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SUBESTAÇÕES

ELÉTRICAS
Professor: Rafael Zamodzki
Motivação
 Treinamentos na WEG:

 Subestações de Alta Tensão;

 Secionadores: Projeto, Montagem e Manutenção.

 Treinamento ou discussão?
Objetivos
 Apresentar aspectos gerais a respeito da
concepção, operação, controle e comissionamento
de uma subestação;

 Gerar uma discussão a respeito dos assuntos


apresentados, aproveitando a experiência de cada
participante em uma área específica;

 Instigar os interessados nas áreas envolvidas a


aprofundarem-se mais (multidisciplinar).
Outros aspectos
 Não objetiva-se esgotar nenhum dos temas;

 Apresenta-se uma visão da indústria com relação


ao tema.
Conteúdo
 Introdução:
 Panorama geral das subestações no SIN;
 Localização de cada tipo de subestação dentro do
sistema.

 Classificação das subestações;

 Configurações de barramentos;
Conteúdo
 Especificação dos principais componentes das
subestações:
 Para-raios;
 TP e TC;
 Transformador de Potência;
 Disjuntor;
 Chave seccionadora.
Conteúdo
 Aspectos relacionados aos SPCS (Sistemas de
Proteção e Controle de Subestações);

 Aspectos sobre Telecomunicação e Protocolos de


Comunicação no escopo da subestação;

 Subestação de Consumidor – Média Tensão.


INTRODUÇÃO
Panorama Geral
Panorama Geral
Panorama Geral
Panorama Geral
Panorama Geral
Panorama Geral
• Horizonte 2019 – PAR das Instalações de
Transmissão e das DITs
Panorama Geral
• Horizonte 2019 – PAR das Instalações de
Transmissão e das DITs
Panorama Geral
• Horizonte 2019 – PAR das Instalações de
Transmissão e das DITs
Panorama Geral
• Horizonte 2019 – PAR das Instalações de
Transmissão e das DITs
Panorama Geral
• Horizonte 2019 – PAR das Instalações de
Transmissão e das DITs
Panorama Geral
• Horizonte 2019 – PAR das Instalações de
Transmissão e das DITs
Panorama Geral
• Horizonte 2019 – PAR das Instalações de
Transmissão e das DITs
Panorama Geral
• Horizonte 2019 – PAR das Instalações de
Transmissão e das DITs
Panorama Geral
• Horizonte 2019 – PAR das Instalações de
Transmissão e das DITs
Aspectos Gerais

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Aspectos Gerais
 Uma nova subestação surge quando os estudos de
planejamento da expansão do sistema elétrico
identificam a necessidade de atendimento a uma
dada região, cidade ou planta industrial;

 Após estudos técnicos, define-se a configuração de


barra da subestação;

 Define-se também as principais características dos


equipamentos do pátio de manobras e do sistema
de proteção e controle;
24
Aspectos Gerais
 Todas estas definições devem estar de acordo
com:

 Requisitos mínimos definidos em documentos do ONS;

 Requisitos estabelecidos nos editais de licitação do


empreendimento de transmissão elaborados pela
ANEEL.

25
Aspectos Gerais
 Terreno da subestação deve ser adquirido:

 Análises técnicas do solo;


 Relevo local;
 Rotas das linhas;
 Meio ambiente.

26
Aspectos Gerais
 Após estas etapas, chega-se ao projeto da
subestação:

 Arranjo físico;
 Sistema de comando;
 Controle e proteção;
 Malha de terra;
 Serviços auxiliares;
 Estruturas de alvenaria;
 Instalações secundárias;
 Infraestrutura geral da subestação.

27
Aspectos Gerais
 Fase de construção:

 Estruturas físicas e equipamentos;


 Sistemas projetados anteriormente;
 Demais providências necessárias previstas na etapa de
projeto.

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Aspectos Gerais
 Etapa final de comissionamento:

 Testes gerais;
 Verificação da operacionalidade de todos os sistemas
instalados;
 Documentos (instruções) de operação e manutenção;
 Liberação da subestação para iniciar sua operação
comercial.

29
Custo de alguns equipamentos

30
Custo de alguns equipamentos

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Localização das Subestações
Classificação das Subestações

 Meio de isolação;

 Funcionalidade;

 Operação;

 Nível de tensão;

 Arranjo físico.
Classificação das Subestações

 Meio de isolação

 Isolação a ar;

 Isoladas a gás;

 Isolação mista.
Classificação das Subestações

 Funcionalidade
 Elevadora
 Localizada junto às usinas de geração;
 Critérios econômicos para transporte de energia elétrica a
longas distâncias;

 Rebaixadora:
 Localizada junto aos centros de consumo;
 Critérios técnicos e econômicos para acesso aos grandes
centros urbanos e industriais (faixa de domínio dos circuitos
aéreos, rádio interferência e intensidade de campo elétrico).
Classificação das Subestações

 Funcionalidade
 Manobra
 Executam o chaveamento de linhas de transmissão
multiplicando a derivação de circuitos da malha de
transmissão.

 Distribuição
 Rebaixam a tensão para os padrões de redes de distribuição
em concessionárias de distribuição de energia elétrica ou
grandes consumidores.
Classificação das Subestações

 Funcionalidade
 Conversora
 Constituem parte dos sistemas de transmissão em corrente
contínua (CC);

 Exemplos: Subestações conversoras de Foz do Iguaçu (PR) e


Ibiúna (SP), 600 kV.
Classificação das Subestações

 Modalidade de operação

 Operação local
 Equipe de operadores treinados para realização de manobras
e supervisão, presentes permanentemente na subestação.

 Operação remota
 Subestação telecomandada e supervisionada a distância a
partir de um Centro de Operações remoto (subestação
“desassistida”).
Classificação das Subestações

 Nível de tensão e Arranjo físico


 69 kV
 Barra Simples;
 Barra Principal e de Transferência.

 138 kV
 Barra Simples;
 Barra Principal e de Transferência;
 Barra Dupla, 1 Disjuntor/4 Chaves;
 Barra Dupla, 1 Disjuntor/5 Chaves.
Classificação das Subestações

 Nível de tensão e Arranjo físico


 230 kV
 Barra Principal e de Transferência;
 Barra Dupla, 1 Disjuntor/4 Chaves;
 Barra Dupla, 1 Disjuntor/5 Chaves.

 345 kV
 Barra Dupla, 1 Disjuntor/5 Chaves;
 Barra Dupla e Disjuntor e Meio.

 > 500 kV
 Barra Dupla e Disjuntor e Meio.
CONFIGURAÇÕES DE
BARRAMENTOS
Configurações de Barramentos
 A seleção criteriosa deste aspecto é um fator
essencial;

 Ao longo da vida útil da subestação, o sistema no


qual ela está inserida sofrerá as consequências
desta escolha;

 Se a configuração estiver aquém das necessidades


do sistema, pode fragiliza-lo e se estiver além,
haverá investimentos ociosos.
Configurações de Barramentos
 Pode-se dividir as configurações de barras em dois
grandes grupos:

 Configurações com conectividade concentrada


 Contingências simples externas são menos severas do que as
contingências simples internas, onde geralmente ocorre
grande perda de circuitos.
 Ex.: Barra Simples e Barra Dupla com Disjuntor Simples.
Configurações de Barramentos
 Pode-se dividir as configurações de barras em dois
grandes grupos:

 Configurações com conectividade distribuída


 Contingências simples externas e internas não provocam
grande perda de circuitos, porém contingências duplas podem
levar a grandes perdas de circuitos;
 Ex.: Barra Dupla com Disjuntor e Meio.
Barra Simples

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Barra Simples

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Barra Simples
 Vantagens:
 Baixo nível de investimento.

 Desvantagens:
 Defeito no barramento ou disjuntor geral obriga o
desligamento da subestação;
 Defeito em qualquer disjuntor dos circuitos
secundários desliga a carga correspondente;
 Trabalhos de manutenção e ampliação do barramento,
disjuntor geral ou seccionadoras implicam no
desligamento da subestação.

47
Barra Principal e de Transferência

48
Barra Principal e de Transferência

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Barra Principal e de Transferência
 Vantagens:
 Baixo nível de investimento;
 Aumento na continuidade do fornecimento;
 Facilidade operacional de manobra no circuito
secundário;
 Defeito em qualquer disjuntor secundário interrompe
apenas momentaneamente a carga associada;
 Os equipamentos podem ser retirados ou substituídos
sem interrupção do fornecimento (em condições
específicas).

 Desvantagens:
 Defeito no barramento principal implica no
desligamento da subestação.
50
Barra Simples Seccionada

51
Barra Simples Seccionada

52
Barra Simples Seccionada

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Barra Simples Seccionada
 Vantagens:
 Baixo nível de investimento;
 Aumento na continuidade do fornecimento, com
relação à Barra Simples;
 Facilidade operacional de manobra no circuito
secundário;
 Capacidade de transferência da carga de uma barra
para a outra com perda de um dos alimentadores;
 Alternativa de operar ou não com os transformadores
em paralelo;

 Desvantagens:
 Perda da metade da carga da subestação quando
ocorrer um defeito em qualquer uma das barras.
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Dupla Barra Simples com Geração
Auxiliar

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Dupla Barra Simples com Geração
Auxiliar
 Vantagens:
 Continuidade no fornecimento aumentada;
 Capacidade de transferência da carga de uma barra
para a outra;
 Alternativa de operar na ponta ou em situação de
emergência com a perda da fonte principal;
 Baixo nível de investimento.

 Desvantagens:
 Perda de metade da carga da subestação quando
ocorrer um defeito em qualquer uma das barras.
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Barra Dupla, 1 Disjuntor/4 Chaves

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Barra Dupla, 1 Disjuntor/4 Chaves

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Barra Dupla, 1 Disjuntor/4 Chaves
 Vantagens:
 Continuidade no fornecimento aumentada;
 Facilidade operacional de transferência de circuitos de
uma barra para a outra;
 Defeito em qualquer disjuntor dos circuitos
secundários não interrompe a carga associada;
 A perda de uma barra não afeta as cargas a ela
conectadas, já que podem ser transferidas para a outra
barra.

 Desvantagens:
 Maior exposição a falhas, devido à grande quantidade
de chaves e conexões;
 Investimento elevado.
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Barra Dupla, 1 Disjuntor/5 Chaves

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Barra Dupla, 1 Disjuntor/5 Chaves
 Vantagens:
 Continuidade no fornecimento aumentada;
 Facilidade operacional de transferência de circuitos de
uma barra para a outra;
 Defeito em qualquer disjuntor dos circuitos
secundários não interrompe a carga associada;
 A perda de uma barra não afeta as cargas a ela
conectadas, já que podem ser transferidas para a outra
barra.

 Desvantagens:
 Maior exposição a falhas, devido à grande quantidade
de chaves e conexões;
 Investimento elevado.
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Barra Dupla, 2 Disjuntores

62
Barra Dupla, 2 Disjuntores

63
Barra Dupla, 2 Disjuntores
 Vantagens:
 Continuidade no fornecimento aumentada;
 Facilidade operacional de transferência de circuitos de
uma barra para a outra;
 Defeito em qualquer disjuntor dos circuitos
secundários não interrompe a carga associada;
 Qualquer equipamento pode ser retirado e substituído
sem interrupção do fornecimento;
 A perda de uma barra não afeta as cargas a ela
conectadas, já que podem ser transferidas para a outra
barra.

 Desvantagem:
 Investimento elevado.
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Barra Dupla e Disjuntor e Meio

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Barra Dupla e Disjuntor e Meio

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Barra Dupla e Disjuntor e Meio
 Vantagens:
 Continuidade e confiabilidade no fornecimento aumentadas;
 Facilidade operacional de transferência de circuitos de uma
barra para a outra;
 Defeito em qualquer disjuntor ou chave dos circuitos
secundários não interrompe a carga associada;
 Qualquer equipamento pode ser retirado e substituído sem
interrupção do fornecimento;
 A perda de uma barra não afeta as cargas a ela conectadas,
já que podem ser transferidas para a outra barra;
 Curto tempo de recomposição do sistema após uma falha.

 Desvantagens:
 Investimento elevado;
 Complexidade operacional do esquema de proteção. 67
Barra em Anel

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Barra em Anel
 Vantagens:
 Médio nível de investimento;
 Cada circuito secundário é alimentado por dois
disjuntores;
 Facilidade de manutenção dos disjuntores;
 Defeito em qualquer disjuntor ou chave do anel não
interrompe o fornecimento;
 Qualquer equipamento pode ser retirado e substituído
sem interrupção do fornecimento.

 Desvantagens:
 A falha em qualquer disjuntor transforma o anel em
barra simples seccionada;
 Complexidade operacional do esquema de proteção.
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Resumo das configurações de
barra
 Flexibilidade operativa – FO
 Caracterizada pela capacidade de disponibilizar um
componente do pátio de manobras para manutenção
ou reparo com um mínimo de manobras,
preferencialmente sem perda de continuidade na
subestação.

 Facilidades para expansão – FE


 Caracterizada pela capacidade de realizar conexões de
novos bays na subestação com o menor número de
desligamento possível e com interferência mínima nos
bays já instalados.

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Resumo das configurações de
barra
 Simplicidade do sistema de proteção – SP
 Caracterizada pelo reduzido nível de intertravamento entre
os componentes de manobra do pátio e pela ausência ou
reduzida necessidade de transferências da atuação da
proteção.

 Confiabilidade – CF
 Caracterizada pela máxima disponibilidade de continuidade
entre os circuitos da subestação frente às ocorrências de
falhas.

 Custos – CS
 Custo total da subestação referente ao pátio de manobras.
71
72
EQUIPAMENTOS
EQUIPAMENTOS

Para-raios
PARA-RAIOS
 Proteção contra sobretensões;

 Diversos equipamentos de uma subestação ou


simplesmente um transformador de distribuição;

 Limitam a sobretensão a um valor máximo;

 Nível de proteção que o para-raios oferece.

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PARA-RAIOS

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PARA-RAIOS
 Utilizam propriedades de não linearidade dos
elementos;

 Conduzem correntes de descarga e interrompem


correntes subsequentes;

 Dois elementos: carboneto de silício e óxido de


zinco.

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PARA-RAIOS

78
PARA-RAIOS
 Região 1: Para-raios opera continuamente sem sofrer
avarias. MCOV (maximum continuous operating
voltage) 80 a 90% da tensão nominal.

 Região 2: Grandes variações de corrente pelo para-


raios para pequenas variações de tensão no sistema.
Nessa condição o para-raios pode operar por até 10
segundos.

 Região 3: Condução de elevadas correntes de fuga,


possivelmente levará as pastilhas à condição de avaria.
Fenômeno denominado de “avalanche térmica”.

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PARA-RAIOS

80
PARA-RAIOS

81
PARA-RAIOS
I = K x Vα
 V – tensão aplicada ao bloco varistor;
 K – constante característica do carboneto de silício
ou do óxido de zinco;
 I – corrente conduzida pelo bloco varistor;
 α – coeficiente de não linearidade.

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PARA-RAIOS

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PARA-RAIOS

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PARA-RAIOS

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PARA-RAIOS

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PARA-RAIOS

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PARA-RAIOS

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PARA-RAIOS

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PARA-RAIOS
 Sobretensão temporária

 Defeitos monopolares;

 Perda de carga por abertura do disjuntor;

 Fenômenos de ferrorressonância;

 Efeito “Ferranti”
 Linha de transmissão sem compensação;
 Abertura do disjuntor na extremidade de carga;
 Fluxo de corrente capacitiva através da indutância série da
linha. 90
PARA-RAIOS

91
PARA-RAIOS
 Sobretensão de manobra

 Energização de linha de transmissão;

 Energização de banco de capacitores;

 Energização de transformador;

 Religamento de linha de transmissão.

92
PARA-RAIOS
 Sobretensão atmosférica

 Sobretensão por descarga direta;

 Sobretensão por descarga indireta induzida.

93
Especificação do PARA-RAIOS

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95
96
PARA-RAIOS
 As características das ondas viajantes dependem
de alguns fatores:
 A taxa de crescimento da onda de tensão varia entre
100 e 1.000 kV/µs;
 Os valores das sobretensões dependem do módulo da
corrente da descarga atmosférica;
 A forma de onda resultante depende das disrupções
ocorridas nas estruturas;
 A onda viajante sofre modificações de forma e valor em
função das reflexões decorrentes da mudança de
impedância da rede.

97
98
PARA-RAIOS
 A frente de onda é caracterizada por sua taxa de
velocidade de crescimento;

 Essa taxa é a inclinação da reta que passa pelos pontos


com valores de tensão iguais a 10 e 90% da tensão de
crista;

 As ondas transientes de impulso atmosférico


apresentam velocidade de propagação nas linhas de
transmissão na ordem de 300 m/µs e em cabos
isolados de cerca de 150 m/µs.

99
100
PARA-RAIOS
 Reflexão e refração da onda incidente

 Uma onda de tensão caminhando em um alimentador


pode atingir diversos pontos, resultando em efeitos
distintos;

 A onda incidente pode sofrer modificações em módulo,


dependendo da característica do ponto que atinge
 Ponto terminal de um circuito aberto;
 Ponto de descontinuidade de impedância.

101
PARA-RAIOS
 Ponto terminal de um circuito aberto
Um transformador, devido a sua alta impedância de
surto ou um disjuntor aberto;

Um surto de tensão que atinja um transformador ou a


extremidade aberta de um circuito, resulta numa onda
refletida e outra refratada.
Vsu – onda de tensão de surto incidente;
Vre – onda de tensão refletida;
𝑉𝑟𝑒 = 𝑉𝑠𝑢
Vrf – onda de tensão refratada;
𝑉𝑡𝑒 = 2 × 𝑉𝑠𝑢 Vte – onda de tensão terminal;
, onde
𝐼𝑟𝑒 = −𝐼𝑠𝑢 Isu – onda de corrente de surto incidente;
Ire – onda de corrente refletida;
𝐼𝑡𝑒 = 𝐼𝑠𝑢 + 𝐼𝑟𝑒 Irf – onda de corrente refratada;
Ite – onda de corrente terminal. 102
103
104
PARA-RAIOS
 Ponto de descontinuidade de impedância
 Caracteriza-se por um circuito que muda a sua
impedância a partir de determinado ponto;

 Por exemplo, subestação de consumidor, com ramal de


entrada constituído de cabo isolado subterrâneo;

 Impedância característica da rede aérea é geralmente


de 350 a 450 Ω e a dos cabos subterrâneos em torno de
50 Ω;

Surgirão duas ondas de tensão quando a onda de surto


atingir esta conexão: uma refletida e outra refratada.
105
PARA-RAIOS
 Ponto de descontinuidade de impedância
 A onda refletida retorna ao sistema e a onda refratada
caminha em direção à subestação a jusante;

 As equações a seguir fornecem os valores das ondas de


tensão refletida e refratada:
𝑍𝑟𝑓 − 𝑍𝑠𝑢
𝑉𝑟𝑒 = 𝑉𝑠𝑢 ×
𝑍𝑟𝑓 + 𝑍𝑠𝑢

2 × 𝑍𝑟𝑓
𝑉𝑟𝑓 = 𝑉𝑠𝑢 ×
𝑍𝑟𝑓 + 𝑍𝑠𝑢

Zrf – impedância de surto para a onda refratada;


Zsu – impedância de surto para a onda incidente. 106
PARA-RAIOS
 Ponto de descontinuidade de impedância
 Os valores das correntes refletida e refratada são:

𝑍𝑟𝑓 − 𝑍𝑠𝑢
𝐼𝑟𝑒 = 𝐼𝑠𝑢 × −
𝑍𝑟𝑓 + 𝑍𝑠𝑢

2 × 𝑍𝑠𝑢
𝐼𝑟𝑓 = 𝐼𝑠𝑢 ×
𝑍𝑟𝑓 + 𝑍𝑠𝑢

𝑍𝑟𝑓 − 𝑍𝑠𝑢
onde o termo 𝑍𝑟𝑓 + 𝑍𝑠𝑢
é chamado coeficiente de reflexão de tensão

ou corrente.
107
108
PARA-RAIOS
 Ponto de descontinuidade de impedância
 Zsu < Zrf;
 Coeficiente de reflexão > 0;
 Vre > 0;
 Ire < 0.

 Zsu > Zrf;


 Coeficiente de reflexão < 0;
 Vre < 0;
 Ire > 0.

 Zsu = Zrf;
 Coeficiente de reflexão = 0;
 Vre = 0;
 Ire = 0.
109
PARA-RAIOS
 Localização de determinação da tensão nominal
do para-raios
 Determinação da máxima tensão fase-terra no ponto
de instalação do para-raios
 Para se determinar esta tensão, é necessário determinar o
fator de aterramento, utilizando os gráficos que relacionam
resistências e reatâncias de sequência positiva, negativa e
zero;

 Os números nas curvas representam a maior tensão fase-terra


em qualquer fase, para qualquer tipo de falta, em
porcentagem da tensão de linha.

110
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113
PARA-RAIOS
 Localização de determinação da tensão nominal
do para-raios
 Deve-se seguir as seguintes considerações:
 Determinar as relações Xuz/Xup e Ruz/Xup;

 Escolher o gráfico mais adequado em função da relação


Rup/Xup;

 Determinar o valor do fator de aterramento através dos


gráficos;

 Multiplicar a tensão de linha, valor máximo de operação do


sistema, pelo fator de aterramento estimado no ponto de
instalação do para-raios.
114
PARA-RAIOS
 Especificação – Características em Regime
Permanente (MCOV) e em Regime Transitório
(TOV);

 Exemplo:
 Seja um sistema com as seguintes características:
 Tensão nominal: 230 kV;
 Máxima tensão do sistema: 245 kV;
 Caso 1: sobretensão: TOV = 198 kV – 1 s;
 Caso 2: curto-circuito: TOV = 245 kV – 1 s;
 Relação TOV/Um = 1,4 (para 1 s).

115
PARA-RAIOS
 Regime Permanente (MCOV)

 A MCOV do para-raios deve ser igual ou superior à


máxima tensão operativa do sistema no ponto de
aplicação do para-raios:

𝑈𝑓−𝑓𝑚𝑎𝑥 245 × 103


𝑀𝐶𝑂𝑉 ≥ 𝑀𝐶𝑂𝑉 ≥ = 141 𝑘𝑉
3 3

 Sabendo que:
𝑈𝑛 ≈ 1,25 × 𝑀𝐶𝑂𝑉
 Então:
𝑈𝑛 ≥ 1,25 × 141 × 103 𝑈𝑛 ≥ 176 𝑘𝑉 116
PARA-RAIOS
 Sobretensão Temporária (TOV)

 A TOV do para-raios deve exceder a característica TOV


do sistema
𝑇𝑂𝑉𝑃𝑅 ≥ 𝑇𝑂𝑉𝑆𝐼𝑆

 Caso 1: TOV = 198 kV – 1 s


𝑇𝑂𝑉𝑃𝑅 ≥ 198 𝑘𝑉

1,14 × 𝑈𝑛 ≥ 198 𝑘𝑉 𝑈𝑛 ≥ 174 𝑘𝑉


 Caso 2: TOV = 245 kV – 1 s
𝑇𝑂𝑉𝑃𝑅 ≥ 245 𝑘𝑉

1,14 × 𝑈𝑛 ≥ 245 𝑘𝑉 𝑈𝑛 ≥ 215 𝑘𝑉


117
118
119
120
EQUIPAMENTOS

TC e TP
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE
Permitem aos instrumentos de medição e proteção
funcionar adequadamente sem a necessidade de
possuírem correntes nominais tão elevadas;

Na sua forma mais simples, possuem um primário


com poucas espiras e um secundário, no qual a
corrente nominal é, geralmente, igual a 5 A;

NBR 6856.

122
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE
a) TC tipo barra

123
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE
a) TC tipo barra

124
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE
a) TC tipo barra

125
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE
a) TC tipo barra

126
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE

127
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE
b) TC tipo enrolado

128
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE
c) TC tipo janela

129
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE
d) TC tipo bucha

130
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE
e) TC tipo núcleo dividido

131
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE
f) TC com vários enrolamentos primários

132
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE
g) TC com vários núcleos secundários

133
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE
h) TC com vários enrolamentos secundários

134
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE

135
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE
Características elétricas

136
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE

137
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE

138
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE
Cuidados com a representação das relações

139
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE
 O sinal de dois pontos (:) deve ser usado para exprimir relações de
enrolamentos diferentes, como, por exemplo, 300:1;
 O hífen (-) deve ser usado para separar correntes nominais de
enrolamentos diferentes, como, por exemplo, 300-5 A, 300-300-5 A (dois
enrolamentos primários), 300-5-5 A (dois enrolamentos secundários);
 O sinal (x) deve ser usado para separar correntes primárias nominais, ou
ainda relações nominais duplas, como, por exemplo, 300 x 600-5 A
(correntes primárias nominais) cujos enrolamentos podem ser ligados em
série ou em paralelo, segundo a Fig. 5.13. A Fig. 5.20 mostra o exemplo de
um TC de relação 150 x 300 x 600-5 A com seus enrolamentos primários
ligados de forma a fornecer as diferentes correntes indicadas;
 A barra (/) deve ser usada para separar correntes primárias nominais ou
relações nominais obtidas por meio de derivações, efetuadas tanto nos
enrolamentos primários como nos secundários, como, por exemplo,
300/400-5 A, ou 300-5/5 A, como visto na Fig. 5.15. A Fig. 5.21-(i) mostra o
exemplo de um TC de relação 250/300/400 x 500/600/800-5 A com seus
enrolamentos primários ligados de forma a fornecer as diferentes
correntes indicadas.

140
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE

141
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE

Figura 5.21

142
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE

143
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE
Cargas conectadas ao TC

144
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE
Cargas conectadas ao TC

145
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE
 Iθ – corrente de excitação;
 Iµ – corrente devido ao fluxo
magnetizante;
 β – ângulo de fase;
 Vs – tensão no secundário;
 Is – corrente no secundário;
 Rs x Is – queda de tensão
resistiva no secundário;
 Xs x Is – queda de tensão
reativa de dispersão no
secundário;
 Es – força eletromotriz do
enrolamento secundário;
 Ip – corrente circulante no
primário;
 If – corrente de perdas
ôhmicas no ferro.

146
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE
Erros dos transformadores de corrente

147
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE
Erros dos transformadores de corrente

148
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE
Erros dos transformadores de corrente

149
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE
Transformadores de corrente de proteção

150
TRANSFORMADORES DE
CORRENTE
Transformadores de corrente de proteção

151
TRANSFORMADORES DE CORRENTE
- ESPECIFICAÇÃO
 Para a especificação de um TC, deve-se explicitar:
 Destinação (medição ou proteção);
 Uso (interior ou exterior);
 Classe de exatidão;
 Classe de tensão;
 Número de enrolamentos secundários;
 Fator térmico;
 Carga nominal;
 Relação de transformação;
 Nível de isolamento;
 Tensões suportáveis à frequência industrial e a impulso
atmosférico;
 Tipo: encapsulado em epóxi ou imerso em líquido isolante.152
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL
 Instrumentos de medição e proteção podem
funcionar sem que seja necessário tensão de
isolamento de acordo com a rede;

 Enrolamento primário de muitas espiras;

 Secundário normalmente padronizado em 115 V


ou 115/√3 V;

 Em geral instalados próximos aos TC;


153
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL

154
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL
 Tipo indutivo
 Utilização até 138 kV;

 Custo menor em relação ao capacitivo;

 Construídos segundo três grupos previstos pela NBR


6855.

155
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL
 Grupo 1: ligação entre fases. Sistemas até 34,5 kV.
Devem suportar continuamente 10% de
sobrecarga.

156
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL
 Grupo 2: ligação entre fase e neutro de sistemas
diretamente aterrados.

 Grupo 3: ligação entre fase e neutro de sistemas


em que não se garanta a eficácia do aterramento.

157
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL

158
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL
 Tipo capacitivo
 Utilização em sistemas com tensão igual ou superior a
138 kV;

 Construídos com a utilização de dois conjuntos de


capacitores.

159
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL

160
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL

161
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL

162
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL
 TP Óptico

163
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL
• TP Óptico

164
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL
• TP Óptico

165
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL
 TP Óptico
 Superior na confiabilidade e precisão;
 Só compete no custo a partir de 362 kV;
 Difícil interação com reles e medidores convencionais,
mas a tendência é que esse cenário mude, devido à
modernização das subestações;
 Não possui núcleo ferromagnético;
 Baseia-se nos efeitos dos campos elétrico e/ou
magnético sobre os feixes de luz polarizados;
 Utiliza alguns cristais particulares que mostram
mudança nos índices de refração diretamente
proporcionais ao campo elétrico aplicado (efeito
Pockel);
166
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL
 TP Óptico
 A luz é transmitida por meio de fibra óptica de uma
fonte até o sensor, onde é polarizado e se propaga
através do cristal na direção do campo elétrico;
 Quando sai do sensor, a luz é dividida em duas
componentes defasadas de 90º que são transmitidas
de volta para o módulo eletrônico e convertidas em
sinal elétrico;
 Estes dois sinais fornecem informação suficiente para
que a forma de onda seja reconstruída através de um
DSP. Em seguida, o sinal é amplificado para que seja
fornecido 115 V na saída, proporcional à tensão
aplicada.

167
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL
 Erro da relação de transformação
 Fator de correção da relação

RTPr
FCR r 
RTP

 Erro de relação percentual

RTP  Vs  Vp
p  100%
Vp

168
TRANSFORMADOR DE POTENCIAL
• Classe de exatidão

169
TRANSFORMADORES DE
POTENCIAL - ESPECIFICAÇÃO
 Para a especificação de um TP, deve-se explicitar:
 Tensão nominal do sistema.
 Tensão máxima do equipamento.
 Tensão suportável à frequência industrial a seco e sob chuva.
 Tensão suportável nominal de impulso atmosférico, onda plena e onda
cortada.
 Tensão suportável nominal de surto de manobra.
 Frequência nominal.
 Tensão primária nominal.
 Tensão secundária nominal.
 Relações nominais.
 Grupo de ligação.
 Quantidade de enrolamentos secundários.
 Classe de exatidão e carga nominal.
 Carga simultânea.
 Relações nominais.
 Potência térmica nominal.
 Capacitância mínima para TPC’s.
 Faixa de frequência para dispositivo carrier para TPC’s.
 Variação de frequência para TPC’s. 170
EQUIPAMENTOS

Transformador de
Potência
TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA
 Função

 Elevadores (geração);

 Abaixadores (distribuição);

 Interligação (transmissão).

172
TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA
 Tipos

 Número de fases
 Monofásico;
 Polifásico (trifásico).

 Ligação dos enrolamentos


 Autotransformador (não oferecem isolação entre seus
enrolamentos);
 Transformador.

173
TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA
 Tipos

 Meio isolante
 Óleo;
 Seco.

 Modo de expansão do óleo


 Com conservador (reservatório com espaço para comportar a
dilatação térmica do óleo);
 Selado (podem possuir gás inerte sobre o óleo no tanque
principal capaz de absorver a dilatação do óleo).

174
TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA
 Especificação

 Tensão máxima (valor eficaz máximo de tensão entre os


terminais que o equipamento suporta em regime
permanente);

 Níveis de isolamento.

175
TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA
 Especificação

 Variações das tensões/Comutação

 Comutador de Derivação em Carga (OLTC);

 Comutador de Derivação sem Carga (NLTC).

 Para especificar, deve-se informar:


 Enrolamento que terá derivação;
 Número de degraus e valor de cada degrau;
 Tipo de regulação: Fluxo constante ou variável.
176
TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA
 Especificação

 Potência nominal;

 Ciclo de carga variável;

 Impedância;

 Frequência.

177
TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA
 Especificação

 Aterramento: A forma de aterramento do sistema em


que os enrolamentos do transformador estarão
conectados determina particularidades construtivas
(isolação e correntes e tensões das buchas de neutro);

 Símbolo de ligação: (estrela, triângulo, ziguezague) e os


deslocamentos angulares.

178
TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA
 Especificação

 Perdas a vazio: perdas no circuito magnético;

 Perdas em carga: perdas no cobre (enrolamentos);

 Tipo:
 Aplicação interna, externa, subterrânea, etc.

179
TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA
 Especificação

 Particularidades:

 Base;
 Posição das buchas;
 Posição das caixas de acessórios e acesso aos dutos e cabos;
 Terminais;
 Suportes pra cabos;
 Suporte de para-raios;
 Acesso ao neutro.

180
TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA
 Especificação

 Sistema de resfriamento

 Óleo natural com resfriamento natural – ONAN (Óleo Natural,


Ar Natural);
 Óleo natural com ventilação forçada – ONAF (Óleo Natural, Ar
Forçado);
 Óleo com circulação forçada do líquido isolante e com
ventilação forçada – OFAF (Óleo Forçado, Ar Forçado);
 Óleo com circulação forçada do líquido isolante e com
resfriamento a água – OFWF (Óleo Forçado, Água Forçada);
 Seco com resfriamento natural – NA (Ar Natural);
 Seco com ventilação forçada – AF (Ar Forçado).
181
EQUIPAMENTOS

Disjuntor
DISJUNTORES
 Dispositivo de manobra e proteção que permite a
abertura ou fechamento de circuitos de potência em
quaisquer condições de operação (normal ou anormal;
manual ou automática)

 São dimensionados para suportar correntes de carga e


de curto-circuito nominais

 Dados típicos de placa:


 Tensão nominal
 Frequência nominal
 Corrente nominal
 Capacidade de interrupção em curto-circuito simétrico
 Tempo de interrupção em ciclos: 3-8 ciclos em 60 Hz
183
DISJUNTORES
 São geralmente instalados ao tempo (condições
climáticas variáveis, agentes atmosféricos
agressivos, etc.)
 Permanecem meses no estado estacionário
ligado/desligado
 Devem ser robustos e confiáveis (bons materiais
na fabricação e boa manutenção)

184
DISJUNTORES

185
DISJUNTORES

186
DISJUNTORES

187
DISJUNTORES
 Tipos (extinção do arco elétrico)
 Disjuntores a óleo
 Possuem câmaras de extinção com óleo;
 São divididos em: Disjuntores de grande volume de
óleo (GVO) e de pequeno volume de óleo (PVO);
 PVO: O fluxo de óleo é forçado sobre o arco;
 GVO: O óleo também é usado como isolante entre as
partes vivas e o terra no interior do disjuntor.

188
DISJUNTORES
 Disjuntores a ar comprimido
 O arco elétrico é extinto por um sopro de ar
comprimido na câmara de extinção;

 O ar comprimido é soprado nos contatos do disjuntor,


resfriando e comprimindo o arco;

 Devido à sua rapidez de operação, boas propriedades


extintoras e isolantes do ar comprimido (não é
inflamável) são bastante utilizados em alta tensão (230
e 500 kV, por exemplo);

189
DISJUNTORES
 Disjuntores a SF6
 O arco elétrico é extinto por meio do gás SF6;

 À pressão atmosférica o gás apresenta rigidez dielétrica


2,5 vezes superior à do ar;

 Um teor de 20% de ar resulta numa redução de apenas


5% da rigidez do gás.

190
DISJUNTORES
 Disjuntores a SF6
 Há basicamente dois tipos de disjuntores: Dupla
pressão e pressão única (ou “puffer”);

 Os disjuntores de dupla pressão têm dois


compartimentos para armazenar o gás SF6 (um
compartimento de alta pressão e outro de baixa
pressão);

 Para a extinção do arco elétrico, o gás sai do


compartimento de alta pressão passa pela câmara do
disjuntor e depois segue para o compartimento de
baixa pressão. 191
DISJUNTORES
 Disjuntores a Vácuo
 Ausência de meio extintor gasoso ou líquido;

 O vácuo apresenta excelentes propriedades dielétricas


(Rápida extinção do arco);

 A erosão de contato é mínima devido à curta duração


do arco.

192
DISJUNTORES
 Tipos de Sistemas de Acionamento

 Os principais tipos de acionamentos são:


 Acionamento por mola
 Acionamento pneumático
 Acionamento hidráulico

193
DISJUNTORES
 Especificação do disjuntor
 Corrente nominal;
 Corrente de curta duração;
 Corrente dinâmica;
 Capacidade de interrupção
 Corrente de curto-circuito;
 Tensão Transitória de Restabelecimento (TRT).
 Resistores de pré-inserção e sincronizadores.

194
DISJUNTORES
 Corrente nominal
 Amplitude de corrente que pode ser conduzida
indefinidamente sem que os limites de elevação de
temperatura dos condutores e do isolamento sejam
excedidos;

 A temperatura ambiente considerada é 40 ◦C. Para


temperaturas superiores é necessário considerar uma
redução da corrente nominal;

 Os valores de corrente devem seguir a série R10 (Série


de Renard) e seus múltiplos de 10.

1 – 1,25 – 1,6 – 2 – 2,5 – 3,15 – 4 – 5 – 6,3 – 8


195
DISJUNTORES
 Corrente de curta duração
 Valor eficaz da corrente que pode ser conduzida com o
disjuntor na posição fechada durante um curto intervalo de
tempo;

 Seu valor deve ser igual à capacidade de interrupção


atribuída ao disjuntor;

 O valor normalizado para duração é de 1 s, mas utiliza-se


também ½ s, 2 s ou 3 s, dependendo do caso;

 O valor da corrente de curta duração é escolhido de acordo


com a série R10.

1 – 1,25 – 1,6 – 2 – 2,5 – 3,15 – 4 – 5 – 6,3 – 8


196
DISJUNTORES
 Corrente dinâmica
 Corresponde ao valor de crista no primeiro semi-ciclo
da corrente de curto-circuito;

 O valor, em um sistema de 60 Hz é especificado em 2,6


vezes a corrente nominal de interrupção;

 Em disjuntores localizados nas proximidades de


grandes máquinas girantes, pode haver a necessidade
de usar um fator acima de 2,6.

197
DISJUNTORES
 Capacidade de interrupção
 Maior corrente que o disjuntor tem por obrigação ser
capaz de interromper, frente à TRT nominal
especificada;

 É formada por duas componentes:


 Componente simétrica;
 Componente DC.

 Depende do fator X/R e do tempo de separação dos


contatos.

198
DISJUNTORES
 Corrente de curto-circuito
 A assimetria na corrente de curto-circuito provoca os
seguintes efeitos:
 Aumenta os esforços eletrodinâmicos produzidos pela
corrente, devido ao aumento do valor de crista;

 Aumenta as solicitações térmicas produzidas pela corrente


devido ao aumento do valor eficaz;

 Dificulta a interrupção do curto-circuito, porque:


 Uma corrente mais elevada provoca um maior aquecimento do
arco, fazendo com que as partículas ionizadas levem mais
tempo para serem neutralizadas;

 Atraso do zero, o que faz com que a corrente seja interrompida


mais tarde.
199
DISJUNTORES
 Tensão de Restabelecimento Transitória (TRT)
 Diferença entre as tensões medidas entre cada
terminal do disjuntor e a terra, após a interrupção da
corrente;

 Sua severidade depende


 Da taxa de crescimento;
 Do valor de pico.

200
DISJUNTORES
 Tensão de Restabelecimento Transitória (TRT)
 Envoltória de norma;

 Caso a TRT supere a suportabilidade do disjuntor por


norma, a capacidade de interrupção deste disjuntor
não estará garantida e deve-se consultar o fabricante.

201
DISJUNTORES
 Resistores de pré-inserção

 Resistor de abertura
 Usado para atenuar as solicitações impostas aos próprios
disjuntores no processo de abertura.

 Redução de sobretensões durante a abertura de pequenas


correntes indutivas;
 Redução da taxa de crescimento da TRT em faltas terminais
e quilométricas;
 Redução da TRT na abertura de correntes capacitivas.

 Fecha-se o contato auxiliar;


 Abre-se o contato principal;
 Abre-se o contato auxiliar.
202
DISJUNTORES
 Resistores de pré-inserção

 Resistor de fechamento
 Usado para atenuar as solicitações transitórias e sustentadas
aplicadas ao sistema em decorrência da inserção brusca de
tensão.

 Energização de linhas de transmissão longas;


 Energização de transformadores;
 Manobras de bancos de capacitores.

 Fecha-se o contato auxiliar;


 Fecha-se o contato principal;
 Abre-se o contato auxiliar.
203
DISJUNTORES
 Sincronizadores

204
DISJUNTORES
 Sincronizadores
 Manobra controlada de fechamento
 Deve-se propiciar o fechamento dos contatos do disjuntor no
pico da tensão (carga indutiva) ou no zero de tensão (carga
capacitiva).
 É pré-requisito do disjuntor, para utilizar-se manobra
controlada, possuir mecanismo de acionamento
individualizado por fase.

205
DISJUNTORES
 Sincronizadores
 Manobra controlada de fechamento
 Dispositivo de manobra controlada recebe o comando
voluntário da sala de controle;
 Identifica inicialmente os zeros monitorados da tensão de
referência;
 O equipamento já possui internamente os tempos de
operação padrões do disjuntor a ser manobrado;
 Calcula o tempo de retardo que será dado a cada uma das
fases para que no próximo zero de tensão o comando
sincronizado seja enviado para as bobinas do disjuntor.

206
DISJUNTORES

207
DISJUNTORES
 Sincronizadores
 Manobra controlada de abertura
 Deve-se propiciar abertura dos contatos do disjuntor logo
após um zero de corrente para maximizar o tempo de arco;
 Dispositivo de manobra controlada recebe o comando
voluntário da sala de controle;
 Identifica o primeiro zero de corrente;
 Calcula o tempo de retardo e manda um comando
sincronizado para as bobinas do disjuntor;
 A separação dos contatos de cada polo ocorrerá
suficientemente antes do próximo zero de corrente de
referência, para assegurar valores mínimos de tempo de arco
(e distância entre os contatos).

208
DISJUNTORES

209
210
DISJUNTORES
Módulo 23.3 – Procedimentos de Rede – ONS

211
EQUIPAMENTOS

Chave Seccionadora
CHAVE SECCIONADORA
 Conforme NBR IEC 60694
 “Dispositivo de chaveamento mecânico que assegura,
na posição aberta, uma distância de isolação de acordo
com os requisitos especificados.”.

 Uma seccionadora é capaz de abrir e fechar quando


uma corrente desprezível é interrompida ou
estabelecida, ou quando ocorre uma tensão
insignificante através dos terminais de cada um dos
seus polos;
 Corrente de intensidade desprezível supõe correntes tais
como capacitivas de buchas, barramentos, conexões. Para
tensões iguais ou menores que 420 kV, considera-se como
corrente desprezível uma corrente de até 0,5 A.
213
CHAVE SECCIONADORA
 Funções:
 Contornar um equipamento (by-pass);

 Isolar um equipamento;

 Isolar parte de um sistema;

 Selecionar e/ou alterar o percurso da energia.

214
CHAVE SECCIONADORA
 Normas:

 ABNT NBR IEC 62271-102 (Equipamentos de alta tensão.


Parte 102: Seccionadores e chaves de aterramento);

 ABNT NBR IEC 60694/2006 (Especificações comuns para


normas de equipamentos de manobra de alta tensão e
mecanismos de comando) – Em breve será substituída pela
IEC 62271-1;

 ABNT NBR 7571/2011 (Seccionadores – Características


técnicas e dimensionais);

 ANSI C37.32-2002 (High-Voltage Air Disconnect Switches,


Interrupter Switches, Fault Initiating Switches, Grounding
Switches, Bus Supports and Accessories Control Voltage
Ranges – Schedules of Preferred Ratings, Construction
Guidelines and Specifications).
215
CHAVE SECCIONADORA
 Características de projeto
 Principais etapas de um projeto

 Determinação das características elétricas;

 Determinação do tipo/modelo de seccionador;

 Dimensionamento de GAP.

216
CHAVE SECCIONADORA
 Tensão nominal, indica:

 A necessidade ou não de utilização de proteção anti-


corona;

 Determina o diâmetro do tubo ou das esferas anti-


corona;

 Dá ideia do tamanho do seccionador.

217
CHAVE SECCIONADORA
 Tensão suportável de impulso (NBI e NBM) – valor
de crista da onda padronizada de tensão de
impulso que a isolação do seccionador ou chave
de aterramento suporta sob condições de ensaio
especificadas;

 NBI e NBM indicam:


 GAP a ser utilizado;
 Isolador a ser utilizado.

 NBI: ensaio com onda padrão de 1,2/50 µs;


 NBM: ensaio com onda padrão de 250/2500 µs. 218
CHAVE SECCIONADORA
 Frequência nominal;

 Corrente nominal, indica:


 Diâmetro (área da seção) do tubo a ser utilizado na
lâmina do seccionador;
 Número de dedos de contato a serem utilizados;
 Tamanho do terminal do equipamento;
 Quantidade de furos do terminal de linha (NBR 7571).

219
CHAVE SECCIONADORA
 Corrente Suportável de Curta Duração
 Valor eficaz da corrente que uma chave pode conduzir,
na posição fechada, durante um curto intervalo de
tempo especificado e nas condições prescritas de
emprego e funcionamento;

 Esta corrente indica:


 Características dinâmicas: o nível de rigidez estrutural
que o equipamento deverá ter, pois quanto maior esta,
maior será o esforço aplicado sobre o equipamento;

 Características térmicas: o nível de suportabilidade


térmica sem que ocorra degradação (derretimento) dos
contatos.
220
CHAVE SECCIONADORA
 Tipo/modelo de seccionador;
 Leva-se em consideração as seguintes
características:

 Nível de curto-circuito;
 Espaço físico disponível na subestação (limitação
horizontal ou vertical);
 Manobras que o seccionador realizará (transferência de
barras, by-pass, etc.).

221
CHAVE SECCIONADORA
 Dimensionamento do GAP
 GAP: Menor distância entre partes metálicas
energizadas no mesmo polo com o seccionador na
posição aberta;
 É determinado em função da tensão nominal e da
tensão suportável de impulso (NBI/NBM) do
equipamento;
 A norma ANSI C37.32 auxilia no dimensionamento, pois
apresenta uma tabela com gaps recomendados para
algumas tensões nominais;
 O open gap sempre deve ser maior que o gap fase-
terra.

222
CHAVE SECCIONADORA
 Ensaios

 Ensaios de tipo
 Realizados em apenas um dos equipamentos para verificar as
características de projeto.

 Ensaios de rotina
 Realizados em todos os equipamentos (ou em determinada
amostragem) para verificação da qualidade e uniformidade da
mão-de-obra.

223
CHAVE SECCIONADORA
 Ensaios de tipo

 Elevação de temperatura;
 Durabilidade mecânica;
 Ensaios dielétricos
 Tensão suportável de impulso atmosférico;
 Tensão suportável de impulso de manobra (> 245 kV);
 Medição do nível de rádio interferência (RIV).;
 Tensão suportável a frequência industrial.
 Corrente suportável de curta duração e valor de crista da
corrente suportável (curto-circuito);
 Fechamento e abertura sob condição de transferência de
barras;
 Interrupção de correntes capacitivas e indutivas na lâmina
de terra.
224
CHAVE SECCIONADORA
 Ensaios de rotina

 Tensão suportável a frequência industrial a seco;

 Tensão aplicada nos circuitos auxiliares e de comando;

 Medição da resistência ôhmica do circuito principal;

 Ensaio de operação mecânica.

225
CHAVE SECCIONADORA
 Aspectos construtivos

 Polo;
 Base;
 Mancal;
 Coluna isolante;
 Lâmina principal;
 Dedos de contato;
 Anel ou calota anti-corona (a partir de 230 kV);
 Restritor de arco;
 Lâmina de terra.

226
Monopolar tipo faca: Utilizada em
subestações de distribuição. Operada por varão
de manobra.

227
Monopolar tipo faca: Utilizada em
subestações de distribuição. Operada por varão
de manobra.

228
Monopolar tipo faca em tandem:
Utilizada em subestações de distribuição. Operada
por varão de manobra.

229
Monopolar tipo faca em tandem:
Utilizada em subestações de distribuição. Operada
por varão de manobra.

230
Dupla abertura lateral: Excelente suportabilidade
a curto-circuito, com suavidade na operação por não
necessitar de molas de contrabalanço.

231
Dupla abertura lateral: Excelente suportabilidade
a curto-circuito, com suavidade na operação por não
necessitar de molas de contrabalanço.

232
Dupla abertura lateral: Excelente suportabilidade
a curto-circuito, com suavidade na operação por não
necessitar de molas de contrabalanço.

233
Dupla abertura lateral: Excelente suportabilidade
a curto-circuito, com suavidade na operação por não
necessitar de molas de contrabalanço.

234
Dupla abertura lateral: Excelente suportabilidade
a curto-circuito, com suavidade na operação por não
necessitar de molas de contrabalanço.

235
Abertura vertical: Utilizada principalmente em
subestações de transmissão devido à sua excelente
suportabilidade a curto-circuito.

236
Abertura vertical: Utilizada principalmente em
subestações de transmissão devido à sua excelente
suportabilidade a curto-circuito.

237
Abertura vertical: Utilizada principalmente em
subestações de transmissão devido à sua excelente
suportabilidade a curto-circuito.

238
Abertura vertical reversa: Utilizada em
entrada/saída de subestações, conexão de barramentos
superiores-inferiores e by-pass.

239
Abertura vertical reversa: Utilizada em
entrada/saída de subestações, conexão de barramentos
superiores-inferiores e by-pass.

240
Abertura central: Utilizada em subestações
industriais devido à sua construção mais simples (WEG).

241
Abertura central: Utilizada em subestações
industriais devido à sua construção mais simples (WEG).

242
Abertura central
72,5 até 550 kV
(Siemens)

243
Abertura central

244
Abertura central

245
Abertura central em V

246
Abertura central em V

247
Semi-pantográfica horizontal: Utilizada
principalmente em subestações de transmissão devido à sua
excelente suportabilidade a curto-circuito. Dado seu porte mais
compacto, pode ser utilizada em áreas com limitação de espaço.

248
Semi-pantográfica horizontal: Utilizada
principalmente em subestações de transmissão devido à sua
excelente suportabilidade a curto-circuito. Dado seu porte mais
compacto, pode ser utilizada em áreas com limitação de espaço.

249
Semi-pantográfica horizontal.

250
Semi-pantográfica horizontal

251
Semi-pantográfica vertical: Utilizada em
entrada/saída de subestações, conexão de barramentos
superiores-inferiores e by-pass.

252
Semi-pantográfica vertical: Utilizada em
entrada/saída de subestações, conexão de barramentos
superiores-inferiores e by-pass.

253
Semi-pantográfica vertical: Utilizada em
entrada/saída de subestações, conexão de barramentos
superiores-inferiores e by-pass.

254
Pantográfica Vertical

255
Pantográfica Vertical

256
Pantográfica Vertical

257
SPCS (SISTEMAS DE
PROTEÇÃO, CONTROLE E
SUPERVISÃO)
SPCS
 Proteção de elementos
 Geradores;
 Transformadores;
 Linhas de transmissão;
 Barramentos;
 Bancos de capacitores;
 Reatores;
 Motores.

259
SPCS
 Proteção de elementos
 Geradores;
 Transformadores;
 Linhas de transmissão;
 Barramentos;
 Bancos de capacitores;
 Reatores;
 Motores.

260
SPCS
 Falhas no sistema

 Curto-circuito
 Dano térmico;
 Dano mecânico;

 Subtensão
 Perda da estabilidade;
 Redução da qualidade de energia;

 Fases abertas
 Desbalanço.

261
SPCS
 Condições anormais do sistema

 Sobrecorrente
 Sobrecargas;
 Faltas.

 Operação desbalanceada;
 Oscilação de potência;
 Correntes de inrush.

262
SPCS
 Tipos de curto
 Em sistemas de alta tensão

 90 a 95% são monofásicos;


 Mais de 90% são temporários
 Religamento automático.

263
SPCS
 Função da proteção

 Detecção de faltas;
 Desligamento dos elementos defeituosos;
 Indicação de falta
 Localização das faltas.

264
SPCS

265
SPCS
 O relé de proteção basicamente é um dispositivo
que adquire tensões e/ou correntes do sistema,
monitorando alterações para protege-lo contra
faltas.

266
267
DEVICE NUMBER FUNCTION DEVICE NUMBER FUNCTION
21P Phase Distance 67N Neutral Directional
21G Ground Distance Overcurrent
24 Volts Per Hertz 67P Phase Directional
25 Synchrocheck Overcurrent
27P Phase Undervoltage 68 Power Swing Blocking
27X Auxiliary Undervoltage 78 Out-of-Step Tripping
49 Thermal Overload 81O Overfrequency
50BF Breaker Failure 81U Underfrequency
50G Ground Instantaneous 81R Rate of Change of Frequency
Overcurrent (ROCOF)
50N Neutral Instantaneous 87G Restricted Ground Fault
Overcurrent 87T Transformer Differential

DEVICE NUMBER FUNCTION


50P Phase Instantaneous Overcurrent
50/87 Instantaneous Differential Overcurrent
51G Ground Time Overcurrent
51N Neutral Time Overcurrent
51P Phase Time Overcurrent
59N Neutral Overvoltage
59P Phase Overvoltage
59X Auxiliary Overvoltage

268
SPCS
 Os relés digitais são multifunção, ou seja, possuem
diversas funções de proteção para serem aplicadas
nos elementos;

 Possuem também funcionalidades de comando,


medição e oscilografia.

269
SPCS
 Proteções intrínsecas dos transformadores

 Relé de pressão de gás (Buchholz) (63);

 Válvula de alívio de pressão (20);

 Proteção térmica (óleo, enrolamento) (49);

 Proteção de baixo nível de óleo (71).

270
SPCS
 Operações incorretas dos relés

 Falha no trip;
 Falso trip
 Medição incorreta;
 Oscilações de potência;
 Interferências.

271
SPCS
 Requisitos da proteção

 Confiabilidade
 Relé atua quando solicitado.

 Segurança
 Relé não atua se não for solicitado.

 Seletividade
 Desconectar o menor número possível de componentes.

 Velocidade
272
SPCS

 Cada elemento do sistema é protegido por um tipo de relé,


que possui algoritmos específicos para o elemento. 273
SPCS
 Proteção simples;

 Proteção redundante
 Proteção principal e alternada;
 Proteção principal e retaguarda.

 Proteção unitária ou restrita;


 Proteção gradativa ou irrestrita.

274
SPCS
 Submódulo 2.6 – Procedimentos de rede – ONS
 Requisitos mínimos para os sistemas de proteção e de
telecomunicações;

 Normatiza as proteções da rede básica.

275
SPCS

276
SPCS
 Proteção diferencial de transformadores
 Função 87;
 Proteção sensível e seletiva (não demanda
coordenação);
 É rápida.

277
SPCS
 Proteção diferencial de transformadores

278
SPCS
 Proteção de banco de capacitores

279
SPCS
 Proteção direcional
 Função 67;
 Gera seletividade, detectando se o defeito está à frente
ou atrás da zona a ser protegida.

280
SPCS
 Sistema radial
 A corrente só tem um sentido possível;
 Possível coordenar os relés por tempo;
 Não necessita de direcionalidade.

281
SPCS
 Necessidade do elemento direcional
 Fontes em ambas as pontas
 Necessário isolar apenas seção com defeito;
 Impossível coordenar relés apenas por tempo.

Relé 2 (1,5 s) Relé 7 (1,5 s)


Relé 5 (1 s)

Relé 3 (0,5 s) Relé 4 (1 s) Relé 6 (0,5 s)

282
SPCS
 Necessidade do elemento direcional
 Alimentadores paralelos com fonte em apenas um lado
 A corrente varia o sentido conforme o ponto de curto;
 Impossível coordenar apenas por tempo;
 Relés 2 e 3 devem ser direcionais, operando pra faltas
reversas;
 Relés 1 e 4 temporizados e 2 e 3 instantâneos.

283
SPCS
 Proteção de linhas de transmissão

 Distância (21);
 Sobrecorrente direcional (67);
 Diferencial (87);
 Trip por oscilação de potência (78) e Bloqueio por
oscilação de potência (68);
 Sobrecorrente (50, 51).

284
SPCS
 Proteção de Barra (87B)
 Faltas nas barras são críticas e geram graves
perturbações no sistema;
 Relés precisam operar rápido.

285
SPCS
 Falha de disjuntor (50BF) no relé de barra
 O relé de barra já possui a supervisão de todos os
disjuntores da barra e a medição das correntes de
todos os bays;
 Já possui as zonas de atuação, utilizadas na proteção de
barra;
 A função 50BF fica mais fácil de ser implementada
estando unificada no mesmo relé.

286
TELECOMUNICAÇÃO E
PROTOCOLOS DE
COMUNICAÇÃO
COMUNICAÇÃO
 Alarmes, medições e comandos;

 Comunicação com o sistema supervisório;

 Troca de dados entre relés e outros IEDs


(Intelligent Electronic Devices).

288
COMUNICAÇÃO
 SCADA – Supervisory Control and Data Acquisition;

 Supervisórios são softwares que possibilitam


operar as subestações, fazendo o monitoramento
dos estados dos equipamentos, dos alarmes e
enviando comandos;

 As variáveis utilizadas pelos supervisórios são


obtidas dos IEDs através de protocolos de
comunicação.

289
COMUNICAÇÃO
 Níveis de supervisão e comando

 Nível 0: no próprio equipamento, no pátio;


 Nível 1: no relé de proteção, no painel de proteção;
 Nível 2: na tela do supervisório, na mesa de comando;
 Nível 3: na tela do supervisório, no centro de operação
remoto (COR).

290
COMUNICAÇÃO
 Tipos de comunicação utilizadas
 Serial
 Mais antiga;
 Menos versátil;
 Mais simples.

 Ethernet
 Mais nova;
 Mais versátil;
 Mais complexa.

291
COMUNICAÇÃO
 O exemplo mais comum de rede Ethernet são
vários dispositivos que trocam mensagens através
de um switch.

292
COMUNICAÇÃO
 Cabos óticos para comunicação Serial ou Ethernet
 Monomodo
 Permite o uso de apenas um sinal de luz pela fibra;
 Tem núcleo de 8 a 9 µm e casca de 125 µm;
 Dimensões menores que outros tipos de fibras;
 Maior banda passante por ter menos dispersão;
 Utiliza comprimentos de onda de 1310 ou 1550 nm;
 Geralmente é usado laser como fonte de geração de sinal.
 Multimodo
 Tipo mais comum em cabeamentos primários inter e intra
edifícios;
 Tem núcleo de 50 ou 62,5 µm e casca de 125 µm;
 Permite o uso de fontes luminosas como LEDs (mais baratas);
 Muito usado para curtas distâncias pelo preço e facilidade de
implementação. Em longas distâncias tem muita perda.
293
PROTOCOLO DE COMUNICAÇÃO
 Padrão que especifica o formato de dados e as
regras a serem seguidas para a troca de dados
entre dispositivos;

 Equivalentes a “idiomas” ou “linguagens”;

 Possibilitam a troca de dados discretos (entradas e


saídas digitais) ou numéricos (entradas e saídas
analógicas).

294
PROTOCOLO DE COMUNICAÇÃO
 Protocolos seriais
 Modbus RTU;
 DNP 3.0;
 IEC-101;
 IEC-103;
 Profibus.

 Protocolos Ethernet
 Modbus TCP/IP;
 IEC 104;
 Três protocolos Ethernet dentro da norma IEC 61850:
 MMS – Manufacturing Message Specification;
 Goose – Generic Object Oriented Subestation Event;
 SMV – Sampled Measured Values. 295
PROTOCOLO DE COMUNICAÇÃO
 Norma 61850

 Grupos de estudo do IEC em 1995;

 Ideia de criar um sistema que permitisse a


interoperabilidade entre dispositivos de vários
fabricantes;

 Mapear e definir toda a estrutura e todas as variáveis


necessárias para o sistema das SEs;

 Realidade: complicado integrar fabricantes diferentes.


296
PROTOCOLO DE COMUNICAÇÃO
 Goose

297
PROTOCOLO DE COMUNICAÇÃO
 Economia de cabos

298
PROTOCOLO DE COMUNICAÇÃO
 Topologias Ethernet

299
SISTEMAS DE TELECOMUNICAÇÃO
 Roteadores
 Fazem a conexão entre redes distintas.

300
SISTEMAS DE TELECOMUNICAÇÃO
 Firewall
 Fazem a proteção contra ataques e acessos indevidos
às redes.

301
SISTEMAS DE TELECOMUNICAÇÃO
 Multiplexação

302
SISTEMAS DE TELECOMUNICAÇÃO
 Comunicação entre subestações

303
SISTEMAS DE TELECOMUNICAÇÃO
 Comunicação entre subestações
 OPGW – Optical Ground Wire;
 OPLAT – Ondas Portadoras em Linhas de Alta Tensão
(ou Carrier);
 Outros: rádio, satélite, telefone, celular, etc.

304
SISTEMAS DE TELECOMUNICAÇÃO
 OPGW
 Meio mais eficaz para prover comunicação entre SEs;

 É o meio utilizado quando utiliza-se multiplexadores;

 É o meio mais confiável por não sofrer interferência


externa;

 Torna-se mais caro conforme aumenta o comprimento


da linha;

 Não precisa ser necessariamente pela linha de


transmissão. Pode-se alugar um link de comunicação
que faz um trajeto alternativo.
305
SISTEMAS DE TELECOMUNICAÇÃO
 OPGW

306
SISTEMAS DE TELECOMUNICAÇÃO
 OPLAT
 Utiliza os cabos da própria linha de transmissão;

 Interface entre os equipamentos de comunicação e a LT


é feita com o uso dos TPs;

 Injeção de sinais de alta frequência;

 Para que estes sinais não ultrapassem a SE remota e


invadam linhas posteriores, é necessário instalar
bobinas de bloqueio (line trap) nas extremidades da LT;

 O sistema OPLAT é caro para linhas curtas, mas torna-


se atrativo conforme o comprimento da LT aumenta.
307
SISTEMAS DE TELECOMUNICAÇÃO
 OPLAT

308
SISTEMAS DE TELECOMUNICAÇÃO
 OPLAT
 Line trap

309
SISTEMAS DE TELECOMUNICAÇÃO
 OPLAT
 Line trap

310
SUBESTAÇÃO DE
CONSUMIDOR – MÉDIA
TENSÃO
Memorial Descritivo
 Finalidade do projeto;
 Local em que vai ser construída a subestação;
 Carga prevista e tipo de subestação (abrigada, ao
tempo, blindada, etc.);
 Memorial de cálculo da demanda prevista;
 Descrição sumária de todos os elementos de
proteção utilizados, baseada no fluxo de carga e
no cálculo do curto-circuito;
 Características completas de todos os
equipamentos utilizados.

312
Partes de uma subestação
 Entrada de serviço
 Ponto de ligação;
 Ramal de ligação;
 Ponto de entrega.

 Tipo da entrada
 Aérea;
 Subterrânea.

 Tipo do ramal de entrada


 Aéreo;
 Subterrâneo.

313
314
Tipos de subestação
 Subestação em alvenaria
 Posto de medição primária (TC, TP e outros),
obrigatório quando:
 Potência de transformação for superior a 225 kVA;
 Existir mais de um transformador na subestação;
 Tensão secundária do transformador for diferente da tensão
padronizada pela concessionária.

 Posto de proteção primária (chaves seccionadoras,


fusíveis ou disjuntores)
 Acima de 300 kVA proteção deve ser realizada por disjuntor
acionado por relés 50 e 51, proteções de fase e neutro.

315
Tipos de subestação
Subestação em alvenaria
 Posto de transformação. Para transformadores de 500
kVA ou maiores:
 Construção de barreiras incombustíveis entre os
transformadores e os demais aparelhos;
 Construção de dispositivos adequados para drenar ou conter
o líquido proveniente de um eventual rompimento do tanque.

 Recipiente de coleta de óleo;


 Sistema corta-chamas;
 Tanque acumulador.

316
317
318
319
320
321
322
323
Tipos de subestação
 Subestação modular metálica

324
325
326
Tipos de subestação
 Subestação modular metálica com tela aramada

327
328
Tipos de subestação
 Subestação modular metálica em chapa de aço

329
330
Tipos de subestação
 Subestação de torre

331
332
Tipos de subestação
 Subestação de instalação exterior no nível do solo

333
334
Dimensionamento da subestação
 Aberturas de ventilação
 Refrigeração de forma natural ou forçada;
 Se for prevista presença de operador, temperatura não
pode passar de 35 ºC;
 A abertura deve estar no mínimo a 20 cm do piso
exterior da subestação e abaixo da linha central do corpo
do equipamento;
 Critério prático:
 0,30 m2 de área para cada 100 kVA. Resultado é aplicado tanto
na abertura de entrada quanto na de saída de ar.

335
Dimensionamento da subestação

336
Planta de
situação

337
Dimensionamento da subestação
 Correntes Simétrica e Assimétrica
 a – corrente simétrica;
 b, c e d – correntes assimétricas.

338
Dimensionamento da subestação
 Correntes Simétrica e Assimétrica
 Normalmente uma corrente de curto-circuito inicia-se
com máxima assimetria tornando-se, gradualmente,
simétrica;

 No caso do curto-circuito, a resistência é desprezível com


relação à reatância, por isso a corrente de curto fica
atrasada em 90º com relação à tensão.

339
Dimensionamento da subestação
 Correntes Simétrica e Assimétrica
 (a) Instalação em que antes do curto-circuito o fator de
potência era unitário e o curto ocorre no instante de pico
da tensão. Corrente simétrica.

340
Dimensionamento da subestação
 Correntes Simétrica e Assimétrica
 (b) Curto ocorre no zero de tensão. Corrente tem a
máxima assimetria.

341
Dimensionamento da subestação
 Correntes Simétrica e Assimétrica
 (c) Curto se dá num instante em que a tensão não é nem
zero nem um máximo. Assimetria média.

342
Dimensionamento da subestação
 Correntes Simétrica e Assimétrica
 (d) Máxima Assimetria

343
Dimensionamento da subestação
 Correntes Simétrica e Assimétrica
 Nos casos reais, a resistência não é desprezível em
relação à reatância;
 Máxima assimetria será quando o curto ocorre no
momento em que o ângulo ϕ, medido a partir do ponto
em que a tensão é nula, é igual a:
ϕ = 90º + φ
 Onde φ = tg-1 (X/R).

344
Dimensionamento da subestação
 Correntes Simétrica e Assimétrica
 Em (a), corrente com nível CC, assimétrica, com o curto
começando em zero.

345
Dimensionamento da subestação
 Correntes Simétrica e Assimétrica
 Em (b), curto começando entre zero e o pico da tensão
gerada. Componente CC decresce de valor proporcional à
relação X/R. Nos geradores, essa relação pode chegar a
70 e, nos circuitos afastados do gerador, terá valores
pequenos.

346
Dimensionamento da subestação
 Correntes Simétrica e Assimétrica
 Casos extremos:
 R = 0, ou seja, X/R = ∞ – o componente contínuo é mantido
indefinidamente;

 R = ∞, ou seja, X/R = 0 – decréscimo instantâneo.

347
LINKS ÚTEIS
Links Úteis

 Mapas ONS
 http://ons.org.br/pt/paginas/sobre-o-sin/mapas

 Mapa interativo ONS (onde é possível obter os


diagramas unifilares)
 http://sindat.ons.org.br/SINDAT/Home/ControleSistem
a

 Mapa interativo EPE


 https://gisepeprd.epe.gov.br/webmapepe/
Links Úteis
 Sumário Executivo – PAR (Plano de Ampliações e
Reforços 2017/2019)
 http://www.ons.org.br/AcervoDigitalDocumentosEPubl
icacoes/PAR2017-2019_sumario_executivo.PDF

 Instruções do ONS para integração de novas


instalações no sistema
 http://www.ons.org.br/paginas/sobre-o-sin/integracao-
de-novas-instalacoes

 Sumário Executivo – PEN (Plano da Operação


Energética 2017/2021)
 http://www.ons.org.br/AcervoDigitalDocumentosEPubl
icacoes/RE-3-0108-
2017_PEN2017_SumarioExecutivo.pdf
Links Úteis
 Procedimentos de Rede do ONS
 http://ons.org.br/pt/paginas/sobre-o-
ons/procedimentos-de-rede/vigentes

 Vídeo Subestação automatizada da COPEL


 https://www.youtube.com/watch?v=iTHbPXHxp2s&fea
ture=youtu.be

 Interatividade com Subestações


 https://www.edpdistribuicao.pt/pt/rede/SE%20Tipo/SE
_Tipo.html
Links Úteis
 Interatividade com Subestações
 http://catalogue.pfisterer.com/app/substation/en/

 Interatividade com Subestações


 http://www.gegridsolutions.com/Youtube_vdo/Product
Explorers.htm
REFERÊNCIAS
MAMEDE FILHO, João. Manual de Equipamentos
Elétricos. LTC, 4 ed. Rio de Janeiro, 2015.

MAMEDE FILHO, João. Instalações Elétricas


Industriais. LTC, 9 ed. Rio de Janeiro, 2017.

CREDER, Hélio. Instalações Elétricas. LTC, 16 ed. Rio


de Janeiro, 2016.

FRONTIN, Sergio O. Equipamentos de Alta Tensão –


Prospecção e Hierarquização de Inovações
Tecnológicas. Goya Editora, 1 ed. Brasília, 2013.

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