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Perfilagem de Poços

Aula 01
HISTÓRICO
• Os métodos geofísicos vem sendo aplicados à
investigação de poços nos últimos cinqüenta anos.
Inicialmente, somente as técnicas elétricas eram
utilizadas na exploração em superfície. Os vários
instrumentos e técnicas são usadas na exploração
direta, na identificação de formações geológicas e
fluidos, e correlação entre os poços.
• Desde 1928, quando os irmãos Schulumberger fizeram
uma perfilagem elétrica, a perfilagem de poços tornou-
se uma operação simples na exploração de petróleo. A
correlação e avaliação dos reservatórios são os
principais objetivos.
Equipamento original de perfilagem geofsica de pocos utilizado
pelos irmãos Schlumberger no final da década de 1920
CONCEITO
• É uma operação realizada após a perfuração, a
cabo ou com coluna (toolpusher), ou durante
a perfuração (LWD – Logging while drilling) de
uma fase do poço com a finalidade de obter
uma imagem visual de uma ou mais
características das várias formações
atravessadas.
CONCEITO
• Chamamos perfilagem ao levantamento completo de perfis referentes ao poço
para a produção de petróleo. O perfil de um poço é a imagem visual, em relação à
profundidade, de uma ou mais características ou propriedades das rochas
perfuradas.
• Ele é obtido a partir de ferramentas que são descidas no poço, onde os valores são
captados e em seguida são armazenados em arquivos digitais. Apesar de existirem
vários processos físicos de medição (perfis), os dados fornecidos pelos
equipamentos eletrônicos de medida são chamados genericamente de perfis
elétricos.
• Através da perfilagem podemos mapear o poço com gráficos ou figuras que nos
mostram as áreas de interesse a serem trabalhadas, no entanto, é bom deixar
claro que ela não se mostra auto-suficiente, pois necessita de técnicas auxiliares
que se complementam para cumprir essa meta.
• Como exemplo de uma técnica auxiliar temos a amostra de calha que é utilizada
juntamente com os perfis elétricos para ajudar na identificação das litofaces. Essa
amostra contém os resíduos das formações rochosas, durante a perfuração, que
permanecem na broca quando ela é levantada do interior do poço para a
superfície
Características
• Estas propriedades podem ser geométricas
(diâmetro), elétricas (resistividade elétrica,
potencial eletroquímico natural), acústicas
(tempo de trânsito das ondas sonoras) e
radioativas (radioatividade natural e induzida)
OBJETIVOS
• Através da leitura e interpretação dos dados
obtidos, pode-se conhecer a temperatura e a
geometria do poço e da estrutura adjacente, e
estimar a porosidade, litologia e identificar,
qualitativa e quantitativamente, a existência
de fluidos no meio poroso (rocha).
Tipos de Perfis
• Geométricos
• Elétricos (resistivos ou indutivos)
• Sônicos
• Radioativos (natural ou induzida)
TIPOS DE PERFIL
• Raios Gama (GR) - Detecta a radioatividade total da formação geológica. Utilizado para a
identificação da litologia, a identificação de minerais radioativos e para o cálculo do volume de
argilas ou argilosidade;
• Neutrônico (NPHI) - São utilizados para estimativas de porosidade, litologia e detecção de
hidrocarbonetos leves ou gás;
• Indução (ILD) - Fornece leitura aproximada da resistividade da rocha contendo
hidrocarbonetos, através da medição de campos elétricos e magnéticos induzidos nas rochas;
• Sônico (DT) - Mede a diferença nos tempos de trânsito de uma onda mecânica através das
rochas. É utilizado para estimativas de porosidade, correlação poço a poço, estimativas do grau
de compactação das rochas ou estimativas das constantes elásticas, detecção de fraturas e apoio
à sísmica para a elaboração do sismograma sintético;
• Densidade (RHOB) - Além da densidade das camadas, permite o cálculo da porosidade e a
identificação das zonas de gás.
• Caliper - fornece o diâmetro do poço. É aplicado no cálculo do volume de cimento para
tampões ou cimentação do revestimento, apoio a operações de teste de formação, controle de
qualidade de perfis e indicações das condições do poço em um determinado intervalo.
• Potencial Espontâneo (SP): é o registro da diferença de potencial entre um eletrodo móvel
descido dentro do poço e outro fixo na superfície. Este perfil permite determinar as camadas
permoporosas, calcular a argilosidade das rochas, determinar a resistividade da água da
formação e auxiliar na correlação de informações com poços vizinhos.
TIPOS DE PERFIL
• Para um melhor aproveitamento dos perfis elétricos obtidos, é
necessário que eles sejam utilizados em conjunto.
• Por exemplo, se for constatado que em determinada profundidade
o perfil GR indique alta argilosidade e o ILD alta resistividade, mas
se o perfil RHOB indicar alta densidade e o perfil DT alta velocidade,
então, pode-se concluir que essa formação seria um reservatório de
baixa produtividade caso fosse portadora de hidrocarbonetos.
• Por outro lado, se ocorrer que o perfil GR indique baixa
argilosidade, o ILD alta resistividade, o perfil RHOB baixa densidade
e o DT baixa velocidade, tem-se uma maior probabilidade de uma
reserva comercial de hidrocarbonetos nessa formação. Outros
fatores, porém, são levados em consideração para análise de um
reservatório, como por exemplo a amostra de calha e os dados
obtidos durante a prospecção da área
PERFIL CALIPER
• O perfil Caliper é um perfil auxiliar que consta do registro das
variações para mais (desabamento) ou para menos (reboco ou
estrangulamento) do diâmetro nominal da broca usada para
perfurar o poço. Pode apresentar dois ou mais braços, articulados,
geralmente acoplados a bobinas, o movimento constante destes
braços abrindo e fechando, geram respostas elétricas nestas
bobinas que são relacionadas à geometria da parede do poço,
podendo desta forma ainda calcular seu volume.
• A modelagem de perfis elétrica através de camadas com variações
continuas em sua condutividade, chamadas de eletricamente
heterogêneas, e uma técnica que permite uma melhor aproximação
da conjuntura elétrica no subsolo, na medida em que não existem
camadas estritamente homogêneas na natureza e, portanto, vem se
impor como um avanço em relação a tecnologia atualmente
utilizada de modelagem de perfis através de camadas eletricamente
constantes.
INTERPRETAÇÃO DE PERFIS
• A interpretação de perfis é feita a partir de parâmetros fornecidos pelo
operador do perfil. As empresas ( Schlumberger, Halliburton, etc...) que
fornecem as ferramentas, fornecem também os parâmetros para
interpretação. Ha cursos oferecidos por essas empresas para aprimorar a
interpretação quantitativa dos perfis através de seus funcionários, já que a
qualitativa vem expressa no próprio gráfico do perfil. No entanto não é
fácil distinguir água doce de óleo em perfis de forma isolada, somente
com a junção de dois ou mais perfis isso é possível, pois se torna possível à
comparação entre perfis.
• Hoje existem equipamentos e softwares mais avançados para o traçado de
perfis tal como o PSGT que identifica Carbono e Oxigênio presentes na
composição das rochas , o que facilitam a identificação da presença de
hidrocarbonetos e um melhor conhecimento das características das
diferentes camadas rochosas perfuradas,neste caso a distinção entre água
e óleo se torna muito mais fácil.
INVASÃO DE FLUIDOS
• O objetivo da perfilagem é medir as propriedades
das rochas in situ e os fluidos que elas contém. No
entanto, o ato de perfuração da rocha produz
distúrbios. Pressões em rochas são muito maiores
do que as medidas. A lama (mistura complexa de
sólidos) injetada durante a perfuração também
causa distúrbios, denominada invasão.
• Apreciação da invasão é essencial à interpretação,
pois a região da rocha que possui um maior efeito
terá valores anômalos.
POÇO REVESTIDO
• Os chamados trabalhos de poço revestido são realizados depois que
o poço, como o próprio nome já diz, recebeu um revestimento
metálico, para evitar que a formação geológica ceda e feche o poço.
Em sua maioria, estes trabalhos tem o objetivo de fazer
manutenções no poço afim de reavaliar e/ou melhorar sua
produção. Neste caso, não há lama de perfuração, apenas o fluído
de perfuração para manter a pressão estática do poço. Ou, em
alguns casos, apenas o próprio fluído da formação (petróleo cru).
• As medições tomadas nestes trabalhos fornecem, entre outros,
dados sobre a qualidade da cimentação por trás do revestimento,
ou novamente, dados sobre a interface entre os fluídos existentes
na formação atravessada pelo poço. Os diâmetros das ferramentas
variam bastante, pois as mesmas podem ser introduzidas no poço
por dentro da coluna de produção (diâmetros menores) ou por
dentro do revestimento, após a retirada da coluna (diâmetros
maiores).
POÇO REVESTIDO
• Os chamados trabalhos de poço revestido são realizados depois que
o poço, como o próprio nome já diz, recebeu um revestimento
metálico, para evitar que a formação geológica ceda e feche o poço.
Em sua maioria, estes trabalhos tem o objetivo de fazer
manutenções no poço afim de reavaliar e/ou melhorar sua
produção. Neste caso, não há lama de perfuração, apenas o fluído
de perfuração para manter a pressão estática do poço. Ou, em
alguns casos, apenas o próprio fluído da formação (petróleo cru).
• As medições tomadas nestes trabalhos fornecem, entre outros,
dados sobre a qualidade da cimentação por trás do revestimento,
ou novamente, dados sobre a interface entre os fluídos existentes
na formação atravessada pelo poço. Os diâmetros das ferramentas
variam bastante, pois as mesmas podem ser introduzidas no poço
por dentro da coluna de produção (diâmetros menores) ou por
dentro do revestimento, após a retirada da coluna (diâmetros
maiores).
POÇO ABERTO
• O perfil de um poço é a imagem visual, em relação à profundidade, de uma ou
mais características ou propriedades das rochas perfuradas tal como resistividade
elétrica, potencial eletroquímico natural, tempo de trânsito de ondas mecânicas,
radioatividade natural ou induzida etc.
• Estes perfis, obtidos através do deslocamento contínuo de um sensor de
perfilagem (sonda) dentro do poço, são denominados genericamente de perfis
elétricos, independentemente do processo físico de medição utilizado.
• Várias medições podem ser feitas à poço aberto. A fim de levantar as principais
características físicas de interesse (resistividade, densidade e porosidade), ou até
mesmo de gerar imagens das interfaces entre os fluídos presentes na formação
atravessada pelo poço. As ferramentas utilizadas nesse segmento possuem um
diâmetro médio de ( 3-3/8) de polegada (8,5725 cm) e comprimento variando em
média entre 3 e 20 pés (0,9144 e 6,096 m).
• Para descer no poço, estas são conectadas umas às outras formando strings. O
comprimento das strings varia entre 30 e 130 pés (9,144 e 39,624 m). As
ferramentas suportam temperaturas de até 260ºC e pressões de 20.000 psi.
A string mais utilizada em poço aberto é a Plataform Express (PEX) constituída por três
ferramentas. Ela realiza três diferentes medições: Resistividade, Densidade e Porosidade
(Neutron Gama Ray). É muito comum acrescentar à esta string uma ferramenta com emissor
de ondas ultra sônicas, para se ter uma segunda medida de porosidade. O nome da string
passa a ser PEX/Sônico.
Os dados adquiridos são enviados através do cabo de perfilagem até a unidade de
perfilagem. Essa pode estar em um caminhão, no caso dos poços terrestres (onshore), ou
em uma unidade Skid, no caso de poços marinhos (offshore). Os dados são então
processados e o perfil é criado.
Uma Unidade de Perfilagem tem como elementos principais: o guincho e seus
acionamentos, a bobina (acionada pelo guincho) onde fica enrolado o cabo, um medidor da
tensão no cabo, um medidor da velocidade do cabo e profundidade da ferramenta, e
finalmente o sistema de aquisição, processamento e controle de todos os dados e sinais
necessários aos trabalhos de perfilagem.
Portanto..
• Os perfis de poços são usados principalmente na prospecção de petróleo e
de água subterrânea. Eles têm sempre como objetivo principal, a
determinação da profundidade e a estimativa do volume da jazida de
hidrocarboneto ou do aquífero. Para fazer uma perfilagem em um poço,
são usadas diversas ferramentas (sensores) acopladas a sofisticados
aparelhos eletrônicos. Estes sensores são introduzidos dentro do poço ,
registrando, a cada profundidade, as diversas informações relativas às
características físicas das rochas e dos fluidos em seus insterstícios
(poros).

• As ferramentas utilizam diversas características e propriedades das rochas,


que podem ser elétricas, nucleares ou acústicas.

• Os dados obtidos a partir da testemunhagem também ajudam e são de


grande importância porque representam amostras reais das formações
rochosas perfuradas.
Propriedades da rocha/reservatório
• Porosidade
• Saturação
• Molhabilidade
• Pressão capilar
• Permeabilidade
• Permeabilidade relativa
Propriedades das Rochas Reservatório
Porosidade

Permeabilidade
Propriedades das Rochas Reservatório

• Porosidade Absoluta
• Porosidade Efetiva

A porosidade geralmente
apresenta variações mais
significativas na vertical do que
na horizontal ΔФ. Iglesias, 2009
Propriedades das Rochas Reservatório
• Porosidade absoluta

• Porosidade efetiva

(A porosidade efetiva é que de fato se utiliza


em cálculos de engenharia de reservatório) ΔФ ↑

A porosidade geralmente apresenta variações


mais significativas na vertical do que na horizontal
ΔФ ↓
Propriedades das Rochas Reservatório

1. A porosidade primaria, que e aquela que a rocha herda do processo de


sedimentação e que evolui durante sua compactação; como exemplo
tem-se a porosidade intergranular dos arenitos.

2. A porosidade secundaria, resultante de algum processo físico-químico


que a rocha sofre subseqüentemente a sua formação. Exemplificando,
tem-se: as fraturas nos arenitos, calcários, folhelhos e embasamento
assim como as cavidades causadas pelo ataque químico em calcários e,
em menor proporção, em arenitos.

Vale observar que nas rochas terrígenas a porosidade depende basicamente da


forma, do arranjo e da variação de tamanhos dos grãos, além do seu grau de
cimentação. No caso de rochas carbonárias, a porosidade depende da densidade, do
grau de dissolução, do grau de cimentação, do tipo da matriz e da intensidade do
fraturamento. Através da perfilagem geofísica, pode-se avaliar a porosidade total de
uma formação rochosa utilizando perfis de densidade eletrônica, do perfil sônico e
do neutronico.
Propriedades das Rochas Reservatório
X
PERFILAGEM

• Os métodos elétricos fazem uso de uma grande variedade de técnicas, cada


uma baseada nas diferentes propriedades elétricas e características dos
materiais que compõem a crosta terrestre.

• Para o caso de rochas sedimentares, a condutividade elétrica e a condutividade


térmica são dependentes da porosidade.

• A porosidade pode ser determinada a partir dos perfis de resistividade,


velocidade acústica (sônico), densidade e neutron.
Propriedades das Rochas Reservatório
• Saturação (S)
Fração/percentagem do volume de poro ocupado por um fluído em
particular (óleo/gás/água)
Propriedades das Rochas Reservatório
• Distribuição das fases de acordo com a densidade (água > óleo >
gás):

Entretanto, a água está presente também


nas fases de óleo e gás (água conata),
reduzida a uma saturação residual ou
irredutível.
Propriedades das Rochas Reservatório
• Saturação crítica do óleo (Soc):
É a saturação mínima, abaixo da qual o óleo não flui através dos
poros.

• Saturação residual de óleo (Src)


É a saturação (quantidade) de óleo que permanece nos poros após
o deslocamento.

• Saturação móvel de óleo (Som)


É a quantidade de óleo que pode ser removida dos poros

(Swc = saturação de água conata)


Propriedades das Rochas Reservatório
• Saturação crítica de gás (Sgc):
Com a diminuição da pressão no reservatório abaixo do ponto de
bolha, o gás começa a despreender-se, aumentando a sua
saturação até ponto em que começa a movimentar-se (saturação
crítica)

P↓,
P↓
S>Sgc
Propriedades das Rochas Reservatório
• Molhabilidade
É a tendência de um fluído de aderir à superfície de um sólido, em
presença de outros fluídos imiscíveis.

Esta tendência é medida de forma mais conveniente através do


ângulo de contato (θ):

Molhabilidade “completa”: θ → 0
Não-molhabilidade “completa”: θ → 180
Propriedades das Rochas Reservatório
• Importância → a distribuição dos fluídos no reservatório é função da
molhabilidade.
• Geralmente distingue-se:
Fase molhante (aderida à rocha): usualmente é a fase aquosa
Fase não-molhante: usualmente a fase orgânica (óleo e gás)

Devido às forças atrativas, a fase molhante


tende a ocupar os poros menores,
enquanto a fase não-molhante ocupa os
poros e canais mais abertos

(Atualmente, a molhabilidade é um dos grandes


fenômenos não completamente compreendidos na
Fase molhante (aquosa) indústria do petróleo)
Fase não-molhante (óleo)
Propriedades das Rochas Reservatório
• Pressão capilar
É a diferença de pressão existente entre duas fases decorrente das
tensões interfaciais.

O deslocamento de fluídos nos poros de um


meio poroso é auxiliado ou dificultado pela
pressão capilar.

Para manter um meio poroso parcialmente


saturado com uma fase não-molhante, é
necessário manter a pressão deste maior do
que a da fase molhante.

Esta diferença de pressão é a pressão capilar


em um meio poroso:
Propriedades das Rochas Reservatório
• Em um sistema óleo-água:

h = altura do capilar
r = raio do capilar
g = aceleração gravitacional
θ = ângulo de contato
ρ = densidades
σ = tensão interfacial
Propriedades das Rochas Reservatório
• A partir da pressão capilar (a uma dada saturação), é possível
determinar o tamanho médio dos poros:

• Histerese da pressão capilar:

Drenagem: fluído não-molhante desloca fluído molhante


Imbibição: fluído molhante desloca o não-molhante

drenagem

imbibição
Propriedades das Rochas Reservatório
• Permeabilidade (k)
Capacidade da formação de transmitir fluídos.

• Definida por Henry Darcy (1856)

• Lei de Darcy: define a permeabilidade em medidas mensuráveis:

v: velocidade aparente (cm/sec)


k: constante de proporcionalidade = permeabilidade (Darcy)
μ: viscosidade (cp, centipoise)
dP/dL: variação de pressão com o deslocamento (atm/cm)
Fluxo:
q: taxa de fluxo (cm3/sec)
A: aréa da seção por onde ocorre o fluxo (cm2)
Propriedades das Rochas Reservatório
• A permeabilidade em reservatórios geralmente muito anisotrópica
• Medidas: geralmente feitas com plugs perfurados na horizontal (kh),
paralelos aos planos de deposição, e portanto, paralelos à direção
de fluxo no reservatório.
Propriedades das Rochas Reservatório
• Diversos fatores afetam medidas de permeabilidade
– Heterogenidades do reservatório (testemunho não representativo)
– Permeabilidade pode ser afetada pelo corte do testemunho. Comum
em amostras contendo argilas
– “Parcialidade” na amostragem para medição: tendência a selecionar as
melhores partes do testemunho para análise.
Propriedades das Rochas Reservatório
• Condições necessárias
– Fluxo laminar (viscoso)
– Não ocorrência de reações entre fluído e rocha
– Uma única fase presente em 100% de saturação
(permeabilidade absoluta).
Propriedades das Rochas Reservatório
• Permeabilidade Relativa
– Permeabilidade efetiva: medida da transmissão de um fluido quando
uma ou mais fases adicionais estão presentes.

– Associada a cada fluído:


kg = permeabilidade efetiva de gás
ko = permeabilidade efetiva de óleo
kw = permeabilidade efetiva de água

– A soma das permeabilidades efetivas é sempre menor ou igual que a


permeabilidade absoluta

kg + ko + Kw ≤ k
Propriedades das Rochas Reservatório
• A razão entre a permeabilidade efetiva para cada fase a uma
determinada saturação e a permeabilidade absoluta é denominada
permeabilidade relativa:

permeabilidade relativa para óleo

permeabilidade relativa para gás

permeabilidade relativa para água


Propriedades das Rochas Reservatório
X
PERFILAGEM

• A permeabilidade é estimada dos perfis usando fórmulas empíricas,


mas determinando apenas a ordem de grandeza.

• A maioria das rotinas de perfilagem dependem da seção geológica:


clástica (areia e folhelhos) ou carbonática. Assim, em uma seção
clástica espera-se os seguintes perfis:

 SP e/ou raios gama;


 Resistividade;
 Perfis de porosidade (sônico e de densidade).

• Numa seção carbonática:


 Raios gama;
 Perfis de porosidade (sônico, densidade e neutron).

 O diapmeter e microressitividade são corridas frequentes; o último


delimita as camadas permeáveis pela detecção de argilas

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