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Jonathan Edwards e o Avivamento

Carmelo Peixoto

Gostaria de sugerir um livreto bastante esclarecedor


sobre a importância do avivamento cujo texto foi
escrito por um dos ou o maior pregador do Século XX,
Dr. Martin Lloyd –Jones. Este pequeno livro reproduz a
palestra proferida na Conferência de Westminster em
1976. O livreto chama-se Jonathan Edwards e a Crucial
Importância de Avivamento. Foi publicado pela editora
Pes. A edição que eu tenho está sem referência à data
da publicação. Cito abaixo dois trechos. O primeiro com
as palavras do Dr. Martin Lloyd-Jones e o segundo com
as palavras do próprio Jonathan Edwards.
“Permitam-me concluir com uma nota de aplicação.
Terminar sem fazer aplicação seria ser desleal à
memória desse grande homem de Deus.(...) Nenhum
homem é mais relevante para a presente condição do
cristianismo do que Jonathan Edwards. Nenhum é mais
necessário.” ( Págs. 29-31)

“Uma vez, quando cavalgava nas matas pela minha


saúde, em 1737, tendo apeado do meu cavalo num
lugar retirado, como tem sido o meu costume
comumente, para buscar contemplação divina e oração,
tive uma visão, para mim extraordinária, da glória do
Filho de Deus, como Mediador entre Deus e o homem, e
a Sua maravilhosa, grande, plena, pura e suave graça e
amor, e o Seu terno e gentil amparo. Esta graça que
parecia tão calma e suave, parecia também grande,
acima dos céus. A Pessoa de Cristo parecia
inefavelmente excelente, com uma excelência bastante
grande para absorver todo o pensamento e concepção -
o que continuou, quanto posso julgar, cerca de uma
hora; o que me manteve a maior parte do tempo num
mar de lágrimas, e chorando em voz alta. Senti uma
ardência na alma, um anseio por ser, o que não sei
expressar doutro modo, esvaziado e aniquilado; jazer
no pó e encher- me unicamente de Cristo; amá-lO com
um amor santo e puro; confiar nEle; viver dEle; servi-lO
e segui-lO; e ser perfeitamente santificado e tornado
puro, com uma pureza divina e celestial. Várias outras
vezes tive visões da mesma natureza, as quais tiveram
os mesmos efeitos".
"Tendo tido muitas vezes uma percepção da glória
da terceira Pessoa da Trindade, e do Seu ofício como
Santificador; em Suas santas operações comunicando
luz e vida divina à alma. Deus, nas comunicações do
Seu Santo Espírito, tem parecido uma infinita fonte de
divina glória e dulçor; estando cheio e sendo suficiente
para encher e satisfazer a alma; derramando-Se em
secretas comunicações; como o sol em sua glória,
difundindo suave e agradável luz e vida. E as vezes eu
tenho uma comovente percepção da excelência da
palavra de Deus como palavra da vida; como a luz da
vida; uma suave, excelente palavra que dá vida;
acompanhada de uma sede dessa palavra, para que ela
habite ricamente em meu coração" ( págs. 15-16)

O grau de intimidade com Deus e a consequente


percepção espiritual desse homem são raríssimas na
história da igreja; nós só temos a aprender com homens
como ele. Podemos construir a partir daí, não para
imitar suas experiências mas para nos firmarmos na
convicção de que há algo mais, que podemos desfrutar
mais de Deus, que podemos aprender mais com Deus e
que podemos ver os poderosos feitos de Deus, Sua
bondade, e como ele é maravilhoso ; Nesta era de
legalismo, de formalismo e tradicionalismo com pouco
fruto, o testemunho da vida e obra desses irmãos é
uma fonte de motivação espiritual, de despertamento
para que busquemos mais a Deus e Sua graça em
Cristo Jesus. Uma geração de cristãos que, ao que
parece, conhece pouco a Bíblia, lê pouco a Bíblia, ora
pouco, não descobriu o valor da oração e que, por isso
mesmo testemunha pouco, precisa aprender mais
sobre o que o Espírito de Deus pode fazer num cristão
que se consagra ao Senhor. Que venha esta
compreensão, Que venha este desejo de intimidade
com o Senhor, que venha este transformador
entendimento para que Deus em Cristo seja glorificado.

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