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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO


PEDAGOGIA

RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO II


ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
(1º AO 5º ANO)

ORIXIMINA -PARÁ
2018
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RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO II


ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
(1º AO 5º ANO)

Relatório de Estágio apresentado ao Curso Pedagogia da


UNOPAR - Universidade Norte do Paraná, para a disciplina
de Estágio Curricular Obrigatório II – Anos Iniciais do Ensino
Fundamental (1ª ao 5ª Ano).
Orientador: profª. Vilze Vidotti, Natalia Gomes dos Santos
Tutor eletrônico: Angelita Martins Guedes
Tutor de sala: Rivanildo Monteiro Coutinho

ORIXIMINÁ- PARÁ
2018
SUMÁRIO
3

CARACTERIZAÇÃO DO CAMPO DE
ESTÁGIO .....................................................5.1
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FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICO ................................................................................14
7

INTRODUÇÃO
Este trabalho consiste no relato de Estagio Curricular Obrigatório II – Anos
Iniciais do Ensino Fundamental, da turma de Pedagogia 6º Flex 7º Semestre da
4

Universidade Norte do Paraná UNOPAR- Polo Oriximiná, que foi realizado no


período de dois a vinte de março de dois mil e dezoito, apresentando como tema
“Alfabetizar Letrando”, que fora realizado na Escola Municipal de Ensino
Fundamental - E.M.E.F. Profª Joana Bandeira Monteiro localizada na Rua 7 de
Setembro Número SN, Bairro Santa Terezinha, na cidade de Oriximiná, Estado do
Pará.
Durante o estágio foram feitas observações nas turmas de 1º ao 5º ano do
Ensino Fundamental, desde sua entrada as 7:30 hs, até sua saída as 11:30 hs, onde
foram observadas sua rotina, metodologia usada pelos professores no processo de
ensino-aprendizagem entre outros.
O presente estagio de docência nos anos iniciais do Ensino Fundamental tem
por objetivo salientar que muitas crianças que são alfabetizadas não estão letradas,
isso porque, o processo de alfabetização depende do ambiente alfabetizador a que
essa criança foi exposta. Essa Alfabetização pode ter sido apenas pela
decodificação de algum método, em que, o alfabetizador não criou desafios ou
expôs seu aprendiz a um ambiente de fato letrado. Os processos de alfabetização e
letramento devem ser trabalhados conjuntamente, ou seja, é preciso alfabetizar e
letrar.
O processo de alfabetizar, é um ato onde se aprende a ler e a escrever,
tendo nessa relação à leitura como ponto de partida, pois é através da leitura que se
ensina as relações entre letras e sons, mostrando como estas relações são
diferentes, em um sistema ortográfico, quando se parte da leitura para a escrita ou
da escrita para a leitura
Freire considera a alfabetização como a principal tarefa capaz de trazer para
si mesmo e para os outros, um novo significado: Possivelmente seja este o sentido
mais exato da alfabetização: Aprender a escrever sua vida, como autor e como
testemunha de sua história, isto é, biografar-se, existenciar-se, historizar-se
(FREIRE, 2005, p. 8).

Além disso, vem tratar da interdisciplinaridade, fator importante que deve


levar em conta o processo de alfabetização como algo que abrange muito mais do
que cada disciplina pode apresentar especificamente, pois Interdisciplinaridade é
tecer um ambiente interativo onde os participantes estão entrelaçados pelos saberes
que são capazes de produzir coletivamente. A interdisciplinaridade existe quando se
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trata de mudança de atitude, de dialogo, de parceria que se constitui exatamente na


diferença, na especificidade da ação de equipes que querem alcançar objetivos
comuns, que participam em posições diferentes num mesmo grupo dedicado a
atingir uma meta.

Segundo Fazenda (1998), um olhar interdisciplinar atento recupera a magia


das práticas, a essência de seus movimentos, e exercitar uma forma interdisciplinar
de teorizar e praticar educação demanda, antes de qualquer coisa, o exercício de
uma atitude ambígua.
Portanto, considerando os fundamentos teóricos que embasam este projeto,
nota-se que o trabalho do professor em sala de aula nesse processo de
alfabetização é de suma importância sob vários aspectos, pois, ele age como um
mediador de conhecimento, como cita CAGLIARI (1998, p. 55) “Ser um mediador é
ajudar o aprendiz a construir seu conhecimento, passando a ele as informações
adequadas, explicando o que tem de ser explicado”.

DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO CAMPO DE ESTÁGIO

O estágio curricular obrigatório II – Séries iniciais, referente ao 7º semestre do


curso de Licenciatura em Pedagogia da Unopar, foi realizado individualmente com
atividades sequenciadas, com carga horária de 100 horas as quais foram cumpridas
52 horas na Escola EMEF Professora Joana Bandeira Monteiro, no período
vespertino, na cidade de Oriximiná, estado do Pará, e outas 48 horas fora da escola.

CARACTERIZAÇÃO DO CAMPO DE ESTÁGIO

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Joana Bandeira


Monteiro está situada na zona urbana da cidade, no endereço Rua 7 de Setembro,
Número SN, Bairro Santa Terezinha, funcionando em dois turnos: Matutino com a
entrada as 7:30 e saída as 11:30, Vespertino com a entrada as 13:30 e saída as
17:30, inaugurada dia 02 de Setembro de 2002, através do decreto Nº 6.480, tendo
como representante legal, a Diretora Educacional Profª Maria de Lourdes Tavares
dos Santos. Regulamentação: Resolução nº 025/2012 - Conselho Municipal de
Educação de Oriximiná – COMEO. Níveis e Modalidades de Ensino: 1º ao 5º Ano do
Ensino Fundamental de 9 anos.
Esta instituição escolar é integrante do Sistema Municipal de Ensino e
dependente técnica e administrativa à Secretária municipal de Educação e mantida
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pela prefeitura municipal de Oriximiná. O Sistema Municipal de Ensino de Oriximiná,


referendado pelo Conselho Municipal de Educação-COMEO, define dois modelos de
organização no Ensino Fundamental I. O primeiro modelo é o Ciclo I, definido pela
Resolução 032/2012 como Fases de Ensino, classificando-as em: 1ª Fase, 2ª Fase e
3ª Fase. O segundo modelo adota as séries anuais, compreendidas pelo o 4º e 5º
ano.
A modalidade de Ensino Fundamental nas séries iniciais de 1º ao 5º Ano, com
sistema de Ciclo de Aprendizagem de 1º ao 3º e Seriado de 4º e 5º Ano. Os projetos
que a escola desenvolve são: “Projeto alfabetizando no fantástico mundo das tics”,
“Projeto brincando no mundo da leitura e da escrita”, “Projeto ideias brilhantes:
transformando lixo em arte”, “Projeto navegando nas ondas da leitura e da escrita”,
“Projeto valorizando a cultura e a história afro-brasileira e indígena”, “Projeto semana
da pátria”, “Projeto circuito de esporte e cidadania”, “Projeto sorriso bonito, dentes
saudáveis”, “Projeto de educação musical”.
A escola promove eventos como: festa da páscoa, dia das mães, sarau
junino, dia dos pais, aniversário da escola, dia das crianças, festa dos
aniversariantes e confraternização dos funcionários. Participa da Caravana da leitura
que é um projeto da Secretaria Municipal de Educação-SEMED em parceria com o
Projeto Vaga-lume e outras atividades que se apresentam enquanto oportunidades
de aprendizagem e desenvolvimento integral dos alunos.
Atualmente a escola apresenta uma matrícula efetiva de 706 alunos
distribuídos em dois turnos composto de alunos de 1ª a 3ª fase e 4º e 5º ano. A
mesma também conta com a parceria e compromisso do Conselho Escolar,
composto pelos representantes das categorias: professores, funcionários, pais,
alunos e comunidade. O serviço educacional desenvolvido na Escola Municipal de
Ensino Fundamental “Professora Joana Bandeira Monteiro” está apoiado na
estrutura educacional: Aprender a aprender a Ensinar, construir e interagir, por
acreditar que sem aprendizagem o ensino de fato não acontece.
A escola possui as seguintes dependências: 13 salas de aulas, 01 diretoria,
01 secretária, 01 sala de coordenação pedagógica, 01 sala de professores, 01 sala
de leitura e mais educação, 01 sala multifuncional para atendimento AEE, 01 sala de
informática com 17 computadores, 03 banheiros, sendo 01 masculino e outro
feminino, ambos com 04 boxes cada, e outro dos professores, 01 cozinha, 01
depósito de merenda, 01 Quadra poliesportiva coberta, 01 depósito de materiais
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esportivos e outros, O quadro funcional é composto de servidores efetivos e


concursados perfazendo um total de 49 (quarenta e nove) funcionários, sendo, 4
(quatro) agentes de alimentação, 5 (cinco) agentes de zeladoria, 3 (três) vigias, 3
(três) agentes educacionais, 1 (um) secretário formado em História e Geográfia, 2
(dois) Coordenadoras Pedagógicas formadas em Pedagogia, 2 (dois) vice-Diretoras
formadas em Pedagogia, 1 (um) Diretora formada em Pedagogia, e 28 (vinte e oito)
professores sendo, 10 (dez) formados em Pedagogia, 5 (cinco) em Ciências
Naturais, 3 (três) formados em Biologia, 2 (dois) formados em História, 2 (dois)
formados em Letras, 2 (dois) formados em Matemática, 1 (um) formado em ciências
Biológicas e 2 (dois) formados em Normal Superior. 26 (vinte e seis) regentes de
sala de aula, 2 (dois) no Atendimento Educacional Especializado-AEE.
A escola prima por uma educação de qualidade, valorizando a Inclusão, haja
vista que a mesma é uma Escola Polo atendendo alunos com deficiência AEE
(Atendimento Educacional Especializado) com uma clientela de diferentes bairros,
por isso, há um grande empenho de toda equipe escolar em desenvolver um
trabalho diferenciado e eficaz. Para isso, a equipe escolar busca formação nos
cursos de graduação, especialização, formação continuada oferecidos ou não pela
Secretaria de Educação. Além disso, a Escola também desenvolve alguns
Programas do Governo Federal como: Mais Educação e PNAIC.
A EMEF “Professora Joana Bandeira Monteiro” fundamenta sua proposta
pedagógica na Lei maior do nosso país, a Constituição Federal de 1988, na Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB 9394/96 e nos Parâmetros
Curriculares Nacionais-PCNs, as quais defendem que as Propostas Pedagógicas
das Escolas e os Currículos constantes dessas, incluirão competências básicas,
conteúdos e formas de tratamento dos conteúdos.

Tomando como ponto de partida a Lei de Diretrizes e Bases da Educação


Nacional, este Estabelecimento de Ensino se propõe a um trabalho baseado nas
diferenças individuais e na consideração das peculiaridades de seus educandos,
acreditando que os alunos desenvolvem suas capacidades de maneira heterogênea.
O Plano Político Pedagógico Educacional (P.P.P.E.) desta Instituição toma
como base a Tendência Progressista, com ênfase na Crítico Social dos Conteúdos
trabalhando com a Pedagogia de Projetos na Concepção Construtivista, voltados
para o processo ensino aprendizagem. Os projetos podem ser desenvolvidos em
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trabalhos da administração escolar, em ações de apoio ao trabalho pedagógico e em


outros aspectos do funcionamento escolar que não envolva diretamente o ensino do
aluno. Mas os projetos didáticos que envolvem o ensino e aprendizagem de
conteúdos relevantes, possibilitando a participação dos alunos, contribuem
significativamente para o desenvolvimento de habilidades e conhecimentos
indispensáveis a sua vida escolar.
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DIÁRIO DAS OBSERVAÇÕES

Escola: E.M.E.F. Profª Joana Bandeira Monteiro


Data: 06/03/2018
Local: Sala de aula
Diário de
Observaçã Hora de Início/Termino da aula: 7:30hs às 11:30hs
o Nº1
Professor (a) Regente: Ivoneide Gemaque Nunes
Nível/Ano: 1º Ano
Estagiaria: Waldenice Correa da Rocha Conceição

No primeiro dia de estagio foi feita observação em uma turma de 1º ano,


com crianças de 6 a 7 anos, que foram acolhidas pela professora na porta da sala
de aula, onde entraram e deixaram seu material, e logo após foram levadas ao
pátio da escola para se juntarem com as outras crianças do 2º e 3º ano e, todos
fizeram uma oração, cantaram um louvor e hino cívico, com toda a direção da
escola e seus devidos professores, essa atividade é feita toda segunda feira com
as turmas do 1º ao 3º ano. Em seguida retornam à sala de aula para começar os
estudos. Ao chegar na sala a professora regente fez a minha apresentação para
os alunos.

A sala de aula é bem apropriada, com cadeiras, quadro, armário, mesa do


professor, cantinho da leitura, é climatizada, enfeitada com números de 1 a 10 e 1
a 20, e o abecedário com cada letra contendo nome de Propagandas como: Ades,
Bombril, Coca-Cola, Danoninho e etc.
Às 9:00hs a turma foi liberada em fila para pegar o lanche e retornar para
a sala, antes de lanchar fizeram uma oração, logo após foram liberados para o
recreio com o intervalo de 15 minutos, depois retornaram para a sala, já no 2º
tempo houve aula de matemática e atividade da mesma, onde percebi que
algumas crianças mostravam bom entendimento e domínio do assunto que estava
sendo ensinado, já outras demonstraram dificuldades na escrita, onde foi preciso
ajuda-las segurando em suas mãos para que conseguissem escrever. Porém,
apesar de suas dificuldades, todas se demonstraram bem interessadas em
aprender, estavam bem atenciosas e empenhadas em fazer suas tarefas.
Ao final a professora corrigiu a atividade, e em seguida os alunos
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guardaram seus materiais e aguardaram a hora da saída para irem para casa
junto a seus pais ou responsáveis.

Escola: E.M.E.F. Profª Joana Bandeira Monteiro


Data: 07/03/2018
Local: Sala de aula
Diário de
Observação Hora de Início/Termino da aula: 7:30hs às 11:30hs
Nº2
Professor (a) regente: Ione Gemaque
Nível/Ano: 2º ano
Estagiaria: Waldenice Correa da Rocha Conceição
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No segundo dia as observações foram feitas em uma turma do 2º ano,


com crianças de 7 a 8 anos, que foram acolhidas pela professora na porta da sala
de aula, e cada uma foi entrando e sentando no seu lugar.

A sala de aula do 2º ano é semelhante à do 1º, contendo cantinho da


leitura, abecedário ilustrado, armário, mesa do professor e etc.
Antes de começar a aula a professora trocou cada aluno de lugar,
colocando os mais conversadores e bagunceiros para sentar nas cadeiras da
frente. No 1º momento a aula foi de matemática, onde se trabalhou os números
ordinais, e logo após a professora pediu para corrigir as atividades do caderno e
do livro didático de cada um deles. Alguns alunos apresentaram dificuldades para
copiar o assunto do quadro, e então me disponibilizei para ajudar a cada um que
estava precisando. Uma das curiosidades que chamou a nossa atenção quando
acompanhávamos os alunos foi o fato de que alguns sabiam escrever ou, pelo
menos, eles “desenhavam” o seu nome completo, mas, não identificam as letras
que o compunham, eles tinham a imagem do nome gravado na mente e assim,
apenas reproduziam, eram apenas copistas. Na maioria do tempo ficaram ociosos,
pois o intervalo de uma tarefa para outra leva muito tempo, e mesmo assim ainda
teve 2 alunos que não terminaram de copiar suas atividades, então a professora
os chamou para copiarem suas atividades em pé de frente a sua mesa, pois os
mesmos só queriam está conversando.
Após o recreio, no segundo momento a aula foi de Língua Portuguesa,
onde o assunto trabalhado foi a ortografia focada na letra M. Foram ensinadas as
silabas com a letra M, e trabalhada uma música para ensinar os sons das silabas.
Ao final da aula os alunos guardaram seu material e aguardaram o horário
de saída para irem para suas casas.

Escola: E.M.E.F. Profª Joana Bandeira Monteiro


Data: 08/03/2018
Local: Sala de aula
Diário de
Observação Hora de início/termino da aula: 7:30hs às 11:30hs
Nº3 Professor (a) regente: Raimunda Lopes
Nível/Ano: 3º
Estagiaria: Waldenice Correa da Rocha Conceição
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O terceiro dia de observação foi realizado na turma do 3º ano, com


crianças de 8 a 9 anos, e foram acolhidas pela professora na porta da sala de aula
e em seguida foram levados ao pátio da escola para o momento da oração, louvor,
cantar o hino da escola e parabenizar os aniversariantes do dia, juntas coma
direção da escola e seus devidos professores, essa atividade é feita toda quarta
feira com as turmas do 3º ao 5º ano.

Ao retornar para a sala, a professora fez a chamada e a correção do dever


que os alunos levaram, para casa. Após isso, foi feita a socialização do livro com
cada criança, fazendo a leitura de histórias diversificadas. Estes livros foram
entregues aos alunos para levarem para casa para que pudessem treinar sua
leitura. Essa leitura é feita todos os dias.
Em seguida, na volta do recreio foi feita a revisão da aula anterior de
matemática, onde se mostrou um calendário, para ensinar os dias da semana,
quantos dias tem um mês, quantos dias tem um ano, quantos meses tem um
bimestre, trimestre, e semestre, também foram trabalhados números ordinais e
números em códigos e como se lê os números ordinais. Alguns alunos
apresentaram dificuldades no momento da escrita, pois apenas reproduzem o que
a professora escreve no quadro, mas não tem domínio da escrita, foi possível
perceber que eles não conseguiam situar as semelhanças e diferenças entre as
figuras, símbolos e objetos de linguagem que apareciam nos livros e atividades
desenvolvidas no cotidiano da sala de aula. Depois disso, a professora encerrou a
aula e em seu horário de saída os alunos foram para casa.

Escola: EMEF Profª Joana Bandeira Monteiro


Data: 09/03/2018
Local: Sala de aula
Diário de
Observação Horário de início/termino da aula: 7:30hs ás 11:30hs
Nº 4 Professor (a) regente: Cristina
Nível/Ano: 4º ano
Estagiaria: Waldenice Correa da Rocha Conceição
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Ao chegar na escola os alunos do 4º ano, com crianças de 9 a 10 anos,


foram acolhidas pela professora, que em seguida os organizou em suas cadeiras
um atrás do outro. Após isso, iniciou a aula fazendo uma revisão da aula passada.
Terminando isto, passou para o assunto do dia, na disciplina de História e
Geografia cujo tema era “Conhecendo a Terra”, que estava nas páginas 12 e 13
do livro didático do aluno.

Durante a aula a professora pediu que os alunos fizessem uma leitura


coletiva do assunto, porém a metade da turma estava desapercebida e acabou
não lendo. Logo após a professora passou uma atividade sobre o planeta terra,
onde os alunos deveriam citar as características do planeta, quantas e quais suas
camadas e falar sobre a atmosfera, percebi nesse momento que a maioria deles
estavam com dificuldades de resolver a tarefa que a professora havia passado,
pois não estavam prestando atenção na hora da explicação e por isso não
entenderam nada. Logo após a professora pediu que viesse de um por um para
que ela pudesse corrigir a atividade proposta, foi então que ela se deparou com a
dificuldade de cada aluno, então foi explicar novamente o conteúdo da atividade.
Já no segundo tempo, iniciou-se a aula de matemática, onde a professora
passou uma atividade sobre as classes numerais, e sobre cálculos de adição e
subtração.
Para finalizar a aula foi feita a correção da atividade de matemática, e em
seguida chegou o horário de saída dos alunos.

Escola: EMEF Profª Joana Bandeira Monteiro


Data: 12/03/2018
Local: Sala de aula
Diário de
Observação Horário de início/termino da aula: 7:30hs ás 11:30hs
Nº5 Professor (a) regente: Paulo
Nível/Ano: 5º ano
Estagiaria: Waldenice Correa da Rocha Conceição
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O quinto dia de observações foi feito em uma turma de 5º ano, com


crianças de 10 a 11 anos que foram acolhidos pelo professor na porta da sala de
aula, que logo em seguida fez uma oração com os alunos. Após isso, pediu para
que os alunos se organizassem na fila em que estavam sentados e se
levantassem para pegar o livro de português de cada um na estante da sala de
aula para trabalhar a ortografia: ditongo, tritongo, hiato. Depois os alunos fizeram
uma leitura em conjunto, com a indagação do professor sobre a diferença das
letras na ortografia (li, lh). Exemplo: Ofélia, velha.

O professor passou também uma atividade onde os alunos deveriam


completar as palavras com (li ou lh), depois houve a correção da atividade, onde
notou-se que o professor tem pleno domínio dos conteúdos trabalhados e da
turma, pois todos os alunos da mesma estavam atenciosas as explicações do
professor, por isso puderam resolver com competência as suas atividades.
Já no segundo tempo de aula trabalhou-se o ensino Religioso, onde foi
distribuído um texto para cada aluno, falando sobre a família (vida em família),
com a leitura do texto pelos alunos, e logo em seguida cada aluno recebeu uma
cópia de um louvor do Regis Danese falando sobre família. Todos os alunos
cantaram o louvor. Por último foi feita uma atividade com o tema Família, e foi
passado um teste de Ciências para os alunos levarem para casa.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A alfabetização é uma das etapas que contribui para a evolução intelectual do


aluno, pois ao aprender a ler e escrever, a criança adquire autonomia. Esse
processo ocorre de maneira gradativa, na qual a criança vai superando as
dificuldades e avançando para as fases posteriores. Aqui destaca-se a importância
do promotor desse processo: O professor, pois a ele cabe possibilitar oportunidades
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para a promoção da efetiva aprendizagem da criança respeitando a sua


individualidade e incentivando suas potencialidades, encorajando o aluno a criar as
suas próprias hipóteses em relação ao objeto de conhecimento.
Nos últimos anos da Educação Infantil e primeiros anos do Ensino
Fundamental os alunos passam por diferentes momentos em que se deve viabilizar
o processo de alfabetização, garantindo a aquisição da linguagem e iniciação no
processo de letramento.
MOLL (1996) afirma que:

A criança que vive num ambiente estimulador vai construindo


prazerosamente seu conhecimento do mundo. Quando a escrita faz
parte de seu universo cultural também constrói conhecimento sobre a
escrita e a leitura. Ler é conhecer. Quando mais tarde ela aprender a
ler a palavra, já enriquecida por tantas leituras anteriores, apropriar-se
á de mais um instrumento de conhecimento do mundo (p.69).

Assim sendo, viver num ambiente letrado, onde são cultivadas e exercidas
práticas sociais relativas à leitura e à escrita, permite à criança desenvolver
conceitos e competências funcionais relacionados à escrita, assim como garante
que efetivamente aprendam a ler e escrever assim que entram na escola.
Ao iniciar sua vida escolar, a criança traz consigo um conhecimento que é
adquirido através da interação da mesma com as outras pessoas, ou seja, seus
conhecimentos não são adquiridos apenas através de técnicas e métodos utilizados
no espaço escolar. Essa afirmação torna-se evidente em meio à citação de Ferreiro:
“O desenvolvimento da alfabetização ocorre, sem dúvidas, em um ambiente social.
Mas as práticas sociais assim como as informações sociais, não são recebidas
passivamente pelas crianças”. (1996, p.24).
Nesse sentido, o professor deve atuar fazendo a mediação entre os
conhecimentos já trazidos pela criança de seu ambiente familiar e soma-los com os
que a mesma precisa ainda adquirir. É ao professor que cabe a tarefa de
singularizar as situações de aprendizagem, considerando todas as suas
capacidades e potencialidades e planejar as condições de aprendizagens, com base
em necessidades e ritmos individuais e características próprias.
A Alfabetização, promove à criança muito mais que conhecer o sistema de
códigos de escrita, mas a ensina a utilizar esses códigos na sociedade que a
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permeia, interpretar os aspectos referentes à sociedade em que vive e compreender


sua realidade, assim como cita Soares (2003, p.38) “aprender a ler e escrever e
fazer uso da leitura e da escrita transforma o indivíduo e o leva a um outro estado ou
condição sob vários aspectos, social, cultural, cognitivo e linguístico. ”
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN (BRASIL, 1997),
para aprender a ler, é preciso que o aluno se depare com os escritos que gostaria de
ler se soubesse ler. Que interaja com a diversidade de textos escritos, negocie o
conhecimento que já tem e o que é apresentado pelo texto, o que está diante dos
olhos e atrás e quando é ajudado e incentivado por leitores experientes. É, pois,
segundo Kleiman (2002), durante a interação que o leitor mais inexperiente
compreende o texto, e não durante a leitura em voz alta, nem durante a leitura
silenciosa, mas durante a conversa sobre aspectos relevantes do texto. Um
professor já dizia: “a tarefa principal da educação é o desenvolvimento do senso
crítico para formar os verdadeiros cidadãos” (FREIRE, 2000). Barbosa (1994, p. 88)
explica que “ler não é mais decodificar e o leitor não é mais o alfabetizado”. O leitor
é aquele para quem a cada nova leitura desloca-se e altera o significado de tudo o
que ele já leu, tornando mais profunda sua compreensão dos livros, das gentes e do
meio em que está inserido. Até então a escola não tem levado a sério a existência
da escrita diversificada e dos diversos modelos de leitura, mas continua se
preocupando exclusivamente com uma modalidade inabalável de leitura voltada
unicamente à escrita literária, à escrita dos livros. “É como se continuássemos
vivendo com a escrita encerrada nos mosteiros e não presente na rua, nas lojas, em
nossa casa” (BARBOSA, 1994, p. 88). Para tornar os alunos bons leitores, a escola
precisa adotar estratégias de leitura mais adequada à situação emergente. Terá de
mobilizar os alunos intensamente, pois aprender a ler requer um esforço a mais. A
escola precisa também convencer seus alunos a achar a leitura algo interessante,
desafiador e necessário, algo que, conquistado plenamente, dará autonomia e
independência. Uma prática de leitura que não desperte e cultive o desejo de ler não
é uma prática pedagógica eficiente. A educação transforma, permite crescer dando
um novo sentido à vida, porque “ninguém nasce feito, vamos nos fazendo aos
poucos na prática social de que nos tornamos parte” (FREIRE, 2001, p.43). Na
realidade, é na sociedade e com a sociedade que crescemos ninguém cresce
isolado.
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Alfabetizar implica conscientizar, dar valor e significado aos símbolos que


representam seu mundo, conquistando, assim, o universo das letras, palavras e
posteriormente das frases que passam a constituir seu novo universo. Para isso,
Freire utiliza o “círculo de cultura”, que constitui o universo cultural de cada sujeito.
Essa experiência tinha como proposta substituir algo maçante, isto é, aquela aula na
qual os educandos estão presentes nas carteiras apenas como depositários e não
tem autonomia. O círculo de cultura proporciona a cada educando, por meio do
diálogo, a recriação de seu mundo e de sua história. Tornando, assim, cada pessoa
um sujeito de sua construção histórica, levando em consideração sempre a própria
experiência.
Desse modo, os processos de alfabetização e letramento devem ser
trabalhados conjuntamente, ou seja, é preciso alfabetizar e letrar, pois Segundo
Soares (2004) Alfabetizar letrando ou letrar alfabetizando pela integração e pela
articulação das várias facetas do processo de aprendizagem inicial da língua escrita
é sem dúvida o caminho para superação dos problemas que vimos enfrentando
nesta etapa da escolarização; descaminhos serão tentativas de voltar a privilegiar
esta ou aquela faceta como se fez no passado, como se faz hoje, sempre resultando
no reiterado fracasso da escola brasileira em dar às crianças acesso efetivo ao
mundo da escrita (SOARES, 2004, p.12). E embasado nesse referencial se escolheu
desenvolver o tema “Alfabetizar letrando”, afim de salientar a importância de
trabalhar o Letramento e Alfabetização juntos, onde um complementa o outro no fato
de que a criança não deve ser ensinada apenas a codificar e decodificar símbolos,
mas também a ler e se identificar com os mais diversos gêneros textuais de maneira
prazerosa e natural, além de poder responder apropriadamente às necessidades
sociais da escrita e da leitura.

PLANO DE AULA PARA REGÊNCIA

Plano de Aula Nome da Escola: E.M.E.F. Profª Joana Bandeira Monteiro


Nº 1 Diretor (a): Maria de Lourdes Tavares dos Santos
Estagio (a): Waldenice Corrêa da Rocha Conceição
Professor Regente ou Supervisor de Campo: Ivoneide
Gemaque Nunes
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Ano: 2018
Período: 1º Ano
Número de Alunos:19
Data:13/03/2018

Componente
Língua Portuguesa
Curricular

Tema da Aula Gênero: Capa de Livro (Isso não é Brinquedo)

 Identificar os elementos da capa de um livro: título,


autor, editora, ilustrações, desenhos.
Objetivos
 Fazer leitura de imagem oralmente.
 Interpretar o texto em estudo.

 Conversa expositiva e dialogada e introdução do


conteúdo por meio de conhecimentos prévios dos
Síntese dos
alunos.
procedimentos
 Aprofundamento e consolidação dos conteúdos
trabalhados.

Papel Chamex, livro didático, Atividades Xerografadas,


Recursos Giz de Cera, Quadro Branco, Pincel para Quadro Branco,
Material do aluno.

A avaliação será de forma continua por meio de


observação e registros, considerando com critérios como
Avaliação a atenção, entendimento, interesse e desenvolvimento
individual e coletivo do discente nas atividades
desenvolvidas.

PLANO DE AULA PARA REGÊNCIA

Nome da Escola: E.M.E.F. Profª Joana Bandeira


Monteiro
Plano de Aula
Diretor (a): Maria de Lourdes Tavares dos Santos
Nº 2
Estagio (a): Waldenice Corrêa da Rocha Conceição
19

Professor Regente ou Supervisor de Campo: Ivoneide


Gemaque Nunes
Ano: 2018
Período: 1º Ano
Número de Alunos:19
Data: 14/03/2018
Componente
Matemática
Curricular:

Tema: Números e Outros Códigos


 Desenvolver a habilidade de interpretar e produzir
escritas numéricas.
 Levantar hipóteses sobre a escrita numérica com
Objetivos:
base na observação de regularidades, utilizando-se
da linguagem oral ou escrita e de registros
informais.
 Aula expositiva dialogada e introdução do conteúdo
por meio do conhecimento prévio dos alunos.

Síntese dos  Numa roda de conversa propor a cantiga popular


Procedimentos: “Dez Indiozinhos” para que cantem, interpretem, e
produzam escritas numéricas, levantando
hipóteses sobre elas.
Papel Chamex, Atividades Xerografadas, Giz de Cera,
Recursos:
Quadro Branco, Pincel para Quadro Branco.
A Avaliação será de forma continua por meio de
observações e registros, considerando os critérios
Avaliação: como atenção, entendimento, interesse e
desenvolvimento individual e coletivo do discente nas
atividades desenvolvidas.
PLANO DE AULA PARA REGÊNCIA

Nome da Escola: E.M.E.F. Profª Joana Bandeira Monteiro

Plano de Aulas Diretor (a): Maria de Lourdes Tavares dos Santos


Estagio (a): Waldenice Corrêa da Rocha Conceição
Nº 3
Professor Regente ou Supervisor de Campo: Ivoneide
Gemaque Nunes
20

Ano: 2018
Período: 1º Ano
Número de Alunos: 19
Data: 15/03/2018
Componente
Língua Portuguesa
Curricular:
Tema da Aula Conversas e Palavras em Jogo

 Aprender a ouvir, observando quando é a vez do


colega falar.
 Aprender a se expressar oralmente, apontando no
Objetivos
desenho quais foram as suas ideias.
 Refletir sobre o sistema alfabético de maneira mais
lúdica.

Síntese dos  Conversa informal


procedimentos  Exposição e exploração das formas da letra I.

Quadro branco, Pincel para quadro branco, Papel


Recursos
Chamex, Giz de Cera.

A avaliação dar-se-á de forma contínua por meio de


observações e registros. Serão considerados os índices
de desenvolvimento do aluno nas aulas, seu empenho
em participar das atividades de expressão oral e escrita,
Avaliação
e outras atividades realizadas, bem como na
compreensão dos conteúdos abordados; o
comportamento respeitoso do educando em seu
relacionamento com os colegas e o professor.

PLANO DE AULA PARA REGÊNCIA

Plano de Aulas Nome da Escola: E.M.E.F. Profª Joana Bandeira Monteiro

nº 4 Diretor (a): Maria de Lourdes Tavares dos Santos


Estagio (a): Waldenice Corrêa da Rocha Conceição
Professor Regente ou Supervisor de Campo: Ivoneide
Gemaque Nunes
21

Ano: 2018
Período: 1º Ano
Número de Alunos: 19
Data: 16/03/2018
Componente
Matemática
Curricular:
Tema da Aula Numeral e Quantidade

 Revisar a escrita numérica de números naturais de 0


a 10 e relacionar a quantidade do valor
correspondente.
Objetivos
 Explorar conceito matemático relacionado a contagem
de números.
 Agrupar elementos segundo sua quantidade.

 Conversa expositiva, aplicação e resolução de


atividades xerografadas revisando o conteúdo
Síntese dos
numeral e quantidade estudada na aula anterior.
procedimentos
 Correção e analises dos erros e acertos da atividade
executada.
Atividades xerografadas, quadro branco, pincel para
Recursos
quadro.
A Avaliação será de forma continua por meio de
observações e registros, considerando os critérios como
Avaliação atenção, entendimento, interesso, e desenvolvimento
individual e coletivo do discente nas atividades
desenvolvidas.

PLANO DE AULA PARA REGÊNCIA

Nome da Escola: E.M.E.F. Profª Joana Bandeira Monteiro


Diretor (a): Maria de Lourdes Tavares dos Santos
Plano de Aulas Estagio (a): Waldenice Corrêa da Rocha Conceição
nº 5 Professor Regente ou Supervisor de Campo: Ivoneide
Gemaque Nunes
Ano: 2018
22

Período: 1º Ano
Número de Alunos: 19
Data: 19/03/2018

Componente
Língua Portuguesa
Curricular

Tema da Aula Quando as vogais se encontram


 Rever conhecimentos adquiridos sobre o estudo das
vogais.
Objetivos  Identificar e ler encontros vocálicos.
 Perceber que a mesma letra possui outro som quando
se usa o til.
 Revisão dos estudos das vogais e encontros
vocálicos por meio do cartaz do alfabeto fixado na
sala de aula, alfabeto móvel, etc.;
Síntese dos
 Aplicação e resolução de atividades Xerografadas
procedimentos
para fixar o conteúdo abordado.
 Correção e análises dos erros e acertos das
atividades executadas.
Quadro branco, Pincel para quadro branco, Atividades
Recursos
xerografadas, Papel chamex, Cola, Giz de cera.
Será avaliada a participação, e interesse dos alunos na
execução de suas atividades diárias, visando o
Avaliação
desenvolvimento e a aprendizagem em cada conteúdo
trabalhado em sala de aula.

PLANO DE AULA PARA REGÊNCIA

Nome da Escola: E.M.E.F. Profª Joana Bandeira Monteiro


Diretor (a): Maria de Lourdes Tavares dos Santos
Estagio (a): Waldenice Corrêa da Rocha Conceição
Plano de Aulas
Professor Regente ou Supervisor de Campo: Ivoneide
nº 6 Gemaque Nunes
Ano: 2018
Período: 1º Ano
23

Número de Alunos: 19
Data: 20/03/2018
Componente
Matemática
Curricular

Tema da Aula Ideia de Quantidade

 Desenvolver a habilidade de estimar a quantidade de


elementos de uma coleção e posteriormente, usar a
contagem na verificação da razoabilidade da
Objetivos estimativa.
 Conhecer dezena e identificá-la como grupo de dez
elementos.
  Compreender a utilização dos números.

 Aula expositiva e introdução do conteúdo por meio

Síntese dos dos conhecimentos prévios dos alunos.


procedimentos  Estabelecer aproximações com algumas noções
matemáticas presentes no seu cotidiano.

Recursos Quadro branco, Pincel para quadro branco.

A Avaliação dar-se-á de forma contínua por meio de


observações e registros, onde serão considerados os
Avaliação índices de desenvolvimento do aluno nas aulas, seu
empenho em participar das atividades de expressão oral
e escrita, e outras atividades realizadas.

DIÁRIO DE REGÊNCIA

Escola: E.M.E.F. Profª Joana Bandeira Monteiro


Data: 13/03/2018
Diário de Loca: Sala de Aula
Regência
Hora de Início/Término da aula 07:30 ás 11:30
Nº 1
Professor (a) Regente: Ivoneide Gemaque Nunes
Nível/Ano: 1º Ano
24

Estagiário (a) Waldenice Corrêa da Rocha Conceição

No primeiro dia de Regencia, ao chegar na sala, a professora regente me


apresentou aos discentes, que foram muito receptivos comigo, e em seguida, foi
sentar-se na cadeira de trás para a observação, e me passou o comando da
turma. Antes de iniciar o conteúdo, pedi aos alunos que se organizassem em fila
para ir à área da escola para fazer o rito semanal, onde se faz uma oração, canta-
se louvores, o hino da escola, hino cívico, e logo depois retornamos à sala.

Ao iniciar a aula, na disciplina de Língua Portuguesa, sobre a tematica


“Gênero: Capa de livro”, cujo conteúdo está no livro didático do aluno, mostrei aos
alunos a imagem com a capa do livro “ Isso não é brinquedo”, os ajudei a
identificar os elementos da capa, como o nome do autor, as ilustrações, o título,
etc. Eles tiveram dificuldade para identificar tais elementos, não sabendo
responder as perguntas feitas sobre os mesmos.
Foi feita uma roda de conversa, para fazer a leitura do livro, que fala sobre
uma menina que usava determinados objetos como brinquedo, e sua mãe a
repreendia por isso. Depois passei uma atividade, onde os alunos deveriam fazer
um desenho de um objeto que poderia virar um brinquedo. A maioria se mostrou
confusa, não sabendo o que desenhar, nesse momento precisei intervir, ajudando
um a um, dando algumas ideias sobre o que eles poderiam desenhar. Passei
também uma atividade onde eles deveriam imaginar e desenhar que brinquedo
uma vassoura pode virar. Nessa parte, a maioria também teve dificuldades, e
apenas alguns tiveram ideias, e souberam usar a imaginação.
O final da aula, corrigi todas as suas atividades, e então ficamos
aguardando a hora da saída.

DIÁRIO DE REGÊNCIA

Escala: E.M.E.F. Profª Joana Bandeira Monteiro


Data: 14/03/2018
Diário de Local: Sala de Aula
Regência
Hora de Início/Término da aula 07:30 ás 11:30
Nº 2
Professor (a) Regente: Ivoneide Gemaque Nunes
Nível/Ano: 1º Ano
25

Estagiário (a) Waldenice Corrêa da Rocha Conceição

No segundo dia ministrei a disciplina de Matemática, com o tema


“Números e outros códigos”, onde trabalhei com os alunos o uso do calendário,
ajudando-os a identificar a data de seu aniversário, e a sua idade.

Pedi que representassem sua idade no caderno de maneiras diferentes,


ou da maneira que soubessem, e depois os orientei a trocar suas atividades com
algum colega para um momento de interação, e para saberem se tinham a mesma
idade.
Depois, pedi que desenhassem um bolo com a quantidade de velinhas
que deverá ter em seu próximo aniversario. Todos tiveram bom desempenho
durantes estas atividades.
Por último corrigi as atividades, e esperei junto a eles o momento da
saída.

DIÁRIO DA REGÊNCIA

Escala: E.M.E.F. Profª Joana Bandeira Monteiro


Data:15/03/2018

Diário de Local: Sala de Aula

Regência Hora de Início/Término da aula 07:30 ás 11:30


Nº 3 Professor (a) Regente: Ivoneide Gemaque Nunes
Nível/Ano: 1º Ano
Estagiário (a) Waldenice Corrêa da Rocha Conceição
26

No terceiro dia de regência na disciplina de Língua Portuguesa, trabalhei


com eles o uso da letra I, seus sons e sua grafia; foi feita uma conversa informal
explicando como surgiu a letra I e que ela era representada pelo desenho de uma
mão pelos egípcios, e que os antigos chamavam de “mão” de iod, daí I, passei
também algumas atividades.
Primeiro copiei algumas palavras incompletas no quadro, e pedi que eles
completassem em seu caderno com a letra I, depois escrevi nomes de pessoas e
pedi que eles circulassem os nomes que começam com a letra I. Pedi também
que identificassem a letra I no alfabeto, dizendo qual sua antecessora e qual sua
sucessora.
Em todas as atividades, os alunos mostraram bom desempenho, apesar
de suas dificuldades. Quando todos terminaram, corrigi as atividades, e percebi
que a maioria conseguiu resolver da maneira correta.
Por fim, pedi que guardassem seu material e esperassem a hora da saída.

DIÁRIO DAS REGÊNCIA

Escala: E.M.E.F. Profª Joana Bandeira Monteiro


Data: 16/03/2018

Diário de Local: Sala de Aula

Regência Hora de Início/Término da aula 07:30 ás 11:30


nº 4 Professor (a) Regente: Ivoneide Gemaque Nunes
Nível/Ano: 1º Ano
Estagiário (a) Waldenice Corrêa da Rocha Conceição

No quarto dia, foi feita uma conversa expositiva dialogada sobre o


assunto, e logo após, passei atividades para eles aplicarem na pratica o
conteúdo abordado sobre numeral e quantidade.

Na atividade, pedi aos alunos que completassem as sequencias com


números de 1 a 10, depois que contassem do 1 ao 10, de trás para a frente, e
por fim, ensinei a eles uma brincadeira com os nomes populares dos dedos das
mãos, afim de orienta-los a contar de 1 a 10 em seus dedos.
Durante as atividades, os alunos se mostraram bem empenhados,
27

compreenderam o assunto, e aplicaram de maneira correta.


Ao final da aula, corrigi as atividades de cada um, e os liberei, no horário
devido, para a saída.

DIÁRIO DA REGÊNCIA

Escala: E.M.E.F. Profª Joana Bandeira Monteiro


Data: 19/03/2018
Diário de Local: Sala de Aula
Regência Hora de Início/Término da aula 07:30 ás 11:30
Nº 5 Professor (a) Regente: Ivoneide Gemaque Nunes
Nível/Ano: 1º Ano
Estagiário (a) Waldenice Corrêa da Rocha Conceição

No quinto dia de regência foi trabalhado a disciplina de língua portuguesa,


onde foi feita a revisão dos estudos das vogais, escrevi no quadro as vogais em
ordens alternadas, depois pedi que todos fizessem reconhecimento através da
leitura em voz alta, e todos tiveram bom desempenho e eficácia, sabendo
reconhecer as vogais de maneira correta.

Em seguida, revisei também o estudo de encontros vocálicos, por meio


dos “Cartazes do Alfabeto”, que estão nas paredes da sala de aula, e fiz aplicação
de atividades xerografadas abordando o assunto estudado no dia, sendo, estudo
das vogais e encontros vocálicos. Após isso, fiz a correção da atividade,
identificando quais os erros e acertos, e onde tiveram maior desempenho, afim de
ajuda-los a reconhecer suas dificuldades, e melhorar seu conhecimento.
Por fim, pedi para que os alunos guardassem seus materiais e
esperassem o horário de saída.

DIÁRIO DE REGÊNCIA

Escala: E.M.E.F. Profª Joana Bandeira Monteiro


28

Data: 20/03/2018
Local: Sala de Aula
Diário de Hora de Início/Término da aula 07:30 ás 11:30
Regência
Professor (a) Regente: Ivoneide Gemaque Nunes
Nº 6
Nível/Ano: 1º Ano
Estagiário (a) Waldenice Corrêa da Rocha Conceição

No sexto e último dia, trabalhei a disciplina de Matemática, com o tema


“Ideia de Quantidade”, onde passei para os alunos atividades acerca do assunto.

Primeiro pedi que eles escrevessem o número 10 de maneiras diferentes


como em números e palavras, ou em outras representações para que
relembrassem as noções de quantidades, a maioria soube resolver a atividade de
maneira eficaz, em seguida mostrei a eles uma imagem onde deveriam identificar
quantos chapéus de festa que haviam na mesma, alguns tiveram certa dificuldade
na hora de contar, porem todos se empenharam bastante, e conseguiram resolver
a atividade.
Por último, corrigi a atividade com eles e juntos identificamos erros e
acertos, e todos conseguiram melhorar seu conhecimento sobre o assunto.
Ao final da aula, pedi que guardassem seu material e me despedi de um
por um com um delicioso abraço, e depois todos foram para suas casas com seus
pais.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
29

Acredito que a realização do Estágio no ensino Fundamental – Anos iniciais -


contribuiu amplamente para amenizar o problema de alguns alunos que possuem
maiores dificuldades de leitura no 1° ano, além de contribuir com os demais,
aumentando sua formação. Com a realização deste, pude engrandecer minha
experiência para futura pedagoga que tão breve serei. Foi possível também
observar que as crianças assimilaram bem a proposta das atividades oferecidas,
onde mesmo com suas dificuldades tiveram bastante empenho em aprender,
treinaram a leitura oral, buscaram aperfeiçoar seus conhecimentos e compreender a
grafia correta das palavras que foram trabalhadas. Além de compreender o
verdadeiro sentido de coletividade, colaborando com os colegas que possuíam
maior dificuldade e que com certeza irá contribuir para uma melhoria dentro e fora
do espaço escolar.
Quanto as observações realizadas em referência a estrutura física da escola
e a disponibilidade de materiais, para atividades em geral, a escola possui bons
materiais. O quadro de educadores é dinâmico, trabalham de forma coletiva, unidos
na busca de uma melhora constante da educação para formar cidadãos conscientes
de seus direitos e deveres com qualidade de vida digna.
A experiência adquirida em sala de aula, fez com que de agora em diante, eu
compreenda melhor as teorias da educação. Ao estudar, posso associar a teoria
com a pratica. Ou seja, posso ver o processo de ensino-aprendizagem por outro
ângulo, agora vivenciando-o em sala de aula, percebendo também que o professor
deve estar em constante formação, pois o mundo se transforma a cada dia.
Portanto, o estágio é uma contribuição para enriquecer a futura pratica
pedagógica, é uma fase onde os conhecimentos adquiridos, servirão para auxiliar a
docência e também uma valiosa experiência que deverá ser utilizada em todo o
decorrer do curso.

REFERENCIAS
30

BARBOSA, José Juvêncio. Alfabetização e leitura. São Paulo: Cortez, 1994.


BORGATTO. Ana Maria Trinconi Ápis: letramento e alfabetização / Ana
Maria Borgatto, Trinconi Ápis, Borgatto, Terezinha Costa Hashimoto Bertin, Vera
Lúcia de Carvalho Marchezi, - 2 ed. São Paulo; Ática, 2014.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa. Brasília:
MEC/SEF, 1997.
CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetizando sem o ba-be-bi-bo-bu. Ed. Scipione.
São Paulo. 1998.
FAZENDA, Ivani (org). Didática e interdisciplinaridade. Campinas, SP:
Papirus, 1998.
FERREIRO, Emilia. Alfabetização em Processo. São Paulo: Cortez, 1996.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Cortez, 2000.

_________ 1921-1997. Política e educação: ensaios/Paulo Freire. -5. Ed.


Editora Afiliada - São Paulo, Cortez, 2001. (Coleção Questões de Nossa Época;
v.23).
_________ Pedagogia do Oprimido, 43 ª ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra,
2005.
KLEIMAN, A. Oficina de Leitura: teoria e prática. 2. ed. São Paulo: Pontes,
2002.
MOLL, Jaqueline. Alfabetização possível: reinventando o ensinar e o
aprender. Porto Alegre: Ed. Mediação, 1996.
SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 2. ed. Belo
Horizonte: Autêntica, 2003.

__________ Alfabetização e letramento, caminhos e descaminhos. Pátio,


nº. 29. Ano VII, editora Artes Médicas Sul Ltda, 2004.