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Jorge Pilal Rodrigues

Antropologia- Trabalho individual


(Licenciatura em Ensino de Matemática)

Universidade Rovuma
Nampula
2021
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Jorge Pilal Rodrigues

Antropologia-Trabalho individual

Trabalho de carácter avaliativo orientado no


Departamento de Ciências Naturais e Matemática,
no curso de Matemática 2ºano, da cadeira de
Antropologia Cultural de Moçambique, leccionada
pela Mestre: Dênisse kátia Omar

Universidade Rovuma
Nampula
2021
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Índice
Introdução ............................................................................................................................................... 4
Conceito de Antropologia ....................................................................................................................... 5
Objecto de estudo .................................................................................................................................... 5
Campos da antropologia .......................................................................................................................... 5
Métodos da antropologia ......................................................................................................................... 6
Técnicas da antropologia......................................................................................................................... 6
Cultura ..................................................................................................................................................... 6
Exemplo da Cultura macua ..................................................................................................................... 6
1. Correntes ......................................................................................................................................... 7
Bibliografia ............................................................................................................................................. 8
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Introdução
O presente trabalho aborda sobre Antropologia tem por objectivo Identificar as trajectórias do
pensamento antropológico desde a emergência da disciplina a actualidade; Conhecer o saber e
o fazer antropológicos actuais.

O espaço social da eclosão da Antropologia como disciplina científica, dotada de uma missão
investigativa com base em outras ciências, como a Biologia e a Física; situa-se no espaço
continental europeu, primordialmente, com a Alemanha, França e Inglaterra. Todavia a três
tradições de escrita antropológica atribui aos gregos o interesse primeiro de inspeccionar
directamente o Homem, colocar como causa da variedade das riquezas de vestimentas, das
culinárias, dos governos, dos costumes e os diferentes tipos de comportamentos.

Cabe o grego Heródoto (484 - 424 a. C.) a responsabilidade por fazer esta primeira investida
de colocar o comportamento como causa da diversidade e pluralidade entre os homens. No
entanto, de forma precisa, não podemos assegurar que com Heródoto se tenha formado um
plano de tradição do pensamento antropológico, similar ao que se produziu com a Filosofia.
Pois a Filosofia se firmou nas colónias gregas ao ponto de se consolidar em escolas
filosóficas, com força de implantar uma longeva tradição que se expandiu em torno de
renomados filósofos como Sócrates, Platão e Aristóteles, ao ponto destas escolas com suas
reflexões servirem de base para Filosofia ocidental a qual conhecemos hoje nas salas de aulas.
Se os gregos não fundaram escolas antropológicas, não fundaram uma comunidade de
antropólogos, portanto não deixaram um conhecimento rigoroso nesta área. Talvez o mérito
deles, tenha sido de transmitir a inspiração, da percepção da alteridade, centrada na noção da
diferença entre “nós” e “eles”, que marcará o paradigma de explicação antropológica. Tal
paradigma é incorporado como um guia da Antropologia por revelar que a escrita dos textos
antropológicos é construída entre dois mundos o do antropólogo e do outro, cabe o desafio ao
conhecimento antropológico servir de ponte para ligar os dois mundos.
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1. Conceito de Antropologia
A palavra antropologia tem origem no idioma grego, o radical “antropo” vem de antrophos
(homem) e “lógia” vem de logos (razão ou, em sentido específico, estudo). A antropologia é,
ao traduzirmos a palavra ao pé da letra, o estudo do ser humano em seu aspecto mais amplo.
A antropologia busca compreender como o ser humano formou-se e tornou-se o que ele é.
(Marconi & Presoto, 2010)

2. Objecto de estudo
Antropologia como ciência do biológico e do cultural tem seu objecto de estudo definido: o
homem e suas obras. (Marconi & Presoto, 2010)
3. Campos da antropologia
A antropologia divide-se em dois grandes campos de estudo, com objectivos definidos e
interesses teóricos próprios: antropologia física ou biológica e antropologia cultural. (Marconi
& Presoto, 2010)

a) Antropologia Física ou Biológica: estuda a natureza física do homem, procurando


conhecer suas origens e evolução, sua estrutura anatómica, seus processos fisiológicos
e as diferentes características raciais das populações humanas, antigas e modernas.
b) Antropologia cultural: estuda o homem como ser cultural, fazedor de cultura.
Investiga as culturas humanas no tempo e no espaço, suas origens e desenvolvimento,
suas semelhanças e diferenças. Seu campo de estudo abrange:
c) Antropologia pré-histórica ou arqueológica: trata-se da tentativa de reconstrução do
passado por meio da busca de vestígios e restos materiais não perecíveis e resistentes a
destruição através do tempo. Cabe ao arqueólogo desenvolver técnicas adequadas para
o trabalho de escavação e colecta de material que, devidamente interpretado,
possibilitará a reconstrução do passado.
d) Linguística: (auto-suficiente). A linguagem é um meio de comunicação e também um
instrumento de pensamento. A grande diversidade de línguas acompanha a grande
variedade de culturas, cada uma delas com formas e estruturas básicas definidas.
e) Antropologia Psicológica: consiste no estudo dos processos e do funcionamento do
psiquismo humano.
f) Antropologia social: estudo dos processos culturais e da estrutura social. Preocupa-se
em conhecer as relações sociais que as regem. Cada aspecto da vida social – o familiar,
o económico, o político, o religioso, o jurídico – só pode ser compreendido se estudado
em relação aos demais, como parte de um conjunto integrado.
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4. Métodos da antropologia
Antropologia é uma ciência social e humana, perfeitamente caracterizada, tendo seus
campos de acção bem definidos e seus próprios métodos e técnicas de trabalho. (Marconi
& Presoto, 2010)

a) Método histórico consiste em investigar eventos do passado, a fim de compreender os


modos de vida do presente, que só podem ser explicados a partir da reconstrução da
cultura e da observação das mudanças ocorridas ao longo do tempo.
b) Método etnográfico consiste no levantamento de todos os dados possíveis sobre
sociedades agrafas ou rurais e na sua descrição, com a finalidade de conhecer melhor o
estilo de vida ou a cultura específica de determinados grupos.
c) Método comparativo ou etnológico permite verificar diferenças e semelhanças
apresentadas pelo material colectado. Compara padrões, costumes, estilos de vida,
culturas do passado e do presente, agrafas ou letradas.
d) Método do trabalho de campo é um processo que envolve mais aspectos da vida, da
conduta social dentro dos quais o comportamento manifesto é observado. O trabalho de
campo procura, no conjunto de informações sobre o presente e passado, contextualizar
as relações sociais que observa.
5. Técnicas da antropologia
Antropologia é uma ciência social e humana, perfeitamente caracterizada, tendo seus
campos de acção bem definidos e seus próprios métodos e técnicas de trabalho.
a) Observação: Sistemática: directa e indirecta; e Participante.
b) Entrevista: Dirigida e Não dirigida.
c) Formulário

6. Cultura
Ela é constituída de: conhecimentos, crenças, valores, normas e símbolos.

7. Exemplo da Cultura macua-Casamento tradicional


Para a sociedade Macua o casamento é muito importante, é visto como um tempo de
crescimento pessoal e de maior integração na comunidade. No casamento Macua não existe o
dote (a mulher que leva consigo os bens) nem o preço da noiva (o homem que oferece os bens
para a família da noiva); considera-se que com o casamento a família da noiva enriquece
porque adquire um novo membro que ajudara na casa e nos campos.

Quando os dois jovens começam a sentir atracção um pelo outro, o rapaz fala com seu tio
manifestando o desejo de casar-se com a moça. O tio consulta os pais do rapaz e anciãos da
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família, depois iniciam-se as negociações com a família da moça. Essas negociações podem
durar varias semanas. Durante esse tempo, a família da moça faz pesquisas sobre a família do
moço para ter certeza de que não há laços de sangue entre eles e para verificar a reputação do
nome.

Investigações terminadas e aprovado o rapaz, esse é entregue a família da moça com a qual
vai viver por um ano; período de teste, durante o qual vivem juntos como um casal de facto,
em todos os sentidos. O moço deve demonstrar que é um bom rapaz, que é trabalhador, fértil
e que será um bom marido.

Se um dos dois decidirem, nesta fase, que não estão convencidos um do outro, o processo se
interrompe e se separam sem quaisquer consequências. Se durante o ano de teste der tudo
certo, os anciãos da família irão estabelecer a aprovação final do casamento.

O casamento real e verdadeiro passa por uma série de cerimónias que mudam muito de região
para região. São oferecidos no entanto uma refeição comunitária, um ritual de sacrifício aos
antepassados, a entrega dos presentes aos noivos e uma festa final com canções e danças.
(mz.ilteatrofabene.it/il-territrio/macua-ritos-de-passagem-casamento-relacoes-sexuais-
divorcio/)

8. Correntes antropológicas
a) Evolucionismo: Edward B. Tylor (1832-1917), Lewis H. Morgan (1818-1881) e James
Frazer (1854-1941). O fio condutor foi o conceito de evolução cuja ideia central era de
que seria possível ordenar em série as formas de vida natural de tal modo que se infere
intuitivamente ou passar de uma forma de vida a outra. Podemos dizer que foi a partir
deste ponto que a antropologia científica deu seus passos iniciais, começando com o
evolucionismo, portanto, a primeira das escolas antropológicas.
b) Difusionismo: Graebner (1877-1942), Smith (1864-1922), Rivers (1864-1922). Ao
contrário do evolucionismo que postula um desenvolvimento paralelo entre civilizações, o
difusionismo enfatiza o contacto cultural e o intercâmbio, de tal maneira que o progresso
cultural mesmo é compreendido como uma consequência do intercâmbio.
c) Estruturalismo: Lévi-Strauss, Needham, Douglas, Turner e Dumont. O aporte teórico de
Lévi-Strauss enfatiza a estrutura mental que subjaz as instituições. Nesta linha de
pensamento, os fatos sociais poderiam se compreendidos como processos de comunicação
definidos por regras, algumas delas conscientes (ainda que apenas superficialmente já que
podem estar ocultando aspectos da realidade) e outras em nível profundo do inconsciente.
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Bibliografia

MARCONI, Maria de Andrade e PRESOTTO, Zélia Maria Neves. Antropologia: Uma


introdução. São Paulo, Atlas, 2010.

HOEBEL, E. A. & FROST, E. Antropologia Cultural e Social. São Paulo, Cultrix, s/d, pp 1-
14.

LIMA, Augusto Mesquitela; MARTINEZ, Bento e FILHO, João Lopes. Introdução a


antropologia cultural. Lisboa, Editorial Presença, 2004.

MELO, Luís. Antropologia Cultural I. Petrópolis, Vozes, 2002.

LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. 12. Ed. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar, 2004.

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