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PGR - PROGRAMA DE

GERENCIAMENTO DE RISCO

DEZEMBRO / 2014

Nome Fantasia:
PETROBAHIA

Razão Social:
PETROBAHIA S/A

PETROBAHIA S/A
Av. Garibaldi, 252 - 2º Andar – Salvador/BA CEP 40.210-750
Tel (71) 3339-5900 Fax (71) 3339-5933 ambiental@petrobahia.com.br
1 - DESCRIÇÃO

1.1 - IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA

RAZÃO SOCIAL: PETROBAHIA S/A


NOME FANTASIA: PETROBAHIA
CNPJ: 01.125.282/0007- 01
CNAE: 46.81-8-01
GRAU DE RISCO: 3
ENDEREÇO: LOTES Nº 12 e 13, QUADRA INDUSTRIAL “A”, DISTRITO
INDUSTRIAL DE JUAZEIRO, JUAZEIRO – BA. CEP 48.905-350
PRINCIPAL ATIVIDADE: BASE DE ARMAZENAMENTO, MISTURA E
DISTRIBUIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS, TAIS COMO: ALCOOL, GASOLINA,
DIESEL E BIODIESEL.

2 - OBJETIVO E APRESENTAÇÃO DO PGR

O Programa de Gerenciamento de Riscos tem como objetivo a implantação de um


programa que busca preservar a vida e evitar danos físicos e psíquicos às pessoas,
como também a necessidade de se manter sob controle todos os agentes
ambientais: com monitoramentos periódicos, levando-se em consideração a
proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. Evitar danos a propriedade e a
paralisação das atividades.
Através da antecipação, identificação de fatores de risco, avaliação e conseqüente
controle dos riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de
trabalho, as empresas poderão estabelecer critérios de pré-seleção de quais riscos
ou de quais medidas de controle serão mais adequados e propícios para sua
realidade.
O PGR objetiva o reconhecimento e a reavaliação dos riscos ambientais nos
diversos setores de trabalho da empresa, bem como o planejamento das ações
prioritárias visando à eliminação ou, pelo menos, a redução desses riscos.

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3 - ETAPAS DA ESTRUTURA DO PGR

A primeira etapa é aquela voltada a elaboração e implementação com a


antecipação dos riscos ambientais, o que chamamos de “prevenção” ou mesmo
antevisão dos possíveis riscos a serem detectados durante uma análise preliminar
de riscos de uma determinada atividade ou processo.
A antecipação deverá então envolver a análise de projeto de novas instalações,
métodos ou processos de trabalho, ou de modificações daqueles já existentes,
visando identificar os riscos potenciais e a introduzir medidas de proteção para sua
redução ou eliminação.
A próxima etapa do programa se refere ao reconhecimento dos riscos existentes nos
locais de trabalho:

Estabelecimento de prioridades, metas e cronograma;


Avaliação dos fatores de risco e da exposição dos trabalhadores;
Acompanhamento das medidas de controles implementadas;
Monitorização da exposição aos fatores de riscos;
Registro e manutenção dos dados por, no mínimo, vinte anos;
Avaliação periódica do programa.

As alterações e complementações devem ser discutidas com os responsáveis por


cada setor.
O principal objetivo da caracterização básica é tornar o profissional familiarizado
com o processo de trabalho, coleta de informações e identificação dos riscos reais e
potenciais, além de servir de subsídio para as avaliações qualitativas e quantitativas.
As avaliações qualitativas são aquelas empregadas para se obter resultados de
como o processo de trabalho está interagindo com os demais, qual implicação ou
efeito está gerando, subentende-se aqui que essa interação não é apenas material é
também humana. Lembramos que o ser humano deve ser o principal beneficiado
com essas mudanças e alterações.

A avaliação quantitativa é o subsídio primordial, para se obter o grau de risco ou a


toxidade a que o empregado está exposto. Muitas vezes tais avaliações serão
necessárias para se determinar qual medida é a mais adequada a se adotar.
A próxima etapa, das medidas de controle, é aquela que visa eliminar, minimizar ou
controlar os riscos levantados nas etapas anteriores.

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Adotar medidas preventivas onde haja probabilidade de ultrapassagem dos limites
de exposição ocupacional e monitoramento periódico.
As medidas de controle propostas devem ser sempre de comum acordo com os
responsáveis pela produção e os profissionais da área de Segurança e Medicina do
Trabalho, quando houver.
O monitoramento de exposição aos riscos, o qual deverá ser feito pelo menos uma
vez ao ano, juntamente com o balanço anual do programa de gerenciamento de
Riscos ou sempre que necessário, quando houver mudança de processo, de
equipamento, maquinário, atividades.
O PGR deve contemplar os seguintes aspectos:
 Gestão de informações;
 Análises de Riscos;
 Procedimentos Operacionais;
 Treinamento;
 Setores Avaliados / Contratados;
 Integridade e Manutenção;
 Gerenciamento de Mudanças;
 Investigação de Incidentes e Acidentes;
 Procedimentos de Emergência / Plano de Evasão / Respostas a
Emergência;

4 - GESTÕES DE INFORMAÇÃO

Operação de uma base de armazenamento, mistura e distribuição de combustíveis,


tais como: Álcool, Diesel, Biodisel e Gasolina, que serão distribuídos para postos de
abastecimentos, consumidores finais, entre outros através de caminhões tanques .
As quantidades dos combustíveis inicialmente a serem comercializados
mensalmente na base serão: Álcool anidro 200m³; Álcool Hidratado 200m³; Diesel
1.200m³; Biodiesel 60m³ e Gasolina A 800m³.
 Álcool
Líquido volátil, solúvel em água, odor característico e transparente. Produto
perigoso quando exposto a presença de fonte de ignição ou aquecimento,
podendo formar uma mistura explosiva. Ponto de fulgor 13ºC (vaso fechado).
LSE 19,0%, LIE 3,3%. Risco á saúde: Os vapores podem causar dor de cabeça,
sonolência e irritação da mucosa. Se ingerido pode causar tonturas, vômitos e
inconsciência.

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 Gasolina
Líquido volátil, solúvel em água, odor característico e transparente. Produto
inflamável quando exposto a presença de fonte de ignição ou aquecimento,
podendo formar mistura explosiva. Ponto de fulgor <0ºC. Risco á saúde: Os
vapores podem causar dor de cabeça, sonolência e irritação da mucosa. Se
ingerido pode causar tonturas, vômitos e inconsciência.

 Diesel
Líquido volátil, límpido, sem material em suspensão e com odor típico. Produto
inflamável quando exposto a presença de fonte de ignição ou aquecimento,
podendo formar mistura explosiva. Ponto de fulgor de 30º - 70ºC. Risco á saúde:
Os vapores podem causar dor de cabeça, sonolência e irritação da mucosa. Se
ingerido pode causar tonturas, vômitos e inconsciência.

4.1. Índice de Risco

Temos:

IR: Índice de Risco;


FP: Fatores de Perigo;
FD: Fator de Distância;
Distância M: Menor distância entre o ponto de liberação e o ponto onde estão
localizados os recursos vulneráveis;
MMLA: Maior Massa Liberada Acidentalmente;
MR: Massa de Referência.

O subsistema que será analisado é o descarregamento dos combustíveis, através


do sistema de descarga selada.
O caminhão para no ponto estratégico, o mangote é conectado a válvula do tanque,
nesse processo pode ocorrer vazamentos altos e com isso, há possibilidades de
ocorrência de sinistros.

Memorial de Cálculo

Para valor da Maior Massa Liberada Acidentalmente (MMLA) foi considerada o


descarregamento de combustíveis, que é de aproximadamente 100L (cem litros) de
diesel.

Para o cálculo do Fator de Distância (FD) foi considerado recurso vulnerável


humano (motorista e operador de base) a uma distância de 3m e o valor de
referência de 50m.

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FD = Distância M / 50 metros
FD = 3 metros / 50 metros
FD = 0,06 metros

Cálculo do Fator de Perigo


FP = MMLA / MR
FP = 85 kg / 17 kg
FP = 5 kg

Cálculo do Índice de Risco


IR = FP / FD
IR = 5 kg/0,06 metros

 Índice de Risco = 83,3 Kg/m

5 - ANÁLISES DE RISCO

O objetivo da análise de risco é identificar os possíveis perigos potenciais das


atividades de recebimento, armazenamento e carregamento de combustíveis na
base de distribuição.
Os possíveis cenários acidentais identificados na operação da base de
armazenamento, mistura e distribuição de combustíveis são:

- Transporte de combustíveis via carretas para base;


- Carregamento dos tanques da base através das carretas tanques;
- Carregamentos das carretas e caminhões tanques;
- Transbordamento de tanque ou carretas tanques;
- Incêndios causados por derrame de produtos;
- Rompimento de válvulas.

A descrição detalhada dos possíveis cenários emergenciais está descrito na APR no


anexo I.

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6 – PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS

Assegurar que os procedimentos operacionais estejam organizados de forma a


consolidar a execução dos processos de carregamento e armazenamento de
combustíveis, considerando a forma segura e saudável de se realizar as tarefas, e
fornecendo um entendimento claro dos parâmetros de operação para as pessoas
envolvidas no processo produtivo.

 Todos os tanques de produto possuem chave de nível alto com intertravamento


das bombas de carga/descarga e alarme (por sirene intermitente) próximo à área
de descarga;

 Antes do início de qualquer atividade os operadores e os motoristas do CT´s são


equipados com os EPI´s necessários, ou seja, botas, óculos, capacete, luvas, e
outros que julgar necessários;

 Todos os operadores e motoristas dos CT´s recebem treinamento necessário à


boa operação, inclusive com reciclagem periódicas;

 Os braços dos carregamentos possuem uma válvula de fecho rápido para


situações emergenciais;

 Nas baias de carregamento e na laje de descarga, junto as botoeiras liga/desliga


das bombas, existe um botão de emergência que desliga todas as bombas dos
produtos;

 Todas as válvulas das tubulações de produtos possuem cadeados de segurança.

6.1. Enchimento dos tanques via bomba de descarga dos caminhões


tanque:
No recebimento de produtos via CT´s, deve-se seguir a rotina abaixo.

 Levantar o volume disponível do tanque escolhido;

 Verificar se o CT está corretamente aterrado e conectado ao mangote de


descarga, bem como desligado;

 Abrir a tampa superior do CT;

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 Abrir lentamente a válvula de saída do CT verificando-se a ocorrência de
vazamentos;

 Verificar se as válvulas estão corretamente alinhadas;

 Ligar a bomba de transferência do CT para o tanque;

 No caso de nível alto no tanque, a bomba desligará interrompendo a descarga,


solicitar orientação da chefia;

 Se não ocorrerem problemas, após a descarga terminar, fechar as válvulas do


CT e da tubulação;

 Recolher com um balde de alumínio as eventuais sobras existentes no mangote


de descarga, retirar o cabo terra e liberar o CT.

6.2. Enchimento dos CTs via braço de carregamento:

Na carga de combustíveis efetuada na plataforma de carregamento, o


procedimento será:

 Verificar se o CT está perfeitamente aterrado e com a sua válvula de descarga


fechada. O motor deverá estar desligado;

 Verificar se o volume a ser carregado é compatível com o volume do


compartimento do CT;

 Posicionar corretamente o braço de carregamento;

 Digitar o volume a ser carregado no medidor de vazão e ligar a bomba;

 Abrir a válvula de segurança do braço de carregamento;

 Acompanhar o carregamento verificando-se o enchimento normal do CT;

 No caso de vazamento, fechar a válvula do braço e desligar a bomba;

 Lavar o vazamento que será recolhido na caixa separadora;

 Não havendo problemas no enchimento, fechar a válvula do braço, levantando-o.


Deve-se colocar na sua ponta um balde de alumínio com garra para o
recolhimento de eventuais sobras;

 Desligar a bomba e desconectar o aterramento do CT, liberando o motorista para


retirá-lo da baia.

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7 - TREINAMENTOS

Garantir que as pessoas serão capacitadas através de programa formal de


Treinamentos de Segurança, teóricos e práticos que contemplem os riscos dos
processos e atividades a serem executadas. O programa de treinamentos deverá
manter as pessoas conscientes, motivadas e preparadas para o exercício de suas
atividades fomentando um comportamento preventivo e buscando promover uma
cultura interdependente de segurança.
Grade de treinamentos a serem ministrados:

 Implementações de palestras sobre segurança no meio ambiente de trabalho;


 Realizar treinamentos de primeiros socorros para os colaboradores;
 Treinar os funcionários quanto à importância da utilização, manutenção e
conservação dos EPI´s;
 Treinamento combate a incêndio;
 Treinamentos sobre os riscos ambientais nos ambientes de trabalho;
 Realizar avaliação e monitoramento ambientais para hidrocarbonetos;
 Realizar avaliações de ruído.

EPC´s disponibilizados na Base de Distribuição:


 Extintores de incêndio;
 Hidrantes e canhões monitores;
 Placas de sinalização;
 Cones de sinalização;
 Cabanas de solda;
 Fita zebrada;
 Tela de isolamento.

EPI´s disponibilizados aos colaboradores:


 Fardamentos;
 Botina;
 Óculos de proteção;
 Luvas (Vaqueta, cirúrgica);
 Capacete;
 Protetor auricular;

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 Avental de raspa;
 Mascara contra vapores orgânicos;
 Cinto de segurança.

8 – SETORES AVALIADOS/CONTRATADOS

 Administrativo

Setor comercial e operações.

 Laboratório

Realização de análises de produtos e sala de amostra / testemunho.

 Galpão

Armazenagem de lubrificantes e sala de resíduos.

 Plataforma de carregamento e descarga

Descarga e carregamento de caminhões tanques.

 Praça de bombas de produtos

Movimentação interna de combustíveis.

 Tancagem

Armazenamento de combustíveis.

9 – INTEGRIDADE E MANUTENÇÃO MECÂNICA

A PETROBAHIA assegura que as máquinas e os equipamentos terão manutenções


periódicas conforme manuais dos fabricantes de cada equipamento, de forma a
evitar danos para as pessoas, meio ambiente e as instalações.
Os procedimentos de inspeção e testes foram elaborados por profissionais com
qualificação e experiências comprovadas em integridade e manutenção mecânica.
Os procedimentos consideram os aspectos de segurança e saúde com base em
estudos de análise de riscos ou outras fontes de informação relacionadas à
segurança.
Em anexos, manuais de manutenções dos equipamentos.

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10 – GERENCIAMENTOS DE MUDANÇAS

Devido à natureza do empreendimento, qualquer mudança nas instalações ou na


operação da Base da Petrobahia S/A – Filial Juazeiro deverá ser precedida de uma
análise técnica criteriosa que contemple os aspectos físicos das instalações, de
segurança operacional e ambiental, bem como os benefícios na operação do
sistema.
Para atingirmos estes objetivos serão necessárias as seguintes atividades:
- Definição clara dos objetivos a serem atingidos com a(s) mudança(s) proposta(s);
- Viabilidade técnica comercial da mesma;
- Elaboração de uma APP sobre os possíveis impactos da(s) mudança(s);
- Definição de um cronograma físico das atividades necessários para a execução
da(s) mudança(s);
- Solicitação das autorizações e licenças pertinentes;
- Acompanhamento técnico na implementação da(s) mudança(s);
- Revisão dos procedimentos operacionais da Base;
- Informação e treinamento ao pessoal envolvido na operação;
- Elaboração de relatório sobre os resultados obtidos.

11 – INVESTIGAÇÕES DE INCIDENTES E ACIDENTES

11.1 - Relatórios de Incidentes (RAIT i)

Incidente é todo evento que tem potencial de causar danos as pessoas,


equipamentos materiais ou ambientes. O termo “Incidente” inclui “Quase-Acidente”,
que em inglês é denominado “Near misses”. No entanto, a investigação dos
incidentes é uma importante prática preventiva direcionada a reduzir a probabilidade
de ocorrência de acidentes e, por conseqüência, de lesões às pessoas.
Alguns exemplos de incidentes são: queda de materiais e ferramentas das
bancadas, tropeções nas áreas, colisões de ponte rolante, retrocesso de chama em
canetas de maçarico, entre outros.
O objetivo do Relatório de Incidentes é investigar e analisar todos os incidentes,
identificando suas causas básicas, gerando planos para eliminação destas causas e
acompanhar o atendimento às recomendações geradas.

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a) Todo incidente deverá ser investigado imediatamente após a sua ocorrência. A
responsabilidade pela informação é da própria pessoa que testemunhou ou esteve
envolvido no incidente e que deverá notificar a Supervisão da área envolvida. A
notificação é realizada através do formulário de RAIT - Relatório de Acidentes e
Incidentes do Trabalho (Anexo II);
b) A supervisão, em conjunto com a testemunha, deverá preencher o documento
RAI, descrevendo a ocorrência e as condições que causaram o incidente;
c) A Supervisão da área poderá envolver o departamento de Segurança do Trabalho
e a CIPA, para investigação das causas e tomada de ações corretivas. Onde não
existir esse suporte de Segurança, apenas a supervisão e a testemunha poderão
concluir o relatório;
d) As ações corretivas tomadas devem ser avaliadas quanto a sua efetividade após
sua implantação.
e) Deverá ser encaminhada uma cópia do RAIT à área de Segurança para que a
mesma possa acompanhar o andamento das ações.

11.2 - Relatórios de Acidentes (RAIT a)

Todo e qualquer acidente do trabalho, independente da gravidade da lesão,


envolvendo funcionários ou subcontratados sob responsabilidade PETROBAHIA é
uma ocorrência indesejável, que devemos evitar através da prevenção. No entanto,
quando ocorre um acidente do trabalho significa que ocorreu uma falha e esta deve
ser identificada, eliminada e/ou corrigida imediatamente através de um processo
sistematizado de investigação onde seja evidenciada a causa básica do acidente.
Para tanto, a investigação deve ser iniciada imediatamente e o seu relatório (anexo
II) emitido no máximo em até 24 horas úteis após a sua ocorrência, devendo
posteriormente ser realizado o controle das recomendações geradas.

Todo e qualquer acidente deve ser comunicado imediatamente a Diretoria da área e


ao departamento de Segurança do Trabalho e Medicina Ocupacional, pelo meio de
comunicação mais acessível no momento.

a) A responsabilidade pela condução da investigação e análise de um acidente sem


afastamento é do Supervisor/Encarregado do acidentado, podendo envolver outras
pessoas.
b) A responsabilidade pela condução da investigação e análise de um acidente com
afastamento é do Coordenador / Superintendente da área;
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c) Sendo possível, o acidentado deverá participar da investigação e análise do
acidente, bem como um representante da CIPA, onde houver, além da participação
de outras pessoas envolvidas que se façam necessárias. Podem ser anexadas fotos
para ilustrar melhor o ocorrido;
d) As medidas corretivas propostas ou requeridas nas investigações de acidentes
têm o objetivo de eliminar os riscos detectados em sua causa básica e evitar
acidentes semelhantes. Cada Gerente / Coordenador deverá controlar mensalmente
a implantação destas medidas, através de follow-up no próprio RAIT, inclusive com
verificação da sua efetividade.
e) As evidências objetivas das medidas implantadas deverão fazer parte do RAIT, no
campo “Status”, conforme modelo (Anexo II);
f) Deverá ser encaminhada uma cópia do RAIT à área de Segurança para que a
mesma possa acompanhar o andamento das ações.

12 – PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA / PLANOS DE EVACUAÇÃO E


RESPOSTA A EMERGÊNCIAS

Os principais procedimentos emergenciais que deverão ser adotados na Operação


da Base estão detalhados no PEA – Plano de Emergência Ambiental.

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12.1 Procedimentos emergenciais:
Procedimentos emergenciais a serem adotados pelo responsável do empreendimento.

Acidente Procedimento Comunicação


a) Impedir operações com produto no
tanque;
b) Providenciar a transferência do a) Comunicar por telefone matriz da
produto do tanque e dar distribuidora no 0800-710499 e ao
manutenção no mesmo; órgão ambiental, INEMA no 0800-
Vazamento em tanques e casa c) Efetuar a recuperação do produto 711400. Em seguida oficializar
de bombas via dique de contenção e caixa encaminhando o comunicado de
separadora situação de emergência por fax a
d) Proceder, o mais rápido possível, distribuidora para o setor
o estancamento e confinamento do Ambiental fax (71) 3339-5939 e ao
vazamento. INEMA para Coordenação de
e) Avaliar preliminarmente o impacto Fiscalização no fax (71) 3310-
ambiental, preencher o 1412.
comunicado de emergência
ambiental e enviar ao escritório
central da distribuidora e ao
INEMA – Instituto do Meio
Ambiente e Recursos Hídricos;
f) Colocar a disposição do INEMA
profissional qualificado, com
conhecimentos das propriedades
físicas e químicas, bem como da
toxicidade dos produtos químicos
envolvidos na situação de
emergência;
g) Realizar estudo de impacto
ambiental incluindo caracterização
hidrogeológica do solo e
diagnóstico do solo, se couber;
f) Proceder com remediações
conforme aprovação do INEMA, se
couber.

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Acidente Procedimento Comunicação
a) Acionar o sistema de alarme e
brigada de incêndio;
b) Cortar fluxo dos produtos; a) Informar ao corpo de bombeiros
c) Retirar todos os veículos do 193 e o escritório central da
interior da base; distribuidora no 0800- 710499.
Incêndio e explosão. d) Combater o fogo com os
equipamentos disponíveis;
e) Fazer o possível para que o fogo
não se propague principalmente
através da canaletas de drenagem
oleosas;
f) Não reiniciar as operações da
base até a normalização do
problema.

a) Informar ao gerente da base;


b) Acionar o gerador de energia se a) Informar a concessionária local.
Perda de energia elétrica. existente;
c) Fechar as saídas dos tanques
quando em operação.
d) Se for à noite, só utilizar
equipamento à prova de explosão.
a) Isolar a área afetada;
b) Afastar fontes de ignição; a) Informar a polícia militar 190;
Colisões. c) Em caso de acidentes pessoais, b) Informar ao escritório central da
derramamento e vazamento de distribuidora no 0800-710499.
combustíveis, seguir os mesmos
procedimentos já citados.

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Acidente Procedimento Comunicação
a) Paralisar imediatamente todas as
operações na plataforma de a) Comunicar as comunidades
carregamento; circunvizinhas;
b) Informar o escritório central e a b) Comunicar ao órgão ambiental
autoridades competentes; INEMA – 0800 -711400;
c) Desernegizar os equipamentos da c) Comunicar a defesa civil (71) 3622-
Grandes derrames e área atingida; 7799 e ao corpo de bombeiros 193;
transbordamento de líquidos d) Evacuar a área afetada; d) Comunicar o escritório central da
inflamáveis no pátio de e) Isolar e sinalizar o local; distribuidora no 0800-710499.
carregamento e f) Conter qualquer tendência de
descarregamento escoamento do produto
de combustíveis. derramado para outros locais,
utilizando acessórios de
contenção;
g) Posicionar lançadores de espuma
e extintores de pó químico seco
de maneira estratégica;
h) Investigar as causas e avaliar o
passivo ambiental.
a) Proibir a ligação dos motores dos
Derrame de líquido inflamável CT´s estacionados na plataforma; a) Comunicar ao gerente da base e ao
na plataforma de b) Manter válvula de saída da caixa escritório central da distribuidora no
carregamento. separadora fechada; 0800-710499.
c) Lavar plataforma e o caminhão
tanque enviando o material à
caixa separadora para
recuperação do produto;
d) Liberar a saída da caixa
separadora somente após a total
recuperação do produto e o acerto
do PH na saída, não permitindo
contaminação do meio ambiente;
e) Utilizar os EPI´s adequados (cinto
de segurança, óculos de proteção,
máscaras contra vapores
orgânicos, luvas, calçados de
segurança e roupas
impermeáveis).

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Acidente Procedimento Comunicação
a) Fechar válvula de recebimento de
produtos e/ou desligar a bomba a) Comunicar ao gerente da base e ao
Derrame de líquido inflamável de descarga do CT´s; escritório central da distribuidora no
na bacia dos tanques. b) Recolher através da caixa de 0800-710499.
dreno o máximo de produto
enviando-o a outro tanque ou a
tambores;
c) Lavar o local encaminhando o
material á caixa separadora para
reciclagem;
d) Utilizar EPI´s adequados (cinto de
segurança, óculos de proteção,
máscaras contra vapores
orgânicos, luvas, calçados de
segurança e roupas
impermeáveis);
e) Recolher e armazenar o material
contaminado, enviando amostras
para empresas especializadas
para emissão do laudo do resíduo.
Após emissão do laudo citado,
solicitar autorização do INEMA
para transporte de produtos
perigosos, ou outra empresa
autorizada para reprocessamento;
f) Emitir relatório para evitar–se
novos vazamentos.
a) Fechar válvulas dos tanques e da
Derrame de líquido inflamável saída para a plataforma; a) Comunicar ao gerente da base e ao
no parque de bombas. b) Posicionar mangueiras e escritório central da distribuidora no
esguichos do hidrante e da carreta 0800-710499.
de espuma;
c) Recolher combustível via caixa de
dreno, após lavar a área e
encaminhar o material para caixa
separadora.

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Acidente Procedimento Comunicação
a) Comunicar a ocorrência do
Derrame de líquido inflamável acidente ao chefe da base; a) Comunicar ao gerente da base e ao
na laje de descarga de CT´s. b) Não permitir ao motorista ligar o escritório central da distribuidora no
motor do veículo; 0800-710499.
c) Isolar a área e posicionar os
equipamentos de incêndio;
d) Jogar água no local do derrame
para enviar o produto à caixa
separadora, aonde o mesmo será
reciclado.

13 – CONSIDERAÇÕES FINAIS

O conteúdo deste documento visa demonstrar os elementos de um Programa de


Gerenciamento de Riscos (PGR), que necessitam ser devidamente atendidos para
que as operações e atividade de uma Base de Armazenamento, Mistura e
Distribuição de Combustíveis, tenham seus riscos identificados, controlados e
mitigados.

As linhas gerais ou diretrizes deste PGR abordam desde informações sobre os tipos
de processos e produtos existentes, procedimentos operacionais e de manutenção,
capacitação das equipes, aprendizado com eventos, análise de riscos nas
instalações até a preparação para atendimento a emergências, além de sistemáticas
de auditorias.
É importante ressaltar que o PGR é uma ferramenta de gestão que deve ter uma
constante atualização. Com isso é possível garantir a melhoria contínua do processo
de gerenciamento dos riscos com a consequente redução dos impactos ambientais
e evolução da cultura de segurança da Petrobahia.

PETROBAHIA S/A
Av. Garibaldi, 252 - 2º Andar – Salvador/BA CEP 40.210-750
Tel (71) 3339-5900 Fax (71) 3339-5933 ambiental@petrobahia.com.br
14 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

NR 23 da portaria 3214/78 do MTE que dispõe sobre proteção contra incêndio;


RESOLUÇÃO CEPRAM N.º 3.965 de 30 de junho de 2009. O CONSELHO
ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE – CEPRAM.

RESPONSÁVEIS TÉCNICOS

Vitor Amâncio Duarte


Engenheiro Químico

Ives Rocha
Tec. Segurança do Trabalho

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