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Anotações do Aluno

Aula Nº 1 – O Mundo da Gestão


de Sistemas de Informação
Objetivos da aula:
Nesta primeira aula, faremos uma análise geral da importância cada
vez maior da Gestão de Sistemas de Informação para empresas, neste
mundo cada vez mais dependente de Tecnologia da Informação.

1. O que significa Gestão de Sistemas de Informação?


Iremos estudar por partes: Gestão e Sistemas de Informação.

1.1 Gestão

Aula 01 - O Mundo da Gestão de Sistemas de Informação


Gestão é sinônimo de Administração. E Administração é a área profissional
em que você irá se formar. Mais exatamente em Administração de
Marketing. Embora você já saiba o que é Administração, vale a pena
compreendê-la mais sistematicamente, assim:
Gestão de Sistemas de Informação

1o. Planejar;

2o. Executar de acordo com o planejamento;

3o. Comparar o resultado do executado com o planejado;

4o. Tomar providências corretivas e/ou de melhoria contínua.

A esse passo a passo denominamos Ciclo de Controle, que corresponde


àquilo que os norte-americanos denominam de PDCA – Plan – Do –
Check –Action. É o que quer dizer Ackoff, considerado um dos “pais” do
Planejamento Estratégico:

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“O processo de controle envolve quatro etapas:


1a. Prever os resultados de decisões na forma de medidas de desempenho.
2a. Reunir informação sobre desempenho real.
3a. Comparar o desempenho real com o previsto.
4a.Verificar quando uma decisão foi deficiente e corrigir o procedimento
que a produziu e suas conseqüências, quando possível”1.

Esse Ciclo de Controle é a essência do trabalho de um Administrador, então


guarde para sempre esse famoso PDCA, certo?

Explicamos, abaixo, esse passo a passo:

1o. Planejar
Em um determinado tempo T – o Administrador planeja (P) melhores
resultados financeiros possíveis para uma empresa.

2o. Executar de acordo com o planejamento


Em tempo T+1 – como agente de progresso, o Administrador executa
(D), da melhor forma possível, o planejado, aplicando, apropriadamente,

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recursos financeiros e dirigindo, competentemente, profissionais.

3o. Comparar o resultado do executado com o planejado


Em tempo T+2 – depois de executar em tempo T+1 (de acordo com o
Gestão de Sistemas de Informação

planejado), compara o real conseguido com o desejado (planejado),


obtendo a diferença (C) entre um e outro.

4o. Tomar providências corretivas e/ou de melhoria contínua


Em tempo T+3 – se a diferença (C) for menor que o planejado (P), o
Administrador toma providências corretivas. Por exemplo, se planejou
obter lucro, mas o resultado foi prejuízo, então ele terá de correr para
evitar mais prejuízos no futuro. De que forma? Dentre várias, aquelas
relacionadas às receitas e outras aos custos.

No que tange às receitas, fazer de tudo para aumentar vendas e, se isso


realmente for impossível, até reduzir a previsão de receitas, re-planejando.
Porém, o que, geralmente, acaba sendo adotado de providência corretiva,

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hoje, é a de reduzir custos.

Em contrapartida, sendo a diferença (C) maior que o planejado (P),


também toma providências – neste caso, de melhoria contínua. Para tanto,
terá de aplicar o capital para obter mais progresso, aplicando o dinheiro
no mercado financeiro, investindo em ativos da empresa, distribuindo
dividendos aos acionistas e lucros aos funcionários etc.

Em síntese, esse ciclo PDCA funcionando, competentemente, chama-se


Administração ou Gestão. Drucker corrobora com essa assertiva. Analisemos
suas considerações: “Qual é o primeiro dever – e a responsabilidade
permanente – do gerente da empresa? Lutar pelos resultados econômicos
melhores possíveis a partir dos recursos empregados ou disponíveis”2.

Agora que você está craque sobre Gestão, iremos estudar juntos sobre o
significado de Sistemas de Informação.

1.2 Sistemas de Informação

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Sistemas de Informação é um termo genérico que corresponde a aplicativos
com finalidades específicas que são processados nos microcomputadores.
Em tradicionais computadores de grande porte (mainframes), recebe o
nome de aplicações.
Gestão de Sistemas de Informação

Tais Sistemas de Informação “rodam” “por baixo” de sistemas operacionais,


como Windows, que a grande maioria da humanidade utiliza.
Basicamente, temos três tipos de sistemas de informação:

1 – Sistemas Transacionais: especificamente desenvolvidos para executar


atividades mais operacionais de uma empresa.

Um dos primeiros sistemas transacionais que foram desenvolvidos foi o de


Faturamento, para emitir notas fiscais de vendas. Outros foram de Contas
a Receber, Contas a Pagar, Contabilidade, Folha de Pagamento e assim
por diante, para controlar atividades administrativas e financeiras. Eram

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desenvolvidas sob medida pelas caras equipes internas de desenvolvimento


de sistemas, que somente grandes corporações podiam custear.

Além desses sistemas transacionais, ao longo do tempo, foram desenvolvidos


aplicativos genéricos, como editores de texto, planilhas eletrônicas e
gerenciadores de bancos de dados, com a finalidade de dar suporte a
trabalhos complementares de escritório.

Em 1990, a Microsoft reuniu todos esses aplicativos em um só pacote (daí o


termo pacote de aplicativos), com o nome de Office 3.0, em 29 disquetes
de 5 ¼”. Essa primeira versão (apesar do número 3.0) do famoso MS Office
de hoje, que todo mundo utiliza, estrelou com MS-Word 2.0, MS-Excel 4.0,
MS-Access 1.0, MS-PowerPoint 3.0 e MS-Mail 3.2. Para mais informações,
visite o site da Microsoft – http://www.microsoft.com/brasil/msdn/colunas/
convidados/col_convidados_1.aspx.

Veja só, paulatinamente, desde uns 15 anos para cá, o microcomputador


com teclado, mouse e monitor de vídeo acompanhado de uma impressora,
praticamente substituiu de vez a velha máquina de escrever, que, desde

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1.868 (ano em que adquiriu o atual formato e começou a ser produzido e
vendido), brilhava, soberanamente, nos escritórios. Dê uma navegada até
Máquinas de Escrever Antigas – http://www.maquinasdeescreverantigas.
com.br/index.html.
Gestão de Sistemas de Informação

Até então, quem buscasse sucesso no escritório tinha, necessariamente, que


ser um exímio datilógrafo – tinha que educar e treinar mecanicamente os
10 dedos (“cascar os dedos”) das mãos para ser considerado um verdadeiro
ou uma verdadeira typewriter. E hoje? Hoje, você tem que entender cada
vez mais de computadores e software. Em outras palavras, de tecnologias
da informação e sistemas de informação – que exigem cada vez mais
conhecimento e raciocínio lógico-analítico. Está percebendo a grande
transformação?

2 – Sistemas de Informação propriamente ditos – criados para


planejamento e tomada de decisões.

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Como estudamos anteriormente, os primeiros sistemas transacionais


desenvolvidos foram os de Faturamento, Contas a Receber, Contas a
Pagar, Contabilidade e Folha de Pagamento. E a origem dos sistemas de
informação propriamente ditos está, justamente, nesses primeiros sistemas
transacionais, mais exatamente quando se lança o TOTAL de transações de
cada um dos sistemas transacionais.

A partir desse total, você tem a possibilidade de obter uma série


de informações complementares e analíticas – justamente para
planejamento e tomada de decisões. Então, além dos sistemas
transacionais, você estará desenvolvendo os sistemas de informação
propriamente ditos.

Exemplifiquemos com o Sistema de Faturamento de uma microempresa


que vende brindes (agendas, canivetes, chaveiros, estojos com caneta e
lapiseira, manuais de primeiros socorros etc.) e resolveu registrar totais de
vendas do dia, do mês e do ano. Assim:

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Gestão de Sistemas de Informação

RELATÓRIO DE VENDAS ACUMULADAS


Último dia: 31/12/2005
Produto Total do Dia Total do Mês Total do Ano
Item Discriminação PU Q Valor Q Valor Q Valor

1 Agenda de bolso 5,50 8 44,00 120 660,00 1020 5.610,00


2 Agenda de mesa 15,00 20 300,00 350 5.250,00 3003 45.045,00
3 Canivete suíço 12,50 9 1.237,50 150 1.875,00 1345 16.812,50
4 Chaveiro 10,00 30 300,00 440 4.400,00 3670 36.700,00
5 Estojo com caneta e lapiseira 8,50 32 272,00 513 4.360,50 4841 41.148,50
6 Manual de Primeiros Socorros 11,00 7 77,00 98 1.078,00 659 7.249,00

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Total do Dia / do Mês / do Ano //////////// /////// 2.230,50 /////// 17.623,50 //////// 152.565,00
Legenda
PU = Preço Unitário
Q = Quantidade

Esse Relatório de Vendas Acumuladas é o primeiro Sistema de Informações


propriamente dito que, inicialmente, foi batizado de SIG – Sistemas de
Informações Gerenciais, traduzido do termo norte-americano MIS –
Management Information Systems.

Pois bem, como é que se desenvolveu esse SIG? A partir do sistema


transacional de Faturamento, mais exatamente totalizando e registrando,
no computador, as vendas do dia, do mês e do ano, sucessivamente. Para
quê?

Para se ter uma idéia das informações do passado e projetar uma


previsão para o futuro. E assim sucessivamente, todos os sistemas
transacionais passaram a ter seus correspondentes SIGs, para atender as
necessidades de planejamento e tomada de decisões.

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3 – Sistemas Integrados

Inicialmente independentes entre si, os sistemas transacionais com


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seus respectivos SIGs, passaram a se integrar cada vez mais, para


atender a natural necessidade de integração das atividades de uma
empresa.

Dessa forma, as atividades de vender à vista e a prazo (Faturamento)


teriam que ser integradas às de controlar e cobrar vendas a prazo (Contas a
Receber); depois, Faturamento e Contas a Receber, associado com Contas
a Pagar (controle de pagamentos a prazo de fornecedores) e de Folha de
Pagamento (controle de pagamentos a prazo de empregados), teriam de
ser integrados ao Sistema de Contabilidade, e assim por diante.

Daí, cada vez mais, havia necessidade de se desenvolver sistemas


transacionais e SIGs integrados entre si - o que culminou no desenvolvimento

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dos chamados ERPs – Enterprise Resource Planning (que estudaremos


com mais detalhes na nossa segunda aula).

Agora, estudaremos um pouco mais, para definirmos, mais acertadamente,


as já corriqueiras palavras Tecnologia da Informação, Informatização,
Automatização e Internetização.

2. Tecnologia da Informação, Informatização,


Automatização e Internetização são a mesma coisa?
Certamente não! Portanto, vamos, primeiramente, definir Tecnologia da
Informação.

2.1. Tecnologia da Informação


Tecnologia é Conhecimento ou Ciência Aplicada que produz determinados
resultados que o humano busca. Varia desde um simples conhecimento

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empírico (ou prático) até o mais sofisticado dos computadores.

Um computador é uma tecnologia que processa bytes. Cada byte tem


8 bits. Um bit representa ou 0 (zero) ou 1 (um). Então, podemos ter uma
combinação de 28 zeros e uns = 256 formas diferentes de representar
Gestão de Sistemas de Informação

caracteres especiais (como +, –, X, /), numéricos (0 a 9) e alfabéticos (a a z


e A a Z).

Cada byte é uma informação que entra no computador com outros


bytes, que são processados para resultar em um outro conjunto de bytes
sob formas inteligíveis, como textos, imagens e sons.

Daí o nome Tecnologia da Informação, que é um nome genérico para


uma infinidade de tecnologias de hardware, software e meios de
comunicação, que processam bytes internamente.

E praticamente todas as outras tecnologias convergem para Tecnologia

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da Informação. A esse fenômeno atribuímos o nome de Convergência


Tecnológica.

E agora, o que é Informatização?

2.2. Informatização

Informatização é todo um processo de desenvolver e/ou implementar


sistemas de informação para controlar e/ou realizar as mais variadas
atividades humanas pelo computador. Por exemplo: desenvolver e/ou
implementar um editor de textos, como o Word, para substituir a velha
máquina de escrever.

E como você já deve ter percebido, só haverá informatização com


tecnologias da informação! Pois logo de cara, você terá de investir em
hardware – um microcomputador e uma impressora, em software (um
MS Office que contém o Word), em peopleware (gastos em treinamento
e complexo trabalho de aculturação em tecnologias da informação), em

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acessórios e materiais etc.

Agora, iremos estudar automatização, cujo significado a maioria confunde


com informatização. Alguns até tratam uma e outra como sinônimos - o
que é um grande engano, pois são ligeiramente diferentes.
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Então, qual é a diferença? Vamos analisar já!

2.3. Automatização
Automatização (ou Automação) é todo um processo de desenvolver
e/ou implementar sistemas de informação para movimentar
máquinas, equipamentos e dispositivos em geral sob o controle de
um computador.

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A palavra Automatização (ou Automação) vem do grego autômato, que


significa “aquilo que se move por si mesmo”3. Portanto, automatização
significa fazer alguma coisa “mover por si mesmo”.

Ora, como a gente não acredita em milagre, deduzimos que “alguma coisa”
faz “outra alguma coisa” se mover. Essa “outra alguma coisa” pode ser um
robô ou qualquer outra máquina (hardware) que é movida por “alguma
coisa” (software ou sistema de informação).

Uma máquina automatizada, não necessariamente, tem que se locomover


de um lugar para outro, pode simplesmente ser movida por software
(ou sistema de informação) em um determinado lugar. Assim, todos os
dispositivos e periféricos que se movem para alguma finalidade também
são máquinas automatizadas: unidades de disquetes, discos rígidos (HDs),
scanners, impressoras e plotters (impressoras especiais para desenhos em
grande dimensões e de alta definição).

Mas, cá estamos analisando automatização, como um processo social de


adoção e implementação de tecnologias da informação no Brasil. Portanto,

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o termo consagrado no nosso país é automação. Daí, basicamente, ocorrem
4 (quatro) processos de automatização:

1º. Automação Industrial


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Automação industrial é todo um processo constituído de máquinas


programadas que realizam operações fabris.

Diga-se, de passagem, que a automação industrial foi desenvolvida antes


do computador – tanto que seu princípio foi aplicado para a criação da
mais sofisticada máquina que o homem já criou. Quer uma prova?

Já em 1801, em plena Revolução Industrial, o hoje já tão esquecido francês


Joseph Marie Jacquard (1752-1834) havia inventado placas perfuradas
metálicas que movimentavam o seu famoso tear mecânico (máquina têxtil
que tece fios para transformá-los em pano – você sabia?). De um lado,
foi tamanho o sucesso de Jacquard que, 7 anos depois, havia cerca de 11

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mil desses teares funcionando em tecelagens francesas; mas, ele quase foi
linchado porque os tecelões ficaram com medo de perder emprego!

Podemos considerar esse tear de Jacquard como uma primeira máquina


mecânica programada – em outras palavras, um computador mecânico
programado. Isso mesmo, há mais de 200 anos!

Ora, Jacquard havia descoberto um simples princípio de combinação de


perfurados e não-perfurados – uns e zeros (princípio binário, portanto), que,
só depois de mais de 130 anos, seria aplicado para criar os computadores
que conhecemos hoje. Visite o site do Lycée Technique Jacquard – http://
lyc-jacquard.scola.ac-paris.fr/historique_1p.html, saiba como eram essas
placas perfuradas e veja um exemplar de tear que está exposto no Museu
de Munich.

Hoje, temos fábricas cada vez mais automatizadas, robotizadas e integradas


ao escritório.

2º. Automação de Escritório

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Por falar em escritórios, cada vez mais estão informatizados. Nota-se que,
embora etimologicamente inapropriado, uma boa parte das revistas e dos
livros técnicos utiliza o termo “automatização de escritório”, em vez de
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“informatização de escritório”, que é o mais apropriado.

Isso porque, a rigor, automação de escritório per si, significa algo muito
particular de informatização de escritório, isto é, controle de todos
os componentes de um escritório físico pelo computador: prédio,
portas de acesso, mesas, cadeiras, armários de arquivos, lâmpadas,
telefones etc.

Você já ouviu falar de “prédio inteligente” e “escritório inteligente”, não


ouviu? Então, graças à automação que é possível tornar tanto o prédio
quanto o escritório (e claro, até a sua casa) “inteligentes”, isto é, ter sistemas
de informação controlando toda a sua infra-estrutura.

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Dentro de um “prédio inteligente” e “escritório inteligente”, podemos ter,


hoje, um sofisticado CTI – Central de Telefonia Inteligente, controlando
por computador todos os telefones da empresa, e ainda integrada com
o sistema CRM – Customer Relationship Management (Administração
de Relacionamento com Clientes). Em contrapartida, quando você,
simplesmente, utiliza um microcomputador para digitar um documento
em um Word não está usufruindo a automação, mas uma simples
informatização. Percebeu a diferença?

Só para fixar bem a compreensão dessa importante diferença que a grande


maioria acredita que não existe: a automação é algo muito particular de
informatização, que tem a conotação de alguma coisa controlar outra.

Vamos em frente, estudando Automação Comercial.

3º. Automação Comercial

O que é afinal automação comercial?

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Para início de análise, comercial significa alguma coisa relativa à troca de
valores. E toda troca de valores, no mundo capitalista, faz-se mediante
uma operação biunívoca de compra e venda. Nessa operação, o vendedor
cede o produto que é vendido ao comprador em troca do dinheiro. Sendo
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a operação à vista, envolve 3 (três) processos:

1 – Entrega do produto – o produto objeto que é da operação é entregue


do vendedor para o comprador;
2 – Pagamento do dinheiro correspondente – valor do produto que é pago
do comprador ao vendedor;
3 – Emissão de documento comprobatório e/ou tributário – que registra,
formalmente, a operação.

Então, Automação Comercial é todo o processo de tornar essas


operações, que antes eram todas feitas manualmente, cada vez mais
por máquinas, equipamentos e dispositivos em geral controlados
por computador.

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Antes era tudo manual, mas, hoje, a automação comercial automatizou


praticamente todos esse processos. Por exemplo, em uma compra em
supermercado, os produtos são identificados por uma leitora de Código
de Barras (scanner) e, depois de tudo totalizado, é emitido um ticket
(documento comprobatório e/ou tributário). Leia, no final desta aula,
“Uma Pequena História do Código de Barras – a Tecnologia da Informação
que revolucionou o comércio no mundo inteiro” – agilizando processos e
aprimorando serviços para a sociedade.

E se você pagar com cartão de crédito não só estará eliminando a operação


de dinheiro vivo e substituindo-o por todo um processo de crédito, a prazo,
como também ativando todo um processo e uma estrutura adicional de
Automação Comercial, que tem, na sua linha de frente, uma máquina
PDV – Ponto de Venda (ou POS – Post of Sale), com leitora de cartões e
gravadora de comprovantes de venda – outra tecnologia da informação
que está diretamente envolvida no sucesso do comércio, notadamente na
área de cartão de crédito. Leia, no final desta aula, “Uma Pequena História
do Sucesso do Dinheiro de Plástico utilizando PDVs”.

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4º. Automação Bancária

Sem dúvida, o Brasil é primeiríssimo, no mundo, em Automação Bancária.


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Por quê?

É simplesmente fruto de um paradoxo, que possibilitou ao Brasil conquistar


essa honrosa posição no cenário mundial: de um lado, o regime militar
(1964-1985) impôs a Reserva de Mercado à Indústria Nacional, acarretando
uma carência de tecnologia vinda de fora, principalmente aos bancos em
grande expansão nesse período – inclusive a maioria está convencida
de que nosso país se atrasou muito em tecnologia nesse período; de
outro lado, essa carência deve ter contribuído, como nunca, para o
desenvolvimento de uma tecnologia mais apropriada para a realidade
brasileira, com a aplicação do máximo de criatividade e inovação que é
peculiar ao brasileiro.

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Esse é o motivo pelo qual até os grandes mestres em negócios, os norte-


americanos, reconhecem essa nossa honrosa posição no cenário mundial,
como indiscutível – a começar por Bill Gates que, em 1999, escreveu:
”A história da inflação no Brasil forçou os bancos a manter informações
contábeis atualizadas o tempo todo. Ainda hoje, a maioria dos bancos
americanos e do resto do mundo não mantém as informações sobre as
contas tão atualizadas como os bancos brasileiros”.4

Bradesco e Itaú, os maiores conglomerados bancários do Brasil de hoje,


foram pioneiros na implementação de novas tecnologias de automação
bancária. E até na invenção de novas tecnologias, como a leitora de
cheques baseada no Código de Barras CMC-7, conforme nos informa
Francisco Sanchez5, ex-vice-presidente do Grupo Bradesco.

O próprio Gates informa que o Bradesco foi a primeira empresa privada


brasileira a usar computadores, em 1962, além de ser o primeiro banco
a disponibilizar terminais de auto-atendimento (ATM’s) públicos e Home
Banking em 1982.

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E os bancos continuam firmes nessa área. Segundo informa uma pesquisa
elaborada pelo Centro de Informática Aplicada da FGV - Fundação Getúlio
Vargas -, os bancos são os que mais investem em tecnologia da informação,
com uma média de 10,4% do lucro líquido – confira em AOL Notícias
Gestão de Sistemas de Informação

– http://noticias.aol.com.br/negocios/telecomunicacoes/2004/06/0003.
adp. De fato, a Febraban – Federação Brasileira de Bancos informa-nos,
em seu site http://www.febraban.org.br/ciab05/dados/atendimento_e_
%20serviços_tecnologia.pdf, que, “no global, o parque de ATM’s instalados
vem registrando um crescimento da ordem de 10% a. a. nos últimos quatro
anos”.

A instituição do SPB, Sistema de Pagamento Brasileiro pelo Banco Central


do Brasil em 22/04/2002, acelerou mais ainda o processo de expansão e
aprimoramento da automação bancária no Brasil.

Então, genericamente a definição para Automação Bancária é a mesma


de Automação Comercial: é todo o processo de tornar operações, que

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Anotações do Aluno

antes eram todas feitas manualmente, cada vez mais por máquinas,
equipamentos e dispositivos em geral controlados por computador.
Além disso, com todo esse processo, os bancos transformaram serviços
à “la carte” (atendimento pessoal de funcionários para clientes) em
“self-service” e “faça você mesmo” (auto-atendimento de clientes).
Em outras palavras, transferiram serviços de funcionários para clientes.
Enfim, que a verdade seja dita: os bancos nunca ganharam tanto dinheiro
como nos dias de hoje – em grande parte, graças a essa automação
bancária, que, além de reduzir custos, agilizou e aprimorou processos.

Automação é isso mesmo, todo um trabalho de fazer com que cada vez
mais atividades manuais sejam feitas por uma máquina computadorizada.
É o que nós estamos presenciando em fábricas (automação industrial),
escritórios (automação de escritório), lojas (automação comercial) e bancos
(automação bancária), como acabamos de analisar.

Só para fixarmos o raciocínio, repitamos:

Automatização faz parte de Informatização. Toda Automatização é

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Informatização, mas nem toda Informatização é Automatização, certo?

Como tópico final, vamos agora estudar Internetização.


Gestão de Sistemas de Informação

2.4. Internetização
Desculpem-nos os eruditos em Português, mas vamos inventar uma
palavra que vai pegar pra valer: Internetização. De fato, não estamos
inventando nenhuma palavra, porque até instituições de pesquisa,
como o Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo,
publicam artigos com a palavra Internetização. Confira o artigo “Dilemas e
Desafios da Modernidade” no site – http://www.usp.br/iea/revista/online/
dilemasdesafios/portella.html.

Outras instituições como BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento


Econômico e Social utilizam largamente esse termo e o seu verbo, dando a

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Anotações do Aluno

entender que é só uma questão de tempo para que a palavra internetização


faça parte de qualquer dicionário – confira no artigo “e-Governo: o que
ensina a experiência internacional”, no site:
http://66.102.7.104/search?q=cache:gXkNJjqxNoAJ:www.federativo.
bndes.gov.br/bf_bancos/estudos/e0001164.pdf+INTERNETIZA%C3%87
%C3%83O&hl=pt-BR&lr=lang_pt

Tudo, praticamente tudo que foi informatizado anteriormente em


computadores locais e isolados, tende também a ser disponibilizado
em rede remota para bilhões de habitantes deste planeta Terra. A
esse processo é que denominamos de Internetização.

Inclusive esta Faculdade de Marketing na modalidade de EAD – Ensino


a Distância, que você está cursando, faz parte desse processo. Cada
vez mais, você passa a ter uma providencial opção ao tradicional ensino
presencial, em todas as áreas do conhecimento humano. Que maravilha,
né?

Tecnicamente, Internetização significa fazer uso de toda uma tecnologia

Aula 01 - O Mundo da Gestão de Sistemas de Informação


da informação baseada no protocolo de comunicação denominado
de TCP/IP – Transmission Control Protocol/Internet Protocol, que
estudaremos com mais detalhes em nossas próximas aulas.
Gestão de Sistemas de Informação

Até 1993, nos Estados Unidos, e 1995, no Brasil, todos os conhecimentos


eram apenas disponibilizados no Mundo Real (mídia impressa em geral
e arquivos de computadores isolados uns dos outros). A partir de 1993,
o governo norte-americano liberou para o grande público a tecnologia
de rede de computadores, que antes estava restrita somente a órgãos de
defesa e instituições de pesquisa científica. Assim, desde então, existe um
novíssimo mundo, que nossos antepassados jamais tiveram o privilégio
de conhecer e vivenciar: o Mundo Virtual, que é, hoje, uma gigantesca
rede planetária de computadores, em que, cada vez mais, temos serviços
e conhecimentos disponibilizados, bem como comunicações, possíveis
a qualquer hora, em qualquer lugar e de acordo com a necessidade e
a possibilidade de cada um.

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Anotações do Aluno

E esse maravilhoso, fascinante e fantástico Mundo Virtual realmente existe,


a partir do momento em que você conecta seu computador à Internet,
acessa websites e se comunica via e-mails e outros recursos. Assim, você
vive o seu velho Mundo Real em paralelo com o Mundo Virtual – enquanto
lê um livro (em papel, no Mundo Real) na sua mesa, você está aguardando
análise de resultados sobre vendas de 2005 que um sistema de informações
está providenciando remotamente (no Mundo Virtual).

3. Os Porquês de uma Efetiva Gestão de Sistemas de


Informação
Antes dos porquês, deixe-me explicar o termo “efetiva”, que é uma palavra
técnica em Administração que soa a um Administrador de um modo
ligeiramente diferente do que entendem leigos e outros profissionais.

A palavra efetiva está relacionada com algo que tem efeito. Efetiva é
adjetivo e efetividade, seu substantivo.

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Embora de significado igual ao do Português castiço, tecnicamente a
palavra efetividade significa dois aspectos qualitativos diferentes e
complementares, que devemos buscar: Eficácia e Eficiência. Lembre-se
sempre desta equação:
Gestão de Sistemas de Informação

EFETIVIDADE = EFICÁCIA + EFICIÊNCIA

Essa equação significa que a efetividade é resultado da eficácia com


eficiência.

Eficácia significa obter resultados positivos. Então, eficácia é o fim ou o


objetivo que deveremos sempre buscar.

Eficiência significa fazer bem feito, seguindo um determinado padrão


geralmente aceito. Então, eficiência é o meio ou a maneira como
deveremos buscar o objetivo ou o fim.

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Vamos exemplificar, de forma bem gostosa, com um jogo de que a maioria


dos brasileiros gosta: o futebol.

Se você simplesmente marcar gol, terá sido, no mínimo, eficaz.

Se driblar e jogar bonito, mas não marcar gol, apenas será eficiente.

Porém, a sua maior glória será se driblar todos os zagueiros e marcar


gol – aí você terá sido efetivo!

Então, o mais importante é você ser efetivo tanto quanto possível!


Entretanto, se não for possível ser eficiente, seja, pelo menos, eficaz.
Esse é o grande ensinamento da Administração.

É isso que devemos tentar em Gestão de Sistemas de Informação:

Auxiliar a empresa a buscar resultados positivos (lucros obviamente


– eficácia) com eficientes sistemas de informação.

Aula 01 - O Mundo da Gestão de Sistemas de Informação


Isso significa que de nada adianta ter melhores sistemas de informação
com melhores tecnologias e profissionais do mundo, se a empresa não
auferir resultados positivos com eles. Entendeu?
Gestão de Sistemas de Informação

Isso na prática significa:

Implementar sistemas de informação com o objetivo de auferir o


MÁXIMO DE RECEITAS E BENEFÍCIOS e incorrer o MÍNIMO DE CUSTOS
E MALEFÍCIOS à empresa.

Parafraseando místicos e filósofos, dizemos que a natureza é dual ou


bipolar – vamos traduzir essa verdade em uma das nossas linguagens de
negócios chamada de Contabilidade:

A TODO CRÉDITO CORRESPONDE UM DÉBITO E VICE-VERSA.

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23
Anotações do Aluno

ou

NÃO EXISTE CRÉDITO SEM DÉBITO E VICE-VERSA.

Que grande descoberta, hein?

Então:

Não existe receita sem custo (ou um mínimo de esforço) e não existe
benefício sem malefício (ou um mínimo de problemas). Ambos andam
lado a lado!

Daí, a grande e sábia conclusão:

Uma efetiva Gestão de Sistemas de Informação significa não só


maximizar receitas e benefícios como também minimizar custos e
malefícios.

A verdade é que todo mundo lembra de maximizar receitas e benefícios,

Aula 01 - O Mundo da Gestão de Sistemas de Informação


bem como minimizar custos, mas esquece dos malefícios! A esta altura,
você deverá estar se perguntando: malefícios? Que malefícios?

Há três tipos de malefícios que se escondem por trás dos benefícios, que,
Gestão de Sistemas de Informação

à primeira vista, a maioria não percebe:

1 – Dependência – você fica cada vez mais dependente das Tecnologias


e dos Sistemas de Informação. Você já percebeu que a maioria das
pessoas troca e-mail e, se não tiver um, terá a sensação de que está sendo
passado para trás? Você já imaginou o prejuízo que a grande maioria dos
stakeholders (correntistas, acionistas, funcionários, parceiros etc.) irá ter se
der “crash” só por um dia no sistema de informações de um banco?

A verdade é que, cada vez mais, somos dependentes das Tecnologias e dos
Sistemas de Informação. Mas isso é irreversível, porque não temos como
deter o progresso. A não ser que toda a humanidade entre em acordo e
haja para não mais progredir! O que fazer, então? Simples: “contingenciar”,

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24
Anotações do Aluno

em outras palavras, criar alternativas de ação para quando não tivermos o


computador e/ou acontecer uma desgraça incontrolável – como veremos
em nossas outras aulas.

2 – Perigo de engessar – embora o processo de informatização redunde


em benefícios, em sua grande parte, não podemos deixar de considerar
que ele tem o seu “outro lado” – tudo tem o seu outro lado. Se, de um
lado, reduz custos e aprimora serviços, de outro lado poderá tornar
inflexíveis atividades que antes eram mais livres e humanas (com
todo os seus defeitos). Isso porque a informatização é um processo
de padronização que ainda nos leva a uma estruturação rígida e nos
pode deixar de mãos atadas. Senão, quantas vezes você quis pagar uma
conta e o caixa se recusou a recebê-la, alegando que o sistema estava fora
do ar e só poderia receber por ele? Quantas vezes você deixou de comprar
(e a loja deixou de vender) porque o sistema só aceitava uma dúzia e não
14?

3 – Malware – seu Mundo Virtual sofre cada vez mais invasões não só
de pragas como também de invasores virtuais; como se tudo isso não

Aula 01 - O Mundo da Gestão de Sistemas de Informação


bastasse, você perde cada vez mais a sua privacidade no Mundo Real na
medida em que suas informações são disponibilizadas no Mundo Virtual.
Tudo isso é Malware. Antes que você pergunte, a palavra malware não é
nenhuma invenção do brasileiro, não – Malware não é combinação do Mal
Gestão de Sistemas de Informação

(português) com software (inglês).

Malware é um neologismo que norte-americanos inventaram a partir da


palavra Malicious com software. Malware é Malicious Software6, isto é,
Software Maldoso. Evitamos dizer software malicioso porque, embora
esteja certo pronunciá-la, a palavra “malicioso” também significa esperto,
e assim é entendida para a maior parte do povo brasileiro.

Síntese
MAIS DO QUE NUNCA É NECESSÁRIA E PROVIDENCIAL UMA EFETIVA
GESTÃO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO!

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25
Anotações do Aluno

Bem, chegamos ao fim desta nossa primeira aula. Em nossa próxima


aula, estudaremos e nos divertiremos com a História da Evolução dos
Sistemas de Informação até chegarmos aos dias hoje, com o maravilhoso,
fascinante e fantástico mundo da Internet.

Mas, antes, curta também as duas historinhas que anexamos ao final desta
aula, só para matar sua curiosidade: “Uma Pequena História do Código
de Barras – a Tecnologia da Informação que revolucionou o comércio
no mundo inteiro” e “Uma Pequena História do Sucesso do Dinheiro de
Plástico utilizando PDVs”.

Depois, dê algumas lidas em livros interessantes indicados na


bibliografia.

E, finalmente, só para treinar um pouquinho o raciocínio, responda às


seguintes perguntas:

1) O que é uma efetiva Gestão de Sistemas de Informação?

Aula 01 - O Mundo da Gestão de Sistemas de Informação


2) O que significa Tecnologia da Informação?
3) Qual é a diferença entre automatização e informatização?
4) Quais são as duas contrapartidas dos benefícios da Tecnologia da
Informação?
Gestão de Sistemas de Informação

Referências
ACKOFF, Russell L. Planejamento Empresarial. Rio de Janeiro: LTC, 1975.

ANÔNIMO. Segurança Máxima. Rio de Janeiro: Campus, 2001.

CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

DRUCKER, Peter. A Profissão de Administrador. São Paulo: Pioneira,


2002.

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26
Anotações do Aluno

GATES, Bill. A Empresa na Velocidade do Pensamento. São Paulo:


Companhia das Letras, 1999.

LALANDE, André. Vocabulário Técnico e Crítico da Filosofia. São Paulo:


Martins Fontes, 1992.

O’BRIEN, James A. Sistemas de Informação e as Decisões Gerenciais na


Era da Internet. São Paulo: Saraiva, 2003.

ROSINI, Alessandro Marco e PALMISANO, Ângelo. Administração de


Sistemas de Informação e a Gestão do Conhecimento. São Paulo:
Thomson, 2003.

Webgrafia
AOL Notícias – http://noticias.aol.com.br/negocios/
telecomunicacoes/2004/06/0003.adp.

Aula 01 - O Mundo da Gestão de Sistemas de Informação


BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
– http://66.102.7.104/search?q=cache:gXkNJjqxNoAJ:www.federativo.
bndes.gov.br/bf_bancos/estudos/e0001164.pdf+INTERNETIZA%C3%87%
C3%83O&hl=pt-BR&lr=lang_pt
Gestão de Sistemas de Informação

UFSM – Universidade Federal de Santa Maria – http://www.ufsm.br/dem/


idem/miolo.htm

Febraban – Federação Brasileira de Bancos – http://www.febraban.org.br/


ciab05/dados/atendimento_e_%20serviços_tecnologia.pdf

SANCHEZ, Francisco. O Processo de Automação Bancária. São Paulo:


ABACO/2005 – 15a. Exposição e Conferência de Automação Bancária /
Comercial e de Auto-Atendimento. Disponível em: http://www.dib.com.br/
Dib%20CD/ABACO2005/Arquivos/Automa%C3%A7%C3%A3o%20Banc%
C3%A1ria%20-%20Francisco%20Sanchez.pdf.

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27
Anotações do Aluno

Lycée Technique Jacquard – http://lyc-jacquard.scola.ac-paris.fr/historique_


1p.html

Máquinas de Escrever Antigas – http://www.maquinasdeescreverantigas.


com.br/index.html.

Microsoft – http://www.microsoft.com/brasil/msdn/colunas/convidados/
col_convidados_1.aspx.

Legenda
1
ACKOFF, Russell L. Planejamento Empresarial. Rio de Janeiro: LTC, 1975,
p. 79.

2
DRUCKER, Peter. A Profissão de Administrador. São Paulo: Pioneira, 2002,
p. 61.

3
LALANDE, André. Vocabulário Técnico e Crítico da Filosofia. São Paulo:

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Martins Fontes, 1992, p. 16.

4
GATES, Bill. A Empresa na Velocidade do Pensamento. São Paulo:
Companhia das Letras, 1999.
Gestão de Sistemas de Informação

5
SANCHEZ, Francisco. O Processo de Automação Bancária. São Paulo:
ABACO/2005 – 15a. Exposição e Conferência de Automação Bancária
/ Comercial e de Auto-Atendimento. Faz uma síntese histórica do
desenvolvimento da automação comercial no Bradesco e no Brasil, citando,
inclusive, nomes de profissionais anônimos e esquecidos. Disponível em
http://www.dib.com.br/Dib%20CD/ABACO2005/Arquivos/Automa%C3%A
7%C3%A3o%20Banc%C3%A1ria%20-%20Francisco%20Sanchez.pdf.

6
ANÔNIMO. Segurança Máxima. Rio de Janeiro: Campus, 2001, p. 262.

UMA PEQUENA HISTÓRIA DO CÓDIGO DE BARRAS


A Tecnologia da Informação que revolucionou o comércio no mundo

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28
Anotações do Aluno

Inteiro1

Um presidente de uma cadeia de supermercados pediu ao diretor do


Instituto de Tecnologia Drexel na Filadélfia, nos Estados Unidos, uma solução
para evitar recontagens e etiquetagens de mercadorias. Essa conversa foi
ouvida pelo estudante de faculdade Bernard Silver, que contou a história ao
seu amigo Norman Joseph Woodland.

Woodland ficou tão instigado, que saiu daquele instituto, foi morar com
seu avô em Flórida, para se dedicar integralmente a criar o sistema. Depois
de alguns meses, Woodland apresentou a Silver um Código de Barras,
semelhante ao que presenciamos hoje. No dia 20/10/1949, fizeram um
pedido de patente. As barras eram linhas circulares concêntricas que ficaram
conhecidas como bull’s eyes (“olhos de touro”).
Três anos depois, em 1952, Silver e Woodland criaram o primeiro leitor
de Código de Barras, que tinha o tamanho de uma cadeira. Nessa época,
Woodland trabalhava na IBM, a qual se ofereceu para comprar a patente,
mas a dupla não aceitou vendê-la. Somente em 1962, com uma proposta
irrecusável da Philco, os dois venderam. Mais tarde, a Philco revendeu

Aula 01 - O Mundo da Gestão de Sistemas de Informação


para RCA, que se juntou a várias empresas para estabelecer regras para o
desenvolvimento do código. Em 1963, a RCA fez a primeira demonstração
pública do seu bull’s eye, mas este tinha problemas críticos de leitura.
Gestão de Sistemas de Informação

Finalmente, Woodland e IBM desenvolveram, em parceria, o código de


Barras que conhecemos hoje, de linhas verticais, que foi chamado de UPC
– Universal Product Code. Assim, às 08h01 de 26/06/1974, o Código de
Barras de uma caixa de chicletes foi escaneado, pela primeira vez, em
um supermercado Marsh’s em Troy, Ohio. Esse é o marco histórico da
primeira aplicação bem sucedida do Código de Barras.

Como se percebe, Código de Barras caracteriza bem a tecnologia em


geral, que leva um bom tempo para se aperfeiçoar: desde a necessidade
sentida e desejo de encontrar uma solução para satisfazer essa necessidade,
até se encontrar uma solução de fato prática e viável economicamente, a
humanidade levou pelo menos 25 longos anos! E desde que foi viabilizado,
já se passaram mais de 30 anos..... e o desenvolvimento da tecnologia

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29
Anotações do Aluno

de Código de Barras foi concomitante ao desenvolvimento do próprio


computador.

O Código de Barras é ainda hoje largamente utilizado, embora já estejam


falando muito por aí que a tecnologia EPC – Electronic Product Code
tende a substituí-lo. A EPC funciona com micro-chips (com leitor – receiver,
retransmissor – transponder e antena), alguns com tamanho de um grão de
areia, que captam sinais de rádio de um emissor à distância (inclusive via
Internet), e respondem, emitindo seu número de identificação, utilizando
a tecnologia RFID – Radio Frequency Identification. Podem nem ter
bateria, utilizando o próprio sinal de rádio para recarregar-se.2

Mais do que nunca, estamos adentrando um maravilhoso, fascinante e


fantástico mundo. Porém, tudo isso tem um preço muito alto: o mundo está
ficando cada vez mais arriscado e perigoso para nossas vidas. Mas isso é
assunto para outra historinha.

Referências Bibliográficas

Aula 01 - O Mundo da Gestão de Sistemas de Informação


1
História do Código de Barras. Revista Aventuras na História. São Paulo: Abril,
março de 2005.

2
Código Eletrônico de Produto. Disponível em: EAN Brasil – http://www.
Gestão de Sistemas de Informação

eanbrasil.org.br/servlet/ServletContent?requestId=43

UMA PEQUENA HISTÓRIA DO SUCESSO DO DINHEIRO DE PLÁSTICO


UTILIZANDO PDVS

O Cartão de Crédito no Mundo

Em 2006, o mercado de cartões de crédito faz 50 anos, segundo a ABECS


– Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços –
http://www.abecs.org.br/quemsomos_historia.asp1.

Tudo começou nos Estados Unidos, nos anos 20, por iniciativas isoladas de
hotéis e postos de gasolina, que criaram crédito para clientes preferenciais.

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30
Anotações do Aluno

Mas, foram necessários mais uns 30 anos para que o cartão começasse a
adquirir o exemplar modelo de negócios de hoje, em que todos os seus
participantes ganham – um sistema de registro de intenção de pagamento
do portador de cartão de crédito muito bem sucedido.

Pois, foi só em 1950, que Frank McNamara e Ralph Schneider criaram o


Diners2, o primeiro cartão de crédito do mundo, envolvendo 27 restaurantes
(estabelecimentos filiados) e umas 200 pessoas (portadoras de cartão
de crédito) – tudo começou quando McNamara foi almoçar com alguns
executivos em um restaurante em Nova York e, na hora de pagar, percebeu
que havia esquecido dinheiro e cheque. Teve a idéia de cartão de crédito,
após o dono do estabelecimento lhe conceder crédito, assinando a própria
nota de despesas. O cartão, inicialmente, era de papel e, em 1955, foi lançado
o de plástico.

Em 1975, o Diners também lançou o primeiro cartão de crédito empresarial,


o chamado Corporate Card. Em 1981, o Citicorp adquiriu o Diners da
Continental Insurance Corporation.

Aula 01 - O Mundo da Gestão de Sistemas de Informação


Mas já em 1958, depois que Diners foi lançado, um concorrente apareceu:
o American Express Card. Em seguida, em 1966, o Bank of America Service
Corporation (BofA Service Corporation) lançou o BankAmericard, que mais
tarde virou VISA e, em 1977, tornou-se o maior cartão de crédito do mundo.
Gestão de Sistemas de Informação

Nesse mesmo ano, o Bank of America lançou o Master Charge, que virou
mais tarde MasterCard.
O Cartão de Crédito no Brasil

Em 1954, o empresário tcheco Hanus Tauber, considerado o precursor dos


cartões de crédito no Brasil, comprou, nos Estados Unidos, a franquia do
Diners Club Card – as suas operações começaram em 1956, inicialmente
funcionando como cartão de compra e não como cartão de crédito, que só
seria lançado em 1968.

Em 1971, é formado um pool com 23 bancos associados ao cartão


internacional BankAmericard, que lançaram o cartão Elo (esse pool foi
desfeito em 1977, e cada banco passou a emitir o seu cartão de crédito).

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31
Anotações do Aluno

Nesse mesmo ano de 1971, foi fundada, no Rio de Janeiro, a Associação


Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços – ABECS, que mais
tarde, em 1974, foi transferida para São Paulo.

Em 1984, a Credicard comprou o Diners Club no Brasil e começou a se tornar


o maior cartão de crédito do Brasil. A Credicard nasceu na década de 70
como Citycard, criada pelo First National City Bank, subsidiária brasileira do
Citibank – que mais tarde se associou aos bancos Itaú, Unibanco e Francês
e Brasileiro nesse promissor negócio chamado cartão de crédito. Em 2001,
manteve-se líder na área com 8,3 milhões de cartões no mercado brasileiro
ou 30% de participação, conforme informa seu site – Sobre a Credicard:
http://www.credicard.com.br/portals/credicardportal/sobre_a_credicard/
empresa_2000.jsp3

A verdade é que o negócio, de promissor se tornou tão lucrativo que os


bancos individualmente lançaram seus cartões de crédito. Tanto que, em
2003, o Bradesco tomou a dianteira desse segmento e a Credicard perdeu
o primeiro lugar.

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Assim, a Credicard, além do Bradesco, começou a ter, como concorrentes,
seus próprios donos, que começaram a administrar seus respectivos cartões:
o Unibanco, que vendeu em 2004 a sua participação na sociedade de mais
de 30 anos, e passou a administrar somente seus cartões Unicard; o Citibank
Gestão de Sistemas de Informação

e o Itaú informaram, em 2005, que, a partir de 2006, cada um deles irá


incorporar cerca de 3,8 milhões de cartões Credicard (cerca de 7,6 milhões
no total), que serão administrados respectivamente pelo Citicard e Itaucard,
conforme nos informou o Ministério do Planejamento em 02/02/2005 –
http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=176512.

Razões do Sucesso dos Cartões de Crédito

Além de outros fatores, é claro, a Automação Comercial, com seus


terminais PDV (Ponto de Venda), movidos a Código de Barras e sistemas
de informação em rede, sem dúvida, proporcionou a expansão do
mercado de cartões de crédito.

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32
Anotações do Aluno

Sem essas tecnologias da informação, jamais seria possível viabilizar


operações internacionais com cartões de crédito, que, no Brasil, começaram
a acontecer a partir de 1990.

Referências Bibliográficas

1
ABECS – Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e
Serviços. A História do Cartão de Crédito. Disponível em: www.abecs.org.
br/quemsomos_historia.asp Acesso em: 4 nov 2006.

2
GROSS, Daniel Forbes. As Maiores Histórias do Mundo dos Negócios. São
Paulo: Companhia das Letras, 1999, p. 232.

3
Credicard – Administradora de Cartões de Crédito. Sobre a Credicard.
Disponível em: http://www.credicard.com.br/portals/credicardportal/
sobre_a_credicard/empresa_2000.jsp Acesso: em 4 nov 2006.

4
Ministério do Planejamento da República Federativa do Brasil. Credicard:
Itaú e Citi dividem os clientes. Disponível em: http://clipping.planejamento.

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gov.br/Noticias.asp?NOTCod=176512 Acesso em: 4 nov 2006. Gestão de Sistemas de Informação

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