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Engenharias (Ciclo Básico)

Física 2
prof. Raphael Púpio (2020/1)

Lista de Exercícios 2 – Termodin.

Todo o material contido neste documento não possui propósito comercial; contém material original, assim como
material adaptado e compilado de várias fontes.
Questão 1 (H21.31, 4 ed., 1984)
Considere um termômetro de mercúrio-em-vidro, tal que a seção transversal do capilar seja constante, A0 , e que
V0 seja o volume do tubo do termômetro a 0,0 ◦C. Se o mercúrio for exatamente suficiente para encher o tubo a
0,0 ◦C, mostre que o comprimento da coluna de mecúrio no capilar, à temperatura T , é dada por
V0
l= (β − 3α)T ,
A0
ou seja, é proporcional à temperatura; β é o coeficiente de dilatação volumétrica do mercúrio e α o de dilatação
linear do vidro.
Questão 2 (H21.20, 4 ed., 1984)
O espelho do telescópio do observatório da Serra da Piedade, em Minas Gerais, tem diâmetro de 60 cm e seu
coeficiente de dilatação linear é de aproximadamente 3 × 10−6 /◦C. A temperatura na Serra da Piedade varia entre
+3 ◦C e +30 ◦C. Determine a variação máxima do diâmetro do espelho.
Questão 3 (H21.33, 4ed., 1984)
Um relógio de pêndulo de invar tem período de 0,500 s a 20 ◦C. Se o relógio for usado em um clima onde a
temperatura média é de 30 ◦C, aproximadamente que correção deverá ser feita, no fim de 30 dias, no valor do
tempo medido pelo relógio?
Dado: α = 7 × 10−7 /◦C.
Questão 4 (H18.30, 8ed.)
Um tacho de cobre de 150 g contém 220 g de água, e ambos estão a 20,0 ◦C. Um cilindro de cobre de 300 g, muito
quente, é jogado na água, fazendo a água ferver e transformando 5,0 g de água em vapor. A temperatura final
do sistema é de 100 ◦C. Despreze a tranferência de energia para o ambiente. (a) Qual é a energia (em calorias)
transferida para a água em forma de calor? (b) Qual é a energia tranferida para o tacho? (c) Qual é a temperatura
inicial do cilindro?
Questão 5 (M8.5)
Um calorímetro de alumínio de 250 g contém 500 g de água a 20 ◦C, inicialmente em equilíbrio. Coloca-se dentro
do calorímetro um bloco de gelo de 100 g. Calcule a temperatura final do sistema. O calor específico do alumínio é
0,21 cal/(g · ◦C) e o calor latente de fusão do gelo é de 80 cal/g (Durante o processo de fusão, o gelo permanece a
0 ◦C).
Questão 6 (H18.38, 8ed.)
O calor específico de uma substância varia com a temperatura de acordo com a equação c = 0, 20 + 0, 14T + 0, 023T 2 ,
com T em ◦C e c em cal/(g · K). Determine a energia necessária para aumentar a temperatura de 2,0 g desta
substância de 5,0 ◦C para 15 ◦C.
Questão 7 (H18.99, 8ed.)
Um objeto com uma massa de 6,00 kg cai de uma altura de 50,0 m e, através de uma ligação mecânica, faz girar
uma hélice que agita 0,600 kg de água. Suponha que a energia potencial gravitacional inicial do objeto é totalmente
transferida para a energia térmica da água, que está inicialmente a 15,0 ◦C. Qual é o aumento da temperatura da
água?
Questão 8 (M8.15)
Uma chaleira de alumínio contendo água em ebulição, a 100 ◦C, está sobre uma chama. O raio do fundo da chaleira
é de 7,5 cm e sua espessura é de 2 mm. A condutividade térmica do alumínio é 0,49 cal/(s · cm · ◦C). A chaleira
vaporiza 1 l de água em 5 min. O calor de vaporização da água a 100 ◦C é de 540 cal/g. A que temperatura está o
fundo da chaleira? Despreze as perdas pelas superfícies laterais.
Questão 9 (M8.16)
Num país frio, a temperatura sobre a superfície de um lago caiu a −10 ◦C e começa a formar-se uma camada de
gelo sobre o lago. A água sob o gelo permanece a 0 ◦C: o gelo flutua sobre ela e a camada de espessura crescente
em formação serve como isolante térmico, levando ao crescimento gradual de novas camadas de cima para baixo.
(a) Exprima a espessura l da camada de gelo formada, decorrido um tempo t do início do processo de congelamento,
como função da condutividade térmica k do gelo, da sua densidade ρ e calor latente de fusão L, bem como da
diferença de temperatura ∆T entre a água e a atmosfera acima do lago. Considere a agregação de uma camada
de espessura dx à camada já existente, de espessura x, e integre em relação a x. (b) No exemplo acima, calcule
a espessura da camada de gelo 1 h após iniciar-se o congelamento, sabendo que k = 4 × 10−3 cal/(s · cm · ◦C),
ρ = 0,92 g/cm3 e L = 80 cal/g.
Questão 10 (M8.19; fis2-2015-1-p3)
O diagrama mostrado na figura abaixo, em que a pressão é medida em bar e o
volume em litros, está associado com um ciclo descrito por um fluido homogêneo. p(bar)
Considere que W , ∆Q e ∆U são, respectivamente, o trabalho, a quantidade de
calor e a variação da energia interna do sistema associados com cada etapa do c
ciclo e com o ciclo completo. 2

Etapa W (J) Q (J) ∆U (J)


1 a b
ab 800
bc V (l)
5 10
ca -100
Ciclo (abca)

Complete a tabela acima, e explique o cálculo de cada valor preenchido na tabela.

Questão 11
Uma amostra de 2 mols de um gás ideal diatômico é submetida ao processo cíclico
p
reversível abcda mostrado na figura ao lado. O processo consiste em quatro
etapas, duas a volume constante (ab e cd), e outras duas a pressão constante (bc pb b
c
e da). No ponto b, a pressão do gás vale pb = 8,31 kPa, e no ponto d, o volume
ocupado pelo gás é igual a Vd = 2,00 m3 . A temperatura nesses dois estados são
iguais, Tb = Td = 500 K. (a) Calcule a energia trocada pelo gás na forma de
calor em cada etapa do ciclo. (b) Calcule o trabalho realizado pelo gás em um
ciclo completo. (c) Determine a eficiência do ciclo. a d
Dados: R = 8,31 J/(mol · K); Gás diatômico: CV = 5R/2; CP = CV + R.
V
Vd

Questão 12 (H19.17; M9.2)


Um gás ideal encontra-se num recipiente à pressão p1 e à temperatura T1 . Outro gás ideal encontra-se em outro
recipiente de volume V2 (diferente de V1 ) e sob pressão p2 (diferente de p1 ). A temperatura é a mesma nos dois
recipientes. Obtenha uma expressão para a determinação da pressão de equilíbrio quando os dois recipientes forem
ligados mediante uma conexão de volume desprezível.
Questão 13 (fis2-2015-1-p3, Q2)
Uma máquina térmica baseada num ciclo de Carnot, opera com um mol de gás ideal monoatômico (Lembre que um
ciclo de Carnot é formado, no diagrama pV , por dois trechos isotérmicos e dois trechos adiabáticos). A temperatura
mais baixa do ciclo é 200 K, e a eficiência da máquina térmica é igual a 0, 5. (a) Determine a temperatura mais
alta do ciclo. (b) Sabendo que a isoterma de mais baixa temperatura desenvolve-se entre 1,00 m3 e 4,00 m3 de
volume, determine o intervalo de volumes em que a isoterma mais alta se desenvolve. (c) Determine a soma das
variações de entropia dos dois trechos isotérmicos. (d) Determine a soma das variações de energia interna dos dois
trechos adiabáticos.
Questão 14 (M10.8)
Na figura ao lado, onde AB e CD são adiabáticas, representa o ciclo de Otto,
esquematização idealizada do que ocorre num motor a gasolina de 4 tempos:
AB representa a compressão rápida (adiabática) da mistura de ar com vapor
de gasolina, de um volume inicial V0 para V0 /r (r ≡ taxa de compressão); BC
representa o aquecimento a volume constante devido à ignição; CD é a expansão
adiabática dos gases aquecidos, movendo o pistão; DA simboliza a queda de
pressão associada à exaustão dos gases da combustão. A mistura é tratada como
um gás ideal de coeficiente adiabático γ. (a) Mostre que o rendimento do ciclo é
dado por
 γ−1
TD − TA 1
η =1− =1− .
TC − TB r
(b) Calcule η para γ = 1, 4 e r = 10 (compressão máxima permissível para evitar
pré-ignição).

Questão 15 (fis2-2015-1-p3, Q3)


Uma porção de 1,0 kg de água a 20 ◦C é misturada, dentro de um recipiente termicamente isolado, com uma certa
massa de gelo à temperatura de -10 ◦C. Quando o equilíbrio térmico da mistura é alcançado, há somente gelo a
-5 ◦C dentro do recipiente. (a) Determine a massa inicial do gelo. (b) Determine a variação da entropia do sistema
e a variação da entropia da vizinhança do sistema água-gelo. (c) A partir do resultado encontrado no item (b),
determine se o fenômeno observado no sistema água-gelo é reversível ou irreversível.
Dados: Calor específico do gelo: 2,20 kJ/(kg · K); Calor específico da água: 4,19 kJ/(kg · K); Calor de fusão da
água: 333 kJ/kg.
Questão 16 (fis2-2015-1-p3, Q3)
Uma pedra de gelo de 0,5 kg a −10 ◦C e 1,0 kg de água a 90 ◦C são colocados em contato térmico, dentro de um
recipiente termicamente isolado. (a) Calcule a temperatura de equilíbrio do sistema. (b) Determine a variação
da energia interna do sistema água-gelo quando este passa do estado inicial ao final. (c) Calcule a variação de
entropia do sistema água–gelo. O processo é irreversível ou reversível? Justifique.
Questão 17
Quatro mols de um gás ideal expandem-se desde um volume V1 ao volume V2 (= 2V1 ). (a) A expansão é isotérmica
à temperatura T = 400 K; encontre uma expressão para o trabalho realizado pelo gás ao expandir-se. (b) Forneça,
para a expansão isotérmica referida no item anterior, uma expressão para a variação de entropia, se houver. (c) Se
a expansão for reversível e adiabática e não isotérmica, a variação de entropia seria positiva, negativa ou nula?
Explique.
Questão 18 (Halliday, Exemplo 19-5)
Considere que 1,0 mol de hidrogênio e 1,0 mol de nitrogênio estão em recipientes adjacentes, à mesma pressão p e
temperatura T , tais que os gases se comportam praticamente como gases ideais. (a) Se a velocidade quadrática
média das moléculas de H2 é 1850 m/s à temperatura T , qual será o valor da mesma velocidade para as moléculas
de N2 ? (b) Qual dos gases terá maior porcentagem de moléculas possuindo velocidades que difiram em ±50 m/s da
velocidade quadrática média? (c) Se os recipientes forem ligados, de forma que H2 e N2 se misturem, a variação de
entropia será positiva, negativa ou nula? Explique.
Questão 19 (M12-2; fis2-2015-2-p3, Q4)
Considere um gás hipotético para o qual a função F (v) de distribuição de F (v)
velocidades tivesse a foma indicada na figura ao lado,
(
Av/v0 , 0 ≤ v ≤ v0 A
F (v) = . (1)
A(2 − v/v0 ) , v0 ≤ v ≤ 2v0

Calcule em função de v0 : (a) A constante de normalização A. (b) Os valores v


0 v0 2v0
de hvi, vp e vqm para esta distribuição. (c) Que fração das partículas do gás
possuem velocidades entre v0 /2 e v0 ?

Questão 20 (M13-9)
Considere um gás ideal de N moléculas, em equilíbrio num recipiente de volume V . Calcule: (a) a probabilidade p1
de encontrar todas as moléculas concentradas num volume V /3 (macroestado 1); (b) a probabilidade de encontrá-las
todas num volume 2V /3 (macroestado 2); (c) A probabilidade p de encontrar N/3 moléculas em V /3 e as demais
no volume restante; (d) a diferença de entropia ∆S = S2 − S1 entre os estados 1 e 2; (e) os valores numéricos de
p1 , p2 e p para N = 9.