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MANUAL DO

PROFESSOR

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PROJETO DE VIDA
MANUAL DO PROFESSOR

PROJETO DE VIDA
ENSINO MÉDIO

2 0 6 2 0 8
ISBN 978-85-418-2746-1

2 900002 062083 Gabriel Medina Maria Clara Wasserman

INT_VIDA_LP_PNLD21_CAPA_DIVULGA.indd 2 30/10/20 17:35


MANUAL DO PROFESSOR

PROJETO DE VIDA
ENSINO MÉDIO

Gabriel Medina
Psicólogo pela Universidade São Marcos (USM/SP).
Professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).
Analista de projetos educativos em fundação do terceiro setor.
Coordenador Municipal de Juventude da Secretaria Municipal de Direitos
Humanos e Cidadania (SMDHC) da Prefeitura de São Paulo.
Secretário Nacional de Juventude do Governo Federal da Secretaria
de Governo da Presidência da República.
Presidente do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve).

Maria Clara Wasserman


Licenciada e Mestra em História pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Especialista em História da Música pela Escola de Música e Belas Artes
do Paraná (EMBAP).
Professora da rede pública e da rede particular. Professora, pesquisadora
e coordenadora de organizações não governamentais.
Autora de obras didáticas e paradidáticas.

São Paulo, 1ª edição, 2020

VIDA_JP_LP_PNLD21_FRONTIS.indd 1 2/20/20 1:56 PM


Jovem Protagonista
Projeto de Vida
© SM Educação
Todos os direitos reservados

Direção editorial M. Esther Nejm


Gerência editorial Cláudia Carvalho Neves
Gerência de design e produção André Monteiro
Edição executiva Valéria Vaz
Edição: Gabriel Careta, Thais Ogassawara (Triolet)
Produção editorial Triolet Editorial & Publicações
Coordenação de design Gilciane Munhoz
Design: Andréa Dellamagna
Coordenação de arte Ulisses Pires, Daniela Fogaça Salvador (Triolet)
Editores de arte: Igor Aoki (Triolet), Julia Nakano (Triolet)
Preparação e revisão de texto Alexander Barutti, Ana Paula Chabaribery, Celia da Silva Carvalho, Érika Finati, Gloria Nancy
Gomes da Cunha, Helaine Naira Albuquerque Barboza, Lara Milani, Marcia Rodrigues
Nunes, Marise Leal, Miriam dos Santos, Patrícia Cordeiro, Renata Tavares, Simone Garcia
Coordenação de iconografia Josiane Laurentino, Daniela Baraúna (Triolet)
Capa Gilciane Munhoz
Ilustração de capa: Estúdio Barca
Projeto gráfico Megalo Identidade, Comunicação e Design,
Andreza Moreira (Manual do Professor)

Fabricação Alexander Maeda


Impressão

Em respeito ao meio ambiente, as Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


folhas deste livro foram produzidas com (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
fibras obtidas de árvores de florestas
plantadas, com origem certificada. Medina, Gabriel
Jovem protagonista : projeto de vida : ensino médio /
Gabriel Medina, Maria Clara Wasserman. — 1. ed. —
São Paulo : Edições SM, 2020.

ISBN 978-85-418-2741-6 (aluno)


ISBN 978-85-418-2746-1 (professor)

1. Autoconhecimento 2. Educação — Finalidades e


objetivos 3. Empreendedorismo (Ensino médio) 4. Ensino
médio — Programas de atividades 5. Identidade social
6. Projeto de vida — protagonismo juvenil e perspectivas
I. Wasserman, Maria Clara. II. Título.

20-33002 CDD-373
Índices para catálogo sistemático:
1. Projeto de vida : Protagonismo juvenil : Ensino médio 373

Iolanda Rodrigues Biode — Bibliotecária — CRB-8/10014


1a edição, 2020

SM Educação
Rua Tenente Lycurgo Lopes da Cruz, 55
Água Branca 05036-120 São Paulo SP Brasil
Tel. 11 2111-7400
atendimento@grupo-sm.com
www.grupo-sm.com/br

JP_PROJ_VIDA_PNLD21_INICIAIS_002_LA.indd 2 07/02/20 09:58


Apresentação
Cara aluna, caro aluno,
A experiência de vivenciar o Ensino Médio é desafiadora. Ao mesmo tempo
em que você está concluindo a última etapa da Educação Básica, também
é cobrado(a) a definir o que fará no futuro, o que estudará, qual profissão
escolherá, como colaborará com a comunidade e a sociedade, etc.
Este livro tem o objetivo de auxiliar você em uma série de descobertas
relacionadas ao seu planejamento para o futuro. Esperamos que ele o(a)
ajude a se conhecer melhor, explorar suas competências e habilidades,
refletir sobre formas de exercer um papel ativo na sociedade e realizar
suas escolhas de forma crítica e responsável.
Portanto, você e seus colegas serão convidados a refletir, por meio de
textos, imagens, atividades e vivências diversas, sobre a construção de seus
projetos de vida. Essas reflexões contribuirão para o aprofundamento de
seu autoconhecimento, para expansão e para a exploração de suas poten-
cialidades e relações e para o planejamento de seu futuro.
O projeto de vida é um eixo que integra todas as áreas de conhecimento
e suas experiências dentro e fora da escola. Dessa maneira, você será capaz
de, no presente, planejar o seu futuro, aproveitando as oportunidades e
fazendo a diferença!

Os autores

(003_007)SM_PROJ_VIDA_INICIAIS.indd 3 10/02/20 09:25


Conheça seu livro

skyNext/iStock/Getty Images
MÓDULO 1
A U T O C O N H E C I M E N T O

Abertura do módulo Quem sou eu:


autoconhecimento,
Este livro é dividido em três módulos. Cada trajetória e
um deles aborda um aspecto relacionado à potencialidades
T
oda jornada começa em algum lugar. O trajeto de seu projeto de vida

construção de seu projeto de vida. não é exceção. Para saber quem queremos ser é preciso, inicialmente,
compreender quem somos. O ponto de partida de sua jornada, portanto,
será o autoconhecimento, ou seja, o conhecimento sobre si mesmo.
Conhecer a si mesmo não é uma tarefa nova e tem se mostrado uma
preocupação recorrente entre seres humanos em diversos momentos da

A abertura de cada módulo traz uma reflexão


história. Tampouco é uma tarefa simples, que pode ser resolvida facilmente
da noite para o dia. Olhar para si requer tempo, paciência e disposição.
É com base no autoconhecimento que podemos refletir sobre aquilo
que gostamos e desgostamos, nossas vontades, nossos sonhos e as ferra-
mentas de que dispomos para realizá-los.

inicial acerca do tema que será desenvolvido.

Mapa do módulo Jovem se olhando no espelho em 2017.

Apresenta uma visão prévia do percurso


P E R C E P Ç ÃO P E R C E P Ç ÃO P E R C E P Ç ÃO
MAPA C A PÍ T U LO 3
C A PÍ T U LO 1 C A PÍ T U LO 2 PROTAG O N ISM O
DO I N T E R AÇ ÃO I N T E R AÇ ÃO I N T E R AÇ ÃO

MÓDULO

que será desenvolvido nesta jornada.


Meu reflexo Por onde andei Que juventude é essa? Feira cultural
8 9

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Adolescência

Capítulos
Ágora
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o
período dos 12 aos 18 anos de idade compreende a adolescência. A Juventude e adolescência
criação do ECA, promulgado em 1990, foi uma importante conquista Ampliar o conhecimento sobre
da sociedade brasileira em relação ao reconhecimento dos direitos à
Cada capítulo aprofunda, por meio de textos, imagens, boxes, atividades e vivências, diferentes aspectos
juventude e adolescência é
vida, à saúde, à educação, à cultura e ao esporte, específicos da vida essencial para aprofundarmos
humana na fase da infância e da adolescência, exigindo prioridade nosso autoconhecimento, criar

da reflexão proposta no módulo.


identificações e quebrar
absoluta do Estado, da família e da sociedade para esses cuidados. estereótipos. Com base em sua
Com a criação do ECA, o Código de Menores, marco legal que priori- experiência como adolescente e
zava a punição à proteção, foi abandonado. jovem, reflita com seus colegas

Boxes
sobre o conceito de juventude:
Os estudantes do Ensino Médio, geralmente, estão na faixa etária
de 15 a 17 anos, que caracteriza tanto os jovens quanto os 1 Você concorda que a
adolescentes. Qual é a diferença entre adolescência e juventude? juventude não é apenas
uma fase de transição para
Para pensar, sentir e agir A adolescência é um campo de estudo da Psicologia, enquanto a Juventude, juventudes
a vida adulta? Por quê? O
juventude é um dos estudos das áreas de humanidades, principal-
Fique ligado!
que é juventude para você?
Em que momentos da minha vida eu me sinto com mais autono- Ágora A juventude é um grupo social composto por pessoas de diferen-
mente da Sociologia, Antropologia, História, Educação, entre outras. Vozes roubadas: diários de
mia e autoestima e, consequentemente, exerço maior protago- 2
tesQuais são as
etnias, formas deorientações sexuais, gêneros, condições físicas
culturas,
Para pensar, sentir e agir Meu futuro Em geral, a Psicologia considera a adolescência uma fase da vida
Adolescência expressão da juventude Juventude, juventudes guerra, Fique
de ligado!
Zlata Filipovic e
nismo? Vamos pensar sobre esses três conceitos? Para refletir Ágora
e atualmente?
situações econômicas.
Ágora
Faça com seus Portanto, cada jovem possui necessidades Melanie Challenger. São
A roda da vida émarcada
uma formapor
de mudanças emocionais, pela puberdade e por determi-
Em que momentos da minha vida eu me sinto com mais autono- De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o A juventude é um grupo social composto por pessoas de diferen-
Vozes roubadas: diários de
C A PÍ T U LO 1
sobre isso, pinte a roda da vida que está no final desta página de
mia e autoestima e, consequentemente, exerço maior protago-
Meu futuro
período dos 12 aos 18 anos de idade compreende a adolescência. A Juventude e adolescência
Paulo: Companhia das
tes etnias, culturas, orientações sexuais, gêneros, condições físicas guerra, de Zlata Filipovic e
nismo? Vamos pensar sobre esses três conceitos? Para refletir
sobre isso, pinte a roda da vida que está no final desta página de
avaliar aspectosnados
da sua comportamentos, como o questionamento das normas esta-
A roda da vida é uma forma de
avaliar aspectos da sua
criação do ECA, promulgado em 1990, foi uma importante conquista
da sociedade brasileira em relação ao reconhecimento dos direitos à únicas
colegas, aocom
seu posicionamento
base nas entre esses diferentes segmentos.
Ampliar o conhecimento sobre
juventude e adolescência é
e situações econômicas. Portanto, cada jovem possui necessidades
únicas ao seu posicionamento entre esses diferentes segmentos.
Letras, 2008.
Melanie Challenger. São
Paulo: Companhia das
Letras, 2008.

experiências
Respeitarde a vocês, uma
acordo com as orientações a seguir. Faça a atividade da forma mais vida, à saúde, à educação, à cultura e ao esporte, específicos da vida Respeitar a diversidade significa garantir que o jovem não seja
acordo com as orientações a seguir. Faça a atividade da forma mais
existência em diferentes essencial para aprofundarmos

Meu reflexo sincera possível. Você não precisa mostrá-la a ninguém! Esse será
existência em diferentes
belecidas pela família e pela escola, e a necessidade de sair com os
dimensões, no presente. Agora,
junto aos colegas, reflitam
humana na fase da infância e da adolescência, exigindo prioridade
diversidade significa garantir que o jovem não seja
nosso autoconhecimento, criar
identificações e quebrar
discriminado por etnia, gênero, cor da pele, cultura, origem, idade, Coletânea de diários escritos por
crianças e jovens ao redor do

lista dessas formas de


seu momento de reflexão. Vamos lá? absoluta do Estado, da família e da sociedade para esses cuidados. estereótipos. Com base em sua sexualidade, idioma, religião, opinião, condição social ou econômica mundo, do período da Primeira

sincera possível. Você não precisa mostrá-la a ninguém! Esse será dimensões, no presente. Agora,
sobre o que cada um deseja
Coletânea de diários escritos por
Guerra Mundial, no começo do

discriminado por etnia, gênero, cor da pele, cultura, origem, idade,


para seu futuro: Com a criação do ECA, o Código de Menores, marco legal que priori- experiência como adolescente e e é indispensável para a promoção da igualdade. Por isso, é impor-

amigos para se divertir.


século XX, até a Guerra do Iraque
jovem, reflita com seus colegas
expressão considerando
Orientações zava a punição à proteção, foi abandonado. tante compreendermos que existem juventudes, no plural.
crianças e jovens ao redor do
no início do século XXI.
sobre o conceito de juventude:
junto aos colegas, reflitam
1 Que pessoa quero ser?
Os estudantes do Ensino Médio, geralmente, estão na faixa etária Na atualidade, os jovens vivenciam situações diferentes das que
seu momento de reflexão. Vamos lá?
Leia o livro e discuta com seus

sexualidade, idioma, religião, opinião, condição social ou econômica


A Com um compasso, desenhe o círculo da roda da vida em uma
seus comportamentos,
de 15 a 17 anos, que caracteriza tanto os jovens quanto os a juventude de trinta anos atrás experienciou. Essa situações confi-
mundo, do período da Primeira
Você concorda que a colegas sobre de que maneira a

Portanto,
deseja podemos considerar que o “ser adolescente” não varia
2 Que sociedade desejo 1
folha de papel sulfite A4.
sobre o que cada um construir? juventude não é apenas infância e a juventude dessas
adolescentes. Qual é a diferença entre adolescência e juventude? guram um novo contexto que está relacionado a mudanças econô- pessoas foram afetadas por um
uma fase de transição para
Trace os campos em que a roda da vida é dividida com uma régua A adolescência é um campo de estudo da Psicologia, enquanto a
Guerra Mundial, no começo do
e gostos, expressões artísticas,
micas, políticas, socioculturais e tecnológicas que abriram espaço
é indispensável para a promoção da igualdade. Por isso, é impor-
B contexto de guerra.
3 Como posso alcançar esses a vida adulta? Por quê? O
de 30 cm e um lápis preto; depois, preencha-os com os dizeres
e as numerações que estão na roda. para seu futuro:em diferentes lugares ou culturas, enquanto o “ser jovem” é variável
objetivos? juventude é um dos estudos das áreas de humanidades, principal-
mente da Sociologia, Antropologia, História, Educação, entre outras.
que é juventude para você? para o surgimento de outras possibilidades de ser jovem no Brasil
século XX, até a Guerra do Iraque
gírias, modas, sonhos,
e no mundo.
2 Quais são as formas de

Orientações C Reflita sobre cada tema que é indicado na roda e se você exerce
de acordo com as experiências vividas e os contextos sociais e polí-
Em geral, a Psicologia considera a adolescência uma fase da vida
marcada por mudanças emocionais, pela puberdade e por determi- tante compreendermos que existem juventudes, no plural.
expressão da juventude Nos dias de hoje, novos fatores interferem na condição juvenil e,
pouco a pouco, consolidam o espaço para o aparecimento de novasno início do século XXI.
dificuldades e desafios.
atualmente? Faça com seus
ou não uma atitude protagonista em relação a ele.
1 Que pessoa quero ser? nados comportamentos, como o questionamento das normas esta- colegas, com base nas subjetividades. Esses fatores, como o desenvolvimento tecnológico

Na atualidade, os jovens vivenciam situações diferentes das que


Pinte cada campo de acordo com a nota, de um a dez, que você experiências de vocês, uma

ticos. Por exemplo, um adolescente pode ser considerado jovem em


D belecidas pela família e pela escola, e a necessidade de sair com os lista dessas formas de e da comunicação, também contribuem para o surgimento de novas

A Com um compasso, desenhe o círculo da roda da vida em uma der a cada um. amigos para se divertir. expressão considerando
seus comportamentos,
Leia o livro e discuta com seus
relações familiares. Essas relações são, geralmente, menos marca-

a juventude de trinta anos atrás experienciou. Essa situações confi-


Portanto, podemos considerar que o “ser adolescente” não varia das pela autoridade dos mais velhos e pela submissão dos mais
Após colorir toda a roda da vida, observe se há ou não equilíbrio
2 Que sociedade desejo colegas sobre de que maneira a
E

um contexto cultural e não em outros.


gostos, expressões artísticas,
em diferentes lugares ou culturas, enquanto o “ser jovem” é variável jovens, evidenciando a crise da ideia de “família tradicional”. Essa
folha de papel sulfite A4.
Chico Ferreira/Pulsar Imagens

entre as notas pintadas dos campos; avalie se há campos que gírias, modas, sonhos,
de acordo com as experiências vividas e os contextos sociais e polí- crise se estende a outras dimensões da sociabilidade, por exemplo,
precisam de maior atenção e empenho e se existem outros com
construir?
dificuldades e desafios.
infância e a juventude dessas
notas satisfatórias para você.
Trace planos e metas para atingir equilíbrio entre os campos de
ticos. Por exemplo, um adolescente pode ser considerado jovem em
um contexto cultural e não em outros. guram um novo contexto que está relacionado a mudanças econô- às relações entre professores e alunos, que estão sendo reestrutu-
radas porque o conhecimento não é monopólio dos educadores,
pessoas foram afetadas por um
Trace os campos em que a roda da vida é dividida com uma régua
F
pois também pertence aos estudantes.
B micas, políticas, socioculturais e tecnológicas que abriram espaço
Ernesto Reghran/Pulsar Imagens

sua vida.
contexto de guerra.
Ernesto Reghran/Pulsar Imagens

3 Como posso alcançar esses Puberdade: período de


Jacob Lund/Shutterstock.com/ID/BR

G Lembre-se de prever quais poderão ser os obstáculos para


de 30 cm e um lápis preto; depois, preencha-os com os dizeres
passagem da infância para a

objetivos?
alcançar essas metas. Será necessário planejamento e resiliên-
cia para que você possa superá-los.
Puberdade: período de de outras possibilidades de ser jovem no Brasil
para o surgimento adolescência em que o
crescimento se acelera e as

e as numerações que estão na roda. passagem da infância para a


características sexuais se

e no mundo.
desenvolvem.

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Nos diassede hoje,enovos fatores interferem na condição juvenil e,
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Reflita sobre cada tema que é indicado na roda e se você exerce


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pouco a pouco, consolidam o espaço para o aparecimento de novas


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ou não uma atitude protagonista em relação a ele.


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desenvolvem.
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subjetividades. Esses fatores, como o desenvolvimento tecnológico


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Pinte cada campo de acordo com a nota, de um a dez, que você


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e da comunicação, também contribuem para o surgimento de novas


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Fonte de pesquisa: LEMOS, Daniel Nepomuceno.


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Refletir sobre sua


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der a cada um.


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A utilização do coaching como metodologia de
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identidade e a
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desenvolvimento de competências

relações familiares. Essas relações são, geralmente, menos marca-


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empreendedoras: um estudo de caso. 2017. 33 f.
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importância do
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Após colorir toda a roda da vida, observe se há ou não equilíbrio


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Discutir os conceitos de
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s n 10 10 ar João Pessoa, 2017. Disponível em:
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Re ição
123456789/4475/1/DNL10072018.pdf.

jovens, evidenciando a crise da ideia de “família tradicional”. Essa


protagonismo,
entre as notas pintadas dos campos; avalie se há campos que
Acesso em: 6 fev. 2020. Adolescente tomando vacina. Londrina, Paraná, 2017. De acordo com o ECA, A popularização dos smartphones é um dos fatores que influenciam a experiência juvenil na
identificando aspectos Roda da vida. toda criança e todo adolescente têm direito à proteção de sua vida e à saúde. atualidade.
da sua vida nos quais
13
crise se estende 29
a outras dimensões da sociabilidade, por exemplo, 27
Não escreva no livro. Não escreva no livro. Não escreva no livro.

precisam de maior atenção e empenho e se existem outros com


esses conceitos se
fazem presentes.

Justificativa notas corporal.


satisfatórias
Jovem Pataxó fazendo pintura
para você. (008_017)SM_VIDA_MOD1_CAP1_LA.indd 13 07/02/20 16:34 (026_039)SM_VIDA_MOD1_CAP3_LA.indd 29
às relações entre professores e alunos, que estão sendo reestrutu-
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Aldeia Jaqueira,
As reflexões e Porto Seguro, Bahia, 2019.
radas porque o conhecimento não é monopólio dos educadores,
discussões propostas
neste capítulo Quem sou eu? F Trace planos e metas para atingir equilíbrio entre os campos de
pois também pertence aos estudantes.
Ágora Glossário Fique ligado!
contribuem para a
Com certeza você já se olhou no espelho. O que você enxerga no
investigação de si
mesmo, introduzindo o sua vida.
reflexo? Quem é a pessoa ali refletida? Alguma vez você já se
trabalho de perguntou: quem sou eu? Se você nunca fez isso, imagine que está
Jacob Lund/Shutterstock.com/ID/BR

autoconhecimento
enquanto ponto de
partida para a
Lembre-se de prever quais poderão ser os obstáculos para
se olhando agora no espelho e tente responder a essa pergunta.
G
Que respostas vêm à sua mente? Seu nome? Sua idade? Seus
construção de seu
projeto de vida. alcançar essas metas. Será necessário planejamento e resiliên-
gostos pessoais? Seu local de nascimento? A língua que você fala?

Assim como nas Traz o significado Traz indicações de


Sua família? Suas memórias? Ou a soma de tudo isso? Vamos inves-
cia para que você possa superá-los.
tigar essa questão ao longo deste capítulo.

10 Não escreva no livro.

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Adolescente tomando vacina. Londrina, Paraná, 2017. De acordo com o ECA,


10

entre cidadãos), este destacadas no textoSer jovem


as discussões
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do capítulo
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8 toda criança e todo adolescente têm direito à proteção de sua vida e à saúde.
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Como você definiria o que é ser jovem atualmente? De acordo com o Estatuto da Juventude,
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3 Não escreva no livro. 29
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boxe traz temas que talvez você não propostas no


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ser jovem é, cada vez mais, ampliada na contemporaneidade, com questões cada vez mais
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importantes para conheça. demanda dos jovens a necessidade de módulo.


profundas e complexas. Por exemplo, o mundo do trabalho muda com muita velocidade. Isso
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se adaptar e transformar para conseguir uma inserção


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Fonte de pesquisa: LEMOS, Daniel Nepomuceno. 29


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A utilização do coaching como metodologia de de qualidade nesse mundo.
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serem discutidos
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desenvolvimento de competências
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empreendedoras: um estudo de caso. 2017. 33 f. Existem múltiplas formas de expressão da juventude, de suas identidades e vivências. Em razão
apresentados os
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Trabalho de Conclusão de Curso (Administração) dessa crescente complexidade, nas últimas décadas o tema da juventude vem ganhando espaço
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pelos alunos.
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na agenda pública de diversos países e organismos internacionais. Em 1985, a Organização das


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n 10 10 ar João Pessoa, 2017. Disponível em: Nações Unidas (ONU) instituiu, pela primeira vez, o Ano Internacional da Juventude. Desde então,
Con social https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/
lac Famíl
ia tribu gradualmente, os governos começaram a reconhecer a singularidade das necessidades dos jovens
Re ição
123456789/4475/1/DNL10072018.pdf.

justificativas para o Acesso em: 6 fev. 2020. e a criar


A popularização espaços
dos institucionais
smartphones capazes
é um dos fatores quede responder
influenciam às demandas
a experiência juvenildesses
na sujeitos.
Roda da vida. atualidade.
Meu perfil

trabalho que será


Não escreva no livro.
Saiba mais
13 Não escreva no livro.
Outras vozes Outras vozes 27
Vamos refletir sobre os aspectos culturais que compõem sua
identidade? Para isso, faça o que se pede.
Declaração Universal sobre
a Diversidade Cultural Saiba mais Leia o texto a seguir.

desenvolvido.
A
A
Responda às perguntas abaixo no caderno. Em 2001, a Declaração
Meu perfil
Vamos refletir sobre os aspectos culturais que compõem sua
Saiba mais Ser jovem
Como você definiria o que é ser jovem atualmente? De acordo com o Estatuto da Juventude,
[...]
Traz textos de
Apresenta
Declaração Universal sobre

Universal sobre a Diversidade


a Diversidade Cultural identidade? Para isso, faça o que se pede. jovem é o cidadão ou a cidadã com idade entre os 15 e os 29 anos. Porém, a experiência de
As culturas juvenis, como hoje as conhecemos, são vistas [...] como uma invenção do pós-guerra
• Os membros de sua família são de que regiões do Brasil? E
(008_017)SM_VIDA_MOD1_CAP1_LA.indd 13
Responda às perguntas abaixo no caderno. A Em 2001, a Declaração
07/02/20 16:34
ser jovem é, cada vez mais, ampliada na contemporaneidade, com questões cada vez mais

diferentes autores
• Os membros de sua família são de que Cultural daE Unesco foi aprovada
regiões do Brasil?
Universal sobre a Diversidade (026_039)SM_VIDA_MOD1_CAP3_LA.indd
profundas e complexas. Por exemplo, o mundo 27 do trabalho muda com muita velocidade. Isso [Segunda Guerra Mundial]. [...] cinco mudanças que ocorreram após esse período contribuíram para 07/02/20 17:13

reflexão se inicia
Cultural da Unesco foi aprovada
demanda dos jovens a necessidade de se adaptar e transformar para conseguir uma inserção
você? você?
• Como você define seu sotaque? por mais de 180 Estados-
por mais de 180 Estados-
-membros. Nesse documento,
é reafirmado o compromisso
de qualidade nesse mundo.
Existem múltiplas formas de expressão da juventude, de suas identidades e vivências. Em razão a construção de culturas juvenis: (1) o aumento da importância do mercado e do consumo, bem
• Você frequenta festas e celebrações-membros.

informações
Nesse documento,
• Que gêneros musicais você mais gostar de ouvir? desses países com a promoção
dessa crescente complexidade, nas últimas décadas o tema da juventude vem ganhando espaço
• Como você define seu sotaque? de que tipos?
e a preservação da diversidade
cultural dos povos. A na agenda pública de diversos países e organismos internacionais. Em 1985, a Organização das
como o crescimento das indústrias de entretenimento direcionadas à juventude, proporcionando o
é reafirmado o compromisso
que complementam
• Comente outros costumes e hábitos que você tem. Por exem- Declaração reconhece a Nações Unidas (ONU) instituiu, pela primeira vez, o Ano Internacional da Juventude. Desde então,

por•• Quemeio de uma


diversidade cultural como

gêneros musicais você mais gostar de ouvir?


plo, ao se servir, você coloca o arroz por cima ou por baixo do
feijão? Isso também é cultural!
desses países com a promoção
parte do patrimônio comum
da humanidade e essencial
gradualmente, os governos começaram a reconhecer a singularidade das necessidades dos jovens
e a criar espaços institucionais capazes de responder às demandas desses sujeitos. aparecimento do jovem consumidor; (2) o surgimento das comunicações, do entretenimento, da
Forme uma roda com sua turma. para a prosperidade e o
arte e da cultura direcionado a massas; (3) a ocorrência de um hiato na experiência social precipi-
B

e a preservação da diversidade
complementares
estabelecimento da paz
no mundo. Outras vozes
Você frequenta festas e celebrações de que tipos?
Cada integrante da roda deve ler suas respostas às perguntas C
Por isso, a Unesco promove
acima.
cultural dos povos. A tada pela guerra – devido à ausência
ou apresentam uma
Leia o texto a seguir.
Rolls Press/Popperfoto/Getty Images

políticas e planos de ação,

pergunta
Debatam sobre as semelhanças e diferenças que vocês perce- D especialmente, para preservar [...]

• Comente outros costumes e hábitos que você tem. Por exem-


berem entre as respostas de todos. Declaração reconhece a e valorizar a diversidade
cultural de povos e locais
ameaçados pelos avanços da dos pais e outras quebras na ‘normali-
As culturas juvenis, como hoje as conhecemos, são vistas [...] como uma invenção do pós-guerra
[Segunda Guerra Mundial]. [...] cinco mudanças que ocorreram após esse período contribuíram para
Identifique com que aspectos culturais das regiões do Brasil
diversidade cultural como
E

sobre os
globalização. a construção de culturas juvenis: (1) o aumento da importância do mercado e do consumo, bem

plo, ao se servir, você coloca o arroz por cima ou por baixo do


suas respostas se relacionam.
dade’ da vida familiar, as quais foram
como o crescimento das indústrias de entretenimento direcionadas à juventude, proporcionando o

parte do patrimônio comum


Compartilhe suas descobertas com o professor e a turma. F aparecimento do jovem consumidor; (2) o surgimento das comunicações, do entretenimento, da

feijão? Isso também é cultural!


outra visão sobre
arte e da cultura direcionado a massas; (3) a ocorrência de um hiato na experiência social precipi-
responsáveis pela delinquência juvenil
disparadora.
da humanidade e essencial
tada pela guerra – devido à ausência
Rolls Press/Popperfoto/Getty Images
Luciana Whitaker/Pulsar Imagens

dos pais e outras quebras na ‘normali-

para a prosperidade e o
dade’ da vida familiar, as quais foram
na década de [19]50[...]; (4) o desenvol-
Forme uma roda com sua turma.
conteúdos
responsáveis pela delinquência juvenil
B na década de [19]50[...]; (4) o desenvol-
estabelecimento da paz vimento do ensino médio para todos
vimento do ensino médio para todos

o assunto em
bem como a sua extensão massiva,

C Cada integrante da roda deve ler suas respostas às perguntas no mundo. aumentando o número de jovens e o
tempo que passam nas instituições de bem como a sua extensão massiva,
ensino; (5) o surgimento de um massivo
Por isso, a Unesco promove
abordados na
acima. investimento de estilos (nos modos de
vestir) e da música rock. [...] aumentando o número de jovens e o
políticas e planos de ação,

discussão. O texto é
tempo que passam nas instituições de
ROSSI, Rossana Cassanta. A
invenção das juventudes – a

D Debatam sobre as semelhanças e diferenças que vocês perce- especialmente, para preservar construção de ‘juventude’ na
modernidade e o desmoronamento

e valorizar a diversidade
dessa categoria na pós-modernidade.
ensino; (5) o surgimento de um massivo
Revista Espaço Acadêmico, ano XIII,

página.
berem entre as respostas de todos.
n. 156, maio 2014. Disponível em:

investimento de estilos (nos modos de


http://www.periodicos.uem.br/ojs/

cultural de povos e locais index.php/EspacoAcademico/article/

acompanhado de
download/21997/12980. Acesso em:
7 dez. 2019.

E Identifique com que aspectos culturais das regiões do Brasil ameaçados pelos avanços da vestir) e da música rock. [...]
Jovens em festival de música. Reino Unido, 1967.

No caderno, baseando-se no texto que você acabou de ler, responda às perguntas a seguir.

globalização. a. Qual é a relação entre a criação de modos de vestir e de música para os jovens do pós-Segunda

suas respostas se relacionam. Guerra Mundial e o aumento do consumo? ROSSI, Rossana Cassanta. A
invenção das juventudes – a
b. De acordo com o texto, o aumento do tempo que os jovens passam nas instituições de ensino

questões reflexivas.
foi um dos fatores que contribuíram para a criação das culturas juvenis. De que maneira sua

Compartilhe suas descobertas com o professor e a turma.


experiência na escola está relacionada a sua vivência como jovem?
F O carimbó é uma dança, que teve influência cultural indígena, africana e construção de ‘juventude’ na
europeia, tradicional na Região Norte do Brasil. Santarém, Pará, 2017.

Não escreva no livro. 21 28


modernidade e o desmoronamento Não escreva no livro.

dessa categoria na pós-modernidade.


Luciana Whitaker/Pulsar Imagens

Revista Espaço Acadêmico, ano XIII,


(018_025)SM_VIDA_MOD1_CAP2_LA.indd 21 06/02/20 15:47 (026_039)SM_VIDA_MOD1_CAP3_LA.indd 28
n. 156, maio 2014. Disponível em: 07/02/20 17:13

http://www.periodicos.uem.br/ojs/
index.php/EspacoAcademico/article/
download/21997/12980. Acesso em:

4 7 dez. 2019.

No caderno, baseando-se no texto que você acabou de ler, responda às perguntas a seguir.
Jovens em festival de música. Reino Unido, 1967.

a. Qual é a relação entre a criação de modos de vestir e de música para os jovens do pós-Segunda
Guerra Mundial e o aumento do consumo?
b. De acordo com o texto, o aumento do tempo que os jovens passam nas instituições de ensino
foi um dos fatores que contribuíram para a criação das culturas juvenis. De que maneira sua
experiência na escola está relacionada a sua vivência como jovem?

28 Não escreva no livro.

(003_007)SM_PROJ_VIDA_INICIAIS.indd 4 2/20/20 1:52 PM


Para elaborar o roteiro, é necessário domínio sobre o Escreva em uma folha de papel sulfite uma caracte-
tema, por isso realizem previamente uma pesquisa rística marcante e positiva do colega que sorteou.
sobre ele. O material da pesquisa também pode ser Após todos fazerem isso, leia para a turma o que es-
utilizado para ilustrar algumas cenas do documentário. creveu e os demais colegas vão tentar descobrir de
Criem o argumento do filme, que deve conter um pe- quem se trata.
queno resumo da obra com início, desenvolvimento Ao final da atividade, escreva suas impressões em
e conclusão. Descrevam a duração do documentário, uma folha sulfite, descrevendo o que mudou sobre a
os locais de suas filmagens e os principais eventos percepção de determinados colegas. Ao final, passe
que formam o roteiro. a folha para o colega a seu lado.
Busquem por moradores da comunidade e especia- Leia o que o colega escreveu e compare com suas
listas que vão dar entrevistas para compor o documen- próprias impressões. O professor irá sistematizar na
tário. Agendem as entrevistas e preparem os convida- lousa as principais conclusões da turma.
dos sobre quais temas vão ser discutidos nelas. 3 Vamos agora experimentar outra vivência, ainda
Tenham elencados e adquiridos todos os materiais sobre o exercício da escuta. Você conhece bem to-
que serão utilizados nas filmagens, planejem o tempo dos os seus colegas de classe? Cada pessoa tem
necessário para filmar cada entrevista e cena do ro- uma trajetória de vida única e que pode ser sur-
teiro e definam como o filme será finalizado. preendente. Descubra mais sobre as histórias de
Após as filmagens, façam a pós-produção, que é o vida de seus colegas e compartilhe a sua. Vamos lá?
momento da edição, da elaboração de legendas, etc. Em uma folha de papel sulfite A4, escreva sua histó-
Vocês podem encontrar programas de edição de ví- ria de vida em três parágrafos. Conte sobre você, sua
deos gratuitos na internet. Não se esqueçam de co- família, suas experiências e seus momentos mais
locar os créditos finais, importantes para valorizar o marcantes, felizes ou tristes. Escreva somente o que
esforço de todos os envolvidos. achar conveniente compartilhar.
Por fim, apresentem o documentário ao restante da Forme dupla com um colega que você conhece pou-
turma e avaliem como foi a experiência, ouvindo críti- co e troquem suas experiências.
cas e sugestões que possam contribuir para produ- Depois, em roda, conte a história de seu colega e ele a
ções futuras. sua.
PE RC E P Ç ÃO Caso não tenham acesso ao equipamento necessário Enquanto escuta as histórias sendo apresentadas, ob-
I N T E R AÇ ÃO
Comunicação
para fazer as filmagens e a edição do filme, elaborem serve com quais você mais se identifica e com quais você

Percebendo o outro
d) Um amigo ou colega com quem você quer re- b) Você se preocupa com sua segurança e priva- Para elaborar o roteiro, é necessário domínio sobre o Escreva em uma folha de papel sulfite uma caracte-
PE RC E P Ç ÃO tomar laços de amizade. cidade nas redes sociais? Se sim, o que faz para
se proteger?
I N T E R AÇ ÃO
um storyboard do documentário. Para isso, façam sobre ele.um
não se relaciona
tema, por isso realizem previamente uma pesquisa
O material da pesquisa também pode ser
tanto, e tente compreender o porquê.
rística marcante e positiva do colega que sorteou.

Comunicação Percebendo o outro


e) Uma pessoa que perdeu o emprego e a quem Após todos fazerem isso, leia para a turma o que es-
utilizado para ilustrar algumas cenas do documentário. creveu e os demais colegas vão tentar descobrir de
f)
você deseja dirigir palavras de força e esperança.
Alguém que está doente e você quer apoiar.
c) Em sua opinião, somos também responsáveis
pela segurança do próximo nas redes? Justifique. planejamento sequencial das cenas que fariam Criem parte Exerça
o argumento do filme, que deve a empatia,
conter um pe- ou seja, se coloque no lugar de cada
quem se trata.
queno resumo da obra com início, desenvolvimento
a duraçãouma das personagens das histórias
o que mudou sobrecontadas e tente
Ao final da atividade, escreva suas impressões em
No papel pautado, escreva a carta, lembrando-se de
que você precisa identificar a data e o lugar em que
d) Você já foi alvo de fake news ou vivenciou uma
situação em que alguém foi vítima dela? Como do filme. Em seguida, com o uso de uma cartolina e
e conclusão. Descrevam do documentário,
os locais de suas filmagens e os principais eventos
uma folha sulfite, descrevendo a
percepção de determinados colegas. Ao final, passe
1 A tecnologia, em especial a internet, se por um lado conecta as pes-
soas em frações de segundo, por outro pode influenciar no compor-
escreve, iniciar com uma saudação e terminar com você se sentiu? Que atitudes tomou? 1
canetas hidrográficas coloridas,
Como você se conecta à tecnologia? E seus familiares, como eles inte-
ragem com o mundo digital? Um dos meios pelos quais essa conexão se desenhem as cenas
que formam o roteiro. compreendê-las. a folha para o colega a seu lado.
sua assinatura. Com base em suas respostas, reflita sobre como Busquem por moradores da comunidade e especia- Leia o que o colega escreveu e compare com suas
tamento delas. Sobre esse tema, leia a tirinha a seguir.
Envie a carta pelo correio ou, se for o caso, entregue-a
podemos agir de forma responsável em relação à
internet.
expressa é a produção audiovisual, em filmes, vídeos para plataformas
em quadros que devem ser dispostos na ordem
de compartilhamento, etc. em Ao ofinal,
listas que vão dar entrevistas para compor documen- empróprias
tário. Agendem as entrevistas e preparem os convida-
roda, conversem
impressões. sobre
O professor irá sistematizar
lousa as principais conclusões da turma.
na como foi essa
Objetivos em mãos. Objetivos
experiência. É importante lembrar que essa é uma
André dahmer/Acervo do artista

Enxergar uma situação- Proponha três ações de uso responsável da internet Refletir sobre soluções que iriam aparecer no documentário.
Longe dos grandes estúdios de produção cinematográfica, percebe- dos sobre quais temas vão ser discutidos nelas. Vamos agora experimentar outra vivência, ainda 3

A tecnologia,cisoem especial
o nome completo,a internet, se por um lado conecta as pes-
Caso a envie pelo correio, lembre-se de que é pre-
-problema por meio da
1 e comece a agir de acordo com tais propostas. para problemas da -se que a produção artístico-cultural do Brasil contribui para resolverTenham elencados e adquiridos todos os materiais
que serão utilizados nas filmagens,atividade
planejem o tempo na qual
sobre o exercício da escuta. Você conhece bem to-
perspectiva do outro.
Identificar pontos fortes
identificar
CEP do destinatário e do remetente.
o endereço eo
Registre os resultados em seu caderno.
comunidade.
1 Como você se
problemas persistentes em várias localidades, ajudando na empre-
gabilidade e no exercício da cidadania. A comunidade que utiliza re- conecta à tecnologia? Edos seus todos
os seus colegas deirão
classe?expor
familiares, Cada pessoa suas
comotem histórias pes-
eles inte-
soas em frações de dasegundo, porde outro pode influenciar no compor-
Produzir um material
e os a desenvolver do audiovisual com ajuda Deaudiovisuais
2 cursos acordo com asuasfilósofa
para expressar Djamila
questões e mostrar suas Ribeiro, o primeiro
necessário para filmar cada entrevista e cena do ro-
teiro e definam como o filme serásoais, e por
uma trajetória de vida única e que pode ser sur-
isso é preciso manter um ambiente de
ragem com oApós mundo digital? Um que dos meios
vida de seus pelos quais a sua. essa
Vamos lá? conexão se
espaço escolar.
Aguarde o retorno carta e veja qual foi o impacto O mundo digital fomentou uma série de conceitos 5 finalizado. preendente. Descubra mais sobre as histórias de
de recursos tradições se valoriza e amplia suas perspectivas.
suas palavras na vida da pessoa.
passo Vento para forte,exercer a empatia
desse tipo deé a escuta. Só assim
complexos relacionados à tecnologia e sua relação tecnológicos. as filmagens, façam a pós-produção, éo colegas e compartilhe
tamento delas. Sobre esse tema, sobre leia com
a tirinha aReflita
seguir.
Refletir sobre o uso das
novas tecnologias na os seres humanos. sobre o alcance e Conhecer melhor a O documentário de 2015, é um exemplo momento da edição, da elaboraçãorespeito
de legendas, etc. e apoio mútuo.
Em uma folha de papel sulfite A4, escreva sua histó-
expressa é adeos
produção audiovisual, em
ria defilmes, vídeos para
você, sua plataformas
Registre, em seu caderno, suas conclusões
atualidade. história de vida de seusprodução audiovisual. Realizado pelo Conselho Pastoral dos Pesca- Vocês podem encontrar programas de edição de ví- vida em três parágrafos. Conte sobre
entendemos
o documentário denunciaa perspectiva do outro. Desenvolva
o impacto desses conceitos em nossa vida.
essa experiência.
DAHMER, André. Quadrinhos dos anos 10. Disponível em: www.malvados. colegas. dores, ações de turismo predatório que gratuitos na internet. Não se esqueçam de co- família, suas experiências e seus momentos mais
Pesquise na internet sobre as seguintes expressões:
depercepção
compartilhamento, etc.
Justificativas com.br. Acesso em: 18 dez. 2019. ameaçam comunidades pesqueiras brasileiras. marcantes, felizes ou tristes. Escreva somente o que
locar os créditos finais, importantes para valorizar o

Objetivos
A escola é um espaço privilegiado de aprendizado
agora um exercício de empatia, e reco-
3
analfabetismo digital; desemprego estrutural; ex- Justificativas achar conveniente compartilhar.
As atividades propostas e de convivência com o outro. Você e seus colegas esforço de todos os envolvidos.

André dahmer/Acervo do artista


Objetivos

Conselho Pastoral dos Pescadores/ID/BR


nesta seção contribuem Com base na leitura da tirinha, responda às questões em seu caderno. clusão digital; fake news; globalização; redes so- As atividades
já passaram parte de sua vida no ambiente escolar. Por fim, apresentem o documentário ao restante da Forme dupla com um colega que você conhece pou-
para que você:
a) Em sua opinião, o que é criticado na tirinha? Justifique sua resposta.
Para expressar como se sente sobre esse espaço,
ciais; sociedade em rede. propostas nesta seção
nhecimento das atitudes do outro. Para isso,turma faça o como foi a experiência, ouvindo críti-
e avaliem co e troquem suas experiências.
Enxergar uma b) Vocêsituação-
contribuem para que
Longe dos grandes estúdios de produção cinematográfica, percebe-
Aja com empatia ao Entre os conceitos pesquisados, quais você já conhe-
reconhecer a concorda com essa crítica? Explique. faça o que se pede a seguir. você e seus colegas: cas e sugestões que possam contribuir para produ- Depois, em roda, conte a história de seu colega e ele a
perspectiva, as cia e o que foi novo para você? Explique cada um
Refletir sobre
Percebam-se como quesoluções
se pede a seguir. ções futuras. sua.
-problema por Para refletir
c) Cite exemplos de como a tecnologia influencia o seu dia a dia, e
necessidades e os
sentimentos dos outros. meio da
seu relacionamento com as pessoas.
Escreva uma carta a um colega na qual expressará desses conceitos em seu caderno. cidadãos que integram
-se que a produção artístico-cultural do comBrasil contribui
Enquanto escuta as histórias sendo apresentadas, ob-
Caso não tenham acesso ao equipamento necessário
para resolver
para problemas da
sua impressão sobre a escola em que vocês estudam: Reflita sobre as informações pesquisadas: podemos sua comunidade. serve quais você mais se identifica e com quais você
perspectiva do outro.
Atribua significados às
para fazer as filmagens e a edição do filme, elaborem
Materiais
Nesta atividade você terá a oportunidade de vivenciar uma das formas
2
do que você gosta na escola, do que não gosta e o dizer que cada conceito está integrado com os demais? Reflitam sobre seu não se relaciona tanto, e tente compreender o porquê.
um storyboard do documentário. Para isso, façam um
problemas persistentes em várias localidades, ajudandono lugar de cada na empre-
experiências cotidianas compromisso com o
na escola.
mais populares de comunicação da história: a carta pessoal, gênero que poderia ser melhorado. De que forma? outro e com o bemcomunidade. planejamento sequencial das cenas que fariam parte Exerça a empatia, ou seja, se coloque
Reflita sobre seu
textual caracterizado com frequência por apresentar linguagem mais
Identificar pontos
informal; porém,fortes
tudo depende do grau de intimidade que se tem com Antes de redigir a carta, faça uma lista, em seu ca- Produza um texto, em seu caderno, com o tema “Co- comum.
folhas de papel sulfite A4
do filme. Em seguida, com o uso de Com base
uma cartolina e nas leituras e atividades
uma das personagens das histórias contadas e tente
relacionamento com o

e os a desenvolver
outro e o bem comum, e
busque soluções para guns elementos são dofixos, como data, destinatário, corpo do texto,
o destinatário. A estrutura também pode variar, mas geralmente al- derno, do que você não gosta e do que gosta na
escola, e se baseie nela para escrever.
municação e tecnologia no século XXI e seus impac-
tos na vida da população jovem”.
reconhecer a
perspectiva, as
Produzir um material
Ajam com empatia ao
gabilidade ecanetas
emno exercício
quadros que devem ser dispostos dana ordem
cidadania.
hidrográficas coloridas, desenhem as cenas
propostas em Ao final, A
compreendê-las.
neste comunidade
capítulo,
em roda, conversem sobre como foi que
responda essa utiliza re-
às
problemas existentes Por fim, desenvolva possíveis soluções para um pro- necessidades e os
audiovisual canetas
com ajuda hidrográficas coloridascursos audiovisuais paraquestões que iriam aparecer no documentário.
expressar a atividade
seguir
suas na qualno
questõescaderno.
experiência. É importante lembrar que essa é uma
e mostrar suas
espaço escolar.
saudação e assinatura. Seu colega também escreverá uma carta a você. Depois todos irão expor suas histórias pes-
em sua comunidade. sentimentos dos
blema – por exemplo, a exclusão digital. De acordo com a filósofa Djamila Ribeiro, o primeiro 2 soais, e por isso é preciso manter um ambiente de
que cada um ler a carta escrita pelo outro, vejam que
de recursos
Em um exercício de empatia, você procurará se comunicar com alguém outros.
Competência em por meio da carta e influenciar positivamente a vida dessa pessoa. impressões vocês compartilham e em que pensam di- caixa de papelão tradições se entendemos
valoriza e amplia
passo para exercer a empatia é a escuta. Só assim
1 Qual suas é a perspectivas.
importância
respeito e apoio mútuo.
das trocas culturais?
destaqueRefletir sobre o uso das
6 A segurança da informação é um grupo de ações a perspectiva do outro. Desenvolva
destaque tecnológicos.
ferente em relação à escola. Competência em
Materiais que visa a proteção de dados, sejam eles pessoais agora um exercício de empatia, percepção e reco-
novas tecnologias
Compreender, utilizar e
criar tecnologias folha de papel pautadona Com base nas impressões similares sobre os defeitos ou corporativos.
Compreender, utilizar e
Orientações O documentário De
nhecimento das atitudes do outro. Para isso, faça o
que se pedeVento forte, de 2015,
2 que maneira as mudanças
é um exemplo desse tipo de tecnológicas
Conhecer melhor a
digitais de informação e qualidades da escola, faça uma proposta sobre como Cartaz do documentário Vento Forte, de 2015. a seguir.
caneta azul ou preta criar tecnologias
atualidade.envelope
e comunicação de o espaço escolar pode melhorar. Sobre o tema da segurança da informação, responda
digitais de informação
Agora, conecte-se com sua comunidade, produzindo um documen- Materiais
Para refletir
influenciaram a forma de nos comunicarmos?
Escreva seu nome completo produção
em uma tira audiovisual.
dofolhas de papel sulfite A4 Realizado pelo
papel ComConselho Pastoral dos Pesca-
forma crítica, às questões a seguir em seu caderno.
forma crítica, história de vida
de cercade seus
e comunicação de
significativa, reflexiva e 4 Em um mundo tão conectado como o nosso, você já tário de três minutos de duração. Com isso, você consegui- base nas leituras e atividades
ética nas diversas Orientações
DAHMER, André. Quadrinhos dos anos a)10. Disponível em: www.malvados.
Você se preocupa com a proteção de sua pri- significativa, reflexiva e rá se colocar na perspectiva da comunidade sobre alguns de seus
3 Faça umaquestões
propostas neste capítulo, responda às
análise sobre a desigualdade no acesso
práticas sociaiscolegas.
práticas sociais
(incluindo as escolares) Escolha um destinatário para a carta que você irá escrever. Por exemplo:
pensou na responsabilidade que temos com a segu-
rança e privacidade do outro e de toda a comunidade?
vacidade quando usa a internet? Justifique sua ética nas diversas
sulfite.
problemas e, por meio de uma produção artística feita com recursos
canetas hidrográficas coloridas
dores, o documentário denuncia ações
a seguir
de
no caderno.
turismo
das trocas culturais?predatório que
Justificativas com.br. Acesso em:sobre 18o impacto
dez.que2019. resposta. caixa de papelão Qual é a importância
à tecnologiaDeentre as diferentes classes sociais.
1
para se comunicar, a) Um aluno que está com dificuldade de apreender algum conteúdo (incluindo as escolares) digitais (podem ser câmeras de vídeo ou smartphones), auxiliar a bus-
Vamos refletir as fake news
acessar e disseminar car soluções para a região. Faça o que se pede a seguir.
Coloque o seu nome dentro da ameaçam comunidades
caixa de papelão. To- pesqueiras brasileiras.
escolar. b) Quais cuidados que você toma, nesse sentido, para se comunicar, Orientações que maneira as mudanças tecnológicas
2
informações, produzir podem ter no âmbito individual e coletivo. acessar e disseminar
quando faz uso das redes sociais? Organizem-se em grupos de quatro alunos e lembrem-se de que a influenciaram a forma de nos comunicarmos?
conhecimentos, b) Uma pessoa mais velha que vive em uma instituição de longa per- Escreva seu nome completo em uma tira do papel

As atividades propostas
informações, produzir
4 De que forma podemos lidarnocom acesso o
Justificativas
Em seu caderno, responda às questões a seguir.
dos os colegas devem fazer o mesmo.
resolver problemas e manência para idosos. c) Já soube de alguma situação em que a priva- conhecimentos, produção desse material envolve várias etapas, como elaboração de sulfite. Faça uma 3análise sobre a desigualdade
exercer protagonismo c) Um parente distante (física ou afetivamente) com quem você gos- resolver problemas e roteiro, filmagem e finalização. à tecnologia entre as diferentes classes sociais.
a) Você se considera uma pessoa conectada? Justi-
nesta seçãotaria
e autoria na vida
contribuem Com base na leitura da tirinha, responda às
cidade de uma pessoa foi violada nas redes
questões em seu caderno. exercer protagonismo compartilhamento
Coloque o seu nome dentro da caixa de papelão. To-
fake
de lidar com onews?

Conselho Pastoral dos Pescadores/ID/BR


pessoal e coletiva. de restabelecer a intimidade. fique sua resposta? sociais? Comente. Elenquem a problemática a ser trabalhada e elaborem um roteiro, a fim dos os colegas devem fazer o mesmo. De que forma podemos
4
e autoria na vida
As atividades
pessoal e coletiva. Sorteie o nome de um colega de dentro daSorteiecaixa;
de que vocês não se desviem do objetivo inicial. É fundamental pensar
compartilhamento de fake news?

para que você:


o nome de um colega de dentro da caixa;
sobre a escolha da abordagem e como o tema será tratado.
a) Em sua opinião, o que é criticado na tirinha? Justifique sua resposta. propostastroque o papel caso pegue o próprio nome.
nesta seção
troque o papel caso pegue o próprio nome.

50 Aja com empatia ao Não escreva no livro. Não escreva no livro. 51 52


contribuem para que
Não escreva no livro. Não escreva no livro. 53

reconhecer a b) Você concorda com essa crítica? Explique.


você e seus colegas:
Não escreva no livro. 53
(040_053)SM_VIDA_MOD2_LA.indd 50 perspectiva, as c) Cite exemplos de como a tecnologia influencia o seu dia a dia, e
07/02/20 12:13 PM (040_053)SM_VIDA_MOD2_LA.indd 51 07/02/20 12:13 PM (040_053)SM_VIDA_MOD2_LA.indd 52 07/02/20 12:13 PM (040_053)SM_VIDA_MOD2_LA.indd 53 07/02/20 12:13 PM

necessidades e os Percebam-se como

Percepção sentimentos dos outros.


Atribua significados às
seu relacionamento com as pessoas.
2 Nesta atividade você terá a oportunidade de vivenciar uma das formas
Interação cidadãos que integram
sua comunidade.
Reflitam sobre seu Para refletir
experiências cotidianas mais populares de comunicação da história: a carta pessoal, gênero (040_053)SM_VIDA_MOD2_LA.indd 53 07/02/20 12:13 PM
compromisso com o
As atividades e
na escola.
Esta seção traz propostas
Reflita sobre seu
relacionamento com o
textual caracterizado com frequência por apresentar linguagem mais
informal; porém, tudo depende do grau de intimidade que se tem com
outro e com o bem
comum.
Ao término da seção são
vivências
Ajam com empatia ao
de vivências e atividades
outro e o bem comum, e o destinatário. A estrutura também pode variar, mas geralmente al-
reconhecer a
busque soluções para
problemas existentes
guns elementos são fixos, como data, destinatário, corpo do texto,
saudação e assinatura.
perspectiva, as apresentadas questões de
individuais que buscam
em sua comunidade.
apresentadas nesta
necessidades e os
sentimentos dos
Em um exercício de empatia, você procurará se comunicar com alguém
outros. autoavaliação, para que você
seção são orientadas
Competência em por meio da carta e influenciar positivamente a vida dessa pessoa.
promover
destaque reflexões
Materiais Competência em
possa avaliar seu
ao trabalho coletivo e
Compreender, utilizar e destaque
acerca dos temasfolha de papel pautado
criar tecnologias
digitais de informação
caneta azul ou preta
Compreender, utilizar e
desenvolvimento em relação Cartaz do documentário Vento Forte, de 2015.
criar tecnologias
culminam na criação
e comunicação de
trabalhados no capítulo.envelope
forma crítica,
significativa, reflexiva e
digitais de informação
aosdeobjetivos do
Agora, conecte-se com sua comunidade, produzindo um documen-
e comunicação de
tário de cerca de três minutos duração. Com isso, você capítulo.
consegui-
forma crítica,
ética nas diversas
práticas sociais
(incluindo as escolares)
Orientações
Escolha um destinatário para a carta que você irá escrever. Por exemplo:
de produtos finais.ráproblemas
significativa, reflexiva e
se colocar na perspectiva da comunidade sobre alguns de seus
ética nas diversas e, por meio de uma produção artística feita com recursos
para se comunicar, a) Um aluno que está com dificuldade de apreender algum conteúdo práticas sociais
(incluindo as escolares) digitais (podem ser câmeras de vídeo ou smartphones), auxiliar a bus-
acessar e disseminar escolar.
informações, produzir para se comunicar, car soluções para a região. Faça o que se pede a seguir.
conhecimentos, b) Uma pessoa mais velha que vive em uma instituição de longa per- acessar e disseminar
Organizem-se em grupos de quatro alunos e lembrem-se de que a
resolver problemas e manência para idosos. informações, produzir
conhecimentos, produção desse material envolve várias etapas, como elaboração de
exercer protagonismo c) Um parente distante (física ou afetivamente) com quem você gos-
e autoria na vida resolver problemas e roteiro, filmagem e finalização.
pessoal e coletiva. taria de restabelecer a intimidade. exercer protagonismo
sores, outro poreregistrar
autoria toda ana
açãovida
Elenquem a problemática a ser trabalhada e elaborem um roteiro, a fim
PROTAG O N ISM O 4. Sistematização dos dados obtidos e divulgar para

Fechamento do módulo
a escola.
pessoal e coletiva. de que vocês não se desviem do objetivo inicial. É fundamental pensar
Intervenção comunitária
PROTAG O N ISM O
PROTAG O N ISM O É o momento de organizar todas as informações le- É importante que a realização da ação gere um pro-
Intervenção comunitária vantadas nas pesquisas e nas entrevistas e de analisá- duto final que documente o processo para a futura
sobre a escolha da abordagem e como o tema será tratado.
Intervenção comunitária
-las fazendo uso dos conhecimentos obtidos neste consulta da comunidade escolar, que pode ser orga-
módulo. O abandono escolar é multicausal, tem causas nizado de distintas formas: documentário; livro com
externas e internas à escola e por vezes não se relacio- a transcrição dos depoimentos fornecidos pelos en-

50 Como você se sente em relação ao bairro onde mora? Gostaria de fazer


na a um único fator, mas à soma deles. As causas mudam
Não escreva no livro.
de território para território. Em regiões rurais, muitos
trevistados; exposição de fotos; criação de redes so-
52
ciais para divulgação do projeto; e de site, blog, vlog, Não escreva no livro.

Protagonismo
a diferença e demonstrar a força dos jovens para superar os problemas de jovens abandonam a escola pela dificuldade de deslo- entre outras.
sua comunidade? camento, por exemplo. O importante é que todos se engajem na iniciativa.
Vamos recorrer aos aprendizados e discussões deste módulo e criar um Desse trabalho deve resultar um relatório que espe- Implementem a ação no cotidiano da escola. Para
Objetivos projeto de intervenção na comunidade em relação ao abandono escolar no lhe, mesmo que parcialmente, o fenômeno do abandono gerar uma transformação efetiva, uma ação não pode
Como você se sente em relação ao bairro onde mora? Gostaria de fazer
Diagnosticar possíveis Ensino Médio. no Ensino Médio de sua escola nos últimos anos. ser confundida com um evento. A proposta é que a
causas externas e iniciativa gere um engajamento permanente e efetivo
Como de você se sente
a diferença em relação ao abairro
e demonstrar forçaonde mora?para
dos jovens Gostaria de fazer
superar os problemas de 5. Proposta de intervenção

Cada módulo é encerrado com uma


internas da escola da comunidade escolar. O protagonismo de vocês alu-
1. Elaboração cronograma
responsáveis pelo de trabalho
(040_053)SM_VIDA_MOD2_LA.indd 50 abandono escolar nas 07/02/20
Com base no relatório, escolha uma das causas que12:13 PM
nos é essencial para promover engajamento e mobili-
a diferença
Definam um cronograma esuademonstrar
de trabalho, considerando a
comunidade?
turmas de Ensino Médio.
a realização do projeto de intervenção.
força
todas as etapasdos
para jovens para superar os problemas de (040_053)SM_VIDA_MOD2_LA.indd
acredita ser relevante para pensar uma proposta de
zação dos outros colegas. 52
Promovam momentos de reflexão para avaliar o pro-
07/02/20 12:13 PM
Propor intervenções intervenção.
sua
Levantemcomunidade? Vamos recorrer aos aprendizados e discussões deste módulo e criar um
também os materiais necessários para a execução do projeto.
que visem à reversão cesso com a gestão escolar e, assim, corrigir rotas e

proposta de projeto em que você e seus


desse quadro. Com base na causa definida, pense em como produ-
Escolham o professor que orientará o trabalho de acordo com as áreas avaliar o impacto da iniciativa na escola.
zir um mapa da escola de alunos que têm mais chances
Objetivos
Justificativas
Vamos
de conhecimento recorrer
projetoaos
envolvidas. aprendizados
de intervenção naecomunidade
discussões deste módulo
em relação aoeabandono
criar um escolar no de abandonar a escola. Proponha ações que podem ser
7. Avaliação dos resultados
realizadas com eles e com toda a escola para mitigar e
ObjetivosDiagnosticar
O desenvolvimento da
2.projeto
seção contribui parapossíveis
Levantamento de intervenção
deEnsino
dados Médio. na comunidade em relação ao abandono escolar no prevenir a evasão. Pense em uma ação que possa ser Após a realização da ação, é o momento de você rea-

colegas exercerão seu protagonismo


que
você e seus colegas: realizada pela comunidade escolar e não envolva atores lizar uma autoavaliação sobre seu desempenho na cons-
causas
Reflitamexternas
Diagnosticar possíveis sobre seu e Cada
Ensino Médio.
Organizem a turma em grupos, de acordo com a orientação do professor.
grupo deve ficar responsável por pesquisar, em campo e/ou na inter-
e recursos externos. trução desse projeto. Para isso, em seu caderno, respon-
internas
causas externas e e o bem dacomum,
escola net, um dos temas relacionados a seguir.
relacionamento com o Exemplo: Se a avaliação é de que o abandono tem da às seguintes questões:
outro

responsáveis
e busquem soluções
pelo 1. Elaboração
Possíveis causas do fenômeno do abandono escolar no Ensino de Médio cronograma de trabalho
relação com o alto nível de reprovação dos alunos, Como foi minha proatividade?

para elaborar uma ação que envolva


internas da escola
para problemas será necessário realizar ações com os professores

escolar nas 1. Elaboração de cronograma de trabalho


da escola pública brasileira. Como trabalhei em equipe?
responsáveisabandono
existentes em sua para repensar o modelo de avaliação, assim como com
pelo
escola e comunidade.
Definam um cronograma de trabalho,
Dados estatísticos relativos ao abandono escolar no Ensino Médio da
considerando todas asquais
os alunos com maior dificuldade, para melhorar o
etapasnecessário?
para
Para desenvolver o projeto, fiz o trabalho de pesquisa
turmas
abandono escolar de
Reconheçam a
nas da ação
importância
Ensino Médio.
sua escola nos últimos quatro anos. Essas informações podem ser ob- desempenho escolar. Para isso, é preciso saber
tidas Definam um cronograma de trabalho, considerando
reprovamtodas asqueetapas para de
as áreas de conhecimento e professores que mais
a realização do projeto de intervenção.
alunos e membros da comunidade
coletiva. na secretaria da escola, considerando o número de matrículas eo Cumpri os prazos?
turmas de Ensino
Propor Médio.intervenções
Percebam-se como número de alunos que concluíram o ano letivo em cada turma. e os alunos estão com dificuldade
Esforcei-me para realizar a tarefa delegada a mim?
aprendizagem – com base nas notas, que podem ser
quecidadãos
Propor intervençõesvisem
parte à reversão
que fazem
da construção da a realização
Verificar do
se há informações projeto
naLevantem
secretaria de
escolar que intervenção.
também os materiais necessários
justifiquem o aban- para a execução do projeto.
acessadas pela direção. Como foi minha participação para colocar a ação em
desse
que visem à reversão quadro.
vida da comunidade. dono no período estudado e se há um paralelo entre essas possíveis
Levantem também
Escolham os materiais
o professor necessários para
que orientará
Vocês podem pensar entre a turma toda, em grupos
oa trabalho
execução de doacordo
projeto. prática?
com as áreas
escolar, de forma a promover algum
causas e aquelas levantadas no primeiro item. ou individualmente, nas propostas. No caso de escolhe-
Quais foram os maiores desafios que enfrentei nesse
desse quadro. Competência
destaque
em
Escolhamde o professor que orientará
Levantar as percepções da direção e da coordenação pedagógica quan-
conhecimento envolvidas.
rem a proposta em grupos ou individualmente, organi-
o trabalho de acordo com as áreas processo? De que modo solucionei esses problemas?
to às causas do abandono da escola. zem uma maneira de escolher a ação que será executa-
Justificativas
Argumentar com base
em fatos, dados e de conhecimento envolvidas.
da pela turma.
Vocês podem definir por consenso ou propor uma
Quais foram meus maiores aprendizados nesse pro-
cesso?

impacto positivo em sua comunidade.


3. Entrevista com alguns dos alunos que estão fora
Justificativas
informações confiáveis,
votação, onde cada pessoa tem o direito a três votos.
O desenvolvimento da da escola Quais correções eu faria ao meu desempenho no
2. Levantamento de dados
para formular, negociar
e defender ideias, A proposta mais votada será implementada, já a se- projeto?
seção
O desenvolvimento contribui
comuns que para que
pontos de vista e
da gunda e a terceira podem ser realizadas a depender da
2. abandonado
Levantamento de delesdados
decisões Procurem identificar, na comunidade onde moram, casos de jovens que Quais ações minhas manteria na realização de outra
avaliação do professor sobre recursos e tempo.
você
seção contribui e seus colegas: tenham
respeitem e promovam
para que
os estudos. Perguntem a alguns
dar um depoimento sobre essaOrganizem
se poderiam ação como essa?
os direitos humanos, a experiência. Caso hajaareceptividade,
turma em no grupos, de acordo com a orientação do professor. Quais habilidades descobri que tenho durante essa
consciência 6. Realizar a ação
você e seus colegas:
Reflitam sobre
socioambiental eo seu dia da entrevista, procurem saber como o jovem vivenciou essa situação, ação? Elas se relacionam a um possível futuro profis-
consumo responsável Organizem
possíveis Cada
causas e se pretende aretornar
turma
grupo em
à escola grupos,
deve
quando ficarde
possível. acordo compor
responsável a orientação
a ação definida,do
pesquisar,
Com em professor.
pensem campo
em todas ase/ou
etapas na inter-
sional?
relacionamento
Reflitam sobre seu
em âmbito local, com oPlanejem um roteiro de questões para a entrevista, e ajam com respeito envolvidas e recursos necessários para tirá-la do pa-
regional e global, com
outro e o bem ético comum, Cada grupo
e maturidade deveum
net,
com o entrevistado. ficardos responsável
temas por pesquisar,
relacionados a em
seguir. campo a sala e/ou na inter- Foi possível reverter ou evitar algum possível quadro
de evasão escolar por meio dessa ação?
relacionamentoemcom relaçãoo
posicionamento
ao cuidado Lembrem-se de que o abandono se relaciona com múltiplos fatores.
pel. Organizem em comissões com responsa-
bilidades e tarefas específicas. Se utilizarmos o exem- Com base nessas respostas e em suas anotações
e busquem
de si mesmo, dossoluções
outro e o bem comum, net,
Procurem um
explorardos temas
aspectos da vida do relacionados
jovem, mas também as a seguir.
Possíveis causas do fenômeno dodiagnóstico
questões
abandono
plo anterior, um grupo
escolar no Ensino liando
pode ficar responsável pelo
Médio
durante a elaboração do projeto, faça um relatório ava-
outros e do planeta.
para
e busquem soluções problemas que se relacionam ao sentido dado à escola. dos alunos, outro por envolver os profes- seu desempenho e entregue-o ao professor.

existentes em sua Possíveis causas da escola do fenômeno


pública brasileira. do abandono escolar no Ensino Médio
para problemas
sua e comunidade. da escola pública brasileira.
72 73
existentes emescola Não escreva no livro. Não escreva no livro.

Dados estatísticos relativos ao abandono escolar no Ensino Médio da


escola e comunidade.
Reconheçam a
Dados estatísticos sua escola relativos
nos últimos ao abandono escolar
quatro anos. Essasno Ensino informações Médio podem da ser ob-
Reconheçamimportância
a da ação
(064_073)SM_VIDA_MOD2_LA.indd 72 06/02/20 10:56 AM (064_073)SM_VIDA_MOD2_LA.indd 73 06/02/20 10:56 AM

coletiva.
importância da ação sua escola nos tidas últimos quatro anos.
na secretaria da escola, Essasconsiderando
informações opodem número serdeob-matrículas e o
coletiva. Percebam-se como tidas na secretaria númeroda deescola,
alunosconsiderando
que concluíram o número
o ano letivo de matrículas
em cada turma. eo
Percebam-secidadãos
como que fazem número de alunos que concluíram o ano letivo em cada turma.
Verificar se há informações na secretaria escolar que justifiquem o aban-
cidadãos queparte
fazem da construção da

Objetivos,
vida da comunidade.
parte da construção da Verificar se há dono informações
no período na estudado
secretaria eescolar
se há que justifiquem
um paralelo entre o aban-essas possíveis
vida da comunidade. dono no período causas estudado
e aquelase levantadas se há um paralelono primeiro entre item. essas possíveis R E PE RTÓ R I O
Em um mundo melhor. Direção de Susanne Bier. Módulo 3 – Meu projeto
Competência em causas e aquelas levantadas no primeiro item. Dinamarca/Suécia, 2010. (113 min)
de vida
justificativas
destaque e
Levantar as percepções da direção e da coordenação pedagógica quan-
R E PE RTÓ R I O
destaque
Competência em
Filme sobre a vida de Anton, um médico que trabalha

Final do livro
em um campo de refugiados na África e precisa enfren-
Levantar as to
percepções
às causasda
dodireção e dada
abandono coordenação
escola. pedagógica quan- tar problemas pessoais, como o bullying sofrido por seu Para ler
Argumentar com base filho Elias na escola.
to às causas do abandono da escola. A vida invisível de Eurídice Gusmão, de Marta

competências em 3. Entrevista Argumentar comem fatos,


base dados e Eu não sou seu negro. Direção de Raoul Peck. Batalha. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.

3. Entrevista com alguns dos alunos que estão fora


Bélgica, 2016. (93 min)
informações
em fatos, dados e confiáveis, Documentário sobre a obra do escritor James Baldwin
O livro conta a história de Eurídice Gusmão, que sonha
em ser pianista, mas sofre para alcançar seus objetivos
informações para formular, negociar
dacom alguns dos alunos que estão fora
confiáveis, e sua participação nas lutas pelos direitos civis dos ne-
escola para formular,e negociar
defender ideias, Módulo 1 – Quem sou eu: Para navegar gros nos Estados Unidos durante a década de 1960.
diante das pressões sociais de uma sociedade machista,

destaque
de sua família e do desaparecimento da irmã mais velha.

Repertório
autoconhecimento, trajetória e
da escola pontos de vista e
e defender ideias, potencialidades
Participação dos estudantes na escola (Porvir) Trashed: para onde vai o nosso lixo. Direção de
Candida Brady. Estados Unidos, 2012. (98 min) Para assistir
decisões comuns que Procurem identificar, na comunidade onde moram, casos de jovens que Guia de informações sobre como melhorar a expe-
O documentário aborda o problema do acúmulo de
pontos de vista e
Módulo 1 – Quem sou eu:
riência escolar e o processo de aprendizagem. Disponí-

que e promovam Procuremtenham


respeitem
decisões comuns identificar, na comunidade
abandonado onde moram,
os estudos. Perguntemcasos de jovens
a alguns quese poderiam
deles Para ler Para navegar
vel em: http://porvir.org/especiais/participacao. Acesso
em: 23 jan. 2020.
lixo e o destino dado aos resíduos em diferentes partes
do mundo.
Dois dias, uma noite. Direção de Jean-Pierre
Dardenne e Luc Dardenne. Bélgica, 2014. (95 min)

Indica os objetivos, as
os direitos humanos, atenham abandonado
autoconhecimento, trajetória e
Após a exibição do documentário, discuta com os O filme retrata a jornada de uma mulher que retorna
os estudos.sobre
Perguntem a alguns deles sehaja
poderiam
Traz indicações de
respeitem e promovam dar um depoimento essa experiência. Caso receptividade,OSalinger.
no
apanhador no campo de centeio, de J. D.
consciência São Paulo: Todavia, 2019. Participação dossãoestudantes na escola (Porvir) os colegas a desistirem de um bônus salarial para que
alunos sobre as práticas de descarte de resíduos que ao trabalho após uma licença e que precisa convencer
os direitos humanos, a Módulo 2 – Eu, cidadão prejudiciais ao meio ambiente, como o abarrotamen-

consciência socioambiental e o
dar um depoimento sobre essa
dia da entrevista, experiência.
procurem saberCaso
como haja receptividade,
o jovem vivenciou no
essa situação, Obra sobre um garoto estadunidense de 16 anos que
relata as experiências que atravessou durante os tempos
to dos aterros sanitários que contaminam o solo, preju-
Guia de informações sobre
dicando os lençóis como melhorar a expe-
freáticos. potencialidades
ela não perca seu emprego.

justificativas e as
consumo responsáveldia da entrevista, procurem
possíveis causassaber como o jovem
e se pretende vivenciou
retornar à escolaessa situação,
quando possível. de escola e os anos posteriores a ela. Metrópolis. Direção de Fritz Lang. Alemanha, 1927.

livros, filmes e sites


socioambiental eo Para ler riência escolar e oPara processo de aprendizagem. Disponí- (153 min)
em âmbito local, Extraordinário, de R. J. Palacio. São Paulo: navegar
consumo responsável possíveis causas e se pretende
Planejem retornar
um roteiro à escola
de questões quando
para possível.
a entrevista, e ajam com respeito
Intrínseca, 2013. Os Saltimbancos, de Chico Buarque de Holanda.
vel em: http://porvir.org/especiais/participacao.
Metrópolis é uma cidade futurista onde os operários
Acesso
regional e global, com Para ler
São Paulo: Autêntica, 2017. Cartilha Grêmio Autônomo e Auto-organizado trabalham no subsolo, sob regime de escravidão, e a
em âmbito local, Planejem eum roteiro
maturidade de questões
com o para a entrevista,
entrevistado. e ajam com respeito
Livro que conta a história do menino August Pullman,
Inspirada na fábula “Os músicos de Bremen”, dosem:
Irmãos 23 jan. 2020.
classe rica vive na superfície.

competências gerais da posicionamento ético Cartilha que reúne dicas para criar e organizar um grê-

para aumentar o
o Auggie, que nasceu com uma síndrome que o impediu
regional e global, com de frequentar a escola, em função de sua deformidade Grimm, a obra conta a história de quatro animais que se mio na escola. Disponível em: https://midiaindependente. O homem que viu o infinito. Direção de Matt Brown.

ético ao cuidadoe maturidade com


em relação o entrevistado.
Lembrem-se de que o abandono se relaciona com múltiplos fatores. revoltam contra a exploração dos seres humanos e fogem, org/?q=gremioautonomo. Acesso em: 23 jan. 2020. Reino Unido, 2016. (109 min)
posicionamento O apanhador
conta a saga do meninono campo
escola pela de centeio,
e do número de cirurgias a que foi submetido. O livro
em uma primeira vez de J.sobre
aprendendo D.respeito, solidariedade e união. Filme que conta a história de Srinivasa Ramanujan,
em relação ao decuidado
si mesmo, dos Lembrem-se de que
Procurem o abandono
explorar se relaciona
aspectos da vida docom múltiplos
jovem, fatores.as questões
mas também
ID Jovem
Salinger. São Paulo: Todavia, 2019.
e suas relações de amizade. um matemático indiano que cresceu em uma área pobre

Base Nacional Comum que se relacionam aoseu repertório Módulo 2 – Eu, cidadão
Identidade Jovem é o documento que dá acesso a
de si mesmo,outros
dos e do planeta. Procurem explorar aspectos daaovida
que se relacionam do jovem,
sentido dado àmas também as questões
escola.
Sol na cabeça, de Geovani Martins. São Paulo: Para assistir benefícios relacionados a cultura, esporte e transporte,
do país e é convidado a apresentar seu trabalho na Uni-
versidade de Cambridge, na Inglaterra.
outros e do planeta. Obra sobre
Companhia um
das Letras, garoto estadunidense
2018. A vida dos de 16Direção
outros. anosdeque Florian Henckel von resguardados por leis, a jovens de baixa renda. Disponí-
Patch Adams − o amor é contagioso. Direção de
vel em: https://idjovem.juventude.gov.br/. Acesso em: 23
sentido dado à escola. Obra que aborda, em 13 contos, o cotidiano e as vivên- Donnersmarck. Alemanha, 2006. (137 min)
relata
cias deas experiências quedaatravessou durante os tempos jan. 2020. Tom Shadyac. Estados Unidos, 1998. (115 min)

Curricular72que estão
jovens moradores de comunidades cidade do O filme conta a história de Gerd Wiesler, funcionário

pessoal e contribuir deRioescola


de Janeiro. Filme que conta a história de um médico que foi um
e os anos posteriores a ela.
Para ler
do serviço secreto da Alemanha Oriental, durante o pe- Observatório do terceiro setor
ríodo da Guerra Fria, que inicia uma vigilância para es- dos primeiros a observar e a aplicar a terapia do riso em
Site que reúne plataformas de televisão, de rádio e
Não escreva no livro.
Para assistir pionar um dramaturgo. mídias digitais para divulgar as boas práticas das orga-
seus pacientes.
Extraordinário, de R. J. Palacio. São Paulo:
Durante a espionagem, Wiesler repensa sua vida e Tempos modernos. Direção de Charles Chaplin.
72
relacionadas às
nizações da sociedade civil. Disponível em: https://
Não escreva no livro.

com a construção
Billy Elliot. Direção de Stephen Daldry. França/ escolhas ao entrar em contato com a arte e com os ar-
Intrínseca,
Inglaterra, 2000.2013.
(110 min) tistas que observa.
Os Saltimbancos, de Chico Buarque de Holanda.Estados Unidos, 1936. (87 min) observatorio3setor.org.br/. Acesso em: 3 fev. 2020.
O filme mostra o processo de mecanização do traba-
O filme apresenta a história de um menino que sonha
CodeGirl. Direção de Lesley Chilcott. Estados São Paulo: Autêntica,
Politize!
2017. lho e a rotina exaustiva do trabalhador.
Livro
em se tornarque conta a história do menino
um bailarino.
Unidos,August Pullman,
2015. (108 min)
Site sobre educação política que tem como missão a

atividades e às vivências
Inspirada na fábula “Os músicos de Bremen”, dos Irmãos
formação de uma nova geração de cidadãos conscien-

de seu projeto o Auggie, que nasceu


(90 min) com uma síndrome que o impediu
Eu maior. Direção de Fernando Schultz e Paulo O documentário acompanha a trajetória de grupos de tes e comprometidos com a democracia. Disponível em: Para navegar
Schultz. Brasil, 2013. garotas, alunas do Ensino Médio, de várias partes do mun-
(064_073)SM_VIDA_MOD2_LA.indd 72 de frequentar
06/02/20 que
Documentário a escola,
10:56 AM entrevistas
apresenta em comfunção
líderes de suadodeformidade
do, inclusive Grimm, a obra conta
Brasil, numa competição de programação. a história de quatro animais que se
https://www.politize.com.br/. Acesso em: 23 jan. 2020.
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) Ministério da Educação
Criança, a alma do negócio. Direção de Estelarevoltam contra a exploração dos seres humanos e fogem,
espirituais, intelectuais, artistas e esportistas sobre au-
e10:56
do número de da cirurgias a que foiRenner.
submetido. Omin)
livro
propostas nas seções
(064_073)SM_VIDA_MOD2_LA.indd 72 06/02/20 AM
toconhecimento e a busca felicidade. Site da União Brasileira dos Estudantes Secundaris- Site que apresenta informações sobre ações do go-

de vida.
Brasil, 2008. (49
conta a saga do menino em uma escola
Na natureza selvagem. Direção de Sean Penn.
pela primeira
O documentário vez
reflete sobre aprendendo
o lugar da infância e sobreMédio
respeito,
tas, entidade quesolidariedade
representa os estudantes e do
união.
Ensino
do Brasil. Disponível em: http://ubes.org.br/. Aces-
verno federal relacionadas à educação, como Enem, Fies,
Prouni e Sisu. Disponível em: https://www.mec.gov.br/.
Estados Unidos, 2007. (147 min) juventude na sociedade brasileira atual e sua relação so em: 23 jan. 2020. Acesso em: 23 jan. 2020.
e suas relações
O filme de
mostra a vida de amizade.
um jovem que abandona sua com o consumismo.

Percepção, Interação e Para assistir


família e cidade para viajar sem rumo e sem posses materiais.

Sol na cabeça, de Geovani Martins. São Paulo:


Companhia das Letras, 2018. A vida dos outros. Direção de Florian Henckel von
Protagonismo. 110
Obra que aborda, em 13 contos, o cotidiano e as vivên-
cias de jovens moradores de comunidades da cidade do Não escreva no livro.
Donnersmarck. Alemanha, 2006. (137 min)
Não escreva no livro.
O filme conta a história de Gerd Wiesler, funcionário
111

Rio de Janeiro. do serviço secreto da Alemanha Oriental, durante o pe-


(110_112)SM_PROJ_VIDA_FINAIS.indd 110 ríodo da Guerra Fria, que inicia uma vigilância para es-
07/02/20 17:17 (110_112)SM_PROJ_VIDA_FINAIS.indd 111 07/02/20 17:17

Para assistir pionar um dramaturgo.


Durante a espionagem, Wiesler repensa sua vida e
Billy Elliot. Direção de Stephen Daldry. França/
Inglaterra, 2000. (110 min)
O filme apresenta a história de um menino que sonha
escolhas ao entrar em contato com a arte e com os ar-
tistas que observa. 5
CodeGirl. Direção de Lesley Chilcott. Estados
em se tornar um bailarino.
Unidos, 2015. (108 min)
Eu maior. Direção de Fernando Schultz e Paulo O documentário acompanha a trajetória de grupos de
Schultz. Brasil, 2013. (90 min) garotas, alunas do Ensino Médio, de várias partes do mun-
Documentário que apresenta entrevistas com líderes do, inclusive do Brasil, numa competição de programação.
espirituais, intelectuais, artistas e esportistas sobre au-
Criança, a alma do negócio. Direção de Estela
toconhecimento e a busca da felicidade.
Renner. Brasil, 2008. (49 min)
Na natureza selvagem. Direção de Sean Penn. O documentário reflete sobre o lugar da infância e
Estados Unidos, 2007. (147 min) juventude na sociedade brasileira atual e sua relação
(003_007)SM_PROJ_VIDA_INICIAIS.indd 5 O filme mostra a vida de um jovem que abandona sua com o consumismo. 2/20/20 1:52 PM
família e cidade para viajar sem rumo e sem posses materiais.
Sumário

MÓDULO 1 Felicidade e propósito ...............................................................................32


Meu trajeto ...................................................................................................................... 33
skyNext/iStock/Getty Images

Percepção: Ser jovem ............................................................................. 34


Interação: Nosso amanhã............................................................... 36
Para refletir ...................................................................................................................37
Protagonismo: Feira cultural .................................................. 38

MÓDULO 2

Drew Angerer/Getty Images


Quem sou eu: autoconhecimento,
trajetória e potencialidades................................................................... 8
Capítulo 1 – Meu reflexo ........................................................................... 10
Quem sou eu?............................................................................................................. 10
Conhece-te a ti mesmo .............................................................................. 11
Autonomia, autoestima e protagonismo ..................... 12
Para pensar, sentir e agir ......................................................................13 Eu, cidadão ................................................................................................................................40
Percepção: Identidade ............................................................................14
Capítulo 4 – Eu e nós ....................................................................................... 42
Interação: Coletividade..........................................................................16
Como nos conectamos? .................................................................... 42
Para refletir .................................................................................................................... 17
Cultura e identidade ..................................................................................... 43
Capítulo 2 – Por onde andei .............................................................. 18 Intercâmbio cultural ....................................................................................... 43
De onde eu vim? .....................................................................................................18 O poder da comunicação................................................................... 44
Raízes ........................................................................................................................................19 Comunicação ao longo do tempo .......................................... 44
O que é cultura? ......................................................................................................19 Juventude conectada .................................................................................. 45
Somos seres sociais ...................................................................................... 20 Novas tecnologias............................................................................................ 46
Meu perfil .............................................................................................................................. 21 Novos desafios na comunicação..............................................47
Percepção: Trajetória ................................................................................ 22 Estamos todos conectados?.......................................................... 48
Interação: Unidade e empatia .................................................24 Empatia e design thinking ............................................................... 49
Para refletir ...................................................................................................................25 Percepção: Comunicação...............................................................50
Capítulo 3 – Que juventude é essa? ............................... 26 Interação: Percebendo o outro ............................................52
O que é juventude, afinal? .................................................................26 Para refletir .................................................................................................................. 53
Juventude, juventudes .............................................................................. 27 Capítulo 5 – Um ser social ...................................................................54
Ser jovem .......................................................................................................................... 28 Que lugar é esse?............................................................................................... 54
Adolescência...............................................................................................................29 Identidade e acesso ..................................................................................... 55
Os jovens do Ensino Médio brasileiro...................... 30 Lugar de fala................................................................................................................ 55
Aprendendo a aprender ............................................................................31 Vivendo em sociedade ........................................................................... 56

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Precisamos falar sobre ética ...........................................................57 Quem nos inspira?............................................................................................80
O que é preconceito?....................................................................................57 Minhas escolhas e sentimentos ...........................................81
Responsabilidade ambiental...................................................... 58 Percepção: Trabalho e percursos ................................... 82
Do micro ao macro .......................................................................................... 59 Interação: Trabalhos................................................................................... 84
Percepção: Igualdade ..............................................................................60 Para refletir .................................................................................................................. 85
Interação: Nossas ações afetam
os outros................................................................................................................................62 Capítulo 8 – O mundo do trabalho bate
à minha porta ....................................................................................................................86
Para refletir .................................................................................................................. 63
Que caminho seguir?.................................................................................. 86
Capítulo 6 – A sociedade que Emprego e trabalho....................................................................................... 87
queremos ..................................................................................................................................64
Transformações no mundo
Que sociedade queremos construir?....................... 64
do trabalho ..................................................................................................................... 87
Eu e a sociedade .................................................................................................. 65
As desigualdades no mercado de trabalho ........... 89
Participação social ........................................................................................... 66
Construção de um currículo ........................................................90
A sociedade do futuro ............................................................................. 67
Portfólio .................................................................................................................................91
Percepção: O coletivo ............................................................................. 68
Redes sociais ...............................................................................................................91
Interação: Juventude e participação........................ 70
Relacionamentos no ambiente
Para refletir .................................................................................................................... 71
profissional .......................................................................................................................92
Protagonismo: Intervenção comunitária ..... 72
Entrevista de emprego........................................................................... 93
Percepção: Mundo do trabalho ........................................... 94
MÓDULO 3
Interação: Profissões ............................................................................... 96
Chico Ferreira/Pulsar Imagens

Para refletir ...................................................................................................................97

Capítulo 9 – Tudo pronto. E agora?..................................98


Como encarar o desafio? .................................................................. 98
Fortalecendo emoções e atitudes ................................. 99
Competências e habilidades para
o século XXI ...............................................................................................................100
Inteligências socioemocionais .................................................. 101
Ampliando o horizonte........................................................................ 102
Jogo das competências .................................................................... 103
Percepção: Competências para
o futuro ................................................................................................................................ 104
Meu projeto de vida ............................................................................................. 74
Interação: O sentido social do trabalho ......... 106
Capítulo 7 – Fazendo escolhas................................................... 76 Para refletir .............................................................................................................. 107
O que quero ser? ................................................................................................. 76
Protagonismo: Feira de profissões.......................108
Por onde começar? .......................................................................................... 77
Oportunidades e caminhos........................................................... 78 Repertório .....................................................................................................................110
Os jovens e o mundo do trabalho ............................................79 Bibliografia .................................................................................................................. 112

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MÓDULO 1
A U T O C O N H E C I M E N T O

Quem sou eu:


autoconhecimento,
trajetória e
potencialidades
T
oda jornada começa em algum lugar. O trajeto de seu projeto de vida
não é exceção. Para saber quem queremos ser é preciso, inicialmente,
compreender quem somos. O ponto de partida de sua jornada, portanto,
será o autoconhecimento, ou seja, o conhecimento sobre si mesmo.
Conhecer a si mesmo não é uma tarefa nova e tem se mostrado uma
preocupação recorrente entre seres humanos em diversos momentos da
história. Tampouco é uma tarefa simples, que pode ser resolvida facilmente
da noite para o dia. Olhar para si requer tempo, paciência e disposição.
É com base no autoconhecimento que podemos refletir sobre aquilo
que gostamos e desgostamos, nossas vontades, nossos sonhos e as ferra-
mentas de que dispomos para realizá-los.

P E R C E P Ç ÃO P E R C E P Ç ÃO
MAPA
C A PÍ T U LO 1 C A PÍ T U LO 2
DO I N T E R AÇ ÃO I N T E R AÇ ÃO

MÓDULO
Meu reflexo Por onde andei
8

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skyNext/iStock/Getty Images

Jovem se olhando no espelho em 2017.

P E R C E P Ç ÃO
C A PÍ T U LO 3 PROTAG O N ISM O
I N T E R AÇ ÃO

Que juventude é essa? Feira cultural


9

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C A PÍ T U LO 1

Meu reflexo

Chico Ferreira/Pulsar Imagens


Objetivos
Refletir sobre sua
identidade e a
importância do
autoconhecimento.
Discutir os conceitos de
autonomia, autoestima e
protagonismo,
identificando aspectos
da sua vida nos quais
esses conceitos se
fazem presentes.

Jovem Pataxó fazendo pintura


Justificativa corporal. Aldeia Jaqueira,
As reflexões e Porto Seguro, Bahia, 2019.
discussões propostas
neste capítulo Quem sou eu?
contribuem para a
investigação de si Com certeza você já se olhou no espelho. O que você enxerga no
mesmo, introduzindo o reflexo? Quem é a pessoa ali refletida? Alguma vez você já se
trabalho de perguntou: quem sou eu? Se você nunca fez isso, imagine que está
autoconhecimento
enquanto ponto de se olhando agora no espelho e tente responder a essa pergunta.
partida para a Que respostas vêm à sua mente? Seu nome? Sua idade? Seus
construção de seu
gostos pessoais? Seu local de nascimento? A língua que você fala?
projeto de vida.
Sua família? Suas memórias? Ou a soma de tudo isso? Vamos inves-
tigar essa questão ao longo deste capítulo.

10 Não escreva no livro.

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Conhece-te a ti mesmo
Aforismo: regra ou princípio
“Quem sou eu?” é uma pergunta que está presente há muitos moral que é expresso em uma
anos na história da humanidade. Diversos filósofos, pensadores, sentença curta.
estudiosos, escritores e artistas debruçaram-se sobre essa questão
e descobriram muitas possibilidades de respostas.

Mikhail Yuryev/Shutterstock.com/ID/BR
Porém, de acordo com a maioria desses pensadores, a tarefa
de se conhecer é complexa e essencial para nosso desenvolvi-
mento pessoal.
O aforismo “Conhece-te a ti mesmo”, inscrito no templo de Apolo,
em Delfos, na Grécia Antiga, apresenta a ideia de que precisamos
nos conhecer antes de compreendermos o mundo à nossa volta.
O autoconhecimento envolve diversas camadas de entendimento,
que vão desde o nosso contexto, ou seja, nossa família, comunidade,
cultura e país, até nossas experiências, ações, gostos, sentimentos
e sonhos. É um processo constante de auto-observação e reflexão
sobre si mesmo que tem como um de seus objetivos a tomada de
consciência de como pensamos, sentimos e agimos nas mais diver-
sas situações da vida. Por meio do autoconhecimento, temos opor-
Ruínas do templo de Apolo que datam
tunidade de identificar nossas capacidades, qualidades e potências do século IV a.C. Delfos, Grécia, 2019.
de olhar para nossas fragilidades e dificuldades para pensarmos O aforismo “Conhece-te a ti mesmo”
formas de superá-las. fazia parte das máximas délficas que
foram inscritas nesse templo.
O caminho do autoconhecimento permite o desenvolvimento
da autonomia, da autoestima e do protagonismo, estabelecendo
bases para a busca do bem-estar, da qualidade de vida e da trans-
formação social.
Adriano Kirihara/Pulsar Imagens

Jovens praticando o samba de roda. Petrolina, Pernambuco, 2018. O entendimento que temos de nossa comunidade e cultu-
ra faz parte do exercício de autoconhecimento.

Não escreva no livro. 11

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Autonomia, autoestima e protagonismo
Olhar para si mesmo é o ponto de partida de nossa jornada neste
projeto. Porém, não podemos perder de vista que vivemos em um
contexto social que envolve os espaços coletivos em que estamos
inseridos, como a escola, a família e a sociedade.
Desenvolver nossas potencialidades e dificuldades, além de
melhorar nossa vida, traz benefícios para a sociedade, afinal, nós
também construímos e modificamos a realidade em que vivemos.
Para isso, vamos analisar melhor os conceitos de autoestima, auto-
nomia e protagonismo.
Autoestima é uma avaliação subjetiva que fazemos sobre nós
mesmos. A construção e o fortalecimento da autoestima são impor-
tantes para que uma pessoa: confie em si mesma, esteja satisfeita
com sua identidade, tenha atitudes positivas em relação à vida e
persista na busca pela concretização de seus sonhos e objetivos.
Autonomia é a capacidade de ação por si. É uma atitude que está
engajada com o pensamento crítico, a responsabilidade e a liber-
dade, para que uma pessoa faça escolhas com base em sua cons-
ciência e em critérios éticos. Trata-se de compreender que sua ação
interfere e gera consequências na vida de todos os que convivem
com você.
A palavra protagonismo é originária do grego protagonistés. Proto
significa “principal” e agonistes tem o sentido de “lutador”. Prota-
gonismo é a atitude de uma pessoa se colocar no centro de sua vida,
atuando ativamente no seu processo de desenvolvimento pessoal
e de transformação da sua realidade e da sociedade. Trata-se da
autorresponsabilidade perante suas escolhas, metas, objetivos e
meios para alcançá-los.

Chico Ferreira/Pulsar Imagens

Jovens utilizando seu protagonismo para desenvolver um projeto de recuperação de uma área degradada
de manguezal. Rio das Ostras, Rio de Janeiro, 2018.

12 Não escreva no livro.

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Para pensar, sentir e agir
Ágora
Em que momentos da sua vida você se sente com mais autonomia
e autoestima e, consequentemente, exerce maior protagonismo? Meu futuro
Vamos pensar sobre esses três conceitos? Para refletir sobre isso,
A roda da vida é uma forma de
pinte a roda da vida que está no final desta página de acordo com avaliar aspectos da sua
as orientações a seguir. Faça a atividade da forma mais sincera possí- existência em diferentes
vel. Você não precisa mostrá-la a ninguém! Esse será seu momento dimensões, no presente. Agora,
junto aos colegas, reflitam
de reflexão. Vamos lá? sobre o que cada um deseja
para seu futuro:
Orientações 1 Que pessoa quero ser?
A Com um compasso, desenhe o círculo da roda da vida em uma
2 Que sociedade desejo
folha de papel sulfite A4. construir?
B Trace os campos em que a roda da vida é dividida com uma régua 3 Como posso alcançar esses
de 30 cm e um lápis preto; depois, preencha-os com os dizeres objetivos?
e as numerações que estão na roda.
C Reflita sobre cada tema que é indicado na roda e se você exerce
ou não uma atitude protagonista em relação a ele.
D Pinte cada campo de acordo com a nota, de um a dez, que você
der a cada um.
E Após colorir toda a roda da vida, observe se há ou não equilíbrio
entre as notas pintadas dos campos; avalie se há campos que
precisam de maior atenção e empenho e se existem outros com
notas satisfatórias para você.
F Trace planos e metas para atingir equilíbrio entre os campos de
sua vida.
G Lembre-se de prever quais poderão ser os obstáculos para
alcançar essas metas. Será necessário planejamento e resiliên-
cia para que você possa superá-los.

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Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João
R Pessoa, 2017. Disponível em: mhttps://repositorio.
ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/4475/1/
Roda da vida. DNL10072018.pdf. Acesso em: 6 fev. 2020.

Não escreva no livro. 13

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PE RC E P Ç ÃO

Identidade

1 Identifique alguns traços da sua identidade. Para isso, responda às


perguntas a seguir no caderno.
a) Qual é seu nome completo?
Objetivos b) Qual é sua maior qualidade? E seu maior obstáculo?
Reconhecer aspectos c) Qual é seu filme, série, esporte e canção favoritos?
de sua identidade, além
de indicar seus pontos d) Você tem algum(a) influenciador(a) da internet preferido? Quem
fortes e oportunidades é ele(a)?
de desenvolvimento. e) O que o deixa feliz?
Refletir sobre seus
sonhos, aspirações, f) O que o deixa com raiva?
e como você se vê e g) Qual é sua comida favorita?
acredita que os outros
o veem. h) No seu cotidiano, quais itens não podem faltar em sua mochila?
i) Você deseja viajar para quais lugares do mundo?
Justificativas
As atividades
j) Qual é seu maior sonho?
propostas nesta Com base nas suas respostas às questões acima, escreva um texto
seção contribuem
no caderno sobre o tema “Quem sou eu?”. No texto, reflita também
para que você:
Identifique seus
sobre estas questões: Você acha que foi possível definir sua identi-
interesses e dade por meio das respostas às perguntas? O que você destacaria
necessidades. como um elemento singular que o diferencia de seus colegas? Quais
Conheça-se de suas características são semelhantes às da maioria de seus cole-
compreendendo gas? O que você precisa fazer para aprimorar seu desenvolvimento
suas emoções e
algumas formas e se tornar uma pessoa melhor?
de lidar com elas. 2 Autobiografia é o gênero literário narrado em primeira pessoa no qual
Estabeleça objetivos e
o narrador descreve sua história. O texto a seguir traz um trecho da
persista em alcançá-los,
olhando para o futuro autobiografia da ativista paquistanesa Malala Yousafzai. Malala é mun-
sem medo. dialmente conhecida por sua luta pelos direitos humanos, especial-
Reconheça suas forças mente pelos direitos das mulheres e pelo acesso à educação.
e apoie-se nelas,
percebendo também a
importância do seu
convívio com os outros.
Identifique estratégias Nasce uma menina
para superar as
dificuldades na busca No dia em que nasci, as pessoas da nossa aldeia tiveram pena
de seus sonhos. de minha mãe, e ninguém deu os parabéns a meu pai. Vim ao
mundo durante a madrugada, quando a última estrela se apaga.
Competência em
Nós, pachtuns, consideramos esse um sinal auspicioso. Meu pai
destaque
não tinha dinheiro para o hospital ou para uma parteira; então
Conhecer-se, apreciar-
uma vizinha ajudou minha mãe. O primeiro bebê de meus pais
-se e cuidar de sua saúde
física e emocional, foi natimorto, mas eu vim ao mundo chorando e dando pontapés.
compreendendo-se na Nasci menina num lugar onde rifles são disparados em comemo-
diversidade humana e ração a um filho, ao passo que as filhas são escondidas atrás de
reconhecendo suas
emoções e as dos
cortinas, sendo seu papel na vida apenas fazer comida e procriar.
outros, com autocrítica e YOUSAFZAI, Malala. Eu sou Malala: a história da garota que
capacidade para lidar defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã. São Paulo:
com elas. Companhia das Letras, 2013. p. 21.

14 Não escreva no livro.

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Escreva “O que eu quero?” no topo da primeira seção.
Em seguida, reflita sobre seus projetos pessoais, so-
Pachtuns: grupo etnolinguístico que habita,
principalmente, as regiões sul e leste do nhos e liste três coisas que você quer realizar no pe-
Afeganistão e do Paquistão. ríodo de um ano.
No topo da segunda seção, escreva “Por que eu que-
ro isso?”. Nessa seção, descreva o motivo pelo qual
Agora, crie uma autobiografia. No trecho que você
leu, Malala fala sobre a região em que nasceu, sua você quer realizar os três itens listados.
família e os costumes de seu povo. Determinar quais Por fim, no topo da terceira seção, escreva “Como
são esses elementos em relação à sua vida é um bom eu vou conseguir realizar o que quero?”. Indique
ponto de partida para sua autobiografia. estratégias para realizar cada um dos itens listados
Escreva a autobiografia em cerca de 30 linhas e com- na primeira seção. Registre essas estratégias no
bine com o professor uma data para entregá-la. caderno.

Apresente à turma, oralmente, um resumo de sua 5 A matriz SWOT vai ajudá-lo a refletir sobre o pro-
autobiografia. Escolha temas que se sinta confortável cesso de elaboração de seus projetos e a viabilida-
em compartilhar. de de seus desejos. O termo é um acrônimo das
palavras inglesas strengths (forças), weaknesses
Por fim, reflita: Você acredita que essa atividade o (fraquezas), opportunities (oportunidades) e threats
auxiliou nos processos de autoconhecimento? Que (ameaças). Por isso, no Brasil, a matriz SWOT tam-
novas perspectivas você adquiriu sobre si mesmo? bém é conhecida como matriz FOFA (forças, opor-
Registre essas impressões no caderno. tunidades, fraquezas e ameaças).
3 Desenvolva uma atividade prática de autoconhe- As categorias “forças” e “fraquezas” estão relacio-
cimento. Você não vai precisar mostrar sua ativi- nadas ao contexto interno (características indivi-
dade a ninguém. Compartilhe apenas o que quiser duais), e as categorias “oportunidades” e “ameaças”
de sua atividade. dizem respeito ao contexto externo (meio ambien-
te, realidade sociopolítica e cultural, mercado pro-
Em um dos lados de uma folha de papel sulfite A4,
fissional, etc.). Para utilizar essa matriz, siga as orien-
desenhe o contorno de um boneco. tações a seguir.
Escreva no interior do boneco, com base na refle- No caderno, copie a tabela abaixo e a preencha de
xão “QUEM SOU EU?”, tudo o que você julga ser acordo com as descrições de cada categoria.
importante sobre si mesmo: gostos, sentimentos,
sonhos, medos, características físicas, pontos a Forças (Strengths) Fraquezas (Weaknesses)
desenvolver, etc. Indique seus pontos Indique seus desafios, ou
fortes (competências, seja, elementos que limitam
Ao redor do boneco, com base na reflexão “COMO OS qualidades, talentos e seu crescimento e o impede
OUTROS ME VEEM?”, escreva como você imagina que habilidades, etc.). de desenvolver plenamente
as pessoas costumam vê-lo ou falar sobre você: se o seu potencial (autoboicote,
atitudes e hábitos não
consideram uma pessoa de personalidade forte, tímido,
saudáveis, etc.).
responsável, bem-humorado, alto, baixo, etc.
Por fim, no verso da folha, com base na reflexão Oportunidades Ameaças (Threats)
“QUEM EU QUERO SER?”, escreva como você de- (Opportunities) Faça uma análise dos
seja ser, que profissão quer exercer, o que gostaria Faça uma análise dos ambientes (casa, escola,
de estudar, etc. ambientes (casa, bairro, etc.) e grupos (família,
escola, bairro, etc.) e amigos, professores, etc.)
Observe seu boneco e, no caderno, escreva um texto grupos (família, em que você vive e estuda,
sobre sua reflexão acerca de como você pode lidar amigos, professores, identifique os aspectos
com suas emoções, seus obstáculos e suas caracte- etc.) em que você vive desafiadores desses
e estuda e identifique espaços, ou seja, aqueles
rísticas de modo a alcançar seus objetivos e se trans- os aspectos positivos que são um obstáculo para
formar na pessoa que deseja ser. desses espaços. seu desenvolvimento
pessoal e para a realização
4 Identifique alguns de seus desejos e desenvolva
de seus sonhos.
estratégias para realizá-los. Para isso, faça o que
se pede a seguir.
Após preencher a tabela, reflita sobre de que manei-
Com o auxílio de uma régua de 30 cm, trace três retas
ras suas forças e oportunidades podem auxiliá-lo a
em uma folha de papel sulfite A4, dividindo-a em se-
superar seus desafios e as ameaças do seu contexto.
ções horizontais.
Registre essa reflexão no caderno.

Não escreva no livro. 15

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I N T E R AÇ ÃO

Coletividade

1 O primeiro passo para compreendermos o mundo começa quando


expressamos o que sentimos e iniciamos o diálogo com o outro. Com-
partilhe suas experiências, entrando em contato com os colegas. Para
isso, siga os passos a seguir.
Objetivos
Sente-se em círculo no chão com seus colegas e diga-lhes: seu nome;
Aprofundar o
conhecimento acerca algo de que você gosta; algo de que você não gosta; e como está se
dos demais colegas sentindo no momento.
de turma.
Escute os colegas com atenção. Tão importante quanto falar e ser ouvi-
Compartilhar gostos e
interesses pessoais do, é ouvir os outros com atenção e respeito.
com o grupo. Para finalizar a atividade, cada aluno deve criar uma poesia baseada na prá-
Conhecer hábitos e tica de compartilhar experiências e que possa ser lida em até três minutos.
costumes de grupos
culturais distintos. Nessa poesia, reflita sobre estes tópicos: como é falar sobre si mesmo
em público? Como é ouvir os outros? Conseguimos ouvi-los com res-
Justificativas peito e sem fazer julgamentos?
As atividades propostas Organizem um recital de poesia e apresentem suas produções ao restante
nesta seção contribuem da turma.
para que você e seus
colegas: 2 No dia a dia, você já deve ter observado símbolos que representam
Identifiquem seus marcas, ideias, bandas, movimentos sociais, religiões, países, famílias,
interesses, emoções etc. Veja alguns exemplos desses símbolos:
e necessidades.

Arquivo/YouTube
Arquivo/YouTube

Reflitam sobre as
maneiras como se
relacionam com o outro.
Sejam abertos a novas
pessoas, culturas e ideias.
Reconheçam suas
forças e apoiem-se
nelas, identificando
também a importância Logotipo do grupo musical Logotipo do grupo de fãs do BTS,
do convívio com o outro.
sul-coreano BTS. conhecido como “Army”. Esse
símbolo tem a mesma identidade
Competência em visual do logotipo do BTS e o
destaque complementa ao representar a
união entre banda e fãs.
Exercitar a empatia, o
diálogo, a resolução de Crie um símbolo para representar sua história e personalidade e mos-
conflitos e a cooperação, tre-o aos colegas. Para isso, siga as orientações.
fazendo-se respeitar e
promovendo o respeito Reflita sobre os elementos de sua personalidade e de suas história que
ao outro e aos direitos o definem; depois, faça uma lista desses elementos.
humanos, com
acolhimento e Com base nessa reflexão, crie um símbolo que remeta visualmente a
valorização da alguns dos elementos listados.
diversidade de indivíduos
e de grupos sociais, seus Utilize uma folha de papel sulfite A4 como suporte e use lápis de cor e ca-
saberes, identidades, netas hidrográficas para desenhar o símbolo. Seja criativo!
culturas e
potencialidades, sem Após a elaboração do símbolo pessoal, forme um grupo de trabalho com
preconceitos de qualquer três ou quatro integrantes. Sente-se em círculo com seu grupo.
natureza.
Um componente do grupo de cada vez colocará o seu trabalho no centro
do círculo.

16 Não escreva no livro.

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O restante do grupo deve fazer uma leitura respeitosa estranhamento a você, para o outro pode ser um há-
do trabalho apresentado, sem julgar se está bonito ou bito alimentar cotidiano. Isso porque somos diferentes
feio, mas interpretando as cores, as formas, as impres- uns dos outros.
sões e os significados que veem no símbolo. Formem grupos de cinco pessoas, imaginem que vocês
Após ouvir os colegas, conte a eles sobre seu proces- são turistas que vêm ao Brasil e experimentam, pela
so de criação do símbolo, sua ideia, sua inspiração primeira vez, uma feijoada, ou algum outro prato típico
para criá-lo e tudo o mais que considerar relevante. de sua região. Agora, escrevam uma carta ou uma re-
portagem para o jornal de seu país descrevendo esse
Depois dessa etapa de compartilhamento dos trabalhos
hábito alimentar dos brasileiros. Descrevam as particu-
individuais, façam uma grande roda com os outros gru-
laridades desse prato, os acompanhamentos, o modo
pos para criarem juntos um símbolo para a turma.
de cozinhar o feijão, etc.
Discutam quais são as principais características da
turma e de que maneira elas podem ser representa- Apresentem o texto ao restante da turma e discutam
das por meio desse símbolo. como foi a experiência de ver um hábito comum ao
seu cotidiano com olhar estrangeiro.
Desenhem o símbolo em uma cartolina ou em folha
de papel sulfite A3, com canetas hidrográficas e lápis 4 Quando conversamos sobre nossos interesses, po-
de cores variadas. demos conhecer pessoas que os partilhem, criando
laços de afinidade. Um exemplo disso é o cresci-
Com o auxílio do professor, escolham um local da sala
mento de grupos de afinidades nas redes sociais.
de aula para expor o símbolo que vocês criaram.
3 Muitas vezes, ao observarmos hábitos e costumes Compartilhe seus interesses com os colegas e se
de diferentes povos, podemos nos deparar com di- manifeste artisticamente com eles. Para isso, siga
ferenças significativas em relação aquilo que consi- as orientações a seguir.
deramos comum ou certo. Nos hábitos alimentares, No caderno, liste alguns de seus principais interesses
por exemplo, isso se torna bastante evidente. O tre- e gostos pessoais. Pode ser um artista, um esporte,
cho da reportagem a seguir descreve um exemplo uma banda, um lugar, etc.
de tradição alimentar da China e da Tailândia que não Formem grupos de quatro pessoas e conversem en-
é usual no Brasil. Leia-o e depois faça o que se pede. tre si sobre as semelhanças e as diferenças que exis-
tem entre as listas de cada um.
Com base nessa conversa, façam uma produção ar-
Omelete de larva do bicho-da-seda tística que conte um pouco da história, das experiên-
País/Região – Tailândia, China cias e das vivências do outro. Pode ser uma música,
Na China, as larvas são fritas com cebola uma colagem, uma escultura, um esquete, etc.
cortada e um molho grosso ou misturadas em Por fim, apresentem suas produções à turma.
omelete com ovos de galinha. Se você não curtir
a textura tenra do recheio, também dá para comer
a crisálida, a “embalagem” da larva, que parece
uma casquinha crocante tipo um salgadinho. Para refletir
Curiosidade – Na Tailândia, depois de ser
incluída na lista de comidas locais, em 1987, a No caderno, responda às questões:
crisálida do bicho-da-seda passou a ser adicio-
nada às sopas na alimentação de crianças nas 1 Qual é a importância do autoconhecimento
escolas tailandesas. para seu desenvolvimento pessoal e para que
[...] você tenha uma vida melhor em sociedade?

ALVES, Gleydson. Quais as dez comidas mais 2 Como você percebeu, na leitura dos textos e
estranhas do mundo? Superinteressante, nas atividades, a importância de entender a
4 jul. 2018. Disponível em: https://super.abril.com. diversidade como uma riqueza para as
br/mundo-estranho/quais-as-dez-comidas-mais
relações humanas?
-estranhas-do-mundo/. Acesso em: 17 dez. 2019.
3 Após fazer as atividades, você passou a
valorizar mais suas experiências de vida? Ao
realizá-las, você conseguiu identificar pontos
O que se pode concluir sobre o modo como as pes- fortes de sua personalidade?
soas se alimentam?
4 Você conhece melhor sua turma após os
Troque experiências com seus colegas sobre o que trabalhos que realizou neste capítulo?
de mais “diferente” você já comeu e sobre o que já
viu pessoas comendo. Mas lembre-se: o que causa

Não escreva no livro. 17

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C A PÍ T U LO 2

Por
Meuonde
reflexo
andei
Luciana Whitaker/Pulsar Imagens

Objetivos
Refletir sobre suas
origens.
Conceituar cultura e
refletir sobre seu papel
como elemento
unificador de um grupo.
Família na Comunidade
Identificar-se como Quilombola do Baú. Araçuaí,
parte de uma sociedade. Minas Gerais, 2018.
De onde eu vim?
Justificativa
As reflexões e
De acordo com o dicionário Michaelis, família é um grupo de
discussões propostas pessoas que compartilham a mesma casa ou que têm relações de
neste capítulo parentesco. Não importa se a família é grande ou pequena e se seus
contribuem para o
aprofundamento do integrantes moram próximos ou distantes uns dos outros: a família
trabalho de faz parte de nossa história e vida. Quem faz parte de sua família?
autoconhecimento com Você conhece a história dos seus familiares? Vamos conhecer e
base no reconhecimento
da interação com o outro. compartilhar essas histórias ao longo deste capítulo.

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Raízes
O zoom é o efeito de aproximação e afastamento de uma imagem Ágora
para vermos mais de perto, percebendo seus detalhes, ou mais de
Diversidade cultural
longe, para visualizar o todo.
O Brasil é formado por diversas
Em um processo de autoconhecimento e descobertas pessoais, culturas que coexistem em seu
precisamos sempre fazer um “zoom”, afastando-nos e aproximan- território. Agora, junto aos
do-nos de algo, para podermos olhar, de diversos ângulos, suas colegas, reflita sobre essa
diferentes possibilidades em variados contextos. Por exemplo, para diversidade cultural:

se conhecer, você deve aproximar o zoom e se ver em detalhes. Ao 1 Que características e


observar sua família, comunidade escolar e externa à escola, deve costumes de cada região
brasileira vocês conhecem?
ampliar o zoom para ter a visão do todo.
Vocês podem citar as
Agora, vamos ampliar o zoom para compreender de onde viemos, comidas típicas, os
ou seja, as nossas raízes tratando dos contextos familiar e cultural. sotaques, os costumes, as
músicas, etc.

O que é cultura? 2 Existem diferentes culturas


em sua escola? Reflitam
O conceito de cultura é amplo e complexo. Porém, pode ser sobre as particularidades
resumido como o conjunto de práticas, crenças, religiões, línguas, dessas culturas.
manifestações artísticas e culinárias de um povo. Juntos, esses
elementos constituem uma identidade cultural e são transmitidos
de geração a geração.
Os indivíduos nascem e crescem em determinado povo e assimi-
lam sua cultura desde a infância, identificando-se com ela. Em um
país de grande dimensão territorial como o Brasil, cada região apre-
senta aspectos singulares relativos a diversos elementos culturais.

Cesar Diniz/Pulsar Imagens

A congada é uma manifestação cultural realizada em diferentes regiões do Brasil e tem características,
datas e até mesmo significados distintos. Congo de Sainha Irmãos Paiva de Santo Antônio da Alegria.
São Paulo, 2018.

Nesse processo de identificação com a cultura, também criamos


nossa identidade. Até meados do século XX, as identidades indivi-
duais se formavam principalmente com base nas características do
grupo social ao qual os indivíduos pertenciam, como a nação, o
gênero e profissão. Hoje, as identidades são mais fluidas e também
se baseiam em aspectos subjetivos, como gostos e interesses
pessoais.

Não escreva no livro. 19

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Fique ligado! Somos seres sociais
Nós somos seres sociais, ou seja, vivemos coletivamente, depen-
VIDA Maria. Direção de Márcio
Ramos. Brasil, 2006. (9 min) demos uns dos outros para sobreviver e somos formados com base
Esse curta-metragem, que nessa interação social.
pode ser encontrado em O modo como somos ensinados a comer, a nos vestir e a nos
plataformas de streaming, comportar, as concepções que temos do que é certo ou errado e até
conta a história de Maria José,
que, aos 5 anos de idade, é mesmo nossos sonhos e desejos estão relacionados à cultura à qual
obrigada a abandonar os pertencemos. Esses elementos são transmitidos de geração para
estudos para trabalhar, geração e, embora existam individualidades e gostos pessoais, todas
repetindo a trajetória da mãe.
as nossas escolhas fazem parte de um espectro cultural específico.
Assista ao filme e discuta com
os colegas sobre a reprodução
Porém, precisamos considerar que o processo de globalização
e a perpetuação de tem interferido na diversidade cultural do mundo contemporâneo.
comportamentos, ou seja, de O intenso intercâmbio de informações e de trocas econômicas e
cultura nas famílias. Isso
culturais entre os países forma um processo de homogeneização
acontece em sua família? Você
conhece histórias parecidas cultural. Ou seja, as características específicas dos países diminuem
com a de Maria José? E e os elementos culturais comuns aumentam. Por exemplo, é comum
histórias que tiveram outros que jovens do Japão, do Brasil e dos Estados Unidos usem roupas,
desfechos? Compartilhe suas
respostas com a turma. acessórios e cortes de cabelo parecidos. Empresas transnacionais
e a indústria cultural ditam modos, costumes e hábitos a uma parte
significativa da população. Visando ampliar seu lucro com a venda
de seus produtos, essas empresas e essa indústria associam suas
marcas com desejos e sensações, como as ideias de exclusividade,
felicidade e realização pessoal.
Porém, a globalização abarca o mundo de forma desigual. O
acesso à tecnologia não é uma realidade para grande parte da
população mundial, que se vê excluída dessa possibilidade. Além
disso, diversos povos e territórios, buscando preservar sua cultura
local e seu modo de vida, resistem ao processo de homogeneiza-
ção cultural.

asiapics/Alamy/Fotoarena
Pessoas formam fila
para entrar em loja de
roupas japonesa
recém-inaugurada em
Taiwan. Kaohsiung,
Taiwan, 2018.

Luciola Zvarick/Pulsar Imagens

Povo indígena Waurá realizando o ritual do Kuarup. Aldeia


Piyulaga, gaúcha do Norte, Mato Grosso, 2019. Muitos povos
indígenas brasileiros lutam para preservar seu modo de vida,
seus rituais, sua organização social e suas terras.

20 Não escreva no livro.

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Meu perfil Saiba mais
Vamos refletir sobre os aspectos culturais que compõem sua Declaração Universal sobre
identidade? Para isso, faça o que se pede. a Diversidade Cultural
A Responda às perguntas abaixo no caderno. Em 2001, a Declaração
Universal sobre a Diversidade
• Os membros de sua família são de que regiões do Brasil? E você? Cultural da Unesco foi aprovada
por mais de 180 Estados-
• Como você define seu sotaque?
-membros. Nesse documento,
• Que gêneros musicais você mais gostar de ouvir? é reafirmado o compromisso
desses países com a promoção
• Você frequenta festas e celebrações de que tipos? e a preservação da diversidade
• Comente outros costumes e hábitos que você tem. Por exem- cultural dos povos. A
Declaração reconhece a
plo, ao se servir, você coloca o arroz por cima ou por baixo do diversidade