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LICENCIATURA EM LETRAS - PORTUGUÊS/INGLÊS

PRÁTICA DE ENSINO: INTRODUÇÃO À DOCÊNCIA (PE:ID)

POSTAGEM 3: EXAME (ATIVIDADE 1 + ATIVIDADE 2)


REFLEXÕES REFERENTES AOS 13 TEXTOS E
AO TEXTO SELECIONADO

QUEILE MATOS CANHEDO RA: 1630934

PRISCILA JASESQUE DE FRANÇA VIEIRA RA: 1634627

PRAIA GRANDE – TUPI

2016
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SUMÁRIO

1. Reflexões Referentes Aos 13 Textos


2. Reflexão 1.1 Educação? Educações: aprender com o índio. .......................... 3
3. Reflexão 1.2 O Fax do Nirso ........................................................................... 4
4. Reflexão 1.3 A História de Chapeuzinho Vermelho (na versão do lobo) ......... 5
5. Reflexão 1.4 Uma Pescaria Inesquecível ......................................................... 6
6. Reflexão 1.5 A Folha Amassada ......................................................................... 6
7. Reflexão 1.6 A Lição dos Gansos ....................................................................... 7
8. Reflexão 1.7 Assembleia na Carpintaria ........................................................... 8
9. Reflexão 1.8 Colheres de Cabo Comprido ........................................................... 9
10. Reflexão 1.9 Faça Parte dos 5% ......................................................................... 9
11. Reflexão 1.10 O Homem e o Mundo ............................................................... 10
12. Reflexão 1.11 Professores Reflexivos ............................................................... 11
13. Reflexão 1.12 Um Sonho Impossível ................................................................. 12
14. Reflexão 1.13 Pipocas da Vida ....................................................................... 13
15. 2. Texto Selecionado ...................................................................................... 14
16. 3. Reflexão Referente ao Texto Selecionado ................................................ 16
17. 4. Referências ............................................................................................... 18
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Reflexões Referentes Aos 13 Textos


1.1 Educação? Educações: aprender com o índio.

A reflexão proposta pelo texto nos instiga a perceber e pensar sobre os


diferentes sistemas educacionais que compõe um indivíduo e uma sociedade, bem
como suas reais intenções evidenciadas pelos métodos educacionais.
Nota-se que a necessidade de cada ambiente estimula, no indivíduo, o
desenvolvimento de diferentes aprendizagens, que, por sua vez, constituem os
conhecimentos que serão passados de geração em geração, processo esse que tem
o intuito de facilitar e melhorar a vida das futuras gerações. Por isso que cada povo
tem um saber característico que, quando cruzados, criam choques de conhecimentos
e costumes, muitas vezes interpretados como falta de educação, mas que na verdade,
são apenas conhecimentos diversificados que surgiram das necessidades de cada
povo.
Diante desse cenário, entendemos a consciência do índio ao escrever na carta
“que diferentes nações têm concepções diferentes das coisas” e, principalmente, o
motivo da negação à educação dos brancos, afinal eles sabiam que os conhecimentos
oferecidos não eram adaptáveis ou necessários ao seu meio.
Ainda sobre a recusa do índio à oferta do branco, pode-se cogitar o seu
entendimento, ainda que instintivamente, sobre os processos de dominação do
colonizador, que, muitas vezes, ocorrem pelas influências educacionais impositivas
de uma cultura sobre a outra. Isso nos faz refletir sobre a educação que recebemos
no Brasil, e principalmente seus reais objetivos. Assim como os índios tiveram um
sistema educacional com a intenção de controlar seu conhecimento, nós, brasileiros,
também podemos ser vítimas de um controle sobre o “saber”, cuja finalidade seja
limitar e descentralizar o poder do nosso povo, assim como afirma o texto de que a
educação pode formar guerreiros ou burocratas. Afinal sabe-se que a educação forma
os nossos pensamentos, crenças, hábitos, valores, e principalmente, o papel social
que iremos desempenhar em uma sociedade.
Esse panorama evidencia a importância da escola e do professor para o
desenvolvimento da educação em nosso país, afinal o conhecimento que obtivermos
influenciará o papel global que o Brasil desempenhará no mundo. Sabemos que a
nossa educação é constituída de vários tipos de saberes, frutos iniciais da
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colonização, que, por meio de um amplo território, tiveram terra fértil para crescerem
e se desenvolverem aqui. Porém sabemos ainda que toda essa riqueza educacional
talvez não seja suficiente, porque nosso povo ainda apresenta dificuldade na
qualidade de transmissão de informação, o que não significa que nossa sociedade
seja deseducada, mas que seus saberes primordiais ainda não são amplamente
divulgados e aplicados, caracterizando uma grande desigualdade cultural e social.
Cabe ao governo, à escola e ao professor desenvolver uma educação estimuladora
que ajude o país a suprir suas reais necessidades, principalmente associando o
conhecimento com a internet, afinal ela é uma das maiores fontes de cultura
educacional interligada no mundo, possibilitando quebrar as barreiras do saber,
propiciando a liberdade de acesso ao melhor conhecimento das diferentes nações, e
de recusar, assim como os índios fizeram, os saberes que são desnecessários.

1.2 O fax de Nirso.

Não é de hoje que nota-se a baixa exigência de alguns setores do mercado de


trabalho no que se refere ao conhecimento básico de um indivíduo para a realização
de suas atividades profissionais. Esse fenômeno remete à Revolução Industrial que
invadiu e mudou o mundo no século XVIII. Com o grande crescimento da
empregabilidade da época, o consumo aumentou de forma significativa, acarretando
maior necessidade da mão obra produtiva. Porém a demanda do mercado de trabalho
dificultou o acesso a mão de obra especializada, devido à baixa evolução educacional
do país, facilitando ainda mais a inserção de pessoas com baixo nível de formação.
Apesar da inegável importância da formação educacional de um bom
profissional, o mercado competitivo teve que adaptar-se ao cenário da época,
tornando essa exigência em segundo plano, para manter a estabilidade do sistema.
Entretanto isso não significa que a educação perdeu espaço no mercado de trabalho,
afinal ela é um dos pilares para um bom desenvolvimento profissional, afetando
diretamente a empresa.
Uma boa formação agrega ao trabalhador qualificações para assumir mais
responsabilidades, realizações mais significativas e consequentemente o crescimento
da empresa, tendo como fruto pelo seu trabalho melhores salários e maiores
incentivos.
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Com o atual contexto da globalização empresarial e econômica, principalmente


influenciada por novas tecnologias que surgem diariamente, abrem-se leques de
novas profissões e, com isso, surgem novos problemas e desafios a serem resolvidos,
obrigando o profissional a qualificar-se para entender e agir em cada situação,
tornando possível a resolução dos problemas.

1.3 A História de Chapeuzinho Vermelho (na versão do lobo)

A versão do lobo propõe uma reflexão muito interessante sobre o modelo


educacional utilizado pela maior parte das instituições de ensino do país. Sabe-se que
o ensino dessas instituições se sustenta em valorizar a memorização de
conhecimentos em detrimento do pensamento crítico, o que fortalece um aluno
desinteressado e bitolado do seu próprio saber.

Diante desse contexto, torna-se claro que um processo educacional que


privilegia quase que exclusivamente o decorar da matéria, não estimula pensamentos
mais aprofundados dos conhecimentos obtidos, afetando diretamente o desempenho
de seus alunos nas resoluções de algumas atividades que necessitam de maior
compreensão, análise, síntese e construções de novos saberes. Além disso, os alunos
adquirem uma característica de passividade no recebimento de informações, tornando
todo o processo desmotivador, afinal receber conhecimentos goela baixo não estimula
ninguém à digestão, muito menos ao debate dos assuntos, que é de vital importância
para o desenvolvimento escolar e cognitivo.

Um método educacional eficaz deve estimular, além de outros critérios, a crítica


dos conhecimentos recebidos, mesmo que deixe o professor em uma situação
desconfortável ante aos possíveis questionamentos de seus alunos. Esse critério deve
ser enfatizado, assim como na história do lobo, onde nota-se que um determinado
“conhecimento” pode conter outras versões, desde que seja problematizado e
enriquecido, propiciando o desenvolvimento de novos saberes.

O aluno que não tiver base crítica sobre o conhecimento recebido aceitará
qualquer ideia como verdade absoluta, e passará a defender esse saber quase que
instintivamente, correndo o risco de confrontar-se com os erros que a certeza absoluta
traz, uma vez que a base do pensamento não teve o embasamento adequado.
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1.4 Uma pescaria inesquecível

Com este texto podemos nos lembrar que de fato, o caráter do homem se revela
“no escuro”, ou quando ele não tem nada a ganhar escolhendo fazer o certo. Essa
percepção está na alma, no valor intrínseco de cada educação individual. Mas o
impactante de nossa humanidade, é o fato de que o erro se proliferou tão
deliberadamente que há holofotes para aquele que escolhe o caminho certo, quando
na verdade isso deveria fazer parte do dia a dia comum de cada ser humano. A ética
se relaciona de forma holística com a moral, apesar de parecer algo “prescritivo” vai
muito mais além de normas a serem seguidas, principalmente quando ainda se está
associando o significado disso com a realidade e a aplicação em suas escolhas.
Uma das coisas mais verdadeiras que o homem já pronunciou, é que a
educação vem de casa, simples assim. Infelizmente por falta de uma base e estrutura
na infância, muitos adultos perdem a percepção do certo e errado, algo que não se
tornou tão claro ou trabalhado quando ainda estavam em tempo de formação de
princípios básicos. A ética e a responsabilidade pública e social carecem de alicerces
que levam anos e etapas para se desenvolver na mente de uma criança, este é um
motivo suficiente para que este tema seja abordado interdisciplinarmente no ensino
básico. O que não é a realidade vista nas escolas.
Como pano de fundo da conclusão reflexiva, abordamos que o texto mostra
claramente o resultado do exemplo ético naquela criança depois de homem, e é
exatamente assim que um professor e mestre e até a instituição de ensino pode
também exemplificar para seus alunos, fazer a diferença na vida deles, afinal, se seus
exemplos são bons ou não em casa, de fato, com exemplos morais e uma base bem
aplicada vindo de um professor na infância, as chances de essa criança assimilar suas
escolhas posteriores refletidas no bom exemplo aumentam e haverá assim algo
significativo do que se lembrar e de alguma forma haverá em algum momento da vida
deste aluno uma percepção e um contato com o resultado que acarreta-se ao se
escolher fazer o certo.

1.5 A Folha Amassada


Um dos pontos mais difíceis de ser trabalhado no ser humano é a emoção. Ela
não vem com regras, como na gramática ou fórmulas, como na matemática.
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O sentimento não é algo fácil de ser controlado, principalmente o sentimento


de raiva, fúria. Muitas pessoas se rotulam explosivas, justificam seus erros dizendo
que foi um momento de explosão, que estavam com muita raiva e que não pensaram
antes de agir. O perigo ocorre quando isso se torna um hábito, pessoas se consideram
explosivas e acham que podem extrapolar da sua maneira e que depois que o
momento de raiva passar tudo irá ficar bem. Mas isso não é verdade. Nem sempre
tudo fica bem, nem sempre são perdoadas.

No ambiente escolar esses tipos de conflitos aparecem constantemente e o


posicionamento do professor é muito importante no auxílio pela busca da paciência,
que é um sentimento que deve ser praticado com frequência por todas as pessoas. O
professor tem um papel muito importante em incentivar seus alunos nessa prática,
mas para isso, o professor também deve está equilibrado emocionalmente. Ele não
pode exigir dos alunos algo que ele não tenha. E toda a pessoa que almeja ser um
professor tem que ter a consciência que um professor é também um educador e estará
ajudando a formar cidadãos. Que uma boa orientação na infância e na juventude faz
total diferença na formação de um adulto.

1.6 A Lição dos Gansos


O texto relata um fato muito interessante que acontece entre os gansos, a
disciplina, a reciprocidade e o conselho e cooperação mútuos, características que
servem bem aos seres humanos. Isto nos traz lições valiosas, não somente no âmbito
educacional, mas na vida. Pois quando as pessoas agem em comum acordo e
cooperam umas com as outras, os resultados chegam mais rapidamente e vão mais
longe.
A disciplina por si só prospera, um professor aplicado em seus métodos se
torna uma melhor pessoa e desenvolve melhor seus alunos. A reciprocidade,
principalmente dentro de sala de aula, faz do professor aplicado que lidera com
eficiência, mas que não deixa de aprender com seus alunos, um mestre “amigo”, uma
referência, uma alma transparente que lidera, mas que anda ao lado quando
necessário, não somente a frente.
Quanto a esta grande lição dos gansos, o conselho e cooperação mútuos, é
algo indispensável nas relações humanas, infelizmente por muitas vezes não é
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comum em todas as partes, mas uma pessoa que se importa em levantar para ajudar
e se importar com a outra fará toda a diferença.
O professor que coopera assim como lidera, se torna parte da história dos
alunos, aquele professor que estimula positivamente quando vê a dificuldade, quando
põe “a mão na massa” para que o exemplo seja sólido e eficaz, com certeza vai criar
princípios e raízes em seus ensinos. O professor que consegue lidar com os erros e
estimular a evolução do aluno com certeza será um professor que aprendeu algo como
a lição dos gansos e vai se desviar de ser um desencorajador de um único aluno
sequer na caminhada.

1.7 Assembleia na Carpintaria


O profissional de educação deve agir com sabedoria para ajudar o aluno a
desenvolver sua emoção diante das dificuldades do processo de aprendizagem.
O aluno, ao se deparar com alguma dificuldade no seu aprendizado,
ocasionado pela exigência de conhecimento mais complexo, tende a sentir-se
automaticamente desqualificado e desmotivado para buscar resolver esse problema
cognitivo, e é nesse momento que o professor terá o seu maior papel como educador
a desempenhar, promovendo no indivíduo sua autoconfiança diante da árdua tarefa
do saber, auxiliando-o a transpor essa dificuldade.
O processo de aprendizagem traz à tona a consciência do indivíduo acerca de
seus limites cognitivos, e evidenciando esses limites torna o aprendizado muito
custoso e demorado, fazendo o aluno sentir-se incapaz de dominar o conhecimento
que lhe é proposto. Nesse momento, o professor precisa desenvolver uma empatia
que propicie uma abertura para encontrar, na consciência do aluno, a barreira que
está prejudicando o aprendizado. Quantas vezes ouve-se, em sala de aula, o próprio
aluno chamar-se de burro? Essa rotulação é fruto de uma análise pessoal diante das
incertezas do aprender, e tal análise pejorativa acerca de si próprio poderá se estender
por toda a vida. Com a devida orientação, o professor pode fazer o aluno perceber
que o aprendizado é constante e gradativo, e que as dificuldades podem ser
superadas.
E, assim como o carpinteiro age tirando o melhor de seu material, o professor
terá como objetivo criar um método de ensino com o qual ele consiga exaltar as
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qualidades de seus alunos, tornando-as evidentes, para que eles consigam, de forma
autônoma, desenvolver a si próprio e contribuir para o desenvolvimento dos demais.

1.8 Colheres de Cabo Comprido


Este texto nos torna reflexivos quanto ao trabalho em equipe, comparado “ao
céu”, é fácil perceber que quando as pessoas se ajudam tudo flui mais positivamente,
as partes se dividem e não há sobrecarga sobre ninguém, levando inevitavelmente a
um resultado sólido e eficaz. Assim então podemos definir trabalho em equipe não
somente como um conceito, mas como uma estratégia.
Em todos os aspectos da vida podemos atribuir o trabalho em equipe. Onde
duas ou mais pessoas trabalham ativamente e cooperam por um senso comum, há
resultado e avanço. Saber identificar a sua parte, se envolver e desempenhar o seu
melhor, eis os primeiros passos.
Por outro lado, ao nos deparar com a reflexão do imenso sofrimento, o suposto
“inferno”, nos vem então à mente o egoísmo e o que ele acarreta. O egoísmo é cego
e morre sozinho, ele não consegue muito avanço e quando consegue com muita
dificuldade, não aprende nada com o que viveu.
Trazendo isso para a nossa realidade, conseguimos enxergar o cenário
mundial, vemos que o homem somente avançou em conjunto, nunca houve na história
um professor ensinar sem alunos, em contrapartida, todos somos alunos e a vida é
uma mestra eficiente e eficaz, mas carecemos de instrução e educação, ou seja, a
vida carece de professores.

1.9 Faça parte dos 5%


O texto nos leva a refletir sobre dois pontos: primeiro a dificuldade que os
professores encontram em conseguir dar uma aula. Encontrar a sala cheia de alunos
dispersos e sem interesse em aprender é muito comum principalmente no ensino
fundamental 1 e 2, onde professores trabalham com alunos que estão passando por
momentos de transição de crianças para adolescentes e de adolescentes para jovens.
E ser um professor que faz parte dos 5% faz muita diferença na formação desses
alunos como estudantes e cidadãos de bem.

O outro ponto seria o citado no texto, como identificar os 5% de pessoas que


estão espalhadas por aí e que fazem a diferença no mundo. Isso seria um pouco difícil,
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mas não tão difícil assim seria se cada uma das pessoas se esforçasse para fazer
parte desses 5%. Não apenas nas suas áreas de trabalho ou estudo, mas também no
seu dia a dia como cidadão. O Hoje o mundo passa por diversas transformações ruins,
são muitas guerras, grandes desigualdades sócias, destruição do meio ambiente e
seus recursos naturais. Analisando todos esses pontos se cada pessoa parar para
refletir sobre o que cada uma delas faz como contribuição para que se melhore a
convivência em sociedade e para que se tenha uma melhor qualidade de vida hoje e
no futuro e entendessem que se cada uma fizer um pouquinho que seja já haverá
diferença no resultado pela busca por um mundo melhor para todos. E se cada pessoa
almejar ser uma dos 5% esse número com certeza aumentará. Então porque não
começar hoje a fazer sua parte.

1.10 O Homem e o Mundo


Muitas vezes o adulto, professor ou não, por diversos motivos chega a duvidar
do poder que uma criança tem de cultivar as palavras. O texto nos faz refletir por várias
direções. Como notar que uma criança possa refletir a resolução do problema político,
ambiental, social e tantos mais por simplesmente “consertar o homem”. A resolução
foi sábia, objetiva e definitiva, porém, se torna vaga ao lembrar que a criança se referia
a papéis recortados de uma revista, aliados a figuras geométricas de um suposto
quebra cabeça.
O fato de que o adulto pode aprender com uma criança não se encerra aí, a
inocência e a criatividade de uma criança ultrapassa os limites postos por uma pessoa
em si mesma inconscientemente ao longo de sua vivência quando tira de campo a
malícia do adulto, quando o faz lembrar que tudo é tão simples antes de ser tão
complicado.
O professor que está disposto a aprender tanto quanto a educar, nunca vai se
limitar a sala de aula. E dar espaço para a criança se desenvolver individualmente e
ter voz ativa exercendo suas próprias dicções é uma didática um tanto encorajadora
para ela mesma quando com competente supervisão, esta atividade exerce as
capacidades da criança como indivíduo, ainda que em formação, e dão espaço para
trabalhar suas aptidões desde já.
A frase “Quando o homem resolver o problema entre homens e homens, aí
estará pronto para resolver os problemas entre homens e mundo”, tende a impactar,
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nos leva a raiz do problema. O mundo somente tem os problemas que têm, por causa
do homem, o maior agente causador de malefícios ao meio ambiente e a ele mesmo.
O núcleo da solução se encontra então no coração e na cooperação do homem para
com o homem, e isso pode sim envolver uma criança, afinal, tudo começa na infância
e foi uma criança mesmo que levantou a questão.

1.11 Professores Reflexivos


A experiência vivida pela autora do texto nos leva a refletir sobre o
comportamento e postura do professor como educador. Colocando em evidência
novamente o Educador e ressaltando a importância que tem um professor na
formação de um aluno como cidadão. E destacando também a valorização de um bom
condicionamento da escola pelo seu diretor e/ou proprietário quando trabalham em
prol de um melhor desenvolvimento dos seus alunos.

A sensação de se sentir perdido em um lugar, os sentimentos de ausência não


são bons e confortáveis. Esse sentimento aflorado em um hotel, em uma cidade a
qual não é a do seu habitat, já é muito ruim, mesmo sabendo que é temporário e que
provavelmente não voltará a aquele lugar novamente. Transpondo esse sentimento a
um aluno que sabe que todos os dias durante alguns anos terá que voltar para aquele
lugar em que ele se sente perdido e solitário, mesmo que seja por algumas horas do
dia, é o que se faz refletir. Estamos envolvidos com cada aluno, nossos ensinos e
aulas, onde o aluno passa a maior parte do tempo, onde ele vai ter uma formação e a
partir dos seus conhecimentos adquiridos decidirá qual profissão ele irá exercer no
futuro.

Por isso é de suma relevância a postura da direção da escola e de seus


professores. É muito importante que eles trabalhem unidos para tornar o ambiente
escolar acolhedor e agradável para todos. Tanto para os novos professores que
iniciam o trabalho naquela unidade escolar quanto para os alunos, que em sua
maioria, buscam na escola não apenas o aprendizado, mesmo que
inconscientemente, muitos deles buscam acolhimento e atenção por parte de seus
professores. E cabe ao professor ter a sabedoria de conduzir essa situação e de ter a
consciência de que o papel que ele exerce junto aos seus alunos é mérito para a
formação dos mesmos. E assim ter a percepção que isso também o ajudará no seu
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crescimento profissional e pessoal, sabendo que está fazendo o seu melhor para a
formação de seus alunos.
1.12 Um Sonho Impossível?
É muito triste a atual situação do nosso país, onde a desigualdade social cresce
a cada dia. E é notório que não são feitas mudanças para reverter esse quadro por
parte dos políticos e que estes não se preocupam ou mostram interesses em
concretizar algo que se transforme em melhorias para esse assunto. Sua maioria se
preocupa apenas com o seu bem-estar e o de pessoas próximas a eles. Deixando a
impressão de que essa posição seja favorável para sua permanência no poder
público. Essa disposição gera uma indagação. Será que os políticos querem que as
escolas ofereçam uma boa formação aos seus alunos? Ou será que para eles é mais
interessante que apenas os ricos tenham uma boa formação escolar para dessa
maneira a maioria populacional, os de baixa renda, contentem-se sem
questionamentos com o que a política do país oferece àqueles que são menos
favorecidos financeiramente.

Com tudo que observamos na situação em que o país se encontra, a escola


tem extrema importância para a reversão desse quadro. O papel da escola vai além
de ensinar. E o papel do professor vai além de transmitir informações aos seus alunos.
Por isso é muito importante a postura do professor e da escola diante da desigualdade
social. O professor tem que se conscientizar sobre esse problema e saber a forma de
ajudar seus alunos, principalmente os alunos de escolas públicas. Cabe ao professor
incentivar seus alunos e ensina-los a buscar o conhecimento, fazendo com que
reflitam sobre o assunto e discutam sobre os conteúdos transmitidos em sala de aula.
O professor deve ser paciente e ter sabedoria nessa tarefa. E deve também saber
escutar seus alunos e considerar seus pontos de vista, mesmo que estes sejam
diferentes dos pontos de vista do professor.

Quando o professor tem um comportamento flexível em sala de aula torna a


convivência com seus alunos mais fácil e agradável e contribui para que gostem e
tenham interesse pelos estudos, pela busca por novos conhecimentos e
aprendizados. Isso facilita a permanência dos alunos nas escolas. Quando os alunos
gostam do ambiente escolar e sentem prazer em está em uma sala de aula aumenta
a contribuição para seus estudos e como consequência as boas notas chegam. Mas
nem sempre isso acontece, muitas vezes os alunos não demonstram vontade de
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aprender e têm dificuldades nas matérias, e claro, as consequências são notas baixas.
Mesmo o professor contribuindo para uma aula mais dinâmica e agradável. Há
situações em que pais de alunos não possuem formação escolar e julgam não valer a
pena manter seus filhos na escola, e ainda, que seria mais proveitoso se os jovens
parassem de estudar e começassem a trabalhar, assim havendo uma renda a mais
para ajudar nas despesas da casa. Mas é importante que os pais que pensam dessa
maneira entendam que sem uma boa formação escolar e superior é muito difícil que
seus filhos evoluam profissionalmente, o que não é vantajoso para eles se manterem
sempre em uma mesma função no seu emprego. Sem estudos é muito difícil uma
ascensão profissional. Uma boa formação oferece a possibilidade de uma melhor
remuneração e consequentemente uma melhor vida financeira. Por isso é muito
importante a postura do professor e da escola diante desses pais. Muitas vezes eles
se sentem inibidos perante a escola, por não conhecerem muito sobre ela e até
sentem dificuldades em ajudar seus filhos nos estudos por desconhecerem sobre o
assunto. O tratamento que esses pais e alunos recebem da escola e dos professores
fazem muita diferença no interesse de os manter no ambiente escolar, tanto os alunos
quanto seus pais.

1.13 Pipocas da Vida


A mensagem passada nesse texto cabe para todas as pessoas. Na vida não é
fácil nos adaptarmos às mudanças, principalmente àquelas que não são boas. Porém
há transformações que são necessárias para a evolução do ser humano. As melhores
transformações normalmente são as mais dolorosas. Mas resultam nos melhores
resultados.

No contexto educacional, o professor exercendo a sua função de educador


pode se deparar com situações semelhantes. Há alunos que dão muito trabalho em
sala de aula, que atrapalham o bom desenvolvimento da aula. Mas o professor não
deverá desistir deles ou os ignorar. Muitos desses alunos refletem o que passam fora
do ambiente escolar, dentro da sala de aula. Com muita paciência e sabedoria o
professor é capaz de moldá-lo e transforma-lo em uma linda obra de arte. No meio
desse longo caminho o professor também aprenderá lições que acrescentará não
apenas ao seu currículo profissional, mas também a sua vida pessoal.
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2. Texto Selecionado
Os pensamentos chegam-me de um modo inesperado, sob a forma de
aforismos. Fico feliz porque sei que, frequentemente, também Lichtenberg, William
Blake e Nietzsche eram atacados por eles. Digo atacados porque eles surgem
repentinamente, sem preparo, com a força de um raio. Os aforismos são visões: fazem
ver, sem explicar. Pois ontem, de repente, este aforismo atacou-me: Há escolas que
são gaiolas. Há escolas que são asas.
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do
voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controlo. Engaiolados, o seu dono pode
levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados têm sempre um dono. Deixaram de
ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não
amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em voo. Existem
para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer,
porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode
ser encorajado.
Esse simples aforismo nasceu de um sofrimento: sofri, conversando com
professores em escolas. O que eles contam são relatos de horror e medo. Balbúrdia,
gritaria, desrespeito, ofensas, ameaças… E eles, timidamente, pedindo silêncio,
tentando fazer as coisas que a burocracia determina que sejam feitas, como dar o
programa, fazer avaliações… Ouvindo os seus relatos, vi uma jaula cheia de tigres
famintos, dentes arreganhados, garras à mostra – e os domadores com os seus
chicotes, fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres.
Sentir alegria ao sair de casa para ir à escola? Ter prazer em ensinar? Amar os
alunos? O sonho é livrar-se de tudo aquilo. Mas não podem. A porta de ferro que fecha
os tigres é a mesma porta que os fecha com os tigres. Violento, o pássaro que luta
contra os arames da gaiola? Ou violenta será a imóvel gaiola que o prende? Violentos,
os adolescentes? Ou serão as escolas que são violentas?
As escolas serão gaiolas? Vão falar-me da necessidade das escolas dizendo
que os adolescentes precisam de ser educados para melhorarem de vida. De acordo.
É preciso que os adolescentes, que todos tenham uma boa educação. Uma boa
educação abre os caminhos de uma vida melhor. Mas eu pergunto: as nossas escolas
estão a dar uma boa educação? O que é uma boa educação? O que os burocratas
pressupõem sem pensar é que os alunos ficam com uma boa educação se aprendem
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os conteúdos dos programas oficiais. E, para testar a qualidade da educação, criam


mecanismos, provas e avaliações, acrescidos dos novos exames elaborados pelo
Ministério da Educação.
Mas será mesmo? Será que a aprendizagem dos programas oficiais se
identifica com o ideal de uma boa educação? Sabe o que é um “dígrafo”? E conhece
os usos da partícula “se”? E o nome das enzimas que entram na digestão? E o sujeito
da frase “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heroico o brado
retumbante”? Qual é a utilidade da palavra “mesóclise”? Pobres professores, também
engaiolados… São obrigados a ensinar o que os programas mandam, sabendo que é
inútil. Isso é um hábito velho das escolas. Bruno Bettelheim relata a sua experiência
com as escolas: Fui forçado (!) a estudar o que os professores decidiam que eu
deveria aprender. E aprender à sua maneira.
O sujeito da educação é o corpo, porque é nele que está a vida. É o corpo que
quer aprender para poder viver. É ele que dá as ordens. A inteligência é um
instrumento do corpo cuja função é ajudá-lo a viver. Nietzsche dizia que a inteligência
era a ferramenta e o brinquedo do corpo, nisso se resume o programa educacional do
corpo: aprender ferramentas, aprender brinquedos. As ferramentas são
conhecimentos que nos permitem resolver os problemas vitais do dia-a-dia.
Os brinquedos são todas aquelas coisas que, não tendo nenhuma utilidade como
ferramentas, dão prazer e alegria à alma.
Nessas duas palavras, ferramentas e brinquedos, está o resumo da
educação. Ferramentas e brinquedos não são gaiolas. São asas.
As ferramentas permitem-me voar pelos caminhos do mundo.
Os brinquedos permitem-me voar pelos caminhos da alma. Quem está a
aprender ferramentas e brinquedos está a aprender liberdade, não fica violento. Fica
alegre, ao ver as asas crescer… Assim todo o professor, ao ensinar, deveria
perguntar-se: Isso que vou ensinar, é ferramenta? É brinquedo? Se não for, é melhor
pôr de parte. As estatísticas oficiais anunciam o aumento das escolas e o aumento
dos alunos matriculados. Esses dados não me dizem nada. Não me dizem se as
escolas são gaiolas ou asas.
Mas eu sei que há professores que amam o voo dos seus alunos.
Há esperança…
Rubem Alves
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3. Reflexões Referentes Ao Texto Selecionado


O texto “Gaiolas e asas" de Rubem Alves nos convida a entender e refletir no
desenvolvimento atual da estrutura educacional que se instaurou ao longo do tempo,
com o objetivo de ensinar os alunos a se desenvolverem.
Rubem nos remete a origem de sua reflexão, que segundo ele, surgiu dos
relatos e expressões por parte de professores em meio ao contexto escolar. São
citações de violência, medo, balbúrdia, desrespeito, falta de interesse dos alunos ao
material apresentado, e principalmente a luta que o docente tem, em meio a esse
contexto, para concluir todo o repertório exigido pelo sistema educacional. Ele nos
mostra que a origem de todo esse problema está em sua base, ou seja, os programas
oficiais que estruturam e descrevem o que os professores deveriam ensinar.
Ele sugere que um sistema educacional que guia o conhecimento não valoriza o
saber, porque o saber controlado desestimula o aluno, que não se sente dono da
própria curiosidade, e na verdade não é, pois, o dono se tornou aquele que definiu o
aprendizado. Com essa visão, podemos entender as tantas aversões que os alunos
têm à escola e ao aprender. Controlar o saber não pode ser o objetivo de boa estrutura
educacional, pois o saber tem origem na liberdade evidenciada pela curiosidade, e
essa liberdade já se encontra intrínseca na essência dos alunos. O saber não é
ensinado, mas sim estimulado.
Um sistema que define o conhecimento é um modelo que torna o saber
dificultoso, enjaula a alegria de ensinar, sucumbe quem ensina e quem recebe os
ensinamentos, separa os objetivos. O mundo na sala de aula se divide em dois, os
objetivos não se misturam mais, não há mais empatia, muito menos compreensão,
afinal o contexto não desenvolve uma linguagem que estimule o desenvolvimento das
finalidades do ambiente. O fruto é a falta de atenção por parte daqueles que estão ali
para aprender, e isso causa no docente uma falta de estimulo e prazer ao
desempenhar sua prática, pois a alegria do ensinar se desfez, sucumbiu ao caos
existente no contexto educacional.
Diante disso, entendemos a razão de os alunos se revelarem com desinteresse
a esse sistema educacional, afinal ele não proporciona liberdade e 7 muito menos
estímulos para que se sintam capazes de produzir uma bagagem interessante e
consolidada de conhecimentos primordiais para o bem viver.
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Quanto aos professores, é possível compreender as dificuldades referentes às


suas práticas, afinal também são frutos dessa educação desestimulante. Como
poderia tornar-se influenciador do próprio saber se a sua base de formação não foi
estimulante? Como disse o poeta chileno Alejandro Jodorowsky: “Pássaros criados
em uma gaiola, acreditam que voar é uma doença. ” Essa é a situação na qual se
encontram os docentes atuais, obrigados a cumprir um programa engessado,
perdidos em suas finalidades, engaiolados nos hábitos das velhas escolas, que
forçam os alunos a aprenderem um conhecimento limitado. Restritos pela consciência
do que aprenderam que deve ser ensinado. Guiados pela inconsciência, deixando de
se perguntarem o que realmente é importante para que seus alunos desabrochem.
Tudo Isso nos leva a refletir que um bom sistema educacional deverá ter como base
a liberdade do professor em criar estímulos que expandam o interesse dos alunos
pelo aprendizado.
Rubem Alves nos dá uma pista ao dizer que existem dois tipos de
conhecimentos essenciais para o professor lecionar, primeiramente o conhecimento
vital, que é o mais atrativo, visto que é útil para a realização dos problemas do dia-a-
dia, ou seja, um conhecimento prático que se vincule à realidade e que tenha uma
abordagem justificável e funcional, onde o aluno consiga perceber seu aprendizado
como uma ferramenta essencial para lidar com os problemas do mundo. E o outro tipo
de conhecimento que, em primeiro momento, pode parecer desestimulante, pois se
trata de uma gama de conteúdos que não tem referência à realidade vivida pelo aluno,
parecendo inúteis e maçantes, mas é justamente neste ponto que entra o desafio do
professor de promover o interesse do aluno, estimulando sua curiosidade, criando
pontes entre o que é ensinado e a realidade vivida, fazendo-o perceber que todo o
conhecimento é importante.
Todo esse processo é bastante estimulador, porque há um sentido concreto
por trás de todo o empenho pelo aprendizado, fazendo-o refletir e digerir sobre suas
atividades, consequentemente desenvolvendo um conhecimento crítico sobre a
melhor maneira de utilizar essa nova ferramenta, criando asas para que possa voar
como um pássaro livre.
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4. REFERÊNCIAS

Textos Reflexivos extraídos de Livro Texto: Prática de Ensino – Introdução à Docência


Autor: Prof. Wanderlei Sérgio da Silva: Alguns Textos: Fonte: BRANDÃO (1993) -
Fonte: Adaptado de ANTUNES, 10 Histórias Exemplares (2004) - Fonte: LENFESTEI
(2008) - Fonte: ALARCÃO (2003) - Fonte: Revista “Pensamento e linguagem” –
Fundação Carlos Chagas - Fonte: ALVES (1999).
.

Gaiolas ou Asas - Rubem Alves - A arte do voo ou a busca da alegria de aprender -


Porto, Edições Asa, 2004 (Excertos adaptados).

<https://googleweblight.com/?lite_url=https://contadoresdestorias.wordpress.com/20
12/02/19/gaiolas-e-asas-rubem-alves/&ei=n5hRT7nL&lc=pt-
BR&s=1&m=263&host=www.google.com.br&ts=1464191276&sig=APY536zJzKCD2
5ahIBnVxkc4khtClAeVjQ>
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