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Artigo - Por um modelo de organização concebido como sistema interpretativo

Os autores partem do princípio de que as organizações são sistemas que possuem um grande
nível de complexidade (elas estão na escala 8 da escala Boulding de complexidade), mas que
infelizmente, as Pesquisas empíricas que tratam do assunto, se situam apenas entre os níveis 1
a 3 da escala. Ou seja, falta um modelo que proponha um conceito de organização mais
elevado do que o se encontra geralmente nas pesquisas. É escolhido usar um sistema
interpretativo, pois os autores acreditam que a interpretação é o elemento que diferencia as
organizações de outras estruturas encontradas nos níveis mais abaixo da escala.

Para os autores o processo de interpretação nas organizações não é algo simples de se


entender pois existe uma variedade muito grande de definições e imagens na literatura, para
eles a interpretação ocorre em duas etapas. Primeiro ocorre o levantamento de dados, depois
a interpretação desses dados e por último ocorre a aprendizagem com esses dados. Mas os
autores admitem que esse modelo é bastante simplificado, ele deixa vários elementos de fora,
como crença e política.

O modelo se apoia em dois pressupostos, o pressuposto do meio ambiente e o pressuposto da


intrusão organizacional. Esse pressuposto do meio ambiente, parte do princípio que a
organização pode analisar o ambiente de duas maneiras. Na primeira a organização parte do
princípio que o ambiente pode ser analisado, nele se tem uma resposta concreta e se analisa e
interpreta o ambiente para se chegar nessa resposta. Na segunda alternativa, se parte do
princípio que o ambiente não pode ser analisado ela ao mesmo tempo que busca uma
resposta, acaba moldando o ambiente.

O pressuposto da intrusão organizacional ele separa as organizações nos papéis ativos e


passivos que elas assumem ao tentar buscar informações. Há organizações que vão
ativamente tentar obter dados para que se possam ser interpretados e para isso elas irão
utilizar todos os recursos ao seu dispor e há organizações que aceitarão passivamente
qualquer informação que o ambiente possa oferecer, ou seja, elas não irão buscar ativamente
uma resposta.

Assim o modelo divide as organizações em 4 grupos:

Visão indireta - são organizações que não confiam em dados sólidos pois pra elas o ambiente
não pode ser analisado.

Representação - Constroem o próprio ambiente levanta informação experimentando novos


comportamentos, experimentam, testam e simulam.

Visão condicionada - presumem que o ambiente é analisável e não são intrusivas e tendem a
confiar nos procedimentos convencionais.

Descobridor - É uma organização intrusiva, mas a ênfase é na detecção da resposta correta


num ambiente analisável

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