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CAPITULO I

1. Introdução
A evolução do controlo interno na empresa é cada vez mais evidente sejam estes focados para
área financeira administrativa ou operacional. De uma forma geral, as empresas estão vivendo
em um ambiente em que a cada momento, se deparam com novos desafios: um ambiente de
incertezas, em que as margens de lucros são baixas, os concorrentes instalam-se ao lado e o
mercado é infinitamente exigente e infiel.

O controlo interno enquanto actividade que procura garantir as boas práticas de gestão
procedimentos, bem como do comprimento das políticas determinadas pela gestão. Constitui
uma forma de organização que pressupõe a existência de um plano e sistemas coordenados,
destinados a prevenir a ocorrência de erros e irregularidades ou a minimizar as suas
consequências e ainda, maximizar o desempenho da entidade na qual se insere.

É de realçar que os mecanismos de controlo visam não só prevenir, mas também garantir uma
aplicação regular dos recursos.

O controlo interno tem sido implementado pelas empresas como modelo de gestão com o
objetivo de auxiliar a gestão na tomada de decisões.

Com este trabalho procura-se de maneira sintetizada, elucidar a importância de implementação


das boas práticas de gestão no sistema de controlo interno, para que possa possibilitar uma gestão
mais profissionalizada e transparente, diminuindo a assimetria de informações para a
maximização do valor da empresa.

O controlo interno é também uma relevante ferramenta no domínio preventivo, detectivo e


corretivo, que deve ser operado com todo rigor e independência, a fim de cumprir as finalidades
que se pressupõe.
1.1. Objectivos

1.1.1. Objectivo Geral


 Compreender a importãncia do controlo interno no processo de licenciamento de
empresas no BAÚ-Matola.

1.1.2. Objectivos Específicos


 Descrever o processo de licenciamento de empresas no BAÚ;
 Verificar se os procedimentos de controlo interno adoptados estão de acordo com as
normas de auditoria;
 Comparar o controlo interno da empresa em estudo com a fundamentação teórica.
 Verificar os itens do cadastro industria.

1.2. Problematização
De acordo com Carlos Baptista (2000:45), sistema de controlo interno e o plano de organização e
de todos os métodos e procedimentos adoptados pela administração de uma entidade para
auxiliar no alcance do objectivo da gestão de assegurar, tanto quanto for aplicável, a metódica e
eficiente conduta dos seus negócios, incluindo a aderência as políticas da administração, a
salvaguarda dos activos, a prevenção e detecção de fraudes e erros, a precisão dos registos
contabilísticos e a atempada preparação da informação financeira fidedigna. A burocracia, falta
de conjugação de sinergias por parte de alguns funcionários e dedicação faz com que o processo
de licenciamento leve muito tempo para ser concluído.

Até que ponto a falta de conjugação de sinergias e dedicação por parte dos funcionários
pode afectar o processo de licenciamento?

1.3. Hipóteses
 Na medida em que a dedicação dos funcionários torna-se deficitária, condiciona a demora
na conclusão do processo do licenciamento permitindo deste modo que o empresário ou
empreendedor exerça a actividade económica enquanto espera pelo alvará sem que seja
tributado.
 A falta de conjugação de sinergias permite que as empresas em espera do alvará
funcionem ilegalmente o que dificulta a cobrança de impostos.

1.4. Justificativa
São três os pilares nos quais o presente trabalho se baseia, visando deste modo a transparência da
sua escolha: necessidade de controlo interno, a padronização de processos de trabalho e a
fiabilidade dos dados obtidos.
Um sistema de controlo utilizado de forma correcta condiciona segurança para a empresa na
tomada de decisão. Há uma grande necessidade de um controlo interno para o sector financeiro,
pois é onde se geram informações diárias inerentes a saúde financeira da empresa, garantindo
deste modo a sua sobrevivência. Com um sistema de controlo interno adequado a empresa
poderá apresentar dados fiáveis para gerar informações fidedignas.

1.5. Descrição da área de estudo


O BAÚ é uma unidade concentrada de prestação de serviços de acesso fácil, onde os cidadãos
em geral, beneficiam-se de vários serviços públicos, obtendo respostas às suas preocupações,
dentro dos prazos estabelecidos. O BAÚ da província de Maputo foi criado no mês de Abril no
ano de 2005 e funcionava no Posto Administrativo Municipal da Machava. Actualmente
funciona na cidade da Matola, Bairro Matola A, Av. Do Município, Parcela 39/B.

1.6. Metodologia
Para o alcance dos objectivos geral e os específicos previamente definidos, recorreu-se a revisão
bibliográfica, tendo feito a recolha do material necessário e a posterior, uma compilação e síntese
do mesmo.
CAPITULO II

2. Revisão bibliográfica

2.1. Apresentação de conceitos

 Controlo
A palavra controlo originou do idioma Francês Côntrole. Segundo Ferreira (2002), Controlo
significa dirigir qualquer serviço, fiscalizando-o e orientando-o de modo mais conveniente.

Chiavenato (2003: 635) define controlo como a função administrativa que consiste em medir o
desempenho a fim de assegurar que os objetivos organizacionais e os planos estabelecidos sejam
realizados.

No ambiente de negócios, controlar significa certificar-se de que o trabalho esta a ser realizado
de acordo com os planos traçado e normas estabelecidas, tendo como finalidade a identificação
dos erros e falhas para poder corrigi-los, visando ainda a optimização da aplicação dos recursos
financeiros através da utilização dos controlos contabilísticos e administrativos na tomada de
decisões.

 Gestão
Para Paulo Nunes (2008), o termo gestão constitui um conjunto de tarefas que procuram garantir
a afectação eficaz de todos os recursos disponibilizados pela organização a fim de serem
atingidos os objectivos pré determinados.

Compete à gestão a optimização do funcionamento das organizações através da tomada de


decisões racionais e fundamentadas na recolha e tratamento de dados e informação relevante,
contribuir para o seu desenvolvimento e para a satisfação dos interesses de todos os seus
colaboradores e proprietários e para a satisfação de necessidades da sociedade em geral ou um
grupo em particular.

Segundo o conceito clássico desenvolvido por Henry Fayol compete à gestão actuar através de
actividades de planeamento, organização, liderança e controlo de forma a atingir os objectivos
organizacionais pré-determinados.
 Auditoria
É um exame cuidadoso e sistemático das actividades desenvolvidas em determinada empresa,
cujo objectivo é averiguar se elas estão de acordo com as planejadas e/ou estabelecidas
previamente, se foram implementadas com eficácia e se estão adequadas (em conformidade) à
consecução dos objetivos.

2.2. Aspectos relevantes do Controlo Interno


Todas as empresas independentemente do seu porte, possuem Controlo Interno dos mais
variados tipos, se faz necessário nestas empresas verificar se estes controlos são adequados ou
não às empresas nas quais estão inseridos, pois estes visam aumentar a eficiência das operações e
das informações.

O Controlo interno de uma empresa é formado por controlos contabilísticos e administrativos, os


quais possuem a função de proteger os activos e salvaguardar o património das empresas,
prevenindo erros e procedimentos ilegais ou fraudulentos dentro destas empresas. A maioria dos
procedimentos ilegais ou fraudes são detectados pelos próprios funcionários da empresa no
momento em que realiza suas funções habituais. Outras vezes faz-se necessário que haja uma
auditoria, a fim de detectar as mesmas.

Sendo assim, um sistema de contabilidade, que não esteja apoiado por adequado controlo
interno, poderá fornecer informações distorcidas aos seus gestores, podendo levar o gestor a
tomar decisões erradas para as empresas.

O controle interno deve ser adequado à empresa, trazendo uma boa relação custo/ beneficio, e ,
para isto, deve este ser estruturado pela administração da empresa, de forma a propiciar uma
razoável margem de segurança, garantindo que os objectivos e metas sejam alcançados ao menor
custo possível, sendo então eficaz e eficiente.

Utilizando o controlo interno de forma adequada os casos de erros e procedimentos ilegais ou


fraudulentos poderiam der detectados e corrigidos dentro de um curto prazo, pelos próprios
funcionários da empresa, que verificam as acções de outros sectores como parte de suas funções
habitais.
Controlos internos eficientes permitem cumprir os objectivos da empresa de maneira correcta e
em tempo certo, utilizando o mínimo de recursos, pois são capazes de realizar a interligação de
diversos sectores, prestando assim, grande auxilio aos gestores no controlo e fiscalização.

2.3. Visões e definições do Controlo Interno


Existem varias definições de controlo interno. Mais destacam-se neste trabalho as seguintes:

Segundo Almeida (2003), o controlo interno é a representação em uma organização de vários


conjuntos de procedimentos, métodos e rotinas.

O Controlo Interno tem como objectivos: a protecção dos activos, produção de dados confiáveis
e ajudar a administração na condução ordenada dos negócios da empresa, e tomar decisões
seguras.

Para Attie (1998), o controlo Interno compreende o plano da organização e o conjunto


coordenado de métodos e medidas, adoptados pela empresa, para proteger seu património,
verificar exatidão e a fidedignidade de seus dados contabilísticos, promover a eficiência
operacional e encorajar a adesão à prática traçada pela gestão.

Mileski (2003:140) acrescenta ainda, que o Controlo Interno é o mecanismo que a


administração possui para verificar a exatidão e licitude dos seus próprios actos, no sentido de se
manter os princípios da legalidade e da supremacia do interesse público, em que se inclui a
avaliação envolvendo a conveniência administrativa do acto praticado.

Segundo o Comité de Procedimento de Auditoria do instituto Americano de Contadores


Certificados (AICIPA) o Controlo Interno compreende o plano de organização e o conjunto
coordenado de todos os métodos e medidas adoptadas na empresa para salvaguardar seus activos,
verificar a exactidão e a veracidade das informações contabilísticas, promover a eficiência das
operações e fomentar maior adesão as políticas prescritas pela gerência.

O Controlo Interno de acordo com a ISA (International Standard on Auditing) 315,


estabelece normas relativamente à obtenção de compreensão sobre a entidade e seu ambiente,
nomeadamente a avaliação dos riscos de distorção material numa auditoria de demonstrações
financeiras, assimila, quanto ao controlo os cinco componentes distintos:
 O ambiente de controlo;
 Processo de avaliação do risco da entidade;
 Sistema de informação, incluindo os processos de negocio relacionados, relevantes ao
relato financeiro e comunicação;
 Actividades de controlo;
 Monitorização de controlos.

2.4. Objectivos do controlo interno


O conceito, a interpretação e a importância do controlo interno envolvem imensa gama de
procedimentos e praticas que, em conjunto, possibilitam a consecução de determinado fim, ou
seja, controlar.

De acordo com Attie, o controlo interno tem cinco objectivos básicos:

 A salvaguarda dos interresses da empresa;


 A precisão e a comfiabilidade dos informes e relatórios contabilísticos, financeiros e
operacionais;
 Propiciar uma estrutura operacional eficiente para que se alcance a eficácia das
organizações;
 O estimulo a eficiência operacional;
 A aderência as politicas existentes.
CAPITULO III

3. Abrangência do Controlo Interno


Considerando-se a complexidade estrutural de uma entidade, o sistema de controlo interno vem a
se constituir do plano organizacional, da totalidade de métodos e procedimentos adoptados pela
administração, com o propósito de fazer viabilizar o alcance do objectivo administrativo,
assegurar sempre que possível, a condição satisfatória das suas actividades, com a observância
de politicas e normas administrativas e salvaguarda física de activos, a preparação de relatórios
plenamente confiáveis.

A actuação do controlo interno sofre influencia directa do Ambiente em que opera, quando
especificamente se encontra relacionada directamente com a eficácia dos procedimentos de
outros controlos específicos.

3.1. Tipos de Controlo Interno


Segundo o Statement on Audit procedure, nº 54 do AICIPA, o controlo na empresa pode ser
bem amplo caracterizando-se em dói grandes grupos: Administrativo e contabilístico.

 Controlo Interno Administrativo


Inclui o plano de organização e dos procedimentos e registos que se relacionam com os
processos de decisão e que conduzem a autorização das transacções pelo órgão de gestão.

 Controlo Interno Contabilístico


Compreende o plano da Organização, dos registos e procedimentos que se relacionam com a
salvaguarda dos activos e com a confiança que inspiram os registos contabilísticos de modo
que consequentemente, proporcionem uma razoável certeza de que:

 As transacções são executadas de acordo com uma autorização geral ou específica do


órgão de gestão;
 As transacções são registadas de modo a:
 Permitirem a preparação das demonstrações financeiras em conformidade com os
procedimentos contabilísticos geralmente aceites;
 Manterem controlo sobre os activos.
 O acesso aos activos é apenas permitido de acordo com a autorização do Órgão de gestão.
 Os registos contabilísticos dos activos são periodicamente comparados com esses
mesmos activos.

O Controlo Interno Administrativo não influi, em princípio, nas demonstrações financeiras ao


contrário do que acontece com o Controlo Interno Administrativo este que deve merecer uma
atenção especial quer do Auditor Interno, quer do Auditor Externo, em virtude de poder afectar
significativamente os registos contabilísticos e, consequentemente, as demonstrações financeiras
finais.

3.2. Técnicas do controlo Interno


Para cavalheiros e Flores (2007: 38), algumas técnicas de controlo devem estar inseridas nas
rotinas das pessoas e unidades administrativas para que se alcancem os objectivos de controlo.

Assim dentre varias técnicas de controlos Internos existem algumas que se requerem que sejam
obrigatoriamente instituídas no sistema de controlo Interno a saber:

 Autorização
É uma técnica que consiste em limitar determinadas operações mediante a autorização de pessoa
diferente da que executa a tarefa.

 Correlação
A correlação consiste em conciliar saldo de contas contabilísticas, ou ainda a correlação existente
entre dados e informações, nomeadamente a conciliação bancária, os inventários físicos e
contabilísticos, a arrecadação de impostos no sector tributário e os valores lançados na
contabilidade, aquisição de bens patrimoniais no sector de património e valores contabilizados.

 Numeração sequencial
É uma forma de controlo bastante simples que consiste em enumerar sequencialmente
determinado documento, com um objectivo de assegurar a integridade do processo, como
pedidos de autorizações.

 Controlo de totais
O controlo de totais consiste em confrontar as somas dos valores em conferências de forma a
assegurar-se que todas as transacções foram efectuadas.
 Operações pendentes
Consistem em registar as operações omissas de um processo e criar rotinas de verificação dessas
operações.

 Dupla verificação
A dupla verificação é um dos mecanismos elementares para detectar erros, consistindo na
repetição ou nova execução em detalhes da actividade sujeita a controlo.

Esta pode ser efectuada pela mesma pessoa, todavia, o nível de confiança aumenta quando a
acção é realizada por outra. É a implementação da cultura do “ fazer e conferir” ate o momento
em que haja o comprometimento das pessoas em se concentrarem e fazer certo da primeira vez.

 Controlo prévio
Esta técnica ou mecanismo difere da dupla verificação, porque é realizado antes desta, envolve a
avaliação de juízo da transacção. Exemplo: controlo da emissão da nota de desempenho.

 Análise de Balanços
A análise das demonstrações contabilísticas da Organização pode revelar importantes Itens de
controlo ou a sua ausência, principalmente a análise de evolução de índices e indicadores onde as
alterações significativas devem ser investigadas.

 Indicadores de desempenho
Os índices de desempenho nos processos devem ser criados e analisados e, assim como a analise
de balanço, essa rotina revela desvios de comportamento e pode indiciar vícios de controlo.

3.3. Princípios fundamentais do controlo Interno


De acordo com Almeida (2003: 64), a administração da empresa é responsável pelo
estabelecimento do sistema de controlo interno, pela verificação de se este está sendo seguido
pelos funcionários, e por sua modificação, no sentido de adopta-lo às novas circunstâncias.

Seguindo essa linhagem de ideias, Cavalheiro e Flores (2007:34-38), propõe vários princípios e
regras que concorrem para uma plena organização do Sistema de Controlo Interno, a saber:

 Segurança razoável;
 Integridade e competência;
 Acompanhamento dos controlos;
 Organização;
 Registo oportuno;
 Sistema de autorização e execução;
 Segregação de funções;
 Acesso restrito;
 Determinação de responsabilidades;
 Normalização;
 Comunicação interna;
 Cumprimento da legislação e;
 Protecção dos activos.

Os princípios fundamentais do controlo interno correspondem as medidas que devem ser


adoptadas pela empresa e usualmente são os seguintes:

 Responsabilidade
A responsabilidade deve ser determinada, as atribuições dos funcionários ou sectores internos da
empresa devem ser claramente definidas e limitadas, de preferência por escrito, mediante o
estabelecimento de manuais internos da organização.

 Acesso aos activos


O acesso a recursos, registos e determinados locais deve ser limitado as pessoas autorizadas,
responsáveis por custódia ou uso, como as do almoxarifado ( lugar destinado a armazenagem em
condições adequadas de produtos para uso interno ) e as da tesouraria. Os recursos devem ser
confrontados com os registos periódicos, para assegurar a responsabilidade e determinar a sua
compatibilidade.

Exemplo: Numa unidade de cobrança, os valores arrecadados e obtidos pelo sistema, devem ser
comparados com a arrecadação lançada na contabilidade.

Rotinas internas
As organizações através do seu manual interno devem definir as suas rotinas internas, com isso a
pessoa que realiza uma operação não pode ser a mesma envolvida na função de registo, o que
segundo Almeida (2003) essas rotinas devem compreender formulários internos e externos.
 Segregação de funções
A empresa deve estabelecer que uma mesma pessoa não pode ter aos activos e aos registos
contabilísticos.

 Confronto dos activos com os registos


A empresa deve estabelecer procedimentos de forma que seus activos, sob a responsabilidade de
certos funcionários, sejam periodicamente confrontados com os registos da contabilidade.

3.4. Sistema de Controlo Interno


Um sistema de controlo Interno é um processo que é levado a cabo desde os níveis mais elevados
de uma organização ate aos níveis mais baixos, envolvendo desse modo o Conselho de
Administração, as direcções e outros membros das organizações.

Para Costa (2000: 124) o Sistema de Controlo Interno estende-se para alem das matérias que se
relacionam directamente com as funções do sistema contabilístico e compreendem o ambiente de
controlo e procedimentos de controlo.

Entende-se por ambiente de controlo, a atitude global, a consciencialização e as acções dos


directores e administradores relativamente ao sistema de controlo interno e à sua importância
para a empresa.

Os procedimentos de controlos significam as politicam e o procedimento que, para além


ambiente de controlo, o órgão de gestão estabeleceu a fim de atingir os objectivos específicos da
empresa.

3.4.1. Caracteristicas do sistema de controlo interno


Um sistema de controlo interno bem desenvolvido pode incluir o controlo orçamentário, custo
padrão, relatorios operacionais periodicos,analises estatísticas, programas de treinamento de
pessoal e, inclusive, auditoria interna. Pode tambem, por conveniência, abranger actividades em
outros campos, como por exemplo, estudo de tempos e movimentos e controlo de qualidade.

Um adequado sistema de controlo deve possuir as seguintes caracteristicas:

 Ser confiável;
 Estar adequado a realidade, complexidade e porte da empresa;
 Ser estavel para propiciar um adequado ambiente de controlo, e flexivel o suficiente
para permitir modificações que contribuam para rapida adaptação da empresa ao novo
ambiente de negócios;
 Possibilitar o acompanhamento e controlo tempestivo das actividades, processos de
negócios e ciclos de transações;
 Propiciar a salvaguarda dos activos;
 Permitir a optimização no uso de recursos;
 Previnir e detectar erros e fraudes.

3.5. Limitações do Controlo Interno


Segundo Almeida (2003: 70-71) as limitações do controlo interno podem ser identificadas nas
seguintes circunstâncias:

 Conluio de funcionários na apropriação de bens na empresa, o uso inadequado das


normas internas na execução das tarefas. As regras se convertem em segurança por
alguns tipos de empregados.
 A adopção excessiva de normas que acarretem consequências negativas para as pessoas
da organização, pois poderão ser tratados com impessoalidade.
 Preocupação excessiva com a rigidez no cumprimento das regras, levadas as pessoas da
organização a um grau exagerado de conservadorismo e tecnicismo, a formalização tende
a ser menor nos níveis mais altos da organização.

3.6. Funções do Controlo Interno


Dentre varias funções de Controlo Interno está a avaliação da sua própria actividade. Sabendo-se
que as funções convivem na administração com todas as demais funções, resulta que se encontra
presente em cada desdobramento da organização.

Assim essas funções podem ser verificadas:

 Na actividade de triagem de ingresso e saída de pessoas, veículos, bens e mercadorias;


 No acompanhamento das condições de qualidade dos serviços e produtos;
 Na elaboração de estatísticas e na contabilização física e financeira;
 Nos registos de pessoal, de seus dados cadastrais, situação funcional e remuneração,
entre inúmeras outras situações;
Importa afirmar por isso, a necessidade de autoavaliação do controlo interno a fim de preservar
seu funcionamento com eficiência.

3.7. Componentes do Sistema de Controlo Interno


O sistema de controlo interno é composto de cinco componentes inter-relacionados, que derivam
da forma como a gestão gere o negócio e de como são integradas no processo de gestão. As
componentes de controlo formam um sistema integrado, que reage dinamicamente, face as
condições de mudança. Essas componentes são as seguintes:

 O ambiente de controlo
Significa que a atitude geral, a consciencialização e as acções da gestão e do órgão a respeito do
sistema de controlo interno e a sua importância dentro da entidade e que dá a técnica a uma
organização , influenciando a consciência de controlo do seu pessoal. É o ponto de partida para
os outros componentes do controlo interno, proporcionando disciplina e estrutura.

 A avaliação do risco
É a identificação e analise pela entidade dos, dos riscos relevantes, para a realização dos seus
objectivos, formando a base para a determinação de como os riscos devem ser geridos.

 As actividades de controlo
São as políticas e os procedimentos que ajudam a assegurar que os objectivos da gestão são
executados, minimizando o risco. As actividades de controlo controlos do tipo: prevenção,
detenção, orientação, correcção, compensação, informáticos e de gestão.

 Informação e comunicação
Consiste na identificação, recolha e troca de informação de forma a permitir que todos levem a
cabo as suas responsabilidades; e

 Supervisão
É o processo que avalia a qualidade do desempenho do controlo interno ao longo do tempo,
supervisionada pela auditoria interna.
CAPITULO IV

4. Apresentação e análise de dados


Baú. É uma unidade concentrada de prestação de serviços de acesso fácil onde os cidadãos em
geral beneficiam de vários serviços públicos obtendo respostas às suas preocupações.

Serviços de licenciamento:

 Industrial
 Comercial
 Turístico
 Agro-pecuário
 Obras-públicas
 Cultura
 Comunicações

Os alvaras e as licencas são tratados no sector de licenciamento onde depois passam para o sector
da planificação,estatistica e cadrastro onde sao verificados os processos se os requisitos
necessarios estao nos comformes depois de certificados e que passavam para o gabinetre do
director executivo para serem dado um visto, mas no sector de licenciamento vezes ha haviam
problemas dos processo nao chegarem a tempo recorde no sector da planificação devido a falta
de colaboração por parte dos funcionarios e essa lacuna fazia com que ficassemos sem os
processos para dar certificar e lançar no sistema informatico.

O estágio foi realizado no Baú Balcão de atendimento único no sector de Planificação,


estatística e cadastro.

Onde eu era responsável por lançar no sistema informático todas as licenças e alvarás.

Onde pude constatar que há uma burocracia, falta de conjugação de sinergias por parte de alguns
funcionários e essa falta de dedicação fazia com que por vezes ficasse sem processos para lançar
no sistema informático.
E essa situação obrigava alguns empresários ou empreendedores a exercerem as suas actividades
sem ter os alvarás porque internamente eles não eram eficientes no processo de emissão dos
alvarás.

Mas por outro lado o Baù è uma instituição que facilita aos empresários porque numa sò
instituição o empresário pode reunir todos requisitos necessários para oficializar o seu negocio
partindo do: Nuit, pagamento de impostos, Autenticação de documentos, emissão e
reconhecimento de D.i.r por parte da migração aos empresários estrangeiros. E essa facilidade
vai contribuir directamente na canalização dos impostos para os conferes do Estado.
CAPITULO V

5. Conclusão e Recomendações

5.1. Conclusão

O estudo mostra que uma organização, independentemente do seu tamanho ou ramo de


actividade, necessita de processos para orientar o processo de gestão, o BAÚ não é uma
excepção. A criação e a estruturação de controlos internos passam a ser um diferencial
competitivo, e devem atender as necessidades da organização, de acordo com a missão e visão
estabelecida, para a optimização do resultado económico.

A evolução das empresas causou o aumento da necessidade de controlar melhor seus sectores,
tendo estas, percebido que existem controlos internos para todos os sectores, seja a empresa
grande ou pequena, podendo, então, serem implantados em qualquer tipo de empresa, desde que
seja respeitada em sua aplicação a relação custo/beneficio, pois o controlo interno se faz útil até
o momento em que facilita as operações das empresas, podendo, então, proporcionar maior
rentabilidade, e por resultado, maior desenvolvimento das mesmas, sejam elas empresas privadas
ou públicas.

Assim sendo acredita-se que mediante todo o exposto, seja possível que este trabalho possa
contribuir para ressaltar a relevância que o controlo interno possui como ferramenta capaz de
evitar fraudes, erros, portanto, reduzindo custos e proporcionando para as empresas uma
permanência definitiva no mercado. Sendo então estes controlos capazes de fiscalizar e controlar
estas empresas nos mais diversos sectores.

5.2. Recomendações
No sentido de melhorar o controlo interno financeiro no BAÚ, a Instituição precisa:

 Melhorar a prestação de serviços, isto é, eficiência e eficácia por parte dos trabalhadores
no processo de licenciamento das empresas.
6. Referencias Bibliográficas

ATTIE, William- (Auditoria: Conceitos e aplicações, 4ª Edição, São Paulo: Atlas (2009).

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti- Auditoria: Um Curso Moderno e Completo, 6ª Edição: São


Paulo; Atlas (2003).

DA COSTA, Carlos Baptista - Auditoria Financeira: Teoria e Pratica, 7ª Edição, Rei dos
Livros, Lisboa Portugal (2000)

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda- O minidicionario de língua Portuguesa; 5ª Edição


revista e ampliada. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2001
Ìndice
CAPITULO I...............................................................................................................................1
Introdução....................................................................................................................................1
Objectivos....................................................................................................................................2
Objectivo Geral............................................................................................................................2
Objectivos Específicos.................................................................................................................2
Problematização...........................................................................................................................2
Hipóteses......................................................................................................................................2
Justificativa..................................................................................................................................3
Descrição da área de estudo.........................................................................................................3
Metodologia.................................................................................................................................3
CAPITULO II..............................................................................................................................4
Revisão bibliográfica...................................................................................................................4
Apresentação de conceitos...........................................................................................................4
Controlo.......................................................................................................................................4
Gestão..........................................................................................................................................4
Auditoria......................................................................................................................................5
Aspetos relevantes do Controlo Interno......................................................................................5
Visões e definições do Controlo Interno.....................................................................................6
Objectivos do controlo interno....................................................................................................7
CAPITULO III.............................................................................................................................8
Abrangência do Controlo Interno................................................................................................8
Tipos de Controlo Interno............................................................................................................8
Controlo Interno Administrativo.................................................................................................8
Controlo Interno Contabilístico...................................................................................................8
Técnicas do controlo Interno.......................................................................................................9
Autorização..................................................................................................................................9
Correlação....................................................................................................................................9
Numeração sequencial.................................................................................................................9
Controlo de totais.........................................................................................................................9
Operações pendentes.................................................................................................................10
Dupla verificação.......................................................................................................................10
Controlo prévio..........................................................................................................................10
Análise de Balanços...................................................................................................................10
Indicadores de desempenho.......................................................................................................10
Princípios fundamentais do controlo Interno.............................................................................10
Responsabilidade.......................................................................................................................11
Acesso aos activos.....................................................................................................................11
Rotinas internas.........................................................................................................................11
Segregação de funções...............................................................................................................12
Confronto dos activos com os registos......................................................................................12
Sistema de Controlo Interno......................................................................................................12
Caracteristicas do sistema de controlo interno..........................................................................12
Limitações do Controlo Interno.................................................................................................13
Funções do Controlo Interno.....................................................................................................13
Componentes do Sistema de Controlo Interno..........................................................................14
O ambiente de controlo..............................................................................................................14
A avaliação do risco...................................................................................................................14
As actividades de controlo.........................................................................................................14
Informação e comunicação........................................................................................................14
Supervisão..................................................................................................................................14
CAPITULO IV..........................................................................................................................15
Apresentação e análise de dados................................................................................................15
CAPITULO V............................................................................................................................17
Conclusão e Recomendações.....................................................................................................17
Conclusão..................................................................................................................................17
Recomendações.........................................................................................................................17