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Sandra Mara Dobjenski

DIREITO ADMINISTRATIVO

Organização da administração pública

1. Descentralização na prestação de um serviço público


1.1. Administração direta de forma centralizada ela mesma prestar um serviço
ou fazer isso de forma descentralizada. Quando se tem um serviço que é
prestado diretamente pela a administração direta essa prestação está
acontecendo pela União, por um estado Membro, Distrito Federal ou
municípios (cada um deles é um ente federativo, que possui personalidade
jurídica) (pode acontecer dentro da administração direta a criação de
órgãos) (criação e extinção de órgãos ocorre por lei) – nesse caso não se
fala em descentralização, mas sim na DESCONCENTRAÇÃO. Órgão não
detém personalidade jurídica. (MP, Defensoria Pública, TJ)

DescEntralização (autorização ou criação de uma nova entidade


administrativa – uma nova pessoa jurídica) (autorização ou criação de um
Ente)

Transferência de um serviço público

Outorga (ou descentralização por serviço) ocorre


através da criação ou autorização da criação de entidades da administração indireta
que vão prestar o serviço (geralmente) por prazo indeterminado. Transfere a
titularidade da execução.

OBS.: Ainda que o ÓRGÃO não possua personalidade jurídica, determinados órgão
públicos detém capacidade processual para poder defender suas atribuições
institucionais.

Súmula 525 STJ: A Câmara de Vereadores (Órgão) não possui personalidade


jurídica, apenas personalidade judiciária, somente podendo demandar em juízo para
defender os seus direitos institucionais.

Ex.: Prefeito emite um decreto administrativo que manda fechar a Câmara de


Vereadores – mesmo essa Câmara sendo um órgão poderá impetrar um mandado
de segurança em defesa de seus direitos institucionais.
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.

1.2.. Administração indireta – entidades administrativas que vão compor essa


administração indireta – e essas entidades que são criadas por lei (autarquias e
as fundações públicas de direito público) ou autorizadas por lei (fundação pública
de direito privado, empresa pública ou a sociedade de economia mista) seus atos
constitutivos precisam acontecer no cartório posteriormente.
Ex.: João na qualidade de servidor público do estado colide com o veículo de
Ana – a ação de responsabilidade pública seria ajuizada contra –
Responsabilidade civil do Estado é uma relação triangular

Estado

Vítima Agente Público


*Não se pode colocar em litisconsorte passivo o agente público, porque a CR/88
fala em seu artigo 37 parágrafo 6º - As pessoas jurídicas de direito público e as
de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que
seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de
regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. (STF – a relação que
visa a reparação do dano que trata do risco administrativo – significa que a
vítima ajuizará a demanda contra o Estado (ente ao qual está vinculado) que
detém personalidade jurídica.) (quando se tem uma pessoa jurídica e seu
agente nesta qualidade provoca um dano a um terceiro, usuário ou não, é a
pessoa jurídica que responde por essa demanda) (posteriormente a pessoa
jurídica pode buscar seu direito de regresso contra o agente)
Responsabilidade Civil do Estado – pessoa jurídica responsável ao qual o
agente público que provocou o dano está vinculado.
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Ex.: se a demanda ajuizada por um dano ocasionado por um agente público de
uma autarquia (INSS) – a ação seria ajuizada contra a autarquia – autarquia é a
pessoa jurídica que esse servidor público ele está vinculado.
Empresa Pública ou sociedade de economia mista que explora atividade
econômica – não se falaria em responsabilidade objetiva, mas sim em
responsabilidade subjetiva.
*AUTARQUIAS – espécies de autarquia – Agência Reguladora – possui a tarefa
de fiscalizar determinado setor do mercado (ANAEEL, ANATEL, ANP, ANVISA,
ANAC, ANS)
União pode transferir uma prestação de serviço para uma autarquia = Autarquia
Federal (Ex.: INSS) – mas também pode um Estado membro que transfere para
algumas das entidades administrativas ou então um município ou o DF. Não é
porque a autarquia é federal que ela se subordina a União – não há esse controle
hierárquico, mas sim controle externo. Diferentemente do órgão – que possui
como característica da desconcentração é justamente essa hierarquia – o órgão
está hierarquicamente subordinado. Ao ente federativo ao qual está vinculado.
Ex.: Secretaria do estado do Pr. (órgão) está subordinada hierarquicamente ao
Estado do Paraná, já o ente administrativo não – o particular que presta um
serviço público em colaboração com a Administração Pública também não está.
Porque é uma nova pessoa jurídica – haverá o controle externo.
AGÊNCIA REGULADORA = autarquia
1. Dirigentes são escolhidos pelo chefe do Executivo, dependendo da aprovação
do Senado Federal;
2. São dirigidas por um colegiado, formado por 04 conselheiros ou diretores e 01
presidente, diretor presidente ou diretor geral (Art. 4º da Lei 9986/2000) - Art.
4º - As agências terão como órgão máximo o Conselho Diretor ou a Diretoria
Colegiada, que será composto de até 4 (quatro) Conselheiros ou Diretores e 1
(um) Presidente, Diretor-Presidente ou Diretor-Geral. (Redação dada pela
Lei nº 13.848, de 2019) Vigência
3. Os requisitos para ser presidente, diretor-presidente ou diretor geral e demais
conselheiros, estão elencados no art. 5º da lei 9986/2000 - Art. 5º O
Presidente, Diretor-Presidente ou Diretor-Geral (CD I) e os demais membros
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do Conselho Diretor ou da Diretoria Colegiada (CD II) serão brasileiros,
indicados pelo Presidente da República e por ele nomeados, após aprovação
pelo Senado Federal, nos termos da alínea “f” do inciso III do art. 52 da
Constituição Federal, entre cidadãos de reputação ilibada e de notório
conhecimento no campo de sua especialidade, devendo ser atendidos 1 (um)
dos requisitos das alíneas “a”, “b” e “c” do inciso I e, cumulativamente, o inciso
II: (Redação dada pela Lei nº 13.848, de 2019) Vigência
I - ter experiência profissional de, no mínimo: (Incluído pela Lei nº 13.848, de
2019) Vigência
a) 10 (dez) anos, no setor público ou privado, no campo de atividade da agência
reguladora ou em área a ela conexa, em função de direção superior;
ou (Incluído pela Lei nº 13.848, de 2019) Vigência
b) 4 (quatro) anos ocupando pelo menos um dos seguintes cargos: (Incluído
pela Lei nº 13.848, de 2019) Vigência
1. cargo de direção ou de chefia superior em empresa no campo de atividade da
agência reguladora, entendendo-se como cargo de chefia superior aquele
situado nos 2 (dois) níveis hierárquicos não estatutários mais altos da
empresa; (Incluído pela Lei nº 13.848, de 2019) Vigência
2. cargo em comissão ou função de confiança equivalente a DAS-4 ou superior,
no setor público; (Incluído pela Lei nº 13.848, de 2019) Vigência
3. cargo de docente ou de pesquisador no campo de atividade da agência
reguladora ou em área conexa; ou (Incluído pela Lei nº 13.848, de
2019) Vigência
c) 10 (dez) anos de experiência como profissional liberal no campo de atividade
da agência reguladora ou em área conexa; e (Incluído pela Lei nº 13.848, de
2019) Vigência
II - ter formação acadêmica compatível com o cargo para o qual foi
indicado. (Incluído pela Lei nº 13.848, de 2019) Vigência
4. Seu mandato será de 05 anos – lei 13848/2019.
*Tem autarquia que depois de um contrato de gestão se torna uma agência
executiva – tem-se uma autarquia uma fundação pública – ela faz um contrato de
gestão com a administração pública para que ela possa ter uma autonomia
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financeira e administrativa maior – já nasceu uma autarquia a partir do contrato se
torna uma agência executiva.
*A agência reguladora já nasceu “poderoso chefão” – autarquia que na sua lei de
criação cria ela como uma agência reguladora – vai regularizar, fiscalizar algum
determinado setor do mercado – Ex.: ANATEL.
*Art. 8º lei 9986/2000- Os membros do Conselho Diretor ou da Diretoria Colegiada
ficam impedidos de exercer atividade ou de prestar qualquer serviço no setor
regulado pela respectiva agência, por período de 6 (seis) meses (prazo de
quarentena – depois que esse membro do conselho, dirigente, da agência
reguladora - depois que ele sai – fica impedido de exercer atividade ou prestar
qualquer serviço no setor regulado pela respectiva agência por um período de
06 meses contados da exoneração ou do término de seu mandato e com
remuneração compensatória assegurada), contados da exoneração ou do término
de seu mandato, assegurada a remuneração compensatória. (Redação dada pela
Lei nº 13.848, de 2019) Vigência

Administração pública direta


Descentralização
Delegação (ou descentralização por colaboração, ou
delegação negocial) transferência por contrato (concessão ou
permissão de serviço público) ou ato unilateral (autorização)
para que uma pessoa delegada possa exercer a execução do
serviço, sob fiscalização do Estado. Quando realizada por
contrato, é sempre por tempo determinado. Na delegação se
transfere a execução, através da concessão ou da permissão
(art. 11 e 12, Decreto 200/67)
1.3. Particulares em colaboração – particulares que prestam serviço público –
Permissionários, Concessionários, Autorizatários.
Ex.: Procedimento licitatório na modalidade concorrência – possibilidade de uma
empresa prestar transporte coletivo – para que o vencedor desse procedimento
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licitatório se torne um concessionário de serviço público. Também ocorre a
descentralização da administração direta, transfere para outra pessoa jurídica a
prestação daquele serviço público.
Empresa Pública - CEF
Sociedade de economia mista – Banco do Brasil
*A criação da empresa pública e da sociedade de economia mista ocorre com o
registro dos atos constitutivos na Junta Comercial, após a autorização em lei
específica.
*Ambas são entidades administrativas com características similares:
 Personalidade jurídica de direito privado;
 Sujeição ao controle estatal;
 Vinculação aos fins definidos em lei;
 Atividades de natureza econômica;
Alem de terem as mesmas características ambas são autorizadas e extintas
mediante lei prévia e seu regime de pessoal é celetista.
– Regime Jurídico:
 De Direito Público: Quando presta serviço público.
 De Direito Privado: Quando exploram atividade econômica.
A regra é que sejam bens privados, salvo quando prestarem serviço público.
Há peculiaridades que as diferenciam uma das outras, vejamos:
A) Empresa Pública
– Composição do capital: seu capital é 100% público.
– Foro processual: em regra na Justiça Federal.
– Forma jurídica: pode ser qualquer uma forma legalmente admitida.
B) Sociedade de Economia Mista
– Composição do capital: seu capital é misto, sendo que o Poder Público detêm a
maior parte das ações com direito a voto.
– Foro processual: na Justiça Estadual.
– Forma jurídica: forma de Sociedade Anônima (S/A).
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PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


LIMPE
LEGALIDADE - o agente público somente pode fazer aquilo que a lei autorizar
IMPESSOALIDADE – a atuação da administração pública tem que ser pautada com
critérios objetivos
MORALIDADE
Súmula vinculante 13 (nepotismo)
A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por
afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da
mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento,
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para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função
gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste
mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal.
PUBLICIDADE – há a necessidade que os atos administrativos sejam transparentes
para que se consiga fazer a verificação e o controle – Remuneração do agente
público precisa ser divulgada.
EFICIÊNCIA – qualidade da prestação do serviço público.
Art. 37 CR. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios
de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao
seguinte:
I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que
preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na
forma da lei;
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia
em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a
complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as
nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e
exoneração;
III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável
uma vez, por igual período;
IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele
aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com
prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira;
V- as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores
ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por
servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei,
destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento;
VI - é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical;
VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei
específica;
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VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as
pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão;
IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para
atender a necessidade temporária de excepcional interesse público;
X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do
art. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a
iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma
data e sem distinção de índices;
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e
empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros
de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os
proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou
não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão
exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal,
aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no
Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o
subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o
subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e
vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do
Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos
membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos;
XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não
poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo;
XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies
remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público;
XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão
computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores;
XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos
públicos são irredutíveis, ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e
nos arts. 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I;
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XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando
houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no
inciso XI:
a) a de dois cargos de professor;
b) a de um cargo de professor com outro, técnico ou científico;
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com
profissões regulamentadas;
XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange
autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas
subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público;
XVIII - a administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de
suas áreas de competência e jurisdição, precedência sobre os demais setores
administrativos, na forma da lei;
XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a
instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação,
cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação;
XX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de
subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior, assim como a
participação de qualquer delas em empresa privada;
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços,
compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que
assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que
estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da
proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação
técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações.
XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios, atividades essenciais ao funcionamento do Estado, exercidas por
servidores de carreiras específicas, terão recursos prioritários para a realização de
suas atividades e atuarão de forma integrada, inclusive com o compartilhamento de
cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou convênio.
AGENTES PÚBLICOS
Categorias:
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1. Agentes políticos – função política (chefes do executivo, membros do
legislativo, secretários estaduais e municipais, ministros de estado, membros
da magistratura, membros do MP e do TC). O prefeito pode nomear a
esposa sem que isto seja considerado nepotismo.
2. Particulares em colaboração com a Administração Pública – jurados,
mesários, titulares de serventia de cartório (Art. 236 CR), funcionários de
concessionárias e permissionárias, conselheiros tutelares.
3. Agentes Administrativos
3.1. Servidores Públicos – estatutários (lei 8112), cargo efetivo (necessário a
realização de concurso), cargo comissionado (livre nomeação e livre
exoneração). (União, DF, estado,municípios, autarquias)
3.2. Empregados públicos – celetistas. (necessário a realização de concurso) –
Empresa pública – Sociedade de economia mista. – Fundação Pública de
direito Privado.
3.3. Temporários – função pública remunerada e por prazo determinado,
contrato sob o regime jurídico especial.
4. Agentes militares – não há distinção entre os servidores civis e os militares, a
não ser pelo regime jurídico, parcialmente diverso.
Art.37, II CR - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação
prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a
natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei,
ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre
nomeação e exoneração;
NOMEAÇÃO DE SERVIDOR PÚBLICO que vai ocupar cargo público
Concurso público pode ser:
1. De provas
2. De provas e títulos
*Prazo do concurso público pode ser de até 02 anos – podendo ser prorrogado uma
vez por igual período.
Concurso – nomeação (forma de provimento do cargo) – posse (momento em que
se dá a investidura no cargo público) – exercício – estágio probatório (período de 24
meses (lei 8112) – STF – 03 anos) – estabilidade. A pessoa depois de nomeada
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tem um prazo de 30 dias para tomar posse – se não tomar posse nesse período a
posse fica sem efeito – depois de tomar posse o sujeito tem 15 dias para entrar em
exercício – se a pessoa não entrar em exercício no prazo legal a Administração
Pública terá que exonerar – depois de 03 anos a pessoa adquiri a estabilidade. (Se
aplica para o servidor público)
MEMOREX
BANCA TCHAU
Em 30 dias, eu tomo posse
E vou dizer a BANCA tchau
BANCA tchau, tchau, tchau
Em 15 dias, é o exercício
E em 03 anos sou o tal
FORMAS DE PROVIMENTO

RECONDUÇÃO NOMEAÇÃO

REINTEGRAÇÃO APROVEITAMENTO

PROMOÇÃO READAPTAÇÃO

REVERSÃO

NOMEAÇÃO – PODER ORIGINÁRIO - é a forma de entrada no serviço público que


pode acontecer de modo efetivo, comissionado ou por contrato.
O servidor efetivo é nomeado após a sua aprovação e classificação dentro do
número de vagas no concurso público. Depois, precisa cumprir e ser aprovado
no estágio probatório para ter estabilidade no cargo.
Agora, em relação à nomeação comissionada, não é preciso ter a aprovação em
concurso público, pois se trata de cargo de confiança, em que há a livre designação
e exoneração.
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Nos cargos contratados, existe um processo simplificado de contratação, às vezes, é
feito apenas com análise de currículo. No entanto, o prazo do contrato tem um prazo
certo para acabar. Exemplos: profissionais da saúde, professores e recenseadores
do IBGE.
PROMOÇAO – PODER DERIVADO - As promoções no serviço público estão
ligadas a mudança de cargo ou função dos servidores. É comum acontecer em
cargos de menor complexidade para assumir novas funções.
Em geral, essas promoções ocorrem em razão do tempo de serviço, por mérito ou
para assumir função de confiança. No entanto, no órgão ou empresa pública, precisa
ter previsão do plano de carreira e salários.
APROVEITAMENTO – PODER DERIVADO - servidor público foi colocado em
disponibilidade – com remuneração conforme o tempo de serviço – acharam o
que fazer para o sujeito = aproveitamento. Retorna a atividade do servidor que
estava em disponibilidade.
Às vezes, pode acontecer de algum cargo ser extinto (exemplo: datilógrafo), mesmo
assim, o servidor não pode ser demitido. Nesse caso, pode ser reaproveitado para
um novo cargo.
Essa mudança pode acontecer para outro órgão público, com outras atribuições,
mas mantendo a remuneração do cargo de origem.
Um dos principais requisitos para que aconteça essa mudança de cargos, é que o
servidor já tenha adquirido a estabilidade no serviço público.
Art. 30 Lei 8112. O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á
mediante aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos
compatíveis com o anteriormente ocupado.
Art. 31. O órgão Central do Sistema de Pessoal Civil determinará o imediato
aproveitamento de servidor em disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos
órgãos ou entidades da Administração Pública Federal.
Parágrafo único. Na hipótese prevista no § 3o do art. 37, o servidor posto em
disponibilidade poderá ser mantido sob responsabilidade do órgão central do
Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal - SIPEC, até o seu adequado
aproveitamento em outro órgão ou entidade. (Parágrafo incluído pela Lei
nº 9.527, de 10.12.97)
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Art. 32. Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o
servidor não entrar em exercício no prazo legal, salvo doença comprovada por junta
médica oficial.
READAPTAÇÃO – PODER DERIVADO - antes de aposentar por invalidez é
necessário readaptar. Nãosendo possível a readaptação aí sim se verifica a
possibilidade da aposentadoria por invalidez.
Reversão
1ª hipótese – aposentadoria por invalidez - não ocorreu a possibilidade de
readaptação e ocorreu a aposentadoria por invalidez – contudo cessaram os
motivos da invalidez – existindo a possibilidade da volta ao serviço
2ª hipótese – aposentadoria voluntária - possibilidade de o aposentado voltar
ao trabalho – ele pode pedir para voltar – prazo de 05 anos para provimento da
desaponsentadoria tem que ser do interesse da administração pública – ocorre
a volta através da reversão.
A readaptação é feita quando o servidor público adquire alguma doença, ou sofre
um acidente, que o deixa incapacitado de maneira física ou mental para exercer o
seu cargo de origem.
No entanto, se o servidor recuperar a sua capacidade de trabalho, mas tiver
limitações para o exercício do mesmo cargo, ele deve ser readaptado para exercer
as novas atividades de acordo com a sua condição.
Para isso, o servidor precisa passar por uma análise da junta médica, incluindo
profissionais de diferentes áreas. Assim, será feita uma avaliação e emitido um
laudo sobre a incapacidade do servidor.
Art. 24 Lei 8112. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições
e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua
capacidade física ou mental verificada em inspeção médica.
§ 1o Se julgado incapaz para o serviço público, o readaptando será aposentado.
§ 2o A readaptação será efetivada em cargo de atribuições afins, respeitada a
habilitação exigida, nível de escolaridade e equivalência de vencimentos e, na
hipótese de inexistência de cargo vago, o servidor exercerá suas atribuições como
excedente, até a ocorrência de vaga. (Redação dada pela Lei nº 9.527, de
10.12.97)
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REVERSÃO – PODER DERIVADO
O servidor público pode trabalhar até os 70 anos, depois disso, é aposentado de
forma compulsória.
Porém, o servidor que atingir os requisitos e pedir a aposentadoria de maneira
voluntária (antes dos 70 anos), se quiser, pode optar pelo retorno ao trabalho.
Esse pedido de retorno deve ser feito em até 5 anos após a liberação da
aposentadoria. Além de ter 70 anos ou menos de idade. Ainda, precisa ter interesse
e vaga no órgão público para atender ao pedido do servidor.
Também, pode acontecer a reversão da aposentadoria por invalidez, quando houver
uma revisão do benefício e for identificado pela junta médica que não existe mais a
incapacidade.
Art. 25. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado:
(Redação dada pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
I - por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da
aposentadoria; ou (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de
4.9.2001)
II - no interesse da administração, desde que: (Incluído pela Medida
Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
a) tenha solicitado a reversão; (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45,
de 4.9.2001)
b) a aposentadoria tenha sido voluntária; (Incluído pela Medida Provisória
nº 2.225-45, de 4.9.2001)
c) estável quando na atividade; (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-
45, de 4.9.2001)
d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação;
(Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
e) haja cargo vago. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de
4.9.2001)
§ 1o A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua
transformação. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de
4.9.2001)
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o
§ 2 O tempo em que o servidor estiver em exercício será considerado para
concessão da aposentadoria. (Incluído pela Medida Provisória nº
2.225-45, de 4.9.2001)
§ 3o No caso do inciso I, encontrando-se provido o cargo, o servidor exercerá suas
atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga. (Incluído pela
Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
§ 4o O servidor que retornar à atividade por interesse da administração perceberá,
em substituição aos proventos da aposentadoria, a remuneração do cargo que voltar
a exercer, inclusive com as vantagens de natureza pessoal que percebia
anteriormente à aposentadoria. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-
45, de 4.9.2001)
§ 5o O servidor de que trata o inciso II somente terá os proventos calculados com
base nas regras atuais se permanecer pelo menos cinco anos no cargo.
(Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de 4.9.2001)
§ 6o O Poder Executivo regulamentará o disposto neste artigo.
Art. 27. Não poderá reverter o aposentado que já tiver completado 70 (setenta) anos
de idade.
REINTEGRAÇÃO – PODER DERIVADO
A reintegração ocorre nos casos em que o servidor público é demitido ou
exonerado de forma equivocada ou por algum erro, seja no processo administrativo
disciplinar ou judicial.
Nesse caso, a administração pública pode ser obrigada a ressarcir todas as
remunerações de modo retroativo, pois o erro não aconteceu por culpa do servidor
público.
Inclusive, se o cargo do servidor afastado já tiver sido ocupado, o novo servidor deve
ser afastado para que o funcionário de origem reassuma a sua função.
Anulação do ato de demissão.
Se João foi demitido e adquire o poder de reintegração – Pedro que ocupava seu
lugar será reintegrado, reconduzido a outro cargo.
Art. 28 lei 8112. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo
anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando
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invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento
de todas as vantagens.
§ 1o Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o servidor ficará em disponibilidade,
observado o disposto nos arts. 30 e 31.
§ 2o Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante será reconduzido
ao cargo de origem, sem direito à indenização ou aproveitado em outro cargo, ou,
ainda, posto em disponibilidade.
RECONDUÇÃO – PODER DERIVADO
O servidor aprovado em outros concursos devem passar mais uma vez pelo estágio
probatório.
Mas, se não for aprovado nessa avaliação, ele será demitido e pode ser reconduzido
ao cargo anterior. Essa regra se aplica ao servidor que já havia adquirido a
estabilidade no cargo anterior.
Hipóteses de recondução:
1. Ocorrerá à recondução na hipótese do servidor que não for aprovado no estágio
probatório ter ocupado, antes de assumir o novo cargo, outro cargo no serviço
público federal. Nesse cargo anterior, o servidor já deveria estar estável e ter se
desligado através do instituto da vacância.
2 . Após a reprovação no estágio probatório caberá ao órgão onde o servidor foi
reprovado comunicar ao órgão onde o servidor já era estável essa reprovação. O
órgão anterior providenciará a elaboração da Portaria de Recondução que deverá
ser publicada no Diário Oficial da União.
3. O servidor tem o prazo de 120 (cento e vinte) dias para solicitar a recondução, a
contar da publicação na imprensa oficial do ato que declarou a inabilitação do
interessado no estágio probatório ou do ato de vacância, no caso de desistência,
sendo direito do servidor declinar de tal prazo.
4. No caso de cargo de origem já se encontrar provido, o servidor será aproveitado
em outro cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente
ocupado.
5. No caso de desistência, é necessário requerimento do servidor junto ao órgão em
que já era estável durante o estágio probatório.
Sandra Mara Dobjenski
6. A recondução garante unicamente o retorno ao cargo anteriormente ocupado,
não garantindo a preservação da lotação e/ou local de exercício em que se
encontrava o servidor estável quando solicitou a vacância para assumir outro cargo
inacumulável.
7. A lotação e/ou local de exercício do servidor reconduzido ficam a critério da
Administração Pública, conforme necessidade do serviço, cabendo ao interessado
na recondução levar esse aspecto em consideração ao decidir pelo seu retorno ao
cargo federal anterior, haja vista que poderá ser lotado ou designado para exercer
suas funções em local diverso não apenas daquele onde se encontrava quando
deixou aquele, mas também do seu domicílio atual.
8. A recondução não dá direito à indenização.
Art. 29 lei 8112. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo
anteriormente ocupado e decorrerá de:
I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo;
II - reintegração do anterior ocupante.
Parágrafo único. Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor será
aproveitado em outro, observado o disposto no art. 30.
MEMOREX
FUNK DO PROVIMENTO
P DE PROMOÇÃO
A DE APROVEITAMENTO
N DE NOMEAÇÃO, É POR AÍ QUE EU TÔ DENTRO
R DE REVERSÃO, RETORNOU O APOSENTADO (que está voltando)
FEZ READAPTAÇÃO, PORQUE FICOU BEM LIMITADO (servidor sofreu uma
limitação na sua capacidade física ou mental)
NA REINTEGRAÇÃO, FOI DEMITIDO ILEGALMENTE (servidor demitido
ilegalmente que conseguiu anular o ato de demissão)
E NA RECONDUÇÃO, RODOU NO ESTÁGIO, MINHA GENTE?! (pessoa que
rodou no estágio probatório relativo a outro cargo ela vai ser reconduzida para
o cargo que ela tinha anteriormente)
PODERES ADMINISTRATIVOS
Sandra Mara Dobjenski
1. Hierárquico – a administração pública é organizada hierarquicamente – existe
a relação de subordinação – se dá entre agentes e órgãos públicos –
hierarquia é o poder que o superior tem em relação aos seus subordinados –
fiscalização da atividade.
2. Vinculado – (Administração deve) não possui uma margem para o
administrador decidir o que é mais oportuno/conveniente. Ex.: Felipe está
quase chegando na sua aposentadoria compulsória – ele é servidor público –
que é 75 anos – a Administração não pode postergar a aposentadoria – ao
completar 75 anos tem que se aposentar.
3. Polícia – normatiza, fiscaliza, apura sanção – para fora da administração
pública – administração vai no particular limitar os direitos, as liberdades, as
atividades em prol de um interesse público (limitação da abertura do comércio)
4. Regulamentar – quem faz lei é o Poder Legislativo – quem administra é o
poder executivo – compete ao chefe do poder executivo (Federal – Presidente;
Estadual – governador; Município – Prefeito) fazer decretos e regulamentos
para implementar as leis que foram feitas lá pelo legislativo – decretos vão
implementar as leis feitas pelo legislativo. Os decretos e regulamentos não
podem alterar, contrariar, modificar o que a lei já disse. (somente pode
detalhar)

Art. 84 CR. Compete privativamente ao Presidente da República:

I - nomear e exonerar os Ministros de Estado;

II - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da


administração federal;

III - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta


Constituição;

IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e


regulamentos para sua fiel execução;

V - vetar projetos de lei, total ou parcialmente;

VI - dispor, mediante decreto, sobre:

a) organização e funcionamento da administração federal, quando não


implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos;
Sandra Mara Dobjenski
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos;

VII - manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus


representantes diplomáticos;

VIII - celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo


do Congresso Nacional;

IX - decretar o estado de defesa e o estado de sítio;

X - decretar e executar a intervenção federal;

XI - remeter mensagem e plano de governo ao Congresso Nacional por


ocasião da abertura da sessão legislativa, expondo a situação do País e solicitando
as providências que julgar necessárias;

XII - conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos


órgãos instituídos em lei;

XIII - exercer o comando supremo das Forças Armadas, nomear os


Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-
generais e nomeá-los para os cargos que lhes são privativos;

XIV - nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os Ministros do Supremo


Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, o
Procurador-Geral da República, o presidente e os diretores do Banco Central e
outros servidores, quando determinado em lei;

XV - nomear, observado o disposto no art. 73, os Ministros do Tribunal de


Contas da União;

XVI - nomear os magistrados, nos casos previstos nesta Constituição, e o


Advogado-Geral da União;

XVII - nomear membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII;

XVIII - convocar e presidir o Conselho da República e o Conselho de Defesa


Nacional;

XIX - declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo


Congresso Nacional ou referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das
sessões legislativas, e, nas mesmas condições, decretar, total ou parcialmente, a
mobilização nacional;

XX - celebrar a paz, autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional;

XXI - conferir condecorações e distinções honoríficas;


Sandra Mara Dobjenski
XXII - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças
estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam
temporariamente;

XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de


diretrizes orçamentárias e as propostas de orçamento previstas nesta Constituição;

XXIV - prestar, anualmente, ao Congresso Nacional, dentro de sessenta dias


após a abertura da sessão legislativa, as contas referentes ao exercício anterior;

XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei;

XXVI - editar medidas provisórias com força de lei, nos termos do art. 62;

XXVII - exercer outras atribuições previstas nesta Constituição.

Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar as atribuições


mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao
Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, que observarão os
limites traçados nas respectivas delegações.

5. Discricionário – é aquele em que a Administração ela tem uma margem de


liberdade, dentro da lei, para decidir conforme o que for melhor para o
interesse público. Ex.: Prorrogação do prazo de concurso público
(Administração pode)
6. Disciplinar - se for verificado erro na atividade deve: apurar a irregularidade
(PAD, sindicância) e aplicar a penalidade administrativa (suspensão,
advertência, demissão) – dentro da Administração – para os servidores ou
para quem estiver sujeito a essa disciplina administrativa (detento que estiver
em unidade prisional) – sobre o servidor ou quem está sujeito a essa disciplina
administrativa. (quando um servidor é demitido)
REQUSITOS/ELEMENTOS FO ATO ADMINISTRATIVO (são necessários para
que o ato tenha validade)
COM FIN FOR M OB
Competência – quem? – o ato administrativo tem que ser feito por quem tem
competência legal para tanto. Ex.: Ato de suspensão de um servidor público federal
– quando se fala em que pode aplicar esse ato se fala na competência.
Sandra Mara Dobjenski
Finalidade – para quê? – todo ato precisa ter uma finalidade – todo ato possui uma
finalidade genérica – conforme o interesse público. Ex.: Para que aplicar a
suspensão ao servidor? Para punir o servidor que praticou alguma infração.
Forma – como? – todo ato precisa obedecer a forma prevista em lei – como o ato foi
feito = vício de forma. Ex.: Como se processa o ato de suspensão? Para aplicar uma
penalidade no servidor é preciso fazer uma apuração, uma sindicância, um PAD. O
ato tem que obedecer a forma prevista em lei.
Motivo – por quê? – qual o motivo daquele ato – Ex.: servidor praticou determinada
infração que leva a suspensão
Objeto – o quê? – o que é o ato – Ex.: uma suspensão - O ato tem que ser legal,
deve estar de acordo com a lei. A lei diz que a suspensão pode ser de até 90 dias –
se a autoridade competente aplica uma penalidade de 100 dias de suspensão – ato
ilegal – vício no objeto.
 Vícios que podem ser sanados, convalidando-se o ato. Ato que possui vício é
anulado.
 Vício de competência e de forma admitem a CONVALIDAÇÃO (ocorre o
saneamento do vício de modo a tornar o ato válido) – os demais obrigam a
invalidação.
ATRIBUTOS DOS ATOS ADMINISTRATIVOS – características do ato administrativo
– não significa que todo o ato precisa ter todos esses atributos – algo que
geralmente os atos tem.
PATI
Presunção de Legitimidade (veracidade/legalidade) – o ato é válido e deve ser
cumprido, até que se prove o contrário (presunção relativa); presente em TODOS os
atos. Presume-se que o ato administrativo seja legal, legítimo, verdadeiro –
goza de uma presunção relativa – que admite prova em contrário.
Autoexecutoriedade – o Estado pode executar seus atos sem precisar de
manifestação prévia do judiciário. Obs.: a administração pode aplicar multa, mas
para cobrar tem que ser no Judiciário. A administração pública pode auto -
executar seus atos – não precisa pedir para o Poder Judiciário uma
autorização para fazer seus atos administrativos. Na hora da cobrança da
MULTA não existe a autoexecutoriedade – o sujeito paga espontaneamente ou
Sandra Mara Dobjenski
se entra com uma ação judicial para o pagamento – somente a
autoexecutoriedade na aplicação da MULTA. Independente do poder judiciário.
Tipicidade – o ato deve atender as figuras definidas previamente em lei. Todo ato
tem uma figura tipificada em lei.
Imperatividade – o ato cria unilateralmente obrigação ao particular; o Estado impõe
coercitivamente (coercibilidade) o ato e tem que ser respeitado, concordando ou
não. Pode ocorrer a Multa independentemente da concordância do sujeito –
independente da vontade do sujeito.
ANULAÇÃO E REVOGAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS
A administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de
legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade
respeitados os direitos adquiridos.
A (administração pública) + J (poder judiciário) ANULAÇÂO – VICÍO DE
LEGALIDADE – EX TUNC (efeito que retroage) (se existe uma ato ilegal, tem que
desfazer desde a origem) (ocorre a anulação quando existe um ato de ilegalidade) –
ocorre a anulação de ofício – poder judiciário não atua no mérito do ato
administrativo – não revoga o ato administrativo – somente anula o ato em caso de
ilegalidade. Para que o Poder Judiciário venha a anular uma ato administrativo ele
tem que ser provocado
A REVOGAÇÃO – INCOVENIÊNCIA OU INOPOTUNIDADE – EX NUNC (
anda do ato para frente – não retroage) ( a revogação ocorre quando a ato está
legal, mas não está oportuno) (oportunidade = mérito do ato administrativo) (margem
que a administração pública tem)
Princípio da auto - tutela – a administração pública sem precisar do judiciário – ela
pode rever seus próprios atos, pode anular ou revogar os seus próprios atos.
MODALIDADES DE LICITAÇÃO
Lei 8666/93
Art. 22. São modalidades de licitação:
I - concorrência;
II - tomada de preços;
III - convite;
IV - concurso;
Sandra Mara Dobjenski
V - leilão.
Lei 10520/2002
Art. 1º Para aquisição de bens e serviços comuns, poderá ser adotada a licitação
na modalidade de pregão, que será regida por esta Lei.
Há ainda a consulta (modalidade licitatória das Agências reguladoras)
Tipos – critério de julgamento (quem irá ganhar a licitação) – menor preço, menor
técnica, técnica e preço, maior lance ou oferta.
#
Modalidades – processamento (como irá ser processada a licitação) – concorrência,
tomada de preços, convite, leilão, concurso, pregão (lei 10520/2000) e consulta.
Art. 22, § 1º Lei 8666 - Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer
interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os
requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto. (
mais complexa modalidade de licitação – mais caras) (modalidade para
quaisquer interessados que comprovem ter a capacidade de assinar contrato
com a administração) (qualquer pessoa pode participar da concorrência desde
que comprove que está habilitado)
§ 2o Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados devidamente
cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento
até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a
necessária qualificação. (É utilizada para a celebração de contratos de obras,
serviços e compra de menor vulto do que as que exigem concorrência)
(modalidade entre cadastrados ou para quem não é cadastrado mas consegue
até três dias antes do recebimento da proposta consegue comprovar a
qualificação)
§ 3o Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao
seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 3
(três) pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do
instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente
especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e
quatro) horas da apresentação das propostas. (instrumento convocatório = carta
convite, que será enviada diretamente aos interessados) (cadastrados ou não –
Sandra Mara Dobjenski
se os outros cadastrados conseguirem com 24 h de antecedência da proposta
manifestar o interesse pode participar do processo de licitação)
§ 4o Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para
escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios
ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado
na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias.
§ 5o Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda
de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente
apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de bens imóveis prevista no art.
19, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação.
(Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994)

Concorrência Quaisquer interessados


Tomada de preços Cadastrados
Quem consiga atender os requisitos em
até (03 dias) antes da abertura da
proposta.
Convite Cadastros ou não
Quem manifeste que quer do processo
com (24 h) de antecedência.

MODALIDADES DE INTERVENÇÃO NA PROPRIEDADE PRIVADA (modalidades


restritivas) (restringem o direito de propriedade, mas não o retiram)
1. Limitações Administrativas – restrições de ordem geral decorrentes do
poder de polícia a TODOS imposta por intermédio de lei. Ex.: Carlos é
proprietário de um terreno na área X no município Alfa. Carlos deseja
construir um hotel cinco estrelas de 20 andares, ao solicitar a licença para
construir foi informado pelo município que NÃO poderia construir prédio de 20
andares naquela região da cidade. (DECORRE DO PODER DE POLÍCIA)
*Objetivam a manutenção do bem comum decorrentes do poder de polícia.
Estado NÃO indeniza nessa situação como REGRA geral – porque são
limitações impostas a todos.
Sandra Mara Dobjenski
*Exceção: Ex.: Carlos é dono do terreno deseja construir um hotel 05 estrelas –
prédio de 20 andares – não há nenhuma lei limitando isto – Carlos comprou o
terreno – passados 05 anos Carlos pede a licença para construir e é informado
que não poderá edificar naquela área – essa área somente aceita
empreendimentos empresariais – Carlos havia registrado no momento da
compra do terreno a finalidade para qual ele estava comprando – que era a
construção do hotel – 05 anos após veio uma lei municipal que passou a
proibir a construção de prédios de mais de 20 andares – Carlos poderá pleitear
uma indenização? PODERÁ, porque Carlos sofreu um dano concreto e
desproporcional que acabou esvaziando ou limitando demasiadamente a
utilização de seu direito de propriedade. Lei municipal veio posterior a compra
do terreno – ato lícito do Estado – lei que ocasiona um dano concreto – nesse
caso cabe indenização. NÃO ocorreria indenização se existindo a lei e Carlos
compra o terreno depois da vigência da lei – ninguém poderá alegar o
desconhecimento da lei.
2ª exceção: João comprou um terreno de 6m X 6m e está esperando para
construir a sua casa – terreno é de esquina – Carlos vai pedir autorização na
prefeitura – o pedido foi negado – porque Carlos não pode construir a menos
de 4 m de cada lado das ruas de maneira que se esvaziou o direito de
propriedade de maneira a NÃO ficar ileso a indenização. (RECEBERÁ
INDENIZAÇÃO). Carlos tomou conhecimento da lei e resolve vender o terreno a
Paulo – Paulo vai pedir autorização a prefeitura – nesse caso Paulo não
receberá indenização ao ter negado o direito de construção – porque a lei veio
antes da compra.
2. Requisição Administrativa –
2.1. Em caso de iminente perigo público (situação mais tranquila) (Ex.: Policial
que está perseguindo um bandido e fura o pneu da viatura, ele desce
correndo – vem o João dirigindo – e o policial o manda parar – embarca
no carro e segue em perseguição) a autoridade competente (qualquer
agente público no exercício da função – autoexecutoriedade – não há
necessidade de ordem ou autorização judicial – a própria administração
Sandra Mara Dobjenski
pública poderá executar) poderá usar de propriedade particular garantida
a indenização ulterior se houver dano.
2.2. Calamidade Pública – perigo público agravado – perigo público
acompanhado de paralisação ou ameaça a paralisação de serviços
públicos.
2.3. Comoção pública – abalo moral, psicológico em determinado espaço
geográfico e social – choque – caso de comoção pública grave em nível
nacional autoriza o estado de sítio.
*Comporta indenização depois do uso – poderá recair sobre bens móveis, imóveis,
semoventes (animais), serviços, bens perecíveis – serviços de pessoa jurídica ou de
pessoa física.
*Imperatividade – imposto ao indivíduo
*Coercibilidade – possibilitará o Estado de utilizar de meios coercitivos para operar
aquela requisição.
*Ex.: um determinado município diante da paralisação do serviço público de saúde –
da morte de muitos médicos – o que não atende a parcela mínima da população
local – o prefeito poderá mediante decreto requisitar a coercibilidade? Serviços
médicos de pessoas físicas ou jurídicas – PODERÁ – sempre ocorrerá indenização
nesse caso, ao final – no caso de serviços e bens perecíveis haverá indenização
sempre, mediante pena de enriquecimento sem causa por parte do Estado – o
estado pode compelir aquele médico a atender a população mediante indenização.
3. Ocupação temporária – ocupação por parte da administração pública de áreas
não edificadas (não construídas) próximo aonde está se realizando uma obra pública
– poder público está construindo uma ponte, um viaduto, um prédio da prefeitura e
necessita ocupar provisoriamente um terreno ao lado para colocar material,
alojamento de empregados, maquinário. (OBRA) (SE INCLUI NA INDENIZAÇÃO
PELO DANO O LUCRO CESSSANTE) (João era dono do terreno próximo da
ponte – João alugava o terreno para Pedro - durante o período em que o poder
público ocupou o terreno não foi possível realizar o aluguel – João recebia 100
reais com o aluguel – ficou sem poder alugar durante um ano – de forma que
ocorreu dano material constituído no lucro cessante – cabendo indenização –
se não comprovada a existência de nenhum dano não há indenização)
Sandra Mara Dobjenski
Ex.; Em determinado município houve um incêndio em uma boate na área central da
cidade, que afetou centenas de vítimas – chegando ao local os bombeiros
necessitaram utilizar de uma área – de um bem imóvel – de propriedade de um
supermercado – para realizar a evacuação e o atendimento das vítimas – em cima
deste bem imóvel de propriedade do município foi montado um hospital de
campanha para atender as vítimas do incêndio – ocorrerá uma REQUISIÇÃO
ADMINISTRATIVA DE UM BEM IMÓVEL – visto não se estar diante de obra
nenhuma.
*Após fortes chuvas que derrubaram uma ponte que liga o município de Oabeiros ao
município Beta – necessitou-se a reconstrução da ponte – e para reconstruir a ponte
que está isolando os dois municípios houve a necessidade de alocar máquinas,
areia, concreto, ferro, etc. e uma área não edificada próxima = OCUPAÇÃO
TEMPORÁRIA.
4. Servidão administrativa – direito real público que permite que o poder público
utilize junto com o particular a área dele. Ex.; Oleodutos, agrodutos, redes de alta
tensão, gasodutos. Tempo indeterminado – não tem autoexecutoriedade – ou o
poder público faz um acordo com o proprietário ou ingressa com uma ação
judicial (obrigação propter rem – gravada na coisa – aquele que comprar
aquele terreno saberá que existe uma servidão ali) – a Indenização dependerá:
4.1. Ou o estado terá proveito econômico – cataventos que geram energia
eólica são constituídos sobre a propriedade particular mediante a forma de
servidão. Caberá indenização porque gera proveito econômico.
4.2. causará dano
5. Tombamento – não retira o direito de propriedade – o indivíduo continua sendo
dono # desapropriação que retira o direito à propriedade – todavia é imposto ao
indivíduo o dever de preservação do bem (bem que possui valor histórico, artístico,
paisagístico, arquitetônico) para determinado ente público – ou o bem é de interesse
para o patrimônio histórico do município onde está sediado ou até da União – poderá
recair sobre a totalidade do bem ou sob parte dele. Pode gerar o efeito extra partes
(partes são o poder público tombante + o particular tombado) (extra partes terceiro).
Ex.: Poder Público tombou a casa de João, casa centenária localizada ao cento do
município – ao lado a construtora Delta possui um terreno e deseja construir um
Sandra Mara Dobjenski
prédio de 20 andares que poderá afetar a visibilidade do bem imóvel tombado –
Poderá o poder público proibir a edificação deste hotel? SIM poderá, decorre do
chamado efeito extra - partes do tombamento – particulares poderão ser impedidos
de construir na vizinhança do bem tombado, de modo que venha afetar a sua
visibilidade ou descaracterizar o valor histórico daquele bem. Como REGRA o
tombamento não dá direito a INDENIZAÇÃO, exceto se ocorrer um esvaziamento do
direito de propriedade – o sujeito ficar inviabilizado de utilizar aquele bem, poderá
ser pleiteada a conversão do tombamento em desapropriação – dessa forma ocorre
à indenização.
MODALIDADES SUPRESIVAS (braço forte do Estado) (o Estado retira o direito de
propriedade do particular, com ou sem indenização)
1. Expropriação – punição – o Estado pune, arranca a propriedade do indivíduo
sem qualquer direito a indenização – ocorre em qualquer área rural ou urbana
de qualquer região do país, nos casos em que for verificada plantação ou
cultivo de plantas psicotrópicas ou trabalho escravo na forma da lei – o
proprietário perderá o direito de propriedade. Ex. : João possui uma grande
área rural na divisa do Mato Grosso do Sul com o Paraguai resolveu para
aumentar a renda da família o cultivo de canabis (plantar maconha) para
vender para o país vizinho, ao cultivar a maconha é surpreendido com uma
mega operação da polícia federal que realiza a destruição daquela droga – de
maneira a perder sua propriedade, sem qualquer indenização.
Exceção: se o proprietário provar que não teve culpa. Ex.: Paulo após longa jornada
no serviço público, aposentado compulsoriamente no ano de 2020, resolve comprar
uma fazenda no interior do Mato Grosso do Sul para passar seus finais de semana –
cansado da vida na fazenda retorna a cidade e para não deixar abandonada esta
arrendando-a com contrato certo e específico para o plantio de soja – forma de
pagamento in natura – arrendatário mandaria a soja do Mato Grosso do Sul para
Santa Maria onde mora Paulo, e assim faz todo o mês, só que o locatário plantava
um pé de soja para 04 pés de maconha – Paulo somente perderá a fazenda sem
indenização se não provar que não teve culpa, caso contrário receberá a
indenização – ainda que seja a culpa in ligendo ( escolheu mal) (Paulo alugo para
Pedro Juan Cabalera que era traficante de drogas) (Paulo não perde a propriedade)
Sandra Mara Dobjenski
ou in vigilando (não tem como alegar que Paulo tinha o dever de vigiar) ( não perde
a propriedade)
2. Desapropriação – perda do direito de propriedade com indenização – a
indenização poderá ser prévia ou em dinheiro ou mediante pagamentos da
dívida pública para resgate entre 10 a 20 anos.
2.1. Desapropriação ordinária – ocorre da supremacia do interesse público
sobre o privado – o poder público necessita desapropriar aquele bem
porque ali ele precisa dar uma finalidade pública sendo o bem do
particular. Ex.: O prefeito Névio resolve sair pela cidade para escolher um
bem imóvel – uma casa – onde ele vai instalar uma escola de educação
infantil – andando ele olha para a casa de José e resolve que seria aquela
que ele iria desapropriar – José questiona porque a dele e não a de Paulo,
pois a dele é bem de família – BEM DE FAMÍLIA NÃO PODE SER
MOTIVO DE OPOSIÇÃO PARA DESAPROPRIAÇÃO – Paulo poderá
alegar em contestação na ação de desapropriação: vício no processo
judicial ou diferença no valor. Indenização prévia e em dinheiro. Ocorre em
caso de necessidade pública, utilidade pública ou interesse social.
2.2. Desapropriação sancionatória – punição – o sujeito não está cumprindo
a função social da propriedade – indivíduo é dono de uma casa
abandonada no centro da cidade e a casa está enchendo de ratos, está
servido para o abrigo de drogas, etc. – o poder público notifica o
proprietário – instituição de IPTU progressivo no tempo pelo período de 05
anos – poder público municipal poderá fazer a desapropriação
sancionatória urbana (somente o município poderá realizar) destinando o
a propriedade para programa de apropriação popular – prazo da
indenização – títulos da dívida ativa – prazo de até 10 anos.
Desapropriação sancionatária agrária – quando a propriedade agrária não
está tendo a sua função social – somente a União pode realizar essa
desapropriação – prazo de resgate dos títulos da dívida pública = 20 anos.
DIREITO DE EXTENSÃO – direito que o proprietário tem de exigir que o poder
público estenda a desapropriação sobre a totalidade do seu bem. Ex.: João é dono
de uma área – o poder público municipal vem e ao invés de desapropriar a área toda
Sandra Mara Dobjenski
– deixa uma parte para o João e desapropria o restante – João poderá se utilizar do
poder de extensão e exigir em juízo que o poder publico estenda a desapropriação
sobre a totalidade quando restarem áreas inaproveitáveis.
RETROCESSÃO – se o poder público desapropriou um bem e cometer a
tredestinação ou adestinação – desapropriação de um terreno para a construção de
uma escola de educação infantil – passados 20 anos o poder público nada fez
naquele terreno = adestinação = não deu destino algum. O terreno foi desapropriado
para a construção de uma escola e 02 anos depois o poder público passa a construir
uma UPA = tredestinação – troca na destinação da propriedade = tredestinação lícita
= ocorreu a troca da escola para a UPA a finalidade continua sendo pública.
Tredestinação ilícita – desapropriação para a construção de escola – dois anos
depois colocou o terreno a venda – a finalidade não é pública – sempre que ocorrer
a tredestinação ilícita ou a adestinação o antigo proprietário poderá exigir o bem de
volta pelo valor atual da coisa. NÃO EXISTE REINTEGRAÇÃO DE POSSE
CONTRA O PODER PÚBLICO.
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
*SUJEITOS – Ativo = aquele que comete o ato de improbidade – qualquer agente
público – presidente da república responde pelo crime de responsabilidade
(presidente não comete ato, nem improbidade – imune a lei de improbidade
administrativa) – presidente que comete improbidade estará cometendo crime de
responsabilidade. Particular que se beneficia do ato – quando houver um conluio
entre um agente público e um particular – e o particular ajudou cometer o ato, ou se
beneficiou, participou junto – o particular responde também por ato de improbidade.
PARTICULAR NUNCA RESPONDE SOZINHO POR ATO DE IMPROBIDADE.
*Dirigente de ONG – paraestatais (sistema AS) – poderão estar administrando o
dinheiro público – se malversarem o dinheiro público – responderão por ato de
improbidade como agente público por equiparação.
Passivo = quem sofre o ato de improbidade – administração pública
direta, autárquica, fundacional, empresas públicas, sociedades de economia mista,
empresas em que o estado participa – inclusive as paraestatais (SESI, SENAI,
SEBRAE)
Sandra Mara Dobjenski
*ESPÉCIES – 1. Enriquecimento ilícito - atos de improbidade que causam
enriquecimento ilícito (agente público acrescentar ao patrimônio dele ilicitamente
algum valor, bem) não se aplica o principio da bagatela em matéria de improbidade
administrativa. Somente é punida a título de dolo.
2. Dano ao erário – o indivíduo diminui o patrimônio público (sujeito que rouba PC da
prefeitura). Pode ser punido a título de dolo como culpa.Afronta os princípios da
administração pública.
3. Só é punida a título de dolo e independe do resultado enriquecimento ou do dano
ao erário – basta a conduta que afronte aos princípios da administração pública – se
o sujeito dolosamente querendo ser desonesto infringiu o princípio da legalidade, da
moralidade, da impessoalidade e mesmo assim o ato não se consumou, mas houve
afronta querendo ser desonesto – haverá punição por ato de improbidade
administrativa – EX.: João diretor de uma empresa pública combina com Pedro
particular dono de uma empresa uma fraude a licitação de modo que o Pedro
passaria uma propina para o João – em rigorosa investigação judicial tudo foi
descoberto – mediante escutas telefônicas devidamente autorizadas pela lei – um
dia antes da licitação ocorreu o vazamento das escutas telefônicas para a imprensa
e o João e o Pedro não fraudaram a licitação – não realizaram a fraude que iriam
fazer porque houve o vazamento – não teve dano ao erário, não teve
enriquecimento porque não chegou a efetivar – houve quebra do princípio da
legalidade, da impessoalidade e da moralidade devidamente comprovado – incide
em ato de improbidade administrativa que ocasionou quebra aos princípios da
administração.
*Acordo de não persecução civil em matéria de improbidade – é possível – em que o
MP ou a pessoa jurídica realizam um acordo com aquele que realizou o ato de
improbidade administrativa.
PRESCRIÇÃO
Como REGRA GERAL o prazo prescricional é 05 anos - no caso do ocupante do
cargo em comissão, função de confiança ou cargo eletivo 05 anos contados a partir
do momento em que ele deixou o cargo ou a função de confiança.
*Em caso de reeleição começa a contar o prazo de 05 anos ao final do segundo
mandato independentemente se o ato de improbidade ocorreu no primeiro mandato.
Sandra Mara Dobjenski
*No caso de servidor público o prazo será de 05 anos contados da data em que o
fato tornou-se conhecido. (Prazo prescricional para demissão pela lei 8112 é de 05
anos contados da data em que o fato tornou-se conhecido)
*Diretor de ONG, sistema AS – 05 anos contados da data que prestou conta do
dinheiro que estava administrando ou que deveria ter prestado.
*Prazo prescricional para ajuizamento da ação de improbidade # imprescritibilidade
da ação de ressarcimento ao erário por ato doloso de improbidade – existe uma
ação de improbidade administrativa, o MP ou a pessoa jurídica autorizada possui 05
anos para ajuizar essa ação de improbidade que vai punir o agente que cometeu,
mesmo que tenha passado esses 05 anos para a ação de improbidade é possível
que a qualquer tempo (ad eternamente) a pessoa jurídica que foi lesada ajuíze outra
ação que se chama ação de ressarcimento – esta ação é imprescritível para os
danos causados ao erário por ato doloso de improbidade – se culposo prescreve em
05 anos – ainda que tenha prescrito a ação de improbidade - o poder público pode
ajuizar a ação de ressarcimento.
INDISPONIBILIDADE DOS BENS E AFASTAMENTO TEMPORÁRIO
*É possível que seja decretada a indisponibilidade dos bens daquele que enriqueceu
ilicitamente ou causou dano ao erário – esta decretação de indisponibilidade poderá
ocorrer sobre os bens adquiridos antes ou depois do ato de improbidade – somente
poderá recair sobre os bens necessários para este ressarcimento ou sobre os bens
que foram adquiridos ilicitamente (recebimento de um apartamento em Miami como
propina – recai sobre o apartamento) (sujeito causou um dano de 10 milhões ao
patrimônio público e possui um patrimônio de 1 bilhão – recai somente sobre os 10
milhões)
AFASTAMENTO TEMPORÁRIO
É possível que autoridade judicial no curso da ação de improbidade ou a própria
autoridade administrativa decrete o afastamento temporário dos agentes envolvidos
em improbidade administrativa para que não venham atrapalhar a instrução
processual, não venham destruir provas, coagir testemunhas – ele vai para casa
com remuneração.
Sandra Mara Dobjenski

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