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Junho/Julho 2012

Curso Básico de
Metalurgia
Parte IV.
Princípios básicos de
ensaios mecânicos
Ensaios Mecânicos
2. Ensaios de dureza
2.1. Definição de ensaio de dureza
• Dureza é a resistência à deformação permanente

• Aplicação de uma carga na superfície da peça com um penetrador


padronizado

• Características da marca de impressão (área e profundidade) e da carga


aplicada dão a medida de dureza

Existem vários tipos de durezas e as mais utilizadas são a Brinell (HB),


Rockwell (HR) e Vickers (HV)
Ensaios Mecânicos
2. Ensaios de dureza
2.2. Partes principais de um durômetro
Medição da
impressão Brinell ou
Vickers

Ponta de prova da
medição da dureza

Base de apoio da
peça a ser medida

Regulagem de
altura da base

Fonte: Wilson Hardness


Ensaios Mecânicos
2. Ensaios de dureza
2.3. Dureza Brinell (HB)
• Criado em 1900

• 1º a ser utilizado em escala industrial

• Penetrador possui ponta esférica

• O valor é obtido pela medição da área


de impressão
• Número em HB obtido por meio de
tabelas ou pelo software do
equipamento
Ensaios Mecânicos
2. Ensaios de dureza
2.4. Dureza Rockwell (HR)
• Criado em 1922

• Penetrador em formato de diamante cônico


120° ou esfera de aço endurecido

• Aplicação de pré-carga e carga

• Utiliza a profundidade e não a área

• Dividida em comum e superficial (varia a


carga)
Ensaios Mecânicos
2. Ensaios de dureza
2.5. Dureza de Vickers (HV)
• Criado em 1925

• Penetrador de diamante com formado


de pirâmide com ângulo de ponta de
136°

• Obtido pela medição das duas


diagonais do quadrado impresso

• Aplicáveis em todos os materiais

• Dividida em comum ou superficial


Ensaios Mecânicos
2. Ensaios de dureza
2.6. Comparação entre Dureza Brinell e Vickers
• Comparação entre os tamanhos das impressões das durezas Brinell e
Vickers
• Por isso não devemos errar a montagem das pontas de prova, pois pode
danificar o durômetro e a ponta de prova
• Material de dureza 260 HV
Ensaios Mecânicos
2. Ensaios de dureza
2.7. Cuidados importantes durante a medição

• Estabilidade da amostra

• Planicidade da amostra

• Limpeza da amostra

• Carga da máquina compatível com a espessura desejada

• Na dúvida, começar com cargas menores e ir aumentando aos poucos

• Tabelas de referência são úteis


Ensaios Mecânicos
2. Ensaios de dureza
2.7. Cuidados importantes durante a medição

• Usar o penetrador certo para o programa certo (Cada formato de


penetrador tem uma carga específica)

• Não deve ocorrer impacto no momento da medida

• Sempre evitar medições muito próximas à borda

• Sempre evitar medições muito próximas à outra

• Recomendável pelo menos duas leituras


Ensaios Mecânicos
3. Ensaios de tração
3.1. Definição de ensaio de tração
• Aplicação de uma carga de tração em um
corpo de prova de dimensões conhecidas

• Mede-se a variação de comprimento em


função da aplicação da carga

• Fornece dados mais confiáveis sobre o


material em comparação com o ensaio de
dureza
Ensaios Mecânicos
3. Ensaios de tração
3.1. Definição de ensaio de tração
• Máquina de Tração submete o material ao esforço
de tração (“Estica o material”) até que o mesmo
quebre

• Temos que conhecer as medidas do corpo de


prova antes que seja realizado o ensaio de tração

• Costuma-se utilizar corpo de prova padrão


(conforme exemplo abaixo)
Ensaios Mecânicos
3. Ensaios de tração
3.1. Definição de ensaio de tração
• Tensão (): é a relação entre a força aplicada e a área
inicial do corpo de prova

• Deformação (): é a relação entre a variação de


comprimento e o comprimento inicial

Ao

F l - l0
σ = ε =
A0 l0
Ensaios Mecânicos
3. Ensaios de tração
3.1. Definição de ensaio de tração

Comportamento do corpo de prova durante o ensaio de tração


Tensão

Deformação
Ensaios Mecânicos
3. Ensaios de tração
3.1. Definição de ensaio de tração
A curva abaixo permite medir importantes propriedades mecânicas de
um material
Limite de escoamento (sLE)

LE
Tensão

Deformação
Ensaios Mecânicos
3. Ensaios de tração
3.1. Definição de ensaio de tração

Limite de resistência a tração

LRT
Tensão

Deformação
Ensaios Mecânicos
3. Ensaios de tração
3.1. Definição de ensaio de tração

Ductilidade ou Deformação total


Tensão


Deformação
Ensaios Mecânicos
3. Ensaios de tração
3.2. Limite de escoamento
• Define o final do regime elástico e início do regime de deformação plástica

• Em outras palavras, o material deixa de se comportar como mola e deforma-


se de forma permanente (nunca mais volta ao tamanho original)

LE
Tensão

Deformação
Ensaios Mecânicos
3. Ensaios de tração
3.3. Limite de resistência à tração
• Início da falha do material

• Aparece uma região no corpo de prova conhecida como estricção ou


“empescoçamento”

LRT
Tensão

Deformação
Ensaios Mecânicos
3. Ensaios de tração
3.4. Ductilidade
• É a capacidade que o material tem de se deformar no regime plástico

• A medida da deformação plástica é feita pelo alongamento total


(deformação final ou alongamento percentual na ruptura) ou pela
redução de área percentual (estricção)
• Um material dúctil sofre grande deformação plástica e um material
frágil pequena deformação plástica
Ensaios Mecânicos
3. Ensaios de tração
3.4. Ductilidade

Lf − Lo 45,6 − 25
= .100 = .100 = 82,4%
Lo 25

Distância original entre marcas: 25 mm

20 mm
45,6 mm
Ensaios Mecânicos
4. Medição do tamanho de grão
4.1. Microscópio ótico
Ensaios Mecânicos
4. Medição do tamanho de grão
4.1. Microscópio ótico

Formação do contraste entre grãos e micrografia óptica de um latão


Ensaios Mecânicos
4. Medição do tamanho de grão
4.2. Procedimento de comparação
• Método que envolve estimativa visual do tamanho de grão, baseado em
comparação com uma série de padrões pré-estabelecidos

• Existem 4 padrões estabelecidos pela ASTM, numerados de I a IV

• Para os latões, o mais utilizado é o padrão III da ASTM, denominado como


“estruturas macladas contrastadas”

• O padrão III é estipulado em 75x de aumento, com diâmetros médio de grão


de variando de 0,005mm a 0,200mm

• Mais indicado para análises de rotina por apresentar boa precisão aliado ao
tempo de resposta reduzido
Ensaios Mecânicos
4. Medição do tamanho de grão
4.3. ASTM III – Estruturas Macladas Contrastadas

0,005 mm 0,025 mm 0,045 mm

0,015 mm 0,035 mm 0,050 mm


Ensaios Mecânicos
4. Medição do tamanho de grão
4.3. ASTM III – Estruturas Macladas Contrastadas

0,060 mm 0,090 mm 0,150 mm

0,070 mm 0,120 mm 0,200 mm


Ensaios Mecânicos
4. Medição do tamanho de grão

Na sua opinião, qual o tamanho de grão de cada imagem?


Ensaios Mecânicos
4. Medição do tamanho de grão
Tabela Usual de Tamanhos de Grão

Tamanho de
Grão Nominal Operação de Conformação Recomendada
(mm)

0,015 Operações de conformação leves

0,025 Embutimento de média profundidade


Embutimento mais profundo combinado com
0,035
razoável qualidade de acabamento superficial
0,050 Operações de embutimento profundo
Embutimento muito profundo com bitolas
0,070
espessas
Ensaios Mecânicos
4. Medição do tamanho de grão
Padrões de Granulometria

Tamanho de Grão (mm)


Liga
Nominal Mínimo Máximo
Totalmente
0,015 0,025
recristalizado
0,025 0,015 0,035
260 até 272 0,035 0,025 0,050
0,050 0,035 0,070
0,070 0,050 0,120
0,120 0,070 -
Ensaios Mecânicos
4. Medição do tamanho de grão
Influência do Tamanho de Grão no acabamento
Ensaios Mecânicos
4. Medição do tamanho de grão
Efeito “casca de laranja”