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Textos de Wagner Borges

AMOR – O CRAQUE DOS CORAÇÕES (Jogando um Bolão com a Luz)


Aquilo de que são feitos os sentimentos é invisível, mas é o que impulsiona as realizações
e os relacionamentos no mundo visível.

E quem poderá explicar isso usando apenas os sentidos limitados do corpo?

Não, isso não é possível!

É preciso ir mais além, com outros sentidos... Para escutar, com compreensão, o que o
coração diz, sutilmente.

Essa atitude de escuta espiritual é fundamental para driblar as defesas do intelecto e fazer
golaços.

Só o amor vence a retranca da mente!

Ele é o craque que joga um bolão nos campos do coração.

E seus “passes” são lindos.

Nem precisa de refletores... pois ele brilha por si mesmo.

Ele é a luz!

(Esses escritos são dedicados às mulheres de caráter, que não se fiam na aparência
física, mas na qualidade de suas consciências e nos valores que norteiam suas vidas e
seus atos).

PS: Escrevi essas linhas dentro de um avião, no trajeto entre São Paulo e Curitiba, logo
após ver um mentor espiritual da Companhia do Amor* dando passes energéticos no
ambiente interno da nave.

Com aquele jeitão simples e amistoso, típico dos escritores espirituais desse grupo extra
físico, ele piscou o olho de forma matreira, sorriu e me disse, mentalmente:

“Rapaz, escreve algo legal sobre o amor. Algo curtinho, mas direto na veia. E, depois,
ofereça os escritos para as mulheres com conteúdo interno verdadeiro; aquelas que não
se baseiam somente na ilusão dos atributos físicos e na juventude, mas, sim, na qualidade
de seu caráter e no nível de seus pensamentos e sentimentos. E diga que foi o Papai do
Céu que autorizou o lance. Mais do que todos, Ele é que sabe das coisas que motivam os
corações e o amor que move cada ser.”

Então, escrevi essas linhas despretensiosas, por inspiração daquele amigo espiritual.

Tomara que as leitoras gostem (e o Papai do Céu também).


Paz e Luz.
Curitiba, 10 de março de 2008.

- Nota:

* A Companhia do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me


passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem
humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou
luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas
comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas
encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor.

Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.

Para mais detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver os livros "Companhia do Amor - A Turma
dos Poetas em Flor – Volumes 1 e 2" - Edição independente - Wagner Borges, e sua coluna no site do IPPB
(que é uma das seções mais visitadas no site): www.ippb.org.br

O AMOR AMADURECE?
Em se falando de amor, tudo pode acontecer.

Tem gente que confunde emoção com sentimento ou paixão com amor.

Pensando nisso, podemos perguntar o seguinte:

O AMOR AMADURECE?

Ou será que é o amante que evolui e cresce amando?

O amor é fogo brando que aquece a alma e ilumina o sentido de viver.

A paixão é fogo alto que torra o coração e lança as cinzas em torno da mente.

O amor maduro é profundo e sereno, não causa nenhuma turbulência; não incendeia a
alma; não cobra coisa alguma; não é louco; não doutrina; não reprime nunca. É quieto,
mas sua canção é ouvida pelas almas brilhantes.

Voltando ao assunto: O AMOR AMADURECE? E quando ele acontece, as pessoas o


reconhecem como amor?

Esse amor sereno não deseja nada, pois ele sabe o que fazer, justamente porque é sereno
e responsável.

A paixão acende a fogueira do desejo e isso leva as pessoas fatalmente na direção da


turbulência, pois se não se consegue o objeto do desejo, não há satisfação e, muito
menos, paz de espírito. Paixão lembra traição, ciúme, loucura e briga. A maioria das
pessoas que se dizem apaixonadas, na verdade, pelo ciúme que demonstram, são mais
detetives do que amantes.
É de se perguntar então: um amante ama o quê? A si mesmo? O seu prazer? O seu ego?

O amor real é complexo porque exige do amante que ele ame de outro jeito. Quer que ele
ame alguém, um ideal ou algo, mas sempre colocando como móvel da relação a condição
de despojamento necessária à verdadeira felicidade.

- Companhia do Amor* -

A Turma dos Poetas em Flor.

***

No inferno das relações humanas, pode-se saber quem ama e quem tem paixão. As
características diferenciais são:

Quem tem paixão:


* Tem sempre o espírito bronzeado, pois o fogo insensato queima-lhe a razão.

* Adora discutir.

* Queixa-se demais.

* Sempre diz que ama, mas não parece, pois tem sempre uma briga armada.

* Grita muito.

* Tem pavor de si mesmo, e é por isso que procura alguém para se apaixonar; precisa
dividir sua angústia com alguém.

Quem ama mesmo:


* Tem sempre a consciência brilhante, pois nada pede e, por isso, está sempre em paz.

* Tem os olhos brilhantes.

* O silêncio é seu amigo.

* Ama tranquilo, porque o amor é assim mesmo.

* O amor real não pode ser descrito; não é passível de ser explicado racionalmente; não
pode ser escrito em um quadro; não pode nem mesmo ser psicografado. Contudo, pode
ser sentido no íntimo de cada um, através de colóquios espirituais, em que os planos se
misturam. E esse amor jorra pelo ar saturando o próprio prana** com as cores de um
sentimento que ultrapassa corações, amantes, planos e dimensões e só para de volta no
coração do próprio amor em pessoa: O TODO!”
- Os Iniciados*** -
(Textos recebidos espiritualmente por Wagner Borges)

- Notas:

* A Companhia do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me


passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem
humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou
luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas
comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas
encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor.

Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.

Para mais detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver os livros "Companhia do Amor - A Turma
dos Poetas em Flor – Volumes 1 e 2" - Edição independente - Wagner Borges, e sua coluna no site do IPPB
(que é uma das seções mais visitadas no site): www.ippb.org.br

** Prana - do sânscrito - força vital; energia.

*** Os Iniciados - grupo extra físico de espíritos orientais que opera nos planos
invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga,
adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.

Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns


gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos
modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados
aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em
fazer o bem, sem olhar a quem.

RAMAKRISHNA – UMA HISTÓRIA DE AMOR


(Um Depoimento Extra físico Sobre o Mestre da Simplicidade)

A minha história com Rama Krishna* é um épico de amor. Pelo menos, para mim.

Eu sempre fui um sujeito soturno e complicado. Carregava uma grande amargura dentro
do coração, desde pequeno.

Eu não sabia os motivos disso, só sabia que era bem refratário a me abrir afetivamente
com alguém. Isso me entristecia, pois, no fundo, eu era igual a todo mundo e só queria
amar e ser amado.

Por causa dessa acidez emocional, eu padecia frequentemente de problemas gástricos. A


acidez do meu estômago era medonha, refletindo bem a minha complicação emocional.
Passei pela vida enclausurado numa carapaça psíquica que eu mesmo criei.

Posso dizer que, apesar de ser um sujeito taciturno e meio arredio, não fiz o mal para
ninguém. Mas fiz mal para mim mesmo.
Não amei nem deixei ninguém me amar. Enclausurei-me de tal maneira, que, mesmo que
desejasse, não poderia escapar das barreiras psíquicas que criei.

Vivi assim, trancado e ruminando minhas emoções.

Envelhecido precocemente, sem brilho e sem vontade de viver, fui definhando lentamente
numa autocomiseração humilhante. Sozinho e amargurado, entreguei-me nos braços da
morte, esperançoso de não mais existir e certo de que meu suplício terminaria na cova
escura da não existência.

Ledo engano meu! Vi-me fora do meu corpo, tão vivo quanto antes, raciocinando e
sentindo normalmente. E as malditas emoções não me largavam.

E o pior: eu continuava dentro de minha prisão psíquica. Estava fora do corpo e do mundo
dos homens, mas continuava prisioneiro da velha acidez emocional.

Para minha surpresa, passei a golfar frequentemente um líquido viscoso. Minha boca
ficava cheia de espuma ácida e isso me incomodava muito.

Para piorar meu quadro, quanto mais eu me irritava com aquilo, mais golfadas corrosivas
aconteciam. Não sei por quanto tempo fiquei nessas condições. Perdi-me dentro de mim
mesmo.

Por vezes, sentia que seres de luz tentavam me ajudar, mas eu fugia deles e me
embrenhava ainda mais em minha selva emocional interior. Eu não tinha como receber a
ajuda deles, pois me acostumara a não aceitar amor de ninguém. Continuava
impermeável aos sentimentos dos outros. Na verdade, nem eu mesmo me amava.

Fiquei assim por tempo indeterminado, gravitando em torno de emoções desencontradas


e golfando meus dramas no meio da espuma ácida.

Todavia, como eu saberia posteriormente, tudo tem seu tempo e há leis maiores
governando a existência dos homens, mesmo que eles não tenham noção disso.

Muitas causas geradas em vidas pregressas se desdobram em efeitos que se apresentam


na vida atual do espírito, como dificuldades psíquicas ou físicas.

O espírito é o mesmo, sempre! Mudam-se os corpos e os lugares, mas toda causa gera
seu efeito correspondente, e todo efeito busca sua causa.

Meus problemas emocionais tinham origem em atitudes nada recomendáveis, realizadas


em vidas anteriores. Tudo isso eu só saberia depois.

Porém, naquele momento terrível, ainda perdido, não sabia de nada disso e só me
arrastava nas fossas abissais do meu esgoto emocional.
Pois foi nesse momento que a figura de Rama Krishna entrou na rota de minha
existência. Ele surgiu num clarão de luz, repentinamente. Não sei como minhas barreiras
foram rompidas, mas ali estava ele, dentro do meu reduto psíquico.

Tentei expulsá-lo e xinguei-o violentamente. Contudo, além de ele não ligar, ainda me
abraçou e me encheu de luz.

Gritei, para dizer-lhe que eu não merecia o amor de ninguém e que não adiantaria nada
tentar me ajudar. No entanto, ele era impermeável à minha acidez e continuava abraçado
comigo.

Então, sem que eu compreendesse como, senti uma onda de serenidade e contentamento
me preenchendo completamente. Pela primeira vez, em tanto tempo, eu me senti íntegro
e feliz. Eu estava em casa e consciente de que havia um amor magnânimo permeando a
existência.

O abraço de Rama Krishna abriu as comportas do meu ser e as águas do amor universal
irrigaram o meu deserto afetivo. A cheia do amor me inundou de bem-aventurança!

Foi nesse momento crucial de minha existência que o mestre da simplicidade me libertou
da amargura. Apoiado nele, soltei-me da lama emocional e flutuei rumo à luz...

Lentamente, fui caindo num sono reparador. Mas ainda escutei ele me dizer:

“Meu filho, é hora de voltar para o Grande Coração. O que passou, passou! É hora de
voltar a sonhar e brincar. Recupere sua autoestima e seja muito feliz.”

Posteriormente, despertei num lugar extra físico muito aprazível. Ali, fui tratado com
respeito e carinho por amigos espirituais dedicados, que ajudaram em minha recuperação.
Foram eles que me contaram quem era Rama Krishna e a sorte que eu dera por ele ter
cruzado o meu caminho.

Com o tempo, senti-me bem e apto a ser útil em alguma coisa. Passei a ajudar a outros
espíritos que padeciam dos mesmos problemas que eu tivera.

A minha história com Rama Krishna é essa. Ele me libertou de mim mesmo. E me disse:
“Seja muito feliz!”

Ele transformou o meu deserto de dentro em pomar de luz. E as frutas dele são aquelas
da bem-aventurança.

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Salvador, 17 de janeiro de 2008).

- Nota: Colhi o depoimento desse espírito durante uma experiência fora do corpo**. Depois, quando voltei
ao físico, anotei rapidamente tudo o que ele me disse.
Seguindo uma orientação espiritual, estou preparando uma seleção de textos relativos à atividade de ajuda
invisível à humanidade patrocinada por Paramahamsa Rama Krishna e sua equipe de amparadores extra
físicos. Esse material será transformado em mais um livro e publicado oportunamente. Por isso, o plano
espiritual tem me facilitado a captação de ideias extra físicas a esse respeito.

- Notas:

* Paramahamsa Rama Krishna: mestre iogue que viveu na Índia do século XIX e que é considerado, até
hoje, um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma ideia de sua
influência espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia do século XX se referiram a ele com muito
respeito e admiração, dentre eles o Mahatma Gandhi, Paramahamsa Yogananda e Rabindranath Tagore.

** Experiência Fora do Corpo – ou Projeção da consciência – é a capacidade para psíquica - inerente a todas
as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.

Sinonímias: viagem astral – Ocultismo; projeção astral - Teosofia; projeção do corpo psíquico - Ordem
Rosa cruz; viagem da alma - Eckancar; desdobramento, desprendimento espiritual ou emancipação da alma
- Espiritismo; arrebatamento espiritual - autores cristãos.

A VISITA
- Por Clair Nery Cardoso -

Seu andar calmo e rosto plácido destoavam do movimento naquela hora. Era dezembro e
as pessoas, preocupadas com as compras de fim de ano, atropelavam-se na movimentada
rua do centro da cidade. Levou alguns encontrões de pedestres, que gostariam que ele
não estivesse em seu caminho, e buzinadas por ter o desplante de estar no meio da rua
quando o sinal abriu.

Aproximou-se de um mendigo e disse-lhe algumas palavras de consolo, recebeu um olhar


amável, que durou até ele perceber que não ganharia esmola. Ao afastar-se ouviu um
xingamento.

Entrou em uma loja e viu pessoas que, quanto mais abriam a carteira, mais fechavam
seus corações. Procuravam, talvez, compensar uma coisa com outra. Na seção de
televisores ficou um bom tempo assistindo às notícias de crimes brutais e guerras sem
sentido.

Foi a uma igreja escolhida ao acaso, poderia ser qualquer uma, ele não tinha religião.
Ficou parado na porta ouvindo as últimas palavras do culto que estava terminando. Em
seguida, notou, nas pessoas que saíam, a mesma irritação das que estavam fora. Havia
apenas uma diferença, estas últimas achavam que já haviam feito sua obrigação.

Saiu e voltou a andar na calçada. Do outro lado da rua percebeu alguém que andava
calmamente e sorria para ele. Aguardou até que atravessasse e deu um abraço no amigo.

- Esperava alguma mudança? – o outro perguntou.

- Sempre esperamos. Plantamos todas as sementes, mas, salvo algumas exceções,


infelizmente estão demorando a germinar.
- É verdade. Lembra dos outros lugares? Havia alguns onde o progresso exterior era
acompanhado por uma melhoria nos padrões éticos e de convívio, mas sempre existem
aqueles mais difíceis - terras áridas que demoram mais. Foi bem impressionante o
progresso dos últimos cem anos, mas ele perde força e até põe em risco o planeta se não
houver, em contrapartida, um crescimento interior.

- E a reunião, está preparada?

- Sim, mas pelo jeito o diagnóstico de todos os participantes será o mesmo da última
reunião, feita quando estes seres ainda se deslocavam em lombo de animais ou movidos
pelo vento. Ainda não estão preparados.

- É verdade. Eles não entenderam quase nada ainda.

- E sem esta compreensão fica muito difícil perceberem-se como fragmentos do Pai.
Criam religiões com complicados rituais, prendem-se a detalhes, brigam por eles e
esquecem o essencial.

- Mas, apesar de tudo, as sementes que deixamos são suficientes, o restante cabe a eles.

- Sim, vai demorar mais um tempo, mas eles chegarão lá.

- Os que foram para o Oriente estão prontos?

- Sim, já retornaram para a nave.

- Então vamos, Krishna?

- Já que me chama pelo nome que ganhei neste mundo, vamos Nazareno...

- Mais uma coisa, no próximo mundo que descermos em missão, que tal se você ficar
com a cruz e eu com as flechas?
Curitiba; verão de 2007.

- Nota de Wagner Borges: Clair Nery Cardoso mora em Curitiba e é nosso amigo há anos. É escritor
(coautor do livro de contos “Proibido Ler de Gravata”) e estudante de temas espirituais.

SOL DE AMOR – NAS MÃOS, NOS OLHOS E NO CORAÇÃO


É noite, amigo.

Mas não está escuro.

Há um sol aqui!

Bem no coração.

O poeta compreende.
Ele também é viajante...

Voa nas asas do amor.

E pega os versos no infinito.

Dá para ver longe...

Lá em cima, no Cruzeiro do Sul,

O rastro dos seus versos.

E um pedacinho do seu coração.

Mas quem vê é outro coração.

Aceso na noite, na forja do amor.

Como um sol secreto no meio do peito.

Que ilumina, mas não ofusca.

Ah, meu amigo, quem sente essa luz?

É noite, e está tudo tão claro!

Dá até para ver a tapeçaria sideral,

Dentro do próprio coração.

Sei que você compreende...

Pois essa luz também iluminou suas noites.

E fez você voar até o Cruzeiro do Sul,

Para pegar a elegia que vem de longe.

Sabe, eu sei o que você sentiu.

A luz me mostrou. Aqui mesmo.

Bem dentro do coração.


Onde o amor faz ver estrelas.

É noite, mas está tudo claro.

Por isso, escrevo. E você sabe por que.

Talvez o amor viaje junto com esses escritos...

E outros compreendam sua atmosfera sutil.

Sim, talvez outros voem até o Cruzeiro do Sul.

Certamente, em espírito. Deslizando na luz suave...

E, talvez vejam você e Pablo Neruda conversando,

Sobre a elegia que vem de longe...

Meu amigo, tudo está claro e sereno por aqui.

É noite, mas raiou a aurora dentro do meu coração.

E é amor demais para segurar a onda.

Por isso escrevo: para dar vazão a esse amor.

E você conhece muito bem essa praia.

Então, lembrei-me de você, para grafar essas linhas.

Escrevo com você nas mãos, nos olhos e no coração.

E pensando no Cruzeiro do Sul.

O amor que um dia mergulhou em seu coração,

Também mergulhou em mim.

E, agora, está tudo tão claro e calmo,

Nessa noite – que é manhã dentro do peito.


Com carinho e admiração, poetinha.

(Essas linhas são dedicadas a Vinicius de Moraes).

Paz e Luz.
São Paulo, 01 de março de 2008.

FLAMA ESPIRITUAL - SOL DE AMOR


(Quando a Luz Rosada Toca o Sol no Coração)

Por vezes, em momentos de nossas vidas, nos sentimos vazios e isolados da luz. Parece
que perdemos o rumo...

Em lugar de canções alegres, projetamos carradas de reclamações no perímetro de nossas


relações.

Ressecamos o solo de nossos corações com a chuva ácida de nossos dramas e confusões.

Não vemos mais o sol brilhando dentro de nós e, em seu lugar, nuvens escuras bloqueiam
a beleza da vida em nossos olhos. Parece que perdemos o rumo...

Contudo, além do que pensamos e sentimos, há uma luz maior em cada um de nós.

Quando as amarras do intelecto frio e das emoções desencontradas afrouxam sua


pressão, é possível ouvir o chamado dessa luz sutil.

Quando permitimos um momento de quietude interna e mergulhamos espiritualmente no


centro de nós mesmos, percebemos, entre os sentimentos verdadeiros, um oásis secreto,
cheio de recursos vitais. E, nele, encontramos a flama espiritual.

Ou, melhor dizendo, nos reencontramos.

Então, escutamos a luz cantar a música das esferas. E algo muda em nós!

Sentimos que somos muito mais do que imaginávamos.

Sentimos que somos parte do Todo, pois nada está fora d'Ele. Sentimos a força do Espírito
Supremo em nós!

Percebemos um amor incondicional interpenetrando a tudo e a todos.

Redescobrimos que somos estrelas na carne, espíritos imortais expressando-se na


natureza terrestre, interligados na mesma rede universal e plugados no coração do
infinito.
Tudo muda quando redescobrimos a nós mesmos. Reencontramos o caminho... E um
grande amor canta novamente a vida dentro de nós, e nos diz, sutilmente:

"Há uma luz que brilha mais do que bilhões de sóis juntos.

É a essência da alma. Essa é a luz que brilha em nossos corações."


PS:

Quando nós éramos crianças bem pequenas, sentíamos uma grande segurança e confiança quando nossos pais
seguravam em nossas mãos. Assim também é com o amor!

Quando percebemos que ele é um estado de consciência, em nós mesmos, nos sentimos seguros.

Por mais dificuldades que se apresentem em nossas jornadas, sabemos que há uma luz maior em nós.

Então, vamos fazer jus a esse amor. Vamos trilhar a senda da existência com ele sendo um sol em nossos corações.

Sejamos esse amor-sol... Sejamos essa trilha luminosa...

E, mesmo que ninguém entenda, sejamos felizes, só por existirmos.

Que essa trilha seja auspiciosa, como deve ser...

- Nota (escrita horas depois): Esses escritos foram feitos momentos antes do início de uma aula sobre as
experiências fora do corpo, para uma turma de Curitiba, que estava realizando a 3ª fase do curso. Na
sequência, o texto foi lido para o pessoal, durante uma prática de visualização criativa e bioenergética, num
clima psíquico maravilhoso, que deixou a todos os presentes cheios daquela atmosfera espiritual elevada e
amorosa.

Na verdade, o lance começou horas antes, enquanto eu ainda estava no apartamento da minha grande
amiga Janete, que me hospeda na cidade há muitos anos. Na parte da tarde, senti algumas repercussões
energéticas nos chacras (1) - típicas de lances de assistência espiritual em andamento, patrocinadas
invisivelmente por amparadores extra físicos (2).

No entanto, não consegui perceber claramente o que rolava. Continuei trabalhando no computador, pois
estava escrevendo um extenso artigo e revisando alguns textos para um novo livro.

Um pouco antes de sair para o lugar onde o curso está sendo realizado, sentei-me na sala do apartamento e
coloquei para tocar um belo CD da banda alemã Tangerine Dream (3).

A Janete também estava sentada na sala, num sofá em frente, bordando um cobertor. Enquanto ela
terminava seu trabalho, eu fechei os olhos e prestei atenção à música, curtindo aquela maravilha sonora.

Então, repentinamente, eclodiu um intenso clarão de luz rosada na minha tela frontal mental - sede do
chacra frontal. Por cima de minha cabeça, formou-se uma larga coluna de luz rosa brilhante, vinda do alto,
de algum ponto do espaço. A mesma interpenetrou minha cabeça e jorrou a luz rosa até o centro do meu
peito - sede do chacra cardíaco -, onde surgiu uma esfera de luz da mesma cor, como um sol peitoral.

A essa altura, entrei num estado alterado de consciência e me vi dentro de uma onda de amor sereno, da
cabeça ao peito. Abri os olhos e vi que toda a sala estava interpenetrada pela mesma luz. Tudo estava cor
de rosa, inclusive a Janete, que continuava bordando o cobertor, mas nada notava.
Falei para ela: "Janete, nós sairemos daqui a pouco, pois já está quase na hora. Mas dê um tempinho aí. É
que estou sentindo e vendo uma luz rosa tomar conta de tudo aqui, por dentro e por fora, e há um texto
chegando, não na mente, mas no coração.

Daí, fechei os olhos e me concentrei no lance interno. Em instantes, o meu chacra frontal se expandiu
energeticamente e, pela clarividência, vi uma cena: vários homens chineses rebuscavam pessoas e corpos
em meio a muitos escombros e lama. Havia uma grande destruição naquele lugar. Imediatamente lembrei-
me do recente terremoto ocorrido na China, que causou muita destruição e mais de sessenta mil mortos,
onde ainda há buscas por sobreviventes e resgate de corpos em meio aos escombros da tragédia.

A visão dos escombros era dramática, mas eu estava imerso na luz rosa e muito sereno, percebendo
claramente que uma inteligência invisível elevada estava patrocinando a minha percepção e me ligando
espiritualmente a algum tipo de assistência sutil em andamento ali.

Foi então que vi um numeroso grupo de espíritos desencarnados flutuando vários metros acima do local.
Alguns deles estavam projetando energias benfeitoras para baixo, pelas mãos. Outros estavam com as mãos
postas em prece e cantando mantras (4). Eram orientais e, em seus semblantes pacíficos, notava-se uma
atmosfera de serenidade e contentamento íntimo em cada um deles.

Tratava-se de um grande grupo de amparadores ligados à atmosfera espiritual do Budismo. Estavam


vestidos com mantos alaranjados e eram todos carecas, alguns deles com barbas ou barbichas. Não sei se
eram tibetanos ou chineses. Na verdade, isso não é importante. O que vale é que eles estavam ali
trabalhando nos bastidores extra físicos de uma tragédia e procurando ajudar de alguma maneira.

Pareceu-me que eles estavam aguardando o desprendimento espiritual das últimas pessoas vitimadas pelo
terremoto, para levá-las a algum lugar extra físico de amparo.

Em dado momento, vi a figura de um monge-menino, que estava um pouco mais afastado e atrás dos
outros. Aparentava ter uns treze anos de idade. Ele me viu e acenou com a cabeça, saudando-me
simpaticamente. E, para minha surpresa, era um espírito que eu já havia visto em outras ocasiões.
Telepaticamente, ele me falou da assistência que estava rolando e que o Alto havia permitido que eu visse o
lance com um objetivo: que eu escrevesse e relatasse aos estudantes espirituais a grandeza do amparo sutil
e incondicional em ação. Também me disse que o número de mortos era bem maior do que o noticiado e
que o povo estava abalado e com muito medo de novos terremotos.

E tudo isso ele me disse de forma serena e madura, inclusive, afirmando que coisas assim acontecem e
fazem parte do carma (5) coletivo, ao qual os homens da Terra estão sujeitos.

Frisou a questão da imortalidade da consciência e de que as pessoas dali tinham sido levadas para locais de
repouso no plano extra físico e que ficariam bem rapidamente.

Ele também me falou algumas coisas de cunho pessoal e me pediu para passar um recado para uma pessoa
encarnada conhecida, dele e minha.

Um pouco depois - e tudo isso rolou por cerca de uns quinze minutos, aproximadamente -, ele me acenou
em despedida e disse que eles continuariam por ali e que eu não deixasse de escrever tudo o que vira. Além
disso, prometeu-me que viria me visitar assim que possível.

Finalmente, abri os olhos novamente e vi que a sala continuava cheia daquela energia rosada. Levantei-me
e saí para o local do curso, pensando em escrever o lance mais tarde, após a aula. Porém, acabou dando
para fazer isso no próprio ambiente do curso, um pouco antes da aula. E foi muito legal ler o relato para o
grupo de alunos presentes e ver que vários deles também pegaram uma carona espiritual na luz rosada e se
sentiram abraçados por um poder maior, que não é desse mundo, mas que ajuda a todos, em qualquer
lugar ou condição.
Ao finalizar as linhas dessa nota, horas depois, já de madrugada, ainda estou sob o efeito da luz amorosa
que desceu aqui. E continuo lembrando-me do menino e de sua atmosfera amistosa e serena. Tomara que
ele apareça logo, para conversarmos mais, como de outras vezes em que ele me mostrou coisas e suscitou
reflexões conscienciais importantes em minha vida.

Aproveito, também, para sugerir aos leitores uma pequena visualização criativa baseada no lance que
descrevi da luz rosada.

Na hora de uma prática meditativa ou iogue, ou de trabalho energético com os chacras, ou mesmo num
momento intimista, como na prece ou numa reunião espiritual, elevar os pensamentos e sentimentos ao Alto
e visualizar uma larga coluna de luz rosada descendo sobre o topo da cabeça - sede do chacra coronário -, e
fluindo até o centro do peito. Ali dentro, visualizar a formação de uma esfera de luz, como um sol peitoral
interno. E irradiar serenamente sua luz para fora, transbordando de amor, como um canal lúcido da luz
rosada a favor da humanidade.

Não é necessária nenhuma força para isso. Basta pensar e sentir, e tornar-se uno com a luz rosada, que se
propaga em todas as direções...

Bom, é isso. Cumpri minha tarefa de relatar o que vi e tentei passar nos escritos um pouco daquela
atmosfera maravilhosa.

De minha parte, só tenho a agradecer ao Alto, pelas oportunidades de abertura espiritual e pelo apoio ao
longo de tantos anos de trabalho no esclarecimento e na assistência espiritual.

Quem sabe dos meus propósitos vitais e o que me anima é só o Alto. E, o amor que sinto em meu coração,
só outros corações cheios de amor é que saberão, na mesma sintonia e nos mesmos propósitos.

E, quando o coração fala ao coração, não há mais nada a dizer.

Paz e Luz.

- Wagner Borges -

(Sujeito com qualidades e defeitos, 46 anos de "encadernação", pai de duas estrelinhas, Helena e Maria Luz, espiritualista que não
segue nenhuma doutrina criada pelos homens da Terra, discípulo de ninguém e mestre de nada, e que sempre agradece ao Alto, por
tudo).

Curitiba, 28 de maio de 2008.

- Notas do Texto:

1. Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função
principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do
corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.

Os principais chacras são sete - que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema
endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico. Suas características básicas são
as seguintes:

- Chacra Coronário - é o centro de força situado no topo da cabeça, por onde entram as energias celestes.
É o chacra responsável pela expansão da consciência e pela captação das ideias elevadas. É também
chamado de chacra da coroa. Em sânscrito, o seu nome é "sahashara", o lótus das mil pétalas. Está ligado à
glândula pineal.
Obs.: a pineal é a glândula mais alta do sistema endócrino, situada bem no centro da cabeça, logo abaixo
dos dois hemisférios cerebrais. Essa glândula está ligada ao chacra coronário, que, por sua vez, se abre no
topo da cabeça, mas tem a sua raiz energética situada dentro dela. Devido a essa ligação sutil, a pineal -
também chamada de "epífise" - é o ponto de ligação das energias superiores no corpo denso e, por
extensão, tem muita importância nos fenômenos anímico-mediúnicos, incluindo nisso as projeções da
consciência para fora do corpo físico.

- Chacra Frontal - é o centro de força situado na área da glabela, no espaço espiritual interno da testa. Está
ligado à glândula hipófise - pituitária - e tem relação direta com os diversos fenômenos de clarividência,
intuição e percepções para psíquicas. É o chacra da aprendizagem e do conhecimento. Em sânscrito, ele é
conhecido como "Ajna", o centro de comando.

- Chacra Laríngeo - é o centro de força situado em frente da garganta. É o responsável pela energização da
boca, garganta e órgãos respiratórios. Está ligado à glândula tireoide. Bem desenvolvido, facilita a psicofonia
e a clariaudiência. É considerado também como um filtro energético que bloqueia as energias emocionais,
para que elas não cheguem até os chacras da cabeça. É o chacra responsável pela expressão criativa -
comunicação - do ser humano no mundo. O seu nome em sânscrito é "Vishudda", o purificador.

- Chacra Cardíaco - é o centro de força responsável pela energização do sistema cardiorrespiratório. É


considerado o canal de movimentação dos sentimentos. Por isso é o chacra mais afetado pelo desequilíbrio
emocional. Bem desenvolvido, torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual. Está
ligado à glândula timo. O seu nome em sânscrito é "Anahata", o inviolável, o invicto, o som sutil do espírito
imperecível.

- Chacra Umbilical - é o centro de força abdominal, responsável pela energização do sistema digestório. Está
ligado à glândula pâncreas. É considerado o chacra das emoções inferiores. Quando está bloqueado, causa
enjoo, medo ou irritação. Bem desenvolvido, facilita a percepção das energias ambientais. É chamado, em
sânscrito, de "Manipura", a cidade das joias.

- Chacra Sexual - é o centro de força responsável pela energização dos órgãos sexuais. Está ligado às
gônadas - glândulas de reprodução - testículos no homem; ovários na mulher. Quando está bloqueado,
causa impotência sexual ou desânimo. Quando superexcitado, causa intenso desejo sexual. Bem
desenvolvido, estimula o melhor funcionamento dos outros chacras e ajuda no despertar da kundalini. É o
chacra da troca sexual e da alegria. O seu nome em sânscrito é "Swadhistana", a morada do eu - ou morada
do sol; ou a morada do prazer.

- Chacra Básico - é o centro de força situado na área da base da coluna. É o responsável pela absorção da
energia telúrica e pelo estímulo direto da energia no corpo e na circulação do sangue. Está ligado às
glândulas suprarrenais e tem relação direta com os fenômenos bioenergéticos e para psíquicos oriundos da
ativação da kundalini. O seu nome em sânscrito é "Muladhara", a base e fundamento do corpo.

Obs.: Kundalini é um tema complexo para explicar por e-mail. O seu estudo envolve o conhecimento
aprofundado dos chacras, dos nádis que correm ao longo da coluna - ida, pingala e sushumna -, e das
glândulas endócrinas, bem como um conhecimento básico dos yantras e bijas-mantras específicos para sua
ativação.

Kundalini - do sânscrito - significa literalmente "enroscada". Esse nome deve-se ao seu movimento
ondulatório que lembra o movimento de uma serpente. Daí a expressão esotérica "fogo serpentino". Ela
também é chamada pelos iogues de "Shakti" - do sânscrito - a força divina aninhada na base da coluna.

Kundalini nada tem a ver com o sexo diretamente, muito embora seja a energia que ativa e vitaliza a
sexualidade. Devido à prática de exercícios tântricos que envolvem a contenção do orgasmo, quando esse
conhecimento chegou ao Ocidente foi logo desvirtuado. Hoje, esse tema surge associado a rituais e posturas
sexuais aqui no Ocidente. No entanto, o despertar da kundalini é um processo puramente espiritual e
energético em essência. Envolve a ativação dos chacras, principalmente do chacra cardíaco, que equilibra e
distribui corretamente o fluxo ascendente da shakti ao longo dos nádis. Não significa acender um foguete
esotérico no traseiro e decolar pelos nádis ao longo da coluna, como muita gente imagina. "Acender" não
significa necessariamente "ascender".

Particularmente, não gosto do processo de despertar da kundalini que é feito por grupos esotéricos
ocidentais. Prefiro o trabalho mais energético e naturalista do Yoga.

Obs.: Aqui não estão relacionados os chacras secundários, incluindo nisso o chacra esplênico, em cima do
baço.

2. Amparadores Extra físicos - entidades extrafísicas e positivas que ajudam o projetor nas suas
experiências extracorpóreas; mentores extra físicos; mestres extra físicos; companheiros espirituais;
protetores astrais; auxiliares invisíveis; guardiões astrais; guias espirituais; benfeitores espirituais.

3. O CD do Tangerine Dream (banda alemã inicialmente de rock progressivo, nas décadas de 1970/1980,
e que, posteriormente, passaria a fazer um som mais eletrônico e sempre bem viajante) que eu estava
ouvindo no momento é o "The Seven Letters From Tibet", do ano de 2000. As faixas 2 e 3 do CD são
maravilhosas.

4. Mantras - do sânscrito - palavra oriunda de Manas: Mente; e Tra: Controle; liberação - Literalmente,
significa "Controle ou liberação da mente".

Determinadas palavras evocam uma atmosfera superior que facilita a concentração da mente e a entrada
em estados alterados de consciência. Os mantras são palavras dotadas de particular vibração espiritual,
sintonizadas com padrões vibracionais elevados. São análogos às palavras-senhas iniciáticas que ligam os
iniciados aos planos superiores.

Pode-se dizer que os mantras são as palavras de poder evocativas de energias superiores. Como as palavras
são apenas a exteriorização dos pensamentos revestidos de ondas sonoras, pode-se dizer também que os
mantras são expressões da própria mente sintonizada em outros planos de manifestação.

5. Carma - do sânscrito "Karma" - ação; causa - é a lei universal de causa e efeito - Tudo aquilo que
pensamos, sentimos e fazemos são movimentações vibracionais nos planos mental, astral e físico, gerando
causas que inexoravelmente apresentam seus efeitos correspondentes no universo interdimensional. Logo,
obviamente não há efeito sem causa, e os efeitos procuram naturalmente as suas causas correspondentes.
A isso os antigos hindus chamaram de carma.

RECUPERANDO O JARDIM...
(Unindo Espírito e Coração – Luz e Amor)

Quando o orgulho e a teimosia, que são da mente, bloqueiam o coração, tudo fica escuro.
Surge um gosto amargo no peito, filho da tristeza.

O espírito e o coração não se encontram mais, pois a mente está entre ambos, cortando a
união. Então, a fumaça intoxica o jardim interno e as pragas se instalam.

A mente não vê, mas as sombras estão ali.

Por fora, tudo parece certo. Mas, por dentro, o jardim está murcho.
Contudo, a mente não presta atenção em coisas assim; seus interesses são outros,
mesmo ao custo de carregar a tristeza e perder a luz. Realizando, sim, mas sem brilho.

Com a mente no comando, pode-se até ganhar o mundo e realizar sonhos.

Porém, com as sombras apertando o peito e roubando a luz do espírito.

Quando o espírito e o coração não estão juntos, a mente prevalece e as sombras fazem
sua morada.

A obsessão espiritual é assim: as sombras de fora sempre procuram as de dentro.

É por isso que Jesus ensinava: “Orai e vigiai, para não cairdes em tentação!”

Esse ensinamento é vital para se fazer a longa travessia das existências seriadas na Terra
– com equilíbrio e contentamento.

Para viver no mundo e se realizar, mas com a luz no comando do espírito.

E com o amor alegrando a jornada e fazendo a aurora surgir nos olhos.

Usando a mente, e não sendo usado por ela.

Realizando – com brilho.

Sem sombras – com amor.

Recuperando o jardim...
PS: Esses escritos são a transcrição do que ouvi espiritualmente de um dos amparadores extra físicos*, durante um trabalho de irradiação energética a favor da humanidade, realizado

aqui em casa, no silêncio do Amor Que Ama Sem Nome. **

Paz e Luz.

São Paulo, 22 de fevereiro de 2008.

- Notas:

* Amparadores extra físicos - entidades extrafísicas e positivas que ajudam o projetor nas suas experiências
extracorpóreas; mentores extra físicos; mestres extra físicos; companheiros espirituais; protetores astrais;
auxiliares invisíveis; guardiões astrais; guias espirituais; benfeitores espirituais.

** Para enriquecer a compreensão dos leitores sobre esses escritos, posto, na sequência, dois textos
pertinentes ao tema ventilado, ambos extraídos do meu livro “Falando de Espiritualidade” – publicado pela
Editora Pensamento.

BRINQUEDOS CHEIOS DE LUZ


(Um Recado do Espírito Serginho)
- Texto Postado Originalmente na Lista do Grupo de Estudos e Assistência Espiritual do IPPB.
Em todo o mundo existem crianças em situação de risco nas ruas. Seus pais às vezes
parecem mais infantis do que elas próprias, são adultos alcoólatras, irresponsáveis e
agressivos que na maioria das vezes obrigam as crianças a irem às ruas, aos semáforos
para pedir dinheiro. Muitas delas apanham em casa se não chegam com uma
determinada quantia. Para essas crianças, ser adulto significa ser malvado, ser ruim, e por
isso elas não esperam grande coisa do futuro.

Para essas crianças é muito importante um contato com pessoas adultas boas. Pessoas
como nós, que tentam seguir um bom caminho.

Tudo falta para essas crianças: dinheiro, comida, educação, medicamentos, orientação,
carinho, compreensão e amor. Mas como toda criança, o que elas mais querem é brincar.

Por isso peço a vocês que comprem um brinquedo baratinho. Segurem esse brinquedo em
suas mãos e deem um passe nele, imantando-o com tudo aquilo que você tem de melhor,
enchendo o brinquedo de LUZ.

Depois de fazer isso com muito carinho e paciência, pegue o brinquedo e dê a uma
criança que você encontrar na rua.

Ela vai se sentir surpresa por estar ganhando um brinquedo de um desconhecido, mas vai
ficar muito contente com ele, não apenas pelo valor material do brinquedo, mas também
pelo carinho e pela luz que você colocou nele.

Você, pela lei da ação e reação, sentirá seu coração se encher de alegria por ver a alegria
daquela criança.
- Emílio Cid - São Vicente, 21 de junho de 2006.

- Nota: Esse texto foi recebido mediunicamente em uma projeção astral ou, melhor dizendo, em um
sonho. Eu estava sonhando que participava de uma sessão mediúnica. O orientador dessa sessão era um
projetor muito conhecido nosso.

Em um determinado momento, o orientador perguntou quem gostaria de dar a palavra, e eu me ofereci


para começar. Não sabia direito o que iria acontecer.

Então, aproximou-se uma entidade chamada Serginho, que pelo modo de falar e de agir, e também pela
maneira como foi recebida, era conhecida de longa data do orientador da sessão. Houve um envolvimento
muito forte durante a mensagem, e em seguida eu acordei com uma lembrança muito vivida da experiência.

Não sei se foi sonho, não sei se foi uma projeção extrafísica, não sei se foi uma comunicação real ou minha
simples imaginação, mas, por via das dúvidas, vou seguir o tal conselho, e espero que vocês gostem da
mensagem.

- Nota de Wagner Borges: Emílio Cid é meu amigo e faz parte do grupo de estudos e assistência
espiritual do IPPB. Ele mora em São Vicente, cidade da baixada santista. É espiritualista e professor de
Esperanto.

Emílio é um dos amparadores encarnados do site do IPPB. É ele que converte as gravações do programa
Viagem Espiritual e as disponibiliza na seção Rádio IPPB.
A GRANDE MAGIA - SER CANAL DO AMOR E PARCEIRO DA LUZ II
O Amor é a Grande Magia! (1)
Sem ele, as pessoas projetam suas intenções confusas e cheias de egoísmo para dentro
dos espíritos dos elementos. Por sua vez, esses últimos refletem essas ondas psíquicas,
exatamente na mesma sintonia de suas emissoras originais.

Cada um leva dos elementos da natureza aquilo que já carrega por dentro de si mesmo.

Muitas pessoas, pretendendo dominar as energias dos espíritos dos elementos, são, elas
mesmas, dominadas por eles. E, quando eles encontram coisas indignas dentro delas e
pedidos estranhos, apenas refletem o padrão original encontrado.

Por isso a Magia só é grande quando originada pelo Amor.

Então, até mesmo os seres dos elementos, encantados com a Luz da Paz, refletem isso
para dentro do coração encantado pelo Amor.

Essa é a Magia que liberta, esse é o Amor que transforma.

Que cada um seja a imagem do Fogo do Amor em suas atividades.

Que as Águas Curativas do Supremo lavem as velhas feridas do espírito.

Que os Ares ventilem ideias curativas, e que a Terra seja amiga.

É o Amor do TODO (2) que dá origem a tudo!

Do mais elevado céu, aos abismos mais profundos, que todos os seres, encarnados e
desencarnados percebam o essencial: é o Amor que faz a Magia da Vida acontecer.

E quando o amor se apresenta, os seres dos elementos (3), também chamados pelos
homens de "encantados", ficam, eles mesmos, encantados com aquele coração amoroso,
que encanta todos com os encantos do Amor.

O Amor é a Grande Magia, e O TODO, que está em tudo, é o Grande Mago, e a sua Magia
especial é a Vida!

Aqueles que trabalham sob os auspícios da Magia do Amor compreendem isso e, com
humildade e respeito ao Poder Maior, simplesmente agradecem o Dom da Vida.

Paz e Luz.

P.S: Esse texto foi escrito sob a inspiração de um dos amparadores extra físicos do grupo dos Iniciados (4),
durante a 3ª Conferência de Metafísica, realizada na cidade de Florianópolis. Enquanto eu aguardava a hora
de realizar uma palestra sobre as experiências fora do corpo (viagem astral, projeção da consciência),
sentado na mesa dos conferencistas do evento, um dos espíritos, que é muito ligado ao trabalho do mentor
espiritual Ramatís, me sugeriu o conteúdo desses escritos. Então, ali mesmo, sentado em frente à plateia
presente na conferência, grafei essas linhas apressadamente.
Na sequência, li o texto para o pessoal, e todos ficaram bem contentes com esses toques conscienciais
sobre a Magia e o Amor. Além disso, estavam presentes no auditório vários médiuns e sensitivos variados,
que, também, assinalaram a presença de Ramatís (5) no ambiente.

Wagner Borges - Florianópolis, 18 de setembro de 2005.

- Notas:

1. A primeira parte desse texto está postada na seção de textos periódicos de nosso site. É o texto
560, postado em outubro de 2004 - www.ippb.org.br

2. O TODO: dentro das tradições herméticas, é o Poder Supremo que dá origem a todas as coisas; O
Absoluto; Deus; O Imanente; O Profundo; O Amor Maior que Gera a Vida; O Grande Arquiteto Do Universo;
O Primeiro Amor; A Primeira Luz, fonte de toda vida; simplesmente, o TODO que está em tudo.

3. Encantados: dentro das diversas tradições espiritualistas, é o mesmo que elementais ou espíritos da
natureza.

4. Os Iniciados: grupo extra físico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente,
passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e
direcionadas aos estudantes espirituais do presente. Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios,
tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do
Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos
espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são "iniciados" em fazer o bem, sem olhar a
quem.

5. Para enriquecer esses escritos, posto na sequência um texto antigo de Ramatís sobre o tema da
Magia.

CHORO DE MORTE

O homem chora ao nascer,

chora para viver e chora para morrer.

A família chora porque ele morreu,

ele chora porque a família chora.

Na verdade, uma coisa é certa:

Todos choram, não por amor, mas sim,

por não saberem que amor é sempre amor,

independente de vida ou morte.


***

Para aquele que vai na morte,

deve haver a luz da família que ama,

para guiá-lo nos caminhos além da vida.

Para aqueles que ficam na vida física,

deve haver a lembrança sadia daquele que amavam,

para guiá-los com amor na vida que passa

e para fortalecê-los no carinho aos que ficaram,

pois, um dia,

estes também irão partir e

esperarão carinho igual no caminho

que chama além da vida...

***

É choro que vai,

É choro que vem.

Mas não adianta chorar,

Pois a morte não poupa ninguém.

***

É sofrimento velho pelos mortos antigos.

É sofrimento novo pelos mortos modernos.

E ninguém quer dizer

Que para morrer só basta nascer.

***

Já pensou se não houvesse morte?


Os políticos sacanas não morreriam nunca!

Seus mandatos seriam eternos

E a vida seria um inferno!

***

Cemitério não é lugar de chorão,

É lugar de corpo e podridão.

Lá não tem nenhum familiar,

Só tem verme comendo caviar.

***

Cemitério não é lugar de visita.

É só lugar de partida,

Onde a passagem é só de ida

Para um lugar chamado de "vida".

***

Outro dia fui olhar o meu túmulo.

Dentro dele só havia o esqueleto.

Não me contive e caí na gargalhada,

Porque a morte é uma grande palhaçada!

***

Dizem que saudade não tem idade.

Isso é válido também do "lado de cá".

Outro dia tive saudade de escrever sobre a morte,

Procurei um médium e dei sorte...


***

Hoje, brinco de escrever coisas sérias

E espanco a morte com palavras.

Não sou morto, nem jovem, nem senhor.

Sou só um espírito cheio de bom-humor!

- Vidigal -

Cia do Amor - A turma dos Poetas em Flor.*

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges; Caxias do Sul, 28 de novembro de 1992)

MORTE? COISA NENHUMA! *


(Falando de Imortalidade da Consciência)

Meus amigos de jornada espiritual,

Aqui estamos nós, mais uma vez reunidos em torno dos ideais espirituais, como
coparticipantes dos mesmos objetivos conscienciais.

Hoje é feriado do dia de finados, mas aqui ninguém veio falar de cemitério ou de algum
tipo de fim.

Em lugar de deixarmos flores secando por cima de alguma tumba, nós acendemos nossos
chacras** como flores espirituais e pulsamos neles a luz da vida.

Não, não há ladainhas ou lamúrias por aqui. Pelo contrário, preferimos rir com os nossos
amigos, da terra e do astral.

Morte? Coisa nenhuma!

Nós estamos aqui pela vida, que é a mesma em todos os planos de manifestação.

Dentro ou fora do corpo, somos sempre nós mesmos.

Na verdade, não existe o dia de finados. Existe, sim, o dia dos vivos, que é todo dia,
inclusive hoje.

Estamos aqui, mas não estamos sozinhos. Outras consciências, sediadas em níveis extra
físicos, também vieram se juntar a nós, nos mesmos objetivos sadios.
Muitos os chamam de mentores espirituais ou benfeitores extra físicos, ou mesmo de
amparadores ou protetores astrais***.

Mas, aqui e agora, o meu coração os chama de amigos espirituais.

E eles não são desta ou daquela doutrina criada pelos homens da terra.

São amigos de todos e ajudam, invisivelmente, de forma incondicional, por obra e graça
de um amor profundo.

Eles sempre falam do Grande Espírito, fonte de toda vida, e é por Ele que trabalham em
prol do bem comum.

São eles que nos dizem, e provam, por sua presença sutil, que a vida prossegue além da
ilusão da morte física.

São eles que inspiram a todos nós, nesse dia, que sempre será dos vivos, todos os dias,
eternamente, na terra ou além dela...

Sim, estamos aqui reunidos, mais uma vez, em nome da luz e da vida.

Morte? Conversa fiada!

O que existe mesmo é a vida chamando todos nós, a todo instante, o tempo inteiro, agora
e sempre...

Paz e Luz.

Curitiba, 02 de novembro de 2007.

- Notas:

* Esse texto foi escrito momentos antes de minha palestra de abertura do II Fórum Espírita de Curitiba,
realizado no feriado do dia de finados. O mesmo foi lido em seguida para o público presente – cerca de 450
pessoas.

** Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função
principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do
corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.

Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõe o sistema
endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.

*** Amparador extra físico – entidade extrafísica e positiva que ajuda o projetor nas suas experiências
extracorpóreas; mentor extra físico; mestre extra físico; companheiro espiritual; protetor astral; auxiliar
invisível; guardião astral; guia espiritual; benfeitor espiritual.
ALGO MAIS... UMA LUZ, UM AMOR – IV*
(Toques Espirituais Para Coraçõ es Que Escutam)

Ninguém morre.

Mas eu não posso provar isso para você.

E nem quero. Porque não precisa.

O Mestre Tempo é que lhe dará a resposta.

E ele não traz só rugas, mas, também, maturidade.

Mas há alguns que ignoram isso, e só estão envelhecendo...

E pior: levam isso para fora do corpo e ficam murchos no Astral.

E aí, para eles, nem sua própria morte prova que há vida além do corpo.

Porque está cheio de desencarnados negando isso.

Envelheceram, mas não amadureceram. E são teimosos demais!

Então, o Mestre Tempo também se faz necessário além...

Para amadurecer a quem não soube crescer na Terra.

É claro que tudo é relativo (santa redundância, Batman!).

E as coisas passam..., mas a experiência fica. E faz refletir.

Para alguns, essas reflexões só serão “do lado de lá”.

Contudo, para outros, essa reflexão já rola “do lado de cá” mesmo.

E isso é um processo íntimo e intransferível. E haja tempo para isso!

Porque o estado de consciência de cada um reflete bem o que se busca na vida.

E isso não pode ser comprado e nem surge do nada. É fruto do próprio esforço.

E quem poderá dar lucidez a quem quer ficar na inércia consciencial?

Viver não é só comer, beber, dormir, copular e um dia morrer sem sentido.

Não, viver é muito mais. É pensar, sentir e crescer... E se redescobrir.

Mas isso não pode ser mensurado apenas pelo intelecto e pelos sentidos do corpo.

Há coisas que só o coração é que sente. Coisas da alma. Porque há algo mais...
Um Amor. Uma Luz. E isso não se explica, só se sente...

Não, não. Eu não posso lhe provar nada. E nem precisa, ainda bem.

Porque isso é com o Mestre Tempo. E Ele vem por aí, como sempre...

“Do lado de cá”, ou “do lado de lá”, uma hora dessas tudo se aclarará.

Porque não se compra e nem se vende maturidade e consciência.

Isso é de cada um. E o que está em cada coração, só o Todo é que sabe.

E quem sou eu para lhe provar alguma coisa? Não sou mestre ou guru de nada!

E, diante do Mestre Tempo, eu sou apenas um cisco de luz no infinito.

E, com o perdão da redundância, no tempo certo Ele lhe dirá algo, isso é certo.

Enquanto isso, vamos crescendo por aqui mesmo. E depois, “do lado de lá” ...

Um Amor. Uma Luz. Ah, quem precisa provar alguma coisa?

Então, é isso. Na Terra ou no Astral, seja feliz.

P.S.:

Enquanto eu escrevia essas linhas para você, tive uma visão espiritual.

Pelas vias da clarividência, eu vi sua filha nos braços de um ser de luz.

E ele cantou uma canção para ela, em espírito. E eu escutei-a também.

Mas não foi com os ouvidos do corpo, e, sim, com o meu coração espiritual.

E eu poderia jurar que as estrelas também ouviam, e brilhavam mais.

E sua criança foi arrebatada para o Alto, na canção celeste, que dizia:

“Seus olhos, minha luz.

Seu coração, meu amor.

Sua canção, minha também.

Seu Ser, minha senda.

Seu cheiro, meu enlevo.

Sua felicidade, minha alegria.”

E agora, ela está com o Pai dela “Lá de Cima”.

Porque, com prova, ou sem ela, a vida não liga e sempre continua...
Então, fica aqui essa canção para sua reflexão. É um presente para você.

E vamos fazer algo bom por aqui mesmo, até a nossa hora chegar...

Para que um ser de luz também cante para nós.

Sim, um Amor. Uma Luz. E, agora, uma Canção.

Ah, o Mestre Tempo é o grande irmão.

E quem ama, sabe. Porque escuta com o coração.

E isso não se prova, só se sente...**

(Dedicado a todos aqueles que não estão apenas envelhecendo, mas, também, crescendo e amadurecendo,
e encantando as novas gerações com sua sabedoria, generosidade e paciência.)

Paz e Luz.

- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.

São Paulo, 05 de abril de 2010.

- Notas:

* As três partes anteriores desse texto estão postadas no site do IPPB – www.ippb.org.br – e podem ser
acessadas nos seguintes endereços específicos:

Parte I – http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=6898

Parte II - http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=6905

Parte III - http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=6928

Porquê ignorar e odiar a morte, se foi ela que nos amparou à nascença?

A Voz do Grande Espírito


Eis algumas leis da Natureza e da vida que os homens devem observar em seus
procedimentos gerais:

- O ódio envenena o coração e semeia a miséria espiritual no interior do espírito.

- Ouçam a voz do Grande Espírito: TODOS SÃO IRMÃOS! É por esquecerem-se disso
que os homens são tão belicosos.

- Um grão de areia ou uma folha possuem o espírito vital do Grande Alento formador
de Vida. TUDO ESTÁ VIVO! E tudo tem sua energia e seu propósito na existência.

- Os homens estão possuídos pelo espírito da arrogância. E esta, por sua vez, só leva
à destruição. O resultado final dessa insensatez é que as ondas de violência lhes
arrastarão para os escuros oceanos da dor.
- Há homens bem piores do que as feras que moram na floresta.

- Que o furacão de luz mandado pelo Grande Espírito possa varrer do espírito dos
homens o pó da maldade e os cascalhos da insensatez.

P.S: Essa mensagem foi passada por um índio pele vermelha desencarnado em conjunto com um dos
espíritos hindus do grupo dos Iniciados.

Recebido espiritualmente por Wagner Borges. Texto extraído do livro "Viagem Espiritual III" - Ed.
Universalista - 1998.

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A CANÇÃO VITAL DO GRANDE ESPÍRITO


(Respeitando o Mistério do Ser – Aqui e Lá, Lá e Aqui!)
Ó, Grande Espírito, Pai Primeiro de todos nós!

Você criou o Céu, a Terra e o Homem.

As estrelas, os mundos e a humanidade são irmãos.

A vida flui do centro do seu Ser.

É o Seu Pensamento que sustenta as miríades de sóis no espaço infinito.

É o Seu Sentimento que anima todos os corações.

É o Seu Sopro Vital que respiramos... Vivemos em Sua Luz.

É o Seu Brilho que vemos refletido no olhar de quem amamos.

Sabemos que nossas canções são ecos de Sua Grande Canção Vital.

Nossos filhos são Seus filhos. E nós e nossos ancestrais, também!

Quando a terra treme e os ventos fortes levantam as águas, os homens gemem de medo.

Os seus corações estão ressecados, por isso eles tanto temem.

Porém, nós honramos a Você, Pai primeiro de todos nós!

Pois sabemos que há um propósito maior em Seus Desígnios.

Há muito tempo que escutamos Sua Grande Canção Vital, em nossos corações.

Por isso, sabemos que o espírito voa para fora da carne no momento final.

Ó, Grande Ser, sabemos que a morte do corpo não destrói o filho de Sua Luz!

Compreendemos que o Seu Grande Mistério continua em outros planos da vida.


Então, honramos aos espíritos que partem, em Seu Nome.

Assim como honramos aos que chegam para mais uma existência entre nós,

Oramos pelos que partem e pelos que chegam, sempre respeitando o Seu mistério em
cada ser.

Aprendemos isso apenas prestando atenção no Seu Brilho, refletido no olhar de quem
amamos.

Nossos pais nos ensinaram e, por sua vez, nós ensinamos aos nossos filhos.

Respeitamos a todos os seres, da Terra e do Espaço, homens e espíritos.

Respeitando a existência dos outros, nós honramos a Você, que é o poder em cada ser.

Não tememos a morte, porque não tememos a vida!

Respeitamos o Seu Mistério e compreendemos o nosso papel na existência.

Viemos viver no mundo por Seus Desígnios.

Vivendo e respeitando a todos, honramos a Você, nosso Pai Primeiro, Senhor da vida.

Valorizamos a vida, porque vemos você em cada coisa. Por isso, não tememos a morte.

Sabemos que é Você mesmo em cada espírito, em outros planos, além, também cheios de
vida...

É você, aqui. É você, lá. É você, em tudo! *

P.S.:

Que os espíritos que partem – e os que chegam –, sejam honrados, não com choro e desespero, mas com
respeito e consciência.

Que, em lugar de cair nas valas da dor, os pensamentos se elevem em prece ao Grande Espírito, pelo bem
de todos**.

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Jundiaí, 13 de maio de 2008.)***

Paz e Luz.

- Notas de Wagner Borges:

* Esses escritos me foram passados espiritualmente por duas entidades ligadas às vibrações da natureza e
da espiritualidade dos povos indígenas. São dois xamãs extra físicos. Um deles é um ancião e tem uma
expressão serena e cheia daquela atmosfera da sabedoria xamânica. O outro é mais moço, com aparência
de um homem de cerca de trinta e cinco anos, cheio de vitalidade e alegria. É discípulo do mais velho.
Ambos me pediram discrição quanto a detalhes pessoais deles.

Segundo eles, suas personalidades não são importantes. E a sabedoria


vem do Grande Espírito, o Grande Xamã de todas as tribos e o Verdadeiro Poder que mora dentro dos
corações.
** Enquanto os homens estiverem presos apenas aos parâmetros limitados dos cinco sentidos do corpo
físico, continuarão a não valorizar o dom da vida e a chorar seus mortos como perdas definitivas.

Terremotos e vendavais causam muitos estragos e vários problemas correlacionados à destruição física.
Porém, há outras tragédias correlacionadas, dentro do próprio homem, igualmente destrutivas.

Há terremotos de dúvidas abalando os alicerces da fé dentro dos corações.

Há vendavais de raiva e de ignorância açoitando o equilíbrio interno.

E há maremotos de medo e de angústia arrasando o discernimento de muita gente.

Sim, é o vazio existencial, dentro do próprio homem, o causador da grande tragédia: não valorizar o dom da
vida e nem ver o Grande Espírito em tudo.

Quem escuta a Grande Canção, sabe que a consciência espiritual é imperecível; não nasce nem morre,
apenas entra e sai dos corpos perecíveis.

Viva a vida, em todos os planos de manifestação!

O Todo está em tudo!

E a vida segue... aqui e lá, lá e aqui, como deve ser...

*** Enquanto passava essas linhas a limpo, lembrei-me de um outro texto que recebi de um xamã extra
físico. Devido à sua ressonância com as ideias contidas aqui, estou reproduzindo-o na sequência.

FILHOS DE MANITU
Certa vez, Águia Dourada, o homem da magia, reuniu toda tribo e ensinou a arte do voo
da vida.

Disse ele: "O corpo do homem pertence à terra. Mas seu espírito é filho do vento. Seus
sentimentos se assemelham ao movimento das águas. O brilho de seus olhos é o fogo de
seus objetivos. O Grande Espírito deu-lhe a eterna força vital. Por isso, nem a morte ou
ser algum pode danificá-lo.

Seja pelas asas do sono ou pela ação da morte, o corpo fica passivo. Mas o espírito segue
com o vento, além das montanhas. São as viagens à casa de Manitu, além das estrelas,
nas pradarias do céu.

Ouçam, meus irmãos: que seus corpos honrem a terra, mãe da humanidade. Que seus
sentimentos bons tenham a profundidade e a vastidão dos oceanos. Que o fogo de seus
objetivos nunca se apague. Que a força do irmão vento possa impulsioná-los às terras
extrafísicas.

O tempo passará e muitas coisas acontecerão à frente, mas ninguém conseguirá apagar a
luz do Grande Espírito. Nenhuma força do universo pode alterar os desígnios de Manitu.

Olhem dentro do próprio coração e não temam o mal. Nossos corpos voltarão à terra, mas
nossos espíritos irão à casa de Manitu. Mas um dia voltaremos com novos corpos e
expressões diferentes. Os próprios homens brancos nos receberão como parentes
reencarnados. Outros receberão nossas forças espirituais em seus trabalhos; serão
herdeiros de nossas tradições. Viveremos sempre, meus irmãos! Este é o dom que Manitu
nos deu: somos imortais! Nenhum canhão despedaçará nossos espíritos.

Ouçam o uivo do coiote transportado pelo vento do deserto. Nossas crianças ficam com
medo, mas nós, os homens adultos, sabemos que é apenas o uivo do coiote. Esta também
é a diferença entre o tolo e o sábio. O primeiro se assusta fácil com as dificuldades. O
segundo sabe que são só provas do caminho, uivos da vida, mesmo.

Voltaremos, meus irmãos, como irmãos, filhos de Manitu. E esses homens de amanhã
portarão nossa mensagem. Serão os Águias-Douradas do futuro. Seus corpos continuarão
sendo da terra, mas seus espíritos voarão com o vento, pois é esse o desígnio de Manitu."

O tempo passou... E estamos vivos! Canalizamos as forças da natureza para os bons


trabalhos espirituais dos homens de todas as raças. Somos irmãos. E essa é nossa missão,
pois são os desígnios de Manitu.

- Black-White Snow** -

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Texto extraído do livro “Falando de Espiritualidade” –
Editora Pensamento - 2002).

- Notas:

* Manitu: designação que os índios algonquinos, da América do Norte, dão a uma força mágica não
personificada, mas inerente a todas às coisas, pessoas, fenômenos naturais e atividades. Ou seja, O Grande
Espírito.

** Black-White Snow – do inglês – “neve branca e preta”. Esse é o nome indígena do xamã extra físico que
me passou esses escritos.

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GRANDE ESPÍRITO – O MESTRE DE TODOS OS SERES


(No Coração do Grande Arquiteto Do Universo)
Ó Grande Espírito! Senhor de todas as coisas...

Eu nada sei dos Seus desígnios cósmicos e incomensuráveis.

Na verdade, mal entendo a mim mesmo.

Mas, eu sinto algo, bem dentro do meu coração.

E sei que você sabe e compreende isso.

Porque Você conhece a todos os corações.

Porque Você está em tudo!


Eu não sinto você sentado num trono celeste.

Pelo contrário, sinto Você dentro da própria vida.

Sinto o Seu Coração Cósmico pulsando em cada coração.

Na verdade, ouso dizer que você está aqui, agora mesmo.

Porque há estrelas brilhando aqui também...

E elas estão dentro do meu coração.

E eu sei que isso é assim para todos os seres, acima e abaixo do Céu.

Porque o que está no Alto, é como o que está embaixo;

E o que está embaixo, é como o que está no alto;

No milagre de uma só coisa; tudo dentro do Seu Coração Universal.

Ah, o sábio Toth* estava certo: Você é o Todo que está em tudo!

E os ensinamentos estelares que ele ventilava eram certeiros e justos.

Porque falavam ao coração dos iniciados espirituais, em espírito e verdade.

E o grande sábio hermético tinha estrelas nos olhos e no coração.

Porque ele falava de você como o Primeiro Amor, a Primeira Luz...

Eu nada sei sobre os mistérios universais e nem sobre profecias.

O que sei é o que sinto, aqui e agora... Uma aragem secreta e linda.

Um carinho por entre os planos... Um Amor incondicional.

Ah, quem me dera ter o poder de expressar isso em palavras...

Mas, o infinito não cabe em coisa alguma que eu imagine.

E, no entanto, ainda assim, eu escrevo, porque tanto amor não cabe em mim.

E, se você está em tudo, também está dentro dessas linhas.

E mais não posso dizer... Porque é algo que só o coração pode compreender.

Grande Espírito, valeu!

P.S.:

Ah, eu me lembro novamente dos ensinamentos dos iniciados de todos os tempos:


“O Todo está em tudo, mas nem tudo percebe o Todo**.

Meditem na Primeira Luz, e façam raiar a aurora da consciência cósmica.

Sintam o Primeiro Amor, e saibam que as estrelas são suas irmãs.

E todos os homens também. Por isso, abracem o mundo, em seus corações.

Ó, Grande Espírito! Hierofante de todos os seres...

Só Você conhece todos os homens e suas intenções.

Só Você sabe os motivos desses escritos.

Só Você pode apaziguar as emoções doloridas.

Só Você pode abraçar os esquecidos do mundo.

Só Você pode aplacar a dor de uma perda.

Só Você conhece todos os mistérios.

Só Você compreende o valor de cada um.

Só Você sabe a hora do despertar.

Só Você sabe o tempo de cada um.

Só Você sabe...”

Paz e Luz.

- Wagner Borges – aprendiz do Todo.

São Paulo, 20 de fevereiro de 2010.

- Notas:

* Thot (ou Toth) - dentro da Cosmogonia egípcia antiga era o escrivão dos deuses, o mensageiro celeste, o
grande iniciado. Posteriormente, os gregos o chamaram de Hermes Trismegisto, o três vezes grande.

** O TODO – expressão hermética para designar o Poder Absoluto que está em tudo. O Supremo, O Grande
Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou
mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-lo de Pai Celestial ou de Mãe
Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.

Quando se afirma que o Todo – Deus, O Supremo, O Absoluto, O Grande Arquiteto Do Universo – é o
Grande Hierofante, é no sentido de que Ele é o Supremo iniciador de todos os seres, pois está em tudo!

Obs.: Hierofante - dentro do contexto das iniciações esotéricas da antiguidade, era o mestre que testava os
neófitos (calouros) nas provas iniciáticas.
TEMPO DE REGENERAÇÃO E ESPERANÇA
(Falando de Faxina Consciencial, Na Lata!)
Cada um é o que é! E é isso que se carrega para fora do corpo.

O jeitão da pessoa se expressa naturalmente em suas energias.

Pela emanação energética pode-se avaliar as condições psíquicas da consciência.

Energias densas no campo áurico* revelam intenções semelhantes.

Energias clarinhas revelam intenções melhores.

É simples assim! Cada um é o que é!

Logo, para melhorar o que se é, basta melhorar o que se quer.

E trabalhar em cima disso, pois qualquer melhoria demanda esforço e tempo.

Sujar é fácil; limpar dá trabalho.

Tanto na matéria, quanto no espírito, isso é verdadeiro.

Na Terra, ou no Astral, cada um é o que é!

Tantos os encarnados ("dentro da casca"), quantos os "descascados” (livres das peias


densas), precisam melhorar e crescer muito.

E o Papai do Céu está de olho, não para julgar ninguém, mas para dar aquela força; para
inspirar o esforço e iluminar a jornada.

E, por mais complicada que a pessoa seja, o Papai do Céu sempre torcerá por ela. Isso
porque Ele é o Criador de duas palavras que ecoam dentro de todos os seres:

"REGENERAÇÃO E ESPERANÇA!”

P.S: Ele também é fã do Dr. Tempo, que também sempre diz:

"Todo tempo é tempo de crescer!"

- Cia. do Amor - A Turma dos Poetas em Flor**.

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 22 de setembro de 2006).

Notas:

* Campo Áurico: perímetro energético da aura; campo energético.

* A Cia. do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam
textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem humorados.
Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando
em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas
vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não
existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor.

Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.

BUDA – A LUZ INVISÍVEL QUE ABRAÇA O MUNDO


(Toques de Luz nos Corações Sensíveis à Paz e o Amor)
Sentado embaixo de uma árvore, isolado do mundo, ele estava no limite de sua
resistência.

Então, ele abriu os olhos espirituais e viu a LUZ em seu coração, que ali estava
aguardando o seu olhar.

E ele se encontrou e se tornou serenidade e compaixão.

Ele despertou!

Era a hora do Buda, homem que se fez LUZ.

E o mundo nunca mais seria o mesmo, pois no momento de seu despertar, o Buda
abraçou a humanidade inteira, em espírito e silêncio.

A aura planetária foi inundada por miríades de cores beatíficas.

A LUZ eclodiu nas dez direções... e, por onde ela foi, os devas cantaram seu nome:
“Buda... Buda... Buda...”

A LUZ silenciosa beijou a alma do mundo.

Hoje, em dias tão conturbados de violência e dor, que os homens de boa vontade se
lembrem desse momento sublime.

Que eles saibam, que no silêncio entre os seus pensamentos e as batidas de seus
corações, há uma LUZ aguardando um olhar sereno, sem ego, para despertar mais um
Buda*.

Faça-se a LUZ!

Em todos os corações, para que a dor seja diluída no despertar da consciência.

Para que, no lugar do vazio existencial, renasça o AMOR.

Que o beijo secreto do Buda desperte o Buda dentro de cada um, para que a LUZ se faça,
e o AMOR inunde a existência de todos os seres.

São Paulo, 01 de junho de 2006.


P.S.: Esses escritos foram feitos sob a inspiração espiritual de um amparador do grupo dos Iniciados**.

- Notas:

* Buda (do sânscrito "Buddha": "o iluminado"): é aquele que alcança o elevado estado de consciência
"Buddhi", a iluminação pura. É aquele em quem "A LUZ ACENDE". Dentro de cada coração há um Buda em
potencial. Basta despertar para a LUZ, que não só acende o ser, mas, também, "ascende" o nível de
consciência e compaixão. Tornar-se Buda é rir na LUZ.

** Os Iniciados: grupo extra físico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente,
passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e
direcionadas aos estudantes espirituais do presente. Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios,
tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do
Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos
espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a
quem.

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VIAJANDO ESPIRITUALMENTE NO CANTO SECRETO DOS BUDAS DA TERRA


PURA
“Que, da Terra Pura dos Budas, desça sobre os homens a compaixão silenciosa.”

No silêncio da meditação, por entre os planos da vida, eu escuto o choro de muitas


consciências, da Terra e do Astral.

Escuto em espírito, e oro ao Alto, pelo bem de todos os seres.

E sinto algo em meu coração. Um chamado sutil... Vindo da Terra Pura dos Budas*.

E, de lá, desce uma canção de compaixão, serena e amiga, em prol dos homens.

Eu a escuto, com o coração. E meus olhos tornam-se duas cascatas de luz.

No meio delas, as lágrimas, por sentir um Grande Amor varrendo a poeira do meu ego.

Por perceber a ação secreta dos Budas, médicos da alma, cantando pelo bem de todos.

E eu me pego envergonhado de mim mesmo, por não aguentar tanto amor descendo
aqui.

E o meu choro revela-me, por inteiro, em espírito; revela a criança que eu sou diante do
infinito...

Então, sinto que outros estão chorando junto comigo, algures...

Eu não os vejo, mas sinto seus corações. E sinto o amor dos Budas entrando neles.

Sinto o poder da luz e do esclarecimento libertando espíritos sofredores, de todos os


lugares.
Sinto que correntes estão sendo partidas, e que a canção cura suas dores e medos,
levando-os para novos rumos, na vida que segue além...

Também sinto o mesmo amor entrando em muitos corações dos homens da Terra,
secretamente.

Nos doentes e nos médicos; nos alunos e nos professores; nos pais e nos filhos; e em
todo lugar.

A canção continua... E minhas lágrimas também. Ela é linda e serena. E eu choro a dor do
mundo.

Sozinho, entre a luz secreta do amor e as dores do mundo, e entre os Budas, os espíritos
e os homens, e sem ser mestre de coisa alguma, nem de mim mesmo, eu só sei chorar,
pois aqui eu só sou uma criança diante do infinito...

Ah, tantos anos de experiência, e eu só sei chorar ao sentir um Grande Amor em meu
pequeno coração; só sei dar expressão às lágrimas, pois dissolvo-me junto na canção.

Mas os Budas da Terra Pura não veem como sou pequeno e falível; eles só veem o
coração e a verdade que move um homem; eles só veem outro Buda, em potencial.

E a canção deles não quebra apenas as correntes dos espíritos tristes, mas também as
minhas.

Por isso, choramos juntos, mesmo em planos diferentes, enquanto a canção de compaixão
segue transformando os corações, por entre os mundos, clareando os pensamentos e
emoções de todos.

Lá em cima, os Budas cantam o despertar da consciência; cá embaixo, nós choramos e


lavamos nossas dores e tolices. Homens e espíritos, nós somos crianças diante do
infinito...

Contudo, para os Budas, nós também somos Budas! Por isso eles cantam. É para
despertar o Buda em nós. Para que o amor floresça em nossos corações.

Eles sabem mais do que nós. Estão despertos na senda. Por isso, querem que nós
saibamos também. Por isso eles cantam.

E felizes são os corações que escutam essa canção secreta, mesmo chorando tanto.

Em suas lágrimas está o choro de milhões de mundos dissolvendo-se na luz de um Grande


Amor.

P.S.:

Ah, tantas correntes partidas em segredo, no Astral e na Terra...

Tantas magias maléficas dissolvidas no poder de libertação de uma canção...


Tantas tristezas lavadas no choro limpo, por entre os muitos planos da vida...

Tantos corações tocados invisivelmente, por obra dos Budas...

Tantos Budas cantando, enquanto um Grande Amor segue secretamente trabalhando...

Ah, eu ainda irei chorar muito... Porque homem feito, fico igual criança diante do infinito...

E a canção deles continua, por aí, por entre os planos...

E felizes são aqueles que a escutam, em seus corações, em espírito e verdade**.

(Dedicado aos homens e mulheres de boa vontade, de todas as raças, credos e culturas do mundo. Que,
mesmo sob as pressões do mundo, eles não desistam de seus ideais sadios e nem reneguem a luz espiritual
de seus corações. Que os Budas da Terra Pura os abençoem.)

Om Mani Padme Hum! ***

Paz e Luz.

- Wagner Borges – criança do infinito, que não segue nenhuma doutrina criada pelos homens da Terra,
sejam elas ocidentais ou orientais, e que sabe do poder que alguns escritos têm de ligar outros corações ao
coração do Eterno, na sintonia do Amor e da Luz.

São Paulo, 20 de abril de 2009.

- Notas:

* Buda - do sânscrito - O Iluminado; aquele que despertou! Palavra derivada de “Buddhi”, que significa
“Iluminação Pura” ou “Inteligência Pura”. Ou seja, quem alcança o estado de Buddhi, torna-se um Buda, um
ser iluminado e desperto.

** Enquanto eu escrevia essas linhas, rolava aqui no som o lindo CD. “Tibet – Cry of the Snow Lion” – de
Jeff Beal e Nawang Kechog – Lançamento nacional. A música “One Human Life” (faixa 2 do CD) é linda
demais!

*** Om Mani Padme Hum - do sânscrito - sua tradução literal é: "Salve a joia no lótus". Esse é um mantra
de evocação do bodisatva da compaixão entre os budistas tibetanos e chineses. Om é a vibração do TODO.
Mani é a "Joia espiritual que mora no coração"; ou seja, é o próprio Ser, a essência divina. Padme / Lótus é
o chacra cardíaco que envolve, energeticamente, essa joia sutil. Hum é a vibração dessa compaixão do
TODO vertendo a luz pelo chacra cardíaco em favor de todos os seres.

Esse mantra é mais conhecido como o "mantra da compaixão". É um dos mantras mais poderosos que
conheço. Pode ser concentrado, mentalmente, dentro do peito – como se a voz mental estivesse
reverberando ali –, ou dentro de qualquer um dos chacras que a pessoa desejar ativar. No entanto, o
melhor lugar para ele é realmente o chacra cardíaco, pois o que chega ali é distribuído para todo o corpo,
pela circulação do sangue comandada pelo coração, e também a todos os outros chacras do corpo
energético.

O chacra frontal, na testa, também é excelente para a prática desse mantra, pois o que chega nele é
distribuído ao longo da coluna pelos nádis – condutos sutis de transporte energético pelo sistema –, e
comunicado a todos os outros chacras abaixo dele. Esse é o motivo pelo qual vários mestres iogues sempre
aconselham aos seus discípulos iniciar alguma prática bioenergética por ele.

Um livro excelente sobre isso é o do pesquisador iogue japonês Hiroshi Motoyama, "Teoria dos Chacras",
lançado no Brasil pela Editora Pensamento.
Eis alguns CDs maravilhosos que contêm esse mantra:

- Laíze, com a participação de Áurio Corrá nos teclados e arranjos - CD. "OM", pela Gravadora Alquimusic –
Brasil - A segunda faixa desse disco é um canto de amor e faz um bem enorme ao chacra cardíaco. É amor
em forma de ondas sonoras.

- CD. "Tibetan Incantations - The Meditative Sound of Buddhist Chants", pela Gravadora Music Club, Série
50050 – England - A segunda faixa é de uma profunda alegria e melhora o humor do ouvinte. É alegria em
forma de ondas sonoras. A terceira música é o mantra Om Mani Padme Hum cantado à capela pelos monges
tibetanos. Esse álbum tem 74 minutos de música.

- CD. "Six-Word Mantra of Avalokitesvara - The Avalokitesvara Boddhisattva Dharma Door Vol. ll", pela
Gravadora Wind Records, Série TCD – 2109 – E.U.A. - Esse CD foi feito por músicos chineses e direcionado
para a cura de órgãos internos pelo mantra Om Mani Padme Hum. Entretanto, como a pronúncia é chinesa,
o mantra fica Om Mani Pa Me Hung. Seu efeito é bem forte. Nesse trabalho, o lance é mais de energia do
que de amor. É vitalidade em ondas sonoras.

- Beijing Central Juvenile Chorus - CD. "Wingsong of The Lotus World", pela Gravadora Wind Records, Série
TCD – 2152 – E.U.A. - Esse disco é cantado por um coro juvenil chinês. Aqui o Avalokitesvara, criador do
mantra Om Mani Padme Hum – representado pelos chineses na figura da Deusa da compaixão "Kuan-Yin" –,
é reverenciado em um belo canto que encanta o coração do ouvinte sensível. Esse disco é paz em ondas
sonoras.

- Buedi Siebert – CD. “Om Mani Padme Hum”, pela Gravadora Real Music, Série RM – 4040 – E.U.A. – Esse
CD contém diversas versões do mantra Om mani Padme Hum. É excelente para momentos de prece,
práticas meditativas, práticas de Ioga e momentos de inspiração e conexão espiritual.

- Fan Li-bin – CD. “Sound From the Cosmos”, pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2112 – E.U.A. –
Nesse trabalho de fortes vibrações, Fan Li-bin, vocalista nascido em Taiwan e exímio praticante de mantras,
procurou realizar uma conexão espiritual do mantra Om Mani Padme Hum com os chacras. Aqui a pronúncia
do mantra é cantada como Om Ma Ni Pa Mei Hum.

- Craig Pruess – CD. “Sacred Chants of Buddha”, pela Gravadora Heaven on Earth Music, Série HOEM – 12 –
England – A terceira faixa deste CD é uma versão do mantra Om Mani Padme Hum elaborada para profundo
relaxamento psicofísico.

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NA LUZ AZULADA DE SANGE MENLA, O BUDA* DA MEDICINA


Você me buscou na noite mais escura.

Estava frio e ninguém se importava com nada.

Muito menos com um mendigo embaixo do viaduto.

Mas Você estava ali, no meio da sujeira, sem que eu visse.

E na minha hora mais difícil, você segurou em minhas mãos.

Então eu vi sua luz azulada e, depois de tanto tempo, eu ri novamente.

Porque senti a serenidade acalentando meu coração doente.


Eu nunca tinha ouvido falar de você. Mas sabia o que o levara até mim.

Era minha hora final, e eu sabia; e você estava ali comigo.

Eu não tinha mais ninguém no mundo... E estava muito doente e fraco.

Na verdade, eu estava era farto do mundo e da frieza dos homens.

Estava cheio das coisas da Terra e das mentiras e maldades que sofri.

E Você me olhou como ninguém tinha me olhado; e viu dentro do meu coração.

E eu me senti amparado e contente, pois você não me julgou, e só me compreendeu.

Você nada disse, mas eu compreendi; e aceitei ir em frente... Sem ranço e peso.

E, na noite escura e fria, eu me entreguei a Você; e renasci na vida espiritual.

E mãos de luz me limparam e me trataram com respeito, sem nada me perguntarem.

E, muitas vezes, eu ouvia uma linda canção e me sentia renovado e cheio de energia.

Depois eu descobri que eram os seus trabalhadores entoando o seu mantra da cura.

E, assim que melhorei, aprendi a entoá-lo também, porque me fazia tão bem...

E hoje eu o ensino para outros, e conto minha história e de como Você me ajudou.

Oh, Buda da Medicina! Que não se esquece dos miseráveis do caminho.

Que lê no coração as verdades da alma e nada julga, e a todos ampara.

Que desce na noite escura e ilumina a jornada de muitos sofredores.

Eu me prostro aos seus pés e novamente canto a essência do seu mantra** curativo:

“Tayata Om Bekandze, Bekandze, Maha Bekandze, Randze, Samun Gathe, Soha!”

E ofereço ao mundo essas vibrações de compaixão, como sementes de paz...

Em seu nome, Sange Menla, Buda da Medicina*** e curador de homens e espíritos.

- Depoimento de um Espírito Desencarnado –

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 23 de novembro de 2009.)

- Nota de Wagner Borges:

Cabe aos médicos da Terra a realização da arte da cura do corpo físico.

É tarefa nobre e regeneradora, e demanda muita honra e dedicação na jornada.


Contudo, há feridas que não se curam com remédios e coisas que o bisturi não corta.

Há doenças da alma, filhas dos pensamentos e emoções mal resolvidos.

E essas não são alcançadas pelos meios terrenos, e estão entranhadas no coração.

A cura real só vem com o despertar da consciência, e isso não é fácil.

Por isso, os Budas dão uma força aos homens, sempre de forma invisível e amiga.

Eles agem nos bastidores do mundo, silenciosa e serenamente, pela Luz.

E hoje, pela inspiração da Espiritualidade Maior, esses escritos falam disso.

E evidenciam o mantra da cura do Buda da Medicina, para o bem de todos.

E eu fico aqui pensando nessa compaixão maravilhosa e sutil, e sentindo-a também.

E, ao mesmo tempo, enquanto escrevo, me sinto abraçado por seres de luz invisíveis.

Sinto sua simpatia e amizade, por entre os planos; e suas vibrações de gratidão.

E, no entanto, eu é que agradeço a eles, pela oportunidade de grafar esses escritos.

Ah, as palavras são tão pobres em momentos assim...

Então, eu fico aqui, bem quietinho, e deixo o meu coração viajar por aí...

Na luz azulada de Sange Menla.

Paz e Luz.

- Notas do Texto:

* Buda - do sânscrito - O Iluminado; aquele que despertou! Palavra derivada de “Buddhi”, que significa
“Iluminação Pura” ou “Inteligência Pura”. Ou seja, quem alcança o estado de Buddhi, torna-se um Buda, um
ser iluminado e desperto.

** Mantra – do sânscrito – palavra oriunda de Manas: Mente; e Tra: Controle; liberação – Literalmente,
significa "Controle ou liberação da mente".

Determinadas palavras evocam uma atmosfera superior que facilita a concentração da mente e a entrada
em estados alterados de consciência. Os mantras são palavras dotadas de particular vibração espiritual,
sintonizadas com padrões vibracionais elevados. São análogos às palavras-senhas iniciáticas que ligam os
iniciados aos planos superiores.

Pode-se dizer que os mantras são as palavras de poder evocativas de energias superiores. Como as palavras
são apenas a exteriorização dos pensamentos revestidos de ondas sonoras, pode-se dizer também que os
mantras são expressões da própria mente sintonizada em outros planos de manifestação.

*** Sange Menla – é o nome tibetano do Buda da Medicina (em sânscrito, ele é chamado de
Bhaisajyaguru). A simples repetição de seu nome (de preferência, em silêncio, no centro do coração) gera
vibrações espirituais que auxiliam na cura e eliminam os venenos da mente, responsáveis por toda ordem de
sofrimentos.

Normalmente, é feito assim: “Om Sange Menla!”


O seu mantra clássico é o seguinte: “Tayata Om Bekandze, Bekandze, Maha Bekandze, Randze, Samun
Gathe, Soha!”

O cerne desse mantra é “Bekandze”, que significa a eliminação do sofrimento - do corpo e da mente. Logo,
é um excelente mantra para cura, física ou psíquica.

Para melhor compreensão da pronúncia do mantra, favor acessar a apresentação do mesmo nesse vídeo
postado no Youtube, no seguinte endereço específico: http://www.youtube.com/watch?v=yUJucA-
mrgE&feature=related

Ou nesses dois aqui:

http://www.youtube.com/watch?
v=xAzTuwWqo2w&feature=PlayList&p=A39380D38E38C968&playnext=1&playnext_from=PL&index=10

http://www.youtube.com/watch?v=R0pQE1hfjCU&feature=related

Obs.: David Crow escreveu coisas bem legais sobre o Buda da Medicina. Para acessar um capítulo de seu
material, basta entrar no seguinte endereço específico: http://www.dpmais.com.br/davidcrow/capitulo.htm

SENDEIRO CONSCIENCIAL
(No átrio do Templo do Coração)
“O Inefável é invisível aos olhos da carne, mas é visível à inteligência e ao coração .” - in Sabedoria
Hermética -

No Átrio do templo do coração, revela a ti mesmo.

Tira a roupa do mundo e veste a túnica de luz.

Descalça as sandálias do ego e caminha com passos leves.

O encontro contigo mesmo é secreto e profundo.

A senda é em ti mesmo!

Que os teus passos sejam luminosos e justos.

Que os teus propósitos sejam dignos.

Não fixes os teus pensamentos no peso das provas que te pressionam.

Pelo contrário, concentra-te na luz dos teus ombros, para aumentar tua força e te dar
sustentação na jornada.

Não te esqueças: tu és o eterno no temporário; o espírito imperecível!

Que tua consciência seja equânime em todas as coisas da vida.

Não te esqueças do teu Primeiro Amor.

Lembra-te da Primeira Luz, aquela que te deu o sopro vital.


Ora ao Grande Hierofante*, O Imanente, O Grande Invisível.

Que tua jornada seja justa!

Om Para-Pada Hum! **

- Sanat Khum Maat –

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 10 de março de 2007.)

P.S.: Esses escritos foram direcionados originalmente para a turma de 50 pessoas presentes à 2ª fase do
curso “Ensinamentos Extrafísicos e Projetivos” -, baseados nas orientações de Sanat Khum Maat.

Notas:

* Hierofante – dentro do contexto das iniciações esotéricas da antiguidade, era o mestre que testava o
neófito – calouro - nas provas iniciáticas.

Quando se afirma que o Todo - Deus, O Supremo, O Absoluto, O Grande Arquiteto Do Universo - é o Grande
Hierofante, é no sentido de que Ele é o Supremo iniciador de todos os seres, pois está em tudo! Ele é o
Primeiro Amor; A Primeira Luz, Fonte de toda vida; simplesmente, o TODO que está em tudo.

Sobre isso, favor ver os textos “Medita no Teu primeiro Amor, a Primeira Luz” – partes I e II –
respectivamente os textos 638 e 640, postados na seção de textos periódicos do site do IPPB.

** Om Para-Pada Hum - para melhor compreensão dos leitores em relação a esse mantra e ao próprio
texto, reproduzo na sequência um outro texto de Sanat Khum Maat, que apresenta estreitas
correspondências com esses escritos de agora e esclarece alguns pontos.

Vamos a ele.

MARCAS LUMINOSAS II*


Olhem as marcas de passos no chão da vida. São marcas de caminhadas anteriores, de
pessoas em contextos de experiências diferentes. São marcas humanas, bilhões delas.
Elas estão impregnadas espiritualmente, de maneira indelével, na aura planetária, escola
primária da alma.

São muitos passos, muitos caminhos e muitas marcas, todas registradas devidamente no
“livro da Mãe-Terra”. Contudo, destacam-se nos vários caminhos, as pegadas daqueles
que marcaram os caminhos da consciência justa; que marcaram sutilmente o coração e a
mente, mudando consciências em várias dimensões.

Essas são as marcas dos passos de Jesus, Krishna, Gautama Buda, Lao-Tzé, Rama e de
tantos outros seres conscientes, plenos de amor e admiração pela Consciência Cósmica.
Eles são os “bandeirantes luminosos” dos caminhos terrestres.

Que as pessoas de boa vontade possam sempre seguir essas marcas do Bem nos
caminhos da existência.

PAZ NOS CAMINHOS!


OM PARA-PADA HUM! **.

- Sanat Khum Maat -

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Extraído do livro "Viagem Espiritual – Vol. III" – Ed.
Universalista – 1998.)

Notas:

* O primeiro "Marcas Luminosas" é o texto 462 – postado na seção de textos periódicos enviados pelo nosso
site – www.ippb.org.br

** OM PARA-PADA HUM - do sânscrito - mantra para elevação da consciência e firmeza energética.

OM: "vibração interdimensional";

PARA: "supremo"; "infinito";

PADA: "pé"; "pegada"; "sinal"; "meta";

HUM: "vibração localizada"; "Assim seja!"

- Mantra – do sânscrito – palavra oriunda de Manas: Mente; e Tra: Controle; liberação – Literalmente,
significa "Controle ou liberação da mente".

Determinadas palavras evocam uma atmosfera superior que facilita a concentração da mente e a entrada
em estados alterados de consciência. Os mantras são palavras dotadas de particular vibração espiritual,
sintonizadas com padrões vibracionais elevados. São análogos às palavras-senhas iniciáticas que ligam os
iniciados aos planos superiores.

Pode-se dizer que os mantras são as palavras de poder evocativas de energias superiores. Como as palavras
são apenas a exteriorização dos pensamentos revestidos de ondas sonoras, pode-se dizer também que os
mantras são expressões da própria mente sintonizada em outros planos de manifestação.

Obs.: Para saber mais sobre o amparador extrafísico Sanat Khum Maat, ver o texto 139 - postado pelo site
em 1999, e onde revelo alguns detalhes sobre sua presença espiritual. Há outros textos dele postados na
seção de textos periódicos do site enviados semanalmente - www.ippb.org.br - Devido à profundidade de
seus apontamentos, é um dos mentores mais queridos dos leitores, que, frequentemente, enviam e-mails
pedindo mais textos de sua autoria espiritual.

Obs.: A coletânea de textos espirituais de Sanat Khum Maat está publicada em meu oitavo livro:
"Ensinamentos Extrafísicos e Projetivos", lançado pela Editora Madras em 2005 - o livro pode ser encontrado
nas livrarias e também pode ser adquirido diretamente no IPPB - ou por telefone - e ser enviado pelo
correio.

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SENDEIRO CONSCIENCIAL II
(Toques Espirituais aos Servidores da Luz)
“O Inefável é invisível aos olhos da carne, mas é visível à inteligência e ao coração.” - in Sabedoria
Hermética -
No meio da madrugada, na zona sul da metrópole cinzenta de aço e concreto, onde O
Grande Arquiteto Do Universo me colocou para viver, aprender e trabalhar, sinto uma
atmosfera espiritual suave descer pelo meu chacra coronário e seguir até o centro do
peito - área do chacra cardíaco. Percebo um chamado sutil, pelas vias da intuição; um
“som sem som”, junto com a energia de um sorriso no invisível, além do plano físico. É
um chamado espiritual para escrever algo aos homens da Terra; é como uma ligação
inter-planos, de espírito a espírito, que alegra meu coração e me faz sentir saudades de
outros lugares, algures, na imensidão que se espalha pelas estrelas, onde o Supremo
Tecedor do Mistério teceu a imensa teia da vida – física e extrafísica.

Tranquilamente, preparo-me para escrever o que vier, pelas vias do espírito.

Então, percebo claramente a presença de uma linda mulher extrafísica ao meu lado. Ela ri
e me passa uma energia de contentamento, bem típica dos espíritos felizes consigo
mesmos e com a vida multidimensional. Engraçado. Parece-me que a conheço de outros
tempos, e que estamos ligados de alguma maneira.

Capto os pensamentos e sentimentos de simpatia dela, que me diz, mentalmente:

“O espiritualista consciente é servidor da luz. Sabe que Deus é o Supremo Comandante de


seu trabalho e de sua vida. Trabalha contente e sem se ater aos frutos de sua tarefa, que
sempre entrega nas mãos do Senhor.

O servidor lúcido jamais se entrega ao desânimo ou se deixa levar por ondas psíquicas
nocivas. Mesmo cercado de incompreensões ou de pressões diversas em sua jornada, não
se deixa abater, pois sabe que carregar a luz não é tarefa simples.

Ele sabe que essa luz é o seu melhor tesouro. Sem ela, tudo ficaria triste e sem brilho. Por
isso, jamais a perderá! Sempre cuidará dela como um presente de Deus em seu coração.
E, também, por saber que a espiritualidade é um estado de consciência.

O servidor da luz sabe o valor real das bênçãos sutis que chegam em sua vida. Sente-se
agraciado com presentes invisíveis. No silêncio da meditação, ele sente os toques
espirituais dos mentores extrafísicos, que lhe aportam às inspirações e energias
necessárias ao seu trabalho. Na prece tranquila e serena, ele agradece aos amigos que lhe
guardam os caminhos. Ele sabe que sem eles tudo ficaria limitado apenas ao seu potencial
particular. Ele sabe que a união de consciências imbuídas dos mesmos propósitos
benéficos produz campos luminosos de bênçãos e assistência espiritual aos homens de
todos os planos.

O servidor é pessoa comum e ciente das coisas do mundo. Assim como é ciente das coisas
de outros planos. Sabe que a vida se desdobra de maneiras infinitas, e que os sentidos
limitados do corpo não têm como captar a totalidade da existência multidimensional. Ele
aprendeu que “na casa do Pai há muitas moradas”.

Ele sabe do amor que impulsiona o seu viver.


É por esse amor que ele vive...”

Logo após ter me presenteado com sua presença e graça, ela acena em despedida e,
suavemente, se desvanece no ar em frente a mim. Fico quieto e pensando no jeito alegre
e na suavidade dela. Na verdade, sei que isso é saudade, pois, em meu coração, sinto que
a conheço de outrora... E sei, também, que na hora certa nos encontraremos por aí, pela
graça do Grande Espírito, Senhor de todas as vidas.

***

Enquanto eu passo a limpo essas linhas, surge no ambiente o sábio espiritual Sanat Khum
Maat. Ele me saúda com um gesto de cabeça. A pedra azulada em seu turbante brilha
intensamente. Por experiências anteriores, sei que ele quer passar alguns toques
espirituais direcionados aos estudantes de todas as linhas espirituais e iniciados nas artes
do espírito.

Então, envolvido por sua veneranda presença, grafo no plano físico os seus ensinamentos
conscienciais:

“Iniciado nas “coisas do espírito”, o servidor é alegre, naturalmente, e aprende a superar


as provas do caminho com bom humor e simplicidade. Ele sabe que de nada adianta
empatar suas energias em querelas tolas, pois isso faz com que disperse suas energias.
No cadinho da experiência, ele aprendeu a não valorizar tanto as emoções passageiras, os
pensamentos daninhos e as atitudes pueris, suas e dos outros.

O servidor conhece o seu lado sombrio e trata de integrá-lo, com bom senso e jogo de
cintura, sem fugir de si mesmo e sem descuidar de sua tarefa. Ele conhece o jogo vital
das polaridades e sabe como equilibrá-las. Sabe fluir com os ritmos da natureza...
Aprendeu que a luz não violenta nada nem ninguém, nem mesmo a treva, e que ela
trabalha anonimamente, transformando e integrando o ser.

O trabalhador espiritual não prejudica ninguém, pois conhece as leis de causa e efeito.
Sabe que o ‘semelhante atrai o semelhante’ e que ‘o que está em cima é como o que está
embaixo; e o que está embaixo é como o que está em cima, no milagre de uma só coisa’.
Ele sabe que o ‘gênero’ – divino – está em tudo, e que tudo vibra!

Ele reconhece o princípio eterno que reside em seu coração – e no de todos os seres.
Muitas vezes, ele sonha com mundos brilhantes e humanidades pacíficas e felizes. E sente
uma unidade permeando toda criação. Ele sabe que alguns sonhos não são sonhos, mas
viagens extrafísicas aos planos do espírito. Por isso ele deita pensando na paz mundial e
no bem de todas as humanidades espalhadas pela imensidão da casa cósmica do Pai-Mãe
de todos.

Trabalhador do Bem, servidor da Luz, iniciado espiritual... tanto faz; pouco importa o
nome que se dê àquele que jornadeia pela senda do espírito.
O importante é saber operar com dignidade e viver sob a égide dos ideais de Liberdade,
Igualdade e Fraternidade.

Todo aquele que é dedicado ao serviço da luz, curva sua cabeça sob os desígnios
superiores e trabalha sob os ditames da justiça cósmica. É equânime, e seu coração pulsa
em ressonância com os desideratos elevados.

Que a luz de Hermes guie sua jornada.

Que o coração do Buda apazigue seu coração.

Que o amor de Jesus seja o seu motivo.

Que o silêncio dos Rishis inspire a sua meditação.

Que os iniciados de todos os tempos guardem seu caminho.

E que o Todo que está em tudo seja o seu hierofante.

Paz e Luz. Amor e honra no serviço.”

P.S.: Aqui, no meio da madrugada, agradeço ao Grande Arquiteto Do Universo por me permitir ver e sentir
“as coisas do espírito”, sem as quais eu me sentiria muito triste e sem rumo na vida. Não há palavras que
possam expressar a riqueza que sinto brilhar nessas lides espirituais. Agradeço, agradeço, agradeço... OM!

Mais uma coisa: enquanto eu recebia e transcrevia os toques do Sanat, vi - em minha tela mental interna
frontal -, várias imagens do antigo Egito e da velha Índia. Além disso, senti vibrações daquele amor que não
se explica, só se sente... e me lembrei tanto de Jesus, Buda, Krishna, Ramatís, Lao-Tzé, Babaji, Mataji,
Ananda e dos Rishis.

Nem preciso dizer que o meu coração se derreteu de amor.

(Dedicado às pessoas que desencarnaram no recente acidente de avião no aeroporto de Congonhas – e


também aos seus familiares e amigos. Que esse amor que chegou aqui, nos toques dos amparadores
espirituais, seja o amor que embale seus rumos, na Terra ou no Extrafísico. Que eles sejam abençoados na
luz. Que o Grande Arquiteto Do Universo ilumine suas jornadas, na Terra e além...)

Paz e Luz.

- Wagner Borges –

São Paulo, 20 de julho de 2007.

Notas:

* Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função
principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do
corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico. Os principais
chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõe o sistema endócrino: coronário
– topo da cabeça; frontal – testa; laríngeo – garganta; cardíaco – peito; umbilical – abdome; sexual – baixo
ventre; e básico – base da coluna.

* Rishis – do sânscrito - sábios espirituais; mestres da velha Índia; mentores dos Upanishads.
* Hierofante - dentro do contexto das iniciações esotéricas da antiguidade, era o mestre que testava o
neófito – calouro - nas provas iniciáticas.

Quando se afirma que o Todo - Deus, O Supremo, O Absoluto, O Grande Arquiteto Do Universo - é o Grande
Hierofante, é no sentido de que Ele é o Supremo iniciador de todos os seres, pois está em tudo! Ele é o
Primeiro Amor; A Primeira Luz, Fonte de toda vida; simplesmente, o TODO que está em tudo.

* Amparador – entidade extrafísica e positiva que ajuda o projetor nas suas experiências extracorpóreas;
mentor extrafísico; mestre extrafísico; companheiro espiritual; protetor astral; auxiliar invisível; guardião
astral; guia espiritual.

* OM – do sânscrito - o Som divino; a Vibração do TODO que está em tudo. No contexto hinduísta, esse
mantra – que é considerado o maior e mais poderoso de todos – é chamado de pranava ou shabda; ou seja,
o verbo divino.

* Para saber mais sobre o amparador extrafísico Sanat Khum Maat, ver o texto 139 - postado pelo site do
IPPB em 1999, e onde revelo alguns detalhes sobre sua presença espiritual -, no seguinte endereço
específico: http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=3194 . Há
outros textos dele postados na seção de textos periódicos do site enviados semanalmente - www.ippb.org.br
- Devido à profundidade de seus apontamentos, é um dos mentores mais queridos dos leitores, que,
frequentemente, enviam e-mails pedindo mais textos de sua autoria espiritual. Obs.: A coletânea de textos
espirituais de Sanat Khum Maat está publicada em meu oitavo livro: "Ensinamentos Extrafísicos e
Projetivos", lançado pela Editora Madras, em 2005 - o livro pode ser encontrado nas livrarias e também pode
ser adquirido diretamente no IPPB - ou por telefone - e ser enviado pelo correio.

* Para melhor entendimento desses escritos, sugiro ao leitor ler o texto 777 – postado na seção de textos
periódicos, no seguinte endereço específico:

http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=5103

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SENDEIRO CONSCIENCIAL III


(A LUZ DOS INICIADOS)
Amigo e irmão, saudações!

Possamos unir os nossos pensamentos na imensidão da vida universal.

Sob o aceno do Eterno Ancião dos dias, possamos dar as mãos, entre planos, para
levarmos os toques de cura aos que tateiam nas trevas conscienciais.

Sob os auspícios da Luz, possamos unir nossos sentimentos em prol do bem comum.

Sob a inspiração do Amor Supremo, possamos unir nossas energias a favor dos
desvalidos, de todos os planos de manifestação.

Sob os olhos serenos das consciências avançadas, nossos irmãos maiores e servidores
conscientes do Grande Arquiteto Do Universo, possamos voar juntos, em espírito,
irmanados nos mesmos ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Sob a égide dos altos ideais, possamos nortear nossos rumos na direção de horizontes
claros e dignos.

Sob a guarda dos grandes hierofantes, possamos trilhar a senda com sabedoria.

Sob o olhar cósmico do Grande Espírito, possamos planar sobre as planícies iniciáticas que
levam à consecução das atividades de esclarecimento consciencial.

Sob a ação do “fogo da alma” em nossos corações, possamos aquecer outros corações.

Sob a Luz que nos guia, possamos iluminar outras vidas...

Sob o zimbório celeste, ou sobre o pó da estrada, possamos tomar refúgio espiritual no


Inefável, invisível aos olhos da carne, mas visível à inteligência e ao coração.

***

Amigo e irmão, outrora andamos juntos pelas terras quentes do Antigo Egito; pelas
margens do rio Ganges, na velha Índia; e pelas alturas himalaicas, nas montanhas
sagradas.

Quando falávamos do Todo que está em tudo, nossos olhos brilhavam intensamente.
Então, curvávamos nossas cabeças em reverência a Ele, O Supremo, e agradecíamos o
dom da vida e o aprendizado espiritual que guiava nossos rumos.

Hoje, mesmo residindo em planos de manifestação diferentes – físico e extrafísico – ainda


continuamos ligados pelos laços da iniciação sagrada.

Sob a ternura invisível que une nossos corações aos valores imperecíveis, possamos
passar pelos portais luminosos, Inter planos, para novamente agirmos juntos, em espírito.

***

Você sabe: deite-se o corpo no leito e durma pensando na Paz mundial.

Depois, decole espiritualmente, nas asas da emancipação da alma, para irmos juntos até
as estrelas, sob a graça do Pai-Mãe de todos.

Que Maat, a senhora da justiça, compassiva e equânime, inspire suas jornadas.

Amigo e irmão, paz e luz!

- Os Iniciados e Sanat Khum Maat -

- Recebido espiritualmente por Wagner Borges.

São Paulo, 03 de agosto de 2007.

Notas:

* Para melhor entendimento desses escritos, sugiro ao leitor ler os dois textos anteriores - postados na
seção de textos periódicos do site do IPPB – números 777 e 796 - nos seguintes endereços específicos:
http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=5103 e

http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=5236

* Hierofantes - dentro do contexto das iniciações esotéricas da antiguidade, eram os mestres que
testavam os neófitos – calouros - nas provas iniciáticas.

* Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente,
passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e
direcionadas aos estudantes espirituais do presente. Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios,
tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do
Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos
espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a
quem.

* Para saber mais sobre o amparador extrafísico Sanat Khum Maat, ver o texto 139 - postado pelo site do
IPPB em 1999, e onde revelo alguns detalhes sobre sua presença espiritual -, no seguinte endereço
específico: http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=3194

Há outros textos dele postados na seção de textos periódicos do site enviados semanalmente -
www.ippb.org.br - Devido à profundidade de seus apontamentos, é um dos mentores mais queridos dos
leitores, que, frequentemente, enviam e-mails pedindo mais textos de sua autoria espiritual.

Obs.: A coletânea de textos espirituais de Sanat Khum Maat está publicada em meu oitavo livro:
"Ensinamentos Extrafísicos e Projetivos", lançado pela Editora Madras, em 2005 - o livro pode ser
encontrado nas livrarias e também pode ser adquirido diretamente no IPPB - ou por telefone - e ser enviado
pelo correio.

* Maat – dentro da Cosmogonia egípcia antiga, é a deusa da justiça cósmica; a senhora dos caminhos
justos. Inclusive, há um texto bem legal do Sanat Khum Maat sobre ela, publicado no meu livro “Viagem
Espiritual III”. Reproduzo o mesmo na sequência.

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SENDEIRO CONSCIENCIAL IV*


Amigo de jornada espiritual, saudações!

Do nadir ao zênite, que haja luz em sua vida.

Que o vento do espírito areje suas ideias e renove suas energias.

Você reconhece que consciências amigas, de outras esferas, velam secretamente pelo seu
progresso?

Olhos serenos e magnânimos projetam luzes sutis em sua senda.

Mesmo nos momentos de provas acerbas e de solidão, sem que você perceba, o Invisível
Imanente segue inspirando o seu viver.

Ele é o Sopro Vital de tudo que respira.

***
O iniciado espiritual nunca caminha só!

Dentro de seu coração pulsa o coração do Grande Hierofante**.

O Supremo conhece seus objetivos e sua luta pelos ideais de Liberdade, Igualdade e
Fraternidade.

Ele é a luz de seu coração!

O iniciado reconhece Seu toque na prece e na meditação.

Na luz que se expande, secretamente, Ele também toca outros corações, algures...

O iniciado sabe disso e aceita os desígnios superiores; sabe que é apenas centelha do
Todo. Por isso, agradece e trabalha, naturalmente.

Ele compreende os motivos...

***

Nenhuma reunião espiritual é igual, pois há condições que se alteram, em diversos planos.

Contudo, o amor que envolve o iniciado é sempre o mesmo.

Quem poderá descrevê-lo?

Como explicar o toque sutil que inspira o coração?

Como falar da luz que derrete os corações sintonizados com o Grande Imanente invisível?

Como falar daquela luz que brilha no zimbório celeste e que, agora, brilha no centro do
ser?

Na luz, o iniciado se cala!

Ele sabe que, quando o coração fala ao coração, não há mais nada a dizer.

***

O iniciado não teme os espíritos infelizes; pelo contrário, ele os compreende.

Ele vibra por eles, pois conhece a dor da ilusão daqueles que esqueceram da própria
natureza espiritual. Ele não os julga, somente vibra e torce por eles.

Ciente das pulsações do Coração do Grande Hierofante em seu próprio coração, ele as
irradia a favor de todos.

Na luz, ele compreende...

***
Calçado com as sandálias do bom senso e do equilíbrio, o iniciado caminha pelos espinhos
do mundo sem se ferir. Ele sabe que a senda é dentro dele mesmo e que o seu templo de
provas e de aprendizado é o mundo inteiro.

Também sabe que tudo que vive é seu próximo!

Ele aprendeu que o Todo está em tudo e, portanto, está em todos os seres.

Respeitando a todos, ele honra o divino que habita em tudo.

Honrando ao Supremo, ele é feliz, de forma que outros não podem compreender.

O iniciado carrega em si mesmo a riqueza que o mundo não vê: o discernimento espiritual
e o amor que guia seus passos ao longo das vidas seriadas, na Terra e além...

Ele é rico! Ele sabe! Ele compreende...

O seu tesouro, a traça não destrói e homem ou espírito algum pode roubá-lo.

É estado de consciência dele mesmo. É luz que brilha cada dia mais...

***

O iniciado sabe que não é causa de nada.

Ele sabe que de nada adianta ganhar o brilho do mundo, se perder o brilho de seu
coração.

Também sabe que, sem amor, tudo perde o sentido.

Por isso, ele continua agradecendo ao Todo, por tudo.

Ele compreende...

P.S.: Quem compreende, em seu coração, o compreende***.

Paz e Luz!

- Wagner Borges -

São Paulo, 22 de agosto de 2007.

- Notas:

* Para melhor entendimento desses escritos, sugiro ao leitor ler os três textos anteriores - postados na
seção de textos periódicos do site do IPPB – números 777, 796 e 801 - nos seguintes endereços específicos:

http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=5103

http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=5236 e

http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=5250
** Hierofante - dentro do contexto das iniciações esotéricas da antiguidade, era o mestre que testava o
neófito – calouro – nas provas iniciáticas.

Quando se afirma que o Todo – Deus, O Supremo, O Absoluto, O Grande Arquiteto Do Universo – é o
Grande Hierofante, é no sentido de que Ele é o Supremo iniciador de todos os seres, pois está em tudo! Ele
é o Primeiro Amor; A Primeira Luz, Fonte de toda vida; simplesmente, o TODO que está em tudo.

*** Esse texto foi escrito momentos antes do início de uma reunião com a turma de 120 participantes do
grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB. Enquanto o pessoal chegava, eu escrevia essas linhas,
sentado junto à mesa do salão. Seu conteúdo reflete a atmosfera extrafísica do ambiente e a presença do
grupo de mentores dos Iniciados. Escrevi o texto, mas a inspiração é deles. Aliás, aproveito para agradecer,
mais uma vez, o apoio invisível e intangível desse grupo de amparadores muito legais.

Obs.: Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente,
passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e
direcionadas aos estudantes espirituais do presente. Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios,
tibetanos, japoneses e alguns gregos, ele tem o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do
Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos
espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a
quem.

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SENDEIRO CONSCIENCIAL - V*
(Um Recado Direto – De Alma Para Alma)
Amigo, escuta essas palavras que o Eterno te enviou, por meio desses escritos...

E não te faças de rogado: o recado é para ti mesmo!

Porque tu estás tão triste?...

Se o teu coração é da Luz, porque tu deixaste as trevas se aproximarem?

Se tu valorizas o Amor, sabes também que Ele é maior do que o teu ego.

Aliás, o Amor é maior do que tudo, mas tu tens esquecido disso.

E tu não és vítima de nada!

Pois são tuas as causas que geram os efeitos em ti mesmo.

E se estás triste é porque tu mesmo o permitiste.

Saibas que, ontem, nós ouvimos o teu choro na calada da noite.

E, hoje, nós te dizemos diretamente: erradica essa tristeza sem sentido.

Tu podes muito mais do que imaginas... E é questão de reativar tua Luz.

Como tu podes ter esquecido as lições espirituais de tantas jornadas?


E há quanto tempo tu não falas com teus mentores espirituais**?

Tu deixaste teus amigos negativos te levarem para fora da senda espiritual...

E, agora, teu coração está estranho e macambúzio. E tu mesmo és o responsável.

Irmão, olha para o Alto e deixa as escamas do teu ego caírem fragorosamente.

Deixa que o Todo*** lave tua alma na Luz da prece - e nas lágrimas redentoras.

Transforma tuas mágoas em lições de vida e caminha com paz e consciência.

Evita as companhias deletérias - e também as que negam as coisas do espírito.

Tu bem sabes aonde elas te levaram e o quanto foste pilhado em tuas energias...

Volta-te para quem te ama realmente e, com humildade, recicla tua vida.

Chega de ilusão! Chega de renegar o espírito! Chega de fugir da verdade!

Tu te desviaste e o teu coração secou. Então, volta à senda que te faz feliz...

Os teus mentores estão à tua espera, sem julgamento algum, pois eles te amam.

Eles respeitam tuas escolhas, mas não podem fazer nada quanto tu mesmo te afastas.

E foram eles que te inspiraram a vir aqui hoje, por obra e graça do Todo.

É hora de jogar fora essa tristeza que nada constrói em tua vida.

Retorna à senda espiritual, rapaz! Porque, na verdade, ela nunca saiu de ti...

E que, doravante, tuas lágrimas sejam de Luz, não de tristeza ou vazio de alma.

Tu vieste até aqui com dúvidas - e teus mentores te deram um presente celeste.

Eles te deram essas palavras diretas e verdadeiras e também uma música de paz.

E, agora, o resto é contigo... Pois são tuas as causas que geram o teu destino.

Assim como é o Amor do Todo que está em tudo!

Irmão, não tergiverses mais! E que o teu rumo seja o da Consciência Cósmica...

Faze por onde, pois o teu destino é a Luz!

Paz e Luz.

- Os Iniciados**** -

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 14 de dezembro de 2012.)


- Nota de Wagner Borges: Esses escritos foram recebidos horas antes de uma palestra no IPPB. E, como
de outras vezes, eu não sabia para quem a mensagem se destinava, mas tinha noção de que a pessoa
estaria presente na palestra. Então, projetei o texto no telão e deixei em aberto, para leitura de todos.

E, depois, a pessoa se identificou e, chorando, disse-me que era tudo o que precisava ver, para confirmar
outros lances e avisos do plano espiritual para ela.

E mais: olhando-a, ali, eu tinha certeza de que o recado era para ela mesma.

Agora, estou repassando o texto em aberto, pois, quem sabe, o recado possa ser útil para mais alguém nas
mesmas condições?

Ah, quem sabe dos caminhos misteriosos e admiráveis que o Todo usa para chegar até os corações?...

Talvez, essas palavras projetadas aqui para uma pessoa em especial possam ser o que faltava para outros
estudantes reforçarem suas próprias sendas espirituais...

Oxalá isso seja assim, em Espírito e Verdade.

- Notas do Texto:

* Os textos "Sendeiro Consciencial - I, II, III e IV" podem ser acessados no site do IPPB, nos seguintes
endereços específicos:

Parte I - http://www.ippb.org.br/index.php?
option=com_content&view=article&id=5103&catid=31&Itemid=57

Parte II -

http://www.ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=5236:796-sendeiro-consciencial-
ii&catid=31:periodicos&Itemid=57

Parte III -

http://www.ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=11263:sendeiro-consciencial-
iii&catid=138:ultimos-textos-postados&Itemid=271

Parte IV -

http://www.ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=11280:sendeiro-consciencial-
iv&catid=138:ultimos-textos-postados&Itemid=271

** Mentores espirituais - entidades extrafísicas e positivas que ajudam a todos os seres na ascese
evolutiva; mestres Extrafísicos; companheiros espirituais; protetores astrais; auxiliares invisíveis; guardiões
astrais; guias espirituais; benfeitores espirituais.

*** O Todo - expressão hermética para designar o Poder Absoluto que está em tudo. O Supremo, O
Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem
ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-lo de Pai Celestial ou de
Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.

**** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente,
passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e
direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o
compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente,
fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo.
Segundo eles, são "iniciados" em fazer o bem, sem olhar a quem.

FELICIDADE OU OSSO?
(Falando das relações afetivas, na lata!)
Alguém perguntou:

- Por que amar machuca tanto?

E um dos espíritos da Cia. do Amor respondeu, na lata:

“Não, não é o amor que machuca. O que fere são as espetadas emocionais. Sabe aquelas
farpas projetadas pelo ego? Pois é, sua dor vem daí. A coisa é mais simples do que você
imagina. Tire os espinhos e se acerte consigo mesmo. Isso independe dos outros, é com
você mesmo.

O amor não pressiona, liberta e preenche o espírito. O que faz pressão são as emoções
mal resolvidas. E como as pessoas se agarram nelas!

Como isso é possível? Elas não pensam? Elas não percebem o preço que pagam no
coração?

São capazes de se rebaixar, mas não largam o osso!

Fazem qualquer negócio para se agarrar emocionalmente. Contudo, não têm motivação
para vencer o apego.

Também pudera! Gastam toda a energia segurando o osso.

Uma hora é uma relação que termina (ou que machuca). Outra hora é um parente que
descasca e se manda para o Astral.

Em outro momento, é a briga com um amigo ou com um filho. Ou seja, é carga emocional
o tempo inteiro. E as pessoas não se dão conta de que precisam trabalhar isso? Não
percebem o veneno que injetam em si mesmos? E, quando alguém fala nisso, elas ainda
se aborrecem.

No entanto, o problema delas afeta os outros também. Amigos verdadeiros sofrem


quando os amigos sofrem.

Gostariam de ver o amigo feliz, não roendo osso.

E o amor é muito legal, faz bem e renova as energias.


E aí está o problema: se machuca, não é amor.

O que existe, na maioria dos casos, é uma forte carga emocional. E isso aperta o coração
e machuca muito. Dói mesmo!

Mas poderia ser diferente. Essas emoções poderiam ser trabalhadas. Poderia haver
discernimento e serenidade, se houvesse vontade de crescer. Poderia haver mais brilho
nos olhos e mais alegria nas relações. Sem sufoco, sem danação, sem remoques, sem
peso, só sentimento legal.

Não há receitas para isso. O lance todo é de discernimento e consciência.

Faz muito mal não ser feliz! É feio fechar o bico e fazer birra. É danação em vida. Como é
que as pessoas aguentam ficar assim? Vai gostar de osso assim lá longe...

Se a pessoa se aprofundar, notará que o vulcão emocional é dentro dela mesma. As


erupções de raiva e mal humor vêm da pressão que ela tem dentro.

Simbolicamente falando, as emoções pesadas são semelhantes ao magma.

Sempre procuram um ponto de desafogo para liberar a pressão, de dentro para fora. E aí
a coisa pega: é que isso racha o solo do coração e expele cinzas em torno.

Como resultado disso, a luz do sol do discernimento não passa, e a pessoa só vê osso. Se
isso é assim, por que será que as pessoas não se previnem com esses vulcões
emocionais?

Se o magma/emoções queima forte, por que se permite tal pressão em si mesmo?

Por que as pessoas não questionam essas coisas, em lugar de roer osso?

Será que não notaram que reencarnaram na Terra para trabalhar isso, as relações
humanas? Não perceberam que enquanto não se motivarem para algo melhor, o lance
ficará pesado?

Ou será que muitas gostam daqueles joguinhos emocionais de briguinhas e remoques?


Talvez seja isso: as pessoas se acostumaram com o peso e agora não vivem sem ele.

O que é rebaixamento afetivo parece ser o normal. O osso parece um banquete.

E se alguém se atreve a falar nisso, danou-se! E aí, só dá osso novamente.

Por isso, a resposta à sua pergunta é apenas essa: amor não machuca!

O que machuca é o rebaixamento afetivo e a falta de consciência.

O que fere são as lascas do osso, de difícil digestão. E elas também ferem a boca.

Não há uma solução única para os trancos emocionais, cada um é de um jeito.


Mas, falar disso e chamar sua atenção para o fato, já é uma forma de fazer a “ficha cair”.

O resto é com você mesmo. Afinal, o osso é seu.”

P.S.:

“O amor é um banquete.

Osso ou banquete? O que vai ser desta vez?

Felicidade ou vulcão? Serenidade ou danação?

A bola está com você. O lance é seu, a jogada é sua. E o coração é o seu.

Vai rolar a pelota direitinho? Ou vai dar de canela e perder o gol?

O campo de jogo é em você mesmo. Por favor, jogue boas partidas. Seja craque, pelo amor de Deus.

E seja feliz, de toda maneira.

A copa vem aí. É hora de levantar o troféu do amor.

Dane-se o osso!

Seja feliz.

Até mais.”

- Cia. do Amor – A Turma dos Poetas em Flor.

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Curitiba, 19 de maio de 2006.)

- Nota de Wagner Borges:

Apenas transcrevi para o plano físico o recado da turma da Cia. do Amor, que são amigos espirituais muito
legais. Os motivos, só eles é que sabem. Não sei quem é a pessoa, nem qual é rolo dela. Só sei que esses
escritos precisam seguir, para chegar a quem de direito.

Esclareço, ainda, que tudo isso surgiu por influência direta dos espíritos (que são apenas gente que “mora
do outro lado”) e, por isso, não tenho como dar mais detalhes.

Portanto, peço aos leitores que não me enviem e-mails ou cartas pedindo explicações adicionais, ou mesmo
mensagens do extrafísico. Já basta a exposição que sofro ao fazer esse trabalho de veicular textos
espirituais de forma aberta. Sempre surge alguém cobrando isso ou aquilo e querendo mais, sem considerar
o desgaste pessoal de quem está envolvido num trabalho desse porte. Com raras exceções, como nesses
escritos de hoje, os textos que recebo são de cunho geral, contendo informações voltadas para o
esclarecimento consciencial das pessoas interessadas na temática espiritual, sempre de forma aberta e
genérica. Não tenho tempo nem condições de receber textos espirituais de cunho particular. Contudo, penso
que muitos leitores podem extrair algo para o seu caso em particular, mesmo quando o texto é direcionado
abertamente para todos. É só saber extrair as lições espirituais inseridas nos escritos, saber ler nas
entrelinhas e saber ver com “outros olhos”, aqueles, do coração espiritual.

Paz e Luz a todos os leitores.

- Nota:
* A Cia. do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam
textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem humorados.
Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando
em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas
vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não
existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor.

Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.

Para mais detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver o livro "Cia. do Amor - A Turma dos
Poetas em Flor" (Edição independente - Wagner Borges - 2003), e sua coluna no site do IPPB:
www.ippb.org.br

Obs.: Estou selecionando material inédito da Cia. do Amor para a publicação do segundo volume de textos
deles. Ou seja, tem mais um livro a caminho, em breve.

Outro dia, numa nota ao final de um texto, eles escreveram o seguinte:

“Nós aqui, da Cia. do Amor, não sabemos tudo. Não somos sábios espirituais nem mestres de ninguém. Mas
jogamos limpo e fazemos aquilo que O Papai do Céu nos pede sempre: “falar na lata as verdades espirituais,
sem rabo preso com nada, direto na veia, como manda o figurino”. Somos leais e bem espertos (ou seria
despertos?) e valorizamos demais o dom da vida. E o amor é a coisa mais bonita que existe. NINGUÉM
MORRE... A VIDA CONTINUA... VAMOS JOGAR...

Na Terra ou no Astral, sejamos craques (muito felizes), jogando um bolão nos eternos campos da vida...
fazendo golaços (atitude bacanas), balançando a rede e correndo para a galera (os amigos, dessa e de
outras vidas), sem esquecer de agradecer ao Papai do Céu, o Dono de todos os campos e uniformes e
também de todas as bolas (planetas) que rolam no gramado sideral.

O mantra de hoje é: ‘OM SEJA FELIZ OM!’

Ou seria melhor: ‘OM CRAQUE OM!’

A Cia. do Amor vai nessa e deixa uma AXÉZÃO para todos os leitores inteligentes e sensíveis à alegria de
viver.”

Saudade das estrelas e desassédios espirituais


Sabe aqueles dias em que você é tomado por sensações de uma opressão oculta,
insidiosa, inquietante, sem motivo aparente, que parece surgir dentro de seu próprio
coração, de forma psíquica estranha e viscosa? Pois esses são momentos de perigo real,
onde as trevas do ego que circundam o coração se insinuam sorrateiramente, loucas para
darem guarida às trevas insidiosas dos verdugos extrafísico que se apóiam nelas para a
realização de suas tarefas de assédio oculto. É o concurso das trevas interiores que abre a
guarda para a entrada das energias insidiosas que vêm dos perpetradores Extrafísicos das
obsessões espirituais.

Nasce dentro de cada um a conexão psíquica densa que faz a ligação espiritual com os
verdugos ocultos que acicatam os corações imprudentes. Os pensamentos deletérios e as
emoções torpes são alimento psíquico muito apreciado pelos agentes trevosos Extrafísicos
que, secretamente, estabelecem as ligações correspondentes com aquilo que encontram
no íntimo de cada um. Esse é momento de grande perigo, quando as trevas de dentro
convidam as trevas de fora para uma comunhão oculta nas regiões invisíveis dos piores
propósitos manifestados em suas energias.

Caro leitor, medite nisso. Investigue a si mesmo, observe o que está em seu coração,
perceba os motivos que o levam a sentir determinadas sensações estranhas, mergulhe em
si mesmo e veja a causa real das trevas que circundam os seus potenciais divinos.
Observe a causa oculta da divisão que você sente em si mesmo. Labore com inteligência e
descubra os rastros trevosos deixados em seu coração. E não titubeie ao descobri-los:
combato-os tenazmente, até erradicá-los completamente. Eliminando a causa interna do
desequilíbrio, desaparecerá naturalmente a pressão externa dos agressores Extrafísicos,
pois estes não mais terão o acesso vibracional às trevas interiores, diluídas pela meditação
serena e pela prece sincera, nascida do centro do coração que busca a luz da paz íntima.

Urge que você assuma os seus caminhos e decisões. Assuma a própria vida e os magnos
objetivos da ascensão espiritual. Tome posse do tesouro divino encerrado dentro de seu
próprio ser. Você é imortal, pertence ao Cosmo, e nada poderá obstaculizar o seu
progresso ao longo das várias existências seriadas nos orbes destinados a essa finalidade.

Você sente saudades das estrelas, mesmo sem saber. E todo ser humano é assim, mesmo
que sequer saiba disso. O grande sonho secreto da humanidade é o contato com os seres
extraterrestres, os irmãos estelares que visitam o orbe terráqueo há muito tempo. Na
verdade, esses irmãos estão mais presentes do que se possa imaginar. Contudo, operam
em outras condições vibracionais, aquém da percepção tosca dos sentidos carnais. Por
esse motivo, a melhor maneira de entrar em ressonância com eles é por meio da
educação psíquica correta, alicerçada pelos estudos espirituais competentes e voltados ao
aprimoramento consciencial profundo.

Motivados por propósitos justos e equilibrados, as suas próprias energias diluirão as


turbações intrafísicas e extrafísicas, ampliando o raio de ação de sua aura e de seus
corpos sutis, o que levará a percepção correta da presença dos seres estelares em suas
devidas proporções e condições vibracionais. Você sente saudades das estrelas... E elas,
de você. Pense nisso!

Para dissolver as conjunções perniciosas e combater as sensações insidiosas, pense no


ensinamento do amigo dos homens: “Orai e vigiai!” O Cristo conhecia bem os mecanismos
dos assédios Extrafísicos, e parte de seu trabalho foi erradicar as energias pesadas de
antigas consciências sediadas há milênios nos bastidores Extrafísicos da humanidade,
desde a época da Atlântida. Ele foi fundo nisso e quebrou as correntes que mantinham
esses seres agrilhoados nos umbrais do mundo, libertando-os para novas tentames
evolutivos em outros orbes.

Pense nisso: Ele desceu de coração aberto aos umbrais e arrebatou multidões de
assediadores Extrafísicos em sua ascese espiritual. E fez isso irradiando amor
incondicional, sem julgamentos de qualquer espécie, apenas exteriorizando a luz amorosa
serenamente. Para ajudar em seu trabalho de desobstrução cármica e de desobsessão,
medite nisso: o espírito do Cristo abraçando o mundo em silêncio. Ele abraça a você, os
obsessores e os obsidiados, os sábios e os tolos, os crédulos e os céticos, e a todos, na
Terra ou no Astral. Pense nisso: o Dharma* do Cristo é o abraço que ele dá em você, e
em todos. Você tem saudades das estrelas... E O Cristo, de você. Medite nisso!

Quando a saudade apertar, não faça disso um drama. Pelo contrário, isso significa que
parte de você ainda se lembra da verdadeira natureza estelar, além dos limites dos
sentidos da carne. Pense nisso: você é um cidadão do Cosmo, temporariamente
hospedado na Terra para aprender algumas coisas necessárias ao seu crescimento e
despertar consciencial.

Sua saudade é justa, mas não pode bloquear a sua necessidade de aprendizado terrestre.
Por isso, não reclame, apenas trabalhe e aprenda o jogo da vida. Use a saudade como
estímulo para melhorar. Faça o brilho das estrelas surgir em seus olhos e irradie a luz para
todos. Para dissolver as energias insidiosas e suas companhias extrafísicas, faça apenas
isso: visualize que os seus olhos são duas estrelas brilhando muito. De olhos abertos ou
fechados, faça essas duas estrelas brilharem de amor, e ofereça o brilho a todos os seres
incondicionalmente. Você sente saudade das estrelas... E os seus amigos Extrafísicos, de
você!

Você é uma centelha divina revestida de corpo denso no presente momento. Você é muito
mais do que imagina. A mesma luz que deu origem ao Cosmo é a mesma que pulsa
dentro de seu coração. O fogo estelar crepita dentro de você. Você é irmão das estrelas.
Por isso, uma parte sua quer tornar-se um bólido sideral e mergulhar na imensidão
estelar, enquanto a outra parte precisa do aprendizado na Terra por um tempo. Mas você
é um só! A divisão é aparente.

Portanto, traga o brilho estelar para a Terra e, quando você partir, na hora final
determinada pelos mentores siderais, leve o aprendizado obtido para as estrelas. Aí, você
descobrirá que, na Terra ou no Espaço, o importante é ser feliz, e viajar com brilho nos
olhos é pura riqueza. É estado de consciência intransferível e mérito do esforço evolutivo
apresentado com diligência e inteligência criativa. Esse brilho consciencial foi chamado
pelo Cristo como aquela “riqueza que a traça e o tempo não destrói”.

Você sente saudades das estrelas... E há outros mais que também sentem, espalhados
por esse mundão de Deus. Talvez eles sintam saudades de você também, mas sem saber
disso. Talvez sintam que outros mais estão viajando com corpos densos na mesma Nave
Terra, enquanto seus espíritos clamam pela liberdade sideral tão almejada. Talvez eles
chorem na calada da noite ao olharem o espaço sideral coalhado de estrelas brilhando na
abóbada celeste. Igual a você, eles sentem saudades... Mesmo sem saber!

Algures, no Multiverso (físico ou extrafísico), naquelas “muitas moradas do Pai Celestial”,


os irmãos extraterrestres e os irmãos Extrafísicos também estão com saudades de você.
Honre-os com uma vida digna. Mesmo em meio a tantas dificuldades, persevere nos
valores mais profundos de sua consciência. Mesmo em meio as suas deficiências, não
deixe de trabalhar e estudar, buscando condições melhores. Mesmo em meio às pressões
do viver e das pessoas, persevere! Com saudades ou sem elas, pontifique corretamente
no mundo!

E então, uma voz sutil dirá secretamente em seu coração espiritual: “Te amo... Te amo...
Te amo... Forever!” Essa é a voz do Cristo, a voz do silêncio, a voz do Espírito. E ela fala a
todos os corações incondicionalmente. E acaba com a dor da saudade.

- Wagner Borges (Matéria extraída do JUS – JORNAL DE UMBANDA SAGRADA)

ESTRELAS ESPIRITUAIS NA TERRA


Aqui na Terra, nós parecemos crianças perdidas e choronas.

No entanto, somos mais do que imaginamos.

Pulsa, em nossos corações, o fogo estelar.

Somos viajantes espirituais e pertencemos ao infinito...

Não fomos jogados aleatoriamente no orbe.

Estamos aqui porque precisamos aprender muitas lições de vida.

Mas, em nenhum momento, deixamos de ser nós mesmos, espíritos eternos.

Não estamos perdidos! Um Poder Maior nos colocou aqui.

Viemos das estrelas, mas estamos humanos, neste momento.

Há uma sabedoria secreta nisso, um mistério em nós mesmos.

Às vezes, lembramo-nos espontaneamente dos espaços livres e da luz estelar, e sentimos


uma saudade inexplicável.

Saudade de algo que a inteligência não entende, mas que o coração sabe.

Enquanto uma parte de nós escuta os ruídos do mundo, outra parte nossa, interna e sutil,
escuta os ecos da canção universal.

No bulício do mundo dos sentidos, uma parte de nós escuta algo, em espírito.

Dentro de nós, na câmara secreta do coração, há uma luz sutil que nos guia em todas as
jornadas, na Terra e em todos os planos.

Ela nos lembra de nossos propósitos e nos diz que estar aqui é muito importante.
Ela nos inspira a honrarmos a vida com nossa presença.

Não estamos perdidos! Somos um lindo sonho em forma humana.

Viemos das estrelas para iluminar o corpo de argila.

Estamos aqui por um Bem Maior. Trouxemos a luz do eterno para o transitório.

Precisamos resgatar o que somos!

Não podemos fugir de nós mesmos - nem negar nossa verdadeira natureza.

Somos cidadãos siderais! Não somos brancos, amarelos, vermelhos ou negros.

Somos da raça da luz! Não temos idade. Somos mais do que sabemos.

Somos viajantes espirituais e nosso lugar é em todo lugar.

Todo ser vivo é nosso próximo! Somos irmãos de tudo.

E, quando nos conscientizamos da luz eterna que somos, nada é capaz de impedir a
irradiação sadia de nossos pensamentos e sentimentos.

Parecemos crianças choronas, mas somos centelhas espirituais do Grande Amor.

Somos partes de um lindo sonho do Todo.

Não nascemos nem morremos, apenas entramos e saímos dos corpos perecíveis.

Não podemos ser enterrados ou cremados!

Que elemento transitório do mundo poderia destruir o sopro vital do eterno?

A verdade é essa: entramos e saímos dos corpos de argila, vida após vida...

Não estamos perdidos! Que alegria! Uma parte de nós sabe.

Há compreensão intuitiva. Há sabedoria interna. Há amor. Há luz.

Tudo isso dentro de nós.

E isso não se explica, só se sente...

(Esses escritos são dedicados a Francisco de Assis e a Mataji - mentora espiritual dos iogues e trabalhadores
espirituais).

Paz e Luz.

- Por Wagner Borges –

São Paulo, 13 de fevereiro de 2008.

- Nota: Esse texto foi escrito um pouco antes de uma reunião com a turma do grupo de estudos e
assistência espiritual do IPPB.
Yemanjá
Que mulher maravilhosa!
Em minha mente e em meu peito, ao mesmo tempo, um sussurro feminino dizia:
Yemanjá... Yemanjá... Yemanjá...

Pensei: "Caramba! Essa é Yemanjá, a Rainha do mar tão cultuada na Umbanda aqui no
Brasil. E que energia fantástica!"

Então, ela aproximou-se, e com o dedo indicador de sua mão direita tocou em minha
testa, um pouco acima do chacra frontal.

No mesmo instante, entrei num estado alterado da consciência.

Surgiu uma esfera de luz violeta em minha tela mental.

À medida que ela se expandia dentro do chacra frontal, surgiam várias imagens do plano
espiritual e o rosto de vários seres espirituais elevados vibrando naquela mesma sintonia.

Um perfume de mulher invadiu o quarto e senti muito carinho envolvendo-me por inteiro.

Abri os olhos e ela estava dançando na minha frente.

Ela sorriu de forma matreira. Sua dança lembrava as danças ciganas.

Em dado momento, ela começou a mudar a aparência do seu corpo espiritual


(psicossoma, corpo astral, perispírito, corpo sutil, corpo de luz) e transformou-se numa
cigana. Em seguida, numa mulher hindu.

Depois, numa mulher árabe.

E em frações de segundo ela tomava a forma de mulheres de todas as raças.

Até que ela tornou o seu corpo espiritual num corpo de luz, e depois num foco luminoso
multicolorido. Enquanto isso, eu olhava tudo aquilo maravilhado pela surpresa de estar
vendo algo assim enquanto apenas tomava um cafezinho e escutava um cd de uma banda
querida.

Pouco depois, ela voltou a forma de Yemanjá novamente e disse-me mentalmente:

"EU SOU a energia de todas as mulheres.

EU SOU a fragrância que inspira os corações femininos na jornada pela existência.

EU SOU a guardiã dos mistérios da fertilidade e do amor.


EU SOU a protetora espiritual dos que são fiéis aos votos espirituais de fazer o bem e de
seguir conscientemente na seara da Espiritualidade.

EU SOU Aquela que dissolve os malefícios com o poder das águas primordiais.

EU SOU aquela que inspira as danças sagradas de todas as mulheres.

EU SOU aquela que acalenta o coração feminino.

EU ESTOU no leite de seus seios e na boca de seus filhos.

EU ESTOU abraçada com seus parceiros.

EU SOU todas as mulheres, seus desejos, seus sentimentos, suas dores e seus sonhos.

EU SOU terna, dinâmica, ativa, passiva, empreendedora, romântica, sábia, trabalhadora,


mãe, amiga, esposa, amante... Mulher total e incondicional!

Personifico as mulheres sagradas de todos os templos e povos.

Aqui no Brasil gosto de manifestar-me como Yemanjá, a Mãe das águas.

Preste atenção na sonoridade desse nome, pois trata-se de um mantra originado nos
povos antigos do Oriente. Yemanjá significa espiritualmente o poder de dissolução das
emoções pegajosas. Significa o fluir das águas da felicidade que dissolvem as dores
causadas pelas emoções pesadas.

Yemanjá também é dança, alegria e sorrisos.

É celebração de vida, é abraço de Mãe, é ternura de mulher, é perfume de bem-


aventurança, é inspiração espiritual nos trabalhos de desobsessão e de pulverização das
energias pesadas.

Yemanjá, a Rainha do mar, que não gosta de ver as pessoas tristes por causa das
emoções daninhas. A Senhora das águas, que orienta a todos para que sejam felizes e
celebrem a vida.

Diga a todos que não vale a pena ser infeliz por causa de amores que se vão, pois
enquanto permanecer a tristeza, não haverá celebração. E a vida é sagrada!

Precisa ser celebrada! E a vida é maior do qualquer um que partir.

Pense no fluir das águas... na dança... no sorriso... na luz de Yemanjá!".

Depois disso, ela tornou-se novamente um foco de luz multicolorida e lentamente foi
desaparecendo na minha frente. Tudo isso passou-se em questão de uns cinco minutos
aproximadamente.

Corri para o computador para escrever esse relato ainda sob o impacto da experiência
com ela. Momento depois, chegou o editor da revista para a entrevista.
PS: Ela foi embora, mas o seu perfume e sua inspiração permaneceram em meu coração.

Agora compreendo porque desde ontem fiquei com uma vontade forte de tomar um
banho de cachoeira ou de sentar perto de algum lugar com muita água. Não era por
causa do calor.

Era por causa do poder das águas e de Yemanjá, a senhora dos oceanos de bem-
aventurança.

Paz e Luz.

- Wagner Borges –

YEMANJÁ
Querida Mãe das Águas, em primeiro lugar, muito obrigado pelo banho que acabei de
tomar.

Por essas águas que limparam meu corpo e minhas energias.

Oxalá, que elas possam ter limpado, também, os meus pensamentos e as minhas
emoções.

Com o corpo refrescado, solto a consciência nas ondas da inspiração e penso em você.

Imagino todas as mulheres em você!

Sim, imagino minhas filhas, minha mãe e a companheira atual, em sua dança sobre as
águas.

Também imagino as grandes amigas que tenho em você!

Ah, essas mulheres, suas filhas amadas, mães, parceiras, amigas, filhas, essas emanações
suas...

Cada uma de um jeitinho especial, como se fossem partículas do seu sorriso e de sua
graça se manifestando no mundo.

Querida, podemos jogar flores nas ondas do mar em sua homenagem, mas é você que
joga suas flores nas ondas do mundo, para enriquecer a vida com a presença feminina,
para suavizar o fardo dos homens e ensiná-los a arte da sutileza, do encontro e da leveza.

Sim, as flores que você solta nas ondas do mundo são as mulheres!

Cada uma delas é um pedaço seu. Para você, não importa a idade ou a experiência delas,
todas são você!

E cada uma delas porta o seu perfume espiritual.

No nascimento, na vida e na hora da partida final, você que está com elas.
Ah, se cada homem soubesse, que beija você em cada uma delas.

Agora eu sei, que minha mãe, minhas filhas, minhas amigas, minha namorada e todas as
mulheres, são suas encarnações, são suas médiuns, são suas flores exalando o perfume
da vida.

Por isso, lhe agradeço.

Por essas mulheres, pelo banho, pelas águas...

Oxalá, possamos nós, os homens, dignificar as mulheres com mais consciência e respeito.
Mais do que um rosto ou corpo bonito, elas são suas flores no mundo.

Sem elas, seria impossível viver na Terra!

Yemanjá, Mãe das Águas, obrigado pelas flores...

P.S.: Ah, essas mulheres...

Mães, filhas, parceiras, amigas...

Sãs as cores e o brilho desse mundo.

São as flores, são as flores, são as flores...

Yemanjá Odoiyá!

- Wagner Borges –

DANCE WITH MY FATHER


Pai, já vai longe o meu tempo de criança.

Hoje, eu mesmo sou pai e me lembro tanto de você.

Sei que nunca conversamos muito, pois você sempre trabalhou demais.

Mas, agora, enquanto meus cabelos embranquecem, eu penso em você.

Os anos escoam pelo rio do tempo, e o filho se torna pai, e finalmente entende.

Nem você era duro, nem eu era tão esperto.

Nós gritamos um com o outro, por muitas vezes.

E era tudo besteira, cara. Você só queria que eu crescesse e fosse feliz.

Assim como hoje eu torço por meus filhos.

Eu sei o quanto você ralou para sustentar meus irmãos e a mim.


Você nunca conseguiu expressar bem seus sentimentos.

Mas eu sei do seu amor. Eu vi em seus olhos. Eu vi você, em espírito, cara!

E ali, no meio celeste que os homens desconhecem, nós falamos como nunca.

E você até riu! E me falou para escrever algo que faria filhos e pais felizes.

E, ainda me disse: “Vê se não esquece, rapaz!”

E agora, pai, eu escrevo essas linhas, por você.

Talvez, aí no céu, você saiba melhor do que eu, sobre o que sinto.

Você consegue ver meu coração daí?

Cara, que saudade! E que bom ver você rindo e brincando.

Desculpe-me pelos gritos e as tolices de outrora; eu era tão teimoso!

Mas eu cresci. E você se foi... E agora eu também sou pai.

Hoje eu entendo você. E sei o quanto amava os filhos, do seu jeito calado.

Pai, muito obrigado pela firmeza e por me ajudar a crescer.

Pai, valeu!

P.S.:

Você me pediu para escrever uma canção.

Mas eu só tenho esses escritos aqui, vindos do coração.

Talvez outros filhos e pais se sintam felizes ao lê-los.

Na Terra ou no Astral, tanto faz. O que vale é o amor.

Esse amor que sinto por meus filhos, e que você sente por mim.

Esse amor que também viaja pelo infinito, do meu coração ao seu.

Esse amor que desculpa os gritos e as tolices, pois sabe o tempo de cada um.

Esse amor que harmoniza filhos e pais, mesmo em planos diferentes.

Esse amor que ensina que “todo tempo, é tempo de crescer”.

Esse amor que me fez escrever essas linhas, por você.

Gostei muito de ver você sorrindo.

Fique bem, pai.


Nota:

Escrevi essas linhas enquanto escutava a linda música “Dance With My Father”, do excelente cantor
americano Luther Vandross (1951-2005). Como gosto muito dessa canção, resolvi colocá-la como título
desse texto.

Não sei o motivo de ter feito esses escritos; apenas segui o meu coração e escrevi. Talvez eu tenha sido
influenciado pela letra da canção, quem sabe?

Ou, talvez, o meu coração saiba de algo que ainda não sei.

Como meu pai ainda está por aqui, com 76 anos de “encadernação” e morando no Rio de Janeiro, e nos
damos muito bem, penso que esses escritos tenham uma finalidade espiritual de reencontro de outros filhos
e pais por esse mundão de Deus. Talvez algo que não ficou bem resolvido antes, agora possa ser reparado.
Mesmo que alguém tenha mudado de plano e ido morar “do lado de lá”, ainda é possível se ligar, em
espírito e verdade, de coração, e se desculpar – ou ser desculpado.

Sim, é possível; pois o amor sabe o tempo de cada um, mesmo entre planos.

Esse mesmo amor que também sinto por minhas filhas e por meu pai.

Esse amor que viaja por essas linhas, de coração a coração, aos filhos e pais*.

Esse amor que não se explica, só se sente...

(Dedico essas linhas ao cantor Luther Vandross, que foi morar “do lado de lá” e encantar os espíritos com
suas belas canções).

Paz e Luz.

- Por Wagner Borges -

São Paulo, 17 de março de 2007.

Nota:

* Enquanto passava essas linhas a limpo, lembrei-me de um lindo texto dos espíritos amparadores Rama e
Aivanhov sobre pais e filhos – publicado no meu livro “Viagem Espiritual”. Penso que ele complementa bem
esses escritos de agora. Reproduzo o mesmo na sequência.

PAIS E FILHOS - ESTRELAS E ESTRELINHAS


Um choro de criança anuncia nova vida que chega.

Brotando da natureza humana, ela suscitará novas emoções, alertando os corações


adultos que ainda há sentimento neles.

Cada criança que nasce é a certeza de que Deus não abandonou seu sonho cósmico de
Evolução.

Cada criança é embaixadora desse sonho, e os adultos deveriam saber disso.


No projeto da criação, o Criador transforma espíritos em bebês e os manda em uma
missão vital: enternecer o mundo com sua graça.

É por isso que, quando uma criança nasce, o próprio Cosmo emociona-se.

Ele sabe que há um sorriso brotando na Terra.

E, muito além do entendimento humano, em planos invisíveis ao olhar físico, há seres


espirituais em comunhão, torcendo para que aquela alma reencarnada cumpra seu papel
e renove a vida.

Há crianças, crianças, crianças..., mas, para o Criador elas são todas iguais.

São estrelinhas divinas, pedacinhos da existência, tentando irradiar luz na carne.

São os seus filhos, espíritos-estrelas.

Ele os disfarçou em corpos de bebês, pois sabem que os adultos se esquecem fácil da luz.
Porém, perante aquele ser pequenino, o brilho renasce em seus olhos e o coração acende
com novas esperanças.

A cada dia, novas estrelinhas descem à Terra.

Primeiro, elas iluminam o útero da mulher, que se torna mais bela do que nunca.

Em seguida, já disfarçadas de bebês, elas iluminam o olhar de quem as vê.

A partir daí, elas vão crescendo e iluminam o mundo com suas brincadeiras. Porém, chega
um momento em que elas se esquecem da grande estrela que as gerou. Elas se tornam
adultas, e o mundo as entorpece. Passam a se comportar como carne e não como
estrelinhas de Deus.

Esquecem-se da própria natureza estelar e entranham-se firmemente na carne


amortecedora. Cristalizam o próprio pensamento, estratificam o próprio sentimento e
choram, sem perspectiva luminosa.

É quando o Criador lhes dá uma mãozinha e manda em socorro o brilho de uma estrela,
para relembrá-las da alegria e do amor.

E logo elas “aparecem grávidas”.

Assim, saberão da verdade que se esqueceram:

“Um filho é uma estrelinha emprestada por Deus para renovar, em nome da alegria, o
brilho das ex-crianças que agora são adultas e chamam-se pais.”

P.S.: “Pais e filhos, estrelas e estrelinhas, pedacinhos de luz a brilhar, realizando o grande sonho evolutivo:
ser criança-adulto-espírito no coração-estrela de Deus”.

- Rama -
“QUE TODOS OS PAIS SAIBAM DISSO E RECUPEREM O PRÓPRIO BRILHO, AMANDO AS ESTRELINHAS-
CRIANÇAS DE DEUS COMO ESTRELAS SUAS TAMBÉM!”

- Omraam Mikhael Aivanhov –

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Texto extraído do livro “Viagem Espiritual” – Editora
Universalista – 1993.)

FALANDO DE PAIS E FILHOS NO CÉU DO CORAÇÃO


(Quando a Gaivota Passa o Recado do Grande Espírito)
Pai, eu vi a gaivota voando e me lembrei de você.

E o meu coração se encheu de saudade...

Dos seus braços fortes me segurando no colo.

Dos seus conselhos e de suas esperanças em meu futuro.

Do quanto você teve paciência comigo.

Sabe, quando somos jovens, não sabemos o que um pai sente.

Não valorizamos quem segura nossa barra e nos sustenta.

Com o tempo, também nos tornamos pais, e aí compreendemos.

A experiência transforma o olhar e faz ver além...

Então, lembramos de que um dia fomos filhos.

E a saudade vem de cheio, junto com o agradecimento.

Pai, ontem eu não sabia; hoje eu sei, com todo meu Ser.

Com a chegada dos meus filhos, o vento do amor arejou meu coração.

Assim como arejou seu coração, quando você me recebeu como seu filho.

Fico pensando nas coisas que não são ditas entre pais e filhos.

Coisas que o tempo leva... Coisas que não têm preço.

Lembranças que viajam pelo céu do coração...

Com o passar dos anos, sinto o que antes não sentia.

Amando meus filhos, penso no seu amor por mim.

E se isso é assim, aqui na Terra, imagino um Amor Maior, em tudo.


Um Grande Coração Universal, onde pais e filhos viajam nos sentimentos reais.

Fico imaginando o Poder Maior que nos colocou aqui, como pais e filhos.

E elevo meus pensamentos a Ele, Pai de todos nós, agradecendo o presente.

Sim, agradeço o presente de hoje ser pai, e de um dia ter sido seu filho.

P.S.:

Pai, a gaivota passou voando pelo céu do meu coração.

E ela me disse: “O Grande Espírito lhe ordenou escrever algo para os pais e filhos.”

Não questionei, apenas escrevi o que senti, consciente da missão.

Pois sei que há um Poder Maior capaz de interligar invisivelmente as consciências.

Como sei, também, que algumas palavras podem chegar no momento certo para alguém.

Talvez, a corações feridos, que reconsiderem sentimentos e reúnam novamente pais e filhos.

Ou, simplesmente, por entre os planos da vida, pais e filhos se toquem no infinito.

Por obra e graça de um Poder Maior, isso é possível. Como é possível refletir...

Sim, refletir, para recomeçar. Talvez para melhorar pais e filhos, por esse mundão de Deus.

Então, que esses escritos viajem por aí, cumprindo sua função e unindo corações.

Que o vento do amor leve essas palavras a quem de direito, como deve ser...

(Esses escritos são dedicados a Waldemar Borges, meu pai, hoje com 76 anos de “encadernação”, e aos
pais e filhos de todos os lugares, capazes de sentir o vento do amor arejando seus corações).

Paz e Luz.

São Paulo, 26 de junho de 2008.

- Por Wagner Borges -

- Nota:

* Enquanto passava a limpo essas linhas, lembrei-me de um trecho da sabedoria do mestre hindu Sry
Aurobindo, a quem tanto admiro:

“Se, no Vazio sem significado, a criação surgiu;

Se, de uma força inconsciente, a Matéria nasceu;

Se a Vida pode se erguer na árvore inconsciente,

E o encanto verde penetrar nas folhas esmeraldinas,

E seu sorriso de beleza desabrochar na flor,

E a sensação pode despertar no tecido, no nervo e na célula,


E o Pensamento apossar-se da matéria cinzenta do cérebro,

E a alma espiar de seu esconderijo através da carne,

Como não poderá a luz ignota se lançar sobre o homem,

E poderes desconhecidos emergirem do sono da Natureza?

Mesmo agora, insinuações de verdades luminosas como estrelas,

Erguem-se no esplendor da mente lunar da ignorância;

Mesmo agora, o toque imortal do Amante sentimos,

Se a porta da câmara apenas estiver entreaberta,

O que então pode impedir Deus de furtar-se para dentro,

Ou quem pode proibir seu beijo na Alma adormecida?”

- In Savitri –

(Sry Aurobindo - Aurobindo Ghose - Índia, 1872-1950 - foi um dos maiores mestres da Índia. O seu trabalho
tornou-se conhecido como “O Yoga Integral”, porque, como ele dizia, “Toda vida é Yoga!” - Para mais
detalhes sobre os seus escritos inspirados, ver o excelente livro “Sabedoria de Sry Aurobindo” – Editora
Shakti, e o site da Casa Aurobindo no Brasil: http://br.geocities.com/casa_sri_aurobindo/)

MEDITE NO TEU PRIMEIRO AMOR, A PRIMEIRA LUZ!


Há uma chama espiritual em teu coração.

Aquece o teu peito e ilumina tua alma.

Parece um sol de amor.

É luz imperecível na câmara secreta do coração.

Ergue os pensamentos ao teu Primeiro Amor,

A Primeira Luz, O TODO*, aquele que te criou,

E agradece o dom da vida.

Que isso seja de coração!

Não curve os teus joelhos, curva o teu ego.

E pensa nos homens que vivem contigo no seio da vida.

Todos eles, de todas as raças e credos, são teus irmãos.

Assim como tu, vieram do Primeiro Amor.

Quietinho e DESPERTO, com alegria e boa vontade,


Sintoniza a tua alma com as Grandes Almas que ajudam o mundo.

No invisível o teu coração será tocado por elas.

No silêncio espiritual, o teu coração derreterá de amor...

E tu sentirás a dor da alma do mundo.

Sim, o teu coração sentirá a fome de amor dos homens.

E então, tu abraçarás a humanidade no silêncio da prece.

E o TODO estará contigo, mesmo em cada lágrima silenciosa.

Irmão de ideais espirituais, jamais deixe de orar no silêncio.

E quando o cansaço e as dificuldades apertarem o teu viver,

Simplesmente mergulha em teu coração e se nutre na luz.

Aquece o teu caminhar com a chama espiritual.

Tens o sol de amor no peito e és centelha do eterno.

Tua luz é imperecível. O TODO habita em ti!

Confia e prossegue, mesmo que ninguém entenda.

Mesmo que o mundo diga não, DIGA SIM NA LUZ!

E, junto com as Grandes Almas, no invisível

Que só O Grande Arquiteto Do Universo vê,

Medita e ora, pondera e trabalha, certo de que,

A Primeira Luz não te esqueceu.

E em teu coração, o TODO lhe dirá:

Te amo... Te amo... Te amo...

E o teu brilho aumentará e irradiará o bem para todos.

E que assim seja!

Paz e Luz.

- Os Iniciados** -

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 02 de setembro de 2005).

- Notas:
* O TODO: dentro das tradições herméticas, é o Poder Supremo que dá origem a todas as coisas; O
Absoluto; Deus; O Imanente; O Profundo; O Amor Maior que Gera a Vida; O Grande Arquiteto Do Universo;
O Primeiro Amor; A Primeira Luz, fonte de toda vida; simplesmente, o TODO que está em tudo.

** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente,
passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e
direcionadas aos estudantes espirituais do presente. Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios,
tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do
Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista.

Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são "iniciados" em fazer o
bem, sem olhar a quem.

TOQUES DE ESPIRITUALIDADE E DISCERNIMENTO NA LATA! *


· Alguns espiritualistas são brilhantes no estudo das teorias espirituais.

* Mas são ridículos na prática das atitudes simples da vida humana.

· Alguns se dizem uma verdadeira usina de força anímica.

· Mas não conseguem encontrar forças para vencer um simples defeito.

· Alguns afirmam que a fé remove montanhas.

· * Mas não são capazes de remover os montes de sujeira do próprio ego.

· · Muitos têm certeza de que são imortais.

· * Mas tremem de medo de pensar na morte.

· · Muitos adoram consolar os outros no cemitério dizendo: "A pessoa apenas


desencarnou e está viva no plano astral. Não chore porque não há motivo, a separação é
transitória".

· * Mas quando morre um ente querido, eles são os primeiros a chorar.

· · Vários dizem: "Não me interessa o plano astral; o meu negócio é o plano mental".

· * Porém, seus pés estão presos nas cinzas da terra, e seus corações são duros
como pedras.

· · Alguns são clarividentes e vêem a aura das pessoas.

· * Mas não enxergam a própria leviandade.

· · Muitos falam em perdão e amor.

· * Mas raros perdoam incondicionalmente.


· · Muitos se dizem "escolhidos espirituais".

· * Mas, pela própria postura, demonstram que foram escolhidos sim, mas somente
pela própria vaidade.

· · Muitos estufam o peito e dizem: "Sou iniciado em um grau avançado de uma


escola espiritual".

· * Sim! É verdade! São iniciados no mais alto grau da escola da arrogância.

· · Alguns se dizem naturalistas e são incapazes de comer alimentos pesados.

· * Mas continuam comendo irritação a todo instante.

· · Muitos rezam bastante.

· * Mas poucos amam realmente.

· · Muitos usam como exemplo de vida os ensinamentos de Jesus, Buda e outros


luminares da história.

· * Mas não são capazes de observar as lições de vida contidas no olhar de uma
criança ou nas rugas de um ancião trabalhador.

· · Muitos se intitulam de "magos modernos da Nova Era".

· * Entretanto, parecem mais um bando de "fundamentalistas místicos", que se


exasperam perante a primeira provocação de um cético materialista.

· · Muitos dizem que estão trilhando o caminho da Espiritualidade.

· * Entretanto, outro dia encontrei-a, e ela me disse que continuava solteira. Aliás,
ela me contou que está doida para desposar alguém. Mas, até o momento, todos os que
se candidataram ao cargo acabaram traindo-a com uma tal de "Dona Futilidade".

Resumindo todos esses paradoxos sobre a Espiritualidade, podemos dizer que:

Muitos espiritualistas se dizem bons seres humanos. Mas, na verdade, se parecem mesmo
é com macacos espirituais pendurados nos "galhos da ilusão".

Logo: "BANANA NELES!".

Vidigal - Cia. do Amor** - A Turma dos Poetas em Flor.

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 12 de maio de 1992).

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CREMANDO AS TOLICES NO FOGO DO DISCERNIMENTO
(Resposta a pergunta de um leitor, preocupado se deveria mandar cremar seu corpo após sua morte)
Não se preocupe tanto com a eventual cremação do seu corpo.

Preocupe-se mais com a cremação do seu orgulho e de sua ignorância.

Queime suas tolices na fogueira do discernimento. E, depois, disperse as cinzas de suas


ilusões no mar da vida...

Não será o tipo de morte – ou a transformação dos seus despojos densos -, que
determinará a qualidade de seu viver, na Terra ou em qualquer outro plano de
manifestação. Isso é determinado pelo que você pensa, sente e faz.

Fogo ou sete palmos abaixo do chão, nada disso tem a ver com a sua consciência imortal.

Não se prenda a nada disso!

Enterre apenas os seus medos e queime suas culpas.

Que fogo poderá queimar o eterno?

Que terra poderá cobrir o princípio imperecível?

Só o seu corpo poderá ser incinerado ou enterrado. Você, não!

Então, como estudante espiritual, por que você está tão preocupado com isso?

Seus estudos são só teóricos e não lhe dão certeza alguma?

Será que você nunca sentiu a pulsação do Eterno em seu coração?

Nunca sentiu o amor iluminando os seus dias?

Talvez você nunca tenha escutado o seu coração, só sua mente.

Por isso, sua luz ficou fraca e a dúvida capturou o seu raciocínio.

Eu não sei se você deve mandar cremar ou enterrar o seu corpo depois da morte. Aliás, o
corpo é seu – e a dúvida também. Então, por que outro deve lhe dizer o que fazer?

O que sei é que se deve prestar atenção à vida e ao momento presente.

Cremar ou enterrar? Sei lá. O que isso tem a ver com sua consciência?

Você não é o corpo. Desde o momento em que você cair fora dele definitivamente, o
planeta o absorverá de volta, de uma maneira ou de outra.

Seja “in natura”, ou “flambado”, os seus elementos físicos serão transformados pela
alquimia planetária. Na natureza, nada se perde, tudo se transforma!
Enquanto vivo no corpo, cuide bem dele, pois é seu parceiro de viagem terrestre. Mas,
depois que sair dele, pense em outros planos de manifestação e decole para o infinito,
sem medo.

Por enquanto, que tal viver o agora?

Queime a sua ânsia e enterre os seus dramas.

E, um dia, na hora certa que o Alto determinar, caia fora do corpo e voe bem alto, como
espírito livre... E deixe o corpo ser transformado em paz, seja no seio da terra ou
purificado pelo fogo.

De toda maneira, ele voltará a fazer parte dos elementos planetários.

Assim como você voltará para as estrelas e aos espaços livres, em seu corpo de luz,
podendo até mesmo brincar com os devas* do fogo, por aí...

Você é filho do Eterno e carrega o fogo estelar em seu próprio Ser.

Com a luz do sol em seus olhos, queime seus medos. E ilumine sua vida, aqui e agora!

Seja feliz, com corpo ou sem corpo, na Terra ou no Espaço.

Em qualquer lugar ou condição, o que vale é o que você pensa, sente e realiza. É o que
você é. É o que faz consigo mesmo. O que importa é sua consciência!

Cremação ou enterro? Sei lá, tanto faz.

O importante é ser feliz**.

Então, seja.

Paz e Luz.

Jundiaí, 19 de fevereiro de 2008.

- Por Wagner Borges –

- Notas:

* Devas – do sânscrito – seres celestiais; divindades; anjos.

O AMOR A GRANDE MAGIA


Nunca se ouviu dizer que um sábio espiritual foi vítima de alguma magia trevosa. Isso
porque os mestres dominam a maior magia de todas: a arte de ser um sol de amor e
serenidade. Eles sabem que o AMOR é a maior magia que existe e que o Grande Mago é o
TODO, pois está em tudo! Que as pessoas que padecem do medo de magias e de "coisas
feitas" tomem consciência de que a verdadeira defesa psíquica é o amor em seus corações
e boas atitudes como escudo. Que se libertem do medo, mas que se escorem nas Luzes
Superiores que governam a existência e sabem de tudo o que se passa nos recônditos de
todos os corações, inclusive dos assediadores (obsessores), que são apenas espíritos,
pessoas extrafísicas entranhadas em energias densas, mas ainda pessoas, e que como tal,
também são suscetíveis de crescimento e aprendizado. Que a defesa de cada um seja o
bem que faz em vida! E quando as trevas assediarem, que isso não seja motivo de medo,
mas sim de trabalho sadio de renovação e consciência. Em lugar de dramas, que as
pessoas irradiem a luz do amor e desfaçam as obsessões que elas mesmas atraem por
medo e ignorância. E que qualquer magia trevosa direcionada a alguém seja transformada
pela ação do AMOR, a maior magia que existe! Acima de tudo e de todos, há um Grande
Mago operando a magia do amor nos corações que se esforçam em crescer e seguir os
ditames da consciência justa. Que toda magia estranha seja transformada por Ele, O
Grande Arquiteto Do Universo, a Luz das luzes, O AMOR do amor, ao qual todos os
espíritos devem obediência e agradecimento por tudo.

(Esses escritos são dedicados a Paramahamsa Ramakrishna e Ramana Maharishi, dois mestres cheios de
amor e serenidade.)

Wagner Borges - São Paulo, 10 de março de 2003.

DOZE TOQUES ESPIRITUAIS DA SABEDORIA DOS RISHIS


Dias terríveis não são aqueles de tempestade, mas aqueles em que alguém perde o brilho
nos olhos e é explorado, por dentro, pelas emoções estranhas, tornando-se, por inércia,
prisioneiro de maya.

2. Perder alguém, seja por circunstâncias de vida ou de morte, faz parte do jogo sensorial
da vida e das provas e aprendizado de cada um. Porém, perder a paz de espírito e a
dignidade em si mesmo não é questão de prova, mas de se permitir ser envolvido pelo
cipoal emocional que enreda a lucidez e o coração, aprisionando a consciência.

3. Ninguém perde nada, pois tudo pertence ao ABSOLUTO! É só a ilusão de ter que se
perde, jamais o Ser! Se é para achar que perdeu, então, que se perca a ilusão da dor da
perda. Que se perca o ego, com suas lamúrias e dores descabidas. E que se compreenda
a eternidade do espírito! Que se medite na grandeza universal e no brilho das estrelas.
Que se admire o poder Criador que engendrou infindáveis sóis no firmamento. No infinito
da existência, infinitas possibilidades... No potencial do próprio espírito, infinitas
capacidades... No centro do coração espiritual, infinitos amores...

4. Em tempo algum, jamais um espírito nasceu ou morreu! Ele apenas entra e sai dos
invólucros carnais. Como poderia o Eterno nascer ou morrer? Como poderia o infinito ter
início ou fim?

5. Quem medita nessa grandeza do próprio espírito, jamais será iludido pelo ego da perda.
Dentro de si mesmo, na casa do coração, perceberá miríades de estrelas brilhando na
tapeçaria sideral do infinito de dentro, tão vasto quanto o infinito de fora...
6. Quem se julgará poderoso o suficiente para prender o ABSOLUTO dentro da gaiola de
seus pequenos credos? Que templo finito, criado pelos homens da Terra, poderá conter o
Supremo em suas paredes?

7. Que língua, que não a do amor incondicional, será sagrada? Que povo será o escolhido
divino, se todos os seres são divinos? Quem é branco, negro, amarelo ou vermelho, em
espírito? Qual é a raça do Criador de todas as raças?

8. No oceano da existência, na consciência cósmica de Brahman, navegam todos os seres.


Ao sabor de suas ondas evolutivas, a vida acontece, em todos os planos e dimensões.

9. Sabendo que é infinito e eterno, por que o espírito chora a partida de um espírito? Não,
essa não é perda, é só o movimento natural de entrar e sair. É só viagem do espírito!

10. O Deus dos homens é pequeno, como a ideia dos homens sobre Deus. O Deus
glorificado em espírito pelos sábios, só é sentido, jamais explicado. Não é grande ou
pequeno, e só Ele é que sabe o que é! Os sábios não teorizam sobre Deus, só sentem o
ABSOLUTO que nome algum pode definir.

11. O que O SUPREMO AMOR acender no céu, assim será no coração do homem... O
amor não tem fronteiras nem se limita... É um oceano pulsante...

12. Que sangue derramado em sacrifício poderá diluir o ego da ignorância de alguém? É
só a imolação do ego que liberta!

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges)

DEZ TOQUES ESPIRITUAIS DO MESTRE AIVANHOV


“Meditar na luz é um dos melhores exercícios espiritualistas. Quando meditarem, porém,
deixem de lado todas as preocupações. Concentrem-se na luz como se toda a sua vida
dependesse dela. Podem imaginar esta luz colorida, mas é preferível imaginá-la branca,
porque o branco é a síntese de todas as cores, e contém em si a onipotência do violeta, a
paz e a verdade do azul, a riqueza e a eterna juventude do verde, a sabedoria e o
conhecimento do amarelo, a saúde e o vigor do laranja, a força e o dinamismo do
vermelho.

Quando souberem realmente se concentrar na luz, quando a perceberem como uma


existência que vibra, que pulsa, onde tudo é paz e plenitude, começarão a sentir que ela é
também música.

Aquela música das esferas, o canto de tudo aquilo que existe no universo e, ao mesmo
tempo, respirarão os eflúvios perfumados que emana. Não existe trabalho mais bonito e
mais poderoso do que o trabalho com a luz.”

***
O intelecto negligencia, despreza e até trabalha contra valores morais, os valores do
coração, ao invés de apresentá-los, explicá-los e glorificá-los. E, no entanto, o mundo
moral representa as raízes do intelecto, que lá estão para alimentá-lo, fortificá-lo e fazê-lo
crescer. Separado de suas raízes, o intelecto perde seu vigor porque não consegue
arrumar alimento sozinho. É por isso que, presentemente, ele está falhando em sua
missão. Considerando que o coração – o mundo moral – representa as raízes, o intelecto,
então, representa os galhos, folhas, flores e frutos. É verdade que o intelecto desabrocha
maravilhosamente, ele é um esplendor, mas sem suas raízes, torna-se como um galho
seco. O intelecto precisa do coração para poder expressar-se em sua totalidade.

***

"A natureza é viva e devem respeitá-la. Vocês me dirão: ‘Não vejo como o meu respeito
pode mudar alguma coisa na natureza”. Admitamos então, que não mude nada, mas
façam ao menos por vocês. Se estiverem atentos em relação às pedras, às plantas, aos
animais, aos seres humanos e também em relação aos objetos que estão ao seu redor, a
sua consciência se desenvolve, se amplifica e os enriquece de toda a vida que respira e
vibra em torno de vocês.

Enquanto não tiverem entendido isto, não se maravilharão e continuarão se sentindo


irrequietos, desorientados e vazios. Para sair desta situação, pensem que estão ligados às
forças e às entidades luminosas da natureza e que vocês podem estar em comunhão com
eles.

A verdadeira vida é a comunhão ininterrupta, cotidiana, com uma multidão de criaturas.

‘Mas – dirão vocês - como conseguir?’

Com o amor. O amor é o único meio. Se amarem a natureza, ela lhes falará, porque vocês
também são partes dela."

***

Deus está em nós e fora de nós, e pode-se dizer a mesma coisa do nosso Eu superior. A
maior parte dos seres humanos não tem uma consciência suficientemente desenvolvida
para sentir, dentro de si, a presença desta sublime entidade que é toda luz, todo amor e
onipotência.

A primeira tarefa de um espiritualista é a de procurar, dentro de si, todas as pistas de tal


presença, sabendo que é o seu verdadeiro eu.

Foi dito: ‘Conhece-te a ti mesmo!’

Para se conhecer verdadeiramente, é preciso se conhecer no alto, no mundo divino.


Enquanto o ser humano não tiver tomado consciência de existir no alto como uma
partícula da Divindade, nunca se conhecerá e não possuirá nenhuma qualidade divina.
Conhecer-se significa encontrar-se a si mesmo e ao mesmo tempo encontrar Deus.
Quando se encontra Deus, encontra-se o amor, a luz, a liberdade, a alegria e não apenas
dentro de si, mas em todos os seres humanos e também nos animais, nas plantas e nas
pedras.

Quando Deus é encontrado em si mesmo, Ele é descoberto por toda a parte, em toda a
natureza, e isto significa conhecer-se verdadeiramente.

***

A coisa mais importante do fruto é a semente porque, graças a ela, poderão, no futuro,
obter milhares de hectares de árvores frutíferas. Na natureza, o essencial é a semente. A
natureza se ocupa apenas das sementes e dos caroços. Se os recobriu de polpa, o fez
para atrair os pássaros e os homens, que terão, depois, a tarefa de semeá-los.

Simbolicamente, a semente, o caroço é o espírito. A polpa é o espaço no qual circula a


vida, a alma. A casca é o revestimento material, o corpo físico.

Não se pode negar a importância do corpo físico, pois contém a alma e o espírito, como o
frasco impede o perfume de evaporar. O homem verdadeiro, porém, não é o corpo, mas
apenas um ponto imperceptível, em alguma parte dentro dele, que pensa, ama e cria. A
prova de que a Inteligência Cósmica não leva, então, tanto em conta o corpo físico, é que
o deixa morrer e enterrar, enquanto faz retornar o espírito, que é imortal, em direção às
regiões celestes.

***

Procurem tomar consciência do valor que têm os momentos nos quais, no silêncio e no
recolhimento, recebem a luz, a graça do céu. Os homens enfrentam muitos sofrimentos
porque não possuem tal consciência. Recebem as bênçãos, mas as perdem logo,
simplesmente porque não conhecem o valor disso que receberam. Acreditam que o Céu
esteja sempre pronto para verter a sua luz e o seu amor, e quando eles não têm nada de
mais interessante para fazer, aceitam parar alguns minutos para recebê-los. Mas não é
assim que deve ser feito. O Céu não está à disposição de pessoas volúveis e indiferentes.
Em momentos especiais, em determinadas condições, derrama as suas bênçãos e, se não
estão bastante conscientes para recebê-las, ou mesmo não sabem conservá-las, tanto pior
para vocês, pois as perderão.

Prestem atenção e, nos dias em que sentirem que receberam uma revelação ou uma
graça do Céu, procurem conservá-la preciosamente.

***

Quem procura um Mestre para se tornar discípulo, frequentemente coloca mal o


problema, pois a sua evolução depende muito mais de si mesmo do que do Mestre. É a
qualidade dos seus ideais, dos seus pensamentos e dos seus sentimentos que fará com
que se desenvolva. O mestre é apenas um meio.
Todos aqueles que pensam que os seus progressos espirituais teriam sido mais rápidos se
tivessem tido um mestre melhor, mais importante, estão errados. Talvez tivessem tido que
passar por maiores provas!

Não pensem que ao lado de Jesus um gato possa se tornar São João. Não. Permanecerá
um gato, e um porco talvez se torne duas vezes porco!

Naturalmente é prometedor encontrar um mestre sábio e pleno de amor, mas não se


esqueçam nunca que são vocês o fator determinante. Comecem por melhorar os seus
sentimentos e pensamentos, por nutrir um alto ideal, sabendo que, mais cedo ou mais
tarde, vocês conseguirão atrair, entre todas as criaturas celestes ou terrestres, aquelas
que correspondem ao seu ideal.

***

Quando um discípulo se apresentava ao Mestre Peter Deunov para lhe contar os seus
infortúnios, algumas vezes o Mestre começava a rir.

Por quê? Como é preciso agir em circunstâncias parecidas?

Quando alguém lhes conta as próprias desilusões, as próprias desgraças, geralmente não
o faz tanto para ser ajudado a encontrar uma solução, mas muito mais porque deseja
compartilhar com vocês a sua condição.

Então, se permitirem ser invadidos pelo seu mundo psíquico, não só não o ajudarão, mas
se limitarão como ele e acabarão ambos aniquilados.

Se querem realmente ajudar alguém, não permitam que o seu problema penetre em
vocês. Permaneçam lúcidos, tranquilos, seguros. Este é o sistema para liberá-lo da
situação em que se encontra.

Não digo que é preciso ser insensíveis. Não! É importante saber se colocar no lugar dos
outros. Porém, para manifestar compaixão não é bastante sofrer com as pessoas.

Faz-se o bem para eles com a força da própria luz. É preciso encontrar dentro de si a paz,
a harmonia e a luz, para poder dá-la aos outros.

***

As relações humanas são muito complicadas, seja com a família, os amigos, colegas de
trabalho, ou mesmo com desconhecidos.

Se quiser manter a harmonia e um bom entendimento, é preciso esquecer um pouco de si


mesmo, não colocar sempre em primeiro plano os seus pontos de vista e os seus gostos,
mas mostrar-se compreensivo, indulgente, paciente...

É um sacrifício, mas é uma força. Sim, eis a grande ideia diante da qual devem se inclinar.
Obviamente, existe algo em vocês que protesta: o sacrifício subentende constrições,
perdas. Saibam, porém, que quem protesta é a sua natureza inferior. A sua Natureza
Superior, ao contrário, alegra-se.

Parem de centrar tudo sobre vocês, sobre suas opiniões, sobre seus sentimentos e sobre
seus desejos. Fixem-se em um ideal elevado e luminoso, pois será esse ideal que dissipará
as muitas dificuldades que encontrarão nas suas relações com os outros a cada dia. Vocês
nem verão mais essas dificuldades e, caso as vejam, elas não os afetarão.

***

A Natureza é viva e inteligente. Mas a maioria dos seres humanos age como se ela
estivesse morta ou fosse estúpida, e é por esse motivo que a vida neles não vibra mais
tão intensa e tão fortemente: pouco a pouco, eles paralisam todas as faculdades de
conhecer, compreender e sentir o que Deus lhes deu.

Quando se acha que as pedras, as plantas, a água, o ar e o Sol não são vivos, porque
procurar entrar em contato com eles? Isso já é, portanto, um modo de embotar as
próprias faculdades de percepção e, ao fazer isso, limita-se. Porém, se acreditarem que a
Natureza é viva e inteligente, vocês se esforçarão para compreenderem a sua linguagem e
conseguirão encontrar dentro de si meios de expressão para se dirigirem a Ela.

(Transcrição de trechos extraídos de diversas palestras proferidas pelo mestre Aivanhov


ao longo dos anos).

- Nota de Wagner Borges: Omraam Mikael Aivanhov (1900-1986): Mestre espiritualista búlgaro, que
morou a maior parte de sua vida na França, onde fundou a Fraternidade Branca Universal - www.fbu.org
(não confundir com a Fraternidade Branca do Himalaia, dos mestres, que se situa em planos sutis). É um
dos mentores espirituais dos trabalhos do IPPB.

Mais informações sobre o seu trabalho podem ser conseguidas em nosso site - www.ippb.org.br - Basta
entrar na seção de busca por palavras do site e clicar o seu nome. Daí surgirão diversos textos dele
postados em várias seções do site, e aí é só mergulhar em seus escritos e se fartar de ler textos excelentes
e cheios de sabedoria espiritual e humana.

TOQUES ESPIRITUAIS DO AEROPORTO II*


Dois amigos se encontram no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.

Um deles pertence à determinada fraternidade esotérica. O outro faz parte da Companhia


do Amor e está sempre de bom humor.

O esotérico lhe diz: “Acabo de chegar de uma viagem mística ao Tibete. Peregrinei pelos
Himalaias durante meses e finalmente encontrei meu guia. Ele é um mestre avançado na
hierarquia oculta que rege os destinos da humanidade. Ensinou-me várias práticas
espirituais importantes e iniciou-me em certo grau esotérico. Estou ansioso para praticar
os rituais e mantras que ele me passou. E você? Já encontrou seu mestre?”
O amigo da Companhia do Amor ri, e lhe diz: “Sim, encontrei-o dentro do meu coração
espiritual. Tem um Himalaia inteiro ali dentro. Inclusive, pedi a ele para iniciar-me
espiritualmente. Mas ele deu uma sonora gargalhada e ensinou-me o seguinte:

‘Cara, os homens são malucos e por isso a vida no mundo é tão agitada. Se você quiser a
espiritualidade externa, vá para o Himalaia de fora. Mas, se quiser a plenitude da
espiritualidade interior e a alegria da paz na consciência, então vá para o Himalaia de
dentro. Vamos escalar o Everest do discernimento e viajar na expansão da consciência de
muitos sorrisos. A serenidade e o contentamento estão aqui mesmo, na luz do seu
coração.

Vem, cara, vamos viajar espiritualmente e rir bastante. O bom humor é nosso
companheiro de viagem e o amor é nossa essência vital. Vamos nessa!’

Foi assim que encontrei meu guia. Passei a rir mais e isso ampliou minha lucidez.

Meu amigo, sou iniciado em rir bastante!”

Logo depois, os dois amigos se despedem e tomam seus respectivos rumos. O esotérico
vai para casa praticar suas austeridades espirituais. O outro fica rindo no aeroporto,
apesar de seu voo para São Paulo estar atrasado .

(Dedicado a Huberto Rohden.)

- Wagner Borges -

Rio de Janeiro, 02 de agosto de 1998.

Nota:

* A primeira parte desse texto está postada no site do IPPB – www.ippb.org.br -, no seguinte endereço
específico:

http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=53

LUZ E SEMENTES CONSCIENCIAIS


(O Amor dos Iniciados!)
Oh, Luz!

Mãe sutil dos homens e das estrelas.

O universo é tua vestimenta luminosa.

Cada ser é expressão do teu ser.

Cada estrela é um pensamento teu.


Cada vida é teu sopro vital.

Tu és a semeadora de sóis.

Tu és a incubadora de vida, mesmo nos abismos.

Pitágoras falava de ti, sempre admirado.

Hermes Trismegistro te escutava na canção das estrelas.

Orfeu tocava a lira em tua homenagem.

Os grandes iniciados sempre te amaram.

Oh, Luz!

Vida secreta do coração...

Mentora sutil de tudo!

Tu és o sonho bom dos iniciados.

Mãe, vivemos em teu manto estelar.

Tu conheces o que cada coração sente.

Aqui e agora, nos juntamos aos iniciados de todos os tempos e te agradecemos.

As esferas de Pitágoras, a sabedoria estelar de Hermes e a lira de Orfeu, todos eles te


admiraram.

Eles te amaram tanto!

Inspirados neles, aqui e agora, nós te amamos também!

Oh, Luz!

Mãe de todos nós.


P.S.: Quando algo é feito com o coração aceso, tudo vira luz no olhar.

Quando algo é dito com o coração, só outro coração poderá compreender.

Há coisas que não são ditas, e outras, apenas sentidas; e só o coração perceberá.

Podemos estar em lugares diferentes neste momento, mas se os nossos corações estiverem acesos pelo
amor, estaremos juntos numa mesma sintonia espiritual, que vence a distância e toca os nossos melhores
sentimentos.

O coração sabe. Ele conhece. Ele ama!

Na eternidade da vida, em todos os planos de manifestação, ele pulsa no amor, assim como o universo
pulsa no amor do coração de Deus.
E todos nós estamos nele, agora e sempre!

- Wagner Borges -

São Paulo, 08 de abril de 2006.

LUZ E SEMENTES CONSCIENCIAIS II


(O Amor dos Iniciados!)
Quando o amanhecer do Amor inunda de Luz a linha do horizonte da consciência, os olhos
adquirem o brilho do infinito.

É a aurora da Consciência Cósmica! *

Então, o iniciado espiritual canta a Luz.

Ele abre o coração e as mãos e se entrega a Ela.

Ele desabrocha, como as pétalas da flor de lótus se abrem para o beijo dos raios solares.

Ele conhece o poder da Luz espiritual, que jamais será vista com os olhos da carne,
somente sentida no âmago do seu coração.

Ele confia na Luz! Ele se fia Nela! Ele é Dela!

Mesmo açoitado pelas ondas encapeladas do carma**, ele confia Nela.

Ela é o seu guia perene...

Na Luz, ele aprendeu a arte da alquimia interior: transmutar o egoísmo em fraternismo.

Aprendeu com Ela a relevar muitas coisas, pois quando o coração é generoso, tudo se
transforma.

Sim, o iniciado espiritual canta a Luz!

No mundo, quase ninguém escuta sua canção, pois ela somente é ouvida de coração a
coração.

Mas, há outros que também cantam a mesma canção, no mesmo silêncio


interdimensional.

Eles respiram, sentem e trabalham sob os mesmos ideais de Liberdade, Igualdade e


Fraternidade.

Eles também estão ligados aos iniciados de todas as eras, que também cantavam a Luz.

O iniciado, responsável e consciente dos desideratos superiores, sabe que a aurora do


Amor que brilha nos seus olhos é a mesma que brilha nos olhos dos iniciados de todas as
linhas espirituais.
Ele, eles, ela, todos são da Luz!

- Texto inspirado pelos amparadores do grupo extrafísico dos iniciados*** -

- Wagner Borges -

Jundiaí, 18 de setembro de 2006.

Notas:

* Correlações e analogias com a expressão “a aurora do despertar da consciência”:

- Namastê – sânscrito - "a divindade que mora no meu coração saúda a divindade que mora no seu
coração!"

- Aurora: metáfora celta para o despertar da consciência!

- Ditado celta: "quando o amor chega, o olho ganha o brilho do amanhecer!"

- Samadhi - sânscrito - expansão da consciência; "a aurora do despertar da consciência!"

** Carma - do sânscrito “Karma” - ação; causa – é a lei universal de causa e efeito - Tudo aquilo que
pensamos, sentimos e fazemos são movimentações vibracionais nos planos mental, astral e físico, gerando
causas que inexoravelmente apresentam seus efeitos correspondentes no universo interdimensional. Logo,
obviamente não há efeito sem causa, e os efeitos procuram naturalmente as suas causas correspondentes.
A isso os antigos hindus chamaram de carma.

*** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente,
passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e
direcionadas aos estudantes espirituais do presente. Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios,
tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do
Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos
espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a
quem.

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PRÁTICA DE LUZ E SEMENTES CONSCIENCIAIS


(Quando a Luz Encontra a Luz, da Cabeça aos Pés)
De olhos fechados, eleve os pensamentos e abra o coração numa sintonia de amor muito
profunda; deixe nascer, por dentro, uma manifestação de alegria.

Preste atenção na música*, para que ela seja a trilha sonora dos seus melhores
propósitos.

Usando a capacidade da imaginação, visualize, pairando alguns centímetros sobre sua


cabeça, uma grande bola de luz dourada.

Essa esfera luminosa está quase encostada no topo de sua cabeça – área do chacra
coronário** -, pairando suavemente, como uma bola energética de ouro, linda, grande,
sobre a sua cabeça.
Ao mesmo tempo, uma segunda esfera luminosa se forma abaixo de seus pés, como se
eles estivessem quase encostados nela.

Ou seja, é uma esfera por cima e uma outra esfera por baixo, e você está entre ambas.

Se a cor dourada das esferas mudar, pode deixar. O importante é que as mesmas sejam
brilhantes e cheias de vivacidade e pulsação energética.

Imagine que você recebe o som da música pelas duas esferas: o som atravessando a
esfera de cima e entrando pelo topo da cabeça; e o som atravessando a esfera de baixo e
entrando pelos seus pés.

Leve agora a atenção para a região peitoral; visualize uma terceira esfera – que está
dentro do seu peito.

Então, interligue a luz da esfera do centro peitoral com as outras duas esferas, irradiando-
a, por dentro, do peito para cima - atravessando a região peitoral, o pescoço e a parte
interna da cabeça, até chegar à esfera lá de cima -, como se, do peito, jorrasse a luz para
cima; como se toda parte de cima do tórax se iluminasse intensamente, para se encontrar
com a esfera do alto.

E, ao mesmo tempo, da mesma esfera de luz peitoral, desce um fluxo de luz para baixo -
atravessando a barriga, o ventre e os pés, até chegar à esfera de baixo.

Ou seja, a mesma esfera peitoral interna jorra luz para cima e para baixo, para se
encontrar energeticamente com as duas esferas de fora.

Preste atenção nas duas correntes luminosas: uma que sobe e outra que desce. À medida
que essas correntes vão fluindo, todo o seu corpo vai se tornando luz.

Do peito para baixo, luz; do peito para cima, luz.

Então, o interior do seu corpo vai se diluindo na luz e você já não percebe mais a esfera
peitoral, porque a luz foi para cima e para baixo e se espalhou como um todo. O corpo
inteiro virou luz.

E, finalmente, imagine que o brilho desse corpo de luz se propaga suavemente,


crescendo, e a aura irradiando uma atmosfera psíquica sadia.

Sem que você faça força alguma para isso, irradie a luz tranquilamente; pense na sua
família e na sua casa; pense nos animais de estimação que moram com você e até mesmo
nas plantinhas de seu ambiente. Que qualquer ser que esteja na área, físico ou extrafísico,
melhore com essa luz que emana de você suavemente...

Pense nos seus pais, mesmo que eles já estejam morando “do lado de lá”, no plano
extrafísico; pense neles e agradeça-os, pois, permitiram que você viesse à vida carnal,
para aprender e crescer.
Pense nos mentores espirituais, que tanto inspiram os homens e ajudam a todos,
simplesmente, sem cobrar jamais nada em troca.

Pense, também, na grande massa humana que vive no planeta Terra – seus companheiros
de jornada planetária -, que se arrasta pela vida sem outros horizontes... E naquela outra
massa, desencarnada, que também se arrasta além vida, em outros planos vitais...

Preste atenção na música e imagine que ela também irradia luz, que segue para todos os
seres, por esse mundão de Deus...

De coração, agradeça ao Grande Arquiteto Do Universo, por tudo.

Fique bem. Seja feliz.

P.S.: Esses escritos são a transcrição de uma prática espiritual realizada com um grupo de alunos, durante o
curso "Luz e Sementes Conscienciais", realizado no salão do IPPB.

Paz e Luz.

(Texto extraído do livro “Flama Espiritual” – Wagner Borges – Edição Independente – 2007).

Obs.: Como essa é uma edição independente, o livro só é vendido no IPPB - podendo ser pedido pelo
telefone e remetido pelo correio, com os custos adicionais da remessa.

Nota:

* O CD que estava rolando no som era o maravilhoso "Faces of the Christ", da tecladista new age americana
Constance Demby. Trata-se de um trabalho de space music que evoca a atmosfera do amor do Cristo.
Sempre que escuto esse disco sinto um toque de amor vibrando no coração.

** Chacra Coronário - é o centro de força situado no topo da cabeça, por onde entram as energias
celestes. É o chacra responsável pela expansão da consciência e pela captação de ideias elevadas. É
também chamado de chacra da coroa. Em sânscrito o seu nome é “sahashara”, o lótus das mil pétalas. Está
ligado à glândula pineal.

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LUZ – O QUE PERMANECE...


O caminho espiritual nunca foi fácil

A maioria dos estudantes recua no meio da jornada.

Mergulhar no mais profundo do coração é tarefa árdua.

Ser um cirurgião de si mesmo dói! Cortar os outros é mais fácil.

Lidar com emoções desencontradas levanta muita poeira do ego.

É mais fácil anestesiar-se consciencialmente, e deixar-se levar...

Muitos fazem isso, mas estão apenas adiando o encontro consigo mesmos.
Outros até se voltam contra os estudos espirituais, traindo a si mesmos.

Sim, traem a si mesmos, pois a Luz não pode ser traída... E Ela sempre espera!

Quem trai a própria jornada espiritual, na verdade, está fazendo mal é a si mesmo.

Os valores espirituais permanecem; são do Eterno e não estão sujeitos a caprichos.

As pessoas vão e voltam, ao sabor de suas flutuações mentais e emocionais.

Mas o que é da Luz permanece. É perene. Não é doutrina. É estado de consciência.

Poucos compreendem isso. A maioria reclama e grita demais. E também trai muito...

Se o semelhante atrai o semelhante, o que acontece com quem trai a si mesmo?

Quem é da Luz, busca a Luz! É sintonia espiritual. E isso não está sujeito a variação.

O mundo pode ficar contra, mas o coração que segue a Luz não se deixa levar...

Muitas teorias materialistas podem abalar os fracos de espírito; mas só a eles.

Quem é da Luz não tira sua força das coisas do mundo; e nem de pessoa alguma.

A Luz sustenta quem é firme na jornada. E seus valores são imperecíveis.

E quem está forte na área, não dá mole mesmo! Nem escuta a arrogância chamando.

Muito menos submete sua espiritualidade a qualquer flutuação ou novidade material.

Enquanto o mundo gira sob a ação do Carma, o estudante sério liga-se à Luz e ora.

Ele sabe onde está sua força para vencer suas provas da jornada. Ele sabe luzir!

E ninguém, fora dele mesmo, sabe o que se passa em seu coração. Só a Luz sabe...

E Ela cuida dos seus. Sem Ela, a jornada fica escura. E a trilha é dentro do coração.

Ah, como dizem os iniciados, quem quer mais Luz, que seja Luz!

P.S.:

Muitos são os caminhos, mas a Luz não deixa dúvidas: sempre faz o coração despertar para a profundidade
do Amor Real, além das aparências ilusórias e temporárias do mundo. E Espiritualidade não é doutrina ou
um lugar aonde ir, é consciência.

Quem sente, sabe. Quem ama, em espírito e verdade, compreende. E isso não depende de contexto de fora
algum; é dentro do Ser. E algo do mundo poderá explicar isso? Não, não! O que é da Luz, Ela cuida. E quem
está firme, sabe.

Provas, traições, incompreensões, dificuldades de percepção real, e tantas outras coisas podem acontecer
na jornada..., mas quem é da Luz permanece com Ela, sempre.
Paz e Luz. Luz e Amor. Honra na Jornada.

- Wagner Borges – eterno neófito do Todo.

São Paulo, 21 de abril de 2009.

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SEMEANDO LUZ III*


A única coisa que preenche o coração de um iniciado é agir em nome da Luz.

Sendo um servidor do Todo, ele sabe da responsabilidade disso.

Sabe que não pode titubear na senda e nem sucumbir aos arroubos de seu ego.

Porque o seu coração é generoso e ele jamais trabalha baseado em propósitos escusos. E
os seus objetivos são equânimes e serenos, e voltados para o bem comum.

Diante de toda sorte de provocações e ilusões do mundo, ele permanece fiel a Luz.

Ele sabe que não anda sozinho... E que a senda é em seu coração.

Sabe que nenhum malefício pode advir dele e que seus passos precisam ser honrados. Por
isso ele se esforça, cada vez mais, em ser um servidor do Alto, digno e autêntico. E não
há sombras de propósitos pueris em sua trilha, porque ele é responsável.

E nada e nem ninguém poderá demovê-lo dos valores que o Todo semeou em sua senda.
Porque esses valores são estados de consciência e fazem parte de seu Ser.

Estão em seu coração e seguirão com ele, por onde for... Nesse e em outros planos.

O iniciado espiritual não opera, em hipótese alguma, sob o domínio do egoísmo.

E também não reclama das provas da jornada e nem da incompreensão dos outros.

Ele nada espera do mundo... Nem mesmo a compreensão de seus pares.

Todavia, ele sabe que é compreendido pela Luz e pelo Invisível Imanente.

Ele é forte, porque a Luz nele é forte! E é n’Ela que ele se apoia. É n’Ela que ele ama.

O servidor da Luz não trabalha por ele, mas, por Ela. E, assim, cumpre sua tarefa.

E quando ele silenciosamente abraça o mundo, sabe que é Ela que abraça a todos.

Sabe que é veículo do Amor que dimana do Alto e passa por seu coração...

O iniciado espiritual consciente é um semeador de Amor e Luz.

E sua maior alegria está nisso: semear Amor e Luz, por onde ele for...

- Sanat Khum Maat** –


(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 16 de março de 2010.)

- Nota:

* A segunda parte desse texto foi postada recentemente, no último envio de texto (número 1004), e ainda
não está disponibilizada no site do IPPB.

Mas a primeira parte desse texto está postada no site do IPPB – www.ippb.org.br -, e pode ser acessada no
seguinte endereço específico:

http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=6410

** Para saber mais sobre o mestre extrafísico Sanat Khum Maat, ver o texto 139 - postado pelo site do IPPB
em 1999, e onde revelo alguns detalhes sobre sua presença espiritual -, no seguinte endereço específico:

http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=3194

Há outros textos dele postados na seção de textos periódicos do site enviados semanalmente -
www.ippb.org.br - Devido à profundidade de seus apontamentos, é um dos mentores mais queridos dos
leitores, que, frequentemente, enviam e-mails pedindo mais textos de sua autoria espiritual.

Obs.: A coletânea de textos espirituais de Sanat Khum Maat está publicada em meu oitavo livro:
"Ensinamentos Extrafísicos e Projetivos", lançado pela Editora Madras, em 2005 - o livro pode ser
encontrado nas livrarias e também pode ser adquirido diretamente no IPPB - ou por telefone - e ser enviado
pelo correio.

LUZ E CONSCIÊNCIA – AMOR E PRESENÇA


Há uma Luz sutil que não tem começo ou fim, pois é eterna.

Ela existe independentemente do que os homens pensam a seu respeito.

Está em tudo e opera de formas admiráveis, segundo os desígnios superiores, sempre


discreta e perene.

Essa Luz é puro amor! Jamais pressiona ou julga alguém.

Aliás, como poderia cobrar algo, ou julgar, se ela é pura compreensão lúcida?

Também não ofusca o olhar, pois conhece bem o nível de consciência de cada ser.

É incorruptível! Não se pode comprá-la, ou encontrá-la fora de si mesmo.

E ela jamais será do jeito que os homens imaginam...

Ela não chega ou se vai; não entra ou sai; apenas existe, como sempre.

Mas, quando alguém a encontra no próprio coração, tudo se transforma.

Então, nada mais será como antes.

Por onde a consciência for, o seu coração verá a Luz; nela mesma, nos outros e em tudo!
Alguns chamam isso de iluminação espiritual ou samadhi; outros, de encontro com o
divino.

No entanto, o coração espiritual sabe que não há nome para tal condição consciencial.

Por isso, ele se cala e ama quietinho, sabedor de que há coisas que não se explicam, só
se sentem, em espírito e verdade.

Sim, ele sabe. Foi a Luz que o ensinou a ver o Todo, em tudo!

(Dedicado a Krishna)

- Wagner Borges -

São Paulo, 24 de novembro 2006.

Nota:

* Samadhi (do sânscrito) – consciência cósmica; expansão da consciência.

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SOMOS LUZ!
O Divino escultor esculpiu nossa imagem-forma na Luz.

Sorrindo, Ele disse dentro de cada espírito:

“Você ocupará muitas formas na existência, terá vários rostos e corpos, de cores e
formatos diferentes, mas a sua verdadeira face é a da Luz!”

Porém, o tempo passou, e nos identificamos com as diversas formas, não só físicas, mas,
também, com aquelas mentais e emocionais.

Passamos a viver e agir nas formas, mas sem sentir o Espírito em nós.

Passamos a viver de forma vazia, sem sentido e sem profundidade.

Apegamo-nos demais às formas moldadas e condensadas nas energias da natureza, e


mesmo quando elas se desgastam, e o seu uso não é mais possível, ficamos meio
perdidos, chorando sobre a referência externa com a qual nos identificávamos tanto.

Foi por isso que o sábio Jesus disse:

“Deixem que os mortos enterrem os seus mortos!”

O Rabi estava certo: quem anda com o espírito entorpecido nas ilusões sensoriais do
mundo e acha que é só isso que existe, na verdade está morto de raciocínio, percepção e
espírito. Confundir a Luz do espírito com a casca abandonada é o mesmo que confundir a
roupa com quem a veste.
Se é necessário respeitar o invólucro carnal abandonado, pois era morada do espírito em
ascensão, é mais necessário, ainda, respeitar o próprio espírito, essência imperecível e
dotado de todos os potenciais celestes.

E nenhum espírito, em época alguma, jamais foi seguro pelo caixão ou pelo solo onde o
seu corpo ficou sendo transformado em outras energias pela generosa Mãe Terra.

Aos corpos que ficam na Terra, o nosso muito obrigado, por tudo o que aprendemos por
intermédio deles. Porém, somos espíritos com a face da Luz!

Somos forma e semelhança da Luz, pois não somos animais vertebrados, somos
consciências imperecíveis. Somos a cara de Deus!

Não somos brancos, negros, amarelos ou vermelhos. Não somos nem mesmo terrestres,
pois qualquer espírito é egresso de outros planos sutis, não-físicos.

Portanto, somos extraterrestres, pois terrestres são apenas os corpos que ocupamos
temporariamente.

SOMOS LUZ!

Enquanto os “mortos enterram os seus mortos”, os espíritos continuam vivendo além... Os


primeiros olham as tumbas e choram a ilusão de suas referências apenas físicas; os
últimos olham para as estrelas e alçam voo para outras paragens.

E lá em cima não há nenhum número de tumba como referência, nem esquifes enterrados
para alguém se guiar na dor de sua perda ilusória. O que tem mesmo é uma infinidade de
espíritos vivos, todos com a cara de Deus!

O Divino Escultor esculpiu nossa imagem-forma na Luz.

Portanto, façamos jus a essa Luz.

SEJAMOS LUZ!

(Este texto é dedicado às pessoas que jamais desistem dos ideais sadios na existência. Mesmo cercadas por
dificuldades variadas, elas persistem e confiam na própria Luz que viaja dentro de seus corações. Elas
sabem que essa Luz não é deste mundo, e que só o Divino Escultor é que sabe o real valor de cada um, pois
Ele conhece profundamente o mais secreto dos pensamentos dos homens e sabe quem é leal e servidor
consciente dos seus magnos desígnios evolutivos.)

Paz e Luz.

- Wagner Borges –

(Sujeito com qualidades e defeitos, igual a todos, mas que, quando lembra de alguém que foi morar no
Astral, sempre olha para cima, jamais para baixo, pois sabe que nenhum túmulo pode segurar alguém que é
a cara de Deus!)
- Nota: Para enriquecer estas linhas, posto na sequência um outro texto, com alguns toques a mais, dentro
dessa mesma sintonia consciencial.

ARTE CÓSMICA
O Divino Escultor

Esculpiu nossas almas

Na luz das estrelas.

Somos suas

Esculturas vivas,

Na carne e além...

Somos obra de

Arte de um

Escultor invisível.

Somos feitos e

Refeitos eternamente

Pelo Divino Artista.

As ondas do amor

Rolam pelo

Universo e

Se espraiam em

Nossos corações.

Em seu movimento contínuo,

Somos novamente remodelados

E seguimos em novas formas que

O Divino Artista pensou

E sentiu em Si mesmo.

O tempo segue, a evolução

Acontece e, então

Ocorre o milagre:

As esculturas despertam

E percebem o
Sorriso do Divino Artista

Dizendo silenciosamente:

- Finalmente!

A luz acordou a luz!

Escultor e escultura

São o mesmo.

Tudo é UM!

E o coração proclama:

- A vida é arte.

E o amor desperta a

Criatura para a arte da paz.

E o Escultor Divino

Segue sorrindo e entalhando

Novas luzes, formas e estrelas,

Forever!

- Wagner Borges -

- Nota: Esse texto foi escrito logo após uma prática espiritual com a turma de 70 alunos do curso
"Sementes" no auditório do Hotel Vila Velha em Salvador. Foi feito ali mesmo, enquanto os alunos trocavam
ideias sobre o exercício realizado.

QUEM LEVA QUEM?


Muitas vezes, nós que estudamos temas espirituais e procuramos fazer algo de bom com
esse estudo em nossos pensamentos, sentimentos e energias, costumamos dizer:

"Nós levamos a informação espiritual para os outros."

Na verdade, é a informação espiritual que nos leva, somos apenas seus canais (e, diga-se
de passagem, canais imperfeitos) expressando algumas coisas no mundo.

Expressando algo da espiritualidade e tentando crescer com valores que o mundo sequer
considera (valores elevados e muitas vezes esquecidos por nós mesmos quando
aprontamos alguma tolice, pois estudar temas avançados não significa que sejamos
elevados), somos levados por ela a certos momentos conscienciais interessantes e
criativos.

Levamos a espiritualidade e somos levados por ela, muito mais do que imaginamos.
Quando somos levados por ela, geralmente se apresentam alguns desses estados de
consciência:

- Os olhos brilham muito.

- A alegria se apresenta como estado de consciência independente dos fatores que


ocorrem no momento.

- O amor possui os pensamentos e leva a consciência para altos voos pelo céu do coração.

- A vontade de crescer aumenta o tesão de viver.

- A aura se expande muito e toca as auras de outros com toques de energia estimulante
ao progresso e ao bem de todos.

- A consciência sente-se ligada a outras consciências sadias, da Terra e de outros planos


de manifestação.

- Cresce a admiração por todos aqueles homens e mulheres maravilhosos que deixaram
mensagens de paz e luz entre os homens.

- Também cresce a admiração por todos aqueles homens e mulheres que vivem na Terra
e tentam fazer algo bom, mesmo portando defeitos e enfrentando diversas dificuldades,
mas se esforçando por gerar climas melhores na existência.

- A própria imortalidade permeia a consciência e lhe dá forças para continuar caminhando


e apreciando a vida, mesmo sob o impacto da perda de alguém amado. Ela sabe dentro
dela mesma. Por isso, não precisa de nenhuma doutrinação espiritual para certificar-se de
algo que ela sempre soube em seu coração.

- Dentro ou fora do corpo, ela é impelida a estados conscienciais sadios e é incapaz de


fazer o mal para alguém. É imperfeita, pois é humana, mas não porta maldade.

Enquanto levamos a informação espiritual, também somos levados por ela. E aí, pouco
importa quem leva quem, pois o importante em qualquer estudo espiritual é sempre
melhorar a lucidez, ampliar o amor e ser parceiro constante da alegria.

Resumindo: levando a espiritualidade ou sendo levado por ela, o importante é ser feliz
com o que se faz.

Paz e Luz.

- Wagner Borges -

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NO ALTO DA MONTANHA, NA LUZ DA PRESENÇA


Eterna Presença que está em tudo e em todos, acolhe o nosso terno assombro...
Aqui estou eu, no alto desta montanha, com os meus filhos pequenos.

Eu os trouxe para que eles vejam o nascer de um novo dia.

Para que eles vejam o nascer da aurora despontando na linha do horizonte escuro.

Para que eles valorizem a luz deste dia!

Porque os dias são como divindades, deuses do eterno recomeço...

Cada dia é uma nova oportunidade que vem junto com a luz a cada aurora.

E eu trouxe os meus filhos pequenos para que eles aprendam o valor da luz deste dia.

Eterna Presença!

Assim como um dia meu avô trouxe meu pai ao alto desta mesma montanha e, no tempo
certo, meu pai trouxe a mim, agora trago os meus filhos.

E a lição é a mesma: o respeito à Luz!

Mais tarde eu os trarei novamente aqui, para que eles vejam o momento mágico do
crepúsculo, onde a luz descende e vão surgindo, no horizonte, as primeiras estrelas e,
mais tarde, o brilho da lua.

Para que eles também respeitem a noite, e saibam a diferença entre o momento da
atividade diária e o momento do repouso necessário.

Para que eles entendam os ciclos da natureza: do dia, da noite, das estações...

E, assim, entendam seus próprios corações nos seus ciclos de amor e de vida!

Eterna Presença, abençoa estes filhos!

Como o dia abençoa a mim mesmo... como abençoou meu pai, meu avô e aos meus
ancestrais...

Derrama sobre eles a inspiração celeste!

Para que eles sejam justos; para que eles vençam a si mesmos, por dentro, e se tornem
trabalhadores da paz!

Que eles encontrem a Luz dentro do próprio coração...

Essa mesma Luz que brilha em outros corações, que brilha em tudo!

Eterna Presença, sentimos saudades das estrelas, mas, estamos aqui neste momento...

Aqui é o nosso lar temporário e precisamos honrá-lo.

Ilumina nossas jornadas humanas e espirituais, para que sejamos justos.


E nos dá força, para que nada neste mundo - e nem no outro - seja capaz de matar o
espírito em nós.

E que coisa alguma seja capaz de matar os melhores valores que carregamos em nós
mesmos...

Que jamais permitamos que a luz do nosso espírito seja abafada por qualquer coisa,
porque este é o dom que nós trazemos das estrelas!

E que, admirando a luz do dia e a beleza do crepúsculo, e aprendendo as lições da vida,


nós possamos, assim, compreender todos os outros seres...

Possamos respeitar a luz deste dia!

Possamos respeitar a noite mais tarde, assim como Tu sempre nos respeitaste!

E que os nossos filhos pequenos aprendam sobre este respeito; e que nós, como pais,
sejamos exemplo desse respeito.

Para que, um dia, nossos filhos também tragam os filhos deles ao alto da montanha, e os
filhos deles...

E que as novas gerações aprendam a agradecer a Luz.

A tua Luz, da Presença! *

Curitiba, 29 de maio de 2008.

- Por Wagner Borges -

Nota:

* A Presença – metáfora celta para o Todo que está em tudo.

Quando os antigos iniciados celtas admiravam os momentos mágicos do alvorecer e do crepúsculo,


costumavam dizer: “Isso é um assombro!”

E assim era para todas as coisas consideradas como manifestações grandiosas da Natureza e do ser
humano.

Ver o brilho dos olhos da pessoa amada, a beleza plácida da lua, a alegria do sorriso do filho, ou o
desabrochar de uma flor eram eventos maravilhosos.

Então, eles ousavam escutar os espíritos das brumas, que lhes ensinaram a valorizar o Dom da vida e a
perceber a pulsação de uma PRESENÇA em tudo.

A partir daí, eles passaram a referir-se ao TODO QUE ESTÁ EM TUDO como a PRESENÇA que anima a
Natureza e os seres.

Se a luz da vida era um assombro de grandiosidade, maior ainda era a maravilha da PRESENÇA que gerava
essa grandiosidade.

Perceber essa PRESENÇA em tudo era um assombro!


E saber que o sol, a lua, o ser amado, os filhos, as flores e a Natureza eram expressões maravilhosas dessa
totalidade, levava os iniciados daquele contexto antigo da Europa a dizerem: “Que assombro!”

Hoje, inspirado pelos amigos invisíveis celtas, deixo registrado aqui nesses escritos o “terno assombro” que
sinto ao meditar na PRESENÇA que está em tudo.

E lembro-me dos ensinamentos herméticos inspirados no sábio estelar Hermes Trismegisto, que dizia no
antigo Egito: “O TODO está em tudo! O Inefável é invisível aos olhos da carne, mas é visível à inteligência e
ao coração.”

O TODO ou A PRESENÇA, tanto faz o nome que se dê.

O que importa mesmo é a grandiosidade de se meditar nisso; essa mesma grandiosidade de pensar nos
zilhões de sóis e nas miríades de seres espalhados pela vastidão interdimensional do Multiverso, e de se
maravilhar ao se perceber como uma pequena partícula energética consciente e integrante dessa totalidade,
e poder dizer de coração: “Caramba, que assombro!”

================================================================

O PRESENTE DA PRESENÇA
Eterna Presença*,

Recebo, com gratidão, este dia, com sua luz e seu aprendizado.

Nos tempos antigos, eu não sabia reconhecer o dom da vida.

Mas aprendi a valorizar o presente.

Aprendi que cada dia é um novo recomeço.

Cada dia tem sua lição e seu propósito.

Para cada aurora, uma nova canção.

Para cada crepúsculo, uma nova reflexão.

Para cada noite, o repouso e a renovação das forças.

E mais: em cada noite, no sono do corpo, uma viagem da alma...

Para além dos sentidos, outros mundos, sutis...

Neles, outros amigos e outras grandezas.

E eu a agradeço, terna Presença, por todos esses presentes.

Pelas pessoas queridas e pelos amigos verdadeiros, presentes de cada dia.

Com gratidão, recebo este dia como mais um presente.

Por tudo que amo.


Pelos seres queridos.

Pelos amigos.

Pelos avós e pais.

Pelos filhos.

Pela vida.

Que este dia, com suas lições e chamados, seja auspicioso!

Eterna (e terna) Presença, valeu!

P.S.: Escrevi essas linhas maravilhado com o lindo sábado ensolarado da capital paulista, enquanto
preparava o material para dois eventos que seriam realizados na parte da tarde na cidade: primeiro, uma
palestra sobre as experiências fora do corpo, para cerca de 250 pessoas, no encontro do programa de TV
Dimensões – no bairro do Ibirapuera -, apresentado pela minha amiga Rosana Beni. E, depois, um curso
sobre chacras e mantras, no fim da tarde, no IPPB – no Bairro do Ipiranga -, para outra turma, com 70
pessoas.

Agradecido ao Alto pela oportunidade de levar esclarecimentos espirituais às pessoas e contente pelo lindo
dia, escrevi essas linhas de coração, encantado com a bênção da vida.

Paz e Luz**.

- Por Wagner Borges –

São Paulo, 26 de abril de 2008.

- Notas:

* A Presença – metáfora celta para o Todo que está em tudo.

Quando os antigos iniciados celtas admiravam os momentos mágicos do alvorecer e do crepúsculo,


costumavam dizer: “Isso é um assombro!”

E assim era para todas as coisas consideradas como manifestações grandiosas da Natureza e do ser
humano.

Ver o brilho dos olhos da pessoa amada, a beleza plácida da lua, a alegria do sorriso do filho, ou o
desabrochar de uma flor eram eventos maravilhosos.

Então, eles ousavam escutar os espíritos das brumas, que lhes ensinaram a valorizar o Dom da vida e a
perceber a pulsação de uma PRESENÇA em tudo.

A partir daí, eles passaram a referir-se ao TODO QUE ESTÁ EM TUDO como a PRESENÇA que anima a
Natureza e os seres.

Se a luz da vida era um assombro de grandiosidade, maior ainda era a maravilha da PRESENÇA que gerava
essa grandiosidade.

Perceber essa PRESENÇA em tudo era um assombro!

E saber que o sol, a lua, o ser amado, os filhos, as flores e a Natureza eram expressões maravilhosas dessa
totalidade, levava os iniciados daquele contexto antigo da Europa a dizerem: “Que assombro!”
Hoje, inspirado pelos amigos invisíveis celtas, deixo registrado aqui nesses escritos o “terno assombro” que
sinto ao meditar na PRESENÇA que está em tudo.

E lembro-me dos ensinamentos herméticos inspirados no sábio estelar Hermes Trismegisto, que dizia no
antigo Egito: “O TODO está em tudo! O Inefável é invisível aos olhos da carne, mas é visível à inteligência e
ao coração.”

O TODO ou A PRESENÇA, tanto faz o nome que se dê.

O que importa mesmo é a grandiosidade de se meditar nisso; essa mesma grandiosidade de pensar nos
zilhões de sóis e nas miríades de seres espalhados pela vastidão interdimensional do Multiverso, e de se
maravilhar ao se perceber como uma pequena partícula energética consciente e integrante dessa totalidade,
e poder dizer de coração: “Caramba, que assombro!”

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ALGO MAIS... UMA LUZ, UM AMOR


(Toques Serenos Beijando as Praias Secretas do Coração)
Ah, bem poucos escutam a canção do espírito em seu próprio coração.

E, por isso, vemos tantas pessoas perdidas em si mesmas.

Esquecidas de sua essência espiritual, elas se deixam levar por aí...

E seguem batendo cabeça, sem noção de alguma coisa maior na vida.

No entanto, tudo tem um preço. E esse é o mais caro de todos.

Sim, custa muito caro viver anestesiado diante de si mesmo.

Porque o vazio de consciência dói muito mais do que se pensa.

E nada do mundo pode completar um coração sem luz.

Nem homem ou mulher. Nem dinheiro, bebidas ou posses.

Porque ninguém compra amor real ou consciência serena.

E não existe remédio algum que cure as feridas do coração.

E alguém que sequer conhece a si mesmo, facilmente perde o rumo.

Contudo, a canção do espírito permeia a tudo e a todos.

E, quem a escuta, sente algo mais, mesmo que nada possa provar.

Sim, algo mais... Uma Luz; um Amor; e alguns toques secretos.

Ah, quem sente o Sopro Vital do Eterno em seu coração, reconhece isso.

E, mesmo diante das provas do mundo, permanece fiel ao espírito que é.

E nem a iminência da morte pode tomar o Amor que está em seu coração.

Porque a canção do espírito fala de coisas que estão além...


E de outras, que estão dentro do próprio Ser... Em sua essência.

E mais: fala de consciência. E de estrelas que brilham nos olhos.

Ah, viver não é só comer, beber, dormir, copular, e um dia morrer.

Não é só isso, não. Também é pensar, sentir e fazer o melhor possível.

Porque há algo mais, dentro e fora de cada Ser... Uma Luz, um Amor...

E não dá para pesar ou medir isso, mas dá para sentir e se tocar.

Ah, dá sim! E ninguém precisa ver ou saber. E, se o próprio coração sabe...

Então a canção é ouvida, em espírito... Junto com a Luz e o Amor.

E não há dinheiro no mundo que pague isso. E nem ninguém que explique.

Porque a canção do espírito fala do despertar da consciência.

Ah, isso não se explica, só se sente... Uma Luz, um Amor e toques sutis.

Sim, algo mais... Que transforma os olhos em estrelas e o coração em sol.

E que é capaz de ver o Divino nas coisas simples, e o Eterno no transitório.

Há algo mais, dentro e fora, e além... Uma Luz, um Amor.

E, quem ama, sabe. E continua escutando a canção do espírito...

E ela fala de consciência e de que vale a pena viver, aqui e além... Sempre!

P.S.:

Eu nada sei dos mistérios do universo.

Só sei de mim mesmo, e olhe lá!

Mas, às vezes, eu escuto uma canção espiritual.

E ela fala de algo mais...

E eu a escuto em meu coração.

E, junto com ela, vem uma Luz e um Amor.

E alguns toques secretos.

E eu me sinto tão pequeno.

Porque eu sei que o Infinito canta...

E quando eu escuto, escrevo o que sinto.

Há algo mais... Sempre!

E eu não sei mais o que dizer.

Porque tem uma Luz aqui, e um Amor.


E uma sabedoria interna, que me diz:

“Vive, ama, ri, estuda, trabalha, cresce e segue...”

(Não dá para provar, mas que tem algo mais, tem sim...)

Ah, Grande Arquiteto Do Universo, valeu, por tudo!

(Dedicado a você, seja lá quem for, e que me acompanhou por essas linhas e sentiu, junto comigo, o
coração fremindo nas ondas do espírito... Muito além, algo a mais, dentro e fora... Ah, você sabe. Uma Luz,
um Amor.) *

Com Gratidão.

Paz e Luz.

- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma, cada vez menor diante de um Grande
Amor...

São Paulo, 04 de fevereiro de 2010

- Nota:

* Enquanto eu escrevia essas linhas, rolava aqui no som o CD. “Beyond Celestial Wings” – do músico new
age americano David Young. Trata-se de um maravilhoso trabalho instrumental de flauta, violão e teclado,
muito apropriado para descansar a mente e abrir o coração para a paz e a harmonia.

ALGO MAIS... UMA LUZ, UM AMOR – III*


(Toques Espirituais Para Corações Que Cantam)
Eu fui lá em cima e peguei uma estrelinha.

Carreguei-a em meu colo, como um bebê-luz.

E ela me perguntou: “Para onde você me leva?”

E eu lhe disse: “Para o céu do meu coração.”

Então, ela riu e me pediu uma canção de ninar.

E eu cantei para ela, como cantam as estrelas.

E, assim, viemos juntos do céu, num raio de luz.

E, agora, ela está dormindo dentro de mim.

Sim, ela entrou em meu coração... E ambos se fundiram.

Ah, eu tenho uma estrela-bebê em meu peito.

E um Grande Amor brilhando tanto...


P.S.:

Por amor, semeamos estrelas.

E elas vão por aí... Brilhando e rindo.

Às vezes, elas entram em outros corações.

E pedem canções de ninar, em espírito.

E quem canta para elas, sente algo mais.

Sim, algo mais... Um Amor. Uma Luz.

Ah, isso não se explica, só se sente...

(Dedicado a Fernando Pessoa**, e a todas as pessoas que carregam estrelinhas em seus corações, sem
jamais deixarem de sonhar e cantar o Amor e a Luz.)

- Wagner Borges – sujeito com qualidades e defeitos, espiritualista, 48 anos de “encadernação”, e cada vez
mais se sentindo criança diante do infinito...***

São Paulo, 30 de março de 2010.

- Notas:

* As duas partes anteriores desse texto estão postadas no site do IPPB – www.ippb.org.br – e podem ser
acessadas nos seguintes endereços específicos:

Parte I – http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=6898

Parte II - http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=6905

** Fernando Pessoa (1888-1935) - simplesmente, ele e Camões são os maiores poetas nascidos nas
terras de Portugal. E há um texto em que falo de um encontro espiritual com ele, também postado no site
do IPPB, no seguinte endereço específico:

http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=3175

*** Enquanto eu escrevia essas linhas, rolava aqui no som o CD “October Road”, do bardo americano James
Taylor. Trata-se de um trabalho lançado no ano de 2002. Na verdade, é um disco regular e nem se compara
aos seus grandes trabalhos das décadas de 1970/1980. No entanto, eu gosto muito de duas músicas desse
CD: “Carry Me On My Way” e “Caroline I See You” (respectivamente, faixas 9 e 10).

E eu fiquei ouvindo essas duas canções, simples e singelas, e repetindo-as várias vezes, enquanto escrevia.
Então, elas são a trilha sonora desses escritos.

(E que o Grande Arquiteto Do Universo abençoe ao bom e velho James Taylor por me embalar em suas
canções há tantos anos.)

ALMA E CONSCIÊNCIA, LUCIDEZ E PRESENÇA


Alma e consciência? Nem pensar!
A maioria prefere mesmo é novela.

Sim, isso mesmo! Faz parte...

Aliás, com quem o ator tal está ficando?

Quem ama, mesmo, não entorna o caldo.

Simplesmente brilha muito e vira sol.

Aí, até o Papai do Céu fica contente demais.

Então, Ele dança e cria mais um monte de estrelas.

Tem gente andando na Terra igual fantasma:

Olhar apagado, mente confusa e sem motivação de viver.

E, depois, dizem por aí que nós é que somos fantasmas.

Que nada! Fantasmas são aqueles que não vivem!

Almas penadas, então, só no galinheiro mesmo.

São as galinhas desencarnadas (almas com penas).

Aqui no astral, só tem gente viva.

E ninguém precisa de asas para voar! Basta volitar! *

Embaixo da terra só tem tatu, marmota, minhoca e cadáver.

Espíritos? Não tem nenhum, não!

Não, não! Eles estão tomando sol no Astral.

Cadáver? Andar de baixo! Espírito? Cobertura, né!

Alma e consciência, lucidez e presença.

Meninos e meninas, estudem bem e brilhem...

Enquanto o Papai do Céu cria mais estrelas, vivam!


No Astral ou na Terra, está todo mundo bem vivo.

A Cia. Do Amor vai nessa!

Alma e consciência para vocês.

Lucidez e presença.

Amor e brilho.

Axé! **
- Cia. Do Amor - A Turma dos Poetas em Flor***.

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges)

São Paulo, 02 de setembro de 2006.

Nota de Wagner Borges:

Esse texto foi recebido um pouco antes do início de uma aula do curso “Alma e Consciência”, realizado no
IPPB. Como se trata de um curso voltado para o autoquestionamento, a lucidez, o discernimento e a
maturidade espiritual, os espíritos da Cia. do Amor resolveram pegar um gancho nos temas suscitados e
escreveram essas palavras para os alunos. E o que eles apontam aqui é pertinente aos estudos
conscienciais; com o estilo deles, sempre sagaz, eles jogam com as palavras e tocam o discernimento dos
leitores. Como eles mesmos dizem, “jogando com as palavras e brincando é que nós falamos muitas
verdades na cara!” Pois esses escritos são isso mesmo! Basta olhar o que rola todos os dias para evidenciar
o que eles colocaram aqui.

Notas do Texto:

* Volitar - voar.

** Axé – expressão afro-brasileira significando a força vital; energia.

*** A Cia. do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me
passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem
humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou
luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas
comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas
encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor. Os seus
textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor. Para mais detalhes sobre o trabalho dessa turma
maravilhosa, ver o livro "Cia. do Amor - A Turma dos Poetas em Flor" - Edição independente - Wagner
Borges, e sua coluna no site do IPPB (que é uma das seções mais visitadas no site): www.ippb.org.br

CANÇÃO D’ALMA – QUANDO A LUZ SEGUE O AMOR – II*


No silêncio da madrugada, eu sinto um toque espiritual.

Primeiro, é um amor que chega de mansinho e vai me possuindo.

Então, o coração se derrete sob a ação de sentimentos indescritíveis.


Surge a vontade de abraçar o mundo e encher a todos de luz pacífica.

O peito se torna pequeno para abrigar essa cheia de amor.

E os meus pensamentos viajam nas asas de uma canção secreta...

Canto espiritualmente essa canção, não sei como, só canto, de coração.

De alguma maneira sutil, sei que outros também a cantam, algures...

E nossos sentimentos se comunicam no mesmo Grande Coração da Vida.

Sim, há almas livres, tranquilas e generosas cantando secretamente.

Pego carona na sabedoria delas e ouso também cantar, em espírito.

Elas cantam o amor universal, além de qualquer medida. E eu canto junto...

E tudo isso rola no silêncio, por entre os planos, onde só Deus escuta.

Serenamente, as almas livres abençoam o mundo em segredo.

Suas ondas pacíficas tocam os corações de todos, incondicionalmente.

E eu vejo essas ondas descendo, por entre os planos, na cheia do amor...

Tudo fica dourado e rosa, dentro e fora... E eu canto junto!

Canto em silêncio, no coração, esse amor que o mundo não vê.

E me encanto, embalado pela alegria e contentamento serenos.

Fico igual criança, rindo no meio da noite iluminada de dourado e rosa.

E só quero cantar mais, em silêncio, a favor do mundo, junto com as almas livres.

Para também, um dia, ser uma alma livre, serena e magnânima, nas asas do amor.

Mas, por enquanto, só de pegar carona nas ondas pacíficas delas, já vale muito.

Só de cantar junto e saber que Deus escuta, já é muita luz para o meu coração.

E me sinto igual a um bebê diante do infinito, sem muito saber, mas rindo, simplesmente.

Está tudo dourado e rosa. A cheia do amor transbordou no mundo. E a canção continua...

Sim, e felizes são aqueles que escutam essa canção secreta, que Deus também escuta.

P.S.: Fico aqui quietinho, pois sei bem o meu lugar.

Eu sou o bebê diante do infinito...

Elas são as almas livres, presenças venerandas e conscientes desse infinito**.


Elas emanam o amor sereno.

Eu só pego carona e escrevo o que o meu coração sente.

O bebê e as almas livres estão no centro do Grande Coração da Vida.

Enquanto eles cantam, juntos, Deus escuta.

E tudo fica dourado e rosa, dentro e fora, como deve ser.

Pois o Todo está em tudo!

(Esses escritos são dedicados, com admiração e gratidão, a duas grandes almas, às quais devo muito:
Paramahamsa Ramakrishna e Sry Aurobindo.) ***

Paz e Luz.

- Wagner Borges –

(Sujeito com qualidades e defeitos, bebê diante do infinito, mestre de nada e discípulo de coisa alguma, que
sempre agradece ao Grande Arquiteto Do Universo, por tudo).

São Paulo, 21 de maio de 2008.

- Notas:

* A primeira parte desse texto está postada no site do IPPB, e pode ser acessada no seguinte endereço
específico: http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=5631

** Nesse mundo de homens agitados, quem imagina o poder da paz?

Quem pensa que há consciências que se nutrem apenas de paz?

Sim, há almas boas, tranquilas e magnânimas, que são pura paz.

São anônimas e serenas; nada pedem; apenas viajam em paz.

Fazem bem a todos, como a primavera; atuam sem que o mundo as veja.

Estão acima das ondas encapeladas do carma, mas ajudam os navegantes.

Fazem isso apenas por sua bondade, sem aparecer, em sua paz silenciosa.

São agentes da “paz-ciência”, mestres da consciência serena.

São viajantes da paz, mas parecem sóis conscientes.

Não são atraídos por devoções cegas, mas se aproximam dos corações pacíficos.

“Falam no silêncio”; e sempre estimulam as atitudes sadias...

Sim, há almas boas, tranquilas e magnânimas, que viajam na paz.

Serenamente, elas sustentam a humanidade, com a nutrição certa: A PAZ!

Nesse mundo dos homens agitados, fica difícil sentir essa paz.

Mas é nela que as grandes almas viajam em silêncio.


Sim, essas almas boas surfam nas ondas da paz, sem que os homens as vejam.

Que os homens, em seus momentos de provas acerbas, lembrem-se dessa paz.

Que pensem nessas almas amigas e serenas e também se tornem serenos.

Essas almas boas, tranquilas e magnânimas, que ajudam a todos.

Que são como a primavera, fazendo tudo florescer em paz.

Que os homens se inspirem nelas!

*** Finalizando esses escritos, lembro-me de Shankara, que um dia homenageou essas consciências
evoluídas, dizendo o seguinte:

"Há almas boas, tranquilas e magnânimas,

Que, como a primavera, fazem bem a todos;

E que, depois de haverem cruzado esse espantoso oceano

Do nascimento e da morte,

Ajudam outros a cruzá-lo também.

Tudo isso sem nenhum motivo particular,

Mas somente por sua própria natureza bondosa."

- In Shankara –

(O célebre autor de um dos grandes clássicos do Hinduísmo: “Viveka Chuda Mani” (“A Jóia Suprema do
Discernimento”); nasceu em Káladi, vilarejo do Malabar Ocidental, no Sul da Índia, por volta de 686 d.C. -
Iogue, filósofo e poeta, era um prodígio acadêmico e dotado de rara didática para escrever sobre os temas
do espírito. Foi um dos grandes iogues da Índia, e seu nome é evocativo do deus Shiva, que é reverenciado
com o epíteto de Shankara, o “doador de bênçãos”.)

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O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA
A Jogada Mais Linda de Todas
(Todo Tempo é Tempo de Crescer!)
O mundo está cheio de sonâmbulos.

Sim, isso mesmo!

O que tem de gente semiconsciente zanzando por aí, não é brincadeira, não.

E o pior é que eles pensam que estão acordados.

Contudo, a quantidade de gente hipnotizada é enorme.

É gente que não pensa e apenas gravita em torno das percepções limitadas que os seus sentidos físicos lhes
proporcionam.
E isso é um problema, pois, quando a Dona Morte chega e bate o ponto, esse pessoal se vê perdido no
Astral.

Como seus sentidos materiais feneceram junto com o corpo, eles não sabem como operar com os sentidos
espirituais.

Por isso, é de partir o coração ver essa galera chorando de montão, perdida nas brumas de seus
condicionamentos limitantes.

A Dona Morte não é de brincadeira, não!

Quem vive na carne, que se cuide.

Viver não é só comer, beber, dormir, copular e, um dia, finalmente, morrer...

Viver é muito mais e não cabe numa só vida.

E é triste só descobrir isso após a chegada da Dona Morte.

Despertar é preciso!

Até mesmo para amar melhor e se sentir mais vivo.

Porque a vida é preciosa; e sempre continua...

***

A Companhia do Amor adverte:

- Fumar causa vários problemas de saúde;

- Consumir bebidas alcoólicas em excesso, idem;

- Consumir drogas é letal!

- Porém, o pior de tudo é viver igual zumbi, sem pensar e sem sentir.

Quem vive na carne, que se cuide.

Despertar é preciso!

Quem está desperto (e esperto), valoriza a consciência limpa.

***

Não há mantra que desperte quem não quer crescer.

E nem o Papai do Céu interfere no livre-arbítrio de ninguém.

Cada um é o que é! E isso determina o rumo de seu viver...

Tudo é causa gerando efeito: o que se pensa, o que se sente e o que se faz.

Isso é o que determina por onde alguém segue...

Felicidade ou tristeza? Isso é de cada um.

O Papai do Céu não tem nada a ver com isso.


Amor de verdade ou rolo emocional?

Só o coração é que sabe... E a escolha é de cada um.

Despertar da consciência ou mumificação do raciocínio e da sensibilidade?

Ah, quem for zumbi nem mesmo conseguirá entender isso. E quem for esperto (e

desperto), apenas dará uma boa risada.

Despertar é preciso!

E o Papai do Céu não se mete, mas sempre ri quando alguém compreende isso.

Aí, Ele diz: “Bem-Aventurados os que estão acordados!”

E a Companhia do Amor arremata, na veia, de voleio, e diz:

“Quem vive na carne, que se cuide. Porque todo tempo é tempo de crescer.”

P.S.:

O craque faz golaços.

Já o “perna de pau”, só faz jogadas bisonhas.

Quem está desperto, é craque.

Mas quem anda igual zumbi, só leva de goleada.

O campo de jogo é a vida.

Golaços ou jogadas bisonhas?

Cada um decide o jogo que quer fazer.

E a bola da vida continua rolando...

O placar do coração de cada um, só o Papai do Céu é que sabe.

Despertar é preciso!

Para marcar golaços e amar melhor...

- Companhia do Amor* – A Turma dos Poetas em Flor.

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 11 de novembro de 2009.)

Notas: * A Companhia do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que
me passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem
humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou
luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas
comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas
encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor. Os seus
textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.
A ALMA É A ESSÊNCIA DE TUDO
Nada está longe de ti.

As distâncias!

Que valem as distâncias?

Bem sabes que as distâncias existem

Somente para o teu corpo.

A tua alma se acha perto de todas as coisas.

Melhor ainda: tua alma

Está na essência de todas as coisas.

Fora de teu corpo, nem a luz,

Com a sua velocidade de trezentos mil

Quilômetros por segundo,

Igualaria o voo do teu pensamento.

Se bem olhares, tudo virá ao teu alcance.

Não há estrela a que não possa chamar tua.

Move teu pensamento com liberdade absoluta.

Acostuma-o aos altos voos progressivos.

Tenta o recorde de altura...

Deixa que ele vá e venha através do universo.

Cada dia, assim, melhor verás

A aparência mentirosa de tua jaula.

Com a noção de tua liberdade imácula,

Aumentar-se-te-ão as ânsias

De posses eternas.
E há, por certo, uma posse que se te oferece

A cada instante e que não tem limites:

- A posse de Deus!

Aceita-a.

- Amado Nervo –

- Notas:

* Amado Nervo (pseudônimo de Juan Crisóstomo Ruiz de Nervo; 1870-1919) - grande poeta mexicano. Para
se ter uma ideia de sua qualidade, reproduzo logo abaixo algumas de suas frases e reflexões.

“Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós.”

“Quem sabe calar é sempre o mais forte.”

“A felicidade é como as neblinas ligeiras: quando estamos dentro delas, não a vemos.”

“Um ninho é uma fruta misteriosa que canta.”

“A alma é um copo que só se enche com a eternidade.”

“Tão necessário como o pão de cada dia, é a paz de cada dia, sem a qual o mesmo pão é amargo.”

“A vida é triste ou eu é que sou triste?”

Obs.: Enquanto eu digitava essas linhas, rolava aqui no som o CD. “Tutte Storie”, do vocalista italiano Eros
Ramazzoti. As músicas “Um Altra Te” e “Silver e Missie” (faixas 3 e 13, respectivamente), são muito bonitas.

==============================================================

PONDERAÇÕES CONSCIENCIAIS SOBRE A VIDA E A CONSCIÊNCIA


(Texto postado originalmente na lista interna do Grupo de Estudos e Assistência Espiritual do IPPB)

Ao longo da vida, passamos por muitas coisas.

As experiências se sucedem...

Boas ou ruins, elas fazem parte do viver.

Podemos sofrer vários reveses, traições e calúnias.

Também podemos aprender algo com isso, ou não.

Tudo depende de como enxergamos as coisas.

E isso está relacionado diretamente com a consciência que temos.

Diante de algo ruim, alguns odeiam; outros perdoam...


Alguns aprendem; outros desabam. Faz parte do jogo da vida.

Contudo, mesmo diante de situações complicadas, há sempre lições.

Então, que tal olharmos as situações e pessoas com outros olhos?

Com aqueles olhos do espírito, que todos nós somos, e que vêem algo a mais...

Para tirarmos lição de tudo, e crescermos... Sempre!

***

Tudo que você é está em seus olhos!

Máscaras enganam o mundo, mas não o coração.

Amor não se vende e nem se compra; é estado de consciência.

E legal é quando o olhar está cheio de estrelas.

E isso só acontece quando há amor real.

E isso não tem tempo ou condição; simplesmente, é!

***

Nesse mundo, nada nos pertence; nem mesmo o corpo, que é transitório.

Inclusive, podemos ser chamados ao plano espiritual hoje mesmo, definitivamente.

Não sabemos nossa hora final, mas sabemos que estamos de passagem por aqui...

Então, por que perdermos tempo acalentando emoções estranhas dentro de nós?

Mágoa e apego não fazem ninguém crescer... E nem reclamações descabidas!

E desejar o mal de outro é sintoma de mediocridade braba.

Todos nós podemos ser bem melhores do que imaginamos.

Sim, podemos melhorar bastante... Mas não basta só querer.

É preciso estudar e trabalhar. E, mais do que ter, SER.

Porque não há nenhuma técnica de crescimento baseada na preguiça!

***

Muitas pessoas choram pela perda de um amor.

Outras choram porque um ente querido partiu para a Pátria Espiritual.

E algumas porque sofreram diversos reveses da vida.

Porém, quem chora pela perda do próprio espírito nas ilusões do mundo?

***

Não há nada pior do que caminhar igual a zumbi pelo mundo.


Sem sentir e sem viver... Só se deixando levar ao sabor das ilusões.

Essa é a pavorosa satisfação dos incautos: viver só por viver.

Por isso os rishis* sempre alertavam quanto às armadilhas de Maya**.

Suas correntes parecem doces, mas são viscosas; e, quem se ilude, fica preso nelas.

Ah, o lance nunca foi ter; mas, simplesmente SER!

***

Existem entidades trevosas especializadas em vampirismo psíquico.

Elas não olham condição social, sexual ou cultural; só vêem as energias das pessoas.

E, por essas, sabem identificar o que se passa dentro de cada uma delas.

Mapeiam os interesses e o foco mental e emocional de suas possíveis presas.

E, se encontram coisas mal resolvidas nelas, é por ali que elas se aproximam.

Então, se instalam sorrateiramente na aura das pessoas e se locupletam ali mesmo.

E elas riem tanto do que fazem ocultamente... Parecem até ratos num lixão.

E por que elas acham essas brechas psíquicas? Por que as pessoas dão tão mole?

E que integridade alguém poderá alardear sobre si mesma, se sua aura tem ratos?

As pessoas choram tanto, por dinheiro e por amor; enquanto os ratos riem delas.

O semelhante atrai o semelhante. Enquanto elas se iludem, os ratos as devoram.

E Jesus sempre esteve certo, quando ensinava o “Orai e Vigiai!”

Ele sabia que os devoradores espirituais não suportam a limpeza que a Luz faz.

***

Quem estuda temas espirituais, precisa agir no mundo de acordo com o que sabe.

Nem mais, nem menos. Quem quer mais luz, que seja luz. É sintonia espiritual.

Não precisa ser anjo e nem fingir ser o que não é. Basta fazer o seu melhor...

E melhorar, todo dia um pouquinho... Jamais se esquecendo da própria luz espiritual.

Porque perder a luz é dar campo para os ratos, além de ser uma grande humilhação.

Tem muita gente que se acha boa precisando de uma “desratização consciencial”.

***

Somos bem melhores do que imaginamos; isso é certo.

Então, vamos melhorar mesmo? Realmente, com discernimento e amor?

Não somos anjos nem demônios; somos espíritos vivendo uma experiência humana.
E há uma Luz fantástica em nós. Os ratos não gostam dela, mas as estrelas adoram.

Essa Luz é nossa Fiadora real. E onde Ela está, o Amor também está!

***

Finalizo esses escritos com um ensinamento de Paramahamsa Ramakrishna***:

“De que adianta ter uma vestimenta luxuosa, se o coração é miserável?”

P.S.:

A maior festa é aquela que acontece nos salões do coração.

É a festa do Amor. E o traje não é a rigor, é de Luz.

Quem ama, sabe.

Paz e Luz.

- Wagner Borges – seu companheiro de jornada...

São Paulo, 19 de dezembro de 2009.

- Notas:

* Rishis – do sânscrito – sábios espirituais; mestres da velha Índia; mentores dos Upanishads.

** Maya – do sânscrito - ilusão; tudo aquilo que é mutável, que está sujeito à transformação por
diferenciação.

*** Paramahamsa Ramakrishna: mestre iogue que viveu na Índia do século XIX e que é considerado até
hoje um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma idéia de sua
influência espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia do século XX se referiram a ele com muito
respeito e admiração, dentre eles o Mahatma Ghandi, Paramahamsa Yogananda e Rabindranath Tagore.

Obs.: Enquanto eu passava essas linhas a limpo, lembrei-me de um texto antigo do grupo dos Iniciados,
que poderá enriquecer em muito a compreensão desses escritos de hoje. Segue-se o mesmo logo abaixo.

LUZ NA ALMA
Viver não é brincadeira, pois crescer não é fácil.

Ganhos e perdas são circunstâncias do jogo de viver.

O importante é saber o que fazer.

***

Não há como receber a sabedoria se não houver uma sintonia adequada.

***

Certas situações são difíceis, mas quem disse que evoluir é simples?

***

A Natureza ensina: tudo é causa e efeito.


Portanto, tenha consciência correta do que pensa, do que sente e do que faz!

***

As ideias elevadas não são facilmente digeridas pelas mentes medíocres!

***

Use a guilhotina do bom senso, corte a cabeça do seu ego!

***

A mágoa é verdadeira erva daninha a grassar no terreno do coração orgulhoso.

***

A aura é a vestimenta espiritual do ser.

Não a obscureça com sua amargura.

Erga a mente ao infinito e mergulhe na luz.

Afinal, HÁ SOL TODO DIA!

***

O objetivo da evolução é sempre levar o ser adiante.

É por isso que a auto culpa é um grande problema para a consciência, pois a remete ao passado mal
resolvido, enquanto a evolução quer levá-la adiante.

Logo, toda auto culpa é estagnação evolutiva e deve ser combatida sob essa ótica.

***

O OM* nos olhos é a melhor terapia para os males do coração.

***

Os três binômios da alma esclarecida são:

1. Lucidez e Brilho;

2. Amor e Perseverança;

3. Paz e Luz!

- Os Iniciados** –

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Texto extraído do livro “Viagem Espiritual – Vol. III” –
Editora Universalista – 1998.)

- Notas:

* OM - do sânscrito – no contexto clássico do Hinduísmo é o mantra da vibração interdimensional; o Verbo


Divino. A concentração mental desse mantra nos olhos reforça a energia da pessoa.
** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente,
passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e
direcionadas aos estudantes espirituais do presente.

Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o
compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente,
fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo.
Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.

Um Alerta Consciencial
Em muitos grupos dedicados ao crescimento espiritual ocorrem situações que contradizem os objetivos
primordiais do grupo, despertadas por pensamentos e sentimentos menores que precisam ser analisados
com objetividade e humildade.

Ultimamente tenho conversado com muitas pessoas que participam de grupos espiritualistas, espíritas,
umbandistas, conscienciologistas. Há uma queixa geral por parte das pessoas: o porquê das pessoas que
participam de atividades espirituais contaminarem vibracionalmente seus colegas de grupo com seus
“dramas e porcarias interiores”, misturando a parte personalística com o estudo espiritual.

Como tenho muitos amigos em várias áreas – e boa parte deles respeita um pouco os toques que dou
dentro da temática espiritual –, é muito comum que muitas pessoas me liguem ou enviem e-mails
perguntando-me sobre várias coisas, e pedindo a minha opinião sobre determinados assuntos. Assim,
nesses últimos tempos soube de várias coisas que estão rolando em diversos grupos e com diversas pessoas
– algumas coisas sobre as quais eu já havia alertado e que acabaram acontecendo.

Parece-me que as pessoas estão cada vez mais dando mole espiritualmente com suas “melecas
conscienciais”, e propiciando aquela abertura para os obsessores se aproveitarem. Muitos têm falado sobre o
ego, mas sempre o ego dos outros – nunca o deles mesmos. Ignoram que só quem pode ver o ego é
próprio o ego; os grandes seres que já transcenderam o ego só vêem a unidade de tudo, jamais a
personalidade transitória e seus dramas. Portanto, por um motivo óbvio, quem muito fala do ego alheio é
súdito do mesmo.

Nessa questão de ego (de que todo mundo reclama) ainda fico com o ensinamento de Paramahansa Rama
Krishna: "Enquanto não transcender o ego, transforme-o em ego servidor". Ou seja, enquanto ser humano
submetido à roda reencarnatória e ao jugo das emoções densas, o ego faz parte do jogo. O negócio é
transformar esse ego em ego trabalhador; já que não dá para liquidar o bicho, vamos usá-lo para fazer algo
interessante e que alavanque vibrações positivas para todos.

Respeitar as Oportunidades

Outro assunto muito comentado em grupos (incluindo listas de discussão na internet) diz respeito às
diversas competições e sabotagens a que muitos se deixam levar.

Na verdade, quem tem competência no que faz e está seguro não fica prestando atenção ao trabalho alheio,
não fica comparando coisa alguma nem fica preocupado com o surgimento de um novo grupo, pois sabe
bem o que veio fazer aqui na Terra, e, se cumpre sua missão com qualidade, isso ficará evidente por
consequência natural. Além de suas atitudes, identifica-se a espiritualidade facilmente pelo brilho dos olhos,
pela energia e alegria no fazer algo, pela qualidade de suas ideias, por seu coração generoso, etc.

Por que será que o ser humano não consegue ser feliz com o sucesso do outro? Se as pessoas pudessem
ver a ascensão espiritual dos seres avançados e o silêncio e anonimato disso, certamente ficariam muito
envergonhadas. Há algo a meditar sobre isso: não se escuta o som do nascer do sol. Ou seja, os mestres
são como estrelas iluminando espiritualmente e anonimamente a humanidade.

E por que será que as pessoas desperdiçam tanto a oportunidade da luz consciencial que lhes é concedida?
Costumam "cuspir no prato" onde tal abertura lhes é dada. O pior é que quanto maior é a liberdade do
espaço que elas frequentam, maior é a quantidade de tolices que elas falam e apresentam ali mesmo.
Parece até que elas precisam ser doutrinadas e reprimidas para valorizarem mais as coisas. Talvez elas
precisem de mais doutrinação e menos espiritualidade, ou um pouco mais de espetos cármicos cutucando
suas vidas e forçando-as a seguirem em frente com mais coerência. Será que os participantes de grupos
espiritualistas têm noção de que nos antigos processos iniciáticos muitas pessoas sequer teriam a chance de
uma abertura? e que nos lugares onde hoje se trabalha a espiritualidade de forma aberta, responsável e
bem-humorada, ninguém está ali para observar os seus defeitos nem cobrar uma santidade que ninguém
tem?

Mesmo carregadas de encrencas interiores, de muita leviandade e carências diversas – fatores que levariam
à sua reprovação garantida nas iniciações sérias da Antiguidade –, as pessoas ainda têm o acesso aos
estudos espirituais. Então por que será que elas não respeitam mais a liberdade e o acesso que têm?

Perceber as Qualidades

Reclama-se muito, também, de que muitas pessoas se acham altamente iluminadas e detentoras de
conhecimentos que os outros não têm. Alguns até mesmo se arvoram como "escolhidos" de alguma coisa ou
missão (talvez, escolhidos pela própria imaturidade).

Outro dia, uma amiga me ligou e pediu minha opinião acerca de um desentendimento que ela havia travado
com seu grupo espiritual. Um dos componentes do grupo se dizia acoplado espiritualmente por tubos de luz
violeta na cabeça, e ligado constantemente com Jesus, que estava lhe orientando pessoalmente, e que em
breve o Buda também apareceria a ele. O grupo entrou na onda dele (por que será que as pessoas não
usam o discernimento e sempre entram nessas canoas furadas?). Entretanto, a atitude do sujeito não
correspondia ao que ele dizia. Ele bebia demais e era irritadinho. Usava de sua suposta espiritualidade para
dar conselhos; com isso, acabava se metendo na vida íntima de todo mundo, manipulando isso como se ele
mesmo não estivesse cheio de problemas para resolver em sua vida. Fora as fofocas que ele tricotava nos
bastidores do grupo.

Falei para minha amiga que alguém assim quer é chamar a atenção devido às suas carências internas, e,
nessas condições, serve de canal para entidades tenebrosas acabarem com o trabalho do grupo inteiro.
Assim, ela afastou o tal sujeito e peitou todos do grupo, exigindo mais discernimento e mais amor em servir
espiritualmente. Ela fez o certo: procurou preservar o grupo e os objetivos do trabalho.

No entanto, como sempre acontece nesses casos, o tal sujeito que foi afastado começou a falar mal de todo
mundo; só não disse que era beberrão, fofoqueiro e mal-amado. E está tentando afastar várias pessoas de
lá mediante as intrigas que espalha.

Minha amiga – vítima das intrigas perpetradas pelo infeliz que se autoconsidera muito espiritualizado – é
uma pessoa de fibra e batalhadora, com defeitos, sim, mas honesta e canal de amparadores dignos – o que
lhe dá o devido respaldo espiritual, com boas energias e olhos sempre brilhando. É uma pena que as
pessoas nunca olhem isso, preferindo o caminho mais fácil de observar os defeitos alheios.

Reflexões Finais

Estou contando para vocês esses casos que acontecem em grupos e em listas de discussão na internet. Se
"cair alguma ficha" para alguns em relação a algo comentado aqui, não importa. Basta mudar a vibração,
corrigindo o problema com humildade, e tocar a bola pra frente. Ninguém é perfeito. Eu, vocês e todos os
seres humanos – independente de raça, credo, sexo, idade ou condição – precisamos aprender muito.
Somos "deficientes espirituais", tentando melhorar nossos "aleijões conscienciais" aqui neste planeta-escola.
Temos muitos potenciais, uma vez que somos divinos em essência. Somos luz, ainda que não nos tenhamos
despertados do sono milenar da consciência imposto por nossos egos. Por isso titubeamos tanto no trato
com as verdades da vida. Somos uma mistura de seres divinos com encrencas variadas. O objetivo dos
estudos espirituais – pouco importando a qual linha espiritual a pessoa pertença ou tenha afinidade – é o
despertar desses potenciais divinos e a melhoria dos pensamentos, sentimentos, energias e atitudes.

"Poucos têm olhos para entender a verdade; cada um enxerga apenas o que deseja".

"Até os homens imbecis são capazes de grandes feitos; mas os grandes homens são aqueles capazes de
manter os pequenos feitos dignos todo dia".

"O mal que me fazem não me faz mal; o mal que me faz mal é o mal que eu faço."

- Por Wagner Borges.

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POMARES CONSCIENCIAIS
Cada um deve assumir integralmente a sua própria vida. De nada vale a confiança se ela não for alicerçada
pela maturidade espiritual íntima.

Cada um dá o que tem e exterioriza em sua vida aquilo que já mora em seu próprio íntimo. Cada um é o
que é e as frutas verdes são chamadas assim exatamente por não serem maduras. Qual é a característica da
fruta verde? Ela é dura e o seu sabor não é agradável ao paladar.

Na Espiritualidade é a mesma coisa: há pessoas duras e há pessoas maduras penduradas na mesma árvore
da vida. Os seus sabores são diferentes e diretamente proporcionais ao seu estado natural. Algumas delas
são bastante ácidas, outras são macias e saborosas.

No imenso pomar da Criação, onde a árvore divina está plantada por obra e graça do AMOR, as pessoas e
as frutas têm o seu tempo. Cabe a cada um perceber o que segue em seu íntimo e qual é o seu tempo e o
seu sabor.

Azedo ou suave? Duro ou macio? Amargo ou doce?

Cada um é o que é...

O discernimento sempre apontará para as frutas maduras e indicará as melhores para o consumo. Isso
porque, além das frutas verdes, também há as frutas podres e bichadas. Na vida espiritual é a mesma coisa:
a lucidez consciencial sempre priorizará o que for melhor.

Até mesmo pelo fato de que pessoas verdes ou estragadas podem fazer muito mal a quem consumi-las.
Ainda mais se estiverem "bichadas" pelo egoísmo.

As pessoas verdes receberão a assistência do Dr. Tempo para amadurecerem.

As pessoas estragadas receberão a ajuda do Dr. Carma*, que as derrubará no chão para que sejam
absorvidas e posteriormente frutifiquem novamente à frente. As pessoas maduras farão o seu papel e
alimentarão as outras, pois o seu sabor é excelente.

Azedo ou suave? Duro ou macio? Amargo ou doce?


Cada um é o que é... Mas o Dr. Tempo e o Dr. Carma estão de olho!

Enquanto isso, as pessoas maduras serão colhidas no momento certo e viajarão nas cestas divinas e
conhecerão novas árvores nos pomares divinos.

Cada um é o que é...

- Companhia do Amor** – A Turma dos Poetas em Flor.

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 06 de junho de 2001).

- Nota de Wagner Borges: Há momentos em que cada um de nós apresenta facetas variadas de nossa
personalidade transitória no mundo. Dependendo das circunstâncias, podemos ser verdes, estragados ou
maduros. Com tantas vidas desperdiçadas ao longo do tempo e muitas tolices projetadas em nossos
caminhos, é hora de amadurecermos. E o primeiro passo é pensarmos nisso.

O vento da experiência sacode as folhas e os galhos da árvore de nossas vidas. Podemos balançar muito,
mas se o discernimento guiar o nosso rumo, não cairemos no chão. E, no momento certo, estaremos
passeando por aí, em alguma cesta entre as estrelas e pomares do Cosmo.

Em algum momento, estaremos rindo com as estrelas e agradecendo ao Grande Arquiteto Do Universo, o
dono de todos os pomares, por todas as chances de crescimento.

Por enquanto, ainda balançando muito, possamos rir por aqui mesmo entre os frutos e homens da Terra.

O tempo fará o seu serviço e as estrelas estão nos esperando... Forever!

- Notas do Texto:

* Carma - do sânscrito “Karma” - ação; causa – é a lei universal de causa e efeito - Tudo aquilo que
pensamos, sentimos e fazemos são movimentações vibracionais nos planos mental, astral e físico, gerando
causas que inexoravelmente apresentam seus efeitos correspondentes no universo interdimensional. Logo,
obviamente não há efeito sem causa, e os efeitos procuram naturalmente as suas causas correspondentes.
A isso os antigos hindus chamaram de carma.

** A Companhia do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me


passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem
humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou
luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas
comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas
encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor.

Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.

Para mais detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver os livros "Companhia do Amor - A Turma
dos Poetas em Flor – Volumes 1 e 2" - Edição independente - Wagner Borges, e sua coluna no site do IPPB
(que é uma das seções mais visitadas no site): www.ippb.org.br

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VINTE E DOIS TOQUES CONSCIENCIAIS


(Ponderações Espiritualistas, Simples e Despretensiosas)
1. Tudo tem um duplo!
(A energia é a base de todas as coisas).

2. Emoções estagnadas bloqueiam a circulação sadia das energias.

(Má resolução afetiva = Bloqueios energéticos e Chacra cardíaco esmaecido).

3. As energias seguem os pensamentos.

(Cada um é o que pensa!)

4. Se a mágoa prende as energias, o oposto também é verdadeiro; o perdão libera as energias e faz o
coração virar um sol.

(A compreensão enche a aura de luz).

5. Fios energéticos interligam as pessoas. Às vezes, espíritos densos se agarram nesses fios e interagem
com as energias, conectando-se psiquicamente com aqueles que estão interligados. Muitas vezes, através
dos acoplamentos áuricos negativos entre pessoas, espíritos densos interligam-se a elas e fazem um
verdadeiro trampolim energético, pulando de uma para outra. O objetivo desse pessoal pesado é sempre o
vampirismo psíquico e o rebaixamento espiritual de todos.

(Por isso o sábio Jesus ensinava que é preciso "orar e vigiar!").

6. De que adianta uma vestimenta luxuosa, se, por dentro, o coração está miserável?

(A verdadeira roupa do Ser é sua aura, que reflete bem o que cada um pensa, sente e quer da vida e dos
outros. Por isso, é essencial encher a aura de luz, diariamente, e lembrar-se da própria natureza espiritual).

7. Da mesma forma que é necessária e vital a higiene diária do corpo físico, assim também é em relação aos
corpos sutis.

(Preces, meditações, mantras, contatos com a natureza, e estudos e práticas espirituais sadias renovam as
energias dos corpos sutis e tornam a aura uma verdadeira "vestimenta de luz").

8. Espíritos assediadores não ligam a mínima para a formação acadêmica de ninguém. Eles entram nas
energias das pessoas por sintonia com o que elas pensam, sentem e fazem na vida. Não lhes interessa o
diploma ou a cultura da vítima de seu vampirismo, pois sempre procuram nela o clima psíquico interno
adequado para suas atividades nefandas.

(Esse é um paradoxo curioso: espíritos infelizes, sem formação alguma, conseguem infligir grandes danos
psíquicos em técnicos e doutores de várias áreas humanas, simplesmente explorando neles o mais básico:
suas emoções mal resolvidas e seus pensamentos estranhos).

10. Outros paradoxos estranhos: médiuns com medo de espíritos desencarnados; iogues que trabalham com
práticas respiratórias, mas que são escravos do fumo; doutrinadores de sessões de desobsessão, que sequer
doutrinaram a si mesmos e jamais fazem o que dizem os espíritos, principalmente perdoar a alguém;
passistas, curadores prânicos e reikianos andando no mundo com os chacras das mãos apagados; projetores
extrafísicos com medo das saídas do corpo; e espiritualistas variados que sempre falam de vida após a
morte, mas não deixam de chorar e visitar tumbas no cemitério no dia de finados.

(E, mais um paradoxo, que nunca consegui entender: estudantes espirituais, de várias linhas, que estudam
sobre carma e reencarnação, mas ainda padecem da doença do racismo e do preconceito em seus
corações).

11. Ninguém é dono da verdade, mas tem gente que acha que sabe tudo! E isso só revela o seguinte:
dentro da magnitude da vida, em todos os níveis, planos e dimensões, quanto mais se estuda, mais dúvidas
aparecem, pois se percebe, claramente, que o que se sabe é bem pouco diante do infinito. Logo, quem
estuda a sério e com discernimento das coisas, descobre o óbvio: nunca saberá o bastante, nem em mil
vidas... Em contrapartida, pode descobrir a si mesmo e admirar-se com a grandeza da vida, e isso é mais
importante do que os segredos do universo.

(Conhecer a si mesmo é o grande desafio do ser humano).

12. Alguém pode comprar o amor verdadeiro de outro? E que coisa da Terra poderá preencher o vazio
existencial do coração?

(Nem bebida nem drogas são capazes de dar o que o próprio coração não descobriu: a arte de ser feliz).

13. Nenhum ser no universo pode dar discernimento a outro. Isso é tarefa íntima e intransferível. É fruto da
própria experiência de ousar raciocinar e se erguer para além dos limites sensoriais e dos convencionalismos
humanos. Não há nenhuma técnica de despertar da consciência que seja baseada na preguiça e no
comodismo.

(Seres de luz podem dar toques conscienciais profundos, mas não podem viver a vida por ninguém).

14. A morte não muda ninguém, só joga a consciência definitivamente para fora do corpo físico, do jeitinho
que ela é mesmo, com todas as suas qualidades e defeitos.

(Não, não é a morte que muda a consciência. É a vida. E quem já descobriu isso, não espera a morte chegar
para pensar, pois valoriza o tempo de seu viver para aprender o que for possível).

15. A cor da pele dos corpos humanos pode ser amarela, negra, branca ou vermelha, mas a raça do espírito
é da luz.

(Qual seria o povo escolhido de Deus, senão todos os seres vivos?).

16. Mais do que ocidental ou oriental, cada ser humano é filho das estrelas.

(Ninguém é estranho. Todo ser vivo é cidadão do universo!).

17. Dizem que "Deus escreve certo por linhas tortas". Isso é verdade. Ele é muito criativo. Mas bem que o
próprio homem poderia escrever melhor nas páginas de sua vida...

(Também dizem por aí que "pau que nasce torto, vive e morre torto". Isso não é verdade. Uma das
grandezas do homem é poder mudar as coisas e transcender os seus parâmetros limitados. Muitas pessoas
mudam de vida e se erguem das cinzas de si mesmas, desentortando a própria consciência e melhorando
suas jornadas de vida).

18. Amar não é só fantasiar, mas construir e realizar.

(Igual a uma plantinha, um relacionamento precisa ser regado com amor e atenção, senão seca e morre).

19. Envelhecer não é um problema, faz parte do jogo de viver na Terra. É natural. Porém ver o tempo
passar e somente ganhar rugas na cara, sem amadurecer, isso sim é encrenca!

(Há pessoas de idade com expressões joviais no rosto e cheias de vida e de interesse por coisas novas. Em
contrapartida, há jovens com expressões envelhecidas e sem tesão de viver. Então, qual é a idade real de
alguém? Aquela que se conta no corpo? Ou aquela outra, bem mais linda, que não se conta nas rugas ou
nos cabelos brancos, mas no interesse pela vida e no sorriso franco, como a aurora iluminando a cara? Ah,
tem tanta gente de idade que parece criança arteira e, por isso, não parece ter idade alguma, a não ser
aquela que sua consciência feliz diz. E tem tanta gente, supostamente jovem, mais parecendo "fim de feira",
chupada e jogada de lado, sem sonhos e sem vida, só ganhando rugas e sem aurora na cara. Quem é o
velho? Quem é o novo? Ou, melhor dizendo, quem tem brilho na cara?).

20. A melhor fogueira é a do discernimento, que queima as tolices de dentro do próprio coração.

(Talvez, por isso, Jesus tenha ensinado o seguinte: "De que vale a uma pessoa ganhar o mundo, se ela
perder sua alma?").

21. Séculos antes de Buda e Jesus, Krishna já ensinava que "o espírito é eterno, não nasce e nem morre, só
entra e sai dos corpos perecíveis".

(Será por isso que, toda vez que passo em frente a um cemitério e olho os grandes mausoléus, começo a rir
e a lembrar-me de Krishna tocando sua flauta, namorando as gopis e dizendo para Arjuna, o seu discípulo-
arqueiro: "O espírito é imperecível! O fogo não pode queimá-lo; a água não pode molhá-lo; e que arma feita
pelo homem poderia destruir o princípio imperecível, que veio da Luz do Infinito?")

22. A missão de todo homem é uma só: viver! E, se puder, fazer o melhor possível.

(Talvez, por isso, o grande sábio chinês Lao-Tzé ensinou o seguinte: "O sábio pode até andar vestido em
andrajos, mas ele carrega uma joia dentro do seu coração").

P.S.: Escrevi esses toques conscienciais de forma despretensiosa e informal, de improviso mesmo, enquanto
preparava o material de um curso aqui em casa. Fui escrevendo... E deu nisso! Oxalá, os leitores possam
peneirar algo bom nessas ponderações conscienciais.

E eu desejo que a cara de cada um vire sol, na aurora de um sorriso...

E que um Grande Amor possa preencher seus corações...

Compreensão e discernimento.

Amor e alegria.

Energias lindas na jornada.

Paz e Luz.

Wagner Borges - São Paulo, 13 de janeiro de 2009.

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CONVERSANDO SOBRE RENOVAÇÃO CONSCIENCIAL


(Resposta a Carta de uma Amiga no Limbo de Si Mesma)
Querida, você se perdeu e dançou com as sombras...

E agora está confusa e no limbo de si mesma.

Contudo, eu lhe digo que nada está perdido.

No reconhecimento de onde errou está sua renovação.

No centro de sua queda estão as sementes de sua subida.

É hora de você ascender novamente, para o seu melhor.


Porque, apesar das trevas em torno, a Luz continua em seu coração.

E, se você focar no seu melhor, vencerá a si mesma e às influências negativas.

É claro que isso não é tarefa fácil! Mas, agora, você só pode subir...

Então, concentre-se no que lhe faz bem. Inspire-se em alguma coisa positiva.

Não dê trelas para comentários de pessoas negativas. E não se lamente...

Tire experiência dos erros. Aprenda a se reciclar... E não traia a si mesma.

Recupere o seu sorriso, porque cara amarrada não resolve nada e a deixa feia.

Escute música. Sim, você se lembra de como era bom curtir um som legal?

Leia bons livros. Esclareça-se, mas sem confundir o conhecimento com a sabedoria.

Aprenda a meditar, mas sem fugir do mundo e nem deixar de viver.

E jamais diga que você não está preparada para crescer e que não é a hora.

E nem pense que não merece ser feliz. Porque você faz parte do Todo!*

Sim, você é uma centelha da Luz Maior em forma humana... Sempre foi.

Mas precisa reconhecer isso em você mesma, para se afirmar na jornada.

Não se engane mais. E não dê mole para o seu ego. Pare de fugir da Luz.

Sua luta não é com ninguém, a não ser com você mesma. E essa é a grande batalha!

Então, vença a si mesma. E, por favor, permita-se ser feliz, sem culpa ou dramas.

Se quiser, reze, mas com coragem e coração. E sem medo de dogma algum.

E não se iluda: a vida não é só o que nós percebemos com os cinco sentidos físicos.

Há muito em jogo. Bem mais do que supomos. E, com certeza, a vida é uma dádiva.

Felicidade é um estado de consciência. E tem mais a ver com a sabedoria dos anos...

Só o Todo conhece você profundamente. Porque Ele lê o que está em seu coração.

E é a Ele que você deve se dirigir, sempre. E que seja em espírito e verdade.

Você me escreveu e pediu alguns toques conscienciais para o seu esclarecimento.

E a minha dica é: “Vá escutar música, menina! E se permita ser feliz, aqui e agora.

Ah, recupere o seu sorriso, porque já tem muita gente de cara feia no mundo.

A senda da Luz lhe espera, sem julgamento algum. Então, retorne e abrace-a.

P.S.:

O Todo está em tudo! E isso é a maravilha das maravilhas.

Vale a pena viver. Principalmente quando há Luz na jornada.


Não parece, mas estamos dentro da Consciência Cósmica.

Mas isso não é coisa para a mente entender ou especular.

Não, é coisa para o coração compreender e realizar.

Porque isso não se explica, só se sente...

Assim como esses escritos.

Que senti e fiz, por intuição.

Com o coração.

Para você.

Pela Luz.

É isso.

Axé**.

Paz e Luz.

- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma***.

São Paulo, 20 de abril de 2010.

- Notas:

* O Todo - expressão hermética para designar o Poder Absoluto que está em tudo. O Supremo, O Grande
Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou
mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-lo de Pai Celestial ou de Mãe
Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.

** Axé - expressão afro-brasileira significando a força vital; energia; alto astral.

*** Estou disponibilizando esses escritos em aberto porque sua leitura poderá ser útil para reflexões de
outras pessoas na mesma situação de minha amiga tristonha. E aí, talvez elas voltem a pensar na Luz, e a
escutar música também... Oxalá isso aconteça!

Obs.: Enquanto eu escrevia essas linhas, rolava aqui no som o CD. “About Time” – do compositor e multi-
instrumentista inglês Steve Winwood (que foi o vocalista do Traffic e do Blind Faith, duas grandes bandas de
pop/rock das décadas de 1960/1970). As músicas “Horizon” e “Silvia - Who is She?” (respectivamente, faixas
9 e 11 do CD), são maravilhosas, bem viajantes mesmo.

CHACRAS
"Cada chacra é uma janela para o invisível; um verdadeiro Portal psicofísico que, frequentemente, troca
energias com outros planos de manifestação.

O chacra do topo de cabeça - chamado de chacra da coroa - é uma verdadeira festa de luz! É o centro
energético que está ligado com a expansão da consciência e a multidimensionalidade.
É o chacra que sinaliza o caminho da evolução sideral; aponta para outras etapas do desenvolvimento do
homem, para as estrelas e para o infinito, que começa a se esboçar no topo da cabeça, através das ideias
maiores que surgem, pelo contato excelente com outras consciências que já vivem esse momento infinito.

É o centro pelo qual vêm às ideias avançadas e o contato com seres que não têm mais a forma humanoide.
É a bússola espiritual na navegação sideral, que sinaliza a direção evolutiva do homem para outros orbes e
para outras estrelas.

É o chacra que liga a consciência humana com a Consciência Universal!

O chacra da testa - frontal - é o centro da responsabilidade, pelo qual se aprende e se guarda na


memória as informações.

É o chacra da visão espiritual, da intuição, da percepção, do conhecimento e da síntese intelectual. Ao


mesmo tempo, é o chacra que suaviza a energia dos olhos.

É, por excelência, um sol na testa! E, suavemente, irradia luz para dentro dos olhos e é capaz de descansar
a mente.

Porém, nos dias atuais, é um chacra sobrecarregado de tensões, pensamentos e excessos, funcionando de
forma muito acelerada. No entanto, essa aceleração é artificial, motivada pelas luzes transitórias do mundo e
pelo conhecimento parcial das coisas.

É necessário pensar no centro frontal, também, como um centro de descanso da mente, como um sol, que
não apenas pulsa de dentro para fora, mas também para dentro dos olhos, para limpar a tela mental e
suavizar a mente.

Esse chacra é capaz de carinho profundo!

O chacra da garganta - laríngeo - é, por excelência, o centro da comunicação e da mediunidade. É o


centro artístico da expressão!

Está ligado à sensibilidade mediúnica, que capta a criatividade vinda de outros planos e de outras
consciências.

Como é o centro da comunicação, sofre toda a repercussão da mesma. E, como é um centro situado entre a
cabeça e o peito, sofre repercussão dos outros centros, constantemente. Por isso os grandes iniciados
sempre ensinaram sobre o silêncio, para manter esse centro conservado. Aquele silêncio que capta a
criatividade e melhora a expressão.

Esse é outro centro sobrecarregado pela correria do mundo moderno e pela necessidade premente de estar
acelerado.

A visualização de uma joia incrustada no centro laríngeo favorece o descanso desse centro; favorece a
meditação suave e seu equilíbrio energético.

O centro peitoral - chacra cardíaco - é, por excelência, o canal de toda transformação afetiva, em que o
homem instintivo se transforma em espiritual.

É o centro alquímico verdadeiro!

A verdadeira transformação ocorre no centro cardíaco. Todo amor, toda qualidade afetiva, todo abraço, todo
idealismo por algo melhor está no chacra do coração. Toda cura, todo toque terapêutico, e toda assistência
espiritual vibra nesse centro. Inclusive, é um chacra capaz de abraçar humanidades situadas em outros
orbes.
É o centro que dissolve o egoísmo e o bairrismo planetário - o racismo, os preconceitos sexuais, sociais,
econômicos e de qualquer espécie.

Esse centro é um sol peitoral que jamais poderá ser envenenado pelas péssimas vibrações da vingança. O
ódio gera uma energia viscosa e escura, que adere no centro cardíaco como uma espécie de 'piche
consciencial'. Jamais permitam desejos de vingança acalentados! Por mais ocultos que eles estejam, são
observados extrafisicamente. O sol peitoral não pode ser nublado pelas nuvens do ódio nem envenenado
por maledicência alguma.

O centro abdominal - chacra umbilical - é, por excelência, o centro das emoções densas, misturadas
com o processo da alimentação normal.

É um centro de grande vitalidade!

Também é altamente sobrecarregado pela tensão emocional. Porém, é um centro terno e suave para quem
souber trabalhar com ele; para quem imaginar um sol umbilical! É como um sol suave e generoso, que vai
se expandindo, não pela força, mas pelo sentimento, pela generosidade, que não está apenas no centro
peitoral, também flui no centro umbilical, apaziguando os órgãos abdominais, toda a região da cintura e das
costas e equilibrando as emoções mais densas.

É um centro de grande capacidade ectoplásmica!

E tem alta ressonância com as energias dos vegetais, com as energias do mar e do vento e com as energias
da natureza em geral.

A energia verde é excelente para este centro - o verde esmeralda; o verde da natureza!

O centro sexual - chamado de chacra sacro - é, por excelência, o centro da reprodução. Também é o
centro que traz toda a sensação corporal de calor ou de frio, através da pele. É o centro do prazer!

É também um centro altamente sobrecarregado, seja pela repressão sexual, ou por sua exacerbação.

É necessário visualizar um sol no baixo ventre - um sol branco, o mais brilhante possível -, para que limpe as
formas mentais aderidas, não somente desta vida, mas de outras também, e de uma eventual sexualidade
mal resolvida.

O centro da base da coluna - chacra básico - é a sede dos desejos mais densos.

Muitas vezes, esse chacra é como se fosse um menino. Ora, cheio de explosões emocionais em relação aos
valores da terra; ora, tímido, com medo desses mesmos valores e da própria vida.

É um chacra muitas vezes minimizado em sua importância, por ser um centro que está na parte inferior do
corpo. Entretanto, é um verdadeiro sol que sustenta o equilíbrio do corpo! E carrega o sangue de energia - a
força vital planetária.

Nenhum dos sete centros pode ser menosprezado. Cada um tem a sua importância no contexto vital do Ser.
Desde a base da coluna até o topo da cabeça, deve haver harmonia.

A base da coluna vibra, por excelência, na cor dourada - que é capaz de estabilizar o vermelho denso que
vem da terra - harmonizando as outras energias e mantendo o equilíbrio do soma saudável.

Os centros secundários têm relativa importância - como os centros energéticos dos pés -, por onde entra
a energia planetária. Esses pés, que sustentam o equilíbrio do corpo e que seguram, muitas vezes, a tensão
e o cansaço corporal, por todo um dia.
E necessário acender os chacras das plantas dos pés, como dois sóis branco- fluorescentes pulsando
suavemente e dando-lhes a devida atenção - tratando os pés com respeito, amor e agradecimento.

Os chacras das palmas das mãos são centros, por excelência, do toque, da cura e da gesticulação,
expressando ideias e sentimentos. São excelentes para dispersão de energias pesadas em torno, através dos
diversos métodos de manipulação manual da energia.

Desde as plantas dos pés ao alto da cabeça, o mesmo ser brilhante, com todos os centros potencializados
pela força da vontade, pela disciplina perene e pela consciência que trabalha.

Os chacras são centros de força vital!

Por eles, são feitas leituras psíquicas e espirituais. Neles, seres de outros planos leem tudo aquilo que vai
dentro das energias de alguém. Seres que se apresentam com formas só de luz, sem a limitação da forma
humanoide, quando observam o ser humano, como no presente momento, o fazem por esses chacras. Eles
não observam a forma humana, mas os chacras!

Os centros inferiores estão ligados a Terra: agradeça ao planeta, por hospedá-lo por mais uma vida!

Os centros superiores estão ligados ao Cosmos, ao qual se agradece toda a amplitude e novas
oportunidades de conhecimento futuro.

O homem está entre o Céu e a Terra. É um elemento híbrido: veio das estrelas, mas ocupa um invólucro
terrestre. Tem as duas naturezas em si mesmo: é filho da terra e é filho do espaço!

Deve saudar sua Mãe-Terra; deve saudar o Pai-Espaço! Tudo isso dentro do próprio coração."

***

- Nota:

* Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que tem como função
principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do
corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.

Os principais chacras são sete - que estão conectados com as sete glândulas que compõe o sistema
endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico. Suas características básicas são
as seguintes:

- Chacra Coronário - é o centro de força situado no topo da cabeça, por onde entram as energias celestes.
É o chacra responsável pela expansão da consciência e pela captação das idéias elevadas. É também
chamado de chacra da coroa. Em sânscrito o seu nome é "Sahashara", o lótus das mil pétalas. Está ligado à
glândula pineal.

Obs.: a pineal: é a glândula mais alta do sistema endócrino, situada bem no centro da cabeça, logo abaixo
dos dois hemisférios cerebrais. Essa glândula está ligada ao chacra coronário, que, por sua vez, se abre no
topo da cabeça, mas tem a sua raiz energética situada dentro dela. Devido a essa ligação sutil, a pineal -
também chamada de "epífise" - é o ponto de ligação das energias superiores no corpo denso e, por
extensão, tem muita importância nos fenômenos anímico-mediúnicos, incluindo nisso as projeções da
consciência para fora do corpo físico.

- Chacra Frontal - é o centro de força situado na área da glabela, no espaço espiritual interno da testa.
Está ligado à glândula hipófise - pituitária - e tem relação direta com os diversos fenômenos de clarividência,
intuição e percepções parapsíquicas. É o chacra da aprendizagem e do conhecimento. Em sânscrito ele é
conhecido como "Ajna", o centro de comando.
- Chacra Laríngeo - é o centro de força situado em frente da garganta. É o responsável pela energização
da boca, garganta e órgãos respiratórios. Está ligado à glândula tireoide. Bem desenvolvido, facilita a
psicofonia e a clariaudiência. É considerado também como um filtro energético que bloqueia as energias
emocionais, para que elas não cheguem até os chacras da cabeça. É o chacra responsável pela expressão
criativa - comunicação - do ser humano no mundo. O seu nome em sânscrito é "Vishudda", o purificador.

- Chacra Cardíaco - é o centro de força responsável pela energização do sistema cardiorrespiratório. É


considerado o canal de movimentação dos sentimentos. Por isso é o chacra mais afetado pelo desequilíbrio
emocional. Bem desenvolvido, torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual. Está
ligado à glândula timo. O seu nome em sânscrito é "Anahata", o inviolável, o invicto, o som sutil do espírito
imperecível.

- Chacra Umbilical - é o centro de força abdominal, responsável pela energização do sistema digestório.
Está ligado à glândula pâncreas. É considerado o chacra das emoções inferiores. Quando está bloqueado,
causa enjoo, medo ou irritação. Bem desenvolvido, facilita a percepção das energias ambientais. É chamado
em sânscrito de "Manipura", a cidade das joias.

- Chacra Sexual - é o centro de força responsável pela energização dos órgãos sexuais. Está ligado às
gônadas - glândulas de reprodução - testículos no homem; ovários na mulher. Quando está bloqueado,
causa impotência sexual ou desânimo. Quando superexcitado, causa intenso desejo sexual. Bem
desenvolvido, estimula o melhor funcionamento dos outros chacras e ajuda no despertar da kundalini. É o
chacra da troca sexual e da alegria. O seu nome em sânscrito é "Swadhistana", a morada do eu - ou morada
do sol; ou a morada do prazer.

- Chacra Básico - é o centro de força situado na área da base da coluna. É o responsável pela absorção da
energia telúrica e pelo estímulo direto da energia no corpo e na circulação do sangue. Está ligado às
glândulas suprarrenais e tem relação direta com os fenômenos bioenergéticos e parapsíquicos oriundos da
ativação da kundalini. O seu nome em sânscrito é "Muladhara", a base e fundamento do corpo.

Obs.: Aqui não estão relacionados os chacras secundários, incluindo nisso o chacra esplênico, em cima do
baço.

Wagner Borges

Consciência e Espiritualidade I
Espiritualidade é um estado de consciência; não é doutrina, não!

É o que se leva dentro do coração.

É o discernimento em ação!

É o amor em profusão.

É a luz nas ideias e equilíbrio na senda.

É o valor consciencial da alegria na jornada.

É a valorização da vida e de todos os aprendizados.

É mais do que só viver; é sentir a vida que pulsa em todas as coisas.

É respeitar a si mesmo, para respeitar o próximo e a natureza.


É ter a plena noção de que nada acaba na morte do corpo, pois a

consciência segue além, algures, na eternidade...

É saber disso - com certeza -, e não apenas crer nisso.

É viver isso - com clareza -, sem fraquejar na senda.

É ser um presente, para si mesmo, para os outros e para a própria vida.

Espiritualidade é brilho nos olhos e luz nas mãos.

E isso não depende dessa ou daquela doutrina; depende apenas do próprio despertar espiritual; depende do
discernimento consciencial se unir aos sentimentos legais, no equilíbrio das próprias energias, nos atos da
vida.

Ah, espiritualidade é qualidade perene; não se perde nem se ganha; apenas é!

É valor interno, que descerra o olhar para o infinito... para além dos sentidos convencionais. É janela
espiritual que se abre, dentro de si mesmo, para ver a luz que está em tudo!

Espiritualidade é essa maravilha: o encontro consigo mesmo, em paz.

Espiritualidade é ser feliz, mesmo que ninguém entenda por quê.

É quando você se alegra, só pelo fato de estar vivo!

É quando o seu chacra* do coração se abre igual a uma rosa, e você se sente possuído por um amor que
não é condicionado a coisa alguma, mas que ama tudo.

É quando você nem sabe explicar porque ama; só sabe que ama.

Espiritualidade não depende de estar na Terra ou no Espaço; de estar solteiro ou casado; de pertencer a
esse ou aquele lugar; ou de crer nisso ou naquilo.

É valor de consciência, alcançado por esforço próprio e faz o viver se tornar sadio.

Espiritualidade é apenas isso: SER FELIZ!

Ou, como ensinavam os sábios celtas de outrora: SER UM PRESENTE!

Paz e Luz.

- Por Wagner Borges -

São Paulo, 24 de fevereiro de 2007.

CONSCIÊNCIA E ESPIRITUALIDADE II
Há muitas querelas inúteis entre os homens.

A luz é a luz, não há como confundi-la na senda.

Mas se os homens confundem suas emoções densas com o amor verdadeiro, é mais do que previsível que
eles confundam os seus anseios inferiores com os verdadeiros objetivos espirituais.

Conhecimento não é sabedoria, mas muitos se arrogam como doutores da consciência.


Espiritualidade é um estado de consciência, não é doutrina. Inclusive, muitos a perdem por causa de
doutrinas alienantes da realidade.

Euforia não é o mesmo que alegria equilibrada; é arroubo emocional que faz perder a lucidez.

Violência não é força, é fraqueza. E passividade não significa serenidade.

Cruzar as pernas não significa pacificar a mente. Meditação não é acrobacia.

Castigar o corpo não harmoniza a consciência. Imolar a carne não dissolve o egoísmo.

Dobrar os joelhos não significa dobrar a arrogância. Tem gente rezando com bombas na cintura. E outros
maldizendo quem segue caminhos diferentes.

Reprimir as emoções não é o mesmo que educá-las.

Fugir da vida não tem nada a ver com emancipar a consciência das peias do ego.

Espiritualidade não tem nada a ver com cara amarrada e julgamento da conduta alheia; tem mais a ver com
o nível de lucidez e felicidade que cada um realiza com a própria ação no mundo.

E, se não for para ser feliz estudando e ponderando sobre a temática espiritual, tão rica de valores de
imortalidade e coisas boas - que alargam os horizontes conscienciais -, de que adianta estudar tais temas?

Espiritualidade é apenas isso: ser consciente e contente, na Terra ou no Espaço.

Resumindo: é ser feliz, dentro ou fora do corpo**.

- Por Wagner Borges -

Paz e Luz.

São Paulo, 04 de setembro de 2007.

Notas:

** Enquanto digitava esses escritos, lembrei-me de um belo poema do poeta brasileiro Amado Nervo.
Segue-se o mesmo logo abaixo.

A ALMA É A ESSÊ NCIA DE TUDO


Nada está longe de ti.

Às distâncias!

Que valem as distâncias?

Bem sabes que as distâncias existem

Somente para o teu corpo.

A tua alma se acha perto de todas as coisas.

Melhor ainda: tua alma

Está na essência de todas as coisas.

Fora de teu corpo, nem a luz,


Com a sua velocidade de trezentos mil

Quilômetros por segundo,

Igualaria ao voo do teu pensamento.

Se bem olhares, tudo virá ao teu alcance.

Não há estrela a que não possa chamar tua.

Move teu pensamento com liberdade absoluta.

Acostuma-o aos altos voos progressivos.

Tenta o recorde de altura...

Deixa que ele vá e venha através do universo.

Cada dia, assim, melhor verás

A aparência mentirosa de tua jaula.

Com a noção de tua liberdade imácula,

Aumentar-se-te-ão as ânsias

De posses eternas.

E há, por certo, uma posse que se te oferece

A cada instante e que não tem limites:

- A posse de Deus!

Aceita-a.

- Amado Nervo –

FLAMA ESPIRITUAL
Amigos, as ruas de suas vidas passadas estão inundadas com suas lágrimas de dor. Livrem-se disso!

Soltem-se para o momento presente e celebrem a vida atual e todas as possibilidades de crescimento e
renovação.

Os grilhões do passado se quebraram, mas vocês ainda conservam suas marcas em algum canto obscuro de
suas mentes.

Já passou da hora de vocês despertarem para novas frentes e horizontes mais abrangentes... Atrevam-se a
ser felizes, aqui e agora!

Pela primeira vez, em muito tempo, permitam-se ficar livres, sem ranços e mágoas, e sem marcas de
correntes.

Recuperem a capacidade de sorrir livremente...


Os dias de ontem, com suas glórias e seus fracassos, suas luzes e suas dores, já não mais existem.

O que importa não são as marcas, mas as lições aprendidas.

O que vale é o que vocês carregam em si mesmos como compreensão das coisas da vida.

As correntes se partiram, há muito tempo. Então, quebrem também suas tristezas de outrora. Atrevam-se a
serem melhores do que antes, aqui e agora.

O presente chama; a vida segue...

Quem olha para trás, não vê o caminho à frente e, fatalmente, tropeça.

Permitam-se olhar para a vida de frente, com o coração aberto e brilho nos olhos. Cada novo dia é chance
de recomeço.

Permitam que as mágoas de outrora se transformem em suaves lições.

Atrevam-se a abençoar a si mesmos. Curem-se!

E que o amor ilumine suas jornadas, hoje e sempre...

P.S.: Seguindo uma orientação espiritual, apenas passei esses escritos para o papel. Depois, vi que o seu
conteúdo seria apropriado para os participantes do II Fórum Espírita - realizado em Curitiba, a partir do dia
de finados – acoplado com o fim de semana -, justamente com a minha palestra programada para ser a de
abertura do evento.

Aliás, dia de finados é o dia mais inútil do ano, principalmente para quem sabe, não por crença, mas por
certeza íntima, que a consciência é imortal e segue viva em outros planos de manifestação.

Em contrapartida, poderíamos comemorar o dia dos vivos, que é todo o dia, o ano inteiro, na Terra ou no
Astral.

Sei que saudade dói, mas ignorância e apego machucam muito mais. E, se é para sentir saudade, que seja
da pessoa que se amava, e não da carcaça que ficou para ser devolvida à Mãe Natureza.

Se for para visitar os entes queridos extrafísicos, então, que as pessoas se projetem para fora de seus
corpos e vão visitar espiritualmente o seu pessoal "do lado de lá", e não do "lado de cá", na tumba número
tal.

Como diz um antigo aforismo espiritualista, "o espírito sopra por onde quer..."

E não me parece que isso seja no cemitério - ou em algum crematório.

O sentimento de saudade que mora no coração jamais será aplacado com uma ida ao cemitério. Contudo, o
discernimento espiritual e os sentimentos reais trazem lucidez e grande luz.

E essa luz não precisa de prova alguma – nem de visitar restos mortais -, pois sabe e sente a pulsação do
eterno em cada ser.

A luz reconhece a luz, e isso não depende do corpo denso, mas é de espírito para espírito.

Isso não se explica só se sente. Só o coração compreende.

E quando o coração fala ao coração, não há mais nada a dizer.

Paz e Luz.
- Por Wagner Borges -

Curitiba, 01 de novembro de 2007.

- Nota:

* Esse texto será inserido no novo livro que estou produzindo. O título é o mesmo do texto: "Flama
Espiritual" – com lançamento previsto para dezembro de 2007.

O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA – A JOGADA MAIS LINDA DE TODAS


(Todo Tempo é Tempo de Crescer!)
O mundo está cheio de sonâmbulos.

Sim, isso mesmo!

O que tem de gente semiconsciente zanzando por aí, não é brincadeira, não.

E o pior é que eles pensam que estão acordados.

Contudo, a quantidade de gente hipnotizada é enorme.

É gente que não pensa e apenas gravita em torno das percepções limitadas que os seus sentidos físicos lhes
proporcionam.

E isso é um problema, pois, quando a Dona Morte chega e bate o ponto, esse pessoal se vê perdido no
Astral.

Como seus sentidos materiais feneceram junto com o corpo, eles não sabem como operar com os sentidos
espirituais.

Por isso, é de partir o coração ver essa galera chorando de montão, perdida nas brumas de seus
condicionamentos limitantes.

A Dona Morte não é de brincadeira, não!

Quem vive na carne, que se cuide.

Viver não é só comer, beber, dormir, copular e, um dia, finalmente, morrer...

Viver é muito mais e não cabe numa só vida.

E é triste só descobrir isso após a chegada da Dona Morte.

Despertar é preciso!

Até mesmo para amar melhor e se sentir mais vivo.

Porque a vida é preciosa; e sempre continua...

***

A Companhia do Amor adverte:


- Fumar causa vários problemas de saúde;

- Consumir bebidas alcoólicas em excesso, idem;

- Consumir drogas é letal!

- Porém, o pior de tudo é viver igual zumbi, sem pensar e sem sentir.

Quem vive na carne, que se cuide.

Despertar é preciso!

Quem está desperto (e esperto), valoriza a consciência limpa.

***

Não há mantra que desperte quem não quer crescer.

E nem o Papai do Céu interfere no livre-arbítrio de ninguém.

Cada um é o que é! E isso determina o rumo de seu viver...

Tudo é causa gerando efeito: o que se pensa, o que se sente e o que se faz.

Isso é o que determina por onde alguém segue...

Felicidade ou tristeza? Isso é de cada um.

O Papai do Céu não tem nada a ver com isso.

Amor de verdade ou rolo emocional?

Só o coração é que sabe... E a escolha é de cada um.

Despertar da consciência ou mumificação do raciocínio e da sensibilidade?

Ah, quem for zumbi nem mesmo conseguirá entender isso. E quem for esperto (e desperto), apenas dará
uma boa risada.

Despertar é preciso!

E o Papai do Céu não se mete, mas sempre ri quando alguém compreende isso.

Aí, Ele diz: “Bem-Aventurados os que estão acordados!”

E a Companhia do Amor arremata, na veia, de voleio, e diz:

“Quem vive na carne, que se cuide. Porque todo tempo é tempo de crescer.”

P.S.:

O craque faz golaços.

Já o “perna de pau”, só faz jogadas bisonhas.

Quem está desperto, é craque.

Mas quem anda igual zumbi, só leva de goleada.


O campo de jogo é a vida.

Golaços ou jogadas bisonhas?

Cada um decide o jogo que quer fazer.

E a bola da vida continua rolando...

O placar do coração de cada um, só o Papai do Céu é que sabe.

Despertar é preciso!

Para marcar golaços e amar melhor...

- Companhia do Amor* – A Turma dos Poetas em Flor.

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 11 de novembro de 2009.)

- Nota:

* A Companhia do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me


passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem
humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou
luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas
comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas
encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor.

Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.

Para mais detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver os livros "Companhia do Amor - A Turma
dos Poetas em Flor – Volumes 1 e 2" - Edição independente - Wagner Borges, e sua coluna no site do IPPB
(que é uma das seções mais visitadas no site): www.ippb.org.br

QUANDO A ESPIRITUALIDADE PREJUDICA...


Como qualquer experiência na vida, o despertar da espiritualidade pode ocorrer de forma natural, ou ser
provocado por algum motivo que se fez necessário para que o mesmo ocorresse sem a busca do próprio
indivíduo por isso. Em ambos os casos, deve-se tomar cuidado com o objetivo e com os rumos da nossa
espiritualidade. Estudar é mister, e discernimento é obrigatório.

Muitos tomam esse caminho pela vaidade do saber ou em busca de algum tesouro paranormal que os
tornará detentores do manto da sabedoria, ou do elmo do despertar das faculdades sobrenaturais,
repassando para o mundo espiritual, assim, um dos piores vícios do mundo: essa caçada desenfreada de
algumas pessoas em busca de tornar-se superior aos demais.

Vemos isso, facilmente, quando observamos alguns estudantes espiritualistas tentando aprender, em
qualquer curso ou palestra, todas as técnicas possíveis de ativação de chacras*, com o único objetivo de
despertar a kundalini**, ou abrir a clarividência, ou mesmo despertar outras faculdades, mediúnicas ou
anímicas, que eles insistem em conseguir, mesmo não tendo o menor preparo para suportar as
consequências das mesmas.
Pouco se fala sobre isso nos meios espiritualistas, mas há por aí milhares de pessoas descontroladas, que
perderam o foco de suas vidas, abandonaram família, empregos, estabilidade, justamente por não saberem
lidar com as repercussões energéticas provocadas por práticas criadas em cursos mirabolantes, palestrantes
ocasionais e workshops vagabundos, desses muitos que, volta e meia, chovem pela cidade.

Nesses casos, a nossa busca pela espiritualidade nos prejudica, por não sabermos discernir quais são os
lugares que tratam a espiritualidade de forma sadia. Sim, há trabalhadores da espiritualidade, homens e
mulheres, que estudaram durante anos, que se tornaram praticantes e não teóricos de um assunto que, se
mal conduzido, pode levar as pessoas para um caminho sem retorno, para o desastre.

E também há os vigaristas da espiritualidade, oportunistas que visam apenas o dinheiro, e não o que entra
no coração, e que enxergam, na curiosidade exagerada que a massa possui em saber o que ocorre além da
morte, a ocasião perfeita para se darem bem, mesmo sabendo que muitas pessoas podem pagar com a vida
esse desejo de conseguir, hoje, o que só pode ser obtido amanhã (por evolução e esforço).

Diferentemente de outros caminhos, a espiritualidade exige uma consciência madura e serena, e muita
paciência, pois é o caminho do não-mestre, da ausência de uma religião condutora. Ou seja, uma
independência voluntária, num processo demorado de transformação da ovelha em seu próprio pastor.

Para ser o pastor do seu próprio caminho, é necessário muito estudo, não apenas do caminho que trilhamos,
mas principalmente da forma correta de caminhar. E, isso se tiver condições de trilhar alguma senda, e se
houver preparo físico, mental e espiritual para uma jornada tão transformadora. Essa peregrinação é para
todos, mas nem todo mundo está preparado para percorrê-la.

Não basta aprender sobre viagem astral***, ocultismo ou bioenergia. Todo estudante espiritualista deve se
questionar sobre as suas intenções com esses estudos, antes de se aprofundar na matéria. E, ao iniciar as
práticas, deve-se levar em conta que as repercussões dessas práticas irão variar de pessoa para pessoa.
Afinal, cada um de nós possui um ritmo mental e físico, tanto para o aprendizado, quanto para os resultados
de qualquer coisa que iniciamos em nossa jornada.

A espiritualidade não é brincadeira de curioso, ela é um caminho sem volta para o despertar da alma no
corpo. Por isso, é preciso muito preparo, é preciso muita meditação para saber se pretendemos seguir esse
caminho apenas para satisfazer mais um capricho da nossa mente, que sempre busca sentido em tudo, ou
se estamos caminhando balizados pelo nosso coração, que sempre buscará um aprimoramento da nossa
visão em relação àquilo que só estava escondido para nos dar motivo para aprender a procurar.

- Por Frank -

São Paulo, 02 de fevereiro de 2010.

- Nota de Wagner Borges: Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco de Oliveira, participante do
grupo de estudos do IPPB e da lista Voadores. Depois de vários anos morando em Londres, ele voltou a
residir em São Paulo, em fevereiro de 2005.

Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos.

Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista online de nosso site e em nossa seção de textos
periódicos, em meio aos diversos textos já enviados anteriormente. www.ippb.org.br – Outros textos
podem ser acessados diretamente em seu blog na Internet: http://cronicasdofrank.blogspot.com

- Notas do Texto:

* Chacras – do sânscrito – centros de força do corpo energético; vórtices energéticos.


** Kundalini - do sânscrito - significa literalmente "enroscada". Esse nome deve-se ao seu movimento
ondulatório que lembra o movimento de uma serpente. Daí a expressão esotérica "fogo serpentino". Ela
também é chamada pelos iogues de "Shakti" - do sânscrito - a força divina aninhada na base da coluna.

*** Viagem astral - experiência fora do corpo; projeção astral; projeção da consciência; desprendimento
espiritual; emancipação da alma; saída astral.

O VERDADEIRO DIABO: A IGNORÂNCIA!


O verdadeiro diabo não é rabudo nem tem chifres. Não é vermelhinho nem anda com tridente algum. No
entanto, espeta como ninguém, principalmente quando usa a auto culpa das pessoas como meio comum
para suas estocadas ocultas.

Não, o verdadeiro diabo não é ostensivo, pelo contrário, é discreto demais, mas é radical em seus
propósitos.

Ele age na calada oculta do ego, sempre estimulando as reações

extremadas, mesmo aquelas disfarçadas de causas justa, ou aquelas revestidas de aparente raciocínio
crítico. Ele gosta dos corações empedernidos no ódio e das mentes ressequidas de orgulho.

O verdadeiro diabo não criou inferno algum, pois ele já o encontrou plasmado dentro das pessoas cheias de
medo e culpa. E, para sua própria surpresa, descobriu que o tal inferno não é um lugar, mas um estado de
consciência, mantido pelas próprias pessoas. E ainda mais: descobriu que ali não é quente, pelo contrário, é
um clima sombrio e frio, sem o calor da luz e sem o viço da alegria.

Pois é, o inferno é um estado de consciência, e o diabo não é uma entidade maléfica à parte do ser humano,
nem mesmo um ser criado por Deus. Não mesmo!

O verdadeiro diabo se chama ignorância, e as pessoas o adoram, principalmente os fundamentalistas de


qualquer área, seja religiosa, técnica ou espiritualista, que simplesmente são os seus maiores divulgadores.

Esse é o diabo que precisa ser exorcizado dos homens: a ignorância, em qualquer de suas manifestações.

***

Logo Após eu ter feito esses escritos, surgiram dois espíritos da Cia do Amor (1) e me passaram
espiritualmente o seguinte:

"É, o Dr. Bom Senso recomenda: doses cavalares de discernimento em tudo o que se vê, se escuta e lê.

E amor e consciência, principalmente nos estudos espirituais, que são portas abertas para o esclarecimento
consciencial.

E para parar de escorregar na maionese psíquica, altas doses de modéstia, atenção e lucidez.

O Ministério da Saúde informa: acreditar num diabo de fora e culpá-lo pelas próprias tolices faz mal para a
saúde do raciocínio.

Porém, identificar claramente o diabo interior, criado pelo próprio ego das pessoas, e combater tenazmente
as manifestações de sua ignorância, é só alegria!

Na verdade, as pessoas criam o seu próprio inferno (e nutrem o bichinho), e cada um anda e comunga (por
dentro) com o diabo que criou e merece!
Jesus ensinou: 'A cada um segundo suas obras!' E a galera da Cia. do Amor complementa o toque: 'A cada
um segundo o diabo e o inferno que carregam por dentro!' Ou, no caso de quem já raciocina e assume a
própria responsabilidade por ousar pensar e tentar crescer pelo discernimento: 'A cada um segundo o
paraíso e amor que carregam por dentro!'

Resumindo o lance: que cada um encontre no mundo aquilo que já estiver dentro de si mesmo como pré-
disposição. Quem gosta de inferno e diabo, que chafurde no próprio medo e ignorância que mantém em si
mesmo. E quem gosta de esclarecimento, luz e amor, que viva com a alegria que conquistou em si mesmo,
por ousar pensar, trabalhar e crescer.

O verdadeiro diabo é apenas o reflexo psíquico do próprio ser humano iludido. E o ser humano é apenas o
reflexo distorcido da divindade que mora nele mesmo, mas que ainda não despertou.

Às vezes, o discernimento vem e faz "toc, toc, toc..." na porta, chamando o divino adormecido para o
despertar consciencial. E se ele não desperta, logo vem o Dr. Carma (2) e arromba a porta, para que a Dona
Dor faça a festa.

É isso, nada mais. Só um textinho para dar um "toc, toc, toc..." na porta...

A Cia. do Amor vai nessa... sempre lembrando que toda hora é hora de crescer!

Até mais!"

- Wagner Borges -

Jundiaí, 21 de junho de 2004.

Notas:

1. A Cia. do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam
textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem humorados.
Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando
em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas
vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não
existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor.

Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.

Para maiores detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver o livro "Cia. do Amor - A Turma dos
Poetas em Flor" (Edição independente - Wagner Borges), e sua coluna na revista on line do site do IPPB:
www.ippb.org.br

2. Carma (do sânscrito "Karma"): É a Lei de Causa e efeito universal.

3. Enquanto digitava este texto, lembrei-me de um texto inspirado e irônico do escritor espanhol J. J.
Benitez. Segue-se o mesmo na sequência.

LÚ CIFER
Movido pela curiosidade, pus-me a caminho. E tentei encontrar Lúcifer.

Ao chegar no deserto, deparei com um eremita consumido pela fome e a sede.

- Conheces Lúcifer?
O eremita, assustado, exclamou:

- O Maligno tem forma de fonte. Suas águas são desejáveis, mas cuidado, peregrino, são somente uma
miragem venenosíssima.

Depois entrei no templo das virgens sagradas.

- Conheceis Lúcifer?

E as sacerdotisas, muito espantadas, bradaram:

- O Maligno tem a forma de um bode e nos possui todas as noites.

Ao interrogar os doutores da Igreja, me responderam persignando-se:

- O Maligno é uma hidra de sete cabeças que devora os que se afastam de nossa santíssima proteção.

Fiz a mesma pergunta entre os negros que, espantados, responderam:

- Sem dúvida, o Maligno é o homem branco...

Mais adiante, encontrei um sábio.

- Conheces Lúcifer?

- O Maligno - exclamou com espanto o ancião - é um monstro de língua partida. Leva consigo a contradição.

Ao entardecer, já a ponto de abandonar tão inútil empreendimento, dei com um jovem de grande beleza.

- Conheces Lúcifer? - interroguei-o com desânimo.

- Sim, sou eu mesmo.

Desconcertado, não soube o que responder-lhe. E Lúcifer, percebendo minha confusão, advertiu-me:

- Por que te assombras? Só consultaste meus inimigos!

(Texto extraído do livro "A Outra Margem" - J.J. Benítez - Editora Mercuryo.)

CONSIDERAÇÕES SOBRE A SENDA ESPIRITUAL


(Discernimento, Amor e Alegria na Jornada Espiritual)
- Resposta a uma carta de um ouvinte do programa "Viagem Espiritual"*, com as seguintes indagações:

1. Na sua opinião, qual é o melhor caminho espiritual? (Pergunto isso por que já me decepcionei muito com
diversas pessoas nos lugares que frequentei).

2. Se os estudos espirituais são para elevar a consciência, então, por que há tantas pessoas nesse meio sem
espiritualidade alguma?

3. Sei que você não é mestre nem gosta que o rotulem espiritualmente, mas gosto muito de sua maneira de
levar o lado espiritual e o admiro muito. Sei que você tem uma energia daquelas. Dá para mandar um
pouquinho dela, para me ajudar na minha busca? Dá para me abençoar à distância?
***

Olá, amigo ouvinte.

Bom, vamos começar pelo fim da sua carta.

Sinta-se abençoado, desde sempre, não por mim, mas porque tudo o que existe já está abençoado, só pelo
fato de existir. Você, eu e todos os seres somos a própria existência. Como diria o meu amigo extrafísico
Rama, "somos o sonho de Deus".

O Todo está em tudo (muito embora, nem tudo perceba o Todo), logo, tudo está abençoado. Ou seja, não
dependa de algum mestre, padre, pastor, médium, projetor, ou quem quer que o mundo julgue como tal,
para despertar sua consciência ou abrir o seu coração ao influxo do Amor Cósmico. Para isso, basta se
encantar com a própria vida e encher-se da luz do Todo em você mesmo.

Faça isso agora, dê uma boa risada das coisas, inclusive de si mesmo, e aí, mesmo à distância, estaremos
juntos, por sintonia, na mesma risada e encantamento da vida, na mesma luz do Todo, que está em nós e
em tudo!

Quanto à sua decepção com as pessoas nos estudos espirituais, nada mais ilusório do que isso. Tal coisa se
dá devido às suas perspectivas e julgamentos em cima da conduta alheia. Quanto mais você esperar de
alguém, maior será a possibilidade de sentir-se decepcionado no final, já que estamos falando de seres
humanos nada perfeitos, incluindo nisso eu e você.

Se quiser se decepcionar, basta projetar expectativas em cima de algo ou de alguém.

Então, como não se decepcionar mais na senda?

É simples. Preste mais atenção no seu próprio crescimento e nas suas limitações, procurando alguma
maneira inteligente e criativa de se acertar, fluindo contente e conscientemente. Faça isso por você mesmo,
não pelos outros.

Em relação a qual caminho espiritual você deva seguir, nessa eu passo. Pelo simples motivo de que as
pessoas não são iguais em seus níveis de lucidez e percepção. O que pode agradar a um, poderá desagradar
a outro, dentro da relatividade das opiniões de cada um. Achar uma senda espiritual sadia é questão de foro
íntimo, é busca e decisão pessoal. Contudo, uma coisa é sempre aconselhável: procure algum caminho que
respeite o seu livre arbítrio e lhe passe valores nobres e voltados para o bem da humanidade. Dentro desse
caminho, pratique-o (sempre usando a inteligência e o bom senso, aliados aos sentimentos mais altos e à
alegria da jornada espiritual), e sinta em si mesmo se é o seu lugar. E desconfie de qualquer um que queira
barrar a sua liberdade de pensamento, ou que diga que a verdade só está ali, ou que afirme ser o único
caminho.

Meu amigo, usando o bom senso, filtre tudo aquilo que ler, ouvir e ver e só aceite aquilo que for de acordo
com os valores calcados na razão e no discernimento. E faça isso com amor e alegria, pois de nada adianta
estudar temas espirituais, se não for para rir e ser feliz com a lucidez que se alcança e com o contentamento
íntimo que se apresenta, naturalmente, sem forçar a barra consciencialmente.

E também pondere tudo isso que estou lhe escrevendo, usando as mesmas medidas de filtro de
discernimento sugeridas. Ninguém é dono da verdade, e não há caminho perfeito aqui na Terra.

Fique bem!

Todos nós já estamos abençoados, só por existirmos.

Por isso, agradeça ao Todo, por tudo.


P.S.: Como diria Fernando Pessoa, em espírito:

"Não sou mestre nem discípulo.

Nem isso ou aquilo.

Sou só Pessoa.

E isso já basta!"

Paz e Luz para você.

- Wagner Borges -

São Paulo, 31 de outubro de 2005.

- Nota: deixo aqui na sequência um texto sobre a "Senda", do amparador Sanat Khum Maat, publicado no
meu livro mais recente, o "Ensinamentos Extrafísicos e Projetivos". Penso que os ensinamentos dele são
adequados para os seus questionamentos (e, mesmo assim, filtre tudo, não se esqueça).

SENDA

Saudações, caro irmão das lidas espirituais.

Observe o seguinte: muitas das pessoas que têm acesso aos conhecimentos espirituais ainda estão presas
às muralhas do próprio ego.

Algumas delas erguem anteparos impermeáveis à luz do esclarecimento. Outras, fecham os olhos para não
enfrentar a renovação necessária. Ainda estão manietadas ao medo de crescer e fogem do encontro com
elas mesmas.

Transitam pelos estudos espirituais e aparentemente são esforçadas. Contudo, muitas trabalham sem honra
e não dignificam os objetivos do próprio estudo.

Parecem entusiasmadas inicialmente com a espiritualidade, mas, em contato com alguns obstáculos
inerentes ao seu próprio depuramento, fogem do caminho alegando decepções variadas.

Poucas são honradas em seus compromissos espirituais. Isso é facilmente constatado pela falta de brilho em
seus olhos e pela falta de amor e alegria quando falam das coisas espirituais.

Está faltando honra, meu caro!

Quantos não estão fazendo oferendas e sacrifícios em nome de motivações supostamente espiritualizadas?
No entanto, o Senhor da vida não é encantado por oferendas superficiais. Ele quer, nada mais, nada menos,
que o espiritualista ofereça a cabeça do próprio ego cortada pelas afiadas espadas do discernimento. Ele
quer o coração lavado de mágoas e a alma lutando tenazmente pelo rompimento da carapaça do orgulho e
do medo.
Quantos estão seriamente empenhados em servir aos ditames da luz?

Caro irmão, quem transita pelos estudos espirituais tem uma séria tarefa a realizar: tomar as rédeas do
próprio rumo e seguir em frente pela própria capacidade de discernir e sentir!

Muitos preferem entregar o comando do próprio viver à consciências e situações fora delas mesmas. Porém,
como caminhar com as pernas alheias?

Por isso, é fato comum encontrarmos pessoas sem a devida têmpera no contato com as realidades da alma.
Estão na trilha espiritual, mas pisam sem respeito. Têm fácil acesso às informações pertinentes, mas acham-
se desdenhadas pela sorte.

Fazem abordagens levianas em cima de temas profundos. Especulam e falam muito mais do que agem.

Quantas dessas pessoas lembram os antigos iniciados que pereceram nas fogueiras da intolerância religiosa,
filha da ignorância e da ignomínia dos homens?

Será que elas têm noção de que muitos sacrificaram a própria vida para manter ativa a luz da espiritualidade
na Terra?

Heróis que silenciaram, mesmo sob pesada tortura, para preservarem a vida de outros que prosseguiriam
levando a tocha da espiritualidade em frente.

Hoje, as informações sobre temas espirituais estão generalizadas. O acesso é fácil, mas quantos estão
dispostos às provas inerentes a esse estudo?

Quantos estão dispostos a entrar na fogueira do discernimento para incinerarem o próprio ego?

No passado, muitos morreram por esses estudos. Foram assassinados porque quiseram romper o véu da
ignorância. Sabiam dos riscos, mas mesmo assim pagaram o preço de boa vontade. Desencarnaram
conscientes, pois sabiam valorizar os objetivos espirituais.

Nos planos sutis, os mestres da luz os dignificaram pelo esforço.

Que triste ironia: eles tinham tão pouco acesso, mas para eles era tudo!

Hoje, muitas pessoas têm fácil acesso e ainda acham pouco e reclamam tanto!

Irmão querido, você já conhece esse aforismo iniciático, mas nunca é demais citá-lo para o conhecimento
das pessoas: só os fortes de espírito aguentam carregar a tocha do discernimento em suas vidas e o amor
em seus passos no mundo. Só eles, em nome da luz, podem hastear as bandeiras da espiritualidade nos
altos cumes da Paz!

Desejamos a você e seus leitores, passos responsáveis e coerentes nas trilhas da vida e da espiritualidade!

OM TAT SAT!

- Sanat Khum Maat e Os Iniciados** -

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges).

- Nota de Wagner Borges: Esses escritos lembraram-me da aguçada percepção do sábio hindu Sry
Aurobindo:

"Além de nosso ansioso alcance situam-se estes cumes,

Muito elevados para nossa força e altura mortais.


Dificilmente, num tremendo êxtase de labor,

Escalados pela vontade atlética e desnuda do espírito.

Austeros, intolerantes, eles exigem de nós

Esforços demasiados longos para nossa fibra mortal.

Nossos corações não podem perseverar ou nossa carne suportar;

Apenas a força do Eterno em nós pode ousar

Empreender a imensa aventura dessa escalada

E o sacrifício de tudo que estimamos aqui."

- Notas do texto:

* OM TAT SAT (do sânscrito): é uma tríplice designação de Brahman, o Absoluto. Também é usado como
saudação iniciática ou mantra de ativação dos chacras e dos nádis que correm ao longo da coluna.

** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente,
passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e
direcionadas aos estudantes espirituais do presente. Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios,
tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do
Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista.

Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são "iniciados" em fazer o
bem, sem olhar a quem.

Para saber mais sobre o amparador extrafísico Sanat Khum Maat, ver o texto 139, postado pelo site em
1999, e onde revelo alguns detalhes sobre sua presença espiritual.

Há outros textos dele (que devido à profundidade de seus apontamentos, é um dos mentores mais queridos
dos leitores, que frequentemente enviam e-mails pedindo mais textos de sua autoria espiritual), postados na
seção de textos periódicos do site enviados semanalmente - www.ippb.org.br

Obs.: A coletânea de textos espirituais de Sanat Khum Maat está publicada em meu oitavo livro:
"Ensinamentos Extrafísicos e Projetivos", recentemente lançado pela Editora Madras - o livro já se encontra
nas livrarias e também pode ser adquirido diretamente no IPPB (ou por telefone - pode ser enviado pelo
correio).

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NAVEGANDO COM A LUZ E O DISCERNIMENTO


(Texto Postado na Lista do Grupo de Estudos e Assistência Espiritual do IPPB)

Olá, pessoal.

Separei, ainda agora, um texto antigo com a atmosfera legal do Mikael Aivanhov para remeter para um
grupo de Portugal (são estudantes do trabalho dele e se correspondem comigo há anos). Ao lê-lo, notei que
o mesmo apresenta tantos toques legais, que resolvi enviá-lo para vocês também.

Talvez a leitura desses escritos possa suscitar novas reflexões.


Vivemos em meio a um mar de ilusões e, para fazermos a longa travessia de mais uma vida por aqui e
chegarmos ao porto do equilíbrio da consciência plena, precisamos de uma embarcação forte e blindada
com o discernimento. Além disso, sem amor e alegria, nossa travessia se torna bem complicada.

Nossos rumos são determinados por nossas escolhas. E essas, são filhas de nossos pensamentos,
sentimentos e energias. A nau viva em que navegamos possui a cor do que somos.

Somos capitães de nossas vidas! Para onde vamos, depende do que somos e pensamos.

A qualidade do que sentimos, depende do amor que cultivamos e do calor que imprimimos em nossos
corações. A qualidade de nossas energias reflete bem o que está dentro de nós.

Por onde formos, sempre estaremos em companhia de nós mesmos, pois somos eternos.

Como ensinava o mestre Aivanhov, somos o futuro de nós mesmos. Então, para estarmos em boa
companhia em tempos futuros, basta melhorarmos no momento presente.

Somos o nosso sonho mais lindo. Vamos realizá-lo!

Somos mais do que imaginamos e sequer temos noção do potencial sideral que carregamos em nossos
corações. Não estamos aqui por acaso!

Mesmo navegando num mar revolto e cheio de perigos, podemos acender nossas luzes e perfurar as brumas
de Maya (ilusão).

Podemos fazer uma travessia mais linda e consciente. Podemos vencer as marés cármicas, navegando pela
vida com sabedoria e contentamento. E ainda podemos navegar juntos, como uma frota de luz, amparando
uns aos outros, como faziam os iniciados espirituais de outrora, conscientes de que é possível navegar
sozinhos, mas, também, sabedores de que as jornadas são melhores quando há outras naus no mesmo
rumo.

Que esses rumos sejam os da consciência cósmica, onde o Grande Arquiteto Do Universo é o Capitão de
todos.

P.S.: Que, mesmo à distância, estejamos juntos, pelos mesmos ideais de Liberdade, Igualdade e
Fraternidade.

Que, mesmo que ninguém entenda os motivos, sejamos felizes, só por estarmos vivos, aqui e agora.

Que jamais sejamos traidores de nossos sonhos mais lindos!

Que jamais envergonhemos a trilha espiritual por onde andamos e aprendemos tanto.

Que o amor seja o nosso mestre! Que a luz seja nossa companheira! Que despertemos!

E que saibamos valorizar as pessoas queridas, as oportunidades de estudo e trabalho espiritual, as


companhias verdadeiras - físicas e extrafísicas -, os toques conscienciais que nos fazem crescer, os lugares
que amamos, e os nossos sentimentos verdadeiros, aqueles que a mente não entende, mas que o coração
compreende.

Possamos, simplesmente, SER!

Ter é circunstancial. Mas SER é fundamental.

***
Bom, vamos aos escritos. Acabei escrevendo além da conta, de improviso. Mas, deu vontade de escrever
isso aqui para vocês, participantes de um grupo e companheiros de navegação, humana e espiritual.

Obs.: Enquanto eu digitava essas linhas, rolava aqui no som um CD do Marillion (banda inglesa de rock
progressivo de que gosto muito). É o “This Strange Engines” – lançamento nacional, remasterizado – 1996.
As músicas “One Fine Day” e “Estonia” são lindas (2ª e 4ª faixas do CD).

Um abraço.

São Paulo, 11 de fevereiro de 2008.

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JORNADAS FELIZES – NA TERRA E ALÉM...


(Viagens Espirituais e Humanas)
Aqui estamos nós reunidos para mais uma jornada de estudos espirituais.

Não queremos poderes ou fenômenos; o que nos interessa é o equilíbrio e a sabedoria.

Sabemos que, em meio ao materialismo exacerbado e às luzes ilusórias do mundo, há um grande vazio
existencial, um verdadeiro deserto consciencial.

Por isso, valorizamos os estudos espirituais como os viajantes dos desertos valorizam um oásis em sua
jornada.

Sabemos que o importante não é entrar ou sair do corpo, mas o que fazemos em cada situação.

Estar na carne ou fora dela é circunstancial e depende dos momentos de atividade e repouso.

O que importa é a paz de espírito, dentro ou fora do corpo.

O que vale é o amor que se vê em cada jornada, terrestre ou astral...

***

Sem lucidez e amor, as jornadas se tornam miseráveis e sem sentido; e aí, não importa em que plano a
consciência se manifeste, pois, sua passagem nele será infeliz e vazia.

Vale mais rir e abraçar - aos homens e aos espíritos -, pela felicidade do encontro sadio.

Entrar ou sair do corpo não significa muito, quando não se sabe viver com alegria e equilíbrio.

Vale mais o materialista feliz do que o estudante espiritual que é infeliz e foge da vida.

O corpo físico e os corpos sutis não são bons nem ruins. É o que a consciência faz com eles que caracteriza
a vivência sadia ou medíocre.

A intenção de cada um é que determina o padrão de suas energias.

Isso é assim na Terra e em qualquer outro plano de manifestação.

Andar com o corpo denso ou voar com o corpo espiritual, tanto faz.
O que importa é qualidade da caminhada e do voo.

O que vale é a luz que se carrega no próprio coração. E a luz busca a luz!

Como ensinava o mestre Rama Krishna*, "sem amor, ninguém segue..."

Na Terra, no plano extrafísico, no plano mental e além, o importante é ser feliz. Pois, sem ser feliz, de que
adianta estudar os temas conscienciais?

Em meio à aridez do deserto – o vazio existencial -, os estudos espirituais surgem como um oásis luminoso.

Então, que esse oásis refresque os nossos corações.

E que as estrelas iluminem nossas jornadas, humanas e espirituais.

O Todo está em tudo!

PS: Esses escritos foram feitos minutos antes de uma aula de um curso sobre as projeções da consciência**
– 3ª fase – realizado no IPPB. Logo a seguir, foram lidos para os participantes do mesmo.

Paz e Luz.

Por Wagner Borges -

São Paulo, 08 de dezembro de 2007.

- Notas:

* Paramahamsa Rama Krishna: mestre iogue que viveu na Índia do século XIX e é considerado até hoje
um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma ideia de sua influência
espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia do século XX se referiram a ele com muito respeito e
admiração, dentre eles Mahatma Gandhi, Paramahamsa Yogananda e Rabindranath Tagore.

** Projeções da Consciência – experiências fora do corpo; projeções extrafísicas; projeções astrais;


viagens astrais; viagens espirituais; viagens fora do corpo; emancipações da alma; desprendimentos
espirituais; projeções do corpo psíquico; saídas astrais.

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JORNADA CONSCIENCIAL
(Um Chamado à Lucidez)
Tua vida não é só tua.

Mas, também, de quem te ama.

Porque tu te tornas responsável por aquilo que cativas.

Teus passos repercutem em outros, mesmo indiretamente.

Nem mesmo o corpo que tu vestes no momento é teu.

O que te pertence são a tua vontade, tuas escolhas e teus atos.

E as repercussões disso em tua jornada...


Tua canção não é só tua!

Porque outros a escutam através de ti.

Teus pensamentos viajam longe... E alcançam outras mentes.

Teus sentimentos tanto podem irradiar luz, como podem espetar e machucar outros corações. Tudo
depende de ti!

Queres irradiar tua luz ou ferir alguém?

O que move teus propósitos?

Se afetas os outros para o melhor e, também, para o pior, é certo que os outros também te afetam.

Há uma interdependência automática no universo. Tudo é questão de sintonia.

Se te ligas aos interesses deletérios e vazios de consciência, sofrerás as repercussões psíquicas de tal
ligação.

Porque há inteligências sombrias interligadas nas faixas mentais negativas, prontas para intrusões psíquicas
nas mentes em sintonia.

E elas te molestarão de diversas formas, sem que tu mesmo saibas disso.

Contudo, se te ligas aos objetivos mais nobres e profundos, com denodo, paciência e esclarecimento, terás
uma coluna de luz sobre tua cabeça e um sol em teu coração.

Porque o que ligares no Céu, será ligado na Terra também.

E, na verdade, esse céu é em teu próprio coração.

Então, ligue teu psiquismo aos bons propósitos.

Não procures por demandas ou desforra de algum revés.

Trabalhe em ti mesmo a paciência e a compreensão.

Que o teu querer seja o da Luz!

Que o teu bem seja a paz de espírito.

Que a tua senda seja o teu sorriso.

Que tu saibas dizer não para o teu ego e, sim, para a consciência cósmica.

Tua canção não é só tua! Nem teu corpo. Nem tua vida. Lembra-te disso!

E caminha com sabedoria em tua vontade, tuas escolhas e teus atos.

Porque isso é da tua conta!

E tudo o que semeares na senda, tu mesmo colherás.

Porque todo efeito procura sua causa correspondente.

Seja na Terra ou no Espaço, tu colherás o que plantares.

Portanto, esquece de qualquer mal que te fizeram e vence tuas fraquezas.


Tens um sol no peito e o céu em teu coração.

E, não te esqueças: tudo passa!

Ergue-te das cinzas do teu ego e levanta a cabeça para a Luz.

Há um Grande Amor operando em ti. Torna-te digno d’Ele.

Para que a tua senda seja linda e o teu labor iluminado pelo Alto.

Tua vida não é só tua, porque o Todo está em tudo.

Então, para frente... Rumo à consciência cósmica.

Tua jornada é a do Todo em ti mesmo!

Paz e Luz.

- Os Iniciados* –

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Curitiba, 10 de outubro de 2009.)

- Nota:

* Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente,
passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e
direcionadas aos estudantes espirituais do presente.

Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o
compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente,
fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo.
Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.

MESTRES DO SILÊNCIO
Os grandes seres trabalham em silêncio.

Eles não são ostensivos, mas o brilho de seus olhos revela tanta coisa...

É só amor silencioso!

A nave do tempo passa e a humanidade prossegue sem percebê-los.

Nos bastidores da evolução humana, eles velam sutilmente.

Quem os percebe, mesmo que fugazmente, é tocado por harmonias inspiradas.

Seu som é insonoro! Só é percebido no centro do coração e no brilho dos olhos que amam.

Eles são os bastiões luminosos, alavancando a ascensão das gerações.

Por seu concurso sereno, as ideias e sentimentos sublimes encontram seu fluxo correto.

Eles são os mestres do silêncio e seus olhos brilham em nome do amor...

- Os Iniciados* -

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 03 de junho de 1999.)


- Nota:

* Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente,
passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e
direcionadas aos estudantes espirituais do presente.

Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o
compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente,
fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo.
Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.

DISCERNIMENTO ESPIRITUAL X ASCENSÃO PANTANOSA


(Resposta ao e-mail de um amigo com a seguinte pergunta: “Como Alcançar a Ascensão Espiritual?”)

- Por Wagner Borges -

Fala rapaz!

Tudo bom com você?

Não me esqueci de responder o seu e-mail, é que estou numa correria de trabalho muito intensa e viajando
bastante. Inclusive, estou lhe escrevendo aqui de Florianópolis, onde estou realizando mais um curso sobre
as experiências fora do corpo. Estou fora de casa há uma semana e só voltarei na semana que vem.

Sobre o que você me perguntou, eu tenho uma resposta sim. Mas penso que não é o que você esperava! Na
verdade, é um recado de um amparador do grupo extrafísico dos Iniciados.

Como sempre, é um toque consciencial contendo ideias profundas e sintetizadas de forma simples. E,
quando recebi esses escritos, deixei-os de lado, pois não tinham nada a ver com o que rolava no momento.
Até que vi o seu e-mail, e aí vi que o toque era para você.

Pensando bem, acho que o toque serve para qualquer estudante de temas espirituais (incluindo eu mesmo,
naturalmente), independentemente da linha de trabalho que a pessoa goste mais.

Discernimento não tem fronteira nem é posse de pessoa alguma (nem de grupo ou de instituto algum).

Por isso vou postar esses escritos lá pelo site do IPPB, pois poderão ser úteis para a reflexão de outras
pessoas.

Vamos lá!

***

“Irmão, olhe além dos estreitos horizontes das percepções dos seus cinco sentidos limitados. Quebre os
paradigmas limitados que mantêm o seu nível de lucidez submetidos ao medo e à inércia consciencial.

Você não é o centro do universo, e a natureza não opera segundo os desígnios dos homens. Bilhões de
astros ardem na imensidão sideral, e isso independe do que você imagina ou pensa.

Na verdade, isso é por obra do Poder Maior Gerador das estrelas e da vida.

Compete a você observar e aprender, evoluir e discernir, nesse magnífico ato de viver...

Você não é o centro da vida, e ninguém é!


Contudo, você e todos os seres fazem parte dela.

No centro de tudo, a Causa Maior.

Em você, o ser em observação e aprendizado.

Como ensinavam os grandes sábios espirituais nas iniciações do antigo Egito:

O TODO está em tudo, mas nem tudo percebe o TODO!”

- Os Iniciados* -

***

Acho que você não esperava uma resposta assim, mas é o que tenho para lhe dizer no momento. Se isso lhe
for útil, aproveite. Se achar que não, simplesmente ignore. O importante é ter discernimento suficiente para
filtrar as coisas e saber extrair aquilo que seja sadio para o seu crescimento.

No meio do nevoeiro sensorial e das ilusões dos conceitos relativos dos homens, é sempre bom ponderar
corretamente as coisas e saber ver o melhor em cada pessoa e situação; saber ver além das aparências e
das confusões que rolam; e, acima de tudo, olhar as coisas sem arrogância, mantendo a mente e o coração
abertos, para aprender e crescer nesse mundão de Deus.

Fique mais solto, rapaz!

De que adianta estudar temas espirituais e falar de consciência se não for para rir mais e ser feliz?

Se você não descobrir as grandes respostas, então seja feliz apenas com as pequenas respostas que o
discernimento já lhe mostra em seu viver.

Você não será mestre numa vida (nem eu, graças a Deus!).

Então, seja somente você mesmo melhorado a cada dia.

Faça o melhor que puder e deixe as ilusões de superioridade espiritual para quem tem o ego grande para se
achar o tal.

Você reencarnou. Logo, dançou!

Vai ter que ralar e se virar, como homem, não como mestre.

Experimente pagar o seu aluguel com a cor linda de sua aura, ou com o seu grau iniciático ou iogue, e veja
se isso resolve a questão.

Fale para o seu filho pequeno, que chora pedindo atenção e carinho do pai, que você não pode atendê-lo,
porque está num processo ascensional da ordem tal para atingir a culminância do seu desenvolvimento
espiritual.

Experimente olhar para dentro de si mesmo e veja se encontra ali um mestre, ou apenas um ser cheio de
coisas para aprender (aliás, como todos os seres).

Cara, desconfie muito quando você achar que está com a bola toda e sabe jogar melhor do que os outros.

Releve mais as coisas e não seja radical com nada.

Solte-se, ria mais, principalmente de si mesmo.


Essa é uma das vantagens de não ser mestre espiritual: você pode rir do seu próprio ridículo sem precisar
ficar dando explicações para os discípulos.

Observe se esse seu desejo de transcendência não é, na verdade, uma grande ilusão e roubada do seu ego.

Por enquanto, seja criativo e faça algo de bom, do seu jeito mesmo, sempre melhorando...

Ria mais e seja feliz, aqui e agora!

E não se esqueça: quem está lhe dizendo isso sou eu, seu amigo, discípulo de nada e mestre de coisa
alguma; aliás, se não sou mestre nem de mim mesmo, como poderia pretender ser mestre de alguém?

Em tempo: dê um abraço em sua esposa e em seu filho, que são dois anjos que Deus colocou em seu
caminho. E se prepare, pois um “beija-flor espiritual” me disse que tem mais um anjinho querendo descer.

Resumindo: vem bebê por aí; e sua despesa irá aumentar! Hehehehehe.

(Quero ver você transcender com mais um filhote chegando na área e chorando a noite toda).

Um abraço.

- Wagner Borges –

Florianópolis, 15 de agosto de 2006.

Nota:

* Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente,
passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e
direcionadas aos estudantes espirituais do presente. Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios,
tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do
Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos
espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a
quem.

DISCERNIMENTO CONSCIENCIAL X EBULIÇÕES PSÍQUICAS


(Texto Postado Originalmente na lista do Grupo de Estudos e Assistência Espiritual do IPPB)

Olá, pessoal.

Eu acompanhei o noticiário de TV sobre a queda do avião em Congonhas - que é perto aqui de casa - logo
depois do ocorrido. Como é de meu hábito, sinto compaixão - pena, não - por quem passa por tal situação
drástica, mas permaneço bem tranquilo, pois sei que ninguém morre mesmo.

Então, para dar uma ajuda espiritual, fiz uma irradiação de energia na intenção do pessoal. Foi quando
surgiu uma consciência extrafísica amparadora, que se comunicou telepaticamente comigo, de forma bem
tranquila e lúcida, e me disse, mentalmente, o seguinte:

"Tudo está dentro dos parâmetros das leis cósmicas, de formas que os homens da Terra não compreendem.
Alguns espíritos cumprem ciclos dessa maneira e esgotam antigas causas – cármicas -, aderidas neles
mesmos. A consciência é imortal e segue, para outros planos de manifestação, de acordo com as leis
cósmicas que regulam a evolução dos seres no universo.
Nada de turbulências emocionais nesses momentos de transição coletiva, que também faz os homens
refletirem sobre a natureza das coisas da vida. O trâmite da passagem coletiva abrupta de vários entes
suscita sérias reflexões.

Portanto, que tudo seja de forma pacífica. Nada de ebulições psíquicas. Que suaves energias sejam
irradiadas, a favor de todos, de todos os lugares, com constância e equilíbrio."

Nem precisa dizer que tudo isso veio como um bloco de pensamentos pacíficos, ao mesmo em que ele
manipulava energias e eu bocejava de monte - sintoma anímico-mediúnico bem típico de doação de
energias para assistência espiritual.

E a entidade era tranquila, de semblante generoso e com energias bem felizes. E estava ali de forma serena
e operando a favor de todos os homens, de formas sutis, fora do meu alcance de percepção.

O que eu sei é que ela me deixou com uma sensação de serenidade e contentamento.

Estou solidário com as vítimas do acidente e seus entes queridos que estão sofrendo uma perda dessa
maneira violenta. Mas, ninguém morre! E que isso não pareça frieza para vocês. É que não dá para ser de
outro jeito sabendo de tantas coisas espirituais, com certeza, não com crença.

Espero que vocês não entrem na onda de tristeza do acidente - alimentada pela mídia -, e que meditem e
irradiem serenamente tudo de bom, para todos os homens, de todos os lugares.

É nessas horas que vale a pena o discernimento espiritual, que permite ser sensível e ajudar, mas sem ser
cego nem tonto emocionalmente.

Um abraço a todos da lista.

Wagner Borges.

São Paulo, 17 de julho de 2007.

Nota:

Esses escritos foram postados para um grupo de estudantes espirituais - na lista interna do IPPB, horas
depois do acidente. Ou seja, com uma abordagem direta para quem está acostumado com reflexões em
cima de temas como assistências espirituais e esclarecimentos conscienciais, corpo espiritual, carma,
reencarnação, experiências fora do corpo e vida após a morte. Porém, como muitas pessoas têm me
perguntado sobre o acidente, decidi postar essas ponderações em aberto para todos.

Editei os escritos e cortei os detalhes sobre a presença espiritual que me passou os toques conscienciais.
Isso para evitar questionamentos irrelevantes e para ressaltar a mensagem dela, que demonstra claramente
o seu nível de consciência. Além disso, suas energias são muito legais.

Peço aos leitores que, por favor, não me enviem pedidos de mensagens e informações adicionais sobre o
acidente e as pessoas que nele partiram para outros planos. Em lugar de curiosidade ou posturas
emocionais descabidas, é hora das pessoas que estudam a temática espiritual irradiarem preces e energias
benfeitoras a favor de todos, sempre buscando o melhor, de acordo com o bom senso, a razão e os
sentimentos sadios.

OS MESTRES E O DISCERNIMENTO ESPIRITUAL


- Por John Baines -
Há uma barreira muito forte que costuma afastar os levianos do estudo hermético: a ausência do atrativo
exótico, que constitui um anseio seguro para pessoas ingênuas, que buscam a imagem chamativa, em
detrimento da verdade intelectualmente discernida.

Deste modo, prestam toda a sua atenção aos supostos mestres que usam vestimentas insólitas e de cores
chamativas, ou que usam turbantes e estranhas gemas. O sujeito de aparência comum passará
seguramente inadvertido, ainda que seja um grande e genuíno mestre.

O problema reside em que pessoas que têm tido algum tipo de contato com o esotérico, difundem a crença
de que os mestres são seres etéreos, que vivem isolados da matéria e que não necessitem talvez comer,
defecar e nem respirar. Pensam que a espiritualidade deverá transparecer de tal maneira que o sujeito será
sempre incrivelmente formoso, vidente, telepata, possuidor de um estado contínuo de desdobramento e que
repudie as coisas materiais.

Para o vulgo, um mestre espiritual não pode ser de aparência comum. Deve ser muito ancião; fazer
milagres; viver em um templo, gruta ou retiro. Deve vestir-se de maneira diferente; ter uma biografia cheia
de eventos milagrosos e ter tido como mestre alguma autoridade superior a ele mesmo. Um homem estelar!
Segundo este critério, deveria parecer um extraterrestre; usar gemas provenientes de outro planeta e vestir
roupas de estilo galáctico.

Nada disto por certo corresponde ao real, já que um autêntico mestre não se diferencia em nada do homem
comum, e assim deve ser precisamente. Muitos bobos perguntam de onde vem a autoridade de determinado
mestre, acreditando talvez que se alcance esta condição por delegação de funções de uma espécie de
"sindicato de mestres".

Nisto influi consideravelmente o costume dos títulos profissionais, dignidades outorgadas pela sociedade aos
que têm êxito em determinadas matérias. Provavelmente, se considera que se chega a ser mestre da
mesma forma, isto é, sendo nomeado por um comitê de autoridades superiores. É preciso assinalar que a
condição de mestre corresponde a um nível de desenvolvimento espiritual, e não a uma dignidade
outorgada por outras pessoas, mesmo que para chegar a ser mestre seja preciso fazê-lo sob a direção de
alguém que já possua esse dito estado de consciência.

Existe por acaso algum tipo de documento que possa certificar que "fulano de tal" possui um estado de
consciência determinado? Tal suposição é absurda, já que o nível consciente se demonstra na prática, e não
pelo aval de supostos colégios superiores de iniciados ou mestres. A maestria é um estado de consciência
alcançado dentro do mecanismo das leis da natureza, não uma concessão graciosa de alguma divindade ou
autoridades superiores.

O autêntico mestre é reconhecido invariavelmente pelos guardiões ocultos que existem no plano da energia-
mente, e só estes, ao reconhecê-lo como tal, podem dar-lhe o passe para atuar em determinados contextos.
Estes guardiões a que nos referimos são grandes mestres da antiguidade, que vivem sem o corpo físico, e
que têm por missão manter a pureza do conhecimento hermético, evitando que seja contaminado pelas
ambições pessoais de pseudo-mestres. Estes seres se encarregam de anular os estudantes de hermetismo
que chegaram a obter certos conhecimentos e pretendem fazer péssimo uso deles.

Perguntemos a nós mesmos qual a diferença entre um menino e um adulto, e o óbvio da resposta nos
permitirá, de maneira equivalente, separar o falso mestre do autêntico, já que só o desenvolvimento efetivo
do ser estabelece a diferenciação.

Nota de Wagner Borges: Esse texto foi extraído do livro “El Desarollo Interno”, de autoria do ocultista e
filósofo chileno Dario Salas (que se utiliza do pseudônimo John Baines em suas andanças pela América).
VIVEKA – O DISCERNIMENTO CONSCIENCIAL
Se eu citar Jesus e seus ensinamentos e, até pregar em seu nome, mas não respeitar a crença dos outros,
tudo isso de nada adiantará.

Se eu admirar Krishna e cantar mantras e louvores ao divino, mas não tiver amor pela vida, então estarei
perdido em mim mesmo.

Se eu meditar profundamente e falar dos ensinamentos dos rishis, mas não vir o divino em tudo, nada serei
realmente.

Se eu seguir os ensinamentos de Buda e, até pregar em nome do iluminado, mas não os praticar nas lides
da vida cotidiana, então tudo continuará em trevas dentro do meu coração.

Se eu falar dos ensinamentos dos mestres, ou dos mentores espirituais, mas não viver com alegria nem me
apaixonar pelo Todo, com certeza terei perdido o tempo de vida e suas experiências.

Se eu falar de Shiva, mas não transformar o meu ego em servidor da luz, de que adiantará?

Se eu falar dos santos, dos bodisatvas, dos avatares, ou mesmo dos anjos, mas ainda carregar violência em
meu coração, tudo permanecerá estranho dentro de mim.

Se eu falar da luz, mas carregar maldade em meus anseios e portar as faixas escuras do ódio no coração,
então andarei em trevas.

Se eu falar da Mãe Divina e de sua doçura incondicional, mas projetar as farpas do egoísmo e da
maledicência sobre os outros, estarei em miséria consciencial.

E se eu estudar os temas conscienciais, mas permanecer cheio de medo diante do invisível e ainda temer as
provas do caminho, então só restarão as cinzas de minha ignorância diante do meu olhar de impotência.

Mas, se mesmo diante das dificuldades, eu assumir o comando de minha consciência e melhorar o que
penso, o que sinto e o que faço, então serei eu mesmo melhorado.

E essa é a grande riqueza que alcançarei: eu mesmo melhorado!

Não é o que acredito que faz o que eu sou. É o que eu sou, realmente, que me faz como sou.

Por todo tempo, por onde eu for, seja com quem for, que seja eu mesmo, sempre melhorado, sempre
aprendendo...

Maravilha das maravilhas, eu mesmo, sempre feliz.

P.S.:

De que adiantam as vitórias efêmeras no mundo, se, por dentro, na casa do coração, reina a desordem e a
agitação?

De que adianta ter um corpo lindo, se a alma é pequena e cinzenta?

De que vale encher a cara de bebida, se, por dentro, tudo está ressecado e sem brilho?

De que adianta deitar com alguém na cama, se o coração não chama e o pensamento/sentimento voa para
longe, para outro coração?
De que adianta ser arrogante por fora, se, por dentro, o medo de viver corrompe os melhores potenciais do
ser?

De que adianta falar de amor, sem amar realmente?

De que adianta “viver sem viver”, só se arrastando, sem outros horizontes?

De que adianta a um homem ganhar o mundo, se ele perder sua alma?

Paz e Luz.

- Wagner Borges – sujeito com qualidades e defeitos, mestre de coisa alguma e discípulo de coisa nenhuma,
que sempre agradece ao Todo, por tudo.

São Paulo, 02 de maio de 2007.

Notas:

* Viveka – do sânscrito – discernimento espiritual.

* Rishis – do sânscrito – sábios espirituais; mentores dos Upanishads.

* Bodisatvas - do sânscrito – são aqueles seres bondosos que estão perto de se tornarem Budas ou
Iluminados. Para facilitar a explicação, podemos dizer que eles são canais espirituais ou avatares conscientes
do amor de todos os Budas.

* Avatares – do sânscrito – enviados celestes; emissários divinos; seres de luz.

* Enquanto passava esse material a limpo, lembrei-me de um texto do poeta Walt Whitman. Reproduzo o
mesmo na sequência.

CANTO A MIM MESMO


- Por Walt Whitman -

Estão todas as verdades

À espera em todas as coisas:

Não apressam o próprio nascimento

Nem a ele se opõem;

Não carecem do fórceps do obstetra,

E para mim a menos significante

É grande como todas.

Que pode haver de maior ou menor do que um toque?


Sermões e lógicas jamais convencem;

O peso da noite cala bem mais

Fundo em minha alma.

Só o que se prova a qualquer homem ou mulher,

É o que é;

Só o que ninguém pode negar,

É o que é.

Um minuto e uma gota de mim

Tranquilizam o meu cérebro:

Eu acredito que torrões de barro

Podem vir a ser lâmpadas e amantes;

Que um manual de manuais é a carne

De um homem ou de uma mulher;

E que num ápice ou numa flor

Está o sentimento de um pelo outro,

E hão de ramificar-se ao infinito,

A começar daí,

Até que essa lição venha a ser de todos,

E um e todos possam nos deleitar

E nós a eles.

- Texto extraído do livro “Folhas das Folhas de Relva”; Editora Ediouro.

Nota de Wagner Borges: Walt Whitman – 1819-1892 - grande poeta e escritor norte-americano.

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VIVEKA – O DISCERNIMENTO CONSCIENCIAL II


Tão certa quanto as estações do ano e a luz do coração, assim é a evolução do homem.

Assim como a pequena gota de orvalho desliza pela superfície das pétalas da flor de lótus para, finalmente,
se soltar no espaço em direção ao solo, também o espírito rola pela superfície das pétalas da flor de lótus do
coração do Todo, rumo ao infinito...

Isso é certo!

O Ser ruma para a Consciência Cósmica, mesmo sem perceber. Isso está no coração de cada criatura! E não
há palavras que possam desvendar o grande mistério tecido pelo Supremo no cerne do espírito.
Levantar o véu da ignorância é preciso! Para descobrir o tesouro de luz que há no templo secreto do Ser.
Para soltar-se conscientemente pelo infinito...

Há um discernimento que mora na joia secreta do coração. É pura bem-aventurança!

Quando, pelo discernimento espiritual, o Ser percebe a joia que é, dissolvem-se os nós das dúvidas e surge
o som do supremo: OM!

Isso é certo!

Assim como é inevitável o encontro do Ser com a Consciência Cósmica. Tão certo quanto o amor do Divino
que permeia tudo e todos.

No jardim do coração espiritual, brilha a joia do discernimento supremo. Encontrá-la é preciso! Ou melhor,
reencontrá-la e, assim, reencontrar-se consigo mesmo e com todos os seres - todos joias do Supremo -, no
jardim do coração espiritual de Brahman, o Senhor de todas as joias.

E ser feliz... OM!

São Paulo, 18 de agosto de 2007.

Notas do sânscrito:

* Viveka – do sânscrito – discernimento espiritual.

* OM – do sânscrito – é a vibração do Todo que está em tudo; dentro do contexto hindu, é o mantra da
criação, o verbo divino, a palavra de poder do Supremo.

* Brahman – do sânscrito – O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a
Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso,
tanto faz chamá-Lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.

Obs.: A primeira parte desse texto está postada na seção de textos periódicos do site do IPPB – é o texto
776.

DISCERNIMENTO NA SENDA ESPIRITUAL (Dois Toques da Sabedoria Hermética) - Manly Palmer Hall

1. Não há mestres nesse mundo e nem nos planos invisíveis que não haja passado por todas as aflições e
incertezas da experiência humana. Eles chegaram a sua posição atual por terem dominado tais incertezas e
elevado suas consciências por sobre as circunstâncias que encadeiam a maioria das pessoas no egoísmo.

Todas as grandes almas têm passado gradualmente da ignorância a sabedoria. Ninguém evolui
instantaneamente. Cada um deles foi tentado e cada um deles foi suficientemente forte para superar os
momentos de tentação. Todos foram mal compreendidos e perseguidos. Muitos morreram por seus ideais,
preferindo a sabedoria aos tesouros e o poder do mundo. Cada um deles evoluiu pela inteligência, o amor
desinteressado e a coragem de vencer a si mesmos.

Eles são admiráveis por isso. Ascensionaram por mérito e costumam trabalhar em silêncio.

2. Se um estudante de medicina está disposto a empregar muitos anos em seu estudo do corpo humano,
quanto tempo levará um estudante espiritual para conhecer sua alma e familiarizar-se com sua natureza
divina?
- Nota de Wagner Borges: Manly Palmer Hall (1901-1990) foi um grande ocultista americano e presidente
fundador da Philosophical Research Society (Sociedade de Pesquisa Filosófica - www.prs.org), uma
organização sem fins lucrativos instituída em 1934, dedicada à disseminação de conhecimento útil nos
campos da filosofia, religião comparada e psicologia. Em sua longa carreira, em mais de cinquenta anos de
atividade pública dinâmica, Manly Hall proferiu mais de 7.500 palestras nos Estados Unidos e fora, escreveu
mais de 150 livros e ensaios, e incontáveis artigos para revistas.

O CATADOR DE ESTRELAS
(Para Todos Aqueles que Catam Estrelas e as Transformam em Sorrisos)
- Por Frank -

Amedrontado, observara

Seus pais brigando por motivo algum

E orou a Deus pedindo duas estrelas emprestadas,

Para colocar no peito de cada um.

E tal como mágica, difícil de ser explicada,

Seus pais se abraçaram, pedindo um ao outro perdão.

O menino sorriu e prometeu, desde aquela data,

Que, onde houvesse briga, ele transformaria estrela em união.

Ele sabia que o mundo, às vezes, mergulhava no medo,

E que as pessoas brigavam para convencer as outras de suas incertezas.

Assim, ele foi tentando enviar luz desde cedo,

Trabalhando na Terra como Catador de Estrelas.

Na escola, quando os coleguinhas se desentendiam,

Porque um gostava de miolo e o outro da casca do pão,

O menino fechava os olhos fingindo que anoitecia,

Para arrancar do céu estrelas e acabar com a discussão.

Havia dias em que ele pensava em desistir.

Com tanta briga no mundo, o brilho da noite poderia acabar.


Mas percebeu que, cada vez em que catava uma estrela dali,

O Criador colocava outra no lugar.

Quando cresceu, ele pensou em ensinar

Aos outros como catar estrelas e enviá-las ao mundo,

Mas quase ninguém queria aprender a compartilhar,

Porque dava trabalho e não tinha futuro.

Disseram a ele que todo Catador de Estrelas

Que já tinha existido na Terra,

Tivera uma vida cheia de tristezas

E fora por todos incompreendidos.

Mas só de pensar no sorriso das amizades reconciliadas

E nas brigas transformadas em sorrisos,

Assumiu que, mesmo que o fim da estrada não desse em nada,

Já valeria a pena transformar estrelas em riso amigo.

Dizem que até hoje ele segue pelo mundo

Transformando a sombra da dúvida em luz da certeza,

E, se algum dia, ao invés de brigar, você desistir,

Talvez seja obra do Catador de Estrelas.

São Paulo, 02 de outubro de 2007.

Nota de Wagner Borges: Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco de Oliveira, participante do
grupo de estudos do IPPB e da lista Voadores. Depois de vários anos morando em Londres, ele voltou a
residir em São Paulo, em fevereiro de 2005.

Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos. Há diversos textos dele
postados em sua coluna da revista on line de nosso site e em nossa seção de textos periódicos, em meio
aos diversos textos já enviados anteriormente. www.ippb.org.br – Outros textos podem ser acessados
diretamente em seu blog na Internet: http://cronicasdofrank.blogspot.com
ESTRELAS BRILHANDO NA CARNE
(Falando de Imortalidade da Consciência)
- Por Wagner Borges -

Aqui estamos, todos nós, em presença sutil e carne.

Somos espíritos imperecíveis; não somos apenas corpos.

Não somos humanos, estamos humanos, nesse presente momento.

Somos a essência espiritual que jamais morre!

Entramos e saímos dos corpos transitórios. Nós permanecemos!

Somos estrelas, o corpo é a casca, o envoltório. E, como instrumento de aprendizado, ele é sagrado!

É o nosso templo temporário. Somos hóspedes siderais na carne.

Como espíritos, somos fortes e eternos; mas na carne, somos frágeis.

Nessa dualidade, não é o corpo que precisa tirar o brilho da estrela; pelo contrário, é a estrela que precisa
brilhar no corpo e iluminá-lo.

Não somos humanos, estamos humanos, por enquanto.

Portanto, vamos aproveitar para enchermos o corpo carnal de luz.

Vamos fazer valer nossa luz!

Nada no universo pode nos apagar.

Somos mais do que os inumeráveis sóis do universo, pois eles um dia se apagarão. Nós, não!

Quando a casca cai, a estrela sobe!

E quem poderá enterrar aquilo que é do céu?

Que tumba terrena poderá aprisionar o ser de luz?

Não, nenhum de nós jamais será enterrado ou cremado.

Nós voaremos para além... onde muitos outros nos esperam.

Lá na frente, bem alto, onde os olhos não veem, nós nos reencontraremos. E todos aqueles que já foram, lá
estarão, como deve ser.

Não somos humanos; estamos humanos.

E o que importa, realmente, é sabermos disso.

Para nunca mais sofrermos a ilusão da perda de alguém.

Para deixarmos os mortos no cemitério, lugar de reciclagem de corpos.

E para olharmos para o alto, com o coração aberto, e vermos as inumeráveis estrelinhas nos chamando para
outros passos evolutivos, além...
Mesmo "estando humanos", somos espíritos!

Então, vamos fazer o que viemos fazer: encher o corpo e a vida de luz.

- Wagner Borges -

São Paulo, 18 de abril de 2006.

SE ALGUÉM LHE DISSER...

Se alguém lhe disser que conhece o seu coração, desconsidere.

Quem conhece o seu coração é o Papai do Céu, só Ele.

E ninguém pode machucar o que é d’Ele.

Então, por que você se lamenta tanto?

Se alguém lhe disser que a vida não tem sentido, desconsidere.

O que não tem sentido é o orgulho dos homens.

E ninguém é dono da verdade ou sabe tudo.

Só o Papai do Céu é que é o Cara!

Se alguém lhe disser que só existe a matéria e mais nada, desconsidere.

Os sentidos dos homens só registram uma ínfima parte da realidade.

E quem poderá dizer o que é o amor e a natureza do espírito?

Sábio não é o doutor de alguma área, mas quem vive com equilíbrio.

Se alguém lhe disser que só existe vida na Terra, desconsidere.

O universo é infinito... E o Papai do Céu é muito criativo.

Basta olhar para o céu e se admirar com o tamanho da coisa.

Nem precisa de luneta ou telescópio; basta olhar com o coração e sentir...

Se alguém lhe disser que a vida é madrasta, desconsidere.

Madrasta é a ignorância! E o medo é seu filho dileto.

E muitos murmuram de medo ao ouvir falar de espíritos.


Até parece que eles mesmos nem são espíritos também!

Se alguém lhe disser que os espíritos são do diabo, desconsidere.

O verdadeiro diabo é a ignorância! E muitos são os seus súditos.

E há coisa mais diabólica do que um fanático julgando a conduta alheia?

Alguns desses caras carregam o inferno dentro do coração, e cospem fogo!

Se alguém lhe disser que o amor machuca e traz tristeza, desconsidere.

O que dói mesmo é o sentido de perder ou ganhar; e nisso o ego é o mestre.

Mas o amor não compete com nada. Quem compete é orgulho de cada um.

E amor e orgulho não se bicam! Onde está um deles, o outro se afasta.

Se alguém lhe disser que descobriu a fórmula mágica de viver, desconsidere.

Isso só se descobre vivendo. E viver não é seguir os passos da vida de outros.

Viver é muito mais... É algo que não tem como explicar. Só vivendo para saber...

E viver fazendo o bem e sendo feliz é o máximo! Quem faz isso, é sábio.

Se alguém lhe disser que o espírito é tudo e o corpo é nada, desconsidere.

O corpo é o instrumento de trabalho do espírito, e precisa ser valorizado.

Mas, se lhe disserem o oposto, também desconsidere; corpo sem espírito é cadáver.

Espírito e corpo; corpo e espírito – é tudo uma questão de equilíbrio.

Se alguém lhe disser que ama, mas não brilhar por isso, desconsidere.

Amor e luz são parceiros; onde está um deles, o outro também está!

Vida, vida, vida... Com corpo ou sem corpo, é uma maravilha.

E quem disser que não, nada entendeu; precisa viver mais...

Se alguém lhe disser...

Um beijo para os leitores.


- Companhia do Amor –

A Turma dos Poetas em Flor*.

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 19 de junho de 2009.)

- Nota:

* A Companhia do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me


passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem
humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou
luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas
comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas
encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor.

Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.

Para mais detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver os livros "Companhia do Amor - A Turma
dos Poetas em Flor – Volumes 1 e 2" - Edição independente - Wagner Borges, e sua coluna no site do IPPB
(que é uma das seções mais visitadas no site): www.ippb.org.br.

Texto de Wagner Borges para reflexão:

"A melhor maneira de defender-se do mal não é usar nenhum amuleto, círculo mágico ou ritual obscuro,
mas sim, usar o talismã do bom pensamento, a magia branca do amor e do perdão, o mantra da boa
palavra, a energia do sentimento e, acima de tudo, o ritual de ser uma pessoa equilibrada a todo instante".

CARÁTER – OBRA DE LUZ DA CONSCIÊNCIA

Para deixar o clima psíquico cair, é só se deixar levar...

As pessoas adoram as coisas do mundo, que sempre passam.

Idade, aparência, posses físicas... Tudo é coisa transitória.

E quem pode comprar lucidez, discernimento, paz e amor real?

Um copo de bebida não mata a sede de amor e nem tira o vazio.

Ter poder sobre os outros não significa ter poder sobre si mesmo.

Viajar pelo mundo é bom; mas, sem consciência, é apenas rodar no vazio.

Conhecer o mundo não significa conhecer a si mesmo.

Um prêmio ou título acadêmico não garante sabedoria alguma.

A atitude conta mais, porque revela o que cada um é realmente.

E isso não é mensurado por valores teóricos, mas pelas opções assumidas.
As provas da vida não têm hora para chegar; elas simplesmente acontecem.

É nas horas dos revezes que se vê a têmpera e o valor real que cada um comporta.

Na maioria das vezes, a dor é o grande acelerador evolutivo das pessoas.

E nem sempre ela é visível e tangível; pode ser interna, como a dor do vazio.

Muitas provas acontecem dentro do coração do homem; são provas de caráter!

Todos passam por isso, desde os homens comuns até os iniciados e mestres.

Só o Grande Arquiteto Do Universo é que sabe tudo! Só o Todo compreende o Todo.

Diante das provas do caminho, o que vale é o caráter e a força do coração.

E isso não se compra em lugar algum; nem é dado a ninguém; é valor de consciência.

É intransferível e independe de idade, raça, sexo ou cultura; é atitude consciente.

Cada um apresenta na atitude o que já carrega dentro de si mesmo; isso é da vida.

A luz vem de dentro; o amor flui do coração; e se o espírito sair, o corpo desaba.

Logo, o que é real vem de dentro; a força para vencer as provas está nisso!

Ninguém compra caráter! Nem amor; nem luz; nem paz; nem lucidez; nem equilíbrio.

Diante de um revés da vida, que valor transitório é capaz de segurar a onda?

Viver nesse mundo sem o revestimento de caráter apropriado é loucura mesmo.

Significa andar sobre espinhos com os pés descalços; ou viver sem sol no coração.

Encher a cara de álcool ou drogas não preenche o vazio de consciência.

“Passar a perna em alguém” é o mesmo que cuspir para cima; sempre cai de volta...

Se deixar levar pelas coisas e situações sempre tem um preço: aumenta a fraqueza.

Assim como se achar o máximo sempre leva a grandes derrapagens na jornada.

Às portas da morte, o que brilha é o caráter do homem; não suas posses e ilusões.

O que cada um pensa e faz é o que importa; é a sua luz que vale; não os seus títulos.

É na luz do coração que está à verdade de cada um; e só o Todo é que vê isso.

Portanto, a tarefa mais importante de todas é conhecer a si mesmo!

E para isso, é preciso caráter. E isso não se compra. É estado de consciência.

Da mesma forma, um coração medíocre não suporta um Grande Amor.

E conhecimento profundo não cabe em mentes rasas; e quem é trevoso não quer luz.

Não há nenhum poder no mundo capaz de ensinar alguém a perdoar e a ser feliz.

E quem poderá aplacar a dor do vazio existencial dentro do coração de outro?


Mesmo com ajuda externa, o lance da cura é interno e intransferível.

A eclosão da luz de dentro só ocorre mediante esforço e vontade de melhorar.

As ilusões levam aos abismos da dor; e os arroubos de arrogância custam caro.

Por isso a dor chega aos homens, por dentro e por fora; para acabar com a inércia!

Contudo, quando há caráter, há compreensão. E aí, a dor não gera mais revolta.

Muito pelo contrário, traz lição. E isso não tem preço! É valor de consciência.

E só o Todo é que sabe o que se passa dentro de cada coração.

Todos passam reveses e altos e baixos em suas vidas; isso faz parte da jornada.

Mas, quem quer mais luz, que seja luz! E reforce o caráter no que é real e valoroso.

Ninguém sabe a hora de sua partida deste mundo – e nem o teor de suas provas.

O que se sabe é isso: cada um dá no mundo o que tem dentro de si mesmo.

E, no final das contas, o que vale, na vida ou após a morte, é a luz que cada um leva.

Ah, quem quer mais luz, que se acautele, estude e trabalhe por isso...

E jamais desista, mesmo com toda pressão do materialismo do mundo dos homens.

Isso não é doutrina; é caráter! É estado de consciência; não é um lugar ou templo.

E de que adianta vestir uma roupa linda, se a própria *aura* for uma miséria de luz?

Ah, os iniciados espirituais estavam certos: “Quem quer mais luz, que seja luz!”

E o mestre Jesus sabia das coisas, e ensinou: “A cada um segundo suas obras!”

E não, Ele não estava falando só sobre as obras tangíveis e visíveis dos homens.

Ele também se referia aquelas obras sutis, que estão dentro do coração.

Aquelas obras da paz e da luz, que só o Pai Celestial é que sabe...

As obras do caráter!

P.S.:

Existe uma grande fome de amor entre os homens, que coisa alguma do mundo pode aplacar; e com esse
vazio existencial grassando, o resultado é a dor.

Por isso, o lindo e profundo sábio espiritual *Paramahamsa Ramakrishna* ensinava que, “para andar sobre
os espinhos do mundo e não se ferir, é preciso estar calçado com as sandálias do discernimento espiritual”.

Sim, ele estava certo. Sem a luz do espírito para guiar a jornada da vida, o mundo se torna apenas um lugar
de provas e expiações. E isso é um desperdício!

Esse pode ser um mundo de lições também. E a jornada, mesmo com todos os problemas, poderá ser linda,
quando houver mais luz e compreensão. E isso é dentro de cada um. Porque, quando há luz, tudo muda. E a
vida ganha novas cores e brilhos.
Ah, Jesus estava certo mesmo: “De que adianta a uma pessoa ganhar o mundo, se ela perder sua alma?”

(Dedicado a todos aqueles que, mesmo sob pesadas provas, ainda assim permanecem fortes e sinceros em
suas jornadas espirituais, de todos os lugares e linhas, sem jamais renegarem a força do espírito em seus
corações.)

Paz e Luz.

- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma; eterno neófito da Vida e do Todo, sempre
tirando lição de cada coisa...

Jundiaí, 02 de janeiro de 2010.

QUANDO O AMOR DESPERTA A CONSCIÊNCIA, TUDO MUDA!

- por Wagner Borges -

Ninguém escapa do Amor. Mesmo naqueles espíritos empedernidos no ódio e na teimosia, ele opera
sutilmente na casa secreta do coração. Docemente, com grande habilidade, o Amor faz sua morada
silenciosa no ser.

O Amor é inevitável! Ele não vem. Já está!

Ao longo das eras, inexoravelmente, sob a ação de muitas experiências e suas repercussões cármicas, todos
os seres o encontrarão em si mesmos. Mesmo no seio das trevas conscienciais, ele está!

Silenciosamente, nos bastidores conscienciais, ele opera pacientemente, pois sabe que as coisas mudam, e
sempre há chances de eterno recomeço e aprendizado.

Sim, todos estão destinados ao Amor. E não há como alguém mensurar a magnitude do seu poder de
transformação no ser. Só se sabe que, quando o Amor é percebido, tudo muda! E nada mais será como
antes. E isso não tem tempo ou lugar.

No passado, no presente ou no futuro, no infinito do tempo - Eons? Tempo algum? Quem sabe? -, é o Amor
que sempre dá as cartas e bate o jogo.
Ninguém o vê, e, nos momentos de crise – que também suscitam mudanças de paradigmas antigos e
desgastados e permite novos aprendizados -, muitos se fecham e até mesmo o negam solenemente.
Contudo, ele é paciente e sabe que tudo muda.

Eles surfam no infinito e no céu dos corações, docemente, com grande habilidade. Não há como detê-lo!

Ele conhece tudo e, inexoravelmente, será percebido no momento certo do despertar de cada um. E,
quando alguém o descobre viajando pelo céu de seu coração, passa a vê-lo nos demais também. Então tudo
muda, e nada mais será como antes.

Um jorro contínuo de bem-aventurança percorrerá todas as fibras de seu ser, dos pés à cabeça, iluminando
todos os seus chacras. E energias maravilhosas serão exteriorizadas silenciosamente de sua aura para todos.

Esse é o destino de todos os homens, de todos os lugares. Mesmo que eles ainda não saibam disso e se
permitam pensar e agir egoisticamente, o Amor estará neles.

Quem descobre isso, mesmo que de forma parcial e ainda sem ter despertado plenamente, é tomado de
grande assombro. Sente que um pouco desse Amor é mais do que tudo já experimentado antes. Percebe
que até mesmo os espíritos empedernidos nas trevas conscienciais sentem um pouco disso em si mesmos.
Por isso, eles lutam tanto contra o despertar da consciência; têm medo das inevitáveis transformações que o
Amor causa nos corações. Sabem que as paredes trevosas que construíram em torno de si mesmos não
conseguirão impedir o “big-bang consciencial” de acontecer. Têm medo de que apenas uma centelha desse
Amor se torne uma super-nova no céu de seus corações. Então, como autodefesa, dizem-se das trevas.
Porém, como todos os seres, eles são do Amor.

Sim, sentir um pouco desse Amor já vale tudo! Faz pensar que mesmo quem carrega trevas nas intenções e
nos atos, também carrega um tesouro secreto no coração. Faz pensar que todos os homens são irmãos,
mesmo que a maioria ainda não perceba isso adequadamente. Não importa! O despertar é inevitável, e o
Amor é paciente.

Lá no meio das trevas do ego está surgindo uma super-nova consciencial. Feliz daquele que já viu essa luz
amorosa eclodindo perenemente em seu coração.

Como ensinava o mestre Ramakrishna: “Sem Amor ninguém segue...”

P.S.: Escrevi essas linhas por inspiração de um Amor sutil que não se explica, só se sente... Não sei como ou
por quê. Só senti e escrevi!
Talvez outros também se sintam contentes ao ler essas linhas. E, aí, mais super-novas brilharão em seus
corações.

São Paulo, 23 de maio de 2007.

Notas:

* Chacras - do sânscrito – são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função
principal a absorção de energia – prana , chi – do meio ambiente para o interior do campo energético e do
corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.

Os principais chacras, que estão conectados com as sete glândulas que compõe o sistema endócrino, são
sete: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.

* Cármicas - do sânscrito “Karma”: “Ação”, “Causa” - toda ação gera uma reação correspondente; toda
causa gera o seu efeito correspondente. A esse mecanismo universal, os hindus chamaram “carma”. Suas
repercussões na vida dos seres e seus atos podem ser denominados de conseqüências cármicas.

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SINOS DO DESPERTAR – ALEGRIA DO CORAÇÃO

(Quando a Luz do Buda Rende a Noite do Ego)

- Por Wagner Borges -

No meio da madrugada fria, escuto um som dentro do meu peito.

Parece o som do repicar de um sino. Toca dentro do meu coração.

E uma sensação de alegria serena chega junto, bem de mansinho.

Fico igual criança e penso em escrever uma canção.

Quietinho, saboreio o contentamento interno e a leveza de sentimentos.

Contudo, sinto algo mais. Há uma presença sutil aqui, também alegre.

Então, fecho os olhos da carne, “para ver melhor”, em espírito.

Percebo o meu chacra frontal (1) aceso, cheio de luz branca fluorescente.
E aí, eu vejo quem é o visitante noturno. Ele está à minha direita e me saúda.

Trata-se de uma consciência espiritual legal, ligada às vibrações do Buda.

Ele traja a roupa alaranjada tradicional dos monges budistas tibetanos.

É risonho e está tocando um sininho típico das práticas espirituais de seu povo.

Ele balança o corpo sutil numa dança engraçada, junto com o repicar do sino.

Noto que há uma faixa de cor de vinho sobre sua roupa alaranjada.

Também observo que sua figura é diáfana e dá para ver através dele.

Vendo-o tocar alegremente o sininho, percebo que captei a alegria dele antes.

O meu chacra cardíaco (2) está acoplado com o dele, nas ondas espirituais...

E nada precisa ser dito, pois nos entendemos pela alegria, de coração a coração.

E é assim que escrevo, captando o recado dele, para repassá-lo no mundo.

Sob os auspícios da Luz, deixo o coração escrever, nas ondas espirituais...

***

“Há corações que se sentem solitários, mas isso é ilusão.

Como pode ser assim, se há um Buda em cada coração?

No entanto, é preciso despertá-lo. Para que ele ria junto.

Toque o sino, toque o sino, toque o sino...

Dance com a vida. Alegre-se. Amor não é emoção, é amor.

Você está sentado sob a árvore do mundo, carregada de agitação.

Como pode isso, se a luz do Buda é tão serena?

Ah, mas precisa despertá-lo. Toque o sino...

Para que a compaixão projete um campo de luz pacífica em torno de sua vida.

Para que você também desperte. Para que haja bênçãos a favor de todos.

Ninguém luta contra outros, a não ser consigo mesmo, sempre.

Violência é doença da mente. O Buda é a cura. Medite, por favor.

Observe melhor suas emoções. Pondere serenamente. Cure-se.

Mas é preciso despertar o Buda em você. Toque o sino...

Permita que o sol brilhe em seus olhos, mesmo nos dias de tempestade.
O ódio envenena a razão. O mau humor contamina os outros. Não deixe!

O amor e a alegria curam. Deixe o Buda lhe ensinar como.

Mas, antes, desperte-o. Talvez isso seja logo, se você rir mais. Toque o sino...

E não precisa de devoção alguma. Basta deixar a compaixão fluir por você.

Você é como um rio. O Buda é o oceano. Flua para Ele, naturalmente...

Então, encontre-o, em seu coração, para rir junto. Para o amor acontecer.

Sinta-se abençoado, por favor. O Buda não é uma religião, é o Buda!(3)

Assim como a água do mar está impregnada de sal, o Buda está cheio de luz.

E o seu perfume espiritual é o mesmo do amor. Por favor, medite.

Não se esqueça: ria mais. E dance com a vida. Cure-se. Pondere.

Torne-se Buda também. Para rir em todos os corações...

Toque o sino, toque o sino, toque o sino...”

***

Diante dos toques do amigo espiritual, o que me resta dizer?

Que me sinto feliz só de ter captado seu recado?

Que estou honrado por ele ter compartilhado seu coração comigo?

Que ele continua aqui, tocando seu sino e dançando, feliz e sereno?

E que, daqui a pouco, vou encontrá-lo, fora do corpo, durante o sono?

E que voaremos, espiritualmente, por aí, nas asas da luz e no som do sino? (4)

Bom, é isso. Pois, quando o coração fala ao coração, não há mais nada a dizer.

Paz e Luz.

São Paulo, 30 de janeiro de 2008.

- Notas:

1. Chacra Frontal - é o centro de força situado na área da glabela, no espaço espiritual interno da testa. Está
ligado à glândula hipófise – pituitária – e tem relação direta com os diversos fenômenos de clarividência,
intuição e percepções parapsíquicas. É o chacra da aprendizagem e do conhecimento. Em sânscrito ele é
conhecido como “Ajna”, o centro de comando.
Obs.: Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função
principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do
corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.

Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõe o sistema
endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.

2. Chacra Cardíaco - é o centro de força responsável pela energização do sistema cardiorrespiratório. É


considerado o canal de movimentação dos sentimentos. Por isso é o chacra mais afetado pelo desequilíbrio
emocional. Bem desenvolvido, torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual. Está
ligado à glândula timo. O seu nome em sânscrito é “Anahata”, o inviolável, o invicto, o som sutil do espírito
imperecível.

Obs.: Dentro de algumas tradições orientais, como o Budismo Tibetano e algumas linhas do Hinduísmo, o
som do repicar do sino representa um dos sons de ativação do chacra cardíaco e, conseqüentemente, da
abertura do coração espiritual às ondas do amor universal.

3. Buda - do sânscrito - O Iluminado; Aquele que despertou! Palavra derivada de “Buddhi”, que significa
“Iluminação Pura” ou “Inteligência Pura”. Ou seja, quem alcança o estado de Buddhi, torna-se um Buda, um
ser iluminado e desperto.

SHIVA, O TRANSMUTADOR INTERDIMENSIONAL.

======================================

Dizem que o Sr. Shiva* é o senhor dos crematórios (e dos cemitérios).

Mas não é que Ele goste de cadáveres. É somente porque Ele é o TRANSFORMADOR DAS CONSCIÊNCIAS, o
rompedor de cordões de prata, o transmutador interdimensional que leva as almas de volta para a casa
espiritual.

E tem mais: Ele também é conhecido como o destruidor (dos egos). É por Sua ação (carma) que a
arrogância dos homens é detonada. E é também por Seu amor, que a vida é renovada e os homens têm
novas oportunidades de crescimento.

Ele anda por entre os restos mortais dos homens, mas porta a VIDA!

Ele rompe os cordões de prata, mas está cheio de compaixão.

Ele leva as almas para o plano espiritual, mas está sorrindo por entre as dimensões.
Ele é o Sr. Shiva, senhor da vida e da morte dos homens, e não é possível defini lo pelos limitados
parâmetros humanos.

Só se sabe que Ele anda pelos crematórios e cemitérios "queimando e

enterrando" as vaidades humanas e desprendendo as almas com Sua energia purificada.

Ele é o destruidor (de corpos) e purificador das almas.

Em suma, Ele é movimento interdimensional de todos os seres.

OM NAMAH SHIVAYA!

- Wagner Borges -

- Nota:

* Shiva (do sânscrito): no Hinduísmo, O Divino é representado em três

aspectos fenomênicos em sua manifestação vital: Brahma (O Criador), Vishnu (O Preservador) e Shiva (O
Transformador).

Normalmente Ele é traduzido como o Destruidor Divino, pois é por sua ação que ocorre a transformação dos
elementos, energias e consciências. Aquilo que é criado e preservado, um dia morrerá, para poder renascer
e seguir o fluxo evolutivo. No entanto, nada no universo morre realmente, só há mudança de plano e padrão
vibracional. A energia não nasce e nem morre, só é transformada.

Shiva é o representante divino dessa transformação inexorável de todas as coisas. Ele também é conhecido
como "NATARAJA", o Divino Dançarino. Ele dança na luz e faz a roda da existência mover-se no infinito. Por
isso, Ele sempre é associado a eventos de transmutação interdimensional e consciencial.

O mantra dessa ação transformadora de Shiva é "OM NAMAH SHIVAYA".

CANÇÃO DA LIBERTAÇÃO
====================

(O Chamado de Shiva, O Supremo Transmutador*)

Lá vem Ele, o Senhor das Transformações...

Lá vem Ele... Shiva!

O Senhor dos iogues...

O Senhor das energias...

Quando Ele balança sua cabeça, para ver em todas as direções,

Dos seus cabelos molhados se desprendem milhares de gotinhas luminosas,

Que entram pela terra, principalmente no solo dos cemitérios,

E no espaço dos crematórios...

E suas gotinhas vão limpando a terra,

Lavando os elementos subterrâneos...

E soltando os espíritos cativos, presos à Terra.

Ele é o rompedor das ligações vitais,

O Supremo transmutador...

Ele anda pelos cemitérios sepultando as vaidades humanas

E libertando os espíritos...

Ele é a chama que consome os cadáveres na cremação,

E desprende os espíritos, de volta para casa, no Eterno...

Lá vai Ele, O Supremo Destruidor da ignorância...

Lá vai Ele...
Os seus olhos são semelhantes a dois sóis,

Mas, é o terceiro olho que brilha mais.

É o terceiro olho, o portal para outras realidades...

A Canção de Shiva é a canção da liberdade e da imortalidade!

Lá vai Ele, soltando os espíritos...

Lá vai Ele, despertando-os para outras realidades,

Além da carne, na luz da imortalidade.

Lá vai Ele, Om Namah Shivaya!

Lá vai Ele...

P.S.: Essa canção me foi passada espiritualmente por um dos amparadores extrafísicos do grupo dos
Iniciados, durante um trabalho de ativação de chacras e de irradiação de energias, realizado com os 140
participantes do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB.

Agradeço a minha amiga Elza, por ter gravado o momento e depois ter

disponibilizado o seu tempo para transcrevê-la.

- Wagner Borges –

São Paulo, 29 de junho de 2005.

UMA VIAGEM ESPIRITUAL COM SHIVA, O MAHA-DEVA!

Nas asas da meditação, no centro do olho espiritual, surge uma visão.

É um círculo azulado, circundado por uma aura dourada. No centro do azul, uma estrela de cinco pontas,
branco-prateada.
Uma força invisível me atrai para dentro da imagem, como se ela fosse uma passagem espiritual. Atravesso
a estrela – verdadeiro portal interplanos – e me vejo por cima da imensidão do Himalaia.

Estou lúcido e sereno, incorpóreo, flutuando por cima da cadeia montanhosa.

Há uma fragrância sutil na atmosfera. Reconheço-a. É cheiro de sândalo.

E o mais incrível: vejo zilhões de partículas brilhantes permeando o ar.

Elas pulsam, enchendo a atmosfera de vida. Reconheço-as. São partículas de prana (1), o sopro vital.

Suspenso no meio dessa massa energética aérea, plena de vitalidade, sinto uma presença portentosa.
Então, Ele surge à minha frente, montado num touro branco.

Sua figura gigantesca se destaca em contraste com o azul do céu.

Por obra de Sua graça sutil, estou na frente do Sr. Shiva (2), o Senhor das energias e das transformações, o
mentor dos iogues, o Maha-Deva (3).

De forma que não sei descrever, Ele interpenetra minha mente.

Em frações de segundo, sinto que o universo inteiro pulsa dentro de mim.

Estrelas e seres estão em minha consciência, e eu neles, como uma só consciência, a d’Ele!

Ele sabe tudo sobre mim. Dessa e de outras vidas. Conhece os meus pensamentos e sentimentos mais
secretos, desde sempre. No entanto, não sinto que Ele condena ou absolve nada. Ele apenas compreende e
me respeita.

Sim, Ele me compreende e nada julga. Ele me respeita, assim como respeita a todos os seres, centelhas
vivas d’Ele mesmo.
Com carinho, Ele vibra o tridente (4) que carrega na mão direita. Então, três rajadas luminosas se projetam
de suas pontas, para baixo, transformando o meu peito em sol.

E uma faixa de “luz viva” interliga o meu chacra cardíaco (5) ao chacra do topo da cabeça (6).

Na verdade, não sei se essa energia vai do peito para cima, ou de cima para o peito, pois me parece uma
coisa só, e os dois chacras (7) também, parceiros da mesma expansão da consciência. Ao mesmo tempo,
escuto o seu mantra (8) ecoando por dentro de mim:

Om Namah Shivaya, Om Namah Shivaya, Om Namah Shivaya...

O amor me inunda e eu me dissolvo na consciência d’Ele, o Maha-Deva, Senhor de todas as transmutações.


Entrego-me à luz, completamente, sem barreiras, pronto para qualquer coisa, nas mãos d’Ele.

Ficar ou partir, voltar ao corpo ou mergulhar no turbilhão estelar, descer ou subir, que seja o que Ele
decidir.

Nele, com Ele, por Ele, que seja feita Sua vontade, e não a minha!

No centro da luz, Ele ri e me olha de maneira divertida e profunda. Sinto-me como uma criança diante do
Seu olhar.

No centro do meu Ser, Ele me passa alguns toques conscienciais preciosos e me fala de trabalhos a realizar
e de luzes e sentimentos espirituais a serem compartilhados entre os homens e os espíritos.

Finalmente, Ele me ordena voltar para o corpo, nas ondas do Dharma (9).

Daí, uma força invisível me puxa abruptamente pelas costas e eu caio de volta dentro da estrela. Passo por
ela e me vejo encaixado no centro da testa, de volta ao padrão normal de lucidez.

Abro os olhos e me lembro de tudo, e compreendo...


Olho o relógio e vejo que se passaram duas horas desde que fechei os olhos para meditar. Mexo o corpo e
fico surpreso, pelo mesmo não estar dolorido ou estalando, depois desse tempo sentado e imóvel. Pelo
contrário, os movimentos estão flexíveis e eu quero andar um pouco.

Ainda sinto a fragrância de sândalo no ar e o amor d’Ele em mim.

E a luz segue viajando aqui dentro, mas continuo não sabendo se é do peito para cima, ou se do peito para
baixo, pois é uma coisa só, cheia de amor.

Oxalá, um pouco dessa fragrância d’Ele viaje junto com esses escritos, até outros corações sensíveis às
coisas do espírito.

Que as energias d’Ele abençoem a todos os leitores, de hoje e de amanhã, encarnados e desencarnados,
terrestres e extraterrestres, na Terra e além, como deve ser.

Om Namah Shivaya! (10)

Paz e Luz.

- Wagner Borges -

Jundiaí, 20 de fevereiro de 2008.

- Notas do sânscrito:

1. Prana – sopro vital; força vital; energia.


2. Shiva - na Cosmogonia hinduísta, o Divino é representado por três aspectos fenomênicos: Brahma - O
Criador, Vishnu - O Preservador, e Shiva - O Transformador.

Shiva é o senhor de todas as transmutações na natureza, é o senhor das energias e de todo movimento
vital. Em muitas representações simbólicas, Ele é representado como o "Nataraja", O Dançarino Divino que
faz o universo vibrar e girar em sua eterna dança cósmica. Por isso algumas imagens O mostram dançando
dentro de uma roda (o universo).

3. Maha-Deva – maha: grande, vasto, imenso, grandioso – deva: divindade, ser celestial. Logo, Mahadeva
significa "Grande Divindade", "Grande Ser Celestial", "Grande Deus".

4. Tridente de Shiva - dentro do contexto hinduísta, as energias se manifestam no plano fenomênico da


existência em três aspectos vibracionais: Rajas (atividade), Tamas (inércia) e Sattva (equilíbrio ou pureza).

O tridente que Shiva carrega, expressa essas três manifestações vitais (cada uma das pontas do tridente é
uma das expressões energéticas). Sendo o Senhor das energias, nada mais natural do que Ele "portar nas
mãos" o controle de suas manifestações.

Num contexto ainda mais esotérico, as três pontas do tridente também representariam os três nádis
(condutos sutis – Ida, Píngala e Sushumna) que correm ao longo da coluna, e que são muito importantes na
circulação da energia pelo corpo energético e nos processos de ascensão da Kundalini.

Inclusive, é muito comum vermos imagens de Shiva com diversas cobras najas penduradas pelo seu corpo.
Elas representam a sabedoria, da qual Ele está repleto. Também representam a expansão da consciência
(consciência cósmica, samadhi) nos processos ascensionais da Kundalini (Shakti).

Aqui, por e-mail, fica difícil explicar esses mecanismos bioenergéticos tão conhecidos dos iogues de todos os
tempos e linhas.

Obs.: Alguns fundamentalistas cristãos associaram o tridente de Shiva e as cobras najas (que são apenas
simbolismo iogue) à figura do diabo. E aí nem precisa dizer da confusão que eles fazem com isso, oriunda
diretamente da falta de informação (ou, em alguns casos, de má intenção mesmo).

5. Chacra Cardíaco - é o centro de força responsável pela energização do sistema cárdio-respiratório. É


considerado o canal de movimentação dos sentimentos. Por isso é o chacra mais afetado pelo desequilíbrio
emocional. Bem desenvolvido, torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual. Está
ligado à glândula timo. O seu nome em sânscrito é “Anahata”, o inviolável, o invicto, o som sutil do espírito
imperecível.
6. Chacra Coronário - é o centro de força situado no topo da cabeça, por onde entram as energias celestes.
É o chacra responsável pela expansão da consciência e pela captação das idéias elevadas. É também
chamado de chacra da coroa. Em sânscrito o seu nome é “sahashara”, o lótus das mil pétalas. Está ligado à
glândula pineal.

Obs.: a pineal é a glândula mais alta do sistema endócrino, situada bem no centro da cabeça, logo abaixo
dos dois hemisférios cerebrais. Essa glândula está ligada ao chacra coronário, que, por sua vez, se abre no
topo da cabeça, mas tem a sua raiz energética situada dentro dela. Devido a essa ligação sutil, a pineal -
também chamada de “epífise” - é o ponto de ligação das energias superiores no corpo denso e, por
extensão, tem muita importância nos fenômenos anímico-mediúnicos, incluindo nisso as projeções da
consciência para fora do corpo físico.

7. Chacras - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a
absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico.
Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.

Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema
endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.

8. Mantra – palavra oriunda de Manas: Mente; e Tra: Controle; liberação – Literalmente, significa "Controle
ou liberação da mente".

Determinadas palavras evocam uma atmosfera superior que facilita a concentração da mente e a entrada
em estados alterados de consciência. Os mantras são palavras dotadas de particular vibração espiritual,
sintonizadas com padrões vibracionais elevados. São análogos às palavras-senhas iniciáticas que ligam os
iniciados aos planos superiores.

Pode-se dizer que os mantras são as palavras de poder evocativas de energias superiores. Como as palavras
são apenas a exteriorização dos pensamentos revestidos de ondas sonoras, pode-se dizer também que os
mantras são expressões da própria mente sintonizada em outros planos de manifestação.

9. Dharma – dever, missão, programação existencial, mérito, bênção, ação virtuosa, meta elevada, conduta
sadia, atitude correta, motivação para o que for positivo e de acordo com o bem comum.

10. Om Namah Shivaya – mantra evocativo das vibrações espirituais de Shiva.


Obs.: Para maiores detalhes sobre Shiva e seus diversos aspectos e simbolismos, favor ver o texto ”Nas
Luzes de Shiva, O Mahadeva”- postado no site do IPPB, no seguinte endereço específico:

O AMANTE E O AMADO - Wagner Borges

(Sentado aos Pés da Sabedoria, no Templo do Coração)

Amigo, se tu queres encontrar o amado, não é necessário te ajoelhares nem te banhares nas águas do
templo.

Ele está em ti mesmo!

Sem que tu percebas, Ele sorri contigo.

E, quando tu notas o brilho do olhar de alguém, também é Ele que está brilhando ali.

Se tu olhas para cima, é Ele que faz o brilho das estrelas.

Se tu olhas para baixo, é Ele que nutre a terra com o néctar da vida.

Se tu olhas para o outro, é o sopro vital Dele que o anima.

Se tu olhas para dentro do teu próprio coração, também é Ele que tu encontrarás ali, no templo secreto de
teu espírito.

E, em todos os seres e coisas, é Ele que tu verás...

E, Ele também está além... onde os teus entes queridos vivem em espírito, para além da morte...

Se tu olhas para eles, pelas vias do espírito, verás o brilho de seus corpos de luz.

E eles te dirão: “Esse brilho é Dele!”

Nas asas das borboletas e no vôo dos anjos, é Ele que voa!

No silêncio “que fala” ao coração, tu ouvirás uma voz sutil, que sussurra ternamente: “Te amo... Te amo...
Te amo...”

É a voz Dele em ti mesmo!

E, quando prestares atenção aos batimentos do teu coração, talvez tu percebas a pulsação do coração da
vida pulsando junto.

Essa é a pulsação Dele em ti!

Ele está no templo (teu coração);

Ele está em teu corpo (teu veículo);

Ele está em teu espírito (teu ser eterno);

Tu és imperecível por causa Dele!

Teu ser é glorioso, na glória Dele.


No teu olhar, o Dele.

No teu sorriso, Ele!

Em todos os planos de manifestação, Ele!

Como ensinavam os rishis de outrora,

Tudo é Ele! Tudo é Ele! Tudo é Ele!

***

Quando tu perceberes o Amado em tudo, o mundo todo será o templo e todas as águas serão sagradas.

Então, tu te banharás na Ananda Dele, que é pura consciência cósmica.

Amigo, quando o amante vê o Amado em cada ser, tudo se torna UM!

Esse UM, que a mente não entende, mas o coração compreende...

Esse UM, que os iniciados de todas as épocas falavam, invisível aos olhos da carne, mas visível à inteligência
e ao coração.

P.S.: “O amante e o Amado,

Tu e Ele, UM!

Quem compreende, em seu coração, o compreende...”

(Dedicado, com carinho e admiração, aos mestres Kabir, Sry Aurobindo e Rabindranath Tagore).

- Wagner Borges -

São Paulo, 31 de agosto de 2006.

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MÃE TARA, MÃE YEMANJÁ E O PADRINHO CHICO DE ASSIS

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(NAS ONDAS DA MUNDIAL... NAS ONDAS DO AMOR...)

- Por Wagner Borges -


Ela veio lá do Oriente espiritual, acima da cadeia montanhosa do Hymalaya, surfando nas ondas de
serenidade e contentamento dos Budas e Bodhisatvas.

Acima do litoral brasileiro, encontrou-se com a Mãe das águas.

E, juntas, na mesma luz, Tara e Yemanjá voaram até São Paulo.

Em plena Avenida Paulista, juntou-se a elas o doce Francisco de Assis.

Sob a inspiração divina, os três entraram na Rádio Mundial.

Invisíveis aos olhos da carne, eles entraram nos estúdios e encheram o ambiente de amor e cura.
Estenderam as mãos e irradiaram a luz pelos microfones da rádio.

Então, as energias fluíram para as antenas, e daí aos corações dos ouvintes.

E, por onde essas energias chegaram, o amor se fez presente.

Uma era budista; a outra, umbandista; e o outro era cristão.

Mas os três estavam ali, juntos, em nome do AMOR QUE AMA SEM NOME!

Sim, eles estavam sob a inspiração do amor incondicional, que não olha credo, raça ou condição de
ninguém.

O amor que une!

O amor que alegra o coração!

O amor que inspira essa "viagem espiritual", nas ondas da Mundial!

E o amor, é o amor!

Mãe Tara, Mãe Yemanjá e Padrinho Chico de Assis, nas ondas da Mundial...

P.S.:

Salve Tara! Om Tare Tutare Ture Svohá!

Saravá, Yemajá! Odoiyá!

Salve, Chiquinho de Jesus! Amém!

Paz e Luz.

São Paulo, 09 de março de 2006.

Nota:
Esse texto foi escrito de improviso dentro dos estúdios da Rádio Mundial, durante a apresentação do
programa "Viagem Espiritual". Enquanto rolava no som o mantra de Tara, Om Tare Tutare Ture Svohá, eu
escrevia essas linhas ali mesmo, inspirado por aquele AMOR QUE AMA SEM NOME.

- Notas:

* Bodhisatvas (do sânscrito): São aqueles seres bondosos que estão perto de se tornarem Budas
(Iluminados). Para facilitar a explicação, podemos dizer que eles são canais espirituais (avatares)
conscientes do amor de todos os Budas. Dentro do contexto do Budismo Tibetano, há três Bodhisatvas
muito queridos

pelos devotos: Manjushri, o Senhor da Sabedoria; Avalokitesvara, o Senhor da Compaixão (criador do


mantra da compaixão: Om Mani Padme Hum); e Tara, a Senhora da cura, da energia e da alegria. O mantra
de Tara é "Om Tare Tutare Ture Sohá!"

* Yemanjá: No Brasil, Yemanjá está associada ao mar, embora na África esteja mais vinculada à
desembocadura dos rios. Nas lendas africanas ela é tida como filha de Olokum, deusa do mar. Mãe que
criou muitos Orixás e considerada uma Grande Mãe. Na Bahia, as festas se realizam no dia 02 de fevereiro
no bairro do Rio

Vermelho, com repercussão nacional. Seus instrumentos são o abebé cor de prata e uma espada. Sua
saudação espiritual é "Odoiyá!"

Outros textos que falam de Yemanjá (postados na seção de textos periódicos de nosso site -
www.ippb.org.br): 377, 491, 584, e 596.

* Textos que falam de Francisco de Assis (postados na seção de textos periódicos de nosso site -
www.ippb.org.br): 292 e 366.

* O programa "Viagem Espiritual" é apresentado pelo Prof. Wagner Borges - às 5as feiras, das 19h às 20h,
na Rádio Mundial de São Paulo, 95.7 FM.

OBS.: O programa pode ser ouvido diretamente pelo site da Rádio Mundial, no mesmo dia e horário. O site
da rádio é: www.radiomundial.com.br).

As gravações dos meses anteriores estão disponibilizadas na Rádio IPPB, dentro da seção de Multimídia do
site. O endereço específico da Rádio IPPB no site é: http://www.ippb.org/multimidia@ippb.org/default.htm

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NAS VIBRAÇÕES LINDAS DA MÃE TARA

O mantra de Tara é pura alegria!

Porque dissolve as camadas de tristeza...


E chama o coração para a dança da vida.

Mas, para apreciá-lo, é preciso querer melhorar.

Porque, quem se compraz na tristeza, fica estagnado.

E deixa de ver a luz da vida que chama...

As vibrações de Tara evocam a chama da vida, a flama espiritual.

E trazem renovação e sabedoria, para aprender as lições.

Cantar o seu mantra é se encher de vontade de viver.

Tara é a aquela que liberta e faz sorrir e cantar...

E, quando ela ri, os grilhões do sofrimento se partem.

Ah, Ela é como um rio... Lavando as dores do coração.

E o seu movimento leva o Ser para o Oceano do Nirvana.

Diante d’Ela, os apegos e mágoas viram pó!

E Ela semeia estrelas na senda da renovação do Ser.

Ah, Tara, Mãe dos aflitos!

Que sempre aponta para o caminho da Luz...

E chama para a vida.

Om... A luz de Tudo.

Tare... Dissolvendo...

Tutare... As dores e dramas.

Ture... Sim, dissolvendo...

Sohá... Que assim seja!

Om Tare Tutare Ture Sohá!*


P.S.:

Escrevi esse texto enquanto eu escutava uma versão linda do mantra Om Tare Tutare Ture Sohá, que o
Rubinho D’Ávila, guitarrista de Salvador e estudante de temas espirituais, me presenteou. Ao escutar o
mantra, senti uma grande alegria e vontade de escrever algo, para compartilhar essas forças vitais nessas
linhas despretensiosas e, também, para homenagear a Mãe Tara, aquela que liberta dos apegos e ilusões**.

Salve Tara!

- Wagner Borges – sujeito com qualidades e defeitos, espiritualista que não segue nenhuma doutrina criada
pelos homens da Terra, sejam elas orientais ou ocidentais, e que, de coração aberto e universalista, saúda
aos mentores espirituais de todas as linhas, sempre na Luz...

- Salvador, 21 de janeiro de 2010.

- Notas:

* Dentro do contexto do Budismo Tibetano, há três Bodhisatvas muito queridos pelos devotos: Manjushri, o
Senhor da Sabedoria; Avalokitesvara, o Senhor da Compaixão (criador do mantra da compaixão: Om Mani
Padme Hum); e Tara, a Senhora da cura, da energia e da alegria (cujo mantra é “Om Tare Tutare Ture
Sohá!”).

** O Rubinho disponibilizou sua gravação do mantra para download gratuito. A mesma pode ser acessada
no seguinte endereço específico:
http://www.4shared.com/file/204052408/6567cb90/Om_Tare_Tu_Tare_Ture_Soha.html - Além disso, ele
também postou o mantra no site do Youtube, acrescido de imagens do artista paulista Tuco Amalfi, no
seguinte endereço específico: http://www.youtube.com/watch?v=Nv-IWXmki0c

Obs.: O site do artista Tuco Amalfi é o seguinte: http://www.tucoamalfi.com/

A MENSAGEM ESPIRITUAL DA LUZ AZUL (Dharma, Viagem Espiritual e Equilíbrio na Senda)

- Por Wagner Borges -

No meio da madrugada desperto com um toque no lado direito do meu corpo.

Acordo abruptamente e olho em torno, mas nada vejo no escuro do quarto.

Fecho os olhos, deito-me novamente e espero atento, pois sei que algo vai acontecer.

E o lance psíquico rola mesmo: surge um intenso clarão de luz azul dentro do meu chacra frontal, e aí
desperto de vez. Contudo, percebo que não estou de todo encaixado no corpo físico. Os olhos estão bem
abertos, mas eu vejo mais é esse azul dentro da tela mental interna da testa.
Meio solto energeticamente levanto-me e vou para a sala. Penso em sentar-me no sofá para meditar e
observar melhor o que está rolando, mas desvio-me e ligo o computador. Mesmo em frente à tela da
máquina, só vejo o azul brilhante pulsando no frontal. Então, como se houvesse uma ordem subliminar
implantada em minha mente, digito automaticamente, sem nem pensar no que

estou grafando, sendo médium dessa luz azulada.

No meio da madrugada da grande metrópole, desce mais uma mensagem direcionada para as pessoas que
estudam as coisas do espírito. A luz azul é sua mentora, eu sou apenas o repassador interdimensional dos
escritos. Vamos a eles.

***

"Você se lembra do que o ar rarefeito do alto das montanhas lhe ensinou?

Ele lhe disse: 'Fique acima das intrigas do mundo. Flutue bem alto.'

Para completar, quando você desceu, a bruma da campina falou: 'Escute o invisível, seu verdadeiro
companheiro. Sente-se, feche os olhos e escute a voz do invisível na bruma.'

Por sua vez, o lago lhe revelou: 'Na placidez de minha superfície aquática pareço um espelho natural,
refletindo o que vem de cima. O sol e a lua, as estrelas e a imagem dos homens e animais que ficam nas
margens: tudo se reflete por cima de mim. Sou semelhante a um espelho sereno. No entanto, dentro de
mim, lá embaixo, está cheio de vida. Em cima, o movimento do céu;

embaixo, o dos peixes. Estou plácido por fora e cheio de vida por dentro.

Pense nisso: vivo por dentro (cheio de coisas boas no coração), sereno por fora (na manifestação do
mundo) e equilibrado no meio.'

Daí você se sentou embaixo de uma árvore e dormiu ali mesmo. Então, a maravilhosa arte da viagem
extrafísica mais uma vez ocorreu, e você se viu flutuando fora do corpo, com o seu corpo de luz, totalmente
lúcido e leve.

Para sua surpresa, um ser invisível, de dentro da árvore, tocou sua consciência e lhe disse mentalmente: 'A
árvore sempre busca espaço para crescer, para baixo e para cima, em equilíbrio. Para que ela cresça para o
alto, é necessário que primeiro se enraíze bem na solo. Ou seja, se quiser ir para cima, firme-se embaixo,
forme uma boa base'.
'Essa é a lição do espírito da árvore para você: voe alto, em espírito, mas sem esquecer da base física.
Busque a sabedoria estelar, mas com os pés bem calçados na vida terrestre. Vá e volte, em equilíbrio. E que
os frutos da árvore de sua vida sejam abundantes e generosos com os viajantes dos caminhos, da Terra e
além...'

Quando você entrou no corpo denso e despertou, um pássaro cantava alegremente ali pertinho. Suas penas
eram azuladas. E isso fez você lembrar-se de Krishna, o Senhor dos olhos de lótus, o avatar do azul do céu,
que sempre desce entre os homens e de formas sutis os guia para a Luz.

E aí você se tocou de que tudo começou com alguém perguntando: 'Você se lembra?...' - Essa era a voz sutil
de Krishna, o Mestre de todos os dharmas.

Por Ele, os seres da natureza lhe ensinaram as preciosas lições do

equilíbrio vital na senda. Agora, em Seu Nome, repasse esses ensinamentos para os seus irmãos de jornada
espiritual.

Que a 'Suprema Jóia do Discernimento' brilhe em sua consciência, em seus estudos e em seu trabalho de
esclarecimento e assistência espiritual, para sempre iluminar a senda e o coração dos homens, como quer o
Senhor Krishna."

P.S: Bom, cumprida a tarefa de grafar esse recado espiritual, agora vou deitar a carcaça no leito e pensar no
mantra "OM NANAR OM!".

Vou relaxar prestando atenção nessa luz azul dentro da testa e na minha própria respiração. E aí, vamos ver
o que rola lá fora...

Como diz um amigo meu, poeta brilhante: "Repousa a embalagem, projeta o conteúdo!"

Paz e Luz.

(Esses escritos são dedicados aos seguintes amigos e leais companheiros de dharma: Vítor Hugo França,
Emília França, Samuel da Silva, Dirce Bustamante, Joyce Montenegro, Lázaro Freire, Frank, Luis Medeiros,
Emílio Cid, Simone Schumacher, Vanderlei Oliveira, Ricardo Gafanhoto, Dunga, Ivan Salinas, Elza, Márcio
Janjacomo, Saulo Calderón, Luiz Otávio Zahar e tantos outros que agora não lembro, mas que o Espírito
Supremo conhece. Que Krishna ilumine os seus caminhos, pois vocês já iluminaram o meu com sua amizade
e alegria).
São Paulo, 01 de dezembro de 2005.

- Notas:

* Dharma (do sânscrito): dever, trabalho, mérito, programação existencial, meta elevada, virtude, benção,
ação correta, senda da luz.

* Avatar (do sânscrito): emissário celeste, ser de luz que desce para ajudar a humanidade.

* Chacra Frontal: é o centro de força situado na área da glabela, no espaço espiritual interno da testa. Está
ligado à glândula hipófise (pituitária) e tem relação direta com os diversos fenômenos de clarividência,
intuição e percepções parapsíquicas. É o chacra da aprendizagem e do conhecimento.

A LUZ QUE ENCHE OS CÂNTAROS DO CORAÇÃO ESPIRITUAL

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Amigo de fé, por obra e graça da FONTE ETERNA, o Céu lhe enviou um recado sutil. Receba-o com o
coração, em espírito e verdade.

"Você experimentou a pequena aurora, e o seu coração se derreteu de amor.

Os seus cântaros espirituais se encheram de generosidade...

Em lugar do poço do ego, surgiu a fonte de bênçãos sutis.

Então, você descobriu que o seu coração não era mais seu.

Sim, ele se tornara avatar de uma LUZ GENEROSA.

Por isso o seu peito virou sol!

E a festa da LUZ aconteceu mais uma vez.

Rico, por dentro, você quis compartilhar a riqueza com os outros.

Essa riqueza, que a traça não rói, e o tempo não destrói.

Mas, como falar de uma LUZ que não se vê com os olhos da carne?

Como compartilhar uma melodia que não se escuta com os ouvidos físicos?
Falar dessa LUZ para ouvidos moucos e egos cegos, que tarefa!

No entanto, o coração generoso insiste, em nome dessa mesma LUZ.

Ele foi tocado pela pequena aurora, e se derreteu de amor...

No centro da noite, você ouviu a voz do silêncio cantando.

A brisa noturna acariciou o seu rosto, e o prana do ar o saudou.

Em seu coração, alguém sussurrou ternamente:

'Se apenas a pequena aurora tornou o seu peito em sol, imagine o que a Grande Aurora poderia fazer com
você?

Se apenas um toque da LUZ encheu os seus cântaros de generosidade, pense no sol peitoral dos grandes
avatares.

Imagine o que Jesus carregava no peito, e ninguém entendia.

Pense no sol peitoral do Buda, cheio de compaixão pelos homens.

Imagine a energia dançando no peito de Krishna.

Pense: a pequena aurora tornou o seu coração em pequeno avatar do amor.

Contudo, quando for a hora da Grande Aurora chegar, o amor será maior.

O sol do samadhi brilhará no horizonte radiante do céu do seu coração.

E você perceberá o SOL dos sóis, a LUZ das luzes, o Brahman incomensurável.

Mesmo que os outros não entendam, você dirá novamente:

Aqui está o Brahman. Sim, aqui está o Brahman imperecível!

Quem compreende, o compreende.'

Amigo de fé e espírito,

Lá fora, na madrugada chuvosa, os raios cortam as nuvens cinzentas.

Dentro de você, os raios da pequena aurora cortaram o céu de seu coração.

E os seus cântaros se encheram de generosidade, pela graça da LUZ."

P.S.: "Amigo, você sabe:

Quando o coração fala ao coração, não há mais nada a dizer."


Paz e Luz.

P.S.: Texto inspirado pelos "Amigos de Ramakrishna".

- Wagner Borges -

São Paulo, 04 de março de 2006.

- Notas do sânscrito:

* Brahman: O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O amor Maior Que Gera a Vida. Na
verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz
chamá-lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.

* Avatar: emissário celeste; canal da divindade.

* Samadhi: expansão da consciência; consciência cósmica.

* Prana: sopro vital; força vital; energia.

* Os Amigos de Ramakrishna: são um grupo de amparadores extrafísicos ligados aos ensinamentos


universalistas de Paramahamsa Ramakrishna. Na verdade, são meus amigos de outras vidas e, de vez em
quando, aparecem para matar a

saudade e dar uns toques espirituais legais.

Certa vez, um deles me disse: "Sair do corpo é fácil. Difícil é ficar em paz, dentro ou fora do corpo."

Eles também me ensinaram essa verdade: "Dias ruins não são aqueles de tempestade, que até limpam a
atmosfera de fora, mas aqueles dias em que permitimos as pesadas nuvens da mediocridade toldando o céu
do coração, dentro de nós mesmos".

Agradeço a esse grupo de amigos pela amizade e pelos toques conscienciais pertinentes, que sempre me
ensinam muito.

- Paramahamsa Ramakrishna: mestre iogue que viveu na Índia do século 19 e que é considerado até hoje
um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma idéia de sua influência
espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia do século 20 se referiram a ele com muito respeito e
admiração, dentre eles o Mahatma Ghandi, Paramahamsa Yogananda e

Rabindranath Tagore.

* Para enriquecer esses escritos, reproduzo logo abaixo um texto antigo.

Talvez lendo-o em conjunto, possa rolar uma certa sinergia espiritual, que tornará a compreensão mais
clara. Afinal, quem compreende, o compreende!

ELA! A MÃE DAS ÁGUAS

(Quando a Luz Desce em Forma de Mulher)

- por Wagner Borges -

Mãe das águas,

Que sempre me toca no topo da cabeça

E me faz pensar no Grande Espírito.

Luz estelar em forma de mulher,

Você não vê diferenças entre os povos.

Nem separa o que é da Terra ou do Céu.

Em seu coração, o amor fez tudo ser um!

Quando você chega, tudo muda, e o meu coração ri.

No topo da cabeça, a luz violeta faz a festa no lótus das mil pétalas.

Fico igual criança, querida.

Criança de Manitu!*

Sei que você trabalha anonimamente, no silêncio do “Amor Que Ama Sem Nome”.

Mas, permita-me escrever algo sobre sua presença.

Não por crença ou devoção cega, mas pela luz serena que você emana a favor de todos.

Talvez outros sintam o seu perfume invisível nesses escritos.


Amiga dos homens, como é linda essa luz rosada que emana de seu coração e de suas mãos.

Os seus passos espirituais serenam minha mente e me fazem querer voar abraçado com você.

Sabe, foi o meu coração que a chamou de Mãe das Águas.

Mas ele não me explicou porque, só me disse: “É Ela!”

Então, passei a chamá-la assim também.

Querida, não tenho como colocar em palavras sua generosidade e sua gentileza.

No entanto, mesmo assim me arrisco a escrever algo.

Talvez outros corações sensíveis ao bem possam senti-la, invisivelmente, nestes escritos e digam,
embevecidos: “É Ela!”.

Mãe das águas**, valeu! Muito obrigado, por tudo!

- Essas linhas são dedicadas aos curadores de todas as áreas e linhas, que, com seus chacras e suas mãos
enchem os homens, da Terra e do Espaço, de luz e generosidade.

São Paulo, 08 de junho de 2007.

Notas:

* Manitu - designação que os índios algonquinos, da América do Norte, dão a uma força mágica não
personificada, mas inerente a todas as coisas, pessoas, fenômenos naturais e atividades. Ou seja, O Grande
Espírito. Para mais detalhes, favor ver o texto “Filhos de Manitu” – postado como texto 36 no ano de 1998 –
na seção de textos periódicos do site do IPPB: www.ippb.org.br.

** A Mãe das águas é uma entidade extrafísica muito amorosa, que aparece como uma bela mulher
indígena e que, ocasionalmente, se manifesta espiritualmente durante alguns trabalhos de assistência
espiritual que realizo em meu lar. Trata-se de uma especialista em manipulação de energias da natureza,
notadamente aquelas oriundas do elemento água – no caso, água doce, como aquelas de rios e cachoeiras.

Há um texto em que falo de uma experiência fora do corpo com ela, ocorrida no ano de 2003, quando eu
estava na cidade de Lugano, na Suíça, realizando um curso sobre as saídas do corpo para um grupo de
estudantes de Ioga da cidade. Reproduzo o mesmo na seqüência.

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O PROJETOR AZUL E DOURADO VI


O projetor azul e dourado despertou projetado fora do corpo nos planos sutis, em frente a uma cascata de
energia azul. Ali também estavam centenas de outros projetores e projetoras, de diversos lugares do
mundo, bem lúcidos quanto à sua condição projetiva. Todos ali tinham sido convocados àquelas paragens
luminosas por um mestre extrafísico que lhes daria algumas orientações em relação à iniciação espiritual e
aos trabalhos projetivos.

Bem no meio da cascata azulada surgiu uma passagem retangular dourada. Dela emergiu um senhor calvo e
de barbas brancas, vestido com uma túnica branca no estilo grego da época do sábio Sócrates. Sua figura
emanava aquela atmosfera respeitável dos antigos hierofantes dos mistérios gregos, mestres das iniciações
espirituais herdadas dos antigos hermetistas egípcios de tempos idos.

Em seguida, emergiu de dentro da passagem dourada uma jovem moça índia pele-vermelha. Ela estava
vestida à moda indígena norte-americana e deslizava sentada no ar, com as mãos unidas em frente ao
peito. Sua presença trouxe um certo perfume que todos os projetores sentiram como uma fragrância de
puro deleite suave.

Imediatamente, o projetor azul e dourado foi tomado de forte emoção, pois aquela era a maravilhosa
amparadora que já lhe havia aparecido em outras oportunidades e enchido o seu coração de amor
incondicional. No entanto, para preservar sua lucidez extrafísica, ele procurou acalmar suas emoções e
concentrou-se mentalmente num mantra suave dentro do coração: "Om Shanti, Om Shanti, Om Shanti…"

Naquele ambiente, os homens e mulheres projetados sentiam-se tocados por perfumadas ondas serenas de
amor. Algo lhes dizia interiormente que estavam recebendo eflúvios sutis que lhe escapavam aos sentidos
extrafísicos. Havia "graça" no ar.

Em silêncio respeitoso, eles apenas se entreolhavam com os olhos extrafísicos – paraolhos - brilhando no
reflexo de suas lágrimas suaves.

Aqueles homens e mulheres ali projetados , de olhos astrais coruscantes e semblantes enternecidos,
pareciam uma assembléia secreta de iniciados tocados pelo AMOR MAIOR QUE GERA A VIDA.

Os seus envoltórios físicos estavam adormecidos em lugares diferentes do plano físico, mas os seus
corações e mentes estavam interligados na mesma Luz espiritual. Os seus corações respiravam a mesma
essência sutil. E eles se sentiam em casa.

Enquanto a amparadora permanecia sentada no ar observando, o senhor de roupa grega dirigiu-se aos
projetores e disse-lhes mentalmente:

"Meus irmãos de jornada espiritual, é pela graça do Supremo Senhor da Vida que nos encontramos aqui,
nesse colóquio espiritual. Muitos outros gostariam de estar aqui também, mas vocês foram atraídos pelos
objetivos que já pulsavam em seus corações.

As jornadas para fora do carro somático são naturais e inerentes ao potencial do próprio espírito
reencarnado. Porém, o acesso aos planos sutis durante as jornadas extrafísicas é fruto dos pensamentos e
sentimentos nobres e éticos do viajante espiritual. Mediante as vibrações propagadas na própria aura
-psicosfera - do projetor, observa-se o seu nível espiritual e as condições energéticas do seu veículo
parassomático.
Com as credenciais dos bons propósitos evidenciadas em suas energias, o projetor recebe a assistência dos
mentores elevados, que providenciam o necessário aporte vibracional para sua passagem pelos portais inter-
planos, até os níveis extrafísicos de manifestação lúcida e serena.

Tal possibilidade de acesso a essas paragens elevadas constitui uma das grandes riquezas das viagens
espirituais. Portanto, cada um de vocês aqui presente é veículo de celestes numes e de sentimentos
nobilitantes que capacitaram sua chegada até este plano repleto de luz serena.

Valorizem a oportunidade e agucem os sentidos extrafísicos para registrar o máximo possível dos
apontamentos conscienciais que lhes serão passados pela nossa elevada amiga aqui presente nesse colóquio
de espíritos conscientes.

Antes, ainda, peço a todos que calem momentaneamente os questionamentos inerentes à própria
curiosidade intelectual e apenas recebam direto no coração as benesses dispensadas por essa amorosa
companheira que hoje nos agracia com sua augusta presença.

Percebam a importância do ‘silêncio mental’ na recepção das idéias elevadas e aquietem suas emoções. É
hora da integração do amor pacífico com a lucidez serena.

Abram o coração e a consciência ao influxo das ondas serenas gentilmente vertidas pela amparadora e irmã
na intenção do progresso consciencial de vocês.

É hora de vocês serem iniciados espiritualmente pelos toques da Mãezinha Serena.”

A seguir, ele se afastou um pouco, concentrou-se e uniu as mãos numa atitude de prece silenciosa. Em
torno dele surgiu uma aura dourada, e no centro de sua testa – paratesta - surgiu uma pequena jóia
azulada. Ao mesmo tempo, a amparadora dirigiu-se aos projetores e comunicou-se mentalmente:

"A iniciação espiritual é preencher a consciência de sabedoria, amor e luz integrados.

É sorrir em meio às dimensões e caminhar cheio de contentamento e confiança.

É vislumbrar os objetivos com olhar luminoso e tocar espiritualmente todos os seres.

É perceber a Luz Suprema brilhando em tudo.

É ser consciente da dança multicolorida das energias em todos os lugares.

É desvanecer qualquer névoa cinzenta nos pensamentos.

É dissolver os nós que seguram o divino potencial dentro de si mesmos.

É amar em silêncio e nunca se decepcionar com alguém.

É respeitar os limites dos outros e esforçar-se continuamente em transcender as influências psicofísicas.

É amar e bailar com a Luz.

É voar consciente e enamorado das energias generosas e cheias de vida e plenitude.

É sorrir no vôo e agradecer a graça do discernimento espiritual."


Sentada no ar, a Mãezinha Serena olhou ternamente para o grupo de projetores, como se quisesse tocar a
cada um deles individualmente. Como se eles fossem seus filhos queridos.

E cada um deles sentiu que estava recebendo uma benção muito especial.

Depois, ela recuou sentada no ar, fez um gesto de saudação a todos e entrou de volta na passagem
dourada em meio ao fluxo da energia azulada da cascata.

Logo a seguir, o mentor grego dirigiu-se para a mesma passagem. Porém, ele parou no meio dela, voltou-se
e ficou ali olhando o grupo.

Enquanto o seu corpo espiritual lentamente de desvanecia em meio ao dourado da passagem, ele ainda lhes
disse com lágrimas nos olhos:

"A Mãezinha Serena opera grandes milagres na natureza.

É portadora de bênções e aplaina o caminho para os buscadores da verdade.

Sua Luz perfura as camadas da ignorância e atrai os espíritos para as regiões da Luz.

O seu semblante é suave, e os seus olhos ardem de Amor sublime.

Ela irradia a sabedoria no âmbito das escolhas terrenas, e onde ela se manifesta, as consciências são
transformadas pelo seu toque de compaixão.

Meus irmãos de jornada espiritual, voltem para os seus envoltórios de prova e aprendizado na crosta da
Terra e compartilhem a bênção da Mãezinha Serena com os seus irmãos terrenos.

Lembrem-se do olhar terno que iniciou vocês nessa noite abençoada.

Pratiquem o bem sem exigir compreensão de ninguém.

A semente espiritual está em seus corações.

Reguem-na com bom senso, amor e alegria.

Trabalhem corretamente com as idéias espirituais em seus atos diários.

Sempre respeitem as opções alheias, mesmo que sejam diferentes das suas.

E diante das agruras e incompreensões do mundo, respondam com o silêncio que trabalha.

Agora, voltem para o carro somático sentindo o perfume espiritual da Mãezinha Serena."

Enquanto ele mudava de plano vibracional dentro da passagem, os projetores alçaram vôo e seguiram para
onde os seus corpos repousavam da lida terrena.

Eles voaram felizes de volta, pois o perfume da Mãezinha estava em seus corações para sempre. **

P.S.: Esses escritos são dedicados a todas as mães, encarnadas e desencarnadas, pois somente o coração
feminino é capaz de amar os filhos de forma muito especial.
No silêncio do olhar de uma mãe, o brilho do amor.

Em suas lágrimas, um universo de emoções desconhecidas dos homens.

Em seus seios, a seiva da vida.

Em seu abraço, o acalanto ao companheiro e ao filho.

Em seu coração, a prece à Mãe Divina.

Às mães de todos os lugares, Paz e Luz.

- Wagner Borges -

Lugano, Suíça - 19 de junho de 2003.

Notas:

* Os textos do “Projetor Azul e Dourado” fazem parte de uma série de textos projetivos que revela alguns
aspectos importantes na abordagem da projeção da consciência. Até o momento foram escritos sete textos,
que estão disponibilizados juntos em minha coluna do site do IPPB – www.ippb.org.br – no seguinte
endereço específico: http://www.ippb.org.br/modules.php?
op=modload&name=News&file=article&sid=2375.

* Hierofante - na tradição hermética é o mestre iniciador que toma sob seu comando a instrução e as provas
iniciáticas dos neófitos.

* Om Shanti - do sânscrito – paz divina.

Om: A vibração do Todo que está em tudo; o verbo divino. – Shanti: Paz espiritual.

* Mantra - do sânscrito – palavra oriunda de Manas: Mente; e Tra: Controle; liberação – Literalmente,
significa "Controle ou liberação da mente".

Determinadas palavras evocam uma atmosfera superior que facilita a concentração da mente e a entrada
em estados alterados de consciência. Os mantras são palavras dotadas de particular vibração espiritual,
sintonizadas com padrões vibracionais elevados. São análogos às palavras-senhas iniciáticas que ligam os
iniciados aos planos superiores.

Pode-se dizer que os mantras são as palavras de poder evocativas de energias superiores. Como as palavras
são apenas a exteriorização dos pensamentos revestidos de ondas sonoras, pode-se dizer também que os
mantras são expressões da própria mente sintonizada em outros planos de manifestação.
* Amparador - entidade extrafísica e positiva que ajuda o projetor nas suas experiências extracorpóreas;
mentor extrafísico; mestre extrafísico; companheiro espiritual; protetor astral; auxiliar invisível; guardião
astral; guia espiritual.

* Aura – do latim: aura, sopro de ar – halo luminoso de distintas cores que envolve o corpo físico e que
reflete energeticamente o que o indivíduo pensa, sente e vivencia no seu mundo íntimo; psicosfera; campo
energético.

* Projetor (a) – é a pessoa que se projeta para fora do corpo físico; viajante astral; viajante da alma; viajor
extrafísico; projetor astral; projecionista.

* Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas - que consiste na


projeção da consciência para fora de seu corpo físico.

Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo. / Projeção astral – Teosofia. / Projeção do corpo psíquico - Ordem
Rosacruz. / Experiência fora do corpo – Parapsicologia. / Viagem da alma – Eckancar. / Desdobramento,
Desprendimento espiritual ou Emancipação da alma - Espiritismo.

* Numes – vibrações sutis; energias superiores.

* Soma – do grego – corpo físico.

* Psique – do grego – alma.

* Psicossoma – veículo de manifestação pelo qual a consciência se manifesta no plano extrafísico; corpo
astral; perispírito; corpo espiritual; astrossoma; corpo dos desejos; corpo psíquico; corpo emocional; corpo
fluídico; corpo sutil; duplo astral.

CONVERSANDO SOBRE CRISES E MUDANÇAS INTERIORES

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(Resposta dos Amparadores à Seguinte Pergunta: "Por que alguém em crise projeta nos outros o motivo de
seus dramas, e raramente se toca de que é o causador de seus próprios problemas?")

Só se ofende quem quiser. Só se exalta quem quiser.


Quando alguém sabe o que está fazendo, a crítica não irrita, e o elogio não amplia o ego. Se o
discernimento é o comandante do raciocínio, o certo se faz certo, naturalmente.

Remoques e mágoas são manchas que muitos carregam dentro de si mesmos. O mais fácil é sempre colocar
a culpa dos próprios fracassos em alguém.

Muitos mudam de lugar ou de centro espiritual, mas, sem mudanças interiores, de que adianta ir de um
lugar para outro? As mágoas continuarão dentro, e os mesmos erros serão cometidos mais à frente, apenas
de maneiras diferentes.

Quem quiser mudar as provas cármicas (1) a que vem sendo submetido, que simplesmente mude suas
vibrações de irritação e observe por onde os seus pensamentos e sentimentos trafegam. Mudando-se a
vibração psíquica, mudam-se as energias e as condições de cada um. E tal mudança vibracional acarreta
novas condições, que gerarão outras causas, a que se seguirão naturalmente os efeitos correspondentes.

Muitos se revoltam diante das dificuldades, mas nada fazem para enfrentá-las com inteligência e
compreensão. Pelo contrário, revoltam-se contra a situação e descambam para climas psíquicos danosos,
que, por absoluta sintonia vibracional, atraem diversas entidades desencarnadas desequilibradas para seu
perímetro espiritual. Muitas obsessões de longo curso se iniciam assim.

É fundamental elevar a consciência acima das turbulências psíquicas, para haurir dos planos elevados as
inspirações benfeitoras e novos recursos invisíveis para superação das provas em curso. A prece sincera, a
meditação profunda, a reflexão ponderada sobre as coisas, a pulsação da luz nos chacras e na aura, e uma
atitude positiva e aberta para enfrentar as crises são recursos que cada um pode usar.

Em lugar da revolta, mente aberta para aprender algo com a crise.

Em lugar de apontar culpados pelos dramas, paciência para lidar consigo mesmo, o verdadeiro causador de
todas as coisas em seu universo interior.

Em lugar de lutar contra Deus, render-se a Ele, e investir mais no brilho de seus olhos.

Afinal, alguém de olhar opaco ou injetado de revolta não conseguirá gerar nada criativo como causa, e por
conseqüência direta, os efeitos serão negativos.

Cada efeito na vida é engendrado pelas causas postas em ação pela própria consciência. Melhorar as
causas, para melhorar os efeitos, é o que se tem a fazer, nada mais, nada menos. O resto é conseqüência
direta disso.

- Os Iniciados (2) -

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 10 de julho de 2004).

- Notas:

1. Carma (do sânscrito "Karma": "Ação"; "Causa"): É a lei universal de causa e efeito.

2. Os Iniciados: Grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente,
passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga adaptada aos tempos modernos e
direcionadas aos estudantes espirituais do presente. O grupo é composto por amparadores hindus, chineses,
egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos. Eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores
espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista.

Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles são "iniciados" em fazer o
bem sem olhar a quem.

OBS. Enquanto eu passava essas linhas a limpo, surgiu um dos espíritos da Cia. do Amor*, e me passou
espiritualmente o seguinte:

Algumas pessoas são tão tapadas, que nem adianta dar um toque direto nelas.

Elas sempre acham que aquilo que está sendo dito nunca é com elas.

Fingem que não entendem, camuflam mesmo a atenção, e ainda dizem:

- Conheço um monte de gente que precisaria ouvir ou ler isto!

Pois é, enquanto elas camuflam, o Dr. Carma ri, e avisa:

- Deixa comigo! Tô dentro!"

* A Cia. do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam
textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem humorados.
Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando
em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas
vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não
existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor. Os seus textos são simples e diretos,
buscando o coração do leitor. Para maiores detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver o livro
"Cia. do Amor - A Turma dos Poetas em Flor" (Edição independente - Wagner Borges), e sua coluna na
revista on-line do site do IPPB: www.ippb.org.br

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DANCE WITH MY FATHER II*

- Por Wagner Borges -

A canção da gente nunca acaba.

O universo nos escuta – e outras consciências também.

O que se passa em cada coração sempre permanecerá...

O cantor e a canção são expressões do mesmo Todo.


Cada ser tem sua beleza e sua canção, que viajam no infinito...

Dançamos com Nosso Pai, todo tempo, nas pistas do Eterno...

Bailamos com o Ancião dos dias dentro do coração.

Nós e Ele, no centro da vida, com as estrelas girando em torno.

Há canções secretas, que só Deus escuta.

Não há morte, só canções de Deus, bem vivas.

Cada ser é expressão imortal e musical d’Ele.

Dançamos com Ele, todo o tempo.

Sim, na Terra ou no Espaço, dançamos com Ele.

Dançamos com Ele... Ele... Ele... forever!

São Paulo, 10 de agosto de 2007.

Nota:

* A primeira parte desse texto está postada na seção de textos periódicos do site do IPPB – é o texto 764 –
www.ippb.org.br.

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NO REGAÇO DA MÃE DIVINA


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Amigo de minha alma,

Escuta o canto sutil

Da Mãe Divina

Em teu espaço.

Sorve os goles de luz

Que as amparadoras vertem no ar

Em prol da Bem-Aventurança

Que te guia na jornada do Dharma (1).

Segue o canto...

Lembre-se de Surya! (2)

Um sol de amor...

Em seu coração.

Reparte o pão da alma

Entre aqueles que a vida te trouxe

Nas reuniões espirituais.

Esse é o desejo da Mãe Divina.

Quem te protege no Dharma,

Veste o teu ser de pura luz

Na coroa do sol da cabeça.

Om Suryaya Namah!

Sorve os goles de luz,

Enche o teu peito de amor,

Propague a mensagem espiritual.


Esse é o desejo da Mãe Divina.

Naquelas alturas que te inspiram,

Por onde o teu espírito viaja

E o teu coração sonha,

Reside a força que te move.

Medita nessas alturas!

Lembra-te de tua casa real.

Sorve os goles de luz

E viaja no canto...

Mais alto que o céu,

Além do sol e da lua,

No âmago das estrelas,

A Mãe te espera, após a senda.

Ela se apresenta de muitas formas,

Mas não tem forma.

É Luz e Amor dançando

Dentro do peito que é justo.

São muitos os seus nomes,

No Oriente e no Ocidente,

Mas ela é o Amor Que Ama Sem Nome

E afaga as estrelas em seu regaço.

Yemanjá, Maria, Kuan-Yin, Mátaji,

Ananda, Lakshmi, Sarasvati, Parvati,

Kali, Jagadamba, Uma, Devi, Durga,


Ou apenas Mãe...

O seu amor jamais será contido por nomes

Ou por convenções humanas,

Pois Ela é todas Elas... e mais todos os seres.

Só Ela é que sabe o que É!

Ela é que decide de que jeito aparece,

Pois está em todos os jeitos.

É com Ela que tu sonhas...

Nela tu viajas além...

Escuta o canto, alma amiga.

Sente a energia das presenças espirituais

Que trabalham por Ela no mundo.

Sorve os goles de luz.

O sol no centro do teu peito,

A luz na coroa de tua cabeça,

As tuas mãos em doação amistosa,

E tua alma em prece.

Canta com o teu coração

A canção que a Mãe te ensinou.

Lembra-te das estrelas que ela te deu,

E compartilhe o brilho delas com os homens.

Para a Mãe, tu és eterna criança.

Tu não percebes a presença Dela,

Mas Ela te guia todo o tempo,


Mesmo quando tu estás inconsciente.

Ela sabe dos teus gostos e inclinações,

Antes mesmo que tu penses em algo.

Ela ri por isso, e jamais te julga,

Só te ampara na jornada.

Por Ela os sábios cantaram a glória,

Os poetas se inspiraram, os Ghandarvas (3) tocaram,

E assim o mundo veio a existir

Em seu sonho de luz, numa eterna canção.

Escuta a canção em teu peito, alma amiga.

Ela fala do amor incondicional e de pacificação.

É a canção que os mestres escutam e se inspiram.

Ela vem das alturas em teus centros vitais.

Alma amiga, cumpre o teu Dharma!

Ajuda os teus companheiros no cumprimento do deles.

Compartilha com eles o suprimento divino

Que a Mãe te deu para a jornada.

Do alto da cabeça aos pés,

Do coração à cabeça,

Do Alto em tua alma,

É a Mãe Divina que te guia!

Que a Mãe Divina abençoe o Dharma de cada um, na Terra ou no Espaço (5).

Om Shakti Namah! (4)


- As Servas da Mãe (5) -

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 30 de junho de 2004.)

- Nota de Wagner Borges:

As Servas da Mãe são um grupo de amparadoras hindus que trabalha sob os auspícios das vibrações da Mãe
Divina. São entidades muito amorosas e costumam agir em silêncio, nos bastidores espirituais, sempre
amando, quietinhas, vertendo as luzes da compaixão em todos os corações.

Esse texto foi direcionado originalmente para os 120 participantes do grupo de estudos e assistência
espiritual do IPPB. Estou disponibilizando-o em aberto, para todos, devido aos sentimentos sublimes
embutidos em suas linhas e, também, porque estão inseridos alguns toques e sugestões de práticas
energéticas com os chacras em alguns trechos.

Sugiro ao leitor que leia com atenção (e coração), e capte o que essas amparadoras inseriram
espiritualmente nas palavras. Há recursos secretos e amorosos nesse texto, mas é preciso "ver com os olhos
do espírito e com as luzes do coração".

Como ensinavam os antigos sábios hermetistas no antigo Egito: "O INEFÁVEL É INVISÍVEL AOS OLHOS DA
CARNE, MAS É VISÍVEL À INTELIGÊNCIA E AO CORAÇÃO!"

- Notas do sânscrito:

1. Dharma: dever, mérito, trabalho, programação existencial, meta superior, ação virtuosa, benção, atitude
sadia.

2. Surya: sol espiritual - evocado no mantra Om Suryaya Namah!

3. Ghandarvas: cantores celestes, devas (divindades) da música, anjos da música.

4. Om Shakti Namah!: é um dos mantras de evocação da Mãe Divina no contexto hinduísta.

5. Enquanto digitava essas linhas, lembrei-me de um texto postado em 2002.


Estou inserindo-o na seqüência, para enriquecer esses escritos de hoje.

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ÁRVORES ESPIRITUAIS E FRUTOS ANANDA

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(Texto publicado originalmente na Revista "Sexto Sentido" - Número 31 - 2002)

Um dos ensinamentos de Ramakrishna de que mais gosto é um que diz o

seguinte: "Quando a árvore está cheia de frutos os seus galhos curvam-se sob o peso dos mesmos em
direção ao chão e tornam-se acessíveis a quem passa por ali. De forma semelhante, quem está cheio de
frutos de luz no coração curva os seus galhos luminosos e torna os frutos de sua luz acessíveis a quem
passar pelo perímetro de sua vida."

Os avatares* são árvores frondosas cheias de frutos espirituais e curvam os galhos de seus ensinamentos
aos homens de todos os caminhos. Quem colhe esses frutos e enche a cesta de seu coração com eles
experimenta o sabor de ananda.**

Krishna trouxe ao mundo os frutos do dharma.*** Sidarta Gautama, o Buda, trouxe os frutos da serenidade.
E Jesus trouxe os frutos do amor incondicional.

Esses caras fantásticos baixaram os galhos espirituais e ofereceram só frutos de sabedoria aos homens.
Porém, esses não os compreenderam, e em lugar de se deleitarem com a ananda daqueles frutos, ainda
plantaram e cultivaram as pequenas árvores das religiões e seus galhos enroscados de dogmas e
fundamentalismo.

Mesmo assim, os avatares continuam oferecendo os seus frutos aos homens de boa vontade de todos os
lugares e condições.

Quem for sábio, que encha de frutos-ananda as cestas de seus corações. E que a fome de amor seja saciada
plenamente.

Paz e Luz.

- Wagner Borges -
São Paulo, 22 de maio de 2002.

- Nota:

Escrevi essas linhas logo após meditar na simplicidade espiritual dos ensinamentos de Paramahansa
Ramakrishna e de lembrar-me de algo que ele disse-me antes que eu entrasse na carne para essa vida
atual: "A Luz é a Luz, não tem confusão nisso. Os avatares operam nela e por ela. Não há como errar: é só
seguir a Luz dentro de seu coração. Mesmo que as trevas rondem por fora, a Luz o guiará por dentro. E
onde ela estiver, os avatares oferecerão os frutos da bem-aventurança.

A Luz espiritual não confunde, só ilumina e inspira. Ela é o seu único mestre, pois vem de Brahman, a Luz
de todas as luzes."****

- Notas do sânscrito:

* Avatares (do sânscrito): "Emissários Divinos"; "Canais da Divindade"; "Mensageiros Celestes que levam
aos mundos densos as luzes do amor".

** Ananda (do sânscrito): "Bem-Aventurança"; "Êxtase".

*** Dharma (do sânscrito): "Dever"; "Trabalho"; "Missão"; "Mérito".

**** Brahman (do sânscrito): "O Todo"; "Deus"; "O Grande Arquiteto do Universo"; "O Absoluto"; "O
Supremo"; "O Pai-Mãe de todos".

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MÃE DIVINA – O VENTO DO ESPÍRITO

(Quando a Magia do Amor Viaja na Noite dos Homens)

Ah, Mãe!

É madrugada na grande metrópole cinzenta.

É uma noite silenciosa, mas a Magia está no ar.

Quem vê e ama, sabe: é Magia de Amor.


E quem sabe, vê com o coração... Porque sente o Seu coração.

Os Seus Guias de Luz* estão operando em silêncio, como sempre.

E eles são de todas as linhas espirituais, unidos pelo Amor.

Sua bandeira é a da UNIÃO. E o Vento do Espírito a sustenta no alto.

Ah, Mãe!

Eles descem do Céu em Seu Nome. E os seus olhos brilham tanto...

E eu os vejo na noite... Eles parecem anjos abraçando aos homens.

Sim, aqueles homens sem fé e sem coragem, que não se lembram da Luz.

Mesmo assim, eles os abraçam como irmãos queridos, por Sua causa.

E eu os vejo, enquanto meu coração se derrete de Amor.

E eu sei que é por Sua causa que tudo rola, dentro e fora do corpo.

É por Sua causa que os vejo e lembro-me de algumas canções.

Ah, Mãe!

Faz frio na noite, mas eu sinto o Seu abraço aquecendo-me o espírito.

Penso no mundo e nos homens de todas as raças, lugares e condições.

E faço uma prece por todos eles, meus irmãos de jornada terrena.

E também por aqueles que voaram nas asas da morte, de volta para casa.

E por aqueles que estão nascendo no mundo hoje, para novas jornadas por aqui...

Então, sinto-me ligado aos Seus Guias de Luz, como irmão da jornada deles também.

E meus olhos ganham brilho também, enquanto a música rola e me inspira**.

Ah, Mãe!

Eu penso no Eterno... Enquanto minha mente viaja, algures, no Seu infinito...

E eu sinto outros olhos brilhando no espaço, também na mesma jornada de Amor.

Sim, outras consciências que moram em outros orbes; Seus filhos, meus irmãos.

E eles também viajam no Vento do Espírito, no cerne das estrelas, por Sua causa.

O céu está escuro e nublado, mas eu os vejo, além... Com meu coração.

Enquanto a noite avança, tudo acontece... E Sua assistência secreta rola serena...
E eu, aqui, junto nessa jornada, por Sua causa; no Vento do Espírito.

Ah, Mãe!

Eu sinto o Seu Coração dentro do meu coração, e o Amor cantando por aí...

E, no meio da madrugada, eu começo a rir, igual criança diante do infinito...

E eu me lembro de Paramahamsa Ramakrishna, que, um dia, me disse:

“Eu entreguei o seu coração à Mãe. Nunca se esqueça disso. Viaje com Ela...”

E eu penso nisso, enquanto a música rola... E o meu coração murmura o Seu Nome.

Lá fora, os Seus Guias de Luz continuam sua tarefa, sem que o mundo os veja.

E eu oro, enquanto o meu coração murmura... “Mãe, tudo é Seu, inclusive eu.”

P.S.:

Ah, Mãe!

Hoje alguém me pediu ajuda espiritual para uma mãe desesperada.

Eu não sei quem é ela, e nem qual é o problema do seu filho.

Só sei o que sinto... Então, peço-Lhe que ajude a ambos.

Ilumine a esse filho e a essa mãe; leve-os para dentro do Seu Coração.

O meu coração é pequeno, mas o Seu é o Lar do Amor e da Grandiosidade.

Que os seus Guias de Luz visitem a eles nessa noite, onde a Magia está no ar.

E quem vê e ama, sabe: é Magia de Amor.

Mãe, obrigado, por tudo.

(Dedicado a Paramahamsa Ramakrishna e Sarada Devi***).

- Wagner Borges – no Fogo do Espírito, admirado, e cada vez menor diante de um Amor Infinito...

São Paulo, 27 de junho de 2009.

- Notas:
* Guias de Luz – amparadores extrafísicos; benfeitores espirituais; protetores astrais; mentores espirituais;
tarefeiros espirituais.

** As músicas que eu estava ouvindo são do CD que é a trilha sonora do filme “Um Homem de Família”
(“The Family Man” – com os atores Nicholas Cage e Tea Leone; ano: 2000). A 1ª faixa é uma bela canção
do vocalista inglês Seal (“This Could Be Heaven”). E a 5ª faixa também é emocionante (de Edward Mccain –
“I Don’t Know How I Go By”).

*** Paramahamsa Ramakrishna: mestre iogue que viveu na Índia do século XIX e que é considerado até
hoje um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma idéia de sua
influência espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia do século XX se referiram a ele com muito
respeito e admiração, dentre eles o Mahatma Ghandi, Paramahamsa Yogananda e Rabindranath Tagore.

Sarada Devi era sua esposa e fiel companheira de trabalho espiritual.

__._,_.___

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DANÇANDO COM A MÃE DIVINA

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(Quando a Flor Vermelha Desabrocha no Coração)

No meio da tarde ensolarada, Ela apareceu de surpresa.

Saudou-me e tocou meu ombro direito carinhosamente.

Sorrindo e olhando diretamente em meus olhos, ela dançou.

Contente, observei seus movimentos leves e suaves.

Que mulher linda! Que graciosidade! Que presente vê-la!

Então, Ela entrou em mim, fundindo-se na minha energia.

E os meus chacras começaram a pulsar junto com ela.

Ou, melhor dizendo, começaram a dançar com ela.

Por sua graça, uma flor vermelha se abriu em meu coração.

Uma suave alegria tomou conta de todo meu ser.

Encantado, agradeci a Ela pelo presente sutil.

Dentro de mim, Ela apenas ria e dançava.

E algo intuitivo me disse que a vida é isso:


Movimento contínuo, dança, alegria e flexibilidade.

No movimento vital, a experiência.

Na dança, celebração.

Na alegria, a festa da vida.

Na flexibilidade, a quebra do ego.

Sim, Ela veio aqui e entrou em mim.

E agora, tudo é festa, pois a Grande Mãe está aqui.

Parvati, Kali, Jagadamba, Durga, Devi... são tanto os seus nomes.

Mas, aqui e agora, é somente minha Mãe querida, que dança nos meus chacras.

Om Jai Jai Ma!

P.S.:

Certa vez, Paramahamsa Ramakrishna me disse:

"A Mãe Divina não é apenas mãe de todos.

Ela também é irmã-amiga-parceira-amante e confidente fiel.

Quando quiser energia e alegria, busque-a no cantinho mais secreto:

Vá direto ao coração, o lugar de que Ela gosta.

Se você for sincero e humilde, Ela lhe dará uma flor vermelha.

E aí, uma onda de amor arrebatará sua consciência para o samadhi.

A Mãe Divina é o seu escudo. Caminhe com Ela nas ondas do amor."

Ele disse isso e, em seguida, sorrindo daquele jeito dele, entrou em

samadhi.

Hoje eu compreendo o que o mestre da simplicidade tentou me ensinar.

Sim, hoje a flor está aqui, aberta em meu coração.

Por obra e graça Dela, A Mãe Divina, minha mãe querida.

Obrigado, Mãe. Obrigado, Ramakrishna.

Paz e Luz.
(Esses escritos são dedicados às minhas grandes amigas de Salvador: Regina, Raquel, Juliana, Loren, Néa,
Eliana, Nina e Sizenanda).

- Wagner Borges -

Salvador, 31 de janeiro de 2006.

Notas do sânscrito:

- Chacras: são os centros energéticos do corpo sutil.

- Samadhi: expansão da consciência, consciência cósmica.

- Om Jai Jai Ma: saudação à Mãe Divina; vitória com a Mãe Divina.

- Paramahamsa Ramakrishna: mestre iogue que viveu na Índia do século 19 e que é considerado até hoje
um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma idéia de sua influência
espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia do século 20 se referiram a ele com muito respeito e
admiração, dentre eles o Mahatma Ghandi, Paramahamsa Yogananda e Rabindranath Tagore.

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MÃE DIVINA - A MATRIZ DOS SÓIS - Wagner Borges -

Mãe, no grande vazio Te encontrei.

Ali, no meio da escuridão primordial,

O Teu Verbo Divino fez a luz acontecer.

O Teu mantra (1) explodiu em vida e florescência!

Tu engendrastes a vida e toda manifestação.

Tu, ó criadora do tempo!

E, no final dos eons, tudo voltará a Ti!

O escuro primordial e a luz são dois lados de Ti mesma.


Tudo veio do Teu ventre!

E tudo voltará a ele.

Em Teu escuro primordial está a matriz dos sóis.

Tua lâmina do discernimento só corta o ego.

Enquanto os tolos temem Tua ação, os sábios Te agradecem.

Os tolos só vêem o vazio escuro e frio, e tremem...

Contudo, os sábios vêem a matriz dos sóis,

E entram em samadhi...(2)

Mãe, com os olhos da carne eu vi um cadáver.

Mas, com o olho espiritual eu vi o espírito se desprendendo.

Embaixo, as pessoas choravam; em cima se abriu um túnel de luz.

Então, o espírito entrou nele e voltou para o Teu ventre.

Houve um enterro; dias depois, um discurso e um ritual religioso.

No entanto, o espírito não estava presente nesses eventos.

Ele estava em Teu ventre, para além da cegueira sensorial...

Ele estava na matriz dos sóis!

Na Terra, ficou o casulo da lagarta (o cadáver);

Em Teu ventre, a borboleta (o espírito) abriu as asas.

Embaixo, as pessoas falavam de morte e tremiam...

Em Teu ventre, o espírito alçava vôo para outras realidades...

P.S.:

Mãe, abençoe os que tremem e dê-lhes confiança.


Abençoe os que voam, para que eles desdobrem as camadas interdimensionais e descubram novas luzes em
Teu infinito.

Abençoe os sábios, que sempre a Ti agradecem, por tudo.

E, abençoe esses escritos, para que eles levem, além da limitação das palavras, o Teu Amor a outros
corações sensíveis às luzes espirituais.

Paz e Luz.

São Paulo, 13 de setembro de 2006.

Notas do sânscrito:

1. Mantra - palavra oriunda de "Manas": Mente - e "Tra": Controle. - Literalmente, significa "Controle da
mente".

Determinadas palavras evocam uma atmosfera superior que facilita a concentração da mente e a entrada
em estados alterados de consciência. Os mantras são palavras dotadas de particular vibração espiritual, pois
são palavras sintonizadas com padrões vibracionais elevados. São análogos às palavras-senhas iniciáticas
que ligam os iniciados aos planos superiores.

Pode-se dizer que os mantras são as palavras de poder evocativas de energias superiores. Como as palavras
são apenas a exteriorização dos pensamentos revestidos de ondas sonoras, pode-se dizer também que os
mantras são expressões da própria mente sintonizada em outros planos de manifestação.

2. Samadhi - expansão da consciência; consciência cósmica.

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NAS VAGAS DE AMOR SECRETO DA MÃE DIVINA

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Mãe Divina,

Abençoe mais essa atividade espiritual, que não é nossa, mas Sua!

Interpenetre os nossos centros vitais, os nossos pensamentos, sentimentos e energias.

Que nossos chacras sejam Seus!


Mãe,

Entra em nossos ossos, nosso sangue, nossas células e enche de amor os nossos corpos.

Faz de nós os seus avatares*, para que a Sua Luz verta a favor do bem de todos.

Cinge nossas cabeças com a sabedoria, unge nossos corações com a compaixão e transforma os nossos
corpos em templos vivos de paz e de luz.

Mãe,

Vem deslizar em todos nós, em nossas águas vitais, com a embarcação do Seu Amor.

Senhora da luz e das águas curativas abre os portais celestes e verte as essências de amor incondicional
sobre a humanidade.

Une os nossos corações ao Seu Coração!

Semeia tudo de bom no terreno de nós mesmos, no centro do espírito.

Mãe Divina,

Que assume muitas formas, de acordo com a Sua vontade (Kwan-Yin, Maria, Yemanjá, Jagadamba, Kali,
Ananda, Mataji e tantas outras deusas maravilhosas), abençoe mais esse trabalho espiritual.

De toda forma, ou sem forma alguma, A Senhora é só amor incondicional.

Todos nós, aqui presentes, encarnados e desencarnados, terrestres e extraterrestres, anjos e homens,
somos os seus filhos queridos.

Mãe,

Esse trabalho espiritual é Seu, e nós também!

(Dedicado a Paramahamsa Ramakrishna**).

Om Shakti Namah!***

P.S: Esses escritos foram feitos um pouco antes do início da 2ª fase do curso de Bioenergia, Aura e Chacras,
realizado no IPPB por cerca de 60 pessoas. Inspirado pela atmosfera espiritual de amor que interpenetrava o
ambiente, abri o coração e registrei de improviso essa prece à Mãe Divina. Não pensei, apenas deixei o
coração expressar aquilo que não se entende nem se explica por parâmetros técnicos, só se sente no centro
do espírito. E, quando o coração fala ao coração, não há mais nada a dizer.
- Wagner Borges -

São Paulo, 13 de agosto de 2005.

- Notas:

1. Avatares (do sânscrito): emissários celestes; canais da Divindade; emissários do Amor Supremo.

2. Paramahamsa Ramakrishna: mestre iogue que viveu na Índia do século 19 e que é considerado até
hoje como um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma idéia de sua
influência espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia do século 20 se referiram a ele com muito
respeito e admiração, dentre eles o Mahatma Ghandi, Paramahamsa Yogananda e Rabindranath Tagore.

3. Om Shakti Namah (do sânscrito): saudação e reverência ao Poder da Mãe Divina.

MÃE DO AMOR – LUZ DOS INICIADOS

Que Amor é esse?

Que derrete o coração...

Que inspira a compaixão e o perdão...

Que liberta os espíritos de antigas correntes...

Que dissolve os malefícios que ninguém vê...

Que Amor é esse?

Que trabalha em silêncio, abraçando o mundo...

Que faz o bem sem olhar a quem...

Que ilumina os músicos e os poetas...

Que embala a expansão da consciência dos sábios...

Que Amor é esse?

Que faz a canção da vida acontecer...

Que dissolve os pesados véus das ilusões...

Que cura os homens e os espíritos...

Que desce do Céu e se propaga invisivelmente...

Que Amor é esse?

Que não julga a ninguém e nem proclama superioridade alguma...


Que não tem nome e nem pertence a grupo algum...

Que não vê cor de pele, sexo, religião ou condição social de ninguém...

Que viaja serenamente, sempre equilibrando e chamando para a Luz...

Que Amor é esse?

Que está em cada estrela e, também, em cada grão de areia...

Que conhece cada coração e a tudo e a todos compreende...

Que criou as flores e os homens, as galáxias e os golfinhos...

Que faz pensar no Eterno...

Que Amor é esse?

Que gera o sopro vital que anima a todos os seres...

Que ilumina as reuniões espirituais voltadas para climas sadios...

Que regenera os caminhos e abre novas chances para todos...

Que está aqui, e só pede que os corações se abram na Luz...

Que Amor é esse?

Que nos fez vir aqui, mais uma vez, em nome do Eterno...

Que abraça a todos nós, encarnados e desencarnados...

Que vem como uma Mãe secreta, por entre os planos...

Que nos faz querer o bem do mundo...

Que Amor é esse?

Que está aqui e une estudantes e trabalhadores espirituais na mesma egrégora*?...

Que nos trouxe até aqui, em espírito e verdade...

Que envolve tudo numa massa de luz rosada...

Que sorri e ama em silêncio...

Que Amor é esse?

Que é a Mãe de todos nós...


(Dedicado aos aspectos da Mãe Divina de todas as culturas: Yemanjá, Maria, Sarasvati, Lakshmi, Parvati,
Kuan-Yin, Kali, Durga, Jagadamba, Deméter, Diana... E, também, a todas as mães encarnadas, responsáveis
e conscientes da tarefa que o Eterno lhes deu: a de educar Seus filhos, estrelinhas espirituais, como se
fossem crianças delas, com amor e dedicação.)

P.S.: Esses escritos foram feitos no salão do IPPB, um pouco antes de uma reunião do grupo de estudos e
assistência espiritual. Enquanto o pessoal chegava e se ajeitava nas cadeiras, eu percebia, pelas vias da
clarividência, a ação silenciosa e serena de uma presença espiritual elevada, que permeava a todos,
encarnados e desencarnados, com uma massa de luz rosada, que era puro amor incondicional. E essa
presença era como uma Mãe Divina abençoando seus filhos na jornada espiritual e humana...

Tomado de admiração e alegria, escrevi essas linhas, para registrar o lance extrafísico. Depois, ainda sob
forte emoção, li o texto para os 120 participantes da reunião. E, agora, estou disponibilizando-o em aberto
para todos. Pode ser que sua leitura seja útil para outros grupos de estudantes e trabalhadores espirituais,
inspirando algo bom em suas jornadas...

Paz e Luz.

- Wagner Borges – mais espiritualista do que nunca...

São Paulo, 28 de janeiro de 2009.

- Nota:

* Egrégora - do grego “Egregorien”, que significa “velar”, “cuidar” - é a atmosfera coletiva plasmada
espiritualmente num certo ambiente, decorrente do somatório dos pensamentos, sentimentos e energias de
um grupo de pessoas voltado para a produção de climas virtuosos no mundo.

É a atmosfera psíquica resultante da reunião de grupos voltados para trabalhos e estudos baseados na LUZ.
Pode-se dizer que toda reunião de pessoas para a prática do Bem e da Virtude - independentemente de
linha espiritual - forma uma egrégora específica, uma verdadeira entidade coletiva luminosa, à qual se
agregam várias outras consciências extrafísicas alinhadas com aquela sintonia espiritual para um trabalho
interconsciencial.

Provavelmente foi por isso que Jesus ensinou: "Onde houver dois ou mais em meu nome, aí eu estarei."

Muitos dizem que não se deve misturar egrégoras de trabalhos diferentes, porém, quando o Amor se
manifesta, desaparece qualquer ideologia doutrinária, e só fica o que interessa: a LUZ.

No dia em que os homens despertarem para climas mais universalistas e cosmoéticos, com certeza esse
mundo será melhor de viver.
Viva a LUZ, pouco importa o nome, o grupo ou a doutrina que fale dela. E viva os mentores espirituais que
ajudam a todos, independentemente de credo, raça ou cultura esposada.

AS EXPERIÊNCIAS FORA DO CORPO E A MEDIUNIDADE

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(Texto Atualizado e com Notas de Rodapé Adicionais)

- Por Wagner Borges -

Resolvi contar algumas das minhas experiências pessoais, objetivando dar ao

leitor maiores informações sobre a minha trajetória espiritual e sobre os

eventos que culminaram na publicação do meu primeiro livro, o "Viagem

Espiritual" (1).

O livro nasceu de uma série de experiências parapsíquicas que se iniciaram

comigo no ano de 1977. Naquela época, eu tinha quinze anos de idade e era um

jovem como outro qualquer. Tinha os questionamentos íntimos característicos

da idade, mas, duas perguntas de difícil resposta predominavam na minha

mente de adolescente: existiria vida depois da morte? E, com tantas estrelas

no Universo, existiria vida extraterrestre?

Apesar de ter essas perguntas na cabeça, nunca havia lido nada a respeito

desses assuntos. Contudo, numa noite quente, típica do verão carioca,

comecei a vislumbrar alguns indícios de que havia uma outra realidade, além

daquela que eu percebia normalmente.

Eu havia deitado por volta da meia-noite, no sofá da sala, e estava

literalmente exausto, pois trabalhava durante o dia e estudava à noite. Caí


no sono instantaneamente. Horas depois, despertei abruptamente e, com grande

surpresa, descobri que não estava mais deitado no sofá, mas sim voando em

alta velocidade por sobre o oceano. Isto é, estava ocorrendo comigo um

fenômeno parapsíquico que posteriormente eu viria a conhecer com o nome de

"experiência fora do corpo" ou "viagem astral".

Durante a experiência, a sensação de leveza e liberdade era indescritível.

Do mar, exalavam ondas de energia que me interpenetravam e me deixavam com

uma sensação de vigor nunca antes experimentada. O mais marcante nisso tudo

era a sensação de liberdade plena que me invadia. Era tão forte que perdi o

controle sobre mim mesmo. Fui tomado, então, por uma euforia arrebatadora e,

ébrio de alegria, comecei a fazer piruetas no ar.

Repentinamente, tomei um puxão pelas costas e fui bruscamente succionado

para trás em alta velocidade (2). Foi tão rápido que, por um instante, me

senti desfalecer, para logo em seguida ter a sensação de que estava caindo

de grande altura. Momentos depois, me senti literalmente "caindo" dentro do

corpo físico, ou, melhor dizendo, me fundindo nele, que sofreu uma forte

repercussão na hora da minha reentrada. Abri os olhos imediatamente, e notei

com clareza a diferença entre o estado extracorpóreo que eu experimentara e

o estado de vigília física no qual me encontrava agora.

Diante da leveza e liberdade experimentada, o corpo me parecia agora uma

pesada "prisão de carne". Esse restringimento era flagrante devido a três

coisas: o peso do corpo, a sensação de estar comprimido dentro dele e a

obrigatoriedade da respiração.

Passei o resto da madrugada tentando entender o que havia acontecido. Em

nenhum momento tive dúvida do que tinha experimentado; apenas não encontrava

uma explicação adequada para o fato.


A partir dessa noite, o mesmo fenômeno se repetiu várias vezes em noites

diferentes, chegando a acontecer numa média de até duas vezes por semana. E

sempre espontaneamente, sem que eu fizesse nada para que aquilo acontecesse.

Cerca de um ano depois, o fenômeno se intensificou e passou a acontecer

quase todas as noites. Numa dessas vezes, tomei um grande susto: acordei no

meio da noite e não consegui mexer meu corpo. Por mais que eu tentasse, não

conseguia mover sequer um dedo. A situação era angustiante. Parecia que algo

invisível me tolhia os movimentos. Era como se houvesse um torno invisível

me prendendo e pressionando de todos os lados. Tentei gritar, mas a voz não

saía. Tentei ao menos abrir os olhos, mas também foi em vão (3). De repente,

sem que eu tivesse feito nada para isso, senti-me flutuar para fora do corpo

imóvel. Virei em pleno ar, cerca de uns três metros acima do corpo físico, e

olhei-o estendido lá embaixo, na cama. Ele estava na posição de decúbito

dorsal (barriga para cima) e, sinceramente, parecia pálido e sem vida, como

se fosse um cadáver. Ao pensar nisso, fiquei seriamente preocupado: e se

realmente eu tivesse morrido?

Fui, então, pedir ajuda aos meus pais. Atravessei a porta do quarto e os vi

deitados na cama. Tentei chamá-los, mas foi em vão. Eu era invisível e

intangível para eles. Voltei para o meu quarto e ao chegar perto do meu

corpo fui literalmente sugado energeticamente para dentro dele. Abri os

olhos e não dormi mais naquela noite, com medo de que aquela paralisia

acontecesse novamente.

Com o passar do tempo, fui me acostumando com aquelas experiências e tratei

de observá-las melhor. Graças a isso, pude estudar minuciosamente as várias

facetas desse fenômeno, chamado de "experiência fora do corpo".


Nesse ínterim, passei a buscar informações sobre aquela experiência. Nessa

busca, deparei-me com uma infinidade de pessoas que falavam muito, mas não

explicavam nada. Religiosos diversos me diziam que aquilo era coisa do

demônio. Espíritas tentavam me converter, ocultistas me diziam que aquilo

era muito perigoso e que eu poderia até morrer numa daquelas experiências

(4).

Comecei, então, a procurar na literatura espiritualista livros que

abordassem aquela experiência extrafísica. Comprei os livros básicos sobre o

assunto (5) e mergulhei fundo no estudo dos mesmos. Com mais informações,

comecei a entender melhor o que estava acontecendo comigo. A partir daí, fui

desenvolvendo um certo controle sobre aquelas experiências e,

gradativamente, comecei a induzi-las conscientemente.

De experiência em experiência, fui me aprimorando e aprendendo muito sobre

viagem astral. Pude observar por várias vezes (e até tocar) o cordão de

prata (6), sua cúpula energética, seu mecanismo de tração e sua pulsação

energética. Analisei em mim mesmo várias sensações da saída astral

consciente, tais como: decolagem do psicossoma, sensação de estufamento da

aura (ballonnement), estado vibracional e outros (7).

Ao mesmo tempo em que me desenvolvia sozinho, procurei me aprofundar no

estudo do Espiritualismo. Comecei a devorar todos os livros que caíam em

minhas mãos. Lia de tudo: Ocultismo, Espiritismo, Umbanda, Cabala, Ioga,

Teosofia, e outros.

Aos 18 anos, comecei a me encontrar, fora do corpo, com espíritos

desencarnados, principalmente um "médico astral", chamado Luiz Raphael, que

passou a me guiar em trabalhos de assistência extrafísica.


Com o passar do tempo, outros espíritos foram aparecendo e me ensinando

várias coisas, dentre eles, um outro médico chamado André Luiz (8). Ao mesmo

tempo, fui encontrando outras pessoas que também faziam e estudavam a

projeção astral (9), dentre elas o Dr. Waldo Vieira, com quem estudei e

aprendi durante muitos anos.

Paralelamente ao estudo da projeção consciente, desenvolvi a mediunidade e a

clarividência. Como médium, participei também de sessões espíritas de

desobsessão durante muitos anos.

Mesmo com a mediunidade aberta nunca me interessei por psicografia e nem

tentei desenvolvê-la. Porém, em 1989, durante uma experiência extracorpórea,

o Dr. Luiz Raphael me disse o seguinte: "Wagner, estou fazendo algumas

alterações nos seus chacras e no seu duplo etérico. Isso irá causar algumas

repercussões no seu sistema endócrino e afetá-lo fisicamente durante algum

tempo. Não estranhe a soltura energética que isso acarretará, pois é assim

mesmo. A finalidade disso é lhe dar condições de psicografar esclarecimentos

espirituais para o plano físico".

Sendo assim, este livro é o resultado direto das minhas experiências

extracorpóreas, pois foi através delas que os espíritos abriram o canal

mediúnico da psicografia, por onde entraram as idéias contidas nesse "Viagem

Espiritual".

(Texto extraído do livro "Viagem Espiritual I" - Wagner Borges - Editora

Universalista).
- Notas:

1. a partir desse primeiro volume, publicado em 1993, foram publicados mais

dois volumes, em 1995 e 1998. Os três volumes foram publicados pela Editora

Universalista. O segundo volume está disponibilizado para leitura gratuita

no site do IPPB, incluindo as 60 ilustrações coloridas do mesmo -

www.ippb.org.br

2. essa sensação é característica da tração do cordão de prata que puxa o

psicossoma (corpo astral) para interiorizá-lo de volta ao corpo físico.

3. essa sensação de paralisia é chamada de "catalepsia astral ou

extrafísica". Ver um texto específico ("Minha Primeira Projeção Astral

Consciente") sobre isso no site do IPPB, na seção de livros da Editora

Pensamento, onde o mesma reproduz um extenso trecho do livro de Muldoon e

Carrington, "A Projeção do Corpo Astral" - Páginas 49-52, 55-73 - Editora

Pensamento. Ver, também, explicações detalhadas sobre a catalepsia projetiva

no meu livro "Viagem Espiritual II".

4. até hoje, nunca me deparei com os propalados perigos da viagem astral de

que tanto falam por aí. Acho mesmo que há muita lenda a respeito deste

assunto e a maioria das pessoas que fala nisso, na verdade nunca fez uma

viagem astral consciente na vida.

5. ver lista específica de livros sobre as experiências fora do corpo no

site do IPPB, na seção de bibliografia - www.ippb.org.br

6. conduto energético que liga o corpo espiritual ao corpo físico.

7. ver o livro "Projeciologia", de Waldo Vieira; cap. VIII - Ed. do Autor.


8. espírito muito conhecido na área espírita e autor espiritual de várias

obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier.

9. projeção astral é a capacidade parapsíquica da consciência se projetar

temporariamente para fora de seu corpo físico. É conhecida popularmente como

viagem astral ou saída do corpo. Dependendo da doutrina ou grupo que

pesquise esse assunto os nomes para isso são os mais diversos. Por exemplo:

"projeção astral" (Teosofia); "experiência fora do corpo" (Parapsicologia);

"projeção da consciência" (Projeciologia); "desdobramento espiritual",

"desprendimento espiritual" ou "emancipação da alma" (Espiritismo); "saída

astral" (Gnose); "projeção do corpo psíquico" (Ordem Rosacruz); ou

simplesmente "viagem fora do corpo". Obs.: Ao longo da História, as diversas

tradições espiritualistas denominaram de forma diferente o corpo sutil, e

isso pode causar certa confusão aos estudantes do tema. Por isso, coloco na

seqüência alguns dos principais nomes pelos quais o corpo espiritual é

conhecido. "Corpo espiritual" (Cristianismo - Cor. I, cap. 15, vers. 44) -

Sinonímias: "Corpo astral" (do Latim "Astrum": "Estrelado" - Expressão usada

pelo grande iniciado alquimista Paracelso, no séc. 16, na Europa, e por

diversos ocultistas e teosofistas posteriormente) - "Perispírito"

(Espiritismo - Allan Kardec, séc. 19, na França) - "Corpo de luz"

(Ocultismo), "Psicossoma" (do Grego: "Psique": "Alma"; e "Soma": "Corpo" -

Significa literalmente "corpo da alma" - Expressão usada inicialmente pelo

espírito André Luiz nas obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier e

por Waldo Vieira, nas décadas de 1950-1960, que atualmente é mais usada

pelos estudantes de Projeciologia).

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DOS CONFINS DO UNIVERSO

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- Por Frank -

Abri o coração e o vi chegar. Veio sorrateiramente pelo topo da cabeça,

refletindo no olhar. Era um raio de luz que vinha de além do universo. Era

um raio de vida que vinha me libertar da doença da falta de sorriso.

Percebi-o chegando pela visão da meditação e duvidei se era real.

Podia estar imaginando coisas, mas também sentia. Podia ser apenas uma

ilusão, mas a sensação era de profundo bem estar.

Da tristeza que sentia, passei a sentir uma alegria intensa, uma vontade de

rir e chorar ao mesmo tempo. Chorar por ainda conseguir sentir, conseguir

sintonizar, conseguir canalizar esse raio de amor que abre sorrisos e desfaz

os nódulos de tristeza que nos impedem de enxergar o brilho da vida.

Fiquei quietinho, respirando essa luz pelo topo da cabeça, percebendo-a

deslizar pelos meus chacras e sair de fininho pelos poros da minha aura.

Quis enviar essa luz para todo mundo, para as pessoas que conhecia, e para

outras tantas que jamais veria, e deixei a luz fluir...

Virei um sol bem no centro da minha sala; emanando esse amor que recebia

para todo o universo. Sorri de contentamento por estar compartilhando isso,

fundindo esse amor com todas as pessoas que naquele momento estavam

sintonizadas e conseguiam captar esse sorriso que eu oferecia.

Jamais imaginei que um sorriso tivesse tamanha força. Jamais imaginei que
esse raio que captava poderia me transformar em uma super-nova do amor

universal.

Então, a mente questionou a luz, que não cessava de chegar:

- De onde vem tanto amor?

- Você está recebendo uma pequena fração do amor de Jesus - a luz respondeu.

E aí não houve mais conversa, nem perguntas e respostas; apenas o amor desse

avatar* fluindo pela atmosfera...

São Paulo, 01 de marco de 2006.

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Leiam abaixo a experiência mediúnica que a cantora Joanna passou e relatou ao apresentador Amaury Jr.

Uma história sobrenatural

Sábado, 2 de Agosto de 2008 | Por Amaury Jr.

Com receio de ser mal interpretada pela mídia, que poderia tratar o assunto de modo sensacionalista, como
se fosse um apelo em busca de visibilidade, a cantora Joanna resolveu esconder uma de suas experiências
mais fascinantes, vivida durante um show em Belém do Pará.Quem conhece Joanna bem sabe que seu
escrúpulo jamais permitiria algo dessa natureza para ludibriar o público, até porque o sucesso da cantora é
mais que suficiente sem a mínima necessidade de apelos e trapaças.Normalmente Joanna não consegue
enxergar quem está na platéia, o que é comum à maioria que enfrenta no palco os spotlights que ofuscam a
visão. Mas nessa noite foi diferente. Ela conseguia, sim, enxergar, com nitidez, apenas uma pessoa. Era a
figura de um jovem de singular beleza, que chamava a atenção por usar bandagens na cabeça, parecia um
vistoso turbante. E o jovem sorria o tempo todo.Joanna contou depois de encerrado o show que não
conseguia desviar o olhar daquele homem, algo a impelia a cantar especialmente para ele. No camarim,
como sempre lotado de amigos e admiradores, Joanna então perguntou:

- Quem era o rapaz de turbante na platéia?

Ninguém soube responder, porque ninguém o havia notado.

E Joanna:

- Impossível. Ele estava na primeira fila e com aquele turbante era impossível não percebê-lo.

Intrigada, passou a descrevê-lo com detalhes, quando foi observando algumas pessoas da cidade se
entreolhando, algumas boquiabertas. Era a descrição exata da fisionomia de um eletricista de Belém que
havia morrido eletrocutado, em acidente de trabalho, poucas semanas antes do show. Fã ardoroso de
Joanna, alguém lembrou que tinha sido ele um dos primeiros a procurar o teatro para garantir que não
ficasse sem ingresso. Era seu sonho assisti-la.O assunto era instigante demais. Mandaram chamar os pais do
rapaz no dia seguinte trazendo uma foto do filho. Joanna quase desfaleceu. Era o próprio. Ficou sabendo de
sua excitação desde quando anunciaram o show em Belém.Católica e muito espiritualizada, ela tem absoluta
certeza que viveu uma experiência mediúnica.

Detalhe: a família cuidou para que o filho fosse velado convenientemente. O choque elétrico de alta tensão
que o matou castigou sua cabeça, queimando-a inteira, e ela foi coberta com um turbante.

- Nota de Wagner Borges:

Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco, participante do grupo de

estudos do IPPB e da lista Voadores. Depois de vários anos morando em

Londres, ele voltou a residir em São Paulo, em fevereiro de 2005. Ele

escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos.

Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista on line de nosso

site e em nossa seção de textos periódicos, em meio aos diversos textos já

enviados anteriormente. www.ippb.org.br

- Nota do texto:

* Avatar (do sânscrito): emissário celeste; enviado divino; ser de luz.

TÉCNICA PROJETIVA - Wagner Borges


1. Sentado confortavelmente, feche os olhos e erga a mente e o coração ao AMOR MAIOR QUE
GOVERNA A EXISTÊNCIA.

2. Lembre-se dos amparadores e manifeste silenciosamente PAZ E LUZ a todos os seres.

3. Leve a atenção suavemente até a orelha esquerda e visualize-a amplamente energizada. Isto é,
transforme-a em uma orelha luminosa. Faça isso por cerca de um minuto.

4. Leve a atenção até a orelha direita e repita o mesmo procedimento.

5. Concentre-se ao mesmo tempo nas duas orelhas luminosas, por cerca de dois minutos.

6. Leve a atenção para o chacra laríngeo. Visualize uma esfera de energia branca no centro interno da
garganta. Suavemente, faça a luz branca pulsar. Se houver algum desconforto, pois o chacra laríngeo é
muito sensível, concentre a palavra "AMOR" no meio da luz branca.

7. A partir do centro luminoso da garganta, irradie dois fachos luminosos para cima, um para a orelha direita
e outro para a orelha esquerda, interligando energeticamente o chacra laríngeo às duas orelhas luminosas.
Faça isso por cerca de dois minutos.

8. Leve a atenção para o topo da cabeça e acenda o chacra coronário. Visualize um sol no alto da cabeça,
por cerca de um minuto. Lembre-se que esse é o chacra mais elevado de todos.

9. Projete dois fachos luminosos do alto da cabeça para as duas orelhas luminosas, interligando-as
energeticamente.

10. A essa altura, você já deve ter a seguinte visualização: duas orelhas luminosas, recebendo os fachos
energéticos do chacra laríngeo (de baixo para cima) e, ao mesmo tempo, recebendo os fachos energéticos
do chacra coronário (de cima para baixo). Permaneça assim por alguns minutos.

11. Possíveis repercussões energéticas: calor ou formigamento nas orelhas*, pulsações nos chacras laríngeo,
frontal ou coronário, sensação de uma conexão energética entre os chacras laríngeo e coronário, sensação
de dilatação da aura da cabeça, soltura energética (descoincidência) da aura de um dos lados da cabeça e
vibrações na parte posterior da cabeça.
12. Deite-se tranqüilamente e solte-se; entregue-se suavemente às sensações energéticas...

Lembre-se: faça tudo com discernimento, boa vontade de crescer consciencialmente e muita confiança
espiritual.

- Wagner D. Borges -

Notas: * Basta lembrar que existem vários pontos energéticos no pavilhão auricular. É por isso que existe a
acupuntura auricular, que aplica as agulhas nesses pontos.

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TÉCNICA PROJETIVA (1)

(Uma Prática de Visualização Para Indução de Experiências Fora do Corpo)

1. Sentado confortavelmente, feche os olhos e eleve a consciência e o coração ao AMOR MAIOR QUE
GOVERNA A EXISTÊNCIA.

2. Lembre-se dos amparadores extrafísicos (2) e manifeste silenciosamente PAZ E LUZ a todos os seres.

3. Leve a atenção suavemente até a orelha esquerda e visualize-a amplamente energizada. Isto é,
transforme-a em uma orelha luminosa. Faça isso por cerca de um minuto.

4. Leve a atenção até a orelha direita e repita o mesmo procedimento.

5. Concentre-se, ao mesmo tempo, nas duas orelhas luminosas, por cerca de dois minutos.

6. Leve a atenção para o chacra laríngeo (3). Visualize uma esfera de energia branca no centro interno da
garganta. Suavemente, faça a luz branca pulsar. Se houver algum desconforto, pois o chacra laríngeo é
muito sensível, concentre-se na palavra "AMOR", no meio da luz branca.
7. A partir do centro luminoso da garganta, irradie dois fachos luminosos para cima, um para a orelha direita
e outro para a orelha esquerda, interligando energeticamente o chacra laríngeo às duas orelhas luminosas.
Faça isso por cerca de dois minutos.

8. Leve a atenção para o topo da cabeça e acenda o chacra coronário (4). Visualize um sol no alto da
cabeça, por cerca de um minuto. Lembre-se que esse é o chacra mais elevado de todos.

9. Projete dois fachos luminosos do alto da cabeça para as duas orelhas luminosas, interligando-as
energeticamente.

10. A essa altura, você já deve ter a seguinte visualização: duas orelhas luminosas, recebendo os fachos
energéticos do chacra laríngeo (de baixo para cima) e, ao mesmo tempo, recebendo os fachos energéticos
do chacra coronário (de cima para baixo). Permaneça assim por alguns minutos.

11. Possíveis repercussões energéticas: calor ou formigamento nas orelhas (5), pulsações nos chacras
laríngeo, frontal (6) ou coronário, sensação de uma conexão energética entre os chacras laríngeo e
coronário, sensação de dilatação da aura da cabeça, soltura energética (descoincidência) da aura de um dos
lados da cabeça, e vibrações na parte posterior da cabeça.

12. Deite-se tranquilamente e solte-se; entregue-se suavemente às sensações energéticas...

Lembre-se: faça tudo com discernimento, boa vontade de crescer e muita confiança espiritual.

- Wagner Borges -

Notas:

1. Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na


projeção da consciência para fora de seu corpo físico.

Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo.

Projeção astral – Teosofia.

Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.

Experiência fora do corpo – Parapsicologia.

Viagem da alma – Eckancar.

Viagem espiritual – Espiritualismo.


Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.

Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.

Arrebatamento espiritual - autores cristãos.

2. Amparador extrafísico – entidade extrafísica e positiva que ajuda o projetor nas suas experiências
extracorpóreas; mentor extrafísico; mestre extrafísico; companheiro espiritual; protetor astral; auxiliar
invisível; guardião astral; guia espiritual; benfeitor espiritual.

3. Chacra Laríngeo - é o centro de força situado na frente da garganta. É o responsável pela energização da
boca, garganta e órgãos respiratórios. Está ligado à glândula tireóide. Bem desenvolvido, facilita a psicofonia
e a clariaudiência. É considerado também como um filtro energético que bloqueia as energias emocionais,
para que elas não cheguem até os chacras da cabeça. É o chacra responsável pela expressão criativa –
comunicação - do ser humano no mundo. O seu nome em sânscrito é “Vishudda”, o purificador.

4. Chacra Coronário - é o centro de força situado no topo da cabeça, por onde entram as energias celestes.
É o chacra responsável pela expansão da consciência e pela captação das idéias elevadas. É também
chamado de chacra da coroa. Em sânscrito o seu nome é “sahashara”, o lótus das mil pétalas. Está ligado à
glândula pineal.

Obs.: A pineal é a glândula mais alta do sistema endócrino, situada bem no centro da cabeça, logo abaixo
dos dois hemisférios cerebrais. Essa glândula está ligada ao chacra coronário, que, por sua vez, se abre no
topo da cabeça, mas tem a sua raiz energética situada dentro dela. Devido a essa ligação sutil, a pineal -
também chamada de “epífise” - é o ponto de ligação das energias superiores no corpo denso e, por
extensão, tem muita importância nos fenômenos anímico-mediúnicos, incluindo nisso as projeções da
consciência para fora do corpo físico.

5. Basta lembrar que existem vários pontos energéticos no pavilhão auricular. É por isso que existe a
acupuntura auricular, que aplica as agulhas nesses pontos.

6. Chacra Frontal - é o centro de força situado na área da glabela, no espaço espiritual interno da testa. Está
ligado à glândula hipófise – pituitária - e tem relação direta com os diversos fenômenos de clarividência,
intuição e percepções parapsíquicas. É o chacra da aprendizagem e do conhecimento. Em sânscrito ele é
conhecido como “Ajna”, o centro de comando.

Obs.: Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função
principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do
corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.

Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema
endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.

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Dúvidas projetivas, mediúnicas e parapsíquicas

Oi amigo :-))

Tudo isto é normal. Não é comum, mas é normal. Fui criado no meio de fenômenos pararmais como os que
te acontecem. Aconteceram comigo, meus irmãos, meu pai e até meu cunhado. Eu queimava lâmpadas ao
tocar nos interruptores, elas ainda brilhavam em vermelho ou azul. Meu irmão quebrava copos em linhas
geométricas espetaculares e furava pneus. Eu estragava computadores e impressoras.

Minha irmã tinha visões a distância (clarividência viajora), etc, etc. É tudo normal. As experiências fora do
corpo

são assim mesmo, elas assutam as pessoas. Mas vou responder suas questões uma a uma: 1. A energia dos
espíritos pode afetar

nossas vidas? Sim, pode! E muito! Depende de nossa sintonia. Alguns tentam nos ajudar, outros tentam nos
incomodar, outros tentam nos destruir, mas a maioria deseja sugar nossas bioenergias, ou seja, nos
vampirizar. A sintonia, positiva (boa) ou negativa (ruim) é que determina seu padrão vibratório, seu padrão
de pensamento (pensênico) e dependendo deste atrai as compainhas boas ou as companhias ruins. É óbvio
que não estamos sadios e positivos o tempo todo, por isto o velho orai e vigiai é o que nos ajuda, mas
existe também o orai e bioenergizai que é o exercício de práticas energéticas regulares que pode também
ajudar. Vide a seção de bioenergias do site www.consciencial.org para ver umas práticas gratuitas lá.

2. Tenho alguns problemas que já não parece coincidência, e são muito freqüentes!

Pois é, eu também aprendo pela dor. Parece que a dor é a melhor mestra para um orbe tão atrasado assim.
Aprendemos pelo medo, pelo susto, pela dor, enfim pelas chacoalhadas kármicas que a vida nos impõe, sem
vingança ou moralismo, sem religião ou ignorância, apenas efeito devido as causas de vidas anteriores ou
mesmo vida presnete. Um bom livro para entender os fenômenos naturais de ação e reação é O KARMA E
SUAS LEIS, lá em www.consciencial.org de minha autoria.

3. Quando passo por alguma lâmpada ou iluminação pública elas apagam, não só a luz dos postes!

Seu caso é o mesmo de meu ex-cunhado. Basta se aproximar e a coisa acontece. Comigo era necessário o
toque de dedos nos interruptores e as lâmpadas brilhavam colorido e queimavam. Interessante é que eu
sentia algo saindo de mim quase como

um choque elétrico mesmo. As pessoas que causam estes fenômenos como você NÃO PRECISAM SENTIREM
MEDO E NEM CULPA!!! São

bioenergias potentes e deseducadas. Elas precisam de serem treinadas, precisam de serem educadas e
pronto o problema está resolvido. Este potencial pode ser empregado para ajudar a organizar sua vida,
basta entendê-lo e saber direcioná-lo. As velhas escolas esotéricas, como a Rosacruz ensinam bem a seus
discípulos a trabalharem, pena que em doses homeopáticas longas e demoradas, enquanto a vida rola a 220
km/h. Na Internet se encontra mta coisa sobre, mas é preciso peneirar, pois tem muiot misticismo incauto
da New Age e tem mta coisa boa também.

4. Tive algumas experiências estranhas com isso onde tive prova de que não é coincidência, isto pode
acontecer?

Pode e acontece mesmo! Vide minha vida, vide a sua, vide poltergaist por aí. Inclusive os cursos de
Parapsicologia estudam

estes fenômenos, algumas casas espíritas NÃO ortodoxas também, e há alguma literatura sobre isto. A
neoreligião
Conscienciologia também estuda estes fatos muito bem - www.iipc.org.br - que já frequentei por mtos anos
e mto aprendi por lá.

5.Estou tendo sustos durante o sono freqüentemente, isto é normal?

È normal sim! Há mtos que sofrem pânico, ficam desesperados, mas tudo por ignorância (sem pejorativo) -
ignorância de ignorar, de não conhecer. Tememos o que não conhecemos, e qdo entendemos perdemos os
medos. Então o negócio é estudar, ler, fazer cursos e práticas bioenergéticas. Visite www.viagemastral.com
e também www.voadores.com

6. Tive três viagens astrais, sem eu querer, é normal? Pode ser algum tipo de mediunidade?

A maioria esmagadora das pessoas qdo vivenciam a Vaigem Astral, o fazem de maneira espontânea, natural,
fluente, sem esperar. Ficam surpreendidos, ficam perplexos, alguns ficam temerosos. Alguns ficam com
tanto medo que vão fazer cursos de Viagem Astral, não para entender e dominar o evento, mas para travá-
lo a força. Imagine!!!! Pelo jeito vc possui um campo ectoplásmico potente e bioenergias bem fluidas. O
negócio é não ter medo, encarar e ir estudar. Não perca os pés no chão, as coisas da vida, as obrigações
diárias, o relacionamento com as pessoas, mantenha-se informado do cotidiano, mas estude e leia, Sobre
Viagem Astral visite www.ippb.org.br e www.rcespiritismo.com.br que há milhares de textos e imagens
grátis por lá. Livros grátis para ler on-line (os 2 primeiros são de Viagem Astral):

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op=modload&name=Sections&file=index&req=v\iewarticle&artid=21&page=1

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Então amigo dê uma navegada, visite estes sites e encontrará textos, filmes, sons, imagens, livros e
animações diversas. Material gratuito e de qualidade na Internet para ajudar e servir. Escreva quando
quiser. Somos todos amigos e parceiros na terra e no ar: ISC - Instituto de Sensibilização Consciencial -
www.consciencial.org

- Curitiba - PR - Dalton e Andréa

IPPB - Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas - www.ippb.org.br - São Paulo - SP - Wagner

Borges

Voadores - lista virtual de debates - www.voadores.com.br - São Paulo - SP - Lázaro Freire

Revista Cristã do Espiritismo - www.rcespiritismo.com.br - São Paulo - SP - Vistor Rebelo

IVA - Instuto Viagem Astral - www.viagemastral.com - Salvador - BA - Saulo Calderon

EB - Espaço da Bioenergia - www.bioenergias.org - Salvador - BA - Ilza e Roberto

PL - porta Luz - www.portaluz.com.br - Salvador - BA - Francisco de Carvalho

Visite estes sites que encontrará um vasto material criado por sentitivos com diversos trabalhos semelhantes
e características diferentes para todos os gostos. Todos são sensitivos, não são apenas curiosos, todos são
pessoas simples e acessíveis que você poderá escrever ou ligar a vontade. Pode citar meu nome. Abração e
estamos as ordens.

Velho Tio Dalton - www.consciencial.org

ATMAN – O SOPRO VITAL DO ETERNO (A Centelha Imperecível na Câmara Secreta do Coração) - por
Wagner Borges -

Existe um espaço secreto, virtual, dentro de nós mesmos...

Um cantinho secreto que os antigos rishis da Índia chamavam de “Câmara Secreta do Coração”.

E eles ensinavam para os iniciados de outrora que, dentro dessa câmara sutil, está uma chama, um ponto
de luz, uma centelha universal, temporariamente abrigada no escafandro carnal.

Algo como uma pequena chama, sem nome, sem forma, sem definição transitória... Nem alta nem baixa,
nem quente nem fria... só LUZ!
A essa chama espiritual, os antigos mestres hindus chamavam de “Atman”, o Espírito Imperecível, a
Centelha Divina no Coração!

Essa centelha divina, que não é o corpo, não é branca nem é negra, não é amarela nem vermelha, não é
homem ou mulher... É Puro Espírito!

Essa chama, que somos nós!

E que já habitou corpos diferentes ao longo de tantas vidas...

Que conhece o nosso passado como ninguém, tudo o que já fomos...

Conhece o nosso presente, tudo o que somos!

E conhece o que está por vir, tudo o que seremos...

Dentro dessa chama existe uma jóia; dentro dessa última, um olho.

A jóia é o Coração! O olho é o discernimento que leva à verdade...

Quando o olho se abre, EM ESPÍRITO E VERDADE, desperta o brilho da jóia!

E aí, percebe-se uma unidade do mesmo Amor em tudo.

E, quando esse olho desperta o brilho da jóia, tudo muda, pois, na presença da Luz desaparecem todas as
diferenças, e apenas existe aquilo que é, o real, EM ESPÍRITO E VERDADE!

Sem forma, sem rótulos, sem mente, sem emoção, só Consciência!

A Consciência real (não o nome ou o número do RG, ou o peso e a altura, e a cor da pele ou o sexo), o
Espírito, o Atman, a Essência Espiritual... nós mesmos.
Essa mesma Consciência, que é a grande desconhecida dos homens da Terra, ainda presos aos
condicionamentos da forma transitória das coisas.

Conhecemos o mundo externo, mas não conhecemos a nós mesmos, em essência e realidade, além dos
parâmetros e paradigmas humanos convencionais.

No entanto, somos o próprio Ser, esse mesmo Atman que viaja nas ondas da Consciência Cósmica!

Esse Ser Eterno que sente um amor profundo... e não há como explicá-lo em palavras... Só Consciência!

Esse Atman, puro espírito, nós mesmos, é algo que não se explica, só se sente... EM ESPÍRITO E VERDADE!

É Pura Compaixão Irradiando da Câmara Secreta do Coração.

Ou, melhor dizendo, é a chama (o sopro vital de Brahman) que abre o olho espiritual (o discernimento
consciencial) e faz a jóia (o coração) brilhar eternamente nas ondas da consciência cósmica.

P.S.: Esse texto é a transcrição de uma gravação realizada no IPPB durante uma meditação com o grupo de
48 alunos da 3ª fase do curso de projeção da consciência (experiência fora do corpo, viagem astral).
Enquanto o pessoal escutava uma bela canção budista evocativa da compaixão incondicional, projetei essas
palavras de improviso, que é o que o meu coração sentia sob a inspiração dos seres de luz que apóiam o
trabalho de esclarecimento consciencial. Por sorte, a minha amiga Elza, participante do grupo de estudos e
assistência espiritual do IPPB, estava presente e gravou tudo que rolou. E melhor: transcreveu tudo.

Agradeço a ela pelo trabalho e gentileza de disponibilizar o material para todos.

Paz e Luz.
São Paulo, 29 de julho de 2006.

Notas do sânscrito:

* Brahman: O Todo; O Absoluto; O Supremo; Deus.

* Atman: A Essência Espiritual, O Espírito.

* Rishis: sábios espirituais.

Nota sobre a canção budista:

A bela canção budista que nós estávamos ouvindo no momento da inspiração dessas palavras, aqui
transcritas, chama-se “The End of Suffering”, de autoria do monge budista Thich Nhat Hanh; cantada por
Phap Niem, e musicada pelo tecladista americano Gary Malkin.

Essa canção está inserida num CD chamado “Namaste” (é a oitava música do disco, que é uma coletânea de
música New Age com mantras lançada na América pela gravadora Real Music). Trata-se de uma canção
emocionante, daquelas de derreter o coração nas ondas da compaixão universal.
Para mais informações sobre o CD, favor entrar no site da própria gravadora: www.realmusic.com

Como a canção é muito linda (mas está cantada segunda a letra original do monge budista, que é
vietinamita), procurei a tradução da letra para o Inglês e, em seguida, pedi aos meus amigos Ricardo e
Sheila Smith, professores e exímios tradutores, que traduzissem a mesma para o português.

Segue-se abaixo a canção em inglês e, na seqüência, a tradução para o Português. Agradeço aos meus
amigos pela gentileza de traduzir a letra. Vamos lá!

***

THE END OF SUFFERING

(Words by Thich Nhat Hanh; singing by Phap Niem, and music by Gary Malkin)

May the sound of this Bell penetrate deep into the cosmos

Even in the darkest spots living beings are able to hear it clearly

So that all suffering in them ceases, understanding comes to their heart

And they transcend the path of sorrow and death.


The universal dharma door is already open

The sound of the rising tide is heard clearly

The miracle happens

A beautiful child appears in the heart of the Lotus flower

One single drop of this compassionate water is enough to bring back the refreshing Spring to our mountains
and rivers.

Listening to the Bell I feel the afflictions in me begin to dissolve

My mind calm, my Body relaxed

A smile is Born on my lips

Following the sound of the Bell, my breath brings me back to the safe island of mindfulness

In the garden of my heart, the flowers of peace bloom beautifully.

O FIM DO SOFRIMENTO
Que o som deste Sino adentre fundo no Cosmo

Mesmo nos pontos mais negros os seres vivos serão capazes de ouvi-lo claramente

E assim que todo o sofrimento neles cesse, a compreensão chegue em seus corações

E eles transcendam o caminho da tristeza e morte.

A porta do dharma universal está bem aberta

O som da maré crescente é claramente ouvido

O milagre acontece

Uma bela criança surge no coração da flor de Lótus

Uma simples gota desta água de compaixão é suficiente para trazer de volta a refrescante Primavera de
nossas montanhas e rios.

Ouvindo o Sino, sinto que as aflições em mim começam a se dissolver

Minha mente se acalma, meu Corpo relaxa

Um sorriso nasce em meus lábios

Seguindo o som do Sino, minha respiração me leva de volta à ilha segura da conscientização
No jardim de meu coração, as flores da paz desabrocham belas.

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ATMA ESFERA

A essa chama espiritual, os antigos mestres hindus chamavam de “Atman”, o Espírito Imperecível, a
Centelha Divina no Coração!

Essa centelha divina, que não é o corpo, não é branca nem é negra, não é amarela nem vermelha, não é
homem ou mulher... É Puro Espírito!

Essa chama, que somos nós!

E que já habitou corpos diferentes ao longo de tantas vidas...

Que conhece o nosso passado como ninguém, tudo o que já fomos...

Conhece o nosso presente, tudo o que somos!

E conhece o que está por vir, tudo o que seremos...

Dentro dessa chama existe uma jóia; dentro dessa última, um olho.

A jóia é o Coração! O olho é o discernimento que leva à verdade...

Quando o olho se abre, EM ESPÍRITO E VERDADE, desperta o brilho da jóia!

E aí, percebe-se uma unidade do mesmo Amor em tudo.

E, quando esse olho desperta o brilho da jóia, tudo muda, pois, na presença da Luz desaparecem todas as
diferenças, e apenas existe aquilo que é, o real, EM ESPÍRITO E VERDADE!

Sem forma, sem rótulos, sem mente, sem emoção, só Consciência!

A Consciência real (não o nome ou o número do RG, ou o peso e a altura, e a cor da pele ou o sexo), o
Espírito, o Atman, a Essência Espiritual... nós mesmos.

Essa mesma Consciência, que é a grande desconhecida dos homens da Terra, ainda presos aos
condicionamentos da forma transitória das coisas.

Conhecemos o mundo externo, mas não conhecemos a nós mesmos, em essência e realidade, além dos
parâmetros e paradigmas humanos convencionais.

No entanto, somos o próprio Ser, esse mesmo Atman que viaja nas ondas da Consciência Cósmica!

Esse Ser Eterno que sente um amor profundo... e não há como explicá-lo em palavras... Só Consciência!
Esse Atman, puro espírito, nós mesmos, é algo que não se explica, só se sente... EM ESPÍRITO E VERDADE!

É Pura Compaixão Irradiando da Câmara Secreta do Coração.

Ou, melhor dizendo, é a chama (o sopro vital de Brahman) que abre o olho espiritual (o discernimento
consciencial) e faz a jóia (o coração) brilhar eternamente nas ondas da consciência cósmica.

Paz e Luz.

Notas do sânscrito:

* Brahman: O Todo; O Absoluto; O Supremo; Deus.

* Atman: A Essência Espiritual, O Espírito.

* Rishis: sábios espirituais.

http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=4775

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SWETASVATARA OM

(O Sopro Vital do Espírito)

Estudantes espirituais do presente,

Suas aspirações estão levando-os aos caminhos do discernimento?

Onde está o misterioso Poder Supremo que impulsiona sua evolução contínua?

Em todos os planos de manifestação está brilhando o amor de Brahman (1). Luz das luzes, é o Seu Poder
Incomensurável que forma as camadas dimensionais do Cosmo. Seu propósito misterioso não pode ser
entendido dentro dos limitados conceitos humanos.

Só Ele sabe o real motivo da manifestação da vida.

Que cérebro humano poderá entender o incomensurável plano de Brahman? Que ciência poderá delimitá-lo
em suas pesquisas? Qual é o matemático que equacionará o mistério supremo?

Em sua simplicidade e lucidez, os rishis (2) abandonaram o ego do intelecto e passaram sua pesquisa para
os jardins do coração. Lá, eles descobriram a bem-aventurança ilimitada, a fonte inesgotável do néctar
espiritual. Viram as flores da Consciência Cósmica desabrochando eternamente. Perceberam infinitas luzes e
cidades espirituais. Viajaram pelo universo de suas aspirações verdadeiras e, por isso, foram contemplados
com a realização espiritual.
Então, eles proclamaram:

- O céu supremo está no coração!

- Não há guru superior a Brahman.

- Não há escuridão do ego que suporte a irradiação perene do chacra cardíaco (3). Quando suas pétalas se
abrem, o sol onipresente do samadhi (4) ocupa seu lugar real.

- Os olhos brilham, a boca se cala, o corpo se aquieta e é só o coração que ensina: “Não há mistério na luz
da compaixão”.

- Quem ama sabe onde está o supremo brilho.

- Quem aquieta as emoções percebe o brilho de Brahman no coração.

- Eis uma grande verdade: o intelecto não suporta a humildade.

- Que ouro pode comprar a alegria espiritual do coração?

- Que ciência ou filosofia humana pode dissolver o orgulho de alguém?

***

O sábio Swetasvatara (5) disse: "Calem as intrigas, mergulhem na LUZ-OM do coração e submetam-se ao
amor onipresente de Brahman, pois já se prenuncia o desabrochar das flores da virtude em suas
consciências."

Meditem nesses ensinamentos e transformem o coração numa galáxia de sorrisos, êxtases, amor e
realizações espirituais.

Que Brahman abençoe a todos!

OM TAT SAT! (6)

- Os Iniciados (7) -

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 08 de julho de 1998.)

- Notas do Sânscrito:

1. Brahman - O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a Vida. Na
verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz
chamá-Lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.

2. Rishis - sábios espirituais; mestres da velha Índia; mentores dos Upanishads.


3. Chacra Cardíaco - é o centro de força responsável pela energização do sistema cardiorrespiratório. É
considerado o canal de movimentação dos sentimentos. Por isso é o chacra mais afetado pelo desequilíbrio
emocional. Bem desenvolvido, torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual. Está
ligado à glândula timo. O seu nome em sânscrito é “Anahata”, o inviolável, o invicto, o som sutil do espírito
imperecível.

Obs.: Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função
principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do
corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.

Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema
endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.

4. Samadhi – expansão da consciência; estado de consciência cósmica.

5. Swetasvatara – nome de um grande sábio espiritual da antiga Índia. Também é o nome de um dos
capítulos dos “Upanishads” – a parte final dos Vedas, as escrituras sagradas dos hindus.

6. Om Tat Sat - tríplice designação de Brahman. É um mantra evocativo dos três aspectos do divino na
cosmogonia hinduísta: Brahma, Vishnu e Shiva. É muito usado por vedantistas - seguidores do Vedanta -,
um dos principais sistemas filosóficos da Índia. Pode ser usado como um mantra ativador dos chacras e
também pode ocasionar estados alterados de consciência profundos durante a meditação.

Obs.: O mantra Om representa a vibração do Todo que está em tudo.

7. Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente,
passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e
direcionadas aos estudantes espirituais do presente.

Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o
compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente,
fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo.
Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.

TERRESTRES E EXTRATERRESTRES – IRMÃOS NA GRANDE LUZ

- por Wagner Borges -

Um dos grandes sonhos da humanidade é o de viajar para além da Terra... Conhecer as estrelas e
desvendar os mistérios siderais. Porém, o homem mal conhece a si mesmo. Quer viajar para fora do
planeta, mas, sequer descobriu como viajar por dentro de si mesmo.

Atualmente, fala-se muito de Multiverso e de tantas outras possibilidades no infinito da vida... Contudo, são
bem poucos os que notam os “muitos versos” que se desdobram no Multiverso do coração.

O homem é capaz de se admirar olhando para o céu coalhado de estrelas; no entanto, também é capaz de
toldar o céu de seu próprio coração com pesadas nuvens de mágoa e incompreensão. Por causa disso,
muitos sonham com a descida de divindades, anjos, espíritos, mestres ou extraterrestres, na esperança de
que eles tragam a solução para o vazio consciencial de suas vidas.
Porém, de que adiantaria a presença de algum ser celeste, por fora, se o coração do homem for miserável,
por dentro?

Então, muitos esperam a salvação descer do céu, mesmo que o céu de seus corações permaneça sujo e
nublado de medo e egoísmo.

Fico pensando que, um dia, quando houver algum contato direto com outras raças do universo, talvez o
lance não role do jeito que muitos esperam. Talvez os visitantes estelares venham apenas ensinar aquilo
que o coração de cada um já vem tentando dizer, há muito tempo:

- É preciso crescer!

- Felicidade é um estado de consciência.

- A consciência é imortal.

- Cada ser é centelha vital do Todo que está em tudo.

- Tudo o que vive é seu próximo.

- É preciso amar, viver, sorrir e seguir...”

Também torço para que esse dia tão esperado chegue logo. Não para que alguém das estrelas me salve de
minha própria ignorância, não! Isso é responsabilidade minha mesmo. Mas para que eu encontre brilhando
nos olhos extraterrestres, o mesmo brilho que já brilha nos olhos de cada terrestre.

Sim, quero ver neles, independentemente de suas formas ou do lugar que venham, o mesmo brilho do
Eterno que habita em todos os seres.

Quero chamá-los de irmãos queridos, dançar e brincar com eles, como igual.

Não quero ser salvo por ninguém!


Não é necessário, pois isso é tarefa minha e faz parte do meu aprendizado como consciência viva. E, no final
das contas, talvez os nossos irmãos siderais apenas digam:

“Segue o seu coração... e seja feliz!”

P.S.: Terrestres ou extraterrestres, encarnados ou desencarnados, todos nós viemos da grande luz. O TODO
ESTÁ EM TUDO!

Paz e Luz.

São Paulo, 24 de junho de 2007.

Nota: Esse texto foi escrito durante o Seminário Especial de Ufologia, Ciência e Espiritualidade, que ocorreu
em junho de 2007, em São Paulo, onde eu fui um dos palestrantes.

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FALANDO DE EXTRATERRESTRES, RISADAS E ABRAÇOS

(Quando os Caras do Espaço Vêm Escutar Música com a Galera da Terra)

- Por Wagner Borges –

(Conferencista, escritor, radialista e consultor da revista UFO)

Saudações, meus amigos de jornada ufológica e consciencial.

Todos nós temos o sonho de um eventual contato extraterrestre e de singrarmos as estrelas e seus
mistérios.

O universo exterior nos fascina e isso é compreensível.


Contudo, há um outro universo, tão vasto quanto desconhecido. E está dentro de nós mesmos.

É o universo de nossos corações, sutil e insondável, onde viajam incontáveis sentimentos.

A aventura de descobrir o que viaja dentro de nós é tão importante quanto as descobertas de fora.

E, de que adianta conhecermos as estrelas de fora, se nós não descobrirmos o que anima nossos propósitos,
por dentro?

De que adianta conhecermos o infinito material, se o infinito espiritual for um desconhecido para nós?

De que adianta olharmos para o céu, se não vemos o caminho à nossa frente e trombamos com os fatos da
vida cotidiana?

De que adianta vermos uma nave e mapearmos de onde ela veio, se nós não formos capazes de mapear
nossos caminhos de vida e nem de acertarmos os vôos da nave de nossos corações?

De que adianta encontrar um extraterrestre, se nós não encontrarmos com nós mesmos?

De que adianta falarmos em contato sideral, se não falamos direito nem com nosso vizinho?

De que adianta buscarmos um mestre externo, terrestre ou extraterrestre, se não formos capazes nem de
apreciar um pôr-do-sol?

De que adianta falarmos de multiversos, se não somos nem capazes de ver o brilho nos olhos da pessoa
amada e nem consideramos que ela é um presente?

De que adianta procurarmos sons no universo, se não somos capazes nem de apreciar uma linda canção e
de deixarmos o amor fluir em nós?

Quem sabe não é isso que outros povos do espaço vêm querendo nos dizer?
Que, primeiro, precisamos encontrar a nós mesmos, num contato maravilhoso e inesquecível.

Que a mesma luz que criou as estrelas é a mesma que habita em nossos corações

Que todo ser vivo é nosso próximo e que vale a pena na viver.

Que viver é um privilégio, na Terra ou no Espaço, pois ganhamos a chance de aprendermos tanta coisa...

Que amarmos e sermos amados por alguém é um presente!

Que, quando abraçamos nossos filhos, nossos pais e avós, isso é um evento fantástico!

Que, quando encontramos nossos amigos verdadeiros, isso é uma festa da natureza humana!

Certa vez, ouvi um viajante espiritual dizer que os povos das estrelas admiram muito uma coisa nos
humanos: a nossa capacidade de sorrir.

E, talvez seja isso que eles vêm nos dizer, em suas naves reluzentes e interdimensionais:

“RIAM MAIS E ENCONTREM COM VOCÊS MESMOS, PARA QUE NÓS NOS ENCONTREMOS NO MESMO
GRANDE CORAÇÃO DA VIDA.”

Sim, talvez eles estejam aqui mesmo, nos observando invisivelmente e torcendo para que nos toquemos de
nossos potenciais adormecidos.

Ou, quem sabe, eles apenas estejam aqui pelas nossas risadas e por nossos abraços.

É provável que eles vejam a verdade que anda em nossos corações e o que nos anima na vida. E também
devem saber de nossos desejos de singrar os espaços e de conhecer outros povos no infinito.
Talvez até mesmo percebam aquela velha sensação de nostalgia que temos secretamente, aquela saudade
de algo indefinível, que remonta às estrelas...

De qualquer maneira, independente de tudo isso, precisamos viajar na nave de nossos corações, com amor
e alegria na jornada da vida, da Terra ou do Espaço.

Vamos pesquisar o universo de fora e as inúmeras raças que habitam o infinito, mas, a partir do equilíbrio
em nosso universo interno.

Para que, quando fizermos contato real com outros povos do universo, possamos mostrar a eles como
amamos aos nossos filhos, nossos pais e avós, e nossos amigos verdadeiros.

Para que eles vejam nossas risadas simples e humanas.

Para que eles venham escutar nossas canções que encantam e embalam os corações sensíveis ao Bem.

Para que eles nos ensinem sobre as coisas estelares, enquanto nós os ensinamos a rir de um monte de
coisas daqui mesmo.

Sim, quem sabe eles não estejam aqui, agora mesmo, nos observando interdimensionalmente e pensando
na melhor maneira de se apresentar a todos nós da Terra?

Então, enquanto eles decidem quando e como querem aparecer, segundo seus parâmetros e diretrizes
cósmicas, vamos escutando algumas canções de amor aqui mesmo, na boa e velha Terra, nossa Mãe a
Amiga.

Afinal, de que adianta estudarmos temas interessantes e elevados, se nós não formos capazes de ser felizes
com isso, aqui e agora?

De que adianta falarmos da luz das estrelas, se carregarmos ódio em nossos corações?

Meus amigos de jornada ufológica e consciencial, talvez haja naves voando aqui por cima, agora mesmo,
imperceptíveis aos nossos sentidos, quem sabe?
Mas, o melhor nós já temos aqui dentro: nossas risadas e nossos abraços*.

- Esses escritos são dedicados aos meus amigos Ademar Gevaer, Marco Antonio Petit e Rafael Cury**,
pesquisadores valorosos da Ufologia brasileira e amigos de tantos congressos e de tantas risadas e abraços
ao longo dos anos. Assim como as estrelas brilham lá em cima, que seus corações brilhem aqui embaixo,
naquela sintonia espiritual que vem do Todo, que está em tudo.

Paz e Luz.

Curitiba, 22 de maio de 2008.

- Notas:

* Ademar Gevaerd é o diretor da Revista UFO, e Marco Antonio Petit e Rafael Cury são co-editores da
mesma.

** Esses escritos foram lidos durante o XI Encontro Internacional “Diálogo com o Universo” – 36º Congresso
Brasileiro de Ufologia Científica, realizado em Curitiba, do qual participei mais uma vez como um dos
conferencistas. Enquanto eu lia o texto para a turma de 250 pessoas presentes ao evento, deixei tocando de
fundo, como trilha sonora, uma coletânea de músicas do excelente vocalista americano Steve Perry (que
durante muitos anos cantou na banda de pop\rock Journey).

Obs.: Esse texto será publicado numa das próximas edições da Revista UFO.

A LUZ QUE BRILHA MAIS DO QUE BILHÕES DE SÓIS JUNTOS

Jamais desista de viver!


Porque você é bem mais do que aparenta.

Arde em seu coração o fogo estelar.

Nada pode apagá-lo, pois é a Luz do Eterno...

Você é fruto do maior Amor de todos!

Aquele “Amor Que Gera a Vida”, que não se explica, só se sente.

E somente Ele poderá compreender o que se passa em seu coração.

Portanto, não se deixe abater pela incompreensão dos homens, que são meio cegos para a verdadeira luz
de cada ser.

Há alguém maior que conhece você, mesmo antes de sua descida aqui.

E Ele também sabe o dia de sua partida de volta para casa extrafísica.

Só Ele conhece você verdadeiramente!

Independentemente de sua idade, raça, sexo, religião ou condição social,

Ele vê o espírito de luz que você é.

Ele sabe o que você sabe! E também o que você desconhece...

Por isso, não desista de viver!

Vale a pena, só por sentir que há alguém maior sabendo o que rola dentro de cada coração.

Só por saber que há uma luz que brilha mais do que bilhões de sóis juntos, e que é a essência da alma...

Aquela luz que mora no coração.

- Wagner Borges –

São Paulo, 27 de dezembro de 2006.

P.S.: Essas linhas foram escritas de improviso dentro dos estúdios da Rádio Mundial de São Paulo - durante
uma gravação do programa “Viagem Espiritual” -, e lidas em seguida para os ouvintes*.

Nota:
* O programa “Viagem Espiritual” é apresentado todas as quintas-feiras na Rádio Mundial de São Paulo –
95.7 FM – das 19h às 20h.

Obs.: Ver a seção Rádio IPPB, que contém as gravações de vários programas, na coluna de Multimídia do
site do IPPB – www.ippb.org.br.

A GRANDE VIAGEM DO ESPÍRITO: A VIDA! (Apenas Alguns Toques Para Dizer Que Vale a Pena Viver... e
Aprender!) - Wagner Borges

A vida não espera.

Por onde você for, o tempo não pára, mesmo que você queira.

O que ficou, ficou...

O que se foi, passou...

É a vida em movimento. Somos viajantes eternos em suas trilhas.

Parece que somos passageiros na eternidade, mas a verdade é outra: somos eternos dentro do temporário.
Ou seja, somos o eterno no movimento da vida que segue...

Na natureza, tudo passa! O traço característico da existência é a

impermanência.

As coisas mudam, sim, mesmo que você não queira. Pessoas e situações vão e vêm em nossas vidas,
entram e saem na esfera de ação do nosso viver. Isso é assim mesmo!

Há um tempo para tudo: o amanhecer, o meio-dia e o anoitecer. Da mesma forma, há um tempo para
semear e colher; nascer, viver, partir, renascer e seguir...

Tudo passa! O que marca é a experiência adquirida.

As culpas e mágoas também passam!

No rio da vida, as águas do tempo curam tudo, pois diluem no eterno as coisas passageiras.

As coisas estranhas que aconteceram, os dramas que rolaram e as palavras que feriram também passam...
Se você permitir. Sim, se você se permitir notar que o tempo leva tudo, e que a vida segue... Mesmo que
você esteja emburrado agora.

Aquele ranço antigo ou aquelas emoções apagadas que, vez por outra,

bloqueiam a sua alegria fazem parte do que é temporário, mas você é eterno.

Essas emoções passam por você, mas que tal virar o jogo?

Que tal passar por elas, sem se deter, apenas tirando a experiência e

seguindo na vida?

Sim, tudo passa mesmo! As estações se sucedem no tempo certo: primavera, verão, outono e inverno. Isso
não é bom ou ruim; é apenas natural. Como é natural o espírito imperecível entrar e sair dos corpos
perecíveis ao longo da cadeia reencarnatória. Como é natural seguir para frente, pois o tempo não pára e a
vida segue...

E, do centro da Consciência Cósmica, o Grande Arquiteto Do Universo, o Supremo Comandante de todas as


vidas e de todos os tempos sorri e diz a todos:

"Tudo passa, menos o Meu Amor por todos.

As experiências vão, mas o aprendizado fica.

É impossível deixar de existir, pois a evolução é inevitável!

Todos estão destinados à Consciência Cósmica, mesmo que não entendam isso agora. Porém, se o
desentendimento é passageiro, a felicidade advinda do processo de evoluir continuamente será imperecível.

Tudo há seu tempo!

Enquanto evoluem e aprendem a arte de viver, passem e vivam... E não se detenham até alcançar a meta!

O Amor é o que vale!"

(Estes escritos são dedicados às pessoas que perderam seres amados, seja pelo motivo que for. Que a luz
do discernimento e dos sentimentos mais elevados possa devolver a elas o tesão de viver e o gosto de
aprender novas lições na existência. Que elas percebam que cada dia leva consigo a maravilha do momento,
que sempre passa...

Que elas se permitam ser felizes novamente, somente pelo motivo de que existir é um privilégio. E viver é
fantástico!).

Paz e Luz.

- Wagner Borges -

(São Paulo, 19 de agosto de 2004.)

O TAO DA LEMBRANÇA VITAL

(Falando de Viagens Espirituais Pelos Nove Céus)

- Por Wagner Borges -

Você se lembra de seu tempo de liberdade extrafísica, quando voava montado no dorso do dragão de
Chi? Quando visitava os sábios espirituais na morada celestial?

Você se lembra dos nove céus e das viagens espirituais? E dos sábios risonhos, cheios de
contentamento, ensinando que o riso dissolve diversos males do espírito e solta o fluxo do Chi?
Você se lembra de rir junto com eles? E se lembra de que o poder não é do homem, mas do Tao, a
suprema urdidura vital?

Você sente saudades dos vôos espirituais? E seu coração clama pelas luzes sutis?

Você deita o corpo no leito pensando nisso? Ou apenas adormece no turbilhão de pensamentos e
memórias do dia?

Você deita e eleva os pensamentos ao Tao? Ou somente mergulha nas formas mentais do dia-a-dia,
que gravitam ao seu redor?

Você ainda medita nos nove céus? Ou se deita agitado demais?

Você sabe relevar os dramas e desculpar os outros?

Você ainda ri de si mesmo? Sabe transformar seu próprio ridículo em alegria e liberdade?

Você ainda aprecia o dia ensolarado? E o cheiro de terra molhada de chuva?

E vê, na natureza – e nos seres –, o grande mistério do Tao?

Você ainda se encanta com o misterioso principio vital?

Você se sente feliz, só por existir, simplesmente?

Você ainda carrega a jóia do discernimento em seu coração?

Você se sente honrado de participar da existência?

E agradece ao Tao por isso?


Os sábios ainda se lembram de você.

Então, lembre-se deles também e voe novamente...

E ria, agradecendo ao Tao, por tudo.

Paz e Luz.

São Paulo, 04 de setembro de 2007.

- Notas:

* Tao - do chinês - "O Caminho"; "a essência de tudo"; "O Todo".

Na verdade, o TAO não pode ser descrito ou explicado por palavras humanas. Por isso, deixo a cargo do
sábio Lao-Tzé uma explicação mais apropriada:

"Há algo natural e perfeito, existente antes de Céu e Terra.

Imóvel e insondável, permanece só e sem modificação.

Está em toda parte e nunca se esgota.

Pode-se considerá-lo a Mãe de tudo.

Não conhecendo seu nome, chamo-o TAO.

Obrigado a dar-lhe um nome, o chamaria Transcendente."


- Lao Tzé - in "Tao Te Ching" – China; Século VI a.C.

* Chi - do chinês - força vital, energia.

Dentro dos ensinamentos taoístas, a força vital é polarizada na natureza das coisas em dois aspectos
fenomênicos: o Yin e o Yang, as alternâncias do Chi, as polaridades da energia.

* Nove Céus – metáfora taoísta para os diversos níveis dos planos extrafísicos.

* Dragão de Chi – metáfora taoísta significando o equilíbrio das energias; ou seja, para voar montado no
dorso do dragão – controle das energias -, é necessária grande força de vontade. Por isso os sábios chineses
de outrora eram representados simbolicamente - nas iniciações taoístas - montados nos dorsos dos dragões.

* Viagens Espirituais – experiências fora do corpo; viagens astrais; projeções astrais; projeções da
consciência; viagens fora do corpo; desprendimentos espirituais.

* Enquanto digitava essas linhas, lembrei-me de um outro texto que apresenta grandes correlações
com as idéias contidas nesse aqui. Penso que sua leitura poderá enriquecer a compreensão dos leitores em
cima dessa temática projetiva e espiritualista com nuances taoístas. Por isso reproduzo o mesmo na
seqüência.

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O TAO DA SERENIDADE E DA ALEGRIA

Observe a flor que desabrocha no momento certo.

Ela sorri para as gotinhas de orvalho e para o sol.

Em seu sorriso está o Chi.

Ela não pensa, mas sua sensibilidade agradece ao Tao.

Observe a cascata correndo por entre as pedras.

Ela nunca olha para trás.

O seu destino são as grandes águas.


Ela corre junto com o Chi e sente o Tao.

Sorva tranqüilamente uma caneca de chá morno.

Pense que cada gole é o Tao.

Faça isso de olhos fechados e medite.

Seja suave, amigo e sereno.

Nunca renegue a si mesmo.

Para o Tao, tudo é sagrado.

Os opostos são alternâncias do Chi.

Yin e Yang são irmãos, equilíbrio é paz.

Persevere nos bons princípios.

Feche os olhos, e sente-se com paciência.

Junte as mãos em frente ao peito.

Faça o azul do céu entrar em sua testa.

Arremesse longe a arrogância.

Agradeça ao Tao, venere a vida.

Seja flor e cascata, saúde o Chi.

Limpe as emoções, seja sereno.

Viaje espiritualmente aos nove céus.

Deite o corpo no leito, arremesse longe o medo.

Pense numa bola azul acima da cabeça, outra abaixo dos pés.

Sinta o azul preenchendo o seu corpo, por cima e por baixo.

Medite no Tao.

O azul eletrificado percorre o seu corpo.

Decole o espírito nas correntes de luz.


Visite os sábios extrafísicos nos planos celestes.

Por favor, remova as dores da tristeza.

Isso faz estragos nos pulmões.

Não respire apenas o ar, respire o Chi junto.

Pense que o Chi é o ouro da vida.

Duas maravilhas: paciência e simplicidade.

O Tao admira essas duas qualidades.

Por isso os sábios são fortes e serenos.

Eles são cascata e flor e sempre agradecem...

P.S.: Essas são as orientações por hoje.

Os amigos do Tao-Chi sempre agradecem a oportunidade de fluir pela existência nos nove mundos.

Nunca se esqueça: quando você sorri, o Chi circula melhor pela sua aura.

O segredo do segredo é apenas esse: seja sereno e sorria.

Caminhe contente, pois o Tao a tudo abençoa.

Por favor, circule o Chi, e seja alegre.

- Tao-Chi -

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 04 de dezembro de 2002).

- Nota de Wagner Borges - escrita em 06 de dezembro de 2002:

Em relação ao trecho desse texto que indica uma técnica projetiva visualizando bolas de luz azul, quero
fazer uma colocação que acho pertinente.

Muitas pessoas ficam sideradas por técnicas projetivas e tornam-se presas da ansiedade. Na verdade, a
melhor técnica projetiva que existe é dormir tranquilamente. Enquanto o corpo denso dorme, os laços
energéticos que prendem o psicossoma em sua estrutura se soltam parcialmente, e a aura e o duplo etérico
- campo energético que permeia o corpo físico - se abrem.

Então, o psicossoma se desprende temporariamente do casulo físico e alça vôo às paragens extrafísicas ou
físicas para onde suas afinidades lhe direcionem. É um processo natural e ocorre não somente com os seres
humanos, mas também com os animais. Ou seja, ele acontece por comandos automáticos da própria
natureza.

A questão importante não é como se projetar, pois isso já acontece naturalmente, mas sim como despertar
a lucidez extrafísica e, posteriormente, imprimi-la no cérebro físico no momento da entrada no corpo. Outra
ponderação séria diz respeito ao que fazer numa projeção, aonde ir e com qual intenção.

Talvez seja interessante o candidato a projetor consciente ponderar sobre o seguinte:

"Carrego para dentro do meu sono a carga dos meus pensamentos e sentimentos, e isso determina a
condição vibracional do meu psicossoma durante o desprendimento. Será que estou levando para o
extrafísico o peso das minhas ansiedades ou aquela leveza vibracional permeada pelas minhas melhores
aspirações de crescimento consciencial?"

Durante uma projeção é possível descansar espiritualmente e refazer-se energeticamente em ambientes


saudáveis da natureza ou do plano extrafísico. Da mesma forma que no plano físico é possível alguém sair
apenas para passear, como forma de lazer, também é possível fazer o mesmo durante uma projeção.
Contudo, até mesmo nisso há que existir o bom senso. Alguém gosta de passear em zonas escuras e cheias
de presenças desagradáveis?

Alguém pode pensar: "Estou cansado demais, será que posso me projetar apenas para dar um passeio e
flutuar à toa, sem maiores preocupações?" Isso é absolutamente normal, da mesma forma que alguém no
plano físico pode passear à toa para descansar a mente. Contudo, há uma grande distância disso para a
leviandade de pensar o seguinte: "Será que posso ver minha vizinha tomando banho pelada enquanto eu
estiver projetado? Será que posso ir projetado conhecer Paris? Projeção astral é tão legal, pois posso sair do
corpo e conhecer o meu duende da sorte, ver a vida alheia e perguntar para o meu anjo qual é a cor da
minha aura."

Portanto, até mesmo em um simples passeio extrafísico estará vigorando a sintonia espiritual dos objetivos
da própria pessoa. Voltando à questão das técnicas projetivas, pode-se dizer que quem fica muito siderado
nisso, e não presta atenção no que porta em seu mundo íntimo, acaba por ficar retido por sua própria
ansiedade.

Uma técnica projetiva é útil na medida em que faz a pessoa motivar-se sadiamente para o despertar da
lucidez extrafísica. É útil para desviar os pensamentos das preocupações do cotidiano e direcionar o
psicossoma para parâmetros mais elevados. Para uma melhor compreensão desse ponto, vamos fazer uma
analogia com a prática do Ioga.

A respiração é algo absolutamente natural e ninguém ensina um bebê a respirar. Porém, alguém que pratica
Ioga poderá aprender diversas técnicas de controle respiratório e bioenergético e desfrutar dos benefícios
conscienciais oriundos de sua prática disciplinada.

Da mesma forma, a projeção da consciência para fora do corpo físico é absolutamente natural, basta dormir
ou relaxar o suficiente para o padrão de ondas cerebrais chegar naquelas condições projetivas adequadas.

Por diversas vezes, vi crianças e também animais projetados durante o sono. Que livro eles leram? Que
técnicas eles usaram?

Eles estavam projetados de forma absolutamente natural, sem ansiedades ou dramas existenciais.

Porém, embora a projeção seja algo natural, assim como respirar, também é verdade que quem estuda o
tema de forma profunda poderá desfrutar dos benefícios conscienciais oriundos de sua prática disciplinada.

Nesse aspecto, uma técnica projetiva, bioenergética ou meditativa poderá ajudar em muito o
desenvolvimento de um projetor atento ao seu potencial interno.

O alerta aqui fica por conta da ansiedade das pessoas, que imaginam que técnicas psicofísicas são uma
espécie de fast-food da espiritualidade.

Finalizando esse esclarecimento, sugiro aos interessados que prestem atenção nessa técnica sugerida pelos
amparadores chineses do Tao-Chi, que são craques nessa área. Tenho aprendido muito com eles ao longo
dos anos.

No entanto, o que mais admiro neles é sua alegria e serenidade apresentadas em todas as ocasiões. E essas
duas coisas são mais importantes do que qualquer técnica.

Tomara que todos nós, eternos neófitos da vida, possamos fazer boas viagens espirituais, dentro ou fora do
corpo, sempre objetivando que aconteça o melhor para todo mundo. Sempre pensando no progresso
consciencial de todos os homens.
Sempre vibrando PAZ E LUZ nos objetivos.

P.S.: Esses escritos adicionais foram feitos horas antes de uma palestra pública no IPPB - onde a presença
média é de cerca de 200 presentes por palestra -, justamente sobre projeção da consciência e maturidade
espiritual. Cada pessoa presente recebeu uma cópia desses escritos.

- Notas do texto:

* Chi - do chinês - força vital; energia.

* Tao - do chinês - "O Caminho"; "a essência de tudo"; "O Todo". Na verdade, o TAO não pode ser descrito
ou explicado por palavras humanas. Por isso, deixo a cargo do sábio Lao-Tzé uma explicação mais
apropriada:

"Há algo natural e perfeito, existente antes de Céu e Terra.

Imóvel e insondável, permanece só e sem modificação.

Está em toda parte e nunca se esgota.

Pode-se considerá-lo a Mãe de tudo.

Não conhecendo seu nome, chamo-o TAO.

Obrigado a dar-lhe um nome, o chamaria Transcendente."

- Lao Tzé - in "Tao Te King" -

* Tao-Chi: equipe extrafísica de amparadores chineses ligados à egrégora - atmosfera espiritual - do


Taoísmo. Originalmente eram duas equipes: a equipe Tao e a equipe Chi. Posteriormente, as duas equipes
se fundiram numa só: Tao-Chi.

Esse grupo me passa ensinamentos oriundos do Taoísmo adaptados à realidade ocidental e aos estudos
espirituais modernos, notadamente sobre as projeções da consciência e os estudos de Bioenergia.

No meu livro "Viagem Espiritual III" – publicado pela Editora Universalista - há diversos textos desse grupo
extrafísico. Também há diversos textos deles em nossa seção de textos periódicos - projetivos e
espiritualistas - em meio aos textos já postados no site.
* Psicossoma – corpo espiritual; perispírito; corpo astral; corpo sutil.

SORRINDO FORA DO CORPO

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(Risadas além da carne, na vida que segue...)

- por Wagner Borges -

Olá, meu amigo!

Disseram-me que você estava na cova.

Deram-me até o número da mesma e o endereço do cemitério.

Mas não acreditei. Ainda bem!

Não tem cabimento pensar que o seu sorriso, a sua lucidez e o seu amor estão

numa cova fria e escura.

Nem pensar que você mora no buraco tal, na cova número não sei das quantas.

Você é um espírito, cara! Sempre foi.

E, lugar de quem voa com o corpo de luz (1) é no céu, não na cova.

E nós continuamos amigos...

Então, antes que você peça, já vou logo avisando que não vou falar nada com

a sua família.

Se eu falar que o vi fora do corpo e que você ria como sempre, vai ser um

escarcéu danado!
Além deles não acreditarem nisso, pois pensam que quem desencarna vai para

dentro da cova, ainda irão me criticar pela ousadia de levar-lhes a notícia

legal de que você não morreu, só saiu do corpo de uma vez por todas.

Isso já aconteceu várias vezes!

Eu levo a mensagem, que é do espírito, para a família dele, que não é a

minha, e ainda pago o preço da raiva e da ignorância deles.

Deixe o tempo e a vida ensinarem a eles sobre o eterno jogo de viver.

De qualquer forma, vou passar esses escritos para frente.

Quem sabe, se por aquelas vias misteriosas da espiritualidade, essas linhas

não cheguem até algum dos seus?

E com mais um detalhe: quem sabe se outra família, em condições semelhantes

de perda ilusória, não leia isso! E se toque de algum jeito?

Sabe, o mais importante é você estar bem.

Ainda bem que a morte não tem o poder de matar o sorriso de ninguém!

Bom, agora tenho que sair. Daqui a pouco vou começar um curso sobre as

experiências fora do corpo. Você não quer vir junto?

Sei que você já está fora do corpo de vez, e conhece os planos invisíveis

além da carne, mas, a aula é só fachada para algo maior.


Quebrar o medo da morte, falar da imortalidade da consciência e gerar uma

egrégora (2) bacana com o pessoal, para irradiar luz nesse mundão de Deus.

Em meio ao estudo das saídas do corpo, a espiritualidade opera secretamente

a assistência espiritual e aplica um banho de luz na galera, intrafísica e

extrafísica.

E ainda tem gente que me pergunta quais são os motivos que me levam a fazer

os cursos e as palestras sobre esses temas extrafísicos!

Ah, se eles pudessem ver apenas dez por cento do que rola no extrafísico

durante essas atividades de esclarecimento projetivo e consciencial!

Bom, está a fim de ir ou não?

Tem um monte de gente legal por lá, encarnados e desencarnados.

Cara, que alegria ver o seu sorriso novamente.

Um abraço.

P.S.: Os amigos extrafísicos não são fantasmas, são apenas gente que ri "do

lado de lá"; gente que vive, ama, ri, aprende e segue....

São Paulo, 04 de março de 2006.


- Notas:

1. Corpo de Luz: denominação ocultista para o corpo extrafísico. Sinonímias:

"Corpo espiritual" (Cristianismo - Cor. I, cap. 15, vers. 44) - "Corpo

astral" (do Latim "Astrum": "Estrelado" - Expressão usada pelo grande

iniciado alquimista Paracelso, no séc. 16, na Europa, e por diversos

ocultistas e teosofistas posteriormente) - "Perispírito" (Espiritismo -

Allan Kardec, séc. 19, na França) - "Psicossoma" (do Grego: "Psique":

"Alma"; e "Soma": "Corpo" - Significa literalmente "corpo da alma" -

Expressão usada inicialmente pelo espírito André Luiz nas obras

psicografadas por Francisco Cândido Xavier e por Waldo Vieira, nas décadas

de 1950-1960, que atualmente é mais usada pelos estudantes de

Projeciologia).

2. Egrégora (do grego "Egregorien", que significar "velar", "cuidar"): É a

atmosfera coletiva plasmada espiritualmente num certo ambiente, decorrente

do somatório dos pensamentos, sentimentos e energias de um grupo de pessoas

voltado para a produção de climas virtuosos no mundo.

É a atmosfera psíquica resultante da reunião de grupos voltados para

trabalhos e estudos baseados na LUZ. Pode-se dizer que toda reunião de

pessoas para a prática do Bem e da Virtude (independentemente de linha

espiritual) forma uma egrégora específica, uma verdadeira entidade coletiva

luminosa, à qual se agregam várias outras consciências extrafísicas

alinhadas com aquela sintonia espiritual para um trabalho interdimensional.

Provavelmente foi por isso que Jesus ensinou: "Onde houver dois ou mais em

meu nome, aí eu estarei."

Muitos dizem que não se deve misturar egrégoras de trabalhos diferentes,

porém, quando o Amor se manifesta, desaparece qualquer ideologia

doutrinária, e só fica o que interessa: a LUZ.


O dia em que os homens despertarem para climas mais universalistas e

cosmoéticos, com certeza esse mundo será melhor de viver.

Viva a LUZ, pouco importa o nome, o grupo ou a doutrina que fale dela. E

viva os mentores espirituais que ajudam a todos, independentemente de credo,

raça ou cultura esposada.

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BUDDHA NATURE

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- por Wagner Borges -

No centro do abismo, surgiu a Luz!

Era a hora do Buda!

O despertar da aurora nos limbos.

A iluminação da cova do ego!

Essa Luz se expandiu nas dez direções...

E, por onde ela seguia, ecoava a vibração da compaixão::

"Buda! Buda! Buda!"

E, até hoje, por onde o coração dança na sintonia,

Escuta-se o chamado da Luz:


Buda! Buda! Buda!

Compaixão silenciosa, Luz infinita, Paz no coração...

Om Mani Padme Hum!

O abraço do amor no lótus do coração,

Dentro do sol de Buddhi.

Oh Buda! Luz silenciosa do Oriente,

Que vem nos abraçar no Ocidente,

Cantando a Paz que não é desse mundo...

Vem, amigo de todos, na viagem espiritual

Que não se explica, só se sente...

Vem, Oh Buda!

Na sua Luz, encontramos nossa Luz!

Então, saímos da cova de nós mesmos.

A Luz brilhou no Limbo!

Buda! Buda! Buda!

Om Mani Padme Hum!

Paz e Luz.

P.S.: Esses escritos foram feitos no quadro de aula, de improviso, ao fim da

palestra pública de 6ª feira no IPPB (onde um dos temas foi a explicação de

mantras budistas e a iluminação de Sidarta Gautama, o Buda histórico), com a

presença de 150 pessoas. Logo após uma prática espiritual com a turma,

enquanto o pessoal ainda conversava e trocava impressões após o exercício,

escrevi rapidamente essas linhas em homenagem a todos os Budas, seres de luz


que abraçam a humanidade em paz silenciosa.

São Paulo, 03 de março de 2006.

- Notas do sânscrito:

* Buddhi: iluminação.

* Buda (do sânscrito "Buddha"): iluminado.

* Om Mani Padme Hum: Sua tradução literal é: "Salve a jóia no lótus". Esse é

um mantra de evocação do bodhisattva da compaixão entre os budistas

tibetanos e chineses. Om é a vibração do TODO. Mani é a "Jóia espiritual que

mora no coração", ou seja, é o próprio espírito, a essência divina. Lótus é

o chacra cardíaco que envolve energeticamente essa jóia sutil. Hum é a

vibração dessa compaixão do TODO vertendo a luz pelo chacra cardíaco a favor

de todos os seres.

Esse mantra é mais conhecido como o "mantra da compaixão". É um dos mantras

mais poderosos que conheço. Pode ser concentrado mentalmente dentro do peito

(como se a voz mental estivesse reverberando ali dentro) ou dentro de

qualquer um dos chacras que a pessoa desejar ativar. No entanto, o melhor

lugar para ele é realmente o chacra cardíaco, pois o que chega ali é

distribuído para todo o corpo (pela circulação do sangue comandada pelo

coração) e também chega a todos os outros chacras do corpo energético.

O chacra frontal (testa) também é excelente para essa prática do mantra,


pois o que chega nele é distribuído ao longo da coluna pelos nádis (condutos

sutis de transporte energético pelo sistema) e comunicado a todos os outros

chacras abaixo dele. Esse é o motivo pelo qual vários mestres-iogues sempre

aconselham seus discípulos a iniciar alguma prática bioenergética por ele.

Um livro excelente sobre isso é o do pesquisador-yogue japonês Hiroshi

Motoyama: "Teoria dos Chacras" (Editora Pensamento).

Eis alguns cds maravilhosos que contêm esse mantra:

- Aurio Corrá; Cd. "OM"; Gravadora Alquimusic; Serie: ANM - 0015. A segunda

música desse disco é um canto de amor e faz um bem enorme ao chacra

cardíaco. É amor em forma de ondas sonoras.

- Cd. "Tibetan Incantations - The Meditative Sound of Buddhist Chants";

Gravadora Music Club; Série: 50050. A segunda música desse disco é de uma

profunda alegria e melhora o humor do ouvinte. É alegria em forma de ondas

sonoras. A terceira música é o Om Mani Padme Hum cantado a cappella pelos

monges tibetanos. Esse disco tem 74 minutos de música.

- Cd. "Six-Word Mantra of Avalokitesvara - The avalokitesvara Bodhisattva

Dharma Door Vol. ll"; Gravadora Wind records; Série: TCD - 2109. Esse cd foi

feito por músicos chineses e direcionado para cura de orgãos internos pelo

mantra Om Mani Padme Hum. Entretanto, como a pronúncia é chinesa, o mantra

fica assim: Om Mani Pa Me Hung. Seu efeito é bem forte. Nesse trabalho, o

lance é mais de energia do que de amor. É vitalidade em ondas sonoras.

- Beijing Central Juvenile Chorus; Cd. "Wingsong of The Lotus World";

Gravadora Wind records; Série: TCD - 2152. Esse disco é cantado por um coro

juvenil chinês. Aqui o Avalokitesvara (representado pelos chineses na figura


da Deusa da compaixão "Kuan-Yin"), criador do Om Mani Padme Hum, é

reverenciado em um belo canto que encanta o coração do ouvinte sensível.

Esse disco é paz em ondas sonoras.

Obs. No Tibet, o Bodhisattva da compaixão é representado na figura de

Avalokitesvara. Na China o Bodhisattva da compaixão é representado na figura

da deusa Kuan-Yin (ou Kwan-Shi-Yin) No Japão ele é chamado Kannon. E na

Mongólia o seu nome é Chenrezi.

* Enquanto eu digitava esses escritos, lembrei-me de uma mensagem de um

amparador extrafísico, ligado às vibrações do Buda, que foi postada no nosso

site em 2002. Segue a mesma logo abaixo.

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MEDITANDO COM A COMPAIXÃO

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Medite na divina compaixão.

Bilhões de Budas estão sorrindo no coração.

Cante com eles.

Sorria!

Os homens não entendem,

Mas a compaixão é a cura das agonias.

Os Budas são médicos da alma,

O remédio é a meditação serena.

Não medite com a mente,

Simplifique as emoções,

Não tenha medo, una-se à compaixão.

Om mani padme hum.


Consciência búdica ou crística?

Tanto faz o nome que chamarem,

Compaixão é compaixão!

Que rótulo isso precisa?

Os Budas não falam à mente,

E nem se engolfam na adoração cega.

Eles vão direto no coração e dizem:

Paz, Paz, Paz...

Bilhões de Budas e Cristos... no coração.

Sorria e cante com eles!

Seja uno com a compaixão incondicional.

Fique em paz.

Om mani padme hum.

- Um Amparador Budista -

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges; São Paulo, 03 de janeiro de

2002)

- Notas:

* Om Mani Padme Hum (do sânscrito): Sua tradução literal é: "Salve a jóia no

lótus". Esse é um mantra de evocação do bodhisattva da compaixão entre os

budistas tibetanos e chineses. Om é a vibração do TODO. Mani é a "Jóia

espiritual que mora no coração", ou seja, é o próprio espírito, atman,


essência de Brahman. Lótus é o chacra cardíaco que envolve energeticamente

essa jóia sutil. Hum é a vibração dessa compaixão do TODO vertendo a luz

pelo chacra cardíaco a favor de todos os seres.

* Trechos de ensinamentos budistas:

"Assim como a rocha sólida não é abalada pelo vento, os sábios não se abalam

pela culpa ou elogio." - Dhammapada; verso 81.

"Assim como a luz da lamparina pode romper a escuridão que está lá há mil

anos, pode também a centelha da sabedoria extinguir a ignorância que já dura

há muitas eras." - Mestre Hui Neng, sexto patriarca Zen; século 7 D.C.

" Sidarta Gautama - nascido há muito tempo, morto há muito tempo.

Buda - nunca nascido, nunca morto." - Grafiti Zen.

"Não procure seguir as pegadas dos mestres; procure o que eles procuraram."

- Provérbio Zen.

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SAINDO DA GOSMA PSÍQUICA E ENTRANDO NA LUZ DO SORRISO

Houve uma época em que eu era muito triste.

Havia uma enorme fenda em minha alma, por onde eu perdia muita energia.

Por isso, passei a ver a vida de forma cinzenta e macambúzia.

Nada me agradava, e em tudo eu via alguma coisa para criticar.


Como efeito de tal estado de consciência melancólico, projetei minhas amarguras nos textos que escrevia.

De forma ácida e contundente, joguei nos meus escritos a minha dor e o meu vazio interior.

Movido apenas pelo intelecto cabuloso, tornei-me arrogante e pedante em excesso.

Qualquer coisa era motivo para irritação e desmandos emocionais diversos.

Disparei muitas setas ácidas, por meio dos meus escritos, e tudo era o alvo.

Nada e ninguém escapavam do meu escrutínio devastador.

Em minha ilusão, eu era o pensador, e o mundo era a escória.

Fiz muitas inimizades com essa minha postura arrogante e considerava tal coisa como absolutamente
natural, num mundo que eu julgava cheio de mentecaptos.

Como eu disse no início, eu era muito triste e enfadonho.

O tempo passou, e eu envelheci, como todos, pois ele não perdoa!

No entanto, em lugar da idade me trazer sabedoria, eu me tornei mais amargo ainda.

Na verdade, torcia para que a morte viesse logo!

Por fim, o momento fatal chegou, mas não da maneira como eu imaginara.

Em meu pessimismo crônico, eu esperava que houvesse uma espécie de anulação da consciência, mas tal
não aconteceu.

Não deixei de existir nem de pensar; pelo contrário, pensava mais do que nunca.
E isso me assustou muito!

O desligamento do mundo, propiciado pela morte, só me alijara do corpo físico, mas não destruíra minha
mente.

E ali estava eu, ser pensante, assustado igual criança no escuro, no desconhecido do além vida...

Abduzido irremediavelmente para fora do ergástulo terreno, vi-me imerso num mar de formas mentais
cinzentas.

Eu flutuava no meio do lixo mental que acumulara em torno da mente, por uma vida inteira de amargura.

Eu era prisioneiro de um verdadeiro calabouço psíquico, formado pelos meus próprios pensamentos
negativos.

Estarrecido, eu descobri que era prisioneiro de uma gosma psíquica engendrada em minha própria mente.

Então, fiz o impensável: gritei, gritei e gritei... E não era contra ninguém.

Pela primeira vez, o alvo de minha frustração era eu mesmo!

Mergulhei numa profunda melancolia pós-morte, e eu era o único responsável por ela.

De tanta acidez emocional, terminei atolado no meu próprio vômito psíquico.

Por um tempo que não sei determinar exatamente, fiquei nesse estado de consciência obscuro, ruminando
minha mesquinharia mental.

Todavia, apesar de minha imensa petulância, recebi uma ajuda providencial.

Alguém rompeu o meu casulo psíquico e dispersou as energias cinzentas em torno.


Era um homem alto e magro, de cerca de 60 anos de idade, meio calvo, com cabelos brancos nas laterais,
vestido de branco e com uma expressão simpática.

Ele me tirou daquela gosma terrível e me disse, de forma bem humorada:

“E aí, meu chapa! Está na hora de você arrotar sua amargura.

Chegou o momento de abrir as portas de seu coração, para que outros ares ventilem suas emoções. Eu faço
parte do grupo de escritores e poetas da Companhia do Amor.

E, como você também escrevia lá na Terra, sobrou para o nosso grupo atendê-lo.

Mas não esquente a cuca, não! Está na hora de melhorar, meu chapa!”

Guiado por esse novo amigo, desprendi-me daquele clima psíquico ruim.

Fui tratado e energizado. Tomei banho de luz e fiz terapia por um tempo.

Mas o que me curou mesmo foi o bom humor desses fantásticos amigos da Companhia do Amor. Eles me
ensinaram a rir e levar as coisas na esportiva.

Respeitaram-me, mas não fizeram concessões ao meu ego.

Falaram-me tudo que eu precisava ouvir, na cara, sem dó nem piedade.

E, ao mesmo tempo, fizeram-me rir demais; fizeram-me ver o meu papel cinzento de ser amargo. Então, só
me restou cair na lábia deles e rir junto do meu ridículo.

E, pela primeira vez em muito tempo, eu me permiti rir e assim desafoguei os meus dramas internos. Como
eles dizem por aqui, “desopilei o fígado”.
Agora estou numa nova etapa, sem desavenças comigo mesmo ou com o mundo.

A fenda em minha alma foi fechada por uma massa de luz e sorrisos.

Aprendi que há muita inteligência na simplicidade de quem sabe levar a vida de um jeito alegre. E que
arrogância é doença psíquica séria.

De que adianta ser cheio de cultura e estudo, se isso não iluminar suas emoções?

O que mais quero agora é ser simples; quero falar e escrever sobre novos temas, mas sem críticas literárias
ou intelectualismo escabroso.

Quero ser feliz! Quero rir igual aos amigos da Companhia do Amor.

Que se inicie uma nova etapa, sem apertos no coração ou conversa mole.

Que haja luz e risos, para preencher as fendas que separam o ser de si mesmo.

Como aprendi por aqui, “todo tempo é tempo de aprender”.

- Um Novo Amigo e Calouro da Companhia do Amor -

Nota de Wagner Borges: esses escritos são a transcrição de uma conversa extrafísica (enquanto eu me
encontrava fora do corpo durante o sono), que tive com um espírito que foi assistido há algum tempo pela
turma da Companhia do Amor.

Registrei mentalmente o seu depoimento e logo em seguida voltei para o corpo. No entanto, só consegui me
lembrar de parte da conversa. Porém, horas mais tarde, quando eu me encontrava dentro de um avião (no
trajeto entre São Paulo e a cidade de Ribeirão Preto), veio o resto do papo na mente e aí anotei tudo
rapidamente nas páginas do livro que estava lendo no momento, ali mesmo, durante o vôo, enquanto uma
aeromoça me observava atentamente, talvez pensando como é que eu conseguia me concentrar e escrever
de forma tão rápida.
Outro detalhe: este texto será inserido no novo livro da Companhia do Amor, que será lançado aqui em São
Paulo, logo no início do mês de dezembro.

* A Cia. do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam
textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem humorados.
Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando
em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas
vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não
existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor.

Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.

Para mais detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver o livro "Cia. do Amor - A Turma dos
Poetas em Flor" - Edição independente - Wagner Borges, e sua coluna no site do IPPB (que é uma das
seções mais visitadas no site): www.ippb.org.br

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O SORRISO DO MENINO AZUL

Tudo é o que deveria ser.

Não cai uma folha sem que o Pai Celestial saiba e assim o deseje.”

O garoto azul caminha ao meu lado e conversa comigo.

Ele nada diz, mas posso sentir pela sua música que ele fala de amor.

O amor que é incondicional, e que todos vamos sentir um dia.

Seja pelo americano ou pelo afegão.

Seja pelo brasileiro ou pelos povos de outros orbes.


Sentiremos tanto amor, que não dará para ficar em silêncio, e o expressaremos em forma de sorriso.

É isso o que o menino Gopala* tenta passar para mim.

Ele dança, mas não pára de sorrir pra mim, enquanto converso com a minha família através de um
computador.

E a melodia me faz lembrar do quanto é importante o trabalho que fazemos, e como é difícil acreditarmos
que fazemos diferença em meio a um mundo mergulhado na ignorância.

E o menino azul ri, e pelo seu olhar, posso sentir que os ignorantes somos nós, por acreditarmos no bem e
no mal.

Pois Ele se manifesta na luz e na escuridão.

Os que estão na luz, têm a obrigação de ajudar os irmãos que ainda não enxergam direito, e a melhor forma
de fazer isso é imitando o menino azul: sorrindo!

Esse sorriso visualizado no chacra cardíaco acalma as nossas ansiedades e incertezas.

E a melodia continua... e o menino azul dança pelo ciber-cafe e vai desaparecendo.

Meus olhos se enchem d’água e tenho vontade de gritar e dizer que queria ser tão azul quanto ele, e
retribuir em sorriso o seu carinho por mim.

Então, ouço uma voz na minha mente:

"Nao sorria para mim, sorria para eles.

Diga-lhes que não cai uma folha sem que o Pai saiba e assim deseje.
Tudo é o que deveria ser.

Mas isso não significa inércia para aqueles que conhecem a luz, e sim, trabalho a fazer.

Significa esforço árduo, mas sempre com muito carinho e sorriso no coração.

Portanto, não sorria para mim, sorria para os seus irmãos, e eu estarei neles e eles me compreenderão
através dessa canção"

Paz e luz a todos.

Frank

SOMOS TODOS UM SÓ!

Londres, 10 de setembro de 2004.

Notas: - Nota de Wagner Borges:

Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco, participante do grupo de estudos do IPPB e da lista
Voadores, que atualmente mora em Londres. Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a
postagem desses escritos.

Neste momento ele está em viagem de férias pelo Oriente Médio, de onde remete os seus escritos contando
sobre suas observações e reflexões conscienciais.

Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista on line de nosso site e em nossa seção de textos
projetivos e espiritualistas, em meio aos diversos textos já enviados anteriormente. www.ippb.org.br

- Nota do texto:
* Gopala (do sânscrito): é um dos epítetos de Krishna. Significa “o pastorzinho divino”; o pastor das almas
(Govinda). Muitas vezes, é usado como mantra para dissolver climas psicofísicos adversos.

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SORRISOS, POEMAS E CANÇÕES - NA LUZ DO ETERNO...

(Quando a Luz Reconhece a Luz e o Coração se Encanta)

- Por Wagner Borges -

Pense: há uma luz que dá vida às estrelas.

É a mesma que brilha em seu coração.

É ela que faz você gostar tanto de música.

É ela que brilha nos olhos de suas crianças.

Nos momentos difíceis, lembre-se disso.

Nos momentos felizes, também!

E, quando ler um poema brilhante, reconheça:

É ela que brilha em seus olhos, admirada.

Ao observar os olhos vidrados de um cadáver, pondere:

Para onde foi o brilho que morava ali?

E pergunte-se: para baixo, ou para cima?

Então, com olhos brilhantes, olhe para o Sol e sorria...

Ah, essa luz... brilho dos poemas e das canções...

Que tumba poderá aprisioná-la?

Não, não. Ela vem das estrelas, é imperecível!

E, quando ela volta para casa, só ficam os olhos vidrados...

É ela que viaja com você - e voa junto -, em espírito.

E o faz lembrar dos planos espirituais e do brilho extrafísico.


Sim, ela voa e reconhece o infinito de onde veio.

Reconhece a casa do eterno e sente saudades com você.

Essa é a luz que todos os sábios sempre admiraram.

O poema e a canção vivem nela, que se admira com eles.

Nada pode destruí-la! Pertence ao infinito imanente...

Não nasce nem morre, só entra e sai dos corpos perecíveis.

É ela – em você – que lê essas linhas.

É ela que ri, quando você percebe isso e se admira.

E não há nada mais lindo do que um sorriso dela em você.

E também nas suas crianças. E em tudo que vive, aqui e além...

P.S.: “Há uma luz que brilha mais

Do que bilhões de sóis juntos.

É a essência da alma.

Essa é a luz que mora no coração.”

(Essas linhas são dedicadas ao meu amigo Rubinho, que atualmente mora no plano extrafísico e continua
fazendo o pessoal de lá rir de monte com suas brincadeiras e sua alegria. Dizem que ele “empacotou” e foi
embora, mas isso é ilusão. Eu o vi bem, hoje mesmo, rindo e cantarolando. E ele me pediu: “Moleque de
Deus, escreve alguma coisa sobre risadas e luz. Diz para a molecada não dar mole e valorizar a vida e a
espiritualidade. Fica tudo certo quando se ama o que se faz. Uma hora dessas vamos voar juntos, por aí, se
Deus quiser.”)

Paz e Luz.

São Paulo, 04 de outubro de 2007.

Nota: Enquanto eu digitava esses escritos, rolavam aqui no som de casa as belas canções “A Matter of
Time” e “Ballad of Denshaw Mill” – da banda inglesa de pop/rock Barclay James Harvest – CD. “Caught in
the Light” – 1993 – Importado. Inglaterra.

RISOS E ILUMINACÃO - Por Wagner Borges -


A árvore Bo.

Estou sentado embaixo dela.

Suas folhas caem

Bem no centro de minha cabeça.

O amor entra em mim

E desce até o coração.

Dentro dele surge o Buda.

Ele está sentado, e apenas me diz:

“Olá. Seja bem-vindo. Mi casa és su casa.

Conte-me uma piada!”

Eu conto.

Ele ri.

Então, tenho certeza.

É Ele mesmo.

Pois, se não fosse o Buda,

Ele não riria.

Daí, rimos juntos,

Na mesma Luz.

Om Mani Padme Hum!

Curitiba, 12 de setembro de 2007.

- Notas:

* Om Mani Padme Hum - do sânscrito - sua tradução literal é: "Salve a jóia no lótus". Esse é um mantra de
evocação do boddhisattva da compaixão entre os budistas tibetanos e chineses. Om é a vibração do TODO.
Mani é a "Jóia espiritual que mora no coração", ou seja, é o próprio espírito, a essência divina. Lótus é o
chacra cardíaco que envolve, energeticamente, essa jóia sutil. Hum é a vibração dessa compaixão do TODO
vertendo a luz pelo chacra cardíaco em favor de todos os seres.

Esse mantra é mais conhecido como o "mantra da compaixão". É um dos mantras mais poderosos que
conheço. Pode ser concentrado, mentalmente, dentro do peito – como se a voz mental estivesse
reverberando ali –, ou dentro de qualquer um dos chacras que a pessoa desejar ativar. No entanto, o
melhor lugar para ele é realmente o chacra cardíaco, pois o que chega ali é distribuído para todo o corpo,
pela circulação do sangue comandada pelo coração, e também a todos os outros chacras do corpo
energético.

O chacra frontal, na testa, também é excelente para a prática desse mantra, pois o que chega nele é
distribuído ao longo da coluna pelos nádis – condutos sutis de transporte energético pelo sistema –, e
comunicado a todos os outros chacras abaixo dele. Esse é motivo pelo qual vários mestres iogues sempre
aconselham aos seus discípulos iniciar alguma prática bioenergética por ele.

Um livro excelente sobre isso é o do pesquisador iogue japonês Hiroshi Motoyama, "Teoria dos Chacras",
pela Editora Pensamento.

Eis alguns CDs maravilhosos que contêm esse mantra:

- Laíze, com a participação de Áurio Corrá nos teclados e arranjos. Cd. "OM", pela gravadora Alquimusic. A
segunda faixa desse disco é um canto de amor e faz um bem enorme ao chacra cardíaco. É amor em forma
de ondas sonoras.

- Cd. "Tibetan Incantations - The Meditative Sound of Buddhist Chants", pela gravadora Music Club, Série
50050. A segunda faixa é de uma profunda alegria e melhora o humor do ouvinte. É alegria em forma de
ondas sonoras. A terceira música é o mantra Om Mani Padme Hum cantado a capela pelos monges
tibetanos. Esse álbum tem 74 minutos de música.

- Cd. "Six-Word Mantra of Avalokitesvara - The Avalokitesvara Boddhisattva Dharma Door Vol. ll", pela
gravadora Wind Records, Série TCD - 2109. Esse cd foi feito por músicos chineses e direcionado para a cura
de órgãos internos pelo mantra Om Mani Padme Hum. Entretanto, como a pronúncia é chinesa, o mantra
fica Om Mani Pa Me Hung. Seu efeito é bem forte. Nesse trabalho, o lance é mais de energia do que de
amor. É vitalidade em ondas sonoras.

- Beijing Central Juvenile Chorus, Cd. "Wingsong of The Lotus World", pela gravadora Wind Records, Série
TCD - 2152. Esse disco é cantado por um coro juvenil chinês. Aqui o bodhisattva Avalokitesvara, criador do
mantra Om Mani Padme Hum – representado pelos chineses na figura da Deusa da compaixão "Kuan-Yin" –,
é reverenciado em um belo canto que encanta o coração do ouvinte sensível. Esse disco é paz em ondas
sonoras.

* Buda - do sânscrito - O Iluminado; Aquele que despertou! Palavra derivada de “Buddhi”, que significa
“Iluminação Pura” ou “Inteligência Pura”. Ou seja, quem alcança o estado de Buddhi, torna-se um Buda, um
ser iluminado e desperto.

Bodhisattvas – do sânscrito – são aqueles seres bondosos que estão perto de tornarem-se Budas ou
Iluminados. Para facilitar a explicação, podemos dizer que eles são canais espirituais ou avatares conscientes
do amor de todos os Budas.

* Árvore Bo ou Bodhi – O motivo da espécie Fícus religiosa chamar-se árvore Bodhi é o Buda ter realizado
seu completo despertar ao pé de uma árvore desse tipo. Bodhi significa “estar desperto ou livre”. Hoje, o
lugar onde o Buda se iluminou chama-se Bodhi Gaya, onde foi construído um grande templo para celebrar
seu despertar. A árvore Bodhi se ergue bonita e exuberante, embora seja apenas uma neta da árvore que
havia ali na época do Buda.

SEMENTES BRILHANTES X PROFECIAS APOCALÍPTICAS


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Para ver coisas novas, é necessário renovar o olhar e a maneira de sentir a vida.

Falar de coisas futuras, mas com vários vícios antigos dentro do coração, é engano certo!

Cada ser é um universo em miniatura, um microcosmo cheio de pensamentos e sentimentos, um infinito de


possibilidades no tecido vivo de si mesmo.

Quando se olha o universo externo, com o olhar que já viaja pelo infinito de dentro, tudo muda.

Quando se busca voar por fora, mas com o vôo equilibrado por dentro, em si mesmo, tudo muda.

Quando se toma consciência de que o amor é o grande lance, tudo muda, por dentro e por fora.

Quando há certeza íntima de que a consciência é imperecível, que não nasce nem morre, apenas entra e sai
dos corpos temporários e perecíveis, dentro do eterno jogo de viver, tudo muda.

Quando a paz floresce nos jardins secretos do coração, todos os dias tornam-se milagres de beleza e
alegria.

Então, se reconhece que cada alvorada é fonte de recomeço, e que é possível quebrar paradigmas antigos e
abrir-se para o novo dia que chama para novas possibilidades de aprendizado e regeneração.

No Céu ou na Terra, a vida é a mesma! Só mudam os planos de manifestação e a maneira como cada ser
percebe e vive a realidade que se faz presente ao seu redor e por dentro dele mesmo.

Paraíso e inferno são portáteis: cada um carrega o seu dentro do coração.

Cada um faz germinar, no terreno da própria vida, aquilo que já carregava como semente em si mesmo.

A semente brilhante no coração, com o adubo certo da luz, germinará, no ser, os olhos brilhantes ao
observar a vida. Contudo, a semente cinzenta roubará o brilho da expressão e tornará a observação da vida
algo doloroso e apagado.
A Grande Viagem, que acontece no mais profundo do coração espiritual, é o que propicia os recursos
saudáveis para as viagens de fora.

Como diz um ditado popular, "não é o que acontece que é importante, mas aquilo que você faz com o que
acontece."

Muitas vezes, da mesma tribulação, surge o herói (que tirou uma lição do que aconteceu) e o revoltado (que
não viu lição alguma, e só se estressou diante da prova).

São as coisas de dentro que determinam o que fazer diante das coisas de fora!

Logo, independentemente do que rolar por fora, que haja algo bom por dentro de cada um, para superar o
que vier e saber tirar a lição de cada situação.

A vida é valiosa. Todavia, saber viver é mais valioso ainda.

O passado já foi. O futuro está em aberto, dependendo do que rolar hoje...

O "aqui e agora" é o momento real. Por isso ele é chamado de PRESENTE!

Sim, é um presente mesmo, pois é nele que consertamos os erros antigos e abrimos novos rumos para o
porvir...

O presente é um presente, para quem tem "olhos brilhantes" para ver.

E quem já carrega sementes brilhantes no terreno de si mesmo, adubadas pela luz e pelo discernimento,
com certeza fará germinar pensamentos e sentimentos brilhantes, tanto no universo de dentro, quanto no
universo de fora.

Na Terra ou no Espaço, dentro ou fora do corpo, somos nós mesmos, nem mais nem menos... Consciências
imperecíveis, eternamente aprendendo a arte do jogo de viver.
(Dedico estes escritos a todas as pessoas que batalham por climas melhores na existência, sejam elas quem
forem, independentemente de raça, sexo, religião ou condição social.

Essas pessoas que sempre vêem a riqueza da vida, mesmo cercadas de problemas variados e de provas
difíceis.

Essas pessoas que não falam de profecias apocalípticas nem de separação celeste do joio do trigo, e que se
consideram normais demais para serem escolhidas da nova era ou abduzidas por seres celestes na calada da
noite.

Essas pessoas que ajudam os outros, sem nada esperar.

Essas pessoas que não julgam a conduta alheia nem medem a espiritualidade de outros.

Essas pessoas que fazem o bem sem olhar a quem, e que confiam num AMOR QUE AMA SEM NOME!

Essas pessoas que vivem o aqui e agora, sempre aprendendo...

Essas pessoas que não temem o futuro nem a morte, pois sabem que a consciência é imperecível.

Essas pessoas às quais as profecias funestas não assustam, venham de onde vierem.

Essas pessoas que sabem que estão na Terra por um tempo de vida, e que procuram preencher esse tempo
com atitudes sadias.

Essas pessoas que sabem que carregam qualidades e defeitos, como todos, e que procuram,
gradativamente, dia após dia, aumentar as qualidades e diminuir os defeitos.

Essas pessoas que não tentam se passar por escolhidas de alguma coisa superior, pois são apenas
consciências procurando aprender a fazer o melhor possível, na Terra ou além...

Essas pessoas normais demais para se sentirem diferentes dos outros.

Essas pessoas, de todas as raças e idades, que batalham por valores sadios, mesmo no meio da loucura dos
homens que devastam a natureza do planeta todos os dias.

Essas pessoas que nada esperam, apenas ajudam como podem, dentro do contexto em que a vida os
colocou.

Essas pessoas que sabem que o TODO está em tudo!

Essas pessoas que, dentro ou fora do corpo, são maravilhosas!

A todas elas, a mais profunda admiração e respeito).

- Nota:

Escrevi este texto logo após ter sido, mais uma vez, abordado por alguém portando mensagens que falavam
de possíveis catástrofes e eventos apocalípticos preconizados por seres extraterrestres para o futuro da
humanidade. Ao longo dos anos, isso me aconteceu muitas vezes: alguém cobrando os motivos de eu não
abordar temas como astro-chupão, apocalipse, ou a separação dos escolhidos por parte de algum poder
superior. O motivo é
simples: estou procurando viver o aqui e agora, para aprender o que tenho que aprender. Não sou juiz da
nova era para saber quem tem nível espiritual ou não. Mal dou conta de trabalhar a mim mesmo, tentando
crescer.

Não tenho a mínima idéia do que irá acontecer amanhã. Só sei que não é possível eu morrer (ou ninguém),
pois tenho certeza de que sou consciência imperecível. Se amanhã rolar algo catastrófico, de qualquer
maneira, vou me sair muito bem disso: vivo, com ou sem corpo. Se eu ficar encarnado, continuarei tentando
crescer; se eu "descascar"* e passar para o "lado de lá", também continuarei tentando crescer... Aliás, como
eterno aprendiz da vida, que outra coisa eu poderia fazer, a não ser procurar crescer?

Tenho observado ao longo dos anos de prática espiritual e contato com público grande, que a maioria do
pessoal que fala muito de catástrofes nunca acha que acontecerá algo com eles, os escolhidos e virtuosos,
só com os outros, "os infiéis" (segundo suas ridículas escalas de ego de quem são os escolhidos da nova
era).

Também tenho observado, nesse pessoal, um grande medo da morte, naturalmente bem disfarçado dentro
de seus parâmetros egoístas. Se eles sabem que não morrem e que a consciência é imperecível, por que é
que falam tanto de possíveis catástrofes e do risco de morte? O motivo é simples: eles não têm certeza de
nada, estão apenas cheios de crenças nisso ou naquilo, sempre

prescindindo do mais elementar bom senso para avaliar as coisas.

Se o mundo for acabar amanhã, ainda tenho o dia de hoje para tentar crescer!

Morrer, seja de ataque cardíaco, acidente, ou de apocalipse, nem pensar!

Não dá para morrer, de jeito nenhum; só dá para "descascar" mais uma vez e seguir além, para a vida em
outros planos, como já fizemos tantas outras vezes no passado.

Parte desse pessoal apocalíptico não irá morrer amanhã; eles morrerão antes, de medo!

Repito: não tenho a mínima idéia do que rolará amanhã. Tudo é possível, desde um dia normal, até mesmo
um maremoto ou guerra (fatos comuns ao longo da história da humanidade). Os extraterrestres irão descer
ou não? Sei lá!

Só sei que eles e nós, e tudo mais que exista no universo somos partícula de luz do mesmo TODO que está
em tudo!

Não pretendo ser salvo de nada, só de minha própria ignorância. E isso é comigo mesmo; nada tem a ver
com seres de outros lugares do universo. É questão íntima e faz parte do meu aprendizado. Com a presença
de seres de fora ou daqui mesmo, preciso crescer e aprender muito... Dentro ou fora do corpo, aqui ou
além...

Que o homem está destruindo o meio-ambiente e detonando a natureza, isso é fato! Que surgirão
conseqüências disso, é óbvio! Que, se não dermos logo um jeito de consertar isso, a atmosfera, o clima, a
água e o verde ficarão irreversivelmente contaminados por nossa insanidade coletiva**.

Tudo isso já é preocupante, nesse nível onde estamos vivendo, nessa casa planetária, que é um ser vivo
igualzinho a nós mesmos. Precisamos despertar a consciência, para olharmos com "outros olhos" e
renovarmos nossas escolhas, nossos atos e nossa responsabilidade com o planeta que nos abriga no
momento.

No entanto, isso não tem nada a ver com os devaneios de quem, no fundo, tem medo de morrer e fica
profetizando o pior. Tal postura é herança psíquica do obscurantismo dos fundamentalistas de épocas
passadas, que falavam as mesmas
coisas, só que de outros jeitos, mas sempre ameaçando, julgando e escolhendo os eleitos de algum lance
apocalíptico. Será que são os mesmos, que ficam reencarnando e repetindo o padrão antigo de não ver o
aqui e agora e, como fuga da realidade, projetam o olhar numa visão futura mais amena do que o vazio
consciencial de suas vidas no presente?

E, alguns, que supostamente viram o apocalipse futuro, não estariam, na verdade, apenas vendo catástrofes
anteriores, passadas por eles mesmos, em outras vidas? Ou seja, o que era retrocognição***, foi
interpretado como pré-cognição?

Bom, independentemente de qualquer coisa, ninguém morre mesmo!

Ainda bem que não sou dono da verdade de ninguém. Não sendo mestre, nem de mim mesmo, como
poderia orientar os outros sobre temas desse porte?

Então, deixo isso a cargo de quem se julga escolhido da nova era, sábio, guru, mestre, emissário da nave
tal, ou enviado virtuoso de algum poder superior...

Esse é o motivo pelo qual não gosto de falar dessa temática em particular.

Estou de "olhar" novo no aqui e agora, louco para aprender o que tenho que aprender. Quem sabe do meu
amanhã é O Grande Arquiteto Do Universo, senhor de todos os tempos. Só sei que, dentro ou fora do corpo,
serei sempre eu mesmo, um espírito imortal, uma consciência imperecível.

A grande catástrofe não virá de fora. Ela já está dentro, como semente cinzenta, nos corações dos que não
vêem o brilho real além das aparências.

Ela é esse medo infeliz da morte, mesmo com a pessoa sabendo que não morre!

Ela é esse olhar radical dos escolhidos new age, separando o joio do trigo místico que inventaram. Ela é a
"viajada na maionese psíquica" de se achar acima da humanidade normal. Ela é a fuga da realidade e a
covardia de não tentar ser feliz, aqui e agora! Ela é a inércia milenar de sempre esperar a salvação vinda de
fora de si mesma, seja por parte de um mestre ou de um extraterrestre qualquer. Ela é a "masturbação
psíquica" de não saber transar

com a vida presente. Ela é o que faz as pessoas olharem somente para fora.

A grande catástrofe é não conhecer a si mesmo!

O grande maremoto é o das emoções pesadas, que acalentamos em nossos corações e que destroçam as
praias de nosso equilíbrio vital.

O grande asteróide-chupão é aquele medo danadinho, que "CHUPA" todo bom senso de dentro do céu de
nós mesmos.

O grande terremoto está em nossas mentes; são os pensamentos negativos que fazem as placas tectônicas
da nossa auto-estima se chocarem, causando a destruição de nosso discernimento.

Sem amor e discernimento na consciência, tudo parecerá catástrofe, dentro ou fora do corpo, na Terra e
além...

Talvez por isso, do centro de sua sabedoria serena, Buda tenha ensinado o seguinte: "Abaixo da iluminação,
só há dor!"

Sim, ele estava certo. Sem a iluminação interior, o resto é o olhar cheio de trevas para a vida, seja o
passado, o agora, ou o amanhã.
Oxalá, todos nós despertemos coletivamente nessa luz do entendimento e da paz; para consertarmos as
coisas e devolvermos o equilíbrio à nossa Mãe Terra, que merece todo nosso respeito, admiração e
agradecimento.

Que me perdoem os apocalípticos de plantão, mas sou mais pela sabedoria da vida.

Sou um espírito e sei disso! E não há nada que possa mudar isso.

Que o futuro venha, como deve ser!

Que as culpas do passado sejam esquecidas e perdoadas; que fique só o aprendizado, para não haver
repetição.

E que o presente seja o que ele é: um presente.

Na carne ou fora dela, na Terra ou além, sejamos felizes, aqui e agora, como deve ser!

Paz e Luz.

- Wagner Borges -

(Sujeito com qualidades e defeitos, espiritualista consciente, 44 anos de "encadernação", não escolhido, não
resgatável, mestre de coisa alguma, aprendiz da vida e neófito do TODO, ao qual sempre agradece, por
tudo).

São Paulo, 22 de março de 2006.

- Notas do texto:

* Descascar: aprendi essa expressão com os espíritos da Cia. do Amor, que costumam brincar chamando a
morte de "descascar", no lugar das expressões populares "desencarnar" e "morrer", já tão batidas e
desgastadas. Ou seja, "descascar" significa sair definitivamente do corpo, a casca carnal.

** Ver meu livro "Uma Lição Extraterrestre". O mesmo está disponibilizado para leitura gratuita no site do
IPPB.

*** Retrocognição (do latim: Retro, Atrás - Cognoscere, Conhecer): mais conhecida popularmente como
regressão de memória. Fenômenos retrocognitivos podem se apresentar revestidos de diversas formas:
sonhos e pesadelos retrocognitivos, projeções astrais retrocognitivas, quando a pessoa sai do corpo e passa
pela regressão no plano extrafísico; transe hipnótico regressivo, transe mediúnico regressivo e outros.
Obs.: Sobre esse lance de confundir visões do passado com supostas visões do futuro, favor ver o texto
abaixo, que foi postado pelo site do IPPB em 1999, época em que recebíamos muitos e-mails com perguntas
sobre apocalipse e coisas do gênero, sempre baseadas no medo. Nem é preciso dizer que os

"escolhidos" de plantão não gostavam das respostas que eu postava (assim como os atuais não irão gostar
do que está escrito aqui e enviarão pedradas psíquicas, ou trovejarão por e-mail ou carta comum). Depois
que passou a histeria misticóide da virada do século (mero evento do calendário gregoriano, todo alterado
ao longo da história), e nada aconteceu como as cassandras negativas de plantão haviam afirmado, o
número de pessoas a falar

disso diminuiu muito. E, agora, depois do tsunami do final de 2004, no Oriente, e até pelo fato do clima
andar meio zoado, como diz a garotada, parte desse pessoal reapareceu, com as profecias apocalípticas de
sempre. É o mesmo discurso batido e ameaçador, agora revestido de profecias ad vindas do calendário
Maia. Pelo menos nisso eu concordo: em 2012/2013 será o fim... do calendário Maia!

VIAJANDO ESPIRITUALMENTE NO CANTO DAS ALMAS LIVRES

(De Alma Para Alma, Nas Luzes do Coração)

“Possamos nós meditar naquele Ser adorável, resplandecente, que deu origem ao universo inteiro! Possa Ele
dirigir nossa inteligência para a Luz!”

- Mantra Gayatri; in “Rig-Veda” -

Amigo(a), doce é o canto daquelas almas livres, tranqüilas e generosas, que, como pássaros canoros
cósmicos, cantam a liberdade do samadhi.

O seu canto derrete o coração e dissolve as malhas da dor.

É canto silencioso, que só se escuta com os sentidos da alma, para além da fala e da mente.

Elas cantam o Sopro Vital do Eterno em cada ser.

E só o coração compreende...

Ah, essas almas magnânimas, que, com apenas um olhar silencioso, fazem o “eu” se dissolver nas correntes
da consciência cósmica.

Doce é o seu canto, que, como a primavera, faz o bem a todos.


Esse canto amigo, que fala da emancipação da alma para além do jugo dos sentidos.

O mesmo canto sutil dos avatares, anônimos e compassivos, dos quais Paramahamsa Ramakrishna um dia
falou aos seus discípulos.

Em sua simplicidade maravilhosa, ele disse o essencial:

“É canto de amor! É doçura que eleva a consciência e embala o coração.

Feliz daquele que escuta esse canto, de alma para alma.”

***

Amigo(a), aqui, na madrugada silenciosa da grande metrópole cinzenta e violenta, onde Deus me colocou
para viver, aprender e trabalhar, eu senti aquele toque sutil familiar, que sempre arrebata meu coração
naquelas ondas miríficas do amor incondicional.

Sim, o toque amigo do querido Ramakrishna, que, sorrindo por entre os planos, me disse espiritualmente:

“Meu filho, escreva aos homens sobre o canto de amor dos avatares. Conte-lhes da doçura que alegra a
alma. Pela graça divina, esses escritos levarão essa doçura a outros corações, fazendo-os felizes.”

***

Amigo(a), como é doce o canto das almas livres.

É canto de amor!

Ilumina a consciência e apazigua as emoções.

É canto de serenidade.
Quem o ouve, em seu coração, o compreende...

P.S.:

“Medita em Deus, seja num lugar escuro, na solidão dos bosques ou no santuário silencioso do teu coração.”

- Paramahamsa Ramakrishna -

- Dedico esses escritos aos meus amigos Luis Medeiros, Lázaro Freire, Vítor Hugo França, Samuel da Silva,
Emílio Cid, Simone Schumacher, Ivan Salina Fernandes, Luis Fernando Migrone, Vanderlei de Oliveira, Joyce
Montenegro, Saulo Calderón, Ricardo Sanfelippo, Ivan Carlos Sanfelippo, Fernando e Nair Cortijos, Ricardo e
Sheila Smith, Márcio Cezar e Andrea Janjacomo, Luiz Otávio Zahar, Dráuzio Milagres, Dirce Bustamante,
Edmilson Federzoni, Monica Allan, Francisco de Oliveira, Washington da Silva, Carlos Henrique e Maísa
Intelisano, Elza, Gisela, Mauricio Santini, Sérgio Kiss, Evaldo Ribeiro, Sérgio Scabia, Rodolfo Fonseca, Máris
de Lourdes Pólo Paz, Mariza Cristina de Oliveira, Arsênio e Zelinda Hipólito, Silvinho e Sandra Keiko, Marcela
Valle, Glauco e Flávia Adalgisa, Sumaia Elias Abrão, Daniela Dias e Marco Paris, Sérgio Nogueira Reis,
Sizenanda Lambert, Jerônimo e Eliana Barbosa, Regina, Juliana e Raquel Mei, e tantos outros amigos
espalhados por esse mundão de Deus.

Que o canto dos avatares possa ecoar em seus corações, cada vez mais.

- Wagner Borges – sujeito com qualidades e defeitos, eterno aprendiz da vida, que continua agradecendo ao
Grande Espírito, por tudo.

É tanta luz que chega do Alto... e dissolve o “eu”, o nome, a forma, a raça, o sexo, a fala, a mente. Só fica o
amor, que não se explica, só se sente.

São Paulo, 05 de setembro de 2006.

Notas do sânscrito:

* Samadhi - consciência cósmica; expansão da consciência; condição ou percepção interior pela qual a
consciência sente a presença viva do universo e se torna una com ele, numa unidade indivisível.

* Avatares - emissários divinos; seres de luz; canais da divindade; mestres espirituais.


* Paramahamsa Ramakrishna - mestre iogue que viveu na Índia do século 19 e que é considerado até hoje
um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma idéia de sua influência
espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia do século 20 se referiram a ele com muito respeito e
admiração, dentre eles o Mahatma Ghandi, Paramahamsa Yogananda e Rabindranath Tagore.

* Enquanto eu escrevia, rolava no som o CD new age/celta – importado - “Another Sun”, dos tecladistas
canadenses Mychael Danna and Tim Clement.

A música “Sparrow Hill” (4ª do disco) é maravilhosa e muito inspirada.

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CANTO PARA A MENINA DESCONHECIDA*

- Por Wagner Borges -

Menina, no centro da noite, eu percebi o seu choro.

Mas não me preocupei, não.

É que vi uma cascata de luz em seus olhos.

Cada lágrima vertida dissolvia seu ego em luz.

Antigas dores foram embora, nas ondas dos sentimentos.

Você se lavou, de coração. O seu céu ficou limpo...

Agora, é hora de uma semeadura mais sábia.

As lições da vida preparam bem a terra do coração.

Muitas vezes, é preciso irrigá-las com as lágrimas.

Para que a plantação do amor cresça sadia.

Para que tudo floresça. Para que os anjos abençoem a colheita.

Para que você escute a canção perdida e reencontre a si mesma.

Sabe, igual aos xamãs de outrora, vou cantar para você.

Mesmo que você não saiba disso, o seu coração saberá.

De alguma maneira, que só o Grande Espírito sabe, a canção viaja...

E ela chega onde deve chegar, pois um vento secreto a carrega...


Sim, a brisa do espírito a visitará, talvez durante seu sono.

E você voará para fora do seu corpo, até o Grande Coração.

Então, lá no céu, você perceberá as coisas de outros jeitos e cores.

E reconhecerá as lições que tanto apertaram seu coração.

Você agradecerá às lágrimas vertidas e abraçará a sabedoria.

Sim, você compreenderá o que está além dos olhos e da mente.

E depois, quando voltar ao corpo, despertará melhor.

No centro da noite, eu canto para você, em silêncio, só com o coração.

Para que os anjos da colheita abençoem sua vida e seus vôos espirituais.

Para que você veja as cascatas de luz vertendo de seus olhos.

Para que você reencontre sua canção e, assim, a si mesma.

Para que tudo melhore, pela graça do Grande Espírito.

P.S.:

Menina, eu nem sei quem é você.

Só percebi o seu choro na calada da noite.

Então, o vento do espírito bateu aqui.

E me ordenou escrever essas linhas.

E tudo isso é por amor, mais do que imagina.

Um amor que faz cantar, em silêncio, no meio da noite.

Uma canção que só o coração escuta.

Um amor que só o Grande Espírito sabe.

Um amor que não se explica, só se sente...**

(Dedicado a você, menina desconhecida daqui, mas velha conhecida do Grande Espírito, Senhor de todas as
vidas).

Paz e Luz.

São Paulo, 19 de fevereiro de 2008.


- Notas:

* Enquanto eu escrevia essas linhas, rolava aqui no som o belo CD. “Chronicles” – coletânea das melhores
canções de Jon Anderson e Vangelis.

Sempre que escuto a música “Beside” (4ª faixa do CD), agradeço ao Grande Espírito, pela chance de ouvir
tal maravilha.

Obs.: Essa música também faz parte do CD. “The Friends of Mr. Cairo” – original do ano de 1981.

** Enquanto passava essas linhas a limpo, lembrei-me de uma linda prece do Cardeal Newman. Segue-se a
mesma na seqüência.

O INFINITO É UMA CRIANÇA! - Wagner Borges

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(Uma Viagem Espiritual com Krishna Menino)

No meio da madrugada silenciosa da grande metrópole de concreto, percebo um som sutil preenchendo o
ambiente do apartamento. Parece um tilintar metálico (como aquele causado pelo balanço de pequenas
pulseiras ou cordões com pequenos sinetes).

Fecho os olhos e me sento no sofá da sala, prestando atenção àquele som.

Então, mesmo sem ver, sei que há uma criança pequena andando aqui no duplo extrafísico da sala. Sinto o
seu sorriso, sua leveza e, por intuição, vou pressentindo quem ele é.

É um menino, e ele corre pelo apartamento todo, com aqueles passinhos de criança sapeca. Não vejo, mas,
de alguma forma espiritual, ele deixa marcas energéticas azuladas por onde passa correndo.

Entro no clima extrafísico de sua presença, e quando nota que eu o vejo claramente, em minha tela mental
frontal (1), ele abre um sorriso daqueles.

Mais uma vez eu sou visitado por Krishna em forma de menino azulado. Mais uma vez ele me dá esse
presente de vê-lo de pertinho e de sorrir para mim (2).

A essa altura, entro num estado alterado de consciência e sou tomado por uma alegria serena e terna, como
se uma parte espiritual secreta, dentro de mim mesmo, estivesse preparada para um momento desses. Meu
coração se torna puro contentamento pacífico...
Ele nada me diz, mas eu sei que sua presença aqui não é à toa. Há algo a fazer, e eu estou pronto, para
aquilo que ele determinar.

Rindo gostosamente, ele corre para o quarto de dormir. De lá,

telepaticamente ele me diz:

- "Vem, minha criança! Deite o seu corpo no leito, de coração aberto, respiração tranqüila e mente limpa. É
hora da viagem espiritual."

Sigo para o quarto rindo também. Ele, plasmado espiritualmente em forma de criança, me chama de minha
criança, e eu adoro isso, me sinto bem e seguro, como uma criança pequena se sente na presença segura
do pai. Na verdade, diante dele eu sou criança mesmo.

Em sua presença, sou menino, totalmente entregue, de corpo e espírito.

Deito a carcaça física no leito, em decúbito dorsal, contente e suave, sereno e amoroso, lúcido e confiante.
A mente está aberta, as emoções estão plácidas, e o corpo está sem tensão.

Fico quietinho esperando, de alguma forma rindo por dentro, ao lembrar que eu sou a criança ali. Mesmo de
olhos fechados, percebo clarões azulados e dourados dentro do quarto.

Então, ele surge novamente, em pé, do lado esquerdo da cama. E dá mais uma risada gostosa daquelas... A
seguir, ele encosta a palma de sua mãozinha esquerda em minha testa, e diz em minha mente claramente:

- "Menino, daqui a pouco você irá decolar espiritualmente, rumo à casa das estrelas. A luz em seu coração é
o seu passaporte para as esferas extrafísicas evoluídas. Entretanto, eu quero que antes você registre um
recado para os viajantes espirituais de todos os lugares e condições. É um recado simples, mas que contém
a sabedoria do eterno inserida nele.

Como uma forma de elevação espiritual e de proteção nesses dias tão turbulentos da humanidade, cheia de
si, mas vazia de espírito e verdade, ensine-lhes a seguinte prática:

- Ao deitar o corpo no leito, que o viajante espiritual visualize minha mãozinha encostada em sua testa. Que
ele imagine a parte interna da palma totalmente azulada, e carregue essa imagem mental para dentro de
seu sono, pacificamente.

Se desejar, também pode visualizar o mantra OM dourado (3) no centro de minha mão encostada na testa.
Isso acalma a mente e propicia uma elevação do nível de energia espiritual. Também protege da agitação do
próprio burburinho mental e liga o viajante às vibrações superiores, onde minha equipe espiritual aportará a
assistência necessária ao bom andamento dos vôos para fora da carne.

Isso é direcionado para todos os viajantes espirituais modestos e generosos, como uma forma de ajudá-los
em seus trabalhos e estudos. E se faz necessário devido aos pesados climas de belicosidade e arrogância
dos homens da Terra, esquecidos de sua natureza espiritual e entregues à sanha dos desejos materiais
exacerbados. Tais climas formam intensas barreiras de formas mentais densas entre o plano material e os
planos extafísicos, e isso dificulta o acesso aos níveis superiores, além de impregnar o cérebro físico com
imagens caóticas.

Que os viajantes espirituais imbuídos de objetivos generosos e lúcidos experimentem esse recurso que aqui
estou revelando. E que eles encontrem os meus trabalhadores espirituais, no clima extrafísico adequado,
para esclarecimentos justos e atividades benfeitoras no infinito.

Narananda (4), decole espiritualmente e vá até eles para mais

esclarecimentos. E depois, volte contente e escreva esse meu recado. Essa é a tarefa que lhe dou na noite
de hoje.

Antes de partir, deixo-lhe um presente. É uma chave espiritual para abertura do divino potencial dos
chacras.

Medite nesse ensinamento secreto dos sábios e veja o que sente no coração:

'O INFINITO É UMA CRIANÇA!'

E agora, menino, saia do corpo contente e rindo. Vá cumprir sua tarefa espiritual.

Eu ainda tenho que tocar muitas testas invisivelmente na noite de hoje."

Embalado na sua ternura, lentamente vou perdendo a sensação do peso do corpo e começo a flutuar por
sobre ele... vou rindo por dentro e pensando: "O Infinito é uma criança."

P.S: Felizmente, ao despertar a carcaça física na volta, lembrei-me de tudo e registrei esses escritos
rapidamente, como se o tempo não houvesse passado e tudo estivesse acontecendo agora mesmo. É, o
Infinito é uma criança mesmo!

Om Maharaj! (5)
- Wagner Borges, menino com qualidades e defeitos, espiritualista, 43 anos de "encadernação", carioca
radicado em São Paulo, pai das estrelinhas Helena e Maria Luz, e que, às vezes, consegue pegar uma
caroninha nas vibrações de

Krishna, o Infinito em forma de criança.

São Paulo, 26 de julho de 2005.

- Notas:

1. Tela mental frontal: espaço virtual na mente, onde surgem imagens mentais ou extrafísicas; parte interna
do chacra frontal, onde surgem as manifestações da clarividência.

2. Não interessa a forma do espírito superior que se manifesta, seja ele Buda, Jesus, ou apenas um ser de
luz em forma de criança azulada representando Krishna. O que importa é a qualidade da manifestação e as
idéias sugeridas. Pouco importa a forma pela qual o Eterno se apresenta, pois valem mais o amor e a
serenidade contidos em sua manifestação. E isso fica sempre evidenciado pelo nível das idéias, sentimentos
e energias apresentadas.

3. OM (do sânscrito): a vibração do TODO que está em tudo, o verbo divino, o som da criação.

4. Narananda (do sânscrito): "Nara": "Homem" - "Ananda": "Bem-Aventurança". Logo, significa "homem de
bem" ou "homem que porta a bem-aventurança de Krishna". Também é um epíteto de Arjuna, o discípulo-
arqueiro de Krishna.

5. Om Maharaj (do sânscrito): "Grande Rei". É um dos mantras evocativos de Krishna.

6. Enquanto digitava esses escritos, lembrei-me de um belo poema do poeta brasileiro Amado Nervo. Segue-
se o mesmo logo abaixo:

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A ALMA É A ESSÊNCIA DE TUDO

===========================

Nada está longe de ti.

Às distâncias!
Que valem as distâncias?

Bem sabes que as distâncias existem

Somente para o teu corpo.

A tua alma se acha perto de todas as coisas.

Melhor ainda: tua alma

Está na essência de todas as coisas.

Fora de teu corpo, nem a luz,

Com a sua velocidade de trezentos mil

Quilômetros por segundo,

Igualaria ao vôo do teu pensamento.

Se bem olhares, tudo virá ao teu alcance.

Não há estrela a que não possa chamar tua.

Move teu pensamento com liberdade absoluta.

Acostuma-o aos altos vôos progressivos.

Tenta o recorde de altura...

Deixa que ele vá e venha através do universo.

Cada dia, assim, melhor verás

A aparência mentirosa de tua jaula.

Com a noção de tua liberdade imácula,

Aumentar-se-te-ão as ânsias

De posses eternas.

E há, por certo, uma posse que se te oferece

A cada instante e que não tem limites:

- A posse de Deus!

Aceita-a.

- Amado Nervo -

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ESPIANDO O INFINITO
- Por Frank -

Era uma noite, como outra qualquer, quando espiei o infinito.

Eram 23h55min, quando fui para a cama, fiz minhas preces, agradeci ao Todo pelo tudo que eu tinha e olhei
para a minha companheira que estava deitada ao meu lado.

No vai e vem da segunda respiração, justamente quando achei que a falta de sono me tocara, fui lançado
para fora de mim.

Estava dentro e fora, de tal maneira que observava o mundo e, ao mesmo tempo, sentia meu corpo em
profundo relaxamento na cama. Não tive medo, pois já experimentara isso tudo antes, porém, dessa vez,
era mais que perfeito; todas as sensações vinham ao mesmo tempo, de forma equilibrada, e eu podia sentir
essa familiaridade, tão comum como quando você encontra, depois de muito tempo, um amigo do peito.

Minha consciência não tinha forma, apenas me fazia presente e atravessava paredes e árvores; concreto e
céu. Como se observasse à velha São Paulo da janela de um trem, via seus prédios passando por mim,
como se o cenário estivesse em movimento, e não eu.

Vi pessoas, na calada da noite, ainda indo para casa e notei os animais noturnos que saem de suas tocas e
enchem a noite de sons e vida. Num vôo de sonhos, que era mais real que a última lembrança que tinha.
Percebi que jamais conseguiria explicar essa experiência sem parecer loucura ou imaginação.

Tão rápido quanto fui, voltei; e abri os olhos assustado, por me dar conta que não mais que dois minutos
haviam se passado, enquanto eu jurava que estava fora por horas.

Eram 23h57min, quando tentei falar e explicar o ocorrido para a minha companheira, que me olhava
confusa, mas não consegui. Não tinha palavras e, sem conseguir me expressar, vi luzes explodindo na
minha testa. Eram como fogos de artifício numa festa-surpresa de virada de ano, em que eu era o único
convidado.

Fiquei quieto, observando aquele show de cores, tentei ao máximo não deixar a mente atrapalhar com
perguntas, pois o importante era o que eu experimentava e não entender a razão pela qual sentia aquilo. E,
justamente quando comecei a sorrir, curtindo o espetáculo como se fosse criança, é que vi o infinito.

Percebi o toque gentil do vento nos meus ouvidos, como se quisesse me contar algo; tentando ouvir, escutei
algo que só posso descrever como canto do infinito.

Choviam estrelas na minha cama, quando segurei a eternidade em minhas mãos.

Mexi os dedos e toquei a própria manifestação. Era como se tudo fosse maleável; como se tudo pudesse ser
moldado para a nossa própria satisfação.

Ouvi conversas, descobri segredos, tive insights que dariam mil livros, ou ainda, milhares de canções. Sabia
que não conseguiria assimilar tudo aquilo; e desejei ardentemente guardar tudo o que sentia no meu
coração. Era como se eu sonhasse que achara um baú cheio de ouro e soubesse que não conseguiria levá-lo
comigo (no despertar, o sonho viraria areia escorrendo pelas mãos).

Não sabia o que ocorreria em seguida e isso era fantástico; foi então que percebi que, todas as vezes em
que nos deixamos levar pela vida, sem nos preocuparmos com o que há escondido na próxima esquina,
tudo vira festa, cada passo se torna uma conquista. Cada experiência, um presente; cada pessoa, uma vida
a ser descoberta e vivida.
O infinito não é o espaço sem fim, nem muito menos o alcance do brilho das estrelas; o infinito se reflete no
olhar do vizinho, do amigo, do filho; no meu caso, nos olhos da pessoa que mais amava.

Era 23h58min, quando percebi os olhos mais cintilantes que já vi. Não eram estrelas, era apenas o olhar de
minha parceira de jornada, que, em silêncio, observava as idas e vindas do companheiro, nessas viagens
para o infinito, que começam e terminam dentro de um olhar.

São Paulo, 19 de fevereiro de 2008.

- Nota de Wagner Borges: Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco de Oliveira, participante do
grupo de estudos do IPPB e da lista Voadores. Depois de vários anos morando em Londres, ele voltou a
residir em São Paulo, em fevereiro de 2005.

Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos.

Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista on line de nosso site e em nossa seção de textos
periódicos, em meio aos diversos textos já enviados anteriormente. www.ippb.org.br – Outros textos podem
ser acessados diretamente em seu blog na Internet: http://cronicasdofrank.blogspot.com

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NO INFINITO DE DENTRO, A SABEDORIA DO ETERNO

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(Resposta a um e-mail)

- por Wagner Borges -

Nada sei sobre o que você me pergunta. Não conheço o futuro nem os mistérios universais. Também,
pudera: sou apenas um espírito, assim como você mesmo.

Quem tem as grandes respostas é o Grande Espírito. Mas duvido que eu ou você possamos entendê-las.
Para compreender grandes coisas, só sendo grande também.

No entanto, podemos compreender os pequenos mistérios, aqueles dentro de nós mesmos. E, quem sabe,
não encontramos dentro do pequeno a essência do grande?

Deus é esperto. Talvez tenha escondido a grandeza universal dentro da pequena semente. Ou, talvez,
dentro de nossos corações!
De toda forma, fica esquisito tentar conhecer o infinito de fora sem conhecer a si mesmo. Sim, há também
um infinito de dentro, desconhecido e intangível, até o momento.

Muitas vezes, o vácuo consciencial que sentimos é por causa desse desconhecimento sobre nós mesmos. Na
verdade, somos muito mais do que aparentamos e muitos menos do que aquilo que supomos ser.

Portanto, diante do infinito, só sei que pouco sei! E mesmo isso é relativo... eu sei!

Você escreveu para o cara errado: não sou guru, mestre ou coisa do gênero.

Não tenho respostas cósmicas para nada! Não dissolvo carma (1) de ninguém (e ainda pago aluguel!). Sou
só um espírito, assim como você, tentando crescer e aprender muito nesse mundão de Deus.

Não sou avatar (2) nem salvador, ou mesmo emissário virtuoso da Nova era.

Reencarnei porque precisava, assim como quase toda a humanidade. Isso eu sei: reencarnei na Terra pelo
mesmo motivo que o seu e o de quase todos: aprender o que der e fazer o melhor possível.

Por isso, penso que você deve escrever para algum grande ser de luz; quem

sabe Buda ou Jesus não lhe respondam? Eles conhecem grandes coisas, na prática; são feras no assunto e
cheios de paciência e compaixão. E, se eles responderem, por favor, venha me contar e compartilhar tudo.
Agora, se eles disserem para você se conhecer por dentro primeiro, também me conte, quem sabe se, no
meio da risada sadia e descomprometida em perguntar e responder, não pinta a iluminação real?

De toda forma, enquanto não descobrimos os grandes mistérios, de dentro e de fora, que tal tentarmos ser
felizes no aqui e agora da vida? Enquanto o

grande não vem, vamos fazer o melhor possível no pequeno mesmo.

Desculpe não responder o que você queria, mas é que não tenho grandes respostas mesmo. Só sei que
preciso viver, amar, sorrir, aprender e seguir... e você também!

P.S.:

O fato de eu escrever sobre temas espirituais não me torna espiritualizado.

Na verdade, sou um cara sortudo, pois pego carona nas vibrações dos amigos espirituais. Além de eles me
aturarem, ainda me passam toques conscienciais pertinentes e abrem frestas entre os planos, para que eu
possa viajar além e aprender coisas legais. Daí, repasso o que aprendo extrafisicamente nos escritos que
veiculo no intrafísico.
Cada texto é como uma semente espiritual plantada nos corações dos leitores. Se o terreno é fértil, a
mesma germinará a sintonia espiritual adequada, e alguma coisa boa brotará.

Logo, não sou guru ou sábio. Estou mais para "espírito-sementeira", tentando fazer o melhor possível:
projetar os textos-sementes nos corações dos leitores sensíveis aos valores espirituais sadios!

Aos trancos e barrancos, vou fazendo esse serviço. Não sei dos mistérios universais, mas sei da qualidade
espiritual das sementes lançadas por aí...

Como sei, também, que o Grande Arquiteto do Universo é o verdadeiro dono das sementes, dos terrenos,
dos amigos espirituais, dos leitores, do escritor e de tudo mais na vida infinita. Só Ele é que sabe o real valor
das coisas, de dentro e de fora.

São Paulo, 04 de abril de 2006.

- Notas:

1. Carma (do sânscrito "Karma": "Ação"; "Causa"): é a lei de causa e efeito universal.

2. Avatar (do sânscrito): emissário celeste; canal da divindade.

O Riso e a Projeção Astral - Wagner Borges -

22h30min - Deitada em decúbito dorsal (barriga pra cima), começo a relaxar o corpo, preparando-me para a
saída do corpo físico. Concentro-me na região do plexo solar (controlado pelo chacra umbilical, dois dedos
acima do umbigo), onde as emoções grossas normalmente prendem o corpo mais sutil. Uso a técnica taoísta
chinesa de deixar sair um vapor nessa região transformando

emoções grossas em energia sutil.

Fixo a mente com o comando "Projetar OM" e mantenho, firmemente, a

determinação de sair do corpo físico para ser útil à equipe espiritual dos amparadores, de alguma forma.

Sinto o estado vibracional varrendo o meu corpo físico inteiro. Passo a concentrar-me no chacra frontal (bem
no meio da parte interna da testa), dissolvendo as tensões e soltando a cabeça extrafísica. Olho
mentalmente a aparência do psicossoma (corpo astral, perispírito, corpo espiritual) e testo o velho aforismo:
"Você é o que você pensa".

Ainda não estou totalmente solta, mas é impressionante, como a aparência do psicossoma muda de acordo
com o pensamento. Enfim, passo pelo "ponto morto", ou seja, tenho um breve apagão para deslocar de vez
para fora do corpo físico. Recupero a lucidez já flutuando sobre ele. Como é fantástica a projeção lúcida

Quanta gente incrédula mudaria a postura do dia-a-dia só de ver os seus próprios pensamentos e emoções
refletidos no psicossoma.

Não vejo ninguém da equipe, mas percebo um portal interdimensional e sinto que sou aguardada do outro
lado.

Entro pelo portal e saio num ambiente comparável a um grande auditório universitário. É uma conferência
para milhares de pessoas (comparável a um show no Maracanã, por exemplo, pela quantidade de gente
reunida ali, mas na forma de um cone invertido).

O clima é de silêncio absoluto. Incrível o respeito e o clima, mesmo com tanta gente reunida. Percebo um
dos amparadores da equipe extrafísica flutuando ali. Olho com mais atenção e, então, vejo que em planos
mais sutis, um monte de gente está trabalhando. Chineses, hindus, ocidentais, negros, ou bolas de luz,
todos os amparadores estão buscando a unificação através da compaixão. São ondas de amor criando um
fluxo contínuo de uma energia que se manifesta branquinha, e que logo se transforma em tantos tons e
cores maravilhosas. Percebo cidades astrais inteiras relacionadas com

aquele trabalho ali. Continuo sem saber que conferência é essa, até que alguém, que já estava ali na frente,
se é que posso falar assim, se dirige ao centro do palco e começa a entoar sons. Primeiro o mantra OM (por
três vezes), e depois outros mantras que não me são familiares. Então, toda essa vibração começa a
quebrar a racionalidade das mentes ali reunidas e, como se fosse uma enorme bolha de sabão, surge um
imenso bolsão energético envolvendo cada um ali presente. Percebo na minha mente a mudança do
subconsciente e das imagens cotidianas infelizes, arraigadas, que se transformam em cenas felizes, de risos
e risadas.

Uma profunda limpeza mental através dos sons e do amor.

O rosa com dourado predomina entre as matizes de cores do bolsão energético.

Um ambiente feliz a partir das pessoas felizes surge dessa essência divina.

"A mente é uma só; o coração, também. Seja feliz e o planeta será feliz!", diz o amparador na minha mente.
"OMMMMMMMMM!"

As imagens começam a sumir... Tudo vibrando numa energia única e diversa de felicidade pelo planeta, pelo
universo, e por todos os seres.

***

Quando acordei hoje cedo, não lembrava dessa projeção. Sentia uma forte motivação de ser feliz, de estar
bem. Sentia que viver não é uma obrigação, e ajudar é uma questão de sentir amor.

O mundo, como nosso corpo astral, é o que queremos que ele seja - o que se pensa dele.

Vim para o computador, mexi com os meus chacras buscando uma boa sintonia espiritual. As imagens da
projeção foram surgindo, e fui escrevendo sobre essa experiência maravilhosa.

É muito bom saber que a vida não é aquele "prato feito do dia", que as notícias acham que é.

Sei que muitos não lembram quase nada do que vivem fora do corpo, mas podem sentir a atmosfera de
como acordam e do que vai por dentro. Vale a pena tentar lembrar o que é real, através da escrita, do
gravador, do papo bacana, da meditação, dos desbloqueios, e do trabalho energético com os chacras. A
gratidão que a gente sente é indescritível!

Torço para que os leitores também queiram descobrir. Para que todos queiram viver num mundo que ri, que
é feliz - sendo feliz e rindo.

Deixem sua mente cantar com o coração para o Universo. Descubram nas

projeções astrais o quanto rir e ser feliz, inclusive no plano físico, faz diferença na vida de todos.

OM risos!

Mônica Allan

m.allan@uol.com.br

Mônica Allan é participante do grupo de estudos e assistência espiritual do


IPPB. É a coordenadora da Oficina do Riso.

Para maiores detalhes sobre o seu trabalho, ver a sua coluna na revista on-line do site: www.ippb.org.br

O Tao das Flores e do Sol - Wagner Borges

"Ver o mundo num grão de areia

E um Céu numa flor selvagem,

Ter o infinito na palma da mão

E a Eternidade numa hora."

- William Blake

O motivo pelo qual tenho certeza da existência de uma Inteligência

Absoluta como motivo de toda existência é que o meu coração sabe disso!

Não preciso de nenhuma teoria ou prova, sinto em mim!Há duas coisas que podem fazer alguém perceber
um amor infinito na existência:

o brilho do sol e o abrir das flores.

Quando uma flor abre suas pétalas, é um momento mágico, verdadeira festa da natureza.

Nesse momento único, curvo-me à sabedoria que dá vida a natureza daquela flor expandida.

Penso que o universo é um imenso lótus deus em eterna florescência.

Quando assisto ao momento da aurora rompendo as trevas da madrugada, pego-me extasiado diante de tal
maravilha.

No momento do crepúsculo, quando o Rei Sol descende na linha do horizonte, percebo-me admirado com
os tons de dourado, laranja e vermelho inundando minha visão.

Às vezes, as lágrimas desse momento refratam a luz solar e vejo várias outras cores dançando à minha
frente.

Sim, há um amor incomensurável como causa dessa beleza.

É o mesmo amor que sinto em meu coração.

Por isso, a ressonância com a luz do sol e as flores.

Não posso provar a existência desse amor absoluto e nem demonstrá-lo em uma academia cheia de céticos
irritadiços e intelectuais arrogantes espumando uma pretensa ciência devastadora da própria natureza.
Não falo de um cara branco, velho e barbudo sentado num trono celestial e nem de um ser que julga os
outros e os manda para o paraíso ou o inferno.

Sequer imagino aquela noção antropomórfica e convencional do Criador que os religiosos inventaram por
ignorância.

Estou falando do amor que inventou aquela flor e aquele brilho do sol.

Que homem poderia inventar algo igual?

Que cientista poderia elaborar o amor?

Que religioso poderia fazer abrir aquela flor que admiro?

Que religião ou doutrina poderia me fazer sentir um amor vivo pulsando em tudo?

Serei eu um místico só porque amo e tenho coragem e discernimento para assumir esse amor?

O intelectual que elabora técnicas, esquemas e nomenclaturas opulentas, que são incapazes de fazer
alguém sorrir e admirar o brilho do sol e a beleza das flores, é realmente inteligente ou é apenas alguém
técnico e pretensioso exaltando o próprio ego?

Há alguns intelectuais capazes de explicar os mecanismos de muitos eventos da natureza e da consciência.

Porém, são incapazes de beijar, abraçar e compreender os outros.

São intelectuais, mas são tolos!

Entendem esquemas e técnicas, mas não compreendem as pessoas.

São críticos de tudo, mas tomam de goleada da beleza da flor e dos raios de sol.

E os religiosos, empacados em seus dogmas?

Conseguirão ver o divino na flor?

Conseguirão imaginar que o sol brilha

mais do que seus livros pesados de dogmas?

O Deus que sinto não é passível de ser quilatado pela mente humana.

Não pode ser capturado pelo intelecto sequioso de provas e nem pelo coração bloqueado de fanatismo
religioso.

No sorriso da criança, nos raios do sol e na luz da lua, nas flores, no beijo, no abraço, na meditação, no
amor, na música, na simpatia e na lucidez de sentir além dos pensamentos convencionais, está a prova da
existência do divino.

Dirá o intelectual: - "Isso é misticismo!"


Afirmará o fanático religioso: - "Você não entendeu o nosso livro sagrado!"

Por sua vez, a luz do sol e as flores nada dirão.

Não é preciso. Sua beleza já diz tudo.

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O RECADO DO SOL

- Por Wagner Borges -

O capturador de mau humor surgiu diante da pessoa amargurada e lhe disse: Venho trazer-lhe um recado
do Sol:

"Alma querida, dissolva os venenosos gases da raiva que estão envolvendo seu fígado, estômago e coração.
Liberte-se das emoções pegajosas de outrora. Conscientize-se do momento presente e das amplas
possibilidades de crescimento que se apresentam. O passado se foi e o futuro a espera. Mas o presente está
aqui e o brilho é agora! E você está bem no centro desse momento.

Basta visualizar meu brilho em seus olhos e, mesmo nas trevas profundas, você perceberá a vida pulsando e
a esperança chamando para novos tempos.

Deixe de lado os temores e pense em mim como a luz de seus propósitos e o calor de seus sentimentos.
Renove seu brilho, minha amiga, e expulse as sombras de seu coração. Encha de novas cores seus
pensamentos e abra novas rotas no mapa de sua existência.

Eu a saúdo!"

O capturador de mau humor terminou de dar o recado do sol e transformou-se em pura luz. De sua
irradiação surgiu uma onda de energia rosa, amor puro que interpenetrou o peito daquela pessoa e libertou
seu coração.

Então, ela percebeu que as ondas cinzentas do passado estavam bloqueando a sua percepção das cores do
presente. Seus olhos brilharam e ela sorriu, livre das dores do passado e do peso da mágoa.

O capturador de mau humor, pura-luz-sorriso, flutuou à sua frente e disse-lhe, ternamente:

“O maior presente que o sol dá as pessoas é o próprio momento presente, em que elas podem corrigir os
desequilíbrios e seguir em frente, sempre evoluindo, rumo à luz espiritual.”

Logo a seguir, ele voou de volta para o Sol, pois sua missão estava cumprida.
(Este texto é dedicado ao mestre Omraam Mikhael Aivanhov*, um grande capturador de mau humor e
amante do Sol).

(Texto extraído do livro “Falando de Espiritualidade” – Wagner Borges - Editora Pensamento – 2002).

- Nota:

* Omraam Mikael Aivanhov (1900-1986): mestre espiritualista búlgaro, que morou a maior parte de sua
vida na França, onde fundou a Fraternidade Branca Universal - www.fbu.org (não confundir com a
Fraternidade Branca do Himalaia, dos mestres, que se situa em planos sutis). É um dos mentores espirituais
dos trabalhos do IPPB.

Mais informações sobre o seu trabalho podem ser conseguidas em nosso site - www.ippb.org.br - Basta
entrar na seção de busca por palavras do site e clicar o seu nome. Daí surgirão diversos textos dele
postados em várias seções do site, e aí é só mergulhar em seus escritos e se fartar de ler textos excelentes
e cheios de sabedoria espiritual e humana.

Obs.: Na seção de Amparadores extrafísicos, há uma coluna específica do Mestre Aivanhov (do lado
esquerdo, bem no final da página principal do site)

A PROJEÇÃO DA CONSCIÊNCIA E A LUCIDEZ EXTRAFÍSICA - Wagner borges

=================================================

Há um constante conflito entre o homem interior e o mundo exterior; entre seus ideais e a necessidade de
sobreviver; entre seus sonhos e a realidade.

Entre a fantasia e a realidade, existe um limite onde são forjados os

sonhos. Dependendo do engendramento desses sonhos, o ser humano pode ser fortalecido ou enfraquecido,
alertado ou distraído, conscientizado ou obnubilado.

Aparentemente, dormir é como morrer, já que, tanto no sono como na morte, o véu da inconsciência
envolve o ser humano.

O corpo físico permanece inconsciente durante o sono porque a consciência projetou-se naturalmente para
fora dele.

Em termos reais, é uma mini-morte, não física, mas consciencial, pois a maioria dos seres humanos sai do
corpo de maneira inconsciente ou
semiconsciente.

Assim, os homens são totalmente envolvidos pelas idéias oníricas que acabam por influenciá-los, de maneira
positiva ou negativa, durante a vigília física normal.

Enquanto as consciências encarnadas no plano físico não se esforçarem para melhorar sua lucidez física e
extrafísica, a Terra continuará sendo um imenso "dormitório espiritual", suspenso no espaço sideral.

Durante a vigília física normal, os seres humanos são dominados pelos

impulsos emocionais, oriundos da falta de controle do corpo emocional

(psicossoma*), e pelas lentas vibrações do cérebro físico que restringem e amortecem o corpo mental.

Durante o sono, esses mesmos seres humanos libertam-se temporariamente do restringimento físico, mas
não se libertam do emocionalismo que lhes caracteriza a existência e nem da cobiça e orgulho que os fazem
brigar entre si constantemente.

Envolvida pelas formas-pensamento, oriundas do descontrole mental

manifestado na vigília física normal, a grande maioria das consciências encarnadas permanece flutuando
acima do corpo físico, lidando com os assuntos triviais do seu dia-a-dia.

Algumas pessoas conseguem afastar-se do corpo físico, buscando,

inconscientemente, emoções fortes e vibrações densas que tenha afinidade com seu padrão espiritual. São
verdadeiros "sonâmbulos espirituais", que muitas vezes são atraídos automaticamente para os ambientes
onde movimentam-se durante o dia ou para certas áreas do plano astral inferior bastante densificadas
vibratoriamente, onde são vampirizados energeticamente por obsessores desencarnados que aproveitam-se
da situação. Ao despertarem assustadas no físico, essas pessoas pensam que foram vítimas de um pesadelo.

Durante o dia, os encarnados arrastam-se pela vida, motivados por interesses mesquinhos e egoístas,
brigando e matando uns aos outros como se fossem feras indomáveis.

Durante a noite, projetam-se espontaneamente e ficam a sonhar fora do corpo.

Na verdade, é como se não estivessem projetados, pois estão totalmente inoperantes para o plano astral.
Seu psicossoma está fora do corpo físico, mas sua consciência continua agrilhoada aos valores do plano
físico.
Nos planos extrafísicos próximos ao plano físico, também encontramos

multidões de pessoas em estado lastimável de semiconsciência. São os

desencarnados que encontram-se sonambulizados astralmente após a morte. São verdadeiras legiões de
zumbis espirituais envolvidos nas formas-pensamento engendradas durante a vida física pelo descontrole
mental e emocional em que viviam. Dentro do monoideísmo espiritual em que se encontram, alguns pensam
poder ressuscitar o cadáver e, assim, tornar a viver no plano físico. Outros sentem a falta dasvibrações
densas e pesadas do corpo humano. Outros, ainda, sentem dores atrozes devido à morte violenta que
sofreram ou choram as oportunidades perdidas e a saudade dos familiares que ficaram encarnados.

Se todas essas pessoas tivessem aprendido a projetar-se conscientemente para fora de seu corpo humano
durante a vida física, provavelmente não estariam nessa situação, pois teriam compreendido que a morte é
apenas a passagem da consciência para outra dimensão. É simplesmente uma projeção final, da qual não se
retorna mais para o físico. A adaptação ao plano extrafísico seria tranqüila, pois o meio-ambiente astral lhes
seria familiar pelas visitas feitas anteriormente através das projeções.

Assim, observamos bilhões de consciências encarnadas e desencarnadas

anexadas, mental e emocionalmente, apenas à realidade humana, totalmente bloqueadas para outras
realidades extrafísicas.

A inconsciência e a semiconsciência imperam absolutas no reino humano. Isso pesa bastante na economia
espiritual do planeta, que poderia ser considerado não só como um "dormitório espiritual", mas também
como um "manicômio consciencial", situado em pleno espaço sideral, em um pequeno sistema solar inserido
dentro da Via Láctea, logo ali (ou aqui), na esquina do Universo.

Enquanto o ser humano não descobrir o que acontece consigo mesmo durante o sono e não aproveitar seu
potencial nessas horas ociosas, estará morto para a realidade existente em outras dimensões. Estará iludido
pelos valores limitados que a vida humana lhe oferece. Urge que cada consciência aperceba-se da
necessidade de vislumbrar outros planos de existência e neles adquirir força e conhecimento para não deixar
que o véu de Maya (ilusão) lhe bloqueie as percepções e distorça seus pensamentos.

Se cada consciência encarnada melhorasse sua lucidez extrafísica durante a projeção, que ocorre
naturalmente todas as vezes que seu corpo físico adormece, provavelmente teríamos uma manifestação
mais equilibrada no plano físico. Assim, talvez esse nosso planeta louco deixasse de ser um "manicômio
consciencial", podendo ser transformado ao menos em um "hospital decente".

Paz e Luz!

- Ramatís -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - Texto extraído do livro

"Viagem Espiritual I" - Editora Universalista - 1993.)

- Nota:

* Psicossoma (do Grego: "Psique": "Alma"; e "Soma": "Corpo"): Significa literalmente "corpo da alma" -
Expressão usada inicialmente pelo espírito André Luiz nas obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier
e por Waldo Vieira, nas décadas de 1950-1960, que atualmente é mais usada pelos estudantes de
Projeciologia). Sinonímias: "Corpo espiritual" (Cristianismo - Cor. I, cap. 15, vers. 44) - "Corpo astral" (do
Latim "Astrum": "Estrelado" - Expressão usada pelo grande iniciado alquimista Paracelso, no séc. 16, na

Europa, e por diversos ocultistas e teosofistas posteriormente) -

"Perispírito" (Espiritismo - Allan Kardec, séc. 19, na França) - "Corpo de luz" (Ocultismo).

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REFLEXÕES SOBRE A PROJEÇÃO DA CONSCIÊNCIA*

- Por Wagner Borges -

Daqui a pouco, sairei para dar um curso e, enquanto isso, escuto uma música suave.

Para poder dar um bom curso, faço um trabalho de energia comigo mesmo, para ficar com a intuição afiada,
a inspiração limpa, as idéias claras, os sentimentos amigos e as energias equilibradas. Não por vaidade ou
arrogância por ser o professor, mas porque preciso estar em boas condições para veicular idéias, energias e
sentimentos bons, tanto meus como dos amparadores**, para os alunos e para a humanidade toda.

Eu estava refletindo no sentimento, no amor pelas idéias e tudo que remonta à espiritualidade. Um
sentimento bem grande, não só pelas idéias, mas também pelas pessoas, porque não adianta ser
apaixonado por uma idéia e não pela humanidade. O ideal é ter um amor tão grande que envolva a tudo e a
todos!

O amor pulsando no chacra cardíaco, com discernimento, alegria e inteligência, só tem como motivo ele
próprio, não há como explicá-lo. Este amor move a maioria dos processos inteligentes e conscientes da
espiritualidade. Não há alternativa para o amor, a não ser amar. E não aquele amor convencional, mas um
amor mais tranqüilo, mais sereno e equilibrado, contudo, não menos intenso.
Daqui a pouco, encontrarei uma turma de alunos fazendo o curso de projeção, muitas vezes, em busca de
um fenômeno projetivo. Na verdade, para mim, como professor, não é muito importante se eles terão uma
experiência consciente ou não. Mais importante é despertar neles um sentimento maior pelas pessoas e por
tudo; revestir os fenômenos projetivos, bioenergéticos e espirituais com uma boa dose de espiritualidade e
maturidade, isto é, uma noção espiritual maior das coisas; desenvolver nos alunos o universalismo, a
cosmoética*** e a certeza da imortalidade; fazê-los compreender o respeito que se deve ter pelas leis de
causa e efeito que comandam toda a natureza; fazê-los perceber que só o fato de estudar algo positivo, já
melhora a consciência e que qualquer esforço positivo vale a pena.

Algumas pessoas buscam a projeção e o estudo de chacras**** com uma leviandade, egoísmo e frieza
impressionantes, tanto alunos, como pesquisadores que trabalham com fenômenos parapsíquicos, sem
sentimento pelo que fazem ou pela humanidade. Alguns estão apegados à própria pesquisa, outros ao
próprio ego. São raros aqueles que vão a um curso ou palestra, sejam professores ou alunos, imbuídos de
uma consciência maior, maturidade, serenidade e amor real.

Refletindo sobre isso, tento levar o melhor que posso às pessoas, respeitando o limite e grau de consciência
de cada uma e pretendendo, sem dúvida, enchê-las de alegria, compaixão, espiritualidade, abertura mental
e tudo de bom em relação à evolução.

Em resumo, é o que o sábio mentor Ramatís me ensinou: tentar portar, dentro do coração, da mente, da
alma e do corpo, paz e luz; tentar veicular coisas boas, sabendo que nenhum de nós é perfeito, mas que,
também, muitos de nós já têm qualidades desenvolvidas e todos temos potenciais incríveis a desenvolver.
Vamos seguir em frente, na direção de valores maiores, expandindo nossos conceitos, emoções e
pensamentos no sentido de magnitude.

Isto é apenas uma reflexão para qualquer estudante de qualquer tema parapsíquico ou espiritual. Sem
amor, nenhum de nós segue. E amor não se refere a emoções conturbadas, mas, a amor sereno, intenso,
que move você, eu e a todos de maneira oculta e invisível.

Paz e Luz.

São Paulo, 30 de maio de 1998.

Notas:

* Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na


projeção da consciência para fora de seu corpo físico.

Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo.

Projeção astral – Teosofia.


Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.

Experiência fora do corpo – Parapsicologia.

Viagem da alma – Eckancar.

Viagem espiritual – Espiritualismo.

Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.

Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.

Arrebatamento espiritual - autores cristãos.

** Amparador extrafísico – entidade extrafísica e positiva que ajuda o projetor nas suas experiências
extracorpóreas; mentor extrafísico; mestre extrafísico; companheiro espiritual; protetor astral; auxiliar
invisível; guardião astral; guia espiritual; benfeitor espiritual.

*** Cosmoética: Código de ética extrafísico; Moral Cósmica; Ética espiritual.

**** Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função
principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do
corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico. Os principais
chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõe o sistema endócrino: coronário,
frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.

CONTATOS INTERDIMENSIONAIS (Verita e o Ancião dos Cavalos)

Ainda agora, durante um trabalho de energia aqui em meu quarto, percebi pela clarividência um velho índio
desencarnado. Ele estava com um chapéu bem surrado e acariciava um cavalo. O animal estava preso em
um estábulo e parecia ver o espírito. Pelo seu jeito, estava gostando do carinho que lhe era feito.

Mentalmente, saudei o velho índio. Ele fez um gesto com a mão direita e pediu-me para ficar quieto e
esperar por uma visão do Grande Espírito (nome pelo qual vários povos indígenas chamam o Criador).
Permaneci no mesmo estado tranqüilo em que estava e fiquei observando suas carícias no animal.

Em dado momento, deixei de percebê-los, e uma outra imagem se formou em minha tela mental. Dessa
vez, era uma casinha simpática, rodeada por um belo gramado e circundada por belas montanhas
verdejantes. Uma luz suave preenchia esse ambiente. A sensação era de paz e vitalidade, integrados na
atmosfera daquele lugar. Bem no meio do gramado surgiu a minha amiga Verita (ela foi morar no plano
extrafísico há três dias, aos 67 anos).

Ela sorriu para mim e disse:


“Diga para o pessoal que aqui é o meu lugar e que estou ótima. A vida aí na Terra é mata brava. Aqui é
pura paz na relva.”

Ela me dizia isso mentalmente e rolava na grama igual criança.

Perguntei-lhe se havia recebido as vibrações que eu havia enviado em sua intenção ontem à noite.

Ela disse:

“Claro! Um dos espíritos hindus da turma do Ramatís (ela era apaixonada pelo espírito Ramatís) trouxe-me
ontem um buquê de flores e disse-me que elas eram a expressão de suas energias em minha intenção.
Adorei, Wagner. Agora, não se esqueça de ligar e avisar o pessoal de que estou muito bem aqui nesse
lugar.”

Ela se afastou rindo, em meio àquele ambiente maravilhoso.

Não vi outros espíritos por lá, mas por intuição sabia que havia uma consciência extrafísica avançada
invisível a nós, superintendendo aquele nosso contato.

A seguir, a imagem do lugar se diluiu e voltei a ver o índio e o cavalo. Ele me olhou nos olhos e disse:

“Sou o ancião dos cavalos. Estou por aqui desde os velhos dias. Já vi muita, muita coisa mesmo. Mas, o que
mais me encanta é a simplicidade da vida. Como a natureza ensina!... Perceber a luz do Grande Espírito na
grama e nas estrelas. Fazer carinho nesse soberbo animal e admirar a doçura de seus olhos. Por sua
inocência, ele me vê e sabe o quanto o amo. Se os homens soubessem o quanto os animais vêem
espíritos... Para eles isso é natural; estão sem travas psíquicas e nem acumulam as mágoas que entorpecem
o coração. São eles, a natureza e sua inocência.
Ainda agora, você percebeu certos efeitos energéticos no céu e parou para refletir em seu significado. Fez
muito bem em meditar. O vento e a água (havia uma atmosfera de vento úmido dentro do quarto) deram
de presente a você a imagem de sua amiga no outro lado da vida. Ela agora está onde sempre desejou
estar! Avise seus amigos e diga-lhes de sua felicidade no novo lugar.

Também diga às pessoas que amam os animais, que as mãos espirituais do ancião dos cavalos estão
sempre cheias de luz e prontas para trabalhar a favor da cura dos bichinhos do Grande Espírito. A
arrogância dos homens é tão grande que nem lhes ocorre o pensamento de que os animais também têm
seus protetores espirituais.

Aproveitando que você é um irmão que escreve, dê um recado desse amigo dos bichos aos homens: ‘Diga-
lhes que silenciem o ego e seus tormentos e escutem as mensagens do vento e da chuva. Eles cantam e
comunicam verdades sublimes aos corações receptivos. O Grande Espírito toca sua canção em qualquer
canto, mas só os animais e os homens de coração aberto é que percebem suas doces harmonias’.

Fique na luz, meu irmão!

O ancião dos cavalos irá agora passear pelos campos do Grande Espírito e aprender com os elementos da
natureza as artes da cura espiritual. Veremo-nos outras vezes, em um desses cantos da irmã chuva ou em
uma das mensagens do irmão vento.

Paz em seu coração! E também para os seus leitores.”

- Ancião dos Cavalos -

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges; São Paulo, 13 de dezembro de 1998).

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NAS MÃOS DO ANCIÃO DOS DIAS

- Por Wagner Borges -

Amigo, segura na Mão d’Ele!

Mas não precisa estender sua mão.

Nem ir ao céu ou fazer ladainhas.


Basta abrir o coração...

Você sabe: Ele está em tudo.

Antes de você pensar em algo, Ele já sabe.

E Ele jamais julga ou pune.

Aliás, como o Amor poderia condenar?

Ele não criou paraíso algum, nem nenhum inferno.

Isso é coisa do ego e do medo dos homens mesmo.

Céu e Terra, espaço ou abismo, em tudo Ele está.

Sendo o Todo, como poderia não estar?

Não é necessário ajoelhar-se ou fazer oblações para encontrá-Lo.

Basta olhar para uma flor ou se encantar com uma risada de criança.

É preciso encontrá-Lo na própria vida.

O templo d’Ele é em tudo!

Não há quem possa defini-Lo ou nomeá-Lo.

Ele não pertence a grupo algum!

Pelo contrário, tudo é d’Ele.

E o seu povo escolhido é todo mundo.

Como poderiam as paredes de algum templo prender o Senhor dos espaços?

Como poderiam os dogmas criados pelos homens conterem o infinito?

E algum tomo religioso é mais sagrado do que a vida?

Não, Ele não está onde os homens querem. Ele está onde Ele quer!.

Ele é o Todo, O Grande Hierofante!*

Então, como poderia não estar em tudo?

Amigo, segura na Mão d’Ele.


Basta abrir o coração...

P.S.: É a Mão do Ancião dos dias que sustenta a tudo e a todos.

Ele, O Grande Arquiteto Do Universo, que engendrou a vida...

Ele, O Grande Espírito, nosso Grande Amor.

Ele, O Pai-Mãe de todos, que encanta nossos corações com sua luz imperecível.

Paz e Luz.

São Paulo, 10 de novembro de 2007.

- Nota:

* Hierofante – dentro do contexto das iniciações esotéricas da antiguidade, era o mestre que testava o
neófito – calouro – nas provas iniciáticas.

Quando se afirma que o Todo – Deus, O Supremo, O Absoluto, O Grande Arquiteto Do Universo – é o
Grande Hierofante, é no sentido de que Ele é o Supremo iniciador de todos os seres, pois está em tudo!

NAS MÃOS DO ANCIÃO DOS DIAS II

- Por Wagner Borges –

Olho para a imensidão da tapeçaria sideral e penso no Ancião dos Dias.

Olho para as pessoas e vejo, nelas, Ele.

Olho para os meus amigos, rindo de algo e vejo, neles, Ele, rindo também.

E aí, eu começo a rir e passo a vê-Lo, rindo, junto comigo.

Em cada olhar, Ele!

No brilho do sol, ou na noite enluarada, Ele!


Nas gotinhas de orvalho, ou nas grandes tempestades, Ele!

No topo das grandes árvores, ou no seio da terra, Ele!

No coração do leitor e, também, do escritor, Ele!

Nessas modestas linhas, Ele!

Ele, O Grande Arquiteto Do Universo, a Primeira Luz, o Primeiro Amor...

Ele, O Todo que está em tudo.

Paz e Luz.

São Paulo, 14 de novembro de 2007.

A CANÇÃO SECRETA DOS INICIADOS DE TODAS AS ERAS III

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Amigo de lides espirituais, como você já sabe, por orientações anteriores, pense no Espírito do Cristo
abraçando invisivelmente a humanidade.

Medite no Sopro Vital do Eterno em cada ser, em cada momento, em cada

respiração, em suma, em tudo.

Eleve os pensamentos e o olhar para além do convencional, e perceba a luz de outros horizontes chamando
para a UNIÃO.

Medite no seguinte: ao longo da história da humanidade, várias consciências elevadas desceram à Terra e
viveram encarnações junto aos homens.

Elas vieram do Alto para ajudar a humanidade, mesmo sabendo que seriam compreendidas apenas
parcialmente. Mesmo assim, desceram!

Deixaram ensinamentos preciosos, que foram distorcidos historicamente pelas mentes egoístas e sedentas
de domínio sobre as grandes massas sem discernimento, mas que podem ser compreendidos claramente
por aqueles que sabem olhar além do senso comum.
***

Para aqueles que sabem olhar com "outros olhos" e "sentir" com o coração, a mensagem suprema da
Esfinge revela o mistério e abre a compreensão espiritual: SABER, OUSAR, QUERER E CALAR!

Dotados desse conhecimento arcano, os iniciados de todos os tempos sempre buscaram as pérolas dos
ensinamentos espirituais por entre os cascalhos do mundo e a poeira dos egos dos homens.

Eles peneiraram as "jóias sutis" dos ensinamentos espirituais verdadeiros em meio aos escolhos das
distorções históricas e, sabendo "ver e sentir", aprenderam a sintonizar o Eterno, mesmo em meio ao
transitório.

Que os estudantes espirituais do presente também saibam "ver e sentir", para não serem iludidos pelas
distorções e confusões tão características da humanidade terrícola.

***

Medite nessas consciências elevadas que ajudam o mundo anonimamente, e naquelas que desceram para
ensinar as artes espirituais aos homens tristes.

Pense nessas consciências livres das peias do ego e do jugo das emoções daninhas, que não esperam
reconhecimento algum nem são dadas a arroubos emocionais de qualquer espécie, e que sempre ajudam a
todos incondicionalmente.

Inspire-se no trabalho delas e trabalhe assim também, inspirado no amor incondicional e na luz dos bons
propósitos.

Nada espere, apenas sirva aos ditames superiores.

Nunca desanime, por motivo algum; recolha-se na prece e encontre forças sutis e renovadoras no Alto.

Diante das dificuldades do caminho, discernimento e atenção.


Acicatado por pressões das trevas, centre-se no amor e na luz, com modéstia e respeito, sempre amparado
pelo Alto, que compreende tudo e todos.

P.S.: Pense na UNIÃO: Jesus, o meigo Rabi, com o Buda; Maomé com Krishna; Lao-Tzé com o Pai Joaquim
de Aruanda; Kuan-Yin e os xamãs; Francisco de Assis e os mestres sufis; Rama e Akenaton; Sócrates e
Ramatís; os iniciados de todos os tempos, você, os leitores e o Alto, que interpenetra, ampara e inspira a
todos.

- Sanat Khum Maat e Os Iniciados -

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 03 de maio de 2006).

- Notas:

* Para saber mais sobre o amparador extrafísico Sanat Khum Maat, ver o texto 139, postado pelo site em
1999, e onde revelo alguns detalhes sobre sua presença espiritual. Há outros textos dele (que devido a
profundidade de seus apontamentos, é um dos mentores mais queridos dos leitores, que frequentemente
enviam e-mails pedindo mais textos de sua autoria espiritual), postados na seção de textos periódicos do
site enviados semanalmente - www.ippb.org.br

Obs.: A coletânea de textos espirituais de Sanat Khum Maat está publicada em meu oitavo livro:
"Ensinamentos Extrafísicos e Projetivos", lançado pela Editora Madras - o livro já se encontra nas livrarias, e
também pode ser adquirido diretamente no IPPB (ou por telefone - pode ser enviado pelo correio).

* Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente,
passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e
direcionadas aos estudantes espirituais do presente. Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios,
tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do
Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista.

Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são "iniciados" em fazer o
bem, sem olhar a quem.

* Para melhor compreensão desse texto, reproduzo na seqüência o texto

anterior.

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A CANÇÃO SECRETA DOS INICADOS DE TODAS AS ERAS II*


==================================================

Quando um iniciado entra no templo secreto, sabe que não é somente o seu espírito que se une à
egrégora**, mas também o seu corpo.

Enquanto os seus pensamentos tocam o espaço sideral, e o seu coração

agradece ao Todo, seus pés tocam o solo da Mãe Terra. Por isso, ele descalça as sandálias dos pés e do ego
e se submete aos desígnios maiores, que sempre visam o despertar consciencial, a abertura do coração e a
consecução de ações nobres nos procedimentos vitais.

O iniciado sabe que "outros pés" também tocam o solo do templo. Por isso, ele saúda os companheiros
invisíveis que jornadeiam interdimensionalmente na egrégora, com os mesmos propósitos de Liberdade,
Igualdade e Fraternidade.

Ele sabe que a senda espiritual muitas vezes é solitária e cheiam complexa e simples, visível e invisível, para
aquele que tem "olhos para ver", "ouvidos para ouvir" e um coração que "sente" e "compreende".

O iniciado conhece e respeita o solo secreto da senda, por isso ele tira as sandálias e caminha com passos
luminosos e serenos. Ele respeita a egrégora e seus objetivos. Une-se a ela, em espírito e corpo, na sintonia
do amor que brilha em seu coração.

Sim, ele sabe que o solo do templo não é cheio da poeira do mundo. Por ali passam miríades de
amparadores sutis ajudando silenciosamente a humanidade.

Sim, ele tira as sandálias com a alegria de servir à Luz Maior. Ele sabe que o templo secreto também é em
seu coração. Por ali andam os mestres espirituais e eles abençoam a senda com seus passos virtuosos.

O iniciado conhece os ensinamentos da esfinge milenar (que, um dia, foi atlante), e procura segui-los com
consciência: "SABER, OUSAR, QUERER E CALAR!"

E ele aprendeu:

- A saber (o discernimento) e servir à Luz Maior.


- A ousar (com respeito, prudência e sabedoria) levantar o véu do mistério.

- A querer (com o coração, não com o ego) o amor brilhando em seu peito.

- E a calar (não a informação que ajuda os outros, mas o ego negativo) a arrogância e a intemperança.

Quando o iniciado caminha pela senda, sem as sandálias, seus pés brilham muito. Ele sabe que os seus
passos são luminosos, pois ele caminha na egrégora do Todo, o Grande Hierofante***, no coração da
própria vida infinita.

Ele caminha, trabalha, estuda, ama, sorri e segue...

- Wagner Borges -

São Paulo, 09 de novembro de 2005.

- Notas:

* O primeiro texto está postado na seção de textos periódicos do site - www.ippb.org.br. É o texto 656.

** Egrégora (do grego "Egregorien", que significar "velar", "cuidar"): É a atmosfera coletiva plasmada
espiritualmente num certo ambiente, decorrente do somatório dos pensamentos, sentimentos e energias de
um grupo de pessoas voltado para a produção de climas virtuosos no mundo.

É a atmosfera psíquica resultante da reunião de grupos voltados para

trabalhos e estudos baseados na LUZ. Pode-se dizer que toda reunião de pessoas para a prática do Bem e
da Virtude (independentemente de linha espiritual) forma uma egrégora específica, uma verdadeira entidade
coletiva luminosa, à qual se agregam várias outras consciências extrafísicas alinhadas com aquela sintonia
espiritual para um trabalho interdimensional.

Provavelmente foi por isso que Jesus ensinou: "Onde houver dois ou mais em meu nome, aí eu estarei."

Muitos dizem que não se deve misturar egrégoras de trabalhos diferentes, porém, quando o Amor se
manifesta, desaparece qualquer ideologia doutrinária, e só fica o que interessa: a LUZ.

O dia em que os homens despertarem para climas mais universalistas e


cosmoéticos, com certeza esse mundo será melhor para se viver.

Viva a LUZ, pouco importa o nome, o grupo ou a doutrina que fale dela. E viva os mentores espirituais que
ajudam a todos, independentemente de credo, raça ou cultura esposada.

*** Hierofante: dentro do contexto das iniciações esotéricas da antigüidade, era o mestre que testava o
neófito (calouro) nas provas iniciáticas.

Quando se afirma que o Todo (Deus, O Supremo, O Absoluto, O Grande Arquiteto Do Universo) é o Grande
Hierofante, é no sentido de que Ele é o Supremo iniciador de todos os seres, pois está em tudo!

Obs.: Enquanto digitava essas linhas, lembrei-me de um texto sobre a ascese espiritual, que enriquecerá em
muito esse texto atual.

Vamos a ele.

=============

A CANÇÃO SECRETA DOS INICIADOS DE TODAS AS ERAS II*

=================================================

Quando um iniciado entra no templo secreto, sabe que não é somente o seu espírito que se une à
egrégora*, mas também o seu corpo.

Enquanto os seus pensamentos tocam o espaço sideral e o seu coração agradece ao Todo, seus pés tocam
o solo da Mãe Terra. Por isso, ele descalça as sandálias dos pés e do ego, e se submete aos desígnios
maiores, que sempre visam o despertar consciencial, a abertura do coração e a consecução de ações nobres
nos procedimentos vitais.

O iniciado sabe que "outros pés" também tocam o solo do templo. Por isso, ele saúda os companheiros
invisíveis que jornadeiam interdimensionalmente na egrégora, com os mesmos propósitos de Liberdade,
Igualdade e Fraternidade.

Ele sabe que a senda espiritual muitas vezes é solitária e cheia; complexa e simples; visível e invisível, para
aquele que tem "olhos para ver", "ouvidos para ouvir" e um coração que "sente" e "compreende".

O iniciado conhece e respeita o solo secreto da senda, por isso ele tira as sandálias e caminha com passos
luminosos e serenos. Ele respeita a egrégora e seus objetivos. Une-se a ela, em espírito e corpo, na sintonia
do amor que brilha em seu coração.

Sim, ele sabe que o solo do templo não é cheio da poeira do mundo. Por ali passam miríades de
amparadores sutis ajudando silenciosamente a humanidade.

Sim, ele tira as sandálias com a alegria de servir à Luz Maior. Ele sabe que o templo secreto também é em
seu coração. Por ali andam os mestres espirituais e eles abençoam a senda com seus passos virtuosos.
O iniciado conhece os ensinamentos da esfinge milenar (que, um dia, foi atlante), e procura segui-los com
consciência: "SABER, OUSAR, QUERER E CALAR!".

E ele aprendeu:

- A saber, (o discernimento) e servir à Luz Maior.

- A ousar (com respeito, prudência e sabedoria) levantar o véu do mistério.

- A querer (com o coração, não com o ego) o amor brilhando em seu peito.

- E a calar (não a informação que ajuda o outro, mas o ego negativo) a

arrogância e a intemperança.

Quando o iniciado caminha pela senda, sem as sandálias, seus pés brilham muito. Ele sabe que os seus
passos são luminosos, pois ele caminha na egrégora do Todo, o Grande Hierofante*, no coração da própria
vida infinita.

Ele caminha, trabalha, estuda, ama, sorri e segue...

- Wagner Borges - São Paulo, 09 de novembro de 2005.

- Notas:

· O primeiro texto está postado na seção de textos periódicos do site - www.ippb.org.br. É o texto
656.

· Egrégora (do grego "Egregorien", que significar "velar", "cuidar"): É a atmosfera coletiva plasmada
espiritualmente num certo ambiente, decorrente do somatório dos pensamentos, sentimentos e energias de
um grupo de pessoas voltado para a produção de climas virtuosos no mundo. É a atmosfera psíquica
resultante da reunião de grupos voltados para trabalhos e estudos baseados na LUZ. Pode-se dizer que toda
reunião de pessoas para a prática do Bem e da Virtude (independentemente de linha espiritual) forma uma
egrégora específica, uma verdadeira entidade coletiva luminosa, à qual se agregam várias outras
consciências extrafísicas alinhadas com aquela sintonia espiritual para um trabalho interdimensional.
Provavelmente foi por isso que Jesus ensinou: "Onde houver dois ou mais em meu nome, aí eu estarei".
Muitos dizem que não se deve misturar egrégoras de trabalhos diferentes, porém, quando o Amor se
manifesta, desaparece qualquer ideologia doutrinária, e só fica o que interessa: a LUZ. O dia em que os
homens despertarem para climas mais universalistas e cosmoéticos, com certeza esse mundo será melhor
de viver. Viva a LUZ, pouco importa o nome, o grupo ou a doutrina que fale dela. E viva os mentores
espirituais que ajudam a todos, independentemente de credo, raça ou cultura esposada.

· Hierofante: dentro do contexto das iniciações esotéricas da Antigüidade, era o mestre que testava o
neófito (calouro) nas provas iniciáticas. Quando se afirma que o Todo (Deus, O Supremo, O Absoluto, O
Grande Arquiteto Do Universo) é o Grande Hierofante, é no sentido de que Ele é o Supremo iniciador de
todos os seres, pois está em tudo!

Obs: Enquanto digitava essas linhas, lembrei-me de um texto sobre a ascese espiritual, que enriquecerá em
muito esse texto atual.

Vamos a ele.
REFLEXÕES SOBRE A ASCESE ESPIRITUAL

===================================

Caro amigo,

Pense naquela luz rosa imanente e sintonize a mensagem para seus irmãos de caminhada.

A humanidade tateia nas trevas devido aos anseios obscuros que oprimem os corações humanos.

Os homens parecem loucos em sua faina de apossar-se das luzes ilusórias do mundo e de seus
encantamentos sensoriais.

Falta a maturidade espiritual para enfrentarem a sedução dos convites perniciosos que acicatam seu viver.

Nesse contexto conturbado da humanidade terrestre, mensagens falando de espiritualidade e de coragem


diante das investidas trevosas são muito úteis para a devida reflexão daqueles que estudam os temas
espirituais em suas várias linhas.

A prova na carne é difícil e só aqueles que permanecerem com o fogo da alma aceso estarão capacitados
para o labor espiritual em meio aos diversos problemas que se apresentam no viver comum.

Os estudos espirituais levam a sérias reflexões e fomentam questionamentos importantes a respeito da


longa travessia do espírito pelas várias existências nos planos de manifestação.

Mediante a ponderação consciencial séria e desprovida de artificialismos técnicos ou fantasiosos, a


consciência progride nos valores pelos quais sustenta seu padrão vibracional.

O discernimento revela aos olhos espirituais o INVISÍVEL IMANENTE e a luz revela ao coração o AMOR QUE
GERA A VIDA!

Meditando em cima dos temas pertinentes ao estudo espiritual, manifestando o amor na caminhada
ascensional e colocando em prática os valores colimados, os portais divinos abrem-se e dão passagem aos
recursos espirituais compatíveis com o fogo da alma aceso no coração do estudante dedicado ao serviço do
esclarecimento e da paz consciencial.

O fogo da alma aceso é o guia interno que permite ao estudante enfrentar as trevas que o pressionam,
interna e externamente. É o seu valor real e transcendente. Nem a morte ou o mundo pode apagá-lo, pois é
um estado de consciência interno e eterno. Até mesmo os sóis um dia se apagam, mas quem poderá
destruir a luz imperecível no seio do ser que nunca morre?

O seu porvir está escrito em letras de fogo em seu coração espiritual.

Nos olhos do estudante espiritual que moureja na gleba terrena com dedicação e que, mesmo sofrendo a
ação das amargas experiências inerentes à prova terrestre, ainda assim ergue os olhos ao Alto e agradece, o
brilho divino faz sua morada sempiterna.

Nesse mundo de homens ensandecidos e prisioneiros da angústia, quem poderá dizer que é feliz? Contudo,
há homens que carregam um sol espiritual em seus olhos e o fogo da alma aceso em seus corações.

O mundo não sabe, mas o IMANENTE INVISÍVEL está guiando seus passos na longa travessia da "noite
reencarnatória".
Ele os guiará em meio às intempéries cármicas e os proverá da paz espiritual que conforta internamente e
dá a segurança aos seus passos nas trilhas ascencionais.

No cadinho das experiências humanas, eles desenvolverão o nível de consciência adequado ao desiderato
espiritual que abraçaram nas iniciações espirituais invisíveis e galgarão os devidos graus conscienciais que os
levarão a outros planos de manifestação sutil na imensidão interdimensional bordada no tecido vivo do
universo pelos engenheiros siderais que regulam a evolução das várias humanidades espalhadas pelas
estrelas em eterna ascensão.

Que os estudantes espirituais mantenham firme a vontade de erguerem o véu de maya (ilusão) e de
servirem aos ditames da LUZ.

Que as provas do caminho não os afastem de seus valores imperecíveis.

Que as falhas dos outros e as suas próprias não desanimem suas buscas pelo esclarecimento espiritual e
humano.

Que as experiências amargas sejam transformadas pelo discernimento e a paciência em lindas lições de
crescimento. Não é tarefa fácil, mas é possível a quem carrega o fogo da alma aceso no coração.

Quem quiser manifestar PAZ e LUZ na existência, precisa primeiro manifestar PAZ e LUZ em si mesmo.

Que seus olhos brilhem por isso e que seus corações estejam ardendo de compaixão.

Na consciência esclarecida não há vitórias ou derrotas, só PAZ E LUZ!

- Ramatís e Os Iniciados* -

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 01 de março de 2001).

- Nota:

· Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente,
passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e
direcionadas aos estudantes espirituais do presente. Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios,
tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do
Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos
espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são "iniciados" em fazer o bem, sem olhar a
quem.

=================================================================

O INICIADO – ESTRELA E CORAÇÃO DOURADO

Irmão, recorde-se: quando a aura* humana se abre para receber o influxo da aura do Cristo**, ela brilha
como ouro reluzindo sob os raios do sol.

Então, a maravilha do espírito acontece e sua luz se propaga silenciosamente para todos os seres
sencientes.
O coração do iniciado se torna dourado quando ele se lembra do amor universal, que é a sua inspiração
constante.

O iniciado nas lides espirituais, consciente e responsável dos valores que esposa, é semelhante a uma
estrela.

O seu brilho tem origem no céu.

- Os Iniciados*** –

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Rio de Janeiro, 08 de setembro de 2007).

- Notas:

* Aura - do latim: “sopro de ar” – halo energético colorido que reflete os pensamentos, sentimentos e ações
do Ser; psicosfera; campo energético.

** Cristo - Obviamente que não está se falando aqui do Jesus histórico mitificado pelas diversas doutrinas
cristãs, mas da "Força Crística", poderosa onda de amor que abraça os homens incondicionalmente.

Também é bom ressaltar que alguém pode muito bem amar a Jesus, e não ser cristão; amar o Buda, e não
ser budista; amar a Krishna, e não ser hinduísta.

Para amar não é preciso doutrina ou livros pesados e carregados de dogmas absurdos, basta ter coração.
Basta ser o que se é: um espírito imortal cheio de coisas para aprender na eternidade.

O AMOR QUE GERA A VIDA está em todos os corações. Independe de cultura, raça, sexo ou doutrina.

Qual é a doutrina criada pelos homens da Terra que poderá se proclamar a única detentora do Amor que
anima os sóis e os corações na imensidão interdimensional?

Para amar, basta o amor. E isso não se aprende em nenhuma doutrina da Terra.

Contudo, o coração sabe, sem que ninguém lhe ensine, que o Amor abraça as multidões de desvalidos dos
caminhos da Terra e do Além...

Muitas vezes, os iniciados se referiam a esse Amor incondicional chamando-o de Cristo ou de Força Crística.

Na verdade, para o coração que pulsa na sintonia do Eterno, tanto faz o nome que se dê ao Amor. O
importante é amar. O resto são palavras e doutrinas limitadas pelos sentidos humanos, que não refletem em
nada a magnitude da vida, pois a medida da percepção dos homens da Terra não é a medida dos
multiversos que vivem na mente cósmica do Pai-Mãe de todos.

E Jesus ensinou isso, dizendo que "Na casa do Pai há muitas moradas!"

*** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente,
passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e
direcionadas aos estudantes espirituais do presente.

Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, que têm o
compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente,
fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo.
Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.

NA HORA DA LUZ DO CORAÇÃO - Por Wagner Borges –

Amigo(a), há uma hora para tudo!

Quando Jesus proferiu o sermão da montanha, num de seus momentos mais inspirados, muitas cadeias
invisíveis foram quebradas e hordas de espíritos infelizes foram arrebatadas para os planos celestiais.

No momento em que eclodiu a luz no coração do homem Sidarta, transformando-o em Buda, legiões de
entidades famintas foram iluminadas e curadas por suas emanações pacíficas, que as levaram aos reinos da
Consciência Cósmica.

E, quando Ramakrishna entrava em samadhi e ria igual criança arteira, muitos outros corações eram tocados
pelo vento da esperança.

Há uma hora para tudo!

Então, que em seus momentos de prece e de meditação, você também quebre correntes invisíveis, suas e
dos outros.

Que seu coração se ilumine e emane ondas pacíficas, para que as entidades famintas, perto ou longe de
você e de seus familiares, também se iluminem.

Que você ria igual criança arteira, no vento da esperança...

Que, por onde você for, seja com quem for, sua alegria e sua bondade levem alento aos sem alento, por
obra e graça de Deus.

Amigo(a), há uma hora para tudo!


Então, que seja hora de você sentir, em seu coração, a PRESENÇA* que está em tudo.

P.S.: No alto da montanha, o amor de Jesus.

Embaixo da árvore Bô, a sabedoria do Buda.

No caminho das árvores, a alegria de Ramakrishna.

Que, só de lembrar deles, isso inspire sua jornada.

Que você siga em frente, sem se deter, até alcançar a meta!

Que você seja feliz, só por existir.

São Paulo, 22 de agosto de 2007.

Notas:

* A Presença – metáfora celta para o Todo que está em tudo.


* Samadhi – do sânscrito – expansão da consciência; estado de consciência cósmica.

* Para enriquecer esses escritos, sugiro aos leitores a leitura de outros três textos correlacionados: um sobre
Jesus no alto da montanha; outro sobre o Buda embaixo da árvore Bô, no momento de sua iluminação; e
outro que fala de Ramakrishna no caminho das árvores. Seguem-se na seqüência os endereços específicos
de cada um dos textos – postados pelo site do IPPB – www.ippb.org.br.

- “Quando a Luz Fala da Luz no Alto da Montanha” - http://www.ippb.org.br/modules.php?


op=modload&name=News&file=article&sid=5016.

- “Buda – A Luz Invisível Que abraça o Mundo” - http://www.ippb.org.br/modules.php?


op=modload&name=News&file=article&sid=4595.

- “Viajando no Céu do Coração do Panchavati” - http://www.ippb.org.br/modules.php?


op=modload&name=News&file=article&sid=5003.
SONHO E VIDA

O lago plácido refletia o luar de prata, enquanto o homem apaixonado se enamorava de Selene.

A brisa leve e perfumada derrubou pequenina folha sobre a superfície tranqüila das águas, arrebentando o
cromo poético.

Enquanto o deserto abrasador se alongava, o viajante cansado se ajoelhou emocionado e feliz; mas estava
diante da miragem de um oásis verdejante...

Deitou-se o caminhante na praia imensa e, sedento, não podia sorver uma baga do líquido precioso do mar
salgado.

*
Cultivando o corpo que ia morrer descuidava-se de si mesmo, que seguiria por toda a Eternidade.

Sentia fome e possuía grãos. Impaciente, cozeu-os todos e se alimentou com fartura. Porque não tivesse
usado a previdência, depois pereceu esfaimado.

Comovido, o artista demorava estudando fotos da natureza, enquanto, em derredor, havia uma festa natural
no jardim, no pomar, na floresta, que ele nunca tinha tempo de contemplar.

O orador infundia entusiasmo nos ouvintes, decantando a beleza e a glória do sofrimento, que ele ainda não
tivera ocasião de experimentar.
*

O mundo é rico de fantasias, fantasistas e fantasmas...

A realidade sorrateira, porém, chega e põe um ponto final, doloroso, na ilusão.

Feliz é aquele que, ante o licor não se embriaga, nem diante da imaginação enlouquece.

Viver o programa da realidade com beleza é a conquista mais auspiciosa, pela qual deve lutar, quem planeja
possuir a paz.

- Eros - *

- Recebido espiritualmente por Divaldo Pereira Franco.

(Texto extraído do excelente livro "Em Algum Lugar No Futuro" - Leal Editora).
Nota:

* Eros: Benfeitora espiritual que adotou o pseudônimo de Eros - palavra grega que significa “amor” -, para
manter-se no anonimato.

=================================================================

NO CORAÇÃO DAS COISAS DO ESPÍRITO

(Ou Quando as Coisas do Espírito Falam ao Coração)

- Por Wagner Borges -

Há coisas que não são ditas aos homens.

Sobre o desconhecido e o invisível.

Sobre o que está além do véu...

Sobre o que viaja dentro da alma.

Sobre aquilo que os devas* cantam.

Sobre os sonhos que voam...

Nas asas do coração que viaja, bem além...


Há coisas que os homens não sabem.

Muitas delas, dentro deles mesmos.

Outras, no infinito...

Há presenças invisíveis nos ares.

Sopram com o vento da vida.

E só falam ao coração.

Assim como a vida chama a vida...

O Eterno chama o transitório.

O espírito chama o espírito.

O coração chama o amor.

Há coisas de que os homens não se lembram.


Coisa do espírito... Vôos secretos.

Reminiscências de sua própria eternidade.

Ecos de muitas vidas e canções de outrora.

Há coisas que os homens não falam.

Coisas de dentro deles mesmos.

Sensações estranhas e pesadelos.

(Medo do invisível? Vazio existencial?)

Há coisas que os homens sentem no centro da noite.

Coisas que eles fingem não sentir.

Ventos secretos que sopram no invisível...

(Chamados do espírito? Toques do infinito?)

Sim, há muitas coisas que não são ditas aos homens.


Viagens espirituais** e danças com as estrelas e devas.

Coisas do infinito, que só o espírito conhece.

E só o coração compreende...

Sim, aquelas coisas do espírito e do infinito da vida...

Que só falam ao coração (que sabe a língua do eterno).

E, quando o coração fala ao coração, não há mais nada a dizer!

P.S.: No espaço entre os pensamentos e os sentimentos, o infinito fala no silêncio.

E o que é dito na câmara secreta do coração, ouvidos profanos não podem ouvir.

Quem, em seu coração, compreende isso, compreende o que as palavras não dizem.

Isso não se explica, só se sente... Só se sente... Só se sente...

Paz e Luz.
São Paulo, 13 de junho de 2008.

- Notas:

* Devas – do sânscrito – seres divinos; seres celestiais; divindades; anjos; seres de luz.

** Viagens espirituais – experiências fora do corpo; desprendimentos espirituais; viagens astrais; projeções
astrais; viagens extrafísicas; projeções da consciência; vôos do espírito; viagens fora do corpo.

CARMA E REENCARNAÇÃO – VIDA E REALIZAÇÃO SADIA

(Alguns Toques Vitais da Sabedoria Cigana)

Todo espírito é meio-cigano!

Ao longo das muitas vidas, viaja muito.

Uma hora, é mulher; outra hora, homem... Eternamente viajando...

Quantas vezes dançou em volta de fogueiras?

Quantas vezes teve seu sono embalado pelos pais, enquanto ouvia histórias sobre heróis e fadas?

Quantas vezes amou, brigou e entrou e saiu de corpos transitórios?

Quantos parceiros já teve?

Que riqueza é a reencarnação!

Poder ser homem ou mulher; alto ou baixo; branco ou negro; amarelo ou vermelho; gordo ou magro. Tudo
é possível!

A riqueza está na mudança, na possibilidade de ir e vir, sempre...

O espírito é o mesmo, mas a roupagem muda, como deve ser.

Os milênios passam, as vidas se sucedem, e as danças mudam!

Quem não aceita a reencarnação, é porque quer tudo igual, sempre formatado de acordo com a própria
intransigência.

No entanto, o idoso de hoje será a criança do futuro. E a criança de agora é o velho de outrora! Atrás do
véu dos sentidos e dos corpos, o mesmo espírito.

Nos olhos - azuis, verdes, castanhos, claros ou negros -, o mesmo brilho do eterno. Que maravilha, poder
ser tudo, de todos os jeitos!
Poder aprender bastante, sendo muitos! E, ao mesmo tempo, sendo o mesmo!

Todo espírito é meio-cigano, pois viaja muito... E dança em volta das fogueiras do infinito.

E a Mãe Divina - ou Pai Divino, se quiserem -, dança junto, dentro de cada ser.

A vida jamais será do jeito que os homens desejam.

Cada dança é diferente das outras; cada momento é uma dádiva; cada vida, uma grandeza! Mudam as
vestimentas e os costumes. Contudo, o dançarino é o mesmo, pois é eterno!

Que todas as danças sejam lindas! Que os dançarinos sejam muito felizes!

Comemorem a vida, de que jeito ela vier!

***

Ninguém é marionete!

Cada um é que faz a própria vida.

Cada escolha gera repercussões.

Cada ser é sagrado!

O amanhã é feito dos momentos presentes.

Cada um carrega o futuro dentro de si mesmo

Suas contradições e, também, seus acertos.

Construção ou destruição?

Bênção ou maldição?

Cada um escolhe como quer ser e viver.

Cada um leva consigo mesmo a energia do que se projeta como atitude no mundo. Cada um é responsável
pelo que pensa e sente!

Cada um faz sua música se propagar nas ondas do mundo.

Na longa fieira das vidas seriadas, quem semear, colherá!

E, neste exato momento, cada um está fazendo o seu amanhã.

Que a semeadura seja linda, para que a colheita seja feliz!

Na vida, no amor, e em qualquer coisa, cada um faz o seu próprio caminho.

Chamam isso de causa e efeito! Mas, as ciganas chamam de liberdade de escolha.

No baralho da vida, cada um joga com as cartas que tem na mão.

Ás ou rei? Valete ou dama? Não importa!


O que vale é saber jogar direito com a mão que se apresenta.

As cartas são da vida e mudam de mão; mas os jogadores são os mesmos;

Só mudam a mesa e as jogadas.

Quem quiser conhecer o seu amanhã, que preste atenção no seu dia de hoje, pois um é efeito do outro.

- As Ciganas -

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 20 de outubro de 2006.)

Nota de Wagner Borges:

Esses escritos foram recebidos espiritualmente no quadro de aula do salão do IPPB, durante palestra
pública, diante das 200 pessoas presentes. As entidades comunicantes são duas lindas ciganas
desencarnadas e profundas conhecedoras dos meandros cármicos. São especialistas em relações humanas e
craques nas coisas do coração. Ambas fazem parte de um grupo extrafísico ligado à atmosfera espiritual do
povo cigano. Foi a primeira vez que vi as duas, e elas trouxeram uma energia de alegria contagiante. Por
onde elas passam, tudo fica cheio de vida. Além de lindas, ambas são muito inteligentes e sensuais,
naturalmente.

A mensagem do grupo delas é de universalismo, amor pela vida e aproveitamento sadio das oportunidades
de aprendizado na carne.

Espero que elas apareçam novamente e deixem outros toques legais sobre essas questões humanas e
espirituais.

Nota:

* Carma – do sânscrito Karma - ação; causa – é a lei universal de causa e efeito. Tudo aquilo que
pensamos, sentimos e fazemos são movimentações vibracionais nos planos mental, astral e físico, gerando
causas que inexoravelmente apresentam seus efeitos correspondentes no universo interdimensional. Logo,
obviamente não há efeito sem causa, e os efeitos procuram naturalmente as suas causas correspondentes.
A isso os antigos hindus chamaram de carma.

Obs.: Para enriquecer esses escritos sobre carma e reencarnação, reproduzo na seqüência um texto sobre o
tema, extraído do meu livro “Viagem Espiritual”.

------------------------------------------
CARMA E REENCARNAÇÃO

A vida apresenta experiências diferentes para cada um, de acordo com a necessidade de aprendizado da
consciência.

Nem sempre essas experiências se afiguram agradáveis no momento em que aparecem. Na verdade, a
maioria dessas experiências, devido à imaturidade dos envolvidos no processo, provoca gemidos
desesperados e revoltas inúteis. É que a renovação espiritual geralmente é precedida de algumas crises que
pressionam a consciência em evolução na direção de suas próprias barreiras espirituais.

Vale dizer que cada consciência é responsável, direta ou indiretamente, pelo próprio destino.

Através de nossas ações, desencadeamos forças espirituais invisíveis e automáticas que criam reações
correspondentes às ações criadas. A isso os orientais denominaram "CARMA", a lei da causa e efeito
espiritual, que domina e educa as consciências em evolução.

As leis de causa e efeito são universais, abrangentes e inerentes à todas as criaturas em evolução, desde os
seres altamente avançados até os mais atrasados, cada um em seu nível de manifestação e entendimento.

O amadurecimento da consciência só se dá mediante a vivência de experiências variadas no colégio da vida.


Por isso, somos colocados em contextos diferentes para adquirirmos a "textura espiritual" que nos falta. É a
busca pelo "diploma consciencial".

No processo de crescimento evolutivo, constatamos alguns mecanismos do ensino cósmico, subdivididos nas
seguintes etapas:

- A reencarnação nos matricula na escola tridimensional de manifestação evolutiva.

- A morte nos matricula na escola interdimensional de manifestação evolutiva.

- A evolução é diretora da escola.

- A reencarnação é sua professora preferida.


- A lei do carma é sua inspetora predileta.

Certa vez, um poeta espiritualista definiu a natureza como sendo o subconsciente de Deus e a evolução
como sendo seu instrumento de aperfeiçoamento das coisas criadas. Fazendo uma analogia com essa idéia,
nós poderíamos dizer que o carma é o subconsciente da natureza e a reencarnação é o instrumento de
aperfeiçoamento das consciências em evolução, através das experiências manifestadas nos diversos planos
de manifestação da vida interdimensional.

- Rama -

***

As tendências que assolam a consciência reencarnada nada mais são que as reminiscências inconscientes
das ações executadas no passado, as qualidades adquiridas e os desejos manifestados de outrora.

Hoje, sob o jugo da vida atual, a consciência procura harmonizar-se, objetivando novas realizações para o
futuro.

A reencarnação é, então, o encontro com o passado, através das tendências manifestadas.

A vida processa a renovação espiritual, ocultando a consciência através do processo reencarnatório em um


corpo físico diferente dos anteriores, objetivando com isso dar outra chance educativa para a consciência em
evolução.

É um processo restaurador e a consciência envolvida não percebe a extensão da imensa trama tecida para
seu próprio progresso e bem estar.

É certo que é um processo lento, se for mensurado pela medida de tempo humana, mas, analisado de
maneira atemporal, uma reencarnação é apenas um segundo na eternidade, pois o tempo não existe.

É certo também que o processo reencarnatório exige o esquecimento das vidas anteriores e isso tem sua
razão de ser. Tal imposição do processo é apenas uma medida de segurança e um alento para o espírito
endividado pela própria imaturidade. Não lembrando conscientemente os atos cometidos anteriormente, a
consciência pode recomeçar limpamente uma nova etapa*.
Sendo assim, cada consciência deve ter em mente, que, para vencer os ciclos reencarnatórios, há que
desenvolver em si mesma os dois principais recursos que tem: o amor e a criatividade.

Que cada um trilhe bem seu caminho evolutivo com a noção exata dos códigos siderais de educação que a
evolução impôs a todos.

Que ninguém se esqueça de que a trilha evolutiva nos reserva no amanhã aquilo que plantamos hoje, pois
se "a semeadura é livre, a colheita é obrigatória".

Em qualquer lugar, em qualquer tempo, somos nós mesmos e o encontro com as conseqüências dos nossos
atos é inexorável.

Por isso, semeie agora amor e criatividade em cada ação, para colher espiritualidade e bondade por toda a
eternidade.

Nós estamos por aí com vocês!**

Paz e Luz!

- Ramatís –

- Recebido espiritualmente por Wagner Borges - Texto extraído do livro “Viagem Espiritual” – Editora
Universalista 1993.

Notas:

* "Eles passam por cada uma dessas vidas mortais sem qualquer recordação do que houve antes. Este
conhecimento permanece oculto nos recônditos de suas memórias, no fundo da consciência... aguardando
serem despertadas por uma mente que possa transcender-se, que ouse enxergar além de seus próprios
limites para perceber sua conexão com o infinito."

- Trecho extraído da "Graphic Novel" nº 10; p. 24 - abril de 1989; Editora Abril.


** Ramatís – do sânscrito “Sry Rama-tys” – sábio mentor espiritual que coordena um grande grupo de
trabalhadores extrafísicos no Astral do Brasil.

Rama, o autor da primeira parte desses escritos, é um de seus discípulos extrafísicos. Vários textos deles
estão incluídos no primeiro volume da série de livros “Viagem Espiritual” – que se encontra esgotado no
momento.

Os volumes 2 e 3 podem ser adquiridos no IPPB – que remete pelo correio – Fones: (11) 6163-5381 e (11)
6915-7351 (das 11h ás 17h.) .

O Karma e suas Leis (Prefácio do Prof. Wagner Borges)

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Caro amigo leitor,

Este livro é um dos melhores trabalhos produzidos no Brasil sobre a questão do carma e suas
manifestações.

Seus autores conseguiram colocar o tema de forma bem didática e com pitadas de espiritualidade acopladas
com muito bom humor.

O estudo do carma é bem complexo, principalmente porque há muitas distorções em cima dos conceitos
elaborados pelas diferentes doutrinas que estudam o assunto.

Há uma espécie de estratificação popular nas idéias de que tudo o que se refere ao carma, seja com
conotação de purgar algum pecado ou pagar alguma dívida desta ou de outra vida.

Isso ocorre porque o termo carma é oriundo do sânscrito "karma", que significa ação ou causa. Toda ação
gera sua reação correspondente.

Toda causa gera seu efeito compatível com a ação executada. Logo, na concepção original da expressão,
carma é todo ato executado pela consciência. Como cada movimento é manifestação da vontade que anima
o ser e contém certa energia para colocar em ação tal movimento, pode-se dizer que cada ato carrega em si
a sua própria repercussão latente. A ação desdobrará naturalmente sua reação correspondente. A causa
acarretará seus efeitos inexoravelmente. Obviamente que não há nenhuma moral nisso, é apenas a natureza
e suas leis, manifestando-se em todos os planos de manifestação.

A concepção oriental original disso é sempre no sentido neutro do termo. Não há nenhuma noção
maniqueísta de bem ou mal nisso, apenas a natureza e seu curso óbvio. Porém, muitas doutrinas orientais
cristalizaram o conceito de carma como uma espécie de fatalismo do qual não se pode escapar, algo como o
conceito ocidental de "destino".

Entretanto, quando se diz que o carma é inexorável, é sempre no sentido de que toda ação gera sua reação
correspondente. Isso é uma lei da natureza. Nada tem a ver com conceitos humanos de destino ou de que
alguém não possa interagir coerentemente com isso e até reverter muitas situações.

A consciência pode mudar seu rumo de vida usando a mesma vontade que a levou aos atos anteriores que
geraram as repercussões que lhe perseguem agora, basta mudar o padrão do que pensa, sente e faz na
existência. Mudando a vibração, muda-se a condição, como já ensinavam os antigos hermetistas egípcios.
Isso não é fácil e demanda tempo e esforço, muitas vezes ao longo de várias vidas, mas é o caminho para
vencer a roda de samsara**.

Por volta do século XIX, quando o termo carma passou a ser utilizado no Ocidente como expressão de causa
e efeito (inicialmente por teosofistas e espíritas e depois por quase todos os espiritualistas, até tornar-se nos
dias atuais uma expressão quase popular), houve uma forte influência dos conceitos cristãos de culpa e
pecado em cima do conceito original hinduísta. Isso fez com que o termo carma passasse a ser considerado
como algo referente a pagar alguma coisa ou a queimar dívidas anteriores da vida atual ou de outras vidas.

Resumindo: do conceito naturalista de carma ventilado pelos antigos sábios hindus, as diversas doutrinas do
Oriente e do Ocidente (por motivos diferentes, mas entranhadas no mesmo equívoco de que não se pode
mudar as condições cármicas presentes) formataram noções de culpa e punição e adequaram isso aos seus
discursos doutrinários

bolorentos e defasados em relação à naturalidade das coisas.

Além disso, o carma virou uma espécie de ameaça velada utilizada por muitas pessoas. Alguns dizem assim:
"Não me vingarei, pois o carma há de punir tal pessoa". Ou algo assim: "Tal pessoa está ferrada. O carma
irá puni-la severamente. Ela padecerá de um monte de coisas ruins, pois o carma não perdoa".

Ora, baseado nos conceitos da Física moderna, sabemos que matéria é energia condensada e que energia é
matéria em estado radiante. Logo, tudo é energia em graus variados de densidade. Seja um grão de areia,
um planeta ou uma pessoa, tudo é expressão da mesma energia. O que varia é sua densidade e o nível de
sua manifestação.

Na natureza tudo é relativo. Por isso, é possível mudar e gerar causas e climas melhores na existência, para
que estes mudem as circunstâncias e revelem novas oportunidades. Mudando o jeito e a expressão, novas
causas serão geradas e engendrarão novos efeitos correspondentes. As energias sempre seguem o padrão
da ação e isso
determina a qualidade dos efeitos.

Neste livro, os autores realizaram uma extensa pesquisa e procuraram corrigir as distorções apontadas.
Elaboraram gráficos didáticos e deram um enfoque bem moderno ao tema. Fizeram isso de forma despojada
e até abordaram outros temas correlacionados nesse estudo: projeções da consciência (experiências fora do
corpo, viagem astral),

mediunidade, vida após a morte, reencarnação e espiritualismo. O resultado desse estudo é a edição deste
excelente livro sobre carma.

Finalizando esses escritos, não resisto a tentação de reproduzir aqui alguns trechos sobre carma extraídos
de várias informações que recebi espiritualmente de diversos espíritos amparadores da Cia. do Amor*** e
que servem de acréscimo a tudo o que está inserido neste excelente trabalho do casal Dalton e Andréa,
autores do mesmo e amigos de longa data.

***

Vamos aos trechos:

"Na verdade, o carma é um grande lixeiro! É ele que vem dar vassouradas espirituais nas porcarias do
coração."

"Não faça da vida um velório contínuo. Aceite as pessoas e as coisas como elas são e saiba viver com bom
humor. Não pense que tudo que acontece é carma. Há muitas coisas que acontecem simplesmente porque
vida é experiência!"

"O carma avisa: o cabeça-dura de hoje será o cabeça-mole de amanhã!"

"De vez em quando uma sacudidela cármica se faz necessária. É dolorida, mas é saudável. Faz pensar e leva
a pessoa a novos rumos."

"O varejão cármico está sempre aberto e com várias ofertas aos viajantes do destino. Quem quiser pagar
mais caro, que cometa muitas besteiras. Quem quiser saldar as velhas dívidas, que faça coisas boas na vida.
Mas, acima de tudo, quem quiser ampliar os créditos espirituais, que seja Luz nas atitudes o tempo todo."

"Está impresso em um dístico cármico do Além o seguinte enunciado: O detonador de hoje será o sofredor
de amanhã. Contudo, o benfeitor que se esforça hoje já é a luz maravilhosa de agora, amanhã e sempre..."
***

Ao amigo leitor, muita Paz e Luz.

- Wagner Borges -

Projetor-pesquisador, sensitivo espiritualista, conferencista, autor dos livros "Viagem Espiritual Vols. 1, 2 e 3"
e dos livros "Uma lição Extraterrestre", "Falando de Espiritualidade" e "Cia. do Amor - A Turma dos Poetas
em Flor", produtor e apresentador do programa "Viagem Espiritual", da Rádio Mundial de São Paulo - 95,7

FM - colaborador das revistas "Sexto Sentido", "Espiritismo e Ciência", "UFO", "Revista de Espiritismo
Cristão", e do "Jornal de Umbanda Sagrada". É o fundador do Instituto de Pesquisas Projeciológicas e
Bioenergéticas - IPPB.

___________

- Notas:

* O livro "Karma e Suas Leis", de autoria de Dalton Campos Roque e Andréa Lúcia da Silva (colunistas da
revista on-line do site do IPPB), acabou de ser lançado. Como é obra independente, fruto do esforço dos
autores, que editaram o livro por conta própria, por enquanto é encontrado apenas em algumas livrarias de
Curitiba (onde

os autores residem). O livro também pode ser adquirido no IPPB - Fone: (11) 6163-5381 e 69157351 - das
11h às 17h -ou diretamente com os autores, em seu site (que remete pelo correio para todo o Brasil):
www.consciencial.org - que contém muitos detalhes do livro, além de seções sobre projeção da consciência,
carma, reencarnação,

mediunidade, vida após a morte e espiritualismo universalista. Ou no site www.livrosramatis.pop.com.br -


que é exclusivo para o livro e bem mais fácil de navegar.

** Samsara (do sânscrito): roda reencarnatória compulsória.

*** Cia. do Amor: é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam
textos e mensagens espirituais há vários anos. Oportunamente, publicarei seus textos. Em sua grande
maioria, são poetas e muito bem humorados. Segundo eles, seus escritos são para mostrar que os espíritos
não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que
continuam sendo pessoas comuns, apenas vivendo em outra dimensão, sem carregar o corpo denso.
Querem que as pessoas encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita
alegria e amor. Seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.

Dharma, Honra e Amor... - Wagner Borges

Oi amigos!
Em sua palestra de sexta-feira dia 29, o Wagner nos falou sobre como

lidamos com a nossa espiritualidade. Se levamos ela com equilíbrio e

harmonia. Nos falou sobre Dharma, Honra e Amor... Sobre um amparador que apareceu para ele durante o
1º Fórum Espírita, na sede da Amorc (Ordem Rosa Cruz) em Curitiba, passando um recado bem bacana a
respeito disso tudo.

Trancrevendo...

"No ano passado, em setembro, teve um outro evento, na Amorc. A antiga Ordem Rosa Cruz,
respeitadíssima. Uma instituição seríssima, talvez alguns de vocês sejam filiados à ordem, sejam frateres ou
sorores da ordem. E ela vem cada vez mais se abrindo, não o conhecimento secreto, mas evidenciando a
presença dela no plano físico. Você não sabe o que se passa lá dentro, mas você sabe que ela existe. Ou
seja, a existência dela não é secreta. O que é secreto são os ensinamentos passados de grau a grau por
iniciação, como é a estrutura de um grupo ocultista. Que não está certo ou errado,

está certo para eles. Para um grupo mais aberto a questão é outra, mas você não vai ficar comparando
coisa alguma.

Bom, em setembro do ano passado, ocorreu lá um congresso sobre ufologia e espiritualidade e a Ordem
Rosa Cruz cedeu o salão. Eu fui falar sobre saídas do corpo por um prisma mais aberto, porque era um
congresso espiritualista ufológico. Lá, durante os quatro dias do congresso, eu fiquei assistindo as outras
palestras, num palco bem grande e comecei a perceber uma presença espiritual por detrás dos palestrantes.
Ele andava por detrás do palco e eu fixei bem e vi, um senhor barbudo, barba branca, bem velhinho, um
cabelo bem ralo em cima, com um pouco só de cabelo branco caindo mais para baixo, um cajado, um manto
branco cheio de símbolos iniciáticos. E ele passeava pelo palco como se fosse um guardião, um protetor.

Discreto, ninguém via, ficava às vezes num cantinho só observando.

Austero. Um mestre tipo Sanat Khun Maat. Quer dizer, ele quer profundidade, não quer leviandade na
abordagem espiritual.

Quando se fala em profundidade não significa que você não possa rir, nem contar uma piada. Porque
profundidade é um estado de consciência naquilo que você busca. Você pode ser super sorridente e ser
profundo.E o outro, pode estar de cara amarrada e ser leviano.

Entenda bem a diferença. E espiritualidade não significa cara amarrada ou aberta, é o que você pensa, sente
e faz. É a atitude que prova. Não é crença ou teoria. Então, eu tenho visto muito, fora do corpo, muitos
espíritos mal humorados, obsessores, assediadores.

Quando você pensa num espírito desses, maldoso, você logo imagina ele

com a cara assim... Não é assim que você imagina? Agora pare e olhe se não tem um monte de
espiritualistas com essa mesma cara aqui!
São os obsessores encarnados que acham que espiritualidade é cara amarrada, pureza doutrinária seja ela
de que linha for. Quando espiritualidade é bom senso na abordagem das coisas, equilíbrio e harmonia...
Nada tem a ver com cara amarrada ou fechada. Tem muita

gente que acha que espiritualidade é não comer isso, não beber aquilo e não freqüentar tal lugar. Outros
acham que espiritualidade é renunciar as coisas do mundo. Você pode renunciar a tudo, mas se não
renunciou ao seu ego você não renunciou a nada. A história está repleta de exemplos de pessoas tipo
assim: Eu não transo, não como isso, não bebo aquilo, mas eu julgo os outros. Agora veja, que merda...

Tem iogue dentro da caverna do Himalaia, agora mesmo sentado lá...

Tudo bem está dentro da prática solitária dele, mas pode estar pensando assim: Eu estou aqui dentro da
minha prática solitária aprofundando... E o resto da humanidade está nas trevas! Veja o ego ao julgar os
outros. Não estou falando de um iogue que se recolhe para haurir forças e daí emanar um abraço espiritual
para o mundo em silêncio, porque esse se sente parte da humanidade, tanto que está ajudando. A diferença
está na proposta.

Outra, um iogue pode estar sentado dentro de uma caverna, um monge

pode estar sentado dentro de uma cela de um templo, ele pode ter três

obsessores sentados ao lado, ele não está sozinho. Conclusão, você

não tem como ficar sozinho num universo com tantas dimensões e planos. E o teu pensamento vai atrair
gente compatível com aquilo que você pensar. Então, tem muito equívoco dentro da área espiritual e na
verdade nenhuma área espiritual em particular pede alguém para abandonar o mundo, abandonar a família
ou não tomar banho, por exemplo. Às vezes chega alguém e fala: Eu não tomo banho porque estou
aprofundando a parte espiritual. Que você está aprofundando eu sei, mas e a "nhaca"? Banho é básico
gente! Até para limpar as energias remanescentes na pele.

Voltando ao caso da Rosa Cruz... Vi este amparador por diversas vezes. Quando foi agora nesse congresso,
vi de novo. E eu prestei bastante atenção nele gente. Vi direitinho, o rosto dele bem iluminado. Um mestre
que é guardião espiritual da egrégora da Rosa Cruz. Um grande mestre. Está ali, na dele e obviamente que
os participantes das reuniões lá talvez já tenham até visto ele, eu não sei porque não falam, mas eu estava
lá de fora e vi.

E não foi porque ele se apresentou, senão outros teriam visto. Eu vi porque tinha algum motivo por detrás.
Bom, a minha palestra seria no

domingo as nove da manhã. De sábado para domingo, de madrugada eu acordo, me viro para o lado direito
da cama...

E quem está parado ao pé direito da cama... Ele, com um cajado me olhando assim... Com os olhos
brilhantes, bem austero. E aí, mentalmente ele se comunicou comigo. Eu aprendi uma coisa ao longo dos
anos, de frente com alguém que eu vejo que tem um nível muito bom eu me calo. Eu não fico perguntando
nada. Porque eu sei que o que eu tiver que saber ele vai passar. E o que eu não tiver que saber eu que vá
estudar para aprender. Não vou ficar esperando ninguém trazer o ouro, eu vou cavar para achar. E aí
cavando talvez tenha mérito para alguém me mostrar aonde é a jazida. Mas primeiro tenho que apresentar
serviço, esforço senão não adianta. E aí eu aprendi que basta fixar olho no olho, pelo olhar vão vindo às
idéias e as mensagens. Por um olhar gente, você não perguntou nada, simplesmente

aquilo flui de consciência para consciência. Por exemplo, você tem um

idioma aqui da Terra, francês, inglês ou português, como seria uma

linguagem telepática, telepatiês?... Ia ficar estranho. Então, o nome

que se usa é: Concienciês. A linguagem das consciências que não precisam articular palavras quando estão
em sintonia com os mesmos objetivos. Na mesma sintonia mental que é a linguagem de outros planos. Nem
posso chamar de linguagem, língua...

Mas a comunicação de consciência para consciência. Ele então, me passou duas coisas: Um recado para eu
passar para a platéia na minha palestra... No dia seguinte tinha quinhentas pessoas na platéia, gente. E um
exercício que ele me ensinou e pediu para eu ensinar para as pessoas. Um exercício de alinhamento de
chacras para a saída do corpo. Eu passei no dia seguinte mas não deu tempo de fazer, porque tinha apenas
uma hora para cada palestrante.

Ensinei teoricamente como proceder seguindo a orientação dele. E passei também a mensagem com as
minhas palavras o que ele tinha sugerido. Eu ainda estou processando direitinho esse exercício fazendo
comigo para ver exatamente o efeito que dá para depois poder desdobrar e explicar melhor para as
pessoas. Quem pega lá pelo site, os textos que eu envio duas vezes por semana, espera que uma hora
dessas vai estar lá o tal exercício.

Deixa eu primeiro maturar, experimentar, para ver como ele vai funcionando, para depois fazer pequenas
adaptações para passar de uma

forma mais voltada para as pessoas da cidade. Porque nem sempre um

exercício ou uma orientação passada de um nível espiritual pode ser passada do mesmo jeito. Porque ele
passa a partir do parâmetro dele

que é um parâmetro astral. Você está dentro do corpo físico e existem

outros... O que você sabe fazer então, pega e adapta aquilo a sua

realidade do seu jeito para poder fazer direitinho.

Por isso que ninguém pode dar palpite na evolução do outro ou no

caminho do outro. Vai dar um palpite a partir do seu prisma. O que

pode ser para mim pode não ser para o outro. Então, cada um tem que

seguir pelas próprias pernas sem depender de guru, médium nem de


Deus... De ninguém para poder seguir em frente.

O recado que ele passou eu acho extremamente importante...

Para vocês entenderem, a palavra Dharma significa: dever, trabalho, missão, programação existencial (a
meta que a pessoa vem cumprir e o pessoal que estuda Conscienciologia gosta de usar a sigla: Proexis),
mérito ou benção. A tradução da palavra Dharma tem dois significados: Um

claramente hinduísta o outro claramente budista que são duas vertentes diferentes. No original hindu que foi
o primeiro que apareceu, quando ela surge no sânscrito, dentro do Baghavad Gita (2500aC " A Canção do
Senhor"), onde surge o Krishna e orienta o Arjuna no campo de batalha. Em determinado instante a família
do Arjuna estava batalhando... O Baghavad Gita está contido dentro de um épico maior:

o Mahabarata ( maha: grandioso, o épico do grande Barata). Uma família que se inseriu no meio, por uma
briga por um reino... Por um lado estavam os primos, por outro lado tios e companheiros. E houve esse
racha. Chega em determinado instante, o chão coalhado de cadáveres e o Arjuna cansado de disparar seu
arco, ele era um arqueiro fantástico. Vê os cadáveres de primos e colegas no chão, larga o arco e fala:
Desisto. Prefiro morrer do que matar mais algum familiar. Que guerra horrível! Família contra
família.Quando surge o Krishna e fala: Pega teu arco e continua a lutar! Mas porque?

Porque se o outro lado ganhar a guerra, a ditadura vai imperar na Índia. Sua família é justa, merece ganhar
essa guerra, porque vai trazer ordem e harmonia ao povo. Vocês são bons e eles são ditadores.

E quando o bem não se apresenta o mal toma conta. Não recua senão o mal toma conta. Vá e lute!

Cumpra teu o Dharma, cumpra a tua missão. Se você não for lá lutar, além de morrer e não realizar a tua
tarefa os ditadores vão tomar conta da Índia e você vergonhosamente desencarnar e carregar a sua mágoa
para o lado de lá. E ela vai ser maior se você não lutar do lado de cá. Então a palavra Dharma no sentido
original, o que ela significa: Cumpra teu trabalho, tua missão, tua programação existencial, porque aí você
adquire um mérito. Tem uma parte que eu acho também fantástica. Talvez seja a maior explicação que
existe sobre vida após a morte que existiu na face da Terra.

Porque se você pega Jesus como mestre a mensagem principal dele é o amor, a compaixão. Pega o Buda é
o equilíbrio, o caminho do meio. Agora pega o Krishna a lição dele é o Dharma e a noção da imortalidade.
Chega uma hora, o Arjuna fala: Eu entendi que preciso cumprir minha meta, mas esses meus amigos que
morreram? Aí, o Krishna ri e fala: Ninguém morreu aqui, cara. O espírito é eterno!

Ele não morre porque jamais nasce. É simples, antes do corpo existir o espírito já existia. Então ele não
nasceu, quem nasceu foi o corpo.

E o espírito? O espírito só entrou. E o que acontece com ele quando o corpo cai e ele só sai? Ele não nasce
nem morre, ele entra e sai.

Quem nasce, cresce e morre é o corpo. Por isso o corpo é da terra e fica na terra. E o espírito volta da onde
veio que é do seio divino.

Logo ninguém está morto e quem daqui saiu um dia vai estar de volta.

Eles permanecerão vivos porque são o divino. E aí, ele vai num laivo de inspiração... O Krishna fala para o
Arjuna: O espírito é perecível, jamais morrerá porque jamais nasce! Porque é eterno!
Existe para frente porque já existia para trás. Que arma poderá ferir o eterno, que lança poderá perfurar o
divino, que fogo poderá queimá-lo, que água poderá molhar o divino?... Para significar que existem
princípios que entram e saem... Não fica preso a noção de morte e cadáver, vai lá e cumpre o teu Dharma!
Então quando a tradução da palavra Dharma surgiu aqui no ocidente, não conhece inicialmente essa que é a
mais correta, a mais antiga. Ali é 2500aC. Cerca de 500aC, surge o Sidharta Gautama que tornou-se o Buda
e propagou o budismo. O que acontece, os monges budistas pegaram a palavra Dharma que era do
contexto hindu, já que eles eram hindus também e adaptaram para o contexto budista. Então quando a
tradução da palavra Dharma surgiu no ocidente foi via budismo. E dentro do budismo a palavra Dharma
significa apenas mérito ou benção. E para um budista qual o maior mérito dele? É ser um budista! Para um
hindu o maior mérito:

Faz o teu dever! Não interessa a tua religião.

Um conceito mais elástico e amplo que o budismo adaptou com um conceito sadio também, porque como
budista ele tem que ser digno e cumprir o dever e ser um bom budista. No final vai dar na mesma, mas o
conceito original é mais elástico.

Compreendendo então a noção do Dharma, tem muita gente que pergunta o

seguinte: Qual é a minha missão na vida? O que eu vim fazer aqui?

Logo, se você acha que tem uma missão, tem algo a cumprir. Todo espírito que reencarna tem um Dharma,
até o cachorro. Tem alguma missão. Qual é a missão?

Evoluir, não é isso? Desde o grão de areia até o ser humano. Então, qual é o Dharma geral? Crescer,
evoluir, ir para frente. Agora dentro do Dharma geral existem alguns Dharmas específicos. Algumas missões
que algumas pessoas se preparam do lado de lá e reencarnam para executar. Deixe dar um exemplo: Tem
ali um médico, desde criancinha ele diz que quer ser médico... Hoje ele é um médico importante. Você
chega e diz para ele assim: Se eu tirasse a medicina da sua vida o que aconteceria com você? Ele diria
assim: Eu morreria de desgosto, é igual faltar o ar para eu respirar, não teria mais sentido para eu viver,
porque isso é o que eu sou, a medicina, o médico. Ele tem um Dharma de curar os outros mediante a
habilidade que ele ganhou. Agora, você pergunta para um outro: E você, se eu tirar a medicina? Ah! Eu
arrranjo outra coisa. Aliás, eu estou nesse

curso porque o meu pai ficou insistindo mesmo! E outra: Eu estou aqui

ralando esses anos todos quando eu for médico vou meter a faca e

tirar o investimento todinho. Olha só a diferença de propósitos!

Então, aquele preocupado com o valor ético ao qual ele assumiu tem um Dharma específico a cumprir. Se
ele não cumpre... Do lado de lá após a morte, o corpo espiritual dele vai estar com toda aquela energia
impregnada, porque era para executar. Se não executa, a energia prende ele.

Eu tenho observado, muita gente está bloqueada, vários de vocês inclusive porque não achou ainda o seu
sentido da vida. E aí alguém fala: Teria que ser médico? Aí, é que está a mensagem que o cara me passou
lá, por isso estou explicando para vocês tudo isso aqui. Outro exemplo, chega para alguém, um músico que
ama profundamente a música.

Não estou falando de um babaca, alguém imbuído do sentido do que é a

música. Imbuído da responsabilidade de ser um intermediário que capta algo e com seu trabalho de
compositor trás para cá uma boa peça que vai evoluir as pessoas que escutarem tal coisa digna. Chega para
esse músico e fala: Se eu tirasse a música da sua vida como você ficaria? Eu morreria de desgosto! Tira a
poesia de um poeta responsável. Você liquida com ele! Porque sem aquele valor ele vai te falar: Eu não
conseguiria mais viver sem isso! Agora, puxando para a nossa área, para quem gosta de algum tema
espiritual, não importa a linha escolhida, mas que gosta de algum valor

espiritual.

Se eu chegasse para você e falasse assim: Se eu tirasse hoje sua espiritualidade, como nível de consciência,
se eu tirasse a sua chance de interagir com essa coisa chamada de espiritualidade hoje, como é que você
ficaria? Essa é uma pergunta muito séria... No meu caso, eu nem existiria! Porque eu não suportaria comer,
beber e dormir até morrer sem raciocinar. Não conseguiria viver sem descortinar outros horizontes além da
vida carnal. Eu me sentiria um verme.

Não por ego, mas porque faltaria objetivos. E eu nem sei como é que tem gente que sobrevive assim.
Milhões de pessoas, talvez porque não tenham visto nada ainda. Porque a hora que ver algo além, vai
procurar esse algo com toda a força do seu coração. Então, por essa pergunta que eu estou fazendo você
pode medir o grau de Dharma que você tem dentro da área espiritual. Daí, eu posso perguntar: Um médium
responsável tem um Dharma? Um iniciado de uma fraternidade esotérica, tem um Dharma? Ou algum de
vocês dentro da área que estejam e que encampem a parte espiritual como um valor nobre, tem um
Dharma! Não traia esse valor senão você vai estar perdido. E todo o resto não vai prestar. É a única coisa
que você tem para te guiar na vida. Tira isso, vai resumir em comer, beber e dormir igual

cachorro.

Come, bebe, dorme e não raciocina. Mas vários de vocês permanecem vivos mesmo assim. E não dá, se
arrastar pela vida só esperando a morte chegar, sem um objetivo maior do que a própria vida carnal. E aí, a
mensagem que ele me passou e eu acho legal colocar para vocês... E aí, alguém chega e pergunta:

Como é que eu vou descobrir qual é o meu... Você descobriu o teu, ela

descobriu o dela... Como é que eu vou descobrir? Aí é que está a mensagem dele e se resume no seguinte:
Era um Fórum Espírita dentro de uma casa ocultista. Já começa a coisa do universalismo estar presente. Um
Fórum Espírita numa casa hermética. Olha bem, a coisa que eu acho incrível!

Só nisso já dá... E aí, alguém pergunta: Não haveria choque de egrégoras?

De atmosferas? Não! Porque quando o amor entra em cena, juntam-se os

objetivos a favor de uma coisa só. E o amor é a maior egrégora que tem acima das egrégoras dos grupos.
Desceu o amor... Nós mesmos... Por exemplo, você tem... Está lá a torcida do Palmeiras e do Corinthians no
estádio, inimigos, bufando e se olhando uns contra os outros. Dá um terremoto e determinado ponto do
estádio afunda, tem centenas de pessoas ali esmagadas. Você vai ver imediatamente, tanto os torcedores
do Corinthians como os do Palmeiras se reunir para catar e tirar o pessoal de lá. Cadê a diferença? Quando
há um objetivo maior desaparece toda a distinção. Se isso já é entre os homens, não será entre os espíritos?
Só na cabeça de um fanático é que há separação.

Agora cada grupo tem seu jeito, mas às vezes se aproximam por um

objetivo maior. Não significa que depois cada jeito vai mudar. Apenas

se uniram para um evento em comum. E isso é maravilhoso, porque mostra que há esperança para o ser
humano se unir e desaparecer noção de raça, de país. Sabe, tornar-se uma humanidade só. Sem barreiras
de país, uma única moeda, um único povo. E esse povo todo é escolhido.

Não só um povo, mas toda a humanidade. Isso é o que seria fantástico!

Isso é o que já existe espiritualmente.

E aí, o recado dele... Qualquer coisa que você fizer na vida use esses dois parâmetros, essas duas palavras:
Honra e Amor! Qualquer coisa que você fizer com Honra e Amor, você está dentro de um Dharma!

Isto é, dentro de uma ação superior. Seguinte, se você é cristão, seja um cristão honrado de ser cristão,
amoroso e siga os preceitos do Cristo para que Ele se orgulhe de você ser cristão. Caso contrário você não é
honrado. Olha só... Se você é espírita seja um espírita com Honra e Amor. Siga os preceitos dos bons
espíritos e faça o bem.

Caso contrário você não é honrado. Se você é ocultista em alguma linha, seja honrado na linha que escolheu
e pratique o amor com os ensinamentos que você aprendeu. Caso contrário não há honra nesse caminho.
Se você é iogue com Honra e Amor seguindo os preceitos da Consciência Cósmica que você busca. E se
você for materialista, seja materialista com Honra e Amor. E aí, ele arrematou, por essa base se não importa
qual a linha que a pessoa pertença se ela tem Honra e Amor.

Desapareceu toda a diferença porque isso é o que vai importar no final. Isso é o Dharma!

Você pode cumprir o seu Dharma tratando bem as pessoas no seu dia a dia. Sendo íntegro, não se
corrompendo. Dando bom-dia para o vizinho, para o porteiro. Não entrando em coisa de baixo nível.
Procurando a cada dia melhorar um pouquinho mesmo sabendo que tem defeitos. Mas trabalhando com
honra em cima. E mesmo tendo defeito você ainda pode ser honrado pelo amor que você coloca. Por isso
Paulo de Tarso disse uma vez: O amor cobre a multidão de pecado. Por isso não interessa o caminho, põe
Honra e Amor.

O resto é conversa fiada. Isso é Dharma! Não é uma linha, é uma atitude!

Qualquer coisa que eu fizer é amorosa e honrada. Porque é digna, baseada num princípio superior seja a
linha que for. Então, por aí, você já descobriu qual é a sua missão. Nunca mais pergunte isso. Não vai fazer
consulta no tarot, nem ler a mão. Você já sabe qual é a missão. Ser honrado e amoroso acabou o papo. Não
precisa mais catar um livro e fazer um curso. Já descobriu isso aqui. Sua missão é essa, seja correto. O
resto é besteira pura. Faz isso e pratique, vai embora ao longo da vida que você vai ver o resultado que dá.
Não são os homens que vão dar o resultado, o resultado é só depois, mas já é possível caminhar sabendo
que isso daqui é o guia.

Se você pegasse um cara igual Jesus ou Buda, Eles aprovariam isso aqui. Porque serve para qualquer um de
qualquer linha. Desaparece toda a diferença.Esse foi o recado que ele passou lá e eu acho muito legal de
estar passando para vocês. Qualquer que seja a coisa faz com Honra e Amor. Não interessa o que... Dentro
do seu dia a dia, não precisa ninguém saber...Pensa bem é com você o lance. Já descobriu qual a sua
missão. Agora é só fazer. E aí, é que está o difícil. E quem é honrado sempre vai se sentir mal ao ter
cometido um erro sério. Mas não por autoculpa, mas por discernimento. Porque culpa você não deve ter,
deve ter noção do erro cometido e não repetir.

Culpa não.

Então, se você é honrado e pratica um ato sem honra, você é o primeiro a sentir o impacto daquilo.
Ninguém vai te cobrar, nem o Criador, mas o teu próprio discernimento. Porque você está estudando e sabe
exatamente onde pisou no tomate. Você por dentro vai saber, não precisa ninguém mais apontar. E esse
discernimento te trás uma profunda vergonha e essa vergonha te faz corrigir tudo. Não estou falando de
culpa, mas estou falando:

Errei!

Ferrou! Eu vou consertar isso! E me recuso de novo a cometer essa merda.

Por discernimento. Vou lá para frente, tirei lição, não cometo mais.

Tua honra vai te guiar. Não é o palestrante, não é o projetor astral.

Ninguém. A não ser um valor mais alto na consciência...

Agora, olha a diferença dessa honra que estou falando. Deixa eu dar um exemplo: Eu me sinto dignificado
como ser humano por poder participar dessa linha espiritual. Eu me sinto grato ao Todo por ter me dado a
oportunidade de trilhar esse caminho. Vou trilhar esse caminho com honra, com grande honra pela chance
que está me sendo dada e eu jamais trairei esse objetivo.

Não é a honra entre os homens, onde você pega dois torcedores de time de várzea e um mata o outro em
nome da honra que não é honra, é violência.

Também não utiliza da forma como os homens tem utilizado. Veja, fulano de tal fez isso e eu vou ter que
lavar a minha honra com sangue. Isso não é honra isso é violência. E onde existe este tipo de violência o
perdão desaparece. Não é essa honra que eu estou falando, essa honra não pinga sangue. É diferente o
valor. Eu sei que fica difícil para a maioria entender. Realmente é difícil de entender, mas isso aqui que é
amor você também não entende. Porque quem entender de amor está perdido. Amor não se entende só se
sente. Não pode existir faculdade de amor, pode? Vocês vão entender melhor com isso aqui:
Shanti! Uma palavra em sânscrito que significa paz divina. Quando você traduz ao pé da letra vai dar apenas
a palavra paz. Não tem um sentido espiritual, porque não tem um sentido iniciático se você traduzir ao pé
da letra. Aí, dá um equívoco.

Deixa eu dar um exemplo: Se eu traduzo só como paz a palavra Shanti, olha o equívoco que vai dar. Aqui no
mundo da gente já existiu alguma época que não houvesse alguma guerra em algum lugar. Nunca! Logo
nunca houve paz completa entre os homens aqui na Terra. Paz, como a gente fala é o intervalo entre duas
guerras. Quando você não está brigando você fala que está em época de paz.

Isso não é paz, é um ponto de espera até a próxima batalha. Vê agora se você entende a palavra Shanti e
eu vou usar Jesus para interpretar o sânscrito.

Vê se agora você entende o ensinamento de Jesus: Minha paz não é desse mundo! Essa é Shanti! Significa
que mesmo em meio à violência dos homens existe paz no coração como objetivo e estado de consciência.
A violência está fora, não está dentro dessa criatura, ela carrega um nível de paz porque ela é honrada e
amorosa. Então, quando a gente fala em amor e paz, vê bem se é isso que você está falando mesmo com a
coisa dos homens da violência. Essa honra e amor que eu estou falando é outra coisa e eu estou
percebendo pelo olhar que a maioria não está brilhando. Mas cada um com sua honra e entendimento. Mas
isso nem é iniciado. A explicação está tão

boa, não sei como é que não entende.

Talvez nunca tenha se deparado com um raciocínio desse. Outra coisa

importante: Caminhar com Honra e Amor independe de sexo, raça, cultura ou condição social. É estado de
consciência!"

A palestra foi realmente muito forte... Tocou mesmo a todos de uma maneira profunda. Foi uma grande
chacoalhada, algo para fazer as pessoas pensarem mais em sua vida...

Bom, gostei muito e passo para vocês com muito amor e carinho!

Um grande abraço!

Elza

*****

Explicações:

Elza foi a palestra no IPPB em São Paulo e a gravou. Depois transcreveu para o computador e pos na lista e
eu que participo da lsita a repasso a todos os amigos desta.

Paz e Luz. Dalton e Andréa - www.consciencial.org

NAS ONDAS ESPIRITUAIS DA MÚSICA QUE CURA (Um Testemunho de Luz e Renovação Consciencial) -
Wagner Borges -
Enquanto eu trabalhava na correção dos textos de um novo livro, surgiu um espírito aqui no ambiente e me
disse que estava incumbido por outros de narrar o seu caso, como uma espécie de testemunho sadio.
Educadamente, pelas vias telepáticas, ele me perguntou se eu estava disponível para grafar o seu recado.

Então, parei o que estava fazendo e sentei-me em frente ao note-book para registrar a narrativa dele. Os
escritos abaixo são o registro disso.

***

"Vivi tudo o que eu quis. Tive muito poder e dinheiro.

Mas me afundei na lama de minha arrogância.

Hoje eu vejo o quanto podia ter feito de bom, e não fiz.

Fiquei enredado na ilusão de que podia fazer o que bem entendesse.

Ter dinheiro era bom, mas eu não soube trabalhar direito com isso.

E o poder me cegou. Eu não conseguia ver nada além dos meus interesses imediatos.

Fiz muitas pessoas chorarem. Era odiado, mas não me importava com o que diziam.

Considerava os outros como seres menores e inconvenientes.

Hoje vejo que eu era o inconveniente. Era medíocre e arrogante. Pequeno era eu!

Coloquei a máscara do poder e me fiz de reizinho. Mas eu era um safado de marca maior!

Falar isso dói, mas é necessário. Eu não valia nada! Mas disfarçava bem...

Até que a morte me arrebatou subitamente do corpo, e eu me vi nu, diante da verdade. Desvestido da
matéria, eu era só podridão. Nem eu me agüentava, de tão horrível.

Vaguei nas trevas de minhas próprias ilusões, criadas por minha mente terrível.

Flutuei à deriva, sem conseguir olhar para o que me tornara.

Eu tinha vergonha de ser visto. Por isso me isolei de tudo, perdido em meu próprio abismo. Fiquei muito
tempo assim, remoendo as emoções e lambendo as feridas; chorei muito.

Não culpei a ninguém, pois eu sabia o que tinha feito; minha raiva era comigo mesmo. Preferia ficar naquele
lugar tenebroso, do que ser visto daquele jeito!

O infortúnio era meu. A queda era minha. E eu estava horroroso!

Eu parecia um animal e vivia como tal. Do antigo luxo, só restou o meu cheiro fétido. Mesmo assim, alguns
seres luminosos me visitavam no meu estranho burgo escuro.

Eles me convidavam para ir com eles, mas eu os repudiava veementemente!

No fundo, eu queria ir, mas sentia imensa vergonha. Por isso gritava com eles.
Vez por outra, eles sempre voltavam. E, com imensa paciência, tentavam falar comigo. E eu continuava na
revolta, cada vez mais irritadiço e sujo, miserável mesmo.

Eu, que antes me vestia luxuosamente, agora andava em andrajos e estava cheio de feridas. Eu, que
gostava de ser bajulado e aclamado, agora estava reduzido a farrapos. Ali, no abismo criado pelas minhas
culpas, eu quase enlouqueci.

Mas os seres de luz não tinham me esquecido. Só estavam esperando uma chance...

Sem que eu percebesse como ela havia se iniciado, escutei uma música maravilhosa. Fiquei encantado.
Nunca havia ouvido nada igual. Era emocionante!

Saí do meu burgo e fui atrás da origem dela. Nada mais me interessava, só ela.

E os seres de luz me disseram: "Venha com o nosso grupo. Vamos para a música que cura!"

Eu fui com eles e encontrei outra realidade. Eles me ensinaram a encontrar paz na música. Com o tempo,
melhorei muito. Sou o mesmo, mas com outra perspectiva da vida.

Ainda sofro alguns efeitos de minhas sandices de outrora, mas agora sei administrá-las. Não fujo mais,
enfrento o que sou! Ou melhor, o que fui e o que fiz; não me escondo mais.

Não sou demônio nem pretendo virar anjo; sou eu mesmo, tentando acertar de outro jeito. Sei que errei
muito, e talvez alguns nem me perdoem. Mas vou acertar as coisas!

Não peço crédito a ninguém; só peço paciência. E compreendo os que não me perdoam. Eles foram
machucados demais. Mas não tenho como mudar o passado.

Só posso mudar o meu presente, a todo instante. Para melhorar à frente...

Os seres de luz me ensinaram a não carregar culpas, pois elas bloqueiam qualquer cura. Aprendi com eles a
extrair lições dos erros, para me recuperar e seguir em frente...

Ainda preciso aprender um monte de outras coisas, mas a minha velha arrogância se foi.

Não posso dizer que sou outro, pois ainda carrego várias mazelas, mas estou melhorando. E agradeço aos
seres de luz que me apoiaram, sem julgamento algum. E aquela música...

Foram eles que me pediram para vir até aqui contar um pouco da minha história.

Segundo eles, você repassa informações espirituais para os homens da Terra.

E, quando cheguei aqui, você estava ouvindo uma música. Só isso já me emocionou muito.

E que música! Feliz de quem pode apreciar tal maravilha. Que riqueza!

Agora que cumpri minha tarefa, é hora de ir embora. Fique com a música!"

***

Casos como esse, servem para esclarecer as condições extrafísicas após o descarte definitivo do corpo
denso. Também evidenciam que a mente é capaz de plasmar realidades alternativas em volta de cada ser,
sempre refletindo tudo aquilo que está no íntimo da própria pessoa.
Por isso os amparadores extrafísicos organizam a passagem de informações para o plano físico. O objetivo é
esclarecer e demonstrar que sempre é possível se renovar e quebrar paradigmas desgastados e ganhar novo
brilho diante da vida, seja em que plano de manifestação for.

Na Terra, ou no Astral, precisamos ser felizes.

Como dizem os espíritos da Cia. do Amor, "todo tempo é tempo de crescer!"

Paz e Luz.

Curitiba, 05 de outubro de 2006.

Notas:

* O novo livro em que eu estava trabalhando, quando recebi esses escritos, é o segundo volume da
Companhia do Amor - A Turma dos Poetas em Flor, que, se tudo der certo, lançarei logo no início do mês de
dezembro (edição independente, sem editora - 600 exemplares, que serão vendidos apenas no IPPB).

* O Cd que eu estava ouvindo era o "Walking in Harmony", lindo trabalho instrumental do músico new age
inglês Brian Carter - Gravadora Word Music - England (importado).

Esse Cd é uma viagem sonora cheia de teclados e solos de guitarra muito inspirados.

* Amparadores Extrafísicos - mentores espirituais; guardiões astrais; guias espirituais; seres de luz; aliados
extrafísicos; benfeitores extrafísicos; protetores astrais; auxiliares invisíveis.

CURADORES ESPIRITUAIS – OS AGENTES DO ALTO!

Os melhores curadores são discretos em seu trabalho.

Eles calam o ego e deixam o coração fluir o amor sereno...

O toque de suas mãos é gentil e generoso.

Eles têm mãos de Luz!

Pelo alto de suas cabeças desce a sabedoria celeste.

Ao mesmo tempo, a vitalidade da terra beija seus pés.

Enquanto isso, as pétalas dos lótus de seus corações se abrem...

E eles se tornam templos vivos da Luz que cura!

Eles são tranqüilos e conscientes de suas tarefas.


Eles sabem que é a luz do amor que cura, não eles.

São naturalmente contentes, e os seres divinos velam por eles.

Eles são Paz perene!

Não carregam posturas arrogantes; são simples e alegres.

São muito gratos ao Grande Espírito, o Grande Curador.

Transitam pela existência sem julgar ninguém.

Eles são da Luz serena!

Eles são curadores, dos outros e de si mesmos.

Trilham seus caminhos sem jamais infelicitar os caminhos dos outros.

Não se magoam com coisa alguma, pois são felizes.

Os seus atos são lúcidos!

Ah, esses curadores, lindos e tranqüilos, que surfam na luz!

São estrelas na carne, agindo em nome do Alto.

Muitas vezes, quietinhos, eles abraçam a humanidade.

Eles nada esperam, só abraçam a alma do mundo.

Sim, eles nada esperam, só agradecem ao Grande Curador.

Eles sabem que há um tempo certo para cada coisa.

Por isso eles trabalham, no tempo certo de seus corações.

Eles sabem que todo momento é tempo certo de aprender...

Eles estão no mundo igualmente com todos, mas há colunas de luz sobre seus caminhos.

Muitas vezes, eles sentem a dor do mundo, em si mesmos.

Nesses momentos, eles se recolhem na prece e haurem forças no Alto.

E vibram as mãos cheias de luz, sob o comando do coração.

Não há orgulho em seus rumos, só satisfação serena.


Não há contendas nem competições em seus caminhos, só cura.

Eles caminham no Darma (1), como o Alto lhes incumbiu.

E eles sabem que só o Grande Curador sabe o que está em seus espíritos.

Eles são conscientes de que, melhorando os outros, os seus nós cármicos se dissolvem na luz...

Melhorando os homens, eles também melhoram a si mesmos, e todo mundo cresce.

Eles sempre agradecem aos anjos da cura, pela inspiração no trabalho.

E, eles sempre dizem, contentes: “Senhor, nada é meu, tudo é Seu. Inclusive eu!”

P.S.: Eles são curadores e agentes da cura interdimensional.

Estão na carne, mas são estrelas.

Curam invisivelmente os homens e os espíritos e, também, a si mesmos.

Eles são da Luz!

Om Sinha Ganapati! (2)

- Esses escritos são dedicados a Paramahamsa Ramakrishna, a quem devo muito e a quem dedico também
essas palavras de admiração e respeito:

“Sou como um garoto nas mãos de Ramakrishna.

Ele é o vento de amor espiritual, e eu sou a folha arrastada pelo seu Karuna (compaixão).

Sua paz me envolve, e sou impelido a canalizar idéias espirituais.

Meu coração brilha sob o seu influxo, e passo, eu mesmo, a ser um vento espiritualista a arrastar outras
folhas na direção da Luz Maior”.

- Wagner Borges – apenas um pequeno vento espiritualista na Terra.


São Paulo, 30 de agosto de 2006.

Notas:

1. Darma (do sânscrito “Dharma”) - dever, missão, programação existencial, mérito, benção, ação virtuosa,
meta elevada, conduta sadia, atitude correta, motivação para o que for positivo e de acordo com o bem
comum.

2. Om Sinha Ganapati (do sânscrito) – esse é um mantra evocativo de uma das divindades mais queridas
dos hindus: Ganesha, o filho de Shiva e Parvati; o deus com cabeça de elefante. É considerado o removedor
dos obstáculos. Um de seus mantras mais conhecidos é “Om Ganeshaya Namah!”

Muitas vezes, ele é evocado com um dos seus epítetos: Ganapati, o Senhor dos mundos inferiores e
removedor dos obstáculos espirituais e energéticos. Nesse caso, o mantra ficaria assim: “Om Ganapatiya
Namah!”

Aqui ele está sendo evocado como “Om Sinha Ganapati!”.

O Om é a vibração interdimensional do TODO que está em tudo; é considerado o Verbo Divino, a Palavra de
Poder de Brahman.

Sinha significa “Leão”. Na tradição hinduísta há um avatar de Vishnu (Narayana, o Divino Preservador)
chamado de “NaraSinha” (do sânscrito “Nara”: homem; “Sinha”: leão). Dentro desse simbolismo significa o
“Homem-Leão”. Ou, melhor dizendo, “Aquele que tem a força do leão”.

Na cosmogonia hinduísta, Vishnu teve que tomar a forma de um homem-leão para destruir um demônio que
estava atormentando a todos. Daí o contexto de força atribuído àquela manifestação divina, como um
homem-leão dotado de poder descomunal, para detonar o mal.

Aqui no texto o mantra evoca a força conjunta do leão (Sinha) e do elefante (Ganesha). Ou seja, dupla força
para detonar e remover a inércia e as energias pesadas e abrir o coração para a Luz Divina.

É aí que entra esse mantra Om Sinha Ganapati no contexto desses escritos sobre curadores espirituais. É
um dos mantras que eu havia escolhido para passar para a turma do curso Om Sattva (curso de Hinduísmo
e práticas espirituais). Enquanto eu concentrava luz branca no meu chacra frontal, surgiu um amparador do
grupo extrafísico “Os Amigos de Ramakrishna” e me sugeriu a utilização desse mantra para limpeza do
campo energético. E ainda me disse que era dia de Ganesha e me passou algumas dicas pessoais (depois eu
fiquei sabendo que os hindus estão comemorando a semana de Ganesha por esses dias).

Logo a seguir, envolvido e inspirado pelas energias dessa atmosfera espiritual maravilhosa, escrevi esse
texto sobre os curadores espirituais. Espero que seja útil e inspire a outros estudantes espirituais,
independentemente da linha espiritual escolhida. O importante é fazer o bem sem olhar a quem. E ser feliz!

Detalhe adicional: informações sobre “Os Amigos de Ramakrishna” - é um grupo de amparadores


extrafísicos ligados aos ensinamentos universalistas de Paramahamsa Ramakrishna. Na verdade, são meus
amigos de outras vidas e, de vez em quando, aparecem para matar a saudade e dar uns toques espirituais
legais.

Certa vez, um deles me disse: "Sair do corpo é fácil. Difícil é ficar em paz, dentro ou fora do corpo."

Eles também me ensinaram essa verdade: "Dias ruins não são aqueles de tempestade, que até limpam a
atmosfera de fora, mas aqueles dias em que permitimos as pesadas nuvens da mediocridade toldando o céu
do coração, dentro de nós mesmos".

Agradeço a esse grupo de amigos pela amizade e pelos toques conscienciais pertinentes, que sempre me
ensinam muito.

- Paramahamsa Ramakrishna: mestre iogue que viveu na Índia do século 19 e que é considerado até hoje
um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma idéia de sua influência
espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia do século 20 se referiram a ele com muito respeito e
admiração, dentre eles o Mahatma Ghandi, Paramahamsa Yogananda e Rabindranath Tagore.

Outro detalhe: ainda sobre o Ganesha, há dois textos alusivos a ele (postados juntos) em minha coluna do
site do IPPB. O título é “Rompendo a barreira do Passado I e II”. Obs.: Para enriquecer as explicações
sobre o Ganesha, deixo na seqüência um texto antigo em que esclareço vários detalhes sobre a cosmogonia
hinduísta.

Vamos lá.

Oração da Presença

Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalente o ódio.

Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.


Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.

Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.

Que a música seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.

Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.

Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.

Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.

Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.

Que em cada amigo o teu coração faça festa e celebre o encanto da amizade profunda que liga as almas
afins.

Que em teus momentos de solidão e cansaço esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que
tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.

Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura
invisível tocando o centro do teu ser eterno.

Que um suave acalanto te acompanhe, na Terra ou no Espaço, e por onde quer que o Imanente Invisível
leve o teu viver.

Que o teu coração sinta A PRESENÇA SECRETA DO INEFÁVEL!

Que os teus pensamentos, os teus amores, o teu viver, e a tua passagem pela vida sejam sempre
abençoados por aquele AMOR QUE AMA SEM NOME.

Aquele Amor que não se explica, só se sente.

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UMA ORAÇÃO DA PRESENÇA III - por Wagner Borges -

Que, da cabeça aos pés, todo seu SER seja feliz.

Que as pétalas do lótus de seu coração desabrochem perenemente, por obra e graça do Amor.

Que o topo de sua cabeça se expanda em mil luzes, pela inspiração do TODO que está em tudo!

Que os seus olhos sejam como dois sóis transbordando o brilho da lucidez serena.

Que suas mãos sejam de luz, para que seus toques iluminem a existência de todos.

Que os seus passos iluminem a crosta planetária...

Que em cada respiração você perceba que respira o Sopro Vital do Eterno.

Que você veja em cada criatura o brilho do Grande Espírito.

Que os seus pensamentos sejam irradiantes como as cores do alvorecer.


Que os seus sentimentos sejam lindos e tenham as cores do arco-íris.

Que os seus atos sejam honrados.

Que você seja um grande amor para si mesmo(a), para assim compartilhá-lo com os outros.

Que nos momentos difíceis, você se fie na luz do seu próprio coração, morada do Eterno, que a tudo
compreende.

Que as calúnias e farpas psíquicas projetadas pela confusão dos homens sejam diluídas na luz de sua
compreensão, pois, quando a alma é generosa, tudo se transforma.

Que o amor mais lindo de todos possa inspirar suas jornadas.

Que, mesmo que ninguém entenda, você ainda se permita sorrir e apreciar a maravilha da vida.

Que os seus entes-queridos e amigos, deste e de outros planos, sejam abençoados pelo brilho do seu viver.

Que, em todos os momentos, você perceba aquela Presença que está em tudo!

E que, por onde você for, sua manifestação vital seja um presente para todos.

Esteja presente! Seja um presente!

E, agradeça à PRESENCA, por tudo.

Que sua história seja linda!

Simplesmente, seja feliz.

(Esses escritos são dedicados aos meus amigos Ionira, Sérgio e Denise, do sítio de Ratones; a Bárbara,
Flávio Girol e todos os amigos do Espaço Atman Amara, de Florianópolis; e a Janete, Luciana, Carlos
Yamamoto e Cláudia Beck, amigos de Curitiba).

Florianópolis, 16 de agosto de 2006.

- Nota:

Escrevi essa Oração da Presença enquanto estava fazendo um acoplamento áurico com um conjunto de
pedras enormes, situadas no terreno de um sítio em Ratones, na bela Ilha de Florianópolis. O lugar é
fantástico, cheio de montanhas e vegetação nativa. Do outro lado, algumas praias lindas, às quais se chega
ladeando um imenso costão pedregoso.

O sítio pertence à minha grande amiga Ionira, gaúcha que mora há muitos anos em Florianópolis. Em
diversas ocasiões ela me convidou para conhecer esse lugar mágico, mas nunca havia dado certo, pois
sempre passo pela cidade na correria e envolvido em atividades de cursos e palestras, com pouco tempo
para apreciar as belezas da ilha.
Ocorre que, dessa vez, consegui um dia livre para passear pelo sítio dela.

Então liguei para ela, de Curitiba, onde eu estava realizando um curso, e disse que passaria por Florianópolis
para realizar um curso também e que dessa vez iria visitá-la e passar um dia no lugar.

Um noite, antes de eu viajar para lá, ainda em Curitiba, enquanto eu estava deitado de lado na cama, o meu
rosto extrafísico se projetou alguns centímetros para fora do rosto físico e o meu chacra frontal se ativou
energeticamente. Nesse momento eu tive uma visão clarividente: vi, pela tela mental frontal interna, um
índio extrafísico sentado num gramado ao lado de uma casa. Atrás dele havia um grande conjunto de
pedras, e mais acima um imenso paredão rochoso recoberto de vegetação.

Por intuição eu sabia que aquele lugar era no sítio de minha amiga, que eu ainda não conhecia nem sabia
nada de sua topografia. Nisso, o índio fez um gesto de saudação com a mão e se comunicou
telepaticamente comigo. Ele me disse mentalmente: "Aqui nessas pedras tem uma coisa para você. Venha
preparado para sentir o que é. Você saberá interpretar o que a Mãe Natureza quer lhe dar. Seu coração
reconhecerá a energia e respeitará a lição das pedras. Venha e fique em silêncio, para escutar o que a alma
da natureza quer lhe dizer, dentro de seu coração."

Prestei muita atenção em seu olhar, que transmitia uma atmosfera serena e segura, bem típica daqueles
espíritos que estão em paz consigo mesmos, na luz do contentamento espiritual.

A seguir, ele acenou novamente, e a visão sumiu.

Acostumado com essas manifestações extrafísicas, que são absolutamente naturais e acopladas
normalmente no meu cotidiano, fiquei contente e me preparei espiritualmente para sentir qual era o lance
em andamento.

Dois dias depois, cheguei ao sítio, que era exatamente igual ao que eu tinha visto. Lá estavam o gramado e
o conjunto de pedras grandes com o paredão rochoso logo acima.

Comentei com a Ionira sobre a visão do índio (provavelmente um xamã extrafísico que opera
espiritualmente na região), e ela me disse que aquela região outrora era cheia de índios.

Então me aproximei das grandes pedras e expandi minha aura para integrar-me, não somente com elas,
mas com todo o ambiente repleto de beleza natural.

E foi ali, diante das pedras, que escrevi essa Oração da Presença.

Passei uma tarde naquele ambiente inspirado, junto com a Ionira e o Sérgio, seu marido, e captei
espiritualmente o recado da Mãe Natureza. Não vi o índio, e nem precisava, pois o lance rolou com a própria
atmosfera espiritual do ambiente.

Horas depois, tive que ir embora, mesmo sem querer ir, pois tinha que realizar uma aula do curso à noite.
Mas deixei uma parte do meu coração lá, com as pedras; e elas me deram uma parte do coração delas. E
mais: reconheci a canção secreta delas, que, agora também canta em mim.

Agradeço à Ionira e ao Sérgio, por me darem essa oportunidade, e ao xamã extrafísico, que foi o mentor
espiritual do lance todo. E, mais ainda, agradeço à Presença!

Paz e Luz.

- Notas do Texto:
* Os dois textos anteriores foram postados recentemente em minha coluna na revista on line do site do IPPB
- www.ippb.org.br

* "A Presença" - essa é uma antiga expressão celta para designar o Todo que está em tudo; O Supremo; O
Absoluto; O Grande Espírito.

* Aura (do latim "sopro de ar") - halo energético de distintas cores que envolve o corpo físico e reflete tudo
o que o ser pensa, sente e faz na existência; psicosfera; campo energético.

* Acoplamento Áurico - conexão energética entre os seres; mistura de almas.

* Chacra Frontal é o centro de força situado na área da glabela, no espaço espiritual interno da testa. Está
ligado à glândula hipófise (pituitária) e tem relação direta com os diversos fenômenos de clarividência,
intuição e percepções parapsíquicas. É o chacra da aprendizagem e do conhecimento.

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UMA ORAÇÃO DA PRESENÇA IV

Que não haja trevas em seu olhar, só porque alguém feriu seu coração.

Que você não seja capaz de odiar, mesmo que o tenham prejudicado.

Que você não encerre seu coração nas faixas escuras da maldade.

Que você não envergonhe a si mesmo(a), permitindo que a escuridão do ego tome posse de sua
consciência, pois o ódio é o grande ladrão psíquico das energias e do ânimo de viver.

Que você seja digno(a) de tudo de bom que já chegou em seu coração.

Que você jamais permita que a escuridão dos atos estranhos, seus e dos outros, apague sua luz.

Que nada possa afastá-lo(a) do benévolo círculo luminoso de Deus.

Que transborde luz pelo seu olhar e alegria de seu coração, para honrar a si mesmo(a) e a vida.

Que você seja uma benção no caminho de seus amigos.


Que os momentos ruins sejam temporários e encarados como experiência de vida, diante da eternidade da
Presença que está em tudo!

Que você sinta o cálido abraço espiritual dos amigos de outras esferas, que, do invisível, torcem por você.

Que você permita à compreensão viajar pelo seu ser, dentro e fora do corpo.

Que haja lucidez em suas viagens espirituais.

Que você compreenda a dádiva da vida e olhe com encantamento para o sol e a lua, o céu e a terra, a areia
e o mar, o espírito e a carne.

Que você olhe com jeito de criança para seus pais e seus avós, agradecendo a eles pelo suporte de vida.

Que você olhe com gosto para seus filhos e os considere como dádivas dadas pela Presença.

Que você olhe seus irmãos e amigos como parceiros da mesma jornada de vida.

Que você olhe para a pessoa amada como um grande presente!

Que a vida e a natureza sejam sagradas para você!

Que os seus olhos sejam dois sóis!

Que o seu peito fique rosado de amor!

Que o seu corpo físico seja respeitado!

Que o seu corpo de luz também seja cuidado!


Que haja luz em você, sempre!

Que, por onde andar, você sinta a Presença em sua vida.

Que haja luz em seu olhar, seja você quem for, do seu jeito mesmo.

Que, independentemente de seu sexo, sua religião, sua raça, seu partido político ou o seu time de coração,
haja amor em seus atos e lucidez em sua jornada.

Que você seja um presente!

Que você receba o abraço sutil dos iniciados e amparadores espirituais, de todas as linhas, que amparam
invisivelmente a humanidade.

Que você receba deles, por meio desses escritos, em seu coração, os toques de serenidade e esclarecimento
consciencial em sua jornada.

Que você receba a luz secreta da Presença, que tanto lhe ama.

Que haja luz em seu olhar, seja você quem for, por onde for ou com quem for...

Que suas jornadas, na Terra ou no Espaço, sejam auspiciosas.

Que, simplesmente, você seja feliz, só por existir!

Que você fique bem, caro(a) leitor(a), seja você quem for...

***

P.S.: Que esses escritos cumpram sua função no mundo, que é a de levantar o astral das pessoas.
Que a amizade e a energia dos amigos espirituais que me inspiraram, possam viajar invisivelmente junto
com esses escritos, para alegrar outros corações.

Que haja mais luz nesse mundão de Deus!

Que a humanidade recupere a alegria de viver, para rir mais, até de si mesma, para progredir feliz!

(Dedico esses escritos aos meus amigos do Espaço Origens, de Jundiaí).

Paz e Luz.

- Wagner Borges - sujeito espiritualista, com qualidades e defeitos, que agradece a Deus, por tudo.

Jundiaí, 21 de novembro de 2006.

Notas:

* As duas primeiras Orações da Presença estão postadas em minha coluna da revista on line do site do
IPPB, no seguinte endereço específico: http://www.ippb.org.br/modules.php?
op=modload&name=News&file=article&sid=4680 - E a terceira parte está postada na seção de textos
periódicos do site. É o texto 723 – www.ippb.org.br

* A Presença – metáfora celta para o Todo