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Juliana Moreira Freitas; Nº16; 11ºL

Glossário

EPISTEMOLOGIA: O conhecimento

Adquirido: Na linguagem filosófica, o adquirido restringem-se estritamente ao domínio da teoria do


conhecimento, não tendo a ver com uma diferença qualquer entre homens. As ideias adquiridas são
as que são apreendidas pela experiência: as ideias de cor, de consistência, de sabor etc.

Ceticismo: Ceticismo é qualquer atitude de questionamento para com o conhecimento, fatos, opiniões ou
crenças estabelecidas. É a doutrina da qual a mente humana pode não atingir certeza alguma a respeito da
verdade. O ceticismo filosófico é uma abordagem global que requer todas as informações suportadas pela
evidência. Encontra-se em oposição ao dogmatismo

Conhecimento: A palavra conhecimento tem origem no latim, da palavra cognoscere, que significa "ato de
conhecer". Conhecer é o ato de apreender, de ser capaz de abstrair leis do entendimento e entender algo.
Conhecimento é o atributo de quem conhece, isto é, é aquilo que resulta do ato de conhecer, entender etc.
O conhecimento é possível apenas ao ser humano, isso acontece porque o conhecimento bem estruturado
que desenvolvemos só pode ser elaborado, organizado, codificado e decodificado pela linguagem e por
nossos mecanismos racionais.

Cognoscente: Cognoscente é aquele que conhece ou que tem a capacidade de conhecer. A pertença do
indivíduo à realidade que conhece e as características desta são motivo de debate para a epistemologia.
Costuma discutir-se se realidade à qual acede o sujeito é a verdadeira realidade, uma parte dela ou uma
realidade construída pela pessoa.

Cognoscível: Cognoscível é o objeto do cognoscente.

Conhecimento Empírico: O conhecimento empírico diz respeito ao conhecimento popular. É o que


aprendemos a partir da nossa interação e observação do mundo. É resultante do senso comum e pode ser
baseado em experiências, sem a necessidade de uma comprovação científica. Nele, não há uma
preocupação em refletir criticamente sobre o objeto em observação, limitando-se apenas à dedução.

Conhecimento Cientifico: O conhecimento científico compreende as informações e fatos que são


comprovados por meio da ciência. Engloba informações e fatos que foram comprovados, tendo como base
análises e testes científicos. É um conhecimento factual e está baseado em experiências comprovadas. Por
isso, também é falível e aproximadamente exato, pois novas ideias podem modificar teorias antes aceitas.
Também é verificável, pois surge através de resultados científicos.

Conhecimento Proposicional: Conhecimento Proposicional ou Saber-que é o conhecimento que tem por


objeto proposições ou pensamentos verdadeiros.

Conhecimento por contacto: Conhecimento por Contacto é o conhecimento direto de alguma realidade:
pessoas, lugares, entre outros.

Conhecimento por Aptidões: Conhecimento por aptidões ou Saber-fazer é o conhecimento de atividades,


ligado à capacidade, aptidão ou competência para fazer alguma coisa.
Crença: Usa-se este termo em filosofia para falar de qualquer representação do mundo que qualquer
agente cognitivo faz. A confusão é que popularmente usa-se “crença” como sinónimo de crença religiosa.
Mas crença religiosa é apenas um tipo peculiar de crença.

Dogmatismo: Doutrina dos que pretendem basear seus postulados apenas na autoridade, sem admitir
crítica nem discussão. No sentido corrente: um pendor para os dogmas, uma incapacidade de duvidar
daquilo em que acredita. É gostar mais da certeza do que da verdade, a ponto de dar por certo tudo o que
se julga verdadeiro. No sentido filosófico: toda doutrina que afirma a existência de conhecimentos certos. É
o contrário de ceticismo.

Epistemologia: Epistemologia ou teoria do conhecimento é a área da filosofia que investiga a natureza e a


possibilidade do conhecimento. A palavra epistemologia tem a sua raiz no termo latim episteme, que
significa conhecimento. Entre as questões principais e que tenta responder estão as seguintes: O que é o
conhecimento? O que podemos conhecer? Como alcançamos o conhecimento? Como distinguimos o
conhecimento da mera crença? Será o conhecimento possível?

Erro: É o ato pelo qual o espírito julga verdadeiro o que é falso, e reciprocamente. O problema da natureza
do erro participa assim de todas as dificuldades da natureza da verdade. Pergunta-se quando conhecemos
as coisas tão bem quanto o espírito humano pode conhecê-las, as conhecemos tais como são na realidade?
Uma coisa é perguntarmos como podem saber se um juízo é falso ou verdadeiro, e outra é perguntarmos
que significa essa pergunta - a de se é falso ou verdadeiro um certo juízo. Muitas vezes se fala em "erros dos
sentidos". Mas essa maneira de dizer é defeituosa. Os sentidos limitam-se a dar-nos aparências, e as
aparências em si não são verdadeiras nem falsas: simplesmente existem; o que pode ser verdadeiro ou falso
é o juízo que elas nos levaram a afirmar.

Empirismo: O empirismo é uma corrente filosófica, referente à teoria do conhecimento, que tem suas
origens na filosofia aristotélica. Na Modernidade, quando a possibilidade do conhecimento tornou-se
central para a produção filosófica, a corrente empirista foi impulsionada por filósofos como Thomas Hobbes,
John Locke e David Hume. Os empiristas defendiam que o conhecimento é puramente racional e não
depende da experiência, opondo-se aos racionalistas.

Fenómeno: Aquilo que se oferece à observação intelectual, isto é aquilo que o fenómeno se oferece a
observação pura.

Gnoseologia: Do grego gnosis, conhecimento, e logos, teoria, ciência. Teoria do conhecimento que tem por
objetivo buscar a origem, a natureza, o valor e os limites da faculdade de conhecer. Por vezes o termo
"gnoseologia" é tomado como sinônimo de epistemologia, embora seja mais amplo, pois abrange todo o tipo
de conhecimento, estudando o conhecimento em sentido mais genérico.
I

Inato: Na linguagem filosófica, o inato restringem-se estritamente ao domínio da teoria do conhecimento,


não tendo a ver com uma diferença qualquer entre homens. Assim, as ideias inatas, defendidas por
Descartes, são as ideias de nosso espírito que não nos advêm pela experiência.

Justificação: É a atividade de fundamentar uma qualquer crença. Se alguém disser que há fadas só porque
era engraçado que houvesse fadas, isso é uma má justificação. O que distingue a boa da má justificação?
Não se sabe claramente, mas há casos claros de boas e de más justificações.

Númeno: Realidade inteligível, objeto da razão por oposição à realidade sensível. Significa “o que é
pensado”. Como 'ser pensado' é entendido aqui como "o que é pensado pela razão" (ou pela intuição
intelectual), geralmente se equipara 'númeno' a 'o inteligível'. O mundo dos númenos é, assim, o mundus
intelligibilis (mundo intelectual), contraposto, desde Platão, ao mundus sensibilis (mundo sensível), ou
mundos dos fenômenos.

Possibilidade: Em filosofia e em lógica, possibilidade é o que não é, mas poderia ser. Ou seja,
possibilidade é o que não implica contradição lógica. Enquanto o possível não é, distingue-se da
existência; e enquanto pode ser, distingue-se da necessidade.

Paralogismos: Paralogismo é o nome dado a um tipo de argumento que, embora tenha uma forte
aparência lógica, é considerado equivocado quando analisado racionalmente. Ou seja, o paralogismo é
um raciocínio que parece verdade, mas não é verdade. Uma mentira tão bem contada que nem sequer
percebemos que se trata de um erro. O paralogismo é um erro propositado.

Racionalismo: O racionalismo é uma corrente filosófica pertencente ao campo da epistemologia. As primeiras


inclinações racionalistas remontam à Antiguidade clássica, mas o racionalismo mesmo surgiu no fim do
Renascentismo e ganhou forças na modernidade, com pensadores como René Descartes. As ideias
racionalistas opõem-se, no âmbito da teoria do conhecimento, às teorias formuladas pelos filósofos empiristas,
que acreditavam que todo o conhecimento advinha unicamente da experiência prática do ser humano. Os
racionalistas, por sua vez, admitem que a única fonte do conhecimento é a racionalidade pura.
S

Senso comum: O senso comum é um tipo de pensamento que não foi testado, verificado ou metodicamente
analisado. Geralmente, o conhecimento de senso comum está presente no nosso cotidiano e é passado de
geração a geração. Podemos afirmar que esse tipo de conhecimento é, categoricamente, popular e
culturalmente aceite, o que não garante a sua validade ou invalidade. O senso comum tem como
característica a subjetividade que reflete sentimentos e opiniões construídos por um grupo de indivíduos.

Sofismo: Sofismo é um conceito filosófico que está relacionado com a lógica, a argumentação e os tipos de
raciocínio. Trata-se de um erro, uma argumentação falsa que é cometida intencionalmente com o intuito de
persuadir seu interlocutor. Assim, ele gera uma ilusão de verdade.

Teoria do Conhecimento: Teoria do conhecimento, epistemologia ou gnoseologia.

Tipos de Conhecimento: Conhecimento por contacto; Conhecimento saber-fazer ou por aptidões e o


conhecimento proposicional saber-que.

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