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SEGUNDA GERAÇÃO Professor e jornalista – Em 1864, muda-se

Geração Byroniana, Ultra-Romântica, do para o Rio de Janeiro, dedicando-se ao ma-


Mal-do-Século ou Individualista, agrupa os gistério (professor de Latim e de História do
principais poetas do romantismo brasileiro: Brasil no Colégio Pedro II), ao jornalismo (revis-
ta Guanabara) e à elaboração de sua obra.
a) Álvares de Azevedo
b) Fagundes Varela Temáticas – Indianismo, lirismo amoroso e
c) Casimiro de Abreu patriotismo.
d) Junqueira Freire Temática indígena – Gonçalves Dias é o pri-
e) Laurindo Rabelo meiro poeta romântico a explorar as vivên-
Temas comuns – Pessimismo, negativismo, cias indígenas (lendas, personagens, tradi-
Gonçalves Dias (excertos de poemas) escapismo, exasperação egótica, morbidez, ções, ritos, ambiências). O seu indianismo
tédio, satanismo, sonho, boêmia, amor irrea- põe o selvagem no papel de herói e, nesse
I-Juca Pirama lizado. aspecto, só perde para José de Alencar.

Meu canto de morte, TERCEIRA GERAÇÃO POEMAS FAMOSOS


Guerreiros, ouvi: Geração Condoreira, Social ou Hugoana, 1. Canção do Exílio (patriótico)
Sou filho das selvas, representada por três poetas, dos quais 2. Ainda uma Vez – Adeus! (lírico-amoroso)
Nas selvas cresci; Castro Alves é a expressão maior. 3. I-Juca Pirama (indianista)
Guerreiros, descendo 4. Canção do Tamoio (indianista)
a) Castro Alves
Da tribo Tupi. 5. Marabá (indianista)
b) Tobias Barreto
c) Sousa Andrade 6. Deprecação (indianista)
Da tribo pujante, 7. Canto do Guerreiro (indianista)
Temas comuns: a liberdade, o progresso, os
Que agora anda errante 8. Canto do Piaga (indianista)
escravos, os oprimidos, a causa republicana,
Por fado inconstante, OBRAS
o amor realizado.
Guerreiros, nasci;
1. Primeiros Cantos (poesias, 1846)
Sou bravo, sou forte, 4. POETAS DO ROMANTISMO 2. Segundos Cantos (poesias, 1848)
Sou filho do Norte;
3. Sextilhas de Frei Antão (poesia arcaica,
Meu canto de morte, GONÇALVES DE MAGALHÃES
1848)
Guerreiros, ouvi. Nascimento e morte – Domingos José Gon- 4. Últimos Cantos (poesias, 1851)
çalves de Magalhães nasce no Rio de Janei- 5. Os Timbiras (poema épico incompleto,
“Tu choraste em presença da morte? ro, em 13 de agosto de 1811. Morre em Ro-
1857)
Na presença de estranhos choraste? ma, em 1882 (71 anos).
6. Beatriz Cenci (teatro)
Não descende o cobarde do forte; Primeira Geração – Pertence à Primeira Ge- 7. Leonor de Mendonça (teatro)
Pois choraste, meu filho não és! ração do Romantismo, ainda desvinculada
Possas tu, descendente maldito do “mal do século”.
De uma tribo de nobres guerreiros, Inaugurador do Romantismo – Na França, Antologia
Implorando cruéis forasteiros, em 1836, Magalhães publica a obra Suspiros
Seres presa de vis Aimorés.” Poéticos e Saudades e a Revista Niterói – es- Canção do Exílio
tá, dessa forma, inaugurado o Romantismo (Coimbra, julho de 1843)
Ainda uma vez – Adeus
no Brasil.
Enfim te vejo! — enfim posso, Minha terra tem palmeiras,
Briga com Alencar – Em 1856 e 1857, trava Onde canta o Sabiá;
Curvado a teus pés, dizer-te,
polêmica com José de Alencar, a propósito As aves, que aqui gorjeiam,
Que não cessei de querer-te,
da obra indianista A Confederação dos Ta-
Pesar de quanto sofri. Não gorjeiam como lá.
moios – primeira tentativa de exaltar o índio
Muito penei! Cruas ânsias, Nosso céu tem mais estrelas,
no Romantismo.
Dos teus olhos afastado, Nossas várzeas têm mais flores,
Teatro – Além de iniciar o Romantismo entre
Houveram-me acabrunhado Nossos bosques têm mais vida,
nós, Magalhães é considerado inaugurador
A não lembrar-me de ti! Nossa vida mais amores.
do teatro romântico brasileiro, com a tragédia
Antônio José ou O Poeta da Inquisição (1839). Em cismar, sozinho, à noite,
Dum mundo a outro impelido,
Derramei os meus lamentos Valor histórico – A obra de Magalhães pos- Mais prazer encontro eu lá;
Nas surdas asas dos ventos, sui mais valor histórico que literário. Minha terra tem palmeiras,
Do mar na crespa cerviz! OBRAS Onde canta o Sabiá.
Baldão, ludíbrio da sorte 1. Suspiros Poéticos e Saudades (poesias, Minha terra tem primores,
Em terra estranha, entre gente, 1836) Que tais não encontro eu cá;
Que alheios males não sente, 2. Antônio José (teatro, tragédia, 1839) Em cismar — sozinho, à noite —
Nem se condói do infeliz! 3. A Confederação dos Tamoios (poema épi- Mais prazer encontro eu lá;
co, 1857) Minha terra tem palmeiras,
Louco, aflito, a saciar-me Onde canta o Sabiá.
GONÇALVES DIAS
D'agravar minha ferida,
Nascimento e morte – Antônio Gonçalves Não permita Deus que eu morra,
Tomou-me tédio da vida,
Dias nasce em 10 de agosto de 1823, em Sem que eu volte para lá;
Passos da morte senti;
Caxias, no Maranhão. Falece, ao regressar Sem que desfrute os primores
Mas quase no passo extremo,
da França, no naufrágio do navio Ville de Que não encontro por cá;
No último arcar da esp'rança,
Boulogne, em 3 de novembro de 1864 (41 Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Tu me vieste à lembrança:
anos). Motivo da viagem: tentar curar-se da Onde canta o Sabiá.
Quis viver mais e vivi!
tuberculose.
Comentários:
Lerás porém algum dia Origem – Filho de português e mestiça. Após
1. O poema é composto em redondilha
Meus versos d'alma arrancados, a morte do pai, é enviado a Coimbra para es-
maior, ou seja, cada verso contém sete
D'amargo pranto banhados, tudar Direito. Durante o curso, produz seus
sílabas métricas.
primeiros versos, entre eles a Canção do Ex-
Com sangue escritos; — e então 2. O poema mistura versos brancos (sem ri-
ílio.
Confio que te comovas, ma) com versos rimados.
Que a minha dor te apiade Ana Amélia – Formado em 1844, regressa o
Maranhão, onde conhece Ana Amélia, a qual 3. Na segunda estrofe, sobressai a anáfora:
Que chores, não de saudade,
lhe vai inspirar o poema lírico-amoroso Ainda repetição de uma ou mais palavras no
Nem de amor, — de compaixão.
uma vez – Adeus! princípio de dois ou mais versos.