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AÇOS ESTRUTURAIS
PROPRIEDADES E PERFIS USUAIS

1.1 - Propriedades Mecânicas.

A norma brasileira "NBR 8800 Projeto e Dimensionamento de Estruturas de Aço de


Edifícios" adota os valores da Tabela 1.1 para as propriedades mecânicas dos aços

estruturais. Estes valores são considerados constantes à temperatura ambiente.

Tabela 1.1

Propriedades mecânicas dos aços estruturais - NBR 8800

Módulo de elasticidade tangente E=20000kN/ cm2


-
Coeficiente de Poisson va =0,3

Coeficiente de dilatação térmica f3 a = 12 X 10-6 o C-)

j\;fassaespecífica 3
Pa =7850kg/m
Nota - A NBR 8800 especifica o módulo de elasticidade em MPa ; entretanto, neste
2
texto, a unidade de tensão a ser empregada é kN / cm , o que já é feito a partir desta

I taDela.

1.2 - Diagrama Tensão-Deformação.

Quando submetidos a ensaio de tração, corpos de prova de aços estruturais nos fornecem

um diagrama de tensão deformação semelhante ao da Figura 1.1, onde podemos identificar

as seguintes características:

• Tensão de proporcionalidade Ip: é a tensão máxima do trecho elástico (trecho onde

tensões e deformações são proporcionais).

• Resistência ao Escoamento Iy: é a tensão correspondente ao patamar de escoamento,

isto é, trecho onde a deformação aumenta e a tensão permanece constante. De acordo

com a NBR 8800, a resistência máxima ao escoamento para os aços estruturais é de 450

Iv1Pa.
• Resistência à Ruptura fi: é a tensão máxima do diagrama. De acordo com a NBR

8800 a relação entre a resistência à ruptura e a resistência ao escoamento não deve ser
inferior a 1,18.

fu

fy
fp

Figura 1. 1 - Diagrama tensão-deformação para os af()s estruturais.

• J\1ódulo de elasticidade E:' defmido pela tangente do ângulo a que dá a inclinação do


trecho elástico.

• Ductilidade: defmida pela extensão do patamar de escoamento.

• Encruamento: trecho fmal do diagrama, a partir do Em do escoamento.

De acordo com a NBR 8800, as resistências das pe~as de aço estão relacionadas aos valores

das resistências ao escoamento Iy e à ruptura lu'


1.2.1 - Alterações no Diagrama.

Os diagramas tensão-deformação sao alterados, principalmente, pela vanaçao de

temperatura, pelo envelhecimento e pelas tensões residuais.

• Temperatura.

Á medida que a temperatura aumenta os valores das resistências Iy e lu e do módulo de

elasticidade E decrescem.

Para 500°C eles são aproximadamente 500/0 daqueles à temperatura ambiente, sendo

pratlCan1ente desprezáveis acin1a de 900°C. Por este fato, diversos tipos de estrutura
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recebem proteção contra altas temperaturas, geralmente por meio de argalnassas ou placas
pré-moldadas, que contenham materiais isolantes como a pedita e a vermiculita.

f tffifftE~f.i]
I í t ! ' I , .1 .I 1,. ! , ,

f.

.[-<[gura1.2 - .Diagrama tensão-deformaf'ão: alterafões del/idas ao envelhecimento

• Envelhecimento.

A Figura 1.2(a) mostra o diagrama tensão-deformação de um corpo de prova \que, durante

o ensaIO de tração, sofre vários descarregamentos, imediatamente seguidos por

recarregamentos e pelo prosseguimento do ensaio.

Pode-se ver que o diagrama de descarregamento é uma reta paralela àquela do trecho
elástico, acontecendo o mesmo com o diagrama do re-carregamento.

1\1as se, entre o descarregamento, feito no encruamento, e o re-carregamento, há um

intervalo de alguns dias, inicialmente, o diagrama do te-carregamento segue aquele do

descarregamento,' mas, ao invés de prosseguir na curva inicial, apresenta outra curva,

representada na Figura 1.2(b), com as seguintes alterações:

- valores maiores de escoamento fy e ruptura ;;,;

- redução do patamar de escoamento, isto é, da ductilidade.

A este fenômeno dá-se o nome de envelhecimento.

• Tensões residuais.

São as tensões internas que aparecem nos produtos siderúrgicos, em conseqüência de seu

resfriamento diferencial: as regÍões que se resfriam mais rapidamente têm tensões de

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compressão e as que se resfriam mais lentamente têm tensões de tração .

.f'zgura 1.3 - Diagrama tensão-deformação: alterações devzdas a tensões residuaiJ.

Quando se executa o enSaIO de tração, em uma peça que apresenta tensões residuais, as

tensões aplicadas somam-se às já existentes, causando as seguintes alterações no diagrama


tensão-deformação, representadas na Figura 1.3:

- o limite de proporcionalidade é reduzido, e passa a ser Ip = Iy - Ir' onde Ir é a tensão

residual máxima;

- entre o trecho elástico e o patamar de escoamento, ocorre uma curva de ajustagem. Nesta

curva, defme-se como módulo de elasticidade tangente E, o valor da tangente

trigonométrica do ângulo e, que a tangente geométrica à curva faz com o eixo das
deformações.

1.2.2 - Outras Propriedades.

Outros fatores exercem grande influência no projeto e na execução das estruturas de aço.
São eles:

• Fadiga .

. Quando submetidas a cargas variáveis, peças de aço, podem entrar em colapso com tensões

muito inferiores ao .liniite de escoamento, devido à formação e posterior propagação de

fissuras que vão, paulatinamente, reduzindo a seção resistente.

A este fenômeno dá-se o nome de fadiga, sendo influenciado por três fatores principais:

- amplitude de variação de tensões, isto é: IJ.I = Irnax - Irnin

- freqüência de aplicação das cargas;

- tipo de entaihe (furos, recortes etc.) existentes na seção e que provocam concentração de

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tensões.

• Corrosão.

Quando uma peça de aço é exposta ao melo. ambiente sem proteção, ela reage com os

elementos ali existentes, transformando-se em compostos químicos, semelhantes ao.

minério de ferro usado na produção siderúrgica. Esse processo se denomina corrosão.

Portanto, toda estrutura de aço deve receber uma proteção anticorrosiva adequada, pois,

em longo prazo, a corrosão tende a diminuir a seção resistente.


Os processos anticorrosivos compõem-se de duas etapas: tratamento superficial para
retirada da oxidação existente, e pintura.

Nas últimas décadas, têm sido desenvolvidos diversos tipos de aços resistentes a corrosão,

ligas com adição de cobre, apresentando, cerca de quatro vezes a resistência à corrosão dos
aços carbono.

• Ruptura Frágil.
É a ruptura que ocorre sem o aço apresentar deformação e e influenciada por quatro
fatores:

- estado triplo de tensões criado por esforços, entalhes, tensões residuais etc.;
- baL'I(astemperaturas;

- carregamento por choques;

- utilização de aços inadequados.

• Soldabilidade.

Esta propriedade do aço é extremamente i-.mportante, já que grande parte do trabalho, para

transformá-lo em estruturas, é executado por meio de processos de soldagem.

O conceito de carbono equivalente é uma das formas de verificar se o aço é soldável; uma

das expressões para o carbono equivalente é a do International Institute of Welding

Ceq = C + Mn/6 + (Cr + Mo + V)/5 + (Ni + Cu)/15

que indica o percentual equivalente de carbono devido aos elementos de liga.

Para aços com percentuais mais elevados, devem ser tomadas precauções especlalS na
soldagem.

• Conformabilidade.
A norma NBR 8800 não inclui dimensionamento de perfis dobrados a frio.

Portanto, em edifícios projetados conforme esta norma, as peças dobradas são peças

secundárias. I'v1esmoassim devem ser tomados cuidados especiais com a posição do eixo de

dobramento relativo à direção de lanlinação e com o valor do raio de dobramento,


adequado ao aço.

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1.3 - Tipos de Aços.

N o Brasil são fabricados diversos tipos de aços para construção metálica. Os de emprego
mais usual são aqueles com limite de escoamento de 250 MPa e 350 MPa.

1.3.1 - Classe 250.

É o aço comum de construção metálica, que apresenta as seguintes características:

Resistência ao escoamento !v = 250 MPa = 25,0 kN / em2


Resistência à ruptura................................. lu = 400 MPa = 40,0 kN / em 2

1.3.2 - Classe 350.

É um aço de alta resistência mecânica, e usualmente também de alta resistência à corrosão,


que apresenta as seguintes características:

Resistência ao escoamento Iy = 350 MPa = 35,0 kN / em 2


Resistência à ruptura lu = 485 AIPa = 48,5 kN / em2
Este aço é chamado patinável, pois quando submetido a determinadas condições de

exposição ao meio ambiente, desenvolve em sua superfície uma camada compacta de

óxidos, aderente ao substrato metálico.

1.4 - Tipos de Perfis.

1.4.1- I e U Laminados.

ri=i
.
..•
J'.:
/"~ mesa
c.
. "~r
1:
~.
mesa-..\
... ~.-J
~F.ei
o

I 'tI .
r
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d ai ma dI alma
iI .. tir\l.'
~.
I
L L~ t j:
Ilo< • !
JlP"S '.s.f<
""i:

Perfil I Perfil U
rzgura 1.4 - Perfis laminadoJ (padrão americano)

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Estes perfis, mostrados na Figura 1.4, são formados de duas mesas e uma alma. Como se
pode ver na mesma figura, as duas superfícies das mesas não são paralelas.

Para a sua nomenclatura utiliza-se o símbolo do perfIl (I ou U) seguido pela sua altura etn

(mm) e a massa em (kg/ m). Por exemplo: I 203 x 27,3.

1.4.2 - Cantoneiras Laminadas.

t
"iI
f ~ Cant.Abas
aL,
~~~~,-*t
~~D_ .....

I~ ;;.1t
eSigUaiS

.f-'zjpra 1.5 - Cantoneiras laminadaJ

Estes perfis têm seções transversais na forma de L, veja a Figura 1.5, formadas por duas

abas perpendiculares, que podem ser de larguras iguais ou não, mas sempre de espessura
constante.

Para sua nomenclatura utiliza-se o símbolo do perfil (L) seguido da largura da aba maior, da

largura da aba menor e da espessura, todas em (mm). Por exemplo: L 102 x 89 x 6,4.

1.4.3 - Barras Redondas Laminadas.

Nas estruturas de aço, estas barras sao usualmente empregadas como tirantes,
contraventamentos e chumbadores.

Para a sua nomenclatura usa-se o símbolo r/J seguido pelo diâmetro da seção transversal em

(mm). Exemplificando temos: r/J 25 .

1.4.4 - Chapas.

São laminados planos fabricados nas espessuras, em (mm), que se indicam a seguir:

3,00 - 4,75 - 6,30 - 8,00 - 9,50 - 12,5 - 16,0 - 19,0 - 22,4 - 25,0 - 31,5 - 37,5 - 45,0 -
50,0

Para sua nomenclatu1:a utiliza-se o termo Ch seguido pela espessura em (mm).


Exemplificando temos: Ch 19.

1.4.5 - Perfis Laminados Gerdau.

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Há poucos anos a Gerdau, através da Açominas, começou a produzir perfis laminados de
acordo com especificações americanas. São semelhantes aos perfis I padrão amencano,
porém as duas superfícies das mesas são paralelas.

Eles são classificados em duas séries: perfis W predominantemente para vigas e perfis HP
para pilares.

Para sua nomenclatura utiliza-se o símbolo do perfil (J(! ou HP) seguido pela sua altura em
(mm) e a rnassa em (kg/ m).

Por exemplo: W 410 x 38,8.

1.4.6 - Perfis Soldados.

Antes da produção -dos perfis citados no item 1.4.5, foram criados no Brasil, perfis
compostos de chapas sold~das, que ainda têm larga utilização.

A norma brasileira NBR 5884 padroniza três séries destes perfis soldados, veja a Figura 1.6,

segundo a relação entre a altura do perfil e a largura da mesa:

• Perfis VS se dlb f ~2

• Perfis CVS se di b I ~1,5

• Perfis CS se di b I ~1

,------------------------ ...•..•.•...••

• A'-- m.ssa ~
.-1::, i
'~lr
!

f
f t: 1I

di t Ir- alma

1
L_ c.-=::--Il
w
T _::.:;~!
L .__ _--..;~J
-:;.,o..:.; •.

bt
Perfil VS Perfil CVS

dr '
!
!
I
t
L--.I
l~:'
i
tW'ir;-
~
,. L
Perfil CS

h--_....
_..
_...
~--J
b1

_t'zgura 1.6 - Perfis soldados

Para sua nomenclatura utiliza-se o símbolo do perfil-seguido pela sua altura em (mm) e a

massa em (kg/m).

Por exemplo: VS 450 x 51.

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A NBR 5884 admite a criação de perfis especiais para projetos específicos, com a mesma
nomenclatura, alterando apenas o simbolo do perfil para PS.

1.5 - Tabelas de Perfis .

• A seguir, são apresentadas tabelas com as dimensões construtivas e as propriedades

seções transversais dos perfis mais comumente utilizados na construção das estruturas de
das

aço.

Com relação aos perfis padrão americano, foram selecionados os perfis denominados de
('1 alma':
fi Com relação aos perfis soldados da NBR5884, aos perfis eletrossoldados

USIMINAS e aos perfis laminados Gerdau foram selecionados os perfis de maior

rendimento, isto é, aqueles nos quais é máxima a razão Wr / M entre o módulo de

resistência elástico relativo ao eixo de maior inércia e a massa do perfil em kg/ m.

Perfil I adrão americano


I d bf tf k g

9
U

U •
(cm) (cm)

c antoneuas . de furaçao
- Ga banto
a ou b 38 44 51 64 76 89 102 127 152 203
g 22 25 28 35 44 51 .64 76 90 114
gl - - - - - - - 51 57 76
g2 - - - - - - - 44 64 76

203 x 203 x 12,7 39,3 28,6 50,0 5,56 2020 137 6,35 4,04
203 x 203 x 15,9 48,7 31,8 62,0 5,66 2470 169 6,32 4,01
203 x 203 x 19,1 57,9 34,9 73,5 5,79 2900 200 6,27 4,01


10
Cantoneiras de abas desÍ ualS
L 1-'fassa k A x y Ix Wx Ix Iy \V~. Iy Iz tg a .
(kg/m (mm (em2) (em) (em) (em4 (em'> (em) (em4 (em'> (em) (em)

203 x 102 x 12,7 29,2 25,4 37,1 2,18 7,26 1600 123 6,58 281 35,2 2,74 2,20 0,267
203 x 102 x 15,9 36,0 28,6 45,9 2,30 7,38 1950 151 6,52 337 42,9 2,71 2,18 0,262
203 x 102 x 19,1 42,7 31,8' 54,5 2,42 7,49 2290 179 6,48 390 50,3 2,67 2,16 0,258

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Perfil VS
vs d

12
Perfil CVS
CVS d bf tf

13
Perfil CS
CS d br tr

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Perfis Laminados Gerdau - Série I
Perfil d br tr t"" k g Equivalen te

\\1610 x 101 603 228 14,9 10,5 34 130 \\124 x 68


./
W610x113 608 228 17,3 11,2 37 130 \\124 x 76
\\1610 x 125 612 229 19,6 11,9 35,5 130 \V 24 x 84
.\\1610.xI40 .617 230 -22,2 --13,1 .42 . 130- .-W.24x-94
\V 610 x 155 611 324 19,0 12,7 38 130 W 24 x 104
\\1610 x 174 616 325 21,6 14,0 41 130 \V 24 x 117
Perfil A \\1", Zx Wy r~. Zy J

\V 610 x 101 130 76400 2530 24,3 2900 2930 259 4,77 404 78,1 2550000
\v 610 x 113 144 87500 2880 24,6 3290 3430 300 4,87 469 112 2990000
\V 610 x 125 159 98500 3220 24,9 3670 3930 343 4,97 535 154 3450000
Wi 610 x 140 179 112000 3630 25,0 4150 4510 392 5,02 613 218 3990000
\v 610 x 155 197 129000 4220 25,6 4730 10800 666 7,39 1020 195 9450000
\V 610 x 174 222 147000 4780 25,7 5360 12400 761 7,47 1170 280 10900000

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Perfis LamÍnados Gerdau - Série H
Perfil J
mm)

W 200 X 35,9 201 165 10,2 6,20 20 130 W 8X 24


\vr 200 X 41,7 205 166 11,8 7,20 25 130 W 8X 28
\'(/ 200 X 46.1 203 203 11,0 7,20 23 130 W 8X 31
W/ 200 X 52,0 206 204 12,6 7,90 25 130 \vr 8 X 35
\"'(1200X 59,0 210 205 14,2 9,10 27 130 \\/8 X 40
\"'(1200 X 71,0 216 206 17,4 10,2 27,5 130 W 8X 48

'VÇ! 360 X 91,0 353 254 16,4 9,50 36 130 W 14 X 61


\"'(1360 X 101 357 255 18,3 10,5 38 130 W 14 X 68
\"'(1360 X 110 360 256 19,9 11,4 36 130 W 14 X 74
\X! 360 X 122 363 257 21,7 13,0 37,5 130 W 14 X 82

'.

\"'(1200 X 35,9 45,4 3410 340 8,67 376 764 92,6 4,10 141 13,9 69500
\V 200 X 41,7 53,1 4090 399 8,78 446 901 109 4,12 165 22,3 84100
\"'(1200 X 46,1 58,2 4520 445 8,81 492 1530 151 5,13 229 21,3 141000
W 200 X 52,0 66,6 5270 512 8,9 570 1780 175 5,17 266 32,4 166000
\"'(1200X 59,0 75,6 6110 582 '8,99 653 2040 199 5,19 303 46,5 196000
\"'(1200 X 71,0 90,7 7630 707 9,17 800 2540 246 5,29 374 80,1 250000
"- -

'\(1 360 X 91,0 116 26700 1510 15,2 1680 4480 353 6,22 538 91,6 1270000
\"'(1360 X 101 129 30200 1690 15,3 1880 . 5060 397 6,27 606 126 1450000
W 360 X 110 140 33100 1840 15,4 2060 5570 435 6,:30 664 161 1610000
\"'(1360 X 122 155 36500 2010 15,4 2270 6150 478 6,30 732 211 1790000

16
•• o

AÇÃO E SEGURANÇA NAS ESTRUTURAS.

2.l-Ações.

Define-se como ação tudo o que provoque tensões e deformações em unu estrutura.
De uma forma geral, as estruturas estão solicitadas por ações de diversas naturezas. A única

ação que está sempre presente é a carga permanente; as demais ações têm sua intensidade
variável ao longo da vida útil da estrutura. Portanto, para representar o que acontece com

uma determinada estrutura são realizadas várias combinações de ações com a finalidade de

obter a pior condição. O dimensionamento de estruturas de aço segundo a NBR 8800

emprega o método dos estados limites. Este procedimento exige que nenhum estado limite

aplicável seja excedido quando a 'estrutura for submetida a todas as combinações

adequadas.

São considerados dois tipos de estados limites:

• Estados limites últimos (ELU).

São aqueles que estão relacionados com a segurança da estrJtllra as combL.llações

mais desfavoráveis de ações, quer durante sua vida útil, quer durante sua construção ou sob

a atuação de uma ação especial ou de uma ação excepcional. Exemplos: perda de equilibrio,

escoamento, ruptura, instabilidade.

Para ELU, a verific'ação isolada para cada um dos esforços toma a forma

onde

RJ representa os valores de cálculo dos esforços resistentes, e

Sei representa os valores de cálculo dos esforços atuantes, obtidos com base nas
combinações últimas de ações.

• Estados limites de servico (ELS).

São aqueles que estão relacionados com o desempenho da estrutura sob condições normais

de uso. Exemplos: deslocamentos e vibrações excessivas. Neste caso, eXlge-se que os

deslocamentos e as vibrações sejam inferiores a limites pré-fücados.


17
Para ELS, a verificação tem a forma

onde

S.lt!I" representa os valores dos efeitos estruturaIS de interesse, obtidos com base nas

combinações de serviço, e

S'im representa os valores limites adotados para estes efeitos.

2.2 - Classificação das ações.

A NBR 8800 considera os três tipos de ações que são descritos a seguir.
2.2.1 - Ações permanentes.

São aquelas que ocorrem com valores praticamente constantes durante toda a vida útil da
construção.

N as ações permanentes, distinguem-se as açoes permanentes diretas e as ações


permanentes indiretas.

As ações diretas são aquelas decorrentes do peso próprio da estrutura e do peso dos

elementos construtivos fixos e das instalações permanentes; incluem também os empuxos

permanentes, causados por movimento de terra e de outros materiais granulosos quando


- -
nao sao
,
remOVIveIS.
.

As ações indiretas são aquelas decorrentes de deformações impostas 'por retração e fluência

do concreto, recalques de apoio e imperfeições geométricas.

2.2.2 - Ações variáveis.

São aquelas que ocorrem com valores que apresentam variações significativas durante a

vida útil da construção, por exemplo:

- sobrecargas em pisos: os valores dessas sobrecargas são fornecidos pela NBR 6120;

- vento: os valores das cargas de vento em edificações são fornecidos pela NBR 6123;
- variação de temperatura ambiente: a NBR 8800 recomenda 60% da diferença entre as

temperaturas médias, máxima e mínima, no local da obra, com um mínimo de 10°;

- equipamentos (de acordo com as particularidades de cada obra), etc.

2.2.3 - Ações excepcionais.

São aquelas que têm duração extremamente curta e probabilidade muito baixa de

ocorrência durante a vida da construção, por exemplo, decorrentes de incêndios,

enchentes, explosões, choques de veículos, etc.

2.3 - Combinação de acões para estados limites últimos.

A seguir são indicadas a expressões da NBR 8800 para as combinações de ações para os

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estados limites últimos.

Tabela 2.1- Coeficientes de ponderação das ações permanentes


Yg para ações permanentes (1) (2)
Diretas

Peso Peso Peso próprio Peso próprio Peso


propno propno de estruturas de elementos próprio de
Combina-
de de moldadas no construtivos elementos
çoes
estrutu- estrutu- local e de industrializa- construtivos
ras ras pre- elementos dos com em geral e
metáli- molda- cons tru tivos adições "in eqwpamen-
cas das indus trializa- loco" tos
dos e
empuxos
permanentes
Normais '1,25 1,30 1,35 1,40 1,50 1,20
(1,00) (1,00) (1,00) (1,00) (1,00) (O)
Especiais 1,15 1,20 1,25 1,201,30 1,40
ou de (1,00) (1,00) (1,00) (O)
(1,00) (1,00)
construção
Excepcio- 1,10 1,15 1,15 1,20 1,30
naIS
Notas:
(1,00) (1,00) (1,00) (1,00) (1,00) (O) °
1) Os valores entre parênteses correspondem aos coeficientes para as ações permanentes
favoráveis à segur~rça; ações variáveis e excepcionais favoráveis à segurança não devem ser
incluídas nas combinações.
2) Nas combinações normais, as ações permanentes diretas que não são favoráveis à
segurança podem, opcionalmente, ser consideradas todas agrupadas, com coeficiente de
ponderação igual a 1,35 quando as ações variáveis decorrentes do uso e ocupação forem
superiores a 5 kN / m2, ou 1,40 quando isto não ocorrer. Nas combinações especiais ou de
construção, os coeficientes de ponderação sao respectivamente 1,25 e 1,30 e nas
combinações excepcionais, 1,15 e 1,20.

,2.3.1 - Combinações últimas normais.

São aquelas que decorrem do uso previsto para a edificação.

Devem ser feitas tantas combinações de ações quantas sejam necessárias para verificação

das condições de segurança em relação a todos os estados limites últimos aplicáveis.

Cada combinação deve incluir as ações permanentes e a ação variável principal, com seus
valores característicos, e as demais ações variáveis com seus valores reduzidos.
São obtidas pela expressão
m n

Fd = LY
i=1
gi Feji,k + Yql FQ1,k + L
/=2
Yqj I.f/ Oj FfJl,k (2.1)

onde:

F(ji.k: são os valores característicos das ações permanentes;

19
"

FQ1.k: é o valor característico da ação variável principal nesta combinação;

FUj,k: são os valores característicos das ações variáveis secundárias; o valor reduzido e

obtido pelo produto do valor característico pelo fator de combinação;

r gi: coeficientes de ponderação das ações permanentes (Tabela 2.1);

riU: coeficientes de ponderação das ações variáveis (Tabela 2.2);

l.fI Oj: fatores de combinação, para as ações variáveis que atuam junto com uma açao

variável principal, em uma combinação normal (Tabela 2.3).

Tabela 2 2 - Coeficientes de ponderaçao das açoes vanavelS


r li para ações variáveis (1)
Combinações
Efeito da Ação Ações Demais ações variáveis, incluindo
tempera tura do truncadas as decorrentes do uso e da
(2) vento q)
\.J -
ocupaçao
Normais 1,20 1,40 1,20 1,50
Especiais 1,00 1,20 1,10 1,30
ou de
construção
Excepcionais 1,00 1,00 1,00 1,00
Notas:
1) Nas combinações normais, se as ações permanentes diretas que não são favoráveis à
segurança forem agrupadas, as ações variáveis que não são favoráveis à segurança podem,
opcionalmente, ser consideradas também todas agrupadas, com coeficiente de ponderação
igual a 1,50 quando as ações variáveis decorrentes do uso e ocupação forem superiores a 5
kN/m2, ou 1,40 quando isto não ocorrer (mesmo nesse caso, o efeito da temperatura pode
ser considerado isoladamente, com o seu próprio coeficiente de ponderação). Nas
combinações especIaIs ou de construção, os coeficientes de ponderação sao
respectivamente 1,30 e 1,20, e nas combinações excepcionais, sempre 1,00.
2) O efeito de temperatura citado não inclui o gerado por equipamentos, o qual deve ser
considerado como ação decorrente do uso e ocupação da edificação.
3) Ações são ditas truncadas se a sua distribuição de máximos é interrompida por um
dispositivo físico, de modo que o valor dessa açao nao possa superar o limite
correspondente. O coeficiente de ponderação mostrado nesta Tabela se aplica ao valor
limite.

2.3.2 - Combinações últimas especiais.


São aquelas que decorrem da atuação de ações vanaveIS de natureza ou intensidade

especiais, cujos efeitos superam em intensidade os efeitos produzidos pelas ações

consideradas nas combinações normais. São carregamentos transitórios, com duração

muito pequena em relação ao período de vida útil da estrutura.

A cada carregamento especial corresponde uma única combinação última especial de ações,

que deve incluir as ações permanentes e a ação variável especial, com seus valores

característicos, e as demais ações variáveis com seus valores reduzidos.

20
São obtidas por
m n

F:/ = Ir
i=1
gi F(;i,k + rql FQ1,k + I
)=2
reli lf/ Oj,e/ FOi,k (2.2)

onde:

FQ1,k: é o valor característico da ação variável especial;

FQi,k: sao os valores característicos das açoes vanavelS que podem atuar

concomitantemente com a ação variável especial;

lf/ Oj,e( : são os fatores de combinação efetivos de cada uma das ações variáveis que podem

atuar concomitantemente com a ação variável especial, FQ1,k' Os fatores, lf/ 0.l,e/ '

usualmente são iguais a lf/ Oj usados nas combinações normais; entretanto, se a ação variável

especial FOI,k tiver um tempo de atuação muito pequeno, podem ser feitos iguais lf/ 2/ .

Os demais símbolos têm o mesmo significado que em 2.3.1.

2.3.3 - Combinações últimas de construção.

São aquelas que representam as situações de estruturas nas quais há ,.()corrência de estados

limites, durante a fase de construção. São carregamentos transitórios e sua duração deve ser

deflIlÍda em cada caso particular.

Devem ser feitas tantas combinações de ações quantas sejam necessárias para verificação

das condições de segurança em relação a todos os estados limites últimos que podem

ocorrer durante a fase de construção. Em cada combi..f1açãodevem estar presentes as ações

permanentes e a ação variável principal, com seus valores característicos, e as demais ações
variáveis, com seus valores reduzidos.

São obtidas pela Fórmula (2.2), onde FQ1,k é o valor característico da ação variável admitida

como principal para a situação transitória considerada.

Os demais símbolos têm o mesmo significado que em 2.3.2.

2.3.4 - Combinações últimas exct:pcionais.

São aquelas que decorrem da atuação de ações excepcionais que podem provocar efeitos

catastróficos. As ações excepcionais somente devem ser consideradas no projeto de

estrutura de determinados tipos de construção, nas quais essas ações não possam ser

desprezadas e se, além disso, na concepção estrutural, não é possível tomar medidas que

anulem ou reduzam os efeitos de tais ações. É um carregamento transitório, com duração


í
extremamente curta.

21
A cada carregamento excepcional corresponde uma única combinação, que deve incluir as
ações permanentes e a ação variável excepcional, com seus valores característicos, e as
demais ações variáveis com seus valores reduzidos.
São obtidas por
m n

F:., = L r
i=1
gi FUi,k + FQ.exe + L rC[j 'f
}=2
Oj,e( FQj,k (2.3)

onde ~),exe é o valor da ação transitória excepcional.

Os demais símbolos têm o mesmo significado que em 2.3.3.

Tabela 2.3 - Fatores de combinação ('f Oj) e de redução ('fI) ,'f 2}) para ações
variáveis
Ações 'foj lf/lj 'f2.1
(1) (2)
Tempera tuIa Variações uniformes de temperatura em relação à 0,6 0,5 0,3
média anual local.
Vento Pressão dinâmica do vento nas estruturas em 0,6 0,3 O
geral.
Locais em que não há predorn.illância de pesos e
de equipamentos que permanecem fL,(OS por 0,5 0,4 0,3
longos períodos de tempo, nem de elevadas
Cargas concentrações de pessoas. (3)
acidentais de Locais em que há predorn.illância de pesos e de
edifícios equipamentos que permanecem fixos por longos 0,7 0,6 0,4
períodosde tempo, ou de elevadas concentrações
de pessoas. (4)
Bibliotecas, arqulVos, depósitos, oficinas e 0,8 0,7 0,6
garagens e sobrecargas em coberturas.
Cargas Vigas de rolamento de pontes rolantes. 1,0 0,8 0,5.
moveIS e seus
Pilares e outros elementos ou subestruturas que 0,7 . 0,6 0,4
efeitos
suportam vigas de rolamento de pontes rolantes
dinâmicos
Passarelas de pedestres. 0,6 0,4 0,3
Notas:
1) Para o estado limite de fadiga, usar 'fI} igual a 1,0
2) Para combinações excepcionais onde a ação principal for sismo, admite-se adotar para
lf/ 2.1 o valor zero.
3) Edificações residenciais de acesso restrito.
4) Edificações comerciais, de escritórios e de acesso público.

2.3.5 - Observações de ordem geral.

Os valores característicos de açõ.es empregados na~ F6rmulas' (2.1) a (2.3) são usualmente

fornecidos por normas como NBR 6120 - Cargas para o cálculo de estruturas de

edificacões, parà pesos de materiais de construção e de cargas acidentais, e NBR 6123 -

22
Forcas devidas ao vento em eclificacões.

Nas mesmas expressões, carregamentos de mesma natureza não são combinados entre si.

Isso pode ser exemplificado com a carga dinâmica do vento. Conforme a NBR 6123, a

análise do vento em uma edificação deve ser feita segundo suas duas direções principai,s da

construção, por exemplo, a direção transversal e a longitudinal. Entretanto, em uma

combinação, não são consideradas as atuações simultâneas do vento nestas duas direções,

pois o vento atua, de cada vez, em uma única direção.

2.4 - Impacto.

Tabela 2.4- Coeficientes de im ara ações variáveis


Origem da ação Impacto
% 1)
Elevadores 100
Pendurais 33
Equipamentos leves, cUJo funcionamento se caracteriza por mOVlffientos 20
rotativos; talhas.
Equipamentos cujo movimento se caracteriza por movimentos alternados; 50
os eradores.
Impacto Pontes comandadas or controle endente ou remoto 10
vertical (2) Pontes comandadas de cabine 25
Percentual aplicado à carga 'içada, exceto nos 20
dois casos se uintes.
Edifícios Percentual aplicado à carga içada para ponte 50
industriais com caçamba e eletroímã e para ponte de pátio
siderúrgicos de lacas e taro os.
Impacto Percentual aplicado à carga içada para ponte de 100
horizontal fomo-poço ou ao peso do lingote e da lingoteira
transversal ara ante estri adora.
(4) Percentual aplicado à soma da carga içada com o 10
Outros eso do trole e dos dis ositivos de içamento.
edifícios Percentual aplicado à soma da carga içada com o 5
industriais peso total da ponte, incluindo trole e
dis ositivos de içamento.
Percentual a licado à car a içada. 15
Impacto horizontal longitudinal, aplicado às cargas verticais máximas das 20
rodas sem im acto).
Notas:
(1) Percentual aplicado à sorna dos pesos indicados;
(2) Percentual aplicado à carga máxima por roda;
(3) Para combinações de carregamento que incluam cargas de. ponte rolante, ver a
orientação que se segue a esta tabela.
(4) Estas cargas devem ser aplicadas no topo do trilho de cada lado; ou distribuídas
proporcionalmente à rigidez lateral da estrutura de apoio dos trilhos, se a rigidez horizontal
transversal de um lado difere da ri .dez do lado o osto.

A maioria das análises estruturais considera a atuação de cargas estáticas, pois isto reflete a

• 23
maneira como sao construídas: inicialmente a estrutura, depois as lajes, em seguida
instalações, revestimentos e acabamentos .
. Entretanto para algumas cargas variáveis isto nao ocorre e para considerar seus efeitos

dinâmicos e de impacto, são majoradas por coeficientes de impacto.


A Tabela 2.4 nos fornece os percentuais de majoração para as ações mais comuns.

2.5 - Combinação de ações para estados limites de serviço.

As combinações de serviço são classificadas de acordo com sua permanência na estrutura

em quase permanentes, freqüentes e raras.


As expressões gerais, apresentadas nos Itens 2.5.1 a 2.5.3, incluem as ações permanentes.

N essas expressões para combinações das ações para os estados limites de servIço,

carregamentos de mesma natureza não são combinados entre si.

2.5.1- Combinações quase permanentes de serviço.


São aquelas que atuam durante grande parte da vida útil da estrutura (cerca de metade deste

período). Essas combinações são utilizadas para os efeitos de longa duração e para a

aparenCla da construção, isto é, para evitar deslocamentos exceSSIVOSque possam causar

danos a outros componentes da construção.

Todas as ações variáveis são usadas com seus valores quase permanentes, lj/ 2i F@ . São

obtidas pela Fórmula (2.4).


m n

FIou = I
;=1
F(ji,k + I
j=1
lj/ 2j FQj,k (2.4)

2.5.2 - Combinações. frequentes de serviço.


São aquelas que ocorrem muitas vezes durante a vida útil da estrutura (cerca de 105 vezes

em 50 anos), ou que tenham duração total de cerca de 5% deste período. Essas

combinações são utilizadas para os estados limites reversíveis, isto é, que não causam danos

permanentes à estrutura ou a outros componentes da construção, incluindo os relacionados

ao conforto dos usuários e ao funcionamento de equipamentos (vibrações e movimentos

laterais excessivos comprometendo vedações, empoçamento em coberturas e abertura de

fissuras).

A ação variável principal é tomada com seu valor frequente, lj/l FQ1,k' e todas as demais

ações variáveis são tomadas com seus valores quase permanentes, lj/ 2j F@,k . São obtidas

pela Fórmula (2.5).


m n

Fl"er = I Pcj; , k + lj/ I FQLk + I lj/ 2; FQi,k (2.5)


;=1 ./=2

24
2.5.3 - Combinações raras de serviço.

São aquelas que ocorrem, no máximo, algumas horas durante a vida útil da estrutura. São
utilizadas para os estados limites irreversíveis, isto é, que causam danos permanentes à

estrutura ou a outros componentes da construção, e para aqueles relacionados ao

funcionamento adequado da estrutura (formação de fissuras e danos aos fechamentos).

Nas combinações raras, a ação variável principal é tomada com seu valor característico,

Ful,k' e todas as demais açoes variáveis são tomadas com seus valores frequentes,

São obtidas pela Fórmula (2.6).


m 11

F\oer = L F(ji,k + F(JI,k + Llf/,./ F(jl,k (2.6)


;=1 j=2

2.6 - Combinações que incluem pontes rolantes - Orientação.


2.6.1 - Edifícios de uma nave.

a) Atuação de uma única ponte rolante.

Considerar, na posição mais desfavorável, a carga vertical com impacto e 100% das forças
horizontais, transversal e longitudinal.

b) Atuação de duas ou mais pontes rolante.

Se duas ou mais pontes correm sobre o mesmo caminho de rolamento e vao trabalhar

juntas ou próximas, deve-se considerar:

• A atuação de uma única ponte, conforme Item 2.6.1.a.

• A atuação de todas as pontes, com as respectivas cargas verticais máximas das rodas não

majoradas por impacto e 100% das forças horizonta!s, transversal e longitudinal,


o de
somente uma ponte, normalmente a de maior capacidade. Se as condições de operação

exigem um tratamento mais rigoroso, como no caso de pátio de placas de edifícios

siderúrgicos, majorar por impacto as cargas verticais máximas das rodas da ponte de maior
capacidade.

2.6.2 - Edifícios de duas ou mais naves


Deve-se considerar:

a) A atuação de uma ponte em cada nave, conforme Item 2.6.1.a. Não e necessano

considerar a atuação simultânea das forças horizontais de mais de uma ponte.

b) Em uma nave, a atuação de uma ponte com suas cargas verticais máximas das rodas,

majoradas por impacto; em outra nave, a atuação de todas as pontes com as respectivas

cargas verticais máximas das rodas, não majoradas por impacto; e 100% das forças

25
horizontais, transversal e longitudinal, de somente uma ponte, normalmente a de maior
capacidade.
c) A atuação de todas as pontes em cada nave, com as respectivas cargas verticais máximas
das rodas, não majoradas por impacto, e 100% das forças horizontais, transversal e
longitudinal, de somente uma ponte, normalmente a de maior capacidade. Se as condições
d~ operação exigem um tratamento mais rigoroso, como no caso de pátio de placas de

edifícios siderúrgicos, majorar por impacto as cargas verticais máximas das rodas da ponte

de maior capacidade.

2.6.3 -'~ondições especiais.


Nos cas~~ expostos nos Itens 2.6.1 e 2.6.2, se houver pontes que trabalham em conjunto

para içar uma carga maior que sua capacidade, deve-se considerar a atuação conjunta dessas

pontes como -qma única ponte, cujas cargas verticais máximas das rodas devem ser as das

pontes isoladas; as forças horizontais devem ser iguais a 50% das respectivas forças

horizontais das pontes isoladas.

Se as condições de operação assim o exigirem, considerar a atuação simultânea das forças

horizontais de mais de uma ponte.

26
3

ESTABILIDADE DAS ESTRUTURAS

3.1 - Introdução.

De acordo com a NBR 8800, deve-se garantir a estabilidade da estrutura como um todo e
também a estabilidade de' cada um de seus elementos componentes e para isto a norma

salienta a análise de segunda ordem. Entretanto, este procedimento usuahnente não é


lecionado nos cursos de graduação. Assim este texto considerará apenas os procedimentos

citados pela NBR 8800 referentes à análise de primeira ordem, ou seja, a análise dos

esforços solicitantes gue é feita supondo a estrutura indeformável após a aplicação das
ações.

Serão destacados três aspectos: as subestruturas de contraventamento, a resistência e a


rigidez das contenções e a integridade estrutural.

3.2 - Subestruturas de contraventamento.

3.2.1- Introdução.

Por conveniência de análise, podem ser identificadas dentro da estrutura principal,

sube~truturas gue, devido à sua grande rigidez a ações horizontais, resistem à maior parte

dos esforços decorrentes dessas ações. Essas subestruturas são chamadas subestruturas de
contraventamento e podem ser:

- reticulados travados em forma de treliça;

- paredes de cisalhamento, incluindo aguelas gue delimitam os núcleos de servIço dos


edifícios;

- pórticos rígidos nos guaIs a estabilidade lateral é assegurada pela rigidez a flexão das
barras e pela capacidade de transmissão de momentos das ligações.
3.2.2 - Elementos contraventados.

Os elementos gue não participam das subestruturas de contraventamento são chamados de

elementos contraventados. As forças que estabilizam' esses elementos devem ser

transferidas para as subestruturas de contraventamento e devem ser consideradas no


dimensionamento destas últimas:

27
3.2.3 - Elementos isolados.

Os elementos que não dependem das subestruturas de contraventamento para sua


estabilidade são chamados de elementos isolados e seu comportamento usualmente
independe do restante da estrutura. Alguns elementos contraventados podem ser tratados
também como elementos isolados.
3.2.4 - Comprimento destravado.

Comprimento destravado de uma barra é a distância entre dois pontos de contenção lateral

ou entre um ponto de contenção lateral e uma extremidade. Um ponto de contenção lateral

pode ser:

a) um .nó de uma barra de uma subestrutura de contraventamento formada por um

reticulado em treliça ou por um pórtico rígido;

b) um ponto qualquer de subestruturas de contraventamento, citadas no item (a) anterior,

devidamente ligado a um nó dessas subestruturas;

c) um nó de um elemento contraventado devidamente ligado a uma subestrutura de

contraventamento.

3.3 - Resistência e rigidez das contenções.

Nos Itens que se seguem, são indicadas exigências relacionadas às resistências e rigidezes

minimas que as contenções laterais de. pilares e vigas devem ter para que sejam efetivas, de

modo que esses elementos possam ser calculados considerando o seu comprimento

destravado.
As contenções devem ser colocadas preferencialmente perpendiculares à barra a ser

travada. Se não o forem, a resistência (força ou momento) e a rigidez (força por unidade de

deslocamento ou momento por unidade de rotação) de contenções inclinadas ou diagonais

devem ser ajustadas para o ângulo de inclinação. Na avaliação da rigidez fornecida pelas

contenções, devem ser consideradas suas dimensões e propriedades geométricas, e também

os efeitos das ligações e os detalhes de ancoragem.

3.3.1- Tipos de contenção.

São usados dois tipos de contenção:


a) Contenção relativa que controla os movimentos de um ponto contido com relação aos

pontos contidos adjacentes;


b) Contenção nodal que controla especificamente o movimento do ponto contido sem

interação com os pontos contidos adjacentes.

28
N N N N

~ l t l
~
/ I I

~--+~
/
/
/
h

""
I~I
"" I I

Diagonal -.

t t t t
N N N N
Relativa Nodal Relativa Nodal

a) Contenção em barras axialmente comprimidas b) Contenção em barras f1etidas

_[<[gura 3.1 - Tipos de contenFão

A Figura 3.1 ilustra os dois tipos de contenção. A resistência e a rigidez fornecidas pela
análise de estabilidade da contenção não deve ser menor que os limites exigidos.
3.3.2 - Contenções de pilares.

Um pilar isolado pode ser contido em pontos intermediários ao longo de seu comprimento
por contenções relativas ou nodais.

a) A resistência e a rigidez necessárias das contenções relativas são dadas, respectivamente,


por:

~r = O,004N"id (3.1.a) Sh = 2rrN,<;d (3.1.b)


r Lhe

rr: coeficiente de ponderação da rigidez, igual a 1,35;

• N,<.,'d : força axial solicitante de cálculo no pilar;

Lhe: distância entre contenções, observando-se o disposto em 3.3.2.c.

b) A resistência e a rigidez necessárias das contenções nodais, quando as mesmas forem


igualmente espaçadas, são dadas, respectivamente, por:

Fhr = O,OlNsd (3.2.a)


-
Shr = 2(4 - ~JrrLhe
n
NS'd (3.2.b)

onde rr' N,<id e Lhe são definidos em 3.3.2.a e n é o número de contenções,

c) Quando a distância entre os pontos de contenção for menor que Life, onde Life é o

comprimento máximo destravado que permite que o pilar resista à força solicitante axial de

compressão de cálculo, pode-se tomar Lhe igual a Lqe.

29
3.3.3 - Contenções de vigas.

As contenções de uma viga devem impedir o deslocamento relativo das mesas superior e
inferior. A estabilidade lateral de vigas deve ser proporcionada por contenção que impeça o
deslocamento lateral (contenção de translação), a torção (contenção de torção) ou uma
combinação entre os dois movimentos. Em barras sujeitas à flexão com curvatura reversa

(se os momentos têm o mesmo sentido de rotação nas extremidades do trecho analisado),
o ponto de inflexão não pode ser considerado por si só como uma contenção.
3.3.4 - Contenções de vigas à translação.

As contenções de translação podem ser relativas ou nodais, devendo ser flXadas próximas

da mesa comprimida. Nas vigas em balanço, deve ser fixada também uma contenção na
extremidade sem apoio, próxima à mesa tracionada. Em barras sujeitas à flexão com
curvatura reversa, as contenções de translação devem ser flXadas próximas a ambas as
mesas quando situadas nas vizinhanças do ponto de inflexão.

a) A resistência e a rigidez necessárias das contenções de translação relativas sao dadas,


respectivamente, por:

F.h = O,OOgMSdCd (3.3.a)


r h
O

onde:

Yr é um coeficient'e de ponderação da rigidez, igual a 1,35;

M.<,'d é o momento fletor solicitante de cálculo;

h(l é a distância entre os centróides das mesas;

C d é um coeficiente igual a 1,00, exceto para a contenção situada nas vizinhanças do ponto •
de inflexão, em barras sujeitas a flexão com curvatura

igual a 2,00;
reversa, quando deve ser tomado

Lhh é a distância entre contenções (comprimento destravado), observando-se o disposto

em 3.3.4.c.

b) A resistência e a rigidez necessárias das contenções de translação nodais sao dadas,

respectivamente, por:

FI> = 002 M.)'d Cti (3A.a) Sh = _10_Y_r_M_S_d _C_ti (3 A.h )


r , h r Lhhho
()

onde Y r' A1.)'d' h(), Cd e Lhh são definidos em 3.3.4.a.

30
c) Quando a dist:incia entre os pontos de contenção é menor que L{lh' onde Lqh é o

comprimento destravado máximo que permite que a vIga resista ao momento fletor

solicitante de cálculo, pode-se tomar Lhh igual a Lqh.

3.3.5 - Contenções de vigas à torção.

As contenções de torção podem ser nodais ou contínuas ao longo do compnrnento da

viga. Tais contenções podem ser fL'<:adasem qualquer posição da seçao transversal, não
precisando ficar próximas da mesa comprimida.

a) As contenções de torção nodais devem ter uma ligação com a viga capaz de suportar o

momento fletor resistente de cálculo, Mhr, e uma rigidez mínima de pórtico ou de

diafragtna, Srh' cujos valores, respectivamente, são:

M h = _0_, o_2_4 _M_:"_d _L (3.5.Q) Sr


STh =---- (3.5.b)
r nCh Lhh 1- Sr/Ssec
onde:

M,'ld e Lhh são def:tnidos em 3.3.4.a;

L : vão da viga;
n : número de pontos de contenções nodais no interior do vão;

Ch: fator de modificação para diagrama de momento fletor não-uniforme, definido na

Tabela 6.1 deste texto;

Sr: rigidez da contenção excluindo a distorção da alma da viga, dada por:

" A _. T L.2
S7' = _L_,_~_r_r_1..J_ll/_'1 _S_d
....
,
(.., 6 Q)
..) •.
nElyC;

Ssec: rigidez à distorção da alma da viga, incluindo o efeito dos enrijecedores transversais

da alma, se existirem, dada por:

S = 3,3£ (_1,5_h_ot_~ + t.I.,b.:, J (3.6.b)


sec ho 12 12

rr: coeficiente de ponderação da rigidez, igual a 1,35;

E : módulo de elasticidade do aço;

Iy: momento de inércia da viga em relação ao eixo situado no plano de flexão;

ho: distância entre os centróides das mesas;

t \01': espessura da alma da viga;

t. I.,: espessura do enrijecedor;

31
b.\/: largura do enrijecedor situado de um lado da alma (usar duas vezes a largura do

enrijecedor para pares de enrijecedores).

Se Ssec for menor que ST' STh será negativo, indicando que a contenção de torção da viga

não é efetiva devido a uma inadequada rigidez à distorção da alma da viga.

Quando forem necessários enrijecedores, devem ser estendidos até a altura total da barra

contida e devem ser fLxadosà mesa se a contenção de torção também estiver fixada à mesa.

É permitido também interromper o enrijecedor a uma distância igual a 4 t w de qualquer

mesa da viga que não esteja diretamente fixada à contenção de torção. Se o espaçamento

dos pontos de contenção for menor que L({h' então LM pode ser tomado igual a L'Ih .

b) Para as contenções contínuas à torção, devem ser usadas as mesmas expressões dadas

em 3.3.5.a, tomando-se L / n igual a 1,00, em (3.5.a) e (3.6.a), e a rigidez à distorção da

ahna da viga, Ssec' como:


s = 3,3Et~,
sec 12h
(I

3.4 - Integridade estrutural.

o projeto estrutural deve garantir que a estrutura seja capaz de atender aos estados limites

últimos e de serviço pelo período de vida útil previsto para a edificação. Deve também

permitir que a fabricação, o transporte, o manuseio e a montagem da estrutura sejam


executados adequadamente e em segurança. Além disto, devem levar em conta também a

necessidade de manutenção e de eventuais demolições, reciclagem e reutilização de


materiais.

o projeto deve defInir claramente o fluxo de esforços até a fundação, deve identificar e

considerar todas as características da estrutura que influenciem sua estabilidade como um

todo. O projeto deve tratar cada parte de uma edificação entre juntas de dilatação, como
um edifício isolado.

O projeto deve considerar a estrutura como tridimensional. Sob condições normalS de


carregamento deve ser robusta e estável e, na eventualidade de um acidente ou de utilização

inadequada não deve sofrer danos desproporcionais às suas causas. Na ausência de estudos

específicos, podem ser seguidas as prescrições dadas de 3.4.a até 3.4.e.

a) Cada pilar de um edifício deve ser efetivamente travado por melO de escoras

(contenções) horizontais em pelo menos duas direções, de preferência ortogonais, em cada

nível suportado por esse pilar, inclusive coberturas, conforme a Figura 3.2.

32
Es<:oras dos pilares Escoras de borro

I
I I
I I Cama reentrante

I
I

I
I
I / I
Escora para começão
do canto reentrante

Escoras de borda
I

Escoras de borda Vigas não usadas como escoras


1-': Escora para cOl1tençãc
do pilar A

l-'zgura 3.2 - Exemplo de escoramento dos pilares de um ed!fkio

b) Devem ser colocadas linhas contínuas de escoras, o mais próximo possível das bordas

do piso ou cobertura e em cada linha de pilar, e nos cantos reentrantes as escoras devem
ser adequadamente ligadas à estrutura, de acordo com a Figura 3.2.

c) As escoras horizontais podem ser constituídas de perfis de aço, inclusive aquelas

utilizadas para outros fms, como. vigas de piso e tesouras de cobertura, ou pelas lajes

adequadamente ligadas aos pilares e ao restante da estrutura de aço.

d) As escoras horizontais e suas respectivas ligações devem ser compatíveis com os demais

elementos da estrutura da qual fazem parte. Devem ser dL."'TIensionadaspara as ações de

cálculo e também para suportar uma força de tração de cálculo, que não deve ser

adicionada a outras ações, de pelo menos 1~/o da força solicitante de cálculo no pilar ou 75

kN, a que for maior. No caso de coberturas ou pisos sem lajes de concreto, as escoras dos
pilares de extremidade e suas respectivas ligações devem ser dimensionadas para as ações

de cálculo e também para suportar uma força de compressão e de tração de cálculo, que

não deve ser adicionada a outras ações, de pelo menos 75 kN. Além disso, as escoras
devem atender às prescrições aplicáveis dadas em 3.3.

e) Se a legislação em vigor exigir que a falha acidental de um pilar de edifícios de andares

múltiplos não cause colapso progressivo, as vigas e suas respectivas ligações aos pilares

devem ser dimensionadas para resistir --à atuação isolada de uma força de tração

correspondente à reação vertical de cálculo obtida da combinação última entre ações

permanentes diretas e as decorrentes do uso e ocupação da edificação.


Além disto, as emendas de pilares devem ser capazes de suportar uma força de tração
correspondente à maior reação de cálculo, obtida da combinação entre as açoes

permanentes diretas e as decorrentes do uso e ocupação da edificação, aplicada no pilar por


um pavimento situado entre a emenda em consideração e a emenda posicionada
imediatamente abaixo.
Ns~

~' j" J
I
I
I
I Hj---
R _q_~L_
I
I
I
I
I
I
I
/
L I
I
I

I
I
I
I /
I

I / qrJ
/ ,-! -2-
~,

L
!:J..=- 5=~
500 1000
.t'zgura 3.3 -l-'orras nocionais equivalentes

Os elementos projetados para conter lateralmente vigas e pilares em alguns pontos,

defmindo comprimentos destravados, devem atender às exigências de 3.3.

Essas exigências podem ser substituídas por uma análise de segunda ordem que inclua as

imperfeições geométricas das vigas e dos pilares a serem contidos lateralmente.

As imperfeições geométricas iniciais devem ser tomadas na forma de uma imperfeição

equivalente global de L/500 ou local de L/I 000, conforme o tipo adotado de contenção,

onde L é o comprimento destravado do elemento (viga ou pilar?).


Se o elemento for projetado para conter lateralmente mais de um pilar ou viga, os efeitos

das imperfeições de todos esses pilares ou vigas devem ser considerados, porém

multiplicados por um fator de redução:

onde m é o número de pilares ou vigas a serem travados lateralmente.

34
As imperfeições geométricas podem também ser representadas por forças equivalentes
(denominadas forças nocionais), que causem efeitos equivalentes aos dessas imperfeições
nos pilares e vigas a serem contidos lateralmente 0!er Figura 3.3).

Esses efeitos são valores mínimos para cálculo do sistema de travamento e não precisam
ser acrescentadas às demais forças atuantes na estrutura.

35
4

BARRAS AXIALMENTE TRACIONADAS

4.1- Introdução.

!
I]
jj
1

I
'1"-----....
t
~ i
(a)
I 1
:=ai !~
ft= const~

f'zgura 4.1 - Dútn"bUlf'ão das tensões normais nas barras traáonadas

Pela resistência dos materiais, barras a tração axial têm distribuição constante de tensões

normais na área bruta, isto é, na seção transversal sem furos, ver Figura 4.1 (a).

N a área líqu.ida, isto é, na seção com furos, a distribuição das tensões normais é variável, e

o valor máximo, junto à borda de furos, pode atingir até três vezes o valor médio, ver

Figura 4.1 (b).


A condição de segurança para o dimensionamento é

onde:

N,.Sd: é a força axial solicitante de tração de cálculo;

36
Nr,lM : é a força axial resistente de tração de cálculo, determinada conforme 4.2.

Devem ainda ser observadas as considerações estabelecidas em 4.4, relacionadas à limitação


da esbeltez.

/ 4.2 - Resistência de Cálculo.

4.2.1- Escoamento da seção bruta.


A resistência de cálculo é

N = AK Iy (4.1)
r,Rd
rol

onde

AK : área bruta da seç~<?..-j;tansV:;rsal


(cm2);

fI' : resistência ao escoamento do aço (kN/cm2);

r 01 : coeficiente de ponderação, ver Tabela 4.1.

Tabela 4.1- Valores dos coeficientes de ponderação das resistências

Combinações Aço' estrutural e de parafusos

Escoamento, flambagem e Rl!ptura

instabilidade (rol ) (r 02)


Normais 1,10 1,35

Especiais ou de construção 1,10 1,35

Excepcionais 1,00 1,15

4.2.2 - Ruptura da seção liquida.

A resistência de cálculo é

N = Ae lu (4.2)
I,Rd
r2 a

onde:

Ae: área líquida efetiva (cm2);

lu: resistência à ruptura do aço (kN / cm2);

r 02: coeficiente de ponderação, ver Tabela 4.1.

4.3 - Áreas de Cálculo.

4.3.1- Área bruta.

A área bruta, AK, da seção transversal de uma barra é igual à soma dos produtos, em cada

37
elemento da seção, da espessura pela largura bruta, medida perpendicularmente ao eixo da
barra, ver Figura 4.2.

Para cantoneiras, a largura bruta é a soma das larguras das abas menos sua espessura, ver
ainda a Figura 4.2.

Para os perfis usuais, a área bruta é aquela fornecida pelas tabelas de propriedades de perfis,
que estão relacionadas no Capítulo 1.

E
"Ir.
rr
a,lIJl ,
li - .--1
LL )--it
i. ; l'

.t'zgura 4.2 - Area bruta das barras tracionadas


4.3.2 - Área líquida.
Nas regiões sem furos, a área líquida deve ser tomada igual à área bruta.

Nas regiões com furos, a área líquida, An, de uma seção é a soma dos produtos da

espessura pela largura líquida de cada elemento, calculada como segue: .

a) Em ligações parafusadas, a largura dos furos deve ser' tomada igual a sua dimensão

nominal acrescida em 2 mm. Neste texto, só são considerados furos padrões, para os quais
a dimensão nominal do furo é maior que o diâmetro real do parafuso em 1,5 mm.

D~tO de paratuso:d {rnrn}


Dmme1to do 1Uto: d~,;;;d .;. 3,5
l~"--'~"
~, I ~
~t---.'1
g I í
':=~,l ! '-'.~2
9' l : ;
'. ~ : 31
I'! I
!
.._~-~;,.
i
s

.f'zgura 4.3 - Largura líquida cntú--CZde elementos tracionados.

38
b) No caso de uma sene de furos distribuídos transversahnente ao eDCOda barra, em

diagonal a esse eixo ou em ziguezague (Ver Figura 4.3), a largura líquida dessa parte da
barra deve ser calculada da maneira que se indica a seguir:

• deduzir da largura bruta a soma das larguras de todos os furos em cadeia;

• para cada linha que ligue dois furos e que não esteja na direção transversal, somar a
2
quantidade, 5 /4 g, sendo 5 e g, respectivamente, os espaçamentos longitudinal e

transversal entre esses dois furos.

c) As linhas de ruptura, que suportam uma parcela, a < 1, da carga total de tração, para

efeito de comparação, devem ter sua largura dividida por a .

d) A largura líquida crítica daquela parte da barra será obtida pela cadeia de furos que
produza a menor largura líquida, para as diferentes possibilidades de linhas de ruptura.
e) Para cantoneiras, o espaçamento transversal, g, entre furos de abas diferentes, é igual à

soma das distâncias dos centros dos furos à aresta da cantoneira, menos sua espessura, ver
Figura 4.4.

---rr-
t

.r7~' , ;-'-" -!
ai1 ..f. - .-. _L....
•.g1
~-I
"--
.. ,J
I '"i
---
t
I
i ..
.,
'-'.' ~..

Ti'
I~
+. "'- "' ..•••
I
-"'-

-T'. ' .. 9<. "f....... I ---........... . .


'0 ~ s s
'-i;

l:'--'igura4.4 - Espaçamento tranS7Jersa! entre furos em abas diferentes de cantoneiras.

4.3.3 - Área líquida efetiva.

A área líquida efetiva, Ae, é defmida pela expressão,

(4.3)

Onde, AlI' é a área líquida da barra, calculada de acordo com o Item 4.3.2, e Cf é o

coeficiente de redução da área líquida, determinado segundo os critérios expostos no Item


4.3.4.

4.3.4 - Coeficiente de redução.

O coeficiente de redução da área líquida, Cf' tem os seguintes valores:

a) Quando a força de tração é transmitida a todos os elementos da seção, por parafusos ou

39
por soldas

Cf =1,00

b) Quando a força de tração for transmitida somente por soldas transversais ao eiXOda
barra:

(4.4 )

Onde, Ac' é a soma das áreas dos elementos ligados pelas soldas transversais.

c) Quando a força de tração é transmitida a alguns, mas não a todos elementos da seção,

por parafusos, por soldas longitudinais, ou por uma combinação de soldas longitudinais e

transversais, Cf é dada pela Expressão (4.5), que usa como referência a Figura 4.5.

ec ec

.-.-
G
ec
GdeUe G de Ud

De

.f-<zgpra4.5 - T/alores de ec e de Lc em seções transversais formadaJ" por elementos planos

Na expressão (4.5):

e c : Excentricidade da ligação, igual à distância do centróide da barra ao plano de corte da

ligação. Em perfis com um plano de simetria, a ligação deve ser simétrica com relação a
este plano e ao invés de uma única barra, devem ser consideradas duas barras separadas e

simétricas, cada uma relacionada a um plano de corte da ligação. Exemplo, duas seções T

ao invés de perfis I ou H ligados pelas mesas, ou duas seções U ao invés de perfis I ou H

ligados pelas almas.

Lc: Em ligações soldadas, Lc' é o compnmento da solda na direção da força axial de

tração. Em ligações parafusadas, Lc' é a distância desde o primeiro até o último parafuso,

na linha de furação com maior número de parafusos e na direção da força axial de tração.

40
d) Quando a força de tração é transmitida apenas por soldas longitudinais ao longo de
ambas as bordas em ligações entre chapas planas, ver Figura 4.6

b~LI<' <1,5b ,C =0,75


f 1,5b~Lw <2b. Cf =0,87 LII" ?:.2b Cf =1,00

onde

L".. : comprimento da solda. O comprimento da solda deve ser no mínimo, igual à largura

b da chapa, como se indica nas express6es anteriores.

b :largura da chapa que é tambér.n a distância entre as soldas nas duas bordas laterais.

rzgura 4.6- Chapas tracionadas Izgadas por meio de solda longitudina/nas extremidades.

4.4 - Índices de esbeltez.

A fmalidade desta Limitação é evitar vibrações ou deformações quando do manuseiO da

estrutura (carregamento, transporte, descarregamento e montagem).


4.4.1- Barras isoladas.

Excetuando-se barras montadas com pretensão; o Índice de esbeltez de barras tracionada.s;

isto é, a maior relação entre o.comprimento destravado e o raio de giração correspondente,

L/r, não deve ultrapassar 300.

I. (L/r) mar s: 300


J. L
~ ou]

Corre A-A

.f-'zgura4.7- Barra composta tracionada.


4.4.2 - Barras compostas.

41
Barras compostas por perfis ou chapas, ligados entre si por chapas espaça~oras e separados
uns dos outros pela espessura dessas chapas, devem ter o maior índice de esbeltez de
qualquer perfil ou chapa, entre essas ligações, limitado a um máximo de 300, ver Figura 4.7.

42
5

BARRAS AXIALMENTE COMPRIMIDAS

5.1- Introdução.

De acordo com a resistência dos materiais, barras axiaIt:nente comprimidas têm distribuição
constante de tensões normais.

Porém, ao contrário das barras tracionadas, cUJo colapso ocorre por escoamento ou

ruptura, as barras comprimidas têm seu colapso caracterizado por instabilidade ou


flambagem.

Esta instabilidade pode ser da barra como um todo, ou local. A flambagem da barra como
um todo pode ocorrer por:

• Flexão: quando a forma do eixo da barra, inicialmente retilíneo, se alterar para uma
forma arqueada;

• Torção: quando ocorrer a rotação de uma das extremidades da barra com relação à
outra, sem alteração da forma do eixo da barra;

• Flexo-torção: quando a flambagem por flexão e a flambagem por torção ocorrem


simultaneamente.

A flambagem se diz local quando, um ou mais elementos da seção, cujas relações largura-

espessura sao grandes, perdem sua forrria plana, apresentando ondulações ou,
abaulamentos.

Neste texto, as barras comprimidas são consideradas travadas por contraventamentos cujos

nós impedem a torção. Em função disto, as análises levam em conta apenas a flambagem
por flexão e a maneira como ela é influenciada pela flambagem local.
A condição de segurança para o dimensionamento é

Nc,SJ ::; Nc,RJ

onde:

Nc,.c.,'J : é a força axial solicitante de compressão de cálculo;

43
Ne,Rd: é a força axial resistente de compressão de cálculo, determinada conforme o Item

5.2.
Devem ainda ser. observadas as condições estabelecidas no Item 5.5, relacionadas à

limitação da esbeltez.

5.2 - Resistência de Cálculo.

A resistência de cálculo de barras axialmente comprimidas, sujeitas a flambagem por flexão

e a flambagem local, é dada por:

NeRd
xQAg
=---
1y
(5.1)
, ral

Em (5.1):
r aI : cgeficiente de ponderação, ver Tabela 4.1;

x: fator de redução, neste texto, associado à flambagem por flexão; é defmido atr.avés do
I
índice reduzido de esbeltez

Q: coeficiente de flambagem local, defmido no Item 5.3;


Ag: área bruta da seção t;ransversal.da barra (cm2);

fy : resistência ao escoamento do aço (kN / cm2);

E : módulo de elasticidade do aço;


1: momento de inércia da seção transversal, relativo ao eixo de flambagem;
KL : comprimento de flambagem, defmido no item 5.4.

r =~ 1/A g : raio de .giração da seção transversal, relativo ao eixo de flambagem.

(K L/r)JQ
Usando a expressão de N e na expressão de Âo, obtém-se: Âo = -----
Jr~E/ 1y

Então, se:

Âo :S 1,5 X = O,658Àt~ (5.1.a)

0,877
Âo > 1,5 X=--2- (5.1.b)
Âo

N os Anexos, foram desenvolvidas, para essas expressões, tabelas de dimensionamento para

a reslstenCla por um'd a d e d e area


" A' ' e consl"deran d o Q =,
1" lSto e,
, --
Nc,Rd X/F
=-- (5.1.e)
Ag rui
44
5.3 - Flambagem Local.

Elemento Grupo Descrição dos elementos Exemplos indicativos de b e t.


- Mesas ou almas de seções
tubulares retangulares
1 - Lamelas e chapas de
diafragmas entre linhas de
parafusos ou soldas.

AA - Almas de seções I, H, ou U
- Mesas ou almas de seção

I}
caixão
2. - Todos os demais
elementos que não integram
o Grupo 1 ~b

- Abas de cantoneiras
simples ou múltiplas providas
3 de chapas de travejamento

- Mesas de seções laminadas


I, H, Tou U
- Abas de cantoneiras ligadas
continuamente
ou projetadas de seções I, H,
TouU
laminadas ou soldadas b

AL 4 - Chapas projetadas
seções I, H, T ou U
laminadas ou soldadas
de
lr
5 - Mesas de seções soldadas I;
H, Tou U

6 - Almas de seções T

J-z'gura 5. 1

45
2
ClassifieafiíodOJ' elementosAA eAL.

Para efeito de flambagem local, os elementos que fazem parte das seções transversais
usuais, exceto as seções tubulares circulares, são classificados em elementos AL, aqueles
que têm uma borda apoiada e a outra livre, e elementos AA, aqueles que têm as duas
bordas apoiadas. Estes elementos estão classificados na Figura 5.1..

5.3.1- Elementos AL.

A largura b e a espessura t destes elementos devem ser medidas como mostrado nos
Grupos 3, 4, 5 e 6 da Figura 5.1.

Para os elementos AL, defme-se um coeficiente Qs' que é a relação entre a tensão crítica de

flambagem local fer e a resistência ao escoamento, ou sep:

Qs = feri!,.

Para o cálculo do coeficiente Q.\. adota-se o seguinte procedimento:

a - Para os elementos do grupo 3 da Figura 5.1, defme-se:

A=b/t

• se A:S; Ap" Qs = 1,00 (5.2.a)

BA
• se Ap <A:s;Ar Qs =A (5.2.b)
~E/fy

C E
• se A> Ar Qs =-7 - (5.2.c)
A- fy

onde:

E : módulo de elasticidadé do aço;

!v : resistência ao escoamento do aço;

b : largura do elemento;
t: espessura do elemento.

Os valores dos parâmetros nestas expressões são fornecidos pela Tabela 5.1.

Tabela 5.1- Valores dos parâmetros para o cálculo do coeficiente Qs

Grupo P q A B C

3 0,45 0,91 1,34 0,76 0,53

4 0,56 1,03 1,415 0,74 0,69

5 0,64 1,17 1,415 0,65 0,90

46
6 0,75 1,03 1,908 . 1__ l_,2_2 0_,6_9_~

b - Para os elementos do grupo 4 da Figura 5.1, mantém-se a formulação do Item ª,


anterior, porém com os valores correspondentes dos parâmetros da Tabela 5.1 para o
Grupo 4.

c - Para os elementos do grupo 5 da Figura 5.1 deftne-se

onde

h/tw ~27,7 kc =0,76;

4
27,7 <h/tw ~131
kc - Jh/t w
;

h/tw> 131 kc =0,35

A partir daí, mantém-se a formulação do Item ª: anterior, porém com os valores

correspondentes dos parâmetros da Tabela 5.1 para o Caso 5.

d - Para os elementos do grupo 6 da Figura 5.1, mantém-se a formulação do Item ª,


anterior, porém com os valores correspondentes dos p.arâmetros da Tabela 5.1 para o caso
6.

5.3.2 - Elementos AA.


A largura b e a espessura t destes elementos devem ser medidas como mostrado nos
Grupos 1 e 2 da Figura 5.L

N os elementos AA, a distribuição de tensões não é uniforme. As regiões vizinhas às bordas

apresentam valores elevados, enquanto a região central mostra valores pequenos (Figura
5.2).

Figura 5.2
DútriblfZ:rão da tensão de compressão nos elementos enrzjeádos.

47
Em função disto, defme-se o conceito de largura efetiva bel'

A largura efetiva, menor que a largura real b, é dividida em duas partes iguais, localizadas
junto às bordas e carregadas com uma tensão constante.
O valor desta tensão é tal que a sua resultante ao longo da largura efetiva é igual a
resultante das tensões não uniformes ao longo da largura real, como mostra a Figura S.2.

Para os elementos AA, defme-se o coeficiente Qa' que é a relação entre área efetiva Ael e

área bruta da seção, ou seja:

Como, Aef = Ag - L (b - bel )t , resulta:


Qa =1-~
1 ,,( b bel
L. t--t
Jt
2
(5.3)

Tabela 5.2 - Valores dos parâmetros para o cálculo do da largura efetiva bel

Grupo P

1 1,40

2 1,49

O cálculo da largura efetiva dos elementos AA segue o critério descrito a seguir. Sejam  e

 p definidos por:

Â=b/t

onde p está definido na Tabela S.2. Assim:

bel b
• se Â<Â
- p •..••••..••.•••••••• - t -t (5.4.a)

• se  > Âp adota-se o procedimento que se segue:

a - A largura efetiva de mesas ou almas de seções tubulares retangulares é igual a:

(5.4.b)

Nessa expressão a é a tensão atuante no elemento analisado e igual a:


a=X Iy
O valor X .é obtido pelas Equações (S.La) e (S.1.b). Entretanto, a partir de (S.1.c), pode-se

Nc,Rd
obter a =X 1 y = ral ~' isto é, a é obtido a partir das tabelas dos Anexos,
g

multiplicando-se seus valores pelo coeficiente de ponderação rai' dado pela Tabela 4.1.

b - A largura efetiva dos elementos AA não incluídos no Item £1, anterior é igual a:

48
(5.4.c)

N essa expressão (J é obtido da mesma forma indicada no Item a anterior.

5.3.3 - Cálculo do Coeficiente Q.


a - Para secões apenas com elementos não-enrijecidos: o coeficiente Q é o menor dos

valores de Qs calculados para os diversos elementos, isto é, Q = Q.\.,min


b - Para se~ões apenas com elementos enrijecidos: o coeficiente Q e calculado pela

Expressão 5.3, com o somatório estendido a todos os elementos da seção.

c - Para secões com elementos enrijecidos e não-enrijecidos: coeficiente Q é dado pela

expressão:

onde Qs e Qa são definidos, respectivamente, pelos conceitos expostos nos Itens 5.3.1 e

5.3.2.

OBSERVAÇÃO - A obtenção da resistência de cálculo e dos coeficientes Q, pelas


expressões da norma, é trabalhosa. Com a fmalidade de simplificar, foram criados o Anexo

I (para aço 250) e o Anexo II (para aço 350), com tabelas auxiliares de cálculo. Estes

anexos incluem também tabelas para avaliação das resistências de cálculo das' outras

solicitações expostas nos demais capítulos deste texto.

Tabela 5.3
Valores de K para determinação de comprimentos de flambagem de barras isoladas

49
(a) (b) Cc) (d) (e) (f)

/
6 I
\
} 6 I
A. linha tracejada indica a : I
I I
I \ / I
I
I

I j
linha elástica de íléUllbageIl1 I
I
(
I ,
,I l
1I t !
I
l I, /
\
\
\
/ I
I

1
J
}
I
I I 1 I

\ I
: ,I
I I

/
t
\ralores teóricos de 1(..•ou Ky Oj ,.
07 1,0 1 ~O 2,0 2,0

v~alares reco111enck'1dos 0,65 0,80 1,2 1.0 2) 2,0

¥ Rotação e translação Íll1pedidas

Código
apOlO
para conc1iç.âo de ¥ Rotação livre, translação llllpedida

~ Rotação llllpedida, translação livre


? Rotação e translação livres

5.4 - Comprimento de Flambagem.

Denomina-se comprimento de flambagem de uma barra, ao comprimento de uma barra

birrotulada hipotética, que tem a mesma carga crítica de flambagem da barra em análise.

A NBR 8800 defme o comprimento de flambagem por flexão, multiplicando o

comprimento real da barra por um coeficiente de flambagem por flexão, K. Os itens a

seguir descrevem os casos de coeficiente de flambagem descritos na norma brasileira:

a) Barras isoladas;

b) Barras de elementos contraventados;

c) Barras de subestruturas de contraventamento.

5.4.1- Barras Isoladas.

Os seis casos de barras isoladas são mostrados na Tabela 5.3.

N essa tabela são fornecidos os valores teóricos do coeficiente de flambagem por flexão,

para seis casos ideais de condições de contorno para barras isoladas, nos quais a rotação e a

translação das extremidades são totalmente livres ou totalmente impedidas.

A mesma tabela fornece também os valores recomendados do coeficiente de flambagem,

que devem ser usadQ\ no lugar dos valores teóricos, quando não for possível garantir a

perfeição do engaste.

5.4.2 - Barras de elementos contraventados.


Para as barras de elementos contraventados, o coeficiente de flambagem deve ser tomado

igual a 1,0, exceto se um valor menor for defmido por uma análise mais precisa.

50
5.4.3 - Barras de estruturas de contraventamento.

Os comprimentos de flambagem de estruturas de contraventamento devem ser


determinados por análise de segunda ordem. Como esse método de análise estrutural não é

lecionado em cursos de graduação, este texto adotada os seguintes valores aproximados:

a) Se as. estruturas de contraventamento formam uma treliça, todas suas ligações são
rótulas.

O coeficiente de flambagem deve ser tomado igual a 1,0, correspondente ao caso d da

Tabela 5.3, exceto se um valor menor for definido por uma análise mais precisa.

b) Se as estruturas de contraventamento formam um pórtico, a maioria das suas ligações


são rígidas.

• Se a extremidade inferior de uma barra está fixada à fundação por meio de uma rótula e
sua extremidade superior tem ligação rígida com pelo menos uma viga, adotar o valor
correspondente ao caso f da Tabela 5.3;

• Se a extremidade inferior de uma barra está fixada à fundação por meio de um engaste e

sua extremidade superior tem ligação rígida com pelo menos uma viga, adotar o valor
correspondente ao caso c da Tabela 5.3.

• Se se trata de uma barra não ligada à fundação e cada uma de suas extremidades têm

ligações rígidas com pelo menos uma viga, adotar o valor correspondente ao caso c da
Tabela 5.3.

Estes valores são aproximações e só podem ser usados em uma análise preliminar da

estrutura. Para um dimensionamento defmitivo, devem ser determinados por análise de


segunda ordem.

5.5 - Índice limite de esbeltez.

IA __!~ ~L---------------~I---
i N

t
--~~~-------------~_._~-------------~~~-~
I

I.
I

-I. L.: .I
I
~

L (L/r) S 1/2 (KL/r)


ma); max do confunto

Corte A-A

J;zgura 5.5 - Barra composta comprimida

51
a) A esbeltez das barras comprimidas K L/r, isto é, a maior relação entre o comprimento
de flambagem (ver Item 5.4) e o raio de giração correspondente, não deve ser superior a
200.

b) Barras compostas de dois ou mais perfis trabalhando ~m conjunto, em contato ou com


afastamento igual à espessura de chapas espaçadoras, devem possuir ligações entre esses

perfis, a intervalos tais que o índice de esbeltez, L/r, de qualquer perfil, entre duas ligações

adjacentes, não ultrapasse metade do índice de esbeltez da barra composta, conforme

mostra a Figura 5.5. Para cada perfil componente, o índice de esbeltez deve ser calculado

com o seu raio de giração mínimo. Adicionalmente, pelo menos duas chapas espaçadoras,

uniformemente espaçadas, devem ser colocadas ao longo do comprimento da barra

composta.

52
6
BARRAS A FLEXÃO SIMPLES
MOMENTO FLETOR EM TORNO DO EIXO DE MAIOR INÉRCIA

6.1 - Introdução.

De acordo com a resistência dos materiais, no regime elástico, barras a flexão simples têm
distribuição linear de tensões normais, variando de um máximo de tração, em uma das faces da
..... viga, .a_ummáximo de compressão na face oposta.
Também conforme a resistência dos materiais, o carregamento transversal ao eIXOda barra
deve estar em um plano de simetria da seção transversal; excetuam-se os perfis C, fletidos em
torno do eixo perpendicular à alma, quando o plano do carregamento deve passar pelo centro
de torção da seção transversal ou a torção deve ser impedida.

't!' f1

~bffiA'~r

1:'zgura 6. 1 - Distribuirão das tensões normais nas barras aflexão simples

Seja Me O valor do momento que causa nas faces da viga esta distribuição de tensão com

fmax < fy , como se pode ver na Figura 6.1(a).

Se o momento fDr aumentado paulatinamente, num determinado instante, as tensões máximas

atingem o valor !v da tensão de escoamento.


o valor deste momento, que marca o início do escoamento, é representado por Mr, como se
pode ver na Figura 6.1 (b).

Se o momento continuar aumentando, atingirá um determinado valor M j que provoca, na

seção transversal, o diagrama de tensões indicado na Figura 6.1(c), caracterizando o

53
escoamen to (ou plastificação) de parte da seção.
Um aUl?ento final causa o escoamento total da seção, Figura 6.1(d). O valor correspondente a

esta situação é o momento de plastiflcação da seção representado, por M pl .

O momento £letor resistente característico, MRk, é definido por vários estados limites, cada

,um deles, função de um determinado parâmetro Â.


A variação de resistência, ilustrada na Figura 6.1, pode ser resumida por meio do gráfico da
Figura 6.2, no qual:

!M Rk

Figura 6.2 - Variafão de MRk com relafão a Â

a)' o trecho  > Â,. (onde M R k < M r) corresponde aos valores de M que causam tensões

máximas inferiores ao escoamento. Define o trecho da curva em que ocorre £lambagem


elástica.

b) o ponto  = Âr (onde M Rk = M r) corresponde ao iIÚciodo escoamento.

c) o trecho Âp <Â<Âr (onde Mr <MRk <Mp') corresponde aos valores de MI<k

equivalentes ao escoamento (ou plastificação) parcial da seção. Define o trecho da curva em


que ocorre £lambagem inelástica.

d) finalmente, o trecho  :s;  p ( onde MRk = M pl) corresponde aos valores de M

equivalentes ao escoamento (ou plastificação) total da seção.


Neste capítulo, a resistência de cálculo ao momento £letor trata apenas das duas ocorrências
mais comuns, ou seja, a flexão em torno do eixo de maior inércia - eixo x na Figura 6.3 - dos
perfis I duplamente simétricos e dos perfis U travados à torção. Para estes perfis são
verificados os três estados limites seguintes:

54
• Flambagem Local da Alma (FLA): causada pelas tensões normalS, provocada~ pelo
momento fletor na região comprimida da alma dos perfis.

• Flambagem Local da Mesa (FL11): causada pelas tensões normaIS de compressão


(praticamente constantes), provocadas pelo momento Betor na mesa comprimida.

• Flambagem Lateral por Torcão (FLT): causada por flexão lateral (normal ao plano de
carregamento) e por torção, que provoca deslocamentos perpendiculares ao plano de
carregamento.

1:'zgura 6.3 - Perfil U eperfil I duplamente simétn"m.

Como este texto é um curso inicial em estruturas de aço, será abordado apenas o caso mais

freqüente de vigas não esbeltas, isto é, aquelas nas quais a esbeltez da alma, h/ t w (Ver Figura

6.3), não ultrapassa 5,7~E/ Iv , ou h/t w ~5,7~E/ fy

6.2 - Vigas não es bebas - Resistência de cálculo.

o dimensionamento ao momento fletor deve obedecer à condição:

onde

M,)'d : momento fletor solicitante de cálculo;

MRd: momento fletor resistente de cálculo, que é dado por

MRk
MRd=--
ral

\ onde:'

r aI: coeficiente de ponderação, ver Tabela 4.1;

55
M Rk : momento fletor característico de cálculo, definido a seguir.

Tabela 6.1.
Momento fletor resistente de cálculo.
Parâmetros para vigas não esbeltas, fletidas em tomo do eixo de maior inércia
Estado limite
FLA.. FLM FLT
b
Â=~ (1) Â=- (1) Â =~ (5)
tw tl ry

Âp =3,76~ E Âp =0,38 ~ E
Iv Iv
Âr =5 , 70~ fE (2) (3)
y

Mr =w." fy M r = w." (fy - (J" r ) (3)


Mcr não é definido
para V1gas nao (4)
esbeltas
Nota 1 - Ver Figura 6.3.

Nota 2 Para perfis laminados, Âr=O,83~; para perfis soldados


fy -(J"
r

Nota 4 Para perfis laminados, Mcr para perfis soldados

O,90W" k. E k
Ma ~ ( e . comoem5.3.1.c.
ÂL L

Nota 5 - Lh: comprimento destravado, ver Item 3.2.4 deste texto.


Nota 6 -lra os valores de Ch, ver o Item 6.3.

Nota 7 -cLj.1 = --E


Mr
ffiJ--
2,6
; onde A é a área e J é o momento de inércia da seção

transversal, à torção uniforme.

Nota 8 - k=~~2,6Cw ; onde ry é o raio de giração em relação ao eixo y e Cw e a


ry J
constante de empenamento da seção transversal.

Para vigas não esbeltas, o momento fletor característico de cálculo, M U k' é definido pelas

56
expressões (6.1) e pelos valores definidos na Tabela 6.1.

• se Â:::; Â p M R k = Mp/ = Zx fy (6.l.a)

• se Âp < À:::; Àr

Para FLA e FLM MRk =Mp/-(Mp/


.
-Mr)
À-À
À _I :::;Mp/ (6.l.b)

:~~J<:;
r p

Para FLT MRk =ch[ Mp,- (Mp,-M,) Mp, (6.l.c)

• se À> Àr MR d =Mcr (6.l.d)


k
Porém em qualquer um dos três casos acima

(6.l.e)

Nessas últimas expressões, além dos parâmetros que estão definidos na Tabela 6.1:

Zx : módulo plástico de resistência em relação ao eixo x da seção;

Wx : módulo elástico de resistência em relação ao eixo x da seção.

6.3 - Fator de modificação Ch•

No cálculo da resistência ao momento fletor no estado limite FLT, pode ser necessário calcular

o fator. de modificação, Ch, para o diagrama de momento fletor não uniforme no

comprimento destravado em análise. Para perfis I duplamente simétricos e para perfis U


travados a torção, esse fator é dado por:

I) Exceto nos casos descritos nos Itens (lI) e (IlI) a seguir:

c - 12,51M max I <3 (6.2.a) ;


h 2,51M max I + 31M A' + 41MB I + 31M c ,-

onde IM I .é o valor absoluto


max do momento máximo solicitante de cálculo e IM A I, 1MB Ie
IM c I são respectivamente os valores absolutos dos momentos solicitantes de cálculo a 1/4, 1/2 e

3/4 do comprimento destravado Lh.

lI) Em trechos em balanço entre a extremidade livre e uma seçao travada lateralmente e à

torção: Ch =1

57
IH) Se no comprimento destravado de vigas em seções I, H eU; fletidas em torno do eiXO
maior de inércia, uma das mesas está destravada lateralmente e a outra tem travamento lateral

contínuo:
a - Se a mesa com travamento lateral contínuo é tracionada em pelo menos uma extremidade

do comprimento destravado:

(6.2.b)

N essa expressão:
- Mo: é o valor - com sinal negativo - do maior momento fletor solicitante d-e cálculo, que

comprime a mesa livre em uma das extremidades do comprimento destravado;

- M1 : é o valor do momento fletor solicitante de cálculo na outra extremidade do comprimento


destravado; se comprime a mesa livre, deve ser tomado com sinal negativo nas duas últimas
parcelas da expressão acima; se traciona a mesa livre, deve ser tomado com sinal positivo na

segunda parcela e zero tla terceira.

- M 2: é o valor do momento fletor solicitante de cálculo na seção central do comprimento


destravado; deve ser tomado com sinal positivo, se traciona a mesa livre e com sinal negativo

se traciona a mesa com travamento lateral contínuo.


b - Em trechos com momento nulo nas extremidades, submetidos a carga transversal
uniformemente distribuída e apenas a mesa tracionada tem travamento lateral contínuo:

c - em todos os demais casos: Ch = 1


Obs: Na verificação a FLT, o momento fletor solicitante de cálculo é o maior momento que

comprime a mesa livre; exemplo: no caso (HLa) esse momento é Mo.

6.4 - Ligações parafusadas nas mesas.


Vigas, com ou sem chapas de reforço para as mesas, mesmo com furos para ligações
parafusadas nas mesas, podem ser dimensionadas ao momento fletor com base nas

propriedades da seção bruta, se:


(6.3.a)

onde
Ali] : área líquida da mesa tracionada, calculada conforme o Item 4.3.2 deste texto;

58
A{g- : área bruta da mesa tracionada;

~ : coeficiente igual a 1 se f),j;;, ~0,8 e igual a 1,1 se fy / Iz, >0,8; para os aços usados neste

texto ~ = 1.

Assim, (6.3.a) se transforma em:

(6.3.b)

6.5 - Vigas esbeltas.


Vigas esbeltas são aquelas em que,

->5,70
h
til'
H:
-
fy
Como sua ocorrência nas estruturas mais comuns é rara não serão abordadas neste curso. A

NBR 8800 trata desse assunto no Anexo H.

59
7
BARRAS A FLEXÃO SIMPLES
MOMENTO FLETOR EM TORNO DO EIXO DE MENOR INÉRCIA

7.1 - Introdução.
Neste capítulo, aborda-se a flexão em torno do eixo de menor inércia para os mesmos perfis

analisados no capítulo anterior, isto é, perfis I com dois eixos de simetria e perfis U.

N a flexão em torno do eixo de menor inércia, valem os mesmos critérios expostos em 6.1,

com exceção de:

a) O estado limite FLT não é aplicável, pois para que ocorresse deveria ser vencida a maior

inércia da seção;

b) Não há distinção entre vigas esbeltas e não esbeltas.

7.2 - Resistência de cálculo.


O dimensionamento ao momento fletor deve obedecer à condição:

MSd:::;MRd

onde

MSd : momento fletor solicitante de cálculo;

MUd: momento fletor resistente de cálculo, que é dado por

MUk
MRd=--
ral

onde:

r ai: coeficiente de ponderação, ver Tabela 4.1;

MUk: momento fletor característico de cálculo, defmido a seguir.

O momento fletor característico de cálculo, M U k' é defmido pelas expressões (7.1) e pelos

valores definidos na Tabela 7.1.

• se À:::; À p ••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• M R k = M pl = Z y fy (7.l.a)

• se À p < À:::; Àr

(7.1.b')

60
(7.I.h") '.

• se  > Â,. MRd k =Me,. (7.1.c)

Tabela 7.1.
Momento fletor resistente de cálculo.
Parâmetros para vigas não esbeltas, fletidas em tomo do eixo de menor inércia.
Estado limite
FLA (1) FLM (2) FLT

 =~ (3)  =~ (3)
Iw II

Àp =1,12~ E À=038~E
P , fy
fy

À, =1,40~ E (4) (5)


fy Não se aplica.

M,. =Wef fy (6)


We~.E
Mcr=W; (6) (7)

Nota 1 - Só se aplica à ahna de seções U, se comprimida pelo momento fletor.


Nota 2 - Para mesas de seções U, só se aplica se a extremidade da mesa é comprimida pelo
momento fletor.
Nota 3 - Ver Figura 6.3.

Nota 4 Para perfis laminados, para perfis .soldados

Â,.=O,95 ~ e kc como em 5.3.1.c.


~ Iv - ar
Nota 5 - a,. =O,3fy;
Nota 6: Wef é o módulo elástico mínimo de resistência, relativo ao eixo de menor inércia,
para uma seção com mesa comprimida de largura h ef calculada de acordo com o Item
5.3.2, com a = Iv' No caso de ahna de seção U, fazer b = h, 1=111' e bel = hel.
Nota 7 Para perfis laminados, Me,. para perfis soldados

O,90Wy ke E
Mcr L
~ e k(, como em 5.3.1.c.
Â

Nessas últimas expressões, além dos parâmetros que estão definidos na Tabela 7.1:

61
Zy: módulo plástico de resistência em relação ao eixo y da seção;

W.V : módulo elástico de resistência em relação ao eixo y da seção;

Ch : fator de modificação, definido no Item 6.3.

62
8
BARRAS A FLEXÃO SIMPLES
ESFORÇOS NA ALMA

8.1- Resistência a força cortante.

R.l.l - Introdução.
De acordo com a resistência dos materiais, a tensão de corte que ocorre em um ponto P da

seção transversal de uma viga é dada por

VQ
fv=Tb
onde:

V : força cortante na seção analisada;

Q: momento estático, com relação à linha neutra, de uma das partes em que a seçao
transversal fica dividida, por uma paralela à linha no ponto P .

Usualmente, considera-se para o cálculo de Q, a menor das duas partes em que a seção fica

dividida pela paralela ao eixo neutro, isto é, a área hachurada da Figura 8.1.

J : momento de inércia da seção transversal, com relação à linha neutra.


b : largura da seção transversal, defmida pela paralela à linha neutra no ponto P.

rzgura ~. 1- Diagrama deforfa cortante coJZjormea resiste/leia dos materiais

Para as seções dos perfis I duplamente simétrico e dos perfis C, o diagrama de força

cortante apresenta duas particularidades:

• variação brusca da tensão de corte na transição da mesa para a alma, motivada pela

variação, também, brusca das larguras da mesa e da alma;

60
• pequenos valores de tensão de cisalhamento na mesa.

Por causa dessas particularidades, a norma NBR 8800 substitui o diagrama da resistência
dos materiais, por um diagrama com tensão constante e igual à tensão média de corte na
alma. Assim a fórmula da tensão de corte passa a ser

V
!.."meu =A W'

onde Aw é a área da alma do perfIl.

8.1.2 - Resistência de cálculo.


o dimensionamento a força cortante deve obedecer à condição:

"V.'Iu :s; VRu

onde

"v.su: força cortante solicitante de cálculo;

VIM: força cortante resistente de cálculo, que é dada por

onde:

r aI: coefIciente de ponderação, ver Tabela 4.1;

VRk: força cortante característica de cálculo, defmido a seguir.

Em seções I, H eU, fletidas em torno do eixo central de inércia perpendicular à alma, a

força cortante característica de cálculo é dada por:

a) se À = h/ tw :s; Àp = 1,1~ kvE / /;, VRk = Vpl = 0,6 !yAw (8. La)

b) se Àp < À:S; Àr = 1,37~kvE/!y VRk = VpIÀp/À (8.1.b)

c) se Àr < À :s; Àmax VRk = 1,24 Vpl (Àp / À)2 (8.1.e)

onde

d,h,tw : Ver Figura 8.2;

k\. = 5 + 5/ (a/ h Y (8.1.d), em todos os casos, exceto nos indicados a seguir;

k = 5 (8.1.e), para alma sem enrijecedor; se a/h> 3; se a/h> [260/(h/tw)Y


1

a: distância entre centros de dois enrijecedores transversais adjacentes;

se a/h ~ 1,5 Àmax = 11,7~E/ /1' (8.1.!); se a/h> 1,5 Àmax = 0,42E//1' (8.1.g)

61
8.1.3 - Enrijecedores transversais de corte.
Se forem necessários enrijecedores transversais, devem ser obedecidas as seguintes

condições:
a) os enrijecedores transversais devem ser soldados à alma e às mesas do perfil; entretanto,

do lado da mesa tracionada, podem ser interrompidos de forma que a distância x (Ver

Figura 8.2) fique entre 4 t w e 6 t w •

.•, ..,

-
.t<zgura 8.2 - Arranjo dos enrijecedores transverJais de ciJalhamento

b) A relação entre a largura e a espessura dos elementos que formam os enrijecedores não

pode ultrapassar 0,56~ E/ fy , que é o mesmo valor de Ap para o Grupo 4 dos elementos

AL (Ver Item 5.3.1). Para o aço classe 250, ver Item 1.2.1; para o aço classe 350, ver Item
II.2.1.

c) O momento de inércia da seção de um enrijecedor simples ou aos pares, com relação ao

eL",{ono plano médio da. alma não pode ser menor que:

}at:, (8.l.h)

se a/h < 1 } =l2,5/(a/hY J- 2,0 (8.l.i); se a/h?:-1 } = 0,5 (8.l.})


8.1.4 - Prescrições adicionais.

a) Perfis soldados.

A solda de ligação entre mesa e alma deve ser dimensionada para resistir ao corte

horizontal total resultante da flexão. Deve também ser dimensionada para transmitir à alma

qualquer força aplicada diretamente na mesa a menos que se garanta a transmissão dessa
força por outros meios.
b) Perfis caL"'{ão.

Para perfis caixão, a área da alma vale: Aw = 2 h t w

8.2 - Resistências de elementos de perfis sob cargas localizadas.

Este Item aborda a verificação de elementos de perfis I e H, submetidos a forças


localizadas.

8.2.1- Flexão local da mesa.

Se a mesa de uma barra é solicitada por uma força localizada, que produz tração na alma,

62
deve ser verificada quanto à flexão locaL Se o comprimento de atuação da força,

perpendicularmente ao comprimento da barra é menor que 0,15 b f' não é necessário fazer

essa verificação.
A resistência de cálculo à flexão local da mesa é dada por:

F _ 6,25 t~.fy
(8.2.a)
Rd - 11
,

onde t I" é a espessura da mesa carregada.

Se a força solicitante de cálculo for superior a essa resistência, devem ser colocados

enrijecedores transversais de ambos os lados da alma, na seção de aplicação da força.

Se a distância da extremidade da barra à seção de aplicação da força é menor que 10 tI" ' a

resistência dada por (8.2.a) deve ser reduzida à metade.

Se a barra é construída em perfil soldado, a solda entre mesa e alma deve ser capaz de

transmitir a força localizada entre esses dois elementos.

8.2.2 - Escoamento local da alma.


Se a alma de uma barra é solicitada por uma força localizada de tração ou compressão, que

atua na mesa, deve ser verificada quanto ao escoamento local.

A resistência de cálculo ao escoamento local da alma é dada por:

a) se a distância da extremidade da barra à seção de aplicação da força é maior que a altura

da seção transversal:

1,10 (5 k + £ n )t w fy
FiM =------ (S.2.b)
1,1
b) se a distância da extremidade da barra à seção de aplicação da força é menor ou igual à

altura da seção transversal:

1,10 (2,5 k + £ n)t w fy


FiM =------- (S.2.c)
1,1

onde:

£ : dimensão de aplicacão da força na direcão do comprimento da barra;


11 .) .)

k : para perfis soldados, é espessura da mesa carregada mais a dimensão do filete de solda
entre a mesa e a alma; para perfis laminados, é a espessura da mesa mais o raio de

concordância com a alma;

t \1': espessura da alma.

Se a força solicitante de cálculo for supenor a essa resistência, devem ser colocados

enrijecedores transversais de ambos os lados da alma, na seção de aplicação da força.

63
Se a barra é construída em perfIl soldado, a solda entre mesa e alma deve ser capaz de
transmitir a força localizada entre esses dois elementos.

8.2.3 - Enrugamento local da alma.

l\
I
k
I
-:::...J.-
Pd
I oE-
N
}<-'igura8.3 - Enrugamento da alma sob carga lomlizada.

Se a alma de uma barra é solicitada por uma força localizada de compressão, que atua na

mesa, deve ser verificada quanto ao enrugamento.

A resistência de cálculo ao enrugamento da alma é dada por:

a) se a distância da extremidade da barra à seção de aplicação da força é maior ou igual à

metade da altura da seção transversal:

FRd = O,66t:.
1,1
[1+3~(l~Jl'5]~Ef,tl
d tr tw
(8.2.d)

b) se a distância da extremidade da barra à seção de aplicação da força é menor que metade

da altura da seção transversal:

onde

f 11 : dimensão de aplicação da força na direção do comprimento da barra;

d : altura da seção transversal da barra;

t{ : espessura da mesa carregada.

64
Se a força solicitante de cálculo for supenor a essa resistência, devem ser colocados

enrijecedores transversais de ambos os lados da alma, na seção de aplicação da força.

8.2.4 - Flambagem lateral da ahna.


A alma de uma barra deve ser verificada quanto à flambagem lateral, se essa alma é
solicitada por uma força localizada de compressão, que atua na mesa comprimida, e se o
deslocamento lateral relativo entre a mesa comprimida e a mesa tracionada não está

impedido na seção de aplicação da força.


A resistência de cálculo à £lambagem lateral da alma é dada por:

a) se a rotação da mesa carregada é impedida:


3

_ se h/ t
f/bj"
w ~ 2,3 O F. = Cft~,t! [094+037(h/t J
Rd 1 1h 2
,
' , f Ib
w
l
I f
(8.2.g)

- se h; t w > 2,3 O, o estado limite de flambagem lateral da alma não tem possibilidade de
fi bj"
ocorrer.
Se a força solicitante de cálculo for supenor a essa resistência, deve ser prevista uma

contenção lateral na mesa tracionada da seção de aplicação da força. Como opção, podem

ser colocados enrijecedores transversais de ambos os lados da alma.

b) se a rotação da mesa carregada não é impedida:

h/tw
-se--~I,7 O F C f t: tf
=037--- (h/__t Jw
3
(8.2.h)
f/bf
Rd , 11 h2 f Ib
, I !

_ se h/ t w > 1,70, o estado limite de £lambagem lateral da alma não tem possibilidade de
f/b!
ocorrer.
Se a força solicitante de cálculo for supenor a essa resistência, devem ser previstas

contenções laterais em ambas as mesas da seção de aplicação da força.

N as duas expressões anteriores:


f: o maior comprimento destravado lateral, envolvendo a atuação da força localizada e

considerando as duas mesas;

h: para perfis laminados, distância entre as faces internas das mesas, menos os ralOS de
concordância; para perfis soldados, distância entre as faces internas das mesas;

Cf: na seção da força, Cf = 32 E, se M,';d < Mr; na seção da força, Cf = 16E, se

MSd 2 M,.. M,. é o momento fletor correspondente ao início do escoamento para FLA,

65
isto é, Mr =Wx fy (Ver Tabela 6.1).
8.2.5 - Flambagem da alma por compressão.
A alma de uma barra deve ser verificada quanto à flambagem por compressão, se e
solicitada por um par de forças localizadas, com sentidos opostos, atuando em ambas as

mesas da mesma seção transversal.

A resistência de cálculo à flambagem da alma por compressão é dada por:

24t~,~E fy
FRd = ---- (8.2.i)
1,1 h

Se a distância do par de forças concentradas à extremidade da barra é menor que metade da

altura da seção transversal, a força resistente deve ser reduzida à metade.


Se a força solicitante de cálculo for superior a essa resistência, devem ser colocados
enrijecedores transversais de ambos os lados da alma, na seção de aplicação da força.

8.2.6 - Cisalhamento do painel da alma.


Dentro do contorno de uma ligação rígida entre viga e pilar (painel de alma de pilar ou

ligação similar), cujas almas se situam no mesmo plano, devem ser colocadas chapas de

reforço da alma ou enrijecedores diagonais quando a força cortante solicitante de cálculo,

F";d' transmitida pelas mesas da viga ultrapassar a força resistente de cálculo dada por:

a) para F"'d :s; 0,4 N pl FRd = VRd (8.2.j);

b) para F";d > 0,4 N pl (8.2.k)

Nas duas expressões anteriores:

VIM: fotça resistente de cálculo, determinada conforme o Item 8.1.2, onde se adota a igual

à distância entre os centros geométricos das mesas da viga;

N p/: força axial de compressão correspondente ao escoamento da seçao transversal do

pilar, isto é, N pl = Ag Iv.


Chapas de reforço da alma são chapas colocadas paralelas à alma, o mais próximo possível

dela e adequadamente soldadas às mesas. Seu comprimento deve ser igual ao comprimento

do painel, acrescido de pelo menos mais 150 mm além das seções de aplicação das forças

localizadas. Quando usadas, essas chapas devem ser colocadas de ambos os lados da alma e

dimensionadas para absorver a parcela da força cortante total de cálculo que ultrapassar a
resistência de cálculo.

Os enrijecedores diagonais devem ser colocados de ambos os lados da alma e devem se

66
estender por todo o comprimento do painel da alma e por toda a altura da alma.
8.2.7 - Apoios ou extremidades de vigas com ahna e rotação livres .
.Apoios ou extremidades de vigas, sem qualquer tipo de restrição à rotação em torno do
eLXOlongitudinal e onde as almas não estão ligadas a outras vigas, devem receber
enrijecedores transversais. Esses enrijecedores devem ser soldados às mesas e à alma da

seção transversal e se estender por toda a altura da alma.

8.2.8 - Enrijecedores para forças localizadas.

a) Enrijecedores tracionados.
Enrijecedores transversais para resistir a forças localizadas, que produzem tração na alma,

devem ser dimensionados de acordo com o Capítulo 4. A área bruta desses enrijecedores é

a área de sua seção nominal; a área líquida efetiva é a área de sua seção ligada a mesa,

descontando os recortes existentes. Esses enrijecedores devem ser soldados a mesa

carregada e à alma e se estender pelo menos até a metade da altura da alma.

A solda entre o enrijecedor e a mesa carregada deve suportar a diferença entre a força

solicitante de cálculo e a força resistente de cálculo. A solda entre o enrijecedor e a alma

deve transferir para a alma essa diferença de forças.

b) Enrijecedores comprimidos - Enrugamento e escoamento local.

Enrijecedores transversais para resistir a forças localizadas, que produzem compressão na


alma, causando escoamento local da alma (Item 8.2.2) e enrugamento da alma (Item 8.2.3),

devem se estender pelo menos até a metade da altura da alma. Devem ter suas

extremidades soldadas à mesa carregada ou ajustadas para ter contato perfeito com essa

mesa e devem ser soldados à alma.


Se houver solda entre o enrijecedor e a mesa carregada, ela deve suportar a diferença entre

a força solicitante de cálculo e a força resistente de cálculo. A solda entre o enrijecedor e a

alma deve transferir para a alma essa diferença de forças.


Se o enrijecedor tem suas extremidades ajustadas à mesa carregada, deve ser verificado o

esmagamento local, cuja resistência de cálculo é dada por:

1,8Ajy
F j'd = ------- (8.2.1)
c, \ 1,1 .

onde A é a área de sua seção ligada à mesa, descontando os recortes existentes.

c) Enrijecedores comprimidos - Flambagem lateral e por compressão.

Enrijecedores transversais para resistir a forças localizadas, que produzem compressão na

alma, causando flambagem lateral da alma (Item 8.2.4) e flambagem da alma por

compressão (Item 8.2.5) devem ser dimensionados como barras comprimidas de acordo

67
com o Capítulo 5, considerando flambagem por flexão em relação a um eixo w no plano
médio da ahna (Ver Figura 8.4).

-'

rzgura 8.4 - Enrijecedores sob pressão

Para enrijecedores de extremidade, a seção transversal é formada pelos enrijecedores mais

uma faixa da ahna com largura igual a 12 t w ; logo:

Para enrijecedores em uma seção interna, a seção transversal é formada pelos enrijecedores

mais uma faLxada ahna com largura igual a 25 t w ; logo:

• I =2[b.;t. + b t (b. + tw
w 12
l.

S S
l.

2
J2] + 25t~,
12

o comprimento de flambagem é igual a 0,75 h.

Esses enrijecedores devem se estender por toda a altura da ahna. Devem ter suas

extremidades soldadas à mesa carregada ou ajustadas para ter contato perfeito com essa
mesa e devem ser soldados à mesa oposta e à ahna.

Se houver solda entre o enrijecedor e a mesa carregada, ela deve suportar a diferença entre

a força solicitante de cálculo e a força resistente de cálculo. A solda entre o enrijecedor e a


ahna deve transferir para a alma essa diferença de forças.

Se o enrijecedor tem suas extremidades ajustadas à mesa carregada, deve ser verificado o

esmagamento local, cuja resistência de cálculo é dada pela expressão (8.2.1)

d) Condições adicionais.

- Primeira condição: A largura de um enrijecedor, acrescida de metade da espessura da alma

da barra, deve ser, no mínimo, igual a um terço da largura da mesa da barra ou da chapa de
ligação que recebe a força localizada.

- Segunda condição: A espessura de um enrijecedor deve ser, no mínimo, igual a metade da

espessura da mesa da barra ou da chapa de ligação que recebe a força localizada ou um


quinzeavos de sua própria largura.

- Terceira condição: Se os enrijecedores também são usados para aumentar a força cortante

68
resistente de cálculo, devem ser atendidas também as condições g, 12.e ç do Item 8.1.3,

exceto a condição g se os enrijecedores são comprimidos.

69
9

BARRAS A FLEXÃO SIMPLES


DESLOCAMENTOS

9.1- Deslocamentos.
Existem vários processos para o cálculo de deslocamentos em estruturas. Para as estruturas

de alma cheia, podem ser citados:


- processo da linha elástica.
- processo da analogia de Mohr.

- processo dos trabalhos virtuais (ou da carga unitária).

- processo aproximado.

Para as vigas em treliça, o processo usual é o dos trabalhos virtuais.

N o cálculo dos deslocamentos, são usadas as combinações para Estados Limites de Serviço

e expostas no Item 2.5 deste texto ..

9.1.1- Processo da linha elástica.


Esse processo foi estudado na resistência dos materiais, e consiste em resolver a equação
diferencial

d2y M
-- --
d x2 £1

onde x e y são as variáveis indicadas na Figura 9.1.

.[-;zgura 9. 1 - Deformarão de uma viga: processo da linha elástica.

Esta equação, juntamente com as condições de contorno, ou seja, dos valores conhecidos
de deslocamentos, permite o cálculo da linha elástica de diversas estruturas.

70
9.1.2 - Processo da analogia de Mohr.

.t'zgura 9.2 - Deformafilo de uma viga: processo da analogia de Mohr

Entre as equações que fornecem as relações entre momento fletor M , força cortante V e
. carga distribuída w e que são, respectivamente,

d2 M
-d ?=-w(x) dM=V(x) M=M(x)
x- dx

e a equação da linha elástica e suas duas primeiras integrais, ou,

d2 Y
--
dx 2
M(x)
----
E1
y=- f[Xf-MEx()-1dx J dx
x

o o

pode-se def.tn.ira seguinte analogia:

a) a equação da linha elástica corresponde ao valor de uma carga distribuída fictícia:

w(x)= M (x)
E1
b) se a estrutura for submetida a este carregamento, pode-se concluir que:

• a força cortante equivale ao deslocamento angular (rotação) da seção;

• o momento fletor equivale ao deslocamento linear da seção.

9.1.3 - Processo dos trabalhos virtuais.


Este processo pode ser dividido nas quatro seguintes etapas:
a) determinar o diagrama de momentos atuantes na estrutura, e que são representados por
M. ,
b) carregar a estrutura com um esforço (força ou momento) unitário no ponto analisado,

com direção e sentido coincidentes com o deslocamento em estudo;


c) determinar o diagrama de momentos na estrutura para esta carga unitária, e que sao

71
representados por m ;

d) determinar o deslocamento com o auxilio de tabelas de integrais ou por integração direta

da expressão: b =f ME1 m d s.
s

}<zgura 9.3 - Deformação de uma viga: proceJJo da carga unitária

9.1.4 - Processo Aproximado.


Os procedimentos descritos nos Itens 9.1.1 a 9.1.3 levam a resultados corretos, mas são

extremamente trabalhosos. O proces~o descrito neste item vale para vigas biapoiadas, cujos
carregamentos sejam equivalentes a:

- carga concentrada no meio do vão;

- carga uniforme em todo vão;

- momentos nos apoios.

Pode-se, então, utilizar este processo também para determinar deslocamentos em tramos

de vigas contínuas, com carregamentos análogos àqueles citados.

a) Viga biapoiada com carga concentrada no meio do vão.

Seja a viga biapoiada da Figura 9.1. Qualquer um dos procedimentos citados fornece para

esse carregamento os seguintes valores para o deslocamento máximo e para a rotação nos
apoIos:

P L3
Ymax - 48E 1
')

PL Mmax L- d. d. M max L
Como Mmax e 4E1
4 Ymax = 12E 1 'Ye -'Yd

N essas expressões" L está em cm e M max em kN cm.

Transformando esta expressão para o uso de unidades de emprego mais comum na prática

e substituindo E pelo seu valor de 20000 kN / em!. , obtém-se:

72
Deslocamento e rotação, máximas_para carga concentrada no meio do
vao.
I 9.1

2
=417 Mmax L f/J =- f/J = O125 M maxL
1
Ymax' 1 e d'

Ymaxemcm I L emm
I MmaxkNm I 1 emcm
4

I f/Je,f/Jd em rad

b) Viga biapoiada com carga uniforme em todo vão.


w
x

rzgttra 9.4 - Vz"ga com carga uniforme em todo o vão

Seja a viga biapoiada da Figura 9.4. Qualquer um dos procedimentos citados fornece para

esse carregamento os seguintes valores para o deslocamento máximo e para a rotação nos

apoios:

5 q L4
e
Ymax = 384 £1
?
q L2 5 Mmax L- ri. =rI. _Mmax L
Como Mmax =-8- e 3£1
Ymax - 48£ 1 lf/e lf/d

Com procedimento análogo ao usado para a expressão 9.1, obtém-se:

Deformação e rotação máximas para carga uniforme em todo o vão 9.2


?
M maxL- ri. =_rI. =0167 Mmax1 L
Yrnax == 5 ,2 1 ---- lf/e lf/d'
1
Ymaxem cm L emm MmaxkNm 1 em cm4 ri. ri.
lf/e,lf/d em rad

c) Viga biapoiada com momentos aplicados nos apoios


Seja a viga biapoiada da Figura 9.5. Qualquer um dos procedimentos citados fornece para

esse carregamento os seguintes valores para o deslocamento máximo e para a rotação nos

apoios:

73
v~i ltVd

t-~~~ _'~<~

.[<zgura9.5 - l/zga com momentos aplicados nos apoios

COlll procedimento análogo ao usado para a expressão 9.1, obtém-se:

Deformação e rotação máximas para momentos aplicados nos apoios I 9.3


~
rP =0 0833L 2Me +MJ
= 3 .13 L 2
Me +M d e' I
Y max
I . M +2Md
rPd' =-00833L e I
L emm I em cm4
Ymax em cm I I MmaxkNm I I rPe,rPJ em rad

d) Viga em Balanço.
IP
~ t , ..!
---r--i-._ :
r-"::=-t=::::::t $
0'0

i L.!nha .J
I Elastlca Ymáx I '
~~. .__ L l

I
~T-rrn-n--r-n
,,_-...!-1
(
,

rzgura 9.6 - Vz"ga em balanfo


Seja a viga em balanço da Figura 9.6. Adota~do procedimentos análogos aos usados para a

viga biapoiada, obtêm-se as seguintes expressões do deslocamento e da rotação na


extremidade livre.

74

Carga concentrada na extremidade livre 9.4
2
=167 MmaxL rjJ=O 25 MmaxL
Ymax , I ' I
Carga uniforme em todo balanço 9.5
. ?

Ymax =
125,M maxL- rjJ=O 167 M maxL
I , I
:tvIomento aplicado na extremidade livre 9.6
2
M maxL rjJ=O 500 M maxL
Ymax = 25
I ' I
4
Ymax emcm L emm I em cm
I I MmaxkNm I I rjJe,rjJd em rad
e) Processo dos trabalhos virtuais para treliças.

u:;:;:!

I j

89 10'11 12 1314-1

~
f'"J~"~1/11~

2 :.3"."
(O) CafTegamento
45.".
unitário
6 ~ t
'»i"'"
~----- 6 X 1500=9000 _:

.t<zgura 9.7 - Deslocamento vertical de uma treli{a.

Como as barras de uma treliça estão solicitadas por forças axiais, o processo dos trabalhos

virtuais pode ser particularizado e dividido nas seguintes etapas:

a) determinação das forças F , em todas as barras, devidas ao carregamento atuante;

b) dimensionamento de todas as barras, determinando para cada uma a área A de sua

seção transversal;
c) determinação das forças f, em todas as barras, devidas a um carregamento unitário;

d) determinação do deslocamento pela expressão abaixo, entendida a todas barras da

treliça:

5= L.. F f L
EA

Nessa expressão, L é o comprimento de cada barra e E = 20000 kN / em 2 é o módulo de


elasticidade do aço.
Para ilustrar este processo, determina-se o deslocamento vertical máximo da treliça da

75
Figura 9.7. Por ser um processo extremamente repetitivo, seu desenvolvimento está

condensado no quadro que se segue.

Cálculo do deslocamento máximo da treliça da Figura 9.7.


Barra F[kN /[kN L [cm Perfil A [cm2]
-
] 1 ]
1-2 6-7 O O
2-3 5-6 472,5 0,75 150 2C203x17,1 43,6
3-4 4-5 756,0 1,50
8-9 13- -472,5 -0,75 F/L
14 150 2 L 152 x 152 x 9,5 56,2 Ymax =LEA =
9-10 12- -756,0 -1,50 =2,25cm
13
10- 11- -850,5 -2,25
11 12
2-8 6-14 567,5 0,90
3-9 5-13 340,7 0,90 180 2 L 76 x 76 x 9,5 27,2
4-10 4-12 113,6 0,90
1-8 7-14 -378,0 -0,50
2-9 6-13 -315,0 -0,50 100 2 L 76 x 76 x 7,9 23,0
3-10 5-12 -189,0 -0,50
4-11 -126,0 -1,00

9.2 - Cálculo dos deslocamentos.

9.2.1- Critérios.

a) Os deslocamentos devem ser calculados, usando as combinações de ações para estado

limite de serviço, relacionadas no Item 2.5. combinação quase-permanente


Os valores máximos para os deslocamentos estão indicados no Item 9.2.2.

b) Deve ser considerado o efeito da rigidez à rotação das ligações e a possibilidade de


ocorrência de deformações plásticas no estado limite de serviço.

c) Deve-se verificar se um deslocamento é um estado limite reversível. Em uma avaliação

preliminar, se um elemento estrutural só suporta componentes não sujeitos a -fissuração e

tem comportamento elástico em serviço, seu deslocamento excessivo é considerado como

estado limite reversível. Por outro lado, se um elemento estrutural suporta componentes

sujeitos a fissuração ou se seu deslocamento em serviço leva à ocorrência de deformações

plásticas, seu deslocamento excessivo é considerado como estado limite irreversível.

d) A defmição das combinações de serviço deve levar em conta o elemento estrutural

analisado, as funções da estrutura, as características dos materiais vinculados à estrutura e a

seqüência de construção, exceto de indicação em contrário na Tabela 9.1 (Notas d, e,feJ).

Dependendo desses fatores, uma combinação usual pode ser alterada. Por exemplo:

usualmente utiliza-se combinação quase permanente, pois o deslocamento 6max é

76
normalmente relacionado à aparência da estrutura; entretanto, se esse deslocamento afeta

funcionamento de equipamentos, causa empoçamento na cobertura ou dano permanente


em elementos não estruturais sujeitos a fissuração (divisórias e forros), montados antes que
as ações consideradas passem a atuar, deve-se usar então combinação freqüente nos dois

primeiros casos e combinação rara no terceiro caso.


CLI

-- --
.--
,~::::.----"
- _-

-- _
-

_
-+- 1

I
OI

02
-- __
--
-:/-
--
--?'
Otot
..•..•.....,__ -; 03 -"./'
---
I. L

rzgura 9.8 - Deslocamentos verticais a serem comiderados

9.2.2 - Valores máximos dos deslocamentos.


Os valores máximos dos deslocamentos verticais e horizontais são dados na Tabela 9.1 e

no Item 9.2.2(c). Os valores máximos dos deslocamentos verticais têm como referência

uma viga biapoiada (Ver Figura 9.8), onde:

- 60 é a contra flecha da viga;

- 6\ é o deslocamento devido às ações permanentes, sem efeito de longa duração;

62 é, se houver, o deslocamento devido ao efeito de longa duração das ações


permanentes;

- 63 é o deslocamento devido às ações variáveis, incluindo, se houver, os efeitos de longa

duração devidos aos valores quase permanentes dessas ações;

- 6max é o deslocamento máximo da viga no estágio fmal de carregamento, levando-se em


conta a contra flecha;

Como este é um texto preliminar, não são considerados os efeitos de longa duração.

a) Na comparação dos deslocamentos verticais calculados com os limites da Tabela 9.1, é

permitido reduzir o valor da contraflecha até o valor do deslocamento devido às ações

permanentes, isto é, 60 ::; 61


b) Devem-se defmir quais os deslocamentos, indicados na Figura 9.8, serão comparados

com os limites da Tabela 9.1 e quais os carregamentos serão considerados no cálculo,

levando-se em conta a seqüência da construção. Usualmente, apenas a parcela 63 das ações

77
variáveis causa danos aos elementos não estruturais. Entretanto, são comuns situações em

que se deve acrescentar também o deslocamento da parte das ações permanentes que atua
só depois da construção do elemento não estrutural considerado; ou ainda considerar o

deslocamento máximo. Deve-se considerar também a probabilidade de ocorrência


simultânea de duas ou mais ações variáveis.

~
Deslocamento a
ser limitado I Parede como
painel rígido
I
I
I

J:zgura 9.9 - Parede como painel rígido.

c) Para galpões e edifícios de um andar com paredes de alvenaria além do indicado no

início deste Item 9.2.2., o deslocamento horizontal da estrutura (perpendicular ao plano da

parede) deve ser limitado de forma que, supondo a parede como painel rígido, uma fissura

que possa ocorrer na base da parede, tenha abertura máxima de 1,5 mm (Ver Figura 9.9).

d) Os valores máximos para os deslocamentos verticais e horizontais, indicados neste Item,

são empíricos e servem de comparação com os resultados da análise estrutural, feita


conforme 9.2.1 (b).

Em alguns casos, podem ser adotados limites mais rigorosos, para levar em conta o uso da

edificação, as características dos materiais de acabamento, o funcionamento de

equipamentos, fatores econômicos e percepção de desconforto.

78
Tabela 9.1- Deslocamentos máximos
Descrição
Travessas de fechamento

Terças de cobertura (g)

ilares
Vi as de rolamento (j)
Deslocamento vertical para pontes rolantes com capacidade nominal inferior a 200 kN L/600 (i)

Deslocamento vertical para pontes rolantes com capacidade nominal igualou superior a L/800 (i)
200 kN, exceto ontes rolantes siderúr 'cas .
Deslocamento vertical para pontes rolantes siderúrgicas, com capacidade nominal igual L/l 000 (i)
ou su erior a 200 kN
Deslocamento horizontal, exceto ara ontes rolantes siderúr 'cas L/400
Deslocamento horizontal, ara ontes rolantes siderúr icas L/600
Galpões em eral e edifícios de um andar
Deslocamento horizontal do to o dos ilares com relação à base
Deslocamento horizontal do nível da vi a de rolamento com relação à base
Edifícios de dois ou mais pavimentos
Deslocamento horizontal do to o dos ilares com relação à base
Deslocamento horizontal relativo entre dois isos consecutivos
Lajes mistas - Ver Anexo Q da NBR 8800
a) L é o vão teórico entre apoios ou o dobro do comprimento teórico do balanço. H é a altura total do
'pilar (distância do topo à base) ou a distância do nível da viga de rolamento à base; h é a altura do andar I
(distância entre centros das vigas de dois pisos consecutivos ou entre centro das vigas e a base, no caso I
do primeiro andar).
b) Deslocamento paralelo ao plano do fechamento (entre linhas de tirantes, caso eles existam).
c) Deslocamento perpendicular ao plano do fechamento.
d) Considerar apenas as"ações variáveis pérpendiculares ao plano de fechamento (vento no fechamento) I
com seu valor característico.
e) Considerar combinações raras de serviço, utilizando-se as ações variáveis de mesmo sentido que o da I
ação permanente. O"

f) Considerar apenas as ações variáveis de sentido oposto ao da ação permanente(vento de sucção) com I

seu valor característico. I

g) Deve-se também evitar a ocorrência de empoçamento, com atenção especial aos telhados de pequena I
declividade. . .I
h) Caso haja paredes de alvenaria sobre ou sob uma viga, solidarizadas com essa viga, o deslocamento
vertical também não deve exceder a lSmm. . I

i) Valor não majorado pelo coeficiente de impacto.


j) Considerar combinações raras de serviço.
k) No caso de pontes rolantes siderúrgicas, o deslocamento também nã.o pode ser superior a SOmm.
1) O diferencial do deslocamento horizontal entre pilares do pórtico que suportam as vigas de
rolamento, não pode superar lSmm. .
m) Tomar apenas o deslocamento provocado pelas forças cortantes no andar considerado, I
desprezando-se os deslocamentos de corpo rígido, provocados pelas deformações axiais dos pilares e I
Vl as.

79
10

COMBINAÇÕES DE ESFORÇOS

10.1- Introdução.

Este capítulo analisa a solicitação simultânea de força normal (de tração ou de compressão)
e de momento fletor.

10.2 - Equações de interação.

Para a atuação simultânea de força normal de tração ou compressão e de momentos

fletores, devem ser obedecidas as seguintes expressões de interação, aqui denominadas

Express,ões (10.1).

N,')d < O2 NSd + Mx,,<"'d My,Sd <


Se +--- 1 (lO. la)
NRd ' 2 NRd Mx,Rd My,Rd
Cap.4 ou 5 Cap.7 (FLA, FLM)
Se NSd 2:: 0,2 N,,, +-8 [ --"-
-'- M"" + --"-
M ",'id ]
:::; 1 (1 O.1b)
NRd. NRd 9 Mx,Rd M y,Rd
Cap.6 (FLA,
onde: FLM e FLT)
NSd : força normal solicitante de cálculo;

N 1M: força normal resistente de cálculo;

Mx,Sd: momento fletor solicitante de cálculo, em torno do eixo de maior inércia;

Mx)?d: momento fletor resistente de cálculo, em torno do eixo de maior inércia;

M.V,Sd: momento fletor solicitante de cálculo, em torno do eixo de menor inércia;

MY,Rd: momento fletor resistente de cálculo, em torno do eixo de menor inércia;

• Para barras tracionadas, o valor NRd é fornecido pela expressão 4.1 ou 4.2 do Capítulo 4.

• Para barras comprimidas, o valor NRd é fornecido pela expressão 5.1 do Capítulo 5.

80
M
• Para flexão em torno do eixo de maior inércia, o valor Mx,Rd é dado por Mx,Rd =~
ral

e Mx,Rk é dado pelas expressões (6.1).

• Para flexão em torno do elXO de menor. inércia, o valor My,Rd e dado por

MVRk
M v,lM = --"'- e M v Rk é dado pelas expressões (7.1).
" ral

10.3 - Casos particulares.

Serão analisados neste texto, os casos particulares de flexão oblíqua e de flexão reta

composta.

10.3.1- Flexão oblíqua.


A flexão oblíqua é uma solicitação que se caracteriza pela aplicação de momentos fletores

em torno dos eixos maior e menor, mas sem aplicação de força normal, isto é, NSd == O e

portanto N,'I'd < 0,2. Assim a verificação para flexão oblíqua se reduz à verificação d~

Expressão (10.1.a) que toma a forma:

M x,Sd + My,Sd S 1 (10.2)


Mx,Rd My,Rd

10.3.2 - Flexão reta composta.


A flexão reta composta oblíqua é uma solicitação que se caracteriza pela aplicação de

momento fletor apenas em torno do eixo maior associado à força normal, isto é,

M v,Sd = O. Assim, as Expressões (10.1) se transformam nas Expressões (10.3):

Se NSd < O 2 NSd + Mx,Sd


S 1 (10.3a)
N'M ' 2 NRd Mx,Rd

Se NSd 2:: 0,2


NRd
NSJ
NRd
8[ M
+"9
x ••'"

Mx,Rd
] S 1 (1 0.3b)

81
11

PARAFUSOS E BARRAS ROSQUEADAS

11.1'- Introdução.

Os parafusos - juntamente com as barras redondas rosqu~adas, usadas como chumbadores

ou como tirantes - são uma dos meios de ligação reconhecidos pela NBR 8800.

Entre os materiais especificados por esta norma, para uso como parafusos e barras
redondas rosqueadas, são elI?-pregados neste texto, apenas aquelas relacionados na Tabela
1Ll.

Tabela 11.1- Parafusos e Barras Redondas Rosqueadas


Material Diâmetro do fy tu Tipo

:tv1Pa MPa

A 307 (1) 1/2" <: do <4" - 415 C

Parafusos A 325 (2) l/2


ft
<: d"j, <I" 635 825 C,T

1" < dlJ ~1 lfZr, 560 725

Barras MR250 db ~ lOOm.m 250 400 C

Notas:

1 - Parafusos comuns, conforme especificação ASTM.

2 - Parafusos de alta resIstência, conforme especificação ASTM. Disponiveis também

com resistência ~ corrosão equivalente ao aço AR-COR-345.


3 - C ~ Carbono; T ~ Temperado.

11.2- Transmissão de esforços.


A transmissão de esforços em ligações pa~afusadas ocorre segun~o os comportamentos
.descritos a seguir.

11.2.1- Corte e Contato.

82
o comportamento de uma ligação por corte e contato ocorre quando a direção da força é
perpendicular ao eixo do parafuso, e está indicado na Figura 11.1.
A força P é transferida de uma chapa para a outra, através do corte do corpo do parafuso,
como ilustra os diagramas de corpo livre na figura. Entretanto, para que este corte ocorra, é

necessário que haja pressão de contato entre a superfície lateral do parafuso e a parede do
furo, em ambas as chapas.

Nas ligações por corte e contato, a força P é considerada igualmente distribuída por todos

os parafusos da ligação.

11.2.2 - Atrito.
A Figura 11.2 representa uma ligação semelhante à anterior, executada com o emprego de

parafusos de alta resistência, protendidos com uma carga rã, cujo valor é dado pela Tabela
11.2.

Tabela 11.2
Força Mínima (kN) de Protensão para Parafusos de Alta Resistência ASTM A325
1/2 5/8 3/4 7/8 1 1 1/4 1 1/2

53 85 125 173 227 317 460

Entretanto, o comportamento dos parafusos se altera uma vez que não ocorre maIS o

contato de suas superfícies laterais com as das paredes dos furos.

A força P é transmitida de uma chapa para a outra através da força de atrito, f.L rã, onde 11 é
o coeficiente de atrito entre as duas chapas.
A força de atrito surge a partir da pressão entre as chapas que, por sua vez, é consequência

da força de pro tensão, conforme ilustrado pelos diagramas de corpo livre da Figura 11.2.

Em ligações por atrito, a força P também é considerada igualmente distribuída por todos os

parafusos da ligação.

11.2.3 - Tração.
O parafuso trabalha a tração quando a direção da força é paralela ao eixo do parafuso, e

está indicado na Figura 11.3.


N o cálculo da força de tração solicitante de cálculo, deve-se levar em conta o efeito de

alavanca, causado pelas deformações das peças ligadas, conforme se mostra na Figura
11.4.

83
Na ausência de uma análise mais rigorosa, supõe-se que o efeito de alavanca tenha sido

adequadamente considerado se for atendida pelo menos uma das exigências a seguir:
a - Se, na determinação das espessuras das partes ligadas, for empregado o momento

resistente plástico, M Rd ;;;:: Z f,., onde Z :;;;:;p t2/4, e a força de tração resistente de cálculo

dos parafusos for reduzida em 33%;

b - Se, na determinação das espessuras das partes ligadas, for empregado o momento

resistente elástico, MRd = 1'Vfy onde W = pt2 /6, e a força de tração resistente de

cálculo dos parafusos for reduzida em 25%.

Além disso, a distância, Cl, do centro do parafuso à borda livre, paralela ao alinhamento dos

parafusos, não pode ser inferior à distância, b, do centro do parafuso à nervura interna.

Ao determinar as espessuras das chapas das partes ligadas, o momento solicitante de

cálculo vale MSd = FrSd bonde Fr'sd é a força solicitante por parafuso.

Na avaliação do dos momentos resistentes de cálculo - plástico ou elástico - P é a largura de

influência por parafuso e medida paralelamente ao alinhamento dos parafusos, e .obtida

como se indica a seguir:

• Se o parafuso está em posição extrema no alinhamento de parafusos:

p = X +Y ~ X = min [e2j b + d'lJ/2] ~ y = rnin[e1/2 j b + d},/2];


• Se o parafuso está em posição intermediária no alinhamento de parafusos:

p = 2y

Nas últimas expressões: e1 é a distância entre centros de parafusos intermediários e ez é a

distância do parafuso extremo à borda, na direção do alinhamento dos parafusos.

11.2.4- Tração e corte.


Ligações semelhantes a indicada na Figura 11.5 têm os parafusos solicitados

simultaneamente por tração e corte. A força P, centrada na ligação parafusada, é

decomposta em suas componentes horizontal H, que causa tração nos parafusos, e vertical
V, que provoca corte.

11.2.5- Cisalhamento excêntrico.


A Figura 11.6.a mostra uma ligação na qual se aplica uma força, P, no plano de corte de um

conjunto de parafusos, mas sua direção não passa pelo centroide deste conjunto.
Neste caso, os parafusos devem resistir a dois efeitos:

1 - Ao corte provocado pela força suposta centrada - Figura 11.6.b;

2 - Ao momento causado pela excentricidade - Figura 11.6.c.

84
N este texto, este tipo de ligação é estudado por um procedimento conhecido como de

análise elástica cujas etapas são apresentadas a seguir.

Efeito da 1-'oJ}a Centrada.

Como a força, P, é distribuída igualmente por todos os parafusos e se n é o número de

parafusos da ligação, a força por parafuso - com a mesma direção e sentido da força P

aplicada - é dada por Po = P In.


Para efeito de estudo, a força, Po, pode ser substituída por suas componentes H e V ,

paralelas respectivamente aos eixos cartesianos x e y - Figura 11.6.d.

Efeito do Momento da Excentricidade.

Na análise elástica, supõe-se que a força, F, causada em cada parafuso, pelo momento da

excentricidade, é defmida pelas seguintes condições:

1 - Sua direção ~ perpendicular ao raio vetor, r, que liga o centro do parafuso ao centroide

da ligação -Figura 11.6.e.

2 - Sua intensidade é proporcional ao comprimento deste raio vetor, isto é,

F = k r, sendo k um coeficiente de proporcionalidade.

Do equilibrio de momentos: M = LF r = L(k r) r = L k r2 = k L r2


~1as, de acordo com a Figura 11.6.e, pode-se escrever para cada parafuso:

Levando esta última expressão na equação de equihbrio de momentos:

lf[
que fornece: k = T .'". T "
~x~+ ~:)'M
(11.2.a)

Na Figura 11.6.e, a semelhança entre o triângulo formado pelas coordenadas x, y e pelo

raio vetor r com o triângulo formado pela força F e suas componentes FJl e Fv permite
escrever

!:.. = FR = Fy
r y :z

E fmalmente da proporcionalidade entre F e r vem:

FÊ=kye fi,=kx (11.2b)


ESfOt"fOS .[<""inaiJ

A Figura 11.6.f mostra a soma das componentes de mesma direção obtidas anteriormente e

fazendo a sua composição vetorial, obtem-se sua resultánte dada por

(11.2.c)

85
11.3- Áreas de cálculo.

Usando db, como o diâmetro nominal do parafuso, e t, como a espessura da parte


considerada na ligação, defmem-se:
a - a área efetiva de cálculo para corte por:

Ao = 1r d~/ 4 (11.3.a)
b - a área efetiva de cálculo para tração por:

Abt1 = OJ5 Ab (lL3.b)


c - a área efetiva de cálculo para pressão de contato, nas paredes do furo, por:

Apc = t do (11.3 . c)

11.4- Resistências de cálculo.

11.4.1- Força resistente de cálculo a tração.


A força resistente de cálculo a tração pelo escoamento da seção bruta é dada pela expressão

(4.1), enquanto a força resistente de cálculo a tração pela ruptura da seção efetiva na parte
rosqueada é dada pela expressão:

Fe,Rd = AOt1 fub/Ya2 = AOt1 fuo/1 35


J (11.4. a)

fuo é fornecida pela Tabela 11.1.

11.4.2- Força resistente de cálculo ao corte.


A força resistente de cálculo ao corte, por plano de corte, é igual a:

a - Para parafusos de alta resistência e barras redondas rosqueadas, quando o plano de


corte não passa pela rosca:

Fv,Rd = OJ5 Ao fuo/Ya2 = 0,5 Ao fuo/1,35 (11.4. b)

b - Para parafusos de alta resistência e barras redondas rosqueadas, quando o plano de

corte passa pela rosca, e para parafusos comuns, em qualquer posição do plano de corte:

(11.4. c)

11.4.3- Força resistente de pressão de contato.


N este texto, são adotados apenas furos padrão e supõe-se que a deformação do furo para

cargas de serviço é uma limitação de projeto. Nesse caso, força resistente de cálculo a
pressão de contato nas paredes dos furos é dada por:

a - se lf S; 2 do Fcj(d = 1,2 II t fU/YfZ2 = 1,2 f.1 t fu/1,35 (11.4. d)

86
b - se -f{ >. 2 db (11.4. e)

f, f é a distância, medida na direção da força, entre as bordas de dois furos adjacentes para

furos no interior da ligação, ou, a distância da borda de um furo à borda livre da ligação,

para furos nas extremidades da ligação.


A força resistente total é igual à soma das forças resistentes calculadas para todos os furos.

11.4.4 - Resistência para combinação de tração e corte.


Quando tração e corte atuam simultaneamente, a condição de segurança é dada pela

expressa0:

[F'.Sd]2 + [Fv ..Sd]2 :::; 1 (11.4.1)


Fe.Rd. Fv.Rd
Ft:,sd e FI.<'Sd, são, respectivamente, a força solicitante de tração de cálculo e a força

solicitante de corte de cálculo, no plano de corte em estudo.

Ft:/Rd e Fp ..Rd, são as resistências correspondentes dadas por (ll.4.a) e por (11,4,b) ou

(ll.4.c).

11.4.5 - Força resistente de parafusos de alta resistência em ligações por atrito.


N este texto, são adotados apenas furos padrão; desta forma, nas ligações por atrito, o

deslizamento é um estado limite de serviço. Assim sendo, a força resistente nominal de um

parafuso ao deslizamento não pode ser inferior à força cortante solicitante característica,

calculada por combinações raras de serviço (Ver Item 2.5.3 deste texto), ou,

simplificadamente, tomada como 70% da força cortante solicitante de cálculo.

A força resistente nominal de um parafuso ao deslizamento é dada por:

(11.4.0)

j1: coeficiente médio de atrito;

J1. = O}35, para:

• superfícies classe A: superfícies laminadas, limpas, isentas de óleos ou graxas, sem pintura;

• superfícies classe C: superfícies galvanizadas a quente com rugosidade aumentada através

de escova manual de aço;

p. = 0,50, para superfícies classe B: superfícies jateadas sem pintura;

J1. = 0,20, para superfícies galvanizadas a quente.

C,,-: fator de furo, igual a 1 para furo padrão.


FTb: Força de pro tensão mínima por parafuso (Ver Tabela 11.2).

87
nó1: número de planos de deslizamento.

Fr:,5k: força solicitante característica de tração no parafuso ,que reduz a força de protensão;

calculada por combinações raras de serviço (Ver Item 2.5.3 deste texto), ou,

simplificadamente, ,tomada como 70% da força solicitante de tração de cálculo.

11.4.6- Pega longa.


Defrne-se pega de uma ligação, à soma das espessuras das peças ligadas.

Exceto no caso de parafusos de alta resistência montados com protensão inicial, se a pega

ultrapassar o limite de cinco vezes o diâmetro do parafuso, di)' a quantidade necessária de


parafusos deve ser aumentada em 1% para cada 1,5mm adicionais além deste valor limite.

Desta forma, sendo p o valor da pega em mm, e l:J. -1'1, o aumento percentual da quantidade

de parafusos é dado por ~ n = CP - 5 db)/l,5

11.4.6- Ligações de grande comprimento.


Nas ligações por contato, em emendas de barras tracionadas com comprimento superior a

1270mm, na direção da força aplicada, as forças solicitantes de cálculo, tanto ao corte,

F'J.,'Sd. quanto à pressão de contato, Fc'Sd' devem ser multiplicadas pqr 1,25 para levar em
conta a distribuição não uniforme da força aplicada pelos parafusos.

OBSERVAÇÃO - A obtenção das resistências de cálculo dos parafusos é trabalhosa. Com

• a frnalidade de simplificar, foi criado o Anexo III com tabelas auxiliares de cálculo. Este

anexo inclui também tabelas para a determinação das distâncias construtivas mínimas.

11.5- Elementos de ligação.


Na análise de ligações parafusadas (ou soldadas abordadas no Capítulo 12), elementos de

ligação, tais como, enrijecedores, chapas de ligação, cantoneiras, consolos e as demais peças

afetadas localmente pela ligação, devem ser verificadas segundo os critérios expostos a
segu1r.

11.5.1- Elementos tracionados.


A força resistente de cálculo para os elementos tracionados de ligação é o menor dos dois
valores indicados a seguir:

a - para o estado limite último de escoamento:

(11.5.1)

88
b - para o estado limite último de ruptura:

(11.5.2)
A 6 é a área líquida efetiva defmida no Item 4.3.3. Para chapas de emendas parafusadas,

deve-se verificar também: AtJ = An S 0_,85 Ag

11.5.2- Elementos comprimidos.


A força resistente de cálculo para os elementos comprimidos de ligação e dada pelos

valores indicados a seguir:

a - para o estado limite último de escoamento, aplicável quando K L/r < 25:
(11.5.3)

b - para o estado limite último de flambagem, aplicável quando K LI r > 25, usar o

exposto no Item 5.2.

11.5.3- Elementos submetidos a corte.


A força resistente de cálculo para os elementos de ligação submetidos a corte é _o menor

dos dois valores indicados a seguir:

a - para o estado limite último de escoamento:

~Rd = 0)6 Ag f:,;lra.l = O}6 Ag J;,/1}10 (11.5.4)

b - para o estado limite último de ruptura:

(11.5.5J

A_nl-' é a área líquida submetida a corte.

11.5.4- Colapso por rasgamento.


Alguns tipos de ligações, como os indicados na Figura(?), podem apresentar a possibilidade

de colapso por rasgamento ao longo de seções críticas.


N estas ligações, a força resistente de cálculo é dada pela soma das forças resistentes de
cálculo ao corte de uma ou mais linhas de ruptura com a força resistente de cálculo a tração

em linhas de ruptura perpendiculares às anteriores. Na Figura (?), as linhas de ruptura por

corte estão indicadas por, Av, e as linhas de ruptura por tração por, At.
Este estado limite deve ser verificado junto a ligações em extremidades de vigas com a

mesa recortada para encaLxe e em situações similares, tais como em barras tracionadas e em

chapas de nó (Ver alguma situações típicas na Figura(?)).

A força resistente de cálculo ao colapso por rasgamento é dada por:

89
Anv: área liquida submetida a corte;

Agv: área bruta submetida a corte;

Ant: área liquida submetida a tração;

Cts = 1,0, quando a tensão de tração na área liquida é uniforme (Ver Figura (?));

Cts = 0,5, quando a tensão de tração na área liquida não é uniforme (Ver Figura (?).

11.6 - Disposições construtivas.

11.6.1- Espaçamento mínimo entre furos.

Os espaçamentos mínimos entre furos estão indicados no Anexo IlI.

11.6.2 - Espaçamento máximo entre parafusos.

O espaçamento entre parafusos que liga uma chapa a um perfil ou a outra chapa, em contato
contínuo deve atendera às condições:

a - não pode ultrapassar 24 vezes a espessura da parte ligada menos espessa nem 300mm, em

elementos pintados ou não sujeitos a corrosão;

b - não pode ultrapassar 18 vezes a espessura da parte ligada menos espessa nem 180mm, em

elementos sujeitos a corrosão, executados com aços resistentes a corrosão.

11.6.3 - Distância mínima de um furo às bordas.

As distâncias mínimas de um furo às bordas estão indicadas no Anexo IIl.

11.6.43 - Distância mínima de um parafuso às bordas.

Para qualquer borda de uma parte ligada, a distância do centro do parafuso mais próximo até essa

borda não pode ultrapassar 12 vezes a espessura da parte ligada nem 150mm.

90
12
SOLDA

12.1 - Processos de soldagem.


A solda é um meio de ligação que produz a aglutinação de materiais, aquecendo-os a

temperaturas adequadas, com uso eventual de pressão e de materiais consumíveis.

Os processos de soldagem estrutural são conhecidos desde 1880, mas apenas entre 1930 e

1950, a sua tecnologia atingiu o nível que permite o atual emprego na construção.

Entre os diversos processos de soldagem industrial conhecidos atualmente, podem ser

destacados quatro de maIor emprego na fabricação das estruturas de aço e que sao

comentados a seguir.

12.1.1- Eletrodo revestido.

Este processo, representado pela sigla SMAW (do inglês 5hielded Metal Are Welding),

comumente chamado de soldagem manual com eletrodo de vareta, é o mais antigo, simples

e versátil entre todos.


O arco elétrico (Ver Figura 12.1), produzido entre o eletrodo e o metal base, provoca a

fusão do eletrodo e do metal base, enquanto a escória sobrenada.


O revestimento do eletrodo, ao ser consumido, cria gases de proteção em torno do metal

fundido. Após o resfriamento, a escória é retirada e o metal solidificado faz a união entre as

duas peças.
Estas etapas, com pequenas alterações, podem descrever os outros três processos de

soldagem comentados a seguir.

12.1.2 - Arco submerso.


Representado pela sigla SAW (do inglês 5ubmergedAre Welding), é um processo automático

ou semiautomático, no qual o arame do eletrodo é consumido por um arco elétrico sempre

submerso por um material granular.

Este material granular, denominado fluxo, desempenha funções equivalentes as do

revestimento do eletrodo no processo anterior (Ver Figura 12.1).

91
12.1.3- Arco com proteção gasosa.
Representado pela sigla GMA W (do inglês Cas Metal Are We!dini), é também um processo
automático ou semiautomático, no qual o arame do eletrodo é consumido por um arco

elétrico protegido por um gás ou uma mistura gasosa (Ver Figura 12.1).

O gás de proteção tem a múltipla função de controlar o arco, as características de

transferência de metal e de influenciar na penetração, na velocidade de soldagem, na largura


de fusão e na forma da região soldada.

12.1.4- Eletrodo tubular.


Representado pela sigla FCA W (do inglês .f"tlX Cored Are Weldini), é outro processo
automático ou semiautomático, no qual o arame do eletrodo é tubular, contendo o fluxo

(semelhante ao do SAW) no seu interior (Ver Figura 12.1). Ocasionalmente é


comercializado em sistemas mistos com o GMA W.

12.2- Tipos de junta.


Na soldagem estrutural, denomina-se junta à posição relativa das peças a serem ligadas. O

código da AWS (American Welding Soàery) reconhece os cinco tipos de junta esquematizados

no quadro da Figura 12.2. Neste quadro, a letra dentro de um triângulo é a identificação da


junta segundo o mesmo código.

12.3- Tipos de solda.


Na soldagem estrutural, denomina-se solda ao preparo, que se faz na junta, para garantir a

boa execução da soldagem. Os tipos de solda mais usados estão esquematizados no quadro

da Figura 12.3. Neste quadro, o número entro de um triângulo é a identificação do tipo de


solda segundo o código AWS.

12.4- Simbologia de solda.


Ao realizar um projeto, o engenheiro projetista defme uma ligação soldada e precisa passar

esta informação ao pessoal de produção sem deixar margem para dúvidas. Por outro lado,

o pessoal de produção, ao receber os desenhos de projeto, devem interpretar as


informações recebidas, sem ter qualquer tipo de dúvida.

Para isto, usa-se uma simbologia de soldagem, que garanta esta troca de informações entre

projeto e produção, sem prejuízo para a execução da estrutura. No Brasil adota-se a

92
simbologia AWS. A Figura 12.4. mostra os símbolos correspondentes as soldas mms

empregadas.

12.5 - Posições de soldagem.


A Figura 12.5 mostra as quatro posições básicas de soldagem na construção metálica.
Estas posições são usadas tanto na escolha dos eletrodos quanto na qualificação dos

soldadores. Na figura, a letra entre colchetes é a identificação da posição de soldagem

conforme o código A WS.

12.6 - Metal de solda compatível com o metal base.


Tabela 12.1

Eletrodos compatíveis com o aço 250, conforme o processo de soldagem

Processo de soldagem Especificação AWS Nomenclatura AWS

SIviAW A5.1 E60L,{

A5.5 E70L,{

SAW A5.17 F6X-EL"'\:X

A5.23 F7X-EXXX

GIvIAW A5.18 ER70-X

FC1-1W A5.20 E6XT-X

E7XT-X

Tabela 12.2

Eletrodos compatíveis com o aço 350, conforme o processo de soldagem

Processo de soldagem Especificação AWS Nomenclatura A WS

SIvIAW A5.1 E70XX

A5.5

SAW A5.17 F7X-EXXX

A5.23

GIvIAW A5.18 ER70-X

FCIvfW A5.20 E7XT-X

Nota - Podem ser necessários processos e materiais especiais de soldagem (por exemplo,

eletrodos de baixa liga E80XX) para atender a características de resistência atmosférica.

o metal de solda (o eletrodo) a ser usado na soldagem de uma junta, deve ser compatível

com o metal base (o aço). Em outras palavras, o eletrodo deve ter propriedades

93
equivalentes às do aço. As Tabelas 12.1 e 12.2 relacionam, respectivamente, os eletrodos

compatíveis com os aços 250 e 350, e para os diversos processos de soldagem.

12.7 - Soldas de filete.

A seção transversal típica de uma solda de filete é um triângulo retângulo isósceles como se

mostra na Figura 12.6; porém razões de projeto podem exigir lados desiguais. Os itens que
se seguem conceituam os principais elementos das soldas de filete.

12.7.1 - Face de fusão.

São as faces de comuns entre o metal de solda e o metal base.

12.7.2 - Raiz.

É a interseção das faces de fusão.

12.7.3 - Dimensão do filete.

É o menor dos dois catetos do maior triângulo retângulo inscrito na seção transversal da
solda. Estes catetos correspondem às faces de fusão.

A dimensão do filete especifica também a medida nominal da solda de filete. As Tabelas

12.3 e 12.4 mostram, respectivamente, as dimensões mínima e máxima para soldas de filete.

Tabela 12.3

Dimensão mínima D em função da maior espessura Í do metal base

t (mm) D (mm)
t ::; 6,3 3

6,3 <t ::; 12,5 5

12,5 < t ::; 19,0 6

t > 19,0 8

Tabela 12.4

Dimensão máxima D em função da menor espessura Í do metal base

t (mm) D (mm)
t < 6,3 t
t ~ 6,3 t - 1,5 ou t Ca)
Ca) Se for indicado reforço durante sua execução para obter a garganta desejada ..

94
12.7.4 - Garganta efetiva.

É a menor distância da raiz à face plana da solda.


Apesar de indesejável, a face da solda de filete sempre se apresenta côncava ou convexa.
Portanto a face plana teórica fica definida pela hipotenusa do maior triângulo retângulo
inscrito na seção transversal da solda.

Quando os catetos deste triângulo forem iguais, seu valor é dado por: a == D j..J2

Quando a solda de filete é executada pelo processo de arco submerso, o valor da garganta

pode ser aumentado conforme a Tabela 12.5.


Tabela 12.5

Garganta efetiva da solda de filete executada pelo processo SAW

D (mm) a (mm)
D :::;10 D

D > 10 D+3

12.7.5 - Comprimento efetivo, L.

É o comprimento total do filete de seção transversal uniforme, incluindo o retorno nas

extremidades. O comprimento efetivo minimo é dado pela Tabela 12.6.

Tabela 12.6

Comprimento efetivo mínimo

D (mm) L

D :::; 10 40
D > 10 4D

Os comprimentos minimos da Tabela 12.6 aplicam-se também às soldas intermitentes de

filete. Estas soldas são usadas para ligar elementos de barras compostas e para transmitir

esforços inferiores à resistência de uma solda contínua com a menor dimensão permitida.

Em ligações extremas de barras chatas tracionadas, se são usadas apenas soldas

longitudinais de filete, o comprimento minimo de cada filete deve ser igual à distância

transversal entre eles. Por outro lado, o valor máximo desta distância é de 200mm, a menos

que o projeto indique medidas para evitar o excesso de flexão transversal na ligação.

Em ligações por superposição, se t é a menor espessura das partes ligadas e L e o

recobrimento minimo, deve-se atender simultaneamente a: L 2: S t 2: 2S

95
12.7.6 - Área efetiva de solda.
É o produto da garganta efetiva pelo comprimento efetivo, isto é:

A=aL=LD/Vi
12.7.7 - Área da face de fusão.
É o produto da dimensão do filete pelo comprimento efetivo, isto é:

AMB = LD = A..J2

12.8 - Soldas de entalhe.


A solda de entalhe pode ser de penetração total, quando executada em toda espessura do

material, ou de penetração parcial, quando executada em parte da espessura sendo, então


vedado o seu uso em emendas com tensão de tração, isto é, em barras tracionadas ou

fletidas. Os parâmetros das soldas de entalhe são conceituados nos itens que se seguem.

12.8.1- Ângulo do entalhe.


Está identificado pelo ângulo a da Figura 12.7.

12.8.2 - Abertura da raiz.


Está identificada pela cota r da Figura 12.7.

12.8.3 - Altura do entalhe.


Está identificada pela cota d da Figura 12.7.

12.8.4 - Face da raiz.


Está identificada pela cota f da Figura 12.7.

12.8.5 - Comprimento efetivo L.


É igual à largura da peça ligada pela solda de entalhe.

12.8.6 - Garganta efetiva u.


Para a solda de penetração total é a menor espessura das peças ligadas.

Para solda de penetração parcial é dada pela Tabela 12.7 que é válida para todos os
processos e posições de soldagem. A garganta efetiva mínima das soldas de entalhe de
penetração parcial é dada pela Tabela 12.8.

96
Tabela 12.7
Garganta efetiva da solda de entalhe de penetração parcial
Processo Posição Tipo Espessura da

de de de garganta efetiva

soldagem soldagem chanfro (mm)

S1\iAW Todas V com a = 60°


GMAW-FCAW Todas a=d
SAW F V ou bisei com = 60°
GMAW-FCAW F-H Bisei com a = 45°
SJviAW Todas Bisei com a = 45° a=d-3
GMAW-FCAW V-OH Bisei com a = 45°

Tabela 12.8
Garganta efetiva mínima da solda de entalhe de penetração parcial em função da
maior espessura t do metal base
t (mm) a (mm)
t ~ 6,3 3

6,3 < t ~ 12,5 5

12,5 < t ~ 19,0 6

19,0 < t ~ 37,5 8

37,5 < t ~ 57,0 10

57,0 < t ~ 152 13

t > 152 16

12.8.7- Área efetiva da solda.


É o produto da garganta efetiva pelo comprimento efetivo: A = aL

12.9 - Forças resistentes de cálculo.


As forças resistentes de cálculo, Fw,Rd ,defmidas a seguir, se aplicam a soldas executadas

com o metal de solda compatível com o metal base e sob tensões uniformes.

Soldas submetidas a tensões não uniformes devem ser calculadas com base em

comprimento efetivo unitário.


Os termos usados neste item, e ainda não defmidos, têm os seguintes significados:

97
• Aw = área efetiva da solda;

• !w = resistência a tração do metal de solda, conforme Tabela 12.9.

• AMB = área do metal base, isto é, produto do comprimento efetivo da solda pela
espessura do metal base menos espesso.

12.9.1- Solda de entalhe de penetração total.

a- Tração ou compressão paralela ao eL"Xo


da solda: Não precisa ser considerado.
b -Tração ou compressão normal ao eL""Xo
da solda, no metal base:

FW,Rd == AMB !y/Yal == AMB !y/l,l (12.9. a)


c - Corte (soma vetorial) na seção efetiva, no metal base:

Fw,Rd == 0,60 AMB !y/Yal == 0,60 AMB !y/l,l (12.9. b)


O valor de AMB está defmido no Item 12.8.7.

12.9.2 - Solda de entalhe de penetração parcial.

a - Tracão ou compressão paralela ao eixo da solda: Não precisa ser considerado.

Soldas de filete e de penetração parcial, ligando mesas e almas de perfis soldados, podem

ser dimensionadas sem considerar as tensões de tração ou de compressão, paralelas ao eixo

da solda, e que existem nesses elementos dos perfis. Entretanto, devem ser consideradas as
tensões de corte, causadas por forças cortantes, e também efeitos locais.

b - T racão ou compressão normal ao eixo da solda, o menor de dois valores:

• no metal base: FW,Rd == AMB !y/Yal == AMB !y/l,l (12.9. c)

• no metal de solda: Fw,Rd == 0,60 Aw !W/Ywl (12.9. d)


YWl == 1,25, para combinações normais, especiais ou de construção;
YWl == 1,05, para combinações excepcionais.
c - Corte (soma vetorial) na secão efetiva:

• no metal base: deve atender ao exposto no Item 11.5;

• no metal de solda: FW,Rd == 0,60 Aw !W/YW2 (12.9. e)


Yw2 == 1,35, para combinações normais, especiais ou de construção;
Yw2 == 1,15, para combinações excepcionais.
O valor de AMB está defmido no Item 12.8.7.

12.9.3 - Solda de filete.

a - Tracão ou compressão paralela ao eL""Xo


da solda: Ver Item 12.9.2-a.

98
b - Corte na seção efetiva: a solicitação de cálculo é igual à resultante vetorial de todas as
forças na junta que produzem tensões normais ou de corte na superfície de contato das

peças ligadas. A força resistente de cálculo vale:


• no metal base: deve atender ao exposto no Item 11.5;

• no metal de solda: Fw,Rd == O}60 Aw fW/YW2 (12.9. f)

Yw2: defInido em 12.9.2-c.

12.10- Resistência a tração do metal de solda.


Para o estado limite de ruptura do metal de solda, devem ser usados os valores de

resistência a tração do eletrodo, fw, dados na Tabela 12.9.

Tabela 12.9
Eletrodo fw (MPa) fw(kN/cm2
E60L'=, F6X-EL~'=, E6XT-X 415 41,5

E70L'=, F7X-EL~~, ER70S-X, E7XT-X 485 48.5

12.11- Particularizações.
A obtenção das resistências de cálculo das soldas é trabalhosa. Com a fmalidade de

simplifIcar, foram criados o Anexo IV e o Anexo V, com tabelas auxiliares de cálculo,

respectivamente, para os aços 250 e 350.

12.12- Colapso por rasgamento.


Alguns tipos de ligações, como os indicados na Figura 12.8, podem apresentar a

possibilidade de colapso por rasgamento ao longo de seções críticas.


Nestas ligações, a força resistente de cálculo é dada pela soma das. forças resistentes de
cálculo ao corte de uma ou mais linhas de ruptura com a força resistente de cálculo a tração

em linhas de ruptura perpendiculares às anteriores. Na Figura (?), as linhas de ruptura por

corte estão indicadas por, Av, e as linhas de ruptura por tração por, At.

Este estado limite deve ser verificado junto a ligações em extremidades de vigas com a

mesa recortada para encaixe e em situações similares, tais como em barras tracionadas e em

chapas de nó (Ver alguma situações típicas na Figura(?)).


A força resistente de cálculo ao colapso por rasgamento é dada por:

Fr,Rd == [O}6 fuAnv + CtsfuAnt]/Ya2 ::; [O}6 fyAgv + CtsfuAnt]/Ya2 (12.9. g)

Anv: área líquida submetida a corte;


Agv: área bruta submetida a corte;

99
Ant: área líquida submetida a tração;

Cts = 1,0, quando a tensão de tração na área líquida é uniforme ry er Figura (?));
Cts = 0,5, quando a tensão de tração na área líquida não é uniforme ry er Figura (?).

12.13 - Cisalhamento excêntrico.

A Figura 12.9.a mostra uma ligação na qual se aplica uma força, P, no plano de uma solda

de filete, mas sua direção não passa pelo centroide da solda.


N este caso, a solda deve resistir a dois efeitos:

1 - Ao corte provocado pela força suposta centrada - Figura 12.9.b;


2 - Ao momento causado pela excentricidade - Figura 12.9.c.

A existência do momento causa na solda a tensões não uniformes e a solda deve, então, ser
calculada com base em comprimento efetivo unitário.

N este texto, este tipo de ligação é estudado por um procedimento conhecido como de

análise elástica cujas etapas são apresentadas a seguir.

Efeito da f'orça Centrada.

Considera-se a força, P, no centroide da solda (com a mesma direção e sentido da força

aplicada) e distribuída igualmente na área efetiva da solda, causando uma tensão uniforme:

ia = P/A
Para efeito de estudo, a tensão, ia, pode ser substituída por suas componentes ih e fv,
paralelas respectivamente aos eixos cartesianos X e y - Figura 12.9.d.

F-feito do Momento da Excentricidade.

Na análise elástica, supõe-se que a tensão, f, provocada pelo momento em um elemento da

solda de comprimento di, é definida pelas seguintes condições:

1 - Sua direção é perpendicular ao raio vetor, r, que liga o elemento da solda ao centroide
da ligação - Figura 12.9.e.

2 - Sua intensidade é proporcional ao comprimento deste raio vetor, isto é,

i = k r, sendo k um coeficiente de proporcionalidade.


Desta forma, sendo a, a garganta efetiva da solda, o valor da força no elemento e o seu
momento com relação ao centroide valem respectivamente:

dF =f a di e dM = r dF = k r2 a di

Então, da equação de equilibrio de momentos: M = fi dM = k a fi r2 di

100
~fas, de acordo com a Figura 12.9.e, pode-se escrever: r2 = x2 + y2
Levando esta última expressão na equação de equihbrio de momentos:

M =k ai (x2 + y2) di = k (a i x2 di + ai y2 di)

As integrais desta última expressão representam os momentos de inércia da solda em

relação aos eixos X e y, isto é: Ix = a fi y2 di e Iy = a fi x2 di

Ass~, a equação de momento se altera para: M = k (Ix + Iy)


M
que fornece: k = --
Ix+ I y
(12.9. h)

Na Figura 12.9.e, a semelhança entre o triângulo formado pelas coordenadas X, y e pelo


raio vetor r com o triângulo formado pela tensão f e suas componentes fx e fy permite

escrever
I Ix Iy
r y x

E finalmente da proporcionalidade entre f e r vem:


fx = k y e fy = k X (12.9. i)
Esforfos rznais
A Figura 12.9.f mostra a soma das componentes de mesma direção obtidas anteriormente e

fazendo a sua composição vetorial, obtém-se sua resultante' dada por

(12.9.j)

101
ANEXO III

Parafusos e Barras Rosqueadas

Resistências de Cálculo (kN)

Resistência a Tração
Material 1/2 5/8 3/4 7/8 1 1 1/4 1 1/2
A 325 58,2 90,8 131 178 232 319 459
A 307 29,3 45,7 65,7 89,5 117 183 263
250 28,2 49,0 63,3 86,2 113 176 253

Resistência ao Corte por Plano de Corte


Ivlaterial 1/2 5/8 3/4 7/8 1 1 1/4 1 1/2
A 325N 31,0 48,4 69,7 94,8 124 170 245
A 325X 38,8 60,5 87,1 119 155 213 306
A 307 15,6 24,3 35,0 47,7- 62,3 97,4 140
250N 15,1 23,5 33,8 46,0 60,1 93,9 135
250X 18,8 29,3 42,2 57,5 75,1 117 169
N = corte na rosca; X = corte fora da rosca.

Resistência a Pressão de Contato em Chapa de 10 mm de Aço 250

Distância s Entre Furos Padrão


s 1/2 5/8 3/4 7/8 1 1 1/4 1 1/2
3,00 db 90,3 113 135 158 181 226 271
2,70 db 74,0 98,1 123 147 171 202 233

Distância e Entre Furos Padrão


e 1/2 5/8 3/4 7/8 1 1 1/4 1 1/2
1,75 db 63,6 75,7 87,8 99,9 112 154 178
1,25 db 45,9 58,0 70,0 82,1 94,6 101 107

NOTA - As resistências constantes das duas tabelas anteriores são válidas para aço 250.
Para seu uso para aço 350, os valores constantes nessas tabelas devem ser multiplicados
pela relação 485/400.

Resistência Máxima ao Deslizamento por Plano de Deslizamento


Furo Padrão e Superfícies A ou C
Estado Limite 1/2 5/8 3/4 7/8 1 1 1/4 1 1/2
E.L.D. 17,5 28,0 41,2 57,0 74,8 104 152
E.L.S. 14,8 23,8 35,0 48,4 63,6 88,8 129
Área Nominal
Distâncias Mínimas entre Centros e de Centro a Borda
db (") 1/2 5/8 3/4 7/8 1 1 1/4 1 1/2 Notas
2 1,27 1,98 2,85 3,88 5,07 7,92 11,4
Ah (cm )
s 40 50 60 70 80 100 120 (3)
(1) 35 45 55 65 75 90 105 (4)
e 25 30 35 40 45 60 70 (5)
(2) 20 25 30 35 40 45 50 (6)
(1) s = Distância llÚnima (mm) entre centros de dois furos padrão adjacentes na direção da força.
(2) e = Distância mínima (mm) de centro de um furo padrão a borda na direção da força.
(3) Distância mínima preferencial: obtida a partir do arredondamento de 3,00 db.
(4) Distância llÚnima absoluta.: obtida a partir do arredondamento de 2,70 db.
(5) Distância mínima quando o corte da borda é feito por serra ou tesoura: obtida a partir do
arredondamento de 1,75 db.
(6) Distância llÚnima quando a borda é natural de laminação ou quando é proveniente de oxicorte:
obtida a partir do arredondamento de 1,25 db.

11
ANEXO I

1.1- Introdução.

Este anexo particulariza diversas fórmulas do texto para o aço Classe 250. São apresentadas

também várias tabelas geradas a partir de fórmulas da norma brasileira com a finali'dade de facilitar

a solução de problemas evitando cálculos complexos.

1.2- Barras axialmente comprimidas.

1.2.1- Elementos AL.


As Expressões 5.2 geram as Expressões 1.1:

• se A:=S;Ap •••••••••.•••••••••• Q.I. = 1,00 (f.1.a)

. A
• se Ap <A:=s;Ar Q. =A-- (f.1.b)
.1B'
. Cf
• se A>A,. Q.I. = A2 (f.1.e)

A Tabela 5.1 gera a Tabela 1.2.1.

Tabela 1.2.1 - Aço Classe 250 - Parâmetros para o cálculo do coeficiente Q.\.
Grupo
Âp Ar A B' C'
3 12,7 25,7 1,34 37,2 424
4 15,8 29,1 1,415 38,2 552
5 18,1 33,1 1,415 43,5 720
6 21,2 29,1 1,908 23,2 552

1.2.2- Element.os AA.-


A Tabela 5.2 gera a Tabela 1.2.2.

Tabela 1.2.2 - Aço Classe 250 - Parâmetro Ap


Grupo
Âp
1 39,6
2 42,1

As Expressões 5.4 geram as Expressões 1.2:

bei
• se A:=S;Â p •••••••••.••••••••••••• - =A (f.2.a)
I

I
- em mesas ou almas de perfis :bul~4S(tangu~a~e~1- J
-!L= V2 1 ~ (I.2.b)
t P: Àj;?
- outros elementos AA
,~L~2.

#/J (I.2.c)

Os valores de (j* são os mesmos da Tabela L2.3.

1.2.3 - Resistências de cálculo.

As Expressões S.1.a e S.1.b geram a Tabela L2.3, que apresenta a resistência por unidade de área da

seção transversal, em kN / cm2 , e para seções onde Q = 1,00 ,isto é,

Se Q<l,OO, as notas da Tabela L2.3 indicam a forma de correção.

11
Tabela 1.2.3

Aço Classe Resistência unitária de cálculo Nc,Rd / Ag (kN / cm2 ) Q=l,OO


250

kL/r O 1 2 3 4 5 6 7 8 9

O 22,7 22,7 22,7 22,7 22,7 22,7 22,7 22,7 22,7 22,6

10 22,6 22,6 22,6 22,5 22,5 22,5 22,4 22,4 22,3 22,3.

20 22,3 22,2 22,2 22,1 22,0 22,0 21,9 21,9 21,8 21,7

30 21,7 21,6 21,5 21,5 21,4 21,3 21,2 21,1 21,1 21,0

40 20,9 20,8 20,7 20,6 20,5 20,4 20,3 20,2 20,1 20,0

50 19,9 19,8 19,7 19,6 19,5 19,4 19,2 19,1 19,0 18,9

60 18,8 18,7 18,5 18,4 18,3 18,2 18,0 17,9 17,8 17,7

70 17,5 17,4 17,3 17,1 17,0 16,9 16,7 16,6 16,5 16,3

80 16,2 16,1 15,9 15,8 15,6 15,5 15,4 15,2 15,1 14,9

90 14,8 14,7 14,5 14,4 14,2 14,1 13,9 . 13,8 13,7 13,5

100 1-3,4 13,2 13,1 13,0 12,8 12,7 12,5 12,4 12,2 12,1

110 12,0 11,8 11,7 11,5 11,4 11,3 11,1 11,0


.,
10,9 10,7

120 10,6 10,5 10,3 10,2 10,1 9,93 9,80 9,67 9,54 9,41

130 9,28 9,15 9,02 8,90 8,76 8,64 8,51 8,38 8,26 8,15

140 8,03 7,92 7,80 7,70 '7,59 7,49 7,38 7,28 7,18 7,09

150 6,99 6,90 6,81 6,72 6,64 6,55 6,47 6,38 6,30 6,23

160 6,15 6,07 6,00 5,92 5,85 5,78 5,71 5,64 5,58 5,51

170 5,45 5,38 5,32 5,26 5,20 5,14 5,08 5,02 4,97 4,91

180 4,86 4,80 4,75 4,70 4,65 4,60 4,55 4,50 4,45 4,41

190 4,36 4,31 4,27 4,22 4,18 4,14 4,10 4,06 4,01 3,97

200 3,93

Notas:

a) Para perfis com Q<l,OO usar: ~ (k L/r)& ao invés de k L/r;

- (NC,Rd / Ag)Q ao invés de Nc,Rd / Ag ;


2
b) Para k L/r < 18 ~ Nc,Rd / Ag =22,7 kN/cm ;

c) Para ~ L/r> 200 ~ Nc,Rd / Ag não se define.

III
1.3 - Barras a flexão simples em torno do eixo de maior inércia.

Resistência ao momento fletof.

1.3.1 - Vigas não esbeltas.


A Tabela 6.1 gera a Tabela 1.3.1.
Aço Classe 250 Tabela 1.3.1 - Vigas não esbeltas.

Parâmetros para cálculo de M Rk .

Estado limite
Fl.,\ li!.M F!.'l'

Àp =106 Àp =10,7 Àp =49,8


(1) Ver Tabelas 1.3.2 a 1.3)';{' 8
Àr =161
Mr =25W.~ (2) Mr =17,5Wx (2) Mr =17,5Wx (2)
Ver Tabelas 1.3.2 a l.3,..ri 8
Ma não é definido para \"igas
(3)
não esbeltas

Nota 1 - Para perfis laminados Àr = 28,1 ;


para perfis soldados Àr = 32,1.)k: ~ kc como em 5.3.1.c.

Nota 2 -I':stas expressôes fornecem momentos em kN em.


Nota 3 - Para perfis laminados (2): M cr = 13800 Wx / À2 ;
2
para perfis soldados (2): M er = 18000 Wx k c/ À .

IV
1.3.2- Tabelas de dimensionamento.

As Tabelas 1.3.2 até 1.3.11 apresentam valores auxiliares para o cálculo de M R k e Ar para as vigas

não esbeltas em perfis de aço classe 250, fletidas em tomo do eixo de maior inércia.

Aço Classe 250 Tabela 1.3.2

Vigas não esbeltas

Valores auxiliares para o cálculo da resistência a flexão

Perfil I Mp' (kNm) Mrw (kNm) Mr (kNm) Jl k Ar

102 X 11,5 14,4 12,5 8,72 94,8 16,6 302

152 X 18,6 34,8 30,3 21,2 75,3 21,3 245

203 X 27,4 67,5 59,0 41,3 66,4 24,5 221

254 X 37,8 116,3 101,3 70,9 60,8 27,0 206

305 X 60,7 217,5 186,0 130,2 71,8 24,0 237

457 X 81,4 430,0 367,5 257,3 48,8 36,2 181

508 X 121 702,5 607,5 425,3 58,0 30,3 202


Nota:

a - Os \"alon:s de M rw são yálidos apenas parã (,'J.:\.

b - Os yalores de M r são yálidos apenas para FJ.1\1 e FI :1'.

Tabela 1.3.3

Aço Classe 250 Vigas não esbeltas

Valores auxiliares para o cálculo da resistência a flexão

Perfil C Mp' (kNm) Mni. (kNm) Mr (kNm) k


Jl Ar

76 X 6,10 5,35 4,50 3,15 116 13,4 367

102 X 8,04 9,30 7,90 5,53 92,7 17,3 296

152 X 12,2 21,1 18,0 12,6 68,5 23,9 227

20) X 17,1 39,3 33,3 23,3 58,0 28,9 200


254 X 22,8 65,0 55,3 38,7 51,1 33,2 184
305 X 30,8 104,3 88,0 61,6 49,5 37,3 184
Nota:

a - Os yalores de M I"}! , são \"álidos apenas para I'L\.

b - Os \"alores de Mr são yálidos apenas para 1'LI\[ e I']'T.


I

v
Tabela 1.3.4

Aço Classe Vigas não esbeltas


250 Valores auxiliares para o cálculo da resistência a flexão

Perfil VS Mpl (kNm) Mrw (kNm) Mr (kNm) J-1 k Ar


400 X 49 242,8 217,5 152,3 24,6 64,7 138

450 X 51 282,5 252,5 176,8 21,9 74,0 136

500 X 61 382,5 345,0 241,5 19,4 81,5 133

550 X 64 432,5 387,5 271,3 17,8 90,6 133

550 X 75 527,5 480,0 336,0 21,9 69,7 133

550 X 88 640,0 585,0 409,5 27,4 53,6 137

600 X 95 715,0 645,0 451,5 21,1 74,5 134

650 X 98 792,5 712,5 498,8 19,6 81,5 133

700 X 105 915,0 822,5 575,8 18,2 87,9 132

750 X 108 1000 895,0 626,5 17,1 95,1 133

800 X 111 1088 970,0 679,0 16,1 102 132

850 X 120 1258 1123 785,8 15,1 108 131

900 X 124 1353 1205 843,5 14,4 115 132

950 X 127 1453 1290 903,0 13,7 123 133

1000 X 140 1710 1528 1069 12,8 128 130

1100 X 159 2045 1790 1253 12,8 137 135

1100 X 180 2413 2148 1503 14,8 112 132

1200 X 200 2940 2628 1839 13,5 122 131

1300 X 237 3568 3100 2170 14,2 126 137

1400 X 260 4230 3690 2583 13,1 136 136

1500 X 270 4653 4035 2825 12,4 146 137


.

Notas:

a - Os yalares Ul: M rw são y:íliuos apenas para FL:\.

b - Os yalores Ul: Mr são y:íliuos apenas para FUvf c FLT.

VI
Tabela 1.3.5
Aço Classe Vigas não esbeltas
250 Valores auxiliares para o cálculo da resistência a flexão

Perfil CVS Mp' (kNm) Mrw (kNm) Mr (kNm) j.1 k Ar

300 X 47 177,5 158,3 110,8 35,0 45,2 151

300 X 55 212,0 191,8 134,2 33,8 44,8 147

300 X 66 262,5 238,5 167,0 41,6 34,9 159

350 X 73 327,5 292,5 204,8 37,8 40,6 154

350 X 87 395,0 355,0 248,5 46,1 32,1 169

400 X 87 447,5 405,0 283,5 32,5 46,6 145


400 X 103 540,0 492,5 344,8 39,6 36,8 155
450 X 116 657,5 587,5 411,3 38,3 40,8 156
450 X 130 747,5 670,0 469,0 43,6 34,9 165
500 X 134 847,5 762,5 533,8 34,1 45,4 149
500 X 150 967,5 872,5 610,8 38,7 38,8 155
500 X 180 1143 1020 714,0 47,4 32,4 173
550 X 184 1270 1138 796,3 37,9 41,2 155
600 X 190 1420 1268 887,3 35,1 45,1 151
600 X 210 1603 1438 1006 39,1 39,3 156
650 X 211 1723 1545 1082 32,0 48,9 146
Nota:

a - Os nlores de MJ1t' são "álidos apenas para '.'L,\.

b - Os "alores de Mr são "álidos apenas para "'LI\/ e FLT.

VII
Tabela 1.3.6

Aço Classe Vigas não esbeltas

250 Valores auxiliares para o cálculo da resistência a flexão

Perfil CS Mp! (kNm) Mrw (kNm) Mr (kNm) J.l k A.r

250 x 52 169,5 154,0 107,8 40,0 36,8 156

300 x 62 246,5 225,3 157,7 32,8 44,6 144

300 x 76 307,5 282,5 197,8 40,9 34,5 156

350 x 93 432,5 395,0 276,5 36,1 39,9 148

400 x 106 567,5 522,5 365,8 31,3 45,9 141

400 x 128 695,0 640,0 448,0 38,7 36,2 152

400 x 146 802,5 737,5 516,3 45,5 30,3 165

450 x 154 917,5 837,5 586,3 36,3 40,1 149

500 x 172 1140 1045 713,5 32,4 44,5 143

500 x 194 1310 1203 841,8 37,3 38,1 150

500 x 221 1500 1378 964,3 43,3 32,1 161

550 x 228 1650 1503 1052 36,0 40,6 149

600 x 250 1973 1800 1260 32,9 44,5 144

600 x 281 2250 2060 1442 37,3 38,5 150

650 x 305 2650 2435 1705 34,2 41,6 145

Nota:
a- o~\"alorc~ de M /w ~ão \'álido~ apena~ para Fl ".\.

b - O~ \"alores de Mr ~ão \"álido~ apcna~ para FLM e FLT.

VIII
Aço Classe Tabela 1.3.7
250 Vigas não esbeltas

Valores auxiliares para o cálculo da resistência a flexão

I Gerdau Mp' (kNm) Mrw (kNm) Mr (kNm) JL k íLr

W 150 x 13,0 25,8 22,9 16,0 42,0 11,8 137


W 200 x 15,0 36,3 31,8 22,2 32,3 51,6 150
W 250 x 17,9 51,8 44,8 31,3 28,3 63,3 149
W 310 x 21,0 71,8 61,0 42,7 25,8 72,9 149
W 310 x 23,8 82,0 70,0 49,0 28,8 64,3 151
\(' 310 x 28,3 101,8 87,8 61,4 33,4 52,9 154
W 310 x 32,7 120,0 103,8 72,6 38,6 45,1 161
W 360 x 32,9 135,5 118,5 83,0 28,3 60,5 146
W 360 x 39,0 165,5 145,0 101,5 33,5 50,2 152
W 410 x 38,8 182,5 158,5 111,0 26,3 66,9 145
W 410 x 46,1 221,3 193,3 135,3 30,8 55,4 149
W 460 x 52,0 272,5 235,8 165,0 28,0 63,0 147
W 460 x 60,0 320,0 280,0 196,0 31,9 53,6 150
W 530 x 66,0 390,0 335,0 234,5 27,4 67,0 149
W 530 x 74,0 452,5 387,5 271,3 30,9 58,4 152
W 530 x 85,0 525,0 452,5 316,8 34,9 50,5 156
W 530 x 92,0 590,0 517,5 362,3 32,5 51,9 151
W 530 x 101 655,0 575,0 402,5 35,3 47,1 154
W610xlOl 725,0 632,5 442,8 28,2 61,1 146
W610xl13 822,5 720,0 504,0 31,3 54,1 149
W 610 x 125 917,5 805,0 563,5 34,4 48,6 153
W 610 x 140 1038 907,5 635,3 38,6 43,5 160
W610x155 1183 1055 738,5 32,9 48,0 148
W 610 x 174 1340 1195 836,5 37,0 42,6 154
Nota:

a - Os valores de M rw são válidos apmas para FL:\.

b - Os valores de Mr são ,-álidos apenas para FLi\[ e FLT

IX
Aço Classe Tabela 1.3.8

250 Vigas não esbeltas

Valores auxiliares para o cálculo da resistência a flexão

H Gerdau Mpl (kNm) Mrw (kNm) Mr (kNm) J.L k Âr

W 150 x 22,5 44,0 39,8 27,8 48,8 30,5 175


W 150 x 29,8 61,0 54,8 38,3 63,4 23,1 211

W 150 x 37,1 77,5 68,5 48,0 78,1 19,0 252

W 200 x 35,9 94,0 85,0 59,5 52,4 27,8 182


W 200 x 41,7 111,5 99,8 69,8 61,1 24,0 205
W 200 x 46.1 123,0 111,3 77,9 56,1 25,6 191
W 200 x 52,0 142,5 128,0 89,6 64,3 22,3 213
W200 x 59,0 163,3 145,5 101,9 72,2 20,2 235

W 200 x 71,0 200,0 176,8 123,7 85,5 17,0 274

W 250 x 73,0 246,3 222,8 155,9 58,1 24,5 196

W 250 x 80,0 272,5 245,5 171,9 63,4 22,5 210

I lI> 310 x 79,0 302,5 272,5 190,8 47,5 34,2 175

I lI> 310 x 93,0 362,5 325,0 227,5 52,0 29,1 183

W 310 x 97,0 397,5 360,0 252,0 52,1 27,4 181

W 360 x 91,0 420,0 377,5 264,3 48,4 30,5 174

W 360 x 101 470,0 422,5 295,8 53,5 27,6 186

W 360 x 110 515,0 460,0 322,0 57,8 25,6 196

W 360 x 122 567,5 502,5 351,8 63,8 23,6 212

Nota:

a - Os "aIores de M rw são "álidos apenas para FLi\.


b - Os "aIores de M r são "á lidos apenas para FUvl e FLT

x
1.4 - Barras a flexão simples em torno do eixo de maior inércia.

Resistência a força cortante.

As Expressões 6.2.a e 6.2.c geram a Tabela 1.4.1, que apresenta a resistência por unidade de área da

alma, em kN / em2 .

Aço Tabela 1.4.1

Classe Resistência de cálculo ao cisalhamento por unidade de área da alma.

250 2
VRd / Aw (kN / em )

-
h a/h
tw 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1,0 1,2 1,4 1,6 1,8 2,0 2,5 3,0 >3,0

70
80 13,4 12,9 12,7 12,0

90 13,1 12,6 12,2 11,9 11,5 11,2 10,.:1-

100 12,5 11,8 11,3 11,0 10,5 9,73 9,32 8,39

110 13,1 12,3 11,4 10,5 9,64 9,07 8,67 8,04 7,70 6,93

120 12,8 12,0 11,3 9,87 8,80 8,10 7,62 7,28 6,76 6,47 5,8.3
130 12,9 11,8 11,0 9,93 8,41 7,50 6,90 6,50 6,20 5,76 5,52 4,96

140 13,3 12,0 11,0 9,56 8,56 7,25 6,46 5,95 5,60 5,35 4,96 4,76 4,28

150 12,4 11,2 9,55 8,33 7,46 6,32 5,63 5,18 4,88 4,66 4,32 4,14 3,73

160 13,4 11,7 9,96 8,40 7,32 6,55 5,55 4,95 4,56 4,29 4,10 3,80
.

170 12,6 11,0 8,83 7,44 6,49 5,81 4,92 4,38 4,04 3,80 3,63
180 11,9 9,78 7,87 6,63 5,79 5,18 4,39 3,91 3,60 3,39 3,24
190 11,3 8,78 7,07 5,95 5,19 4,65 3,94 3,51 3,23 3,04
200 10,5 7,92 6,38 5,37 4,69 4,19 3,55 3,17 2,92
220 8,67 6,55 5,27 4,44 3,87 .3,47 2,94 2,62
240 7,28 5,50 4,43 3,73 3,25 2,91
260 6,20 4,69 3,77 3,18 2,77 2,48
280 5,35 4,04 3,25 2,74
300 4,66 3,52 2,83
320 4,10 3,09
157 137 123 113 105 99,6 91,7 88,6 83,1 80,6 78,7 75,9 74,2 70,4
Âp

196 171 153 140 131 124 114 108 103 100 98,1 94,5 92,5 87,7
Â,.

Notas:

- para os campos em branco na parte superior da tabela: VRd / Aw = 13,6 kN / em 2 ;

- para os campos em branco na parte inferior da tabela: fora dos limites.

XI
1.5 - Barras a flexão simples em torno do eixo de menor inércia.

Resistência ao momento fletor.

1.5.1- Parâmetros.
A Tabela 7.1 gera a Tabela 1.5.1.
Aço Classe 250 Tabela 1.5.1 - Vigas não esbeltas.
Parâmetros para cálculo de M Rk .
Estado limite
1,'1••\ FI,M FLT

Âp =31,7 Âp =10,7
(1)
Âr =39,6 Não se aplica.

Mr =25W~r (2) Mr =17,5Wy (2)

Mcr não é definido para "igas


(3)
não esbeltas

Nota 1 - Para perfis larninados Âr = 28,1 ;


para perfis soldados Âr = 32,1.Jk: e kc como em 5.3.1.c.

Nota 2 -I':stas expn:ssões fornecem momentos em kN em .


2
Nota 3 - Para perfis laminados (2): M cr = 13 800 Wx / Â ;

2
p~ra perfis soldados (2): M cr = 18000 Wx k c/ Â .

1.5.2- Tabelas de dimensionamento.

As Tabelas 1.5.2 até 1.5.11 apresentam valores auxiliares para o cálculo de MRk e Âr para as Vigas

não esbeltas em perfis de aço classe 250 em torno do eixo de menor inércia.

XII
ANEXO II

I1.1- Introdução.

Este anexo particulariza diversas fórmulas do texto para o aço Classe 350. São apresentadas

também várias tabelas geradas a partir de fórmulas da norma brasileira com a finalidade de facilitar

a solução de problemas evitando cálculos complexos.

I1.2 - Barras axialmente comprimidas.

11.2.1- Elementos AL.


As Expressões 5.2 geram as Expressões 11.1:

• se  :S;/tp •...•••••••.••••.... Q.\. =1,00 (11.1.a)

/t
• se /tp <À :s;/t,. ........ Qs =A - B' (11.1.b)
}

C'
• se /t > /t,. ................. Qs = /t2 (11.1.c)

A Tabela 5.1 gera a Tabela 11.2.1.

T abe1a 11.2.1 - Aço Classe 350 - Parâmetros para o cálculo do coeficiente Q.\.
Crupo
/tp À,. A B' C'
3 10,8 21,8 1,34 31,5 303
4 13,4 24,6 1,415 32,3 394
5 15,3 28,0 1,415 36,8 514
6 17,9 24,6 1,908 19,6 394

I1.2.2 - Elementos AA.


A Tabela 5.2 gera a Tabela 11.2.2.

Tabela 11.2.2 - Aço Classe 350 - Parâmetro À p

Grupo

33,5
2 35,6

As Expressões 5.4 geram as Expressões II.2:

bel
• se À:S;/tp -=À (11.2.a),
t

I
- em mesas ou almas de perfis tubulares retangulares

b;=~ll :$-J (11.2.b)

- outros elementos AA

(11.2.c)

Os valores de (J"* são os mesmos da Tabela II.2.3.

11.2.3 - Resistências de cálculo.

As Expressões S.1.a e S.1.b geram as Tabelas 11.2.3, que apresenta a resistência por unidade de área

da seção transversal, em kN/cm2, e para seções onde Q=l,OO ,isto é,

Se Q < 1,00, as notas da Tabela II.2.3 indicam a forma de correção.

II
Tabela 11.2.3

Aço Classe Resistência de cálculo por unidade da área Q=l,OO


350 2
Nc,Rd / Ag (kN / cm )

kL/r O 1 2 3 4 5 6 7 8 9

O 31,8 31,8 31,8 31,8 31,8 31,8 31,7 31,7 31,7 31,6
10 31,6 31,5 31,5 31,4 31,4 31,3 31,2 31,1 31,1 31,0
20 30,9 30,8 30,7 30,6 30,5 30,4 30,3 30,1 30,0 29,9

30 29,8 29,6 29,5 29,3 29,2 29,1 28,9 28,7 28,6 28,4
40 28,3 28,1 27,9 27,7 27,6 27,4 27,2 27,0 26,8 26,6
50 26,4 26,2 26,0 25,8 25,6 25,4 25,2 25,0 24,8 24,6
60 24,4 24,1 23,9 23,7 23,5 23,3 23,0 22,8 22,6 22,3
70 22,1 21,9 21,7 21,4 21,2 21,0 20,7 20,5 20,3 20,0
80 19,8 19,6 19,3 19,1 18,8 18,6 18,4 18,1 17,9 17,7
90 17,4 17,2 17,0 16,7 16,5 16,3 16,1 15,8 15,6 15,4
100 15,1 14,9 14,7 14,5 14,3 14,0 13,8 13,6 13,4 13,2
110 13,0 12,8 12,5 12,3 12,1 11,9 11,7 11,5 11,3 ; 1,1
120 10,9 10,7 10,6 10,4 10,2 10,1 9,91 9,76 9,61 9,46
130 9,31 9,17 9,03 8,90 8,76 8,64 8,51 8,38 8,26 8,15
140 8,03 7,92 7,80 7,70 7,59 7,49 7,38 7,28 7,18 7,09
150 6,99 6,90 6,81 6,72 6,64 6,55 6,47 6,38 6,30 6,23
160 6,15 6,07 6,00 5,92 5,85 5,78 5,71 5,64 5,58 5,51
170 5,45 5,38 5,32 5,26 5,20 5,14 5,08 5,02 4,97 4,91
180 4,86 4,80 4,75 4,70 4,65 4,60 4,55 4,50 4,45 4,41
190 4,36 4,31 4,27 4,22 4,18 4,14 4,10 4,06 4,01 3,97
200 3,93

Notas:

a) Para perfis com Q<l,OO usar: - (k L/r).JQ ao invés de k L/r;

- (NC,Rd / Af!)Q ao invés de Nc,Rd / Af! ;


2
b) Para k L/r < 15 ~ Nc,Rd / Af! =31,8kN/cm ;

c) Para k L/r> 200 ~ Nc, Rd/ Af! não se define.

IH
II.3 - Barras a flexão simples em torno do eixo de maior inércia.

Resistência ao momento fletor.

II.3.1- Vigas não esbeltas.

A Tabela 6.1 gera a Tabela II.3.1.


Aço Classe 350 Tabela 11.3.1 - Vigas não esbeltas.

Parâmetros para cálculo de M Rk .

Estado limite
10'1
..\ FLM FLT

Âp =89,9 Âp =9,08 Âp =42,1


(1) Ver Tabelas 11.3.2 a 11.3.11
Â,. =136
M,.=35Wx (2) M,.=24,2Wx (2) M,. =24,2Wx (2)
Ver Tabclas IU.2a 11.3.11
Me,. não é definido para \'igas (34)
não esbeltas

Nota 1 - Para perfis laminados Â,. = 23,7 ;


para perfis soldados Â,. = 27 ,IA e ke como em 5.3.1.c.

Nota 2 - Estas expressôes fornecem momentos em kN em .


2
Nota 3 - Para perfis laminados Me,. = 13800 Wx / Â (2);
2
para perfis soldados M Cf" = 18000 Wx k e / Â . (2).

II.3.2 - Tabelas de dimensionamento.

As Tabelas 11.3.2 até Il.3.11 apresentam valores auxiliares para o cálculo de MRk e Â,. para as

vigas não esbeltas em perfis de aço classe 350,fletidas em torno do eixo de maior inércia.

IV
Tabela 11.3.2
Aço Classe 350 Vigas não esbeltas
Valores auxiliares para o cálculo da resistência a flexão
Perfil 1 Mp! (kNm) Mrw (kNm) M,. (kNm) f.1 k Â,.

102x11,5 20,1 17,4 12,2 67,7 16,6 219

152 x 18,6 48,7 42,4 29,6 53,9 21,3 181

203 x 27,4 94,5 82,6 57,8 47,4 24,5 164

254 x 37,8 162,8 141,8 99,2 43,4 27,0 155

305 x 60,7 304,5 260,4 182,3 51,2 24,0 175

457 x 81,4 602,0 514,5 360,2 34,9 36,2 141

508 x 121 983,5 850,5 595,4 41,4 30,3 153


Nota:

a - Os \'alores de M ffi' são \'áiidos apenas para [,'J ,1\,

b - Os \'aion:s de M,. são \'áiidos apenas para FLiv[ e FLT.

Tabela 11.3.3
Aço Classe 350 Vigas não esbeltas
Valores auxiliares para o cálculo da resistência a flexão
Perfil C Mp! (kNm) Mrw (kNm) M,. (kNm) f.1 ,k Â,.

76 x 6,10 7,49 6,30 4,41 83,2 13,4 265

102 x 8,04 13,0 11,1 7,74 66,3 17,3 215

152 x 12,2 29,5 25,1 17,6 49,0 23,9 169

203 x 17,1 55,0 46,6 32,6 41,5 28,9 152

254 x 22,8 91,0 77,4 54,1 36,6 33,2 142

305 x 30,8 146,0 123,2 86,2 35,4 37,3 144


Nota:

a - Os niores de M rw são \,áiidos apenas para FLA


b - Os \'aiores de M,. são \,áiidos apenas para FLi'v[ e FLT.

v
Tabela II.3.4

Aço Classe Vigas não esbeltas

350 Valores auxiliares para o cálculo da resistência a flexão

Perfil VS Mp' (kNm) M",. (kNm) Mr (kNm) J.1 k Ar


400 X 49 339,9 304,5 213,2 17,6 64,7 113

450 X 51 395,5 353,5 247,5 15,7 74,0 113

500 X 61 535,5 483,0 338,1 13,8 81,5 110

550 X 64 605,5 542,5 379,8 12,7 90,6 110

550 X 75 738,6 672,0 470,4 15,7 69,7 110

550 X 88 896,0 819,0 573,3 19,6 53,6 112

600 X 95 1001 903,0 632,1 15,1 74,5 111

650 X 98 1110 997,5 698,3 14,0 81,5 111

700 X 105 1281 1152 806,1 13,0 87,9 110

750 X 108 1400 1253 877,1 12,2 95,1 110

800 X 111 1523 1358 950,6 11,5 102 111

850 X 120 1761 1572 1100 10,8 108 110

900 X 124 1894 1687 1181 10,3 115 111

950 X 127 2034 1806 1264 9,79 123 111

1000 X 140 2394 2139 1497 9,16 128 110

1100 X 159 2863 2506 1754 9,15 137 113

1100 X 180 3378 3007 2105 10,6 112 111

1200 X 200 4116 3679 2575 9,61 122 110

1300 X 237 4995 4340 3038 10,2 126 115

1400 X 260 5922 5166 3616 9,38 136 114

1500 X 270 6514 5649 3954 8,86 146 115

Notas:
a - Os \'alores de M rw são \'álidos apt:nas para I,'],A.

b - Os \'alon:s dt: M r são \'álidos apenas para FUv! c.:FLT.

VI
Tabela 11.3.5

Aço Classe Vigas não esbeltas

350 Valores auxiliares para o cálculo da resistência a flexão

Perfil CVS Mp' (kNm) M~ (kNm) M,. (kNm) Jl k Â,.

300 x 47 248,5 221,6 155,1 25,0 45,2 121

300 x 55 296,8 268,5 187,9 24,1 44,8 118

300 x 66 367,5 333,9 233,7 29,8 34,9 125

350 x 73 . 458,5 409,5 286,7 27,0 40,6 122

350 x 87 553,0 497,0 347,9 32,9 32,1 131

400 x 87 626,5 567,0 396,9 23,2 46,6 117

400 x 103 756,0 689,5 482,7 29,5 36,8 126

450 x 116 920,5 822,5 575,8 27,4 40,8 124

450 x 130 1047 938,0 656,6 31,2 34,9 129

500 x 134 1187 1068 747,3 24,4 45,4 119

500 x 150 1355 1222 855,1 27,6 38,8 122

500 x 180 1600 1428 999,6 33,9 32,4 134

550 x 184 1778 1593 1115 27,1 41,2 123

600 x 190 1988 1775 1242 25,1 45,1 121

600 x 210 2244 2013 1409 27,9 39,3 124

650 x 211 2412 2163 1514 22,8 48,9 118


Nota:

a - Os ,"aIores de M,,,»,são \"álidos apenas para FL,\.


b - Os ,"alon:s de M,. são \"álidos apenas para FLi\I e F1:1'.

VII
Tabela 11.3.6

Aço Classe Vigas não esbeltas

350 Valores auxiliares para o cálculo da resistência a flexão

Perfil CS Mp' (kNm) Mm, (kNm) Mr (kNm) JL k Âr

250 x 52 237,3 215,6 150,9 28,6 36,8 123

300 x 62 345,1 315,4 220,7 23,5 44,6 116

300 x 76 430,5 395,5 276,9 29,2 34,5 122

350 x 93 605,5 553,0 387,1 25,8 39,9 118

400 x 106 794,5 731,5 512,1 22,4 45,9 114

400 x 128 973,0 896,0 627,2 27,7 36,2 120

400 x 146 1124 1033 722,8 32,5 30,3 127 -

450 x 154 1285 1173 820,8 25,9 40,1 119

500 x 172 1596 1463 1024 23,2 44,5 115

500 x 194 1834 1684 1178 26,7 38,1 119

500 x 221 2100 1929 1350 31,0 32,1 125

550 x 228 2310 2104 1472 25,8 40,6 119

600 x 250 2762 2520 1764 23,5 44,5 116

600 x 281 3150 2884 2019 26,6 38,5 119

650 x 305 3710 3409 2386 24,4 41,6 116


Nota:

a - Os ,oalores de M rw são válidos apenas para 1;1,:\0


b - Os valores de M r são válidos apenas para FUvI e 1<'1,'1'.

VIII
Aço Tabela II.3.7
Classe Vigas não esbeltas
350 Valores auxiliares para o cálculo da resistência a flexão

I Gerdau Mp! (kNm) Mrw (kNm) Mr (kNm) f.1 k Âr

W 150 x 13,0 36,1 32,1 22,4 30,0 11,8 100

W 200 x 15,0 50,8 44,5 31,1 23,1 51,6 121

\\1 250 x 17,9 72,5 62,7 43,9 20,1 63,3 121

W 310 x 21,0 100,5 85,4 59,8 18,4 72,9 123


\\1 310 x 23,8 114,8 98,0 68,6 20,6 64,3 124

W 310 x 28,3 142,5 122,9 86,0 23,8 52,9 125

W 310 x 32,7 168,0 145,3 101,7 27,5 45,1 129


\\1 360 x 32,9 189,7 165,9 116,1 20,2 60,5 119

\\1 360 x 39,0 231,7 203,0 142,1 23,9 50,2 122


\\1 410 x 38,8 255,5 221,9 155,3 18,8 66,9 119
\\1 410 x 46,1 309,8 270,6 189,4 22,0 55,4 121
\\1 460 x 52,0 381,5 330,1 231,0 20,0 63,0 121

W 460 x 60,0 448,0 392,0 274,4 22,8 53,6 122

\\1 530 x 66,0 546,0 469,0 328,3 19,6 67,0 122

\\1 530 x 74,0 633,5 542,5 379,8 22,1 58,4 124

\\1 530 x 85,0 735,0 633,5 443,5 25,0 50,5 126

\\1 530 x 92,0 826,0 724,5 507,2 23,2 51,9 122


\\1 530 x 101 917,0 805,0 563,5 25,2 47,1 124

W610x 101 1015 885,5 619,9 20,2 61,1 120

\\1 610 x 113 1152 1008 705,6 22,3 54,1 121


\\1 610 x 125 1285 1127 788,9 24,6 48,6 123
\\1 610 x 140 1453 1271 889,4 27,5 43,5 127
\\1 610 x 155 1656 1477 1034 23,5 48,0 119

W 610 x 174 1876 1673 1171 26,4 42,6 123


Nota:

a - Os yalon:s de M m' são yálidos apenas para !'L\,


b - Os yalores de M r são yálidos apenas para !'Li\{ c 1"1,'1'.

IX
Aço Tabela 11.3.8

Classe Vigas não esbeltas

350 Valores auxiliares para o cálculo da resistência a flexão

H Gerdau Mp! (kNm) Mm, (kNm) Mr (kNm) J1 k Âr

\V' 150 x 22,5 61,6 55,7 39,0 34,8 30,5 134

\V' 150 x 29,8 85,4 76,7 53,7 45,2 23,1 157

\Y/ 150 x 37,1 108,5 95,9 67,1 55,9 19,0 185

\V' 200 x 35,9 131,6 119,0 83,3 37,4 27,8 139

\V' 200 x 41,7 156,1 139,7 97,8 43,6 24,0 153


.

\V' 200 x 46.1 172,2 155,8 109,0 40,1 25,6 144

\V' 200 x 52,0 199,5 179,2 125,4 45,9 22,3 158

\V'200 x 59,0 228,6 203,7 142,6 51,6 20,2 173

W 200 x 71,0 280,0 247,5 173,2 61,0 17,0 198

W 250 x 73,0 344,8 311?9 218,3 41,5 24,5 147

\V' 250 x 80,0 381,5 343,7 240,6 45,3 22,5 156

HP 310 x 79,0 423,5 381,5 267,1 33,9 34,2 136

HP 310 x 93,0 507,5 455,0 318,5 37,1 29,1 139

\V' 310 x 97,0 556,5 504,0 352,8 37,2 27,4 138

\V' 360 x 91,0 588,0 528,5 370,0 34,6 30,5 134

W 360 x 101 658,0 591,5 414,1 38,2 27,6 141

\V' 360 x 110 721,0 644,0 450,8 41,3 25,6 148

W 360 x 122 794,5 703,5 492,5 45,5 23,6 158

Nota:

a - Os yalores de M rw são yálidos apenas para jiL!\.


b - Os yalon:s de M r são \.álidos apenas para FLM c FLT.

x
lIA - Barras a flexão simples. - Resistência a força cortante.

As Expressões 6.2.a e 6.2.c geram a Tabela 11.4.1, que apresenta a resistência por unidade de área da

alma, em kN j cm2 .

Aço Tabela 1104.1


Classe Resistência de cálculo ao cisalhamento por unidade de área da alma.
350
VRd j Aw (kN/ cm2)

-
h a/h
tw 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1,0 1,2 1,4 1,6 1,8 2,0 2,5 3,0 >3,0
60 18,9
70 18,6 18,2 17,5 17,1 16,2
80 18,5 17,5 16,8 16,3 15,9 15,2 14,6 13,1
90 18,9 17,9 16,4 15,5 14,4 13,6 12,9 12,0 11,5 10,4
100 18,2 17,0 16,1 14,2 12,7 11,7 11,0 10,5 9,73 9,32 8,39
110 18,0 16,5 15,4 13,9 11,7 10,5 9,64 9,07 8,67 8,04 7,70 6,93
120 18,4 16,5 14,9 13,0 11,7 9,87 8,80 8,10 7,62 7,28 6,76 6,47 5,83
130 17,0 15,1 12,7 11,1 9,93 8,41 7,50 6,90 6,50 6,20 5,76 5,52 4,96
140 18,2 15,8 13,0 11,0 9,56 8,56 7,25 6,46 5,95 5,60 5,35 4,96 4,76 4,28
150 16,9 14,1 11,3 9,55 8,33 7,46 6,32 5,63 5,18 4,88 4,66 4,32 4,14 3,73
160 15,9 12,4 9,96 8,40 7,32 6,55 5,55 4,95 4,56 4,29 4,10 3,80
170 14,5 11,0 8,83 7,44 6,49 5,81 4,92 4,38 4,04 3,80 3,63
180 12,9 9,78 7,87 6,63 5,79 5,18 4,39 3,91 3,60 3,39 3,24
190 11,6 8,78 7,07 5,95 5,19 4,65 3,94 3,51 3,23 3,04
200 10,5 7,92 6,38 5,37 4,69 4,19 3,55 3,17 2,92
220 8,67 6,55 5,27 4,44 3,87 3,47 2,94 2,62
240 7,28 5,50 4,43 3,73 3,25 2,91
260 6,20 4,69 3,77 3,18 2,77 2,48
280 5,35 4,04 3,25 2,74

Àp 133 116 104 95,3 89,0 84,2 77,5 73,2 70,2 68,1 66,6 64,1 62,7 59,5

166 144 129 119 111 105 96,5 91,1 87,4 84,8 82,9 79,9 78,1 74,1
À,.

Notas:

- para os campos em branco na p~rte superior da tabela: VRd/Aw = 19,1kNjcm2 ;

- para os campos em branco na parte inferior da tabela: fora dos limites.

XI
II.5 - Barras a flexão simples em torno do eixo de menor inércia.

Resistência ao momento fletor.

II.5.1- Parâmetros.

A Tabela 7.1 gera a Tabela lI.S.l.


Aço Classe 350 Tabela 11.5.1- Vigas não esbeltas.

Parâmetros para cálculo de M I?k .

f ~stado limite
FL\ Fl.M FLT

Ap =26,8 Ap =9,08
(1)
Ar =33,5 Não se aplica.

Mr =35We/ (2) Mr =24,5Wy (2)

Mer não é definido para \"igas


(3)
não esbdtas

Nota 1 - Para perfis laminados Ar = 23,7 ;


para perfis soldados Ar = 27,IA e ke como em 5.3.1.c.

Nota 2 - Estas expressôes fornecem momentos em kN em .


Nota') - Para perfis laminados (2): M er = 13800 Wx / A 2 ;

para perfis soldados (2): M er = 18000 Wx ke / A2 .

II.5.2- Tabelas de dimensionamento.

As Tabelas II.5.2 até 11.5.11 apresentam valores auxiliares para o cálculo de M R k e Ar para as

vigas não esbeltas em perfis de aço classe 250 em torno do eixo de menor inércia.

XII

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