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SEDUC- SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE MATO GROSSO

PLANO DE ENSINO DE ARTES

ESCOLA ESTADUAL CÂNDIDO PORTINARI


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2° ANO Ensino Médio / 1° Bimestre


Linguagens/ARTES
Códigos de Habilidades Objetos de Conhecimento
(EM13LGG201 Lugares para criar
EM13LGG202 Artes e Cristianismo
Arte e Renascimento

Aluno:_________________________________________________________________
Prof:_________________________________________ Turma:_________________
_( ) Matutino _______________ ( ) Vespertino_______________ ( ) Noturno ________________

Arte e recursos naturais


A dança dos Pataxó
Observe as imagens a seguir. Elas retratam uma dança que é parte de uma manifestação coletiva realizada pelos
indígenas pataxós da aldeia Imbiruçu, localizada a cerca de 200 quilômetros da cidade de Belo Horizonte, em Minas
Gerais.

Desafio:
1 O que mais chama a sua atenção nas imagens?
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2 O que as pessoas das fotos estão fazendo? Como elas estão vestidas?
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3 De que modo as pessoas estão posicionadas? Como são os movimentos registrados nas imagens?
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4 Você acha que as fotos mostram uma situação especial na vida dessas pessoas ou uma cena
cotidiana? Por quê?
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Mais perto da dança da Festa das Águas

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A Festa das Águas dos Pataxó da aldeia Imbiruçu é realizada uma vez por ano, em outubro, quando
começa o período das chuvas nas regiões por onde esse povo se distribui.
Esse fenômeno natural é considerado um símbolo de fartura e de renovação para eles. Realizada na
aldeia desde 1991, a comemoração faz parte dos esforços da comunidade indígena pataxó de resgatar e
manter vivas as tradições e os rituais de seus antepassados por meio da culinária, dos jogos, das
brincadeiras e de outras manifestações culturais e artísticas. Para os Pataxó, que se autodenominam
“filhos da água”, esse elemento da natureza tem uma simbologia muito importante e é considerado
fonte de equilíbrio e de vida. De acordo com a cosmologia Pataxó, os primeiros indígenas desse povo
foram criados a partir dos pingos de chuva. A palavra “pataxó” significa “banho das águas” ou “barulho
do mar” em patxohã, a língua original desse povo:

“Pataxó é água da chuva batendo na terra, nas pedras, e indo embora para
o rio e o mar”.
Um dos objetivos da realização da Festa das Águas é conscientizar as pessoas que não moram na aldeia
da importância da preservação da natureza, em especial das águas da região. Essa é uma grande
preocupação dos indígenas de Imbiruçu porque o território onde a aldeia está localizada é cercado por
enormes pastos para criação de gado, pertencentes a grandes fazendeiros, e também por áreas
exploradas por mineradoras, o que traz muitos impactos para a vida da comunidade, principalmente em
relação aos recursos naturais disponíveis.
O rio do Peixe, por exemplo, que é onde os indígenas pescam os peixes que são uma das bases de sua
alimentação, tem seu volume reduzido ano após ano como consequência da mineração, o que afeta,
entre outras questões, a qualidade de vida dos moradores da aldeia. Durante a abertura da Festa das
Águas de 2015, o cacique Mesaque Pataxó, da aldeia Sede, vizinha da aldeia Imbiruçu, fez um alerta a
esse respeito:
“Se os pataxós deixarem de existir, o não indígena também vai. Boa parte não se deu conta da
destruição do planeta e a sociedade não discute valores, apenas poder”
Desafio
5- O que é ser índio?
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6 - Os índios são todos iguais?
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Por se tratar de um ritual importante para a aldeia, a Festa das Águas exige uma preparação especial,
que envolve a elaboração de pratos tradicionais, o uso de vestimentas específicas e a pintura corporal,
por exemplo. Um dia antes da festa também podem ser celebrados batizados das crianças da aldeia e
casamentos.
Os trajes usados na festa, feitos de palha, são iguais para homens e mulheres, adultos ou crianças. Nessa
ocasião festiva, os indígenas também podem usar cocares e outros adereços para os cabelos e para o
corpo, a maioria deles feitos de materiais naturais, como penas e sementes.
As pinturas corporais usadas na Festa das Águas são feitas com uma tinta produzida com barro e carvão
umedecidos, aplicada com gravetos bem finos ou pincéis. Os desenhos remetem a elementos da
natureza e à cosmologia pataxó. Há, por exemplo, o desenho do “cipó de H‹may”, que homenageia a

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protetora dos animais, e o da “semente mauí na boca do peixe”, que simboliza fartura. As pinturas
usadas pelos homens e pelas mulheres não são as mesmas e têm significados diferentes: as pinturas dos
homens podem representar força e união e as das mulheres, proteção e fartura.

Um dos momentos mais importantes da Festa das Águas é a realização da dança que
integra esse ritual. Ela começa com os participantes dispostos em grupos de dois ou três integrantes,
lado a lado. Esses pequenos grupos se posicionam um atrás do outro, formando longas filas. Os passos
são bastante marcados e a dança se caracteriza por movimentos lentos e fortes, com os pés se
arrastando no chão, como se os corpos dos participantes fossem muito pesados. Os braços ficam ao
longo do corpo e as costas um pouco curvadas para a frente
ticipantes da dança vão formando um círculo. Depois que o círculo é formado, todos continuam a andar
juntos. Esse “andar juntos” ajuda a caracterizar essa dança como uma experiência coletiva, já que os
participantes se movem na mesma direção, como se todos estivessem indo para um mesmo lugar.
A temática da água está presente no uso do pau de chuva para marcar o ritmo. Trata-se de um
instrumento de percussão de formato cilíndrico, com pequenas contas ou sementes no interior, cujo
som se assemelha ao da chuva caindo. Além do pau de chuva, durante a dança os indígenas tocam
maracás, um tipo de chocalho feito de cabaças, considerado um instrumento sagrado para esse povo.

Durante a realização da Festa das Águas, além das apresentações de dança


e canto, são vivenciadas várias manifestações que simbolizam a continuidade da cultura pataxó antiga,
importantes na valorização e na reafirmação da identidade desse povo nos dias de hoje.
Na culinária, por exemplo, há o preparo de pratos como o frango muquinhado, cozido no moquém, um
tipo de grelha feita com uma estaca de ferro, a moqueca de peixe assado na folha de bananeira debaixo
da terra e a farinha de puba, além do consumo da bebida h‹m‹gui, feita com a casca de angico, e da
bebida cauim, produzida com mandioca cozida e fermentada.
Durante a Festa das Águas, também são realizados jogos e brincadeiras, como a cobra-cega, a corrida de
maracá e o cabo de guerra, e há o comércio de objetos decorativos e de adornos produzidos pelos
indígenas, como uma forma de geração de renda para a aldeia
Desafio
7 Que eventos especiais são realizados pelas pessoas com quem você convive ou pelas pessoas de sua
cidade? Como você costuma se preparar para esses eventos?
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8 Faça uma pesquisa sobre a influência dos povos indígenas em nossos festejos tradicionais.
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Por dentro da dança Danças indígenas brasileiras
A dança é uma das diversas formas de expressão dos indígenas brasileiros. Do mesmo modo que outras
manifestações como o canto, a pintura corporal e a produção de objetos decorativos e utilitários, as
danças realizadas por esses povos marcam suas diferenças e revelam a riqueza de sua diversidade
cultural.
As danças indígenas brasileiras são tão variadas quanto os povos indígenas que habitam nosso território.
Entre as aldeias de um mesmo povo, pode haver diferenças nos costumes e nos modos de vida, o que
inclui as formas de dançar. No caso dos Pataxó, por exemplo, a dispersão e a criação de aldeias em
outros lugares fizeram com que as mesmas músicas passassem a ser dançadas de modos diferentes no
decorrer do tempo. Esse tipo de mudança também acontece com outros povos e pode ser influenciado
ainda pelo contato com outros povos indígenas e com não indígenas. Essa diversidade de formas de
dança é muito comum nas sociedades não ocidentais.
A cultura ocidental, que vem se consolidando de modo mais consistente desde a era Moderna, costuma
encarar a dança como parte de momentos de diversão despretensiosa ou como espetáculos que devem
ser apreciados por um público que, em geral, não participa dela. Diferentemente disso, para as
sociedades “não modernas”, como as indígenas brasileiras, a dança é uma experiência individual ou
coletiva de valorização e de manutenção de sua cultura.
Nas culturas indígenas, as danças podem fazer parte de experiências coletivas e estar relacionadas a
momentos de festa e de brincadeira, podem ter um caráter místico e espiritual, integrando rituais como
na Festa das Águas da aldeia Imbiruçu, ou fazer parte de apresentações para os não indígenas. Uma das
características marcantes de muitas danças indígenas brasileiras são os passos contidos e rítmicos, com
movimentos voltados para baixo, o que permite que os participantes possam dançar por várias horas,
sem se cansarem tanto. As danças circulares também são muito comuns entre os povos indígenas
brasileiros, assim como as danças em filas.
A maioria das danças indígenas brasileiras é rea lizada em grupo, mas também há ocorrências de danças
realizadas individualmente. Embora existam exceções, as danças em pares não são muito comuns entre
esses povos. De acordo com a finalidade e com os aspectos culturais do povo que as pratica, algumas
danças indígenas podem ser realizadas apenas pelos homens ou pelas mulheres. Também há danças em
que homens e mulheres dançam juntos e outras em que adultos, crianças, adolescentes e idosos
participam ao mesmo tempo.

Desafio
9 - Pesquise sobre as danças circulares.
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Mais perto dos Pataxó
Os Pataxó são originários do Sul da Bahia e, ao longo de sua história, sofreram várias tentativas de
dispersão e de dizimação. Na década de 1970, após conflitos com fazendeiros, algumas famílias
migraram para Minas Gerais, criando aldeias ao norte desse estado
De acordo com o último censo realizado pelo Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena
(SIASI), em 2014 havia cerca de 12 mil indígenas Pataxó no Brasil. Dados históricos revelam que esse
povo entrou em contato com não indígenas pela primeira vez durante o século XVI, com a chegada dos
colonizadores portugueses às terras brasileiras.
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Na Bahia, os Pataxó estão espalhados em 36 aldeias distribuídas em seis terras indígenas situadas nos
municípios de Santa Cruz Cabrália, Porto Seguro, Itamaraju e Prado. São elas: Águas Belas, Aldeia Velha,
Barra Velha, Imbiriba, Coroa Vermelha e Mata Medonha
No estado de Minas Gerais, os Pataxó vivem em sete comunidades, das quais quatro – Sede, Imbiruçu,
Retirinho e Alto das Posses – estão localizadas na Terra Indígena Guarani, no município de Carmésia.
Além dessas, existem as aldeias Muã Mimatxí, no município de Itapecerica; Geru Tukunã, em Açucena; e
Jundiba ou Cinta Vermelha, no município de Araçuaí, também habitada por indígenas do povo
pankararu.
Os Pataxó têm enfrentado anos de luta pelo reconhecimento de seu território, que historicamente tem
sido disputado com não indígenas. Além de recuperar terras não identificadas como indígenas, mas que
são reconhecidas pela tradição pataxó e reivindicadas por esse motivo, a demarcação do território
indígena pataxó está relacionada à preocupação desse povo com a preservação ambiental dessas áreas e
também com a valorização de seus modos de vida tradicionais.

Zabelê Pataxó

Os indígenas do povo pataxó falam o português com alguns vocábulos na língua patxôhã, que vem sendo resgatada
pelas gerações mais novas. Atualmente, a língua original desse povo é um dos componentes curriculares das escolas
indígenas localizadas nas aldeias.

Em cada uma das comunidades pataxós costuma existir pelo menos uma escola. É lá que os professores resgatam a
cultura indígena, ensinando o patxôhã e também a língua portuguesa. Atualmente, vários Pataxó praticam pesca e
agricultura de subsistência, além de cultivar cacau e criar gado para gerar renda. Muitas comunidades também
comercializam objetos utilitários e decorativos e mantêm empreendimentos ligados ao etnoturismo. Em Porto
Seguro, na Bahia, por exemplo, alguns indígenas pataxós prestam serviços de hotelaria e de aluguel de barracas.

Outras manifestações artísticas dos Pataxó

Além do canto e da dança, as manifestações artísticas dos Pataxó envolvem a produção de objetos decorativos e
utilitários, de adornos e de vestimentas. Ricos em formas e cores, esses objetos são caracterizados pelo uso de
materiais que são extraídos da natureza de maneira sustentável.

Entre as peças produzidas, podemos destacar cestos de cipó, vasilhas, figuras de animais e brincos feitos de madeira,
colares e pulseiras feitos com penas de aves e sementes, além de instrumentos musicais como os chocalhos e os
maracás, feitos com coco, cabaça ou bambu

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A pintura corporal feita com pigmentos naturais também é outra manifestação artística importante dos Pataxó.
Muitos dos padrões e dos desenhos utilizados são baseados em elementos da fauna e da flora. Em eventos especiais,
como casamentos ou nascimentos, assim como na realização de danças, há pinturas específicas para cada parte do
corpo, com significados próprios.

A arte de Arissana Pataxó

O contato com o estudo formal da arte, seja nas escolas, seja nas universidades, tem se somado às práticas
tradicionais desses povos e se incorporado às produções de alguns artistas indígenas.

Arissana Pataxó, por exemplo, formou-se em Artes Plásticas na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da
Bahia (UFBA), onde também fez mestrado em Estudos Étnicos e Africanos. Seu trabalho frutificou em atividades de
arte- -educação com o povo pataxó, como oficinas e produção de material didático.

As pinturas e as esculturas de Arissana retratam o cotidiano dos indígenas e buscam provocar o espectador,
chamando a atenção para a resistência e a diversidade dos povos indígenas e para a luta pela defesa de seus
direitos.

Sem título, de Arissana Pataxó, (s.d.) (gravura em metal, 15 cm 3 20 cm).

Hoje, os indígenas brasileiros estão inseridos nos mais diversos segmentos da sociedade. Segundo dados do Instituto
de Inclusão no Ensino Superior e na Pesquisa (INCTI), por exemplo, a cada 500 estudantes universitários na rede
pública, um é indígena.

Desafio

10 - O que você pensa sobre isso? ( o texto á cima ).

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Bibliografia :
BNCC de Linguagens/Arte: Artes visuais
Livro Didáico

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SEDUC- SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE MATO GROSSO

PLANO DE ENSINO DE ARTES

ESCOLA ESTADUAL CÂNDIDO PORTINARI


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7° / 8° ANO Ensino Fundamental / 1° Bimestre


Linguagens/ARTES
Códigos de Habilidades Objetos de Conhecimento
(EM13LGG305) Arte Integrada
(EM13LGG603) Expressionismo

Aluno:_________________________________________________________________
Prof:_________________________________________ Turma:_________________
_( ) Matutino _______________ ( ) Vespertino_______________ ( ) Noturno ________________
Gabarito :
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Boa Sorte !!!!!

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