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Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil

Capítulo Arca da Harmonia de Maçons do Real Arco – nº 95


Santo Estêvão - Bahia

Luis Eduardo Santana Santos Silva – 3122


Trabalho 001 – Mestre de Marca

A PARABOLA DOS TRABALHADORES DA VINHA

É preciso contextualizar a parábola para uma melhor compreensão. Na


parábola um pai de família, dono de uma Vinha, ajusta com os
trabalhadores um denário por dia.

Quando da hora terceira, viu outros trabalhadores ociosos, mandou-lhes a


Vinha e lhes disse que pagaria o que for justo, fazendo o mesmo cerca das
sextas, nona e undécima horas.

No final da tarde chamou-lhes e pagou a cada um, independente da hora


que começou a trabalhar, um denário cada. Acontece que os que
começaram trabalhar mais cedo acusaram o dono da vinha de ser injusto
e acharam que os que tinham trabalhado mais deveriam receber mais por
ter trabalhado mais, ou pagar menos a quem trabalhou menos tempo.

O dono da Vinha disse-lhes:

- Amigo, não te faço agravo. Não ajustaste comigo por um denário? Toma
o que é teu e vai-te.

Mas quero dar a este último como a ti.

“Porventura, não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou são maus
os teus olhos porque eu sou bom?” (Mt 20. 15).
Olhando o nosso dia a dia, vejo muitos irmãos reclamando por outros
irmãos terem recebidos graus maçônicos em período menores do que
foram acordados ao entrar na ordem. Durante meu período maçônico vi
Aprendiz passar a Mestre por interesse administrativo do Grão Mestre,
Aprendizes passar a Mestres para fortalecer lojas recém-criadas, vi
Mestres receberem quatro graus simultâneos para abertura de Capítulos e
em todas às vezes sempre teve um irmão reclamando.

A parábola que está em nosso ritual de Mestre de Marca para nos ensinar
que em nenhum momento foi cometido injustiça contra nós. Aquilo que
foi combinado quando aceitamos obedecer às leis maçônicas ao entrar na
ordem nos foi dado. “Mas o proprietário, respondendo, disse a um deles:
Amigo, não te faço injustiça; não combinaste comigo um denário?” (Mt
20. 13).

Devemos cuidar para não nos enganar com as nossas percepções


humanas do que é justo. A justiça Divina tem uma lógica que foge
completamente à lógica humana, Deus tem pensamentos que nem de
leve lembram os nossos pensamentos e uma matemática absolutamente
própria. Para Deus um mais um pode ser dois, ou não, e isso porque a
nossa mente finita não pode perscrutar a mente infinita e toda poderosa
do Senhor, portanto, não tente entender os planos de Deus, você não vai
conseguir.

Deus escolhe instrumentos impensáveis para realizar Sua Obra, assim


como ninguém escolheu aqueles últimos trabalhadores e o dono da vinha
fez o convite e pagou, Jesus chama muitos rejeitados pelos homens para
Seu Reino.

Jesus ensina que aqueles que se aproximam de uma causa depois,


deverão ser tão bem recebidos pelos que lá esteve desde há primeira hora
com espírito de alegria, pois novos irmãos juntaram-se a nossa causa.
Aqueles que entendem a palavra do Senhor depois têm todos os direitos
quanto os que aqui estavam, e aqueles que reclamam serão os últimos a
entrarem no Reino de Deus, os últimos a receber a Luz, por estarem
presos às coisas materiais.

Assim, pois, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos.


Porque muitos serão os chamados, mas poucos os escolhidos.
(Mateus 20:16)