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GRAMÁTICA

Gramática em Exercícios – Instituto


AOCP

SISTEMA DE ENSINO

Livro Eletrônico
GRAMÁTICA
Gramática em Exercícios – Instituto AOCP
Bruno Pilastre

Sumário
Apresentação. . .................................................................................................................................. 3
Questões de Concurso.................................................................................................................... 4
Gabarito............................................................................................................................................ 29

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Bruno Pilastre

Apresentação
Olá! Preparado(a) para resolver questões de Gramática da banca Instituto AOCP? Espe-
ro que sim!
Bom, vamos direto ao ponto: a banca Instituto AOCP é conhecida por apresentar textos
longos em questões de Língua Portuguesa. Especificamente nas questões de Gramática, nem
sempre é necessário realizar a leitura completa do texto: basta ler a questão e retornar ao texto
apenas quando necessário.
Os principais tópicos abordados pela banca são estes:
1. acentuação (em especial, a diferença entre paroxítonas e proparoxítonas);
2. divisão silábica;
3. classificação morfológica (classes de palavras);
4. valores da partícula “que” (principalmente conjunção integrante e pronome relativo);
5. crase;
6. pontuação (vírgula; ponto; ponto e vírgula).
É bom lembrar que o Gran Cursos oferece um ótimo espaço de diálogo entre nós: o Fórum
de Dúvidas. Nele, você pode registrar uma dúvida, um pedido de esclarecimento, uma observa-
ção etc. Faça uso dessa ferramenta, ok? Faça também uso do espaço de Avaliação do mate-
rial, apresentando seu elogio/crítica/sugestão. Eu sempre ouço as suas demandas.
Bom, agora é praticar! Aos trabalhos, então!

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QUESTÕES DE CONCURSO
001. (INSTITUTO AOCP/UFPB/ASSISTENTE/2019) Assinale a alternativa em que há, respec-
tivamente: hiato, ditongo crescente, ditongo decrescente e tritongo.
a) Pais, quarenta, chapéu, averiguou.
b) Sapucaí, régua, herói, saguão.
c) Freada, garantia, noite, enxaguei.
d) Moinho, madeira, quantidade, iguais.
e) Pinguim, tênue, vaidade, quaisquer.

Note que, para resolver corretamente a questão, é preciso considerar a ideia de RESPECTIVA-
MENTE. A ideia é que a sequência adequada deve ter o seguinte padrão:

ditongo crescente ditongo decrescente tritongo


hiato
(sequência, numa (sequência, numa (sequência, numa mesma
(encontro de vogais
mesma sílaba, de mesma sílaba, de sílaba, de semivogal +
em sílabas distintas)
semivogal + VOGAL) VOGAL + semivogal) VOGAL + semivogal)
as-pu-ca-í ré-gua he-rói sa-guão

Alternativa (b), portanto.


Letra b.

002. (INSTITUTO AOCP/UFPB/ADMINISTRADOR/2019/ADAPTADA) Em relação aos aspec-


tos fonológicos relacionados às palavras a seguir, assinale a alternativa correta.
a) Nas palavras “avessas”, “básicos” e “impiedoso”, as letras destacadas representam o
fonema /s/.
b) Nas palavras “cachorro”, “passagem” e “velhinho”, há dígrafos consonantais.
c) Em “correta”, “caro” e “rato”, as letras destacadas têm a mesma pronúncia.
d) Os termos destacados em “fora” (3ª pessoa do pretérito mais-que-perfeito do indicativo do
verbo “ir”), “ano” e “fogo” representam o mesmo fonema.
e) Nas palavras “buraqueiras”, “ficou” e “artifício”, há ditongos.

Vamos ao porquê das alternativas incorretas:


a) Os dois primeiros “ss” são surdos; o “s” de “impiedoso” é sonoro. Essa diferença é sentida
quando produzimos o som e sentimos nossa “garganta” vibrar (consoante sonora) ou não
(consoante surda)
c) O som de “r” em “caro” é distinto do som de “rr” em “carreta” e do som “r” em “rato”.
d) O som do “o” em “ano”, em português, é tipicamente /u/, diferentemente da pronúncia fecha-
da do /o/ em fora e em fogo.
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e) A banca considerou a última palavra, “artifício”, como uma “proparoxítona eventual”, em que
há um hiato: ar-ti-fí-ci-o.
Letra b.

003. (INSTITUTO AOCP/PC-ES/PERITO CRIMINAL/2019) Assinale a alternativa em que as


duas palavras são acentuadas de acordo com a mesma regra.
a) Elétricos – possível.
b) Convém – dê.
c) Estará – técnicos.
d) Residência – cópias.
e) Polícia – localizá-los.

Vamos ao padrão de acentuação de cada par de palavras:


a) Proparoxítona – paroxítona.
b) Oxítona - monossílabo tônico.
c) Oxítona – proparoxítona.
d) Paroxítona – paroxítona.
e) Paroxítona – oxítona.
Letra d.

004. (INSTITUTO AOCP/PC-ES/AUXILIAR PERÍCIA/2019) Em relação à classe de palavras,


assinale a alternativa em que a ausência do acento no vocábulo faça com que ocorra uma mu-
dança de classe de palavra nos dois termos.
a) Nós, têm.
b) Têm, é.
c) Nós, está.
d) É, nós.
e) Está, é.

A mudança de classe de palavra é uma exigência. Assim, vamos às mudanças em que NÃO há
mudança de classe de palavra:
a) Nós; nos [ambas continuam sendo pronomes]
b) Têm; tem [ambas continuam sendo verbos]
c) Nós; nos [ambas continuam sendo pronomes]
d) Nós; nos [ambas continuam sendo pronomes]
Na alternativa (e), a mudança (presença x ausência de acento) gera mudança de classe
de palavra:

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está: verbo | esta: pronome


é: verbo | e: conjunção
Letra e.

005. (INSTITUTO AOCP/PC-ES/ESCRIVÃO/2019) Quando se redige um texto manuscrito, é


necessário conhecer as regras de separação silábica. Considerando essa afirmação, assinale
a alternativa em que os vocábulos apresentam separação silábica correta.
a) Pri-me-i-ro / a-pro-xi-ma-çã-o.
b) E-qui-pe / me-i-o.
c) Intr-oduz / rea-gi-ram.
d) I-ni-ci-a / a-ca-de-mi-a.
e) Pro-ce-sso / in-sti-tu-i-ção.

Vamos às separações silábicas corretas das alternativas (a), (b), (c) e (e) (já que a separaçao
em (d) está correta):
a) Pri-mei-ro; a-pro-xi-ma-ção
b) Mei-o
c) In-tro-duz; re-a-gi-ram
e) Pro-ces-so; ins-ti-tu-i-ção
Letra d.

006. (INSTITUTO AOCP/IPM-SP/AGENTE/2018) De acordo com a ortografia na Língua Por-


tuguesa, assinale a alternativa correta.
a) O plural de “cidadão” é “cidadões”.
b) “Tem” e “têm”, conjugações do verbo “ter”, indicam a mesma pessoa do discurso a quem se
direcionam.
c) Os seguintes termos podem ser grafados das duas formas apresentadas: “quesitos/ quezi-
tos” e “mexer/mecher”.
d) A palavra a seguir pode apresentar as duas formas ortográficas: “auto estima” e “autoestima”.
e) A palavra “bônus” possui a mesma grafia, tanto no singular quanto no plural.

A correção das alternativas (a), (b), (c) e (d) é apresentada a seguir:


a) O plural de “cidadão” é “cidadãos”.
b) “Tem” indica terceira pessoa do singular; “têm” indica terceira pessoa do plural.
c) Há apenas uma forma de se grafar as palavras indicadas: “quesitos” e “mexer”.
d) A única forma prevista é “autoestima”.
Letra e.

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007. (INSTITUTO AOCP/EBSERH/TÉCNICO/2016) Em “Que faz com seus resíduos tóxicos?”,


o termo em destaque recebe acento, porque é uma palavra
a) proparoxítona, ou seja, a sílaba mais forte é a última.
b) oxítona, ou seja, a sílaba mais forte é a última.
c) paroxítona, ou seja, a sílaba mais forte é a antepenúltima.
d) paroxítona, ou seja, a sílaba mais forte é a penúltima.
e) proparoxítona, ou seja, a sílaba mais forte é a antepenúltima.

Primeiramente, está correto afirmar que a palavra “tóxico” é proparoxítona. Em segundo lugar, é
preciso esclarecer o que é uma palavra “proparoxítona”: diz-se de ou vocábulo cuja acentuação
tônica (sílaba mais forte) cai na antepenúltima sílaba.
Letra e.

008. (INSTITUTO AOCP/EBSERH/TÉCNICO/2016) Em “Não... Uso luvas de borracha”, a pala-


vra em destaque apresenta
a) um dígrafo e um encontro consonantal.
b) dois dígrafos.
c) dois encontros consonantais.
d) apenas um dígrafo.
e) apenas um encontro consonantal.

A palavra “borracha” apresenta dois dígrafos consonantais: “rr” e “ch”. Cada um desses dígra-
fos (duas letras) representa um único fonema.
Letra b.

009. (INSTITUTO AOCP/UFPB/ASSISTENTE/2019) Qual é o tempo verbal presente no trecho


“O vento gemera durante o dia todo [...]”?
a) Pretérito perfeito.
b) Pretérito imperfeito.
c) Pretérito mais-que-perfeito.
d) Futuro do presente.
e) Futuro do pretérito.

A forma verbal “gemera”, do verbo “gemer”, está conjugada na terceira pessoa do singular do
pretérito mais-que-perfeito do indicativo.
Letra c.

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010. (INSTITUTO AOCP/UFPB/ADMINISTRADOR/2019/ADAPTADA) Assinale a alternativa


correta em relação à palavra “que” destacada.
a) Na frase “Tem muita gente que implica com mentira [...]”, o “que” tem função de conjunção
subordinativa adverbial, retomando a palavra “gente”.
b) Em “[...] se fosse tão ruim estaria na lista das pedras que Moisés recebeu [...]”, o “que” é uma
conjunção coordenativa com função de explicação.
c) No trecho “[...] às lendas, narrativas fantásticas que serviam para educar ou entreter.”, o “que”
é pronome relativo.
d) Em “[...] quando ela disse que estava com saudades da Atlântida [...]”, o “que” é pronome
relativo e completa o sentido do verbo “disse”.

A classificação adequada da partícula “que” em cada ocorrência é esta:


a) pronome relativo (retoma “muita gente”).
b) pronome relativo (retoma “pedras”).
d) a partícula “que” é uma conjunção integrante que introduz uma oração subordinada substan-
tiva objetiva direta (complemento da forma verbal “disse”).
Letra c.

011. (INSTITUTO AOCP/PC-ES/PERITO/2019)

Quanto às escolhas lexicais no texto, assinale a alternativa correta.


a) O pronome demonstrativo “esta” está inadequado por ter função anafórica.
b) No segundo quadrinho, “obrigado” deveria estar flexionado no feminino para concordar com
“artificialidade das soluções rápidas”.
c) O termo “poderoso da mídia de massa” classifica-se como um aposto.
d) Por se tratar de um gênero textual informal, a linguagem utilizada por Calvin é inadequada.
e) O pronome demonstrativo “esta” é adequado por fazer referência espacial a um objeto pró-
ximo do falante.
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Na alternativa (a), é incorreto afirmar que o pronome tem função anafórica. Na verdade, a for-
ma pronominal é dêitica (isto é, aponta para algo em relação ao enunciador).
Na alternativa (b), a forma “obrigado” concorda com o gênero do enunciador (no caso, masculino).
Já na alternativa (c), o termo destacado (“poderoso da mídia de massa”) é corretamente clas-
sificado como VOCATIVO.
Por fim, a alternativa (d) faz uma análise inadequada sobre o nível de registro do quadrinho. Na
verdade, a linguagem utilizada por Calvin é adequada ao conteúdo (de humor) do quadrinho.
Letra e.

012. (INSTITUTO AOCP/PC-ES/INVESTIGADOR/2019) Assinale a alternativa em que a pala-


vra seja formada por prefixação.
a) Entregadores.
b) Estranhos.
c) Fechaduras.
d) Inoportuna.
e) Chaveiro.

Como vimos em nossa aula, a prefixação é caracterizada pela junção de um prefixo a uma
base. Um bom teste para identificar a prefixação é “retirar” o prefixo e verificar se “sobra algo”
que faça sentido. É exatamente este o caso de “inoportuna”, já que a supressão de “in-” resulta
na forma “oportuna”. O mesmo não pode ser feito nas outras palavras: *“tregadores”, *”tra-
nhos”, *“chaduras” e *”veiro”.
Letra d.

013. (INSTITUTO AOCP/PC-ES/AUXILIAR PERÍCIA/2019) No excerto “[...] o motivo pelo qual


os eventos são sempre reinterpretados [...]”, a expressão em destaque pode ser substituída,
sem alterar o sentido principal, por
a) pelo que.
b) porque.
c) por que.
d) que.
e) por quê.

A forma “pelo qual” é resultante da soma de preposição “por” e do pronome relativo “o qual”.
Esse pronome relativo possui marcas de gênero e número (masculino singular). Há outra for-
ma de pronome relativo que não possui essas marcas: é a forma “que”. Assim, a forma adequa-
da para substituir “pelo qual” é “por que”.
Letra c.
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014. (INSTITUTO AOCP/UFPB/ASSISTENTE/2019) Sobre a regência verbal nas frases a se-


guir, assinale a alternativa correta.
a) Em “O professor assiste os alunos com total atenção.”, “os alunos” é objeto indireto de “as-
siste”. O verbo, portanto, é intransitivo.
b) Em “Governo assiste, inerte, à destruição da Amazônia.”, “inerte” é objeto direto de “assiste”.
O verbo, portanto, é transitivo direto.
c) Em “Essa decisão não assiste ao juiz.”, “ao juiz” é adjunto adnominal de “assiste”. O verbo,
portanto, é intransitivo.
d) Em “O menino aspirou uma fumaça muito tóxica.”, “uma fumaça muito tóxica” é objeto indi-
reto de “aspirou”. O verbo, portanto, é transitivo indireto.
e) Em “Não é a primeira vez que um filme brasileiro aspira ao Oscar.”, “ao Oscar” é objeto indi-
reto de “aspira”. O verbo, portanto, é transitivo indireto.

Os equívocos das alternativas são estes:


a) O verbo “assistir”, na construção em análise (isto é, com sentido de “acompanhar”), é tran-
sitivo direto.
b) O verbo “assistir”, na construção em análise (isto é, com sentido de “ver e ouvir”), é transitivo
indireto.
c) O verbo “assistir”, nesta construção (com sentido de “ser da competência de”), é transitivo
indireto. Por isso, “ao juiz” é objeto indireto.
d) Como não há preposição entre a forma verbal “aspirou” e o objeto “uma fumaça tóxica”, não
é possível ser o verbo transitivo indireto.
Letra e.

015. (INSTITUTO AOCP/UFPB/ADMINISTRADOR/2019) Assinale a alternativa em que as vír-


gulas empregadas em destaque estão demarcando um aposto.
a) “[...] quando ela disse que estava com saudades da Atlântida, o reino submerso por Deus, em
resposta aos desafios e à soberba de seu soberano [...]”.
b) “[...] talvez, seja por isso que o mundo minta tanto, hoje em dia.”.
c) “Os japoneses, por exemplo, contam que um velhinho, na véspera do ano-novo, não conse-
guiu vender os chapéus que fabricava [...]”.
d) “[...] algumas cabeludas, outras mais inocentes, sempre invenções da mente, fruto da criati-
vidade [...]”.
e) “[...] mas poucos sabem que esta é uma tradição recente, de pouco mais de 50 anos, e que
veio do candomblé [...]”.

Como havíamos trabalhado na aula teórica, o aposto é caracterizado pelas propriedades de:
• ter natureza substantiva;
• possuir equivalência referencial com outro termo substantivo.

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Isso acontece apenas em (a):


Atlântida = o reino submerso por Deus
substantivo = substantivo
Letra a.

016. (INSTITUTO AOCP/UFPB/ADMINISTRADOR/2019)


Mundo de mentira
Paulo Pestana
Tem muita gente que implica com mentira, esquecendo-se de que as melhores histórias do
mundo nascem delas: algumas cabeludas, outras mais inocentes, sempre invenções da men-
te, fruto da criatividade — ou do aperto, dependendo da situação.
Ademais, se fosse tão ruim estaria na lista das pedras que Moisés recebeu aos pés do monte
Sinai, entre as 10 coisas mais feias da humanidade, todas proibidas e que levam ao inferno;
ficou de fora.
A mentira não está nem entre os pecados capitais, que aliás eram ofensas bem antes de Cristo
nascer, formando um rol de virtudes avessas, para controlar os instintos básicos da patuleia.
Eram leis. E é preciso lembrar também que ninguém colocou a mentira entre os pecados ve-
niais; talvez, seja por isso que o mundo minta tanto, hoje em dia.
E tudo nasceu na forma mais poética possível, com os mitos — e não vamos falar de presidentes
aqui — às lendas, narrativas fantásticas que serviam para educar ou entreter. Entre tantas notícias fal-
sas, há muitas lendas que, inclusive, explicam por que fazemos tanta festa para o ano que começa.
Os japoneses, por exemplo, contam que um velhinho, na véspera do ano-novo, não conseguiu
vender os chapéus que fabricava e colocou-os na cabeça de seis estátuas de pedra; chegou
em casa coberto de neve e sem um tostão. No dia seguinte, recebeu comida farta e dinheiro
das próprias estátuas, para mostrar que a bondade é sempre reconhecida e recompensada.
Os brasileiros vestem roupas brancas na passagem do ano, mas poucos sabem que esta é
uma tradição recente, de pouco mais de 50 anos, e que veio do candomblé, mais precisamente
da cultura yorubá, com os irúnmolés’s funfun — as divindades do branco. E atenção: para eles,
o regente de 2019 é Ogum, o guerreiro, orixá associado às forças armadas, ao mesmo tempo
impiedoso, impaciente e amável. Ogunhê!
Mas na minha profunda ignorância eu não conhecia a lenda da Noite de São Silvestre, que mar-
ca a passagem do ano. E assim foi-me contada pelo Doutor João, culto advogado, entre suaves
goles de vinho — um Quinta do Crasto Douro (sorry, periferia, diria o Ibrahim Sued).
Disse-me ele: ao ver a Virgem Maria desolada contemplando o Oceano Atlântico, São Silvestre se
aproximou para consolá-la, quando ela disse que estava com saudades da Atlântida, o reino submer-
so por Deus, em resposta aos desafios e à soberba de seu soberano e dos pecados de seu povo.
As lágrimas da Virgem Maria — transformadas em pérolas — caíram no oceano; e uma delas
deu origem à Ilha da Madeira — chamada Pérola do Atlântico, na modesta visão dos locais —
ao mesmo tempo em que surgiram misteriosas luzes no céu, que se repetiriam por anos a fio;
e é por isso que festejamos a chegada do ano-novo com fogos de artifício.
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Aliás, agora inventaram fogo de artifício sem barulho para não incomodar os cachorros. A
próxima jogada politicamente correta será lançar fogos sem luz para não perturbar as corujas
buraqueiras. E isso está longe de ser lenda: é só um mundo mais chato.
Analise os trechos a seguir retirados do texto e assinale a alternativa que apresenta uma ora-
ção com sujeito oculto.
a) “Os brasileiros vestem roupas brancas na passagem do ano [...]”.
b) “Aliás, agora inventaram fogo de artifício sem barulho [...]”.
c) “E isso está longe de ser lenda [...]”
d) “[...] chegou em casa coberto de neve e sem um tostão.”.
e) “E tudo nasceu na forma mais poética possível [...]”.

O sujeito oculto é também denominado “elíptico” ou “desinencial”. A propriedade central do su-


jeito oculto é a possibilidade de indicar o sujeito da expressão verbal na cadeia do discurso (ele
pode ser retomado). Outro fato, mais simples, é o de que o sujeito oculto não está manifesto
fonologicamente.
Em (a), (d) e (e), os sujeitos estão expresso: “Os brasileiros”; “isso”; e “tudo”. Por isso, não são
classificados como ocultos.
Em (b), não é possível indicar o sujeito da expressão verbal na cadeia do discurso. Não se sabe
quem “inventou” fogo de artifício sem barulho. Por isso, não pode ser oculto.
Em (d), é possível indicar o sujeito “um velhinho”, ainda que não esteja manifesto fono-
logicamente.
Letra d.

017. (INSTITUTO AOCP/PC-ES/INVESTIGADOR/2019) Considere o trecho “Caso haja sus-


peita, não estacione; ligue para a polícia e aguarde a sua chegada.” e assinale a opção correta
quanto ao uso de pontuações alternativas.
a) Caso haja suspeita. Não estacione, ligue para a polícia e aguarde a sua chegada.
b) Caso haja suspeita, não estacione; ligue para a polícia, e aguarde a sua chegada.
c) Caso haja suspeita, não estacione. Ligue para a polícia e aguarde a sua chegada.
d) Caso haja suspeita, não estacione, ligue para a polícia, e aguarde a sua chegada!
e) Caso haja suspeita; não estacione. Ligue para a polícia! (e aguarde a sua chegada).

Não se pode separar, por ponto final ou ponto e vírgula, as expressões “Caso haja suspeita” e
“não estacione”, pois ambas estão intimamente ligadas. Por isso, eliminamos as alternativas
(a) e (e). Em (b), o erro está em utilizar vírgula em oração coordenada sindética (com a conjun-
ção “e”) com sujeito semelhante. Em (d), além do erro de utilizar vírgula em oração coordenada
sindética, a vírgula é inadequada para separar “não estacione” e “ligue para a polícia”.
Letra c.
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018. (INSTITUTO AOCP/PC-ES/INVESTIGADOR/2019) No excerto “[…] jamais avise a estra-


nhos que você não estará em casa.”, será obrigatório o uso do sinal indicativo da crase, no caso
de o termo em destaque ser substituído por
a) vizinhos da rua.
b) vizinhança toda.
c) entregadores.
d) cobradores.
e) quem quer que seja.

No trecho em análise, o “a” é uma preposição regida pelo verbo “avisar” (avisar algo a alguém).
O nome “estranhos” é masculino, por isso a crase não ocorre (e não há sinal indicativo `).
Assim, só haverá fenômeno de crase quando houver um termo substantivo feminino que seja
regido pelo verbo “avisar”.
Por isso, eliminamos as alternativas (a), (c) e (d): todos os termos são masculinos (o vizi-
nho, o entregador, o cobrador). Em (e), a crase é impossibilitada porque o núcleo do termo é
pronominal.
Letra b.

019. (INSTITUTO AOCP/PC-ES/INVESTIGADOR/2019) Assinale a alternativa cujo conectivo


apresentado relaciona corretamente as seguintes frases, preservando-lhes o sentido: “Não dei-
xe luzes acesas durante o dia. Isso significa que não há ninguém em casa.”
a) Porque.
b) Embora.
c) Também.
d) Contudo.
e) Portanto.

A relação entre os períodos é de explicação. A razão de X se justifica (é explicada) por Y. O


termo adequado, assim, é uma conjunção explicativa: “porque, pois,”.
Letra a.

020. (INSTITUTO AOCP/PC-ESP/AUXILIAR PERÍCIA/2019) Em “Apesar de essas experiên-


cias terem diferentes características [...]”, o termo em destaque, sintaticamente, funciona como
a) complemento nominal.
b) adjunto adnominal.
c) sujeito não preposicionado.
d) adjunto adverbial.
e) sujeito preposicionado.
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A forma “essas experiências” é sujeito da forma infinitiva (flexionada) “terem”. Por ser sujeito,
não pode ser um termo preposicionado. É por isso que a preposição presente na locução “ape-
sar de” não pode estar contraída com o sujeito (não se pode registrar “Apesar dessas”).
Letra c.

021. (INSTITUTO AOCP/PC-ES/AUXILIAR PERÍCIA/2019) Em “[...] atenda às necessidades


da população [...]”, a presença das preposições é devida, respectivamente, por haver
a) regência verbal e regência nominal.
b) regência nominal e adjunto adnominal.
c) regência verbal e complemento nominal.
d) regência nominal e complemento verbal.
e) complemento verbal e regência nominal.

O primeiro termo é uma flexão do verbo “atender”. O segundo termo é o nome “necessidade”.
Cada um desses termos rege um termo preposicionado:
• atender a: regência verbal
• necessidade de: regência nominal.
Letra a.

022. (INSTITUTO AOCP/EBSERH/MÉDICO/2016)


A lista de desejos
Rosely Sayao
Acabou a graça de dar presentes em situações de comemoração e celebração, não é? Hoje,
temos listas para quase todas as ocasiões: casamento, chá de cozinha e seus similares – e há
similares espantosos, como chá de lingerie –, nascimento de filho e chá de bebê, e agora até
para aniversário.
Presente para os filhos? Tudo eles já pediram e apenas mudam, de vez em quando ou frequen-
temente, a ordem das suas prioridades. Quem tem filho tem sempre à sua disposição uma
lista de pedidos de presentes feita por ele, que pode crescer diariamente, e que tanto pode ser
informal quanto formal.
A filha de uma amiga, por exemplo, tem uma lista na bolsa escrita à mão pelo filho, que tem a
liberdade de sacá-la a qualquer momento para fazer as mudanças que ele julgar necessárias.
Ah! E ela funciona tanto como lista de pedidos como também de “checklist” porque, dessa ma-
neira, o garoto controla o que já recebeu e o que ainda está por vir. Sim: essas listas são quase
uma garantia de conseguir ter o pedido atendido.

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GRAMÁTICA
Gramática em Exercícios – Instituto AOCP
Bruno Pilastre

Ninguém mais precisa ter trabalho ao comprar um presente para um conhecido, para um co-
lega de trabalho, para alguma criança e até amigo. Sabe aquele esforço de pensar na pessoa
que vai receber o presente e de imaginar o que ela gostaria de ganhar, o que tem relação com
ela e seu modo de ser e de viver? Pois é: agora, basta um telefonema ou uma passada rápida
nas lojas físicas ou virtuais em que as listas estão, ou até mesmo pedir para uma outra pessoa
realizar tal tarefa, e pronto! Problema resolvido!
Não é preciso mais o investimento pessoal do pensar em algo, de procurar até encontrar, de
bater perna e cabeça até sentir-se satisfeito com a escolha feita que, além de tudo, precisaria
estar dentro do orçamento disponível para tal. Hoje, o presente custa só o gasto financeiro e
nem precisa estar dentro do orçamento porque, para não transgredir a lista, às vezes é preciso
parcelar o presente em diversas prestações...
E, assim que os convites chegam, acompanhados sem discrição alguma das listas, é uma
correria dos convidados para efetuar sem demora sua compra. É que os presentes menos
custosos são os primeiros a serem ticados nas listas, e quem demora para cumprir seu com-
promisso acaba gastando um pouco mais do que gostaria.
Se, por um lado, dar presentes deixou de dar trabalho, por outro deixou também totalmente
excluído do ato de presentear o relacionamento entre as pessoas envolvidas. Ganho para o
mercado de consumo, perda para as relações humanas afetivas.
Os presentes se tornaram impessoais, objetos de utilidade ou de luxo desejados. Acabou-se o
que era doce no que já foi, num passado recente, uma demonstração pessoal de carinho.
Sabe, caro leitor, aquela expressão de surpresa gostosa, ou de um pequeno susto que insiste
em se expressar, apesar da vontade de querer que ele passe despercebido, quando recebía-
mos um mimo? Ou aquela frase transparente de criança, que nunca deixa por menos: “Eu não
quero isso!”? Tudo isso acabou. Hoje, tudo o que ocorre é uma operação mental dupla. Quem
recebe apenas tica algum item da lista elaborada, e quem presenteia dá-se por satisfeito por
ter cumprido seu compromisso.
Que tempos mais chatos. Resta, a quem tiver coragem, a possibilidade de transgredir essas
tais listas. Assim, é possível tornar a vida mais saborosa.
Disponível em:http://www1.folha.uol.com.br/colunas/roselysayao/2014/07/1489356-a-lista-de-desejos.shtml

Em “... que tem a liberdade de sacá-la a qualquer momento para fazer as mudanças que ele
julgar necessárias.”, o termo destacado retoma:
a) bolsa.
b) filha.
c) lista.
d) amiga.
e) liberdade.

O referente da forma pronominal “-la” é “lista”, palavra presente no mesmo período.


Letra c.
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GRAMÁTICA
Gramática em Exercícios – Instituto AOCP
Bruno Pilastre

023. (INSTITUTO AOCP/EBSERH/MÉDICO/2016)


Zygmunt Bauman: Estamos isolados em rede?
“As relações humanas não são mais espaços de certeza, tranquilidade e conforto espiritual.
Em vez disso, transformaram-se numa fonte prolífica de ansiedade. Em lugar de oferecerem
o ambicionado repouso, prometem uma ansiedade perpétua e uma vida em estado de alerta.
Os sinais de aflição nunca vão parar de piscar, os toques de alarme nunca vão parar de soar.”
- Zygmunt Bauman
Em tempos líquidos, a crise de confiança traz consequências para os vínculos que são cons-
truídos. Estamos em rede, mas isolados dentro de uma estrutura que nos protege e, ao mesmo
tempo, nos expõe. É isso mesmo?
O sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em seu livro Medo líquido, diz que estamos fragilizan-
do nossas relações e, diante disso, nos contatamos inúmeras vezes, seja qual for a ferramen-
ta digital que usamos, acreditando que a quantidade vai superar a qualidade que gostaría-
mos de ter.
Bauman diz que, nesses tempos líquidos modernos, os homens precisam e desejam que seus
vínculos sejam mais sólidos e reais. Por que isso acontece? Seriam as novas redes de relacio-
namento que são formadas em espaços digitais que trazem a noção de aproximação? Talvez
sim, afinal a conexão com a rede, muitas vezes, se dá em momentos de isolamento real. O
sociólogo, então, aponta que, quanto mais ampla a nossa rede, mais comprimida ela está no
painel do celular. “Preferimos investir nossas esperanças em ‘redes’ em vez de parcerias, es-
perando que em uma rede sempre haja celulares disponíveis para enviar e receber mensagens
de lealdade”, aponta ele.
E já que as novas sociabilidades, aumentadas pelas pequenas telas dos dispositivos móveis,
nos impedem de formar fisicamente as redes de parcerias, Bauman diz que apelamos, então,
para a quantidade de novas mensagens, novas participações, para as manifestações efusivas
nessas redes sociais digitais. Tornamo-nos, portanto, seres que se sentem seguros somente
se conectados a essas redes. Fora delas os relacionamentos são frágeis, superficiais, “um ce-
mitério de esperanças destruídas e expectativas frustradas”.
A liquidez do mundo moderno esvai-se pela vida, parece que participa de tudo, mas os habi-
tantes dessa atual modernidade, na verdade, fogem dos problemas em vez de enfrentá-los.
Quando as manifestações vão para as ruas, elas chamam a atenção porque se estranha a for-
mação de redes de parceria reais. “Para vínculos humanos, a crise de confiança é má notícia.
De clareiras isoladas e bem protegidas, lugares onde se esperava retirar (enfim!) a armadura
pesada e a máscara rígida que precisam ser usadas na imensidão do mundo lá fora, duro e
competitivo, as ‘redes’ de vínculos humanos se transformam em territórios de fronteira em que
é preciso travar, dia após dia, intermináveis conflitos de reconhecimento.”
(http://www.fronteiras.com/artigos/zygmunt-bauman-estamos-isolados -em-rede)

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GRAMÁTICA
Gramática em Exercícios – Instituto AOCP
Bruno Pilastre

Em “[...] apelamos, então, para a quantidade de novas mensagens, novas participações, para
as manifestações efusivas nessas redes sociais digitais. Tornamo-nos, portanto, seres que se
sentem seguros somente se conectados a essas redes. Fora delas os relacionamentos são
frágeis, superficiais, “um cemitério de esperanças destruídas e expectativas frustradas” [...]”, o
termo em destaque se refere:
a) às novas mensagens.
b) às novas participações.
c) às manifestações efusivas.
d) às redes sociais digitais.
e) às expectativas frustradas.

O referente da forma pronominal (de + elas) está presente no período anterior: se conectados
a “essas redes” (sociais digitais).
Letra d.

024. (INSTITUTO AOCP/ITEP-RN/AGENTE/2018) Cuidar de idoso não é só cumprir tarefa, é


preciso dar carinho e escuta
Cláudia Colluci
A maior taxa de suicídios no Brasil se concentra entre idosos acima de 70 anos, segundo da-
dos recentes divulgados pelo Ministério da Saúde. São 8,9 mortes por 100 mil pessoas, contra
5,5 por 100 mil entre a população em geral. Pesquisas anteriores já haviam apontado esse gru-
po etário como o de maior risco. Abandono da família, maior grau de dependência e depressão
são alguns dos fatores de risco.
Em se tratando de idosos, há outras mortes passíveis de prevenção se o país tivesse políticas
públicas voltadas para esse fim. Ano passado, uma em cada três pessoas mortas por atrope-
lamento em São Paulo tinha 60 anos ou mais. Pessoas mais velhas perdem reflexos e parte da
visão (especialmente a lateral) e da audição por conta da idade.
Levando em conta que o perfil da população brasileira mudará drasticamente nos próximos
anos e que, a partir de 2030, o país terá mais idosos do que crianças, já passou da hora de
governos e sociedade em geral encararem com seriedade os cuidados com os nossos velhos,
que hoje somam 29,4 milhões (14,3% da população).
Com a mudança do perfil das famílias (poucos filhos, que trabalham fora e que moram longe
dos seus velhos), faltam cuidadores em casa. Também são poucos os que conseguem ban-
car cuidadores profissionais ou casas de repouso de qualidade. As famílias que têm idosos
acamados enfrentam desafios ainda maiores quando não encontram suporte e orientação nos
sistemas de saúde.

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GRAMÁTICA
Gramática em Exercícios – Instituto AOCP
Bruno Pilastre

Recentemente, estive cuidando do meu pai de 87 anos, que se submeteu à implantação de um


marca-passo. Após a alta hospitalar, foi um susto atrás do outro. Primeiro, a pressão arterial
disparou (ele já teve dois infartos e carrega quatro stents no coração), depois um dos pontos
do corte cirúrgico se rompeu (risco de infecção) e, por último, o braço imobilizado começou a
inchar muito (perigo de trombose venosa). Diante da recusa dele em ir ao pronto atendimento,
da demora de retorno do médico que o assistiu na cirurgia e sem um serviço de retaguarda
do plano de saúde ou do hospital, a sensação de desamparo foi desesperadora. Mas essas
situações também trazem lições. A principal é a de que o cuidado não se traduz apenas no
cumprimento de tarefas, como fazer o curativo, medir a pressão, ajudar no banho ou preparar a
comida. Cuidado envolve, sobretudo, carinho e escuta. É demonstrar que você está junto, que
ele não está sozinho em suas dores.
Meu pai é um homem simples, do campo, que conheceu a enxada aos sete anos de idade. Aos
oito, já ordenhava vacas, mas ainda não conhecia um abraço. Foi da professora que ganhou
o primeiro. Com o cultivo da terra, formou uma família, educou duas filhas. Lidar com a terra
continua sendo a sua terapia diária. É onde encontra forças para enfrentar o luto pelas mortes
da minha mãe, de parentes e de amigos. É onde descobre caminhos para as limitações que a
idade vai impondo (“não consigo mais cuidar da horta, então vou plantar mandioca”).
Ouvir do médico que só estará liberado para suas atividades normais em três meses foi um
baque para o meu velho. Ficou amuado, triste. Em um primeiro momento, dei bronca (“pai, a
cirurgia foi um sucesso, custa ter um pouco mais de paciência?”). Depois, ao me colocar no lu-
gar desse octogenário hiperativo, que até dois meses atrás estava trepado em um abacateiro,
podando-o, mudei o meu discurso (“vai ser um saco mesmo, pai, mas vamos encontrar coisas
que você consiga fazer no dia a dia com o aval do médico”).
Sim, envelhecer é um desafio sob vários pontos de vista. Mas pode ficar ainda pior quando os
nossos velhos não contam com uma rede de proteção, seja do Estado, da comunidade ou da
própria família.
Os números de suicídio estão aí para ilustrar muito bem esse cenário de abandono, de solidão.
Uma das propostas do Ministério da Saúde para prevenir essas mortes é a ampliação dos Cen-
tros de Atenção Psicossocial (Caps). A presença desses serviços está associada à diminuição
de 14% do risco de suicídio. Essa medida é prioritária, mas, em se tratando da prevenção de
suicídio entre idosos, não é o bastante.
Mais do que diagnosticar e tratar a depressão, apontada como um dos mais importantes fa-
tores desencadeadores do suicídio, é preciso que políticas públicas e profissionais de saúde
ajudem os idosos a prevenir/diminuir dependências para que tenham condições de sair de
casa com segurança, sem o risco de morrerem atropelados ou de cair nas calçadas intransitá-
veis, que ações sociais os auxiliem a ter uma vida de mais interação na comunidade. E, princi-
palmente, que as famílias prestem mais atenção aos seus velhos. Eles merecem chegar com
mais dignidade ao final da vida.
Adaptado de <http://www1.folha.uol.com.br/ colunas/claudiacollucci/ 2017/ 09/1921719-cuidar-de-idoso-
-nao-e-so-cumprir-tarefa-e-preciso-dar-carinho-e-escuta.shtml 26/09/2017> . Acesso em: 6 dez. 2017.

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GRAMÁTICA
Gramática em Exercícios – Instituto AOCP
Bruno Pilastre

Em relação às afirmações a seguir, assinale a alternativa correta.


a) No trecho “É onde encontra forças para enfrentar o luto [...]”, retirado do 6º parágrafo, o ter-
mo em destaque se refere à lida com a terra.
b) No trecho “Diante da recusa dele em ir ao pronto atendimento [...]”, retirado do 5º parágrafo,
o termo em destaque se refere ao médico que realizou a cirurgia do pai da autora.
c) No trecho “Recentemente, estive cuidando do meu pai de 87 anos [...]”, retirado do 5º pará-
grafo, o termo em destaque se refere à cuidadora de idosos e ao pai dela.
d) No trecho “Pesquisas anteriores já haviam apontado esse grupo etário como o de maior ris-
co.”, retirado do 1º parágrafo, o termo em destaque se refere a idosos entre 60 e 70 anos de idade.
e) No trecho “Diante [...] da demora de retorno do médico que o assistiu na cirurgia [...]”, retirado
do 5º parágrafo, o termo em destaque se refere ao idoso tio da autora do texto.

O referente do termo “onde” está no parágrafo imediatamente anterior: “Lidar com a terra con-
tinua sendo a sua terapia diária.”
Nas demais alternativas, há erros na correlação entre o termo referente e o termo referido:
b) “Dele” retoma “o pai”.
c) O termo “meu” se refere à “autora” do texto.
d) O pronome “esse” retoma “idosos acima de 70 anos”.
e) O pronome “o” faz referência ao pai da autora.
Letra a.

025. (INSTITUTO AOCP/CÂMARA DE MARINGÁ-PR/ASSISTENTE/2017/ADAPTADA)


Texto 1
Longe é um lugar que existe?
Voamos algum tempo em silêncio, até que finalmente ele disse: “Não entendo muito bem o que
você falou, mas o que menos entendo é o fato de estar indo a uma festa.”
— Claro que estou indo à festa. — respondi. — O que há de tão difícil de se compreender nisso?
Enfim, sem nunca atingir o fim, imaginando-se uma Gaivota sobrevoando o mar, viajar é sentir-
-se ainda mais pássaro livre tocado pelas lufadas de vento, contraponto, de uma ave mirrada
de asas partidas numa gaiola lacrada, sobrevivendo apenas de alpiste da melhor qualidade e
água filtrada. Ou ainda, pássaros presos na ambivalência existencial... fadado ao fracasso ou
ao sucesso... ao ser livre ou viver presos em suas próprias armadilhas...
Fica sob sua escolha e risco, a liberdade para voar os ventos ascendentes; que pássaro quer
ser; que lugares quer sobrevoar; que viagem ao inusitado mais lhe compraz. Por mais e mais,
qual a serventia dessas asas enormes, herança genética de seus pais e que lhe confere enor-
me envergadura? Diga para quê serve? Ao primeiro sinal de perigo, debique e pouse na cerca
mais próxima. Ora, não venha com desculpas esfarrapadas e vamos dona Gaivota, espante a

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preguiça, bata as asas e saia do ninho! Não tenha medo de voar. Pois, como é de conhecimento
dos “Mestres dos ares e da Terra”, longe é um lugar que não existe para quem voa rente ao céu
e viaja léguas e mais léguas de distância com a mochila nas costas, olhar no horizonte e os
pés socados em terra firme.
Longe é a porta de entrada do lugar que não existe? Não deve ser, não; pois as Gaivotas saco-
dem a poeira das asas, limpam os resquícios de alimentos dos bicos e batem o toc-toc lá.
Fonte:<http://www.recantodasletras.com.br/contosdefantasia/6031227> . Acesso em: 21 Jun, 2017

Na oração “As investigações iniciais ocorrem aqui e, na hora que a criança tem alta, a investi-
gação tem continuidade na cidade onde ela reside”, o pronome pessoal “ela” funciona como
elemento coesivo, retomando o sintagma:
a) “a gente”.
b) “esse município”.
c) “a criança”.
d) “a investigação”
e) “na cidade”.

O referente do pronome “ela” é “a criança”. Observe a concordância em gênero (feminino) e em


número (singular).
Letra c.

(INSTITUTO AOCP/UFPB/ASSISTENTE/2019/ADAPTADA) Profissões do futuro: como a tecno-


logia está transformando o mercado de trabalho?
Os avanços da tecnologia, historicamente, são um dos motores que impulsionam as transfor-
mações no mercado de trabalho. Isso porque, com novas ferramentas e novos processos, o
papel dos funcionários se modifica dentro das empresas. Com ciclos de mudanças cada vez
mais curtos, o que podemos esperar do futuro do trabalho?
Quando pensamos em futuro do trabalho é fato presumir que as atividades relacionadas à tec-
nologia e ao mundo digital terão grande impacto no que diz respeito a novas profissões. Nesse
sentido, novas e mais funções poderão surgir a partir de cientistas ou engenheiros de dados,
especialistas em cloud computing, designer de realidade aumentada, entre outros.
De maneira geral, a tecnologia vai impactar todos os setores da economia, desde a área de
saúde, ciências humanas até o setor de serviços. Se você já está com medo de perder seu
emprego para uma máquina, saiba que o profissional do futuro precisa ser altamente especia-
lizado, desenvolver habilidades de adaptação, empatia e principalmente criatividade para pro-
por soluções a problemas ainda não conhecidos. Quanto antes se começar, melhor. O futuro
já está aí.

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Julgue (Certo ou Errado) as afirmativas a seguir:

026. (INSTITUTO AOCP/UFPB/ASSISTENTE/2019/ADAPTADA) Em “Quanto antes se come-


çar, melhor.”, o pronome está associado a um verbo na voz reflexiva.

Não há ideia de reflexividade. Na verdade, há ideia de indeterminação.


Errado.

027. (INSTITUTO AOCP/UFPB/ASSISTENTE/2019/ADAPTADA) Em “Com novas ferramen-


tas e novos processos, o papel dos funcionários se modifica dentro das empresas.”, o sujeito
é composto.

O sujeito da forma “se modifica” (uma passiva sintética) é “o papel”. Portanto, não se trata de
uma forma composta (pois não possui mais de um núcleo).
Errado.

028. (INSTITUTO AOCP/UFPB/ASSISTENTE/2019/ADAPTADA) Em “[...] é fato presumir que


as atividades relacionadas à tecnologia e ao mundo digital terão grande impacto [...]”, o “que”
é pronome relativo e exerce a função sintática de complemento nominal.

Na oração em destaque, a forma “que” é conjunção integrante introdutora de oração subordi-


nada substantiva.
Errado.

029. (INSTITUTO AOCP/UFPB/ASSISTENTE/2019/ADAPTADA) Em “Os avanços da tecno-


logia, historicamente, são um dos motores que impulsionam as transformações no mercado
de trabalho.”, as vírgulas isolam o aposto e separam duas orações coordenadas assindéticas.

As vírgulas em “, historicamente,” não separam aposto, visto se tratar de um termo adverbial


(morfologicamente). Para ser aposto, o elemento deve ter natureza substantiva (além de, se-
manticamente, compartilhar referência com um outro termo substantivo).
Errado.

030. (INSTITUTO AOCP/UFPB/ASSISTENTE/2019/ADAPTADA) Em “Nesse sentido, novas e


mais funções poderão surgir [...]”, o uso da vírgula é obrigatório, pois separa um adjunto adver-
bial curto antecipado.

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Em casos de adjunto adverbial deslocado de curta extensão (menos de três palavras) para o
início da sentença, a vírgula não é obrigatória.
Errado.

(INSTITUTO AOCP/UFPB/ASSISTENTE/2019/ADAPTADA)
TEXTO 1
O vento gemera durante o dia todo e a chuva fustigara as janelas com tal fúria que mesmo ali,
no coração da grande Londres feita de homens, éramos obrigados a afastar a mente da rotina
da vida por um instante e reconhecer a presença daquelas grandes forças elementares que
gritam para a humanidade através das grades de sua civilização, como animais indomáveis
numa jaula. À medida que a noite se fechava, a tempestade ficava mais intensa e mais ruidosa;
na chaminé, o vento chorava e soluçava como uma criança.
Considerando o texto, julgue (Certo ou Errado) as seguintes afirmações:

031. (INSTITUTO AOCP/UFPB/ASSISTENTE/2019/ADAPTADA) Em “À medida que a noite


se fechava, a tempestade ficava mais intensa e mais ruidosa [...]”, o uso da vírgula é facultativo.

A expressão “À medida que a noite se fechava” é um termo adjunto deslocado para o início da
sentença. Por ser de grande extensão, deve ser marcado, na escrita, por vírgula.
Errado.

032. (INSTITUTO AOCP/UFPB/ASSISTENTE/2019/ADAPTADA) Pode-se substituir a vírgula


pelo ponto e vírgula no trecho “À medida que a noite se fechava, a tempestade ficava mais
intensa e mais ruidosa [...]”, a fim de marcar uma pausa longa entre as orações intercaladas.

O sinal ponto e vírgula deve ser adotado quando as orações possuem maior independência se-
mântica, mantendo ainda relação coesiva próxima. No caso em análise, isso não ocorre, dado
que o termo marcado pela vírgula é adjunto e não possui independência semântica.
Errado.

033. (INSTITUTO AOCP/PREF. NOVO HAMBURGO-RS/ARQUITETO/2020) O plural de “lu-


gar-comum” é
a) lugares-comuns.
b) lugares-comum.
c) lugar-comuns.
d) lugar-comum, havendo somente a flexão na palavra que acompanha a expressão.
e) lugars-comuns.
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Nos compostos formados por substantivo-adjetivo, AMBOS OS ELEMENTOS VARIAM: luga-


res-comuns.
Letra a.

034. (INSTITUTO AOCP/PREF. NOVO HAMBURGO-RS/ARQUITETO/2020) Assinale a alter-


nativa que reescreve adequadamente a frase “O importante é que ela conseguiu sair de lá [...]”,
preservando-lhe o sentido.
a) A saída dela foi importante lá.
b) É importante que ela saia daqui.
c) Importa ela sair dali.
d) O fato de ela ter saído de lá é importante.
e) Lá, ela conseguiu sair.

Na sentença original (O importante é que ela conseguiu sair de lá), a classificação adequada
da expressão “que ela conseguiu sair de lá” é a de subordinada substantiva predicativa. A nova
estrutura, então, não necessariamente deve manter a forma [O IMPORTANTE + V.L. + PREDI-
CATIVO DO SUJEITO]. O que se pede é a reescritura que preserva o sentido. Isso é realizado
por (d). Nas demais reescritas, há mudança de sentido – especialmente no uso da forma “lá”.
Letra d.

035. (INSTITUTO AOCP/PREF. NOVO HAMBURGO-RS/ARQUITETO/2020) A oração em des-


taque, em “Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta.
Ainda que seja mentira.”, estabelece com as demais uma relação de
a) adição.
b) oposição.
c) concessão.
d) conclusão.
e) condição.

A estrutura possui valor de concessão: o que se expressa em “Ainda que seja mentira.” Tem
valor adversativo, mas não é capaz de anular o que se diz anteriormente.
Letra c.

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036. (INSTITUTO AOCP/PREF. NOVO HAMBURGO-RS/ARQUITETO/2020) Assinale a alter-


nativa em que o acento grave indicativo de crase seja mantido ao substituir a palavra em desta-
que, no trecho: “Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.”.
a) Indivíduos.
b) Seres.
c) Indivíduo.
d) Criaturas.
e) Sujeitos.

A única condição imposta pela questão é a seguinte: a palavra nova deve ser FEMININA! Ape-
nas “criaturas” é de gênero feminino (e, portanto, a adequada). As demais são de gênero mas-
culino (inadequadas para ocorrerem precedidas de “à”).
Letra d.

(INSTITUTO AOCP/PREF. NOVO HAMBURGO-RS/ARQUITETO/2020/ADAPTADA) Sobre a for-


mação e a função da palavra em destaque em “A sozinhez (esquece essa palavra que inventei
agora sem querer) é inevitável.”, julgue o que se afirma a seguir (Certo ou Errado):

037. (INSTITUTO AOCP/PREF. NOVO HAMBURGO-RS/ARQUITETO/2020/ADAPTADA) O


sufixo -ez permite que seja nomeada uma qualidade, a partir do adjetivo “sozinho”, assim como
ocorre em “polidez”.

O valor semântico do sufixo derivacional “-ez” é de nomear uma qualidade, como “a mesqui-
nhez” (qualidade do que é mesquinho).
Certo.

038. (INSTITUTO AOCP/PREF. NOVO HAMBURGO-RS/ARQUITETO/2020/ADAPTADA) A


criação do vocábulo é inadequada, visto que já existe o adjetivo “solidão” para caracterizar
pessoas solitárias.

Como indicado pelo texto citado pela banca, trata-se de uma palavra criada. Essa criação ocor-
re para fins expressivos, possuindo validade discursivo-estética.
Errado.

039. (INSTITUTO AOCP/PREF. NOVO HAMBURGO-RS/ARQUITETO/2020/ADAPTADA) O


sufixo -ez indica origem, significando aquele que vem de um local solitário, tal como ocorre em
“francês”.

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GRAMÁTICA
Gramática em Exercícios – Instituto AOCP
Bruno Pilastre

O valor semântico do sufixo derivacional “-ez” é de nomear uma qualidade, como “a mesqui-
nhez” (qualidade do que é mesquinho). Observe que o morfema é registrado com “z”, não com
“s”. Em “francês”, o “-ês” é sufixo derivacional formador de gentílicos.
Errado.

040. (INSTITUTO AOCP/PREF. NOVO HAMBURGO-RS/ARQUITETO/2020/ADAPTADA) As-


sinale a alternativa em que a utilização do sinal de pontuação esteja INCORRETA.
a) “Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes con-
sequências.”
b) “A realidade, Maria, é louca.”
c) “A corrida terminou! Mas quem ganhou?”
d) “[…] eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.”
e) “Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca.”

Nas alternativas (b), (c), (d) e (e), a pontuação está empregada corretamente. Em (a), no entan-
to, emprega-se incorretamente a vírgula para separar uma oração sindética aditiva que possui
sujeito em comum.
Letra a.

041. (INSTITUTO AOCP/PREF. NOVO HAMBURGO-RS/ARQUITETO/2020/ADAPTADA) As-


sinale a alternativa que analisa corretamente a função sintática de “Dinah” no trecho “Fala a
verdade, Dinah: você já comeu um morcego?”.
a) Sujeito que pratica a ação de falar.
b) Vocativo para quem o discurso é dirigido.
c) Sujeito que pratica a ação de comer.
d) Palavra que complementa o sentido do verbo “falar”, completando seu sentido.
e) Palavra que complementa o sentido do nome “verdade”.

O termo “Dinah” é um vocativo, exercendo função discursiva de chamamento.


Letra b.

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042. (INSTITUTO AOCP/PREF. NOVO HAMBURGO-RS/ARQUITETO/2020/ADAPTADA) So-


bre os conectivos em destaque no excerto que segue, assinale a alternativa correta.
“Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do
sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou
apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.”
a) Ambos têm função explicativa.
b) A primeira ocorrência estabelece uma relação de causa; a segunda, de consequência.
c) A primeira ocorrência estabelece uma relação de conclusão; a segunda, de explicação.
d) A primeira ocorrência estabelece uma relação de explicação; a segunda, de conclusão.
e) Ambos tem função conclusiva.

Na primeira ocorrência, a conjunção “pois” tem valor CONCLUSIVO (ocorre após o verbo da
oração coordenada).
Na segunda ocorrência, a conjunção “pois” possui valor EXPLICATIVO (note que está antes do
verbo da oração coordenada).
Letra c.

(INSTITUTO AOCP/PREFEITURA DE BETIM-MG/TÉCNICO/2020/ADAPTADA)


Em relação à função morfológica e textual das palavras destacadas nos seguintes trechos,
julgue as afirmativas.

043. (INSTITUTO AOCP/PREFEITURA DE BETIM-MG/TÉCNICO/2020/ADAPTADA) No tre-


cho “Uma latrina a dez passos do cinamomo.”, o termo em destaque é um adjetivo, pois carac-
teriza a palavra “passos”.

É preciso observar o artigo antecedendo a palavra “cinamomo” (de + o cinamomo). Se há arti-


go, o termo subsequente será um substantivo.
Errado.

044. (INSTITUTO AOCP/PREFEITURA DE BETIM-MG/TÉCNICO/2020/ADAPTADA) Em “A


velha queria retornar ao lugar onde havia nascido [...]”, o termo destacado é um advérbio, visto
que indica uma circunstância de lugar.

Trata-se de uma forma relativa do tipo locativa, equivalendo a “em que”: “o lugar em que ha-
via nascido”.
Errado.

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045. (INSTITUTO AOCP/PREFEITURA DE BETIM-MG/TÉCNICO/2020/ADAPTADA) Em “A


notícia espalhou-se como um acontecimento improvável.”, o termo destacado é um verbo de-
rivado de “acontecer”.

Não é verbo, pois temos um artigo indefinido masculino singular: um acontecimento. Além
disso, a morfologia é nominal.
Errado.

046. (INSTITUTO AOCP/PREFEITURA DE BETIM-MG/TÉCNICO/2020/ADAPTADA) Em “Du-


rante muito tempo, teve um apelido: a flagelada.”, o termo destacado funciona como um nume-
ral ordinal.

A interpretação adequada do termo é a de determinante: especifica que se trata de um apelido


específico, particular (especificado pelo aposto que segue o sinal de dois-pontos). Assim, tra-
ta-se de um artigo definido masculino singular.
Errado.

047. (INSTITUTO AOCP/PREFEITURA DE BETIM-MG/TÉCNICO/2020/ADAPTADA) Na se-


quência “Desse ponto de observação, podia-se enxergar um enorme vazio.”, o termo em desta-
que é um substantivo, caracterizado pelo adjetivo “enorme”.

A análise é adequada: trata-se de um substantivo modificado pela forma adjetiva “enorme”.


Certo.

048. (INSTITUTO AOCP/PREFEITURA DE BETIM-MG/TÉCNICO/2020/ADAPTADA) Em


“Num final de semana de fevereiro, a casa foi erguida.”, a vírgula foi utilizada para
a) demonstrar uma adversidade.
b) isolar orações que dependem uma da outra para terem sentido completo.
c) demarcar um aposto explicativo, pois se informa quando a casa foi erguida.
d) sinalizar um adjunto adverbial de tempo que não obedece à ordem direta da frase, visto que
aparece no início.
e) separar orações independentes, as quais possuem sentido completo isoladamente.

A expressão “Num final de semana de fevereiro” é um termo adjunto deslocado para o início
da sentença (isto é, fora da ordem direta). Por ser de grande extensão, deve ser marcado, na
escrita, por vírgula. A alternativa (d) está correta, portanto.
Letra d.
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049. (INSTITUTO AOCP/PREFEITURA DE BETIM-MG/TÉCNICO/2020/ADAPTADA) O termo


em destaque, no trecho “Não se contava, porém, quando havia perdido tudo.”, NÃO poderia ser
substituído, sem alteração de sentido, por
a) contudo.
b) todavia.
c) portanto.
d) entretanto.
e) no entanto.

A conjunção “porém” é adversativa. Também são adversativas as conjunções “contudo”, “toda-


via”, “entretanto” e “no entanto”. A conjunção “portanto” é conclusiva, não podendo equivaler (e
substituir) a uma conjunção adversativa.
Letra c.

050. (INSTITUTO AOCP/PREF. BETIM-MG/ANALISTA/2020) No trecho “Leve sua garrafa


reutilizável”, o vocábulo “reutilizável” funciona como
a) advérbio.
b) adjetivo.
c) substantivo.
d) verbo.
e) interjeição.

O termo “reutilizável” caracteriza o substantivo “garrava” e pode sofrer flexão (Lave suas garra-
fas reutilizáveis). Com isso, temos a segurança para classificá-lo como um adjetivo.
Letra b.

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GABARITO
1. b 18. b 35. c
2. b 19. a 36. d
3. d 20. c 37. C
4. e 21. a 38. E
5. d 22. c 39. E
6. e 23. d 40. a
7. e 24. a 41. b
8. b 25. c 42. c
9. c 26. E 43. E
10. c 27. E 44. E
11. e 28. E 45. E
12. d 29. E 46. E
13. c 30. E 47. C
14. e 31. E 48. d
15. a 32. E 49. c
16. d 33. a 50. b
17. c 34. d

Bruno Pilastre
Doutor em Linguística pela Universidade de Brasília. É autor de obras didáticas de Língua Portuguesa
(Gramática, Texto, Redação Oficial e Redação Discursiva). Pela Editora Gran Cursos, publicou o “Guia
Prático de Língua Portuguesa” e o “Guia de Redação Discursiva para Concursos”. No Gran Cursos Online,
atua na área de desenvolvimento de materiais didáticos (educação e popularização de C&T/CNPq: http://
lattes.cnpq.br/1396654209681297).

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