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TEXTOS EDIFICANTES

O justo viverá por fé, declara o Espírito Santo na voz das


Escrituras Sagradas, e deveria ser assim, essa confiança
viva no Todo-Poderoso e a Sua bendita providencia
eterna. A fé não é uma crença superficial, não pode ser.
O desafio de viver pela fé pode ser visto em hebreus 11,
qualquer que tenha verdadeira fé em Deus, vive a forma
da revolução espiritual que se caracteriza por cada uma
das personagens bíblicas que viveram por ela.
Visto que a fé é o fundamento firme, nela repousa o
nosso entusiasmo de eternidade e nossa aspiração do
infinito, e quem pode nos dar o desfrute das coisas mais
sublimes? Só o Senhor é capaz de preencher as lacunas
de um vazio esporádico e voraz que destrói o homem
adâmico na sua base central. Daí porque o homem vive
na inquietação e busca preencher a vida com as coisas
mais banais e fúteis. Não a realidade substancial fora do
Evangelho, nada opera para a grandeza fora de Cristo,
não há experiência espiritual verdadeira fora do Senhor.
Agora, deixe-me falar sobre o mover pela fé, pois a vida
espiritual é um movimento rumo a vontade de Deus,
falo isso com toda a convicção, o movimento espiritual é
para o alto, para a plenitude, para a consumação, é um
movimento de coração puro, pois tem como objetivo a
visão beatifica, é um mover para as boas obras seladas
pela santidade, pois não é feita para a grandeza do ego
senão para a glória de Deus. Assim a vida cristã ganha
sentido exato, chega o fim pelo qual fomos criados,
alcança o propósito da redenção, Cristo em nós é a
esperança da glória “A fé viva não permite repousar por
ser essencialmente amor, obrigas-nos a esforços
contínuos e a novos sacrifícios.” (Georges Chevrot)

A civilização ocidental perdeu o respeito pelas igrejas


cristãs, devido a inconsistência entre o que Cristo ensina
e o que os crentes vivem (Segismundo Wanderley-
Cristianismo Diabólico pagina 32)

“O Cristão aceita a verdade da existência de Deus


pela fé. Mas esta fé não é uma fé cega, mas fé baseada
em provas, e as provas se acham, primariamente, na
Escritura como a Palavra de Deus inspirada, e,
secundariamente, na revelação de Deus na natureza. A
prova bíblica sobre este ponto não nos vem na forma
de uma declaração explícita, e muito menos na forma
de um argumento lógico. Nesse sentido a Bíblia não
prova a existência de Deus. O que mais se aproxima de
uma declaração talvez seja o que lemos em Hebreus
11:6 “... é necessário que aquele que se aproxima de
Deus creia que ele existe e que se torna galardoador
dos que o buscam”. A Bíblia pressupõe a existência de
Deus em sua declaração inicial, “No principio criou
Deus os céus e a terra”. Ela não somente descreve a
Deus como o Criador de todas as coisas, mas também
como o Sustentador de todas as Suas criaturas. E
como o Governador de indivíduos e nações. Ela
testifica o fato de que Deus opera todas as coisas de
acordo com o conselho da Sua vontade, e revela a
gradativa realização do Seu grandioso propósito de
redenção. O preparo para esta obra, especialmente na
escolha e direção do povo de Israel na velha aliança,
vê-se claramente no Velho Testamento, e a sua
culminação inicial na Pessoa e Obra de Cristo ergue-se
com grande clareza nas páginas do Novo testamento.
Vê-se Deus em quase todas as páginas da Escritura
Sagrada em que Ele se revela em palavras e atos. Esta
revelação de Deus constitui a base da nossa fé na
existência de Deus, e a torna uma fé inteiramente
razoável. Deve-se notar, contudo, que é somente pela
fé que aceitamos a revelação de Deus e que obtemos
uma real compreensão do seu conteúdo. Disse Jesus,
“Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a
respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por
mim mesmo”, João 7.17. É este conhecimento
intensivo, resultante de íntima comunhão com Deus,
que Oséias tem em mente quando diz, “Conheçamos, e
prossigamos em conhecer ao Senhor”, Oséias 6.3. O
incrédulo não tem nenhuma real compreensão da
palavra de Deus. As palavras de Paulo são pertinentes
nesta conexão: “Onde está o sábio? Onde o escriba?
Onde o inquiridor deste século? Porventura não tornou
Deus louca a sabedoria do mundo? Visto como, na
sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua
própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que
crêem, pela loucura da pregação”, 1 Coríntios 1.20,
21.”(Louis Berkhof. Teologia Sistematica)

A religião cristã sem reflexão profunda e sem


compromisso sério com as verdades fundamentais das
Escrituras é mero engano, a anti-intelectualidade é um
culto a ignorância e essa é uma condição básica para
manter um homem na cegueira espiritual
Clavio J. Jacinto

Comunhão Biblica Bereiana


Paulo Lopes SC