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7º ANO – ENSINO FUNDAMENTAL

Língua Portuguesa, Interpretação de Texto,


Livro Paradidático, Produção de Texto e Inglês.
S1
3º Trimestre
45 questões
03 de dezembro (Terça-feira)
2019 – SIMULADO OBJETIVO – 7º ANO – 3º TRIMESTRE

LÍNGUA PORTUGUESA

A tirinha “Mafalda”, de Quino, ilustrada a seguir, é base para as primeiras duas questões desta prova.

1. A palavra responsável pelo humor da história e que traz, na tira, diferentes sentidos é
a) TV d) veículo
b) aqui e) saltava
c) cultura
GABARITO: D
COMENTÁRIO: A palavra que é compreendida por Mafalda de forma diferente do que é empregada na tirinha é
“veículo”. A tira fala de algo que veicula, que dispara informações e cultura. A menina interpreta a palavra como
sinônimo de automóvel.

2. A multiplicidade de sentidos que uma mesma palavra pode apresentar, em diferentes contextos de
uso, chama-se
a) sinonímia. d) polissemia.
b) antonímia. e) ambiguidade.
c) paronímia.
GABARITO: D
COMENTÁRIO: A polissemia é um recurso muito utilizado para conferir efeito de humor nas tirinhas e também na
publicidade. A ambiguidade se refere à dupla interpretação causada por um termo polissêmico. Sinonímia são
palavras diferentes com o mesmo significado; antonímia se refere a termos com significados opostos; e paronímia
são palavras diferentes que causam confusão por serem parecidas. Estas últimas três definições, apresentadas
nas letras a, b e c, são conteúdos trabalhados no 6º ano.

Pela comunicação, os seres humanos partilham diferentes informações entre si, tornando o ato de comunicar uma
atividade essencial para a vida em sociedade. Essa prática envolve pensamentos, desejos, estados de espírito,
ações e informações sobre tudo o que se conhece. A comunicação ocorre quando, ao emitirmos uma mensagem,
fazemo-nos entender por uma pessoa com a possibilidade de influenciar seu comportamento.

A comunicação da tira a seguir é base das duas próximas questões.

3. Sobre os elementos da comunicação da cena acima, podemos afirmar, sem erro, que a personagem Branca
de Neve
a) é a única que emite, transmite, comunica uma mensagem.
b) é receptora nos primeiros quadrinhos, e emissora no último.
c) é emissora e receptora da mensagem em todos os quadrinhos.
d) não entende o contexto de comunicação, por isso aceita a maçã.
e) é emissora nos dois primeiros quadrinhos e receptora no terceiro.
GABARITO: E
COMENTÁRIO: Nos dois primeiros quadrinhos, apenas a personagem que representa Branca de Neve emite a
mensagem, que é a frase “Não, obrigada”, recebida pela velha e pela cobra, e também a única que recebe a
mensagem do vendedor no terceiro quadrinho.

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4. Entre o terceiro e o quarto quadrinhos, compreendemos que Branca de Neve aceita a maçã oferecida pelo
vendedor, mesmo que isso não esteja explícito, porque
a) conseguimos identificar todos os personagens.
b) conhecemos a história em que se baseia a tirinha.
c) a técnica publicitária citada é conhecida em meios de compra e venda de produtos.
d) a velha, a cobra e o homem são todos a mesma personagem em diferentes disfarces.
e) sabemos que a personagem se deixa enganar facilmente por cobras, bruxas e vendedores.
GABARITO: C
COMENTÁRIO: Embora não esteja explícito, entendemos que o vendedor conseguiu convencer Branca de Neve
ao aceitar a maçã quando lhe oferece, junto, um celular: tática muito comum nas relações de compra e venda.

5. O sentido conotativo é adquirido em situações particulares de uso e é motivado por alguma semelhança
contextual. Assim, nas frases abaixo, podemos observar o uso da linguagem conotativa em:
a) O coração dele parou de bater durante a madrugada.
b) Ele tem um coração muito forte para a idade.
c) Meu coração tropical está coberto de neve.
d) As pessoas comem coração de galinha.
e) O coração é o principal órgão humano.
GABARITO: C
COMENTÁRIO: Espera-se que o aluno identifique que as palavras “tropical” e “neve” têm significados opostos e
foram utilizadas no texto para demonstrar a conotação da palavra “coração”. Um coração tropical coberto de neve
é um coração que sofre por algum motivo. Nesse caso, é preciso todo um conhecimento extra, inclusive
geográfico, para a compreensão total da mensagem.

6. O sentido literal é aquele que pode ser tomado como o sentido “básico” de uma palavra ou expressão e que
pode ser apreendido sem ajuda de um contexto. Assim, a frase em que as palavras foram usadas no sentido
denotativo é:
a) Minha vida é um livro aberto. d) A propaganda é a alma do negócio.
b) Estou com uma fome de leão. e) Antes do meio-dia, a reforma estava pronta.
c) O vento acariciava meus cabelos.
GABARITO: E
COMENTÁRIO: Nesta questão de nível fácil, espera-se que o aluno identifique que apenas na letra E temos uma
frase com sentido denotativo. Todas as outras, no contexto dado, não podem ser interpretadas em seu sentido
literal, tal como se apresentam no dicionário.

7. A catacrese, figura de linguagem que se observa na expressão “Céu da boca”, ocorre também em:
a) Os cabelos da vovó são macios como lã.
b) Apressadamente, todos embarcaram no avião.
c) Os tempos mudaram, agora as coisas parecem mais fáceis que antes.
d) Ando com medo de dormir sozinho no escuro depois dos filmes a que assistimos.
e) Cheguei ao aeroporto morrendo de fome e gastei minhas últimas notas lá naquela lanchonete caríssima.
GABARITO: B
COMENTÁRIO: Espera-se que o aluno reconheça que a palavra “embarcar” se refere originalmente a entrar em
um transporte náutico (radical barc-), entretanto, usa-se o termo para qualquer meio de transporte: trem, ônibus
ou avião.

No meme a seguir, base para as duas seguintes questões, usa-se uma conhecida figura de linguagem em seu
texto verbal.

8. A essa referida figura de linguagem dá-se o nome de


a) ironia. d) catacrese.
b) metáfora. e) metonímia.
c) hipérbole.
GABARITO: E
COMENTÁRIO: Foi utilizada a figura de linguagem metonímia, no caso, a parte (cabeça) pelo todo, para
expressar a quantidade (número) de gado que se possui.

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9. A figura de linguagem utilizada no meme anterior é a mesma presente em:


a) d)

e)

b)

c)

GABARITO: B
COMENTÁRIO: Compreendendo que se trata de uma metonímia, fica fácil acertar esta questão: basta que o
aluno se lembre de que o nome do autor substitui sua obra, no caso do exemplo de Machado de Assis.

10. Para a grafia correta das palavras extin_ão, conce_ão, suspen_ão, ob_ecado e can_ado usam-se, respectivamente,
a) s – c – ç – s – ç d) ç – ss – s – c – s
b) c – ç – s – sc – s e) s – ss – s – sc – s
c) s – c – s – sc – ç
GABARITO: D
COMENTÁRIO: Empregamos as letras Ç, SS, S, C, e S, respectivamente, nas palavras: extinção, concessão,
suspensão, obcecado, cansado. É preciso relacioná-las na ordem em que aparecem.

O poema abaixo é de autoria de Manoel de Barros e é tema das questões 11, 12 e 13:

A namorada

Havia um muro alto entre nossas casas.


Difícil de mandar recado para ela.
Não havia e-mail.
O pai era uma onça.
A gente amarrava o bilhete numa pedra presa por um cordão
E pinchava a pedra no quintal da casa dela.
Se a namorada respondesse pela mesma pedra
Era uma glória!
Mas por vezes o bilhete enganchava nos galhos da goiabeira
E então era agonia.
No tempo do onça era assim.

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11. No verso “O pai era uma onça”, temos um exemplo de


a) elipse.
b) metáfora.
c) hipérbole.
d) metonímia.
e) pleonasmo.
GABARITO: B
COMENTÁRIO: O aluno deve identificar que a palavra “onça” consiste em explorar um elemento ou uma
característica do pai da namorada do eu lírico, numa comparação implícita chamada metáfora.

12. Neste trecho da poesia lida, temos o uso do verbo destacado em sentido diferente do que costumamos usar.

A gente amarrava o bilhete numa pedra presa por um cordão


E pinchava a pedra no quintal da casa dela.

No contexto do poema, ele poderia ser substituído, sem mudança de sentido, por
a) jogava
b) riscava
c) atacava
d) escondia
e) empilhava
GABARITO: A
COMENTÁRIO: Mesmo sem dominar o uso do verbo nesse contexto, podemos afirmar que se trata de “jogar” o
sentido em que aparece no poema. Questão de nível fácil, dependendo apenas da leitura do poema pelo aluno.

13. Com base nos conhecimentos que temos acerca de namoros em tempos antigos, podemos afirmar que a
comunicação entre os dois personagens enamorados do poema era feita da forma narrada porque
a) o pai da moça não gostava do rapaz.
b) os dois eram muito novos para namorar.
c) o rapaz estava querendo reatar o namoro.
d) havia uma restrição muito grande em namoros.
e) não se podia namorar em público antes do casamento.
GABARITO: D
COMENTÁRIO: Com base em seu conhecimento de mundo, o aluno consegue responder corretamente à
questão: trata-se de uma resistência muito grande ao namoro, principalmente por parte dos pais das mulheres,
então, por isso, a dificuldade do rapaz em conseguir contato com a moça.

A tira abaixo é obra do cartunista Laerte.

14. A mensagem dessa tirinha apoia-se em um termo polissêmico, pois


a) substituiu-se a palavra “vida” por “balanço”, que é mais suave.
b) as palavras “vida” e “balanço” são redundantes pois reforçam a mesma ideia.
c) a palavra “balanço” apresenta mais de um significado nesse contexto da tirinha.
d) a palavra “vida” é um termo que fica compreendido pelo uso da palavra “balanço”.
e) “vida” é substituída por “balanço” pela relação constante entre os termos em questão.
GABARITO: C
COMENTÁRIO: O aluno deve identificar que a palavra “balanço” apresenta um significado figurado, o de se
verificar o lado positivo e negativo das ações de uma vida, e também denotativo, pois se refere ao brinquedo, que
consiste em um banco suspenso a uma armação por correntes ou cordas, para balançar.

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A imagem a seguir é referente às duas questões seguintes.

15. A imagem representa como os seis elementos da comunicação trabalham na hora de um diálogo. Nesse
sentido, vemos que
a) o canal são gestos.
b) o código são gestos.
c) o emissor foi demitido.
d) há falha na comunicação, porque o receptor não captou a mensagem corretamente.
e) não houve comunicação, porque o emissor não enviou a mensagem de modo correto para o receptor.
GABARITO: D
COMENTÁRIO: O aluno deve identificar que, no momento da comunicação, o receptor não captou a mensagem
corretamente, por conta do ruído.

16. Diante da situação comunicativa em questão, uma interpretação contrária à da imagem anterior pode ser
representada no seguinte dito popular:
a) “Quem não arrisca não petisca.”
b) “Para bom entendedor, meia palavra basta.”
c) “Em terra de cego, quem tem um olho é rei.”
d) “Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha.”
e) “O que os olhos não veem o coração não sente.”
GABARITO: B
COMENTÁRIO: Primeiro, é necessário interpretar o que significa a mensagem da imagem em questão: um fala, o
outro não entende. Depois, atentando-se ao enunciado, entende-se que o contrário dessa interpretação seria
“Para bom entendedor, meia palavra basta”. Essa questão exige maturidade na interpretação do aluno e bom
conhecimento dos ditados populares.

A composição abaixo é base das próximas duas questões.

Toda saudade
(Gilberto Gil)

Toda saudade é a presença Que veda


Da ausência de alguém E ao mesmo tempo
De algum lugar Traz a visão
Do que não se pode ver
De algo enfim
Porque se deixou pra trás
Súbito o não Mas que se guardou no coração.
Toma forma de sim
Como se a escuridão
Se pusesse a luzir.
Da própria ausência de luz
O clarão se produz
O sol na solidão.
Toda saudade é um capuz
Transparente

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17. Analisando a canção, podemos dizer que, para o autor, a saudade é algo que transmite
a) sofrimento.
b) desespero.
c) apenas dor.
d) coisas ruins.
e) coisas boas.
GABARITO: E
COMENTÁRIO: À primeira vista, tendemos a interpretar a saudade como algo ruim, sofrido, entretanto, em sua
canção, Gilberto Gil a coloca como aquilo que traz o que ficou no coração, portanto, o que se guardou de bom.

18. Nos primeiros versos, “Toda saudade é a presença / Da ausência de alguém”, pode-se entender que a
ausência é
a) difícil.
b) sentida.
c) amarga.
d) indiferente.
e) enriquecedora.
GABARITO: B
COMENTÁRIO: A oposição das palavras “presença” e “ausência”, na canção, nos faz entender que toda ausência
é sentida em forma de saudade.

O cartaz abaixo, veiculado pelas redes sociais do Senado Federal, é base das duas seguintes questões.

19. Dessa mensagem, entendemos que


a) o público-alvo é apenas quem dirige embriagado.
b) dirigir embriagado sem causar acidente não é crime no Brasil.
c) dirigir alcoolizado se tornou proibido no Brasil a partir da lei citada.
d) estar alcoolizado é ter ingerido qualquer quantidade de bebida alcoólica.
e) o motorista alcoolizado que causar lesão leve em alguém não será punido.
GABARITO: D
COMENTÁRIO: Essa questão exige do aluno uma interpretação maior do que a leitura do cartaz. Ele precisa ter o
conhecimento de que, no Brasil, não há quantidade de bebida mínima que permita alguém dirigir.

20. A lei que está sendo divulgada nesse cartaz complementa uma anterior, conhecida como Lei
a) nova
b) seca
c) da ficha limpa
d) da maioridade penal
e) da embriaguez ao volante
GABARITO: B
COMENTÁRIO: Novamente, o aluno precisa ter um conhecimento extralinguístico para entender e interpretar a
questão. A lei apresentada é um complemento da famosa Lei Seca, que proíbe os motoristas brasileiros de
ingerirem qualquer quantidade de álcool antes de dirigir.

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LIVRO PARADIDÁTICO

Questões sobre o livro A droga da obediência, de Pedro Bandeira, trabalhado neste trimestre.

21. No projeto trimestral, destacamos os cinco componentes do grupo que se envolvem totalmente na trama
escrita por Pedro Bandeira. Desses cinco, um foi o último a entrar no grupo mas o primeiro deles a ser
a) sequestrado
b) descoberto
c) drogado
d) excluído
e) descrito
GABARITO: A
COMENTÁRIO: Cena emblemática no livro, Chumbinho descobre o grupo e começa, sem que os outros
componentes aprovem, a ser parte importante da turma, ao ser sequestrado para testar a droga da obediência.

22. A palavra “droga” pode ter sentidos diferentes de acordo com o contexto em que aparece. A frase que traz o
mesmo sentido usado no livro de Bandeira é:
a) Todos acharam uma droga o resultado do concurso.
b) A droga do chuveiro não está esquentando a água. Vou ter que tomar banho frio.
c) É preciso que as drogas como o cigarro e a cerveja não sejam vendidas para menores de idade.
d) Brigar com amigo é uma droga: por mais que a gente tenha razão, sempre fica aquele sentimento ruim.
e) Os verdadeiros traficantes de drogas no Brasil não são os pequenos da favela: são os que trazem o material
de fora do país.
GABARITO: E
COMENTÁRIO: Apesar do nome do livro trazer uma possível ambiguidade, ao se fazer a leitura fica claramente
explicado que se trata de uma droga ilícita, portanto, equivalente ao sentido que se usa na frase da letra E.

23. A Pain Control tinha como principal objetivo


a) fabricar a droga da obediência.
b) ser a líder no segmento farmacêutico.
c) fabricar a droga da obediência e a da vontade.
d) formar uma sociedade de pessoas sem vontade própria.
e) formar uma sociedade de pessoas educadas e com boa vontade.
GABARITO: D
COMENTÁRIO: Durante a narrativa, mostra-se que a empresa Pain Control foi criada especificamente para ser
responsável pela nova sociedade que estava sendo criada e formada por pessoas dominadas, que não tinham
vontade própria.

24. Alguns alunos dos colégios mais prestigiados de São Paulo estavam sendo sequestrados para
a) serem melhorados geneticamente.
b) serem cobaias em uma experiência.
c) causar pânico na sociedade paulista.
d) serem drogados até perderem a inteligência.
e) os sequestradores pedirem um valor milionário pelo resgate.
GABARITO: B
COMENTÁRIO: O fato de recrutarem alunos dos mais renomados colégios de SP era para ver se a tal droga da
obediência realmente funcionava, fazendo os alunos de cobaias nessa experiência.

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25. O nome do colégio dos Karas e sua principal característica eram


a) Dom Pedro, trazia alunos de todas as faixas etárias.
b) Dom Pedro, que era uma escola federal, como o IFES.
c) Elite, treinar as melhores mentes do país para vestibulares.
d) Elite, e não soava o sinal para indicar o início das atividades.
e) Elite, tinha a segurança de seus alunos como sua principal missão.
GABARITO: C
COMENTÁRIO: Trecho do livro que justifica a resposta: “Um colégio especial como aquele, para alunos muito
especiais, não precisava de sinal.”.

PRODUÇÃO DE TEXTO

“Enquanto processo vivo de compreensão da realidade, o mito surge como verdade. Quando pensamos em
verdade, é comum nos referirmos às explicações racionais em que a coerência lógica é garantida pelo rigor da
argumentação e da exigência de provas. Mas não é essa a verdade do mito, que é verdade intuída, isto é,
percebida de maneira espontânea, sem exigência de comprovações. O critério de adesão do mito é a crença, e
não a evidência racional."
(ARANHA, M. Filosofando: introdução a Filosofia – 2. ed. rev. Atual: - São Paulo: Moderna, 1993. p.55.)

26. De acordo com o texto,


a) o mito é falso e enganador.
b) a verdade de um mito independe de provas.
c) a argumentação do mito comprova a verdade.
d) as explicações míticas constroem-se de maneira autocrítica.
e) a verdade do mito necessita de evidências para ser comprovada.
GABARITO: B
COMENTÁRIO: O gênero mito, como bem dito no texto de Aranha, traz uma verdade, mas não a da realidade, e
sim aquela que não precisa de comprovações, de provas, apenas de crença.

“Antes de o cristianismo chegar à Noruega, os habitantes [...] acreditavam que Thor cruzava os céus numa
carruagem puxada por dois bodes. A palavra “trovão” – “torden” em norueguês – quer dizer exatamente “o ruído
de Thor”. [...] Quando troveja e relampeja, geralmente também chove, um fenômeno vital para os camponeses da
era dos vikings. Por isso Thor passou a ser adorado como deus da fertilidade. A resposta mitológica para a origem
da chuva era o agitamento do martelo de Thor. Quando chovia, as sementes brotavam e a plantação crescia
na lavoura.”
(GAARDER, Jostein. O mundo de Sofia: romance da história da filosofia. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 35-36.)

27. O mito de Thor, comentado no texto acima, era uma história nórdica utilizada para
a) explicar a origem de um fenômeno natural: a chuva.
b) buscar uma explicação sobre a chuva com base na razão.
c) explicar as diferenças sociais existentes na sociedade viking.
d) questionar a origem dos deuses e sua relação com a sociedade.
e) ensinar o jeito certo das pessoas se comportarem quando chovia.
GABARITO: A
COMENTÁRIO: Mitos são narrativas utilizadas pelos povos antigos para explicar fatos da realidade e fenômenos
da natureza, as origens do mundo e do homem, que não eram compreendidos por eles. No texto em questão, se
explica a origem da chuva.

28. É correto afirmar que o mito


a) é quase sempre uma narrativa fantasiosa que traz elementos da realidade, uma lição moral para
aprendermos a lidar melhor com os desafios da vida.
b) é uma história em que ficção e realidade se misturam apenas para revelar o lado ruim e negativo da vida e
seus desafios.
c) é uma história infantil recheada de aventuras e batalhas que não possuem ligação com a vida real.
d) contém sempre seres divinos que nos explicam que a verdade é apenas uma ilusão, e, por isso, é sempre
perda de tempo irmos atrás dela pela capacidade que temos de questionar.
e) é o mesmo que narrativa histórica dos fatos que estudamos na disciplina de História.
GABARITO: A
COMENTÁRIO: Um dos objetivos do mito é transmitir conhecimento e explicar fatos que a ciência ainda não
explica, através de rituais em cerimônias, danças, sacrifícios e orações.

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29. O grafite do artista paulista Speto, exposto no Museu Afro Brasil, revela elementos da cultura
brasileira reconhecidos
a) na influência da expressão abstrata.
b) na representação de lendas nacionais.
c) na inspiração das composições musicais.
d) nos traços marcados pela xilogravura nordestina.
e) nos usos característicos de grafismos dos skates.
GABARITO: D
COMENTÁRIO: Speto é considerado hoje um dos principais nomes da arte de rua do país, influenciada pela
cultura africana, pelo hip hop e pelas xilogravuras da literatura de cordel, representativa da cultura nordestina.

30. A literatura de cordel é uma manifestação literária tradicional da cultura


a) brasileira, do interior de Minas Gerais.
b) brasileira, do interior da região nordeste.
c) americana, do interior do estado do Texas.
d) africana, do interior de seus países mais pobres.
e) brasileira, do interior do estado do Rio de Janeiro.
GABARITO: B
COMENTÁRIO: O cordel é uma literatura tradicional do interior nordestino, que foi estudada em sala de aula nas
aulas de produção de texto.

Texto para as próximas três questões:

LENDA DAS CATARATAS

Conta-se que os índios Caigangues, habitantes das margens do Rio Iguaçu, acreditavam que o mundo era
governado por M'Boy, um deus que tinha a forma de serpente e era filho de Tupã. Igobi, o cacique dessa tribo,
tinha uma filha chamada Naipi, tão bonita que as águas do rio paravam quando a jovem nelas se mirava.
Devido à sua beleza, Naipi era consagrada ao deus M'Boy, passando a viver somente para o seu culto.
Havia, porém, entre os Caigangues, um jovem guerreiro chamado Tarobá que, ao ver Naipi, por ela se apaixonou.
No dia da festa de consagração da bela índia, enquanto o cacique e o pajé bebiam cauim (bebida feita de
milho fermentado) e os guerreiros dançavam, Tarobá aproveitou e fugiu com a linda Naipi numa canoa rio abaixo,
arrastada pela correnteza. Quando M'Boy percebeu a fuga de Naipi e Tarobá, ficou furioso. Penetrou então as
entranhas da terra e, retorcendo o seu corpo, produziu uma enorme fenda, onde se formou a gigantesca catarata.
Envolvidos pelas águas, a canoa e os fugitivos caíram de grande altura, desaparecendo para sempre. Diz a
lenda que Naipi foi transformada em uma das rochas centrais das cataratas, perpetuamente fustigada pelas
águas revoltas.
Tarobá foi convertido em uma palmeira situada à beira de um abismo, inclinada sobre a garganta do rio.
Debaixo dessa palmeira, acha-se a entrada de uma gruta sob a Garganta do Diabo onde o monstro vingativo vigia
eternamente as duas vítimas.
(In http://www.cataratasdoiguacu.com.br/portal/paginas/226-lenda-das-cataratas.aspx>. Acesso em: 14 jul. 2017)

31. Em: “Diz a lenda que Naipi foi transformada em uma das rochas centrais das cataratas, perpetuamente
fustigada pelas águas revoltas”, as palavras destacadas, dentro do contexto apresentado, são sinônimas,
respectivamente, de
a) temporariamente e açoitada. d) vitaliciamente e açoitada.
b) vitaliciamente e acariciada. e) eternamente e açoitada.
c) rapidamente e acariciada.

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GABARITO: E
COMENTÁRIO: Perpetuamente significa para sempre, ou seja, eternamente, diferente de vitaliciamente, que
significa apenas até a morte. Fustigada é sinônimo de castigada, açoitada. Mesmo sem conhecer o significado
propriamente dito, é possível chegar à resposta pela interpretação dos termos no texto.

32. No final da Lenda das Cataratas, há:

[...] Debaixo dessa palmeira, acha-se a entrada de uma gruta sob a Garganta do Diabo onde o monstro
vingativo vigia eternamente as duas vítimas.

Nessa frase, a palavra “monstro” é usada em sentido denotativo. Essa palavra também é utilizada
denotativamente em:
a) Cara! Ele é um monstro nos games.
b) Atrasamos, pois ficamos presos em um engarrafamento monstro.
c) Na mitologia grega, Minotauro é um monstro com corpo de homem e cabeça de touro.
d) Ele é um homem muito perverso, agressor, mentiroso, um monstro até com a própria família!
e) Ainda bem que a polícia prendeu o assassino, pois um monstro como ele não pode ficar solto.
GABARITO: C
COMENTÁRIO: Apenas ao se referir ao Minotauro, um ser que não é homem nem animal, o termo monstro
encontra-se em seu sentido literal, ou seja, denotativo.

33. “A Lenda das cataratas” se enquadra no gênero lenda porque


a) possui animais como personagens.
b) conta uma história com ensinamento moral.
c) é um texto curto e traz poucos personagens.
d) explica acontecimentos misteriosos, aliando fatos reais a imaginários ou fantasiosos.
e) é um texto fantasioso que tem como base fatos reais, mas não envolve personagens.
GABARITO: D
COMENTÁRIO: A lenda se utiliza da fantasia ou ficção, misturando-as com a realidade dos fatos.

O texto a seguir é referente às duas próximas questões.

Prefeitura sem prefeito


(Patativa do Assaré)

Nessa vida atroz e dura Que viu um mudo falando


Tudo pode acontecer Um elefante dançando
Muito breve há de se ver No lombo de uma formiga,
Prefeito sem prefeitura;
Não me causará intriga,
Vejo que alguém me censura
E não fica satisfeito Escutarei com respeito,
Porém, eu ando sem jeito, Não mentiu este sujeito.
Sem esperança e sem fé, Muito mais barbaridade
Por ver no meu Assaré É haver numa cidade
Prefeitura sem prefeito. Prefeitura sem prefeito

Por não ter literatura, Não vou teimar com quem diz
Nunca pude discernir Que viu ferro dar azeite,
Se poderá existir Um avestruz dando leite
Prefeito sem prefeitura. E pedra criar raiz,
Porém, mesmo sem leitura, Ema apanhar de perdiz
Sem nenhum curso ter feito, Um rio fora do leito,
Eu conheço do direito Um aleijão sem defeito
E sem lição de ninguém E um morto declarar guerra,
Descobri onde é que tem Porque vejo em minha terra
Prefeitura sem prefeito. Prefeitura sem prefeito.
Ainda que alguém me diga
Disponível em: http://mundocordel.blogspot.com/2007/09/patativa-do-assar.html

34. O cordel lido fala sobre uma cidade, tratando a sua questão
a) ornamental. d) política.
b) econômica. e) cultural.
c) religiosa.

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GABARITO: D
COMENTÁRIO: Pelo título, o aluno já consegue estabelecer uma relação entre o cordel e a situação política da
cidade, com os termos prefeitura e prefeito.

35. A literatura de cordel é um tipo de poema popular, originalmente oral e depois impresso em folhetos rústicos
ou outra qualidade de papel, expostos para venda, pendurados tradicionalmente no que chamamos, aqui no
sudeste, de
a) cordas
b) postes
c) murais
d) mastros
e) paredes
GABARITO: A
COMENTÁRIO: A poesia de cordel é um gênero literário popular que tem origem na forma de folhetos que eram
expostos para venda pendurados em cordas, cordéis ou barbantes.

INGLÊS

36. The tense will is used to make predictions, to decide or agree to do things, to promise to do something, to
make offers and decide something at the moment of speaking. Which alternative is the correct answer
acording to the rules of this tense? (O tempo verbal WILL é usado para fazer previsões, decidir ou concordar
em fazer algo, prometer fazer algo, oferecer algo e decidir algo no momento da fala. Qual a alternativa correta
de acordo com as regras desse tempo verbal?)

a) Josh will don’t arrive on time.


b) Josh is going to will arrive on time.
c) Josh will arrive on time.
d) Josh is like will arrive on time.
e) Josh not will arrive on time.
GABARITO: C
COMENTÁRIO: Somente a letra C se adequa corretamente às regras gramaticais. O Futuro Simples é a forma
verbal comumente usada para expressar eventos que ainda não aconteceram. É formado com o auxiliar modal
(modal auxiliary) will + o infinitivo do verbo principal sem 'TO' para todas as pessoas, ou seja, este tempo verbal
não sofre nenhuma flexão para expressar o futuro. A forma negativa do Simple Future forma-se
acrescentando not após o auxiliar modal will. O verbo principal permanece no infinitivo sem 'TO'.

37. The sentence that better describe the picture below according to the vocabulary about
directions is: (A frase que melhor descreve a imagem a seguir de acordo com o
vacabulário sobre as directions é:)
a) Pass
b) Go past
c) Turn Left
d) Turn Right
e) Go straight ahead
GABARITO: E
COMENTÁRIO: De acordo com o vocabulário que discutimos e aprendemos em sala, a letra E é a que descreve a
imagem corretamente, que tem o sentido único de seguir em frente.

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2019 - SIMULADO OBJETIVO – 7º ANO – 3º TRIMESTRE

38. The alternative that better fill the blank is: (A alternativa que melhor preenche a lacuna abaixo é:)

It the thing is a ______________ film.


a) drama
b) musical
c) action
d) horror
e) war
GABARITO: D
COMENTÁRIO: A alternativa correta é a D, pois se encaixa no gênero do filme, que é terror. Esta questão trata de
vocabulário e conhecimentos gerais.

The alternative that better fill the blank according to the relative pronouns rules in three questions above is: (A
alternativa que melhor se encaixa em cada frase de acordo com as regras dos relative pronouns nas três questões
abaixo é:)

39. A comedy is a film ____________ makes people laugh.


a) Which
b) Whose
c) Where
d) When
e) Who
GABARITO: A
COMENTÁRIO: Usamos which para nos referir a coisas, como, no caso, o filme.

40. Luke’s sister, ____________ lives in London, is a babysitter.


a) Which
b) Who
c) Whose
d) Where
e) When
GABARITO: B
COMENTÁRIO: Usamos who para nos referir a pessoas. Para isso, é preciso saber que a frase trata da irmã
de Luke.

41. Florida is the place ______________ I would like to live forever.


a) Who
b) When
c) Which
d) Where
e) Whose
GABARITO: D
COMENTÁRIO: Usamos where para nos referir a lugares. Para tanto, o aluno precisa saber que Florida é
um local.

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2019 – SIMULADO OBJETIVO – 7º ANO – 3º TRIMESTRE

42. Which alternative that better apply the genitive case rules correctly? (Qual alternativa usa as regras do
genitive case corretamente?)
a) Our teacher’s tablet.
b) Our’s teacher tablet.
c) Our teachers tablet’.
d) Our teacher tablet’s.
e) Our teacher tablets’.
GABARITO: A
COMENTÁRIO: O Caso Genitivo (ou Possessivo) por meio do uso de um apóstrofo (') seguido ou não de s é
usado basicamente para mostrar que algo pertence ou está associado a alguém ou a algum elemento. O ‘s vem
após o nome do possuidor, que precederá sempre a coisa pertencente.

The next three questions brings the vocabulary about thanksgiving. (As próximas três questões trazem o
vocabulário sobre o thanksgiving.)

43. What is this?


a) Acorn
b) Gravy
c) Turkey
d) Pumpkin pie
e) Cranberry
GABARITO: E
COMENTÁRIO: A letra E apresenta o nome correto da imagem, que traz uma fruta chamada Cranberry.

44. What is this?

a) Turkey
b) Pumpkin pie
c) Cranberry
d) Acorn
e) Gravy
GABARITO: B
COMENTÁRIO: O nome correto da comida da imagem é Pumpkin pie, porque traz uma torta.

45. What is this?

a) Turkey
b) Acorn
c) Gravy
d) Cranberry
e) Pumpkin pie
GABARITO: A
COMENTÁRIO: A imagem traz um frango assado, de nome “Turkey” na língua inglesa.

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