviais, evitando possíveis alagamentos e erosão do solo.

Uma avaliação da possibilidade da reutilização das águas pluviais no sistema predial


para usos domésticos não potáveis, como descargas de bacias sanitárias e mictórios, limpeza
de pisos e paredes e uso para combate ao incêndio, pode ser realizada na Universidade, visto
que não foi realizado neste trabalho devido ao baixo numero de pontos de consumo.

O sistema de proteção contra descargas atmosféricas está dimensionado de forma que


possam ser evitados ou minimizados os danos causados por uma descarga atmosférica na
edificação, de modo a proteger os equipamentos e os ocupantes da edificação.

Foi realizado um levantamento de todos os materiais utilizados nas instalações


prediais descritas no memorial. Desta forma os projetos podem servir de base à Pró-Reitoria
de Planejamento da Universidade Estadual de Ponta Grossa para futuras licitações da referida
obra.

O desenvolvimento deste trabalho proporciona um grande conhecimento técnico e


prático que futuramente auxiliará na elaboração de novos trabalhos. Sua complexidade e
particularidade auxilia a graduação de forma a intensificar o conhecimento adquirido ao longo
dos anos. O nível dos projetos complementares reflete no desempenho da edificação e
caracteriza o projetista.
REFERÊNCIAS

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______. NBR 5626 Instalação predial de água fria. Rio de Janeiro: ABNT, 1998.

______. NBR 8160 Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução. Rio de
Janeiro: ABNT, 1999.

______. NBR 9800 Critérios para lançamento de efluentes líquidos industriais no


sistema coletor público de esgoto sanitário. Rio de Janeiro: ABNT, 1987.

______. NBR 10844 Instalações prediais de águas pluviais. Rio de Janeiro: ABNT, 1989.

______. NBR 12209 Projeto de estações de tratamento de esgoto sanitário. Rio de Janeiro:
ABNT, 1992.

______. NBR 13531 Elaboração de projetos de edificações – Atividades técnicas. Rio de


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ZEN, A. P.; SILVA A. H. Projeto arquitetônico e projeto estrutural do laboratório de


estruturas do bloco E da Universidade Estadual de Ponta Grossa. 2015. Trabalho de
Conclusão de Curso – Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2015.
APÊNDICE A – Projeto elétrico do Laboratório de Estruturas
APÊNDICE B – Projeto de água fria do Laboratório de Estruturas
APÊNDICE C – Projeto de esgotamento sanitário e drenagem de águas pluviais do
Laboratório de Estruturas
APÊNDICE D – Projeto de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas do
Laboratório de Estruturas
ANEXO A – Projeto arquitetônico base
ANEXO B – Luminária refletor LED
ANEXO C – Luminária FAA04-S
ANEXO D – Lâmpadas fluorescentes tubulares
ANEXO E - Tipos de linhas elétricas 1 a 11A
ANEXO F – Capacidade de condução de corrente

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