Você está na página 1de 251

História

Idade Moderna ocidental da Europa. É um país voltado


naturalmente para o Atlântico. Desde o século XIV
SÉC. XV AO XVIII era comum navios, que ligavam a Itália e para o
mar do Norte, aportarem em Lisboa, para
EXPANSÃO MARÍTIMA
abastecimento e reparos, transmitindo para seus
tripulantes conhecimentos e propiciando lu-cros
Introdução aos portugueses.
O interesse da monarquia coincidia com o
O comércio com o Oriente era bastante
dos co-merciantes na busca de riquezas, e os da
lucrativo para os comerciantes italianos, mas
nobreza e da Igreja não eram diferentes. A
empobrecia a eco-nomia europeia, pois os
nobreza, pelos saques e terras; o clero, pela
produtos orientais eram pagos, em boa parte, com
expansão do Cristianismo e os be-nefícios que isto
ouro e prata, o que provocava uma "hemorragia de
lhe traria. Pode-se, portanto, conside-rar essa
metais preciosos". Na Europa ociden-tal, a
expansão como uma renovação do ideal das
produção de alimentos não era suficiente para ali-
Cruzadas. Não esquecendo os esforços do infante
mentar sua população. Para agravar a situação, a
D. Henrique, o Navegador, ao fundar em Sagres,
po-pulação rural não tinha poder aquisitivo para
em 1417, um centro de construção e estudos
adquirir a produção artesanal dos burgos. Assim, o
navais, onde concentrava boa parte dos maiores
excedente ar-tesanal deveria ser colocado em
conhecedores da ciência náutica da época.
outros mercados. A solução natural para todos
esses problemas foi a ex-pansão marítima. As principais etapas do avanço marítimo
portu-guês foram:
Como Veneza dominava as principais rotas
1415 – Conquista de Ceuta, no norte da
do Mediterrâneo, era necessário encontrar novas
África, primeiro passo na expansão.
rotas. Os europeus, acostumados à navegação no
Mediterrâneo e próxima ao litoral atlântico, teriam 1434 – Alcance do Cabo Bojador, por Gil
Eanes.
que desenvolver técnicas mais ousadas, ampliar
conhecimentos geográ-ficos e astronômicos para 1488 – Alcance do Cabo da Boa Esperança,
no extremo sul da África, por Bartolomeu
orientação em mar alto, e me-lhorar a cartografia,
Dias.
essencial para a representação das novas regiões.
1498 – Chegada de Vasco da Gama às
As modernas invenções criavam uma Índias, por navegação, contornando o
perspectiva favorável para as navegações: a continente afri-cano; a mais longa viagem
imprensa propiciava a divulgação dos avanços, a marítima até então.
pólvora era utilizada para ar-mar os navios com 1500 – Chegada de Pedro Álvares Cabral ao
canhões e instrumentos como a bússola e o Bra-sil, em sua viagem às Índias.
astrolábio orientavam melhor os nave-gantes.
A introdução do leme e o uso da vela latina
propi-ciaram o aparecimento da caravela, um navio
capaz de enfrentar os grandes percursos, as grandes
ondas do Atlântico e de carregar muita mercadoria.
Somem-se, a tudo isso, o interesse econômico do
Estado moderno e a obra missionária da Igreja
Católica e temos um amplo estimulante das grandes
navegações.
A queda de Constantinopla, em 1453, acelerou
a expansão marítima, pois com as rotas comerciais
no Mediterrâneo oriental sob controle dos turcos, as
mer-cadorias asiáticas alcançaram um alto preço. Feitorias comerciais e militares foram
Assim, era preciso descobrir novas rotas para evitar o estabeleci-das no litoral africano e asiático, como em
domínio comercial dos turcos e venezianos no Calicute, Goa, Timor e Malaca. Em 1520, os
Mediterrâneo e atingir as Índias diretamente, sem portugueses atin-giam a China e o Japão. Para
intermediação. consolidar o seu domínio no comércio das
especiarias, Portugal edificou um im-pério na Ásia,
O Pioneirismo de Portugal que enriquecia mais especificamente a nobreza e o
A grande expansão marítima europeia se Estado. Lisboa era, nas primeiras décadas do século
iniciou com Portugal quando, em 1415, tomou XVI, a principal praça comercial europeia.
Ceuta, cidade comercial árabe norte-africana, A expansão marítima espanhola
portanto bem antes da queda de Constantinopla.
Localiza-se na parte mais
A Espanha ainda estava envolvida na guerra da gião do Cabo da Boa Esperança. Só em 1492,
Reconquista quando os portugueses já atingiam a re- expulsos
História Página 1
História
os mouros, os espanhóis se dispuseram a A expansão marítima inglesa, francesa e
financiar grandes navegações. A questão da holandesa
esfericidade da Terra era então amplamente
Somente no começo do século XVI, a
discutida, ainda que con-tra a posição da Igreja.
Inglaterra iniciou sua expansão marítima. A Guerra
Cientistas do Renascimento cri-ticavam antigas
dos Cem Anos e a Guerra das Duas Rosas haviam
teorias que afirmavam ser a Terra plana. As ideias
atrasado o seu desenvolvimento marítimo. Mas,
sobre a esfericidade do planeta empol-gavam
com a participa-ção da burguesia, aliada ao
muitos, entre eles Colombo. Em 1477, viajando
governo dos Tudor, nave-gadores italianos a
pela Islândia, deve ter tido conhecimento das
serviço da Inglaterra, como Sebas-tião e João
antigas lendas viquingues sobre viagens a terras a
Caboto, exploraram as regiões do Labrador e Terra
oeste. Cris-tóvão Colombo deduzia que se poderia
Nova, no Canadá; e Walter Raleigh, explorou a
alcançar o Ori-ente, navegando-se no sentido
região da Nova Inglaterra (costa nordeste dos
ocidental (ciclo ociden-tal), para quebrar o
Estados Unidos).
monopólio comercial português na costa africana,
que levaria Portugal às Índias (ciclo ori-ental). Lembrando que a Inglaterra muito se utilizou
de corsários para atacar navios de outros países,
para apropriação de carga.
Por seu lado, os reis franceses eram os que
mais contestavam as decisões papais que
beneficiavam apenas os países ibéricos.
Ironicamente, Francisco I exigia ver o testamento de
Adão que dividia o mundo apenas entre Espanha e
Portugal. O navegador italiano Giovanni Verrazano,
em 1524, chegou ao sul do Ca-nadá, explorou o rio
Hudson e a baía onde mais tarde seria fundada Nova
York; Jacques Cartier, em 1534, explorou o rio São
Lourenço, o mesmo tendo feito Sa-muel Champlain,
que fundou Quebec (1609); La Salle, em 1682,
Obtido o apoio dos "reis católicos", deixou a navegou pela região do Mississipi, reivindi-cando sua
Es-panha no começo de agosto, navegando com posse pela França, com o nome de Luisiana.
três na-vios no sentido ocidental.
A Holanda iniciou sua expansão apenas em
Depois de muitos problemas e ameaças de mea-dos do século XVI, após as "Províncias Unidas
mo-tim, avistou terra em 12 de outubro de 1492. da Ho-landa" se libertarem do domínio espanhol. O
Ao desem-barcar na ilha denominada por ele San navegante inglês Hudson, a seu serviço, explorou o
Salvador, Co-lombo chamou os habitantes de rio que leva o seu nome. Mas, na verdade, a principal
índios, pois acreditava sinceramente ter chegado ação da Ho-landa foi a criação de companhias
nas Índias. Foram feitas vá-rias explorações, mercantis privilegia-das. Essas companhias
especialmente nas ilhas de Cuba e Haiti. Nos anos estabeleceram feitorias no Ori-ente e fundaram
seguintes, mais três viagens foram fei-tas por colônias na América do Norte (Nova York).
Colombo, explorando a costa da Venezuela e a Organizaram ataques ao Brasil, que redundaram no
América Central, regiões insular e continental. "domínio holandês" do litoral nordestino.
Porém, as fabulosas riquezas asiáticas não eram
localizadas, para sua frustração.
A FORMAÇÃO DA AMÉRICA
Merece destaque a grande viagem iniciada por
Fernando de Magalhães, em setembro de 1519. Na-
vegante português a serviço da Espanha, propôs-se A exploração colonial espanhola
a circunavegar o mundo. Desceu o Atlântico próximo
ao litoral da América do Sul, atravessou o estreito
que leva seu nome (estreito de Magalhães), adentrou A primeira forma de exploração econômica
e percor-reu o imenso oceano denominado por ele de feita pelos espanhóis na América foi o saque dos
Pacífico, mas morreu nas Filipinas em 1521. Seu tesouros indígenas. Depois exploraram o trabalho
substituto, Se-bastião del Cano, concluiu a viagem indígena nas minas e na agricultura.
em setembro de 1522. Dos 265 tripulantes e cinco
embarcações, ape-nas 18 homens e um navio O encontro de grandes tesouros, entre os
haviam regressado. Aste-cas e os Incas, criou, nos espanhóis, o sonho
de se en-riquecer rapidamente e voltar para a
Espanha como se-nhores de grande prestígio. Assim
se explica por que,
História Página 2
História
nos séculos XVI e XVII, a economia da América espa- pagamento pelas semanas de descanso e o índio aca-
nhola era sustentada principalmente pela mineração, bava trabalhando direto. Os acidentes e as más condi-
primeiro a do ouro e, depois, a da prata. ções de trabalho dentro das galerias das minas provo-
cavam muitas mortes.
A agricultura, praticada pelos espanhóis na Amé-
rica desde o início da colonização, cresceu na medida Era comum os índios receberem o pagamento em
em que se esgotava a mineração. Isso ocorreu, em um espécie, como aguardente, por exemplo, e muitos se
primeiro momento, nas Antilhas. A partir de então, em tornavam alcoólatras, acabando seus dias como men-
toda a América Central, a agricultura de exportação digos miseráveis nas cidades mineiras.
passou a predominar. Em latifúndios, empregando es-
O trabalho na Agricultura
cravos africanos no lugar dos índios dizimados pelos
colonos, se produziam açúcar, anil, tabaco e outros pro- No século XVIII, os colonos se voltaram mais para
dutos tropicais. Em outras regiões, como no Chile e na a agricultura, empregando, em seus latifúndios, o tra-
Argentina, também desde o início da conquista, progre- balho de índios e mestiços. Como nas minas, as gran-
diu a produção de alimentos para sustentar a popula- des fazendas utilizaram o sistema repartimento: a dis-
ção das cidades e das minas. No final do século XVIII, tribuição de índios entre os espanhóis. Essa distribui-
a mineração decaiu muito, e as grandes fazendas agro- ção de trabalhadores índios entre colonos é conhecida
pastoris passaram a sustentar a economia da América por encomenda. Por meio desse sistema, o fazendeiro
espanhola. recebia um certo número de índios para trabalhar em
suas terras. Em troca, o fazendeiro (encomendeiro)
A mineração devia promover a catequese dos índios e prestar cola-
boração militar à Coroa (concedendo armas, cavalos e
recursos).
A mineração hispano-americana se desenvolveu
em larga escala com a descoberta de grandes veios 1, A administração colonial espanhola
de prata, em 1545, nas serras de Potosi (atual Bolívia), Com relação à administração de suas colônias, a
e, em 1546, em Zacatecas (México). Espanha criou uma complexa rede burocrático-admi-
Para explorar essas minas, além do trabalho indí- nistrativa para assegurar o monopólio e controlar me-
gena, introduziram se melhorias técnicas como instru- lhor o comércio colonial.
mentos de ferro, explosivos de pólvora e, acima de Casa de Contratação (1503). Organismo espa-
tudo, o uso de mercúrio, que permitia produzir uma nhol com atuação jurídica e econômica sobre as colô-
prata mais pura. A exploração das minas de cobre, es- nias. Cabia-lhe, entre outras funções, regularizar o co-
pecialmente em Cuba, permitiu fabricar os sinos de mércio colonial e fiscalizar o fluxo de metais encontra-
muitas igrejas que se construíram e de outros objetos dos.
de trabalho, como os tachos feitos para preparar o açú-
Conselho das Índias (1524). Era o órgão mais
car.
importante da administração colonial; elaborava leis
O trabalho nas minas para a colônia, nomeava e fiscalizava os funcionários
Os índios das diversas comunidades eram obriga- coloniais e responsabilizava-se pela defesa militar.
dos a enviar grupos de homens para trabalhar nas mi- Vice-reinados. Criados para controlar melhor a
nas por um certo período. Ao retornar, esses trabalha-
dores eram substituídos por um novo grupo da mesma colônia, descentralizaram a administração em quatro
comunidade. Esse sistema de trabalho obrigatório e ro- áreas: vice-reinados do Prata, do Peru, de Nova Gra-
tativo dos índios se chamava mita. Já usada antes pe- nada (norte dos Andes) e Nova Espanha (México).
los governantes incas, a mita foi copiada pelos conquis- Capitanias. Divisões administrativas dos vice-rei-
tadores espanhóis. nados.
Pela mita, o trabalhador deveria permanecer uma Audiências. Eram os principais tribunais judiciá-
semana dentro da mina e descansar duas semanas rios, que também atuavam na fiscalização das medidas
fora, além de receber um pagamento. Na prática, nada administrativas.
disso era cumprido: o proprietário oferecia o dobro do Cabildos. Uma espécie de Câmara Municipal res-
ponsável pela administração local.
História Página 3
História

Geralmente, os altos cargos coloniais eram ocu- As colonizações francesa e holandesa


pados pelos espanhóis (apelidados de chapetones ou
Os franceses fundaram algumas colônias na
guachupines). Aos brancos, nascidos na América (cri-
América do Norte (no atual Canadá). Seus domínios co-
ollos), descendentes dos colonizadores, cabiam ape-
loniais se expandiram lentamente para o interior do
nas os cargos de menor importância, apesar de existir, continente pela ação dos caçadores de pele e missio-
entre eles, uma elite rica (muitos eram grandes propri- nários, formando um extenso território colonial, via de
etários de terras). regra despovoado.

A colonização inglesa A França também formou colônias nas Antilhas,


baseadas no sistema de plantation, e na América do Sul
A formação das colônias inglesas começou bem ocupou a região das Guianas e tentou invadir o Brasil
mais tarde. No século XVII, a Coroa inglesa criou com- (Rio de Janeiro e Maranhão).
panhias comerciais privilegiadas ( como a de Plymouth
Já os holandeses não conseguiram ocupar territó-
e Londres ), que tinham o objetivo de ocupar, explorar
rios e formar colônias no continente americano, pelo
e criar colônias na América do Norte. menos não durante muito tempo. No entanto, eles esti-

A colonização nas treze colônias inglesas iniciais veram presentes nas atividades coloniais mediante fi-
tem algumas peculiaridades, se comparada às coloni- nanciamentos à produção agrária (como na economia
açucareira do Brasil) e no tráfico negreiro. No final do
zações espanhola e portuguesa. Podemos, por exem-
século XVII, desenvolveram uma florescente economia
plo, identificar características colonizadoras diferentes
açucareira nas Antilhas, baseada no sistema de planta-
em diversas regiões da colônia: tion.


Na região Sul, a colonização baseou-se no lati-
fúndio monocultor e escravista (plantation), cuja
produção destinava-se à exportação. Era, por-
tanto, uma colônia de exploração.

Nas regiões Norte e Centro, a ocupação foi re-
alizada, principalmente, por pessoas persegui-
das ou que fugiam dos conflitos políticos e/ou re-
ligiosos (quase toda a Europa ocidental estava Recife-PE – Museu do Estado
repleta de conflitos religiosos por causa dos mo-
vimentos reformistas). Por isso, desenvolveram A modernização do Recife empreendida por Nas-
atividadesdestinadas à sobrevivência das comu- sau pode ser avaliada pelas pontes e canais construí-
nidades, como as manufaturas, o comércio e a dos nesse período.
agricultura baseada na pequena propriedade e
na variedade de produtos. Chama-se este tipo
A administração do Brasil Colonial
de ocupação de colônia de povoamento.

Portugal foi o país pioneiro no processo de na-


vegação, sistematicamente, no Atlântico. O pioneirismo
lusitano foi a conjugação de fatores, como: a existência
de um governo centralizado, a partir da Revolução de
Avis (1385), apoiado por uma burguesia ávida por rom-
per o monopólio de especiarias de Gênova e Veneza.
Pode-se acrescentar ainda a existência da Escola de
Sagres e a posição geográfica de Portugal, como ele-
mentos nesse pioneirismo. A expansão teve início em
1415, com a tomada de Ceuta, cidade comercial árabe
no norte da África. Após décadas de envios de expedi-
ções para explorar o litoral africano, Portugal em 1498,
com a expedição de Vasco de Gama alcançou às Ín-
Colonos ingleses dirigindo- se à Igreja. (Quadro de
dias. Essa expedição trouxe mercadorias que renderam
George Boughto) Milhares de ingleses, sobretudo
na Europa cerca de 6000% de lucro. Para garantir o
puritanos, estabeleceram-se na América fugindo monopólio desse comércio, os lusitanos enviaram a ex-
às perseguições religiosas na Inglaterra. pedição de Pedro Álvares Cabral para as Índias. Um
História Página 4
História
outro motivo para a vinda de Cabral as terras do 0 Período Colonial (1530-1808)
Brasil foi a assinatura do Tratado de Tordesilhas ̀ ⠀⤀ ĀᜀĀᜀĀᜀĀᜀĀᜀĀᜀĀᜀĀᜀЀ̀ ĀȀᜀĀ̀ȀȀ⠀Ā⤀Ā
(1494), que garantia para Portugal a posse de ᜀĀᜀĀᜀĀᜀĀᜀĀᜀĀᜀԀ Ā ȀᜀĀᜀĀᜀĀᜀĀᜀ
terras no novo conti-nente descoberto por ĀᜀĀᜀĀᜀĀᜀĀЀ̀ ĀȀ⤀ĀᜀĀᜀĀᜀĀᜀĀᜀĀᜀ
Cristóvão Colombo em 1492. As-sim em 1500, 0 CICLO DA CANA-DE-AÇÚCAR
Cabral garantiu para a Coroa portuguesa a posse
do Brasil.

0 Período Pré-Colonial (1500-1530) 1 O açúcar era fornecido pela Sicília, pelas


 O pau-brasil ilhas de Cabo Verde e Madeira e pelo
 As feitorias Oriente para a Europa através de
 O escambo comerciantes itali-anos e árabes. Era de
 O estanco tal valor que era pe-sado e vendido em
 As expedições exploradoras: Gaspar de gramas. Como o Brasil possuía clima
Le-mos (1501); Gonçalo Coelho (1503); úmido e quente em sua costa, apresentou-
Fernão de Noronha (1511). se a Portugal uma grande opor-tunidade
 As expedições guarda-costas: Cristóvão
de lucros. Para instalar a lavoura
Jac-ques (1516-1526)
canavieira, o governo português se
0 CICLO DO PAU-BRASIL associou ao capital holandês. A cultura da
cana seria rentável se fosse instalada em
grandes pro-priedades. Surgiram os
 As expedições exploradoras que vieram ao engenhos. O trabalho utilizado,
Brasil (século XVI) davam conta ao rei de inicialmente, foi o do indígena, to-davia foi
Portugal da existência em todo o litoral substituído pelo trabalho do escravo
(RN até RJ) de uma área chamada pelos africano, uma vez que o tráfico negreiro
silvíco-las de arubatã ou ibirapitanga, que era um empreendimento comercial
fornecia tinta avermelhada que servia lucrativo.
como corante. Mais tarde, esta árvore foi
chamada de Ca-esalpinia echinata (1 2 O engenho, de propriedade do senhor,
metro de base por 10 a 15 metros de pos-suía uma cultura de subsistência
altura). Esta primeira riqueza acabou que dava a sustentação necessária à
dando o nome ao país. A exploração era monocultura açu-careira. Variavam de
monopólio real, mais isto não impediu a 80 a 100 o número de trabalhadores
vinda constante de estrangeiros (maioria escravos) num enge-nho. Além
(franceses) ao Brasil para contrabandear o do açúcar, os engenhos produ-ziam
ibirapitanga. Chamavam-se entrelopos. aguardente, que servia como instru-
Tanto os portu-gueses como os franceses mento de troca por mais escravos na
utilizavam o tra-balho indígena para a África. O açúcar foi o ciclo econômico
exploração do pau-bra-sil; foi uma que mais pro-piciou lucros a Portugal. A
exploração essencialmente pre-datória. União Ibérica blo-queou o comércio
Esse tipo de exploração não permi-tiu, açucareiro com os batavos (holandeses)
devido ao seu deslocamento constante, a que, desprovidos do seu princi-pal
formação de núcleos regulares de povoa- produto de distribuição no mercado
mento, surgindo apenas algumas feitorias. euro-peu, não mediram esforços para
Com o passar do tempo, as florestas foram reobtê-lo, in-vadindo o Brasil em duas
desgastadas e o pau-brasil deixou de ocasiões (BA e PE). Após fracassarem,
interes-sar ao mercado externo. os holandeses se instalaram nas
Antilhas, onde produziram açúcar,
 Fernão (ou Fernando) de Noronha (ou fazendo concorrência com o açúcar
Lo-ronha), associado a comerciantes produzido no Brasil. A concorrência foi
ju-deus, recebeu concessão real para ven-cida pela habilidade comercial dos
explo-rar o pau-brasil. Essa holande-ses.
concessão durou até 1504.
3 Os engenhos eram os “universos” onde
“rei-navam”, incontestáveis, os Senhores
do En-genho, que possuíam direitos
absolutos so-bre a família, propriedade e da família brasileira: a família
escravos. Desta forma foi surgindo o tipo patriarcal.

História Página 5
História
0 A Expedição Colonizadora de Martin 5888 PLANTATION:
Afonso de Souza (1532-1533):
0 Fundação de São Vicente (1a MONOCULTURA, LATIFÚN-DIO, MÃO
vila);
1 Doação de sesmarias; DE OBRA ESCRAVA, PRODUÇÃO EM
2 Construção do primeiro
engenho de cana-de-açúcar; LARGA ESCALA
3 Expedições para o interior.

1 As Capitanias Hereditárias: 5889 A SOCIEDADE


0 O foral;
1 A Carta de Doação; AÇUCAREIRA: SENHORES DE
2 15 lotes de terras entregues a
12 do-natários; ENGENHO E ESCRAVOS.
3 São Vicente e Pernambuco
(capita-nias que 5890 O PACTO COLONIAL:
prosperaram);
4 Fracasso do sistema de EXPLORAÇÃO DA COLÔNIA E
Hereditárias
5 Extinta apenas no século TRÁFICO DE ESCRAVOS,
XVIII, atra-vés das reformas
pombalinas. ATENDENDO AOS INTERESSES

MERCAN-TILISTAS DA METRÓPOLE

(BALANÇA CO-MERCIAL

FAVORÁVEL, EXPLORAÇÃO DAS

COLÔNIAS E PROTECIONISMO)

0 Os Governos-Gerais:
0 Devido ao fracasso das
hereditárias foi adotada a
centralização política
administrativa da colônia.
1 Auxiliares do governador-geral:
ouvi-dor-mor; provedor-mor;
capitão-mor.
2 Tomé de Souza (1549-1553.
1o go-vernador-geral).
3 Duarte da Costa (1553-1558.
2o go-vernador -geral).
4 Mem de Sá (1558-1572. 3o
governa-dor-geral).
5 A divisão do Brasil ocorreu As Invasões estrangeiras: Franceses
após a morte de Mem de Sá: e Ho-landeses.
D.Luís de Brito (norte-
Salvador); D.Antônio Salema 1 A França Antártica (1555): expulsos por Mem
(Sul- Rio de Janeiro) de Sá em 1567. Rio de Janeiro.
2 A França Equinocial (1612): Expulsos por
1 A União Ibérica (1580-1640. Domínio Jerônimo de Albuquerque e Alexandre Moura
espa-nhol no Brasil) em 1615. Mara-nhão.
3 Outras tentativas de invasão ocorreram 4 A Nova Holanda: a União Ibérica (1640-1640), o
entre 1710 e 1711, porém os franceses Bra-sil esteve sob domínio da Espanha.
terminaram fundando no norte, a Guiana Desaparecido e
Francesa.
História Página 6
História
distribuídos na Federação, Estados e municípios,
dado como morto na batalha de Alcácer Quibir estendendo-se
(África), o rei de Portugal D.Sebastião, não deixou
herdeiros ao cargo e seu primo espanhol, D.Filipe
II, assumiu o trono português. A Espanha lutava
com ingleses, franceses e holandeses pelo
domínio da Europa. Por isso, o Brasil tornou-se
alvo das investidas daquelas nações euro-péias.
- O primeiro ataque holandês no Brasil, ocorreu na
Ba-hia em 1624, porém os holandeses foram
pouco tempo depois foram expulsos. O objetivo
holandês era restau-rar o comércio do açúcar que
fora proibido pelos espa-nhóis.

0 Em Pernambuco (1630) os holandeses


conseguiram instalar sua colonização e para essa
empreitada a Companhia das Índias Ocidentais
mandou para o Brasil o Conde Maurício de
Nassau, que com sua política de reconstrução dos
engenhos danificados pelas lutas e pela falta de
dinheiro, conseguiu bons resultados na ad-
ministração dos interesses da Companhia das
Índias Ocidentais. A Restauração Portuguesa de
1640 que-brou o domínio espanhol e a Guerra de
Independência da Holanda prosseguiu. Nassau se
recusou a cobrar o dinheiro emprestado aos
senhores de engenho e foi substituído por uma
junta de comerciantes que provo-cou a
animosidade e o ódio da população. Essa política
de arrocho da Holanda provocou a Insurreição
Pernam-bucana de 1645. E os holandeses foram
expulsos do Brasil em 1654, após as derrotas nas
Batalhas dos Guararapes. A expulsão dos
holandeses acarretou a decadência do açúcar
brasileiro, tendo em vista a con-corrência do
açúcar produzido pela Holanda nas Anti-lhas.
Hoje, o governo do Brasil não se encontra
centra-lizado nas mãos de poucas pessoas. Fazemos
parte de uma República Federativa. Isso significa que
existem representantes do governo em nível geral e
local. O presidente da República representa o Poder
Executivo em nível nacional, mas a nação está
dividida em vinte e seis Unidades de Federação (UF)
ou Estados. Cada Estado possui seus próprios
governadores, que repre-sentam, em nível estadual,
o Poder Executivo.
Mas cada unidade de Federação possui
inúmeras cidades ou municípios. Os prefeitos
representam o Po-der Executivo em nível
municipal.
O mesmo acontece com o Poder Legislativo.
Existe um Congresso Nacional, composto por
senado-res e deputados federais, responsáveis
pela discussão de problemas nacionais. Porém,
cada Estado possui uma Câmara Estadual, a
Assembleia Legislativa, com-posta por
representantes de todos os estados, eleitos para
discutir os problemas estaduais. Nos municípios,
por fim, existe a Câmara dos Vereadores, cuja
finali-dade é a discussão de problemas municipais.
O Poder Judiciário também possui representantes
desde os tribunais da União até os Juízes e Pelo contrário, por conta própria, os capitães se
Oficiais da Lei e da Justiça espalhados pelas c responsabilizavam por todo o serviço
inúmeras cidades. administrativo. Os capitães eram, em geral, nobres
ou altos funcionários da própria Coroa. Em troca dos
Na colônia, a organização do poder era seus "serviços", des-frutavam de grande prestígio no
bem di-ferente e sofreu várias modificações. As Brasil e auferiam ren-das com o dinheiro recebido na
principais for-mas encontradas para a forma de impostos ou de produtos que eles próprios
administração da colônia fo-ram as capitanias tiravam da terra; muitos deles nem se deram ao
hereditárias, o governo-geral e o vice-reinado e, trabalho de vir morar no Brasil, mandando
novamente, o governo geral. Vejamos cada uma empregados para representá-los.
delas.
O sistema de capitanias não deu certo, por
Apenas em 1534 o Brasil começou a ser
isso, em 1549, o rei de Portugal implantou o
adminis-trado através do sistema de capitanias
sistema do Governo-Geral. Só duas capitanias
hereditárias. Nessa época, o rei de Portugal dividiu o
(Pernambuco e São Vicente) prosperaram. Era
Brasil em 15 grandes territórios, dando amplos
preciso que um represen-tante direto do rei se
poderes de mando aos capitães donatários de cada
responsabilizasse pela administra-ção de toda a
capitania. Cada capi-tão poderia transmitir para o colônia. As capitanias continuaram a exis-tir, mas
filho mais velho os direitos adquiridos sobre a já não eram independentes. Os capitães deve-riam
capitania. Além disso, os capitães, em seus prestar contas da administração aos governado-
respectivos territórios, poderiam doar lotes de terra a res gerais.
quem quisesse montar fazendas (origem dos grandes
latifúndios), fundar cidades, receber impostos, aplicar Os primeiros governadores gerais se fixaram na
a justiça e nomear funcionários para ajudá-los no cidade de Salvador, no atual Estado da Bahia. A
governo. Em compensação, os capitães hereditários Bahia, portanto, foi a primeira sede de governo, a
tinham o dever de proteger o território contra primeira capital administrativa existente no Brasil.
invasões, ajudar a colonizá-lo e resolver todos os Tempos de-pois, em 1621, nova divisão
problemas por conta própria. administrativa: as capita-nias do Norte foram
separadas do restante do Brasil, constituindo o
Doando os direitos de governo para os Estado do Maranhão, enquanto as de-mais
capitães, ele não deixava de ser o chefe máximo constituíam o Estado do Brasil. Cada uma das duas
da colônia, mas não precisava gastar nada para divisões administrativas tinha governo próprio.
administrá-la.
História Página 7
História
Lentamente, os direitos dos capitães hereditários Quando grupos trabalhavam durante certo período
foram comprados ou tomados dos seus – sistema rotativo, já era usado antes pelos
descendentes, de modo que apenas os governantes Incas. Sistema denominado:
governadores ficassem, aos pou-cos, com o Mita
controle da colônia. Coivara
Encomienda
Naturalmente, os governadores do rei não Corveia
atu-avam sozinhos. Tinham auxiliares. Talha
Havia, por exemplo, o ouvidor-mor. Que
tinha a função de ouvir as reclamações e aplicar a 03.Quando um certo número de índios
justiça entre os colonos. Este cargo tem algo do trabalhavam nas terras do fazendeiro, em troca os
fazendeiros deveriam promover a catequese dos
que atualmente os ministros da Justiça fazem.
índios e prestar colaboração militar à coroa, temos
Outro cargo era o de prove-dor-mor.
então:
Era o responsável pelas finanças do governo. Mita
Já Encomienda
0 capitão-mor ficava encarregado da defesa da Epicurismo
colônia Corveia
contra ataques estrangeiros. Era o principal chefe Banalidades.
mili-tar. Finalmente, o alcaide-mor era o
encarregado pela segurança interna, algo como 04.A respeito da colonização espanhola, é verdade
grande chefe de polícia. que o comércio era regulado pela:
Casa de Contratação
0 sistema de governo-geral foi implantado a Intendência agrícola
partir do momento que a colônia começou a produzir Casa da moeda
e, com isso, a gerar riquezas para a coroa. Era Casa de câmbio
preciso contro-lar o preço das mercadorias, recolher Intendência espanhola
os impostos, "proteger" os colonos contra os intrusos
de outros paí-ses ou índios, manter os escravos No período colonial, o Brasil apresentava as
trabalhando com "tranqüilidade", ouvir as seguin-tes características:
reclamações dos fazendeiros ou resolver seus a) grande propriedade e policultura
conflitos. b) pequena propriedade e cultura de
subsistência c) grande propriedade e
A primeira sede do governo português no monocultura
Brasil, como já foi dito, estava inicialmente na d) produção manufatureira e
Bahia, uma das áreas importantes de produção do policultura e) latifúndio e cultura de
açúcar. Em 1762, isto é, na fase de exploração do subsistência
ouro, a capital foi trans-ferida definitivamente para
o Rio de Janeiro e o Brasil voltou a ter um governo
centralizado. A Formação dos Estados Nacionais
A transferência da capital para o Rio de A reforma do Moderno Estado Nacional teve suas
Janeiro foi determinada pelo Marques de Pombal, origens na Baixa Idade Média, quando a burguesia selou
primeiro minis-tro do Rei de Portugal, D. José I, a aliança com os reis, a fim de neutralizar o poder da no-
que, para ter o con-trole administrativo do reino, breza feudal. Aos poucos, os monarcas foram centrali-
diminuiu o poder da no-breza portuguesa e zando o poder em demasia, contrariando os interesses
expulsou os jesuítas de Portugal e de todos os da burguesia. O absolutismo monárquico desencadeou
seus domínios e, para garantir recursos à coroa, as revoluções burguesas no crepúsculo da Idade
estabeleceu, para a cobrança de impostos no Moderna.
Brasil, o sistema de fintas, com cotas de 100
arrobas anuais e determinou a derrama.
TEORIAS ABSOLUTISTAS:
Nicolau Maquiavel (1469 - 1527)
Questões Em sua obra O Príncipe, a razão do estado
esta acima de tudo e “os fins justificam os meios”.
Quando se implanta a agricultura nas colônias es-
É mais seguro um príncipe ser temido do que
panholas, observamos:
amado.
Minifúndio e trabalho escravo
Pequenas propriedades e trabalho escravo
Latifúndio e trabalho escravo Thomas Hobbes (1588 - 1679)
Latifúndio e trabalho assalariado
Latifúndio e trabalho servil
Em sua obra leviatã, o estado deve ser o todo
po-deroso para dominar todos os cidadãos. Para sair
do

História Página 8
História

caos primitivo, cada cidadão cedeu seus direitos ao so- - O mercantilismo.


berano. - A expansão marítima.
- O sistema colonial.
Jacques Bossuet ( 1627 - 1704) O Absolutismo na Inglaterra
Defendia a teoria do “direito divino”, isto é, o poder A dinastia Tudor consolidou a centralização da
do rei emanava de Deus. monarquia britânica no século XV. Os Reis dessa di-
nastia receberam apoio da burguesia e de parte da no-
Entre suas obras destaca se “Política Segundo as
breza que desejava liberta a Inglaterra da influencia dos
Sagradas Escrituras”. senhores feudais e esmagar as revoltas populares.
Nessa fase, ocorreram grandes transformações econô-
Jean Bodin (1530 - 1645) micas, com o fortalecimento da burguesia.
Na sua obra “A Republica”, defendeu a teoria que Com a ascensão da dinastia Stuart, as relações
o rei não pode partilhar o poder com ninguém. do parlamento e da burguesia se deterioraram com o
rei. A burguesia enriquecida não aceitava o controle es-
Hugo Grotius (1583 - 1645) tatal na economia, por isso, passa a lutar para derrubar
o regime absolutista.
Em sua obra: “Do Direito da Paz a Guerra”, defen-
deu um poder ilimitado do soberano. Criou na pratica
os alicerces do direito internacional. As origens do Parlamento
A formação dos Estados Nacionais teve outras im-
Em 1066, na batalha de Hastings, Guilherme, con-
plicações, tais como:
quistador, se apoderou da Inglaterra, era Duque da

O Renascimento Cultural; Normandia, e consequentemente, vassalo do rei da

A exaustão do modo de produção feudal; França. Mais seu poder ultrapassava, todavia o do su-


Enfraquecimento da igreja a partir das Cruza- serano. Daí as frequentes guerras entre os dois reinos.
das. Os reis normandos (Guilherme e seus sucesso-

A Guerra da reconquista, na Península Ibérica, res), bem como Henrique II (fundador da dinastia Plan-
com a expulsão dos árabes da região. tagenetas) e seu filho Ricardo Coração-de-Leão, fize-

ram bons governos e fortaleceram o governo real. Mas



A Guerra das Duas Rosas, na Inglaterra, na se-
João-sem-terra, usurpado do irmão Ricardo, teve má
gunda metade do século XV.
administração e foi vencido por Felipe Augusto, rei da


A Guerra dos Cem Anos, entre França e Ingla- França perdendo a maioria dos territórios franceses.
terra (1337 - 1453), que teve como causas bá- Enfraquecido, dele se aproveitou a nobreza para
sicas: obrigá-lo a assinar a carta Magna (1215), pela qual fi-
cava respeitados os direitos da nobreza e do clero, es-
I- A disputa sobre a região de Flandres, rica produ-
tabelecia se o júri, instituía se o “ habeas corpus” e pro-
tora de tecidos de lã.
ibia se a cobrança de sem que houvesse prévio con-
II- A disputa sobre a região de Guyena, feudo inglês
sentimento do Grande conselho (precursor do parla-
em território francês.
mento).

III- A questão sucessória francesa:


O rei Eduardo III da Inglaterra se apresentou Todavia, Como a Carta fosse violada, ouvi no go-

como candidato ao trono francês. Porém, a lei Sálica verno seguinte a revolta dos nobres, impondo se a Hen-

proibia a ascensão ao trono de uma pessoa de língua rique III os estatutos de Oxford (1858). Estes completa-

feminina. Esse conflito desencadeou motivações de ca- vam a definição do parlamento, atribuindo lhes a esco-

ráter nacionalista. Do lado francês, o sentimento nacio- lha de ministros e do chanceler.

nal foi atribuído a Joana D’Arc, que liderou um grupo de


A Evolução do Parlamento
soldados e impôs derrotas ao exército inglês. Ao ser
presa, foi acusada de feiticeira. o rei francês nada fez No século XIV, o parlamento se dividiu em câmara

para salvar Joana D’Arc da fogueira porque queria ver dos Lordes (alta) e câmara dos Comuns (baixa). Na dos

se livre de quem realmente mandava na França. lordes, ficavam representados os nobres e o clero; na
dos comuns, os cavaleiros e burgueses. Mais tarde,
O Estado Nacional Absolutista tinha as se-
com o término da Guerra das Duas Rosas (1485), es-
guintes características:
tabeleceu se na Inglaterra o absolutismo e. com ele, o
- Fortalecimento da burguesia.
menosprezo ao parlamentarismo (situação que não se
- desenvolvimento da indústria manufatureira.
alterou com a revolução de 1648).

História Página 9
História
Oliver Cromwell fundou a República O Bill of Rights substituiu, na monarquia
Puritana e governou de forma pessoal, com o inglesa, o direito divino (absolutista) pelo direito
titulo de Lorde protetor da República. Assinou o consetivo (libe-ralista). Daí a expressão “O rei
Ato da Navegação, que protegia a burguesia reina mais não go-verna”, usada para definir o
inglesa. regime britânico.

O Papel do Burgueses e Cavaleiros A formação da monarquia francesa


O grande desenvolvimento do sistema A partir do século XII, o comércio francês
capitalista na Inglaterra fez da burguesia e da nova propor-cionou o desenvolvimento das cidades. Os
nobreza co-mercial (economicamente não impostos pagos pela burguesia fortaleceram o
dissociados) uma classe bastante poderosa. Esta, governo durante a dinastia dos Capetos. Entretanto,
a monarquia absolu-tista francesa passou por
aliada aos cavaleiros, agru-pou se em torno do
obstáculos, o que dificultou o seu desenvolvimento.
parlamento, servindo de freio dos exageros do
Ocorreram sublimações da no-breza feudal e,
poder real e dando a Inglaterra a sua tra-dicional sobretudo, os conflitos religiosos manti-veram a
feição democrática. França dividida por muito tempo.
Após a revolução parlamentar, em 1648, que Durante a regência de Catarina de Médicis
es-tabeleceu na Inglaterra uma republica ditatorial, ocor-reu um grande massacre dos calvinistas,
traindo as ideias parlamentares, houve a restauração conhecido como a Noite de São Bartolomeu (24-
dos Stu-art, reinando Carlos II e, seu irmão Jaime II. 08-1572)
Foram am-bos, soberanos absolutistas, o que No governo de Luís XIII, a França conheceu um
provocou a instala-ção do parlamento. Havia, na importante período de desenvolvimento, graças as
corte, muito luxo e cor-rupção dos costumes. Carlos me-didas administrativas do ministro Cardeal
II, por outro lado, prejudi-cara os burgueses por suas Richelieu. Durante o governo de Luís XIV, o
medidas na política ex-terna, fechando-lhes o absolutismo francês conheceu o auge do
mercado francês em troca de fa-vores de Luís XI. Por mercantilismo.
tudo isso, uniram se contra Jaime II, duas correntes O ministro Colbert procurou a incentivar o
da época: os Wighs ( sempre contrá-rios ao desen-volvimento econômico buscando manter a
soberano)e os Tories (até então favoráveis a ele). balança co-mercial favorável. O caráter despótico
Guilherme de Orange, genro de Jaime II, foi eleito de Luís XIV, pode ser compreendido pelas
para o trono enquanto o rei fugia para a França. Esse afirmações: “O Estado Sou Eu ” ou “Um Rei, Uma
acontecimento (1688) chamou se Reforma Gloriosa. Lei, Uma Fé”.
Com ele instaurou se na Inglaterra o regime Principais realizações do governo de Luís
parlamen-tar (parlamentarismo), pois Guilherme de XIV:
Orange (que subiu ao trono com o título de – Construção do Palácio de Versalhes.
Guilherme III, jurou cum-prir a Declaração dos
Direitos (Bill of Rights), regida pelo Parlamento. – Revogação do Edito de Nantes.
– Submeteu definitivamente a nobreza
feudal.
O BILL OF RIGHTS
Suas principais características: Os sucessores de Luís XV e XVI, que não
conse-guiram dar lhe continuidade e o absolutismo
A Declaração dos Direitos, transformada em francês co-meçou a desmoronar. Isso abriu
lei pelo parlamento (Bill of Rights), dispunha caminho para a revo-lução Francesa.
principal-mente :
– O principio da soberania nacional. A Expansão Marítima Comercial Europeia

– A separação entre poderes Legislativo (ou Fatores/causas da Expansão Marítima


do parlamento) e Executivo ( o rei). Europeia:
Escassez de matais preciosos na Europa. O
– A permanência do habeas corpus e do júri. ouro e a prata eram utilizados como
padrão mo-netário nas transações
– O direito de petição a todos os ingleses. comerciais.
Consequências do Bill of Rights: O comércio de especiarias, produtos Asiáticos
precedentes da Índia.
Os reinos ibéricos quebraram o monopólio desenvolveu o ciclo oriental das navegações, com a
comer-cial das cidades italianas, buscando novos conquista de Ceuta, em 1415. A Espanha inaugurou
caminhos para chegar ao oriente. Portugal o ciclo ocidental, que

História Página 10
História
culminou com a descoberta da América, através do – A existência da tradição clássica na Itália,
ge-novês Cristóvão Colombo em 1492. A que possibilitou ser o país-berço do
descoberta de prata, ouro e pedras preciosas, renascimento.
encontradas por Co-lombo junto às civilizações – Migração de sábios bizantinos para a Itália.
pré-colombianas, resulta-ram em disputa de rotas Fases do Renascimento
marítimas entre a coroa portu-guesa e o reino
espanhol, resolvidas pelo Tratado de Tordesilhas Trecento (século XIV)
(1994), pelo papa Alexandre VI. O pionei-rismo Marcou a transição da cultura teocêntrica
português justifica se pela precoce centralização para a antropocêntrica. Nas letras destacam se:
do poder e a existência de uma classe mercantil
forte, posição geográfica favorável, e a Escola de Dante Alighieri: que escreve importantes
Sagres (centro de estudos náuticos dirigidos pelo obras como:
infante D. Henrique). A Divina Comédia, onde encarna a
A organização e a produção colonial deveriam passagem ou transição da fé para a razão,
atender aos interesses da metrópole. Um exemplo glorificando as conquistas humanas na
desse fato foi a utilização da escravidão em larga época.
esca-las nas colônias. A garantia do lucro da Francesco Petrarca: desprezava a cultura me-
metrópole fi-cava assegurada pelo Pacto Colonial. A
dieval e ressaltava o classicismo greco-
política colonial submeteu as populações nativas que,
em nome de “Deus dos colonos”, perderam seus romano.
valores e identi-dade cultural. Grupos nativos da Cancioneiro - foi sua obra prima, canta o
América encontravam se em diferentes estágios amor por Laura, sua grande paixão.
evolutivos. Giovanni Boccaccio- que em sua obra
Enquanto determinados grupos viviam na principal, Decameron, um conjunto de
Idade da Pedra, levavam uma vida nômade como contos, ressalta a vida cotidiana de
os Tapuias, Timbiras, etc., Florença..

O Renascimento Cultural Nas artes plásticas, foi Giotto o mais


expressivo representante dessa fase. Em suas
Na Idade Média, a igreja manipulava a cultura obras destacava a individualidade.
Te-ocêntrica (Deus no centro de todas as coisas). A
cultura renascentista procurava valorizar o homem, Quattrocento (séc. XV)
inspirado no modelo clássico greco-romano, marcado
Foi um período em ressurgiu o interesse
pelo antro-pocentrismo (o homem como o centro de
pelas lín-guas clássicas e pelo paganismo. A partir
todas as coi-sas). O Renascimento é também dos artistas de Florença, patrocinados pela família
fundamentado pela volta as origens da cultura Greco- Medici, teve ini-cio a pintura em óleo. As artes
romana. dessa época apresen-tam nomes como:
Massaccio: Obras:*A expulsão de Adão e
Características do Renascimento Cultural
Eva do Paraíso. *Distribuição de esmolas por São
Hedonismo = busca de satisfação dos Paulo.
desejos pessoais.
Naturalismo = valorização da natureza. Botticelli: *nascimento de Vênus *Alegoria da
Pri-mavera.
Racionalismo = uso da razão no lugar da fé.
Experimentação = demonstra os Leonardo da Vinci: Viveu a fase de transição do
conhecimen-tos através da experiência Quatrocento para o Cinquecento. É considerado o
curi-oso mais importante da História. Fazia
cientifica.
intermináveis anotações e queria saber o porque de
tudo o que via. Conseguiu desenvolver os mais
Fatores/causas geradores do Renascimento diversos campos da ci-ência. Obras. *Gioconda
– As transformações econômicas, com a (Monalisa) * Santa Ceia
ascen-são da burguesia, tornaram as
concepções me-dievais superadas. .
Cinquecento (séc. XVI)
– Reabertura do Mediterrâneo através das
cruza-das, que permitiu o enriquecimento Nas artes destacam-se:
de várias ci-dades italianas.
Michelangelo: Retratou com maestria os
– Os Mecenas, ricos patrocinadores dos afrescos da capela de Sistina (juízo final).Obras :
artistas e da ciência. *Pietá, *Davi, *Moisés.
Rafael: Obras: *Escola de Atenas , * sagrada
fa-mília, *Destacou se na pintura de “Madonas”

História Página 11
História
Durante o cinquecento houve a sistematização Miguel de Servantes
da língua italiana. Vários foram os escritores dessa
Obra: * Dom Quixote * Uma sátira a cavalaria
época.
me-dieval.
Nicolau Maquiavel: Obra:* O príncipe, onde Portugal
de-fende o estado forte, independente da igreja.
Sua obra seguiu como guia para o estado Viveu a mesma conjuntura espanhola das
absolutista moderno. ‘Os fins justificam os meios’. nave-gações. Gil Vicente Obras:* Auto da
Visitação* Auto dos reis magos. Luís Vaz Camões
Obra épica: Os Lu-síadas. Também as ciências
Expansão Renascentista
conheceram um grande progresso durante a
De um modo geral, a Renascença não efervescência renascentista. O universo passa a
despertou com o mesmo ímpeto em toda a Europa ser analisado sob uma óptica critica.
como na Itália. Espelhou características
Nicolau Copérnico: Refuta o geocentrismo de
especificas de cada país, cuja preocupação maior
Ptolomeu e formula a teoria heliocêntrica. Johann
foi com a ordem prática dos proble-mas.
Ke-pler: criou a teoria das órbitas de elípticas dos
planetas Miguel Servet e William Harvey:
descobriram o meca-nismo da circulação
Países Baixos sanguínea.
Erasmo de Rotterdam: Conhecido como André Vesálio: Moderna Anatomia.
“Príncipe dos Humanistas”. Escreveu Elogio da
A Reforma Protestante
Loucura, obra em que denuncia a imoralidade do
clero. Os irmãos Van Ejjtck a tela adoração do A reforma representou no campo espiritual o
cordeiro. que o renascimento representou no campo
cultural. Funda-menta-se num processo de ruptura
dentro da própria Igreja Católica.
Alemanha
Albrecht Dürer: Autor de auto-retrato,
Causas da Reforma
adoração da Santíssima Trindade
– Antagonismo entre a formação do estado
Inglaterra Naci-onal e o poder temporal exercido pela
igreja.
Thomas Morus: escreveu a Utopia, onde
– O progresso capitalista entrou em choque
exalta a paz e o amor e condena a intolerância.
Vislumbra uma sociedade perfeita. com a filosofia tomista que preconizava o
justo preço e condenava a usura.
William Shakespeare: Através de suas
– Confronto da teologia Tomista, a alicerçada
tragédias, faz vim à tona verdades eternas e a
intensidade da alma. Escreveu muitas obras que no princípio do livre arbítrio e das boas
hoje são representa-das nos teatros. Ex: Romeu e obras, que norteavam o catolicismo, e a
Julieta, Hamelet, Otelo, Macbeth. teologia agostini-ana, que por sua vez
defendia a fé e pré-desti-nação usada
França pelos reformistas .
– Abusos da igreja católica, com a venda de
Rabelais Obras: * Gargantua * Pantagruel. in-
Mon-
taigne: Obras: Ensaios dulgências, crise moral dos chefes
eclesiásti-cos, opulência e o luxo do alto
clero.
Espanha
–A prática da simonia, ou seja, o comércio
Foi uma época de antagonismo, onde de um das coisas sagradas.
lado estavam as riquezas das navegações e do
outro o cris-tianismo.
Erasmo de Rotterdam e thomas Morus
El Greco propuse-ram uma depuração e uma reforma
interna.
Obras: O enterro do Conde de Orgaz Vista
de To-ledo Sob a Tempestade. Tirso de Molina No século XIV e inicio do século XV, John
Obra: * Dom Juam Wicliff, professor de Oxford, e Johann Huss, Teóloga
da uni-versidade de praga, atacaram severamente os
abusos da igreja . No século XVI, por ocasião da papas Júlio II e Leão X, com o objetivo de obter
construção da Basílica de São Pedro, no vaticano, os recursos para o empre-

História Página 12
História
endimento, tornaram mais frequente a prática da modo, de novos parâmetros morais, econômicos e
Simo-nia. Isso fez eclodir de forma violenta o reli-giosos que legitimassem a obtenção do lucro
movimento pro-testante alemão, liderado pelo por meio do comércio e da exploração do trabalho
monge agostiniano Mar-tinho Lutero. assalariado.
Zwingli, ardente defensor das ideias de Lutero,
Martinho Lutero (Luteranismo) foi o iniciador da reforma religiosa na Suíça. Sua
atuação humanitária em ajudar os mais pobres, o
Deu inicio ao processo reformista na
tornou muito popular.. Defendia a predestinação e
Alemanha, na cidade de Mittenberg. Defendia a
condenava a con-fissão, alegando que cabia a Deus
doutrina apenas pela fé. Em sinal de desafio fixou
e não aos padres perdoar os pecados. Morreu em
as 95 teses, através das quais criticava o sistema
meio a uma guerra civil quando tentava levar seus
dominante. Foi conside-rado herege pelo papa
ensinamentos a grupos mais conservadores. Mas
Leão X. Na Dieta de Worms, Lu-tero negou-se a
suas propostas saíram vitoriosas, consagradas no
retratar. Traduziu a bíblia para o ale-mão, o que
acordo conhecido como a Paz de Kap-pel (1531),
deu origem a língua alemã moderna. A ex-pansão
pelo qual o governo de cada região na Suíça teria o
das idéias luteranas fez o rei Carlos V convocar a
direito de escolher sua própria religião.
Dieta de Spira, que decidiu aceitar a pratica
luterana onde já fora implantada. Porém, proibiu a João Calvino iniciou a reforma na França, onde
sua expan-são. Esse fato gerou protestos dos foi perseguido. Por isso fugiu para a Suíça. Através
adeptos da nova re-ligião. Daí, protestante. das ordenações eclesiásticas, as decisões de Calvino
eram implacáveis. A burguesia, que tinha seus lucros
A Confissão de Augsburg censu-rados pela igreja católica, encontrou liberdade
total com a doutrina calvinista. Os princípios
Fundamentou a nova doutrina com os calvinistas prega-vam o rigor da disciplina, a
seguintes princípios: valorização moral do traba-lho e da poupança,
A fé é a única fonte de salvação (S. Agostinho). oferecendo aos setores da burgue-sia uma
Nega a transformação do pão em vinho em justificativa religiosa sólida e bem elaborada para as
corpo e sangue de Cristo.
Negação ao celibato e as imagens. suas atividades.
Substituição do latim pelo alemão nas cerimô-
nias religiosas.
As escrituras sagradas como único dogma.
A reforma religiosa na Inglaterra
O batismo e a eucaristia como único sacra-
mento. A reforma anglicana teve, sobretudo, motivos
po-líticos e econômicos. O rei Henrique VIII rompeu
Paz de Augsburg (1555): Devido ás com o Papa alegando problemas de ordem pessoal,
desavenças entre os luteranos e o imperador cujo pre-texto foi o divórcio de sua mulher Catarina
católico do Sacro Im-pério germânico só chegaram de Aragão, da família real espanhola. Casou-se
ao fim quando foi assi-nada a Paz de Augsburgo, então, com Ana Bolena. Publicou no parlamento o
que reconhecia oficialmente a nova doutrina e Ato de Supremacia, documento que o tornou chefe
definiu que cada príncipe poderia es-colher sua da Igreja na Inglaterra Em linhas gerais, os preceitos
religião (cujas regis ejus reegio). Isto resul-tou na são semelhantes aos ca-tólicos, mantendo a
prática na divisão da Alemanha entre católicos e hierarquia do clero.
protestantes.
A Contra Reforma
Huldrych Zwingli e João Calvino (Calvinismo) Com a reforma protestante, a igreja católica
A reforma religiosa na Suíça representou, antes per-deu grande parte de seu patrimônio e milhões de
de tudo, uma necessidade burguesa. O país estava fiéis europeus. Foram tomadas várias medidas para
di-vidido em cidades que eram importantes centros morali-zar a igreja. A fim de assegurar a unidade da
co-merciais. O poder político estava nas mãos da doutrina católica, o papa Paulo III convocou o
burgue-sia, impedida de expandir seus negócios Concílio de Trento que se reuniu em 1545 e encerrou
devido ás for-tes barreiras impostas pela Igreja seus trabalhos em 1563. As medidas moralizadoras
Católica. O clero combatia a liberdade econômica e o implicavam até em medidas repressivas através do
crescente lucro dos setores mercantis. A burguesia tribunal da Santa Inqui-sição. A nível doutrinário,
necessitava, desse manteve os mesmos dogmas. A expansão marítima
trouxe compensações, visto que as monarquias
Ibéricas se mantiveram fiéis ao catoli-cismo. Dessa
forma, Clérigos acompanhavam as via-gens para
evangelizar os povos nativos.
História Página 13
História
A fundação da companhia de Jesus, por Casa de contratação = Cuidava da
arrecadação de impostos da colônia.
Inácio de Loyola, foi a principal arma para
Cabildos = tinham uma função equivalente
evangelizar os povos ultramarinos. as câmaras municipais do período colonial
Em 1543, o papa Paulo III mandou redigir o brasi-leiro.
Index, a lista dos livros proibidos aos fiéis, por
serem conside-rados perniciosos à fé. A América Francesa
A principal colônia na América foi Quebec, no
Mercantilismo e os Sistemas Coloniais: Ca-nadá, ocupada no século XVII, patrocinado
espanhol. Inglês, francês e holandês. pela monar-quia absolutista Bourdon. Inicialmente
os franceses li-mitaram se ao extrativo vegetal e
ao comercio de peles. Entre os grandes lagos e o
OBJETIVOS DO MERCANTILISMO: Golfo do México fundaram a colônia de
Luisiana.Com a Guerra dos Sete Anos, en-tre
I - Buscar Metais preciosos, a fim de França e Inglaterra (1756 - 1763), a Inglaterra
assegurar as riquezas nacionais através do tomou posse do Canadá.
comércio, manufaturas e agricultura.
- Balança Comercial Favorável, como centro A América Inglesa
da política econômica.
Durante o reinado de Isabel ou Elisabeth I
- Protecionismo, como forma de exatamente (1558 - 1610), a Inglaterra iniciou efetivamente a
proteger o mercado interno. colonização. Foram organizadas as expedições
IV - O Monopólio Estatal, para garantir o colonizadoras com o objetivo de ocupar terras da
capital necessário aos empreendimentos colônias. América. A expansão co-lonial britânica atendeu a
dois pontos críticos da vida inglesa:
V - Colônias, para exploração e O excedente populacional nas cidades motiva-dos
complementar a economia da Metrópole. pela expulsão dos camponeses.
Os conflitos religiosos que provocaram a emi-
gração dos puritanos e quakhers.

A burguesia necessitou do mercantilismo


A colonização inglesa na América do Norte,
para desenvolver-se. Quando já possuía uma
des-dobrou se em dois sistemas diferentes:
sólida es-trutura, tratou de libertar-se do
controle estatal, pro-movendo as chamadas Norte = Onde as condições de natureza
Revoluções Burguesas. climática são idênticas as européias, foi
estabelecido a colônia de povoamento, com ampla
liberdade em relação a me-trópole. Essa região
A América Espanhola: caracterizou se pelas pequenas e médias
propriedades, além de uma vida urbana bas-tante
Cristóvão Colombo chegou na América nos
ativa.
fins do século XV (1492). Até a metade do século
XVI, os povos americanos já estavam praticamente Sul = Onde foi implantado o sistema de
todos sub-jugados. Efetuando a conquista, foi Plantation na forma de grandes latifúndios cuja
iniciada a explora-ção do “Eldorado” dos metais produção desti-nava se ao mercado europeu. Nessa
preciosos. Hernan Cotez liderou a conquista do região a mão-de-obra escrava foi utilizada em larga
México. Francisco Pizarro e Di-ego Almagro escala. Esse sistema determinou se colônia de
selaram o destino dos Incas do Peru. exploração.
As Revoluções Inglesas do século XVII
Organização e administração da América
espa-nhola As Revoluções burguesas requerem a
considera-ção de que elas ocorreram com a
Mita = Utilização de mão-de-obra indigna nas participação das ca-madas populares, ainda que
minas sob uma remuneração irrisória.
Encomienda = Utilização da mão-de-obra os objetivos destas não te-nham sido plenamente
indí-gena com servos que isentava os atingidos. Foi o ideário burguês que definiu, liderou
nativos do pa-gamento de tributos. e tornou possível a mudança da An-tiga Ordem.
Conselho real e supremo das Índias = Órgão
máximo da administração colonial.
História Página 14
História
A Revolução Puritana Internamente Cromwell, esmagou a facção
dissi-dente dos niveladores, enforcando seus
Durante os reinados de Henrique VIII e
líderes, e esta-beleceu a supremacia política da
Elizabeth I, no século XVI, a economia inglesa
burguesia. Cromwell morreu em 1658 e foi
passara por um período de grande desenvolvimento
sucedido pelo filho Richard, que ficou menos de
comercial. Por essa época, surgiram grandes
um ano no poder. Em 1640, o trono pas-sou às
empresas monopolistas, como a companhia das
mãos de Carlos II. Com o retorno do Stuart ao
Índias Orientais. Essas compa-nhias, entretanto,
poder, teve início a Restauração, que se
impediam a livre concorrência e bar-ravam o acesso
estenderia pe-los reinados de Carlos II (1640-
das pequenas e médias companhias de comércio ao
1685) e de Jaime II (1685-1688)
mercado. Como consequência, a bur-guesia inglesa
acabou se dividindo em relação à polí-tica econômica
da monarquia. Enquanto os grandes co-merciantes A Revolução Gloriosa
apoiavam o monopólio, os pequenos e mé-dios Em 1688, o Parlamento decidiu depor o rei,
empresários lutavam contra a exclusividade de pois Carlos II e seu sucessor Jaime II insistiram
mercado, reivindicando a liberdade de comércio. em adotar políticas semelhantes à de seus
antecessores Stuart, centralizando o poder e
Com o surgimento da dinastia Stuart, os
governando de forma autoritá-ria. Para o trono
proble-mas se agravaram. Tanto Jaime I quanto
inglês foi escolhido o príncipe Holan-dês
seu filho Car-los I, praticaram uma política
Guilherme de Orange. Casado com a filha de
mercantilista restrita, fa-vorecendo a grande
Jaime II, Guilherme foi coroado em novembro de
burguesia e a nobreza, em detri-mento dos
1689 como Guilherme III.
pequenos e médios empresários. Esses se-tores
tinham seus representantes no Parlamento inglês, Os acontecimentos de 1688 e 1689
na Câmara dos Comuns. Desde a Magna Carta constituíram a Revolução Gloriosa, assim
(1215), ficaram estabelecidos que o rei não podia chamada porque se deu sem derramamento de
cobrar novos impostos sem a devida autorização sangue. Ao assumir o trono, o novo rei se
do parlamento. A burguesia muito mais forte, comprometeu aceitar e cumprir o Bill of Rights
agora, não estava disposta a abrir mão dessa (Declaração de Direitos).Votado pelo parla-mento
conquista. A política absolutista dos Stuart exigia o documento reafirmava e ampliava a lista de di-
grandes somas de recursos financeiros para o rei, reitos da população inglesa que o soberano inglês
o que só seria possível como o aumento dos não podia violar.
impostos.
Para agravar a situação Jaime I, resolveu O Iluminismo
dissol-ver o Parlamento em 1628. As tensões No decorrer do século XVIII, difundiu-se na
chegaram ao limite. A guerra veio então sob a França e na Inglaterra um conjunto de ideias frontal-
forma de um conflito político com motivações mente opostas ao absolutismo dos reis e ao
religiosas. De um lado os de-fensores da misticismo religioso: o movimento iluminista. A
monarquia e do outro os partidários do Par- principal caracterís-tica desse movimento era a
lamento. valorização da ciência e da racionalidade como forma
Em 1648, o rei finalmente derrotado. Preso de eliminar a ignorância dos seres humanos acerca
pelos Cabeças Redondas, enfrentou um julgamento da natureza e da vida em soci-edade. Para os
sumário e foi decapitado em 1649. A Inglaterra iluministas, a ignorância é alimentada pela tradição,
passou a ser go-vernada pelo Parlamento, sob a pelo fanatismo e pelas crenças religiosas. O
liderança de Cromwell. Iluminismo – conhecido também como Ilustração –
manifestou-se, sobretudo, no campo da filosofia, mas
A República de Cromwell acabou se refletindo ainda na política, na economia,
Formalmente a monarquia tinha sido extinta. na arte e na literatura. Na esfera política, a atuação
Na prática, porém, os ingleses viveriam sob a dos iluministas se concentrou na defesa dos direitos
ditadura exercida por Oliver Cromwell. O governo do in-divíduo e no combate às arbitrariedades dos
de Cromwell caracterizou-se por adotar uma governos absolutos.
política agressiva de fortalecimento do comércio O século XVIII, também ficou conhecido como o
internacional da Inglaterra. Em 1651, o Parlamento Século das Luzes, todas as expressões criadas para
aprovou o Ato de navegação, pelo qual somente o iluminismo revelam um significado semelhante:
os barcos ingleses ou de países da origem das ilumi-nar, combater o obscurantismo, eliminar as
mercadorias podiam transportá-las até os portos supertições e buscar esclarecimentos sobre a vida
da Inglaterra. A medida acabou provocando uma humana orienta-dos pela crença na razão e no
guerra com a Holanda. Vitoriosa a Inglaterra saiu progresso.
do conflito como a grande potência naval da
Europa.
Se no século XVI o pensamento científico
deu seus primeiros passos e ocorreu uma
renovação nas

História Página 15
História
artes e nas técnicas, no século XVII assistiu-se ao tas, caracterizados pela intervenção do Estado na
de-sabrochar da revolução científica através de eco-nomia por meios de monopólios, proibições e
grandes nomes, tais como: Descartes, Locke, regula-mentos. As atividades comerciais eram então
Newton e Francis Bacon. conside-radas as principais fontes de riqueza e
dependiam da proteção do Estado para sua plena
Os ideais das luzes
realização. Muito teóricos pregavam a liberdade
As obras dos filósofos iluministas apresentavam
econômica e a formação de livre mercado. Esses
algumas características comuns. De modo geral,
ficam conhecidos como fisio-cratas (de fisiocracia,
man-tinha a crença inabalável no futuro e uma visão
governo da natureza). As ideias dos fisiocratas
positiva da humanidade. A fonte do todo o progresso
acabaram influenciando o escocês Adam Smith,
e da liber-dade individual era a razão, guia para a
fundador do liberalismo econômico, que publicou, em
compreensão do mundo e das relações sociais,
1776, o livro Investigação da natureza e as causas da
afirmavam que as for-mas de governo haviam sido
riqueza das nações. Nessa obra, Smith defende o
criadas pelas relações hu-manas e não pela vontade
trabalho como base de toda a riqueza, em oposição
divina,. Defendiam a tese de que os governos
aos mercantilistas e aos fisiocratas. O econo-mista
deveriam existir para o bem da socie-dade, com a
era ainda a favor do trabalho livre assalariado e
função de garantir a liberdade econômica e individual
contrário ao protecionismo, ao sistema colonial e à
e a igualdade de todos perante a lei. Argu-mentavam
ex-cessiva intervenção do Estado na economia.
que os nobres e os clérigos deveriam pagar impostos
e serem julgados por tribunais comuns a to-das as
pessoas. O despotismo esclarecido
O Estado defendido pelos iluministas De modo geral os filósofos usam o termo
fundamen-tava-se na ideia do Contrato Social, “despo-tismo” para se referir a um governo cujo
segundo o qual cada indivíduo nasce com direitos poder não tem limites. O déspota é um governante
inalienáveis, como o direito à vida, à liberdade e à que detém poder absoluto e governa segundo a sua
propriedade. Por isso, eles são também chamados própria vontade.
de contratualistas ou jusnatura-listas – palavra do
Consideram, contudo, que um déspota, mesmo
latim que significa direito natural.
governando segundo sua própria vontade, se for
As reflexões filosóficas do iluminismo voltaram- escla-recido e sábio, pode ser um bom modelo de
se também para a crítica aos sistemas religiosos governo. Conhecendo a natureza humana e a
tradicio-nais. Buscou-se a relação existente entre verdadeira natu-reza das coisas, o déspota poderá
Razão- Na-tureza- Deus, admitindo-se a existência instaurar em seu país a tolerância e a liberdade
desse último em função da ordem natural que religiosa, destruir a ser-vidão, instruir os povos e
prevaleceria no uni-verso. A tentativa de se chegar a modernizar seu país.
uma religião natural-racional, independente de fé e
Entre os monarcas europeus do século XVIII,
de todas as revelações, está na base do Deísmo,
Fre-derico II, da Prússia, e Catarina II, da Rússia,
sistema filosófico-religioso que rejeitou a idéia da
pareciam aos olhos dois filósofos, encarnar esse
“revelação divina”, de qualquer autoridade da Igreja,
ideal. Voltaire correspondia-se com ambos e
da necessidade de sacerdotes ou qualquer tipo de
chegou a passar uma temporada na corte
intermediários entre os homens e Deus. Este seria
prussiana. Diderot foi hóspede de Catarina em São
destituído de atributos morais e, por-tanto, não se
Petersburgo. Mas os dois se decepci-onaram.
intrometia nos assuntos humanos. Deus, assim, seria
Frederico mostrou-se belicoso demais, e Ca-tarina
apenas o “grande relojoeiro” do universo, entendido
liderou à invasão da Polônia, que foi dividida en-tre
como uma máquina perfeitamente ordenada e
a Prússia e a Rússia. Os pretensos déspotas
movida por “leis Naturais”.
ilustra-dos apropriaram-se de uma nação soberana
Os ideais iluministas se espalharam por e ali insta-laram uma administração tirânica. Os
vários pa-íses da Europa, mas foi na França, filósofos então perceberam seu engano. Um
dominada pelo An-tigo Regime, que eles mais se déspota é sempre em déspota.
difundiram. Os principais filósofos iluministas são:
Voltaire
Montesquieu
Denis Diderot
Jean-Jacques Rousseau
Luzes na Economia
Os iluministas marcaram também a área
econô-mica, dominada na época pelos princípios
mercantilis-
História Página 16
História
não só para a in-dependência, mas também para a
Questões construção de um

01- O Iluminismo contribuiu para uma série de


modifi-cações políticas e sociais. Entre elas,
destaca-se:
fim do Despotismo Esclarecido.
fortalecimento do poder papal após o surgimento
da Teoria do Direito Divino.
apesar da intensidade das idéias revolucionárias
ilu-ministas, a penetração desses ideais não
chegava às colônias americanas.
criou bases ideológicas para a Revolução
Francesa e influenciou o desenvolvimento da
cultura e da educa-ção ocorrido na Europa.
mesmo com bases revolucionárias, defendia a
servi-dão.

02- "Cremos como verdades evidentes, por si


próprias, que todos os homens nasceram iguais, que
receberam do seu Criador alguns direitos
inalienáveis; que entre esses direitos estão a vida, a
liberdade e a procura da felicidade; que é para
assegurar esses direitos que os Governos foram
instituídos..." (Declaração de Indepen-dência dos
EUA - 04.07.1776). Esta declaração inspi-rou-se nos
ideais do:
Neoliberalismo.
Absolutismo.
Iluminismo.
Positivismo.
Estoicismo.

Os pensadores do liberalismo econômico, como


Adam Smith, Malthus e outros, defendiam:
a) intervenção do Estado na economia
b) o mercantilismo como política econômica
nacional c) socialização dos meios de produção
d) liberdade para as atividades
econômicas e) implantação do
capitalismo de Estado

A Independência dos Estados Unidos da


América
No final do século XVIII, o Antigo Regime
cedeu lugar a um novo tipo de Estado, totalmente
controlado pela burguesia, o chamado Estado
Liberal. Nessa época o que estava do feudalismo
foi eliminado, e uma série de privilégios associados
à velha aristocracia de-sapareceu. Surge, assim,
um novo mundo, caracteri-zado pelo sucesso
burguês e o desenvolvimento má-ximo do
capitalismo com a industrialização. Foram fatos
que contribuíram para a queda do Antigo Regime:
A In-dependência dos Estados Unidos (1776), a
Revolução Industrial (1760-1850) e a Revolução
Francesa (1789-1799).
A Independência dos Estados Unidos foi
influen-ciada pelas ideias iluministas. Ao pregarem o
direito à liberdade e de resistência a um governo
autoritário, es-sas ideias forneceram a base teórica
de chá, foi tomado por colonos disfarçados de
novo Estado. Isentas da exploração da coroa índios. Conflitos como esse, da Festa do Chá de
inglesa, as colônias passaram a apresentar um Boston, se repetiram em várias cida-des.
expressivo de-senvolvimento econômico, apenas
as do Sul agro-ex-portador, como também as do A reação da coroa inglesa foi a de promulgar as
Norte, que era um centro de intensa atividade chamadas Leis Intoleráveis, por intermédio de um de-
comercial e manufatureira. O co-mércio realizado creto do rei Jorge III em 1774, leis repressivas que
pelas colônias do Norte com o Caribe, a África e a de-terminavam: julgamento na Inglaterra dos líderes
própria Europa, rivalizava com a própria In- da Festa do Chá; fechamento do porto de Boston e a
glaterra. inde-nização do chá destruído; ocupação militar da
colônia de Massachusetts; severa punição aos
Aos poucos, o Parlamento inglês foi lançando agressores de funcionários e prédios públicos
as bases de um fiscalismo tributário voltado para a metropolitanos.
co-brança de impostos sobres os colonos na
América. A Guerra dos Sete Anos (1756-1763) Logo após as Leis Intoleráveis, os colonos
contra a França acelerou esse processo, ao organi-zaram o Primeiro Congresso da Filadélfia, no
desequilibrar as finanças do Estado inglês. Essa qual foi aprovada a interrupção do comércio com a
guerra também serviu de justifi-cativa para a coroa Inglaterra até a suspensão dos Atos. Em 1775, tropas
taxar os colonos, já que o conflito com a França americanas enfrentaram soldados envidados pela
ocorreu também em território norte-ame-ricano. Inglaterra, com a derrota da metrópole. Por causa
dos confrontos, os co-lonos convocaram o Segundo
Em 1764, a Inglaterra estabeleceu a Lei do Congresso da Filadélfia. Na ocasião decidiram formar
Açú-car, e logo depois a Lei do Selo (1765), e a lei um exército nacional, co-mandado por George
do Chá (1767). Na cidade de Boston surgiram as Washington, da Virgínia, e decla-ram guerra à
primeiras re-ações dos colonos a essa última Inglaterra. Thomas Jefferson foi o respon-sável pela
taxação. A forte re-pressão dos soldados ingleses Declaração de Independência. Essa decla-ração foi
acabou se tornando um massacre, que ficou aprovada em 4 de julho de 1776. Mas a inde-
conhecido como Massacre de Bos-ton. pendência de fato somente se concretizou após muita
Apesar disso, as reações coloniais luta contra a metrópole. Levando sempre muita
continuaram: em 1773, um navio da Companhia desvan-tagem em relação ao exército profissional
das Índias Orientais, que monopolizava o comércio inglês, os

História Página 17
História
norte-americanos, através de Benjamin Franklin, rios artesãos. A partir de meados do século XVIII, al-
con-seguiram o apoio da França na luta pela guns comerciantes perceberam que podiam
independên-cia. A guerra, então, chegou ao fim aumentar ainda mais a produção e os lucros. E, em
somente em 1781, em Yorktown, com a vitória dos vez de espa-lhar ferramentas e matérias-primas entre
colonos. Em 1783, foi assinado o Tratado de os artesãos contratados, passaram a reuni-los em um
Versalhes, em que a Inglaterra reconhecia a mesmo local para trabalhar: assim surgiram as
independência dos Estados Unidos. fábricas ou o sistema fabril. A fabricação de cada
mercadoria foi dividida em etapas, num processo
A Revolução Industrial
conhecido como produção em série. Fazendo uma
O conjunto de transformações econômicas, única etapa, o trabalhador especi-alizava-se e
soci-ais e tecnológicas que teve início na aumentava a produção. As fábricas altera-ram as
Inglaterra, na Se-gunda metade do século XVIII, relações de trabalho e a paisagem. Foram res-
levou o nome de Revo-lução Industrial. As ponsáveis pelo desenvolvimento das grandes
mudanças ocorridas com esse pro-cesso afetariam cidades, a transformação mais importante foi
muitos países da Europa e Estados Unidos, causada pelo em-prego da máquina a vapor. Esse
alterando definitivamente as relações entre as processo significou a perda gradual, para o
sociedades. Muitos acreditam que a Revolução trabalhador, do controle de suas atividades, pois na
Indus-trial desempenhou um papel vital no época das corporações de ofício, ele era dono de
desenvolvimento do capitalismo. Marcada por suas ferramentas e senhor do seu ritmo de trabalho.
intensa acumulação de ca-pitais na Inglaterra e por Na manufatura ele tornou-se dependente do
profundas transformações nas formas de comerciante e perdeu o domínio sobre o produto final
produção, na prática a revolução significou o de seu trabalho.
advento da indústria e da produção em série. A
A Inglaterra foi o primeiro país a reunir as
Revo-lução Industrial transformou pequenas
condi-ções necessárias para o desenvolvimento do
cidades em grandes centros urbanos. Ao longo do
sistema fabril. Em primeiro lugar, o controle de
século XIX, pen-sadores, literatos, simples
vasto mercado consumidor. O processo da
observadores destacaram, muitas vezes, a
expansão marítima e co-mercial européia, criaram
modernidade e o progresso desses es-paços.
um rico e promissor mercado mundial, a Inglaterra
soube superar a concorrência dos outros países
europeus. Durante o século XVIII, a po-pulação
inglesa cresceu muito, tornando maior a oferta de
mão-de-obra e o mercado consumidor. Em segundo
lugar, para o pioneirismo inglês foi importante a acu-
mulação de capital, devido as riquezas advindas do
comércio marítimo, ao tráfico negreiro e à exploração
colonial. Naquele momento de nada adiantava o acú-
mulo de capitais se não houvesse também a
disponi-bilidade de mão-de-obra. Desde o século
XVII, a de-manda de lã para fabricas de tecidos,
resultou nos cer-camentos, e a expulsão de milhares
de camponeses da terra. Sem terra para plantar os
camponeses tiveram que procurar outras atividades
As primeiras fábricas nos emergentes centros urbanos, ou seja, tornaram-
A Revolução Industrial foi o resultado de um se mão-de-obra para as fá-bricas. Os artesãos
longo processo que teve início na Baixa Idade Média, também se tornaram trabalhadores assalariados.
com o aparecimento das corporações de ofício e o Ainda como característica do pioneirismo inglês
renasci-mento das cidades e do comércio na Europa tivemos: sistema bancário eficiente; disponibili-dade
Ocidental. Nessa época, ganharam importância cada de matérias-primas, como carvão e minério de ferro;
vez maior as noções de lucro e de produtividade, um grupo social formado por empresários empe-
fundamentais para o desenvolvimento de uma nhado no desenvolvimento econômico; uma ideologia
mentalidade voltada para o enriquecimento e para a (a calvinista) que valorizava o enriquecimento e o tra-
acumulação: a mentalidade empresarial burguesa balho.
capitalista.Com a expansão das atividades
econômicas, o comércio foi explorado pelas nações
européias em proporções mundiais. Para aten-der a A produção
demanda crescente as Corporações de Ofício fo-ram
substituídas pela produção manufatureira, dirigida por A produção de tecidos foi um dos primeiros
um comerciante que controlava a produção de vá- seto-res a desenvolver o sistema fabril, com forte
mecaniza-ção. As primeiras inovações na fiação
surgiram em 1767, quando James Hargreaves criou a
máquina de

História Página 18
História
fiar. Dois anos depois, Richard Arkrigt patenteou o camponeses submetidos ao regime de servidão
tear hidráulico. Em 1779, surgiu a máquina de fiar persis-tiam como classes representativas da
criada por Samuel Crompton. Em 1785, Edmund pirâmide social francesa.
Cartwright, pa-tenteou o tear mecânico, que
Na sociedade francesa, o clero ocupava o Pri-
transformava os fios em tecidos. O
meiro Estado, a nobreza, o Segundo Estado e por úl-
desenvolvimento da mecanização da tecela-gem e
timo vinham a terceiro Estado constituído pela
fiação provocou uma reação em cadeia, afe-tando
burgue-sia, pelos camponeses e pelas camadas mais
outros setores (transportes, energia, metalurgia,
pobres. Havia ainda as subdivisões, como, o alto
mineração, etc) em meio a um processo global de
Clero e o Baixo Clero; a nobreza de espada e a
in-venções e aperfeiçoamentos.
nobreza de toga; os burgueses financistas, os
fábrica tornou-se o local adequado para a pequenos empresários e os pequenos comerciantes;
pro-dução, favorecendo a divisão social do os artesãos ou os donos das manufaturas citadinas.
trabalho, a im-posição do horário e da disciplina do Os operários e os jornalei-ros (diaristas),
trabalhador, além do aumento da produtividade. No completavam o contingente urbano.
âmbito social surgiu o proletariado, classe social
A realidade por cerca de 80% da população era
formado pelos trabalhado-res fabris e de
crítica, pois a maioria explorada com pesados impos-
transportes. Devido aos baixos salários, mulheres
tos, frequentemente padecia com as mudanças
e crianças também eram obrigadas a traba-lhar,
climáti-cas e as consequências dessas originadas,
recebendo remuneração ainda menores que os
ocorrendo a fome, a perda dos bens e a migração
homens. A Revolução Industrial causou graves
para as cidades.
conse-qüências na vida dos trabalhadores, pois
não havia re-gras ou limites para o exercício da Muitas das obrigações feudais, ainda
profissão. Os donos das fábricas impunham sobreviviam na sociedade francesa do final do século
salários miseráveis e longas jornadas de trabalho, XVIII. Com to-dos esses impostos, muitos
que chegavam a dezoito horas di-árias. camponeses vinham-se re-duzidos à miséria. Os
camponeses de posses explora-vam os mais pobres
por meios de empréstimos e co-brança de juros. Esse
A Revolução Francesa (1789) final de século XVIII, mostrava uma agricultura na
França como um quadro sombrio e ameaçador. Os
excluídos das terras constituíam a massa de
vagabundos, que perambulavam pelas estra-das,
provocando temor na população.
Enquanto a realidade vivida pelo Terceiro
Estado era de pagamento excessivo de impostos e
de forneci-mento de víveres para a classe
privilegiada, o Primeiro e o Segundo Estados
estavam livres e isentos de qual-quer impostos, e
dedicavam grande parte do seu tempo à realização
de caçadas.
No aspecto econômico, o comércio e o
desenvol-vimento comercial já se faziam presentes
em diferentes regiões, através de uma variada
produção. O uso da máquina começava a se expandir
lentamente, ainda que o trabalho manual continuasse
a predominar. Paris, Marselha, Lyon, Rouen, Entre
O século XVIII representou um período de outras, tornaram-se grandes centros urbanos,
crise generalizada nas potências europeias. As concentrando muita mão-de-obra para o trabalho
falências das estruturas políticas e econômicas, assalariado. Comerciantes, ban-queiros,
que caracterizaram o Antigo Regime, cedeu lugar a arrendatários e proprietários de manufaturas
um novo sistema con-trolado pela burguesia. formavam a classe mais alta da burguesia. Empresta-
A França desempenhou um papel fundamental vam dinheiro ao Estado, controlavam o comércio com
nesse processo, ela representava o modelo mais evi- as colônias e viviam em grande luxo, imitando o modo
dente da monarquia absolutista do continente de vida da nobreza. Não tinham porém, acesso aos
europeu. Diferente do modelo inglês, a França do di-reitos políticos e assim, aspiravam as reformas nos
final do século XVIII, ainda representava uma moldes que ocorreram na Inglaterra.
sociedade de estrutura feudal a nobreza fundiária e
um grande contingente de
História Página 19
História
O terceiro Estado, no dia se-guinte, passou a se reunir
“O que é o terceiro Estado? Tudo. Que tem sido na sala onde no passado, pra-
até agora na Ordem política? Nada. Que deseja?
Vir a ser alguma coisa...”
SIEYÉS, E.J.

A partir do reinado de Luís XIV o absolutismo


fran-cês começou a apresentar sinais de
decadência. Os pensadores iluministas
questionavam a teoria dos direi-tos dos reis; a
burguesia em ascensão desejava am-pliar seus
domínios econômicos e políticos; as cama-das
populares manifestavam seu descontentamento
pela situação miserável, eclodindo revoltas
campone-sas e urbanas.
No governo de Luís XV, a França presenciou
um período de relativa prosperidade, mais esse
soberano deixou para seu sucessor um tesouro
vazio e dívidas consideráveis. A crise econômica
ficou caracterizada pela queda dos preços das
vinhas; a seca dos campos; o alto custo de vida; o
desemprego; o enfraquecimento do comércio e da
atividade manufatureira; o êxodo ru-ral; e o
favorecimento das manufaturas inglesas em re-
lação aos manufaturados franceses. Através dos
minis-tros Turgot e Necker, Luís XVI, tentou
realizar algumas reformas, suprimir as isenções
fiscais do Clero e da no-breza, o que não foi bem
recebido pelas classes privi-legiadas que não
queriam abrir mão das suas garan-tias. Por outro
lado não dava para tirar mais impostos do Terceiro
Estado.
A convocação da Assembleia dos Notáveis
(clero e nobreza) pelo rei, desagradou os nobres que
exigiram a convocação dos Estados Gerais (os três
Estados) como a única forma de oficializar uma
mudança na co-brança dos impostos. Ao ser
convocado o Parlamento demonstrou todo o seu
descontentamento em relação
monarquia. A crise estourou em 1787, e os nobres se
revoltaram contra as atitudes do rei. Em agosto de
1788, o rei convocou a Assembleia dos Estados
Gerais. O país inteiro foi sacudido pelo desejo de
mudanças.
A Assembleia dos Estados Gerais
Em 5 de maio de 1789, no Palácio de Versalhes, o
rei decretou aberta a Assembleia. No dia seguinte, Luís
XVI decretou o funcionamento da assembleia permane-
cendo o voto por ordem e não por indivíduo. Os
deputados do terceiro Estado, liderados por Mirabeau,
exigiram ses-são conjunta das três ordens e reforma no
sistema eleito-ral. Diante da resistência encontrada, o
Terceiro Estado declarou-se em assembleia Nacional,
alegando que, caso essa fosse dissolvida, seus
representantes deixariam de pagar os impostos. Perante
os protestos da nobreza, o rei anulou as decisões do
Terceiro Estado e manteve fe-chada a sala de reuniões.
estabelecia entre outros princípios, a liberdade e a
ticavam-se o jogo da Péla. Naquela sala, eles juraram
igualdade perante as leis, o direito ao emprego e à
per-manecer unidos até que a França tivesse uma propriedade e `a resistência à opressão. Inspirada
constitui-ção. O rei declara nula a sessão a burguesia, nas ideias dos iluministas, tinha uma aparência
porém, já fortalecida com o apoio das massas, era dona humanitária, porém, este documento estava longe
da situa-ção. Em 9 de julho, a Assembleia Nacional, dos ideais democráticos e igualitários.
declarou-se Assembleia Nacional Constituinte, com o
claro objetivo de elaborar uma constituição para a A Convenção
França. O rei ainda ten-tou controlar a situação, porém, Foi uma fase marcada pelo aumento das pres-
em Paris formavam-se exércitos clandestinos, entre sões populares e pelo radicalismo das posições políti-
burgueses e grupos popula-res urbanos. Parte das cas. A Convenção Nacional, eleita por um sufrágio
tropas monárquicas passaram para o lado do povo. uni-versal, decreta a extinção da monarquia e a
Paris foi tomada. A população mar-chou para a Bastilha, proclama-ção da República. O primeiro período da
antiga fortaleza, prisão das vítimas do absolutismo e república é exercido pelos girondinos, corrente
símbolo do Antigo Regime. O povo ob-teve a rendição política que expres-sava as aspirações da grande
da guarnição em 14 de julho de 1789, as-sinalando burguesia e que não con-seguiu fazer frente às
assim, a primeira vitória da revolução, o fim do necessidades do país. Inseguros na condução da
absolutismo monárquico francês. A burguesia fortalecida guerra contra o estrangeiro., incapazes de debelar a
assumiu o poder, no campo as mudanças eram lentas, especulação e os altos preços, as alianças
por isso as insurreições camponesas alastravam-se por girondinas, pressionadas pelos “sans-culottes”, são
muitas regiões. Amedrontando os nobres e até mesmo derrubadas. A partir de então o domínio político passa
os burgueses. Este fato ficou conhecido como o grande para os montanheses, cuja principal corrente política
“medo”. No dia 4 de agosto de 1789, a Assembleia apro- era representada pelos jacobinos (representantes da
vou as reformas pretendidas pelos camponeses: pequena burguesia, com tendências radicais e de es-
Abolição do sistema feudal querda que tinham o apoio dos Sans- Culottes).
Igualdade de cobrança nos impostos República Jacobina (1793-1794), com Robespi-
erre à frente, instaura um governo “revolucionário até
Em 26 de agosto de 1789, a Assembleia a paz”. Atendendo as questões populares coloca o
aprovou a Declaração Universal dos Direitos do terror na ordem do dia, institui o Tribunal
Homem e do Cidadão. Este documento Revolucionário e
História Página 20
História
ingleses continuaram a dominar os mares. Em 1806,
uma nova constituição (1793) estabelecendo o no auge do seu poderio, o Império de Napoleão
sufrágio universal. Essa república aprofunda e realiza
o pro-cesso revolucionário adotando as seguintes
medidas: Abolição da escravidão nas colônias,
obrigatoriedade do ensino público e gratuito, Lei
Máximo ( tabelando num teto máximo salários e
preços), confisco dos bens da nobreza emigrada, fim
da indenização paga pelos camponeses aos antigos
senhores e reforma agrária. O Comitê de salvação
Pública estava sob o comando de Robespierre, e que
exercia o poder de fato. A política jacobina elimina as
possibilidades de uma contra –re-volução, ao mesmo
tempo, em que, graças à organiza-ção de um
exército revolucionário e popular, liquida com a
ameaça estrangeira.
A 27 de julho de 1794, um golpe liderado por
se-tores da alta burguesia, amedronta com a
crescente ra-dicalização da revolução e com os
excessos do “terror”, põe fim à experiência
democrática igualitária dos jaco-binos, o chamado
“Golpe do Thermidor”. Assim a revo-lução, com os
termidorianos à frente, entra em retro-cesso e
esvaziamento de caráter mais democrático e
radical.

O Diretório (1795-1799)
Foi a fase marcada no plano interno, pela
anula-ção das conquistas mais expressivas e, no
plano ex-terno, por uma dependência cada vez
maior do regime em relação aos sucessos
militares. A instabilidade po-lítica interna, o
agravamento da crise econômica e das tensões
sociais, torna o governo do Diretório (organi-zado
segundo os critérios da Constituição de 1795)
cada vez mais dependente do poder militar. A
burgue-sia francesa interessava, evitar a contra
revolução aris-tocrática e a ameaça das esquerdas
Sans-culottes. Ao mesmo tempo, era necessário
estimular a expansão econômica. Assim, 18 de
Brumário (novembro), o prin-cipal general do
exército Napoleão Bonaparte, con-tando como o
apoio de expressivos setores da alta bur-guesia e
dos meios militares, sem resistência, derruba o
diretório e assume o poder pessoal. Estava
liquidada a revolução a abria-se caminho à
instalação da ditadura bonapartista.
O período napoleônico (1799-1815)
Com o apoio da burguesia, Napoleão
transformou a República no Primeiro Império,
estabelecendo um go-verno autoritário. O poder
social e político da burguesia, na França e nos países
dominados pelo Império, foi consolidado, enquanto
continuavam as guerras contra várias coligações
europeias, que sucessivamente fo-ram derrotadas
pelos franceses. Durante muitos anos, os exércitos
napoleônicos foram vitoriosos em terra, mas os
Diretório
estabeleceu o Bloqueio Continental, fechando os Consulado
portos europeus à Inglaterra, visando arruiná-la Bloqueio continental
economica-mente. Países que tentaram desobedecer Tomada da Bastilha
o bloqueio foram prontamente invadidos. Mas o 03- É considerado um dos momentos mais
império napoleô-nico durou pouco. Depois de importantes da Revolução Francesa:
derrotados na Espanha e na Rússia, os franceses Coroamento de Napoleão Bonaparte
sofreram a derrota final em Waterloo, em 1815. O fim Queda dos Girondinos
do Império Napoleônico, deu início a um período de Queda dos Jacobinos
conservadorismo político orien-tado pelas decisões Declaração de direitos do homem e do cidadão
do Congresso de Viena. Fuga do rei

Questões 04- Dentro do estudo dos períodos da História, a


01- "Liberdade, igualdade e fraternidade" é o lema Revo-lução Francesa é um marco, e marca a
de um importante movimento social, cujos passagem para que Idade?
princípios influ-enciaram vários movimentos moderna
revolucionários no mundo. Esse movimento é a contemporânea
Revolução Americana. dos metais
Revolução Liberal de 1848, na França. da mineração
Revolução Gloriosa. média
Revolução Francesa de 1789.
Comuna de Paris em 1871. 05- As três fases da Revolução Francesa
respectivamente são:
02- Em 14 de julho de 1789, caiu o símbolo de Consulado, convenção e diretório
poder do rei (absolutismo) o acontecimento citado Convenção, diretório e consulado
é: Consulado diretório e Assembléia
Assembléia, convenção e diretório
Primeira republica Assembléia, diretório e convenção

História Página 21
História
1889, quando se reuniram na Câmara do Rio de
O Brasil República Janeiro alguns republicanos civis

A República Velha (1889 – 1930)

“A Monarquia caiu porque parecia impedir a mo-


dernidade. O regime mudara. Mas mudara para
conser-var.” (SCHMIDT:220). Com a República, o
Brasil mu-dou a forma de governo, que agora
passava a ser es-colhido pelo povo em eleições
diretas ou indiretas. Uma nova constituição foi
promulgada, que entre outras coi-sas, separava a
Igreja do Estado. No entanto, a estru-tura social e
econômica continuava a mesma: os ricos
mantiveram-se em sua exploração e os pobres
continu-avam na miséria. “O Brasil da República
Velha continu-ava sendo o país do latifúndio do café”.
A proclamação da República foi conseqüência
di-reta de três fatores. O primeiro foi a questão
abolicio-nista, uma vez que a aristocracia escravista,
arruinada com a abolição e sem indenização, culpou
o governo pela sua ruína, e descontente, passou a
engrossar as fileiras do Partido Republicano Paulista
(PRP). O se-gundo fator que acabou tomando
proporções, devido à fragilidade que se abatera
sobre o regime imperial, foi a chamada “questão
religiosa”, um conflito entre o Es-tado e a Igreja,
reflexo do movimento antimaçônico le-vado a cabo
pelo Vaticano. No Brasil Imperial, o Estado e a Igreja
estavam vinculados. O Estado não só pagava os
proventos do clero, como tinha direito de escolher os
bispos e dava o aval para que as bulas papais
entras-sem em vigor no país. Quando houve
denúncias de que alguns bispos católicos ligados à
maçonaria haviam sido condenados à prisão, a
monarquia perdeu o apoio de importantes figuras do
meio político que demonstra-vam certa simpatia pelo
movimento. O terceiro fator que engrossou a fileira
dos descontentes contra o Império e ajudou a
consolidar o movimento a favor da república pelos
anos de 1880, foi a questão militar. Os militares, que
haviam aumentado seu contingente a partir da
Guerra do Paraguai, passaram a também questionar
o regime monárquico em favor da causa abolicionista
e contra a ocupação de ministérios militares por civis.
Na tentativa de amenizar a crise, o Primeiro Mi-
nistro Visconde de Ouro Preto lança mão de algumas
medidas: voto para os analfabetos (anulando a
reforma de 1881), fim do senado vitalício, menos
imposto para as exportações e incentivos aos bancos
no sentido des-tes financiarem os fazendeiros. Porém
a estratégia não surtiu o efeito esperado, uma vez
que as medidas ado-tadas não agradaram nem aos
adeptos da monarquia, que as consideraram ousadas
e perigosas, e nem aos republicanos, que as
acharam muito modestas.
Em 15 de novembro de 1889, civis e militares,
sob o comando de Deodoro da Fonseca, unem-se
para derrubar o gabinete do Primeiro Ministro que
havia to-mado posse há apenas seis meses. O
governo provisó-rio de Deodoro da Fonseca foi
legalmente instituído na tarde de 15 de novembro de
– entre eles José do Patrocínio, para redigir a ata
da Proclamação. O governo provisório foi instalado
sem resistência alguma por parte da família real,
que partiu para o exílio na Europa.
A Primeira República, também conhecida Governo Provisório (1889-1891)
como República Velha, teve dois períodos Um dos primeiros atos do governo provisório foi
distintos: a Repú-blica da Espada (1889- 1894), o banimento da família imperial. Um dia após a
assim denominada pelo fato do poder estar proclama-ção da república (15 de novembro), D.
durante o período nas mãos dos mi-litares; a Pedro II recebeu uma mensagem mandando-o sair
República Oligárquica, onde o poder ficou cen- do país. Dom Pedro
tralizado e dirigido pelas oligarquias cafeeiras. cedeu a ordem e saiu do país com toda a sua
família no dia seguinte (17 de novembro).
REPÚBLICA DA ESPADA (1889-1894) "Ausentando-me pois, com todas as pessoas
de minha família, conservarei do Brasil a mais
saudosa
.lembrança fazendo os mais ardentes votos por
sua grandeza e prosperidade." Rio de Janeiro, 16
de no-vembro de 1889.D. Pedro II.
As primeiras reformas – Com a proclamação
da República foram dissolvidas as Assembleias
Províncias e Câmaras Municipais. Governadores
foram nomeados para os Estados (antigas
províncias) que compunham o novo sistema de
governo. Intendentes seriam a pri-meira autoridade
municipal.
Durante a administração do Governo
Provisório destacam-se os seguintes fatos:
História Página 22
História
Procede-se à grande naturalização, assim Facilitara-se o credito, dera-se liberdade aos
chamada em virtude de passarem à Ban-cos, emitira-se bastante; esperava-se assim
condi-ção de brasileiros todos os estimular a economia republicana. Os resultados,
estrangeiros aqui residentes que não porém, foram diversos. Não foram criadas grandes
manifestassem desejo de empresas agríco-las ou industriais e sim companhias
nacionalidade. dedicadas sobre-tudo à exploração dos valores da
respectivas ações, desenvolvendo-se desenfreado
Separa-se a Igreja do Estado.Regula-
jogo de Bolsa.
menta-se consequentemente
casamento e o registro civil. Quando se evidenciou que as fabulosas
Secularizam-se os cemité-rios. empre-sas eram absolutamente insolváveis, era
Reforma-se o Código Criminal e a organi- tarde. O país já sofria os efeitos de uma inflação
zação judiciária do país. desordenada e as taxas cambiais favoreciam
substancialmente as moe-das estrangeiras.
Reforma-se o ensino e o sistema bancário.
Embora Deodoro contasse com o apoio da
Os primeiros meses de República não foram maio-ria da guarnição militar, preferiu renunciar ao
fá-ceis. Pouco mais de um mês apôs a poder, evi-tando assim uma guerra civil. Ao
proclamação da república, em 18 de dezembro, o entregar o governo ao vice-presidente Floriano
governo abafava um motim no 2o Regimento de Peixoto, encerrava sua car-reira política e militar.
Artilharia Montada. Marechal Floriano Peixoto (1891-1894)
Logo que assumiu a presidência da República,
Marechal Deodoro da Fonseca (1891) Floriano Peixoto logo demonstrou a força militar de
A Constituição de 1891 seu governo sufocando uma revolta chefiada pelo
Com a Proclamação da República, sargento Silvino de Macedo na fortaleza de Santa
naturalmente não mais vigorava a Constituição de Cruz.
1824. Nomeara o governo Provisório uma A Revolta Federalista – No Rio Grande do
comissão especial para elabo-rar o projeto de uma Sul, as lutas partidárias transformaram-se numa
Constituição republicana que de-veria ser longa e san-grenta guerra civil. Dividia-se
apresentado ao futuro Congresso Consti-tuinte. politicamente o Reio Grande do Sul entre os
Modelou-se pela Constituição dos Estados castilhistas, partidários de Júlio de Castilhos,
Uni-dos o projeto elaborado; era republicano, presidente do Estado, e os federalistas chefiados
federativo e presidencialista. Embora ampla por Silveira Martins, com o apoio de João Nu-nes
autonomia fosse dada aos Estados, os grandes da Silva Tavares, barão de Itagui, e do caudilho
poderes pertenciam à União. Gumercindo Saraiva.

Um ano após a proclamação da República Os federalistas propunham-se "a liberdade o


(15 de novembro de 1990), instalava-se o Rio Grande do Sul da tirania de Castilhos" conforme
Congresso Consti-tuinte, cujos membros haviam decla-ravam no manifesto em que concitavam os rio-
sido escolhidos pela pri-meira eleição republicana granden-ses a acompanhá-los. É com notar,
realizada em nosso país. En-tão, em 24 de entretanto, que o qualificativo federalista não tinha o
fevereiro de 1891 era promulgada a pri-meira sentido de federa-tivo. Pelo contrario, os federalistas
Constituição da República. Suas principais dispo- desejavam, teorica-mente, maior predominância do
sições eram: poder federal sobre o estadual, defendendo também
a adoção do sistema parlamentar. Então após o
Presidente da República, com mandato de combate do Inhanduí, os re-volucionários
quatro anos eleito diretamente pelo povo. Os praticamente ficavam vencidos. Porém eles não se
ministros seriam de sua livre escolha. Senadores e deram por vencidos depois dessa batalha. No Rio de
deputados também seriam eleitos pelo povo. Janeiro surgiria a 6 de setembro de 1893 a Revolta
Armada, levando os revoltosos suas operações
Os Estados e o Distrito Federal seriam
militares ao Sul, daí em diante identificam-se perfeita-
represen-tados por 3 senadores, com mandatos de
mente os dois movimentos suja finalidade imediata
nove anos, e por deputados em número
era a queda do governo de Floriano. A Revolta
proporcional às suas respec-tivas populações, com
Armada – Durante a Revolta Armada, inicialmente no
mandatos de 3 anos.
Rio de Ja-neiro, ocorreram diversos combates, e a
Encilhamento guerra chegou novamente ao Rio Grande do Sul.
Rui Barbosa, na pasta da Fazenda ao Porém, o governo preparou-se suficientemente bem
estabelecer novo regime financeiro, provocara um para se defender. Fracassara a Revolta Armada
fenômeno eco-nômico de 1889 a 1892 que se terminando a Revolução Federalista. Salvara-se a
convencionou chamar de Encilhamento.
República. Lamentavelmente, porém, revestiu-se de
tremenda crueldade a vingança
História Página 23
História
sob a alegação de não existirem ali marcos
empreendida por elementos governistas, com o indicativos da posse brasileira.
general Everton Quadros no Paraná e o coronel
Moreira Cesar em Santa Catarina, contra os
revolucionários vencidos. Ocorreram fuzilamentos até
o cemitério, ao pé da cova já aberta. Esses
acontecimentos mancharam um pouco as causas
republicanas. Floriano terminara com a vio-lência o
seu governo.

REPÚBLICA OLIGÁRQUICA (1930)

Prudente de Morais (1894-1898)


Eleito em 1o de março de 1894, tomava
posse a 15 de novembro nosso primeiro
presidente civil: Pru-dente José de Morais e
Barros.
Assumiu a presidência da república em uma
época de crise; forte depressão econômica
resultante do encilhamento, sérias sobrevivências
do antago-nismo político que ensanguentara o
quadriênio anterior e a desordem administrativa
avultavam entre os gran-des problemas que teria
de solucionar.
Desejando encerrar a fase revolucionária que
en-fraquecera a República, conseguiu Prudente de
Morais pacificar o Rio Grande do Sul, ainda
conturbado pela revolução federalista. Seriam
anistiados os comprome-tidos no movimento. Outros
fatos importantes marca-riam seu governo; enquanto
Rodrigues Alves, Ministro da Fazenda, tentava a
recuperação financeira do país, discutiam-se e
resolviam-se alguns problemas impor-tantes com
outras nações.
Em fevereiro de 1895 resolvia-se com o
arbitra-mento do presidente dos Estados Unidos,
Grover Cle-veland, a questão de limites com a
Argentina; no mês seguinte reatavam-se relações
diplomáticas com Por-tugal, rompidas um ano
antes, quando dois navios por-tugueses deram
asilo político a Saldanha da Gama e a outros
participantes da Revolta Armada. Com a Ingla-
terra solucionou-se o caso da ilha da Trindade,
ocu-pada desde dezembro de 1895 pelos ingleses,
O maior problema com que se deparou o
Porém, o maior problema com que se deparou governo de Prudente de Morais, em 1893, no interior
o governo de Prudente de Morais, foi a sangrenta da Bahia, o cearense Antônio Vicente Mendes
cam-panha de Canudos. Antonio Conselheiro Maciel, posterior-mente conhecido pelo apelido de
pregava entre jagunços, a restauração da monarquia Antônio Conse-lheiro. Apresentando-se como
no Brasil. Na verdade a guerra que ocorreu em profeta, pregava entre os sertanejos analfabetos,
Canudos poderia ter sido evitada por uma pequena esquecidos pelo império, a restauração da monarquia
ajuda na saúde, educa-ção e assistência social. Mas e a volta de D. Sebastião, rei de Portugal, que sairia
o governo preferiu causar um longo extermínio pelo das ondas do mar com todo o seu exército. Reunira
fogo da cidade com uma po-pulação que na verdade Antônio Conselheiro em torno de sua personalidade
nem sabia ao certo a diferença entre monarquia e messiânica um grande número de seguidores que
república. Sob a proteção do estado de sítio, logo lhe atribuíram milagres extraordi-nários,
autorizado rapidamente pelo Congresso, pode então estabelecendo-se nas margens do rio Vaza-Bar-ris,
Prudente de Morais, com razoável energia, dedi-car vilarejos onde seria incontestável a autoridade de
seu último ano de governo aos problemas de Admi- santo.
nistração Pública.
O governo da Bahia mandou uma pequena
força policial a Canudos em 1896, pois a agitação
GUERRA DE CANUDOS promovida por Antônio Conselheiro punha em
sobressalto os co-merciantes e fazendeiros das
vizinhanças. A expedição foi surpreendida por uma
multidão de fanáticos que pro-moveu furiosos
ataques obrigando a retirada imediata dos soldados.
Uma segunda expedição em dezembro do mesmo
ano. Uma terceira expedição dessa vez com 1300
homens bem armados foi mandada para lá. Foi um
novo fracasso, só que dessa vez os jagunços se
apoderaram das bagagens e o armamento de uma
bri-gada do exército. A quarta expedição militar foi
organi-zada pelo ministro da Guerra, Mal. Carlos
Machado Bit-

História Página 24
História
tencourt, que permitiu para a base de operações na A Política do Café- com- Leite
Ba-hia. Composta de 6 brigadas, perfazendo quase A eleição para presidente da República era
6000 homens. Contava com artilharia de grosso sem-pre uma farsa. Jogo com cartas marcadas pelas
calibre. A fome, a sede, o calor e a resistência oligar-quias. Antes das eleições os líderes políticos
fanática dos jagun-ços tornaram a expedição uma do PRP e do PRM se reuniam e depois chegavam a
das mais dramáticas pá-ginas da história republicana. um acordo a respeito de quem seria o próximo
A 30 de setembro de 1897 foi desfechado o ataque presidente do Brasil. O próximo presidente seria
final. Os jagunços famin-tos, sedentos e esfarrapados paulista e, depois, mineiro e, depois paulista...,
defenderam palmo a palmo seus últimos redutos. A 5 alternando-se mutuamente.
de outubro pouco res-tava do arraial sertanejo. Um Entretanto, o acordo nem sempre prevaleceu.
incêndio, ateado com que-rosene e dinamite “Nas eleições de 1909 houve um ”racha”. Minas
Gerais uniu-se ao Exército do Rio Grande do Sul,
destruíra os numerosos casebres que compunham a
para apoiar a candidatura do Marechal Hermes da
estranha cidadela do sertão nordes-tino. Antônio
Fonseca. Rui Barbosa para ganhar o apoio das
Conselheiro estava morto e com ele mi-lhares de
classes médias con-tra a candidatura de Hermes
jagunços. O exército perdeu cerca de 4000 homens
criou a “campanha civi-lista” e atacou o perigo
para destruir Canudos. militarista representado por Her-mes. Na disputa pelo
Antônio Conselheiro fora considerado um roubo eleitoral venceu o militar Hermes (1910-1914),
inimigo da República, quando na verdade vivera que através da “Política das Sal-vações” interveio
apenas um drama messiânico com sua em alguns Estados para apoiar os grupos
personalidade psicopática o fanatismo religioso de oligárquicos de oposição. No fundo, nada mu-dou, e
uma pobre população, cujo atraso, evidentemente o próximo presidente, Venceslau Brás (1914-1918), já
vinha de novo pelo acordo do café com leite.
jamais permitiria a compreensão das diferentes
entre república e monarquia. A Campa-nha de
Canudos poderia ter sido evitada com escolas, Campos Sales (1898-1902)
saúde pública, ajuda econômica e assistência
social. Preferiu-se a pior solução: o extermínio pelo Após ser eleito juntamente com o vice
fogo de um pungente drama social. Francisco de Assis Rosa e Silva, preocupou-se
principalmente com as finanças do país, abaladas
não só pelas conse-quências do encilhamento
O Coronelismo como também pela agitação política. Para a
execução de sua política financeira, to-mara
As oligarquias rurais mantinham, individualidades Campos Sales algumas providencias, antes
suas fatias de poder em cada Estado de origem e, mesmo de assumir a presidência da República.
atra-vés das eleições determinavam quem iria
Nego-ciara com banqueiros estrangeiros um
governar e defender os interesses de suas poucas
acordo denomi-nado Funding Loan, pelo qual
famílias de lati-fundiários no congresso. Tal controle
ficavam suspensos du-rante algum tempo os
era facilitado e le-gitimado por meio da constituição
pagamentos de juros dos em-préstimos anteriores,
que permitia o voto em aberto. Na época das
contraindo-se, para isso, novo empréstimo.
eleições, vislumbravam-se quais os coronéis que
efetivamente em quais regiões mandavam. Havia Na execução de seu programa financeiro
milhares de coronéis espalhados pe-los municípios contou Campos Sales com o ministro Joaquim
brasileiros. A prática eleitoral era perme-ada pelo Duarte Murti-nho, cujas medidas de compressão
chamado voto de Cabresto: O eleitor, tratado como de despesas e au-mento de impostos provocaram
gado deveria votar no candidato do coronel, que queixas amargas e acusações de que se estava
mandava na região, e o grupo de eleitores a ele retardando o progresso do país. Realmente, tal
vincu-lado constituía os currais eleitorais. Convém fato pode Sr constatado posterior-mente, com o
salientar que apesar do coronelismo ser um
agravante de que capitais estrangeiros haviam
fenômeno que se associa diretamente com a primeira
passado a controlar grande parte da economia
República, é incor-reto afirmar que esta pertencia a
nacional.
este grupo. O corone-lismo representou uma relação
sócio-política mais geral Para tranquilidade de sua administração organi-
– o clientelismo – existente tanto no campo como zou Campos Sales a chamada "política dos
nas cidades. Além de serem importantes para governa-dores", que consistia no seguinte: os
sustentação da base do sistema oligárquico, os senadores e de-putados correligionários dos
coronéis dependiam de outras instâncias para governadores dos Estados teriam amplo prestigio
manter seu poder. Entre estas instâncias junto ao Governo Federal. Este receberia em troca o
destacavam-se, nos grandes Estados, o go-verno apoio dos governadores estaduais na execução da
Estadual, que não correspondia a um ajunta-mento política geral do país. Diminuía assim, naturalmente,
de coronéis. a importância dos partidos, ao mesmo tempo que se
fazia a política dos governadores.
História Página 25
História
fronteira Brasil – Bolí-via, compreendendo a vasta
O resultado imediato da política dos região do Acre. Pelo Tra-tado de Petrópolis,
governadores foi a formação de oligarquias estaduais assinado a 17 de novembro de
que, apos-sando-se da direção dos Estados,
realizariam, daí em diante, eleições nem sempre
isentas de fraudes e sufo-cariam prontamente
tentativas de rebeldia como as sur-gidas no Mato
Grosso, Piauí, Rio Grande do Norte, Ser-gipe e
Goiás. Ao mesmo tempo, Minas Gerais e São Paulo
demograficamente mais fortes, conquistaram o
primeiro plano na direção da política republicana.
Rodrigues Alves (19021906)
Rodrigues Alves servira à monarquia como
presi-dente de sua província natal e fora ministro da
Fazenda no governo de Floriano Peixoto. No seu
quadriênio, evi-dentemente o mais progressista da
República Velha, contou com ministros capazes
como José Maria da Silva Paranhos na pasta do
Exterior, Lauro Müller na Viação, almirante Júlio
César de Noronha na Marinha e José Joaquim
SEABRA no ministério do Interior.
Durante seu governo modificou-se o aspecto
aca-nhado e provinciano do Rio de Janeiro,
construiu-se a grande Avenida Central (hoje Av. Rio
Branco) paralela-mente ao início das obras do porto.
Alargaram-se pra-ças, destruíram-se pardieiros,
modernizou-se a capital da República. Durante o
governo de Rodrigues Alves libertou-se o Rio do
flagelo período da febre amarela, que todos os
verões ceifava numerosas vidas. O grande plano de
erradicação do terrível mal dói execu-tado pelo
médico e cientista brasileiro Osvaldo Cruz.
Aperfeiçoando os processos usados pelos
americanos em Cuba e nas Filipinas, Osvaldo Cruz
conseguiu pra-ticamente, 1906, livrar a cidade da
doença.
Houve também, durante o Governo de
Rodrigues Alves, uma campanha pela
obrigatoriedade da vacina de varíola. Houve vários
protestos que alegavam a li-berdade individual.
Aproveitando-se da situação, algu-mas pessoas,
militares e civis, tentaram um golpe revo-
lucionário. O governo feriu alguns dos vários
líderes dos movimentos então os outros líderes
abandonaram a luta. Assim o governo conseguiu
controlar a situação. Pacificada a República,
Rodrigues Alves pode conti-nuar a administração.
A política exterior – A maior figura do
ministério escolhido pelo presidente Rodrigues
Alves foi, sem dú-vida, José Maria Silva Paranhos
Jr., barão do Rio Branco. Filho do visconde de Rio
Branco, já exercia a diplomacia quando sobreveio
a República, a quem ser-viu patrioticamente, não
obstante sua indisfarçada pre-ferência pela
monarquia.
A atuação de Rio Branco na Pasta das
Relações Exteriores foi marcada, principalmente
pela solução de uma Grace pendência relativa à
1903, foi incorporada definitivamente ao nosso Durante o Governo de Afonso Pena realizou-
país a região acreana. se em Haia uma conferência internacional sobre a
paz. Nosso representante foi Rui Barbosa, cuja
O Brasil pagou uma indenização à Bolívia dialética se-gura defendeu os interesses não
que po-deria recuperar em poucos anos, com a somente do Brasil, mas de todas as nações
cobrança de impostos regulares à União. pequenas, contra os privilégios pretendidos pelas
Embora algumas obras fossem iniciadas em grandes potências.
Be-lém, Recife e Salvador, estas cidades não Cabe a Afonso Pena o mérito de ter apoiado
conseguiram acompanhar o surto do progresso o am-plo programa ferroviário desenvolvido pelo
sulino. O eixo econô-mico e político deslocara-se ministro Mi-guel Calmon. Completam-se as
completamente para o sul. Em 1872 ainda se ligações São Paulo – Rio Grande do Sul – Rio de
equilibravam as populações das duas grandes zonas Janeiro – Espírito Santo. Compreendendo a
geográficas. Em 1900 haviam tri-plicado as importância do elemento europeu no
populações de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio desenvolvimento do país, acelerou a imigração.
Grande do sul, contando a população meridional com Em 1908 perto de 100 000 colonos espalhavam-se
uma diferença de 3 milhões de habitantes sobre a pelo Sul do país, destacando-se o elemento
população setentrional. italiano.
Afonso Pena (1906-1909) Melhorou-se a esquadra com a aquisição de
Afonso Pena recebera o governo numa época vá-rias unidades navais entre as quais os
de prosperidade, porém persistiam velhos problemas couraçados Mi-nas Gerais e São Paulo. Realizou-
naci-onais com a miséria proletárias, a corrupção se em 1908 a grande Exposição Nacional que,
política e a formação de oligarquias provinciais. A comemorando o centenário da lei da abertura dos
antiga aristo-cracia rural da cana-de-açúcar decaíra portos do Brasil, mostrava o pro-gresso do país. O
completamente; os patriarcais fazendeiros de café presidente, porém, não sobreviveu ao seu
começaram a sofrer a concorrência das novas mandato; faleceu em junho de 1909. Assumindo
classes urbanas e industriais que procuravam afirma- assim, seu vice Nilo Peçanha por um mandato de
se na direção política. mais de um ano e cinco meses.

História Página 26
História
Nilo Peçanha (1909-1910) excessiva severidade, os implicados em uma nova
re-volta surgida a 9 de dezembro entre os fuzileiros
Após a morte do presidente Afonso Pena,
do quartel da Ilha das Cobras e a tripulação do
assu-miu o vice-presidente Nilo Peçanha. Durante
"scout" Rio Grande do Sul.
o curto pe-ríodo de seu governo foi criado o
Serviço de Proteção aos Índios cuja direção foi O governo Hermes da Fonseca teve de
entregue ao então coronel Cândido Rondon, a enfrentar um problema semelhante ao de
quem tanto deveria a República na obra de Canudos. Nos sertões limítrofes do Paraná e Santa
integração do selvagem brasileiro na civiliza-ção. Catarina, o fanático João Maria, apelidado o
Monge, instara-se na região do Con-testado, zona
No seu governo desenvolveu-se a campanha
disputada pelos dois Estados. Em pouco tempo
elei-toral do período seguinte. Dois candidatos se
milhares de sertanejos sulinos congregaram-se em
apresen-taram: Rui Barbosa, defendendo o
torno do Monge, repetindo-se o drama dos sertões
civilismo, isto é, a predominância civil no governo
da Bahia. Diversas expedições militares foram
da República; e o ma-rechal Hermes da Fonseca,
envia-das, sem resultado, para combater os
elemento de prestígio no seio das classes
fanáticos. So-mente no quadriênio seguinte é que
armadas. Venceu o candidato militar. A república
uma divisão com-posta de mais de 6 000 soldados,
atravessaria dias difíceis.
sob o comando do general Setembrino de
Hermes da Fonseca (1910-1914) Carvalho, conseguiria dispersar no Contestado os
fiéis seguidores do fanático João Ma-ria.
Juntamente com Hermes da Fonseca, nas
elei-ções de 10 de março de 1910, o vice- O desenvolvimento econômico do país sofreu
presidente eleito foi Venceslau Brás. Funcionara se-riamente os efeitos da instabilidade política.
bem o sistema das oli-garquias estaduais Retraíram-se os capitais europeus. O Norte
conjuntamente com a pressão mili-tar. Homem sofreria, impotente, a concorrência da borracha
bom, porém indeciso, o novo presidente da asiática, encerrando-se a efêmera fase do
República deixou-se influenciar pelos políticos que progresso que vivera a Amazônia. Com suas
o cercaram. O barão do Rio Branco foi mantido no receitas diminuídas, sem exportações, viu-se o
minis-tério do Exterior, para o ministério da Guerra governo na contingência de negociar um novo
foi convi-dado o general Dantas Barreto. A Pasta "funding loan", empréstimo que comprometia ainda
do Interior e Justiça foi ocupada pelo rio-grande mais as abaladas possibilidades financeiras do
Rivadávia Correia, leal correligionário do influente país.
político Pinheiro Ma-chado.
Uma reforma de ensino assinala a atuação
Apoiado no Rio Grande do Sul pelo governador de Ri-vadávia Correia na Pasta do Interior e
Borges de Medeiros e prestigiado pela maioria dos Justiça que abrangia também os assuntos da
go-vernadores dos outros Estados, Pinheiro Machado instrução pública. Deu-se a mais ampla liberdade e
foi o político de maior influência na primeira fase do autonomia às escolas superiores que se
governo de Hermes da Fonseca. Uma grande multiplicaram então desordenada-mente,
modificação polí-tica, porém, sacudiria o país. Muitas agravando-se o problema de profissionais in-
oligarquias estadu-ais foram substituídas, ocorrendo competentes.
conflitos, principal-mente na Bahia, em Pernambuco
Durante todo o seu governo contara Hermes
e no Ceará. Surgiram assim as "salvações" e muitas,
da Fonseca com o apoio de Pinheiro Machado. Em
como por exemplo a de Dantas Barreto em
troca, dera-lhe tal prestígio, que o velho política
Pernambuco, e de J. J. SEABRA na Bahia, eram
gaúcho, líder no Senado, transformara-se, apesar
francamente hostis à dominância política de Pinheiro
da rebeldia de al-gumas salvações no "supremo
Machado. Com muita razão disse o histori-ador José
coronel" de todo os co-ronéis políticos do país.
Maria Bello que, "instalados" nos governos que
haviam conquistados pela violência, mas com o apoio Ao terminar o quadriênio presidencial de
das massas populares fatigadas do longo domí-nio Hermes da Fonseca rebentara a La Guerra
das oligarquias, os "novos salvadores" mostrando as Mundial (1914-1918). O mundo iria atravessar dias
suas máquinas locais, ainda mais intransigentes do difíceis. O Brasil também.
que as antigas.

Logo nas primeiras semanas do governo


Venceslau Brás (1914-1918)
Hermes da Fonseca, os marinheiros dos maiores
navios da es-quadra amotinaram-se revoltados Ao assumir o governo Venceslau Brás, político
contra o regime de castigo corporais ainda mi-neiro que discretamente exercera a vice-
vigentes na Marinha. Amea-çando bombardear a presidência no quadriênio anterior, já rebentara a
cidade foram anistiados pelo go-verno que, Primeira Guerra Mundial. Perturbado o comércio
escarmentado, puniu, posteriormente, com internacional, nossas exportações haviam caído
assustadoramente. O pro-
História Página 27
História
Após ser eleito pela segunda vez, Rodrigues
longamento do conflito daria entretanto ao Brasil não pode assumir a presidência, pois adoeceu
algu-mas oportunidades comerciais; gêneros gravemente vindo a falecer em 18 de janeiro de
alimentícios e matérias primas encontrariam 1919. Assumindo
sempre compradores dispostos a pagar altos
preços. Além disso, a impossi-bilidade de importar
produtos fabris, gerou paralela-mente um surto
industrial realmente acidental e não planificado,
porém de qualquer forma, uma mudança
importante em nossa estrutura tradicionalmente
agrí-cola. O afundamento do navio brasileiro
Paraná, obri-gou o governo a romper relações com
o Império Ale-mão. A opinião pública era
positivamente a favor dos aliados. A França
sempre gozara em nossas elites de grande
prestígio e a monarquia imitara os modelos bri-
tânicos. Outros torpedeamentos seguiram-se.
Pouco depois (26 de outubro de 1917), com uma
declaração de guerra, o Brasil oficialmente
participava do conflito. Nossa ajuda aos Aliados
contou sobretudo de forneci-mento de gênero e
transportes marítimos.
Ainda no quadriênio de Venceslau Brás deve
ser registrada a participação do Contestado, região
nos li-mites entre os Estados do Paraná e Santa
Catarina. Conseguiria o Presidente dirimir a
pendência entre as duas unidades da Federação.
A 20 de outubro de 1916 era assinado no Rio de
janeiro um tratado que definiti-vamente encerrava
a questão.
Lamentavelmente, nos últimos meses do
governo de Venceslau Brás, o pais atingido pela
terrível epide-mia conhecida pelo nome de "gripe
espanhola". Mataria cerca de 15 000 pessoas. Era
uma das grandes conse-quências da guerra.
Devastara outros países.
Rodrigues Alves (1918)
Eleito pela segunda vez, Rodrigues Alves não
pode, contudo assumir a presidência pois adoeceu
gra-vemente, vindo a falecer a 18 de janeiro de 1919.
As-sumira o governo o vice-presidente Delfim Moreira
da Costa Ribeiro. Devido ao falecimento de
Rodrigues, fora realizada uma nova eleição onde foi
eleito Epitácio Pessoa, que concorrera com Rui
Barbosa.

Delfim Moreira (918)


Eleito vice-presidente assumiu a presidência
de-vido ao falecimento do eleito presidente
Rodrigues Al-ves. Delfim Moreira, homem modesto
e honrado, teve uma administração que se
destacou o nome do ministro da Viação Afrânio de
Melo Franco. Porém ficou pouco tempo no cargo
pois foi realizada uma nova eleição onde ganhou
Epitácio Pessoa.
Epitácio Pessoa (1919-1922)
DÉCADA DE 20
então o governo, o vice-presidente Delfim Moreira. O MOVIMENTO TENENTISTA
Re-alizada nova eleição, saiu vitorioso Epitácio
Pessoa, que concorrera com Rui Barbosa.
O tenentismo dói uma rebelião de juventude
Epitácio Pessoa iniciou seu governo sob os me- mili-tar contra a realidade política da república
lhores auspícios. Homem culto e inteligente, fora velha, mar-cada por desmandos, corrupção e
sena-dor, ministro da Justiça no governo Campos fraudes eleitorais ori-unda do voto de cabresto,
Sales. Na ocasião da escolha de seu nome como curral eleitoral e eleições de bico de pena.
candidato à pre-sidência da República, chefiava a
delegação brasileira REVOLTAS
Conferência da Paz. Sua experiência política, Revolta dos 18 do forte de Copacabana (5 de
entre-tanto, não evitou que se organizasse no ju-lho de 1922)
Congresso uma fortíssima oposição à sua
administração. Insurreições de 1924 em São Paulo Coluna
Pres-tes – Luis Carlos Prestes
Sendo nordestino, conhecia bem o drama das
se-cas em sua região. Em pouco tempo foram
construídos 205 açudes e 220 poços e acrescidas de SEMANA DE ARTE MODERNA – 1922
500 quilôme-tros as vias férreas locais. Cuidou
também da economia cafeeira, conseguindo manter Em fevereiro de 1922, a cidade de São Paulo
um nível compensador os preços do nosso principal de-parou-se com a Semana de arte moderna,
produto. No início de seu governo compreendendo momento que pregava a ANTROPOFAGIA
que a prosperidade decor-rente dos negócios CULTURAL.
efetuados durante a guerra tinha bases acidentais e Características: cubismo, futurismo,
transitórias, empreendera uma se-vera política modernismo, surrealismo
financeira, chegando até a vetar leis de au-mento de
soldo das forças armadas. Nomes: Oswaldo de Andrade, Mário de
Andrade, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Tarsila do
Amaral, Heitor Vila lobos

História Página 28
História
garantias individu-ais do cidadão; liberdade de
Artur Bernardes (1922-1926) pensamento; anistia para os militares envolvidos nas
Ao tornar-se presidente do Brasil, Artur revoltas da década de 1920;
Bernardes se deparou com a oposição o exército,
nesse momento em São Paulo os militares
realizavam uma série de in-surreições contra o
governo, tal fato dificultou a admi-nistração do
presidente, principalmente no campo fi-nanceiro.
Melhorou as taxas cambiais. Reformou a
consti-tuição.Fiel a política do café-com-
leite.Propagação do movimento operário.
Ao término de seu mandato apoiou
candidatura de Washington Luiz (presidente) e
Fernando Melo Viana (vice-presidente), em
oposição Assis Brasil encabe-çava a Aliança
Liberal.
Washington Luís (1926-
1930) Lema: Governar é
abrir estradas.
Ao assumir, o presidente apresentou-se
liberal, pois, suspendeu o estado de sítio,
promoveu persegui-ções ao movimento tenentista
e obrigou o congresso a aprovar a Lei Celerada
(cercava a liberdade de im-prensa, garantia a
aplicação de pena aos acusados de delito
ideológico). Investiu na construção de estradas (rio
– São Paulo: Rio Petrópolis) e desenvolveu a
refor-mulação das finanças nacionais.
No campo econômico, Washington Luís
enfrentou a Segunda grande crise do café, oriunda
da quebra da bolsa de Nova York em 1929.

A ERA VARGAS (1930-1945)


De acordo com a política do Café com Leite",
um mineiro deveria ser o sucessor de Washington
Luís. O presidente de Minas Gerais era Antônio
Carlos, o natu-ral candidato oficial à sucessão.
Mas Washington Luís indicou o paulista Júlio
Prestes, seu ministro da fazenda e considerado
por ele o mais apto a continuar as refor-mas
econômico-financeiras iniciadas. A luta pelo poder
entre os dois principais Estados abria uma brecha
para os Estados "médios" se aproveitarem. Em
1928, assu-mira o governo, no Rio Grande do Sul,
Getúlio Vargas, pertence à oligarquia gaúcha e ex-
ministro do governo de Washington Luís. Vargas
procurou unir as forças po-líticas do seu Estado,
pois havia a possibilidade de al-cançar a
presidência devido ao racha político entre pau-
listas e minérios. Gaúchos, mineiros, paraibanos e
opo-sições estaduais se agruparam formando a
Aliança Li-beral.
O programa eleitoral da Aliança Liberal
defendia: voto secreto e universal; respeito às
Washington Luís, após breve resistência,
reforma do ensino; leis trabalhistas; amparo à agricul- aceitou sua deposição e foi exilado. Uma Junta de
tura e estímulo à indústria. Getúlio era o candidato a Pacificado-res, formada pelos Generais Tasso
presidente da Aliança Liberal e vice, o presidente da Fragoso, Mena Bar-reto e o almirante Isaias Generais
Paraíba, João Pessoa. A eleição aconteceu em de Noronha, assumiu o poder e o transmitiu ao chefe
março de 1930. Como era esperado, a maquina de político do movimento, Getúlio Vargas, em 3 de
oligarquia e a corrupção eleitoral funcionaram tanto novembro de 1930. O Con-gresso Nacional, as
em São Paulo como em Minas Gerais pois havia Assembleias Estaduais e as câma-ras municipais
mineiros que apoia-vam Júlio Prestes. Sua vitória era foram dissolvidos, sinal do autoritarismo que estava
inevitável dentro dos padrões da República Velha. A chegando. O pretexto: era preciso fazer uma
Aliança liberal coube denunciar os métodos viciados depuração para limpar o país dos políticos corrup-tos
da República Velha. No meio do ano, João Pessoa foi e velhacos para controlavam o poder. Mais uma vez
assassinado no Recife, por questões pessoais. Mas a a ideia de que só um governo forte iria transformar o
oposição ao governo fe-deral transformou o país modernizando-o Vargas baixou os primeiros atos
assassinato em um fato político, acusando o governo revolucionários, sem enfrentar resistência da
central de esmagar a oposição a tiros. O clima de oposição. O grande problema era, na verdade, a
tensão dividiu o Exército. Os tenentes aproveitaram heterogeneidade Vargas procurou-se colocar em
para iniciar mais um levante contra o go-verno. posição equidistante entre os jovens "tenentes", as
Porém, desta vez ele assumiu um caráter revo- oligarquias dissidentes e os velhos militares.
lucionário. A revolução teve início em 3 de outubro de Procurou, simultaneamente, perso-nificar a
1930, no Rio Grande do Sul Minas Gerais e Paraíba, renovação e a manutenção das antigas estru-turas
O governo federal decretou estado de sitio e existentes. A Constituição de 1891 foi suspensa.
convocou os reservistas. Os governos do Norte, com Vargas assumia os poderes Executivo e Legislativo,
exceção do Pará foram derrubados pela ação le-gislando "revolucionariamente", por meio de
revolucionária de Ju-arez Távora. Minas, após decretos. Os presidentes de Estado que não
pequena resistência inicial, caiu sob o domínio dos apoiaram o movi-mento militar foram demitidos e
revolucionários, enquanto tro-pas gaúchas avançam substituídos por inter-ventores federais, geralmente
para o norte, sob a liderança do tenente coronel Góis "tenentes", ligados a Ge-túlio, que assim fortalecia
Monteiro. seu poder pessoal.

História Página 29
História
Dráusio e Ca-margo. E a origem do movimento
O Governo Provisório (1930-1934) MMDC, que lutava
Os "tenentes" defendiam a centralização do
po-der, para desarticular as oligarquias estaduais e
impor as reformas necessárias dos grupos que
apoiaram a Revolução de 30. Certamente, haveria
uma futura e dura disputa pelo poder, rias. Juarez
Távora, o mais im-portante tenente, dominava,
além do Ministério da Via-ção, 12 Estados. Era
conhecido como "Vice-Rei do Norte". O tenente
pernambucano João Alberto foi no-meado
interventor em São Paulo, mas enfrentou forte
oposição. O antigo federalismo foi substituído pela
in-terferência do governo central nos Estados. Os
reflexos da quebra (crash) da Bolsa de Nova York
atingiram du-rante o Brasil em 1931. As
exportações, principalmente de café caíram
vertiginosamente com efeitos imediatos sobre a
economia do país. Com a queda das exporta-ções,
não havia moeda estrangeira para pagar as im-
portações. Elas caíram pela metade entre 1930 e
1931. O governo passou a controlar o câmbio e
toda entrada e saída de moeda estrangeira. O
Governo Provisório, preocupado em salvar a
economia cafeeira iniciou a po-lítica de compra e
destruir o excedente do café. Era uma nova forma
de valorização do produto, salvando os
agricultores da ruína total. Essa política consumiu
78 milhões de sacas, queimadas ou atiradas ao
mar. O go-verno proibiu novas plantações para
reduzir a produ-ção.
A destituição da oligarquia paulista do poder
des-contentou parte da elite do Estado, já
profundamente afetada pelas dificuldades
econômicas. Tal situação foi capitalizada pelos
políticos que induziram o Estado a protestar contra o
excessivo centralismo de fendido pe-los "tenentes". A
reação se iniciou com a exigência de um interventor
civil e paulista. O bairrismo exaltado ser-viu para
agitar a população. Os dirigentes paulistas passaram
a exigir uma reconstitucionalização do país, para
limitar a política econômica de Vargas e voltar a
participar do poder. Os discursos pregavam a eleição
para uma Assembleia Constituinte, para a volta ao
es-tado de direito. O partido Democrático lançava u
mani-festo constitucionalista, que repercutia em
vários Esta-dos principalmente Minas Gerais e Rio
Grande do Sul. Os "tenentes" eram contra a
reconstitucionalização, para eles uma pura volta ao
passado e a condenação da Revolução de 30. Em
fevereiro de 1932, o Partido Democrático e o velho
PRP fundaram a "Frente Unida paulista", eliminando
temporariamente as suas diver-gências. Em março,
Vargas nomeada Pedro de Toledo como interventor,
para diminuir a oposição. Afinal, ele era civil e
paulista. Vargas, então, decretou o novo Có-digo
Eleitoral, mas as manifestações constitucionalistas
aumentavam. Em maio, na cidade de São Paulo,
ocor-reu um choque entre torças policiais e
estudantes, mor-rendo na ocasião Martins, Miragaia,
pela volta ao estado de direito. Em vários Estados, O Governo Constitucional (1934-1937)
ocorrendo manifestações de apoio aos paulistas. No
Em julho de 1934, foi promulgada a terceira
dia nove de julho de 1932, os paulistas pegaram em
cons-tituição do Brasil e segunda da República.
armas contra a ditadura. Houve a união entre a Força
Iniciava-se uma nova fase de nossa história.
Pública e unidades do Exército. Assumiu o comando
o general Bertoldo Kingler, que chefiava as unidades Conforme disposições transitórias da
mi-litares do Mato Grosso. Tropas rebeldes partiram Constituição de 1934, a primeira eleição presidencial
em direção ao Rio de Janeiro, mas a ofensiva foi foi indireta. E Vargas foi eleito presidente
contida na fronteira estadual por tropas legalistas, em constitucional, pelo período de 4 anos. Mas,
número bem superior. Violentos combates ocorreram historicamente, a principal inovação do Governo
por cauda da resistência paulista recebes sem armas Provisório foi a elaboração da legislação tra-balhista
do exterior. brasileira. Em novembro de 1330 foi criado o
Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, sendo
A adesão popular foi muito grande e a Lindolfo Collor o primeiro a ocupar a pasta ministerial.
indústria produzia na sua capacidade máxima. Em 1931 foram regulamentados os sindicatos, e dois
Surgiram boatos de que os paulistas pretendiam anos depois, instituídas as Juntas de
se separar da União.
Conciliação e Julgamento. A legislação
Após 3 meses de combates e milhares de
trabalhista não incentivou a formação de centrais
mortos, São Paulo se rendia. Entretanto, Vargas
trabalhistas po-derosas, desestimulou a formação de
percebeu que tinha que governar com as elites
partidos traba-lhistas e tirou o movimento operário da
estaduais. Convocou eleições para a Constituinte e,
influência e lide-rança comunista. O proletariado não
para agradará oligar-quias paulista, nomeou um novo
se transformou em base de sustentação do poder.
interventor, Armando de Sales Oliveira, membro da
Pelo contrário. Passou a ser tutelado pelo Estado,
elite paulista.
que estabelecia suas regras de conduta, inclusive as
As eleições marcaram a volta das oligarquias sindicais. Vargas utilizava o trabalhador como massa
es-taduais, afastadas das pela Revolução de 30. A de manobra, por meio dos chefes sindicais,
Assem-bleia Constituinte era formada de chamados pejorativamente de pele-gos. A onda
deputados eleitos e representantes de sindicatos nazifascista que dominava vários países europeus
de empregados, patrões, profissionais liberais e havia chegado ao Brasil.
funcionários públicos.

História Página 30
História
presidenciais deveriam acon-tecer no final de 1937.
Em, 1932 era fundada a Ação Integralista Os candidatos eram Armando de
Brasi-leira (A.I.B.), cujo lema era "Deus, Pátria e
Família". O chefe era o intelectual Plínio Salgado.
Era um movi-mento de extrema direita, pregando o
Estado Integral, similar ao Estado Corporativo de
Mussolini, monoparti-dário ditatorial. Sob a
liderança de um único chefe. Era antisocialista e
anticomunista. O movimento se exterio-rizava
seguindo os padrões fascistas, com adaptações
nacionalistas: os militantes eram os camisas-
verdes, cujo símbolo era o Sigma e "Anauê", a
saudação. Or-ganizavam desfiles, comícios e
promoviam pancada-rias e perseguições aos
comunistas, declarados, sus-peitos ou
simpatizantes.
O Partido Comunista Brasileiro, fundado em
1922, se submetia à diretrizes do PC da URSS.
Combatia o latifúndio, o imperialismo e o fascismo,
e a rígida disci-plina partidária e stalinista era
seguida totalmente pelo PCB.
No final da década de 20, ele se estruturou e
pe-netrou nos meios operários. O partido ganhou
grande projeção com a adesão, em 1930, do ex-
tenente Luís Carlos Prestes, que gozava de
imenso prestígio junto aos militares e à classe
média, embora exilado na Ar-gentina. O PCB não
participou ativamente da Revolu-ção de 1930 por
julgá-la por um conflito dentro da pró-pria camada
dominante.
Para combater a expansão e as agressões do
in-tegralismo, O PBC organizou, em 1935, uma frente
do-minada Aliança nacional Libertadora (ANL). Era
um mo-vimento de tendências políticas de esquerda
e simpáti-cas à esquerda. Seu chefe de honra era
Luís Carlos Prestes, o comandante da antiga coluna.
O movimento se dividia: uns optavam pela luta
armada, outros por uma aliança com segmentos de
diversas classes para alcançar o poder. Os
movimentos extremistas cresce-ram rapidamente sob
a complacência de Getúlio, pronto para tirar proveito
da conjuntura política. Seu mandato terminaria em
1938, mas o presidente certa-mente não pretendia
deixar o poder. A oportunidade se avizinhava. Em
julho de 1935, a polícia invadiu a sede da ANL,
acusada de agitação e recebeu auxílio externo. A alta
radical do PCB, principalmente formada por mili-
tares, acuada, tentou tomar o poder pela força. Foi
de-flagrada a Intentona Comunista, em novembro. A
rebe-lião começou no Rio Grande do Norte e em
Pernam-buco, mas fracassou. Muitos morreram. A
seguir, no Rio de Janeiro, no quartel do II Regimento
de Infantaria e na Escola de Aviação houve levantes
que causaram o assassinato de oficiais. O movimento
foi durante re-primido e Luís Carlos Prestes preso,
pela Lei de Segu-rança Nacional. A Intentona permitiu
que ele decre-tasse o estado de sítio, renovado
continuamente até ju-nho de 1937. As eleições
psicológico favorável ao golpe de 1937. Começava,
Sales Oliveira, Plínio Salgado e José Américo de então a ditadura do Estado Novo.
Al-meida, e esperava-se um acirramento eleitoral.
Vargas publicamente simpatizava com José ESTADO NOVO (1937-1945)
Amé-rico, mas optou por continuar na presidência.
Era pre-ciso elaborar um plano para o golpe de Na intenção de permanecer no poder, Vargas
estado ser bem-sucedido. Obteve o apoio dos dá um golpe de Estado utilizando como pretexto a
generais Góis Monteiro e Eurico Gaspar Dutra. Os nação brasileira de uma revolta comunista que
militares resistentes a um golpe foram afastados dos havia sido re-velada ao descobrirem um plano,
postos do comando no Exér-cito. Além de um idealizado pelos co-munistas, que objetivava a
pretexto, era preciso preparar psicolo-gicamente a derrubada do regime e o as-sassinato de várias
população, levá-la a aceitar o golpe, ga-nhar o seu autoridades políticas do Brasil, era o Plano Cohen.
apoio. Repentinamente, os principais jornais Na verdade, um plano forjado pelos in-tegralistas
publicaram o 'Plano Cohen'. Segundo o governo, era para dar razão ao golpe ditatorial de Vargas. os
uni plano comunista para a tomada do poder, com o integralista apoiaram Getúlio.
as-sassinato dos líderes civis e militares. Agravava o
temor de Cohen ser um sobrenome judeu, em uma No dia 10/11/1937, Vargas com ajuda dos
época de forte anti-semitismo. Imediatamente o milita-res fechou o Congresso Nacional e
governo obteve do Congresso a declaração de anunciou, através de uma cadeia de rádio, uma
"estado de guerra". Ge-túlio recebeu poderes autoritária Constituição para a república brasileira,
excepcionais em outubro. Pôde intervir no Rio que substituía a Constitui-ção de 1934. Algumas
Grande do Sul, depondo e exilando Flo-res da de suas leis eram:
Cunha. Conseguiu o apoio de Benedito Valada-res, Prorrogação do mandato presidencial para 6
governador de Minas. Os governadores do Nor-deste anos.
trocaram o apoio pelo continuísmo no poder. No dia
11 de novembro o Congresso Nacional foi fechado. Vinculação direta dos Sindicatos ao Governo;
No mês seguinte, todos os partidos políticos foram Proibição de qualquer tipo de greve.
pro-ibidos. Em nome da ordem se implantava o
Estado Novo. Tempos depois se descobriu que o O Estado Novo impôs a censura prévia dos
Plano Cohen era falso. Foi forjado por um capitão meios de comunicação, como jornais, rádio, teatro e
integralista, Olím-pio Mourão, para criar o estado cinema.

História Página 31
História
Essa severa censura era excedida pelo DIP Estabelecimento da democracia como regime
(Departa-mento de Imprensa e Propaganda) que político da nação;
criou a "Hora do Brasil" que, além das informações
Conferia poderes ao Legislativo ao Executivo e
políticas, transmi-tia discursos de Getúlio Vargas.
ao Judiciário para que atuassem de forma
A AÇÃO INTEGRALISTA – Menos de um mês in-dependente;
após a instalação do Estado novo, Getúlio ordenou o
Voto secreto e universal para os maiores, de 18
fechamento da Ação Integralista Brasileira (AIB), pois anos. Continuava sem direito os
o caráter dogmático e inflexível dessa organização analfabetos, os cabos e os soldados;
não combinava com o estilo populista de Vargas.
Inconfor-mados com a repressão, os integralistas Garantia constitucional do direito de greve para
organizaram uma conspiração armada, visando os trabalhadores.
conquistar o poder. Porém foram detidos pelas forças
federais.
Questões
O BRASIL E A SEGUNDA GUERRA
MUNDIAL– Getúlio Vargas procurou manter o Brasil 01- Dentre as causas que levaram ao fim do
em posição de neutralidade e, com isso,tirar proveito Estado Novo, instituído por Getúlio Vargas,
do conflito para obter vantagens econômicas para o destacam-se:
país. Em 1941 pas-sou a fazer acordos apoiando os o atentado da Rua Toneleiros contra o líder de
aliados fornecendo borracha e minério de ferro. Em opo-sição, Carlos Lacerda.
troca, conseguiu dos EUA grande parte do a insatisfação popular contra Getúlio Vargas, ex-
financiamento para a construção da Usina de Volta pressa na privatização da Petrobrás.
Redonda. Em uma reação energé-tica, a Alemanha a formação da Aliança Liberal
(inimiga dos Aliados) bombardeou 9 navios o fim da Segunda Guerra Mundial
brasileiros, fazendo com que Getúlio, em 31/08/1942, a morte de Carlos Lacerda
declarasse guerra as potências do Eixo, le-vando
mais de 25 mil soldados da FEB para Europa. 02- A Revolução de 1932 pode ser explicada pela:
tentativa de recuperação do poder pela oligarquia
A ECONOMIA NO ESTADO NOVO – Na paulista.
produ-ção agrícola Vargas ordenou a queima dos frustração dos tenentes que foram afastados do
estoques de café e a paralisação de sua plantação po-der.
por dois anos. Durante esse período, o comércio manipulação política das oligarquias nordestinas.
internacional se de-sorganizou, dificultando a luta exclusiva em torno de uma nova Constituição.
importação de produtos in-dustrializados. insatisfação contra a ditadura de Getúlio Vargas.
A POLÍTICA TRABALHISTA DE GETÚLIO– 03-- Com a República Nova, Getúlio Vargas,
Per-cebendo a crescente força da classe operária, conseguiu a simpatia popular e, por isso, foi chamado
Vargas elaborou uma política que tinha dupla função: de:
conquis-tar a simpatia dos trabalhadores e exercer pai dos descamisados
domínio so-bre eles, através do controle de seus pai dos humildes
sindicatos. Foram criadas nesse período inúmeras pai dos mais simples
leis trabalhistas que asseguravam aos operários pai dos desamparados
direitos básicos, como sa-lário mínimo, férias pai dos pobres
remuneradas, jornada diária não su-perior a 8 horas,
essas e outras leis foram reunidas na Consolidação 04- Durante a Segunda Guerra Mundial, o Brasil
das leis Trabalhistas (CLT). Para os em-presários, o foi go-vernado por:
governo de Vargas uma garantia de ordem pública e Washington Luís
estabilidade social. Getúlio Vargas
Manuel Eurico Gaspar Dutra
O fim da Era Vargas foi marcado pelo fim da Café Filho
Se-gunda Guerra Mundial, pois uma onde liberal João Goulart
coman-dada pelos Estados Unidos, assolou o
mundo pôs um ponto final na ditadura getuliana. 05- A Constituição elaborada por uma Assembleia
Constituinte, voltada para as questões sociais e
O PERÍODO DEMOCRÁTICO – Nas que instituiu o voto feminino, além de incorporar a
eleições re-alizadas em dezembro de 1945, foi legislação referente ao trabalho foi a de:
eleito presidente o general Eurico Gaspar Dutra, a) 1824 b) 1891 c)1934 d)1937 e)1946
foi eleita uma nova As-sembleia Constituinte para
elaborar a nova Constitui-ção do Brasil, que tinha
como principais leis:
História Página 32
Geografia
COORDENADAS GEOGRÁFICAS
As coordenadas geográficas servem para descrevermos a localização de qualquer ponto da superfície terrestre.
As Coordenadas Geográficas formam um sistema de localização que se estrutura através de linhas imaginárias,
traçadas paralelamente entre si nos sentidos norte-sul e leste-oeste, medidas em graus. Com a combinação dessas
linhas, criam-se “endereços” específicos para cada ponto do mundo, permitindo a sua identificação precisa.

Essas linhas imaginárias são chamadas de paralelos e meridianos, e suas medidas em graus são,
respectivamente, as latitudes e as longitudes. Os paralelos cortam a Terra horizontalmente, no sentido leste-oeste,
enquanto os meri-dianos cortam a Terra verticalmente. A junção dessas linhas é o fator responsável pela existência
das coordenadas geográficas.

O principal paralelo é a Linha do Equador, pois representa a faixa da Terra que se encontra a uma igual distância
dos polos norte e sul. Já o principal meridiano é o de Greenwich e foi escolhido a partir de uma convenção, realizada
na cidade de Washington D.C., nos Estados Unidos, no ano de 1884. Essas duas linhas representam o marco inicial
da contagem das latitudes e das longitudes.

Por esse motivo, tudo o que se encontra exatamente sobre a Linha do Equador possui uma latitude 0º, aumentando à
medida que se desloca para o norte e diminuindo à medida que se desloca para o sul. Assim, as latitudes são a
distância em graus de qualquer ponto da Terra em relação à Linha do Equador. Suas medidas vão de -90º até
90º.

Da mesma forma acontece com o Meridiano de Greenwich em relação às longitudes. Tudo que estiver sobre essa
linha possui 0º de longitude, aumentando à medida que nos deslocamos para leste e diminuindo à medida que nos
desloca-mos para oeste. Por isso, as longitudes são a distância em graus de qualquer ponto da Terra em
relação ao Meridiano de Greenwich. Suas medidas vão de -180º até 180º. Observação: É a partir das longitudes
que são traçados os fusos horários.
Diante desse conceito, podemos concluir que as latitudes negativas estão sempre se referindo a lugares localizados
no Hemisfério Sul, também chamado de Austral ou Meridional. As latitudes positivas, obviamente, referem-se a
lugares posicionados no Hemisfério Norte, também chamado de Boreal ou Setentrional.

Já as longitudes negativas fazem referência a pontos posicionados no Hemisfério Oeste ou Ocidental, enquanto as
longitudes positivas são relativas a pontos localizados no Hemisfério Leste ou Oriental.

O mapa a seguir fornece as coordenadas geográficas globais estabelecidas a partir da combinação das latitudes e
das longitudes.

As coordenadas geográficas permitem a localização dos diferentes pontos no mapa


Geografia Página 33
Geografia
Acima, temos a representação de cinco pontos diferentes. Observando as suas latitudes e longitudes, podemos,
então, descrever as coordenadas geográficas de cada um deles, indicando os seus hemisférios (Norte: N. Sul: S.
Leste: E. Oeste: W).

Ponto A:
Latitude: -20º ou 20ºS
Longitude: -60º ou 60ºW
Ponto B:
Latitude: -40º ou 40ºS
Longitude: 0º
Ponto C:
Latitude: -20º ou 20ºS
Longitude: 90º ou 90ºE
Ponto D:
Latitude: 0º
Longitude: 0º
Ponto E:
Latitude: 40º ou 40ºN
Longitude: 120º ou 120ºE

Observe que todos os pontos da superfície localizam-se em pelo menos dois hemisférios. O território brasileiro, nesse caso,
encontra-se em três hemisférios: uma pequena parte no norte, uma grande parte no sul e todo ele no oeste.

Geografia Página 34
Geografia

Geografia Página 35
Geografia

Geografia Página 36
Geografia

Geografia Página 37
Geografia
Questões
1)Assinale a alternativa que não representa uma função das coordenadas geográficas:
localizar os hemisférios de uma determinada área
estabelecer noções relativas de distância
empreender a proporção entre uma área territorial e sua representação cartográfica
encontrar a exata posição de um determinado ponto no mapa

Criada em 1884, essa linha imaginária foi fruto de uma convenção para designar a “hora inicial”, o ponto a partir do
qual se medem os fusos horários e as coordenadas geográficas. Dessa forma, tudo o que se encontra a leste de sua
localização tem horas e longitudes positivas e, consequentemente, tudo o que se encontra a oeste tem horas e longi-
tudes negativas.
O texto acima faz referência:
a) à Linha do Equador
b) à Linha Internacional de
Data c) ao Trópico de Câncer
d) à Linha Internacional dos Fusos Horários
e) ao Meridiano de Greenwich

Sobre o sistema de coordenadas de localização, julgue os itens a seguir:


I. ( ) A Linha do Equador não exerce função sobre os sistemas de localização, sendo irrelevante para se precisar os
graus de latitude.
II. ( ) As longitudes são equivalentes aos meridianos e as latitudes são equivalentes ao paralelos.
( ) O ponto situado nas coordenadas Latitude -15º e Longitude -20º encontra-se nos hemisférios austral e ocidental.
IV. ( ) O território brasileiro encontra-se em dois hemisférios diferentes.
O ordenamento correto das questões acima é:
a) F-V-V-F
b) V-F-F-V
c) F-V-F-V
d) V-V-V-F
e) F-F-V-F

4) (UENP) Com base na figura a seguir, assinale a alternativa correta.

Coordenadas Geográficas do Globo Terrestre

O ponto B situa-se no paralelo 40º N e 80º W de Greenwich.


O ponto C está situado a 20º de latitude Sul e a 40º de longitude oeste.
Os pontos A e B estão situados nos hemisférios oriental e setentrional.
O ponto D está situado a 10º ao sul do Equador e 20º do hemisfério ocidental.
Os pontos A e C situam-se nos hemisférios ocidentais e os pontos C e D encontram-se nos hemisférios boreais ou
austrais.

Geografia Página 38
Geografia
As coordenadas geográficas são extremamente importantes no sentido de apontar a localização precisa de qualquer
ponto existente sobre a superfície terrestre. Elas constituem-se a partir da combinação de uma série de elementos
que envolvem linhas imaginárias e sistemas de medidas. Assinale, a seguir, a alternativa que NÃO apresenta um
desses elementos.
a) Latitude
b) Meridianos
c) Amplitudes
d) Paralelos
e) Longitudes
João Paulo mudou-se com seus pais para um novo país, o qual ele desconhecia totalmente. Para entender melhor a
sua localização, ele utilizou um programa na internet que lhe fornecia as coordenadas do ponto onde ele se encon-
trava, que eram as seguintes:

Latitude: 55.2º

Longitude: -103.5º

I. A partir dessas informações, assinale em quais hemisférios ele se encontra:


Setentrional e ocidental
Boreal e oriental
Austral e ocidental
Austral e meridional
Meridional e oriental

Entre os países listados a seguir, assinale aquele que provavelmente é o novo local de moradia de João Paulo:
a) Argentina
b) Canadá
c) França
d) Austrália
e) China

7) Observe as coordenadas geográficas apontadas no mapa a seguir e julgue as afirmativas:

Mapa das coordenadas geográficas mundiais

I. Os pontos A e B encontram-se nos mesmos hemisférios.


Geografia Página 39
Geografia
As coordenadas do ponto D são 60º e -120º.
III. As coordenadas do ponto C são -20º e -30º.
IV. O ponto B possui 0º de latitude.
V. O ponto D encontra-se apenas no Hemisfério Norte.
Sobre as afirmativas acima:
a) Todas estão corretas
b) Apenas II e III estão corretas
c) Apenas a V está incorreta
d) Apenas I e IV estão incorretas
e) Todas estão incorretas

8) (UFRN)

Analise a figura abaixo e assinale a opção que corresponde, respectivamente, às coordenadas geográficas dos pon-
tos X e Z.

Alguns pontos de coordenadas representados

a)
60º de Latitude Sul /15º de Longitude Oeste
30º de Latitude Sul / 90º de Longitude Leste
b)
15º de Latitude Norte / 60º de Longitude Leste
90º de Latitude Norte / 30º de Longitude Oeste
c)
60º de Latitude Norte / 15º de Longitude Leste
30º de Latitude Norte / 90º de Longitude Oeste
d)
15º de Latitude Sul / 60º de Longitude Oeste
90º de Latitude Sul / 30º de Longitude Leste

1-C 2-E 3-A 4-B 5-C 6-A/B 7-E 8-A

DEMOGRAFIA

A Demografia é uma área do conhecimento das ciências sociais e significa, literalmente, “estudo do povo”. De fato,
ela tem seu interesse voltado às populações (humanas ou não) e sua dinâmica.
Também chamada de “Geografia da População”, por se relacionar estreitamente com a Geografia, a demografia
baseia-se em dados quantitativos, especialmente os estatísticos, de modo a analisar, organizar e fornecer informa-
ções sobre os mais variados aspectos populacionais e assim permitir uma apropriação qualitativa destas mesmas
informações.
Na prática, os dados demográficos permitem um mapeamento das dimensões e estruturas sociais, bem como a
distri-buição humana pelos territórios do Globo, incluindo ainda informações socioculturais, econômicas, étnicas,
dentre ou-tras, acerca das características da sociedade como um todo ou de grupo específico.
Historicamente, o interesse em estudos demográficos se intensificou após explosão demográfica provocada pela Re-
volução Industrial durante o século XIX. É neste contexto que surge o trabalho pioneiro de Achille Guillard (1799-1876),
Geografia Página 40
Geografia
com a obra “Elementos de Estatística Humana ou Demografia Comparada” (1855), quando surge pela primeira vez o
termo “demografia” como o conhecemos hoje.
Por ser um recurso valioso em cada nação, as populações são alvo do planejamento sistemático (em maior ou menor
grau em cada nação) para definir políticas públicas para todas as áreas de influência governamental (economia, edu-
cação, segurança, cultura, saúde, etc). Portanto, o conhecimento da dinâmica populacional é crucial; de modo geral,
é utilizado para determinar política para o estímulo (ou que dificultem) o crescimento populacional.
Contudo, essas informações estão sendo cada vez mais utilizadas de modo transversal e interdisciplinar, com o
objetivo de aprimorar as intervenções do Estado em diversos seguimentos sociais.
Em termos teóricos, podemos apontar uma demografia histórica, na qual as informações demográficas constituem
uma linha temporal que permitem ações futuras direcionadas; a demografia analítica, que está mais para o campo
das ciências exatas, é responsável pela elaboração metodológica e fornecimento de dados; enquanto a demografia
política é o resultado dos estudos e apropriação desses, traduzidos em políticas públicas voltadas para o controle
populacional e melhorias na qualidade de vida da sociedade como um todo.

Principais Conceitos de Demografia


Dentre os vários temas e conceitos de interesse demográfico, destacam-se:
População: indivíduos que habitam um determinado território.
Taxa de Natalidade: número de bebês que nascem num determinado território.
Taxa de Fecundidade: média de filhos por mulher durante seu período fértil num determinado território.
Taxa de Mortalidade: número de pessoas que morrem num determinado território.
População Absoluta: índice geral da população de um determinado território.
Densidade Demográfica: percentual que mede o número de habitantes num determinado território (hab/km 2).
Crescimento Vegetativo: aponta o crescimento populacional num território, determinado pela taxa de natalidade, sub-
traída à taxa de mortalidade.
Crescimento Migratório: porcentagem do crescimento populacional num território, determinado pela taxa de imigra-ção
(pessoas que chegam), subtraída à taxa de emigração (pessoas que se mudam).

Curiosidades
A redução das taxas de natalidade no Brasil nos últimos anos foi significativa, comparada a países como a China, onde
há um rígido controle de natalidade.
Segundo estimativas, a população humana pode chegar a 10 bilhões de habitantes por volta do ano 2200.
Atualmente existem cerca de 7260 milhões de habitantes no Mundo.
No Brasil, é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o encarregado pelo Censo Demográfico.
PIRÂMIDE ETÁRIA

A Pirâmide Etária Brasileira é a representação das tendências da população brasileira. Nela podemos perceber
uma transformação paulatina, tal qual aquelas ocorridas nos países europeus, onde as populações são mais velhas.
Nas últimas décadas, o Brasil apresenta um gradual envelhecimento, o que resulta da queda na taxa de natalidade.
A melhoria na qualidade e expectativa de vida da população é outro dos motivos desse envelhecimento.
Assim, o formato piramidal vai se desfazendo, dando lugar a uma “pirâmide” com a base em diminuição, enquanto o
pico se alarga.

Geografia Página 41
Geografia

Pirâmide Etária Brasileira de acordo com o último censo, realizado em 2010

Características da Pirâmide Etária Brasileira


As características da Pirâmide Etária Brasileira são típicas de um país em franca transição demográfica, a qual vem
apresentando-se de forma brusca ultimamente.
A taxa de natalidade está caindo num ritmo mais acentuado do que a taxa de mortalidade. Isso resulta numa
expan-são demográfica média anual de 1,17% na última década.
Graças ao elevado grau de desenvolvimento econômico, o índice de crescimento vegetativo era de 2,5% em 1960 e
passou para 1,32%.
Com isso, aumentaram os investimentos nas áreas da saúde e educação, fazendo crescer a expectativa de vida da
população.

TEORIAS DEMOGRÁFICAS

As principais teorias demográficas são: a malthusiana, a neomalthusiana, a reformista e a transição demográfica.


Essas teorias são instrumentos utilizados para o crescimento da população. Entre os fatores considerados estão o
crescimento natural ou vegetativo e a taxa de migração.

Teoria Malthusiana
Elaborada por Thomas Malthus em 1798, essa teoria indica dois postulados:
Primeiro postulado de Malthus
As guerras, desastres naturais e epidemias são um meio de controle do crescimento desordenado da população. Na
falta de qualquer um desses eventos, a população tenderia a duplicar no período de 25 anos.
Malthus explica que o crescimento seria em progressão geométrica: 2,4,8,16,32. E esse crescimento ocorreria sem
parar.

Geografia Página 42
Geografia
Segundo postulado de Malthus
Enquanto a população cresceria de maneira geométrica, a oferta de alimentos só ocorreria em progressão aritmética:
2,4,6,8,10. Ou seja, não haveria alimentos para todos. A principal consequência seria a fome.
Para Malthus, além da escassa oferta de alimentos, era considerado o limite territorial. O teórico, haveria um
momento em que toda a área agricultável do planeta estaria ocupada. E, com a população crescendo sem nenhuma
forma de controle, o Planeta entraria em colapso sem alimentos.
Como forma de evitar o problema, Malthus sugeriu que as pessoas tivessem filhos somente se pudessem ter áreas
agricultáveis para o suportar. Ele era um pastor anglicano e, na época, contra a aplicação de métodos anticoncepcio-
nais. Por isso, seu conselho foi denominado sujeição moral.

Crítica à teoria

Na época em que foi elaborada, a teoria de Malthus resultou da observação de uma limitada área de comportamento
rural. Não foi prevista a urbanização, a tecnologia aplicada à produção de alimentos e a distribuição irregular das
riquezas do Planeta.

Teoria Neomalthusiana
Essa teoria aponta que uma população jovem e em elevada quantidade necessita de pesados investimentos em edu-
cação e saúde. Em consequência, cai a oferta de recursos para a produção de alimentos.
A teoria neomalthusiana defende que quanto maior o número de habitantes, menor a possibilidade de distribuição de
renda.
Os postulados dessa teoria foram discutidos a primeira vez no fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Na confe-
rência de paz que deu origem à ONU (Organização das Nações Unidas), foram discutidas as estratégias para evitar
uma nova guerra.
Os participantes concluíram que somente a paz pode reduzir as desigualdades. Nesse contexto, houve a tentativa de
explicar a fome nos países pobres com a elaboração da teoria neomalthusiana.

Críticas
Embora mais evoluída, a teoria neomalthusiana tem a mesma base teoria de Malthus, que aponta o excesso popula-
cional como responsável pela escassez de alimentos.
Teoria Reformista
Essa teoria é uma inversão das duas anteriores. Ela defende que é preciso enfrentar os problemas sociais e
econômi-cos para que exista o controle espontâneo de natalidade.
O número de filhos cai à medida em que as famílias são atendidas com serviços de melhor qualidade e elevam o
padrão de vida.
As conclusões foram retiradas de países desenvolvidos, com elevada população jovem e onde as taxas de
natalidade caíram de maneira espontânea sem nenhum dos eventos citados por Malthus. Também nesses países
não foram verificados os princípios da teoria neomalthusiana porque os jovens tinham acesso a emprego e, em
consequência, a produção de alimentos era adequada e suficiente.

Teoria da Transição Demográfica


Elaborada em 1929, essa teoria aponta que o crescimento da população passa a ser equilibrado a partir da redução
das taxas de natalidade e mortalidade.
Essa teoria é dividida em três fases:
Fase pré-industrial
Nessa fase, havia baixos índices de crescimento vegetativo em consequência de condições sanitárias inadequadas,
guerras, fome, doenças, entre outros.
Fase Transicional
Como consequência da Revolução Industrial, há também maior investimento em pesquisa médica e grande cresci-
mento populacional. A natalidade passa a cair à medida em que o acesso à tecnologia cresce.
Fase Evoluída
Equilíbrio demográfico bom baixas taxas de natalidade e mortalidade. Foi alcançada pelos países desenvolvidos.

Geografia Página 43
Geografia
População absoluta e população relativa

População absoluta e população relativa são conceitos demográficos distintos e que se complementam na análise
populacional.

A população relativa também é conhecida como densidade demográfica ou densidade populacional. Refere-
se à quantidade de habitantes por km2
População absoluta
População absoluta é o total de habitantes de um determinado lugar. Esse número é obtido por meio de
levantamentos gerais da população e pela contagem de todos os habitantes de uma cidade, país ou região.

No Brasil, a contagem da população absoluta fica a cargo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
que realiza a cada dez anos o Censo Demográfico e, anualmente, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(PNAD), que fornece ano a ano a estimativa da população absoluta na atualidade.
Os países com maior população absoluta são, respectivamente: China, Índia, Estados Unidos, Indonésia e
Brasil. População relativa
Também chamada de densidade demográfica ou densidade populacional, é a razão entre a população absoluta
de um determinado território e a área onde essa população está distribuída. Com essa informação, é possível
conhecer e analisar a distribuição da população em uma determinada cidade, país ou região, identificando áreas
mais e menos povoadas.
Encontrar a população relativa ou densidade demográfica de um dado território é simples. Veja o esquema a seguir:

POPULAÇÃO RELATIVA = POPULAÇÃO ABSOLUTA ÷ ÁREA (km²)


Exemplo: Brasil População absoluta em 2016*: 206.081.432 habitantes Área: 8.515.767,049 km2
População relativa = 206.081.432 habitantes ÷ 8.515.767,049 km 2
População relativa = 24,20 hab/km2 (habitantes por quilômetro quadrado)
Diferença entre populoso e povoado
Um país pode ser muito povoado e não ser necessariamente populoso. Essa confusão comum, quando nos referimos
às questões da população, pode ser facilmente resolvida:
Populoso (população absoluta): é a quantidade total de habitantes de um determinado lugar.
Povoado (população relativa): refere-se à relação entre a população absoluta do local e a área por ela ocupada. É
calculada por meio da divisão da população absoluta pela área ocupada.
Em síntese, o termo populoso relaciona-se com a população absoluta, isto é, o número total de habitantes. O termo
povoado considera como as pessoas distribuem-se no território.

Geografia Página 44
Geografia
QUESTÕES SOBRE POPULAÇÃO

De acordo com o Censo Demográfico de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o
Brasil alcançou uma população de 190.755.799 pessoas, totalizando 22.4 habitantes por km². Diante desses núme-
ros, podemos concluir que o país é:
a) densamente povoado
b) populoso
c) homogeneamente povoado d)
proporcionalmente adensado

A população brasileira, apesar dos esforços praticados pelo governo para uma melhor ocupação do território ao longo
do século XX, ainda está presente no território de forma bastante concentrada. Sobre essa questão, responda ao que
se pede.

I. Assinale a região em que há o maior quantitativo populacional do país:


Norte
Nordeste
Centro-Oeste
Sudeste
Sul

Assinale a alternativa que NÃO apresenta um dos motivos responsáveis pela concentração populacional no Brasil.
a) Colonização concentrada em algumas faixas do território.
b) Atividades econômicas mal distribuídas pelo espaço.
c) Industrialização realizada primordialmente nos centros econômicos e de poder.
d) Urbanização acelerada desde os tempos coloniais.
e) Estabelecimento de oligarquias regionais que comandavam o território durante vários períodos da história brasileira.

3) Analise a tabela a seguir e assinale a alternativa correta.

Distribuição da população brasileira por setores da economia


O fenômeno econômico relacionado com o caráter concentrador das atividades econômicas da população brasileira é
a:
financeirização do mercado
terciarização econômica
regionalização produtiva
informalidade comercial
desemprego conjuntural

4) (FGV - adaptada)
As características demográficas de um país são dinâmicas e alteram-se ao longo da história, segundo diferentes con-
textos socioeconômicos. Recentemente, o IBGE identificou algumas mudanças no perfil da população brasileira,
entre as quais, a diminuição da população masculina em relação à feminina nas regiões metropolitanas e, por outro
lado, o aumento da população masculina em relação à feminina em alguns estados das Regiões Norte e Centro-
Oeste, além de um envelhecimento geral da população. Assinale a alternativa que melhor explique pelo menos uma
dessas altera-ções.
Geografia Página 45
Geografia
O envelhecimento da população explica-se pela baixa qualidade de vida de que dispõe o povo brasileiro, em média.
Nas Regiões Norte e Centro-Oeste, as más condições de vida afetam principalmente mulheres e crianças, o que
explica o aumento proporcional da população masculina.
A violência nas regiões metropolitanas envolve mais a população masculina, o que ajuda a explicar a diminuição
proporcional dessa população em relação à feminina nessas regiões.
O aumento da população feminina nas regiões metropolitanas explica-se pelo êxodo rural, ou seja, a busca de
trabalho nas frentes agrícolas pela população masculina.

1-B 2-D/D 3-B 4-C 5-

CLIMA BRASILEIRO

Para classificar um clima, devemos considerar a temperatura, a umidade, as massas de ar, a pressão atmosférica,
correntes marítimas e ventos, entre muitas outras características. A classificação mais utilizada para os diferentes
tipos de clima do Brasil assemelha-se a criada pelo estudioso Arthur Strahler, que se baseia na origem, natureza e
movi-mentação das correntes e massas de ar.
No território brasileiro ocorrem as seguintes massas de ar:

MASSA EQUATORIAL ATLÂNTICA (mEa): quente e úmida


MASSA EQUATORIAL CONTINENTAL (mEc): quente e muito úmida
MASSA TROPICAL ATLÂNTICA (mTa): quente e úmida
MASSA TROPICAL CONTINENTAL (mTc): quente e seca
MASSA POLAR ATLÂNTICA (mPa): fria e úmida

Massa equatorial atlântica (mEa) – Localiza-se na parte litorânea da Amazônia, em certos momentos do ano também se
localiza no Nordeste. Tem seu centro de origem no oceano Atlântico. A massa equatorial atlântica é quente e úmida.
Massa equatorial continental (mEc) –É uma massa quente e úmida. Localiza-se na porção noroeste da Amazônia, fica
praticamente todo o ano. É a única continental (que se localiza acima dos continentes) úmida no globo, pois, como regra
geral, as massas de ar oceânicas são úmidas e as continentais secas. Sua umidade pode ser explicada princi-palmente por
causa da presença da floresta Amazônica. Tem o centro de origem na parte ocidental da Amazônia
Massa Tropical atlântica (mTa) – Quente e úmida, originária do oceano Atlântico nas imediações do trópico de Capri-
córnio ( que passa pela cidade de São Paulo), tem uma enorme influência sobre a parte litorânea do Brasil (do
nordeste até o sul).
Massa tropical continental (mTc) –Originário na depressão do Chaco (parte da Argentina e do Paraguai) abrange uma
área de atuação muito limitada. Ela é quente e seca.

Massa polar atlântica (mPa) – Tem suas origens nas porções do oceano Atlântico próximas a Patagônia (sul da
Argentina). É uma massa de ar fria e úmida. Ela se atua mais no inverno, quando penetra no Brasil sob a forma de
frente fria, provocando chuvas e declínio da temperatura.

De acordo com essa classificação, os tipos de clima do Brasil são os seguintes:

Geografia Página 46
Geografia
Clima Subtropical: presente na região sul dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e
Rio Grande do Sul. Caracteriza-se por verões quentes e úmidos e invernos frios e secos. Chove muito nos meses de
novembro à março. O índice pluviométrico anual é de, aproximadamente, 2000 mm. As temperaturas médias ficam
em torno de 20º C. Recebe influência, principalmente no inverno, das massas de ar frias vindas da Antártida.
Clima Semi-árido: presente, principalmente, no sertão nordestino, caracteriza-se pela baixa umidade e pouquíssima
quantidade de chuvas. As temperaturas são altas durante quase todo o ano.
Clima Equatorial: encontra-se na região da Amazônia. As temperaturas são elevadas durante quase todo o ano. Chu-
vas em grande quantidade, com índice pluviométrico acima de 2500 mm anuais.
Clima Tropical: temperaturas elevadas (média anual por volta de 20°C), presença de umidade e índice de chuvas de
médio a elevado.
Clima Tropical de altitude: ocorre principalmente nas regiões serranas do Espirito Santo, Rio de Janeiro e Serra da
Mantiqueira. As temperatura médias variam de 15 a 21º C. As chuvas de verão são intensas e no inverno sofre a
influência das massas de ar frias vindas pela Oceano Atlântico. Pode apresentar geadas no inverno.
Clima Tropical Atlântico (tropical úmido): presente, principalmente, nas regiões litorâneas do Sudeste, apresenta
grande influência da umidade vinda do Oceano Atlântico. As temperaturas são elevadas no verão (podendo atingir
até 40°C) e amenas no inverno (média de 20º C). Em função da umidade trazida pelo oceano, costuma chover muito
nestas áreas.

HIDROGRAFIA BRASILEIRA

A hidrografia do Brasil envolve o conjunto de recursos hídricos do território brasileiro, as bacias hidrográficas, Oceano
Atlântico, os rios, lagos, lagoas, arquipélagos, golfos, baías, cataratas, usinas hidrelétricas, barragens, etc. De acordo
com os órgãos governamentais, existem no Brasil doze grandes bacias hidrográficas, sendo que sete têm o nome de
seus rios principais. Amazonas, Paraná, Tocantins, São Francisco, Parnaíba, Paraguai e Uruguai; as outras são agru-
pamentos de vários rios, não tendo um rio principal como eixo, por isso são chamadas de bacias agrupadas.

Bacias hidrográficas brasileiras:

Região hidrográfica do Amazonas


Região hidrográfica do São Francisco

A Hidrografia brasileira apresenta os seguintes aspectos:


Não possui lagos tectônico, devido à transformação das depressões em bacias sedimentares. No território brasileiro
só existem lagos de várzea e lagoas costeiras, como a dos Patos (RS) e a Rodrigo de Freitas (RJ), formadas por
restingas.

Com exceção do Amazonas, todos os rios brasileiros possuem regime fluvial. Uma quantidade de água do rio Amazo-
nas é proveniente do derretimento de neve da cordilheira dos Andes, o que caracteriza um regime misto (pluvial e
nival).
Geografia Página 47
Geografia
Todos os rios são exorréicos, ou seja, têm como destino final o oceano.
Só existem rios temporários no Sertão nordestino, que apresenta clima semi-árido. No restante do país, os rios são
perenes.
Os rios de planalto predominam em áreas de elevado índice pluviométrico. A existência de desníveis no terreno e o
grande volume de água contribuem para a produção de hidroeletricidade
Dentre todas as bacias as principais e de destaque são: Bacia Amazônica, Bacia do Araguaia / Tocantins, Bacia
Platina, Bacia do São Francisco e Bacia do Atlântico Sul.

RELEVO BRASILEIRO

Geografia Página 48
Geografia

Geografia Página 49
Geografia
O relevo do Brasil tem formação muito antiga e resulta principalmente de atividades internas do planeta Terra e de
vários ciclos climáticos. A erosão, por exemplo, foi provocada pela mudança constante de climas úmido, quente,
semi-árido e árido. Outros fenômenos da natureza (ventos e chuvas) também contribuíram no processo de erosão.

O relevo brasileiro apresenta-se em:


Planalto: são terrenos elevados, com altitudes em média acima de 300 metros. Esse tipo de relevo pode ser
encontrado em diferentes partes do país, sendo caracterizado pela formação de chapadas e de extensas superfícies
planas. Planície: é uma forma de relevo recente, sendo caracterizado por superfícies extremamente planas, com
altitudes entre 0 e 100 metros. Essas áreas, em razão da baixa altitude, estão sujeitas a inundações. Depressão
Absoluta - região que fica abaixo do nível do mar.
Depressão Relativa – fica acima do nível do mar. A periférica paulista, por exemplo, é uma depressão relativa.
Montanhas – elevações naturais do relevo, podendo ter várias origens, como falhas ou dobras.

VEGETAÇÃO BRASILEIRA

A vegetação do Brasil envolve o conjunto de formações vegetais distribuídas por todo o território brasileiro. O Brasil
possui diferentes tipos de vegetação. Os principais são: a Floresta Amazônica no norte, a Mata dos Cocais no meio-
norte, a Mata Atlântica desde o nordeste até o sul, a Mata das Araucárias (Mata dos Pinhais) no sul, a Caatinga no
nordeste, o Cerrado no centro, o Complexo do Pantanal no sudoeste, os campos no extremo sul com manchas
espar-sas em alguns estados do país e a vegetação litorânea desde o Amapá até Rio Grande do Sul.

As características dos tipos de vegetação brasileira

Caatinga: ocupando uma área de aproximadamente 800 mil quilômetros quadrados, a Caatinga é o único bioma
exclu-sivamente brasileiro. Ela é típica das regiões semiáridas, podendo ser encontrada nos estados do Ceará, Rio
Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, Piauí e Minas Gerais. A vegetação é marcada por
plantas xerófilas, adaptadas ao clima seco e a pouca disponibilidade de água. A fauna é representada por répteis,
roedores, arara-azul, asa-branca, cutia, etc.
Campos: esse tipo de vegetação ocupa áreas descontínuas no país, sendo mais comum na Região Sul, em especial no
estado do Rio Grande do Sul. A vegetação dos Campos é formada por herbáceas, gramíneas e pequenos arbustos.

Geografia Página 50
Geografia
Pradarias: o domínio das pradarias corresponde ao Pampa, ou Campanha Gaúcha, onde o relevo baixo e ondulado
das coxilhas é coberto por vegetação herbácea (campos). A ocupação econômica nesse domínio tem-se efetuado
pela pecuária extensiva e pela rizicultura irrigada.
Cerrado: considerado o segundo maior bioma do Brasil, o Cerrado está presente em diferentes estados brasileiros,
sendo predominante na Região Centro-Oeste. Entre as características marcantes desse tipo de vegetação estão as
árvores com caule tortuosos e o solo com poucos nutrientes. A fauna é representada pelo tamanduá-bandeira, lobo-
guará, tatu-bola, veado, entre outras espécies.
Floresta Amazônica: é a maior floresta tropical do mundo, além de apresentar a maior biodiversidade. Ela ocupa
cerca de 42% do território nacional, estando presente na Região Norte e nos estados de Mato Grosso e Maranhão,
além de outros países da América do Sul. Predominam as espécies de folhas largas, comuns em regiões de clima
equatorial, quente e úmido. É muito grande a quantidade de espécies de animais, mas podemos destacar o jacaré, a
jiboia, ma-cacos, jabuti, etc.
Manguezal: encontrado em diferentes áreas litorâneas, onde deságuam os rios, esse bioma é caracterizado por ser
uma área alagada de fundo lodoso e salobro. Os principais animais dos mangues são o caranguejo e a ostra.
Mata Atlântica: é um dos biomas mais ricos do mundo em espécies da fauna e da flora. Sua vegetação é bem diversi-
ficada, apresentando árvores de grande porte com folhas largas. As atividades humanas reduziram drasticamente a
área original da Mata Atlântica, que é considerada um dos biomas mais ameaçados do planeta. Um dos poucos
exem-plos de Mata Atlântica é o parque nacional do Iguaçu no Paraná.
Mata de Araucária: é uma vegetação típica de regiões de clima subtropical. No Brasil, ela pode ser encontrada nos
estados da Região Sul e em São Paulo. Sua vegetação é formada por árvores aciculifoliadas, com folhas em forma
de agulha. A espécie dominante é a Araucaria angustifolia, nome científico do pinheiro-do-paraná.
Mata de Cocais: ocupando áreas dos estados do Maranhão, Piauí e Tocantins, esse bioma é considerado uma zona
de transição entre a Amazônia e o Sertão Nordestino. A vegetação é formada por palmeiras, com predominância do
babaçu e da carnaúba, além do buriti e oiticica.
Pantanal: esse bioma é considerado uma das maiores planícies inundáveis do mundo. O Pantanal está presente nos
estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de territórios do Paraguai e Bolívia. Abriga mais de 3.500
espécies de plantas e vários animais: jacaré, capivara, tucano, onça, macacos, etc.

QUESTÕES

EUA e Portugal tentam “esquecer” o clima de Manaus


Como acontece antes de todo jogo da Copa do Mundo em Manaus, o calor e a umidade da capital do Amazonas são
assunto obrigatório. Desta vez, no entanto, os protagonistas da partida a ser disputada na Arena Amazônia estão
tentando fugir desse tema. Portugueses e norte-americanos, que se enfrentarão neste domingo, chegaram à cidade
dizendo que o clima não vai interferir no andamento do jogo […].
(Gazeta do Povo, 22/06/2014. Disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br/copa2014/con-
teudo.phtml?id=1478421. Acesso em: 15/08/2014).
As condições climáticas acima citadas na capital do Amazonas explicam-se:
pela localização em extremas latitudes e a acentuada altitude.
pela variação irregular da altimetria topográfica e a elevada amplitude térmica.
pelo acentuado processo de poluição local e a concentração de calor.
pela posição geográfica e evapotranspiração intensa da vegetação regional.
pelo calor gerado nas correntes oceânicas do Atlântico.

Presente em partes das regiões Sudeste e Nordeste, apresenta-se com chuvas concentradas em poucos meses do
ano, abrindo uma margem para longos períodos de seca, além de médias de temperaturas em torno dos 26ºC
anuais. Tais condições favorecem o predomínio de vegetação xerófila.
As condições climáticas acima mencionadas fazem referência:
a) ao clima subtropical seco.
b) ao ambiente desértico de algumas poucas áreas do
país. c) ao semiárido nordestino.
d) ao domínio morfoclimático da Amazônia brasileira. e)
ao quadro natural da região do Cerrado.

Geografia Página 51
Geografia
Em relação aos tipos de clima no Brasil, marque qual clima abrange uma porção maior do território e melhor carac-
teriza o país:
– Clima Semiárido
– Clima Equatorial
– Clima Subtropical
– Clima Tropical
– Clima Desértico

As características descritas abaixo fazem referência a um único tipo de clima brasileiro. Analise-as e responda a
qual tipo de clima elas estão se referindo.

Temperaturas médias elevadas ao longo do ano.


Baixa precipitação anual e chuvas mal distribuídas.
Encontro de quatro massas de ar: Equatorial Continental, Equatorial Atlântico, Tropical Atlântico e Polar
Atlântica.
O fenômeno La Niña, em que há um resfriamento da temperatura média das águas do Oceano Pacífico

Clima Tropical
Clima Semiárido
Clima Equatorial
Clima Subtropical
Clima Tropical Úmido

O Brasil, devido sua localização e grande extensão territorial, abriga diversos tipos de cobertura vegetal, sendo
que cada Região brasileira apresenta um bioma predominante. Nesse sentido, relacione o estado ou região ao
tipo de vegetação predominante.

Vegetação típica de regiões costeiras, sendo uma área de encontro das águas do mar com as águas doces dos
rios. A principal espécie encontrada nesse bioma é o caranguejo. Essas características são do:
a) Cerrado b) Mata de Cocais c) Mangue d) Caatinga e) Pantanal
(PUC-SP)

O texto abaixo refere-se à qual formação vegetal?


“De origem bastante discutida, essa formação é característica das áreas onde o clima apresenta duas estações bem
marcadas: uma seca e outra chuvosa, como no Planalto Central. Ela apresenta 2 estratos nítidos: uma arbóreo-ar-
bustivo, onde as espécies tortuosas têm os caules geralmente revestidos de casca espessa, e outro herbáceo, geral-
mente dispostos em tufos”.
a) Floresta tropical b) Caatinga c) Formação do Pantanal d) Mata semiúmida e) Cerrado

Geografia Página 52
Geografia
(UFSC 2010)

Sobre as formações fitogeográficas ou Biomas existentes no Brasil, assinale a(s) proposição (ões) correta(s).

O Cerrado é uma formação fitogeográfica caracterizada por uma floresta tropical que cobre cerca de 40% do terri-
tório brasileiro, ocorrendo na Região Norte.

A Caatinga é caracterizada por ser uma floresta úmida da região litorânea do Brasil, hoje muito devastada.

O Mangue ocorre desde o Amapá até Santa Catarina e desenvolve-se em estuários, sendo utilizados por vários
animais marinhos para reprodução.

O Pampa ocorre na Região Centro-Oeste onde o clima é quente e seco. A flora e a fauna dessa região são extre-
mamente diversificadas.

A Floresta Amazônica está localizada nos estados do Maranhão e do Piauí e as árvores típicas dessa formação
são as palmeiras e os pinheiros.

O Pantanal ocorre nos estados do Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso, caracterizando-se como uma região
plana que é alagada nos meses de cheias dos rios.

A Mata Atlântica é uma formação que se estende de São Paulo ao Sul do país, onde predominam árvores como o
babaçu e a carnaúba, e está muito bem preservada.

Assinale a alternativa que indica as formas de relevo onde predominam os processos de erosão em detrimento do
acúmulo da sedimentação:
a) Montanhas e planaltos
b) Planícies e depressões
c) Planícies e planaltos d)
Montanhas e planícies e)
Planaltos e depressões

“No território brasileiro, as estruturas e as formações litológicas são antigas, mas as formas do relevo são recentes. Estas
foram produzidas pelos desgastes erosivos que sempre ocorreram e continuam ocorrendo, e com isso estão
permanentemente sendo reafeiçoadas”.
(ROSS, J. S. (org). Geografia do Brasil. 5ª ed. EdUSP, 2005. p.45).

Conforme as descrições realizadas pelo texto acima, o relevo brasileiro é de origem antiga, sendo muito trabalhado
pelos agentes exógenos de modelagem. Essa dinâmica implica:
na constituição de formações orogenéticas
na ausência de cadeias montanhosas no território nacional
na existência de imensas áreas de planície
na elevada amplitude altimétrica do país
nas zonas de planalto ao longo do leito do rio Amazonas

1-D 2-C 3-D 4-D 5-P 6-C 7-E 8-C/F 9-A 10-B

Geografia Página 53
Geografia
Êxodo rural

O êxodo rural corresponde ao processo de migração em massa da população do campo para as cidades,
fenômeno que costuma ocorrer em um período de tempo considerado curto, como o prazo de algumas décadas.
Trata-se de um elemento diretamente associado a várias dinâmicas socioespaciais, tais como a urbanização, a
industrializa-ção, a concentração fundiária e a mecanização do campo.

Um dos maiores exemplos de como essa questão costuma gerar efeitos no processo de produção do espaço
pode ser visualizado quando analisamos a conjuntura do êxodo rural no Brasil. Sua ocorrência foi a grande respon-
sável pela aceleração do processo de urbanização em curso no país, que aconteceu mais por valores repulsivos do
que atrativos, isto é, mais pela saída de pessoas do campo do que pelo grau de atratividade social e financeira das
cidades brasileiras.

O êxodo rural no Brasil ocorreu, de forma mais intensa, em apenas duas décadas: entre 1960 e 1980,
mantendo patamares relativamente elevados nas décadas seguintes e perdendo força total na entrada dos anos
2000. Segundo estudos publicados pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), o êxodo rural, nas
duas primeiras décadas citadas, contribuiu com quase 20% de toda a urbanização do país, passando para 3,5%
entre os anos 2000 e 2010.¹

De acordo com o Censo Demográfico de 2010 divulgado pelo IBGE, o êxodo rural é, realmente,
desacelerado nos tempos atuais. Em comparação com o Censo anterior (2000), quando a taxa de migração campo-
cidade por ano era de 1,31%, a última amostra registrou uma queda para 0,65%. Esses números consideraram as
porcentagens em relação a toda a população brasileira.

Se considerarmos os valores do êxodo rural a partir do número de migrantes em relação ao tamanho total da
população residente no campo no Brasil, temos que, entre 2000 e 2010, a taxa de êxodo rural foi de 17,6%, um
número bem menor do que o da década anterior: 25,1%. Na década de 1980, essa taxa era de 26,42% e, na década
de 1970, era de 30,02%. Portanto, nota-se claramente a tendência de desaceleração, ao passo que as regiões
Centro-Oeste e Norte, até mesmo, apresentam um pequeno crescimento no número de habitantes do campo.

Os principais fatores responsáveis pela queda do êxodo rural no Brasil são: a quantidade já escassa de
traba-lhadores rurais no país, exceto o Nordeste, que ainda possui uma relativa reserva de migrantes; e os
investimentos, mesmo que tímidos, para os pequenos produtores e agricultores familiares. Existem, dessa forma,
vários programas sociais do governo para garantir que as pessoas encontrem melhores condições de vida no campo,
embora esses investimentos não sejam considerados tão expressivos.

Geografia Página 54
Geografia
Entre os efeitos do êxodo rural no Brasil, podemos destacar:

– Aceleração da urbanização, que ocorreu concentrada, sobretudo, nas grandes metrópoles do país, sobretudo as da
região sudeste ao longo do século XX. Essa concentração ocorreu, principalmente, porque o êxodo rural foi acompa-
nhado de uma migração interna no país, em direção aos polos de maiores atratividades econômicas e com mais
acen-tuada industrialização;

– Expansão desmedida das periferias urbanas, com a formação de habitações irregulares e o crescimento das
favelas em várias metrópoles do país;

– Aumento do desemprego e do emprego informal: o êxodo rural, acompanhado do crescimento das cidades,
propiciou o aumento do setor terciário e também do campo de atuação informal, gerando uma maior precarização
das condições de vida dos trabalhadores. Além disso, com um maior exército de trabalhadores de reserva nas
cidades, houve uma maior elevação do desemprego;

– Formação de vazios demográficos no campo: em regiões como o Sudeste, o Sul e, principalmente, o Centro-Oeste,
formaram-se verdadeiros vazios demográficos no campo, com densidades demográficas praticamente nulas em
várias áreas.

Já entre as causas do êxodo rural no Brasil, é possível citar:

– Concentração da produção do campo, na medida em que a menor disponibilidade de terras proporciona maior
mobi-lidade da população rural de média e baixa renda;

– Mecanização do campo, com a substituição dos trabalhadores rurais por maquinários, gerando menos empregos
no setor primário e forçando a saída da população do campo para as cidades;

– Fatores atrativos oferecidos pelas cidades, como mais empregos nos setores secundário e terciário, o que foi possível
graças ao rápido – porém tardio – processo de industrialização vivido pelo país na segunda metade do século XX.

Êxodo urbano
O êxodo urbano consiste na fuga das pessoas das grades cidades para comunidades rurais. Ou seja, trata-se do mo-
vimento de migração oposto ao do êxodo rural.

Este é um fenômeno que começou a crescer a partir do final da década de 1990, principalmente em alguns países da
comunidade europeia, como Portugal.

O principal motivo que leva ao êxodo urbano é a falta de segurança e estabilidade que os grandes centros
urbanos fornecem.

URBANIZAÇÃO

Urbanização é o crescimento das cidades, tanto em população quanto em extensão territorial. É o processo em que o
espaço rural transforma-se em espaço urbano, com a consequente migração populacional do tipo campo-cidade que,
quando ocorre de forma intensa e acelerada, é chamada de êxodo rural.

Geografia Página 55
Geografia
Em termos de área territorial, no mundo atual, o espaço rural é bem mais amplo do que o espaço urbano. Isso ocorre
porque o primeiro exige um maior espaço para as práticas nele desenvolvidas, como a agropecuária (espaço agrário), o
extrativismo mineral e vegetal, além da delimitação de áreas de preservação ambiental e florestas em geral.

No entanto, em termos populacionais e em atividades produtivas no contexto econômico e capitalista, a cidade, atual-
mente, vem se sobrepondo ao campo. Observe o gráfico abaixo:

Crescimento da população mundial segundo a ONU. Os dados pós-2010 são apenas projeções¹
Podemos perceber, com a leitura do gráfico acima, que, pela primeira vez na história, a humanidade está se tornando
majoritariamente urbana. Os dados após 2010 são apenas estimativas (embora existam muitas desconfianças em
termos políticos sobre as projeções realizadas pela ONU), mas revelam que a tendência desse processo é se intensi-
ficar nas décadas subsequentes. Note também, observando o gráfico, que a velocidade com que a urbanização
acon-tece é cada vez maior, deixando a curva que representa a população urbana cada vez mais acentuada.

O processo de formação das cidades ocorre desde os tempos do períodoneolítico. No entanto, sob o ponto
de vista estrutural, elas sempre estiveram vinculadas ao campo, pois dependiam deste para sobreviver. O que muda
no atual processo de urbanização capitalista, que se intensificou a partir do século XVIII, é que agora é o campo
quem passa a ser dependente da cidade, pois é nela que as lógicas econômico-sociais que estruturam o meio rural
são definidas.
O processo de urbanização no contexto do período industrial estrutura-se a partir de dois tipos de causas diferentes:
os fatores atrativos e os fatores repulsivos.
Os fatores atrativos, como o próprio nome sugere, são aqueles em que a urbanização ocorre devido às con-
dições estruturais oferecidas pelo espaço das cidades, o maior deles é a industrialização.
Esse processo é característico dos países desenvolvidos, onde o processo de urbanização ocorreu primeiramente.
Cidades como Londres e Nova York tornaram-se predominantemente urbanas a partir da década de 1900, início do

Geografia Página 56
Geografia
século XX, em razão da quantidade de empregos e condições de moradias oferecidas (embora em um primeiro mo-
mento, a maior parte dessas moradias fosse precária em comparação aos padrões de desenvolvimento atual dessas
cidades).
Os fatores repulsivos são aqueles em que a urbanização ocorre não em função das vantagens produtivas
das cidades, mas graças à “expulsão” da população do campo para os centros urbanos. Esse processo ocorre, em
geral, pela modernização do campo que propiciou a substituição do homem pela máquina e pelo processo de
concen-tração fundiária, que deixou a maior parte das quantidades de terras nas mãos de poucos latifundiários.
Esse fenômeno é característico dos países subdesenvolvidos e é marcado pela elevada velocidade em que o êxodo
rural aconteceu, bem como pela concentração da população nas metrópoles (metropolização). Tais cidades não con-
seguem absorver esse quantitativo populacional, propiciando a formação de favelas e habitações irregulares, geral-
mente precarizadas e sem infraestrutura.
Resumidamente, o processo de urbanização ocorre em quatro principais etapas, sofrendo algumas poucas
variações nos diferentes pontos do planeta:

Esquema simplificado sobre o processo de urbanização na era capitalista


Em geral, o que se observa, portanto, é a industrialização funcionando como um motor para a urbanização
das sociedades (1ª ponto do esquema acima). Em seguida, ampliam-se as divisões econômicas e produtivas, com o
campo produzindo matérias-primas, e as cidades produzindo mercadorias industrializadas e realizando atividades
caracterís-ticas do setor terciário (2º ponto). Esse processo é acompanhado por um elevado êxodo rural, com a
formação de grandes metrópoles e, em alguns casos, até de megacidades, com populações que superam os 10
milhões de habi-tantes (3º ponto). Por fim, estrutura-se a chamada hierarquia urbana, que vai desde as pequenas e
médias cidades às grandes metrópoles.

Geografia Página 57
Geografia
Vale lembrar que o esquema acima é apenas ilustrativo, pois a sequência desses acontecimentos não é
linear, muitas vezes os fenômenos citados acontecem ao mesmo tempo.

Outra ressalva importante é a de que tal sequência não acontece de forma igualitária em todo o mundo. Nos
países pioneiros no processo de urbanização, ela ocorre de forma mais lenta e gradativa, enquanto nos países de
industrialização tardia, tal processo manifesta-se de forma mais acelerada, o que gera maiores problemas estruturais.

QUESTÕES

1) O conceito de êxodo rural pode ser definido como:


conjunto de investimentos realizados pelo governo federal na zona rural do Brasil no século XX.
conjunto de técnicas e insumos usados no espaço agrário para promover a revolução verde no Brasil.
deslocamento em massa da população do campo para as cidades, que ocorreu no Brasil a partir da década de 1960.

política de governo oficial que incentivava a migração do campo para a cidade em busca de promover a urbanização
e a industrialização do país.
política de governo que incentivava a diminuição da taxa de natalidade no campo visando diminuir a quantidade de
pessoas residentes no campo e aumentar a população urbana.

O êxodo rural no Brasil foi mais intenso entre as décadas de 1960 e 1980, período em que também se acentuou o
processo de urbanização no país. Dentre as principais causas do êxodo rural no Brasil, podemos destacar:
a mecanização do campo, que substituiu a mão de obra humana por máquinas, forçando a migração do trabalhador
do campo para as cidades.
a política de governo implantada na ditadura militar, que incentivava a ida das pessoas para as cidades a fim de
facilitar o controle social pelo Estado.
a grande quantidade de pragas na lavoura, que impossibilitava o cultivo de praticamente todos os tipos de gêneros
agrícolas.
a grande quantidade de eventos sociais nas cidades, que atraia os jovens para as grandes cidades e que acabavam
preferindo morar nelas.
a grande quantidade de pessoas vivendo no campo, que diminuía a oferta de trabalhos disponíveis e incentivava a
migração dos trabalhadores para as cidades em busca de trabalho.

(Uel- adaptada) "... A penetração do capitalismo na agropecuária liberou grandes contingentes de mão de obra, seja
pela mecanização das atividades, seja pela concentração da propriedade da terra. Esse pessoal migrou para as cida-
des (êxodo rural), que não se aparelharam o suficiente em termos de infraestrutura urbana... Multiplicam-se as
favelas e cortiços, o transporte é insuficiente e a indústria não acompanha o ritmo de crescimento urbano. Mesmo
assim, a agropecuária é de grande peso na economia que está articulada a um setor terciário bastante diversificado."
Os prin-cipais destinos dos migrantes que saiam do campo foram as cidades das regiões:
Norte e Sudeste.
Sudeste e Sul.
Norte e Centro-Oeste.
Sul e Norte.
Nordeste e Centro-Oeste.
Geografia Página 58
Geografia
Dentre as diversas consequências do Êxodo rural para o Brasil, podemos citar:
a) a desaceleração do processo de urbanização.
b) a aumento dos índices de desemprego no Brasil.
c) o aumento da quantidade de trabalhadores rurais.
d) a diminuição dos problemas agrários no campo.
e) o aumento de propriedades rurais disponíveis para a venda.

Leia o texto abaixo e assinale a alternativa correta:

A América Latina vai atingir uma taxa de urbanização de 90% até 2020, segundo um estudo inédito do Programa das
Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (Onu-Habitat), divulgado na manhã desta terça-feira 21. Os dados
mostram que a América Latina e o Caribe são as regiões mais urbanizadas do mundo, embora uma das menos
povo-adas em proporção territorial. Na área, cerca de 80% das pessoas mora em cidades hoje, número superior ao
de paí-ses desenvolvidos. Metade da população urbana vive em cidades com menos de 500 mil habitantes (222
milhões de indivíduos) e 14% nas megacidades (65 milhões).

Carta Capital, 21/08/2013. América Latina atingirá 90% de urbanização até 2020. Disponível em: <Carta
Capital> A América Latina intensificou sua urbanização a partir da segunda metade do século XX, tal processo
caracterizou-se:

pelas migrações em massa das populações mais pobres de países subdesenvolvidos.

pelas baixas condições de vida da maior parte da população no espaço das grandes cidades.

por ter sido um processo lento, gradual e planejado.

por refletir os avanços econômicos e os sucessivos crescimentos das riquezas produzidas por nações como Brasil e
Argentina.

1-C 2-A 3-B 4-B 5-B

Geografia Página 59
Química
ESTRUTURA DA CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS

MATÉRIA I - Matéria A partir das noções de matéria e energia,


Matéria é tudo o que tem massa e ocupa pode-mos classificar os sistemas em função
um lugar no espaço, ou seja, possui volume. da sua capa-cidade de trocar matéria e
energia com o meio ambi-ente.
Ex.: madeira, ferro, água, areia, ar, ouro
e tudo o mais que imaginemos, dentro da
definição acima. SISTEMA ABERTO
Obs.: a ausência total de matéria é o Tem a capacidade de trocar tanto
vácuo. matéria quanto energia com o meio ambiente.
Ex.: água em um recipiente aberto (a
CORPO água ab-sorve a energia térmica do meio
ambiente e parte dessa água sofre
Corpo é qualquer porção limitada de evaporação).
matéria que ainda não tem uma finalidade.
SISTEMA FECHADO
Ex.: tábua de madeira, barra de ferro,
cubo de gelo, pedra. Tem a capacidade de trocar somente
energia com o meio ambiente. Esse sistema
pode ser aque-cido ou resfriado, mas a sua
OBJETO quantidade de matéria não varia.

Objeto é um corpo fabricado ou Ex.: Um refrigerante fechado.


elaborado para ter aplicações úteis ao homem.
Ex.: mesa, lápis, estátua, cadeira, faca, SISTEMA ISOLADO
martelo.
Não troca matéria nem energia com o
sistema.
Obs.: a rigor não existe um sistema
completa-mente isolado.
Ex.: um exemplo aproximado desse tipo
de sis-tema é a garrafa térmica.

PROPRIEDADES DA MATÉRIA

ENERGIA Propriedades são determinadas


características que, em conjunto, vão definir a
Energia é a capacidade de realizar espécie de matéria. Podemos dividi-las em 3
trabalho, é tudo o que pode modificar a grupos: gerais, funcionais e específicas.
matéria, por exemplo, na sua posição, fase de
agregação, natureza química. E também tudo
que pode provocar ou anular movimen-tos e Propriedades Gerais
causar deformações.
São propriedades inerentes a toda
espécie de matéria.
Massa: é a medida da quantidade de
matéria.
Química – Página 60
Química
Extensão: é o espaço que a matéria pressiona o tato. Exemplo: água pura (incolor,
ocupa o seu volume. insí-pida, inodora, líquida em temperatura
ambiente) barra de ferro (brilho metálico,
Inércia: é a propriedade que os corpos
sólida).
têm de manter o seu estado de movimento ou
de repouso inalterado, a menos que alguma 2. Químicas
força interfira e mo-difique esse estado.
Responsáveis pelos tipos de
Impenetrabilidade: duas porções de transformação que cada matéria é capaz de
matéria não podem ocupar, simultaneamente, sofrer. Relacionam-se á ma-neira de reagir de
o mesmo lugar no espaço. cada substância. Exemplo: oxida-ção do ferro,
combustão do etanol.
Divisibilidade: toda matéria pode ser
dividida sem alterar a sua constituição, até um 3. Físicas
certo limite ao qual chamamos de átomo.
São certos valores encontrados
Compressibilidade: sob a ação de forças experimental-mente para o comportamento de
ex-ternas, o volume ocupado por uma porção de cada tipo de matéria quando submetidas a
matéria pode diminuir. Obs.: de uma maneira determinadas condições. Es-sas condições não
geral os gases são mais compressíveis que os alteram a constituição da matéria, por mais
líquidos e estes por sua vez são mais diversas que sejam. As principais proprieda-des
compressíveis que os sólidos. físicas da matéria são.
Elasticidade: Dentro de um certo limite,
se a ação de uma força causar deformação da Pontos de fusão e solidificação
matéria, ela retornará à forma original assim
que essa força deixar de agir. São as temperaturas nas quais a matéria
passa da fase sólida para a fase líquida e da
Porosidade: a matéria é descontinua.
fase líquida para a sólida respectivamente,
Isso quer dizer que existem espaços (poros)
sempre em relação a uma determinada
entre as partículas que formam qualquer tipo
pressão atmosférica.
de matéria Esses espaços podem ser maiores
ou menores, tomando a matéria mais ou Ex.: água 0° C; oxigênio -218,7° C;
menos densa. fósforo branco 44,1° C.
Ex.: a cortiça apresenta poros maiores
que os poros do ferro, logo a densidade da Pontos de ebulição e condensação
cortiça é bem me-nor que a densidade do
ferro. São as temperaturas nas quais a matéria
passa da fase líquida para a fase gasosa e da
fase gasosa para a líquida respectivamente,
Propriedades Funcionais sempre em relação a uma determinada
pressão atmosférica.
São propriedades comuns a
determinados gru-pos de matéria, identificados Ex.: água 100° C; oxigênio -182,8° C;
pela função que desem-penham. fósforo branco 280° C.
Ex.: ácidos, bases, sais, óxidos, alcoóis,
aldeí-dos, cetonas. Densidade
a relação entre a massa e o volume
Propriedades Específicas ocupado pela matéria.
São propriedades individuais de cada 3
Ex.: água 1,00 g/cm ; ferro 7,87 g/cm3.
tipo parti-cular de matéria.
Podem ser: organolépticas, químicas ou
AS FASES DE AGREGAÇÃO DAS
físicas.
SUBSTÂNCIAS Fase Sólida
1. Organolépticas
A característica da fase sólida é a
São propriedades capazes de impressionar
rigidez. As substâncias apresentam maior
os nossos sentidos, como a cor, que impressiona
organização de suas partículas constituintes,
a vi-são, o sabor, que impressiona o paladar, o
devido a possuir menor ener-gia. Essas
odor que impressiona o nosso olfato e a fase de
partículas formam estruturas geométricas
agregação da matéria (sólido, líquido, gasoso,
pastoso, pó), que im-
chamadas retículos cristalinos. Apresenta
forma inva-riável e volume constante.

Química – Página 61
Química
Condensação: é a passagem do estado
Fase Líquida de va-por para o estado líquido.
A característica da fase liquida é a
fluidez. As partículas se apresentam
desordenadas e com certa liberdade de
movimento. Apresentam energia inter-mediária
entre as fases sólida e gasosa. Possuem
forma variável e volume constante.

Fase Gasosa
A característica da fase gasosa é o caos.
Exis-tem grandes espaços entre as partículas,
que apre-sentam grande liberdade de
movimento. É a fase que apresenta maior
energia. Apresenta forma e volume variáveis.

MUDANÇAS DE FASES DAS


SUBSTÂNCIAS
O estado de agregação da matéria pode
ser al-terado por variações de temperatura e
de pressão, sem que seja alterada a
composição da matéria. Cada uma destas
mudanças de estado recebeu uma
denominação particular;
Fusão: é a passagem da fase sólida
para a li-quida.
Vaporização: é a passagem do estado
liquido para o estado gasoso. Obs.: a
vaporização pode re-ceber outros nomes,
dependendo das condições em que o liquido
se transforma em vapor.
Evaporação: é a passagem lenta do
estado lí-quido para o estado de vapor, que
ocorre predomi-nantemente na superfície do
líquido, sem causar agi-tação ou o surgimento de
bolhas no seu interior. Por isso, é um fenômeno
de difícil visualização. Ex.: bacia com água em
um determinado local, roupas no varal.
Ebulição: é a passagem rápida do
estado li-quido para o estado de vapor,
geralmente obtida pelo aquecimento do liquido
e percebida devido à ocorrên-cia de bolhas.
Ex.: fervura da água para preparação do café.
Calefação: é a passagem muito rápida do
es-tado liquido para o estado de vapor, quando o
liquido se aproxima de uma superfície muito
quente. Ex.: Go-tas de água caindo sobre uma
frigideira quente.
Sublimação: é a passagem do estado
sólido di-retamente para o estado gasoso e vice-
versa.Obs.: alguns autores chamam de
ressublimação a passa-gem do estado de vapor
para o estado sólido.
Liquefação: é a passagem do estado
gasoso para o estado líquido.
DIFERENÇA ENTRE GÁS E VAPOR
Solidificação: é a passagem do estado
Vapor
líquido para o estado sólido.
Designação dada à matéria no estado
gasoso, quando é capaz de existir em
equilíbrio com o líquido ou com o sólido
correspondente, podendo sofrer li-quefação
pelo simples abaixamento de temperatura ou
aumento da pressão.
Gás
Fluido, elástico, impossível de ser
liquefeito só por um aumento de pressão ou
só por uma diminui-ção de temperatura, o que
o diferencia do vapor.

SUBSTÂNCIA PURA E MISTURA

Substância pura
todo material com as seguintes
característi-cas: Unidades estruturais
(moléculas, conjuntos iôni-cos) quimicamente
iguais entre si.
Composição fixa, do que decorrem
proprieda-des fixas, como densidade, ponto
de fusão e de ebu-lição, etc.

Química – Página 62
Química
A temperatura se mantém inalterada Elemento Variedades Alotrópicas
desde o inicio até o fim de todas as suas
mudanças de estado físico (fusão, ebulição, Carbono (C) Diamante (Cn) Grafite (Crn)
solidificação, etc.).
Oxigênio
Oxigênio (O2) Ozônio (O3)
Pode ser representada por uma fórmula (O)
porque tem composição fixa.
Fósforo
Fósforo
Não conserva as propriedades de seus Fósforo (P) vermelho
branco (P4)
elemen-tos constituintes, no caso de ser (Pn)
substância pura composta.
Enxofre
Enxofre
As misturas não apresentam nenhuma Enxofre (S) monoclínico
das ca-racterísticas acima. Essas são as rômbico (S8)
(S8)
diferenças entre as misturas e as combinações
químicas (substâncias puras compostas).
SEPARAÇÃO DE MISTURAS

Mistura
SEPARAÇÃO DOS COMPONENTES DE
qualquer sistema formado de duas ou MIS-TURAS HETEROGÉNEAS
mais substâncias puras, denominadas
componentes. Pode ser homogênea ou SÓLIDO/SÓLIDO
heterogênea, conforme apresente ou não as
Catação: usando a mão ou uma pinça,
mesmas propriedades em qual-quer parte de
sepa-ram-se os componentes sólidos.
sua extensão em que seja examinada.
Ventilação: o sólido menos denso é sepa-
Toda mistura homogênea é uma solução, rado por uma corrente de ar.
por definição.
Levigação: o sólido menos denso é sepa-
rado por uma corrente de água. A
Mistura eutética e mistura azeotrópica levigação é usada, por exemplo, para
separar areia e ouro: a areia é menos
Existem misturas que, como exceção, se
densa e por isso, é ar-rastada pela água
com-porta como se fossem substâncias puras
corrente; o ouro, por ser mais denso,
no processo de fusão, isto é, a temperatura
permanece no fundo da bateia.
mantém-se inalterado no inicio ao fim da
fusão. Essas são chamadas mis-turas Separação magnética: um dos sólidos é
eutéticas. atraído por um imã. Esse processo é
utilizado em larga escala para separar
Existem misturas que, como exceção, se
alguns miné-rios de ferro de suas
com-porta como se fossem substâncias puras
impurezas.
em relação
ebulição, isto é, a temperatura mantém-se Peneiração: usada para separar sólidos
inalte-rada do início ao fim da ebulição. Essas constituintes de partículas de
são chama-das misturas azeotrópicas. dimensões di-ferentes. São usadas
peneiras que tenham malhas
Não é conhecida nenhuma mistura que diferentes. Industrialmente, usam-se
seja eu-tética e azeotrópica simultaneamente.
conjuntos de peneiras superpostas
que se-param as diferentes
granulações.
SUBSTÂNCIA SIMPLES E ALOTROPIA
SÓLIDO/LÍQUIDO
Substância simples é toda substância
Centrifugação: é uma maneira de acelerar o
pura for-mada de um único elemento químico.
processo de decantação, utilizando um
Alotropia é o fenômeno em que um apa-relho denominado centrífuga. Na
mesmo ele-mento químico forma duas ou mais centrífuga, devido ao movimento de
substâncias sim-ples diferentes. rotação, as partícu-las de maior
densidade, por inércia, são arre-
messadas para o fundo do tubo.
Química – Página 63
Química
Filtração simples GÁS/SÓLIDO
Filtração
Decantação

SEPARAÇÃO DOS COMPONENTES DE


MIS-TURA HOMOGÊNEA
SÓLIDO/LÍQUIDO
Nas misturas homogêneas, sólido-líquido
(solu-ções), o componente sólido encontra-se
totalmente dissolvido no liquido, o que impede as
sua separação por filtração. A maneira mais
comum de separar os componentes desse tipo
de mistura está relacionada com as diferenças
Filtração à vácuo: nos seus pontos de ebulição (PE). Isto pode ser
feito de duas maneiras:
Evaporação: a mistura é deixada em
repouso ou é aquecida até o líquido
(componente mais volátil) sofra evaporação.
Esse processo apresenta um in-conveniente:
a perda do componente líquido.
Destilação simples: a mistura é aquecida
em uma aparelhagem apropriada, de tal maneira
O processo de filtração pode ser que o componente liquido inicialmente evapora
acelerado pela filtração à vácuo, onde uma e, a seguir, sofre condensação, sendo recolhido
trompa de vácuo "suga" o ar existente na em outro frasco. Veja como é feita a destilação
parte interior do kitas-sato, o que permite em laboratório:
um mais rápido escoamento do líquido.

LÍQUIDO/LÍQ
UIDO
Decantação
:

Obs.: A entrada de água corrente no


condensa-dor deve ser feita pela parte inferior
do aparelho para permitir que seu tubo
externo esteja sempre comple-tamente
Separam-se líquidos imiscíveis com preenchido por água fria, que irá sair pela
densida-des diferentes; o liquido mais denso parte superior.
acumula-se na parte inferior do sistema. Em LÍQUIDO/LÍQUIDO
laboratório usa-se o fu-nil de bromo, também
conhecido como funil de bromo, ou ainda, funil Destilação fracionada: consiste no aqueci-
de separação. Num sistema formado por água e mento da mistura de líquidos miscíveis
óleo, Por exemplo, a água, por ser mais densa, (solu-ção), cujos pontos de ebulição
localiza-se na parte inferior do funil e (PE) não se-jam muito próximos. Os
escoada abrindo-se az torneira de modo líquidos são separa-dos na medida em
contro-lado. A decantação pode ser feita de que cada um dos seus pontos de
uma maneira mais rudimentar, utilizando-se ebulição é atingido. Inicialmente, é
um sifão (sifonação). separado o líquido com menor PE;
depois, com PE intermediário e assim
sucessiva-

Química – Página 64
Química
mente até o liquido de maior PE. A aparelha-
gem usada é a mesma de uma destilação
simples, com o acréscimo de uma coluna de
fracionamento ou retificação.
Um dos tipos mais comuns de coluna de fra-
cionamento apresenta no seu interior um
grande número de bolinhas de vidro, em
cuja superfície ocorre condensação dos
vapores do líquido menos volátil, ou seja, de
maior ponto de ebulição, que voltam para o
balão. Enquanto isso, os vapores do liquido
mais volátil atravessam a coluna e sofrem
conden-sação fora dela, no próprio
condensador, sendo recolhidos no frasco.
Só depois de todo o liquido mais volátil ter
sido recolhido é que o liquido menos volátil
passará por eva-poração e condensação.

TRANSFORMAÇÕES DA MATÉRIA
Qualquer transformação sofrida pela matéria é
considerada fenômeno, ou ainda qualquer aconteci-
mento na natureza que podem ser classificados em:
Fenômenos físicos e Fenômenos químicos.
a) Fenômenos Físicos
São aqueles que não alteram a natureza da
ma-téria, isto é, a sua composição. Ou ainda,
fenômeno físico é toda e qualquer transformação
sofrida por um material sem que haja alteração de
sua constituição íntima, sendo possível a sua
recuperação por méto-dos elementares.
Ex.: mudanças de estado físico da matéria (es-
tado de agregação); dissolução do açúcar em água;
cortar uma árvore; acender uma tampada; uma fruta
caindo da árvore, etc.
b) Fenômenos Químicos
Fenômeno químico é toda e qualquer transfor-
mação sofrida por um material de modo que haja al-
teração de sua constituição íntima, não sendo possí-
vel a sua recuperação por métodos elementares.
Quando ocorre um fenômeno químico, uma ou
mais substâncias se transformam e dão origem a
no-vas substâncias. Então, dizemos que ocorreu
uma re-ação química
Ex.: a queima do álcool ou da gasolina, riscar
um palito de fósforo (reações de combustão); forma-
ção da ferrugem (reações de oxidação); digestão
dos alimentos, etc.

Química – Página 65
Química
Quando um elétron salta para uma órbita
ESTRUTURA ATÔMICA mais externa, absorve energia. Ao
voltar
TEORIA ATÔMICA DE JOHN DALTON
Os elementos são constituídos por
partículas extremamente pequenas,
indivisíveis, cha-madas átomos.
Os átomos de um dado elemento têm
sempre a mesma massa média, e as
suas outras pro-priedades também
são idênticas. Os átomos de
elementos diferentes geralmente têm
massas médias diferentes, e
diferentes pro-priedades.
Os compostos são formados pelas
combina-ções de átomos de
elementos diferentes.
Os átomos de dois ou mais elementos
podem combinar-se em mais de lima
proporção, for-necendo então mais de
um composto.

MODELO ATÔMICO DE J. J. THONSON


A relação entre a carga e a massa da
partícula negativa é constante para todo o tipo
de matéria». Daí:
O átomo é:
Pastoso;
Compacto
Indestrutível;
divisível.

(Modelo do "Pudim de Ameixas").

MODELO ATÔMICO DE RUTHERFORD


No átomo há uma predominância de
espaços vazios, isto é, o átomo é um
sistema descontínuo (não
homogêneo).
Os núcleos atômicos são pequenos,
pesados e positivos.

O núcleo atômico é cerca de 10.000 a


100.000 vezes menor do que o átomo.
MODELO ATÔMICO DE NIELS BOHR
O elétron descreve órbitas circulares ao
redor do núcleo sem emitir nem
absorver energia.
Somente serão possíveis níveis de
energia para os quais a energia seja
um múltiplo inteiro de h.f Onde h é
27
constante de Planck (6, 6257 x 10-
erg.s) e f é a freqüência da luz.
para órbitas mais internas, ele emite
energia.

SALTOS ELETRÔNICOS

Átomo é a menor partícula material que


ainda possui todas as propriedades de um
elemento quí-mico.
Partículas elementares

Química – Página 66
Química
IONIZAÇÃO DOS ÁTOMOS

TABELA PERIÓDICA
NUMERO ATÔMICO
Grupos ou famílias – são as linhas verticais
o número de prótons existentes no da Ta-bela Periódica.
núcleo de um átomo. O número atômico Períodos ou camadas - são as linhas
caracteriza um ele-mento quântico. horizontais da Tabela Periódica.

NÚMERO DE MASSA (A)


a soma de prótons e nêutrons existentes
no núcleo de um átomo.

REPRESENTAÇÃO DO ELEMENTO

ELEMENTO QUÍMICO
o conjunto de todos os átomos que 1) Elementos químicos ou representações
possuem o mesmo número atômico.
Estes elementos possuem todos os seus
subní-veis internos completos.
ISOTOPIA, ISOBARIA, ISOTONIA

Z A N

ISÓTO-
= ≠ ≠
POS

ISÓBA-
≠ = ≠
ROS

ISÓTO-
≠ ≠ =
NOS
Os isótopos possuem as mesmas
propriedades químicas.

Química – Página 67
Química
Elementos de Transição: Estes elementos OS CARBONOS E SUA
apresentam subníveis internos CLASSIFICAÇÃO EM UMA CADEIA
incompletos.
Transição externa: subnível «d» da C
penúl-tima camada incompleto. 4ª 3ª 2ª 1ª
C–C –C –C –C
Transição interna: subnível «f» da
antepe-núltima camada incompleto. C

QUÍMICA ORGÂNICA
É o estudo dos compostos do
Carbono.

Características do Carbono
Apresenta tetracovalência constante.
+4 –4
Tem nox variável. Ex.: CO2, CH4.
Forma longas cadeias
C–C–C–C–C

C
Tem caráter anfótero. Pode ceder
elétrons e receber parcialmente.

DE MODO GERAL OS COMPOSTOS


ORGÂNI-COS
Apresentam poucos constituintes
diferentes. A turma do C. H. O. N.
Apresentam ligação covalente.
Têm baixos pontos de fusão e ebulição.
São isolantes elétricos.
Apresentam reações lentas e
reversíveis.
A isomeria é frequente, sendo a
responsável pelo enorme número
de compostos que a or-gânica
apresenta.
Química – Página 68
Química

Química – Página 69
Química
AS FUNÇÕES ORGÂNICAS

Química – Página 70
Matemática
NOÇÕES BÁSICAS DE as: {fevereiro, abril, junho, setembro,
novembro};
CONJUNTOS
Observações: Na representação por extensão
cada
Conjuntos: A noção de conjunto em
Matemá-tica é praticamente a mesma utilizada
na linguagem cotidiana: agrupamento, classe,
coleção.
Exemplos:
– Conjunto das letras maiúsculas do
alfabeto;
– Conjunto dos números inteiros pares;
– Conjunto dos dias da semana;
– Conjunto dos Presidentes da República
do Brasil.
Elemento: Cada membro ou objeto que
entra na formação do conjunto.
Assim:
– V, l, C, H, E são elementos do primeiro
con-junto acima; – 2, 4, 6 são elementos do
segundo.
– Sábado, Domingo do terceiro; e
– FHC, Lula do último
A noção de conjunto em Matemática é
prati-camente a mesma utilizada na linguagem
cotidiana: agrupamento, classe, coleção.

Pertinência entre elemento e conjunto


Por exemplo, V é um elemento do
conjunto das letras maiúsculas do alfabeto, ou
seja, V perten-ce àquele conjunto. Enquanto
que v não pertence. Como se vê são conceitos
intuitivos e que se supõe sejam entendidos
(evidentes) por todos.
Notação: Conjunto: Representado, de
forma geral, por uma letra maiúscula A, B,
C, ...
Elemento: Por uma letra minúscula a, b,
c, x, y, z, ...
Pertinência: Sejam A um conjunto e x um elemento. Se x é
um elemento de A (ou x pertence a A) indicamos por: X ∈ l.
Caso contrário, ou seja, se x não é um elemen-to de A (ou x não pertence a A) escrevemos:
X ∉ A.

Representações de Conjuntos
Extensão ou Enumeração - Quando o
conjun-to é representado por uma listagem ou
enumeração de seus elementos. Devem ser
escritos entre cha-ves e separados por vírgula
ou ponto-e-vírgula.
Ex: Conjunto dos meses com menos de
31 di-
elemento deve ser escrito apenas uma vez; É
uma boa prática adotar a separação dos
elementos em conjuntos numéricos como
sendo o ponto-e-vírgula, para evitar confusões
com as casas decimais: {2;3;4} e {2,3;4};

Propriedade dos Elementos


Representação em que o conjunto é
descrito por uma propriedade característica
comum a todos os seus elementos.
Simbolicamente: Conjunto Unitário e Conjunto Vazio
A = {x | x tem a propriedade P} e lê-se: A Embora o conceito intuitivo de conjunto nos
remeta à ideia de pluralidade (coleção de objetos),
é o conjunto dos elementos x tal que ( | ) x tem devemos considerar a existência de conjunto com
a propri-edade P. apenas um elemento, chamados de conjuntos unitá-
rios, e o conjunto sem qualquer elemento, chamado
Ex.: A = {x | x é um time de futebol do de conjunto vazio (∅). O conjunto vazio é obtido
Campe-onato Brasileiro de 2006}. quando descrevemos um conjunto onde a proprie-
dade P é logicamente falsa.
Exemplos de Conjuntos Unitários:
Diagrama de Euler-Venn
– Conjunto dos meses do ano com
Um conjunto pode ser representado por menos de 30 dias: {fevereiro};
meio de uma linha fechada e não entrelaçada,
– Conjunto dos números inteiros maiores
como mos-trado na figura abaixo. Os pontos
do que 10 e menores do que 12: {11}.
dentro da linha fechada indicam os elementos
do conjunto.

Matemática Página 71
Matemática
Exemplos de Conjuntos Vazios: Propriedade da Inclusão
– {x | x > 0 e x < 0} = ∅;

– Conjunto dos meses com mais de 31 Sejam D, E e F três conjuntos quaisquer.


dias. En-tão valem as seguintes propriedades:
∅ ⊂ D: O conjunto vazio é subconjunto de qualquer conjunto;

D ⊂ D: Todo conjunto é subconjunto de si próprio (propriedade Reflexiva);

Conjunto Universo D ⊂ E e E ⊂ D ⇒ D = E: veja acima (pro-priedade Anti-Simétrica);

D ⊂ E e E ⊂ F ⇒ D ⊂ F: Se um conjunto é subconjunto
o conjunto ao qual pertencem todos os de um outro e este é subcon-junto de um terceiro,
ele-mentos envolvidos em um determinado então o primeiro é sub-conjunto do terceiro
(propriedade Transiti-va).
assunto ou estudo, e é simbolizado pela letra
U. Portanto, é essencial, que ao descrever um Com exceção da primeira propriedade, a
conjunto através de uma propriedade P, de-monstração das demais é bastante intuitiva e
imedi-ata. Vamos, portanto, provar a primeira:
fixemos o conjunto universo em que estamos Partimos da tese de que se o conjunto vazio não
trabalhando, escrevendo: é um subcon-junto de D, então é necessário que
A = {x ∈ U | e x tem a propriedade P} ou A = {x | x ∈ U e x
pelo menos um elemento desse conjunto não
tem a propriedade P} esteja contido no con-junto D. Como o conjunto
vazio não possui nenhum elemento, a sentença
∅ ⊄ D é sempre falsa. Logo, o conjunto vazio
Igualdade dos Conjuntos está contido em D é sempre verda-deira.

Dois conjuntos A e B são iguais quando


todo elemento de A pertence a B e, Conjunto das Partes
reciprocamente, todo elemento de B pertence
a A. Chama-se Conjunto das Partes de um
con-
junto
Subconjunto E – P(E) – o conjunto formado por todos os subcon-juntos de E: P(E) = {X | X ⊂ E}

Um conjunto A é um subconjunto de (está Exemplos:


con-tido Y em) B se, e somente se, todo Se A = {a, b, c}, então P(A) = {∅, {a}, {b}, {c}, {a, b}, {a, c}, {b, c}, {a, b, c}}.

elemento x = pertencente a A também Se B = {a, b}, então P(B) = {∅, {a}, {b}, {a, b}}; Se C = {a}, então P(C) =
{∅, {a}}.
pertence a B:
A ⊂ B ⇔ (x) (x ∈ A ⇒ x ∈ B)

onde a notação A ⊂ B significa “A é subconjunto de B” ou “A


está contido em B” ou “A é a parte de B”. A leitura da notação OPERAÇÕES COM
no sentido inverso do sinal de inclusão fica sempre
direcionado para o conjunto “maior”. Na forma de diagrama é
representado: CONJUNTOS Intersecção
de conjuntos
Considere os conjuntos: A = {1, 2, 3, 5, 7}
e B = {3, 5, 7, 8, 9, 10} . Vamos determinar o
conjunto C formado pelos elementos que
pertencem tanto ao conjunto A como ao
conjunto B: C = {3, 5, 7}.
Exemplos: essa operação dá-se o nome de
{1; 2; 3} ⊂ {1; 2; 3; 4; 5; 6}
∅ ⊂ {a, b};
{a, b} ⊂ {a, b} intersecção. O símbolo ∩ indica a operação
{a, b, c} ⊄ {a, c, d, e}, onde ⊄ significa “não intersecção. Usando esse símbolo, vamos
está contido”, uma vez que o elemento b indicar a operação realizada:
do primeiro conjunto não pertence ao A ∩ B = C ou {1, 2, 3, 5, 7} ∩ {3, 5, 7, 8, 9,
segundo. Observe que na definição de
igualdade de conjuntos está explícito 10) = {3, 5, 7}. O resultado da operação, {3,
que todo elemento de A é elemento de B 5, 7}, chama-se conjunto intersecção.
e vice-versa, ou seja, que A está contido
em B e B está contido em A.
Matemática Página 72
Matemática
União de conjuntos Uma editora estuda a possibilidade de lançar
novamente as publicações: Helena,
Considere os conjuntos: A = {1, 2, 3, 5, 7) Senhora e A Moreninha. Para isto, efetuou
e B = {3, 5, 7, 8, 9, 10}. Vamos determinar o uma pesquisa de mercado e concluiu que
con-junto C formado por todos os elementos em cada 1000 pes-soas consultadas:
que per-tencem ao conjunto A ou ao conjunto 600 leram A Moreninha;
B: c = {1, 2, 3, 5, 7, 8, 9, 10). 400 leram Helena;
união.
essa operação dá-se o nome de união ou reunião. O símbolo ∪ indica a operação 300 leram Senhora;
200 leram A Moreninha e Helena;
Diferença de conjuntos 150 leram A Moreninha e Senhora;
100 leram Senhora e Helena;
Considere os conjuntos: A = {1, 2, 3, 5, 7, 20 leram as três obras.
8} e B = {3, 5, 7, 9}. Vamos determinar o Qual o número de pessoas que não leu
conjunto C formado por todos os elementos nenhu-
que pertencem ao conjunto A pertencem ao ma das três obras?
conjunto B: C = {1, 2, 8}. (A) 460 (B) 410 (C) 130 (D) 180
essa operação dá-se o nome de diferença de (E)100
conjuntos.
Se o conjunto A tem cinco elementos e o con-
APLICAÇÃO DAS OPERAÇÕES ENTRE junto B tem três elementos, podemos
CON-JUNTOS NA RESOLUÇÃO DE afirmar que, certamente:
PROBLEMAS A ∩ B tem pelo menos três elementos;
B é subconjunto de A;
Ex. A professora de Português de uma A U B tem no máximo oito elementos;
classe da 4ª série com 30 alunos, interessada A ∩ B tem três elementos
em saber se as crianças gostavam dos livros todo elemento de A e de B
de Monteiro Lobato, fez uma pesquisa com
elas e verificou o seguinte: 21 alunos já tinham Dados os conjuntos A = {2, 3, 6, 7, 10) e B= {4,
lido Caçadas de Pedrinho, 19 leram Reinações 5, 8, 9}, podemos dizer que:
de Narizinho e 12 já tinham lido as duas obras. o conjunto A é maior que o conjunto B
A∪B={}

Quantos alunos leram apenas Caçadas de Pe-


A⊂B

A∩B={}
drinho? o conjunto B é maior que o conjunto A
Quantos alunos leram apenas Reinações de
Narizinho? Os conjuntos A e B são tais que: o número de elementos de A é 35, do
conjunto B é 40 e do conjunto A∪B é 65. O conjunto A ∩ B tem:
Quantos alunos não haviam lido nenhuma das 30 elementos
obras de Monteiro Lobato?
25 elementos
35 elementos
10 elementos
Numa cidade são consumidos três produtos A, 15 elementos
B e C. Feito um levantamento do mercado
sobre o consumo desses produtos, obteve- Numa classe , foi proposta a resolução de dois
se o se-guinte resultado disposto na tabela problemas. O primeiro foi resolvido por 32
abaixo: alu-nos, o segundo, por 28 alunos, os dois,
Produtos Número de consumidores por 22 alunos, e 2 não conseguiram
A 150 resolver nenhum dos problemas. Quantos
B 200 alunos há nessa clas-se?
38
C 250 40
AeB 70 42
AeC 90 55
BeC 80 60
A, B e C 60
Nehuma das três 180
Quantas pessoas foram consultadas?
300
350
470
540
600
Matemática Página 73
Matemática
FUNÇÃO DO 1° GRAU Isso indica que a será negativo. Por
exemplo, dada a função f(x) = –x + 1 ou y = –x
Uma função do 1o Grau pode ser + 1, onde a = – 1 e b = 1. Para construirmos
chamada de Função Afim. Pra que uma função seu gráfico devemos atribuir valores reais para
seja considerada afim ela terá que assumir x, para que possamos achar os valores
certas características, como: Toda função do correspondentes em y. Podemos observar que
1o grau deve ser dos reais para os reais, conforme o valor de x aumenta o valor de y
definida pela fórmula f(x) = ax + b, sendo que diminui, então dizemos que quando a < 0 a
a deve pertencer ao conjunto dos reais menos função é decrescente. Com os valores de x e y
o zero e que b deve pertencer ao conjunto dos for-mamos as coordenadas que são pares
reais. ordenados que colocamos no plano cartesiano
Então, podemos dizer que a definição de fun-ção do 1o grau é:
f: R → R definida por f(x) = ax + b, com a ∈ R* e b ∈ R.
para formar a reta. No eixo vertical colocamos
os valores de y e no eixo horizontal colocamos
Veja alguns exemplos de Função Afim. os valores de x.
f(x) = 2x + 1; a = 2 e b = 1
f(x) = –5x – 1; a = –5 e b = –1
f(x) = x; a = 1e b = 0
Toda função a do 1o grau também terá
domí-nio, imagem e contradomínio.
A função do 1o grau f(x) = 2x – 3 pode
ser re-presentada por y = 2x – 3. Para
acharmos o seu domínio e contradomínio,
devemos em primeiro estipular valores para x.
Gráfico de função do 1o grau Raiz
Toda função pode ser representada Características de um gráfico de uma
grafica-mente, e a função do 1 o grau é função do 1o Grau.
formada por uma reta. Essa reta pode ser Com a > 0 o gráfico será crescente.
crescente ou decrescente, dependendo do Com a < 0 o gráfico será decrescente.
sinal de a. O ângulo  formado com a reta e com o
Quando a > 0 Isso significa que a será eixo x será agudo (menor que 90°)
positivo. Por exemplo, dada a função: f(x) = 2x quando a > 0.
– 1 ou y = 2x
O ângulo  formado com reta e com o eixo
– 1, onde a = 2 e b = –1. Para construirmos
seu gráfico devemos atribuir valores reais para x será obtuso (maior que 90o) quando
x, para que possamos achar os valores a < 0.
correspondentes em y. Na construção de um gráfico de uma
Podemos observar que conforme o valor função do 1o grau basta indicar apenas
dois valores para x, pois o gráfico é
de x aumenta o valor de y também aumenta,
uma reta e uma reta é formada por, no
então dize-mos que quando a > 0 a função é mínimo, 2 pontos.
crescente. No eixo vertical colocamos os
valores de y e no eixo horizontal colocamos os
valores de x.
Atualmente, o valor de um computador novo é
R$ 3.000,00. Sabendo que seu valor
decresce linearmente com o tempo, de
modo que daqui a 8 anos seu valor será
zero, podemos afirmar que daqui a 3 anos
(contados a partir de hoje) o valor do
computador será:
0 R$ 1.875,00
1 R$ 1.800,00
2 R$ 1.825,00
3 R$ 1.850,00
4 R$ 1.900,00
O ponto (a, a + 1) pertence à reta x + y = 1 se:
Quando a < 0 a=0
b = 1,5
a = –1
a=1 a = –2

Matemática Página 74
Matemática
39
Considere as sentenças abaixo, relativas à 40
fun-ção y = f(x), definida no intervalo [-3;
11/2], e re-presentada, graficamente, na
figura.

Se x < 0, então f(x)


< 0 II. f(1) + f(3) =
f(4)
III. A imagem de f é o intervalo [–4, 3]
correto afirmar que
apenas III é verdadeira.
apenas I e lI são verdadeiras.
apenas I e Ill são verdadeiras.
apenas II e III são verdadeiras
todas as sentenças são verdadeiras.

Uma criança brinca com o seu pai de pergunta


e resposta. As regras são as seguintes:
quem acertar ganha 10 pontos e quem
errar perde 3 pontos. Qual a expressão
que representa os pontos p de x acertos e
y erros?
p = 3x – 10y
p = 3x + 10y
p = 10x – 3y
p = 10x + 3y
p = 13xy

Em uma loja no shopping na capital o plano de


vendas de eletrodomésticos é dada por –
100,00
5p , em que p representa o valor da
prestação do produto comprado em cinco
vezes, sabendo disso qual é o valor de
cada prestação na venda de um TV cujo
preço é de R$ 450,00?
0 R$ 70,00
1 R$ 100,00
2 R$ 50,00
3 R$ 80,00
4 R$ 110,00

Duas empresas A e B dispõem de ônibus com


60 lugares. Para uma excursão para
Toritama-PE, a empresa A cobra uma taxa
fixa de R$ 400,00 mais R$ 25,00 por
passageiro, enquanto a empresa B cobra
uma taxa fixa de R$ 250,00 mais R$ 29,00
por passageiro. O número míni-mo de
excursionistas para que o contrato com a
empresa A fique mais barato do que o
contrato da empresa B é:
37
41
38
FUNÇÃO DO 2 o GRAU

Toda função estabelecida pela lei de formação f(x)


= ax2 + bx + c, com a, b e c números reais e a ≠ 0, é
denominada Função do 2o Grau. Generalizando temos: f:
R → R tal que f(x) = ax2 + bx + c, com a ∈ R*, b ∈ R, c ∈
R.
As raízes de uma função do 2 o grau são
As funções do 2o Grau possuem diversas os pontos onde a parábola intercepta o eixo x.
apli-cações no cotidiano, principalmente em Dada a função f(x) = ax 2 + bx + c, se f(x) = 0,
situações relacionadas à Física envolvendo obtemos uma equação do 2o grau, ax2 + bx +
movimento uni-formemente variado, c = 0, dependendo do valor do discriminante
lançamento oblíquo e etc.; na Biologia, (delta), podemos ter as seguintes situações
estudando o processo de fotossíntese das gráficas:
plantas; na Administração e Contabilidade
> 0, a equação possui duas raízes reais
relacio-nando as funções custo, receita e
e di-ferentes. A parábola intercepta o eixo x em
lucro; e na Enge-nharia Civil presente nas
dois pontos distintos.
diversas construções. A representação
geométrica de uma função do 2o grau
dada por uma parábola, que de acordo com o
sinal do coeficiente a pode ter concavidade e
voltada para cima ou para baixo.

= 0, a equação possui apenas uma raiz


real. A parábola intercepta o eixo x em um
único ponto.

Matemática Página 75
Matemática
> 0, a equação não possui raízes reais. A < 0 – A equação do 2o grau não possui
pa-rábola não intercepta o eixo x. solu-ções reais, portanto, a função do 2 o grau
não inter-sectará o eixo das abscissas (x).

Gráfico da Função de 2° Grau


Uma função do 2o grau é definida pela
seguin-te lei de formação f(x) = ax2 + bx + c ou
y = ax2 + bx
c, onde a, b e c são números reais e a ≠ 0. x² 1
Sua representação no plano cartesiano é uma
parábola que, de acordo com o valor do
01. Considere f(x) = x2 e g(x) = x –1.
Determine
coeficiente a, possui
f(g(x)) para x = 4.
concavidade voltada para cima ou para baixo.
(A) 6
A função do 2o grau assume três (B) 8
possibilidades de resultados ou raízes, que (C) 2
são determinadas quando
(D) 1
fazemos f(x) ou y igual à zero, transformando
(E) 4
a fun-ção numa equação do 2o grau, que pode
vir a ser resolvida por Bháskara.
As duas soluções de uma equação do 2o Grau
1
Gráfico da função são 1 e 3.
Coeficiente a > 0, parábola com a Então a equação é:
concavidade voltada para cima. 3x2 – x –1
3x2 + x –1
Coeficiente a < 0, parábola com a 3x2 + 2x –1
concavidade voltada para baixo. 3x2 – 2x –1
> 0 – A equação do 2o grau possui duas 3x2 – x + 1
so-luções distintas, isto é, a função do 2 o grau
terá du-as raízes reais e distintas. A parábola 03. O gráfico a seguir é de um Trinômio do 2o
intersecta o eixo das abscissas (x) em dois Grau:
pontos.

= 0 – A equação do 2o grau possui uma


úni-ca solução, isto é, a função do 2 o grau terá
Assinale a alternativa que melhor
apenas uma raiz real. A parábola irá
intersectar o eixo das abscissas (x) em apenas representa o trinômio:
um ponto. y = –x2 + 2x + 5
y = –x2 + 2x + 2
y = –x2 + 2x + 6
y = –x2 + 3x + 2
y = –x2 + 2x + 3

Matemática Página 76
Matemática
O estudo ambiental de certa comunidade 07 – Determine as raízes das seguintes
sugere que o nível médio diário de equações do 2° grau
monóxido de carbo-no no ar será de c(p) = x² – 2x – 3 = 0.
0,4p + 1 partes por mi-lhão quando a x² + 8x + 16 = 0.
população é de p mil. Estima-se que daqui x² - 5x + 6 = 0
a t anos a população da comunidade seja x² - 8x + 12 = 0
p(t) = 8+ 0,2t2 mil. Determine em quanto x² + 2x - 8 = 0
tempo (em anos) o nível médio de x² - 5x + 8 = 0
monóxido de carbono nessa comunidade 2x² - 8x + 8 = 0
será de 4,52 ppm. x² - 4x - 5 = 0
1
2 08 – Determine as coordenadas dos
3 vértices:
4 f(x) = -4x² + 4x + 5
5 f(x) = 2x² - 3x – 2
x² - 10x + 25
Um projétil é lançado do alto da Barreira do f(x) = -2x² + 3x,
Cabo Branco e cai na praia, conforme
mostra a figura acima. Sabendo-se que 09 – Calcule o valor máximo ou mínimo da
sua trajetória é descrita por h = –d 2 + 200d função f(x) = - 3x2 + x + 2.
+ 404 onde h é sua altitude (em m) e d é
seu alcance horizontal (em m), a altura do
lançamento e a altitude máxima alcançada
são, respectivamente: 10 – O lucro mensal de uma empresa é dado
por L
- x2 + 30x - 5 , em que x é a quantidade
mensal vendida. Qual o lucro mensal máximo
possível?
a) R$
150,00
b) R$
180,00
c) R$
200,00
d) R$
(A) superior a 400m e superior a 10km 220,00
(B) superior a 400m e igual a 10km e) R$
(C) superior a 400m e inferior a 10km 230,00
(D) inferior a 400m e superior a 10km
(E) inferior a 400m e inferior a 10km - Os fisiologistas afirmam que, para um
1  indivíduo sadio em repouso, o número N de
06. Os pontos (0,0) e  , 0 estão no gráfico de batimentos cardí-acos por minuto varia em
2  função da temperatura ambiente t, em graus
uma função quadrática f. Sabendo que f(2) = 1. Celsius, segundo a função N(t) = 0,1t 2 - 4t + 90
Logo, o valor de f(1) é: . Com base nessas informações, calcule:
a) a temperatura em que o número de
1 batimentos cardíacos por minuto é mínimo.
(A) 10 b) O número mínimo de batimentos cardíacos
por minuto.
2 c) O número de batimentos cardíacos por
(B) 10 minuto de uma pessoa sadia que está
dormindo, quando a temperatura ambiente for
(C)
3 de 30ºC.
10
11 – Sabe-se que o custo C paraproduzir x
(D)
2 unidades de certo produto é dado por C = x² -
10 80x + 3000.
5 Nessas condições, calcule:
a quantidade de unidades produzidas para
(E) 10 que o custo seja mínimo;
o valor mínimo do custo.
PROGRESSÃO Entenderemos por progressão
geométrica – PG – como qualquer sequência
GEOMÉTRICA – PG 1. Definição de números reais ou complexos, onde cada
termo a partir do segundo, é

Matemática Página 77
Matemática
O primeiro membro é uma PG de
igual ao anterior, multiplicado por uma primeiro ter-mo x e razão1/2. Logo,
constante denominada razão. substituindo na fórmula, vem:
Exs: (1, 2, 4, 8, 16, 32, ...) PG de x
razão 2 (5, 5, 5, 5, 5, 5, 5, ...)  100
PG de razão 1 (100, 50, 11/2
25, ... ) PG de razão 1/2 Dessa equação encontramos como
(2, –6, 18, –54, 162, ...) PG de resposta x = 50
razão –3

2. Fórmula do termo geral


Seja a PG genérica: (a 1, a2, a3, a4, ...,
an, ...), onde a1 é o primeiro termo, e an é o n-
ésimo termo, ou seja, o termo de ordem n.
Sendo q a razão da PG, da definição podemos
escrever:
a2 = a 1 · q
a3 = a2 · q = ( a1 · q) . q =
a1 · q2 a4 = a3 · q = (a1 · q2)
· q = a 1 · q3
Infere-se (deduz-se) que: an = a1 · qn–1,
que é denominada fórmula do termo geral da
PG.
3. Propriedades principais
P1 – em toda PG, um termo é a média
geomé-trica dos termos imediatamente
anterior e posterior.
Exemplo: PG (A, B, C, D, E, F, G)
Temos então:
B2 = A · C; C2 = B · D; D2 = C · E; E2 = D
etc. P2 – O produto dos termos
equidistantes dos
extremos de uma PG é constante.
Exemplo: PG (A, B, C, D, E, F, G)
Temos então: A · G = B · F = C · E = D ·
D=
D2

4. Soma dos principais termos de uma PG


n
q 1
S a 
n 1

q 1
Soma dos termos de uma PG decrescente e
ilimitada
Considere uma PG ILIMITADA (infinitos
ter-mos) e decrescente. Nestas condições,
podemos considerar que no limite teremos a n =
0. Substituindo na fórmula anterior,
encontraremos:
a1
Sn 
1 q
Resolva a equação:
x + x/2 + x/4 + x/8 + x/16 + ... = 100
192

Se a soma dos três primeiros termos de uma O valor de x para que a sequência (x + 1, x, x
PG decrescente é 39 e o seu produto é +
729, en-tão sendo a, b e c os três seja uma PG é:
primeiros termos, qual o valor de a 2+ b2+ 0 1/2
c2? 1 2/3
615 2 –2/3
709 3 –1/2
781 4 3
819
981 Em uma PG o primeiro termo é 42, e o ter-
14 9
Os números que expressam os ângulos de um ceiro, 2 . O valor do décimo termo é:
quadrilátero, estão em progressão 2
geométrica de razão 2. Um desses 4
ângulos mede: 7
28º 2 2
32º 2 2
36º
48º 4 2
50º
A soma dos termos da PG (5, 50, ..., 500 000)
O sexto termo de uma PG, na qual dois meios é:
geométricos estão inseridos entre 3 e –24, 222.222
to-mados nessa ordem, é: 333.333
–48 444.444
–96 555.555
48 666.666
96

Matemática Página 78
Matemática
Ao interpolarmos 5 meios geométricos entre
1458 e 2, encontramos uma PG de razão:
1
 2
1
 3
1
 4
1
 5
1
 6

Matemática Página 79
Literatura
Quinhentismo Peças de teatro; Na festa de São
Lourenço; Na visitação de Santa
Isabel; Auto da pre-gação universal.
Primeiras Manifestações de
Literatura no Brasil
Padre Manoel da Nóbrega
Quinhentismo (século XVI)
Cartas do Brasil
Ao longo do século XVI foram produzidas Diálogo sobre a
na Colônia textos que visavam fornecer à conversão
Metrópole o perfil da descoberta, sendo o 1 o dos
deles a "Carta de Pero Vaz de Caminha a el- gentios.
rei D. Manuel". Eram relatórios, tratados,
histórias, diários ou discussões deproblemas
de catequização criados pelos por-tugueses
que aqui aportaram.
Barroco
Estas obras só podem ser consideradas
de va-lor documental. Constituem a primeira O Barroco brasileiro (século XVII e
visão da ter-ra, virgem e intocada pela
civilização. XVII)
Iniciou-se em
1601, com o
Aspectos Básicos poema épico
"Prosopopéia",
Meramente descritivos;
de Bento
Sem preocupações literárias; Teixeira, entra
Apenas valor histórico. em decadência
no séc. XVIII
terminando em
Autores e Obras: Pero Vaz de 1768 com a
Caminha publi-cação de
"Obras", de
Carta a el-rei D. Manuel Cláudio Manuel
da
Costa. Busca conciliar os extremos
Pero Magalhães Gândavo renascentistas e medievais: antropocentrismo
(o homem como centro do universo) e
História da Província de santa Cruz (vul- teocentrismo (Deus como centro de tudo).
garmente chamada Brasil)

Situação Histórica
Gabriel Soares de Souza
Dominação espanhola em Portugal (1580).
Tratado Descritivo do Brasil Transformações econômicas pela
atividade açucareira.
O Papel da Literatura de Catequese Invasões holandesas na região Nordeste.

literatura de catequese constitui-se em


tex-tos diferente entre si - cartas, informações, Características do Movimento
hinos, poemas, sermões, autos e uma Barroco
gramática, redigidos em português, espanhol e
tupi com a finalidade da educação religiosa e a Oposição ao racionalismo clássico:
conversão dos indígenas. fazia uso de formas menos racionais e
mais am-bíguas. Empregava figuras
de linguagem que indicassem
conflitos, como a antítese.
Autores e Obras
Dualidade (o homem dividido): via-se divi-
José de Anchieta (considerado o pai do dido entre o céu e a terra, um conflito
teatro no Brasil) entre valores tradicionalistas
defendidos pelos je-suítas e valores
Principal poema: De beata virgine dei progressistas, gerados pelo avanço do
Matre Maria. racionalismo burguês.
Diferentes linhas estruturais: Cultismo (forma): uso abusivo de figuras
de linguagem,estilo ornamental,
estrutura gra-matical complexa.

Literatura Página. 80
Literatura
Conceptismo (conteúdo): jogos de idéias, Situação Histórica
arte sinuosa da argumentação, conflitos
Revolução Francesa e Industrial.
(profano x divino, corpo x alma, homem x
Deus) A vinda da família real ao Brasil.
Fusionismo: tentativa de fundir numa uni- Elevação do Brasil a Reino unido.
dade ideias opostas. A Independência do Brasil.
A abdicação de D. Pedro I.

Autores e Obras
Características do Romantismo
Poesia Liberdade de criação e mistura de gêne-
ros - rompem-se os esquemas métricos
Gregório de Matos Guerra - passou para a e rítmicos da poesia. Adotam
história da literatura como poeta maldito. heróis grandiosos, geralmente
Coexistem em sua obra tendências bastante persona-
variadas: gens históricas.
Poesia lírico-amorosa: marcada pelo con- Criação como impulso/ruptura das regras
traste, a identificação entre os opostos. A -valoriza a impulsividade, não se cerceia
noção do pecado e muito forte e a a iniciativa de criação.
mulher é marcada ora como anjo, ora Subjetivismo e valorização do eu - a
como demônio. consciência individual passa a ser o
Poesia sacra: é ressaltado o senso do pe- princí-pio de qualquer conhecimento.
cado e revelado um terror em face da Primado o sentimento - supervaloriza-se o
morte e da fragilidade do homem. amor, a virgindade, o sentimento
nostálgico, a melancolia, a solidão.
Poesia satírica: valeu-lhe o apelido de "Boca
Ênfase ao primeiro amor - os que amam
do Inferno", o poeta dirigia-se enfrentam grandes obstáculos, mas
principalmen-te, à sociedade baiana: ganha sempre o primeiro amor.
seus governantes, corruptos, padres,
aproveitadores, etc. A Poesia Romântica - atrajetória temática
da poesia romântica apontou para
Oratória sacra ênfase social e para o lirismo subjetivo.

Padre Antônio Vieira - mais famoso orador


sacro, procurava convencer o público por meio Primeira gera- Temáticasindianista e amorosa
de um discurso veemente, marcado pelo uso de ção
figuras de linguagem. O nativismo indianista dos poemas de
Obra Gonçalves de Gonçalves Dias e a sua poesia lírica amo-
Magalhães Dias rosa abriram caminhos para os poetas
Sermões (15 volumes) posteriores.
Bento Teixeira - introduziu o estilo no Segunda gera-
país com Prosopopeia, publicado em Temáticas ultraromântica e byroniana
ção
1601, é imi-tação de Os Lusíadas, de
carrões. Foi a geração mal-do-século, que trans-
Álvares de Aze-
formou a realidade social e histórica em
vedo
fatalidade contra a qual não se poderia
Romantismo Casimiro de
Abreu
lutar.
Principais expoentes:
Fagundes Varela
Álvares de Azevedo e Casimiro de Abreu
Romantismo (século XIX) Terceira gera- Temáticas sociais (condoreirismo) e
ção poesia lirica erótica.
Geração marcada por uma poesia partici-
pante em torno da Abolição da Escravatu-
Castro Alves ra e das campanhas pela República. Te-
mas amorosos eróticos, de um lirismo
mais sensual.

A publicação de Suspiros poéticos e


saudades foi o marco do romantismo no Brasil.
Iniciada nos anos de 1830 firmou-se somente na
década seguin-te.
Literatura Página. 81
Literatura
Individualismo Burguês - tramas cada
Autores e Obras vez mais novelescas, sempre em
torno de gran-
Primeira Geração - Nacionalista
Gonçalves de Magalhães.
Suspiros poéticos e
saudades; A
Confederação dos
tamoios.

Gonçalves Dias - melhor poeta da 1á geração


Primeiros cantos; Segundos cantos; Sexti-
lhas de frei Antão; Últimos cantos

Segunda Geração - Mal -do-século,


Ultra-romântica ou byroniana. (Influência de
Byron e Mus-set)
Álvares de Azevedo (poeta da dúvida e da
morte)
Lira dos vinte anos; Noite na Taverna; Ma-
cário

Terceira Geração - Condoreira Castro Alves


O navio negreiro (poema); Espumas
flutuan-tes; Gonzaga; Os escravos

Romantismo: Prosa
O hábito da leitura se implantara no
Brasil gra-ças ao gosto pela leitura de folhetins
(histórias de ficção de enredos
complicadíssimos, publicadas em capítulos).

Características da ficção romântica


brasilei-ra
Histórias de amor - sentimento eleito
como principal objetivo da existência
humana.
Bem x mal: o herói e a heroína são belos,
corajosos, intrépidos, limpos. Os que
não amam são feios, mesquinhos,
grosseiros.
O gaúcho; O sertanejo; O tronco do Ipê.
des valores pessoais e conquistas Romances históricos: As minas de prata;
espanto-sas dos heróis porque refletia A guerra dos mascates; Alfarrábios.
o ideal bur-guês. Romances indianistas: o guarani;
Supervalorização do casamento/mito Iracema; Ubirajara.
do-primeiro amor - o romance
termina quando as personagens se
Bernardo de Guimarães
casam, pois o casamen-to é o fim
O seminarista; O garimpeiro; A escrava
último. Isau-ra.

Autores e Obras Manuel Antônio de Almeida


Joaquim Manuel de Macedo - inicia o Memórias de um sargento de milícias.
roman-ce romântico no Brasil.
A moreninha; Dois amores; O moço loiro;
Rosa; Romances da semana. Visconde de Taunay
José de Alencar - o maior ficcionista Inocência
românti-co nacional. Sua obra procura
abranger vários as-pectos da vida brasileira.
Simbolismo
Romances urbanos: Senhora; Lucíola;
Di-va; A pata da gazela.
Romances regionalistas: Simbolismo (Século XIX)
Literatura Página. 82
Literatura
Iniciou-se na última década do século
XIX e avançouo pelo início do século XX. O
misticismo, o sonho, a fé, a religião são
valores retomados numa tentativa de QUINHENTISMO
encontrar novos caminhos.
As primeiras manifestações literárias que se

Situação Histórica registram na Literatura Brasileira referem-se a:

República do café-com-leite a) Literatura informativa sobre o Brasil


Revolta de Canudos
(crônica) e literatura didática, catequética
Libertação dos escravos
Revolta da chibata (obra dos jesuítas). b) Romances e contos
Movimentos grevistas e anarquistas em dos primeiros colonizadores. c) Poesia épica
São Paulo
Advento da República e prosa de ficção.
Características do Simbolismo d) Obras de estilo clássico,
Entre a poesia e a música – abre-se o renascentista. e) Poemas românticos
ca-minho para a aproximação entre as
artes, como a literatura e a música, ou indianistas.
literatura e pintura. Existe uma grande
preocupação em associar o que diz á A literatura de informação corresponde às
maneira como se diz.
obras: a) barrocas;
Poesia sonora e sensorial – são freqüen-
tes as metáforas e as analogias b) arcádicas;
sensórias. A alusão aos órgãos dos
sentidos remete às correspondências c) de jesuítas, cronistas e
entre o mundo material e o mundo
não-material. viajantes; d) do Período
A trajetória do Simbolismo no Brasil Colonial em geral; e) n.d.a.
começou com a publicação de Missal e
Broquéis, ambos de Cruz e Sousa, em 1983. (UNISA) A “literatura jesuíta”, nos primórdios
Projetando-se no século XX, estendeu-se até de
1922, data da Semana de Arte Moderna de
São Paulo. nossa história:
Autores e Obras: tem grande valor informativo;

Cruz e Sousa marca nossa maturação clássica;

Missal; Broquéis; faróis; Evocações; visa à catequese do índio, à instrução do


Últimos sonetos.
colono e sua assistência religiosa e moral;

Alphonsus de Guimaraens está a serviço do poder real;

Kyriale; Sentenário das Dores de Nossa tem fortes doses nacionalistas.


Se-nhora; Dona mística; Pauvre lyre;
Pastoral aos crentes do amor e da (UNIV. FED. DE SANTA MARIA) Sobre a
morte; Mendigos. litera-tura produzida no primeiro século da vida
colonial brasileira, é correto afirmar que:
a) É formada principalmente de poemas
narrativos e
textos dramáticos que visavam à
catequese.
b) Inicia com Prosopopéia, de Bento Teixeira.
c) É constituída por documentos que informam
acer-ca da terra brasileira e pela literatura
jesuítica. d) Os textos que a constituem
apresentam evidente
preocupação artística e
pedagógica.
Descreve com fidelidade e sem idealizações a
terra e o homem, ao relatar as condições
encontra-das no Novo Mundo.

Literatura Página. 83
Literatura
05- Qual das afirmações não corresponde à 5-Sobre cultismo e conceptismo, os dois
Carta de Caminha? aspectos construtivos do Barroco, assinale
Observação do índio como um ser
a única alternati-va incorreta.
disposto à catequização.
Deslumbramento diante da exuberância da O cultismo opera através de analogias sensori-
natu-reza tropical. ais, valorizando a identificação dos seres
Mistura de ingenuidade e malícia na por metáforas. O conceptismo valoriza a
descrição dos índios e seus costumes. atitude in-telectual, a argumentação.
Composição sob forma de diário de bordo. O cultismo e conceptismo são partes construti-
Aproximações barrocas no tratamento vas do Barroco que não se excluem. É
literário e no lirismo das descrições. possível localizar no mesmo autor e até no
mesmo texto os dois elementos.
BARROCO O cultismo é perceptível no rebuscamento da
1-Com referência ao Barroco, todas as linguagem, pelo abuso no emprego de
alternativas são corretas, exceto: figuras semânticas, sintáticas e sonoras. O
conceptis-mo valoriza a atitude intelectual,
O Barroco estabelece contradições entre
o que se con-cretiza no discurso pelo
espírito e carne, alma e corpo, morte e vida.
emprego de sofismas, silogismos,
O homem centra suas preocupações em seu
paradoxos.
próprio ser, tendo em vista seu
O cultismo na Espanha, Portugal e Brasil é
aprimoramento, com base na cultura greco-
romana. tam-bém conhecido como Gongorismo e
seu mais ardente defensor, entre nós, foi o
O Barroco apresenta, como característica mar-
Pe. Antônio Vieira, que, no Sermão da
cante, o espírito de tensão, conflito entre
sexagésima, propõe a primazia da palavra
tendências opostas: de um lado, o
sobre a idéia.
teocentrismo medieval; de outro, o
Os métodos cultistas mais seguidos por
antropocentrismo renascentista.
nossos poetas foram os de Gôngora e
A arte barroca é vinculada à Contrarreforma.
Marini, e o con-ceptismo de Quevedo foi o
O barroco caracteriza-se pela sintaxe obscura,
que maiores influên-cias deixou em
uso de hipérbole e de metáforas.
Gregório de Matos.
2-No Brasil, o Barroco foi introduzido com o
ROMANTISMO
poeta:
Gregório de Matos Qual o marco inicial do Romantismo no
Jerônimo Baía Brasil?
Bento Teixeira Casa de Pensão
Bento Gonçalves Vidas Secas
Camões Suspiros Poéticos e Saudades
Canaã
3- O culto do contraste, pessimismo, Rua de Siri
acumulação de elementos, niilismo temático,
2. No poema:
tendência para a des-crição e preferência
pelos aspectos cruéis, doloro-sos, sangrentos “Minha terra tem palmeiras,
e repugnantes, são características do: Onde canta o sabiá:
Barroco
As aves que aqui gorjeiam
Realismo
Rococó Não gorjeiam como lá”
Naturalismo
Romantismo O poeta dos versos acima faz parte da poesia
sau-dosista do Romantismo brasileiro.
4- O bifrontismo do homem, santo e pecador; Estamos falando de:
o impulso pessoal prevalecendo sobre normas a) Gonçalves Dias b) Fagundes Varela
c) Castro Alves d) José Lins do Rego
ditadas por modelos; o culto do contraste; a e) José Américo
riqueza de por-menores – são traços
constantes da: Como ficou conhecido o poeta Álvares de
composição poética parnasiana Azeve-do?
poesia simbolista a) Poeta da Dúvida e da
produção poética arcádica de inspiração Morte b) Poeta dos
bucóli-ca Escravos
poesia barroca c) Determinista
poesia condoreirista
d) Glauceste Termindo
Saturno e) Sepílio

Literatura Página. 84
Literatura
O Simbolismo caracterizou-se por ser:
Assinale o ítem que contém somente Positivista, naturalista e cientificista
característi-cas românticas: Antipositivista, antinaturalista e anticientificista
a) Subjetivismo, bucolismo, Objetivista e materialista
sentimentalismo b) Subjetivismo, Uma retomada ao modelos greco-latinos
nacionalismo, pastoralismo Subjetivista e racionalista
c) Culto a natureza, nacionalismo, culto ao
contraste d) Conceptismo, liberdade de
formas, cultismo
e) Nacionalismo, culto a natureza, liberdade
de for-mas

O Romantismo passou por três fases:


Geração indianista, geração café com leite,
gera-ção nacionalista
Geração nacionalista, geração indianista,
geração ufanista
Geração indianista ou nacionalista, geração
byro-niana ou ultra romântica, geração
condoreira.
Geração byroniana, geração do condor,
geração romântica
Geração condoreira, geração indianista,
geração ufanista.

6) ficou conhecido como poeta dos escravos:


a) Álvares de Azevedo b) José de
Alencar
c) Casimiro de Abreu d) Fagundes
Varela
e) Castro Alves

A Geração Condoreira foi influenciada pelos


acontecimentos:
a) Vida boêmia,
noturna b) Fuga
da realidade
c) Abolição da escravatura/ Proclamação da
Repú-blica
d)
Introspecçã
o e) Mal do
século.

SIMBOLISMO
O Simbolismo teve início no Brasil com a
publica-ção de:
a) Profissão de fé – Olavo Bilac
b) Missal e Broquéis – Cruz e
Souza c) Violões que choram –
Cruz e Souza d) Helena –
Machado de Assis
e) Auto da pregação universal – Padre
Anchieta

Os simbolistas usavam a palavra como


símbolo, sugestão ou evocação em temas
como:
a) Mistérios da vida e da morte, religião,
misticismo b) Vida noturna
c) Pecado
d) Orgia e sexo
e) Religião, misticismo e problemas sociais
c) Cruz e Souza; Eugenio de Castro;
Os seguintes nomes foram destaques na Alphonsus de Guimarães
produ-ção simbolista brasileira: Camilo Pessanha; Alphonsus de Guimarães;
a) Alphonsus de Guimarães; Cruz e Augusto Gil
Souza b) Cruz e Souza; Antonio Antonio Nobre; Augusto Gil
Nobre

Literatura Página. 85
Artes
História da Arte Quem faz arte?
O homem criou objetos para satisfazer as suas
A História da Arte é uma disciplina que estuda necessidades práticas, como ferramentas para
a evolução das expressões artísticas, a ca-var a terra e os utensílios de cozinha. Outros
constituição e a variedade de formas, dos estilos, obje-tos são criados por serem interessantes ou
dos conceitos transmitidos através das obras de possuí-rem um caráter instrutivo. O homem cria
arte. a arte como meio de vida, para que o mundo
Costuma referir-se à história das artes visuais saiba o que pensa, para divulgar as suas
mais tradicionais, como a pintura, escultura e crenças (ou as de outros), para estimular e
arquite-tura. distrair a si mesmo e aos outros, para explorar
Se bem que as ideias sobre a definição de arte novas formas de olhar e in-terpretar objetos e
te-nham sofrido mudanças ao longo do tempo, o cenas.
campo da história da arte tenta categorizar as
mudanças na arte ao longo do tempo e Por que o mundo necessita de Arte?
compreender melhor a forma como a arte é
modelada pelas perspectivas e impul-sos criativos Porque fazemos arte e para que a usamos é
de seus praticantes. Embora muitos pen-sem na aquilo que chamamos de função da arte que
história da arte simplesmente como o estudo da pode ser feita para decorar o mundo, para
sua evolução ocidental, o assunto inclui toda arte, espelhar o nosso mundo (naturalista), para
dos megalito da Europa Ocidental às pinturas da ajudar no dia-a-dia (utilitária), para explicar e
di-nastia Tang, na China. descrever a história, para ser usada na cura de
doenças e para ajudar a ex-plorar o mundo.
Arte (Latim Ars, significando técnica e/ou
habi-lidade) geralmente é entendida como Como entendemos a Arte?
actividade hu-mana ligada a manifestações de
ordem estética, feita por artistas a partir de O que vemos quando admiramos uma arte
percepção, emoções e ideias, com o objetivo de depende da nossa experiência e
estimular essas instâncias de cons-ciência em um conhecimentos, da nossa disposição no
ou mais espectadores, dando um signi-ficado momento, imaginação e daquilo que o artista
único e diferente para cada obra de arte. pretendeu mostrar.
A definição de arte varia de acordo com a
época e a cultura. Pode ser separada ou não em O que é Estilo?
arte rupestre, como é entendida hoje na civilização
ociden-tal, do artesanato, da ciência, da religião e como o trabalho se mostra, depois do artista ter
da técnica no sentido tecnológico. Assim, entre os tomado suas decisões. Cada artista possui um
povos ditos primitivos, a arte, a religião e a ciência estilo único.
estavam juntas na figura do xamã, que era artista
(músico, ator, poeta, etc.), sacerdote e médico.
Originalmente, a arte poderia ser
entendida como o produto ou processo em que o HISTÓRIA DA ARTE
conhecimento
usado para realizar determinadas habilidades. Renascimento:
Este era o sentido que os gregos, na época
clássica (século V a.C.),entendiam a arte: não Renascimento, Renascença ou
existia a pala-vra arte no sentido que empregamos Renascentismo são termos usados para identificar
hoje, e sim "tekné", da qual originou-se a palavra o período da Histó-ria da Europa
"técnica" nas línguas neo-latinas. Para eles, havia aproximadamente entre fins do século XIII e
a arte, ou técnica, de se fazer esculturas, pinturas, meados do século XVII, mas os estudiosos não
sapatos ou navios. Neste sentido, é a acepção chegaram a um consenso sobre essa cronologia,
ainda hoje usada no termo artes marciais. ha-vendo variações consideráveis nas datas
No sentido moderno, também podemos conforme o autor. Seja como for, o período é
in-cluir o termo arte como a atividade artística marcado por trans-formações em muitas áreas da
ou o produto da atividade artística. vida humana, que as-sinalam o final da Idade
Tradicionalmente, o termo arte foi utilizado para Média e início da Idade Moderna. Apesar de
se referir a qualquer perícia ou maestria, um estas transformações serem bem evidentes na
conceito que terminou du-rante o período cultura, sociedade, economia, políti-ca e religião,
romântico, quando arte passou a ser visto como caracterizando a transição do feudalismo para o
"uma faculdade especial da mente humana para capitalismo e significando uma ruptura com as
ser classificada no meio da religião e da estruturas medievais.
ciência". A arte existe desde que há indícios do Chamou-se “renascimento” em virtude da
ser humano na Terra. redes-coberta e revalorização dos clássicos
(gre-gos/romanos), que nortearam as mudanças
desse
Artes Página 86
Artes
período em direção a um ideal humanista e vida, como o carro, por exemplo. Entre as
naturalis-ta. O termo foi registrado pela primeira correntes filosóficas destacam-
vez por Gior-gio Vasari, mas a noção de
Renascimento como hoje entendemos surgiu a
partir da publicação do livro de Jacob Burchardt.

Barroco

O tempo barroco denomina genericamente


todas as manifestações artísticas dos anos 1600 e
início dos anos 1700. Além da literatura, estende-
se à músi-ca, pintura, escultura e arquitetura da
época.
Mesmo considerando o Barroco o primeiro
estilo de época da literatura brasileira e Gregório
de Matos o primeiro poeta efetivamente brasileiro,
com senti-mento nativista manifesto, na realidade
ainda não se pode isolar a Colônia da Metrópole.
Ou, como afirma Alfredo Bosi: "No Brasil houve
ecos do
Barroco europeu durante os séculos XVII e
XVIII: Gregório de Matos, Botelho de Oliveira,
Frei Itapari-ca e as primeiras academias
repetiram motivos e formas do barroquismo
ibérico e italiano". Além disso, os dois principais
autores Pe. Antônio Vieira e Gregório de Matos
tiveram suas vidas divididas entre Portugal e
Brasil. Por essas razões, neste capítulo não
separaremos as manifestações barro-cas de
Portugal e do Brasil.
Em Portugal, o Barroco ou Seiscentismo
tem seu início em 1580 com a unificação da
Península Ibérica, o que acarretará um forte
domínio espanhol em todas as atividades, daí o
nome Escola Espa-nhola, também dado ao
Barroco lusitano.
O Seiscentismo se estenderá até 1756, com
a fundação da Arcádia Lusitana, já em pleno
governo do Marquês de Pombal, aberto aos
novos ares da ideologia liberal burguesa
iluminista, que caracteri-zará a segunda metade
do século XVIII.
No Brasil, o Barroco tem seu marco inicial
em 1601 com a publicação do poema épico
Prosopo-péia, de Bento Teixeira, que introduz
definitivamen-te o modelo da poesia camoniana
em nossa literatu-ra. Estende-se por todo o
século XVII e início do século XVIII.

Realismo:

O Realismo surge em meio ao fracasso da


Re-volução Francesa e de seus ideais de
Liberdade, Igualdade e Fraternidade. A
sociedade se dividia entre a classe operária e a
burguesia. Logo mais tarde, em 1848, os
comunistas Marx e Engels publi-cam o
Manifesto que faz apologias à classe operá-ria.
Uma realidade oposta ao que a sociedade
tinha vivido até aquele momento surgia com o
progresso tecnológico: o avanço da energia
elétrica, as novas máquinas que facilitavam a
se: o Positivismo, o Determinismo, o Os naturalista acreditavam que o indivíduo é
Evolucionismo e o Marxismo. mero produto da hereditariedade e seu
comportamento é fruto do meio em que vive e
Contudo, o pensamento filosófico que
sobra o qual age.
exerce mais influência no surgimento do
Realismo é o Positivismo, o qual o analisa a A perspectiva evolucionista de Darwin
realidade inspirava os naturalistas, esses acreditavam ser a
seleção natural que impulsionava a transformação
através das observações e das
das espécies.
constatações racionais.
Assim, predomina nesse tipo de romance
Dessa forma, a produção literária no Realismo
o instinto, o fisiológico e o natural, retratando a
surge com temas que norteiam os princípios do
agressi-vidade, a violência, o erotismo como
Positi-vismo. São características desse período: a
elementos que compõem a personalidade
reprodu-ção da realidade observada; objetividade
humana.
no compro-misso com a verdade (o autor é
Ao lado de Darwin, Hippolyte Taine e
imparcial), persona-gens baseadas em indivíduos
Auguste Comte influenciaram de modo definitivo a
comuns (não há ideali-zações da figura humana);
estética naturalista.
as condições sociais e culturais das personagens
são expostas; lei da casua-lidade (toda ação tem Os autores naturalistas criavam narradores
uma reação); linguagem de fácil entendimento; oniscien-tes, impassíveis para dar apoio à teoria
contemporaneidade (exposição do pre-sente) e a na qual acredi-tavam. Exploravam temas como
preocupação em mostrar personagens nos homossexualidade, o incesto, o desequilíbrio que
aspectos reais, até mesmo de miséria (não há leva à loucura, criando
ideali-zação da realidade).
personagens que eram dominados por seus
Naturalismo instin-tos e desejos, pois viam no
Naturalismo (não confundir com naturismo) é comportamento do ser humano traços de sua
uma escola literária conhecida pela radicalização natureza animal.
do Rea-lismo, baseando-se na observação fiel da No Brasil, a prosa naturalista foi
realidade e na experiência, mostrando que o influencia-da por Eça de Queirós com as obras
indivíduo é determi-nado pelo ambiente e pela “O crime do padre Amaro” e o “Primo Basílio”,
hereditariedade. A escola esboçou o que se pode publicadas na década de 1870. Aluísio de
declarar como os primeiros passos do pensamento Azevedo com a obra “O mulato”, publicada em
teórico evolucionista de Char-les Darwin. 1881, marcou o início do naturalismo brasileiro,
a obra “O cortiço”, também de sua autoria,
marcou essa tendência.

Artes Página 87
Artes
Em “O cortiço” a face completa do Naturalismo raios do sol. Uma mudança no ângulo destes raios
po-de ser vista, nessa obra o indivíduo é implica na alteração de cores e tons. É comum um
envolvido pelo meio, o cenário promíscuo e mesmo moti-vo ser retratado diversas vezes no
insalubre e retrata o cruzamento das raças, a mesmo local, po-
explosão da sexualidade, a violência e a
exploração.

10 Surrealismo
Surrealismo foi um movimento artístico e
literá-rio surgido primeiramente em Paris nos
anos 20, inserido no contexto das vanguardas
que viriam a definir o modernismo no período
entre as duas Grandes Guerras Mundiais.
Reúne artistas anteri-ormente ligados ao
Dadaísmo ganhando dimensão internacional.
Fortemente influenciadas pelas teori-as
psicanalistas de Sigmund Freud, o surrealismo
enfatiza o papel do inconsciente na atividade
artísti-ca. Um dos seus objetivos foi produzir
uma arte que, segundo o movimento, estava
sendo destruída pelo racionalismo. O poeta e
crítico André Breton é o principal líder e mentor
desde movimento.
A teoria freudiana tem um grande peso na
cons-tituição do ideário surrealista, que valoriza
acima de tudo o desempenho da esfera do
inconsciente no processo de criação. O
surrealismo procura expres-sar a ausência de
racionalidade humana e as mani-festações do
subconsciente. Além dos dadaístas, ele se
inspira também na arte metafísica de Giorgio de
Chirico.
Os surrealistas deslizam pelas águas
mágicas da irrealidade, desprezando a
realidade concreta e mergulhando na esfera da
absoluta liberdade de expressão, movida pela
energia que emana da psi-que.
O marco inicial da instituição deste movimento
é o lançamento do Manifesto do Surrealismo, em
outubro de 1924, por André Breton.
11 Impressionismo

O Impressionismo é um movimento
artítico surgido na França no século XIX que criou
uma nova visão conceitual da natureza utilizando
pinceladas soltas dando ênfase na luz e no
movimento. Geral-mente as telas eram pintadas ao
ar livre para que o pintor pudesse capturar melhor
as nuances da luz e
da natureza. A arte alegre e vibrante
dos impressionistas enche os olhos de
cor e
luz. A presença dos contrastes, da
natu-
reza, transparências luminosas, claridade das
cores, sugestão de felicidade e de vida
harmoniosa transpa-recem nas imagens criadas
pelos impressionis-tas.

Os impressionistas retratam em suas telas


os reflexos e efeitos que a luz do sol produz nas
cores da natureza. A fonte das cores estava nos
rém com as variações causadas pelas mudanças Cubismo é um movimento artístico que
nas horas do dia e nas estações ao longo do ano. sur-giu no século XX, nas artes plásticas, tendo
O Impressionismo mostra a graciosidade como principais fundadores Pablo Picasso e
das pinceladas, a intensidade das cores e a Georges Braques e tendo se expandido para a
sensibilidade do artista, que em conjunto literatura e poesia pela influencia de escritores
emocionam quem con-templa suas obras. como Guilherme Apollinaire, Jonh dos Passos e
Claude Monet (1840-1926) fez parte do movimento Vladimir Maiakovski. O quadro “Les demoiselles
impressionista na França, que teve início em 1874 d’Avignon”, de Picasso, 1907, é conhecido como
com a primeira exposição do grupo no ateliê do marco inicial do Cubismo. Nele ficam evidentes
fotó-grafo Maurice Nadar. A denominação as referências a máscaras africanas, que
Impressionismo foi dada a partir de uma inspiram a fase inicial do cubismo, juntamente
declaração pejorativa do críti-co de arte francês com a obra de Paul Cézamo.
Louis Leroy ao ver a tela de Monet Impression du O cubismo tratava as formas da
Soleil Levant (ver quadro indicado na "Galeria dos natureza por meio de figuras geométricas,
Grandes Mestres", abaixo). O grupo ficou representando todas as partes de um objeto no
conhecido por realizar uma pintura ao ar livre, em mesmo plano. A representação do mundo
frente ao motivo, numa nova concepção de passava a não ter nenhum compromisso com a
pintura, de celebração dos espaços do mundo e da aparência real.
luz. Adotando um princípio dinâmico por
excelência, o grupo também Futurismo
eliminou as referências mitológicas, religiosas
e O futurismo é um movimento artístico e
históricas para refletir a vida contemporânea e a literário surgido oficialmente em 20 de fevereiro
nova Paris, as impressões momentâneas e de 1909, com a publicação de Felippo Marinetti.
fugazes de seu cotidiano. Apresente um novo tipo de beleza baseado na
velocidade e elevação da violência. O novo é
Cubismo uma característica forte do movimento.

Artes Página 88
Português
ORTOGRAFIA EMPREGO DAS LETRAS
MAIÚSCULAS
Orto + grafia, do grego, quer dizer "correta escrita". A
ortografia de uma língua é o conjunto de regras
estabelecidas pela gramática normativa, que determina Emprega-se a letra inicial maiúscula:
a grafia correta das palavras, o uso de sinais gráficos Na grafia de nomes próprios (incluem-se os
que destacam vogais tônicas, abertas ou fechadas, apelidos, nomes sagrados, nomes ligados à
proces-sos fonológicos com a crase, os sinais de astronomia, cida-des, estados, etc.):
pontuação, etc. Zequinha, Jesus, Saturno, São Paulo, Bahia.

No início da frase:
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS
Chovia muito naquela noite.
FONE-MAS
O homem sempre se preocupa em representar Na grafia de títulos de livros, jornais, produções lite-
vi-sualmente os sons da fala. Para isso, utilizava-se rárias ou científicas:
de de-senhos e outros sinais. Com o passar do Os Lusíadas, Diário de S. Paulo
tempo, surgiu a escrita, e atualmente há outras
formas de fixar a língua falada como os discos, as Nos nomes de épocas históricas, festas religiosas:
fitas magnéticas e outros re-cursos eletrônicos. festa de São João

Nomes de pontos cardeais, quando designam regi-


ALFABETO ões:
o conjunto de 26 letras que tem por função Raimundo veio do Norte.
repre-sentar os fonemas na escrita. São elas: a, b,
c, d, e, f, g, h, i, j, I, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, x, z. Na grafia dos pronomes de tratamento:
Vossa Excelência, Vossa
Além dessas letras, empregamos o k, o w e o y Reverendíssima.
em abreviaturas, siglas, nomes próprios, estrangeiros e
seus derivados. Emprega-se ainda o ç, que representa
o fo-nema /s/ diante de a, o ou u em determinadas Obs: Os nomes dos meses e dias da semana são
palavras. es- critos com a letra minúscula.

NOTAÇÕES LÉXICAS ORIENTAÇÃO


São sinais gráficos que auxiliam na escrita. As ORTOGRÁFICA 1) Emprego da
prin-cipais notações léxicas são:
Acento agudo (') – indica o som aberto de vogais. letra h
O h não tem valor sonoro quando aparece no
Exemplo: bélico, sofá árvore.
início ou no fim das palavras.
A letra h é importante no caso dos dígrafos ch,
Acento circunflexo (^) – indica o som fechado de Ih, nh: chuva, batalha, galinha...
vogais.
Exemplos: Bêbado, você crisântemo.
2) Emprego das letras k, w, e y
Acento grave (`) – indica a fusão de dois as. Essas letras são empregadas:
Exemplo: Vou a praia. Vou à praia. Em abreviaturas e símbolos:
Kr – Criptônio
Entreguei o recibo a aquele
Kg –
gerente. Entreguei o recibo
quilograma
àquele gerente.
WC –
sanitário
Til (~) – indica a nasalização de vogais.
Y – uma das incógnitas da matemática
Exemplos: romã ímã anões.
Em palavras estrangeira
Office-
Apóstrofo (`) – indica a supressão de uma letra.
boy
Exemplo: frango d'água, galinha d'angola. Karao

Hífen (–) liga palavras compostas: guarda-chuva; Show
– liga pronomes a verbos: amo-te Em nomes próprios estrangeiros
– indica a participação da palavra no fim da
linha Lorde
Byron
Oscar
Wilde

Português – Página 89
Português
3) Emprego das letras e e i Exceção1: enchova (regionalismo de anchova, que
Grafam-se com e: ori-gina-se do genovês anciua);
As palavras com o prefixo ante- (que indica an- Exceção2: Palavras formadas por prefixação de en +
terioridade): antebraço, antemão, ra-
anteontem. dical com ch: enchente, encher e derivados = prefixo
As palavras: arrepio, cafeeiro, destilar, empeci- en
lho, irrequieto, periquito, disenteria, seringa, radical de cheio; encharcar = en + radical de charco;
etc. enchiqueirar = en + radical de chiqueiro; enchapelar =
en
radical de chapéu; enchumaçar = en + radical de
Grafam-se com i:
chu-maço.
As palavras com o prefixo anti- (que indica ação
contrária): Em palavras com origem Tupi. As mais co-
anti-herói, anti-higiênico, antialcoólico. nhecidas são: Araxá - lugar alto onde
primeiro se avista o sol, abacaxi - de yá, ou
As palavras: eletricista, lampião, privilégio, réstia, ywa (fruta), e katy (que recende, cheira);
feminino, digladiar, aborígine, displicência, etc. Capixaba - roça, ro-çado, terra limpa para
plantação. Caxumba, Pa-taxó - tribo.
Emprego das letras o e u. Queixada - “o que corta”. Xará - de xe rera,
Grafam-se com o as palavras: "meu nome". Xavante - tribo. Xingu -
água boa, água limpa, na língua Kamayurá.
comprimento (extensão), tossir, botequim, abo- Exceção: Chapecó – Cidade de SC. Derivação do
lir, soar (produzir som), goela, costume, etc. tupi Xapecó (de donde se avista o caminho da roça).
Grafam-se com u as palavras:
cumbuca, jabuticaba, entupir, urtiga, Em palavras com origem árabe. As mais co-
cumpri-mento (saudação), suar ( transpirar), nhecidas são: almoxarife, almoxarifado,
etc. elixir, enxaqueca, xarope, xeque, xadrez,
oxalá, xe-
Emprego das letras g e j que-mate.
Grafam-se com g as palavras: Exceções: Alcachofra (Alkharshof - fruto do cardo
manso), chafariz.
terminadas em -agem, -igem, -ugem:
selvagem, origem, ferrugem. Com exceção Em palavras com origem africana. As mais co-
de pajem, lambujem e lajem nhecidas são: afoxé, axé, borocoxô, fuxico,
derivadas de outras que já tenham g: exu,
massagista (de massagem), rabugento (de maxixe, orixá, xodó.
rabu-gem), etc. Exceções: cachimbo, cachaça, cochilo, cochilar,
chili-que.
Emprega-se ch:
Grafam-se com j as palavras: Em palavras com origem francesa. As mais
de origem tupi: jenipapo, Moji, pajé, etc. conhecidas são: Avalanche (Avalónche), cachê
derivadas de outras que já tenham j: granjeiro (Cachet), cachecol (Cacher), chalé (Chalet), chassi
(de granja), jeitoso (de jeito), etc. (Chânssis), Champanhe (Champagne), Champignon
(Champignon), Chantilly (Chantilly), Chance
(Chance), Chapéu (Chapeau), Chan-tagem
Emprego das letras x e ch (Chantage), Charme (Charme), Chefe (Chef), Chi-
Emprega-se a letra x: que (Chic), Chofer (Chauffeur), Creche (Crèche),
Man-chete (Manchette).
Após ditongo: ameixa, caixa, peixe Exceções:
recauchutar (do francês recaoutchouter), guache (do
francês gouache), caucho (espécie de ár-vore. Tem Emprego das letras c, ç, s, ss, sc, xc
origem na palavra cauchu "lágrimas da ár-vore", é Nos vocábulos de origem árabe, tupi e africana,
de um idioma indígena, mas está em nossa orto- usam-se c e ç: açaí, araçá, Ceci, miçanga,
grafia oficial) pa-çoca, etc.
Em palavras iniciadas por ME: mexerica, Mé-
Depois de ditongo, grafam-se c e ç: beiço,
xico, mexilhão, mexer.
coice, foice, refeição, etc.
Exceção: mecha (de cabelos), que tem sua origem
no fracês mèche. Não confundir com a forma verbal Nos substantivos e adjetivos derivados de ver-
"mexa" do verbo mexer, que deve ser grafada com bos terminados em -der, -dir, -tir e -mir,
x. usa-se ss, ou s depois de n e r:
Em palavras iniciadas por EN: enxada, en- ceder  cessão, regredir  regressão,
xerto, enxurrada admitir  admissão, reprimir  repressão.
Por razões etimológicas, usam-se sc e xc entre
vogais: ascender, crescer, excelência,
exceto, etc.
Português – Página 90
Português
Emprego da letra z SÍLABA
Grafam-se com a letra z: as palavras que derivam o som ou grupo de sons que se emite em cada
abstratos derivados em que já existe z: raiz  impulso de voz, apoiando-se na vogal. Exemplos: a-
enrai-zar, rapaz  rapazola, razão  razoável, mi-go, car-ro, mé-di-co.
etc.
Quanto ao número de sílabas, os vocábulos
Os sufixos -ez, -eza, formadores de substantivos classi-ficam-se em:
abs-tratos derivados de adjetivos: realeza (de
Monossílabos: possuem uma sílaba: pé, mão,
real), hospi-talizar (de hospital), globalização (de
dó.
global), mentali-zação (de mental), etc.
Dissílabo: possuem duas sílabas: ca-sa, vi-da,
ga-to.
Trissílabo: possuem três silabas: ár-vo-re, es-
ca-da, já-ne-la
Polissílabo: possuem quatro ou mais sílabas:
Assinale a alternativa incorreta:
an-ti-ga-men-te, mar-ga-ri-da, gra-má-ti-ca.
A ortografia é um conjunto de regras estabeleci-
das pela gramática normativa.
Usamos o alfabeto e as notações léxicas para
re-gistrar a língua falada. SÍLABA TÔNICA
Nosso alfabeto é formado por 26 letras, Observe a palavra batata: ba – ta – ta
incluindo k, w e y.
O ç representa o fonema /s/ e é empregado di- A segunda silaba é pronunciada com maior
ante de a, o, u. intensi-dade que as outras.
Ela é a sílaba tônica, e as outras são átonas.
Assinale a alternativa em que a letra maiúscula foi
mal empregada: Quanto à posição da sílaba tônica, as palavras
Melissa e Samantha confirmaram a presença na clas-sificam-se em:
nossa festa. Oxítonas: a sílaba tônica é a última sílaba da pa-
A igreja fará uma grande festa para comemorar lavra. Exemplo: valor, sensação...
o dia de São José.
O Ódio não leva a nada. Paroxítonas: a sílaba tônica é a penúltima sí-
Na terça-feira, irei ao baile de Carnaval. laba da palavra. Exemplos: agora,
sensível...
Assinale a alternativa que contem uma palavra mal Proparoxítonas: a sílaba tônica é a antepenúl-
grafada:
tima sílaba da palavra. Exemplos: vocábulo,
Antemão, privilégio, pajem poé-tica...
Ferrugem, irrequieto, açaí
Granjeiro, anti-herói, crescer CLASSIFICAÇÃO DOS
Seringa, lambujem, paçoca MONOSSÍLABOS
Assinale a alternativa correspondente à grafia Os vocábulos monossílabos podem ser:
correta dos vocábulos: mi....anga, regre....ão, Átonos: são aqueles que não possuem acentua-
grande....a, e....eto. ção própria, são pronunciados com pouca intensidade.
ss; s; z; ss São eles: o, a, os, as, um, uns (artigos), a, de, com, em,
ç; ss; z; xc por, sem, sob (preposições), e, ou, que, se
ç; s; s; ss (conjunções), me, te, se, o, a, os, as, lhe, nos, vos
s; s; ss; ç (pronomes).

Assinale a alternativa correspondente à grafia Tônicos: são aqueles que possuem


correta dos vocábulos: cateque....e; bati....ar; acentuação própria, são pronunciados com bastante
discu....ão; e....pontâneo. intensidade. São eles: eu, tu nós, vós (pronomes),
z, s, ç, s não, sim, tão (ad-vérbios), é, quis, vou, ser, sou
s, s, ss, x (verbos), só, má, fé, céu, sol, lar, mar (substantivos e
s, z, ss, s adjetivos).
z, z, ss, z
Grafam-se com s todas as palavras da alternativa:
CLASSIFICAÇÃO DOS FONEMAS
asilo, através, rigides
usina, singelesa, basar (FONÉ-TICA)
nobresa, certesa, dose Há três tipos de fonemas:
brasão, decisão, gasolina
Vogais: são sons produzidos por uma corrente
de ar que passa livremente pela boca. As vogais
podem ser:
Português – Página 91
Português
orais: quando a corrente de ar sai apenas Consonantais: ch (chinelo), Ih (telha), nh
pela boca. São elas: a, e, i, o, u. (ninho),
Exemplos: fita, pote, tudo. (carro), ss (pássaro), sc (pinscina), sç (desça), xc
(ex-cesso), gu (guerra), qu (queijo).
nasais: quando a corrente de ar sai pela
boca e também pelas fossas nasais. Vocálicos: am (campo), an (anta), em (tempo),
São elas: ã, 1, õ, que podem ser en (vento), im (limpo), in (pincel), om (bomba), on
representadas na escrita por ã, na, em, (ponta), um (algum), un (mundo).
in, on, un.
Semivogais: é o nome que se dá aos fonemas DIVISÃO SILÁBICA
i e u, quando, junto de uma vogal, formam com ela
uma só sílaba. A divisão silábica na língua escrita é feita por
meio de hífen obedecendo sempre à pronúncia das
sílabas das palavras.
Exemplos: re-ló-gio vou Separam-se: as vogais dos hiatos: pi-a, sa-ú-
  de
Semivogal vogal vogal semivogal as consoantes dos dígrafos rr, ss, sc, xc: ses-
são, des-ci-da
Consoantes: são os fonemas produzidos gra- as vogais idênticas: vô-o, crê-em.
ças aos obstáculos que impedem a livre passagem
do ar. São elas: b, c, d, f, g, h, j, I, m, n, p, q, r, s, t, Os encontros consonantais em sílabas
v, x, diferentes:
op-tar, impreg-na-das

ENCONTROS VOCÁLICOS,
ENCONTROS CONSONANTAIS E
DÍGRAFOS Assinale a alternativa incorreta quando à classifica-
ção:
ENCONTROS VOCÁLICOS Dia (monossílaba)
Há três tipos de encontros vocálicos: Outro (dissílaba)
Faringe (trissílaba)
Ditongo: é o encontro de uma vogal e uma semi vo- Tangerina (polissílaba)
gal, ou vice-versa, em uma mesma sílaba. Assinale a alternativa que contém, respectivamente
uma palavra oxítona, uma proparoxítona e uma
Exemplos: farmácia, trégua, herói. Classificam-se Z pa-roxítona:
em: Mau, rubi, vôo
Ali, garoa, árvore
Crescente: semivogal + vogal: régua, série, etc. Látex, ali, Iguaçu
Decrescente: vogal + semivogal: degrau. Beijo, Amor, médico, oceano
etc. Na palavra "caatinga", temos
Ditongo crescente
Tritongo: é o encontro vocálico constituído por uma Ditongo decrescente
vogal precedida e seguida de semivogal. Tritongo
Exemplos: quais, Uruguai, enxaguou, etc. Hiato
ACENTUAÇÃO
Hiato: é a sequencia de duas vogais pronunciadas
em sílabas diferentes. Exemplos: Sa-a-ra, ju-iz, ba- Crítica — substantivo
ú. Critica — forma verbal

ENCONTROS CONSONANTAIS Dentro da língua portuguesa é a pronúncia que


per-mite ao leitor identificar o significado das
a junção de duas ou mais consoantes em uma palavras acima, porque ora denotamos entonação
mesma palavra. Pode dar-se: maior para uma sílaba, ora para outra.
na mesma sílaba: dra-gão; li-vro; blo-co, etc. Essa sílaba pronunciada com uma entonação
em sílabas diferentes: ab-so-lu-to; a-vul-so; maior recebe o nome de sílaba tônica: cô-mo-do,
ritmo, etc. quen-te.
A presença da sílaba tônica na língua
DÍGRAFOS portuguesa cria os seguintes grupos:
a reunião de duas letras para a transcrição de
PRO PAR OXÍTONA
um único fonema. Há dois tipos:
ANTE PEN ÚLTIMA
Português – Página 92
Português
Já os monossílabos são palavras que QUANTO À CLASSIFICAÇÃO DOS ENCONTROS
apresentam apenas uma sílaba. Eles podem ser VO-CÁLICOS
tônicos ou átonos.
Os monossílabos tônicos apresentam acento pró- Acentuamos as vogais “I” e “U” dos hiatos,
prio, portanto, pronunciado com intensidade (gás, faz). quando formarem sílabas sozinhas ou com “S”.
Já os monossílabos átonos não se destacam e estão li- Ex. Ju-í-zo, Lu-ís, ca-fe-í-na, ra-í-zes, sa-í-da, e-go-
gados às palavras mais próximas (o homem, de ís-ta.
madeira)
IMPORTANTE: Por que não acentuamos “ba-i-nha”,
“fei-u-ra”, “ru-im”, “ca-ir”, “Ra-ul”, se todos são “i” e
REGRAS DE ACENTUAÇÃO “u” tôni-cas, portanto hiatos? Porque o “i” tônico de
QUANTO À POSIÇÃO DA SÍLABA TÔNICA “bainha” vem seguido de NH. O “u” e o “i” tônicos de
Acentuam-se as oxítonas terminadas em “A”, “E”, “ruim”, “cair” e “Raul” formam sílabas com “m”, “r” e
“O”, "ÊM", "ÉM", "ÊNS", seguidas ou não de “S”, “l” respectivamente. Essas consoantes já soam forte
inclu- por natureza, tornando naturalmente a sílaba
sive as formas verbais quando seguidas de “LO(s)” “tônica”, sem precisar de acento que reforce isso.
ou “LA(s)”. Também recebem acento as oxí-tonas
terminadas em ditongos abertos, como “ÉI”, “ÉU”, 5. Trema:
“ÓI”, seguidos ou não de “S”.
Não se usa mais o trema em palavras da língua
Exemplos: chá, mês, nós, gás, sapé, cipó, avós, portu-guesa. Ele só vai permanecer em nomes
Pará, compôs, pontapés, só, vatapá, recuperá-lo, próprios e seus derivados, de origem estrangeira,
conhecê-los, pô-los, guardá-la, compô-los, fé. como Bündchen, Mül-ler, mülleriano (neste caso, o
“ü” lê-se “i”)
Resumindo: Só não acentuamos oxítonas
terminadas em “I” ou “U”, a não ser que seja um 6. Acento Diferencial
caso de hiato. Por exemplo: as palavras “baú”, “aí”, O acento diferencial permanece nas palavras:
“Esaú” e “atraí-lo” são acentuadas porque as vogais pôde (passado), pode
“i” e “u” estão tônicas nes-tas palavras. (presente)
pôr (verbo), por (preposição)
Acentuamos as palavras paroxítonas quando Nas formas verbais, cuja finalidade é determinar se
termina-das em: a 3ª pessoa do verbo está no singular ou plural:

L – afável, fácil, cônsul, desejável, ágil, incrível. SINGULAR PLURAL


N – pólen, abdômen, sêmen, abdômen. Ele tem Eles têm
R – câncer, caráter, néctar, repórter. Ele vem Eles vêm
X- – tórax, látex, ônix, fênix.
Essa regra se aplica a todos os verbos derivados de
PS – fórceps, Quéops, bíceps. “ter” e “vir”, como: conter, manter, intervir, deter,
sobrevir, re-ter, etc.
Ã(S) – ímã, órfãs, ímãs, Bálcãs.
ÃO(S) – órgão, bênção, sótão, órfão.
I(S) – júri, táxi, lápis, grátis, oásis, miosótis.
Assinale o item em que todas as palavras são acen-
ON(S) – náilon, próton, elétrons, cânon. tuadas pela mesma regra de: também, incrível e
UM(S) – álbum, fórum, médium, álbuns. ca-ráter.
Alguém, inverossímil, tórax
US – ânus, bônus, vírus, Vênus. Hífen, ninguém, possível
Têm, anéis, éter
Também acentuamos as paroxítonas terminadas em Há, impossível, crítico
di-tongos crescentes (semivogal+vogal): Névoa, Pólen, magnólias, nós
infância, tênue, calvície, série, polícia, residência,
férias, lírio. Assinale a alternativa em que pelo menos um vocá-
bulo não seja acentuado:
Todas as proparoxítonas são acentuadas. Ex. Por, orfão, taxi, balaustre
Mé-xico, música, mágico, lâmpada, pálido, pálido, Itens, parabens, alguem, tambem
sândalo, crisântemo, público, pároco, proparoxítona. Tactil, amargo, cortex, roi
Papeis, onix, bau, âmbar
Hifen, cipos, contem, pe
Português – Página 93
Português
Assinale a opção em que as palavras, quanto à Todas as palavras devem ser acentuadas na
acen-tuação gráfica, estejam agrupadas pelo alterna-tiva:
mesmo mo-tivo gramatical. pudico, pegada, rubrica
Problemáticos, fácil, álcool gratuito, avaro, policromo
Já, até, só abdomen, itens, harem
Também, último, análises compo-la, leem, Tamandua, armazem
Porém, detêm, experiências apos, climax, sape, saude
País, atribuíram, cocaína

"A luz de seu magnífico _____-de-sol ________ pa- EMPREGO DOS SINAIS
rece uma cidade _______________ . DE PONTUAÇÃO
Por, Itaguaí, tranquila
Por, Itaguai, tranqila
Por, Itaguaí, tranqüila 1) VÍRGULA (,)
Pôr, Itaguaí, tranqüila 0 usada para marcar uma pausa de pequena
Pôr, Itaguaí, tranquila dura-ção. Usa-se a vírgula para:
Marque o item em que o vocábulo deve receber Separar o nome do lugar nas datas:
acento gráfico: São Paulo, 20 de março de
Historia 2004.
Ciume Isolar vocativo:
Hifens
Querida,
Numero
cheguei.
Ate
Separar termos de uma enumeração:
São acentuadas graficamente pela mesma razão as Laranja, morango, manga, abacaxi e
palavras da opção: mamão são frutas gostosas.
Há — até — atrás
História — ágeis — você Isolar aposto: Você conhece Recife, a capital de
Está — até —você Pernambuco?
Ordinário — apólogo — insuportável Isolar expressões explicativas ou retificações:
Mágoa — ícone — número Alfredo queria, ou melhor, nós todos
queríamos vencer.
Assinale a série cuja acentuação gráfica se justifique
da mesma forma que em: baiúca — ônus — apóio. A VÍRGULA ENTRE AS
Viúvo, ônibus, pastéis
ORAÇÕES Usa-se a vírgula
Vírus, hífen, jibóia
Centopéia, Garibáldi, caí para separar:
Egoísmo, Quéops, escarcéu Orações coordenadas assindéticas:
Lápis, vôlei, girassóis Rodrigo chegou, sentou-se no sofá e
começou a contar seus sonhos.
Das alternativas abaixo, aquela em que as demais
não se acentua com base na mesma regra da Orações coordenadas sindéticas, exceto
pala-vra entre aspas é: aquelas introduzidas por e:
"holandês" — anunciá-lo / paletós Você trabalhou, logo merece o dinheiro.
"desejável" — açúcar / hífen
"público" — súbito / álcool Orações subordinadas adverbiais:
"matéria" — glória / herói Quando puder, estarei lá.
“daí” – viúva / sanduíche Orações subordinadas explicativas;
Ele, que era feio e fraco, tornou-se alto, belo
Em que série nem todas as palavras se acentuam
e forte.
pelo mesmo motivo:
juízo, aí, saíste, saúde
poética, árabes, lírica, metáfora NÃO SE USA VÍRGULA ENTRE:
glória, apóia, série, inócuo Sujeito e predicado:
réptil, fêmur, contábeis, ímã Os rapazes chegaram mais cedo.
assembléia, dói, papéis, céu
Verbo e seus complementos:
Todos nós queremos uma solução para a
crise do país.
Português – Página 94
Portuguê
s
2) PONTO (.)
Indica uma pausa prolongada, usada ao final de
frase declarativa ou imperativas. 20. Indique a frase correta:
A professora é um amor. (A) Nós, isto é, Geraldo e eu, resolveremos o pro-
blema
(B) Nós, isto é Geraldo e eu, resolveremos o pro-
3) PONTO DE INTERROGAÇÃO (?) blema
Indica uma pergunta direta. (C) Nós, isto é, Geraldo e eu resolveremos o pro-
Qual é o seu nome? blema
(D) Nós isto é, Geraldo e eu resolveremos o pro-
4) PONTO DE EXCLAMAÇÃO (!) blema
Indica alegria, dor, surpresa. É usado em frases ex- 21. Observe a oração:
clamativas, imperativas ou após interjeições. "Oh, Madalena, o meu peito percebeu que o mar é
Que calor! uma gota.”(Ivan Lins)
Assinale a alternativa correta quanto ao uso da vír-
5) PARÊNTESES ( ) gula:
Intercala no texto uma indicação acessória. (A) Separar o sujeito e o predicado
(B) Separar uma expressão explicativa
Irmã Luísa era muito piedosa (que Deus a tenha!), (C) Separar o aposto
mas muito fofoqueira. (D) Separar o vocativo

6) TRAVESSÃO (—) 22. Assinale a alternativa que preencha as lacunas da


frase abaixo:
Geralmente introduz a fala dos interlocutores nos Marisa pensativa retrucou ... ... Não sei se devo ...
diálogos. meu amor ... confiar tanto em você ...
— Onde você mora? (A) Dois-pontos, vírgula, vírgula, ponto e vírgula,
ponto
— Moro em Tatuapé. (B) Dois-pontos, travessão, vírgula, vírgula, ponto
(C) Travessão, aspas, vírgula, vírgula, ponto
7) DOIS-PONTOS (:) (D) Aspas, dois-pontos, ponto-e-vírgula, vírgula,
ponto
Introduz enumeração explicativa e indica citação ou
fala de personagem:
Preciso comprar: lápis, caneta, borracha e régua. MORFOLOGIA
Ele disse: – Não entendo. Morfologia (do grego morphê = forma + logia = es-
8) PONTO-E-VÍRGULA (;) tudo) é a parte da gramática que estuda três aspectos; a
função, a forma e a estrutura para depois classificar as
Separa itens de uma enumeração, separa as ora- palavras. Veja o exemplo:
ções de um período e separa os diferentes itens de uma
lei. guarda-chuva

"não, respondi; nem quero entender-te; tu és ab-  quanto à função: substantivo



quanto à forma: gênero masculino,
surda, tu és uma fábula." 
(Machado de Assis) singular quanto à estrutura: palavra composta
9) RETICÊNCIAS (...) CLASSE DE PALAVRAS
Geralmente indica a interrupção do pensamento,
porque esquecemos ou hesitamos em revelar o assunto. As palavras da língua portuguesa distribuem-
O que ele disse não faz sentido... É por isso que se em dez grupos chamados de classes gramaticais, que
temo... se subdividem em:

10) ASPAS (" ")  Variáveis – são palavras que se flexionam:


substantivos, artigo, adjetivo, numeral, pronome
Destaca palavras estrangeiras, gírias; indica a fala e verbo.
da personagem, realça o título da obra e indica que o que  Invariáveis – são as palavras que não se flexio-
está escrito não é de nossa autoria. nam: advérbio, preposição, conjunção e interjei-
ção.
Você vai ao "show" dos Titãs?
Português – Página 95
Português
SUBSTANTIVO Fauna: de animais próprios de uma região
Flora: de vegetais próprios de uma região
Substantivo é a palavra que dá nome aos Manada: de animais de grande porte
seres, indicando pessoas, lugares, sentimentos,
Matilha: de cães
estados, quali-dades, ações.
Réstia: de alho ou cebola
Exemplos: Sebastião, Rio Grande do Norte, Vara: de porcos
paixão, amor, alegria, bondade, saída, etc.
Outros grupos
CLASSIFICAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS Acervo: de obras de arte
Comum: é aquele que indica um nome comum Arsenal: de armas, munições
a todos os seres da mesma espécie: Atlas: de mapas
cachorro, nariz, boca, criança... Cordilheira: de montanhas
Próprio: é aquele que particulariza um ser de Enxoval: de roupas
determinada espécie: Ana, Matheus, Esquadra: de navios de guerra
Argentina, Paraíba... Frota: de navios de guerra
Concreto: é aquele que indica seres reais ou Molho: de chaves
imagi-nários, cuja existência é própria, Pinacoteca: de quadros
independente de outros: fada, mar, Deus, Vocabulário: de palavras
mulher...
Abstrato: é aquele que indica seres dependen- FLEXÃO DO SUBSTANTIVO
tes de outros seres: amor, ódio, solidão, tris-
teza... Os substantivos podem ser flexionados em
Primitivo: é aquele que dá origem a novos se- gênero, número e grau.
res: terra, pedra, mar, barba...
Derivado: é aquele que se forma de outras pa-
lavras: terreno, pedreiro, maremoto, 1) GENÊRO DO SUBSTANTIVO
barreira...
Simples: é aquele formado de uma só palavra: Os substantivos apresentam dois gêneros:
guarda, roupa, pé, couve... mascu-lino e feminino.
Composto: é aquele formado de duas ou mais Masculino: os nomes que são antecedidos pelo
palavras: guarda-noturno, guarda-roupa, pé- artigo o: o homem, o mar
de-moleque, couve-flor... Feminino: os nomes que são antecedidos pelo
Coletivo: indica um conjunto de seres da mesma artigo a: a mulher, a mesa
espécie, embora estando no singular:
arquipé-lago (muitas ilhas), cardume (muitos
peixes), constelação (muitas estrelas), FLEXÃO DO GÊNERO DO
biblio-teca (muitos livros)... SUBSTANTIVO
Substantivo biformes: são aqueles que
RELAÇÃO DE ALGUNS COLETIVOS apresen-tam duas formas para a indicação do
Grupo de pessoas gênero.
Assembleia: de pessoas reunidas, de menino menina
parlamen-tares
Banda: de músicos O feminino pode ser formado:
Caravana: de viajantes, peregrinos Pela troca da determinação o por a:
Clero: de religiosos pato — pata
Comitiva: de acompanhantes garoto — garota
Elenco: de autores de uma peça, filme, etc.
Júri: de jurados Pela troca da terminação e por a:
Multidão: de pessoas em geral parente — parenta
Pelotão: de soldados presidente — presidenta
Prole: de filhos Pelo acréscimo de a aos substantivos termina-
Grupos de animais ou vegetais dos em ês, I e z:
Alcateia: de lobos freguês —
Bando: de aves freguesa oficial
Cáfila: de camelos — oficiala juiz
Enxame: de abelhas, insetos —juíza
Pela mudança do ão final em ã, oa, ona:
irmão — irmã
Português – Página 96
Português
Sobrecomum: são substantivos de um só gê-
chorão — chorona nero, que indicam homem e mulher,
leão — leoa identifica-dos apenas pelo contexto.
Por meio de esa, essa e isa aos substantivos o indivíduo — a testemunha
in-dicadores de ocupações especiais e de
títulos: cônsul — consulesa
visconde —
viscondessa poeta —
poetisa
Por palavras diferentes
bode — cabra
boi —vaca burro
— besta cão —
cadela cavaleiro
— amazona
cavalheiro —
dama frade —
freira

frei — sóror, sóror,


sor veado —
cerva zangão —
abelha
Por formações irregulares:
ateu — ateia
ator — atriz avô — avó
czar — czarina dom —
dona embaixador —
embaixatriz guri —
guria

herói — heroína
judeu —judia
maestro —
maestrina marajá
— marani réu —

Substantivos Uniformes: São aqueles que


pos-suem uma só forma para indicar o masculino e
o femi-nino. Classificam-se em:
Epicenos: são os nomes de animais e de
plan-tas que possuem um só gênero que
se distin-gue mediante a utilização das
palavras macho e fêmea.
a cobra macho — a cobra fêmea
o crocodilo macho — o crocodilo fêmea

Comuns de dois gêneros: são substantivos


que possuem uma só forma par ao
masculino e o feminino diferenciados pelos
artigos que se antepõem (o, a)
o estudante — a
estudante o cliente — a
cliente
a caixa
Particulares (objeto) o
caixa
Alguns substantivos costumam causar dúvidas:
(pessoa)
Substantivos masculinos:
a grama (relva)
o apêndice o formicida o grama (unidade de peso)
a clã o gengibre
o decalque o grama (peso) a rádio (estação)
o dó o guaraná o rádio (o aparelho)
o eclipse o sósia
o eczema o telefonema Os seguintes substantivos possuem mais de
um fe-minino
Substantivos femininos:
aldeão aldeã, aldeoa
a alface a dinamite deus deusa, deia
a apendicite a entorse hóspede hóspeda, hóspede
a cal a sentinela ladrão ladra, ladrona, ladroa
a aguardente a derme parente parenta, parente
a couve a matinê
a cataplasma a omoplata
a comichão a comichão
NÚMERO DO SUBSTANTIVO
Substantivos que podem ter significados O substantivo apresenta dois números:
diferen-tes dependendo do gênero:
Singular: que indica apenas um ser: pássaro,
a cabeça (parte do flor, carro
corpo) o cabeça (o
chefe) Plural: que indica mais de um ser: pássaros, flo-
res, carros.
a capital (cidade
principal) o capital FORMAÇÃO DO PLURAL
(dinheiro, bens)
PLURAL DOS SUBSTANTIVOS SIMPLES
Como regra geral, acrescenta-se s ao singular:
Português – Página 97
Português
Substantivos terminados em vogal ou Barril —
ditongo oral: barris Funil
gato — — funis
gatos
relógio — Paroxítonos: troca-se o iI por eis:
relógios Projétil —
projéteis Fóssil
Substantivos terminados em n: — fósseis
hífen — hifens Substantivos terminados em m: troca-se o m por
pólen — polens ns:
abdômen — Item — itens
abdomens Álbum —
álbuns
Substantivos terminados em ã, ãe:
irmã —
irmãs
mãe —
mães

Nomes de letras
o
s

a
s
os
e
m
es
os
err
es

Nomes de números
os três cincos
os quatros noves

Há também algumas regras especiais:


Substantivos terminados em r, z: acrescenta-
se es.
colher —
colheres paz
— pazes

Substantivos terminados em al, el, ol, ul:


troca-se o I por is:
varal —
varais
túnel —
túneis
anzol —
anzóis
azul —
azuis

Obs.: Com exceção de mal — males; cônsul —


cônsu-les; mel — meles (méis)

Substantivos terminados em
il: Oxítonos: troca-se o
il por is.
Substantivos terminados em s:
Monossílabos e Alguns substantivos terminado em ão
oxítonos: acrescenta-se es: apresentam mais de um plural:
Às — ases Aldeão — aldeãos, aldeões, aldeães
Freguês — fregueses Ancião — anciãos, anciões, anciães
Corrimão — corrimãos, corrimões
Não oxítonos: ficam invariáveis: Guardião — guardiões, guardiães
O lápis Vilão — vilãos, vilões, vilães
— os
lápis O O plural dos substantivos no grau diminutivo
vírus — é feito pluralizando os dois elementos, suprimindo
os vírus o s interme-diário.

Substantivos terminados em x: ficam


Veja os exemplos:
invariáveis: coração + zinho  corações + zinhos
O clímax — coraçõezinhos
os clímax O
tórax — os pastel + zinho - pasteis + zinhos
tórax pasteizinhos

PLURAL DOS SUBSTANTIVOS


Substantivos terminados COMPOSTOS
em ão: Em ãos: Substantivos compostos não separados por
cidadão — cidadãos hí-fen: acrescenta-se s:
Em ães: alemão — alemães passatempo —
Em ões: balão — balões passatempos pontapé
— pontapés
Substantivos terminados em r sofrem Substantivos formados por verbo, palavra
desloca-mento de acento tônico no invari-ável + substantivo, adjetivo: o
plural: segundo elemento vai para o plural:
Caráter — beija-flor — beija-flores (verbo +
caracteres substantivo) alto-falante — auto-falantes
Júnior — (advérbio + adjetivo) contra-ataque —
juniores contra-ataques (preposição + substantivo)

Português – Página 98
Português
Gato (tamanho normal)
Substantivos unidos por preposição: só o pri- Gatão (tamanho aumentado)
meiro elemento vai para o plural: pé-de- Gatinho (tamanho diminuído)
moleque — pés-de-moleque mula-sem-
cabeça — mulas-sem-cabeça

Substantivos + substantivo determinante especi-


fico: o primeiro elemento vai para o plural:
banana-maçã — bananas-
maçã peixe-boi — peixes-
boi

Substantivo + adjetivo ou advérbio + substantivo:


os dois elementos vão para o plural:
amor-perfeito — amores-
perfeitos cabra-cega — cabras-
cegas

Verbo + palavra invariável: ficam invariáveis:


o ganha-pouco — os ganha-
pouco o cola-tudo — os cola-
tudo

Verbos de sentido oposto: ficam invariáveis:


o entra-e-sai — os entra-
e-sai o vai-e-volta — os
vai-e-volta

Observações:
A palavra guarda (substantivo) faz o plural normal-
mente:
Guarda-noturno — guardas-
noturnos Guarda-civil —
guardas-civis

A palavra guarda (verbo) fica invariável:


Guarda-sol — guarda-
sóis Guarda-pó —
guarda-pós

Alguns substantivos compostos admitem mais de


um plural:
Padre-nosso — padres-nosso, padre-nossos
Salvo-conduto — salvos-condutos, salvo
condutos

Os substantivos compostos com os prefixos grão, grã


e bel fazem o plural somente no último elemento:
Grão-prior — grão-
piores Grã-cruz — grã-
cruzes Bel-prazer —
bel-prazeres

GRAU DO SUBSTANTIVO

O grau é a forma em que o substantivo


demonstra as variações de tamanho do ser. Os
graus do substantivo são dois: aumentativo e
diminutivo.
GRAU AUMENTATIVO grau diminutivo refere-se a um ser diminutivo
do seu tamanho normal. Pode ser:
grau aumentativo refere-se a um ser de Analítico: quando se emprega um adjetivo que
tamanho considerado acima do normal. Pode ser: indique diminuição:
Analítico: quando se emprega um adjetivo que Cachorro pequeno Nariz minúsculo
indique aumento: Sintético: quando o substantivo recebe sufixo
Cachorro grande Nariz imenso que indiquem diminuição
Sintético: quando o substantivo recebe sufixos Carro — carrinho Barco — barquinho
que indiquem aumento:
Carro — carrão Barca — Alguns diminutivos:
barcaça Forma normal Diminutivo
Animal Animalejo, animalinho
Alguns aumentativos Árvore Arbusto, arvoreta
Forma normal Aumentativo Caixa Caixeta, caixola, caixote
Corpo Corpete, corpúsculo
Amigo Amigaço, amigalhaço, Dente Dentículo
amigão Fita Fitilho
Bala Balaço, balázio Globo Glóbulo
Cabeça Cabeção, cabeçorra Gota Gotícula
Cão Canzarrão, canaz Homem Homúnculo
Dente Dentão, dentilhão Língua Lingueta
Fogo Fogacho, fogaréu
Homem Homenzarrão
Mão Manzorra, mãozorra, Observações:
manopla
Rapaz Rapagão Os aumentativos e os diminutivos podem ser
Voz Vozeirão, vozeiro usados para expressar ironia, desprezo,
tornando-se pejora-tivos:
GRAU DIMINUTIVO Ele é um padreco. Que narigão!

Português – Página 99
Português
As formas sintéticas também podem expressar Os substantivos elenco, mar e Deus são:
cari-nho, ternura, tornando-se afetivos:
Coletivo, derivado, comum
Mãezinha, você chegou! Simples, derivado, comum
Meu amorzinho, gosto muito de você! Abstrato, concreto, simples
Coletivo, comum, concreto
b) Alguns aumentativos e aumentativos sintéticos
ad-quiriram novo significado, perdendo o sentido Assinale a alternativa incorreta quanto ao gênero do
de au- substantivo:
mento ou diminuição.
A oficial entregará o documento em três dias.
Colchão Papelão Folhinha
O cabeça do bando foi preso na semana pas-
sada.
c) Às vezes, o grau é expresso por meio de
O rádio precisa ser consertado.
prefixos:
A personagem principal do conto é o Sr. Juarez.
Microônibus Superdotado
Hipermercado
PRONOME

Pronome é a palavra variável que substitui ou


acompanha o substantivo, relacionando-o à pessoa
Assinale a alternativa que possui o substantivo abs- do discurso.
trato, próprio e derivado, respectivamente:
Os pronomes podem ser:
Angústia, país, barbeiro
Jornal, Pedro, padeiro Substantivos: são aqueles que tomam o lugar
Saudade, Brasil, caixinha do substantivo.
Banana, público, padre Ele comprou uma casa na praia.

Os substantivos indivíduo, crocodilo e gerente são: Adjetivos: são aqueles que acompanham o
Comum de dois gêneros, sobrecomum, epiceno substantivo.
Sobrecomum, comum de dois gêneros, epiceno Meu carro precisa de manutenção.
Sobrecomum, epiceno, comum de dois gêneros
Epiceno, comum de dois gêneros, sobrecomum
CLASSIFICAÇÃO DOS PRONOMES
Assinale o substantivo que possui apenas uma
forma no plural: Há seis tipos de pronomes. Vejamos:
Ancião
Corrimão
Vilão 1) PRONOME PESSOAIS
Cidadão
São aqueles que substituem o substantivo,
indi-cando as pessoas do discurso.
Aponte a alternativa em que o plural esteja correta-
mente flexionado. PRONOMES PESSOAIS
Amorzinhos — beijas-flores, mulas-sem-cabeça Número Oblíquos
Retos
Salários-família, altos-falante, pontapés Átonos Tônicos
Os vai-e-volta, guarda-roupas, padres-nossos
1a pessoa Eu me mim, comigo
Contras-ataques, pé-de-moleques, pombos-cor-
Singular

2a pessoa Tu te ti, contigo


reio se, lhe, si, consigo
3a pessoa ele, ela
o, a ele, ela
Aponte a alternativa em que o aumentativo e o dimi-
nutivo adquiram um novo significado: nós,
Caraça, amigaço, febrícula, jornaleco 1 pessoa
a
nós nós conosco
Criançona, magricela, cartaz, muralha nos vós
2a pessoa vós
Plural

Dentículo, caixeta, fogaréu, vozeirão 3a pessoa eles, elas se, lhes, convosco
Cartão, folhinha, lingüeta, colchão os, as si, consigo,
eles, elas
Aponte a alternativa incorreta quanto ao feminino:
Veado  cerva
Frei  freira
Dom  dona
Carneiro  ovelha
Português – Página 100
Português
Particularidades Vossa Mages-
V.M. VV.MM. Reis, Imperadores
Os pronomes pessoais retos têm valor de tade
sujeito: Eles viajarão amanhã Vossa Meretís-
Usado por extenso Juízes de Direito
sima
Os pronomes pessoais oblíquos têm o valor de
complemento (objeto direto e objeto indireto): Vossa Reveren-
ma mas
díssima V. Rev. V.Rev. Sacerdotes
Dei-lhe o recado. (lhe = objeto direto)
Altas autoridades
Os pronomes oblíquos átonos são usados junto (É bastante fre-
a as
da forma verbal: V. Senhoria V.S. V.S. quente também
na correspondên-
A mãe esperava-o ansiosa.
cia comercial)
Os pronomes oblíquos tônicos, são usados com Vossa Santi-
preposição V.S. – Papa
dade
A mãe ansiosa esperava por mim.
Formas pronominais
Os pronomes o, a, os, as adquirem as seguintes 2) PRONOMES POSSESSIVOS
formas: São aqueles que indicam posse de algo, estabele-
-lo, la, los, Ias, quando associados a verbos cendo uma relação entre o possuidor e a coisa
terminados em r, s, ou z: possuída.
Fazer + o = fazê-lo Eu já dei minha contribuição às crianças
Encontramos + a = carentes.
encontramo-la Fiz + o = fi-lo  
possuidor coisa possuída
-no, na. nos, nas, quando associados a verbos
terminados em som nasal:
Pagaram + o = pagaram- PRONOME POSSESSIVO
no Repõe + a = repõe-na
Indica coisa Singular Plural
que per-
Masculino Feminino Masculino Feminino
Pronomes pessoais de tratamento tence à:
1a pessoa meu minha meus minhas
Os pronomes pessoais de tratamento são (eu, nós) nosso nossa nossos nossas
aqueles que indicam um trato cortês ou informal;
2a pessoa teu tua teus tuas
sempre concor-dam com o verbo na 3a pessoa: (tu, vós) vosso vossa vossos vossas
Vossa Alteza precisa descansar. 3a pessoa seu (dele) sua (dela) seus (deles) suas (delas)
a (ele, eles) seu (dele) sua (dela) seus (deles) suas (delas)
Quando se referir à 3 pessoa, o pronome de
trata-mento é precedido de sua.
Sua Alteza retornará em breve 3) PRONOMES DEMONSTRATIVOS
São aqueles que indicam a posição de um ser no
PRONOMES DE TRATAMENTO
espaço ou no tempo em relação às pessoas do discurso.
Abreviatura Este lápis é meu.
Pronome Emprego
Singular Plural 
Posição no espaço (próximo da pessoa que fala)
a s as Tratamento res- Aquele ano foi difícil para todos.
Senhor/Sehora Sr./Sr. Sr. /Sr. peitoso em geral

Tratamento fami- Posição no tempo (passado distante)
Você V. –
liar
Príncipes, prince- PRONOME DEMONSTRATIVO
Vossa Alteza V.A. VV.AA.
sas, duques
Posição Singular Plural
Vossa Eminên- quanto à: Invariável
a as Masc. Fem. Masc. Fem.
cia V. Em. V. Em. Altas autoridades
a
1 pes-
Vossa Magnifi- a as Reitores de Uni-
V. Mag. V.Mag. soa
cência versidades este esta estes estas isto
a–a
que fala

Português – Página 101


Português
a
2 pes-
Quem espera, sempre alcança.
soa
a – com esse essa esses essas isso
quem se
fala
a
3 pes-
soa
a – de aquele aquela aqueles aquelas aquilo
quem se
fala

Particularidades:
Este, esta, isto são usados quando se encontram
perto da primeira pessoa, o falante. Sempre
que pego esta foto, lembro-me de você.

Esse, essa, isso são usados quando se


encontram perto da segunda pessoa, o
ouvinte. Esse caderno que está na sua
carteira é meu.

Aquele, aquela, aquilo são usados quando as


coisas ou seres estão longe do falante ou
do ouvinte.
Aquele rapaz junto à porta é muito
orgulhoso.

Podem ter função de pronomes


demonstrativos:
Mesmo, mesma, mesmos, mesmas:
Estas são as mesmas histórias que ele
sempre conta.
Próprio, própria, próprios, próprias: A
própria mãe entregou o filho à polícia.

Semelhante, semelhantes:
Não faça semelhante
coisa.
Tal, tais:
Nunca ouvi falar em tal pessoa.

O, a, os, as:
Equivalem a isto, aquilo, aquele, aquela,
aque-les, aquelas.
Os que permanecerem no pátio serão
adverti-dos. (aqueles que = os)

PRONOMES INDEFINIDOS
São aqueles que se referem à 3ª pessoa do
dis-curso dando uma ideia vaga, imprecisa.
Alguém bateu à porta.
Há vários alunos na sala de aula.
Português – Página 102
PRONOMES INDEFINIDOS Veja algumas locuções pronominais
indefinidas:
Variáveis Invariáveis
algum, alguma, alguns, algumas alguém cada qual / cada um / quem quer que seja
nenhum, nenhuma, nenhumas ninguém / seja quem for / qualquer um / tal e qual /
todo aquele que, etc...
todo, toda, todos, todas tudo
outro, outra, outros, outras outrem (outra pessoa)
5) PRONOMES INTERROGATIVOS
muito, muita, muitos, muitas nada
pouco, pouca, poucos, poucas cada São aqueles usados na formulação de perguntas
a
certo, certa, certos, certas algo di-retas ou indiretas, referindo-se à 3 pessoa do
vário, vária, vários, várias quem
discurso.
Qual é o seu nome?
tanto, tanta, tantos, tantas mais
quanto, quanta, quantos, quantas menos Não sei qual é o seu nome.
qualquer, quaisquer demais
PRONOMES INTERROGATIVOS
que qual e quais
Obs.: A palavra um também pode ser um pronome
inde-finido geralmente vindo acompanhado quem quanto, quantos, quanta, quantas
do pronome indefinido outro.
Um gosta de política, outro de música.
6) PRONOMES RELATIVOS
Locuções pronominais indefinidas São aqueles que representam nomes já
São duas ou mais palavras que equivalem a menciona-dos com os quais se relacionam.
um pronome indefinido. A casa onde moro é alugada.
Qualquer um pode fazer isso. A blusa que comprei é de seda.

Português – Página 102


Português
PRONOMES RELATIVOS
Variáveis Invariáveis
o qual, a qual, os quais, as quais quem
cujo, cuja, cujos, cujas quem
quanto, quanta, quantos, quantas onde

Obs.: O pronome cujo não concorda com a palavra que


antecede, mas com a consequente:
Este é o sofá cujo estofado está rasgado.

"Aquele homem não possuía, nenhum documento,


mas trazia consigo uma bíblia". As palavras desta-
cadas são, respectivamente, pronomes:
demonstrativo, possessivo, pessoal oblíquo
demonstrativo, indefinido, possessivo
demonstrativo, possessivo, pessoal reto
demonstrativo, indefinido, pessoal oblíquo

"Achei o que procurava." A palavra destacada é um


pronome:
oblíquo pessoal
demonstrativo
pessoal reto
possessivo

Assinale a alternativa em que não aparece um pro-


nome relativo.
Temos que esperar o médico chegar.
A rua a que me referir é aquela.
O teste que fiz é bem difícil.
A estrada por que passei não tem acostamento.

Das alternativas abaixo, apenas uma preenche de modo


correto as lacunas das frases:
Entreguei-.......... minha carta de demissão.
Quem .......... convidou:
Se quiseres, iremos .............
Não há nada entre ........... e ela.
lhe, lhes, contigo, eu
o, os, consigo, mim
lhe, os, consigo, eu
lhe, os, contigo, mim

Português – Página 103


Espanhol

ESPAÑOL Variam em gênero (masculino ou feminino),


número (singular e plural) e grau (aumentativo e
ARTÍCULOS diminutivo). Es-tas características devem
concordar sempre com as do artigo.
Em espanhol há dois tipos de artigos:
Determinados CLASIFICACIÓN DE LOS SUSTANTIVOS
Indeterminados

Los sustantivos pueden clasificarse en:


ARTÍCULOS DETERMINADOS > Servem para
Sustantivos Masculinos y Femeninos;
referir-se a algo já conhecido ou identificado.
Sempre precede o substantivo. Sustantivos Singulares y Plurales
Sustantivos Propios y Comunes;
EL (masculino singular) LOS (masculino Sustantivos Abstractos y Concretos;
plural) Sustantivos Individuales y Colectivos;
Sustantivos Contables e Incontables;
LA (feminino singular) LAS (feminino plural)
Sustantivos Primitivos y Derivados;
Sustantivos Compuestos.
Diante de substantivos femininos, no singular, que
co-meçam por A- ou Há- tônica (acentuada), deve-
se usar o artigo masculino, para evitar cacofonia
entre as pala-vras.
Ejemplos:
EL aula es bonita.
LAS aulas son bonitas.
EL águila de ciudad de México.
LAS águilas de ciudad de México.
EL hada buena.
LAS hadas buenas.

SE LIGA:

LA amiga de Lucía (La A- de esta palabra NO es


tónica)

ARTÍCULOS INDETERMINADOS > Servem para


refe-rir-se a algo que pertence a um grupo mais
amplo, algo não conhecido e não identificado.

UN (masculino-singular) UNOS (masculino-


plural)

UNA (femenino-singular) UNAS (femenino-


plural)

Ejemplos:
UN chico nuevo.
UNA amiga de Carmen.
Unos libros de Historia.
UNAS aulas grandes.

SE LIGA:

UN Aula --- UNAS aulas

SUSTANTIVOS
O substantivo é a palavra variável que usamos
para dar nomes aos objetos, às pessoas, aos
países, etc.
Espanhol – Pág. 104
Espanhol

Excepción: Nacionalidad

Ejemplos:
El inglés - los ingleses
El francés - los franceses
El holandés - los holandeses
El portugués - los portugueses
El japonés - los japoneses

Algunos sustantivos que sólo permiten la forma


NÚMERO DE LOS SUSTANTIVOS singu-lar.
Ejemplos:
Singular > um só elemento. El este La tez
El oeste El caos
Plural > mais de um elemento. El norte La salud
El sur La sed
La grima El fénix

Espanhol – Pág. 105


Espanhol
Algunos sustantivos que sólo admiten la forma La formación del sustantivo femenino está inco-
plu-ral. rrecta en:
Ejemplos: alemán – alemanan
Las nupcias Las vacaciones francés – francesa
Las tenazas Los víveres niño – niña
Las facciones Los honorarios profesor – profesora
señor – señora
GÉNERO DE LOS SUSTANTIVOS
La formación del sustantivo plural está incorrecta
Masculino en:
Femenino abuelo – abuelos
jardín – jardines
Normalmente, é a terminação da palavra que lápiz – lapizes
indica a qual gênero pertence. padre – padres
pared – paredes
Los nombres de ríos, lagos, océanos, cordilleras y
montañas son masculinos. El Atlántico, El Índico. Relaciona la primera columna con la segunda:
grafía diferente
1) Linda b) determinado por ar-
>A maioria dos substantivos com as características 2) Caballero tículo
descritas na tabela abaixo pertencem ao gênero 3) La cantante c) cambio “o” por “a”
mas-culino.
4) Ballena hembra d) utilizan las formas
“macho” y “hembra”

Señala el sustantivo concreto:


Alegría
Helado
Melancolía
Nostalgia
Paciencia

Haz una cruz en el sustantivo que no es colec-


tivo:
Ejército
Cardumen
Esqueleto
Constelación
Isla

Marca el sustantivo que es primitivo:


(A) Caballería
(B) Marino
(C) Mesón
(D) Moneda
(E) Papelero

Señala el sustantivo que no es compuesto:


EJERCICIOS (A) Abrelatas
(B) Bocacalle
Marca la opción donde el plural está incorrecto: (C) Candidato
Hay que cuidar a los ancianos y a los niños. (D) Mediodía
Hoy, las playas están lindas. (E) Paraguas
Las bicis más bellas son verdes.
Los cochez están viejoz.
Marina tiene unos gatitos.

Espanhol – Pág. 106


Espanhol

ADJETIVOS 09. Em qual das frases há um adjetivo feminino?


Los chicos son simpáticos.
O adjetivo é a palavra que funciona como El hombre es bueno.
modifi-cador direto do substantivo, qualificando-o. Mi amigo es muy estudioso.
Concorda sempre com o substantivo que Las profesoras son trabajadoras.
acompanha, sofrendo, assim, variação de gênero, El padre está feliz.
número e grau.
Variação de gênero: La camisa amarilla. 10. Em qual das frases há um adjetivo masculino?

(A camisa amarela.) José es un hombre bondadoso.


La estudiante es menor que su hermano.
Variação de número: Los alumnos estudiosos. María es linda.
Yo estoy contenta.
(Os alunos estudiosos.) Nosotras somos guapas.

Variação de grau: Victor es más fuerte que Javier. NÚMERO DO ADJETIVO

(Victor é mais forte que Javier.) Os adjetivos formam o plural da mesma forma que
os substantivos.
CLASSIFICAÇÃO DOS ADJETIVOS
Ejemplos:
Primitivos Derivados Manzana roja. Manzanas rojas.
bueno (bom) bondadoso (bondoso) Casa bonita. Casas bonitas.
Prueba fácil. Pruebas fáciles.
Maestra linda. Maestras lindas.
Simple Compuesto
fuerte (forte) multicolor (multicor) SE LIGA!
Simples é a forma plural referente a simple
Patrios o Gentilicios
(singular).
canadiense (canadense), chino (chinês), brasileño.
Una idea simple (Uma ideia simples)
Unas ideas simples (Umas ideias simples)
GÊNERO DOS ADJETIVOS

Os adjetivos masculinos terminados em o ou e


11. Marca a opção em que o adjetivo está no
mu-dam a terminação para a na formação do
feminino. plural.
Feo (feio) fea (feia) La camisa es azul.
Grandote (grandalhão) grandota (grandalhona) El cielo está nublado.
Los sombreros son amarillos.
Exquisito (delicioso) exquisita (deliciosa) Ella es amable.
Comí una tarta muy rica.

Nos adjetivos masculinos terminados em an, in, 12. Marca a opção em que o adjetivo está no
on, or e nos gentílicos terminados em consoante, singular.
acrescenta-se -a na formação do feminino. La prueba fue simple.
soñador (sonhador) - soñadora (sonhadora) Las casas son iguales.
Los médicos están descansados.
inglés (inglês) - inglesa (inglesa)
Los juguetes son bonitos.
Las actividades son sencillas.
Os adjetivos invariáveis mantêm a mesma forma
quando acompanham substantivos masculinos ou APÓCOPE
femininos.
Un hombre feliz. (Um homem feliz.) Chama-se apócope, a supressão da letra ou da
Una mujer feliz. (Uma mulher feliz.) sílaba final em alguns adjetivos.
Os adjetivos alguno, bueno, malo, ninguno,
Un hermano menor ( Um irmão menor) primero, postrero, tercero e uno perdem a letra o
Una hermana menor (Uma irmã menor) final quando precedem um substantivo masculino
singular:
Espanhol – Pág. 107
Espanhol

Algún chico (algum menino) GRADO DE LOS ADJETIVOS


Buen hombre (bom homem) O adjetivo pode aparecer em três graus: positivo,
Mal tiempo (mau tempo) com-parativo e superlativo.
Ningún libro (nenhum livro) Grau Positivo: é o grau normal do adjetivo;
Primer lugar (primeiro lugar) quando este não expressa mais do que o próprio
sentido.
Postrer día (último dia) Los cuentos de Julio Cortázar son
Tercer piso (terceiro andar) buenos. (Os contos de Julio Cortázar
são bons.)
Un profesor (um professor)
Grau Comparativo: permite estabelecer relação
de igualdade, inferioridade ou superioridade entre
O adjetivo ciento perde a sílaba final to quando as qua-lidades dos seres.
precede substantivos plurais, masculinos ou
femininos, mesmo que se interponha um adjetivo: Comparativo de Superioridad
Juan es más alto que Pablo
Cien hombres (cem homens)
Cien mujeres (cem mulheres)
Cien lindas muchachas (cem lindas mulheres)

O adjetivo cualquiera perde a letra a final


quando precede substantivos singulares,
masculinos ou femininos:
Comparativo de Inferioridad
María es menos dedicada que Joana.
Cualquier libro (Qualquer livro)
Cualquier carpeta (Qualquer
pasta).

O plural CUALESQUIERA também sofre apócope:


Cualesquier hombres Cualesquier mujeres. Comparativo de Igualdad
Este dulce es tan exquisito como aquél.
O adjetivo grande perde a sílaba final de quando
precede substantivos singulares, masculinos ou
femininos:
Gran chico (Grande
menino) Gran chica
(Grande menina)
Para reforçar os comparativos de superioridade e
O adjetivo santo perde a sílaba final to quando inferioridade se antepõe a forma mucho antes de
precede nomes próprios masculinos de santos, mejor, peor, mayor, menor.
exceto diante de Domingo, Tomás, Tomé e Toribio:
San Juán Salir con mi madre es mucho mejor que salir
com mi hermana.
Em qual frase o uso da apócope está correto?
(A) Era un bueno chico. (Sair com minha mãe é muito melhor que sair com
(B) Fue el primero en la carrera. minha irmã.)
(C) Vivo en el tercero piso.
(D) Aquel chico es buen Grau Superlativo: expressa a qualidade do ser de
(E) Era una buen mujer. forma intensa. Pode ser absoluto ou relativo.

Marca a frase em que o uso da apócope está cor- Superlativo Absluto: indica o grau máximo de
reto. quali-dade.
(A) Tenga un bueno día.
(B) Los edificios son muy grans.
(C) Yo vivo en la tercer casa.
(D) Antonio es un gran hombre.
(E) Cualquiera persona tiene que visitar Brasil.

Espanhol – Pág. 108


Espanhol
Ocorre por meio da adição do sufixo ísimo/ísima O grau comparativo tem três classificações. Quais
ao adjetivo, ou ainda pela anteposição de são elas?
advérbios, tais como muy, sumamente, etc. (A) Igualdad, inferioridad y potencialidad.
(B) Positivo, comparativo y superlativo.
Ejemplo: triste. (C) Positivo, superlativo y superioridad.
Pablito está tristísimo (D) Superioridad, igualdad e inferioridade
Pablito está muy triste (E) Superlativo, igualdad e inferioridad.

Quais são os três graus do adjetivo?


Inferioridad, igualdad y superioridad.
Positivo, comparativo y superlativo.
Superlativo, igualdad e inferioridad.
Superioridad, superlativo e igualdad.
Positivo, comparativo y superioridad.
¡OJO!
Marca a opção em que há um adjetivo pátrio.
Em espanhol as formas más pequeño e más (A) Camilo es buenísimo alumno.
grande são corretas. (B) Somos amigos verdaderos.
Este zapato me parece más pequeño que mi pie. (C) El pájaro es verde.
(Este sapato parece menor que meu pé.) (D) Pablo es venezolano.
Esta casa es más grande que la mía. (E) Laura es más grande que Pepe.
(Esta casa é maior que a minha.)
PRONOMBRES
Marque a opção incorreta do uso do grau do adje-
tivo: Os Pronomes em espanhol podem ser:
Demostrativos
El coche es más rápido que la Indefinidos
Pronombres Personales Sujeto
moto. Es un ejercicio facilísimo. Pronombres Complemento
Nunca pienses que soy menos listo Posesivos

que él. Fernando es mi hermano más


LOS DEMOSTRATIVOS
viejo.
Esta chica me parece más grande que mi prima. São palavras variáveis que acompanham ou
substituem um nome, indicando a posição dos
Não temos um caso de SUPERLATIVO na alterna- seres no espaço e no tempo, em relação às
tiva: pessoas gramaticais. Observe a tabela:
(A) Estoy muy feliz.
(B) Salgo al campo motivadísimo.
(C) Soy muy rápido.
(D) Estoy comiendo más que tú.
(E) Estás loquísimo

Marca a frase em que a construção do


comparativo está MAL.
(A) Ella es más guapa que Marcela.
(B) Ella es más pequeña que su novio.
(C) Julio es tan gordo como tú.
(D) Mi vaso está menos lleno que el tuyo.
(E) Pepe es tan aburrido cuanto Carlos.
Ejemplo: ¿Qué es esto? Esto es una
Marca a frase que apresenta o grau POSITIVO do ventana.
adjetivo.
(A) Alejandro es muy feo.
(B) La casa es grandísima.
(C) La feria estaba tranquila.
Los jugadores están muy cansados.
Tengo más amigos que todos.

Espanhol – Pág. 109


Espanhol
Marca la opción correcta del uso de los demostrati- La palabra “nadie¨ significa:
vos: (A) Alguém
(B) Ninguém
Este hombres son trabajadores.
(C) Nada
Aquellas casa es muy grande.
(D) Algo
No sé lo que es estos en su mano.
(E) Muito
Aquel chico está contento.
Esas bolígrafos en mi mano está vacío. Completa la frase con el indefinido correcto.

Marca la opción correcta del uso de los demostrati- – ¿Por qué Patricio está triste?
vos: – Porque __________ le comentó que sacó 5
(A) Este teléfonos son viejos. en la prueba.
(B) Estas caja es vieja. Alguien
(C) Eses hombres la maltratan. Algo
(D) Essas chicas son mis hermanas. Nadie
(E) Estos zapatos no son míos. Ninguna
Nada
Indica el demostrativo adecuado para esta frase: Completa la frase con el indefinido correcto.
“¿______________ vasos que están aquí son “¿Dónde hay ________ farmacia cerca de
tuyos?” aquí?
Esos Algo
Essos Alguien
Este Alguna
Estes Nada
Estos Ningún

LOS INDEFINIDOS PRONOMBRES PERSONALES SUJETO

Os indefinidos são palavras que indicam São aqueles que funcionam como sujeito da oração e
que, portanto, concordam com o verbo. Os verbos
imprecisão, indeterminação. Eles trazem em si
em espanhol incluem um morfema de pessoa
uma noção quantitativa, ainda que esta expresse claramente diferenciado, o qual distingue
um número indeterminado de objetos, perfeitamente qual das três pessoas é o sujeito
sentimentos, unidades, grau de intensidade de gramatical. Por essa razão, torna-se pouco
algo, etc. necessário o uso do pronome pessoal para indicar
um sujeito explícito.

Usted / Ustedes

Espanhol – Pág. 110


Espanhol
Os pronomes usted e ustedes referem-se a 2ª Marca la palabra a que el pronombre complemento
pessoa, porém o verbo que os acompanha é sempre subrayado se refiere:
empre-gado na 3ª pessoa. No português, esses “Yo fui al supermercado y compré un regalo para
pronomes equivalem às formas de tratamento mi papá. Le compré un chocolate. Él lo comió
senhor (es), se-nhora (s), sendo empregado ao nos todo.”
dirigirmos a pes-soas com as quais não há
Supermercado
proximidade, intimidade.
Regalo
Assim, há uma forte tendência ao aparecimento
Chocolate
explí-cito dos pronomes usted/ustedes para marcar
o trata-mento formal, principalmente nas frases Papá
interrogativas. Todo
¿Han reservado ustedes mesa?
(As senhoras reservaram Marca el pronombre complemento adecuado para
mesa?) el espacio abajo:
“¿Ustedes fueron a la fiesta de Lucía? ¡Por supuesto
que sí! Fuimos nosotras que _________
organizamos.”
lo
los
la
las
El plural de los pronombres “yo” y “él” es:
les
(A) Nosotros, elles.
(B) Nosotros, elles.
Indica la frase en la que el pronombre
(C) Yos, ellos.
complemento está adecuado.
(D) Nosotros, ellos. (A) ¿Maribel compró un móvil nuevo y ya la
(E) Vosotros, ellos. perdió?
(B) ¿Te gusta el pan y la manteca? Te los compré.
Marque la opción donde está la tercera persona (C) Carlos tiene dos perros y les ama.
del plural.
(D) Nosotros tenemos un hijo. La amamos.
Yo (E) Yo tengo una casa. Yo lo compré.
Vosotros
Ella LOS POSESIVOS

Ellos Nos dan idea de posesión.
PRONOMBRES COMPLEMENTO ADJETIVOS POSESIVOS ÁTONOS
(DÉBILES)
Funcionan como objeto directo (o, a, os, as).
Posición: ANTES DEL SUSTANTIVO
LO – LA – LOS – LAS
Llama un taxi, por favor. (Chama um táxi, por YO MI(S)
favor.)
Llámalo, por favor. (Chama-o, por favor.) TÚ TU(S)

Visitaré a mi familia en mis ÉL, ELLA, USTED SU(S)


vacaciones. (Visitarei minha família
nas minhas férias.) La visitaré en mis NOSOTROS(AS) NUESTRO (A, OS, AS)
vacaciones. (Eu a visitarei nas minhas
férias.) VOSOTROS(AS) VUESTRO (A, OS, AS)
¿Has encontrado a tus ELLOS, ELLAS, USTEDES SU(S)
amigos? (Encontraste teus
amigos?) No, los estoy
buscando. (Não, estou Ejemplos: Mis padres (Meus pais)
procurando-os.)
Mi madre (Minha mãe)

Mi Dios (Meu Deus)


Espanhol – Pág. 111
Espanhol
INTERPRETACIÓN
ADJETIVOS POSESIVOS TÓNICOS (FUERTES)
TEXTUAL Texto para as questões 01 e
/ PRONOMBRES POSESIVOS 02.
Radio Hidalgo (É uma rádio escolar)
Posición: DESPUÉS DEL SUSTANTIVO O
Buenos días, amigos. Aquí estamos otra
SOLO
vez con las noticias de nuestra escuela. Los
estudiantes de la clase de español están
YO MÍO (A, OS, AS) emocionados porque esta noche todos van al
baile en el Centro Hispánico. ¡Qué fantástico!
TÚ TUYO (A, OS, AS) Mañana la familia de Paula Rodríguez va
de va-caciones a Puerto Rico, pero ella no va.
ÉL, ELLA, USTED SUYO (A, OS, AS) Tiene tres exámenes esta semana y si no
estudia, va a tener problemas. ¡Buena suerte,
NOSOTROS(AS) NUESTRO (A, OS, AS) Paula!
Y ahora el tiempo para hoy. Hace viento y
VOSOTROS(AS) VUESTRO (A, OS, AS) está lloviendo. ¡Qué pena!, porque hoy Julia
López quiere andar en bicicleta, Gabriela
ELLOS, ELLAS, USTEDES SUYO (A, OS, AS) Gómez tiene ganas de ir a nadar y Francisco
Fuentes quiere ir de compras. Una mala noticia:
El profesor de matemáticas está todavía
Ejemplos: Dios mío (Deus meu) enfermo y va a estar en casa toda la semana.
¡Qué lástima!, ¿no?
El tuyo es este (O teu é este)
Bueno, ahora vamos a escuchar al nuevo
La tuya es más fea (A tua é mais éxito de Enrique Iglesias. Después regresamos
fea) con más noticias.
33. Marque la frase que posee el posesivo
correcto: A Paula não pode viajar com a sua família por quê?
Porque ela não quer.
¿Dónde está el padre suyos? Porque ela está doente.
Estas camisas son sus. Porque ela tem um exame.
Porque ela não tem dinheiro.
Esa casa es mía. Porque o namorado não deixa.
Él es hermano nuestra.
02. Aonde vai a família dela de férias?
¿Dónde están tuyas llaves?
Costa Rica
Brasil
Observa la siguiente frase y complétala con el po- Espanha
sesivo correcto: Porto Rico
Bolívia
“Ellos van a ver a __________________
padre.”
Texto para a questão 03.
tuya
nuestro UN NUEVO GRUPO MUSICAL
suyos
suya Ha nacido un nuevo grupo musical
sus llamado “3 + 2” formado, como su nombre
indica, por tres chi-cas y dos chicos de 11 a 14
35. Marque la frase que posee adjetivo posesivo: años. Quizá sus caras te resulten conocidas
porque todos los miembros del grupo
¿Dónde está el padre suyo? participaron en el concurso de televisión EU-
¿Dónde están tus llaves? ROJUNIOR esta primavera y fue allí donde se
Estas camisas son suyas. cono-cieron y salió la idea de unirse para cantar
Esa casa es mía. juntos. Ahora acaban de sacar al mercado su
Él es hermano tuyo. primer disco, Girando sin parar, pensado para
chicos y chicas a los que les guste bailar. Se
trata de canciones con ritmo, excelentemente
interpretadas por unas buenas vo-ces.
Los chicos del grupo están encantados
con este nuevo proyecto y piensan que es
mejor cantar juntos que hacer una carrera
musical en solitario. El

Espanhol – Pág. 112


Espanhol
inconveniente mayor es que cada uno vive en Adolescentes o internet:
una provincia diferente de España y, como no ¿un salto sin red?
pueden descuidar la escuela y los estudios, sólo
pueden re-unirse algunos fines de semana para Un consejo para los padres de los
ensayar. Desde nuestra revista les deseamos adolescentes: cuidad que vuestros hijos no
suerte, ¡ánimo! y a bai-lar con “3 + 2”. creen un mundo irreal paralelo con sus
experiencias en las redes; no olvidemos que
pueden aparentar ser otra persona.
O texto afirma que os meninos e as meninas do
grupo “3+2”: VARCÁRCEL. Marta. ¿Un salto sin red? Telva
(A) Se conheciam do bairro onde viveram. Madrid, maio 2010. p 42, 43, [Adaptado]
(B) Se conheciam do colégio.
(C) Se conheceram em um concurso.
(D) Se conheceram nas férias. En el consejo se advierte a los padres que sus
(E) Se conheceram gravando um disco. hijos pueden...
simular que usan el ordenador
Texto para as questões 04 e 05. colocar informaciones sigilosas
fingir que son otras personas
ESPAÑA transmitir datos secretos
España se encuentra en la península Ibérica. La alejarse de la convivencia familiar.
pe-nínsula está separada del resto de Europa por
los Pi-rineos. El clima es agradable. Se cultivan 07. “Olvidar” significa en portugués:
olivos, vid y naranjas. España está situada en el Esquecer
sur de Europa. Limita al Norte con Francia y al Lembrar
Oeste con Portugal. Al Norte se encuentran el Perder
océano Atlántico y el mar Cantábrico; al Este el Permitir
mar Mediterráneo. La capital es Madrid. El Deixar
flamenco es el baile tradicional de An-dalucía, la
región del sur de España. Algunos espa-ñoles son
aficionados a las corridas de toros. En el ruedo, se
enfrentan el torero y el toro. España tiene playas
en el Atlántico, en el Cantábrico y en el Medi-
terráneo. En los bares, la gente toma tapas. La
paella es un plato típico que se hace con arroz,
marisco, pescado y carne. España es conocida “La duda es el princípio de la
por sus igle-sias y monasterios. En Barcelona se sabeduría.” (Aristóteles)
puede visitar el templo de la Sagrada Familia.

Qual a tradução correta para a expressão: El


clima es agradable. Se cultivan olivos, vid y
naranjas.
O clima não é bom. Se cultivam oliveiras, uvas e
laranjas.
O clima é agradável. Se cultivam azeitonas, uvas e
laranjas.
O clima é agradável. Se cultivam oliveiras, uvas e
laranjas.
O clima não é nada agradável. Se cultivam azeito-
nas, uvas e maças.
O clima é agradável. Se cultivam azeitonas, uvas,
laranjas e limões.

05. A Espanha está localizada em qual


Península?
Itálica
Europeia
Asiática
Ibérica
Sul-americana

Espanhol – Pág. 113


Sociologia
O impacto exercido pela globalização
SOCIOLOGIA no mer-cado de trabalho, no comércio
internacional, na liber-dade de movimentação e
na qualidade de vida da po-pulação varia a
Socialização intensidade de acordo com o nível de
desenvolvimento das nações.
Em Sociologia, socialização é o
processo pelo qual o indivíduo, no sentido
biológico, é integrado numa sociedade. Através
da socialização o indivíduo desenvolve o
sentimento coletivo da solidariedade so-cial e do
espírito de cooperação., adquirindo os hábitos
que o capacitam para viver numa sociedade.
Socialização significa aprendizagem ou
educa-ção, no sentido mais amplo da palavra,
aprendizagem essa que começa na primeira
infância e só termina com a morte doa pessoa.
A socialização implica na adaptação a
certos padrões culturais existentes na
sociedade, ou seja, é a tendência para viver em
sociedade, é a civilidade (con-junto de
formalidades, observadas entre si pelos cida-
dãos, quando bem educados).

GLOBALIZAÇÃO

Globalização é um conjunto de
transforma-ções na ordem política e
econômica mundial visíveis desde o final do
século XX. Trata-se de um fenômeno que criou
pontos em comum na vertente econômica,
social, cultural e política, e que
consequentemente tornou o mundo interligado,
uma Aldeia Global.
O processo de globalização é a forma
como os mercados de diferentes países
interagem e aproximam pessoas e mercadorias.
A quebra de fronteiras gerou uma expansão
capitalista onde foi possível realizar transações
financeiras e expandir os negócios - até en-tão
restritos ao mercado interno - para mercados
dis-tantes e emergentes.
O complexo fenômeno da globalização
teve início na Era dos Descobrimentos e se
desenvolveu a partir da Revolução Industrial.
Foi resultado da conso-lidação do
capitalismo, dos grandes avanços tecno-
lógicos (Revolução Tecnológica) e da
necessidade de expansão do fluxo comercial
mundial.
As inovações nas áreas das
Telecomunica-ções e da Informática
(especialmente com a Internet) foram
determinantes para a construção de um mundo
globalizado.

Globalização econômica
O surgimento dos blocos econômicos
- paí-ses que se juntam para fomentar relações
comerciais, por exemplo, Mercosul ou União
Europeia - foi resul-tado desse processo
econômico.
pontos positi-vos e negativos. A globalização foi
O período em que a globalização importante no com-bate à inflação e ajudou a
econômica mais se intensificou foi em meados economia ao facilitar a en-trada de produtos
do século XX, com a III Revolução Industrial importados. O consumidor teve acesso a
(conhecida também como "Revolução Técnico- produtos importados de melhor qualidade e
Científica"). mais baratos, assim como produtos nacionais
mais acessíveis e de melhor qualidade. Outra
Globalização e o meio ambiente vantagem é que a globalização atrai
Com a globalização, os impactos foram investimentos de outros paí-ses, traz
extre-mamente agressivos e negativos para o desenvolvimento tecnológico, melhora o rela-
meio ambi-ente. Os interesses das corporativas cionamento com outros países, potencia as
capitalistas são baseados nas explorações de trocas co-merciais internacionais, e abre as
matérias-primas da na-tureza de maneira portas para diferen-tes culturas.
insustentável, poluindo e contami-nando os Por outro lado, uma das maiores
ambientes naturais. desvantagens da globalização é a concentração
Um dos princípios da globalização da riqueza. A maior parte do dinheiro fica nos
contempo-rânea é o consumo. Para que sejam países mais desenvolvidos e apenas 25% dos
produzidos produ-tos que correspondam a investimentos internacionais vão para as nações
quantidade de consumidores existentes em desenvolvimento, o que faz disparar o número
atualmente, a quantidade de matéria-prima de pessoas que vivem em extrema pobreza. com
extraída é enorme e, a maioria das empresas, menos de 1 dólar por dia. Alguns economistas afir-
não faz este processo de extração com mam que nas últimas décadas, a globalização e a
responsabilidade am-biental. re-volução tecnológica e científica (que são
As consequências são as alterações climáticas, responsáveis pela automação da produção) são
catás-trofes ambientais e demais eventos que as principais causas do aumento do
prejudicam a vida do ser humano, como desemprego.
também por exemplo a falta de água potável. A globalização também pode
desvalorizar a cultura nacional de um
determinado país, quando paí-ses mais ricos se
Vantagens e desvantagens da globalização
instalam em países mais pobres, ex-plorando a
Como muitos outros fenômenos de matéria-prima e se aproveitando da mão de
elevada complexidade, a globalização apresenta obra barata.

Sociologia Página 114


Sociologia
Durkheim são sociólogos que, no século XIX,
SOCIEDADE INDUSTRIAL puseram em relevo a natureza integradora da
As raízes remotas do termo encontram-se divisão do trabalho na sociedade industrial. Muita
em Saint-Simon, pensador francês que ao da análise sociológica recente tem debatido o
distinguir três fases na história das sociedades papel do Estado face às crises do sistema
humanas, apontou a industrialização como o industrial. Alguns dos
estádio mais recente. Posteri-ormente o termo foi
acolhido por Auguste Comte, Émile Durkheim e
Herbert Spencer, interessados nas novas
interdependências entre os indivíduos, criadas
pelo sistema industrial. Em De la Division du
Travail Social (1893), Émile Durkheim chamou a
atenção para o facto de, apesar de a
industrialização de uma sociedade ter
consequências regra geral positivas sobre o
volume de bens e serviços consumidos, ser errado
inferir que quanto mais industrializada é uma
sociedade maior é o bem estar dos indivíduos que
dela fazem parte.
Foi Raymond Aron que popularizou o
termo em França. Autor, entre outros, de Dix-huit
Leçons sur la Société Industrielle (1963), Aron
identificou como ca-racterísticas da sociedade
industrial a atividade produ-tiva exterior ao quadro
familiar, a concentração da mão de obra, um
cálculo económico racional e a acumula-ção do
capital e orientação para o crescimento. Outras
características têm sido atribuídas à sociedade
indus-trial, como o desaparecimento da economia
de subsis-tência, a diminuição da mão de obra
empregue na agri-cultura, a urbanização da
sociedade, o aumento da li-teracia, a
institucionalização da política em torno de partidos
de massa, a aplicação da ciência a todas as
esferas da vida especialmente à produção
industrial e a racionalização da vida social.
Trata-se de um conceito que abarca num
só tipo de sociedade duas espécies de
organização que geralmente se colocam em
oposição - o capitalismo e o socialismo -
defendendo que os seus traços essenci-ais são
comuns e que as diferenças entre ambas se
resumem a estilos de funcionamento. Na
sociedade capitalista concorrencial, o
reinvestimento faz-se com base nos rendimentos
individuais e absorve a maior parte do excedente
não distribuído em salários. Na so-ciedade
socialista de economia planificada esse exce-
dente pertence ao Estado, que o reinveste. O
interesse do conceito na sociologia passa
precisamente, por chamar a atenção para as
semelhanças entre socieda-des em oposição e
também por destacar a distância cada vez maior
entre países ricos e países pobres. Esta é a
perspetiva dos sociólogos, distinta da dos
ideólogos marxistas para quem a sociedade
industrial
própria do capitalismo e é interdependente da
explo-ração que se verifica no seu seio.
A controvérsia na análise da sociedade
indus-trial tem-se centrado no debate acerca da
sua natu-reza: as sociedades industriais são
cooperativas ou conflituais? São adaptativas ou
auto-destrutivas? Her-bert Spencer e Émile
industrial como um dos quatro tipos socie-tais que
autores contemporâneos a cuja obra subjaz o catalogou.
conceito são Georges Friedmann, que
desenvolveu as suas re-flexões sempre no
contexto da sociedade industrial, de que é
exemplo o seu livro Problèmes Humains du Ma-
chinisme Industriel (1946), Ferdinand Tönnies, que
também refletiu sobre as transformações que Professor Albery Ferreira Lima. Psicólogo –
conduzi-ram à sociedade industrial, David CRP
Riesman, que anali-sou as consequências das 15/4271
sociedades industrializadas sobre os indivíduos, e www.alberylima@gmail.com/professoral-
Alain Touraine, que identificou a sociedade berylima@gmail.com

Sociologia Página 115


Filosofia
Filosofia é uma palavra grega que Com a palavra “milagre” queriam dizer
signifi-ca "amor à sabedoria" e consiste no varias
estudo de pro-blemas fundamentais coisas:
relacionados à existência, ao conhecimento, à Que a filosofia surgiu inesperada e
verdade, aos valores morais e estéti-cos, à mente espanto-samente na Grécia, sem que nada
e à linguagem. anterior a preparas-se;
Filósofo é um indivíduo que busca o Que a filosofia grega foi um
conheci-mento de si mesmo, sem uma visão acontecimento espontâneo, único e sem par,
pragmática, movi-do pela curiosidade e sobre os como é próprio de um milagre;
fundamentos da reali-dade. Que os gregos foram um povo
Além do desenvolvimento da filosofia excepcional, sem nenhum outro semelhante a
como uma disciplina, a filosofia é intrínseca à eles, nem antes nem depois deles, e por isso
condição hu-mana, não é um conhecimento, mas somente eles poderiam ter sido capazes de criar
uma atitude natu-ral do homem em relação ao a filosofia, como foram os únicos a criar as
universo e seu próprio ser. ciências de dar ás artes uma elevação que ne-
A filosofia foca questões da existência nhum outro povo conseguiu, nem antes nem
huma-na, mas diferentemente da religião, não é depois deles.
baseada na revelação divina ou na fé, e sim na
razão. O que perguntavam os primeiros
Desta forma, a filosofia pode ser filósofos Por que os seres nascem e morrem?
definida co-mo a análise racional do significado Por que os se-melhantes dão origem aos
da existência humana, individual e semelhantes, de uma árvore nasce outra arvore,
coletivamente, com base na compreensão do ser. de um cão nasce outro cão, de uma mulher nasce
uma criança? Por que os diferentes tam-bém
Nascimento da Filosofia parecem fazer surgir os diferentes: o dia parece
Os historiadores da filosofia dizem que fazer nascer à noite, o inverno parece fazer
ela possui data e local de nascimento: final do surgir à primavera, um objeto escuro clareia
século VII e inicio do século VI antes de com o passar do tempo, um objeto claro
Cristo, nas colônias gregas da Ásia Menor escurece com o passar do tem-po?
(particularmente as que forma-vam uma região Por que tudo muda? A criança se torna adulta,
denominada Jônia), na cidade de Mi-leto. E o ama-durece, envelhece e desaparece. A
primeiro filosofo foi Tales de Mileto. paisagem, cheia de flores na primavera, vai
Além de possuir data e local de perdendo o verde e as cores no outono, até
nascimento e de possuir seu primeiro autor, a ressecar-se e retorcer-se no inverno.
filosofia também pos-sui um conteúdo preciso Por que a doença invade os corpos, rouba-
ao nascer: é uma cosmologia. A palavra lhes a cor, a força? Por que o alimento que
cosmologia é composta de duas outras, cosmos antes me agra-dava, agora, que estou doente, me
que significa mundo ordenado e organizado; e causa repugnância? Por que o som da musica
logia que vem da palavra logos, que significa que antes me embalava, agora que estou doente,
pensa-mento racional, discurso racional, parece um ruído insuportável? Por que as coisas
conhecimento. As-sim, a filosofia nasce como se tornam opostas ao que eram? Á água do copo,
conhecimento racional da ordem do mundo ou tão transparente e de boa temperatura, torna-se
da Natureza, donde cosmologia. uma barra dura e gelada, deixa de ser liquida e
Os padres da Igreja, por sua vez, transparente para tornar-se sólida e acinzentada.
queriam mostrar que os ensinamentos de Jesus Mas, também, por que tudo parece
eram elevados e perfeitos, não eram superstição repetir-se? Depois do dia, à noite; depois da
nem primitivos e in-cultos, e por isso mostravam noite, o dia. Depois do inverno, a primavera,
que os filósofos gregos estavam filiados a depois da primavera, o verão, depois deste, o
correntes de pensamento místico e oriental e, outono e depois deste, novamente o inverno. De
dessa maneira, estariam próximos do cristi- dia, o sol; à noite, a lua e as estrelas. Na
anismo, que é uma religião oriental. primavera, o mar é tranqüilo e propicio á
No entanto, nem todos aceitaram a tese navegação; no inverno, tempestuoso e inimigo
cha-mada “orientalista”. E muitos, sobretudo no dos homens. O calor leva as águas para o céu e
século XIX da nossa era, passaram a falar na as traz de volta pelas chuvas. Ninguém nasce
filosofia como sendo o “milagre grego”. adulto ou velho, mas sempre criança, que se
torna adulto e velho.
Sem duvida, a religião, as tradições e os interrogavam sobre as causas da mudança, da
mitos explicavam todas essas coisas, mas suas permanência, da repetição, da desapa-
explicações já não satisfaziam aos que

Filosofia – Página 116


Filosofia
rição e do ressurgimento de todos os seres. Lógica - Parte da filosofia responsável
Haviam perdido força explicativa, não pelo estudo de argumentos e o bom
convenciam nem satis-faziam a quem desejava encadeamento destes. Como exemplo, lembrem-
conhecer a verdade sobre o mundo. se (caros alunos) do "Não vi ninguém!". A
lógica, abro parênteses, é indispensável na
Filosofia Grega articulação argumentativa!
A Filosofia, como conhecemos hoje, ou Metafísica - Campo cujo objeto é tudo
seja, no sentido de um conhecimento racional e aquilo que não possui realidade física (do grego
sistemático, foi uma atividade que, segundo se Meta - Além e Phýsis - Natureza). Se preocupa
defende na história da filosofia, iniciou na com, por exemplo, "O que é o ser" e "Quais os
Grécia Antiga formada por um conjunto de atributos divinos", etc etc e... etc.
cidades-Estado (pólis) independentes. Isso Ética: Responsável pelo estudo do
significa que a sociedade grega reunia comporta-mento humano, bem como pela
características favoráveis a essa forma de investigação do bem agir e de temas afins.
expressão pautada por uma investigação Didaticamente, aproximaremos a política da
racional. Essas características eram: poe-sia, ética, na medida em que a política mostra-se
religião e condições sociopolíticas. uma arte visando atingir um bem (saiba mais
sobre política nos posts anteriores). Perguntas: O
Costuma-se dividir a Filosofia Grega em que é uma boa ação? O que é corrupção?
quatro períodos:
Período pré-socrático – do século VII ao século
V a.C. Caracterizado pela investigação acerca da
physis e pelo início de uma forma de argumentar
e expor as ideias;
Período socrático – do final do século V ao
século IV a.C. Caracterizado pela investigação
centrada no homem, sua atividade política, suas
técnicas, sua ética. Também considerado o
apogeu da filosofia grega;
Período pós-socrático – do século IV ao século
III a.C. Caracterizado pela tentativa de
apresentar um pensamento unificado a partir de
diversas teorias do passado. Interessava em fazer
a distinção entre aquilo que poderia ser objeto
do pensamento filosófico.
Período helenístico ou greco-romano – do século
III a.C. ao século VI d.C. Engloba o período do
Império Romano e dos Padres da Igreja. Trata-se
das relações entre o homem, a natureza e Deus.

Os campos da Filosofia

De maneira didática, podemos dividir a Filosofia


em 5 campos, a saber:
Estética - parte da Filosofia responsável
pelas discussões sobre arte, sobre o belo (e, seu
extremo oposto) e temas que versem sobre tais.
Perguntas cor-rentes no campo: O que é arte? É
possível uma neutra-lidade que julgue as obras?
O belo é mutável ou per-manece, ad eternum?
Teoria do Conhecimento
(Epistemologia) - parte da filosofia que se
preocupa com reflexões à respeito do
conhecimento e do alcance deste (dentre temas
que circundem tais). Perguntas correntes: Po-
demos conhecer tudo? Qual a objetividade de
uma teoria científica?
Filosofia – Página 117

Física
VELOCIDADE MÉDIA 08. Uma pessoa, andando normalmente, desenvolve
uma velocidade média da ordem de 1 m/s. Que dis-
tância, aproximadamente, essa pessoa percorrerá,
andando durante 120 segundos?

09. Um foguete é lançado à Lua com velocidade cons-


tante de 17500 km/h, gastando 22 horas na viagem.
S = 0Si S = Sf · SiSf Calcule, com esses dados, a distância da Terra à
Velocidade média entre dois instantes é a variação Lua em quilômetros.
de espaço ocorrida, em média, por unidade de tempo.

v m  ΔS/ Δt v m  velocidade média (m/s, km/h) Um trem viaja com velocidade constante de 50
km/h. Quantas horas ele gasta para percorrer
200 km?
ΔS  S f  S i S  deslocamento (m,km)

Δt  t f t S  tempo (s, h) TRANSFORMAÇÃO DA VELOCIDADE


i

Para transformar uma velocidade em km/h


EXERCÍCIOS para m/s, devemos dividir a velocidade por 3,6. Para
trans-formar uma velocidade em m/s para km/h,
devemos multiplicar a velocidade por 3,6.
Quando o brasileiro Joaquim Cruz ganhou a meda-
1km/h = 1000m/3600s = 1/3,6m/s
lha de ouro nas Olimpíadas de Los Angeles,
correu 800m em 100s. Qual foi sua velocidade
média?
MOVIMENTO UNIFORMEMENTE
Um nadador percorre uma piscina de 50m de com- VARIADO (MUV)
primento em 25s. Determine a velocidade média
desse nadador. O Movimento uniformemente variado é o
Suponha que um carro gaste 3 horas para percorrer movi-mento no qual a velocidade escalar varia
a distância de 45 km. Qual a velocidade média uniformemen-te no decorrer do tempo. O movimento
des-te carro? caracteriza-se por haver uma aceleração diferente
de zero e constan-te.
Um automóvel passou pelo marco 30 km de uma
estrada às 12 horas. A seguir, passou pelo Sabendo que a aceleração é :am =
marco 150 km da mesma estrada às 14 horas.
Qual a ve-locidade média desse automóvel FUNÇÕES HORÁRIAS DO MUV
entre as passa-gens pelos dois marcos?
Um motorista de uma transportadora recebeu seu A função horária do Movimento Uniformemente
caminhão e sua respectiva carga no km 340 de Variado é:
urna rodovia às 13 horas, entrou a carga no km at²
120 da mesma rodovia às 16 horas. Qual foi a  S0  v 0t  2
velocidade média desenvolvida pelo caminhão?
onde s é a posição (distância) atual do corpo ( o s
No verão brasileiro, andorinhas migram do hemisfé- vem do inglês space, mas também é utilizada o d,
rio norte para o hemisfério sul numa velocidade por indicar distância), s0 é a posição da qual ele
mé-dia de 25 km/h . Se elas voam 12 horas por começou o movi-mento, v0 é a velocidade inicial do
dia, qual a distância percorrida por elas num corpo, a é a acelera-ção e t é o tempo decorrido
dia? desde o início do movimen-to.
Um carro se move a uma velocidade de 100 km/h. A A equação da velocidade em função do tempo
velocidade de um ponto da roda, indicado na é:
figura, é maior, menor ou igual a 100 km/h?
V = v0 + at
onde v é a velocidade atual, v0 é a velocidade inicial,
a é a aceleração e t é o tempo decorrido desde o
início do movimento.
Física– Página 118

Física
EQUAÇÃO DE TORRICELLI Um corpo descreve um movimento uniformemente
variado, em relação a um dado referencial e sua
2
É possível utilizar a equação de Torricelli no função horaria e S =10 – 6t + 3t (no S.I).
MUV: Podemos afirmar que a posição do corpo ao
mudar de sentido vale:
v²  v 20  2aΔa

onde v é a velocidade atual, v0 é a velocidade inicial, Um corpo se move segundo a relação:


a é a aceleração e As é a variação de posição 2
S = –4 + 4 t + t , em que todas as grandezas
durante o movimento.Sabendo-se que as variações estão em unidades S.I.. Responda:
são iguais a zero.
Qual é a posição do corpo quando t = 2 segundos?
Qual é a velocidade do corpo quando t = -10 segun-
EXERCÍCIOS dos?
Qual é a aceleração do corpo quando t = 5 segun-
dos?
Um ponto material em movimento retilíneo adquire Quando este corpo passa pela posição S = 1 metro?
velocidade que obedece à função v = 40 – 10t
(no SI). 18. Um corpo se move segundo a relação:
2
Determine: S = 3 –2 t +t , em que todas as grandezas estão
expressas em S.I.. Responda:
a velocidade inicial e a aceleração;
Qual é a posição do corpo quando t = 2 s?
a velocidade no instante 5s; (B)Quando o corpo passa pela posição S = -3
o instante em que o ponto material muda de sentido; m? (C)Qual é a velocidade de corpo quando t =
3 s? (D)Qual é a aceleração do corpo quando t
a classificação do movimento (acelerado ou retar- = 10s?
dado) nos instante 2 e 6 s;
Um corpo se move com velocidade dada pela equa-
ção V = 4 – 3 t (todas as grandezas estão em
Sendo a velocidade de um móvel dada pela equa- uni-dades S.I.). Responda:
ção v = 10 – 4t, com v medida em metros e t em
segundos. (A)Qual é a velocidade do corpo quando t =
2 s? (B)Qual é a aceleração do corpo
Determinar: quando t = 3 s? (C)Desenhe o gráfico Vx t
o tipo de movimento; (D)Desenhe o gráfico a x t

a velocidade no instante 2s; (E)Se, no tempo inicial t = 0, o corpo está em uma


de-terminada posição, determine se, em algum
a velocidade no instante 5s; momento no futuro, ele volta a ocupar esta posição.
o instante em que o móvel estará em repouso; Em caso afirmativo, quando?

a classificação do movimento (acelerado ou retarda-


CALORIMETRIA
do) nos instantes 2 e 5 s;
CALOR
Um ponto material com velocidade inicial de 5m/s, e
aceleração constante; tem velocidade de 40m/s, Quando colocamos dois corpos com
5s depois. Determinar o deslocamento e a temperaturas diferentes em contato, podemos
velocidade-de 10s após a partida. observar que a temperatura do corpo "mais quente"
diminui, e a do corpo "mais frio" aumenta, até o
momento em que ambos os corpos apresentem
Um móvel parte com velocidade de 4m/s de um temperatura igual. Esta reação é causada pela
ponto de uma trajetória retilínea com aceleração
2 passagem de energia térmica do corpo "mais
constante de 5m/s . Ache sua velocidade no quente" para o corpo "mais frio", a transferência de
instan-te 16s. energia é o que chamamos calor.
Calor é a transferência de energia térmica
Um automóvel, correndo com velocidade de 90km/h, entre corpos com temperaturas diferentes.
freado com aceleração constante e para em 5s.
Qual a aceleração introduzida pelos freios? A unidade mais utilizada para o calor é caloria
(cal), embora sua unidade no SI seja o joule (J).
Urna caloria equivale a quantidade de calor
necessária para
Física– Página 119

Física

aumentar a temperatura de um grama de água pura, Quando:


sob pressão normal, de 14,5°C para 15,5°C.
Q > 0: o corpo ganha calor.
A relação entre a caloria e o joule é dada por: 1 A < 0: o corpo perde calor.]
cal = 4,186J
Partindo daí, podem-se fazer conversões entre CALOR LATENTE
as unidades usando regra de três simples.
Como 1 caloria é uma unidade pequena, Nem toda a troca de calor existente na
utilizamos muito o seu múltiplo, a quilocaloria. natureza se detém a modificar a temperatura dos
corpos. Em alguns casos há mudança de estado
1 kcal = 103cal físico destes corpos. Neste caso, chamamos a
quantidade de calor calculada de calor latente.
CALOR SENSÍVEL
A quantidade de calor latente (Q) é igual ao
denominado calor sensível, a quantidade de produto da massa do corpo (m) e de uma constante
calor que tem como efeito apenas a alteração da de proporcionalidade (L).
temperatura de um corpo. Assim: QL = m · L
Este fenômeno é regido pela lei física A constante de proporcionalidade é chamada
conhecida corno Equação Fundamental da calor latente de mudança de fase e se refere a
Calorimetria, que diz que a quantidade de calor quantidade de calor que 1g da substância calculada
sensível (Q) é igual ao produto de sua massa, da necessita para mudar de uma fase para outra.
variação da temperatura e de urna constante de
proporcionalidade dependente da natureza de cada Além de depender da natureza da substância,
corpo denominada calor específico. este valor numérico depende de cada mudança de
estado físico.
Assim: Q=c · m · Δθ
Por exemplo, para a água:
Onde:
Calor latente de fusão LF 80 cal/g
Q = quantidade de calor sensível (cal ou J).
Calor latente de vaporização LV 540 cal/g
c = calor específico da substância que constitui o Calor latente de solidificação LS –80 cal/g
o o
corpo (cal/g C ou J/kg C). Calor latente de condensação LC –540 cal/g
m = massa do corpo (g ou kg) Quando: Q> 0: o corpo funde ou
o vaporiza.
Δθ = variação de temeratura ( C)
Q<0: o corpo solidifica ou condensa.
interessante conhecer alguns valores de CURVA DE AQUECIMENTO
calores específicos.

Substância
o
(cal/g C) Ao estudarmos os valores de calor latente,
observamos que estes não dependem da variação
Alumínio 0,219
de temperatura. Assim podemos elaborar um gráfico
Água 1,000 de temperatura em função da quantidade de calor
Álcool 0,590 absorvida. Chamamos este gráfico de Curva de
Aquecimento:
Cobre 0,093
Chumbo 0,031
Estanho 0,005
Ferro 0,019
Gelo 0,550
Mercúrio 0,033
Ouro 0,031
Prata 0,056
Vapor d’água 0,480
Zinco 0,093

Física– Página 120



Física
Cm·c
TROCAS DE CALOR

Para que o estudo de trocas de calor seja


realizado com maior precisão, este é realizado
dentro de um aparelho chamado calorímetro, que
consiste em um recipiente fechado incapaz de trocar
calor com o ambiente e com seu interior.
Dentro de um calorímetro, os corpos colocados
trocam calor até atingir o equilíbrio térmico. Como os
corpos não trocam calor com o calorímetro e nem
com o meio em que se encontram, toda a energia
térmica passa de um corpo ao outro.
Como, ao absorver calor Q > 0 e ao transmitir
calor Q < 0, a soma de todas as energias térmicas é
nula, ou seja:
Q  0
(lê-se que somatório de todas as quantidades de
calor é igual a zero)
Q1 + Q2 + Q3 + ... + Qx = 0
Sendo que as quantidades de calor podem ser
tanto sensível como latente.

EXERCÍCIOS
Qual a quantidade de calor sensível necessária para
aquecer uma barra de ferro de 2kg de 20°C para
200°C?
Dado: calor específico do ferro = 0,119cal/g°C.
Qual a quantidade de calor necessária para que um
litro de água vaporize?
3
Dado: densidade da água=1g/cm e calor
latente de vaporização da água = 540cal/g.
Qual a temperatura de equilíbrio entre uma bloco de
alumínio de 200g à 20°C mergulhado em um
litro de água à 80°C?
Dados calor específico:
água=1cal/g°C e alumínio =
0,219cal/g°C.

CAPACIDADE TÉRMICA
a quantidade de calor que um corpo necessita
receber ou ceder para que sua temperatura varie
uma unidade.
Então, pode-se expressar esta relação por:
Q
C 
mc





Para que um corpo seja aquecido,
o normalmente, usa-se uma fonte térmica de potência
Sua unidade usual é cal/ C
constante, ou seja, uma fonte capaz de fornecer
A capacidade térmica de 1g de água é de
uma quantidade de calor por unidade de tempo.
Ical/°Cjá que seu calor específico é 1cal/g.°C.
Definimos fluxo de color (m) que a fonte
fornece de maneira constante como o quociente
TRANSMISSÃO DE CALOR entre a
quantidade de calor (Q) e o intervalo de tempo
Em certas situações, mesmo não havendo o Q
contato físico entre os corpos, é possível sentir que de exposição (∆t):  Δt
algo está mais quente. Como quando chega-se
perto do fogo de uma lareira. Assim, concluímos que Sendo a unidade adotada para fluxo de calor,
de alguma forma o calor emana desses corpos no sistema internacional, o Watt (W), que
"mais quentes" podendo se propagar de diversas corresponde a Joule por segundo, embora também
maneiras. sejam muito usada a unidade caloria/segundo (cal/s)
e seus múltiplos: caloria/minuto (cal/min) e
Como já vimos anteriormente, o fluxo de calor quilocaloria/segundo (kcal/s).
acontece no sentido da maior para a menor
temperatura.
Este trânsito de energia térmica pode EXERCÍCIOS
acontecer pelas seguintes maneiras:
 condução; Uma fonte de potência constante igual a 100W é
utilizada para aumentar a temperatura 100g de
 convecção;
mercúrio 30°C. Sendo o calor específico do
 irradiação. mercúrio 0,033cal/g.°C e 1cal = 4,186J, quanto
tempo a fonte demora para realizar este
FLUXO DE CALOR aquecimento?

Física– Página 121



Física
O ar que está nas planícies é aquecido pelo
Num calorímetro de capacidade térmica 10cal/°C, sol e pelo solo, assim ficando mais leve e subindo.
tem-se uma substância de massa 200g, calor Então as
o o
específico 0,2 cal/ C à 60 C. Adiciona-se nesse
calorímetro uma massa de 100g e de calor
o o
específico de 1 cal/g C à temperatura de 30 C.
A temperatura de equilíbrio será:
o
(A) 55 C
o
(B) 45 C
o
(C) 25 C
o
(D) 30 C
(E) 70°C

" ______________ é a energia que fluientre um


sistema e sua vizinhança como conseqüência
da diferença de temperatura que existe entre
eles."
A lacuna será corretamente preenchida por:
trabalho
entropia
energia interna
calor
energia livre
CONDUÇÃO TÉRMICA

a situação em que o calor se propaga através


de um "condutor". Ou seja, apesar de não estar em
contato direto com a fonte de calor um corpo pode
ser modificar sua energia térmica se houver
condução de calor por outro corpo, ou por outra
parte do mesmo corpo.
Por exemplo, enquanto cozinha-se algo, se
deixarmos uma colher encostada na panela, que
está sobre o fogo, depois de um tempo ela
esquentará também.
Este fenômeno acontece, pois, ao aquecermos
a panela, suas moléculas começam a agitar-se
mais, como a panela está em contato com a colher,
as moléculas em agitação maior provocam uma
agitação nas moléculas da colher, causando
aumento de sua energia térmica, logo, o
aquecimento dela.
Também é por este motivo que, apesar de
apenas a parte inferior da panela estar diretamente
em contato com o fogo, sua parte superior também
esquenta.

CONVECÇÃO TÉRMICA

A convecção consiste no movimento dos


fluidos, e
o princípio fundamental da compreensão do vento,
por exemplo.
Assim como para os gases, um dos efeitos da
massas de ar que estão nas montanhas, e que está variação da temperatura é a variação de dimensões
mais frio que o das planícies, toma o lugar vago em corpos sólidos e líquidos. Esta variação é o que
pelo ar aquecido, e a massa aquecida se desloca chamamos Dilatação Térmica.
até os lugares mais altos, onde resfriam. Estes
movimentos causam, entre outros fenômenos
naturais, o vento. DILATAÇÃO LINEAR

Formalmente, convecção é o fenômeno no Aplica-se apenas para os corpos em estado


qual o calor se propaga por meio do movimento de sólido, e consiste na variação considerável de apenas
massas fluidas de densidades diferentes. uma dimensão. Como, por exemplo, em barras, cabos
e fios.

IRRADIAÇÃO TÉRMICA Ao considerarmos uma barra homogênea, por


exemplo, de comprimento L0 a uma temperatura
a propagação de energia térmica que não inicial θ0.
necessita de um meio material para acontecer, pois Quando esta temperatura é aumentada até
o calor se propaga através de ondas uma θ (>θ0), observa-se que esta barra passa a ter
eletromagnéticas. um comprimento L (> L0).
Imagine um forno microondas. Este aparelho
aquece os alimentos sem haver contato com eles, e
ao contrário do forno à gás, não é necessário que
ele aqueça o ar. Enquanto o alimento é aquecido há
uma emissão de microondas que fazem sua energia
térmica aumentar, aumentando a temperatura.
O corpo que emite a energia radiante é
chamado emissor ou radiador e o corpo que recebe, Com isso é possível concluir que a dilatação
o receptor. linear ocorre de maneira proporcional à variação de
DILATAÇÃO DOS SÓLIDOS temperatura e ao comprimento inicial L0. Mas ao
serem

Física– Página 122



Física
o
analisadas barras de dimensões iguais, mas feitas Uma barra de ferro homogênea, é aquecida de 10 C
de um material diferente, sua variação de o o
até 60 C. Sabendo-se que a barra a 10 C tem
comprimento seria diferente, isto porque a dilatação um comprimento igual a 5,000m e que o
também leva em consideração as propriedades do coeficiente da dilatação linear do ferro é igual
–6 –1
material com que o objeto é feito, este é a constante 1,2 x 10 °C , po-demos afirmar que a
de proporcionalidade da expressão, chamada de variação de dilatação ocorrida e o comprimento final
coeficiente de dilatação linear (a). da barra foram de:
–3
(A) 5x10 m; 5,005m
Assim podemos expressar: (B)
–3
2x10 m; 5,002m
–3
∆L = L0 · α · ∆θ (C) 4x10 m; 5,004m
–3
(D) 3x10 m; 5,003m
A unidade usada para αé o inverso da unidade –3
o –1 (E) 6x10 m; 5,006m
de temperatura, como: C .
–6
O coeficiente de dilatação linear do cobre é 17x10
DILATAÇÃO SUPERFICIAL –1
°C . Então, uma esfera de cobre de volume
3
1m , ao ter sua temperatura elevada de
Esta forma de dilatação consiste em um caso 1°C,sofrerá um acréscimo de volume de:
3
onde há dilatação linear em duas dimensões. (A) 0,0017 cm
3
(B) 0,0034 cm
Ela pode ser expressa por: ∆A = A0 · β · ∆θ onde, β é 3
(C) 0,0051 cm
o coeficiente de dilatação superficial de daca 3
(D) 17 cm
material.
3
(E) 51 cm
Observe que a equação é aplicável para DILATAÇÃO VOLUMÉTRICADOS LÍQUI-
qualquer superfície geométrica, desde que as áreas
sejam obtidas através das relações geométricas DOS
para cada uma, em paticular (circular, retangular,
trapezoidal, etc). A dilatação dos líquidos tem algumas
diferenças da dilatação dos sólidos, a começar pelos
DILATAÇÃO VOLUMÉTRICA
seus coefici-entes de dilatação consideravelmente
maiores e que para que o volume de um líquido seja
Assim como na dilatação superficial, este é um medido, é neces-sário que este esteja no interior de
caso de dilatação linear que acontece com três um recipiente.
dimensões, portanto tem deducação análoga à
anterior. A lei que rege a dilatação de líquidos é
Ela poide ser expressa por: ∆V = V0 ·  ·∆θ
fundamen-talmente igual à dilatação volumétrica de
onde,  é o coeficiente de dilatação volumétrico de sólidos, já que estes não podem dilatar-se
cada material linearmente e nem superfi-cialmente, então:
Assim como para a dilatação superficial, esta Mas como o líquido precisa estar depositado
equação pode ser utilizada para qualquer sólido, em um recipiente sólido, é necessário que a
determinando seu volume conforme sua geometria. dilatação deste também seja considerada, já que
Sendo β = 2α e  = 3α, podemos estabelecer ocorre simultanea-mente.
as seguintes relações: Assim, a dilatação real do líquido é a soma das
 di-latações aparente e do recipiente.
1 2 3 Para medir a dilatação aparente costuma-se
EXERCÍCIOS utili-zar um recipiente cheio até a borda. Ao aquecer
este sistema (recipiente + líquido) ambos dilatarão
e, como os líquidos costumam dilatar mais que os
Uma lâmina de ferro tem dimensões 10m x 15m em sólidos, uma quantidade do líquido será derramada,
o
temperatura normal. Ao ser aquecida 500 C, esta quantidade mede a dilatação aparente do
qual será a área desta superfície? líquido.
–6 o –1
Dado que:Fe=13 · 10 C Assim:
O cilindro circular de aço do desenho abaixo se V  V  V
real recipiente aparente
encontra em um laboratório a uma temperatura
o Utilizando-se a expressão da dilatação
de - 100 C. Quando este chegar à temperatura
o volumétri-ca, V = V0 ·  · θ, e admitindo que os
ambiente (20 C), quanto ele terá dilatado? volumes iniciais do recipiente e do líquido são
–6o –1 iguais, podemos expres-sar:
Dado que:Aço=11 · 10 C
V = Vrec Vap
Física– Página 123

Física
3
Um copo graduado de capacidade 10dm é
V0 ·  · θ = V0 · rec· θ + V0 · ap· preen-chido com álcool etílico, ambos inicialmente à
mesma
θ (V0 · θ) = (rec + ap) · (V0
·θ)

 V    


V 
0

rec ap
0
  rec  ap

Ou seja, o coeficiente de dilatação real de um


lí-quido é igual a soma de dilatação aparente com o
coefi-ciente de dilatação do frasco onde este se
encontra.

DILATAÇÃO DA ÁGUA

Certamente você já deve ter visto, em


desenhos animados ou documentários, pessoas
pescando em buracos feitos no gelo. Mas como
vimos, os líquidos sofrem dilatação da mesma forma
que os sólidos, ou seja, de maneira uniforme, então
como é possível que haja água em estado líquido
sob as camadas de gelo com temperatura igual ou
inferior a 0°C?
Este fenômeno ocorre devido ao que
chamamos de dilatação anômala da água, pois em
uma temperatu-ra entre 0°C e 4°C há um fenômeno
inverso ao natural e esperado. Neste intervalo de
temperatura a água, ao ser resfriada, sofre uma
expansão no seu volume, e ao ser aquecida, uma
redução. É isto que permite a exis-tência de vida
dentro da água em lugares extremamente gelados,
como o Polo Norte.
A camada mais acima da água dos lagos,
mares e rios se resfria devido ao ar gelado,
aumentando sua massa específica e tornando-o
mais pesado, então ocorre um processo de
convecção até que toda a água atinja uma
temperatura igual a 4°C, após isso o conge-lamento
ocorre no sentido da superfície para o fundo.
Podemos representar o comportamento do
volume da água em função da temperatura:

Como é possível perceber, o menor volume


para a água acontece em 4°C.
Exemplo:
positivos e nega-tivos (em soluções eletrolíticas ou
temperatura, e são aquecidos em 1002C. Qual foi a gases ionizados).
dilatação real do álcool?
A corrente elétrica é causada por uma
–4o –1 diferença de potencial elétrico (d.d.p./ tensão). E ela
álcool= 11.10 C
–6o –1
é explicada pelo conceito de campo elétrico, ou seja,
Dados: copo = 12 · 10 C ao considerar uma carga A positiva e outra B,
V = V0 ·  ·θ negativa, então há um campo orientado da carga A
para B. Ao ligar-se um fio condutor entre as duas os
V = V0 · (Álcool + Copo) ·θ elétrons livres tendem a se deslocar no sentido da
–4 carga positiva, devido ao fato de terem cargas
V = 10 · 11,12 · 10 · 100 negativas, lembrando que sinais opostos são
3 atraídos.
V = 1,112dm
Desta forma cria-se uma corrente elétrica no
fio, com sentido oposto ao campo elétrico, e este é
ELETRODINÂMICA chama-do sentido real da corrente elétrica.
Embora seja con-vencionado que a corrente tenha o
CORRENTE ELÉTRICA mesmo sentido do campo elétrico, o que não altera
em nada seus efeitos (com exceção para o
Ao se estudarem situações onde as partículas fenômeno chamado Efeito Hall), e este é chamado o
ele-tricamente carregadas deixam de estar em sentido convencional da corrente.
equilíbrio eletrostático passamos à situação onde há Para calcular a intensidade da corrente elétrica
deslocamen-to destas cargas para um determinada (i) na secção transversal de um condutor se
direção e em um sentido, este deslocamento é o considera o módulo da carga que passa por ele em
que chamamos corrente elétrica. Estas correntes um intervalo de tempo, ou seja:
elétricas são responsáveis pela eletricidade
considerada utilizável por nós. Q
i  Δt
Normalmente utiliza-se a corrente causada
pela movimentação de elétrons em um condutor, Considerando IQI = n e
mas tam-bém é possível haver corrente de íons

Física– Página 124



Física
condutores ideais (que não apresentam re-
A unidade adotada para a intensidade da sistência), e utilizam-se as representações:
corrente no SI é o ampère (A), em homenagem ao
físico francês Andre Marie Ampère, e designa
coulomb por segundo (C/s).

Resistência Elétrica

Ao aplicar-se uma tensão U, em um condutor


qualquer se estabelece nele uma corrente elétrica
de intensidade i. Para a maior parte dos condutores
estas duas grandezas são diretamente
proporcionais, ou seja, conforme uma aumenta o
mesmo ocorre à outra.
Desta forma: U ∝ i

U
= constante
i
esta constante chama-se resistência elétrica
do condutor (R), que depende de fatores como a
natureza do material. Quando esta
proporcionalidade é mantida de forma linear,
chamamos o condutor de ôhmico, tendo seu valor
dado por:
U
R
i
Sendo R constante, conforme enuncia a 1á Lei
de Ohm: Para condutores ôhmicos a intensidade da
cor-rente elétrica é diretamente proporcional à
tensão (ddp) aplicada em seus terminais.

GERADORES DECORRENTE ELÉTRICA

A corrente sempre existe enquanto há


diferença de potencial entre dois corpos ligados, por
um condutor, por exemplo, mas esta tem pequena
duração quando estes corpos são eletrizados pelos
métodos vistos em eletrostática, pois entram
rapidamente em equilíbrio.
A forma encontrada para que haja uma
diferença de potencial mais duradoura é a criação
de geradores elétricos, que são construídos de
modo que haja tensão por um intervalo maior de
tempo. Resistores
São peças utilizadas em circuitos elétricos que
tem como principal função converter energia elétrica
em energia térmica, ou seja, são usados como
aquecedo-res ou como dissipadores de eletricidade.
Alguns exem-plos de resistores utilizados no nosso
cotidiano são: o filamento de uma lâmpada
incandescente, o aquecedor de um chuveiro elétrico,
os filamentos que são aqueci-dos em uma estufa,
entre outros.
Em circuitos elétricos teóricos costuma-se
consi-derar toda a resistência encontrada
proveniente de re-sistores, ou seja, são
consideradas as ligações entre eles como
U1 = R1 · i

ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES U2 = R2 · i
U3 = R3 · i
Em um circuito é possível organizar conjuntos
U4 = R4 · i
de resistores interligados, chamada associação de
resistores. O comportamento desta associação varia Esta relação também pode ser obtida pela
conforme a ligação entre os resistores, sendo seus análisedo circuito:

possíveis tipos: em série, em paralelo e mista.

ASSOCIAÇÃO EM SÉRIE

Associar resistores em série significa ligá-los


em um único trajeto, ou seja: Sendo assim a diferença de potencial entre os
pontos inicial e final do circuito é igual à:
U = U1 + U2 + U3 + ... Un
U = R1 · i + R2 · i + R2 · i + R3 · i + Rn · i
Como existe apenas um caminho para a Analisando esta expressão, já que a tensão
passagemda corrente elétrica esta é mantida por total e a intensidade da corrente são mantidas, é
toda aextensão do circuito. Já a diferença de possível concluir que a resistência total é:
potencialentre cada resistor irá variar conforme a
resistênciadeste, para que seja obedecida a lá Lei RT = R1 + R2 + R3 + ... + Rn
de Ohm,assim:

Física– Página 125



Física
ASSOCIACÃO EM PARALELO: Logo:

Ligar um resistor em paralelo significa |q|


Pot =
basicamentedividir a mesma fonte de corrente, de Δt
modo que addp em cada ponto seja conservada.
|q|
Mas sabemos que i= , então, podemos escre-
Usualmente as ligações em paralelo são Δt
representadas por: ver que: Pot = U · i
SEGUNDA LEI DE OHM

Esta lei descreve as grandezas que


influenciam na resistência elétrica de um condutor,
conforme cita seu enunciado:
A resistência de um condutor homogêneo de
sec-ção transversal constante é proporcional ao seu
comprimento e da natureza do material de sua cons-
Como mostra a figura, a intensidade total de trução, e é inversamente proporcional a área de sua
corrente do circuito é igual a soma das intensidades secção transversal. Em alguns materiais também
medidas sobre cada resistor, ou seja: depende de sua temperatura.
= i1 + i2 + i3 + ... + in 
Sendo expressa por: R
Pela 1 a lei de ohm: A
U U U U Onde:
    ... 
R1R2 R3Rn =resistividade, depende do material do condutor e
de sua temperatura.
E por esta expressão, já que a intensidade da
ℓ = largura do condutor
corrente e a tensão são mantidas, podemos concluir
que a resistência total em um circuito em paralelo A = área da secção transversal.
dada por:
1 1 1 1 1
i    ...  Como a unidade de resistência elétrica é o
R R R R R ohm
T 1 2 3 n
(0), então a unidade adotada pelo SI para a
POTÊNCIA ELÉTRICA
resistivida-de é Ω · m.
A potência elétrica dissipada por um condutor CAPACITORES
é definida como a quantidade de energia térmica
que passa por ele durante uma quantidade de Em circuitos eletrônicos alguns componen-tes
tempo. necessitam que haja alimentação em corrente
E contínua, enquanto a fonte esta ligada em corrente
Pot al-ternada. A resolução deste problema é um dos
t exemplos da utilidade de um capacitor.
A unidade utilizada para energia é o watt (W),
Este equipamento e capaz de armazenar
que designa joule por segundo (J/s)
energia potencial elétrica durante um intervalo de
Ao considerar que toda a energia perdida em tempo, ele é construído utilizando um campo elétrico
um circuito é resultado do efeito Joule, admitimos uniforme. Um capacitor é composto por duas peças
que a energia transformada em calor é igual a condutoras, chamadas armaduras e um
energia perdida por uma carga q que passa pelo materialisolante com pro-priedades específicas
condutor. chamado dielétrico.
Ou seja: E = EPi – EPf Para que haja um campo elétrico uniforme é
necessário que haja uma interação especifica,
Mas, sabemos que:
limitando os possíveis formatos geométricos de um
EP = q · v capacitor, assim alguns exemplos de capacitores
E = q · vi – q · v2 são:
E = |q| · |(v1 – v2)|
E = |q| · U
Física– Página 126

Física

32. Um ferro elétrico de potência elétrica P quando


ligado a uma rede de 220V. Para que outro ferro
ligado a uma rede de 110V consuma a mesma
potência P, ele deve ter resistência R' tal que:
R
(A) R' 
4
R
(B) R' 
2
(C) R'  R
(D) R'  2R
(E) R'  4R
33. Na figura abaixo está apresentado o circuito de
um aquecedor elétrico.
CAPACITORES CILÍNDRICOS

Na posição indicada, o circuito está desligado e


a chave C pode ser conectada ao ponto A ou B,
ligando o circuito à tensão de 110V.
Considerando-se que todos os resistores são
iguais a 4,W , em que posição da chave C
haverá maior dissipação de calor e qual é a
corrente elétrica nesta situação?

EXERCÍCIOS (A)chave conectada em A, corrente de 55A.


(B)chave conectada em B, corrente de 55A.
(C)chave conectada em A, corrente de 27,5A.
Se a resistência elétrica de um chuveiro é reduzida (D)chave conectada em B, corrente de 27,5A.
à metade, mantendo-se constante a vazão, a
temperatura da água: O circuito abaixo representa um gerador de resis-
aumenta, porque aumenta a corrente. tência internadesprezível, de força eletromotriz
Aumenta, porque diminuiu a corrente 30V, duas lâmpadas L iguais e um interruptor
Diminui, porque diminui a corrente aberto.
Permanece a mesma, porque a ppotência
não foi alterada.
Permanece a mesma, porque a tensão não foi
alterada.

Um automóvel possui uma bateria de 12V de força


eletromotriz . Quando a chave de ignição do
automóvel é acionada, a bateria fornece uma Quando o interruptor é fechado, pode-se afirmar
corrente elétrica de 60A, durante 2s, ao motor que o valor:
de arranque. A energia fornecida pela bateria, (A)da corrente que passa pelo gerador não se
em joules, é de: altera.
360 (B)da corrente que passa pelo gerador dobra.
720 (C)da corrente que passa pelo gerador reduz-se à
1000 metade.
1440 (D)da tensão aplicada em cada lâmpada passa a ser
2000 de 15V.
(E)da tensão aplicada em cada lâmpada passa a
ser de 60V.
Física– Página 127

Física

Na entrada de rede elétrica de 120 V, contendo Aceleração: faz com que o corpo altere a sua
aparelhos puramente resistivos, existe um único velocidade, quando uma força é aplicada.
disjuntor de 50 A. Por segurança, o disjuntor
deve desarmar na condição em que a Deformação: faz com que o corpo mude seu
resistência equivalente de todos os aparelhos formato, quando sofre a ação de uma força.
ligados é menor que Força Resultante: É a força que produz o
0,42 Ω mesmo efeito que todas as outras aplicadas a um
0,80Ω corpo. Dadas várias forças aplicadas a um corpo.
2,40Ω
Dadas várias forças aplicadas a um corpo.
3,50Ω
5,60 Ω

Para o circuito abaixo, determine em volts, a


diferença de potencial entre as extremidades do
resistor de 2 Ω.

A força resultante será igual a soma vetorial de


todas as forças aplicadas.

Dois capacitores de 100 F, cada um, são ligados em


série a uma bateria de força eletromotriz
E=10Ve resistência interna nula. Após
alcançado o equilíbrio, pode-se afirmar que:

A diferença de potencial entre as placas de Lei de Newton


cada capacitor é 10V.
A carga de cada capacitor é 100µ C. As leis de Newton constituem os três pilares
fun-damentais do que chamamos Mecânica
A energia acumulada em cada capacitor é Clássica, que justamente por isso também é
1000µ J. conhecida por Mecânica Newtoniana.
A carga da associação é 200µ C.
Todas as alternativas estão erradas
1ª Lei de Newton Princípio da Inércia

LEIS DE NEWTON  Quando estamos den-


tro de um carro, e este contorna uma curva,
Quando se fala em dinâmica de corpos, a nosso corpo tende a permanecer com a mesma
imagem que vem à cabeça é a clássica e mitológica velocidade vetorial a que estava submetido an-
de Isaac Newton, lendo seu livro sob uma macieira. tes da curva, isto dá a impressão que se está
Repentinamente, uma maçã cai sobre a sua cabeça. sendo "jogado" para o lado contrário à curva.
Segundo consta, este foi o primeiro passo para o Isso porque a velocidade vetorial é tangente a
entendimento da gravidade, que atraia a maçã. trajetória.
Com o entendimento da gravidade, vieram o  Quando estamos em
entendimento de Força, e as três Leis de Newton. um carro em movimento e este freia repentina-
Na cinemática, estuda-se o movimento sem mente, nos sentimos como se fôssemos atira-
compreender sua causa. Na dinâmica, estudamos a dos para frente, pois nosso corpo tende a conti-
relação entre a força e movimento. nuar em movimento.
Força: É uma interação entre dois corpos. Estes e vários outros efeitos semelhantes são
O conceito de força é algo intuitivo, mas para ex-plicados pelo princípio da inércia, cujo enunciado
compreendê-lo, pode-se basear em efeitos é:
causados por ela, como: "Um corpo em repouso tende a permanecer
em repouso, e um corpo em movimento tende a
permane-cer em movimento."

Física– Página 128



Física

Então, conclui-se que um corpo só altera seu 3ª Lei de Newton - Princípio da


es-tado de inércia, se alguém, ou alguma coisa Ação e Reação
aplicar nele uma força resultante diferente se zero.
Quando uma pessoa empurra um caixa com
um força F, podemos dizer que esta é uma força de
2ª Lei de Newton - Princípio a
ação. mas conforme a 3 lei de Newton, sempre que
Fundamental da Dinâmica isso ocorre, há uma outra força com módulo e
direção iguais, e sentido oposto a força de ação,
Quando aplicamos uma mesma força em dois esta é chamada força de reação.
cor-pos de massas diferentes observamos que elas
não produzem aceleração igual. Esta é o princípio da ação e reação, cujo
enunciado é: "As forças atuam sempre em pares,
a
A 2 lei de Newton diz que a Força é sempre para toda força de ação, existe uma força de
dire-tamente proporcional ao produto da aceleração reação."
de um corpo pela sua massa, ou seja:

ou em módulo: F = ma
Fm·a EXERCÍCIOS
Onde: Quando um força de 12N é aplicada em um corpo
F é a resultante de todas as forças que agem sobre de 2kg, qual é a aceleração adquirida por ele?
o corpo (em N);
m é a massa do corpo a qual as forças atuam (em (UFMG-96) Uma pessoa está empurrando um caixo-
kg); aé a aceleração adquirida (em m/s²). te. A força que essa pessoa exerce sobre o
A unidade de força, no sistema internacional, é caixote é igual e contrária à força que o caixote
exerce so-bre ela. Com relação a essa situação
o N (Newton), que equivale a kg m/s² (quilograma
assinale a al-ternativa correta:
metro por segundo ao quadrado).
(A)a pessoa poderá mover o caixote porque aplica a
Exemplos de forças:
força sobre o caixote antes de ele poder anular essa
Força deTração força.
(B)a pessoa poderá mover o caixote porque as
forças citadas não atuam no mesmo corpo.
(C)a pessoa poderá mover o caixote se tiver uma
mas-sa maior do que a massa do caixote.
(D)a pessoa terá grande dificuldade para mover o
Força Peso caixo-te, pois nunca consegue exercer uma força
sobre ele maior do que a força que esse caixote
P  m · mg exerce sobre ela.

03. Um corpo de massa 5 Kg, inicialmente em


Força de Atrito repouso, sofre a ação de uma força constante
de 30N. Qual a velocidade do corpo (em m/s)
Fat = μ · N depois de 5 s?
5
10
Força Elástica
25
F = kx 30
42
Força Centrípeta 04. A afirmativa errada é:
v2 2
Fcp  m · acp  m ·  m ·  ·R Uma partícula está em "equilíbrio" quando está em
R "repouso" ou em "movimento retilíneo uniforme".
A resultante das forças que agem sobre uma partí-
cula em equilíbrio é nula.
Quando um corpo cai para Terra, a Terra cai para o
corpo.
Quando um corpo está apoiado na superfície da Terra,
e portanto, em contato com ela, as forças que a
Terra exerce sobre o corpo são: uma de ação à
Física– Página 129

Física

distância (o peso do corpo) e outra de contato Considerando essa informações, pode-se


(força normal) afirmar que é nula a resultante das forças em:
quando um homem sobre patins empurra uma pa- I
rede para frente, ele adquire um movimento III
para trás e a parede continua em repouso, I e III
porque a for-ça que o homem exerce sobre a II e III
parede é menor que a força que a parede I, II e III
exerce sobre o homem.
No texto abaixo, existem lacunas numeradas que
Os dois carrinhos da figura abaixo, estão ligados deverão ser preenchidas pela sequência de
entre si por um fio leve e inextensível. “A” uma das opções abaixo.
temmassa de 2 kg e “B, 10 kg. Uma força de 48 "Um bloco, sobre uma superfície plana e
n puxa, horizontalmente para a direita o carrinho horizontal, encontra-se em movimento retilíneo
“B”. A aceleração do sistema vale: e uniforme. So-bre ele agem seu peso, igual a
30 N, e uma reação normal, da superfície sobre
o bloco, de(1) Sabe-se ainda que ele é
B A tracionado por uma força horizontal de (2) e que
F
existe uma força de atrito cinético de
0 , correspondente a um coeficiente de atrito
ciné-tico igual a 0,2."
2 Os valores que poderiam preencher as lacunas
(A)4,0 m/s
2 (1),
(B)4,8m/s
(C)10 m/s
2 e (3), de forma fisicamente coerente, são,
2 respectivamente:
(D)576m/s
(A) 30 N; 30 N; 30 N
Uma força constante atuando sobre um certo corpo (B) 30N;6N;6N
de massa m produziu uma aceleração de 4,0 (C) 6N;6N;6N
2
m/s . (D) 30N;30N;12N
Se a mesma força atuar sobre outro corpo de (E) 12N;6N;30N
2
mas-sa igual a m/ , a nova aceleração será, em
m/s2: Um truque comum de "mágica" é puxar a toalha que
16,0 cobre uma mesa sem retirar os pratos e talheres
8,0 que estão sobre ela. Isso é feito dando-se um
4,0 puxão na toalha. É INCORRETO afirmar que
2,0 esse experimento:
1,0 0 terá maior probabilidade de sucesso com
uma toalha lisa, sem saliências.
Todas as alternativas contêm um par de forças de 1 terá maior probabilidade de sucesso com
ação e reação, EXCETO: uma toalha de material que tenha pequeno
coeficiente de atrito com o material dos
a força com que a Terra atrai um tijolo e a força com
pratos e dos talheres.
que o tijolo atrai a Terra.
2 terá maior probabilidade de sucesso
a força que uma pessoa, andando, empurra o chão
para trás e a força com que o chão empurra a aplicando-se à toalha um puxão mais rápido
pes-soa para frente. do que aplicando-se a ela um puxão mais
a força com que um avião, empurra o ar para trás e a lento.
força com que o ar empurra o avião para frente. 3 é um eficiente meio de demonstrar a lei da
a força com que um cavalo, puxa uma carroça e a ação e reação.
força com que o carroça puxa o cavalo. 4 é análogo ao experimento consistente em
o peso de um corpo colocado sobre uma mesahori- puxar rapidamente uma folha de papel
zontal e a força normal da mesa sobre ele. sobre a qual repousa uma moeda, e
observar que a moeda praticamente não se
Considere as seguintes situações: move.
I. Um carro, subindo uma rua de forte declive,
em
movimento retilíneo uniforme.
Um carro, percorrendo uma praça circular, com
movimento uniforme.
Um menino, balançando-se em uma gangorra, ao
atingir o ponto mais alto de sua trajetória.
Física– Página 130
Biologia
ESTUDO DAS CÉLULAS = CITOLOGIA Tipos de Células

Também conhecida por Citologia, a Biologia Celular


é a parte da biologia responsável pelo estudo das
células. Esse ramo da biologia é importante, pois as
células são utilizadas para diferenciar o que possui e
o que não pos-sui vida. As células começaram a ser
estudadas a partir da invenção do microscópio, em
1950. Uma empresa que fabricava lentes, a
Zacharias Janssen, conseguiu criar esse objeto que
permite a visualização de pequenos or-ganismos,
ampliando a imagem diversas vezes. Como a célula
é muito pequena, ela somente passou a ser estu-
dada depois dessa invenção. A empresa colocou
duas lentes em um tubo. As células são divididas em dois grupos:
procarióticas e eucarióticas. O reino Monera
pertence ao grupo das cé-lulas procarióticas;
No século XVII, Robert Hooke, avaliou um pedaço
enquanto isso, os reinos: Protista, Fungi, Animalia e
de cor-tiça e neles, verificou cavidades minúsculas.
Plantae fazem parte do grupo das cé-lulas
Elas rece-beram o nome de células (derivada do
eucarióticas. Todos os seres vivos têm células que
latim cella que sig-nifica lugar fechado e pequeno
podem ser unicelulares, quando são formados por
cômodo). O que ele ob-servou foi a parte que
ape-nas uma célula, ou pluricelulares, para os que
envolve a célula, a parede celular. Já em 1838,
são forma-dos por várias células.
verificou-se que as células eram algo básico em
todas as plantas e, no ano seguinte, também passou
a ser a unidade básica dos animais. A partir dessas Procariontes
des-cobertas, surgiu a seguinte teoria celular: 'Todos
os seres vivos são formados por células.' Esses organismos são unicelulares e fazem parte do
grupo Monera, que pode ser exemplificado pelas
bacté-rias. Esse tipo de célula tem o DNA que não é
envolvido por uma membrana e ele fica mergulhado
no citoplasma. Esse é formado por diversas
substâncias dissolvidas em água e no citoplasma
são encontrados os ribossomos que realizam a
síntese de proteínas. Esse tipo de célula é envolvida
pela membrana plasmática, que também é envolvida
pela parede celular, formada por glicídios e
aminoácidos.

Eucariontes
microscópio
Esses organismos podem ser uni ou pluricelulares.
Com-parada à célula procariótica, essas células são
Princípios da teoria celular moderna:
maiores e mais complexas. Ela possui um material
genético com DNA associado às proteínas. São
Todos os seres vivos possuem células; porém, envolvidas por uma membrana nuclear e possuem
alguns são formados por apenas uma um núcleo individualizado, além de diversos
célula; organismos que não constam nas célu-las
As condições vitais dos seres vivos vão depen- eucariontes.
der de suas propriedades celulares;
Elas surgem sempre a partir de uma já existente.
Célula Animal

As células podem ser diferenciadas através de sua


a menor unidade básica dos seres vivos. A célula
mor-fologia, porque cada uma delas é adaptada a
ani-mal é diferente da célula vegetal, pois não
sua fun-ção. Elas também podem ter sua forma
possui parede celular e nem os plastos. Além disso,
influenciada por diversos fatores. As células
ela é dotada de fla-gelos, o que não é comum na
vegetais têm um formato anguloso graças à parede
célula vegetal. Elas têm um núcleo separado do
de celulose que elas possuem e as células animais
citoplasma com a ajuda de um en-voltório, chamado
não têm uma parede celular e, por isso, são mais
carioteca.
curvas.
Biologia Página 131
Biologia
Componentes da Célula Animal - Vamos falar Ela é utilizada pela célula para o transporte de
sobre cada uma das estruturas abaixo substân-cias importantes para o seu metabolismo
do meio exte-rior para o interior das células. Elas
Retículo Endoplasmático; realizam o transporte inverso ao levar para o
Ribossomos; exterior da célula as secreções indesejadas. A
Complexo de Golgi; membrana celular tem a capacidade de controlar o
Lisossomos; que entra e o que sai da célula. É uma ca-mada tão
Peroxissomos; fina que somente pode ser visualizada com o uso de
Vacúolos; um microscópio eletrônico. É caracterizada como
Centríolos; um fluído bidimensional que possui a capacidade de
Cílios e Flagelos; al-terar sua forma.
Mitocôndria;
Núcleo Celular. Em 1972, cientistas fizeram o atual modelo dessa
mem-brana, conhecido como modelo do mosaico
Célula Vegetal fluido. Nesse estudo, foi identificado que a estrutura da
membrana plasmática é formada por lipídios, proteínas
e glicídios.
A célula vegetal possui semelhanças com a célula
ani-mal, mas são bem distintos. Ela possui parede
celular e cloroplastos que não constam nas células Transporte
animais. Ela ainda possui organoides distintos da
célula animal como vacúolo, plastos e substâncias A membrana plasmática é responsável pelo controle
esgásticas. de saída e entrada de substâncias que devem
entrar na cé-lula e as que devem sair. O transporte
Componentes da Célula Vegetal pela membrana pode ser feito de duas formas:
transporte passivo (onde não há gasto de energia) e
o transporte ativo (quando ocorre gasto de energia).

Transporte Passivo por Difusão

As moléculas costumam sair de uma região com


maior concentração para uma outra que tenha uma
concentra-ção menor. Esse processo recebe o
Núcleo; nome de difusão e é responsável pela passagem do
Retículo endoplasmático;
Citoplasma;
Ribossomos;
Complexo de Golgi;
gás carbônico e do oxi-gênio pela membrana. A
Mitocôndrias;
Lisossomos;
Plastos; difusão ajuda as moléculas a ficar espalhadas.
Vacúolos;

A membrana celular Transporte Passivo por Osmose

Faz parte de todas as células que estão vivas. É Toda vez que ocorrer uma diferença na concentração
uma fina camada formada por moléculas de lipídeos de duas soluções, o solvente vai sair da solução que é
e proteí-nas. Essa camada fosfolipídica foi citada me-nos concentrada para a mais concentrada. A
pela primeira vez em 1825; porém, ela somente osmose é a difusão do solvente (água) com a ajuda de
ganhou força com a descoberta de Charles Overton, uma mem-brana semipermeável, ou seja, aquela onde
em 1895. Ele observou a membrana celular e só passa o solvente. O procedimento ocorre como se a
verificou que somente algumas substâncias solução que
passavam por ela. mais concentrada estivesse atraindo água da
solução menos concentrada.

Difusão Facilitada

Esse processo ocorre quando uma substância passa


pela membrana da célula com o auxílio das proteínas.
Esse procedimento depende do tamanho da molécula
e também a capacidade de dissolver em lipídios. As
molé-culas que são pequenas e lipossolúveis
(oxigênio, nitro-gênio e gás carbônico) conseguem
atravessar a camada lipídica sem dificuldades. A água
também consegue pas-sar graças a sua pequena
molécula. As que são maiores e não lipossolúveis
(glicose e íons), tem que passar pelas
Biologia Página 132
Biologia
proteínas da membrana que ajudam a realizar o pro- estrutura re-aliza a cobertura das células dos seres
cesso. vivos (plantas,

Transporte Ativo

Esse transporte ocorre porque algumas substâncias


se movimentam de um local com pouca
concentração para outro com maior concentração.
Esse movimento contrá-rio à difusão e que tem um
gasto de energia é denomi-nado transporte ativo. É
um transporte que necessita de ajuda de proteínas
especiais que realizam um trabalho com grande
consumo de energia.

A energia das proteínas é obtida através das


moléculas de ATP (é uma molécula que carrega a
energia que surge com a respiração). São diversos
tipos de transporte ativo, chamados também de
“bombas”. As mais conhecidas são as bombas de
sódio e de potássio.

Transporte das moléculas grandes

As moléculas grandes como os polissacarídeos não


pas-sam pela membrana celular. Portanto, a entrada
dessas substâncias é feita pela endocitose e a
saída é realizada através da exocitose. A
endocitose é dividida em fago-citose (fago, que
significa comer) e pinocitose (pino, que significa
beber).

Fagocitose: A célula ingere as substâncias maiores


como micro-organismos ou resíduos celulares.
Posterior-mente, o citoplasma cria expansões,
denominadas de pseudópodes (falsos pés) que
envolvem a substância e a colocam em uma cavidade
da célula. Nessa cavidade é feita a digestão e a
absorção.

Pinocitose: Esse processo é realizado


principalmente pelas células eucarióticas. A célula
pega líquidos ou so-lutos por meio do processo de
invaginação da mem-brana. Com isso, são formadas
pequenas vesículas.

Já o processo de exocitose também pode se chamar


clasmatose. Nele, ocorre a expulsão de produtos
para fora da célula. São produtos que ficam no
interior das ve-sículas e que estão na superfície das
membranas.

Parede Celular

A parede celular também é chamada de membrana


celu-lósica ou parede esquelética. Essa parede é
composta por celulose, água e polissacarídeos. Essa
fungos, etc). É formada principalmente por celulose,
co-nhecida por membrana celulósica. A função mais Citoesqueleto: O citosol das células eucarióticas
impor-tante da parede celular é fornecer uma proteção apre-senta um quantidade enorme de tubos ocos
à célula. chamados de microtúbulos. Ele também é formado
por proteínas, as tubulinas. Eles possuem a
um envoltório presente também em algumas bacté- capacidade de aumentar e di-minuir seu tamanho.
rias, fungos e protozoários. Ela é uma estrutura Podem-se encontrar, também, os microfilamentos
rígida, que atrapalha algumas mudanças formados pela proteína actina. Os dois juntos
morfológicas dos or-ganismos. Com a inflexibilidade formam um verdadeiro esqueleto celular e são es-
da parede celular, as cé-lulas não conseguem senciais para manter a forma da célula e suas
mudar a sua forma. estruturas. O citoesqueleto também é chamado de
“citomuscula-tura”.
Citoplasma
Centríolos: São cilindros que formam um ângulo reto
e ficam em uma região densa do citoplasma
chamada de centro celular ou centrossomo. Cada
centríolo possui mi-crotúbulos de proteínas que
formam sua parede. Pos-suem a capacidade de
duplicar-se e são necessários para a formação do
fuso acromático e na formação dos cílios e flagelos.
Ribossomos: Esse componente é for-mado por
grãos de RNA e proteína. Está presente nas células
procarióticas e eucarióticas; nas procarióticas, eles
O citoplasma compreende um grande volume dentro
ficam livres no hialoplasma ou associado ao retículo
da célula e é composto por uma substância viscosa
endoplasmático rugoso. Já nas células procariontes,
que re-cebe o nome de hialoplasma ou citosol. O
cada ribossomo possui duas sub-unidades que têm
hialoplasma contém água e moléculas de proteínas
ta-manhos e densidades diferentes. É nesse
que forma uma dispersão chamada coloide. Nele,
componente que ocorre a síntese das proteínas e é
também estão inclu-sos componentes como o
feita com a junção de aminoácidos, sendo que esse
citoesqueleto, os centríolos, os ribossomos, o
procedimento é coman-dado pelo RNA. Ele recebe a
retículo endoplasmático, o aparelho de golgi, dentre
ajuda do polirribossomo para que comande os
outros.
aminoácidos da proteína em se-quência.

Biologia Página 133


Biologia
Mitocôndrias pela glicose é liberada em quatro partes que
produzem quatro moléculas de ATP.
São pequenos órgãos celulares que têm a forma de
grãos ou bastonetes. Sua quantidade vai depender
da célula que está sendo verificada. A mitocôndria é
uma estrutura que é limitada por duas membranas
parecidas com a membrana plasmática. A
membrana situada na parte interna possui dobras
que levam o nome de cristais mitocondriais. Entre os
cristais, é encontrada uma solu-ção que é chamada
de matriz mitocondrial.

Os cristais mitocondriais possuem a capacidade de


ele-var o número de enzimas, mas sem alterar o
tamanho da mitocôndria. Na matriz mitocondrial,
pode-se encontrar também DNA, RNA e
ribossomos. Para que se possa re-tirar energia das
ligações químicas de uma substância, é necessário
que as moléculas com oxigênio reajam. Esse
processo recebe o nome de combustão. Há uma
distin-ção entre combustão e respiração, pois a
combustão li-bera muita energia em um pequeno
espaço de tempo. Já na respiração, a liberação de
energia ocorre de forma gradual.

Respiração Aeróbia

Síntese de ATP

A energia obtida pela respiração é utilizada


posterior-mente e cada parte dessa energia que é
liberada, é utili-zada pela molécula de adenosina
trifosfato (ATP). Ou seja, um número grande de
energia, que se encontra na molécula de glicose,
transforma-se em quantidades me-nores de energia,
que se encontram nas moléculas de ATP. Essas, por
sua vez, ficam na célula e vão sendo utilizadas
durante o metabolismo de forma a se espalhar por
toda a célula.

A síntese ocorre com uma molécula de adenosina


difos-fato com mais um radical fosfato que está na
célula. Com a energia que é liberada pela
respiração, o fosfato se une ao ADP e forma o ATP e
um fosfato cheio de energia. Quando há a
necessidade de energia para a realização de um
trabalho, o ATP entrega esse fosfato e se trans-
forma em ADP. Quando a respiração libera energia
no-vamente, ele transforma-se novamente em ATP.
O pro-cesso de ligar o fosfato com pouca energia ao
ADP re-cebe o nome de fosforilação.

Etapas da Respiração Aeróbia

Glicólise

Esse processo acontece no hialoplasma e se trata


da quebra da glicose (C6H12O6) em duas
moléculas de ácido pirúvico (C3H4O3). Quando
ocorre o processo, uma parte da energia gerada
Como são utilizadas duas moléculas de ATP para
que a glicose seja ativada, ao fim do processo Cadeia Respiratória
sobram apenas duas. Ocorre também a
desidrogenação e são formadas duas moléculas de A cadeia respiratória ocorre na membrana interna da
NAD.2H. mi-tocôndria. Nela, os átomos de hidrogênio
(elétrons de hi-drogênio) que foram retirados das
Ciclo de Krebs cadeias de carbono nas etapas anteriores, serão
levados para o oxigênio por várias moléculas
Esse ciclo acontece na matriz da mitocôndria onde secundárias. Com a junção do oxigênio com o
duas moléculas de ácido pirúvico (C3H4O3) que são hidrogênio, forma-se água e moléculas de ATP. A
produzi-das na glicólise, serão desidrogenadas e cadeia respiratória também recebe o nome de
descarboxila-das. Enquanto a primeira é feita pelas fosforila-ção oxidativa, pois a síntese de ATP
desidrogenases, as descarboxilações são tiradas de necessita de um fos-fato no ADP e a fosforilação
moléculas de gás carbônico do ácido pirúvico e necessita da energia que vem das oxidações.
depois são catalisadas pe-las descarboxilases.
Desse processo, sai uma molécula de NAD.2H e O núcleo da célula
uma de CO2. Essa cadeia que possui dois átomos
de carbono, pertencente ao grupo acetila. formado pela cromatina, nucléolos e nucleoplasma.
Nas células procariontes, o núcleo fica solto no cito-
No ciclo, o grupo acetila junta-se à substância plasma. Nas moléculas eucariontes, a cromatina
coenzima A (Co A) e formam o acetil-CoA. Ele, por (mate-rial genético) é o resultado das moléculas de
sua vez, realiza uma ligação com um composto com DNA com proteínas, formando um conjunto de
quatro átomos de carbono, o ácido oxalacético, que filamentos que ficam distantes do citoplasma devido
já está na matriz da mitocôndria. A coenzima A não a uma membrana. A membrana recebe o nome de
permanece no ciclo. Pos-teriormente, é formado um carioteca ou membrana nu-clear e possui diversos
composto com seis átomos de carbono, o ácido poros. Eles são necessários para que ocorra a troca
cítrico. Esse ácido sofre a desidrogena-ção e a de substâncias entre o citoplasma e o núcleo.
descarboxilação e resulta em substâncias inter-
mediarias. No fim, o ácido oxalacético regenera-se e Um núcleo pode ter um ou mais nucléolos. Esse é o
re-torna à matriz. local onde o RNA é sintetizado e se une a proteínas
que vêm

Biologia Página 134


Biologia
do citoplasma e formam unidades precursoras dos Mitose
ribos-somos. As sub-unidades ficam no nucléolo até a
divisão celular. A maioria das células possui apenas um Esse processo consegue produzir células-filhas
núcleo. iguais à célula que lhe deu origem. A célula-filha terá
sempre a mesma quantidade e o mesmo tipo de
Cromatina cromossomos que constam na célula que lhe
originou. A mitose é impor-tante para o crescimento,
A cromatina (do grego chromatos, que significa cor) é a regeneração e a formação do indivíduo. Ela é
um dos componentes do núcleo da célula. É um essencial para a reprodução assexuada dos seres
conjunto de fios onde cada um é formado por uma eucariontes e unicelulares. Esse processo pode
molécula de DNA que fica associado a um tipo de demorar minutos, horas ou dias. Células nervosas e
proteína. Os fios são os cromossomos. Há uma região musculares não se dividem mais quando estão
mais densa que recebe o nome de heterocromatina e madu-ras.
outra menos densa que re-cebe o nome de
eucromatina. Interfase

Cromossomos Essa fase ocorre quando a célula ainda não iniciou a


di-visão. Durante esse período, começam os
O cromossomo (croma=cor; soma=corpo) é uma fita preparativos para a divisão e a interfase é subdividida
du-pla de DNA que, durante o processo de divisão, em três etapas:
apare-cem no lugar da cromatina. O cromossomo é
formado por pedaços de cromatina que se dobram Período G1: A primeira parte ocorre antes da
diversas vezes so-bre si e possuem um formato de duplicação do DNA. A célula aumenta e
bastonete. Antes que ocorra a divisão, o realiza o metabolismo normalmente.
cromossomo se duplica e são forma-das as Acontece a dupli-cação do centríolo;
cromátides (a cromátide é cada um dos filamentos Período S: O DNA e os filamentos de cromatina
de DNA que são formadas na duplicação do cromos- são duplicados;
somo). Período G2: É o intervalo que ocorre entre a du-
plicação do DNA e o princípio da divisão
As cromátides pertencentes ao mesmo cromossomo celular.
re-cebem o nome de cromátides-irmãs e as não irmãs
são as que surgiram de cromossomos diferentes. Etapas da Mitose
Quando acontece a divisão celular, as cromátides-
irmãs sepa-ram-se e se deslocam para uma célula- Prófase (pro=antes): É a preparação da célula para
filha. Quando a divisão acaba, o cromossomo volta a que ocorra a divisão. Nessa etapa, a cromatina
começa a enrolar para formar o cromossomo e os
possuir apenas um fio de cromatina, que recebe o filamentos es-tão duplicados e juntos pelo centrômero.
nome de cromonema. Durante a pró-fase, o filamento de cromatina começa a
se enrolar e se tornam mais condensados. Os
centríolos migram para os polos e começa a formação
dos fusos acromáticos. Os cromossomos passam a se
dirigir para a região mediana do fuso e a membrana
nuclear e o nucléolo desapare-cem.

Metáfase (meta=depois): Nessa fase, os centríolos passam


a ficar em polos opostos da célula. Onde fica lo-calizado o
centrômero, aparece o cinetócoro e cada cro-mátide fica
O cromossomo possui o centrômero e, dependendo presa às fibras do fuso por ele. Nesse perí-odo, os
de sua posição, pode lhe proporcionar uma cromossomos formam a placa equatorial, ou seja, ficam na
região central da célula.
classificação di-ferente:
Anáfase (ana=para cima): Os filamentos dos fusos diminuem e
Metacêntrico: quando o centrômero está no meio; as cromátides vão para polos opostos da cé-lula. O material
genético é distribuído de forma igual para esses polos, o que irá
proporcionar que as células que serão formadas sejam
beneficiadas.
Submetacêntrico: Quando o centrômero está Telófase (telo=final): Os cromossomos chegam aos polos e voltam a
um pouco distante do meio; ter a aparência de um filamento de cro-matina. Voltam a aparecer a
membrana nuclear e o nu-cléolo.

Acrocêntrico: Quando ele se encontra perto de


um dos polos;

Telocêntrico: O centrômero está em cima de um


dos polos.
Biologia Página 135
Biologia
O fim da mitose é atribuído ao surgimento de dois número de cromossomos, a primeira divisão também
nú-cleos e em sua maioria, essa divisão também recebe o
realiza a divisão do citoplasma, chamada de
citocinese.

Meiose

surgimento de uma célula-ovo se deve a união dos


ga-metas que são produzidos por meio da
reprodução sexu-ada de indivíduos de sexos
distintos. Essa junção de ga-metas recebe o nome
de fecundação. Quando há uma união dos gametas,
os cromossomos não duplicam gra-ças a uma
divisão celular denominada meiose. Nesse
procedimento, são produzidas células que tem
apenas a metade do número de cromossomos.

Nas células animais, a meiose ocorre na produção dos


gametas. Nas células vegetais, acontece durante a for-
mação dos esporos, considerados células especiais.
Al-guns processos que ocorreram durante a mitose,
serão repetidos na meiose. São eles: formação do fuso
acro-mático, movimentação dos cromossomos e a
membrana nuclear irá desaparecer. A diferença é que
na meiose, ocorrem duas divisões celulares seguidas e
os gametas que serão produzidos não são iguais
geneticamente.

Primeira Divisão da Meiose

Prófase I: Nessa fase, os cromossomos homólo-


gos ficam pareados, ou seja, cada
cromossomo que foi duplicado irá ficar
encostado em seu ho-mólogo. Isso ocorre
somente durante a meiose porque é
importante que cada célula-filha tenha um
cromossomo de cada tipo. Também acontece
na prófase a fragmentação da membrana
nuclear e do nucléolo.
Metáfase I: Os cromossomos homólogos não fi-
cam alinhados e cada um se mantém de um
lado da região mediada do fuso acromático.
Anáfase I: Os cromossomos homólogos vão para
lados opostos porque os fios do fuso se
contraem. Diferente do que ocorre na mitose,
os cromosso-mos que migram são os duplos e
não os simples.
Telófase I: Os cromossomos duplicados chegam
aos polos; porém, não estão totalmente
desenro-lados. O citoplasma é dividido para
a formação de duas células-filhas.

Com a criação das células-filhas, termina a primeira


fase da divisão da meiose. Como há uma redução no
nome de divisão reducional. A célula-filha tem duas pedaços são trocados por formas cor-
có-pias de cada molécula do DNA e cada uma está respondentes);
situada em uma cromátide. Diploteno: Os cromossomos iniciam a
separação; porém, ficam grudados no local
das cromátides onde havia ocorrido as
Segunda Divisão da Meiose
permutações. Nesses lo-cais, aparece uma
figura no formato de X que re-cebe o nome de
O período entre a primeira fase e a segunda fase da quiasma;
di-visão da meiose recebe o nome de intercinese. Diacinese: Os cromossomos passam a conden-
No final dessa fase, o número de cromossomos não sar mais e os quiasmas se deslocam para a
se altera e por isso a segunda divisão da meiose extre-midade. Esse processo recebe o nome
também recebe o nome de divisão equacional. de termi-nalização. A permutação somente
termina durante a anáfase I.
Prófase
Ao final da meiose, são produzidas quatro células
A prófase que ocorre durante a primeira divisão da com metade do número de cromossomos que
mei-ose possui vários aspectos que a tornam possuía a cé-lula original e diferentes
diferente das outras fases. Ela é subdividida em geneticamente. Já com a mitose, ocorre a produção
outras cinco fases: de duas células que são iguais gene-ticamente e
possuem o mesmo número de cromossomos da
Leptóteno: Há o condensamento dos cromosso- célula original.
mos;
Zigoteno: Os cromossomos homólogos começam a EXERCICIOS
parear e o processo recebe o nome de sinapse;
Paquiteno: Após o pareamento dos cromosso- Numa célula animal, qual organela é responsável
mos homólogos, é formada uma tétrade com pela respiração celular?
qua-tro cromátides. Durante a prófase I, A - Complexo de Golgi
também ocorre o fenômeno chamado B – Mitocôndria
permutação ou cros-sing-over (é a quebra C – Ribossomo
das cromátides homólogas e depois os D – Centríolo

Biologia Página 136


Biologia
Qual das alternativas abaixo apresenta funções da
membrana plasmática numa célula? 7.Em glóbulos vermelhos, quando colocados em uma
A - Dar forma a célula, além de controlar as so-lução hipotônica, ocorre a entrada de água por
substâncias que entram e saem dela. osmose, o que pode acarretar o seu rompimento.
B - Executar a respiração celular. Quando uma cé-
C - Fazer a síntese de proteínas dentro da
célula. D - Executar todo processo de divisão
celular.

Qual das alternativas abaixo apresenta os nomes


de duas formas de divisão celular?
A - Fagocitose e
Osmose B - Interfase e
Fotossíntese C - Mitose
e Meiose
D - Osmose e Anáfase

Numa célula animal, qual estrutura possui a função


de conservar e transmitir a informação genética na
reprodu-ção das células e regular as funções
celulares.
A-
Ribossomos
B-
Lisossomos
C-
Citoplasma D
- Núcleo
Celula

Qual a função dos leucócitos (glóbulos brancos) pre-


sentes no sangue dos seres humanos?
A - Desempenham a função de proteção,
combatendo agentes infecciosos que penetram no
organismo hu-mano.
B - Realizam a importante função de transporte de
nutri-entes através de todo corpo humano.
C - Realizam o transporte de oxigênio, através do
san-gue humano.
D - Atuam no processo de divisão celular.

Atenção na cozinha: não é aconselhável temperar,


com sal e vinagre, uma salada de verduras, ou um
pe-daço de carne, muito tempo antes de consumir.
Prova-velmente as folhas da verdura ficarão
murchas, e a carne vai começar a liberar muito
líquido. Baseado no texto e em seus
conhecimentos, é correto afirmar que em ambos
os casos ocorrerá:
a) a difusão do solvente do meio hipertônico para o
hi-potônico, por isso a carne e as verduras
perderão água b) a lise celular e por isso as
células liberarão água, pois foram submetidas a
um meio hipotônico.
c) a deplasmólise, processo em que há perda de
água para o ambiente e conseqüentemente a
diminuição do volume celular.
d) um processo de osmose, em que as células
perderão água por serem submetidas a um meio
hipertônico.
e) um processo de transporte ativo, em que as
células secretarão água para ocorrer a entrada de
sal nas pró-prias células.
lula vegetal é colocada em solução semelhante, fica A água, os sais minerais, os lipídios e as proteínas
túr-gida, e não se rompe como os glóbulos são componentes inorgânicos.
vermelhos. Assi-nale a alternativa que indica a
estrutura responsável pelo não rompimento da
célula vegetal. 10.Observando a célula abaixo, responda a
Membrana plasmática. alternativa correta
Vacúolo.
c)Parede celular.
Retículo endoplasmático.
Mitocôndria.

8.Um ser humano adulto tem de 40 a 70% de sua


massa corpórea constituída por água, de acordo
com a sua idade e quantidade de gordura. A maior
parte dessa água encontra-se localizada
no líquido linfático
no meio intracelular
nas secreções intestinais 5 representa o complexo de golgi
no plasma sanguíneo 1 representa uma mitoconddria
2 representa um cloroplasto
9.Assinale a alternativa correta, em relação aos 1 representa um complexo de golgi
compo-nentes químicos da célula. 4 representa a membrana da célula
A)Os glicídios, a água, os sais minerais, os lipídios e
as proteínas são componentes orgânicos. ESTUDO DOS VÍRUS
B)As proteínas, os ácidos nucléicos, os lipídios e os
gli-cídios são componentes orgânicos. Vírus
C)Os glicídios, os sais minerais, os lipídios e as
proteínas são componentes orgânicos. Vírus são os únicos organismos acelulares da
Terra atual.
A água, os sais minerais e os glicídios são compo-
nentes inorgânicos.

Biologia Página 137


Biologia
Os vírus são seres muito simples e pequenos (medem hospedeira e em moléculas de proteínas virais,
menos de 0,2 µm), formados basicamente por uma cáp- específi-cas para cada tipo de vírus, imersas nas
sula proteica envolvendo o material genético, que, de- camadas de li-pídios.
pendendo do tipo de vírus, pode ser o DNA, RNA ou os
dois juntos (citomegalovírus). A palavra vírus vem do São as moléculas de proteínas virais que determinam
Latim vírus que significa fluído venenoso ou toxina. qual tipo de célula o vírus irá infectar. Geralmente, o
Atualmente é utilizada para descrever os vírus biológi- grupo de células que um tipo de vírus infecta é
cos, além de designar, metaforicamente, qualquer coisa bastante restrito. Existem vírus que infectam apenas
que se reproduza de forma parasitária, como ideias. O bactérias, de-nominadas bacteriófagos, os que
termo vírus de computador nasceu por analogia. A pala- infectam apenas fun-gos, denominados micófagos; os
vra vírion ou víron é usada para se referir a uma única que infectam as plantas e os que infectam os animais,
partícula viral que estiver fora da célula hospedeira. denominados, respectiva-mente, vírus de plantas e
vírus de animais.
Das 1.739.600 espécies de seres vivos conhecidos,
os vírus representam 3.600 espécies.

Ilustração do vírus HIV mostrando as proteínas do Esquema do Vírus HIV


cap-sídeo responsáveis pela aderencia na célula
hospe-deira. A palavra vírus é originária do latim e significa toxina
ou veneno. O vírus é um organismo biológico com
Vírus é uma partícula basicamente proteica que pode grande capacidade de multiplicação, utilizando para
in-fectar organismos vivos. Vírus são parasitas isso a estru-tura de uma célula hospedeira. É um
obrigató-rios do interior celular e isso significa que agente capaz de causar doenças em animais e
eles somente se reproduzem pela invasão e possessão vegetais.
do controle da ma-quinaria de auto-reprodução celular.
O termo vírus geral-mente refere-se às partículas que
infectam eucarion-tes (organismos cujas células têm Estrutura de um vírus
carioteca), enquanto o termo bacteriófago ou fago é
utilizado para descrever aqueles que infectam Ele é formado por um capsídeo de proteínas que
procariontes (domínios bacteria e archaea). envolve o ácido nucléico, que pode ser RNA (ácido
ribonucléico) ou DNA (ácido desoxirribonucléico). Em
Tipicamente, estas partículas carregam uma pequena alguns tipos de vírus, esta estrutura é envolvida por
quantidade de ácido nucleico (seja DNA ou RNA, ou os uma capa lipídica com diversos tipos de proteínas.
dois) sempre envolto por uma cápsula proteica denomi-
nada capsídeo. As proteínas que compõe o capsídeo são
específicas para cada tipo de vírus. O capsídeo mais o Vida
ácido nucleico que ele envolve são denominados nucleo-
capsídeo. Alguns vírus são formados apenas pelo núcleo Um vírus sempre precisa de uma célula para poder
capsídeo, outros no entanto, possuem um envoltório ou repli-car seu material genético, produzindo cópias da
envelope externo ao nucleocapsídeo. Esses vírus são de- matriz. Portanto, ele possui uma grande capacidade
nominados vírus encapsulados ou envelopados. de destruir uma célula, pois utiliza toda a estrutura da
mesma para seu processo de reprodução. Podem
infectar células eu-carióticas (de animais, fungos,
vegetais) e procarióticas (de bactérias).
O envelope consiste principalmente em duas
camadas de lipídios derivadas da membrana
plasmática da célula

Biologia Página 138


Biologia
Classificação cama, em iso-lamento e receber boa alimentação.
Deve ficar também
A classificação dos vírus ocorre de acordo com o
tipo de ácido nucléico que possuem, as
características do sis-tema que os envolvem e os
tipos de células que infectam. De acordo com este
sistema de classificação, existem aproximadamente,
trinta grupos de vírus.

Ciclo Reprodutivo

São quatro as fases do ciclo de vida de um vírus:

Entrada do vírus na célula: ocorre a absorção e


fixação do vírus na superfície celular e logo em
seguida a pene-tração através da membrana celular.

Eclipse: um tempo depois da penetração, o vírus


fica adormecido e não mostra sinais de sua
presença ou ati-vidade.

Multiplicação: ocorre a replicação do ácido nucléico


e as sínteses das proteínas do capsídeo. Os ácidos
nucléi-cos e as proteínas sintetizadas se
desenvolvem com ra-pidez, produzindo novas
partículas de vírus.

Liberação: as novas partículas de vírus saem para


in-fectar novas células sadias.

DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS

A maioria das viroses ocorre na infância e são de


cura espontânea. As principais doenças
causadas por ví-rus são:

Gripe e resfriado comum

Embora causados por vírus diferentes, seus sintomas


são semelhantes: coriza, obstrução nasal, tosse e es-
pirro; a febre geralmente só aparece nos casos de
gripe. Ambas as doenças são transmitidas por
gotículas elimi-nadas pelas vias respiratórias.
Recomendam-se apenas repouso, boa alimentação,
ingestão de uma grande quantidade de líquidos e se
necessário, antitérmicos e descongestionantes. Se os
sintomas persistirem por mais de uma semana é
necessário consultar um médico.

Sarampo, catapora, rubéola e caxumba

Estas doenças também são transmitidas por saliva


(gotí-culas eliminadas pela tosse, por exemplo),
atacando ge-ralmente crianças. O doente deve ficar de
no fí-gado. A prevenção é feita por meio do combate
sob orientação médica, para ser atendido
ao mos-quito e da vacinação.
prontamente no caso de infecções bacterianas. A
rubéola é perigosa quando contraída por mulheres Raiva ou hidrofilia
grávidas, pois o vírus pode provocar anomalias no
embrião (catarata, surdo - mudez e doenças Essa doença, quase sempre fatal, ataca o sistema
cardíacas, entre outras). ner-voso. É transmitida por animais domésticos,
principal-mente o cão, sendo por isso obrigatória a
Poliomielite
vacinação e o recolhimento dos animais soltos na
rua. Quando uma pessoa é mordida por qualquer
Embora na maioria das pessoas essa virose cause
animal deve lavar várias vezes o local da ferida com
ape-nas febre e mal estar, em alguns indivíduos ela
água e sabão e aplicar um desinfetante. Se houver
pode ata-car o sistema nervoso, provocando paralisia.
suspeita que o animal está rai-voso, procurar
Uma vez instalada a doença, não há um procedimento
urgentemente o hospital mais próximo o soro e
específico para curá-la, sendo feito apenas um
vacina antirrábicos. Deve-se também exigir que o
tratamento fisioterá-pico nos casos em que ocorre a
proprietário apresente o atestado de vacinação do
paralisia, com o objetivo de melhorar a condição
ani-mal.
muscular. Assim sendo, para evi-tar essa doença, é
muito importante que os pais vacinem os seus filhos Hepatite A Vírus
na época recomendada pelo médico.
uma inflamação do fígado que pode ser causada tam-
Febre Amarela
bém por outros parasitas ou substâncias químicas. A
transmissão ocorre por água e alimentos
causada por um vírus e é transmitida pelo mosquito
contaminados, principalmente quando há falta de
Aedes aegypti, provocando febre, vômito e lesões
instalações sanitárias adequadas, por transfusões de
sangue contaminado, por

Biologia Página 139


Biologia
seringas e agulhas de injeção mal esterilizadas. A ocorre pelo ato sexual, pela recepção de sangue
evolu-ção costuma ser benigna, mas a presença do conta-minado, pelo uso de seringas ou agulhas
médico é necessária e o doente deve ficar isolado, contaminadas, de mãe para filho durante a vida
em repouso com boa alimentação. uterina ou na hora do parto, ou ainda por transplante
de órgãos. Para evitar o contágio, deve se usar a
Dengue
camisinha, não utilizar seringas ou agulhas não
esterilizadas e, se precisar de sangue ou fatores do
Também é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
plasma, certifique-se que procede de bancos de
Os principais sintomas são: febre alta durante 3 dias,
sangue que fazem o teste da AIDS. O grupo de risco
dores no corpo e nos olhos, cansaço e falta de apetite,
inclui: heterossexuais, homossexuais, bissexuais,
podendo haver também erupções na pele semelhantes
usuá-rios de drogas injetáveis e pessoas que
ao sa-rampo. A dengue não tem tratamento específico,
necessitam de transfusões de sangue ou fatores do
o do-ente deve ficar de repouso, ingerir muitos líquidos
plasma, como os hemofílicos.
e to-mar medicamentos para a dor e febre (que não
conte-nham Ácido Acetil Salicílico). A prevenção é a Dentre as principais viroses, podemos
mesma que a da febre amarela. Quem já teve dengue, destacar:
mesmo que de forma assintomática, ou é portador de
Aids
Catapora
doenças crônicas, como diabetes, artrite reumatoide ou Caxumba
lupus está sujeito a contrair a Dengue Hemorrágica. Dengue
Ela é cau-sada por outro vírus e começa como a Febre amarela
Gripe
dengue, porém depois que a fase febril acaba, os Poliomielite
sintomas se agravam, ocorrendo queda da pressão Raiva
arterial, hemorragias na pele, intestino e gengivas, Rubéola
Sarampo
além do aumento do tamanho do fígado. Caso não
Varíola
haja assistência médica, a doença pode levar o
paciente à morte em 10% dos casos.
Exercício sobre doenças causadas por
AIDS vívrus
É comum visitarmos o médico e este informar que
A síndrome da imunodeficiência adquirida é causada es-tamos com uma virose, ou seja, uma doença
transmitida por vírus. Baseando-se nos seus
pelo vírus HIV, ou vírus da imunodeficiência humana,
conhecimentos sobre o tema, marque a alternativa
que ataca células do sistema imunológico, que indica o nome de uma virose:
responsáveis pelo reconhecimento e combate dos a) Febre amarela. b) Doença de Chagas.
agentes estranhos (bac-térias, vírus, etc.) que invadem c) Cólera. d) Giardíase.
e) Sífilis.
o organismo. A principal célula atacada é o linfócito T4.
Devido à deficiência do sistema imunológico, os Algumas doenças virais podem ser transmitidas de
soropositivos estão sujeitos a in-fecções por germes pessoa para pessoa, mas existem algumas que
necessi-tam de vetores para serem transmitidas, ou
chamados oportunistas, que não causam problemas a
seja, neces-sitam de organismos que transportem o
pessoas com saúde normal. Além disso, são mais vírus até uma pessoa. Entre as doenças citadas a
propensos a desenvolver alguns tipos ra-ros de câncer, seguir, marque a única que é transmitida por um
vetor.
como o sarcoma de Kaposi. Essas infec-ções terminam
a) herpes. b) febre chikungunya.
por debilitar a saúde do paciente e até mesmo levá-lo a c) resfriado. d) AIDS.
morte. Ainda não há cura ou vacina para a AIDS. Nem e) gripe.
todas as pessoas que contraem o vírus HIV
As doenças virais, geralmente, não possuem um trata-
desenvolvem a doença, ela pode aparecer de forma mento específico, sendo ideal, portanto, a prevenção.
as-sintomática. Contudo, o portador assintomático Uma das principais formas de se prevenir de doenças
pode transmitir a doença para outras pessoas através como a febre amarela e a gripe, por exemplo, é:
a) o uso de soros.
do con-tato por sangue, sêmen ou secreções vaginais.
Isso
b) o consumo de vitamina
C. c) o uso de anti-
inflamatórios.
Biologia Página 140
Biologia
a vacinação. E) Catapora, oxiurose, poliomielite e rubéola.
o uso de antibióticos.

Considere as seguintes possibilidades de


transmissão de um agente patogênico:
I- transfusão de
sangue II- aperto de
mão e abraço
III- uso de banheiros
públicos IV- relações
sexuais
V- uso de seringas, material cirúrgico e agulhas

O vírus da AIDS pode ser transmitido, comprovada-


mente, por meio de APENAS
a) I, II e III b) I, IV e V
c) II, III e IV d) II, IV e V
e) III, IV e V
Atualmente, muitas doenças têm preocupado a
popu-lação mundial, tais como a AIDS, a febre
amarela, o pos-sível retorno da varíola e, mais
recentemente, a SARS. Todas elas são causadas
por vírus, e sobre esses orga-nismos é
INCORRETO afirmar que
são, estruturalmente, semelhantes às bactérias, po-
dendo apresentar DNA ou RNA como material
genético.
apresentam ciclos de vida lítico ou lisogênico. No
ciclo lítico, determinam a destruição da célula
infectada.
comandam o metabolismo celular do hospedeiro
para a produção de proteínas de seu capsídeo e
duplicação do seu material genético.
apresentam a enzima transcriptase reversa, quando
têm RNA como material genético, que produz um
DNA viral para ser integrado ao DNA do hospedeiro.
são parasitas obrigatórios, mas alguns podem
sobre-viver cristalizados por muitos anos.

Sobre doenças causadas por vírus, assinale V ou


F nas alternativas abaixo:
A) ( ) Vírus podem infectar seres vivos não
pertencen-tes ao Reino Animalia.
B) ( ) A gripe e resfriado comum são doenças
causadas por vírus.
C) ( ) A hepatite A pode ser transmitida
sexualmente. D) ( ) A dengue e a febre amarela são
provocadas pelo mesmo agente etiológico.
E) ( ) A catapora também é chamada de varicela.
Ver-dadeiro.

Dentre os grupos de doenças citados abaixo,


marque a alternativa na qual todas elas sejam
causadas por ví-rus.
A) Dengue, herpes, caxumba e
mononucleose. B) Hanseníase, febre
amarela, hepatite, varíola.
C) Dengue, febre amarela, toxoplasmose, gripe e
AIDS. D) Condiloma acuminado, HIV, gonorreia e
herpes.
8. Sobre a AIDS, assinale a alternativa incorreta.

O vírus da AIDS é transmitido por meio de relações O conceito abaixo é correto para
sexuais desprotegidas, pelo sangue; e de mãe vírus: a) todos o chama de ser vivo
gestante para filho, durante a gravidez, ou pelo leite b) é formando por uma
materno. célula c) possui apenas
A principal célula atacada pelo vírus da uma organela d) tem DNA
imunodeficiên-cia humana é a CD4, responsável ou RNA
pelas respostas imuni-tárias do organismo. e) todos causam doenças no homem.
A AIDS propicia o aparecimento de infecções
oportu-nistas e que podem ser fatais em razão da
debilidade do organismo da pessoa acometida. ESTUDANDO BACTÉRIAS
Homens homossexuais, usuários de drogas injetáveis,
profissionais do sexo e hemofílicos constituem o grupo
de risco para esta Reino Monera
doença. Por Kamila Aguiar
Gabaldo
9. Associe o nome da doença às suas
características: A massiva maioria dos seres são formados por
células eucariontes, restando somente poucos seres
formados pelas procariontes. Estes fazem parte do
Reino Monera, que são as bactérias, incluindo
também as cianobacté-rias e arqueobactérias.
Todos os seres desse reino são unicelulares, ou
seja, são formados por uma única célula, sendo
esta, uma célula procarionte.

Toda célula apresenta componentes de núcleo e de


cito-plasma. Os componentes de núcleo são o material
gené-tico, podendo ser DNA ou RNA; os componentes
de cito-plasma são todos os outros que ajudam nossa
célula e

Biologia Página 141


Biologia
corpo funcionarem, como por exemplo, os ribosso-
mos (responsáveis pela produção de proteínas).
Apesar de toda célula ter, praticamente, os mesmos
componen-tes, elas não têm as mesmas divisões,
por isso elas po-dem ser diferenciadas em células
procariontes e células eucariontes.

As células procariontes são aquelas nas quais não


há se-paração entre componentes do núcleo e do
citoplasma, eles ficam juntos no mesmo espaço. Já
as células euca-riontes são as células que
apresentam essa separação, os componentes do
núcleo ficam separados por uma membrana
chamada carioteca.

Por serem um organismo tão simples e, teoricamente Quanto à composição da parede celular, podem
frá-gil, além da membrana plasmática, os classifi-cadas em gram-positivas e gram-negativas.
representantes do Reino Monera são envoltos por uma
parede celular e, às vezes, por uma cápsula. Nessa Reprodução
cápsula existem algumas estruturas que auxiliam no
deslocamento como cílios, e flagelos. Cílios são A reprodução pode ser assexuada por bipartição,
pequenos filamentos e estão sempre presentes em quando uma bactéria se divide em duas ou por
grande número, e os flagelos são filamen-tos grandes brotamento, quando uma célula surge de outra
que aparecem em pequeno número, normal-mente um podendo se manterem juntas formando uma colônia.
ou dois. A reprodução sexuada é chamada de conjugação no
qual duas bactérias que es-tão próximas formam
uma ponte para manter contato e passam o
A única organela presente nas bactérias são os plasmídeo de uma para outra. Esse tipo de re-
ribosso-mos e há também uma estrutura conhecida produção é responsável pela resistência das
como mesos-somo que são invaginações na bactérias aos antibióticos. O plasmídeo geralmente
membrana por onde as bactérias conseguem tem genes que fazem essa resistência e são
respirar. Além do material genético disperso pelo passados para outras bac-térias levam esse poder
citoplasma, os seres do Reino Monera têm o com eles, assim a cada reprodu-ção as bactérias
plasmídeo, que é o material genético em forma adquirem resistência a um novo antibió-tico.
circular usado para a reprodução sexuada.
As cianobactérias são procariontes
Os seres vivos do Reino Monera podem ser fotossintetizantes (usam uma organela chamada
fotossinteti-zantes (produzem o próprio alimento cloroplasto) que são en-contradas e ambientes
com componentes orgânicos – CO 2 – na presença úmidos ou no mar e em água doce. Elas só se
de luz solar), quimiossin-tetizante (produzem o reproduzem assexuadamente e podem viver em
próprio alimento com componen-tes inorgânicos na forma unicelular ou em colônias. Em condições
ausência de luz solar), heterótrofos (se alimentam desfavoráveis elas formam os acinetos, que
de uma fonte externa) ou saprófitos (de- preservam a cianobactéria até o ambiente voltar a
compositores). Eles podem respirar oxigênio ser favorável para sobreviver. Algumas espécies de
(aeróbios) ou, quando não tiver oxigênio no ar, usar bactérias e cianobacté-rias causam doenças aos
a glicose, por meio da fermentação (anaeróbios). seres humanos.

Classificação As bactérias são organismos encontrados em todos


As bactérias são classificadas de acordo com a sua os ambientes de nosso planeta, além de figurarem
forma. Espirilos são em formato de espiral, bacilos entre os menores e mais simples seres vivos
em forma de bastão, vibriões em formato de vírgula existentes. São clas-sificadas quanto a sua forma
e cocos que são esféricos. Os cocos podem viver em: cocos (redondas), ba-cilos (alongadas,
isolados e re-cebem este mesmo nome, mas bastões), espirilos (espiral) e vibriões (formato de
também podem viver em conjunto formando um vírgula).
filamento (como colar de pérolas), que são
chamados de estreptococos ou formando uma
massa, chamado de estafilococos. – Nutrição

Podem ser heterotróficas (por absorção) ou


autotróficas (fotossíntese ou quimiossíntese). As
heterotróficas po-dem ser saprofitismo (degradação
de matéria orgânica
Biologia Página 142
Biologia
morta), mutualismo, comensalismo ou parasitismo EXERCICIOS
(de seres, inclusive os humanos).
01. Assinale a alternativa correta.
– Respiração As bactérias reproduzem-se, geralmente, por divisão
binária, uma forma assexuada de reprodução pela
qual uma única bactéria pode originar um "clone", ou
O oxigênio é dos fatores que condiciona a vida das seja, uma população de bactérias idênticas.
bac-térias, podendo ter sua respiração classificada
em: aeró-bios obrigatórios (precisam do O2), As bactérias e as algas cianofíceas distinguem-se
aeróbios facultativos (na ausência de O2 realizam de todos os outros seres vivos porque não possuem
fermentação) e anaeróbios obrigatórios (não cario-teca envolvendo o material nuclear, isto é, são
sobrevivem se houver O2). eucarion-tes.
As bactérias só vivem isoladas, embora próximas;
– Reprodução nunca formam colônias.
Em algumas espécies de bactérias, observa-se o fe-
Em sua maioria assexuada (por bipartição ou nômeno da conjugação, isto é, um tipo de
divisão bi-nária), mas há também sexuada (por reprodução as-sexuada.
transdução, conju-gação ou transformação). As algas cianofíceas assemelham-se às bactérias,
po-rém são heterótrofas, isto é, produzem a matéria
orgâ-nica por fotossíntese.
– Exemplos
02.Em que alternativa as duas características são
co-muns a todos os indivíduos do reino Monera?
Clostridium tetani (causadora do tétano no homem),
Lac-tobacillus e Streptococcus (usadas na produção Ausência de núcleo, presença de clorofila.
de deri-vados do leite), Micrococcus aceti (usada na Ausência de carioteca, capacidade de síntese pro-
produção de Vinagre). teica.
Incapacidade de síntese proteica, parasitas exclusi-
Cianobactérias ou Cianofíceas ou Algas Azuis vos.
Presença de um só tipo de ácido nucleico, ausência
As cianobactérias são serem encontrados em boa de clorofila.
parte de nosso globo terrestre, sendo muito comuns
em água doce, terra e águas salgadas. Apesar de Ausência de membrana plasmática, presença de
comumente vi-verem isoladas, podem se associar a DNA e RNA.
colônias de até um metro de comprimento.
As bactérias são classificadas de acordo com sua
Possuem clorofila e pigmentos acessórios que forma. Elas podem apresentar forma esférica, de
definem sua cor característica (nem sempre são basto-nete, de vírgula, entre outras. As bactérias de
forma es-férica e de bastonete são chamadas de :
azuis, como no Mar Vermelho, que leva este nome
devido a grande quantidade de cianofíceas com a) cocos e vibriões,
pigmentação vermelha em sua superfície). respectivamente. b) cocos e
bacilos, respectivamente. c)
vibriões e bacilos, respectivamente.
– Nutrição e Respiração d) esferas e bacilos,
respectivamente.
São organismos autótrofos por fotossíntese.
Sobrevivem em ambientes que possuam apenas gás Sobre a nutrição dos representantes do Reino Mo-
carbônico, nitro-gênio, água, alguns minerais e nera, marque a alternativa correta:
luminosidade. Existem ainda, espécies que conseguem a) Alguns representantes do reino Monera realizam
fixar nitrogênio da at-mosfera para produção de suas fo-tossíntese.
proteínas. b) Todas bactérias autótrofas realizam o processo
de qui-miossíntese.
d) As bactérias são seres exclusivamente parasitas
– Reprodução e, portanto, retiram seu alimento do hospedeiro.
c) As bactérias heterótrofas sintetizam seu alimento
Apenas assexuada, por cissiparidade, divisão por fotossíntese ou quimiossíntese.
binária, es-poros ou por fragmentação.

Biologia Página 143


Biologia
Marque a alternativa que indica uma estrutura au- Marque a alternativa abaixo que só contém doença
sente em todas as bactérias: causadas por bactérias
a) Flagelos. Sarampo, tuberculose
b) Membrana Varíola e dengue
plasmática. c) Parede Hepatite e lepra
celular. Hanseníase e cárie
d) Dengue e malária
Citoplasma
. e)
Carioteca. RELAÇÕES ECOLÓGICAS

As bactérias são seres vivos que na maioria das ve-


zes são associados a doenças e decomposição da
ma-téria orgânica, como de alimentos. Entretanto,
sabemos que elas também são úteis aos seres
humanos. A res-peito da estrutura desses seres,
marque a alternativa que NÃO indica uma
característica presente em bacté-rias.

Podem ser autotróficas e heterotróficas.


Possuem DNA circular.
Apresentam parede celular.
São procariontes.
Não possuem membrana plasmática. Colméia: relação ecológica intraespecífica harmônica.
Seres vivos de uma mesma comunidade relacionam
Sabemos que as bactérias possuem uma grande en-tre si e com o meio. Tal interação ocorre não só
variedade de formas e modos de vida, sendo que entre indivíduos da mesma espécie (relações
algu-mas vivem solitárias e outras formam intraespecíficas), mas também de outras populações
colônias. Pode-mos classificar as bactérias de (relações interespe-cíficas); podendo consistir em laços
acordo com seu formato e agrupamento. Marque a benéficos, ou não. Relações ecológicas podem ser
alternativa que contém ape-nas formas de harmônicas ou desarmô-nicas. O primeiro caso ocorre
bactérias. quando ambos os indiví-duos são beneficiados; ou
apenas um, mas sem causar dano ao outro. Já o
Cocos, espirilos e bacilos. segundo, quando isto não ocorre.
Cocos, vibriões e bacteriófagos.
Bacilos, cocos e flagelados.
Flagelados, ciliados e sarcodíneos. Como relações intraespecíficas harmônicas,
Espirilos, radiolários e bacilos. temos:

Sabemos que, além do DNA cromossômico, a - Sociedade: Representantes da mesma espécie


bacté-ria possui plasmídeos. Marque a alternativa coope-
que indica corretamente o que é um plasmídeo. ram entre si, por meio da divisão de trabalho. Ex:
Grandes moléculas de DNA ligadas às proteínas abelhas e cupins.
histonas.
DNA presente no interior do núcleo.
DNA encontrado nos cromossomos essencial para Colônia: Associação anatomicamente entre
a vida da bactéria. indivíduos, unidos entre si, e que podem
Pequenas moléculas de DNA circular. desempenhar funções es-pecíficas. Ex: corais.
A bactéria não possui:
Membrana plasmática.
E as desarmônicas:
Ribossomo.
Canibalismo: Um indivíduo se alimenta de outro de
Parede celular.
sua espécie sendo este, geralmente, menos
DNA.
capaz.
Carioteca.
Competição intraespecífica: Competição por território,
parceiros reprodutivos, alimentos, dentre outros.
Um organismo unicelular, sem núcleo diferenciado,
Como relações interespecíficas harmônicas,
causador de infecção em ratos, provavelmente será:
temos:
uma bactéria.
uma alga.
Mutualismo: Ambas as espécies, associadas entre
um vírus.
si, se beneficiam, sendo tal relação imprescindível à
um fungo. sobre-vivência destas. Ex: liquens (fungos + algas).
um protozoário.
Biologia Página 144
Biologia
Protocooperação: Ambas as espécies se um predador se aproximar do grupo; ou mesmo um
beneficiam, mas sem estar dependentemente, e ani-mal dividir alimento com outros.
tampouco obrigato-riamente, unidas. Ex:
Caranguejo-eremita e anêmonas-do-mar.

Inquilinismo: Uma espécie fornece proteção ou mora-


dia à outra, sem se prejudicar. Ex: orquídeas epífitas.

Comensalismo: Um organismo se alimenta de restos


da alimentação de outro. É uma relação que fornece
be-nefícios apenas a uma espécie, enquanto a outra
per-manece indiferente.
Relações ecológicas
Em um ecossistema, os seres vivos relacionam-se Colônia
com o ambiente físico e também entre si, formando
o que chamamos de relações ecológicas. Associação anatômica formando uma unidade
estru-tural e funcional. Ex.: coral-cérebro,
As relações ecológicas ocorrem dentro da mesma caravela.
popu-lação (isto é, entre indivíduos da mesma
espécie), ou en-tre populações diferentes (entre Colônia é um grupo de organismos da mesma espécie
indivíduos de espécies diferentes). Essas relações que formam uma entidade diferente dos organismos
estabelecem-se na busca por alimento, água, espaço, indi-viduais. Por vezes, alguns destes indivíduos
abrigo, luz ou parceiros para re-produção. especiali-zam-se em determinadas funções necessárias
à colônia. Um recife de coral, por exemplo, é construído
por milhões de pequenos animais (pólipos) que
A seguir veremos alguns exemplos desses tipos de secretam à sua volta um esqueleto rígido. A garrafa-
rela-ções. azul (Physalia) é formada por centenas de pólipos
seguros a um flutuador, especi-alizados nas diferentes
Relações Harmônicas (relações positivas) Intra- funções, como a alimentação e a defesa; cada um
deles não sobrevive isolado da colônia.
específica (entre indivíduos da mesma espécie)
As bactérias e outros organismos unicelulares
Sociedade
também se agrupam muitas vezes dentro de um
União permanente entre indivíduos em que há invólucro mu-coso.
divi-são de trabalho. Ex.: insetos sociais
As abelhas e formigas, por outro lado, diferenciam-
(abelhas, formi-gas e cupins)
se em rainha, zangão com funções reprodutivas e as
O que mais chama a atenção em uma colméia é a obreiras (ou operárias) com outras funções, mas
sua organização. Todo o trabalho é feito por abelhas cada indivíduo pode sobreviver separadamente. Por
que não se reproduzem, as operárias. Elas se isso, estas espé-cies são chamadas eusociais, ou
encarregam de co-lher o néctar das flores, de limpar seja, formam uma soci-edade e não uma colônia.
e defender a colméia e de alimentar as rainhas e as
larvas (as futuras abelhas) com mel, que é produzido
a partir do néctar.
A rainha é a única fêmea fértil da colméia coloca os
ovos que irão originar outras operárias e também os
zangões (os machos), cuja única função é fecundar a
rainha.

Portanto, uma sociedade é composta por um grupo


de indivíduos da mesma espécie que vivem juntos
de forma a permanente e cooperando entre si.
Entre os mamíferos também encontramos vários exem-
plos de sociedades, como os dos castores, a dos
gorilas, a dos babuínos e a da própria espécie humana.
A divisão de trabalho não é tão rigorosa quanto as Interespecífica (entre indivíduos de espécies
abelhas, mas também há varias formas de cooperação.
dife-rentes)
É comum, por exemplo, um animal soltar um grito de
alarme quando vê
Biologia Página 145
Biologia
Mutualismo Comensalismo
Associação obrigatória entre indivíduos, em Associação em que um indivíduo aproveita
que ambos se beneficiam. Ex.: líquen, bois e restos de alimentares do outro, sem prejudicá-
microorga-nismos do sistema digestório. lo. Ex.: Tu-barão e Rêmoras, Leão e a Hiena,
Urubu e o Ho-mem.
Abelhas, beija-flores e borboletas são alguns animais
que se alimentam do néctar das flores. O néctar é Tubarão e Peixe
produ-zido na base das pétalas das flores e é um Rêmora – O tubarão é
produto rico em açucares. Quando abelhas, borboletas reconhecida-mente o
e beija-flores colhem o néctar, grãos de pólen se maior predador dos
depositam em seu corpo. O pólen contém células mares, ou seja, o
reprodutoras masculinas da planta. Pousando em outra indivíduo que
flor, esses insetos deixam cair o pólen na parte normalmente ocupa o
feminina da planta. As duas células reprodutoras - a ápice da cadeia
masculina e a feminina - irão então se unir e dar alimentar no talassociclo.
origem ao embrião (contido dentro da se-mente). Já o peixe-rêmora é
Perceba que existe uma relação entre esses in-setos e pequeno e inca-paz de
a planta em que ambos lucram. Esse tipo de re-lação realizar a façanha do
entre duas espécies diferentes e que traz benefí-cios predatismo. O peixe-rê-
para ambas é chamada mutualismo. Os animais po- mora vive então
linizadores obtêm alimento e a planta se reproduz. associado ao grande
tubarão, preso em seu
Outro exemplo, é os liquens, associação
ventre através de uma
mutualística en-tre algas e fungos. Os fungos
ventosa (semelhante a
protegem as algas e forne-cem-lhes água, sais
um disco adesivo). En-
minerais e gás carbônico, que reti-ram do ambiente.
quanto o tubarão
As algas, por sua vez, fazem a fotos-síntese e,
encontra uma presa,
assim, produzem parte do alimento consumido pelos
estraçalhando-a e
fungos.
devorando-a, a rêmora
aguarda pacientemente,
li-mitando-se a comer
apenas o que o grande
tubarão não quis. Após a
refeição, o peixe-rêmora
busca asso-ciar-se
novamente a outro
tubarão faminto.Para a
rê-mora a relação é
benéfica, já para o
tubarão é total-mente
neutra.

Leão e a Hiena – os leões são grandes felinos e


ferozes caçadores típicos das savanas africanas. Eles
vivem em bandos e passam a maior parte do dia
dormindo (cerca de 20 horas, segundo alguns
etologistas). Entretanto são caçadores situando-se, a
exemplo dos tubarões, no ápice da cadeia alimentar.
As hienas são pequenas ca-nídeas que também se
agrupam em bandos, mas que vi-vem a espreita dos
clãs dos leões. Quando os leões es-tão caçando, as
hienas escondem-se esperando que todo o grupo de
felinos se alimente. As hienas aguardam apenas o
momento em que os leões abandonam as car-caças
das presas para só assim se alimentarem.
Liquens e polinizadores
Urubu e o Homem - O urubu ou abutre (nomes
Interespecífica (entre indivíduos de espécies vulgares que variam de acordo com a localização, mas
dife-rentes) que na ver-dade representam aves com o mesmo
estilo de vida) é um comensal do homem. O homem é
o ser da natureza que mais desperdiça alimentos.
Grande parte dos resí-duos sólidos das grandes
cidades é formado por materi-ais orgânicos que com se vale exatamente deste desperdí-cio do homem em
um tratamento a baixos custos re-tornariam à natureza relação aos restos de alimentos.
de forma mais racional. O urubu é uma grande ave que

Biologia Página 146


Biologia
as mudas) procura uma concha de molusco
gastrópode (caramujo) abandonada, e instala-se dentro
desta. De certa forma o crustáceo permanece
protegido. Entre-tanto, alguns predadores, ainda assim
conseguem retirar o Pagurus de dentro da concha. É aí
que entra a anê-mona-do-mar, um cnidário. Como
todos os cnidários (ou celenterados), a anêmona-do-
mar é dotada de estruturas que liberam substâncias
urticantes com a finalidade de defender-se. A
associação beneficia tanto a anêmona quanto o
Bernardo: o Bernardo consegue proteção quando uma
anêmona se instala sobre sua concha (em-prestada),
pois nenhum predador chega perto. Já a anê-mona
beneficia-se porque seu “cardápio” alimentar me-lhora
Protocooperação bastante quando de “carona” na concha do Ber-nardo.
A anêmona normalmente faz a captação de seus
Associação facultativa entre indivíduos, em que alimentos (partículas) através de seus inúmeros
am-bos se beneficiam. Ex.: Anêmona do Mar e tentácu-los, esperando que estes passem por perto. Na
paguro, gado e anum (limpeza dos carrapatos), carona do Bernardo há um significativo aumento no
crocodilo afri-cano e ave palito (higiene bucal). campo de alimentação para a anêmona.
Às margens do rio Nilo, na África, os ecólogos
percebe-ram a existência de um singular exemplo
de protocoope-ração entre os perigosos crocodilos e
o sublime pássaro-palito. Durante a sesta os
gigantescos crocodilos abrem sua boca permitindo
que um pequeno pássaro (o pás-saro-palito) fique
recolhendo restos alimentares e peque-nos vermes
dentre suas poderosas e fortes presas. A relação era
tipicamente considerada como um exemplo de
comensalismo, pois para alguns apenas o pássaro
se beneficiava. Entretanto, a retirada de vermes
parasitas faz do crocodilo um beneficiado na
relação, o que passa a caracterizar a
protocooperação. Eremita com anêmona grudada em sua concha.
Outro exemplo é do boi e do anum. Os bois e vacas
são comumente atacados por parasitas externos
(ectoparasi-tas), pequenos artrópodes conhecidos Canibalismo
vulgarmente por carrapatos. E o anum preto
Relação desarmônica em que um indivíduo mata
(Crotophaga ani) tem como refeição predileta estes
ou-tro da mesma espécie para se alimentar. Ex.:
pequenos parasitas. A relação é benéfica para
louva-a-Deus, aracnídeos, filhotes de tubarão no
ambos (o boi se livra do parasita e o anum se
ventre ma-terno.
alimenta).
Louva-a-deus – o louva-a-deus é um artrópode da
classe dos insetos (família Mantoideae). Este inseto é
verde e recebe este nome por causa da posição de
suas patas anteriores, juntas com tarsos dobrados,
como se estivesse rezando. Neste grupo de insetos o
canibalismo
muito comum, principalmente no que tange o processo
reprodutivo. É hábito comum as fêmeas devorarem os
machos numa luta que antecede a cópula.

Bernardo-eremita e Anemôna-do-mar - O bernardo-


eremita é um crustáceo do gênero Pagurus cuja
principal característica é a de possuir a região
abdominal frágil, em razão do exoesqueleto não
possuir a mesma resistência do cefalotórax. Este
crustáceo ao atingir a fase adulta (ainda em processo
de crescimento, portanto realizando
Biologia Página 147
Biologia
Sinfilia
Indivíduos mantém em cativeiro indivíduos de
outra espécie, para obter vantagens. Ex.:
formigas e pul-gões.

Os pulgões são
parasitas de certos
vegetais, e se
alimentam da seiva
elabo-rada que retiram
dos va-sos liberinos
das plantas. A seiva
Galináceos jovens – os jovens pintinhos com dias elaborada é rica em
de nascidos, quando agrupados em galpões não açúcares e pobre em
suficiente-mente grandes para abrigá-los podem, aminoácidos. Por
ocasionalmente apresentar canibalismo, como uma absor-verem muito
forma de controlar o tamanho da população. açúcar, os pulgões
eliminam o seu
Amensalismo excesso pelo ânus.
Esse açúcar eliminado
Relação em que indivíduos de uma espécie produ- é apro-veitado pelas
zem toxinas que inibem ou impedem o desenvolvi- formigas, que chegam
mento de outras. Ex.: Maré vermelha, cobra a acariciar com suas
(veneno) e homem, fungo penicillium (penicilina) e antenas o abdô-men
bactérias. dos pulgões, fa-zendo-
A Penicilina foi descoberta em 1928 quando Alexander os eliminar mais
Fleming, no seu laboratório no Hospital St Mary em açúcar. As formigas
Lon-dres, reparou que uma das suas culturas de trans-portam os
Staphylo-coccus tinha sido contaminada por um bolor pulgões para os seus
Penicillium, e que em redor das colônias do fungo não formigueiros e os co-
havia bacté-rias. Ele demonstrou que o fungo produzia locam sobre raízes
uma substân-cia responsável pelo efeito bactericida, a delica-das, para que
penicilina. delas reti-rem a seiva
elaborada. Muitas
A Maré vermelha é a proliferação de algumas vezes as formigas
espécies de algas tóxicas. Muitas delas de cor cuidam da prole dos
avermelhada, e que geralmente ocorre ocasionalmente pul-gões para que no
nos mares de todo o planeta. Encontramos essas futuro,
plantas apenas no fundo do mar. Em situações como escravizando-os, obte-
mudanças de temperatura, al-teração na salinidade e nham açúcar. Quando se
despejo de esgoto nas águas do mar, elas se leva em consideração o
multiplicam e sobem à superfície, onde libe-ram toxinas fato das formigas protege-
que matam um grande número de peixes, mariscos e rem os pulgões das joani-
outros seres da fauna marinha. nhas, a interação é har-
mônica, sendo um tipo de
Quando isso acontece, grandes manchas vermelhas protocooperação.
são vistas na superfície da água. Os seres
contaminados por essas toxinas tornam-se
impróprios para o consumo hu-mano. Predatismo
Relação em que um animal captura e mata
indivíduos de outra espécie para se alimentar.
Ex.: cobra e rato, homem e gado.
Todos os carnívoros são animais predadores. É o
que acontece com o leão, o lobo, o tigre, a onça,
que caçam veados, zebras e tantos outros animais.
O predador pode atacar e devorar também plantas,
como acontece com o gafanhoto, que, em bandos,
devoram ra-pidamente toda uma plantação. Nos
Maré vermelha
casos em que a es-pécie predada é vegetal,
costuma-se dar ao predatismo o nome de
herbivorismo.
exemplos, pois aprisionam e digerem principalmente
Raros são os casos em que o predador é uma planta. insetos.
As plantas carnívoras, no entanto, são excelentes

Biologia Página 148


Biologia
O predatismo é uma forma de controle biológico Lombriga (Ascaris lumbricoides) e mosquito
natural sobre a população da espécie da presa.
Embora o pre-datismo seja desfavorável à presa como Competição Interespecífica: Disputa por recursos
indivíduo, pode favorecer a sua população, evitando es-cassos no ambiente entre indivíduos de
que ocorra aumento exagerado do número de espécies dife-rentes. Ex.: Peixe Piloto e Rêmora
indivíduos, o que acabaria pro-vocando competição (por restos deixados pelo tubarão)
devido à falta de espaço, parceiro reprodutivo e Tanto o Peixe Piloto quanto a Rêmora comem os
alimento. No entanto ao diminuir a popula-ção de restos deixados pelos tubarões por tanto possuem o
presas é possível que ocorra a diminuição dos mesmo ni-cho ecológico e acabam disputando por
predadores por falta de comida. Em conseqüência, a espaço nele.
falta de predadores pode provocar um aumento da
população de presas. Essa regulação do controle
populacional co-labora para a manutenção do
equilíbrio ecológico.

Relações Ecológicas

Parasitismo: Indivíduos de uma espécie vivem


no
corpo de outro, do qual retiram alimento. Ex.:
Gado e carrapato, lombrigas e vermes parasitas
do ser hu-mano.
A lombriga é um exemplo de parasita. É um
organismo que se instala no corpo de outro (o
hospedeiro) para ex-trair alimento, provocando-lhes
doenças. Os vermes pa-rasitas fazem a pessoa ficar
mal nutrida e perder peso. Em crianças, podem
prejudicar até o crescimento. Peixe piloto e rêmora em volta do tubarão
As adaptações ao parasitismo são assombrosas -
desde a transformação das probóscides dos mosquitos
num aparelho de sucção, até à redução ou mesmo EXERCICIOS
desapare-cimento de praticamente todos os órgãos,
com exceção dos órgãos da alimentação e os Considere as afirmações abaixo relativas a fatores
reprodutores, como acontece com as tênias e de crescimento populacional.
lombrigas. I. A competição intraespecífica interfere na
densidade da população.
II. A competição interespecífica não influi no
crescimento das populações.
III. Um dos fatores limitantes do crescimento
populacio-nal é a disponibilidade de alimentos, que
diminui quando a densidade da população aumenta.
IV. Fatores climáticos influem no crescimento da
popula-ção independentemente de sua densidade.
São verdadeiras apenas:
a) I e II. b) I e IV.
c) II e III. d) I, III e IV.
e) II, III e IV.

Quando temos organismos da mesma espécie que


trabalham unidos para o bem do grupo, temos um tipo
de relação intraespecífica harmônica. Os
agrupamentos que se caracterizam por possuírem
divisão de trabalho, sis-tema de classes e indivíduos
que apresentam relativa in-dependência e mobilidade
recebem o nome de:
a) colônia. b) sociedade.
c) mutualismo. d) protocooperação.

Biologia Página 149


Biologia
03. Sabemos que o mutualismo ocorre quando seres de b) Colônia.
espécies diferentes mantêm relações em que ambos são c) Comensalismo.
beneficiados. Marque a alternativa que indica organis- d) Amensalismo.
mos que estabelecem uma interação mutualística. e) Competição.
a) Fungos e algas.
b)Tubarão e rêmoras. 09. As abelhas são animais que vivem em colmeias e
c) Piolho e ser humano. apresentam divisão de trabalho e um certo grau de coo-
d) Bromélias e árvores. peração. Em uma colmeia, podemos identificar diferentes
e) Leões e zebras. indivíduos: as rainhas, as operárias e os zangões.
Entre as alternativas a seguir, marque o nome da relação
04. A rêmora é um peixe que estabelece uma relação ecológica realizada pelas abelhas.
bastante íntima com o tubarão, fixando-se em seu corpo a) Colônia;
e alimentando-se dos restos de alimentos que não foram b) Sociedade.
digeridos pelo temido peixe. Essa relação é chamada de: c) Mutualismo.
a) Inquilinismo. d) Amensalismo.
b) Competição. e) Comensalismo.
c) Predação.
d) Mutualismo. 10. Frequentemente vemos no mundo animal espécies
e) Comensalismo. em que os machos brigam entre si para conseguir repro-
duzir-se com uma fêmea. Também é comum na época
05. Se duas espécies diferentes ocuparem num mesmo reprodutiva que os machos delimitem seu território, avi-
ecossistema o mesmo nicho ecológico, é provável que: sando para os outros que aquela área tem dono.
a) se estabeleça entre elas uma relação harmônica.
Esse fenômeno é um exemplo de:
b) se estabeleça uma competição interespecífica.
a) mutualismo.
c) se estabeleça uma competição intraespecífica.
b) comensalismo.
d) uma das espécies seja produtora e a outra, consumi-
c) competição.
dora.
d) sociedade.
e) uma das espécies ocupe um nível trófico elevado. e) colônia.
11. As orquídeas e a erva de passarinho são plantas que
06. Observe atentamente as relações ecológicas citadas
fazem fotossíntese e vivem sobre outras plantas. As or-
a seguir e marque a alternativa que indica corretamente
quídeas apenas se apóiam sobre as plantas, enquanto a
um exemplo de relação intraespecífica.
erva de passarinho retira água e sais minerais das árvo-
a) Predação de um inseto por um louva-a-deus.
res em que vivem.
b) A simbiose dos líquens.
Assinale a alternativa correta quanto às relações da erva
c) Relação entre o caranguejo-paguro e as anêmonas-
de passarinho e das orquídeas com as plantas hospedei-
do-mar.
ras, respectivamente.
d) Piolhos e os homens.
a) amensalismo e parasitismo
e) Colônias de corais. b) parasitismo e epifitismo
c) parasitismo e predatismo
07. Nem sempre as relações ecológicas provocam bene-
d) parasitismo e protocoperação
fícios para todos os organismos envolvidos, sendo cha-
e) protocoperação e epifitismo
madas, nesse caso, de relações ecológicas desarmôni-
cas. Entre os exemplos a seguir, marque a única alterna-
12. Os indivíduos de uma comunidade podem estabele-
tiva em que está indicada uma relação intraespecífica de-
cer relações harmônicas e desarmônicas entre indiví-
sarmônica.
duos da mesma espécie, ou entre indivíduos de espécies
a) Colônia.
diferentes. Essas relações ecológicas são denominadas
b) Sociedade.
relações intra-específicas e interespecíficas, podendo
c) Competição intraespecífica.
ser exemplificadas, respectivamente, por:
d) Herbivorismo.
a) mutualismo e herbivorismo.
e) Parasitismo. b) sociedade e parasitismo.
c) predatismo e colônia.
08. A caravela-portuguesa, apesar de parecer apenas
d) protocoperação e mutualismo.
um único indivíduo, é formada por vários cnidários da
e) colônia e sociedade.
mesma espécie. Cada um desses indivíduos está relaci-
onado com uma determinada função, existindo aqueles
relacionados com a reprodução, alimentação e proteção.
A caravela-portuguesa é um exemplo de qual relação
ecológica?
a) Sociedade.

Biologia Página 150