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Via-Sacra

Encontros para Quaresma


Celebração Pascal

(Cf. Is 53,4)

“Ele carregou os nossos sofrimentos


e as nossas dores” (Cf. Is 53,4)

Volume 2 Leitura Orante em áudio com


2019 dom josé antônio peruzzo
SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO ............................................................................................ 1
PRIMEIRO ENCONTRO ................................................................................. 2
“Não tenhas medo. Somente crê e ela será curada” (Lc 8,50)
SEGUNDO ENCONTRO ................................................................................. 7
“Vai e faze tu a mesma coisa”. (Lc 10,37)
TERCEIRO ENCONTRO ................................................................................ 12
“Mulher, estás livre da tua doença”. (Lc 13,12)
QUARTO ENCONTRO .................................................................................. 17
“Ninguém pode servir a dois senhores”. (Lc 16,13)
QUINTO ENCONTRO .................................................................................. 22
“Pilatos... lavou as mãos diante da multidão”. (Mt 27,24)
SEXTO ENCONTRO - CELEBRAÇÃO PASCAL ............................................... 26
“Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!”. (Lc 24,34)
VIA-SACRA .................................................................................................. 31
CANTOS PARA OS ENCONTROS .................................................................. 45

14 de abril - Domingo de Ramos


Coleta Nacional da Solidariedade
“ELE CARREGOU OS NOSSOS SOFRIMENTOS E AS NOSSAS DORES”
(Is 53,4)

A Campanha da Fraternidade 2019 aborda temas relacionados às políticas


públicas, vias pelas quais os governantes realizam ações administrativas
em vista do bem comum dos cidadãos, procurando aliviar os sofrimentos
e propondo uma vida mais saudável.
Concomitante ao tema da Campanha da Fraternidade foi escolhido o tema
para nortear nosso livro de celebrações quaresmais, tirado do texto do
profeta Isaías, onde ele descreve uma das mais belas passagens bíblicas
sobre a crucificação do Messias, bem como Seu estado físico ante este
ato de forma quase que poética, mas que na realidade é profética.
Os sofrimentos de Jesus, o Messias esperado, deviam-se ao pecado, mas
não ao Seu próprio pecado, pois nesses sofrimentos havia retribuição
administrada pela mão divina sobre os pecados da humanidade. Afligido
e ferido, Ele carregou as nossas tristezas, fazendo a expiação universal.
Mesmo assim, quão poucos souberam disso, e quão poucos se importaram
com o ministério misericordioso de Jesus.
Certamente, Ele tomou sobre si os nossos sofrimentos, pois os profetas
anunciavam que o Messias viria ao mundo com a missão de morrer
em uma cruz, como o pior dos homens, para pagar pelos pecados da
humanidade, tornando-se a ponte que liga o homem a Deus e porta que
leva o pecador à salvação.
Deus, em Jesus, faz a sua parte em relação à humanidade, assume nossas
dores e nos fortalece na caminhada. Precisamos, incessantemente de
ações governamentais que possam também aliviar os sofrimentos de
uma grande parcela da sociedade que caminha ao nosso lado. Que as
celebrações quaresmais possam nos ajudar a sermos uma sociedade
melhor, com ações conjuntas em nosso cotidiano.

Dom Mauro Aparecido dos Santos


Arcebispo Metropolitano de Cascavel e Presidente do Regional Sul 2
PRIMEIRO ENCONTRO
“Não tenhas medo. Somente crê e ela será curada” (Lc 8,50)
Campanha da Fraternidade 2019: Fraternidade e políticas públicas
(Para todos os encontros: preparar a mesa com uma Bíblia, vela e crucifixo).

CANTO: NOSSO ENCONTRO SERÁ ABENÇOADO (n. 5)


Alguém da casa: Nossa família agradece a presença de cada um de vocês
nesse encontro. A fé que aqui nos reuniu garante que Jesus está em nosso
meio. Sejam bem-vindos!
Todos: É o amor de Cristo que nos une.
Animador: A Quaresma é um tempo oportuno para nos voltarmos para
Deus e também para os nossos irmãos, especialmente para aqueles com
os quais Jesus se identifica: os pobres, os migrantes, os doentes, os presos
(cf. Mt 25,35-36). Iniciemos nosso encontro em nome do Pai e do Filho...
(Pode ser cantado).
Leitor 1: Fraternidade e Políticas Públicas é o tema da Campanha da Fra-
ternidade deste ano. Um assunto que nos leva a sair do nosso próprio
egoísmo e comodismo, olhar a nossa volta e participar da transformação
da sociedade. Vamos dizer juntos o objetivo geral dessa Campanha:
Todos: Estimular a participação em políticas públicas, à luz da Palavra de
Deus e da Doutrina Social da Igreja, para fortalecer a cidadania e o bem
comum, sinais de fraternidade.
CANTO: EIS O TEMPO DE CONVERSÃO (n. 1)
Leitor 2: Política pública não é o mesmo que “política” ou “eleições”. Po-
líticas públicas são ações realizadas pelos governantes em vista do bem
comum dos cidadãos. Estão relacionadas às áreas da saúde, educação,
direitos humanos, assistência social, economia, etc.
Leitor 3: A Igreja do Brasil nos pede, neste tempo quaresmal, para refletir-
mos essa realidade das políticas públicas. Executá-las é responsabilidade
dos governantes, porém, como cristãos comprometidos, podemos parti-
cipar do processo de elaboração dessas políticas como uma ação concre-
ta de misericórdia.
2
Leitor 1: Como discípulos missionários de Jesus Cristo, devemos agir
como Ele: passar por esse mundo buscando o bem de todos (cf. At 10,38).
Leitor 2: O lema bíblico que inspira a reflexão do tema da Campanha da
Fraternidade é retirado do livro do Profeta Isaías (1,27): “Serás libertado
pelo direito e pela justiça”.
CANTO: Envia tua Palavra, Palavra de Salvação, que vem trazer esperan-
ça aos pobres libertação. (2x)

ESCUTANDO A PALAVRA DE DEUS (em pé)


Animador: Vamos escutar, atentos, a Palavra de
Deus, acolhendo-a em nossas mentes e corações.
Abramos nossa Bíblia e acompanhemos a leitura
do Evangelho de Lucas 8,40-56. Quem não tiver a
Bíblia pode acompanhar com quem está ao lado.
(Alguém vá até a frente e proclame o texto. Após a lei-
tura fazer um breve momento de silêncio).
Leitor 3: Orientados por Dom José Antônio Peruz-
zo, Arcebispo de Curitiba (PR), vamos fazer a Leitu-
ra Orante desse texto bíblico. (FAIXA 1 DO CD. Em seguida, se houver tempo,
fazer um momento de partilha sobre a oração).
CANTO: Eu vim para que todos tenham vida, que todos tenham vida
plenamente. (2x)

DINÂMICA – A FÉ CURA
Animador: Jesus tem compaixão das pessoas que sofrem. Ele cura aque-
les que o procuram com fé, assim como fez a mulher com hemorragia:
“Filha, a tua fé te salvou” (Lc 8,48).
Leitor 1: Mesmo diante de situações que parecem não ter mais jeito,
como na morte da filha de Jairo, Ele pede: “Não tenhas medo, somente
crê e ela será curada” (Lc 8,50).
Animador: Alguém do nosso grupo está passando por alguma situação
de doença? (Se houver, pedir para essas pessoas ficarem no centro). Agora,
as outras pessoas do grupo vão, uma por vez, até aquelas que se coloca-
3
ram no centro, colocam a mão sobre seus ombros, olham em seus olhos
e repetem as palavras de Jesus: Não tenhas medo, somente tenha fé!
(Tempo para realização da dinâmica. Caso não tenha ninguém doente, saltar
essa parte).
Leitor 2: Agora, vamos trazer em nosso pensamento as pessoas que co-
nhecemos e que estão doentes. A vela vai passar por nossas mãos, ao
recebê-la, cada um pode dizer: Não tenhas medo (dizer o nome da pessoa),
somente tenha fé!
Animador: Rezemos juntos uma Ave Maria, pedindo por todos os doen-
tes. Ave Maria...
CANTO: Cura, Senhor onde dói. Cura, Senhor bem aqui. Cura, Senhor
onde eu não posso ir. (2X)

TESTEMUNHO – PRESENÇA DA IGREJA NO HOSPITAL


Em fevereiro de 2018, numa viagem de caminhão, o casal Rafael Batista Cor-
reia e Fabiane Bruns Correia sofreram um grave acidente na cidade de Cam-
po do Tenente (PR). Ela estava grávida de três meses e fraturou uma vértebra
da coluna. A situação era muito grave e tinham duas opções: operar a coluna
da mãe, com risco de um aborto espontâneo, ou mantê-la com a coluna fra-
turada até que a criança nascesse. A mãe optou pela vida da filha. Ficou 145
dias internada na UTI, imobilizada e sentindo muitas dores, suportando tudo
com amor e muita fé.
O diácono permanente Altair José Marchiori, da Arquidiocese de Curitiba
(PR), ficou sabendo do ocorrido e acompanhou espiritualmente o casal. Ele
nos conta:
“Durante todo o período em que estiveram no hospital, quase todos os do-
mingos, eu levava a Eucaristia, fazia uma breve celebração da Palavra e,
juntos, refletíamos sobre o texto bíblico do respectivo final de semana.
Fiquei edificado com a fé do casal, não obstante as dificuldades que enfren-
tavam, permaneceram unidos em oração, pedindo graças a Deus e a Nossa
Senhora. A cada encontro, percebia o progresso espiritual deles e a maneira
com que Fabiane respondia positivamente à evolução de sua gravidez. Uma
semana após o nascimento de Helena, Fabiane foi submetida à cirurgia, que
era de grande risco, mas confiando em Deus, também foi bem-sucedida.

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Foi uma benção tê-los acompanhado. A oração, a Palavra de Deus e a pre-
sença de Jesus na Eucaristia foram os alimentos espirituais para que eles
tivessem forças para superar todas as dificuldades. Tudo por amor à VIDA”.

ESPECIAL SOBRE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE


Animador: O Papa Francisco nos recorda1: “A Quaresma é um tempo fa-
vorável para os cristãos saírem da própria alienação existencial”. As obras
de misericórdia nos apontam para esse caminho.
Leitor 3: As obras de misericórdia espirituais são: Ensinar quem não sabe,
dar bom conselho, corrigir os que erram, perdoar quem nos ofende, con-
solar os tristes, sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo e
rezar pelos vivos e falecidos.
Leitor 1: Além das obras espirituais, temos as obras corporais, que são
ações concretas que nos levam ao encontro do outro:
Todos: Visitar os enfermos, dar de comer a quem tem fome, dar de be-
ber a quem tem sede, dar abrigo ao peregrino, vestir quem está nu,
visitar os presos e enterrar os falecidos.
Leitor 2: As obras de misericórdia corporais e espirituais nunca devem ser
separadas. As políticas públicas “nos recordam que a nossa fé se traduz
em atos concretos e quotidianos, destinados a ajudar o nosso próximo no
corpo e no espírito e sobre os quais havemos de ser julgados: alimentá-lo,
visitá-lo, confortá-lo, educá-lo2”.
Todos: Senhor, despertai nossa consciência para uma maior participa-
ção no âmbito político, a fim de que os direitos sociais dos mais frágeis
e vulneráveis sejam garantidos.
Leitor 3: O texto base da Campanha da Fraternidade 2019 nos alerta: “Re-
fletir sobre políticas públicas é importante para entender a maneira pela
qual elas atingem a vida cotidiana, o que pode ser feito para melhor for-
matá-las e quais as possibilidades de se aprimorar sua fiscalização3”.
CANTO: HINO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE (n. 14)

1 Papa Francisco. Mensagem para a Quaresma de 2015.


2 Papa Francisco. Mensagem para a Quaresma de 2015.
3 Texto Base Campanha da Fraternidade 2019. Fraternidade e Políticas Públicas, n. 14.
5
MOMENTO DAS PRECES
Animador: Deus deseja que todos os seus filhos tenham uma vida digna.
Confiantes, peçamos: Senhor, Deus da vida, atendei a nossa prece.
- Por todos os doentes que não têm acesso a um tratamento digno.
- Pelas pessoas que estão abandonadas nos leitos de hospitais, nos asilos
e orfanatos.
- Pelos nossos governantes, para que possibilitem a criação de políticas
públicas que favoreçam, especialmente, os mais frágeis e marginalizados.
(Os membros do grupo podem acrescentar outras intenções).
Animador: Entreguemos nossos pedidos ao Deus da vida, rezando a Ora-
ção da Campanha da Fraternidade (página 48).

GESTO CONCRETO
Leitor 1: Em nossa comunidade conhecemos alguma família que está com
alguém doente, acamado? Vamos nos organizar para fazer uma visita a
eles e também verificar se estão precisando de alguma coisa que o grupo
possa ajudar. (Tempo para diálogo).
ORAÇÃO FINAL
Animador: O tema das Políticas Públicas, proposto pela Campanha da
Fraternidade, nos recordou as obras de misericórdia. Vamos concluir nos-
so encontro rezando um trecho da oração que o Papa Francisco propôs
para o Ano da Misericórdia, em 2016.
Homens: Senhor Jesus Cristo, vós que nos ensinastes a sermos misericor-
diosos como o Pai Celeste, mostrai-nos o Vosso rosto e seremos salvos.
Mulheres: Vós sois o rosto visível do Pai invisível, do Deus que manifesta
Sua onipotência, sobretudo com o perdão e a misericórdia, fazei que a
Igreja seja, no mundo, o rosto visível de Vós, Senhor, ressuscitado.
Todos: Enviai o Vosso Espírito e consagrai-nos a todos com a Sua unção.
Que a Vossa Igreja possa, com renovado entusiasmo, levar aos pobres a
alegre mensagem, proclamar aos cativos e oprimidos a libertação e, aos
cegos, restaurar a vista. Nós vos pedimos por intercessão de Maria, Mãe

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de Misericórdia, a Vós que viveis e reinais com o Pai e o Espírito Santo,
pelos séculos dos séculos. Amém.
Animador: Deus nos abençoe nesse caminho quaresmal, em nome do Pai
e do Filho...

CANTO FINAL: CRISTO, QUERO SER INSTRUMENTO (n. 2)

SEGUNDO ENCONTRO
“Vai e faze tu a mesma coisa”. (Lc 10,37)
Campanha da Fraternidade 2019: Fraternidade e políticas públicas

(SAÚDE – EDUCAÇÃO – MORADIA – PREVIDÊNCIA SOCIAL – DIREITOS HUMA-


NOS – SANEAMENTO BÁSICO – TRABALHO. Para o momento da dinâmica, es-
crever cada uma dessas palavras em uma folha sulfite ou num cartaz e espalhar
pelo chão).

Alguém da casa: Irmãos e irmãs sejam bem-vindos a nossa casa. Esse


tempo de Quaresma é um convite a nos voltar para o Senhor de todo co-
ração e com toda nossa vida. E é muito bom fazermos isso juntos.
CANTO (Refrão do hino da CF): Pelo direito e a Justiça libertados, povos,
nações de tantas raças e culturas. Por tua graça, ó Senhor, ressuscitados,
somos em Cristo, hoje, novas criaturas.
Animador: Conversão é o principal apelo da Quaresma. E esse é um ca-
minho que a Igreja nos convida a trilhar tanto pessoal quanto comunita-
riamente. Por isso, nos reunimos aqui para rezar e refletir, em nome do
Pai e do Filho...
Leitor 1: Jesus Cristo “de rico que era, tornou-se pobre por causa de nós,
para que nos tornássemos ricos, por sua pobreza” (cf. 2Cor 8,9).
Leitor 2: Mas em que consiste essa pobreza assumida por Jesus? O Papa
Francisco nos explica4: “A pobreza de Cristo, que nos enriquece, é Ele
fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados,

4 Papa Francisco. Mensagem para a Quaresma de 2014.

7
comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é
a maior riqueza: Jesus é rico de confiança ilimitada em Deus Pai. É rico
como o é uma criança que se sente amada e ama os seus pais, não duvi-
dando um momento sequer do seu amor e da sua ternura”.
Todos: Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus
enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos a vida por meio
dele. (1Jo 4,9)
Leitor 3: Recordemos que a pobreza assumida por Jesus não tem a ver
com a miséria. “A miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade,
sem esperança”, diz o Papa Francisco5.
Leitor 1: Como cristãos comprometidos, somos convidados a ver as mi-
sérias dos nossos irmãos e buscar fazer algo concreto para ajudá-los. É o
que nos propõe a Campanha da Fraternidade ao trazer o tema das políti-
cas públicas para nossa reflexão.
CANTO: SENHOR QUEM ENTRARÁ (n. 11)
ESCUTANDO A PALAVRA DE DEUS (em pé)
Animador: Deus comunica o seu amor
por nós por meio da sua Palavra. Vamos
abrir nossa Bíblia, com amor e respeito,
e escutar atentos o que Deus quer nos
dizer hoje. Acompanhemos a leitura do
Evangelho de Lucas 10,25-37. Quem não
tiver a Bíblia pode acompanhar com
quem está ao lado. (Alguém proclama o
Evangelho. Depois, fazer um breve momento de silêncio).
Leitor 2: Vamos agora fazer a Leitura Orante dessa parábola. Seremos
orientados por Dom José Antônio Peruzzo. (FAIXA 2 DO CD. Após a Leitura
Orante, se houver tempo, fazer um momento de partilha sobre a oração).

DINÂMICA - O CRISTÃO É COMPROMETIDO COM A JUSTIÇA


Animador: Viver a fé implica também estar comprometido com a constru-
ção de uma sociedade mais justa e fraterna, onde todos tenham o direito
5 Papa Francisco. Mensagem para a Quaresma de 2014.
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de viver com dignidade. Não podemos ficar indiferentes frente à injustiça
que nega os direitos sociais aos mais frágeis e vulneráveis.
Leitor 3: Temos a nossa frente alguns cartazes nos quais estão escritas
algumas das áreas onde as políticas públicas deveriam atuar. Vamos olhar
para os cartazes, por uns instantes, e pensar naquelas pessoas que são
prejudicadas quando essas áreas deixam de ser atendidas (tempo).
Animador: Agora, convidamos algumas pessoas para segurarem esses
cartazes e fazerem uma prece por essa realidade do nosso país ou por al-
guma pessoa que conheça e que sofra por falta de políticas públicas nessa
área. (Tempo para realização da dinâmica).
CANTO: SEU NOME É JESUS CRISTO (n. 3)

TESTEMUNHO – PASTORAL DO MIGRANTE


A Pastoral do Migrante não existia na minha Paróquia, até me deparar com
a situação dos haitianos no final de 2017. Então, convidei três casais, que
haviam feito o ECC (Encontro de Casais com Cristo), para começar. Em 2018,
eu já estava atento à situação dos venezuelanos. Uma realidade que já havia
chegado ao meu coração, por meio das partilhas do Bispo de Boa Vista (RR),
Dom Mário Antônio da Silva, meu amigo, que foi meu professor e diretor
espiritual no seminário.
Ao saber que a Cáritas iria receber 91 venezuelanos em Curitiba (PR), fui até
a coordenadora e disse que minha Paróquia estava disposta a acolher até
dez deles. Então, no dia 15 de outubro de 2018, recebemos em Matinhos
(PR) seis pessoas: dois casais e dois jovens. Alugamos e mobiliamos uma casa
para eles. Por um período de três meses, pagamos o aluguel e as despesas
com água, luz e alimentação, período em que a Pastoral os ajudou a conse-
guir emprego para terem condições de se manter.
Quando foram apresentados na missa, uma das mulheres contou um pouco
do que passaram quando chegaram em Roraima: moraram na rua, passa-
ram fome, tendo até que revirar o lixo em busca de comida, foram submeti-
dos ao trabalho escravo. Ela chorou, assim como eu e também todo o povo.
A Pastoral do Migrante está fazendo o que diz o Evangelho. Jesus Cristo pe-
diu para acolher os migrantes e estamos acolhendo. Isso é ser Igreja. Vamos
fazer de tudo para que eles sejam felizes aqui. (Pe. Marcos José de Albuquer-
que - Paróquia São Pedro Apóstolo, Matinhos-PR. Diocese de Paranaguá-PR).
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ESPECIAL DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE
Animador: Uma definição simples para “políticas públicas” pode ser “re-
solução de problemas”. Ou seja, são ações concretas para resolver pro-
blemas nas áreas da saúde, educação, habitação, previdência social, etc.
Leitor 1: No Brasil, as políticas públicas são classificadas em políticas de
Estado e de Governo. As políticas públicas de Estado são garantidas pela
Constituição Federal e as de Governo são específicas de cada governante.
Leitor 2: Isso significa que os governantes têm o dever de desenvolver
políticas públicas para que os direitos previstos na Constituição Federal
sejam efetivados. E todos nós podemos exigir isso daqueles que nós mes-
mos escolhemos para governar o nosso país.
Todos: Todos temos direito à saúde, educação, moradia, trabalho...
Leitor 3: Os recursos para a criação de políticas públicas vêm de nossa
contribuição, dos impostos que pagamos.
Leitor 1: Segundo o texto base da Campanha da Fraternidade, “a maior
parte dos recursos alocados nas áreas sociais concentra-se no regime ge-
ral da previdência social (29,4%), seguida pela educação (19,8%), previ-
dência social dos servidores públicos (17,5%), saúde (15,1%), habitação
e saneamento (7,1%), assistência social (5,6%), trabalho e renda (3,6%)
entre outros (1,9%)”.
Todos: Como cristãos e cidadãos conscientes precisamos, além de votar
nas eleições, buscar formas de participar da elaboração das políticas pú-
blicas. Assim, ajudaremos a construir uma sociedade mais justa e frater-
na.
Animador: “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1,27) é o lema
da Campanha da Fraternidade. Direito e justiça são duas palavras chaves
na Bíblia. O direito busca assegurar a ordem justa da sociedade e a justiça
é o fundamento do direito.
Todos: No projeto de Deus, o direito e a justiça são assegurados para
todos os seus filhos.
CANTO: SOMOS GENTE DA ESPERANÇA (n. 4)

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MOMENTO DAS PRECES
Animador: Elevemos a Deus, que é nosso Pai e sabe de todas as nossas
necessidades, os nossos pedidos, dizendo: Libertai-nos, Senhor.
- Do egoísmo, que muitas vezes nos impede de ajudar nosso próximo.
- Da indiferença, diante do sofrimento de muitos irmãos.
- Do comodismo, que nos impede de participar mais ativamente na cons-
trução de uma sociedade mais justa, humana e fraterna.
(Os membros do grupo podem acrescentar outros pedidos).
Leitor 2: Jesus nos ensinou uma oração que nos coloca em comunicação
com o Pai e nos motiva a ir ao encontro de nossos irmãos. Rezemos jun-
tos: Pai Nosso...

GESTO CONCRETO
Animador: O Papa Francisco pede que rezemos pelos nossos governantes
e faz uma alerta: “Não rezar pelos governantes é um pecado que deve ser
confessado. E esta oração deve ser feita sobretudo para não deixar sozi-
nhos aqueles que têm menos consciência de que o poder não é absoluto,
mas vem do povo e de Deus6”. Vamos assumir esse apelo do Papa Francis-
co na Quaresma e começar a dedicar cinco minutos da nossa oração para
rezar pelos governantes?

ORAÇÃO FINAL
Animador: Vamos dizer os nomes de nossos governantes atuais, quer
gostemos ou não deles, do presidente, governador, prefeito, senador, de-
putados e vereadores que lembrarmos (tempo). Nessa oração peçamos
por eles, que sejam iluminados por Deus e busquem o bem comum do
povo. Rezemos juntos a Oração da Campanha da Fraternidade (página 48).
Animador: Na certeza de que somos amados por Deus, voltemos para
nossas casas e permaneçamos unidos em nome do Pai e do Filho...
CANTO FINAL: À ESCOLHA

6 Papa Francisco. Homilia na Casa Santa Marta, 18 de setembro de 2017.


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TERCEIRO ENCONTRO
“Mulher, estás livre da tua doença”. (Lc 13,12)
Campanha da Fraternidade 2019: Fraternidade e políticas públicas

(ORÇAMENTOS QUE SERVEM O MERCADO – COBRANÇA DE IMPOSTOS INJUS-


TA - APLICAÇÃO DOS RECURSOS PÚBLICOS ARRECADADOS. Para o momento
“ESPECIAL SOBRE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE”, escrever cada uma dessas
palavras em uma folha sulfite ou em um cartaz).

CANTO: NOSSO ENCONTRO SERÁ ABENÇOADO (n. 5)


Animador: Jesus nos garantiu que todas as vezes quando nos reunísse-
mos, em Seu nome, Ele estaria conosco (Cf. Mt 18,20). Por isso, fiquemos
alegres: Jesus está conosco!
Todos: E nós estamos com Jesus!
Animador: Nessa certeza, vamos traçar sobre nós o sinal da Santíssima
Trindade. Iniciemos o nosso encontro em nome do Pai e do Filho...
Leitor 1: A Quaresma é um período marcado por apelos à oração, ao je-
jum e à solidariedade, a fim de que nos preparemos bem para a grande
festa da Ressurreição do Senhor.
Todos: Senhor, ajudai-nos nesse caminho quaresmal.
Animador: Sobre isso, o Papa Francisco escreveu na Mensagem para a
Quaresma de 2018:
Leitor 2: “Dedicando mais tempo à oração, possibilitamos ao nosso cora-
ção descobrir as mentiras secretas, com que nos enganamos a nós mes-
mos, para procurar finalmente a consolação em Deus. Ele é nosso Pai e
quer para nós a vida”.
Todos: Nós cremos que Deus é nosso Pai e quer para nós a vida.
Leitor 3: “O jejum tira força à nossa violência, desarma-nos, constituindo
uma importante ocasião de crescimento.  O jejum desperta-nos, torna-
-nos mais atentos a Deus e ao próximo, reanima a vontade de obedecer a
Deus, o único que sacia a nossa fome”.
Todos: Que o jejum nos aproxime de Deus e de nossos irmãos.

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Leitor 1: “A esmola liberta-nos da ganância e ajuda-nos a descobrir que o
outro é nosso irmão: aquilo que possuo, nunca é só meu. Como gostaria
que a esmola se tornasse um verdadeiro estilo de vida para todos!”
Todos: Senhor, libertai-nos do egoísmo e ajudai-nos a sermos mais so-
lidários.
CANTO: DENTRO DE MIM (n. 6)

ESCUTANDO A PALAVRA DE DEUS (em pé)


Animador: A Palavra é um guia seguro que orien-
ta nossa vida para Deus. Vamos abrir nossa Bíblia,
com amor e respeito, e acompanhar a leitura do
Evangelho de Lucas 13,10-17. (Alguém proclama.
Em seguida, fazer um breve momento de silêncio e
proclamar novamente o texto de forma pausada).
Leitor 2: Celebremos a Leitura Orante da Palavra, conduzida por Dom
José Antônio Peruzzo. (FAIXA 3 DO CD. Em seguida, se houver tempo, fazer
um breve momento de partilha).

DINÂMICA - JESUS NOS OLHA


Animador: O Evangelho que acabamos de escutar e rezar nos fala de uma
mulher tão encurvada que não conseguia sequer olhar para cima. Ela não
podia ver Jesus, mas Jesus a viu.
Leitor 3: Jesus não é indiferente às pessoas e realidades que encontra. Ele
sempre faz alguma coisa. Essa mulher foi libertada de sua doença.
Leitor 1: Quantas vezes nós, também, encontramos pessoas encurvadas
sob o peso de doenças, da depressão, da falta de sentido para viver, das
dificuldades da vida. E quantas vezes nós, também, nos sentimos assim...
Leitor 2: Não podemos esquecer que Jesus nos olha, nos encontra e nos
diz para não temer, pois “até mesmo os cabelos de nossa cabeça estão to-
dos contados” (cf. Lc 12,7). Não esqueçamos que somos amados por Deus!
Animador: Vamos dizer isso uns aos outros. Façamos duplas e que cada
um coloque a mão no ombro do outro, olhe em seus olhos e diga:

13
- Não tenhas medo. Você é amado (a) por Deus!
(As duplas podem ser trocadas várias vezes).
CANTO: NINGUÉM TE AMA COMO EU (n. 7)

TESTEMUNHO – UMA PARÓQUIA SOLIDÁRIA


Em 2018, a Paróquia Santo Antônio, em Formosa do Oeste (PR), ajudou a
construir duas casas para duas famílias em situação de extrema vulnerabi-
lidade social. O pároco, Padre José Roberto Garcia, conta como aconteceu:
“Essas duas famílias viviam numa situação muito precária. Uma delas com
três crianças pequenas e a outra com uma criança portadora de deficiência
física. Eles estavam morando em um barraco de pau a pique, coberto por
uma lona, sem nenhuma segurança.
Quando fui até o local e vi essa realidade, senti que precisava fazer alguma
coisa para tirá-los dali. Então, junto com a Pastoral do Dízimo, buscamos en-
volver toda a comunidade para ajudá-los, construindo duas casas. Conforme
o projeto ia avançando a comunidade era informada e isso despertava a so-
lidariedade. Quase todo o material para a construção veio de doações. Cada
um partilhava o que tinha: janelas, portas, telhas. A Paróquia contribuiu com
cerca de 40 mil reais, quase tudo empregado na mão de obra. A comunidade
reconheceu o valor e a importância dessa obra que fizemos”.

ESPECIAL SOBRE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE


Animador: O desenvolvimento das políticas públicas no Brasil nem sem-
pre é um processo simples. Elas dependem de condições econômicas, po-
líticas, sociais, legislativas e judiciárias.
Leitor 1: O texto base da Campanha da Fraternidade nos apresenta três
grandes impedimentos para a eficiência das políticas públicas.
(Pedir para alguém entrar com o cartaz no qual está escrito: ORÇAMENTOS QUE
SERVEM O MERCADO).
Leitor 2: O poder público só pode agir dentro do que é permitido pela
Constituição, ou seja, fazer tudo de forma legal, democrática e não movi-
da por interesses do mercado.
(Pedir para alguém ficar no centro e segurar o cartaz no qual está escrito: CO-

14
BRANÇA DE IMPOSTOS INJUSTA).
Leitor 3: No sistema brasileiro de tributação, a população com renda
mensal de até dois salários mínimos compromete cerca de 48% para o pa-
gamento de impostos, taxas e contribuições. Enquanto quem recebe mais
de 30 salários mínimos, gasta o equivalente a 26% de seu rendimento.
Todos: Esse é um sistema injusto para os mais pobres.
(Pedir para alguém ficar no centro e segurar o cartaz no qual está escrito: APLI-
CAÇÃO DOS RECURSOS PÚBLICOS ARRECADADOS).
Leitor 1: A maior parte dos impostos, taxas e contribuições vem do con-
sumo e dos salários. E o poder público tem as maiores despesas com o
pagamento de juros da dívida pública, somente inferior aos gastos com a
previdência social.
Animador: “O comprometimento do gasto público com juros alimenta, ain-
da mais, a desigualdade, pois transfere aos já muito ricos uma renda que
poderia ser aplicada junto aos mais pobres, nas áreas de educação e saú-
de7”.
Todos: Senhor, abençoai o nosso país e o seu povo!
CANTO: HINO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE (n. 14)

MOMENTO DAS PRECES


Animador: O Brasil tem por Padroeira Nossa Senhora Aparecida. Por isso,
vamos consagrar nosso país a essa Mãe que nos ama, protege e abençoa.
(Se o grupo tiver uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, pedir que alguém
entre com ela e a coloque no centro).
Lado A: Ó Maria Imaculada, Senhora da Conceição Aparecida, aqui esta-
mos prostrados diante de vós e de vosso Filho Jesus. Nós, o Brasil, viemos
de novo consagrar-nos à vossa maternal proteção.
Lado B: Nós vos escolhemos para ser a Padroeira e a Advogada da nossa
Pátria. Queremos que o Brasil e cada brasileiro seja inteiramente vosso e
de vosso Filho Jesus.

7 Texto base da Campanha da Fraternidade 2019, n. 62 c.


15
Lado A: De vós, é a natureza; de vós é a sociedade; vossos são os lares
e seus habitantes, com seus corações e tudo o que eles têm e possuem.
Vosso é, enfim, todo o Brasil.
Lado B: Sim, ó Senhora Aparecida, o Brasil é vosso! Por vossa intercessão,
temos recebido todos os bens das mãos de Deus, e todos os bens espera-
mos receber, ainda e sempre, por vossa intercessão.
Lado A: Abençoai, pois, o Brasil, que vos ama; abençoai, defendei e salvai
o vosso Brasil!
Lado B: Protegei a Santa Igreja; preservai a nossa fé, defendei o Santo
Padre; assisti os nossos Bispos; santificai o nosso Clero; socorrei as nossas
famílias; amparai o nosso povo; esclarecei o nosso governo; guiai a nossa
gente no caminho do Céu e da felicidade!
Todos: Sim, ó Rainha do Brasil, ó Mãe de todos os brasileiros, venha sem-
pre mais a nós o vosso reino de amor, e, por vossa mediação, venha à
nossa Pátria o Reino de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor Nosso. Amém8.

GESTO CONCRETO
Animador: Entre nós, ou em nossa comunidade, temos pessoas que tra-
balham em alguma pastoral social? (Pastoral do Migrante, do Menor, da
Criança, Carcerária...). O gesto concreto é procurar algumas dessas pesso-
as e ver como o grupo pode ajudar, concretamente, no trabalho pastoral
delas. (Tempo para diálogo).

ORAÇÃO FINAL
Leitor 2: Rezemos juntos a Oração da Campanha da Fraternidade (página
48).
Animador: Que o Deus de amor e de bondade, que nos reuniu aqui hoje,
nos conceda a sua bênção e nos ajude a nos prepararmos bem para a
Páscoa. Em nome do Pai e do Filho...
CANTO: MARIA DE NAZARÉ (n. 8) OU OUTRO À ESCOLHA

8 Oração retirada do site: http://www.a12.com/redacaoa12/libras/oracoes/a-mae-apare-


cida-pelo-brasil-02-03-2018-07-00-01
16
QUARTO ENCONTRO
“Ninguém pode servir a dois senhores”. (Lc 16,13)
Campanha da Fraternidade 2019: Fraternidade e políticas públicas

(Para o momento da dinâmica, dispor de um pedaço de papel para cada parti-


cipante, algumas canetas e um recipiente onde serão depositados esses papéis
dobrados).

Alguém da casa: Jesus visitou muitas pessoas: Zaqueu (Lc 19,6), Marta e
Maria (Lc 10,38), Mateus (Mt 9,10), o fariseu (Lc 7,36)... Receber vocês
em nossa casa é como receber a visita de Jesus. Sejam bem-vindos!
CANTO: MESTRE (n. 9)
Animador: Em busca de que, nessa Quaresma, nos aproximemos mais de
Deus e vivamos melhor aquilo que Jesus nos pede é que nos reunimos
aqui para rezar. Iniciemos o nosso encontro em nome do Pai e do Filho...
Leitor 1: Todos os anos a Igreja nos oferece o tempo da Quaresma para que
nos voltemos para Deus e busquemos colocá-lo no centro da nossa vida.
Leitor 2: Podemos nos perguntar: o que hoje ocupa a maior parte do
nosso tempo? Quanto tempo dedicamos à oração, ao diálogo com Deus?
(Pausa).
Leitor 3: Em nossos dias, temos um atrativo que está sempre conosco e
que “rouba” bastante tempo de nossa atenção. Talvez alguns de nós este-
jamos com ele no bolso: é o nosso aparelho de celular!
Todos: Senhor, nessa Quaresma queremos dar-lhe mais do nosso tempo.
Animador: Vamos fazer uma comparação: quanto tempo gastamos nas
redes sociais (Facebook, WhatsApp, Instagram) e quanto tempo ofere-
cemos a Deus? Alguém do grupo gostaria de falar da sua experiência?
(Tempo para partilha).
Leitor 1: A internet e as redes sociais são uma coisa muito boa. Elas nos
aproximam das pessoas que estão longe. Mas é preciso cuidado para não
sermos escravizados por elas.
Leitor 2: O Papa Francisco disse que a internet é um dom de Deus e tam-
17
bém uma grande responsabilidade. “Aproveitemos as possibilidades de
encontro e de solidariedade que as redes sociais oferecem. Vamos cons-
truir uma verdadeira cidadania na rede e que a rede digital não seja um
lugar de alienação9”.
Leitor 3: Lembremos: todas as vezes que colocamos freio em alguma ati-
tude nossa, especialmente durante a Quaresma, é para dar mais espaço
para Deus.
CANTO: EIS O TEMPO DE CONVERSÃO (n. 1)

ESCUTANDO A PALAVRA DE DEUS (em pé)


Animador: Sempre que lemos a Bíblia, esta-
mos ouvindo Deus. Por isso, vamos abri-la no
Evangelho de Lucas 16, 1-13 e escutar, atentos,
o que Deus tem a nos dizer. (Alguém proclama.
Em seguida, fazer um breve momento de silêncio).
Leitor 2: Deus falou conosco por meio de sua
Palavra. Agora, vamos rezar o que ele nos dis-
se. Nossa oração será conduzida por Dom José Antônio Peruzzo. (FAIXA
4 DO CD. Em seguida, se houver tempo, fazer um breve momento de partilha).

DINÂMICA – MAIS PERTO DE DEUS


Animador: Hoje nós refletimos que o uso exagerado da internet pode
tirar Deus do centro da nossa vida. Mas não é só ela, qualquer coisa que
se torne um vício nos afasta de Deus.
Leitor 3: O Apóstolo Paulo nos alerta sobre algumas “obras da carne”, que
nos afastam de Deus: “imoralidade sexual, impureza, devassidão, idolatria,
feitiçaria, inimizades, contenda, ciúmes, iras, intrigas, discórdias, facções,
invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes” (Gl 5,19-21).
(Colocar o recipiente no centro e pedir para alguém entregar a cada membro do
grupo um pedaço de papel e caneta).
Animador: Cada um de nós recebeu um pedaço de papel. Escreva o que
hoje tem lhe afastado de Deus. Pode ser algum vício, atitude ou sentimen-
9 Intenção de oração do Papa para o mês de junho de 2018.
18
to. Depois, dobre bem esse papel e coloque-o no pote que está no centro.
Não precisa colocar o seu nome. (Tempo para realização da dinâmica).
Animador: Agora, cada um vai pegar algum desses papéis, que não seja
o seu. Vamos levar para casa e, em nossa oração diária, rezar para que
nosso (a) irmão (ã) supere esse vício ou atitude que o (a) afasta de Deus.
CANTO: Eis o tempo de conversão. Eis o dia da salvação. Ao Pai volte-
mos, juntos andemos. Eis o tempo de conversão! (2X).
Leitor 1: O Apóstolo Paulo também apresenta os “frutos do Espírito”:
“amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade, mansi-
dão, domínio próprio” (Gl 5,22-23).
Todos: Senhor, enviai sobre nós o vosso Espírito.

TESTEMUNHO – DRA. ZILDA ARNS PARTICIPOU E APOIOU POLÍTICAS PÚ-


BLICAS À LUZ DA PALAVRA DE DEUS E DA DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA
A Dra. Zilda Arns Neumann (fundadora da Pastoral da Criança) sempre dizia
que cada pessoa nasce com uma missão. Algo que a move, que a faz agir em
prol de uma causa. A Pastoral da Criança há 35 anos vem juntando pessoas
de boa vontade, e com muita garra, para exercer sua missão de garantir a
saúde e o desenvolvimento integral de gestantes, crianças e suas famílias.
Quando surgiram os Agentes Comunitários de Saúde, muitos diziam que a
atuação deles poderia atrapalhar e até acabar com o trabalho da Pastoral da
Criança. A Dra. Zilda, pelo contrário, viu como uma oportunidade para levar
ainda mais conhecimento para as famílias, especialmente para as que ainda
não eram acompanhadas. Ela participou de todo o processo de implantação
dos Agentes Comunitários de Saúde, cedeu 30 mil Guias do Líder para se-
rem usados nas primeiras capacitações dos Agentes e, inclusive, mobilizou
os multiplicadores e capacitadores da Pastoral da Criança para ajudar esta
política do Estado Brasileiro. Segundo ela, todos temos, como cidadãos, o
dever de contribuir com o Estado, independentemente do “Governo de plan-
tão”: os políticos mudam, mas o Estado deve sempre trabalhar pelo bem de
sua população.
Que o legado da nossa mãe Zilda nos sirva de exemplo para continuarmos
lutando para livrar as crianças e famílias acompanhadas da pobreza, a pior
forma de violência! (Nelson Arns Neumann - Coordenador Nacional Adjunto
e Coordenador Internacional da Pastoral da Criança).
19
ESPECIAL SOBRE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE
Animador: Recordemos juntos o objetivo geral da Campanha da Frater-
nidade deste ano:
Todos: Estimular a participação em políticas públicas, à luz da Palavra de
Deus e da Doutrina Social da Igreja para fortalecer a cidadania e o bem
comum, sinais de fraternidade.
Leitor 2: Dentro desse objetivo, temos algumas palavras bem importan-
tes para nos ajudar na compreensão desse tema proposto pela Igreja. São
elas: Doutrina Social da Igreja, participação, cidadania e bem comum.
Animador: Neste encontro, vamos entender um pouco mais sobre a Dou-
trina Social da Igreja. Alguém de nós já ouviu falar dela? O que entende-
mos sobre isso? (Tempo para o diálogo).
Leitor 3: A Igreja, guiada pela luz do Evangelho, sempre buscou direcio-
nar os fiéis também nos contextos sociais, econômicos e políticos. Para
isso, temos um documento pontifício, ainda pouco conhecido, chamado:
“Compêndio da Doutrina Social da Igreja”.
Leitor 1: A Doutrina Social da Igreja não é apenas uma teoria social. Ela
“nasce das Sagradas Escrituras e da fé viva da Igreja. Ela, de modo espe-
cial, olha pela dignidade da pessoa, com especial atenção aos sofrimen-
tos dos mais pobres, que são a presença de Cristo (Mt 25,31 ss)10”.
Todos: Senhor, ajudai-nos a ter um olhar de fé sobre nossa realidade
social, política e econômica.
Leitor 2: A Doutrina Social da Igreja nos recorda nosso compromisso como
leigos e leigas de sermos “sal da terra e luz do mundo” (cf. Mt 5,13-14).
“Uma fé autêntica – que nunca é cômoda nem individualista – comporta
sempre um profundo desejo de mudar o mundo, transmitir valores, dei-
xar a terra um pouco melhor depois de nossa passagem por ela”, nos diz
o Papa Francisco11.
Todos: Precisamos ser um sinal de esperança em todas as realidades.
CANTO: SOMOS GENTE DA ESPERANÇA (n. 4)

10 Texto Base da Campanha da Fraternidade 2019, n. 156.


11 Papa Francisco. Evangelii Gaudium, n. 182-183.
20
MOMENTO DAS PRECES
Animador: Apresentemos as nossas preces a Deus Pai, que nos ama e
sabe de todas as nossas necessidades, rezando: Senhor, atendei nossos
pedidos.
- Pelos cristãos leigos que trabalham na política buscando o bem comum
de todos.
- Pelos que trabalham na formação política para os membros de nossa
Igreja.
- Por todos nós, para que esta Quaresma seja ocasião de verdadeira con-
versão.
(Os membros do grupo podem acrescentar outros pedidos).
Animador: Deus é bom e nos ama. Jesus nos garantiu: “Tudo o que, na
oração, pedirdes com fé, vós o recebereis” (Mt 21,22). Confiantes, reze-
mos: Pai Nosso...

GESTO CONCRETO
Leitor 1: Refletimos hoje sobre vícios, atitudes e sentimentos que nos
afastam de Deus. A Igreja nos oferece um caminho seguro para retornar-
mos sempre para Deus: o Sacramento da Reconciliação. Vamos buscá-lo
durante essa semana.

ORAÇÃO FINAL
(Pedir para alguém do grupo, que não costuma ler, recitar a oração).
- Senhor, nós queremos que estejas no centro de nossas vidas, motivan-
do nossas ações e inspirando nossos sentimentos. Queremos ser, neste
mundo, sinais visíveis do teu amor e da tua misericórdia. Libertai-nos de
nossos vícios, atitudes, sentimentos e pecados que nos afastam de Ti.
Concedei-nos a tua graça redentora. Por Cristo Senhor nosso. Amém.
Animador: O Deus de amor e compaixão nos conceda a sua bênção, em
nome do Pai e do Filho...
CANTO: HINO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE (n. 14) OU OUTRO À
ESCOLHA
21
QUINTO ENCONTRO
“Pilatos... lavou as mãos diante da multidão”. (Mt 27,24)
Campanha da Fraternidade 2019: Fraternidade e políticas públicas

(Para o momento da dinâmica, dispor de uma bacia com água, na qual os parti-
cipantes irão lavar as mãos, uma toalha e a Bíblia).

CANTO: PROVA DE AMOR MAIOR NÃO HÁ (n. 10)


Alguém da casa: Estamos cada vez mais próximos à maior celebração de
nossa fé: a Páscoa. Caminhando juntos, certamente iremos experimentar
a mesma alegria que os discípulos sentiram ao testemunharem a Ressur-
reição de Jesus. Sejam bem-vindos a nossa casa.
Animador: Iniciemos, acolhendo o abraço carinhoso da Santíssima Trin-
dade: em nome do Pai e do Filho... (Pode ser cantado).
Leitor 1: No último encontro fomos motivados a nos reconciliar com Deus,
por meio do Sacramento da Reconciliação. Lembremos que a Quaresma é
“o momento favorável”. Por isso, o Apóstolo Paulo nos pede:
Todos: Exortamos a não receberdes em vão a graça de Deus. Pois ele diz:
“No momento favorável, eu te ouvi, no dia da salvação eu te socorri” (2
Cor 6,1).
CANTO: Piedade, Senhor, tem piedade, Senhor. Meu pecado vem lavar
com seu amor. Piedade, Senhor, tem piedade, Senhor. E liberta minha
alma para o amor. (2x) (Pode ser outro refrão penitencial).
Leitor 2: Todos nós somos pecadores e reconhecer isso é “a porta para
encontrar Jesus”, afirma o Papa Francisco12.
Leitor 3: Ao celebrar uma missa aos operários do centro industrial do
Vaticano, em 2017, o Papa Francisco disse que todos temos “diploma de
pecador” e que isso o consola muito.
Leitor 1: “Cada um de nós sabe bem onde peca mais, onde está a sua
fraqueza. Antes de tudo, temos que reconhecer isso: nenhum de nós que
estamos aqui pode dizer “Não sou pecador”. Os fariseus diziam assim e

12 Papa Francisco. Homilia na Casa Santa Marta, 21 de setembro de 2017.

22
Jesus os condena. Eram soberbos, vaidosos, se achavam superiores aos
outros. Jesus vem até nós, vem a mim porque sou pecador13”.
Todos: Mesmo sendo pecadores, Jesus nos chama e nos ama.
Animador: A reconciliação com Deus e com nossos irmãos é condição
necessária para experimentarmos a verdadeira alegria da Páscoa. Jesus
é a luz do mundo e das nossas vidas: “Quem me segue não caminha nas
trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12).
CANTO: DENTRO DE MIM (n. 6)

ESCUTANDO A PALAVRA DE DEUS (em pé)


Leitor 2: Vamos nos deixar iluminar pela Palavra
de Deus. Abramos nossa Bíblia no Evangelho de
Mateus 27,11-26 e acompanhemos a leitura.
(Alguém proclama. Em seguida, fazer um breve mo-
mento de silêncio).
Leitor 3: Rezemos esse Evangelho, por meio da
Leitura Orante que será conduzida por Dom José
Antônio Peruzzo, Arcebispo de Curitiba (PR). (FAIXA 5 DO CD. Em seguida,
se houver tempo, fazer um breve momento de partilha).

DINÂMICA – LAVAR AS MÃOS


Animador: No Evangelho que acabamos de meditar, vemos um gesto de
covardia e omissão de Pilatos: ele lava as mãos, ou seja, não quer se res-
ponsabilizar pela morte de Jesus.
Leitor 1: Podemos nos questionar: será que muitas vezes nós também
não lavamos nossas mãos ao testemunhar uma injustiça, ao encontrar
alguém que precisa de ajuda ou quando simplesmente ignoramos a situ-
ação social, política e econômica do país em que vivemos? (Pausa).
Leitor 2: Nós precisamos, sim, é lavar nossas mãos do pecado da omissão,
da hipocrisia, do comodismo e de tantos outros pecados que nos impe-
dem de ir ao encontro de nosso irmão, que nos impedem de viver nossa
vocação cristã à santidade.
13 Papa Francisco. Homilia no Centro Industrial do Vaticano, 07 de julho de 2017.
23
Animador: Aqui no centro, temos uma bacia com água e uma toalha.
Cada um de nós é convidado a lavar suas mãos. Ao realizar esse gesto,
traga na mente suas fragilidades e pecados e peça a Jesus que purifique
sua vida. (Para esse momento, colocar a música instrumental: FAIXA 7 do CD).
Leitor 3: Um discípulo de Jesus é sempre comprometido com a vida, com
a verdade e a justiça. E a Palavra de Deus é nossa guia: “Se permanecer-
des em minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos” (Jo 8,31).
Animador: Como sinal de comprometimento com o Evangelho, a Bíblia
aberta vai passar por nós, vamos acolhê-la em nossas mãos e dizer:
- Jesus, eu quero me comprometer com a tua Palavra!
CANTO: SENHOR QUEM ENTRARÁ (n. 11)

TESTEMUNHO – LEIGA ATUANTE NA IGREJA E NA SOCIEDADE


Em 2016, quando era presidente do Conselho de Leigos na Arquidiocese de
Curitiba (PR), estivemos à frente de um trabalho de conscientização política
para as eleições municipais, utilizando como subsídio a Cartilha de Orienta-
ção Política do Regional Sul 2 da CNBB. Decidimos realizar algumas forma-
ções nos setores, com a presença dos candidatos a vereadores. Em alguns
deles, eu fui convidada para ser a assessora, sempre utilizando a Cartilha
como subsídio.
A participação, não só dos candidatos, mas também dos leigos foi impressio-
nante. Fiquei surpresa ao perceber que alguns assuntos da Cartilha, como o
papel dos prefeitos e vereadores, era novidade para muitos. Pensava comi-
go: como pode que candidatos, pleiteando uma cadeira para vereador, não
saibam essas coisas? Concluí que, realmente, os nossos cristãos, candidatos
e eleitores, necessitavam de conscientização sobre seu papel atuante como
eleitor, como candidato, como eleito, o que realmente são seus direitos e
deveres.
2018 foi o Ano Nacional do Laicato, que recordou nosso papel de sermos cris-
tãos atuantes em todos os lugares e de todas as formas. Percebi que esse tra-
balho do Conselho de Leigos, nas eleições municipais de 2016, ajudou muitos
a perceberem que o papel do cristão leigo é amplo e gigantesco nesse mun-
do. A paróquia é apenas um dos âmbitos de sua atuação! (Marcia Regina
Cordoni Savi – Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Belém, Curitiba-PR).

24
ESPECIAL SOBRE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE
Animador: No encontro anterior, nós refletimos sobre a Doutrina Social
da Igreja. Hoje, vamos refletir sobre outras três palavras importantes que
estão presentes no objetivo geral da Campanha da Fraternidade: partici-
pação, cidadania e bem comum.
Leitor 2: Sobre participação, o texto base da Campanha da Fraternidade
afirma: “A questão das políticas públicas se coloca dentro do quadro de
uma cultura política da participação, onde as pessoas sejam protagonistas
na vida social e sejam atendidas as exigências do bem comum, com atenção
às reais necessidades das parcelas mais carentes da população” (n. 165).
Todos: A Doutrina Social da Igreja evidencia a necessidade de uma partici-
pação ativa e consciente dos cristãos leigos e leigas na vida da sociedade.
Leitor 3: A palavra cidadania é definida como: o exercício dos direitos
e deveres civis, políticos e sociais estabelecidos na Constituição de um
país. Mas, dentro dessa Campanha da Fraternidade, cidadania é definida
também no âmbito ético-teológico, inspirada no mistério da Encarnação:
Todos: “Assim como Deus entrou em nossa história, também o cristão é
convidado a fazer o mesmo, quer dizer, participar em tudo que é huma-
no e que constrói um mundo mais humano e que nos humaniza14”.
Animador: Por fim, o bem comum é um dos princípios permanentes da
Doutrina Social da Igreja. Qualquer política pública deve considerá-lo, pri-
vilegiando os mais vulneráveis da população.
Leitor 1: O Papa Francisco relaciona o bem comum com a paz verdadei-
ra, que não será obtida enquanto três reivindicações sociais não forem
atendidas: a distribuição das riquezas, a inclusão social dos pobres e o
respeito aos direitos humanos15.
CANTO: HINO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE (n. 14)

MOMENTO DAS PRECES


Leitor 2: Segundo o Apóstolo Paulo, a vontade de Deus para nós é: “Es-
tai sempre alegres. Orai continuamente. Dai graças, em toda e qualquer
14 Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade. Documento 105 da CNBB, n. 163.
15 Papa Francisco. Evangelii Gaudium, n. 218.
25
situação” (I Ts 5,16-18). Apresentemos a Deus nossas preces, dizendo:
Senhor, nós confiamos a ti.
- A vida de cada um de nós.
- As nossas famílias.
- As nossas dificuldades diárias.
- O nosso desejo de conversão nesta Quaresma.
(Os membros do grupo podem apresentar outras preces).
Animador: Entreguemos tudo nas mãos de Deus, rezando: Pai Nosso...

GESTO CONCRETO
Animador: Alguém tem alguma sugestão para o gesto concreto dessa se-
mana? (Tempo para diálogo).

ORAÇÃO FINAL
Leitor 3: Vamos concluir nosso encontro com a Oração da Campanha da
Fraternidade (página 48).
Animador: Que o Deus da vida nos abençoe, em nome do Pai e do Filho...
CANTO: NINGUÉM TE AMA COMO EU (n. 7) OU OUTRO À ESCOLHA

SEXTO ENCONTRO
“Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!”. (Lc 24,34)
Campanha da Fraternidade 2019: Fraternidade e políticas públicas

(Para o momento da dinâmica: preparar uma caixa – pode ser uma caixa de sa-
patos – e colocar dentro dela um papel escrito: NÃO TENHA MEDO: JESUS RES-
SUSCITOU! Se for possível, sugerimos que a caixa seja encapada com papel de
presente e dentro, junto à frase, pode-se colocar uma foto de Jesus ressuscitado).

CANTO: NOVO SOL BRILHOU (n. 12)


Alguém da casa: Sejam todos bem-vindos a nossa casa. Depois de termos
26
percorrido o caminho quaresmal, é momento de celebrarmos com muita
alegria: Cristo Ressuscitou! Vamos dizer uns aos outros: Alegre-se, pois
Cristo está vivo! (Tempo).
Animador: Celebrar a Páscoa é confirmar a promessa de Jesus: “Eis que eu
estarei convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20). Por isso
é que sempre nos reunimos para celebrar: em nome do Pai e do Filho...
Leitor 1: Nos cinco encontros anteriores nos preparamos para a Páscoa
rezando e refletindo sobre nossa fé à luz da Campanha da Fraternidade,
que neste ano nos propôs o tema: Fraternidade e Políticas Públicas. Va-
mos partilhar sobre como foram nossos encontros. (Tempo para partilha).
CANTO: Meu coração me diz: O amor me amou, e se entregou por mim:
Jesus ressuscitou! Passou a escuridão, o Sol nasceu, a vida triunfou: Je-
sus ressuscitou! (2X)
Leitor 2: Recitemos o Salmo 15(16), que faz parte da liturgia da Vigília
Pascal, e expressa nossa confiança e gratidão ao Senhor:
Todos: Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
Lado A: Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está
seguro em vossas mãos!
Lado B: Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu
lado não vacilo.
Lado A: Eis porque meu coração está em festa, minha alma rejubila de
alegria, e até meu corpo no repouso está tranquilo;
Lado B: Pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo
conhecer a corrupção.
Lado A: Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicida-
de sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado!
Todos: Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Glória ao Pai e
ao Filho...

CANTO: O Senhor ressurgiu, aleluia, aleluia! É o Cordeiro Pascal, aleluia,


aleluia! Imolado por nós, aleluia, aleluia! É o Cristo, o Senhor, ele vive e
venceu, aleluia! (2X)
27
ESCUTANDO A PALAVRA DE DEUS (em pé)
Animador: Após a ressurreição de Jesus, os Evan-
gelhos relatam várias aparições a seus discípulos.
Hoje, escutaremos o relato sobre aqueles dois discí-
pulos que o reconheceram “ao partir do pão”. Abra-
mos nossa Bíblia no Evangelho de Lucas 24,13-35 e
acompanhemos a leitura. (Alguém proclama. Em se-
guida, fazer um breve momento de silêncio).
Leitor 3: Vamos fazer a Leitura Orante desse texto
bíblico, orientados por Dom José Antônio Peruzzo.
(FAIXA 6 DO CD. Em seguida, se houver tempo, fazer um breve momento de
partilha).
CANTO: EU CREIO NUM MUNDO NOVO (n. 13)

DINÂMICA – JESUS RESSUSCITOU


Animador: Após a morte de Jesus, os seus discípulos ficaram muito tris-
tes, com medo e perdidos. Mesmo ao testemunharem a ressurreição, o
primeiro sentimento era de temor.
Leitor 1: Na homilia do domingo de Páscoa, em 2017, o Papa Francisco
disse: “Foi o primeiro anúncio: ‘Ressuscitou’. E depois a confusão, o co-
ração apertado, as aparições. Mas os discípulos permanecem fechados
o dia inteiro no Cenáculo, porque tinham medo que acontecesse a eles
o mesmo que aconteceu a Jesus. E a Igreja não cessa de dizer às nossas
derrotas, aos nossos corações fechados e temerosos: ‘Parem, o Senhor
ressuscitou’”.
Leitor 2: Pensemos em nossa vida, naqueles momentos em que nos sen-
timos derrotados, com medo, naquelas situações que parecem não ter
solução (pausa).
Leitor 3: Pensemos também em tantas realidades do nosso mundo: desgra-
ças, doenças, tráfico de pessoas, guerras, destruições, corrupção, vingan-
ças, ódio. Recordar isso nos questiona: Mas onde está o Senhor? (Pausa).
Animador: Agora, com essas realidades em mente, vai passar pelas mãos
de cada um de nós uma caixa. Abra e leia com atenção a mensagem con-
28
tida nela: é especialmente para você! (Enquanto passa a caixa, colocar a
música instrumental: FAIXA 7 do CD).
Leitor 1: Diante da morte de Jesus, aqueles que o seguiram ficaram to-
talmente desolados. Nós também ficamos assim diante de algumas rea-
lidades. Escute o que o Papa Francisco nos sugere para esses momentos:
Leitor 2: “Diante de Deus e de nós mesmos digamos: Não sei como vai
isto, mas estou certo de que Cristo ressuscitou e aposto nisto. Irmãos e
irmãs, era o que desejava dizer-vos. Voltai para casa hoje, repetindo no
coração: Cristo ressuscitou”.
Todos: Levamos essa certeza: Cristo ressuscitou!
CANTO: Meu coração me diz: O amor me amou, e se entregou por mim:
Jesus ressuscitou! Passou a escuridão, o sol nasceu. A vida triunfou: Je-
sus ressuscitou!

TESTEMUNHO – PASTORAL DO MENOR


A Pastoral do Menor busca, à luz do Evangelho, ajudar crianças e adolescen-
tes empobrecidos e em situação de risco e vulnerabilidade. A coordenadora
regional da Pastoral do Menor no Paraná, Célia Maria de Azevedo Santana,
conta sobre uma das inúmeras crianças que foram ajudadas pela Pastoral:
“O Mateus tem dez anos, mora com sua mãe e o padrasto numa ocupação,
em Curitiba. Ele é o terceiro filho de nove irmãos. A mãe e o padrasto são
catadores de papel e quando saíam para trabalhar levavam as crianças jun-
to. Certo dia, essa família foi abordada pela equipe da Pastoral do Menor,
junto com a assistente social do Centro de Transformação Social Vida Nova.
A partir de então, eles passaram a integrar o Programa de Erradicação ao
Trabalho Infantil (PETI).
No período em que foi atendido pela Pastoral, Mateus começou a frequentar
a escola e logo passou a ser um líder no Projeto. Ele é uma criança muito
criativa e que gosta de realizar as atividades junto com outras crianças e
adolescentes. Partiu dele a ideia de, todas as quintas-feiras, fazermos a “tar-
de da partilha”, onde cada um traz um lanche para partilhar. Hoje, Mateus é
uma criança feliz, não falta na escola e ainda leva seus irmãos menores para
o projeto”.

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MOMENTO DAS PRECES
Animador: Deus nos ama infinitamente, por isso nos enviou Jesus. Con-
fiantes nesse amor, apresentamos a ele nossos pedidos, dizendo: Pai de
amor, escutai a nossa prece!
- Pedimos pelo nosso Papa, por nossos Bispos, Padres, Diáconos, Religio-
sos e Religiosas, para que o Senhor os guarde e os sustente na missão.
- Pedimos pelos que sofrem, para que o Senhor os fortaleça e conforte.
- Pedimos por cada um de nós, para que sejamos pessoas de fé, acredi-
tando que Jesus está vivo e sempre conosco.
- Pedimos por nossos irmãos falecidos, para que sejam acolhidos pelo
Senhor na vida eterna.
Animador: Pai de amor e misericórdia, que nos mandastes orar sem ces-
sar, acolhei as preces que confiamos a Ti. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

GESTO CONCRETO
Leitor 3: Assumir o compromisso de não esquecer o que nos propôs a
Campanha da Fraternidade deste ano. Se não houver um jeito concreto
de participar e acompanhar os projetos de políticas públicas, vamos nos
comprometer de rezar pelo nosso país e por aqueles que o governam,
independente se gostamos ou não deles.
ORAÇÃO FINAL
Animador: Pouco antes de morrer na cruz, Jesus nos confiou a sua mãe
(cf. Jo 19,25-27). E Maria permaneceu com os discípulos daquele tempo
(cf. At 1,14) e com todos nós, discípulos e discípulas deste tempo. Ela con-
tinua a nos amparar e nos apontar para o seu filho Jesus.
Leitor 2: Vamos concluir nosso encontro rezando uma dezena do rosário,
contemplando o primeiro mistério glorioso: A Ressurreição do Senhor.
Animador: Alegres com a certeza de que Jesus ressuscitou e estará sem-
pre conosco, voltemos para as nossas casas e permaneçamos firmes na fé
e no amor de Jesus. Em nome do Pai e do Filho...
CANTO: HINO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE (n. 14)

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VIA-SACRA1

(Para a Via-Sacra, dispor de um crucifixo e de uma vela. Se possível, também do


cartaz da Campanha da Fraternidade 2019).

Animador: Queridos irmãos e irmãs, o tempo da Quaresma é um convite


para seguirmos Jesus com todo o coração, assumindo sua cruz e partici-
pando com ele da sua Ressurreição. Por isso, estamos aqui para percor-
rermos o caminho da Via-Sacra, em nome do Pai e do Filho...
CANTO: PROVA DE AMOR MAIOR NÃO HÁ (n. 10)
Leitor 1: “Jesus saiu caminhando, quando veio alguém correndo, caiu de
joelhos diante dele e perguntou: ‘Bom Mestre, que devo fazer para ga-
nhar a vida eterna’?” (Mc 10,17). O caminho da cruz é a resposta de Jesus
a esta pergunta, que também é nossa.
Todos: “Vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um
tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”. (Mc 10,21)
Leitor 2: A Campanha da Fraternidade deste ano nos propõe o tema: Fra-
ternidade e Políticas Públicas. Queremos percorrer essa via dolorosa com
Jesus, trazendo nossos governantes e todos nós, brasileiros, que sonha-
mos e buscamos uma sociedade mais justa e fraterna.
Animador: Que a graça e a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo estejam
conosco:
Todos: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Leitor 3: Jesus chama todos nós para segui-lo e sermos uma luz para o
mundo que é, muitas vezes, provado e dividido por guerras, injustiças,
corrupção, violência, miséria. Por isso, voltemos nosso coração para a
Santa Cruz e, confiantes na sua promessa, rezemos:
Todos: Bendito seja o nosso Redentor que nos deu a vida com sua mor-
te. Jesus, realizai em nós o mistério da vossa redenção, pela vossa pai-
xão, morte e ressurreição.
1 Faremos referência à Via-Sacra no Coliseu, presidida pelo Papa Francisco na Sexta-Feira
Santa do ano de 2013. Meditações preparadas por jovens libaneses, sob a orientação do
Cardeal Béchara Boutros Raï.
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PRIMEIRA ESTAÇÃO – JESUS É CONDENADO À MORTE
Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo!
Animador: Pilatos tornou a perguntar: “Que quereis que eu faça, então,
com o Rei dos Judeus?” Eles gritaram: “Crucifica-o” (...) Pilatos, querendo
satisfazer a multidão, soltou Barrabás, mandou açoitar Jesus e entregou-
-o para ser crucificado (Mc 15,12-13.15).
Leitor 1: Na presença de Pilatos, que era o governador, Jesus deveria ter
obtido justiça. Pilatos tinha o poder para inocentar Jesus e libertá-lo. Mas
ele preferiu lavar as mãos, ignorar a verdade, servindo aos seus interesses
pessoais e cedendo às pressões políticas e sociais.
Todos: Jesus, mesmo sendo inocente, foi condenado.
Leitor 2: No mundo de hoje, encontramos muitos “Pilatos”. Eles têm po-
der para fazer justiça, para buscar o bem-comum do povo. Mas preferem
usá-lo para benefício próprio e a serviço dos mais fortes.
Todos: Senhor Jesus, não permitas que sejamos indiferentes à injustiça
e às desigualdades de nossa sociedade. Que todos, especialmente os
mais pobres e marginalizados, encontrem condições dignas para viver.
Confirmai-nos na esperança e iluminai a consciência daqueles que têm
autoridade neste mundo, para que governem com justiça. Amém.
Animador: Rosto iluminado de Deus: Resplandeça sobre nós o vosso amor.
Canto: A morrer crucificado, teu Jesus é condenado por teus crimes, peca-
dor! Pela Virgem dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me, meu Jesus.

SEGUNDA ESTAÇÃO – JESUS CARREGA A CRUZ


Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo!
Animador: Depois de zombarem dele, tiraram-lhe o manto púrpura e o
vestiram com suas próprias roupas. Levaram Jesus para o lugar chamado
Gólgota (que quer dizer Calvário). (Mc 15,20).

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Leitor 3: Os soldados que humilham e torturam Jesus, creem ter poder
sobre ele. Na verdade, esses soldados não têm ideia de que “por Ele é
que tudo começou a existir, e sem Ele nada veio à existência” (Jo 1,3).
Todos: Jesus disse a Pilatos: “Tu não terias poder algum sobre mim, se
não te fosse dado do alto” (Jo 19,11).
Leitor 1: Muitos ignoram a existência de Deus, o excluem da própria vida
e da vida dos seus irmãos, em nome da razão, do poder ou do dinheiro.
Há muitas pessoas que carregam pesados fardos que poderiam ser alivia-
dos se nossos governantes desenvolvessem boas políticas públicas nas
áreas da saúde, educação, segurança...
Todos: Senhor Jesus, vós que assumistes a humilhação e vos identifi-
castes com os mais pobres, olhai pelos migrantes refugiados, pelos que
estão desempregados, pelos que não têm moradia e nem condições dig-
nas para viver. Concedei-lhes que encontrem em vós, a força para carre-
gar, com fé e esperança, a sua cruz.
Animador: Senhor Deus de amor e misericórdia: Tende compaixão de
nós e do mundo inteiro.
Canto: Com a cruz é carregado, e do peso acabrunhado, vai morrer por
teu amor! Pela Virgem dolorosa...

TERCEIRA ESTAÇÃO – JESUS CAI PELA PRIMEIRA VEZ


Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo!
Animador: Ele estava sendo traspassado por causa de nossas rebeldias,
estava sendo esmagado por nossos pecados. O castigo que teríamos de
pagar caiu sobre ele, com os seus ferimentos veio a cura para nós. (Is 53,5).
Leitor 2: Jesus, que trouxe a paz ao mundo, que comunicou o amor de Deus
pela humanidade, está desprotegido, caído por terra sob o peso da cruz.
Todos: Jesus, mesmo sendo o filho de Deus, se fez um de nós e sentiu na
pele a dor e a humilhação.
Leitor 3: Hoje, também, muitos estão caídos bem próximo de nós. Caídos
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sob o peso da fome, das dependências do álcool e das drogas, da violên-
cia... São marginalizados e, muitas vezes, esquecidos pelo poder público.
Todos: Senhor Jesus, reerguei-nos das nossas quedas. Concedei que nos
abramos à ação do vosso Espírito para irmos ao encontro dos irmãos
que estão caídos e são marginalizados em nossa sociedade. Amém.
Animador: Jesus manso e humilde de coração: Fazei o nosso coração se-
melhante ao vosso.
Canto: Pela cruz tão oprimido, cai Jesus desfalecido, pela tua salvação!
Pela Virgem dolorosa...

QUARTA ESTAÇÃO – JESUS ENCONTRA SUA MÃE


Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo!
Animador: Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe: Este menino será
causa de queda e reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal
de contradição, uma espada traspassará a tua alma! E assim serão reve-
lados os pensamentos de muitos corações (...) Sua mãe guardava todas
essas coisas no coração (Lc 2,34-35.51).
Leitor 2: Maria percorreu passo a passo o caminho do Calvário com seu
Filho. A profecia de Simeão se confirmou: uma espada atravessou seu
coração. Ferido e atribulado, carregando a cruz da humanidade, Jesus en-
contra a sua mãe e, no seu rosto, toda a humanidade.
Todos: Jesus sofre ao ver sua mãe sofrer, e Maria por ver sofrer o seu Filho.
Jesus e Maria sabem o que significa amar até as últimas consequências.
Leitor 3: Quantas mães em nosso país não têm condições de sustentar
seus filhos, de oferecer-lhes, além da sua presença amorosa, comida, saú-
de, educação, segurança. Elas também sentem o coração traspassado por
uma lança ao verem seus filhos perecerem.
Todos: Senhor Jesus, em nossas famílias também os pais causam so-
frimentos aos filhos, e os filhos causam sofrimentos aos pais. Senhor,
concedei que nossas famílias sejam lugares da vossa presença, para que

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nossos sofrimentos se transformem em alegria. Sede o nosso apoio e fa-
zei que em nossos lares reinem o amor, a paz e a serenidade, à imagem
da Sagrada Família de Nazaré. Amém.
Animador: Nossa Senhora das Dores: Rogai por nós e nossas famílias.
Canto: Vê a dor da Mãe amada, que se encontra desolada, com seu Filho
em aflição. Pela Virgem dolorosa...

QUINTA ESTAÇÃO – SIMÃO DE CIRENE AJUDA JESUS A LEVAR A CRUZ


Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo!
Animador: Enquanto levavam Jesus, pegaram um certo Simão, de Cirene,
que voltava do campo e mandaram-no carregar a cruz atrás de Jesus. (Lc
23,26).
Leitor 2: O encontro de Jesus com Simão de Cirene é silencioso, uma lição
de vida: Deus não quer o sofrimento e nem aceita o mal. Mas o sofrimen-
to, acolhido na fé, transforma-se em caminho de Salvação.
Todos: Simão, ao ajudar Jesus, nem imaginava que estava aliviando o
sofrimento do próprio Deus.
Leitor 3: As Políticas Públicas, além de serem um dever do Estado para
com os cidadãos, são uma forma de exercer a caridade. A Campanha da
Fraternidade deste ano as compara com as Obras de Misericórdia corpo-
rais. Vamos recordá-las:
Leitor 1: Dar de comer ao faminto, dar de beber ao sedento, vestir quem
está nu, visitar o enfermo, dar abrigo ao peregrino, visitar os presos e
enterrar os mortos.
Todos: Senhor Jesus, vós nos convidastes a partilhar do vosso sofrimen-
to. Simão de Cirene é semelhante a nós. Ensina-nos a aceitar as cruzes
que encontramos nas estradas da vida. Queremos ser vossos discípulos,
carregando a vossa cruz, todos os dias, com alegria e esperança, pois
cremos na vossa ressurreição. Amém.
Animador: Jesus, manso e humilde de coração: Fazei o nosso coração
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semelhante ao vosso.
Canto: No caminho do Calvário, um auxílio necessário, não lhe nega o
Cireneu. Pela Virgem dolorosa...

SEXTA ESTAÇÃO – VERÔNICA ENXUGA O ROSTO DE JESUS


Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo!
Animador: Meu coração se lembra de ti: “Buscai minha face”. Tua face,
Senhor, eu busco. Não me escondas teu rosto, não rejeites com ira o teu
servo. És meu auxílio, não me deixes, não me abandones, Deus meu sal-
vador. (Sl 27,8-9).
Leitor 2: Verônica procurou Jesus no meio da multidão. Quando o sofri-
mento estava no auge, ela quis suavizá-lo, enxugando seu rosto com um
pano. Um pequeno gesto que exprimia seu amor e sua fé em Jesus. Um
gesto que ficou gravado na memória da tradição cristã.
Todos: Todo gesto feito com amor é grande diante de Deus e deixa marcas.
Leitor 3: Podemos contemplar o rosto de Jesus hoje? Sim, é possível vê-lo
naqueles que sofrem por não terem o que comer, beber, vestir, por serem
migrantes, estarem doentes ou na prisão (cf. Mt 25,35-36). Ajudar essas
pessoas é amenizar o sofrimento do próprio Deus.
Todos: Senhor Jesus, nós buscamos o vosso rosto. Verônica nos recorda
que estais presente nas pessoas que sofrem. Senhor, vós nos ensinais
que uma pessoa ferida e esquecida não perde o seu valor e sua dig-
nidade, mas permanece sinal da vossa presença escondida no mundo.
Ajudai-nos a enxugar do vosso rosto os traços da pobreza e da injustiça,
para que vossa face brilhe para este mundo. Amém.
Animador: Rosto iluminado de Deus: Resplandeça sobre nós o vosso
amor.
Canto: Eis o rosto ensanguentado, por Verônica enxugado, que no pano
apareceu. Pela Virgem dolorosa...

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SÉTIMA ESTAÇÃO – JESUS CAI PELA SEGUNDA VEZ
Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo!
Animador: Zombam de mim todos os que me veem, torcem os lábios,
sacodem a cabeça (...) Não fiques longe de mim, pois a angústia está pró-
xima e não há quem me ajude (Sl 22,8.12).
Leitor 1: Jesus está sozinho sob o peso devastador da cruz. O fardo da
cruz é tão pesado que o derruba novamente. Parece não haver limites
para a injustiça e a violência.
Todos: Jesus, na sua segunda queda, reconhecemos muitas de nossas
situações que parecem não ter saída.
Leitor 2: Mesmo cansado e ferido, pela força do Espírito Santo, Jesus se
levanta e continua. Ele confia e se entrega plenamente à vontade do Pai,
à vontade do amor que tudo pode. Quantas pessoas em nossa sociedade,
mesmo sem forças, sem esperanças também conseguem se levantar e
seguir seu caminho.
Todos: Senhor Jesus, nós também caímos muitas vezes e sabemos o
quanto é difícil levantar e prosseguir. Concede-nos a luz do Espírito San-
to para que busquemos sempre a vontade do Pai, mesmo em meio aos
sofrimentos. Estando em pé, sejamos braço estendido aos irmãos que
encontrarmos caídos pelo caminho. Vinde Espírito Santo para nos con-
solar e fortalecer. Amém.
Animador: Coração de Jesus, que tanto nos amais: Fazei que eu vos ame
cada vez mais.
Canto: Outra vez desfalecido, pelas dores abatido, cai por terra o Salva-
dor. Pela Virgem dolorosa...

OITAVA ESTAÇÃO – JESUS ENCONTRA AS MULHERES DE JERUSALÉM


QUE CHORAM POR ELE
Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo!
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Animador: Seguia-o uma grande multidão do povo, bem como de mulhe-
res que batiam no peito e choravam por ele. Jesus, porém, voltou-se para
elas e disse: Mulheres de Jerusalém, não choreis por mim! Chorai por vós
mesmas e por vossos filhos! (Lc 23,27-28).
Leitor 3: No caminho do Calvário, Jesus encontra as mulheres de Jeru-
salém, que choram pelo seu sofrimento, como se fosse um sofrimento
sem esperança. Olhando para a cruz elas só veem um castigo, um sinal
de maldição. Mas Jesus acolheu essa cruz como meio de redenção e
salvação.
Todos: Jesus, ajudai-nos a conservar a fé e a esperança, mesmo em meio
aos sofrimentos.
Leitor 1: Não só mulheres, mas homens, crianças, jovens e idosos que
vivem em situação de vulnerabilidade, também choram hoje. Sofrem por-
que seus direitos sociais não são atendidos ou são violados. A corrupção
impede que muitas políticas públicas sejam desenvolvidas para atender
aos mais pobres.
Todos: Senhor Jesus, com a vossa encarnação no seio de Maria, elevas-
tes a dignidade de toda mulher e da humanidade. Que o anseio de nos-
sos corações seja o de vos encontrar. Que a nossa vida, embora cheia de
tribulações, não perca a esperança e caminhe sempre convosco e para
Vós, que sois o nosso refúgio e a nossa Salvação. Amém.
Animador: Jesus de Nazaré, o vosso semblante eu quero ter: Como vós
sois, eu quero ser.
Canto: Das mulheres que choravam, que fiéis o acompanhavam, é Jesus
consolador. Pela Virgem dolorosa...

NONA ESTAÇÃO – JESUS CAI PELA TERCEIRA VEZ


Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo!
Animador: O amor de Cristo nos impele, considerando que um só morreu
por todos e, portanto, todos morreram. De fato, Cristo morreu por todos
para que os que vivem já não vivam para si mesmos, mas, para aquele
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que por eles morreu e ressuscitou. (2Cor 5,14-15).
Leitor 2: Pela terceira vez Jesus cai sob o peso da cruz. É o peso dos sofri-
mentos e pecados da humanidade que ele carrega. Mas Ele se recusa a
ficar no chão, reúne as poucas forças que ainda restam e se levanta pela
terceira vez. Jesus assume sua missão até as últimas consequências.
Todos: Jesus, ajudai-nos a nos levantar todas as vezes que cairmos.
Leitor 3: Jesus assumiu plena e eternamente a nossa natureza. Nenhuma
dor ou sofrimento humano é desconhecido para Ele. Portanto, quando
passamos por algum sofrimento é consolador olhar para a cruz de Jesus:
Ele nos compreende!
Todos: Senhor Jesus, vós que experimentastes na pele o sofrimento hu-
mano, provocado pela humilhação e pela violência, olhai por todos nós.
Ainda hoje os direitos humanos não são respeitados, há muito precon-
ceito e violência. Envia teu Espírito sobre nós, teus discípulos, para que
sejamos sempre promotores da vida e da paz. Amém.
Animador: Deus é amor: Arrisquemos viver por amor.
Canto: Cai terceira vez prostrado, pelo peso redobrado, dos pecados e da
cruz. Pela Virgem dolorosa...

DÉCIMA ESTAÇÃO – JESUS É DESPOJADO DE SUAS VESTES


Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo!
Animador: Os soldados pegaram suas vestes e as dividiram em quatro
partes, uma para cada soldado. A túnica era feita sem costura, uma peça
só de cima a baixo. Eles combinaram: não vamos rasgar a túnica. Vamos
tirar sorte para ver de quem ela será. (Jo 19,23-24).
Leitor 1: Jesus foi tão humilhado, até ao ponto de lhe arrancarem as ves-
tes. Seu corpo nu e machucado ficou coberto apenas de sangue. Junto
com as vestes foi a sua dignidade. As pessoas que o acompanhavam nem
tinham coragem de olhá-lo.
Todos: Jesus, despojado de tudo, nos enriquece com sua pobreza.
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Leitor 2: Quantas pessoas hoje, ao terem que abandonar sua pátria e se
refugiar em outro país, também experimentam a dor de serem despoja-
das até de sua dignidade. No primeiro semestre de 2018, chegaram ao
Brasil mais de 10 mil venezuelanos.
Todos: Senhor Jesus, que soubestes amar até as últimas consequências,
rasgai em nós as vestes que nos separam de Deus e revesti-nos com a
vossa Graça. Ajudai-nos a ser caridosos e justos com aqueles que che-
gam a nossa pátria. Aumentai a nossa fé para que tenhamos coragem de
segui-lo até o fim. Amém.
Animador: Senhor Deus de amor e misericórdia: Tende compaixão de
nós e do mundo inteiro.
Canto: Das suas vestes despojado, todo chagado e pisado, eu vos vejo,
meu Jesus. Pela Virgem dolorosa...

DÉCIMA PRIMEIRA ESTAÇÃO – JESUS É PREGADO NA CRUZ


Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo!
Animador: Então, lhes entregou Jesus para ser crucificado (...) Pilatos ti-
nha mandado escrever e afixar um letreiro; estava escrito assim: Jesus de
Nazaré, o Rei dos Judeus”. (Jo 19, 16.19).
Leitor 3: Agora, o Messias tão esperado está suspenso numa cruz entre dois
ladrões. As duas mãos que abençoaram a humanidade, estão traspassadas.
Os dois pés que caminharam pela terra para anunciar a Boa Nova, estão
suspensos entre a terra e o céu. Os seus olhos, que fitaram tantas pessoas
com amor, não conseguem se manter abertos diante de tamanha dor.
Todos: Queremos amar como Jesus amou.
Leitor 1: Contemplar Jesus pregado na cruz é algo muito difícil. A multi-
dão, que o acompanhou até ali, se dispersou nesse momento final. Sua
mãe permaneceu até o fim. Pensemos em quantas pessoas, hoje, tam-
bém morrem sozinhas, experimentando aflições de todo tipo, e nós não
temos coragem de sequer oferecer o nosso olhar, somos indiferentes.

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Todos: Senhor Jesus, que fostes crucificado pelas nossas iniquidades,
olhai por nossa humanidade que também é crucificada por tantos peca-
dos sociais. As vossas chagas são nosso refúgio e fonte de cura e perdão.
O vosso amor que encheu o universo, inunde nossos corações para que
tenhamos coragem de amar até o fim. Amém.
Animador: Meu Jesus, perdão e misericórdia: Pelos méritos de vossas
santas chagas.
Canto: Sois por mim na cruz pregado, insultado, blasfemado, com ceguei-
ra e com furor. Pela Virgem dolorosa...

DÉCIMA SEGUNDA ESTAÇÃO – JESUS MORRE NA CRUZ


Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo!
Animador: E Jesus deu um forte grito: “Pai, em tuas mãos entrego o meu
espírito”. Dizendo isso, expirou. (Lc 23,46).
Leitor 2: Do alto da cruz, Jesus grita. É um grito de abandono no momen-
to da morte, grito de confiança no sofrimento, grito do parto para uma
nova vida. Ao entregar seu espírito nas mãos do Pai, Jesus faz jorrar sobre
a humanidade a vida em abundância e nascer a nova criatura.
Canto: Prova de amor maior não há, que doar a vida pelo irmão. (2X)
Leitor 3: Hoje, também muitas pessoas gritam ao morrer. São esmagadas
por tantos sofrimentos. Estão sozinhas, pois até o governo, que deveria
assegurar seus direitos para uma vida digna, as trata com indiferença.
Todos: Senhor Jesus, mesmo em meio as trevas de nossa vida, nós vos
contemplamos. Que aprendamos a suplicar ao Pai Celeste sempre que
a vida humana estiver ameaçada. Abri o coração dos nossos líderes po-
líticos, para que se comprometam na construção da civilização da vida
e do amor. Amém.
Animador: Jesus, eu creio: Mas aumentai a minha fé.
Canto: Meu Jesus, por nós morrestes. Por nós todos padecestes, oh que
grande é vossa dor. Pela Virgem dolorosa...
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DÉCIMA TERCEIRA ESTAÇÃO – JESUS É DESCIDO DA CRUZ
Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo!
Animador: Ao anoitecer, veio um homem rico de Arimateia, chamado
José, que também se tornara discípulo de Jesus. Ele foi procurar Pilatos
e pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que lhe entregassem o
corpo. (Mt 27,57-58).
Leitor 1: Havia poucas pessoas ali para acolher o corpo morto, todo ferido
e ensanguentado de Jesus, entre elas Maria, sua mãe. Um gesto de ternu-
ra e consideração de um seguidor, possibilitou que o filho de Deus fosse
sepultado com dignidade.
Todos: Jesus, aqueles que vos amam permanecem ao vosso lado e con-
servam a fé.
Leitor 2: Na hora da agonia e da morte, quando todos pensam que o
mal triunfou e que a voz do amor, da justiça e da paz foi silenciada, a fé
daqueles que permanecem até o fim não desfalece. Nossa fé precisa nos
conduzir para estar ao lado daqueles que mais sofrem.
Todos: Senhor Jesus, nós te pedimos pelas vítimas da violência e das
guerras que assolam nosso tempo. Pedimos pelos que precisam fugir de
suas pátrias, correndo risco de vida. Nosso desejo é que todo ser huma-
no tenha direito à vida digna. Concedei-nos as luzes do Espírito Santo
para sermos seus seguidores até o fim. Amém.
Animador: Deus é amor: Quem ama o próximo está com Deus.
Canto: Do madeiro vos tiraram, e à Mãe vos entregaram, com que dor e
compaixão. Pela Virgem dolorosa...

DÉCIMA QUARTA ESTAÇÃO – JESUS É SEPULTADO


Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo!
Animador: Veio também Nicodemos, aquele que anteriormente tinha ido

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a Jesus de noite; ele trouxe uns trinta quilos de perfume feito de mirra e de
aloés. Eles pegaram o corpo de Jesus e o envolveram, com perfumes em
faixas de linho, do modo como os judeus costumam sepultar. (Jo 19,39-40).
Leitor 3: Nicodemos recebe o corpo de Jesus, cuida dele e o coloca num
sepulcro novo no meio de um jardim, que recorda o da Criação. Jesus se
deixa sepultar tal como se deixou crucificar, no mesmo abandono, intei-
ramente entregue nas mãos da humanidade.
Todos: Que nossa fé seja firme, mesmo diante da morte.
Leitor 1: Não podemos perder a esperança, pois sabemos que a pedra
colocada à entrada do túmulo será removida e surgirá uma nova vida.
Uma vida plena, para não mais nos contentarmos com uma vida vazia e
sem significado.
Todos: Senhor Jesus, fazei de nós filhos da luz, que não temem as trevas.
Nós vos pedimos hoje por todos aqueles que buscam o sentido da vida e
por quantos perderam a esperança, para que acreditem na vossa vitória
sobre o pecado e a morte. Amém.
Animador: Coração de Jesus, que tanto me amais: Fazei que eu vos ame
cada vez mais.
Canto: No sepulcro vos puseram, mas os homens tudo esperam, do misté-
rio da Paixão. Pela Virgem dolorosa...

Observação: A Via-Sacra conclui-se na 14ª estação, quando o corpo de Jesus é deixa-


do no sepulcro, mas já com a certeza da ressurreição, como diz o canto: “No sepulcro
vos puseram, mas os homens tudo esperam do mistério da paixão”. Sensível a essa
devoção popular, a Igreja do Brasil achou por bem acrescentar a 15ª estação. Essa
estação nos ajuda a não perdermos de vista a dimensão batismal da Quaresma, ou
seja, neste tempo examinamos em nós como está a nossa vida batismal - participa-
ção no mistério Pascal de Cristo: vida morte e ressurreição.

DÉCIMA QUINTA ESTAÇÃO – JESUS RESSUSCITA


Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo!

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Animador: O jovem disse às mulheres que foram ao túmulo: Não vos as-
susteis! Procurais Jesus, o nazareno, aquele que foi crucificado? Ele res-
suscitou! Não está aqui! Vede o lugar onde o puseram! Mas ide, dizei a
seus discípulos e a Pedro: Ele vai a vossa frente para a Galileia. Lá o vereis,
como Ele vos disse! (Mc 16,6-7).
Canto: Meu coração me diz: “O amor me amou e se entregou por mim:
Jesus ressuscitou! Passou a escuridão, o Sol nasceu. A vida triunfou: Je-
sus ressuscitou!
Leitor 2: As primeiras horas após a morte de Jesus devem ter sido muito
tristes e amargas para os seus discípulos. Certamente, eles choraram sem
compreenderem como alguém que só soube amar, tivesse sofrido e mor-
rido daquele jeito.
Leitor 3: A dor deve ter sido tão grande que eles nem recordavam do que
Jesus lhes havia prometido: “Jesus começou a mostrar aos discípulos que
era necessário ir à Jerusalém, sofrer muito da parte dos anciãos, sumo
sacerdotes e escribas, ser morto e, no terceiro dia, ressuscitar. (Mt 16,21).
Todos: Jesus, nós cremos na tua ressurreição!
Leitor 1: Rezemos, em dois coros, alguns versículos do Salmo 118(117)
em agradecimento pela ressurreição de Jesus:
Todos: Celebrai o Senhor, porque ele é bom: eterno é seu amor.
Lado A: Na angústia clamei ao Senhor, o Senhor ouviu-me e libertou-me.
Lado B: O Senhor está comigo, nada temo; o que pode um homem con-
tra mim?
Lado A: A mão direita do Senhor fez maravilhas. A mão direita do Senhor
me levantou.
Lado B: Não morrerei, mas viverei para anunciar as obras do Senhor.
Lado A: Eu dou graças ao Senhor, porque me ouviste, porque foste minha
salvação.
Lado B: A pedra que os pedreiros rejeitaram, ficou sendo a pedra principal.
Lado A: Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e alegremo-nos nele.

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Lado B: O Senhor é Deus, Ele nos iluminou. Formai a procissão com ra-
mos frondosos até os lados do altar.
Todos: Celebrai o Senhor, porque ele é bom: eterno é seu amor. Glória
ao Pai e ao Filho...
Animador: Ao percorrermos o caminho do Calvário com Jesus, nós reafir-
mamos nossa fé na ressurreição e damos graças a Deus. Jesus está vivo,
presente no mundo e no coração de todos que creem.
Canto: Eu creio num mundo novo, pois Cristo ressuscitou! Eu vejo sua
luz no povo, por isso alegre estou!

ORAÇÃO FINAL

Animador: Em comunhão com toda a Igreja do Brasil, rezemos a oração


da Campanha da Fraternidade (página 48).
Animador: O Senhor esteja conosco: Ele está no meio de nós!
Animador: Que o Deus da paz e do amor abençoe cada um de nós, em
nome do Pai e do Filho...
Canto: Vitória, tu reinarás, ó cruz tu nos salvarás! Vitória, tu reinarás, ó
cruz tu nos salvarás!
1. Brilhando sobre o mundo, que vive sem tua luz. Tu és um sol fe-
cundo de amor e de paz, ó cruz!

CANTOS PARA OS ENCONTROS

1. EIS O TEMPO DE CONVERSÃO 2. CRISTO, QUERO SER INSTRUMENTO


Eis o tempo de conversão. Eis o dia Cristo, quero ser instrumento de tua
da salvação. Ao pai voltemos, juntos paz e do teu infinito amor. Onde hou-
andemos. Eis o tempo de conversão! ver ódio e rancor, que eu leve a con-
1. Os caminhos do Senhor, são verda- córdia, que eu leve o amor.
de, são amor. Dirigi os passos meus, Onde há ofensa que dói, que eu leve o
em vós espero, ó Senhor! perdão. Onde houver a discórdia, que
2. Ele guia ao bom caminho, quem er- eu leve a união e tua paz.
rou e quer voltar. Ele é bom, fiel e jus- Onde encontrar um irmão a chorar de
to. Ele busca e vem salvar. tristeza, sem ter voz e nem vez. Quero
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bem no seu coração, semear alegria, num só Deus, um só Pastor.
pra florir gratidão.
Mestre, que eu saiba amar, compreen- 5. NOSSO ENCONTRO SERÁ ABEN-
der, consolar e dar sem receber. Que- ÇOADO
ro sempre mais perdoar, trabalhar, na 1. Nosso encontro será abençoado,
conquista e vitória da paz. pois o Senhor vai derramar o seu amor.
Derrama ó Senhor, derrama ó Senhor,
3. SEU NOME É JESUS CRISTO derrama sobre nós o teu amor. (2X)
1. Seu nome é Jesus Cristo e passa 2. Nossa família será abençoada, pois o
fome e grita pela boca dos famintos. Senhor vai derramar o seu amor.
E a gente quando vê passa adiante. Às
vezes pra chegar depressa a igreja. 6. DENTRO DE MIM
Seu nome é Jesus Cristo e está sem Dentro de mim existe uma luz, que me
casa e dorme pelas beiras das calça- mostra por onde deverei andar. Dentro
das. E a gente quando vê aperta o pas- de mim também mora Jesus, que me
so. E diz que ele dormiu embriagado. ensina a buscar o seu jeito de amar.
Entre nós está e não O conhecemos. Minha luz é Jesus. E Jesus me conduz.
Entre nós está e nós O desprezamos. Pelos caminhos da paz.
2. Seu nome é Jesus Cristo e é analfa- Dentro me mim existe um farol, que
beto e vive mendigando um subem- me mostra por onde deverei remar.
prego. E a gente quando vê, diz: “é um Dentro de mim Jesus Cristo é o sol, que
à toa. Melhor que trabalhasse e não me ensina buscar o seu jeito de sonhar.
pedisse”.
Seu nome é Jesus Cristo e está banido. 7. NINGUÉM TE AMA COMO EU
Das rodas sociais e das igrejas. Porque 1. Tenho esperado este momento.
d’Ele fizeram um Rei potente. Enquan- Tenho esperado que viesses à mim.
to Ele vive como um pobre. Tenho esperado que me fales. Tenho
esperado que estivesses assim. Eu sei
4. SOMOS GENTE DA ESPERANÇA bem o que tens vivido. Sei também
1. Somos gente da esperança, que ca- que tens chorado. Eu sei bem o que
minha rumo ao Pai. Somos povo da tens sofrido, pois permaneço ao teu
Aliança, que já sabe aonde vai. lado.
De mãos dadas a caminho. Porque Ninguém te ama como eu. Ninguém
juntos somos mais. Pra cantar o novo te ama como eu. Olhe pra cruz, esta
hino. De unidade, amor e paz. é a minha grande prova. Ninguém te
2. Para que o mundo creia na justiça ama como eu. Ninguém te ama como
e no amor. Formaremos um só povo, eu. Ninguém te ama como eu. Olhe

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pra cruz, foi por ti, porque te amo. des meu preceito: “Amai-vos uns aos
Ninguém te ama como eu. outros como eu vos tenho amado”.
2. Eu sei bem o que me dizes. Ainda
que nunca me fales. Eu sei bem o que 11. SENHOR QUEM ENTRARÁ
tens sentido. Ainda que nunca me re- Senhor, quem entrará no santuário pra
veles. Tenho andado ao teu lado. Junto te louvar? (2x). Quem tem as mãos lim-
a ti permanecido. Eu te levo em meus pas e o coração puro. Quem não é vai-
braços. Pois sou teu melhor amigo. doso e sabe amar (2x).
Senhor, eu quero entrar no santuário
8. MARIA DE NAZARÉ pra te louvar (2x). Ó dá-me mãos lim-
Maria de Nazaré, Maria me cativou. pas e um coração puro. Arranca a vai-
Fez mais forte a minha fé. E por filho dade, ensina-me amar (2x).
me adotou. Às vezes eu paro e fico a
pensar. E sem perceber, me vejo a re- 12. NOVO SOL BRILHOU
zar. E meu coração se põe a cantar pra 1. Novo sol brilhou, a vida superou
Virgem de Nazaré. Menina que Deus sofrimento, dor e morte, tudo enfim.
amou e escolheu. Pra mãe de Jesus, o Nosso olhar se abriu, Deus mesmo se
Filho de Deus. Maria que o povo inteiro incumbiu de tomar-nos pela mão as-
elegeu, Senhora e Mãe do Céu. sim.
Ave Maria, Ave Maria, Ave Maria, O Deus de amor jamais se descuidou,
Mãe de Jesus! (2x) em seu vigor, Jesus ressuscitou,
2. Estender a mão, abrir o coração, aco-
9. MESTRE lher, compartilhar e perdoar. É fazer o
Mestre, bom é estarmos aqui, reunidos céu cumprir o seu papel já na terra tem
bem perto de ti, no silêncio e na paz. que vigorar.
Mestre, reunidos no amor, nós viemos
ao Monte Tabor, para em ti repousar. 13. EU CREIO NUM MUNDO NOVO
E nós cantaremos a mesma canção,
Eu creio num mundo novo, pois Cristo
unidos no mesmo coração (2x).
ressuscitou! Eu vejo sua luz no povo,
por isso, alegre sou!
10. PROVA DE AMOR MAIOR NÃO HÁ
Em toda pequena oferta, na força da
Prova de amor maior não há que doar
união. No pobre que se liberta, eu vejo
a vida pelo irmão! (2x)
ressurreição!
1. Eis que eu vos dou o meu novo Man-
Na mão que foi estendida, no dom da
damento: “Amai-vos uns aos outros
libertação. Nascendo uma nova vida,
como eu vos tenho amado”.
eu vejo ressurreição!
2. Vós sereis os meus amigos se seguir-

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14. HINO DA CAMPANHA DA FRA- nou a superar toda ganância e tenta-
TERNIDADE 2019 ção. Arrependei-vos, eis que o tempo
(Letra: João Edebrando Roath Machado) já chegou. Tempo de Paz, Justiça e re-
conciliação.
1. “Eis que o Senhor fez conhecer a sal- 3. Em Jesus Cristo uma nova aliança
vação e revelou sua justiça às nações”. quis o Senhor com o seu povo instau-
Que, neste tempo quaresmal, nossa rar. Um novo reino de justiça e espe-
oração transforme a vida, nossos atos rança, fraternidade, onde todos têm
e ações. lugar.
Pelo direito e a Justiça libertados, 4. Ser um profeta na atual sociedade,
povos, nações de tantas raças e cul- da ação política, com fé, participar. É
turas. Por tua graça, ó Senhor, ressus- o dom de Deus que faz, do amor, fra-
citados, somos em Cristo, hoje, novas ternidade, e bem comum faz bem de
criaturas. todos se tornar!
2. Foi no deserto que Jesus nos ensi-

ORAÇÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2019


Pai misericordioso e compassivo, que governais o mundo
com justiça e amor, dai-nos um coração sábio para reconhe-
cer a presença do vosso Reino entre nós.
Em sua grande misericórdia, Jesus, o Filho amado, habitan-
do entre nós testemunhou o vosso infinito amor e anunciou
o Evangelho da fraternidade e da paz.
Seu exemplo nos ensine a acolher os pobres e marginaliza-
dos, nossos irmãos e irmãs com políticas públicas justas, e
sejamos construtores de uma sociedade humana e solidária.
O divino Espírito acenda em nossa Igreja a caridade sincera
e o amor fraterno; a honestidade e o direito resplandeçam
em nossa sociedade e sejamos verdadeiros cidadãos do
“novo céu e da nova terra”.
Amém!

Como foram os encontros? Envie-nos o seu testemunho:


WhatsApp: (41) 99955-9980 | E-mail: secretaria@cnbbs2.org.br
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VOLUME 3 - ROTEIRO PARA GRUPOS
ENCONTROS PARA O TEMPO COMUM

O livrinho é composto por 16 encontros (para os meses de abril a novembro).


O tema principal é: Santidade, com reflexões a partir da Exortação Apostólica
Gaudete et Exsultate, do Papa Francisco.

FAÇA SEU PEDIDO:

(41) 3224-7512
vendas@cnbbs2.org.br
www.cnbbs2.org.br

Prefixo Editorial: 68500 | Número ISBN: 978-85-68500-10-1


Elaboração
Pe. Valdecir Badzinski - Secretário Executivo do Regional Sul 2 da CNBB
Karina de Carvalho - Assessora de Imprensa
Correção Capa e diagramação
Felisberto Augusto da Fonseca Karina de Carvalho

Agradecimentos: Equipe de colaboradores do Regional Sul 2, Odaril José da


Rosa (Coordenador do COMIRE) e pessoas que partilharam o testemunho.
Imagem da Capa: https://pixabay.com
Cartaz da Campanha da Fraternidade 2019
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

CNBB - Regional Sul 2


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