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Tiro Final PRF

Professor: Érico Palazzo


1) O princípio da individualização da pena destina-se ao juiz, que deve cominar
pena específica ao caso concreto, levando em consideração as especificidades de
cada pessoa e de cada fato. Esse princípio, portanto, não se destina ao Poder
Legislativo.
2) O princípio da lesividade prevê que o Direito Penal só pode incidir sobre
condutas que atentam contra valores fundamentais dos indivíduos e da sociedade.
3) O princípio da insignificância é aplicável ao crime de estelionato, cumpridos os
seguintes requisitos: mínima ofensividade da conduta, nenhuma periculosidade
social da ação, reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e
inexpressividade da lesão jurídica provocada.
4) (CESPE - 2015 - TCE-RN – Auditor) Julgue o item a seguir, referentes à lei penal no
tempo e no espaço e aos princípios aplicáveis ao direito penal.

A revogação de um tipo penal pela superveniência de lei descriminalizadora


alcança também os efeitos extrapenais de sentença condenatória penal.
Código Penal

Lei penal no tempo


Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar
crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença
condenatória.
Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-
se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada
em julgado.
5) A lei penal retroage para beneficiar o réu, inclusive em relação a crimes
permanentes e continuados.
6) (CESPE - 2012 - TJ-AL)

Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, sendo


irrelevante o lugar onde ocorreu o resultado.
Código Penal

Tempo do crime
Art. 4º - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda
que outro seja o momento do resultado.

Lugar do crime
Art. 6º - Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou
omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se
o resultado.
7) As leis temporária e excepcional são autorrevogáveis e terão efeito ultrativo,
podendo o inquérito policial ser instaurado após o término do prazo de vigência
das referidas leis.
8) (CESPE - 2013 - PC-DF - Escrivão de Polícia) Considere a seguinte situação
hipotética.

A bordo de um avião da Força Aérea Brasileira, em sobrevoo pelo território


argentino, Andrés, cidadão guatemalteco, disparou dois tiros contra Daniel, cidadão
uruguaio, no decorrer de uma discussão. Contudo, em virtude da inabilidade de
Andrés no manejo da arma, os tiros atingiram Hernando, cidadão venezuelano que
também estava a bordo. Nessa situação, em decorrência do princípio da
territorialidade, aplicar-se-á a lei penal brasileira.
9) (CESPE / CEBRASPE – 2004 – PF) No item a seguir, é apresentada uma situação
hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada.

Um cidadão sueco tentou matar o presidente do Brasil, que se encontrava em visita


oficial à Suécia. Nessa hipótese, o crime praticado não ficará sujeito à lei brasileira.
Lei penal no espaço
Extraterritorialidade § 1º - Nos casos do inciso I, o agente é punido segundo a lei
Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no brasileira, ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro.
estrangeiro: § 2º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depende
I - os crimes: do concurso das seguintes condições:
a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República; a) entrar o agente no território nacional;
b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito b) ser o fato punível também no país em que foi praticado;
Federal, de Estado, de Território, de Município, de empresa
pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira
instituída pelo Poder Público; autoriza a extradição;
c) contra a administração pública, por quem está a seu d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí
serviço; cumprido a pena;
d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro
no Brasil; motivo, não estar extinta a punibilidade, segundo a lei mais
II - os crimes: favorável.
a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a (...)
reprimir; Pena cumprida no estrangeiro
b) praticados por brasileiro;
Art. 8º - A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no
c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, Brasil pelo mesmo crime, quando diversas, ou nela é computada,
mercantes ou de propriedade privada, quando em território quando idênticas.
estrangeiro e aí não sejam julgados.
10) João, brasileiro, residente em Senegal, cometeu crime de roubo no território
senegalês, conduta essa tipificada tanto no Brasil quanto em Senegal. Antes do fim
das investigações, João fugiu e retornou ao território brasileiro. Nessa situação, a
lei brasileira pode ser aplicada ao crime praticado por João em Senegal.
11) (CESPE - 2018 - SEFAZ-RS - Assistente Administrativo Fazendário) Em relação a crime
culposo, assinale a opção correta.
a) O agente de conduta culposa assume o risco do resultado produzido por sua conduta.
b) A conduta culposa é dirigida à prática de um fim ilícito.
c) O agente com culpa consciente prevê, mas não aceita, a superveniência do resultado de
sua conduta.
d) O agente de crime culposo não tem previsibilidade objetiva do resultado de sua
conduta.
e) A conduta negligente admite, em regra, tentativa no crime culposo.
12) (CESPE - 2013 - TCU - Auditor Federal de Controle Externo)

Um crime é enquadrado na modalidade de delito tentado quando, ultrapassada a


fase de sua cogitação, inicia-se, de imediato, a fase dos respectivos atos
preparatórios, tais como a aquisição de arma de fogo para a prática de planejado
homicídio.

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Código Penal
Art. 14 - Diz-se o crime:
Crime consumado
I - consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal;
Tentativa
II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à
vontade do agente.
Pena de tentativa
Parágrafo único - Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena
correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços.
Tentativa
Elementos

1) Prática de atos executórios (início da execução)


2) Não consumação por circunstâncias alheias à vontade do agente
3) Dolo voltado para a consumação do delito
4) Resultado possível
Iter Criminis
Iter criminis

Atos Atos
Cogitação Consumação Exaurimento
preparatórios executórios

Fase interna Fase externa


13) (CESPE - 2014 - TJ-DFT - Juiz de Direito Substituto - adaptada) Em cada uma das
opções seguintes, é apresentada uma situação hipotética, seguida de uma assertiva
a ser julgada à luz dos institutos da tentativa e da consumação delitiva.

Jorge foi detido, em sua residência, pela polícia, na posse de carro cuja numeração
do chassi ele havia adulterado para posterior venda. Nessa situação, Jorge deve ser
responsabilizado pela prática de tentativa de estelionato.
14) (CESPE - 2015 - TRE-RS - Analista Judiciário – Administrativa) Um agente alvejou vítima
com disparo e, embora tenha iniciado a execução do ilícito, não exauriu toda a sua
potencialidade lesiva ante a falha da arma de fogo empregada, fugindo do local do crime
em seguida. Nessa situação hipotética, a atitude do agente configura
a) tentativa perfeita ou crime falho, pois a execução foi concluída, mas o crime não se
consumou.
b) arrependimento eficaz, uma vez que ele, após ter esgotado todos os meios de que
dispunha, evitou que o resultado acontecesse.
c) crime impossível por absoluta ineficácia do meio empregado para a realização do crime
visado.
d) tentativa imperfeita, pois ele não conseguiu praticar todos os atos executórios
necessários à consumação, por interferência externa.
e) a desistência voluntária, pois ele, voluntariamente, desistiu de prosseguir na execução.
Iter Criminis
Iter criminis

Atos Atos
Cogitação Consumação Exaurimento
preparatórios executórios

Fase interna Fase externa


15) (CESPE - 2017 - TRF - 1ª REGIÃO - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador
Federal) Acerca da antijuridicidade e das causas de exclusão no direito penal, julgue
o item subsequente.

O consentimento do ofendido é uma excludente de antijuridicidade e poderá ser


manifestado antes, durante ou depois da conduta do agente.
Código Penal
Exclusão de ilicitude
Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o fato:
I - em estado de necessidade;
II - em legítima defesa;
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.
Excesso punível
Parágrafo único - O agente, em qualquer das hipóteses deste artigo, responderá
pelo excesso doloso ou culposo.
16) (CESPE - 2009 - PC-RN - Escrivão de Polícia Civil) Um menor de idade, ao passar por uma
casa e perceber que uma mangueira estava repleta de frutas, resolveu invadir a propriedade
no intuito de consumir algumas mangas. No momento em que estava saciando a fome, o
proprietário avistou o ocorrido e, com o objetivo de proteger seu patrimônio, efetuou disparo
em direção ao rapaz, causando-lhe a morte. Nessa situação, a conduta do proprietário
caracteriza
a) crime contra a pessoa.
b) conduta atípica.
c) exercício regular de direito.
d) legítima defesa.
e) inexigibilidade de conduta diversa.
17) Policial rodoviário federal que, em troca de tiros com assaltante, erra o disparo
e vem a causar a morte de um terceiro inocente que passava pelo local estará
acobertado pela legítima defesa própria.
18) (CESPE - 2010 - ABIN - Oficial Técnico de Inteligência - Área de Direito)
Considere a seguinte situação hipotética.
Ana estava passeando com o seu cão, da raça pitbull, quando, por descuido, o
animal soltou-se da coleira e atacou uma criança. Um terceiro, que passava pelo
local, com o intuito de salvar a vítima do ataque, atingiu o cão com um pedaço de
madeira, o que causou a morte do animal. Nessa situação hipotética, ocorreu o que
a doutrina denomina de estado de necessidade agressivo.
19) (CESPE - 2006 - Caixa – Advogado)

O erro de tipo é aquele que recai sobre os elementos ou circunstâncias do tipo,


excluindo-se o dolo e, por consequência, a culpabilidade.
20) Breno Tobias, funcionário público, enfermeiro, trabalha em hospital público e
tem como função aplicar vacinas na população. Ocorre que, no dia 03/02/2021, na
intenção de aplicar uma vacina contra a COVID-19 na paciente Rute, Breno
confunde os frascos e aplica outra substância, a qual vem a gerar a morte
instantânea de Rute por envenenamento. Diante da situação apresentada, julgue
os itens a seguir:

Breno Tobias incorreu em erro de tipo e poderá ser responsabilizado pelo


homicídio doloso ou culposo, a depender de seu grau de culpa na conduta.
21) Breno Tobias, funcionário público, enfermeiro, trabalha em hospital público e
tem como função aplicar vacinas na população. Ocorre que, no dia 03/02/2021, na
intenção de aplicar uma vacina contra a COVID-19 na paciente Rute, Breno
confunde os frascos e aplica outra substância, a qual vem a gerar a morte
instantânea de Rute por envenenamento. Diante da situação apresentada, julgue
os itens a seguir:

Se constatado que o erro cometido por Breno foi evitável, ele deverá ser
responsabilizado pelo crime de homicídio culposo qualificado pelo emprego de
veneno.
22) Situação hipotética: Rafaela Rocha, maior imputável, efetua disparos contra
Rony Alves e, acreditando que ele se encontra morto em virtude dos disparos,
lança seu corpo ao mar. Entretanto, a perícia demonstra que a vítima estava viva
quando teve o corpo lançado ao mar e que, na verdade, morreu asfixiada.
Assertiva: Neste caso houve erro de tipo acidental, na modalidade aberratio delicti.
23) (CESPE - 2018 - EBSERH – Advogado) Com referência à lei penal no tempo, ao
erro jurídico-penal, ao concurso de agentes e aos sujeitos da infração penal, julgue
o item que se segue.

Situação hipotética: Um agente, com a livre intenção de matar desafeto seu,


disparou na direção deste, mas atingiu fatalmente pessoa diversa, que se
encontrava próxima ao seu alvo. Assertiva: Nessa situação, configurou-se o erro
sobre a pessoa e o agente responderá criminalmente como se tivesse atingido a
pessoa visada.

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24) (CESPE - 2018 - STM - Analista Judiciário - Área Judiciária) Acerca dos institutos
do erro de tipo, do erro de proibição e do concurso de pessoas, julgue o item
subsequente.

O erro de proibição evitável exclui a culpabilidade.


25) (CESPE - 2011 - PC-ES - Delegado de Polícia – Específicos) Acerca das
disposições constitucionais e legais aplicáveis ao processo penal, julgue os itens a
seguir.

O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; e, se evitável, poderá


diminuí-la, de um sexto a um terço. Tal modalidade de erro, segundo a doutrina
penal brasileira, pode ser classificada adequadamente como erro de tipo e pode,
em circunstâncias excepcionais, excluir a culpabilidade pela prática da conduta.
Teoria do Erro
Se inevitável, Se evitável,
No que consiste invencível ou vencível ou Previsão legal
escusável inescusável
Erro sobre o mundo Exclui o dolo e Permite a Art. 20, CP – “O erro sobre elemento
dos fatos, sobre um a culpa punição por constitutivo do tipo legal de crime
Erro de tipo elemento do tipo culpa, se exclui o dolo, mas permite a punição
penal houver por crime culposo, se previsto em lei.”
previsão legal
Erro sobre a Exclui a Diminui a Art. 21, CP – “O desconhecimento da
Erro de ilicitude do fato culpabilidade pena de 1/6 a lei é inescusável. O erro sobre a
proibição 1/3 ilicitude do fato, se inevitável, isenta
de pena; se evitável, poderá diminuí-la
de um sexto a um terço.”
26) (CESPE / CEBRASPE - 2003 - PC-RR - Agente Carcerário) Considerando as
disposições legais pertinentes à ilicitude, à culpabilidade e à punibilidade, julgue o
seguinte item.

O erro de proibição, a obediência hierárquica e a inimputabilidade por menoridade


penal excluem a culpabilidade.
Culpabilidade

Culpabilidade Dirimentes
• Menoridade
• Doença mental
• Imputabilidade • Desenvolvimento mental retardado e incompleto
• Embriaguez acidental completa

• Potencial consciência da • Erro de proibição inevitável


ilicitude

• Exigibilidade de conduta • Coação moral irresistível


• Obediência hierárquica a ordem não
diversa
manifestamente ilegal
27) A embriaguez culposa, ainda que completa, não torna o agente inimputável
tampouco gera diminuição de sua pena.
28) No dia 20/01/2021, Manuela Carvalho foi vítima de estelionato praticado por
agente desconhecido. No dia 20/03/2021, a polícia chegou ao conhecimento de
que o crime havia sido praticado por Armando Silva, maior imputável. Diante disso,
é correto afirmar que a decadência, causa extintiva da punibilidade, ocorrerá se
Manuela não oferecer a representação no prazo de 6 meses, contado do dia em
que veio a saber quem é o autor do crime.
29) (CESPE - 2013 - PC-BA - Investigador de Polícia)

Nos crimes contra a honra — calúnia, difamação e injúria —, o Código Penal admite
a retratação como causa extintiva de punibilidade, desde que ocorra antes da
sentença penal, seja cabal e abarque tudo o que o agente imputou à vítima.
30) (CESPE - 2018 - MPE-PI - Analista Ministerial - Área Processual) Considerando a
jurisprudência dos tribunais superiores no que se refere a ação penal pública e
privada, a crimes contra a fé pública e a crimes contra a ordem tributária, julgue o
item seguinte.

A renúncia, o perdão e a perempção extinguem a punibilidade na ação penal


privada e na ação pública condicionada a representação.
31) (CESPE - 2018 - DPE-PE - Defensor Público) Com relação à punibilidade e às causas de sua
extinção, julgue os itens a seguir
I A morte do agente extingue todos os efeitos penais, exceto a cobrança da pena de multa e
da pena alternativa pecuniária, que poderão ser cobradas dos herdeiros.
II O instrumento normativo para instrumentalizar o indulto e a anistia é o decreto
presidencial; enquanto a graça é concedida por lei.
III De acordo com o Código Penal, o recebimento de indenização pelo dano resultante do
crime caracteriza renúncia tácita ao direito de prestar queixa.
IV A retratação, prevista no Código Penal, é admitida nos casos de crimes contra a honra,
mas apenas se tratar-se de calúnia e difamação, sendo inadmissível na injúria.
V Em se tratando de crimes contra honra, o Código Penal prevê a possibilidade de retratação
exclusivamente pessoal, ou seja, ela não se comunica aos demais ofensores.
Graça e Indulto Anistia
Concedidos por ato privativo e discricionário do Concedida por lei ordinária editada pelo
Presidente da República (decreto), passível de Congresso Nacional que exclui da incidência do
delegação aos Ministros de Estado, PGR ou Direito Penal determinados fatos
AGU (art. 84, parágrafo único, CF)
Excluem somente o efeito principal da pena: a Trata-se de lei com efeitos retroativos (ex tunc) –
sanção penal. Os efeitos penais secundários exclui todos os efeitos penais (primário – ou
permanecem. secundários – reincidência), mas persistem os
efeitos civis
Crimes hediondos e equiparados não são suscetíveis de anistia, graça e indulto.
32) (CESPE - 2019 - TJ-SC - Juiz Substituto)

Situação hipotética: Um homem, em 31/12/2018, por volta das cinco horas da


madrugada, com a intenção de obter vantagem pecuniária, explodiu um caixa
eletrônico situado em um posto de combustível. Assertiva: De acordo com o STJ,
ele responderá criminalmente por furto qualificado em concurso formal impróprio
com o crime de explosão majorada.
33) (CESPE - 2015 - STJ - Analista Judiciário – Administrativa)

Situação hipotética: Paulo tinha a intenção de praticar a subtração do automóvel de


Tiago sem uso de violência. No entanto, durante a execução do crime, estando
Paulo já dentro do veículo, Tiago apareceu e correu em direção ao veículo. Paulo,
para assegurar a detenção do carro, ameaçou Tiago gravemente, conseguindo,
assim, cessar a ação da vítima e fugir com o automóvel. Assertiva: Nessa situação,
Paulo responderá pelos crimes de ameaça e furto, em concurso material.
Código Penal
Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave
ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à
impossibilidade de resistência:
Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa.

§ 1º - Na mesma pena incorre quem, logo depois de subtraída a coisa, emprega


violência contra pessoa ou grave ameaça, a fim de assegurar a impunidade do
crime ou a detenção da coisa para si ou para terceiro.
34) CESPE / CEBRASPE - 2020 - PRF - Policial Rodoviário Federal - Curso de
Formação) Ainda com relação a aspectos legais que concernem aos procedimentos
policiais, julgue o item seguinte.
Para que o crime de falsidade ideológica se configure, é necessário que o objeto da
conduta seja a inserção de declarações falsas em documentos públicos, não se
configurando esse tipo penal no caso de documentos particulares.
Código Penal
Falsidade ideológica
Art. 299 - Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia
constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser
escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre
fato juridicamente relevante:
Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o documento é público, e reclusão
de um a três anos, e multa, de quinhentos mil réis a cinco contos de réis, se o
documento é particular.
Parágrafo único - Se o agente é funcionário público, e comete o crime
prevalecendo-se do cargo, ou se a falsificação ou alteração é de assentamento de
registro civil, aumenta-se a pena de sexta parte.
35) CESPE - 2017 - TRF - 1ª REGIÃO - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador
Federal)

Situação hipotética: No curso de diligência para a citação pessoal de réu em


processo criminal, o destinatário da citação apresentou documento de identidade
de outra pessoa, em que havia substituído a fotografia original, com o objetivo de
se furtar ao ato, o que frustrou o cumprimento da ordem judicial. Assertiva: Nesse
caso, o citado praticou o crime de falsa identidade.
36) Todos os crimes contra a dignidade sexual, inclusive o assédio sexual (art. 216-
A, CP) e importunação sexual (art. 215-A, CP), são de ação penal pública
incondicionada, devendo haver a persecução penal, independentemente da
manifestação de vontade da vítima.
37) Os crimes de incêndio e explosão são punidos na modalidade dolosa.
Entretanto, ambos os delitos também são punidos a título de culpa.
Código Penal
Art. 121, § 2° Se o homicídio é cometido:
I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe;
II - por motivo futil;
III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de
que possa resultar perigo comum;
IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne
impossível a defesa do ofendido;
V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime:
VI - contra a mulher por razões da condição de sexo feminino:
VII – contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, integrantes do
sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência
dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa
condição:
Pena - reclusão, de doze a trinta anos. 57
Código Penal
Art. 122. Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou a praticar automutilação ou
prestar-lhe auxílio material para que o faça: (Redação dada pela Lei nº 13.968, de
2019)
Pena - reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos.
§ 1º Se da automutilação ou da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de
natureza grave ou gravíssima, nos termos dos §§ 1º e 2º do art. 129 deste Código:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos.
§ 2º Se o suicídio se consuma ou se da automutilação resulta morte:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos.
Código Penal
Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação
Art. 122. (...)
§ 3º A pena é duplicada:
I - se o crime é praticado por motivo egoístico, torpe ou fútil;
II - se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de
resistência.
Código Penal
Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação
Art. 122. (...)
§ 4º A pena é aumentada até o dobro se a conduta é realizada por meio da rede de
computadores, de rede social ou transmitida em tempo real.
§ 5º Aumenta-se a pena em metade se o agente é líder ou coordenador de grupo
ou de rede virtual.
Código Penal
“Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação
Art. 122. (...)
§ 6º Se o crime de que trata o § 1º deste artigo resulta em lesão corporal de
natureza gravíssima e é cometido contra menor de 14 (quatorze) anos ou contra
quem, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento
para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer
resistência, responde o agente pelo crime descrito no § 2º do art. 129 deste
Código.
§ 7º Se o crime de que trata o § 2º deste artigo é cometido contra menor de 14
(quatorze) anos ou contra quem não tem o necessário discernimento para a prática
do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, responde
o agente pelo crime de homicídio, nos termos do art. 121 deste Código.
Código Penal Brasileiro
Tráfico de pessoas
Art. 149-A. Agenciar, aliciar, recrutar, transportar, transferir, comprar, alojar ou
acolher pessoa, mediante grave ameaça, violência, coação, fraude ou abuso, com a
finalidade de:
I - remover-lhe órgãos, tecidos ou partes do corpo;
II - submetê-la a trabalho em condições análogas à de escravo;
III - submetê-la a qualquer tipo de servidão;
IV - adoção ilegal; ou
V - exploração sexual.
Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa.
Código Penal Brasileiro
Tráfico de pessoas
Art. 149-A.
§ 1o A pena é aumentada de um terço até a metade se:
I - o crime for cometido por funcionário público no exercício de suas funções ou a
pretexto de exercê-las;
II - o crime for cometido contra criança, adolescente ou pessoa idosa ou com
deficiência;
III - o agente se prevalecer de relações de parentesco, domésticas, de coabitação,
de hospitalidade, de dependência econômica, de autoridade ou de superioridade
hierárquica inerente ao exercício de emprego, cargo ou função; ou
IV - a vítima do tráfico de pessoas for retirada do território nacional.
§ 2o A pena é reduzida de um a dois terços se o agente for primário e não integrar
organização criminosa.
Código Penal
Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de
satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro: (Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018)
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o ato não constitui crime mais grave.

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Código Penal
Art. 155, § 5º - A pena é de reclusão de três a oito anos, se a subtração for de
veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o
exterior.

Art. 157, §2º, V - se a subtração for de veículo automotor que venha a ser
transportado para outro Estado ou para o exterior;
.

Roubo Circunstanciado
Art. 157, § 2º A pena aumenta-se de 1/3 (um terço) até metade:
I – (revogado);
II - se há o concurso de duas ou mais pessoas;
III - se a vítima está em serviço de transporte de valores e o agente conhece tal circunstância.
IV - se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado
ou para o exterior;
V - se o agente mantém a vítima em seu poder, restringindo sua liberdade.
VI – se a subtração for de substâncias explosivas ou de acessórios que, conjunta ou isoladamente,
possibilitem sua fabricação, montagem ou emprego.
VII - se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma branca; (Incluído pela Lei
nº 13.964, de 2019)
.

Código Penal

Art. 157, § 2º-A A pena aumenta-se de 2/3 (dois terços):


I – se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma de fogo;
II – se há destruição ou rompimento de obstáculo mediante o emprego de explosivo
ou de artefato análogo que cause perigo comum.

Art. 157, § 2º-B Se a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma de
fogo de uso restrito ou proibido, aplica-se em dobro a pena prevista no caput deste
artigo.
.

Roubo – Majorante pelo emprego de arma


Consequência Hediondo?
Roubo com A partir de 23 de janeiro de 2020, incide a majorante Aumento de pena de Não
emprego de do art. 157, §2º, inciso VII: “se a violência ou grave 1/3 a metade
arma branca ameaça é exercida com emprego de arma branca”

Roubo com A partir de 23 de abril de 2018, incide a majorante do Aumento da pena em Sim
emprego de art. 157, § 2º-A, inciso I: “se a violência ou ameaça é 2/3.
arma de fogo de exercida com emprego de arma de fogo”
calibre permitido
Roubo com A partir de 23 de janeiro de 2020, incide a majorante Aplicação da pena em Sim
emprego de do art. 157, §2º-B: “Se a violência ou grave ameaça é dobro
arma de fogo de exercida com emprego de arma de fogo de uso
calibre proibido restrito ou proibido, aplica-se em dobro a pena
ou restrito prevista no caput deste artigo.
Código Penal
Art. 171, § 5º Somente se procede mediante representação, salvo se a vítima
for: (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
I - a Administração Pública, direta ou indireta;
II - criança ou adolescente;
III - pessoa com deficiência mental; ou
IV - maior de 70 (setenta) anos de idade ou incapaz.
Código Penal
Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de
satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro: (Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018)
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o ato não constitui crime mais grave.

70
Código Penal
Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14
(catorze) anos:
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.
§ 1o Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém
que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para
a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência.
Hipóteses de vulnerabilidade

Critério etário: menores de 14 anos

São considerados
Critério biopsicológico: enfermos e doentes mentais que não
vulneráveis para fins
possuem o necessário discernimento para a prática do ato
sexuais:

Critério residual: Pessoa que, por qualquer outra causa, não


possa oferecer resistência
Código Penal

Divulgação de cena de estupro ou de cena de estupro de vulnerável, de cena de


sexo ou de pornografia (Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018)
Art. 218-C. Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender ou expor à venda,
distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio - inclusive por meio de
comunicação de massa ou sistema de informática ou telemática -, fotografia, vídeo
ou outro registro audiovisual que contenha cena de estupro ou de estupro de
vulnerável ou que faça apologia ou induza a sua prática, ou, sem o consentimento
da vítima, cena de sexo, nudez ou pornografia:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o fato não constitui crime mais grave.
Divulgação de imagem Estupro Estupro de Cena de sexo, nudez
vulnerável ou pornografia
Vítima maior de idade Art. 218-C Art. 218-C Art. 218-C
Vítima menor de idade ECA ECA ECA
Art. 240. Produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito
ou pornográfica, envolvendo criança ou adolescente: Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa.
Art. 241. Vender ou expor à venda fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou
pornográfica envolvendo criança ou adolescente: Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa.
Art. 241-A. Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio,
inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha
cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente: Pena – reclusão, de 3 (três) a 6
(seis) anos, e multa.
Art. 241-E. Para efeito dos crimes previstos nesta Lei, a expressão “cena de sexo explícito ou pornográfica”
compreende qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividades sexuais explícitas, reais ou
simuladas, ou exibição dos órgãos genitais de uma criança ou adolescente para fins primordialmente sexuais.
Código Penal
Epidemia
Art. 267 - Causar epidemia, mediante a propagação de germes patogênicos:
Pena - reclusão, de dez a quinze anos.
§ 1º - Se do fato resulta morte, a pena é aplicada em dobro. (Hediondo)
§ 2º - No caso de culpa, a pena é de detenção, de um a dois anos, ou, se resulta
morte, de dois a quatro anos.
Código Penal
Infração de medida sanitária preventiva
Art. 268 - Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução
ou propagação de doença contagiosa:
Pena - detenção, de um mês a um ano, e multa.
Parágrafo único - A pena é aumentada de um terço, se o agente é funcionário da
saúde pública ou exerce a profissão de médico, farmacêutico, dentista ou
enfermeiro.
Código Penal
Omissão de notificação de doença
Art. 269 - Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja
notificação é compulsória:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa.
Código Penal - Título X
Dos Crimes Contra a Fé Pública
Uso de documento falso
Art. 304 - Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados, a que se referem
os arts. 297 a 302:
Pena - a cominada à falsificação ou à alteração.
Código Penal - Título X
Dos Crimes Contra a Fé Pública

Falsa identidade
Art. 307 - Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em
proveito próprio ou alheio, ou para causar dano a outrem:
Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa, se o fato não constitui elemento
de crime mais grave.
Código Penal - Título X
Dos Crimes Contra a Fé Pública

Art. 308 - Usar, como próprio, passaporte, título de eleitor, caderneta de reservista ou
qualquer documento de identidade alheia ou ceder a outrem, para que dele se utilize,
documento dessa natureza, próprio ou de terceiro:
Pena - detenção, de quatro meses a dois anos, e multa, se o fato não constitui
elemento de crime mais grave.
Código Penal
Adulteração de sinal identificador de veículo automotor
Art. 311 - Adulterar ou remarcar número de chassi ou qualquer sinal identificador de
veículo automotor, de seu componente ou equipamento:
Pena - reclusão, de três a seis anos, e multa.
§ 1º - Se o agente comete o crime no exercício da função pública ou em razão dela, a
pena é aumentada de um terço.
§ 2º - Incorre nas mesmas penas o funcionário público que contribui para o
licenciamento ou registro do veículo remarcado ou adulterado, fornecendo
indevidamente material ou informação oficial.
Código Penal
Facilitação de contrabando ou descaminho
Art. 318 - Facilitar, com infração de dever funcional, a prática de contrabando ou
descaminho (art. 334):
Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa.
Código Penal
Descaminho (Lei nº 13.008/14)
Art. 334. Iludir, no todo ou em parte, o pagamento de direito ou imposto devido
pela entrada, pela saída ou pelo consumo de mercadoria
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos.
(...)
§ 3o A pena aplica-se em dobro se o crime de descaminho é praticado em
transporte aéreo, marítimo ou fluvial.
Código Penal
Contrabando (Lei nº 13.008/14)
Art. 334-A. Importar ou exportar mercadoria proibida:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 ( cinco) anos.
(...)
§ 3o A pena aplica-se em dobro se o crime de descaminho é praticado em
transporte aéreo, marítimo ou fluvial.
DESCAMINHO – Art. 334 CONTRABANDO – Art. 334-A
Iludir, no todo ou em parte, o pagamento de Importar ou exportar mercadoria proibida.
direito ou imposto devido pela entrada, pela
saída ou pelo consumo de mercadoria.

É uma espécie de crime tributário. Não se trata de crime tributário.

Bem jurídico protegido: interesse do Estado na Bem jurídico: a moralidade administrativa, a


arrecadação dos tributos. saúde e a segurança pública. Secundariamente, a
arrecadação de tributos.
Aplica-se o princípio da insignificância até R$ É inaplicável o princípio da insignificância.
20.000,00
Admite suspensão condicional do processo (a Não admite suspensão condicional do processo
pena é de 1 a 4 anos). (a pena é de 2 a 5 anos).
Tiro Final PRF
Professor: Érico Palazzo

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