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Artigo Inédito

Distalizador “Jones Jig”: Um Método Alternativo


para a Distalização de Molares Superiores
The “Jones Jig” Appliance:
An Alternative to Distalize Upper Molars

Resumo de controle de ancoragem, torna-se im-


Durante muitas décadas a distaliza- perativo recorrer ao aparelho extrabucal,
ção efetiva dos molares superiores per- cabendo ao ortodontista esgotar os re-
manentes foi praticada quase que exclu- cursos de motivação do paciente para
sivamente por meio da utilização de for- desfrutar de todos os efeitos deste apa-
Omar Gabriel da
ça extrabucal. Hoje em dia, inúmeros relho, ainda insuperável na clínica or-
Silva Filho dispositivos que colocam em cena a pos- todôntica. Por outro lado, o crescimento
sibilidade de distalizar os molares com facial prega restrições ao uso da anco-
ancoragem intrabucal ganham relevân- ragem extrabucal para distalização dos
cia para driblar a falta de cooperação do molares em padrão facial Classe I.
paciente. Um deles é o distalizador Ciente das características mecânicas
“Jones Jig” – objeto de estudo do presente e efeitos tão distintos destes dois apare-
trabalho. lhos, o aparelho extrabucal e o distali-
O distalizador “Jones Jig” surgiu como zador “Jones Jig”, o ortodontista deve
alternativa para distalização de mola- guiar-se pelo bom senso para optar por
res, e são nos casos de pequenas distali- aquele que melhor preencha os requisi-
zações que ele encontra sua indicação tos biomecânicos e de cooperação de
mais precisa, principalmente com apli- cada paciente para a finalização ideali-
cação unilateral. Há sólidas razões para zada.
acreditar que, pelas suas características
mecânicas, ele não é capaz de superar INTRODUÇÃO
os efeitos produzidos pelo aparelho ex- O aparelho extrabucal idealizado por
trabucal. Em situações onde se faz ne- Kloehn, nos idos de 1940, ainda consti-
cessário alterações ortopédicas na ma- tui um dos recursos terapêuticos utiliza-
xila, grandes distalizações com movi- dos de rotina para ancoragem, distaliza-
mento de translação dos molares e gran- ção de molares e produção de altera-

Omar Gabriel da Silva Filho *


Elaine Saltão Rufino Artuso **
Unitermos: Arlete de Oliveira Cavassan *
Má oclusão; Leopoldino Capelozza Filho ***
Distalização dos
*
Ortodontistas do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo
molares superiores;
(HRAC-USP), Bauru-SP.
Molas de Níquel e **
Aluna do Curso de Especialização em Ortodontia da Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades
Titânio; Aparelho Craniofaciais - FUNCRAF, Bauru-SP.
***
Professor Assistente Doutor da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (FOB-
“Jones Jig”.
USP) e Responsável pelo Setor de Ortodontia do HRAC-USP.

R Dental Press Ortodon Ortop Facial, Maringá, v. 5, n. 4, p. 18-26, jul./ago. 2000 18


A B
FIGURA 1 – Desenho esquemático do distalizador “Jones Jig”: A) unidade de ancoragem (botão de Nance adaptado aos segundos
pré-molares) e B) elemento ativo (mola de níquel e titânio e cursor deslizante adaptados por vestibular).

ções ortopédicas na maxila, com ex- timos anos aparelhos alternativos numa unidade de ancoragem
celentes resultados há muito tempo com o objetivo de distalização dos dentomuco-suportada, apoiada nos
enfatizados na literatura1,2,22,30. O apa- molares superiores, priorizando a an- pré-molares, e numa unidade ativa,
relho extrabucal apresenta versatili- coragem intrabucal3-7,9-18,20,21,23-26,28. contendo uma mola de Níquel e
dade suficiente, do ponto de vista clí- Os aparelhos de ancoragem intra- Titânio de secção aberta 21 (fig. 1).
nico, para permitir a distalização uni- bucal exibem um mecanismo de ação A unidade de ancoragem, com fi-
lateral ou bilateral dos molares per- bem diferente do aparelho extrabu- nalidade de resistir à reação da for-
manentes, com total controle sobre o cal até então usado à exaustão. Qua- ça distalizadora ou mantê-la den-
centro de rotação e sobre o compo- se sempre são fixos, e usam forças su- tro de limites clínicos toleráveis, é
nente vertical dos molares, através do aves, porém contínuas, liberadas por formada por um botão de Nance
ajuste da linha de ação da força e do molas super-elásticas de níquel e unido preferencialmente aos segun-
tipo de tração aplicada, respectiva- titânio4,7,9,10,14,21, fios super-elásticos de dos pré-molares. Um fio de aço
mente1,19. Além do efeito ortodôntico níquel e titânio23, magnetos3, 4, 9, 13, 15, 18, .036’’ une as bandas e o apoio de
de distalização dos molares, o uso do e helicóides e alças confeccionados resina acrílica.
aparelho extrabucal durante a fase com fios de TMA5, 6, 12, 17 ou de aço ino- A unidade ativa compreende uma
ativa de crescimento facial traz alte- xidável20, 25, 26. Observamos que estes mola de Níquel e Titânio de secção
rações ortopédicas importantes de ini- aparelhos têm sido apresentados aos aberta e um cursor deslizante, encai-
bição parcial do deslocamento ante- ortodontistas com o apelo de, pelo xados em um fio de aço de .030”. A
rior da maxila2, o que pode ser dese- menos em tese, obter a movimenta- extremidade distal deste fio de aço é
jável em um paciente com um padrão ção desejada dos molares sem a ne- bifurcada para ser adaptada simul-
facial de Classe II, principalmente cessidade de colaboração do pacien- taneamente nos acessórios retangu-
diante de um componente de progna- te. Dentro deste princípio, o distali- lar e redondo do tubo duplo do pri-
tismo maxilar. zador “Jones Jig” 10, 21 representa um meiro molar permanente. Esta par-
No entanto, a eficiência do apa- dos benefícios que a contemporanei- ticularidade tem a intenção de con-
relho extrabucal está intimamente as- dade vem trazendo à distalização dos trolar o centro de rotação dos mola-
sociada à persistente cooperação do molares. res durante a sua distalização. O
paciente, em virtude deste aparelho O objetivo do presente estudo é aparelho é ativado quando o cursor
ser removível, de impacto estético ne- dar contribuição ao debate das van- deslizante é puxado em direção ao
gativo, e por apresentar elementos tagens e desvantagens do distaliza- molar por meio de um fio de
externos. Ao mesmo tempo que a tra- dor “Jones Jig”, tomando como refe- amarrilho que parte do pré-molar de
ção extrabucal desempenha um papel rência o aparelho extrabucal. ancoragem (fig. 1). A distalização do
positivo sobre a mecanoterapia, por cursor deslizante comprime a mola
transferir a força reativa para fora da Descrição do Aparelho “Jones de Níquel e Titânio que passa, en-
cavidade bucal, há o lado negativo Jig” e Considerações Mecânicas tão, a liberar uma força de natureza
da intolerância por alguns pacientes. O distalizador “Jones Jig” foi pro- contínua. Estima-se que a força ne-
Em virtude da total dependência da jetado no intento de distalizar mo- cessária para distalização do molar
cooperação e aceitação do paciente, lares superiores com ancoragem in- deve aproximar-se de 50g. A ativa-
é que surgiram no mercado nestes úl- trabucal e intramaxilar. Consiste ção da mola deve ser feita em inter-

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A B

C D

E F
FIGURA 2 – Má oclusão classe I com apinhamento na região do canino superior direito. A relação sagital de 1/4 de classe II do lado
direito está contribuindo para a mesio-infra-vestibulo oclusão do dente 13.

valos de 4 a 8 semanas. ancoragem intrabucal e intramaxilar, tro de resistência dos molares1,19. Isto
A principal vantagem deste apa- e, principalmente por isto, é muito significa que o movimento predomi-
relho é independer da colaboração do bem aceito pelos pacientes. Visto, po- nante do molar, produzido pelo “Jones
paciente para promover a distaliza- rém, pela ótica da mecânica, ele não Jig”, é de inclinação e não de
ção dos molares. As figuras 2 a 6 ilus- é capaz de controlar efetivamente o translação, o que é indesejável por ser
tram o efeito distalizador do “Jones centro de rotação do molar durante a menos estável. Há também outro fa-
Jig” para correção de uma má oclu- distalização, o que é facilmente tor limitante de caráter mecânico: a
são com relação dentária de Classe II contornável com a tração extrabucal, ancoragem é intrabucal, ou seja, a re-
unilateral. O aparelho libera força através da inclinação do braço exter- ação da força liberada está dentro da
suave, de natureza contínua, e com no do arco facial em relação ao cen- boca, criando um efeito indesejá-

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TABELA 1
Síntese da ancoragem intrabucal disponível na literatura para distalização dos molares,
abrindo novas perspectivas para a mecanoterapia.
Autor Ano Aparelho Ancoragem Força Ativação Distalização
x 1 mês
GHAFARI11 1985 Mola de niti Ap. de Nance Mensal 1.5 mm
GIANELLY et al. 1988 Magnetos Ap. de Nance 220/225g 2/2 semanas 0.5 - 2.5mm
(início)
GIANELLY et al. 1989 Magnetos Ap. de Nance 2/2 semanas 0.5 - 2.5 mm
GIANELLY et al. 1991 Mola de niti Ap. de Nance 100 g Mensal 1 - 1.5 mm
ITOH et al. 1991 Magnetos Ap. de Nance 8 oz 2/2 semanas 3.5 mm
JECKEL, RAKOSI 1991 Mola Splint Maxilar 2N (início) 1vez em 2 mm
distalizadora Removível 5-6N 5 meses
BONDEMARK, KUROL 1992 Magnetos Ap. de Nance 220g (início) 3/3 semanas 1 mm
-60g
HILGERS 1992 Pêndulo Ap. de Nance 3/3 semanas 1 mm
JONES, WHITE 1992 Jones Jig Ap. de Nance 70-75g Mensal
LOCATELLI et al. 1992 Fio niti Ap. de Nance 100g Constante 1 – 2 mm
super elástico elástico cl II
REINER 1992 Mola Espiral Ap. de Nance 150g 2/2 semanas 1 mm
+ Bihélice + Bihélice
MUSE et al. 1993 Wilson rapid Elástico de 2-6 ounce Mensal 0.5 mm
molar distaliz. classe II
BONDEMARK et al. 1994 Mola de niti Ap. de Nance 225g-100g Mensal 0.5 mm
x magnetos 225g-100g Mensal 0.35 mm
FREITAS et al. 1995 Jones Jig Ap. de Nance 70-75 g Mensal 0.5 - 1 mm
GREENFIELD 1995 Pistão Ap. de Nance 1.5-2 oz 2/2 meses 1 mm
CARANO, TESTA 1996 Distal Jet Ap. de Nance 150-200 g Mensal 0.5 - 1 mm
GHOSH, NANDA 1996 Pêndulo Ap. de nance Mensal 0.5 mm
BYLOFF, DARENDELIER 1997 Pêndulo Ap. de nance 200-250g 2/2meses 1 mm
BYLOFF et al.
EVERDI et al. 1997 Magnetos x Ap. de Nance 225 g Semanal 1 mm
mola de niti Ap. de Nance 225 g Mensal 1.5 mm

vel de inclinação para frente da Nance. A exceção vai para os apare- intermaxilar ainda tem o inconveni-
unidade de ancoragem 28. Em suma, lhos removíveis com molas para dis- ente de acarretar compensações no
a perda de ancoragem lhe é indis- talização dos molares, preconizados arco dentário inferior.
sociável. por CETLIN, HOEVE (1983) 8 e A ancoragem dentomuco-suporta-
JECKEL, RAKOSI (1991)20, com pres- da difere pouco entre os vários dis-
Distalização dos Molares com crição de pelo menos 18 horas diá- positivos intrabucais fixos criados
Ancoragem Intrabucal: Revi- rias de uso, e no uso de elásticos de para a distalização dos molares. A
são de Literatura Classe II preconizado por MUSE et al. parte ativa, com grande diversifica-
Muitos ortodontistas têm explo- (1993) 25 para ativar a distalização ção, é que caracteriza cada um des-
rado um método alternativo para a dos molares com o aparelho de dis- tes aparelhos. Pela seqüência crono-
distalização dos molares no afã de talização de WILSON 31 (1978). Na lógica, os magnetos repelentes povo-
eliminar a principal variável deter- nossa opinião, não existe nenhuma aram as primeiras publicações perti-
minante da eficiência do aparelho vantagem na indicação desses apa- nentes 3,4,9,13,15,18,24 , uma vez que os
extrabucal – a cooperação do pacien- relhos removíveis já que mostram magnetos foram introduzidos como
te. A tabela 1 resume os dispositivos todas as desvantagens da ancora- um sistema de força viável em orto-
publicados na literatura com esta fi- gem intrabucal, acrescidas da neces- dontia antes das molas super-elásti-
nalidade. A grande maioria desses sidade de colaboração do paciente, cas. Sem sombra de dúvida, os mag-
aparelhos têm em comum a ancora- principal desvantagem da ancora- netos têm se mostrado efetivos na
gem intrabucal, intramaxilar, dento- gem extrabucal. Com relação ao uso distalização dos molares, inclusive
muco-suportada e fixa – o botão de do elástico de Classe II, a ancoragem com relatos de distalização simultâ-

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C D
FIGURA 3 – Distalizador “Jones Jig” instalado para distalizar o dente 16. As fotografias reiteram que distalização do molar e
ancoragem intrabucal não são incompatíveis e reforça a convicção de que a distalização unilateral é o efeito mais eficaz do aparelho
“Jones Jig”.

nea dos primeiros e segundos mola- e BYLOFF, DARENDELILER (1997)5; aplicadas com o mesmo objetivo sem,
res3, 4. Mas o fato é que a movimenta- BYLOFF et al. (1997) 6 usa também no entanto, fazerem parte do apare-
ção não ocorre com a mesma eficiên- como ancoragem um botão de Nance lho Jones Jig. Como exemplo na litera-
cia alcançada com a ancoragem ex- modificado, de onde parte o elemento tura temos a mola de Níquel e Titânio
trabucal. GIANELLY et al. (1989)15, por ativo. A parte responsável pela dista- usada por GIANELLY et al. (1991) 14;
exemplo, atribuiram 80% do efeito do lização dos molares consiste em alças LOC ATELLI et al. (1992) 23 ;
aparelho em distalização dos molares, e helicóides confeccionados em fio BONDEMARK et al. (1994)4 e EVERDI
com apenas 20% de perda de ancora- TMA de .032’’, que libera força suave et al. (1997)9.
gem. Já ITOH et al. (1991)18 encontra- e contínua quando adaptados ao tubo Uma versão do distalizador “Jones
ram de 30% a 50% de perda de anco- palatino dos molares. Pelo menos do Jig”, com a parte ativa ajustada por
ragem. Afora todas as desvantagens ponto de vista teórico, é um aparelho lingual, no tubo palatino do molar,
mecânicas encontradas em todos os mecanicamente mais versátil do que recebeu o nome de “Distal Jet”7. Uma
aparelhos intrabucais para distaliza- os demais da mesma categoria, já que suposta vantagem clínica em relação
ção de molares, como a comprovada permite um melhor controle do centro ao aparelho “Jones Jig” refere-se à pos-
ausência de controle do centro de ro- de rotação durante a movimentação sibilidade de mecânica vestibular si-
tação durante a distalização dos mo- do molar, além do controle vertical e multânea. E por falar em mecânica
lares 3,4, os magnetos exibem alguns ajustes rotacionais. distalizadora por vestibular e lingual,
inconvenientes inerentes: alto custo, Embora o distalizador “Jones Jig” GREENFIELD (1995)16 adaptou mo-
dificuldade de obtenção, volume use uma mola de Níquel e Titânio las por vestibular e lingual, num dis-
intrabucal aumentado. como elemento gerador da força para positivo especialmente elaborado
O aparelho tipo pêndulo, descrito a distalização do molar, como bem para tal, recebendo o nome de “apa-
inicialmente por HILGERS (1992)17, e mostrado nas figuras 1 e 3, essas mo- relho pistão fixo”, para corrigir a re-
seguido por GHOSH, NANDA (1996)12 las super elásticas também podem ser lação dentária de Classe II com maior

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FIGURA 4 – Uma vez distalizado o molar, a ancoragem torna-se fundamental para preservar o ganho de espaço durante a distaliza-
ção dos pré-molares e caninos. A ancoragem aqui foi garantida pela barra transpalatina e pela inclusão do dente 17.

controle rotacional durante a movi- profissional e no manuseio pelo pa- ao centro de resistência do molar, atra-
mentação. ciente; vés da inclinação do braço externo do
2 - Número reduzido de bandas e arco facial;
Paralelo Acadêmico entre o de procedimentos clínicos operacio- 5 - Controle vertical da movimen-
Aparelho Extrabucal e o Dista- nais; tação do molar através da seleção do
lizador “Jones Jig” 3 - Ancoragem extrabucal. A rea- tipo de tração, se alta, média ou baixa;
ção à força está fora da boca; 6 - Controle transversal da movi-
- Vantagens do Aparelho 4 - Controle do centro de rotação mentação do molar através dos ajus-
Extrabucal durante a distalização dos molares, re- tes do arco interno;
1 - Simplicidade na instalação pelo lacionando a linha de ação de força 7 - Versatilidade para distalização

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FIGURA 5 – Nivelamento superior após a distalização do segmento superior direito.

unilateral e bilateral; no tocante ao número de horas de 2 - Usa bandas de pré-molares;


8 - Versatilidade para distaliza- uso; bandas, estas, menos freqüentes em
ção de pré-molares na ausência dos 2 - Por ser intrabucal, é estético, estoques convencionais;
molares27, 29; não trazendo impacto anti-social; 3 - Ancoragem insuficiente para
9 - Possibilidade de efeito ortopé- 3 - Boa aceitação do paciente; distalizações simétricas. É possível
dico se aplicado em fase de crescimen- 4 - Distaliza molares com força su- usar um recurso clínico para superar
to facial, com restrição parcial do des- ave, de natureza contínua – caracte- este inconveniente: a distalização
locamento anterior da maxila. rísticas das ligas de Níquel e Titânio; unilateral de cada vez;
5 - Força compatível com custos 4 - Impossibilidade de controle do
- Desvantagens do Aparelho biológicos reduzidos: forças de mag- centro de rotação durante a distali-
Extrabucal nitude suave; zação dos molares. Embora o dispo-
1 - Impacto anti-social; 6 - Menor sensibilidade e mobili- sitivo de furca da unidade ativa te-
2 - Depende exclusivamente da dade dos molares durante a distali- nha a intenção de favorecer o movi-
colaboração do paciente; zação; mento de corpo, isto só acontece no
3 - Efeito ortopédico. Ele passa a 7 - Eficiência nas pequenas dis- início da distalização. Por isso, é
ser desvantagem nos padrões faciais talizações, sobretudo nas unilaterais. mais fácil conseguir movimento de
Classe I, quando aplicado em fase de translação nas pequenas distaliza-
crescimento. Desvantagens do Distalizador ções.
“Jones Jig” 5 - Não promove efeito ortopédi-
- Vantagens do Distalizador 1 - Número maior de procedi- co. Esta característica só é desvanta-
“Jones Jig” mentos clínicos para a sua instala- gem nas más oclusões com padrões
1 - Por ser fixo, independe total- ção, na confecção da unidade de faciais de Classe II;
mente da colaboração do paciente, ancoragem; 6 - Dificulta a higienização.

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A B

D E
FIGURA 6 - Oclusão normal pós-tratamento.

Abstract
For many years, distalization of the extraoral appliance. In situations is concerned.
the upper molars has been possible where maxillary orthopedic alter- Therefore, orthodontists should
only with the extraoral appliance. ations, great molar distalization and always be aware of the effects of dif-
Nowadays, new devices that need no great anchorage control are needed, ferent appliances so that their indi-
patient cooperation are available, it is imperative that the extraoral ap- cation is as adequate as possible.
such as the “Jones Jig”. pliance should be the first choice. On
The “Jones Jig” is indicated for the other hand, there are some re-
small distalizations, mainly unilat- strictions as for the use of the Key-words: Malloclusion; Maxil-
eral. It is clear that this device is not extraoral appliance in Class I pa- lary molar distal movement; “Jones
capable of overcoming the effect of tients, as far as craniofacial growth Jig” appliance.

R Dental Press Ortodon Ortop Facial, Maringá, v. 5, n. 4, p. 18-26, jul./ago. 2000 25


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Endereço para correspondência


Omar Gabriel da Silva Filho
Setor de Ortodontia do HRAC-USP
Rua Silvio Marchione, 3-20
17043-900 - Bauru - SP
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R Dental Press Ortodon Ortop Facial, Maringá, v. 5, n. 4, p. 18-26, jul./ago. 2000 26