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Força Magnética

Força magnética em uma partícula carregada

A força magnética, ou força de Lorentz, é resultado da interação entre dois corpos


dotados de propriedades magnéticas, como ímãs ou cargas elétricas em movimento.

No caso das cargas elétricas, a força magnética passa a existir quando uma
partícula eletricamente carregada movimenta-se em uma região onde atua um
campo magnético.

Considerando que uma carga pontual Q, com velocidade v, é lançada em uma região
onde existe um campo magnético uniforme B, passa a atuar sobre ela uma força
magnética com intensidade dada pela seguinte equação:

F = Q.v.B.senα
*α é o ângulo entre os vetores da velocidade v e do campo magnético B.

A direção do campo magnético é perpendicular ao plano que contém os


vetores v e F, e o sentido é dado pela regra da mão direita ou regra do
tapa. Observe a figura:

A regra da mão direita mostra o sentido da velocidade, do campo e da força magnética


Veja que o dedo médio aponta na direção do campo magnético B, o indicador indica a
direção da vlocidade V com que a carga se movimenta e o polegar aponta no sentido
da Força magnética F.
Enquanto a regra do tapa mostra esses sentidos utilizando o dedo indicador para a
velocidade, os quatro dedos restantes para dar o sentido do campo magnético e a
palma da mão para fornecer o sentido da força para uma carga de prova positiva. Se a
carga de prova for negativa, o sentido da força será dado pelas costas da mão.

O movimento adquirido pela carga elétrica ao entrar em contato com o campo


magnético depende do ângulo em que ela foi lançada:

1. Quando a partícula lançada possui velocidade paralela às linhas de


indução do campo magnético, a força magnética é nula.
Observe que, nesse caso, o ângulo α = 0º ou α = 180 º. A equação que
utilizamos para calcular a força é:

F = Q.v.B.senα.
E o sen 0º = sen 180º = 0

Substituindo na equação, teremos:

F = Q.v.B.0
F = 0
Se a força é igual a zero, a partícula mantém-se com a mesma velocidade e
realiza movimento retilíneo uniforme na mesma direção do campo magnético.

2. Partícula lançada perpendicularmente ao campo magnético: o ângulo


entre v e B será α = 90º. Como sen 90º = 1, teremos:
F = Q.v.B.sen 90
F = Q.v.B.1
F = Q.v.B
O movimento executado pela partícula é circular e uniforme, e o raio de sua
trajetória é obtido da seguinte forma:

F = Fcp
Sabemos que:
F = Q.v.B  e  Fcp = m.v2
      
R
Igualamos as expressões e obtemos:

Q.v.B = m.v2
          
R
R = m.v
      Q.B
Quanto maior for a massa da partícula, maior será o raio de sua trajetória.

3. Partícula lançada obliquamente às linhas de campo: Nesse caso, devemos


considerar as componentes x e y do vetor velocidade. A velocidade v x tem o
mesmo sentido que as linhas de campo magnético, enquanto v y é perpendicular.
A resultante da velocidade ocasiona um movimento circular e uniforme, com
direção perpendicular ao vetor B, que pode ser denominado de helicoidal
uniforme.

A unidade de medida da força magnética é a mesma de qualquer outro tipo de foça: o


Newton. Existem inúmeras aplicações da força magnética, dentre elas, podemos citar
os seletores de velocidade, motores elétricos e galvanômetros.

Força magnético em um condutor retilíneo

Quando as cargas elétricas se movimentam no interior de um fio condutor de


eletricidade, dizemos que há corrente elétrica, e a representação dessa corrente é
dada pela letra i.

Ao colocarmos um determinado fio percorrido por uma corrente elétrica dentro de um


campo magnético, verifica-se que ele sofre a ação de uma força, que chamamos de
força magnética, representada pela letra F.
Em um condutor retilíneo percorrido por corrente elétrica de intensidade i, cada uma
das cargas, que se movem com uma velocidade v, fica sujeita à ação de uma força
magnética cuja intensidade é F e é dada pela equação:

F = │q│.v.B.senӨ

Sendo Ө o ângulo formado entre a velocidade da carga e o campo magnético.

Para um condutor retilíneo de comprimento l, percorrido por uma corrente i, temos:

l = v.Δt                              e                              i =
q/Δt                            
  l = v.q/i                              q.v = l.i

Onde:

l – comprimento do fio; v – velocidade da carga; q – carga elétrica; Δt – variação do


tempo; B – campo magnético; i – corrente elétrica.

Substituindo q.v = l.i na equação F = │q│.v.B.senӨ, temos:

F = B.i.l.senӨ
Fio colocado em um campo magnético: uma força de característica magnética atua
sobre ele.

Força magnético entre dois condutores paralelos

Ampère fez estudos relacionados à força magnética produzida entre dois fios que
conduzem energia elétrica. Em seus estudos, ele conseguiu determinar a intensidade
do campo magnético produzido por essa corrente elétrica. Como podemos verificar
na figura abaixo, a força magnética entre dois fios paralelos e separados por uma
distância d pode ser determinada da seguinte maneira

Inicialmente, devemos fazer os cálculos da intensidade do campo magnético B1 na


posição do fio 2. Dessa forma, o campo produzido pela corrente i1 vale:

Em seguida, podemos efetuar os cálculos do módulo da força magnética que atua


sobre o fio 2 por meio da seguinte equação: F1 = B1.i2.L. Nessa equação, L é o
comprimento do fio. Dessa forma, podemos ver que a força magnética que atua no fio
2 é dada pela seguinte relação:
No vácuo, temos que µ = 4π.10-7 T.m/A.

De tal modo, podemos dizer que o mesmo efeito ocorre para o campo
magnético gerado pelo fio 2. Assim, o campo magnético criado pela corrente i2, na
posição do fio 1, também produz uma força sobre a corrente i 1. Essa força tem a
mesma intensidade que a força F2, mas tem sentido contrário. Essas duas forças
formam um par de ação e reação.
Utilizando a regra da mão direita, podemos ver que, se as correntes estiverem no
mesmo sentido, a força magnética entre os fios será de atração. Caso as
correntes possuam sentidos contrários, a força será de repulsão entre os fios.

Fios que conduzem corrente elétrica podem ser atraídos ou repelidos. Isso depende do sentido da

corrente elétrica

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