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Obras da Autora:

Os Arabes: sua contribuição à Civilização ()cident/JJ


MARIA THETIS NUNES
Ensino Secundário e sociedade brasileira, MEC. 1962
Sergipe no processo da lndeperullncia do Brastl, Uni\'ersidadc
deral de Sergipe, 1973 U.f.S.-Bl�LIOTECA CE:Nifü',:..1
Sílvio Romero e Manuel B<mfim, pioneiros de uma ideolo gia
- Universidade Federal de Sergipe, 1976
Ocupação 1erritorial da Vila de Jrabaiarta: a dispwa entre lavrad
e criadores, Separata dos Anais do Vlll Sompósio dos Profi
Universitários de História, São Paulo, 1976
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Jn.1/. 4-g
/4 6 JOJ
1-IISTORIA DE SERGIPE
A PARTIR DE 1820·
19 VOLUME (1820-1831)

BIBLIOTECA
Nunes, Maria Thelis.
N926h História de Sergipe, a par1ir de 1820 / Maria Th
Nunes. - Rio de Janeiro: Cátedra; Brasília: INL, 1978.

Anexos
UVRA�IA EDITORA CATEDRA
Bibliografia ruo DB JANEIRO
em convênio com o
l. Sergipe História T. Instituto Nacíonal do INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO
11. Título MINISTÉRJO DA �OUCAÇÃO B CULTURA
CDD - 981.4 BRASÍLIA .
CCF/SNEL/RJ-78-0306 CDU - 981.41 1978

ã' _jfa\.
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Copyright © by MARIA THETIS NuN'ES

....,"°BICEN --,..;--119943 ---


UFS �S94{813 7)/-N972h MARIA THETIS NlJNES nascue e,m _Itabaai na, Es�Ô
"""ª Historia de Sergipe a partir de 182Õ/ Maria Th;tis Nunes dt trplpe, onde fez o curso primário. Orfã de pai aos 'f.l!l3tw,
1n1", fo1 o curso secundário, graças aos esforÇ9S de sua-_��
9454668 nn 1r1dicional Ateneu Sergil?ense., n!� éap_itaI sewpana, ·.e
r0tm11u-sc em Geografia e História na Faculdade de Filospfia
da Universidade Federal da Bahia, obtendo sempre as pri-.
lltlrAI colocações. Posteriormente, diplomou-se em Museo-
' ·
btfl11 nn Museu Histórico Nacional
,\Inda esudante universitária, defendendo a tese, "Os
Afthf•: sua iníluência na Civilização Ocidental", tornou-se
ProftHorn Catedrática do Colégio Estadual de Sergipe· fex­
Altnou Sergipense), sendo soa Diretora de 1952 a J 955,
STUDIO CÁTEDRA 81111nndo-se pelas reformas pedaggicas 6 introduzidas.
Professora fundadora da Faculdade Católica de. Filoso­
ftl do Sergipe em 1951, foi a primeira mulher sergipana a
i11JM111r no ensino superior local, como já acontecera no
a.lf&I.., Estadual, onde, como a única mulher, presiruu- uma
CL.J[.....,...,oção da qual faziam parte os mais ilustres nomes da
ra ICrgipana.
Jtopresentou o Estado de Sergipe na 1 � turma do lnsti­
llO lluperior de Estudos Brasileiros, ai permaneeeAllo, por
IN onos, como assistente da cadeira de História. do Pto-
Direitos desta edição reservados à r Cindido Antônio Mendes de Almeida.
Livraria Editora Cátedra. Ltda. l)o 1961 a 1965 foi Diretora do Centro 'de! Estudos Bra­
Rua Senador Dantas, 20, s/806/7 - Tcl.: 222-7593 llJ,tro• do Ministério das Relações Exteriores em Rosário­
Rio de Janeiro - RJ - Brasil Atpfttlnn. Lecionou Evolução Cultural do Brasil o Evolução
ftulUlcll do Brasil em cursos de pós-graduação na Universi­
1978 �tull' Npclonal do Litoral da Argentina.
IC 09ressando ao Estado natal, com a criação da Univer-
1hb1ttt1 J1cderal de Sergipe, passou a integrar seus quadros
fottll1 l'tofcssora Titular de História Contemporânea e Culto-
1 mprcí.�O na Brasil
/
1
r/11u:d '" nrazil 7
-
ra Brasileira. Na qualidade de Decaoa, já ocupou, por doas
vezes, a Vice-Reitoria e a Reitoria da UFS. Atualmente é
representante dos Professores TituJares em seu Conselho Uni­
versitário.
É Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Ser­
gipe desde 1973, e Membro do Conselho Estadual de Educa­
SUMÁRIO
çã�, da qnal já foi Presidente. Integra a Academia Brasileira
de História, ocupando a cadeira que tem como patrono João
Ribeiro.
Representou o Estado de Sergipe, a UFS e o Conselho
Estadual de Educação em vários Congressos, Simpósios e
Rewú_ões realizados em diversos Estados do Brasil.
Cõlaborou em jornais da Argentina e vem colaborando Prefácio ............................ ·.. · ..... 13
em jornais e revistas sergipanos, além de possuir vãnas obras Introdução .. � . . . . .... . .... . . . .... . . . ..... . ... 19
publicadas. y
f - Sergipe nos começos do Século XIX .. .... 25

Bibliografia do CapUulo T ................ 30


11 - O Breve e Tumultua.do Governo de Carlos
Burlamaqui e o retotno de Sergipe à Comarca
da Bahia ................................ 32
Bibliografia do Capitulo Jl ......... . .. • . 45
Ill - A Passagem de Labatut por Sergipe ...... 49
Bibliografia do Capítulo m . . . . . . . . . . . . . . 68
IV - O Governo de .Manuel Fernandes da Silveira e
a Repercussão em Sergipe da Confederação do ·
Equador ....... .. ....... ........... . .. 78
Bibliografia do Capítulo TV ... ...... . . . . . 101
V A Administração Esctarecida de Manuel Cle-
,. mente Cavalcante de Albuquerqu� ........ 11 O
... Bibliografia do Capítulo V .......... .. ...
VI - Retorna o Primado das Disputas Políticas ...
1 18
122
Bibliografia do Capítulo V1 .... .......... 130
VII - A Repercussão em Sergipe da t\bdicação de
P�dro I ..... . ..... ......... ... ....... 132
Bibliografia do Capítulo Vll .............. 140

8 9

..
Anexos 143
Anexo n9 1 ......................... . 145
Anexo n9 2 ......................... . 146
Anexo n9 3 .......................... 148
Anexo n9 4 ,........................ . 150
Anexo n9 5 .......................... 152
Anexo n9 6 .......................... 157
Anexo n9 7 .......................... 159
Anexo n9 8 .......................... 164 A memória de minha mãe Maria Anita Barreto Nunes
Anexo n9 9 .......................... 166
Anexo n9 10 .......................... 167 Para os meus sobrinhos:
Anexo n9 11 .......................... 168 Ana Angélica
Anexo n9 12 .......................... 170 Luís Roberto
Anexo n9 13 .......................... 171 Fernando
Anexo n9 14 174 Hélio
Anexo n9 15 180 Anita
Sílvia
João Augusto
Bibliografia e Fontes Consultadas Míriam
Bibliografia ................... .' .' .' : : .' : .· .' : .' : .' .': : Robe.ta
Manuscritos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
......................................
e
Jornais Adriana

10
PREFACIO

ABREVIATIJRAS EMPREGADAS

A.P.N. = Arquivo Público Nacional.


B.N. -= Biblioteca Nacional. A hJ.Storiografia sergipana estã atravessando uma fase­
A�.E.B. = Arquivo do Estado da Bahia. promissora. A assertiva pode ser facilmente comprovada em
A.P.E.S. = Arquivo Público· do Estado de Sergipe. face do valor e repercussão de alguns trabalhos recentemente
I.H G .B . = Insütuto Histórico e Geográfico do Brasil. aparecidos. Há um ambiente favorável -aos estudos históricos
1.H.G.S. = Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. em Sergipe, principalmente depois da criação da Universida­
R.I.H.G.B. = Revista do Instituto Histórico e Geográfico de. centro que, apesar das deficiências naturais e inevitáveis, ..
do Brasil. reuniu professores interessados na pesquisa regional e des­
R.J.H.G.S. = Revista do Instituto H1st6nco e Geográfico pertou nos seus jovens alunos, alguns boje em plena ativi­
de Sergire. dade docente, um interesse bem orientado no campo da per-�
R .l.G.H.B. = Revista oo instituto Geográfico e 1 I•stórico quirição do passado sergipano. Por outro lado, além da
da Bahia. metodologia apropriada haurida na área universitária, o pes­
quisador passou a trabalhar no Arquivo Público do Estado,
Observação: São da autora os gnfos que aparecem no texto, que vai tendo, poucó a ppuco, melhores condições de distri­
na bibliografia e '[!OS anexos. bui� e catalogação de documentos, outrora completamente-­
desorganizados, quando a repanição era apenas um amon'toa­
do de papéis velhos, cuja importância ninguém reconhecida.
Disso possó dar testemunho relativo ao tempo das minhas.
andanças pelo antigo Arquivo, situado numa· das sal.as do
Palácio do Governo. Também julgo fatçr positivo, para o
período de eliciente labor que a pesquisa histórica vive no•
meu Estado, a descoberta das velhas cidades como São Cris­
tóvão e Laranjeiras, sobretudo a antiga capital da Província,
tornada mui justamente, nos últimos anos, ponto de referên­
cia para o turista brasileiro, que encontra, �a velha metrópol�

13.

de Cristóvão de Barros, um dos melhores con.jumos arquite­ � da �erra alheia. Torp.ou-se, _ por· isto mesmo, uma vjajante
tôrucos do Brasil de outrora, apesar de sua condição de pe­ mvenc1vel. Deve ser a serg,.pana que· mais excurs.ões tem rea­
queno núcleo urbano encravado num trecho pobre do Nor­ lizado em todos os tempos. Dir-se-ia que já andou pelas
deste. O reconhecimento do valor histórico de São Cristóvão "sete p�das do mundo", embora, verdade, verdade, seu
é, por si mesmo, um poderoso fator de interesse pela inves­ m �do se1a realmente o "Sergipe d'El Rei de graça infinda",

�·
tigação histórica, que atingiu também grupos dé estudiosos-­ CUJO passado conhece profundam.ente e cujo presente procura
não integrados no setor universitário, porém capazes de pro­ viver a seu modo.
curar documentação e nela colher os elementos necessários �pois d � h �ver �rito algumas sugesµvas páginas a
.à exegese dos acontecimentos. respett� da b.istóna serg,.pana, Maria Tbetis àá-rros agora,
Entre os atuais pesquisadores sergipanos, a professora nes !e lwro que tenho a_ honra e a alegria ·de prefaci!)l', sua
Maria Tbetis Nunes surge como um dos nomes mais proe­ maior e melhor colaboração à bjstoriogr�fia da terra comum.
minentes. Desde os dias do seu curso secundário, realizado Em um ensaio sério, pacientemente pesquisado e Jucidamente
brilhantemente no Colégio Estadual de Sergipe, Maria Tbetis interpreitado,. é}. autora reconstituí longo e ativo período do
firmou conceito de aluna inteligente e estudiosa Um grande evolver sergipano, até agora ligeiramente estudado por outros
mestre S<:;rgipano da época, Artur Fortes, didata de qualida­ historiógrafos. Querendo conhecer os fatos, Maria Thetis nã.o
des extraorctinárias, que lecionava História da Civilização no � linutóu ao contacto com as foOJt@ impressas. Perlust,rou
estabelecimento oficial de ensino. secundário em Aracaju, fa­ os uquivos de Sergipe, da Bahia, do Rio de Janeiro, rla
cilmell'te vislumbrou na jovem çljscípula a mestra do futuro. faina meritória de comparar versões, de analisar depoi.ment0s,
Fortes exerceu profunda e decisiva influência na formação de julgar personalidades, pará poder elaborar, como de feito
de Maria Tbetis que, ao concluir seu curso em Sergipe, veio elaborou, um ensaio de capital importância para a história
estudar Geografia e História na recém-criada Faculdade de de Sergjpe, desde os pródomos da Independência até a ab­
Filosofia, Ciências e Letras, que a clarividência e a tenaci­ dkação do Primeiro Imperador.
dáde de Isaías Alves de Almeida doaram à Bahia. Sua pas­ . Alguns capítulos de História de Sergipe a partir de 182'0,
sagem pel<1 Faculdade de Filosofia, integrante da primeira merecem mencionados de forma destacada, para dar des.de
turma, confirmou a capacidade da moça sergipana. Em um logo ao leitor uma idéia exata da sua significação. A contri­
grupo de gente ilustre, destinada a honrar, através dos tem­ buição sergipana para a causa da independência nacional é
pos, o nome da Casa de Isaías Alves, Maria Thetis tem um deles. Sem espírito bairrista, porém em elevado tom rei­
-ocupado posição de realce, sendo sempre apontada como a vindicatório, a ilustre educadora aponta, com documenitos dig­
estudante que foi e a professora que veio a ser. nos de fé, o papel de Sergipe na luta que teria seu cenário
Diplomada, regressou à terra nata] e iniciou a carreira ·no território baiano. Como ocorreu em !antíssimos outros
TIO magistério secundário, daí partindo�ara o ensino superior, eventos da história brasileira, o sergipano esteve presente na
,quando Sergipe ganhou sua Universidade. Sergipana de nas­ campanha gloriosa do Dois de Julho. Por outro lado, nin­
cença e vocação, exerceu aitividades fora de Sergipe e dõ guém, com mais segurança e objetividade, mostrou o rele­
Brasil, · demonstrando invariavelmente sua capacidade de tra­ vante papel de tropas vindas da Bahia, co.mandadas por João
balho e reafirmando seus dotes de inteligência. Retomando Dantas dos Reis Portatil, ao depois João Dantas dos Impe­
ao antigo ninho, trouxe para servir aos seus patrícios "um riais ltapícuru, capitão-mor das Ordenanças da Vila de Ita­
·saber de experiência feito", adquirido nos meios mais cultos picuru, para que se concretizasse o apoio sergipano à causa
por onde andou. Trouxe, também, uma singular "nostalgia":, da Independência do Brasil. No ensaio d.e �aria Thetis, ao

14 15
contrário do que escreveram outros intérpretes �a nossa fo ou ao esmloso i:' história, uma VJSao nítida do que teria
sido a realidade provinciana nas primeiras décadas do século
mação, vê-se insofismavelmente que o capitão-mor foi m ·
eficiente do que o general Labatut para a adesão sergipana. XIX. qtJando o Brasil lutou e conquistou � maioridade,
Não quero também deixar de sublinhar ruguns outros política.
aspectos que se me afiguram relevan-tes, quer pela novidade
da documentação compulsada, quer pela maneira como fo José Cala.rans
focalizados certos temas postos em debate. Conrorme afirmei
anteriormente, as informações coligidas são, muitas e muitas Salvador, deumbro de 1975.
vezes, autênticas revelações, que evidenciam a necessidade da.
busca aos arquivos, onde podemos encontrar informes ..:apa­
zes de abrir novas perspectivas ao melhor saber histórico. 8
preciso pensar sempre que o "nada se perde e nada se ena
na natureza" deve ser explorado pelo historiador. Assim pro­
cedeu Maria Thetis com resultados deveras positivos. E mis­
tér acreditar que aJguma ooticfa ficou das ocorrências. Andar
atrás do seu registro é o dever precípuo do investigador his­
tórico. Esta vontade de encontrar o competente papel, que
.. Maria Tbetis possui, enriqueceu bastante seu valioso traba­
lho. Os comentários que tece a respeito da "administração
esclarecida de Manuel Clemente Cavalcanti de Albuquerque",
o estudo que dedica às "disputas políticas" da recém-nata
Província, onde o poder dos senhores de engenho é apon­
Lado e disclblido, a ação corajosa de Antônio Pereira Rebou­
ças querendo reformular costumes da sociedade sergipana, as
grandezas e misérias, senão as misérias e grandezas de uma
época de mudança politica, que o livro comenta e esclarece.
com realismo, não poderiam aJcançar o _ponto alto que atin­
giram se a escritora não possuisse o dom de bem procurar
e a lucidez de saber distinguir.
Poderia - não sei se deveria - dizer mais. A mono..
grafia em apreço descortina campos, insinua novos caminhos
a percorrer. Marca, no meu modo de entender e julgar, u
momento feliz da historiografia sergipana, porque, além
qualidades aqui apontadas, recomenda-se pela sua técnica
expor, que é um exemplo a seguir . Capítulos ,bem ordenad
exposição clara, desenrolar sistematizado da matéria toro
atraenle a leitura da obra e proporcionam ao leitor corou

16 17
INTRODUÇÃO

O ponto de partida do presente trabalho foram as pes­


qulSa5, que fui levada a fazer, para o embasamento de UJPa
palestra a ser proferida na Universidade de Brasília sobre a··
participação de Sergipe no prOCC$SO da Independência do
Brasil. Ao procurar atender o convite do então Secretário
da Educação e Cultura, Dr. João Cardoso do Nascimento
Júnior, para representar o Estado de Sergipe nas comeI):10-
raçôes do Sesquicentenário da Independência Nacional ·da­
quela Universidade, evidenciei como era pouco estudado e
complexo esse período do passado sergipano. Mesmo }:elis-
belo Freire, com a indiscutível autoridade de histo.riador �
<:QõSêiÓõCios.o.Xclarividente�11e (oi, n,ãb deixou bem cl�e
d��da -ª'-�e se iniciou. em IDªill> de
�1. uando Carlos 'César Burlamaqui, o rimei o esi­
dente de Sergipe no�or . oão Y! aoós conc��r-)he
a_autonomia polí:tica, foi preso e ob�ado a dei:x� �
ante a che gada �tropas da Bahia, às quais se a�•
Õ�camandadas por prestigiQ§os ��o�r:;: es�d�e�te::!r�rM�)
9:
oc�acui=�
Observei o desencadear da luta pelo domínio, desde os
primórdios da história sergipana, entre os detentores do po,­
der econômico, jus1ificando a formação dos dois partidos RO­
liticos que se degladiavam. Já Felisbelo Freire definira muito
bem a situação .ao escrever que "esses eram destituídos de
programa. Queriam ambos uma só cousa: a posse do poder.

19

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Os seus órgãos na imprensa nunca -defenderam princípios e à professora Ofenísia Soares Freire sou grata pela ce­
sim defeitos pessoais dos advet-Sários". TaJ situação acompa­ operação prestada, ao fazer a revisão gramatical dest.as- pá­
nhará o desenrolar da história política sergipana até o. ad-'" ginas em que �to desvendar um período emaranhado,, mas
vento do Estado Novo. fascinante, da história de meu Estado.
também m· en -o a I i>ria e vã, Maria Thetis N�
da ·vre...._formada, principalmente, de m�-- Janeiro de l 97�.
_tiço_s, contra a prepotência e os aesmandos dos senhores do
�Lar3I?jeiras e São C�ão assismam..a-rouitas d�
manifeS:tações de ousadia e revolta.-·
O interesse que esses fatos, revelados pelos documentos
consultados, me trouxeram, fez-me resolver, posteriormente,
ampliar as pesquisas, tomando como fronteiras duas datas:
1820 e 1831. A primeira porque significava a autonomia po­
lírica de Sergipe da Capitania da Bahia, concedida pela Carta
Ré�a <le D. João VI de 8 de Julho de 1820. A segunda
representada pela Abdicação de D. P�ro I, que encerra o
processo de independência nacionhl quando o Brasil, real­
mente, passa a buscar seus próprios caminhos com a insta­
lação de Regência. Percebi quimto havia de correlação entre
os fatos históricos que se passavam no plano nacional e os
que se desenrolavam no âmbito da Província. (concluindo ser
impossível estudar qualquer momento da história sergipana
dissociado da história do Brasil.)
E intuito meu levar além o" presente trabalho. estenden­
do-o até a República.
Foram feitos levantamen.tos de fontes históricas nos Ar­
quivos do Estado de S.�r�pe e da �. na �ibli�eca ?'$­
e, sobretudo, �q:gi��?;;al. Quero, aqui,

regIStrar o agradecimento a todos os funê1onários dessas ins­
tituições pela forma cordial e solicita por que sempre fui aten­
dida.
Também meus -agradecimentos se estendem ao Magnífi­
co Reitor da Universjdade Federal de Sergipe, Dr. Luís Bispo,
pelo apoio que sempre receb� bem como aos colegas do
Departamento de História e Filosofia do Instituto de Filosofia;
e Ciências Humanas pelo incentivo que me deram, perrrútin :f '
minhas pesquisas fora de Sergipe.
21
20
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I - SERGIPE NOS COME�OS D O SêCULO XIX

..
No momento da chegada ao Brasil ·da eorte Portuguesa, \ �� _
acontccitnento 'tão bem caracterizado por Rope� S0whey- ao / ,
escrever que "fecha esse sucesso os anais· celorµijs- do Bras-UY,0

a Capitania Subªlterna de &mtjpe dei Rei, ·�mtttdo dotumen­


to vãlloso escrito por D. Marcos Ant'ôn� de S0u�a,, .ná ;é-pqpa
vigário do Pé do Banco (Siriri), dêpois bjspâ clo JffâijO'lhijQ,,
contava 72.236 habitantes. 1 Esses se enc,ontr�v�.".ass�.
distribuíãos:
Brancos ........... . ........... i0.30Q
-Pretos ......................... 19 .9·54
lndios ......................... 1.440
Raças combinadas .............. . 30•. 542
Out:rp documento, W; datado de 1821, 2 diz que a p;,.
ação sergipl:Plã alcançava., naquele ano, .J.14.,..!!.6. Nds· -co,­
eços de, 1823, os se-rgipanos se movimentaram p� ter.'
pre'$'entação n� Assembléia Geral. e Constitwnte tlQ lnipéri<i'/
�s a Cart-a de 5 de dezembro de 1822 em que Ped.ro I
confirmava a aufooomia de Sergipe concedida por D. João Vl.
Nessa ocasião, oficiaram ao Imperador, a fim d� saber o
número dos deputados a serem eleitos, argumentando que a
população local excedia de lQ.Q.,_QQQ almas.
�Compa[j!.Ddo-se os daÕõs�Gima�erados,
evidencia-se que quase teria dobrado a . opulação sergipana
1 ,, �rturban a vida da re'Ei���·-A��
s!:]:l .....L&.llll�::?-:!:!.I posstúdore& de "bens abundantes e

l ---='".r /]---oorneços
dizem os ·docmnentos.
1
M'üiii:ctpais, de que nosfaiâ.m os
• ÇJaID.:J
� interessante acompanhar, no
o século , ruLID[4
r -f;; �ação essas · ar
A
1 · ento lo Seus membros eram senhores de te , comer­
ciantes e uns poucos de profissões liberais. Lutavam pela in­
tegridade territorial, chamavam a si a prerroga:tiva de lança­
mento de novos impostos, protestavam contra a prepotência
dos Capitães-mores e os excessos dos Ouvidores. Diversas
vezes denunciaram e pediram providências às autoridades su­
periores ante a anarquia que testemunhavam, como fez. a
Câmara de São Cristóvão em julho de 1724, ao Vice-Rei,
contra o Ouvidor Manuel Martins Falcão e seu sucessor,
A.gtonio Soares. Teve rwo Felísbelo Freire quando afirmou
�r- qué-"um certo espírito liberal ,Presidia suas prerrogativas.

r
f';ão ·?bstante acharem-se lígadas à ação central do governo, 1
todavia· uns visos de autonomia selavam suas atribuições.
Seus membros e todos os oficiais gozavam de independência
-:em suas atribuições, em que não pócliam ingerir-se outras au­
tÕii�ades". s
1 ( l O 5 .t. 7 _ [, 6
Esse sentimento de autonomia vai permitir que se com­
preenda melhor a participação das Câmaras Municipais nos
aJ;an.te.cim ��Lem'Ql�_Ser�e oo pr"õêessoda In­
dependência, nos quais estiveram sempre presentes com o
peso de suas decisões.
-
---/Os roprietários de t verdadeiros senhores f�- /
dWS:- e em seus domínios não havia restrição qua qu��
autondade e prepotênciâ. 1f Cõntnbu1a_. para reforçar esse po-
,_

'"?fer, a investidura em um posto à frente do Terço das Or­


1

denanças, forças compostas dos alistados, que "na ocasião


de defender a pá.Iria e os bens, arma cada um, e principal- 1
mente os senhores de Engenho e ,poderosos, seus dependentes l
e escravos".' 9 O ,posto de comando das Ordenanças, em 'cada ·
Município, era escolhido pelo Presidente da Província de uma
lista de três nomes, eleitos pela Câmara local ellttre homens

28 29
da avtotia êfé M. Milliet de Saiote. Ado}"P.he.
riorment� Miguel Archanjo Galvão publioou. 4
ção dos cidadãos que toniaraxµ, �atrte no gover eta.­ R;,

,»_o. do
1 � Souza. Marcos Antônio de: Memória sobre a Capita- Brasil dJ: março de 1808 a 15 de novembro de 1,889"
.." nia d� Sergipe. Ano 1808. 2ª edição, A:raqaj1:1, 1944. datada de 1894, e reeditado em 196�, Miriistét:io :ãa,
Justiça, Arquivo Nacional, Rio de j.an.éiro:
2 _ Fernandes, José Antônio: Informação da Capitania de 7 - Idade d'Ouro, terça-feira, 21 de abril de 1818. B.N.,,,

f.t
Sergipe, em 1821. ln: R.I.H .G.B., tomo S5, ano Secção de Obras Raras. Esse jornal, e f)rim.ei:Jo (Ôa
1892, pág. 261. . . Bahia e o segundo do Brasil, circulo\} tle 14 9e Jl!a!O
3 _ Ofício do Presi9ente Manuel Fernandes da Silveira de 1811 à 24 de junho de 1_823, tóml@do-se Ci> porta .
l• - I•
ao Imperador Pedro I, em 15 de abril d e 1824. voz do governo recolonizad�r de �Mà:de� de M'�le.-·
A . P .N . , Secção dos Ministérios-. 8 - Freire, Fel.isbelo: História de Sergipe, pág. 23°9.
�/
' 4 _ Vilheo•a Luís dos Santos: Recopilação de Notícias So- de Janeiro, 189 l . .
Rio
:e teropoli�anas ·e Brasílic�. Ano 1802. Livro L pág. 9 - �ilbena, Luís dos Santos Vilhena 'Obra cita a, � ,;, . '
� 173, Bahia, 1921. : � " .
.. 64. . -�
_ Freire, Felisbelo: A antiga Vila de Santo Amaro das 10 --. Mendonça, Manuel Curvelo de: Sergipe R�J.J
- Gretas. ln: R.I.H.G .S., 1914, vol.ume IT, pág. 187. blic
pág. 74, Rio de Janeiro, 1898.
· 6 _ D<-rmundo, Inácio Antônio: NoJ.:ícia Topográfica da
Província de Sergipe, redigida no ano de 1826 . ln
Sergipe - Apontamento.s para a_ sua Histó�a, manus­
crito existente na Biblioteca Nacional, Secç.ao de Ma­
nuscritos. Atnl>uimos sua autoria a Miguel Archani<?
Galvão irmão de Rafael Archanjo Galvão, que fot
Tesour�iro da Alfândega de Sergipe pela década de
1840-1850, tendo, também, sido Deputado Provin�-al-.
Acompanha esse documento nu�erosa :orresponden­
cia, dirigida por Miguel ArchanJO Ga�vao a p�oas
credenciadas residentes oo interior scrgbpa:n.o, pedmd1r
lhes informações locais. Planejava ele escreve: um
trabalho sobre Sergipe, conforme diz em carta a. An­
tônio José da Silva Travassos datada de 15 de Julho
de 1847: "Penaliza-me minha insuficiência para o
trabalho que tomei sobre mim, mas conto co� o au­
xilio de outras inteligências, sem o que desde Jª aban- =-·
dona,;a a empresa". Em carta ao Dr. Cupertino, de. ·
J 2 de maio de J 847 afirmava que, ao escrever a
"To.pografia da Provfucia de Sergipe", �i�av� _cotrigu �
as inexatidões que se encontravam no D1c1onano Geo-*. (") (Acreditam

os tratar-se do Dr. José Cupertino!;,de Olivei
ra, S.a-m-
gráficot. Histórico e Descritivo, publicado na época; paio, na época pessoa de projeção em

·� .. .
�ra-n1};3�)-

30 3.[
Os povos s� çapaGitam d� que d�a subotdina'Ção e se--
mél'hant� prin�ies demanam a (fecadêneia,, desta Capitania
e vivem ê0mo desa:Ientados;' em des,Ç<:>nsomção. -E o qu-e sillto
e tenho exp,eriment.aln:iente, av.eriguad9, e pers.uado que V.
Excia. promóvertí e sabiamente lhes ministrará· QS remédio_s,
de que são· carecederes, para feli�idade deles no aumentó
Il O BREVE E TUMULTUADO GOVE_rufO DE _ d:e&ta Capitania que pode ser ·um<f das ·melhores, e em que
CARLOS -BURLAMA-QUI E O RETORNO DE mais interessa o ]?stado � a Real Fazenda",,12 . "
SERGIPE A COMARCA DA BAH.fÁ ' Em 25 Q5!_j1!11:JiJL o m · an.o__cla_autouomia,e-nãe_-: f
��� _e ou tq j:õ_ co;n���!.!.J:�!�óel@� e� ·0= Í "-:�;-
-// meado, po1 �arta_ R eg�a, o .Jlng ad JL�E:ar��r-B��fa.,. J
_ .
;;/ . .m�a_go_vernar a-recém..,cri.adà.J!,b)víncfãae::--'Sergip"é. / <·:,

· P.or decreto de 8 de julho de 1820, D. João VI, so­


Ele- pmlffio-ã!irnfa que I:>�o VI "hou.v.e por bem n� :· ·:::t\
mear-me Governador desta Próvfücta em 25 dd mesmo �i((
da independência". H Português de nascimento, -�� ·,idéntifiea:"' _ ::··'-='
�-·:1fa,>
gundQ .:a ��ção feita ao Conde da Palma, Capitão-Ger ra, • porém, com os interesses brasileiros.· 1�jia admioj:.- =
neral e Go:vemador da Bahia, "inseru:ava Sergipe absoluta­ trado o Piauí de 1806 a 1810, �eaHzando,'um�"l'l · ·· ... ·
m� dâP suj�o em que até- então tinha �tado daquele marcado por reali.7.açôes progressistas, comq pesq
--�- l;>eclatàndo,,o 4!depeodente., para que os governantes .ralógicas e levantamento de mapas geográficos .e d
-. · i""i.. governem na forma praticada nas demais capitanias cos da região.
m<l�en<tente� comunicando--se diretamente com as Sec�t�­ Após a) nomeação, em vinte e <:inco de set:t?'11J�ro;
.rias- ile Estado oo.mpeten.tes e podendo conceder sesmanas . cebia Burlamaqul, de D. João VI, a Real Resoluçã�qu)f· ·· -:. . ,
... Aéreãúruµos que esse ' ato t a d�rrii;lo da p,raspe:cidade instruía quanto � criaçã? dl!,-�unta da Admiri.ist1;ação '.a� R�\.... ,.,.;./;;;:_�;
""""�� ,.�:4= ca que- vinha alcan o�começos _dO Fazenda, subordmada diretamente· ao�Real Erári o, benL· :.f__:,·�:..-� �« ·
.,,. ,..,.:. , . �almente, .ffl>�ateirQ. -côfub� sua estrutura a.d�trativa e forma de �cionam... •. ·' -· ".;"'."'; ,: )
--
heü-'�e+,�esenvolvimento àreforma politico-�st.ratiY-� . Inicialme11;t.e, procuróu ele informar-se "ímüdam&nt
�t:acla pelo {fovenoo real ?cue. tam.Jwn..� -�d�u a o.p­ faculdades� estado, �ifcuóst�çias'\ 10 da j:'.:apitâni�,- qúi�
uas cap-i:tanias. Segundo CarÕs Burlamaqw, há ™ de 10 ria.. go'\-'.emar. Eacarregô1,1 tal· miss�o a Jos� Antônio F
'""íilios que-� pleiteava a fndependência", "o que não eles, que ali havia se rvido �na.. admmistra� o durljllte�çinw.:
se efetooá por então não convir''.Jif: an0s e que com ele re.tornaria par� exercer o car'to Õê Se-
J'á em 1809, o Capitão-mor Mesquita Pi,mentel, b:Qprese cretário do governo.
1 sionado com a situação caótica reinante "°1 Sergipe lante , -'-Dessa incll)llbênciá. resultou ·;í "Informação. sobre .a PrP"
vfucfa de Se.rgi_pe em W�l "', prejudicaçla,_ segundo o
autor, •
lgtas :{'014,� travadas e a impunid�d�i!'dos crimes ocorrid
oficiava ao Conde de Linhares, .Mímstro da Guerra e pelo º!uftâgio· que �fr�u p.a barra de �trgipe quandÕ sé
trangeiros, em 15 de junho de 1809: '� Capit@:i� diri�a para a Corte., Ante esse· acontecimento, apelou para
a memóiia, a fim de cumprir a tarefa que füe fora corifi'ada�
Sergipe dei Rei deve igualmente separar-se e não ser soo
dmada a da Bahia, sendo atendidas as razões que cooi ·t1 - _ Qs ofícios dirigidos · por Burlanraqui. às autorida<l� do
Rmno, após sua meação , aoterio,,s � -�"' ���
a humildade.{enh.o representado a V. Excia. _ Í �
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Sergipe, demonstram descortino e eo�to das proble-
mas com que deveria defrontar-se.
Assim, solicitava uma ordem para que o Governador
da Bahia lhe cedesse um destacamento de 100 homens até
que houvesse em Sergipe tropas regulares; daí ·pedir, ·também,
autorização para criar, quando aí chegasse, Corpos de ¾ili­
cias, bem como reorganizar os já existentes, para "o bem
do Real Serviço". Ainda mostrava a necessidade de defender
o litoral sergipano com peças de artilharia. Não lhe escapa­
ram os problemas financ�iros gue exigiam, enqüaníto não
heuvesse. uma Junta da Fazenda encarregada da Arrecada­
ção -e distribuição das refüias públicas, a pomeação de dois
homens cPara fazerem, sob sua orientação, a necessária es­
crita da receii!a e despesa da Província. Previa a organização•
da Secret?ria do Governo com um Regiinento, "como o do
s Ceará". Mostrava a necessidade de ser nomeado um Cirur­
�-'-E-&ião.,_p3!'�
_ �-;tropa. e enviado um Farmacêutico com Botica
. • ·.@P ·só ''par.a a tropa como para a venda ao público, em
-interesse da Real Fazenda". 11
-· ::-L=a.mentavelmente, es.sas· solicitações feitas dentro de um
( planejamento realista não puderam ser executadas. Sua ad­
)/ mini.stra_ção duraria menos de um mês, de 20 de fevereiro
de 1821, data de sua posse em São Cri6tóvão, a 18 do mês
\___ seguint<?., quando _ uma força armada, \finda de Salvador, o
"destocou e dembou", do govemo . 1s
A Câmara de São Cristóvão, entusiasticamente, recebeu
a notícia da nomeação do primeiro 1)residente de Sergipe,
passando a tomar as medidas indispensáveis para que se re­
vestisse de grande solenidade sua posse. Na sessão de 13 de
fevereiro de 1821, era incumbido o verea-0.or "mais zeloso"
de ma-ndar aprontar um bastão de ouro en�tado em cana
oa Iodia "para se lhe dar posse e ficar ad'>perpetuam sqam
memoriam". Também a Igreja deveria ser prep_?�da a�equa-.
damente_ para o "Te Deum" a ser realizado, -bem com.o "uma
Música com a melhor pompa possível", foguetes e ilumina.::
ção. 19
A 5 d.e fevereiro de 1821 partiu de Salvador para Set
g,�e o Brigadeiro Burlamaqui, depois de ter fumado com
I
/
34
O capitão-mor não acatou tais determinações, sobrepon­
do-lhes sua fidelidade aos atos de D. João VI. ��: reuruao, alegou o Presidente que para jurar a
� ínt�rim. chega �ui a Sergipe e toma posse CoostítUiçao, C?nforme lhe est�vam exigindo, necessitava or­
do governo logo no dia imediato, 20 de fevereiro, por im­ dem de D. Joao VI. Qfei:�(? p�a, às suas custas,, ir à
posição de Luís Antônio da Fonseca Machado. Ta1 como seu Cor.te, saber a opinião do_ Rei, � to de Mello Pereira fu­
an:eces-sor, não aderiu ao mov;imea�ista, den­ turo f
de Cotingufüa, que se f acompanhar do e;çnte
fat:íº
tro da orientação que trouxera quando partira da Corte. d e 2. linha �a��eJ Roclrigues d Nascimento.
� Quando, po­
/" Surpreendido pelos acontecimentos, não quis ir além das di_:....­ r�m, estes emtssar�os lá chegaram os fatos �.e haviam p.reci­
,,,.,, retrizes que recebera. Segundo o depoimento de um contem- pttado e o Rei havia retornado a. ortugal deisde 26 de· abril.
P?râneo, ao terminarem os atos da posse do governo, ime- �te o �alo�o que tivera a missãp cio ajudante José
'c, �� ,"f:: diatamente Burlamaqui "fez publicar a toque de cometa em Joaqw.m Ferreira Junto ao Capitão-mor Luís Antônio da
\\.'JJ' '., Fonseca Mach�do, �ara que este furasse a Constituição, a
,.i... todas as ruas da cidade uma sua ordenação determinando
•·
Junta da . Bahia enviçu a.Sergipe 200·. praças, �mandagas
,pelo Captlão d? 1 \1 Linha Beato de Franw. .:'!!fim de pla'n�
que o ta1ar em Constituição era um crime e toda a pessoa
que nele incorresse seria presa e processada, fato este que
" i .r� ·
f:
$
incutiu um pãnico em todos os ânimos a ponto tal, que só tarem o novo sistema". 24 Ap6s receberem reforços da Legião
em segre40 se falava em Constituição".22 de Santa L�a, ':ºmandada por Guilhe;me J�sé N . abuco, al­
cançaram Sao Cris.tóvão em 18 de ll;)arço.
�m algu�as vilas começou um movimento�url!.­
/· �entindo-se se� condições de teagir às tro,pas qu.e se
. m_a .:ui, especialmente em Sa �lickrado_ �Tosé
1t:' aproXJmavam. no drn �teriei.:.-lfflrlaroaqui-re\i&Íu-a-Câmara
e,,)..:.•\ p to cj_e arv o, portuguê�, eten �a nd �;>rC§Ugio
eco_nômico, e -eflll--:>a.JJ.ta-1.-W!�l5i'ientado� pelo Capitão-mor
J bem como as demais autoridades locais, entregand0:.1he "�
&?vem� que,, Sua Majestade, �e confiou, _e �e receb;. �a
Guíl.6erme José Nabuco, dono de três engenhos na reg1ao .
r

( e-\ dita �mara , an,te a perspectiva de uma "gtierra civi! que


1
Foi aí Qrule a reação foi m�yj_olenta, desde quando o Ca­
era odiosa �. ternvel ao c6ração de S. Maj�t;tde". Prot�\a..
pitãó-mor reuniu na Igreja um grupo de partidários para pro­ va, porém, com quantos meips podem haver· em Direit Ó" 2e1
testar contra a nomeação do Presidente. Esse fato explica contra a violência que o atingia .
'· o apelo que Burlamaqui fez na Circular de 6 de março: • · _ ...
"Povos da Estância e Vila de Santa Luzia, que tendes tido Os Vereadores, alarmad� ante a respoJ)Sabilidade que,/ f
abruptamente, lh_es era cotofençl�, decidem , que 1'visto ? go- / ,vl � ·
até aqw por timbre a fidelidade e regularidade, comporta­
vemador ter �ido 'Pela força, mvasora e obrigatória, cedem I Ocvv-t�' �·
.
mento e seriedade nos vossos juízos. Quereis perder todo
\

conceito, que mereceis, por atos irregulares, por facciosos


que querem o que não sabem, que pugnam pelo que não
entendem?". 23 e
=;.;:':w�==� ::::,: :::�:::'.'�f..______i
) tóvao fo1, iJ>Oré�, efi:Jra . Capitulam à pressão das. ârmas f 1
,
(1

Ante a gravidade dos acontecimentos, o Presidente con­ \ q� �ntX:� na cidade no dia imediato. Reúne-se e jura obe- v 'L
vocou, em São Cristóvão, uma reunião do Clero, Nobreza \ d1e�c1a a Exma. Junta da Província da Bahia e adesão .ao
:
e Povo. Por Nobrez;i. se entendia, na época, tg,d� ..Qs_indi­
Y.Í�� �gu_c.. jLhw.iam. o,cu]).ado carg.QLJ:ie___grulerna da ci- ·•
dade J� ,Jlas vilas, t.�s como-�í�__yeread.ores,.-Gfi� ,
orden.avças qe__LLJinha. Por f.9.YQ. estavam catalogados os
),
n:iu�o AJto Sr. D. João, � nossa Santa Religião e à Coos-
i\ -
�... yt ·
ut_u1çao da.s Cortes de Portugal". 27 Igual juramento foi feito • .,,.·
por outras autoridades locai& como o Ouvidor interino
Com�n-dante da Força Pública 8
t graaje �o de p�oas

�8
"ho_!!lens bons", ou seja, abas1-ªQ.OS.. _ da cidade. --
L-----==='
36
-��

.,
- h8!ho, e:n condições �ão condiz.entes ao seu posto de Briga-
,.

"' Três dias apSs esses acontecimentos-, a Câmará d!!va


posse ao B�ro Pedro Vrejra de Melo, pessoa identifi­ �bertado, seguiu para o Rio de Janeiro onde deu às
_;...� com Os� da_ Junta de Salvador e apoiado pela.
..,..-�-facção recolomzaâora se{gfpalla. (Anexo n9 1).
t) �utori��es �ó ��imeoto dos fatos e!D que to/ envolvido na
'Memº1:ª �stoncª. ; d0eumentada dos sucessos acontecidos
em Setg1 . �1 Rei, , datada de 17 de julho do meS>-no ano·.
Logo depois, hipotecavam total solidariedade à Junta l A Junta �tiva a a era composta dos por-
Provisional da Bahia, "com e mais pt'Gfu.nao reconhecimento, ueses e bras!le1ros José Caetano de · Paiya Pereira,, Tosé
"!) quanto são dtwedores >às sábias e adot:adas medidas que �
Lmo . Coutinho,. .
Franc,!sco de Paula Oliveira, José Fernandes
ela os tem Govemàdo; desde a feliz � da Nossa R�ge­ da Silva Freire, Francisco José Peréira;· Francisco Antônio
nezação principiada no mem.orá'1êl e afortunado dia 1-0 de Filgueiras e Luís Antonio de Moura Cãbral. Ao anular o ato
fevereb'o do presentd'. 21 de. D. Joã� VI, que concedia a �autónô,mia sergipàn:a! '�.R.91) ;-,: ,.·
A. designação dê Pedro Vieira de-- Melo para gavemar JlSSllll conw J �l!ª s�_gurança e as relci'ções comerciais. dos· r / -��
Ser, pe � forca trazida pelo C,apitão Beot-0 de França. Burla­
g i. habitantes", comunicou· o- fã-toas Cortes de Lisboa. Estas' o� 1 ��:-. -f
maqw, resp�o-- aos ataques da ·'Idade d'Ouro", jornal endossaram .na resposta contida no ofício de 18 de julho de 1.. _.-.,

que defendia os -inet resses lusit1Ulos na Bahla, afirmou que 1821, ao dJ.Zerem "tomando o referido em ·consideração re- f
tinha o original d�a indicação, e que ela h�via sido firma­ .
da imed.iatamerue. _à instalação dá Junta Governativa em 1 O 5?lveram não só que foi o�vido com muito agrado,., e ·que·j
fica aprovado tudo o conteudo no PJencionado ofício"·. so 1
-de fevereiro. Qs baianos ql.l.er-entu's.íasti.ca�wte, h · com· artílhadoj
Esta afirmativa é COJ,Dprovada pelo ofício de Pedro Vie� , do movimeilltef constitucionalista ·dê '.10· ' · ·. · e- f821
1:a 4_.Ci,M.do, .imeàiato à sua posse, ao governo revolucionário ....._i>êrceberam, � e r ·· · · e i _ ento. a·mPio�
�� �ferindo-,se às ordins dela recebidas para assumir, -'UlS_Q ercia, · !USOS e da_ o 'cialidade._pm+pg�:aii _-.. '·
m�e, o gdvemo da Comarca de SergifCl datadas de --'3�Cllll=..ui..:_., "Apenas se fez a evolução, o partido E4(ópeu., t: ; _ .,
�e fev:ereir-0 e rerebídas em 18 de IDllJ\'O. �Sobrepnrma: {
teve poder bastante para supJa11tàr o Wemocrata" comentou· "· ·. iÀ ·
r'

� assim, a Junta P.rovisiÓnal à autoridade de :t>. João VI eü uma testemunlia dos ac.onteei.mentos". si.. A atitude da Jünta: . i\1
(fazia r.etomar Sergif,é à si.tuação anterior a 8 de julho de Governativa refiete a olític · l·
j i:s.io. de dependência da Bahiaf correr o .
as Cortes a aram,a.n;���;
cion:ário. Emgressista-e-1.�� r{ °1
�Falando na .A5sembléia Geral Legislativa em julho de a me�ópole, ao _!entii.r! implantar em Pru:tugaL.a.J.d.é.oJogia__q.ue,_ · ! ,· �
J83.l\ o Cônego Antônio Femandes da Silveira, relatando os ª. Revo}yção F.umcesa_e. deP-rus,-a.LaJ:mas napoleônicas ha- /
acontêclmentos de março de {821 em Sergipe, disse: ·'Em'
I821, proclamou-se a _Constituiçãê> na Bahia e potque o gir
vemo 'de Sergipe, que era õ Co10nel Burtamaqüi, o não qui­
Y!_am espaj.hado pela E_lll:.Op.à._ Reacionária e recoloniui.dora . fY -
para - . a P.�ão brasileira, em nac:1.a i difériam seus at�-º-ª-
P<>!1t. Jca -restaurador. .a_da,X�ha_Ordem.,_filj..9tada pm....Sánita_
trl
sesse fazer sem ordem do Rio, insinuou-se a resistência, e o,.. \ al1ança ·p.ara-a.bafat'-os-mo\LÍmentos-li-be.r-a· is..-e-11acionais_em--/
governador da Bahla maildou uma força auxiliar � quando ebuti�ão na Euro a a s o CoI1Jgresso de viena.
se esperava que, proclamada a Coµstitu:ição ali se esoo1hesse Em realidade, essas atitucles aparentemente contraditórias
a govemança, foi quando o got'emo da Bahia que obra de
má fé, declarou que a Independência era nula e que Sergi� das C �mes decorriam dos interesses dos grérndes comerciantes
continuava a fazer parte da Bahia"\� - . das �c1cl .arles P <:rtuá�as de · Portu�aJ, empobrecidos pela per­
J�iurlamaqui foi condiµido preso para Salvador. Aí per" , manenc1a da Fam �.a Real no Brasil e pelas medidas aqui
,. (? tomadas por D. Joao, que destruíram ,& monopólio comercial.
maneceu prisioneiro algum tempo, nos Foi:tes do Mar e Bar:.:.
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38 ---.,,,._,._,=--,,?'" '...,__
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} Na Bahia. começou a radicalização de posições na Junta iJEl1 esb� d,e_ classe média urbana, além ,de s� e'/1 1
Governativa entre reinóis e brasileiros, e as desavenças che­ \Turra. i,rinc: aJmente, li ad à atividade pastoril � �
oa
garam. O Manifesto de D. Pedro, de junho de 1822, aos qwm anms Fontes, que sera epois o apitão-mor as_ ·
baianos. numa de suas exortações, define bem o engano em Orde1;1anças da Vila de Lagarto, por ato d.a Junta d.e Ca­
que estes se deixaram envolver: "Vós sois dóceis, cândidos choeira, em nome de D. Pedro I, em 10 de janeiro de 1823,
e francos, a prova é terdes vos entr.egado nas mãos de fac.­ e José Matheus Leite Sampaio, D:pitão-mor das Ordenanças
r.

ciosos, sectários de outros, no dia 10 de fevereiro de 1821, de Itabaiana desde 1 793 . Ainda se podem somar a maioria
em que os estragos e illlsultos que: boje sofreis, começaram; da Câmara de São Cristóvão, COilliPOOta de Bento Antônio da
(lancemos sobre isto um véu, todos fomos eoganadgs) nós Conceição Matos, Pedro Ctistino de Souza Gama e José
já conhecemos o erro, e nos emendamos, vós o conheceis Manuel Machado de Araújo, e o Pe. Fernandes da Sil,veira..
agora cumpre para não serdes traidores à Pátria, fazer o Contra este o Pe. Gonçalves de Figueiredo .conseguiu que o
mesmo". 32 Ouvidor Gomes Coelho abri_sse uma devassa, alegando tratar­
Em Serg�pe. a partir do momento em que Burlamaqui se de um emissário secreto de D. Pedro. Dessa devassa re- •
1 deixou o governo b�ro-se as posiçõcg, J;)e um la�
r­ sultou ter sido o Pe. Antônio Fernandes da Silveira remetido
�aneceram a ueles cu� interesses se idellJlyjgi vain com a p�so para Salvador./
rtugueses radicados na terr que os , Acreditamos que a atitude dos senhores de engenho de
�\Bàliia; 'ª • rangiam os
doe a izem erein numerosos, como José Sergipe, ao 9rostigiarem e a,poiarem o governo recolonizador
Afves Quaresma, Francisco José da Rocha, José Caetano da Bahia, tenha decorrido da dependência financeira em que
Faria, "os três mais encarruçados inimigos da nossa causa", es t�vam da praça de Salvador. "Os senhores de engenbo re- . /
no dizer de Lab atut, u o Padre da F1eguesia de Socorro, ceb 1am dos comerciantes lusos quanto precisavam para o an- t:>
José Anlônio Gonçalves de Figueiredo, "de conduta extre­ damen10 de suas fábricas, hipotecando-lhes sua safra por
mamente ainti-brasOica", e o Ouvidor José Ribeiro Navarro . contrato, tácito ou eJGPresso". 80 Aquele governo interessava·
J�êntica adesão man\inha, w.r medo, a maioria dQS senb.� manter a dependência política de Sergipe, dadas as rendas ,,.-
lahn enho, presos aps comerciantes portu ueses de �� - ,
� canali2.adas para o Erário da B.ahia, al'cançando, na época. �
· ·'
j' r com rom1ssos 10ance1ros. ram seus ti ais inté re-t
v
in- 12 contos triemais. ÇQyJra J,A11s.a a expJicar.,.a. atit!J_ge _ggstil ) /Vt t
,� Jose de arros Pimentel, P ro Vieira de M . :, .;
1

-1)
s e LZia que "havia de empregar tomada _pelo� senhQrey de _ �a se.rgipa.nos .contra Burlamágµi J
f gósD:· as oe o e MeloJ _
e a antono011a da Pro.wc1a__ eram as varuagens que �dvinham,
9 ..., H ,
°"-t} ' . :
ém aefésa de Madeira não só os do seu comaindo, como tam­
b m seus escravos". 34 Ainda era elemento importan'le na
é � sua prçpotência tradicional,,..de l!!!! poder polútico distante., }• : '
reação Guilherme José Nabuco de=- Araújo que, em carta. Na "Memória Histórica", Burlamaqw refere-§e às detcrmi-
a Burlamaqiíi,-definiu muito bêm a siruação ao escrever: nações que tomou em sua breve permanência em terras ser­
"Ninguém quer a independência, senão os que estão no g!)­ gip�as, especialmente a fiscalizaçãe--oos--impostos de ex,por­
vemo ou nele queiram entrar, os Taberneiros e donos das taçao nos portos da Cotinguiba, Estância, e. Itapor.anga. Mui-
Casas da Cidade, pois que sejam quais forem as vantage.ns - ·. ta � �everiam ter s�do as pessoas importantes da Capitania
1 atingidas, em seus mteresses, por essas medidas fisc?i,s1Mais
que se sigam da independência, elas não pagam nem a me­
tade das liberdades que se perdem". 3G Donde se éonclui ser, tarde, em 1824, Manuel Fernandes da Silveira, o ·J?rimeiro
,\ presiden1e nomeado por Pedio1 para governar Sergipe, es­
_. �e ,prim_e' omento a favor da Iode ênci \
e a aulonomia de Sergipe, o que poderíamos classificar �a. ante as dificuldades que en-coJ}lrou para aí exercer
./

4fj
1

;
1
----------.......----------
o poder: "Cou�me a sorte de governar homens e homens
...----�
laços que .l.i�vam 9S senhores..� d e Sergipe aos co­
que nunca tinham sido diretamente governados". 37 merçfüijfos j.Írn:tugueses de Salvador, poderosos desde quando
Antes mesmo da destituição de Burlamaqui e do jura­ se encontravam escudados- nas tropas de Made� de Melo.
mento Constituição pela Câmara de São Cristóvão, já nos O Ouvidor interino Manuel -Gomes Coel,ho geu ciência
<lias 11 e 15 de março, o mesmo juramento havia sido feito ao Governo da Bahia dos fatos, bem como das providências
' pelas Câmaras de Santa Luzia e Santo Amaro e a povoação que tomara; oficiando a todas as Câm� mostrando-ihes as�
de Laranjeiras. Ainda nesse mês, terão idêntica atitude as graves conseqüências que lhes poderiam advir ck: tal atitude.
demais Câmaras, exceto a de Vila Nova que só fará em Solicitava, ao mesmo tempo, lhe fosse enviadà 1l orientação
agosto. de como deveria agir com a Câmara de ltfbaiana que, "tra.!

r
A atitude da Câmara de São Cristóvão, jurando obediên­ çando o plano çe tamstomar a ordem 't:stabelecida, se torna.
cia à Junta Govemativa da Bahia, é seguida pelas demais merecedora de exemplar castigo".'º
Câmaras de Sergipe até meados de abril, apesar da resis­ ;< Os fatos que marcam o .início do ano d��•. no âm-
tência <ie alguns de seus membros. 'Reconheciam, assim., sem bito nacional. muito vão· influenciar nos acon,tecimen�os de'· •
efeito o decreto de 8 de julho de 1820. Sergipe.'Em fever-eiro de 1822 assumiu, violentamente, o co-
� O Brigadeiro Pedro Vieira de Melo transferiu a sede do mando das tropas da Bahia, o Brigadeir.o Inácio Luís Ma­
governo para Laranjeiras, oooe encontrava o apoio direto dos deira de Melo, dominand0 a Junta Governativa. Passa ele
muitos senhores de engenho que ali gravitavam para "com a obedecer -<li&eta.mente às Cortes de Lisboa, declaranruLlu.!a__
mais prontidão cumprir as ordens necessárias" recebidas das aberta ao Princípe-Regente, .!!2.. <Lesobedecer as ,suas ordens
autoridades da Bahia, "sem sentir o impacto do vexame dos para que retomasse a Po� R'eagindo à situação em ,que .}­

J
· povos" 38 da ex-Província, ínconformados ante a situação. se encontrava Salvador, sob a pressão recolopi.zadora das- ,-1

O GoveDJO Revolucionário da Bahia começou a logislar tropB.i portuguesas, 001 25 de junho insurge-se a Cân;iara da
.para Sergipe. tNomeou Ouvidor o Bacharel Manuel Coelho; Vila ele Cachoeira que, uoiooo-se a outras. povoações d<:> Re­
determinou que nãô fossem aí acatadas as ordens vindas do côncavo e aos patriotas que haviam abandonado a capital,
RiQ. de Janeiro, que lhe deveriam ser remetidas, no que e '-- aclama "Sua ÁJteza Real o senhor D, Pedro, regente e per­
obedecido sem contestação pelas autoridades locais. 39 Tam­ pétuo defensor e protetor deste Reino do Brasil", e elege a
bém expede uma or4em. circ11lac determinando que em� fanta Conciliadora e de Defesa, presidida por Antônio Tei­
gipe fosse feito o recenseamento dos eleitor�, xeira de Freitas Barbosa .
a fim de poderem eleger, em 19 de fevereiro de 1822, o go­ --& A partir desse momento, vão confundir-se, num mesmo
verno ôa �sim, seria também o seu govemo \ processo, a luta dos sergipanos pela aotooomia provincial e
\
/ Contra essa convocação insurgiu-se, apenas, a Câmara de � participação no processo da Independência Nacional.
�de deze�21. Dirige-se às outras Segue-se um periodo árd1,1,Q_.Ê_cfüfcil para os patriotas
�as sergipaoas, convidando-as para uma reunião em São de Sergipe, ante o apoio que MadeiraOe Meto pacva ao grupo
C�o, no dia 15 do mês segl)Ínte, onde elegeriam o Go­ recolonizador, como se cone ui da correspon eaicia mantida,
verno Provisório, deacõrao éõm o Decreto de 8 de julho e em que ele promete auxilio im que cheguem mais tro­
de 1 &20-;- que havia cont:edido autonomia ã Província. 'Para pas de Portugal. Tal promessa demoostra que havia uma re­
essa ãfitude de desafio, concorrêuã liderainça do Capitão sistência local, que vinha desdf a desl.itujção de Burlamaqui, /
mor José Ma.theus Leite Sampaio (anexo n9 2). Não foi, confirmada na i.nsubordin�çã<y da Câmara de Itabaiana, em
porém, escutado o apelo, pois ainda eram muito fortes os 27 de dezembro de 182� - e t...._nt qomuajcação à Junta Pro-

j.
42 43

BIBLIOGRAFIA PO CAPtTULO II
visiona! da Bahia, feita pelo Ouvidor Manuel Gom·es Coelho,
da prisão de José Luís Machado e outras ,p-essoas que, nos
fins de 1821, "induziam e persuadiam- os Povos desta Ci<laôe 11 - Burlamaqui, Carlos Cezar: Memoria Hisrorica e- do­
e Comarca para nela estabelecer um Governo independente
�entada dos successos acontecidos etn Sergipe d'El
da Capital da Província". 4.1 Rei. sendo governador daquela Província Càrlos Ce­
Essa m�ma autoridade, já em 15 de novembro, comu­ zar Burlàmaqui, que a foi criar, em mdepepdente,. e
nicara ao Secretário Interino do Governo da Bahi.a as per­ separada totalmente da -B�a por decreto de Sua :Ma­
turbações existentes em "várias povoações mais notáveis de jestade Fidelissima de 8 de jufüo de 1820 e carta
Sergipe", provocadas por homens armados "que praticavam
toda a sorte de insultos". 42 Pedia, para enfrentar a situaÇ,ão,
pate�te de 25 do mesmo mês e anno, pág. 4. Rio de
Janeiro, na Tipografia Nacional. B .N·,, Secção de
o envio de destacamentos, além dos que já haviam sido Obras Raras.
enviados, bem como deveria ser reforçada a exigência do 12 - Ofício do Capitão-mor· de Sergipe, Mesquita P,imentel, ·
passaporte para as pessoas que entrassem em Sergipe . ao Conde de Linhares, Ministro da Guerra e Estran-·
A reforma administrativa de 2 de junho de 1822 admi­ geiros, em 15 de junho de 1809. A .P. N., Secção
tiu que a Província da Bahia tinha a cidade do Salvador dos Ministérios.
como Capital e mais 10 viJas, contando as de São Cristóvão, J 3 - Freire, Felisbelo: História de Sergipe, pág. 224, assim
Vila Nova Real dei Rio São Frallicisco ao lado das de Porto escreve: "foi des.pachado o primeiro Governador de'
l Seguro, São Matéus, São Jorge, Rio das Coo.tas, Santo Ama­
f ro da Purificação, ltapicuru e Jacob1na.
/7
Sergipe, o Brigadeiro Carlos, Cezar ,Burlamaque, no­
meado por carta regia de 24 dr, Outubro de t820".
1i �7..:,
r' r
:E
!Ei-a importante para o governo luso da Bahia manter
con� ole sobre o te_rritório sergip�o, garantindo, assim, o /
t fornecimento de mantimentos, especialmente a carne, às tro- 1
J4
15
Burlamaqui, Carlos Cezar: Obra citada, pág. 4.
Carta Régia de 25 de setembro de 1820, ,çri'ando a
1 ..-, Jllllta de Administração e Arrecadação da- :Real Fa­
pas recolonizadoras a uarteladas em Salvador. zenda de Sergipe, enviada a Carlos Cezar Burlamaqui.
Arquivo do I.H.G.S.
16 - Fernandes, José Antônio: Obra citada, pág. 261.
17 - Ofícios de Carlos Cezar Burlamaqui a Thomaz A11-
tônio Villa Nova Portugal em 31 de outubro e 4 de
dezembro de 1820. A . P .N . , Secção dos Ministérios.
18 - Ofício dirigido ao llm9 e Exm9 Snr. Governador da
Província_ da Bahia por Carlos Cezar Bur!.ámaqui, em
8 de abril de 1821, de Congrugu, localidade distante
de Salvador três léguas. A. J>. B.
1-9 - Ata da Câmara de São Cristóvão. ln: "Sergipe
Apontamentos para sua História".
20 - BuNamaqui, Carlos Cezar: Obra Gitada, pág. 4.
21 - ''No dia 20 do Correnite mez de Fevereiro do anno
de 1821 sendo presente o Snr. Governador Lujz An-
--- ____,, 45,
44
tonio da Fonseca Mackado, o Snr.
...Ouvidor pela Lei,
....
2s· - Ofício assi.i;iado 1,:elo P.reside4te, três
o Sur. Juiz Ordinario Presidente da Camar a desta Ci­ Pr. ocurador da Câm_ara dà Cida,de de Vere Serg
a<:lt>Ies e 0
_
em 10 �e abril de 1821, encaminhado ao ipe de1 Rei
dade, o Procurador, e mais Officiaes da o;iesnµ Cama­
· S.r. Jose Caetano de Paiva Pereira. Utnl? Exm9
ra, o Rdo. VigaFio Geral Pré.lados das R-el�ões, e A. E
Comandantes dos CoipOS, foFão. prezen.tçs tres cartas 29 - Offgi? do Brigadeiro Pedro Vieira de· .B.
. Mel
vindas da Bahia, assigo.adas por bum homero ch ama­ P-rovlSlonal do ·Governo da Bahia em 18 o à Junta
de março de
do José Caetano de Paiva que diz. ser Secretàôo de 182-1. A.P.B.
hwna Junta Provisoria, COIDJ>QSta de nove m�mbr,os, 30 - Ofício das Cones de Lisboa à
Junta da . ahia 'de
tão desconhecidos nesta Ca-pit:attia como o mesmo Se­ �8 de junho de 1821. Á..P. N., Secção B
nos. · dQ's Mfi:ti'sté-
cr�ário, e tomando em �deraçâo este Congresso
a muita Fidelidade que tem a El-Rej Noss"!. Senhor, 31 - Sierra Y Mariscbal: Idéias g_erais sobr
e a Revôlução
e aos seus mandados por uma parte, e _pela outra do· �rasil. e suas cons�êncjas, p�g. 15, 1826
32 - Manifesto de D. Pedro· aos· Baianos. .
incurialidade e i.rregu1ariôade de taes participaç_õens, e Imprensa Nacio­
taes procedimentos, assentãa (tOnservar-se firme na sua nal. Cópia existente no A.P.E.S.
fidelidade indelevel� e mantet n<';Sta Provincia no mes­ 33 La�a�ut, Pedro: Proclamação aos Habitant
mo Estado, em que esteve- até hoje, até q,ue saiba ran1ei.ras em 12 de outubro de 1822. �A.Pes de La­
por modo autentíco, e le� qual be a vontade e de­ .N., Sec-'
ção dos Ministérios .
terminação de sua Majestade, ou até que saiba quan­ 34 - F. J. M. : Breve Notícia SQbre a Revo
lução
do a vontade geral de seus innãos Cituados no Brasil em 1821 nas províµcias da Bahia, ·s�rg\pe do Brasil '
a dem a conhecer de huma Legal, e certo.'' Trecho da por serem estes _lu��es 'os que tenlio viªj� e Al�goas
ata lavrada pelo Secretário do Governo José Fernoo: época da Constltu:íçad. B.N., secção dy .do desd.e a
des, e pelo mesmo copiada do original em J 3 de mar­ Encontramos, também, esse documento Manuscritos./.•
com
ço de 1821. A.E.B. pitulo �e "Viag�ns e observações j:le, um o lim eã�
22 - Carv'alho, José Pinto de: Apontamentos sobre a vida .
d� ".IDtôruo M�D'1Z de Souza, Rio, 18-34 brasi.Jeire" €
Biplioteca Nacional, secção de Obras Rara , · existente na
do cidadão brasileiro José Pinto de Carvalho. 1863 s.
ln R .I.G.H.S., ano II, volume II, 1914, pág. 66. 35 - B_urlamaqui, C�rl<:>s Cezar: Ç)bra
citada, pág. 37.
23 - Burlamaqui,, Carlos Cezar: Obra citada, pág. 9. 36 - S1erra y MarischaJ: Obra citad
a, pág. 13 .
24 - Acciol.i, I. - Brás do Amaral: Memórias Históricas 37 - O��io do Pr:,sidente Manuel Fern
ande
e Políticas da Bahia, volume m, pág.. 238. Bahia, MilllStro Esteva.? Resende em 14 de feve s Silveira ao·
reiro de 1825.
1931. . A.P. N., Secçao dos Ministérios.
25 - Burlamaqui., Carlos Cezar: Obra citada, pág. 14. 38 - Oií�io de Pedro Vieira de MeHo
ao Ilm<? e Exrn<? Sr.
26 _ Ata da Câmara de São Cristóvão realizada em 1 7 de Jose Caetano de Paiva Pereira, de
Laranjeiras, em
março de 1821. ln: "Sergipe: Apontamentos ,para sua 11 de abril de 1821. A. P.N. , Secção
dos Ministé-
História". 1 rios.
27 _ Ata da Câmara de São Cristóvão realizada em 18 de 39 - Ofício do Ouvidor Interino José
Ribeiro Navarro ao
março de 1821. ln: "Sergipe - Apontamentos para llm9 B;rigadeiro Governador Interino da
Bahia em 7
sua História". de agosto de 1821. A. P .B .

46 47.
,..
40 - Ofício do Ouvidor In.terinQ da Comarca de Sergipç,
Manuel Gomes Coellio, ao llmos. S_r. Presidente e ..
Vogais da Juntá Provisional do Governo da Bahia em
14 de janeiro de 1822. A :p. B.
41 - Ofícios do Brigadeiro Pedro Vieira de Melle, de 23
de dezembro de l 821, e do Ouvidor" Interino Manuel
Gomes Coelho aos Ilmos. e Exmós. Pres�dente e Vo-­ III - A PÂSSAGEM DE l.ABATUT POR SERGIPE
gais da Junta Provisional do Governo da Bahia em
19 de jameiro de 1822. A.P .B.
42 - Ofício do Ouvidor Interino da Comarca de Sergipe ./
ao Ilm<? e E:mi9 Sr. Pa:nio José ._de Mello Azeved0,
Secretári.u Interino do Governo da Bahia, em 15 de
novembro de 1821. A.P .B. ,
Dada a gravidade dos acontecimentos. na Íia!iia, antes.
mesmo da Independência, •
em julho de 1S72.-, D.. P�o en-.
.• ·<: ..• .,• .
viou_ uma pequenar
. fórça :ilaval sob o eó.i:n:a:tri:lo dé Rôdrtg6
de l..ama:re, conduzindo mais de � Mn'tenas· :âe oftdajs�'e·'
praças, seis canhões e out:ros �rmament0� iPara auxiliár os "\
patri�os. Ao des:,.mbarcar,·.ª tiop� seri� ·Goniandada '
por G>�o _La� frances a serv,1�0 do, Br�sil,,: 09� larga 1,
folha de atividades prestadas à In<:iepei+<tência c:,la Améridi'
Espan'liola. Impossibilitado de ancorar no litor,al da BàlÍja .
pcla presença vigilante da · esquadr,a. porw�.ês�, :D. Rodrigç, ;,! :.
se dirtg;u para o Norte, desembarcando as tro�as . em Ma-, ,,· .. . -.·. ; '
..,;, .
'··.... 1
ce1ºó . I � ,· '" ·
, fi

. ,,
Recebendo reforços de Pernambuco, seguh.i, por terra, a
vanguarda do Exército Pacificador 'sob o comando M.Labatu.t,
alc3:0:çando Penedo em fins de setembro: ��
Q.O São Fraoeisco,_ésta....yjla aJagoaoa,...origirui..d.á.�
!feio . �t:J?dado J?!"; ._Massa�·. se défro��
-d;El Rer em temtono s:ergmaoo. Conforme escreveu Laba'tut .� .
1
aLuís Pereirà da Nóbrega,�Secretário d�Est�do il.o,s Negócios
cfa ·Guerr� "feve dificuldades de cruzar o rio São Frartci:sco
ante 'á atitude hostil encabeçada pelo Ca.J?i'tã_o,.-m2&c..�t0 ·
@._N(e.llo.-Pereira, que contava com nove peças. de afti.lharia,
muito Milíciana e algumas praças de J:). Linh� dos Caçado­
Trs d� �ia". 4,3 Efetivamente, para lá o Governo de São
e:ristóvw fizerra marchar os destacament9s disponíveis, pro-

48 49
\ ,.
.;

(
• •
curando cortar a junção dessas tropas com os patri<Y.:as do Perpétuo do Reino do Brasil", 45 ordeJ)arja Labatut e,cn 12
Recôncave Baiano .-G ..r.....,._� _., �·�-�-,,_ ...,,__._ ��,;1..- de outubro .
0s obstáculos êncÓnt,r-a<Jos decorriam de enc;ontrar-se A_ Sãç Cristóvão, a Capitá.I, ele ch��u a 18 do �es1po
� gravitando em tomo do sistema_' �t r u �ês de_mma��e mês, e :Ja os pri!1'Jpais adeptos d�aderra ,de Melo a -ha:
na Bahia, do qual era representante o BngMe1ro Pedro V1e1- viam abandõnado, como o Ouvidor Manuel Gomes Coelho
-..lª de Melo. Enguanto procurava ?egociar com
.
..a�_ aufõri<lae( que se passâra� para Salvador, dando çonta à ·Junta l:ntt?f"lª
des sergipanas a cessã2 da§-hos.nJ,aa� e a a.desa.o ae__,go.c da sftuação, praticamente .insustentável, .em que se enço1.1tç�va_
vemoão Prínci12� _Reg.ente, Labatut, "surpreso", em 2 de Se,:gipe no momento. 16 Co�vo?�U a �ar.a !�ct.is��\'.�n�ç },�
ÕUtubro tomou éonheeimento da ac;lamação festiva de D. para uma sessão, quando a notificq_� d3; d1Ssolu930 da J�ta-, �
Pedro pelos habitantes de Vi:l.a...Nova e da adesão da Câmru-a '<L Pl'.oviS?ria que havia sido con<luzid� à cfi��a do. Gov�o � "'!4
local "a sagrada causa do Brasil". Três dias após, ali chegou . • .
em ,pnmerro do mesmo mes, em pecorrenc1a da. Aclam�çao
A

com toda tropa e armamento, lançando ll)na proclamação em de D. Pedro como Príndpe .Regente pela P9pÚl-1J.ção, 16cal_. ,
qne pedia aos habitantes o apoio a D. Pedro e o respeito r _
(Anexo n9 4).
aos portugueses residentes 111:a região.; Dali seguiu para a � que também já se de�in�a , �'. "
_
;:�.:.. Com um contingenle composto de cerca de 500 homens, a favor do governo de D. Pedr.o e pela ir��au- ,a ç��sa âa:-'": .
on.çle se en<:ontravam flu;minenses, penedenses e pemambuca­ ,v Independência, .por atuação, do Sargento-mór da Leg1�� . ��- �--··
I,IPS, destocpu-se �batut para Lara,njeiras, a mais importa:tte
;:::, Milícias de Santa Luzia, Guilherme José �b!.!.<'..<L�.fillJO,�V
povoação de Sergi,pe, centro da prindpál zona açucareira, a que havia tido destaque imp.ortante na '!eí:>�si9ão �e., ��ar-fos
da Cotinw'óá. "Grande povoação quase toda habituada por -l' César Burlamaqui. Era o elemento dê maior. prestígio . �a.
européu?, como el,e a definiu, Jogo se desmoronou a resis- , região, não só pela impor.tância • econômJca, eomo. c;fono- ?,e
tên9a/esboçada pelo elemento lusitano, liderado pelo Padre três engenhos, também pela influenci,a que a família d�Jru­
' José Antônio Gon ves de Fi �o, que já fugira para tava fora de Sergipe. Aí, Labatut co.nseguiu uma. �.ubYeli �b
,'-.. a Bahia A 12 de outubro, Labatut lacçou uma Proclamação para o pagamento da tropa, além de mantimentos e vestuário.
'�/
aos Habitantes de Laranjeiras, pondo em relevo a data de Da �stância rumou .para a ..Bawa.. alcançMJ.do a 27 o Recôn­
y aniversário de D. Pedro, o "Protótipo dos Regentes", (An�­ cavo,"''sem perder um só homé�, nem uma só arma", "não:
xo n'? 3) e prometendo esquecimento aos atos .10 passado, n obstante o encontro hostil da ,çomarca de Sergipe, que eu
oriundos do "decrépito Governador de Sergipe", visto por ele /' soube desfazer por meios políticos".'47 Já em sua tropa se..
como "um cérebro estonteado governado por cabeças l,!)ucas �' e�s, s�nos qqé participariam., assim, das lu:,..
e in.i.migas de nossa Pátria". H Não havia, porém, clemência 13$ do Recôncavo. e da�a dos últimos redutos luso$. na:..
para os portugueses José Alves Quaresma, Francisco José da J., r�ÃJ6m de · documen!os existentes no Arqtii-võ----aeSer- 'f- .,
Rocha, José Caetano de Farias .e, principalmente., o Padre gi_pe, constando de requenmentos de vanrtagens aos poderes ) fVl 1 .
. l
pú� por pessoas que !r�umez:t�� ter feito pa�te do . y 1- .· .1
Gonçalves de Figueiredo, que Jeve Seus bens confiscado,s.
"Pelo presente determino que o Escrivão da Provedoria dos Exército Libertado�, o pr6prio Labatut, em 1824, foi cate- 9-:r•t q ,� : , ·
gOnco ao procurar demonstrar aos baianos ãContribuíção que . '· ' ·
ausentes <lesta Comarca passe imediatamente a fazer term-o de
dera nã e;pulsão dos portugueses da sua terra: "Digam os
apropriação e sequestro geral, em todos os bens pertence:ites
penedenses quem lhes pediu que viesse participar da gl6ria
ao prófugo vigário, Reu de Crimes Lesa Nação e Reais
do Exército· .Pacificador; e os Serg:ipanos por ordem de que·v
Ordens do Augusto Príncipe Regente, Protetor e Defensor marchavam paéa o Recôncavo? "Mal de Vossa Proví.ncfa,

50
51
\
,_ .,.

com.o, na époc�se passou a chamar, fatJ COID'\!ID, • entãe.,


honratk>s vai.anos, senão fossem Rio de Janeiro, Pernambuco, de.octrt> da ondà nativista que envolvia o . Gr-aad.e senh'.ol'
Penedo e Sergipe". 48 de terra naquel.a região, foi eleito por sua ::VJ:la...m.(U,llb!o .<fo
Realisticamente-, .cempreenderam os senhores de terra Conselho 1nterino do !L , , _ . ·,� participan�o,
de Sergipe a impossibilidade de manter o apoio ao _g<,>vemo -ât�o final da luta em 2· de jufuo ê;le 1823 ) d� todos 9.s ,�c0.n­
de Madeira de Melo, "enviando-lhe o gado, e mantunen:tos, tecímentos .
ainda que esta obediência era . forçada e filha somente do
medo".�9 Em r�lidade, não havia outro caminho ao Go­
vemadodPeOro Vieira de MtÍÍ;-�)/e seus partidários. Não dis­
punham de ·recursos ·.financeiros para o'l"gaà:izar uma. resis­
tênda arma.da e não tinhain possibilidades de receber re{o,r­
ços da Bahia, ante as dificuldades que, dia .a áta, mais cres­
ciam para a Junta Interina, pelo cerco, que se ia estreitando-,
imposto pelas forças do Recôncavo� Dramat.kamente, o Ouvi­
dor Manuel Gomes Coelho oficiava a essas autoridades faze,o­
do sentir a necessidade de serem enviados com urgência tro­
pas, munições e dinheiró ''uma vez que as Cortes, a Consti­
t:uiçãq, El-Ref o Sr. D. João VI, 'e a vida de milhares euró­
peus e ainda brasilelros honrados devem ser mantidos',. 60 E
fínaliza½. mostrando que se seu pedídõ não fosse logo aten­
dido, só lhe restavá abandonar Sergipe -pois a cidade de São
Cristóvão "já se encontrava atacada por todas as partes por
tais su'blev d. "' _re entia, assim, ? Ouvidor G��?
.
J )f\- u�3.m _Sergipe _um.Jocte se tL . o atn !-lu_ ttano ;�-
� ,_ ido, .e que irrompena logo que as circunstãnc1as fac 1tas-
-�
A Junta Lnterina da Bahia, ainda em setembro, ten!ou
t�e.J.rop.edissem......a-1>.erda de Sergipe e O:...QDê
isso representaria para._o abastecimento de Sa1vªdor, atr�
ci. µ.nclõ ao gÕveiü"; de SãQ__çmtóvão a l.ançar mão_� impostos
/ %-xtraõttllnãnos como a sisa. Solicitava, tamh�m. ao Onviw
exorta;·os· sergi� à luta "CÕÕ.traJ,ais �-MS�. sobre ,OS:.
gUais-não tardar:i.a._a..c.a:ir n ..c.;istign': ;1
Os historiadores que escreveram sobre esse momento
da História de Sergipe são unânimes em conferir a Labatut
a exclusividade do êxito da adesão desta Província à I;ndt'>­
pendência do Brasil. Silenciam quan,to à participação do Ca-
"' "I pitão-mor das Ordenanças da Vila de Itapicuru, ��
-y ��ç!9s...]t �is _portatil, oy� Dantâs _dos�lm.P�
_ encon-
s os Gomes da Silveira Mendonça, ao informar sobre um requeri­
travam, "na convucçao de que assim ficará cessado todo
�ento do Brig adeiro Guilherme José Nabuco d'Araújo diri­
procedimentos bostis.
6 3
atuaç ao des�as . rpas gJ�o ao Imperador, confirm a a importância''da expedição de
Com.provando a importância da Joao Dantas para � imedia ta adesão do �ul de Sergi.pe à causa
ubro, a Ju�� Provisóna, _.� ­
e
vindas do sul, em 16 de out da pelo Cap t de D . Pedro. 68 Ainda outra sua correspondência ao Ministro/
eiro, presidi tao
havia sido aclamada no dia prim de Itabaiana, José Matheus da Ju ��iça, ao referir-se ao Pe .. �tônio Gonçalves de Figu ei­
nça s do Ter ço
mo r das Ordena r�o, que faz guerra aos brasileiros com o maior empenho",
eu a João _Dantas enaltecen?o
da Graça Leite Sampaio, escrev diz qu_e este, ao saber q ue �e aproximav a da Povoação de
do P�.,firmar nesta Provin­ _
"o z.e\o com que se tem conduzi Bras il . Ao m�o tempo :f:s:3-°c1a ''u.ma_ Expedição Auxiliaqora; comandada pelo· Ca­
do
cia a Causa Púl>\ica e comum p1tao-m�r Joao Dantas, foi à capela do Coração de Jesus;
er -su_as tropas da vila �e La­
rogava-lhe que fizesse retr� estavam amedronta.ndo pronuoetando palavras terríyeis. Daí terna fugido para a Ba.hi a ,
gartô e .povoação de Esta.neta, po1S ura de suas terras, que onde continuaria a servir à causa lusitana até a e�uJsã"9 .das
lavo _
seus habi:tan1es só acostumados à
cia "venha a tropas de Madeira de Melo".zo Tal afirmativa coincide com·
como conseqüên
começavam a 'abandoná-las, �e .,
Ja ameaça":..1 a de Labatut de que tião encontrou o Pe. Gonçalves de Fi-,
sentir esta Província os
horrores da f ome que gueiredo e� Lm-a�j.eiras �ando Jásn_eg-ª._!_a ,__,. -"'"'-'·"°"� .....:;;_�;;1
or d� ltapicuro p ar a o
A correspondência do C apitão-m 15, Ness a _in��ao,_ c�reende�pitão-mor de Itapicu·ru-'
!' Conselho Interino do
Govem<> de Cachoeira, datada de o, que o c�,nll.Q__� a�rtaao J?_a ra a pacificação de Setgi�
:_
bro , do terri tóri o sergi pan
24 26 de setembro e 8 de outu mentos, que aí se desen­ ' 'JS er:_a afas � os elemeoto� lus� da administração e manfer sua
é �inuciosa no rêlato dos a coQteci ois da expulsão do! pcr­ {. auto_Eom1a em r�ª5ª_ º a Bah,ia. Sobre tais problemas escreyetr
Dep
rolavam, por ele comandados.�-� ao Imperado�, sohc1tan­ à Junta _ de C achoeira, em' 6 ·éle outubro, 11crescentand0'1qtíe,
tugueses da Bah ia, seu requ enm ento
i da Ordem Impe_ nal do Cr:i· como dizem, que o Geneiãr:cãõáturjá àtravessou o Ri-o-são
do a nomeação como Dignitáro encia que foi sua atuaçao Francisco, seria conveoiente que oficiasse a este sobre a in­
evid
zeiro, da quaJ já er a Oficial, em que realmente se tomou dependência de S ergipe". 00 Esta advertência, porém, não seria •
síve l a pass eata , .,
que tornou .pos aç_atada, ,por achar a Junt a que o caso não era de su a com­
Sergi· pe.oe
a pass�em de Labatut por
'i

.: petência e sim do Legislativo a ser instalado.


inte ress ante d o desem.pen�o de J _ oao
E um com .p ova ção Assím1 foi a 1<? de outubro de 1822 que a Câmara de
tes da Vila de I�ap1curu Junto
a r

Dantas, 0� dos habitan São Cristóvão, ooàe sempre permanecera um sentimento aba­
�J 824, ante o �do que a ele
a Pedro I:, em J<? de abril de fado de independência, fez a acl am ação de D. Pedr0 como
Governo de Serg1pe para :'!ue
.., encaminhara O Conselho do desJocasse m até aquel� regi,_ao : Príncipe Regente. Ainda não havi a chegado a notícia da Pro-•
/ os limites da 1>rovín.çja
_ se _ .1 clam �ção da Independência do Brasil, só conhecida de Labatut
te D1sJtO, � m�s d�a­
..,?· . ;J:./ "Sonhor seriam os habitantes des suie1tos oos fios daqu ele_ mês. G1
Vossa M ages �e se se viessem
. :,J"' �. ·-7a- ados do Império de para anm_ rem a Santa Causa da lnde-
Y
,. � 1 � '
�f;r< /
a uma Província qu e
pendência do Império foi nec
,. "
essário serem obnga
Ca�1tao .º
· dos. P_ºr te
-mor
�º-
No momento da Aclamação, o representante da tropa e
povo, majo! C�stóvão de Abreu Carvalho Contreiras, so­
licitou a o�a�çao de uma Junta Prov..isória que deveria pôr
Distrito apresento
){ " mor da força que desre
das Ordenanças dele João
Dantas dos I11;per

uus ltap1curu e o em execuçao Q �Decreto Régio de 8 de julho ,de 1820 desli­
gando, efetiv'ame.nte,$.ergipç da Bàhia.- A oposição de um
Reis Lerte'_�
Coronel Ináci; Dantas dos em te Manuel!' Fernandes d� dos_ cam.areir�-ia, essa proposta Coi desfeita pela resposta do
Também em 1824, o Presid e MaJor Abreu que ·"a tropa e o povo não cooveem em demora
o e Secretário da Guerra, Jos
Silveira, em ofício ao Ministr
55
54 ".
. � �
• alguma e queriam que já se instalasse o governo, que �á tato n
com a deposição da Junta .por ·Lab:atut. Este ata
tempo é por todos desejado, e que a tropa estava fume no mlds :arde, pel�s patriotas bai'anos..: em uma Seria evoead�·
d_e
lugar em que estava ;postada., da qual prote�tava não mo:ver-se ele: . J;,m Serg1pe, fez depor a Junta Prev núnçja contr�·
isória que tinha
enquanto o governo .não fosse de pronto mstalado, e que .a ª?Jam�do � Regência de, sua Mages�e �pe
riiu,
tropa estava com as armas carregadas ,e balas em cartuxa0 C!pe, �germdo-se no que -não lhe pertencia, pois então Prfu-
mes."G2 . ,.P .
permitJdQ..CO�andar a Jixé�ito\·�� a ele só era·
/
Ante essa .atitude decidida e amea�adma e o temor das -� _dem_ais Vifas t��éní pz;o.eederam a Açla.ma§ão,
· tropas pró-independência que âo sul, lideradas por João Dan­ do -™.§_ ta LUZi_ a a reali�a 2 M� $ei-·
�tu_!?ro, inicí_ãti'Vl!i ,,../
tas, já se encontravam.não muito longe da Capital., e as do
_ c:JF-:G��hu.@. �e a p:r�a�q . e"; &i:t� 3:ntas' dbs,
norte que se debruçavam nas margens alagoamas do Sa� �1:3-n­ l!}
����ltap!mJJJJ, 6� e !l de Santo Aia�; �teriormente·coo�
cisco {:omandadas por Labatut, as facções em que se diwd1am voca�a pel�s Coróneis de 2� 1,inah , d�. ��a
· QJaFi,a e de. .G;a-.
os proprietários rurais se unem, momentaneamente, para as­ vaJana Jose de Barros P!ffientel e J©sé Rodr
sumir o comando da ;política sergipana. e escolhida uma Jun,
.
Mello, Juntamente com o Capitão-mor do Terço
·
igues Dantas e·
das @rdenah'-··
ta Provisória em� os "corcundas", chefiados por José ças José da Motta Nunes.
M,;lh;e�L1=91.e,_Sam])AlQ, Capit� das-Orõenanças de lta- Soube Labatuc comprometer aom a causa da
bai� um dos mii:is �tes seiiJiõres-deterfâêÍa Pro­ . lndepoodêl;l.· •
eta os scQhores de ter�� de Sergipe, Qutoi:g�mlo-Jhes
��lém do Presidente, que era swche­
\ -, te, contavam com ·o Sargento-mor �ionísio Rodrigues Da­n
de m�ndo e responsabihdade como deu a Barros
. a Guilb ,
er�e Nabuco. Este, ,que s e destacara pelas ligag&
posliõ.e�
Pimente1 rJ
es.
�·
v tas e o Coronel Domingos Dias Coe1ho, ambos senhores de com Madeira de M,el & quem r c bera o 0Sto
engenho de prestigio. A outra facção, que mais tarde seria � � � )? de Ca.pit�p;, l ',
mor, agora prom etia dar as providencias ue for.eip
. � n�c�s.sá-,
definida como "liberal", seguia a orientação'4'le )_1lSé de Barros nas enquanto estive sse ao meu, alcance, a -fµ.n de faii:er vigorar ,
Pi:me:itel, proprietário de engenhos na Cotingulba., eleg�nd� a causa do nosso Amado Regel)�e". 6º Barr<;>s Pime ,; :.rv'·
pa;:ãã'iunta o Vigário Geral Serafim !-,lvares _ da Rocha, md1- ntel, jupta; frv.itifJÍ.:'A!-t
mente C<?m outros seajlore� cje engenho, �e
cado como Secretário, e o padre Jose Francisco de Mene� r�sponsab.iJizou � ,f€;:· :
pelas Caixas Militare .destinadas a repoJ.her,
Sobra-!. Para o Comando das Armas foi escolhido o Coronel � daqueles que ti­
nham recurso�, especialmente os por;tugueses, diI1he
Comandante da Legião de Santa Luzia, Guilberme José Na­ meotos e vestunenta para os soldados do Exérc jro, manfi·J
buco de Araújo, senhor de engenho naquela região. ito Libertacfor:
�om babHidade, L.abatut soube convencer os s ergipan�s à·
---- --- A Jun,ta recém-empossada comunicou sua �talação às ,acatarem suas deter.minações, fazendo, porém, sentir que,
autoridades de Cachoeira, fazendo ressaltar que ficava "obser­ encontrasse resistência, '!qs obrigaria à fôrça se
v ado o Decreto de Sua Majestade, o Senhor D . João VI, de das arma s ":er·
Em r�idade, tinha razão quando, a 14 de outu
8 de julho de 1820". 63 ao Mm1str? �a G:uerra: "Signif�c? que a entra bro, escreveu
Não -tendo. . res n� da Junta comoi ne�ta Provmcia foi de granqe ut11Ldade. Só nos da das tropas
resta a cidade
, �lmejava. B_a_r_r..QS.__.fjmen1el-.logo--J)4SSOU a fazer-lhe oposíçã-0,. da Bahia, ;pois pela retag d rudo fica
� � Jivre".68 A pa_;tir
-....__,_ /1te.ntándÓdissolvili._o_q11e :llaí Ç,Qnseguir ao apr oximar-se � .
desse ,momento, Serg1pe vai deixar de abas
tecer Salvador de,
,, (���tut,
.- infl�3�!.!1º.Q:..O mas decisões políticas por ,.$�1 g,ado e cereais, o que irá r:efletir-se na carência
.
la começou a se fazer sentir. 69
de víveres que
1 das.
:-Iria, desse modo, viver Sergipe
província independente, que terminaria poucos
Na bre'Ve -per��oência �m Sergipe, W,tb.at
: ut se envo!v-eu
g�obl1mtas po4bcos locais a começar, 'caroo vimos,
{4-
.
pQiã
56
�0
..,
�Jiçio de Junta ProllisGÃa. Desconhecedor da realidade l ...
primejro alo-da l:Jis16tia de Sergipe a reconhecer o Brasil
social da terra, deixou-se Ie.var, em suas decisões, pelos int� _independente e Pedro I como Impera110r
73

�esses e disputas do..u;enhores de teaa e&pecia1mente de José Elói Pessoa tomou posse a 25 do mesmo mês, promo­
Cfe Barros Pimentel ue ele chama de " enemé · " vendo, festivamente, a aclamação do Imperador em São Cris­
sidera .. a de s11a estima e confianca".7º �ar dos goucru; tóvão em 19 de dezembro, ante toda a tropa "a pé ou à
di.as..,_de conhecimento . Sagazmente, este, logo que tivera no- cavalo", a Nobreza, o Clero, e o Povo e os membros da Câ­
/l tícias de desembarque do Exército �acmcador em Maceió, mara local. 7•
lbe havia enviado um emissário com informações da situação As demais Câmaras fizeram idêntica aclamação. Ficava,
sergipana. desse modo, Sergipe integrado ao Brasil ind�ndente.
Sob a influência$ Bau9s Pim� e outrQl) senhores de Trazia o novo governo boas qualifiéações para o cargo.
eng�@StéQ,!!WrOmetidos finan�ejram.entL . CQlll_OS-CQIDCTCÍantes Bacharel em Filosofia por Coimbra, regressara em 1821 s:o
·, iJ:] 1 lusos de Salvador, l}.Q_contrário de João Dant:a.§, LablfülLt. Q:. Brasil, obtendo logo o pqsto de .qiajor. Aprorimando-se, de
�l/ moµ_posição desg.YQráv�eLà autonomia política c Sergipe. Labatut quando este alcançou o Recôncavo báiano, o teri?­
íe

\ retomada _paja Junta P.rov.isória ae§s os aÇ.Q.ntecimeAtos de 1° impressionado bast&rHe, receb'endo dele ..distintas considera­
lJk...IDliP.Qt;ç>. Em correspondência às autoridades imperiais, co- ções", sendo visto como a pessoa indicada "para firmar o
. municando suas decisões, diz ter serenado "os ânimos dos sossego da cidade de Sergipe dei-Rei e de todas ·as suas vilas,
povos da Comarca, _que p�ai�riam do que separar-s;i lugares e dependências".1G •
adotando o maquiavélico plano do�o I ornas Antonio
;.

Par-ª-.QJr �umpóm,ento_ às determinações de Lab,atut. que


-Villa-Nova Portugal, que o teria formulado fiel ao lema - mandaya criar três m anbias de 1 � Linha, acom anhã .r,u �� ·
"dividir para reiny".71 f El6L Pessoa oficiais que serviam nas tropas e resist�ncja aó' '\t4-rlr
-�os Pimentel manteve-se contrário à autonomia sergi­ go�mo de Madeira de Melo..,Estes militares $e id"enlliicâram
pana. Escrevendo a um· dos membros da Junta. de Cachoeira. co!ll-
-ª �_ç;.ppaoa, tomando...p.arte_a_t�
classilica o Decreto de D . João VI de 8 de )ulho de 1820 ios .lli>lletioees
c@mo já abolido, definindo a sua retomada em 1 Q de outu­ ,,,.... �ã�m. porém, com agrado as senhores de eo-.
bro como "um ato impolftico" da Junta então instalada desde jeoho de Sergipe a indicação de uma pessoa estranha à tea:a
quando jã estava a errtrar na Província o General Labatut. e, possivelmente, aos seus interesses, para governá-los. par- _
nada devendo, assim ser alterado �tes de sua chegada, não �entel foi seu mais ardoroso adversário. Procuróu des,
sendo, ponanto, levada "em conta a asnática independência tituí-lo do cargo, usando .o prestígio da riqueza e da familia
que nunca terá lugar por lhe faltarem todas as proposições". 7'!
junto à Junta de Cachoeira. Esta, já em . 26 de novembro,
Barros Pime-otel removeu a sede do govemo_ _para Laran­ escreveu a Labatut desaprovandq, a nomeação "por inão ,gosa.r
jeiras-,-ond;-se senua mais pre�_�.J�Wº P!,_la proxim.i- Elói Pessoa de boa �p�ão nem tã_o. pauco. da confiança que
requer o e,ncargo recebido". 16 .Entre ·cmtcas alegações, referia-
dãci'ê"de suas .PIQP��is. Pouco, porém, perma­
se à relax9es dele com Madeira de Melo., que lhe dera o Co-
n�o posto, sendo em 14 de novembro substituido pelo
tenente-coronel !Qsé Elói Pessoa da Si!.va, corneado por Lab;t= 1 mando de um Regimento . .J'{esse roe.�'.mo ofício, há grandes /2_..­
,e'

�o�e "Sua Magestade Im�àaJ, o senhor D Pedro I ? �a Barros Pimentel caro(Lpessoâ. indicada pára a fun- "�
� �-�Olidariedade d�lasse· que assim se exere.ssaYJl. - /
Jrnpe.rª-<!or_9?.!!.s!'.\_tyçiQJJal_ e Defensor Perpétu.o do Brasil", �a- 1,('�
_ ra o�o ge ,.Go.v.emad.o,r .do J)istrito_de Sergipe. Foi est<Wi' fi.
�l
<"' ��-,.J
b �tJJt se:deixou inllueoci<1r por tais aJegaç!)es, e n� só
� .

-a<:)
utwu Elói como ordenou e remet�
·-------- ....-�----�----�---------.--...
Pemam uco. � retos da Africa 1:� I�. rio do Brasil"; que o fez ynwio.,s
ecursores do abolic1orusmo no Brasil.
1õgiafia de Elói Pessoª'- tracada por Inácio AçcjoJi
Cerqueira da Silva em 1840, ano de seu assassinato, contra­ � - Nessa publi�ação podem ser eviden�iadas as idéias, para
,
diz as qualidades negativas que lh� foram atribuídas m1ª, a epoca subversivas, de seu autor, em afirmações como es-
��-ao só o apresenta como possuidor de tas: "Desgraçadamente todas estas leis e tratados em favor
grandes qualidades intelectuais e morais, como mostra os pos­ do que há de mais sagraáo no homem não tem viingado ape-
tos âe confiança que Pedro I lhe conferiu após o incidente sar �o zelo das sociedádes inglesas e vigi1ãncia das esquadras
de Sergipe. E bem sintoll!ático de não serem as atitudes destmadas a reprimir os infratores. Desgraçadamente, ainda
pessoais de Elói Pessoa responsáveis por esse zelo dos se­ há quem esgote a arte sofística poi: justificar o comércio de
nhores de terra da Bahia, o novo oficio da Junta de Cachoeira sangue humano, e mostrar que a infração das leis da .humani­
� Laba� em resposta ao que este fizera, comunicando a \ dad: constitui � direito �líti�o, procuran?o as�•êsp0tos
servis tomar duvidosas as máxunas . .
de Justiça, se'í!íf as quais
\ destituição aaquele governo e a reintegração· de� Pi­
não hã verdadeira civilização". "Este bárbaro tráfico da es­
mentel. D is de dizer que recebi an­
dante do Exercit · d.(Lcopl
pécie' humana; e em geral tudo quanto tende a destruir no ,
or como d�nstração "de har­
-01 monia e identidade de sentimentos", �<L�e ele não homem os seus direitos naturais, é não só ·horroroso pór
· ! \ tinha obrigação "de conhecer pes�as aptas de um país que contrariar os sagrados princípios gravados nele pela Mão do
I lhe é* estranho..., S0 icitava-lhe rei asse a risão C a 1 Eterno, como que anti-social e anti-político, por isso que cedo
remessa d'LE'lói e_ra �arobu�e o ·�mpregue em g ·' ou tarde todos os diques opostos à sua liberdade serão des­
1 ofício de pouca importância e nenhuma transcendência: ele
truídos por força irresistível de��es di;eitos postergados".sº
é perigosíssimo em um govellllO, será só perigoso num Co­ Em 5 de dezembro de 1822, D. Pe dro, por Carta Impe- (.
mando de um post-o relevante; mas não o será em o ensino de .
nal, confirmou o decreto de D. João VI relativo à auton0� "-­
um corpo de Artilharia".17 mia de Sergipe, ao mandar que o governo da Bahia se organi�J1
O protesto da Junta de Alagoas, ante as autoridades im­
periais, quando por Maceió passou preso rumo a Pernambuco zasse de acordo com o Decreto de S de julho daquele ano. 1.1'.f
Elói Pessoa,u é também uma confirmação de que este foi "excetuan �o, porém, a antiga comarca de Sergipe dei Rei,
envolvido numa onda de intriga, à quaJ Labatut não soube que em virtude do Decreto de 8 de julho de 1820, se acha
cop.stituída em Província sepa,;ada da Bahia".
�scap elo desconnec·m�� das cQJ1djçães locais
ntercederia junto ao governo de Per- , Em 24 de janeiro de 182,3, o governo Interino da Junta. -,
1
g
nambuco para dar ao prisioneiro "todos os awcí1ios que lhe da Bahia comunicava essas de.terminações ao comandante Mi- �
pudessem ser dispensados".79 ..
litar, �arros Pimentel, ao Oü�idor Interino, e à Câmar� de
Acreditamos, ante tais documentos, que não ap:.,nas a São Cristóvão, deven<!,o af ser instituído um governo de 5
. press�Pimentel tenha sido re,SJll)Jlsfü,!...pela itro- �embro�. c�m� as demais _ Provínc;:ias. óuanto à Representa- .
n 81

� missão da Junta de Cachoeira na destituição de Elói Pess®. çao NaciooâJ que Sergipe deveria contar, no ofício ao Ouvi­
��. sobretudo, as idéias aboUCionistas deste, �rigosíss�as dor aconseThava serem consultadas as autoridades imperiais,
-==,s
0 para uma sociedade escravocrata como a do Reconcavo Baia- desde quando a Bahia indicara 11 dos treze representantes .,

�'�
'

n�ue seri@I publicadas em 1826 sob o títulg de "Memó­


projoto de ool!,!!izaçã0-de=-si,, q�e, a�tes da_ �nfinnação da autonomia de Sergipe, lhe ha­
y1am sido atnbu1dos. E, ao felici.tar os sergipanos pela deter­
minação imperial., salientava o quanto a Indepcndênci; da

6f

)
de fama. e grande pregador de seu tempo".63 Este aconteci­
Bahia no momento, estava ligado à amizade e à mútua defesa mento fecha o ciclo das lutas de Sergipe. pela sua auton0mia
a ser;m mantidas pelas duas Provfucias. e, efetivamente, o integrou ao Brasil independente .
Os ofícios notificadores da confirmação da autonomia No di,a imediato, partiu rara a Corte o Sargento-mor de
só chegam a Sergipe nos someços de fevereir o. _P?uco antes, 1 � Linha de Voluntãrios An'tôni-o Joaquim da SiJ.va Freitas
a Câmara de São Cristóvão, interpretando um ofício da Junta para, em nome da Junta Interina, levar ao Imperador- "as
de Cachoeira de 20 de dezembro de 1822 referente à convo­ felicitações devidas" e "segurar todos os bons desejos e firme
cação, por edital, do povo para a Aclamação de Pedro 1, co­ adesão à Santa Causa do Brasil". Este emissário, Jogo que
mo vinham fazendo as Províncias do sul, resolveu promover chegou ao Rio em 31 de março, foi recebido por José .Boni­
uma nova solenidade, uma vez que a de dois de dezembro fácio, pelo Ministro da Guerra e, em ó de abril, ,por Pedro I,
não havia seguido essa formalidade . �i:m,. é, e�peclida con­ entregando-lhes a correspondência de que era pórtador. "'
aQ..J)OVO sob a jurisdição de Sao Cnstovao .
vocação �-'i:' . r�fute-
Barros Pimootru ainda tentou ..di�olver a Junt.i.
Insufgiu-se Barros Pimentel ao ter_ dela . conhe<:tme�to grada, �ocurand o-fazer dµaranj eiras �da te��.n.:
em Laranjeiras. Protestou que tal solerudade .
J! haVI� s1�0 eia. Não encontrando apoio, retomou a São CtistOvãó. Aé�:
realizada e exigiu, da Câmara de Sã Cnstóv �o, satisfaçao tuar-se-ão, �iii, .?� cli�ués entre o podeLtpilitar, po�ele
a imediata aos pontos contidos num pe­
o

do fato numa respos rg>resentadQ, e_o p pde1:_c1v1r,clesemipe-�Ja Ju9.��o\), a


de informaç ão que lhe remetia.s z
t
dido f.residê[}Cia de José Matheus Leite SãinEaio. itfhial�$1!?'._.
Essa Câmara, confirmando o espírit o de luta que sempre 1 fon ou ..Q_pQSto_e_se_refugjou na Bahia', ante as ·acusações que.
mantivera, não respondeu à intimação, levando � �o ao G<: ,�Õmeçam a pairar, de desvio dos donativos militares pará,
vemo de Cachoeira, quando, realmente, esta oao tinha mais J :luta êmancJmid�e..a_deY!!�ª que para �rol1�---,..
I
jurisdição sobre Sergipe . Ten.do ciência �.2... ato d:_!�o_ . , Substituiu--0 o Brigadeiro Guilherme Jo� Nabuco de
, ,l>O _Qe �
dLU.e de�Jtrq,.J!_ cios.o daJutono�a_ 9 � Araújo em 15 de març o "p or convite da Junta G ovematiya, . /
p or
Cristóvªº• que çr_a_a�ersário de �arros �entel, na9 � /; e geraJ acorde dos ipovos".8.4 Nessa comunica:ção feita a José .Y
s�i2ão contrária à aut� Lser�1� arui: . >
c.!: lllO-i>OL.JtJ.J � Bonifácio, ele deixa entrever as ligações entre Barros Pimen-
sempre mantido a sede_do governo em LaranJ7 u:_as.�; tel e Labatot, e a possibilidade deste auxiliá-lo em suas pre-


sua Juta _emancipa,gq_nisJA na tomada _clLp�çao� tensões d e Ser ipe.
' ·
liderad os pelo � faJOr � stovao de
fevereiro. Povo e tropas, Tais entendimentos devem ter fracassado em vista de,
a J
Abreu Cootreiras, exigem da Câmara a rel.lltegraçao � �
n

nesse mês de maio, Labatut haver sido preso e afastado do


por Sa o Cns­
Labatut quando de sua passagem
� por d pend m do govern o de Ca­
comando das tropas libertadoras pela pressão dos poderosos
� alegando que não mais . senhores de engenh o do Recôncavo Baiano, que nã o aceita­
Esta Junta deveri a pe:in ecer _à
e
es. �
e

choeira e de suas decisõ ram seu• egvolvimento nos problemas políticos locais. Reme­
govern o sergip aoo até que foss e°: re ahz�dàs �:1-
frente do tido ,preso para o ,Rio de Janeiro, Labatut foi submetido a
ena.is.
ções, segundo critérios solicitados às autond�des imp Conselho de Guerra, sendo, porém, absolvido.
Cedendo a essa pressão, a Câma ra chama reint � Junta
a
Chegadas as instruções da Corte, em junho foram con-
Sampai o. Barros
e
Leite
e

presidida por José Matheu s da Graça 1,1.ocadas el eições_llílra os novos membros ·d!!, Junta Governa­
Pimentel continuava, ·porém, no comando das Anuas. tiva e deputados à Assembléia Constituinte. já emrunciona­
No dia 3 de março, realizou-se a nova Aclamação festiva mento desde 3 de maio. Violêoc.ias e tumultosõcorreram,
de Pedro r, com Missa Festiva e sermão alusivo, �regado. �lo .demonstrando a corrida pelo poder qu� emergia. Laranjeiras
Padre Inácio Antônfo Dormundo, "cultor da musica, lati.ruSta
'
63
62,
/ ---=I
J --
sores � Pátria", atendendo "aos con�os reqµerupe}ltos_ �
quei�es de unia classe que vivja em d�nte,n�$taí �
se m;gar O que em tOOaS as O*tx;as era permi'tiao",U �a
adquitju a "casa maior de S<[>Õradõ" 'pàra ser a sede do @Q;�t?•
no J>rovincial". ' ·
-4,.s lutas oue se travav� na Bahia· �n.tre as tro,pas d,e
_eira de ,,�elo e os brasqeiç� ec ?lWaJI! fiJJ ��gf·Jli�,
.
Maâ
receio, per parte do Chefe d<> �x'tl,'etto Ba�pf;�ae.t QAA ,�
�eses. procurassem. dese\J.'1barQa.r em remf!'>'í:tt · '.
ante o apoio que podenam �µcon{bu do gi;àilde ' ma ..
· .:

.patrícios aí radicados, confofine ·diz 'no dfíéio aó �idente e.


demais membros da J�ta Govero:atiya · ".� ·sÚ�J?,�'?ª ·
uma esquadra inimiga qu.,e co'ín ,B.andeira do� -��rº 'rifàtj'J
lutar em algum pon'to de Sergipe em s.u� fl!lsa ai>,'ãrenªp._;�81'
Guilherme Nabuco de Araújo, em 18 de abril, comunicoÚ i
Junta a amea_ça da vinda, da esquadra p,9.iwgµêsa 'ã'é �� '
de Melo "para colher mantimentos". · · · · . vi
E� 22 de abril chegou da 'Corte a SUJil"!i .' �çái:olm.ii\
trazendo armamento e munições .de ...guer,r� pàili o e�&�t'q(dF
Sergipe, mostraooo que a§ autoridMes imperiais...cçn1ie<iiaÍ!l.•
a situação local e sua importância Par'?- o êursa- dos aeonµ:.J
cimentos que se deseDiola\lan:i no Recôn0àv0 -B.aa f nQ.
Da part-ida para a Bahia da esquádra d:e eec� e do
anúncio de ,próxima vitória da ieausà da Independência, a / -
Junta tem conhecimento através da. ·carta, de 14· -de-·abril) do Ô>
Sargento-mor Antônio Joaquim Frei(as, em missão oficial na
Cone.
A 8 de julho, seis dias após a entrada vitoriesa das
tropas de Lima e Silva em Salvador, o Presidente da, Junta
Governativa de Sergipe escrevia ao Imperador enviando feli- .
citações "em nome de todo o povo sergipano", e dava-lhe
ciência das festivas comemorações que o acontecimento oca­
sionara epi Sergipe.
Internamente, porém, grandes eram as dificuldades rei­
nantes, conforme demons�a a exposição feita ao Imperador
pela Câmara de São Cristóvão, através de seu Procurador
Vicente José Ma.S<:arenhas em 2 de abril de 1823 (anexo n9
5) . Entre outros "melhoraroemtos" que se tomavam necessá-i

65
64 r'1
j '"..r--
1!
1
r· Ficaia, põrém, n_a· populáção urban'â_uma forte te. � dên�ijl
-antilusitana, responsavel pela repereuss�o, . em Sergipe,
Revolução P�mambuc.a:n a de 1824 e gu
� . ': da
aiin:'
trem viva etn 1831, guarulo 'd a Abdicaçao de Pedro I:
n
co, ser
. v

Também permanecerá . um sehfimenJo., q� rebe1füa a0-s


atos emanados d� autoritiades, esp�íalm�te nas Câmar,as
. d�
ar-se-á

Münicipáis, extravasMJos • nos acontecimenlós . da épooa xe.-


� geaciru .
..
_!;:\ Ilá. enviou, i.lnediat;i.-
� � anY:ns ao. r os J.ranciscb Gonçályes
da � para . · contra os amotinados. Cumprindo ás
d.eteoninações �iaas, ele se �u para as imediações
de. � �do eem a � dos senhores de
epgebho da_�. � surpree11'8ér os rebeldes, que não
tiv�ram � de .ofe.recer quaiqu� resistência. Foi preso
o ehek Ftaucis» GQ!ell Sodtéi alfm � outros implicadc,s , ..
como o T� AJMU.dre . Furtado de Mendonça e o Alfe-
res José Almmdre Bezcrn •
�trado �ento demonstra a_QD.da de amilusita­
t. ;

- rtílsmó _que M\'f>Ma &,qipe na.-'Pooa.


-C\

O· primelr-o presidente nomeado em 25 de novembro de


.
't
.,
1823 por Pedro I, Brigadeiro Manuel Fernandes da Silveira.
ao tomar pgsse em S ele março do ano seguinte , retrataria a
situa§ã(> a0 esetevl:Sr "que Sergipe achava-se em uma anar-
. qula D1fflH1flié :illdd�'.88
_ f',-,.k · Dtfullam-st já ós partidos e, como 0em nota a argtícia
��e Felis&tb Freire, "-0éffittüdos de programa. Queriam uma
só causa: a posse do poder".811 �
'.

r Nãõ se altetara ã estrututá sergipana no decorrer dos


) IU:dttteoime,ntos que � iniciaram eon1 a chegada do primeiro
,� \ ptesident�, CãtlOS Cêsãr Búi'lamaqui. Os interesses provih­
',.,• ..x(0 ) clais colitínuávam à gtã.Vitar em tomo dos grandes seriht>res de
,J,.« l_!em, sol:5t!tildo da tona da CotinguJba.

"�

..... -�·-
BIBLOGRAFIA DO CAPITULO III
os três outros que se seguem, foram oferecidos ao
I . H. Q. S. por João da Cos.ta Pinto Dantas Júnior.
43 - Ofício de Labatut a Luís Pereit:a de Nóbrega, Secre­ 53 - Lnstrumento em pública forma com teor de ofício es7
tário dos Negócios da Guerra e'in 7 de outubro de e.rito pelo Brigadeir0 Govei;n�dor de S�rgipe d�EI •Rei,
1822. A. N., Secção dos Ministérios. Pedro Vieka de Me1lo, ao C�pitão João D.�tas dos
44 - Labatut, Pedro: Proclamação aos Habit:3!ntes de La­ Reis Portatil como abaixo se declar.a em 30 de setem­
ranjeiras em 12 de outubro de 1822. A. P. N., Secção bro de 1822 . Arquivo d9 I.H.G .S .
dos Ministérios.. 54 - Iostrumento em pública for.ma com teor' de, oMcio es­
45 - Auto do sequestro dos Bens do Vigário Antônio José crito pelos senhores do G@Ve)'llo de Sergi� d'El Rei
de Figueiredo mandado proceder -pelo General Pedro ao Capitão Deputado Íoão Dantas qQS àêís Portatil,
Labafut em 12 de outubro de 1822 . Arquivo âo como abai,co de declara, em 10 de 'outubro d� 1822 ..
I.H.G.S. Arquivo do J.H . G.S. º ,
46 - Ofício da Junta Provisória da Bahia ao General Ma- 55 Offcios do Capitão-Mor João Dantas dos ,k�is Por­
0deira de Melo em 8 de outubro de 1822 . Consefüo tatil ao E:mio. Sr. Presidente, Secretário e demais
Ultramarino. Arquivo do I. H. G .B. Membros da Junta do Consellio Interino do GoVemo •
47 - Accioli, Inádo - Braz do. AmaraJ: Obra citada, vo­ em 6 de outubro de 182:Z, e ao Bx,me. Sr. S�retárto
lume IV, pág. 126. Francisco Gomes Btaindão Montezuma em 24 e 26 de
48 - Labatut, Pedro: Declaração franca que (az o Gen�raJ setembro de 1822, do Eng�nho Santo Antê.nil:l- A. :E ..B .
Labatut de sua conduta en.quanto comandou o Exén:i­ 56 - "sabendo que a. P.rovincia de Serg1pe se -achava re­
to Imperial e Pacificador da Bahia e que oferece aos frataria da obdiencia, devida a Vessa Magestade Im­
nobres baianos. Rio de Janeiro, 1824. A. P. N., Sec­ perial, cedendo, mas antes, ao Partido Luzitàno, que
ção dos Ministérios. tyranicamente a conculcava; reuniu o mesmo .Suplican­
49 - Accioli. Inácio - Braz do Amaral: Obra citada, vo­ te hum Exercito de dois mil homens, e com ele se
··1ume III, pág. 392. appresentou às Portas da referida Provínâa ·de Ser­
50 - Ofício do Ouvidor Interino de Sergipe d'El Rei, Ma­ pige; surprehendeo alguas das avançadas inimig as e
nuel Gomes Coe-lho aos Ilmos. e Exmos. Sr. Presi­ debel\ou outras, de maneira que, fazendo trepidar todo
dente e Membros da Junta da Bahia em 3 de setem­ o arrojo da opposição, facilitou que os bons br.asi­
bro de 1822, de Laranjeiras. Arquivo do I.H.G.B. leiros declarassem seos sentimento� aclamande a Vos­
51 Ofício da Junta Interina da Bahia ao Ouvidor Interino sa Majestade Imperial nos últimos dias de Setembro
de Sergipe dei Rei Manuel Gomes Coelho, em setem­ e pr-imeiros de outubro de 1822". Trecho do requeri­
bro de 1822 . Arquivo do I.H.G.B. mento de Jo�o Dantas dos Reis Portatil ao Imperador
52 - Instrumento em pública forma passado a requerimento Pedro I. Documento sem data, existente no A.E.B.
do Capitão João Dantas dos Reis Portatil, com teor de 57 - Ofício da Câmara de Itapicuru ao Imperador Pedro I
uma atestação passado pelo Capitão-mor David de Oli­ em 19 de abril de 1827. B. N., Secção de Manus­
veira Lima, reconhecimento e selo como tudo abaixo critos.
se declara. Quartel de Estância, 28 de dezembro de 58 - "O Supplicante Guilherme José Nabuco de Araújo,
1822. Arquivo do I. H.G.S. Este documento, como Comandante militar interino d'esta ProvÍill.cia, existia
no mesmo-- Posto de Coron.el e Comandante da Leg ião
68
69
ditta de 2� Linha e era Juii Orqinário da Estancia, Labatut ao. Ilmo. e E�o. Sen:P,9r B-rigªq<,iro Luís Pe-­
quandÕ sob influência ·do GQvemo :i,ntrõrasilico v�cila- reira da Nóbteg!l Souza Coitinho,. �Q'.Q e. Seere­
• vão os animos dos Patriotas de SergJ:pe sobre acclam&r, tário dos Neg�ios da Q�e� d9 Reia.o dó Bra$il, d0
ou não a SÚa Magestade Imperial a vista do Partido Quartel G�µ�r�l dq. :Ep.genpo-pgvoi �y;i 5 de novem­
�go, e apQdúado elo mesmo G o v e r n o, bro de l 822. A. P. N. , Secçifü des Mil}istêiio.s.
Ruma expedição Auxiliadora, co!11-posta e comandada 6Z - All>1Jm !l� $�fgipe 1820-1920: P�i- 5�,
pelo Capitão mqr Joãp cfAntqs 4§ ltapicuru servia 63 - "Julga como h� d� s� �ev� p?�WÍiiíff-1:� que, no
para vigorizar aos bons Brasileiros, affugentando o �
. priJneiro 9e Optµl;l{0 d�te pr%el,J1e �P {(i)l A.aclama­
succumbindo os Dissidentes. do nesta �r<?vinçi11, �oro aplit��&'. �rf� ts pqws, � de
Da ocasião pois, em qqe, cQm a notícia da Ex.p�­ todas as m&JS Â"\.llOC!Q'fdC.�, · 9 Se�rl' 'DJ}!,ll ,P�rn ��-;
dição ditta. assim, tteniião os Portugueses se aprovei­
tou o Supplicante, e µ:r:ocedendo ã esse Conselho, cons­
cantara, Proi�tqr P�,fensor �e�e�� �êsp.y.11�t.� e Vicê.,.
reino do Brazi:I,. aom .a sole.µ1���� çf�Vljf�, Ws�ando­
tante do Documento n9 1 consequente-mente houve Lu­ se no mf,lsmo dja 9uma JW}tll Provís0tià, fican<io•dbser""
gar a solemnizar-se a Acclama�o de Sua Magestade vado o Decreto de Sua Magestaà'e o lenhar Dom Joalt'
Imperial em 2 de outubro de 1822, como o Documento 69 de oito de julho de 1820". Trecho dQ Ofício do
n9 3". Trecho do Ofício enviado pelo Presidente Ma­ Presidenfe da 1Mta lntei:iná dó 'ct6:vern0 C,e. Sermf)e
nuel Fernandes da Silveira em 31 de maio ao Ministro ao Sr. COlJlll1ldaíll:te 'da Força Atulada ela Téne em 4
e Secretário d'Estado dos Negócios d a Guerra, João de ounibro (}e 1�i2. A.P·.B.
Gomes da Silveira Mendonçá. ln R. I. H. G. S., n9
22, (1955-1958), pág. 202. 64 - Relatório contra Lab&tu't. A. P.N; ., Sec�j9 gos Minis-
térios. ·
59 - Oficio do Presidente da Província de Sergipe Manuel . 1
65 "Logo no mesmo a;uto de Veria�,ãd coqiijareçer=ão por
Fernandes da Silveira ao Mí-nistro e Secretário dos Ne­
gócios da Justiça em 21 de abril de 1824. A . P. N., serem convoc4(Jos .O Coronel C�in�,;. �a tegtijo d�ta
.
Gnilherme Jos� Nabµco éÍ� Arii.w.o, O, ':R�'ll?!r-P.diSSlfil9'
yl!­
Secção dos Ministérios.
60 - Ofício do Capitão-mor João Dantas dos Reis Portatil Conego Vigario .desta f reguezia Miiuel . Texeua 4.i
aos I!mos. e Exmos. Presidente e mais membros do Araujo,, o Padte Mestre Jtlbilado Jo� d� Bastos Pe�,
Conselho Interino do Governo do Quartel do Engenho Padre Mestre João de Campos çl� Silve4"a, e o Padre
Santo Antônio em 6 de outubro de 1822. A . E . B . Francisco FeJ1l'andes da Si}veir� e . aJ-�� O�içiaes fª
_
"Correm por aqui notícias as mais agradáveis de que d:itta Legião que ao prezente se JUlltarao, 0 Capttao
61 mor de Ordenanças ela IUffia. Vicepte Joze da Silva
S. A. Real for<1 acclamado lm,perador do Brasil. A ser
assim eu e os Officiaes do meu Com.mando nos Con­ Portella, e parte de alguns dos seu� Officiaes, para
efeito de ser rattficado o auto de Yeriação de dous do
gratulamos com o Augusto Chefe desta briosa Nação, e
corrente, em cujo dia se aclamou a S.A.R. o Senhor
cheios de amor, e submissão beijamos a Augusta e Dom Pedro de Alcantara Príncipe Regente Protetor e
Real Mão de nosso �dorado Defensor e Protector, unico Perpetuo Defepsor çlo Reipo do Brazll, na qual não
e primeiro Monarcba que soube conhecer os seos m�is prestarãQ o juramento que devia ser qad9 de fidelida­
caros interesses, e dos generosos Brasileiros, que satis­ de e Jeçtlçlade ao mesmo Sep.hor, os quaes prestarão o
feitos com o seo Governo, Jurão defendello e anhellão d9 JuréU}l�nt9 aos $.µ:it6s Eva.nge�Ql> eijHtum Livro
- Independencia ou Morte". Trecho do. Oficio de q�lll!s eJll qu.e �uz�rijo sua.s IJ!ª0/1S direit� q�baixo do
70 71
'
qual asim o prometerão cumprir corno lhes era encar­
regado.
\ ser instruidas, disciplinadas por V.S . mesmo, auxi­
liado pellos Officiaes, que vam na sua eo�panhia. V.S. ·
Em cujo auto asistirão o enviado do Exmo. Sr. promoverã, para os Officiaes d!esta Fôrça os indiví­
General Pedro Labatut, João Francisco C:Íe Oliveira, eo duos,- que achar idoneos para o desempenho d'estes
Alferes lgnacio da Cunha Neves Enviado do Cap. mor postos, tendo sempre em vista 'o merecimento, e anti­
João Dàntas dos Reis Portata.'' Auto da Veriação rea­ guidade. Em ch�ando à Sergiipe me mandará uma
lizada na Povoação de Estância, termo da Vila Re,al relação circunstanciada d0 Esfado da CoJlilarca, e do
de Santa Luzia aos treze dias do mês de Outubro de que ella necessita, pai:a ser defendida de qualquer ini­
1822. A.PN., Secção dos Ministérios. migo externo: como também fará todos os exf0rÇO,S,
66 - Ofício do Capitão-mor Guilhern1e José Nabuco de à seo alcance, para manter. O publico socege; pr6nden­
Araújo a Lábatut em 13 de outubro de 1822. A.P.N., do, e remettendo à minlia presença os màl�volos, que
Secção dos Milllistérios. se mostrarem . inimigos, ou ainda mesmd suspeitos à
67 - Ofíêio de Pedro Labatut ao Ilm.9 Sr. Tenente-Coronel nossa Santa Causa. Deos Guarde .a V. S . Quàrthl Ge­
das Forças Armadas de Pirajá e Torre, Joaquim Pires neral no Engenho Novo aos quinze de Nove�bro de
de Carvalho Albuquerque, do Quartel General de Ser­ 1822 = Labatut, General = Illm9 Sr. Tenente Coró:
gipe dei Rei em 18 de outubro de 1822. A.E.B. nel Jost Elói Pessôa". ln Supplem.e,nt9 ao jorpal "Inàe�
68 - Ofício de Pedro Labatut ao ExrpQ Sr. Ministro da Guer­ pendente Constitucional'', n<? 113, Anno 1824. Baj)jà,
ra em 14 de setembro de 1822. A. N., Secção dos Mi­ B .N., Secção de Obras Raras .
nistérios. 74 - Freire, Felisbelo: História ,de Sergipe, pág. 248.
69 - Acciolli, [nácio - Braz Amaral: Obra citada, volume 75 - Cerqueira da Silva, Inácio Accioli: .Notícia Biogi:âfiea
III, pág. 392. do Srigadeiro José Elói Pessoa.. oferecida ao I.H. G.R
70 - Ofício de Pedro Labatut ao Comandante das Forças pelo sócio córres,pondenre Inácio AcciôU Cetqueira d.a
Armadas de Pirajá em 8 de outubro de 1822. A. E.B. Silva, em 16 de novembro de 1841. Manuscrito do Ar-·
71 - Ofício de Pedro Labatut ao Ex.m<? Senhor Brigadeiro qui:vo do I.H.G.B.
Luís Pereira da Nóbrega, Ministro e Secretário dos 76 - Ofício dos membros do Excelentíssimo Conselho In­
Negócios da Guerra do Reino do Brasil, do Quartel terino ç!o Governo da Província da Bahia ao Gener;tl
General do Engenho Novo em 5 de .novembro de 1822 . em Chefe do Exército Pacificador, de 26 de novem­
A . P.N., Secção dos Ministérios. bro de 1822 . Anais do A.E. B. , volume 41, pág. 34
72 - Correspondência de José de Barros Pimentel a um e 35, Ano 1973.
dos Membros da Junta Interina do Governo de Ca­ 77 - Ofício dos Membros do Excelentíssimo Conselho fnte­
choeira em 29 de outubro de 1822, de Laranjeiras. rino do Governo da Província da Bahia ao General em
A.E.B. Chefe do Exército Pacificador, em 3 de dezembro de
73 - "Cabalmente convencido do seo prestimo, e conhecido 1823. In Anais do A.E .B., volume 41, pág. 38 . Ano
zelo pelo serviço Nacional., e Imperial, o encarrego 19'.73.
não só do Governo da Comarca de Sergipe d'EI Rei 78 - "Senhor. Entre as vítimas infelizes que têm sofrido o
em geraJ., como da Comissão de crear três Companhias peso do despotismo, barbaridade e injustiças do Ge­
de J � Linha, a saber: duas de Infantaria, e uma de neral. Labatut acha-se também o TenMte-Coronel José
Artilharia de cem praças cada uma; as quaes devem Elói Pessoa da Silva, que sendo despachado por aque-

72 73
-
le General para governar a Proví_p_cia de Sergipe, foi
por ordem dele preso à ordem çie V.M. I. no fim de
I
84 - Ofício do Capitão-m,o.r Guilherme José Nabuco de
Araújo em 20 de março de 1823. A.P.N. , Secção
15 �i� ,e rem�do a Pernambuco para onqe passou por dos Ministérios .
85 - Mendonça, Antônio Curvel0 de: Obta citada, pág. ·83.
aqw; nos nos J� _ ��!Ull9S, s<;>b�rano senhor, élS&.ás gra­ 86 - Ofício da Junta Govemaµva de Sergipe ao Impetador
vados em conSC1enc1a se deixass(}mos de pugilar com
toqas as forças a favor da in�cêpcia e honradez de em 19 de maio de 1823. A.P. N., Secção dos Minis­
um tal oficial , e por isso passª1l).os a informar a V.M.I. térios.
que_ em 87 Ofício do Chefe do Exércit@ Pâeifiea:dor :w Ptesidente
_ 15 dias de gpvern.o deste homem, deu as mais e demais Membros da J'unta Govem�tjv.à de Strg ipe
d��q1das pr �vas d� lUll reina.elo �atriotismo, cte gênio
em 11 de fevereiro de 18'is..A.P.��S.
I?--�tl!r, a<;lesao à nossa caµsa e de 111Ua atividade sem 88 - ''Eleito o Gov<? que me. PJ'.é:ce'dê'ó por accJ:amafies pe­
14D;ites" . Ofíci p dirigigo ª Se.ereta.tia ô.os Negócios do
R�mo do Brasil em 2Q de dézembro de 1822. ln Abe,­ pulares, e entre viciss-irudes jamais estev.e S.y \J;Íi9 de
lardo Duarte: "As A,lagoas na Guerra da Independên­ permeio ou muito apro.c�.ada à .ell�. {\. ilfigi�da·
cia'', p'ág. 169. Maceió, 1974. de, com que foi creado e a: falta de ;sistim.a e fu:dt/�, ',
79 - Duarte, Abelardo: Obra ci-tada, pág. J 70. com que sempre se dh:igio, suscitou-lhe accendeá:tes,.
&O - Silva, Jo,sé Elói. Pessoa da: Memoria sobre a Escrava­ alem daquelles mes,nídS;-�que taes se aeredita�ãQ pelo
tura e _Projec:° c:1� �olonisação dos Europeos, e Pretos só facto de o haverem irroclamad"o; e isto rude d� in­
da,�ca no Imp�no çlo Brasil. R.io de Janeiro 1826. volta com os conflitos entre o mesmo Go;veroe Pío­
81 - Ofícios do Gov�mo Interino da Junta da B&llia para visório, o Ex. Comandante militar José de l3°ªrtos Pi­
o Coronel José de Barros Pimentel., Comandante da mentel, e os Canditlatos e eléitbs para nova J1µ1:ta Go�­
Província e!� Sergipe de] Rei e o Ouvidor Luterino da vemativa na conformicJade da Ley · abolida, �egrou
Comarca d�_Sergipe dei Rei em janeifo de 1823, Arqui­ por maior danmo de trntiquilidade ger.al,· e indl";v.idual,
vo do I. R. G .B . e enfim a desordem que tenho encontrado. Se-, pois,·
a primeira A uctoridade da Província n:ão era 1'espeita­
82 - Ofício do José de Barros Pimentel ao Ilm-? Sr. Presi­ da, menos as que se s�çuirão; destituiâ"as de força mo'- ·
den!e e_ demais o:iembros da Câmara de Sergipe em 20 ral, somente erão obe4ecidas aquellas da ·parte de
de Janeiro de 1823. A.E.B. .quem exist/a a força física; mas sempre em relaç.ão a
83 - Lima Junior, Francisco Antônio de Carvalho: o Padre parte mais fraca. Um· Ouvidor interino, Juizesr.Ordiná­
Inác'o Antônio Dormuodo. lo: R .I. G. H. da Bahia dos, etc. estavão aproximados a tal nulidade".· Trecho
n<? 1 1, março 1897, pág. 144. O Padre Lnácio Antô� do óficio do Presidente Manuel Fernandes da Silv�ira,
nio Dormundo (e não Manuel Antônio Dormundo co­ de 26 de março de 1824, ao IllmQ e Exm9 João Se�
mo_ escreveu Fel(sbelo Freire na História de Sergipe, veriano Maciel da Costa, D0 Conselho de Sua Mages­
pag..25 2) era . baiano, tendo sido em 1787 provido na tade Imperial, Ministro e Secretário d'Estado dos Ne­
cadeira de Latim, então cria. da em São Cristóvão. Nela gócios do Império, ln: R.I .H.G .S., n<? 22 (1955-
foi efetivado em 1809 e jubilado em 1823. Era figura 1958), :págs. 183 e 184.
de projeção na vida sãcristovense, conh�ido como 89 - Freire, Felisbelo: Obra citada, pág. 260.
o Padre Mestre lnácio. Em 14 de maio qe 1$23 enviou
uns versos epigramáticos, acompanhados de uma carta
dedicatória, a Pedro I. (Anexos n? 6).

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visível, Paraiô;:i., Rio Grande do Norte, Ceârá e Alagoas. Em
" outras provfnciás comç, á Bahia, Piauí, Matánhão e Pará, os
emissários não conseguiram. os objetivos, qµer pela repressão
encontrada, colfio na Babi� quer pelá f alta c;le. condições· es-
tru · ro m revol o.
Os hi.Storiãdores da Confederação do Equador silenci�m
IV - O GOVERNO DE MANUEL FERNANDES DA anto ao envolvimento de Sergipe no processo revol.ucioná-
SILVEIRA E A REPERCUSSÃO EM SERGIPE DA o. Mas, documentos existentes eJ;]l diversos arquivos e �r
� 6s pesquisados, dizem que, Serg4,e a el� não escapou.. Se não
CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR
uve maior acolhida, se não fe"z, mártires e h.er6ii foi p,Qr-
que a situação J� não permitiu. · ,
-X estrutura s6êio-polfüca "S"ergipana, em 18'24, decOrria,
.,. principalmonte, da atividade açucareira dominante :r:e,po�;a�i'
no binômio senhor de terra e escravos. Af, pqtéhi, nãt> _exis­
Justamente no mês em que assumia o governo de Ser­ tiam ·grandes potentados, donos de imC!3S� áreas te��
gipe o Brigadeiro Manuel Fernandes da Silveira, primeiro Pre­ como, wr exemplo, os Cavalcruíti eJ? _Pern��)ú�. _'F81\?-"f@) ·
sidente a ser nomeado para aí após a Independência do Bra­ seu .poder não se assentava numa tradiçao secular, dê�e <fü_an­
sil. irrompia, em Pernambuco, o movimento �olucionário do era recente a importância da cana de aÇ,Üéar ilij �gil�
<:onhecido por Confederação do Equador. O estopim dos Esses senhores de engenho eram, em geral, 'J1Grfu&}fes���
acontecimentos foi a recusa, do então Presidente da Junta Go­ outros desbravadores que, Côm ttabalhó, corágent e persev�
verativa Manuel de Carvalho Paes de Andrade, de transmitir o rança, ascenderam socialmente, como Leândro :Ri_õeiro çle·
poder ao Morgado do Cabo Francisco Paes Barreto, nomeado Siqueira e Méllo. �te corl1eçóll as átividádes··"sên'iio c�fr'ó
:P�lo Imperador Presidente da Província. Era o desfecho de um no primeiro ano; no segundo e!llpregou o -prodúto d.P primeµ-ó
longo processo que tinha raízes profundas no nativismo local, de carreagetn., depois comprou seu carro e foi plant'aíi�e ·êãn�
traduzido, na época, 1Dum antilusitanismo exacerbado, e na o trabalho e economiá em áÍguns anos o fizer& possuidot di
·situação social em que dominavam poderosos senhores de seis engenhos bons na ribeira do Vasabátrls. (Seu fllllo Lean::.
terra e escravos e grandes comerciantes estrangeiros, onde a dro �1beiro, foi o 'pli'm'êil'o homem da i>rov(ricla que se fó'f­
dasse roédia enfrentava as maiores dfüculdades para sobre­ mou). Ele chegou a ocupar os maiores lugares do �eu país
viver. Sobre essa população livre, geralmente formada por pelo grande trabáll')o, porque o trabalho o fez homem honesto
mestiços e ex.-escravos;:-pairavam, de forma ostensiva, os pre­ e bom cidadão". 00 Jiesquisas cuidadosas feitas no Dicionâ­
conceitos sociais . rio Bio-bibliográfico de Armindo Guaraná, a obra IDílÍS cre-
Uma ideologia revolucionária, calcada no liberalismo as­ denciadá,91 móstrani que, só a partir dos meados dó século
•cendente no mundo, lançada nos começos do sé\::uJo na região passado, começaram a surgir médicos, bacharéis, intelectuais
por Arruda Câmara, se manifestava, violenta, desde que Pe­ egressoo da zona açucareira sergipana. Assim, oão havia viêla
dro 1, em novembro do ano anterior, dissolvera a Assembléia cultural, e a Imprensa apenas vai aparecer em 1833, com a
Constituinte. No momento, o arauto era Frei Caneca pelas publicação do "Rêcopilador �ergipano", jornal sob a dire­
colunas do "Twlis Pernambucano". ção do sacerdote e poütico Monsdnhor Antônio F�rnandcs da
Em 2 de julho de 1824, era proclamada a Confederação Silveirá. Somente em 1848, Constani.ino Jósé Gomes de Sou-
do Equador, envolvendo a onda revolucionária, de maneira

78
-
za publicaria "Prelúdios Poéticos", o primeiro livra de poesia
de um sergipano até agara conhecido. Também é de sua auto­ el�, senhores de terra im'po�tes �omo os Capjtães..mores
V1ce�te I�� da_Síl:va: Potfelá, Mapuel da Silva Portela, José
ria o prjmeiro romance focal, "Des_en�an9", além de ��s
teatrais de renome na e_poca como "A filha do S�itd'. Martms Gwmaraes e o Teríent'.é-Cpronel Manuel José Ribei-·
Em 1797 não existia, sequer, um médico em Sergipe, ro de Oliveira . Tâmbém nessé-mês de riovemb?o em Lagarto
conforme atesta um requerimento que, sol:! essa alegaçãõ, di� as Companhias do Ter� das OrdenaliçM se' e;ncontrcar�
rigiu o Padre Inãcto Antônio Dopnundo ao Govema<lor da quase todas sem oficiais porque a maioria: deles era "homens
Bahia pedindo autorização para ir a Salvador em tratame.ilto in �os � eclarados" �à· Santa Ca:irs a,
. coin6 ·os C<\JP,itães Jôsé
de saúde.02 Rdbeuo �1ma e Joaqtmn José da· Sil:v.a �po�gal; portúgueses,
a quem os povos não guer-em obedecer''..ot
O setor educatjonal refletia be!D a realidade social da
Província. Apesar do impulso dada à educação brasileira � No ano de 1824, esse antilusitanismo . se revestiu de vio-i
las med:ià� tomadas durantê a permanência da Corte Portu­ 1êhcia, indo a �pancamentos e pêrse�çêfés â poriugtÍesef- ie$1-·
.guesa no Brasil e, depois, pelas autoridades imperiais, em d _entes nas mrus �r6spep1s povoações como La:r.3nfêJrâs,, RQsá­
1829 só existiam em Sergipe 30 eãdeiras de- primeiras letras n� do �ate !_e, Dwina Pastora, M� e ,m F propna Gaj>hhl,
e oito de Gramática Latina localizadas na Capital e nas Vilas Sao Cnstóvao, fazendo com que "muitos fugis'sem, aband�
de Santo Amaro das Brotas, Santa Luz:a, Santo Antônio e oando bens e famílias".96 Na sessão do Conselho do Governe
Almas de Itabàiana, Lagar.to, Vila Nova do Rio São Fran­ de _17 _ de agosto daquele ano,. oco�e� lll!1ª :,d�ô�tra_çãÓ 'di
tjsco, _Plqpriá e na Freguesia de "Nossa Senhora do Socorro rad1cahsmo a que chegara esse sentimentó, àQ ·sér' itrazida -umá
?ª Con:tinguiba.93 r�resentação P?pular com ma.i.$ de· tiezenili -�s naturas, pe­
Não podia, assim, existir em Ser pe · no ano de 1824 �n?o que f?ssem exp�sos de �er:gipe osr('J)?lfugues,es e bra.-::
, uma " e 1genz1a , ia em Pernambuco ou sile1ros nascidos em Por.tugál, acusados' de l!ritii..br'àsil'eirismo.­
_ i:-,...__ 1 Esta representação foi enviada ão linii�rador �IÔ Conselhô·
� �ta, que õava plena a�hida às idéia �s. ·
de Governo.
Os centros urbanos mais destacados estavam ligados à.�
zonas açucareiras, das quais eram pontos de escoamento. Ne­ O episódio que· ocorreu em São Crutó:vão, quando do
les procurava m refúgio os homens livres, geralmente mestiços
.
!
Jur�mento da Carta. dC? 824, em que àJ?<Ss vivas de prà.Xe ão
o.u ne,gros advindos da escravidão. /1?.-,»esse esboço de... classe lm �erador, à Constitu1çao, à Nação, o �imente-Coronel Crls:.
. tóvao de Abreu Carvalho Contreiras gritou '·'Morr-a tudo quan-
m� �xístente mais dengrnent e em Laranjeiras caos· a
· !rtante centro ur- ano da Proví.ncia o
� -j) j\ d� zonâ da Cotinguiba. onde encontrarão� os acontecim�
4- to _é "Maroto",, é um s.ímoolo dd antilusitam:ismo vigente n:o,
me!º _urbano. Ess� ato ficou impune e, nisse, mesnio ; dia, a
to� de Pernambuco. Embora em proporções reduzidas, seusj p.ropna tropa tena espancado "os · miseráveis· nascidos em
Portugal".96

f.
(Proo!emas s-ão idênticos aos de Recife na Juta contra "os ma-
\ rotos'*, Hegociantes portugueses que monopolizavam o comér­ Num dos livros bem documentados soõré
PemilJI}bucana de 1824, escrito por .Úlif ' : ao para
Jcio locá!.' .ou visando os "caiados", brancos .proprietários de _
as comemoraçoes, em 1924, do seu centen 'há refé-
{ terra .
O antilusitanismo crescera em Sergipe no processo da . rên�a �o envi� de �ssários à Sergipé, efulxirà os enumê)'é 1
J;n.dependência, quando se radicalizaram as posições tomadas. do. Pata à Bahrn.97 fJS documenfos, porein, vã«;> comprovar O f'-·�
"; �1a: os re·beldes da'Çonf�eta§,ã o do Equa-
Em Estância, já em novembro de 1823, haviam sido presos e
7 dor_ nao podenam desprezar o papel de_ Sergipe, ·nas comuni- _ � ·
remetidos para a Bahia 23 portugueses, destacando-se, entre caçoes terrestres entre Pemambucç e Bahia, deiic:ando-o à mar-

(:!) 4--

+Y gem da Revoluçã . Num effcie> do· Comandante das Armas
em 1 s·26, ao Mmistro Conde das Ll!ges, há a ,,
afirmativa de -que a principal figura Ievolucion.ária denun­
ciada na devassa aberta � Estância, para apurar supostas
atitudes subveFSivas, � o �adr,e Manuel M� "Este tinha
sido preso na última revolução de Petnamtmeo em uma em-
barcação conduzindo armamentos dãli 'Para o povoado de
Estância" . eis · solt-0 na CQrte, - do,
\<�ndo contínuas : . � Ala-
goas e pe . �- _e 1úgaftS des-t;i .Provínçia�. A carta .que
acompanha este ofício, ao "emopeun Manq,el José IDl><:iro
d'Olàveira, completa as informações, ao dizer, referindo-se ao
padre Manuel Moreira, que "filho de p.ais homados, e bons
católicos, afeiçoou-se ao sistema republicano e foi um teimoso
i,. emissário e apaixonado de Manuel de Carvalho de Pernam­
buco"."
Em de-rembro de 1824, a Cãm'll.r-a de Santo Amaro, alar­
mada, � dirigia ao .:Presidente Manuel Fernandes d-a Silveira,
ante os "desastr-OSOS aoont�imentos que passavam na Pro­
víncia". Alegava que em "diferentes lugares, anarquistas es­
palhavam idéias de República" e "degenerados perseguidos
pelos governos relosos das Províncias limítrofes", encontrando
-asilo seguro ''vomitam suas doutrinas infernais, cobertas com
um manto de zelo .patriótico, verdadeira ameaça". Ao mesmo
tempo, solicitava ao Presideote a convocação do Conselho Go­
vernativo, dos Senadores, eleitos para a próxima sessão de­
liberativa, "para deliberarem sobre as providências necessárias
à_ u:anqjiilidade da Província, livrando-a, assim, de um mal
iminente".
As autoridades imperiais procuravam, intencionalmente,
aproveitando-se da onda antilusitana, que ainda envolvia o
país, des,cJ:ecfitar a Confederação do Equador, apontando-a
como uma àliada da recolonização portuguesa, conforme Pro­
clamação de Pedro I em 11 de junho. Denunciava-se a vinda
de uma ex.pedição que se preparava cuidadosamente no Tejo;
composta de 5 naus, 5 fragatas e 7 mH homens de desembar­

8 v-
que. Não se conhecia ainda seu ponto de ancoradouro, toman­
do a Bahia todas as providências para uma R(>SSÍvel resis-
de D . Pedro, bem como as da cnaçao, nomeação e posse sil, que nunca sentiram a :inflqência da Lei, somente des�
da Junta Interina Conciliatória e de Defesa, que, a 26 de javam dirigir-se segundo sua vontade", �om:o bem ele com­
junho daquele ano, assumiu º. comll:lldo da resistê�i ;1'-ª �rasi- preendeu a situação quando, em 30 de agost0, escreveu �o seu
leira às tropas portuguesas sed,1adas em Salvado�. Diz um colega da Bahia. 10s

I 4-.
documento da época: "o PresLdente trouxe <:OllSlg.o _cerno Se­ Encontraria as maiores diítculdades pa1:a gov.�ma
cretário Antônio Rebouças natural. da B.ahia e ali advoga­ ilPe­
sar do ei.prfito de conc6tdia e tole:rân.cia 'qire o animava�r., Bus­
do'',103 enquanto um _ol!trO é �ais e��c�o ao dizer que.C<Re- • cou, de início, atacar os problemas imeôiatos, melholfando ,a
bouças chegou à ci.<lad: de Sao CnstoV.ª?· logo ª Sergtre, ª agricultura e o coi;n.-ércio, desmante)ados .pelas agifações que
5 de março".10t Pode,-se ver ue ,. . . , . . data, já iam por .mais de três anôs. A' Ree;eita ·e a Despesa Públi�
1\ \ versado nos :teóricos d� liberalis tico e "
estavam totalmente dese:rganiz.ados, "duma pàrt� p0.t m,.ij ,
� vés e "Recordaçao da Vida Parlamentar", publ�cada J?Or ele arrecadadas, e outras pêlâ profusão comQ era •d-istt;ibuída- :a:
enr-i-mo. Em 1821, em Salvador, sem ,prestígio e nqueza, uns, deixando-se na indigência a outres".. Não cónsegui�. "gã­ .<
apenas advogado por provisão do Tr bunal do Desembargo
i
G lancear as rendas públicas", ante a oposição. do Vedor Ip.te­
do Paço, era tão somente acreditado por poucas pessoas que nno, Euzébio Vanério., que con.trolava a Junta da Fazep.d'a e
o conheciam de perto. "Devido a isso e em grande parte à "de mã0s díidas com seus paciários dites oomi-am e di.s4>:un:hª1ll
sua habitual independência, foi proposto em 1821 para pe­ dos dinh eiros a seu bel--prazer".1º9 Procurou tomar m�ídas
dreiro livre. A respÕsta foi adiada e nunca dada, "pois nada contra esses abusos que, porém; iriam provooar a anim.osii:fade
se conhecia dele"1os Por Carta Régia de 28 de novembro de ·'dos que o não poderam moJdar aq seu ego�smo" .·
I 823 foi noméado Secretário do Governo de Sergipe . Na tropa abundavam os postos de Tenente Coronel, Ca-'
Ardua e difícil era a missão que esperava Manuel Fer­ pi-tão, Tenente, Sargente>Jmor, absorvendo'' grande parte da
nandes da Silveira em terras sergipanas. "Quando cheguei à escassa renda ptovincial. 110 Destacava-se ·a :Vropa de 1 � b.
Província de Sergipe se achavam suas povoaçõ� c�mo aparce­ inh�,
criada :pelo Tenente-Coron�l José Elói Pessoa q.a Silva, quan�
ladas em diversas Naçõeszinhas, cada qual mais nval uma_ da do do seu breve governo em terras se(gipanas, a mando d. e
outra" assim definiu ele a situação encontrada às autonda­ 1:,abatut, ante a necessidade que este sentiu de ficar garâfi
des �periais.1<Je Era a Juta P:_10 _poder que �vidia os senho­ tlda a retaguarda do E'Xército Pacificador con.tta possív�is;­
res de terra locais . A prepotenc1a destes assrm aparece des­ ataques portugueses. 111 Enviou alguns oficiais para treinare1µ
crita, realisticamente: "é fácil avaliar que estes_ potenta_dos sergipanos,, que ali p ermaneceram env0Ivend0-se nos proble
quase todos brancos de sangue ou de presunção naó podenam mas políticos e partidários locais, como Antônio Joaquim da­
deixar de tratar com muito desprezo a quem quer que fosse, Silva Freitas, Francisco Gonçalves da Cunha, Manuel
salvas as concessões de classe". Acreditavam que facilme?-te, de Magalhães Leal e Antônio Teles da Si!va Lobo. Essa :trppa José
manobrariam o velho Presidente, desconhecedor da realida­ só foi instalada pela Junta Provisória, diante da breve •
per­
de da terra pelo afastamento que dela se mantivera "�im manência de Elói Pessoa o.o governo de Sergipe. N$}ssa
oca­
os amigos do governo mmsato como os m�gnatas e9nhec1dos síão, como meio para melhorar as rendas públicas, ,o
governo
e até parentes do Presidente, apenas subiu ao poder, pro­ negociou as Patentes de Capitão por dois contos
de
curavam dominar-lhe a vontade".1º1 de Tenente por um conto e de Alferes por seiscentos réis
Cabia a Manuel Femandes da Silveira administrar uma destinados "a filhos e parentes de 'Pess0as consideráv réis: 112
Província "que nunca teve governo, e que, com_pos_ta de pro­ Assim constituída, compreeride-,5e .porque esta Tropa eis".
prietários ricos, mas pouco amigos da lndepen.dencia do Bra- "menos para guarnecer a Cidade, que para desafronta servia
r os

85
ofi ciais, parentes, amigos e conhecidos deles. Cidadãos de verno d� .sergipe do ano de 1806 em diante".uo Jratavam
toda consciência foram, espanc ados em público por assassinos o secretano com desprezo, nunca deixando de fazer-lhes sen-
fardados e, miseFavel.mene, alguns deles se premiaram com tir sua condição de mesttço. Fehsbela Freit_e, com a �vi-
dupli cado acesso. Não era extraordinário subir um desses de­ <@J.c1a que o m arcou como historiador, percebeu a realidade
salmados a Palácio e fazer que os membros do governo hou­ se�gip�a, ª'? es_crever.__::,Realmente se não fora Rebouças, o �
• B!:)gadeiro Silveira, septuagenário - f
vessem de cassar uma ordem, res cindir um desp acho, substj,­ e · arcar com as ·
tuir com o que o agr�sor arrogaintemente exigisse."113 clificuiaa . am e um estada s · . ultuoso' de
A repotênc· festava cons- uma sociedade cheia de
tantemente ao residente f�dQ-!he sentir os dire-itos.e prer­ Logo acusam Rebouças d.e pertencer a "Gregoriana",
1 "11•

r�tivas de que se julgavam detentores. Assim demonstra o uma suposta sociedade secreta revolucionária existente n a
arrogante ofício que lhe foi dirigido pelo Capitão-mor das época, na Bahia, que tinha por finalidade eliminar os brancos
Ordenanças de Itabaiana José Matheus Leite Sampaio. Inda­ e instituir uma república de p retos e mestiços, como· ocorrera
gava, em termos autoritários, se ele h avia autorizado alguém cm São Domj,ngos. Coube a um dos importantes senh�res 0,de
a explorar minérios em terras do seu distrito, terminand o engenho da Cotinguiba, Seti,astião Gaspar de Almeid� Bpto,
ameaçadoramente: "Se é certo que V . Excia. os mandou para q�e.. 12.osteri?nnente, grande eyjdência tecia na poJ.íticà �ro-
tirar amostras, já suficientemente teem tirado em abundância; vmc1� ar um· umento onde a arecia Rebouças #
podeis mandar recolher e de outro modo porei um destaca ­ com_o. chefe d !l Gr ori an a Ser Fez leva · ar·1uma
' ' eg �
mento até que ,participe a S . M. I. o qual determinará o que dcvil.;;:;;�; �� A �� ��;'i.Y:' Oem�-� � �gi:8·:oe�.� � ;_� � � ntros
� ; ;_ mes-
for servido ".114 trços_ _Q Presidente Manuel Fernandes da Silveira avocou a
Procurando tomar medidas para moralizar a situação em si o processo, pq:ndendo ainda o Juiz Ordinário e o Escri'vao,
que encontrara Sergipe, Manuel Fernandes da Silveir a Jogo ambQS parceiros de Sebastião de Almeida Boto Essâãtítude
se indispôs com "os corcundas", como era conhecido o par­ selou�mpatibilidade entre "os corcundas" e o Presidente.
tido mais reacionário do momento, e que sempre se mantiver a Aproveitam-se da insubordin ação da Tropa de H Linh� insti­
identúicado aos interesses portugueses. Percebendo a inse- • gada pelo Coronel Antônio Joaqmm de Freitas e o Vedor in­
gurança da situação, dirigiu�se ao seu colega Presidente da terino Euzeôio Vanério, ante a falta de dinheiro nos cofres
Bahia, Francisco Vicente Viana, pedindo 150 soldados para públicos pa� o :pagamento do sqido devido. Combinaram
manter a ordem, não �o�se� uindo, porém, ser atendjd�. /i para o dia 23 de abril., quando da apurâção e publicação dos
---A reação e a res1steoc1a, que os potentados locais e � votos que hayjam escolhido'os seis Conselh eiros para o futu­
ro Conselho �Governo, que não lhes beneficiavam, depor
J
contraram ,por parte �� Velho Presidente, fize� que invesi
tissem c ntr� o Secretano Rebou as uem, por o n r o Presk!ente, demitir o Secretário e excluir da Jjsta do ­
c��� lbes eram adversos.111 �
:_r

sabilizavam.l "Confiando inteiramente no ecret rio, não se


isso .

�residente dócil às insinuações dos que o queriam f Tendo conhecimento da trama e sem tropas fiéis que lhe
o 4

dominar, pelo coatrário, longe de ouvi-lo menos, pareceu-lhe garantissem, �des-da-Sil�a, acompanhado de
dar-lhe mais importância, o que d esagradou extremamente a Rebo�, abandonou São Cristóvão e foi p ara Estância. An­
a todos que tinham pretensões à provança e que recebia m tes, lançou uma Proclamação à tropa e outra ao povo sergi­
agravamento em serem dominados por Im.postor, miserável pano explicando a atitude assumida. C!m.çJamava-os a perma­
neto da Rainha Ginga como eles chamavam a Rebouças", necerem ao lado das autoridades constituí�­
defmiu, claramen te, a sicuação o autor "Da Notícia do Go- do levar por--aventtlreiros que· estavam apoiados, princ al-
ry1
86
U.f .S.-9i9UOTECA CE..NTRAL 1

1 tN /0 I !
-
de de São Cristóvão e d0nQ dos Engenhos Desterro e São
José, Iosé Henrique Luís da Silva Maciel: ":E fi:aalmeQ.te bem
juntos atacavam a probidade dos homens mais circunspectos
sem atenção à y5ti.rnação,. reputação nem às cãs". 12G Ainda o
público e notório e a V. Excia. · não oculto que a classe dos aco m panhavam o Padre Félix Bureto de Menezes e, parado­
cidadãos mais distintos da província, isto é, daqueles que teem xnlmente, José de Barros Pimentel, senhor de engenho que
alguma propriedade, e não querem ver no Brasil, sua Pãtria, ficara famoso pelas atitudes reacionárias tomadas até 1823,
outra _forma de governo que não seja a Monarquia Constitu­ quando lutou contra a emancipação do Brasil e a autonomia
cional, regida pelo seu supremo Imperante, são b.oje espesi­ de Sergipe . Também estava com o Presidente o Ouvidor In­
nhados e maltratados com o mais incalculável despefismo; terino Manuel Vicente de Carvalho Aranha, por ele, nomeado,
além de serem apelidados pêlo Exm.G. Sr. Presidente par Cai­ visto pelos adversários como "pernambucano de nascimento'!,
poras-dando-se o título dé benemé-riros- e honrados a meia idêntico em sentimentos· aos seus. maus patríciosv . A n'>mel¾­ ·
dúzia de indivíduos da gentalha por espancarem e saquearem çâo foi contestada pelos inimigos do Presidente, alegando que­
Portugueses e Brasileiros mansos" .128 suas atribuições não lhe conferiam esse direito. Coube ainda
Ein corresp0ndência a D. Pedro I, Daltro demonstraria � u Rebouças demonstrat em artigo ins- erido no "Grito �a, R�­
como se deixou envolver pelas lisonjas dos senhores de terra - / ziio"•:>r que a nomeação era legal, pois obedecia ao Regimento
de Sergipe, ao escrever: "Esta nrinha eonduta tem me gran­ dn Ouvidoria de Pernambuco, mandada observar na de Sergi­
jeado a estima destes povos, chegando o seu entusiasmo a da­ pe pela Provisão de 1729 .
rem-me títulos que os não mereçe; o que tem dado lugar a Por JQL.�ção intelectual e pelas restrições que r�ebia
indis.posição do governo a meu res!)eito, ou antes, a indisposi- dos poterxta�an�. à s!!!. condiçao .9e-mesti't;0, Re­
ção do seu Secr-etârio".12i bouças s1_m_eati�vª'-..ideõ].ogic�nte,...fQ:p'I os rel!>eh:le-.; pernam­
Acreditando no prestígio que lhe atribuíam os �ue o bucanos. A _p.�o oficial que ocupava o teria, porém, im-
cercavam. Daltro pretendeu ser eleito Senador ou Deputado pedido de_uma ação ostensiva, po.is conhefila as limi es
nas eleições do- Domingo da Septuagéssima. Os senhor� de da sociedade sergipana para tentar levar o Presidente a � a erir
terra, que tinham seus proprios compromissos, souberam, à Gollfeã ao do Equadõr co o · ._ m �r i­
porém, iludi-lo. Sagazmente, enviam-lhe um atestado, explican­ dades_ em-éllt- c1as. P...r.ocurou ele apoio nas-classes
do que nele não votaram porqu, não o queriam perder no populares. especialmente em Laranjeiras, onde passou-ª. des­
comando militar da Província, "como elemento capaz de frutar prest:íg:i.Q.. gue mais fazia crescer contra ele a animosi-
trazer a Paz". Fizeram publicar o documento no Suplemento dade dos -��ores de terra.12s
do jornal ''Independente Constitucional'' da Bahia para que Felifil).elo Freire confuma essas nossas afirmativas aQ....di-
"a Nação, o Imperador conheçam a estima de que se faz digno : er "m,,._ R,,J,ouças, :SP!'º"t�
;.:..-.:i.=--- li e, revoltou-se por ver o �uto- ;
um tal Brasileiro".126 �nansm o e a QIW:Q.t�J1c1a-� autõc�ia d�_ergip�ercia h �
Dão apoio ao Presidente, principalmente, elementos da J sobr_e_o.-poY-0. Lutou contra tai��aldade 1
classe média urbana em formação, alguns senhores de terra perant� �-��i1 deixando no meio daquela sociedade o geHDem
como João Fernandes Chaves, proprietário do Engenho Ju­ , da liberdade, seJJ1pre_abafado"�120
rema e bastante perseguido na época da Junta Provisória, e E bem provável que Rebouças, já naquela época, alimen­
outros ligados à criação do gado cerno Joaquim Martins Fon­ tas .se a idéia de aspirar uma representação nos ór-gãos Jegis­
tes. Este foi denunciado por Daltro como agregado "a uma lut,vos como o acusavam os adversários. Suas concessões mais
cáfila de mulatos, peraltas, vadios, ladrões quase todos crimi­ tn.rde, aos potentados baianos, bem cerno as contradiçõ�s que
nosos; com eles conviyia e hombreava até em público e todo diversas vezes assumiu, ora def ndendo posições avançadas
� 7
90
de de São Cristóvão e dono dos Engenhos Desterro e São juntos atacavam a probidade dos homens mais circunspectos
José, José Henrique Luís da Silva Maciel: "B finalmente bem sem atenção à çstimação, reputação nem às cãs".12s Ainda o
público e notório e a V . Excia. · não oculto que a classe dos acompanhavam o Padre Félix Barreto de Menezes e, parado­
cidadãos mais distintos da província, isto é, daqueles que teem xalmente, José de Barros Pimentel, senhor de engenho que
alguma propriedade, e não querem ver no Brasil, sua Pátria, ficara famoso pelas atitudes reacionárias tomadas até 1823,
outra forma de governo que não seja a Monarquia Constitu­ quando lutou contra a emancipação do Brasil e a autonomia
cional, regida pelo seu supremo Imperante, são hoje espesi­ de Sergipe. Também estava com o Presidente o Ouvidor In­
nbados e maltratados com o mais incalculável despotismo, terino Manuel Vicente de Carvalho Aranha, por ele. nomeado,
além de serem apelidados pelo Exmo. Sr. Presidente por Cai­ vist o pelos adversários como "pernambucano de nascimento",
poras-dando-se o título de beneméritos e honrados a meia idêntico em sentimentos aos seus maus patrícios". A n'>m�­
l
dúzia de indivíduos da gentaha -por espancarem e saquearem ção foi contestada pelos inimigos do Presidente, alegando que
Portugueses e Brasileiros mansos".122 suas atribuições não lhe conferiam esse direito. Coube ainda
Ein correspontlência a D . Pedro 1, Daltro demonstraria / a Rebouças demonstrat em artigo inserido no "Grito sfa. Ra-
como se deixou envolver pelas lisonjas dos senhores de terra { 11io"1:.>r que a nomeação era legal, pois obedecia ao Regimento
de Sergipe, ao escrever: "Esta minha conduta tem me gran­ da Ouvidoria de Pernambuco, mandada observar na de Sergi­
jeado a estima destes povos, chegando o seu entusiasmo a da­ pe pela Provisão de 1729.
rem-me títulos que os não mereço; o que tem dado lugar a Por fi>!!!l�ção intelectual e pelas restrições que r�ebia
indisposição do governo a meu respeito, ou antes, a indisposi- dos pot�nlad�s_ ser . an� cond�Inestíço, Re­
ção do seu Secretário".iu bouças sim auzava Gamente,...Ç.(2!)1 os rebeldes pernam­
Acreditando no prestígio que lhe atribuiam os que o bucanos. A .JlOSi.cão oficial que ocupava o teria, porém, im-
cercavam, Daltro pretendeu ser eleito Senador ou Deputado pedido de _yma ação ostensiva,_ is coriheciaãs limitações
nas eleições do Domingo da Septuagéssima. Os senhores de da sociedade sergipana para tentar levar o Presidente a a erir
terra, que tinham seus próprios compromissos, souberam, à Goníed�o do Equaaor;-como fizeram alguma�ri­
porém, iludi-lo. Sagazmente, enviam-lhe um atestado, explican­ dades em-8Ut-ras:Pcavíntj.as./ P..(ocurou ele apoio nas classes
do que nele não votaram por(lu� não o queriam perder no populare_s. especialmente em Laranjeiras, onde passon a des­
comruJdo militar da Província, "como elemento capaz de frutar prestígi.Q._ gue mais � crescer contra ele a �osi­
trazer a Paz". Fizeram publicar o documento no Suplemento dade dos ��ores de terra.�

r
do jomaJ "Independente Constitucional" da Bahia para que Felisl?.elo Freire confirma
· essas nossas afirmativas ao di-
"a Nação, o Tmperador conheçam a estima de que se faz digno zer " u livre, revoltou-s o auto-
um tal Brasileiro ". 12G rttansmo e a �ên.cia-q� .ª au �cracia dti.ergipe-exercia �
Dão apoio ao Presidente, principalmente, elementos da J sobre o pol(o. ..Lutou contra tais háb.!!QS....e...pregou a igualdade
classe média urbana em formação, alguns senhores de terra perante a leh__geixando no meio_�agueia sociedade o germem
como João Fernandes Chaves, proprietário do Engenho Ju­ da liberdade, se��12g
rema e bastante perseguido na época da Junta Provisória, e E bem provável que Rebouças, já naquela época, aJimeo­
outros ligados à criação do gado como Joaquim Martins Fon­ iassc a idéia de aspirar uma representação nos órgãos legis­
tes . Este foi denunciado por Daltro como agregado "a uma lativos como o acusavam os adversários. Suas concessões mais
cáfila de mulatos, peraltas, vadios, ladrões quase todos crimi­ tnrde, aos .potentados baianos, bem como as contradiçõ;s que
nosos; com eles convivia e hombreava até em público e todo cllversas vezes assumiu, ora defendendo posições avançadas

90
para o momento, ora descambando para o reaci�narismo, de­

Joaquim de Alme1da e Castro e outros, a sofrerem a pena
monstram suas ambições de mestiço pobre que procura ascen­ morte por crime ele lesa Majestade.112 ·de
der numa sociedade hierarquuada e eivada de preconceitos. Chegaram ao Comando das Armas denúncias
Teria sido a infl � · ebo s r não 1 cia de partidos revolucionários em Socorro Rosárioda existên­
� tomar o r · ente Mãnuel Fernandes d · atitude j�i �as, citada esta como foco da düusão d�s idéias, e Laran­
respo
1
tinida contra os rev ·
·
rnambucan 4. Ale- btlizando �eb?uças pela anarquia reinante, como a quelisa­
es­
gando ios, não atendeu às solicLtações do govemo �re�eu o vigário de Santo Amaro das Brotas, dizendo que ele
\ d_a Bahia e ae Ta Jor comandante a
rial�a atravessar o-São r�clSCO e comba�er .�
-em.. temtótiQ alagoaef Sua amaçao, ante a 10s1Stenc1a da­
ion�
.....r� es
me1tava na gente a concepção de que Marotos· devem
extintos a cbu.mbo".133 Da mesma forma, há uma rt;preselita­
ção do Juiz Ordinário Presidente da Câmara, do Vereador
ser

quelas autoridades, limitou-se a mandar guarnecer a margem mais velho de São Cristóvão, "contra os malfeitores, qu!lSC"
sergipana sãfranciscana por tropas, que lã permaneceram co­ todos homens de cor, insuflados pelo Secretário do Governo
mandadas por Daltro. Este denunciou a posição pouco atuante Antônio Pereira Rebóuças, !tomem pardo, que os te� (touffi'"
do Presidenie, em relatório ao Imperador, afirmando, inclu­ nado e perseguido que todo homem pardo ou preto pode ser
sive, que dele recebera ordens para abandonar·a posição onde General; e eles tão ufanos tem se feito, que altamente falam
se encontrava vigilante contra uma possível tentativa dos re· contra os brancos chamando-os caiados. O mesmo Rebouças
beldes de cruzarem o rio. Assim se expiessou na ocasião: querendo por este princípio estabelecer um govemo Desp6ticá'
"Este governo tão contrário ao bem da Província, posto que ou antes Democrático". (Anexo nQ 7). •
disfarçado, mas conhecido, tem dirigido a retirada da força Foi em Laranjeiras, onde as contradições sociais eram
destacada nas margens do São Francisco, quando a Provín­ g� tantes, que ?S �contecimentos se revestj_ram de maior expres
cia de Alagoas ainda lutando com os rebeldes de Pernambuco, sao, tendo as 1dé1as de Rebouças encontrado acolhida., se2Wld ­
não contem inabalavel a sua força, apesar das desvantagens expre�são de Daltro, na ''gentalha'', assim enténdidos os O
que tem obtido, segundo consta, sobre os innnigos". 13º A sú­ os cnoulos, pessoas de profissão humilde, e al pardos ,.
guns tão sim.­
mula deste documento, feita pelo funcionário que o recebeu pies que nem sobre� ome tinham. (Anexo nQ 8). Naqu
na Corte, é explícita ao comentar: "dâ a entender que o Pr� .
l�al1dad _ ela
e, em 25 de Junho , Rebouças participou d� uma ma­
sidente ou antes o Secretário coopera com os acontecimentos mfestação que escandalizou "os homens bons", estando
de Pernambuco". Daltro, ainda, ao falar do retorno de Propriá estes prestes "a rebentar o vulcão da anuquia".1a. Acompara
a São Cristóvão, diz que sua tropa, em vez de ser elogiada, nhou "gent� ditas de vil condição", que d�pois de um almoçpa­
foi apelidada de Lusitana, "pelo fato de haver marchado con­ on�e os bnndes s? excederam, sairam à rua, acompanha o,
tra as intenções pernambucanas, por isso que o Secretário Re­ de mstrumentos ruidosos, dando "Vivas aos Brasileiios dos
bouças dizia que Brasileiros não deverão marchar nem opor-se ras aos Muotos e Caiporas". O documento anexo e Mor­
contra seus adversários, o que só era próprio dos Lusitanos". 131 à participação de Rebouças e o irmão nos acontechnereferente
ntos de
O� a atenção essa atitude passiva do President: Per- Laranj:,ir�s, en;:'ia��ªº, <?º,1,llª'ºdante das Armas assinado por
nandes da Silveira frente aos rebeldes da � �ro aoon1mo, Phil10Id1mo , chama a atenção por nele ser
Equado[d}l;land� te-Corone os me�) mvocado o exemplo de Haiti, onde os negros haviam
instituí-
� íiro:Lda Cauiissão M.ilitar-(1'\l&, _ em-junho de 1817, funcionan­ do governo próprio. (Anexo n<? 9).

-
,,,.,, do�tl$00J.LDLJ:.Ê_volucionários de Pernambuco, Esse episódio de Lar ·eiras eria ex !orado em
por um adversãrío de Rebouças na política baiana, o 1838

��-
Domingos-los.t...M.�!!!!:!§.,_losé..J.,uis Mendonça, Padre Miguel' en � o-
� /.

93.
Chefe de Polícia Dr. Francisco Gonçalves Martius, ao ser de Barros Pimentel, o Coronel José Rodrigues Dantas e
por ele acusado, numa sessão da Câmai:a; êle..,..ómissão po Mello, os Sargen.tos-mores M-anuel de Deus Maehado e João
1 Fernandes Chav.es, o Capitão-mQr Henrique de Araújo Ma­
decorrer da Sabinada. Nessa ocas-ião, excepcionalmente., se
r�feriu Rebouças aos seus primeiros dias Ele vida púb-líca em ciel e 0 Padre Francisco Félix Barreto. cle Menezes. Era sua
Sergipe, .pois nas Recordações 185 não há a eles a mais missão básiqa awtiliar o governo ,nas atividades administrati­
leve referência, como se houvesse uma atitude premeditada vas.
em ocultá-los. Gonçalves Martins, replicando o ataque, ref� No Palácio do Governo, deu-se a instalação do Conse­
re-se aos serviços à Ordem prestados por Rebouças "quando lho e lá funcionaram as reuniões. No discurso de abelltura
Sergipe teve a desgraça de o ter por Secretário'', e que a dos tr"'1balhos .legislativos, o Presid.ebte e�s os problemas
sua natureza poderia .�er.,,ergurrtada aos "convidados do cé­ poHticos dominantes, justificando as m�didas q)!e tomara até
lebre jantar das Laranjeiras, onde apareceram as idéias máis cntã� para resolvê-los-. Concluiu, eJCortando os - consellieíros
a auxiliá-lo nos árduos problemas que a Província ·.exrgia.:

1
perigosas do Brasil" 136• Rebouças contestou a acusação dizen­
.- do que ela não passou de um invento de criminosos calunia­
dores '37•
"A vós que melhor do que eu, a conheceís, cumpn r apontar!.
me a senda que eu devo seguir para torná-la feliz no deseJ,ll­
Ainda envolvendo Rebouças nos acontecimentos revolu­ penho dós dever� político� e naturais, qlle com o· lnip'era: ·
cionários de .1824, há uma denqncia do professor de Latini­ dor, com a Pátna, e, .parttculannente, com nossos cidadãos�
dade Inácio Aotônio Dormqnàa,__pessoa -de projeção intelec­ temos contraído. Cumpri-lo que eu vos prometo não falhar

f -v)'""'"',
tual na vida sergipana.. Em ofício, referé'.-se à falta de me­ convosco". 139 No decor.rer d0 an0 de 1824, foj imporuuite
a atuação do Cqnselho nos mais diversos seto,res da vida po-
seu
didas do Presjdente Manuel Fernandes ,da Silveira contra a
propagação das idéias---=revolucionánas, "traído pelo
' tário Rebouças". Afirm bém que, ante uma denúnêiã
secre- lítico-administrativa de Sergipe. . •
O facciosismo do Comandante das Armas contribuía,
a po, um sargento oontn o a -, Mwúz Tavues � porém,. para diücullar a ação pacificadoi:a a que se propunha
d ue este, com mais _J)J1tros via che a o · a de Pe o Presidente. Desordens e arbitr,ariedaàes polfticas se verifi-­

f oedo "disse · e ública", Rebouças teria dito, acre­ caram, principalmente, nos .fins de junh.o, em· Maruim e Ro­
mente, ao denunciante: "O senhor ignora o que é a Repúbli­ sário. E�as pertur-bações da ordem que tL<11,iam â Província
ca e os bens que dela podem advir'' 1as. o desassosego, _i�war�m o _Fre��ente, 'nos começos de agosto,
[ A Carta Constitucional outorgada por Pedro I em 25 a .�nvoca: o Co11.§.e1ho, .l! �alid�q�, às autQ..rjslades civis e
de março de 1824, data em que começou a ter vigor para mt_litM� Oe��-� �idadãos de relevo na vida da Capital
todo o Brasil, foi jurada em Sergipe a 6 de junho do mesmo (c1dad�os DonSB1CU0SJ, er� à"dãrm--õsrirto� estava
ago. Nessa ocasião, o Presidente lançou uma Proclamação envolVIdo altro, Este, na ocasiãO,Se compromefeu''ã con­
aos seus Compatriotas dizendo ser esse dia "para os Sergipa­ correr, em quanto estiver de sua parte a prol . da pública
nos o roais faustoso e remarcável na História de sua Inde­ segprança, prosperidade e defesa interna e externa da Pro­
víncia, .na forma por sua Majestade recomendada; e orde­
pendência Política".
nada, desvanecendo esses falsos boatQs, embustes e calúnias
Fato importante para a evolução poWica sergipana foi
com os. mais salutares exemplos." u-0
a instalação, em 23 de junho de 1824, do Conselho do Go­
Foi, porém, passageira a pacificação dos ânimos. Já nos
verno, criado por ato de 20 de outubro do ano anterior,
fins de setembro, fracassou a tentativa de· Daltro de descer
quando foram extintas as Juntas Provisórias. Após tumul­
das margens do São Francisco, onde se encontráva aqu� e-
tuosas eleições, foram eleitos Conselheiros o Brigadeiro José
95
94
;I1 lado, pata São Cristóvão, após ter solicitado o aUX11io dos Os conselheiros acbata_ m pradente mio esoolber,, � a
j
índios . da aldeia de Pacatuba, que ele havia convocado, bem oficialidade local, um substiittito· paf,a �àltfo, 'ànte-· 0 -pârlida­
como de 60 homens do Regimento do Coro1tel José R-Odri­ rismo que reinava no seio da trõpa. 'O Presídente )4imuel �­
gues Dantas e Mello. nundes da Silveira enfeixaria em suas mãós o Ceman<R> Mr­
As ri:validades que desemolavam em Sergi� e --sua ra­ lítar como medida câpaz' de "desttuií' esses tais partidoi, res­
dicalização repercutiam na capital baiana/aparecendo Tong� tabelecendo a harmonia e confiança pública", 142 e ,em. caíâter
e violentos ataques ao Presidente Manuel Fernandes 'da Sil­ excepcional. •
ve:.ra e esp.ecialmente ao Secretário Rebouças, no "lnde_pe- n . O Presidente, ness"e mesmo dia, ·1�'Çb1' • u'mã 1>rpelaj:!fa­
dente .Constitucional".' Isso determinou ,a ida de Rebou� à çlio aos sergipanos, em' que anúnqava o
fetomó qa tràhgW,_-
Bahia, ond(} providenciou a defesa do. Governo não só no 1 idade pública, conelamani'ló-llils à uµiã9· pôis só a'.S&im· �a�
próprio jom-al atacanté, oomé> no ,tGrito da Razão". Os e:­ veria felicidade. _ ' ' �· ·
tensos artigos publicados pela oposição e pelo Governo _sao Ainda tentou :Qaltro retomar a -Sergi� ·e ·âÍ. i'nilft·s'ita
um documento importante para se fixar o quadro da realida­ nutoridade. Apelou pai:a o Presidente da Balira ·f'l:afil;isAf>.�;;
de sergipana no ano de 1824 . ccnte Viana, soJ.icitando-lhe dÚzentos ho�ens pata i'r ,·,�Ól
O climax da luta é atingído nos começos de novembro, c�sa força sossegar os turbulentos de Ser,gipé." .ttqµela, àÜt<r,
quando ·o Comandante das Armas , t�mou medidas efe�v�s ridade, porém, recusou-se atendét o p.e<4âõ pot não 1 aéli'ái
para dep<?r o Presidente e o Secretano. Convocou os pnne1- conveniente "levar a ferro e a fçgo"' ·i PrcSvíncia' 'vl�bbá.
pais correlagionários, os senhores de engenho de ltaporanga, (Anexo n<? 10).
Laranjeiras e Rosário, para acudirem com seus escravos e Foram, assim, bem agi,l�os ôs .1.t m� da Pr'eiSiá�tii\
agregado� a fim "de podermos defender o trono do Noss_o tle Manuel Fernand�s· da S4veira. In�ayel�ent� fõCfj�
Amável Imperador e .nossas vidas que estão em perigo pois destacada dos acontecimentos o . Secretário Antônie Re.Wu­
hoje mesmo há declaração de República e -poucos soldados ças. •�3 Mesmo em meio às agitações, con_seguiu o PrésiJ.'.enie
temos para esta defesa". A convocação, datada de 6 de _no­ preocupar-se com. ª·
agrl'Gultufa e o comét:ciQ, normali%n�
vembro, determinava o encontro das tropas pa�a o pró-xuno o vida econômic� e financeii;'a da Provín�ia. Melhorou ;3S-é�­
dla li. 141 dlções de navegabilidade da biµra da Cotjngµib3;, dipwn1ind'o
O Presidente, porém, teve ciência da trama e a ela se bastante o número de n�ufrágiQS que aí' eram ·co��­
antecipou, convocando, extraordinari�e�te, o Con�e'1!?· sob Programou a criação das Vilas d� Laranjeiras e do Rio R�l,
a aJeg2ção de tratar-se "de causa publica em pengo para o que não aconteceu porque as autotjdades imperiais, a q�eni
0 dia 9. E chamado o Comandante d�s Armas para
prestar o p�ido foi diri�d o! decidiram que ele '<ieveria esperar �la
esclarecimentos, mantendo -se o Conselh _ o em sessão perma­ reunião da Assembléia Gera:!. Esta, porém, só será convócaaa
nente até sua chegada, quando o Presidente o acuson; fa­ om 1826.
zendo relação abreviada dos fatos por ele perpetrados contra Mas, apesar d? pouco tempo que governou, foi 'pené­
a boa ordem e a segurança pública. Daltro contestou �s íicn e positiva sua contribuição à evolução política sergipana,
acusações, alegando que seu comportamento "visava destruir como tão bem percebeu Felisbelo Freire, "ao restinguir" as
uma facção que lhe era denunciada" . Sentindo-se, poré� ousndias do militarismo � da. ari$toc.racia, levantando, uma
1
1
sem maioria 00 Conselho nessa ocasião, alegando encontrar- ,..
se enfermo, comunica que vai afastar-se da Província, o que
opinião pública e defendendo os direitos do povo, eonculca­
rlos pelos prepotentes dá época" ª'· O seu suõstituto, Manuél
1
t
é ac.eito imediatamente. 'lemonte Cavalcanti de Albuquerque, nomeãdo a 19 de · ele-

96 97
zembro desse ano de l824., a quem !J'@sp11nu o poder .ª E�tância li� reeniam e� tom.o do Pe. Manuel Moreira de
15 de fevereiro do- -ano seguinte, j4 te� çomlições de. � Magalhães, "-talentoso ora!ilot'sacro", \'se trá· tando d·o ,sistema
car-se aos problemas administtativ?�· que as _lu� � repuõlicano o aniquilam ento do Governador Imperial, desfi­
ãcirradas impediram o Velho Presidente .so}uçionaJ.'.. gurando-se a idéia co�stitueión'ál como não êxistente; com
Grandes foram � pr�ões dos deten�res ?� fo,rças esta e outras patran_has enganam o· povo principal, m esmo a
econômicas e Ser� junto auto:rid . a des IDlpe� a i s �ara a mocidade, anuncia-lhe as.s.im como fizeram os .Franceses, a
saída de Manuel Fernandes da Silvyira do gov� � o. .ntando
às
liberdade e igualàade, "bens comuns pará todos". a7 Em� sua
d

mesmo com o apolo , de grupos baianos a eles 1�9WOS· casa reuniam-se pessoas, de ,procedêpcià social dív�l'Sas, coipo
u ª?
o President� da Bahia, F�cisc� Vicente yiana, oficio o Alferes Mãximo, do -corpo de Ordenanças. o Teii�nte Jo'ão
Ministt-0 ã.7:ÍIm� rig, relata ndo . os aeol).t ecim� tos _� Alves da For� Públ�ca, um :homem modesto ,:\Jitônío Agos­
ia de Daltro , dize nd? "que sao .�tép­
....cul,­

� �m a renúnc tinho, estudan tes comp. Lima', sobre os quâis· dev�iia ter ex er�
tes os movimentos anárquicos que teem tido lu�ar na Pro­ cido grande influê�ia. O Pe. Moreira·· M�g_a�ã-e$ ioi preso
aram

víncia de -sergipe''. A anotação feita pela . aut�nd_ade que o nos começos de 1827, quando o ent.ão Vice-Pr�ide nte, eín
recebeu comprova que até aí chegara a 1nfl.uenc1a dos ad­ exercício de Sergipe, Manuel de Deus Machado, oficiava ao
v ersári�s de. Fernandes da Silveira: "para r�.olver os males governo da Bahia solicitand.o-lhe as mais en érgicas provig�n­
que expetjm��ta aquela Províacia de Sergipe_ Já tem no�ª�! cias para captar um dos "principais cúmplices dos qesatinos"
Presidente. e Se.cretário que brevemente ,�ao de partir' . o­ do Padre Moreira, "dC9idido prosélito das suas máximas anár­
Também é uma d.monstrafão do desprestigio qu� os poda� ­ quicas", um moço vinqo da província do Ceará éle , nome
sos de Se�gil).� cop.s?�. que ��e o P��1dente, �o João Francelino Lima. :Este se evadira pai:a as bandas bàia­
sistência, . e[!!- ·noll).e. do linperador, que o �tro Esteva nas, ao saber das diligências que estavam sendo feitas para
Ribeiro de Rezende fez junto à nova autoridade nomeada,o
Manuel Clemente Cavalcanti de Albuquerque, como "sen� prender o Padre revolucionário. i 4s
conveniente· ao bom serviço de S. Maj:5ta� e�'. crie. ele parus- Elemento imE?rtarit� como divulgador da id�dos
se· quanto antes, andando com. a maior ifiligen cia que for revolucionários pernambucanos de 1824, em Sergipe, foi o
• " 149
necessária .para sua pronta partida que mruto reco _menda . Padre Francisco Missionário, "o qual empregou-se em espa­
Ecos da Confederação do Equador em Sergipe - Re-­ lhar as mais perniciosas doutrinas, con vidando os Povos à
primida a Confederação do &}uador. violentamente,. em Per­ RepúbUca nas suas conversações, e procurando indispô-los
nambuco e , nas demais províncias que a ela adenram, , e� contra o Governo de S . M . O IMPERADOR: (Anexo n9 11)
o
fins de 1824. alguns dos seus partidários procurar� refúgi All.tQ­
Personagem interessante e de grande poder na liderança,
e� Sergipe. Em Brejo Grand e, enco traram acolhi da suas atividades subvers
erq . ��ocu�aram as autoridades
nio Jose de Albuquerque Cavacl anti. José de Albu� � sergiipa nas,_que_ o deQ · f'
n

çao d� ·á t� do sid�_$ela
Cavalcanti e ''vários anarquista�", apesar da perse� rovolução de 1817, sen do "um bem conh�vofücioná -
Bento 'de Í.fello Pereira. que sempre procu rou defe e : _as
de rto, muito consideradd, e �do por devoto wr .estes; /1
minaç ão revolu c1o n� ..
margens do São Francisco da Conta PQVOJ do Norte". O próprio Imperador Pedro I mandou or_l �
-...-.-
"por ser sujeito de toda capac idade e ça." tlons energicas para sua detenção às. autoridad�anas
Ainda ein 1826, "emissários dos anarquistas" continua­
confian
numa demonstraçao da intolerân ·a e do ri or ue agiu co��1 '
d
vam a vagar em Sergipe. encontrando pouso no Engenho {1� que ��ed
� mesmo
Sargento-mor gradu ado Franc isco Rolem berg Ch.rve . s . Em Jó decorridos dois anos do seu desfecho. 14�
BIBLIOORAFIA 00 �.ITULO N
Foram fàtos .como estes 'que :··autorizaram M'an�el Cur-
velo de Mendonça, um dos mais esclarecidos estudiosos da /
f-0rmação política sergipana, a escr�ver em 189�, acerca -�
influência da Revolução de 1824: ' Tivemos entao os nossos 90 - Sergipe - Apontamenlos para sua História.
primeiros propag�distas do grand� prinaípi� P?lítico; e v?-­ 91 - Guaraná, Annindo! Dici011ário Bi0<bibli�co .Sei-
gipano. t9is . · · ·
mos encontrar nesta época as trad1çoes rea;s da democracia
em Sergipe". E continua, "lUDa verd�deira -pr�ganda �epu­ 92 - Sergipe - Apontamen(os pata sua Hi;tóiiá.
blicana ·fez-se em Sergipe, angariando a adesao de �pmtos 93 - Lima, Jackson da 'Silv11, .Hrst6ria da Líteratu'i:a Sei­
ilustres, despertando o nosso .povQ de então_ no _sentido � e gjpana , Vol. 1, pág. 54, Nracilju,"•199'1. '·
uma aspira:ção bl>eral, ·que viesse minorar a sttuaçao prC:ária 94 - Ofício dirigitlo aos Ilmos. e E'i:oi'os. SnÍ'S. Gbvem�� .
da vida político-social da Província nos anos que se segwram dores do Censelho Intetino éJa Pfo:vfnciã, da Bahiá
à sua emancipação, 150 pelo Capitão-mor Comandànte de ·Lagarto 'J'Oaqmni
Martins Fontes. A.E.B .
95 - Representação do Vigário Paroquial e Geral 'Luís
Antônio Esteves em 10 de setembro de 1'824.
A. P. N. , Secção dos Minístériôs.
96 - Idem: "Não posso deixar de rememorar o 'juraménto
prestado a ConstituiçãG do Ih)periq no dia 6 de jus
nho deste anno. Havendo ·de se prestar o referido
Juramento com aq,.1ª s0lemnfolade, q- O acto exigià�
resolveo o Presidente, ou antes o seo Secretario, q:­
o m.mo Juram.to não fosse prestado em- minhas
mãos, p.r não ser eu Brazileino qe nascimento, aindá
a pezar de ser Vigario Geral desta Provinda; e p.r
isso ordenando elles, q • se pozesse o Missal sobre
humà meza, distante do lugar em que me achava com
os Ministros Sagrados; e alli dizem elles, q- prestarão"
o Juramento a Constituiçã6 do Império, sem g· pes­
sqa alguma o tomasse; visto q.- eu e.ra o Celebrante
da Missa, e como tal me incumbia, tomal...o; mas isto
deixou de succeder p.r eu ser de nascim.to Europêo".
97 - Brandão, Ulisses de Carvalho Soares: A Confedera­
ção do Equador. Ed. Comemorativa do 1 Q centená­
rio. Recife, 1924.
98 - Freire, Felisbelo: Obra citada; pág. 281.
9f) - Ofício do Presidente da Província da Bahia, Vicente
Viana, ao Presidente da Província de Sergipe ,em 12
de junho de 1824. A. E. B .

101
100
..
a r.agogipe, 106 - Oficio do Ptesitlénte M�'àe1 Feoumdes da Silveira
Pereira Rebouças. ·nasceu- .em M 825, O-­
100 _ Antônio

ipe em � ao llino. e E.mitJ. St. ÊMêvão Ribeiro dé Reµnde
í
Bah a, em 1798. Após deix ar Serg «;_
fun dan do o J al em 14 de fevereiFo de 1825. A.P . N., · Seê�o · dÓS
·
volveu-se na polític a baia na, 'm.1 Ministérios. .
a 1831. Foi.. ,ele� .
Baiano", que circulou de 1828 Bahi� ª Ass mbl�i:a 107 - Sergipe - Apontamentos -pârà sua Histôria.
para O Conselho do Governo da ,i.a Legi �
e emb ;: slativa 108 - Qficio do ·P.residenre . Man'iiet Fernandes àa Silveira
Legislativa do Império a �
ca é mar cada ao Presidente . da •Profüiêia d a Bahi� liJilll,�isco Vi­
Provm · cia1 ·da. Bahia. Sua atuaçao políti1utar ntra a cente Viaha, e-lll 30 · de · agosto de 'J'824. A .E.B.
O ao
ora por posições av.anÇ39as, COill do das �ussoes _
I 09 - Sei:gipe - .A�ontam�tos pa.z:a s?á :���: _ ••
inclusã o· da :pena de mo rte �� � �
a1 Brasileu:o, em I l O - Dos começos de 1'�23 a l'll!uço .de .182'5.," qµando '.ci
sobre o projetó do Cód�I�? _cmnm:1n:1portar escravos
Brigadeiro M�uel Fernandes. da 'Silvefra �umiu .a
1830 e a favor da pro1b1çao de 6, a ran dos Presidência de Sergipe, fo � c-qnferiçlas.. ft(t •Í)àtef
afric�os, ou defendendo, em 184 s reac � ,�
itim s. Ora o enc ontr amo 1on�o ao tes de Alferes, 106 de Capitão, 61 de Tenen;te, 29
filho s ileg o
n a m�n­
defender a vitaliciedad e dos sen a d o res ou de Sariento-mor, 19 de Ajudan�e. 4 .de_ Co111andíl?tt:1
-: e essas antu­ 3 de Coron,el e 1 de Brigadeiro. Registi<> d� Pat�-:
sigência contra a Sabinada. Explic�
des como decorrentes das con trad içço es en � sua tes do I.H.G .S .
ress es dos gru � sóci o-ec<: 111 - "Ordeno a todas Auctoridades; a quem compete a
formação liberal e os inte io d os quais
nômicos que lhe pres tigia vam , com o apo prompta ex �euç�o d'esta minha árdem, qu� apromptem­ "
seu temp o.
só era possível alguém eleger-se em as cavalgaduras, e t9{fo o mais nec�ap.9, .v..ara livre
Manuel Fernandes da e commodo trasmport� do ffi.ustrusimo S�or Te­
101 _ Guaraná, Armindo: BrigadeiroI.H. G.S ., n9 2, pág. nente Coronel José· Eloi Pessôa eia Silva, Governador
Silveira, 19 Presidente. ln R.
da Comarca de Sergipe, como �m�m para os seos
38. An o 191 3.
d a revolução da Officiaes, que. march� na suª coIQ,p·anhla: a saber
102 "Ostento a gloria de ser o Directorque salvou a Pr - o Ten_énte foaquím Ignació, dfto António Joa­
Villa da Cachoeira, da Rev oluç ão . <:
ez Bra sil, de acei tar con di­ quim, Ajudartt� Francisco Gonçalves da Cúnha, Aju­
vincia da Bahia, e, talv o
as defendendo-se dante 'de Cirurgia Francisco José Coilnbra, segundo
ções de Portugal", escreveu Rebouç Cadete Antonio ·Telles da Silva Lobo, dito Manoel
pelos seus adversá­
das acusações c ontra ele sacadas José de Magalhães Leal: Todas as Auctoridades a
cion al". ln: Supple­
rios no "Independente Constitu 20 de agosto
quem o dito Senhor Governador pedir o necess.:no
ão n9 77, de
ment o ao Grito da Raz transporte, não lho der pr omptainente, serão consid(>­
de 1824, Bahia. rados como inn.imigos da nossa Causa, e como tá1
s para sua História: severamente castigados segundo as Leis. Quartel Ge­
103 _ Sergipe _ Apontamento
Ordj:nário e do Pres1�ente da neral 15 de novembro de 1822. Labatui:, General."
104 - Representação do Juiz Vereador mais velho. Portaria transcrita ln Supplemento Independente
Câmara de São Cristóvão e do Constitucional n9 113, Ano 1824, Bahia. B .N., Sec­
os.
A. p. N. , Secção dos Ministéri ção de Obras Raras.
io Per eira : Re cor dação_ da vida Par­
105 - Rebouças, Antôn o Pereira Rebouças
112 - Ofício do Presidente Manuel Femàndes da Sil veira
lamentar do Advogado An�ôni, 1870. ao Ministro e Secretário d'Bstado dos Negócios do
(dois v olumes), Rio de Jan eiro
103
102
Império João ··Severino- da Costa em 26 tle março de e aos barbaros amotinados não .comovem as lagrimas
·1824. A.P .N ., Secção dos das infelizes espozas, e t;enros filhos, seos patrieios.
113 - Oficio do Presidente Manuel Femandes da Silveira Djgno--se p.r tanto V. Exl!-, como Anjo Tutellar desta
ao Presi.dente da Província da Bahia, Francisco V1- maltratada_, e infeliz Provincia, acopier a presente
cente Viana, em 21 de abril de 1824. A.E.B . represei,ta,ção, levando ao Alto Conhecimento do
114 - Ofício do Capitão-mof José Matheus da G�ça Leite Nosso Magnanimo Imperante as dolorosa!\ queixas de
Sampaio ao llmo. e Exmo. Sr. Presidente Manuel hum pôvo afflito 1 maguado· e opprimido. Saiba o So­
Fernandes da Silveira e m 9 de junho de 1824. berano q.to tem sofrido os J?acifioos Cidadãos. E p.r
A.P .E .S . esta tam benevola acção dirigiremos ao Ceo fervo­
115 - ln: Sergipe - Apontamentos para sua Hist6ria. rosos votos _pela vida de V. Ex'- � amparo da Pro­
116 - Freire, Felisbelo: Obra citada, pág. 270. víncia, encaminhàndo nossas Supplicas co.tn o maior
117 - Ofício do Presidente Manuel Fernandes da Silveira sigillo à Impei:ial Presença." Ofício· enviado pelo V.i­
ao Ministro da Guerra João Gomes da Silveira Men­ gá:rio Paroquial e Geral Luís Àntônio Esteves ao
donça em 28 de maio de 1825. A. P .N., Secção dos Comandante das Armas, Manuel da Silva Daltro de
Ministérios . São Cristóvão, em 10 de julho de 1824. A.P .'N.,
118 - Idem. Secção dos Ministérios.
119 - "Brasileiros Sergipanos: O Vosso Presidente se con­ 122 - Ofício do Presidente Manuel Fernandes da Silveira '•
gratula convosco pela Fidelidade, e Amor ao Impe­ ao Ilmo. e Exíno. Sr. PteSidente êia Província da
rador, e a Patria, que desenvolveis. Já não pode oc­ Bahia, Francisco Vicente Viana, em 1O de julho de
cultar a prova do seu reconhecimento. Restituindo-se 1824. A.E.B.
a Cidade de São Cristóvão, cumpre ao que vos pro­ 123 - Oiício dirigido ao Comandante das fumas, Manuel
metteo, e instaurando a Administração publica, de­ da Silva Daltr-o, pelo Capitão do Terço â'as Ordenan­
zempenha os deveres que ha conb'ahido, trabalhando ças da Cidade de São Cristóvão, José Henrique da
pela Vossa Prosperidade. A Lei lhe servirá de Guia. Silva Maciel. A.N.,. Secção dos Ministérios.
De Estimulo o Amor da Patria" Trecho da Procla­ 124 - Ofício do CQmand�nte das Armas, Manuel da Silva
mação do Presidente Manuel Fernandes da Silveira Daltro; ao I mperador Pedro I em 16 de jul.ho de
em 10 de maio de 1824, do Palácio do Governo de 1824. A.N., Secção dos Ministérios.
São Cristóvão. A.E .B. 125 - Correspondência dirigida ao Senhor Redactor do "In­
120 - Supplemento ao "Grito da Razão" de 7 de setembro dependente Constitucional" por Ign�cio Antônio Dor­
de 1824. B . N., Secção de Obras Raras. mundo, pubJicada em seu Supplemenjo n9 89. Bahia.
121 - "Ah! Ex.mo Senhor, hii Ceo Clemente, e piedoso 126 - Ofício, já citado, do Comandante das Armas Manuel
inspirou ao Nosso Idolatrado Imperador a nomeação da Silva Daltro, ao Imperador Pedro I e� 16 de
de V. Ex� /fi minorar huã parte dos nossos males, julho de 1824.
e aliviar as pezadas bastonadas , q· impiam.te se des­ 127 - Sup.plemento ao "Grito da Razão" de 7 de setembro
carregavão nos míseros Europêcs de nascimento, mas de 1824. Bahia.
Brazj/eiros p.' adopção, costumes, e feitos, e ainda 128 - Vanério, Euzébio: "A Baixa ralé das Laranjeiras, a
alguns destes, querendo escapar as torturas. assomes, vil, e desprezivel ralé, a>m, quem o Sr. Rebouças foi
e mutilações, errão vagantes pelas espessas brenhas; succiar no dia do S. S. Coração de Jesus, a 25 de

104 105
Junho, ne que o acclamou Anjo·. àa Paz, Anjo Tu­ papeliiilhos pelas esquinu, que .- o'essa n01"te· se pre­
telar, Salvador da Pr.ov[,ncia, futuro· Presidente, etc, garam? An! Snr. Rebouças, . não �a êm ptibij­
etc. Foi esta mesma ralé, que no jantar, que deo ao c.o, qµem tem telhados de vidro rião itil'a aes dó vi­
Sr. Rebouças e a seo mano; Ghefe da Rusga do sinho. O Reverendo· Padre Moreit,a ainda vive. . .
19 de Abril n'esta Província, soltou· escandalosos vi­ Nas Laranjeiras ha Bi=âzileiros honrad,os,. e. . . ;\d,eos,
vas, pervé� brindes; foi toda essa súcia, que em
grupo bacchanal com os Senhores Rebouças à fren­
te, aí'Illados de esRàdas, cacetes, e armas de toda
�-
Senhor- .Rebou�, até a p"rim.eira".S assinado , l?(>r T.
135 - Foram «Recordações. da Vida Pátrl6ti1?a' do Adv.ogado
.

qualidade, a ao .som de estrondosa c�a de guerra Rebouças", Rio, 1,879 e "R.ecord'a� dá· Vida Par­
vagou pelas -mas,d'aquella Povoa�o, cometteram os l'amentar do Advogado .A:ntôni"O 'P�a R�bou�s"
insultos, que o genio do mal, e os vapores espirittier ( dois volumes), Rio, 1870. . ,
sos podem produz.ir". ln Supplemento do "Indepen­ I 36 - Martins, Franciséo Gonçàlves: Suplementó à nifuba .
dente Constitucional", n9 11 O, Bahia. exposição dos aconteciment0S dê 7 'de novembro de
129 - Freire, Felisbelo: Obra citad a, pág. 270. 1837 (Sabinada). Vol. II, pág. 196. Publicações do.
130 - Ofício do Comandante das Armas, Manuel da Silva A.E.B ., 1938.
Daltto, ao Imperador P.edro I em 16 de julho de 13? - Ao Sr, Chefe de Polícia Gonçalve&, r�pÕi).de o Re­
1824, já citado. bouças. Bahia, 1838. B. N ., 'Secção de Ofüas Rarl!,s.
131 - Idem. 138 - Oficio do Pe. Antônio Dormundo ·em 23 de· junho
132 - Além do Brigadeiro Manuel Fernandes da Silveira, de 1824. A.f. N., Secção dos Mmist_érios..
fizeram parte da Comissão Militar Permanente, cria­ 139 - Ata da instalação do Conselho do Governo, da Pro­
da pelo Conde dos Arcos, o Marechal de Campo víncia de Sergipe em 23 de jwiliQ de 1824. :tn
Joaquim de Mello Leite Congominho de Lacerda, o R .l .H.G.S., n9 3, ano 1914, pág. 83.
Brigadeiro Manuel Joaquim de Mattos, os Coronéis 140 - Ata -da reunião realizada aos nove dias do mês de
Antônio Frutuoso de Menezes e Joaquim de Souza agosto de 1824, "onde se reuniram o Excellentissimo
Portugal, o Tenente-Coronel José Antônio de Mattos Presidente e Conselho com os Officiaes Maiores, Auc­
e os Sargentos-mores Manuel Gonçalves da Cunha e toridades · Civis, Ecclesiasticas, e Cidadães cons­
Manuel de Freitas Guimarães. pícuos''. ln Suplemento ao "Independente Constitu­
133 - Ofício do Vigário de Santo Amaro das Brotas, Pa­ cional nC? 111, Ano 1824, Bahia.
dre Gonçalo Pereira, ao Comandante das Armas em 141 - Convocação do Comandante das Armas Manuel da
2 de julho de 1824. A. P.N.., Secção dos Ministé­ Silva Daltro ao llmo. Sr. Briga:deiro Domingos Dias
rios. Coelho de Melo em 6 de novembro de 1824. A.P.N.,
134 - No Supplemento ao "Independente Constitucional" Secção dos Ministérios.
o9 89, 1824, assim termina um. longo artigo contra 142 - A.ta da sessã.o extraordinária do Conselho do Go­
Rebouças: "V. m. falla no dia 28 de Junho; e per­ verno da Província de Sergipe em 8 de novembro
que não fall-a no seu jantar em Láranjeiras, no me­ de 1824. Jn, R.I.H.G.S. , nC? 4. Ano 1914, pág. 170.
mornvel dia do Coração de Jesus; os vivas, os brin­ 143 - Logo a 18 de março de 1824, Rebouças· deixou Sex:­
des, o passeio à noite com todos os convidados; os xou Sergi,pe voltando para a Bahia acompanhado da
toques, e mais que toques ao som de caixa, e seos Mãe, irmãs, dois criados ·e dois escravos-; segundo

106 107

\

documento existente no A. P . S., referente à saída de k>go, e remettido, eomo d'ecvera 'fazer, a esta, Cotte o
pessoas no ano de 1824. Ap.és ter atua§ãct na vida Refendo Frade, que assim pretenqé caro tão crimi­
parlamentar qa R-egênGia· e, do Império, a ,partir de noso procedimento perttirbar a <miem estal,ele.cida..
1846 aband000u a JY@lítica. Dedkou-se, eem suc-esso, O que participa a V. Excia. para Sua exeeução. Deus ,
à advQgacia dep0is àe ter sido babili-ta�o a advogar guarde a V. Excia. "Po Viscorlde de Sã0 Leopoldp
"como se fosse B�arel formado � Direito ou ao Sr. Manuel Clemente Cavajcante de iµbuq�erque.
Doutor em Óências Juríclicas e Sociais" 1)01' decreto ln "�ergjpe - Apontam . �nt ds· Pª1:ª _s.�a Hi_s.tóiia" .
de D. Pedro -II. Morreu em 1880. · Foi amigo ·do 150 - Mendonça, Manuel- Cur.velo de: Obra . -citilda, pág.
Imperador e �s filhos Mtônit> Pereira Rebouças 86.
Filho e Antiré R,ebouças se especiali7.aram .na Euro­
pa em engenharia. O primeiro deles morreu jovem
ao iniciar wna can:eira J:>romissora. O segundo foi
renomado engenheiro e grande abolicionista que, fiel
ao Imperador, se exilou, voluntariamente, com a Pro­
clamação da República, falecendo na ilha da Madeira
em 1898.
144 - Freire, Fellsbelo: Obra citada, pág. 275.
145 - Ofício do Presidente da Pmvíncia da Bahia, Fran­
cisco Vieente Viana. ao Tono. e Biuno. Sr. Estevão
de Rezende em 25 de novembro de 1824. B. N. ,
Secção de Manuscritos.
146 - Ofício do Ministro Estevão Ribeiro de Rezende, em
11 de novembro de 1824, a Manuel Clemente Ca­
valcanti de Albuquerque. A. P. N., Secção dos Mi­
nistérios.
14 7 - Freire, Felisbelo: Obra citada, pág. 2 79 .
148 - Ofício do Vice-P"residente de Sergipe, em exercic10,
Manuel de Deus Machado, ao Ilmo. Sr. Manuel Iná­ /
cio da Cunha Menezes, Vice-Presidente da Província
da Bahia, em 2 de janeiro de 1827. A. E.B.
149 - "Tendo chegado ao conheeimento de Sua Magestade
o Imperador que um Frade espalhava nesta Provín­
cia a falsa notícia de que nesta Corte, e em algumas
Provincias se proclamara o Governo Absoluto e até
se lhe jurara a obdiencia, como participara pela Re­
partição dos Negócios da Guerra o Comandante das
Armas de Sergipe: Ordena o Mesmo Augusto Senhor
que V. Excia. declare a razão de não ser prendido
108 1'09

)
da Paraíba à causa dos brasileiros, ·foi eleito Proourador Ge­
ral da Província junto ao Conselho de Procura<iores Gerai�
cria.do pelo Prínclpe Regente em 16 de fevereiro dessê. ��.
. Participou da coroaeão �de, D. Pedro I - em 19' de dezem..
� bro de 1822, se.n<lo destaeado com a honra de levar_ a espa­
da, a luva e o bastão imperi,ais. 1�'
V - A ADMINISTRAÇÃO ESCL;\RECIDA DE MANUEL Contribuiu, sem dúvida, para possiqilitar a 'Manuel Cle­
CLEMENTE CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE mente Cavalcanti de Albuquerque o controle dos ânitJ!os
exaltados, decorrentes das rivalidades dos senlío� de ·terra,

n a nomeação do Comandante da Armas e do Ouvidor, pes-


soas, como ele, desligadas dos interesses locais' dos grupos
'l, em luta. Já em 9 de março de 1825, era nomeado�Ouvidor
Dr. Joaquim Marcelino de Brito, homem culto e ,esélaréciclo,
que em 1831 voltaria como Presidente, e;er�do, depois,
Em 15 de fevereiro de 1825, após ter sido empossado cargos importantes na política do Império. Set.e ano,s já l;iav.i�m
com "todas as cerimônias e solenidades de estilo" ut, assu­ decorrido sem que houvess.e sido designado· um,,Qp_vidor pua.-ó
mia a p�idência de Sergipe Manuel Clemente Cavalcanti de Sergipe, desde que deixara o cargo Jos� T,�ixéil]. � :Matta
Albuquerque, nomeado que fora por Carta Imperial de 19 de Bacel.ar. 1,? Daí a anarquia cjominante . no setor: jtlcli�láljo;
dezembro do ano anterior. Seu governo, (marcado pela tran­ onde se impunham, . como lei, a prepqiência e � @�ses
qüilidade q!!_e conseguiu man� 1ar&L.visãoJdministrativa dos che(es políticos com a ,nomeaeãç, ,provisória pài'á,tmiyi-;
das medidas encetàdãs,-iêpresentou um hiato l!ª tumultu!.da dor, pelas autoridad� provinciais, de pesso� com elas com­
vida politic�Gia, Sergipe ''cõmeçã a perder aqueles promissados . . .. ., ,
,.hábitos e preconceitos que ante os outros o faziam passar por Para Comandante das Armas foi enviado .o. �rig�deir.<>
tyj:i_ pª_ísd)átb�. Todos os interesses e opiniões que tinliam Graduado do Exérciw Naciohal e Imperial, José Vice�tl} }la
perturbado a administração do Brigadeiro Silveira ficam ca­ Fonseca, natural de São Paulo, com umá larga folha de ser­
lados 9iante de -uml:iomem que nã<i" tinlia out10 interesse
senão dirigir it Província pelo melhor caminho". u� viço público que lhe valera os títulos 'de eomen'é1adór ·tia·
Paraibano, o novo presidente participara da Revolução Ordem Militar de São .Bento de Avfa, Cavrueiro Imperiál ·do
\• Pernambucana de 1817, resultando em seu e.ocarcera.mento Cruzeiro e a Insígnia de Distinção do Exército Pacificador .
" nas prisões da Babíl!- io3 Anistiado em março de 1821, retor­ Em 1828 seria nomeado Presidente de Sergipe, posto em
nou a Pem,ambuco: onde tomou posição contrária às arbi­ que faleceu a 11 de agosto de 1830.
trariedades do então governo Luís do R�o Barreto. Contra Para Secretário do governo, em subsútuição a Rebou�,
este foi a Lisboa representar junto às Cortes, defendendo os fo jlesignad? Inácio José Apngio da Fonseç:a Galvão.
patriotas pernambucanos que haviam feito o movimento cons­ �.As réal.izações do Presidente �anuel Clemente Caval­
titucionalista e elegido uma Junta Governativa para a Provín­ cant1 Albuquerque, nos 20 meses. ao seu governo, imprimi­
cia. Lá chegando, já Luís do Rego Barreto havia deixado o ram à vida política administrativa sergipana um ritmo novo
governo ante o reconhecimento, pel�s Co�es, da J:inta. el�ita. e progressista. Já em 14 de abril, organizava a Secreta.ri.a do
Retomando a Recife, trouxe uma tipografia, nela impnnundo Governo com oficial-mor, dois ·oficiais e um porteiro.
j obras selecionadas. Em 1822, como decorrência da adesão
l 11
11 O

1
\ )
Preocupado com o desenvolvimento da agricultura, logo mente, vantajosa a situação da dependênçia econômica vi­
após sua posse criou um Horto Botânico, nas imediações da gente.
Capital, para os agricultores conhecerem melhor as práticas . Apes� da! dificuldades decorrentes da falta d�t e�e-­
agrárias. SoHcitou às autoridades imperiais mudas e sementes, oberros hidráuhcos, recorrendo a pessoas que tinham alguns
que, depois de ouvido Frei Leandro do Sacramento, diretor conheoimentos do ramo, procurou �o Pres1dente executar as
do Jardim Botânico, foram enviadas. Destacaram-se l. 000 determinações recebidas da Corte para construir wil canal
pés de chá, dos quais conseguiram sobreviver 200, pois essa ligando 06 nos .faparatuba e Pomonga, bem COtn!) tomar me­
experiência foi prejudicada por problemas meteorológicos. nos perigosa a�Barra !là· Cotinguiba; responsável, �la �fdâ'
Também o Presidente pretendeu lançàr os fundamentos constante de embàrcações.
da indústria ser-gipana, instalando uma fábrica de cordoaria. A Capi�,\ a cida�� de �ão· Cristóvão, .recebeu o r11P�.�pj
Fracassou a tentativa por falta de matérias primas como tu­ desse descortino adm101strafivo, com o câl�ai,nent9 de .ruas·
cum, gravatá e caroá. Ainda provide,nciou a criação de feiras e a inauguração do Palácio 'do Governo, o atúal Museu <fü
em algumas localidades do interior da Província. Estado. Sua origem • remontava aos· dia11 ãgit�dos àa,'Junta
Recebendo a Portaria lmperiaL de 18 de março de 1826: Provisória, que comprara "a casa maior cte sobrado",' ali exis­
para dar proseguimento ao exame das minas de Itabaiana, tente, pela quantia de do.is contos e . q!Jarepta e cin_çq. -mil
determinou que o Capitão-mor daquela Vila, José Matbeus r.:is. Manuel Clemente procurou· adant�-la à fi�âlitladê _prô:­
da Graça Leite Sampaio , tomasse as providências necessárias. posta, reformando-a, enquanto morava numa pequ�:-casa.
Este encarregou a João Rabelo de Magalhães, que já fizera A inauguração se de� em 12 de,.,Pl]tubr? d� 1825, �?.
explora.ç.õ.es no local, da incumbência. Dela resultaria o envio, pane das cotnemoraç.oes das Festas Na-c1ooa1s, por $Cl".... a_ru�
ao Ministro José Feliciano Fernandes, de um caixote con­ versário da Sua Majestade D. Pedrq ·I e da Fundaçã'o do·
tando "tenuíssima amostra de ouro, além de vários minerais Império. 1118 Ainda solicitou, ao lmpera(ot "a �aça de pr:dmo:­
e fósseis". i:;a ver a ultimação da Igreja da Matriz de São Cristóvão;\,
Compreendendo a importância das estradas para o de­ Já começava a fazer-se sentir .a necessidade de pessoas
senvolvimento da região, Manoel Clemente planificou a cons­ qualificadas para preeochç(em os q1,1adr0$ ,aclmioistrliHvos que
trução de algumas, bem como de pontes, reedificando a que a instalação do Governo fizera surgir, e· que se ia ampliando
cruzava o Paramoipama. à medida que esse se consolidava. Seu antecessor, o Pi;esi-'
Buscou organizar a arrecadação das rendas públicas, vol­ dente Manuel• Femand.es da Silveira, li.avia -inesmo encontrado
tando-se, especialmente, para a cobrança de impostos sobre dificuldades em ocupar o Cargo de Oficial máior. ou pn:meiro
produtos sergipanos exportados por SaJ.vador, e aí realizada. oficial, "por isso que não se encontra nesta ·Província a
Partia da compreensão de que !'a Independência de Sergipe pessoa que bem o exerça". 1�0
seria meramente nominal se não fossem arrecadadas, sem de­ Para resolver essa situação, o Presidente deu ênfase ao
pendência da Bahia, os direitos naturais dos gêneros de ex­ setor educacional. e são admiráveis, para a época, as méd.idas
portação". 101 Foram designados dois comerciantes para fazer programadas. Dando cumprimento às determinações imperiais
a arrecadação, percebendo a comissão de praxe. Essa medida que introduzia, no ensino primário, Q método lancnsteriano
que, sem dúvida, traria berÍ�eios à economia sergipana, f�i procurou enviar a Bahia um jovem que ali aprendesse a te;
desaprovada pelas autoridad� imperiais e, como tal, não VI­ condições de ensinar aos professores o que deviam aplicàr
gorou. Continuaram a prevalecer os interesses dos comercian· om Sergipe. Para isto, 'J)edia ao 1mperru:lor um subsídio a
tes e das autoridades de Salvador, aos quais era, financeira- ílm de que o candidato pu�esse se deslocar para Sal�a-

112 113

)
dor. 180 Não foi aceita a solicitação. PQÍS era mais conveni­ e fazer as nomeações necessárias. Tomou.:sé necessário a in­
ente que se mandasse '•um inferior da Tropa a esta Corte terferência do Governo Imperial que, no caso. reconheceu a
para preencher aquele objeto''. m As escolas sob o método autoridade do Pre!lidente.,
lancasteriano, cujo estabelecimento ele solicitara, só serão cria­ Não_ vai o P �esidente'. porém, conseguir _ �terar a est�- /
dos pela Lei de 15 de outubro de 1827, quase um ano após �
tura sócio-econom1ca sergipana. As contradiçoes nela eXJs-/
seu falecimento. tentes escaparão à sua a,&:ão pacificadora e encontram opor­
Fez sentir às autoridades competentes a nece.55idad.e de tunidades de manifestar-se. Embora acima · das disputas,
aulas prep�tórias, pedindo a criação das cadeiras de Lógi� locais, não _pôde o Presidente controlar os senhores da terra
Retórica e Poética, Filosofia Racional e Moral, Aritmética que detinham o ,poder econômfoó da Província�-�
e Geometria, �ecessárias à instro&ão para dissipar pouco a a ingerência nos assuntos polítícos. -o�Qifliiho do Governo J
pouêo a ignorância dos habitantes desta Província, manancial era COO$tituído, em sua, quase 1otalidade, de· senhores d_e en- \
fecundo de crimes e atentados de toda natureza". 1st Também genbo, confo�c evjdenciam os debates _ocorridos na sessão
demonstrou ser necessária a instalação de uma Escola Nor­ de 20 de novembro de 1826, quando ,os membros ;IPresel)tes
mal, pedindo o envio ge professores da Corte "para se habi­ alegaram ser aquela uma época imprópria para as reuniões
liiarem os professores daquj". Não foram. porém, atendidas pois mais necessitavam "os proprietá,rios de Engenho e$tàrem ,
essas medidas progressistas que teriam dado início ao ensino a testa das suas propriedades para iprovidenciarem o precio�t>
secundãrio regular em Sergipe. para o seu andamento; o que não acontecerá depois de esta­ 1
Coube-'l.he, ainda, sex: o precursor do ensiao profissional belecerem os Engenhós ,em moagem porque então poderiam
em terras sergipanas, ao melhorar as instalações do Trem estarem deles ausentes" 142• Decidem, então; que o início das
Milit,a.r, criado na época da Junta Provisória, estabcl�cndo sessões ordinárias do Conselho se da.tia a partir do rua 23
nelas oficinas "indispensãveis para que a mocidade pudêssc de outubro.
com pequena d�a ter serviço útil à sua Pátria". Ali pas­ Nesse governo ainda se fizeram ouvir os ecos da Confe­
saram a ser P.repáradQS ferreiros, latereiros, coronheiros e deração do Equador, através das prega�õ� �,o Pe. Françisco
sa�at�iros. Missionário, das incursões de revolucionários pemambucános
Nessa tpoca, foi reaberto o Hospital da Misericórdia e atagoanos perseguidos, que, buscavam refúgio em terras ser­
que se encontrava fechado, sendo ainda construído um peque,. gipanas, e das reuniões em tomo do Pe. Moreira em Estân­
no hospital militar. Também foram realizadas, em Estância, cia. (Anexo h9 12).
as .primeiras tentativas de vacinação antivariólica com a aqui­ Volta, també!ll, a ·expl6dir o antilusitanismo ante a Im­
sição, na Bahia, de algumas lâminas apropriadas. perial determinação, segundo Provisão expedida pelo Conse­
Não foram poucas as dificuldades encontradas pelo Pre­ lho Militar ·em 25 de junho- de 1825, que mandou reintegrar
sidente para levar avante seus largos planos administrativos, nos postos os oficiais portugueses que deles haviam sido des­
a começar pela grande seca que, em 1826, assolou a região. tituídos no decorrer das lutas da Independência. A decisão
Como conseqµência, faltaram os gêneros de primeira neces­ desagradou os sergipanos, revestindo-se de maior exaUação
sidade, como a farinha de manruoca; exigindo-lhe proyidên­ em Laranjeiras, onde o antilusitanismo tinha conotação social
cias junto às autoridades imperiais. Também não faltariam e racial, desencadeando o ódio da classe média urbana, em
l!S desint�ligências com o Comandante das Armas, Brigadeiro sua maioria composta de mestiços, contra os "marotos" e
�ácio José da Fonseca, quando da remodelação da Casa �o "caiados". Ali funcionavam clubes, e num deles se discutiu t
Trem. A.mQ.OS disputaviµn o direito de adm�trar as obras a possibili<iade de "dentro de -um mês e meio se havia de

114 115
acabar em Laranjeiras e nas . demais partes - lia Província a Mesa do Destimbargo do Paço .para dar pai:eeer sobre a oon­
quanto europeu se ache". Numa das reuniões., um dos ora­ veniência de tal deslocamento. 166 Não foi resolvido o impas­
dores mais exaltados bradou que "M'aroto e Caipora se lhes se. Ele permaneceu e iria ser responsável por sérias agitações
tira rabo fora". 183 A devassa realizada mostra, nitidamente, na décad_a regencial.
o antagonismo social reinante, ao serem pronunciados o Ca­ Em 1826, .pre.mido pelas difiç�' ldades financeiras, Pe­
pitão Francisco Borges P.au da Moda, o Tenente Antônio dro I resolveu cumprir as disposições da Carta Outorgada de
Alves �os. o Major Francisco Rolemberg Chaves, além J 824, convocando o Parlamento. Cornp� · a representâção
de Manuel Joáciq Mam.oni, Bernardino José Pau Brasil, José sergipana no Senado o Dr. José Teixeira Bacellar, es.coJhido
Antônio Vasconcelos, Francisco de Tal Rocha, Joaquim José para o mandato vitalício, no qual p�mianece� até . a, môrie
Francisco, João Damasceno Borundanga, Francisco José So­ em 1838. Para a Câmara proced.eiam-se as �ei�. sendó
dré, Antônio José dos Sáotos e Silvestre Jcqnitibá Boticudo. escolhidos para o período 1826-1829 o Capitão-mor do Ter-
Muitos dos implicados foram presos, enquanto outros, por ço das Ordenanças. de Itabaiana, José Matheus de Graça
não serem encontrados, escaparam à prisão. Leite Sampaio e o Dr. José Nunes Bar,bosa Maduréira. &te
Em outras regiões, como· Itabaiana, também houve agi­ compareceu às atividades parlàmentar.es· somente a partit; de
tações ante essa resolução que favorecia aos portugueses, ma­ 1827, enquanto o primeiro, "pelos ataques de moléstias que
nifestando-se através de desordens ou roubos às propriedades continuamente sofre e que a cada passo �eaça sua vida",
lusas. Se tais acontecimentos nlo se revestiram de maior vio­ solicitou à Comissão de Poderes da Câmara dispensa do
lência, deve-se à severa ação repressiva do Presidente e do comparecimento, o que lhe foi concedidó · nà ·sessão de 18 de
Comandante das Armas . outubro de 1827, desde que ".achado cómprova'do · o seu iín­
Aproveitando-se das agitações dos anos anteriores ao pedimento perpétuo, ,por duas atestações de forma legal, a
governo de Manuel Clemente, muitos escravos haviam fugido vista das quais não é lícita dúvida nem das graves moléstias
dos engenhos e se aglomerado em quilombos para as bandas que padece, nem da sua avançada i<lade". 181 Realménfe, já
de Carira, conforme comunicação feita pelo Capitão-mor José era Capitão-mor José Matheus de avançada idade, falecehdo
Matheus Leite Sampaio, que recebeu do Presidente a autori­ em janeiro de 1829.
zação para destruir o reduto, dispersando os pretos, pren­
dendo-os "e entregando à justiça territorial". Em 2 de novembro d� 1826 morria, repentinamente, o
Foi nessa época que se iniciou o problema da transfe­ Presidente Manuel Clemente Cavalcanti de Albuquerque, fato
rência da sede da vila de San:to Amaro para Maruim. Uma esse que parou uma administração esclarecida e impediu que
representação da Câmara daquela povoação solicitava a mu­ se conhecessem os resultados das medidas progressistas por
dnça para ser o local "mais conveniente e vantajoso". ie• O ela iniciadas. Também interromperia a época tranquUa que
Presidente, pessoalmente, reconheceu a região pretendida para Sergipe conheceu nesses 20 meses.
a nova sede da vila, manifestando-se favorável ao pedido Segundo a Lei de 20 de setembro de 1823, em tais ca­
no ofício encaminhado ao Imperador. Mais tarde, enviava sos deveria ocupar a Presidência da Proyfncia o membro do
a representação contrária do Pe. Gonçalo Pereira Coelho, Vi­ Conselho do Governo mais votado. No .impedimento dos dois
gário Colado daquela Fraguesia, e outros seus habitantes . primeiros conselheiros, assumiu, interinamente, o po­
Comentava, porém, em anexo, "que em nada o destroem as der o Sargento-Mor Manuel de Deus Machado, irmão do
específicas razões com que· o que ora reqúerem o pretendem Capitão-mor das Ordenanças de Itabaiana, José ,Matheus Leite
combater". 165 O Imperador encaminhou esses documentos à Sampaio.

116 117
BIBLIOGRAFIA DO CAPITULO V morras da Bahía, foi solto em março de 1821, após
a revolução liberal, por um mandato da Corte de
Arpelação, com quase todos os outros detentos; vol­
tou, em seguida para Pernambuco''. Antônio de Me­
151 - Ata da posse do Presidente Manuel Oemente Caval­ nezes Vasconcelos de Drumond: Manuel Clemente
canti d� Albuquerque lavrada pelo Secrétário Antô­ Cavalcanti de Albuquerquê. Côleção �rém, Manus-­
ruo Pereira Rebouças em 15 de fevereiro de 1825. crito, em francês,, existente no Arquivo do· I.H.G.B.
A.P .E.S. Tradução da Profesora Terezinha de Jesus Leite
152 - Sergipe - Apontamentos para sua História. Prado.
153 - '"Manuel Clemente Cavalcanti de Albuquerque nas­ 154 - Vasconcelos de Drumond, Antônio de Menezes: Obra
ceu no fim do século· dezoito. Sua educação foi feita citada.
no Seminário de Olinda, tão procurado então pelos 155 - José Teixeira da Matta Bacelar foi o último Ouvidoi
jovens dos distritos vizinhos; depois se dedicou à antes que a Comarca de Sergipe se transformasse em ·
agricultura e em 1817 já era um dos ricos proprie­ Capitania independente da Bahia pela Carta Régia
tários de Itabaiana. de 8 de julho de 1820. Em 1826 .seria escolhido por
Com a noúcia da &evolução de Pernambuco, no Pedro I para Senador por Sergipe, mandato q11e
mês de maio deste mesmo ano, para a independência exerceu até a morte em l 838.
da pátria, tomou-se de entusiasmo, tanto mais que Quando de sua permanência em Sergipe como
ele era um iniciado nos segredos das lojas maçôru­ Ouvidor, escreveu ''Relação ·abreviada da Cidade de.
cas pernambucanas que a tramara. Nestas circuns­ Sergipe d'BlRey, Povoaçoens, · Villas, Freguezias �
,tâncias, ele conseguiu, cousa bem difícil, persuadir suas deoominaçoens pertencentes à mesma Cidade e
seu pai a proclamar a independência do vilarejo onde sua Comarca'', datada de 8 de maio de 1817. Tal
eles habitavam. Proclamada esta, no dia 13 de março documento pertence ao Arquivo do I. H. G.B . , e
eles marcharam para a Capital; em Pilar, onde pa· vai transcrito nos Anexos deste traballro.
raram para reunir forças, souberam que a revoluçâo 156 - Ofício do Presidente Mapuel Clemente Cavalcanti de
acabava de ser deflagrada também na Capital. No AJbuquerque ao Ministro José Feliciano Fernandes
dia l S de março ali eles faziam sua entrada triunfal. Pinheiro em 4 de outubro de 1826. A. P. N. , Secção
Pensou-se Jogo em nomear um governo provisório dos Ministérios.
republicano; Manuel Clemente foi o J 69 dos eleito­ 157 - Ata da sessão do Conselho de Governo de 22 de
res deste governo que durou pouco temJ)O (até o setembro de 1825. R.I.H.G.S ., n9 3, ano 1914,
dia 15 de maio). Em seguida, ele foi engajar-se na pág. 176.
guerrilha do abade Souto Maior. Prisioneiro na Ba­ 158 - "Como fosse a mesma Caza originariamente construi­
talha de Pojuca, no dia 15 de maio, onde esta da há muitos annos quaze toda ella de paredes de
guerrilha fez prodígios. de bravura, M�uel CI_em�n­ páos e terra, vulgarmente chamadas de taipa, inter­
te foi em seguida, enviado para a Bahia no pnme1ro meiadas de alguns pilares, e tendo só parte do plano
comb�io de prisioneiros, num pequeno navio, lá che­ ioferiôr da frente de alvenaria, pouco tempo depois
gando no dia 20 de maio, com onze outras vítimas, de ter eu tomado posse da Plezidencia desta Provín­

l·:
a fim de serem conduzidos aos tribunais. Tendo pa­ cia, conhecêo-se achar-se . arnesma caza em absoluta
decido, como seu pai, durante quatro anos nas mas- necessidade de hum grande, e radicaJ concerto, que

119
118
não admittia demóra, por ameaçar immineote ruina Amaro das Brotas em 26 de abril de 1825. A. P.N.,
em varios pontos, e em todo seo tegumento; com Secção dos Ministérios.
aqual necessariamente se veria a desprender não pe­ 16 5 - Ofício do Presidente Mauel n
Clemente Cavalcanti de
quena som.ma; e isto empura perda por ficar sempre Albuquerque, encaminhando a Representação do Pe.
imperfeita, e sem a preciza solidêz, julguei conveni­ Gonçalo Coelho, de 23 de novembro de 1825 .
ente imprenhender reedificala com toda a seguransa A .1>.N·., Secção dos Ministérios.
e preciza decencia". Ofício do Presidente Manuel 166 - Ofício do Visconde de Barbaçena, de 2� de dezem­
Clemente Cavalcanti de Albuquerque ao Imperador bro de 1825, remetendo à Mesa do Desembargo do
Pedro I em 10 de novembro de 1825. A.P.N., Sec­ Paço, em nom,e de Sua M�jestade, o ofício do Bre ­
ção dos Ministérios . sidente da Província de -Sergipe acompanhado do re­
159 - Oficio do Presidente Manuel Clemente Cavalcanti de querimento do Padre Gonçalo Coelho, Vigário da
Albuquerque à Sua Majestade, o Imperador, infor­ Freguezia da Vila de Santo Amaro das , Brotas, e
mando sobre o requerimento de Inácio Antônio Dor­ outros habitantes. A . P. N., Secção dos Ministérios.
mundo. ln: R .I.H.G.S., n<? 2 3, ano 1959, pgs. 157 16 7 Almeida, Padre Aurélio Vasconcelos de: Represintã­
e 158. ção da Província de Sergipe d'El Rei no P.arlameato
160 - Ofício do Visconde de Barbacena ao Presidente da Nacional. ln: R.I.H.G.S., n9 20. (1949-1956);
Província de Sergipt, Manuel Clemente Cavalcanti pg. 13.
de Albuquerque em 23 de setembro de 1825. A.P.N.,
Secção dos Ministérios.
\
161 - Oficio do Presidente Manuel Clemente Cavalcanti de
Albuquerque ao Imperador Pedro I em 10 de no­
vembro de 1825. A. P . N., Secção dos Ministérios.
16 2 - Ata da· sessão do Conselho de Governo de Sergipe
em 20 de novembro de 1826. ln: R.I.H.G.S.,
n9 5, ano 1914, pg. 340.
163 - Translado do Sumario a que procedeo o Doutor Ou­
vidor Corregedor Joaquim Marcelino de Brito para
tomar conhecimento das Pessoas declaradas na Re­
presentação do Denunciante Jozé Alves Quaresma.
Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesuz Christo
de mil oitocentos e vinte e cinco do mez de Novem­
bro nesta Povoação das Larangeiras. Esse documento
acompanha o ofício do Presidente Manuel Clemente
Cavalcanti de Albuquerque de 10 de novembro de
1825. A . P . N . , Secção dos Ministérios.
164 - Ofício do Presidente Manuel Clemente Cavalcanti de
Albuquerque ao Ministro Estevão Ribeiro de Rezen­
de, encaminhando a Representação da Vila de Santo

120 121
eigs�. Ambõs eiam intégrados po�res de terra , e��
craves qu,e hnavam pelo comando político dll.J>ro\!Íllcia, cen­
trô,i�da Câfn Ml!D,ici� mànipulação dos órgãos J\t-
diciários.Cg té �a ' .men I, a disti:nção entre eles será {
que estfi,o com os�", os portugueses radicaEtorem
S�)'Ao fade-dos�. também proprietários de te,rras '
V1 - RETORNA O PRIMADO DAS DISPUTAS e de escravos, e alguns mesmos caractenzàdos �e f
reacionãnã no_m:.ocesso_.da.Jn<le�� es�-ª-- ·a classe

J
POLlTICAS
m�a urban � em sua maioria fo�ffl_f m i3fuante L .
nas povoações ligad.as à econom1;f âÇt1c�� frustra-' 1� .
çõ es p ohticas são res�eis porã'g1taçõesjrjp..9?alinenté, JS1 'X- ·� g · .
em �eir_!s e Estânçja, �mãiíilest-ações de,aiítilusita- u � .
�e\·
nismo que chegaram ao auge em ·São Cri�tóvâo, quando• <fá � ..
chegada da notícia da Abdicação de Pedro 1./ ·· " ·
O falecimento de Manuel Clemente Cavalcanti de Albu­ Ainda em fins de 1826, em Estância, bouye �ação
querque, em 2 de novembro de 1826, encerrou um governo com ameaças aos portugueses ali residentes, f�eA.4º.. �oJDJÍúé
fecundo de realizações, que se· mantivera acima das divergên­ alguns,'�avora!!_os,traflSferissem residência, resiJ.ltando na
.;t
cias político-partidárias, responsáveis estas por tantas pertur­ devassa ardenada-P..lli) Comandante das Armas,� J�
bações à vida sergipana. düonsec!.J Foram iffldos os en�os, morattores
As rivalidades políticas, freadas pela imparcialidade do urbanos, Insuflados pelo adre Manuel orefrat "um teimo­
falecido Presidente, voltam a irromper ao assumir o poder, so e �aixonado emissário- de Manuel cje Ca:rvàllío de Per­
mtennamente, o Conselheiro Manuel de Deus Machado. Ir­ nambuco" ico. Os priDcipais implicados foram Qresos ante o
mão de José Malheus da Graça Leite Sampaio, era ele Sar­ perigo qoe representavam como "anatquístas", ao píoctira­
gento-mor das Ordenanças da Vila de Itabaiana, onde, como rem arre2imentar os escrav�êiístentes emgrande proporção
abastado proprietário de terras, desfrutava de largo poder po­ na região, "e que são nossos veroadeiros inimigos", senten­
lítico que lhe garantia a posiçã0 no Conselho de Governo:tsua cio� comunicava o Comandante das Armas ao· Minis-
pennanéncia à frente � administração pública vai ser tro Conde das L.ages em 29 de dezembm de 1826 110•
perturbada pelas lutas políticas em que se envolvia "como A instabilidade social reinante em Sergipe se manifestou
filho da província e imouído das paixões que se agitavam na sulStevaçâo dos escral(Rs da Cotinguiba río ano de 1827,
entre os membros dos partidos. Tomou-se um admi,:üsuador perigosa numa Província C'em que O número de negros e
partidário nos pleitos � e�o feriram-se para dep�tados à mestiços é superior ao dos'õrancosJ 171• O levante atingiu os
Assembléia Legislativa e membros da Câmara da cidade de engenhos de fil!.!.o, �rip;ri., Unha do Gato e Vargem. O·
São Cristóvão. Membro de um partido, não poupou esforços Vice-Presidente, em ex.ercreio, enviou o Batalhão 123, de ·21.1-
para sua vitória na eleição, abusando da poder", assim de­ Linha, comandado pelo Tenente-Coronel Manuél Rodrigues
finiu, claramente, a siwaç;io Fel!sbelo Freire./,. do Nascimento, para combater os amoti,nados. Muitos escra,
As eleições para a As.sembléia Geral e para o Conselho vos C<?Dseguiram fugir, sendo, porém, numerosos os aprisio-
do Governo vão fazer que os partidos políticos se definam, nados, mortos ou feridos. )
não em tennos de programas, mas de interesses de grupos Outros incidentes ainda aconteceram, nesse ano de 1827
-
oligárquicos. Entre "corcundas" e "liberais" pouc� diferença decorrentes de rumores que começaram a circular sobre �

122

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abolição do �rfi6@ ne8!º· Tiveram origem nas disposições não f?i. �o�tinuado. )Par�izaràm-se ou peraeram-Sé· muitas de
da Convenção de .Londrés sobre a extinção do tráfico assina­ suas uuc1ativas progressistas. O Horto 8º�tal entrou em • .'?
da entre o Brasil e a Inglaterra em 23 de novemb� de 1826, dec� sendo, sob pretexto de .fal�, despedidos 1 -- .;(
como parte do proeesso do �onhecimento britânico de nos­ os empregados, e em março de 182B pãQ ..12ª:SS� "de um >
sa Independência. Intuitivamente, percebia o povo a impos­ terre�s, a��tle existiam <!.ois� teiros:Ycom uns pés í
d� _-Se_há_ • O admirustrador, Joao _ �
sibilidade de sua execução, salvo se outras medidas compen­ foliao, em representação 1
sassem a falta de braços. (E�tão, começam a avolumar-_� os dmgida: ao· Imperador, fazia sentir as conseqüências desse ato.
boatos de que seriam escravizados os pardos e os mestJÇ(;)S. Também o ensino profissional, que havia sido introduzido na ,
Há uma série de agitações que põe em sobressalto e pânico Casa do Trem, não foi avante. Forafn dispensádos os oficiai!J
a população branca possuid� de l?ens, residente nas zonas e serventes dos ofícios de ferreirô1 latereiro, coronheiro e sa.
escravocratas. Destacam-se na Cotinguiba. em Estância e, se­ patei_ ro, que orientavam o ensino dessas profissões.
gundo o Coronel Comandante do Batalhão ºde Vllla Nova, os As escolas sob o ,nétodo lancasteriano, cuja "criàçio . M�
.
mestiços de B�e, sob º. Jmpacto desse _boato, ha­ nuel Clemente havia solicitado, foram autorizadas em• decor­
viam projetado um moVI1Dento sedicioso, que devena rebcn!jl.r rência da Lei de 15 de outubro· de l 827. Os concursos pa�
na �te de Natal, quando seriam enforcados todos os bran­ o preenchimento dos cargos de professor serãO" realizados J'lo
cos. decorrer do ano segu.i!llte.
O Conselho do Govémo aprovou, em sessão de 26 de Nesse ano de 1827, chega � a determinação ifl)­
jtfnho de 1827, medidas para enfrentar os acontecimentos periaJ de . serem f�s o � e orçamento das terras devo'.­
prenunciados, determinando o aumento dos destacamentos nas lutas favoráveis à agricultura, de preferência localizadas às
dive� onde as agitações e�das. Recomen­ margens de rios e estradas, fisamlo atender ao Plano Geral.
dou, ainda, ao Vigário-Geral Luís Antônio Esteves, conhecido de COIOIJização estrangeira no país. Essa era uma tentativa
de enfrentar o problema da mãó de obra, dadas as restrições
t
pelas atitu<les e�a do lusitanismo, que, durante os ser­
mões, exortasse o povo à Qbed1êocia à lei, des�azendo os_ que o tráfico negro já sofria por parrt-e das autoridades bri­
boatos em circulaçã� � ó..>.., 1., >-- � '- ,.. .. � tânicas. Todas as respostas dadas pelas Câmaras Municipais
Em�. continuaram as agitações envolvendo � âs consultas feitas diziam qáe nas· áreas territoriais de sua
Çapi.�o da 3� Companhia llário José de Soma, apontado jurisdi�o não havia ter.r.a.Ldevolutas "e as que são capazes
"como um revolucionário inimigo de S. M. o Imperador" m. de agricultura '(que são diminutas) não podem ser bastante
Os índios da Missão de Pacatuba fazem, também, sentir
a presença nesse período de agitações so:iais, ao inv� dircm a defesa d mteresse.s ãâ" . ade
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para os -povos _que fazem uso" m. '(ê-se, assim.,_ nessa atitude.,, _
rata ue as �.
a cadeia de São Francisco e procurarem libertar o índio Se­ rn · • os rurais ante amea a da im anta
rafim José Vieira, Sargento-Mor da Missão, ali aprisiona'!-8. dVrahalbador livr� � "''- J. , .,,..",.�(!...
Eram apoiados pelo Capitã�Mor das Ordenanças José Leite · A 1 - 2 de março de 1828, 'emboy(tivesse sido' nomeado
Sampaio e por Miguel dos Anjos Souto Maior, pessoa� de a 7 de abril do ano ante · r tomou foosse na Presidência de
influência social e política. Sergipe o �rigade1ro Inácio José Y�te da onseca que já
Em março de 1827, foi reformada a Força Pú�lica de vinha exercendo o cõmando das Armasaescfe2 de outubro
Se©PC com o estabelecimento de Regi�entos na Capital, em de 1_82?· N�a ·permaneceu, porém, imune às paixões políticas
Lara,njeiras, Santo Amaro � Santa Luzi�. • locrus, 1dentifi�do-se com os interesses dos "çQ.rcundasj, 0
(Lamentavelmente, o ntmo C0?5tru_ti':o que _Manuel. Cle· que _ tu.�ultuana basfailte ...seu governo. Ainda agravará_Jn_�
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da entre o Brasil e a Inglaterra em 23 de novembi-9 de 1826,
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boatos de que seriam escravu.ados os pardos e os mestiços. Também o ensino profissional, que havia sido introduzido na
Há uma série de agitações que põe em sobressalta e pânico Casa do Trem, não foi avante. Foram dispeosádos os oficiai! 1
a população branca possuid� de bens, residente nas zonas e serventes dos ofícios de ferreirõ, latereiro, coronheiro e sã_/
escravocratas. Destacam-se na Cotinguiba, em Estância e, se­ patei_ co, �ue orientavam o ensino dessas profissões.
gundo o Coronel Comandante do Batalhão de Villa Nova, os As escolas sob o ,nétodo lancasteriano, cuja crillção Má-­
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na n9iJe de Natal, quando seriam enforcados todos os bran­ o preencbimeoto dos cargos de professor serãO" realizados no
cos. decorrer do ano seguiillte.
O Conselho do Governo a:provou, em sessão de 26 de Nesse ano de 1827, chega � a determinaçãô im­
jlÍilho de 1827, medidas para enfr�r os acontecimentos periaJ de serem fel!.9s o �x.ame e orçamento das terras dev5-
prenunciados, determinando o aumento dos destacamentos nas lutas favOrlve1s 'à agricultura-;-de preferência locálizadas às"
dive� onde as agitações eram_�radas. Recom�­ margens de rios e estradas, fisam:lo atender ao Plano Geral.
dou, ainda, ao Vigário-Geral Luís Antônio Esteves, conhecido de colonização estrangeira no país. Essa era uma tentativa
pelas atitudes e�a do Lusitanismo, que, durante os ser­ de enfrentar o problema da mão de obra, dadas as restrições
mões, exortasse o povo à qbedíência e à lei, des{azendo �-- que o tráfico negro já Sofria por patTte das autoridades bri­
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Os índios da Missão de Pacatuba fazem, também, sentir para os povos que fazem uso" 1111. -_ • •

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escravocratas. Destacam-se na Cotinguiba, em Estância e. se­ pate_ico, que orientavam o ensino dessas profissões.
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mestiços de B�de, sob º. �mpacto desse .boato, ha­ noel Clemente havia solicitado, foram autorizadas em• decor­
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124

(
. . nas dispos,._ não f?1. �e�tinuado. )Par�lizilrá.m-se o� perderam-se- muitas de
abolição do (' .
Jrãfico neBlº· T IVeram ongem ;,.;..,.
da Conven ção de .Lendre s sobre a extinçã o do
da entre o Brasil e a Inglaterra em 23 de novembro de 1826,
tráfico assina­ suas llllC!ativas progressistas O Horto �tal entrou em
dec� sendo, sob preteX:to . de .falta__
�, despedidos 1 -�
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os empregados, e em março de 1828 ºãQ �s�_ya_ "de ,um /
como parte do proeesso do re,conhecimento britânico de nos­ terre�s, ª?�"de existiam <!.os
sa Independência. Intuitivamente, percebia o povo a impos­ i ��teiros!éom uns pés 1
__ Juliao,
d� .-SCh_ l . O admlilJstrador, Joao em representação .,
sibilidade de sua execução, salvo se outras medidas compen­ dmgida ao Imperador, fazia sentir as conseqüências desse ato. /
sassem a falta de braços. (Então, começam a avolumar-� os Também o ensino profissional, que havia sido introduzido na
boatos de que seriam escravizados os pardos e os mestJÇl;)S. Casa do Trem, não foi avante. Foram dispensádos os oficiait}
Há uma série de agitações que põe em sobressalta e pânico e servellies dos ofícios de ferreirõ, latereiro, coronheiro e sa­
a população branca possuid� de bens, residente nas zonas pate_i.to, que orientavam o ensino dessas profissões.
escravocratas. Destacam-se na Cotinguiba, em Estância e, se­ As escolas sob o .método lancasteriano, cuja crfação M�
gundo o Coronel Comandante do Batalhão 'de Vllla Nova, os nuel Clemente havia solicitado, foram autorizadas em• decor­
mestiços de Bre.jo Grande, sob o impacto desse boato, ha­ rência da _Lei de 15 de outubro·de 1827. Os concUISos pà�
viam projetado u�ento sedicioso, que deveria r�iar o preencb11Deoto dos cargos de professer serão· realizados no
na ngite de Natal, quando seriam enforcados todos os bran­ decorrer do ano seguinte.
cos.
O Conselho do Governo a.,>rovou, em sessão de 26 de Nesse ano de 1827, ch ega � a deterrninaçãó im­
perial de �rem feitos o exame e orçamento das terras devct
jo'nho de 1827, medidas para enfrentar os acontecimentos
prenunciados, determinando o aumeDtõ dos destacamentos nas lutas favoráveis r agricul� de preferência localizadas- às'
diversas �iõe� onde as agitações er.am._�ãas. Recom�­ margens de rios e estradas, fisan'do atender ao Plano Gera}.
dou, ainda, ao Vigário-Geral Luís Antônio Esteves, conhecido de colonização estrangeira no país. Essa era uma tentativa
pelas atitudes em �a �o �:��mo, que,_ durante os ser­ de enfrentar o problema da mãó de obra, dadas as restrições
mões, exortasse o povo Q 1 n9a f à le1, dcs�azendo . os que o tráfioo negro já sofria por patTte das autoridades bri­
boatos em circulaçã� -u. Q.Jv 1.... ...,,_ '- - J � tânicas. Todas as respostas dadas pelas Câmaras Municipais
Em� . continu aram as agitaçõ es envolvendo 6 às consultas feitas diziam qúe nas áreas territoriais de sua
Capi�o da 3� Companhia Ilário José de Souza, apontado Jurisdi�o não havia terras_devolutas "e as que são capazes
"como um revolucionário inimigo de S . M . o Imperador" m. de agricultura {que são dimlnutas) - não podem
· ser bastante
para os '!)OVOS que fazem uso" 110. •
Os índios da Missão de Pacatuba fazem, também. sentir
a presença nesse período de agitações so�iais, ao �v�direm a defesa d interesses aâs . ade
So­ m os rurais ante amea a da im anta
a cadeia de São Francisco e procurarem libertar o tnd10na�o. d�rahalbador livr� �."9-v1. .,.., .Ã , .....,."'-)<>--
rafim José Vieira , Sargen to-Mo r da Missã o, ali aprisi _?
. A 12 de março de 1828, 'embo9ftivesse sido nomeado
Eram apoiados pelo Capitão-Mor das Ordenanças Jose Leite de a 7 de abril do ano ante . r tomou fo0sse na Presidência de
Sampaio e por Miguel dos Anjos Souto Maior, pesso� S�rgipe o rigadeiro Inácio lo.s.é...Yi�te da onseca que já
influência social e polític a.
Em março de 1827, foi reformada a Força Capi Pública de vinha e�ercen o o mando das Armasâesêlê-2 de outubro
de Reg� entos na tal, em de 1825. Não •permaneceu, porém., imune às paixões políticas
Se(gtl)C com o estabelecimento locais, identifi�do-se éom os interesses dos "ço_rçund�,o
Lara,njeiras, Santo Ama ro � Sant a Luzi� .
(Lamentavelmente, o ntmo co�strut_ iv_o quevida _Manuel . Cle­ qoe _ tu �ultaana bastante ..seu _ governo. Ainda agravará maj_�
ue 1mpn .aura à serg1pana a s1tuaçao � que a S�-�eg�s acontecimentos

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mente ,Cavalcanti de Albu querq

124

(

abolição do (tráfico ne8!º· Tiveram origem nas disposições não f?i �o�tinuado. )Par�izã.ram-se O\! percleràm-Sê· muitas de
.
da Convenção de Londres sobre a extinção do tráfico assina­ suas uuc1ativas progressistas. O l:{orto .Fl�tal entrou em
da entre o Brasil e a Inglaterra em 23 de novembro de 182ó, dec� sendo, sob pretexto de .fal�, despedidos 1 -,__ �.,1
como parte do processo do re.conhecimento britânico de nos­ os empregados, e em março de 1828 pão �sava "de ,um-('
sa Independência. Intuitivamente, percebia o povo a impos­ terre�s. ª?�tle exísti
� <!.ois...��teirosPcÕm uns pés
sibilidade de sua execução, salvo se outras medidas compen­ d� . �há_ . O administrador, Joao fühao, em representação.
sassem a falta de braços. (Botão, começam a avolumar-s� os dmgxda ao imperador, fazia sentir as conseqüências desse ato. )
boatos de que seriam escravizados os pardos e os mestl� Também o ensin� pro�issional, que havia sido _introduzido· na
Há uma série de agitações que põe em sobressalto e pânico Casa do Trem, nao fo1 avanfe. Foraíp dispensados os oficiai! 1
a população branca possuid� de bens, residente nas zonas e serventes dos ofícios de ferreirôi latereiro, coronheiro e sa_/
escravocratas. Destacam-se na Cotinguibl4 em Estância e, se­ pate_ico, que orientavam o ensino dessas profissões.
gundo o Coronel Comandante do Batalhão de Vllla Nova, os As escolas sob o ,método Jancasteriano, cuja "crfaç�o . Má­
mestiços de Brej_o Grande, sob o impacto desse boato, ha­ nuel Clemente havia solicitado, foram autorizadas em• decor­
viam projetado um mo\lllllento sedicioso, que deveria reben!_ar rência da Lei de 15 de outubro· de 1827. Os concursos pa�
_
D.a ajJe de Natal, quando seriam enforcados todos os bran­ o preencbunento dos cargos de professor serãe5 realizados no
cos. decorrer do ano seguiOJte.
O Conselho do Governo 3.1>rovou, em sessão de 26 de Nesse ano de 1827, chega � a determinaçãõ im­
jünho de 1827, medidas para enfrentar os acontecimentos perial de . �em faj!gs o_ �xam:_ e orçamento das terras dev5:­
prenunciados, determinando o aumento dos destacamentos nas lutas favoráveis ·à agricultura, de preferêot:ia localizadas- às'
dive� onde as agitações eram_esperaáas. Recom�­ margens de rios e estradas, �san'do atender ao Plano Geral
dou, ainda, ao Vigário-Geral Luís Antônio Esteves, conhecido de colonização estrangeira no país. Essa era uma tentativa
pelas atitudes e�esa do Lusitanismo, que,_ durante os ser­ de enfrentar o problema da mãó de obra, dadas as restrições
mões, exortasse o � à lei, destazendo . os_ que o tráfico negro já $ofria por palite das autoridades bri­
s em circu J açã 11 � õ......., •., -'- ' , , ., � tânicas. Todas as respostas dadas pelas Câmaras Municipais
boato �
Em CLarãii)eiru, continuaram as agitações envolvendo t, às consultas feitas diziam q\Íe nas áreas territoriais de sua
Capi�o da 3� Companhia llário José de Souza, apontado Jurisdi�o não havia :em� devolutas "e as gue são capazes
"como um revolucionário inimigo de S. M. o Imperador" m. de agricultura {que sao diminutas) não podem ser bastante
Os índios da Missão de Pacatuba fazem, também, sentir para os povos que fazem uso" 173• ness ·
a presença nesse período de agitações so:iais, ao �v�direm a defesa d inte� · ade rata ue as
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a cadeia de São Francisco e procurarem libertar o radio Se­ mero os propri os rurais ante

amea a da im anta
A-

rafün José Vieira, Sargento-Mor da Missão, ali apris�ona�o. d�cahalbador livr� �\. 1:;... J.J J,,A)°'-
Eram apoiados pelo Capitão-Mor das Ordenanças Jose Leite . A n de março de 1828, ·embo9ftivesse sido· nomeado
Sampaio e por Miguel dos Anjos Souto Maior, pesso� de - a 7 de abril do ano anteri r tomou foosse na Presidência de
influência social e política. Sergipe o rigadeiro loácí_o_J.o.sé�nte da onseca que já
1. Em março de 1827, foi reformada a Força Pública vinha e�ercen o o mando das Armasãesde2 de outubro l
Se(gipe com o estabelecimento de Regi1;11entos na Capital, em de 1825. Não ·permaneceu, porém., imune às paixões-P-Qlíticas
Laranjeiras, Santo Amaro e Santa LUZI�.
r Lamentavelmente, o ritmo construtivo que Manuel Cle­
mente Cavalcanti de Albuquerque imprimira à vida sergipana
,
qo� tu3:ultuana basfante
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locais, identifi�do-se éom os interesses dos "coscunciSsy,O
..sem. governo. Ainda agravará� mak._

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a sotuaçao °-"'"' que , S.".'8g>C· ehegau

124

1•• (

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que se sucediam no plano nacional, com a crescente incom­


M :>=lino de Brito e o
veu:a, o· . �rovocou te�
ca.,�.., Femarul� _,_
��ão APL li�Sl'
pap.oilidade entre Pedro I e o "partido brasileiro", decorrente, Muitos tiveram q�e abanâonar a Pro:víncia, só "-ãe!a
.: !li·1 entre outras causas, de seu envolvimento na sucess_!g_.. do retpmando em 1831, quando o Dr. Joaquim Marcelino de
trono poJ11.u�s.
Brito assumiu âpresidência de Sergipe,
íf� •;'.1'.J Vai concorrer para mais aumentar o faccionismo sergi­
A intranqüilidade: reinante se manifestou, sob várias for-
pano, a entrega do Comando das Armas a Bento de Melo
�.! �:_ Pereira, elemento representativo das forças mais reacionárias
lotais.
«' Reflexo, também, da crise econômico-financeira que en­
m� n�div�,.rsas_re _·õ_� de �e!'gipe. Ora..,nas_.-l�as êiiúe o O)
Jwz de Paz, Pe ecdro da Mota Rabêlo%' a Câmãra da Vtla 1
de S �ta Luzia, que 01 cerc �� a piand0 dàt,ue� du ,
_t..
fi1

(i autond�e, sendo ereso, sem Cl.!,lpa íónnããa, um seu �


volvia o império e que culminaria· no fechamento d o Banco
li �
�.r o­
,
nãrio em �eços de agosto de 1.810. �m Santó Am8.ro o.,o,;Jo_�
do Brasil em 1829, foi a falta de numerárlo que castigou
�; .
i'-' .;..
quando, emJ_l êl� n�veJnlffõ_ dê_J8�. a Clmara transfeáu...a t
·1··�if�
11'.
Sergipe nessa época, inclusive para despesas im.prescindíveis .
Os pagamentos passaram a ser feitos com letras que sofriam
rebates de 40%.
s�e para ��v�ção ele Maruim, sem qualql)er satisfação 'ãt 1 ;;,,J.J
. ndad� "ostentando
lei e às a_!!!.Q . ser um éorpQ so.heraho,.. - ( ,.,,lA...-V'-
dependente e SU2S!, �r _ao Pi:egd,e �� da P;rovíncia". 1ro...�p
in-1
-j
L· �'l•
,�
'""'"""
·-:
'if
O governo de Inácio José Vicente da Fonseca estendeu­
se até 11 de agosto de 1830 quando, repentinamente, mor­
nas ordenou ao escnvao que participasse- a mudan� atraves ) �
do envio da cópia �ta _que r�ls�a,va· o· fatp. Ainãmani- f
� \
J-<,,_�.j
� { reu em São Cristóvão. Nesse peóodo, se ausentara para � restar-se-á a-desordem polí!!sa atrayés das desinteHgências �· f1�
�� mar assento na Assembléia Geral do Império de 19 de abril
entre Q. �m_ª1:!.d.an.�__d� �o ctêJ;telo PeteL@e ·o
i.. lól de 1828 a 11 de junho do mesmo ano, ficando à frente do <;_oronel Antônio José da C'ruzMenezes;)comandante do Ba-
governo Manuel de Deus Machado. Este, com a morte do
··>
'b talhão o9 127, de 2� Lin!Ía"""âo�Exército. Repercutiu desfa­
1 Presidente, retoma ao posto, em caráter interino, nele penna­
j .1.f

l vorave!mente, no !Jlei�a tropa, onde o corone! g_ozava de


necendo até 16 de janeiro do ano seguinte.
,f

f �i prestlgi� seu qfa$.Qle� do comando, .9QJJ10 d�cQtrêncià da·


Nesse período da �a sergipany, as q�t� políticas r�esentação de� de Melo Perefr� . ao Imperâdor, se- !
sempre estiveram em primeirQ_Qlanõ, predominando �r�o­ .
\ ,\; 1

g�do-se .
.5l J?IJSao, êlevendo s�r S]bme:rdo 8; Conselhê:> de /
1 �

tência dos que detinham-o P-,P.der. Uma demonstração foi a G�ga . Ain � encontrava d�o-�m Sao Çris.tóvão. guao- "
luta da Câmara de .São Cristóvão contra a intromi�o do do, em 28 de 11hril, chegou ai a notfua Jii Ab1�cãg ·d
�Cõronel Man�I Rodri�es Montes, qÚe utilizou a Pedro 1, e � ma ��-�xigê� qjas do movim_ento p_o pu ar ocorri-u
fraude eleitora l para �Q!I ..fil!ª Presidê_p.cia, Tomar-se-ia. po­ _ . .
rém, inúúl resisténcia traduzida na sessão permanente de
do na ocasiao foi - ™8ra":Jo � do Batalhão n
no Comando
a
127.
2 a 10 de janeiro. Foi vencida pelos detentores do poder, · • Algumas medidas pos1t1vas, relaéionadas com a educa-- .,.._
que passaram a dominar a Câmara. ção, podem ser creditadas a esses governos políticos. Foram
Também as eleições para a escolha � deputados -ª-º

realizados diversos concursos para professores de Primeifas
período 1829-1832 da Assembléia Geral, bem como dos

{ l

Letras e provimentos das cadeiras de Latim em São Cristó-


membros do Conselho elo Goxerno decorreram num ambiente
,'-!

vão, Itabaiana, Lagarto e Propriá, em cumprimento ã Lei de


agitado, Eram candidatos dos "corcundas" o próprio Presi­ 5 �e ouJ �bro de 1827 171• Em julho de 1828, o Presidente
dente':'l ifácio JÕsé Vicente da_f.Qnma,, e o Pe. Antôwo José J<?Se J.nác10 da Fonseca oficiava ao Ministro Pedro de Araújo
Gon�ves-Figueired°' J)Ortuguês que se tomara conhecido Lima, pedindo a criação da cadeira de I:.ógica e Retórica.
pelas aútudes contrarias à indepe11.dênciã d� e à au­ •
y

Expunha como seria ela importante para a vida educacional


}
-----
tonomia de Sergipe. Foram eleitos, porém, o Dr. Joaquim
127
126
sergipana, pois, sendo imprescindivêl ao ingresso nos CUGOS
jurídicos de Olinda, os estudantes locais tinham que cursá-la Bra&il, �Joagu:tm; JMafêêhÍÍ<ÍÃe Brit�omeado· em 20 de
em Salvador. Argumentava, -ainda, a existência em São Cris­ outubro ano anterior. Ex-ouvidc>t d� rovíncia, cargo em
tóvão de um religioso carmelita e outro agostinho "hábeis que d_emonstra equilíbrio e ilJ?. cialiEláde, pouco depois de
para e,cporem e regerem as so?r�itas cadeir�". Alguns anos assUD11r as ��õe$, em 4 de atFnf:, .YiaiO!l,.P� ..! Corte onde
desempenh'aria o �an�ato de D�do na Ass�.
decorrerão para que essa aspiraçao dos sergipanos se torne Novamente, e pela quarta vez como substitutoTegal; Manuel
realidade.
de De�..M,ac� assumiu o governo.· Já então oéw,ava o
A lQ de dezembro de 1829, instalou-se. solenemente, na posto de Qlp1tão-mor_g_as_�nanças de Itabaiana, vago
Càpital. sergipana, o Conselho ?e� da Provín�a, instituído pelo falecimento de s� irmão José Matheus d_a_�tê
pelos artigos 72 e 73 da Consntwçao do Impén0, e .regula­ Sampaio., sendo proposto em primeiro lugar na listá de três
mentados pela Lei Geral de 27 de agosto de 1827 ! com
atribuições legislattvas. ? CoI)sel_bo d�. Gov:mo , co _ntmuava
nomes pela Câmara daquela vila., em 7 d�de
1829, "coino estabefecido em lavouras, com a idade: de• 60
colaborando com o Presidente na aduurustraçao publica, sen­ e tantos anos" 110. ,
·

do assim, um órgão consultivo.


' Seu primeiLo _presidente foi o Vigário Geral Luís_ A�tô- Comunicava o Presidente Dr. Joaquim Marcelino de Bri- .
nio Estev�•. e o andamento dos trabalhos, nos � mme1ros • to às autoridade.s imperiais que p�e . · paz e
tempos, seria dificultado pela ausência dos conselheiros. Em 1 ranquiJ.id�. Essas eram, porém."'�a arer:it� conforme iriam
1830 normálizanderse os trabalhos, foram lançados os fun­ demonstrar os acontecimentós" que se esencadearam a partir
dam�tos do ensino secundário regular em Sergipe com a de 28 de_ abril, ante a chegadã da notTc1à ·da Abdiéação de -
criação., em São Cristóvão, das cadeiras de Filosofia, Retó­ Paj_m:í'.- .
rica. Geometria e Francês, perceben�o c�da pro(essor
•. 600$000 anuais. A cadeira de Desenho foi reUlllda à de Fran­
cês e a de Filosofia integrava Filosofia moral e racional Até
então o ensino secundário sergipano se lim�ava à existência
a
de cadeira s isoladas de Latim em algumas Vilas e na Capit�
7 de maio de 1830 alegando 'tua ão financei.:-!
a�a Províocia, n nselho- _.Qvemo, -� sess�o, negou/
.:;
1
tres reg_uerimentos das RQ.YPJl.Ç� Laran1eiras, Pe do B_an­ .. � !
có(Siriri) e Aracaju para a criação _ nas mesmas, de �e11;as "
de 'Primeiras letras 11s. Já e� _fevere1roA d� } 831, se_rao cn�­
das em São Cristóvão, Laran1e1ras, Estan�� e Propná, cadei-
ras de primeiras letras para o sexo femmmo..
Em 25 de fevereiro de 1831, a Freguesia de Estân�a
que vinha apresentando grande progresso, e se �ornara o _pnn­
cipaJ centro urbano da região, foi elevada a categona de
' Vila.
,, A 16 de janeiro de _ 1831, Manuel d: De�s Machado en�
' _,, 11 regou O governo, que vinha exercendo 1ntenoaroent�, � o 4.
f � presidente nomeado para Sergipe após a Iodependenc1a do

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\ �·I
BIBLIOGRAFIA DO CAPITULO VI 178 - Calasans , José: O Ensino Público em Aracajú, pág.
7. Coleção Estudos Sergipanos, Vol. VII, 1951.
179 - Of{cio da Câmara de Itabaiana ao Presidente da Pro­
168 - Freire, Felisbelo: Obra citada, pág. 278. víncia de ..Sergipe, Inácio José da Fonseca, em 7 de
169 - Idem, pág. 281. dezembro de 1829. A. P.E.S.
170 - Idem, pág. 281.
171 - Ofício do Vice-Presidente, em exerc1cio, Manuel de
Deus Machado, ao Visconde de São Leopoldo, em.
7 de outubro de 1827. A.P.N. , Secção dos Minis­
térios.
172 - Ata da Sessão do Conselho de Governo em 26 de
junho de 1827. lo R.H.I.G.S., volume IV, ano
1919, pág. 318.
173 - ln R.I.H.G.S., volume m, ano m, pág. 247 e
248.
174 - Ofício do Presidente Inácio José Vicente da Fonseca ...
ao Ministro Araujo Lima em 12 de março de 1828.
A.P .N., Secção dos Ministérios.
175 - Correspondência das Câmaras Municipais de Sergipe.
., A.P.E.S.
176 - Ofício do ·Presidente Inácio José Vicente da Fonseca
ao Ministro dos Negócios do Império, José Clemente
Pereira, em 1 5 de setembro de 1929. A.P.N. , Sec­
ção dos Ministérios.
1 77 - A relação dos indivíduos providos nas diversas ca­
deiras de Primeiras Letras da Província de Serg ipe
decretadas por seu Presidente em 30 de março de
1829, na conformidade da Lei de 15 de outubro d .
1827, com declaração de vencimentos que, interina­
mente, deveriam perceber por ano, demonstra qu
até então, já haviam sido preenchidas, por concurso,;
24 cadeiras espalhadas p or diversas reg iões da PrO:
víncia, com ordenados que variavam de 200$00Q
para as que ficavam nas povoações, 250$000 nas vil
e 300SOOO na Capital. R.I.H.G.S., n9 21 (1951,
1954), págs. 256 e 257.

130 131
imPortJlllt(:S na administr�o do Império. �l\
q§_baktli; o amigo dõsmomentos 2ceisi j'f=õ-·��'.õ�
tempos antes da Abdicação: ...,,ldent ·que-se �brasilei­
ros; separ wünto de � p_�s°ª". c....de,,_ s� c�a �� 9.ua­
drilha de-po _ ��es 9..�e <?_tomam . irurni__g_Q__ç!a.nwo"·lll.
Os bru1re1ros resp·ondem ããtitude do Imperador çom
VU - A REPERCUSSÃO EM SERGIPE DA ABDICAÇÃO intensa campanha nativista manifestada numa vio1enta luso­
DE PEDRO I � No "A_usox:a...l:ll.l!D..ine. nse", o io�l de �aristo da Veb
.Jl-._e que granife mtluencia exerce\! .nos -acontecimentos <ia
epoca, podemos isso evidenciar· ao ler�chos__ fQmO· �te:
"o amor �O!}al tem �ido n�sil pisado aos pés°"pelos
homens da ,Rrivança,, pelo par.tj.� q�a e tem, gozaj}o
da especial confiana �!1� ,,&ov:ema. ; ,. as suas ações, .os
seus �enrimenrtos, as suas ·menores palavras ( de querà gover­
Com a abdicação de Pedro I em 7 de abril de 183 l, na) tudo é anti-nacional tudo revela o desprezo, a aversão
encerra-se o processo da Independência política brasileira, por esta terra �se !;velou" 1•2•
que não se aprofundara com o· grito do Ipiranga. O fato de Já em março de ·18.31, secretamente, se haviam reunido;
ser o Príncipe Regente o autor do corte das amarras, que no Rio de Janeiro, os parlamentares que aí se encontravam,
prendiam o Brasil. à metrópole portuguesa, impediu a radi­ deliberando que o Imperador "devia deixar o trono por ter
calização revolucionãria que aqui, fatalmente, se teria desen­ traído o país, que o adotara e engrandecera, lançando-se nos
rolado de forma idêntica ao que acontecera na América Es­ braços de um partido inimigo" 1ª.
panhola. O movimento das tropas e do povo do Rio de Janeirco1
Mas logo se iniciam as desinteligências entre o jovem que levou Pedro I a abdicar em 7 de abril de 1831, foi uma
Imperador e o "partido brasileiro" que, liderad? por José B� vitória dos brasileiros, do sentimento que as revoluções de
nifácio rtanta importância tivera nos acontecimentos culmi­ 1817 e de 1824, em Pernambuco, já haviam tido como ideo­
nados 'em 7 de setembro de 1822. A ruptura haveria de vir logia.
quando Pedro I, em novembro de 18�3, dissolve� a Asse�­ O 7 de abril foi uma "Jouméo des dupes", na definição
bléia Constituinte, prendendo ou e,nlando os lideres mais de Teófilo Ottoni, quando é visto como tendo levado ao
exaltados. (Seu envolvimento nos problemas desencadeados poder os pmprietári96 �s, d�ando marginali�d.o o �
pela sucessão do trono português, após a morte de D. João que se amotioara rc:; � de Santana. Não (?Ode, porem,
VI em 1826 tomá-lo-ia mais impopular, fazendo crescer a assim ser enterrd� q ãt;; evfãencíãmos (iü"i'Toi, u�ir
animosidade 'aos adversários que b.usç_ava.m_Ie.ssaltar, princi­ desse momento, que O! brasileirQS come�aram a buscar seu
.\
palmente, sua condição de lusitáno. 'Tev� ele a percepção do próprio destino. C.011tam-se, definitivamente, todas �ões
que se passavãqirl1:trd�cat, disse ao Encarregado com o :p� lusitano ao eotcegàl' Pêâro I aos brasileiros.
dos Negócios da França no Brasil: "Não me querem para no ato da abdtcaçao, trê� crianças aqui nascidas. sem deixar­
governar, porque sou português. Meu filho tem mais vanta- lhes qualquer tutela portu guesa.
gens sobre mim: é brasileiro" 180•
Reagiu Pedro I a esses ataques, acercando-se IJ!ªIS dos
"tà- .s;.hegar em Serg1pe, np 9ia 28 de ab.m,.�ria
da A dicação, irrompem movimentos em �ão Cristóvão e
portugueses radicados no Brasil, que voltam a ocupar cargos outras localidades, demonstrando a permanência do 1orte sen-

132 ·133
f\/\ •;;-, "• ..,_ l

timento antilusitano, forjado no calor das lutas da Indepen­ a fim ae tom.ar assento,
-- ooµ10_ d�utadO: na Assembléia Ge-
dência, e que continuara vigoroso nos anos posteriorés. En- � ral.
contramos suas manifesta�ões mais ª1iYa$ -llQ......&O.V� de à - �_!leias, dos fate§ ocoq_id..9� no Bjo de Janeiro nos
Man.ueL.Eeroandes d a ....SjJ�ira, no eco da Confed�ra_çi_o dQ r 7 p� m�C§_de �83!, e� "NolttLdas Gan:.aíâd'as",
Eguador; depois, na ac!_ministraçaõãe Manuel. él�mentLÇa- 1 que espelhavam o aprofundamento das fis s entre o Im-
valcanti de Albuque�u�, q�an� :do_ cumprimento -da _rrq_vi 1 p�r e os b!...asileiros,�'!Dl �m__§efgÍ�J?ra de-�� J /Vl 71
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são do_ Co�e!!io }1ilitar. q!!_e I!landava Teinte�ar, n a tr�a, tlrtlv-a a posição de seusai�es que não confüi� n;1s,.. o

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os oficiais portugueses que dela haviam sido excluíc!os o··i/ àüiõiid�s p�u. =D;iando dSS::'.Iiiiiis._estava .en� ' ._//14.rt,,..:.·
época c!a Ind�endência. (Anexo n9 13). gue a :a.@-10 de Me o conh�do •.PQr suas ;tep��nçJ!!J .
Essa tradição antífüsitana vaj fazer com que, tamõém, recolonizas!_oras, e que exercia gran_de influê.nfia- sobre o �:�

��Sefü!pe .º §escOnfen���t.2 consegq�te, sobre­ Presid_ente,, em exercício.
tudo, d a�tromissão de Pedro_ Lnos .problemas dl!_su�!o
do trono português/Identicamente .ao que aconteci a no pla­
no nacional, aí vão re_!.omando a_posições imPQrtantes alguns
os habitantes da capital pl!
As 19 hQI]S_ do dia.:.�e�a�til., pelo CQ.IrajQ da ]!�af,
tiveram · conheciment.Qtctij •
Abd.i�,.,_de Pedro I. '' tao aos _Ci�dãQS que anqavam-;,
ponug,ueses ou brasileiros, que com eles se haviam identifi­ s�s p�as não..RQ!Je- escapar_a leitu!Jl_d.as ��-"" ·
cado, como Bento de Me · ã;'\ e assume o Coma.o.do das .@]!!s, e sem hes,�m an:oam �, ares .,pom.; li�ge;,n.ern,n_; ..
das Anna�. Apoiado pelos 'corcundas �', vai mesmo ser ten­ tes Vivas ao Senbor'I>om PédrO''"iI, lmJ?erador do B.rasil". 0
tada a ��ão_!_P-ss��lfoi!.�Geral · o _.padre_An!ônuLlosé "Centenares de foguetes artificiais subi�do ao at �ttmSa­
! f
t � Gonçalves, famoso pela ª!@de antjb.,rasilei_ra_ que ..Dl.llIUi.yera ram este acont�cimcwte a tod�de; e não -�u· um"
1 f no_yro_sesso da . lnd.epen�ia .
. I;
1 .. Em 1829, P!.ºl'!&Q.U-se .em Sergipe., um sentimento con­
momento que não �ti�vesse_rell!li_�gi-a.nde n'Úlllêrq dé' �ida..
dãos de �as...M �es que al�m� re.petiram C<;?JD jn­
r t� �½ão.1,
trário conforme atesta o Ofício-de 24_ d� �bjlidade os mesmos vivas". A� relatou os fatos· !.º·
: t.
outubro em que o Presidenteffuácio
1
José da Fonsêêànoti­ Ministro da Guerra 1JosC Manuel de � Coman(fante
fica a- José Clemente Pereira: "06 descontentes do Impera­ Interino das Armas Jo'se Aniõmo Cves-Horta m,
dor quiseram toroá-lo odioso: os espíritos revoltosos., esses Contando com a <lUbieaa do Presidente em exercí-
homens que nada valendo em tempos ordinários e que que­ cio 188, 0 Comandante �rmas, �
rendo fazer fortuna não duvidam perder o seu país, arruinar tentou reagir a �sas manifes�ões. povo, por m, que vi-
o Estado contanto que consigam poder, influênci a � nha desconfi�do de sua l!ÚPld�is "há dias se.....con�ervav.!:_
começar!IID os ânimos contra Pedro 1" 184.) no Palácio do Presidente em consultas diárias é nõ!'úro� êoin
Em 1830, os acontecimentos nativistas que ocorriam em vários indivíduos nasçJ._dos e!J1 Por:rn&a:! e outros mesmõs nas­
Pern�buco e Eahia impressionavam m os -s�rgipanos. ''hs...l!q:­ cidos no_� dos quais tajo o J2"!!Eµco suspeitava desafetos
• 1 tícias falsas" espalhadas estimüíãra seques.tros de be_qs_<io$ ao sistema jurado" 187, dirigiu-se para a pr:_aça..,..<!Q..-f-ª,J.ácio,
portugÜeses residentes e�e�._ fazendo que J?Dll-as...f.a.olk ,prote�anão � contra sua �<;.ia....ruL �ando das AI­
JiasJ amedrootadas, se .s�tirass��ão Ç�t.(>vãQ. mas� E entregou, na ocasião, a __éf8llueicle·'"óélis ):lacbad)>
Assim, eram fomente superficia e tranqüiligad� duas representações: uma pedia a convocaçãoextraõrdinãria
q� _o Presidente�- - Jo_i�im Mar�elino de Bnto xia e!J.!- e urgente d.o.....C..Q.nse)hQ.;;;.Clo_Q.QytIDo; outra, através de cinco
_
S��gipe �m �5 de abril de 1'831, a�as1ar _o P..9.@!;...JiO_ V1çe­ itens, exigia medidas decisivas e radicais, assim· enumeradas:
Presidente Manuel de Deus Machado,) part�do jlara a Corte - --
a demissãõâe l3ent ?_d �M�o "Comando das Ã..ànãi"'pãra
---
134 135

..
,. ,. e .._.

... .
timento antilusitano, forjado no calor das lutas da Indepen­ a fi.tn ae tomar assento,
- co.m.g_deputado, na Assembléia Ge-
dência, e que continuara vigoroso nos anos posteriores. En­ ral.
contramos suas m..fil!ilestaç_ões mais ativas .Jto._gO..V<IDl_,e de - �cias dos fat9$ �o�g� no &lo de �aneh:,o _nos
¾ªm1.eLEem.andes_da-Sil�ir.b no eco da Conf�@raçílo Q<? ( p�� m�_ de 183k c�..!_ "NQite_das_GamLfâã�.:'.!
�adoD depois, n-ª ac!_mini!traÇào_ de Man�eL CleJ!len�- } que espelhavam o aprofund�ento das fiss entre o Im- - . �
valcanri de AJbuquerg_u<1 quando do cu_mprunento-da �q_v1 p�r e os brasileiros, . ·� em er · _.. ,m. de:. !;W-2:' J /Vl .7 ,
são do Conselhõ-�itar:.._gue man<!_ava J�integrar,. �na tr�� t�_y� a posição de itan es q��...2,ão�confiá� 'tlils-)',, � ·
os oficiaís portugueses que dela haviam sido excluídos n autorid�s p�:-:@ _:!Dando das...Arnw,..estava .élÚT� " �Jp,
época qa lnd��dência. ·(Anexo n9 13). gue a ento de o 1'.e.ceu:a conhecido PQr suas !efüJ�..QQ!S J "
Essa tradição antifusitana vai fazer com que, taml>ém, recoloniza.doras, e que exercia grande influêi"éiã sobre ·Q, �c��
n?Eerçuta em S� o Oêscõntentamento conseq�te, sobre­ Presi<!._ente� em exercício.
tudo, da�_int19mi�o de Pedro Lnos problemas_d_qs_ u�o As _19 horas do dia_is d.e..AbriL �to -��is:! da..J!a)Ji.a;,
do trono português/Identicamente .ao que acontecia no pla­ os habitantes da capital s�a tivera.q1.' conhecim,entP+Qa ··
no nacional, aí vã� r�omando !J_Rosições importantes al_guns A�o.._de Pedro J.. ''Eiitao aos CidadãQS que andavam;
portllgueses ou_bi:asüeirQS ue com eles se haviam identifi- s� por noª9�_não,n.Q9e-escap_�-ª- leitura das ,r,en.:­
cado, como ento de Me a, e c!SSume-o Co.I11.a®o das�. e sem 6.es1tãiêm a�<>!-I_B Q.S.:.�""c;g_m,.E,_e��.
das Amnas. Apoiado pelos 'col'C1,lndas ', vai mesmo ser ten­ tes Vivas ao Senho� Pedro II, J,w._per.ador do· í3nsil". .;
tada a eleição à Assembléia GerªI o _.pa, dre Antôn,iQ José "Centenares de foguetes artificiais subindo ao _ar aftuneia-· _.
GonçaJvCs,' famOSÕ pCla �de ã@b�ileÍ.!11 que manti,y_era ram este acontecimento a toda cidade, e não tarãõü um
no prõ,s_e_sso da . lndepeg�íã. momento guC gio -�esse _1.euni�de ��� de $:ida�
Em 1829, propago.P-se em_S_ergipe_, um sentimento con• dãos de todas_� �tes que al�mente re.petjram cqm in­
trãrio��. conform testa o Ofício_ de 24 _Jle cansabilidãcic os mesmos vivas". Assim relatou os fatos ao
outubro em que o Presidentç�cio � José da Fonsêêhnoti­ �odaGuerra,)Osé'Manuelcfe Morais:-0 Comandante
fiêa a- JQsé Clemente P.ereira: "Os descontentes do Impera­ Interino das Armas Jõse ÃnWníõNeves· Horta 1�11•
dor quiseram toroá-lo odioso: os espíritos revoltosos, esses Contando com a ubi a do
homens que nada valendo em tempos ordinários e que qu� cio 188� o Comandante ��a'.;-s,,1:<:::;r:a��T.::.�::-.:.-;t�:.=.}'::.'."""��"""�-_,'D,:f�:.f.--:-.�ri,..r;:
rendo fazer fortuna não duvidam perder o seu país, arruinar tentou reagir a essas maníféstacões.
o Estado contanto que consigam poder, influência e dinheiro, nha desconfiado de sua �i�is "há dias se_coqservava.
começar,pn os ânimos contra Pedro I" 184.) ___..:.---
no Palácio do Presidente em consultas diárias Fnotumas com
Em 1830, os acontecimentos nativistas que ocorriam �m vários indivíduos nascidos em _t>s,rtu� e outros mesmÔs nas­
Pernambuco e Ba!}ia impressionavam os s�rgipanos. "�2.:­ cidos no Brasil dos quais todp .o 12.ú,2!,ico suspeitava desafetos
tícias falsas'' espalhadas estimuiãram sêquestros de b� _clos ao sistema jurado" 187, dirigiu-se para a praça�d�.ruá_ cio,
pÕrtugÜesês residentes e�ergiRe_,_ fazendo que� protestanão oontra sua�Q�_.J!g. �o .. �li. Ar­
!Jas, amedrontadas, se _r_�_rass� �ão _cristóvãQ. mas: E entregou na ocas1ao,. a foanúetcle --neus K'.l'.achad)>
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Assim, eram omente su erfic e \ta_nqüilid_;ide duas representaçoes: uma pedia a convocação extraordinãria
que . o Presidente �-- ioa�im��elino de Btrto- via .�- e urgente dQ�Çgnselho...c:!o �..mo; 'outra, através de cinco
Sei;g1pe em � de abriJ de 1 31, ·a.2..12.�ar o po�.J!O V1çe­ itens, �x�a medidas decisivas e r�dicais, assim ·�uw�a�_as:
a derrussaoêfeBent_ _ ? de
Presidente Man.u_el de Deus Macbado,)partindo � a Corte � Comando dás Armas para

134 135

..

responder pelas infrações cometidas, àevendo ser substituído Ante a exigência da representação em seu item 3\', 'ábando­
por um oficial de patente superior mais antigo; a demissão nam o Conselho o Pe. Luís Antônio Esteves, e, voluntaria­
dos empregados de todos os portugueses por "serem reco­ mente, o Conselheiro Suplente, Antônio de Araújo Peixoto
nhecidamente inimigos da Constituição e do Trono Imperial--> de Bessa que, sendo português, por ela .se julgou atingido.
bem como aqueles :ras · os e--sua pãtria" 188, Mas, quanto ao item 39, ficou deliberado que a demis­
devendo ser su})stirudo por brasileiros de "�­ são dos empregados portugueses civis e tnilit� ficaria
ca"·· a exclusão do Conselho do Governo do�O::-Geral adiada para a ,próxima sessão do Conselho. Quanto aos mi-.
Luís Antônio Esteves- e do Coronel Bento de Melo, ambos
-:,,....,'
litares, se oficiaria ao Comandante das Armas em exercício
· ''assás suspei,tos". O quarto item fazia sentir às autoridades para dar as providências 1cque forem análogas as circlillStân­
que ·qualquer medida rq>ressiva tomada contra 04ovo e a cias" ias.
tro_pa amotinados seria "considerada agressã'.Qiío " êque Sentem o povo e a tropa a manobra do acliamettto des­
esses não hesitariam em vinjar _@.[Il Q:do _J)� das AI· sa votação, desde que énvolvia ela pessoas de grande ',pro­
mas tamanha_oíensa" 189• A última exigência era que fosse jeção na Província. Respondem com ntiva represe:b.tação
libertado o Coronel Comandante do Batalhão n� 121;-An­ ,em termos enérgicos, exigindo o cumprimento imedi.ato ge•
tônio José da Cruz e Men;zes,-que há 15 meses se encon­ todas as .proposições. E, de forma mais e)CpUoita, aponJam·
trava preso por ato de prepotência do Comandante das Ar­ os nomes de oito pessoas que logo deveriam ser demitidas.
mas, devendo ser reintegrado no posto que ocupava 190• Ainda desconfiando que a tropa da 1 � Linha de .:i\.fageas,
· <Man1teLrl..Ê.._Deus Nlãclra� convocou o Conselho que, aquartelada, no momento, em São Cristóvão, poden<!, ser­
extraordinariamente, se reuniu no dia seguinte para tomar vir para uma repressão, uma vez que era muito identificada
conhecimento da represeiif�o do d_9eumeoto,-numa tenta­ com Bento de Melo Pereira, também incluem nas exigênci�
tiva de ganhar tempoãfilFagravidade das-decisões exigidas. sua retirada de Sergipe dentro de dois dias.
Percebem, porem,os amófiiíad'os o que sücedia -e Dova- re­ A Câmara cede a todas as solicitações dos amotinados,
presentação enviam ao Conselho, írisando que se impunha demitindo "provisoriamente todos os empregados Civis e
a reunião imediata, sem as formalidades de praxe, sendo Eclesiásticos até ulterior deliberação de sua Majestade o
"que em tais casos podem suprir os suplentes até de um Imperador Constitucional, o Sr. D. Pedro II, a quem o Go­
voto, a fim de que "ouçam a vontade do povo e deliberem verno deveria participar esta resolução" 194.
com justiça na forma da Constituição e da Lei" 191• Tam­ Percebe-se que o Governo procurou, depois, retomar o
bém fazem sentir que o Povo e a Tropa, dentro da Ordem comando da situação e anular o que fora concebido sob
e da Tranquilidade, não se dissolverão sem que sejam ou­ pressão da Tropa e do Povo de São Cristóvão reunidos nos
vidas suas pretensões. dias 28 e 29 de abril. Circulou a notícia de que isso se
Assim pressionado, nesse mesmo dia o Conselho voltou daria na sessão convocada para o dia 2 de maio, ante o
a reunir-se com a presença da Câmara Municipal. Foi vo­ que a ela compareceram grande número de pessoas e a Câ­
tada a demissão do Comandante das Armas, Bento de Melo, mara Municipal. Através da palavra do Conselheiro Pe. Se­
"por assim instar a Causa Póblica", 192 devendo substituí-lo rafim Alváres da Rocha, os interessados fazem chegar seu
o oficial de patente mais antiga, Coronel José Antônio Ne­ protesto aos Conselheiros, comunicando que levarão os fatos
i,,

à Regência de S. M. Sr . D. Ped:.r::o ·rr. Também requerem


1

�í ves Horta. Também foi aprovada a reintegração do Coman­


dante do Batalhão 127, Antônio José da Cruz e Menezes. ao Presidente em exercício que "sem a menor perda de tem-

136 137

,.�..
po fizesse cumprir tudo quanto se havia resolvido" nas ses­
sões anteriores 19�. ---=--
Armas o Tenente-Coronel de Estado Maior Joaquim Ma-
chada :de Oliveira.
O Conselho desmentiu -as notícias alarmantes, garantindo Homem culto e esclareciElo, que qeEois ocuparia cargos
que seriam cumpridas todas as resoluções votadas nas reu-­ importantes na administração do.-lmpél:(õ,-o. Dr. Ma�lfuo
niões anteriores.
Triunfava, assim, o povo de São Cristóvão na luta con­ gnm" �8• ----------,
de Brito "chegando, pacificou a Província sem alarme al-

tra a influência lusitana na vida político-administrativa da


Província, e que vinha mantendo havia uma década.
Ante o desfecho dos acontecimentos, Manuel de Deus
Machado remmciou à Vice-Presidência e, conseqüentemente,
deixou a Presidência da Província que vinlíaex�a
quarta vez. unicacão dos' fatos QC._OrridOS ao ministto
da tustíçá � pelo Pe. José Fran��o M�ezis � l>em
explicativa qillujO diz: "Em não menos desconfiança de
que o Coronel 'fl..euto de Me1o, .ttOido publicamente o Vice­
Presidente Manuel de Deus Machado pelo preferente aco­
lhimento que fazia a todos aqueles de quem o Público des-­
confiava; e esta tanto aumentou em conseqüência dos seus
procedimentos em Conselho, e na presença do povo, que
sem dúvida com que ele ganhou ódio públicQ.; o que reco­
nhecendo, julgou prudente a título de moléstia demitir-se da
Vice-Presidência" 198• Por ser português o substituto legal,
Conselheiro Luís Pinto, assumiu o governo o Pe. José Fran­
cisco de Menezes Sobral 197•
Vai haver tentativa dos famfüares de Luís Pinto de
procurar valer seus direitos em Maruim e Rosário, onde
tinham apoio. Mas as medidas imediatas e seguras tomadas •

pelo Pe. Menezes Sobral, já à frente do Governo, e do Co­ I

mandante das Armas, interino, Brigadeiro José Antônio Ne­


ves Hona, impediram uma contra-ofensiva, em que pudes­
1 l sem ser mobilizados os numerosos portugueses radicados na
terra sergipana. Todas as Câmaras Municipais sergipanas
1 f
aclamam, em seguida, D. Pedro II Imperador, integrando-se,
assim, no governo regencial.
AF> resoluções do Conselho ante a pressão popular serão
ratificadas pelo governo regencial, que §Jlia sua autoridade
em � quando, em jolnc},vÕlta a assumir a Presidênciã' .
o Dt. Joaquim Marcelino de Brito, e ocupa o Comando das ·

138 139
..
J

i
BIBLIOGRAFIA DO CAPITULO VII 190 - Tdem, pág. 108.
191 - Ofício do Pe. Francisco Mene� Sobral ao Mil;tistro

l '-
da Justiça em 9 de maio de l831. B.N., Secção de
Manuscritos.
·"�
180 - Souza, Otávio Tarquínio de: Bemardo de Vascon­
192 - Idem.
l
celos, pág. 111. José Olímpio, 1937. 193 - Idem.
181 - Leal., A. A.: O Ato Adicion_al. R.LH.G.B. Tomo I 94 - A ta da sessão extraordinária do Conselho de Oover­
,,_
Especial relativo ao 19 Congresso de História Na.­
r.- cionhl, Parte III, pág. t34. In José Calasans: O Sen­
no de Sergipe em 30 de abril de. 1831: ln :

!- ,.
R.I.H.G.S., n9 19, pág, 111. (1945-1948}.
tido nacionalista do 7 de abril. R. I .H.G. S. n9 17, 19-5 - Ofício do Pe. Francisco Menezes · Sobral âo Ministro
1
(1941-1942). da Justiça acima citado.
182 - Souza, Otávio Tarquinio de: Evaristo da Veiga, pág.
.f'.�
L
196 - Idem. , .
141. Companhia Editora Nacional 197 - O Padre José Francisco Menezes Sobral havia si<f0;
"f
.:�.�-.- 183 - História da Revolução no Brasil: Por um membro
..�
membro da Junta Governativa aclamáda em 19 tle
da Câmara dos Deputados. Rio de Janeiro, 1831. O outubro de 1822. Tambéxp foi um dos dois Deprr­
parlamentar é o deputado Alves Branco, que exer­ tados eleitos para a Assembléia Geral ·Constituin1e e ·
o.f;..
ceria cargos importantes na política do II Império. Legislativa, não cheg ando, porém, a tomar parte nos
A. P. N . , Secção dos Ministérios. trabalhos pela sua dissolução em nove,.mbro de 1823
!,_
184 - Ofício do Presidente Inácio José Fonseca a Jósé por Pedro I.
·Í: Clemente Pereira em 24 de outubro de 1829. A.P.N.,
"\. Participou ativamente do processo da Independ..ên­
,1 Secção dos Ministérios. cia, . em Sergipe, "concorreóclo com ofe�a de heis,
l
,1
185 - Ofício enviado pelo Comandante lnlerino das Ar­ escravos e outros bens em prol dá manterisa e Ser­
mas José Antônio Neves Horta ao Sr. José Manuel viço da Causa Brasileira. E offerecendo os Servjços
de Morais, Ministro e Secretário dos Negócios da que por uma Escriptura, prova ter-lhe cedido seo
Guerra em 10 de maio de 1831. A .P .N., Secção Pai e Cap. mor. Simião Telles de Menezes, de Do­
1 dos Ministérios. cumentos a este res,peito se vê q. o seu maior fun­
1:
186 - "Este mesmo que recomendava paz e tranqüilidade, damento consiste em ter-se prestado a Cauza d!'.>
I• porém com manhosas intenções", escrevia o Pe. José Brasil, contribuindo para a Creação da Caixa Militar,
·'1,1
Francisco de Menezes Sobral ao limo. e Ex:mo. Sr. e auxiliando com transportes aos Emprega_dos no
• José Manuel de Morais em 8 de maio de 1821. Serviço da Patr:ia.", assim informava ao Imperador

-.
A .P . N ., Secção dos Ministérios. o Presidente Manuel Fernandes· da Silveira em 14
187 - Ofício do Comandante Interino das Armas José An­ de agosto de 1823. R.I .H.G.S., n9 25, ano 1960,
tônio Neves Horta ao fauno. Sr. Ministro e Secre­ pág. 152.
tário dos Negócios da Guerra, José Manuel de M<r­ 198 - Sergipe: Apontamentos para sua História. B .N..
rais, acima citado. Secção de Manuscritos.
,.,i: i88 Idem.
f J 89 - A1.a da sessão extraordinária do Conselho de
vemo de Sergipe em 29 de abril de 1831.
R.I.H.G.S., o'? 19, pág. 107, (1945-1948).

140 141

J
ANEXOS

J
ANEXO n9 1

Ofício dirigido à Junta da Bahia pelo Brigadeiro Pedro Viei­


ra de Mello.

Em observancia das Res.peitaveis Ordens, que Vossas


Excas. me dirigirão em datta de vinte seis de Fevereiro desse
anno, rec,ebidas em dezanove do Corrente Março, logo no
seguinte dia, vinte do mesmo., 1oméi posse interina.mepte · do
Governo desta Comarca de Sergipe d'ElRey; e aão obstante
o meu demerito, dezej'o desempenhar o bom conceito, com
que Vossas Excas. muito me honrão. Carlos Cezar Burla.ma­
qui, se aprompta, para quanto antes se dirigir a Respeitãvel
Prezença de Vossas Excas., na forma da Ordem, que pelo
Ulmo. CoroneL Commandante da Expedição lhe foi intimada.
�uis Antonio da Foncéca Machado, em vime quatro, ou vin­
te cinco de Fevereiro, sahio desta Cidade, e segúlldo se dlz,
o seu destino foi p�ra a Côrte do Rio de Janeiro. Aplausivel
diligencia da Pro.clamação, e juramento Constitucional, pros­
segue com vantagem, e geral prazer dos Povos.
Serei prompto, e exacto _na inteira, e fiel execução das
Ordens desse Ex.mo. Governo. Deos Guarde a Vossas Excas.
por muitos annos. Quartel de Sergipe d'E!Rey 21 de Março
l 821.
Pedro Vieira de Mello.
(Arquivo do Estado da Bahia)

145
Regente, que solennemente prometteu deffender o Brazil, e
tomallo livre., ou morrer pelejando pela sua liberdade e inde­
pendencia. Contudo, lllustres habitantes: tendo prezenciado
o vosso patriotismo e o quanto vos esforçaes a dár provas da
vossa innocencia e lealdade; e visto de que �máes a vossa
Patria, e particularmente attendendo o dia d'"oje, Feliz Nata­
ANEXO n9 3 licio de S. A. R. e Princi.pe Regente, vos affianço, e promel­
to em seu Real Nome perdão geral a todos aquelles, que
outrora4nünigos do seu próptlp interesse, fomentav�o intri­
Proclamação do General Labatut aos Habitantes de La­ gas, e ldizordens que possão v?ltar �s _ suas Cazas dentro do
ranjeiras. tres dias, os quáes não serão Já mais incomodados nem n�
suas pessoas nem na s. ua. fa� nda; porém declaro desâe , J. �
que comparecendo e rerncmdmdo nos mesm_?S �rrados senti-.
memos serão reputados réos de leza Naçao, e declarados
PROCLAMAÇÃO mnimigos do Vasto e Rico Império Brazil�iro; os_ �eus bens
serão confiscados em beneficio do Exercito pacificador da
HABITANTES DE LARANGEIRAS: Chegou aos Vossos Bahia. que tenho à honra de Comandar Como c,hefe; não
La_res_ a Oliveira da páz. Tropas Mandadas pelo meJhor dos concedo ,porém este perdão, e permissão _de voltar aos t(�S
Pnnc1pes vo-la trazem, e eu Brazileiro por inclinação e por mais encarniçados innimigos da nossa i;auza, J.o� Alves Q�a­
dever, estou a plantala nos vossos Campos. Elia à sombra resma, Francisco Jozé da Rocha, e J� Ca�tano de F�na.
do Nosso P_rotector vegetará grandemente, e produzirá para Continue, pois, habitantes das Laraogeiras, a prestar�y0s co­
vossa postendade Sazonados frutos. Hoje que o Céo (es vir mo bons filhos do Brazil a tudo que para marchát: este
ao Mundo o Prototypo dos Regentes; sim hoje mesmo, que Exercito vôs Cor requezitado; e firmes nos heroicos _s�mipien­
Elle e nós festejamos seus feüces annos, vos prometto toda tos de serdes livres e independentes, dizei no mais infüuzias­
a garantia da Ley e total esquecimento do passado proceder mo do prazer Viva a Nossa Santa Religião; Viva EI Rey D.
de alguns indeviduos, que por isso mesmo, que tinhão em João VI; Viva o Nosso Príncipe Regente e Perpetuo D�
suas mãos as recfeas do Governo, e haviâo recebido imensos fensor - Viva toda a Família Real - Vivam as Cortes Ge­
beneficios da liberal Mão do Augusto Príncipe, deviào mos­ raes Constitucioaaes e Legislativas do Reino do Brasil:
trar-se mais impenhados na sagrada Cauza do Brasil, pelo Q."1 Gen.ai das Lorangeiras, 12 de 8bro do 1822.
contrario, quaes filhos ingratos, retalhavão o seio de sua boa
�ay e desconhecidos forjavão Cadeias para algemar seus
rnnocentes pulsos. Labatut
Tal hera. Ulustres habitantes das Laranoeiras o decrept­ General.
to Governador de Sergipe, cujo cerebro est�otiádo hera go­
vernado por cabeças loucas e inimigas da nossa patria I Tal (Arquivo Nacional: Secção dos Ministérios).
hera o vosso Vigario, que esquecido de seu sagrado Mínis­
terio, e das saudaveis e ,pacificas Leis dos Evanoelhos, vos
persuadião a rebellar-se como o vosso Augusto Principe, o
Filho Herdeiro do ºr6º Bom Rey; contra aquelle Genero20

�,
;!' 148
149

\\ ---
neiro, como 'lambem os Miliciaonos do Penedo: e p� mais
os aterrar, e obrigar a seder entrarão me agora de noute
nesta Cidade 250 Cassadores de Linha que Pernambuco, fes
marchar em nosso Socorro.

i
A mesma suppressão, e reforma de governo pertendo
fazer na Estaocia; e V. S� bem vê que para ultimar estas
ANEXO o<? 4 operaçoeos politi �as, indispencaveis na conjuntura. prezente
_
�1e será necessano demorar me meia <luzia de dias, porem
Ofício dirigido, de Sergipe, ao Comandante da Força Arma­
fique na certeza de q. apenoas conclua isto, marcho atoda
preça para a Torre unir-me a V. S� a quem lhe agradeço 0

da de Pirajá e Tôrre, Tenente Coronel Joaquim Pires de dez<? que tem de vir verme e lhe significo que o m,nro quero
Carvalho e Albuquerque, pelo General Labatut. praticar o seo resptC? Resta-me som.e pedir a V. S� que. coo.,.
�erve athe a mi} chegada, boa annonia com o Governo Civil;
111.mo s.or inda mesmo com algum sacrüicio seo, afim ·de ivictarmos de- ·
vizões, e intrigas poucp favoraveis, ou antes mui perniciozas.
Recebi o offQ de V. S� em dacta de 24 de Setb� do a nossa Sagrada Cauza, pela qual V. S� já tanto se tem

r
corrente: elle veio ·augmentar a. alegria de que me achava sacreficado.
possuido com as anteriores not.as, que da Torre me havia Espero, que attenderá á esta m� am.iga:vet advertcm�ia;
já ,panicipádo: as quaes fiz sciente a S . A. R. p. dous offi­ ella hé necessária: o Brazil, e eu lhe ,pedimos, eternos todo
ciaes, que mandei das Larangeiras em buma sumaca ao Rio o direito de :;er sirvidos.
de Janeiro. Hoje cheguei a Cidade de Sergipe, onde tal vez D.• G.• a V. S.ª Quartel General de Serg.• d'El Rey, l8
V. S." já saiba, se instalou illegalm.�e hum Governo Provi­ de 8br.0 1822 (assignado) L�batut General. ili.mo Sôr. Ten.•
zorio; pois á lem de outras coi7..as impropias da instalação. Cor.e1 da ·Força Armada de Pirajá e Torre. Jo.aq.m Pires de
o decrepto e estontiado Brigadeiro Vieira então Governador Carv.0 e Albuq. 0•
da Comarca, por pedido do Senado, gritou, e deu vivas as
Cortes de Lisboa por isso sucegue V. S� que não será pre-­ (Arquivo do Estado da Bahia)
ci10 bater Sergipe; p.r quanto pertendo declarar-lhes que fica
de nenhum vigor o seu asnati",P governo, e que Provizoria­
meote, em quanto não restauro a Bahia, torno a govemança
de toda a Comarca, deixando por governador Militar della.
na minha auzencia o Benemerito Coronel Jozé de Ba"os Pi­
mentel, pessoa de mlJ estima e confiança, já por que pela
Ley lhe penençe, como tão bem por ser Brazileiro, e pa­
tnot a honrado: o que pretendo conseguir por boas maneiras,
mo�trando-lhes a aucthoridade, que S . A . R. me conferio, e
quando nã queirão a sim, os obrigarei a força de Armas;
'('_
,por quanto para secundar esta mª intenção; tenho na Es-
1anc1a reunida a Tropa de Linha e Milicias do Rio de Ja-

150 151
� margens dos mangues salgados, promette grandissimas
v �ntagens: Conada de rios navegaveis, que se podem comu­
nicar com algum pequeno trabalho rompendo-se-lhes os is­
thmos que os sepárão ; �fferece ao Coryiercio o melhor pros­
_
pecto. A mesma Provinc1a comprehende em si não menos de
quatro �arras, por onde sabem. e entriio �s carregadas,
_
e possuindo em seu se10 a abonJancia de mineraés de our.a
ANEXO n<? 5
praia, ferro. salitre. e enxofre, dos quaes os dous �ltimos s�

\
podem extrair com maior facilid�de,, e atbc quasi sem tra­
balho, faz a inveja das outras Províncias: mas ioda esta fer­
Representação do Procurador da Câmara de Sergipe del Rei,
\ Vicente José de Mascarenhas, datada de 2 de abril de 1823,
ao Imperador Pedro I.
riJidade, e todos estes Bens, que a Na-tureza tã·o bem liberal�
mente lhe há concedido i pouco ou quasi nada Ih� terri, ·apr&.­
veitadc. Elia despida de quem prombva o Bem P.'ublico,'
e su1e1ta ou1rora a Província da Bahia, a quem somente ser­
Enviado pela Camara da Cidade de S. Christóvão capi­ via de preza, era re.gida com o jugo da vara de ferro por
tal da ProVÚlcia de Sergipe d'El-Rei, em cujo Senado sirvo, Governadores subalternos, que para ali hião, mais fazer a
este presente anno de Procurador, tenho a honra ( depois de
sua fonuna particular. Os verdadeiros conhecimentos do in­
ter ja felicitado a V. M.I. em nome do mesmo Senado) de
levar a Augusta e Imperial. Presença de V.M.I. as preci­ teresse Nacicnal erão ali ou iinorados, ou d�Í,r�zados, po­
sões daquella Proviocia denovo se.parada, e independente da rém os seus habitao,tes ainda curvados e acabrunhados. sem­
da Bahia pela Paternal Resolução �e V. M.I . que houve pre aguardavão, hum futuro mais fel.iz, que com effeito virão
1
por bem confirmar o Decreto d'El-Reí""i\ugusto Pay de V .M. raiar no seu horizonte com a Acclamação de V. M. I., Graça
o Senhor D. João 69, de oito de Julho de 1820. E como que lhes ac-aba de fazer. A Província agradecida beija as
V.M. l. por Sua natural Bondade se dignou attender a Pro­ Imperiais � Beneficas Mãos de V. M., mas não póde deixar
vincia, que me vio nascer, fazendo-lhe esta graça a qual, de novo implorar a V. M . 1. o conicebimcnto da grande
ba tantos aonos, era digna e merecedora, cumpre, que eu obra: V. M. 1. como Pay dos Brasileiros, e Defensor Per­
agora exponha a V. M. 1 . as suas necescidades, e que apon­ petuo do Brasil ' ( Titulo que tanto nos regozija). Fará hum
te. se me for possivel, as proporções de m.ilhoramentos. de grande Beneficio aquella Província se Se dignar Enviar-lhe
que ella he susceptivel, a fim de que escudada com a Pro­ hu� �::_emador, ou Comand �as Arma!,_ dotado de in:"T
teção e Sabedoria de V. M. I . , floresça em pouco tempo co­ telhgcnc1a, e conhecimentos Militares seja não só amante da
mo outra das de primeira ordem, vindo a ser huma interes­
paz, e da cauza do Brasil, como expecialmente da Província
sante parte deste vasto e rico Imperio do Brasil. Estende-se
a qual então em breve tempo dará huma cabal prova dest;
a Província de Sergipe de EI Rei pelas suas extremidades de
v�rdade: Da mesma sorte lisongear-se-hão muito aquelles ha­
Leste a Oeste cincoenta e duas legoas, comprehendendo
bJtantes se V - � · IJies enviar igual Ouvidor, pois os que
igual numero de Norte a Sul: A sua capital fundada em .
para ah tem �ido apenas tratarão do expediente judicial,
huma Collina quasi occupa o meio d'ella com pouca diffe­
gastando o mais do tempo pelas Correições das sete Villas
rença: Seu terreno saudavel o mais util, e apropriado para
Comarcams, d_'onde logo se retiravão, deixando (por não
a agncultura de toda a qualidade de lavouras, que ha no
lhes res-1ar mais tempo) de promovi:r o augmento. e bem da
Brasil, além do grande fabrico de�, que se faz nos _!E!:

152 153
� margens dos mangues sa lgados, promette grandissimas
v�ntagens: Cortada de rios navegaveis, que se podem comu­
rucar com algum pequeno trabaJ.ho rompendQ--se-lhes os is­
thmos que os sepárâo; of(erece ao Comercio o melhor pros­
pecto. A mesma Provincia comprebendê em si não menos de
\ quatro �arras, por onde sabem. e entrào �s carregadas,
_
e possuindo em seu seio a abundancia do mineraes de ouro,
ANEXO n9 5
\ prata, (erro.. salitre. e enxofre, dos quaes os dous ultimos se
podem extrair com maior facilid!}cJe,• e athc quasi sem tra­
balho, faz a inveja das outras Províncias; mas toda esta fer­ J

\
Representação do Procurador da Câmara de Sergipe del Rei,
tilidade, e todos estes Bens, que a Na·tureza tã'o bem libéral­
Vicente José de Mascarenhas, datada de 2 de abril de 1823,
mente lhe há concedido, pouco ou quasi nada lhe tem, apr0r
ao Imperador Pedro I.
veitadc. Elia despida de quem promová o Bem P'ublico.'
e sujeita outrora a Provincia da Bahia, a quem somente ser­
Enviado pela Camara da Cid ade de S. Christóvão capi­
via de preza. era regida com o jugo cJ� vara de ferro por
tal da Província de Sergipe d'EI-Rei, em cujo Senado sirvo,
Governadores subalternos, que para ali hião, mais fazer a
este presente anno de Procuradof, tenho a honra ( depois de
ter ja felicitado a V. M. I. em nome do mesmo Senado) de sua fonuna p a rticular. Os verdadeiros conhecimentos do in­
levar a Augusta e Imperial Presença de V. M. I. as preci­ teresse Nacicnal erão ali ou i�norados. ou desprezados, po­
sões daquella Província denovo separada, e independente da rém os seus habitantes ainda curvados e acabrunhados.. sem­
da Bahia pela Paternal Resolução �e V. M. J. que houve pre aguardavão, hum futuro mais fe!-iz, que com effeíto virão
I
por bem confirmar o Decreto d'El-ReiÃugusto Pay de V .M. raiar no seu horizonte com a Acclamação de V. M .1., Graça
o Senhor D. João 69, de oito de Julho de 1820. E como que lhes araba de fazer. A Província agradecida beija as
V .M. I. por Sua natur al Bondade se dignou attender a Pro­ Imperiais � Beneficas Mãos de V. M.• mas não póde deixar
vincia, que me vio nascer, fazendo-lhe esta graça a qual, de novo implorar a V. M. l. o comcebimento da grande
h a tantos annos, era digna e merecedora, cumpre, que eu obra: V. M. I. como Pay dos Brasileiros, e Defensor Per­
agora exponha a V. M. J. as suas necescidades. e que apon­ petuo do Brasil · (Titulo que tanto nos regozija). Fará húm
te. se me for possível, as proporções de milhoramentos. de grande Beneficio a quella Província se Se dignar Enviar-lhe
que ella he susceptivel, a fim de que escudada com a Pro­
hu� � o� Coma�t� das Arma� dotado de in:"l'
teção e Sabedoria de V. M. I .• floresça em pouco tempo co­
telhgenc1a, e conhecimentos Militares seja não só amante da
mo outra das de primeira ordem, vindo a ser huma interes­
paz, e da cauza do Brasil, como expecialmente da Província
sante parte deste vasto e rico Imperio do Brasil. Estende-se
a quaJ então em breve tempo dará huma cabal prova dest;
a Provincia de Sergipe de EI Rei pelas suas extremidades de
v �rdade: Da mesma sorte lisongear-se-hão muito aquellcs ha­
Leste a Oeste cincoenta e duas legoas, comprehendendo
bitantes se V.�. lhes enviar igual Ouvidor, pois os que
igual numero de Norte a Sul: A sua capital fundada em .
p a ra ah tem �ido apenas tratarão do expediente judicial,
huma Collina quasi occupa o meio d'ella com pouca djffe­
gastando o mais do tempo pelas Correições da s sete Villas
rença: Seu terreno saudavel o mais util, e apropriado para
Comarcams, d'onde_ logo se retiravão, deixando (.por não
a agricultura de toda a qualidade de lavouras, que ha no
lhes restar ma is tempo) de promovt:r o augmento, e bem da
Brasil, além do grande fabrico de�. que se faz nos �-

152 153
T erra·· Hp igualmente neeessario para a Cidad e _da menci<t utilisava) C()l1) cuja rcn
. • d,a -póde muito sbppri
nada Provtnc1a, a criação do Lugar de bum J lllZ de P� despezas, hui vez r, todas as suas
por que est� ndo este M a ·strado pela sua necessana rcú- q- a administração púb
por homens probos, lica seja exercida
dencia na Odade, deve por 1
gi 'sso das milhores providencias e benemcritos.- Nesta
· posso deixar de aprese boa occazião não
as necescid ades da Terra, e au enc do Ouvidei:. ministrar ntar a V. M. I. q "' a
º1ª _ z são da Prov.ca, Coma confinante ctiví­
1�1
g rca da Bahia, com a
melhor Just1ç · a, do· que os u1zes Le os, que muitas vezes Rci pela sua má repart de Scrgip.•d\EJ­
. ição deve ser esta pel
são forçados guiarem-se por Assesso res ignorantes, e c orro­ e não como he pelo Co o rio Itapicurú,
tos, tendo sempre todos os sobreditos Magistrad os a sua re- qego Rio R.�aJ,,� J?Of fic?
. tante da Cid.e Capital r este dis-­
. 1 da Provinda onde sempre to1. de Sergipe sóm
z.ideocia na Cidade capita goas ptl o Norte, e I1apic ente vinte •e duas le­
antiga sede de todos o G vem adores por ter todas as p_ro- urú cinco Jegoas; e est
Cid.• Capit al da Bahia e distante .da
porções, e huma gran�e �deia repanida em duas. Parece cincoenta e 'tres Jegoas,
toma-se inutil ,para a e a p- ,issg
Bahia de maneira; qU:e
q - h e ·igualm. e necesana . a cn. aç-ao de hum · Provisor q' d a ta pela longitude não conhec as Justiças des­
. . em como devem dos fato
Capital da Provoa . administre a jurisdição Ecclesiasttca d e tecidos na Villa de Ab s acoo;
ba dia, e no Julgado de
lod a el\a' eir quanto nao - ha' nella Bispado pois tem hua incluída a dita Vilia, Jeremuabo
. e dito jvlgadQ na 'differe
grande Matriz. q - pod.e servir d_e S'e. Alem destes Emprega- legoas d'entre o Itapicurú nça de, cinçô
, e o Rio Real, que por
dos _parece ser _ _çonvenient� a e.na ção a Ju� proximo de Sergipe o Ttap estar mai:s
�� icurú do que para a Bahia,
de Fazenda e hua Alfande a no p a da � para esta, e util . par he ioutíl
a aquell1:1; alem de qu�
vincia, onde xega o bra_ço Jo m ��d� a fim d°TmelhoT tempo já a dita Villa, l\'Outro
e dito julga_do �o.i:ão sub
-se aarcadar, e economizar os ;�beiros�--
.
perar o comercio. E sendo o ensmo e Educaç ao j,;ublica o
.
- o e
da N_!çà e!?!: Sergipe d'El-Rei e por con
com G overnadores da Bah
troverças de Ouvidores de .alternos a
Set8,ige;
ia, est� superio� a Ser
germen da felicidade dos Povos, não posso d ·1xa de Jem rogarão ao seu
poderio a dita Vilia e dito gipe ar­
. lccante ao secular, fica ; julga-do, ·sómente
brar a V M .1. a necessid.e que tem a m�n:a ;rov • da� ndo todavia como de
presente he a
. Justiça Ecclesiastica de
Cadeir as de Philosofia e Geometria, as quais sendo V . M . 1. Sergipe governando a
� ·=- . ' dito J ulgado; pelo que drt� Villat e
serviuo cnar, como coad1uvaçao
' - de y · Ex ·ca em neohu m1- parece que mandand9
menbrar aquella parte V. M. I. dis­
lhor lugar se podem estabelecer, q.e na mesma c·i d .e por ser de cinco legoas que· dis
. central• e sufficiente pelo assento, p 1'amce, e ao ltapicurú athe ond ta do rio Re.il
o lugar mais e se deve estender a
. gipe d'El-Rei já ,pef.a Comarca de Ser­
c om b oas Agoas natjvas e nos cor rentes q - desagoão no sal- boa partiç,ão, e já pel
mento das co1zas pratica o dado conhéci­
gado, e lar ura de Edificios p. a hua gra�de �id.• milhor q - das naquelles remotos
da restituir o que justam lugares, Man-
em parte af uma da Comarca, havendo Já al.t, dous gr andes ente pertence a Sergip
. exbulhado. Eis Imper e do que foi
Conventos, � u Carmelita e outro Franciscano com muitos i aJ Senhor as precisões
víncia, que tenho a h da minha Pro­
po ucos R erig1os· os. qã. t o' d os se Podem acomodar em hum onra de levar
a Augusta Pre
V. M. 1. para que V sença de
só Convento, alem de hua Caza de Miz.ericordia com hospi- . M . I. dignando-se a
supplicas dos seus fieis ttender a etlas e as
tal , e mais tres filiais dentro da Cidade . subditos os Habitantes
. vincia, em nome dos qu daquella Pro­
Para estes Estabe1 ecim • en tos·. e pa ra outros mais, q - as mara da Capital e da
acs, autorizado com
puderes da Ca­
. Junta de G overno,
urgentes oecesci'd ad es os reque1rao e V · M · I · for servido de derrama r sobre elles reprezento. Haja
. as sabias pro videncias
cnar, tem aque1a Prov· ca de Sergipe . ' d e EI -Rei de renda an- cln sabedoria e Magnanim tão proprias
. idade de V . M . I. que
nuaJ quazi, ou perto de hu m11hao _ de cruzados ( qã a Bahia delicias do Brasil, e adm ora faz. as
iração do Universo,
a cuja Imperial
154
155
Pessoa o Ceo felizmente gOB(da para n;medlo e amparo doJ
felizes Brasileiros.

Rio � Janeiro �l_de Abril �1�2�

Vicente José Masc-arenhas Procurador da Comarca ANEXO nQ 6


de Sergipe, e seu Deputado.

�ca �- Secção de Mam1scritos)


Dedicatória do P9Cma a� Imperadór Ped� J C!_ríviaéio
pelo Professor de Latinidl¼,de Inácie Antônio t>oonu�nde. Es- ·
crito em Latim, demonstrava seu �utc;>r $.Ofr�r� intl;q(!)Çi�t do
Arcadismo.

"Senf)or

Nada mais anima a hum filho amante, que ·a ternura


de um Pay extremoso: e esta he bastante PJ)ra'gue· <14ueUe
não recere cometter temeri�ades. Este 9 ·Q(oti�<>i p�rque ·te­
meroso ouso pôr aos lmperj�es Pes de Vossa Magest ��� 0$
toscos versos epigrarnmath:ós. que a esta acompan)ra0. Os
quaes, formados; na efervescencia do meo i�forme enthusias­
mo, mais a impuJsos de líum inalteravel BDJOI'., . que,. como
verdadeiro Brasileirc;>, consagro a Voss� M�g�stade Iínp:�iral1
do que por ,arte, humilde e filialmente sup.plico. ·a Vossa ·Ma­
gestade Imperial Queira, M,andar subscrever ao Seo Imperial
Busto, se de tanta honra forem dignos; para que Vossa
Magestade, e essa Corte imperial, quando não apreciarem a
sua metrificação, e invenção, tenha eu ao menos a gloria de
ser o primeiro que com feliz agouro em to<fo o Brasil an­
·
thonomasio a Vossa· Magestade, Maximo. .
Deos felizmente guarde a Vossa M'clgestade Imperial
por annos, cuja mett.a seja a eternidade .para honra, defeza
e gloria de to<fo o Brasil.
Sergipe d'EI Rey 14 de Majo de 1823. 29 da Inde­
pcndencia e do l mpério.

1S7
156
Pessoa o Ceo �izmentc g<>a{da para mnedio e amparo doa
felizes Brasileiros.

Rio d� Janeiro 4-l_de Abril _lk_J,a23..

Vicente José Mascarenhas Procurador da Comarca


de Sergipe, e seu Deputado.

�ca �- Secção de Manuscritos)


Dedicatória do poema ao Imperador ,Pedro I eµviaéfo
pelo Professor de Latinidade Inácia Antônio Dqpnunde. Es­
crito em Latim, demonsu:ava seu �Ut<;>r . $PÍ�r intl,ü)i;,çi�; do
Arcadismo.

·'SenlJor

Nada mais anima a hum filho amante, que a ternura


de um Pay extremoso: e está lie bastanre Pflrague· l!4uelle
não recere cometter temen�ades. Este õ ·lfibtiJ0r P.�fqlie te­
meroso ouso pôr aos lmperfáes Pes de Vossa Magest �p.� O$
toscos versos epigrammaticos. que a esta · acompanlt'ã0. Os
quaes, formados; na efervescencia do meo informe eiithusias­
mo, mais a impulsos de li:um inalteravel aJ.T,or:,. que, como
verdadeiro Brasileiro, consagro a Vossa Mag�stade linpyiral1
do que por .arte, humilde e filialmente supplico. ·a Vossa M�
gestade Imperial Queira M_andar subsore-ver aa Seo lmperj.ál
Busto, se de tanta honra torem dignos; para qµe Vossa
Magestade, e essa Corte imperial, quando não apreeiarem a
sua metrificação, e invenção, tenha eu ao menos a gloria de
ser o primeiro que com feliz agouro em tcxlo o Brasil an­
thonomasio a Vossa· Magestade, Maximo. .
Deos felizmente guarde a Vossa Magestade Imperial
por annos, cuja meti.a seja a eternidade ,para honra, defeza
e gloria de tcxlo o Brasil.
Sergipe d'EI Rey 14 de Ma_io de 1823. 29 da Inde­
pcndencia e do l mpério.

IS7
156
Beija a mão de Vossa Magestadc Imperial
O mais attento, e amante Subdito
Inacio Antonio Dormundo

(Arquivo Público Nacion.aJ: Secção de Documentação His­


tórica). ANEXO� 7.

Máximus en Petrus, sim similis q.uis? Solus in Orbe


Eis Pedro o Máximo, quem lhe sera igual? Ele é ún.i. co no
R-epresentação do Juiz Ordinárjo Presidente do_ Senado
fOrbe.

.
da Câmara e do Vereador mais veffio.
.Illinõ. e Exmo� Senhçr
Russorum Magnus vix levis uinbra fuit. '
O Grande dos russos apenas foi uma leve sombra. ' ,.
O Juiz Ord.ro Prezidente do Sen.0 da Camara clesta
Perficit lmperium Magnus: nunc Máximus Istud Procreat, Cid. 0 João Simões dos Reis, ,e ç V�r�agor mais veJhô ,1.o (
[ergo plus Imperat, scph Fran. 00 de S�lles; p.r entre !l a�rtada vere,�a !:
O Grande fez um Império: agora o Máximo ,criou este, logo achaõ em desvio do dispotismo, vem a V. Ex.ª represeiitat­
[Reina mais. P - si, p.1ª gente boa deSJa m.ma Cidade, e o s�u . Pr.0 e
cm nome áe ,grd.• n. 0 ,d e oi�aôãps Jl?f000l! e pacjfj,co.s , d�
llle minus perficere
,. est magnum, nimiumque que creare; quid Prov.ca que �!lés não tendo a q,,m. l!�. �bpg�n, e reç'qr,r�r.,0-
[inde? f�em a V. Ex.ª, p- e�tarem convencido� da sua Cq&5titu­
.
O que aquele fez. é menos grande, porque não é criar; qué c1onahdad.• de conservar, e sempre . manter Qs' póy.os, em
[se segue? armonia, em socc.go, e cega obedlencia ao 'sistema. a4.PJ:lt"ad0.
.EUes conheceJn, que são. ap.enas p..te do Cor,po �egre­
Ille fuit Magous, Máximus Iste Pracst. sentativo deste Povo, eque se dirigem agora i.fidÍret�i:n�'w a
Aquele foi Grande, Este, o Máximo, sobressai. V. Ex.ª, ma� no qu.e vã'o a expôr dão a razão qe assim· o
praticar.
(Tradução do Professor Juan José Rivas Páscua) Ex.mo Snr., esta prov,ca, piiQpipalm.• e,sta Cid.ll, se�­
pre �e empenho� nos tp.oa mais críticos, de �SCJ'Var-se. e91-
Praecinebat perfe1t_a p�. cu1dançtQ__so.me.llt.Ê de ôr os mais eff.\caies
p
I. A. D. meios _c;!e �u?r�� leis da Sõêrecl. é, recíp,roça J!!!iã � *
L.L.P.S. tod.os os�!r�ntem seuL..!_lábi!��. e assim<z.,'fõr
procedendo ate o prmc1p10 de Marçooeste anno, em qu_e
nclla chegou o Presid.e que S. M . I. mandou p.ª govemála;
o qual entrou no Gov. 0 sem tomar posse na Camara, em
S do mesmo Março.
Deste tp.º em diante, os Cidadãos fieis executoi::es · das
Lôl1 da Socied.• da hospitalidade, e q· a olhos feixados que-

159
158
· rirão aos mais o que d� pri 'Si, forio repatiados ,jdi,,, da meia nau.te,. -4u� d� .((>t SI�� da r�olu�o. até as 3 ·
migos da Cauza do Brazjl, ,e indignos dos Empregos, e só horas da madrugada, em que sahto), persuadindo ·que · Sé
appetlidados benemerit�, bons patriotas, os espancadores, evadião de huma revolução -que a Tropa queria fâi.�. E
os que comettem e consentem co_metter extorções. e outr� aprumou as coizas tanro aseu geito, que tudo se consuntou;
actos. que em nenh uma p. t9 do mundo poderião ser louva- p· q- os Soldados rgnoràndo ioteirã.e rodas as impasturas
dos. das Proclama�ões, que Lhes impunhão penas. fotão sem �
Desta fr.*' têm os malfeitores crescido, e são quazi to­ medio se encaminhando tambem p." a Esrancia; a genta!Jia
dos homens �e côr, porque o Secretr.0 do Gov.0 Antonio se capacitou de a·Jg.ua fr.• mas inda assim per.tunt�a. como
P.er.*' Rebouças, homem pardo, os tem doutrinado, e persua­ i!)cred ula. O que Mq. o, que ha'.l e.s gf.f.fo1aes- do dt.° Coi:po,
dido, que todo homem pardo, ou pre10 pode .ser hum Ge­ não tendo peceado se dei)!:"8r�ô: estar; e antes · p. & se evadí�
neral; e elles tão· ufanas 1em se feiro g- altm.e fallão con­ rem de calumnias s.e entregarão aprizão, em Nome de S_;M.1-
tra os brancos chamando-os caiados, e .já deixão de guar� e ultimamem." se COQ,heceo qu� todQ aqu)• tr:ama -fpi p.*' as
aos Constituídos em dignid .e aq.te respeito, que até então ccizas tomar.em a ditec;ào premeditada, • af.iás agora ·conheci� •
!
guardavãa. da nossissima.
O mesmo Rebouças, querendo p- este principio estabe­ Vol1aram da Est.*' e se éxp·edio logo ordem ao Ouvtd �r
lecer hü governo Dispotico, ou antes Democralico, chegou feilo deproposi.io, p - ti-rar hii"a Dev'<!S'Sa mu. to volumoza, e
dessarranjando tuçio que a Junta ae Gov. 0 tinha feito, prio­ sem nenhum fund. to; p � q: querendo• ineulear: hllrna, rebelião,
cip.e fazendo mudar p.*' hÜ Sallão aberto da Ordem 3.*' de p - tantas coisas se pergunto u; q ue ·nenhuma se pro,vo u, como
S. Frao.co a Caza da Fazenda, q� a d.ta. Junta de Gov. 0 he constante.
creára em nome de S. M . l . tirando-a do Lugar donde es­ Deo-se baixa amais de 1 ,00 soldados. tam fortes, e . se
tava, p- baixo da q- serve de Palacio do Gov. 0, que tinha' se· deixou só ficar alguns alHdados p... fazerem o q u. e elle,
.paradas as repartições das Sallas das Sessões, Secretária, Secret.0, mandar-, com·o fállai: loquáz, e assintem.te contra
Contadoria, Padaria Militar, Sello, e d'espesa; que se pintou, Marotos e Caiporas, que são (como se tem conltecido) -os·
e ornou bem decentem.t� a acusta da .Fazenda Nacional.; q - não vão não mandão, não consentem es ·bordoar, e rou,
tudo som.e para alli habitarem escravos do Prezidente, com bar Portugu�zes; comãd'ados por hu S�rg.mor de Mílícia$, ·fio­
escandalo g.d. mem sem caracter, intrigante, incon$tante, e falto de cert�
O mesmo Rebouças, p. a. q- se effet uassem todos os p.ie., inseparáveis do Miíirar probo.
seos planos, delineou o deitar abaix.o o Batalhão de Volun­ O m.mo Rebouças vio, ouvio e deixóu impune aq:1•
tr.09 de t .a. Linha desta Cid.e, principiando p- dar bx.ª aos �a_rg�º! d_e._ • ' • as Cristovão d'Abreu Carvalho, e Contrei­
Soldados, em tp.0 como o prezente, que todas as Províncias � quando no_ dia do Esp.0 S.to, 6 de junho, em q- ·se
cu.idão de se fortificarem; e p- q- o Com�.ie do dt.0 corpo jurou a Constituição nesta . Cid.e, dep. de se darem vivas -a
com este pretexto imp ugnava, fez-se deste inimigo; e traçou Nação Brazileira, a Constituição do Imperio, a S. M .. O I'm­
outra tr.• de ·extinguir o dt. 0 Batalhão, persuadindo ao pcrador, e a S. Augusta Dinastia, le"antou emmediatam.e a
Ex.mo Presid.e que este era insubordinado, etc.., etc: isto voz e disse, na prez.e. dehG' grad.e com:urso de P.ovo -Mor­
espalhando, indispoz os seos sectarios, e os sectarios destes. ro() os marotos - e p- isso succedeo que nessa in.m• noute
Finalmente fez q- o Ex.mo Presd.e a escondidas, durante a capancassem a Pedro Giz. - e corressem p." os. mattos espa­
noite de 28 de Abril, se auzentasse com elle p.a. a Estan­ voridos outros individu0s habitantes nesta· Cid. e.
cia, deixando duas Proclamações e 5 offícios com esta m.ma O m.mo Rebouças, achandõ-se no- dia 25 de Junho na
data ( que impostura! q.do elle não podia escrever tanto Povoação de Laranj.01, ouzou �ahir p.1'" ruas acompanhando

160 , 161
demais de 40 pessoas, mtre das m.'* dit- t:ltnàlhi.,, Dê g.tt a V. Ex.a muito1 a.mies,..
vivas ·à huns, e mortes -à outros, de manr.ª q- aterroriso'l'I
Cidade de são Cristovão, Gapital aa Ptc)v.ça de Sefgipe
teda aquela Povoação. d'EI Rey, 6 de julho de 1824. 39 da lndep:a e do. lmp-.0•
O m.mo Rebouças, como depublico se diz. trata de ãl­
liciar, evêr se· póde conseg'1ir, q- o Conselho desta Prov.ca João Sim0ens dos Reis
deponha a V. Ex.ª por suppôr como nós, que V. Ex.a hé I� f'mn�o . de Sa:ll�.
capaz de termiflar este.s males p,la p.te que lhe tóca.
(Arquivo Nacional Secção dos Ministérios).'
O m.m 0 Rebouças., não estando nesta Cid.e e Freg.ª
senão de 5 de M,c;0 emd.t•, tendo há muito passado o
Dom.0 da Septuagesima, atreveo-se a votar na eleição Paro­
chial no dia 27 do passaôo Junho, a força, p.10 q· foi im­ ,,
ped.0 pela Meza; ein.mo p • não poder ter c0nhe-0im.to das
pessôas, emq.m havia de votar, o fez· naq. 1a.s que não tinhão
as qualid.ee exigidas nas Instruções.
O m."'º Rebouças, tem tanta influencia, tal prelação
..
11
sobre a vontade' e acções do Ex."'º Prezidente, e detal for­
ma o tem amoldado, e persuadido, q· nada move, nada
ouve, e nada tende, apezar de lhe dizerem verbalm.te todas
as circunstancias da eminente desgraça, emp.- nos achamos:
e com effeito a sua avançada i.de Suptuagenaria tanto per­
l mitte: e neste tr.0s esperamos (Deos nos Livre) ver a nossa
J Prov.ca theatro de sangue: O povo vive opprimido, p.rq- a
fallar he esperar carceres, incomunicações, indeferim. 10• a su­
plicas, e finalm.' os mais inconsideráveis incômodos: e eis o
mot.vo p.r q - a elle não recorremos.
r E sobre não reprezentarem connosco os mais Vereado­
res, be p.rq- o mediato he apaixonado, e se chama parente
do Presid.e e o mais nossp Escripturário da Secretr.ª do
Gov.0, e como· taes sugeitos a toda vont.e do Secretr.0.

L Eis, p ·, Ex.mo Senhor, V. Ex.e. tem pa.te nos nossos
males; attenda anossa reprezentação: escogite o mais propor­
cionado meio de conter os celeratos; e q.do não possa, ex­
ponha com omaior segrêdo a S .M. I., em Q,m tanto e tanto
confiamos, p.r q- Elle desnuble nossa paz, nossa alegria, pois
somos subditos mui fieies; Dê ao Gov. 0 outro Secretr. 0, qõ
seja Consti(udonal - Patriorico, e não só patriotico.

163
162
de tanto melindre. e a �• cte tQ� :q;,io- ÜM dito, pode
V.• e Ex.• m.mo informam dQS êhêtes e pessc>ás mais
conspicuas desta Prov.incia, os quais no proximo Dóm.to qe.
deonde contar 1 1 do Corrte mcs seb,ondc reunir oe$Sa Cid.•
em Assembléia Elleitoral. Deos O.• a V.• e Ex.•, Quartel
ANEXO N<? 8 demi.• rezidencia em Tum�. S de Julho de 1824 - 3.0 da
lnd.e e do lmp.

Ofíclo do Capitão-mór José • d'Annu-nciação Borges ao Jazé d'Annuncia_çção Porges


Càpitão,.nwr.

tt
Comandante das Annas., Manoel da Silva Daltro.
( (Arquivo Nacional '- Secç-ão dos Ministérios)

Ilm<? e Exmo. Sr. Comadte. das Armas.

\ Em cumprim.to das ordens de V. Ex.ª he domeo dever


fr informa!lo dos extraordinaros Partid0s, Revolucionarios q. •
existem em diversas Povoaçones desta Província, como sei­
jaõ no Rozario - Socorro e Larangeiras, sendo o Partido
� desta Povoação, ornais extraordinario e como o foco ditos

[
dos demais, de que saõ os principaes Autores os grupos
constantes da lista junta: os quaes ainda me.mo notar de do
dia 25 de Junho pro,dmo passado hindo acompanhados de­
huma zabumba, e outros instrum.= formaraõ bum Motim
ou Assuada, dercorrendo a principal rua da mesma Povoa­
çjo e dando vivas aos Brazileiros, gritavaõ nom momento
• morraõ Marotos e Caiporas. As funestas consequencias que
podem regular desem.0• partidos e aconti:cim.tos o deixo
aseria concideração de V.a e Ex.ª p. 8 q. • não vejamos re­
produzidos nanossa Patria as tristes e ohorrozas as senas q·
aconteceraõ na ilha de São Dommin deq. · já se divisãc fu-
-'S> nestas prelurios com os Pisquis que diariam.te apparecerem
nam. ma Povuação, os quaes dizem - Vivaõ pretos e mula­
tos Morraõ Marocos e Caiados, em testimunho doq. - remeto
a V.ª e Ex.ª os q.- pude á Ver. E como a salvação da
Patria he Lei Suprema, a e a V... e Ex.010. esta confiada a
Guarda da Publica Segurança de tantos Entes, por ruço que­
ra dar aquelas providencias que julgar precizas em momento

164
165
1
\
ANEXO n9 9 ANEXO n9 10

Denúncia enV1ada ao Comandante das Armas Manoel Ofido do Presidente da Provín<::ia dà Babia, Francisco

ht
da Silva Daltro. Vicente Vianna, ao Ministro Estcvio Ribeiro de Res�nde.

Ili. mo e Ex.mo Snr:.


Senhor Governador das Armas
l
t
Dirijo a V. Ex• est" Officio pitra que seja apresentado
Alerta: Hua pequena faisca (az um grande insendio. O
a Sua Magestade Imperial.
inscodio já vai lavrando. No jantar que derão nas
O Coronel Manoel da Silva Daltro Governador das Ar­
Larangeiras os Mata-Caiados = se ftttram tres .
mas de Sergipe, e ora xcsidente nesta Cidade QlC reJ!:resentou
=
l
Saudes primeira a extinção de tudo quanto he
em 9 de Novembro, e � 8 do corrente, que tinha neêcssid'ade
do Reino a que chamam marotos = a Segunda a
de duzentos homens para hir ç0m essa força socegar os tur- ·
t tudo qúanto be branco do Brazil a que chamão
Caiporas - e a terceira a igualdade de Sangue e
de direitos: Que tal Alerta, e bem alerta = Hum
bulemos de Sergipe. Não me. pareceo ace{tado differir em
conformidade a Eepresentação que me fisera o sobredito Go­
vernador das Armas., ao qual rem�tti a resposta da copiâ
tal menino R. . . . . . . . . . . . . . . . irmão de outro
bom menino fez muitôs ellogios ao Rei de Haity, inclusa.
e porque o não entendião faliou mais claro - São Em 23 do éorrénte recebi hum (:)fficio do ExceUentissi­
Domingos o Grande São Domingos - Não houve mo Presidente de Sergipe, deprecandó a prisão do sobredito
ali outro tratamento senão vós, e com isso se vai Coronel Manoel da Silv.a Daltro, affirmSI1do acharse pronun­
enganando aos ignora.ntes = Aqui ha manobra - ciad � ª ..prisão. Officiei logo ao Governador das Armas desta
Vossa Excellencia tome cuidado - Os homens de Provmc,a para dar execução a ,precatoria do Excellcntissimo
bem confião em Vossa ExceU-e ncia, Só querem - Presid �nte de Sergipe: e até o presente me não constado
Religião, Throno e Systema de Governo jurado no cumprimento requendo pela Auctoridade competente.
dia 6 de Junho - Alerta Alerta - accudir em Deos Guarde a V. Exª Bahia 24 de Desembro de 1824.
quanto he tempo.
Ili.mo Ex.mo Siír. •Estevão
Larangeiras 26 de junho 1824. Ribeiro de Resende.
Philioordinio
( Arquivo Nacional - Secção dos Ministérios). • (Biblioteca Nacional - Secção· de Manuscritos).

166 167
Pre:zidonte requezitando providencias aeste respeito, ao -que
elle respondeo-me com V. Ex,& verá do seo Officio incluzo.
mas o Missionario continuou a conservar-se na Capella de
Ja,paratuba, e pouco antçs da morte do P_rezidente retirou�se
para a Provincia das A1agoas, por · ter sido chamaçio p�a
Membro do Conselho da elita Provincia; este Missionaria
ANEXO n<:> 11 que já foi prezo pela Revoluç_ão.dé 1&17, e que he hum bem
conhecido revolucionári0, he muito respeittulo, é considerado
par devoto por estes povos ào Norle. Os Em.issariós dos
Oficio dirigido pel0 Gomandante das Armas de Sergipe, Bri­ Anarchistas tem andadQ, e. çp#�uãi a ��_gax. ip�õr-" �tai . Pro­
gadeiro Inácio José da Fonseca, ao Ministro Barão de La­ vincia, e �os ,P.arão no Bn J�®-0 elo ���\�; M� '.�- .
ges em 29 de novembro de 1826. duado Fran01sco Ralemt?�r.g -.(]iri.ves, �eI.Ie·,que:'' Jií·: Cª1 out;r;a
occazião participei a V.ExP.-, ter sido -j,rêzõ;_ e - pff"ãact: de
Ainda que me persuado, que V. Ex!!- estará informado
Commando do Regimente pela sua pe&sima conduct� �qual
eu tenho m..uito em vista, e te$.o tomado tQd� as 1t1,edid·as,
dos acontecimentos relativos aos rebeldes do Sertão de Per­
nambuco e do Ceará, não q\lero deixar de levar ao Conheci­
afim de qu� �jã@ �e�d� eprezos, •
os tmé1ciona'des
mento de V:Exl! as induzas noticias que me forão comuni­ Emissarios., e pei;turba�y�, . cfa bo!
Orêlem - q)ees 6uarde
a V.Ex�, Quartel do Có.lÍIÍJtando das· Ar,mal da Ptõvinclá 'de
cadas pelo Commandante das Armas da Província das Ala­
goas, das quaes bem se manifesta o espírito de Revolução Sergipe 29 de No:ven:íbro · 4�
11326. · '"
e Anarchia que reina entre varies facinorozos e dissidentes
111.mo e Ex,m<>' Sm 'Satã� :'dê. Lages.
que vagão pelo Sertão, t.!ujo partido suposto s� fraco, e s�� '\ . , � �
apoio, não deixa contudo de merecêr hua particular attenção,
Ignacio Jozé Vicente da EQnseca
etoda cautella, visto que elles não se descudão de fomentar
Gon. 8• das Arinas ·.
a dezordem, afim de perturbar a tranquilidade publica. Da
comunicação induza do Capitão Mór Bento de MeHo Pe­
-
. '
(Arquivo Nacional: Secção· dó'$ Ministé�es)
reira, aquem tenho recomendado a Vigilancia da Margem do
Rio d� S. Francisco, por ser sugcito de toda acapacidade,
e confiança vera V.Ex�, que nesta Provinda, nolugar den<r
minado Brejo Grande. tem estado varios Anarchistas, e pa­
rêce que apoiados, principal.mente, Antonio Jozé de Albu­
querque Cavalcanti, e Jozé Cavalcanli de Albuquerque, os
quaes todos retirarãg-se. para o Buique em principios dt Se­
tembro. por cartas, e ordens que trouce para odito fim o
Pad �e Francisco Missionaria, oqual empregou-se nesta Pro­
vincia em espalhar as mais perniciozas doutrinas, convidando
os Povos para a Republica nas suas conversaçoens, e pro­
curando indispo-los contra o Governo de S.M. O IMPERA­
DOR: logo que disto fui informado, vfficiei ao falecido

168 169
l
ANEXO p9 12

Oficio enviado ao Exm.a. ·Sn:ri José '.Má)lu�J. 'de: ���.


Ofício dirigido pelo Vice-rresidente de Sergipe; em Ministro e Secretário él11.Estado 6 4.<>s, Neg,hl�. dà< ClJ�en:a,
êxercício, Manuel de Deus Machado, ao Vice-Presidente da pelo Comandante Intermct 'das' �aso, 'Gêr-0ne'l\tasê' �'tômó·
Província da Bahia Manuel da Cunha Menezes.
. . .
Neves Horta, de São €liist6-wãa, elJl, · ,to· ,de 'máio �dê.--:l�1., . ·

Sendo requisitada a esta Presidencia pelo Reverendo


Vigario qeral da Provincia a prizão dQ P. Manoel Moreira .. <::u�re-��- parti�ip�_a. V,·
.'5'1'.\ q��,��� �çq�,,�� �f
1 nsuss1ma nc,t1cia élà$ d�astrazas ��t;:'e-p_fes,.1 gw� '.��'?.
de Magalhães, natural da Povoação da Estanci:a, entretanto lugar nessa Corte nos d1\s ·' l3 e t4 cl'ê ��.:.liiiiij9,.,. �,
que contra elle se procede pela Authoridade competente ao bem veio a descontianç' , $J>bs'titu:ir a·' boa '
tomar conhecimento dos séos crimes, sendo o mais liorrivel a'íilip�{{�
os Brazileiros desta ,P�0�q�a�· pondp:;o,s � .
assoalhar �aximas anarchicas, e subversivas do Systemas rem as finaes próvideijcias do Govern,p, erq '' ·
. pa;-
Monarchico Constitucio!Jal, felizmente estabelecido, alem do vavel Reprezen�ão , qúe 'al� M�mbtós
escandalo, com que em desprezo das Ordens abandonou os Assemblea Geral füvarã.o ,ao .,:imperial Cô.Jiitê"ci.rirenf :' à .lfo1
habitos Clericaes, e athe fechou a coroa: e havendo toda a !icia das dezejadas pld".',iµênf)ias não �rã.� "�h�;f� �� l� '\
probabilidades, de que elle se terá evadido d'aqui a refugiar­ 1mpossivel), quando constou, que a ProVIDc�a ,da .t:S/ilii,a; -�­
se n'esta Capital, cumpre-me, a bem d.o Serviço Nacional e centida dos mesmos sucessas da Co.,rte, e '.d�itro$;, .qµ,e na
Imperial deprecar a V. Ex� Se Digne dar todas as providen­ mesma Bahia começarãp a indicar rompim.� euro.peq co.ntfa
cias, para que, estando abi o referido Pe. ou chêgue, seja Brazileiros; múrnou-a ·a tomar armas, •depê.r o.s· 'seos ·flag�
prêzo, e recolhido a prizão segura, entregue, e recomendado !.adores, e fazer embarcar aq,uelles Individuos de. qt,(em des-:
à Authoridade Bcclesiastica, athe que lhe seja memettida a confiavão. . •
· .\
culpa. Os Sergi.panos, ainda com estas. noticias �OJ!servarã..'Me
Deos Guarde V. Ex� Cidade de S. Cristóvão de Sergipe quedos, como a espera .de couza_ maiÇ>r, e mezecedor.a ,d'huin
de Elrey 20 de Dezembro ue 1826. rompimento: não tardou, e foi no.dia 28 de abril p .p<?, _qpe,
pelas 7 óras da noite com ·a chegada do correio da Bahia,
IH.mo e Ex.mo Seiir. llparecerão folhas pelas quais constavão e .Act0 da Imperial
MaooeL lgnacio da Cunha e Menezes, Abdicação, e hum rejatorio sumari,o das motivQs que a ori­
Vice Presidente da Provincia da Bahia. nlnnrão. Então aos Cidadã0s, que andav.ão solicJtos por no­
Manoel de Deos Machado. ticias, não pode escapar a leitura das referidas fo[lías, e sem
havlu,ram atroão os ares com Regenerantes Viva.r ao Serúior
(Arquivo ·do Estado da Bahia) f)fJ1rt Pedro 29 Imperador CÔnstitucional do Brazil. Cente-
170
171
nares de foguetes arlificiaes subindo ao ár anunciarão este ração provisoria do Conselho do Governo, dos Empregos
acontecimento a toda Cidade, e não tardou hwn momento, que exercião..
que não estivessem reunidos grande numero de Cidadãos de Em fim, o Destacamento de 11?- Linha aqui residente,
todas as classes, que alegremente repetirão com incansabili­ vindo da Provineia das Alagoas, não mostrou nestas oGCa­
dade os mesmos Vivas. zions, senão dezejos de opôr-se à depozição do Coronel
Semelhantes acontecimentos assustarão o Coronel Bento Bento de Mello; e por isso o fovo requereo a sua retirada,
de Mello Pereira interino· Commandante das Armas desta a qual se efectuqu no •.dia 7 do , co(fente.
Província, que adias se conservava no Palacio do Pr�e Pelo minha Repartição tenho mandado suspender os
.
em consultas diariqs, e nocttml4S, com vanos Indiwdao_s exercícios, todos os ·que ,;iascldos' não sejão no Brazil, por
nascidos em Portugal, e outros mesmo na B-radl dos qr,,m.s assim me ordenar o Conselho; e de todçs · suspenço rend�rei
todo o Publico suspeitava desafecto ao SyJerna ;urado; conta nominal a V. ·Ex:\l, logo que ·me for possivel.
mandou saber á que se refeóão aq:uelles vivas e ajuntamento A excessão db 'exposto, tíada mais tém oct:opido; e
popular; novos Vivas foi a resposta; e dirigindo-se todos os restame o prazer de assevera- r à V. Ex�. que entr� todos- os
Cidadaos a Praça do Palacio enviarão o Impresso pelo qual Actos do Povo reunido, não ouve nem mínimo deza,stre .
constava .a referida Imperial Abdicação, e dl!iJ>ois de serem Tudo foi conservado com a orde.m., que sentimentos 'livres
dados iguais Vivas p·elo VlGC>Prez.idente, . e interin� Com­ in�irão nos CoraÇQens ·Brazileiros.
mandante das i\.rmas, o Povo em massa gntou que nao que­ Rogo pois a V. Exl:l ,a honr�. de agrezentar esta minha
riãÓ .o Coronel Bento de Mello no Commando das Armas; comunicação ao Imperial. Co,llhecimento, de S . ua Magestade.
a� que. iDlpogn ando o dito Coronel, o Povo tomou a deli­ E protesto pela pa/te gue me he r�Hitiva, e aos, Militares
beração de_ re.prezen'tar por escripto ao Conselho do Governo, interinamente sub ineó maneio, a màis fiel adh�ão � ·fide­
q_ue 11.avja. requerido se reunisse: o Coose1ho suspend� o lidade ao Senhor Dom Peôro 29 Imperad0r Constitucionai
dito Commandante das Armas, encarregando-me, n a qualida­ do Brazil, e ao Systema que nos rege; nos quaes unanime­
de de Cor-0�el mais antigo desta Provincia, do mencionado mente todos juramos . defender athe o ultimo suspiro de nos�
interino
· Commando. w�as.
Em não men.os desconfiança do que o Coronel Bento
de Mello, era tido pubficamente o Vice-Prezidente Ma11uel
Deos gµarde ,a V. · Exf,l Quartel do Comma11do das Ar..
de Deos Machado, pelo preferente accolhimento que fazia a
mas da Pro�'incia, de Sergipe 1:0 .de Maio de 1831.
todos aquelles de quem o Publico desconfiava; e ésta tanto
aumentou em consequencia dos seos procedimentos em Con­ Joze Antonio Neves Horta
Cor.et Interino Com.º da� Armas
•• selho, e na prezença do Povo, que sem duvida com elles
ganhou odio publico; o que reconhecendo, julgou prudente
if
,J filmo. e Exmo. Senr. Jozé Manoel de Moraes.
a titulo de molestia <;lemittir-se da Vice-Prezidencia, deixando Ministro e Secretario d'Estado dos Negocios da Guerra.
em seu lugar o Padre Jozé Francisco de Menezes Sobral, com
o Governo do quaJ) tudo se vai tomando tranquilo, e já (Arquivo Público Nacional - Secção dos Ministérios).,
não resta senão algu descontentamento entre os nasçidos em
Portugal rezidentes nesta Provincia, que em �onsequencia
dos seos procedimentos só proprios de serem vistos na Lu­
,.
zitanja, cahirão na indiooação publica; e em rez:ulta de Re­
presentação do Povo, v°ão sendo todos privados, por delibe-

172
173

L_ \
SAN'F© AMARO
/

A villa de Santo Amara das Brotaz, dísta da, Cidade de


Sergipe doze Jegoas. NI!> seu termo 'se achaõ duas P�hias,
q. - saõ a de Santo Amaro, e outra da Senhôra Divina Pas­
toro. e S. Gon.çallo, comprehendendo o mesm.o termo, ,parte·
ANEXO nC? 14 de outras duas Freguezias a saberc: 0 de bfossa. Sen,p�ra da
Purificação da Capella, e o d� N:os.s.a &nh<>..r-a· d0 �o.a::o:
da Cotinguibà. A dita Villâ -cemprehen.c:le -itO' ·s_e.'b t'e�o nove
leg�as de Norte á Sul, eo?tadas do .R:io 1�f�tul>.� gU.y ·a·
Relação abreviada da Cidade de Sergip'e d'EIJ3.ey, Povo�­ . .
dev1de do da Vdla Ne\>a de r Rio de S. �rap:��scp·. ao, Ri_0
çoens, Villas, Freguezias e s-uas denom1naçoens pertencentes C()tinguiba, que o separa do termo da Ciâad.e �e ·Sérgi_pe, e
á mesma Cidade, e Sua Com.ca.. oul ras nove legoas de Leste á Oeste contadas. da Costa do
Mar ao Rio J acaracica q. - o divide c;om o da Y11la_ ·de Jt.a�
A cidade de Sergipe d'ElRey, quazi central na Commarca
d'ella he a sua Parocbia dedicâda a Nossa Senhôra da Vic­
toria, e no se� termo se comprehende huma boa parte da
b:1ianna. No termo d'est� Villa sê éoiltaõ -sete R.otoáçó�n·s
11 saber: á Oeste em distancia de legoa e meia =' Nf�oy:n, ,;
da m.ma ViJJa em distanoia de duas legoas -:-' �ezap!l>; e ,.­
.. .:o.
r

Freguezia de Nossa Senhora,. do Socorro da Cotinguiba. O d'esta rumo em distancia i:le tr� legoas = Japal'atuba,,' Al­
seu termo se estende d.e No,rte a Sul a desesseis legoas con­ dea de lndios eom Vig;t,rio proprio = e ·em· distãi;ieia da
tadas da Costa do Mar ao RiG Vermelho, que o separa do Villa quatro lêgoas ao m.m.o rum0 = Bom Jezus = ·; e �e
da Yilla .de ltabaianna., e quatorze legoas de Leste a Oeste Norte d'esta em dis.t'ancia ele legoa e meia· =, ]i)iv.ina Rastota'
do Rio da Cotengui.oa., q- o devide do da Villa do Lagarto, =-; e d'esta a duas JegQ�s = Pé go Banêo =; e d'esta a,
todos da roes-ma Com.marca. Em dista11cia de doas legoas outras duas legoas ..:.. C;i;pela =. As estradas. principajs, que
e meia para Oeste está fundada a Povoaçaõ de ltaporanga, paçsaõ da Capitania d,e Pemambueo para a Bahia saõ, hw;na
e em igual distancia para o Norte está huma Aldêa de In­ que passa pela Povoação de Ma,ruim, distante. d'esta vma
lcgoa e meia, e outra pera Costa do Mar passa na Barra do
dios denominada Agoaazeda com Parochla propria; e a cin­ Rio Cotinguiba trez legoas distantes d'esta m.ma. Villa. Ao
co Jegoas á Leste está. fundada a Povoação do Socorro, e mesmo rumo de Norte em distancia· de vinte le_goas desta
d'esta para o Norte em distancia de bwna legoa cita outra Víllas está a
denominada Larangeiras. As estradas que d)OI esta Commar­
ca passaõ de Pernambuco p." a Bahia hé buã que passa pelo VILLA NOVA DO RIO DE s. FitAN.co·
termo da Vi!Ja do Lagarto, e outra já pouco cultivada,-que
passa na Vil.la de Itabaianna, ambas distantes d'esta Cidade A Villa Nova do Rio S. Francisco tem huma só Paro­
doze Jegoas; a pezar de q. - aJ.guns viajantes se dirigem á esta chio dedicada a Santo Antonie; o seu termo comprehende
Cidade por estradas particulares, e seguem o seu Caminho tlozc legoas de latitude contadas do dito Rio de S. Francisco
pela Costa do Mar. Ao rumo do Norte d'esta mesma Cidade !114 o Rio Japaratuba, que o· divide do da Villa de Santo
em distancia de dou legoas se acha a Villa de Amnro. e quatorze de longitude desde a Costa do Mar ao

174 175
1

\\
\
Sitio do Pindoba, q. - o devide com o da Villa do Propriá. r>," os Certens por naõ haver em todo o tenno d'esta Villa
Em distancia de quatro lcgoas d'esta Villa p.ª Oeste se acha huma só estrada que fizicamente se possa chamar Real. A
huma AJdea de Indios denominada = Pacatuba com hum dosenove legoas em· distancia d'esta Villa está no rumo do
Missionario Capuxinho na Capella dedicada á Nossa Senhora Sudueste a V.ilia da
da Piedade. e em distancia de outras quatro legoas rio a
baixo, outra Povoaçaõ denominada Brejo Grande. A estrada ITABAIANNA
principal, q. - passa no seu termo, hé aque desce de Per­
nambuco p.ª a Bahia atravessa o Rio de S. Francisco da A ViJla da ltabaianna está situada hwna legoa · ao NÔrte da·
Vllla do Penedo, Capitania de Pernambuco, começando no grande Serra do mesmo nome. Tem huma só Parochla de 4

termo d'esla Vil.la no Sítio= Carrap1xo, distante d'ella huma dicada a Santo Antonio e Almas, ella dista da Cidade de
legoa rio a cima e vai se encorporar com outras no sitio Sergipe d'EI Rey dore legoas, e tem o seu tenÍ:\o dé extên: ,
das Ladeiras a cinco legoas distante da mesma, além da qual çaõ vince legoas de Norte a Sul, contadas dó Rio 'do Sal,
há outra taobem bastantem." cultivada de viajantes, q. - desce q. 0 a devide do termo de S. Joaõ de Jeremoabo,.' Comarca
Costa do Mar, e passa o mmo Rio na sua Barra. A sete d,1 Bahia, ao Rio Vermelho que a devide com o termp da
Jegoas d'esta Villa, procurando o rumo de N<>roeste está a Cidade de Sergipe d'EI Rey; e dez lego�s contadas de Leste
n Oeste do Rio Sergipe, q. - a separa do termo· da Vilfa de
VTLLA DO PROPlA Propriâ, ao Rio Vazabamz, q. - lhe Serve de diviza com o
da Vill.a do Lagarto. No termo desta Villa não ha Poveaçaõ,
A Villa do Propriá tem buma s6 Parochia dedicada a Santo nlguma; nem estrada que se possa chamar principal, pois
Antonio com a denominação de Orubu debaixo e tem o seu huã que havia chamada Real, e q.·· descia do J"forte p.e. g
termo de· extenção de Sul a Norte trinta legoas do Sitio da Sul, hoje está quaze sem uzo, e os seus moradores earoi­
Pindoba, q.e lhe serve de diviza do da Villa Nova, e d'ahi nhando p.r estradas particulares se vaõ incorporar a estrad�
rio a cima até. a Serra do Canindé, q. - o separa do termo Real, que se dirige da Bahia á Pernambuco no sjtie>. dos ..,
do Julgado de S. Joaõ Baptista de Jeremoabo, Comarca da Campos. termo da Villa do !,agar.to, distante doze légoas
Bahia, e quatone Jegoas de Leste a Oeste contadas do mes­ d'esta Villa da ·qual â rumo do Sudueste em distancia de
mo Rio de S. Francisco ao Rio Sergipe, que lhe serve de dez. legoas fjca a
diviz.a com o termo da Villa da Itabaianna d'esta mesma
Commarca áe Sergipe d'El Rey, de cuja Cidade qista vinte VILLA DO LAGARTO
e duas legoas. Tem no seu termo huma peq.e. M:issaõ de
l ndios no lugar deoominado = S. Pedro, sete legoas .em A Villa do Lagarto, tem duas Paroquias, huma dedicad� a
distancia da da Villa pelo rio acima. A estrada principal, que Nossa Senhora da Piedade, onde está plantada a Villa, e
hã n'esta villa p ... o seu Commercio hé o m.mo Rio de S. outra a Nossa Senhora dos Campos do Rio Real.. O seu
Francisco, para onde descem, e sóbem as grandes Canoas, termo se estende de Norte a Sul vinte duas legoas, contadas
ou atravessaõ em varies pórtos p." a Capitania de Pernam­ do Rio Vazabarriz, que o separa do da Villa da Itabii,ianna,
buco, e os q.e se encaminhaõ por terra p.ª a Cidade da Ba­ no Riaxo Cumbe, q. • o divide do da VilJa da Abbadia na
hia o fazem por caminhos paniculares, e se vaõ incorporar Com.ca da Bahia e quinze legoas de Leste a Oeste do -Sitio
na Estrada Real, que desce de Pernambuco no Sitio das e Ladeira grande, q. - o divide do termo do Julgado de S.
Ladeiras, 1enno da Villa Nova do Rio de S. Francisco, dis­ João de Jeremoabo na Co rn,cn da Bahia, ao Casco elo Ka­
tante d'esta oito legoas; e o mesmo succede aos que viajaõ ltndo, que o separa do da Villa de Santa Luzia na Estancia

176 177
desta mesma Com.ca: no termo desta Villa achaõ-se trez N11õ obstante dirigir-se a �trada principal, que atravessa
Povoaçoens, a saber: cinco legoas ao Sul, huma denominada r,110 Com.ca vinda de Pemamb.0 p.• .a Bahia, e passa na Po­
ltabaianna, com Cápella dedicada a Nossa Senhora da Con­ voaçaõ dos Campos, termo da Villa do Lagarto. distante
ceiçõ. Outra a cinco legoas ao Este, onde está a Freguezia de tl'esta Villa doze legoas; comtudo alguns viájantes, tocando
Nossa Senhora dos Campos e outra a Noroeste denominada 11 Cidade de Sergipe d'EI Rey, se dirigem a este termo, e
Simaô Dias a quatro legoas de distancia com Capella dedi­ pnssando Rio fundo sobre hwna comoda .ponte, transitaõ
cada a Saot'Anna. A estrada principal da comunicaçaõ de OCSIC termo por sofríveis estiadas, q. - Se Va'Õ ajuntar a prin­
Pernambuco p.ª a Bahia, a qua1 se ajuntaõ outras anicula­ r1pal em distancia de desoito l<;goas, e duas antes de -chegar.
rc-s, passa no termo {lesta Villa na Povoaçaõ dos Campos u Yilla de Itapicurú na Com.ca da Bahia, ê outros· caminhan­
distante d'ella cinco legoas. Ao mesmo rumo do Sudueste em do pela Costa do Mar entraõ ·neste ,te.limo no Sitia ,:= ,Rc..
distancia de dez. Jegoas d'esta Villa está a tonima, e atravessando o Rio Reãl em Jangadas; '.na �ila, fôz
rntraõ na Com.ca da Bahia.. • ,.,
VlLLA DO GERO
Sergipe d'ElRey, 8 de Maio de 1817,
A Villa de lndios, denominada Thomar a nova, vulgarmente ;Joz6 Teixeira da• 'Malta BaceHaP.
chamada Algerú-assú, e .por currutella Geru. Tem huma só
Parocbia, dedicada a Nossa Senhora do Socorro, a sua cx­ (Arquivo do Instituto Jfüt6rico e Geográfico dÓ :S-r�il).
tençaõ hé de huroa legoa em quadro, e confina pela Parte
do Norte, Leste e Oeste com o termo da ViUa do Lagarto,
e pela parte do Sul com o da Yilla da Abbadia, Com.ca da
Bahia, no seu termo naõ há estrada alguma, que mereça
contemplaçaõ. A doze legoas desta. Villa ao rumo Sudeste
está a Yilla de

SANTA LUZIA DA ESTANCTA

A Vill;1 de Santa Luzia da Estancia se compocm de huma


so Parocbia dedicada a Santa Luzia, ella hé sugeita a Capi­
tania da Bahia, de cuja Capital dista seceota legoas com
pouca diferença, para o Nort.e, e ao Rumo de Nordeste della
em distancia de quatorze legoas fica a Cidade de Sergipe
d'EIRey, a cuja Com.ca pertence, o seu termo tem de ex­
teoção de Norte a Sul oito legoas, contadas do Sitio = Ta­
boquinhas, que a devide com o da Cidade de Sergipe d'El
Rey, ao Riacho=Saguim, que lhe serve de devizaõ com o
termo da Villa da Abbadia Com.e.. da Bahia, e outras oito
legoas de Leste á Oeste do Rio fundo divizorio com o mes­
mo termo da Cidade de Sergipe ao Sitio Casco do Kagado,
que o separa do da Villa do Lagarto desta mesm Com. 00•

178 179
1
1
39

\ O t�rreil:o por um éáléulo razoavel �á em quadf0 1 SQ


a 160 leg�.
� O inêulto pode occupa:r duas terça$ parte onde, com
1 tudo se cria � grosso e cavallar e mitrdo como 0\161.has e
cabras.
ANEXO n9 15 Ha �lle 4 aldeias de lli9ios todo,s christiamsadí:>s;
A d e Agoa azeda: dis� dá, � 3 '1eg� e sã0
de. Sergipe, redigida
Noticia topo_ grapbica da Provi-ncia om0 Donnund� �e
caboclos, lingoa gei;ru. · .. • ,
tio anno de 1826 ,pelo Pe. Ign
acio Ant A da Japaratub�, diste desta Cid.e 16 �eg(j)aS, são .da
1uçã o tom ada em sessao mesma nação. . .: ' ,
ordem do Cons9 do Gov&. e reso
de 4 de Dezembro de 1826. A da Pacaruba dist da Cidade 28 ·legoas são d� urdiQs
e
Guiriris.
19 A de S. Pedro no Rio de S. FraJ,1dsco: são 0$" s� .b.'à-.
bitantes huma mistnra de muita"S nllçõés) li.<m1írustt,adas tõdas.
goas, servindo semp�e de A l ll por um •Paroobo MissioaariO' nomeado peJo Ar�
Co·.nf.;na ao N co� a das Ala ' quas1 tre:z. bispo da .Balria e appfOVàdõ pelo 6avêIÍID , da•.Prâ,!inciâ; de
d..
- até o riacho Xingo,
1v1sao o n·o de S Francisco
'}XLllJ-

q.m recebe congrua annua:l\


• •

Paulo Affonso.
lé oas antes da cachoeira de . A 2� p.r hum )leligio50. Carmelita ;CaJ.9-acf.0, •a ,guetn a
g sul com a Bah ia, serv indo de divisão as. duas v11las; casa de Fazenda paga ta:inbé� co.J,1gtua ami�.
Ao
gipe e da Abbadia da part,
de St Luzia da parte de Ser A 3ll por um Retígioso Bâi:bãdmho. noméàclo pelo 'Fw
mar, em outro tempo Ge_ru.
da Bliliia e a Villa nova de Too feito do Convento da Bahia. A 4ll pelá maneira d.à H.
ia, dividindo-a pela Vjlta Há mais a ·villa do Gerú, boje Thomal', · a Nova de.
Pelo Poente com a mesma Bah
as Cansansão pertence:,es . indios Qu.iriris governada �gularm'enre ohde ·a CrunM'a he­
da Itabaiana as Fazendas chamad da � de Jer oad� composta delles e d,e brancos. Tem �arlõ cuía vigararia -
a aqueUa por estarem na jurisdicção Dias m as ;.rn azen se leva por <>JJ'PO'ição.' He ,distante da cidade 22 teg0as.
ão
E pela do Lagarto no lugar Sim �
ia. , Todos vivem em paz e só se veem nélles alguns exées- ·
entes à Bah
Ladeira grande igualm.e pertenc sos p.• caus-a das· agoas ardentes, a que sã'o muife enclina-
Pelo Lest e toda com o Oce ano e nu11ca com dos.

29 \ 49
e é da Freguesia ' '...,
A sua maior e x.tensão ou longitud Nova de �
A maior ser,ra que s e conhece -na Prov..; he a da Ita­
Campos do Rio Real a�é Vill� baiana, q.do dividida por boquéirões, toma· vários nomes co­
. . hora dos
N. Sen .
em q. contao 52 legoª"5. mo cajahiba, a mais alta de todas p&is acàba em forma
Antonio do Rio de S· ·Francisco'
e a barra do dito Ri.?;,; pyramidal. A seria negra nas visinhan§aS db Rio de S. Fran­
A sua Latitude maior he desd cisco e Tabanga. A ·do Paruhy e Ar:acajú nas 'Visinhanças
de 39 a. 40 legoas em
na costa do mar até o riacho Xingó, do mar.
legoas 11a longitude ..
q. lia a dif erença de 12 a 13
181
J 80
Ha outros como Poxi.m mlrim, Ver.m,elho, Pedras, Co­
. e nas visi-
q uas1 tod a m ontuosalembrado s os mandaroba, Ribeira, Tramandahy, q." todos e outros c_on­
A terra ao longe he tu.do merece.... ... ser . fluem com o Cotinguil?,a depos de q pouco curso. Japara­
Con
nha:1ças do mar rasa. ras ,. uo ruo Real e Vaza -barns, o
do tuba nasce do reacho Guararú ,na fazenda Livramen..to perto
·
mn -
aos entre as bar e1ras . _
trez . . do gado nas Larang y.r q. os q.· os do rio de São Fran.co. Tem de curso pelas suas tortuosidades
Campo di Cno1lo, o que seJ·a notavel 35 legoas até a sua desenboc�dur;l. Seria capaz ,d�. dar na­
Não há lago algum pelos nomes de
am nas suas encbe_nteS, conhecidos contudo as la- vegação a grandes barcos, como já deo, se não estivera �n­
rios form Ha t upido de areia. Si.riry nasce n!? am:osal dos Eiµorcados· ,n a
m.º e sao . peq uenos. cimo dêl\a, nunca
lpucas secam total da Itabaia na bem no fazenda João Ventura. Com 12 legoas q� cu,rso des�oa nos
goas da ' Serra grande . de cir cunferencia. A dos ·�' legoa
"Aastros' brejos do Japaratuba e confluem ao mar. ·.
a milh a
secca e terá bum . tem mais de meia nca Vasa-barris n�sco m.to acima do Jeremoabo� n4-'pré>Y.&
ga. he rb lar e
no engenho Qwz.anundo Je �:z braças no centro, nu da Bahia, com abundancia de agoas p.r espaço de 50 legoas,
de circuito com f :>empre enriquecido de outros pequenos até o engenho ,de
secca. Quindongá aonde mistura suas agoas com. as salgadas-� d1J,hi
Rios corre até a pancada do mar p.r espaço de mais de 6 Jegoas
. u donde navegam grandes . ba:rcos e sumacas até a �voação
outras p rov.
q . traz a s ua orige m de c1c ltaporanga q.'" ile de �5 Jegoas quando está cheio..
.eo
O de S. F ran
da d� · s ala�oas pelo
e q. - divide essa Serz1p e q. dá o nome à Província•. o
norte.
tem Paramopamba ou Paramopana gr.<1, sobre q. -esta funda­
S,.rg t·
y e u Crist óvã 1unt da a Cid. e nasce na estrada. �as pedras moles dist�te da
O ,.. S.
axao em a fazenda
o o
rar mesma Cidade 2 legos p." o Norte vai unirse ao Vaza-barris
sua nascença no Ri - h e de 40 legoas até ent ba no lugar chamado Barra da Cidade, trez ·Jegoas de sua, nas­
ao rio de S. F ran ci �co. rs
�: : �a e une-se ao Colin gm
00 mar. Pelo
s veroes g d mare, dá navegação a grandes cença Perde as suas agoas unindo se às salgadas na,, eng<> -
soc, corro da . nhoca da Prata, nunca secca.
e outros, e com O ate quase 6 lego as e mais.
b:trcos e s umac as Itabaiana sempre Prata q. • sendo pequeno pelas suas agoas diureticas e
Cotinm•i ba nasc e na serra grande da • c:1,eoo · is do curs -o salutiferas tem prefer."' a outros, nasce m.«> ,perto dá Cíd. 0
0
e co m soco rro da maré s
abundante de - ag mbarc çoe na já d.ta engenhoca que delle toma o nome, mistura se·
r ell.e as mesmas e mar 12
oas a
veg -
ao
leg oa , na · o logo no Paramopamba e Paramopambinba q. • vão e�_grossar
de 5 a 6 s
tendo � a sua nascenç
a até
outras tantas legoas. . o Vasa-barris no sobredito lugar, como igualmente os cor.re­
de curso. cna dita serra, une
se ao eoun- gos S. Gonçalo, Bururoburum q. - nascem nas faldas, o 19
m.
J acaracica nasce n a legoas. poXJm . grande nasce oa serra (lo oiteiro chamado outro temp o Mangabeira, hoje S. Gon­
u rso 4 . ar a
2.uiba. tendo d e c
ns breJ q. - estão nas suas taldas, p le­ tnlo, o 29 do oiteiro chamado Papavento. Miranda, Com­
b
da Cajahiba de águ as. �r e pelo espaço de 12 a
u 13 r,rldo, Taperoá, Camassary, Pitanga, Piabussú e outros q. -
. : da
vez corta as �uas nguiba iã mui perto confluem com o V asa-barris, como igualm.0 o Tijupeba o
"'ºªs co nílmr com o SergLp � Coti chamado cruz do man­ Xlnduba q. · nascem das matas da fazenda Collegio e se lb.e
e:-
a
p· a., nasce no lugar uma
Costa braba. nang hum are al olto e \ooo cabl· il do em Ullllrn m.to perto do mar.
no meio de as, m as nunc a
Piapitinga, sobre o ,qual está fundada a maior parte da
digueiro
abu nd. e _de a g o:s e entre" pedr melhores da
cova corre cão oas sao talvez humas das tlmnde povoação da Estância, oâsce no caminho da V.& do
sC""...ca; as suas ag
. o d ·w
espa ço de 6 \egoas a umr-se com 1 111,:nrto, entre o pao grande e o ri acho das crioilas, Jog o
Prov ·&·· corre pelo perto do mar
Poxim grande jã 183
\82
abundante de agoas e corre pelo esp. 0 de 11 Iegoas mai na Est.ª a melhor q. • se leni vist0; e dizem q.:: na Sena de
enriqueci<lo de outros de menos agoas como o Riachão, at 1 La�aiana, nas mattas, há jaspe finQ., pedras de amolar e de
a d.ta povoação, onde UJUndo-se com o Piauhy no lug . fuzil no Lagarto e no Ri@ de S. FFâneisco.
chamado Cachoeira, huma milha dist.8 dell11, corre ao m ·
p.r 5 ou 6 legoas, tendo p.r confluentes o Fundo, que nas: 69
o·o Sapé, Mucunándnba e Biriba q. - tem perto o seo nascim.
e Gurarema duas Jegoas antes da sua embocadura. Exportase deUa �uita. coir;una c!;lttida e ,sjllg,ada, m.taa
Piauhy gr.<1s e ·pequeno nascem acima dos Palmares, ter­ coisas Illludas, ml.WtO sal, algooãe; fumo ou tabá.co' �assllCa.F'
mo da V. 8 do Lagµto, e p.r 16 legoas de curso, fendo p. feij ão, arrO'l, nillbo,.� mendulfün e f�a.
<;onp.uentes o Tigre. Jacaré, Samba, Caxito e Pivítinga pe,r. 0 paiz quasl geràlm. 9 be apropria1io p.a ,toda a, laYO)µ"a.
dem as suas �oas na já dita cachoeira do Pia pitinga ; e d A cana de �uear ru, geral at� �l°'ª· se.rt�. ·�.e,m dos
pois de todos estes rios confluirem ,por 4 le goas desde a d. generos � <lisse ,de e:iq>Qrtação, pr_�uz ���oj�s, mel� '
cachoeira, unese-lbe o 'Rio Real, q.- desagoa na mesma barr bananas, coc0S de todas as castas, abo \)otaS, Jar-3!l.ias, j�s.
m."° frequentada de grandes sumacas, conhecida p.r outro n mangas e todas as mais frudas das outras Pfov,' tantó de
m'!' da Estancia. cullivação como agrestes, assim oomo as m.ang�eiràs umbu­
zeiros, jabuticabeiras, moricís, pitangas,, �d'úRu�, cam­
Rio Real q.' divide maI e irregularrn.e a Prov.ª da de B. buins, a<paraibús, aitiils; ·jenipa peit:os · oa jueiros.. ete.
nasce logo a..cima da Freg.ª de N. S. 8 dos Campos poT ca Há toda a madeira de .constru�ãQ ou m.ého� abund..e à
do arenoso e aridísshno terreno p.r onde corre. quase se exceço do vi,nh:atico1 ,pao roJo e jacarandá, ao q> supJ?íC ·a
pre está secco ou �rtado em poços: e depois de bum co abundancia dos itapictl{Ús 'q.' são conheciaes em 'varras ,éspe-
de 15 ]egoas pelas suas tortuosidades te-ndo pr confluente cies e todas preciósas.
Ja.bibirí, que nasce na CapeUa nova acima do mesmo lugar
Plantas mMiclna.is: a lpícacuanha, pu.tga do <!afn])(S ou
vai dar o seu nome à dila barra da Est.8 ou Rio Real. . .
1p1c �;llllha ��anca, bma, �. jóão ·j)assagêiro , gameteira:,
trap1a, profügiosa pará dores e outras e m.taa p.• vapas ell'"­
59 fermidades, comó guapirú p.ª gomas, quina, milhomens, par­
reira, e capadeira, ·únieo remed.Ío p.r infl�ação ·nos genitaes.
Há OUIO em muitas partes, principalm.8 na Serra Quando os invernos são grandes sustenta soffrivelm.e os
Itabaiana, pratâ em outras q. são ramas desta, e ferro. P. seos habitantes e se exportão dos séos portos mftc1e generos
algumas vezes a ordem· superior se tem délla extrahido sobreditos, e q.c1o são �eassps sempre internam:e se man�m:
19 metal; e dizem os intelligentes de semelhantes lavras se no tempo, invernoso exporta quase 2/3 da sua colheita sem
de grande utilid.e a sua continuação. Delle já tem ido mo sentir falta, e nos se&os, éonfo pres·ei:item.9 com· 4.eq.r por­
tras a SS .MM; huma no tempo d'El Rei D. João 69 r ção q."' se importa dq genero de q. - ·se necessita, fica, satis­
mertida por Ca,p..m0r desta Prov.a Manoel Ign.co de Mórae feita.
e, ha pouco mais de um anno outra vez a S .M. o Imp,<>
pelo Presid.8 da mesma, M.81 Fernandes da Silvr.8 e he vô 79
constante q. · naquella Serra se tem feito lavras o q.'" se f
publico pelos sinaes. O aspecto. do paiz, visto do mar, parece de huma altu­
Há demais pedra de fazer cal, Tab,atinga branca ra paralelas e p.r isso· figura se r.aso, superexci;,den.do a tudo
amarella, roxa escora, hum barro verde e malacachetta, a serra de Itabaiana q. se- avfata :algumas tégoas do �ar

184 185
fora, p.r dentro he montuoso com ferteis varzeas que so sec­
cam com grandes verões. He fertiJ quasi geralm.e tendo al­ Faltam as das 0ut� Freg.&11 etc.
guns lugares apropriados p.ª certas lavouras, como toda a O seu producto etc.
V.ª de Sta. Luzia p.ª mandioca, e Simão Dias; e mesmo a Já disse que nos annos ferteis se exportão dois terços
Costa do Pao d'arco, Pitanga e Pindoba nas visinbanças da c P·ª a Bahia quasi unicam.�.
Cidade, se esses lugares não estivessem occupados de gado
e os proprietários d'elle tem afaz.endado, e d'aqui procede a 109
falta de farinha q. - qnasi sempre sente a Capital. Ha no porto da Cid.e 5 barcos proprios e
Cotingwba p.r canas de assucar e em todo ele produz presentem.• 3
de fora q.. carregão nella e à's vezes mªis
fumo e algodão. , outras Yézes ne­
nhum.
Há poucas mattas p.• q. � as lavras dos engenhos as tem
�o porto da Est.ª 8 proprios. No da Co'tion,nlb 32
devastado. Ainda ha algumas boas p.ª a Estância, Lagarto,
Ital>aiana, Japaratuba e nas visinhanças do Rio de S. Fran.00
prop nos e 5 da Bahia
Nun� nestes portos entrarõ navios estrangeir
ª,
,t•':"
e Poxim grande nas terras do Cumbe. e ommerc1ar, salvo . os · a fim�de
p.r alguma tempestade ou naufrágio.
89
Os 11. 12, 13, 14
O clima naturalmente he calido. As chuvas começão re­
Ficão a responder se q. do se concluir
gularmente no mez de Março e o calor em 7br.0• Não ha O calctlJo q - p.r
grandes frios pelo inverno, e havendo trovoadas pelo estio ordem do Presid.• da Prov.ª se está fazen do de tudo na
não são os calores excessi·vos. casa da Fazenda.
São pmprios no principio destas estações a dor de olhos _ Copia�o fielm.• do proprio original que tive em �inhas
maos
e marcas de sangue, e deflux.ões no peito e sesões. Em todo , Sergipe, 20 de Abril de 1847.
o mais tempo ou termo, não tem enfermidade alguma q-lhe
seja propria, se exceptuar se a phtbisica q. - sendo aqui geral, M. A. Galvão.
annos ha q. * p.r accaso se vê alguma pessoa com este mal.
ln: "Sergipe' - Apontamefuos para sua História."

Biblioteca Nacional, Secção de Manuscritos.


As produções do paiz vão debaixo do quesito 6C?.
Hã em toda a Prov.a conforme a matrícula boje dada
a Casa da Fazenda 232 engenhos de fazer assucar, sendo q. •
na verd.e ba muitos mais e outros q. - se estão fabricando.
Fazem agoas ardentes 108 alambiques reais sem es,tar neste
n9 os que têm os q. - tem os proprietários nos seos enge­ r
nhos, 1)0is he raro o q. - o não tem.
Fazendas de criar gado ha na Frcg.a. da Cid.e 30 foren­
ses, sem entrar nesse n9 m.tos curraes ou vaquejadores em
q. - ha de 30 até 8 cabeças.

186
187
I

BIBLIOGRAFIA E FO)ITES CONSULTM>.A..S

-1" • '1

"' r

'

,,
BIBLIOGRAFIA

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canti de Albuquerque, lavrada pelo Secretário An­
tônio Pereira Rebouças em 15 de fever�iro de 1824.
A.P.E.S.
2 Auto do seqüestro dos bens do Vigário A:ptênio José
de Figueiredo, mandado proceder -pelq 6�� Pedro
Labatut em 13 de outubro de 1822.=J.H.G.S.
3 - Auto da Vetjação realizada na Povoação ele, Estância,
tenno da Vila Real de Santa Luzia, aos � dias
do mês de outubro de 1822. A.P.N ., Secção dos
Ministérios.
4 - Biografia de Manuel Cl.eme.nte Ca.valcanú .<Je Albu­
querque por Antônio de Menezes Vasconcelos Dru­
mond. Coleção Ourém. I.H. G. B.
5 - Breve Notícia sobre a Revolução do Brasil em 1821
nas províncias de Bahia, Sergipe e Alagoas por se­
rem estes lugares os que tenho viajado desde a época
da Constituição. F. J. M. B. N., Secção de Manuscri­
tos.
6- Carta escrita a Pedro I pelo Pe. Inácio Antônio Dor­
mundo em 14 de maio de 1823, dedicando-lhe o
poema, em latim, que a acompan·ha. A.P. N., Sec­
ção de Documentação Histórica.
7 Carta Régia de 8 de julho de J 820, elevando Sergipe
à categoria de Província independente da Bahia.
APN, Secção dos Ministérios.
8 Carta Régia de 20 de setembr o de 1820, criando a
Junta de Administração e Arrecadação da Real Fa­
zenda de Sergipe. I. H. G. S.
Convocação do Comandante das Armas Manuel da
Silva Daltro ao Ilm9 Sr. Brigadeiro Domingos Dias
Coelho de Melo em 6 de novembro de 1823. A . P.N.,
Secção dos Ministérios.
1 () - Correspondência das C.âmaras Municipais de Sergipe.
A.P E.S.

195
194
11 - Declaração franca, que --�� 21 - Prochlibl�ao �u
conduta enquanto comandou o Exército veira �,o de mliio ijc, 18�. "Ir..
Pacjficador da Bahia e que oferece aos nobres 22 - Relação �breviada da Cidade de Sergipe d'ffl R.ei;
nos, Rio de Janeiro, 1824. A. P. N., Secção dos Povoações, Vilas, Freguesias e suas denOlilinaç&s per­
nistérios. tencentes à mesma Cidade e sua Câmara; por José
12 - Documentos para �ervir à Revolução de l._824, e Teixeira da Matta Bac�Jar. I. H .G. B.
Pernambu co e o utras Províncias. I. H. G. B. 13 - Registro de Patentes. I. H.G.S .
13 - Documentos sobre a Revolução de 1824 em Pernam 24 - Repres entação dó Vigário Paroquial e Geral Luis An­
buco e outras Províncias. A. P .N., Secção de Dó-: tônio Esteves , em 10 de setembro de 1824.: ,A,.P.N..,
cumentação Histórica. Secção dos Ministérios. <: ..
14 - História da Revolução no Brasil: Por um mem

•rL. Representaç�o do Juiz Ordinário e do• ��çnte da
da Câmara dos Deputados A.P .N ., Secção dos �'.­ ti· Câmara de São Cristóvão e do Vereador M�-ve)h<>c
]5
nistérios.
Instrumento em pública forma, passado a requeri­
A . P. N. Secção dos Ministérios. f-
26 Translado do Sumário a que P.rocedeu o �dôr'Cor-
mento do Capitão João Dantas dos Reis Portatil, co• ..,, regedor Dr. Marcelino de B�ito para t� ({Qnheci­
teor de u ma atestação, passada pelo Capitão-mor mento das pessoas declaradas na Reprêsep41ção do
David de Ôliveira Lima. Q uartel de Estância, 28 de
0

denunciante José Alves Quaresma. Lariip j;iras, no,.


dezembro de 1822. T. H. G. S : vembro de 1825. A .P.N., Secção dos Müiijté"'os.
16 - Instrumento em pública forma com t�r de ofício, es­ 17 - Ofícios dos Presidentes e outras Autoridad!lS de Ser­
crito pelo Brigadeiro Governado� _ de Se_ rgipe d'El Rei gipe, aos Min istros 'de Estado de O. João VI e D'.
Pedro Vieira de Mel-lo, ao Cap1tao Joao Dantas dos Pedro I, de 1820 a 1831 . A . P .N. , Secção d,os Mi- t·
Reis Portatil, como abaixo se declara, em 30 de se- nistérios, e A. P. E .S.
tembro de 1822. I.H.G.S. 28 - Ofícios de Ministros de Pedro I ao Presidente e .ou­
, .
1 7 _ Instrumento em pública forma com teor d� oücto, Lras Autoridade,s da Província de Sergipe, de 1822 a
escrito pelos Senhores do Governo de Serg1p_e 1831. A.P.E.S.
Rei ao Capitão Deputado João Dantas dos Reis Por­ 29 - Ofícios do Vice-Presidente, em exercício, da Provín­
tatil em 10 de outubro de I822. I. H. G . S .. cia de Sergipe e do Comandante das Armas da Pro­
18 _ Notícia b o i gráfica do Brig�deiro Jos. é Elói Pessoa, por víncia de Sergipe a Ministros da Regência em 1831.
Inácio de Accioli Cerqueua da Silva . 1. H.G . B. B . N. , Secção dos Manuscritos e A . P. N., Secção
1 9 _ Notícia topográfica da Provincia de Sergipe, redigida dos Ministérios.
no ano de 1826, pelo Pe. Inácio Antônio Do�undo, 30 - Ofícios dirigidos pelo Presidente e outras Autoridades
de o rdem do Conselho do Governo e resoluçao. to­ de Sergipe à Junta Provisional do Governo da Bahia
mada em sessão de 4 de dezembro de 1826. eor1ado nos anos de 182 J e 1822. A. P. B.
do original por M. A. Galvão, em 20 de a�ril, �e '.l l - Ofício da Junta Interina da B ahia às Autoridades do
1847. ln Se rgipe - Apontamentos para sua H1stona . Governo de Sergipe, em 1822. I.H. G. B.
B N Se cção de Manusc ritos. 32 - Ofício da Junta do Conselho InterinQ ido Governo
20 _ P;oci�mação do General Labatut aos Habitantes de de Cachoeira às Autoridades do Governo de Sergipe
Laranjeiras em 1 2 de out ubro de 1822. A P.N., Sec­ nos anos de 1822 e começos de 1823. A. P.B .
ção dos Minis térios.
197
196
e novembro de

I
ri.os. Idade d'Quro. Bahia, números avulsQs de maio de 1'811 a
34 - Ofício do General Labatut ao Comandante clas Forças
Armadas de Pirajá em outubro de 1822 . A.. E. B . Junho de 1823, é>xistentes na B. N., Secção'c,le Obtas Rara.
35 - Ofícjos de João Dantas dos Reis Portatil à Junta d0-
Consel.bo do Governo de Cachoeira em setembro Grito da Razão. Bahia, 1814. B.N., S�cç'ão de �l?ras R.-a(�s.
outubro de. tl 822. A. E .B.
36 Ofício da éâmara de Itapicuru de Imperador Pedro Independente Constitucional. Bahia, 18�4ifB.::N.�. �);;ãe, de,
Obras Raras. · ' •. ' ·""
em 10 de abril de 1827. B .N ., Secção de Manuscri- : =--i

. tos.
37 - Ofícios de diversas autoridades da ProVÍn.Cia de Ser­ O Baiano. Bahia, 1828 a 183 I. B. �.,
gipe ao Presidente e Comandante das Armas Raras.
a 1831. A . P. E. S.
REVISTAS

Revistas do Instituto HistóI'ice e Geográfico


números:

2 1913
3,4 e 5 1914
Ano IV voL IV 1919·
17 1941-1'942
19 1945'-1948
20 1949-1950
21 1951,-1954
22 1955-19:58
23 1959
25 1960
1

l\ovista do Ins:ituto Históric� e Geográfico do Brasil, toll).o


,,, 1892.
, '·

-'.
llt!vista do Instituto Geográfico e )nstórico da Bahia, nç 11,
�il'�O de 1897.

199
l98

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