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1 INTRODUÇÃO

A adolescência é uma fase do desenvolvimento humano caracterizada por mudanças


biológicas, cognitivas, emocionais e sociais, importantes na afirmação e consolidação de
hábitos na vida adulta. Nesta fase, geralmente ocorre a experimentação de substâncias
psicoactivas como o álcool. O uso de álcool na adolescência é um factor de exposição para
problemas de saúde na vida adulta, além, de aumentar significativamente o risco de tornar um
consumidor excessivo ao longo da vida (STRAUCH, PINHEIRO, SILVA & HORTA, 2009
Apud VALENTE, 2012).
O diazepam é uma substância activa que possui uma acção ansiolítica e uma curva dose-
resposta muito achatada, daí a designação de tranquilizante seja muito apropriada para este
fármaco. O diazepam encaixa no grupo de fármacos indicados na terapêutica de estados
ansiedade e sintomas ansiosos, relaxante muscular e anti-convulsivante (Ministério da
Saúde/Infarmed, 2011).
O uso de substâncias constitui hoje um grave problema de saúde pública, sendo cada vez
maior a tendência para encarar a globalidade deste uso, e não apenas o consumo de uma ou
outra substância em particular, e a totalidade dos problemas que este pode causar, não se
restringindo apenas da questão de dependência em si. Tradicionalmente, a literatura que
aborda os problemas ligados ao consumo de substâncias acaba por se centrar mais numa área
clínica especializada, voltada para os casos mais graves de dependência crónica e doenças
associadas do que numa área clínica generalista, de índole preventiva e comunitária,
reforçando a crença de que não é necessário, útil ou possível intervir numa fase mais precoce
do uso dos clientes, onde não se identifica ainda o padrão patológico claro, apesar de ser
comum ocorrerem riscos imediatos e sofrerem danos a longo prazo (BORGES & FILHO,
2007).
O uso desta substância activa merece atenção cuidada para que se atinja eficazmente o
sucesso terapêutico. Este sucesso não depende somente da selecção correcta e racional do
medicamento, mas também das características fisiológicas (sexo, idade, raça) e patológicas
(insuficiência renal, insuficiência hepática e outras doenças concomitantes) do indivíduo (Jack
e Colburn, 1983; Mugunthanetal, 2011). Assim, torna-se importante a determinação de
esquemas posológicos padrões e outros ajustados às mais diversas situações clínicas, matéria
que é da incumbência da farmacocinética. A farmacocinética descreve e prevê, a partir de
modelos matemáticos, a quantidade de fármaco nos diferentes tecidos no organismo e a
variação da sua concentração ao longo do tempo, permitindo portanto avaliar os processos
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que sofre o fármaco no organismo: absorção, distribuição, metabolização e eliminação
(Aarons, L., 2005; Gueorguievaetal., 2006a; Guoerguieva et al, 2006b).

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1.1.Formulação do Problema

A adolescência é o período da vida que vai da puberdade, quando começam a aparecer os


caracteres sexuais secundários, até os 18 anos, momento da maturidade legal. O termo
``adolescente não é, portanto, um fenómeno de precisão: tanto pode se aplicar a um garoto de
10 anos quanto a um adulto de 18 anos Para evitar as dificuldades de uma definição tão vaga,
preferimos dividir a adolescência em três fases: o início, a adolescência propriamente dita e o
final (TONY SMITH, 1996 citado por VALENTE, 2012).
A utilização de fármacos psicoactivos, em determinadas situações, é necessária e são eficazes
em muitos casos; no entanto, o abuso e a automedicação pela população são questionados”. O
uso exacerbado desses medicamentos é um facto na sociedade actual, gerando preocupação
entre as autoridades de saúde, pois, é sabido que a utilização prolongada dos psicofármacos,
além de efeitos colaterais indesejáveis, provoca dependência química e geram dificuldades
quanto ao término do tratamento.
Com base neste contexto, para evidenciar melhor a nossa pesquisa, sendo assim Surgiu-nos a
seguinte pergunta:
Qual é o motivo que leva os adolescentes do Bairro Zango II ao uso de diazepam no IIº
trimestre de 2020?

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1.2 JUSTIFICATIVA

A escolha da temática desta investigação vai de encontro quer ao interesse pessoal, quer pelas
experiências vividas ao longo da minha vivência como morador do Zango II. Motivada pelo
interesse despertado durante o desenrolar dos ensinos clínicos, assim como a convivência pelo
conteúdo teórico aprendido ao longo deste percurso. Outro aspecto não menos importante que
veio reforçar a escolha da temática em estudo é o facto de verificar um aumento por parte dos
adolescentes no uso indiscriminado do diazepam, e sendo uma das principais causas de morte
e incapacidade em todo mundo bem como em Angola.
A adolescência é uma etapa vital para o desenvolvimento individual e social de qualquer
indivíduo, além de ser fundamental para a solidificação da personalidade de cada um. É uma
fase de muitas transformações e adaptações a novas experiências e abertura para um mundo
novo e próspero. A adolescência constitui uma etapa repleta de fragilidades e tendência para a
experimentação de novas aventuras.
O uso indiscriminado dessas medicações está associado à diversos problemas clínicos, tais
como dependência física e/ou psíquica, mascaramento de sintomas orgânicos dificultando
outros diagnósticos, problemas com sono, mudanças de hábitos, problemas de
relacionamento, entre outros, o que justifica a necessidade de uma análise mais profunda
dessa prática e um conhecimento mais detalhado dos usuários dessas medicações.
Acreditamos que o resultado da nossa investigação poderá contribuir para o melhorar a
atenção no que concerne ao uso de diazepam em adolescentes do Bairro Zango II, durante o
II° trimestre de 2020.

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1.3 OBJECTIVOS

Geral:
 Avaliar o uso de diazepam em adolescentes do bairro ZangoII durante o II° trimestre de
2020.
Específicos:

 Caracterizar o perfil sociodemográfico dos adolescentes segundo a idade, género, nível


académico e com que vive;
 Identificar os factores que levam os adolescentes ao uso do diazepam, o tempo do uso e a
idade do início do uso do diazepam e onde é adquirido;
 Descrever o conhecimento sobre as consequências do uso do diazepam e os males que
pode causar a saúde.

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2 FUNDAMENTAÇÃO TEORICA
2.1 Definição de termos e conceitos

Diazepam: é uma substância activa que possui uma acção ansiolítica e uma curva dose-
resposta muito achatada, daí a designação de tranquilizante seja muito apropriada para este
fármaco. O diazepam encaixa no grupo de fármacos indicados na terapêutica de estados
ansiedade e sintomas ansiosos, relaxante muscular e anticonvulsivante (Ministério da
Saúde/Infarmed, 2011).
Segundo Evelyn Eisenstein (2005) “a adolescência é o período de transição entre a infância e
a vida adulta, caracterizado pelos impulsos do desenvolvimento físico, mental, emocional,
sexual e social e pelos esforços do indivíduo em alcançar os objectivos relacionados as
experiencias culturais da sociedade em que vive. A adolescência se inicia com as mudanças
corporais da puberdade e termina quando o indivíduo consolida seu desenvolvimento e sua
personalidade, obtendo progressivamente sua independência económica, além da interacção
em seu grupo social”.
Medicamento, é toda a substância química apresentada como possuindo propriedades
curativas ou preventivas dos sintomas ou que possa ser utilizada ou administrada no ser
humano com vista a estabelecer um diagnóstico médico ou, exercendo uma acção
farmacológica, ou a restaurar, corrigir ou modificar funções fisiológicas” (OMS, 2001)
O farmacêutico é o profissional da área de saúde que possui uma formação académica
voltada para as ciências farmacêuticas, mas também com conteúdo em outras áreas
científicas.
Os medicamentos psicotrópicos são aqueles que agem sobre o sistema nervoso centra
(SNC), modificando suas reacções psicológicas. O termo indica o conjunto de substâncias
químicas, de origem natural ou artificial, que tem um tropismo psicológico, isto é, que são
susceptíveis de modificar a actividade mental sem prejudicar o tipo desta modificação.
Os benzodiazepínicos são considerados drogas potencialmente seguras, porém apresentam
algumas desvantagens, como a dependência. Esse fármaco esta presente nas unidades de
saúde dos municípios, compondo a lista de medicamentos do programa de saúde mental
(OMS, 1990).

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2.2 BREVE HISTORIAL SOBRE BENZODIAZEPINAS

As características indesejáveis dos barbitúricos, nomeadamente o seu potencial de indução de


dependência psicológica e fisiológica, motivou o desenvolvimento das benzodiazepinas e
outros agentes sedativo-hipnóticos de nova geração, que evitassem estes inconvenientes
(Chaste, F., 1995; Ennaceuretal., 2008; Katzungetal., 2009).
A história das benzodiazepinas começa no momento em que infecciólogos pretendendo
alargar a actividade da benzilpenicilina às bactérias Gram negativo, combinaram o antibiótico
original com fenoxietanol. Estes trabalhos, realizados em Londres, na British Drug House por
William Bradley, não foram muito conclusivos. O próximo avanço foi dado por Leo
Sternbach. Ao fugir das perseguições nazis, refugia-se a partir de 1940 na Suíça e trabalha nos
laboratórios Hoffmann-LaRoche de Basielia. Aí, retoma em 1954, os projectos farmacêuticos
que iniciara vinte anos antes em Cracóvia. Neste laboratório, foi-lhe proposto encontrar
medicamentos ansiolíticos com estrutura inovadora, com a possibilidade de sintetizar
numerosos derivados, e de estrutura facilmente substituível para chegar a um composto mais
potente e menos tóxico (Landauetal, 1999). Partindo da fenotiazina, Sternbach com a
colaboração de Lowell Randall, que o orientou para o estudo de três tipos de propriedades:
miorelaxantes, sedativos e anticonvulsivos, pensou em implantar uma cadeia lateral básica no
núcleo tricíclico (Gilman e Goodman, 2001). Todavia, um erro de síntese lançou os dois
investigadores numa pista errada.
A 15 de Maio de 1958, Sternbach ao compreender o seu erro, retoma os trabalhos e apresenta
uma patente para o clordiazepóxido (Librium®), medicamento que, com os seus congéneres,
as benzodiazepinas, iria tornar-se no maior sucesso da história da indústria farmacêutica. A
comercialização começou em 1960 (Chaste, F., 1995).
Em 1963, foi lançado o diazepam (Valium®), mais miorrelaxante, no entanto, apenas recebe a
autorização de introdução no mercado no dia 1 de Abril de 1964 (Roche, 2010). Metabolito e
produto de hidrólise do clordiazepóxido, o diazepam assume em alguns anos uma posição de
líder mundial no ranking dos medicamentos mais vendidos. Estes dois produtos marcaram a
história da Roche já que um dos pontos altos desta pesquisa foi a descoberta do receptor das
benzodiazepinas no cérebro (Hoffmann-LaRoche, 2007; Landauetal.,1999)

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2.3 Classificação química

O diazepam representado na Figura 1 (C16H13ClN2O ou 7-cloro-1,3-dihidro-1-metil-5- fenil-


2H-1,4-benzodiazepina-2-ona) existe nas condições ambientais sob a forma um pó cristalino
branco ou quase branco, muito pouco solúvel na água e solúvel em etanol. Apresenta um pKa
de 3,4 (Farmacopeia Portuguesa VIII, 2005).

Figura 1. Fórmula estrutural do diazepam.

A sua estrutura consiste num núcleo 1,4-benzodiazepínico, que possui um grupo carboxamida
no anel heterocíclico com sete membros. É necessário um átomo de cloro na posição 7 para
conferir actividade sedativo-hipnótica. (Gilman e Goodman, 2001; Katzungetal, 2009).

2.4 Mecanismo de acção

O ácido gama-aminobutírico (GABA) é o principal neurotransmissor inibitório do SNC


(Katzungetal., 2009; Rang e Dale, 2008; Sigel e Steinmann, 2012).

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Figura 2. Representação esquemática do mecanismo de acção do diazepam:

Os benzodiazepínicos atuam selectivamente como agonistas nos receptores GABA, mais


especificamente na subunidade GABAA, que medeia a transmissão sináptica inibitória em
todo o SNC (Gaillardetal., 2006; Sigel&Steinmann, 2012).
Estes fármacos, do qual faz parte o diazepam, ligam-se especificamente a um local deste
receptor, distinto de onde se liga o GABA, e actuam alostericamente, aumentando a afinidade
do GABA pelo receptor, tal como se mostra na Figura 3 (Rang&Dale, 2008; Sigel
&Steinmann, 2012).

2.5 Indicações terapêuticas

No Prontuário Terapêutico Nacional (2011) o diazepam encaixa no grupo de fármacos


indicados na terapêutica de estados ansiedade e sintomas ansiosos, relaxante muscular e
anticonvulsivante.
O diazepam está indicado no tratamento sintomático da ansiedade, tensão e outros distúrbios
físicos ou psicológicos associados à ansiedade (por exemplo, alterações de comportamento ou
esquizofrenia) (Gaillardetal, 2006; Ramos, A., 2004; Roche, 2010).
É útil na terapêutica adjuvante para a diminuição dos espasmos musculares reflexos devido a
trauma local como na inflamação, ferimento, lesão do desporto, posições incorrectas durante o
sono, torcicolos (Garretetal., 1994; Rang & Dale, 2008; Roche, 2010), mas também para
combater espasticidade resultante de ferimentos na coluna vertebral ou nos interneurónios da
supra-espinal, tais como paralisia cerebral e paraplegia, assim como na atetose e na síndrome
do homem rígido ou síndrome de Stiffman (Roche, 2010; Sellers, E., 1978; Udanietal., 1997).
Na literatura especializada, é ainda referenciado com acção antiepilética e anestésica (Gilman
e Goodman, 2001). O diazepam possui propriedades terapêuticas efectivas no tratamento da
abstenção alcoólica (Ramos, A., 2004) e no tétano (embora em doses superiores às do efeito
tranquilizante) (Okoromah & Lesi, 2009). É, ainda, reportado o seu uso em exames médicos
como endoscopia e broncoscopia (Ennaceuretal., 2008).

2.6 Farmacocinética – as etapas de transformação do diazepam no organismo

O diazepam distingue-se das demais benzodiazepinas essencialmente pelas suas propriedades


farmacocinéticas (Ellinwoodetal., 2011).

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2.6.1 Absorção

Em administração oral, a absorção do diazepam é rápida, obtendo-se concentrações


plasmáticas máximas entre os 30 e 90 minutos após a administração (Roche, 2010). O
diazepam é bem absorvido pelo que tem uma biodisponibilidade sistémica de 70-100% (Rang
& Dale, 2008).
O diazepam pode ser também administrado por via intravenosa em epilépticos quando não é
possível administrar oralmente; ou no tratamento agudo da febre convulsa, como solução
rectal (Walker & Whittlesea, 2007). Após uma injecção intramuscular de diazepam em
pessoas saudáveis, alcoólicos crónicos ou em abstinência, a absorção é lenta (o pico de
concentração plasmática ocorre após 10-12h do início da infusão) e errática, mas completa.
Como consequência os efeitos clínicos são atrasados e imprevisíveis, pelo que não deve ser
administrado por esta via (Sellers, E., 1978). A absorção a partir de supositórios segue o
mesmo perfil (Walker & Whittlesea,2007).
2.6.2 Distribuição

O diazepam tal como outras benzodiazepinas é largamente distribuído pelo organismo. Esta
substância activa é das mais lipofílicas do seu grupo farmacológico, e apresenta um volume
de distribuição aumentado nos indivíduos do sexo feminino e indivíduos com mais de 70 anos
de idade. Este volume de distribuição em estado de equilíbrio poderá ser devido, em parte, ao
prolongado tempo de semi-vida (3 horas) (Roche, 2010; Sellers, E.,1978).
O diazepam e seus metabolitos unem-se extensamente às proteínas plasmáticas, estimando-se
que a fracção ligada atinja os 98% (Range e Dale, 2008; Roche, 2010).
Devido ainda à sua lipofília, o diazepam atravessa a placenta e aparece em quantidades
residuais no leite de amamentação (a sua concentração no leite materno é cerca de 1/10 da
concentração no plasma materno) (Roche, 2010). A sua concentração no cérebro, fígado e
baço ultrapassa a quantidade não ligada no plasma (Sellers, E., 1978).
2.6.3 Biotransformação(metabolização)

O diazepam é submetido à biotransformação a nível hepático, sofrendo um metabolismo


oxidativo mediado pelas isoenzimas CYP2C19 e CYP3A do citocromo P450, dando origem a
metabolitos com actividade farmacológica como N-desmetildiazepam (ou nordazepam),
temazepam (ou 3-hidroxiazepam) e oxazepam (Andresen etal., 2013; Roche, 2010), Figura 3.

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Figura 3. Metabolismo do diazepam

O oxazepam e o temazepam são depois conjugados com o ácido glucurónico (Andresen etal.,
2013; Rang e Dale, 2008; Roche, 2010).
O desmetildiazepam apresenta um tempo de semi-vida mais longo que o próprio diazepam,
sendo de aproximadamente 60 horas podendo produzir efeitos cumulativos e prolongados
quando usado repetidamente. Este metabolito chega a ser mais activo que o diazepam
(Klotzetal., 1975; Ramos, A., 2004).

2.6.4 Eliminação
A concentração plasmática de diazepam decai de forma bifásica ao longo do tempo. Numa
fase inicial, verifica-se a distribuição rápida e extensa, e seguindo-se a fase de eliminação
terminal prolongada (semi-vida até 48 h).
O diazepam e seus metabólicos são excretados principalmente na urina predominantemente na
forma conjugada, sendo, no entanto, o oxazepam conjugado com ácido glucorónico o produto
urinário encontrado em maior quantidade (Kaplanetal., 1973; Klotzetal., 1975). A depuração
do diazepam é de 20-30 ml/min (Roche, 2010).
2.7 Classificação geral dos fármacos que actuam no sistema nervoso central.
Os mecanismos pelos quais diversas drogas actuam no SNC nem sempre foram claramente
elucidados, assim como as causas de muitas das condições para as quais essas drogas são
utilizadas, que são pouco compreendidas. Por esses motivos, não surpreende que, no passado,
grande parte da farmacologia do SNC tenha sido puramente descritiva. Entretanto, nas últimas
três décadas houve avanços notáveis na metodologia desse estudo, o que possibilitou se
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aprofundar e classificar esses fármacos por vários aspectos diferentes (KATZUNG;
MASTERS; TREVOR, 2014).
Os fármacos psicotrópicos são definidos como agentes que afectam o humor e o
comportamento. Como é difícil definir e medir esses índices de função cerebral, não existe
nenhuma base consistente para uma classificação exacta dos agentes psicotrópicos. Assim,
deparamo-nos com definições relaccionadas à estrutura química (benzodiazepínicos,
butirofenonasetc.), ao alvo bioquímico (inibidores da monoaminooxidase, inibidores da
recaptação deserotonina etc.), ao efeito comportamental (alucinógenos,
estimulantespsicomotores etc.), ao uso clínico (antidepressivos, antiepiléticosetc.), juntamente
com outras categorias indefiníveis (agentes psicóticos atípicos, fármacos nootrópicosetc.)
(RANG et al., 2012).
2.8 Precauções e advertências especiais
A dose de diazepam deve ser cuidadosamente individualizada. O tratamento deve ser iniciado
com a dose mínima e não deverá ser excedida a dose máxima recomendada. Deve ser tida em
conta a história clínica do doente no que respeita ao abuso de álcool ou drogas (Andresen et
al., 2013). A duração do tratamento deverá ser tão curta quanto possível e nunca superior a 2-
3 meses, incluindo a fase de redução gradual da dose (Mugunthanet al., 2011). O doente deve
ser avaliado regularmente e a necessidade de continuar o tratamento deve ser estimada
especialmente no caso de o doente não apresentar sintomas. Deve-se ainda alertar para
possíveis fenómenos de rebound, síndrome de privação e tolerância (Roche, 2010).
Na população idosa deve ser administrada uma dose reduzida. Estes doentes devem ser
monitorizados regularmente no início do tratamento a fim de reduzir a dose e/ou a frequência
de administração, bem como prevenir uma sobredosagem devido a acumulação do fármaco
(Mugunthanet al., 2011). A dose deve ser reduzida igualmente quando se verifica
insuficiência hepática e/ou insuficiência respiratória crónica. Esta última acresce o risco de
depressão respiratória (Ramos, A., 2004; Roche, 2010).
Na população pediátrica as benzodiazepinas não devem ser administradas sem uma avaliação
cuidadosa da sua necessidade. O tratamento deve ser o mais breve possível, uma vez que a
segurança e a eficácia em doentes com menos de 6 meses de idade não foram ainda
estabelecidas (Iqbalet al., 2002). Nas grávidas sucede o mesmo. O uso do diazepam no
primeiro trimestre de gestação tem sido associado ao aumento do risco de malformações
congénitas, no entanto, em falta de alternativa deverá ser avaliado o risco/benefício da
situação em concreto para a mãe (Bellantuono et al., 2013). Como já foi referido, o diazepam

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passa para o leite materno, pelo que não deve ser administrado durante o período da
amamentação (Iqbalet al., 2002). Contudo, na classificação de fármacos de acordo com os
seus efeitos sobre o feto quando administrados a mulheres grávidas (A, B, C, D), segundo os
critérios definidos pela Food and Drug Administration, o diazepam recebe a classificação pela
categoria B que corresponde à ausência de risco fetal, demonstrada em experimentação
animal ou em estudos humanos (Garretet al., 1994).

Aos doentes que seguem uma terapêutica continuada com o diazepam é, actualmente, tomada
em linha de conta a farmacodinâmica. Isto é, o estudo do polimorfismo genético que
determina a acção das enzimas envolvidas no metabolismo deste fármaco. Alterações
polimórficas podem resultar em metabolizadores rápidos ou deficientes, levando a uma
toxicologia grave ou a uma falha terapêutica, por alteração da concentração plasmática do
diazepam e seus metabolitos (Andresen et al.,2013).
2.9 Efeitos secundários
Os efeitos secundários do diazepam variam consoante a dosagem e o período de utilização,
podendo ser classificados em efeitos tóxicos decorrentes do uso terapêutico normal;
sobredosagem aguda; e, tolerância e dependência (Ramos, A., 2004).
Os efeitos indesejáveis mais frequentes são fadiga, sonolência e fraqueza muscular. Estes
efeitos estão geralmente relacionados com a dose e ocorrem predominantemente no início da
terapêutica e desaparecem habitualmente com a continuação da administração.
Podem ocorrer outros efeitos indesejáveis decorrentes da toma do diazepam a vários níveis,
dos quais se destacam:
Doenças do sistema nervoso: atauxia, disartria, fala indistinta, cefaleias, tremor, tonturas.
Pode ocorrer amnésia anterógrada com dosagens terapêuticas, aumentando o risco nas
dosagens mais elevadas. Os efeitos amnésicos podem estar associados a comportamentos
inadequados (Ramos, A., 2004).
Perturbações do foro psiquiátrico: sabe-se que reacções paradoxais como inquietação,
agitação, irritabilidade, agressividade, delírio, ataques de raiva, pesadelos, alucinações,
psicoses, comportamento inapropriado e outros efeitos comportamentais adversos podem
estar associados à utilização de benzodiazepinas. Caso estes efeitos ocorram, o medicamento
deverá ser descontinuado. A sua ocorrência é mais comum nas crianças e nos idosos.
Verifica-se ainda, por vezes, confusão, adormecimento das emoções, estado de vigília
diminuído, depressão, líbido aumentada ou diminuída (Ennaceuretal., 2008; Ministério da
Saúde, 2011; Ramos, A., 2004; Rang e Dale, 2008; Roche, 2010).
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Doenças gastrointestinais: náuseas, boca seca ou hipersalivação, obstipação e outras
perturbações gastrointestinais (Gilman e Goodman, 2001; Ramos, A., 2004).
Vasculopatias e cardiopatias: hipotensão, depressão circulatória; insuficiência cardíaca,
incluindo paragem cardíaca (Ramos, A., 2004; Roche,2010).
Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino: depressão respiratória, incluindo
insuficiência respiratória (Gilman e Goodman, 2001; Katzungetal, 2009; Rang e Dale,2008).
Outros: icterícia, vertigens (devido a afecções do ouvido), reacções cutâneas, doenças renais e
urinárias como incontinência e retenção urinária, afecções oculares como diplopia, visão
turva. Aparecimento de parâmetros alterados em exames complementares de diagnóstico
como frequência cardíaca irregular e, muito raramente, transaminases aumentadas
(relacionado com dano hepático) e fosfatase alcalina aumentada (ROCHE,2010).
2.10 Interacções medicamentosas e outras formas de interacção
As interacções mais descritas são de carácter farmacodinâmica ou farmacocinético. São de
carácter farmacodinâmica quando alteram o efeito aguardado da administração dos fármacos;
e de carácter farmacocinético quando a co-administração dos fármacos têm implicações nas
etapas da cinética dos mesmos.

i) Farmacodinâmicos

Pode ocorrer intensificação dos efeitos na sedação, na respiração e na hemodinâmica quando


o diazepam é co-administrado com quaisquer depressores de acção central, tais como
antipsicóticos, ansiolíticos/sedativos, antidepressivos, hipnóticos, analgésicos narcóticos,
antiepiléticos, anestésicos e anti-histamínicos sedativos ou álcool (Guimarães et al., 2006;
Matilla, M., 1984; Rang e Dale,2008).

ii) Farmacocinéticos

Substratos que sejam moduladores de CYP3A e/ou de CYP2C19 podem potencialmente


alterar a farmacocinética de diazepam. Fármacos como cimetidina, cetoconazol, fluvoxamina,
fluoxetina e omeprazol, que são inibidores das referidas isoenzimas, podem originar uma
sedação aumentada e prolongada (Ramos, A., 2004; Roche, 2010).
2.11 Contra-indicações
O diazepam encontra-se contra-indicado em situações de hipersensibilidade a esta substância
activa ou a excipientes da formulação; em caso em que haja relato de hipersensibilidade às

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benzodiazepinas, insuficiência respiratória grave, insuficiência hepática grave, síndrome de
apneia do sono e miastenia graves.
As benzodiazepinas não estão recomendadas no tratamento de primeira linha da doença
psicótica e não devem ser utilizadas isoladamente no tratamento da depressão ou ansiedade
associada à depressão, podendo levar ao suicídio (Roche, 2010).
2.12 Dependência
Pode ocorrer dependência quando da terapia com benzodiazepínicos. O risco é mais evidente
em pacientes em uso prolongado, altas dosagens e particularmente em pacientes predispostos,
com história de alcoolismo, abuso de drogas, forte personalidade ou outros distúrbios
psiquiátricos graves. (FUCHS,2004)
No sentido de minimizar o risco de dependência, os benzodiazepínicos só devem ser
prescritos após cuidadosa avaliação quanto a indicação e devem ser administrados por período
de tempo o mais curto possível. A continuação do tratamento, quando necessária, deve ser
acompanhada bem de perto. A duração prolongada do tratamento só se justifica após
avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios. (FUCHS,2004)
As consequências do abuso desses fármacos podem ser definidas em termos tanto
psicológicos quanto fisiológicos. O componente psicológico pode, no início, equivaler a
padrões simples de comportamento neurótico. Quando o padrão de uso dos sedativo
hipnóticos torna-se compulsivo, surgem complicações mais graves, incluindo dependência
fisiológica e tolerância. A dependência fisiológica pode ser descrita como um estado
fisiológico alterado que exige a administração contínua do medicamento para impedir o
aparecimento de uma síndrome de abstinência. (FUCHS, 2004)
2.13O farmacêutico no combate ao uso inadequado de psicotrópicos

O farmacêutico moderno além de conhecimentos é fundamental ter atitudes e habilidades que


permitam o mesmo agregar-se à equipe de saúde e interagir mais com o paciente e a
comunidade, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida, em especial no que se refere
à melhora da farmacoterapia e o uso racional de medicamentos (SCARCEL; MUNIZ;
CIRQUEIRA, 2011).
O profissional farmacêutico tem um papel fundamental na utilização de medicamentos pelos
usuários e nos resultados dos mesmos; pois é um profissional directamente envolvido na
política do uso racional de medicamentos e em outros aspectos sanitários. Portanto, para que o
farmacêutico esteja preparado para suas funções, ele deve ser fonte de informações correctas e
seguras sobre os medicamentos, de forma a educar outros profissionais de saúde envolvidos
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com o medicamento, como médico e enfermeiro, desenvolver adequadamente a atenção
farmacêutica, participar da promoção e educação sanitária como, por exemplo, sobre o uso
adequado de medicamento, vacinação, prevenção do uso de drogas e estar e manter-se
actualizado e qualificado para as suas competências e responsabilidades. Para que isso
aconteça, o farmacêutico deve adoptar uma postura de aprendizado permanente, através de
cursos, pois, dessa forma, ele será capaz de adaptar suas práticas de atenção farmacêutica com
a evolução científica e as regulamentações sanitárias e profissionais (OPAS, 1995).
Ressalta que o usuário deve ser alertado sobre os efeitos colaterais esperados, uma vez que
alimentos, bebidas e/ou outros fármacos podem interferir na biodisponibilidade do
medicamento e comprometer a eficiência da terapêutica. O autor ainda o papel dos
profissionais de saúde, sobretudo do farmacêutico, que deverá fazer as devidas orientações
para que o paciente faça um bom uso do medicamento e consequentemente tenha êxito em seu
tratamento.(FEITOSA, 2006)
Para que seja posto em prática tudo que se preconiza em relação o uso racional de
medicamentos é necessário além de outras medidas também por em prática chamada
Assistência farmacêutica que é definida como sendo um conjunto de acções executadas nos
serviços de saúde para garantir a assistência terapêutica integral à população na protecção,
prevenção e recuperação da saúde, em seus aspectos individuais e colectivos (PERINI etal.,
1996)
Para que isso seja posto em prática o farmacêutico deve estar presente em todo o período de
funcionamento do estabelecimento (BRASIL, 2018), favorecendo a assistência directa ao
paciente por meio da dispensação. Deve estar, portanto, apto a promove-lhe informação,
tomar decisões com base nas informações adquiridas e na legislação vigente e orientá-lo
quanto ao uso do medicamento. O farmacêutico, além de actuar como fonte de informações
pautadas no conhecimento técnico-científico, deve apresentar postura pró-activa na prática da
dispensação e assumir responsabilidades, sem esperar do paciente os sinais de alerta quanto à
compreensão, efectividade e segurança do tratamento (DÁDER etal., 2008).
A eficácia do tratamento e do medicamento usado pelo paciente depende de todos os
profissionais de saúde, sendo necessário treinamento a esses profissionais tanto para o
conhecimento próprio quanto para atenção farmacêutica (NICOLINI et. al., 2008). Diante
desse quadro, cabe ao profissional farmacêutico, exercer uma dispensação responsável e ética,
para que a população tenha um atendimento adequado, principalmente as crianças, que

29
aindanão têm o conhecimento necessário para opinar se querem ou não fazer uso de um
medicamento (SCARCELA; MUNIZ; CIRQUEIRA, 2011).
2.14 Atenção farmacêutica

A atenção farmacêutica é definida como um modelo de prática farmacêutica desenvolvida no


contexto da assistência farmacêutica. Na atenção farmacêutica, busca-se a promoção de
atitudes, valores éticos, comportamentos, habilidades, compromissos e com responsabilidades
na prevenção de doenças e na promoção e recuperação da saúde, de forma integrada à equipe
de saúde. Para (RODRIGUES etal. 2010), a atenção farmacêutica pressupõe a realização de
condutas por parte do profissional farmacêutico relacionada a intervenções em saúde, que
incluem a intervenção farmacêutica, como aspecto do acompanhamento farmacoterapeutico.
(TORRES, 2011)
A atenção farmacêutica é uma nova filosofia de prática, na qual o farmacêutico assume a
responsabilidade pelo planeamento, orientação e acompanhamento do tratamento
farmacológico visando a uma terapia efectiva. Neste processo, o profissional farmacêutico
passa a ser co-responsável pela farmacoterapia, uso racional de medicamentos e melhoria da
qualidade de vida do paciente, assim como passa a ter actuação mais activa nas equipes
multiprofissionais. (Martins etal., 2008).
A interacção directa do farmacêutico com o usuário, visando a uma farmacoterapia racional e
à obtenção de resultados definitivos e mensuráveis, voltados para a melhoria da qualidade de
vida. Nesta interacção também devem estar envolvidas as concepções dos seus sujeitos,
respeitadas as suas especificidades biopsicossociais, sob a óptica da integralidade das acções
de saúde. (Torres, 2011)
A prática da atenção farmacêutica encontra-se, geralmente, voltada para as acções
programáticas, priorizando grupos específicos como, por exemplo, a criança, o adolescente e
o idoso. Uma das principais preocupações da atenção farmacêutica é o consumo de
medicamentos sem prescrição, porque vem assumindo enormes proporções e recentemente
passa a ser considerado como um importante problema de saúde pública. Na visão de Scarcela
et al. (2011), a atenção farmacêutica é a “provisão responsável do tratamento farmacológico
com o propósito de alcançar resultados concretos que melhorem a qualidade de vida dos
pacientes. ” Caracteriza-se, na visão destes autores, como uma prática recente da actividade
farmacêutica, priorizando a orientação e o acompanhamento farmacoterapêutico e a relação
directa entre o farmacêutico e o usuário de medicamentos. (Martins etal., 2008).

30
A atenção farmacêutica baseia-se, justamente, na capacidade de o farmacêutico, com visão e
postura interdisciplinar, integradora e formadora, assumir, frente a seus pacientes, as
responsabilidades relacionadas ao uso racional dos medicamentos e insumos por meio de um
acompanhamento sistemático e documentado. (SCARCELA etal 2011), actualmente, a
Organização Mundial de Saúde (OMS) e outras Associações Farmacêuticas de relevância
internacional consideram que a atenção farmacêutica é actividade exclusiva do farmacêutico e
que este deve tê-la como prioridade para o desenvolvimento pleno de sua profissão. (TORRE,
2011).

31
3. METODOLOGIA
3.1Tipo de estudo
Trata-se de um estudo descritivo, transversal com abordagem quantitativa, que foi realizado
na no Distrito do Zango II, Município de Viana.
3.2Local do estudo
O estudo foi realizado Distrito do Zango II, Município de Viana localizado sita em Luanda,
no Município de Viana é uma cidade e um município angolano da província de Luanda,
situado a 18 km da capital do país. É limitado a norte pelo município do Cacuaco, a leste pelo
município de Ícolo e Bengo, a sul pelo município da Quissama e a oeste pelos municípios
de Belas, KilambaKiaxi e Talatona
3.3 População em estudo
O universo foi constituído por 56 adolescentes que fazem o consumo do diazepam e foram
seleccionados uma amostra de 48 adolescentes.
3.4- Tipo de amostra e técnicas de amostragem
A amostra foi constituída por 48 adolescentes usando a técnica de selecção de amostragem
probabilística aleatória simples.
3.5 Variáveis em estudo
Foram estudadas as seguintes variáveis:
 Idade,
 Género,
 Nível de escolaridade,
 Com quem vive,
 O motivo que leva o consumo do diazepam,
 Local onde adquirem e o tempo de uso do diazepam.
3.6 Critérios de inclusão e exclusão
Foram incluídos do estudo todos adolescentes residente no Zango II que aceitarem participar
voluntariamente no estudo.
32
Foram excluídos do estudo todos os adolescentes que não fazem o uso de diazepam e aqueles
que não aceitarem participar no estudo.
3.7- Procedimentos éticos
Para autorização de recolha de dados foi apresentado um credencial passado pelo Instituto
Superior de Ciências da Saúde solicitando á autorização á direcção do Distrito Urbano do
Zango II. (Anexo A), Aos adolescentes participantes do estudo foi lhes entregues um termo de
consentimento livre e informado (Apêndice A)
3.8-Procedimento de recolha de dados
A recolha de dados foi realizado de forma manual com base num questionário (Apêndice B),
com uma parte estruturada para colectar os dados de caracterização dos utentes outra parte
semi-estruturada com a questão de avaliar o uso de diazepam em adolescentes do bairro
Zango II durante o II° trimestre de 2020.
3.9-Análise e apresentação dos resultados
Para caracterização dos dados quantitativos formou se uma base de dado no programa
Microsoft Excel, foi utilizado também o Microsoft Office power point, para tratamento e
análise de dados foi utilizada a estatística descritiva: tabela com frequência absoluta simples.
Os dados que avaliam o conhecimento foram agrupado e analisados conforme a análise do
conteúdo.

33
4- APRESENTAÇÃO ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS
Tabela N°. 1. Distribuição dos adolescentes do Distrito do Zango II segundo a idade.

Idade F %
14 15 16 33
16 17 22 46
18 20 10 21
TOTAL 48 100
A tabela N° 1 mostra que 48 adolescentes inqueridos 22 que representa 46% tinham idade
compreendida entre os 16 a 17 anos de idade, e 10 que representa 21% tinham idade
compreendida entre 18 a 20 anos.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (1997), a adolescênciacompreende o período entre
10 e 19 anos de idade e representa uma fase de grande vulnerabilidade devido aos factores
biopsicossociais aos quais os adolescentes estão sujeitos.
Durante este período de transição do estado infantil para o adulto, o adolescente estabelece
uma identidade pessoal, assume o controle de sua vida social, adquire uma maior autonomia,
experimenta novos contactos sociais, apresenta tendências grupais que, associados à
curiosidade natural desta fase, aos conflitos vivenciados e à inserção/aceitação em grupos,
tornam-os alvos fáceis à experimentar novas sensações, entre elas as drogas (MENEZES,
2005).

34
Tabela N°. 2. Distribuição dos adolescentes do Distrito do Zango II segundo o género.

Género F %
Masculino 45 94
Feminino 3 6
TOTAL 48 100
A tabela n° 2 mostra que 48 adolescentes inqueridos 45 que representa 94% eram do género
masculino e 3 que representa 6% eram do género feminino.
De acordo com o estudo de Jinez, Souza e Pillon (2009) os adolescentes em situação de risco
são do sexo masculino, com idade superior a 13 anos cursando o segundo ou terceiro grau,
vivendo com parentes, apresentando pobre relação familiar, curiosidade, conflitos familiares,
pressão de amigos e enfrentamento de situações desagradáveis.
Scivoletto e Morihisa (2001) no entanto, relatam a importância de se estudar as diferenças de
uso de drogas entre os géneros feminino e 6 masculino, uma vez que apontam estudos onde
estas diferenças não aparecem regularmente. Foi observada, entretanto, menor percentagem
de encarceramento entre os adolescentes do sexo feminino, comparados aos do sexo
masculino, facto que pode indicar um comportamento menos agressivo por parte do género
feminino.

35
Tabela N°. 3. Distribuição dos adolescentes do Distrito do Zango II segundo o nível
acadêmico.

Nível académico F %
Iº Ciclo 26 54
II° Ciclo 14 29
Ensino médio 8 17
TOTAL 48 100
A tabela n 3 mostra que dos 48 adolescentes inqueridos 26 que representa 54% frequentavam
o Iº Ciclo e 8 que representa 17% frequentavam o ensino médio.
Para Saito e Silva (2001), A literatura aponta que o uso de substâncias psicoactivas está
associado à ausência nas aulas e reprovação escolar. Ressalta-se que o uso de substâncias
psicoactivas, seja lícitas ou ilícitas, prejudica o rendimento escolar e podem levar ao
abandono dos estudos (Michelle D, 2000).
Revela ainda que a escolaridade é um indicador importante na identificação do caso e nos
informa de maneira especial sobre as condições socioeconómica. Como descrito por
ARAÚJO (2013), a relevância da escolaridade na vida das pessoas é fundamental e repercute
no conhecimento e na capacidade de entendimento. No entanto, a baixa escolaridade,
predomina-se, configura-se como espelho de um grupo de situações socioeconómicas
desfavoráveis.

36
Tabela N°. 4. Distribuição dos adolescentes do Distrito do Zango II segundocom quem vive.

Com quem vive F %


Pai 8 17
Mãe 13 27
Pai e Mãe 20 42
Outros 7 14
TOTAL 48 100
A tabela n 4 mostra que dos 48 adolescentes inqueridos 20 que representa 42% vivem com o
pai e a mãe e 7 que representa 17% vivem com outros.
Quanto à família a educação dos pais é fundamental nesse sentido, para poder dar exemplo a
nova geração. Desde tenra idade, os pais devem dialogar com os filhos no sentido de lhes
mostrar os malefícios do consumo de substâncias psicoactivas.
Ao analisar a estrutura familiar, estudos realizados demonstram que a composição
monoparental, ou seja, só a mãe ou o pai presente, predomina entre os adolescentes usuários
de drogas e que esta estrutura familiar favorece o uso (FUCHS, 2004). A família, por possuir
o papel de inserir seus membros na sociedade e ser instituidora das relações primárias,
influencia a forma como o adolescente reage à ampla oferta de droga actualmente. As relações
familiares saudáveis desde o nascimento da criança servem como factor de protecção ao longo
de toda a vida e, de forma muito particular, para o adolescente (FIRMINO, 2008).

37
Tabela N°. 5. Distribuição dos adolescentes do Distrito do Zango II segundoonde é adquirido
o diazepan.

Onde adquirem o diazepam F %


Farmácia 12 25
Mercado 18 38
Discoteca 8 17
Vizinhança 10 20
TOTAL 48 100
A tabela n 5 mostra que dos 48 adolescentes inqueridos 18 que representa 38% afirmaram que
adquirem o diazepam no mercado.
A falta de fiscalização e a facilidade de adquirir medicamentos sem prescrição médica induz
as pessoas ao consumo desenfreado desses produtos sem se preocuparem com os efeitos
colaterais, muitas vezes irreparáveis e, que podem mascarar alguns sintomas de doenças em
fase inicial, dificultando assim a avaliação médica (ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA,
2001).

Tabela N°. 6. Distribuição dos adolescentes do Distrito do Zango II segundoo motivo do uso
do diazepam.
38
O motivo do uso do diazepam F %
Frustração 5 10
Manter a Nganza 33 69
Falta de ocupação 8 17
Outros 2 4
TOTAL 48 100
A tabela n 6 mostra que dos 48 adolescentes inqueridos 33 que representa 69% afirmaram que
o motivo que leva-os ao uso do diazepan é de manter a nganza.
O uso e abuso de substâncias estão também directamente relacionados à busca do prazer, que
é inerente ao psiquismo (pulsão de vida) e obedece ao princípio do prazer. Porém, em casos
em que o consumo abusivo se torna um caso de dependência química, há o desejo do sujeito
dependente químico em diminuir seu sofrimento psíquico, levando-o a um estado de anulação
de si mesmo. Neste momento, pode-se também relacionar esta situação com o conceito de
pulsão de morte e também a um desequilíbrio entre o princípio do prazer e de realidade.
(Santos &Pratta, 2012; Levisky, 1998).

Tabela N°. 7. Distribuição dos adolescentes do Distrito do Zango II segundoo tempo do uso
do diazepam.

O tempo do uso do diazepam F %

39
1 mês 16 33
3 meses 24 51
1° Ano 5 10
2 a 4 anos 3 6
TOTAL 48 100
A tabela n 7 mostra que dos 48 adolescentes inqueridos 24 que representa 51% afirmaram que
fazem o uso do diazepam a 3 meses.
Pratta e Santos (2007) afirmam que os adolescentes apresentam altas taxas de uso de drogas –
uso esse que tem se iniciado cada vez mais cedo – e destacam que o primeiro contacto com a
droga geralmente ocorre na adolescência, devido às mudanças físicas, psíquicas e sociais que
acabam tornando o adolescente mais vulnerável, constituindo um grupo de risco para o uso de
substâncias psicoactivas. Dagnoni, Cordeiro, Duarte, Goulart e Cerqueira (2007) afirmam que
o uso excessivo de substâncias psicoactivas tem aumentado consideravelmente, no entanto, o
abuso e a dependência implicam a formação do indivíduo e a sua relação com o meio em que
vive.
Mesmo que não definida a quantidade e frequência de uso, a Organização Mundial de Saúde
(OMS) considera abuso de drogas. De tal maneira o indivíduo deve possuir no mínimo 3 dos
sinais e sintomas no histórico dos últimos doze meses, para então ser considerado dependente.

Tabela N°. 8. Distribuição dos adolescentes do Distrito do Zango II segundocom que idade
começou a fazer o uso do diazepam.

Idade que começou o uso do diazepam F %

40
14 15 16 33
16 17 22 46
18 20 10 21
TOTAL 48 100
A tabela n 8 mostra que dos 48 adolescentes inqueridos 22 que representa 46% afirmaram que
começaram a fazer o uso do diazepam com 16 e 17 anos de idade.
Segundo Garcia, Pillon e Santos (2011) em um estudo com adolescente concluiu que idade de
início do uso de substâncias foi 12 anos, e que existe uso de substâncias psicoactivas no
núcleo familiar, sendo que 52% das famílias dos adolescentes apresentavam antecedentes,
sendo o pai o que normalmente fazia uso. Como elemento principal para o uso de drogas a
curiosidade de experimentar novas sensações e a pressão dos amigos. E como factor de risco
para o uso de substâncias pelos adolescentes são a presença de discussões, incidência de
maus-tratos verbais e físicos, bem como abuso sexual.

Tabela N°. 9. Distribuição dos adolescentes do Distrito do Zango II segundoo conhecimento


sobre as consequência do uso do diazepam.

Conhecimento sobre as consequência do uso do diazepam F %


SIM 2 4

41
NÃO 46 96
TOTAL 48 100
A tabela n 9 mostra que dos 48 adolescentes inqueridos 46 que representa 96% afirmaram não
ter conhecimento sobre as consequências do uso do diazepam.
Os efeitos colaterais mais comuns no uso do diazepam são: cansaço, sonolência e relaxamento
muscular; habitualmente relacionados com a dose administrada e no início do tratamento.
Geralmente desaparecem com a administração prolongada.
O uso de drogas pode provocar complicações agudas (intoxicação ou overdose) e crónicas,
com alterações duradouras ou até irreversíveis. Outros riscos também são considerados ao
tratar-se de adolescentes, pois todas as substâncias psicoactivas, quando usadas de forma
abusiva, aumentam o risco de acidentes e de violência por reduzirem os cuidados de auto
preservação, já vulneráveis entre os adolescentes.
Pode-se esperar a ocorrência de graus variados de tontura, fadiga, aumento do tempo de
reacção, falta de coordenação motora, comprometimento das funções mental e motora,
confusão e amnésia anterógrada. Um outro efeito adverso que ainda pode ocorrer é a
sonolência diurna residual (MADRUGA, 2009)
O Diazepam é um dos fármacos que possuem tais propriedades, o que o leva a produzir
efeitos cumulativos com o uso de outras drogas e, consequentemente, pode levar ao
aparecimento de reacções adversas, como sedação, sonolência e ataxia. Reacções com menor
frequência incluem vertigem, confusão/depressão mental, cefaleia, alteração da libido,
tremores, disartria, diplopia, distúrbios gastrointestinais, amnésia, salivação e retenção ou
incontinência urinária. Alguns pacientes podem apresentar hostilidade, agressividade e
desinibição. Depressão respiratória e hipotensão são raras e associam-se ao uso de altas doses
de BZD's (FIRMINO, 2008).

5. CONCLUSÃO

Conclui-se que há grande relevância científica no estudo sobre uso de diazepam em


adolescentes do bairro zango II durante o II° Trimestre de 2020.
Do total dos adolescentes que participaram do nosso estudo a maioria tinham idade
compreendida entre os 16 aos 17 anos de idade a maioria eram do género masculino, a
42
maioria frequentavam o Iº Ciclo de ensino, sobre a questão com que vivem a maioria viviam
com o pai e a mãe, quanto ao local onde adquirem o diazepam a maioria afirmaram no
mercado, sobre o motivo que leva ao uso do diazepam a maioria afirmaram para manter a
nganza, e quanto ao tempo de uso do diazepam a maioria afirmou mais de 3 meses, sobre a
idade que começaram o uso do diazepam a maioria afirmou que começou com 16 e 17 anos
de idade, e quanto ao conhecimento sobre as consequências do uso do diazepam a maioria
afirmou não conhecer.
Respondendo a pergunta de partida qual é o motivo que leva os adolescentes do Bairro Zango
II ao uso de diazepam no Iº trimestre de 2020.
Conclui se que a maioria dos adolescentes afirmaram que o motivo que lhes leva ao uso do
diazepam é para manter a nganza.

7. SUGESTÕES E RECOMENDAÇÕES

Os profissionais de saúde e não só deve se realizar grandes esforços preventivos devem


atentar para esse comportamento de risco para que possam intervir de maneira eficaz para o
monitoramento dos fármacos psicotrópicos.

43
A direcção do Instituto superior de ciências da saúde (ISCISA) deve-se criar programas de
incentivacção de pesquisas e demonstrações em palestras assuntos relacionados ao uso
irracional de psicotrópicos saúde para que esta venha a ser mais conhecida no seio da
comunidade estudantil para que os mesmos através de trabalhos comunitários possam passar a
comunidade em geral informações relacionadas as consequências do uso irracional de
psicotropicos.
A administração do distrito do Zango II, Recomenda-se:
A realização de projectos de intervenção direccionada aos adolescentes por meio de
actividades educativas envolvendo as escolas, as unidades de saúde, família e os adolescentes,
visto que há uma carência de medidas preventivas direccionada aos riscos a que a população
dessa faixa etária está exposta, pois muitos dos adolescentes não apresentam fontes
esclarecedoras de seus questionamentos sobre o uso do diazepam.

8. Referências bibliográficas

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