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Conteúdos

1. O lay-off simplificado.
• A redução do período de trabalho.

2. O lay-off nos termos gerais.


3. O teletrabalho.
Apoios extraordinários à manutenção do contrato de trabalho

1. Quais são os apoios extraordinários para manutenção dos postos de trabalho,


em consequência da pandemia do COVID-19?
Modalidades abordadas:
1. Apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho, com ou sem formação, nas situações
de redução temporária do período normal de trabalho ou da suspensão do contrato de trabalho,
nos termos dos artigos 298.º e seguintes do Código do Trabalho;
2. Isenção temporária do pagamento de contribuições para a segurança social.
Apoios extraordinários à manutenção do contrato de trabalho

2. Quem pode aceder a estes apoios extraordinários à manutenção de contrato


de trabalho em situação de crise empresarial?
Entidades empregadoras em situação de crise empresarial que tenham a situação regularizada perante
a Segurança Social e a Autoridade Tributária:
1. Entidades empregadoras às quais se aplica o direito privado – sociedades comerciais,
independentemente da forma societária (p. ex. sociedade Unipessoal, Limitada e Sociedade
Anónima), cooperativas, fundações, associações, federações e confederações – incluindo os que têm
o estatuto de Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS);

2. Trabalhadores independentes que sejam entidades empregadoras.


Apoios extraordinários à manutenção do contrato de trabalho

3. O que se considera situação de crise empresarial?


Para aceder a estes apoios, consideram-se as seguintes situações de crise empresarial:
1. O encerramento total ou parcial da empresa ou estabelecimento, decorrente do dever de encerramento
de instalações e estabelecimentos, previsto no Decreto n.º 2-A/2020, de 20 de março ou
2. Por determinação legislativa ou administrativa, nos termos previstos no Decreto-Lei n.º 10-A/2020,
de 13 de março, na sua redação atual, ou
3. Ao abrigo da Lei de Bases da Proteção Civil, aprovada pela Lei n.º 27/2006, de 3 de julho, na sua
redação atual, assim como da Lei de Bases da Saúde, aprovada pela Lei n.º 95/2019, de 4 de setembro,
relativamente ao estabelecimento ou empresa efetivamente encerrados e abrangendo os trabalhadores
a estes diretamente afetos;
Apoios extraordinários à manutenção do contrato de trabalho

3. O que se considera situação de crise empresarial?


4. A paragem total ou parcial da atividade da empresa ou estabelecimento que resulte da interrupção
das cadeias de abastecimento globais, ou da suspensão ou cancelamento de encomendas;
5. A quebra abrupta e acentuada de, pelo menos, 40 % da faturação, no período de 30 dias anterior
ao do pedido junto dos serviços competentes da segurança social, com referência à média mensal
dos dois meses anteriores a esse período;
6. Ou face ao período homólogo do ano anterior
7. Ou, ainda, para quem tenha iniciado a atividade há menos de 12 meses, à média desse período.
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Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas


Artigo 17.º-B
Noção de situação económica difícil
Para efeitos do presente Código, encontra-se em situação económica difícil a empresa que enfrentar
dificuldade séria para cumprir pontualmente as suas obrigações, designadamente por ter falta de liquidez
ou por não conseguir obter crédito.

As empresas que beneficiam do “Lay Off Simplificado” não têm


que demonstrar que têm falta de liquidez ou que não tem crédito.
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7. As 6 situações identificadas de crise empresarial são cumulativas?


Não. São alternativas. Basta que se verifique uma das situações.
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8. Como é aferida a quebra de 40% de faturação?


A quebra de 40% é aferida pela comparação entre a faturação média nos 30 dias imediatamente
anteriores ao pedido e:
• a média mensal dos dois meses anteriores a esse período, ou
• o período homólogo do ano anterior, ou

• para quem tenha iniciado a atividade há menos de 12 meses, à média desse período.
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9. Como se calcula a quebra de 40% de faturação em empresa que tenha menos


de 12 meses de existência?
Caso prático
Nestes casos a quebra afere-se pela comparação entre o valor médio da faturação dos 30 dias
imediatamente anteriores à data do pedido e o valor médio de faturação desde a data em que iniciou
a atividade.
Exemplo: se o pedido é feito a 30 de março de 2020 e a empresa está em atividade desde 1 de setembro
de 2019, deve comparar-se a média da faturação entre o dia 29 de fevereiro e 29 de março de 2020 com
a média da faturação de 1 de setembro de 2019 até 28 de fevereiro de 2020.
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10. Como são contados os 30 dias?


O período de 30 dias é contado em dias corridos, e não precisa de ser fixado dentro de meses
completos.
Exemplo: Para um requerimento entregue a 15 de abril o período de 30 dias ocorre entre o dia 16
de março e o dia 14 de abril.
Apoios extraordinários à manutenção do contrato de trabalho

11. Como requerer os apoios?


Através de requerimento próprio (RC 3056-DGSS) entregue através da Segurança Social Direta
no menu Perfil, opção Documentos de Prova, com o assunto COVID19-Apoio extraordinário
à manutenção do contrato de trabalho.
O modelo do requerimento (RC 3056-DGSS) poderá ser encontrado no seguinte link:
http://www.seg-social.pt/formularios
Não é necessário juntar outros documentos para além da lista nominativa de trabalhadores.
Não é necessário juntar declaração do empregador ou certificado do contabilista, dado que estas
declarações são assinadas no próprio formulário.
Deverá ser registado/alterado o IBAN na Segurança Social Direta.
Apoios extraordinários à manutenção do contrato de trabalho

12. Além do requerimento que documentos devo juntar?


Nas situações de encerramento, total ou parcial a empresa ou estabelecimento, decorrente
do dever de encerramento de instalações e estabelecimentos, legalmente previsto no Decreto
n.º 2-A/2020, de 20 de março, ou por determinação legislativa ou administrativa, nos termos previstos
no Decreto-Lei n.º 10-A/2020, de 13 de março, na sua redação atual, ou ao abrigo da Lei de Bases
da Proteção Civil, aprovada pela Lei n.º 27/2006, de 3 de julho, na sua redação atual, assim como
da Lei de Bases da Saúde, aprovada pela Lei n.º 95/2019, de 4 de setembro:
O empregador deve juntar apenas declaração que ateste esse facto. Esta declaração é cumprida com
o preenchimento do campo 3 do requerimento, bastando assinalar a opção correta. Não é necessário
juntar autonomamente;
Apoios extraordinários à manutenção do contrato de trabalho

13. Além do requerimento que documentos devo juntar?


Nas situações de:
1. paragem total ou parcial da atividade da empresa ou estabelecimento que resulte da interrupção
das cadeias de abastecimento globais, ou da suspensão ou cancelamento de encomendas ou
2. quebra abrupta e acentuada de, pelo menos, 40 % da faturação:
declaração do empregador conjuntamente com certidão do contabilista certificado da empresa
que ateste a verificação desses factos.
A declaração do empregador é cumprida com o preenchimento do campo 3 do requerimento,
bastando assinalar a opção correta. A certidão de contabilista é cumprida com o preenchimento
do campo 4 do requerimento. Não é necessário juntar autonomamente.
Apoios extraordinários à manutenção do contrato de trabalho

14. Quem certifica as situações de elegibilidade do apoio?


O empregador e/ou o contabilista certificado da empresa.
Apoios extraordinários à manutenção do contrato de trabalho

15. O empregador que requeira os apoios extraordinários para a manutenção


de postos de trabalho pode reduzir temporariamente os períodos normais
de trabalho ou suspender os contratos de trabalho?
Sim, o empregador pode optar por reduzir temporariamente os períodos normais de trabalho
ou suspender os contratos de trabalho.
Apoios extraordinários à manutenção do contrato de trabalho

16. Que procedimentos tem o empregador que realizar para efeitos da redução
temporária do período normal de trabalho ou suspensão de contrato de trabalho
ao abrigo do Decreto-Lei n.º 10-G/2020, de 26 de março?
O empregador ouve os delegados sindicais e/ou comissões de trabalhadores, quando existam e
comunica, por escrito, aos trabalhadores a decisão de requerer o apoio extraordinário à manutenção dos postos
de trabalho, indicando a duração previsível (n.º 2 do artigo 4. do Decreto-Lei n.º 10-G/2020, de 26 de março).
Trata-se de um procedimento simplificado, sendo que esta comunicação não está sujeita a parecer da DGERT
ou de qualquer outra entidade.
Exemplo: através da afixação de documento no local de trabalho, em local visível, e/ou entrega em mão a cada
um dos trabalhadores ou via e-mail, preferencialmente usando o e-mail profissional do trabalhador, desde que
este tenha acesso ao seu correio eletrónico.
Apoios extraordinários à manutenção do contrato de trabalho

17. Mantém-se em vigor a redução temporária do período normal de trabalho


ou suspensão do contrato de trabalho por facto respeitante ao empregador
prevista no Código do Trabalho?
Sim. Este regime opcional e temporário não prejudica o regime contemplado no Código do Trabalho,
aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, na sua redação atual, relativo à redução temporária
do período normal de trabalho ou suspensão do contrato de trabalho por facto respeitante
ao empregador.
Apoios extraordinários à manutenção do contrato de trabalho

18. Uma empresa pode ter um ou mais estabelecimentos ao abrigo destes apoios
e outros não?
Sim. É possível.
Apoios extraordinários à manutenção do contrato de trabalho

19. A mesma empresa pode ter num mesmo estabelecimento trabalhadores


com redução de horário de trabalho, com suspensão do contrato de trabalho
e trabalhadores que não estão abrangidos pelo apoio? E pode incluir mais tarde
esses trabalhadores?
Sim, na prática uma empresa pode:
a) decidir apresentar o pedido apenas para alguns trabalhadores e depois ampliar os trabalhadores considerados;
b) passar para suspensão trabalhadores que antes tinha em redução do período normal de trabalho e vice-versa;
No entanto, e considerando que o apoio tem a duração de um mês, a inclusão de novos trabalhadores durante
o período de concessão do apoio extraordinário à manutenção dos contratos de trabalho, que acresçam aos
identificados no requerimento inicial, é feita através da entrega de novo ficheiro anexo, sendo o pagamento
do apoio concedido apenas pelo período remanescente relativamente a estes trabalhadores.
Apoios extraordinários à manutenção do contrato de trabalho

20. A mesma empresa pode beneficiar simultaneamente de outros apoios públicos


(por ex. de emprego ou Fundos Comunitários)?
Sim. Os apoios extraordinários previstos Decreto-Lei n.º 10-G/2020, de 26 de março, são cumuláveis
com outros apoios nacionais ou comunitários.
Apoios extraordinários à manutenção do contrato de trabalho

21. O empregador pode proceder a despedimentos por razões objetivas (despedimento


coletivo, extinção de contrato de trabalho ou por inadaptação) enquanto está
ao abrigo dos apoios previstos no Decreto-Lei n.º 10-G/2020, de 26 de março?
Durante o período em que a empresa ou estabelecimento é beneficiário destes apoios, quer nos 60
dias seguintes, o empregador não pode fazer cessar contratos de trabalho ao abrigo das modalidades
de despedimento coletivo, extinção de contrato de trabalho ou por inadaptação, em relação a todos
os trabalhadores, quer sejam ou não abrangidos por aqueles apoios.
Apoios extraordinários à manutenção do contrato de trabalho

22. O que é que acontece se o empregador beneficiário dos apoios financeiros


previstos no Decreto-Lei n.º 10-G/2020, de 26 de março, proceder
ao despedimento durante esse período ou nos 60 dias seguintes?
O empregador fica obrigado a restituir ou a pagar, ao Instituto da Segurança Social, I. P., e ao Instituto
de Emprego e Formação Profissional, I.P., conforme o caso, o valor correspondente aos apoios
financeiros extraordinários de que haja beneficiado, em relação a todos os trabalhadores,
quer sejam ou não abrangidos por aqueles apoios.
Apoios extraordinários à manutenção do contrato de trabalho

Pergunta para os participantes responderem:


Os trabalhadores abrangidos pelo regime de Layoff podem prestar atividade noutras entidades públicas
ou pessoas coletivas de direito privado, recebendo alguma quantia por essa prestação‘?
Apoios extraordinários à manutenção do contrato de trabalho

23. Os trabalhadores abrangidos pelo regime de lay off simplificado durante o período
em que têm o seu contrato suspenso ou o seu tempo de trabalho reduzido, podem
prestar atividades ocupacionais em entidades públicas ou pessoas coletivas
de direito privado sem fins lucrativos, na área social e da saúde, nomeadamente,
serviços de saúde, hospitais, estruturas residenciais ou serviços de apoio
domiciliário para pessoas idosas e pessoas com deficiência ou incapacidade,
em troca do pagamento de uma bolsa mensal, paga nos termos da Portaria
nº82-C/2020, de 31 de março?
Sim, podem, desde que não tenham mais de 60 anos nem pertençam aos grupos sujeitos a dever
de especial proteção definidos na alínea b) do n.º 1 do artigo 4.º do Decreto n.º 2-A/2020,
de 20 de março.
Apoios extraordinários à manutenção do contrato de trabalho

24. O que não é permitido fazer ao empregador beneficiário dos apoios financeiros
previstos no Decreto-Lei n.º 10-G/2020, de 26 de março, enquanto estiver
a receber apoio financeiro?
Despedimento, exceto por facto imputável ao trabalhador;
Não cumprimento pontual das obrigações retributivas devidas aos trabalhadores;
Não cumprimento pelo empregador das suas obrigações legais, fiscais ou contributivas;
Distribuição de lucros durante a vigência das obrigações decorrentes da concessão do incentivo, sob qualquer forma,
nomeadamente a título de levantamento por conta;
Incumprimento, imputável ao empregador, das obrigações assumidas, nos prazos estabelecidos;
Prestação de falsas declarações;
Prestação de trabalho à própria entidade empregadora por trabalhador abrangido pela medida de apoio extraordinário
à manutenção de contrato de trabalho na modalidade de suspensão do contrato, ou para lá do horário estabelecido,
na modalidade de redução temporária do período normal de trabalho.
Apoios extraordinários à manutenção do contrato de trabalho

25. Quais as parcelas retributivas que entram para o cálculo da compensação


retributiva?
Nos termos do n,º1 do artigo 4.º da Portaria n.º 94-A/2020 de 16 de abril, o cálculo da compensação retributiva
considera as prestações remuneratórias normalmente declaradas para a segurança social e habitualmente
recebidas pelo trabalhador, relativas a:
a) remuneração base
b) prémios mensais
c) aos subsídios regulares mensais
Nota: As componentes remuneratórias identificadas têm por referência a tabela dos códigos de remuneração
necessários ao preenchimento da declaração de remuneração, aprovada em anexo ao Despacho n.º 2-I/SESS/2011,
de 16 de fevereiro, e disponível em http://www.seg-social.pt/documents/10152/596032/Desp%202-I-SESS-
2011/7952f4a9-b8f5-4631-a0d9-c0e1cda9b2f5.
Apoios extraordinários à manutenção do contrato de trabalho

26. É necessário ter a situação contributiva e tributária regularizadas para aceder


a estes apoios?
Sim. Porém, até ao dia ao dia 30 de abril de 2020, as entidades empregadoras podem,
excecionalmente, aceder aos apoios com dívidas constituídas no mês de março de 2020.
Apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho
em situação de crise empresarial (Lay Off simplificado)

1. O que é?
É um apoio financeiro extraordinário atribuído à empresa, por cada trabalhador, destinado
exclusivamente ao pagamento de remunerações, durante períodos de redução temporária de horários
de trabalho ou suspensão dos contratos de trabalho.
Apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho
em situação de crise empresarial (Lay Off simplificado)

2. Qual é o valor do apoio?


Nas situações de suspensão de contrato de trabalho a entidade empregadora tem direito a um apoio
da segurança social no valor de 70% de 2/3 da retribuição normal ilíquida de cada trabalhador
abrangido, até ao limite de 1.333,50 euros por trabalhador, para apoiar exclusivamente o pagamento
dos salários.
Exemplo: se um trabalhador em situação normal receber um salário de 960,00 euros, o empregador
tem direito a receber um apoio no valor de 70% de 2/3 de 960,00 euros, ou seja 448,50 euros.
Apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho
em situação de crise empresarial (Lay Off simplificado)

3. Quanto é que o trabalhador recebe?


O trabalhador tem direito a receber, independentemente de se verificar a redução do período normal
de trabalho ou a suspensão do contrato de trabalho, o valor correspondente a 2/3 da retribuição
normal ilíquida, ou o valor da Remuneração Mínima Mensal Garantida (RMMG) correspondente
ao seu período normal de trabalho, consoante o que for mais elevado.
Apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho
em situação de crise empresarial (Lay Off simplificado)
4. Como se calcula o valor da compensação retributiva?
Nas situações de suspensão do contrato de trabalho:
A compensação retributiva é igual a dois terços da retribuição normal ilíquida, ou à retribuição mínima mensal
garantida (RMMG), correspondente ao seu período normal de trabalho, consoante o que for mais elevado,
e tem como limite máximo o triplo da RMMG (1.905 euros).

Nas situações de redução do período normal de trabalho:


Ao trabalhador abrangido pela redução do período normal de trabalho é assegurado o direito ao respetivo salário,
calculado em proporção das horas de trabalho.

Contudo, se o salário auferido pelo trabalhador for inferior a 2/3 da sua retribuição normal ilíquida ou inferior
à RMMG correspondente ao seu período normal de trabalho, consoante o que for mais elevado, o trabalhador
tem direito a uma compensação retributiva igual à diferença entre o salário auferido e um destes valores,
conforme aplicável.
Apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho
em situação de crise empresarial (Lay Off simplificado)

5. O trabalhador a tempo parcial também tem direito?


Sim, nos mesmos termos aos aplicáveis aos trabalhadores a tempo completo.
Apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho
em situação de crise empresarial (Lay Off simplificado)

6. Quem é responsável pelo pagamento?


O pagamento da retribuição continua a ser efetuado pelo empregador.

A segurança social, por sua vez, transfere o respetivo apoio ao empregador, que depois o utiliza
em exclusivo para pagar a retribuição do trabalhador.
Apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho
em situação de crise empresarial (Lay Off simplificado)

7. Estes valores estão sujeitos aos descontos para o IRS e/ou a contribuições para
a Segurança Social?
Estes valores são considerados como rendimento do trabalho e estão sujeitos a retenção na fonte,
nos termos das tabelas de IRS em vigor.
No entanto, e durante a aplicação do apoio, a entidade empregadora está isenta de pagamento
de contribuições para a segurança social na parte da entidade empregadora, mantendo-se
a quotização de 11% relativa ao trabalhador.
Apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho
em situação de crise empresarial (Lay Off simplificado)

8. É possível gozar férias durante o período em que a empresa está a beneficiar


do apoio extraordinário à manutenção do contrato de trabalho?
A redução ou suspensão não prejudica a marcação e o gozo de férias, nos termos gerais, tendo
o trabalhador direito ao pagamento pelo empregador do subsídio de férias devido em condições
normais de trabalho.
Assim, relativamente ao gozo de férias marcadas, por trabalhador abrangido pela redução
ou suspensão do contrato de trabalho, havendo acordo entre empregador e trabalhador, poderá
manter-se a marcação das férias, e as mesmas serem gozadas, tendo o trabalhador direito a receber
durante o período de férias o valor da compensação retributiva acrescido do subsídio de férias, total
ou proporcional, que lhe seria devido em condições normais de trabalho, ou seja sem qualquer redução.
Apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho
em situação de crise empresarial (Lay Off simplificado)

9. O empregador pode usar o apoio para pagar outras despesas para além
das retribuições, como por ex. contas de água ou luz?
Não. Este apoio destina-se exclusivamente ao pagamento de retribuições.
Apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho
em situação de crise empresarial (Lay Off simplificado)

10. Pode haver fiscalização às entidades beneficiárias?


Sim, as entidades beneficiárias dos apoios podem ser fiscalizadas todo o momento pelas entidades
públicas competentes, devendo, no momento da fiscalização, comprovar os factos em que baseia
o pedido e as respetivas renovações.
Apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho
em situação de crise empresarial (Lay Off simplificado)

11. Existe número mínimo e máximo de trabalhadores ao serviço da entidade


empregadora para se poder recorrer a este apoio?
Não.
Apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho
em situação de crise empresarial (Lay Off simplificado)

12. Quanto tempo dura este apoio, com ou sem formação?


Este apoio tem a duração de um mês, podendo ser, excecionalmente, prorrogável mensalmente,
até ao máximo de três meses.
Apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho
em situação de crise empresarial (Lay Off simplificado)

13. O empregador pode, querendo, pagar aos seus trabalhadores uma remuneração
acima do limite máximo previsto para a compensação retributiva?
Sim, relativamente ao empregador não existe um limite máximo, podendo pagar, querendo,
o remanescente total ou parcial entre a compensação retributiva obrigatória e o limite da retribuição
normal ilíquida devida ao trabalhador correspondente ao seu período normal de trabalho.
Apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho
em situação de crise empresarial (Lay Off simplificado)

14. Caso o empregador pague um montante acima do correspondente à compensação


retributiva, toda a retribuição paga ao trabalhador está abrangida pela isenção
de contribuições para a segurança social prevista no artigo 11º do Decreto-Lei
nº10-G/2020, de 26 de março?
Não. O valor pago acima da compensação retributiva não está isento de contribuições para
a segurança social.
Lay Off – Nos termos gerais

Layoff – O que é?
É uma redução temporária dos períodos normais de trabalho ou suspensão dos contratos de trabalho
efetuada por iniciativa das empresas, durante um determinado tempo devido a:
• Motivos de mercado; O Layoff simplificado pode não ter origem numa decisão das empresas
• Motivos estruturais ou tecnológicos;
• Catástrofes ou outras ocorrências que tenham afetado gravemente a atividade normal da empresa.
Desde que tais medidas se mostrem indispensáveis para assegurar a viabilidade económica da empresa
e a manutenção dos postos de trabalho.
Pergunta para os participantes responderem:
No regime do layoff previsto no Código do Trabalho o empregador
pode despedir trabalhadores não abrangidos pelo regime de layoff?
Lay Off – Nos termos gerais

A empresa beneficiária pode despedir?


Durante o regime de layoff, bem como nos 30 ou 60 dias seguintes ao termo da aplicação do regime
de layoff (suspensão dos contratos ou redução do período normal de trabalho), consoante a medida
não exceda ou seja superior a 6 meses, o empregador não pode fazer cessar o contrato de trabalho
de trabalhador abrangido pelo regime de layoff, exceto se se tratar de cessação da comissão de serviço,
cessação de contrato de trabalho a termo ou despedimento por facto imputável ao trabalhador.

O Layoff simplificado contém um regime diferente, pois o empregador não


pode despedir qualquer trabalhador abrangido ou não pelo regime.
Lay Off – Nos termos gerais

Quem pode aplicar o regime de layoff ?


As Empresas em situação de crise
Nas situações em que a atividade normal das empresas esteja transitoriamente e de forma grave afetada
por motivos de mercado, estruturais ou tecnológicos, catástrofes ou outras ocorrências, sendo contudo
previsível a sua recuperação, podem ser adotadas medidas de redução dos períodos normais de trabalho
ou de suspensão dos contratos de trabalho como forma de assegurar a viabilidade económica da empresa
e simultaneamente garantir a manutenção dos postos de trabalho. As empresas só poderão beneficiar
do regime de layoff se tiverem a situação contributiva regularizada perante a administração fiscal
e a Segurança Social.
O Layoff simplificado pode não ter origem numa decisão das empresas

Face ao Layoff simplificado não se exige previsão de recuperação


Qual a duração da medida de layoff?

Qual a duração da medida de layoff?


A redução ou suspensão determinada por motivos de mercado, estruturais ou tecnológicos deve ter
uma duração previamente definida, não podendo ser superior a seis meses.
Atualmente o Layoff simplificado pode ter uma duração máxima de 3 meses
Em caso de catástrofe ou outra ocorrência que tenha afetado gravemente a atividade normal da empresa,
pode ter a duração máxima de um ano.
Os referidos prazos podem ser prolongados por um período máximo de seis meses, desde que
o empregador comunique a intenção do prolongamento e a duração prevista do mesmo, por escrito
e de forma fundamentada, à estrutura representativa dos trabalhadores ou à comissão representativa
designada pelos trabalhadores ou a cada trabalhador abrangido pela prorrogação, no caso de não haver
estruturas representativas dos trabalhadores.
Qual a duração da medida de layoff?

Quem paga a compensação retributiva?


A compensação retributiva é paga diretamente ao trabalhador pelo empregador.
A Segurança Social comparticipa a entidade empregadora com 70% desse valor.

Atualmente o Layoff simplificado tem um regime semelhante


Qual a duração da medida de layoff?

Como se calcula o valor da compensação retributiva?


Situações de suspensão do contrato de trabalho
A compensação retributiva é igual a dois terços da retribuição normal ilíquida, tendo como limite mínimo
a retribuição mínima mensal garantida (RMMG) ou o valor da remuneração correspondente ao seu
período normal de trabalho se inferior à RMMG e como limite máximo o triplo da RMMG. Por exemplo:
se um trabalhador em situação normal receber um salário de 960,00€, tem direito a receber 2/3 daquele
ordenado 640,00€ ((960,00€ : 3) X 2) na situação de suspensão do contrato de trabalho em regime de layoff

Atualmente o Layoff simplificado tem um regime semelhante


Qual a duração da medida de layoff?

Como se calcula o valor da compensação retributiva?


Situações de redução do período normal de trabalho
Ao trabalhador abrangido em regime de redução do período normal de trabalho, é assegurado o direito ao respetivo
salário, calculado em proporção das horas de trabalho. Contudo, se o salário auferido pelo trabalhador for inferior
a dois terços da sua retribuição normal ilíquida ou inferior à RMMG ou ao valor da remuneração correspondente
ao seu período normal de trabalho se inferior à RMMG, o trabalhador tem direito a uma compensação retributiva
igual à diferença entre um destes valores, consoante a situação concreta, e o salário que aufere em regime de layoff.

Exemplo: Se 2/3 do salário normal ilíquido de um trabalhador correspondessem a 640,00€ ((960,00€ : 3) x 2) ,


e se numa situação de redução do período normal de trabalho recebesse um salário de 531,84€, o trabalhador teria
direito a uma compensação de 108,16€.

Atualmente o Layoff simplificado tem um regime semelhante


Qual a duração da medida de layoff?

Como receber?
Os trabalhadores recebem a compensação retributiva que lhes é paga pelo empregador da mesma forma
como é paga a remuneração normal.
As empresas recebem através do competente serviço de Segurança Social a comparticipação no valor
da compensação retributiva por transferência bancária ou cheque.

Ao empregador compete efetuar os descontos e pagar as contribuições para a Segurança Social sobre
os montantes pagos ao trabalhador, quer a título de compensação retributiva quer a título de remuneração
pelo trabalho prestado (no caso de redução de horário há pagamento de compensação retributiva
e de remuneração).

No Layoff simplificado o empregador está isento das contribuições para a Segurança Social
Qual a duração da medida de layoff?
Por que razões termina?
O regime de layoff termina, relativamente a todos ou alguns dos trabalhadores, sempre que, em resultado de ações inspetivas,
se venha a concluir que ocorreram irregularidades na sua aplicação, nos seguintes casos:
Não verificação ou cessação da existência do fundamento invocado;
Falta das comunicações ou recusa de participação no procedimento de informações e negociação por parte do empregador;
Falta de pagamento pontual da compensação retributiva devida aos trabalhadores;
Falta de pagamento pontual das contribuições para a Segurança Social sobre a retribuição auferida pelos trabalhadores;
Tenha havido distribuição de lucros, sob qualquer forma, nomeadamente a título de levantamento por conta;
Tenha havido aumento da retribuição ou outra prestação patrimonial a membro de corpos sociais enquanto a Segurança Social
comparticipar na compensação retributiva atribuída a trabalhadores;
Tenha havido admissão de novos trabalhadores ou renovação de contrato de trabalho para preenchimento de posto de trabalho
suscetível de ser assegurado por trabalhador em situação de redução ou suspensão.
A decisão que ponha termo à aplicação da medida deve indicar os trabalhadores a quem se aplica e produz efeitos a partir
do momento em que o empregador seja notificado.

No Layoff simplificado o empregador está isento das contribuições para a Segurança Social
Isenção temporária do pagamento de contribuições
para a segurança social

1. Situações a que se aplica?


Durante o período de concessão dos apoios extraordinários previstos no Decreto-Lei n.º 10-G/2020,
de 26 de março, a entidade empregadora tem direito à isenção temporária do pagamento à Segurança
Social das contribuições a seu cargo, relativamente aos trabalhadores abrangidos e membros
dos órgãos estatutários.
Este regime aplica-se, igualmente e nos mesmos termos, aos trabalhadores independentes que sejam
entidades empregadoras e respetivos cônjuges que com eles trabalhem, no período referente
à concessão dos apoios extraordinários.
Isenção temporária do pagamento de contribuições
para a segurança social

2. Quem pode aceder?


Os empregadores que estejam ao abrigo de qualquer um dos apoios previstos no Decreto-Lei
n.º 10-G/2020, de 26 de março, incluindo trabalhadores independentes que sejam entidades
empregadoras.
Isenção temporária do pagamento de contribuições
para a segurança social

3. Como e quando se requer este apoio?


A isenção do pagamento de contribuições à Segurança Social relativamente aos trabalhadores
abrangidos é reconhecida oficiosamente, pelo que não necessita de ser requerida.
Terão acesso a este apoio as entidades empregadoras que beneficiem de qualquer um dos apoios
extraordinários previstos no Decreto-Lei n.º 10-G/2020, de 26 de março.
Isenção temporária do pagamento de contribuições
para a segurança social

4. Este apoio é cumulativo com os restantes apoios extraordinários?


Sim. É cumulativo com qualquer dos apoios extraordinários previstos no Decreto-Lei n.º 10-G/2020,
de 26 de março.
Isenção temporária do pagamento de contribuições
para a segurança social

5. Quanto tempo dura este apoio?


Este apoio dura enquanto a entidade empregadora seja beneficiária das medidas e desde que
mantenha a sua situação contributiva e fiscal regularizada.
O Teletrabalho no Código de Trabalho
Análise sumária ao regime por comparação ao status quo atual

Teletrabalho
Artigo 165.º
Noção de teletrabalho
Considera-se teletrabalho a prestação laboral realizada com subordinação jurídica, habitualmente fora
da empresa e através do recurso a tecnologias de informação e de comunicação.

A prestação laboral em teletrabalho não tem que ser na residência do trabalhador!


O Teletrabalho no Código de Trabalho
Análise sumária ao regime por comparação ao status quo atual
Artigo 166.º
Regime de contrato para prestação subordinada de teletrabalho
1. Pode exercer a actividade em regime de teletrabalho um trabalhador da empresa ou outro admitido para o efeito, mediante
a celebração de contrato para prestação subordinada de teletrabalho.
O trabalhador vítima de violência doméstica
2. Verificadas as condições previstas no n.º 1 do artigo 195.º, o trabalhador tem direito a passar a exercer a actividade em regime
de teletrabalho, quando este seja compatível com a actividade desempenhada.
3. Além das situações referidas no número anterior, o trabalhador com filho com idade até 3 anos tem direito a exercer a atividade
em regime de teletrabalho, quando este seja compatível com a atividade desempenhada e a entidade patronal disponha
de recursos e meios para o efeito.
4. O empregador não pode opor-se ao pedido do trabalhador nos termos dos números anteriores.
5. O contrato está sujeito a forma escrita e deve conter: (…)
6. (…)
7. (…)
8. (…)
O Teletrabalho no Código de Trabalho
Análise sumária ao regime por comparação ao status quo atual

Artigo 168.º
Instrumentos de trabalho em prestação subordinada de teletrabalho

1. Na falta de estipulação no contrato, presume-se que os instrumentos de trabalho respeitantes


a tecnologias de informação e de comunicação utilizados pelo trabalhador pertencem ao empregador,
que deve assegurar as respetivas instalação e manutenção e o pagamento das inerentes despesas.
2. O trabalhador deve observar as regras de utilização e funcionamento dos instrumentos de trabalho
que lhe forem disponibilizados.
3. Salvo acordo em contrário, o trabalhador não pode dar aos instrumentos de trabalho disponibilizados
pelo empregador uso diverso do inerente ao cumprimento da sua prestação de trabalho.
Pergunta para os participantes responderem:
Os trabalhadores em teletrabalho têm que ser abrangidos pelos
planos de formação profissional, devendo ter por cada ano as mesmas
40 horas de formação que os demais trabalhadores?
O Teletrabalho no Código de Trabalho
Análise sumária ao regime por comparação ao status quo atual
Artigo 169.º
Igualdade de tratamento de trabalhador em regime de teletrabalho
1. O trabalhador em regime de teletrabalho tem os mesmos direitos e deveres dos demais trabalhadores,
nomeadamente no que se refere a formação e promoção ou carreira profissionais, limites do período normal
de trabalho e outras condições de trabalho, segurança e saúde no trabalho e reparação de danos emergentes
de acidente de trabalho ou doença profissional. 40 horas

2. No âmbito da formação profissional, o empregador deve proporcionar ao trabalhador, em caso de necessidade,


formação adequada sobre a utilização de tecnologias de informação e de comunicação inerentes ao exercício
da respetiva atividade. Formação adicional

3. O empregador deve evitar o isolamento do trabalhador, nomeadamente através de contactos regulares com
a empresa e os demais trabalhadores.
Pergunta para os participantes responderem:
Em regime de teletrabalho o empregador pode enviar
e-mails ou sms após o período normal de trabalho?
Pergunta para os participantes responderem:
O empregador pode decidir visitar a residência do trabalhador
para verificar se o trabalhador tem o local de trabalho
em condições ótimas de organização?
O Teletrabalho no Código de Trabalho
Análise sumária ao regime por comparação ao status quo atual

Artigo 170.º
Privacidade de trabalhador em regime de teletrabalho
1. O empregador deve respeitar a privacidade do trabalhador e os tempos de descanso e de repouso da família
deste, bem como proporcionar-lhe boas condições de trabalho, tanto do ponto de vista físico como psíquico.

2. Sempre que o teletrabalho seja realizado no domicílio do trabalhador, a visita ao local de trabalho só deve ter por
objeto o controlo da atividade laboral, bem como dos instrumentos de trabalho e apenas pode ser efetuada entre
as 9 e as 19 horas, com a assistência do trabalhador ou de pessoa por ele designada.

3. Constitui contraordenação grave a violação do disposto neste artigo.


O Teletrabalho no Estado de Emergência

É possível trabalhar em casa sem o aval da empresa?


O teletrabalho deixa de estar dependente de acordo entre a empresa e o trabalhador. Ou seja,
os funcionários podem decidir trabalhar a partir de casa contra a vontade da empresa, sendo que esta
também pode obrigar o trabalhador a teletrabalhar mesmo que ele não queira, basta para tal que
as funções exercidas o permitem.

É isto que determina o decreto-lei publicado dia 13 de março de 2020 e que estabelece as medidas
excecionais e temporárias para fazer face à pandemia do novo coronavírus: "O regime de prestação
subordinada de teletrabalho pode ser determinado unilateralmente pelo empregador ou requerida pelo
trabalhador sem necessidade de acordo das partes, desde que compatível com as funções exercidas".
O Teletrabalho no Estado de Emergência

Uma interpretação – o trabalhador pode trabalhar a partir de casa contra a vontade da empresa
e a empresa pode obrigar o trabalhador a laborar a partir de casa contra a sua vontade

Reforço da posição do trabalhador

E quem é que avalia, afinal, se o teletrabalho é “compatível com as funções exercidas”? Neste caso a lei
não é clara. “O mecanismo que foi estabelecido não diz quem é que decide”

Trabalhadores devem indicar por escrito que ficam em teletrabalho?


Quem optar por trabalhar a partir de casa para se proteger da pandemia deve comunicar por escrito
à empresa que passa para este regime durante o período excecional que se vive no país?