Você está na página 1de 16

Projeto Eletrico -

Eletrotécnica
Engenharia de Alimentos
Universidade Federal de Goiás (UFG)
15 pag.

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: herick-talles-12 (hericktalles@gmail.com)
073905Reinehr
Bruno
Willian Fagundes Guimarães UNIVERSIDADE073905
FEDERAL DE GOIÁS
Bruno Reinehr de Andrade ESCOLA DE ENGENHARIA
084548 ELÉTRICA,
MECÂNICA E DA COMPUTAÇÃO
ELETROTÉCNICA INDUSTRIAL
ENGENHARIA DE ALIMENTOS

TRABALHO I – PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Professor: Igor Kopcak


Alunos: Willian Fagundes
Bruno Reinehr
Turma de Engenharia de Alimentos

GOIANIA, 06 de julho de 2012.

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: herick-talles-12 (hericktalles@gmail.com)
SUMÁRIO

1. RESUMO.............................................................................................................................. 4
2. DADOS TÉCNICOS SOBRE O PROJETO..................................................................... 4
2.1. Normas Técnicas para a Elaboração do Projeto Elétrico..........................................5
2.2. Previsão de Cargas da Instalação Elétrica.................................................................. 6
3. LEVANTAMENTO DA CARGA INSTALADA................................................................... 7
Tabela 3.1. Carga Instalada............................................................................................... 7
4. PLANTA BAIXA DAS INSTALAÇÕES.............................................................................. 8
Figura 4.1. Planta Baixa das Instalações........................................................................ 8
Figura 4.2. Planta Baixa da Área de Serviço.................................................................. 8
5. LEVANTAMENTO DA POTÊNCIA TOTAL.......................................................................9
5.1. Fator de Potência e Demanda....................................................................................... 9
Tabela 5.1.1. Fatores de Demanda Iluminação e TGU’s............................................ 10
Tabela 5.1.2. Fatores de Demanda da TUE’s............................................................... 10
5.2. Cálculo da Corrente.......................................................................................................11
5.3. Cálculo da Potência Total............................................................................................. 11
6. FIAÇÃO DOS CIRCUITOS.............................................................................................. 12
Tabela 6.1. Seção Mínima dos Condutores ¹................................................................13
Tabela 6.2. Seção adequada para o número de Circuitos..........................................13
Tabela 6.3. Seção dos eletrodutos..................................................................................14
7. CONCLUSÃO.....................................................................................................................14
8. BIBLIOGRAFIA.................................................................................................................. 15

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: herick-talles-12 (hericktalles@gmail.com)
1. RESUMO

O presente trabalho tem como objetivo apresentar um projeto de


instalações elétricas prediais de uma residência, em conformidade com os
orgãos regulamentadores através da NBR 5444 e NBR 5410. Inicialmente, será
apresentado parcialmente o projeto constando apenas a Área de Serviço da
residência citada. Este projeto será apresentado como atividade avaliativa da
disciplina de Eletrotécnica Industrial do curso de Engenharia de Alimentos da
Universidade Federal de Goiás.

2. DADOS TÉCNICOS SOBRE O PROJETO

Toda projeto de instalação elétrica é na realidade uma representação


gráfica e escrita de toda a instalação, e deve conter no mínimo a seguinte
documentação técnica, segundo NBR 5410/04 em seu item 6.1.8.1.
O memorial de cálculo deve conter todos os principais cálculos e
dimensionamentos incluindo previsões de cargas, determinação da demanda
provável, dimensionamento de condutores, eletrodutos e dispositivos de
proteção.
O Memorial Descritivo descreve sucintamente o projeto incluindo os
dados e a documentação do projeto.
A Lista de Material é a descrição de todo material que será utilizado
nas instalações incluindo quantidades, valores e especificações técnicas.
A instalação deve ser dividida em tantos circuitos quantos
necessários, devendo cada circuito ser concebido de forma a poder ser
seccionado sem risco de realimentação inadvertida por meio de outro circuito.
A divisão da instalação em circuitos deve ser de modo a atender, entre outras,
às exigências da legislação.

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: herick-talles-12 (hericktalles@gmail.com)
Os pontos de tomada de cozinha, copas, copas-cozinhas, áreas de
serviço, lavanderias e locais análogos devem ser atendidos por circuitos
exclusivamente destinados à alimentação de tomadas desses locais.

2.1. Normas Técnicas para a Elaboração do Projeto Elétrico.

Todo projeto deve ser elaborado segundo alguns critérios e normas


técnicas vigentes e outras que se fizerem necessárias, a saber:
a) Acessibilidade
Os componentes e linhas elétricas devem ser dispostos de forma a
facilitar sua operação, inspeção, manutenção e acesso as suas conexões.
b) Flexibilidade
O projeto deve ter previsões para pequenos ajustes ou alterações
que se fizerem necessárias além de reserva de carga;
c) Confiabilidade
Um projeto deve garantir a usuários e patrimônio segurança e um
perfeito funcionamento das instalações elétricas obedecendo às normas
técnicas vigentes, a saber:
• NBR 5444/89 – Símbolos gráficos para instalações prediais;
• NBR 5410/2004 – Instalações elétricas de baixa tensão;
• Norma especifica aplicável da concessionária local onde se situa a
edificação ou empreendimento.

2.2. Previsão de Cargas da Instalação Elétrica


Cada aparelho ou dispositivo elétrico (lâmpadas, aparelhos de
aquecimento d’água, eletrodomésticos, motores para máquinas diversas, etc.)
solicita da rede uma determinada potência. O objetivo da previsão de cargasé
a determinação de todos os pontos de utilização de energia elétrica (pontos de
consumo ou cargas) que farão parte da instalação. Nesta etapa são definidas
a potência, a quantidade e a localização de todos os pontos de consumo de
energia elétrica da instalação.
a. Os equipamentos de utilização de uma instalação
podem ser alimentados diretamente (elevadores,
motores), através de tomadas de corrente de uso
especifico (TUEs) ou através de tomadas de corrente
de uso não específico (tomadas de uso geral, TUGs);
b. A carga a considerar para um equipamento de
utilização é a sua potência nominal absorvida, dada
pelo fabricante ou calculada a partir de V x I x fator de

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: herick-talles-12 (hericktalles@gmail.com)
potência (quando for o caso –motores) – nos casos
em que for dada a potência nominal fornecida pelo
equipamento (potência de saída), e não a absorvida,
devem ser considerados o rendimento e o fator de
potência.
c. Iluminação: Critérios para a determinação da
quantidade mínima de pontos de luz:
>=1 ponto de luz no teto para cada recinto, comandado por
interruptor de parede;
Arandelas no banheiro devem ter distância mínima de 60cm do
boxe;
Critérios para a determinação da potência mínima de iluminação:
Para recintos com área <6m², atribuir um mínimo de 100W;
Para recintos com área > 6m², atribuir um mínimo de 100W para
os primeiros 6m², acrescidos de 60W para cada aumento de 4m²
inteiros;
d. Tomadas: Critérios para a determinação da qantidade
mínima de TUGs:
Recintos com área <6m² –no mínimo 1 tomada;
Recintos com área > 6m² –no mínimo 1 tomada para cada 5m ou
fração de perímetro, espaçadas tão uniformemente quanto
possível;
Cozinhas e copas –1 tomada para cada 3,5m ou fração de
perímetro, independente da área; acima de bancadas com
largura > 30cm prever no mínimo 1 tomada;
Banheiros –no mínimo 1 tomada junto ao lavatório, a uma
distância mínima de 60cm do boxe, independentemente da área;
Subsolos, varandas, garagens, sótãos –no mínimo 1 tomada,
independentemente da área;
e. Critérios para a determinação da potência mínima de
TUGs:
Banheiros, cozinhas, copas, áreas de serviço, lavanderias e
assemelhados –atribuir 600W por tomada, para as 3 primeiras
tomadas e 100W para cada uma das demais;
Subsolos, varandas, garagens, sótãos –atribuir 1000W;
Demais recintos –atribuir 100W por tomada;
f. Critérios para a determinação da quantidade mínima
de TUEs:

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: herick-talles-12 (hericktalles@gmail.com)
A quantidade de TUEs é estabelecida de acordo com o número
de aparelhos de utilização, devendo ser instaladas a no máximo
1.5m do local previsto para o equipamento a ser alimentado;
g. Critérios para a determinação da potência de TUEs:
Atribuir para cada TUE a potência nominal do equipamento a ser
alimentado.

3. LEVANTAMENTO DA CARGA INSTALADA

O levantamento das cargas é feito levando em cosideração todos os


pontos de consumo da residência, como pontos de iluminação,
eletrodomésticos e eletroeletrônicos assim como as TUG’s, que são as
tomadas de uso geral.
Na tabela 3.1. foi feito o levantamento das cargas de acordo com os
dados do exercício.

Tabela 3.1. Carga Instalada.


nº do 1 2 3 4
Circuito
Designação Iluminação TUE's TUG's TUE’S
Descrição Potência Descriçao Potência Descrição Potência Descrição Potência
Área de Luz Inc Teto 100VA Máq Lavar 600VA AS 1 200VA Ferro de 1500 VA
Serviço passar
AS 2 200VA
AS 3 200VA
Total 100VA 600VA 600VA 1500VA
Fonte: Dados oferecidos.

4. PLANTA BAIXA DAS INSTALAÇÕES

Após o levantamento das cargas foi projetada a Planta Baixa das


Instalações Internas das Unidades Consumidoras. Na planda baixa (Figura
4.1.) foram definida as posições dos pontos de tomada, de iluminação e do
quadro de distribuição, além do percurso e identificação dos circuitos.

Figura 4.1. Planta Baixa das Instalações.

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: herick-talles-12 (hericktalles@gmail.com)
6
1
7
2
5
4
3
Para a elaboração desse projeto, tivemos como base apenas
a Área de Serviço, como descrito na figura 4.2..

Figura 4.2. Planta Baixa da Área de Serviço.

De acordo com a NBR 5444


1 – Interruptor da luz incandescente no teto;

2 – Tomada de luz a meio a altura para ferro de passar, 1500VA;

3, 4 e 5 – Tomada de luz a meio a altura para uso geral, 200VA;

6 – Tomada de luz a meio a altura para máquina de lavar, 600VA;

7 - Ponto de luz incandescente no teto com potência de 100 VA.

5. LEVANTAMENTO DA POTÊNCIA TOTAL

5.1. Fator de Potência e Demanda

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: herick-talles-12 (hericktalles@gmail.com)
Por definição, o fator de potência é um número adimensional entre 0
e 1. Quando o fator de potência é igual a zero (0), o fluxo de energia é
inteiramente reativo, e a energia armazenada é devolvida totalmente à fonte em
cada ciclo. Quando o fator de potência é 1, toda a energia fornecida pela fonte
é consumida pela carga. E definido pela razão da potência real ou potência
ativa pela potência total ou potência aparente.

No Brasil, a Agência Nacional de Energia Elétrica -


ANEEL estabelece que o fator de potência nas unidades consumidoras deve
ser superior a 0,92 capacitivo durante 6 horas da madrugada e 0,92 indutivo
durante as outras 18 horas do dia. Esse limite é determinado pelo Artigo nº 95
da Resolução ANEEL nº414 de 09 de setembro de 2010, e quem descumpre
está sujeito a uma espécie de multa que leva em conta o fator de potência
medido e a energia consumida ao longo de um mês.

A mesma resolução estabelece que a exigência de medição do fator


de potência pelas concessionárias é obrigatória para unidades consumidoras
de alta tensão (supridas com mais de 1000 V) e facultativa para unidades
consumidoras de baixa tensão (abaixo de 1000 V, como residências em geral).
A cobrança em baixa tensão, na prática, raramente ocorre, pois o fator de
potência deste tipo de unidade consumidora geralmente está acima de 0,92.
Não compensa, pois demanda a instalação de medidores de energia reativa.

Fator de demanda representa uma porcentagem do quanto das


potências previstas serão utilizadas simultaneamente no momento de maior
solicitação da instalação. Isto é feito para não superdimensionar os
componentes dos circuitos de distribuição.

Já fatores de demandas podem ser obtidos de acordo comas


tabelas 5.2.1. e 5.2.2. abaixo.

Tabela 5.1.1. Fatores de Demanda Iluminação e TGU’s

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: herick-talles-12 (hericktalles@gmail.com)
Tabela 5.1.2. Fatores de Demanda da TUE’s

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: herick-talles-12 (hericktalles@gmail.com)
5.2. Cálculo da Corrente

Para o cálculo das correntes, será considerado a tensão de 220V. A


corrente pode ser calculada através da razão entre a Potência (P) e a Tensão
(U).

Dessa maneira temos os seguintes cálculos:

Iluminação: I = 100/220 = 0,45 A

Tomadas Gerais: I=600/220 = 2,7 A

Tomada para ferro: I=1500/220 = 6,8 A

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: herick-talles-12 (hericktalles@gmail.com)
Tomada para Máq lavar: I=600/220 = 2,7 A

5.3. Cálculo da Potência Total

Para esse cálculo usa-se fator de potência 1 para Iluminação e


TUE’s e 0,8 para TGU’s.

Dessa maneira temos:

Fator de Potência: Iluminação e TUE’s = 1 , Tomadas em geral = 0,8.

Iluminação: 100VA*1 = 100W

Tomadas Gerais: 600VA*0,8 = 480W

Tomada para Ferro: 1500*0,8 = 1200W

Tomada para Máq Lavar: 600*0,8 = 480W

Potência Total Iluminação e TGU’s = 580W

Potência Total TUE’s = 1680W

Em seguida utilizaremos os fator de Demanda igual a 1 para os


circuitos de uso específico, como descrito na tabela 5.1.2.. Já para as tomadas
de uso geral e iluminação utilizaremos os seguintes fatores de potência de
acordo com a tabela 5.1.1, 0,86 para Iluminação e TGU’s.

Fator de Demanda:

Iluminação e TGU’s: 580W*0,86 = 498,8W

TUE’s: 1680W*1 = 1680W

Total: 2178,8W

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: herick-talles-12 (hericktalles@gmail.com)
Esse valor é dividido pelo fator de potência médio, 0,95, onde
obtemos a potência total no circuito de distribuição.

2178,8W/0,95 = 2293,47VA.

5.4 Cálculo da Corrente da Àrea de Serviço

Dada a fórmula no íten subitem 5.2 temos:

Corrente Total: I=2293,47VA/220V = 10,42 A.

6. FIAÇÃO DOS CIRCUITOS

Segundo a NBR 5410/04 em seu item 6.2.3.4 – pag.89, os


condutores com isolação de PVC devem ser resistentes à chama. Seguinda a
Tabela 6.1. é possível definiro o tipo de condutor a ser utilizado.

Tabela 6.1. Seção Mínima dos Condutores ¹

Fonte: NBR 5410 Tabela 47

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: herick-talles-12 (hericktalles@gmail.com)
Para a fiação de todos os circuitos foi utilizado o condutor de Cobre,
com 1,5 mm² de seção mínima com proteçaão de PVC de 2,5mm² (seção total),
o qual atenderia, pois a bitola do condutor está além da mínima requerida pela
norma NBR 5410 de acordo com a tabela 6.1.. De acordo com a tabela 6.2 é
possível observar que que o disjuntor será de 10 A. Este valor leva em
consideração apenas os cálculos obtidos na Área de Serviço.

Tabela 6.2. Seção adequada para o número de Circuitos.

Todas as tomadas de uso geral (TUG’s), seguem o padrão


obrigatório estipulado pela norma NBR 5410 fixadas nas paredes em caixas de
“PVC - 4 x 2” alimentadas diretamente do quadro de distribuição.

Para a iluminação e para as TUG’s foram utilizados eletrodutos para


três circuitos, para a TUE’s foi utilizado outro eletroduto para os dois circuitos.

Para a escolha do eletrodutos, deve-se levar em consideração a


seção total ocupada pelos fios, que não pode passar de 40% da seção do
eletroduto. Esses valores podem ser obtidos na tabela 6.3.

Para os eletrodutos utilizados na com 3 condutores temos o


eletroduto de 16mm, levando em consideraçao a seção do condutor de
1,5mm². Também para as TUG’s, com três condutores de 1,5mm², temos que
as 3 TUG’s com 3 condutores cada, logo temos 9 condutores totalizando 13,5
mm² o que faz necessário eletrodutos de 40mm de tamanho nominal.

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: herick-talles-12 (hericktalles@gmail.com)
Para os eletrodutos das TUE’s, considerando eletroduto para 6
condutores de 1,5mm² temos 32mm do eletroduto.

Tabela 6.3. Seção dos eletrodutos

7. CONCLUSÃO

Foram levantadas todas as informações necessárias para a


instalação eletrica da área de serviço de uma residência. Alguns fatores não
puderam ser calculados, como a potência total da residência que definiria em
qual categoria consumidora a residência se enquadraria.

O levantamento de materiais a serem utilizados também não foi


possível devido a falta da medidas da planta baixa.

8. BIBLIOGRAFIA

AGENCIA NACIOAL DE ENERGIA ELÉTRICA – ANEEL – Resolução


Normativa nº 414 de 9 de Setembro de 2010.

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: herick-talles-12 (hericktalles@gmail.com)
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, NBR 5410: Instalações
elétricas de Baixa Tensão. 2ª Ed. Rio de Janeiro, 2004.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, NBR 5444: Simbolos


Gráficos para instalações Elétricas Prediais.. Rio de Janeiro, 1989.

CENTRO DE TECNOLOGIAS DO GÁS, Apostila de instalações elétricas


prediais. Natal/RN: CTGÁS, 2007.

CEMIG – Manual de Instalações Elétricas Prediais. Belo Horizonte (MG), 2003.

Document shared on www.docsity.com


Downloaded by: herick-talles-12 (hericktalles@gmail.com)

Você também pode gostar