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ESCOLA CLASSE 45 DE TAGUATINGA

ALUNOS DO 4 ANO D
PROFESSORA MÁRCIA NEVES

Nossos Contos

2014
SUMÁRIO

O natal Andson 02
O natal feliz Eduarda 03
O natal triste Geovanna 04
Natal arruinado Gustavo Henrique 05
Papai Noel da morte Gustvavo Sodré 06
Professores e alunos Kaio 07
O sumiço do Papai Noel Lara 09
O mistério dos
funionários sumidos Lucas 10
A cabana da morte Marcella 12
O sumiço do Papai Noel Marcus 13
Boas Festas Pedro Paulo 14
O presente que não foi
entregue Pedro Igor 15
O sumiço do Papai Noel Samara 17
O sumiço dos presentes Sophia 18
A noite de natal Vanessa 19
A noite de Natal Weslla 20
O caso do Sumiço dos
gatos Professora Márcia 21
Sobre o livro Professora Márcia 27
O NATAL

Num belo dia, na cidade natal uma menina morava


Guilherme. A menina saiu pela rua de bicicleta e
encontrou Guilherme.
- Oi menino qual é seu nome? - disse a menina.
- Guilherme, - responde a menino - e o seu.
- Beatriz. - respondeu a menina - tchau tenho
que ir.
- Tchau. - disse Guilherme.
De tarde, Beatriz saiu para o cartório com a mãe
dela e viu o Papai Noel e falou:
- Oi Papai Noel, tudo bem com você?
- Oi menina, tudo bem e você? Escreva uma
cartinha que eu vou pegar. - disse o Papai Noel.
- Tá tchau.
E assim a menina foi e escreveu:
"Querido Papai Noel, eu quero uma boneca.
Assinado Beatriz."
Passaram 3 meses, o Papai Noel não deu e a
menina chorou, foi nele e falou:
- Meu presente?
- Desculpe.
- Tá, tchau.
Deu o presente e ela ficou feliz para sempre
Andson

02
O NATAL FELIZ

Eu me chamo Isabela sou mãe de João, Pedro e


Beatriz. Amanhã é natal, o dia do Papai Noel nos dar
uma visita para trazer presentes.
- João, Pedro e Beatriz vão escovar os dentes
agora para dormir e não demorem, entenderam?
- Tá mãe, já estou indo, não vamos demorar para
irmos dormir.
-Vamos acordar os 3 e vai escovar os dentes para
ir tomar café da manhã, não demora, depois do café
vamos abrir os presentes.
- Tá bom mãe, primeiro vamos dobrar os
cobertores e depois escovar os dentes.
- Mãe, já podemos abrir os presente?
- Sim, 2 para Beatriz e 2 para João.
- Mamãe, cadê os meus presentes?
- Filho o Papai Noel não deixo seus presentes.
-Eu me comportei esse ano, será por que ele não
trouxe?
- Não sei.
- Pedro sou o Papai Noel, desculpe esqueci. Agora
que eu vi eles na minha sacola.
- Eba! Além de ganhar o presente, recebi uma visita
do Papai Noel. Eu não acredito, eu to sonhando.
Eduarda

03
O NATAL TRISTE

Era uma vez numa cabana nela morava


um senhor bem velho, ele tinha 95 anos.
Ele morava com seu gato Licolo, mas
tudo que acontecia falava que aquele lugar
era tudo, mas aconteceu que o senhor
Maicon ficou triste porque sumiu o gato
dele.
E depois o vizinho achou ele na
pracinha,então ele ficou bem feliz

Geovanna

04
NATAL ARRUINADO

Era uma vez no natal, dia 25 de dezembro de


2.000 e Pedro ia escrever o nome dele no presente do
irmão Júlio e ele pensou.
"A não Papai Noel não vai me dar presente este
ano."
Quando ele foi dormir sonhou com o Papai Noel,
ele disse:
- Que eu não vou ganhar presente.
- Pois é Pedro eu te vi lá na sala escrevendo seu
nome no meu presente.
- Sim, mas eu não escrevi.
E a mãe falou.
- Eu não quero ouvir mais nenhuma reclamação
de você. Entendeu?
- Sim, senhora, poxa agora eu entendi porque eu
não ganhei presente este ano.

Gustavo Henrique

05
PAPAI NOEL DA MORTE

Era uma noite que eu andava pela rua e eu vi


uma sombra.
- Puf.
- Quem está aí. Meu Deus, aaa...
- Olha, o que é isso ali?
- A onde?
- Deixa.
Ele entrou quando de repente:
Toc toc toc.
- Mãe não abra essa porta tem algum problema.
- Bobe tai tá ?- disse o Papai Noel da morte.
- Meu Deus, socorro. Vamos esconder ali, vamos
corre, anda. Vamos para a igreja esconde logo.
O Papai Noel da morte conseguiu entrar na igreja
e matou todos, mas sobrou um: o papai noel da
morte. Kkkkkkkkk

GUSTAVO SODRÉ

06
PROFESSORES E ALUNOS

Um certo dia, na minha escola tinha dois


meninos e uma menina que se chamavam de Pedro,
Gabriel e Maquim.
Eles estão indo solucionar o problema lá tinha os
sequestradores que sequestraram as crianças para
fazer de escravos. Eles só sequestravam, os meninos
que tinha, falta e Maquim, Pedro e Gabriela foram
seguir e descobriram que sequestradores levavam as
crianças da escola para o sítio.
Gabriel falou:
- Vamos chamar a polícia.
O Pedro disse:
- Não, polícia é pros fracos, vamos solucionar
este problema. Quem tá comigo?
Maquim levantou o dedo. Paulo disse:
- Gabriel você tá conosco.
Gabriel disse:
- Não é muito arriscado pra nós. Já tá
escurecendo. A minha mãe vai ficar preocupada.
Maquim disse:
- Verdade, mas vamos continuar amigão, vamos
preparar os carros e os rádios. Vamos lá.
Eles foram preparar.
- Pronto! Vamos "simbora".
Eles chegaram lá e o Pedro se escondeu nos
morros e o Maquim atrás da casa. Os caras pegaram
o Maquim e falavam:

07
- Peguei espionando, rarara. Vai pro quartinho
até o mestre chegar.
Pedro falou:
- Agora esta, eu aqui!
Repentino chega Gabriel pra ajudar, chegou o
mestre.
- O que aconteceu?
- Mestre, um menino estava espionando.
- Mate!
Pedro saiu correndo e chamou polícia:
- Vem aqui, tem alguns sequestradores.
A polícia chegou lá e solucionou o problema.
Pronto tudo resolvido.
E todos foram felizes cm a prisão daqueles caras.

Kaio

08
O SUMIÇO DO PAPAI NOEL

Estava uma tarde linda. Emilly, uma


menina de 10 anos, estava brincando com
Ruth, Igrid, Monikc e Nicollas, mas quando eles
souberam que o Papai Noel tinha sumido.
-E agora. - disse Ruth
Eles procuraram e decidiram procurar na
loja de brinquedos. O lugar preferido dele. Lá
eles acharam o Papai Noel, ele estava triste
demais para o natal. Então eles reanimaram e
foi o melhor natal de todos.

Lara

09
O MISTÉRIO DOS FUNCIONÁRIO SUMIDOS

Era um dia comum como qualquer, Lucas


acordou feliz da vida, dia 01/12/2014, falou com o
amigo Felipe e ele me disse algo chocante.
- Os funcionários sumiram. - disse Felipe.
- O que??? - perguntou Lucas.
- É isso mesmo que você ouviu. - respondeu
Felipe.
- Não,não,não. - se desesperou Lucas.
- Ei Lucas. - falou Felipe.
- Que - perguntou Lucas entusiasmado.
- Podíamos investigar. - disse Felipe.
- Boa. - aceitou Lucas.
Então eles foram para escola logo após o almoço
então eles chegaram e viram teias de aranha pra
todos os lados e Lucas disse:
- Acho que vamos ser vistos como heróis se
resolvermos o caso.
Então Felipe disse:
- Vamos virar heróis.
- Sim. - aceitou Lucas sem opções.
- Trouxe os equipamentos. - perguntou Felipe.
- Sempre. - respondeu Lucas
Já era 3:30h da tarde faltando 30min paras 4
horas,então Lucas disse:

10
- Já,já e hora do lanche,está com os
suprimentos?
- Sim. - respondeu Theflashfi.
- Ótimo. - se alegrou Interluc.
Então eles comeram e ficaram horas procurando
pistas, já era 10:30 da noite eles tiveram que dormir,
no dia seguinte a....
No dia seguinte eles acordaram cedinho, quatro
horas da manhã e viram um chão oco. Theflashfi
pegou uma pedra e atirou-a no chão oco e o chão se
quebrou.
- Nossa. - responderam os dois juntos
- Vamos pular. - disse Interluc.
- Você tá doido. - perguntou Theflashfi.
- Não. - respondeu Interluc. - Mas olhe, tem uma
escada.
- Tá bom, então vai primeiro.- disse Theflashfi.
- Então tá. - disse Interluc com medo.
Eles encontraram a prisão onde os funcionários
estavam, então Interluc sacou uma bomba MB10 e
CABUUUUUUUM.
Depois disso eles foram nomeados heróis
profissionais
Lucas

11
A CABANA DA MORTE

Era uma vez uma cabana na floresta. Morava o


Papai-noel, o gato e o velho.
De perto da floresta tinha um castelo, morava
uma garota as pessoas chamavam de Chapeuzinho
Vermelho porque ela usava uma capa vermelha. Ela
era a rainha, ela passeava pela a floresta.
Um dia ela encontrou uma cabana, o tempo
passava. Certo dia ela foi lá bater na porta e viu eles.
Ela perguntou:
- Quem são vocês???
- Não interessa.
Fechou a porta na cara dela. Depois abriu:
- Eu vou matar você e vou tomar o reino!!!
E passo os dias ela matou eles.

MARCELLA

12
O SUMIÇO DO PAPAI NOEL

Era um dia como outro, as crianças esperavam


para dar meia-noite para o natal. Os amigos, Diego,
Mia, Roberta e Santos os quatros são vizinhos na
cidade de New York.
Finalmente acontece o que eles queriam. Deu
meia-noite, mas nada de presentes de natal. Todo
mundo ficou desesperados.
Eles foram tentar resolver o caso e foram
procurar algo que fosse ajudá-los a resolver, mas Mia
disse:
- Todos estão muitos bravos, não vão esperar
esse tempo todo.
- Você tem razão. - disse Santos.
Então eles viram um vulto, quando Roberta se
virou já estavam todos correndo atrás do homem,
mas eles não conseguiram pegar o homem, eles viram
que o homem tinha deixado cair o gorro do Papai
Noel.
- É o gorro do Papai Noel. - falaram todos juntos.
Quando eles terminaram de falar ouviram um
grito de socorro. Os quatro foram ver o que tinha
acontecido e viram o Papai Noel amarrado e eles
soltaram o Papai Noel.
E as crianças receberam seus presentes.

Marcus Vinicius
Boas Festas

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BOA FESTAS

Num dia nas véspera de natal, também estava


perto do ano novo, Gigi estava muito animada. Ela
morava na grande São Paulo.
Mas havia um grande problema! As roupas
brancas e os Papais Noéis tinham desaparecido.
Gigi reuniu a equipe dela e disse:
- Temos um grande problema para resolver!
Eles saíram de lá com roupas de detetive. A
roupa da Gigi era amarela, a de Paulo era azul e a de
Marcia era rosa com cinza. Eles perguntaram apenas
para os presidentes dos países.
- Você sabe algo sobre o sumiço dos Papais Noéis
e das camisas brancas?
Eles passaram por Holanda e outros diversos
lugares. Nada, eles não acharam nada... mas eles
esqueceram de ir na Alemanha. Indo lá, encontraram
uma pista.
- Tinha um cara ali do lado brow!
Eles foram até lá e viram os bons velhinhos e
camisetas. Pegaram tudo de volta e foram para São
Paulo.
Um mês depois todos viveram um bom Natal e
receberam uma grande recompensa.
Pedro Paulo

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O PRESENTE QUE NÃO FOI ENTREGUE.

Numa manhã perto de chegar o Natal, Henrique e


Amanda levantam da cama e foram direto a cozinha
tomar café e logo depois iam a São Paulo.
Já em São Paulo, faltava um dia para chegar o
Natal e eles foram a casa da tia ficar pro Natal. A
árvore já estava montada, os presentes estavam lá de
baixo da árvore com os nomes. Mas eles leram e não
viram o nome do Henrique, então ele falou:
- Eu não acredito que o Papai Noel não deixou
presente para mim!
Então Amanda falou:
- Eu acho que ele deixou sim!
- Se ele tiver deixado, mas onde? - falou Henrique
- Já sei, é só amanhã a gente ficar acordado e
botar meias na janela! - falou Amanda
- Isso mesmo! Então vamos dormir agora para
ficar acordados amanhã a noite. - falou Henrique
Então foram dormir. Henrique acordou no dia
seguinte gritando:
- É Natal, dia de falar com o Papai Noel!
Amanda acordou e eles foram tomar café, a tia
deles falou:
- Como foi a noite de vocês?
Então falou Henrique falou:
- Boa demais!
Henrique chamou Amanda para brincar, eles
foram e chamaram amigos. Ficaram brincando até

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20:00 da noite. Eles entraram, foram as camas e
esperaram o Natal chegar. Então eles foram até a
árvore. A Amanda pegou o presente dela e voltaram a
cama. Esperaram até o Papai Noel chegar e ele
chegou. Henrique perguntou:
- Você me deu presente?
- Sim. - falou o Papai Noel
- Mas onde está? - falou Henrique.
Então o Papai Noel foi embora.
- Eba, eba ! - falou Henrique.
O menino achou aquele Natal o melhor do
mundo. Ele ficou feliz quando viu o presente.

Pedro Igor

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O SUMIÇO DO PAPAI NOEL
Um certo dia numa noite de véspera de natal
aconteceu uma coisa muito estanha, as crianças
estavam tristes muito tristes.
Eu fui dar uma volta e quando eu voltei, eu voltei
pensando, pensando muito. Então eu fui dar uma
volta em Nova Iorque, é onde eu moro, então eu decidi
resolver o mistério das criancinhas tristes.
Eu fui até a casa do Papai Noel para procurar ele
e eu não encontrei, mas eu encontrei o rastro da
carroça do Papai Noel, então eu peguei um cavalo e
fui seguir o rastro do Papai Noel.
E adivinha. O rastro da carroça do Papai Noel
deu no castelo do bruxo. Então eu fui até o quarto do
bruxo e lá eu fiz uma armadilha. Na verdade eu fiz
armadilha no castelo todinho. Então, depois que fiz a
armadilha na cozinha eu dei de cara com o
calabouço, lá estava o Papai Noel.
Eu consegui soltar ele mais foi difícil, ele estava
amarrado com corrente de aço. Finalmente eu
consegui soltá-lo, então eu falei para o Papai Noel
correr, mas bem quando a gente ia atravessar a ponte
para sair do castelo o bruxo chegou. Eu e o Papai
Noel lutamos e derrotamos o bruxo, ele usou a
mágica do amor para derrotar o bruxo.
Samara

17
O SUMIÇO DOS PRESENTES

Era uma noite de natal, logo quando Rany mais


Bruna chegaram da escola. Bruna disse:
- Hoje é natal vamos deixar leite com chocolate
quente e biscoito, vamos dormir agora Rany que o
Papai Noel Carlinhos está vindo de Polo Norte para
nos dar presente.
Então o Papai Noel foi até a casa de Bruna e
Rany, deixou uma carta falando:
"Alguém roubou os presentes do Papai Noel. Eu
não levei para nenhuma criança."
Então o Papai Noel foi embora.
No outro dia a Bruna e Rany foram lá em cima e
encontraram a carta. Os dois abriram a carta e lerem,
então os dois foram no aeroporto para pegar o avião
para ir ao Polo Norte para encontrar o ladrão, prender
e pegar todos os presentes.
Então Bruna é Rany chegaram ao Polo Norte.
Eles encontraram com o Papai Noel e os três foram
procurar o ladrão para prender e eles encontraram o
ladrão e prenderam, pegaram os presentes e
entregaram paras as crianças.
Sophia

18
A NOITE DE NATAL

No dia de natal, Simone colocou as comidas na


mesa para chamar suas primas.
Então Ana e Karla chegaram, mas encontraram
10 morcegos em cima da mesa.
Depois Ana colocou remédios no spray e nada
resolveu.
Então Simone jogou as comidas na rua e eles
começaram a sair, então Ana, Simone e Karla
passaram o natal feliz.

Vanessa

19
A NOITE DE NATAL

No dia do natal as 8:00 horas, os meninos estão


arrumando a pasta de natal.
- Papai Noel combinou de vir para minha festa de
natal. - disse Rafaela.
- Você ligou para nossa tia Isa para vir para
nossa festa? - perguntou Pedro.
- Ainda não deu a hora Frangelha?
- A comida ainda não esta pronta.
- Como assim, o Papai Noel chegou. - disse
Frangelha
- Vamos ter que adiar a festa. - disse Pedro.

Weslla

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O CASO DO SUMIÇO DOS GATOS

Era para ser um dia como outro qualquer. Um


sol brilhante no céu e... será que aquilo é uma
nuvem. Faz 300 dias que não cai uma gota do céu,
mas temos esperança de não chegar aos 650 dias
recorde.
Pois bem, me chamo Caxton, tenho 10 anos e
vivo em Brasília no ano de 2.134. A rotina de um
garoto aqui é igual à de qualquer garoto do mundo.
Levantamos cedo, tomamos flanho com nossa
flanelinha úmida, escovamos nossos dentes com
folhas de menta, emplastamos o corpo com protetor
solar fator 200 e vestimos nossas roupas térmicas.
Essa preparação toda para chegarmos ao trabalho,
ralar bastante e no fim da semana receber nossas
cotas de alimento, vestimentas e copo d'água.
Mas este não foi um dia como outro qualquer.
Pertal, minha amiga da casa ao lado acordou toda a
vizinhança aos gritos:
- Mããããe!!!!!!
Levantei desesperado e corri para rua onde
encontrei a vizinhança toda agitada, discutindo uns
com outros. Quando consegui chegar perto da Pertal
vi que ela estava maluca, com os olhos esbugalhados
e cara de quem comeu comida desidratada estragada.
Precisei dar umas sacudidas até ela se acalmar e me

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explicar que o Fox havia sumido. Foi então que
percebi, todos os que estavam reclamando da mesma
coisa: seus gatos haviam sumido.
No começo desconfiamos da Organização Social,
era bem a cara deles. Achavam que por receberem
nossos votos na eleição tinham direito de controlar
até a cor da roupa que poderíamos usar, que nunca
podia ser preta. Mas quando Flex disse que seu pai,
um membro da Organização, estava maluco com o
sumiço do gato da família, essa ideia deu lugar à
pergunta:
- Quem levaria todos os gatos da vizinhança? - eu
perguntei.
- E pra quê? - completou a Pertal.
- Acho que tenho uma ideia, achei um parafuso
na cesta do nosso gato. - informou Flex.
Nossa cabeça pedalava feito bicicleta em descida
de ribanceira. Mas não tínhamos tempo para gastar
com essas preocupações estava na hora de irmos
trabalhar. Quem nos dera estar no tempo em que as
crianças iam para escola todos os dias, assim
poderíamos discutir nossas hipóteses. Mas
infelizmente esse tempo se foi junto com água, agora
só íamos à escola 1 vez por semana e trabalhávamos
nos Complexos Hortíferos por 5 dias, ficando apenas
um para descanso. Assim só poderíamos conversar
sobre o assunto na hora ração.

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O período da manhã pareceu uma eternidade e
quando o sol ficou bem no meio do céu corri para
obrigações da ração. Passei mais uma dose de
protetor solar, lavei as mãos com a flanelinha úmida e
corri para encontrar-me com a Pertal e o Flex na fila
da comida desidratada.
- Gente, pensei a manhã inteira e acho que já sei
de onde vem aquele parafuso. - disse Flex.
- Fala logo, 'tô ficando ressequida pra saber onde
'tá meu gato. - falou Pertal agoniada.
- Eu vi peças iguais aquelas no dia em que eu fui
até a fábrica de desidratação de comida, levar o
protetor que minha mãe tinha esquecido.
- Então não tem jeito. Se queremos saber onde
estão os gatos, precisamos visitar a desidratadora
depois que todo mundo sair. - Conclui.
O período da tarde foi ainda pior. O que o sumiço
dos gatos teria a ver com a desidratadora? E pior
ainda como iríamos entrar na fábrica depois de
fechada?
Quando terminamos nosso trabalho fomos direto
para a fábrica e esperamos até que ficasse apenas o
vigia e colocamos em prática o plano da Pertal. Flex
falou para o vigia que a mãe dele havia esquecido seu
conta-gotas na mesa e havia pedido para ele buscar,
pois caso no outro dia aparecesse sem ter tomado do

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2
seu flanho poderia receber uma advertência da
Organização, afinal:
- Nossa água é regrada, mas não somos porcos. -
dizia sempre os inspetores.
Com essa desculpa, entramos sem problemas,
mas o vigia ficou na nossa cola. Quando chegamos à
mesa da mãe do Flex, tive de improvisar, porque nós
sabíamos que não tinha nenhum conta-gotas ali. Pedi
para ele me levar até o banheiro. Voltei com cara de
alívio, encontrei os outros e fomos embora.
Na rua, Pertal contou o que eles viram:
- Escutamos um barulho atrás de uma porta
escondida por uma pilha de galões vazios, quando
abrimos vimos uma máquina desidratadora esquisita.
O buraco que coloca os vegetais é muito grande, daria
para colocar duas melancias de uma vez.
- Pra completar, do lado tinha 1 galão de 10 litros
cheinhos de água. Cara seria preciso tirar a água de
uma tonelada de verduras pra conseguir encher
aquele galão. - completou Flex.
- E o mais estranho. Não tinha nenhum vegetal
desidratado, nenhuma folhinha de hortelã.
- De onde será que saiu aquela água então?
Quando terminei essa pergunta, sentiu arrepio
correr minhas costas e percebi que os meus colegas
sentiram o mesmo.

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- Vocês pensaram o mesmo que eu? - Perguntei.
- Não! Seria muito desumano. - Disse Pertal
incrédula.
- Na verdade seria desgatuno, mas não duvido.
As pessoas hoje são capazes de qualquer coisa por
um copo d'água.
Ninguém tinha coragem de dar palavras para o
que estávamos pensando. Todos nós sabíamos que o
pouco de água que tínhamos era fruto da coleta e
armazenamento da chuva e do processo de
desidratação dos vegetais, onde as frutas e verduras
entravam em uma máquina que retirava toda a sua
água. No final do processo, tínhamos gotas de águas
de um lado e um aperitivo de gosto e vitaminas bem
concentrados do outro. Contudo, só de imaginar que
alguém poderia tentar fazer o mesmo processo com
gatinhos inofensivo crescia uma revolta medonha
dentro de mim. Precisávamos fazer alguma coisa
antes que esses malucos acabassem com os gatos.
Passei o resto noite pensando em como
desmascarar esses vilões. Quando consegui bolar um
plano, demorei mais um tempão para dormir, ansioso
em compartilhar a ideia com os outros. Assim quando
o galo cantou, avisando que era hora de acordar eu já
estava em pé e pronto.
No caminho até o Complexo, contei o meu plano
com o qual todos concordaram.

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Mais uma vez a manhã, demorou a passar, mas
na hora da ração já estávamos prontos. Corremos até
a desidratadora e fomos procurar a mãe de Flex com
a desculpa de que queríamos conhecer as máquinas
que ajudavam nossa hidratação diária. A mãe dele
ficou tão feliz em ver nosso interesse que não
demorou nenhum segundo para nos acompanhar.
No momento em que passamos perto de onde se
encontrava a porta, Pertal fingiu um tropeção e caiu
derrubando os galões e abrindo a porta. Quando a
senhora foi ajudar nossa amiga a levantar, parou no
meio do caminho com uma cara de quem viu sua
reserva de água ser despejado no chão. Corremos
para ver também e nos deparamos com um homem
segurando um pobre gatinho pelo rabo bem acima da
abertura de entrada da máquina.
Infelizmente nossas suspeitas estavam certas,
mas graças ao tombo falso de Pertal, a mãe de Flex
descobriu tudo, chamou a segurança da Organização
que levou o homem e máquina embora. Ele foi preso e
ela desmontada. E nossos gatos foram voltaram para
casa. Bem quase todos, parece que o gato de inspetor
não foi encontrado.

Professora Márcia

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SOBRE O LIVRO

Este foi nosso último trabalho com produção


textual. Tudo começou com a leitura do conto "O
sumiço dos gatos", a partir de então começamos um
trabalho para conhecer e identificar as características
deste gênero textual.
Depois de quase um mês trabalhando o gênero,
apresentei três temas para que eles pudessem
escolher e redigir seus próprios contos. Estes temas
eram: "Natal", "Animais" e "Fim de ano na escola".
O estilo do conto seria livre, assim poderiam
escolher trabalhar com um conto engraçado, de
terror, de mistério ou de ação.
Seguimos a próxima etapa, ou seja, a digitação e
ilustração. Esta etapa foi mais tranquila, pois os
alunos já estão mais acostumados com uso do
programa de edição de texto e imagem.
Contudo, infelizmente, não tivemos tempo de
realizar a reestruturação de texto individual e
acompanhada. Desta forma, fizemos apenas uma
leitura em que cada um tentou identificar alguma
coisa necessária para correção e a revisão final
realizada por mim.
Nesta revisão final, fiz as correções ortográficas
necessárias e as correções de paragrafação, sem
interferir na estrutura da produção, mesmo que
precisasse.

Professora Márcia

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