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CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO: “ Construções Civis:

Excelência Construtiva e Anomalias “

APOSTILA II

DISCIPLINA: “ PATOLOGIA E REABILITAÇÃO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO “

Fernando Monteiro, (2014)


ÍNDICE DO MODULO:

“ PATOLOGIA, MANUTENÇÃO E RECUPERAÇÃO DAS CONSTRUÇÕES CIVIS “

II. PATOLOGIAS DO CONCRETO ARMADO

(BREVE REVISÃO E CONTINUAÇÃO DOS CONCEITOS …. )

 BREVE REVISÃO SOBRE O FABRICO DO CLINQUER E SEUS PRINCIPAIS


CONSTITUINTES;
 CONCEITOS RELACIONADOS COM OS ASPETOS DA “ DURABILIDADE “
 TIPOS DE DETERIORAÇÃO:
CAUSAS, MECANISMOS E SINTOMAS DE DEGRADAÇÃO; TABELAS VARIAS.
BREVE REVISÃO

DE CONCEITOS JÁ ANTERIORMENTE
FOCALIZADOS:

- FABRICO DO CLINQUER;

- PRINCIPAIS CONSTITUINTES DO CLINQUER PORTLAND:


 RECORDAR NOVAMENTE - FABRICO DO CLINQUER:
PRINCIPAIS CONSTITUINTES DO CLINQUER PORTLAND:
 Os compostos do clínquer do cimento Portland:
WER
TTT
GGG
HJU
ERT
BNM
ggg
 HIDRATAÇÃO DO CIMENTO:

 Os compostos fundamentais formados na hidratação do cimento são:


 Silicatos de cálcio Hidratados (C-H-S), responsáveis pelas características resistentes do cimento hidratado;
 Hidróxidos de Cálcio (C-H), responsáveis pela alcalinidade do concreto;
 Em menor quantidade:
 Os Aluminatos de Cálcio Hidratados (C-A-H), ou
 E os Sulfoaluminatos de cálcio Hidratados, designado por Etringite, ou (AFt => Trissulfoaluminato de cálcio hidratado)
e ainda o (AFm => Monossulfoaluminato de Cálcio Hidratado)

 AS PRINCIPAIS REAÇÕES QUE OCORREM DURANTE O CONTATO DE ÁGUA COM O CIMENTO SÃO OS SEGUINTES:
C3S + Agua => C-S-H + CH
C2S + Agua => C-S-H + CH
C3A + CS + Agua === > Etringite (Trissulfoaluminato de Cálcio) ; …… nota: (CS) é o Sulfato de cálcio
adicionado de 3 a 5% no clinquer, para retardar a presa rápida dos Aluminatos
(C3A) com a água.
C4AF + Agua => C-(A,F)-H
C3A + CH + Agua => C-A-H
ert
CONCEITOS RELACIONADOS COM OS

ASPETOS DA

“ DURABILIDADE “

- MECÂNISMOS QUE AFETAM A DURABILIDADE;

- PARÂMETROS QUE AFETAM A DURABILIDADE.


Inicio da utilização do CONCRETO como material de construção

- Utilizava-se apenas ligantes e concretos de baixas resistências,


- as peças de concreto eram fabricadas com grandes seções, e usadas maiores dosagens de cimento, as
espessuras de recobrimento eram maiores e a colocação do concreto mais cuidadosa, embora as técnicas
de compactação (vibração) fossem ainda rudimentares;
- As armaduras utilizadas eram somente de aço macio (aço com significativo patamar plástico) e como
tal o concreto não apresentava em geral fendilhação ou fissuração.
- Por outro lado os ambientes a que o concreto estava sujeito não estavam tão submetido a teores de
poluição como atualmente;
- A durabilidade não era explicitamente considerada mas era como que uma consequência do concreto que se
fabricava cujo critério de aceitação era baseado na resistência mecânica.
Com o aprofundar dos conhecimentos sobre o concreto, sua composição, as propriedades dos ligantes e ainda com o
aperfeiçoamento dos métodos de calculo estrutural, … induziu:

- A um aumento da RESISTÊNCIA á compressão do concreto;


- A uma diminuição da SEÇÃO das peças de concreto armado;
- A um aumento significativo da QUANTIDADE DE ARMADURA por área de seção, tendo este fato, levado á
utilização de SOBREDOSAGEM DE ÁGUA e de elementos FINOS;
- Passando a usar também menores espessuras de RECOBRIMENTO;
- Começaram também a proliferar as construções de concreto pré-esforçado, com seções de concreto mais reduzidas e
com o aço sujeito a tensões mais elevadas, tornando-o assim mais sensível a fenómenos de corrosão.
- Passaram a ser utilizados certos adjuvantes (plastificantes, aceleradores e retardadores de presa, etc) e/ou aditivos,
sem se conhecerem bem os seus efeitos;

- Todos estes fatores contribuíram para que a proteção natural das armaduras pela elevada alcalinidade do concreto
envolvente, deixasse de ser tão eficaz como no inicio da utilização do concreto armado, para além de que ao níveis de
poluição (AGRESSIVIDADE) também aumentaram, começando a verificar-se acidentes em estruturas
relativamente recentes.
- Constatou-se então que o concreto também envelhece e que, para além dos cuidados a ter na sua composição,
execução, e cura é também necessário ter em conta o seu envelhecimento, …. ou seja é exigida á manutenção das
estruturas, com vista á redução implícita da degradação a que as mesmas estão sujeitas, de acordo com a
agressividade do meio envolvente.
- Surgiu então um novo conceito de DURABILIDADE

As inter-relações entre os principais fatores que influenciam a durabilidade e as suas consequências em termos de desempenho podem
resumir-se da seguinte forma:

Estes 4 fatores influenciam fortemente a qualidade da estrutura de concreto no sentido em que definem a natureza e distribuição dos
poros e portanto a maior ou menor influência dos mecanismos de transporte de substancias nessa rede porosa, levando a uma
deterioração FISICA, QUIMICA e/ou BIOLOGICA, mais ou menos rápida, assim como a CORROSÃO DAS ARMADURAS, tendo como
consequência a maior ou menos durabilidade das estrutura de concreto.
O Desempenho da estrutura envolve
fundamentalmente:
- Noções de segurança (resistência);
- Aspetos de Funcionalidade (rigidez);
- Aspeto geral (superficial);

- dependendo igualmente da
Durabilidade das estruturas, sendo
consequência dos graus de deterioração
do concreto e corrosão das armaduras
e, eventualmente da natureza e
distribuição dos poros.
A SABER:

 A deterioração das armaduras é muito afetada pelo transporte de gases, de água e de agentes agressivos
dissolvidos na água;
 A maior ou menor facilidade deste transporte depende basicamente da rede porosa e das condições ambientais á
superfície do concreto;
 A presença de água e humidade é o elemento preponderante que define os vários processos de deterioração
(excluindo a deterioração mecânica);
 O transporte de água no seio do concreto, é determinado pelo tamanho e tipo de poros, sua distribuição e pelas
fendas existentes (micro e macro), sendo por isso importante o controlo da natureza e distribuição dos poros e fendas,
para se obter uma estrutura durável.

 Haverá portanto necessidade de, por um lado avaliar e classificar o grau de agressividade do ambiente e, por outro
lado, conhecer o concreto e a estrutura, para inferir da sua durabilidade e portanto do seu desempenho
MECANISMOS QUE AFETAM A DURABILIDADE:
 REDE POROSA
 MECANISMOS DE TRANSPORTE

 EXPOSIÇÃO AMBIENTAL

PARÂMETROS QUE AFETAM A DURABILIDADE:


MECANISMOS QUE AFETAM A DURABILIDADE:

 REDE POROSA

- Depois do concreto ganhar presa e durante a fase de hidratação, a pasta de cimento endurecida é composta por hidratos pouco
cristalizados de diversos compostos, designado por gel, por cristais de hidróxido de cálcio CA(OH)2, por cimento não hidratado, por
vazios cheio de água e por outros componentes. Estes vazios designam-se por poros capilares, e são significativamente maiores do
que os vazios existentes no próprio gel, (microporos ou poros de gel).

- A rede porosa da pasta do cimento é constituída pelos poros do gel, os poros capilares
e ainda os poros de maior dimensão (os macroporos) resultantes da granulometria e do ar
emulsionado com os componentes durante a amassadura e que não se conseguiu libertar
durante a fase de compactação.
ERT
DER
DRT
Figura
Representação esquemática da influencia
relação agua/cimento e cura na rede porosa
capilar
A importância das caraterísticas da porosidade no
interior do concreto.
Classificação da dimensão dos Poros, por Cascudo (1997)
RTR
 MECANISMOS DE TRANSPORTE
NOTA: A absorção é tão mais elevada quanto maiores os capilares são de dimensão mais reduzida
PERMEABILIDADE / POROSIDADE
 EXPOSIÇÃO AMBIENTAL
CAUSAS,
MECÂNISMOS,

E SINTOMAS DE DEGRADAÇÃO,

DAS ESTRUTURAS DE CONCRETO

- BREVE REVISÃO DA SEQUENCIA DE EXPOSIÇÃO DA PRESENTE TEMÁTICA;

- TABELAS DIVERSAS DE INTER-RELAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DOS CONCEITOS (CAUSAS, MECÂNISMOS E


SINTOMAS DE DETERIORAÇÃO DAS ESTRUTURAS DE CONCRETO)
II. PATOLOGIAS DO CONCRETO ARMADO ( revisão … )
SINTOMAS (OU MANIFESTAÇÕES) DA DETERIORAÇÃO DAS ESTRUTURAS DE CONCRETO
ARMADO

Principais “sintomas” da deterioração das estruturas de CONCRETO:

 Fendilhação
 Delaminação
 Corrosão
 Desagregação do betão
 Erosão
 Infiltrações
 Eflorescências
 Deformações
PRINCIPAIS “CAUSAS” DA DETERIORAÇÃO:

ORIGEM (CAUSA PRIMÁRIA)


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UNM
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RCU
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TIPOS DE DETERIORAÇÃO
TABELAS DIVERSAS
1ª VERSÃO - Monografia de Especialização “ DETERIORAÇÃO DAS ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO “ de MaurÍcio Santos - UFMG

(continua, … )
WER
2ª VERSÃO - (Livro “ Patologia, recuperação e Reforço de Estruturas de Concreto) de: Vicente Sousa; Thomas Rippr)
RRT
EEE
3ª VERSÃO - ( TESE: “ Reabilitação de superfícies de betão aparente ” de RITA ALEXANDRA MATEUS CATARINO - FEUP “
EEE
TTT
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4ª VERSÃO - Slides da disciplina de “PATOLOGIA DO CONCRETO” - Universidade do Minho - Portugal
ghu
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5ª VERSÃO - CEB
Notas Finais:

Caríssimos Srs. Eng. e Arq.

O presente documento é um elemento de estudo, com caracter dinâmico, sujeito a acréscimos de informação técnica, á medida
que as aulas se vão processando.

Baseia-se de uma forma sucinta nas Bibliografia mencionadas, pelo que não dispensa a leitura de manuais mais consistentes,
que serão fornecidos no decurso das aulas.

Boa Leitura.

Fernando Monteiro

Mackenzie, 2014
BIBLIOGRAFIAS UTILIZADAS:

PUBLICAÇÕES:

 Coutinho, Joana Sousa. Durabilidade. FEUP, 2001.


 Manual “ Patologia, recuperação e reforço de Estruturas de Concreto” de Thomaz Ripper e Vicente Sousa, Editora PINI, 1998
 Ripper, Thomaz. Curso de durabilidade, reparação e reforço de estruturas de concreto - IST, 1997
 Lança, Pedro; Mesquita, Carlos. Relatório Oz n.º 416. 2002a.
 Apostilha da disciplina “ Conservação e reabilitação de Estruturas de Concreto “ – Faculdade Engenharia Univ. Porto - FEUP
 Slides, da disciplina “ Patologia do Concreto Armado - Curso Mestrado de Bolonha - IST, Lisboa “
 Slides, da disciplina “ Construção e Reabilitação das Construções - Curso Mestrado de Bolonha - Universidade do Minho “
 Slides, da disciplina “ Conservação e Reabilitação da Construção – Curso Mestrado de Bolonha – Esc. Sup. Tecnologia Beja “
 Eva Antunes, curso de Mestrado, IST, 2010
 MaurÍcio Santos, curso de especialização - Latus Sensu, UFMG, 2012
 Flávia Poggiali, curso de especialização – Latus Sensu, UFMG, 2009
 Rita Catarino, Curso de Mestrado, FEUP, 2010
 VÍtor Coias, IST, autor de diversos livros sobre o Tema “PATOLOGIA E REABILITAÇÃO “

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