Você está na página 1de 3

Plano de Aula

Tema Flora Bacteriana Residente, seus riscos e benefícios.

Local da Palestra PA Moreira César

Participantes Daniel Glaucer, Maria Rosangela, Vanessa Malosti e Veruska Pinho.

Nº de Participantes 4

Tempo de Exposição 20 minutos

Expositores Daniel Glaucer, Maria Rosangela, Vanessa Malosti e Veruska Pinho.

Motivo da Exposição Informar a importância da Flora Residente.

OBJETIVO GERAL
Conhecer como é constituída a Flora Residente, assim como, seus efeitos e riscos.
Identificar as bactérias comumente encontradas.
Reconhecer a necessidade de medida preventiva contra os microorganismos.

OBJETIVO ESPECÍFICO
Conhecer as características imunológicas e de patogenicidade dos microorganismo.
Identificar alguns microorganismos de nossa flora normal causadores de determinadas doenças.
Utilizar estes conhecimentos em sua atuação como profissional em enfermagem.

INTRODUÇÃO
Apresentação do expositor.

Conteúdo
Flora Bacteriana Residente

Introdução
Microbiota normal refere-se à população de microrganismos que habita a pele e às mucosas de pessoas
normais e sadias.
A microbiota normal pode ser classificada em:
Residente: consiste em microrganismos encontrados com regularidade em determinada idade e área da
superfície, sendo perturbada, recompõe-se com facilidade.
Transitória: consistem em microrganismos não patogênicos ou potencialmente patogênicos que
permanecem na pele ou mucosa por horas, dias ou semanas, provenientes do meio externo, não provocando
doença e não se estabelecendo em definitivo na superfície.

Função da microbiota residente


Impedir a colonização por patógenos do meio externo e o possível desenvolvimento de doença por meio de
interferência bacteriana. Ajudar na absorção de nutrientes.
Os membros da microbiota normal são inócuos e podem ser benéficos ao hospedeiro em sua localização
normal e na ausência de anormalidades concomitantes.
Quando os microrganismos da microbiota residente são introduzidos em locais estranhos e em grande
quantidade, e na presença de fatores predisponentes, podem provocar doença.

Microbiota normal da pele


Devido ao grande contato com o meio ambiente, a pele está propensa a abrigar microrganismos transitórios.
A pele apresenta uma microbiota residente bem definida e constante, diferenciada na região anatômica por
secreções, uso habitual de roupas ou proximidade de mucosas (boca, nariz e áreas perineais).
Os microrganismos residentes predominantes são: bacilos difteróides aeróbios e anaeróbios; estafilococos
aeróbios e anaeróbios não hemolíticos; bacilos gram (+) aeróbios, estreptococos alfa-hemolíticos e
enterococos; bacilos coliformes gram(-) e Acinetobacter; fungos e leveduras nas pregas cutâneas;
micobactérias não patogênicas em áreas ricas em secreções sebáceas.
O pH baixo, os ácidos graxos nas secreções sebáceas e a lisozima podem ser fatores importantes para
eliminação da flora não residente da pele.
A sudorese profusa, a lavagem e o banho não conseguem eliminar ou modificar significativamente a flora
residente normal.

Microbiota da boca e das vias aéreas superiores


Ao nascimento, as mucosas da boca e da faringe quase sempre são estéreis, podendo ser contaminadas
durante a passagem pelo canal de parto.
Nas primeiras 4-12h de vida, os Streptococcus viridans colonizam, e se tornam os membros mais importantes
da microbiota residente, permanecendo por toda vida.
No início da vida, aparecem os estafilococos aeróbios e anaeróbios, os diplococos gram(-), os difteróides e
lactobacilos.
Com a dentição, acrescenta-se a esse meio espiroquetas anaeróbias, espécies de Prevotella, espécies de
Fusobacterium.
As leveduras, principalmente espécies de Candida, são encontradas na boca.
A microbiota do nariz consiste em corinebactérias, estafilococos e estreptococos.
Na faringe e traquéia encontramos estreptococos alfa-hemolíticos e não hemolíticos, neissérias,
estafilococos, difteróides, pneumococos, haemophilus, Mycoplasma e Provetella
Os bronquíolos e alvéolos são normalmente estéreis.

Microbiota normal do trato intestinal


Ao nascimento o intestino é estéril. Os microrganismos são introduzidos através dos alimentos.
Nos lactentes amamentados ao seio, o intestino é repleto de microrganismos aeróbios e anaeróbios, Gram(+)
e imóveis, destacando-se os estreptococos e lactobacilos produtores de ácido láctico
O esôfago contém microrganismos provenientes da saliva e dos alimentos.
O nível de microrganismos no estômago mantém-se em nível mínimo devido a acidez gástrica.
As bactérias intestinais são importantes na síntese de vitamina K, conversão de pigmentos e ácidos biliares,
absorção de nutrientes e produtos de degradação e no antagonismo a patógenos microbianos.
A microbiota intestinal produz amônia e outros produtos de degradação que são absorvidos pelo organismo.

Microbiota normal da uretra


A uretra anterior de ambos os sexos contém pequeno número de microrganismos provenientes da pele e
períneo
Os microrganismos aparecem regularmente na urina normal eliminada

7. Microbiota normal da vagina


Após o nascimento, aparecem lactobacilos aeróbios que persistem enquanto o pH estiver ácido(várias
semanas).
Quando o pH se torna neutro( até a puberdade), aparece uma flora mista composta de cocos e bacilos
Na puberdade os lactobacilos aeróbios e anaeróbios reaparecem em grande quantidade e contribuem para
manutenção do pH ácido.
Quando os lactobacilos são suprimidos por algum agente antimicrobiano, as leveduras ou bactérias
aumentam em número, causando inflamação e irritação local.
Após a menopausa, os lactobacilos diminuem em número, e reaparece uma flora mista.
A microbiota vaginal normal é constituída de estreptococos hemolíticos do grupo B, estreptococos
anaeróbios, espécies de Provetella, clostrídios, Gardnerella vaginalis, Ureaplasma urealyticum e algumas
espécies de Listeria ou Mobiluncus.
O muco cervical contém lisozima e possui atividade antibacteriana .

Microbiota normal do olho


Os microrganismos predominantes da conjuntiva são difteróides, Staphylococcus epidermides e
estreptococos não hemolíticos.
Com frequência, encontramos espécies do gênero Neisseriae e bacilos gram (-) semelhantes a Haemophylus
( espécies de Moraxella).
A microbiota da conjuntiva é controlada pelo fluxo de lágrimas (contém lisozima).

Riscos e Benefícios da Flora Residente


A flora residente vive em constante combate com a flora transitória, gerando a proteção da pele contra
agressões de agentes patogênicos externos.
Por outro lado, integrantes da flora normal podem causar doenças sob determinadas circunstânciasPor
exemplo, microorganismos pertencentes à flora residente de uma determinada área do corpo, quando
inseridos em locais não usuais como o sangue, podem causar infecções graves.
As infecções podem ser divididas em dois grupos:
Infecções Exógenas, onde o agente patogênico atinge o hospedeiro a partir de uma fonte externa.
Infecções Endógenas, causadas pela flora normal da pele do hospedeiro.
Normalmente as pessoas submetidas a terapias com antibióticos e imuno-supressores, atos cirúrgicos,
doenças como AIDS, diabetes, câncer, sondas e mesmo ferimentos que não foram devidamente cuidados
com as medidas de assepsia, podem fazer com que a flora microbiana da pele possa desenvolver-se além de
seus limites, gerando infecções graves.
Portanto, a flora normal da pele humana é útil na proteção contra a agressão de agentes patogênicos mas,
também, pode ser a geradora de infecções em determinadas circunstâncias.

Cronograma
Aulas expositivas dialogadas, discussão de publicações atuais, uso de recursos audiovisuais.
Avaliação
A avaliação será realizada a partir de discussão em grupo.

Conclusão
Informar ao profissional de Enfermagem a importância da Flora Residente, assim como demonstrar as
medidas preventivas.

Bibliografia
Manual de biossegurança para serviços de saúde. / Carla Maria Oppermann, Lia Capsi Pires. — Porto
Alegre : PMPA/SMS/CGVS, 2003.

http://www.webartigos.com/articles/9647/1/Os-Beneficios-Das-Bacterias-No-Hospedeiro-
Humano/pagina1.html#ixzz1FNh9pHlP

A Enfermagem na Dermatologia
http://www.dermo.pt/pdfs/Enfermagem_Cap5.pdf

www.revistapersonalite.com.br/floramicrodapelebenefi39.php