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EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ

Autos n.º...

Origem.

PLANOMED, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob n.º...,


com endereço eletrônico e-mail..., com sede na Rua..., n.º..., bairro..., no
município de Guarapuava Estado do Paraná, representada por seu sócio-
gerente NOME..., nacionalidade..., estado civil..., profissão..., portador do RG
sob n.º..., inscrito no CPF/MF sob n.º..., com endereço eletrônico e-mail...,
residente e domiciliada na Rua..., n.º..., bairro..., no município de ... Estado...,
vem à presença de Vossa Excelência, por meio da sua advogada SANDRA
ROSA MADALENA, inscrita na OAB/PR sob nº 22.222, com endereço eletrônico
e-mail sandrarosa@yahoo.com, com escritório profissional na Rua Capitão
Rocha, nº 45, Centro, Guarapuava - PR, no prazo legal, interpor em
conformidade com o art. 1015 c/c 995 P.U. do Código de Processo Civil
Brasileiro.

AGRAVO DE INSTRUMENTO COM PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVO

Em face da r. decisão interlocutória proferida nos autos n.°..., onde


contende com JULIO IGLESIAS, ..., nacionalidade..., estado civil..., profissão...,
portador do RG sob n.º..., inscrito no CPF/MF sob n.º..., com endereço eletrônico
e-mail..., residente e domiciliada na Rua..., n.º..., bairro..., no município de
Guarapuava Estado do Paraná, em tramite perante a 2º Vara Cível da Comarca
de Guarapuava Estado do Paraná, pelas razões de fato e de direito que passa a
expor.

Nestes termos,
Pede deferimento

Guarapuava, 29 de maio de 2020.


SANDRA ROSA MADALENA
OAB/PR n.º 22.222
RAZÕES RECURSAIS.
Agravante: PLANOMED

Agravado: JULIO IGLESIAS

1 – TESMPESTIVIDADE.

O presente Recurso de Agravo de Instrumento é tempestivo, tendo em vista


que cumpre o prazo de 15 dias determinado no artigo 1.003º § 5º do CPC.
A r. decisão que concedeu a tutela de urgência foi prolatada pelo MM. Juiz
da 2ª Vara de Cível da Comarca de Guarapuava Estado do Paraná no dia
08/05/2020, sendo intimada a parte agravante na mesma data.
Desta forma, o presente recurso tem seu prazo inicial no dia 09/05/2020 e
seu término no dia 29/05/2020, com fundamento nos artigos 219º e 224º do CPC.
Portanto o presente Recurso de Agravo de Instrumento é tempestivo.

2 – CABIMENTO.

O Agravo de Instrumento é o recurso por excelência, cabível contra


decisões interlocutórias que versarem sobre tutelas provisórias, nos termos do
artigo 1.015º, I do CPC.

3 – SÍNTESE FÁTICA.

O agravado moveu Ação de Obrigação de Fazer c/c Danos Morais e Tutela


de Urgência em desfavor do agravante pleiteando a cobertura de procedimento
cirúrgico.

Alega o agravado que realizou o agendamento para o dia 07/05/2020 para


a realização de cirurgia para a extração da vesícula, no entanto no dia
04/05/2020 recebeu a notícia de que o procedimento havia sido negado pelo
agravante que argumentou ausência do cumprimento do período de carência
para justificar seu ato, uma vez que o agravado aderiu ao plano de saúde junto
ao agravante há quase 4 meses – em 30 de janeiro de 2020 – devendo se
submeter à carência mínima de 06 (seis) meses para procedimentos cirúrgicos,
conforme previsão contratual.

Ainda, o agravado busca a tutela de urgência para o fim de que o


procedimento seja autorizado liminarmente, alegando que a demora na
realização do procedimento poderá lhe causar problemas à saúde, bem como
alega que por ser um procedimento de urgência/emergência não se submeteria
a carência contratual.

Por fim, o juízo de primeira instância acolheu o pedido da agravada e


concedeu a tutela pleiteada, determinado a agravante a liberar todo o
procedimento para a realização da cirurgia da agravada, com todo o
procedimento necessário até a sua completa recuperação, citando e intimando
o agravante sobre a concessão da tutela no mesmo dia 08 de maio de 2020,
bem como no mesmo ato também o agravante tomou ciência da audiência de
conciliação designada para o dia 25 de maio de 2020.

4 – CUMPRIMENTO DO ART. 1017 do CPC.

O presente recurso de Agravo de Instrumento contém em anexo cópias da


petição inicial, declaração de inexistência de contestação, declaração de
inexistência de petição ensejadora de decisão, da certidão de intimação da parte
agravante que comprova a tempestividade e das procurações outorgadas aos
procuradores do agravante e do agravado.

5 – DECISÃO AGRAVADA.
Excelência, a r. decisão proferida pelo juízo a quo julgou “O juízo de
primeira instância acolhe seu pedido e concede a tutela pleiteada inaudita
altera pars, determinando que a Requerida libere todo o procedimento para
a realização da cirurgia no Autor, com todo o procedimento necessário até
a completa recuperação deste”

No entanto a r. decisão deve ser reformada, uma vez que no presente caso
não caracteriza-se tutela de urgência, uma vez que não estão presentes os
requisitos necessários, sendo eles a probabilidade do direito e o perigo de dano
ou risco as resultado útil do processo.

Desta forma, resta evidente a necessidade de reforma da r. decisão para a


descaracterização da tutela de urgência.

6 – DIREITO.
O artigo 300º do CPC “A tutela de urgência será concedida quando houver
elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o
risco ao resultado útil do processo.”

No entanto, os requisitos necessários para caracterizar a tutela de urgência


não estão presentes nos autos, haja vista que o procedimento cirúrgico o qual
foi solicitada a cobertura, trata-se de uma cirurgia eletiva, ou seja, aquela que
pode ser postergada por até 1 ano sem causar grandes problemas ao paciente,
sendo assim pode o agravado aguardar o prazo de carência de 6 (seis) meses,
conforme contrato.

Diante disso, resta evidente a não probabilidade de direito e a não


existência de perigo de dano ou risco, haja vista que o procedimento cirúrgico o
qual passaria o agravado, não possui caráter emergencial, descaracterizando
desta forma a urgência da tutela requerida.

7 – EFEITO SUSPENSIVO

No caso em comento os efeitos da r. decisão devem ser suspensos até o


julgamento final do presente recurso, com fulcro no artigo 995º, p.ú do CPC.

Haja vista a descaracterização da urgência da tutela requerida, em razão


de procedimento eletivo, é necessária a suspensão dos efeitos, uma vez que em
não sendo suspensos ocasionará dano a parte agravante, tendo em vista para
cobrir os procedimentos existe o prazo, conforme contrato com o agravado.

Ainda, resta evidente a probabilidade de provimento do presente recurso,


uma vez comprovada descaracterização de urgência da tutela requerida.

Portanto, os efeitos da r. decisão prolatada devem ser suspensos até


decisão final do presente recurso, pois os requisitos estão comprovados de
forma inconteste.

8 – PEDIDOS
a) Recebimento do recurso nos efeitos devolutivo e suspensivo.
b) Conhecimento do presente recurso, dando-lhe provimento para o fim de
reformar a decisão com o objetivo de descaracterizar a tutela de urgência
concedida.

c) Intimar o agravado para apresentar contrarrazões no prazo legal.

d) Declaro sob minha responsabilidade pessoal e pela fé do meu grau que as


peças que instruem o presente agravo de instrumento são autenticas de acordo
com o art. 425 inc. IV do CPC.

e) Em observância ao art. 1016 inc. IV do CPC, informa que o advogado do


agravante SANDRA ROSA MADALENA, inscrição profissional n. 22.222 OAB-
PR, endereço eletrônico sandrarosa@yahoo.com, com escritório profissional na
Rua Capitão Rocha, n.45, Centro Guarapuava-PR e advogado do agravado
MARIA MARIA, inscrição profissional n. 33.333 OAB-PR, endereço eletrônico
mariamaria@yahoo.com, com escritório profissional na Rua Senador Pinheiro
Machado, n.54, Centro Guarapuava-PR.

f) Para formação do presente agravo de instrumento e em conformidade com o


art. 1017 inc. I, II do CPC, o presente agravo foi instruído com os documentos
indicados no dispositivo citado.

Nestes termos
Pede deferimento

Guarapuava, 29 de maio de 2020.


SANDRA ROSA MADALENA
OAB/PR n.º 22.222

Rol de documentos:

Comprovante de preparo recursal, petição inicial, declaração de inexistência de


contestação, declaração de inexistência de petição ensejadora de decisão, da
certidão de intimação da parte agravante que comprova a tempestividade e das
procurações outorgadas aos procuradores do agravante e do agravado.