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CENTRO EDUCACIONAL INFANTIL


DESEMBARGADOR MAURO CAMPOS

PROJETO POLÍTICO
PEDAGÓGICO

GOIÂNIA - 2020
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS

Desembargador Walter Carlos Lemes


PRESIDENTE

Desembargador Nicomedes Domingos Borges


VICE-PRESIDENTE

Wanessa Oliveira Alves


DIRETORA DE RECURSOS HUMANOS

Ivelise Maria Camargo de Albuquerque


DIRETORA DO CEI DESEMBARGADOR MAURO CAMPOS

Equipe Técnica

Coordenação Pedagógica
Déborah Leite Ferreira
Gyzelle Sousa Vidal
Francy Dias Holanda Gama
Maria Madalena Morato Andrade

Psicóloga
Ana Paula Ferreira de S. Ramos

Secretaria
Lana Juvenal Taveira
Lorena Fleury de A. V. Tormin
Valéria de Assis Faria Alves

Nutrição
Hérica Letícia Oliveira Castro
Equipe de Apoio

Acolhida

Cozinha

Limpeza

Segurança
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Sumário
Apresentação.............................................................................................................04
Identificação e Histórico do CEI.................................................................................04
Concepção de Educação..........................................................................................06
Concepção de Sociedade.........................................................................................07
Concepção de criança e infância..............................................................................08
Concepção de aprendizagem e desenvolvimento infantil.........................................09
Concepção de currículo e ação pedagógica.............................................................11
Organização da Ação Educativa/Rotina....................................................................13
O planejamento........................................................................................................ 15
Concepção acerca das relações entre o educar e o cuidar e sua articulação no
desenvolvimento da ação pedagógica …..................................................................17
Objetivos da Educação Infantil..................................................................................18
Características da população atendida, dos profissionais e da comunidade
local...........................................................................................................................21
Regime de funcionamento.........................................................................................28
Descrição, organização e utilização do espaço físico, das instalações, dos
equipamentos e do mobiliário....................................................................................29
Organização de agrupamentos...........................................................................…...32
Relação dos profissionais da educação................................................................….33
Currículo......................................................................................................…...........37
Pressupostos teórico metodológicos da ação pedagógica …...................................64
Interação entre crianças de diferentes faixas etárias................................................65
Educação das relações étnico-raciais.......................................................................68
Planejamento Geral, projetos e programas previstos para o ano letivo....................70
Articulação entre Instituição e famílias......................................................................71
Avaliação e formas de acompanhamento do processo de aprendizagem e
desenvolvimento da criança, da ação pedagógica institucional e do trabalho
coletivo.......................................................................................................................73
Proposta de formação continuada............................................................................ 74
Gestão democrática...............................................................................................…75
Articulação da Educação Infantil com o Ensino Fundamental..................….............75
Anexos...................................................................................................................... 81
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1 APRESENTAÇÃO
O Projeto Político Pedagógico (PPP) do Centro Educacional Infantil Des.
Mauro Campos se propõe a apresentar a organização da ação educativa da
Instituição e as premissas que fundamentam o trabalho que será desenvolvido com
as crianças no decorrer do ano de 2020.
A revisão anual do Projeto Político Pedagógico aconteceu em janeiro de 2020
a fim de repensar a organização e o funcionamento deste espaço de educação
infantil e para a consolidação de uma opção educacional comprometida com a
formação humana no seu sentido mais amplo.
O presente projeto (PPP) buscou tornar visível a consciência daquilo que
queremos SER e REALIZAR. Em seu conjunto de ideias e práticas procuramos o
lugar de um fazer pedagógico que faça a diferença sobretudo na história de vida
das crianças com um propósito intencional de construção de pessoas mais
humanas, mais felizes.
Ademais, acreditamos que atuar de forma ética e fomentar a redução dos
impactos ambientais possibilita agregar valor ao desenvolvimento da sociedade. A
gestão equilibrada desses fatores nos permite inspirar e estimular pares, parceiros e
a comunidade do CEI a integrar uma rede de transformação positiva, baseada nos
princípios do desenvolvimento sustentável.
É relevante ressaltar que o CEI compreende que a educação é a força motriz
capaz de desenvolver pessoas e promover melhorias para o futuro de uma nação.
Além disso, estamos alinhado à estratégia de Sustentabilidade do Tribunal de Justiça
que contempla em seus objetivos estratégicos “Internalizar os conceitos de
Responsabilidade Socioambiental, fomentando ações institucionais com vistas ao
adequado exercício da cidadania”.

IDENTIFICAÇÃO E HISTÓRICO DO CEI


A Instituição foi fundada em 20 de janeiro de 1995 com a denominação de
Creche do Poder Judiciário do Estado de Goiás. Foi inaugurada sob a presidência
do Desembargador Mauro Campos, portanto, atua na educação infantil há 24 anos.
Tem por finalidade propiciar atendimento à comunidade pertencente ao quadro
funcional do Poder Judiciário do Estado de Goiás.
A Instituição atende crianças de 1 até 5 anos e está comprometida com a
realização de um trabalho reflexivo, contemplando em seu currículo a integração do
cuidado, do brincar, das relações, da ampliação do conhecimento de mundo e o
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acesso aos diferentes aspectos da cultura, de forma articulada, num processo de
construção contínua. Assim, oferecendo a primeira etapa da educação básica,
trabalha em parceria com as famílias, promovendo o desenvolvimento da criança
em uma perspectiva integral, contemplando as dimensões: biológica, psicológica,
afetiva e social.
O Conselho Municipal de Educação de Goiânia concedeu a Autorização de
Funcionamento ao Centro Educacional Infantil Desembargador Mauro Campos para
desenvolver a Educação Infantil – agrupamentos de crianças de 0 a quatro anos de idade, no
período 28/11/2006 a 31/12/2010 (Resolução-CMEnº070, de 8 de abril de 2009). Na sessão
plenária do dia 08/04/2009 (Parecer-AT/CVME Nº1778/2008), o Conselho Pleno do CME
concedeu a Autorização de Funcionamento para desenvolver a Educação Infantil no período
acima já citado. E ainda determina a homologação da Proposta Político-Pedagógica,
incluindo a Programação Curricular para Educação Infantil; a aprovação do Regimento
Escolar (ou Regimento Interno) e também determina a adequação do espaço físico para fins
de acessibilidade.
Devido a reforma, ampliação e adequação do espaço físico exigida acima,
em maio de 2010 mudamos da sede situada na rua 101 setor Sul para uma casa
alugada na rua 6A setor Oeste. Esta casa recebeu algumas adaptações para
viabilizar o atendimento em um ambiente seguro para as crianças. No mês de
agosto de 2011, o horário de atendimento que acontecia em dois turnos (matutino e
vespertino), passou a vigorar em um único turno, das 12:00h às 19:00h. Essa
mudança foi em decorrência de decisão do Tribunal de Justiça que implementou
esse horário de trabalho aos seus servidores.
Retornamos para a Sede em janeiro de 2012. Nesse período o prédio passou
por uma ampla reforma e ampliação de seu espaço físico, que passou de 571,23 m²
para 1.152,13 m², o que permitiu a ampliação do número de vagas. A partir de
agosto de 2012 a Instituição voltou a funcionar em dois turnos: matutino (7:30 às
13:30) e vespertino (12:30 às 18:30).
Em dezembro/janeiro de 2020 a Instituição passou por mais uma reforma da
estrutura física adequando pintura, azulejando paredes e ajustando situações de
infraestrutura como mofo, ar-condicionado, portões, entre outros.

O CEI é mantido com recursos do Poder Judiciário e promove práticas


educativas que asseguram o desenvolvimento e aprendizagem priorizando o
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contato com as múltiplas linguagens e a ludicidade. As situações de aprendizagem
são planejadas considerando as especificidades das faixas etárias e o potencial de
desenvolvimento das crianças. A Instituição conta com os seguintes profissionais:
Pedagogo, Psicólogo, Nutricionista e Agentes Educativos – estagiários de
Pedagogia.
O serviço oferecido pelo CEI, através do Poder Judiciário, se reveste de
responsabilidade social cumprindo o seu papel de formação e educação em defesa
da cidadania e justiça.
É relevante ressaltar, que, a partir de 16/01/2013 a denominação Creche do
Poder Judiciário do Estado de Goiás foi alterada para Centro Educacional Infantil
Desembargador Mauro Campos.
Destacamos que em 2020 vivemos momentos atípicos em função da
pandemia relacionados à pandemia COVID-19. Vivemos tempos únicos. Conforme
destacado por Paulo Arns da Cunha, mais de 1,5 bilhão de alunos e 60,3 milhões de
professores de 165 países foram afetados pelo fechamento de escolas devido à
pandemia do coronavírus. Nessa crise sem precedentes, de proporção global,
educadores e famílias inteiras tiveram que lidar com a imprevisibilidade e, em
benefício da vida, (re) aprendemos a ensinar de novas maneiras.
O CEI interrompeu as aulas presenciais desde 16 de março/2020 e, a partir
do dia 23/03/2020, passou a oferecer a modalidade on line de ensino para as
crianças. Esse processo não teve a pretensão de replicar o trabalho desenvolvido
no C.E.I., isso não seria possível! Nosso intuito, ao compartilhar semanalmente os
vídeos educativos ou atividades é “levar” mensagens que reforcem o valor dos
encontros, ampliando as possibilidades de vivências e de desenvolvimento das
crianças nesse período tão atípico. Ademais, a modalidade on line também procurou
atender a legislação vigente. O trabalho remoto está sendo realizado de forma
colaborativa, com orientação e acompanhamento pela equipe da coordenação da
Instituição. Entendemos que num período em que a preservação da vida, a
reinvenção e disponibilidade para o novo deve ser entendido como uma
necessidade e não uma possibilidade.

CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO
A educação é compreendida como um aporte para o exercício da cidadania,
portanto, o ato educativo é entendido como uma prática social que acontece em
diferentes instituições: na família, na sociedade ou no CEI. Ressalta-se, porém, que
cada uma dessas instâncias (Instituição, família e comunidade) cumpre com um
papel específico no ato de educar. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB),
em seu artigo 22 define que a educação básica tem por finalidades “desenvolver o
educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e
fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.”
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Dessa forma, ao CEI, cabe promover o processo de aprendizagem e
desenvolvimento das crianças. Pensar em educar crianças pequenas pressupõe a
formação de sujeitos cognitivos, éticos, estéticos, corpóreos, sociais, políticos,
culturais, de memória, sentimento, emoção e identidade. Nessa perspectiva, a
educação deve romper com a concepção de que educar é transmitir conhecimentos.
Isso compreende o reconhecimento da dignidade da pessoa, da diversidade e do
respeito. Portanto, o ato de educar perpassa às questões meramente cognitivas,
observando também a perspectiva do outro (da criança, do educador, da mãe, do
pai). Logo, as instituições educativas, para cumprir o seu papel enquanto espaço
educativo, devem propiciar às crianças a oportunidade de ampliar sua visão de
mundo para além do cotidiano de sua família, seus bairros e sua comunidade.
Nesse contexto, a educação na primeira infância, que visa promover o
desenvolvimento da cidadania deve estar comprometida com a formação de
pessoas responsáveis, autônomas e solidárias que conhecem e exercem seus
deveres e direitos.

CONCEPÇÃO DE SOCIEDADE
A sociedade é um sistema de símbolos, valores e normas, como também é
um sistema de posições e papéis. A definição mais geral de sociedade pode ser
resumida como um sistema de interações humanas culturalmente padronizadas.
Assim, e sem contradição com a definição anterior, sociedade é um sistema de
símbolos, valores e normas, como também é um sistema de posições e papéis.
Uma sociedade é uma rede de relacionamentos sociais, podendo ser ainda um
sistema institucional, por exemplo, sociedade anônima, sociedade civil, sociedade
artística, etc.; A origem da palavra sociedade vem do latim societas, que significa
associação amistosa com os outros.
O termo sociedade é comumente usado para o coletivo de cidadãos de um
país, governados por instituições nacionais que aspiram ao bem-estar dessa
coletividade. Todavia a sociedade não é um mero conjunto de indivíduos vivendo
juntos em um determinado lugar, é também a existência de instituições e leis que
regem a vida dos indivíduos e suas relações mútuas.

Portanto, o CEI Desembargador Mauro Campos concebe em sua visão de


sociedade o princípio da garantia do cumprimento dos direitos humanos que
assegurem o desenvolvimento do indivíduo na sua totalidade, sendo respeitado nas
suas diferenças sejam elas quais forem. A educação tem um papel fundamental na
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construção de uma sociedade mais justa que consiste em formar cidadãos
conscientes, conhecedores da sua realidade e capazes de nela interferir sendo
sujeitos da história, segundo Paulo Freire: “O mundo não é, o mundo está sendo.
Como subjetividade curiosa, inteligente, interferidora na realidade na objetividade
com que dialeticamente me relaciono, meu papel no mundo, não é só de quem
constata o que ocorre, mas também de quem intervém como sujeito de ocorrências.
Não sou apenas objeto da história, mas seu sujeito igualmente.” (Freire, 2000, p.
85). Outrossim, enquanto instituição pretendemos formar pessoas capazes de
pensar e agir como seres históricos que tenham consciência de sua importância no
processo de transformação de si mesmos e do mundo, ou seja, cidadãos curiosos,
criativos, críticos, afetivos, autoconfiantes, sociáveis, responsáveis, autônomos e
ético

CONCEPÇÃO DE CRIANÇA E INFÂNCIA


Os vários olhares sobre “o que é ser criança” e como se “vive a infância” vem tendo
conotações distintas dependendo do tempo e do contexto social. Mesmo que cada
momento histórico apresente diferentes concepções de criança, percebe-se a
predominância de três visões distintas: ora essas concepções se fundamentam na
noção de natureza infantil (vir-a-ser, ser contraditório, ser inocente); ora a que
considera a criança como adulto em miniatura; e ora a reconhece como sujeito de
direito.
Por entender a infância como uma etapa da vida com características próprias
e que devem ser observadas no processo de desenvolvimento da criança, o CEI
Des. Mauro Campos percebe a criança como um sujeito do presente que age,
interage e intervém no mundo, com direitos, necessidades e opiniões. Nas palavras
de Maria Inês Goulart:
Educação infantil é lugar de brincar, correr, pular, comer, aprender a
andar, dormir, alegrar-se e ficar triste, desenhar, lidar com o mundo da
natureza, com o mundo social e de se arriscar a ler e a escrever as
primeiras palavras. É lugar também de interagir e a usar os
instrumentos culturais básicos em nossa cultura, como os talheres, os
pratos, o lápis, a tinta, o pincel. (GOULART, MARIA INÊS apud
CARVALHO, SALES, 2002, p. 51).

Nessa perspectiva, no trabalho pedagógico, a criança deve ser o motivo de


nosso olhar atento e escuta apurada para que esteja em um lugar primordial no
momento da elaboração das atividades desenvolvidas no cotidiano. Além disso,
devemos entender e respeitar os direitos fundamentais das crianças:
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 O direito à brincadeira;
 O direito ao contato com a natureza;
 O direito ao movimento em espaços amplos;
 O direito à proteção, ao afeto e à amizade;
 O direito a atenção individual;
 O direito a um ambiente aconchegante, seguro e estimulante;
 O direito a desenvolver sua curiosidade, imaginação e capacidade de
expressão;
 O direito a desenvolver sua identidade cultural, racial e religiosa;
 O direito à higiene e saúde;
 O direito a uma alimentação sadia.
Ressalta-se que é diante do que se compreende a respeito do processo
educativo e a visão de criança como sujeito de direitos é que se derivam as
concepções de aprendizagem, desenvolvimento e de conhecimento. São essas
bases que nos subsidiam a pensar no programa educacional: Quais são as
necessidades de cada faixa etária? O que vamos fazer com cada grupo de
crianças? Quais brinquedos, objetos e livros devemos comprar? Onde iremos
passear?

CONCEPÇÃO DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO INFANTIL


As ações e o trabalho pedagógico consideram diferentes momentos do
desenvolvimento infantil e práticas de aprendizagem, sejam através dos elementos
do cotidiano, das descobertas, da superação de conflitos, do faz de conta, das
escolhas ou da curiosidade da criança. A ação pedagógica nessa perspectiva, é
pensada de forma a mediar a relação da criança com o objeto de conhecimento
promovendo a apreensão de significados e o uso de diferentes linguagens.
Entendendo a aprendizagem e desenvolvimento na perspectiva de Lev S.
Vygotsky (VYGOTSKY apud SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, 2004),
acredita-se que estes fazem parte da vida do ser humano desde o seu nascimento.
Eles são processos distintos, mas não independentes, ou seja, aprendizagem
possibilita desenvolvimento que, por sua vez, possibilita novas aprendizagens. Na
medida em que a criança entra em contato com a cultura e com o conhecimento vai
aprendendo algo novo ou mudando sua percepção sobre algo. O aspecto biológico
do desenvolvimento também, de acordo com as relações sociais que se estabelece,
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se modifica de forma a incorporar novas aprendizagens. Ratifica, assim, que a ação
da criança depende da maturação biológica e das possibilidades que o meio lhe
oferece.
Além da ampliação do conhecimento de mundo advindos do processo
cultural, entende que os aspectos biológicos não estão dissociados dos aspectos
físicos, emocionais, afetivos, cognitivo e linguísticos, afinal, a criança é um ser total,
completo e indivisível. Dessa forma, as situações de aprendizagem acontecem
também em momentos de cuidado como o sono, a alimentação, a higiene, entre
outros, que por sua vez são permeados de elementos da cultura.
Assim, a apropriação de conhecimento das crianças no cotidiano da
instituição se dá através de propostas de trabalho variadas, porém, considerando os
aspectos peculiares e específicos da faixa etária de 1 a 5 anos. Os momentos
vivenciados pelas crianças e pelos educadores são norteados por uma intenção
clara. Ademais, são propiciados diferentes momentos para que a criança possa
adquirir domínio de uma determinada aprendizagem. A título de exemplo observa-se
que para a criança que não sabe andar é preciso que, de diferentes formas, seja
oferecida a ela a oportunidade de firmar o tônus, adquirir destreza de forma que
estimule esse movimento motor para que ela possa se apropriar com autonomia do
espaço na instituição de educação infantil, em sua casa e na sociedade.
No CEI aprende-se na relação entre crianças, adultos e na relação com a
família. A mediação do conhecimento pautado nos diversos instrumentos da cultura
aliadas à curiosidade das crianças corroboram para que elas aprendam de forma
significativa, pensando sobre ele, relacionando-o com suas vivências e perguntas,
construindo-o. Assim, tem-se como pressuposto a capacidade de aprendizagem da
criança de forma ilimitada, incentivando a pergunta, a dúvida, os porquês, de forma
que a construção do conhecimento se efetive. Ao trabalhar nessa perspectiva, o
conhecimento é tido como relacional, sendo as conexões estabelecidas de forma
que a lógica da criança avance, de acordo com as suas possibilidades, afinal, o
conhecimento assim estabelecido tem significado com a vida, com o que está à sua
volta. Nesse sentido, na medida em que a criança reconstrói, reestrutura e
reelabora o conhecimento, de acordo com a sua lógica, ela também produz
conhecimentos.
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Aprender, desenvolver e conhecer, significa, portanto, fazer relações,
apreender, ter significado, considerar o cotidiano e o conhecimento advindos das
práticas sociais, os afetos, as linguagens, num contexto lúdico e prazeroso.

CONCEPÇÃO DE CURRÍCULO E AÇÃO PEDAGÓGICA


A organização curricular do CEI Desembargador Mauro Campos baseia-se
numa concepção ampla desse instrumento, abrangendo aspectos variados do
processo ensino aprendizagem. Conforme evidencia Sônia Kramer (1996), o
currículo/proposta pedagógica é um caminho, não um lugar. Nesse sentido, o
currículo deve ser pensado a partir de uma dada realidade e contém um projeto
para atender uma determinada sociedade, uma cultura. Ressalta-se, também, que o
currículo, situado em determinado contexto, traz consigo as marcas, os valores, as
dificuldades e a direção que o constitui.
A forma como se organiza o currículo reflete a maneira pela qual a Instituição
concebe o processo ensino aprendizagem, bem como, as opções teóricas que
sustentam a prática pedagógica. Isso significa propor, selecionar, privilegiar
determinados aspectos culturais em detrimento de outros, enfim, estruturar a
“intencionalidade” do trabalho frente as diversas modalidades de organização do
currículo. Nesse sentido, organizar um currículo envolve necessariamente desvelar
a forma como a instituição vai trabalhar, portanto, deve explicitar o que e como esse
processo acontecerá.
As ações e o trabalho pedagógico consideram diferentes momentos do
desenvolvimento infantil e práticas de aprendizagem, sejam através dos elementos
do cotidiano, das descobertas, da superação de conflitos, do faz-de-conta, das
escolhas ou da curiosidade da criança. A ação pedagógica nessa perspectiva, é
pensada de forma a mediar a relação da criança com o objeto de conhecimento
promovendo a apreensão de significados e o uso de diferentes linguagens.
Entendendo a aprendizagem e desenvolvimento na perspectiva de Lev S.
Vygotsky (VYGOTSKY apud SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, 2004),
acredita-se que estes fazem parte da vida do ser humano desde o seu nascimento.
Eles são processos distintos, mas não independentes, ou seja, aprendizagem
possibilita desenvolvimento que, por sua vez, possibilita novas aprendizagens. Na
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medida em que a criança entra em contato com a cultura e com o conhecimento vai
aprendendo algo novo ou mudando sua percepção sobre algo. O aspecto biológico
do desenvolvimento também, de acordo com as relações sociais que se estabelece,
se modifica de forma a incorporar novas aprendizagens. Ratifica, assim, que a ação
da criança depende da maturação biológica e das possibilidades que o meio lhe
oferece.
Nessa perspectiva, além da ampliação do conhecimento de mundo, advindos
do processo cultural, entende que os aspectos biológicos não estão dissociados dos
aspectos físicos, emocionais, afetivos, cognitivo e linguísticos, afinal, a criança é um
ser total, completo e indivisível. Dessa forma, as situações de aprendizagem
acontecem também em momentos de cuidado como o sono, a alimentação, a
higiene, entre outros, que por sua vez são permeados de elementos da cultura.
Assim, a apropriação de conhecimento das crianças no cotidiano da
instituição se dá através de propostas de trabalho variadas, porém, considerando os
aspectos peculiares e específicos da faixa etária de 1 a 5 anos. Os momentos
vivenciados pelas crianças e pelos educadores são norteados por uma intenção
clara. Ademais, são propiciados diferentes momentos para que a criança possa
adquirir domínio de uma determinada aprendizagem. A título de exemplo observa-se
que para a criança que não sabe andar é preciso que, de diferentes formas, seja
oferecida a ela a oportunidade de firmar o tônus, adquirir destreza de forma que
estimule esse movimento motor para que ela possa se apropriar com autonomia do
espaço na instituição de educação infantil, em sua casa e na sociedade.
Aprende-se na relação entre crianças, adultos e na relação com a família. A
mediação do conhecimento pautado nos diversos instrumentos da cultura aliadas à
curiosidade das crianças corroboram para que elas aprendam de forma significativa,
pensando sobre ele, relacionando-o com suas vivências e perguntas, construindo-o.
Assim, tem-se como pressuposto a capacidade de aprendizagem da criança de
forma ilimitada, incentivando a pergunta, a dúvida, os porquês, de forma que a
construção do conhecimento se efetive.
Ao trabalhar nessa perspectiva, o conhecimento é tido como relacional,
sendo as conexões estabelecidas de forma que a lógica da criança avance, de
acordo com as suas possibilidades, afinal, o conhecimento assim estabelecido tem
significado com a vida, com o que está à sua volta. Nesse sentido, na medida em
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que a criança reconstrói, reestrutura e reelabora o conhecimento, de acordo com a
sua lógica, ela também produz conhecimentos.
Aprender, desenvolver e conhecer, significa, portanto, fazer relações,
apreender, ter significado, considerar o cotidiano e o conhecimento advindos das
práticas sociais, os afetos, as linguagens, num contexto lúdico.

ORGANIZAÇÃO DA AÇÃO EDUCATIVA/ROTINA


Na Educação Infantil utilizamos o termo “rotina” para designar a organização
do tempo. Conforme evidenciado por Maria Carmem Barbosa (2006), as instituições
de educação infantil devem pensar a rotina, a organização da ação pedagógica com
flexibilidade, sem homogeneizar as ações cotidianas ou mesmo as necessidades
fisiológicas. Ressalta-se, porém, que uma rotina clara e compreensível permite
orientar e propiciar segurança para as crianças, podendo antecipar o que
acontecerá em seguida. A sensação de segurança advinda dessa rotina permitirá
que elas atuem com maior autonomia e tranquilidade na instituição.
Quando pensamos na palavra “rotina” logo nos vem à mente sensações de
tédio, porém, no CEI seguimos os horários da rotina como um curso natural do dia.
A rotina não pode ser maçante ou tediosa. Devemos compreender a rotina como
uma sequência de atividades, com um determinado ritmo. Uma rotina é necessária
até mesmo para que uma surpresa possa acontecer, afinal, surpresas só são
possíveis com uma rotina estabelecida.
As situações vivenciadas no nosso cotidiano acontecem de forma
permanente ou flexível.
Situações de aprendizagem permanentes: tem como objetivo orientar as
faixas etárias segundo a organização do tempo e dos ambientes. Os conteúdos
trabalhados geralmente se repetem a cada ano sendo adaptados às necessidades
de cada grupo. Compõem a parte das atividades permanentes no CEI:
 A roda musical;
 As rodas de conversas;
 Atividades relacionadas ao letramento;
 Combinados nas turmas;
 Atividades relacionadas a interação socioafetivas;
 Brincadeiras;
 Hora da história;
 Dia do brinquedo (toda segunda-feira);
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 Refeições;
 Banho (para os agrupamentos Infantil 1 e Infantil 2);
 O sono - As crianças dormem de acordo com a sua necessidade e
desejo;
 A escovação, higienização em geral;
 Exploração da Sala multiuso, pátio, biblioteca, espaço de Artes e Sala de
Estimulação;
Alguns trabalhos marcam a temporalidade social e cultural, como por
exemplo, os relacionados às festividades e eventos, que são:
 Páscoa;
 Dia das Mães;
 Festa Junina;
 Dia dos Pais;
 Dia do meio ambiente;
 Semana da Criança;

Outros temas marcam as necessidades de cada faixa etária, como por


exemplo:
 O projeto de adaptação da criança e da família quando do ingresso da
criança no CEI;
 Participação no processo de controle de esfíncteres;
 As ações que possibilitam à criança comer, ir ao banheiro e higienizar-se com
autonomia; participar ativamente da organização do ambiente, dentre outros.
 Momentos como produção de história, desenhos, pintura, brincadeiras,
músicas, trava-língua, jogos, culinária, etc.

O PLANEJAMENTO
No ato de planejar, o educador marca a intencionalidade do seu trabalho,
intencionalidade esta que se traduz ao traçar, programar e documentar a sua
proposta, constituindo-a como um instrumento para orientar o trabalho docente.
Ao estruturar e registrar previamente, de forma intencional, o trabalho que
realizará com as crianças, estão postas as escolhas do educador, que derivam de
suas crenças e de seus princípios. Fazer escolhas de conteúdo, de atividades, a
forma de encaminhar o trabalho envolve: o que incluir, o que deixar de fora, onde e
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quando realizar isso ou aquilo. O educador deverá se perguntar: Afinal, onde se
deseja chegar? De que maneira? O que alterar no percurso? Enfim, organizar a
ação docente integrando, construindo uma proposta de trabalho que possibilite a
criança estabelecer relações com o conhecimento, com as linguagens, com a
brincadeira, com os elementos constituintes do processo de cuidar-educar-brincar
na educação infantil.
Ademais, o planejamento não é um documento que deve ser tratado como
algo burocrático, pronto e acabado, pois ele é “vivo” e necessita de constantes
ajustes considerando as diversas interações da criança com o professor e do
professor com a criança e os diferentes espaços.
Os momentos de planejamento no CEI acontecerão da seguinte forma:
Encontros Mensais de Planejamento Coletivo: são realizadas discussões
coletivas, formação continuada e avaliação do trabalho pedagógico. Neste encontro
compartilha-se saberes, apresentam-se propostas num espaço em que a equipe
concretiza e/ou idealiza diferentes propostas de trabalho. De uma forma geral, nas
reuniões são contemplados aspectos como informes gerais, estudo e
sistematização de textos/vídeos específicos da educação infantil, planejamento,
entre outros.
• Ressaltamos que no primeiro semestre em um dia que aconteceria a
formação continuada realizaremos o plantão pedagógico com os pais.

Os planejamentos Semanais com Educadores: mediados pela coordenação


pedagógica, o objetivo é sistematizar o trabalho que será desenvolvido com as
crianças e suas famílias, bem como, propiciar um momento de ação-reflexão-ação.

Organização do Espaço
A organização do espaço deve ser contemplada em todo o planejamento,
afinal, organizar espaços de aprendizagem implica saber que criança esse espaço
receberá e que projeto de trabalho será realizado. Segundo Zilma Oliveira (2002),
“todo ambiente, sem exceção, é um espaço organizado segundo certa concepção
educacional, que espera determinados resultados” (OLIVEIRA, Zilma, 2002, p.192).
Assim, a forma como o espaço é organizado corrobora para o desenvolvimento do
processo de autonomia, de troca, de interações, de afeto. Um ambiente
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aconchegante, seguro, estimulante, alegre, possibilita que as propostas de
aprendizagem agucem a curiosidade das crianças.
Nesse sentido, os educadores que atuam no CEI Desembargador Mauro
Campos têm como parte integrante de sua função a organização do espaço físico, a
exposição dos materiais, de forma a orientar e propiciar vivências diversas para as
crianças.
Para concretização desse trabalho, conforme aponta Zilma Oliveira (2002),
têm-se várias possibilidades de arranjo espacial que podem ser exploradas pelos
educadores. Os cantinhos, remodelados de tempos em tempos, permitem a
interação de um pequeno grupo de crianças, “possibilitando-lhe melhor
coordenação de suas ações e a criação de um enredo comum na brincadeira, o que
aumenta a troca e o aperfeiçoamento da linguagem” (Oliveira, 2005, p. 195). Em
espaços semiabertos, favoráveis ao desenvolvimento de brincadeiras simbólicas ou
atividades exploratórias ou expressivas, é possível trabalhar: rodas de conversa;
hora da história; teatro, entre outros. As várias atividades de representações podem
ser organizadas em cantinhos diferentes, tais como: teatro de fantoches, oficina de
pintura, construção de blocos, etc. Para as crianças menores, a criação de espaço
com móbiles, caixas, túneis, espelhos, entre outros, também são possibilidades de
arranjos espaciais.
É importante variar as possibilidades de organização do espaço nas
atividades propostas e as demais metodologias necessariamente devem contemplar
a organização do espaço como elemento relevante no processo de educar-cuidar-
brincar.

CONCEPÇÃO ACERCA DAS RELAÇÕES ENTRE O EDUCAR E O CUIDAR E


SUA ARTICULAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DA AÇÃO PEDAGÓGICA
Os conceitos atribuídos à infância e educação são construções sociais e
históricas consolidadas por diferentes sujeitos em diferentes tempos e espaços.
Observa-se, dessa maneira, que o contexto no qual as crianças estão inseridas e o
cotidiano da instituição está circundado por relações econômicas, sociais e
institucionais. Nesse sentido, para pensar em educação infantil faz-se necessário
refletir: educar as crianças pequenas para que sociedade? Com quais os objetivos?
De que forma? Como avaliar? Essas questões evidenciam que as concepções que
permeiam o âmbito educacional são de suma importância na compreensão do que
17
se propõe para o trabalho no cotidiano da instituição. Não obstante, as teorias
educacionais sempre se vincularam a uma determinada concepção de sociedade e
de criança, portanto, entende-se que a prática educacional intencional também
representa as necessidades de formação de sujeitos para atender e viver em uma
dada sociedade.
Concepções não se referem apenas a conceitos, mas norteiam o trabalho
pedagógico de forma que as intenções sejam desveladas e implementadas
traduzindo-se em um trabalho no qual as intenções do processo de ensinar e
aprender sejam realmente concretizadas.
Nessa perspectiva, as concepções que orientam o trabalho pedagógico do
CEI Des. Mauro Campos partem da compreensão do ato educativo como prática
social, assim, através das discussões coletivas, algumas concepções foram
delineando o saber e o fazer desta proposta de trabalho.
A educação é compreendida como um aporte para o exercício da cidadania,
portanto, o ato educativo é entendido como uma prática social que acontece em
diferentes instituições: na família, na sociedade ou no CEI. Ressalta-se, porém, que
cada uma dessas instâncias (Instituição, família e comunidade) cumpre com um
papel específico no ato de educar.
Ao CEI, cabe promover o processo de aprendizagem e desenvolvimento das
crianças. Pensar em educar crianças pequenas pressupõe a formação de sujeitos
cognitivos, éticos, estéticos, corpóreos, sociais, políticos, culturais, de memória,
sentimento, emoção, e identidade. Nessa perspectiva, a educação deve romper
com a concepção de que educar é transmitir conhecimentos. Isso compreende o
reconhecimento da dignidade da pessoa, da diversidade e do respeito. Dessa
forma, o ato de educar perpassa às questões meramente cognitivas, observando
também a perspectiva do outro (da criança, do educador, da mãe, do pai).
Nesse contexto, a educação é vista de forma ampla e compreende que o ato
de educar engloba cuidar e brincar, sendo estes indissociáveis. Cuidar envolve
afetividade, a promoção de espaços seguros e aconchegantes, as relações
saudáveis entre as crianças e os profissionais, não se restringindo somente a
higiene e alimentação. Todos os momentos no CEI são educativos, “também inclui o
que se passa nas trocas afetivas entre adultos e crianças, durante o banho, nas
refeições, no horário de entrada e em outras situações” (Ostetto, 2000, p. 193).
18
Ressalta-se que os educadores, principais mediadores da aprendizagem e
do desenvolvimento da criança, cumprem um papel fundamental pois são os
responsáveis diretos pela efetivação da ação educativa.

OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL

Conforme a resolução CME nº 120, de 07 de dezembro de 2016, que


estabelece Princípios e Normas para a Organização e a Autorização de
Funcionamento das instituições de Educação Infantil, no âmbito do Sistema
Municipal de Educação de Goiânia e dá outras providências, resolve que a
Educação Infantil tem por objetivos:
I. proporcionar as condições adequadas ao bem estar da criança, sua educação,
proteção e cuidado, observando o seu desenvolvimento nos aspectos físico, motor,
social, cognitivo, afetivo, linguístico, ético e estético;
II. promover situações de aprendizagens significativas e intencionais, que
possibilitem a apropriação, a renovação e a articulação de conhecimentos e a
ampliação das formas de expressão cultural e artística pela criança;
III. possibilitar à criança vivências e experiências que a levem a estabelecer e
ampliar suas relações sociais, articulando seus interesses e pontos de vista com os
dos demais, de modo que seja respeitada a diversidade socioeconômica, étnico-
racial, de gênero, regional, linguística e religiosa;
IV. possibilitar à criança o reconhecimento das contribuições histórico-culturais afro-
brasileiras e indígenas, asiáticas, europeias e de outros países da América, para a
constituição de sua identidade;
V. estimular a criança a observar, explorar, interagir e a se perceber no ambiente em
que vive, com atitude curiosa e consequente, para que possa ampliar suas
experiências e seus conhecimentos sobre si e o mundo;
VI. possibilitar às crianças experiências narrativas, de apreciação e interação com a
linguagem verbal, oral e escrita, e não-verbal, por meio do contato com diferentes
suportes e gêneros textuais, articulados às múltiplas linguagens;
VII. recriar, em contextos significativos para as crianças, relações quantitativas,
medidas, formas, dimensões e orientações relativas ao espaço e ao tempo;
VIII. proporcionar a interação das crianças com diversificadas expressões que
envolvam a música, as artes plásticas e gráficas, o cinema, a fotografia, a dança, o
teatro e a literatura;
19
IX. possibilitar às crianças experiências significativas com movimento corporal, por
meio de jogos e brincadeiras e do contato com danças, lutas, esportes, ginástica,
capoeira, artes circenses e outras formas de movimento.
X. promover a interação, o cuidado, a preservação e o conhecimento da
biodiversidade e da sustentabilidade da vida na Terra, assim como o não
desperdício dos recursos naturais;
XI. incentivar a curiosidade, a exploração, o encantamento, o questionamento, a
indagação e o conhecimento das crianças em relação ao mundo físico e social, ao
tempo e ao espaço;
XII. garantir a todas as crianças, inclusive àquelas com deficiência, transtornos
globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, o acesso às diversas
tecnologias de informação e comunicação (TIC), por meio do planejamento de
situações de aprendizagens significativas, que demandem o uso dessas
tecnologias;
XIII. articular a transição entre a pré-escola e os anos iniciais do Ensino
Fundamental, com base no respeito à continuidade dos processos de aprendizagem
e desenvolvimento da criança, seus interesses e necessidades, priorizando a
dimensão lúdica no trabalho pedagógico, na perspectiva de garantir o direito de
acesso aos diferentes conhecimentos, sem antecipar conteúdos previstos para o
Ensino Fundamental;
XIV. garantir condições para o trabalho e a organização de espaços e tempos que
assegurem à criança proteção contra qualquer forma de negligência no interior da
instituição educativa, conforme o disposto na Lei nº 8.069/90, acrescida pela Lei nº
13.010, de 26 de julho de 2014, e pela Lei Ordinária nº 9.132/12 de Goiânia GO.
Parágrafo único. Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, abandono,
mendicância, trabalho infantil, tratamento cruel ou degradante e de maus tratos
contra a criança serão, obrigatoriamente, comunicados pela instituição ao Conselho
Tutelar, sem prejuízo de outras providências legais.

Além disso, conforme preconizado na Base Nacional Curricular, são


direitos de aprendizagem e desenvolvimento na Educação Infantil:
• Conviver com outras crianças e adultos, em pequenos e grandes grupos,
utilizando diferentes linguagens, ampliando o conhecimento de si e do outro,
o respeito em relação à cultura e às diferenças entre as pessoas.
20
• Brincar cotidianamente de diversas formas, em diferentes espaços e tempos,
com diferentes parceiros (crianças e adultos), ampliando e diversificando seu
acesso a produções culturais, seus conhecimentos, sua imaginação, sua
criatividade, suas experiências emocionais, corporais, sensoriais,
expressivas, cognitivas, sociais e relacionais.
• Participar ativamente, com adultos e outras crianças, tanto do planejamento
da gestão da escola e das atividades propostas pelo educador quanto da
realização das atividades da vida cotidiana, tais como a escolha das
brincadeiras, dos materiais e dos ambientes, desenvolvendo diferentes
linguagens e elaborando conhecimentos, decidindo e se posicionando.
• Explorar movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras,
emoções, transformações, relacionamentos, histórias, objetos, elementos da
natureza, na escola e fora dela, ampliando seus saberes sobre a cultura, em
suas diversas modalidades: as artes, a escrita, a ciência e a tecnologia.
• Expressar, como sujeito dialógico, criativo e sensível, suas necessidades,
emoções, sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões,
questionamentos, por meio de diferentes linguagens.
• Conhecer-se e construir sua identidade pessoal, social e cultural, constituindo
uma imagem positiva de si e de seus grupos de pertencimento, nas diversas
experiências de cuidados, interações, brincadeiras e linguagens vivenciadas
na instituição escolar e em seu contexto familiar e comunitário.

CARACTERÍSTICAS DA POPULAÇÃO ATENDIDA, DOS PROFISSIONAIS E DA


COMUNIDADE LOCAL.
Em 2020 o CEI possui 146 (cento e quarenta e seis) crianças matriculadas,
sendo 70 no período matutino e 76 no período vespertino. A pesquisa foi respondida
por 78 famílias, o que corresponde a 78% (setenta e oito por cento) das famílias.
Ressalta-se que os ingressantes em 2020 (46 famílias) não participaram da
pesquisa.
Em relação à população atendida, de acordo com a Pequisa Socioeducativa
realizada em dezembro de 2019, foi possível caracterizar o perfil dos
pais/responsáveis atendidos pelo CEI Desembargador Mauro Campos.
21
A pesquisa foi respondida por 51,30% dos pais de crianças que frequentam o
turno matutino e 48,7% que frequentam o turno vespertino. Dessas famílias, 89,7%
da pesquisa foi respondida por mães, 9% por pais e 1,3% outro membro da família.
Em relação à idade dos pais a maioria encontra na faixa etária de 31 a 45
anos, ou seja, 89,7% das mães e 83,3% dos pais. Quanto ao estado civil, 83,3%
dos pais são casados.
Entre as mães/responsáveis 43,6% são servidoras do Poder Judiciário, entre
os pais/responsáveis este percentual corresponde a 37,20%. 7,7% dos pais ambos
são servidores do Poder Judiciários. Ressalta-se que 11,5% quem é o servidor do
Poder Judiciário são os avôs.
Em relação à escolarização, 52,6% dos pais e 71,8% das mães têm pós-
graduação (especialização, mestrado ou dourado). 37,2% dos pais e 20,5 das mães
cursaram ensino superior. Apenas 1,3% dos pais possuem, no mínimo, o ensino
fundamental incompleto e, relação às mães, apenas 2,6% possuem o ensino médio
incompleto.
No quesito diversidade religiosa, 65,4% dos pais e 61,5% das mães são
católicos. São evangélicos 21,6% dos pais e 31,1% das mães. A religião espírita
abarca 1,3 dos pais das famílias. Frequentam outras religiões 11,5% dos pais e
5,1% das mães.
Quanto à quantidade de pessoas que residem no mesmo espaço, constata-
se que 50% das famílias têm 4 pessoas residindo na mesma casa de acordo com
os dados a seguir:
Moradores/Residência Porcentagem (%)
2 pessoas 2,6
3 pessoas 38,5
4 pessoas 50
5 a 8 pessoas 9
Acima de 8 pessoas 2,6
Fonte: Pesquisa Socioeducativa – CEI/dezembro/2019.

No aspecto socioeconômico, foi possível constatar que com relação ao tipo


de moradia 34,60% das famílias residem em imóveis financiados e, os demais
dividem-se em formas diversas, conforme dado abaixo:
Tipo/Moradia Porcentagem (%)
Própria 33,3
22

Financiada 34,6
Alugada 26,9
Cedida 5,1
Fonte: Pesquisa Socioeducativa – CEI/dezembro/2019.

No que se refere ao quesito renda familiar, a maioria das famílias possuem


renda entre 5 e 10 salários-mínimos, conforme elencado a seguir:
Renda Familiar Porcentagem (%)
Abaixo de 3 salários-mínimos 2,6
Entre 3 e 5 salários-mínimos 10,3
Entre 5 e 10 salários-mínimos 44,9
Acima de 10 salários-mínimos 42,3
Fonte: Pesquisa Socioeducativa – CEI/dezembro/2019.

Em relação às idades das crianças que responderam à pesquisa ficaram


assim distribuídos:
Idade das crianças Porcentagem (%)
2 anos 25,6
3 anos 34,6
4 anos 25,6
5 anos 14,1
Fonte: Pesquisa Socioeducativa – CEI/dezembro/2019.

Quantos às questões pedagógicas, 64,1% das famílias responderam que


estão muito satisfeitos com o desenvolvimento de sua criança e 35,9% estão
satisfeitas.
No que se refere à adoção de material didático pela Instituição, 100%
consideraram relevante a adoção do livro didático (a partir de 3 anos) para o
trabalho desenvolvido com as crianças.
Quanto ao envio de atividade de casa a partir dos 3 anos de idade, a maioria
das famílias, 89,7% consideram importante. Em relação à quantidade de vezes que
a família considera ideal para envio da atividade de casa ficou assim distribuído:
Número de dias (por semana) Porcentagem (%)
Nenhum 6,4
1 vez 30,8
2 vezes 29,5
3 vezes 26,9
Todos os dias 6,4
23
Fonte: Pesquisa Socioeducativa – CEI/dezembro/2019.
No que se refere ao Plantão Pedagógico, dia em que os professores
compartilham com as famílias o “relatório de desenvolvimento” e conversam sobre o
desenvolvimento da criança, 84,6% das famílias preferem que este seja individual,
somente com os pais da criança.
Quanto a relação CEI X família, a maioria das famílias classificam como
ótima, de acordo com quadro abaixo:
Relação CEI X Família
Ótimo 78,2%
Boa 21,%8
Fonte: Pesquisa Socioeducativa – CEI/dezembro/2019.
Em relação à limpeza e organização dos espaços físicos do C.E.I. 62,8% das
famílias consideram ótima e 37,2% boa.

Considerações da família (crísticas e/ou sugestões):

Foram feitas algumas sugestões/críticas por algumas famílias, que são:

Elogios:
• Nada a reclamar. Sempre fomos muito bem recebidos e sempre que
necessitamos de informações e orientações todos estão dispostos a nos
orientar. Estamos muito satisfeitos com o desenvolvimento do xx.
• Sem críticas à escola. Acho que tudo que é proposto é muito bom para o
desenvolvimento das crianças. Estamos satisfeitos e gratos aos Centro Educacional
Infantil Mauro Campos. Obrigada aos professores, funcionários e diretoria e os
terceirizados que colaboram com o processo pedagógico da escola.
• Sou muito grata ao cei por este ano. a paciência e o amor com que cuidaram da minha
xx, especialmente pela fase difícil que passou com as mordidas (etc) e seletividade
alimentar.
• Eu quero parabenizar a todos do CEI pelo trabalho encantador. Todas as professoras,
desde o início da vida escolar da nossa princesa no CEI, criaram vínculos. a psicóloga
Ana Paula, sempre disposta a nos socorrer. O sorriso contagiante da tia Lorena ao nos
recepcionar e ao final do dia, me deixa realmente feliz. a tia Cleuza com sua equipe e sua
extrema dedicação e higiene me reporta a minha avó, que delícia. Tias Madalena e
24
Gisele sempre atentas e participativas. As meninas da limpeza, parabéns. Os vigilantes
sempre, sempre alegres. Ivelise, sem a sua liderança tudo isso não aconteceria. Para
hoje e sempre, gratidão eterna à todos o CEI TJGO. Obrigada.
• Parabéns pelo esforço e dedicação de toda equipe do CEI no atendimento especial que
oferecem às crianças! Desejo um ano de boas realizações para todos! Contem comigo!
Abraços com carinho!
• Gostaria de registrar minha alegria e confiança com o trabalho desenvolvido no
CEI/TJGO. Minha filha foi acolhida, assistida, estimulada entre outras ações perpetradas
com excelência pela equipe. Ela foi "cuidada" como se eu mesma estivesse com ela. Não
tenho palavras suficientes para demonstrar toda a minha gratidão a equipe do CEI e ao
Tribunal de Justiça por esse capricho com nossos filhos.
• De modo geral, estou muito satisfeita com o CEI, o xx ama a escola e seu
desenvolvimento está compatível com a idade e como o que é proposto.
• Amamos o CEI!
• Gostaria de agradecer por toda atenção e dedicação com as crianças. É muito bom ver o
quanto o xx gosta do CEI e o quanto ele aprende e se desenvolve. Vocês realizam um
ótimo trabalho. Muito obrigada.
• Só temos a agradecer por tudo carinho e atenção que nossos filhos, e nós, recebemos
de todos do CEI-TJGO. Desde a recepção pela tia Lorena até as tias da cantina. Obrigada
pela dedicação.
• Gosto muito do trabalho desenvolvido pelo CEI. Acompanho e participo do Conselho
Gestor e vejo o comprometimento e empenho da direção e coordenação sempre visando
melhorias, desenvolvimento e bem estar para os filhos e netos dos servidores e
magistrados. Só tenho agradecimento e elogios para com o trabalho de vocês. Sempre
que precisei de algo foram e são solícitos.
• Ótimo. Vocês são excelentes. Não tenho nada a reclamar.
• A xx adora o CEI, sente muita falta nos dias que não tem aula. Observo que ela aprende
muitas coisas.
• Estamos encantados com toda a estrutura e organização do CEI. Parabéns a todos.
Bernardo está feliz e adorando tudo, pretendemos manter no CEI até o máximo
permitido. Parabéns pela dedicação e cuidado!
• Estamos apaixonados pela escola. Desde a limpeza à direção. Excelentes professoras,
muito cuidado com o meu filho. Ele desenvolveu muito. Estamos encantados. O xx ama
a escola e as professoras. Quando falo que vou levá-lo, já pega a mochila e abre as
gavetas procurando o uniforme.
25
• Alimentação do CEI é muito boa e balanceada; a coordenação pedagógica é satisfatória
e competente.

Sugestões:
• Espaço físico: falta climatização, especialmente para os funcionários.
• Em minha opinião, algo que poderia ser melhorado se refere a alta rotatividade das
educadoras. No mais parabenizo pelo trabalho e esforço de toda a equipe.
• Fixar em local visível o que foi servido às crianças no dia.
• Retomar as aulas de inglês.
• Alinhar o horário de atendimento das crianças às jornadas de trabalho dos pais: das 7 às
14h e das 11 às 18h.
• A única crítica que faço é em relação ao horário da escola que não é compatível com o
horário do Tribunal de Justiça. A criança poderia ficar sete horas na escola.
• Devido ao grande problema de trânsito na cidade, a cada dia pior e horários a cada dia
mais apertados, o CEI deveria receber as crianças às 7:00.
• Abrir o 1º portão para termos mais conforto e segurança, fica muito difícil ficar do lado
de fora, calor, poeira, chuva... desde já agradeço pela atenção prestada.
• Gostaria de insistir em nosso desejo de ver a direção e a equipe pedagógica se
empenharem na resolução de dos problemas importantes: a alta rotatividade das
estagiárias-professoras e a falta de uma biblioteca. O primeiro problema é certamente
muito mais grave e vemos com preocupação o fato de que esta pesquisa não traga
sequer um item a respeito do pessoal pedagógico, das educadoras que estão na linha de
frente da atuação da instituição. Trata-se em nosso entender, de um aspecto
fundamental na avaliação e na auto-avaliação de um centro educacional, muito mais
crucial do que a limpeza e a organização do espaço físico. Ficamos nos perguntando se
isso indica a existência de um conformismo com a situação estabelecida e esperamos
fortemente que não. O Poder Judiciário tem condições financeiras de prover ao menos
uma pedagoga formada por turma do CEI e é preciso esforços para que o faça. Quem
sabe se um trabalho conjunto com o sindicato dos servidores e conversas com juízas e
desembargadoras não seriam iniciativas interessantes nesse sentido? Seria um começo,
mas a causa da educação sempre merece, não é mesmo?
26
• Sugestão de melhoria dos banheiros ao lado da sala do infantil 2 com colocação de
assento e ducha higiênica. As poucas vezes que romeu fez cocô na escola a cueca
chega suja.

• sugestão: a) melhorar a limpeza da sala de aula (principalmente dos tapetes);


b) melhorar a manutenção dos brinquedos do pátio; c) nem todas as tarefas
de casa são adequadas à idade/conhecimento da minha filha; d) gostaria de
saber mais sobre o conteúdo trabalhado em sala (p/ reforçar o aprendizado);
e) também gostaria de mais informações sobre as aulas extras (música e
inglês) - o conteúdo trabalhado e quando não tem aula.
• Disponibilidade para receber as crianças antes de 12:30. Uma sala para receber as
crianças cujos pais têm dificuldade de horário. convocação de professor formado (1 por
sala), pra serem referência para as crianças. Até mesmo devido a troca de 04
educadores no meio do ano letivo. Inclusão do dia dos avós na agenda festiva da escola.
Evento junino em um local maior para poder ter mais convites. Agradeço o carinho e o
cuidado de todo o CEI com minha filha. são apenas sugestões, mas estamos satisfeitos
com a Creche. Obrigada pelo excelente trabalho!
• Acho que a aula de música não deve ser obrigatória.
• Maior rigidez no uso do uniforme.
• Evitar a água gelada para as crianças.
• Gostaria que o CEI. disponibilizasse aos pais o cardápio semanal das refeições para que
assim possamos selecionar/organizar também o cardápio em casa.
• Disponibilizar o cardápio semanal das crianças, especialmente após a chegada da
nutricionista ao CEI.
• Disponibilizar a cardápio semanal das crianças, especialmente após a chegada da
nutricionista ao CEI.
• Sobre a alimentação do meu filho, a escola discrimina/informa na agenda de forma
genérica "comeu bem" "comeu pouco". Acredito que a escola poderia incentivar a criança
um pouco mais no momento da alimentação, pois, quando ele chega em casa e é
oferecido o almoço, ele aceita novamente, ou seja, acho que não está se alimentando
adequadamente e é informado "comeu bem". Deveria aproveitar o momento coletivo e
reforçar a importância do alimento, caso isso não seja feito é claro".
• Registro aqui minha indignação e tristeza por ter tirado a professora de inglês. Achava
não, acho, de suma importância esta aula e gostaria que retomassem as aulas. Outra
coisa, todas as salas do CEI não possuem portas, por isso o ar-condicionado não
27
funciona e as crianças sofrem muito com o calor. Digo salas do piso térreo. Isso deveria
ser digamos que, consertado pelo TJ, com a devida instalação das portas, pois as
crianças que ficam no térreo não tem opção de banho.

• Melhorar a infraestrutura do CEI como: portas nas salas; ampliar a


diversidade de brinquedos no pátio do tipo balanço; por fim contratar pelo
menos um pedagogo formado para cada turma; retornar as aulas de inglês
pra as turmas do 3, 4 e 5 anos.
• Reunião no início do ano letivo com os pais, coordenação e professores e apresentação
dos professores.
• Quanto à questão do livro didático eu não sei se é hora (em termos de período de
crescimento), mas acho que a inclusão dessas atividades pode ser de forma gradual,
porque penso que as crianças de hoje em dia acabam acumulando muitas atividades -
por isso a resposta do item 10.
• Considero importante a interação entre a família e a escola para que a criança se sinta
completamente amparada na sua construção humana. Dessa forma acharia
interessante que os temas abordados em sala de aula fossem repassados
semanalmente por meio da agenda par que em casa os pais e familiares possam dar
continuidade nas perspectivas adotadas pela escola, bem como para que possamos
compreender e desenvolver as sensações da criança em sua formação. Essa interação é
positiva na medida em que nos possibilita ampliar os pontos de vistas escolar e
domiciliar.
• Xx é uma criança muito inteligente porém seu rendimento vem sendo prejudicado pois a
mesma passa por vários episódios de choro na escola, se recusando a ficar ou até
mesmo ir para o CEI.
• É importante que as diferenças sejam respeitadas e a escola tem um papel fundamental
na formação de seres humanos sem preconceito e que saibam respeitar a diversidade.
Escola e família devem andar de mãos dadas na luta contra o preconceito.
• Penso que a atividade para casa é importante para que nós pais acompanhemos aquilo
que acontece em sala de aula. Mais importante que a frequência, se duas vezes ou mais,
creio que a capacidade de envolver a criança e a responsabilidade na execução da tarefa
é o que deve nortear a elaboração dos trabalhos. Muito embora reconheça que não são
todos os responsáveis que tem interesse/disponibilidade para acompanhar tais
atividades.
28
• No caso do plantão pedagógico, sugiro no coletivo para troca de experiência e caso
necessário alguma demanda pontual os pais procuram a coordenação para falar e
conversar algo especial do relatório ou comportamento da criança.
• Uma sugestão que gostaria de fazer para melhorar, seria um relatório das atividades
ocorridas nas aulas de música, em especial.
• Críticas nenhuma. Sugestões: sugiro que tenha passeio fora do CEI, por exemplo:
teatros, museu, passeios que sejam relevantes pra educação da criança
• Datas comemorativas com propostas pedagógicas diferenciadas.

Em relação aos profissionais da Instituição, parte do quadro é composto por


de servidores efetivos ou em comissão e outra parte por empresa terceirizada.
Quanto do corpo docente, é composto por estagiários do curso de Pedagogia.
No que se refere à comunidade local, O Setor Sul é um dos bairros mais
antigos e tradicional de Goiânia. É um setor bem povoado com predominância de
habitações horizontalizadas. Percebe-se que é um bairro com um bom poder
aquisitivo devido às suas construções. Outra característica que observamos no
bairro é que existem vários comércios, hospitais e escolas.

REGIME DE FUNCIONAMENTO
O atendimento diário do CEI Desembargador Mauro Campos acontece em
dois turnos: matutino (07:30 às 13:30) e vespertino (12:30 às 18:30), de segunda a
sexta-feira.
O atendimento não é interrompido no decorrer do ano, somente no recesso
forense (normalmente de 20 de dezembro a 06 de janeiro), retomando as atividades
no início de janeiro (dia 7 ou primeiro dia útil subsequente). O CEI deixa de atender
as crianças uma vez ao mês, conforme calendário anual, no dia em que oferece a
formação em serviço ao corpo docente e procede com a limpeza geral de seus
ambientes.
As crianças deixam de frequentar a Instituição no período de férias do
responsável, servidor do Tribunal de Justiça, que poderá fazê-lo em até três
períodos. Também não frequentam a Instituição crianças cujos pais estão em
períodos de afastamento do trabalho (licença para tratar de interesses pessoais).
Salientamos que, nos meses de janeiro e julho, devido ao número reduzido
de crianças que frequentam a Instituição e o período de férias do corpo docente
(estagiários de Pedagogia), o CEI oferece às crianças programação de férias nos
meses de janeiro e julho, com atividades recreativas variadas, iniciando as
29
atividades pedagógicas do ano letivo no primeiro semestre, em fevereiro e no
segundo semestre, em agosto.

DESCRIÇÃO, ORGANIZAÇÃO E UTILIZAÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO, DAS


INSTALAÇÕES, DOS EQUIPAMENTOS E DO MOBILIÁRIO.

A sede permanente do CEI possui uma área total de 1.152,13m² e se divide


em 2 pavimentos (inferior e superior).

PISO INFERIOR
Qtd. Espaço Material
1 Portaria (acesso 01 mesa; 03 cadeiras; 02 armários; 01 circulador de ar;
principal) 01 aparelho de telefone; 01 interfone; 01 sofá dois
lugares; 01 poltrona; 01 lixeira
2 Banheiro acessível 01 pia; 01 vaso; 01 ducha higiênica; 01 papeleira; 01
(adulto) saboneteira; 01 lixeira; 01 porta papel higiênico
1 Sala dos 04 mesas; 06 cadeiras; 04 armários; 01 aparelho de ar
Professores condicionado; 04 gaveteiros; 03 computadores; 01
(Coordenação) impressora; 01 porta chaves; 03 lixeiras.
6 Sala Infantil 08 mesas; 08 cadeiras; 02 armários; 01 aparelho de ar
(agrupamento) condicionado; 01 quadro branco; 01 lixeira; tapete
emborrachado.
1 Área Externa Parte coberta; vários brinquedos; 01 tablado; 01 quadro
para giz; 01 parque das águas; 05 bancos; 01 mesa de
som; 03 caixas de som; 01 extintor de incêndio.
2 Banheiro Infantil 02 pias; 01 bancada em mármore com armário
embutido, 01 espelho, 02 vasos sanitários; 02
chuveiros; 01 armário embutido; 02 duchas higiênicas;
01 banco em mármore; 03 lixeiras; 01 saboneteira; 01
papeleira.
1 Banheiro Infantil 02 pias; 01 bancada em mármore com armário
Acessível embutido, 01 espelho, 01 vaso sanitário; 01 chuveiro; 01
ducha higiênica; 02 lixeiras; 01 saboneteira; 02
papeleira.
2 Banheiro 01 pia; 01 espelho, 01 vaso sanitário; 01 chuveiro; 01
(funcionários) ducha higiênica; 02 lixeiras; 01 saboneteira; 01
30

papeleira
1 Separação de 01 tanque; 01 bancada em inox; 02 armários.
Roupa
1 Banheiro 01 pia; 01 espelho, 01 vaso sanitário; 01 chuveiro; 01
(adulto/lavanderia) ducha higiênica; 01 lixeira.
1 Lavanderia 01 máquina de lavar; 02 tanques em inox; 02 mesas em
inox; 01 tanquinho.
1 Sala de materiais 03 armários; 01 mesa em inox; 10 cadeiras
1 Área Externa Varais
(lavanderia)
1 Refeitório 02 pias; 01 bebedouro; 03 aparelhos de ar
condicionado; 20 cadeiras de bebê; 12 mesas; 46
cadeiras; 02 bufets; 01 mesa inox; 02 lixeiras; 02
bancos; 01 microondas.
1 Sala de 03 pias com bancada em inox; 01 ar condicionado; 02
Higienização cadeiras; 02 lixeiras.
1 Cozinha 05 pias com bancada em inox; 01 fogão industrial (4
bocas); 01 forno industrial; 01 filtro; 01 geladeira; 01
coifa; 01 aparelho de telefone; 01 prateleira em inox; 01
freezer horizontal; 01 forno elétrico.
1 Sala de Preparo 01 fogão (4 bocas); 01 pia com bancada em inox; 01 ar
Especial condicionado; 01 prateleira; 01 cadeira.
1 Despensa 02 aparelhos de ar condicionado; 01 geladeira; 07
prateleiras em inox; 02 armários; 01 freezer vertical.
1 Copa 01 pia com armário embutido; 01 mesa; 06 cadeiras; 01
microondas; 01 geladeira; 01 prateleira em inox, 01
aparelho de telefone.
1 Mat. Limpeza 01 tanque; 02 prateleiras em aço;

PISO SUPERIOR
Qtd. Espaço Material
1 Sala da Diretoria diretor
1 Secretaria 02 mesas; 01 computador; 01 impressora, 01 armário,
02 gaveteiros; 02 cadeiras; 01 aparelho de ar
condicionado; 01 aparelho de telefone; 01 lixeira
31

1 Sala de materiais 06 armários, 01 aparelho de ar condicionado


1 Sala de Reuniões 01 aparelho de ar condicionado; 08 cadeiras; 01 mesa;
01 gaveteiro; 01 lixeira; 02 computadores.

1 Biblioteca 01 aparelho de ar condicionado; 03 armários; 01 lixeira.


1 Sala de Piso emborrachado; brinquedos diversos; 02 aparelhos
Estimulação de ar condicionado.
1 Sala Multiuso 02 aparelhos de ar condicionado; 01 armário; 01
bebedouro; 01 telão; 01 TV;01 retroprojetor; brinquedos
diversos; 01 mesa; 01 lixeira.
2 Área Externa 1 Área descoberta formada por brinquedos diversos, junto
à Sala de Estimulação; 01 banco.
Área Externa 2 Espaço utilizado para as atividades, junto à Sala de
Atividade; 01 banco.
1 Elevador 01 acesso aos pisos (térreo/superior)
1 Sala Técnica Equipamentos diversos; 01 ar condicionado.
1 Sala da 02 mesas; 04 cadeiras; 02 armários; 01 aparelho de ar
Psicologia/Nutrição condicionado; 01 gaveteiro; 01 papeleira; 01 lixeira.
2 Escadas 02 de acesso aos pisos (térreo/superior)
1 Banheiro Adulto 02 pias; bancada em mármore, 01 espelho, 02 vasos
sanitários; 02 chuveiros; 01 papeleira; 01 saboneteira;
01 lixeira; 02 portas papel higiênico.
2 Banheiro Infantil 02 pias; bancada em mármore, 01 espelho, 01 vaso
sanitário; 01 armário embutido; 01 papeleira; 01
saboneteira; 02 lixeiras; 01 porta papel higiênico.
1 Sala de Atividades 01 pia com bancada em mármore com armário
embutido; 01 armário; mesas de plástico e brinquedos
diversos; 01 lixeira.
2 Sala Infantil Piso emborrachado; 01 ar condicionado; 02 armários; 1
(agrupamento) pia (Sala Infantil 1 B).
Piso emborrachado; 01 ar condicionado; 02 armários;
01 pia (Sala infantil 1A).
2 Fraldário 01 bancada em mármore; 02 espelhos; 02 cubas para
banho com chuveiro; 01 pia; 01 saboneteira; 01
papeleira; 01 lixeira.
32

1 Espaço passagem 01 ar condicionado; 01 armário, 01 pia; 01 papeleira; 01


lixeira;

A circulação na área da cozinha é restrita aos profissionais da área, sendo


este ambiente destinado à preparação dos alimentos. O uso da touca é obrigatório.
A copa e a lavanderia/passanderia é de acesso apenas à equipe do CEI.
Os demais espaços dessa Instituição são de livre acesso aos
pais/responsáveis, crianças e equipe do CEI.

ORGANIZAÇÃO DAS CRIANÇAS (AGRUPAMENTOS)


A organização das turmas (agrupamentos) estão em concomitância com a
Res. CME nº 120, de 07 de dezembro de 2016 do Conselho Municipal de
Educação. As crianças são organizadas em agrupamentos, por idade. São 5
agrupamentos, divididos em dois turnos de trabalho: matutino e vespertino.
No ato da matrícula das crianças é considerado como ponto de corte a data
de 31 de março para aniversário natalício, conforme dispõe o artigo 2º da Res. CME
nº 202/11, portanto em cada agrupamento as crianças são matriculadas tendo por
referência as seguintes idades até o dia 31 de março do ano corrente:
• Agrupamento 1: Infantil 1 - 1 ano.
• Agrupamento 2: Infantil 2 - 2 anos.
• Agrupamento 3: Infantil 3 - 3 anos.
• Agrupamento 4: Infantil 4 - 4 anos.
• Agrupamento 5: Infantil 5 - 5 anos.
Ressalta-se que, dependendo do número de crianças de uma determinada
idade, podemos ter mais de um agrupamento na mesma faixa etária. Com isso
podemos funcionar, por exemplo, duas turmas de dois anos, uma com a
nomenclatura Infantil 2A e outra Infantil 2B.
Respeitando o quantitativo de crianças, conforme Resolução CME/120, com
metragem mínima de 1,50 m2 por criança atendida, os espaços educativos (salas)
estão assim distribuídos:
Pavimento Superior:
• Berçário 1 – 10 crianças.
• Berçário 2 – 10 crianças.
33
Térreo:
• Sala 1 – 13 crianças
• Sala 2 – 11 crianças
• Sala 3 – 11 crianças
• Sala 4 – 11 crianças
• Sala 5 – 11 crianças
• Sala 6 – 13 crianças

Ressalta-se que no piso superior (turmas de 1 ano) optamos por utilizar


disponibilizar mobiliário infantil (mesas e cadeiras móveis) em apenas um dos
agrupamentos para realização das atividades.
Ainda concernente ao mobiliário infantil, ressalta-se que no item
caracterização do espaço físico (refeitório) temos limitação quanto à quantidade de
mesas e cadeiras.

RELAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

O grupo de profissionais do CEI é composto por servidores do Tribunal de


Justiça, em caráter efetivo, comissionado, á disposição e estagiários de Pedagogia.
Além destes profissionais, contamos com uma equipe terceirizada. Os
trabalhadores do CEI estão organizados em cinco equipes, que são:
• Equipe administrativa: diretor, apoio administrativo (secretaria), portaria.
• Equipe pedagógica: coordenação pedagógica e estagiários de pedagogia.
• Equipe de nutrição: nutricionista, cozinheiras e copeiras.
• Equipe de higiene: serviços gerais.
• Equipe de saúde: psicólogo.
O fato de termos um quadro de professores composto somente por
estagiários é um dos elementos que dificulta a consolidação do Projeto Pedagógico
da Instituição. Além da formação acontecer em serviço convivemos com a
rotatividade dos docentes, especialmente quando da finalização de contratos, início
ou final de ano letivo ou ocasião em que o estagiário finaliza a sua graduação.
O quadro de pessoal é o seguinte:
I – CORPO TÉCNICO ADMINISTRATIVO:
NOME FUNÇÃO FORMAÇÃO PERIODO AGRUPAMENTO
Ivelise Maria Diretora Pedagógica e Graduação : Pedagogia Integral Todos
Camargo de Administrativa Especialização: Psicopedagogia,
34
Albuquerque Arte Terapia, Educação e Saúde
Pública, Mediadora de PEI -1,
MBA em Gestão Estratégica de
Pessoas.
Lana Juvenal Secretária Graduação: Geografia Matutino Todos
Taveira Especialização: Psicopedagogia e
Educação a Distância
Ana Paula Psicóloga Graduação: Psicologia Alternado Todos
Ferreira de Souza
Lorena Fleury de Secretária Graduação : Fonoaudiologia Matutino Todos
Alencastro Veiga
Tormin
Valéria de Assis Secretaria Graduação: Letras Vespertino Todos
Faria Alves Especialização: Psicopedagogia
Hérica Letícia Nutricionista Graduação: Nutrição Alternado Todos
Oliveira Castro
Freitas

II – CORPO PEDAGÓGICO:
NOME FUNÇÃO FORMAÇÃO PERÍODO AGRUPAMENTO

Francy Dias Holanda Coordenadora Pedagógica Graduação: Pedagogia Matutino Todos


Gama Especialização:
Psicopedagogia
Mestrado em Música
Déborah Leite Coordenadora Pedagógica Graduação: Pedagogia Matutino Todos
Ferreira Especialização: Educação a
Distância
Carmina Ribeiro Lima Agente educativa/ Graduada Graduação: Pedagogia e Letras Matutino 1
Especialização: Educação
Inclusiva e Gestão Pública
Alexandra Rodrigues Professora Graduação: Pedagogia Matutino 5
Ribeiro Bezerra
Especialização: Psicopedagogia
e Neuroaprendizagem.
Alini Pereira Duarte Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Matutino 3B
Diniz de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Anne nunes Ferreira Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Matutino 1
de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Adryane Bernardes Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Matutino 3A
Silva de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Amós Vitelli de Barros Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Matutino 4A
Carneiro Mendes de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Bianca Ribeiro Oliveira Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Matutino 1
de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Bruna Araújo Teixeira Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Matutino 3A
de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Dayane de Souza Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Matutino 4B
Damasceno Camargo de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Fernanda Alves Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Matutino 4B
35
Borges de Pedagogia do CIEE Pedagogia
Gean Carlo Fontineli Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Matutino 5
Ramos de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Larissa Monteiro Faria Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Matutino 1A
de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Leidiane Machado da Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Matutino 4A
de Pedagogia do CIEE
Silva Pedagogia
Leidiane Maria de Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Matutino 2B
de Pedagogia do CIEE
Lima Souza Pedagogia
Lídia Fernandes Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Matutino 2A
de Pedagogia do CIEE
Silvério Pedagogia
Luzia Faria Sodré dos Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Matutino 2B
de Pedagogia do CIEE
Santos Pedagogia
Jucilene Gonçalves de Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Matutino 2B
de Pedagogia do CIEE
Almeida Pedagogia
Mariana de Godões Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Matutino 4B
de Pedagogia do CIEE
Faria Cardoso Pedagogia
Mônica Rafaela Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Matutino 4B
Oliveira de Souza de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Nathália Silva Teixeira Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Matutino 3A
Sousa de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Rafaela Oliveira de Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Matutino 2A
Sousa de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Sabrina César Serra Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Matutino 2B
de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Samira Vieira Costa Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Matutino 3B
Santana de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Yanê Alves Pires Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Matutino 2A
de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Maria Madalena Coordenadora Pedagógica Graduação: Pedagogia Vespertino Todos
Morato Andrade Especialização:
Psicopedagogia e Educação
Infantil
Gyzelle Sousa Vidal Coordenadora Pedagógica Graduação: Pedagogia Vespertino Todos
Especialização:
Psicopedagogia Inclusiva e
Educação Infantil
Adrielle Moreira dos Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 5
Santos de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Ariane Cristina Vieira Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 2B
Lima de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Ana Paula Borges Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 5
Chagas de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Bárbara Antonia Pajéu Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 3A
de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Beatriz Rodrigues Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 3A
Caçula de Oliveira de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Caroline Borges Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 1A
Mendes de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Dulcilene Bueno Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 2B
36
Caetano Pereira de Pedagogia do CIEE Pedagogia
Helyane de Souza Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 1A
Amaral Domingues de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Ianka Ferreira Neves Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 2A
de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Jullyana Ribeiro de Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 3B
Souza Silva de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Juliana Barroso de Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 3A
Araújo de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Julie D. P. de Paiva Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 3A
de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Karina Sousa Santos Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 2A
de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Kellen Naves Martins Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 4
de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Lara Cristina de Paula Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 3A
e Silva de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Lara Fogaça dos Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 4
Santos de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Letícia Batista Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 1A
Mesquita de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Mirian Rodrigues e Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 1A
Souza de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Nataly Lobão Rosa Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 5
de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Patrícia Pereira de Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 1A
Sousa Alencar de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Rafael Yuri da Cruz Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 4
martins de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Roberta Gonçalo de Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 1A
Oliveira de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Rosângela Aguiar Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 2B
Campos Rodrigues de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Sabrina Gabryella Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 1B
Fernandes Borges de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Thaynara Lucrécio Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 1B
Rossi Marçal de Pedagogia do CIEE
Pedagogia
Gonçalves
Yasmin Castro de Agente educativa/ Estagiária Graduação: Estudante de Vespertino 1A
Jesus de Pedagogia do CIEE
Pedagogia

CURRÍCULO
O aprendizado acontece por meio da vivência cotidiana, tanto a relação do
adulto com a criança como as características do espaço em que esta vivência
acontece, serão decisivos no processo de desenvolvimento dos pequenos. Nota-se,
então, que o desenvolvimento da criança está diretamente relacionado à sua
experiência proporcionada em seu meio social. Para tanto o educador se constitui
37
como agente fundamental desse processo, desempenhando o papel de mediador
dessas experiências, o que requer ainda que ele esteja atento às necessidades e
interesses apresentados pela criança, lhes proporcionando segurança e valorizando
suas descobertas, estas são as especifidades do currículo.
O CEI adota para os agrupamentos de 3 a 5 anos a coleção Educação
Infantil (G3, G4 e G5) do Sistema de Ensino Positivo, como apoio ao processo de
ensino-aprendizagem, além de utilizar, de acordo com a especificidade e
necessidade de cada turma, projetos de trabalho. Para os agrupamentos de 1 e 2
anos são desenvolvidos projetos ou sequências temáticas.
Os objetivos traçados para 2019 e a organização curricular está estruturada em
cinco campos de experiências. Entende-se por campos de experiências “um arranjo
curricular que acolhe as situações e as experiências concretas da vida cotidiana das
crianças e seus saberes, entrelaçando-os aos conhecimentos que fazem parte de
patrimônio cultural” (BRASIL, 2017, p. 38).
Os campos de experiências, presentes na Base Nacional Curricular (BNCC)
têm como base as experiências propostas nas DCNEI, documento que descreve os
saberes e os conhecimentos fundamentais a serem propiciados às crianças e
associados às suas experiências. A seguir, consta uma descrição dos cinco campos
de experiências:

O EU, O OUTRO E O NÓS


É na interação com os pares e com adultos que as crianças vão constituindo
um modo próprio de agir, sentir e pensar e vão descobrindo que existem outros
modos de vida, pessoas diferentes, com outros pontos de vista.
Conforme vivem suas primeiras experiências sociais (na família, na
instituição escolar, na coletividade), constroem percepções e questionamentos
sobre si e sobre os outros, diferenciando-se e, simultaneamente, identificando-se
como seres individuais e sociais. Ao mesmo tempo que participam de relações
sociais e de cuidados pessoais, as crianças constroem sua autonomia e senso de
autocuidado, de reciprocidade e de interdependência com o meio.
Por sua vez, na Educação Infantil, é preciso criar oportunidades para que as
crianças entrem em contato com outros grupos sociais e culturais, outros modos
de vida, diferentes atitudes, técnicas e rituais de cuidados pessoais e do
grupo, costumes, celebrações e narrativas. Nessas experiências, elas podem
ampliar o modo de perceber a si mesmas e ao outro, valorizar sua identidade,
38
respeitar os outros e reconhecer as diferenças que nos constituem como
seres humanos. (BRASIL, 2017, p. 38)

CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS


Com o corpo (por meio dos sentidos, gestos, movimentos impulsivos ou
intencionais, coordenados ou espontâneos), as crianças, desde cedo, exploram o
mundo, o espaço e os objetos do seu entorno, estabelecem relações, expressam-
se, brincam e produzem conhecimentos sobre si, sobre o outro, sobre o universo
social e cultural, tornando-se, progressivamente, conscientes dessa corporeidade.
Por meio das diferentes linguagens, como a música, a dança, o teatro, as
brincadeiras de faz de conta, elas se comunicam e se expressam no
entrelaçamento entre corpo, emoção e linguagem. As crianças conhecem e
reconhecem as sensações e funções de seu corpo e, com seus gestos e
movimentos, identificam suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo, ao
mesmo tempo, a consciência sobre o que é seguro e o que pode ser um risco à sua
integridade física.
Na Educação Infantil, o corpo das crianças ganha centralidade, pois ele é
o partícipe privilegiado das práticas pedagógicas de cuidado físico, orientadas para
a emancipação e a liberdade, e não para a submissão. Assim, a instituição escolar
precisa promover oportunidades ricas para que as crianças possam, sempre
animadas pelo espírito lúdico e na interação com seus pares, explorar e vivenciar
um amplo repertório de movimentos, gestos, olhares, sons e mímicas com o
corpo, para descobrir variados modos de ocupação e uso do espaço com o corpo
(tais como sentar com apoio, rastejar, engatinhar, escorregar, caminhar
apoiando-se em berços, mesas e cordas, saltar, escalar, equilibrar-se, correr,
dar cambalhotas, alongar-se etc.). (BRASIL, 2017, p. 38-39)

TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS


Conviver com diferentes manifestações artísticas, culturais e científicas,
locais e universais, no cotidiano da instituição escolar, possibilita às crianças, por
meio de experiências diversificadas, vivenciar diversas formas de expressão e
linguagens, como as artes visuais (pintura, modelagem, colagem, fotografia etc.),
a música, o teatro, a dança e o audiovisual, entre outras. Com base nessas
experiências, elas se expressam por várias linguagens, criando suas próprias
produções artísticas ou culturais, exercitando a autoria (coletiva e individual) com
39
sons, traços, gestos, danças, mímicas, encenações, canções, desenhos,
modelagens, manipulação de diversos materiais e de recursos tecnológicos.
Essas experiências contribuem para que, desde muito pequenas, as crianças
desenvolvam senso estético e crítico, o conhecimento de si mesmas, dos outros e
da realidade que as cerca. Portanto, a Educação Infantil precisa promover a
participação das crianças em tempos e espaços para a produção, manifestação e
apreciação artística, de modo a favorecer o desenvolvimento da sensibilidade, da
criatividade e da expressão pessoal das crianças, permitindo que se apropriem e
reconfigurem, permanentemente, a cultura e potencializem suas singularidades, ao
ampliar repertórios e interpretar suas experiências e vivências artísticas. (BRASIL,
2017, p. 39)
ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO
Desde o nascimento, as crianças participam de situações comunicativas
cotidianas com as pessoas com as quais interagem. As primeiras formas de
interação do bebê são os movimentos do seu corpo, o olhar, a postura corporal, o
sorriso, o choro e outros recursos vocais, que ganham sentido com a interpretação
do outro. Progressivamente, as crianças vão ampliando e enriquecendo seu
vocabulário e demais recursos de expressão e de compreensão, apropriando-se da
língua materna – que se torna, pouco a pouco, seu veículo privilegiado de interação.
Na Educação Infantil, é importante promover experiências nas quais as
crianças possam falar e ouvir, potencializando sua participação na cultura oral, pois
é na escuta de histórias, na participação em conversas, nas descrições, nas
narrativas elaboradas individualmente ou em grupo e nas implicações com as
múltiplas linguagens que a criança se constitui ativamente como sujeito singular e
pertencente a um grupo social. Desde cedo, a criança manifesta curiosidade com
relação à cultura escrita: ao ouvir e acompanhar a leitura de textos, ao observar
os muitos textos que circulam no contexto familiar, comunitário e escolar, ela vai
construindo sua concepção de língua escrita, reconhecendo diferentes usos
sociais da escrita, dos gêneros, suportes e portadores.
Na Educação Infantil, a imersão na cultura escrita deve partir do que as
crianças conhecem e das curiosidades que deixam transparecer. As experiências
com a literatura infantil, propostas pelo educador, mediador entre os textos e as
crianças, contribuem para o desenvolvimento do gosto pela leitura, do estímulo à
imaginação e da ampliação do conhecimento de mundo. Além disso, o contato com
histórias, contos, fábulas, poemas, cordéis etc. propicia a familiaridade com
40
livros, com diferentes gêneros literários, a diferenciação entre ilustrações e
escrita, a aprendizagem da direção da escrita e as formas corretas de
manipulação de livros.
Nesse convívio com textos escritos, as crianças vão construindo hipóteses
sobre a escrita que se revelam, inicialmente, em rabiscos e garatujas e, à medida
que vão conhecendo letras, em escritas espontâneas, não convencionais, mas
já indicativas da compreensão da escrita como sistema de representação da língua.
(BRASIL, 2017, p. 40, grifo do original)

ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E


TRANSFORMAÇÕES
As crianças vivem inseridas em espaços e tempos de diferentes dimensões,
em um mundo constituído de fenômenos naturais e socioculturais. Desde muito
pequenas, elas procuram se situar em diversos espaços (rua, bairro, cidade
etc.) e tempos (dia e noite; hoje, ontem e amanhã etc.).
Demonstram também curiosidade sobre o mundo físico (seu próprio
corpo, os fenômenos atmosféricos, os animais, as plantas, as transformações
da natureza, os diferentes tipos de materiais e as possibilidades de sua
manipulação etc.) e o mundo sociocultural (as relações de parentesco e
sociais entre as pessoas que conhece; como vivem e em que trabalham essas
pessoas; quais suas tradições e seus costumes; a diversidade entre elas etc.).
Além disso, nessas experiências e em muitas outras, as crianças também se
deparam, frequentemente, com conhecimentos matemáticos (contagem,
ordenação, relações entre quantidades, dimensões, medidas, comparação de
pesos e de comprimentos, avaliação de distâncias, reconhecimento de formas
geométricas, conhecimento e reconhecimento de numerais cardinais e
ordinais etc.) que igualmente aguçam a curiosidade.
Portanto, a Educação Infantil precisa promover experiências nas quais as
crianças possam fazer observações, manipular objetos, investigar e explorar seu
entorno, levantar hipóteses e consultar fontes de informação para buscar respostas
às suas curiosidades e indagações. Assim, a instituição escolar está criando
oportunidades para que as crianças ampliem seus conhecimentos do mundo físico e
sociocultural e possam utilizá-los em seu cotidiano. (BRASIL, 2017, p. 40-41)
Os conhecimentos privilegiados para o ano de 2020 por agrupamento, são os
seguintes:
41
AGRUPAMENTO DE 1 e 2 ANO
PROJETOS
1 ANO 2 ANOS
• Acolhendo, brincando e cantando • Acolhendo, brincando e cantando.
• Uni Duni Tê – um jardim vamos • Eu sou assim e você?
conhecer! • Fazendo Arte
• Brincando e descobrindo os sentidos. • Vida no campo
• Respeitável público, o circo chegou! • Água, terra, ar… Brincadeiras a vista!
• Toc... Toc... quem mora aqui? • Era uma vez...
• Histórias que encantam • Brincando com a matemática

CAMPOS DE EXPERIÊNCIAS E OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM


E DESENVOLVIMENTO
O EU, O OUTRO E O NÓS

• Brincadeiras com diferentes objetos de acordo com a sua função simbólica


ou social.
• Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e
adultos.
• Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e
fazendo-se compreender.
• Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e
adultos.
• Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para
enfrentar dificuldades e desafios.
• Gostos e preferências.
• Início do conhecimento do corpo e suas partes.
• Interação em brincadeiras com adultos.
• Manuseio de objetos de higiene, conquistando independência em seu uso, de forma
gradual.
• Organização gradativa de seus pertences pessoais e coletivos, além dos
brinquedos.
• Perceber que as pessoas têm características físicas diferentes, respeitando
essas diferenças.
• Reconhecimento de seus pertences e dos colegas.
• Resolver conflitos nas interações e brincadeiras, com a orientação de um
adulto.
42
• Respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras.

TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS

• Apreciação de diferentes ritmos e gêneros musicais.


• Criar sons com materiais, objetos e instrumentos musicais, para acompanhar
diversos ritmos de música.
• Experimentação de diversas possibilidades no uso de tintas atóxicas.
• Exploração de diferentes riscantes (giz, caneta hidrocolor, carvão, lápis de cor, além
de materiais alternativos) e instrumentos (pincéis, brochas, rolinhos, esponjas entre
outros).
• Exploração e produção de sons: voz, sons corporais, instrumentais, musicais
e objetos sonoros.
• Expressão de preferências musicais e sonoras, diante dos diferentes ritmos e
gêneros musicais trabalhados.
• Participação em brincadeiras cantadas, cantigas de roda, jogos com
palavras, acompanhando com palmas, movimentos ou com instrumentos
variados.
• Participação em diferentes processos de contato com a Arte produzida em
diferentes culturas.
• Utilizar diferentes fontes sonoras disponíveis no ambiente em brincadeiras
cantadas, canções, músicas e melodias.
• Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (argila, massa
de modelar explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes
ao criar objetos tridimensionais.

FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO

• Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades,


sentimentos e opiniões.
• Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos,
diferenciando escrita de ilustrações, e acompanhando, com orientação do
adulto-leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da esquerda para a
direita).
43
• Formular e responder perguntas sobre fatos da história narrada, identificando
cenários, personagens e principais acontecimentos.
• Relatar experiências e fatos acontecidos, histórias ouvidas, filmes ou peças
teatrais
• assistidos etc.
• Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas
sugeridos.
• Manusear diferentes portadores textuais, demonstrando reconhecer seus
usos sociais.
• Manipular textos e participar de situações de escuta para ampliar seu contato
com diferentes gêneros textuais (parlendas, histórias de aventura, tirinhas,
cartazes de sala, cardápios, notícias etc.).
• Manusear diferentes instrumentos e suportes de escrita para desenhar, traçar letras e
outros sinais gráficos.
• Comunicação por meio de gestos (dizer sim e não com a cabeça, apontar
com o dedo, acenar, dar tchau, bater palmas, etc.).
• Reconhecimento de seu nome, atendendo quando solicitado.
• Entendimento e resposta a comandos simples do professor.
• Combinação de duas ou mais palavras na elaboração de frases com
progressiva ampliação de seu vocabulário.

CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS

• Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos


jogos e brincadeiras.
• Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente,
atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e
atividades de diferentes naturezas.
• Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar, rolar-se,
arrastar-se, esconder-se), combinando movimentos e seguindo orientações.
• Imitação de movimentos corporais conforme referências propostas pelo
professor.
• Exploração de diferentes possibilidades gestuais, expressivas para a
representação.
• Inserção em brincadeiras cantadas, jogos e dança.
44
• Controle dos próprios movimentos, ajustando habilidades e capacidades de
acordo com os desafios propostos.
• Dança a partir de estímulos rítmicos (CDs, instrumentos musicais, palmas,
comandos orais, entre outros).
• Imitação e composição de movimentos corporais conforme referências
propostas pelo professor.

ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES

• Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e


propriedades dos objetos (textura, massa, tamanho).
• Observar, relatar e descrever incidentes do cotidiano e fenômenos naturais
(luz solar, vento, chuva etc.).
• Compartilhar, com outras crianças, situações de cuidado de plantas e
animais nos espaços da instituição e fora dela.
• Identificar relações espaciais (dentro e fora, em cima, embaixo, acima,
abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, durante e depois).
• Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso, cor,
forma etc.).
• Utilizar conceitos básicos de tempo (agora, antes, durante, depois, ontem,
hoje, amanhã, lento, rápido, depressa, devagar).
• Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc., em contextos diversos.
• Registrar com números a quantidade de crianças (meninas e meninos, presentes e
ausentes) e a quantidade de objetos da mesma natureza (bonecas, bolas, livros etc.).
• Desenvolvimento de noções de orientação em relação a pessoas e objetos,
deslocando-se no espaço.
• Interesse nas pessoas e/ou objetos escondidos.
• Manuseio de objetos variados, empilhando-os encaixando-os, derrubando-os
e repetindo as ações.
• Antecipação de situações cotidianas com base em determinados indícios ou
sinais (ao apresentar um livro, é o momento da história).
• Uso de objetos do cotidiano (telefone, por exemplo) em situações de faz de
conta, demonstrando conhecimento de sua função social.
45
• Identificação de situações e contextos onde os números são usados na
sociedade (exemplo: gestos representando a idade).

AGRUPAMENTO DE 3 ANOS

CAMPOS DE EXPERIÊNCIAS E OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM


E DESENVOLVIMENTO

O EU, O OUTRO E O NÓS

• Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos.
• Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e
interações das quais participa.
• Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar materiais,
objetos, brinquedos.
• Comunicar necessidades, desejos e emoções, utilizando [...] palavras.
• Reconhecer seu corpo e expressar suas sensações em momentos de
alimentação, higiene, brincadeira e descanso.
• Identificar as suas características físicas e as das pessoas com as quais –
Atender progressivamente a regras simples de convívio social.
• Interagir com outras crianças da mesma faixa etária e adultos, adaptando-se
ao convívio social.
• Interagir com seus pares e adultos estabelecendo com eles relações de
confiança.
• Atender aos pedidos do professor.
• Participar de experiências com um grupo de crianças.
• Realizar trocas de jogos, brinquedos e materiais.
• Identificar seus gostos, suas preferências e suas características pessoais.
• Expressar as próprias necessidades.
• Manifestar suas emoções.
• Descobrir quais comportamentos nos fazem estar bem juntos.
• Demonstrar sentimento de pertencimento à família e à escola.
• Identificar alguns símbolos de nosso ambiente cultural.
• Perceber alguns aspectos do modo de vida da cultura na qual está inserida.
46
• Escutar quem fala.
• Responder a perguntas simples.

CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS

• Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções,


necessidades e desejos.
• Ampliar suas possibilidades de movimento (pular, saltar, rolar, correr, subir,
descer, entre outras).
• Experimentar as possibilidades corporais nas brincadeiras e interações em
ambientes acolhedores e desafiantes.
• Participar do cuidado do seu corpo e da promoção do seu bem-estar.
• Discriminar as principais relações topológicas: em cima, embaixo, de um
lado, de outro.
• Explorar diferentes formas de expressão com o corpo.
• Utilizar os movimentos de encaixe e lançamento, bem como realizar ações
de rasgar e desenhar para ampliação de suas habilidades manuais.
• Descobrir o corpo e a realidade por meio dos sentidos.
• Identificar alguns alimentos de seu cotidiano.
• Participar de jogos por meio do movimento.
• Descobrir as primeiras regras nas brincadeiras em grupo.
• Desenvolver a coordenação motora ampla executando mais de um
movimento corporal ao mesmo tempo.
• Explorar alguns materiais, como bola, arco e corda.
• Explorar diferentes movimentos ao som de uma música.
• Perceber as partes do próprio corpo.
• Representar graficamente a figura humana com cabeça, pernas e braços.

TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS

• Traçar marcas gráficas, em diferentes suportes, usando instrumentos


riscantes e tintas.
• Experimentar sinais gráfico--pictóricos (garatujas).
• Vivenciar situações que envolvam música, movimento e desenho.
• Contar sobre sua produção gráfica.
47
• Conhecer e experimentar a composição de diferentes cores.
• Identificar elementos em obras de arte e em imagens diversas.
• Experimentar a capacidade expressiva do corpo (sons, gestos e expressão).
• Dramatizar cenas de histórias conhecidas e experimentar movimentos ao
som de músicas com ritmos variados.
• Acompanhar, com atenção, uma apresentação de teatro infantil.
• Explorar sons produzidos com o próprio corpo e com objetos do ambiente.
• Explorar diferentes fontes sonoras e materiais para acompanhar brincadeiras
cantadas, canções, músicas e melodias.
• Usar o corpo e a voz para imitar e reproduzir sons.
• Cantar com o grupo.
• Conhecer os sons do próprio corpo.
• Conhecer os sons de seu entorno.
• Descobrir as características de um som (forte e fraco, rápido e lento).
• Explorar sons produzidos pelos instrumentos musicais não convencionais.
• Participar de situações, com a orientação do professor, que envolvam uma
sequência musical, seguindo símbolos: bater as mãos, bater os pés, entre
outros.

ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO

• Responder quando é chamado por seu nome e referir-se às pessoas pelo


nome delas.
• Demonstrar interesse ao ouvir a leitura de poemas e a apresentação de
músicas.
• Reproduzir parlendas e canções de memória.
• Demonstrar interesse ao ouvir histórias lidas ou contadas, observando
ilustrações e os movimentos de leitura do adulto-leitor (modo de segurar o
portador e de virar as páginas).
• Reconhecer elementos das ilustrações de histórias, apontando-os, a pedido
do adulto-leitor, diferenciando imagens de texto verbal.
• Imitar as variações de entonação [...] realizadas pelos adultos ao cantar e ao
narrar trechos de memória de histórias.
48
• Comunicar-se com outras pessoas usando movimentos, gestos, [...] fala e
outras formas de expressão.
• Conhecer e manipular materiais impressos e audiovisuais em diferentes
portadores (livro, revista, gibi, jornal, cartaz, CD, tablet etc.).
• Participar de situações de escuta de textos em diferentes gêneros textuais
(poemas, fábulas, contos, receitas, quadrinhos, anúncios etc.).
• Conhecer e manipular diferentes instrumentos e suportes de escrita.
• Discriminar partes de palavras em situações de brincadeiras da tradição oral.
• Brincar com sons onomatopeicos.
• Incorporar novas palavras a seu vocabulário.
• Brincar com as palavras em situações de cantigas, parlendas, quadrinhas e
poemas.
• Expressar verbalmente as próprias necessidades.
• Atender às primeiras regras de conversação.
• Reconhecer alguns elementos da narrativa com a ajuda do professor.
• Responder a perguntas sobre textos narrativos.
• Recontar uma história explicitando o que acontece antes e depois.
• Relatar vivência respeitando a sequência de antes e depois. [
• Demonstrar interesse por livros.
• Manusear livros folheando-os progressivamente e com cuidado.
• Diferenciar desenhos de escrita.
• Distinguir letras de números.
• Perceber que as letras do alfabeto têm nome.
• Observar a direção da escrita utilizada pelo professor
• Fazer uso de garatujas nas situações de escrita espontânea.
• Identificar a letra inicial de seu nome.
• Brincar com os sons das palavras.
• Reconhecer a importância da escrita do próprio nome para a identificação de
pertences e produções.
• Realizar escrita espontânea do próprio nome.
• Participar de situações que envolvam a identificação de palavras na
oralidade.
• Realizar pseudoleitura de textos que sabe de cor.
• Reconhecer que é possível ler imagens e textos verbais.
• Diferenciar a língua falada da oralização de um texto escrito.
49
• Participar da leitura compartilhada de diferentes gêneros textuais.
• Atribuir sentido à leitura, feita pelo professor, de diferentes gêneros textuais:
canção, poema, convite, haicai, trava-língua, parlenda, quadrinha, conto,
fábula, texto de divulgação científica, regras de jogo, receita.
• Participar dando ideias para a produção coletiva de diferentes gêneros
textuais.

ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES

• Explorar e descobrir as propriedades de objetos e materiais (odor, cor, sabor,


temperatura) e a posição de um objeto no espaço.
• Explorar relações de causa e efeito (transbordar, tingir, misturar [...]) na
interação com o mundo físico.
• Observar as mudanças climáticas.
• Explorar o ambiente pela ação e observação [e também pela
experimentação], manipulando, experimentando e fazendo descobertas.
• Observar os elementos da natureza.
• Conhecer características físicas de diferentes bichos de jardim.
• Participar de situações que envolvam o cuidado de plantas e animais nos
espaços da instituição e fora dela.
• Manipular, experimentar, arrumar e explorar o espaço por meio de
experiências [...].
• Participar de situações que envolvam a representação do espaço no plano.
• Identificar algumas formas geométricas: círculo e quadrado.
• Manipular materiais diversos e variados para comparar as diferenças e
semelhanças entre eles.
• Explorar possibilidades para resolver situações-problema do cotidiano.
• Diferenciar dia e noite.
• Vivenciar diferentes ritmos, velocidades e fluxos nas interações e
brincadeiras (em danças, balanços, escorregadores etc.).
• Perceber seu crescimento.
• Perceber a presença de números em diferentes contextos de uso.
• Recitar a sequência numérica em brincadeiras e jogos, mesmo não
convencionalmente.
50
• Participar de situações que envolvam o contato com os símbolos numéricos.
• Identificar símbolos numéricos até 5.
• Participar de situações que envolvam o registro de quantidade, realizado pelo
professor, fazendo comparações (poucos e muitos).
• Participar de situações que envolvam a construção coletiva de gráficos de
barras.
• Comparar grandezas: grande, pequeno e médio.
• Demonstrar curiosidade quanto aos recursos tecnológicos.

AGRUPAMENTO DE 4 ANOS

CAMPOS DE EXPERIÊNCIAS E OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM


E DESENVOLVIMENTO

O EU, O OUTRO E O NÓS

• Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e


adultos.
• Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para
enfrentar dificuldades e desafios.
• Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e
adultos.
• Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e
fazendo-se compreender.
• Adotar práticas de cuidado com o corpo voltadas à saúde e ao bem-estar.
• Perceber que as pessoas têm características físicas diferentes, respeitando
essas diferenças.
• Respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras.
• Participar das decisões conjuntas visando ao melhor convívio social.
• Resolver conflitos nas interações e brincadeiras, com a orientação de um
adulto.
• Compreender e seguir os comandos do professor.
• Compartilhar experiências com os colegas.
• Usar de modo adequado jogos e materiais.
51
• Manifestar sua identidade.
• Comunicar verbalmente as próprias necessidades.
• Reconhecer e expressar emoções e sentimentos.
• Aprender a estar bem com os outros por meio de comportamentos
adequados.
• Perceber que faz parte de um grupo da escola e de um grupo familiar.
• Conhecer alguns símbolos e tradições de nosso ambiente cultural.
• Conhecer alguns modos de vida de culturas diferentes da sua.
• Prestar atenção nas pessoas que estão falando.
• Conversar manifestando seu próprio ponto de vista.

CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS

• Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos


jogos e brincadeiras.
• Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar),
combinando movimentos e seguindo orientações.
• Explorar suas possibilidades corporais nas situações de brincadeiras e nas
atividades cotidianas.
• Demonstrar progressiva independência no cuidado do seu corpo.
• Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente,
atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e
atividades de diferentes naturezas.
• Expressar corporalmente sentimentos, sensações e emoções nas situações
cotidianas e em brincadeiras.
• Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle
para desenhar, pintar, rasgar, recortar, folhear, entre outros.
• Usar os sentidos para conhecer o próprio corpo e o meio em que vive.
• Identificar alimentos importantes para seu crescimento.
• Experimentar a potencialidade do corpo em situações de jogos corporais.
• Respeitar as regras nos jogos organizados.
• Usar com desenvoltura os movimentos corporais, articulando mais de um
movimento.
• Conhecer e ampliar as possibilidades de uso de diferentes tipos de material.
52
• Movimentar-se seguindo uma simples coreografia.
• Conhecer globalmente o próprio corpo.
• Representar graficamente de forma detalhada a figura humana.

TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS

• Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (argila, massa


de modelar), explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e
volumes ao criar objetos tridimensionais.
• Representar graficamente algo vivenciado.
• Explorar diferentes formas de expressão por meio do desenho, da música, do
movimento corporal e do teatro.
• Relatar como fez suas produções gráficas atribuindo sentido a elas
• Identificar as cores.
• Manifestar apreciação por obras de arte e imagens diversas e exprimir
simples juízos estéticos.
• Conhecer a capacidade expressiva do corpo (dramatização, mímica,
gestualidade e movimento).
• Explorar suas possibilidades de movimentos em danças e em encenações.
• Assistir a espetáculos teatrais, filmes e documentários.
• Criar sons com materiais, objetos e instrumentos musicais, para acompanhar
diversos ritmos de música.
• Utilizar diferentes fontes sonoras disponíveis no ambiente em brincadeiras
cantadas, cantigas, canções, músicas e melodias.
• Usar o corpo e a voz para reproduzir e inventar sons e ruídos.
• Cantar em grupo.
• Descobrir e utilizar os sons do próprio corpo.
• Escutar e identificar sons e ruídos de uma paisagem sonora.
• Experimentar as características de um som (forte, fraco, longo, curto, rápido
e lento).
• Experimentar instrumentos musicais convencionais e não convencionais.
• Participar de situações que envolvam uma sequência musical seguindo
símbolos: bater as mãos, bater os pés, entre outros.
53

ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO

• Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades,


sentimentos e opiniões.
• Identificar e criar diferentes sons, reconhecer rimas e aliterações em cantigas
de roda e textos poéticos.
• Memorizar, repetir, contar e recitar parlendas, quadrinhas, canções, trava-
línguas, poemas e histórias.
• Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos,
diferenciando escrita de ilustrações e acompanhando, com orientação do
adulto-leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da esquerda para a
direita).
• Formular e responder perguntas sobre fatos da história narrada, identificando
cenários, personagens e principais acontecimentos.
• Relatar experiências e fatos acontecidos, histórias ouvidas, filmes ou peças
teatrais assistidos etc.
• Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas
sugeridos.
• Manusear diferentes portadores textuais, demonstrando reconhecer seus
usos sociais.
• Manipular textos e participar de situações de escuta para ampliar seu contato
com diferentes gêneros textuais (parlendas, histórias de aventura, tirinhas,
cartazes de sala, cardápios, notícias etc.).
• Manusear diferentes instrumentos e suportes de escrita para desenhar, traçar
letras e outros sinais gráficos.
• Brincar com a pronúncia das palavras em parlendas, poemas, trava-línguas,
etc.
• Brincar e criar sons onomatopaicos.
• Ampliar o vocabulário, aplicando-o em diferentes situações comunicativas.
• Brincar com as palavras em situações orais reconhecendo que podem
apresentar significados distintos.
• Expressar as próprias necessidades fazendo-se entender.
• Conversar respeitando sua vez de falar.
• Escutar o adulto que fala, conta e lê.
54
• Compreender o significado global de uma narrativa.
• Reproduzir verbalmente textos ouvidos com o auxílio de perguntas e
imagens.
• Relatar vivências e histórias pessoais respeitando a sequência de começo,
meio e fim.
• Demonstrar interesse por livros buscando por eles espontaneamente.
• Manusear livros e revistas adotando progressivamente procedimentos de
leitor (observar a capa, marcar a página em que parou, folhear com cuidado,
etc.).
• Compreender que, para escrever, são necessárias as letras do alfabeto.
• Usar letras, mesmo de forma não convencional, na escrita espontânea.
• Conhecer todas as letras do alfabeto.
• Escrever, mesmo não convencionalmente, considerando a direção da escrita
(da esquerda para a direita e de cima para baixo).
• Utilizar as letras do alfabeto considerando a invariância de suas formas.
• Identificar a letra inicial do nome dos colegas.
• Reconhecer o som inicial das palavras.
• Escrever de forma autônoma o próprio nome.
• Realizar escrita imitativa do nome dos colegas.
• Reconhecer que os textos são compostos de partes menores – as palavras.
• Realizar pseudoleitura ajustando progressivamente o texto que sabe de cor
ao texto escrito.
• Realizar pseudoleitura de textos verbais.
• Ao ditar um texto para o professor, perceber que existe uma correlação entre
a língua falada e a língua escrita.
• Demonstrar interesse por diferentes gêneros textuais.
• Identificar a intencionalidade de alguns gêneros textuais: canção, poema,
convite, bilhete, correspondência eletrônica, haicai, trava-língua, parlenda,
quadrinha, conto, fábula, lendas, história em quadrinhos, tira, texto de
divulgação científica, regras de jogo, receita.
• Participar de forma cooperativa na produção coletiva de diferentes gêneros
textuais.

ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES


55

• Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e


propriedades dos objetos (textura, massa, tamanho).
• Observar, relatar [...] incidentes do cotidiano e fenômenos naturais (luz solar,
vento, chuva etc.).
• Observar e reconhecer fenômenos do tempo atmosférico.
• Buscar informações em diferentes fontes sobre a natureza e seus
fenômenos.
• Observar e descrever elementos da natureza.
• Conhecer hábitos, características físicas e ambiente natural de diferentes
animais.
• Compartilhar, com outras crianças, situações de cuidado de plantas e
animais nos espaços da instituição e fora dela.
• Identificar relações espaciais (dentro e fora, em cima, embaixo, acima,
abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, durante e depois).
• Representar o espaço por meio de desenho, maquetes, escrita espontânea.
• Identificar algumas formas geométricas: círculo, quadrado e triângulo.
• Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, [massa],
cor, forma etc.).
• Levantar hipóteses para resolver situações-problema do cotidiano.
• Conhecer os diferentes momentos de um dia: manhã, tarde e noite.
• Utilizar conceitos básicos de tempo (agora, antes, durante, depois, ontem,
hoje, amanhã, lento, rápido, depressa, devagar).
• Relatar fatos importantes sobre seu crescimento.
• Fazer uso dos números em diferentes situações do cotidiano.
• Contar* [...] objetos, pessoas, livros etc., em contextos diversos. *Até 10
elementos com precisão.
• Reconhecer os símbolos numéricos em diferentes portadores (calendário,
quadro numérico, gráficos).
• Identificar e ler números até 10.
• Registrar com números a quantidade de crianças (meninas e meninos,
presentes e ausentes) e a quantidade de objetos da mesma natureza
(bonecas, bolas, livros etc.).
• Ler e participar da construção de gráficos.
56
• Relacionar grandezas: grande e pequeno, alto e baixo, curto e comprido,
cheio e vazio, pesado e leve.
• Conhecer alguns recursos tecnológicos.

AGRUPAMENTO DE 5 ANOS

CAMPOS DE EXPERIÊNCIAS E OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM


E DESENVOLVIMENTO

O EU, O OUTRO E O NÓS

• Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes


sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
• Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades,
reconhecendo suas conquistas e limitações.
• Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e
cooperação.
• Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos.
• Adotar e valorizar atitudes relacionadas ao cuidado consigo mesmo e com a
saúde.
• G5EN06 – Demonstrar valorização das características de seu corpo e
respeitar as características dos outros (crianças e adultos) com os quais
convive.
• Compreender a necessidade das regras nas brincadeiras e nas demais
situações de interação.
• Respeitar as decisões conjuntas, comprometendo-se com elas.
• Usar estratégias pautadas no respeito mútuo para lidar com conflitos nas
interações com crianças e adultos.
• Conviver harmoniosamente no ambiente escolar.
• Colaborar para a realização das atividades em grupo.
• Compartilhar de modo adequado jogos e materiais com os colegas.
• Reconhecer e valorizar aspectos de sua identidade.
• Relatar o próprio pensamento e as próprias experiências.
• Nomear suas emoções e progressivamente saber lidar com elas em
diferentes situações.
57
• Manifestar atitudes de amizade e solidariedade.
• Reconhecer que pertence a uma família, a um grupo, a uma escola e a uma
comunidade.
• Conhecer e valorizar símbolos e tradições de nosso ambiente cultural.
• Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida.
• Conhecer e respeitar as regras de conversação.
• Comunicar o seu ponto de vista e aceitar o dos outros.

CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS

• Movimentar-se de forma adequada nas situações de interação e em


brincadeiras.
• Criar movimentos, gestos, olhares, mímicas em brincadeiras, jogos e
atividades artísticas como dança, teatro e música.
• Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e
jogos, escuta e reconto de histórias, atividades artísticas, entre outras
possibilidades.
• Adotar hábitos de autocuidado relacionados a higiene, alimentação, conforto
e aparência.
• Fazer uso das noções topológicas em suas brincadeiras e em outras
situações do cotidiano.
• Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos,
sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em
brincadeiras, dança, teatro, música.
• Coordenar suas habilidades manuais no atendimento adequado a seus
interesses e necessidades em situações diversas.
• Consolidar a capacidade de discriminação sensorial e perceptiva.
• Reconhecer os alimentos importantes para o crescimento e para a saúde.
• Jogar individualmente ou em grupo, de modo livre e guiado.
• Respeitar as regras nos jogos organizados e livres.
• Consolidar a coordenação motora ampla fazendo uso de mais de um
movimento ao realizar diferentes ações.
• Utilizar materiais diversos de maneira criativa e adequada.
• Movimentar-se coordenando os próprios movimentos aos do grupo.
• Conhecer de modo analítico o próprio corpo.
58
• Representar graficamente a figura humana com algumas noções de
proporção.

TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS

• Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e


escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais.
• Utilizar várias técnicas gráfico-pictóricas e manipulativas para expressar-se e
comunicar-se.
• Conhecer formas variadas de linguagem – teatro, música, dança, circo,
recitação de poemas e outras manifestações artísticas – para ampliar suas
possibilidades expressivas.
• Compartilhar suas produções gráficas com os outros e apreciar as dos
colegas.
• Fazer uso intencional das cores.
• Ler obras de arte e imagens diversas atribuindo sentido e identificando os
elementos que as caracterizam (forma, cor, personagens e técnicas).
• Expressar diferentes emoções utilizando a linguagem do corpo (gestos,
mímica facial, dramatização e dança).
• Ampliar as possibilidades expressivas do seu corpo em dramatizações e
dança.
• Prestar atenção, respeitando o tempo do espetáculo proposto (teatral,
musical e leitura animada).
• Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais
durante brincadeiras de faz de conta, encenações, criações musicais, festas.
• Reconhecer as qualidades do som (intensidade, duração, altura e timbre),
utilizando-as em suas produções sonoras e ao ouvir músicas e sons.
• Utilizar a voz para reproduzir sons e simples canções coletivas (acompanhar
o grupo, não gritar e respeitar as pausas).
• Cantar em grupo ou sozinho.
• Utilizar conscientemente os sons do próprio corpo para produzir sequências
rítmicas.
• Escutar e atribuir sentido aos sons e aos ruídos de uma paisagem sonora.
• Discriminar as características de um som (forte, fraco, alto, baixo, longo,
curto, rápido, devagar) e reconhecer a fonte sonora.
59
• Experimentar instrumentos musicais convencionais e não convencionais e
fazer uso deles em diferentes manifestações artísticas.
• Representar graficamente as características de um som percebido e sua
fonte sonora por meio de símbolos diversos (forte, fraco, alto, baixo, longo,
curto, rápido, devagar).

ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO

• Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por da


linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras
formas de expressão.
• Inventar brincadeiras cantadas, poemas e canções, criando rimas,
aliterações e ritmos.
• Reconhecer, repetir, contar e registrar parlendas, quadrinhas, canções, trava-
línguas, poemas e histórias.
• Escolher e folhear livros, procurando orientar-se por temas e ilustrações e
tentando identificar palavras conhecidas.
• Recontar histórias ouvidas e planejar coletivamente roteiros de vídeos e de
encenações, definindo os contextos, os personagens, a estrutura da história.
• Recontar histórias ouvidas para produção de reconto escrito, tendo o
professor como escriba.
• Produzir suas próprias histórias orais e escritas (escrita espontânea), em
situações com função social significativa.
• Levantar hipóteses sobre gêneros textuais veiculados em portadores
conhecidos, recorrendo a estratégias de observação gráfica e/ou de leitura.
• Selecionar livros e textos de gêneros conhecidos para a leitura de um adulto
e/ou para sua própria leitura (partindo de seu repertório sobre esses textos,
como a recuperação pela memória, pela leitura das ilustrações etc.).
• Levantar hipóteses em relação à linguagem escrita, realizando registros de
palavras e textos, por meio de escrita espontânea.
• Identificar oralmente rimas e estabelecer associações em textos poéticos e
da tradição oral.
• Brincar, criar e registrar sons onomatopaicos.
• Enriquecer seu próprio vocabulário, utilizando novos termos aprendidos em
diferentes contextos.
60
• Brincar com as palavras para encontrar analogias entre seus significados
(manga de camisa e manga fruta, por exemplo).
• Expressar as próprias necessidades de modo coerente e compreensível.
• Dialogar com os colegas e com o adulto, respeitando a vez de falar de cada
um.
• Escutar o adulto que fala, conta e lê por um tempo prolongado.
• Reconhecer a sequência da narrativa.
• Expor episódios ouvidos e vistos, respeitando a sucessão lógica temporal
dos eventos.
• Relatar vivências e contar histórias conhecidas ou inéditas, preservando a
sequência dos fatos e apresentando detalhes.
• Demonstrar interesse por diferentes livros e textos multimodais.
• Manusear livros e revistas com autonomia.
• Perceber, mesmo de forma não convencional, outros sinais gráficos que
compõem o sistema de escrita (acentuação e pontuação, por exemplo).
• Ao realizar escrita espontânea, grafar convencionalmente as letras.
• Relacionar as letras do alfabeto aos correspondentes sons.
• Escrever considerando a direção da escrita (da esquerda para a direita e de
cima para baixo).
• Formular hipóteses estabelecendo correspondência entre o oral e o escrito.
• Reconhecer o nome dos colegas.
• Pronunciar as sílabas orais de uma palavra.
• Adotar como fonte de pesquisa o nome dos colegas na escrita de palavras.
• Escrever o nome dos colegas respeitando a ordem das letras.
• Reconhecer que as palavras são compostas de partes menores – as sílabas,
na oralidade.
• Realizar leitura não convencional com apoio da memória e de indícios (letra
inicial, letra final, palavra inicial e palavra final).
• Realizar pseudoleitura de textos verbais ajustando progressivamente o texto
oralizado ao escrito.
• Realizar escrita espontânea considerando a correlação entre a palavra falada
e a palavra escrita.
• Identificar diferentes gêneros textuais considerando suportes, formatos, tipos
de letra e outros indícios.
61
• Compreender a intencionalidade de diferentes gêneros textuais: canção,
poema, convite, bilhete, correspondência eletrônica, mensagem instantânea,
haicai, limerique, trava-língua, parlenda, quadrinha, adivinha, piada, conto,
fábula, lenda, história em quadrinhos, cartoon, tira, texto de divulgação
científica, regras de jogo, receita.
• Ditar o conteúdo de diferentes gêneros textuais para o professor.
• Identificar algumas das características principais dos gêneros textuais
abordados: canção, poema, convite, bilhete, correspondência eletrônica,
mensagem instantânea, haicai, limerique, trava-língua, parlenda, quadrinha,
adivinha, piada, conto, fábula, lendas, história em quadrinhos, cartoon, tira,
texto de divulgação científica, regras de jogo, receita.

ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES

• Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas


propriedades.
• Observar e descrever [e registrar] mudanças em diferentes materiais,
resultantes de ações sobre eles, em experimentos envolvendo fenômenos
naturais e artificiais.
• Observar e descrever fenômenos atmosféricos.
• Identificar e selecionar fontes de informações, para responder a questões
sobre a natureza, seus fenômenos, sua conservação.
• Distinguir os vários tipos de seres vivos: animais e plantas.
• Conhecer e registrar informações sobre o ambiente, o hábitat e curiosidades
de diferentes seres vivos.
• Ampliar as situações de cuidado com animais e plantas de seu entorno,
desenvolvendo ações de preservação do ambiente, locais e globais.
• Descrever diferentes trajetos fazendo uso de múltiplas linguagens em
diferentes suportes.
• Registrar observações, manipulações e medidas, usando múltiplas
linguagens (desenho, registro por números ou escrita espontânea), em
diferentes suportes.
• Identificar algumas propriedades de determinadas formas geométricas
(círculo, quadrado, triângulo e retângulo).
• Classificar objetos e figuras de acordo com suas semelhanças e diferenças.
62
• Analisar diversas situações- -problema levantando hipóteses, organizando
dados e testando possibilidades de solução.
• Relatar experiências pessoais, usando noções de tempo.
• Reconhecer, verbalizar e ordenar a sucessão temporal de ações diárias
fazendo uso do calendário como instrumento de medida de tempo.
• Relatar fatos importantes sobre seu nascimento e desenvolvimento, a história
dos seus familiares e da sua comunidade.
• Conhecer a função social dos números.
• Contar com precisão até 30 elementos.
• Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o
depois e o entre em uma sequência.
• Identificar e ler números até 50.
• Registrar por meio de símbolos numéricos diferentes quantidades até 50,
tendo como fonte de apoio os portadores numéricos.
• Expressar medidas (peso, altura etc.), construindo gráficos básicos.
• Registrar a comparação de grandezas por meio de desenhos.
• Explorar situações que envolvam formas simétricas.
• Conhecer e usar recursos tecnológicos.

PRESSUPOSTOS TEÓRICO METODOLÓGICOS DA AÇÃO PEDAGÓGICA

Atualmente a educação dispõe de uma diversidade de linhas pedagógicas


como, por exemplo: Tradicional, Construtivista, Sócio-interacionista, Waldorf
(Antroposófica), Montessoriano, Logosófico, entre outros. Ressalta-se que há
muitas nuances no cotidiano das Instituições de educação e que muitas costumam
aplicar uma combinação de duas ou mais dessas teorias. Não há um método mais
eficaz do que todos os outros por excelência, são diferentes.
Diante da heterogeneidade de tendências, foi um desafio escolher uma que
mais se aproximasse das práticas do processo educativo do CEI. Em meio a
inquietações acerca de um referencial teórico, reconhecendo sua importância como
sendo um instrumento de sistematização do trabalho pedagógico, ou seja, do
planejamento da ação desenvolvida de uma forma integrada e coletiva, optamos por
uma práxis educativa que se propõe a embasar-se na teoria Histórico-Cultural
pautada no método materialismo histórico dialético, que tem como propósito o
trabalho coletivo e atuação qualitativa na mediação, intervenção e transformação.
63
Nesta perspectiva, reconhecemos que a Psicologia Histórico-Cultural considera os
processos de aprendizagem, conscientemente dirigidos pelo educador, como
qualitativamente superiores aos processos espontâneos de aprendizagem.
A Teoria Histórico-Cultural de Vigotsky, em sua essência, infere uma natureza
social da aprendizagem, ou seja, é por meio das interações sociais que o indivíduo
desenvolve suas funções psicológicas superiores. O aprendizado humano
pressupõe uma natureza social específica e um processo através do qual as
crianças penetram na vida intelectual daqueles que as cercam. Entendemos que a
criança, nesta perspectiva, é capaz de raciocinar sobre situações, indagar,
concordar, discordar, fazer suas escolhas e comunicar suas ideias.
Ademais, considerando a criança como sujeito histórico e de direitos, é
preciso o desenvolvimento de ações e práticas que promovam as vivências e as
experiências na construção e constituição das identidades pessoais e coletivas.
Assim, é necessário propor situações pedagógicas que envolvam o brincar, a
imaginação, a fantasia, as narrativas diferenciadas e as problematizações
relacionadas ao contexto social das inúmeras culturas.
Segundo Vigotsky (2007), não podemos nos limitar à determinação de níveis
de desenvolvimento, se o que queremos é descobrir as relações reais entre o
processo de desenvolvimento e a capacidade de aprendizado. Temos que observar
pelo menos dois níveis de desenvolvimento da criança: o primeiro nível pode ser
chamado de nível de desenvolvimento real e o segundo, de zona de
desenvolvimento proximal.
Em outras palavras, podemos dizer que, no nível de desenvolvimento real, a
criança consegue fazer as atividades, independentemente da ajuda de outros,
porque as funções psíquicas necessárias para fazê-las já amadureceram nela. Já
na zona de desenvolvimento proximal, a criança precisa de orientação de um adulto
para fazer as atividades ou fazê-las em colaboração com os companheiros mais
capazes, porque as funções psíquicas necessárias para tal ainda não
amadureceram completamente, estando em processo de maturação.
Na Teoria Histórico-Cultural de Vigotsky, o papel da intervenção pedagógica,
a mediação do professor é de muita importância para o desenvolvimento dos
educandos. Não se trata da criança construir por si seu conhecimento, mas sim se
apropriar das objetivações, ou seja, da atividade material e intelectual depositada,
condensada, acumulada nos objetos, na linguagem e nos usos e costumes
64
elaborados pelos homens através dos tempos, processo que possibilitará o
desenvolvimento das aptidões especificamente humanas.
Desta maneira, no CEI, o trabalho desenvolvido com as crianças deve ser
intencional, planejado e sistematizado de forma que possibilite a apropriação dos
instrumentos culturais construídos pela humanidade historicamente.
Ressalta-se que o referencial teórico é uma escolha que o CEI está fazendo
por acreditar que a abordagem histórico-cultural aproxima-se mais das práticas
educativas que queremos, no entanto, sem transformá-la em algo eterno, em uma
verdade absoluta, afinal, novos estudos sempre nos levam a lugares (des)
conhecidos.

INTERAÇÃO ENTRE CRIANÇAS DE DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS

As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEIs) em seu


artigo 4º definem que:
As propostas pedagógicas da Educação Infantil deverão considerar
que a criança, centro do planejamento curricular, é sujeito histórico e
de direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas que
vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina,
fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e
constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo
cultura.

Neste documento, orientador do planejamento curricular dos sistemas de


ensino, fica claro que as interações apresentam um lugar de destaque e importância
para a aprendizagem e desenvolvimento das crianças em seus variados aspectos.
Com Vigotsky e Piaget aprendemos que são a partir das múltiplas interações que se
estabelece com o meio sociocultural (troca entre os adultos, entre as crianças,
instrumentos culturais - livros, brinquedos, objetos e etc) que as crianças vão se
apropriando das significações socialmente construídas. Dessa forma, precisamos
pensar na socialização das crianças, tão evidenciada nas instituições de educação
infantil, num contexto mais abrangente que envolve mais que a formação de hábitos
e atitudes para a vida em sociedade, mas também conhecimentos sobre a vivência
de ritos, valores e a compreensão da produção humana.
Outra importante publicação do Ministério da Educação (MEC) em que as
interações assumem relevância no desenvolvimento e aprendizagem das crianças
65
são os Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil, que enfatizam
a qualidade das interações como potencializadora do desenvolvimento infantil.

No que diz respeito às interações sociais, ressalta-se que a


diversidade de parceiros e experiências potencializa o
desenvolvimento infantil. Crianças expostas a uma gama ampliada
de possibilidades interativas têm seu universo pessoal de
significados ampliado, desde que se encontrem em contextos
coletivos de qualidade. Essa afirmativa é considerada válida para
todas as crianças, independentemente de sua origem social,
pertinência étnico-racial, credo político ou religioso, desde que
nascem.

Essas possibilidades interativas apresentadas neste documento, que devem


ser propiciadas, planejadas e avaliadas pelo professor de educação infantil ocupam
lugar na rotina das crianças que frequentam o Centro de Educação Infantil
Desembargador Mauro Campos.
Crianças de faixas etárias diferentes participam de diversas situações
interativas ao longo do ano, dentre as quais podemos destacar:
• Roda musical semanal;
• Brincadeiras dirigidas e livres no momento diário de exploração do pátio
térreo;
• Momento das refeições (refeitório);
• Momentos de acolhida e despedida coletivos no pátio, sala multiuso e sala de
estimulação;
• Sexta animada (apresentações teatrais, musicais, gincanas e oficinas)
• Comemorações festivas como: Páscoa, dia das Mães, Festa Junina, Dia dos
Pais e Semana da criança;
• Passeios.

EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS

De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das


Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e
Africana:
66

“ 1° A Educação das Relações Étnico-Raciais tem por objetivo a


divulgação e produção de conhecimentos, bem como de atitudes,
posturas e valores que eduquem cidadãos quanto à pluralidade étnico-
racial, tornando-os capazes de interagir e de negociar objetivos comuns
que garantam, a todos, respeito aos direitos legais e valorização de
identidade, na busca da consolidação da democracia brasileira.”

Não há como versar sobre educação das relações étnico-raciais sem


discorrer prioritariamente sobre “educação para a diversidade”.
Quando falamos sobre diversidade em educação nos remetemos a ideia de
oferecer oportunidades a todas as crianças de acesso e permanência no CEI com
as mesmas igualdades de condições, respeitando as diferenças. Ao se abordar a
questão das diferenças ou diversidades, ela não se restringe somente às minorias,
diferentes etnias ou às crianças com necessidades especiais. É muito mais amplo,
pois todos nós seres humanos somos únicos, portanto diferentes uns dos outros.
Uma das estratégias utilizadas na instituição é privilegiar práticas pedagógicas no
interior do CEI que valorizem as riquezas das diferentes etnias, respeito as
particularidades das pessoas com necessidades educacionais especiais, mostrando
meninos e meninas em posição de igualdade, não separação de brinquedos, como:
família de fantoches/bonecos negros, brancos, livros que abordam a importância da
cultura negra e temas elencados acima.

Atualmente, é possível perceber que a heterogeneidade está presente, ou


seja, as crianças dos dias de hoje são muito diferentes das das décadas passadas,
pois a escola atualmente é composta por grupos muito diferentes sociais,
econômicos, religiosos, culturais, de gênero, étnicos, com necessidades
educacionais especiais, etc. Além desses grupos, ainda encontramos os que
apresentam facilidade para aprender e outros que sofrem para assimilar os
conceitos mais simples, alguns que apresentam facilidade para aprender; mas não
se interessam, pois não querem nada com nada; outros com dificuldades e se
mostram muito interessados; outros com estilos de aprendizagem diferentes; Todo
esse contexto mostra que as crianças que compõem nossas salas de aula não são
iguais e que, portanto, não é possível desenvolver uma ação pedagógica única e
homogênea. É primordial que o educador se preocupe em desenvolver sua aula
reconhecendo as diferenças existentes entre os educandos, senão estará
67
desenvolvendo um ensino igual para todos, valorizando somente a transmissão de
conteúdos, sendo um trabalho descontextualizado, que não desafia as crianças que
não as leva a produção de aprendizagem significativa.
O Conselho Nacional de Educação no seu Parecer n. 017/2001, ratifica que
“A consciência do direito de constituir uma identidade própria e do reconhecimento
da identidade do outro se traduz no direito à igualdade e no respeito às diferenças,
assegurando oportunidades diferenciadas (eqüidade), tantas quantas forem
necessárias, com vistas à busca da igualdade. O princípio da eqüidade reconhece a
diferença e a necessidade de haver condições diferenciadas para o processo
educacional.” (BRASIL, 200, p.11). Deste modo acredita-se que o educador que
reconhece as diferenças em suas aulas é capaz de reconhecer o outro e valorizá-lo
de acordo com suas especificidades e potencialidades, assegurando as crianças a
equidade, ou seja, igualdade de oportunidades a todos para poderem se
desenvolver de acordo com sua realidade, promover uma educação que valorize as
raízes de cada cultura, ou seja, uma educação multicultural. De acordo com
Carvalho (2000, p. 120), uma escola inclusiva é aquela escola que “inclui a todos,
que reconhece a diversidade e não tem preconceito contra as diferenças, que
atende às necessidades de cada um e que promove a aprendizagem.
A Instituição compreende a Educação Infantil como uma etapa importante
para a formação social e individual da criança, é a partir dela que os professores
precisam trabalhar o respeito às diferenças, assim como promover a autoestima das
crianças negras por meio dos materiais pedagógicos, brinquedos e brincadeiras e
no cuidado da criança, tendo desde os primeiros anos o contato com a cultura afro-
brasileira, promovendo, assim, uma sociedade mais justa e que respeite as
diferentes culturas.

PLANEJAMENTO GERAL, PROJETOS E PROGRAMAS PREVISTOS PARA O


ANO LETIVO

Todo planejamento, para ser viável, deve ter como base o conhecimento a respeito
de a quem vamos dirigir nossa ação educativa. O planejamento deve ser entendido
como hipótese, um parâmetro flexível em busca de resultados eficazes; portanto, ele
deve ser proposto, e não imposto, propiciando a preparação para, na sequência,
converter-se na realização de boas práticas em sala de aula.
68

Objetivos estratégicos:

VISÃO
Ser reconhecido pela excelência dos serviços na área da Educação Infantil,
priorizando a formação da criança nos âmbitos cognitivo, afetivo e social.
MISSÃO
Propiciar um ambiente lúdico incentivando as crianças a experimentar,
descobrir, solucionar problemas e pensar de forma crítica e criativa. Primar
pela educação de qualidade considerando as individualidades e os
diferentes ritmos de aprendizagem agindo com responsabilidade social e
ambiental.
VALORES
• Respeito
• Ética
• Solidariedade
• Honestidade
• Responsabilidade socioambiental.
• Respeito às diferenças
• Na conduta pessoal: dignidade, caráter e integridade.
• No relacionamento interpessoal: lealdade, respeito mútuo,
compreensão, honestidade e humildade;
• No exercício da atividade profissional: ética, competência,
criatividade, cooperação, disciplina e dedicação.
• E, em todas as circunstâncias, agir com amor.

Organograma CEI Des. Mauro Campos

Direção

Conselho Gestor

Coordenação Psicologia Secretaria


Pedagógica Administrativa
69

Setores
Professores
Complementares
(estagiário
* Equipe terceiros
curso Pedagogia)
(portaria, limpeza,
vigilância, cozinha,
lavanderia)

ARTICULAÇÃO ENTRE INSTITUIÇÃO E A FAMÍLIA


A Instituição considera e valoriza as diferentes composições familiares:
“independente da maneira como a família se estrutura e dos desenhos que assume,
ela é um importante grupo no qual as pessoas, adultos e crianças constroem e
reconstroem sua subjetividade” (ARAÚJO, Denise, 2006, p. 74).
A importância do envolvimento dos pais é então auto-explicativa: família e
CEI, juntas, podem promover situações complementares e significativas de
aprendizagem e convivência que realmente vão de encontro às necessidades e
demandas das crianças.
A família é considerada na Constituição de 1988 como educadora e a LDBEN
também evidencia que a instituição de educação infantil deve propiciar o
desenvolvimento integral, mas em complemento a ação da família e da
comunidade. Nesse sentido, a família e a instituição mutuamente dividem a
responsabilidade social pela criança, com papéis diferenciados, mas co-
responsáveis pela sua educação, influenciando no seu processo de aprendizagem e
de desenvolvimento. (Secretaria Municipal de Educação, Saberes sobre a infância:
a construção de uma política de educação infantil, 2004).
A relação CEI/família tanto se dará num processo contínuo, quanto com o
surgimento de novas necessidades e, portanto, novas maneiras de participação e
envolvimento. Assim, teremos as seguintes formas de interação com a família:
• Período de adaptação quando do ingresso da criança: momento relevante de
conhecimento das expectativas das famílias ao mesmo tempo em que tomam
conhecimento da proposta pedagógica que fundamenta as práticas aqui
realizadas.
70
• Conselho Gestor: participação do grupo de pais nas decisões pedagógicas.
São discutidos temas como ingresso das crianças, projetos, investimentos,
quadro de pessoal, etc.
• Integração: são atividades previstas no calendário anual, como a festa junina
e a despedida. Interação nos projetos de trabalho: informativos e agenda.
• Agenda: comunicação diária escrita.
• Plantão Pedagógico semestral: momento em que se compartilham vivências,
expectativas e o processo de formação da criança.
• Reuniões coletivas e individuais com a família: reuniões sempre que houver
necessidade.
• Diálogo: momentos de trocas de informações.
• Projeto Ciclo do Livro: tem como objetivo despertar nas crianças a admiração
pelo livro e o gosto pela leitura. Acreditamos que é através da vivência desta
prática cotidiana que a criança passará a valorizar a leitura como uma fonte
de prazer e entretenimento, a compartilhar opiniões, ideias e preferências
acerca dos livros lidos. A participação e envolvimento da família são
imprescindíveis para o sucesso desse projeto, cujo desenvolvimento ocorre
da seguinte forma: toda 6ª feira é enviado um livro literário para que a família
possa vivenciar momentos prazerosos de leitura com sua criança. O livro
deverá ser devolvido na segunda-feira em perfeito estado, para ser registrada
a sua entrada e assegurados novos empréstimos.

AVALIAÇÃO E FORMAS DE ACOMPANHAMENTO DO PROCESSO DE


APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO DO PROCESSO DE APRENDIZAGEM
E DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA, DA AÇÃO PEDAGÓGICA
INSTITUCIONAL E DO TRABALHO COLETIVO

Avaliar vai além de olharmos para crianças como seres meramente


observados, ou seja, a intenção pedagógica avaliativa dará condições para o
educador criar objetivos e planejar atividades adequadas, dando assim um real
ponto de partida para esta observação. Segundo Oliveira (2002), avaliar promove o
redimensionamento do contexto educacional, ou seja, repensa o preparo dos
profissionais, suas condições de trabalho, os recursos disponíveis e as diretrizes
defendidas. Envolve, também, conhecer os diversos contextos de desenvolvimento
de cada criança, que pontua uma história coletivamente vivida, aponta
71
possibilidades de ação educativa e avalia as práticas existentes. Nesse sentido,
avaliar não é apenas medir, comparar ou julgar. Muito mais do que isso, a avaliação
apresenta nortes fundamentais no fazer educativo.
A avaliação deve ser contínua (processual) para que o educador possa
diagnosticar aspectos que precisem ser melhorados, podendo, assim, intervir na
sua própria prática ou nos fatores que estão interferindo nos resultados. A avaliação
também deve ser bem planejada e articulada com os objetivos propostos no
processo de ensino aprendizagem. Por outro lado, vários aspectos devem ser
considerados na avaliação, não apenas os cognitivos, mas também os afetivos e os
psico motores. Ou seja, deve contemplar a criança e o processo de aprendizagem
na sua integralidade.
No CEI as vivências e aprendizagens construídas pelas crianças, percebidas
nos momentos de avaliação, subsidiam novos projetos de trabalho. Para isso,
utilizamos instrumentos e processos, como:
 Relatos diários: consiste em registrar observações em relação às situações
significativas de aprendizagem vivenciada pela criança.
 Produções das Crianças: valorização dos registros e produções das
crianças, com o intuito de socializar com a família o material produzido pelas
próprias crianças de modo que expressam os diversos momentos e
atividades vivenciadas no grupo.
 Relatórios de Desenvolvimento: produção de relatórios
objetivos/descritivos, semestral, contemplando aspectos individuais e do
grupo sobre os processos de aprendizagem e de desenvolvimento das
crianças. Esse documento é compartilhado com as famílias e os educadores
socializam e discutem as observações sistematizadas no relatório. Estes
momentos podem ser organizados de modo coletivo ou individual com cada
família.
 Avaliação da Instituição feita pelas Famílias e Profissionais: realizada de
acordo com a necessidade institucional e familiar.

PROPOSTA DE FORMAÇÃO CONTINUADA

Do ponto de vista da educação infantil, discutir a formação continuada na


instituição educativa implica considerá-la um espaço privilegiado para a reflexão,
para a construção dos saberes dos professores e sua relação com a prática
72
pedagógica. A formação continuada do Centro Educacional Infantil Desembargador
Mauro Campos, atua junto aos professores com intuito de discutir e refletir sobre o
trabalho desenvolvido por eles junto às crianças, buscando os aportes teóricos que
possam nortear e mostrar direções que respondam aos interesses e necessidades.
Com relação aos temas trabalhados durante a formação continuada, os
conteúdos programáticos são variados e escolhidos conforme a demanda da
Instituição. Os conteúdos a serem abordados envolvem tanto concepções teóricas
relativas a conceitos como Criança e Infância, Educação e Educação Infantil, quanto
os aspectos referentes à organização pedagógica, tais como: Rotina, Avaliação,
Organização do Espaço, Múltiplas Linguagens, Relações Interpessoais, Campos de
experiência, Liderança, Meio Ambiente, Datas Comemorativas, PPP (Programa
Político Pedagógico), Legislação 196 CME, Relatórios de Desenvolvimento da
Criança, Projetos, entre outros.
Segundo Kramer(1994), um aspecto importante dentro de um processo
de formação diz respeito ao reconhecimento necessário das múltiplas opções
teóricas e das alternativas práticas possíveis, para assegurar a qualidade do
trabalho educativo. Portanto faz-se necessário ouvir a prática docente,
discutir temas de interesse do grupo e outros que possam surgir no decorrer
das atividades, para assegurar a qualidade do trabalho educativo. A
diversidade de temas demonstra um panorama complexo desse processo e a
importância que tem no crescimento profissional dos professores.

GESTÃO DEMOCRÁTICA
A Gestão Democrática está baseada na coordenação de atitudes e ações
que propõem a participação da comunidade do C.E.I. (professores, crianças, pais,
direção, equipe pedagógica e demais funcionários).
O Conselho Gestor do C.E.I. se propõe a representar um caminho para a
discussão da gestão democrática, como uma forma de participação coletiva. Ele
tem como objetivo prioritário a defesa de ações qualitativas para as
crianças/Instituição, a partir da ação corresponsável de seus integrantes.
O Conselho Gestor é constituído por 15 (quinze) integrantes, com mandatos
bienais. Além do diretor do CEI, que o presidira, o Conselho é constituído pelo
secretário, o coordenador pedagógico, 2 (dois) representantes dos professores e 10
(dez) representantes dos pais/responsáveis, dos quais 5 (cinco) serão suplentes. A
73
escolha dos representantes dos pais baseia-se nos critérios de interesse e
disponibilidade em participar da eleição.
As reuniões Conselho Gestor são ordinárias e/ou extraordinárias,
convocadas pelo seu presidente ou por interesse de algum membro do Conselho.

ARTICULAÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL COM O ENSINO FUNDAMENTAL

Educação Infantil e Ensino Fundamental são indissociáveis: ambos envolvem


conhecimentos e afetos; saberes e valores; cuidados e atenção; seriedade e riso.
(KRAMER, 2006, p. 20-21).

Considerando os meninos e meninas que frequentam tanto a Escola de


Educação Infantil quanto as escolas de ensino Fundamental, temos crianças
sempre, e como crianças que estão se constituindo nesses espaços como sujeitos
que produzem cultura e que são por ela produzidos, como sujeitos que estão num
processo contínuo de construção, não apenas de conhecimentos, mas também de
sua identidade de sua afetividade, de sua corporeidade de suas formas de relação
ética com os outros sujeitos sociais e com a natureza, o educador vai
necessariamente, repensar sobre as finalidades e objetivos de ambas as
instituições.

Nesse sentido, guardando as especificidades dos diferentes momentos


desse processo contínuo de desenvolvimento e de apropriação do mundo pelas
crianças, em ambos os níveis educacionais as crianças precisam ser cuidadas e
educadas. Em ambos os níveis, todas as dimensões da formação humana devem
ser levadas em conta no trabalho pedagógico com esses sujeitos.

Consoante, o desligamento da criança do CEI, trabalhamos o PROJETO


DESPEDIDA. Nessa ocasião compartilhamos com as crianças que ano seguinte ela
vivenciará uma nova etapa educacional com o seu ingresso no Ensino
Fundamental.

PROJETO DESPEDIDA

JUSTIFICATIVA
Cientes de que o Ensino Fundamental, período em que a criança permanece
por mais tempo (nove anos), faz parte da educação básica obrigatória, é importante
74
refletir em como a educação infantil (Creche e Pré-Escola) pode contribuir para que
não haja rupturas e sim uma continuidade do processo educacional.
Partindo dessa premissa, entendemos que a infância não é interrompida aos
5 anos, ela continua nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Com isso, essa
instituição tem como premissa favorecer o desenvolvimento infantil, a aquisição de
conhecimentos e a aprendizagem, fatores que contribuirão com seu ingresso no
Ensino Fundamental.

OBJETIVO GERAL

• Propiciar as crianças situações significativas que favoreçam um


conhecimento geral acerca da próxima etapa educativa que farão parte, ou
seja, o ensino fundamental.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

O eu, o outro e o nós

✗ Respeitar e expressar sentimentos e emoções

✗ Atuar em grupo e demonstrar interesse em construir novas relações


respeitando a diversidade e solidarizando-se com os outros.

✗ Conhecer e respeitar regras de convívio social, manifestando o respeito pelo


outro

✗ Conhecer, por meio de fotos, espaços educativos de ensino


fundamental, observando o espaço físico, (salas de aula, refeitórios, pátio,
sala de computação, banheiros, etc.);

Corpo, gestos e movimentos

✗ Reconhecer a importância de ações e situações do cotidiano que contribuem


para o cuidado de sua saúde e manutenção de ambientes saudáveis.

✗ Apresentar autonomia nas práticas de higiene, alimentação, vestir-se e no


cuidado com seu bem-estar, valorizando próprio corpo.

✗ Utilizar o corpo intencionalmente(com criatividade, controle e adequação)


como instrumento de interação com o outro e o com o meio.
75
✗ Coordenar suas habilidades manuais.

Traços, sons, cores e formas

✗ Discriminar os diferentes tipos de sons e ritmos e interagir com a música,


percebendo-a como forma de expressão individual e coletiva.

✗ Expressar-se por meio das artes visuais, utilizando diferentes materiais.

✗ Relacionar-se com o outro empregando gestos, palavras, brincadeiras, jogos


imitações, observações e expressão corporal.

Escuta, fala, pensamento e imaginação

✗ Esclarecer dúvidas que as crianças apresentarão acerca de seu ingresso no


ensino fundamental.
✗ Esclarecer os pais em relação ao processo de transição das crianças.

✗ Expressar ideias, desejos e sentimentos em distintas situações de interação,


por diferentes meios.

✗ Argumentar e relatar fatos oralmente, em sequência temporal e causal,


organizando e adequando sua fala ao contexto em que é produzida.

✗ Ouvir, compreender, contar, recontar, e criar narrativas.


✗ Apresentar as crianças algumas propostas do ensino fundamental como
horário de recreio, maior número de crianças por turma, uso de cadernos,
etc.

✗ Conhecer diferentes gêneros e portadores textuais, demonstrando


compreensão da função social da escrita e reconhecendo a leitura como
fonte de prazer e informação.

Espaços, tempos quantidades, relações e transformações

✗ Identificar nomear adequadamente e comparar as propriedades dos objetos,


estabelecendo relação entre eles.

✗ Interagir com o meio ambiente e com fenômenos naturais ou artificiais,


demonstrando curiosidade e cuidado com relação a eles.
76
✗ Utilizar vocabulário relativo às noções de grandezas (maior, menor, igual,
etc), espaço (dentro/fora) e medidas (comprido, curto, grosso, fino) como
meio de comunicação de suas experiências.

✗ Utilizar unidades de medida (dia e noite; dias, semanas, meses, ano) e


noções de tempo (presente, passado e futuro, antes, agora e depois) para
responder as necessidades e questões do cotidiano.

✗ Identificar e registrar quantidades por meio de diferentes formas de


representação (contagem, desenhos, símbolos escrita de números,
organização de gráficos básicos etc).
SITUAÇÕES SIGNIFICATIVAS

• Rodas de conversa;
• Desenhos;
• Fotos;
• Registros escritos;

ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO
Os espaços utilizados serão definidos de acordo com a proposta planejada
pelas educadoras da turma.

REGISTRO/AVALIAÇÃO

O registro/avaliação será contínuo e processual, com anotações individuais e


diárias do trabalho desenvolvido com as crianças. São observadas as
atitudes/participação das crianças em relação aos objetivos específicos propostos.

18. REFERÊNCIAS

BRASIL/MEC. Nossa creche respeita os direitos das crianças. Brasília:


MEC/SEF/COEDI, 1996.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil.
Brasília, DF, Senado, 1998.
BRASIL/CNE. Parecer-CEB n. 022/98. Diretrizes curriculares nacionais para a
educação infantil. Brasília, 1998.
CANDAU, Vera Maria; MOREIRA, Antônio Flávio Barbosa. Indagações sobre
currículo: currículo, conhecimento e cultura. Brasília: Ministério da Educação,
Secretaria de Educação Básica, 2007.
77
CARVALHO, Alysson; SALLES, Fátima; GUIMARÃES, Marília (Orgs.).
Desenvolvimento e aprendizagem. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2002.
Conselho Nacional de Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura
Afro-Brasileira e Africana. 23001.000215/2002-96. CNP/ Brasília 3/2004, aprovado
em 10/3/2004. Proc. 23001000215/2002-96.
Cordi, Angela. Grupo 4: livro do professor; ilustração Lie Nobusa. CuritibaPositivo,
2018.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1978.
LIMA, Elvira Souza. Indagações sobre currículo: currículo e desenvolvimento
humano. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007.
OLIVEIRA, Zilma de Moraes Ramos de. (org.) Educação infantil: fundamentos e
métodos. São Paulo: Cortez, 2002.
OSTTETO, Luciana Esmeralda. Encontros e encantamentos na educação
infantil. São Paulo: Papirus, 2000.
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO. Saberes sobre a infância: a
construção de uma política de Educação Infantil. Goiânia: Secretaria Municipal
de Educação, 2004.
TORRES, González, José Antonio. Educação e diversidade: bases didáticas e
organizativas; trad. Ernani Rosa – Porto Alegre: ARTMED Editora, 2002.
NOTA EXPLICA No 4/2020 COCP_ 18461-REANP_ Educação Infantil.
PORTARIA MEC No 544_ de 16 de junho de 2020.
78

ANEXOS
*Calendário Ano Letivo 2020

JANEIRO 2020 01 a 06 – Recesso forense e período de recesso geral dos


D S T Q Q S S professores
01 02 03 04 07 a 30– Programação de Férias e Período de recesso
05 06 07 08 09 10 11 escalonado dos professores
12 13 14 15 16 17 18 14 a 31 – Entrega de materiais escolares
19 20 21 22 23 24 25 31 – Reunião de pais novatos / Formação Continuada
26 27 28 29 30 31 Obs.: Diário durante todo o mês
➔ 18 dias letivos
FEVEREIRO 2020
S T Q Q S S 03 - Entrada novatos e Início ano letivo 1º semestre
01 21 – Festa à fantasia
02 03 04 05 06 07 08 24/25/26 – Carnaval / Quarta-feira de cinzas – expediente
09 10 11 12 13 14 15 após as 12:00hs
16 17 18 19 20 21 22 ➔ 16 dias letivos
23 24 25 26 27 28 29

MARÇO 2020
D S T Q Q S S
01 02 03 04 05 06 07 *16/03_Paralização das atividades presenciais em função
08 09 10 11 12 13 14 da pandemia da COVID-19
15 16 17 18 19 20 21 20 – Formação Continuada
22 23 24 25 26 27 28 ➔ 21 dias letivos
29 30 31
79

ABRIL 2020
D S T Q Q S S 07 – Comemoração Páscoa
01 02 03 04 08/09/10 – Semana Santa
05 06 07 08 09 10 11 21 - Tiradentes
12 13 14 15 16 17 18 24 – Formação Continuada
19 20 21 22 23 24 25 ➔ 17 dias letivos
26 27 28 29 30

MAIO 2020
D S T Q Q S S 01 – Dia do trabalho
01 02 15– Comemoração Dia das Mães
03 04 05 06 07 08 09 22 – Formação Continuada
10 11 12 13 14 15 16 24 – Padroeira de Goiânia
17 18 19 20 21 22 23 ➔ 19 dias letivos
24 25 26 27 28 29 30
31

JUNHO 2020
D S T Q Q S S

01 02 03 04 05 06 05 – Dia do meio ambiente


07 08 09 10 11 12 13 11 – Corpus Christi / 12 - Ponto facultativo
14 15 16 17 18 19 20 19 - Formação Continuada
26 – Festa Junina
21 22 23 24 25 26 27
➔ 19 dias letivos
28 29 30

JULHO 2020 Obs.: É preciso fazer o diário de todo o mês de julho.


D S T Q Q S
S 01 a 31/07 – Programação de férias e período de recesso
01 02 03 04 escalonado dos professores
05 06 07 08 09 10 11 24- Formação continuada
12 13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24 25 ➔ 23 dias letivos
26 27 28 29 30 31

AGOSTO 2020
D S T Q Q S S 01 – Início ano letivo 2º semestre
01 14 – Formação Continuada /Plantão Pedagógico – Entrega
02 03 04 05 06 07 08 de Registros Descritivos das Aprendizagens e do
09 10 11 12 13 14 15 Desenvolvimento das crianças
16 17 18 19 20 21 22 21 – Comemoração Dia dos Pais
23 24 25 26 27 28 29
30 31 ➔ 20 dias letivos
80

SETEMBRO 2020
D S T Q Q S 07 – Independência do Brasil
S
01 02 03 04 05 18– Formação Continuada
06 07 08 09 10 11 12 21 – Dia da árvore
13 14 15 16 17 18 19
20 21 22 23 24 25 26 ➔ 20 dias letivos
27 28 29 30
.
OUTUBRO 2020
D S T Q QS 09 – Comemoração Dia das Crianças
S
01 02 03 12– Padroeira do Brasil
04 05 06 07 08 09 10 15 – Dia do professor
11 12 13 14 15 16 17 16– Formação Continuada
18 19 20 21 22 23 24 24 – Aniversário de Goiânia
25 26 27 28 29 30 31 28 – Dia do Servidor Público
➔ 19 dias letivos

NOVEMBRO 2020
D S T Q Q S S
02 – Finados
01 02 03 04 05 06 07
13– Formação Continuada
08 09 10 11 12 13 14
15 – Proclamação da República
15 16 17 18 19 20 21
22 23 24 25 26 27 28
29 30
➔ 19 dias letivos
DEZEMBRO 2020 04 - Formatura Infantil 5 e Formação Continuada
D S T Q Q SS 08 – Dia da Justiça
01 02 03 04 05 15-16 - Entrega de Registros Descritivos das

06 07 08 09 10 11 12 Aprendizagens e do Desenvolvimento das criança


13 14 15 16 17 18 19 18 – Formação Continuada / Encerramento das atividades
20 21 22 23 24 25 26 educacionais com as crianças/2020
27 28 29 30 31 21 a 31/12 - Recesso Forense e período de recesso geral
dos professores
➔ 12 dias letivos

* - Considerando todo o contexto delicado pela pandemia, seus riscos, cuidados e medidas preventivas que
devem ser adotados para minimizar os efeitos da disseminação da COVID_19, o Conselho Estadual de
Educação definiu o regime especial de aulas não presenciais (REANP) como o mais adequado para a garantia
de direitos à Educação neste período de isolamento social.
81

Dias Letivos Ano 2020


1º Semestre 2º Semestre
JANEIRO 18 JULHO 23 *
FEVEREIRO 16 AGOSTO 20
MARÇO 21 SETEMBRO 20ção
ABRIL 17 OUTUBRO 19
MAIO 19 NOVEMBRO 19
JUNHO 19 DEZEMBRO 12
➔Total anual - dias letivos: 223
82
83
84
85
86
87
88