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SISTEMAS ESTRUTURAIS - CCE1703

Aula 01: Resolução de Exercícios


EXERCÍCIOS

1) De acordo com o grau de hiperestaticidade, classifique as estruturas a


seguir em hipostática, isostática ou hiperestática:
a) b) b)

c) d)
EXERCÍCIOS

1) Reposta
a)
EXERCÍCIOS

1) Reposta
b)
EXERCÍCIOS

1) Reposta
c)
EXERCÍCIOS

1) Reposta
d)
EXERCÍCIOS

2) Calcule as reações de apoio para as vigas isostáticas representadas abaixo.

a) b)
EXERCÍCIOS

2) Calcule as reações de apoio para as vigas isostáticas representadas abaixo.

c) d)
EXERCÍCIOS

2) Calcule as reações de apoio para as vigas isostáticas representadas abaixo.

e) f)
EXERCÍCIOS

2) Calcule as reações de apoio para as vigas isostáticas representadas abaixo.

g) h)
EXERCÍCIOS

2) Calcule as reações de apoio para as vigas isostáticas representadas abaixo.

i)
EXERCÍCIOS

2) Resposta: - Microsoft Teams - Pasta Arquivos – Material de Aula

https://teams.microsoft.com/l/file/6F860533-B3A4-4EFD-AD27-4CF2E3B42875?tenantId=da49a844-e2e3-40af-
86a6-
c3819d704f49&fileType=pdf&objectUrl=https%3A%2F%2Fliveestacio.sharepoint.com%2Fsites%2Fsistemasestrutu
raiscce170335845813001viacorpvs6424002965%2FMaterial%20de%20Aula%2FAula%2001%20-
%20Resolu%C3%A7%C3%A3o%20de%20Exerc%C3%ADcios%20Quest%C3%A3o%202.pdf&baseUrl=https%3A%2F%2Flive
estacio.sharepoint.com%2Fsites%2Fsistemasestruturaiscce170335845813001viacorpvs6424002965&serviceName
=teams&threadId=19:dea0c38b7cb442de96137349da0097f2@thread.tacv2&groupId=9e694fe5-42ae-466b-86b1-
2464f8f3a9d3
AULA 5 – RESOLUÇÃO DA LISTA DE EXERCÍCIOS
[QUESTÃO ÚNICA] Calcule as reações de apoio para as vigas isostáticas representadas abaixo:

1º Passo: Analisar os apoios (ou vínculos)

A Apoio A: Apoio do 2º gênero, isto é, impedindo o deslocamento vertical e horizontal, mas


permitindo a rotação.

B Apoio B: Apoio do 1º gênero, isto é, impede o deslocamento vertical, mas permite o


deslocamento horizontal e a rotação.

2º Passo: Colocar as reações em cada apoio

HA

VA VB
Observe que, como não sabemos o valor de cada reação, admitimos inicialmente que elas estão nos sentidos
positivos de acordo com a convenção:
­ Carga vertical positiva de baixo para cima
­ Carga horizontal positiva da esquerda para a direita
­ Momento positivo no sentido horário (se for feita a análise da esquerda para a direita)

+ + +
viga
+
3º Passo: Determinar as equações de equilíbrio
As equações de equilíbrio são:
Σ𝐹 = 0
Σ𝐹 = 0
Σ𝑀 = 0
Ou seja, o somatório das forças horizontais (em x) deve ser igual a zero; o somatório das forças verticais (em
y) deve ser igual a zero; o somatório dos momentos (em um determinado ponto) deve ser igual a zero. Então:

Somatório das forças em x:


𝐻 =0
Como o somatório das forças horizontais deve ser igual a zero e não há outra força horizontal agindo na viga,
a não ser HA, então a própria força HA é igual a zero.

Somatório das forças em y:


𝑉 − 15 − 20 + 𝑉 = 0
𝑉 + 𝑉 − 35 = 0
𝑉 + 𝑉 = 35 𝑘𝑁
Temos então uma equação com duas incógnitas (dois valores a serem descobertos). Precisamos de outra
equação para determinar esses dois valores.

Somatório dos momentos em um ponto:


Para fazer o somatório dos momentos, é importante determinar o ponto a ser analisado. Se escolhêssemos
um ponto aleatório da viga nós não conseguiríamos calcular a equação e equilíbrio pois não saberíamos o
valor do momento INTERNO da viga nesse ponto. Mas sabemos o valor desse momento interno para cada
um dos vínculos (igual a zero). Nos apoios sabemos que não há momento agindo, pois ambos os vínculos
permitem a rotação da peça. Por isso devemos escolher qualquer um dos dois apoios.
Escolhendo o apoio B:
𝑀 =0
Lembrando que o conceito de momento (visto em aulas anteriores) é a tendência a rotação causada por uma
força aplicada a uma certa distância de um ponto, isto é:
𝑀𝑜𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 𝐹𝑜𝑟ç𝑎 × 𝑑𝑖𝑠𝑡â𝑛𝑐𝑖𝑎
Então pelo conceito de momento:
𝑀 = 𝑉 × 9𝑚 − 15𝑘𝑁 × 4,5𝑚 − 20𝑘𝑁 × 3𝑚 = 0
Ou seja, cada força, com seu respectivo sinal representando seu sentido, é multiplicada por sua distância até
o ponto determinado (ponto B). O somatório dessas multiplicações deve ser igual a zero. Observe ainda que
temos agora uma equação com uma incógnita. Determinando a incógnita 𝑉 :
𝑉 × 9𝑚 − 67,5 𝑘𝑁. 𝑚 − 60 𝑘𝑁. 𝑚 = 0
𝑉 × 9𝑚 − 127,5 𝑘𝑁. 𝑚 = 0
𝑉 × 9𝑚 = 127,5 𝑘𝑁. 𝑚
127,5 𝑘𝑁. 𝑚
𝑉 =
9𝑚
𝑽𝑨 = 𝟏𝟒, 𝟏𝟔𝟕 𝒌𝑵
4º Passo: Aplicar o valor encontrado no somatório das forças em y
Somatório das forças em y (determinado anteriormente):
𝑉 + 𝑉 = 35 𝑘𝑁
Mas descobrimos que 𝑉 = 14,167 𝑘𝑁, então:
14,167 𝑘𝑁 + 𝑉 = 35 𝑘𝑁
𝑉 = 35 𝑘𝑁 − 14,167 𝑘𝑁
𝑽𝑩 = 𝟐𝟎, 𝟖𝟑𝟑 𝒌𝑵
Resultado:
As reações de apoio na viga são:

14,167 kN 20,833 kN

______________________________________________________________________________________

1º Passo: Analisar os apoios (ou vínculos)

A Apoio A: Apoio do 1º gênero, isto é, impede o deslocamento vertical, mas permite o


deslocamento horizontal e a rotação.

B Apoio B: Apoio do 2º gênero, isto é, impedindo o deslocamento vertical e horizontal, mas


permitindo a rotação.
2º Passo: Colocar as reações em cada apoio

HB

VA VB

Observe que, como não sabemos o valor de cada reação, admitimos inicialmente que elas estão nos sentidos
positivos de acordo com a convenção:
­ Carga vertical positiva de baixo para cima
­ Carga horizontal positiva da esquerda para a direita
­ Momento positivo no sentido horário (se for feita a análise da esquerda para a direita)

+ + +
viga
+

3º Passo: Determinar as equações de equilíbrio


As equações de equilíbrio são:
Σ𝐹 = 0
Σ𝐹 = 0
Σ𝑀 = 0
Ou seja, o somatório das forças horizontais (em x) deve ser igual a zero; o somatório das forças verticais (em
y) deve ser igual a zero; o somatório dos momentos (em um determinado ponto) deve ser igual a zero. Então:

Somatório das forças em x:


𝐻 =0
Como o somatório das forças horizontais deve ser igual a zero e não há outra força horizontal agindo na viga,
a não ser HB, então a própria força HB é igual a zero.

Somatório das forças em y:


i. Transformando carga distribuída em concentrada:

Temos uma carga distribuída em formato retangular, onde 20 kN/m é igual a força de
20kN distribuída a cada metro de viga. Então, para transformar essa carga distribuída
em concentrada, calcular a área do retângulo.
Em outras palavras, devemos aplicar a intensidade da carga na largura em que ela está atuando isto é:
20 𝑘𝑁/𝑚 × 2 𝑚 = 40 𝑘𝑁

Mas aonde estará aplicada essa força de 40 kN? Sempre no centro de gravidade do formato da carga
distribuída. No caso da questão, temos uma carga distribuída de forma retangular. Com isso, por simetria, a
carga resultante atua na metade dessa forma retangular.

40 kN

ii. Somando as cargas em y (agora com mesmas unidades):


𝑉 − 40 − 25 + 𝑉 = 0
𝑉 + 𝑉 − 65 = 0
𝑉 + 𝑉 = 65 𝑘𝑁
Temos então uma equação com duas incógnitas (dois valores a serem descobertos). Precisamos de outra
equação para determinar esses dois valores.

Somatório dos momentos em um ponto:


Para fazer o somatório dos momentos, é importante determinar o ponto a ser analisado. Se escolhêssemos
um ponto aleatório da viga nós não conseguiríamos calcular a equação e equilíbrio pois não saberíamos o
valor do momento INTERNO da viga nesse ponto. Mas sabemos o valor desse momento interno para cada
um dos vínculos (igual a zero). Nos apoios sabemos que não há momento agindo, pois ambos os vínculos
permitem a rotação da peça. Por isso devemos escolher qualquer um dos dois apoios.
Escolhendo o apoio B:
𝑀 =0
Lembrando que o conceito de momento (visto em aulas anteriores) é a tendência a rotação causada por uma
força aplicada a uma certa distância de um ponto, isto é:
𝑀𝑜𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 𝐹𝑜𝑟ç𝑎 × 𝑑𝑖𝑠𝑡â𝑛𝑐𝑖𝑎
Então pelo conceito de momento:
𝑀 = 𝑉 × 8,5 𝑚 − 40 𝑘𝑁 × 7,5𝑚 − 25 𝑘𝑁 × 5 𝑚 = 0
Ou seja, cada força, com seu respectivo sinal representando seu sentido, é multiplicada por sua distância até
o ponto determinado (ponto B). O somatório dessas multiplicações deve ser igual a zero. Observe ainda que
temos agora uma equação com uma incógnita. Determinando a incógnita 𝑉 :
𝑉 × 8,5 𝑚 − 300 𝑘𝑁. 𝑚 − 125 𝑘𝑁. 𝑚 = 0
𝑉 × 8,5 𝑚 − 425 𝑘𝑁. 𝑚 = 0
𝑉 × 8,5 𝑚 = 425 𝑘𝑁. 𝑚
425 𝑘𝑁. 𝑚
𝑉 =
8,5 𝑚
𝑽𝑨 = 𝟓𝟎 𝒌𝑵

4º Passo: Aplicar o valor encontrado no somatório das forças em y


Somatório das forças em y (determinado anteriormente):
𝑉 + 𝑉 = 65 𝑘𝑁
Mas descobrimos que 𝑉 = 50 𝑘𝑁, então:
50 𝑘𝑁 + 𝑉 = 65 𝑘𝑁
𝑉 = 65 𝑘𝑁 − 50 𝑘𝑁
𝑽𝑩 = 𝟏𝟓 𝒌𝑵
Resultado:
As reações de apoio na viga são:

50 kN 15 kN

______________________________________________________________________________________
A diferença desse caso para o caso anterior (item b), é a carga distribuída triangular. Devemos transforma­la
em uma carga pontual para fazer a análise do equilíbrio e, assim, determinar as reações nos apoios:

Temos uma carga distribuída no formato triangular. O valor da carga


pontual vai ser a área desse triângulo. A área de um triângulo qualquer
é obtido pela fórmula:
𝑏𝑎𝑠𝑒 𝑑𝑜 𝑡𝑟𝑖â𝑛𝑔𝑢𝑙𝑜 × 𝑎𝑙𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑜 𝑡𝑟𝑖â𝑛𝑔𝑢𝑙𝑜
Á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑜 𝑡𝑟𝑖â𝑛𝑔𝑢𝑙𝑜 =
2

Utilizando essa fórmula, temos:


4 𝑚 × 25 𝑘𝑁/𝑚
Á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑜 𝑡𝑟𝑖â𝑛𝑔𝑢𝑙𝑜 =
2
100 𝑘𝑁
Á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑜 𝑡𝑟𝑖â𝑛𝑔𝑢𝑙𝑜 =
2
Á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑜 𝑡𝑟𝑖â𝑛𝑔𝑢𝑙𝑜 = 50 𝑘𝑁
Ou seja, a carga pontual que representa essa carga distribuída é igual a 50 kN. Porém, aonde estará aplicada
essa força de 40 kN? Como foi visto, a carga pontual proveniente de uma carga distribuída sempre atua no
centro de gravidade do formato da carga distribuída. No caso da questão, temos uma carga distribuída de
forma triangular. Com isso, a carga resultante atua a 1/3 do comprimento partindo da linha da altura:

A distribuição de cargas na viga pode ser representada da seguinte maneira:

40 kN 50 kN

4/3 m

Agora é possível fazer o cálculo das reações de apoio.


1º Passo: Analisar os apoios (ou vínculos)

A Apoio A: Apoio do 1º gênero, isto é, impede o deslocamento vertical, mas permite o


deslocamento horizontal e a rotação.

B Apoio B: Apoio do 2º gênero, isto é, impedindo o deslocamento vertical e horizontal, mas


permitindo a rotação.

2º Passo: Colocar as reações em cada apoio

40 kN 50 kN

HB

VA VB
3º Passo: Determinar as equações de equilíbrio
As equações de equilíbrio são:
Σ𝐹 = 0
Σ𝐹 = 0
Σ𝑀 = 0
Ou seja, o somatório das forças horizontais (em x) deve ser igual a zero; o somatório das forças verticais (em
y) deve ser igual a zero; o somatório dos momentos (em um determinado ponto) deve ser igual a zero. Então:

Somatório das forças em x:


𝐻 =0
Como o somatório das forças horizontais deve ser igual a zero e não há outra força horizontal agindo na viga,
a não ser HB, então a própria força HB é igual a zero.

Somatório das forças em y:


𝑉 − 40 − 25 − 50 + 𝑉 = 0
𝑉 + 𝑉 − 115 = 0
𝑉 + 𝑉 = 115 𝑘𝑁
Temos então uma equação com duas incógnitas (dois valores a serem descobertos). Precisamos de outra
equação para determinar esses dois valores.
Somatório dos momentos em um ponto:
Escolhendo o apoio B:
𝑀 =0
Lembrando que o conceito de momento (visto em aulas anteriores) é a tendência a rotação causada por uma
força aplicada a uma certa distância de um ponto, isto é:
𝑀𝑜𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 𝐹𝑜𝑟ç𝑎 × 𝑑𝑖𝑠𝑡â𝑛𝑐𝑖𝑎
Então pelo conceito de momento:
4
𝑀 = 𝑉 × 8,5 𝑚 − 40 𝑘𝑁 × 7,5𝑚 − 25 𝑘𝑁 × 5 𝑚 − 50 𝑘𝑁 × 𝑚 = 0
3
Ou seja, cada força, com seu respectivo sinal representando seu sentido, é multiplicada por sua distância até
o ponto determinado (ponto B). O somatório dessas multiplicações deve ser igual a zero. Observe ainda que
temos agora uma equação com uma incógnita. Determinando a incógnita 𝑉 :
𝑉 × 8,5 𝑚 − 300 𝑘𝑁. 𝑚 − 125 𝑘𝑁. 𝑚 − 66,667 𝑘𝑁. 𝑚 = 0
𝑉 × 8,5 𝑚 − 491,667 𝑘𝑁. 𝑚 = 0
𝑉 × 8,5 𝑚 = 491,667 𝑘𝑁. 𝑚
491,667 𝑘𝑁. 𝑚
𝑉 =
8,5 𝑚
𝑽𝑨 = 𝟓𝟕, 𝟖𝟒 𝒌𝑵

4º Passo: Aplicar o valor encontrado no somatório das forças em y


Somatório das forças em y (determinado anteriormente):
𝑉 + 𝑉 = 115 𝑘𝑁
Mas descobrimos que 𝑉 = 57,84 𝑘𝑁, então:
57,84 𝑘𝑁 + 𝑉 = 115 𝑘𝑁
𝑉 = 115 𝑘𝑁 − 57,84 𝑘𝑁
𝑽𝑩 = 𝟓𝟕, 𝟏𝟔 𝒌𝑵
Resultado:
As reações de apoio na viga são:

57,84 kN 57,16 kN
Agora nós temos uma viga com uma extremidade em balanço e dois apoios (1 do primeiro gênero e outro do
2ª gênero). Devemos saber que o momento no apoio B NÃO É CONHECIDO! Por que?
Pois não está na extremidade da viga! Então aonde eu conheço os momentos? No apoio A e no balanço da
extremidade direita.

1º Passo: Determinar a carga pontual a partir da distribuída


Temos uma carga distribuída em formato retangular, onde 20 kN/m é igual a força de 20kN distribuída a cada
metro de viga. Então, para transformar essa carga distribuída em concentrada, calculamos a área do
retângulo. Em outras palavras, devemos aplicar a intensidade da carga na largura em que ela está atuando
isto é:
20 𝑘𝑁/𝑚 × 3 𝑚 = 60 𝑘𝑁

Mas aonde estará aplicada essa força de 60 kN? Sempre no centro de gravidade do formato da carga
distribuída. No caso da questão, temos uma carga distribuída de forma retangular. Com isso, por simetria, a
carga resultante atua na metade dessa forma retangular.

2º Passo: Colocar as reações em cada apoio

60 kN

HB

VA VB
3º Passo: Determinar as equações de equilíbrio
As equações de equilíbrio são:
Σ𝐹 = 0
Σ𝐹 = 0
Σ𝑀 = 0
Ou seja, o somatório das forças horizontais (em x) deve ser igual a zero; o somatório das forças verticais (em
y) deve ser igual a zero; o somatório dos momentos (em um determinado ponto) deve ser igual a zero. Então:

Somatório das forças em x:


𝐻 =0
Como o somatório das forças horizontais deve ser igual a zero e não há outra força horizontal agindo na viga,
a não ser HB, então a própria força HB é igual a zero.

Somatório das forças em y:


𝑉 − 60 − 35 + 𝑉 = 0
𝑉 + 𝑉 − 95 = 0
𝑉 + 𝑉 = 95 𝑘𝑁
Temos então uma equação com duas incógnitas (dois valores a serem descobertos). Precisamos de outra
equação para determinar esses dois valores.

Somatório dos momentos em um ponto:


Escolhendo a extremidade a direita:
𝑀 =0
Lembrando que o conceito de momento (visto em aulas anteriores) é a tendência a rotação causada por uma
força aplicada a uma certa distância de um ponto, isto é:
𝑀𝑜𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 𝐹𝑜𝑟ç𝑎 × 𝑑𝑖𝑠𝑡â𝑛𝑐𝑖𝑎
Então pelo conceito de momento:
𝑀 = 𝑉 × 6 𝑚 − 60 𝑘𝑁 × 4,5 𝑚 − 35 𝑘𝑁 × 0 𝑚 + 𝑉 × 1,5 𝑚 = 0
Ou seja, cada força, com seu respectivo sinal representando seu sentido, é multiplicada por sua distância até
o ponto determinado (ponto B). O somatório dessas multiplicações deve ser igual a zero. Observe ainda que
temos agora duas equações com duas incógnitas. Determinando a incógnita 𝑉 :
𝑉 × 6 𝑚 − 270 𝑘𝑁. 𝑚 − 0 𝑘𝑁. 𝑚 + 1,5 𝑉 = 0
𝑉 × 6 𝑚 + 1,5 𝑉 − 270 𝑘𝑁. 𝑚 = 0
Dividindo tudo por 6
𝑉 × 6 𝑚 1,5 𝑉 270 𝑘𝑁. 𝑚 𝑉
+ − =𝑉 + − 45 𝑘𝑁 = 0
6 6 6 4
𝑉
𝑉 + = 45 𝑘𝑁. 𝑚
4
𝑉
𝑉 = − + 45 𝑘𝑁
4

4º Passo: Aplicar o valor encontrado no somatório das forças em y


Pelo somatório das forças em y (determinado anteriormente):
𝑉 + 𝑉 = 95 𝑘𝑁
Mas descobrimos que 𝑉 = − + 45 𝑘𝑁

, então:
𝑉
− + 45 𝑘𝑁 + 𝑉 = 95 𝑘𝑁
4
4𝑉 𝑉
− + 45 𝑘𝑁 = 95 𝑘𝑁
4 4
3𝑉
+ 45 𝑘𝑁 = 95 𝑘𝑁
4
3𝑉
= 95 𝑘𝑁 − 45 𝑘𝑁
4
3𝑉
= 50 𝑘𝑁
4
3𝑉 = 4 × 50 𝑘𝑁 = 200 𝑘𝑁
200𝑘𝑁
𝑉 =
3
𝑽𝑩 = 𝟔𝟔, 𝟔𝟔𝟕 𝒌𝑵
Aplicando na equação de VA:
𝑉
𝑉 =− + 45 𝑘𝑁
4
66,667 𝑘𝑁
𝑉 =− + 45 𝑘𝑁
4
𝑽𝑨 = 𝟐𝟖, 𝟑𝟑𝟑 𝒌𝑵
Resultado:
As reações de apoio na viga são:

60 kN

28,333 kN 66,667 kN
A carga distribuída apresenta forma TRAPEZOIDAL. A carga pontual resultante é igual a área do trapézio, ou
seja:
(𝑏𝑎𝑠𝑒 𝑚𝑎𝑖𝑜𝑟 + 𝑏𝑎𝑠𝑒 𝑚𝑒𝑛𝑜𝑟) × 𝑎𝑙𝑡𝑢𝑟𝑎
Á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑜 𝑡𝑟𝑎𝑝é𝑧𝑖𝑜 = = 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑛𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑎 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 𝑝𝑜𝑛𝑡𝑢𝑎𝑙
2
(25 𝑘𝑁/𝑚 + 15 𝑘𝑁/𝑚) × 4 𝑚
Á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑜 𝑡𝑟𝑎𝑝é𝑧𝑖𝑜 =
2
(40 𝑘𝑁/𝑚) × 4 𝑚
Á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑜 𝑡𝑟𝑎𝑝é𝑧𝑖𝑜 =
2
160 𝑘𝑁
Á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑜 𝑡𝑟𝑎𝑝é𝑧𝑖𝑜 =
2
Á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑜 𝑡𝑟𝑎𝑝é𝑧𝑖𝑜 = 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑛𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑎 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 𝑝𝑜𝑛𝑡𝑢𝑎𝑙 = 80 𝑘𝑁
80 kN aplicados aonde? No centro de gravidade do trapézio, determinado por:
𝑎𝑙𝑡𝑢𝑟𝑎 𝐵𝑎𝑠𝑒 𝑚𝑎𝑖𝑜𝑟 + 2 × 𝑏𝑎𝑠𝑒 𝑚𝑒𝑛𝑜𝑟
𝑥 = ×
3 𝐵𝑎𝑠𝑒 𝑚𝑎𝑖𝑜𝑟 + 𝑏𝑎𝑠𝑒 𝑚𝑒𝑛𝑜𝑟
4 𝑚 25 𝑘𝑁/𝑚 + 2 × 15 𝑘𝑁/𝑚
𝑥 = ×
3 25 𝑘𝑁/𝑚 + 15 𝑘𝑁/𝑚
4 𝑚 55 𝑘𝑁/𝑚
𝑥 = ×
3 40 𝑘𝑁/𝑚
220
𝑥 = 𝑚
120
𝑥 = 1,83 𝑚
Observar que essa distância é partindo da extremidade direita.
80 kN

1,83 m
Resultado:
As reações de apoio na viga são:
80 kN

1,83 m

66,7 kN 33,3 kN
______________________________________________________________________________________

74,0 kN 13,5 kN
______________________________________________________________________________________

Temos uma viga engastada em outra estrutura, de forma a IMPEDIR TODOS OS MOVIMENTOS NESTE
VÍNCULO. Isso significa que as reações nesse apoio serão 3: Vertical, Horizontal e de momento.
Vamos calcular passo a passo:
1º Passo: Analisar os apoios (ou vínculos)

Apoio A: Apoio do 3º gênero, isto é, impedindo o deslocamento vertical, o deslocamento


horizontal e a rotação.

A
2º Passo: Colocar as reações no apoio

HA

MA

VA

Observe que, como não sabemos o valor de cada reação, admitimos inicialmente que elas estão nos sentidos
positivos de acordo com a convenção:
­ Carga vertical positiva de baixo para cima
­ Carga horizontal positiva da esquerda para a direita
­ Momento positivo no sentido horário (se for feita a análise da esquerda para a direita)

+ + +
viga
+
3º Passo: Determinar as equações de equilíbrio
As equações de equilíbrio são:
Σ𝐹 = 0
Σ𝐹 = 0
Σ𝑀 = 0
Ou seja, o somatório das forças horizontais (em x) deve ser igual a zero; o somatório das forças verticais (em
y) deve ser igual a zero; o somatório dos momentos (em um determinado ponto) deve ser igual a zero. Então:

Somatório das forças em x:


𝐻 =0
Como o somatório das forças horizontais deve ser igual a zero e não há outra força horizontal agindo na viga,
a não ser HA, então a própria força HA é igual a zero.

Somatório das forças em y:


𝑉 − 10 − 15 − 20 = 0
𝑉 − 45 = 0
𝑉 = 45 𝑘𝑁
Mesmo já tendo determinado duas reações, ainda precisamos determinar a terceira reação: o momento no
engaste.

Somatório dos momentos em um ponto:


Para fazer o somatório dos momentos, é necessário determinar o ponto a ser analisado. Se escolhêssemos
um ponto aleatório da viga nós não conseguiríamos calcular a equação e equilíbrio pois não saberíamos o
valor do momento INTERNO da viga nesse ponto. Mas sabemos o valor desse momento no engaste, que é
igual a MA (a reação que queremos descobrir).
Escolhendo o engaste A:
Σ𝑀 = 0
Lembrando que o conceito de momento (visto em aulas anteriores) é a tendência a rotação causada por uma
força aplicada a uma certa distância de um ponto, isto é:
𝑀𝑜𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 𝐹𝑜𝑟ç𝑎 × 𝑑𝑖𝑠𝑡â𝑛𝑐𝑖𝑎
Então pelo conceito de momento:
Σ𝑀 = 10 𝑘𝑁 × 4,5𝑚 + 15𝑘𝑁 × 6𝑚 + 20𝑘𝑁 × 9𝑚 + 𝑀 = 0
Ou seja, cada força, com seu respectivo sinal representando seu sentido, é multiplicada por sua distância até
o ponto determinado (ponto A). O somatório dessas multiplicações deve ser igual a zero. Observe ainda que
temos agora um momento no somatório. Determinando a incógnita 𝑀 :
10 𝑘𝑁 × 4,5𝑚 + 15𝑘𝑁 × 6𝑚 + 20𝑘𝑁 × 9𝑚 + 𝑀 = 0
45 𝑘𝑁. 𝑚 + 90 𝑘𝑁. 𝑚 + 180 𝑘𝑁. 𝑚 + 𝑀 = 0
315 𝑘𝑁. 𝑚 + 𝑀 = 0
𝑴𝑨 = −𝟑𝟏𝟓 𝒌𝑵. 𝒎
IMPORTANTE!!! O sinal negativo no resultado indica que o sentido que foi estabelecido inicialmente
está invertido, devendo-se trocar ao apresentar os resultados.

Resultado:
As reações de apoio na viga são:

315 kN.m

45 kN
As equações de equilíbrio são:
Σ𝐹 = 0
Σ𝐹 = 0
Σ𝑀 = 0
Ou seja, o somatório das forças horizontais (em x) deve ser igual a zero; o somatório das forças verticais (em
y) deve ser igual a zero; o somatório dos momentos (em um determinado ponto) deve ser igual a zero. Então:

Somatório das forças em x:


𝑯𝑨 = 𝟎
Como o somatório das forças horizontais deve ser igual a zero e não há outra força horizontal agindo na viga,
a não ser HA, então a própria força HA é igual a zero.

Somatório das forças em y:


𝑉 − 25 𝑘𝑁/𝑚 × 1,5𝑚 = 0
𝑉 − 37,5 𝑘𝑁 = 0
𝑽𝑨 = 𝟑𝟕, 𝟓 𝒌𝑵
Mesmo já tendo determinado duas reações, ainda precisamos determinar a terceira reação: o momento no
engaste.

Somatório dos momentos em um ponto:


Para fazer o somatório dos momentos, é necessário determinar o ponto a ser analisado. Se escolhêssemos
um ponto aleatório da viga nós não conseguiríamos calcular a equação e equilíbrio pois não saberíamos o
valor do momento INTERNO da viga nesse ponto. Mas sabemos o valor desse momento no engaste, que é
igual a MA (a reação que queremos descobrir).
Escolhendo o engaste A:
Σ𝑀 = 0
Lembrando que o conceito de momento (visto em aulas anteriores) é a tendência a rotação causada por uma
força aplicada a uma certa distância de um ponto, isto é:
𝑀𝑜𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 𝐹𝑜𝑟ç𝑎 × 𝑑𝑖𝑠𝑡â𝑛𝑐𝑖𝑎
Então pelo conceito de momento:
Σ𝑀 = 25 𝑘𝑁/𝑚 × 1,5𝑚 × 1,35𝑚 + 𝑀 = 0
Ou seja, a força distribuída é multiplicada por sua área de atuação (para transforma­la em pontual) e pela
distância até o ponto determinado (ponto A). Observe ainda que temos novamente um momento no somatório.
Determinando a incógnita 𝑀 :
25 𝑘𝑁/𝑚 × 1,5𝑚 × 1,35𝑚 + 𝑀 = 0
50,625 𝑘𝑁. 𝑚 + 𝑀 = 0
𝑴𝑨 = −𝟓𝟎, 𝟔𝟐𝟓 𝒌𝑵. 𝒎
IMPORTANTE!!! O sinal negativo no resultado indica que o sentido que foi estabelecido inicialmente
está invertido, devendo-se trocar ao apresentar os resultados.

Resultado:
As reações de apoio na viga são:

37,5 kN

50,625 kN.m

37,5 kN

______________________________________________________________________________________

Colocando as reações no engaste e transformando a carga distribuída em pontual:


80 kN

HA

MA

VA

As equações de equilíbrio são:


Σ𝐹 = 0
Σ𝐹 = 0
Σ𝑀 = 0
Ou seja, o somatório das forças horizontais (em x) deve ser igual a zero; o somatório das forças verticais (em
y) deve ser igual a zero; o somatório dos momentos (em um determinado ponto) deve ser igual a zero. Então:

Somatório das forças em x:


𝑯𝑨 = 𝟎
Como o somatório das forças horizontais deve ser igual a zero e não há outra força horizontal agindo na viga,
a não ser HA, então a própria força HA é igual a zero.

Somatório das forças em y:


𝑉 − 25 𝑘𝑁 − 80 𝑘𝑁 = 0
𝑉 − 105 𝑘𝑁 = 0
𝑽𝑨 = 𝟏𝟎𝟓 𝒌𝑵
Mesmo já tendo determinado duas reações, ainda precisamos determinar a terceira reação: o momento no
engaste.

Somatório dos momentos em um ponto:


Para fazer o somatório dos momentos, é necessário determinar o ponto a ser analisado. Se escolhêssemos
um ponto aleatório da viga nós não conseguiríamos calcular a equação e equilíbrio pois não saberíamos o
valor do momento INTERNO da viga nesse ponto. Mas sabemos o valor desse momento no engaste, que é
igual a MA (a reação que queremos descobrir).
Escolhendo o engaste A:
Σ𝑀 = 0
Lembrando que o conceito de momento (visto em aulas anteriores) é a tendência a rotação causada por uma
força aplicada a uma certa distância de um ponto, isto é:
𝑀𝑜𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 𝐹𝑜𝑟ç𝑎 × 𝑑𝑖𝑠𝑡â𝑛𝑐𝑖𝑎
Então pelo conceito de momento:
Σ𝑀 = 25 𝑘𝑁 × 2𝑚 + 80 𝑘𝑁 × 5,5𝑚 + 𝑀 = 0
Ou seja, a força distribuída é multiplicada por sua área de atuação (para transforma­la em pontual) e pela
distância até o ponto determinado (ponto A). Observe ainda que temos novamente um momento no somatório.
Determinando a incógnita 𝑀 :
25 𝑘𝑁 × 2𝑚 + 80 𝑘𝑁 × 5,5𝑚 + 𝑀 = 0
50 𝑘𝑁. 𝑚 + 440 𝑘𝑁. 𝑚 + 𝑀 = 0
490 𝑘𝑁. 𝑚 + 𝑀 = 0
𝑴𝑨 = −𝟒𝟗𝟎 𝒌𝑵. 𝒎
IMPORTANTE!!! O sinal negativo no resultado indica que o sentido que foi estabelecido inicialmente
está invertido, devendo-se trocar ao apresentar os resultados.

Resultado:
As reações de apoio na viga são:

80 kN

490 kN.m

105 kN
ANEXO: CENTRO DE GRAVIDADE DE ALGUMAS FIGURAS PLANAS
SISTEMAS ESTRUTURAIS - CCE1703

Aula 02: Esforços internos em


elementos estruturais
ESFORÇOS INTERNOS EM ELEMENTOS ESTRUTURAIS

 O objetivo da análise estrutural é a determinação das reações de


apoio e dos esforços solicitantes internos.
 O conhecimento das reações de apoio, no caso das estruturas
isostáticas, permite a determinação do comportamento interno da
estrutura.
 A interação de um corpo com os que o rodeiam e que se encontram
fora dos seus limites se caracteriza pelas forças externas.
 O conjuntos de forças externas é constituído pelas forças aplicadas,
ditas forças ativas, e pelas forças reativas.
2
ESFORÇOS INTERNOS EM ELEMENTOS ESTRUTURAIS

 A interação entre as partes do corpo que está sendo analisado se dá


através das forças internas.

 Estas forças internas surgem entre todas as seções contíguas de um


corpo submetido à ação de um sistema de forças externas.

3
ESFORÇOS INTERNOS EM ELEMENTOS ESTRUTURAIS
 De uma maneira geral podemos dizer que:
1. O equilíbrio não leva em conta o modo como o corpo transmite as cargas para os
apoios.
2. O corpo quando recebe carregamento vai gradativamente deformando-se até
atingir o equilíbrio , onde as deformações param de aumentar(são impedidas
internamente), gerando solicitações internas.
3. O equilíbrio ocorre na configuração deformada, que admitimos ser bem próxima
da inicial (campo das pequenas deformações).
Pretendemos analisar quais os efeito que a transmissão deste sistema de cargas
externas aos apoios provoca nas diversas seções que constituem o corpo em
equilíbrio. 4
ESFORÇOS INTERNOS EM ELEMENTOS ESTRUTURAIS

 Seja um corpo submetido a um sistema de forças externas em equilíbrio, conforme


a Figura 3.1A. Imaginando esse corpo seccionado em duas partes na seção S, como
mostra a Figura 3.1B, vê-se a necessidade de introduzir um sistema de forças
internas a fim de manter o equilíbrio das duas partes do corpo: à esquerda e a
direita da seção.

5
ESFORÇOS INTERNOS EM ELEMENTOS ESTRUTURAIS

 Para tanto, suponhamos o corpo em equilíbrio, sob efeito de um carregamento


qualquer. Se cortarmos este corpo por um plano qualquer (π), rompemos o
equilíbrio pois destruímos sua cadeia molecular, na seção "S" de interseção do
plano com o corpo.

6
ESFORÇOS INTERNOS EM ELEMENTOS ESTRUTURAIS

 Para que as partes isoladas pelo corte permaneçam em equilíbrio, deve-se


aplicar , por exemplo, sobre a parte da esquerda, a ação que a parte da direita
exercia sobre ela ou seja, resultante de força ( R ) e resultante de momento (
M ). O mesmo deve ser feito com a parte da esquerda cujas resultantes estão
também representadas.

7
ESFORÇOS INTERNOS EM ELEMENTOS ESTRUTURAIS

 As resultantes nas seções de corte de ambos os lados devem ser tais que
reproduzam a situação original quando as duas partes forem ligadas novamente,
ou seja, pelo princípio da ação e reação estas forças são sempre recíprocas
(iguais direções, intensidades e ponto de aplicação, mas com sentidos opostos.

 R e M são as resultantes das solicitações internas referidas ao centro de


gravidade da seção de corte da barra.

8
ESFORÇOS INTERNOS EM ELEMENTOS ESTRUTURAIS

Determinação dos esforços em uma seção:


 Quando queremos saber o que acontece em uma seção S de uma peça, devemos
cortar a peça na seção desejada, isolar um dos lados do corte (qualquer um ) e
podemos dizer que no centro de gravidade desta seção devem aparecer esforços
internos (resultante de força e de momento) que mantém o corpo isolado em
equilíbrio.
 Estes esforços representam a ação da parte retirada do corpo.
 Em isostática a seção de referência adotada será a seção transversal das peças
em estudo.

9
CLASSIFICAÇÃO DAS SOLICITAÇÕES

 Os esforços estão associados às deformações que provocam e se classificam de


acordo com elas.
 Sabemos também que um vetor no espaço pode ser decomposto segundo 3
direções que escolhermos e adotaremos 3 direções perpendiculares entre si no
espaço (x,y,z). Vamos decompor os vetores resultantes R e M segundo estas três
direções escolhidas e teremos:

10
CLASSIFICAÇÃO DAS SOLICITAÇÕES

 Observe que escolhemos 3 direções perpendiculares entre si com a seguinte


característica: 2 direções contidas pela seção de corte e a terceira perpendicular
à seção de corte.
11
CLASSIFICAÇÃO DAS SOLICITAÇÕES

 Denominamos as componentes da seguinte maneira:


N - Esforço Normal
Q ou V - Esforço Cortante
M - Momento Fletor
Mt ou T - Momento Torçor 12
CLASSIFICAÇÃO DAS SOLICITAÇÕES

13
CLASSIFICAÇÃO DAS SOLICITAÇÕES

Cada solicitação conforme já vimos tem associada à si uma deformação:


 Esforço Normal (N) : Podemos definir esforço normal em uma seção de corte
como sendo a soma algébrica das componentes de todas as forças externas na
direção perpendicular à referida seção (seção transversal),ou seja, todas as
forças de um dos lados isolado pelo corte na direção do eixo x.

 Representando duas seções infinitamente próximas entre si, o efeito do esforço


normal será de provocar uma variação da distância que separa as seções, que
permanecem planas e paralelas.
14
CLASSIFICAÇÃO DAS SOLICITAÇÕES

Cada solicitação conforme já vimos tem associada à si uma deformação:


 Esforço Normal (N) :
As fibras longitudinais que constituem estas seções também permanecem
paralelas entre si, porém com seus comprimentos alterados (sofrem alongamentos
ou encurtamentos).

O esforço normal será considerado positivo quando alonga a fibra longitudinal e negativo no caso de encurtamento.15
CLASSIFICAÇÃO DAS SOLICITAÇÕES

 Esforço Normal (N) :

COMPRESSÃO TRAÇÃO 16
CLASSIFICAÇÃO DAS SOLICITAÇÕES

 Esforço Cortante (Q) : Podemos definir esforço cortante em uma seção de


referência como a soma vetorial das componentes do sistema de forças de
um dos lados do corte (referência), sobre o plano da seção considerada. Não
é usual entretanto, trabalharmos com a soma vetorial e sim com suas
componentes segundo dois eixos de referência contidos pela seção, podendo
resultar em 2 esforços (Qy e Qz) obtidos pela soma algébrica das
componentes das forças do sistema nestas direções.

17
CLASSIFICAÇÃO DAS SOLICITAÇÕES

 Esforço Cortante (Q) :


O efeito do esforço cortante é o de provocar o deslizamento no sentido do
esforço de uma seção sobre a outra infinitamente próxima acarretando o corte
ou cisalhamento da mesma.

Os esforços cortantes (Qy,Qz ) serão positivos, quando calculados pelo somatório


das forças situadas à esquerda seguem o sentido arbitrado para os eixos e
quando calculados pelo somatório das forças à direita forem contrários aos eixos.18
CLASSIFICAÇÃO DAS SOLICITAÇÕES

 Esforço Cortante (Q) :

CISALHAMENTO
19
CLASSIFICAÇÃO DAS SOLICITAÇÕES

 Momento Fletor (M): Podemos definir momento fletor em uma seção de


referência como a soma vetorial dos momentos provocados pelas forças
externas de um dos lados da referência em relação aos eixos contidos pela
seção de referência (eixos y e z). Não é usual entretanto trabalharmos com a
soma vetorial optando-se pelo cálculo separado dos momentos em relação aos
eixos y e z, transformando a soma em algébrica.

20
CLASSIFICAÇÃO DAS SOLICITAÇÕES

 Momento Fletor (M):


O efeito do momento fletor é provocar o giro a seção transversal em torno de um
eixo contido pela própria seção.
As fibras de uma extremidade são tracionadas enquanto que na outra são
comprimidas (as seções giram em torno do eixo na qual se desenvolve o
momento, mas permanecem planas).

21
CLASSIFICAÇÃO DAS SOLICITAÇÕES

 Momento Fletor (M):

O momento fletor Mz é considerado positivo quando traciona as fibras de baixo


da estrutura e My é positivo quando traciona as fibras internas (no caso da
esquerda) da estrutura. 22
CLASSIFICAÇÃO DAS SOLICITAÇÕES

 Momento Fletor (M):

23
CLASSIFICAÇÃO DAS SOLICITAÇÕES

 Momento Torçor : Podemos definir momento torçor em uma seção de


referência como a soma algébrica das componentes dos momentos das forças
externas de um dos lados da referência em relação ao eixo longitudinal da
peça (eixo x).

O efeito do momento torçor é o de provocar o giro da seção em torno do eixo


longitudinal da peça, torcendo-a ou deslocando-a angularmente em relação à
seção vizinha.

24
CLASSIFICAÇÃO DAS SOLICITAÇÕES

 Momento Torçor :

A convenção de sinais adotadas para o momento torçor é análoga à do esforço


normal, ou seja, o momento torçor é considerado positivo quando sua seta
representativa está saindo da seção de referência (regra da mão direita). 25
CLASSIFICAÇÃO DAS SOLICITAÇÕES

 Momento Torçor :

26
CLASSIFICAÇÃO DAS SOLICITAÇÕES

 Momento Torçor :

Momentos torçores são esforços que ocorrem em sistemas estruturais analisados em três dimensões.
27
ESFORÇOS INTERNOS EM ESTRUTURA PLANA

 Uma estrutura é dita plana quando tanto ela quanto as forças que nela atuam
pertencem a um mesmo plano.
 As direções de deslocamento de interesse são três, para um plano x-y em
qualquer seção S da estrutura: normal (N); cortante (Q) e momento fletor
(MF).
 O quadro a seguir indica de forma resumida:
Os Esforços Solicitantes Internos (ESI) das estruturas planas, os tipos de
Solicitações, os tipos de Deformações e a forma como os ESI devem ser
marcados, nos respectivos diagramas em relação do eixo local x (sempre
coincidente com o eixo do elemento. 28
ESFORÇOS INTERNOS EM ESTRUTURA PLANA

29
ESFORÇOS INTERNOS EM ESTRUTURA PLANA

30
ESFORÇOS INTERNOS EM ESTRUTURA PLANA

31
ESFORÇOS INTERNOS EM ESTRUTURA PLANA

 Conhecendo-se as forças externas (forças aplicadas e reações de apoio) os


esforços solicitantes interno ( N, Q, e M, em qualquer seção transversal, podem
ser determinados. O ESI dependem da posição da seção transversal S
considerada.
 As variações dos ESI, no caso das estruturas planas N, Q e M, ao longo dos
elementos que compõem uma estrutura são representadas graficamente por
meio dos Diagramas ou Linhas de Estado.
 Diagramas ou Linhas de Estado são o estudo gráfico dos esforços simples. Esses
gráficos retratam os valores dos esforços simples ao longo da estrutura,
permitindo a visualização das variações desses esforços de uma seção para outra.
32
ESFORÇOS INTERNOS EM ESTRUTURA PLANA

Classificação:
 Diagrama de Força Normal: retrata os esforços normais (tração e compressão)
ao longo da estrutura.

33
ESFORÇOS INTERNOS EM ESTRUTURA PLANA

Classificação:
 Diagrama de Força Cortante: retrata os esforços cortantes (cisalhamento) ao
longo da estrutura.

34
ESFORÇOS INTERNOS EM ESTRUTURA PLANA

Classificação:
 Diagrama de Momento: retrata os esforços de flexão ao longo da estrutura.

35
ESFORÇOS INTERNOS EM ESTRUTURA PLANA

Classificação:
 Linha de Influência: retrata os esforços de uma seção da estrutura, em relação
a variação de uma força na estrutura.

36
Leitura Específica

ALMEIDA, Maria Cascão Ferreira de. ESTRUTURAS


ISOSTÁTICAS. 1ª edição. São Paulo. Oficina de Textos, 2009.
(Capítulo 3 itens 3.1 e 3.2)

HIBBELER, Russel Charles. ESTÁTICA: MECÂNICA PARA


ENGENHARIA. 12ª edição. São Paulo: Pearson Prentice Hall,
2011. (Capítulo 7 itens 7.1 e 7.2)
Obrigada pela atenção!
SISTEMAS ESTRUTURAIS - CCE1703

Aula 03: TRAÇADO DE DIAGRAMAS


DE ESFORÇOS INTERNOS
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

 O diagrama de esforços cortantes é um gráfico que descreve a variação dos


esforços cortantes ao longo das seções transversais da estrutura.

 A convenção adotada para o desenho do diagrama é tal que valores positivos de


esforços cortantes são desenhados do lado das fibras superiores da barra e
negativos do outro lado.

2
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

3
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

O mesmo resultado tem que ser obtido se Q e M forem calculados através do equilíbrio da porção à
direita de S.

4
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

 No caso da viga biapoiada com carga concentrada, o diagrama é


determinado para as duas situações (1) e (2) mostradas anteriormente,
resultando em uma descontinuidade no ponto de aplicação da carga:

5
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

6
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

7
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

8
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

9
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

10
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

11
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

12
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 1

13
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 1
1º Passo: Analisar os apoios (ou vínculos)
2º Passo: Colocar as reações em cada apoio

14
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 1

Observe que, como não sabemos o valor de cada reação, admitimos inicialmente que elas estão nos sentidos
positivos de acordo com a convenção:
• Carga vertical positiva de baixo para cima
• Carga horizontal positiva da esquerda para a direita
• Momento positivo no sentido horário (se for feita a análise da esquerda para a direita) 15
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 1

B
3º Passo: Determinar as equações de equilíbrio
As equações de equilíbrio são:

Ou seja, o somatório das forças horizontais (em x) deve ser igual a zero; o somatório das forças verticais (em
y) deve ser igual a zero; o somatório dos momentos (em um determinado ponto) deve ser igual a zero. 16
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 1

Logo, somatório das forças em x:

Como o somatório das forças horizontais deve ser igual a zero e não há outra força horizontal agindo na viga,
a não ser HA, então a própria força HA é igual a zero.
17
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 1

Somatório das forças em y:


𝑉𝐴 − 30𝑘𝑁 + 𝑉𝐵 = 0
𝑉𝐴 + 𝑉𝐵 = 30 𝑘𝑁
Temos então uma equação com duas incógnitas (dois valores a serem descobertos). Precisamos de outra
equação para determinar esses dois valores. 18
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 1

B
Somatório dos momentos em um ponto:
Para fazer o somatório dos momentos, é importante determinar o ponto a ser analisado. Se escolhêssemos um
ponto aleatório da viga nós não conseguiríamos calcular a equação e equilíbrio pois não saberíamos o valor do
momento INTERNO da viga nesse ponto. Mas sabemos o valor desse momento interno para cada um dos
vínculos (igual a zero). Nos apoios sabemos que não há momento agindo, pois ambos os vínculos permitem a
19
rotação da peça. Por isso devemos escolher qualquer um dos dois apoios.
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 1

Somatório dos momentos em um ponto:


Escolhendo o apoio B:

Lembrando que o conceito de momento (visto em aulas anteriores) é a tendência a rotação causada por uma
força aplicada a uma certa distância de um ponto, isto é: 20
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 1

Então pelo conceito de momento:


𝑀𝐵 = 𝑉𝐴 𝑥 6 𝑚 − 30𝑘𝑁 𝑥 2 𝑚 = 0

Ou seja, a força, com seu respectivo sinal representando seu sentido, é multiplicada por sua distância até o
ponto determinado (ponto B). O somatório dessas multiplicações deve ser igual a zero. Observe ainda que
temos agora uma equação com uma incógnita. 21
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 1

Determinando a incógnita 𝑉𝐴 :
𝑉𝐴 𝑥 6 𝑚 − 30𝑘𝑁 𝑥 2 𝑚 = 0
60 𝐾𝑁. 𝑚
𝑉𝐴 𝑥 6 𝑚 = 60 𝐾𝑁. 𝑚 𝑉𝐴 =
6𝑚
𝑉𝐴 = 10 𝑘𝑁 22
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 1

4º Passo: Aplicar o valor encontrado no somatório das forças em y


Determinando a incógnita 𝑉𝐵 :

𝑉𝐴 = 10 𝑘𝑁 𝑉𝐴 + 𝑉𝐵 = 30 𝑘𝑁

𝑉𝐵 = 30 𝑘𝑁 − 𝑉𝐴 = 30 𝑘𝑁 − 10 𝑘𝑁 𝑉𝐵 = 20 𝑘𝑁 23
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 1

𝐻𝐴 = 0

𝑉𝐴 = 10𝑘𝑁 𝑉𝐵 = 20𝑘𝑁

24
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 1

𝐻𝐴 = 0

𝑉𝐴 = 10𝑘𝑁 𝑉𝐵 = 20𝑘𝑁

5º Passo: Cálculo do Esforço Cortante


Para encontrar a equação do esforço cortante, é necessário fazer o balanço de forças verticais em cada seção
(que vão de 0 até x metros), ou seja:

25
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 1

𝐻𝐴 = 0

𝑉𝐴 = 10𝑘𝑁 𝑉𝐵 = 20𝑘𝑁

5º Passo: Cálculo do Esforço Cortante


𝑸

𝑽𝑨 = 𝟏𝟎𝒌𝑵 −10𝑘𝑁 + 𝑄 = 0
𝑄1 = 10𝑘𝑁

26
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 1

𝐻𝐴 = 0

𝑉𝐴 = 10𝑘𝑁 𝑉𝐵 = 20𝑘𝑁

5º Passo: Cálculo do Esforço Cortante

30kN

𝑸
−10𝑘𝑁 + 30𝑘𝑁 + 𝑄 = 0
𝑽𝑨 = 𝟏𝟎𝒌𝑵 𝑄 = 10𝑘𝑁 − 30 𝑘𝑁
𝑄2 = −20 𝑘𝑁 27
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 1

𝐻𝐴 = 0

6º Passo: Desenhar o Diagrama de Esforço Cortante 𝑉𝐴 = 10𝑘𝑁 𝑉𝐵 = 20𝑘𝑁

28
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 1

𝐻𝐴 = 0

𝑉𝐴 = 10𝑘𝑁 𝑉𝐵 = 20𝑘𝑁

7º Passo: Momento fletor

Para encontrar a equação do momento fletor, é necessário fazer o balanço do momento em cada seção (que
vão de 0 até X metros), ou seja:

29
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 1

𝐻𝐴 = 0

𝑉𝐴 = 10𝑘𝑁 𝑉𝐵 = 20𝑘𝑁

7º Passo: Momento fletor

−10𝑘𝑁 . 𝑥 + 𝑀 = 0
𝑀 = 10 𝑥
𝑽𝑨 = 𝟏𝟎𝒌𝑵 𝑃𝑎𝑟𝑎 𝑥 = 0 𝑀 = 0 𝑘𝑁. 𝑚
𝑃𝑎𝑟𝑎 𝑥 = 4 𝑀 = 40 𝑘𝑁. 𝑚
30
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 1

𝐻𝐴 = 0

𝑉𝐴 = 10𝑘𝑁 𝑉𝐵 = 20𝑘𝑁

7º Passo: Momento fletor

30kN −10𝑘𝑁 . 𝑥 + 30𝑘𝑁. (𝑥 − 4𝑚) + 𝑀 = 0

𝑀 = 10 𝑥 − 30 . 𝑥 − 4𝑚 = 10𝑥 − 30𝑥 + 120

𝑀 = −20𝑥 + 120

𝑽𝑨 = 𝟏𝟎𝒌𝑵 𝑃𝑎𝑟𝑎 𝑥 = 4 𝑀 = 40 𝑘𝑁. 𝑚


𝑃𝑎𝑟𝑎 𝑥 = 6 𝑀 = 0 𝑘𝑁. 𝑚
31
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 1

𝐻𝐴 = 0

𝑉𝐴 = 10𝑘𝑁 𝑉𝐵 = 20𝑘𝑁
8º Passo: Desenhar o Diagrama de Momento fletor

32
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 2

33
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 2
1º Passo: Analisar os apoios (ou vínculos)
2º Passo: Colocar as reações em cada apoio

34
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 2

Observe que, como não sabemos o valor de cada reação, admitimos inicialmente que elas estão nos sentidos
positivos de acordo com a convenção:
• Carga vertical positiva de baixo para cima
• Carga horizontal positiva da esquerda para a direita
• Momento positivo no sentido horário (se for feita a análise da esquerda para a direita) 35
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 2

B
3º Passo: Determinar as equações de equilíbrio
As equações de equilíbrio são:

Ou seja, o somatório das forças horizontais (em x) deve ser igual a zero; o somatório das forças verticais (em
y) deve ser igual a zero; o somatório dos momentos (em um determinado ponto) deve ser igual a zero. 36
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 2

Logo, somatório das forças em x:

Como o somatório das forças horizontais deve ser igual a zero e não há outra força horizontal agindo na viga,
a não ser HA, então a própria força HA é igual a zero.
37
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 2
Somatório das forças em y:
i. Transformando carga distribuída em concentrada
Temos uma carga distribuída em formato retangular, onde
20 kN/m é igual a força de 20kN distribuída a cada metro
de viga. Então, para transformar essa carga distribuída em
concentrada, calcular a área do retângulo.

Mas aonde estará aplicada essa força de 160 kN? Sempre


no centro de gravidade do formato da carga distribuída.
No caso da questão, temos uma carga distribuída de forma
retangular. Com isso, por simetria, a carga resultante atua
na metade dessa forma retangular. 38
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 2

Somatório das forças em y:


𝑉𝐴 − 160𝑘𝑁 + 𝑉𝐵 = 0
𝑉𝐴 + 𝑉𝐵 = 160 𝑘𝑁
Temos então uma equação com duas incógnitas (dois valores a serem descobertos). Precisamos de outra
equação para determinar esses dois valores. 39
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 2

Somatório dos momentos em um ponto:


Escolhendo o apoio B:

Lembrando que o conceito de momento (visto em aulas anteriores) é a tendência a rotação causada por uma
força aplicada a uma certa distância de um ponto, isto é: 40
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 2

Então pelo conceito de momento:


𝑀𝐵 = 𝑉𝐴 𝑥 8𝑚 − 160𝑘𝑁 𝑥 4 𝑚 = 0

Ou seja, a força, com seu respectivo sinal representando seu sentido, é multiplicada por sua distância até o
ponto determinado (ponto B). O somatório dessas multiplicações deve ser igual a zero. Observe ainda que
temos agora uma equação com uma incógnita. 41
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 2

Determinando a incógnita 𝑉𝐴 :
𝑉𝐴 𝑥 8𝑚 − 160𝑘𝑁 𝑥 4 𝑚 = 0

640 𝐾𝑁. 𝑚
𝑉𝐴 𝑥 8 𝑚 = 640 𝐾𝑁. 𝑚 𝑉𝐴 =
8𝑚
𝑉𝐴 = 80 𝑘𝑁 42
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 2

4º Passo: Aplicar o valor encontrado no somatório das forças em y


Determinando a incógnita 𝑉𝐵 :

𝑉𝐴 = 80 𝑘𝑁 𝑉𝐴 + 𝑉𝐵 = 160 𝑘𝑁

𝑉𝐵 = 160 𝑘𝑁 − 𝑉𝐴 = 160 𝑘𝑁 − 80 𝑘𝑁 𝑉𝐵 = 80 𝑘𝑁 43
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 2

𝐻𝐴 = 0

𝑉𝐴 = 80𝑘𝑁 𝑉𝐵 = 80𝑘𝑁

44
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 2

𝐻𝐴 = 0

𝑉𝐴 = 80𝑘𝑁 𝑉𝐵 = 80𝑘𝑁

5º Passo: Cálculo do Esforço Cortante


Para encontrar a equação do esforço cortante, é necessário fazer o balanço de forças verticais em cada seção
(que vão de 0 até x metros), ou seja:

45
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 2

𝐻𝐴 = 0

𝑉𝐴 = 80𝑘𝑁 𝑉𝐵 = 80𝑘𝑁

5º Passo: Cálculo do Esforço Cortante 20kN/m

−80𝑘𝑁 + (20𝑘𝑁. 𝑥) + 𝑄 = 0
𝑽𝑨 = 𝟖𝟎𝒌𝑵 𝑄 = 80𝑘𝑁 − (20𝑘𝑁. 𝑥)
46
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 2

𝐻𝐴 = 0

𝑉𝐴 = 80𝑘𝑁 𝑉𝐵 = 80𝑘𝑁

5º Passo: Cálculo do Esforço Cortante

𝑃𝑎𝑟𝑎 𝑋 = 0 𝑚
{ 𝑃𝑎𝑟𝑎 𝑋 = 8𝑚
𝑄 = 80 − (20 𝑥 0) 𝑄 = 80 𝑘𝑁
𝑄 = 80 − 20𝑋
𝑄 = 80 − (20 𝑥 8) 𝑄 = −80 𝑘𝑁

47
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 2

𝐻𝐴 = 0
6º Passo: Desenhar o Diagrama de Esforço Cortante

𝑉𝐴 = 80𝑘𝑁 𝑉𝐵 = 80𝑘𝑁

80k

80k

48
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 2

𝐻𝐴 = 0

𝑉𝐴 = 80𝑘𝑁 𝑉𝐵 = 80𝑘𝑁

7º Passo: Momento fletor

Para encontrar a equação do momento fletor, é necessário fazer o balanço do momento em cada seção (que
vão de 0 até X metros), ou seja:

49
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 2

𝐻𝐴 = 0

𝑉𝐴 = 80𝑘𝑁 𝑉𝐵 = 80𝑘𝑁

7º Passo: Momento fletor

x/2 20𝑘𝑁
𝑀 = 80𝑘𝑁 . 𝑥 − . 𝑥²
2
𝑽𝑨 = 𝟖𝟎𝒌𝑵

50
TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 2

𝐻𝐴 = 0

𝑉𝐴 = 80𝑘𝑁 𝑉𝐵 = 80𝑘𝑁

7º Passo: Momento fletor

{
𝑃𝑎𝑟𝑎 𝑋 = 0 𝑚 𝑄 = (80 . 0) − (10 𝑥 0) 𝑀 = 0 𝑘𝑁. 𝑚

𝑀 = 80𝑥 − 10 𝑥² 𝑃𝑎𝑟𝑎 𝑋 = 8𝑚 𝑄 = (80 . 8) − (10. 82 ) 𝑀 = 0 𝑘𝑁. 𝑚

𝑃𝑎𝑟𝑎 𝑋 = 4𝑚 𝑄 = (80 . 4) − (10. 42 ) 𝑀 = 160 𝑘𝑁. 𝑚 51


TRAÇADO DE DIAGRAMAS DE ESFORÇOS

EXEMPLO 2

𝐻𝐴 = 0

8º Passo: Desenhar o Diagrama de Momento fletor 𝑉𝐴 = 80𝑘𝑁 𝑉𝐵 = 80𝑘𝑁

160kN.m
52
EXERCÍCIO

1) Determinar os diagramas de Esforço cortante e Momento Fletor para as Vigas a seguir:

20kN
a)

5,0 m 3,0 m

Vão = 8,0 m

b) 30kN/m

Vão = 6,0 m
Leitura Específica

ALMEIDA, Maria Cascão Ferreira de. ESTRUTURAS ISOSTÁTICAS. 1ª


edição. São Paulo. Oficina de Textos, 2009. (Capítulo 4 itens 4.1 a 4.5)

HIBBELER, Russel Charles. ESTÁTICA: MECÂNICA PARA ENGENHARIA. 12ª


edição. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011.(Capítulo 7 itens 7.1 e
7.2)

REBELLO, Yopanan Conrado Pereira. A CONCEPÇÃO ESTRUTURAL E A


ARQUITETURA. 11ª reimpressão. São Paulo, Zigurate, 2000. (Capítulo 1 -
Páginas 49 a 60)
PRÓXIMA AULA:

O Ftool é uma das ferramentas de análise estrutural bidimensional favoritas dos estudantes de Engenharia
Civil e Engenheiros Civis de países de expressão portuguesa, devido à sua simplicidade e poder de cálculo.
Tamanho: 3,7 Mb ou 6.1 Mb (depende da versão).

Você pode baixar a versão 3.01 do Ftool (versão antiga) pelo link:
https://mega.nz/file/n8whmL7B#_UCZfIkhOWeGXH_ZjitB1GEJLdQICyHHFRv9IeBfsAo

Você pode baixar a versão 4.01 do Ftool (última versão) pelo link:
https://mega.nz/file/aww3CYBD#gweoDqW8SxPYrArlGg6gM1lxoo7HhkmTXJ3Bm_GWIb8

Você também pode obter a versão paga direto no site dos desenvolvedores, clicando no link abaixo:
https://www.ftool.com.br/Ftool/
Obrigada pela atenção!
SISTEMAS ESTRUTURAIS - CCE1703

Aula 04: FTOOL


FTOOL

 O FTOOL é um programa que se destina ao ensino do comportamento


estrutural de pórticos planos.

 O FTOOL é uma ferramenta simples, une em uma única interface


recursos para uma eficiente criação e manipulação do modelo aliados a
uma análise da estrutura rápida e transparente e a uma visualização de
resultados rápida e efetiva.

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Essas propriedades somente influenciam na deformação da estrutura, não
influenciando nos esforços “Normal”, “Cortante” e “Momento Fletor”; porém, o
Ftool não calcula os esforços se não for definido o material.

13
Para aplicar o mesmo material para
todas as barras:

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EXERCÍCIO
1) Utilizando o FTOOL, determinar os diagramas de Esforço cortante e Momento Fletor
para as Vigas a seguir:

a)

b)
Leitura Específica

Manual de utilização do software Ftool disponível em


https://www.ftool.com.br/Ftool/
FTOOL

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https://mega.nz/file/n8whmL7B#_UCZfIkhOWeGXH_ZjitB1GEJLdQICyHHFRv9IeBfsAo

Você pode baixar a versão 4.01 do Ftool (última versão) pelo link:
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SISTEMAS ESTRUTURAIS - CCE1703

Aula 05: CONCEPÇÃO ESTRUTURAL


Tema
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL: TIPOLOGIA, FUNÇÃO DOS ELEMENTOS
ESTRUTURAIS E SUBSISTEMAS

Objetivo
Ao final da aula, o discente deverá conhecer os tipos de elementos
estruturais mais comuns, além de compreender o processo de concepção
estrutural. O(A) aluno(a) deve compreender as funções dos elementos
estruturais na estrutura.
2
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

 A concepção da estrutura de um edifício consiste no estabelecimento de um


arranjo adequado dos vários elementos estruturais do edifício (figura 1), de
modo a assegurar que o mesmo possa atender às finalidades para as quais foi
projetado.
 Em virtude da complexidade das construções, uma estrutura requer o
emprego de diferentes tipos de peças estruturais adequadamente
combinadas para a formação do conjunto resistente.
 Um sistema estrutural é um conjunto de elementos que trabalham em
conjunto para vencer as forças da natureza e garantir a sustentação de uma
edificação. 3
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

4
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

 Um arranjo estrutural adequado consiste em atender, simultaneamente, os


aspectos de segurança, economia (custo), durabilidade e os relativos ao projeto
arquitetônico (estética e funcionalidade).
 A concepção estrutural deve levar em conta a finalidade da edificação e
atender, tanto quanto possível, às condições impostas pela arquitetura.
 O projeto arquitetônico representa, de fato, a base para a elaboração do
projeto estrutural. Este deve prever o posicionamento dos elementos de forma
a respeitar a distribuição dos diferentes ambientes nos diversos pavimentos.
 Evidentemente, a estrutura deve também ser coerente com as características
do solo no qual ela se apoia.
5
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

Relação entre a estrutura e a arquitetura

O sistema estrutural pode se relacionar ao projeto arquitetônico de três


maneiras fundamentais.

Essas estratégias fundamentais são:


• Exposição da estrutura
• Ocultação da estrutura
• Destaque da estrutura
6
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
Relação entre a estrutura e a arquitetura

7
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
Relação entre a estrutura e a arquitetura

8
Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - MASP
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
Relação entre a estrutura e a arquitetura

9
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
Relação entre a estrutura e a arquitetura

10
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
Relação entre a estrutura e a arquitetura

11
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
Relação entre a estrutura e a arquitetura

Museu do Amanhã: No telhado da construção,


grandes estruturas de aço, que se
movimentam como asas, servem de base para
placas de captação de energia solar. 12
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

A escolha da forma da estrutura de um


edifício depende essencialmente do
projeto arquitetônico proposto.
Usualmente os edifícios residenciais são
constituídos pelos seguintes pavimentos:
• Subsolo: destinado à área de garagem;
•Pavimento Térreo: destinado à
recepção, salas de estar, de jogos, de
festas, piscinas e área para recreação;

13
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

Usualmente os edifícios residenciais são


constituídos pelos seguintes pavimentos:
• Pavimento-tipo: destinado aos
apartamentos, com os vários cômodos
previstos no projeto.
• Ático: pavimento menor e mais
recuado que os demais, no topo dos
edifícios, destinado a abrigar
máquinas, reservatórios, depósitos,
etc.;
14
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

Em alguns projetos os ambientes sociais se localizam na cobertura do edifício, requerendo um


projeto estrutural compatível para o pavimento de cobertura.

15
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

16
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

Infraestrutura
ou
17
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

18
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

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CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

20
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

21
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

Elementos Estruturais Básicos

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CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

Elementos Estruturais Básicos

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CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

Elementos Estruturais Básicos

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CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

Elementos Estruturais Básicos

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CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

Elementos Estruturais Básicos

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CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

Elementos Estruturais Básicos

27
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
Elementos Estruturais

Contraventamento é, um sistema de proteção de edificações contra a ação do vento.

Existem várias soluções possíveis para a concepção de sistemas de contraventamento


que podem ser constituídas de pórticos formados por pilares e vigas, pilares-parede,
enrijecedores inclinados formando treliças, núcleos rígidos formados pela associação
de pilares-parede ou ainda a utilização de sistemas tubulares, formados pela
associação de elementos rígidos no contorno das fachadas.
A adoção por um ou mais desses sistemas em edifícios depende essencialmente do
formato e da altura da edificação.
28
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
Elementos Estruturais
Contraventamento é, um sistema de proteção de edificações contra a ação do vento.

29
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

30
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

31
CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

32
Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

40
Padrões Estruturais e Modulação

As MODULAÇÕES ou GRELHAS são


formadas por conjuntos de linhas
espaçadas, orientando e ordenando a
posição dos elementos estruturais e
dos elementos arquitetônicos.

41
Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

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Padrões Estruturais e Modulação

Podemos conectar dois espaços com geometrias diferentes, cada uma possuindo sua própria malha estrutural.

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Padrões Estruturais e Modulação

Podemos conectar dois espaços com geometrias diferentes, cada uma possuindo sua própria malha estrutural.

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Padrões Estruturais e Modulação

Podemos conectar dois espaços com geometrias diferentes, cada uma possuindo sua própria malha estrutural.

62
EXERCÍCIO
EXERCÍCIO
EXERCÍCIO

2) Defina infraestrutura e superestrutura de uma edificação e cite


exemplos de elementos estruturais que se localizem em cada divisão
definida.

3) Defina lajes, vigas, pilares e contraventamento.

4) O que são fundações rasas e fundações profundas?

5) O que são grelhas estruturais?


Leitura Específica

CHING, Francis D.K. ONOUYE, Barry S. ZUBERBUHLER, Douglas.


SISTEMAS ESTRUTURAIS ILUSTRADOS: PADRÕES, SISTEMAS E
PROJETO. 2ª edição. Porto Alegre: Bookman, 2015. Capítulo 1
(Páginas 14 a 28) e Capítulo 2

REBELLO, Yopanan.A CONCEPÇÃO ESTRUTURAL E A


ARQUITETURA. 9ª edição. São Paulo: Zigurate, 2000.
Obrigada pela atenção!
EXERCÍCIO – GABARITO – QUESTÃO 1
EXERCÍCIO – GABARITO – QUESTÃO 1
SISTEMAS ESTRUTURAIS - CCE1703

Aula 06: MATERIAIS ESTRUTURAIS


Tema
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Objetivo
Ao final da aula, o aluno deverá conhecer as principais opções de materiais
estruturais disponíveis, características básicas do sistema construtivo
envolvendo os materiais e compreender a relação entre as características
geométricas dos elementos estruturais e suas resistências.

2
MATERIAIS ESTRUTURAIS

 Um material estrutural para ser considerado como tal, deve possuir outras
características, que não sejam somente a resistência à tração e/ou
compressão, ele deve apresentar características como plasticidade e
elasticidade.

 Quando tensionado, um material estrutural pode apresentar comportamento


elástico ou plástico.

3
MATERIAIS ESTRUTURAIS

 Possui comportamento elástico quando retorna


a sua posição original após sofrer uma tensão,
sem deixar, portanto deformações residuais.
 Em contrapartida um material estrutural
apresenta comportamento plástico quando fica
com alguma deformação residual após sofrer um
esforço de tensão.
 Os principais materiais estruturais aplicados à
construção civil são: o aço, concreto e a
madeira. 4
MATERIAIS ESTRUTURAIS

AÇO
 O aço é muito empregado na construção
civil.
 Possui como características: excelente
resistência à tração, elevadas dureza e
plasticidade, ductibilidade, alta
condutividade térmica e elétrica.

5
MATERIAIS ESTRUTURAIS

- Propriedades Mecânicas dos Aços Estruturais


Uma barra metálica submetida a um esforço crescente de tração sofre uma
deformação progressiva de extensão.
A relação entre a tensão aplicada (σ = F/área) e a deformação linear específica
(ε = ∆λ /λ) de alguns aços estruturais pode ser vista em diagramas tensão-
deformação.

6
MATERIAIS ESTRUTURAIS

- Propriedades Mecânicas dos Aços Estruturais


Diagramas tensão-deformação.

7
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Propriedades Mecânicas dos Aços Estruturais

 Até certo nível de tensão aplicada, o material apresenta regime elástico


linear, seguindo a lei de Hooke e a deformação específica é proporcional ao
esforço aplicado.

 A proporcionalidade pode ser observada no trecho reto do diagrama tensão-


deformação e a constante de proporcionalidade é denominada módulo de
deformação longitudinal ou módulo de elasticidade.

8
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Propriedades Mecânicas dos


Aços Estruturais

 Quando se ultrapassa o
limite de proporcionalidade
(fp), tem lugar a fase
plástica, onde ocorrem
deformações crescentes sem
variação de tensão, o
chamado patamar de
escoamento.

9
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Propriedades Mecânicas dos Aços Estruturais

 O valor constante dessa tensão é a mais importante característica dos aços


estruturais e é denominada resistência ao escoamento.

 Após o escoamento, a estrutura interna do aço se rearranja e o material passa


pelo encruamento, em que a tensão varia novamente com a deformação
específica, porém de forma não-linear.

10
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Propriedades Mecânicas dos Aços Estruturais

 O valor máximo da tensão antes da ruptura é denominado resistência à


ruptura do material.

 A resistência à ruptura do material é obtida dividindo-se a carga máxima que


ele suporta, antes da ruptura, pela área da seção transversal inicial do corpo
de prova.

11
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Propriedades Mecânicas dos


Aços Estruturais

 Observa-se que fu
(resistência a ruptura) é
calculado em relação à
área inicial, apesar de o
material sofrer uma
redução de área quando
solicitada à tração.

12
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Propriedades Mecânicas dos Aços Estruturais

 Embora a tensão verdadeira deva ser calculada considerando-se a área real, a


tensão tal como foi definida anteriormente é mais importante para o
engenheiro, pois os projetos são feitos com base nas dimensões iniciais.

 Em um ensaio de compressão, sem a ocorrência de flambagem, obtém-se um


diagrama tensão-deformação similar ao do ensaio de tração.

13
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Propriedades Mecânicas dos Aços Estruturais

 Uma peça de aço, sob efeito de tensões de tração ou de compressão sofre


deformações, que podem ser elásticas ou plásticas.

 Tal comportamento deve-se à natureza cristalina dos metais, pela presença de


planos de escorregamento ou de menor resistência mecânica no interior do
reticulado.

 A elasticidade de um material é a sua capacidade de voltar à forma original


em ciclo de carregamento e descarregamento.

14
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Propriedades Mecânicas dos Aços Estruturais

 A deformação elástica é reversível, ou seja, desaparece quando a tensão é


removida.

 A deformação elástica é consequência da movimentação dos átomos


constituintes da rede cristalina do material, desde que a posição relativa
desses átomos seja mantida.

 A relação entre os valores da tensão e da deformação linear específica, na


fase elástica, é o módulo de elasticidade, cujo valor é proporcional às forças
de atração entre os átomos.
15
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Propriedades Mecânicas dos Aços Estruturais

 Nos aços, o módulo de elasticidade vale aproximadamente 20.500 KN/cm2 .

 A deformação plástica é a deformação permanente provocada por tensão igual


ou superior à fp - resistência associada ao limite de proporcionalidade (fig. 3).

 É o resultado de um deslocamento permanente dos átomos que constituem o


material, diferindo, portanto, da deformação elástica, em que os átomos
mantêm as suas posições relativas. 16
MATERIAIS ESTRUTURAIS

17
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Propriedades Mecânicas dos Aços Estruturais

 A deformação plástica altera a estrutura interna do metal, tornando mais


difícil o escorregamento posterior e aumentando a dureza do metal.

 Esse aumento na dureza por deformação plástica, quando a deformação


supera εs (vide fig. 3), é denominado endurecimento por deformação a frio ou
encruamento e é acompanhado de elevação do valor da resistência e redução
da ductilidade do metal.

18
Resistência na Ruptura

Aço Tipo A.

• É fabricado através do processo de laminação a quente sem posterior


deformação a frio, ou também através do processo de laminação a
quente com encruamento a frio;
• Sua fabricação é realizada com diâmetros iguais ou superiores a 5mm;
• Recebem o nome de barras de aço.
• Apresenta um patamar de escoamento em seu gráfico de tensão x
deformação;

19
Resistência na Ruptura

Aço Tipo A:

20
Resistência na Ruptura

Aço Tipo B.

• É fabricados através do processo de laminação a quente com posterior


deformação a frio;
• Sua fabricação é realizada com diâmetros de 5,0mm;
6,3mm; 8,0mm; 10,0mm e 12,5mm;
• Recebe o nome de fios de aço.
• Não apresenta um patamar de escoamento em seu gráfico de tensão x
deformação;

21
Resistência na Ruptura

Aço Tipo B:

22
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Propriedades Mecânicas dos Aços Estruturais


 As diferentes velocidades de resfriamento, após a laminação, conforme o grau
de exposição, da chapa ou perfil laminado, levam ao aparecimento de tensões
que permanecem nas peças, recebendo o nome de tensões residuais (σr).

23
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Aços Patináveis

 Os aços patináveis são obtidos pela adição de cobre e cromo, podendo


também ser adicionados níquel, vanádio e nióbio.

 Podem ser encontrados na forma de chapas, bobinas e perfis laminados e


apresentam resistência à corrosão atmosférica até oito vezes maior que os
aços-carbono comuns, além de resistência mecânica na faixa de 500Mpa e boa
soldabilidade.

24
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Aços Patináveis

 A sua utilização não exige revestimento contra


corrosão, devido a formação da “pátina (camada de
óxido compacta e aderente) em contato com a
atmosfera.

 O tempo necessário para a sua completa formação


varia em média de 2 a 3 anos conforme a exposição do
aço, ou pré-tratamento em usina.
25
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Aços Patináveis

 Os aços apresentam bom desempenho em atmosferas industriais não muito


agressivas, sendo que em atmosferas industriais altamente corrosivas seu
desempenho é bem menor, porém superior à do aço-carbono.

 Em atmosferas marinhas, as perdas por corrosão são maiores do que em


atmosferas industriais, sendo recomendado a utilização de revestimento,
devido a salinidade que intensifica a corrosão.

26
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Aços Patináveis

 Esses aços foram desenvolvidos inicialmente nos Estados Unidos por volta de
1932 e receberam a denominação de COR-TEN como abreviação de resistência
á corrosão (CORrosion resistance) e resistência à tração (TENsile strength).

 Os principais tipos de aço patináveis disponíveis no mercado são os aços “COR-


TEN A” (que recebeu a designação ASTM A 242) de uso arquitetônico, “COR-
TEN B” (ASTM A 588) de uso estrutural e ASTM A 606 para chapas finas.

27
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Aços Patináveis

 Os aços patináveis são utilizados em diferentes aplicações, aproveitando tanto


suas propriedades mecânicas e de resistência á corrosão quanto fatores
estéticos associados à formação da pátina avermelhada protetora que inibe o
avanço da corrosão.

28
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Aços Patináveis

 É muito usado em esculturas situadas ao ar livre e na


fachada externa de edifícios, devido à sua aparência
rústica com aspecto de antiguidade.
 Também é utilizado como componente estrutural (vigas
soldadas, rebitadas ou aparafusadas) de pontes e
viadutos, e peças de veículos, de ferramentas e de
sistemas de exaustão, assim como na fabricação de
“guard-rails”, de tanques e de bondes .
29
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Vantagens e desvantagens dos aços estruturais

Como vantagens das estruturas de aço podemos citar:


 Alta resistência do material nos diversos estados de tensão (tração,
compressão, flexão etc.), o que permite aos elementos estruturais suportarem
grandes esforços apesar da área relativamente pequena das suas seções; por
isso, as estruturas do aço, apesar da sua grande densidade, são mais leves do
que os elementos constituídos em concreto armado, permitindo assim vencer
grandes vãos.
 Manutenção das dimensões e propriedades dos materiais.
30
MATERIAIS ESTRUTURAIS
Vantagens e desvantagens dos aços estruturais

Como vantagens das estruturas de aço podemos citar:


 Material resistente a choques e vibrações.
 Os elementos de aço oferecem uma grande margem de segurança no trabalho,
o que se deve ao fato de o material ser único e homogêneo, com limite de
escoamento, ruptura e módulo de elasticidade bem definido.
 Os elementos de aço podem ser desmontados e substituídos com facilidade, o
que permite reforçar ou substituir facilmente diversos elementos da estrutura.
 Possibilidade de reaproveitamento do material que não seja mais necessário à
construção (valores que chegam a 100% de aproveitamento). 31
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Vantagens e desvantagens dos aços estruturais

Como desvantagens das estruturas de aço podemos citar:


 Limitação na execução em fábrica em função do transporte até o local de sua
montagem final.
 Necessidade de tratamento superficial das peças contra oxidação devido ao
contato com o ar atmosférico.
 Necessidade de mão-de-obra e equipamentos especializados para sua
fabricação e montagem.
 Limitação de fornecimento de perfis estruturais.
32
MATERIAIS ESTRUTURAIS

MADEIRA

 A madeira é um dos materiais estruturais mais antigos


utilizados pelo homem em edificações.

 Acrescente-se ainda o fato da madeira possuir um


vasto campo de aplicação em construções, como por
exemplo, pontes, residências, igrejas, passarelas,
curtumes, cimbramento e em edificações inseridas
em ambientes altamente corrosivos, etc.

33
MATERIAIS ESTRUTURAIS

MADEIRA

 Apesar da madeira ter qualidades estruturais bastante apreciáveis, ainda há


muito preconceito em relação a sua utilização como material estrutural.
 Em grande parte devido a falta de conhecimento adequado a respeito deste
material, da falta de projetos específicos, assim como da cultura da
construção civil brasileira.
 Como a maioria dos materiais estruturais a madeira apresenta vantagens e
desvantagens em relação a sua utilização.

34
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Vantagens e desvantagens da aplicação de madeiras em estruturas de edificações

35
MATERIAIS ESTRUTURAIS

MADEIRA
 Além das características já citadas, podemos citar ainda a beleza
arquitetônica. Provavelmente por se tratar de um material natural e gerar um
visual atraente, que agrada a maioria das pessoas.
 Por outro lado, a madeira também possui algumas características indesejáveis
em estruturas.
 A despeito das desvantagens, alguns dos seus efeitos podem ser contornados
através da utilização de preservativos, indispensáveis para os projetos de
estruturas de madeira expostas às circunstâncias propicias à proliferação dos
efeitos indesejáveis em estruturas deste tipo. 36
MATERIAIS ESTRUTURAIS

MADEIRA
 O tratamento da madeira é indispensável para peças em posições sujeitas a
variações de umidade e de temperatura favoráveis ao desenvolvimento de
agentes externos.
 Vale citar que apesar da madeira ser inflamável, ela resiste a altas
temperaturas e não perde resistência sob estas condições como acontece com
o aço, por exemplo.

37
MATERIAIS ESTRUTURAIS

MADEIRAS ESTRUTURAIS
 As espécies de madeiras mais utilizadas em estruturas no Brasil são: Peroba
Rosa, Ipê, Eucalipto, Pinho, Jatobá, Maçaranduba, Garapa, Cumaru, Aroeira e
Itaúba.
 A madeira apresenta um comportamento estrutural bastante apreciável, pois
possui resistência mecânica tanto a esforços de tração como a compressão,
além de resistência a tração na flexão e tem resistência a choques e cargas
dinâmicas absorvendo impactos que dificilmente seriam absorvidos com
outros materiais;

38
MATERIAIS ESTRUTURAIS

MADEIRAS ESTRUTURAIS
 A madeira é um material que não possui homogeneidade e tem muitas
variações. Há diversas espécies com propriedades distintas.
 Desta forma, é necessário o conhecimento das características para o melhor
aproveitamento possível do material.
 Os procedimentos necessários para caracterização das espécies de madeira e
a definição de parâmetros a serem seguidos são dados pela Norma Brasileira
para Projeto de Estruturas de Madeira, NBR 7190/97.

39
MATERIAIS ESTRUTURAIS

MADEIRAS ESTRUTURAIS
 A Tabela 4 apresenta as seções e dimensões mínimas exigidas pela norma para
peças usadas em estruturas.

40
MATERIAIS ESTRUTURAIS

MADEIRAS ESTRUTURAIS

 As madeiras estruturais apresentam características que lhes são bem


peculiares dentro do grupo dos materiais estruturais utilizados na construção
civil.

 Essas características diz respeito a anisotropia da madeira e ao fato desta


sofrer variações nas suas dimensões devido sua característica higroscópica.

41
MATERIAIS ESTRUTURAIS

ANISOTROPIA DA MADEIRA

 Diz-se que um material é anisotrópico quando as propriedades físicas ou


químicas não apresentam as mesmas características nas diversas direções em
que se pode analisar tal material.

 O processo de crescimento da árvore determina uma simetria axial e uma


direção predominante das células que constituem o lenho.

 Este arranjo resulta na anisotropia da madeira.


42
MATERIAIS ESTRUTURAIS

ANISOTROPIA DA MADEIRA

 Devido à constituição da árvore,


as suas propriedades físicas,
mecânicas e tecnológicas não são
as mesmas nos três sentidos
principais de análise: axial, radial
e tangencial.
 Portanto a madeira é um material
anisotrópico. 43
MATERIAIS ESTRUTURAIS

44
MATERIAIS ESTRUTURAIS

45
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Comportamento estrutural da madeira

46
MATERIAIS ESTRUTURAIS

CARACTERÍSTICAS HIGROSCÓPICAS DA MADEIRA


 Por ser um material higroscópico, a madeira absorve umidade da atmosfera
quando está seca e a libera quando está úmida, procurando atingir um
equilíbrio com as condições de vapor de água da atmosfera circunvizinha.

 Ao absorver água as dimensões da peça de madeira aumenta, fenômeno


conhecido por inchamento, e, ao liberar água, as dimensões diminuem,
fenômeno denominado retração.

47
MATERIAIS ESTRUTURAIS

CARACTERÍSTICAS HIGROSCÓPICAS DA MADEIRA


 Por ser um material anisotrópico, a madeira apresenta
diferentes variações dimensionais, com a variação no teor de
umidade da madeira, nas diferentes direções principais.
 A diferença entre as retrações nas três direções: tangencial,
radial e axial, explica a maior parte dos defeitos que ocorrem
com a secagem da madeira: rachaduras e empenamentos.
 Dependendo da regularidade ou não da direção das fibras de
certas espécies de madeira os empenamentos são ainda mais
acentuados.
48
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Propriedades físicas da madeira

- Umidade
É dada pela quantidade de água infiltrada na madeira. A umidade da madeira é
medida através da porcentagem relativa de água infiltrada na madeira em
relação a massa seca.

49
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Propriedades físicas da madeira

- Massa Específica
De um modo geral, a madeira apresenta uma massa específica bastante reduzida,
se comparada com outros tipos de materiais estruturais. Tal característica é
bastante relevante, na etapa de especificações de materiais que constituirão
uma dada estrutura.
A massa específica pode ser básica ou aparente: a básica é calculada através do
quociente entre a massa seca e o volume saturado da peça. Por outro lado a
massa específica aparente é calculada considerando-se o volume de uma peça de
madeira com umidade de 12%. 50
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Propriedades físicas da madeira

- Retrabilidade
É a característica relativa à diminuição (retração) das dimensões da madeira
devido à perda de água impregnada.
A madeira possui maior retrabilidade na direção tangencial seguida pelas
direções radial e axial.

51
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Propriedades físicas da madeira

- Módulo de elasticidade
Para a madeira há diversos tipos de módulo de elasticidade, que dependem do
tipo de esforço e da direção do mesmo em relação às fibras. O módulo de
elasticidade básico é o longitudinal na compressão (ou tração) paralela as fibras.
Os módulos de elasticidade são definidos em função do tipo de esforço: paralelo
e normal às fibras, flexão e torção. O módulo de elasticidade é uma
característica relativa a cada material. É a constante utilizada para determinar o
estado das tensões no regime elástico do material.
52
MATERIAIS ESTRUTURAIS

CONCRETO

 O concreto é um material resultante da mistura de


cimento, água, agregado graúdo (brita ou cascalho) e
agregado miúdo (areia).
 No estado fresco, o concreto possui consistência plástica,
podendo ser moldado em formas com dimensões
desejadas.
 O concreto no estado endurecido tem elevada resistência à
compressão, porém sua resistência a tração é bastante
reduzida (cerca de 10% da resistência à compressão.). 53
MATERIAIS ESTRUTURAIS

Concreto armado

 É obtido através da colocação de barras de aço no interior do concreto.


 As armaduras são posicionadas, no interior da fôrma, antes do lançamento do
concreto plástico que envolve as barras de aço (que possui excelente
resistência à tração).
 O resultado é uma peça estrutural que pode resistir solidariamente aos
esforços de compressão e tração.

54
MATERIAIS ESTRUTURAIS
Concreto armado

 As barras de aço, colocadas no interior do concreto, são protegidas contra a


corrosão pelo fato de o concreto ser um meio alcalino.
 Por outro lado, a fissuração do concreto armado pode permitir o acesso de ar e
água junto às armaduras, reduzindo o grau de proteção das mesmas contra
oxidação o que reduz a eficiência e durabilidade do concreto armado.
 A fissuração do concreto pode surgir devido, principalmente, a retração
acelerada do concreto, quando se permite rápida evaporação da água na
mistura, assim como devido às tensões de tração produzidas por solicitações
atuantes. 55
MATERIAIS ESTRUTURAIS
Vantagens e desvantagens do concreto armado
Vantagens do uso do concreto armado como material de construção:
 São materiais econômicos e abundantes no planeta;
 É de fácil moldagem, permitindo adoção das mais variadas formas;
 Emprego extensivo de mão-de-obra não qualificada e equipamentos simples;
 Elevada resistência à ação do fogo;
 Elevada resistência ao desgaste mecânico;
 Grande estabilidade, sob ação de intempéries, dispensando trabalhos de
manutenção;
 Aumento da resistência à ruptura com o tempo;
56
MATERIAIS ESTRUTURAIS
Vantagens e desvantagens do concreto armado

 A principal desvantagem do concreto armado é sua massa específica elevada


(aproximadamente 2,5 t/m3).
 Em obras com grandes vãos, as solicitações de peso próprio se tornam
excessivas, resultando em uma limitação prática dos vãos das vigas em
concreto armado.

57
VARIAÇÃO DAS SEÇÕES DOS ELEMENTOS ESTRUTURAIS

 As fórmulas de pré-dimensionamento consideram, em geral, os valores


máximos dos esforços e deslocamentos para obtenção da seção das peças.
 Em princípio, a seção de uma peça se mantém constante ao longo do seu
comprimento. Do ponto de vista prático, se uma peça (viga, por exemplo)
possui seção constante ao longo do vão, a execução é facilitada, o que implica
em redução dos custos.
 No entanto, quando há necessidade de variar a seção de uma peça (por razão
arquitetônica, por exemplo), é interessante fazê-lo do ponto de vista
estrutural, com base na variação do esforço aplicado.

58
VARIAÇÃO DAS SEÇÕES DOS ELEMENTOS ESTRUTURAIS

 Pode-se, por exemplo, tomar a variação do diagrama de momento fletor como


parâmetro para determinar a variação da seção de uma viga ao longo do vão.

 A ideia é de que a variação da seção “acompanhe” ou “reflita” a variação do


esforço, conforme a Tabela a seguir.

 O objetivo da Tabela é apenas exemplificar o conceito de variação da seção


para alguns casos básicos.

59
VARIAÇÃO DAS SEÇÕES DOS ELEMENTOS ESTRUTURAIS

60
VARIAÇÃO DAS SEÇÕES DOS ELEMENTOS ESTRUTURAIS

61
VARIAÇÃO DAS SEÇÕES DOS ELEMENTOS ESTRUTURAIS

62
VARIAÇÃO DAS SEÇÕES DOS ELEMENTOS ESTRUTURAIS

 Como os esforços de natureza diferente (momento fletor e esforço cortante,


por exemplo) variam de maneira distinta ao longo do vão da peça, a seção em
cada ponto deverá satisfazer simultaneamente a todos os esforços atuantes.

 Na maioria dos casos, há predominância de um tipo de esforço na determinação


da seção final da peça, ou seja, a seção determinada em função de um esforço
é suficiente para resistir aos demais esforços.

 Deve-se lembrar no entanto que a maneira de variar a seção ao longo do vão


pode ser definida simplesmente pela escolha estética feita pelo arquiteto, o
que não leva em conta necessariamente a variação dos esforços.
63
Seções transversais usualmente empregadas

 Existem alguns tipos de seções transversais, que dependendo do material,


costumam ser bastante típicas nas construções de vigas, devido em grande
parte pela grande eficácia de tais seções.

Segue abaixo algumas das seções mais empregadas na construção civil:


• Seções retangulares maciças ou vazadas;
• Seções circulares maciças ou vazadas;
• Seção em I, H ou T;
• Seção caixão;
64
Seções transversais usualmente empregadas

 As seções retangulares maciças são comuns nos elementos fabricados com


madeira e com concreto armado, devido o bom desempenho da seção,
inclusive economicamente, uma vez que são os tipos de seções mais
utilizadas comercialmente, tanto para madeira como para concreto, pois
trata-se de materiais em que há maior facilidade na execução de tais
seções.

65
Seções transversais usualmente empregadas

 As seções em I são comuns em vigas de aços, em perfis laminados ou


soldados. Podem ocorrer, em alguns casos, em vigas de madeira e até
mesmo em elementos de concreto armado ou protendido, com o
desenvolvimento das técnicas de pré-fabricação.

66
Seções transversais usualmente empregadas

 As seções vazadas podem ter forma circular, retangular, triangular,


trapezoidal, etc. São bastante aplicadas quando ocorrem significativas
solicitações de torção na viga.

 Podem ser fabricadas com qualquer material estrutural, ocorrendo


naturalmente a distinção entre a espessura dos elementos e nos meios de
ligação dos mesmos em função do material utilizado.

67
Seções transversais usualmente empregadas

 As seções vazadas podem ter forma circular, retangular, triangular,


trapezoidal, etc. São bastante aplicadas quando ocorrem significativas
solicitações de torção na viga.
 Podem ser fabricadas com qualquer material estrutural, ocorrendo
naturalmente a distinção entre a espessura dos elementos e nos meios de
ligação dos mesmos em função do material utilizado.

 Outras seções existentes são as seções em T, L, C e várias outras, que


usualmente são empregadas em situações específicas, definidas por ocasião
de projeto. 68
EXERCÍCIO

• Quais são os principais materiais estruturais?

• O que são propriedades dos materiais? Explique por que é necessário que o responsável

técnico de uma edificação tenha em mente a importância de conhecer as propriedades e

aplicações mais adequadas para cada material.

• Cite e explique 3 vantagens do concreto armado.

• Cite 3 limitações do concreto armado e explique alternativas para vencer essas limitações.

• Cite e explique 3 vantagens do aço estrutural.

• Cite 3 limitações do aço estrutural e explique alternativas para vencer essas limitações.
EXERCÍCIO
• Cite e explique 3 vantagens de estruturas de madeira.

• Cite 3 limitações das estruturas de madeira e explique alternativas para vencer essas limitações.

• Qual o melhor material estrutural a ser utilizado em obras de construção civil?

• Qual o principal esforço que estruturas em concreto resistem?

• Estruturas em concreto simples resistem aos mesmos esforços que estruturas em concreto

armado? Explique.

• Qual o principal esforço que estruturas metálicas resistem?

• Defina o que é material isotrópico e material anisotrópico.

• Cite um exemplo de material estrutural anisotrópico e explique qual a importância de se

conhecer essa propriedade para a construção civil.


Leitura Específica

REBELLO, Yopanan.A CONCEPÇÃO ESTRUTURAL E A ARQUITETURA. 9ª


edição. São Paulo: Zigurate, 2000.

FAKURY,Ricardo. SILVA, Ana Lydia R. Castro. CALDAS, Rodrigo


B.DIMENSIONAMENTO DE ELEMENTOS ESTRUTURAIS DE AÇO E MISTOS DE
AÇO E CONCRETO. 1ª. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2015.

PORTO,Thiago Bomjardim. FERNANDES, Danielle Stefane Gualberto.


CURSO BÁSICO DE CONCRETO ARMADO conforme a NBR 6118/2014. 1ª.
São Paulo: Oficina de Textos, 2015.
Obrigada pela atenção!
SISTEMAS ESTRUTURAIS - CCE1703

Aula 07: REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO


DE ESTRUTURA DE CONCRETO ARMADO
Tema
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO DE ESTRUTURA DE CONCRETO ARMADO

Objetivo
Ao final dessa aula, o discente deverá saber ler um projeto básico de estrutura
de concreto armado convencional, sabendo distinguir os elementos estruturais
em planta, a partir de sua representação gráfica e nomenclatura.

2
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Pilares
 Os pilares são representados no desenho de forma em corte, ou seja,
representa-se a seção transversal do pilar com as respectivas dimensões para
o pavimento em questão.
 Em geral, especialmente em edifícios de poucos pavimentos, costuma-se
manter a mesma seção dos pilares até a cobertura. Entretanto, existem
situações em que as dimensões da seção do pilar variam de um pavimento
para outro.
 Além disso, podem existir pilares que têm início (nascem) no pavimento em
representação ou pilares que são interrompidos (morrem) nesse pavimento.
3
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Pilares
 A depender do programa de cálculo estrutural, ou do desenhista de estrutura,
variam as convenções para pilares que nascem, morrem ou passam de um
pavimento para outro, devendo o leitor do projeto estar atento a legenda que
descreve a representação para cada situação.

4
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Pilares

5
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Pilares

6
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Pilares

7
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Pilares

 Como armadura longitudinal são


exigidos no mínimo quatro
ferros de 10 mm (3/8”)

 Estribos

8
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Pilares

9
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Pilares

10
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Pilares

O diâmetro das barras Øt que constituem os estribos deve ser igual ou superior
a Ø5,0 mm, não podendo ultrapassar um décimo do valor da largura da alma
viga (bw), conforme o item 18.3.3.2 da NBR 6118:2014.

11
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Pilares

12
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Pilares

Ao contrário do que se imagina, a função do estribo nas armaduras não é apenas de


facilitar a montagem e sim de evitar a flambagem do concreto, fenômeno que ocorre
quando colunas submetidas a um esforço de compressão flexionam verticalmente, o
que pode afetar a estabilidade da construção.

13
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Pilares

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REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Pilares

15
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Pilares

• Os estribos poligonais (principais) realizarão o travamento de até


duas barras longitudinais, sem contar a barra de canto, desde que
estas estejam a uma distância menor que 20Φt da face do estribo.
• Caso o pilar possua barras além desta distância, ou mais de duas
barras nesta distância, será necessário prever estribos suplementares
que assegurarão o travamento dessas barras adicionais. As figuras a
seguir representam os casos onde o estribo suplementar deve, ou não,
ser aplicado:
16
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Pilares

Figura (a): neste caso, as duas


barras localizadas no centro da
seção do pilar estão a uma
distância menor de 20Φt do canto
do estribo poligonal. Desta
maneira, ela se encontra
assegurada contra a flambagem.

17
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Pilares
Figura (b): perceba que neste
caso, todas as barras encontram-
se a uma distância menor do que
20Φt do canto do estribo
poligonal. Todavia, perceba que
nesta distância há mais de duas
barras, sendo que a terceira barra
na seção deverá ser travada por
um estribo suplementar.
18
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Pilares

Figura (c): neste caso, as barras


no centro da seção estão a uma
distância maior do que 20Φt ,
sendo necessário prever o estribo
suplementar.

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REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Pilares

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REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Pilares

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REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Pilares

22
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Vigas

 No desenho de formas, as vigas são representadas em planta, devendo-


se fornecer informações tais como as dimensões da seção transversal
(largura e a altura) e o comprimento das mesmas.
 Informações e detalhes construtivos adicionais devem ser representados
por meio de cortes, geralmente em planta separada.
 Nesta planta serão apresentadas as seções da viga, sua armadura e
eventuais detalhes que não podem ser percebidos em planta.

23
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Vigas

24
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Vigas

25
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Vigas

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REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Vigas

27
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Vigas

• O aço posicionado para vencer esforços


de tração devido ao momento fletor
negativo é denominado armadura
negativa.

• Também é a armadura responsável por


controlar a fissuração exagerada dos
elementos estruturais que estão na
proximidade dos apoios, na área
superior das peças estruturais;
28
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Vigas

• Por outro lado a armadura


positiva é aquela posicionada
para vencer esforços de tração
devido ao momento fletor
positivo. Geralmente são mais
robustas do que as armaduras
negativas.

29
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Vigas

• A armadura de pele são


barras posicionadas nas
laterais das vigas de
concreto armado e a
função é combater a
abertura de fissuras por
retração e pela tração.

30
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Vigas
• A armadura de pele deve ser composta
por barras de alta aderência em CA-50 ou
CA-60. O espaçamento entre as barras
não deve ser superior a 20 cm ou um
terço da altura útil da viga (d/3),
conforme demonstrado na imagem ao
lado;

• Para vigas com altura inferior a 60 cm, a


armadura de pele pode ser dispensada. 31
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Vigas
• Recomendamos a sua aplicação em vigas
com altura a partir de 50 cm, para evitar o
aparecimento de fissuras superficiais por
retração nas faces laterais verticais, e que
acarretam preocupações aos executores da
obra.

32
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Vigas

33
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Vigas

34
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Vigas

35
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Lajes
 Na planta de formas e mostrado o tipo de laje a ser utilizado, assim como a sua
espessura.
 Existem diversos tipos de lajes, que dependem do tipo de empreendimento.
 As lajes em um desenho de formas estão praticamente definidas após a
representação dos pilares e das vigas.
 O único cuidado a ser tomado diz respeito a representação de rebaixos,
superelevações, ou aberturas existentes nas lajes.
 Os rebaixos e as superelevações acontecem quando o nível de uma laje não
coincide com o nível adotado para o desenho de formas, o qual corresponde,
geralmente, ao nível da maioria das lajes representadas no desenho de formas. 36
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Lajes

37
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Lajes
A laje treliçada e uma opção rápida e econômica para a execução da laje.
Dispensa o uso de formas e diminui o escoramento. Porém, caracteriza-se por
ser biapoiada, transferindo o peso principal da carga em duas direções, forçando
o carregamento no lado apoiado.

38
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Lajes Treliçadas

39
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Lajes Treliçadas

Nervura Transversal
As nervuras transversais devem ser
dispostas na direção perpendicular às
nervuras principais, a cada dois metros.
São construídas entre os blocos,
afastados entre si para permitir a
penetração do concreto e a colocação
de armadura longitudinal, como
indicado na Figura . 40
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Lajes Treliçadas

Nervura Transversal
As nervuras transversais exercem a função
de travamento lateral das nervuras
principais, levando a uma melhor
uniformidade do comportamento
estrutural das nervuras, contribuindo na
redistribuição dos esforços solicitantes.
41
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Lajes Treliçadas

42
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Lajes Treliçadas

43
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Lajes Treliçadas

44
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
Lajes Treliçadas

45
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO

LAJES NERVURADAS

 A NBR 6118 define laje nervurada como as “lajes moldadas no local ou com
nervuras pré-moldadas, cuja zona de tração para momentos positivos esteja
localizada nas nervuras entre as quais pode ser colocado material inerte.”
 A resistência do material de enchimento (material inerte) não é considerada, ou
seja, não contribui para aumentar a resistência da laje nervurada. São as
nervuras, unidas e solidarizadas pela mesa (capa), que proporcionam a
necessária resistência e rigidez.

46
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
LAJES NERVURADAS

2 x 7 N1 Փ 10 / nervura C = 525

2: barras por nervura


7: número de nervuras
Փ10: diâmetro das barras
525: comprimento das barras (cm) 47
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO
LAJES NERVURADAS

48
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO

Laje maciça
Chama-se laje maciça a laje de concreto armado com espessura constante,
moldada in loco a partir do lançamento do concreto fresco sobre um sistema de
formas planas.

Momento Fletor Negativo

Momento Fletor Positivo


49
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA

Laje maciça

50
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA

Laje maciça

51
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO

Fundações

52
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO

Fundações

53
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO

Fundações

54
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO

Fundações

55
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO

Fundações

Armadura

56
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO

Fundações

Armadura

57
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE PROJETO

Fundações

Armadura

58
EXERCÍCIO

• Qual a bitola das armadura


longitudinais?

• Por que as armaduras longitudinais têm


comprimentos diferentes?

• Quais as dimensões da seção


transversal?

• Qual o comprimento total do pilar?

• Quantos estribos esse pilar precisa?

• Qual o comprimento de traspasse da


armadura longitudinal N4?
EXERCÍCIO
• Qual o comprimento da armadura
longitudinal positiva?

• Quantas barras de armadura de pele


essa viga precisa?

• Quais as dimensões da seção


transversal?

• Qual o valor do cobrimento dessa viga?

• Qual o comprimento total da viga?

• Quantos estribos essa viga precisa?

• Essa viga está apoiada aonde?

• Qual o comprimento de ancoragem da


armadura longitudinal negativa?

• Existe necessidade de traspasse nessa


viga?
EXERCÍCIO

Para laje nervura da figura , utilizando as


informações de projeto, responda os
itens abaixo referente a armadura
marcada na figura

2 x 10 N2 Փ 10 / nervura C = 525

a) barras por nervura


b) número de nervuras
c) diâmetro das barras
d) comprimento das barras (cm)
Leitura Específica

PORTO,Thiago Bomjardim. FERNANDES, Danielle Stefane Gualberto.


CURSO BÁSICO DE CONCRETO ARMADO conforme a NBR 6118/2014.
1ª. São Paulo: Oficina de Textos, 2015.
Obrigada pela atenção!

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