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Como estudar Legislação

Tributária Municipal. Dicas de


Estudo
Muitos se perguntam como estudar Legislação Tributária Municipal para
certames de fiscos municipais, matéria de extrema necessidade para a tão
sonhada aprovação. Abordaremos, basicamente, os assuntos relacionados
ao ISS, ITBI e IPTU e como estudá-los. Neste artigo, tivemos a
colaboração do Auditor Fiscal de São Bernardo do Campo/SP, Carlos
Tomiya.

A matéria Legislação Tributária Municipal é uma continuidade de vários


assuntos relacionados ao Direito Tributário, Constitucional e Civil (Sim, a
matéria Legislação Tributária Municipal irá trabalhar com vários conceitos
de Direito Civil, principalmente no IPTU e ITBI), sendo também de extrema
importância para o dia a dia do seu trabalho futuro!

Os Municípios possuem competência para instituir os três impostos


previstos no artigo 156 da Constituição Federal, quais sejam: O imposto
predial sobre a propriedade predial e territorial urbana – IPTU; imposto
sobre transmissão inter vivos de bens imóveis – ITBI; e o imposto sobre
serviços de qualquer natureza – ISS.  Ressalvada a hipótese de Emenda
Constitucional, não existe a possibilidade de instituírem quaisquer impostos
além desses que foram definidos na Carta Magna. Logo, ao contrário da
União, que possui a competência residual e extraordinária (CF, art. 154, I e
II), a lista de impostos municipais é exaustiva.

Além disso, conforme CF, art. 145,II, os Municípios podem instituir Taxas
no exercício regular de poder de polícia e a utilização, efetiva ou potencial,
de serviços públicos específicos e divisíveis. Por fim, conforme CF art. 149-A,
tem-se a possibilidade de instituição de Contribuição de Iluminação Pública.
Feita uma pequena revisão de aspectos do Direito Tributário, esse artigo tem
por objetivo trazer importantes dicas de estudos para essa matéria.

1. Por onde começar?

Muitos dos artigos das leis instituidoras/decretos regulamentares da matéria


Legislação Tributária Municipal são cópias de itens que estão na
Constituição Federal de 1988 e no CTN, Lei Federal 5.172/1966.

Os links para um rápido acesso constam a seguir:

Constituição Federal:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm

Código Tributário
Nacional : http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172.htm

Ademais, Vale a pena dar uma revisada nos seguintes artigos:

 Constituição Federal 1988: Artigos 150, Inciso I (Princípio da


Legalidade) e III (Princípio da Noventena) e 156;
 CTN: Artigos 32 a 34; 36 a 38

Já para o caso de ISS, vale a pena estudar as Leis Complementares 116/03 e


a 157/2018, que trazem as normas gerais para esse imposto, cujos links
encontram-se a seguir:

Lei Complementar Federal nº116/03:


http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp116.htm

Lei Complementar Federal nº 157/2018:


http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp157.htm

2. Partindo para a Legislação Tributária


Municipal específica
É sempre recomendado que o estudo seja acompanhado de um curso
contendo a análise e comentários da matéria Legislação Tributária
Municipal. Aqui no Estratégia Concursos, temos professores (as) com
vasta experiência e que irão, certamente, dar a correta orientação para o
estudo dessa matéria.

Primeiramente, ao analisar o edital do certame de sua preferência, verifique


e separe as respectivas leis instituidoras e eventuais atos infralegais que
complementam a legislação tributária. Normalmente os editais dos certames
trazem a cobrança apenas das leis instituidoras. Porém, pode ocorrer uma
maior abrangência.

Por um lado, a legislação municipal específica de cada município irá


disciplinar cada aspecto da matriz de incidência de cada tributo:

 Aspecto material (O quê?): Nesse item é feita a análise do fato


gerador de cada tributo. Na legislação municipal se materializa com o
estudo da incidência e não incidência de cada tributo;
 Aspecto temporal (Quando?): Aqui é feita a análise quanto
ao momento de ocorrência do fato gerador;
 Aspecto espacial (Onde?): Análise quanto ao importante aspecto
geográfico, principalmente quando se fala, principalmente,
da Guerra Fiscal do ISS;
 Aspecto subjetivo (Quem?): Análise quanto aos sujeitos passivos
da obrigação tributária, ou seja, , contribuintes e responsáveis;
 Aspecto quantitativo (Quanto?): estudo da base de cálculo e
alíquota.

Por outro lado, vale ainda a ressalva que há cobrança de outros assuntos,
dentro da matéria de Legislação Tributária Municipal, como: Lei Orgânica,
Código Tributário Municipal, Simples Nacional e Estatuto dos Servidores
Públicos.
3. Distribuição dos assuntos na matéria
Legislação Tributária Municipal

Sabemos que o tempo é muito precioso, certo?

Por isso, fizemos a análise quantitativa das questões dos últimos e principais
certames municipais realizados em 2019, conforme mostrado a seguir:

Tabel
a 1: Distribuição das questões de Legislação Tributária Municipal em 2019.

Observação: Outros assuntos referem-se a temas relacionados à Lei


Orgânica, Código Tributário Municipal, Estatuto dos servidores de cada
município, Simples Nacional (LC 123/2006).

Assim, percebe-se que, ao analisar as principais provas aplicadas para os


principais certames municipais de 2019, chega-se à conclusão de que foram
cobradas no total 93 questões de legislação tributária municipal. Dessas,
percebemos que 80% das questões se concentraram em temas relacionados
ao ISS, Outros assuntos e IPTU. Além disso, questões de ITBI e PAT também
são muito importantes, com uma boa vantagem: na maioria das vezes, as
leis são bem menores, com menos detalhes, se comparadas às leis
do IPTU ou do ISS .

4. Perfil da banca examinadora


Como em qualquer matéria, é importante verificar como as bancas
examinadoras costumam cobrar a matéria.

Apenas para contextualizar e citar os certames municipais realizados em


2019, o ISS Guarulhos e Campinas foram elaborados pela VUNESP; ISS
Campo Grande pela PUCPR e ISS Manaus, pela FCC. Analisando as 3 bancas
e as 4 provas, percebe-se que as bancas têm a tendência de cobrar a
literalidade da lei. Por isso, é de extrema importância ter a “lei seca” ao lado
quando for estudar pelo curso teórico, respondendo as questões propostas
ao final de cada aula ou na conferência dos gabaritos dos simulados.

Vejam a seguir modelos de questões da VUNESP e da FCC:

 Banca Vunesp:

(VUNESP – Auditor fiscal tributário (Prefeitura Municipal de


Campinas)/2019).

O Imposto Sobre a Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis e de Direitos


Reais e a eles relativos – ITBI, de acordo com a Lei Municipal no
12.391/2005, será calculado mediante a aplicação de uma alíquota de

 (A) 1,9%.
 (B) 2,7%.
 (C) 5%.
 (D) 3%.
 (E) 4%

Gabarito: B

Questão bem típica de legislação tributária municipal em que cobra a


literalidade do artigo12 da lei municipal 12.391/05, que instituiu o ITBI no
município de Campinas. É a típica questão que só acerta quem viu a
legislação. Vejamos:
Art. 12.  O valor do imposto será calculado pela aplicação da  alíquota de

2,7%  (dois inteiros e sete décimos percentuais) sobre a base de cálculo.  (nova

redação de acordo com a  Lei Complementar nº 180 , de 10/10/2017)

 Banca FCC

(FCC – Auditor Fiscal de Tributos Municipais (Manaus)/2019)

Uma farmácia localizada no Município de Manaus tem 80% de seu


faturamento representado pela comercialização de mercadorias, e os
restantes 20% provenientes da prestação de serviços farmacêuticos. Sua
atividade preponderante é, especificamente, o comércio de medicamentos.
De acordo com a Lei municipal no 2.251, de 02 de outubro de 2017, que
dispõe sobre o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) no
Município de Manaus, quando esta farmácia prestar serviço farmacêutico de
aplicação de injeção em cliente seu,

  (A) utilizando, na prestação do serviço, medicamento que o cliente


adquiriu de outro fornecedor e que levou consigo para ser aplicado,
haverá incidência do ISSQN, cuja base de cálculo, porém, será
equivalente a 20% do valor da prestação, em razão de se tratar de
atividade não preponderante.
  (B) fornecendo, inclusive, o medicamento a ser utilizado na prestação
do serviço, haverá incidência do ICMS sobre o valor total da
prestação, ou seja, sobre a prestação do serviço e o material utilizado,
em razão de sua atividade preponderante.
  (C) fornecendo, inclusive, o medicamento a ser utilizado na prestação
do serviço, haverá incidência do ISSQN sobre o valor da prestação, e
haverá incidência do ICMS sobre o valor do material (mercadoria)
utilizado, em razão de sua atividade preponderante.
  (D) fornecendo, inclusive, o medicamento a ser utilizado na prestação
do serviço, haverá incidência do ISSQN sobre o valor total da
prestação, ou seja, sobre a prestação do serviço e o material utilizado.
  (E) fornecendo, inclusive, o medicamento a ser utilizado na
prestação do serviço, haverá incidência do ISSQN sobre 20%
do valor da prestação, e haverá incidência do ICMS sobre
80% do valor do material (mercadoria) utilizado, em razão
das respectivas proporções de receita do estabelecimento.

Gabarito: E

Questão que aborda o conhecimento da Lei Complementar 116/03 a respeito


das operações mistas, ou seja, fornecimento de mercadoria juntamente com
a prestação de serviços.

Antes de fazer os comentários de questão, vamos mencionar o dispositivo


legal da Lei Complementar 116/03:

Art. 1º O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, de competência dos

Municípios e do Distrito Federal, tem como  fato gerador a prestação  de serviços

constantes da lista anexa, ainda que esses não se constituam como atividade

preponderante do prestador.

§ 2o  Ressalvadas as exceções expressas  na lista anexa, os serviços nela

mencionados não ficam sujeitos ao Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação

de Mercadorias e Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e

Intermunicipal e de Comunicação – ICMS,  ainda que sua prestação envolva

fornecimento de mercadorias.

Analisando o caput da questão, a prestação de serviços farmacêuticos não


está contida nas exceções da lista e, portanto, haverá a incidência de ISS
tanto no valor do serviço quanto no fornecimento de mercadorias.
Portanto, vejam que é fundamental saber o conteúdo da Legislação
tributária de cada município. O perfil da banca Vunesp é bem literal, com
questões que são respondidas rapidamente caso o(a) candidato(a) saiba a
legislação. Já a banca FCC, em algumas questões mescla a cobrança da
literalidade com a análise de um caso prático.

5. Mapas mentais de Legislação Tributária


Municipal

Além da leitura periódica da Lei, por muitos chamada de “Lei Seca”, é


interessante fazer o uso de mapas mentais, caso haja tempo disponível.

 O que é um mapa mental?

Os mapas mentais são soluções encontradas pelos estudantes a fim de


efetuar uma rápida revisão bem como uma forma de memorização da
matéria. Devemos ter em mente que aprendemos muito quando efetuamos
as nossas próprias revisões, destacamos as principais informações
com cores diferentes além de fazer os famosos mnemônicos que muitas
vezes salvam na hora da prova.

 Importância dos mapas mentais e como utilizá-los?

É importante que você faça seus próprios mapas mentais. Atualmente,


existem diversas ferramentas, algumas até possíveis de serem usadas de
forma gratuita) que auxiliam na construção de um mapa mental, tais como:
Freemind, MindMeister e Xmind.

Como exemplo, a seguir temos um mapa mental dos assuntos relacionados


aos impostos municipais (ISS, ITBI e IPTU) que estão disciplinados na
Constituição Federal de 1988.

Por exemplo, o mapa abaixo foi feito em PowerPoint, resumindo e


destacando as informações dos impostos municipais.
Figura 1: Mapa Mental dos assuntos contidos na Constituição Federal
relacionados à Legislação Tributária Municipal

6. Considerações Finais

Estude com afinco a matéria de Legislação Tributária Municipal, pois:

 Matéria de extrema importância para PASSAR no seu certame;


 Dada a elevada concorrência, por muitas vezes chega a ser
um critério de desempate na classificação;
 Familiaridade de diversos assuntos já estudados em outras
matérias, como: Direito Constitucional, Civil e Tributário;
 Assuntos que serão utilizados no seu dia a dia de trabalho como
Auditor Fiscal;
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Institui o Código Tributário do


Município de Paty do Alferes,
e dá outras providências.

TRIBUTOS DE COMPETÊNCIA DO MUNICÍPIO


TÍTULOI
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 2º - São tributos de competência do Município de Paty do Alferes:

I - impostos sobre:
a) propriedade predial e territorial urbana;

b) transmissão "inter-vivos", a qualquer título por ato oneroso, de bens imóveis, por
natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem
como cessão de direitos a sua aquisição;

d) serviços de qualquer natureza, não compreendidos na competência dos Estados e do


Distrito Federal, definidos em lei complementar;

Obs: c) vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos, exceto óleo diesel;

obs: O Imposto sobre Vendas a Varejo de Combustíveis Líquidos e Gasosos (IVVC) é


um extinto imposto brasileiro extinto pela Emenda Constituicional nº 3, de 1993

(EC nº 3) Art. 4.º A eliminação do imposto sobre vendas a varejo de combustíveis líquidos
e gasosos, de competência dos Municípios, decorrente desta Emenda Constitucional,
somente produzirá efeitos a partir de 1.º de janeiro de 1996, reduzindo-se a
correspondente alíquota, pelo menos, a um e meio por cento no exercício financeiro de
1995.

Portanto, os municípios não têm mais competência para instituir tal tributo, no entanto
ainda consta em algumas Leis Orgânicas municipais.

"As leis orgânicas dos municípios são normas que regulam a vida política na cidade,
sempre respeitando a Constituição Federal e a Constituição do Estado em que o
município está inserido."

II - taxas:
a) em razão do exercício do poder de polícia, ou
b) pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis,
prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição;

III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas.

Dica 1

Para nunca mais errar este tipo de Q;

Impostos> 

2 ou 3 letras = UNIÃO

4 letras sendo 1 delas a letra M = ESTADO

5 letras ou 4 letras sem a letra M = MUNICÍPIO

Dica 2

m.U.N.ic.I.pio = tem "i"= itb'i' / tem "u"= ipt'u' / tem "n"= issq'n'

Estado tem alguma dessas letras? Não!! Então não tem como confundir.
 

e.S.t.A.D.o = tem "A" = IPV'A' / tem "D" = ITCM'D' / tem "S" = ICM'S'

Para união os reguladores de mercado II, IE, IPI, IOF, IGF, ITR, IR

Dica 3

RIBUTOS ESTADUAIS

Comprei uma ferrari (IPVA) para da uma volta (ICMS), porém bati e morri com


ela (ITCMD).

IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores);

ICMS (Imposoto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços);

ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação).

TRIBUTOS MUNICIPAIS

Quem casa qué casa (IPTU). Arrumei um serviço (ISS) e comprei (ITBI)  uma casa.

IPTU - Imposto sobre a Propriedade de Territorial Urbana;

ISS - Imposto Sobre Serviços;

ITBI - Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis - é de competência Municipal.  

T Í T U L O II
DAS LIMITAÇÕES DO PODER DE TRIBUTAR

Art. 3º - Os impostos municipais não incidem sobre:


I - o patrimônio ou os serviços da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios;
Obs: § 2º - O disposto no inciso I não se aplica ao patrimônio e aos serviços
relacionados com a exploração de atividades econômicas regidas pelas normas
aplicáveis a empreendimentos privados, ou em que haja contraprestação ou pagamento
de preços ou tarifas pelo usuário, nem exonera o promitente comprador da obrigação de
pagar imposto relativamente à bem imóvel.

Obs:
§ 4º - Os impostos municipais incidem sobre o patrimônio e os serviços relacionados
com a exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis e
empreendimentos privados realizados em território municipal pela União, Estados ou
Municípios, diretamente por entidade da administração indireta ou mediante concessão
ou permissão, assim como em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou
tarifas pelo usuário.

Obs: Art. 4º - O disposto no inciso I, do artigo anterior observados os seus parágrafos


1º, 2º e 3º, é extensivo às autarquias e fundações instituídas e mantidas pelos Poder
Público, no que se refere ao patrimônio e aos serviços, vinculados às suas finalidades
essenciais ou delas decorrentes.

II - os templos de qualquer culto;


Obs: § 6º - A imunidade relativa aos bens imóveis e aos serviços inerentes aos templos
de qualquer culto restringe-se àqueles destinados ao exercício do culto.

III - o patrimônio ou os serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das
entidades sindicais dos trabalhadores, e das instituições de educação e de assistência
social, sem fins lucrativos;

Obs: § 3º - A não incidência referida nos incisos II e III compreende somente o


patrimônio e os serviços relacionados com as finalidades essenciais das entidades neles
mencionadas.

Obs:
§ 5º - O reconhecimento da imunidade de que trata o inciso III, deste artigo, é
subordinado à efetiva observância dos seguintes requisitos estatutários pelas entidades
nele referidas:
I - não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a título de
lucro ou de participação no seu resultado;
II - ausência de remuneração para seus dirigentes ou conselheiros;
III - aplicarem, integralmente, no País, os seus recursos na manutenção dos seus
objetivos institucionais;
IV - manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de
formalidades capazes de assegurar sua exatidão.

Art. 5º - A falta de cumprimento dos requisitos do parágrafo 5º, do artigo 3º, desta lei,
ou das disposições de seu parágrafo 1º, implicará a suspensão do reconhecimento.
IV - os livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão.

Obs: § 7º - A imunidade prevista no inciso IV não se aplica às prestações de serviços de


qualquer natureza que envolvam:
I - livros em branco ou simplesmente pautados, bem como os utilizados para
escrituração em geral;
II - agendas ou similares;
III - catálogos, guias, listas, inclusive telefônicas, e outros impressos que contenham
propaganda comercial.

1º - O disposto neste artigo não exclui a atribuição, por lei, às entidades nele referidas
da condição de responsáveis pelos tributos que lhes caiba reter na fonte e não as
dispensa da prática de atos, previstos em lei, assecuratórios do cumprimento de
obrigações tributárias por terceiros.

Art. 6º - Os requisitos condicionadores da não incidência devem ser comprovados


perante a repartição fiscal competente, na forma estabelecida pela Secretaria Municipal
de Fazenda.

Art. 7º - É vedado ao Município:


I - estabelecer diferença tributária entre bens e serviços de qualquer natureza, em razão
de sua procedência ou destino;

Obs: a CF veda expressamente que E/DF/M estabeleçam diferenças tribuárias em razão


da procedência ou destino de bens e serviços. Atente que a vedação do art. 152 não
alcança a UNIÃO.

Art. 152. É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer
diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de sua
procedência ou destino.

Como bem salientaram os colegas, a referida vedação prestigia o pacto federativo,


proibindo discriminação entre os entes federativos.

Observa-se ainda que a vedação não se aplica à União, mas qual a razão disso?
Simples, é que a União pode fazer diferenciação tributária para diminuir desigualdades
sociais e econômicas.

CONFORME O PRINCÍPIO DA NÃO DISCRIMINAÇÃO EM DIREITO TRIBUTÁRIO: O


artigo 152 da CF/88, diz o seguinte: É vedado aos Estados, ao
Distrito Federal e aos Municípios estabelecer diferença tributária entre
bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de sua procedência ou
destino. O entendimento nós leva a compreender que os Estados, os Municípios e o
Distrito Federal não podem tributar mais severamente ou mais brandamente em razão da
procedência ou destino dos bens e serviços de qualquer natureza, ressaltando o ideal da
unidade econômica em todo o território nacional. OK!!! Um abraço, Nadja Celina.

II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação


equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função
por eles exercida, independente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou
direitos;

CF/88 - Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é


vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios

Trata-se do Princípio da Isonomia Tributária, isto é, deve ser dado o mesmo tratamento
tributário entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, não sendo
possível qualquer discriminação em razão de ocupação profissional ou função por eles
exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos.
(art. 150, II, CF)
Notem especialmente este "situação equivalente", é possível que haja diferenciação desde
que em situações que não sejam equivalentes (diferença na taxação do IPVA entre carros,
por exemplo).

III - instituir taxas com base de cálculo própria de impostos.

As taxas não poderão ter base de cálculo


própria de impostos (art. 145, § 2º, CF).

É constitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais elementos da


base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não haja integral
identidade entre uma base e outra Correto. É o exato teor da súmula vinculante 29 do
STF: É constitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais elementos da
base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não haja integral identidade
entre uma base e outra.

Art. 8º - Somente através de lei específica poderá o Município conceder anistia ou


remissão de crédito tributário.
Anistia é o perdão legal de infrações, tendo como consequência a proibição de que sejam
lançadas as respectivas penalidades pecuniárias

O benefício somente pode ser concedido APÓS O COMETIMENTO DA INFRAÇÃO ( sob


pena de servir de incentivo à prática de atos ilícitos) e ANTES DO LANÇAMENTO DA
PENALIDADE PECUNIÁRIA, pois se o crédito já está constituído, a dispensa somente
pode ser realizada mediante REMISSÃO.

ANTES do lançamento:
isençao: dispensa o tributo
anistia: dispensa a multa

DEPOIS do lançamento:
remissao: perdoa a dívida (tributo e multa)

cuidado com  a remiÇao, que é o resgate do bem mediante pagamento da dívida


e o remitente é aquele que irá remir (resgatar) o bem

O Colega do primeiro post fez confusão. Anistia é EXCLUSÃO, enquanto que a remissão é
EXTINÇÃO!

Para facilitar a memorização, tem-se as dicas:

CAUSAS DE SUSPENSÃO: 
MO-DE-RE-CO-CO-PA:

MOratória
DEpósito do valor integral
REcursos ou reclamações
COncessão de medida liminar em MS
COncessão de medida liminar ou tutela antecipada em outros processoa
PArcelamento 

AS CAUSAS DE EXCLUSÃO SÓ SÃO DUAS: ISENÇÃO E ANISTIA

ENTÃO O RESTO É EXTINÇÃO!!!!

T Í T U L O III
DO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL
E TERRITORIAL URBANA
CAPÍTULO I
DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL
SEÇÃO I
DO FATO GERADOR E DA INCIDÊNCIA

Art. 9º - O imposto tem como fato gerador à propriedade, o domínio útil ou a posse de
bem imóvel, por natureza ou por acessão física, como definido na lei civil, localizado na
zona urbana do Município.

IPTU (Imposto predial e territorial urbano)

-S. 160 STJ: É defeso, ao Município, atualizar o IPTU, mediante decreto, em percentual
superior ao índice oficial de correção monetária.

- Súmula 589 STF: É inconstitucional a fixação de adicional progressivo do IPTU em


função do número de imóveis do contribuinte.

IPTU poderá:  

I - ser progressivo em razão do valor do imóvel; e

II - ter alíquotas diferentes de acordo com a localização e o uso do imóvel. 

-A base do cálculo do imposto é o valor venal do imóvel.

-Contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, o titular do seu domínio útil, ou o seu


possuidor a qualquer título.

-Não incide IPTU, mas ITR, sobre imóvel localizado na área urbana do Município, desde
que comprovadamente utilizado em exploração extrativa, vegetal, agrícola, pecuária ou
agroindustrial.

- O cessionário de direito uso de imóvel público não é contribuinte do IPTU, pois detém a
posse mediante relação de natureza pessoal, sem animus domini.

- O locatário, por não ostentar a condição de contribuinte ou de responsável, não tem


legitimidade ativa para litigar em ações de natureza tributária envolvendo o IPTU.

- Nos tributos em que o lançamento se dá de ofício, como é o caso do IPTU, o prazo


prescricional para se pleitear a repetição de indébito é de cinco anos, contados a partir da
data em que se deu o pagamento do tributo, nos termos do art. 168, I, do CTN.

Parágrafo Único - Considera-se ocorrido o fato gerador no primeiro dia do exercício a


que corresponder o imposto.
Art. 10 - Para efeitos deste imposto, entende-se como zona urbana toda área não sujeita
a imposto territorial rural.

Parágrafo Único - Considera-se também urbana a área urbanizável ou de expansão


urbana, constante de loteamento aprovado pelo órgão municipal competente, destinado
à habitação, à indústria ou ao comércio, nos termos do Plano Diretor aprovado pela
Câmara Municipal.

Art. 11 - O Poder Executivo definirá, periodicamente, para efeito de tributação, o


perímetro da zona urbana, bem como os limites e denominações dos setores e sua
distribuição em regiões fiscais.

Art. 12 - O imposto sobre a propriedade predial incide sobre o imóvel edificado, com
"habite-se", ocupado ou não, e ainda que a construção tenha sido licenciada por terceiro
ou feita em terreno alheio.

Parágrafo Único - O imposto incide sobre imóvel edificado e ocupado, ainda que o
respectivo "habite-se" não tenha sido concedido, observado o disposto no artigo 14,
desta lei.

Art. 13 - A incidência do imposto sobre a propriedade predial no caso de benfeitoria


construída em área de maior porção, sem vinculação ao respectivo terreno, não afasta,
mesmo em proporção, a tributação territorial sobre toda a área.

Art. 14 - Haverá, ainda, a incidência do imposto sobre a propriedade predial sempre que
este imposto for maior do que o imposto sobre a propriedade territorial urbana, nos
seguintes casos:

I - prédio construído sem licença ou em desacordo com a licença;


II - prédio construído com autorização a título precário.

Art. 15 - O imposto sobre a propriedade territorial urbana incide sobre o imóvel no qual
ainda não tenha havido edificação cuja edificação tenha sido objeto de demolição,
desabamento, incêndio, ou esteja em ruínas, e cuja edificação, seja de natureza
temporária ou provisória, ou possa ser removida sem destruição, alteração ou
modificação.
§ 1º - Ocorrerá, também, a incidência do imposto sobre a propriedade territorial urbana
sempre que este imposto for maior do que o imposto sobre a propriedade predial, nas
seguintes hipóteses:
I - terreno cuja edificação tenha sido feita sem licença ou em desacordo com a licença;
II - terreno no qual exista construção autorizada a título precário.

Art. 16 - A mudança de tributação predial para territorial, ou de territorial para predial,


somente prevalecerá, para efeito de cobrança do imposto, a partir do exercício seguinte
àquele em que ocorrer o evento causador da alteração.

SEÇÃO II
DA ISENÇÃO
Art. 17 - Estão isentos do imposto:

I - o imóvel de interesse histórico, artístico ou cultural, assim reconhecido pelo órgão


municipal competente;

II - o imóvel pertencente à agremiação desportiva licenciada e filiada à federação


esportiva estadual, quando utilizado efetiva e habitualmente no exercício das suas
atividades sociais;

III - o imóvel cedido ao Município a qualquer título, desde que o contrato estabeleça o
repasse do ônus tributário, observado o parágrafo 1º, deste artigo;
Obs: § 1º - Na hipótese do inciso III, a isenção prevalecerá a partir do ano seguinte ao
da ocorrência do fato gerador mencionado e será suspensa no exercício posterior ao da
rescisão ou do término do contrato de cessão.

IV - o imóvel de propriedade de ex-combatente da II Guerra Mundial, assim


considerado o que tenha efetivamente participado de operações bélicas como integrante
do Exército, da Aeronáutica, da Marinha de Guerra e da Marinha Mercante, nos termos
da Lei Federal n.º 5.315, de 12 de setembro de 1967, inclusive o de que seja promitente-
comprador ou cessionário, mantendo-se a isenção ainda que o titular tenha falecido,
desde que a propriedade do imóvel seja transmitida à viúva ou ex-companheira, ou a
filho menor ou inválido;
Obs: § 2º - A isenção prevista no inciso IV será mantida enquanto não houver
modificação no estado das pessoas nele referidas

V - a área que constitua reserva florestal, assim definida pelo Poder Público.
VI - O imóvel de propriedade de aposentado ou pensionista que possua um único
imóvel de até 150,00m², e que nele resida, desde que não perceba mais do que o
equivalente a 2 (dois) salários mínimos.

VII - O imóvel que mesmo situado em área urbana seja destinado à exploração agrícola,
pecuária, extrativa vegetal ou agroindustrial.
Obs: § 4° - A isenção prevista no inciso VII, só será deferida ao proprietário ou
possuidor a qualquer título, produtor rural cadastrado em um dos seguintes Órgãos:
INCRA, na EMATER, Sindicato Rural Sustentável, que comprove em processo
administrativo exploração do imóvel, cessando a isenção na paralisação da exploração.

Obs: § 3º - As isenções previstas neste artigo condicionam-se ao seu reconhecimento


pelo
órgão municipal competente, na forma estabelecida pelo Poder Executivo.

Obs: Imunidade, Isenção e não-incidência não se confudem, a grosso modo, imunidade e


insenção não ocorre o lançamento do crédito, mas existe a ocorrencia do fato gerador,
diferente de não-incidência em que o fato gerador simplesmente não existe.

SEÇÃO III
DO CONTRIBUINTE

Art. 18 - Contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, o titular do seu domínio


ou o seu possuidor a qualquer título.

Parágrafo Único - São também contribuintes o promitente comprador imitido na posse,


o posseiro, ocupante ou comodatário de imóvel pertencente à União, aos Estados, ao
Distrito Federal, aos Municípios, ou a qualquer outra pessoa isenta do imposto ou a ele
imune.

SEÇÃO IV
DA BASE DE CÁLCULO
Art. 19 - A base de cálculo do imposto é o valor venal do imóvel, edificado ou não,
assim entendido o valor que este alcançaria para compra e venda à vista, segundo as
condições normais de mercado.
Art. 20 - Para efeito de cálculo do valor venal do imóvel, considera-se, em relação a
cada unidade imobiliária, a construção mais a área ou fração ideal do terreno a ela
vinculada.
§ 1º - O valor venal da unidade imobiliária é apurado de acordo com seguintes
indicadores:
I - localização, área, característica e destinação da construção;
II - preços correntes das alienações de imóveis no mercado imobiliário;
III - situação do imóvel em relação a equipamentos urbanos existentes no logradouro;
IV - declaração do contribuinte, desde que ratificada pelo fisco, ressalvada a
possibilidade
de revisão, se comprovada a existência de erro;
V - elementos contidos no Cadastro Imobiliário Municipal e os apurados em campo;
VI - outros dados tecnicamente reconhecidos.

Obs:
O IPTU é o mais importante exemplo de tributo lançado de ofício pelo Fisco, veja que o
envio do carnê para pagamento do imposto ao endereço do contribuinte configura
notificação de lançamento.

⇢ Lançamento direto ou de ofício: lançamento é completamente feito pelo sujeito ativo.


Ex: IPTU e o IPVA.

⇢ Lançamento misto ou por declaração: Há atos tanto do sujeito passivo quanto do


ativo, por isso, é também conhecido por lançamento misto. Ex: ITCMD ou do ITBI

⇢ Lançamento por homologação: modalidade em que a constituição do crédito é feita


sem prévio exame da autoridade. Ex: ISSQN, o IPI e o Imposto de Renda.

Obs:

-- LANÇAMENTO POR OFÍCIO: IPTU e IPVA;

-- LANÇAMENTO POR DECLARAÇÃO: ITBI e ITCMD;

-- LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO: ISS e ICMS.

§ 2º - No caso de edificação com frente e numeração para mais de um logradouro, a


tributação deve corresponder à do logradouro para o qual cada unidade imobiliária faça
frente

§ 4º - Na determinação do valor venal não se considera o valor dos bens móveis


mantidos no imóvel, ainda que em caráter permanente.

Art. 21 - O valor venal da edificação, observado o disposto no parágrafo 1º, do artigo


anterior, é determinado pela multiplicação do valor genérico do metro quadrado do tipo
de construção, em se considerando o fator destinação do imóvel (se residencial ou não
residencial), com relação ao setor, por fatores de correção, e pela área construída.

valor venal: é um valor estabelecido pelo Poder Público para alguns bens, como os
imóveis. A partir desse valor, são calculados impostos, emolumentos judiciais ou
administrativos. É diferente do valor de mercado de um produto ou bem, que é o valor
pelo qual ele pode ser vendido.

(A título de curiosidade)

Para realizar-se o cálculo do valor venal de um bem, critérios objetivos são utilizados,


variando o tempo e o lugar onde o bem se encontra segundo seu gênero e espécie. Por
exemplo, para o cálculo do valor venal de imóveis, a seguinte fórmula é geralmente
utilizada:

V = A x VR x I x P x TR

Nessa fórmula, os termos tem os seguintes significados:

V = valor venal do imóvel;

A = área da edificação;

VR = valor unitário padrão residencial, de acordo com a Planta de Valores do Município;

I = fator idade (Tabela 1), aplicável em razão da idade do imóvel contada a partir do
exercício seguinte ao da concessão do “habite-se”, da reconstrução ou da ocupação do
imóvel se este não tiver “habite-se”;

P = fator posição (Tabela 2), varia conforme a localização do imóvel em relação ao


logradouro;

TR = fator tipologia residencial (Tabela 3), de acordo com as características construtivas


do imóvel, consideradas as suas reformas, acréscimos e modificações.

§ 1º - A área obtida através dos contornos externos das paredes ou pilares, computando-
se também a superfície:

I - das sacadas, varandas e terraços, cobertos ou descobertos, de cada pavimento;


II - dos jiraus, porões e sótãos;
III - das garagens ou vagas cobertas;
IV- das áreas edificadas destinadas ao lazer, na proporção das respectivas frações ideais,
quando se tratar de condomínios;
V- das demais partes comuns, na proporção das respectivas frações ideais.
§ 2º - No caso de piscinas, a área é obtida através da medição dos contornos internos das
paredes.

§ 3º - O valor genérico do metro quadrado do tipo de construção é o valor do metro


quadrado apurado no exercício fiscal a que se referir o lançamento, para cada um dos
setores em que, para efeitos fiscais, estiver dividido o Município.

§ 4º - São fatores de correção do valor venal da edificação:


I - fator CAT - CATEGORIA DE CONSTRUÇÃO, aplicável segundo o tipo de
construção,
distinguindo-o como de padrão alto, padrão médio ou padrão baixo;
II - fator AL - ALINHAMENTO, aplicável segundo o alinhamento do imóvel
construído;
III - fator PO - POSICIONAMENTO, aplicável conforme a posição da edificação no
terreno;
IV- fator ST - SITUAÇÃO DA UNIDADE CONSTRUÍDA, aplicável segundo a
localização
do imóvel com relação ao logradouro.
(Fatores de Correção vide Decreto 197 de 07/05/91)

Art. 22 - O valor venal do terreno é determinado pela multiplicação do valor genérico


do metro quadrado do terreno, pela área do terreno, e por fatores de correção.
§ 1º - O valor genérico do metro quadrado do terreno é o valor do metro quadrado
apurado para o exercício fiscal a que se referir o lançamento, para cada um dos setores
em que, para efeitos fiscais, estiver dividido o Município.

§ 2º - São fatores de correção do valor venal do terreno:


I - fator P - PEDOLOGIA, aplicável em relação à qualidade do solo, para efeitos de seu
aproveitamento;
II - fator T - TOPOGRAFIA, aplicável a terreno que apresente característica topográfica
favorável ou com acidentação de relevo impeditiva de seu pleno aproveitamento;
III - fator S - SITUAÇÃO, aplicável segundo a situação do terreno mais ou menos
favorável em relação à quadra.

Art. 23 - Ocorrida à simultaneidade na aplicação dos fatores de correção, a redução


máxima admitida será de 90% (noventa por cento).

Art. 24 - O valor genérico do metro quadrado da edificação e o valor genérico do metro


quadrado do terreno é fixado, anualmente, pelo Poder Executivo, mediante a utilização
de processos técnicos. (planta genérica)

Parágrafo Único - Constituem instrumentos de apoio para a fixação dos valores a que se
refere este artigo, entre outros:

I - informações de órgãos técnicos especializados ligados à construção civil;

II - pesquisas no mercado imobiliário local e regional;

III - plantas ou tabelas de valores elaboradas pela Secretaria Municipal de Fazenda.


Obs: Súmula 160 STJ - É defeso, ao município, atualizar o IPTU, mediante decreto, em
percentual superior ao índice oficial de correção monetária.

-A base do cálculo do imposto é o valor venal do imóvel.

Art. 25 - O valor venal do imóvel, apurado para efeitos de cobrança do Imposto Sobre a
Transmissão "inter-vivos", por Ato Oneroso, de Bens Imóveis e de Direitos a Eles
Relativos ITBI deve ser adotado como base de cálculo para lançamento do imposto no
exercício fiscal seguinte, devidamente atualizado, sempre que superior ao valor apurado
segundo o disposto nesta Seção.

Obs:

É inconstitucional a lei que estabelece alíquotas progressivas para o Imposto de


Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis (ITBI) com base no valor venal do
imóvel.

Constitucionalidade - Alíquotas Progressivas - Imposto de Transmissão


Inter Vivos de Bens Imóveis - ITBI - Valor Venal
    É inconstitucional a lei que estabelece alíquotas progressivas para o imposto
de transmissão inter vivos de bens imóveis - ITBI com base no valor venal do
imóvel.

É inconstitucional a lei que estabelece alíquotas progressivas para o ITBI com base no
valor venal do imóvel.

PELO PRICÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA: Sempre que possível os impostos


deverão ter caráter pessoal, e ser graduads segundo a capacidade econômica do
contribuinte, na prática a capacidade é alcançada pelo sistema de alíquotas progressivas,
isto é alíquotas que aumentam ou diminuem conforme  a capacidade econômica .

Atenção na Cf/88 só três impostos são progressivos o IR, o ITR e o IPTU.

A cf de 88 prevê 3 tipos de progressividade para o IPTU:

1- No tempo: as alíquotas crescem ano a ano se o proprietário não dá uso a propriedade ,


Ex: terreno baldio.
2- Pelo valor: maior o valor do imóvel maior será sua alíquota.
3- Pelo uso: Dependendo da localização do imóvel. 

Atenção 2: O IPVA não é progressivo mas tem alíquotas diferenciadas pelo uso e tipo do
carro. 

SEÇÃO V
DA ALÍQUOTA
Art. 26 - O valor é calculado, aplicando-se sobre a base de cálculo as seguintes
alíquotas:

Parágrafo Único - O imóvel não edificado que, nos termos das diretrizes gerais fixadas
em
lei, quanto ao planejamento urbano do Município, não atender à função social traçada,
segundo critérios estabelecidos de uso e ocupação do solo, sofrerá, em cada exercício,
cumulativamente, um acréscimo de 100% (cem por cento) da alíquota correspondente.

SEÇÃO VI
DO LANÇAMENTO
Art. 27 - O lançamento do imposto é anual, considerando-se regularmente notificado o
contribuinte, desde que tenham sido feitas publicações de caráter oficial, ou em jornal
e/ou periódico de circulação local, dando ciência ao público da emissão das respectivas
guias de pagamento.
mposto sobre a Propriedade predial e Territorial Urbana – IPTU

Função predominante   Fiscal (exceção: extrafiscal – art. 182, § 4.º, II, da CF/1988)

Princípio da legalidade   Está sujeito

Princípio da anterioridade   Está sujeito

Princípio da noventena   Está sujeito (exceto em relação às alterações da base de


cálculo do tributo)

Fato gerador   A propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel por natureza ou
por acessão física, como definido na lei civil, localizado na zona urbana do Município

Base de cálculo É o valor venal do imóvel


Contribuintes   É o proprietário do imóvel, o titular do seu domínio útil, ou o seu possuidor
a qualquer título

Lançamento   De ofício

O LANÇAMENTO pode ser por:

1) Homologação (auto-lançamento)

2) Misto ( Declaração)

3) Direto (de ofício)

 Obs: O CTN estabelece os tipos de lançamento (Ofício, declaração e homologação),


contudo não aponta nos tributos que discrimina, qual é - de modo específico - o
lançamento de cada. 

Assim, cabe ao ente federativo na edição de sua Lei de IPTU eleger a espécie de
lançamento. No grande maioria dos casos esse lançamento é, de fato de ofício (até pelas
características do referido imposto, já apontado acima nos comentários dos
colegas). Contudo essa máxima não é regra geral. 

Obs: de ofício, considerando-se não ser necessária ação ou declaração do contribuinte


para que seja lançado o tributo, mas apenas ação da administração tributária tendente a
verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria
tributável, calcular o montante do tributo devido e identificar o sujeito passivo.

Como os impostos da competência Municipal e Estadual tem algumas semelhanças


podemos decorar as formas de lançamento que são semelhantes também.

MUNICIPAIS ------------------------------------------------------------------- ESTADUAIS

IPTU -------------------------(ambos por OFÍCIO)------------------------------------IPVA

ITBI -------------------------(ambos por DECLARAÇÃO)-------------------------ITCMD

ISS -------------------------(ambos por HOMOLOGAÇÃO)-----------------------ICMS

Obs: Lançamento:
a) De Ofício (Direto): o Fisco, sem ajuda do contribuinte, calcula o valor do imposto
devido e cobra do s. passivo.                              

Ex: IPTU, IPVA

 Súmula 397/STJ. O contribuinte do IPTU é notificado do lançamento pelo envio do


carnê ao seu  endereço.

b)Por Declaração (Misto): Para que o Fisco calcule o valor devido, é necessário que o
contribuinte forneça antes    algumas informações sobre matéria de fato. Aqui o
contribuinte não antecipa o pagamento, apenas fornece esses dados e aguarda o valor
que será cobrado.

Ex: ITBI

c)Por Homologação (Autolançamento): o próprio contribuinte é quem sem prévio exame


da autoridade administrativa,       deve calcular qto deve, antecipando o pagamento do
imposto.

Ex: IR, IPI, ITR, ICMS, ISS

Súmula 360/STJ. O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos


sujeitos por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo.

Art. 28 - O imposto é lançado em nome do contribuinte que constar do Cadastro


Imobiliário, levando em conta a situação do imóvel à época da ocorrência do fato
gerador.

§ 1º - Tratando-se de imóvel objeto de compromisso de compra e venda, o lançamento


do imposto pode ser procedido, indistintamente, em nome do promitente vendedor ou
do compromissário comprador.

§ 2º - O lançamento de imóvel objeto de enfiteuse, usufruto ou fideicomisso é efetuado


em nome do enfiteuta, do usufrutuário ou do fiduciário.

§ 3º - Na hipótese de condomínio, o lançamento é procedido:

I - quando pro indiviso, em nome de um ou de qualquer dos co-proprietários;


No caso de condomínio indivisível, o lançamento do IPTU pode ser feito em nome de um
dos condôminos pelo valor total do tributo.

II - quando pro diviso, em nome do proprietário, do titular do domínio útil ou do


possuidor da unidade autônoma.
Art. 29 - Na impossibilidade da obtenção de dados exatos sobre o imóvel ou de
elementos
necessários à fixação da base de cálculo, bem como forem omissos ou não merecerem

às declarações, esclarecimentos ou documentos fornecidos pelo contribuinte, ou for
impedida a ação fiscal, o imposto deve ser arbitrado, com base nos elementos de que
dispuser a Administração Tributária.

Art. 30 - Fica a Secretaria Municipal de Fazenda autorizada a promover lançamento


adicional, em cada exercício, conforme o disposto no parágrafo único, do artigo 26,
quando se verificar, mediante despacho fundamentado da Secretaria Municipal de Obras
e Serviços Públicos, que o imóvel não atende à função social prevista em lei

Art. 31 - Enquanto não extinto o direito da Fazenda Municipal podem ser efetuados
lançamentos omitidos ou complementares, estes últimos somente quando decorrentes de
erro de fato ou quando ocorrer à hipótese prevista no artigo anterior.

Obs: III - CTN Art. 149 Parágrafo único. A revisão do lançamento só pode ser iniciada
enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública

SEÇÃO VII
DO PAGAMENTO
Art. 32 - O imposto é pago de uma vez só ou em cotas mensais, em número, na forma e
nos prazos fixados por ato do Secretário Municipal de Fazenda.

§ 1º - O total do lançamento em cruzados é quantificado em UFIRS, com base no valor


fixado para esta unidade e, na hipótese de pagamento parcelado, dividido em cotas
iguais, vencíveis dentro do exercício.

§ 2º - Na hipótese de débito relativo a exercício anterior ao do lançamento, bem como


de lançamento adicional de que trata o artigo 30, o total em cruzados é quantificado em
UFIRS, com base no valor fixado para o mês de janeiro do exercício a que se referir o
crédito.

§ 3º - É concedido o desconto de 20% (vinte por cento) para o pagamento do imposto de


uma só vez.

Art. 33 - O pagamento do imposto é efetuado com base no valor da UFIR que, fixado
nos termos da lei, estiver em vigor no mês em que houver a respectiva quitação, sem
prejuízo dos acréscimos moratórios devidos.

Parágrafo Único - O pagamento de cada cota independe de estarem pagas as anteriores e


não presume a quitação das demais.
Imagem que posso usar

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