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Participantes: elite pernambucana, elementos do

História clero, comerciantes e camadas populares.


Os rebeldes visavam:
Professor DILTON Lima
• À independência do Brasil e à Proclamação da
República.
• À formação de uma republica federativa e à
Aula 57 promulgação de uma constituição.
Uma bandeira foi elaborada, sendo hoje a atual
Transição para o Império bandeira do Estado de Pernambuco.
brasileiro Para não prejudicar os interesses dos senhores
EUROPA (Início do século XIX) de engenho, os rebeldes pernambucanos foram
contra a abolição da escravatura.
Duas nações iriam entrar em conflito. De um la- 01. (PUCMG)
A repressão, como sempre, foi extremamente vio-
do, a força naval da Marinha de Guerra inglesa;
lenta. Muito sangue correu em Pernambuco. Era
do outro, a força dos exércitos franceses, coman-
o governo português mantendo, a todo custo,
dados por Napoleão Bonaparte. Em 1805, houve
seu poder.
o tão esperado encontro: a Inglaterra derrotou a
Observação:
França na batalha naval de Trafalgar.
Ficou conhecida como a mais espontânea, a me-
BLOQUEIO CONTINENTAL (1806) nos desorganizada e a mais simpática das nos-
O bloqueio foi decretado pela França. sas numerosas revoluções.
Objetivo: arruinar a economia inglesa. Ficou de- 5. OUTRAS REALIZAÇÕES DE D. JOÃO VI
terminado que os países fechassem seus portos
• Banco do Brasil.
ao comércio inglês.
Conseqüência: fuga da Família Real para o Brasil, • Jardim Botânico.
pois Portugal, grande aliado da Inglaterra, não • Biblioteca Nacional. O mapa mostra a Europa Ocidental nos
poderia fechar seus portos ao comércio inglês. • Imprensa Régia. anos iniciais do século XIX. A situação as-
• Instituto de Belas Artes. sinalada resultou na vinda da Corte Portu-
GOVERNO JOANINO (1808–1821) • Casa da Moeda.
guesa para o Brasil, em 1808.-
1. ABERTURA DOS PORTOS (1808) • Escola de Medicina.
Com a abertura dos portos brasileiros às nações • Missão Francesa – Contratação de artistas Portanto o mapa retrata:
amigas (janeiro de 1808), a Inglaterra passou a franceses, entre os quais Debret. a) O Tratado de Comércio e Navegação, assinado
gozar da quase exclusividade sobre o comércio entre D. João e Lord Strangford, que garantia li-
6. POLÍTICA EXTERNA DE D. JOÃO VI
brasileiro, já que era a maior nação industrial e
naval em condições de competir com a França • Anexação da Guiana Francesa, em represália berdade comercial para ingleses e portugue-
na disputa pela supremacia do comércio brasilei- à invasão francesa a Portugal. ses.
ro. Esse ato de Portugal significou: • Anexação da Província Cisplatina, visando b) o Bloqueio Continental determinado por Napo-
• A quebra do pacto colonial. apossar-se da região do Prata. Esta província
leão Bonaparte, que proibia os países euro-
• O fim do monopólio comercial.
ficaria independente em 1828 com o nome de
Uruguai. peus de comercializarem com os ingleses.
• O fim do exclusivismo colonial. c) O Tratado de Fontainebleau, assinado por
• A preparação para a Independência do Brasil. 7. REVOLUÇÃO DO PORTO (1820)
França e Espanha, que supunha a invasão de
2. LIBERDADE INDUSTRIAL (1808) Em 1820, a burguesia liberal portuguesa liderou
uma grande rebelião em Portugal: a Revolução Portugal e a divisão de suas colônias.
O Alvará de Liberdade Industrial (abril de 1808) do Porto. d) o Tratado de Versalhes, que impôs uma humi-
foi de encontro aos interesses da Inglaterra. Os Os rebeldes, influenciados pelas idéias dos eco- lhante e pesada derrota aos alemães.
ingleses não aceitaram essa determinação para o nomistas liberais, pretendiam salvar Portugal de
Brasil e forçaram Portugal a assinar acordos que e) o Tratado Brest Litovsky, que garantiu a saída
sua tradicional crise econômica, acabar com a
lhes dessem vantagens alfandegárias. O Brasil da Rússia da Primeira Guerra Mundial.
miséria que assolava o país, elaborar uma cons-
não suportaria a concorrência dos produtos in- tituição que eliminasse o poder absolutista do rei
gleses, mais baratos e de melhor qualidade. Para 02. (UNESP) Sobre o processo de independên-
D. João VI e a recolonização do Brasil.
a Inglaterra, o Brasil tinha que ser mercado con- O movimento pretendia colocar Portugal nos tri-
cia da colônia portuguesa na América, no iní-
sumidor, e não mercado produtor concorrente. lhos da expansão capitalista: a industrialização. cio do século XIX, é correto afirmar que:
3. ACORDOS COM A INGLATERRA (1810) Era preciso tirar o poder absolutista de D. João a) foi liderado pela elite do comércio local, por in-
Tratados de Comércio e Navegação e de Aliança VI, numa monarquia constitucional, com pro-
termédio de acordos que favoreceram coloni-
e Amizade (1810) postas burguesas, e não deixar o Brasil alcançar
sua independência, a fim de que o País continu- zados e a antiga metrópole.
a) Visavam abolir lentamente o tráfico negreiro
asse a servir aos interesses da metrópole. b) a ruptura com a metrópole européia provocou
para o Brasil.
b) Criaram tarifas alfandegárias preferenciais para A recolonização do Brasil era uma tentativa de reações e, dentre elas, guerras em algumas
a Inglaterra: recuperação econômica de Portugal, à medida províncias, entre portugueses e brasileiros.
• Mercadorias inglesas: 15%
em que recolonizar significava restabelecer o
c) os acordos comerciais com a Inglaterra garan-
• Mercadorias portuguesas: 16%
pacto colonial e, portanto, restabelecer a domina-
tiam o comércio português de escravos para a
• Demais países: 24%
ção da economia da colônia pela metrópole.
D. João VI voltou para Portugal em 1821, deixan- agricultura brasileira.
c) Direito inglês de manter uma esquadra de
do o Brasil a cargo de seu filho príncipe regente d) a vinda da família real limitou o comércio de ex-
guerra no litoral brasileiro.
D. Pedro (futuro D. Pedro I). A sua volta foi tumul-
d) Garantia de liberdade religiosa aos ingleses. portação para portugueses e para ingleses, as-
tuada, visto que os correntistas do Banco do Bra-
e) Concessão aos ingleses de eleger seus pró- segurando o monopólio da metrópole.
sil e a população haviam sido lesados, pois D.
prios juízes conservadores, aos quais compe- e) as antigas colônias espanholas, recém-eman-
João VI havia tirado todo o dinheiro e o ouro do
tia julgar os súditos da Inglaterra no Brasil.
banco. cipadas, auxiliaram os brasileiros nas guerras
Com esses tratados, os ingleses praticamente eli-
minavam a concorrência no mercado do Brasil, 8. A VOLTA DA FAMÍLIA REAL A PORTUGAL contra a metrópole portuguesa.
dominando-o por completo. Pressionada pela situação política que afetara
É interessante observar que algumas indústrias
03. (PUCCAMP) A independência política do
Portugal, a Família Real retornou a Lisboa (1821).
inglesas passaram a enviar produtos completa- D. João VI passou o governo brasileiro para seu Brasil, que é a superação do Antigo Sistema
mente desnecessários para o Brasil, como cai- filho D. Pedro, que era príncipe regente (futuro D. Colonial, é também a passagem a uma nova
xões e patins. Pedro I), dizendo-lhe: “ Pedro, se, algum dia, o estrutura de dependência, inscrita na órbita do
4. REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA (1817) Brasil separar-se de Portugal, antes fique para vo-
cê, que há de honrá-lo e de respeitá-lo, do que a) exclusivismo metropolitano.
Causas: b) neocolonialismo asiático.
para qualquer um desses aventureiros”.
• Carga tributária exaustiva para o sustento da
D. João VI, ao chegar a Lisboa, teve seus poderes c) absolutismo monárquico.
Corte Portuguesa parasitária. controlados pela Constituição elaborada pelo mo-
• Prejuízos financeiros dos grandes proprietários vimento liberal do Porto. O rei teve que se
d) capitalismo industrial.
em virtude de uma grande seca. e) despotismo esclarecido.
submeter às exigências do Parlamento, que
• Miséria da população nordestina. passou realmente a controlar o país.