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DO PROCESSO DE REVISÃO

DA GERAÇÃO DISTRIBUÍDA,
PL 5829
E OUTROS ASPECTOS
REGULATÓRIOS

Marina Meyer Falcão, Diretora


Jurídica da ABGD, Presidente da Comissão
de Geração Distribuída da OAB/MG e
Advogada Meyer Serviços Jurídicos e LTSC.
GERAÇÃO DISTRIBUÍDA
• REN 482/2012: alteradas pela 1) REN 687/2015 e 2)

REN 786/2017 + a terceira Resolução que irá


alterar REN 482 ???
• Processo administrativo (ANEEL) X Processo
legislativo (projeto de Lei).
• PL da Geração Distribuida será votado em 11
de março através de uma emenda subsitutiva
do Lafayette Andrada.

PL 5829/2019 – emenda ABGD e Lafayette =


CBEE – Código Brasileiro de Energia Elétrica
o capítulo especial da GD
GERAÇÃO DISTRIBUÍDA
CENÁRIO 2021 : Projetos Lei
PL 5829/2019, PL 2215/2020, o PL 6878/2017, e o PL 5878/2019.

Todos buscam uma solução para um MODELO SUSTENTÁVEL para


a Geração Distribuída no Brasil, com propostas semelhantes no
que diz respeito à manutenção de direitos já conquistados através
da geração própria de energia (como exemplo: a compensação da
energia elétrica) até a cobrança do Uso do Fio B, quando a GD
atingir um certo percentual de penetração na matriz elétrica
brasileira e que tratam do incentivo e limites à geração de
energia elétrica, referente à microgeração e minigeração
distribuída aos sistemas de distribuição de energia elétrica e que
façam jus à compensação da energia.

PL 5829/2019 – emenda substitutiva da GD


Já foi apresentada em 8/03/2021
RESOLUÇÃO 15 CNPE
• As associaões apresentaram um MANIFESTO pela GERAÇÃO DISTRIBUÍDA para
ANEEL.
• No dia 24 de dezembro de 2020, o Conselho Nacional de Política Energética
(CNPE), órgão máximo da política energética do Brasil, composto por 10
ministérios publicou a Resolução nº 15, trazendo cinco diretrizes fundamentais
para a construção de políticas públicas voltadas à Microgeração e Minigeração
Distribuída no País:
1)Acesso não discriminatório às redes de distribuição;
2)Segurança jurídica e regulatória;
3)Alocação justa dos custos de uso da rede e encargos considerando os benefícios
da GD;
4)Transparência e previsibilidade com agenda e prazos para revisão das regras;
5)Gradualidade na transição com passos intermediários para o aprimoramento das
regras.
PROJETO DE LEI DA GD

• O substitutivo do Dep. Lafayette de Andrada ao PL 5829/2019, de autoria


do Dep. Silas Câmara, foi construído durante esses últimos 12 meses, em
conjunto com as associações setoriais das fontes renováveis, participação
da ANEEL e demais entidades do setor elétrico.
• O substitutivo ao PL 5829/2019 receberá emenda de aprimoramento que
incorpore ao início da transição do modelo uma porcentagem de
penetração da geração distribuída no atendimento de demanda elétrica,
tema já consensado com as associações de fontes renováveis. Com tais
aprimoramentos o projeto reflete a proposta mais próxima do consenso
entre as entidades do setor, trazendo mais energia limpa, mais empregos,
mais investimentos, mais segurança jurídica e mais competitividade aos
brasileiros.
NOVA LEI DA GD
• No PL da GD, ora apresentado pelo Lafayette Andrada econtram-se os principais
aspectos regulatórios para a propositura de uma Lei Federal para Geração
Distibuída no Brasil. Listaremos os principais pontos:
• SCEE – sistema de compensação de energia elétrica. Manutenção por 26 anos
após a publicação da lei de UC que efetuar o Protocolo da solicitação de acesso
em até 12 meses após a data de publicação da nova lei.
• TUSDg – (Art. 16 do PL) Nova Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição que
substituirá a TUSD, sendo aplicada apenas ela;
• Tarifa Uso do Sistema de Distribuição referente às Centrais Geradoras: TUSD g.
• Grupo B: cobrança apenas do custo de disponibilidade (Art. 14 PL).
• Grupo A: o valor do MUSD total (em R$/KW) será faturado pela TUSDg.(Art.16 PL)
• Instalações de iluminação Pública poderão aderir ao SCEE.
• Montante de energia elétrica excedente = exposição contratual involuntária.
NOVA LEI DA GD
• Regra Grupo B (Art.14, §2º):Para as unidades consumidoras integrantes do
grupo B com microgeração ou minigeração distribuída local, o cálculo do valor
estabelecido pela ANEEL para determinação do custo de disponibilidade referido
no caput considerará como consumo medido o montante de energia elétrica
consumido pela unidade consumidora, sendo que os referidos montantes
estabelecidos pela ANEEL utilizados no cálculo deverão ser reduzidos pelo
montante de energia compensado pela unidade consumidora como também pelo
montante de energia elétrica gerada no local declarado na solicitação de acesso
conforme estabelecido no Art. 2º. O novo montante para determinação do custo
de disponibilidade aplicado à unidade consumidora será o valor do resultado
positivo do cálculo ou 0 (zero) caso o resultado do cálculo seja negativo.
• REGRA DE FATURAMENTO das unidades consumidoras participantes do
SCEE (Art.15,§1º PL GD): Excluído o disposto nos artigos 22 e 23 desta lei (custeio
pela CDE), somente haverá cobrança de componentes tarifárias sem aplicação da
compensação prevista no SCEE em relação à componente tarifária TUSD Fio B, que
incidirá sobre a demanda e/ou sobre a energia consumida, conforme o caso, observados
eventuais descontos aos quais a unidade consumidora tiver direito.
NOVA LEI DA GD
• Art. 22 (PL GD) - CDE: A Conta de Desenvolvimento Energético - CDE, de
que tratam os incisos VI e VII do Art. 13 da Lei no 10.438 de 26 de abril de
2002, custeará temporariamente a componente tarifária TUSD Fio B
incidente sobre a energia elétrica compensada pelas unidades
consumidoras participantes do SCEE, na forma do artigo 15 desta lei, e cujo
efeito será aplicável somente para as unidades consumidoras do ambiente
regulado.
• Art. 23 – SCEE: Até 26 anos após a data de publicação desta lei, para as
unidades consumidoras participantes ou que venham a participar do SCEE,
por meio da compensação de seu consumo através da energia elétrica
gerada ou do excedente de energia gerado por unidade consumidora com
microgeração ou minigeração distribuída que efetuar o protocolo da
solicitação de acesso até 12 meses após a data de publicação desta lei, não
se aplicam as disposições do artigo 15 desta lei em relação à não
compensação da TUSD Fio B.
NOVA LEI DA GD
• No PL da GD, apresentado através de uma EMENDA substitutiva ao PL 5829 (Silas Câmara)
haveráuma:NOVA REGRA DE TRANSIÇÃO (suave e equilibrada)
• SOLICITAÇÃO DE ACESSO: será o marco da transição aquele “que solicitar acesso na rede de
distribuição de energia elétrica a partir de 12 meses após a data de publicação desta Lei”, terá o
direito adqurido mantido.

• CDE= conta de desenvolvimento energético. CDE criada pelos Decretos nº 4.541/2002 e


nº 7.891/2013, e compete ao Ministério de Minas e Energia (MME) O que ela representa:
• É um encargo setorial, estabelecido em lei, e pago pelas empresas de distribuição, cujo valor
anual é fixado pela ANEEL com a finalidade de prover recursos para o desenvolvimento energético
dos estados, para viabilizar a competitividade da energia elétrica produzida a partir de fontes
eólicas (vento), fotovoltaica, pequenas usinas hidrelétricas, biomassa, termossolar, gás
natural e carvão mineral nas áreas atendidas pelos sistemas elétricos interligados, e levar
o serviço de energia elétrica a todos os consumidores do território nacional (universalização);
prover recursos para os dispêndios da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), referente
à geração de energia em sistemas elétricos isolados; prover recursos para compensar descontos
aplicados nas tarifas de uso dos sistemas elétricos de distribuição e nas tarifas de energia elétrica;
e prover recursos para compensar o efeito da não adesão à prorrogação de concessões de
geração de energia elétrica, assegurando o equilíbrio da redução das tarifas das concessionárias
de distribuição.
GERAÇÃO DISTRIBUÍDA
NO FUTURO
• A ABGD – está preparada para esclarecer qualquer dúvida dos seus associados!!
• Ficamos à disposição.
• OBRIGADA!!

• Marina Meyer Falcão


• marinameyerfalcao@gmail.com