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A CAD E MI A I NTER N ACI O NAL D E AY URV E DA E TER API AS I NTEG RAD AS

Curso de
Terapias

Ayurveda
Lisboa / Portugal
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Prof. Goura Hari Dasa


Profa. Syama Sundari Kaviraj

Om Sri Ganesha Namaha

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OM AIM SARASVATIE NAMAHA

Yaa kundem dutushaara haara dhavalaa


Yaa shubhra vastraa vrtaa
Vaa veenaa varadanda manditakaraa
Yaa shueta padma asanaa

Possa essa Deusa Bhagavati, a santificada Sarasvati deidade da aprendizagem e


removedora de nossa letargia, preguiça e ignorância, amavelmente nos proteger.
Ela é pura e branca como o jasmim e a lua cheia.
Sua guirlanda é igual formação de gotas de orvalho.
Ela é vestida em uma bata imaculada. Tem na mão o instrumento auspicioso Vina.
Ela é o que sempre é, respeitada por Brahma, o criador,
Vishnu, o preservador, Sahnkara, o transformador.

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INTRODUÇÃO

YOGA E AYURVEDA

A yurveda é o ramo da cura da ciência yogue. Yoga é o aspecto espiritual do Ayurveda, ao passo que

este é o ramo terapêutico do Yoga. Yoga tem como meta o desenvolvimento espiritual visando a auto
realização, a descoberta de nossa verdadeira natureza além do tempo e do espaço. Este processo é
facilitado pela mente e pelo corpo livres da doença. O Yoga como terapia médica tradicionalmente faz
parte do Ayurveda, que por sua vez, envolve o tratamento das doenças físicas e mentais. O Ayurveda
utiliza-se de métodos yogues, como os asanas (posturas) e pranayamas (respiração), para tratar as
doenças físicas e mantras e meditação para tratar a mente e desenvolvimento espiritual.
Ayurveda, do sânscrito Ayur que significa vida, e Veda conhecimento ou verdade, é ciência da vida e
longevidade, com mais de 5000 anos. Acredita-se ser a ciência de cura mais antiga existente, formando
fundamento de todas as outras.
O segredo do método de cura individualizado do Ayurveda foi preservado na Índia, enquanto foi perdido
ou substituído em outras culturas. É o sistema médico mais holístico e compreensível disponível.
A antiga visão da cura, prevenção e longevidade, era parte da tradição espiritual. Vyasa Deva, o famoso
sábio, preservou o conhecimento completo do Ayurveda na forma escrita, juntamente com grande
discernimento espiritual de ética, virtude, e auto-realização. Outros dizem que o Ayurveda foi transmitido
de Deus para os devas, e finalmente para os humanos.
Os métodos usados para descobrir esse conhecimento de ervas, comidas, aromas, gemas, cores, yoga,
mantras, estilo de vida, e cirurgia são fascinantes e variados. Os sábios, clínicos/cirurgiões daquele
período eram pessoas profundamente santas e devocionais, que viam a saúde como uma parte integral da
vida espiritual.
Diz-se que eles recebiam seu treinamento de Ayurveda através de cognição direta durante a meditação.
Isto é, o conhecimento do uso dos vários métodos de cura, prevenção, longevidade, e cirurgia vinham
através da revelação divina; adivinhação ou testes com animais eram desnecessários. Estas revelações
foram transcritas da tradição oral para a forma escrita, entremeadas com aspectos da vida terrena e
espiritualidade.
Originalmente existem quatro livros principais de espiritualidade Védica. Os tópicos incluem cosmologia,
saúde, astrologia, espiritualidade, governo, exército, poesia, magia e ética de vida. Eles são conhecidos
como os Vedas: Rig, Sama, Yajur, e Atharva. Ayurveda é usada em conjunto com astrologia Védica
(Jyotish, isto é, a sua “luz interior”). Finalmente, o Ayurveda foi organizado no seu próprio sistema
compacto de saúde e considerado um ramo do Atharva Veda.
Três principais tratados Charak Samhita, Sushrut Samhita e o Ashtanga Hridaya Samhita, datados de mais
de 1200 anos contém o conhecimento original e completo do Ayurveda e são usados até hoje. Charak
representa a escola de medicina de Atreya, abordando fisiologia, anatomia, etiologia, patogênese,
sintomas, e sinais da doença, metodologia de diagnósticos, tratamento, e medicação do paciente,
prevenção e longevidade. Também são consideradas as causas internas e externas das doenças. Charak
sustenta que a causa primeira da doença é a perda da fé no Divino. Em outras palavras, quando as pessoas
não reconhecem que Deus está presente em tudo, incluindo eles mesmos, esta visão separatista cria uma
lacuna. Esta lacuna causa um anseio ou sofrimento por uma visão de unidade. Este sofrimento então se
manifesta como o início de doença espiritual, mental e física. Influências externas sobre a saúde incluem
hora do dia, as estações, dieta e estilo de vida. Uma seção inteira é dedicada a discussões dos aspectos
médicos das ervas, dieta e reversão do envelhecimento.

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OITO RAMOS DA MEDICINA - AYURVEDA
O antigo sistema Ayurvédico é admiravelmente completo. Nos colégios da Índia antiga, os estudantes
podiam escolher uma especialidade entre oito braços da medicina.
Medicina Interna (Kayachikitsa).
Este é relacionado com o espírito, mente e corpo. Teoria pisossomática reconhece que a mente pode criar
doenças no corpo e vice-versa. As sete constituições corporais e as sete constituições mentais são
delineadas aqui: Vata (ar/energia), Pitta (fogo), Kapha (água), Vata/Pitta, Vata/Kapha, Pitta/Kapha, e a
combinação de todos os três (tridosha). Embora encontrar a causa de uma doença ainda seja um mistério
para a ciência moderna, ela era o objetivo principal do Ayurveda. Seis estágios de desenvolvimento da
doença eram conhecidos, incluindo agravamento, acumulação, excesso, migração, formação em um novo
local, e a manifestação em uma doença reconhecida. Equipamentos e diagnósticos modernos podem
apenas detectar uma enfermidade durante o 5o e 6o estágios. Médicos ayurvédicos podem reconhecer uma
doença em formação antes dela criar desequilíbrios mais sérios no corpo. Saúde é vista como um
equilíbrio entre os humores biológicos, enquanto a doença é um desequilíbrio dos humores. Ayurveda cria
equilíbrio suprindo os humores deficientes e reduzindo os em excesso. Cirurgia é vista como o último
recurso. A medicina moderna está apenas começando a compreender a importância de suprir ao invés de
remover, mas ainda não sabe como ou o que suprir.
Adicionalmente, existem mais de 2000 plantas medicinais classificadas na literatura médica Indiana. Uma
única terapia, conhecida como pancha karma (cinco ações), remove completamente as toxinas do corpo.
Este método reverte o caminho da doença a partir do seu estágio de manifestação, de volta para corrente
sangüínea, e finalmente dentro do trato gastrointestinal (o local original da doença). Isto é obtido através
de dietas especiais, massagem com óleo, e terapia com vapor. Ao término destas terapias, formas especiais
de vômito, purgação (purificação), e enema removem o excesso de seus locais de origem. Finalmente,
Ayurveda rejuvenesce – reconstruindo as células do corpo e os tecidos depois que as toxinas são
removidas.
Olhos, Nariz, e Garganta (Shalakya Tantra)
No Sushruta Sanhita relata aproximadamente 72 doenças dos olhos, procedimentos cirúrgicos para todas
as desordens dos olhos, (cataratas, doenças das pálpebras), e para doenças dos ouvidos, nariz e garganta.
Toxicologia (Vishagara-vairodh Tantra)
Os tópicos incluem poluição do ar e da água, toxinas nos animais, minerais, vegetais e epidemias; assim
como as chaves para reconhecer essas anomalias e seus antídotos.
Pediatria ( Kaumara bhritya)
Neste ramo é discutido os cuidados pré e pós natal da mãe e do bebe. Os tópicos incluem métodos de
concepção; escolha do sexo da criança, inteligência e constituição; parto e doenças da infância.
Cirurgia (Shalya Tantra)
Há mais de 2000 anos atrás, sofisticados métodos de cirurgia eram conhecidos. Este conhecimento
espalhou-se pelo Egito, Grécia, Roma e consequentemente por todo mundo.
Psiquiatria (Bhuta vidya)
Um ramo completo do Ayurveda lida especificamente com doenças da mente (incluindo possessão
demoníaca). Além de ervas e dieta, terapias de yoga (respiração, mantras etc.) são empregadas.
Afrodisíacos (Vajikarana)
Essa seção lida com dois tópicos: infertilidade (para aqueles que desejam conceber) e desenvolvimento
espiritual (para aqueles que anseiam transmutar a energia sexual em energia espiritual).
Rejuvenescimento (Rasayana)
Prevenção e longevidade são discutidos neste ramo do Ayurveda. Charak diz que para ter-se longevidade
é preciso seguir uma vida ética e virtuosa.

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Cosmologia Védica pelo Samkya

Budhi

T
Mahad

Ahankar

Tamas

Os cinco Órgãos Mente Éter Ar Fogo Água Terra


dos Sentidos
Os Cinco Órgãos
Motores

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O HOMEM E O UNIVERSO
As escrituras védicas dizem que existe um elo indissolúvel entre os seres humanos e o universo. Os
mesmos elementos que existem no Cosmo também estão presentes no homem.
Os vedas descrevem o processo da criação. Primeiro existe o eterno, Divino, existência imanente, sempre
presente. É dito que a vida foi criada a partir do eterno, como um fio de aranha a ser tecido numa rede.
Finalmente a criação se dissolve e é recolhida para o eterno, da mesma forma que a aranha recolhe a rede
para si mesma.
Conforme a criação se desenvolve, são formados três princípios básicos que sustentam toda a vida: as leis
de criação, manutenção e dissolução. Tudo na vida nasce ou é criado, vive, e então morre. Esses princípios
são conhecidos como Sattva, Rajas e Tamas e são chamadas de os três Gunas ou tendências. Toda a vida,
humana ou celeste obedece a essas leis.

A RELAÇÃO DOS CINCO ELEMENTOS COM O HOMEM


Os Rishis, grandes sábios receptores do conhecimento através da intuição, perceberam que a consciência
era energia manifestada dentro dos cinco princípios ou elementos básicos. Éter (espaço), Ar, Fogo, Água
e Terra. Esse conceito dos cinco elementos repousa no coração da ciência Ayurvédica. Os rishis
perceberam que no início do universo, esses elementos existiam em um estado de consciência não-
manifestado. Desse estado de consciência unificada, as vibrações sutis do som silencioso cósmico AUM
manifestaram-se. A partir dessa vibração, primeiramente apareceu o elemento Éter. Esse elemento etéreo
começou então a movimentar-se; seus movimentos sutis criaram o Ar, que é o Éter em atividade. O
movimento do Ar produziu a fricção e através dessa fricção o calor foi gerado. Partículas de calor/energia
coordenaram-se para formar uma luz intensa e dessa luz manifestou-se o elemento Fogo. Assim, o Éter
manifestou-se no Ar e foi mesmo Éter que, posteriormente, expressou-se em Fogo. Através do calor do
Fogo, certos elementos etéreos dissolveram-se e liqüidificaram-se, manifestando o elemento Água,
solidificando-se depois para formar as moléculas da Terra. Dessa forma, o Éter revelou-se dentro dos
quatro elementos – Ar, Fogo, Água e Terra.
O homem é um microcosmo da natureza, assim os cinco elementos básicos presentes em toda matéria,
existem também dentro de cada ser vivo.
No corpo humano há muitos espaços que são manifestações do elemento Éter. Por exemplo, os espaços
na boca, nariz, trato gastrintestinal, trato respiratório, abdome, tórax, capilares, linfáticos, tecidos e
células. O espaço em movimento é denominado Ar. O Ar é o segundo elemento cósmico. Dentro do
corpo humano, o Ar manifesta-se nos maiores movimentos dos músculos, nas pulsações do coração, na
expansão e contração dos pulmões e nos movimentos das paredes do estômago e dos intestinos. A
totalidade dos movimentos do sistema nervoso central é governada pelo Ar corporal. A combinação dos
elementos Ar e Espaço (Éter), proporciona os seres à se comunicarem pelo som da voz.
O terceiro elemento é o Fogo. A fonte do Fogo e da luz no sistema solar é o sol. No corpo humano a fonte
do Fogo é o metabolismo. O Fogo trabalha no sistema digestivo. Na massa cinzenta das células cerebrais,
o Fogo manifesta-se como inteligência. Ele ativa ainda a retina, que percebe a luz. Dessa forma, a
temperatura do corpo, a digestão, os processos do pensamento e da visão, são todas funções do Fogo
corporal.
A Água é o quarto elemento do corpo. Manifesta-se nas secreções dos sucos digestivos e glândulas
salivares , membranas mucosas, no plasma e no citoplasma. A Água é absolutamente vital para o
funcionamento dos tecidos, dos órgãos e dos vários sistemas do corpo, principalmente as funções
eletroquímicas e as percepções dos sabores na língua.
A Terra é o quinto e último elemento do cosmo presente no microcosmo. A vida é possível nesse plano
porque a Terra segura todas as substâncias vivas e inanimadas rente à sua sólida superfície. No corpo, as
estruturas sólidas, ossos, cartilagens, unhas, músculos, tendões, pele e cabelo, são derivadas da Terra.

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OS CINCO ELEMENTOS
ÓRGÃOS DOS SENTIDOS E ATUAÇÕES
ELEMENTO SENTIDOS ORGÃOS DOS AÇÃO ÓRGÃOS DA AÇÃO
SENTIDOS

Éter Audição Ouvido Fala Órgãos da Fala


Ar Tato Pele Segurar Mãos
Fogo Visão Olhos Caminhar Pés
Água Paladar Língua Procriar Genitais
Terra Olfato Nariz Excretar Ânus

Fogo

Terra

Água

Éter

Ar

OS GUNAS

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Em conformidade com o Yoga e o Ayurveda a Natureza consiste em três forças fundamentais


chamadas gunas significando em sânscrito “o que ata”, porque mal compreendidas elas nos agrilhoam ao
mundo exterior.
Todos os objetos do universo consistem em várias combinações dos três gunas.
A evolução cósmica consiste em sua ação recíproca e transformação. Os três gunas são as qualidades mais
sutis da Natureza, e fundamentam a matéria, a vida e a mente. Eles constituem um nível mais profundo do
que o dos humores biológicos e nos ajudam a entender nossa natureza mental e espiritual e o modo como ela
funciona, não apenas a mente superficial, mas também nossa consciência mais profunda. São as forças da
alma que detêm o Karma e os desejos que nos impelem de um nascimento ao outro.

1- Sattva – é a qualidade da inteligência, da virtude e da bondade, cria a harmonia, o equilíbrio e a


estabilidade. É leve e luminosa em sua natureza. Seu movimento é ascendente e centrípeto, e realiza o
despertar da alma.
Sattva proporciona felicidade e contentamento duradouros. É o princípio da paz, da lucidez e da amplidão, a
força do amor que une todas as coisas.

2- Rajas – é a qualidade da mudança, da atividade e da agitação. Pode causar desequilíbrio; Rajas é


motivado em sua ação, e sempre busca uma meta ou um fim que lhe dá poder. Apresenta um movimento
centrífugo e causa ação egoísta que leva a fragmentação e a desintegração. A curto prazo, Rajas estimula e
proporciona prazer, mas devido à sua natureza desequilibrada, rapidamente resulta em dor e sofrimento. É a
força da emoção que causa o sofrimento e o conflito.

3- Tamas – é a qualidade da inércia, da escuridão e do embotamento; é pesada, obscura ou difícil em sua


ação. Funciona como a força da gravidade que retarda as coisas e as prende em formas específicas e
limitadas. Tamas apresenta um movimento para baixo, sendo a causa da descendência e da desintegração.
Tamas traz à tona a ignorância e a ilusão, favorece a insensibilidade, o sono e a perda de consciência. Trata-
se do princípio da materialidade ou inconsciência, que acaba por velar a consciência.

OS D OS HA S
Éter, Ar. Fogo, Água e Terra, os cinco elementos básicos, manifestam-se no corpo humano como três
princípios ou humores, conhecidos como Tridosha. O microcosmo possui três principais: Vata – Pitta –
Kapha. Eles são as formas ativas, e são representados nos seres vivos como os cinco grandes elementos:
Vata surge do ar e do som; Pitta surge do fogo e da água; Kapha surge da água e da terra.
Os Doshas são forças sutis; as comparações com as substâncias da medicina hipocrática: o ar, a bile, e a
fleuma não são exatos, pois seu caráter não é físico. O ar, a bile e a fleuma e outros constituintes corporais
não são mais que os veículos dos três Doshas, substâncias que são portadoras dessas forças e que por meio
delas manifestam suas características e realizam suas ações. Os três Doshas são como forças sutis, criados
pela natureza para permitir a existência da vida corpórea. Não pertencem a realidade do plano físico; não é
nada surpreendente que seja fácil e rápido perturbá-los.
Assim como as necessidades físicas do corpo (urina, fezes e suor), também Vata, Pitta e Kapha só podem
manter o corpo saudável quando fluem continuamente fora dele, mantendo seu equilíbrio recíproco. A urina
é um importante veículo para livrar o corpo do excesso de Kapha; o suor arrasta o excesso de Pitta e as
fezes do excesso de Vata. A adequada eliminação dessas substâncias, ajuda a manter os níveis saudáveis dos
Doshas dentro do corpo. Só quando Vata, Pitta e Kapha se desequilibram advém à enfermidade.
Quando um organismo está saudável, sua adaptabilidade é forte, sua digestão é poderosa, e ocorrem poucos
resíduos metabólicos; ao contrário, na má saúde, prevalecem os resíduos. A saúde se rege pelo princípio – o
semelhante aumenta o semelhante. As pessoas saudáveis tendem a acumular mais saúde, e as enfermas
tendem a enfermar mais, a menos que mudem de comportamento. Os três Doshas permitem que os planos
espiritual e mental da existência se expressem por mediação do corpo físico. Vata está a cargo de todo o que
se movimenta no corpo e na mente. A causa de qualquer movimento, desde o de uma molécula até de um
pensamento, é Vata quem controla.

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Pitta está a cargo de todas as transformações do organismo. A assimilação dos alimentos pelo intestino, da
luz pelos olhos, os dados sensoriais pelo cérebro, são exemplos de atividades de Pitta. Kapha é a influência
estabilizador do ser vivo, lubrifica, mantém e contém suas diversas atividades tal como as de Vata e Pitta,
estão inter-relacionados.
A menor célula do corpo tem uma estrutura tão complexa quanto qualquer organismo; ingere alimentos, os
digere e expulsa os resíduos do processo. A vida é inconcebível sem estas três atividades: movimento,
metabolismo e estabilidade ou energia cinética (Vata), energia potencial (Kapha), e força que regula a
conversão de um elemento ao outro (Pitta). Tanto o combustível (Kapha) como algo que acenda (Pitta) e ar
que alimenta a combustão (Vata) são essenciais para acender o fogo. Se qualquer um deles falta, não se
acenderá a chama.
Vata impulsiona o alimento através do tubo digestivo; se o trânsito é demasiado lento ou demasiado rápido,
a digestão, a assimilação e a eliminação se ressentirão.
Vata contribui também com a combustão do alimento, ao soprar sobre certos órgãos para favorecer a
secreção de sucos gástricos. Se o vento é insuficiente, significa insuficiência das secreções; quando há
excesso de vento, apaga o fogo. Pitta decompõem os alimentos, preparando-os para assimilação; o excesso
ou a insuficiência de Pitta dificulta o processo.
Kapha lubrifica o intestino; igual a uma panela, contém os alimentos e mantém o fogo digestivo; o
transtorno de Kapha quebra os resultados da digestão.
No cérebro, Vata se encarrega da memória, do movimento dos pensamentos desde o armazenamento até a
consciência do momento presente e volta ao arquivo. Pitta controla o conhecimento, a transformação da
matéria prima (dados sensoriais) no pensamento; como discernimento, a comparação dos pensamentos dá
como resultado uma conclusão.
Kapha proporciona a estabilidade necessária para que a mente funcione de forma coerente. Quando os três
Doshas atuam juntos em harmonia, a mente se harmoniza; e quando estão desequilibrados, a mente se
desequilibra.
A perturbação destas forças essenciais cria perturbações emocionais: no caso de Vata, especialmente medo
e ansiedade; em Pitta, sobretudo a raiva e inveja e em Kapha, principalmente avidez e apego excessivo.
As emoções que a pessoa sente influenciam de modo direto o físico; as flutuações corporais alteram as
emoções. Os cientistas têm demonstrado que quando uma pessoa modifica sua expressão facial, essa nova
posição adotada pelos músculos, modifica o fluxo do sangue nas diversas partes do cérebro modificando
efetivamente o funcionamento da consciência. Por exemplo, se conseguirmos que uma criança enfurecida
sorria mesmo que seja um pouco, em geral ela deixará de fazer birra. Desta maneira, existe continuamente
uma influência recíproca entre os diferentes níveis de nosso ser.
 Vata Dosha – é seco, frio, ligeiro, móvel, claro, áspero e sutil.
 Pitta Dosha – é ligeiramente oleoso, quente, intenso, ligeiro, fluído, ácido ou fétido, móvel e
líquido.
 Kapha Dosha – é oleoso, frio, pesado, estável, pegajoso, suave e brando.
Tanto Vata como Pitta são ligeiros, só Kapha é pesado. Tanto Vata como Kapha são frios, só Pitta é
quente. Tanto Pitta como Kapha são úmidos, só Vata é seco. Quase sempre, qualquer coisa seca aumenta
Vata; qualquer coisa quente aumenta Pitta e qualquer coisa pesada aumenta Kapha.
As diferenças na consciência do ser humano crescem de acordo com o seu ambiente, seja ele rural ou
urbano. Menciona-se que climas úmidos com montanhas tropicais e chuvas produzem kapha e doenças
como resfriados e tosses. Enquanto que os locais quentes e áridos, com pouca água, quase sem chuvas
produzem desequilíbrio de vata e pitta. Lugares que são considerados pacíficos equilibram os três Doshas.
O arroz inflado é seco, frio, ligeiro e áspero, portanto, o abuso de arroz inflado tende a aumentar Vata. O
óleo de mostarda é oleoso, quente, intenso, fluído, de forte odor e líquido, portando, aumenta Pitta. O
iogurte, que é cremoso, frio, pesado, pegajoso, suave e brando, é a imagem de Kapha; ele acrescenta
Kapha ao corpo. Todas as substâncias e todas as atividades aumentam ou diminuem os Doshas de acordo
com suas características. Os cinco elementos, tal como se expressam por mediação de Vata, Pitta e Kapha,
são essenciais para a vida; juntos criam a saúde ou a doença.

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Nenhum Dosha por si pode produzir nem manter a vida; os três devem colaborar, cada um com suas
características próprias.
Existem três outras energias mais sutis que atuam juntas com os Doshas e são tão complexas quanto eles.
Essas energias são: PRANA, que tem uma ligação com Vata; OJAS, que tem uma ligação com Kapha;
TEJAS, que tem uma ligação com Pitta. Nas práticas mais antigas da Medicina Védica, usava-se diagnóstico
e os tratamentos nos parâmetros mais sutis que os Doshas; Posteriormente, a necessidade das pessoas por
tratamentos mais imediatos no corpo físico, os Doshas, passou a ser o principal instrumento de diagnóstico
porque estes atuam nas principais atividades no corpo físico.

AS CARACTERÍSTICAS DOS TIPOS PSÍCO-FISIOLÓGICOS DOS DOSHAS:

Vata –
As pessoas Vata fazem as coisas com rapidez; são rápidas para aprender e para esquecer; rápidas para
entusiasmar-se e para perder o entusiasmo. Mudam, falam e variam de opinião e de humor rapidamente.
Até seu corpo muda com rapidez; por exemplo: ganham peso com dificuldade e perdem com grade
intensidade; há dias em que digerem bem os alimentos e outros que não; têm seu sono bastante irregular, às
vezes dormem profundo como também ficam noites sem dormir. Como seu corpo, sua mente tende a ser
inconstante e instável; são pessoas inquietas mental e fisicamente. Quando seu nível energético é alto,
falam sem parar, se preocupam, pensam a fazem qualquer coisa para chamar a atenção, atrair
profundamente, até que se esgote a energia. Então necessitam de tempo para acumular mais energia, e
finalmente saem para gastá-la.
As pessoas Vata custam para tomar decisões, e com freqüência sofrem com moléstias por gases,
constipação e frio nas extremidades.
A secura de Vata faz seu corpo tornar-se muito seco; a pele tende a rachar e as articulações a
ranger. Por serem de sangue mais frio detestam o frio e se encantam com a luz do sol.
Vata, por ter como característica principal a instabilidade e a inconstância, é o Dosha mais difícil para
manter a saúde.

FUNÇÕES FISIOLÓGICAS NORMAIS DE VATA:


- Apropriada regulação de todas as atividades do corpo.
- Aptidão para a concepção. Desenvolvimento saudável do feto. Parto natural.
- Atividades normais de digestão e secreção.
- Atividade mental; controle e guia de processos mentais.
- Bom controle dos órgãos de percepção e das reações dos órgãos executivos.
- Estímulo da digestão e de secreção dos sucos gástricos digestivos.
- Desejo de liderança para agir de forma ativa; vitalidade e excitação natural.
- Coordenar o excesso de descarga patológica provocada pelos outros dois Doshas.
- Manter a respiração regulada.
- Reforço do fluxo da vida.

DESEQUILÍBRIOS TÍPICOS DE VATA


- Todos os tipos de doenças ligadas aos nervos e músculos.
- Convulsões e cãibras.
- Paralisia (devido a Vata reduzido).
- Todos os sintomas negativos da deficiência das vitaminas do complexo B.

SUBDOSHA DE VATA

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Prana, Udana, Vyana, Samana, Apana.

Prana vata: Localizado no cérebro, cabeça e peito, é o líder dos outros quatro subdoshas de vata. Mantém
ou contém Budhi (inteligência); mantém e controla Manas (mente); cria a capacidade de pensar, raciocinar,
sentir e dar tom às emoções, positivas e negativas. Quando equilibrado deixa a mente clara e alerta, dá
alegria e vivacidade. controla a freqüência cardíaca e as atividades dos dez sentidos; responsável pela
inspiração; deglutição eructar ou vomitar, espirrar; cuspir saliva e muco Mantê-lo saudável é vital para as
funções corporais.
Desequilíbrio: é ligado a preocupação, ansiedade, excesso de atividade mental, insônia, males
neurológicos, soluços, asma e outros problemas respiratórios, dores de cabeça devidas à tensão.

Udana vata: Localizado na garganta e pulmões, sua principal função é a memória. Controla a expiração,
a fala e o som da voz; força para sustentar os objetos; habilidade de perceber sensações com a língua; dar
brilho a pele.
Desequilíbrio: tosse seca, dores de garganta, amidalite, dores de ouvido e fadiga generalizada.
Samana vata: Localizado no estômago e intestinos. Controla o movimento dos alimentos e o ritmo
peristáltico. Mantém aceso e regulado o fogo da digestão (jataragni); regula o apetite; empurra os alimentos
digeridos aos condutos linfáticos para sua distribuição pelo corpo; separa a matéria fecal do Rasa; dirige o
Prana Vayu a fim de que a matéria fecal seja eliminada.
Desequilíbrio: digestão lenta ou muito rápida, gases, diarréia, contrações do estômago, assimilação
inadequada de nutrientes, formação de tecido emaciado.

Vyana vata: : Localizado no corpo todo pelo sistema nervoso, circulatório e pela pele. Permite que a
energia do corpo se retraia à área do coração durante o sono e que volte ao corpo ao despertar
espreguiçando. Regula a respiração e ajusta as funções corporais durante os exercícios para prevenir o
esgotamento; governa a circulação, ritmo cardíaco, pressão sanguínea. movimenta as pálpebras; controla o
sistema nervoso autônomo.
Desequilíbrio: é ligado à pressão alta e à má circulação do sangue, à irregularidade cardíaca, stress
relacionado à doenças nervosas.

Apana vata: Localizado no cólon e na base do abdômen. Esse subdosha de movimento descendente é
responsável pela eliminação dos detritos e, fora do trato digestivo, pela função sexual e também pela
menstruação. O cólon é considerado a sede principal de vata, sendo onde podem surgir os primeiros
sintomas de desequilíbrio desse dosha.
Desequilíbrio: prisão de ventre, diarréia, gases, cólicas intestinais, colite, moléstias genito-urinárias,
problemas menstruais, inchaço da próstata, disfunções sexuais, dores lombares e espasmos musculares.

Pitta –
As pessoas Pitta são eficientes, precisas e ordenadas mental como fisicamente. Tendem a odiar o calor,
preferem os climas frescos e as comidas refrescantes, a menos que sejam viciados pela excitação. Sua pele
é quente e suave; propensa às verrugas, manchas, rugas e irritações. Os cabelos tornam-se cinza e caem
mais cedo. São pessoas firmes, decididas, e com freqüência inconscientemente, tratam de impor sua vontade
ao próximo. Encantam-se em comer e competir. Como são facilmente irritáveis, tendem a ser intolerante,
com os desacordos e os desejos dos demais; são impacientes com o que é devagar e ineficientes. Dão muito
valor a regularidade e tendem ao perfeccionismo, que pode se manifestar como uma atitude crítica de si
mesmo e aos demais. São pessoas enérgicas e eficientes, e são tão obsessivas com aquilo que fazem bem,
que podem sacrificar qualquer coisa pelo êxito. Quando estão bem disciplinados, seu calor natural é um
ânimo; de outra maneira, e especialmente quando tem fome se converte em raiva. O calor físico como o
mental, cria a maior parte de suas enfermidades.

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FUNÇÕES FISIOLÓGICAS NORMAIS DE PITTA:
- Ativação e regulação da digestão.
- Preserva a visão.
- Regula a temperatura do corpo.
- Define a cor da pele.
- Coragem.
- Disposição feliz.
- Colore o sangue.
- Capacidade intelectual.
- Altos ideais.

DESEQUILÍBRIOS TÍPICOS DE PITTA:


- Digestão deficiente; aumento da produção dos sucos gástricos.
- Queimação, gastrite, úlcera estomacal, dificuldade para comer.
- Respiração pesada, desagradável odor no corpo.
- Cor avermelhada na urina e nas fezes.
- Inflamações e infecções.
- Visão nublada.

SUBDOSHA DE PITTA
Panchak, Ranjak, Sadhak, Alochak, Brajak

Panchak pitta: Localizado no estômago e intestino delgado. Sua função é ajudar o fogo da digestão.
Digere os alimentos e separa os nutrientes dos detritos.
Desequilíbrio: sensações de ardor ou acidez do estômago, úlceras e digestão irregular (lenta ou acelerada) .

Ranjak pitta: Localizado nas células vermelhas do sangue, fígado e baço. Produção das células
vermelhas, equilíbrio da química e a distribuição de nutrientes pela corrente sangüínea.
Desequilíbrio: icterícia, anemia e várias doenças do sangue, inflamações da pele, fúria e hostilidade.

Sadhak pitta: Permanece na região do coração; ajuda a ter o poder de discriminação, força de vontade e
determinação; contentamento, a boa memória.
Desequilíbrio: doenças do coração, perda da memória, distúrbios emocionais (tristeza, raiva, preocupação)
e indecisão.

Alachak pitta: Localizado nos olhos, a visão é o sentido principal relacionado a esse subdosha. Também
faz a ligação entre os olhos e as emoções; quando você enxerga tudo vermelho ou fica cego de raiva, ou
ainda quando lança um olhar furioso, Alachak pode estar irritado. Em equilíbrio, ele deixa os olhos claros,
brilhantes e saudáveis. Um olhar caloroso e satisfeito mostra que pitta está saudável.
Desequilíbrio: todos os problemas ligados aos olhos e a visão.

Brajak pitta: Está localizado sob a pele; regula a temperatura da superfície do corpo; controla as
glândulas sudoríferas e ajuda Vata a lustrar a pele. Quando equilibrada, brajak pitta proporciona que a pele
fique corada, irradiando alegria e vitalidade.

Kapha

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As pessoas Kapha gostam da vida lenta e relaxada. Tendem a aumentar o peso com facilidade e custam
muito para perdê-los. Seus tecidos são geralmente firmes e estão bem nutridos e saudáveis. Dormem
profundamente, e pela manhã, são muito lentos para se porem em movimento. Comem, caminham e falam
lentamente. Sua digestão é lenta e seu metabolismo é fraco; por isso sua tendência para engordar. Aprende
com lentidão, mas como os elefantes, têm boa memória para as atividades antigas, mas pouca memória de
coisas recentes. Não gostam do frio úmido e tendem a congestão nos seios nasais e em outras partes do
corpo onde concentram muitos mucos. Sua energia é superior a dos outros tipos e podem fazer jejuns
prolongados de alimentos sem se perturbarem; ao contrário de Pitta que só pode fazer jejuns curtos e Vata
não fazer. Atraem sem esforço a prosperidade e é provável que desfrutem do acúmulo de riquezas.

FUNÇÕES FISIOLÓGICAS NORMAIS DE KAPHA:


- Lubrifica e umedece.
- Dá firmeza às juntas.
- Dureza e estabilidade.
- Fortifica o caráter e a determinação.
- Serenidade nos empreendimentos.
- Tônus muscular firme.
- Potência sexual.
- Força física.
- Compaixão e livre de inveja.

DESEQUILÍBRIOS TÍPICOS DE KAPHA:


- Desordens respiratórias.
- Aumento da produção de urina, fezes e saliva.
- Desordens digestivas.
- Metabolismo pobre.
- Redução da capacidade mental.
- Fraqueza e letargia.
- Repentinas mudanças de gosto.

SUBDOSHA DE KAPHA
Alambak, Kladak, Bodhak, Tarpak, Slashak

Alambak kapha: Localizado no coração, peito e base das costas. Mantém a força do peito, pulmões e
costas. Produz musculatura forte e protege o coração.
Desequilíbrio: problemas respiratórios de todos os tipos, letargia e dores lombares.

Kladak kapha: Reside no estômago; quando os alimentos passam do estômago em forma não digerida,
Kladak amassa os alimentos e os empurra para Jataragni. Mantém úmida a parede do estômago e é essencial
para digestão.
Desequilíbrio: enfraquecimento da digestão (vagarosa ou pesada).
Tarpak kapha: Localizado nas cavidades dos seios nasais, na cabeça e no fluido espinhal. Atua na
cabeça onde trabalha para lubrificar a maquinaria dos órgãos sensoriais (ouvidos, olhos, olfato e tato).
Desequilíbrio: congestão dos seios nasais, polinize, dores de cabeça devido à sinusite, diminuição do olfato
e embotamento geral dos sentidos.

Bodhak kapha: Reside na língua; permite discriminação aos sabores dos alimentos permitindo o que
deve ser aceito ou rejeitar.
Desequilíbrio: enfraquecimento das papilas gustativas e as glândulas salivares. Quando o paladar
enfraquece, o corpo fica mais sujeito a outros problemas de kapha como a obesidade, alergia aos alimentos,
congestão das membranas mucosas e diabetes.

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Slashak kapha: Encontra-se em todas as articulações do corpo lubrificando-as com uma substância
chamada líquido sinovial.
Desequilíbrio: juntas fracas, doloridas ou com líquidos. Quando vata está em excesso resseca as juntas e
provoca a artrite. Quando pitta está em excesso, esquenta e inflama as juntas, causando sintomas de
reumatismo.

OS SETE DHATUS (tecidos)


O corpo humano é constituído por sete elementos básicos e vitais chamados dhatus. A palavra sânscrita
dhatu significa “elemento construtor”. Esses sete elementos são responsáveis pela total estrutura do corpo.
Os dhatus mantêm as funções dos diferentes órgãos, sistemas e partes vitais do corpo. Seu desempenho é
muito importante no desenvolvimento e nutrição corporal.
Os dhatus também são parte do mecanismo protetor biológico. Com a ajuda de agni, são responsáveis pelo
mecanismo imunológico. Quando um só dhatu é deficiente, ele afeta o próximo, pois cada dhatu recebe sua
nutrição da anterior.
Tanto quanto os Doshas, também são formados pelos 5 elementos. Se um dhatu se alterar, todos os outros
serão afetados, gerando desequilíbrio em cadeia. Durante os estados normais (exceto durante a reprodução)
esses tecidos nunca são eliminados do corpo. Este não pode perder nenhuma dessas substancias vitais. Se a
perda acontece, os resultados serão doenças graves.
Durante o processo de metabolismo, os tecidos estão separados das excretas. O assim chamado alimento
digerido, a base primordial de dhatus passa por sete fases evolutivas sucessivas, durante as quais a energia
potencial aumenta em cada uma.
O corpo é sustentado por Prana e pelos alimentos, que influenciam os tecidos tanto quanto a mente.. Ambos
são transmutados em essência cósmica , através dos processos físicos de ingestão, digestão, assimilação e
evacuação. Assim, respiração e alimentação tornam-se a fonte eterna da procriação.
A ingestão de alimentos saudáveis é essencial para a qualidade dos nutrientes responsáveis pela sustentação
dos Dhatus. Também é relevante que os pensamentos sejam tranqüilos, que a mente esteja livre de
pensamentos negativos, os quais contaminam até mesmo o melhor e mais saudável alimento. Enquanto a
bioenergia é a causa das doenças, os tecidos do corpo são os lugares onde as doenças se manifestam. Em
geral, a energia de Kapha é responsável por todos os tecidos do corpo, principalmente pelo plasma,
músculos, gordura, ossos, tecidos do óvulo e do sêmen.
Perturbações em quaisquer desses dhatus, enfraquecem os tecidos que se desenvolvem subseqüentemente.

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Prana

Rasa Shukra

Rakta Majja

Mamsa Asthi

Meda

1- Rasa (plasma) contém os nutrientes que advêm da comida digerida e nutrem todos os tecidos, órgãos e
sistemas.

2- Rakta (sangue) governa a oxigenação em todos os tecidos e órgãos vitais e mantém a vida.

3- Mamsa (músculo) cobre os órgãos vitais frágeis, desempenha os movimentos das articulações e mantém
o vigor físico do corpo.

4- Meda (gordura) mantém a lubrificação e oleosidade de todos os tecidos.

5- Asthi (osso) dá suporte à estrutura do corpo.

6- Majja (medula e nervos) preenchem os vãos ósseos e transportam os impulsos motores e sensoriais.

7- Shukra e Artav (tecidos reprodutores) contém os ingredientes de todos os tecidos e são responsáveis
pela reprodução.

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1) Plasma- Água promove nutrição de todos os outros tecidos.

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Rasa dathu é a substância fundamental do corpo e é mais facilmente comparada à linfa. Esse líquido que
contém proteína circula por todo o corpo e fornece alimento a todo tipo de tecido.O plasma provém fluidos
para o corpo, mas reside principalmente no coração, nos vasos, sistema linfático, pele e nos tecidos moles.
O resultado de um Rasa dathu satisfatório é vitalidade, impulso ao movimento, beleza e alegria.
Rasa pode ser traduzido como “alegria de viver” ou essência vital.
Quando rasa dhatu está diminuído a pele fica seca, áspera, gera sensação de fadiga, taquicardia e certa
sensação de vazio no coração.

Quando em excesso, Kapha fica aumentado no corpo, com maior produção de muco, saliva e bloqueios dos
canais do corpo. Tecidos secundários, leite e fluxo menstrual.

2) Sangue- Fogo e água promovem a respiração celular e o aquecimento do corpo.


Rakta dhatu as pessoas com boa quantidade de sangue irradiam energia e possuem amor e confiança.
Deficiências causam palidez, hipotensão, pele seca e rachada.
Excessos causam doenças de pele, abscessos, hepatomegalia, esplenomegalia, hepatite, pele vermelha.

Tecidos secundários, complementares (Upadhatus), as secreções provenientes de cada tecido, vasos


sanguíneas e tendões.

3) Tecido muscular – Terra e água formam as estruturas e mobilidade dos músculos.

Mamsa Dhatu – Gera a pele e os ligamentos.


Deficiência: magreza do quadril, pescoço e barriga, fadiga e insegurança.
Excesso: tumores, irritabilidade, agressividade.
Tecidos secundários - ligamentos e pele

4) Tecido Adiposo- Água mais refinada, sutil.


Meda Dhatu
Deficiência- fadiga, estalar das juntas, enfraquecimento dos cabelos, unhas, ossos, dentes.
Excesso de obesidade, fadiga, fraqueza sexual, baixa auto-estima e medo.
Tecido secundário:adiposidade abdominal

5) Tecido Ósseo- Formado por Terra (minerais) e água (porosidade).


Asthi dhatu
Deficiência: fadiga, dor nas juntas, dente fraco, cabelo e unhas fracas.
Excesso: físico grande, juntas doloridas, artrite.
Tecido secundário: dentes

6) Medula óssea e tecido nervoso - Água ainda mais sutil, com poder de conduzir estímulo
nervoso e Terra, que dão consistência ao Sistema nervoso.
Majja dathus
Deficiência: juntas doloridas, vertigem. Impotência, vazio, angústia, olheiras.
Excesso: Peso nos membros inferiores, infecção nos olhos, feridas que cicatrizam com dificuldade.
Tecido secundário: fluido ocular, lágrimas.

7) Tecido reprodutor Formado por água

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Shukra dhatus
O papel do tecido reprodutor é criar vida nova. Shukra literalmente significa “sêmem”, mas também se
refere em geral ao óvulo e aos fluidos geradores. Também se refere à toda forma de reprodução no corpo.
Um déficit no tecido reprodutor leva à diminuição da força, falta de ejaculação ou ejaculação demorada,
impotência, reações imunológicas insatisfatórias, dor nas costas e região lombar, secura das membranas,
mucosas, insegurança e falta de libido.
Muito shukra e impulsos sexuais extremos levam a acessos de raiva, também pode alterar no homem o
fluído seminal e dilatar a próstata.
O tecido reprodutor secundário é chamado de Ojas, cujo conceito veremos posteriormente.
Importante é notar que este tecido mantém o funcionamento do sistema auto-imunológico. A proteção
imunológica só é garantida se uma quantidade suficiente de shukra está presente. A atividade sexual
exagerada diminui shukra e não é por nenhum acidente que, o vírus da aids se alastra rapidamente entre
pessoas que tem uma atividade sexual exagerada e entre aqueles cujo tecido corporal é destruído
sistematicamente pelo uso de drogas. O tecido reprodutor só é formado depois que todos os outros tecidos se
desenvolveram e amadureceram suficientemente. O Ayurveda ensina que a excitação sexual extrema da
mocidade leva ao desenvolvimento prematuro de shukra. Se crianças ou jovens já estão expostos a atividade
sexual, a conseqüência é o dano permanente aos ossos, nervos e outros tecidos.
Limitamo-nos a falar dos sete tecidos do corpo e lembramos que o potencial do tecido subseqüente sempre é
superior ao que o precedeu.
O plasma se torna sangue, este se torna tecido muscular, o tecido muscular se torna tecido adiposo, este se
torna tecido ósseo, o qual por sua vez se torna medula óssea, que se torna tecido reprodutor. O último tecido
shukra é o que tem maior potencial.

OS SROTAS (CANAIS DO CORPO)


Do Sânscrito – Sru = Fluir
Srotas são os canais, poros ou sistemas que transportam ou circulam os doshas e dathus ou seus elementos
para os vários órgãos. Durante esse processo de circulação os dathus são transformados do primeiro ao
último tecido (de rasa até shukra). Os srotas incluem veias (sira), artérias (rasayani), capilares (rasavahini),
ductos (nadi), passagens (pantha), tratos (marga), espaços dentro do corpo (sharirachidra), ductos [abertos
numa extremidade e fechados na outra] (sanvritasanvrita), residência (sthana), recipientes (ashaya),
domicílio (niketa). Eles são áreas visíveis e invisíveis nos tecidos do corpo. Doenças desses srotas criam
adulteração dos tecidos que residem neles ou passam através deles: por exemplo, a adulteração de um, leva
a depleção do outro.
Canais de nutrição -
- para ar (sistema respiratório)
- para o alimento
- para água (pelo corpo inteiro)
Canais para o metabolismo dos tecidos correspondentes a cada um dos sete Dhatus

Canais de excreção
- para o suor (glândulas sudoríparas)
- para a urina
- para as fezes (intestinos)

Para a preservação de uma fisiologia saudável, os srotas devem estar sempre livres e desobstruídos, assim
qualquer parte do organismo encontra-se bem conectada com todas as outras partes e a integridade do

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organismo como será mantida como um todo. Para isto, o Ayurveda recomenda uma terapia que consiste de
procedimentos específicos de purificação e rejuvenescimento chamada Panchakarma.

Relacionados à Nutrição –
Pranavaha srotas conjunto de canais por onde flui o Prana, através da respiração e circulação sanguínea.
Estão relacionados a todos os canais do Sistema respiratório. Estão localizados nos órgãos da respiração, no
coração e no cólon. São bloqueados quando impulsos naturais do corpo são reprimidos ou quando é ingerida
muita comida gordurosa. Os sintomas são: respiração rápida, problemas respiratórios.
Annavaha srotas canais que conduzem alimentos, através do sistema digestivo, da boca até o ânus. Têm
origem no estômago e lado esquerdo do corpo. É o principal canal do corpo. São obstruídos através de
refeições irregulares, alimentos impróprios e má digestão. Os sintomas são: cólica, vômito, digestão lenta e
sede anormal.
Ambhuvaha srotas canais que conduzem água ou regulam o metabolismo da água no corpo. Representam
o fluir da água, sua absorção, excreção e manutenção. Governam a assimilação da água, circulando onde
houver água no corpo. Estes canais transportam soro, que são fluídos que contém proteína, parte do plasma
que não coagula e a linfa, que têm o seu próprio sistema de canal e que trocam os fluídos entre os tecidos.
Originam-se no palato e pâncreas, situando-se nas gengivas, no tecido mole da boca e no pâncreas e são
principalmente responsáveis pelo metabolismo do açúcar. Obstrui-se pelo consumo excessivo de álcool,
clima excessivamente quente e perturbação na digestão.

Relacionados com os tecidos- 7 Sistemas de Canais


Rasavaha srotas - transportam o plasma e são relacionados com os sistemas linfático e circulatório. São
fundamentais para a nutrição geral do organismo. Sua obstrução ocorre por ingestão de alimentos
gordurosos, frios e pesados e pelas preocupações e angustias.
Raktavaha srotas – transportam o sangue e são relacionados ao Sistema Circulatório. Sofrem obstrução
pelo excesso de álcool, clima muito quente, alimentos picantes e oleosos.
Mamsavaha srotas – transportam fibra muscular. Originam-se nos ligamentos e pele, estando próximos aos
tendões e fibras musculares. São obstruídos pela má digestão, dormir após a refeição, sedentarismo, causam
veias varicosas e atrofia muscular.
Medavaha srotas - transportam a gordura. Têm origem nos rins e estão situados no abdome. São
obstruídos por sedentarismo, álcool, alimentos gordurosos, causam sudorese, gengivas embranquecidas e
sede excessiva.
Ashtivaha srotas cuidam do tecido ósseo, tendo origem nos tecidos gordurosos e coxas, pois os maiores
ossos longos estão nas coxas. Situados em todo corpo, especialmente em área pélvica
Majjavaha srotas transportam fluido cérebro espinhal, fluidos do cérebro e da medula, encontrados nos
ossos e nas juntas. Têm origem nos ossos e articulações. Se desequilibram depois de um machucado, da
tensão da estrutura óssea e após a alimentação de difícil digestão. Os sintomas de sua obstrução são: dor nas
juntas, tonteira, e desmaios.
Sukravaha srotas transportam o sêmen e os óvulos. Têm origem nos testículos e útero, sendo relacionados
à próstata e secreções vaginais durante a atividade sexual da mulher. São bloqueados por impulsos
inoportunos excessivos ou impulsos sexuais reprimidos. Os sintomas são: impotência, espermorragia,
ejaculação demorada.

Relacionados com a excreção

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Swedavaha srota estes canais transportam o suor. Relacionados com as glândulas sudoríparas e sebáceas.
Localizam-se nos tecidos adiposos e nos folículos do cabelo. Uma pessoa acima do peso tende a transpirar
em excesso. A sua obstrução se deve a atividade física excessiva, na alternância entre os alimentos quentes
e frios e na tensão psicológica.

Purishavaha srota Estes canais eliminam as fezes do corpo. Estão situados no cólon e no reto. A sua
obstrução deve-se ao excesso de comida antes que a refeição anterior tenha sido digerida. Os sintomas são:
constipação, flatulência, fezes com mau cheiro.

Mutravaha srota Canais que eliminam a urina pela uretra. Relacionados a todo sistema urinário. São
obstruídos quando a pessoa ignora a vontade de urinar e ao invés disso se alimenta ou continua uma relação
sexual, por exemplo. Os sintomas incluem: urinar em excesso ou de modo incompleto e constipação
intestinal.

Relacionados com a Mente

Manovaha srotas Canais sutis por onde fluem os pensamentos e emoções. É o sistema mental relacionado
ao Sistema nervoso, associado ao tecido nervoso (Majja). Manovaha srota liga o corpo físico ao mental.

Srotas relacionados ao sexo feminino

Arthavaha srotas canais que conduzem menstruação e secreções sexuais femininas. São produzidos entre a
menarca e a menopausa. Sua origem é no útero.

Stanyavaha srotas canais que conduzem leite materno, relacionados ao Sistema de lactação.
Ambos canais estão intimamente relacionados.

O fluxo dos 16 canais (Srotas) é feito por pulso e quem controla o movimento é Vata. A relação dos
estados mentais Vata é que controlam os Srotas. Bloqueio emocional provoca estagnação e bloqueio dos
Srotas.
Mêdo contido é um bloqueio das eliminações.
Raiva provoca bloqueio e má nutrição.
O fluxo excessivo dos pensamentos leva ao excesso de fluxo dos Srotas.
A meditação é fundamental para os tratamentos Ayurvédicos e bom fluxo de todos os Srotas.

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TIPOS DE CANAIS
CANAIS DE ENTRADA DE NUTRIENTES
...........................................................................................................
Pranavaha- Canal de Prana Sistema Respiratório
Anavaha- Canal de Alimentos Do Esôfago ao intestino grosso
Ambhuvaha- Canal de Água Paladar, Pâncreas, rins

CANAIS DE NUTRIÇÃO DOS TECIDOS


.............................................................................................................
Um canal para cada um dos 7 tipos de tecido
Rasavaha Srotas - transportam Plasma
Raktavaha Srotas - transportam sangue
Mamsavaha Srotas - transportam fibra muscular
Medavaha Srotas - transportam gordura
Ashtivaha Srotas - cuidam do tecido ósseo
Majjavaha Srotas - transportam fluido cérebro espinhal
Sukravaha Srotas - transportam sêmen e o óvulo

CANAIS DE ELIMINAÇÃO (excreção)


......... ...................................................................................................
Mutravaha- Canal rinário Rins e Bexiga
Purishavaha- Canal das fezes Cólon e reto
Swedavaha- Canal do Suor Gordura e folículos pilosos

CANAL RELACIONADO À MENTE


.............................................................................................................
Manovaha – por onde fluem os pensamentos e emoções
A mente também é considerada como um canal, que penetra em todas
as partes do corpo.

CANAIS FEMININOS
..........................................................................................................................
Arthavaha- transportam menstruação e secreções sexuais
Stanyavaha- transportam leite materno

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Vata - Pitta - Kapha


Srotas Lugar de Origem Fatores que Desequilibram
Prana Vaha Srotas: canais que levam o Coração, cavidade torácica e Supressão de necessidades naturais,
ar de fora para dentro do corpo. cavidade abdominal. fome e exercícios.
Anna Vaha Srotas: canais que Estômago Alimentos indigestos
transportam os alimentos.
Ambhu Vaha Srotas: canais que Palato e pâncreas. Calor, indigestão, álcool, alimentos
transportam água. secos, sede excessiva
Rasa Vaha Srotas: sistema condutor do Coração e veias Peso em geral, frio, alimentos
plasma. oleosos, excesso de preocupações.
Rakta Vaha Srotas: canais por onde a Fígado e baço. Alimentos e bebidas quentes, oleosos e
hemoglobina circula. irritantes, exposição ao fogo e ao sol
Mansa Vaha Srotas: canais por onde Ligamentos e pele. Alimentos pesados, dormir logo
transporta os nutrientes dos músculos. após as refeições
Meda Vaha Srotas: canais por onde Rins e tecido adiposo do Falta de exercícios, cochilos
transporta os nutrientes dos tecidos da abdome diurnos, alimentos que engordam
gordura.
Asthi Vaha Srotas: canais que Tecido ósseo e tecido Exercícios que irritam e friccionam
transportam os nutrientes para adiposo (gordura) os ossos
construção do tecido ósseo.
Majja Vaha Srotas: canais que Ossos e juntas. Excesso de líquidos, atrito, e
transportam os nutrientes da construção supressão na medula óssea,
da medula. alimentos secos
Shukra Vaha Srotas: canais que Testículos e ovários. Intercurso prematuro, supressão da
transportam os nutrientes de construção necessidade sexual, sexo em
dos tecidos reprodutivos. demasia
Mutra Vaha Srotas: canal que elimina a Rins e bexiga Supressão de urina; Comer , beber
urina ou ter intercurso, quando há necessidade
de urinar
Purisha Vaha Srotas: canal de cólon e reto Supressão da necessidade de defecar,
eliminação das fezes. refeições exageradas, ter uma nova refeição,
antes que a anterior tenha sido digerida
Sweda Vaha Srotas: canais de Tecido adiposo e folículos Excesso de exercícios, calor, raiva, apego,
eliminação do suor. capilares medo, ingerir alimentos quentes ou frios
no momento inadequado.
Arta Vaha Srotas: canal de eliminação Útero, hormônios, Nutrição inadequada (excesso ou falta),
da menstruação. Menstruação Raiva, medo, ansiedade, sexualidade F/E
Stanya Vaha Srotas: canal que secreção Mamas A principal causa é a falta da sucção
do leite materno adequada pela criança.
Mano Vaha Srota: Canais sutis por onde .Mente Pensamentos negativos, pessimismo,
fluem os pensamentos e as emoções. mente muito ativa;
emoções descontroladas.

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OS PILARES DA SAÚDE
Tratar do equilíbrio do próprio corpo depende de apropriada nutrição, descanso e exercício. Trabalhar com
estas áreas de manutenção assegura uma vida longa e produtiva. Com o avançar da idade, equilibrar estes
fatores torna-se incrivelmente difícil. A falta de exercício acarreta uma série de problemas físicos e
emocionais. Podemos considerar três princípios básicos para a saúde: O primeiro é a dieta correta; o
segundo é a meditação e o terceiro, atividade sexual equilibrada. Visto por um outro ângulo, os três
princípios são: dieta correta; sono adequado e atividade física progressiva.

A ROTINA DA DIÁRIA
Dina Charya
Dina Charya significa rotina diária. Para a boa saúde o Ayurveda recomenda que se siga um programa.
- Acordar cedo
- Lavar a boca, raspar a língua.
- Escovar os dentes com algum elemento que seja picante, salgado, amargo e ácido.
- Limpar os olhos, ouvidos e nariz.
- Meditar
- Fazer exercícios regulares
- Banhar-se
- Almoçar com a mente limpa.
- A noite, sempre tomar uma leve refeição antes de ir para a cama.
- Não dormir de estômago cheio.
As escovas feitas com galhos de neem são muito boas, pois logo pela manhã neutralizam o muco pesado e
doce que se forma na boca.. Mas sabemos que as pastas de dentes doce, usadas no ocidente, aumentam essa
mucosidade e portanto não são apropriadas. Segundo Navayavana Dasa, deve-se começar a rotina diária a
noite. É necessário descansar o corpo para equilibrar os doshas. O sono regulado ajuda a prevenir
enfermidade e a perda de peso. Dormir durante o dia incrementa kapha e controla vata; dormir em demasia
pode causar distúrbios mentais, enquanto que dormir em momentos inadequados pode causar a perda de
apetite, febre, sinusite e dores de cabeça. Dormir durante o dia, em geral é necessário durante o verão
quando os dias são longos. Nessa estação pode-se dormir a sesta.
A pessoa que tem insônia e é incapaz de dormir a noite, tem problemas de vata. Para aliviar este distúrbio do
sono, recomenda-se o seguinte programa:
- Massagear a nuca, pescoço e plantas dos pés com óleo de gergelim.
- Colocar duas á três gota desse óleo morno nos ouvidos.
- Tomar banho com água morna.
- Tomar um copo de leite quente com ½ colher de café de ghee.
Ao levantar-se pela manhã, deve-se espreguiçar a fim de fazer sair os doshas do centro do corpo,
principalmente do coração onde permaneceram durante o sono. Em seguida deve-se urinar e defecar, e se
não pode fazê-lo, deve permanecer agachado durante alguns minutos para estimular o apana vata, o ar vital
que controla e eliminação desses resíduos. Depois de escovar os dentes, deve-se raspar a língua com
raspador de ouro, prata ou cobre para eliminar o muco acumulado na língua e reativar o sistema linfático
eliminando o mau odor da boca.
Para cuidar da garganta se recomenda fazer gargarejo com água morna, uma pitada de sal marinho, um
grama de ácido ascórbico (vitamina C) e um pouco de ghee; essa composição se recomenda para prevenir
enfermidades da garganta e um excelente preventivo para cantores. Pode-se também bochechar com óleo de
gergelim morno, melhorando as condições da gengiva e nutrindo os dentes.
O banho matutino deve-se começar com água morna e terminar com água fria. Deve-se evitar usar água
quente na cabeça, se tiver que usar, que seja breve, pois pode perturbar Vata. No primeiro momento do
dia não se deve reprimir impulsos naturais como defecar, urinar, espirrar, cuspir excesso de muco

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localizado na garganta e nos pulmões; esses são malas que Vata elimina do corpo, se reprimi-los estará
desequilibrando os três doshas aumentando as possibilidades de doenças. Uma vez por semana, deve-se
limpar as fossas nasais com uma técnica chamada Jala Kriya. Deve-se defecar antes de começar algum
exercício. Se possível, deve-se aumentar progressivamente a capacidade física. Após exercícios físicos,
recomenda-se sempre uma massagem relaxante; As massagens podem começar por duas direções
dependendo do estado da pessoa, e o dosha que está em desequilíbrio; a primeira é começar pelos pés e
subir pela coluna até terminar na cabeça; A outra é começar pela cabeça, descer pela coluna e terminar nos
pés. O primeiro sentido, é mais indicado para pessoas obesas, ou quando está retendo muito líquido no
corpo; o outro sentido é mais indicado para pessoa fadigadas e crianças. O óleo de gergelim e o de
mostarda, são considerados bons óleos para os dias frios e para pessoas de constituição kapha e Vata; o
óleo de coco é bom para os dias quentes e para pessoas de constituição Pitta. O óleo brahmi que é o
mesmo que o Centelha Asiática, o Amla, e o Hintaje, são excelentes óleos para massagear a cabeça. Não
se deve fazer massagem em pessoas que tem febre, diarréia, inchação ou infecção. Após uma massagem a
pessoa pode tomar uma sauna e em seguida uma ducha fria; deve-se também comer algum alimento
Madhura rasa (doce ou reação doce). As massagens melhoram a pele, o tônus muscular, os vasos
sangüíneos e a circulação. Exerce um efeito relaxante sobre a pele e sobre o sistema nervoso melhorando a
visão, induzindo ao sono sadio, e retardando o envelhecimento. Mantendo limpas as aberturas dos sentidos
limpa-se também os doshas. Por esta razão, a higiene externa afeta o equilíbrio interno e a saúde do corpo.
As práticas de Yoga físico como (Hatha Yoga), são de extrema importância para o equilíbrio geral do
corpo e da mente; inclui nessas práticas os asanas (posturas), pranayamas (respiração controlada),
relaxamento e meditação. Se tiver que tomar refeições a noite, deve-se fazer uma caminhada antes de
dormir par estimular a circulação propiciando maior digestão; dormir até as 22:00 horas e acordar antes do
sol nascer.
Outras dicas interessantes:
- Uma colher de café de uma mistura de ghee, gengibre e açúcar mascavo é excelente para ascender
- agni (a energia que controla jataragni o fogo da digestão).
- Beber lassi com gengibre e cominho ajuda a digestão.
- Um copo de leite morno, com gengibre e cardamomo, tomado na hora de dormir é nutritivo para o
corpo e acalma a mente.
- Jejuns muito prolongados não são saudáveis, a menos que seja indicado por um especialista
- ayurvédico.
- Tomar água em excesso e sempre gelada reduz a resistência do corpo, aumenta os mucos e pode
lavar a obesidade.
- Guardar água em vasilha de cobre, tornará a água boa para o fígado e o baço.
- Olhar para sol no poente por cinco minutos aumenta a visão.
- Olhar para uma chama de vela pela manhã e no final da tarde por 10 minutos melhora a visão.
- Durante a febre não comer e observar um jejum de chá de gengibre.
- Passar óleo de gergelim nas solas dos pés antes de dormir, produz um sono calmo e profundo.
- Não dormir de barriga para baixo.
- Não ler na cama pois isso pode prejudicar a visão , criar problemas na coluna.
- Má respiração pode indicar constipação, digestão pobre, uma boca não higiênica e toxinas no cólon.
- Odor fétido no corpo indica toxinas no sistema.
- Secar os cabelos imediatamente ao lavá-los previne a sinusite.
- Coceira contínua no nariz e no ânus pode ser sinal de vermes no corpo.
- Estalar as juntas pode ser prejudicial para o corpo causando desarranjo de vata.
- Masturbação constante pode ser prejudicial para o corpo pois causa desarranjo de vata.
- Não é recomendado ter relações sexuais durante a menstruação, causa desarranjo de vata.
- Sexo oral e anal são anti-higiênicos e causam desarranjo de vata.
- Sexo imediatamente após as refeições é prejudicial para o corpo.
- Depois do sexo, leite quente com castanha de caju e açúcar mascavo, promove a força e mantém a
energia sexual.
- Evitar fazer qualquer exercício físico como yoga, ou correr durante a menstruação.

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Rutu Charya:
Rutu charya, significa adaptação às estações do ano.

Inverno: É a estação que agrava Vata. O fogo digestivo é muito mais alto durante esta estação tornando
os alimentos pesados mais facilmente digeríveis. Evitar alimentos leves, bebidas geladas e não se expor ao
vento. Ingerir mais alimentos que aqueçam. Vestir-se com roupas que aqueçam. Cana de açúcar, óleos,
arroz, água quente, e leite e seus derivados promovem longevidade quando ingeridos no inverno. A terapia
Panchakarma sugeridas é o: Basti.

Primavera: É uma estação que aumenta Kapha e os mucos irão aparecer para construir o corpo. Evitar
alimentação pesada e gordurosa, sabores azedo, doce, dormir durante o dia. Será benéfico se seguir um
estilo de vida com exercícios físicos, aroma terapia, fazer gargarejos com elementos de sabor picante e
salgado. Receber massagem com óleos e tomar banho com água morna. As terapias Panchakarmas
sugeridas são: O Vamana e o Nasya.

Verão: É a estação que aumenta Pitta. É quente e seca, causando desidratação, exaustão e perda de
energia. É a estação que normaliza Kapha; e Vata quando não sofrer desidratação sob o efeito do calor. Os
alimentos devem ser frios, fluídos, a dieta deve ser leve e livre de alimentos picantes e azedos, ingerir sucos
frios, ghee, leite, arroz e doces. É sugerido exercícios leves, tomar banhos frios e nadar. Não se deve
permanecer por muito tempo exposto aos raios solares. Devido ao fato das noites serem curtas, o sono
durante a tarde pode ser observado, principalmente para vata e pitta; kapha pode descansar, mas não dormir,
para não baixar seu metabolismo. A terapia Panchakarma sugerida é o: Virechana.

Estação das chuvas: É a estação que agrava Kapha e Vata. O agni que já foi despertado pelo efeito
seco causado durante o verão, é acentuado nesta estação. Durante a estação das chuvas, o clima torna-se
frio, com ventos. Estas condições agravam os três doshas. É importante seguir uma dieta mais precisa,
devido a esta estação ser transitória, sofrendo efeitos que desequilibram os doshas pela transição do verão
para o outono. Evitar bebidas frias, e alimentos que contenham muita umidade. Deve-se adicionar mel aos
alimentos e as bebidas. Ingerir sopas de grãos, vinhos medicados e alimentos fermentados. As terapias
Panchakarmas sugeridas são: O Basti, o Vamana e o Nasya.

Outono: O Pitta que foi agravado na estação das chuvas, tem sua condição agravada, como resultado do
repentino aquecimento dos raios solares. É sugerida a terapia de redução de Pitta. Ingerir ghee, alimentos
com sabores amargo, adstringente e doce, facilmente digeríveis. A dieta deve conter os seis sabores para o
equilíbrio de Pitta e conseqüentemente, os outros dois doshas se beneficiarão. É recomendado que se tome
mais ar fresco noturno, principalmente após o jantar. Usar sândalo em pó ou óleo, e usar pérolas para
refrescar Pitta. A terapia Panchakarma sugerida é: O Virechana.

O ciclo do dia: do nascimento do sol até as 10:00 horas da manhã é o tempo de kapha. Devido a
predominância de kapha nesse momento a pessoa se sente energizada e fresca, mas com um pouco de peso.
Na metade da manhã kapha lentamente se transforma em pitta. Das 10:00 horas da manhã ao meio dia,
quanto pitta é secretado, a fome aparece e a pessoa se sente leve e quente. Ao entardecer, do almoço até as
14:00 horas, é o momento em que vata aparece e a pessoa se sente ativa, leve e suprida. No começo do
anoitecer novamente kapha aparece é o período do ar fresco, de inércia e de pouca energia. Então as 22:00
horas até a madrugada, pitta aparece e é o momento para o alimento ser metabolizado. Antes do nascer do
sol, novamente vatta aparece e cria movimento. As pessoas devem acordar e fazer as descargas naturais dos
malas. Nesse período o desjejum deveria ser tomado entre as sete e oito horas. As pessoas de pitta e vata
devem tomar o desjejum contudo, desde que isto ocorra no período de kapha. Já as pessoas de constituição
kapha não devem comer nada pela manhã. A melhor hora para comer o almoço é no inicio do tempo de
pitta , que é entre 10:00 e 11:00 horas da manhã. É melhor comer quando o sol está logo acima. Comer a
noite, altera a química do corpo, o sono pode ser perturbado. Se o alimento for tomado entre 18:00 e 20:00,

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o estômago já estará vazio e o sono poderá ser profundo. Se a hora de comer for mudada, o equilíbrio criado
por esses ritmos, será abalado e esta drástica mudança poderá gerar doenças. O conceito de tempo não só
incorpora as mudanças do relógio, do calendário, das estações do ano, mas também as fases da lua e ciclo do
sol. Todas essas mudanças estão relacionadas com os humores do corpo. Como sabemos a astrologia
engloba o ciclo de todos os planetas para estudar os períodos favoráveis e desfavoráveis sob suas influencias
na vida das pessoas.
O sol está relacionado com a consciência e lua com a mente, que cria mudança nos estados emocionais e
mentais.
A lua é a deusa da água, portanto governa kapha, os atributos da lua são: frescor, branco, lentidão. Durante
a lua cheia kapha é agravado no corpo e o elemento água é estimulado no ambiente externo. Neste momento
a água do oceano cria altas ondas. Pessoas que tem kapha relacionado com asma ou epilepsia, sofrerão mais
ataques durante a lua cheia, as mulheres terão mais fluxo menstrual; Já no período da lua nova, a energia
solar se torna mais intensa.
Cada planeta está relacionado com algum órgão do corpo. Por exemplo:
Marte está relacionado com o sangue e o fígado. Saturno está relacionado com os nervos, músculos e ossos.
Vênus, está relacionado com a tireóide.
Mercúrio governa a capacidade da razão.
De acordo com os movimentos desses planetas, também se vê afetado os doshas.
O tempo governa não somente os movimentos planetários, mas também os ciclos de vida humana.
O movimento do tempo na vida individual é um ciclo de kapha – pitta - vata. O ayurveda ensina que existe
três idades muito importante na vida de um ser humano. Infância, maturidade, e a velhice. A infância é o
tempo de kapha, e a criança poderá sofrer muitas desordens desse dosha, como congestão nos pulmões,
resfriados, secreção de mucos, etc.. Seu único alimento até os seis meses de idade é o leite materno. Este
período de kapha se estende até os dezesseis anos aproximadamente. Dos dezesseis aos cinqüenta anos é o
período que predomina pitta, onde prevalece a vitalidade. As desordens de pitta nesse período são mais
acentuadas como, stress, ansiedade, raiva, desordens digestivas, problemas na visão, irritação.
Na velhice predomina o período vatta, que é um período bastante frágil devido as desordens relacionadas ao
sistema nervoso, tremores, dificuldade de respirar, artrite e perda de memória etc...
Sad Vrita - cultura mental
O ayurveda explica de forma muito eficiente que muitos estados patológicos na verdade têm origem
psíquica. Sem dúvida que há um desenvolvimento patológico das doenças, mas sua origem é mental
emocional.
Os dois doshas mentais que interferem nesse processo, estão relacionados com raja e tamaguna. Uma
pessoa de vata predominante é considerada suscetível a ter uma psique rajásica, e aquela de natureza kapha,
apresenta temperamento tamásico.
Um estudo da medicina ayurvédica mostra que a ansiedade e a ira são os dois poluentes mentais que mais
colaboram para o surgimento das doenças.
As recomendações gerais para que um remédio ou um tratamento seja eficiente são:
Seja nobre em seus pensamentos e atos. Tenha compaixão por todos os seres vivos.
Não perca energia em conversas em vão, fale a verdade sempre.
Deixe os pensamentos negativos, cultive sempre a amizade.
Evite a auto tortura, a auto piedade e a auto degradação.
Faça os seus deveres cuidadosamente sem olhar para os resultados.
Mantenha a mente em equilíbrio tanto no sucesso quanto no fracasso.
Tenha respeito pelo estudo e queira estudar. Cultive paciência e perdão.
Todas as doenças são consideradas primeiramente nascidas no inconsciente baseado na tese da identidade da
mente e do corpo. O Ayurveda acredita que qualquer distúrbio físico ou mental pode se manifestar em
esferas somáticas ou psíquicas através dos doshas.
A ira, a raiva e a irritação, por exemplo afetam as funções do fígado, que tem uma estreita relação com pitta
dosha. A insegurança , o medo, a ansiedade e a instabilidade estão relacionadas com os rins e os sistema
nervoso central, e que tem uma estrita relação com vata dosha.

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A indolência, a inércia, o desânimo, a angústia e o apego estão relacionados com os pulmões, intestinos e
articulações, e tem uma estreita relação com kapha dosha.
Mantra as vibrações do Universo
A relação entre som e forma tem fascinado filósofos e cientistas desde os mais remotos tempos. Os
ensinamentos espirituais orientais incluíram um estudo desta relação na ciência da metafísica. No Oriente
acredita-se que todo o universo visível originou-se de um som primordial que se diferenciou em
aproximadamente 50 energias matrizes, ou vibrações durante o processo de expansão exterior. Assim, tudo
que podemos perceber é ligado a um som primordial.
Os ensinamentos tântricos referem-se a quatro estágios distintos de emanação de som: - som não manifesto,
- som em fase de manifestação, - som luminoso descendente, - som abafado, o último dos quais também tem
uma forma. O som não manifesto é conhecido como insonoro, sem nenhuma vibração, é comparável ao
momento imediatamente anterior à formação de um pensamento na mente. O “Narada Purana”, um texto
que lida particularmente com as propriedades do som, diz que os “sons sonoros” dão prazer, enquanto os
sons insonoros conduzem a libertação.
Os iogues da antigüidade descobriram muitas das relações naturais entre aspectos do mundo dos fenômenos.
Seus anos de meditação solitária ajudaram-nos a abstraírem-se das atividades físicas, emocionais e mentais,
permitindo-lhes, então, perceber a realidade como ela é.
Reconheceram um determinado número de “sons-semente” ou vibrações de som matriz, que poderiam ser
combinados para produzir uma série de mantras.
Um “Mantra” é um protetor da mente, utilizado para expandir a consciência. Há três estágios no uso de um
mantra: - o estágio exterior, no qual o som é pronunciado em voz alta; - o estágio médio, no qual é
pronunciado com voz suave (quase inaudível); - e finalmente o estágio interior, no qual ele é repetido em
silêncio pela mente. O terceiro estágio é mais poderoso, porém é necessário começar com a repetição do
som em voz alta para que suas vibrações ressoem junto e transformem as vibrações contidas dentro de cada
Chakra (centros vitais de energia do corpo humano e também de qualquer corpo material). Cada Chakra, por
exemplo, é um Yantra, e cada um deles tem seu próprio Mantra.

MANTRA OM
Em uma escritura hindu, o “Mundaka Upanishad”, aparece a bela declaração em que o OM é o arco, a
flecha é o ser individual e Deus é o alvo. Com o coração tranqüilo, faça pontaria; liberte-se no Supremo,
assim como a flecha se perde no alvo, o OM é o barco que permite a uma pessoa atravessar os rios do medo;
OM é o poder criativo em evolução; OM é o som do amor verdadeiro; todos os outros mantras derivam e
voltam para o Mantra Supremo. Sua forma e sua força merecem ser conhecidas e aperfeiçoadas. Uma
análise deste mantra mostra-nos uma composição tríplice, as universais três forças unificadas. Estas partes
diferenciam-se nos sons “A”,”U” e finalmente “M”. O OM ou AUM deve ser cuidadosamente pronunciado,
usando-se toda a boca, com um tom profundo para os homens e um tom alto para as mulheres. Os textos
dizem que a primeira parte “A” deve ser curta; a parte seguinte “U” um pouco mais longa, e finalmente “M”
profundamente longa. O mantra OM precede todos os grupos complexos de mantras. É o suporte do qual
emanam todas as coisas criadas, o som original de “Brahma”, o Criador. Pode ser praticado silenciosa ou
vocalmente, mas em ambos os casos deve-se acreditar que a vibração OM permeia todo o seu ser. O OM
ajuda a purificar os aspectos físicos, emocionais, mentais e sutis do ser e traz com ele muitos outros
benefícios. Pode-se usar o símbolo do om na entrada da casa ou na entrada de qualquer ambiente, onde este
seja nobre; por exemplo: ambientes onde se pratica Yoga, meditação, música e de criação.

O PODER DAS GEMAS PRECIOSAS NO AYURVEDA E NA ASTROLOGIA

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As pedras sempre fizeram parte na vida das pessoas nas diversas civilizações. De uma maneira estética, elas
sempre exaltaram a posições nobres, os que a usaram. Outros com mais conhecimentos de seus poderes
utilizavam nos rituais tântricos, nas interpretações astrológicas e os antigos Vaidyas (médicos védicos) para
intensificar ou direcionar a energia vital para diversas finalidades, como na magia, poderes psíquicos e até
mesmo na recuperação da saúde, a qual será nosso principal tema.
A totalidade do processo de evolução representa uma constante interação entre os opostos, Sol e Lua – Agni
ou Soma. O conceito Védico de Hiranyagarbha, o Embrião Dourado na água eterna, indica claramente a
formação do mundo fenomenal pelos dois elementos – fogo e água – representando o princípio masculino e
feminino. De algum modo o fogo parece ter sido o início do mundo de nomes e formas. Ele flui sob a forma
de lava, trazendo consigo todos os minerais e a força elemental da natureza, que mais tarde se transformou
em matéria orgânica através do processo da condensação. Esta última aliada à cristalização dos minerais
produziu cristais rochosos coloridos conhecidos como pedras preciosas. Todas elas com exceção do coral e
das pérolas representam a mais pura e refinada consolidação de minerais que se formaram devido ao calor e
à pressão extremos no interior do corpo da terra liquefeita.
Todas as pedras preciosas são, portanto energia em forma cristalina. Elas são altamente sensíveis e
radioativas. Absorvem e transmitem energia sob a forma de freqüências por serem compostas de minerais
que emitem cargas elétricas a uma elevação de pressão, que irradiam no calor pouco intenso e que brilham
não apenas a partir do seu interior quando a fonte de luz é removida como também no escuro, na presença
da luz ultravioleta.
A natureza química das pedras preciosas as coloca num contato íntimo com o homem. Elas são cristais de
substâncias químicas límpidas e purificadas, também encontradas no corpo humano. Seu campo
eletromagnético influencia o ambiente de forma bastante sutil; sua pureza faz com que sejam fontes
límpidas de energia eletroquímica do organismo humano. Além disso, servem também de ionizadores. Seu
contato com o campo eletromagnético do corpo é bastante facilitado quando as gemas são engastadas em
eletrólitos puros como o cobre, a prata e o ouro, e usadas como anéis ou outras formas de adornos. Sua
utilização na forma de anéis torna-se importante, devido à interação eletroquímica dos dois corpos – o do
corpo humano e o da gema. As articulações são naturalmente as partes mais ativas do corpo, onde há uma
maior concentração da rede de fibras nervosas e de linfa.
As fibras nervosas e a linfa funcionam em conjunto como os assimiladores de energia emitida pelas gemas
preciosas. Através do suave e permanente contato com a pele, elas acarretam mudanças na química do corpo
em decorrência da sua interação como o campo de energia deste, que é permeado por um complexo campo
eletroquímico.
A gema atua no corpo humano de duas maneiras muito distintas, a fisioquímica, ou seja, eletroquímica, e a
outra é prânica, ou seja, a força vital, quer sejam na forma de jóias, quando são recomendadas pela
astrologia, ou na forma de óxidos, quando são recomendadas pela Ayurveda ou Tantra.
As gemas estão diretamente ligadas e influenciam os Sete Dhatus. O Kurma Purana, uma das escrituras que
descrevem partes do conhecimento referente às gemas e seus poderes, afirma que as gemas preciosas foram
criadas a partir dos sete diferentes tipos de raios de luz que emanam dos sete principais planetas do nosso
sistema solar. Cada gema é influenciada diretamente por um planeta, da mesma forma que cada gema
influencia diretamente cada um dos Sete Dhatus.

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PLANETA GEMA MANTRA


Sol Rubi AUM BRING HAMSAH SURYAYE NAMAH AUM
Lua Pérola AUM SOM SOMAYE NAMAH AUM
Marte Coral AUM BAUM BHAUMAYE NAMAH AUM
Mercúrio Esmeralda AUM BUM BUDHAYE NAMAH AUM
Júpiter Safira Amarela AUM BRIM BRAHASPATAYE NAMAH AUM
Vênus Diamante AUM SHUM SHUKRAYE NAMAH AUM
Saturno Safira Azul AUM SHAM SHANAISHCHARAYE NAMAH AUM
Rahu Hessonita AUM RAM RAHUVE NAMAH AUM
Ketu Olho de Gato AUM KAIM KETAVE NAMAH AUM

DHATU GEMA PLANETA


Rasa / linfa
Rakta / sangue Coral / Rubi Marte / Sol
Mamsa / músculo Safira Amarela / Topázio Júpiter
Meda / gordura Hessonita Rahu
Asthi / osso Diamante / Safira Azul Vênus / Saturno
Majja / medula Esmeralda Mercúrio
Shukra / tecido reprodutor Pérola Lua
No Garuda Purana , um dos livros que contam a epopéia Védica, demonstra uma história de como as pedras
surgiram no planeta e como influencia no corpo humano.
Nas páginas do livro está escrito que o Rei Demônio Bali que se tornou invencível em decorrência da sua
austeridade e boa conduta; certa vez ele derrotou todos os deuses e semideuses que moravam no céu. Indra
assumiu então a forma de um brahmi e foi até Bali disfarçado de sacerdote mendicante, porque Indra sabia
que o primeiro havia alcançado o poder como resultado de suas boas ações. Indra, fingindo-se de brahmin,
pediu uma esmola a Bali, que ele concordou em dar. Indra, contudo, não lhe havia dito especialmente o que
queria. Quando Bali lhe perguntou o que desejava, depois de dar a palavra de que daria qualquer coisa que
quisesse, este disfarçado, disse que queria executar seus ritus de sacrifício e que gostaria que ele (Bali) se
transformasse no animal que iria ser sacrificado.
Bali, na sua generosidade, atendeu ao pedido de Indra e assumiu a forma do animal (búfalo) a ser imolado.
Nessa hora então, os deuses e os semideuses o sacrificaram. Bali, por ter ofertado seu corpo com
benevolência em prol de uma ação nobre, tornou-se puro, e seu corpo se transformou nas nove gemas
preciosas de 84 tipos diferentes. Entre elas, nove são as mais conhecidas e utilizadas referentes aos planetas.

- Nos lugares da terra onde caíram os ossos formaram-se minas de diamantes.


- Onde caíram os dentes, formaram-se pérolas.
- Seu sangue evaporou-se à luz do dia. Ravana, poderoso rei-demônio de Singhal Dweep (Sri Lanka),
impediu-o de subir fazendo com que caísse num rio do seu país. A partir desse dia, o rio passou a se
chamar Ravan Ganga, e do leito desse rio surgiram os rubis.
- Sua bílis estava sendo conduzida por Vasuki, o rei das cobras, quando o deus águia Garuda o atacou
forçando-o a deixá-la cair sobre a terra, o que deu origem às esmeraldas.
- Seus olhos caíram sobre a terra transformando-se safiras azuis.
- Sua pele caiu nas montanhas do Himalaia transformando-se safiras amarelas e brancas.
- Seu som transformou-se em olho de gato.
- Seu sêmen transformou-se em hessonita, ou pedra canela.
- Seus intestinos transformaram-se em coral.
- Sua gordura transformou-se em quartzo.

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- Os braços e outras partes do corpo transformaram-se em outras gemas preciosas e semi-preciosas.
- O resto do seu corpo transformou-se em ágata.

O uso dessas gemas preciosas em forma de pêndulos, amuletos, anéis e colares, acompanhando do seu
emprego por via oral, sob a forma de pasta, pó ou óxido, acarreta melhores resultados e antecipa a
recuperação do paciente. Os resultados positivos resultantes do uso das gemas sob diversas formas, só terão
se os alimentos que forem ingeridos estiverem de acordo com a dieta do paciente. Se não for dada a devida
atenção à dieta, as gemas preciosas ou qualquer outro medicamento não poderão ser tão úteis quanto
poderiam ser aliados à alimentação adequada.

GEMAS PARTES DO CORPO DE BALI DOENÇAS QUE PODEM SER CURADAS


Diamante Ossos Doenças gerais dos ossos
Pérola Dentes Piorréia
Rubi Sangue Doenças do sangue
Esmeralda Bílis Doenças da Bílis
Safira Azul Olhos Problemas da visão
Olho de gato Som Doenças relacionadas com a fala; distúrbios
nas cordas vocais.
Safira amarela Pele Doenças da pele, lepra.
Turmalina Unhas Doenças das unhas
Hessonita Sêmen Distúrbios seminais
Lápis-lazúli Radiância Cura a icterícia, melhora a visão.
Quátzo Gordura Debilidade, tuberculose, doenças do baço.
Ágata Todas as outras partes do corpo Dá brilho ao corpo

Outras indicações para o uso das gemas preciosas


em forma de pasta ou óxido
No Ayurveda, os óxidos e as pastas das gemas preciosas tem outros efeitos diferentes do uso na
Astrologia, por exemplo:

Diamante: é útil em todos os tipos de distúrbios causados pelos três doshas; na tuberculose; nos
problemas causados pela gordura, obesidade, colesterol, diarréia crônica, distúrbios estomacais, disenteria
crônica, impotência e infecções viróticas. É útil também na epilepsia, paralisia, insanidade, hérnia,
senilidade precoce, esterilidade e doenças uterinas. Fortalece o corpo, afasta a fraqueza mental, diabete e
icterícia; é empregado nos casos de angina pectóris, circulação deficiente, anemia, debilidade nervosa,
deficiência visual, distúrbios menstruais, leucorréia e sensações de queimação no corpo.

Perola: é utilizada para problemas dos olhos e do peito, fraqueza geral, tuberculose, coração fraco, tosse,
febre baixa, soluço, ilusões de fantasmas ou maus espíritos, sangramento do nariz, fraqueza mental,
problemas urinários. Ajuda no tratamento bilioso, e acidez. A pasta de pérola é utilizada para produzir o
sono saudável. Cura o desgosto, a raiva, a tensão, os problemas causados por se ficar muito tempo acordado,
reduz o excesso de fogo, a insolação, a letargia, a incapacidade de pensar, o tom da voz, o mau hálito, o mau
cheiro do corpo e o temperamento irritadiço. Equilibra os distúrbios de Kapha e Pitta.

Rubi: o óxido de rubi é utilizado para a impotência, perda seminal, problemas do coração, distúrbios de
Pitta e Vata, perda de sangue, redução da visão, indigestão, febres prolongadas, perda de apetite, diabete,
pressão sangüínea alta e baixa, problemas mentais, raiva, intolerância, ansiedade, excesso de coragem,
disenteria crônica, tosse seca, problemas do aumento de Kapha, envenenamento, debilidade e medo.

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Esmeralda: O óxido de esmeralda é aplicado para aumentar ojas, nos casos de febre, o estado de coma,
os vômitos, a sede, nos envenenamentos, distúrbios da bílis, acidez, asma, icterícia, constipação,
hemorróidas, e inchaços nos órgãos internos. É especialmente aplicado nos casos de Pitta exacerbado com
intolerância zero. Estimula a memória, favorece a longevidade.

Safira Azul: O óxido é um poderoso remédio para as febres crônicas, asma, muco, hemorróidas,
epilepsia, histeria, neurite, dor nas articulações, insanidade, fraqueza mental e cerebral, perda de memória.
Aumenta o fogo digestivo e fortalece Shukra Dhatu; desenvolve ojas, e o poder prânico. Cura os males dos
três doshas. Transmite leveza e é excelente para o coração. É utilizada também para a calvície, doenças da
pele, enxaqueca, azia, gota, reumatismo, dilatação do estômago.

Safira Amarela: Este óxido é vermicida, ele também intensifica a bílis, fortalecendo o organismo,
equilibra Pitta, e por consequência, equilibra os outros dois doshas. É bom para o vômito, sensação de
ardência, problemas do sangue, hemorróidas, lepra, fortalece o fogo gástrico, cura a icterícia, gastrite,
constipação, flatulência, tosse, resfriados, asma, sangramento do nariz, tuberculose, fraqueza geral. Cura os
males causados pela perda de líquido seminal.

Coral: O óxido é aplicado nos tratamentos de tosse seca – usar com açúcar em pó.
- tosse com muco, para expectorar – deve ser tomado com açúcar mascavo
- se precisar secar – deve ser tomado com mel.
- Febre baixa – tomar com sitopiladi choorna e mel.
- Falta de ar com febre baixa – tomar com mel.
- Febre recente – com mel.
- Debilidade e deterioração de dhatu – tomar com banana madura.
- Fraqueza generalizada – com folhas de bétel.
- Leucorréia - com leite de vaca não fervido.
- Problemas de Vata – com suco de mangericão e mel.
- Fratura óssea – com mel.
- Distúrbios da bílis – com ghee, açúcar cande, geléia de amla.
- Problemas nos olhos – usar com ghee, açúcar cande e leite.
- Dor de cabeça – usar com leite cozido junto com pasta de amêndoa.
- Icterícia – usar com ghee e açúcar.
- Rakta Pitta (quando o paciente sangra pelo ânus ou pelo nariz ou na urina) – usar com geléia de amla
ou com shyavanaprash.

Olho de Gato: O uso do olho de gato como pedra ornamental, pela astrologia são as seguintes
indicações. Aumenta a força física, o fulgor, a capacidade de resistência, a riqueza, e a alegria de possuir
descendência. A pessoas alcança a vitória sobre seus adversários e se salva de ferimentos causados por
armas e acidentes. Ele elimina a pobreza e cura as doenças causadas por Ketu mau posicionado. O indivíduo
favorecido pelo olho de gato, nunca é punido pelo governo e seus inimigos secretos não conseguem
conspirar contra ele. O olho de gato apresenta uma mudança radiânica e cor de sua estrutura, que a pessoa
que estiver usando, percebe os sintomas das doenças em seu corpo. Antes da febre, o olho de gato terá uma
aparência ressequida; antes de uma gripe, uma aparência úmida.

Hessonita (pedra canela ou zircão): O óxido é aplicado nos casos de gastrite aguda, distúrbios do
muco – Kapha, e da bílis – Pitta, tuberculose, icterícia, doenças causadas por pouco fogo digestivo e perda
de paladar. Desequilíbrio de Vata reduzido ou muito aumentado; hemorróidas, febre com tosse, mau hálito,
tumores reumáticos, inchaços do útero, falta de ojas – brilho na pele, constipação e cólicas decorrentes da
flatulência.

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DIAGNÓSTICO
De acordo com Charak Samhita, o Ayurveda era uma interpretação lógica científica na qual a teoria do
tridosha era enumerada juntamente com manejo de vata, pitta e kapha. A natureza era vista como uniforme,
e o conhecimento racional era privilegiado em relação ao sobrenatural. Simpósios eram mantidos pelos
praticantes para expressar opiniões e chegar a uma verdade consensual. O Senhor Atréia presidia todas as
conversas.
Ao invés de analisar e nomear milhões de partes do corpo e doenças Charak Sanhita sustenta que é a
felicidade e a infelicidade que resultam na saúde e na doença respectivamente. A pessoa saudável ou
holística é denominada Purusha, ou divindade eterna. As causas das doenças são deha-manasa, ou razões
psicossomáticas; a mente afeta o corpo e o corpo afeta a mente. Portanto, a visão “parcial” não tem lugar e
sattwavajaya, ou psicoterapia holístca, tem suas origens na ciência ayurvédica. Ayurveda então, é visto
como um método altamente apurado e personalizado de analisar as constituições de doenças das pessoas; ele
recomenda e proporciona terapias suaves, naturais e efetivas.
Personalização do processo de cura é uma exclusividade que o Ayurveda traz para o campo holístico da
saúde. Dos insights dos sábios védicos, nós aprendemos que as pessoas são diferentes e devem ser
individualmente tratadas. As pessoas são constituídas de várias combinações dos cinco elementos. Algumas
têm mais ar no seu sistema, outras têm mais fogo e outras são feitas predominantemente de água. Ainda
existem outras combinações de Fogo e Ar, Fogo e Água, ou Ar e Água, e algumas têm a mesma quantidade
dos três elementos.
Portanto, um indivíduo de constituição com predomínio de Ar deve tomar menos Ar e mais Fogo e Água.
Uma pessoa com excesso de Água, precisa reduzir a ingestão de Água e aumentar os elementos de Fogo e
Ar na dieta e estilo de vida.

Ayurveda repousa totalmente na natureza da saúde, enquanto que as terapias ayurvédicas apenas ajudam no
processo de cura. Swabhavoparama (retrocesso pela natureza) é o método de utilização de ervas, dieta,
estilo de vida e outras terapias para retornar a mente e o corpo de volta ao seu estado natural de equilíbrio.

ETIOLOGIA: CAUSA DE TODAS AS DOENÇAS


Todas as doenças são causadas pelo agravamento dos doshas. Este agravamento é causado pela ingestão de
dieta imprópria e por levar um estilo de vida inadequado à sua natureza (Mithya Ahar Vihar). As três causas
das doenças são o uso excessivo, insuficiente, ou impróprio dos Sentidos, Ações e Fatores Sazonais.

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O diagnóstico procede-se em três etapas:


1. Determinar a constituição elementar (dosha ou prakrutti).
2. Compreender a causa elemental da doença (vikrutti).
3. Aplicar as recomendações terapêuticas para equilibrar os elementos causadores da doença, sem causar
desequilíbrio no dosha (constituição).
Prakruti – É a sua constituição energética determinada no momento da fecundação, os sete tipos básicos:
V, P, K, KV, KP, PV, KPV.
Vikruti – Os desequilíbrios podem se manifestar como doenças externas nos aspectos físicos, psíquicos e
sociais da nossa vida.
Para propor um tratamento primeiro deve-se determinar qual aspecto em desequilíbrio que está mais
evidente – a queixa fundamental.

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Aspectos físicos e de comportamento dos doshas
Aspecto Vata Pitta Kapha
Ossatura Fina moderada grossa
Peso Baixo moderado pesado
Pele seca, fria, áspera, escura macia, oleosa, morna, pálida, grossa, oleosa, fresca,
avermelhada ou amarelada pálida e branca
Cabelo preto, seco, enrolado macio, oleoso, loiro, castanho grosso, oleoso, ondulado,
ou ruivo escuro, brilhante
Dentes protuberantes, tortos, frágeis tamanho moderado, fortes e brancos
amarelados e gengiva macia
Olhos pequenos, secos, marrom ou penetrantes, agudos, verdes, grandes, atrativos, azuis
preto cinzas ou amarelos com cílios grossos
Apetite variável, escasso bom, intolerável, excessivo lento mas estável
Sabores doce, azedo, salgado doce, amargo, ácido picante, amargo, ácido
Sede Variável excessiva rara
Eliminação seca, dura, constipada macia, oleosa e solta grossa, oleosa, pesada e
lenta
Atividade muito ativo moderada letárgico
física
Mente incansável e ativa agressiva, e inteligente calma e lenta
Temperamen temeroso, inseguro, agressivo, irritável, e ciumento calmo, apegado e avarento
to emocional imprevisível
Fé Mutável fanática estável
Memória boa memória recente e pobre aguda lenta mas prolongada
memória remota
Sonhos temerosos, voando, pulando, fogo, ira, violência, guerras aquosos, rios, oceanos e
correndo lagos, românticos
Sono raro e interrompido pouco mas profundo pesado e prolongado
Fala Rápida aguda e cortante lenta e monótona
Status pobre e gasta muito dinheiro moderado, gasta em luxurias rico e gasta muito com
financeiro rapidamente alimentação
Pulsação como a de uma cobra fraca moderado e pula como um lenta e se move como um
sapo cisne

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Passos Para Determinar a Constituição:


1- Observação: estrutura física; a imagem da pessoa é: V, P, ou K

2- Fatores metabólicos:
a) Apetite: é fundamental para o diagnóstico. A falta ou excesso é sinal de desequilíbrio. Um sinal de
bom resultado do tratamento é a volta do apetite natural.
b) Dieta: muita massa e gordura = kapha. Muita carne e pimenta = pitta. Muito alimento seco = vata
c) Circulação: pele muito vermelha ou pálida, varizes, inchaço, formigamento nos dedos, problemas
em rakta.
d) Excreções: urina, fezes e suor. Muito mal cheiro (principalmente suor) = excesso de pitta . Pele
seca/ pouco suor = vata. Pele fria e úmida / suor constante = kapha. Diarréia = pitta.
Constipação = vata. Lento = kapha.

3- Força geral: ojas, vitalidade ou imunidade.


Sensação de calor e frio, resistência a doenças.

4- Aspecto mental e emocional: qual a reação da pessoa quando sob pressão:


a) irritação = pitta
b) ansiedade = vata
c) melancolia = kapha

5- Mental e espiritual: Sattwa, Raja e Tama

O PROGRAMA DE TRATAMENTO CONSISTE:


1 Meditação – 2 Mantra – 3 Ervas – 4 Alimentação – 5 Rotina Diária - 6 Panchakarma
Todas essas técnicas funcionam bem quando usadas em conjunto, pois os efeitos são sinérgicos, (um
aumenta o outro). O tratamento terá um bom resultado desde que você defina o desequilíbrio e o tratamento
adequado; a escolha de um óleo inadequado para a massagem pode agravar o problema.

O diagnóstico (Prakruti ou Vikruti) é feito através de:


1- Observação: Observe a estrutura física, a cor da pele, a maneira como ela fala, sorri, faz gestos; olhe,
sinta, cheire, perceba; deixe que a pessoa fale a vontade para que você possa senti-la.

2- Toque: Sentir a textura e temperatura da pele. Palpação abdominal.


Entrevista: Quando o questionário é respondido pela própria pessoa, ele geralmente é uma auto-
análise subjetiva, que tende a mascarar aspectos “negativos”, então você deve dirigir o questionário e
investigar como a pessoa reage em situação de stress

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DETERMINANDO SEU DOSHA


A constituição básica de cada indivíduo é determinada no momento da concepção.
Na hora da fertilização, uma única unidade masculina, o espermatozóide, une-se com um único elemento
feminino, o óvulo.
No momento desta união, a constituição do indivíduo é determinada pelas permutações e combinações do
ar, fogo e água corporais que se manifestam nos corpos dos pais.
Cada um de nós possui os três humores biológicos: contudo, a proporção deles varia de acordo com o
indivíduo. Comumente, um tipo de humor predomina, e deixa sua marca característica na nossa
personalidade.
Ao fazer o teste, atente para qual humor você se identifica mais; isso em geral indica sua constituição.
Lembre-se de que, até mesmo quando você se enquadrar numa única categoria, terá suas características
pessoais. Esses tipos são uma base para o tratamento mais específico, e não devem ser convertidos em
estereótipos.
Para responder o questionário das próximas 3 páginas, leia a pergunta, e escolha de 1ou 2 se a pergunta for
totalmente ou parcialmente ausente em sua vida. Escolha 3 ou 4 se a pergunta for razoavelmente presente
em sua vida. Escolha 5 ou 6 se a pergunta for presente ou totalmente presente em sua vida.
No final de cada questionário, soma-se os números escolhidos e obterá o resultado individual de cada
Dosha. Compare os três resultados e obterá o resultado final. O número maior irá determinar sua
constituição, e pode também obter as combinações dos Doshas: V – P – K – VP – VK – PV – PK – KV –
KP – VPK.

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Vata Não se aplica Se aplica as vezes Se aplica quase sempre

1. Exerço as atividades rapidamente. 1 2 3 4 5 6


2. Não tenho facilidade para 1 2 3 4 5 6
memorizar coisas e lembrá-las
mais tarde.
3. Tenho vivacidade e entusiasmo
por natureza. 1 2 3 4 5 6
4. Sou magro e não ganho peso com
facilidade. 1 2 3 4 5 6
5. Sempre aprendo novas coisas com
muita rapidez. 1 2 3 4 5 6
6. Meu modo de andar é leve e rápido. 1 2 3 4 5 6
7. Costumo ter dificuldade em tomar
decisões. 1 2 3 4 5 6
8. Tenho tendência a formar gases
e à prisão de ventre. 1 2 3 4 5 6
9. Costumo ficar com as mãos e os
pés frios. 1 2 3 4 5 6
10. Sinto freqüentemente ansiedade
e preocupações. 1 2 3 4 5 6
11. Não tolero tão bem o clima frio
quanto a maioria das pessoas. 1 2 3 4 5 6
12. Falo rapidamente e meus amigos
me acham loquaz . 1 2 3 4 5 6
13. Meu estado de espírito muda
facilmente e sou emotivo por
natureza. 1 2 3 4 5 6
14. Tenho freqüentemente dificuldade
em adormecer e meu sono não é
profundo durante a noite. 1 2 3 4 5 6
15. Costumo ficar com a pele ressecada
principalmente no inverno. 1 2 3 4 5 6
16. Minha mente é muito ativa e
agitada, mas também tenho muita
imaginação. 1 2 3 4 5 6
17. Meus movimentos são rápidos e
ágeis, sinto a energia surgir
repentinamente. 1 2 3 4 5 6
18. Sou facilmente excitável. 1 2 3 4 5 6
19. Aprendo com rapidez, mas também
esqueço com facilidade. 1 2 3 4 5 6
20. Sozinho, durmo e me alimento
irregularmente. 1 2 3 4 5 6

Total de pontos de Vata.......................

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Pitta Não se aplica Se aplica as vezes Se aplica quase sempre

1. Considero-me muito eficiente. 1 2 3 4 5 6


2. Tenho tendência a ser preciso e
ordenado nas atividades. 1 2 3 4 5 6
3. Tenho força de vontade e modos um
pouco enérgicos. 1 2 3 4 5 6
4. Sinto mais desconforto no calor do
que as outras pessoas. 1 2 3 4 5 6
5. Tenho tendência a transpirar
1 2 3 4 5 6
facilmente.
6. Mesmo não demonstrando sempre
irrito-me ou me envaideço com
facilidade. 1 2 3 4 5 6
7. Não me sinto bem se perco ou
atraso uma refeição. 1 2 3 4 5 6
8. Meu cabelo pode ser descrito por
uma dessas características
ou mais: grisalho ou calvo
precocemente fino, liso, loiro, ruivo,
ou quase branco. 1 2 3 4 5 6
9. Tenho bom apetite, se quiser
posso comer muito. 1 2 3 4 5 6
10. Muita gente me considera teimoso. 1 2 3 4 5 6
11. Meu intestino funciona
regularmente; tenho mais
tendência à diarréia que à prisão
de ventre. 1 2 3 4 5 6
12. Fico impaciente com facilidade. 1 2 3 4 5 6
13. Costumo ser perfeccionista nos
detalhes. 1 2 3 4 5 6
14. Enfureço-me facilmente, mas
esqueço logo. 1 2 3 4 5 6
15. Gosto de sorvete, bebidas e
alimentos gelados. 1 2 3 4 5 6
16. Costumo achar um ambiente
quente demais e não frio. 1 2 3 4 5 6
17. Não tolero comida muito quente
ou apimentada. 1 2 3 4 5 6
18. Não sou tão tolerante nos
desentendimentos quanto gostaria. 1 2 3 4 5 6
19. Gosto de desafios e sou muito
determinado a conseguir o que quero. 1 2 3 4 5 6
20. Costumo ser muito crítico com os
outros e comigo mesmo. 1 2 3 4 5 6

Tota de pontos de Pitta.......

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Kapha Não se aplica Se aplica as vezes Se aplica quase sempre

1. Minha tendência natural é fazer


tudo vagaroso e tranqüilamente. 1 2 3 4 5 6
2. Tenho mais facilidade em ganhar
peso do que a maioria das pessoas
e perco muito vagarosamente. 1 2 3 4 5 6
3. Sou de disposição calma e não
me irrito facilmente. 1 2 3 4 5 6
4. Posso perder uma refeição sem
sentir grande desconforto. 1 2 3 4 5 6
5. Tenho tendência à excesso de
muco catarro, congestão nasal
crônica, asma ou sinusite. 1 2 3 4 5 6
6. Preciso de pelo menos oito horas
de sono e freqüentemente mais. 1 2 3 4 5 6
7. Tenho sono profundo. 1 2 3 4 5 6
8. Sou tranqüilo por natureza e não
costumo me enfurecer. 1 2 3 4 5 6
9. Não aprendo tão facilmente
quanto os outros, mas guardo o
que sei e tenho memória longa. 1 2 3 4 5 6
10. Tenho tendência a engordar e
armazeno gordura com facilidade. 1 2 3 4 5 6
11. O clima frio e úmido me
incomoda. 1 2 3 4 5 6
12. Meu cabelo é espesso, escuro e
ondulado ou crespo. 1 2 3 4 5 6
13. Tenho pele macia, fina e um
pouco pálida. 1 2 3 4 5 6
14. A estrutura de meu corpo é forte e
sólida. 1 2 3 4 5 6
15. As seguintes palavras me
descrevem bem: sereno, amável,
afetuoso, e generoso. 1 2 3 4 5 6
16. Tenho digestão lenta e sinto
peso após a refeição. 1 2 3 4 5 6
17. Tenho grande resistência física
e um nível bem equilibrado de 1 2 3 4 5 6
energia.
18. Costumo andar com passos lentos e
medidos. 1 2 3 4 5 6
19. Costumo dormir demais; acordo
atordoado e começo as atividades
do dia quase sempre vagarosamente. 1 2 3 4 5 6
20. Como devagar e sou lento e 1 2 3 4 5 6
metódico em meus atos.
Total de pontos de Kapha....................

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Análise do Pulso / Nadi Pariksha


Em um nível além de nossas células, tecidos e órgãos, encontra-se uma grande atividade quase
imperceptível. Ela forma padrões tão complexos, sutis e importantes para a existência quanto o Som
Primordial, e podem ser percebidos pelo tato. Cada célula envia um sinal particular ao coração pela corrente
sangüínea. Esses sinais separados são condensados em uma freqüência portadora, o pulso, que pode ser
decodificado para expor o que acontece em cada dosha, e mais precisamente em cada órgão.

Observe os ítens:
1- Qualidade da onda: predomina sobre o local.
V. oscila vertical e lateral
P. sobe e desce rápido
K. demora para subir e demora para descer
2- Local:
V. dedo indicador
P. dedo médio
K. dedo anular
3- Freqüência / pulso cardíaco
V. acima de 80 b.p.m. (5 bat. p/ 1 resp.)
P. entre 65 e 80 b.p.m. (4 bat. p/ 1 resp.)
K. abaixo de 65 b.p.m. (3 bat. p/ 1 resp.)
4- Profundidade: onde você sente melhor a pulsação. O pulso superficial e profundo, indica o grau de
ojas.
V. superficial, (muito superficial e fino, indica baixa energia, não acumula e se cansa logo )
P. média
K. profunda, (onda mais constante)
5- Força: com que ele empurra seu dedo para cima.
V. pouca
P. média
K. muita
6- Regularidade
V. irregular
P. regular
K. mais regular

Tomando o pulso:
Ao tomar o pulso, o terapeuta detecta o estado da saúde do paciente; a profundidade do desequilíbrio e a
capacidade de recuperação do dosha avaliado. O pulso está intimamente ligado ao tipo de corpo. Um kapha
típico costuma ter o pulso lento e deslizante simbolizando um cisne. O pulso de pitta é mais rápido,
vigoroso e vibrante, lembrando uma rã. O pulso de vata é o mais apressado, irregular e até ondulante, por
essa razão lembra o serpentear de um cobra.
Aprender a perceber a doença pelo pulso é uma habilidade médica, mas qualquer pessoa pode familiarizar-
se com o próprio pulso e ir captando ensinamentos fascinantes sobre as variações dos doshas com o decorrer
do tempo. Para encontrar a artéria radial, ache primeiro o estilete radial, a ponta saliente do osso do pulso
logo abaixo do polegar. Apoie o dedo indicador logo acima desse ponto, e encontre a artéria radial. Alinhe,
então, os três dedos e pressione até sentir os três pulsos diferentes.

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Para tomar o pulso, terapeuta e paciente devem estar sentados com os


braços apoiados confortavelmente.

Pulso Vata
O dedo indicador está sobre o pulso de vata que pulsa irregular, rápido e serpenteando como uma cobra.

Pulso Pitta
Posicione o dedo médio logo abaixo do estilete radial e sinta o pulso de Pitta que é vibrante, forte, e pula
como uma rã.

Pulso Kapha
Posicione o dedo anular ao lado do dedo médio e sinta o pulso kapha. (como a artéria radial se aprofunda ao
se afastar do pulso, isso pode dificultar sua tomada; você pode sentí-lo tocando um pouco mais profundo.

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Diagnóstico pela língua


A língua é o órgão do paladar e da fala. Percebemos o gosto através da língua quando ela está molhada;
quando seca não poderá perceber o gosto. A língua também é o órgão vital da fala, transmite palavras,
pensamentos, conceitos, idéias e sentimentos. O exame na língua revela a totalidade do que está
acontecendo no corpo.
Olhe sua língua no espelho. Observe seu tamanho, forma, contorno, superfície, bordas e cor. Se estiver
pálida, há um condição anêmica ou falta de sangue no corpo. Se estiver amarelada, existe um excesso de
bílis na vesícula ou indica uma desordem hepática. Se estiver azul, existe algum problema no coração.
Cada parte da língua está relacionada aos órgãos do corpo.
Quando está escura, fissurada, gosto agridoce na boca, problemas de vata.
Quando aparece amarelada ou avermelhada, gosto amargo na boca, problemas de pitta.
Quando está pálida, saliva abundante, às vezes baixa, problemas de kapha.

coluna vertebral

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Diagnóstico pelas unhas


No Ayurveda é dito que as unhas são produtos residuais dos ossos. Verifique, o tamanho, forma, superfície
e contorno delas. Repare também se são flexíveis, macias e firmes, ou frágeis e quebradiças.
Se as unhas forem secas, curvadas, ásperas e quebradiças, predominância de vata.
Se forem macias, rosadas, tenras, facilmente dobráveis e levemente brilhantes, predominância de pitta.
Quando as unhas são grossas, fortes, macias e muito brilhantes, com contorno uniforme, predominância de
kapha

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Diagnóstico pelos olhos


Olhos pequenos e que piscam freqüentemente, demonstram, nervosismo, ansiedade ou medo. Uma pálpebra
superior caída indica sensação de insegurança, medo ou falta de confiança; essas condições indicam
predominância de vata
Os olhos característicos de pitta são resplandecente e sensíveis a luz, com o branco avermelhado e com
tendência à miopia. De acordo com Ayurveda, os olhas extraem a sua energia do elemento fogo, por isso
quando pitta esta exacerbado desequilibra a visão e as desordens dos olhos.
Quando apresenta olhos grandes, bonitos e atraentes indicam uma constituição kapha.

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ANATOMIA FÍSICA
Neste curso abordaremos os seguintes sistemas:

 Sistema Esquelético
 Sistema Muscular
 Sistema Circulatório
 Sistema Linfático
 Sistema Nervoso
 Sistema Digestivo

SISTEMA ESQUELÉTICO
No corpo vivo, os ossos são estruturas
dinâmicas, plásticas e vivas; externamente
possuem uma membrana ermeada por vasos
sangüíneos, chamada periósteo e internamente
uma polpa vermelha que produz os glóbulos
do sangue, chamada medula óssea.
O dinamismo dos ossos é evidenciado também
pelo ciclo vital dos osteócitos, células ósseas
que nascem, morrem e são continuamente
substituídas por outras. Portanto, embora
apresentem elevada concentração de minerais,
os ossos não são estruturas estáticas e inertes,
mas órgãos formados por tecido vital
impregnado por sais de cálcio e outros
minerais.
Os ossos unem-se uns aos outros para
constituir o esqueleto. Esta união não tem a
finalidade exclusiva de colocar os ossos em
contato, mas também de permitir mobilidade.
A maior ou menor possibilidade de movimento
varia com o tipo de união. A articulação é a
união existente entre as partes rígidas do
esqueleto: ossos ou cartilagens.
Somente no adulto o esqueleto alcança seu
desenvolvimento definitivo, já com os 206
ossos que o compõem.

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SISTEMA MUSCULAR

Os músculos são constituídos por células


especiais, as fibras musculares, que possuem
capacidade contrátil. A velocidade de contração
varia de acordo com o tipo de tecido muscular.
Existem três tipos fundamentais de músculos : os
estriados, os lisos e o cardíaco.
Os músculos estriados são também chamados de
músculos esqueléticos, por estarem em sua maioria
fixados aos ossos do corpo. Sua estrutura básica é
composta por uma porção ativa (ventre muscular)
que corresponde ao tecido muscular. Fixando o
ventre muscular aos ossos, está a porção passiva,
constituída de tecido conjuntivo branco, brilhante
e altamente resistente, o tendão. O tendão pode ser
cilíndrico, em forma de fita, ou uma membrana
achatada (aponeurose). Formando um tubo
contínuo que protege os músculos, vasos e nervos
está a fáscia, estojo fibroso de alta resistência. Em

alguns pontos, forma fitas fibrosas


(retináculos), verdadeiros “braceletes”
encarregados de manter os tendões em
posição.

Todo músculo esquelético é preso aos ossos


em pelo menos dois pontos. Esses pontos de
fixação são chamados de origem (ponto fixo)
e inserção (ponto que se desloca).
Em adultos de atividade normal, os músculos
contribuem com cerca de 40% do peso
corporal. Em atletas, a musculatura
esquelética aumenta de volume (e peso),
graças ao aumento de espessura das fibras
musculares.
Cerca de 400 músculos esqueléticos
constituem o sistema muscular do homem.

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SISTEMA CIRCULATÓRIO
De maneira geral, o sistema circulatório é responsável pelo constante fluxo de sangue e outros fluidos
corporais. É constituído pelo coração, vasos sanguíneos, artérias, veias, capilares e o sistema linfático,
que atua como um auxiliar do sistema venoso.

CORAÇÃO
Sua principal função é bombear sangue
das veias para as artérias; esta ação
mantém o sangue circulando, carregando
nutrientes, hormônios, vitaminas,
anticorpos, calor e oxigênio para os
tecidos e retirando materiais residuais.

PULMÕES
Cada pulmão é uma rede de tubos e sacos
ocos que retiram oxigênio do ar,
devolvendo gás carbônico. Localizados
no peito, acima do músculo diafragma,
que quando contrai alargando o tórax
suga o ar para dentro dos pulmões.

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SISTEMA LINFÁTICO
Este sistema transporta nutrientes para dentro
das células e produtos residuais e partículas
estranhas para fora das células.
A linfa é encontrada por fora de todas as células
no corpo humano com exceção do cérebro,
medula óssea e musculatura esquelética
profunda. É um fluido claro ou leitoso que se
origina do escoamento dos capilares
sangüíneos. Não é um sistema independente no
sentido de que ele não tem capilares para
transportar seus fluidos independentemente,
atuando como um sistema suplementar ao
sistema vascular sangüíneo; caminha lado a
lado com o sistema circulatório e por osmose,
mistura-se ao sangue e é fornecido para o corpo
todo. Contém a maioria dos mesmos elementos
do plasma sangüíneo: proteínas, aminoácidos,
glicose, gorduras, hormônios, enzimas, sais e
linfócitos. Em quantidade, a linfa contém
aproximadamente metade da proteína que pode
ser encontrada no plasma sangüíneo com cada
região e órgão do corpo devolvendo sua própria
composição de linfa individual. Por exemplo,
vitaminas liposolúveis A, D, E e K são
absorvidas por vasos linfáticos intestinais
chamados quilíferos, que removem a gordura
dos intestinos durante a digestão. A linfa do rim
é rica em histaminase, a do fígado é rica em
proteínas, enzimas, etc. Este sistema retorna as
seroproteínas, que escapam normalmente dentro
do espaço linfático, de volta para a corrente
sangüínea; isto é uma grande quantidade de
proteínas todos os dias. O corpo literalmente
alimenta-se a si mesmo com sua própria comida
pré-processada ou linfa. Parece razoável que
uma grande diminuição deste rico fluído altere
o metabolismo corporal.
Um importante aspecto da fisiologia da linfa é
que ela contém um grande número de linfócitos
os quais são as células brancas do sangue,
responsáveis pela manutenção da resistência
imunológica circulante. Uma larga porção
destas células de combate à infecção são
formadas nos nódulos linfáticos. A descarga
destes glóbulos brancos pelo ducto torácico no
ser humano por dia é igual à quantidade destas
células no sangue.

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BAÇO – É um órgão localizado no lado esquerdo do abdômen e é parte do sistema linfático. O baço produz
anticorpos e filtra a linfa da mesma maneira que um nódulo linfático; remove e destrói hemácias defeituosas e
recicla ferro para produção de hemoglobina. O baço é um reservatório para estoque de sangue extra; ele é
envolvido em várias desordens na formação de tecidos linfáticos e sangüíneos.

TIMO – Localizado atrás do osso externo, tem como função a maturação e desenvolvimento do sistema
imunológico.

A linfa também auxilia a circulação ao


manter o equilíbrio dos fluidos no
corpo.
Os delicados vasos linfáticos podem
distender-se até mais do que seis vezes
o tamanho da veia que acompanham,
mas geralmente são apenas um pouco
mais largos. Estes vasos percorrem
uma pequena distância e então entram
em um nódulo linfático onde, se
houver qualquer bactéria, vírus,
partículas estranhas ou fragmentos
celulares na linfa eles serão engolidos
e destruídos pelas células maiores aí
presentes. Outro vaso linfático pega a
linfa fresca e limpa pelo outro lado do
nódulo e caminha em direção ao
coração. A linfa finalmente reúne-se à
corrente sangüínea na base do pescoço
onde o grande vaso coletor de linfa, o
ducto torácico, esvazia esta linfa
dentro da veia jugular e então ela se
mistura com o sangue. O fluído
excedente é removido do sangue pelos
rins e eliminado pela urina. O ducto torácico transfere entre dois a seis litros de linfa de volta para a corrente
sangüínea diariamente no homem, dependendo da sua atividade. O fluxo de linfa no ducto torácico é ajudado
por válvulas nos vasos linfáticos, pulsação da aorta, respiração (respiração profunda), aumento do fluxo de
linfa periférico (assim como na massagem e exercício), aumento da descarga de linfa pelos rins (que
acompanha a diurese), e aumento da pressão abdominal. Medidas gerais para aumentar o fluxo de linfa
incluem exercícios, retenção da respiração, permanecer em posturas invertidas (de cabeça para baixo com
relação a gravidade), e aumentar a temperatura local da pele.
O fluido linfático não é bombeado através do corpo por nenhum órgão como o coração, mas é pressionado
para frente pelas contrações dos músculos circundantes. A linfa pode se acumular nas pernas e pés, que então
ficam inchados e intumescidos; edema ou inchaço do corpo é devido, em parte, ao retorno inadequado de
linfa. A razão do fluxo da linfa depende de muitas variáveis, como por exemplo: um indivíduo que está
acamado em má condição física pode ter tão pouco como um quarto da linfa recirculando dentro da corrente
sangüínea diariamente, enquanto que um indivíduo ambulatorial ativo pode ter tanto quanto seis quartos de
linfa retornando para sua circulação em um dia. É interessante que a linfa, na sua maior parte depende da
contração muscular para fazê-la fluir de volta em direção ao coração. A linfa dos braços, pernas e cabeça não
se movimentam de maneira mensurável enquanto em repouso. É freqüentemente mencionado pelos
pesquisadores neste campo que como parte da rotina de coleta de linfa é necessário massagear a área de
interesse para conseguir um fluxo de linfa. Massagem aumenta significativamente o fluxo de linfa.

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PESQUISAS – Michael L. Gerger, M. D.


Massagem Linfática é uma técnica milenar indiana, que utiliza óleos naturais em manobras precisas e suaves,
concentradas nas vias linfáticas do corpo; os extraordinários efeitos da massagem linfática incitaram a equipe
de pesquisa médica do TRI (Tantra Research Institute) a se envolver na pesquisa para esclarecer o mecanismo
da resposta fisiológica do corpo a esta massagem e as deduções para seu uso como uma ferramenta terapêutica
para clínicos.
Massagem possui uma história interessante e tem suas raízes a pelo menos 2400 anos na Índia. Massagem
linfática, associada a tradição dos Marmas (pontos vitais), foi levada adiante na sua forma mais desenvolvida
até os tempos modernos pelos lutadores na Índia. Estes homens estão mais preocupados em manter seus
corpos em excelente condição. Os indianos antigos sentiram que os benéficos efeitos da massagem eram
mediados pelo aumento do fluxo de linfa nos vasos linfáticos e atribuíram à linfa as propriedades de aumentar
a viscosidade, nutrição, solidariedade, vigor sexual, boa mobilidade das articulações, força, paciência e
abstinência.
No ocidente, a massagem com óleo é conhecida desde os tempos bíblicos e foi indicada por muitos médicos
famosos na história da medicina Ocidental como Hipócrates, Galeno, Pare e outros; eles perceberam que ela
exercia um efeito favorável no curso da cura da doença.
Nos tempos atuais, médicos anatomistas e cirurgiões têm usado uma variedade de técnicas de contraste para
descobrir a rota exata do movimento da linfa enquanto ela retorna de cada órgão e extremidade do corpo para
o coração.
Localização por raio-X (linfagiogramas) mostra a localização exata dos vasos e nodos linfáticos.
Surpreendente o bastante, há correlação anatômica exata entre os pontos de pressão/marmas e os vasos e
nodos linfáticos como mostrados por técnica científica moderna nos movimentos de massagem do sistema
Hindu antigo.
Esta técnica de massagem é direcionada para o aumento do fluxo de linfa (na pele) assim como o movimento
de linfa nos vasos linfáticos maiores e nódulos linfáticos do corpo. As mãos estimulam suavemente o fluxo
linfático e evitam criar dor de resistência. A maioria das pessoas ficam quase adormecidas em seguida a sua
primeira massagem nos pés, ou um leve transe, desfrutando uma sensação de alívio e calma. Muitos
descobriram interessantes sensações de correntes de energia fluindo por todo o corpo.
Massagem linfática produz um número de mudanças objetivas no humor que são geralmente relaxantes por
natureza, mas precisam ser experimentadas para serem apreciadas. Ela é indolor, na verdade bastante
agradável, e pode ser facilmente executada pelo público leigo ou terapeutas profissionais.
Os nódulos linfáticos estão distribuídos de maneira não uniforme no corpo, no entanto para um terapeuta é
suficiente lembrar que eles estão localizados sob todas as articulações do corpo e que pode-se estimulá-los
pelo calor produzido por: fricção, massagem local, compressão dos marmas, respiração profunda, exercício
regular, ou por calor externo. Ao estimular o fluxo de linfa e gerar calor através da fricção e da aplicação dos
óleos, a massagem limpa e revitaliza o corpo sem causar o acúmulo de toxinas e enfraquecimento que
freqüentemente acompanha o exercício.
Massagear o sistema linfático aumenta a circulação e reduz a pressão sangüínea; esta é uma das razões para
indicar massagem para pacientes hipertensos. Ela também alivia dores e tensões e proporciona um padrão de
respiração mais natural e profundo.
A massagem linfática pode ser especificamente útil quando empregada como um sistema de cuidado de saúde
preventiva, especialmente o idoso, cujo sistema linfático está já comprometido devido ao retrocesso do tecido
linfático com o avançar da idade, diminuição do exercício diário e eficiência reduzida do coração. Por esta
única razão massagem é ideal para pessoas mais velhas cujos corpos não repõem mais tão prontamente os
fluidos vitais perdidos em exercícios vigorosos e que, devido às tensões e músculos enfraquecidos pela idade
não podem tolerar muito esforço.
Uma vez aumentado o fluxo de linfa pela massagem linfática, quais são os mecanismos teóricos causadores
dos efeitos físicos e mentais? Há muitos processos prováveis que podem estar envolvidos. Primeiro, a linfa
possui uma quantidade relativamente grande do aminoácido triptofano, especialmente quando comparado com
a ingestão da dieta. Ela igualmente possui uma grande quantidade de albumina (proteína), glicose e
histaminase. Hipotéticamente aminoácidos do sangue como o triptofano aumenta após a massagem.
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Um aumento de triptofano no plasma subseqüentemente causa um aumento paralelo no neurotransmissor
(substância química entre os terminais nervosos) serotonina, (que é feita de triptofano). Serotonina está
envolvida em muitas doenças psiquiátricas com baixos níveis deste metabólito encontrados por pesquisadores
em depressão e esquiziofrenia.
Todas as funções da serotonina ainda precisam ser elucidadas, mas a depleção de serotonina no cérebro pelo
paraclorofenilalanina (PCPA) (um inibidor da serotonina) foi mostrada por numerosos pesquisadores causar
irritabilidade, agressividade, medo anormal, tremor, arrumar-se incessante e aparente comportamento
alucinógeno em cachorros, gatos e macacos. No homem os relativamente poucos estudos disponíveis
descrevem efeitos mentais semelhantes como depressão, alucinações vívidas, paranóia, dor de cabeça severa,
ansiedade e irritabilidade após administrado PCPA. Portanto, assim que serotonina é depletada este conjunto
de respostas pode ser esperada. Administrando triptofano ligado a albumina (proteína) para o cérebro através
de dieta apropriada e massagem linfática deveria, teoricamente, aumentar o nível de serotonina cerebral. Na
prática a massagem linfática parece aliviar os sintomas como aqueles causados pela depleção de serotonina,
ansiedade, irritabilidade, etc. Isto pode bem ser um elo no processo.
Melatonina, um recentemente descoberto hormônio cerebral cujo precursor é serotonina também é sintetizado
a partir do triptofano (triptofano forma serotonina que por sua vez forma melatonina). Melatonina é
ritmicamente secretada pela glândula pineal do cérebro. Verificou-se que o triptofano radioativo acumula-se
na pineal, então podemos admitir que a pineal o usa para formar serotonina e melatonina. A glândula pineal
tem um ritmo circadiano e é sensível à luz. Durante o dia a pineal produz altos níveis de serotonina, e à noite
produz altos níveis de melatonina.
Verificou-se que a melatonina diminui a atividade da tireóide, adrenal e gônadas como também diminui os
níveis de hormônio de crescimento e hormônio estimulante de melanócitos. Em geral, melatonina diminui a
síntese protéica no hipotálamo e hipófise (pituitária), resultando numa diminuição de seis dos sete hormônios
da adenohipófise (três dos seis confirmados no homem). A melatonina diminui a atividade hormonal corporal.
Administração de melatonina à humanos resulta em sono ou sedação (dependendo da dose e via de
administração), sonhos vívidos, mudanças no EEG que se assemelham à aquelas do estado meditativo, e uma
sensação de bem estar e moderada exaltação.
Melatonina, assim como serotonina, é feita a partir do triptofano e pode ser outro meio neuroquímico que
causa os efeitos prazeirosos e calmantes que uma pessoa experimenta durante a massagem linfática.
Muitas pesquisas observaram que a linfa contém aproximadamente 30 vezes mais histaminase que o sangue.
Histaminase é uma enzima que quebra diaminas como a histamina e é encontrada mais concentrada na linfa,
rins e intestinos. Um aumento da histamina está associado a muitos processos patológicos do corpo e causa
dor de cabeça, pronunciado aumento da acidez estomacal e letargia. Histamina também é encontrada em
quantidades anormais em nódulos linfáticos dilatados e doloridos. Empiricamente foi observado que a
massagem linfática alivia músculos doloridos, isso talvez seja devido ao movimento local da linfa (aumento
da histaminase), através destes tecidos dilatados.
Se a linfa tem efeito natural de anti-histamiínico como: diminuição da acidez gástrica, alívio da dor de cabeça,
diminuição da resposta alérgica, isto pode provar ser um dos importantes efeitos da massagem linfática.
Músculos do pescoço rígidos e nódulos linfáticos dilatados (assemelhando-se a um colar de pérolas na base do
pescoço), foram notados em pacientes com quadros de esquiziofrenia e outras desordens nervosas, na
ausência de infecção nas passagens nasofaringeas. Desde que nódulos inchados indicam uma diminuição do
fluxo de linfa, neste caso para a cabeça, suspeita-se que algum grau de estase linfático está envolvida nas
desordens psiquiátricas.
A história da linfa e sua conexão com hormônios, aminoácidos, neurotransmissores, serotonina, melatonina,
histamina, etc. está sendo lentamente descoberta. Acreditamos que com apropriadas pesquisas, significativos
links serão estabelecidos entre massagem linfática, dieta, hábitos diários e química corporal, os quais irão
melhorar nossa qualidade de vida e dar aos médicos novos e valiosos recursos para terapia.

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O SISTEMA NERVOSO CENTRAL
O sistema nervoso, em geral, regula a contração muscular rápida e as atividades excretórias do corpo,
enquanto que o sistema hormonal (endócrino) regula principalmente as funções metabólicas reativas lentas.
O CÉREBRO E OS NERVOS CRANIANOS

O cérebro consiste de dois hemisférios. O


esquerdo controla a metade direita do corpo e
vice-versa. O cérebro controla tanto o sistema
voluntário quanto involuntário do corpo e o
sistema endócrino, os quais em conjunto
controlam as atividades complexas do corpo
inteiro. Há doze pares de nervos cranianos
emergindo do cérebro passando através de
foramens no crânio. Alguns são apenas
sensitivos (paladar, olfato, visão e audição)
alguns são nervos motores e outros mistos. O
mais importante dos nervos cranianos é o
nervo vago, o maior nervo do corpo inerva o
coração, pulmões e órgãos abdominais.

MEDULA ESPINHAL E NERVOS


ESPINHAIS
A medula espinhal é a continuação do
cérebro abaixo do crânio. É uma coluna de
tecido nervoso contida no canal espinhal.
Os nervos originados da medula espinhal são
canais para transportar informações que
chegam dos nervos periféricos do corpo para
os músculos e glândulas. Os nervos cervicais
controlam o pescoço e braços. A porção
torácica provê nervos para o peito. Os nervos
lombares são distribuídos para as
extremidades inferiores, pernas e pés, e os nervos sacrais inervam principalmente os órgãos da pelve, os
músculos pélvicos e das nádegas. Os nervos espinhais são nomeados e numerados de acordo com as divisões
vertebrais da coluna em segmentos: cervical, torácico, lombar e sacral.

COLUNA VERTEBRAL
A coluna possui sete cervicais começando com atlas e axis (a primeira e a segunda cervicais as quais atuam
como eixo de rotação da cabeça). Termina com a sétima cervical, uma vértebra protuberante na base do
pescoço. A sétima cervical afeta tudo até as pontas dos dedos das mãos.
Da sétima cervical para baixo estão as doze vértebras torácicas cada uma suportando um par de costelas. Estas
terminam na linha da cintura a qual marca o início das cinco vértebras lombares. A região lombar das costas
possui um pronunciado efeito nos órgãos reprodutores, trato digestivo e membros inferiores. Abaixo das
vértebras lombares estão cinco vértebras fundidas que formam o osso sacro e por fim o cóccix; alguns
cientistas acreditam que o cóccix é vestígio da cauda como se o homem algum dia, foi um animal com cauda.

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A IMPORTÂNCIA DA COLUNA NA MASSAGEM
O Yoga e o Tantra, as ciências que lidam com a evolução da consciência humana, estão repletas de descrições
sobre os poderes da Kundalini, que opera através da coluna. A coluna também é a sede dos chakras (centros
psíquicos), que trabalham através das glândulas endócrinas e influenciam a química corporal, a qual é
registrada como mudanças emocionais pelo cérebro humano. Ao massagear a coluna o terapeuta pode
lentamente suscitar mudanças na química corporal e livrar a pessoa de todas as tensões.
O sistema nervoso central e o sistema nervoso autônomo (simpático e parassimpático) também operam
através da coluna. A coluna é a base para a juventude e beleza. Se ela estiver apropriadamente alinhada e
forte, a força vital fluirá no corpo por um período mais longo. Se a coluna estiver na forma correta, a pessoa
pensará e agirá corretamente e viverá uma vida cheia de energia. Quem estiver aprendendo massagem deve
aprender como alinhar apropriadamente todas as vértebras. Outro aspecto importante a ser lembrado é o papel
do fluido espinhal na manutenção da saúde, vigor e vitalidade. A massagem da coluna por si só também pode
curar “nervos fracos” e várias desordens psíquicas.
A coluna é formada por vértebras, através das quais o SNC atua, enviando mensagens para o corpo inteiro. Se
considerarmos o corpo como se fosse uma árvore invertida, o cérebro torna-se as raízes e a coluna o tronco,
suportando os galhos, folhas e frutos. O tronco da árvore sustenta a árvore contra a força gravitacional assim
como a coluna. A pessoa que se senta com a coluna ereta é menos afetada pela força gravitacional. Em todas
as desordens físicas e mentais o formato da coluna torna-se defeituoso e o paciente é incapaz de sustentar sua
coluna por qualquer período de tempo. Na maioria das vezes, as pessoas não estão conscientes da forma da
coluna, elas usam apoios nas costas e nunca se sentam usando a sustentação da própria coluna. A coluna é
formatada como uma cobra; seu formato pode ser visto na sua melhor forma numa criança andando...que
aprendeu a correr e pular. Crianças entre as idades de 3 e 6 anos têm colunas na forma de uma cobra. Isto
pode ser visto até a idade de 80 anos em alguns casos, mas geralmente começa a se deformar depois dos 45
anos de idade, com a perda da agilidade e resposta rápida à maturidade e envelhecimento.
Existem diagramas explicando cada vértebra; aqui discutiremos apenas a forma da coluna, sendo isto um dos
mais importantes fatores na saúde física e mental. Pode ser claramente observado que em momentos de
tristeza e pessimismo a coluna torna-se frouxa e não permanece ereta. E, em momentos de alerta, inspiração e
alegria a coluna torna-se ereta. A forma correta da coluna está diretamente relacionada à circulação do fluido
vital na coluna. Este fluido vital é responsável tanto pela saúde física como mental. Todos os exercícios
físicos ajudam esta circulação e portanto todas as pessoas que se exercitam regularmente sentem-se mais
inspiradas e rejuvenescidas. Torcer a coluna para a direita e para a esquerda é um método bastante eficaz de
por a coluna na forma correta e é bom para aumentar a circulação do fluido espinhal. O principal trabalho de
um terapeuta corporal é massagear a coluna não muito abruptamente e nem muito gentilmente. Pressão
suportável deve ser aplicada em ambos os lados. A massagem deve ser feita com os polegares, as polpas dos
dedos e os punhos também podem ser usados, mas os polegares funcionam melhor para aplicar uma
massagem contínua.
Massagem sem óleo e sem pressão não é eficaz na coluna. A pressão aplicada não deve ser insuportável, caso
contrário a coluna terá que exercer pressão para contrabalançar a pressão externa, e isto afetaria os nervos e o
cérebro. Além disso, a massagem deve começar da base da coluna e mover-se para cima. A parte média da
coluna deve ser alinhada com uma pressão pequena e a massagem deve ser aplicada em ambos os lados da
coluna com os dois polegares. Ao fim de cada vértebra, um movimento circular deve ser feito, dando tempo
suficiente para cada vértebra, de modo que cada uma, por sua vez, torne-se vibrante e viva. Se a massagem é
feita pacientemente, cerca de 5 gramas de óleo serão facilmente absorvidos. Então, até o final da vida. a
pessoa nunca terá rigidez nas cortas, nenhum distúrbio nos rins, fígado, estômago, pulmões ou cérebro. O
sistema nervoso inteiro é dependente da coluna. Trabalhar com a coluna é trabalhar com a misteriosa força de
energia no corpo.

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FISIOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO
Aparelho digestivo ou sistema digestório, como recomenda a nova nomenclatura, é composto de uma série de
órgãos tubulares interligados formando um único tubo que se estende desde a boca até o ânus. Recobrindo
este tubo há um tipo de "pele" chamado de mucosa. Na cavidade oral (boca), estômago e intestino delgado a
mucosa contém pequenas glândulas que produzem líquidos específicos utilizados na digestão dos alimentos.
Há dois órgãos digestivos sólidos, o fígado e o pâncreas, que também produzem líquidos utilizados na
digestão, estes líquidos chegam ao intestino delgado através de pequenos tubos. Outros sistemas apresentam
um importante papel no funcionamento do aparelho digestivo como o sistema nervoso e sistema circulatório
(sangüíneo).

Porque a Digestão é Importante?

Os alimentos como são ingeridos não


estão no formato que o corpo pode
aproveitá-los. Devem ser transformados
em pequenas moléculas de nutrientes antes
de serem absorvidos no sangue e levados
às células para sua nutrição e reprodução.
Este processo chama-se de digestão.

Como o Alimento é Digerido?

A digestão ocorre através da mistura dos


alimentos, movimento destes através do
tubo digestivo e decomposição química de
grandes moléculas de alimento para
pequenas moléculas. Inicia-se na cavidade
oral através da mastigação e se completa
no intestino delgado. O processo químico
se diferencia para cada tipo de alimento.

O Trânsito dos Alimentos Através do


Tubo Digestivo.

Os órgãos digestivos tubulares contêm


músculos que possibilitam dar movimento
às suas paredes. Este movimento
(peristalse) pode impulsionar e misturar os
alimentos com os sucos digestivos. O
movimento peristáltico é como uma onda
do mar, promovendo uma área estreitada
que empurra o alimento para baixo até o
final do órgão.
O primeiro movimento é o da deglutição. Apesar de podermos controlar quando engolimos algo, a partir deste
momento há uma reação em cadeia de movimentos involuntários controlados pelo sistema nervoso.
O esôfago é o órgão ao qual os alimentos são impulsionados após a deglutição. Ele comunica a cavidade oral
ao estômago. Sua única função é transportar o alimento ao estômago. Ao nível da junção do esôfago com o
estômago, há uma estrutura valvular que permanece fechada entre os dois órgãos. Com a aproximação do
alimento esta válvula se abre permitindo a passagem do alimento ao estômago.

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O alimento então entra no estômago, que tem três funções mecânicas básicas. A primeira como reservatório
do alimento, função realizada pela parte superior do estômago que relaxa sua musculatura e aumenta sua
capacidade. A segunda função é realizada pela parte inferior do estômago misturando os alimentos com o
suco digestivo produzido pelo estômago. E finalmente a terceira é a de liberar os alimentos (esvaziamento
gástrico), já parcialmente digeridos para o intestino delgado. Este processo ocorre lentamente.
Vários fatores afetam o esvaziamento gástrico como o tipo de alimento, ação da musculatura do estômago e a
capacidade do intestino delgado de receber mais alimentos parcialmente digeridos. Quando o bolo alimentar
chega ao intestino delgado ele sofre a ação do suco digestivo produzido pelo pâncreas, fígado e intestino e é
impulsionado para frente para dar espaço a mais alimento vindo do estômago.
Ao final todos os nutrientes digeridos são absorvidos através da parede do intestino delgado. A parte não
digerida que são as fibras e restos celulares da mucosa do intestino. Este material é levado ao intestino grosso
(cólon) mantendo-se lá por um dia ou dois até as fezes serem expelidas pelo movimento do intestino grosso
até a evacuação.

Produção de Sucos Digestivos: As glândulas do sistema digestivo são essenciais no processo da digestão.
Elas produzem tanto os sucos que degradam os alimentos como também os hormônios que controlam todo o
processo.
As primeiras glândulas são as que estão na cavidade oral (glândulas salivares). A saliva produzida por essas
glândulas, contém uma enzima que inicia o processo da digestão, agindo sobre o amido presente nos
alimentos degradando-o a moléculas menores.
O próximo grupo de glândulas encontram-se na mucosa do estômago. Produzem o ácido e enzimas que
digerem as proteínas. O ácido produzido no estômago é capaz de digerir todos os alimentos que chegam ao
estômago, porém não afeta o próprio estômago devido a mecanismos especiais de proteção que este órgão
tem.
Após o esvaziamento gástrico, o alimento já parcialmente digerido com o suco gástrico vai para o intestino
delgado encontrar mais dois sucos digestivos para continuar o processo da digestão. Um deles é produzido
pelo pâncreas que contêm enzimas capaz de digerir carboidratos, gorduras e proteínas. Outra parte é
produzida pelas glândulas do próprio intestino.
O fígado produz ainda outro suco digestivo: a bile. A bile é armazenada na vesícula biliar e durante as
refeições esta se espreme liberando-a através de ductos para o intestino. Ao atingir o alimento a bile tem como
principal função desmanchar as gorduras para serem digeridas pelas enzimas produzidas pelo pâncreas e
intestino.

Absorção e Transporte dos Nutrientes: As moléculas digeridas dos alimentos, como também a água e sais
minerais, são absorvidas na porção inicial do intestino delgado. O material absorvido atravessa a mucosa e
atinge o sistema sanguíneo e é levado a outras partes do corpo para ser armazenado ou sofrerem outras
modificações químicas. Este processo varia de acordo com o tipo de nutriente.

Carboidratos: A grande maioria dos alimentos contém carboidratos. Bons exemplos são o pão, batatas,
massas, doces, arroz, frutas e vegetais. Muitos destes alimentos contém amido, que pode ser digerido e
também fibras que não são digeridas.
Os carboidratos digeridos são decompostos em moléculas menores por enzimas encontradas na saliva, no suco
pancreático e no intestino delgado. O amido é digerido em duas etapas: Sofrendo a ação da saliva e do suco
pancreático, o amido é transformado em moléculas chamadas de maltose; em seguida, uma enzima encontrada
no intestino delgado, chamada maltase, degrada a maltose em moléculas de glicose. A glicose pode ser
absorvida para a corrente sangüínea através da mucosa do intestino. Uma vez na corrente sangüínea, a glicose
vai para o fígado onde é armazenada ou utilizada para promover energia para o funcionamento do corpo.
O açúcar comum também é um carboidrato que precisa ser digerido para ser utilizado. Uma enzima
encontrada no intestino delgado degrada o açúcar em glicose e frutose, ambos absorvidos pelo intestino. O
leite contém outro açúcar chamado lactose. A lactose sofre a ação da lactase no intestino delgado
transformando-se em moléculas absorvíveis.

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Proteínas: Alimentos como carnes, ovos e grãos, contém grandes moléculas de proteínas que precisam ser
digeridas antes de serem utilizadas para reparar e construir os tecidos orgânicos. No estômago há uma enzima
que inicia a degradação das proteínas. A digestão é finalizada no intestino delgado pelo suco pancreático e
intestino propriamente dito. O produto final das proteínas é absorvido pelo intestino delgado e encaminhado
ao organismo pela corrente sanguínea. É utilizado para a construção das paredes e diversos componentes das
células.

Gorduras: Moléculas de gordura são uma grande fonte de energia para o corpo. Como se sabe a gordura
não se mistura com a água, portanto o primeiro passo para a digestão de gorduras é transformação da mesma
em produtos que possam ser misturados com a água (hidrossolúveis). Os ácidos biliares produzidos pelo
fígado atuam diretamente sobre as gorduras como detergentes permitindo a ação das enzimas sobre as
gorduras transformando-as em moléculas menores de ácidos graxos e colesterol. Os ácidos biliares
combinados com os ácidos graxos e colesterol permitem a passagem das moléculas pequenas através das
células do intestino. As moléculas pequenas depois transformam-se novamente em moléculas maiores e são
transportadas através de vasos linfáticos do abdômen até o tórax onde então são despejadas na circulação
sangüínea para serem armazenadas nas diferentes partes do corpo.

Vitaminas: Outra parte vital do alimento que é absorvida pelo intestino delgado, são as vitaminas. Existem
dois tipos de vitaminas: as que são dissolvidas pela água ou hidrossolúveis (todo o complexo B e vitamina C)
e as que são dissolvidas pela gordura ou lipossolúveis ( A, D, E e K).

Como o Processo Digestivo é Controlado? Um dos aspectos fascinantes do sistema digestivo é a de


autoregulação. A grande maioria dos hormônios que controlam as funções do sistema digestivo são
produzidas e liberadas pelas células da mucosa do estômago e intestino delgado. Estes hormônios são
liberados na corrente sangüínea, vão até o coração e retornam ao sistema digestivo onde estimulam a liberação
dos sucos digestivos e os movimentos dos órgãos. Os principais hormônios que controlam a digestão são a
gastrina, a secretina e a colecistoquinina (CCK) :

Gastrina: Estimula a produção de ácido do estômago para dissolver e digerir alguns alimentos. É
também fundamental para o crescimento da mucosa gástrica e intestinal.

Secretina: Estimula o pâncreas liberando o suco pancreático que é rico em bicarbonato. Estimula o
estômago a produzir pepsina, uma enzima encarregada de digerir proteínas. Também estimula o fígado
a produzir bile.

CCK: Estimula o crescimento celular do pâncreas e a produção de suco pancreático. Provoca o


esvaziamento da vesícula biliar.

Sistema nervoso: Dois tipos de nervos ajudam a controlar a digestão. Nervos extrínsicos (de fora) que
chegam aos órgãos digestivos da parte não consciente do cérebro ou da medula espinhal. Eles liberam um
produto chamado acetilcolina e outro chamado adrenalina. A acetilcolina faz com que os músculos dos órgãos
digestivos se contraiam com maior intensidade , empurrando o bolo alimentar e sucos digestivos através do
trato digestivo. A acetilcolina também estimula o estômago e pâncreas a produzirem mais suco digestivo. A
adrenalina relaxa os músculos do estômago e intestino e diminui o fluxo sangüíneo nestes órgãos.
Mais importante ainda são os nervos intrínsicos (de dentro). Em forma rede , cobrem a parede do esôfago,
estômago, intestino delgado e cólon. São estimulados pela disternsão da parede dos órgãos pelo alimento.
Liberam inúmeras substâncias que aceleram ou retardam o movimento da comida ou da produção de sucos
digestivos.

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INUTRIÇÃO E PRINCÍPIOS ALIMENTARES AYURVEDA
A dieta individual personalizada da primeira ciência holística
“A existência sozinha anula o êxtase,
A existência sem consciência é existir sem um propósito,
Porém, quando a existência for dotada de consciência,
Poderá alcançar sua própria riqueza: o êxtase”.
Sri Sridhara Deva Goswami Maharaj
No Ayurveda é dito que a consciência, que é um sintoma da alma, quando está coberta pelo falso ego
(ahankar), carrega a pessoa de um corpo a outro. Este corpo presente é composto dos cinco estruturais
elementos básicos como: Éter, Ar, Fogo, Água, Terra. Os elementos sutis são três: a Mente, a Inteligência e o
Ego. Os três modos da natureza que atuam no campo mental humano, que são chamados Gunas são: Sattwa
(a energia da luz, bondade), Raja (a energia do atrito, movimento, paixão), Tamas (a energia da inércia,
obscuridade, ignorância). Quando os cinco elementos misturam-se sob as leis dos Gunas, surgem as energias
sutis chamadas Dosha, que ajudam a construção do corpo físico grosseiro. Essas energias sutis são compostas
de três princípios: Vata Dosha, Pitta Dosha, Kapha Dosha. Os tri-doshas têm sido, algumas vezes traduzidos
como: ar, bílis e muco, porém, elas não são exatamente essas substâncias. Elas são as energias principais, que
ajudam a produzir essas substâncias pelo corpo para mantê-lo saudável.
A estrutura grosseira do corpo material é construída de sete tecidos, que no Ayurveda são chamados de Dhatu
(tecidos do corpo) e são formados a partir dos alimentos que ingerimos. Esses alimentos transformam-se em
Rasa, o primeiro dhatu. Cada dhatu tem dentro de si uma energia chamada Agni (a energia vital de fogo
transformadora), que ajuda a transformar no próximo dhatu. Quando o alimento ingerido está de acordo com
a natureza da pessoa, e esta por sua vez mantém todas as disciplinas de educação alimentar, todos os dhatus
irão se beneficiar e terão perfeita harmonia em suas várias etapas. Os sete dhatus são: Rasa (linfa), Rakta
(sangue), Mausa (músculo), Medha (gordura), Madhya (tutano), Asthi (osso), Shukra (sêmen ou óvulo). De
todos os dhatus, Shukra contém todos os dhatus dentro dele, portanto, quando há perda excessiva desse dhatu,
há um abalo de todos os outros, enfraquecendo o corpo. Quando não ocorre perda excessiva, o Agni do
elemento final Shukra, transforma a energia de calor em luz, e desta forma, a parte elétrica do corpo também
chamada de duplo etérico, produz um brilho conhecido como aura (Ajha) Existe outra energia de calor muito
importante conhecida como Jataragni (fogo da digestão). Esse fogo é responsável pela transformação dos
alimentos que comemos em forma de linfa, para dessa forma torná-los assimiláveis.
O Ayurveda baseia sua ciência nutricional nos efeitos produzidos pelas seis classes de sabores que contém os
alimentos. O termo sabor aplica-se não somente a percepção das papilas gustativas (Rasa), mas também na
sua temperatura (Virya), e sua reação final causada no estômago (Vipak).
As seis classes de sabores são: Madhura (doce), Amla (azedo), Lavana (salgado), Katu (picante), Tikta
(amargo), Kashaya (adstringente).
Para manter a saúde e prevenirmo-nos contra as doenças, devemos fazer uma dieta composta de todos os
sabores. Mas, numa condição doentia, deve-se cuidar para usar as comidas que contenham sabores e reações
às condições do doente. Além dos seis sabores e suas combinações, cada alimento é classificado de acordo
com sua qualidade (Guna). Existem 20 atributos para classificar os alimentos, por exemplo: um alimento é
pesado, outro é leve, outro é quente, e assim por diante. Ver tabela dos atributos dos alimentos.
As seis classes de sabores são as seguintes:
Madhura (doce), Amla (azedo), Lavana (salgado), Katu (picante), Tikta (amargo), Kashaya
(adstringente).

Quando um ou mais elementos estruturais (Dhatu), ou qualquer um dos princípios energéticos (Dosha),
entram em desequilíbrio, ocorre uma condição doentia. Desta forma, a saúde e a longevidade dependem
principalmente de cinco fatores:
1 – Dieta correta, 2 – Exercícios físicos progressivos, 3 – Regulação ou abstinência sexual, 4 – Atividade
mental apropriada (meditação principalmente), 5 – Meio ambiente livre de poluição.

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Um outro fator também muito importante para que todas as outras condições tenham êxito, é a moderação
no comer. No Ayurveda é dito que quando o comer e o dormir são excessivos, deficientes ou feitos de
maneira e em horário impróprios, existe toda a possibilidade de que todos os Doshas tornem-se perturbados.
O comer correto deve criar satisfação na mente e uma sensação de equilíbrio no corpo e na mente. Se a mente
torna-se agitada ou vagarosa, ou se o corpo fica pesado e cansado após o comer, conclui-se que a refeição
feita é imprópria.
Para comer bem, seis fatores devem ser considerados:
1- O lugar onde se come
2- A hora do dia
3- A duração do tempo de uma refeição a outra
4- Os tipos de alimentos
5- A ordem na qual a comida é ingerida
6- O estado mental e emocional da pessoa que come e de quem prepara
O lugar ou a atmosfera onde a pessoa come, devem ser quietos e calmos. A pessoa não deve discutir nem
conversar sobre assuntos mundanos ou negócios; ao invés disso, ela deve tentar ver a comida como alimento
vital e sagrado para manter sadios, mente, corpo e espírito. Tampouco, deve comer na presença de pessoas
indesejada, pois os alimentos tendem a absorver magnetismo positivo ou negativo das pessoas que os
manipulam ou deles se aproximam.
A hora do dia em que a pessoa come é também fator significativo. O fogo da digestão (Jataragni) é mais forte
entre 11:00 e 13:00 horas. Por isso, a refeição principal deve ser feita por volta do meio dia. Após o meio dia,
o fogo da digestão enfraquece. Portanto, a pessoa deve comer menos quantidades de alimentos e refeições
leves no desjejum e no jantar. Caso tenha que se alimentar nesses dois horários, deverá fazê-lo em pequenas
quantidades e alimentos leves.
O comer insuficiente pode gradualmente ir causando distúrbios nos Doshas, mas o comer em demasia, produz
distúrbios imediatos em todos os Doshas. Se uma pessoa come antes que a refeição anterior tenha sido
digerida completamente, o alimento torna-se não assimilado sob a forma de linfa. Em vez disso, esse alimento
permanecerá não digerido no estômago e no duodeno, formando uma substância fermentada chamada Ama e
prejudicará a digestão formando toxinas. O antídoto para o excesso de comida é evitar a próxima refeição,
dando assim, mais tempo ao jataragni para digerir os alimentos. Mas, no caso de comer quando a refeição
anterior ainda não foi totalmente digerida, recomenda-se um dia de jejum. Está escrito no Ayurveda, que uma
pessoa não deve comer nada dentro de seis horas antes da última refeição. Portanto, num dia, tirando seis
horas para o sono, restam dezoito horas, o que significa que não se deve comer mais do que três refeições.
Depois da última refeição, se a pessoa sentir-se com fome, poderá comer novamente alimentos leves. A
exceção a esta regra ocorre quando uma pessoa está seguindo uma dieta específica.
Uma refeição é considerada completa quando todos os seis sabores estiverem presentes. O sabor katu
(picante), como o gengibre, rabanete e alimentos apimentados, devem ser ingeridos um pouco antes da
refeição em si, como aperitivo para estimular o Jataragni. No entanto, o sabor picante pode ser ingerido
durante a refeição em pequenas quantidades, agindo ainda assim como estimulante da digestão.
A refeição principal deve começar com o sabor ou reação Madhura (doce), preenchendo assim 1/3 da
capacidade estomacal. Entre estes alimentos, estão incluídos o arroz, o trigo, praticamente todos os cereais e a
maioria de preparações doces. Deve-se compreender que a maioria dos alimentos de sabor ou reação doce, é
pesada e difícil de digerir. Portanto, eles devem ser ingeridos no início, pois nesta hora, existe uma maior
concentração de ácidos digestivos.
Depois que o alimento de sabor Madhura tenha sido consumido, os sabores Amla (azedo), Lavana (salgado),
Tikta (amargo) e Kashaya (adstringente) podem ser ingeridos na ordem que se segue. Entre os alimentos
desses sabores estão incluídos os vegetais cozidos, sopas, raízes e verduras amargas, yogurte para saladas e
com massala após as refeições, pepinos, abóbora ou alguma fruta verde. Estes alimentos devem preencher o
outro 1/3 da capacidade estomacal.
As saladas devem ser sempre servidas com yogurte ou suco de limão e sal marinho, para que a digestão seja
facilitada e para neutralizar sua tendência de gerar gases intestinais e constipação. As frutas frescas e
principalmente as maduras não devem ser ingeridas junto com a refeição principal, por terem digestão lenta;

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elas devem ser consumidas como uma refeição separada, podendo, dependendo da fruta, ser misturadas com
leite, yogurte ou soro de leite.
Estando, dessa forma 2/3 da capacidade estomacal, preenchidos de alimentos, deve-se parar de comer. O 1/3
restante deverá ser deixado para o ar dentro do estômago. O primeiro 1/3 deve ser preenchido com alimentos
sólidos, estruturais, construtores de muco, Kapha; o segundo 1/3, com alimentos semilíquidos, líquidos,
geradores da bílis e fluídicos, Pitta; e o último 1/3 deve ser deixado para o ar, onde Vata possa atuar para uma
perfeita digestão.
Logo após a principal refeição, não se deve começar nenhum trabalho pesado. Aconselha-se deitar sobre o
lado esquerdo do corpo de 5 a 15 minutos, ajudando assim, a centralizar os Doshas para a tarefa digestiva.
Nenhuma água deve ser tomada nem durante nem logo após as refeições, pois isso perturba o Jataragni, e
lava as enzimas digestivas perturbando a digestão. Após uma hora e meia, do final da refeição, poderá tomar
um copo d‟água a cada uma hora, até uma hora antes da próxima refeição; isso se a pessoa não estiver retendo
líquidos.
Se forem ingeridas frituras nas refeições principais, aconselha-se acompanhar um pouco de nabo cru, ralado
com sumo de limão. Após as refeições, deve tomar chá de ervas que estimulem a digestão. As frituras são
alimentos com digestão muito lenta e tem característica pesada, pois devem ser consumidas com moderação;
elas podem, dependendo da quantidade de consumo, desequilibrar expressivamente Kapha e Pitta. Para
ajudar a controlar a sede causada pelas frituras, pode beber um copo de leite e água em quantidades iguais e
aquecidos com uma colher rasa de café de gengibre em pó, uma a duas horas após a refeição.
Todos os alimentos formadores de Kapha tais como os cereais, os farináceos e os doces em geral, devem ser
mastigados no mínimo trinta e cinco vezes antes de serem engolidos. Isto trás várias vantagens para a pessoa,
pois libera muita energia dos alimentos, além de facilitar profundamente o processo digestivo. Finalmente,
esta mastigação completa da comida põe um limite natural na quantidade de alimentos a serem ingeridos.
Após os 2/3 da capacidade do estômago terem sido preenchidos, ocorre naturalmente um arroto (através do
Prana Vayu); isso significa que a pessoa alcançou sua cota de alimentos e deve parar de comer. Isso é
aplicado quando líquidos não são digeridos, principalmente frios e carbonatados durante as refeições.

OS TRÊS ESTADOS DOS ALIMENTOS NO CORPO


Podemos notar que as comidas ingeridas são substâncias bioquímicas, exatamente como é o corpo humano.
Essas substâncias podem e devem manter o equilíbrio químico do corpo. Quando a pessoa está emocional e
mentalmente equilibrada, todos os sistemas, principalmente o endócrino responsável pela distribuição de
informações hormonais pelo corpo, são beneficiados com todos os nutrientes necessários para a manutenção
bioquímica. Isso ocorre porque os valores que a pessoa tem sobre os alimentos, a maneira pela qual são
ingeridos e o estado de espírito na hora das refeições, são totalmente condizentes à sua natureza.
De acordo com o Ayurveda, os alimentos podem ser classificados em três categorias:

1) Alimento Sattiwiko – É sutil, puro; é a comida que é boa tanto para a mente quanto para o corpo.
Isso inclui todos os cereais integrais, frutas frescas e desidratadas, o leite e derivados frescos,
sementes, temperos suaves e frescos, sal e açúcar naturais, mel, chás de ervas sem cafeína, a maioria
das verduras e legumes; leguminosas, principalmente as que têm menos acidez, remédios
homeopáticos, fitoterápicos e florais.

2) Alimento Rajasiko – É mutativo e ativo; é a comida que pode ou não ser boa para o corpo, mas
que agita muito a mente. Entre esses alimentos incluem-se os temperos fortes usados sem moderação,
rabanetes, cafés, chás e bebidas cafeinadas consumidas até três xícaras por dia, bebidas carbonatadas,
sodas, chocolates e remédios alopáticos.Em lugares onde a temperatura alcança abaixo de zero grau
centígrado, a comida Rajasika torna-se Sattiwika e a comida Tamasika torna-se Rajasika.

3) Alimento Tamasiko – É estático e inerte; é a comida que não é boa nem para o corpo e nem para
a mente. Isso inclui todas as carnes, principalmente as vermelhas em lugares onde a temperatura se
eleva mais que 15o centígrados. Os derivados das carnes, principalmente os enlatados e conservados
quimicamente. Todos os laticínios produzidos com conservantes e os apodrecidos, principalmente os
queijos. O fumo, o álcool, qualquer coisa podre ou estragada, chá cafeinado, mais que três xícaras por
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dia, drogas e alucinógenos de origem sintética e outras substâncias que alteram o estado normal do
organismo e descentralização da mente. Remédios alopáticos tomados aleatoriamente. Existe também
uma condição muito peculiar, quando qualquer alimento ou substância, mesmo em estado natural,
ingerido demasiadamente e indiscriminadamente, seja lá qual for sua condição, torna-se Tamasiko.
O alimento que ingerimos não pode ser visto menos do que um ato de celebração, porque é um alimento
divino, uma dádiva de Deus, para que possamos nos alimentar com o que Ele concedeu como original. O
alimento é puro, cheio de vida e cor, totalmente condizente à nossa natureza humana para nutrir a verdadeira
vida. Nu – Tri - Ção (nu – despido de todos os preconceitos), (tri – integração em mente, corpo e alma), (ção –
consciente de toda ação).

OS SABORES
O elemento água é a base para experienciar os paladares. A língua precisa estar molhada para sentir o sabor
de uma substância. Há seis paladares: doce, azedo/ácido, salgado, picante, amargo e adstringente. Esses seis
sabores são derivados da combinação dos cinco elementos básicos.
- Madhura (doce), é a combinação dos elementos Terra e Água
- Amla (azedo/ácido), é a combinação dos elementos Fogo e Terra
- Lavana (salgado), é a combinação dos elementos Água e Fogo
- Katu (picante), é a combinação dos elementos Fogo e Ar
- Tikta (amargo), é a combinação dos elementos Ar e Éter
- Kashaya (adstringente), é a combinação dos elementos Ar e Terra

As pessoas com constituição Vata devem evitar os sabores, amargo, picante e adstringente em excesso, pois
aumentam o ar e têm a tendência de causar gases. Alimentos de sabor e reação doce, azedo/ácido e salgado
são bons para Vata.
As pessoas de constituição Pitta devem evitar alimentos, azedo/ácido, salgado e picante pois, agravam o fogo
corporal. No entanto, os sabores, doce, amargo e adstringente são benéficos para Pitta, pois equilibram e
reduzem o excesso de fogo.
As pessoas de constituição Kapha devem evitar alimentos de sabores, doce, azedo/ácido e salgado, pois
aumentam a água do corpo. Os sabores mais indicados são: picante, amargo e adstringente, pois geram calor
e secura para o excesso de líquido de Kapha.
Para o Ayurveda é imprescindível observar os conceitos de Rasa, Virya e Vipak. Estes conceitos estão
relacionados ao paladar, aos efeitos quente e frio e à reação final dos alimentos no estômago. Após a
ingestão de cada alimento, pode-se sentir paladares e sensações diferentes de temperatura, pois isso ocorre no
processo digestivo.
Rasa – é a primeira sensação do alimento ao tocar na língua.
Virya – é a sensação de quente ou frio, que ocorre imediatamente ou durante o processo digestivo.
Vipak - é o efeito pós-digestivo dos alimentos.
O conceito de Rasa, Virya e Vipak não se aplicam somente aos alimentos e ervas, mas também às gemas,
pedras, minerais, metais, cor e até à mente e as emoções.
De maneira geral, os paladares doce e salgado apresentam Vipak doce; o paladar azedo/ácido, Vipak
azedo/ácido e os paladares, picante, amargo e adstringente, Vipak picante. Portanto, Rasa e Vipak estão
relacionados ao paladar dos alimentos, enquanto Virya está relacionado aos efeitos térmicos dos alimentos.
Esses conceitos influenciam diretamente o tri Dosha, a nutrição e transformação dos Dhatus.
O conceito de nutrição no Ayurveda vai muito além dos conceitos do Ocidente, que se baseia apenas na
análise dos carboidratos, minerais, vitaminas e aminoácidos. No Ayurveda, além desses fatores, dá-se
importância ao caráter holístico dos alimentos. Por exemplo: os sabores doce, azedo/ácido e salgado, têm
característica anabólica, isto é, agem na construção e formação dos tecidos do corpo. Por exemplo, uma
pessoa que esteja fraca, desnutrida, ou esteja em recuperação da saúde, esses alimentos causarão estrutura e
sensações de peso no corpo, dando maior estabilidade e dinamismo na pessoa. Quando a pessoa encontra-se
com seu emocional instável, sensação de insegurança ou falta de objetividade, isso demonstra que seu Vata
Dosha está alterado; Neste caso, se ela ingerir alimentos com características de aquecimento, tais como,
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gengibre, pimenta ou alimentos que tenham reação acre, o Pitta dosha será estimulado, causando reação de
segurança, objetividade e brilho mental.

OS SABORES E SEUS EFEITOS POSITIVOS E NEGATIVOS


Madhura (doce) – intensifica os elementos do corpo, aumenta Kapha, diminui Vata e Pitta. É frio, untuoso,
fresco, lento, pesado. Elimina a fadiga e a secura; aumenta os sete Dhatus e a longevidade; acalma os
sentidos; aumenta a força e a constituição; ajuda a aumentar a produção de Shukra Dhatu.
Efeitos negativos são: diminui o fogo digestivo, gera cansaço, preguiça, peso no corpo e despigmentação da
pele. Alimentos doces aumentam tosse, gripe, bronquite, sono, obesidade e urina. Faz crescer os músculos de
forma anormal. O Ayurveda acredita que qualquer câncer, mioma ou gânglio é proveniente do excesso de
ingestão de doces.
Exemplos de alguns alimentos de sabor ou reação doce: Ghee, açúcar de cana, melaço, leite, gorduras
animais, arroz, trigo, soja, lentilhas, romã, uva e frutas doces em geral, mel, alcaçuz, algumas raízes, gengibre
(caso raro – tem reação doce), canela, cardamomo, erva doce, batata, pepino, beterraba.

Amla (azedo/ácido) – aumenta Pitta e Kapha, diminui Vata. Ativa a digestão e dá mais gosto aos alimentos.
O sabor azedo ou ácido é refrescante, mas a sede aumenta, porque seu Virya é quente aumentando o calor.
Esse processo de aumento de calor faz a pessoa aumentar a ingestão de água causando maior peso ao corpo e
conseqüentemente aumenta Kapha. Os alimentos ácidos podem favorecer o aumento do raciocino e a presença
de espírito, isso porque estimula Pitta.
Efeitos negativos são: O excesso de alimentos ácidos é totalmente desaconselhável pelo Ayurveda, pois os
ácidos, principalmente do álcool, do vinagre e dos vinhos são tóxicos. Pode causar o aumento de Kleda
(produto que se encontra no processo final da digestão), causando principalmente a diabetes. Aumenta a
pressão e a hemoglobina; produz pus; aumenta o vermelho e o amarelo da pele pelo aumento de Pitta. Causa
doenças do sangue, anemia, furúnculos, herpes, tontura, coceiras, sede, causa sangramento, acidez.
Exemplos de alguns alimentos de sabor ou reação azedo/ácido: Amla (é o nome de uma fruta ácida de
origem indiana, é o principal exemplo desse sabor sem desequilibrar Pitta), romã também tem as mesmas
características. Limão, frutas ácidas em geral, manga verde, tamarindo, groselha, frutas silvestres, tomate,
queijos, yogurte, coalhada, vinagre, vinhos.

Lavana (salgado) – O sal aumenta a atividade de Pitta e Kapha, diminui Vata. Dá gosto aos alimentos; abre
o apetite e desperta o fluxo de saliva e sucos gástricos. O sal é quente como Pitta. Ele é associado a Kapha por
características de oleosidade e peso, pois torna os tecidos orgânicos mais pesados devido a aderência das
moléculas de água. Emocionalmente, o sal estimula e dá gosto a vida. O Virya do sal é quente e o Vipak é
doce. Aumenta a porção de água do corpo; auxilia a eliminação de toxinas, tem ação cortante.
Efeitos negativos são: O seu excesso faz reter água no corpo; causa alguns tipos de lepra; úlceras; gangrena;
purgações; causa queda de cabelo e os tornam grisalhos. Se for sal refinado, causa enrijecimento dos
músculos; seca a pele; aumenta a sede; causa fadiga e a coloração pálida; cansa ojas (energia); provoca
magreza; rugas; gota.
Exemplos de alguns alimentos de sabor ou reação salgado: Sal refinado, marinho, grosso, sal gema, sal
preto, molho de soja, sal hipossódico (menos teor de sódio).

Katu (picante) – intensifica o calor do corpo, aumenta Pitta e Vata, diminui Kapha e Kleda. Amacia todos
os elementos do corpo, diminui a fertilidade, pois seca Shukra. É áspero, leve, agudo, quente; ajuda nos
problemas de Kapha diluindo os mucos embotados. Combate as infecções bucais, diminui a untuosidade, a
umidade, a urina e o suor; estimula a digestão aumentando a absorção dos alimentos, aumenta Agni; abre os
canais. Purifica o sangue e o corpo; ajuda a eliminar coágulos do sangue; elimina os vermes. Combate à
obesidade, a preguiça; dá coragem; brilho corporal e determinação.

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Efeitos negativos são: Quando ingerido em excesso, resseca, perturba todos os problemas de Pitta; perturba
a digestão, aumenta a bílis; emagrece; causa queimação por todo o corpo; causa tremores e debilidade, seca o
sêmen; desencadeia a magreza dos membros e das costas. Pode causar úlcera gástrica, tontura e inconsciência.
Exemplos de alguns alimentos de sabor ou reação picante: Todos os tipos de pimenta; gengibre, cebola,
rabanete, alho, assafétida, mostarda, pimentão.

Tikta (amargo) – é o melhor remédio para equilibrar Pitta, diminui Kapha e aumenta Vata. Todos os
problemas da bílis são beneficiados pelo sabor amargo, pois esfria eliminando as toxinas. Ajuda a absorver
Kleda; melhora as doenças da pele; recupera os sabores; diminui a sede; aumenta a digestão e a força;
aumenta a assimilação dos alimentos e melhora o apetite; reduz ulcerações e vertigens; suprime a coagulação
do sangue. Atua como antioxidante e germicida; é antídoto para o desmaio, coceira e sensação de queimação
pelo corpo; é leve e frio. Proporciona estabilidade emocional, melhora a intolerância, elimina irritabilidade e a
raiva.
Efeitos negativos são: Se ingerido em excesso causa debilidade e inconsciência, aumenta a aspereza,
magreza, estado de choque, causa secura, reduz a medula óssea e o sêmen, pode causar tontura, queimaduras
na garganta e desequilibra o sistema nervoso.
Exemplos de alguns alimentos de sabor ou reação amargo: raízes, bardana, alcaçuz, ginseng, curcuma,
folhas, dente de leão, cardo santo, catalónia, almeirão, chicória, jiló, melão japonês, alcachofra, genciana, feno
greco, ferro, ruibarbo.

Kashaya (adstringente) – é muito leve, seco, forte, esfria e limpa o corpo; aumenta Vata, equilibra Pitta e
reduz Kapha. O elemento terra, em sua composição, estabiliza o dosha e o elemento ar movimenta o dosha,
em outras palavras, se uma pessoa estiver com Pitta dosha aumentado, o sabor adstringente, irá resfriar o
excesso de calor através do ar e o elemento terra dará estabilidade durante o processo. Tem ação sedativa, mas
causa constipação, constrição dos vasos sangüíneos, coagulação do sangue. Seca a umidade interna do corpo
em casos de nevralgias, antídoto para Kapha, cura úlceras, fortalece a constituição, é bom na cura de tumores,
paralisia e problemas de Vata diminuído.
Efeitos negativos são: Faz perder peso sem saúde, resseca o corpo, resseca a boca, causa distensão, obstrução
da fala, pode afetar o coração se consumido em excesso, diminui esperma; destruição dos canais,
principalmente intestinais, favorece tumores, paralisias.
Alguns exemplos de alimentos de sabor ou reação adstringente: berinjela, saladas verdes, repolho, couve,
couve flor, aspargos, banana e manga verde, romã, mirra, sândalo, pérola, coral, salmão, açafrão da Índia,
pepino, aipo, cardamomo; espinafre.
É preciso entender que além dos sabores que cada alimento tem como característica principal, alguns
alimentos podem ter dois ou até três sabores diferentes. Por exemplo:
- O frango é doce/adstringente, refrescante, áspero e tem reação doce.
- O cordeiro é doce/adstringente, refrescante, áspero e tem reação doce.
- O porco é doce/adstringente, refrescante e tem reação doce.
- O coelho é doce/adstringente, refrescante e tem reação doce.
- Carne bovina é doce/ácida, quente, áspera, pesada e tem reação ácida.
- Os queijos em geral são doces/ácidos, quente, suavemente pesado, áspero e tem reação doce.
- O leite de cabra é doce/adstringente, refrescante, áspero e tem reação doce.
- A romã é doce/ácida/adstringente, refrescante, secante e tem reação doce.
- As uvas são doces/ácidas/adstringentes, refrescante, áspera e tem reação doce.
- A pêra é doce/adstringente, refrescante e tem reação doce.
- O cominho/doce/ácido/adstringente, quente, leve e tem reação doce.
- A canela é doce/amarga/ácida, refrescante, leve e tem reação amarga
- A cevada e o trigo sarraceno são, doces/adstringentes, refrescante, secante leve e tem reação doce.
- O ovo é doce/ácida/adstringente, quente, secante, leve e tem reação doce.
- O óleo de rícino é doce/amargo, refrescante, laxante e tem reação doce.
- O óleo de gergelim é doce/amargo/adstringente,

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TABELA DOS ATRIBUTOS DOS ALIMENTOS

1) Pesado (guru) - aumenta kapha, diminui vata e Pitta, aumenta o volume do corpo e o volume
alimentar; cria morosidade, letargia e sono.
2) Leve (laghu) – aumenta Vata, Pitta e diminui Kapha; ajuda a digestão, reduz o peso, purifica; dá
uma sensação de frescor, vivacidade.
3) Lento (manda) - aumenta Kapha, diminui Vata e Pitta; aumenta a apatia; lentidão das ações,
relaxamento, morosidade.
4) Agudo (tikshana) - aumenta Vata e Pitta, diminui Kapha; dá úlceras, perturbações; tem um
efeito imediato sobre o corpo; favorece a vivacidade e a compreensão rápida.
5) Frio (shita) – aumenta Vata e Kapha, diminui Pitta; dá frio, torpor, inconsciência, contração,
medo, insensibilidade.
6) Quente (ushna) – aumenta Pitta e agni, diminui Vata e Kapha; favorece o calor, a digestão,
depuração, expansão, inflamação, cólera e ódio.
7) Gorduroso (snigdha) – aumenta Kapha e Pitta, diminui Vata; cria doçura, umidade,
lubrificação, vigor, favorece a compaixão e o amor.
8) Seco (ruksha) – aumenta Vata e agni, diminui Pitta e Kapha; aumenta secura, a absorção, a
constipação e o nervosismo.
9) Viscoso (slakshna) – aumenta Pitta e Kapha; diminui a rudeza; aumenta a doçura, o amor e o
altruísmo.
10) Enrugado (khana) – aumenta Vata e agni, diminui Pitta e Kapha; causa fendas na pele e
fratura dos ossos; cria negligência e rigidez.
11) Denso (sandra) – aumenta Kapha, diminui Vata, Pita e Agni; favorece a solidez, a densidade e a
força.
12) Líquido (drava) – aumenta Pitta e Kapha, diminui Vata e Agni; dissolve, liquidifica; favorece a
compaixão e a coesão
13) Doce (madhura) – aumenta Kapha, parcialmente Vata, diminui Pitta e Agni; dá doçura,
delicadeza, ternura, amor e altruísmo; leva ao relaxamento; aumenta a serotonina.
14) Duro (kathina) – aumenta Kapha e Vata, diminui Pitta e Agni; aumenta a dureza, a força, a
rigidez, o egoísmo e a insensibilidade.
15) Estático (sthira) – aumenta Kapha, diminui Vata, Pitta e Agni; favorece a estabilidade, a
absorção, o suporte, a constipação e a confiança.
16) Móvel (chala) – aumenta Vata, Pitta e Agni, diminui Kapha; favorece a mobilidade, a fraqueza,
a agitação e a falta de confiança.
17) Sutil (sukshma) – aumenta Vata, Pitta e agni, diminui Kapha; perfura, penetra os capilares
sutis, aumenta as emoções e os sentimentos.
18) Aumentado (sthula) – aumenta Kapha, diminui Vata, Pitta e Agni; causa a obstrução e a
obesidade.
19) Turvo (ávila) – aumenta Kapha, diminui Vata, Pitta e Agni; cura fraturas; causa falta de clareza
e percepção.
20) Claro (vishada) – aumenta Vata, Pitta e Agni, diminui Kapha; acalma, cria isolamento e
diversão.

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Passos da digestão e ervas que facilitam cada etapa desse processo


Essencial para a saúde e o bem estar é a nossa capacidade de digerir a energia e as informações que retiramos
do ambiente transformando-as eficientemente em energia e substâncias para o organismo. Na Medicina
Ayurveda o corpo é conhecido como Anna maya kosha, isto é, significa camada composta de alimentos.
Basicamente, nosso corpo é composto de moléculas derivadas de alimentos e transformadas pelo DNA para
os locais apropriados. Quando o processo da digestão, absorção e eliminação ocorrem de forma perfeita,
absorvemos a nutrição que precisamos e eliminamos seus resíduos desnecessários. Cada estágio do processo
nutricional, a digestão preliminar do alimento na boca e no estômago, a absorção dos nutrientes pelo intestino
delgado e a evacuação da sobra no cólon, deve ser saudável para que possamos ser saudáveis. Quando a
pessoa é indisciplinada na suas refeições, existe toda a possibilidade do seu organismo desequilibrar,
causando os primeiros passos das doenças, a indigestão ou a queima. Para essas pessoas, existem algumas
ervas para estimular cada fase do processo digestivo.
O apetite e a digestão estão intimamente relacionados e refletem a quantidade do fogo digestivo, conhecido
como jataragn. Quando o fogo digestivo é forte, pode-se decompor os alimentos que são ingeridos em seus
elementos básicos, permitindo a classificação apropriada dos componentes entre os que são nutritivos e os que
devem ser eliminados. As conseqüências de muito ou pouco agni (fogo digestivo), podem causar azia ou
indigestão ácida e por outro lado, digestão lenta e delicada. As ervas usadas para estimular o fogo digestivo
são em geral picantes por natureza e é melhor que sejam ingeridas imediatamente antes e durante as refeições.
Ex. gengibre, sementes de aipo, pimentas: do reino, caiena, da Jamaica, longa; esses alimentos contêm óleos
essenciais eficazes em diversos níveis do processo digestivo. O gengibre em particular é uma das principais
ervas (em forma de raiz) mais eficaz no processo digestivo, pois ele estimula o fluxo das enzimas, ativa a
atividade estomacal e contém enzimas que ajudam a digerir as proteínas.
Ervas amargas também estimulam o primeiro estágio da digestão por meio de reflexo neural entre a língua e o
centro de estimulação gástrico no tronco cerebral. O tônico amargo digestivo clássico é a genciana, que
melhora o esvaziamento do estômago e estimula a secreção de enzimas pelo estômago, vesícula e pâncreas.
Outras ervas amargas úteis em pequenas quantidades para estimular o apetite e a digestão incluem o hidraste,
aloe e a camomila.
Para as pessoas de características Pitta ou com Pitta exacerbados no processo digestivo, sofrem de digestão
muito acelerada, azia, hiperacidez, refluxo gastresofágico e úlcera péptica, tanto na localização quanto em
quantidade. Ervas refrescantes que apaziguam o calor excessivo e provocam uma limpeza no fogo digestivo
podem ajudar a reduzir a azia e melhorar a digestão. Entre essas ervas incluem cominho, coentro, funcho
(erva doce), alcaçuz, amalaki e shatavari. Em geral são ingeridas depois das refeições ou quando os sintomas
de indigestão ácida são proeminentes.
A absorção dos alimentos e a passagem para os intestinos: Depois que o alimento deixa o estômago e
passa para os intestinos, o organismo é envolvido em um processo de digestão e absorção dos nutrientes
essenciais requeridos para suprir as necessidades energéticas e moleculares do organismo. Quando há
desequilíbrio nesta fase podem resultar em gases, inchaço do abdômen e sensação de peso após a refeição.
Pessoas com dificuldade de absorção com freqüência podem apresentar um quadro clínico de desnutrição,
apesar de sua alimentação estar equilibrada.
Ervas que ajudam nesta fase atuam na coordenação do movimento do alimento através dos intestinos. Entre
elas encontra-se a noz-moscada, camomila, hortelã e verbena-limão (Aloysia triphylla), são ervas usadas
tradicionalmente para reduzir espasmos e inchaços abdominais. Canela, cardamomo e louro são conhecidas
como, as três carminativas na Medicina Ayurveda, isto é, ajudam a combater os gases intestinais.
Uma boa combinação de ervas para pessoas sensíveis a lactase; misturar ao leite quente uma pequena porção
de cardamomo, gengibre em pó ou com nós moscada. Ervas que ajudam a reduzir os gases da digestão são:
manjericão, orégano, tomilho, coentro, cominho, endro e funcho, sementes de aipo e pimenta longa. Uma boa
dica para cozinhar os legumes que causam distensão ou gases abdominais, é o uso da assafétida em pequena
quantidade na hora de refogar.

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Evacuação: Depois que os alimentos passou por todo o processo digestivo e o organismo, dentro do possível,
absorveu tudo o que foi possível para sua nutrição diária, mantendo o corpo saudável. Isto só é possível,
quando os resíduos (malas), do bolo alimentício foram eliminados pelas fezes diariamente. Este é um fator
importantíssimo para a manutenção da saúde. Deve-se evacuar diariamente todos os resíduos dos alimentos
ingeridos. Para isso, o movimento peristáltico deve estar em perfeito funcionamento. Uma alimentação rica
em fibras vai ajudar significativamente esses movimentos. A semente de linhaça é um excelente exemplo para
movimentar os intestinos, além de proporcionar óleo essencial para lubrificar as artérias equilibrando o
colesterol.
Uma clássica fórmula da Medicina Ayurvédica para os problemas da digestão e o movimento peristáltico
deficientes, é o Triphala (as três frutas) amalaki, bibhitaki e haritaki. Esta fórmula tem também a eficiência de
normalizar as fezes moles. Deve-se usar as ervas para evacuar em último recurso. Por exemplo: o óleo de
rícino, cáscara-sagrada, sene e aloe são os laxativos mais comuns que atuam estimulando as fibras nervosas
do cólon e provocando acúmulo de sais e água nos intestinos. Estes laxantes podem provocar cólicas
abdominais de intensidades fracas a fortes. O principal problema dos estimulantes a base de ervas, é que os
intestinos se tornam cada vez mais preguiçosos. Se a pessoa não se cuidar de forma adequada, isto é, reeducar
sua alimentação de acordo com sua natureza, ficará dependente e não conseguem evacuar sem ajuda das
ervas.
Ervas que atuam no campo mental/emocional: Os processos bioquímicos do corpo são diretamente
influenciados pelo estado emocional /mental da pessoa. Quando muitos radicais livres circulam pelo corpo, o
stress instala-se e começa a criar acúmulos de toxinas em pontos mais vulneráveis, o qual se desencadearão
doenças mais tarde.
As preocupações da vida, insônia e tristeza, afetam pessoas de todas as idades. Quantas experiências
desagradáveis às pessoas passam e registram as emoções em seu corpo físico. Com o passar do tempo, muitas
dessas experiências mudam, causando novas emoções, devido às mudanças de valores. Mas às vezes,
sentimentos angustiosos persistem, parecendo tomar conta da vida, interferindo nos relacionamentos e nas
atividades diárias. Muitas pessoas preferem utilizar recursos químicos dopantes, para tira-las do estado de
consciência para não enfrentar tais traumas emocionais.
O uso de fitoterapia para equilibrar e atravessar problemas do campo emocional é bastante recomendado com
segurança e não causam efeitos colaterais. Mas se a pessoa estiver passando por depressão, angústia muito
fortes, é importante que ela seja orientada por um profissional qualificado.
As ervas que atuam para facilitar o equilíbrio emocional podem ser classificadas em duas categorias: os
calmantes e os estimulantes.
Uma das ervas calmantes mais conhecida é a raiz de valeriana, usada desde o Império Romano. O Lúpulo,
outra erva relaxante, é prescrita para estimular o sono profundo e pacificar a agitação mental. Outra erva
relaxante do sistema nervoso é a Kava-Kava. Ela possui efeitos para combater a ansiedade mensurável, agindo
possivelmente através de mecanismos semelhantes ao tranqüilizante Valium.
Na medicina Ayurvédica os desequilíbrios emocionais são analisados a partir da observação dos
desequilíbrios dos doshas. Quando a pessoa se encontra com a mente agitada, pensamentos ansiosos, suas
emoções instáveis; a erva utilizada tem que estar de acordo com o Vata Dosha, por exemplo: jatamansi. Se
irritação e raiva estão gerando angústia, são prescritas ervas refrescantes como brahmi, por estar associada ao
Pitta Dosha. Quando há excesso de acumulação de toxinas, ervas purificadoras de emoções mórbidas como
salvia ou gugulu, são recomendadas.
Um dos piores sintomas da velhice é a perda da memória. Este sintoma está diretamente ligado ao Vata
Dosha. Ervas que supostamente melhoram a fusão mental, tem sido utilizada a milhares de anos em diversas
culturas. O ginseng, o brahmi e o ginko biloba, são exemplos de ervas mais importantes para melhorar a
memória e a função cognitiva. Essas ervas, em particular o ginko biloba são poderosos antioxidantes. Estudos
realizados na Alemanha demonstrou que uma combinação de ginko e gengibre pode reduzir a ansiedade sem
prejudicar a memória, diferindo de agentes farmacêuticos como o valium que caracteristicamente sacrificam a
memória com seus efeitos sedativos.

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Ervas e a mulher: As mulheres são os principais exemplos que utilização as ervas em diversas situações do
cotidiano cultural. Para aliviar distúrbios pré-menstruais, como apoio à gestação e ao parto e para aliviar os
sintomas da menopausa. Muitas vezes as mesmas ervas são usadas por mulheres a vida inteira e são
classificadas como tônicos femininos. No mundo ocidental, já se pesquisaram inúmeras ervas para todos tipos
de sintomas no ciclo feminino. Na Medicina Ayurvédica, o shatavari ou aspargo-indiano é o principal tônico
feminino amplamente usado na Índia durante o período reprodutivo e na pós-menopausa. Há algumas provas
de que o shatavari reduz a irritação uterina, o que pode explicar seus reportados benefícios na síndrome pré-
menstrual. De um ponto de vista energético, a maioria das ervas ayurvédicas para a mulher, possuem efeitos
refrescantes e acredita-se que mitiguem o calor acumulado que provoca a irritação da síndrome pré-menstrual
e o fogacho associado com a menopausa. Outra erva largamente utilizada é aloe; um poderoso tônico
ayurvédico tradicional feminino. É considerado um depurativo refrescante do sangue e é usado comumente
para aliviar os sintomas da SPM e da menopausa.
O metabolismo: O metabolismo do corpo é das principais funções do Pitta Dosha. Quando está em
desequilíbrio, ocorre o principal sintoma que dá origem a várias doenças; esse sintoma é a obesidade. Ervas
com propriedades estimulantes têm sido usadas para reduzir o apetite e aumentar o metabolismo. Vários
estudos sobre medicamentos e ervas estão sendo realizados em diversas partes do mundo. Esses estudos
relatam vários resultados no objetivo de perda de peso dos pacientes; mas vários efeitos colaterais já foram
identificados como o aumento da pressão arterial, batimento cardíaco acelerado e ansiedade. Na medicina
ayurvédica, se utilizam vários recursos nesse sentido. A erva garcini cambogia, fonte de uma substância
química chamada hidroxicítrico, tem sido sugerida como agente eficaz na perda de peso. O ganho de peso e o
inchaço, isto é o acúmulo de líquidos, estão diretamente associados ao Kapha Dosha. Ervas que criam leveza
e calor podem reduzir o acúmulo excessivo de massa corporal. Na medicina ayurvédica, há uma fórmula
clássica que incluem três ervas para estimular a primeira fase da digestão, três para estimular o metabolismo
tecidual, três para fomentar a evacuação e uma para limpar o sangue. Trikatu significa os três picantes. Eles
possuem um efeito aquecedor sobre o sistema e estimulam o apetite e o processo digestivo. Embora as
pessoas com problemas de peso com freqüência percebam seu apetite como um inimigo de seus problemas.
Estar em sintonia com seu apetite é a melhor forma de garantir que você coma quando for necessário, e pare
quando não precisar mais. As três ervas aquecedoras que compreendem a Trimada não são conhecidas no
Ocidente. Elas contêm propriedades aquecedoras para ajudar a metabolizar gordura armazenada. A triphala já
foi discutida como tônico intestinal para garantir uma evacuação equilibrada. O gugulu, derivado da resina de
uma planta prima da mirra, é eficaz na redução do colesterol e das triglicérides.
A composição das três ervas digestivas é: Trikatu - pimenta-do-reino, pimenta-longa e gengibre seco.
Composição de ervas do metabolismo tecidual: Trimada – chitrak, vidanga e musta. Ervas para fomentar a
evacuação: Triphala – amalaki, bibhitaki e haritaki. Erva para limpar o sangue: Gugulu.
Mais importante que o uso das ervas, é a disciplina alimentar principalmente em casos de obesidade. Procure
sempre compor os seis sabores nas refeições e pratique exercícios regulares para manter seu metabolismo
equilibrado.
O sistema imunológico e as ervas favoráveis: Na medicina ayurvédica há uma erva muito eficaz para essa
função. A ashwagandha é a erva mais popular para o estimulo do sistema imunológico. Foram feitos vários
estudos sobre seu efeito antioxidante para reduzir os efeitos tóxicos causado pelas drogas da quimioterapia
nos casos de câncer. Outra erva pouco conhecida que mostrou propriedades estimulantes é a gudushi, também
conhecida como amrit. Esta erva demonstrou ter a capacidade de estimular a produção de anticorpos e a
imunidade. Amalaki e shatavari são outras ervas tradicionalmente usadas para nutrir a substância sutil da
imunidade conhecida como ojas. Segundo o Ayurveda, quando ojas é abundante e está em circulação, células
e tecidos funcionam de forma excelente e dá apoio a toda a fisiologia. O esgotamento de ojas nos torna
vulneráveis e alterações internas e externas.

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TABELA DAS ERVAS COM NOMES LATINO, POPULAR E SÂNSCRITO E SUAS FUNÇÕES

Latim Popular Sânscrito Circulação Desinto Diges Estimulante Saúde Meta Ne Reju Réu Saúde
Respiração xicante tivo do sistema do bólico rvi venes má da
imunológico homem no cedor tico Mulher
Allium sativum / Alho / Rasonam X X X X X
Aloe vera / Aloe / Kumari X X X
Andrographis paniculata / Genciana / Kirata X X X X
Aspargus recemosus / Aspargus selvagem / Shatavari X X X X
Azadirachta indica / Lilás da pérsia – nim / Nimba X X X
Boswellia serrata / Boswellia / Shalaki, Kunduru X X X
Cammellia sinensis / Chá verde / Chai X X X
Cássia angustifólia / Sena / Rajavriksha, Marcandika X X
Centella asiática / Cairuçu asiático / Brahmi X X X
Coleous forskohlli / Cóleo / Pashanbhedi, Balaka X
Cammiphora mukul / Gugulu / Guggulu X X X X
Curcuma longa / Açafrão da terra / Haridra X X X
Elettria cardamomum / Cardamomo / Ela X X X X
Emblica officinalis / Amalaki / Amalaki X X X X X X
Ginkgo biloba / Ginkgo / --- X X X
Glycyrrhiza glabra / Alcaçuz / Yasthimadhu X X X X
Gymnema sylvestre / Gurmar / Mehasringi X
Lavandula angustifólia / Lavanda / --- X X X
Linum usitatissumum / Semente de linhaça / Uma X X X
Mucuna pruriens / Mucuna / Atmagupta, Kapikacchu X X X
Ocimum santum / Manjericão santo / Tulsi X X X X
Phyllanthus niruri / Quebra pedra / Bhymyaamlaki, X
Picrorhiza kurroa / Picroliv / Kutki X X X
Piper methysticum / Kava kava / --- X
Terminalia arjuna / Arjuna / Arjuna X X X
Tinospora cordifolia / Amrit / Guduchi X X X
Trigonella foenum graecum / Feno greco / Medhika, Methi X X X X
Valeriana officinalis / Valeriana / Tagara X
Withania somnifera / Cereja de inverno/ Ashwagandha X X X X
Zingiber officinale / Gengibre / Andraka, Sunthi X X X X X X

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Tabela dos Alimentos
A distribuição dos alimentos para cada Dosha
VATA PITTA KAPHA
Não sim não sim não sim
Frutas frescas, Frutas doces, Frutas ácidas, Frutas doces, Frutas doces, Maçã, damasco
Maçãs, Damasco, Damasco, Maçã, abacate, Frutas azedas, Cereja,
F Pêra, Bananas, Framboesa, Coco, figo Abacate, Framboesa,
Romã, Cerejas, coco, Banana, cereja, Uva preta, Banana Manga,
R Melancia, Grep fruti, Uva verde, Manga, Coco, figo, Pêssego, pêra,
Caqui. Figo, limão, limão, Melão, Uva, limão, Caqui, romã,
U Manga, Melão, laranja azeda, Laranja doce, Melão, Uva e ameixas
Laranja, mamão, Pêra, Laranjas, pretas.
T Mamão, Pêssego, Abacaxi doce, Mamão,
Abacaxi, abacaxi Romã, ameixa, Abacaxi,
Abacate, Ameixa azeda, Uvas passas Ameixa.
A
Framboesa, Caqui.
S Uva, pêssego,
Ameixa.

Vegetais crus, Vegetais Vegetais Vegetais doces Vegetais doces Vegetais


Brócolis cozidos picantes, e amargos, e suculentos, picantes e
V Couve-de- Aspargos, Beterraba, Aspargos, Pepinos, amargos,
bruxelas Beterraba, Cenoura, Brócolis, Batata-doce, Aspargos,
E Repolho Cenoura, Berinjela, Couve-de- Tomate, Beterraba,
Couve-flor Pepino, Cebola, bruxelas, Abobrinha. Brócolis,
G Aipo, Alho, Alho, Repolho, Cenoura, Aipo,
Berinjela, Feijão, Pimenta, Pepino, Repolho,
E Folhas verdes, Quiabo, Rabanete, Couve-flor, Couve-flor,
Alface, Cebola cozida, Tomate. Aipo, Couve-de-
T Cogumelo, Batata doce, Feijão verde, Bruxelas,
Cebola crua, Rabanete, Folhas verdes, Berinjelas,
A Salsa, abobrinha Alface, Alho, Folhas
Pimenta, Cogumelos, verdes, Alface,
I Batata branca, Quiabo, Cogumelos,
Espinafre, Ervilha, Quiabo, salsa,
Tomate, Salsa, Cebola,
S
Ervilha. Pimentão Ervilhas,
verde, Pimentas,
Batatas, Batata branca,
Abobrinha. Rabanete,
Espinafres.

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VATA PITTA KAPHA


não sim não sim não sim
Cevada, Aveia cozida, Trigo sarraceno Cevada, Aveia cozida, Cevada,
Trigo Arroz, Milho, Aveia cozida, Arroz marrom Milho,
G Sarraceno, Trigo. Painço, Arroz basmati, e branco Painço,
R Milho, Aveia seca, Arroz branco, Aveia seca,
à Painço, Arroz marrom, Trigo. Pequena
O Aveia seca, Centeio quantidade de
S Centeio arroz,
Centeio.

LE Nenhuma leguminosa exceto Todas as leguminosas estão Todas as leguminosas estão


GU Feijão Azuki, tofu (coalho de bem, exceto lentilhas. bem, exceto feijão comum,
MI soja), lentilhas vermelhas e soja, lentilha preta.
NO
SAS
pretas
CAS
Todas as castanhas estão Nenhuma castanha exceto Nenhuma castanha.
TA bem em pequenas a castanha do Pará em
NH quantidades. pequena quantidade.
AS
SE Todas as sementes estão Nenhuma semente exceto Nenhuma semente exceto
ME bem com moderação. a de girassol e de a de girassol e de
N
TES abóbora. abóbora.

D Todos os doces estão bem Todos os doces estão bem Nenhum doce
O exceto o açúcar branco, exceto o mel e o exceto o mel.
C
E a não ser, moderadamente. melado.
S
ES Todas as especiarias Todas as especiarias alcalinas Todas as especiarias estão
PE estão bem. ou que criam frescor: coentro, bem exceto o sal, com
CIA Cardamomo, erva-doce, moderação.
RI
Curcuma e uma pequena
AS
quantidade de pimenta preta.
LA Todos os laticínios estão Manteiga Manteiga Não pode comer laticínios
TI bem moderadamente. salgada, sem sal, exceto o ghee e o leite de

NI Creme de leite Ricota, ghee cabra em pequenas
OS Yogurte Leite. quantidades.
Ó Todos os óleos estão bem. Amêndoas, Coco, oliva, Apenas os óleos de Amêndoas,
L
E
Açafrão, Girassol e Milho, Girassol ou Mostarda
O Gergelim. de Soja. em pequena quantidade.
s

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ALGUMAS PALAVRAS DE

Entre a brutalidade para com o animal e a crueldade para com o homem, há uma só diferença: a vítima.
Lamartine

Nada beneficiará tanto a saúde humana e aumentará as chances de sobrevivência da vida na terra quanto a
evolução para uma dieta vegetariana. A ordem de vida vegetariana, por seus efeitos físicos, influenciará o
temperamento dos homens de uma tal maneira que melhorara em muito o destino da humanidade.
Albert Einstein

Quanto mais o homem simplifica a sua alimentação e se afasta do regime carnívoro, mais sábia e a sua mente.
George Bernard Shaw

Os animais são meus amigos...e eu não como meus amigos.


George Bernard Shaw (Nobel 1925)

A proteção dos animais faz parte da moral e da cultura dos povos.


Victor Hugo

Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a
saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia
a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor.
Pitágoras

Se experiências em animais fossem abandonadas, a humanidade teria tido um avanço fundamental.


Richard Wagner

Sinto que o progresso espiritual requer, em uma determinada etapa, que paremos de matar nossos companheiros, os
animais, para a satisfação de nossos desejos corpóreos.
Gandhi

Eu não tenho dúvidas que parte do destino da raça humana, na sua evolução gradual, parar de comer animais.
Henry David Thoreau

O destino dos animais é muito mais importante para mim do que o medo de parecer ridículo.
Mile Zola

A compaixão para com os animais e das mais nobres virtudes da natureza humana.
Charles Darwin

A civilização de um povo se avalia pela forma que seus animais são tratados.
Humboldt

Tempo vir em que os seres humanos se contentarão com uma alimentação vegetariana e julgarão a matança de um
animal inocente como hoje se julga o assassino de um homem.
Leonardo da Vinci

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Na Índia, o vegetarianismo é mais que uma tradição, pois ele tem suas raízes nas escrituras védicas, que são
os próprios alicerces do continente indiano.
O vegetarianismo, sem dúvida, não tem fronteiras, e os países ocidentais têm também seus vegetarianos, mas,
como estes representam uma minoria (que, porém, ganha mais adeptos a cada dia), são geralmente
considerados como se vivessem num mundo de sonho e fantasia. Contudo, os mais bem informados começam
a descobrir aquilo que os textos antigos apóiam há milhares de anos: o vegetarianismo é, para o ser humano, a
melhor maneira de alimentar-se. A palavra vegetariano vem da palavra latina vegetus, isto é, “uma pessoa
mental e fisicamente sadia”. O „vegetarianismo‟ implica também numa linha de conduta filosófica e moral;
ele não se restringe a seguir apenas um regime alimentar. Sem dúvida, existem muitas teorias sobre a
alimentação, mas as escrituras da Índia definem o vegetarianismo como sendo a abstenção de carne, peixe e
ovos. Combinando cereais, frutas, legumes e dando uma importância particular aos produtos lácteos, o regime
védico se harmoniza perfeitamente com as leis naturais.Com fundamentos numa filosofia sadia, na ciência e
no bom senso, ele está presente na civilização indiana desde os tempos mais remotos.
Não é de admirar que, no Ocidente, tão vazio de pureza e verdade, milhões de pessoas de todas as condições
sociais estejam se tornando vegetarianas.Vejamos agora algumas das principais razões que o homem possui
para se tornar vegetariano.Saúde e nutrição Nos dias de hoje, à medida que se sucedem descobertas
científicas, cada qual mais surpreendente que a outra, está sendo provado que o consumo de carne animal gera
doença. Eis aqui alguns exemplos: Estudos demonstram que a fisiologia do homem difere da dos animais
carnívoros, nos quais o estômago tem mais músculos, as secreções gástricas são dez vezes mais ácidas e os
intestinos bem mais curtos. Desse modo, no organismo humano, as carnes não digeridas ficam estagnadas por
mais tempo e sua putrefação causa numerosas doenças, como velhice prematura.
Um dos aspectos mais graves da questão é que grandes quantidades de hormônios e antibióticos são
ministrados aos animais para fazê-los engordar muito rapidamente, provocando formação de câncer e
tumores, quando ingeridas pelo ser humano. O Professor Pech, da Faculdade de Medicina da Universidade de
Montpellier, França, correlaciona a maioria das doenças do coração à presença de antibióticos nas carnes de
animais de corte. Além disso, os cânceres do baço e do cólon, seriam devidos à intoxicação química e à
putrefação de alimentos animais no aparelho digestivo.
Pesquisadores descobriram que carnes assadas são altamente cancerígenas. Um quilo de carne assada, como
churrasco, por exemplo, contém tanto benzopireno quanto o fumo de 600 cigarros.
Por outro lado, há perigos de carência de certos nutrientes. O trabalho de dois ingleses, Burkitt e Trowell, põe
em evidência que a carne é muito pobre em fibras vegetais (celulose). Essa carência manifesta-se, geralmente,
sob a forma de prisão de ventre, enxaqueca e cansaço, além das chamadas “doenças da civilização”, como o
câncer, a artrite, as doenças cardíacas, etc. Os franceses, por exemplo, que são os maiores consumidores de
carne da Europa (112 kg de carne por ano por habitante), retêm também outro recorde, o de doenças do
coração (41% das causas de morte). A carne vermelha, mesmo a mais magra, contém uma
enorme quantidade de gordura, de má qualidade, pois é rica em gordura saturada, que causa um excesso de
colesterol, o que gera doenças cardiovasculares, aproveitamento deficiente de cálcio, digestão difícil, etc.
Além disso, é na gordura que o organismo armazena venenos químicos. Poderíamos enumerar centenas
de itens maléficos decorrentes do consumo de carne, peixe e ovos, mas como acima desta atitude
simplesmente racional o nosso maior interesse é no que tange ao espiritual, então abordamos somente alguns
itens que evidenciam o grande mal causado por esta “alimentação” feita na modalidade da ignorância. No
Bhagavad-gita, o Senhor Krishna declara que aceita, se oferecido a Ele com amor e devoção, cereais, frutas,
vegetais, leite e seus derivados, etc...(alimentos na modalidade da bondade), por isso oferecemos tais
alimentos ao Senhor Supremo, fonte de tudo que existe e, depois o consumimos, e a decorrência deste ato
amoroso e saudável é que por tomarmos prasadam (a misericórdia de Deus), nos purificamos ao darmos
alimento para o corpo e para a alma. Há no mundo 1,35 bilhão de bois e vacas. Criamos 930 milhões de
porcos, 1,7 bilhão de ovelhas e cabras, 1,4 bilhão de patos, gansos e perus, 170 milhões de búfalos. Some
todos eles e temos uma população de animais quase equivalente a humana dedicando sua vida a nos alimentar
involuntariamente, é claro. E isso porque ainda não incluimos na conta a população de frangos e galinhas
abastecendo a Terra de ovos e carne branca: 14,85 bilhões. Só no Brasil há 172 milhões de cabeças de gado
bovino uma para cada cabeça humana. Nosso rebanho bovino só é menor que o da Índia, onde é proibido
matar vacas. Na média, um brasileiro come perto de 40 quilos de carne bovina por ano, ou seja, uma família
de cinco pessoas devora uma vaca em 12 meses. Somos o quarto pais do mundo onde mais se come carne
bovina. Um brasileiro médio come também 32 quilos de frango e 11 quilos de porco todo ano.
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Propriedades Terapêuticas dos Alimentos

Laticínios:
Leite de Vaca: O leite de vaca é doce, refrescante e tem reação doce; aumenta kapha e diminui Pitta e vata;
proporciona peso, oleosidade, capaz de incrementar qualquer dhatu, considerado amrta porque se converte
imediatamente em rasa quando se toma sozinho. Para torna-lo mais leve e livre de germes, deve ser fervido a
menos que se possa tomar diretamente no curral, pois depois de ter sido armazenado se faz difícil sua
digestão. Portanto, é melhor tomá-lo quente; é muito bom para as enfermidades cardíacas e elimina os
venenos. Toda criança até a idade de 14 anos deve tomar leite quente 3 vezes ao dia. A mulher grávida deve
tomar diariamente em número suficiente para dois. As frutas ácidas como a laranja e o limão, não combinam
com o leite, pois fazem ele talhar. O leite colocado em vasilha de cobre incrementa vata; em vasilha de ouro,
incrementa Pitta; em vasilha de prata, incrementa kapha. A hora de retirar o leite também é importante para se
identificar que tipo de leite está sendo consumido. Por exemplo: o leite da manhã é frio e gordo e causa
aumento de kapha. O leite retirado a tarde é mais leve e menos gordo, causando secura, pode agravar vata. O
leite é rejuvenescedor, fortalecedor e um tônico do coração. Ele fortalece o intelecto e dá poder vital; como se
diz nos textos clássicos: “é um elixir da vida”. Ele reduz a ação negativa dos três doshas, principalmente a de
Pitta, porém, kapha dosha deve tomar moderadamente.

Leite de Cabra: O leite de cabra é doce, refrescante e de reação doce/acre; é um pouco mais leve que o leite
de vaca; ele alivia a tosse, a febre e a diarréia. Pode aumentar pitta e equilibra kapha e moderadamente para
vata. É mais leve que o leite de vaca, pois tem menos kapha. Essa característica é devido a que a cabra não
bebe água como a vaca e se alimenta mais de alimentos amargos e picantes, isso à torna um animal mais ágil.
Possui menos valor nutritivo, mas é muito útil às crianças que não digerem bem o leite de vaca; contém
anticorpos contra várias enfermidades. Deve ser usada contra a asma, a pressão alta, a tuberculose e a
hemorróidas. O leite de cabra é mais recomendado ingerir pela manhã.

Yogurte: O yogurte é azedo/ácido, é refrescante quando está frio, mas, em temperatura ambiente, ele causa
aquecimento e tem reação azedo/ácido. Aumenta pitta e kapha e diminui vata. Quando ingerido no início da
refeição ele incrementa o apetite, se estiver acrescido de massala digestiva. Se for ingerido após a refeição,
deve estar acrescido de massala e água, diminuindo sua massa, tornando-o um alimento perfeito para após
refeição e a digestão de kapha. Ele tem propriedades oleosas quando feito de leite integral; tem também
propriedades digestivas, tornando-o um dos principais alimentos harmonizador a digestão. É bom para
diarréia e dores urinárias. Ele ajuda na formação do sangue, gordura e sêmen. Dá força ao jataragni quando
tomado com outros ingredientes ou fazendo parte de composições, mas, quando tomado sozinho, causa
distúrbios nos três doshas se exceder na quantidade. Pode-se misturar com ghee, massala e diluir em água para
harmonizar a digestão. Pode-se misturar com mel ou dhal (creme de lentilhas). Yogurte ajuda a curar a
sinusite crônica e inflamação da bexiga e uretra. Quando o yogurte for livre de gordura, ajuda na indigestão e
inflamação do pâncreas. Deve-se tomar sempre fresco, preparando no máximo, de dois em dois dias. O
yogurte pode ser tomado diariamente quando for ingerido após as refeições e com os acompanhamentos
corretos. Não se deve tomar em dias chuvosos, porque causa aumento de kapha; nem se deve tomar à noite,
pois não há fogo digestivo. Sua aplicação externa é boa para os nervos e para as juntas.
Seus efeitos negativos são: quando tomado em excesso, pode provocar edema, hemorragia excessiva durante a
menstruação, enfermidade da pele, anemia, pressão alta, febre, aumento dos mucos e pode causar congestão.
Seus principais antídotos são: o cominho e o ghee.

Manteiga de leite de vaca: A manteiga é doce/ácida, refrescante e tem reação doce. Aumenta kapha e
reduz vata e pitta. É oleosa, reduz hemorróidas, promove a absorção intestinal. Dá peso e fortalece o corpo,
controla o sangue se for ingerida sem sal; com sal aumenta a pressão. Tomada com moderação ajuda a
controlar a tosse, as impurezas do sangue, dores nas articulações, tuberculose, enfermidades oculares,
intestinais e inchaços.

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Paneer (Queijo tipo ricota ou fresco): A ricota é doce/ácida, refrescante e tem reação doce. É um
alimento pesado e se ingerido em excesso aumenta pitta e kapha, mas pode ser bom para vata. Seu efeito
negativo é aumentar a congestão e os mucos, agravando kapha e pitta. Seu antídoto é a pimenta preta e a
pimenta caiena, mas todas as pimentas podem agir como tal.

Óleos
Ghee: O Ghee é doce, refrescante e tem reação doce. É um produto feito a partir da purificação da manteiga
de leite de vaca ou da manteiga de leite de qualquer outro animal mamífero. Sua vasta utilização é bastante
ampla dentro da cultura indiana – como na fitoterapia, na cosmética e um importantíssimo artigo das
cerimônias ritualísticas hinduístas. Existem várias maneiras de denominá-lo como: óleo purificado da
manteiga, manteiga clarificada, emoliente básico, manteiga de garrafa, usli-ghee.
Nos “Shastras” (escrituras sagradas antigas da Índia), especialmente para o Ayurveda (ciência médica
tradicional milenar indiana), o Ghee tem diversas funções terapêuticas: é pesado, se tomado em excesso
aumenta kapha, se tomado moderadamente será bom para vata, pitta, kapha, controla todos os “Dochas”.
Possui propriedades altamente rejuvenecedoras das células, incrementando a longevidade, melhora a
memória, a discriminação da inteligência, fortalece os tecidos, incrementa a fertilidade. É excelente alimento
para a voz e para a garganta.
O Ghee é muito importante para o crescimento das crianças por promover a construção dos sete “Dathus”.
É útil para os seguintes problemas:
Intoxicação, erupções, cortes, queimaduras, herpes, úlceras, febres, enfermidades do peito e problemas
mentais. O Ghee é largamente utilizado na fitoterapia tradicional, servindo como veículo para as ervas
adequadas para cada problema. As ervas são maceradas ou fervidas junto com o Ghee, em seguida administra-
se uma colher de sopa ou um cálice diariamente dependendo do caso. O Ghee tem como qualidade especial
acender o fogo da digestão sem perturbar Pitta. Possui o mesmo valor nutritivo do leite. O Ghee que tenha
sido envelhecido durante 10 (dez) anos ou mais se converte em um poderoso tóxico que é utilizado como
medicamento no Ayurveda, para tratamento de obesidade, epilepsia, dores de cabeça e problemas dos olhos e
ouvidos; para isso, se mescla em água e se administra em gotas. Nas escrituras mais tradicionais, se diz que o
Ghee é tão poderoso que pode reviver um homem em estado de coma. Pessoas que tem problemas de
constipação podem tomar uma colher de Ghee em um copo de leite quente. Combinado com alcaçuz ou
cálamo, é usado extensivamente no Ayurveda como um excelente tônico pulmonar. O Ghee é um excelente
desintoxicaste proporcionando equilíbrio aos três “Doshas”. O Ghee pode ser usado também como óleo para
massagem e na confecção de máscaras terapêuticas na cosmética natural.
O Ghee na culinária é um excelente elemento para abrir o apetite, aumenta o sabor de todos os alimentos. De
maneira bastante simples, o Ghee pode ser utilizado para todos os tipos de preparações culinárias da mesma
maneira que os outros óleos e pode ser usado em menor quantidade. O Ghee, por não ser um óleo saturado,
torna-se bastante assimilável e não contém colesterol.

Óleo de Gergelim: O gergelim é doce/amargo/adstringente e calorífico, quente e tem reação acre. Ele é
pesado, oleoso, aumenta pitta, diminui vata e se usado moderadamente é bom para kapha. Fortalece as
articulações, dependendo de sua aplicação pode eliminar lombrigas. Ajuda a formar as fezes sólidas quando
há diarréia e conserva a gordura do corpo. Pode ser usado para enema, massagens e vária aplicações para
olear o corpo. Uma bolinha de algodão mergulhado no óleo morno e colocado no ouvido melhora o sono e
fortalece o relaxamento mental. O óleo de gergelim é um dos principais óleos utilizados na confecção de óleos
medicados no Ayurveda para diversas funções terapêuticas; tanto via oral quanto em aplicações externas.
Como contém dois antioxidantes naturais, sesamol e sesamoline – o óleo de gergelim se mantém por mais
tempo sem ficar rançoso; seu conteúdo de lecitina tem um efeito benéfico nas glândulas endócrinas e
especialmente nas células nervosas. Ele contém oito aminoácidos essenciais importantes para o cérebro, o que
pode explicar sua hístória de uso na massagem e o banho de óleo na cabeça. Seu efeito negativo, quando
usado em demasia, produz excesso de kapha criando enfermidades na pele e é daninho para os olhos.

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Óleo de Mostarda: O óleo de mostarda é picante, quente e tem reação picante. Ele é leve, agudo, oleoso.
Aumenta pitta, diminui vata e kapha quando utilizado moderadamente. Quando ingerido terapeuticamente,
pode matar lombrigas e ajudar nas enfermidades da pele. Sua aplicação externa alivia artrite e problemas
musculares. É um excelente óleo para os meses frios. Seu efeito negativo é super aquecimento quando
aplicado em pitta, produzindo impurezas no sangue.

Óleo de Girassol: O óleo de girassol é doce, refrescante e tem reação doce. É leve, oleoso, fortificante,
bom para os três doshas. Kapha deve usar moderadamente e vata sempre aquecido.

Óleo de Coco: O óleo de coco é doce, refrescante e tem reação doce. Ele é relativamente leve, viscoso,
aumenta kapha, alivia vata quando aquecido e é o principal óleo para aliviar os distúrbios de super
aquecimento de pitta. Ele cura males da pele como: fissuras, queimaduras, inflamações, eczemas e infecções
por fungos; é anti-séptico. A massagem com óleo de coco suaviza o calor que acompanha a excitação sexual.
Os homens massageados com ele regularmente perceberão o aumento da vitalidade e o sêmen, evitando a
ejaculação precoce. O óleo de coco quando aplicado no corpo não forma uma película na pele, isso permite
que o corpo absorva mais prana da atmosfera, na forma de oxigênio, íons negativos e radiações solares. Na
Índia o coco é uma fruta sagrada e é utilizada em várias cerimônias de oferenda a Vishnu e a Ganesh.
Quando aplicado na cabeça antes de dormir, pode levar a um sono excelente principalmente nos dias muito
quentes.

Óleo de Milho: O óleo de milho é doce, quente e tem reação doce. Ele é relativamente leve, oleoso,
aumenta pitta, moderadamente bom para vata e kapha.

Óleo de Açafrão: O óleo de açafrão é doce/picante, quente e tem reação picante. Ele é relativamente leve,
agudo, oleoso, aumenta pitta e diminui vata e kapha. Se tomado em excesso irrita o sistema nervoso.

Açúcares:
Garapa (caldo de cana): A garapa é doce, refrescante e tem reação doce. Ela é pesada, oleosa, aumenta
peso, gordura, e urina; um excelente remédio para aqueles que têm problemas de hepatite e dos rins. Faz
aumentar kapha e alivia pitta e vata. Deve-se tomar com estômago vazio. A cana amarela é superior que a
variedade vermelha. Quando o suco é fervido, elimina-se a água, converte-se em melado.

Melado de Cana: O melado é doce, refrescante e tem reação doce. Ele é laxativo rápido, útil para as
desordens dos rins e purifica a urina. Quando o melado é limpo debaixo do sal, remove-se as partículas negras
que o converte em Jaggery ou Gur. Seu efeito negativo é perturbar os três doshas quando ingerido em
excesso, pois sua composição já não é mais a mesma da garapa.

Jaggery ou Gur: O jaggery ou gur é doce, picante e tem reação doce. Ele forma kapha e os dhatus. Tem o
poder de ascender o fogo digestivo, mas, se tomar em excesso perturba pitta. Quando envelhecido por uns dez
anos, o gur se converte em um excelente tônico pulmonar.

Mel: O mel é doce/ácido, quente e tem reação doce. Ele é seco, áspero, pesado, laxativo; diminui os mucos;
suavemente alimenta pitta e diminui vata e kapha. É o melhor doce natural. Muito útil para os tratamentos de
enfermidades oculares e impurezas do sangue, asma, disenteria, enfermidades da pele e lombrigas. Mesmo
sendo doce é útil nos casos de diabetes e problemas de kapha. Ajuda a unir ossos depois de uma fratura e
eliminar o pus nas infecções. É o alimento mais fácil de digerir e o melhor no controle de kapha. Nunca deve
ser cozido, pois quando aquecido no ponto de fervura, torna-se tóxico. Não deve ser usado em ambiente como
deserto ou quando a temperatura ambiente for muito quente e seca. Não é recomendado tomar mel quando
houver febre alta. Da mesma forma que o ghee, o mel é um excelente veículo para transportar as propriedades
medicinais das ervas para os tecidos. É um excelente purificador do sangue e bom para as enfermidades dos
olhos e dentes. Alivia o resfriado, a fome e congestão. Mel e água juntos podem energisar o corpo e ajuda o
fluxo dos rins. Se tomado com moderação, reduz a gordura do corpo.
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Leguminosas

Feijão: O feijão é doce/ácido, refrescante e tem reação doce. Ele é seco, áspero, pesado, laxativo. Quando
ingerido moderadamente, pode ser bom para pitta e kapha; aumenta vata pela secura. Se for feijão azuki, que é
o feijão menos ácido, será muito útil para os tratamentos dos rins e para os diabéticos. Ajuda a eliminar as
toxinas e o inchaço. São bons para a vista; não deve ser consumido mais do que três vezes por semana; ao
contrário disso, só quando a pessoa estiver em uma dieta específica. Seu efeito negativo é aumentar a acidez
do corpo. Seu antídoto é cozinhá-lo com alga marinha nas dietas terapêuticas ou temperá-lo com cominho e
coentro para torná-lo mais equilibrado.

Ervilha: A ervilha é doce, refrescante e tem reação doce.Ela é pesada, aumenta kapha, reduz vata e pitta. É
um dos principais alimentos que constrói todos os dhatus, proporcionando força e peso ao corpo. É
lubrificante e colabora especialmente na formação do tecido ósseo. Na alimentação vegetariana, a ervilha
pode ser consumida todos os dias. Seu efeito negativo é aumentar kapha, peso e gordura. Seu antídoto é o
gengibre.

Lentilha preta: A lentilha é doce, quente e tem reação doce. Ela é fortificante, aumenta pitta, kapha e
diminui vata.

Lentilha vermelha: A lentilha vermelha é doce/ácida, quente e tem reação doce. Ela é fácil de digerir,
aumenta pitta, diminui vata e kapha.

Grão de bico: O grão de bico é doce/ácido, refrescante e tem reação doce. Ele é pesado, seco, áspero muito
desidratante; um dos principais alimentos para as dietas de kapha por proporcionar diminuição de líquido.
Aumenta vata, diminui kapha e pitta. Seu efeito negativo faz produzir muitos gases; seu antídoto é o ghee e o
cominho.

Grãos

Arroz: O arroz é doce, refrescante e tem reação doce. Ele é leve e macio; tem pouco valor nutritivo quando
for beneficiado, ainda que, este item se aplique a qualquer alimento refinado. É bom para kapha, em pouca
quantidade reduz vata e pitta. Elimina a fadiga e a depressão. É excelente reconstituinte depois de
enfermidades, se tomado em forma líquida ou pastosa, principalmente nos distúrbios de pitta com febres.
Deve ser evitado por pessoas que tenham úlceras estomacais e diabetes. O arroz integral é um dos principais
alimentos para a desintoxicação do sangue quando ingerido sozinho em dieta terapêutica.

Arroz basmati: O arroz basmati é doce, refrescante e tem reação doce. Ele é leve, macio e nutritivo;
diminui vata e pitta e é bom para kapha quando ingerido moderadamente.

Cevada: A cevada é doce/ácida/adstringente, quente e tem reação doce/ácida. Ela é diurética, aumenta vata,
diminui pitta e em especial kapha. A cevada causa secura, é leve e útil nas enfermidades dos rins. Pode ser
consumida como o arroz e seus grãos torrados e moídos, podem substituir o café.

Soja: A soja é doce/ácida, refrescante e tem reação doce. Ela é pesada, oleosa, laxativa; aumenta vata e
kapha e diminui pitta. O coalho de seu leite (o tofú) combina com vata e pitta e deve ser consumido
moderadamente por kapha.

Trigo sarraceno: O trigo sarraceno é doce/ácido/adstringente, quente, e tem reação doce. Ele é leve e seco,
portanto, aumenta vata e pita; diminui kapha.

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Milho: O milho é doce, quente e tem reação doce; ele é leve e seco; portanto, aumenta vata e pitta; reduz
kapha.

Painço: O painço é doce, quente e tem reação doce. Ele é leve, seco, portanto aumenta vata e pitta; reduz
kapha.

Legumes:

Abóbora: A abóbora é doce/picante, refrescante e tem reação doce. Ela é indicada para as enfermidades de
kapha como a diabetes e é boa para alguns problemas de vata como a artrite.

Abobrinha: A abobrinha é doce/ácida, refrescante e tem reação doce. Ela é pouco seca, leve e pode
aumentar kapha; é boa para vata e alivia pitta. É um dos poucos alimentos completos que constrói todos os
dhatus. É recomendada para as enfermidades da garganta e é considerado alimento rejuvenescedor celular.
Aspargos: O aspargos é doce, refrescante e tem reação doce. É um alimento alcalino, benéfico para todos os
doshas. É um tônico para o cérebro e dos nervos. Ele estimula o apetite, a secreção de leite; limpa os mucos
para a passagem respiratória. Bom para quem sofre dos rins, diabetes e para convalescentes. Na Índia existe
um tipo de aspargos selvagem muito utilizado na fitoterapia para problemas da mulher, principalmente os
calores da menopausa. O aspargos é rico em flúor, sendo um alimento indispensável na dieta infantil.

Batata: A batata é doce/adstringente, refrescante e tem reação doce. Ela é seca, áspera e leve; aumenta vata e
diminui pitta e kapha. Consumida em excesso perturba vata e pitta. A batata crua ou friccionada produz um
sumo que destrói a gordura, sendo útil nos casos de obesidade. Sua ação doce proporciona um equilíbrio
térmico nos desarranjos de pitta aumentado como as febres. O efeito negativo da batata é produzir gases e o
antídoto é o ghee com pimenta.

Berinjela: A berinjela é doce/ácida, quente e tem reação ácida. Ela incrementa vata e pitta e reduz kapha.
Útil para o alívio da tosse.

Beterraba: A beterraba é doce, quente e tem reação doce. Ela é pesada, alivia a anemia, pode aumentar vata
e pitta e diminuir kapha quando este último não apresenta problemas de diabetes.

Cenoura: A cenoura é doce/adstringente, quente e tem reação doce. Ela é pesada; aumenta kapha e pitta se
consumida em excesso e é boa para vata. Ela é digestiva, laxativa, diurética, estimula o apetite, anti-séptica,
antispasmódica.

Nabo: O nabo é amargo, quente e tem reação adstringente. Quando comido cru, altera os três doshas, mas, se
for acompanhado de suco de limão e de gengibre, torna-se um excelente estimulante da digestão,
principalmente para as frituras. Deve-se deixar de molho em água mineral antes de usá-lo. Quando cozido e
refogado em óleo, torna-se mais digestivo e é bom para controlar vata e pitta. É útil para a asma, a tosse a voz
e a sinusite.

Pepino: O pepino é doce/ácido, refrescante e tem reação doce. Ele é pesado, aumenta kapha, alivia vata e
pitta. Na culinária indiana, o pepino é largamente usado como principal ingrediente para as saladas e sempre
acompanhado de yogurte. Para que suas propriedades nutritivas sejam bem aproveitadas, deve-se comer com
suco de limão sal e pimenta Ele tem ação diurética.

Quiabo: O quiabo é doce/adstringente, refrescante e tem reação picante. Ele é calmante, sendo um alimento
bom para vata e pitta; emoliente, diurético, afrodisíaco e tônico. Indicado nos problemas de inflamação
intestinal; ulcera estomacal; diarréia; spermatorréia, gonorréia.

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Rabanete: O rabanete é picante, quente e tem reação picante. Ele diminui os gases; promove a digestão
quando ingerido moderadamente; aumenta pitta e diminui kapha e vata. Suas folhas verdes têm efeito
diurético.

Flôres:

Brócolis: O brócolis é doce/ácido, refrescante e tem reação picante. Ele é áspero, seco, aumenta vata; se
consumido em excesso pode aumentar pitta, diminui kapha.

Couve-flor: A couve-flor é ácida, levemente refrescante, e tem reação picante. Ela é áspera, seca, aumenta
vata; se consumida em excesso pode aumentar pitta, diminui kapha. Deve-se cozinhar com ghee para evitar a
formação de gases e por esta mesma razão não se deve comer a noite.

Alcachofra: A alcachofra é doce/adstringente, refrescante, e tem reação doce. Ela é leve, desintoxicaste do
sangue, portanto alivia pitta, diminui kapha e aumenta vata. É diurética; alivia o excesso de menstruação.

Folhas:

Aipo: O aipo é adstringente/doce, refrescante e tem reação picante. Ele é seco, leve; é de fácil digestão;
aumenta vata; diminui pitta e kapha. Podem ser usadas as folhas como também suas sementes e estas são
largamente utilizadas na culinária indiana, para compor várias combinações de masalas (especiarias
combinadas) como, por exemplo, o Curry. O aipo tem ação diurética e é extremamente refrescante quando
combinado com melão e batido no liquidificador. Suas sementes são quentes e estimulantes da digestão.

Agrião: O agrião é picante, quente e tem reação picante. Ele aumenta pitta se consumido em excesso; reduz
kapha e aquece vata; para isso deve-se consumir cozido para melhor digestão. É um excelente tônico
pulmonar; purificador do sangue; muito utilizado nos casos de pneumonia e resfriados com excesso de muco.

Alface: A alface é ácida, refrescante e tem reação picante. Ela é leve, áspera, aquosa, fácil de digerir; cria
leveza no corpo; promove gases se ingeri-la em excesso principalmente para vata. Aumenta vata, refresca
pitta e cria leveza em kapha. Purifica o sangue; seu suco é analgésico, se friccionado sobre a parte do corpo
afetada; alivia picadas de abelha. É indicada nos casos de ulceras, gastrite e colite, para essas afecções, deve-
se usar diariamente 25 a 50ml de suco fresco centrifugado durante três semanas. Seu efeito negativo é a
produção de gases e seu antídoto é o azeite de oliva e o suco de limão.

Couve-manteiga: A couve-manteiga é ácida/adstringente, refrescante e tem reação picante. Ela é de fácil


digestão; pode agravar vata se ingeri-la em excesso. Bom para pitta e kapha. Cura ulceras, eczemas,
infecções; é bactericida, antiviral, previne o câncer, gota, reumatismo, piorréia, gangrena; o suco de folhas
claras de couve remove verrugas.

Espinafre: O espinafre é picante/ácido/adstringente, refrescante e tem reação doce/picante. Ele é áspero,


seco, aumenta vata e pitta; diminui kapha. É laxativo, calmante e nutritivo. Ajuda a aliviar o excesso de muco;
é indicado nos casos de desordem intestinais; hemorróidas, anemia.

Repolho: O repolho é doce/adstringente, refrescante e tem reação picante. Ele é áspero, seco, aumenta vata;
diminui pitta e kapha. Cura ulceras, eczemas, infecções, antibacterial, antiviral, previne o câncer, gota e
reumatismo. Seu efeito negativo é produzir muitos gases e seu antídoto é cozinhá-lo em óleo de girassol e
acrescentar curcuma ou sementes de mostarda branca ou preta.

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Frutas

Ameixa doce: A ameixa doce é doce/ácida, quente e tem reação doce. Ela é aquosa; aumenta pitta e kapha,
diminui vata.
Banana: A banana é doce/adstringente, refrescante e tem reação azeda. Ela é pesada, laxativa se ingerida
em excesso; é tônica; afrodisíaca; nutritiva; é muito rica em potássio, vitamina C e carboidratos; aumenta
kapha; diminui vata e alivia pitta, se ingerida com cardamomo. Útil nos casos de limpeza do sangue e nas
ulceras; controla acidez; melhora a hipertensão de vata e desordens do coração. Uma combinação de banana,
ghee e cardamomo alivia a hipoglicemia, constipação e cãibras. É um excelente construtor de tecido muscular,
gorduroso, nervoso e tecido reprodutivo. Quando uma pessoa de característica pitta estiver muito quente ou
com úlcera inflamada, não é indicado o consumo de bananas; também é contra indicado ingerir líquidos antes
de uma hora após ter consumido bananas; misturar bananas com leite ou yogurte, ou quando a pessoas estiver
com febre, edema, vômito ou tosse com muco.

Coco: O coco é doce, refrescante e tem reação doce. Ele é oleoso, fortalecedor, revigorante; aumenta o peso
de kapha; alivia o calor de pita e lubrifica a secura de vata. Tônico purificador da bexiga, melhora a qualidade
do sangue, nutrindo-o contra a anemia. Muito nutritivo, faz aumentar o sêmen. É diurético, auxilia no
tratamento das doenças dos rins.

Caju: O caju é doce/ácido, refrescante e tem reação doce. Ele é pesado, oleoso, aumenta kapha e pitta;
diminui vata; é afrodisíaco.

Damasco: O damasco é azedo/doce, levemente quente, e tem reação doce. Ele diminui vata e kapha e
aumenta pitta se consumido em excesso. É indicado para eliminar as toxinas; bom para a constipação; previne
o câncer; problemas na pele; dos músculos e dos nervos.

Figo: O figo é doce/adstringente, refrescante e tem reação doce. Ele é pesado, nutritivo, atrasa a digestão;
aumenta kapha; diminui pitta e vata quando ingerido moderadamente. Indicado nos casos renais,
principalmente pedras. Melhora a hemorróidas, previne o câncer. Figos frescos previne impurezas do sangue;
a tosse e os problemas do peito. Figos secos devem ser hidratados é água ou ferver no leite de vaca para fazer
um tônico para as crianças. O suco de figo é tão nutritivo que pode até substituir o leite materno, quando este
for escasso.

Laranja: A laranja é doce/azeda, quente e tem reação azeda. Ela é pesada, promover o apetite; dificulta a
digestão se tomar seu suco junto às refeições. Aumenta pitta e kapha e diminui vata.

Limão: O limão é azedo/adstringente, quente e tem reação azeda. Ele é laxativo, expectorante, adstringente,
estimulante da digestão. Aumenta pitta e vata diminui kapha. O suco fresco com água morna e mel é bom para
vata e kapha nos casos de digestão fraca. Purifica a garganta; melhora a voz e é benéfico para o coração. É
indicado nos casos de insolação; febres; pele quente, seca; estanca hemorragia pulmonar; rins; útero; trato
intestinal; inflamações; gripe; bronquite e asma. Uma mistura de limão, bicarbonato e água, melhora os gases.
A mistura de limão e coentro fresco é indicada para pedras nos rins e problemas urinários.

Manga: A manga é doce, quente e tem reação doce quando madura. Ela diminui vata e pitta e aumenta
kapha. Quando a manga está verde ela é azeda/adstringente, fria e tem reação picante; neste caso, ela diminui
vata e kapha, aumenta pitta. É um excelente tônico, que produz rasa, sêmen e melhora a qualidade do sangue.
A manga também tem ação diurética, adstringente para a pele; é indicada para a digestão fraca; constipação;
fraqueza de e falta de vitalidade, neste ultimo caso, recomenda-se tomar leite morno com ghee uma hora
depois de comer uma manga madura. Melhora a pressão sanguínea. Os picles de manga são indicados nos
resfriados, alem de realçar o sabor dos alimentos durante as refeições. Ela tem alto teor de vitamina C.
Melhora o corrimento vaginal. Quando provoca gases o antídoto é o gengibre com ghee; mas quando provoca
diarréia, o antídoto é o ghee com cardamomo.
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Melão e Melancia: O melão e melancia são: doce, refrescante e tem reação doce. São pesados, aquosos;
aumenta kapha e vata e alivia pitta. Tem ação antifebril, diurético, refrescante e afrodisíaco. Um bom
alimento para o verão e dias muito quente e seco. A melancia é indicada nos casos de febre, sede, irritação,
queimação na urina.

Maçã: A maçã é doce/adstringente, algumas azedas; refrescante e tem reação doce. Ela é leve, áspera,
aumenta vata se comer crua em excesso, diminui pitta e bom para kapha. É indicada para diarréia; para formar
fezes e na anemia. Melhora o sangramento da gengiva; inflamações; baixa o colesterol. Ë bom nas artrites de
pitta e kapha; acides estomacal; reduz os radicais livres do sangue, protege contra o raios-X e irradiações.
Durante o inverno ou dias frios, é melhor comer a maçã cozida para melhor digerir.

Mamão: O mamão é doce/azedo, quente e tem reação doce. Ele auxilia digestão, calmante, estimulante se
consumido em excesso e é laxativo. Diminui vata; aumenta kapha e pitta se consumido em excesso. É
indicado nos casos de convalescentes e desordens digestivas. Seu uso externo é indicado para eczemas e
dermatite.

Romã: A romã é doce/adstringente/azeda, quente/fria e tem reação doce/picante. Ela é oleosa, estimula a
digestão, ajuda a formar glóbulos vermelhos no sangue; aumenta vata; diminui pitta e kapha. Controla os três
doshas; é um tônico para o coração; elimina o mau cheiro do corpo; é eficaz nos problemas da boca e
garganta. A variação doce dessa fruta é mais indicada para e pitta e moderadamente para vata; a variação
azeda é boa para vata e moderadamente para kapha. É um excelente tônico cardíaco. A casca torrada e moída
pode ser utilizada para máscaras faciais nos problemas de pele de pitta.

Tomate: O tomate vermelho é azedo/adstringente, quente e tem reação picante. Ele é leve, aumenta os três
doshas, principalmente pitta. Quando o tomate for consumido sem agrotóxico, tem o poder de reduzir o rico
do câncer. É indicado nos casos de: apendicite, desordem digestiva, hipertensão, colesterol e circulação. Seu
antídoto é consumi-lo com lima ou cominho.

Uva preta: A uva é doce, refrescante e tem reação doce. Elas são aquosas; fortificantes; laxativas; aumenta
kapha e vata; diminui pitta quando consumida moderadamente. A uva verde é uma variedade doce que
aumenta rasa no sangue; a variedade ácida é boa para kapha moderadamente.

Oleaginosas

Amêndoa: A amêndoa/amarga, quente e tem reação doce. Ela é pesada, aumenta pitta e kapha; diminui vata.
Muito energética, afrodisíaca, nutritiva, laxativa, promove o rejuvenescimento das células e é bom para os
nervos. Aumenta o sêmen; nutri os órgãos reprodutores; é bom para os rins; aumenta ojas. Pode-se consumi-
las de várias maneiras, por exemplo: coloque 20 amêndoas cruas de molho em água fervendo, em seguida,
retire a pele delas; bata no liquidificador com um copo grande de água mineral fria, uma colher de sobremesa
de pólen de flores, uma colher de sobremesa de sumo de gengibre fresco, e duas colheres de sopa de mel; se
preferir, pode-se coar o líquido para ficar mais liso; tome pela manhã.

Castanha do Pará: A castanha do Pará é doce/adstringente, quente e tem reação doce. Ela é nutritiva e um
forte tônico. Modernas pesquisas apontaram seu efeito de criar mais resistência contra o câncer e os tumores.
Diminui vata; aumenta kapha e pitta. Por ser um alimento altamente protéico e com reação doce, pitta pode
consumir, mas moderadamente. Muito rica em selênio.

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Temperos Frescos e Especiarias

Assafétida: A assafétida é picante, quente e tem reação picante. Ela é estimulante, carminativa,
antiespasmódica. Aumenta pitta, diminui vata e kapha. Um poderoso tempero tamasiko quando utilizado
moderadamente para os estímulos digestivos. Melhora as dores abdominais; elimina gases; parasitas; melhora
a candidíase; atua profundamente nos problemas emocionais, principalmente nas estrias, nervosismo,
depressão; atua também como aquecimento para as desordens de vata frio, letargia, artrite; é utilizada também
como artigo para exorcismo. As pessoas que praticam meditação devem utilizar com bastante moderação.

Alho: O alho é picante/azedo, quente e tem reação picante. Ele é oleoso, leve, anti-reumático, circulatório,
digestivo, respiratório. Ë bom para diminuir a tosse e eliminar os vermes. Indicado para hemorróidas;
lombrigas, sinusite e fraturas ósseas. Estimula o coração e combate a arteriosclerose. Não se deve usar durante
a gravidez. O alho tem um óleo muito aromático e quente; promove a digestão e a absorção dos alimentos; é
rejuvenescedor celular; é muito estimulante dos Chakras inferiores, portanto, as pessoas que praticam
meditação devem evitá-lo ou consumi-lo terapeuticamente. Um excelente alimento para os dias frios e
chuvosos. Alivia dores das juntas; combate a gripe, problemas de mucos nas vias aéreas; dores de cabeça e
problemas de ouvido. Seu efeito negativo é aumentar pitta em excesso; seu antídoto é cozinha-lo e comer com
limão ou coco fresco.

Cebola: A cebola cozida é doce, quente e tem reação doce; diminui vata e kapha e aumenta pitta. Ela crua é
picante, quente e tem reação picante; diminui kapha e aumenta vata e pitta. É um alimento tamasiko; pesada,
estimula a sexualidade, o apetite; fortalece o coração; alivia a febre quando aplicada externamente; é um
alimento forte, irritante e muito aromático; estimula os sentidos; cria coriza no nariz e irritação nos olhos;
estimula a digestão de alimentos pesados; alivia os ataques epiléticos agudos e aplicada no nariz ou em gotas
nos olhos; ajuda a reduzir o colesterol. Meio copo de suco de cebola fresca com duas colheres (sopa) de mel
alivia asma, tosse, espasmos, náuseas e vômitos; destrói vermes dos intestinos. Cebola ralada com ½ colher
(chá) de turmerique, ½ de curry, aplica-se esta pasta externamente, para ajudar nas dores das junta. Seu efeito
negativo é produzir gases e seu antídoto é cozinha-la e consumir com sal, limão ou sementes de mostarda.

Coentro Fresco: O coentro é doce/amargo, refrescante e tem reação adstringente. Ele é útil para eliminar o
excesso de pitta; é diurético e elimina a sensação de ardor. Das suas folhas frescas se faz um chatney (pasta
digestiva como aperitivo) junto com gengibre.

Coentro Semente: O coentro é picante/adstringente, refrescante e tem reação doce. Ele é gorduroso, seco e
leve. Elimina a sensação de queimação da urina; ajuda em quase todas as etapas da digestão, melhorando a
absorção dos alimentos. Aumenta kapha e vata e alivia pitta.

Cominho: O cominho é picante/azedo, quente e tem reação doce. Ele é leve oleoso, promove a digestão,
alivia a diarréia. Aumenta pitta e vata; diminui kapha. Purifica o sangue; reduz os inchaços; mata lombrigas; é
um bom diurético, especialmente útil depois do parto para reduzir o inchaço do útero e aumenta a secreção
láctea. É indicado nas flatulências; auxilia nas secreções dos sucos gástricos; o pó de cominho tostado é
efetivo no tratamento de desordens intestinais, para isso, toma-se uma colher (sobremesa) de ghee com uma
pitada do pó, que também alivia dores do abdômen.

Canela: Doce/amarga/picante, quente e tem reação doce. Ela alivia a sede; estimula a salivação, reduzindo a
secura da boca. Estimula kapha; é bom para vata e aumenta pitta se consumido em excesso. Purifica a boca e
a garganta; é um bom remédio para a laringite, tosse e sinusite. A canela é uma árvore que se utiliza sua casca
largamente na culinária indiana; é muito aromática; um estimulante anti-séptico; desintoxicação; ela cria
frescor, fortalece e energisa os tecidos; para aliviar a dor; é empregada nas desordens de vata e kapha; pode
ser usada nas doenças de pitta com moderação. Acende agni; promove a digestão; estimula o suor; melhora os
resfriados, congestão, para isso se faz um chá com uma mistura de canela, gengibre em pó, erva doce e cravo.

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Cravo: O cravo é picante, quente e tem reação picante. Ele é estimulante, expectorante, analgésico,
afrodisíaco. Promove a digestão, melhora o sabor dos alimentos, aumenta pitta e diminui vata e kapha. É
rejuvenescedor; é utilizado para a tosse, a asma, os resfriados, os problemas dos sinus, as cólicas, a má
digestão e as impurezas do sangue. O cravo contém um importante e poderoso alcalóide que é utilizado nos
medicamentos da odontologia. Um chá combinado de cravo e gengibre alivia vata e kapha.

Pimenta Preta: A pimenta preta é picante, quente e tem reação picante. Ela é leve, seca, áspera, promove a
digestão; aumenta pitta, estimula vata e diminui kapha. Útil para combater os resfriados causados pela má
digestão; pode ser tomada com mel para combater vermes nos intestinos; ajuda a aliviar o suor; é o antídoto
para urticária, e a maioria dos alimentos lácteos; misturada com ghee alivia as desordens de pitta.

Mostarda (semente): A mostarda é amarga/picante, quente e tem reação picante. Ela diminui vata e
kapha; aumenta pitta. Ela é oleosa, leve, aguda, alivia dores musculares. Útil contra as enfermidades da
garganta e combate às lombrigas. Ascende o fogo digestivo e neutraliza as toxinas. É analgésica, estimulante,
expectorante, laxativa, carminativa. Alivia desordens inflamatórias do sistema nervo. O pó de mostarda
misturado com água e envolvido em um pano de algodão pode ser usado como cataplasma para dores
musculares, das juntas e do peito. Seu óleo é muito utilizado nas massagens para desordens de kapha e na
culinária indiana.

Alimentos perigosos do dia a dia

Álcool: As bebidas alcoólicas em geral são doce/picante/amarga/azeda, quente e tem reações azeda. Elas em
geral, diminui vata e aumenta pitta e kapha; mas perturba o prana vata por ser um alimento muito tamasiko.
Muito estimulante com efeitos depressivos. O antídoto é ½ colher (café) de sementes torradas e moídas de
cominho e cardamomo.

Chás cafeinádos: Os chás cafeinados são amargos/doces/adstringentes, frio e tem reações picante. Pode
diminuir pitta e kapha e aumentar vata quando consumido em excesso. Muito estimulante; seu antídoto é o
gengibre e o cardamomo.

Café: O café é picante/amargo, aquece e tem reação picante. Ele diminui kapha e aumenta vata e pitta. Na
idade média, o café era somente utilizado como remédio estimulante da depressão. Hoje é utilizado como
alimento diário pós-refeição ou até como primeiro alimento do dia. Seu antídoto é o cardamomo e a noz-
moscada.

Chocolate: O chocolate é doce/amargo/azedo, quente e tem reação doce. É um alimento que aumenta vata,
pitta e kapha; é muito rajasiko e tamasiko quando consumido em excesso; mas em temperaturas abaixo de
zero graus, esse alimento torna-se rajasiko/sattiviko. Seu antídoto é o cardamomo e o cominho.

Tabaco: O tabaco agrava pitta e estimula vata; seu antídoto é o Brahmi, alcaçuz ou sementes de aipo.

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Sugestão de um cardápio para equilibrar os três doshas

Dieta pós tratamento:


1o Dia - Peya pela manhã, ao meio dia e entre 16:00 e 18:00 horas.
2o Dia - Peya pela manhã (sem sal e sem óleo). Vilepika (sem sal e sem óleo) à noite.
3o Dia - Vilepika pela manhã. Tarpana Mantha entre 16:00 e 18:00 horas.
4o Dia - Yusha pela manhã. Yavagu / Kishadi à noite.
5o Dia - Yusha Vegetal pela manhã. Odana à noite.
6o Dia - Kichadi Grosso pela manhã. Odana à noite.
7o Dia - Khada / Payasam pela manhã. Dieta normal (com todos os itens anteriores) à noite, em pequena
quantidade.

Peya - Arroz integral sem óleo e sem sal.

Vilepika: Arroz integral com sementes torradas de cominho e coentro.


Uma colher se chá de cada semente.

Tarpana Mantha: Geléia de fruta com massala reconstituinte de agni.

Tarpana:
- 1 colher de sopa de ghee.
- ½ colher de chá de mel.
- ¼ de colher de chá de pimenta preta em pó

Mantha:
- 5 xícaras de água
- 1 xícara de suco de uva
- 1 xícara de romã fresca
- ¼ de colher de chá de gengibre fresco ralado
- 1 colher de chá de ghee
- ¼ de colher de chá de sal sem sódio
- 2 colheres de sopa de mel.

Preparo:
Ferva a água com o suco de uva, adicione a romã e o sal e deixe fervendo em fogo baixo por dez minutos com
a panela tampada. Em outra panela, aqueça o ghee em fogo baixo e adicione o gengibre; refogue-o por até
ficar dourado e acrescente a pimenta. Misture a massala na fervura de frutas e cozinhe por mais vinte minutos.
Retire do fogo, aguarde vinte e cinco minutos e adicione o mel.

Yusha – Sopa de feijão 1 xícara de feijão azuki


- 8 xícaras de água.
- 1 colher de chá de curcuma
- 1 colher de chá de sal sem sódio
- 1 colher de chá de óleo de girassol
- 1 colher de chá de cominho torrado e moído
- ½ colher de chá de gengibre fresco ralado
- 1 colher de sopa de coentro fresco picado
Preparo:
Cozinhe o feijão em panela de pressão por aproximadamente 25 minutos. Em uma frigideira, aqueça o óleo e
acrescente o cominho, o sal a curcuma e o gengibre refogando por alguns segundos. Junte a massala no feijão
e acrescente o coentro fresco. Deixe ferver por mais cinco minutos em fogo baixo.

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Yavagu – Sopa de Cevada
- 8 xícaras de água
- 1 xícara de leite
- 1 xícara de cevada em grão
- ¼ de xícara de arroz integral
- 1 colher de sobremesa de sal.
- ½ colher de chá de cardamomo.
- ¼ de colher de chá de sementes torradas e piladas.
- ½ colher de chá de erva doce
- 1 colher de sopa de ghee.
- 1 colher de chá de hortelã fresca picada.

Preparo:
Junte a água e o leite e ferva. Acrescente a cevada, o arroz e o sal, cozinhe por 30 minutos. Após o cozimento,
aqueça o ghee e refogue as sementes já torradas e piladas e junte à sopa. Deixe apurar por mais cinco minutos
e acrescente a hortelã.

Kishadi – Arroz e Feijão


- 8 xícaras de água
- 1 ½ xícaras de arroz branco
- ½ xícara de feijão azuki
- 1 colher de chá de sal
- ½ colher de chá de semente de erva
doce torrada e pilada
- ½ colher de chá de sementes de coentro torradas e piladas
- ½ colher de chá de sementes de cominho torradas e piladas
- 2 colheres de sopa de ghee

Preparo:
Cozinhe o arroz e o feijão. Ao final do cozimento, refogue as especiarias com o ghee e junte no arroz com o
feijão. Sirva quente.

Odana – Arroz Doce


- 4 xícaras de água
- 1 xícara de leite
- 1 ½ de arroz italiano
- ½ colher de chá de canela em pó
- ½ colher de chá de pimenta preta
- ¼ de colher de chá de curcuma
- 2 colheres de sopa de açúcar mascavo
- 10 pistilos de açafrão
- 5 gotas de óleo essencial de laranja
- 1 colher de sopa de ghee

Preparo:
Misture o leite a água e o arroz, todos os outros ingredientes menos o açafrão, ferva por 30 minutos em fogo
baixo. Dilua os pistilos de açafrão em 2 colheres de sopa de água e adicione ao cozimento. Em seguida
acrescente o óleo essencial de laranja e deixe apurar por mais 10 minutos. No final acrescente o ghee.

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Kishadi Grosso – Arroz com Tamarindo
- 1 colher de sopa de palpa de tamarindo
- 10 xícaras de água
- 1 ½ xícaras de arroz integral
- ½ xícara de feijão azuki
- 1 colher de chá de sal
- 1 colher de chá de sementes de coentro torrado
- 1 colher de sementes de cominho torrado
- 2 colheres de sopa de ghee
Preparo:
Ferva a água e cozinhe o arroz e o feijão por 40 minutos. Em uma frigideira, aqueça o ghee e refogue as
especiarias e por último acrescente a polpa de tamarindo. Junte tudo ao cozimento e deixe apurar por mais 10
minutos.

Khada – Sopa de Vegetais com Butter Milk

- 10 xícaras de água
- 1 xícara de cenouras picadas
- 1 xícara de aspargos picados
- 1 xícara de inhame picado
- 1 colher de chá de sal1 colher de chá de erva doce
- 1 colher de chá de sementes de coentro torrada
- 1 colher de chá de sementes de cominho torradas
- 1 colher de sopa de óleo de gergelim
- 2 xícaras de butter milk

Preparo:
Pique todos os vegetais em cubinhos e cozinhe em panela de pressão por 20 minutos. Em uma frigideira,
refogue as especiarias, o sal e acrescente na sopa. Junte o butter milk e deixe apurar por mais 10 minutos.

Butter Milk – Bebida da coalhada sem a gordura.


- parte de coalhada
- 4 partes de água
- ½ colher de chá de sementes de cominho torradas
- Uma pitada de assafétida
- 1 colher de chá de sumo de gengibre
- Uma pitada de sal.
- 2 colheres de chá de ghee
Preparo:
Junte a coalhada e a água em uma vasilha grande e bata com “mixer” até separar a manteiga do líquido. Em
uma frigideira, aqueça o ghee refogue as especiarias e junte ao líquido obtido. Utilize apenas o líquido e jogue
fora a manteiga.

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Receitas Ayurvédicas e da Culinária Indiana


“A composição básica da alimentação saudável, como já foi mencionado no texto Ayurvédico, precisa ser composta de
seis sabores, quando a pessoa encontrar-se em equilíbrio e tiver saúde estável. Do contrário, é indicado o uso de sabores
específicos, para restabelecer harmonia ao Dosha que estiver em desequilíbrio”.

Tabela de Propriedades gerais dos sabores e efeitos sobre os Doshas

Efeito Efeito Pós- Em Em


Rasa Elementos digestivo digestivo moderação excesso
Virya Vipak Equilibra Agrava
Madhura (doce) Terra e Água Frio Doce Vata e Pitta Kapha
Amla (azedo) Terra e Fogo Quente Azedo Vata Pitta e Kapha
Lavana (Salgado) Água e Fogo Quente Doce Vata Pitta e Kapha
Katu (Picante) Fogo e Ar Quente Picante Kapha Pitta e Vata
Tikta (amargo) Ar e éter Frio Picante Kapha e Pitta Vata
Kashaya (adstringente) Ar e Terra Frio Picante Pitta e Kapha Vata

Tabela de alimentos e seus Antídotos

Os antídotos devem ser usados na preparação ou durante a ingestão desses alimentos.

Alimento Efeitos Nega Antídotos


LATICÍNIOS
Queijo Aumenta a congestão e muco; Pimenta do reino, chilli ou
Agrava Kapha e Pitta. Caiena.
Ovos Aumentam Pitta; se ingeridos Salsa, coentro verde,curcuma e
crus, aumentarão Kapha. cebolas.
Sorvete Aumenta muco e causa congestão. Cravo ou cardamomo.
Coalhada Aumenta muco e causa congestão. Coentro e cardamomo.
Iogurte Aumenta muco e causa congestão. Cominho e gengibre.

PEIXE E CARNE
Peixe Aumenta Pitta Coco, lima ou limão.
Carne vermelha É pesada para a digestão Caiena, cravo ou chilli.

GRÃOS
Aveia Aumenta Kapha e gordura Curcuma. Semente de mostarda
ou cominho.
Arroz Aumenta Kapha e gordura Cravo ou pimenta em grão.
Trigo Aumenta Kapha e gordura Gengibre
VERDURAS
Legumes Provocam gases e Alho, cravo, pimenta do reino,
distensão abdominal caiena, gengibre ou chilli.
Repolho Produz gases Prepará-lo com óleo de
Girassol, curcuma e semente
de mostarda.
Alho Aumenta Pitta Coco grelhado e limão
Alface Produz gases e aumenta Vata Óleo de oliva com suco de
Limão.
Cebola Produz gases e aumenta Vata Cozida com sal ou limão,
Iogurte e semente de mostarda
Batata Produz gases Ghee com pimenta em grão
Tomate Aumenta Kapha Lima ou cominho

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Alimento Efeito Negativo Antídoto

FRUTAS
Abacate Aumenta Kapha Curcuma, limão, alho e
Pimenta do reino
Banana Aumenta Pitta e Kapha. Cardamomo
Frutas secas Ressecam e podem agravar Vata Hidratar em água
Manga Causa diarréia Ghee com cardamomo
Melão Causa retenção de líquidos Coco grelhado com coentro
Melancia Causa retenção de líquidos Sal com chilli

NOZES E SEMENTES
Nozes Produzem gases e aumentam Pitta Embebidas na véspera e
cozidas em óleo de gergelim
Sementes Podem agravar Pitta Embebidas e cozidas para
ficarem mais leves.

DIVERSOS

Álcool Estimulante, tem efeito depressivo Mastigar ¼ de 1 colher de chá de


sementes de cominho ou 1-2
sementes de cardamomo.
Chá preto Estimulante, tem efeito depressivo gengibre
Cafeína Estimulante, provoca efeito Nós moscada em pó
Depressivo posterior com cardamomo
Chocolate Estimulante, também deprime Cardamomo
o ou cominho
organismo
Café Estimulante; deprime o organismo Nós moscada em pó
com cardamomo
Pipoca Resseca e gera gases Adicionar ghee
Doces Aumentam muco e congestão Gengibre seco em pó,
Tabaco Agrava Pitta e estimula Vata Gotu kola (centella asiática)
Raiz de cálamo ou sementes
de aipo.

EQUIPAMENTOS BÁSICOS PARA A COZINHA


Os equipamentos:
2 panelas de aço – sendo uma caçarola e uma panela rasa
2 panelas de pedra sabão – uma funda e outra rasa
2 panelas de pressão – sendo uma pequena e outra grande
1 chapa de ferro
1 chapa de pedra sabão
1 frigideira de ferro
1 frigideira de aço
1 multi- processador – liqüidificador – centrífuga
2 tábuas para corte – 1 escumadeira – tamanhos variados de colheres de pau
1 peneira de aço para coar óleo
1 peneira de plástico
3 tipos de facas
1 moinho para grãos
3 assadeiras – (pequena – média – grande)
Potes de vidro para armazenar os alimentos e as especiarias
Todos os outros equipamentos e a decoração da cozinha, dependerão da criatividade de cada um.

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Estas são as três tipos de facas mais interessantes para os cortes de todos de alimentos.

Faca especial para cortes de folhagens

Faca especial para cortes de legumes e raízes

Faca especial para cortes de frutas pequenas

Receitas
Ghee (Óleo da Manteiga Purificada)
Ingredientes:
2 quilos de manteiga de vaca sem sal
Preparo:
Em uma panela de pedra sabão, de aço com fundo bem grosso ou de alumínio bem grossa, despeje a manteiga.. Aqueça-
a até a fervura; abaixe o fogo, que deve ser mantido constante e sempre baixo, até o final da purificação da manteiga.
Com uma escumadeira, vá retirando a espuma, sempre tomando cuidado para não queimar o fundo. Depois de
aproximadamente 1 hora e meia (o tempo dependerá de quanta água e impurezas a manteiga tenha), não haverá mais
espuma sobre o óleo. A manteiga transforma-se em um maravilhoso óleo de cor âmbar dourado, transparente e com um
delicioso perfume do alimento dos Deuses. Passe o óleo por uma peneira de aço bem fina ou coe em um coador novo de
pano e guarde o óleo em vidros com tampa larga. O Ghee pode ser armazenado sem refrigeração, solidificando com a
perda da temperatura.

Paneer (Ricota Indiana)


Há duas formas de se fazer o Paneer: Usando limão ou iogurte como veículo para talhar o leite.

Ingredientes:
1 Litro de leite integral
1 copo de iogurte natural integral ou suco de ½ a 1 limão
Preparo:
Quando o leite levantar fervura, ainda mantendo o fogo baixo, adicionar o iogurte ou o limão. Misturar sempre e
suavemente, até que o leite talhe. Retire do fogo, tampe a panela e deixe descansar por 10 minutos, para que todo o soro
seja separado. (este soro é extremamente nutritivo e pode ser utilizado no preparo de pães, bebidas e na cosmética, em
banhos e máscaras faciais).
Sobre um pano de algodão fino, coloque a massa do Paneer, torça o pano formando uma bola, que descansará em um
escorredor, com um peso sobre ela, para que permita drenar todo o soro, secando o queijo.
Quando estiver seco, retire o Paneer do pano e use puro, em pratos salgados ou doces.

Iogurte
Ingredientes:
2 Litros de leite Tipo A ou o de sua preferência
1 copo de iogurte natural integral (Pode ser usado para até 3 Litros de leite)
Preparo:
Aqueça o leite (Não deixe ferver). Em seguida, em uma vasilha plástica com tampa, despeje o leite já aquecido e espere
atingir a temperatura de aproximadamente 38 graus C. Então, adicione o iogurte e misture suavemente, isso deve ser
feito em até um minuto, para que a mistura não esfrie.
Existe uma maneira muito prática para detectar tal temperatura, se você não tiver um termômetro culinário, ponha a
ponta de seu dedo mínimo dentro do leite e conte até dez em uma velocidade constante; no dez, o dedo deve estar
queimando. Se estiver queimando antes da contagem atingir 10, é porque o leite está muito quente; se ocorrer o oposto é
porque o leite está muito frio. Feito isso, ponha a vasilha plástica com a tampa só encostada dentro de uma geladeira de
isopor, para manter a temperatura constante por aproximadamente 6 horas; Este é o tempo necessário para o leite
transformar-se em iogurte.

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Geralmente se faz o iogurte à noite e pela manhã estará pronto. Em seguida guarde em geladeira para ganhar mais
consistência.
O segredo de um iogurte de boa qualidade está em manter a temperatura constante morna. Se você não tiver uma
geladeira de isopor, também poderá envolver o recipiente com o iogurte em um cobertor ou toalha grossa e guardar
dentro do forno.
Existe uma enorme variedade de preparações a partir do iogurte entre doces e salgados:
Daremos a seguir, um exemplo de sobremesa a partir do iogurte:

Shrikand (Pasta de iogurte aromatizada com rosas)

Ingredientes:
2 litros de iogurte
¼ de xícara de água de rosas
½ xícara de açúcar cândi ou cristal
Obs: Se quiser preparar uma versão amarela, acrescente 1 colher (café) de curcuma. Diluída em.2 colheres de sopa de
leite morno.

Preparo:
Prepare o iogurte seguindo a receita anterior. Em seguida ponha o iogurte em um saco de pano de algodão para escorrer
o soro. Quanto mais escorrer, mais seco ficará o Shrikand. Em um copo fundo de aço, ponha o açúcar e a água de rosas;
Dinamize batendo com um pilão, até que os cristais do açúcar tenham se transformado em uma calda espessa, aguarde.
Retire a pasta de iogurte do pano e despeje em uma vasilha. Acrescente a calda de rosas com açúcar. Misture bem. Leve
à geladeira por 15 minutos e sirva.

As sobremesas, geralmente têm características de Madhura rasa (sabor doce), por isso elas devem ser consumidas
moderadamente ou de maneira bem combinada e composta, para evitar o excesso de Kapha (alimentos que geram muito
muco).

Madhura 6 Rasas (Doce de frutas secas com 6 sabores)

Ingredientes:
100 gr de abacaxi passa
100 gr de banana passa
100 gr de damasco passa
100 gr de figo passa
100 gr de tâmara passa
100 gr de ameixa seca
100 gr de uva passa
100 gr de coco fresco ralado
2 colheres de sopa de Ghee
30 gr de semente de gergelim torrada (opcional)

Masala 6 sabores:
1 colher de sobremesa rasa de cardamomo em pó
1 “ “ rasa de açúcar mascavo
1 “ “ rasa de coentro em pó
1/2 colher “ rasa de ácido cítrico
1 colher de café rasa de Sal de rocha ou Sal marinho
1 colher de chá rasa de Amchur (manga verde desidratada em pó)
½ colher de café rasa de pimenta cayena ou gengibre em pó

Preparo:
Moa todas as frutas, acrescente o Ghee, misture para obter uma massa homogênea. (Se usar o gergelim, poderá
acrescentar à massa de frutas ou no final, junto à masala 6 sabores). Forme bolinhas com a massa das frutas e envolva-
as com a masala. (Se desejar fazer barrinhas, acrescente flocos de arroz).

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Bebidas
Na Índia, as bebidas têm características muito refrescantes, devido ao excedente calor que lá acontece. Não nos
referimos às bebidas alcoólicas, mas sim, à enorme variedade de refrescos feitos com todos os tipos de alimentos
disponíveis. Entre esses alimentos pode-se preparar refrescos a partir de ervas – cereais – frutas – legumes – raízes -
soro de leite – iogurte – e até mesmo, especiarias. Essas bebidas agem literalmente como refrescante do sistema térmico
do corpo, equilibrando Pitta (energia de calor do corpo). O nome geralmente dado para uma dessas bebidas é LASSI.

Lassi de Rosas (Refresco)


Ingredientes:
½ litro de água mineral
1 xícara de água de rosas
½ litro de soro de leite
3 colheres (sobremesa) de sumo puro de gengibre fresco
3 colheres (sopa) de açúcar de sua preferência ou Stevia
1 colher (sobremesa) de cardamomo em pó
1 pitada de sal.
Preparo:
Bata todos os ingredientes no liqüidificador com bastante gelo e sirva em taça de prata.
Pode-se variar o Lassi com vários tipos de frutas dependendo da época do ano, como: maracujá – manga – morango e
limão.

Chai (Chá Indiano com especiarias)


O Chai é outra bebida tradicional na Índia, consumida largamente, tanto quanto nós consumimos o nosso tradicional
cafezinho aqui no Brasil. Esta mistura de chá preto, especiarias e leite é muito equilibrada, aquece no inverno e o leite
nutre principalmente as pessoas do tipo Vata. As especiarias agem como antídotos do leite, permitindo até que o tipo
Kapha possa consumi-lo, em pequena dose. Como é uma bebida estimulante, não é indicado o consumo de mais de 3
pequenas xícaras ao dia, nem após as 21:00 hs.
Ingredientes:
2 xícaras de leite
2 xícaras de água
2 colheres rasas de chá preto (Darjeeling)
5 cravos da Índia
1 colher de sopa rasa de gengibre fresco ralado
1 colher de chá de cardamomo em pó
1 colher de chá rasa de canela em pó
3 grãos de pimenta preta ou 1 pitada de pimenta Cayena (Opcional)
Preparo:
Ferver a água e o gengibre em fogo baixo por 15 minutos. Mantendo o fogo aceso, adicione a canela e o cravo,
deixando ferver por mais 5 minutos; adicione o chá e o cardamomo e deixe ferver por mais 5 minutos. Junte o leite,
misture bem e aguarde levantar fervura. Desligue o fogo, tampe a panela e aguarde 5 minutos. Coe e sirva adoçado a
gosto.

Os Pães
Os pães fermentados não são consumidos na Índia e por isso, os pães consumidos por lá são mais saudáveis e simples de
fazer. A partir de uma massa básica é possível produzir inúmeros tipos de pães como: Chapati, Puri, Paratha, etc.

Chapati (Pão indiano assado em chapa de ferro ou pedra)


Ingredientes:
2 ½ xícaras de farinha de trigo integral e branca
1 colher de chá de sal
água morna (o suficiente para dar o ponto).

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Preparo:
Misture a farinha e o sal e vá adicionando água morna para dar o ponto de rosca. Sove a massa por 15 minutos, até que
se torne não apenas firme, mas também lisa. Deixe descansar pelo menos uma hora. Forme bolinhas de cerca de 4,5 cm
de diâmetro e estique-as com um rolo de madeira. Aqueça a chapa de ferro ou de pedra e coloque os chapatis para assar.
Espere de um a dois minutos, vire para o outro lado, deixando o mesmo tempo. Com um pegador, tome cada chapati e
coloque sobre a chama do gás para que estufe. Quando estiver estufado, espalhe um pouco de ghee e deixe embrulhado
em pano até a hora de servir.
Obs: se preparar o chapati em fogão a lenha, dará um resultado bem melhor.
Sirva como entrada junto com chutney (variedade de molhos e antepastos picantes e agridoces).

Paratha (Pão em camadas)


É um pão em camadas, que pode ser recheado. Tradicionalmente, a massa é dobrada em camadas, como se fosse massa
folhada.
Siga o mesmo preparo do Chapatti. Apenas acrescente Ghee à massa e na chapa,durante o cozimento.
Opções de recheios: Paneer Paratha, Aloo Paratha (Batata), Menta Paratha, etc.

Puri (Pão frito)


É a mesma receita do Chapati, mas, é frito em óleo.

Garam Masala
1 colher de sobremesa de canela em pó
1 colher de café de louro em pó
30 g de cominho em pó
25 g de coentro em pó
20 g de cardamomo em pó
20 g de pimenta preta em pó
15 g de cravos da índia em pó
15 g de nós moscada.em pó

Chutney de abacaxi
Ingredientes:
1 abacaxi maduro
Sumo de ½ limão
1 colher (sobremesa) de masala para Chutney

Masala para Chutney


Ingredientes:
3 pétalas de anis estrelado
1 colher (café) de sementes de cominho
1 colher (café) de páprica picante
1 colher (café) sementes de mostarda
1 colher (café) de chilli em pó (pimenta vermelha)
½ colher (café) de canela em pó
1 colher de sopa de gengibre fresco ralado bem fino
1 colher (sobremesa) rasa de ghee
1 colher (sopa) de açúcar mascavo
½ colher (café) de sal.
Preparo:
Descasque o abacaxi, bata a poupa no liqüidificador e coloque em uma panela grossa para ferver. Enquanto isso prepare
a masala da seguinte maneira:
Em uma frigideira grossa, coloque todas as sementes para torrar, tomando cuidado para não queimar. Quando estiverem
levemente torradas, moa-as para fazer uma única composição em pó. Em seguida, aqueça o ghee, refogue ligeiramente o
gengibre e acrescente todas as especiarias, o açúcar e o sal. Despeje a masala na polpa batida do abacaxi e deixe ferver
até obter o ponto. Quando estiver mais seco, apague o fogo e deixe descansar. Sirva o chutney frio junto com Chapati,
como entrada do prato principal.
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Preparando o arroz e a composição básica do prato
O arroz é um dos mais importantes, senão o mais importante dos alimentos vegetais; por isso daremos uma atenção
detalhada à sua preparação:
O arroz integral tem propriedades nutritivas muito significativas; ele é muito rico em minerais, vitaminas do complexo
B e fibras; possui ação terapêutica muito eficaz nas purificações do sangue, podendo até, dependendo de sua aplicação,
remover resíduos radioativos do corpo humano. Existem diversas maneiras de preparar o arroz.
Seguem algumas sugestões do preparo básico:

ARROZ DE INVERNO
Ingredientes:
1 medida de arroz integral
1 ½ medidas de água mineral
½ colher de chá de sal marinho.

Preparo:
Deixar o arroz de molho na véspera. No cozimento em panela de aço, colocar 2 medidas de água.
Observe que durante o inverno ou dias frios, a quantidade de água é menor que durante o Verão.

* Panela de pressão:
Lave o arroz integral e despeje-o na panela para aquecer até secá-lo. Enquanto isso, em uma chaleira, pré aqueça a
água. Quando o arroz estiver bem seco, acrescente a água e o sal. Deixe cozinhando por aproximadamente 20 a 30
minutos. Para ter certeza de que o arroz esteja cozido, borrife gotas de água com os dedos na parede da panela; se as
gotas desaparecerem imediatamente, significa que a água do cozimento já secou. Apague imediatamente o fogo e
aguarde sair a pressão naturalmente.

* Panela de pedra sabão:


Seguir as mesmas medidas e o mesmo processo da panela de pressão; Neste processo não há necessidade de esperar
secar completamente a água, pois a panela mantém-se quente por muito tempo. Quando estiver cozido, não haverá
necessidade de borrifar água na parede da panela.
Observação – nunca despeje água fria dentro da panela enquanto estiver aquecendo, pois poderá quebrá-la..

* Panela de aço:
Deixar o arroz de molho na água quatro horas antes do cozimento. Em seguida segue-se a mesma medida e o mesmo
processo, não havendo também a necessidade de borrifar água na parede da panela.

ARROZ DE VERÃO:

Ingredientes:
1 medida de arroz integral
2 ½ medidas de água mineral
½ colher de chá de sal marinho.
Preparo: Mesmo processo, apenas não deixando o arroz de molho na véspera e utilizando mais água para o cozimento.

Jeera Rice (Arroz com semente de cominho)

Ingredientes:
2 xícaras de arroz integral ou Basmati (arroz branco indiano) cozido com sal à gosto
2 colheres de sopa rasas de Jeera (sementes de cominho)
1 colher de sopa de Ghee sólido
1 colher de sopa de coentro fresco picado

Preparo:
Em uma pequena frigideira aqueça o Ghee e adicione Jeera. Doure as sementes de cominho, cubra o arroz já cozido com
o refogado. Misture bem e guarneça com o coentro picado. Servir.

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Dhal de Ervilha

Ingredientes:
300g de ervilhas
1 tomate grande maduro picado
1 colher de sopa de alho poró
2 colheres de sopa de gengibre fresco ralado
1 colher de sopa rasa de cominho em pó
1 colher de café rasa de Asafétida
1 colher (sopa) de ghee sólido para fritar a masala
Açúcar mascavo (pitada)
sal e pimenta a gosto.

Preparo:
Cozinhe as ervilhas e reserve. Em outra panela, aqueça o ghee e refogue o tomate bem picado com uma pitada de açúcar
mascavo e uma pitada de sal; acrescente o alho poró cortado em rodelas finas e o gengibre ralado bem fino; antes de
dourar o refogado, acrescente a asafétida e o cominho, continue refogando por uns 10 minutos. Em seguida despeje o
refogado sobre as ervilhas, acrescente água suficiente para cobrir e misture. Sal a gosto e deixe apurar por mais 15
minutos ou até que obtenha um molho cremoso. Sirva quente.

Existe uma enorme variedade de combinações de Dhal de leguminosas (lentilhas – ervilhas – feijões) com ou sem
legumes.

Sabji ao molho agridoce de tamarindo

Ingredientes:
1 saquinho de couve de bruxelas miúdas
½ couve-flor pequena
2 cenouras médias
3 tomates frescos e maduros sem pele e sem sementes
2 xícaras de suco de tamarindo ou polpa
½ xícara de alho poró picado
1 colher de sopa cheia de garam masala
1 colher de café rasa de Assafétida
3 colheres de sopa de ghee sólido
½ xícara de açúcar demerara

Preparo:
Refogue em fogo baixo a couve de Bruxelas, a couve flor e a cenoura, já picados, em uma panela de pressão com 2
colheres de ghee. Adicione meia xícara de água e leve a cozinhar em fogo baixo até que os legumes fiquem tenros. (Não
cozidos). Enquanto isso, em outra panela, refogue em 1 colher de ghee o alho poró, acrescente a garam masala e os
tomates, deixando por 3 minutos. Em seguida adicione o suco de tamarindo e o açúcar, misture, adicione este molho aos vegetais e
deixe apurar por 15 minutos em fogo lento. Sal a gosto. Sirva quente.

Chana Masala (Ensopado de Grão de bico)

Ingredientes:
300 gr de chana (grão de bico) cozido
3 tomates maduros, sem pele e picados
1 colher de chá rasa de cominho em pó
1 colher de sopa rasa de gengibre fresco ralado
1 pitada de assafetida
1 colher de café rasa de curcuma
1 colher de café rasa de louro em pó
1 colher de sopa de coentro fresco picado
1 pitada de pimenta cayena
2 colheres de sopa de farinha de grão de bico grossa (diluída em ½ copo com água)
1 colher de sopa cheia de ghee sólido
Sal a gosto
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Preparo:
Cozinhe o grão de bico e reserve. Em outra panela aqueça o ghee, refogue as especiarias e adicione o gengibre e os
tomates. Misture tudo e deixe apurar por 15 minutos em fogo baixo. Junte o molho ao grão de bico, complete com água
suficiente para cobrir e formar um molho, adicionando a farinha de grão de bico diluída em água. Sempre mexendo para
obter um molho homogêneo, deixe apurar por 10 minutos. Sal a gosto. Adicione coentro fresco ao final e sirva.

Halavah (Doce de semolina com polpa de fruta)


Ingredientes:
1 xícara de semolina
1 xícara de açúcar demerara
3 xícaras da polpa de abacaxi batida
1/3 de xícara de uvas passas pretas
1/3 de xícara de castanhas do Pará picadas
1 colher de sobremesa de cardamomo em pó
1/4 xícara de ghee
Preparo:
Faça um suco com a polpa do abacaxi e o cardamomo e leve ao fogo junto com o açúcar e as uvas passas. Em outra
panela grossa, torre a semolina com a castanha por alguns minutos, mexendo sempre para não queimar; em seguida
acrescente o ghee e continue mexendo. Antes que o suco levante fervura, jogue-o sobre a semolina e misture bem, até
formar uma massa bem homogênea, já com o fogo apagado, para não espirrar a mistura. Pode-se fazer bolinhas, ou dar a
forma que desejar ao doce. Servir quente ou frio.

Jiló ao Curry
Ingredientes:
5 Jilós
1 colher de sopa de gengibre fresco ralado
1 colher de sopa rasa de Ghee sólido
1 colher de chá rasa de curry
Sal a gosto
Preparo:
Partir os jilós ao meio e reservar. Aqueça o ghee, adicione o gengibre e refogue por 5 minutos. Junte o curry, misture e
deixe apurar por 2 minutos. Com a base voltada para baixo, coloque os jilós sobre o refogado, salpique sal a gosto e
adicione 3 colheres de sopa de água. Deixe dourar em fogo baixo e sempre que a água secar, complete com um pouco
mais, até que os jilós estejam macios. Vire o outro lado, para que cozinhem
Mandala das estações e do tempo:

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INTRODUÇÃO À MASSAGEM AYURVÉDICA
Assim como a comida a massagem também é necessária do nascimento à morte, para o ser humano. Comida
fornece nutrição de fontes externas ao organismo, enquanto a massagem proporciona nutrição na forma de
proteínas, glicose, e outros vitalizantes químicos que estão dentro do sistema. Massagem preserva a energia
do corpo e resguarda o organismo da deterioração, atuando como um purificador, ajuda o organismo a
remover as toxinas para fora do corpo através do suor, urina e muco, conseqüentemente rejuvenesce o corpo.
Na Índia é uma tradição massagear o corpo desde o primeiro dia de nascimento, o que continua por todos os
dias até pelo menos o terceiro ano. Após os três anos de idade a rotina muda e a massagem é feita ao menos
uma ou duas vezes por semana, até por volta do sexto ano. Depois disso a criança é capaz de massagear outras
pessoas e receber massagem em troca, isto continua até ela começar a jogar e praticar exercícios físicos.
A massagem semanal é uma cena familiar e faz parte da vida.
Também existem massagens cerimoniais. Uma delas é a massagem antes do casamento, que fornece o brilho
e a beleza para o jovem casal. Feita com óleos e outras substâncias, a massagem relaxa quem vai se casar, dá
vigor, proporciona força psíquica e aumenta a beleza. Outra massagem recomendada é a da mulher depois do
parto, esta é feita diariamente por no mínimo 40 dias.
Em tempos antigos, a vida era simples e próxima da natureza. A época atual é de ganância e competição. A
vida tornou-se árdua. Há estresse nos nervos a todo o momento. Nestes tempos de estresse e tensão massagem
é essencial. A velocidade de tudo aumentou e existem choques artificiais atingindo o sistema nervoso a todo
momento. A literatura atualmente disponível sobre massagem mostra o impulso interno das pessoas no
ocidente no sentido de encontrar métodos naturais para relaxar e revitalizar o organismo humano.

“Massagem é o mais natural e poderoso método de relaxamento e ao mesmo tempo


rejuvenescimento do corpo”.

OS BENEFÍCIOS DA MASSAGEM AYURVÉDICA


O Ayurveda acredita que dores e males são causados pela obstrução do fluxo de vayu (vento), através dos
vasos condutores de vayu ou Siras. O calor gerado pela fricção, faz o ar do corpo expandir-se e mover-se; a
circulação do vayu nos Siras alivia a tensão e reduz o dor. A massagem também promove um padrão
respiratório mais profundo e natural. Fazendo com regularidade relaxa e tonifica os Dhatus. Auxilia o sistema
digestivo, mantendo o equilíbrio e a circulação correta dos gases do corpo; induz ao sono profundo, equilibra
o apetite correto, torna a vida mais alegre e saudável.
A massagem terapêutica administrada com óleo e ervas medicinais, depende das condições da pessoa. De
acordo com o Sushruta Samhita, a massagem deve ser feita com óleos ou ghee de acordo com o tipo de corpo,
clima e estação do ano.
No Ashtanga Hridaya de Vagbhata podem ser encontrados os seguintes benefícios da massagem:

Jara - Afasta a velhice – promove a nutrição dos sete dhatus.


Shrama – Afasta o cansaço – causado por tensão física, mental e/ou acumulo de toxinas.
Vata Roga – Desequilíbrio de vata - desordens dos nervos e dos ossos.
Drishti – Melhora a visão – regulariza os distúrbios causados por falta ou excesso de fogo (jataragni).
Pushti – Fortalece o corpo – as manobras de compressão no corpo melhoram a circulação e o movimento
dos fluidos vitais, facilitando às toxinas acumuladas nos músculos serem eliminadas, aumentando a
capacidade das células absorverem prana e nutrientes orgânicos.

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Ayur – Aumenta a longevidade – a massagem com óleo aumenta o equilíbrio eletroquímico no corpo e
mantém a umidade e hidratação da pele, o que possibilita à energia eletromagnética da terra interagir com o
campo eletromagnético do corpo.

Swapna – Induz ao sono e aos sonhos – este resultado ocorre quando a massagem especialmente na cabeça e
nos pés passa a fazer parte da rotina de vida da pessoa.

Twak Dridh – Fortalece a pele.


Klesh Sahattwa – Resistência à desarmonia e à doenças, pelo fortalecimento do sistema imunológico.
Nirodhak Vata-Kapha – Suavizam os males causados pelo vento e o muco.
Mrija Varn Bal Prad – Melhora a coloração e a textura da pele.

PRECAUÇÕES
A massagem não deve ser aplicada em pacientes nestas condições, exceto sob orientação médica.

Pacientes em uso de quimioterapia e radioterapia.


Câncer em estágio terminal, ou qualquer patologia que indique estágio terminal.
Pacientes aidéticos principalmente com sarcoma Koposi – (lesão na pele) ou outras lesões de pele.
Gestantes, a não ser sob orientação médica.
Trombose venosa profunda.
Infecções, dores associadas e febre.
Erisipela.
Fratura até que esteja consolidada.
Hemorragias, ou qualquer sangramento que possa ser aumentado pela massagem.
Erupções na pele.
Náuseas, vômitos e diarréia.
Psoríase em atividade.
Veias varicosas importantes.
Artrite séptica.
Distensão abdominal, inchaço do fígado e do baço.
Quando a pessoa acabou de fazer uma refeição completa.
Quando uma pessoa acabou de ter uma relação sexual.

AMBIENTE E PREPARAÇÃO PESSOAL


Para criar um ambiente propício ao relaxamento, você precisará de silêncio e conforto, além de não ser
interrompido ou ter distrações. Mas, ainda mais importante, é a atmosfera que você estabelece com seu estado
de espírito. A simples observação da sua respiração é um caminho para um estado profundo de percepção, o
qual permite a você massagear mais sensitiva e intuitivamente. Classicamente, pelas escrituras Ayurvédicas
apresentadas nas faculdades de medicina na Índia, a massagem básica como a drenagem linfática, é realizada
em uma maca para facilitar os movimentos do terapeuta e atingir resultados positivos para o paciente.
Trabalhar no chão é outra forma de aplicar massagem, porém não é a forma mais difundida pelas faculdades
de Medicina na Índia, mas é por terapeutas ocidentais que tem trazido para o Ocidente uma mistura de
técnicas de massagens, principalmente a Thai-massagem, que utiliza técnicas com manobras de alongamentos,
posicionando o paciente em posturas de Yoga na forma pacífica. Quando o terapeuta domina várias técnicas e
manobras de massagens, existe toda a possibilidade de se aplica-las quando necessário ao paciente.
Então, caso o terapeuta escolheu trabalhar no chão, prepare o máximo de conforto para o paciente. Por
exemplo: utilize um tatame com um colchonete fino e lençol. Se você não tiver um colchonete, utilize
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cobertores ou acolchoado e cubra-os com um lençol. Certifique-se que esteja bem acolchoado para você
também, já que você trabalha em torno do seu paciente. Existem algumas macas com tamanho suficiente para
realizar manobras igualmente no chão; essas são as mais recomendadas, no caso de ambientes profissionais.
Antes de iniciar a massagem certifique-se de que o lugar e as coisas que você usará estão limpas, e que a
temperatura esteja agradável para o receptor, mesmo que isto signifique ser muito quente para você.
Use roupas de cores claras e leves. Não se esqueça da higiene pessoal. Lave suas mãos e certifique-se que
suas unhas não estão grandes e ásperas. Lembre-se de lavar as mãos novamente após a massagem.
Ao fazer massagem é importante lubrificar a pele. Nunca derrame o óleo muito quente diretamente sobre a
pele da pessoa, a menos que esteja em temperatura adequada. Coloque um pouco na palma da mão e esfregue-
as para aquecer o óleo antes de aplicá-lo. Não passe o óleo no corpo todo de uma só vez. Lubrifique somente a
área que você irá trabalhar imediatamente.
Após a conversa inicial fale o mínimo necessário durante a massagem. Tão vital quanto o silêncio é o retorno
da experiência. Deixe a pessoa o mais à vontade possível e esteja atento ao feedback.
Seja realista e afaste expectativas. Massagem não é a cura para tudo. Ela é mais eficaz quando repetida
regularmente.
A pessoa que vai receber a massagem deve ser orientada a retirar lentes de contato e não estar de estômago
cheio. Primeiramente o receptor deve ficar em pé nos seus calcanhares e fazer algumas respirações profundas;
o terapeuta deve observar atentamente, se o cliente está de pé realmente ereto; na maior parte do tempo as
pessoas estão inclinadas para a direita ou para a esquerda, acreditando que estão eretas.

Este “julgamento” dá ao terapeuta uma idéia sobre qual lado do corpo do cliente é mais dominante. Se o
cliente está sempre mais inclinado para um lado do que para o outro, isto deve ser apontado e o cliente deve
ser solicitado a tentar ficar ereto. Se o cliente não conseguir fazê-lo, ele deve receber mais tempo de
massagem do lado oposto e deve tentar com persistência obter e manter uma posição totalmente ereta. Isso
ajudará o cliente a permanecer mentalmente equilibrado.

O contato entre duas pessoas gera uma reação que transforma.


O quão significativa esta reação será, dependerá do como.
Siga o seu coração.

FREQÜÊNCIA E DURAÇÃO
O tratamento inicial ideal é determinado pelo terapeuta para avaliar a natureza da pessoa e as condições em
que ela se encontra. A partir de uma consulta, pode-se determinar 7, 10, 15 ou mais aplicações sendo uma,
duas, três ou mais vezes por semana, quando foi avaliado apenas relaxamento e não aplicações específicas
para tratamento. Uma sessão completa de massagem ayurvédica dura cerca de uma hora, porém isso também
é determinado pelo terapeuta de acordo com a anamnese realizada previamente. Para pessoas com boa saúde e
que desejam apenas relaxar, a sessão pode durar 45 minutos com mais 15 de descanso. Para pessoas com
enrijecimento muscular ou dores articulares pode ser de 60 minutos com ênfase nestas partes, e mais 15 de
descanso. Crianças e idosos deverão receber 35 minutos mais 15 de relaxamento.

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A TRANSFERÊNCIA DE ENERGIA

Deve ser compreendido que quando recebemos ou quando aplicamos massagem não estamos lidando apenas
com o corpo físico, estamos trabalhando com os processos mentais e emocionais do receptor.
A energia flui de um nível mais alto para um nível mais baixo. O receptor entrega-se em uma condição de
confiança para ser massageado. Ele permite seu corpo relaxar e solta seus mecanismos de defesa. Ele se torna
aquele que recebe, que toma, e isto o faz ficar num nível mais baixo. Aquele que recebe deve permitir-se
absorver energia e, se oferecer resistência, ele não obterá o completo benefício da massagem. O que aplica é
aquele que se dispõe a dar e fica num nível mais alto automaticamente.
Então como uma lei natural, a energia é transmitida do corpo do massagista para o corpo do receptor. Para
esta transferência de energia as pontas dos dedos do aplicador e a pele do receptor servem como veículos.
Há uma descarga expressiva de energia elétrica através das pontas dos dedos e esta energia é prontamente
absorvida. Aqueles que adotam a massagem como uma profissão e cada dia massageiam mais pessoas,
experimentam esta perda de energia muito distintamente.
Estas pessoas devem tomar precauções. Deve-se beber leite fresco ou comer algum alimento madhura rasa
depois de cada massagem, e também receber massagem regularmente, relaxar depois de cada sessão deitando-
se na postura shavasana (posição yogue de morto – total relaxamento) por quinze minutos. Depois disto,
recomenda-se massagear os dedos antes de iniciar uma nova massagem.
A pessoa que aplica massagem deve ser física e mentalmente saudável. Se o terapeuta tiver boa aparência e
vibrações calmantes a massagem pode fazer milagres.
Fantasias de natureza sexuais consomem uma grande quantidade de energia. Para evitar fantasiar, o terapeuta
deve concentrar-se no seu padrão respiratório e batimento cardíaco. O terapeuta deve elevar seu nível de
energia pensando que ele está trabalhando como um meio para transferir energia divina para o corpo do
receptor. Ele não deve prender a respiração enquanto massageia.. Deve-se ensinar massagem às crianças. Elas
então fazem por diversão. Elas não fantasiam, sua energia é pura e não sofrem de perda de energia. Aqueles
que adotam massagem como uma profissão, devem entender isso, experimentar isso, e evitar o que quer que
não se aplique a estes princípios. Se massagear o sexo oposto não ocorrerá dispersão nem perda de energia por
fantasias sensuais e pode realizar seu trabalho integralmente e confiantemente. O terapeuta como um médico,
deve desenvolver pureza no seu toque. Ele deve lembrar-se que enquanto trabalha está lidando com energia.
O terapeuta não deve trabalhar se o seu nível de energia está baixo ou não normal. O profissional não deve
massagear um receptor que ele não aprove vibratoriamente.
Massagem é serviço. Serviço é o mais alto dharma. Um terapeuta deve tornar-se um servo desinteressado e
deve trabalhar sem sentimento de ego.

 Prepare-se espiritualmente antes de cada massagem.


 Alongue-se e relaxe para redistribuir a sua energia após a massagem.
 Faça uma meditação para limpar a mente.

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TÉCNICAS DA MASSAGEM INDIANA


Para realizar a massagem é preciso estudar o alinhamento correto das vértebras, a localização dos marmas, a
cor e a textura ideal da pele. A partir da textura da pele pode-se determinar o dosha constitucional (prakruti).
Com o diagnóstico dos pulsos pode-se determinar o dosha que está dominante a qualquer momento (vrikruti).
Isto possibilita ao terapeuta determinar o óleo, a pressão adequada das manobras e os marmas a serem
massageados

Há cinco tipos de toques a massagem indiana:

Deslizar
Friccionar
Comprimir
Amassar
Percussão

Deslizar

O deslizamento é usado no início da massagem para espalhar o óleo. Adapte suas mãos à parte do corpo que
você vai trabalhar e deslize seguindo o caminho da energia. A pressão pode variar de superficial até profunda.
Esta técnica é utilizada para estimular a circulação de retorno - drenagem linfática - e realizada com outras
substâncias como o sal, as ervas em pó ajudam a remover células mortas que se encontram na pele.

Friccionar
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A fricção seca promove uma exitação na pele; estimula a circulação do sangue, da linfa e aumenta o calor na
área massageada. Esse estímulo permite que os nutrientes presentes no sistema circulatório alcancem as
articulações, e assim fortaleçam os ossos. A fricção seca também alivia a rigidez muscular e elimina o
cansaço. O Ayurveda recomenda a fricção com óleo condizente as estações do ano e o dosha agravado. O uso
do óleo adequado é muito benéfico e não excita o elemento vayu não perturbando os gases do corpo; ele
lubrifica os dedos, facilita a fricção e distribui a temperatura do corpo por igual. Friccionar a parte superior, as
laterais e a parte inferior de uma articulação estimula os nódulos linfáticos situados ao seu redor aumentando
sua lubrificação e protegendo contra o atrito facilitando seu movimento. A fricção suave ajuda o receptor a
relaxar, ao passo que a fricção mais forte produz grandes estímulos nos sistemas orgânicos, proporcionando
aquecimento no corpo. É especialmente usada para estimular os marmas. Quando massagear os marmas, faça
círculos pequenos concêntricos com as pontas dos dedos. Faça movimentos horário com a mão direita e anti-
horário com a mão esquerda.

Comprimir

A compressão é feita somente nos membros, dedos e artelhos. Aperte a parte do corpo que está sendo
massageada, fazendo movimentos cruzados com ambas as mãos. As compressões devem começar nas coxas e
descer até as pontas dos dedos dos pés, depois começar nas axilas e terminar nas mãos. Apertar dedos e
artelhos significa fazer movimentos semelhantes aos de ordenhar uma vaca, com a única diferença de que os
movimentos da massagem no corpo são feitos em cruzamentos transversais.
Ao girar suavemente os ossos dos artelhos e dedos para ambos os lados, nas articulações, a secreção dos
hormônios do crescimento será estimulada.

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Amassar

O amassamento relaxa e elimina o stress acumulado nos músculos, articulações e ligamentos durante as
atividades do dia a dia. Os músculos devem ser amassados da mesma forma que um padeiro amassa o pão e
trabalha com a sua textura. Quando os músculos se soltam e a rigidez se dissolve, eles começam a ficar
macios e firmes. O amassamento cria atividade no interior das paredes das células, aumentando a circulação
das substâncias químicas vitais que ajudam a desenvolver e rejuvenescer o corpo. Depois do amassamento o
praticante deverá agarrar o músculo e sacudi-lo um pouco para verificar se o processo de soltura o deixou
mais macio. Caso a musculatura não tenha ficado suficientemente relaxada e solta, o óleo nutriente não será
absorvido e assimilado de forma adequada.

Percussão

As percussões despertam o corpo, aumentam a circulação do sangue e estimulam os vasos capilares sob a
pele, tornando os músculos fortes, e ativam o sistema nervoso. Existem várias maneiras de realizar a
percussão: com as palmas das mãos em forma de concha; juntar as palmas das mãos cruzando-as e
percussionar os músculos das costas formando um vácuo entre as mãos. Percussão na cabeça deve ser feita
com bastante atenção e suavidade; para isso, junte as mãos alinhando os dedos e execute em forma de leque.

DIRECIONAMENTO DA ENERGIA NA MASSAGEM

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Aquele que segue os contornos e fluxos naturais do corpo assegura a mais eficiente massagem. Aquele que
trabalha contra a disposição natural do corpo cria desequilíbrio e doença.
Para ser um bom terapeuta corporal você precisa olhar para a disposição e função da musculatura. O corpo
pode ser dividido em três regiões gerais:

 A região da base da coluna até a cabeça (tronco e cabeça).


 A região da pelve até os dedos dos pés.
 A região das clavículas até as pontas dos dedos das mãos.

A forma dos músculos da primeira região – do topo do crânio até o cóccix – é arredondada e a energia flui de
cima para baixo e vice-versa. Na formação dos membros em um embrião, esta parte se desenvolve a princípio
como uma unidade. A cabeça se desenvolve primeiro, e então o resto do óvulo fertilizado sofrendo mitoses se
torna o resto do tronco, até a base da coluna; assim, essas partes são na verdade uma unidade e devem ser
massageadas como uma unidade.
Na segunda região, a energia se move para baixo da pelve para os pés assim como o corpo empurra com as
pernas contra a terra e a força da gravidade. A circulação é para baixo porquanto esta parte mantém contato
com a terra e é a região inferior do corpo. Esta é a parte do corpo projetada para a função de empurrar. No
Shakti-Pat Maha Yoga (transferência de energia) supõem-se que os pés do Guru são adorados porque é
através dos pés que o Guru transfere sua energia para o discípulo a fim de abrir os “nós” e tornar livre o fluxo
de energia na coluna e assim promover crescimento espiritual.
Na terceira região, os braços, cotovelos, antebraços, pulsos, palmas e dedos formam um todo coordenado para
drenar energia dentro do corpo. Este é o segmento de puxar. Em ambas as segunda e terceira regiões a
formação da musculatura é linear, e a energia flui no tronco para baixo e para fora.
As mãos são utilizadas para drenar energia dentro do corpo para atrair / deslocar / trazer / desviar / mover
puxar e assim, ajudar na expressão das emoções.
As mãos trabalham como um veículo do prana (energia vital da respiração). Na dança, usa-se ás mãos para
executar os mudras (gestos) para contar à audiência os sentimentos e a história. Na adoração elas servem
como conectores, aumentando o nível de energia e ajudando as correntes psíquicas a fluírem. As pontas dos
dedos são as partes mais importantes das mãos, porque elas transmitem energia. Existem muitos milagres
relacionados com a sensação de tocar, a transferência de energia através das pontas dos dedos de um homem à
outro (ou de Deus ao Homem, como Michaelângelo pintou no teto da Capela Sistina). As pontas dos dedos
mostram o caminho.
O óleo deve ser aplicado de acordo com a estrutura de cada uma destas três divisões principais. Ao trabalhar
na parte frontal do tronco, as mãos devem se mover para baixo da face para o pescoço, para o peito, para o
abdômen, para a cintura.
Na parte dorsal, no entanto, as mãos devem se mover para cima da base da coluna em direção à base do
crânio, e para fora na área das costelas.
Se a massagem na parte posterior do tronco for iniciada no pescoço e se mover para baixo ao longo da coluna
para a pelve, a energia é drenada para baixo com as mãos. Muitos jogos sensuais começam desta maneira,
com tamborilar a parte posterior do crânio e as mãos gradualmente se movendo para baixo. Esse fluxo de
energia trabalha contrariamente aos princípios da massagem para o melhor fluxo de energia para cima, e não
deve ser usado exceto para jogos sexuais.

Os Marmas

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É importante conhecer a localização dos marmas, os pontos de pressão no corpo. De acordo com Sushruta
Samhita, um marma deve ser entendido como a junção ou local de encontro dos cinco princípios orgânicos:
sanyu (ligamentos), sira (vasos), mansa (músculos), asthi (ossos) e sandhi (articulações). Estas junções
formam o berço da força vital ou prana; associados aos Srotas: sira (vasos) - nervos, linfa, artérias e veias,
ajudam a transportar os Doshas - Vata, Pitta, Kapha. No total, espalhados estrategicamente pelo corpo,
existem 107 pontos vitais ou (marmas) como são chamados originalmente. Os Marmas podem ser estimulados
por tato, aquecimento, aplicação de agulhas ou laser. A maneira mais antiga de estimular os Marmas, é
através das práticas de Yoga. Esses pontos são de extrema importância para a manutenção de todo o equilíbrio
vital do corpo.

Vata Pitta Kapha


Localização
Marma Braços e Pernas Função
Tahlridayam Centro da planta do pé e da palma da mão Pulmões.
4 pontos
Kshipra Entre o hálux e o segundo dedo no pé; o polegar Coração, Pulmões.
e indicador no dorso na mão - 4 pontos
Kuruchcha Dorso das mãos e dos pés acima do kshipira. – 4 Alachaka Pitta..
pontos
Kurchshira Faces Lateral e medial dos pulsos e tornozelos – Espasmos Musculares.
8 pontos
Indrabasti Centro da panturrilha – 2 pontos / Digestão, Intestinos.
meio do antebraço, face medial – 2 pontos
Ani Acima da articulação do joelho anterior e Tensão Muscular.
posterior - 4 pontos / Acima da articulação do
cotovelo, face medial - 2 pontos
Urvi Centro da coxa anterior e posterior Constipação e gases.
4 pontos /
Centro do braço face lateral - 2 pontos
Lohitaksha Na articulação da virilha com a coxa Suprimento sangüíneo para as pernas.
2 pontos./ Prega axial – 2 pontos
Manibandha No centro da articulação do pulso, face medial – Alivia o enrigecimento muscular.
2 pontos
Kurpara Parte interna da articulação do cotovelo - Coração, baço, fígado.
2 pontos.
kakshadhadhar Centro da axila – 2 pontos Tensão muscular.
a
Gulpha Nas laterais do tendão calcâneo na articulação do Alivia o enrijecimento muscular.
tornozelo – 4 pontos
Janu Centro da articulação do joelho posterior e Coração, baço, fígado.
anterior abaixo do marma ani - 4 pontos
Vitapa Virilha, região inguinal – 2 pontos Tensão dos músculos abdominais,
impotência, sêmen.

Marma Localização Função


Tronco –Tórax
Guda Ponta do cóccix - 1 ponto Primeiro chakra. Reprodução, cólon,
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urina, gases, fezes.
Vastih Entre a pelve e o umbigo - 1 ponto Segundo chakra, Principal marma
Kapha. Controla todas as funções
Kapha, metabolismo da água, sistema
urinário, hipófise.

Nabhi Umbigo - 1 ponto Terceiro chakra. Assento de todas as


veias e nervos; ponto de transferência;
intestino delgado, corpo sutil, adrenais,
pâncreas, fogo digestivo.
Hridayam No processo xifóide - 1 ponto Quarto chakra. Principal marma Pitta
Sadhaka Pitta – Vyana Vata,
circulação, fígado, pele.

Stanamula Abaixo dos mamilos – 2 pontos Kapha, Pitta, circulação sangüínea.

Stanarohita Acima dos mamilos – 2 pontos Kapha – Pitta, músculos dos braços.

Apastambha Nas laterais do osso esterno logo acima da linha Sangue, pulmões, nervos: simpático e
do mamilo – 2 pontos parassimpático.

Apalapa Na prega axial, acima da linha dos mamilos - 2 Sangue, nervos simpático e
pontos parassimpático .

Marma Localização Função


Costas
Katikataruna Na crista do osso ilíaco ao lado da coluna 2 Gordura, constipação, Vata.
pontos / no centro da prega glútea
2 pontos
Kukundara Articulação sacro-ilíaca - 2 pontos Reprodução, eliminação, mobilidade
das pernas, controla o segundo
chakra.

Nitamba ângulo externo da fossa ilíaca – 2 pontos Digestão de Vata e Pitta, vitalidade,
RBC
Parshva Acima do katikataruna na cintura superior - 2 Pitta, digestão, eliminação.
Sandhi pontos
Vrihati Ambos os lados da decima vértebra torácica - 2 O principal ponto de acumulação de
pontos Pitta; controla o terceiro chakra.

Ansa Phalak No centro da escápula – 2 pontos Tato e sensação de Vata, atrofia,


intestino delgado, quarto chakra.

Ansa Entre o ombro e o pescoço, cinco dedos acima Ombros


do Ansa Phalak – 2 pontos

Marma Localização Função


Cabeça e Pescoço

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Manya Frente da laringe – 1 ponto Quinto chakra. Circulação sanguínea,
Dhamni fígado, baço, tireóide; fala, garganta,
Ambos os lados da glândula tireóide – paladar, compleição, pele, vontade,
Neela Dhamni 2 pontos. percepção, marma de transferência.
Udhana Vata.
Krikatika Base do crânio nas laterais da coluna Tremores, invalides , rigidez.
2 pontos
Vidhuram Base do crânio atrás das orelhas - 2 pontos Audição e suporte da cabeça.

Phana Laterais das narinas – 2 pontos Olfato, sinus, orelhas, stress.

Apanga Canto externo dos olhos – 2 pontos visão, stress.

Avarta Canto externo das sobrancelhas – 2 pontos Depressão, visão, postura.

Shank Têmporas – 2 pontos Cólon, claridade, consciência

Utkshepa Acima da orelha – 2 pontos Cólon

Stapani Entre as sobrancelhas – 1 ponto Sexto chakra. Principal marma Vata;


mente, nervos, cólon, coração,
pulmões- sistema respiratório, ossos,
hipófise, hipotálamo.
Shringataka No palato mole – 1 ponto Olhos, orelhas, língua, nariz, nervos

Simantaka Na mesma linha do olho, na lateral do topo da Sanidade, assentamento, inteligência,


cabeça. – 4 pontos sangue.

Adhipati Topo da cabeça (moleira) – 1 ponto Sétimo chakra. Hipófise, éter, mente,
nervos, epilepsia, Prana Vata

Um profissional em Ayurveda deve trabalhar com os marmas localizados ao longo do corpo.


Utilizando a massagem como instrumento, ele deve programar os pontos para que estes
ajudam a promover um equilíbrio eletroquímico no corpo. Um movimento circular suave com
os dedos indicador ou médio sobre um marma pode liberar ou eliminar toxinas (a mão direita
move-se no sentido horário e a esquerda no anti-horário).

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PONTOS DE REFLEXO NA CABEÇA


O corpo humano é uma rede completa interligadas de energias formando um complexo e
equilibrado sistema de vida orgânica/energética. Existem vários pontos de reflexo no corpo,
por exemplo: todos as áreas representadas na figura abaixo, quando o corpo apresenta algum
distúrbio, essas áreas se encontram como pontos de dor

G H
F

E
L
I
D K
C
B

A J

A- Dor neste local indica tensão e infecção nas gengivas e G- Dor neste local indica distúrbios das Trompas de Falópio.
dentes.
B- Dor nos globos oculares indicam superacidez H- Dor neste local indica distúrbios dos rins.
C- Dor nas pálpebras indica gastrite I- Dor neste local indica distúrbios do trato urinário.
D- Dor neste local indica inflamação do estômago J- Dor neste local indica nevralgia.
E- Dor neste local indica úlceras. K- Dor neste local indica a formação de catarata.
F- Dor neste local indica distúrbios intestinais. L- Dor nas têmporas indica distúrbios do cérebro e dos nervos
da espinha.

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ÓLEOS PARA MASSAGEM


Óleo é um dos mais importantes ingredientes da medicina Ayurveda; ele é quem dá condição para que vata
dosha estabilize seu funcionamento harmonizando os outros dois doshas, além de ser um importante elemento
nutricional e lubrificante para os tecidos. Os óleos são muito utilizados na Medicina Ayurvédica para as
massagens devido aos seus profundos benefícios terapêuticos, além de facilitar suas manobras.
O Óleo é um excelente nutriente para a pele, evita o ressecamento, aumenta a umidade e previne o
envelhecimento precoce. Os óleos contém proteínas, carboidratos e outros ingredientes essenciais que são
absorvidos pelas aberturas nos folículos capilares e assimilados pelo Bhrajaka Pitta, uma subdivisão de Pitta
Dosha. Existem uma infinidade de óleos medicados no sistema ayurvédico. Para cada tipo de tratamento,
pode-se misturar vários tipos de ervas, então, prepara-se uma decocção bem concentrada e em seguida,
adicione o concentrado ao óleo base, ponha para aquecer em banho maria até evaporar o restante da água; o
resultado final, se obtém um óleo com as propriedades medicinais das ervas.

Dosha Óleo Básico


Vata______________ Gergelim
Pitta______________ Coco
Kapha_____________ Mostarda / Oliva

Óleo de Gergelim
O óleo de gergelim é um dos mais populares para a massagem devido ao seu uso como base para outros óleos
essenciais. Ele é untuoso, pesado, doce, amargo, adstringente e calorífico. Acaba com as doenças e os
distúrbios causados por Vata e aumenta Pitta; pode ser usado moderadamente em indivíduos Kapha. Como
contém dois antioxidantes naturais, sesamol e sesamoline - o óleo de gergelim se mantém por bastante tempo
sem ficar rançoso; seu conteúdo de lecitina têm um efeito benéfico nas glândulas endócrinas e especialmente
nas células nervosas. Ele contém oito aminoácidos essenciais importantes para o cérebro, o que pode explicar
sua história de uso na massagem da cabeça e como óleo para os cabelos.

Óleo de Coco
O óleo de coco, também é usado largamente na massagem. Ele é doce, relativamente leve, untuoso, pegajoso
e refrescante. É apropriado para as pessoas com característica Pitta e Pitta agravado. Ele cura males da pele,
como fissuras, queimaduras, inflamações, eczemas e infecções por fungos; é anti-séptico. A massagem com
óleo de coco suaviza o calor que acompanha a excitação sexual. Os homens massageados com ele
regularmente perceberão que aumenta a vitalidade e o sêmen e evita a ejaculação precoce. Como é um óleo
relativamente leve, não forma uma película na pele. Ele permite ao corpo absorver mais prana da atmosfera,
na forma de oxigênio, íons negativos e radiações solares. Quando esse óleo curado no sol, é aplicado no
crânio, nas palmas das mãos e solas dos pés, ele pode reduzir as febres. Na Índia os cocos são considerados
frutas sagradas, com muitas qualidades curativas.

Óleo de Mostarda
O óleo de mostarda é muito utilizado na Índia. Ele é untuoso, amargo, picante, forte, leve e aquecedor. Ele
elimina as doenças causadas por Vata e Kapha; aumenta Pitta e o calor do corpo. Vermífugo e fungicida, ele
cura a dor a inflamação e feridas de todo o tipo. Tem propriedades desinfetantes. A pele o absorve
rapidamente aliviando tensões dos nervos, músculos e ligamentos enrijecidos.

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Para os problemas de artrite e gota por exemplo, os textos Ayurvédicos recomendam uma mistura de óleo de
mostarda e cânfora orgânica: Aqueça ¼ de xícara de óleo de mostarda com ¼ de um tablete de cânfora em
fogo brando até dissolver.

Óleo de Amêndoa
O óleo de amêndoas branco é um bom óleo de massagem. Ele é doce, untuoso, pesado e é apropriado para
pessoas dominadas por Kapha, pois é calorífico.
Quando exposto ao sol num vidro laranja durante quarenta dias, esse óleo confere alegria, afasta o
pessimismo, a ansiedade e purifica o sangue. É excelente para os músculos e ligamentos, para curar
queimaduras da pele, aumentar a vitalidade, além de curar inflamações e ressecamentos de todos os tipos.

Óleo de Oliva
O óleo de oliva é untuoso , ligeiramente amargo, e calorífero; ele aumenta Pitta e é nutritivo. Pesquisas
científicas realizadas na Europa mostram que o óleo de oliva pode agir como um meio preventivo contra a
osteomalacia (amolecimento dos ossos). Ele bloqueia as infecções, exerce um efeito benéfico na flora do trato
digestivo, ativa o fluxo da bile e estimula o metabolismo das gorduras.
Na massagem, o óleo de oliva, apesar de ser mais espesso e pesado que outros óleos, pode ser substituído na
ausência do óleo de mostarda.

Como preparar o óleo medicado.


Os óleos medicados são utilizados em diversas funções terapêuticas para uso interno e externo nos
tratamentos Ayurvédicos. Para preparar o óleo medicado é necessário um óleo base, a escolha da erva a qual
se pretende trabalhar; então, prepara-se uma decocção com 1 litro de água, 3 colheres de sopa da erva e ferva
até reduzir para ¼ . Em seguida, acrescente ¾ litro do óleo e continue aquecendo, só que desta vez em banho
maria, até evaporar totalmente a água da decocção. Está pronto o óleo medicado. As propriedades da erva
passaram para o óleo sem que este tenha sido fervido; isso é muito importante, caso tenha que usar este óleo
via oral. Do contrário, isto é, usar apenas via externa, este óleo pode ser feito de uma maneira mais rápida;
diretamente no fogo até evaporar a água. Feito desta forma, o óleo fica mais saturado.
Exemplo:

Óleo ou Ghee medicado com Brahmi (sentelha asiática)


Faça uma decocção com o Brahmi até obter um concentrado de ¼ para cada litro. Acrescente óleo de
gergelim ou ghee á decocção e continue aquecendo em banho maria até evaporar totalmente a água. Pronto,
você fez o óleo ou o ghee medicado indicado para os problemas de vata. Neste caso, estamos utilizando uma
erva que é usada para as desordens de vata principalmente o prana vata, onde desenvolvem problemas ligados
a falta de memória, perda da concentração, desorientação, inteligência. Este óleo pode ser utilizado
externamente nas aplicações de shyrodhara ou outras técnicas com propósitos semelhantes. Pode-se também
usar internamente para as mesmas funções, mas administrado dentro dos tratamentos.

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O USO DO PÓ MEDICINAL

O pó de ervas se usa para aplicação de esfoliante chamado garshana. O uso do pó medicinal estimula a
circulação sangüínea, auxilia na eliminação das toxinas presas nos músculos e tecidos do corpo além de servir
como um esfoliante suave, atuando na renovação do tecido epitelial. Ajuda a reduzir os líquidos do corpo e a
gordura localizada.
Após aquecer o local com a massagem e o óleo, aplica-se o pó por todo corpo (com exceção da cabeça e face).
O pó medicinal é mais recomendado para pessoas com predomínio de kapha e pitta moderadamente.
Pode-se aplicar um esfoliante com cânfora, sal grosso e óleo. Para essa técnica, usa-se uma luva de seda para
deslizar por todo o corpo. Essa técnica chama-se Udwartana.
Em seguida a pessoa deve receber o Swedana (aquecimento de corpo inteiro em uma sauna apropriada com a
cabeça para fora).

Ervas para o Garshana:


 Pó Vekhanda: extraído da raiz de uma planta indiana, funciona como um dissipador de energias
condensadas.
Este pó pode ser substituído no Brasil por similares:
 Pó do Mesocarpo do Babaçu
 Ginseng brasileiro (pfáfia paniculata) em pó.
 Guaraná em pó.

Ervas utilizadas para o Udwartana são:


 Cânfora com sal grosso

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Seqüência Básica de Drenagem em Maca


Após a consulta, determine o Prakruti do paciente e prepare o ambiente adequado, mantendo em evidência os
elementos que você irá trabalhar como: Som, Ar, Fogo, Água ou Terra. Mantenha o ambiente isolado da
corrente de vento e mantenha-o aquecido. Mantenha sua mente conectada com a energia suprema e comesse a
massagem.

Coluna:
Ponha o paciente deitado em decúbito ventral.
Despeje óleo morno na região lombar.
Friccione a musculatura da coluna, do sacro até a cervical.
Faça movimentos circulares na musculatura das costas do centro para as laterais.
Friccione com movimentos circulares os músculos da escápula em direção dos ombros.
Deslize com pressão pelas laterais da coluna do sacro até a cervical.

Braços e Mãos:
Friccione os gânglios linfáticos na parte interna do cotovelo.
Friccione o punho.
Amasse e friccione os dedos da mão.
Deslize pelo braço com pressão média, do punho até a axila.
Retorne deslizando alternadamente.
Repita dez vezes o movimento de drenagem
Passe para o outro braço.

Quadril:
Comprime os glúteos.
Deslize com pressão do centro da coluna para as laterais.
Faça movimentos circulares sobre os glúteos.

Pernas e Pés:
Friccione os gânglios linfáticos da articulação do joelho.
Friccione os calcanhares.
Deslize com pressão sobre a planta do pé.
Friccione os metatarsos, dando maior atenção para as articulações.
Friccione comprimindo os músculos da panturrilha.
Friccione comprimindo os músculos da coxa.
Comece a drenagem com pouca pressão do calcanhar até os glúteos.
VIRE O PACIENTE:

Abdômen e Peito:
Despeje óleo morno dentro do umbigo do paciente.
Faça movimentos circulares sobre o abdômen.
Deslize em direção do peito; friccione o músculo peitoral do centro para as laterais.
Comprima o músculo peitoral na expiração do paciente.
Friccione as laterais do músculo peitoral e a axila com a mão inteira e com pouca pressão.

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Pélvica e Pernas:
Friccione os gânglios linfáticos da virilha.
Deslize co pressão sobre os joelhos para aquece-lo.
Comece a drenagem do peito do pé até a virilha.
Deslize para cima pelas laterais internas da perna.
Retorne pelas laterais externas da perna.
Repita dez vezes o movimento.

Pescoço e Cabeça:
Apóie a mão na base do crânio, suspenda a cabeça e com a outra mão, empurre o músculo trapézio em direção
do braço.
Repita para o outro lado.
Friccione comprimindo os músculos do pescoço, tome cuidado com a garganta do paciente.
Posicione os dedos na base do crânio e venha dedilhando com pressão em direção das orelhas.
Estique os músculos atrás das orelhas.
Faça movimentos circulares com pressão nos dois hemisférios do crânio.
Meça oito dedos das sobrancelhas para o topo do crânio e comprima este ponto.

Rosto:
Apóie os dedos por baixo da mandíbula e vá dedilhando com pressão da articulação até a ponta do queixo.
Friccione a ponta do queixo com movimentos circulares drenando esta região.
Deslize com pressão do queixo até a articulação da mandíbula.
Friccione com pouca pressão em volta dos lábios, massageando as gengivas.
Apóie os dedos nas laterais das narinas; deslize com pressão em direção da articulação da mandíbula.
Faça movimentos circulares sobre a articulação da mandíbula.
Apóie os polegares na extremidade interna dos olhos; deslize com pressão sobre a cavidade ocular inferior em
direção da extremidade externa dos olhos.
Faça movimentos circulares nas têmporas.
Apóie o dedo indicador abaixo da sobrancelha sobre a cavidade ocular superior.
Comprima as sobrancelhas com o polegar e o indicador.
Deslize sobre as sobrancelhas em direção das têmporas.
Apóie os dedos entre as sobrancelhas e deslize com pressão sobre a testa, do centro para as têmporas.

Finalização:
Esfregue as mãos e apóie sobre o rosto, dando calor e conforto ao paciente.
Mantenha uma toalha perfumada sobre os olhos.
Deixe o paciente descansar.

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A IMPORTÂNCIA DO
HATHA YOGA PARA O TERAPEUTA E NA MASSAGEM
O Yoga e o Ayurveda são ciências irmãs, e a prática do Hatha Yoga é muito importante como uma medida
natural e preventiva para assegurar a boa saúde.
A primeira e clássica codificação da disciplina do Yoga – os Yoga Sutras – escritos por Patañjali, o grande
mestre e sábio indiano, no século VI a.C. revela-se a mais útil e de maior autoridade. Em seus 196 sutras o
autor sintetizou o essencial da filosofia e da técnica do Yoga; este sistema sintetizado por Patañjali, também é
conhecido como Astânga-Yoga por ser dividido em oito partes. O objetivo é a integração através da supressão
das modificações da mente e a realização de sua verdadeira natureza espiritual. Os oito membros do yoga são:
Yamas, Nyamas, Asanas, Pranayamas, Pratyahara, Dharana, Dhyana, Samadhi. Esses oito “membros” não
são apenas passos ou estágios, embora obedeçam a certa seqüência. Eles são como os membros do corpo ou
partes de uma casa, cada qual apresentando sua própria função, ainda que nem todos sejam de igual
importância.
O significado da palavra Yoga, vem da raiz sânscrita yuj, que significa “unir” “síntese” ou “contato”. Quando
o Yoga é praticado, um casamento interior vem acontecer entre as várias partes complementares do corpo,
como as energias vitais superiores, a vitalidade solar e lunar, a cabeça e o coração. Em uma concepção mais
elevada, o estado de unificação de jivatma (a alma humana) com o Paramãtmã (a Divina Realidade), bem
como o processo mental e a disciplina através da qual esta união é atingida, são ambos chamados Yoga.
As práticas do Hatha Yoga ajudam a harmonizar e equilibrar o metabolismo, regulando o sistema endócrino,
fornecendo assim resistência para lidar com o stress; trabalham profundamente a revitalização das células do
corpo afastando o envelhecimento precoce; são extremamente eficazes para o tratamento da hipertensão, da
diabetes, da asma e da obesidade.
Quando o praticante executa certos asanas e segue determinadas disciplinas, ele se abre e movimenta as
energias que se acumularam e se estagnaram nos centros vitais do corpo, principalmente nas articulações. Um
ponto muito importante das práticas do Yoga, é a visualização das correntes energéticas para auxiliar no
relaxamento dos músculos e dos ligamentos, e para melhor canalizar e alinhar as correntes e os centros vitais
do corpo. Muitos asanas foram estudados para libertar energia latente, e são eficazes para provocar
transformação física e psicológica.
O terapeuta deve fazer uso das técnicas do Hatha Yoga para realizar perfeitamente suas atividades diárias e
podendo também aplicar nas atividades profissionais, como a massagem. O seu uso aplica-se tanto no
terapeuta como auto-disciplina, quanto no paciente na forma passiva; nesse segundo caso, o terapeuta pode
valer-se de várias manobras de alongamento e torção utilizando as posições do Hatha yoga, atingindo assim,
resultados ainda mais surpreendentes na recuperação do paciente.
Tanto no aprendizado quanto na prática do Hatha yoga a moderação e o bom senso devem prevalecer. Nunca
se deve tentar praticar asanas quando se está fisicamente enfermo, exceto sob a orientação expressa de um
médico especialista no assunto do Ayurveda e do Yoga ou um professor. Tampouco se deve praticar
imediatamente antes ou depois das refeições e nem após extremo esforço físico. As posturas invertidas não
devem ser praticadas quando a mulher está menstruada e quando não se tem o domínio do equilíbrio físico e
respiratório.
O estado de espírito no qual a pessoa está ao iniciar qualquer prática do Yoga ou uma massagem, irá em
grande parte, determinar seu resultado. Por esta razão, não seja super ambicioso, forçando as posturas, e sim,
deixe que seu corpo chegue a elas aos poucos e naturalmente.
As melhores horas para as práticas do Yoga são ao amanhecer ao poente. Tente criar uma rotina regular;
lembre-se de que os exercícios não são a meta do Hatha Yoga, mas sim alguns dos meios para alcançar o
equilíbrio e fortalecer o corpo e a mente.

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Asanas específicos para cada tipo de Dosha e os órgãos de atuação

VATA PITTA KAPHA


- Local da natureza de Vata: Cólon, - Local da Natureza de Pitta: Intestino - Local da natureza de Kapha:
cavidade pélvica. delgado. Peito, estômago.
- Atividade: Movimento. - Atividade: Produz calor. - Atividade: Estrutura.
- Características: Seco, leve, frio, - Características: Untoso, cortante, - Características: Frio, untoso,
sutil, áspero, móvel, claro. quente, leve, ácido, suor odorífero, pesado, lento, constante, macio,
- Asanas que colocam pressão nas líquido e fluído. denso.
áreas pélvica e do cólon. - Asanas que afetam a área do - Asanas que trabalham sobre as
Respiração lenta, regular, umbigo, regulam o calor gástrico áreas do peito, estômago e cabeça,
silenciosa. Asanas meditativos (agni) e melhoram a digestão; que trazendo energia para o lugar de
que deixam o corpo grounded; estimulam o fígado, o baço, Kapha. Asanas dinâmicos que
de equilíbrio que aumentam a intestino delgado; que elevam o reduzem a gordura; que
concentração deixando o Prana diafragma e resfriam o abdome. estimulam o sistema endócrino,
mais regular e afinado. especialmente a glândula tireóide.

Surya Namaskar

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A seqüência do Surya Namaskar (saudação ao Sol), flexibiliza todo o corpo, preparando para os asanas mais
adiantados. É uma seqüência de doze asanas realizadas muito lentamente, ao nascer e ao poente solar. A
respiração comanda os movimentos expandindo e contraindo alternadamente o corpo, onde cada posição
compensa a anterior.
Praticada diariamente, proporciona grande flexibilidade para a coluna e as articulações, criando um tonus
mais saudável para os músculos.
Procure criar uma rotina matinal desta seqüência por ser este o horário mais importante para a prática. Neste
período prevalece a energia de Kapha (lentidão), portanto deve-se dar a ele uma maior atenção, obtendo-se
assim a revitalização dinâmica da energia no corpo e na mente, aumentando a vitalidade e a saúde.

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OS NADIS

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Os corpos sutis possuem condutos ou canais de energia chamados nadis por onde circula a energia vital; esta
fina rede de nervos sutis é ligada aos chakras, e através deles as energias prânica e psíquica são absorvidas e
descarregadas. No corpo humano existem centenas de milhares de canais sutis, sendo quatorze os principais;
destes, três são mais importantes, Ida, Pingala e Sushuma, sendo que todos os outros canais são subordinados
a Sushuma.
SUSHUMA inicia-se no Muladhara Chakra e sobe em linha reta até o Sahasrara Chakra. Une a energia
telúrica com a energia celeste, o material com o espiritual. O elemento predominante deste canal é o Fogo.
Sushuma passa através do meru danda (coluna) transportando o prana do plexo pélvico na base da coluna até
o brahmand (moleira/ o espaço oco entre os dois hemisférios cerebrais / o berço do “eu”); portanto o
alinhamento correto da coluna é crucial para um ótimo fluxo prânico no corpo. É por ele que a energia
Kundalini ascende, à medida que você vai despertando a consciência. É dele que nascem os chakras; a
energia do fogo nele gerada é distribuída pelos chakras e mantém a vida.
IDA inicia-se do lado esquerdo da base coluna, e sobe serpenteando Sushuma terminando na narina direita;
corresponde a energia solar (Ha).
PINGALA inicia-se do lado direito da base da coluna e sobe serpenteando Sushuma e terminando na narina
esquerda; corresponde a energia lunar (Tha).

OS CHAKRAS
Chakra significa roda de energia. São os sete centros de atividade da força vital (prana), ao longo da coluna
vertebral, e interligados com o sistema nervoso e as glândulas endócrinas. Esses centros sutis de consciência
são o elo entre a fonte universal de inteligência e o corpo humano. A cada chakra está associado um estado de
consciência em particular. Os chakras funcionam em consonância uns com os outros; quando esse sistema de
energia está funcionando bem, a pessoa se sente saudável e com vitalidade no corpo e na mente. Devido as
suas correlações, no plano físico, com a coluna, o sistema nervoso e as glândulas, os chakras podem ser
influenciados pela massagem.

Nome Muladhara Swadisthana Manipura Anahata Vishudha Ajna Sahasrara


Significado O chakra raiz A morada do A cidade das O som O muito puro Comando O lotus de
ser gemas inaudível mil pétalas
Localização Base da Genitais Umbigo Coração Garganta Centro das Topo da
coluna sobrancelhas cabeça
Bija Mantra LAM VAM RAM YAM HAM OM SHAM
Elemento Terra Água Fogo Ar Éter Espaço Espaço
mental consciência
Órgão do Nariz Língua Olhos Pele Ouvidos Mente Consciência
sentido
Órgão Excretor Uro-genital Pés Mãos Órgãos vocais Mente Consciência
Motor
Tanmatra Olfato Paladar Visão Tato Audição Pensamento Consciência
(sentido
relacionado)
Cor Vermelho Laranja Amarelo Verde Azul Anil Branco
Tecido Músculo Gordura Sangue Plasma Prana Prana sutil Prana causal
Glândula Supra Renais Gônadas Pâncreas Timo Tireóide Pineal Hipófise

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Sétimo Chakra – Sahasrara

Sexto Chakra – Ajna

Quinto Chakra – Vishudha

Quarto Chakra- Anahata

Terceiro Chakra – Manipura

Segundo Chakra –Swadhisthana

Primeiro Chakra - Muladhara

YAMAS E NIYAMAS
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YAMA
Esta palavra vem da raiz Yam, que significa restringir, refrear, domar, referindo-se a Ter sob controle o
domínio dos impulsos naturais, inerentes a todos os seres vivos. Os YAMAS são em número de cinco:
1o) AHIMSA – NÃO VIOLÊNCIA
Deve ser em pensamento, palavras e obras. Tal obrigação visa a extirpar a modificação mental denominada
aversão, baseada na ignorância, na qual o ódio é a sua forma principal. Essa disciplina de não-violência é a
principal de todas, e os outros passos do Yama só tendem a consolidá-lo. O caráter deve ser firme e a pessoa,
apesar dos obstáculos, deve persistir até aprender a se dominar. Para os homens comuns, o preceito de não-
violência é muito difícil de ser seguido. Para o yogue ele é o dever supremo, a mais elevada religião, e deve
ser praticado de forma imperativa e absoluta. O vegetarianismo decorre naturalmente do princípio de
AHIMSA, pois aquele que mata seres inocentes para saciar um prazer egoísta jamais alcançará a felicidade.
Na Índia, o exercício desta qualidade permite ao “asceta” meditar impunemente em plena selva hostil, sem
sofrer nenhum ataque de animais ferozes, pois ele não emana a atmosfera de medo e de agressividade, própria
dos homens comuns. Assim que a não-violência é estabelecida, cessa toda a inimizade na presença de quem a
transmite, e os seres que dele se aproximam não conservam qualquer sentimento hostil. Um grande exemplo
desta prática nos foi deixada pelo venerável Mahatma Gandhi, que consegui estabelecer uma revolução sem
disparar um único tiro ou qualquer outro gesto de agressão.
2o) SATYA - A VERDADE
Esta é uma obrigação que deve ser aplicada, não somente em relação ao próximo, mas a si mesmo. A verdade
foi exaltada na tradição indiana desde os Vedas, que a firmam ser ela que governa a terra, o firmamento, o ar
de todo o cosmo. Todas as atividades humanas são efetuadas graças à palavra, que não deve – portanto – ser
maculada. Pelo preceito da veracidade, o yogue deve eximir-se de todos os exageros, meias verdades,
mentiras etc. Ocupar-se apenas em consolidar seu espírito na verdade. Quando ele é perfeitamente sincero,
sua palavra torna-se carregada de poder, e tudo aquilo que ele diz deve cumprir-se.
3o) ASTEYA - NÃO ROUBAR
O domínio de si mesmo consiste em relações de abstenção de toda a injúria e de todo o roubo. Como reza a
sua sentença: “Não se apropriar ilegalmente daquilo que não nos pertence.” Essa obrigação compreende não
apenas a abstenção do roubo em si, como mesmo a manifestação de cobiça sob forma de desejo. Quando o
yogue está perfeitamente firmado na não apropriação, os tesouros afluem de todas as partes em sua direção.
4o) BRAHMACARYA - CONTINÊNCIA
Não que a união sexual seja um pecado. Pelo contrário, ela é levada à dignidade de um ritual, o “Kamasutra”,
por exemplo. Quem pratica o ato sexual deve fazê-lo como sentimento de respeito a humanidade, evitando,
principalmente, as ações de pensamentos luxuriosos. O sexo, como outras coisas da vida, é uma grande
maravilha e, portanto deve ser apreciado; mas não como um animal. O que o yogue pretende é preservar sua
energia sexual, para empregá-la com fins superiores. O domínio da função sexual implica o domínio sobre
outras faculdades de percepção e de ação.

5o) APARIGRAHA – A NÃO POSSESSIVIDADE


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Muitos desejam muito mais do que precisam e, na maioria das vezes, desejam coisas pelo simples prazer de
possuí-las. Os desejos egoísticos são a grande causa da infelicidade do homem. O yogue deve abster-se de
acumular posses e apenas conservar aquilo que precisa para viver. O estudante de Yoga deve estar acima
dessas ganâncias e, quando atingir a sua perfeição, sua clarividência torna-se tão despertada que lhe permite
conhecer, inclusive, suas existências passadas.

NIYAMA
Estes preceitos constituem a Segunda etapa. É o dever ético que contém a austeridade, o perdão, o
contentamento, a fé no Supremo Ser, caridade e entrega de si a vontade divina, através da pureza interna e
externa; isto é, a pureza do pensamento e da ação. Enquanto os YAMAS são de forma negativa, os NYAMAS
são de forma positiva e construtiva, visando à organização da vida interior. Os NYAMAS também são em
número de cinco:
1o) SAUCHA - PURIFICAÇÃO
A pessoa deve almejar a pureza, não só corpórea, mas sobretudo a pureza da mente. O corpo de um homem
comum é inapto à prática de Yoga, pois ele necessita de um corpo harmonioso e puro. Uma grande atenção é
dada à alimentação que deve ser integral e bastante vitalizada.
Os alimentos excitantes, estragados, apodrecidos, conservados artificialmente e violentos, devem ser
evitados. Finalmente, a purificação interior deve igualmente ser cuidada, evitando-se pensamentos e emoções
indesejáveis, e tentando manter apenas pensamentos puros.
2o) SANTOSHA - O CONTENTAMENTO
Este preceito traz consigo a capacidade de uma pessoa sempre extrair uma plenitude de alegria, sem que
nenhuma provação de fora possa tirar-lhe a serenidade. Ele consegue isso, voltando-se sempre para os
aspectos bons que a vida lhe oferece. Pelo contentamento, a pessoa cria dentro de si uma chama de beatitude
que irradia e influencia tudo que o rodeia, não devendo sucumbir diante de qualquer contrariedade e do
fracasso. Como diz no “Bhagavad-Gita”: “Aquele que não é afetado por coisa nenhuma, boa ou má, e não
odeia nem se regozija, sua sabedoria está solidamente estabelecida.”
3o) TAPAS - O ESFORÇO SOBRE SI
Um dos pontos mais importantes deste preceito é que TAPAS não significa a mortificação da carne, mas a
capacidade de se conseguir viver em despojamento, com as mínimas necessidades e de saber suportar a
miséria. O Yoga exige da pessoa a determinação de esforçar-se ao máximo, mobilizando sua energia e
atenção em função do objetivo visado. TAPAS deve existir, antes de tudo, na mente do homem, pois de nada
austera, enquanto sonha com as riquezas mundanas. O praticante do Yoga deve estar preparado para suportar
todas as dificuldades que encontrar, aceitar o esforço sobre si e até mesmo o sacrifício, se necessário.
4o) SVADHYAYA - O ESTUDO
A referência ao estudo aqui esboçado diz respeito ao estudo e prática dos textos védicos que versam sobre as
grandes interrogações da vida e da natureza do “EU”. É o estudo dos textos tradicionais que expressam a
liberação. Além do mais, a reflexão constante nos desperta para a compreensão das verdades sutis, e nos ajuda
a realizar o objetivo final. Neste preceito, a pessoa deve orientar-se para estudar estes textos e interpretá-los, e
colocá-los em prática pessoalmente, pois o número de textos é tal que uma vida humana não basta para
memorizar tudo.

5o) PRANIDHANA - A CONSAGRAÇÃO AO SUPREMO SER


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Esta última observância de NIYAMA expressa a devoção à Divindade Suprema. Literalmente é o ato de
depositar toda a ação diante do Senhor, de colocá-lo a seus pés. A alma não tocada pelas aflições da vida,
pelas ações seus resultados, e cuja devoção firme levará a pessoa à iluminação. Sua única finalidade ao adotar
este corpo é a de salvar os homens presos no vórtice de sua própria mente, e levá-los aos caminhos da
liberação

O BANHO
A água é um poderoso agente de purificação para o corpo e a mente. Muitas religiões tem rituais de batismo e
também prescrevem métodos precisos para o banho. No Ocidente, tomamos banho pela manhã ou à noite, não
pensando nada particular em relação a este ato; é um hábito, praticado somente em nome da higiene.
Entretanto, o banho, seja em uma banheira, chuveiro, rio ou no oceano, tem qualidades espirituais e de
purificações muito complexas.
Todo ato intencional possui um poder que transcende a natureza específica do ato em si. Se você considerar o
banho como um processo de purificação espiritual, e intencionalmente ritualizar a prática, os benefícios serão
maiores do que se você tomar banho meramente pela higiene. Comece pela cabeça e as mãos e termine pelos
pés, ou de maneira inversa se preferir, o que importa é manter a ordem. Esteja sempre certo de imaginar que
está purificando mais do que simplesmente o corpo físico.
Para obter um efeito mais amplo sobre a energia do corpo e do psíquico emocional, comece seu banho com
água quente morna e antes de sair do chuveiro, desligue-o e deixe correr água fria; tome a ducha fria
independente da estação do ano ou mesmo se o dia está frio ou calor.
A água fria produz uma corrente de íons negativos, que são saudáveis, revigorantes, ajuda a contrair os poros
que foram abertos durante o banho quente, aumenta a oxigenação dos tecidos rejuvenescendo-os; é eficaz para
criar uma sensação de estímulo do psíquico emocional.
A água é negativa e magnética, possui um potente efeito recarregador sobre o complexo psicofísico. Use as
qualidades naturais da água para ajudá-lo a superar o cansaço e a tensão da vida da cidade. Um banho de
banheira ou de chuveiro antes das práticas do Yoga é muito benéfico; seu poder purificador restitui ao corpo
sua natural receptividade.
O ato de banhar-se é tão importante que até hoje em alguns templos no Oriente e no Ocidente, se pratica o ato
de banhar os pés e as mãos do visitante.
Uma parte do corpo muito importante para limpeza com água fria, é o ânus. Nas ciências do Yoga recomenda-
se lavar o ânus com água fria corrente após a defecação; isto ajuda a contração do ânus, distribuindo melhor o
sangue pela circulação local e é muito mais higiênico do que passar o papel espalhando a sujeira.

A RESPIRAÇÃO CONSCIENTE
Existe um ditado muito conhecido que diz: “Respiração é vida”. Quando o processo respiratório cessa, a vida
é rapidamente extinta; entretanto, as pessoas não se preocupam muito com a respiração. Quando o bebê nasce,
a primeira respiração é vital. Se houver qualquer obstáculo ou demora, a criança morrerá. Na outra
extremidade da vida, a última respiração marca a partida para uma outra dimensão. A respiração da maioria
das pessoas no decorrer da vida é feita de maneira inconsciente.
Os ensinamentos Yogues enfatizam a suprema importância da respiração. De acordo com os textos antigos e
tradição Yogue, a duração da vida é ligada a freqüência respiratória. Isto parece realmente verdadeiro com
respeito a alguns animais, como a tartaruga por exemplo; ela respira bem devagar, extremamente controlada e
vive muito; enquanto o rato por exemplo, tem a respiração muito rápida, descontrolada e tem vida curta.
Então, quando o ser humano consciente de sua respiração, diminuindo sua freqüência respiratória, ocorre um
aumento de energia vital; acelerando a freqüência respiratória, a energia vital diminui.
Agora mesmo, sem mudar sua respiração normal, coloque um das mãos na região do abdômen, bem abaixo
do plexo solar; veja se sua respiração consegue chegar até ai e veja também se o abdômen está distendido ao
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completar a inspiração. A respiração natural deve funcionar desta maneira, com a região baixa distendendo-se
quando o ar é inspirado e contraindo-se à medida que ele é expelido. Entretanto, a maioria das pessoas respira
ao contrário da maneira natural, geralmente o ar é levado apenas à região do peito. Além do mais muitas
pessoas respiram apenas pela boca, sob esforço físico, ocasionando problemas de saúde muito graves ao longo
da vida.
O efeito ao longo prazo de tal respiração é a perda da capacidade de concentração, debilidade física e
problemas cardíacos. Na sexualidade, a respiração tem uma importância vital para a saúde de tal prática.
Se a respiração é feita de maneira não natural, em outras palavras, aceleração e desaceleração
descontroladamente, e se cansam excessivamente, há o perigo real de envelhecimento precoce, impotência,
incapacidade para o clímax, problemas emocionais e mentais; assim como uma debilidade física geral.
Para a respiração Ter sua eficácia ação sobre a vida humana, deve-se compreender a importância da qualidade
do ar que se respira: Por exemplo, O Ar Condicionado...
O Ar Condicionado; Gabamo-nos de no Ocidente ter melhorado o ar que respiramos. Os especialistas
determinaram o seu grau higrométrico, temperatura, etc., segundo as normas teoricamente ideais do ar; com
grande despesa, numerosos edifícios públicos e privados foram equipados de instalação de condicionamento
de ar, representando o máximo em matéria de conforto vital e de higiene. Todavia, os humanos privilegiados
que se beneficiam, muitas vezes contra a vontade destas instalações, parecem menos entusiasmados do que os
inventores e vendedores destes sistemas de condicionamento de ar.
É freqüentemente que os homens e mulheres condenados a viverem nestes escritórios com ar condicionado,
lastimam os antigos edifícios, onde se podiam abrir as janelas. Tudo se explica pela importância do Prana
(energia vital) do ar. Depois de sua passagem pelas instalações de condicionamento, onde todos os íons
negativos foram absorvidos na passagem, o ar torna-se um gás inerte, privado de todo o poder vitalizante. Os
seres humanos forçados a respirar este ar inerte, sentem-se em baixa; a noite em casa, sofrem muitas vezes de
enxaquecas, o rendimento no trabalho é medíocre, a concentração mental diminui.
O ar tornou-se impossível para viver, e aqueles que dependem deste ar, privado de todo o Prana (energia
vital), vivem sobre as reservas vitais do organismo e buscam outras alternativas de sobrevivência vital como o
comida, por exemplo, que na maioria das vezes, apresenta-se de maneira inerte, sem vida, mau combinada
entre os alimentos, além do estado de espírito que a pessoa se encontra ao comer, criando colapsos na saúde a
médio e longo prazo.
Uma solução prática para alguns destes problemas, como a falta de Prana (energia vital no ar), destes
ambientes condicionados, é a implantação de sistema natural e instalação de aparelhos produtores de íons
negativos, além de criar mais ambientes com fontes de água por todos os corredores dos edifícios.
Cada indivíduo que trabalhe muitas horas em ambientes com ar condicionado, deve-se todos os dias praticar
técnicas de respiração consciente para revitalizar o sistema psíco energético emocional, fora das instalações
do ar condicionado.
As técnicas são bastante simples e ajudará profundamente no desempenho saudável e de sua vitalidade no
trabalho e na vida.

O PRANA - ENERGIA VITAL


O PRANA é exclusivo da ciência Oriental, que ainda não foi aceito totalmente no Ocidente. Só algumas
instituições mais holísticas é que sabem da presença e a importância do PRANA.. PRANA não é uma forma
particular de energia e sim a essência última de todas elas: calor, eletricidade, luz, gravidade – enfim, todas as
forças que movem a matéria, em suas múltiplas atividades, são expressões do PRANA, também chamado de
fluído ou energia universal.
Além do PRANA único, existem energias prânicas particulares, geradas pela sua diversificação. O PRANA
existe no plano sutil e se constitui na força vital do Universo. Compõe o corpo sutil do homem e regula as
relações que se desenvolvem dentro do indivíduo e as que se realizam entre este e o mundo. É o substrato
vital, energético, de todas as funções orgânicas e psíquicas.

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Tal como a eletricidade, o PRANA também apresenta o fenômeno da polaridade. Seu pólo positivo no homem
chama-se IDA , e o negativo, chama-se PINGALA. Da mesma forma que a eletricidade, o PRANA pode ser
acumulado, transformado e conduzido para dentro ou para fora do seres vivos, orgânicos ou inorgânicos.
O homem extrai PRANA de diversas fontes e, principalmente do sol, do ar, dos alimentos, da água etc. Esta
energia sutil atua através de um mecanismo cujo ritmo é coincidente com a da respiração pulmonar. Cada vez
que inspiramos, absorvemos PRANA, e a cada expiração o distribuímos pelos vários órgãos do corpo sutil.
Ele circula através dos milhares de Nadis (canais sutis por onde passa a energia vital), e vai se armazenar nos
Chakras (centros sutis de energia), que por sua vez são as estações encarregadas da distribuição prânica por
todo o organismo psíquico. A quantidade de PRANA que é absorvida pelo homem, em maior ou menor grau,
constitui seu verdadeiro capital energético. Daí a importância de vivermos em lugares mais saudáveis, sem
poluição e ensolarados, absorvendo maior quantidade desta maravilhosa “benção divina”.

PRANAYAMAS (Controle da energia vital através da respiração consciente)

1o) EXERCÍCIO

RESPIRAÇÃO BHASTRIKA (técnica da expiração em forma de fólem com pressão), para limpeza dos
canais vitais e respiratórios.
Em um local bastante ventilado, com presença bastante grande de íons negativos, comesse o exercício em pé
respirando profunda e suavemente e ao soltar o ar, relaxe a coluna e flexione os joelhos superficialmente para
frente. O BHASTRIKA só pode começar quando você estiver conscientizado do relaxamento de sua
respiração.
Inspire profundamente e solte o ar naturalmente sem forçar. Quando o ar sai naturalmente, dentro dos
pulmões fica uma pequena quantidade de ar, o qual, muitas vezes está saturado, sujo e inerte, sem Prana
(energia vital).

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O BHASTRIKA vai trabalhar este resto de ar que ficou nos pulmões, tirando-o (expiração) com pressão na
forma de fólem. A entrada do ar (inspiração) acontece naturalmente pela pressão que você fez no diafragma
quando o contraiu para a expulsão do ar. A força deve ser feita somente para a saída do ar e não para a
entrada.
Faça a respiração BHASTRIKA por cinco minutos; durante a prática, pode ocorrer um pouco de tonturas
devido ao aumento da circulação e a oxigenação na cabeça. Não se preocupe, se isso ocorrer, sente-se sobre os
calcanhares e relaxe a respiração mantendo a coluna vertebral ereta e bem alinhada com a cabeça. Mesmo os
que não apresentarem tonturas, após os cinco minutos, deve-se sentar sobre os calcanhares para relaxar para o
próximo exercício.

2o) EXERCÍCIO

RESPIRAÇÃO KAPALABHATI ( limpeza dos canais da cabeça e preparação para a integração respiratória).

Sentado sobre os calcanhares, confortavelmente, se não ficar confortável, ponha uma almofada embaixo das
coxas para dar conforto aos pés. Mantenha a coluna relaxada e ereta; a cabeça deve ficar bem alinhada com a
coluna e com os músculos do pescoço relaxados e o tórax arqueado.
Quando começar a inspiração o abdômen se expande e ao mesmo tempo na mesma inspiração (entrada do ar),
contraia o diafragma para cima e em seguida, ao encher os pulmões, suave e lentamente, faça uma contração
rápida e vigorosa do abdômen para expulsar o ar. O relaxamento travado do abdômen provoca a inspiração
passiva, em outras palavras, não force a inspiração (entrada do ar), somente a expiração (saída do ar). Repita o
exercício por três minutos.

3o) EXERCÍCIO
RESPIRAÇÃO HATA (solar e lunar) ou RESPIRAÇÃO ALTERNADA
A prática começa com a pessoa posicionando sentada e com a coluna ereta e relaxada; se não conseguir
relaxar, sente-se sobre ponta de uma almofada para criar uma inclinação para frente do quadril relaxando a
coluna. Une as mão na frente do peito e relaxe os pensamentos por alguns instantes até tornar a mente vazia
deles. Em seguida, procure visualizar uma cor dourada e uma prateada envolta de sua cabeça, mantendo um
ponto fixo entre as sobrancelhas . Com os dedos mínimo e anular da mão direita, tampe a narina esquerda e
inspire pela narina direita; esta técnica é para os homens; para as mulheres é ao contrário; com o polegar da
mão direita, tampe a narina direita e inspire pela narina esquerda profunda e suavemente. Ao completar a
inspiração, tampe as duas narinas e retenha o ar por alguns instantes mantendo a atitude confortável; em
seguida abra a narina esquerda para os homens e ao contrário para as mulheres, para soltar o ar suavemente.
Novamente tampe as duas narinas para retenção sem ar por alguns instantes e em seguida abra novamente a
narina esquerda e inspire, repetindo o exercício 20 vezes.
Quando a respiração HATA ou ALTERNADA tornar-se natural em suas práticas, perceberá seus efeitos
positivos de equilíbrio e controle da respiração, uma ajuda efetiva no controle sobre os processos do sistema
parassimpático tais como, batimento cardíaco, a circulação sangüínea e a temperatura do corpo,
possibilitando assim, ascendência sobre a própria força vital.

O AMBIENTE PARA AS PRÁTICAS

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O ambiente determina o humor da prática; ele deve agradar aos sentidos assim como a mente. Com apenas um
pouco de trabalho, quase qualquer espaço pode ser transformado em um ambiente integrado, isto é, um
ambiente harmonioso em todos os sentidos. As linhas retas e duras da arquitetura ocidental são facilmente
alteradas por uma cuidadosa seleção de cortinas, tapeçarias, peças que se compõem representando os
elementos da natureza como a terra, a água, o fogo, o ar e o som; a iluminação também pode ter uma atenção
especial.
Pode-se usar quadros representando a integração cósmica com o ser humano; são de extrema importância para
criar profunda harmonia no ambiente além de criar uma atmosfera de muita beleza plástica. Quadros com
imagens de Yantras também podem ser usados como instrumentos para visualizações nas meditações

AS RECOMENDAÇÕES PARA AS PRÁTICAS

1o) Escolha um local limpo e arejado.


2o) Mantenha em seu local de práticas apenas as pessoas que participar.
3o) Faça suas práticas no chão, utilizando um colchonete ou um tapete grosso e macio; evite materiais lisos
para não comprometer sua prática.
4o) Mantenha seu estômago vazio no mínimo 2 horas antes de iniciar as prática, e meia hora após.
5o) Procure esvaziar os intestinos e a bexiga, limpe as narinas antes das práticas.
6o) Tome banho antes das práticas e no mínimo meia hora após.
7o) Tire óculos e qualquer ornamento durante a prática.
8o) Pratique com o mínimo de roupa, de preferência tecidos leves e cores claras. Durante o inverno, procure
usar uma manta na hora do relaxamento, se necessário.
9o) Seja uma pessoa exemplar. Mantenha sua mente tranqüila e a alma serena, iluminando sua vida de bem-
estar e profunda prosperidade.

Thai Yoga – Massagem com Asanas do Yoga


Thai tem sua origem na Thailandia. Massagem tailandesa de verdade é bem parecida com uma aula de Yoga.
Fica clara essa influência nas posições e movimentos de extensão.
Suas origens estão na Índia, assim como o Yoga, e também no Budismo. Nas raízes dessa massagem milenar
vamos encontrar também influências da medicina ayurvédica e chinesa. Seu fundador foi um médico indiano
contemporâneo de Buddha, Jivaka Kumar Bhaccha (na Tailândia, Dr. Shivago Komarpaj), que é mencionado
nas antigas escrituras (Pali Canon) do Theravada Buddhism.
Existem 60 posições básicas para a aplicação do Thai, 30 mostrando a frente do corpo e as demais mostrando
as costas. Estão ali também as linhas de energia (Sen, em Thai) e os pontos de terapia (onde se usa pressão) ao
longo das linhas. Thai massagem não é baseada num sistema ocidental de anatomia. É baseada em energia,
prana, que é o fundamento de todas as técnicas orientais de cura. No corpo humano essa energia flui por uma
rede de canais ou linhas Sen, nadís ou meridianos. A saúde é o equilíbrio e a harmonia dessas energias em
nosso corpo. Além disso, a saúde é vista como um estado de vitalidade, força e paz interior. Esse trabalho
combina massagem nos pontos e linhas de energia, alongamento, torções e meditação. Assim como no Yoga,
a Thai reconhece 72.000 canais de energia ou nadís.

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As mais importantes são: Sen Sumana (Sushuma), Sen Ittha (Ida) e Sen Pingkala (Pingala). Todas as linhas
são importantes, mas essas afetam mais diretamente todo o nosso sistema energético e estão diretamente
ligadas aos Chakras (centros vitais) mais importantes.
Thai massagem é um dos quatro ramos da medicina tailandesa. Os outros três são ligados à cura com ervas,
dietas e práticas espirituais, como a meditação.
Profundamente ligada ao Budismo que florescia na época, a Thai é um caminho para se cultivar os quatro
estados divinos dessa filosofia: Metta (bondade amorosa), Karuna (compaixão), Mudita (alegria contagiante)
e Uppekha (equanimidade, imparcialidade, não agressão).
É assim que se trabalha quando se aplica uma Thai: em estado meditativo, fluindo como uma dança, com seu
ritmo divino, aprofundando a conexão corpo, mente e espírito. Os efeitos são como no Yoga: aumento da
energia vital, alívio das tensões, liberação da energia estagnada, aumento de flexibilidade nas articulações,
alongamento dos músculos, relaxamento e sensação de paz e equilíbrio. Chamo de Thai Yoga o trabalho que
combina as duas coisas: práticas de Yoga e Thai massagem.
Como no Yoga, Thai utiliza os pránáyámas todos os dias; usa também os bandhas (contrações de estruturas
musculares localizadas sobre alguns chakras).
Para os padrões da Medicina Ayurveda, onde, o uso de massagem é de fundamental importância, pode-se
utilizar as técnicas do Thai Yoga como instrumento eficaz nos tratamentos, ou até mesmo como terapia
isolada.
Vou descrever uma seqüência básica onde pode ser utilizada nas práticas de Dina Charya (rotina diária) e em
pacientes saudáveis. Isto é, para manutenção da saúde. Podendo, dependendo do caso, vir a ser utilizada como
instrumento complementar dos tratamentos Ayurvédicos.

Seqüência Básica
da Massagem Ayurvédica com Alongamentos
Preparação:
Para realizar a massagem no chão, pode-se utilizar um tatame ou qualquer outro material confortável para o
paciente. Mantenha o ambiente isolado do frio e da corrente de vento. Prepare-se fazendo alguns
alongamentos para que você tenha a flexibilidade suficiente ao aplicar no paciente quando necessário.
Mantenha a mente conectada e deixe sua intuição dirigir as manobras sob as técnicas.

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Coluna:
Ponha o paciente em decúbito ventral. Comece a massagem pela base da coluna. Despeje óleo morno na
região lombar o suficiente para espalhar sobre toda as costas.
Com movimentos suaves, espalhe o óleo da base da coluna até o pescoço.
Posicione os polegares na lateral da coluna, faça movimentos de fricção circulares, vá subindo massageando a
musculatura da coluna até a base do crânio.
Repita os movimentos variando o posicionamento das mãos.
Variação – apóie a palma da mão em uma lateral da coluna e friccione com movimentos circulares até a base
do crânio. Repita no outro lado.
Com as duas mãos apoiadas na base da coluna, deslize para cima fazendo pressão quando o paciente soltar o
ar em sua respiração.
Repita dez vezes o movimento
Ao atingir a escápula, faça movimentos circulares e retorne pela lateral do corpo.

Contração da coluna para traz com alongamento do pescoço, peito e abdômen:


O terapeuta se posiciona sentado na base da coluna de frente para as costas do paciente.
Abrace o peito do paciente por cima dos ombros.
Apóie os braços do paciente sobre suas coxas.
Ao inspirar, suspenda o tronco.
Incline a coluna do paciente para traz.
Trave seus joelhos sob as axilas do paciente.
Incline a cabeça do paciente para traz.
Depois, peça para o paciente abaixar a cabeça e relaxe.
Ao retornar, desça o paciente lentamente para ele ir virando a cabeça devagar.

Escápulas, Braços e Mãos:


Apóie as mãos na lateral interna das escápulas e com movimento suave, empurre-as para fora levantando.
Friccione e pressione a lateral externa das escápulas.
Deslize com pressão o músculo trapézio em direção do braço.
Com os polegares, friccione os músculos do braço até a mão.
Friccione e amasse os músculos da mão.
Massageie as articulações dos dedos fazendo pressão para as pontas.
Friccione a parte interna do cotovelo para estimular os gânglios linfáticos.
Deslize do punho até a axila para drenar. Volte com a outra mão fazendo compressão e drene novamente.
Repita cinco vezes e passe para o outro braço.

Alongamento dos Braços:


Posicione os dois braços do paciente com as palmas apoiadas sobre suas nádegas.
Suspenda os dois braços paralelamente até atingir um ângulo de noventa graus, segurando nos punhos do
paciente com as palmas voltadas para baixo.

Quadris, Pernas e Pés:


Amasse os glúteos, deslize com pressão, fazendo movimentos circulares do osso sacro para fora.
Friccione com pouca pressão a articulação do joelho para estimular os gânglios linfáticos.
Friccione o calcanhar.
Deslize com pressão a sola do pé até os metatarsos. Estimule as articulações dos metatarsos e puxe com
suavidade.
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Com as duas mãos apoiadas na parte baixa da panturrilha, posicione os polegares sobre o músculo e vá
friccionando com movimentos circulares do centro para fora e para cima.
Explore bem os músculos da perna e da coxa.
Em seguida comesse a drenagem deslizando pelas laterais internas das pernas.
Drene desde o calcanhar até os glúteos.
Retorne pela lateral externa da perna e recomece o movimento.
Quando passar pela articulação do joelho, diminua a pressão e observe se o paciente sente dor.
A drenagem deve ser suave e proporcionar sensação de prazer no paciente.

Alongamento das Pernas Parte Anterior


Posicione sentado na base da coluna do paciente de frente para as pernas dele.
Flexione uma das pernas e abrace por baixo do joelho com as duas mãos.
Suspenda suavemente até que você sinta a resistência.
Repita na outra perna.
Flexione as duas pernas juntas pressionando os pés contra os glúteos.

Vire o Paciente.
Abdômen:
Despeje óleo morno dentro do umbigo.
Faça movimentos circulares no sentido horário sobre o abdômen espalhando bem o óleo.
Friccione com suavidade os gânglios linfáticos da virilha.

Drenagem das Pernas:


Friccione bem a articulação do joelho.
Comece a drenagem com suavidade do calcanhar até a virilha; movimentos de deslizamento com pouca
pressão.
Retorne pela lateral externa da perna e repita a drenagem por dez vezes.

Alongamento das Pernas Parte Posterior:


Suspenda uma das pernas em ângulo de noventa graus com a base da coluna.
Apóie uma das mãos no joelho e a outra no calcanhar para fazer a alavanca.
Permaneça no alongamento quando encontrar a resistência.
Repita na outra perna.

Alongamento das Costas / Lombar:


Posicione sues pés nas laterais do quadril do paciente.
Flexione as pernas do paciente levando os joelhos de encontro ao peito.
Solte seu peso sobre as pernas do paciente.

Alongamento das Costas / Torácica e Cervical:


Segure nos pés do paciente e leve-os para traz da cabeça.
Mantenha-se atrás do paciente; subindo e descendo a coluna massageando as vértebras.

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Torção da Coluna:
Ponha o paciente de lado apoiando a cabeça sobre uma almofada.
Flexione a perna que está longe do chão para dar apoio ao corpo; apóie o joelho do paciente no chão.
Posicione sua mão na base da coluna abraçando o quadril e a outra apoiada sobre o músculo peitoral.
Na expiração torça a coluna com suavidade.
Repita no outro lado.

Peito, Pescoço e Cabeça:


Sente-se por traz da cabeça do paciente com as pernas esticadas.
Amasse o músculo peitoral; deslize do osso externo para as laterais comprimindo os espaços das costelas.
Posicione os dedos por traz do músculo peitoral e puxe em sua direção até encontrar a resistência.
Friccione o músculo trapézio e os músculos do pescoço.
Apóie a mão esquerda na nuca e na base do crânio; com a outra empurre o ombro direito alongando os
músculos do pescoço.
Repita do outro lado.
Apóie os dedos na base do crânio e vá dedilhando com pressão do centro da coluna até as relhas.
Estique para cima os músculos por traz das orelhas.
Faça movimentos circulares com pressão nos dois hemisférios do crânio.
Aperte com pressão o ponto mais alto da cabeça.

Rosto:
Apóie os dedos por baixo da mandíbula e vá dedilhando com pressão da articulação até a ponta do queixo.
Friccione a ponta do queixo com movimentos circulares drenando esta região.
Deslize com pressão do queixo até a articulação da mandíbula.
Friccione com pouca pressão em volta dos lábios, massageando as gengivas.
Apóie os dedos nas laterais das narinas; deslize com pressão em direção da articulação da mandíbula.
Faça movimentos circulares sobre a articulação da mandíbula.
Apóie os polegares na extremidade interna dos olhos; deslize com pressão sobre a cavidade ocular inferior em
direção da extremidade externa dos olhos.
Faça movimentos circulares nas têmporas.
Apóie o dedo indicador abaixo da sobrancelha sobre a cavidade ocular superior.
Comprima as sobrancelhas com o polegar e o indicador.
Deslize sobre as sobrancelhas em direção das têmporas.
Apóie os dedos entre as sobrancelhas e deslize com pressão sobre a testa, do centro para as têmporas.

Finalização:
Esfregue as mãos e apóie sobre o rosto, dando calor e conforto ao paciente.
Mantenha uma toalha perfumada sobre os olhos.
Deixe o paciente descansar.

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Procedimentos Terapêuticos
CHIKITSA
Chikitsa é uma forma prática e segura de entender os procedimentos terapêuticos do Ayurveda sobre as
patologias. Existem duas formas de aplicar Chikitsa:

- A primeira chama-se SHAMANA – técnicas terapêuticas aplicada sobre o paciente para reduzir os
sintomas da doença. Essas técnicas envolvem todas as aplicações necessárias para diluir, conduzir,
lubrificar, aquecer, esfriar, secar, nutrir, em fim, tentar equilibrar o máximo possível os Doshas que se
encontram em desequilíbrio no paciente. Shamana é uma forma de fazer o paciente retornar a sua
natureza; em outras palavras, fazer o paciente retornar ao seu ponto de saúde. Sempre que possível,
aplicar Shamana até equilibrar o paciente sem a necessidade de Shodana. Aplicar Shodana em último
caso, quando o paciente encontra-se em profundo desequilíbrio crônico.

- A segunda chama-se SHODANA – Shodana é o Pancha karma propriamente dito. Técnicas terapêuticas
de remover o dosha em desequilíbrio. Para remover um dosha em desequilíbrio, é necessário preparar o
paciente para tal ação. Para isso segue-se os procedimentos do próprio Shamana.

POORVAKARMA
Poorvakarma é o processo de preparação dos tratamentos Panchakarma
SNEHANA - Lubrificação externa e interna – Diminuir e amaciar os Doshas
Meios de Lubrificação externa:
- Abhyanga (massagem)
- Parisheka (Banho de Óleo pelo corpo)
- Shyrodhara (fluxo de óleo medicado sobre o Chakra frontal) e outros dharas em outros locais
- Shyro Basti (reter óleo medicado na cabeça)
- Kati Basti (retenção de óleo medicado sobre a lombar)
- Netra Basti (retenção de ghee medicado sobre os olhos).

Meios de Lubrificação Interna:


- Basti (aplicação de óleo medicado no reto)
- Nasya (óleo medicado aplicado nas narinas)
- Tomar óleo ou ghee medicado

SWEDHANA – Técnicas de aquecimento do corpo


- Úmida
- Seca
- Areia
- Sal
- Pedra
- Arroz
- Decocção de Ervas
- Óleo medicado quente
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MASSAGEM – Quatro tipos de Massagem


- Abhyanga (aplicação de óleo pelo corpo e tonificar a pele).
- Sanvahana (deslizar sobre os canais de energia e sobre as cadeias musculares).
- Mardana (pressão sobre os pontos de energia)
- Garshana (drenagem com esfoliação com ervas em pó)
- Udwartana (drenagem com óleo sal cânfora e aplicado com luva de seda).

LUBRIFICAÇÃO EXTERNA
Exemplos de óleos para Abhyanga:

Vata – Balataila, Mahanarayana, Dhavantaritaila, Gergelim, Amêndoas, Damasco


Pitta – Shatavaritaila, coco, Chandanaditaila, Oliva
Kapha – Vishagarbataila, Shatavaritaila, Mostarda, Gergelim, Damasco

Mardana – É a manipulação dos pontos de energia do corpo por pressão com os dedos, com aquecimento
através de óleos medicado, moxa, com agulhas, ou simplesmente praticando posturas de Yoga.

Vou fazer uma pequena descrição de uma aplicação da terapia marma.

Como os marmas precisam ser localizados precisamente, já que suas localizações variam de pessoa a pessoa,
deve-se fazer estudos periódicos e treina-los diariamente. Contudo, pode-se estimula-los de formas mais
generalizadas. Nas solas dos pés existem agrupamentos importantes de pontos que representam partes
importantes do organismo sobre a forma de reflexo. Todos os marmas atuam dobre a forma de reflexo
energético do corpo.
Uma massagem suave, de três a cinco minutos por dia na planta dos pés, é importante para verificar as reações
diárias dos pontos principalmente antes de dormir, pois o efeito calmante no sistema nervoso e nos doshas
Vata e Pitta , em particular, faz da massagem um ótimo prelúdio para o bom sono. Outros três importantes
pontos a serem estimulados diariamente são: Um está localizado entre as sobrancelhas e chega ao meio da
testa. Massagear delicadamente essa área de olhos fechados, é recomendado para combater preocupações,
dores de cabeça, tensão mental e outros problemas dos ares superiores de Vata.
Outro ponto está localizado no coração, logo abaixo do osso externo, onde termina a caixa torácica.; é
indicado para acalmar as emoções que criaram tensão.
Outro ponto está localizado na parte baixa do abdômen, cerca de quatro dedos abaixo do umbigo; é indicado
para combater a prisão de ventre, gases e outros problemas relacionados com os ares inferiores de Vata.
Faça movimentos suaves circulares durante poucos minutos em cada um. O marma da testa pode ser escolhido
para ajudar a pessoa dormir, mas não o pressione com força ou muito rápido, pois isso pode super estimular e
não acalmar Vata Dosha.

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ÓLEOS PARA APLICAÇÃO DE MARMA TERAPIA

VATA PITTA KAPHA


Sândalo Sândalo Sândalo
Rosa Rosa
Jasmim Jasmim
Lírio Lírio
Baunilha Baunilha
Lavanda Lavanda
Pachouli Pachouli
Mangericão Mangericão
Mirra Mirra
Salvia Salvia
Cedro Cedro
Musk Musk
Lotus Lótus
Eucalipto Eucalipto
Canela Canela
Geranio
Gardênia

Parisheka Sweda – Terapias Ayurvédica de aquecimento com banho de óleo


É uma ducha de decocção morna. Único sistema de ducha sobre o corpo na maior parte das vezes com
decocção morna e algumas vezes com fluidos frios. Tradicionalmente a jarra utilizada para a terapia Parisheka
é grande e de metal, equipada com furos na base. O desenho tradicional da mesa para o tratamento é
conhecido como Drone; a mesa é feita com canaletas para drenar todo o líquido que estiver escorrendo pelo
corpo do paciente. A Drone pode ser feita de várias madeiras nobres como sândalo, neem, pipalli, ashoka,
pois é vital a energia de certos metais e árvores para restaurar a saúde.

Duração do Tratamento:
- 7 dias
- Vata – 2 horas diárias
- Pitta – 4 horas diárias
- Kapha – 36 minutos

Período de Aplicação:
Pitta e Kapha: pela manhã até as 10:00 horas
Vata: Início da noite

Condições específicas para os Doshas:


Para Vata:
- Constipação
- Cistos e tumores
- Fraqueza nas funções musculares
- Paraplegia
- Artrite
- Insônia

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Para Pitta
- Cistos e tumores
- Úlceras
- Dores abdominais
- Aumento da próstata e baço
- Abscessos
- Ardência no corpo

Para Kapha
- Cistos e tumores
- Anorexia
- Letargia
- Doenças fleumáticas
- Obesidade

Benefícios:
Complementando os benefícios listados acima, o Paricheka Sweda, tem sido efetivo para proporcionar o
apetite saudável, promover força, aumentar a virilidade, e reverter o processo de envelhecimento. Também
acalma a mente e o corpo, aumenta Ojas, e dá vitalidade.A natureza desse tratamento é indicada para todos os
tipos de pessoa.
Formulas:
Vatta – Decocção Parisheka de Ervas
- Um galão de água
- ½ l. de óleo de gergelim
- ½ xícara de dashamula em pó
Pitta – Decocção Parisheka de Ghee
- Um litro de ghee
- Uma vasilha de prata para o aquecimento. Na ausência do recipiente, colocar 10 moedas
de prata durante o aquecimento do ghee
Kapha – Decocção Parisheka de Ervas
- 1 ½ l. de água
- 200ml. De óleo de gergelim
- uma colher de chá de cardamomo em pó
- uma colher de chá de canela em pó
- 4 colheres de sopa de valeriana em pó
Contra Indicações:
- Hemorragia interna
- Sensação de queimação
- Náuseas
- Rouquidão
- Fraqueza física excessiva
- Febre alta
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SHIRODHARA:
Apalavra Shirodhara em sânscrito, Shiro = Cabeça e Dhara = Fluxo.
Shirodhara é o fluxo de óleo morno sobre a testa entre os olhos,
sobre o Ajana Chakra. É uma das mais divinas e relaxantes terapias
que se possa experimentar. Após essa terapia o paciente irradia
frescor na pele, saúde, vitalidade e profundo bem estar,
demonstrando sorriso de serenidade.
Terapia indicada para todas as estações do ano e para os três doshas.
Deve ser aplicada entre 7:00 e 10:00 horas da manhã.
Pode ser aplicado também entre 14:00 e 17:00 horas.

Procedimento:
O paciente fica deitado sobre uma maca com a cabeça apoiado em
uma almofada. Esta almofada tem um desenho anatômico
apropriado para escorredor o óleo de volta ao reservatório atrás da
sua cabeça do paciente.
O bowl (reservatório de óleo pendurado acima da cabeça do
paciente) deve estar a uma altura de 6 a 7 cm. O terapeuta prepara o
óleo adequado ao paciente na quantidade de ½ a 1 litro de óleo
medicado. Com um fogareiro, deve-se aquecer o óleo e em seguida
despeja-lo dentro do bowl. O fluxo do óleo deve ser contínuo e com
temperatura pouco acima da temperatura do paciente. Antes de
acabar o óleo do bowl, deve aquecer novamente e despeja-lo de volta.
Repetir o procedimento até atingir o tempo necessário a terapia.

Outra forma de aplicação do Shirodhara é com aparelho automático


para Shirodhara.
O procedimento inicial segue o mesmo do anterior. A diferença é que
com o aparelho torna-se extremamente mais prática a sua aplicação;
dispensando a necessidade de re-aquecer o óleo e controlar a
quantidade de óleo do reservatório superior (bowl).

Tempo de Aplicação;
- Vata – 53 minutos
- Pitta - 42 minutos
- Kapha – 31 minutos

Indicações:
Vata - Todas as doenças da cabeça e órgãos dos sentidos , perda de cabelo, perda de audição, fadiga e
exaustão mental, língua acinzentada, insônia, dores de cabeça, secura da face e do couro cabeludo,
constipação.

Pitta – Senssação de queimação na cabeça e no corpo, faringite, conjuntivite, excesso de suor, perda da
visão, doenças no sangue, hemorragias, icterícia, herpes, língua amarelada, urina e fezes amareladas ou
esverdeadas.

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Kapha – Excesso de sono, peso no corpo, indigestão, muco em excesso, obesidade, digestão fraca, língua
esbranquiçada, fezes e urina branca, perda de apetite, repulsa por comida.

Benefícios:
Estimula o Prana Vata, relaxamento profundo, revigora o corpo e a mente estimulando a memória cognitiva.

Contra Indicações:
- Quando o fogo digestivo estiver muito alto ou muito baixo
- Artrite reumatóide
- Excesso de kapha
- Vômitos
- Indigestão e anorexia
- Enfermidades abdominais e do metabolismo
- Na gravidez
- Amidalites
- Diarréia
- Alcoolismo ou quando a pessoa estiver embriagada

Óleos e outros líquidos para Aplicação do Shirodhara


- Óleo de gergelim (Vata e Kapha)
- Óleo de Coco (Pitta e Vata)
- Óleo de Girassol (Vata e Kapha)
- Leite (bom para Pitta e Vata)
- Ghee (bom para Pitta e Vata)
- Buttermilk (bom para Kapha)
- Chá de ervas (Yastimadhu – Shankhapushpi – Shatavari – Guduchi – Bhrahmi – Ashwagandha)

Lubrificação Interna:
O processo de lubrificação interna é bastante simples, mas como todas as terapias Ayurveda, deve ser seguido
com muita atenção.
A ingestão oral de óleo ou ghee tem a função lubrificar o dosha, remover toxinas e nutrir o corpo dependendo
do caso.
O terapeuta deve verificar o Prakrit, estado do dosha e o agni.

Tempo de Lubrificação:
Para Vata – 7 dias de lubrificação
Para Pitta – 5 dias de lubrificação
Para Kapha – 3 dias de lubrificação
Posologia:
No primeiro dia, depois de verificar as condições do paciente, faça-o tomar uma pequena quantidade (cerca de
um cálice – de 25 á 30 ml de lubrificante).
Ingerir o lubrificante com o estômago vazio, entre 6:00 e 8:00 horas da manhã, aqueça-o em banho maria,
acrescentar uma pitada de sal sem sódio. Em seguida, não ingerir mais que uma xícara de água quente.
Não comer nada até que sinta fome. É importante que o organismo absorva o lubrificante; só depois dessa
absorção pode alimentar-se.
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Os alimentos não devem ser crus, não deve ingerir saladas, nenhum alimento frio, e nem doces. Procure
observar a natureza do paciente e o estado do dosha para recomendar os alimentos coretos, dando preferência
para os alimentos cozidos e líquidos quentes.
No segundo dia o terapeuta deve perguntar para o paciente o estado das fezes e quanto tempo levou para sentir
fome. Observe o pulso e o abdômen do paciente. Repetir o processo do dia anterior, mas aumentar o
lubrificante para 35 á 50 ml. Esse aumento do lubrificante é importante para que o corpo não se acostume com
uma pequena quantidade, e sim, com uma quantidade progressiva a fim de atingir todas as áreas necessárias
do corpo. Ingerir água quente durante o dia.
Dependendo do caso, deve-se aplicar Abhyanga, Shyrodhara e Swedana. Quando a principalmente
desequilíbrios de Vata.
No terceiro dia, checar todos os itens mencionados acima e aumentar o lubrificante se o organismo estiver
muito ressecado, deve-se aumentar para 60 á 75 ml É importante que o paciente aumente o tempo de espera
para se alimentar, a fim de que o organismo absorva o lubrificante ao máximo. Beber água quente durante o
dia. Todos os outros dias devem-se prosseguir da mesma maneira. Procure ficar bastante atento e pergunte ao
paciente que, quando aparecer sinais do lubrificante nas fezes, deve-se parar de toma-lo, mesmo que não tenha
cumprido o tempo de cada dosha; isso significa que o organismo já atingiu sua lubrificação e está saindo o
excedente.
O próximo passo, deve seguir os procedimentos do Panchakarma, em particular o Virechana.
No final do processo, o pulso será mais fácil de detectar; o sono do paciente será mais aproveitado e a
digestão será melhor.

Swedana: (técnicas de aquecimento do corpo)


Úmida
A swedana úmida é uma das mais antigas práticas
de terapia de aquecimento do oriente. Acredita-se
no profundo efeito terapêutico do aquecimento para
purificar o corpo. O efeito da transpiração é obtido
através do banho a vapor, do banho quente e do sol.
Mas, a questão aqui em particular, será apresentada
o calor úmido.
A ação terapêutica sobre os problemas de Vata,
melhora a digestão, relaxa os músculos, limpa
profundamente a pele, aumenta o apetite, estimula
os canais naturais (srotas) para maior fluidez,
proporcionando mais leveza ao corpo.
Para os problemas de Pitta, a ação terapêutica da
Swedana úmida tem um profundo efeito
depurativo, estimulando o sistema circulatório e a
remoção das toxinas.
Para os problemas de Kapha, sua ação terapêutica,
é ainda maior pelo fato de que Kapha necessita de
aquecimento para diluir o excesso de muco;
apesar de que, Kapha tem necessidades de calores
mais secos, pelo fato de sua constituição conter
água.

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Benefícios Gerais
Melhora a asma, coriza, gripe, soluços, rouquidão, torcicolo, lumbago, dor de ouvido, inchaços, sensações de
paralisia, paralisia facial, insuficiência urinária, enrijecimento das costas, ciática, nevralgias, cólicas,
constipação.

Contra Indicado
Em diarréia tropical, diabete, prolápso retal, sede, gota, alcoolismo, cólera, ansiedade, quando Pitta está muito
alterado e fraqueza.

O equipamento e o processo.
O paciente pode tomar o Swedana a vapor de duas maneiras como é recomendado pelo Ayurveda:
O primeiro e mais tradicional é o da caixa onde o paciente entra e fica sentado em um banco e com a cabeça
para fora da caixa. É colocada uma mangueira dentro da caixa ligada a uma panela de pressão produzindo o
vapor.
O outro processo é uma caixa horizontal, onde o paciente fica deitado com a cabeça para fora da caixa, sobre
uma tela de madeira; embaixo, são colocadas vasilhas com água quente para produzir o calor; é possível
também, colocar a mangueira ligada a panela de pressão em uma das extremidades da caixa para produzir o
calor necessário.
O paciente deve ficar dentro da caixa até que apareçam gotas de suor em seu rosto; isso significa que o corpo
já atingiu o aquecimento necessário, e varia muito de acordo com cada tipo de pessoa.

Nadi Sweda - Aquecimento Local:


Essa prática é realizada tradicionalmente na Índia com uma mangueira ligada a uma panela de pressão
produzindo calor localizado.
Esse calor localizado pode ser aplicado nos tratamentos de dores musculares, dores nas costas, torcicolos e
tem uma função excelente para os tratamentos faciais e na cosmética.

Banhos e Duchas Local:


A ducha local é bastante simples e pode ser aplicado com uma ducha de chuveiro. Pode-se também preparar
um vasilhame com furinhos no fundo e despejar água quente sobre o local desejado.
Esse tratamento de banho, também é indicado para problemas de Vata e Kapha.
Os banhos de corpo inteiro são assuntos muito vastos e com uma variedade enorme de receituários
dependendo de cada tratamento.
Um dos principais sintomas sob os benefícios dos banhos, é o profundo bem estar e o aumento do apetite.
Quando ocorre sede intensa, sensação de peso ou baforadas de calor fora do período do banho, significa que o
tratamento não está conveniente.
Os benefícios dos banhos são muitos e deve seguir sob orientação de profissionais.

Waluka Sweda: aquecimento a seco:


A maioria dos aquecimentos á seco são muito aconselhados para tratamentos de desequilíbrios de Kapha.
Quando há umidade excessiva no corpo ou esfriamento com umidade, desequilibra profundamente Kapha e
Vata.
Os tratamentos de aquecimento a seco são muito benéficos para esses casos, que se pode usar:
Areia – sal – pedra – câmaras com aquecimento de pedras, lâmpadas infravermelha, bolas térmicas, tijolo,
mocha marma.

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Pinda Sweda: bola quente feita com arroz medicado


O Pinda Sweda é um tratamento feito a partir do arroz integral cozido e amassado; então o envolva em um
pano de algodão formando uma bola de pelo menos 10 cm de diâmetro. Antes da aplicação, deve aquecer a
bola em uma panela com leite e ervas. A pasta de arroz absorve as propriedades das ervas e passa para o corpo
do paciente quando aplicado na pele.
Os benefícios desse tratamento são profundos e causa super aquecimento, principalmente nos tratamentos de
Vata. É excelente nos tratamentos localizados; para tonificar os músculos, torcicolos, contrações musculares,
ciática, atrofia muscular, paralisia, rejuvenescimento.
Deve-se aplicar no mínimo 20 minutos para cada área do corpo quando a problemas local.
Quando for aplicado como item de tratamento, deve-se usar 2 ou mais pessoas.
Deve-se aplicar Abhyanga antes do Pinda Sweda.

1o ) No momento da aplicação quando a bola estiver bem quente, deve-se percutir suavemente.
2o ) Em seguida, faça movimentos circulares nas articulações e seguir as formas dos músculos
3o ) Para lavar, use farinha de grão de bico com água morna para remover a oleosidade.
4o ) Não tomar vento, não banhar-se com água fria e agasalha-se muito bem.

Ervas para Pinda Sweda:


Ashvaganda – Atibala – Kushmanda – Musta

YOGA E KRIYAS
Técnicas de purificação corporal através do yoga
Da mesma forma que o Ayurveda, a ciência do Yoga utiliza técnicas de purificação do corpo denominadas
Kriyas. Os Kriyas são técnicas de limpeza mais simples que as do Ayurveda, mas têm sua eficácia quando
praticadas com regularidade e disciplina. O uso dos Kriyas de forma periódica pode alcançar resultados
surpreendentes, quando se trata de saúde. É claro que as ciências do Yoga têm objetivos muito mais profundos
do que simplesmente saúde, mas não se pode negar o profundo e perfeito conhecimento detalhado sobre saúde
que a ciência yogue proporciona. Os Kriyas agem principalmente nos canais energéticos desbloqueando-os
para melhor fluírem suas funções biológicas. Sem dúvida, é uma das ciências mais perfeitas que existe neste
planeta, por que suas bases são totalmente voltadas para algo supremo e transcendental.

Vou descrever de forma simples e prática os Kriyas:

- Jala Neti: Técnica de limpeza das vias aéreas; utiliza-se um pequeno Lota (bule anatômico) feito de
cobre ou de louça. Dentro do lota, coloca-se água morna com uma pitada de sal para a manutenção da
saúde. Em casos mais graves, isto é, quando a pessoa encontra-se com algum sintoma mais expressivo,
então pode-se usar outros componentes junto á água. Por exemplo: em casos de inflamação ou casos mais
crônicos, pode-se usar gotas de própolis, sumo de gengibre ou alguma decocção de erva específica para
cada caso.
Procedimento:
Encha o lota com água morna e ponha uma pitada de sal; mecha bem e teste a temperatura.
Encaixe o bico anatômico em uma das narinas; incline a cabeça para a lateral oposta ao lota e ao mesmo
tempo incline um pouco para baixo.
Mantenha a respiração pela boca, por que o líquido estará escorrendo pelo canal respiratório.
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Incline o lota para que o líquido passa escorrer pelo canal do nariz; a inclinação da cabeça para baixo,
evita que o líquido escorra para a garganta.
Enquanto o líquido estiver escorrendo, pode ocorrer um pouco de ardência devido a presença do sal.
O líquido irá sair pela outra narina.
Quando estiver escorrido metade do líquido, retire lota e faça algumas expirações para tirar o excesso de
água das vias aéreas.
Repita na outra narina.

- Sutra Neti: Outra técnica de limpeza das vias aéreas com um cordão trançado de uns trinta
centímetros. Essa técnica é um pouco mais complexa devido a sua ação evasiva ao corpo.
Procedimento:
Umedeça o cordão com água morna;
Introduza o cordão em uma das narinas até atingir a garganta com uma das mãos;
Com a outra mão, segure a ponta do cordão que apareceu no fundo da garganta;
Segure as duas extremidades e mecha com suavidade em vai e vem para limpar os mucos.
Retire com suavidade e repita na outra narina.

- Vastra Dhauti: Essa é uma técnica para limpar o estômago. Umedeça com água morna cerca de 4
metros de uma tira de gaze.
Vá engolindo a gaze aos poucos mantendo a respiração tranqüila e controlada.
É possível que cause um pouco de náuseas. Se as náuseas forem muito incontroláveis, retire a gaze
lentamente.
Meça quantos centímetros foi engolido e tente engolir mais da próxima vez, até conseguir os quatro
metros.

- Nauli: Essa é uma técnica para movimentar os intestinos através de movimentos controlados do
músculo reto abdominal. È uma excelente massagem para tonificar os músculos do abdômen aumentando
a vigor do estômago, dos intestinos e do fígado.
O Nauli é extremamente eficaz nos casos de constipação e gases intestinais. ´´E purificador do sangue da
área abdominal
Procedimento:
Posicione-se em pé com os joelhos flexionados;
Apóie as mãos nas coxas, logo acima dos joelhos;
Deve-se retirar o ar contraindo os músculos abdominais;
Em seguida, deve-se fazer o Uddyana Bandha (controle do diafragma);
Contraia os músculos oblíquos e projete para frente o músculo reto abdominal;
Para o músculo reto abdominal circular sobre um eixo imaginário, deve-se pressionar a mão sobre a coxa
onde está apoiada e contrair o músculo reto abdominal para o lado oposto.
Em seguida pressione a outra mão e repita os mesmos movimentos.

- Basti: Técnica de limpar o intestino grosso através de enema com água morna.
Essa forma de limpeza dos intestinos é extremamente desenvolvida nas técnicas do Ayurveda que iremos
detalhar no assunto de Pancha Karma.
Procedimento:
Utiliza-se um vasilhame plástico com capacidade para dois litros, uma mangueira de silicone de dois
metros e uma sonda retal;
Pendure o vasilhame em algum local mais alto que o local de aplicação para causar pressão na água;
Fique deitado e introduza a sonda no reto;
Agora assuma a posição de decúbito ventral, mas, mantenha uma das pernas flexionada para dar uma
pequena inclinação no quadril;
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Deixe o líquido entrar no reto controlando seu fluxo para não causar cólicas;
Em seguida, retire a sonda e permaneça em decúbito ventral o máximo de tempo possível;
Quando sentir vontade de expulsar o líquido, contraia o ânus até acalmar a vontade;
Repita umas quatro vezes;
Agora é só evacuar.

- Vamana: O vamana é uma técnica de limpeza das vias digestivas através do vômito terapêutico. Ela
tem o poder de desbloquear as tenções do plexo solar. O vamana só pode ser recomendado para os
paciente que não tenham hérnia de ato.
Procedimento: Pode ser feito de duas maneiras:
- A primeira deve tomar oito copos de água morna com uma colher de café de sal marinho, totalizando dois
litros. Em seguida, deve-se assumir a posição igual ao do Nauli, apoiar as mãos sobre as coxas logo acima
dos joelhos, que devem estar pouco flexionados. Ponha a língua para fora e faça movimentos de vai e
vem, de dentro para fora junto com movimentos do diafragma pressionando o abdômen. Tente vomitar o
máximo possível em jatos bem volumosos. O total de vômitos deve ser próximo ou mais que a mesma
quantidade de copos bebidos. Depois da pratica, lavar a boca com água fria e lavar o rosto. Deve manter
jejum por no mínimo 6 horas.
- A segunda é beber um copo de água morna com sal e em seguida fazer o mesmo procedimento da
anterior. Em seguida repetir por mais sete vezes.

INTRODUÇÃO AO PANCHAKARMA

É o processo ou terapia de desintoxicação que expulsa o dosha


em desequilíbrio para fora do corpo.

A palavra Panchakarma originária do sânscrito significa, as Cinco Ações ou Limpezas que remove o dosha
em desequilíbrio para fora do corpo.
As impurezas físicas têm grande influência no processo de esconder a saúde perfeita, como a poeira esconde o
espelho. Porém essas impurezas são mais profundas que o pó e causam mais que simples efeitos físicos,
porque além do corpo elas afetam a condição psicológica da pessoa. O valor do panchakarma está em ser um
tratamento sistemático que desaloja e retira as toxinas de cada célula, usando os mesmos órgãos de eliminação
empregados naturalmente pelo organismo: glândulas sudoríparas, vasos sangüíneos, trato urinário e intestinos.
Os textos antigos consideram o panchakarma um tratamento sazonal para assegurar o equilíbrio orgânico
durante o ano todo.
Apesar da tradução literária significa – as cinco ações – o panchakarma envolve, na verdade, uma série
complexa de etapas adaptadas a cada tipo de corpo, que exigem supervisão médica durante o período de
tratamento que pode levar de uma a duas semanas.

As formas de eliminar as toxinas pelo panchakarma, estão diretamente associadas aos locais de origem dos
doshas:

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Os cinco Kamas (limpezas):


Vamana – para expulsar o excesso de Kapha pelo vômito.
Virechana – para expulsar o excesso de Pitta pela purgação.
Basti – para equilibrar Vata pela lubrificação e a limpeza do cólon.
Nasya – para expulsar o excesso de Kapha pelas vias respiratórias.
Raktamoksha – para expulsar o excesso de Pitta pela sangria
É descrito no Charaksamhita vários outros tipos de tratamentos para ajudar o processo de purificação do
corpo, mas o panchakarma descrito acima são os cinco principais. Esses outros tipos de tratamentos, agem
como complementares dos processos terapêuticos, e muitas vezes, agem como preparação de tratamentos mais
complexos.

Vamana: Vômito por indução de drogas erbárias.


O Vamana é uma das principais e mais eficientes terapias para remover e equilibrar os mucos do sistema
digestivo, em particular do estômago. Aqui no ocidente, essa prática ainda encontra alguma resistência,
devido a sua radical ação pelo organismo. Mas quando o Vamana é realizado sob orientação médica e com
todos os seus procedimentos e erva correta, seus resultados são surpreendentes, deixando os médicos do
ocidente pensativos e perplexos.

Os três procedimentos do vamana são:


Pradhana karma – vômito propriamente dito
Paschat karma – defumação, descansar para secar o muco do estômago
Samsarjana karma – dieta – aumentar a dieta gradualmente

1) Poorvakarma – Amaciar o dosha fazendo snehana interno com óleo. Comer alimentos que aumentam
kapha. Esse processo é muito importante para que o corpo aumente kapha dosha até atingir sua capacidade
máxima, assim será mais fácil a remoção do dosha agravado.
No próximo dia, deve-se verificar a capacidade do paciente (ojas), para realizar o Vamana. Tome seu pulso,
verifique a pressão e seu estado de humor. Então, antes das 10:00 horas, após abhyanga e swedana, o paciente
deve tomar um pouco de lasi com sal e ingerir decocção de ervas. Tomar quantos copos forem necessários da
decocção morna para provocar o vômito.
Pode fazer uma pasta de noz + vekhanda + mel e sal e ingerir até quatro colheres de sopa. Em seguida tomar
garapa com sal até provocar o vômito. Nesse momento, todos os doshas estão circulando no corpo para
centralizar. A prática do Vamana irá expulsa-los.
O terapeuta deve ajudar o paciente massageando suas costas e pressionando sua testa, sustentando a cabeça
para relaxar; pois nessa hora, o paciente encontra-se um pouco desconfortável devido ao pequeno mal estar.
Durante a prática, pode ocorrer aumento da pressão e dor no peito. O terapeuta deve observar o pulso do
paciente. Se o paciente estiver sentindo-se bem, e se não ocorreu toda a eliminação do dosha agravado, então,
deve-se provocar o vômito mais uma vez para eliminar o restante, até sair a bílis.
Em seguida o paciente deve lavar a boca com água morna, descansar em local abrigado do vento e agasalhar-
se.
Após descansar meia hora, o paciente deve inalar fumaça medicada. Pode inalar fumaça de um cigarro de
ervas (Nirdosh) ou ervas sobre brasas.
Manter jejum no mesmo dia; se necessário, pode tomar alguns goles de água morna.
Quando o dosha não foi totalmente eliminado, deve-se :
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- aumentar a potência do medicamento


- estimular com massagem estomacal
- em último caso, dar um purgante para eliminar tudo por baixo.

Vamana bem sucedido:


- boa disposição
- deve sentir leveza no corpo
- dever sentir clareza na mente
- um pouco de fadiga
Algumas ervas para Vamana:
- Glacifera glabra
- Yastimadu
- Vekhanda com mel

Indacações:
Quando Kapha dosha é dominante:
- asma
- bronquite
- sinusite
- alguns tipos de acidez
- problemas respiratórios
- obesidade de K.
- doenças do coração Kapha Vata.
- quando o leite materno está grosso, empedrado e com mau cheiro.
- indigestão
- doenças de pele
- toxinas e envenenamento
- alguns tipos de diabetes quando Kapha é dominante
- tique nervoso.

Contra indicações:
- pessoas fracas
- gravidez
- idosos e crianças
- dilatação do estômago
- doenças de Vata predominante
- úlceras gástricas
- muito stress
- muito obesa

Vamana excessivo:
- desmaio - blacout
- água ensangüentada com cheiro da bílis
- desidratação
- hemorragia
- morte

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Se o vamana não foi efetuado corretamente, os doshas não serão eliminados e o paciente se sentirá pesado e
muitos resíduos ficarão no corpo causando mal estar, sintomas da asma, dores no peito no estômago e no
corpo todo.
SOCORRO PARA O EXCESSO:
Tomar água com açúcar – espirrar água no rosto – tomar suco de fruta (limão, laranja, uva) – água de coco,
em último caso procurar um médico (hospital).

Virechana: Purgação induzida por composto de ervas


O Virechana é o mais eficiente tratamento para purificar o corpo pelo excesso de toxina no sangue no
intestino delgado causado por Pitta dosha. Ele remove o dosha pelas fezes.
É a terapia principal para as doenças de Pitta envolvendo bílis e sangue. Também é recomendado para
limpeza do excesso de Kapha do estômago, já que esta é a região principal de kapha.

Indicações:
- Febre
- Doenças da pele
- Desordens urinárias
- Parasitas intestinais
- Anemia
- Anorexia
- Indigestão
- Queimações externas
- Doenças oculares
- Hemorragias das áreas superiores
- Hemorróidas
- Problemas do baço
- Asma de Pitta
- Desordens do esperma
- Constipação
- Anormalidades do leite materno (quente, empedrado, azedo)

Benefícios do Virechana:
- Além de tratar os problemas citados acima, Virechana também restaura Ojas, clareia o intelecto, retarda o
envelhecimento, restaura Pitta e Kapha dosha e alivia doenças mentais.

Contra Indicações:
- Período menstrual
- Gravidez
- Constituição física fraca
- Úlceras
- Prolápso do reto
- Sangramento das áreas inferiores
- Durante o jejum
- Excesso de sede ou fome
- Baixo jataragni
- Doenças do coração
- Diarréia
- Tuberculose
- Crianças, idosos e debilitados físicos e mentais
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- Constipação crônica
- Flatulências
- Junto com Basti ou logo após

Virechana em Excesso:
- Tontura
- Dores no corpo
- Exaustão
- Tremores
- Sangue, bílis ou fluídos aguados, misturados às fezes
- Desmaios
- Sede excessiva
- Olheiras profundas
- Inchaços pelo corpo
- Cólicas
O Virechana deve ser aplicado sazonalmente para Pitta e Kapha, no início da primavera e no verão.
Sua aplicação deve seguir um padrão básico durante o Poorvakarma.
Poorvakarma: Snehana Interna
O paciente deve receber o tratamento sempre pela manhã durante 5 dias.
Do primeiro ao quinto dia pela manhã, em jejum, o paciente deverá tomar um cálice de Ghee medicado
morno ou óleo indicado para o dosha, seguido de uma xícara de chá quente de ervas.
Aguardar a absorção do lubrificante para se alimentar por no mínimo três horas, para em seguida se
alimentar.
O paciente deve receber abhyanga na região abdominal e lombar para conduzir o dosha em direção ao
intestino delgado, seguido de swedana até um dia antes do purgante.
O paciente deverá ingerir o lubrificante até o quarto dia ou até aparecer resíduos de gordura nas fezes; isso
pode ultrapassar o período prescrito.
Após cessar a ingestão do lubrificante, na madrugada do dia seguinte o paciente deverá ingerir uma xícara de
decocção quente de ervas ou pasta purgativas, seguido de um ou dois purgantes com água morna. Durante o
processo, a cada meia hora, o paciente deverá tomar um copo de água morna até que o efeito laxativo se
inicie.

Precaução
Se o paciente sentir enjôo, deve-se tomar meio copo de suco de laranja. Em seguida deve-se permanecer
deitado, aguardando o efeito purgativo.
O paciente deve observar a quantidade de jatos durante o processo. Não deverá ultrapassar 25 jatos, pois
quando isso ocorre, o corpo começará a se desidratar. Se isso ocorrer, o paciente deverá ingerir um copo de
chá preto frio com suco de limão. Se os sintomas permanecerem, o paciente deverá ingerir quatro cápsulas de
carvão ativado e aguardar descansando até sentir fome.
Seguir a dieta pós Panchakarma.

Fórmulas:
Ghee medicado
280ml de Ghee
1 colher de sopa de Ajwan (um tipo de erva doce indiana) torrada e moída
1 colher de sopa de Menta peperita torrada e moída
1 colher de chá de sal sem sódio

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Pasta purgativa:
¼ de colher de chá de Draksha em pó
¼ de colher de chá de Musta em pó
¼ de colher de Gengibre em pó
1 colher de chá de mel

Decocção purgativa:
1 ½ xícara de água
1 colher de sopa de açúcar mascavo
2 colheres de chá de Triviti em pó
1 colher de chá de gengibre em pó
1 colher de chá de cardamomo em pó
1 colher de chá de Pippali em pó
1 colher de chá de pimenta preta em pó
½ colher de chá de canela em pó
½ colher de chá de Musta em pó
½ colher de chá Amalaki em pó
½ colher de chá Haritaki em pó
Ferva a água, misture o açúcar e ferva por mais cinco minutos, então adicione os pós, Misture cubra e cozinhe
em fogo baixo por vinte minutos ou até que sobre ¼ da fervura. Deixe esfriar um pouco e tome em seguida.

Fórmulas suaves para aplicação periódica de Virechana

1) 20 a 40 ml de óleo de rícino
½ xícara de chá feito com gengibre em pó

2) 1 colher de sopa de Triphala


½ xícara de água quente

Nasya: Limpeza das vias respiratórias pelo nariz.


A terapia Nasya, é o meio mais eficiente para remover ou equilibrar kapha dosha em desequilíbrio das áreas
superiores da respiração, ela ainda, pode suprir alguns nutrientes necessários quando há carência nessas
regiões.
Tanto o Nasya quanto o Basti, além de eliminar o dosha em desequilíbrio, também nutrem.

Rechana – eliminar e limpar o dosha (limpa e nutre)


Shamana – diminuir o dosha (paliativo e nutre)
Brihana – nutrir os tecidos
Sthambana – parar o dosha que está saindo em desequilíbrio, especialmente no sangramento
Tipos de Nasya:
Navana – gotas de óleo ou ghee
Avapeeda – gotas de suco de gengibre ou de folhas ou de frutas
Dhamapana – inspirar o pó
Dhooma – inalar vapor ou fumaça

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]Indicações:
- rinite alérgica
- dor de cabeça
- enxaqueca
- sinusite
- paralisia facial
- paralisia do corpo
- epilepsia
- insônia
- problemas do ombro
- perda das funções das mãos
- torcicolo
- problemas no maxilar
- gagueira
- falta de concentração
- problemas da memória
- para as dores dos nervos do antebraço até as mãos e que vão até o pescoço (cervical)

Contra indicações
- imediatamente após as refeições
- quando há feridas no nariz
- depois do coito (relação sexual)
- quando está com fome ou sede
- febre aguda
- após o parto (só após o primeiro mês)
- crianças abaixo de 7 anos

Poorvakarma:
A preparação da terapia Nasya é feita somente com Snehana externa, isto é, aplicação de óleo com abhyanga e
seguido de swedana.
Deve-se aplicar o sanvahana com óleo morno nas costas e toda a região peitoral em direção do pescoço para
conduzir o dosha. Em seguida, aplicar swedana local.
Depois do swedana, aplicar massagem no rosto em direção às narinas; nas sobrancelhas e na testa, das
laterais para o centro.
Em seguida, peça para o paciente inclinar a cabeça para traz, tampe uma das narinas e faça a aplicação na
outra e peça para o paciente inspirar bem forte. Em seguida repita a operação na outra narina. Dependendo do
caso, aplicar quatro, seis ou até dez gotas de óleo morno.
Em seguida massagear o rosto começando do centro para as laterais externas do rosto. No final, massagear as
palmas das mãos do paciente.
O paciente deve descansar por cinco minutos com a cabeça inclinada para traz. Após o descanso, fazer
gargarejo com água morna e não engolir. Molhe o rosto com água morna.

Quando o tratamento é bem sucedido:


- Clareza mental
- Bem estar e leveza na cabeça
- Respiração livre

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Quando o tratamento for mau sucedido:


- muito peso na cabeça
- irritação constante principalmente nos olhos e na garganta
- bocejos
- sentir-se zonzo
- preguiça

O que usar para a terapia Nasya:


Navana
- ghee
- anuthaila
- óleo de coco
- óleo de gergelim
Avapeeda
- suco de aloe vera
- suco de raiz de aspargos fresco
- suco de centelha asiática
- suco de uva
- leite e ghee
Dhamapana
- vekhanda
- gengibre
- alho
- pimentas preta e caiena
- centelha asiática

Dooma
- eucalipto
- gengibre
- cânfora

Basti:
Utilizado no Ayurveda para limpar e purificar o intestino grosso e nutrir e nutrir o corpo. Basti é indicado para
manter ou restaurar o equilíbrio do sistema nervoso. É o tratamento mais indicado para Vata e em algumas
doenças de Pitta e Kapha.
Utiliza-se dois métodos:

Niruha:
Decocções medicadas aplicadas no reto, para remover o excesso de toxinas do intestino grosso e o dosha
agravado.

Anuvasana
É o método aplicado com enema de óleo, alguns tipos de gordura e combinação de ervas para decocção e
juntar ao lubrificante. A terapia Basti além de lubrificar pode nutrir o corpo restaurando problemas de
desnutrição e reconstituir tecidos do corpo.

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Indicações de terapia Basti:


Vata:
- Doenças nervosas
- Constipação
- Doenças cardíacas
- Tremores
- Doenças uterinas e urinárias
- Dores nas articulações Artrite reumatóide
- Dores lombares
- Ciática
- Secura no corpo
- Insônia
- Falta de concentração
- Insegurança e instabilidade emocional
- Atrofia muscular
- Exaustão Obstrução urinária, de fezes ou sêmen
- Artrite

Pitta:
- Desordens gastro intestinais
- Hiper acidez
- Febre crônica
- Desordens uterinas
- Pedras nos rins
- Constipação
- Reumatismo

Kapha:
- Peso no corpo
- Distensão abdominal
- Doenças cardíacas
- Dores no corpo

Contra indicação da terapia Basti:


- Crianças com menos de 7 anos e idosos
- Imediatamente após Virechana
- Indigestão
- Jejum
- Diarréia
- Náuseas
- Hemorróidas com hemorragia
- Após terapia Nasya
- Após relação sexual
- Imediatamente após as refeições

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Poorvakarma da terapia Basti:


O poorvakarma deve ser aplicando sempre pela manhã com snehana externo seguido de swedana local e de
corpo inteiro. O paciente recebe abhyanga por todo o corpo, principalmente na região abdominal e lombar.
Em seguida o paciente deve tomar o swedana com a cabeça para fora do aquecimento. Quando aparecer gotas
de suor no rosto do paciente, isso indica que o aquecimento já é o suficiente.

Material utilizado para Anuvasana (enema de óleo medicado):


- Uma seringa descartável de 60ml
- Uma sonda retal número 14
Após o paciente sair do swedana, ele deve tentar evacuar e urinar o máximo possível antes da aplicação; em
seguida deve comer algumas fatias de pão integral antes da aplicação do Anuvasana, para melhor absorver o
óleo. O paciente deve deitar do lado esquerdo do corpo com a barriga levemente inclinada para baixo e a
perna esquerda estirada. Em seguida, o terapeuta deve aquecer o óleo indicado no tratamento em temperatura
morna, encher a seringa e engatar a sonda. Em seguida, deve-se injetar um pouco de óleo pela sonda para
retirar o ar. O paciente deve introduzir o máximo possível a sonda já lubrificada no reto; peça para o paciente
inspirar bem fundo, e ao expirar, deve injetar todo o óleo lentamente. Em seguida, o paciente deve ficar em
decúbito ventral e com os braços abertos como asas. O terapeuta deve massagear a região lombar, em seguida,
colocar uma toalha sobre as nádegas e fazer percussão para melhor espalhar o óleo. O paciente deve descansar
por uns 15 minutos agasalhado. O paciente pode tomar um banho com água morna e manter-se agasalhado;
ele deve tentar segurar o óleo que foi injetado no intestino por pelo menos 6 horas. Se possível, segurar o
dobro do tempo. Peça para o paciente colocar uma proteção por causa do vazamento.

Algumas fórmulas para Anuvasana:

Para problemas leves de Vata e Pitta


- 30ml de óleo de gergelim prensado a frio
- 30ml de óleo mahanarayana
Pode-se usar:
- Óleo de oliva
- Óleo de amêndoa
- Óleo de fígado de bacalhau para problemas de articulações

Para problemas graves de Vata


- 60ml de óleo de gergelim prensado a frio
- 1 colher de sopa de Dashamula em pó
- 2 xícaras de água mineral
Como preparar:
Faça uma decocção com a Dashamula até reduzir á ¼ do líquido, coe; em seguida acrescente o óleo e deixe
em banho maria até que a água da decocção tenha evaporado totalmente. A erva coada pode ser usada no
banho após a aplicação da Niruha.

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Material utilizado para Niruha:


- Um vasilhame de 1 litro para lavagem intestinal
- Uma mangueira de silicone de 1m e meio
- Uma ponteira sonda retal para engatar na mangueira

Em primeiro lugar, o paciente deve defecar e urinar o máximo possível pela manhã bem cedo. Não deve
ingerir nenhum alimento até duas horas após a aplicação.
O terapeuta deve aplicar abhyanga pelo corpo todo, principalmente na região lombar e abdômen e swedana
até que apareçam gotas de suor no rosto do paciente.
O terapeuta deve preparar a decocção da erva indicada para o tratamento. Colocar o líquido dentro do
vasilhame e pendurar em um local alto, para que faça pressão na saída do líquido. O paciente deve ficar do
lado esquerdo do corpo e introduzir a ponteira da mangueira já lubrificada no reto. O líquido deve entrar
lentamente para não provocar muitas cólicas. Logo após, o terapeuta deve massagear a região lombar. O
paciente deve segurar o líquido no intestino no máximo por 1 hora. Descansar e tomar um banho com a sobra
da erva.

Algumas fórmulas para Niruha:


Para problemas leves de Vata e Pitta
- 800ml de água mineral
- 2 colheres de sopa de Dashamula
- 20ml de mel puro
- 3 a 5gr de sal sem sódio
Como preparar:
Ferva a água com a erva até que fique 500ml. Em seguida, coe, misture o mel e o sal.

Pode-se usar:
- Triphala para problemas de VP e PV
- Shatavari para obesidade e constipação
- Raiz de rícino para dores nas costas e ciática
Quando o paciente fez tratamento de radio e quimioterapia, deve-se fazer Basti acompanhado de, Abhyanga,
swedana. Shyrodhara.

Bastis Especiais:
Lekha Basti: para reduzir gordura
- Decocção de 200 a 250ml de Triphala e Dashamula
- 200 a 250ml de urina de vaca
- 50ml de mel
- 5 a 10gr de sal sem sódio
- 50 ml de óleo de gergelim

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Vrishya Basti: para incrementar o vigor sexual, aumentar sêmen


Fazer decocção de:
- Uma parte de ervas misturadas (Ashwaganda – Shatavari)
- 8 partes de água
- Sopa de scroto de búfalo ou cavalo
- 150ml de leite
Faça decocção das ervas e deixe reduzir a metade do líquido, cerca de 500ml. Acrescente o leite e deixe ferver
até reduzir a 150ml do produto. Faça a decocção do scroto com 16 partes de água e deixe ferver até reduzir a
50ml.
Produto final:
- 150ml do leite medicado
- 50ml da sopa de scroto
- 30 a 50ml de ghee
- 30 a 50gr de mel
- 5 a 10gr de sal sem sódio

Raktamoksha: Terapia por extração de sangue


Existem quatro formas de extrair o sangue:
- Bailiti - sangue suga
- Shringa – chifre de búfalo
- Alabu - fruta
- Suti - agulha
As principais técnicas utilizadas nas praticas da Medicina Ayurveda hoje em dia são:
- Agulhas
- Sangue suga
A redução do sangue pelo Raktamoksha, estimula as substâncias antitóxicas na corrente sangüínea, o que
ajuda a desenvolver o mecanismo de imunização do corpo.

Benefícios da terapia Raktamoksha:


- Todos os problemas do sangue
- Problemas da pele
- Dores severas
- Hemorróidas
- Paralisias, facial, dos olhos e do corpo inteiro
- Todos os problemas de Pitta
- Hiper tensão
- Tremores
- Problemas dos cabelos
- Problemas nas articulações
- É indicado também para fígado e baço aumentados
- Gota

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Contra indicações:
- Pessoas muito idosas ou muito fracas
- Febre
- Gravidez
- Mudanças degenerativas
Períodos favoráveis para o tratamento:
- Para Vata – época das chuvas
- Para Pitta – outono
- Para Kapha – primavera

Poorvakarma:
Segue-se o snehana interno e externo. O paciente deve tomar um cálice de ghee medicado com ervas amargas
por três dias. Durante esse período receber abhyanga e swedana. No quarto dia, deve-se retirar 60ml de
sangue do braço direito para limpar o sangue estimulando o fígado. No quinto dia, o paciente deve continuar
tomando o ghee medicado por mais dois dias. No terceiro dia, deve-se retirar 60ml de sangue do braço
esquerdo para renovar as células sangüíneas estimulando o baço.
Algumas substâncias como excesso de açúcar, sal, yogurte e alimentos ácidos são tóxicos para o sangue. Em
certos distúrbios do sangue, para mantê-lo puro é necessário evitar esses alimentos em ocasiões especiais, isto
é, quando o Pitta dosha apresenta alterações.
Chá de raiz de bardana é o melhor purificador do sangue. O paciente pode tomar um laxante à base de leite e
na próxima noite começar com chá de raiz de bardana por cinco dias. Outras ervas que podem ser usadas para
purificar o sangue são: açafrão, sândalo, pó de raiz de cálamo, suco de romã, suco de laranja e raiz de
shatavari. (aspargos).

Formula base para a terapia Raktamoksha:


- 250ml de ghee
- 1 colher de sopa de raiz de bardana em pó
- ½ colher de sopa de casca de romã em pó
- ¼ de colher de sopa de raiz de cálamo em pó

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AGRADECIMENTOS:
Agradeço profundamente a todos os antigos Rishis por suas grandes contribuições para a elevação espiritual
da humanidade ao permitir o acesso ao conhecimento de forma pura.
Agradeço especialmente ao meu querido e amado Mestre Espiritual Sri Badrinarayana Bhagavata Busana
Guru, meu principal porto seguro e fonte de inspiração eterna e incentivo.
Agradeço à querida incentivadora Jussara Corrêa, que me ajudou nas traduções da língua inglesa e nas
pesquisas didáticas nos assuntos desse trabalho. Agradeço também aos Doutores Mrs. Meera. M.e Mr.
Mukund Shastri e o Dr.Vaydia Girish S. Sarade, quando estive com eles em meus estudos e profundos
treinamentos em Panchakarma, Herbologia e Dieta Terapia, aos professores e amigos da Faculdade Tilak
Ayurveda Mahavidyalaya e do Seth Tarachand Ramnath Hospital, onde estivemos juntos nos treinamentos em
Panchakarma na Cidade de Pune Índia. Agradeço também ao Dr. José Ruguê Ribeiro Jr., que me ajudou a
revisar os termos médicos e foi um grande incentivador de minhas pesquisas. E agradeço também a todos
que direta ou indiretamente contribuíram para a realização deste trabalho.
Agradeço de forma muito especial a vocês alunos, que conosco compartilharam esse conhecimento na teoria
e na prática, nos dando a oportunidade de divulgar o verdadeiro Dharma.
Este trabalho é um incentivo para que você prossiga em seus estudos e treinamento.
De forma alguma as informações aqui apresentadas visam substituir orientação médica ou tratar doenças
específicas.

OM SRI BHAGAVAM DHANWANTARYE NAMAH

OM SHANTI SHANTI SHANTIHI

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BIBLIOGRAFIA:
The Ayurveda Encyclopedia – Swami Sada Shivatirtha – Ayurveda Holistic Press
Ayurveda the Science of Self-Healing – Dr. Vasant Lad – Motilal Banarsidass Publishers
Ayurveda – Auto-Diagnose / Auto-cura – Vraja Devi Dasa
The Yoga of Herbs – Dr. David Frawley e Dr. Vasant Lad - – Motilal Banarsidass Publishers
O Guia de Ervas – M.D. Deepak Chopra e M.D. David Simon
Yogic Therapy – Srimat Swami Shivananda Saraswati - Índia
Massagem Ayurvédica – O Toque dos Deuses – Ma Prem Ila – Brasport
The Complete Guide to Foot Reflexology – Kevin e Bárbara Kunz – Thorsons Publishing Group
Ancient Indian Massage Traditional Massage Techiniques Based on The Ayurveda – Harish Johari
Manual de Massagem Ayurvédica – Técnicas Indianas Tradicionais para o Equilíbrio do Corpo e da Mente –
Harish Johari – Ed. Ground
Esqueleto Humano – Mc Minn; Hutchings; Lopan – Ed. Mnole
Ayurveda – A Ciência da Auto-cura – Dr. Vasant Lad – Editora Ground
Ayurveda Secrets of Healing – Maya Tiwari – Motilal Banarsidass Publishers - Delhi
Saúde Perfeita – Dr. Deepak Chopra – Ed. Best Seller
Ayurvedic Massage Training – Kusum Modak
Ayurveda – Medicina Milenária De La India – Robert E. Svoboda – Editora Urano
Uma Visão Ayurvédica da Mente – Dr. David Frawley – Editora Pensamento.

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