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Legislação

 Estatuto do Idoso – Lei Federal 10.741/03


 PNI (Política Nacional do Idoso) – Lei Federal 8.842/94
 Portaria nº810/89
 Projeto de Lei da Câmara nº 11, de 2016.

Estatuto do Idoso

Em 1° de outubro de 2003 foi aprovado o estatuto do idoso abrangendo desde os direitos fundamentais até o
estabelecimento de penas para crimes cometidos contra a pessoa idosa.

São 117 artigos, onde trabalharemos os de maior relevância para o cuidador.

Art. 1º Direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.
         Art. 2o Garantia de todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu
aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade.
         Art. 3o É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com
absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao
lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.

Parágrafo Único: A garantia de prioridade compreende:                


          I – atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de
serviços à população;
        II – preferência na formulação e na execução de políticas sociais públicas específicas;
        III – destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção ao idoso;
        IV – viabilização de formas alternativas de participação, ocupação e convívio do idoso com as demais gerações;
        V – priorização do atendimento do idoso por sua própria família, em detrimento do atendimento asilar, exceto
dos que não a possuam ou careçam de condições de manutenção da própria sobrevivência;
        VI – capacitação e reciclagem dos recursos humanos nas áreas de geriatria e gerontologia e na prestação de
serviços aos idosos;
        VII – estabelecimento de mecanismos que favoreçam a divulgação de informações de caráter educativo sobre os
aspectos biopsicossociais de envelhecimento;
        VIII – garantia de acesso à rede de serviços de saúde e de assistência social locais.
IX – prioridade no recebimento da restituição do Imposto de Renda. 

No artigo trabalha-se a atenção quanto ao preconceito e descriminação, a violência e qualquer tipo de ameaça.
 Nos capítulos e informações subsequentes, são trabalhados:

 Direito à vida  Direito a saúde  Direito da Previdência Social


 Direito a Liberdade, respeito  Direito da Educação, Cultura  Direito da Assistência Social
e dignidade Esporte e lazer  Direito à habitação
 Direito a alimentação  Direito da Profissionalização  Direito ao Transporte
e trabalho

Por fim, o documento refere as penas cabíveis quanto ao descumprimento de todos os artigos descritos acima,
primeiramente com as “medidas de proteção”, com posterior “Política de atendimento ao idoso”, “ acesso a justiça”
e finalizando com a capítulo de “crimes”.

Este é um documento importante para a saúde da melhor idade, a sociedade em geral tem que lutar pra fazer valer
cada artigo.
Política Nacional do Idoso

Documento criado em , com um compilado de leis e decretos com a intenção de garantir os direitos sociais da
pessoa idosa. São estes:
 Lei nº 8.842, de janeiro de 1994
 Decreto nº 6.214, de 26 de setembro de 2007
 Decreto nº 5.130, de 7 de julho de 2004
 Lei nº 11.520, de 18 de setembro de 2007
 Plano de Ação para o Enfrentamento da Violência Contra a Pessoa Idosa
 Decreto nº 6.168, de 24 de julho de 2007

Num estudo geral acerca desse documento, a PNI traz consigo diversas diretrizes na atenção social da pessoa idosa,
respeitando todas as diferenças, garantindo a participação social, econômica, trabalhista e política.

Garante que todas as esferas de governo estejam preocupadas com essa parcela da sociedade.

Portaria 810/89

Aprova normas e os padrões para o funcionamento de casas de repouso, clínicas geriátricas e outras
instituições destinadas ao atendimento de idosos, a serem observados em todo o território nacional.
Este documento é tão importante quanto os anteriores, visa trazer uma uniformidade nas instituições de
cuidado, para um melhor tratamento tanto na rede privada quanto pública.
No documento, fica regulamentado a organização de funcionários (recursos humanos), a área física das
intalações (tanto com relação acessibilidade, portas, janelas, escadas, circulação de ar, elevadores, rampas,
chuveiros, vaso sanitário, etc), além da direção, tipo de alvará para funcionamento e dimensionamento de pessoal.

Projeto de lei nº11,2016

Documento elaborado pela Câmara dos Deputados do Rio de Janeiro em 2016, onde nele fica decretado:
Parágrafo único. É vedada aos profissionais elencados no art. 1º desta Lei a administração de medicação que
não seja por via oral nem orientada por prescrição do profissional de saúde, assim como procedimentos de
complexidade técnica.
Art. 3º O cuidador deverá preencher os seguintes requisitos para o exercício da atividade:
I – possuir no mínimo dezoito anos completos, salvo na condição de estagiário ou aprendiz;
II – haver concluído o ensino fundamental ou correspondente;
III – haver concluído, com aproveitamento, curso de qualificação profissional, conforme disposto na Lei nº 9.394, de
20 de dezembro de 1996 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, inclusive com formação inicial e
continuada, organizado e regulamentado pelo Ministério da Educação, em consonância com o Decreto nº 5.154, de
23 de julho de 2004;
IV – não ter antecedentes criminais;
V – apresentar atestado de aptidão física e mental.
Parágrafo único. As pessoas que já se encontrarem exercendo atividades próprias de cuidador há, no mínimo, dois
anos, por ocasião da data de publicação desta Lei, ficam dispensadas da exigência a que se refere o inciso III do caput
deste artigo, devendo cumpri-la nos três anos seguintes à vigência desta Lei.
Art. 4º O cuidador poderá ser contratado livremente pelo empregador, contratante ou tomador de serviço,
sendo ainda permitida a sua organização por meio das seguintes modalidades: I – quando empregado por pessoa
física, para trabalho por mais de dois dias na semana, atuando no domicílio ou no acompanhamento de atividades
da pessoa cuidada, será regido pela Lei Complementar nº 150, de 1º de junho de 2015; II – quando empregado por
pessoa jurídica, será regido pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º
de maio de 1943, e legislação correlata; III – quando contratado como Microempreendedor Individual, será regido
pela Lei Complementar nº 128, de 19 de dezembro de 2008, e legislação correlata. Parágrafo único. Nas hipóteses
previstas nos incisos I e II deste artigo, a jornada de trabalho será de até quarenta e quatro horas semanais, com
carga horária de até oito horas diárias ou em turno de doze horas trabalhadas e trinta e seis horas de descanso.
Art. 5º O cuidador poderá ser dispensado por justa causa quando infringir as disposições das Leis nºs 8.069,
de 13 de julho de 1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente, e 10.741, de 1º de outubro de 2003 - Estatuto do
Idoso, ou de lei correspondente, em havendo, quando couber. Art. 6º São deveres do cuidador: I – zelar pelo bem-
estar, integridade física, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer da pessoa
assistida; II – manter sigilo sobre as informações a que tem acesso em função de sua atividade, relativas à família do
empregador; III – zelar pelo patrimônio do empregador no exercício de suas funções e pelas dependências utilizadas
pela pessoa assistida. Art. 7º Caso sejam comprovados maus-tratos e violências praticados pelo cuidador contratado
em desacordo com as disposições desta Lei, a autoridade judiciária poderá determinar, como medida cautelar, o
afastamento do responsável pela pessoa assistida da moradia comum.
No acolhimento à pessoa idosa o profissional deve compreender as questões do processo de
envelhecimento, facilitar o acesso dos idosos aos diversos níveis de atenção, estar qualificado e estabelecer uma
relação respeitosa com o idoso como, por exemplo: chamá-lo pelo nome, considerar que ele é capaz de
compreender as perguntas e as orientações que lhe são atribuídas e se dirigir a ele utilizando-se de uma linguagem
clara. A humanização está vinculada aos direitos humanos, é um princípio que deve ser aplicado a qualquer aspecto
do cuidado. Na assistência humanizada o usuário participa das tomadas de decisões quanto ao tratamento tendo sua
autonomia preservada.
Na relação profissional - paciente, o profissional deve valorizar a efetividade e a sensibilidade como
elementos necessários ao cuidado, é preciso que haja um encontro entre pessoas, compartilhando saber, poder e
experiência vivida, mantendo relações éticas e solidárias.

Geriatria
 Medicina geriátrica ou Geriatria é o ramo da medicina que foca o estudo, a prevenção e o tratamento de
doenças e da incapacidade em idades avançadas.
 A Gerontologia é o estudo voltado a pessoa idosa e ao processo de envelhecimento,em todas as áreas, tanto no
ramo social, psicológico, biológico e outros. São formações multidisciplinares, cada dia mais unindo
conhecimentos entre si.

Objetivos:

 Prevenção:
 Ambientação:
 Reabilitação:
 Cuidados Paliativos:

Prevenção na melhor idade

 Corrigir os hábitos deletérios (alimentação não balanceada, inatividade física, tabagismo, obesidade, abuso de
drogas);
 Propiciar diagnósticos e tratamento adequado das doenças;
 Usar medicamentos racionalmente (prescrição consciente, início e término, respeito à orientação, uso x abuso,
evitar auto-medicação, efeitos “mágicos”);
 Equilibrar os ambientes emocionais;
 Ampliar a rede de suporte social (rede de apoio);
 Não deixar que o idoso crie expectativas. Rejeitar a fantasia do “rejuvenescimento ou da eterna juventude”;
 Estimular a prática de atividade física aeróbica, para o aumento de resistência, força e flexibilidade, bem como
unir os benefícios físicos aos sociais;
 Adequar o ambiente doméstico, diminuindo assim o risco de acidentes como quedas e suas conseqüências,
muitas vezes de prognóstico sombrio;
 Educar os cuidadores dos idosos dependentes, bem como reconhecer o seu adoecimento;
 Estar atento aos sinais de maus tratos e denunciá-los

Ambientação

Trazer um ambiente mais adequado a pessoa idosa, reconhecer suas limitações e tomar precauções quanto a:
 Evitar tapetes soltos, dar preferência a modelos antiderrapantes, principalmente nos banheiros.
 As escadas e os corredores devem ter corrimão dos dois lados.
 Uso de calçados apropriados e confortáveis com solados de borracha.
 Evitar encerar a casa e caminhar com o idoso em áreas com piso úmido.
 Orientar quanto a disposição dos móveis e objetos pela casa, verificando se os mesmos não se encontrem muito
espalhados.
 Deixe uma luz acesa à noite, para melhor orientação.
 Espere que o ônibus pare completamente para você subir ou descer.
 Manter o o telefone em local acessível.
 Utilize sempre a faixa de pedestres.
 Se necessário, orientar use bengalas, muletas ou instrumentos de apoio. O importante é a segurança.
 Propor um ambiente sem muito estresse, tanto por ruídos, visualmente e etc.

Reabilitação

Propõe intervenções quando ocorreram perdas que são resgatáveis e, quando irreversíveis, orienta a criação de
condições individuais e ambientais para uma vida digna.

Cuidados Paliativos

Anteriormente só focados em pacientes oncológicos, o estudo dos cuidados paliativos hoje se estendem a
todo tipo de paciente com estado de comprometimento da vida, buscando alguns princípios:
1. Alívio dos tipos de dor e suporte tanto para o paciente quanto a família,
2. Buscar entender a morte e fazer dela um processo natural, sem tentar acelerar ou adiá-la,
3. Melhorar a qualidade de vida,
4. Oferecer o máximo de independência, reconhecendo as limitações.
5. Buscar um tratamento multidisciplinar iniciado o mais precocemente possível.

Prevenção de doenças nos idosos

O planejamento para a prevenção de doenças nos idosos consiste em:


Corrigir os hábitos deletérios (alimentação não balanceada, inatividade física, tabagismo, obesidade, abuso de
drogas);
Propiciar diagnósticos e tratamento adequado das doenças;
Usar medicamentos racionalmente (prescrição consciente, início e término, respeito à orientação, uso x abuso,
evitar auto-medicação, efeitos “mágicos”);
Equilibrar os ambientes emocionais;
Ampliar a rede de suporte social (rede de apoio);
Não deixar que o idoso crie expectativas. Rejeitar a fantasia do “rejuvenescimento ou da eterna juventude”;
Estimular a prática de atividade física aeróbica, para o aumento de resistência, força e flexibilidade, bem como unir
os benefícios físicos aos sociais;
Adequar o ambiente doméstico, diminuindo assim o risco de acidentes como quedas e suas conseqüências, muitas
vezes de prognóstico sombrio;
Educar os cuidadores dos idosos dependentes, bem como reconhecer o seu adoecimento;
Estar atento aos sinais de maus tratos e denunciá-los.

Serviços oferecidos pelo SUS

A atenção à saúde do idoso deve firmar-se na atenção básica, através das: Unidades Básicas de Saúde (UBS)
e Unidades de Saúde da Família (USF).
CENTROS E GRUPOS DE CONVIVÊNCIA
INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA
CASA-LAR

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