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Consultoria Empresarial

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(Ambiente Virtual de Aprendizagem).
Unidade II
Unidade 02– A profissão de consultoria empresarial

Introdução

Olá, prezados(as) estudantes! Bem-vindos(as) à segunda Unidade da disciplina de Consultoria


Empresarial! Essa unidade é composta por duas aulas. Na primeira aula desta unidade, vamos
conhecer quem é o profissional que atua na área de consultoria, o consultor de empresas. Na
segunda aula da unidade, conheceremos as principais áreas de atuação do profissional de
consultoria.

Objetivos da unidade

Ao final desta Unidade, espera-se que o estudante consiga:

 Definir as características do consultor empresarial;

 Identificar as competências do consultor empresarial;

 Conhecer as áreas de atuação de consultoria empresarial;

 Identificar as oportunidades do campo de atuação da consultoria empresarial.

 Compreender as entregas do serviço de consultoria;

 Descrever as principais áreas de atuação do consultor empresarial;

 Expor as áreas especializadas do serviço de consultoria empresarial.

Conteúdo programático

Aula 1 – O consultor empresarial

Aula 2 – O produto da consultoria empresarial e as áreas de atuação

Referências principais da Unidade

CUNHA, J.L.M. Consultoria Organizacional [Livro eletrônico]. Curitiba: Intersaberes, 2013.


(Disponível na biblioteca digital).

OLIVEIRA, D.P.R. Manual de consultoria empresarial: conceitos, metodologia e práticas. São


Paulo: Atlas, 2004.

SOUZA, O.G.S (org.). Consultoria Empresarial [Livro eletrônico]. São Paulo: Pearson Education,
2016. (Disponível na biblioteca digital)
Aula 1- O consultor empresarial

Objetivos

 Definir as características do consultor empresarial;

 Identificar as competências do consultor empresarial.

Introdução da aula

Nesta aula, vamos conhecer mais sobre o profissional da área de consultoria, o consultor
empresarial.

Por funcionarem como um sistema, as empresas podem ser comparadas ao corpo humano,
um sistema interligado pelos respectivos subsistemas. No exemplo do corpo humano, temos o
cérebro responsável por coordenar todas as ações que ocorrem nos demais órgãos, que, nas
empresas, por outro lado, comparamos à administração geral; a visão que associamos ao
marketing, pois ambos têm a função de capturar informações, imagens do ambiente externo,
levando-as para que o cérebro (gestor) tome decisões; o tronco e seus diversos órgãos que
tem o papel de filtrar, selecionar, depurar, enfim, da mesma forma que o departamento de
Recursos Humanos atua nas empresas; o sistema sanguíneo que, por irrigar todo o corpo
humano e manter a circulação, tem o mesmo papel das finanças nas empresas; e, finalmente,
os membros superiores e inferiores, que têm a função de impulsionar, dar direção, fazer o
corpo e, no nosso caso, a empresa se movimentar e ter resultados.

Quando algo não vai bem com nosso corpo, consequentemente ficamos doentes, e o mesmo
podemos dizer das empresas. Quando há algum problema ou disfunção, nos sentimos mal,
ocasionando perdas e fazendo com que não aproveitemos o momento e não produzimos.
Quando isso corre, procuramos alguém que conhece sobre o corpo humano, um especialista
em saúde, neste caso, o médico. De forma análoga, quando algum problema, em qualquer
subsistema ocorre, impactando nos demais sistemas (setores), as empresas passam a
necessitar da ajuda de consultores.

Ainda nessa analogia, da mesma forma que existem médicos especializados em áreas de
conhecimento sobre o corpo humano (cardiologista, pneumologista, neurologista e etc.), na
área empresarial temos consultores especializados nos campos ou sistemas, que compõem as
organizações (RH, Finanças, Marketing, organizacional, tecnologia de informação, produção,
etc.).

O consultor empresarial.

O profissional que se habilita a trabalhar no ramo de consultoria possui, além das caraterísticas
técnicas de formação acadêmica, outras habilidades, comportamentos, competências e
experiências que os auxiliará na condução das atividades de consultoria.

A partir desse conjunto de características, o consultor poderá oferecer seu serviço ou produto
ao mercado, que o consolidará como profissional ou referência na área de atuação,
consequentemente, significará o sucesso de seu trabalho.
Definição do conceito de consultor

Para compreendermos a atuação do consultor, vamos observar as definições sobre esse


profissional. Souza (2016, p. 8) aponta o consultor empresarial como:
um profissional que analisa uma empresa e seu meio, sendo capaz de influenciar
positivamente seus resultados. Ele deve auxiliar funcionários e diretores no processo
de tomada de decisão, embora não detenha o poder efetivo de escolha.

O autor define que o profissional consultor, tanto interno da empresa quanto externo, é o
responsável por analisar os contextos da empresa, ou seja, levanta informações e cenários,
tanto da dinâmica interna da empresa quanto o ambiente externo (representado pelos
stakeholders) e tem por missão influenciar positivamente, trazer resultados para a empresa,
por meio de auxílio aos colaboradores tomarem decisões. Complementar a essa ideia, Oliveira
(2004) salienta que o consultor não possui o controle direto da situação analisada, não cabe a
ele o poder de produzir essas mudanças, vez que o controle sobre as ações tomadas dentro da
empresa cabe ao gerente ou proprietário: o consultor não possui controle direto sobre a
empresa, apenas estuda a empresa e apresenta alternativas, sem decidir sobre elas ou sua
implantação.

Uma segunda definição, a de Cunha (2016, p. 18), apresenta o consultor como:


um agente de mudanças, que, por meio de seu conhecimento, poderá auxiliar seus
clientes a planejar e a construir novos modelos de gestão, com estratégias inovadoras
e sincronizadas com os novos contextos empresariais.

Observando a definição acima, podemos acrescentar que o consultor é o profissional


capacitado e seu serviço/produto está relacionado à aplicação de seu conhecimento,
permitindo inovação e técnicas no ambiente.

Outras características, como habilidade, postura e posição, são visualizadas na profissão de


consultor, conforme aponta Block (1991, p.2):
o Consultor é uma pessoa que, por sua habilidade, postura e posição, tem poder de
influência sobre pessoas, grupos e organizações, mas não tem poder direto para
produzir mudanças ou programas de implementação.

Assim, o consultor tem uma posição de influência no diagnóstico empresarial, porém não deve
assumir o controle das mudanças. Em seu trabalho, para não descaracterizar e perder a
independência, não é recomendável, durante o processo de consultoria, assumir cargos de
gestão, pois é a partir desse nível hierárquico que são tomadas as decisões empresariais que
causam impacto em todo restante da organização. Ademais, essa posição de independência é
baseada em abordagem ética, onde o papel do consultor é o de oferecer caminhos, mas é o
cliente que deve tomar a decisão final.

A atividade de consultoria, além de ser uma relação de ajuda envolvendo, de um lado


profissional especializado na resolução de problemas e do outro uma empresa contratante,
pressupõe que haja um vínculo de parceria entre consultor e cliente, cujo resultado está
diretamente associado ao nível de comprometimento de ambas as partes.

Outra forma de definir o trabalho do consultor é vê-lo como um conselheiro da empresa. É


alguém de fora, que conhece outras realidades empresariais e tem a visão de todo o cenário
no qual a empresa está inserida. Ele estuda, analisa, sugere e acompanha. É a pessoa hábil a
entender o panorama específico e geral da companhia e aconselhá-la por tempo determinado.
Complementar a ideia de conselheiro, Schein (2008, p. 1) descreve que “o papel do consultor
consiste em ensinar técnicas de diagnose e de resolução de problemas, mas ele próprio não
deve se envolver na solução do problema real”. O consultor é o profissional que fornece
informações, subsídios e conhecimentos, trabalha no desenvolvimento de expertise na
identificação e modificação de situações e, se necessário, de atitudes, crenças e valores.

Características do consultor
PARA SABER MAIS
O trabalho do consultor é lidar diretamente no diagnóstico e
solução dos problemas da empresa-cliente. Sendo assim, o Competências
objetivo de seu trabalho é dar subsídios para que as organizações De acordo com Picarelli
assumam novos patamares e transformem as empresas clientes (2002, p. 219),
em organizações de excelência (SOUZA, 2013). competência é o
Para alcançar esse objetivo, o profissional de consultoria deve conjunto de
desenvolver algumas características e competências que o características
subsidiarão no desenvolvimento das atividades. Durand, apud percebidas nas pessoas
Wood Jr. (2002, p.58), construiu um conceito de competência e que envolvem
baseado em três dimensões – conhecimentos, habilidades e conhecimentos,
atitudes – englobando não só questões técnicas, mas, também, a habilidades e atitudes
cognição e atitudes relacionadas ao trabalho. Podemos que levam a um
compreender que, por lidar, em seu trabalho, com situações desempenho superior.
complexas e com uma teia de atores (clientes, fornecedores, São comportamentos
funcionários outros consultores, entre outros profissionais), é observáveis e
importante que o consultor desenvolva uma quarta dimensão, a mensuráveis
comportamental. A figura a seguir detalha, de forma gráfica, a relacionados ao
relação entre essas dimensões da competência desejada em um trabalho.
consultor:

Figura 1: Pirâmide das características referentes à competências básicos de um consultor

COMPORTAMENTAL
Saber agir nas situações

ATITUDE
Saber fazer acontecer

HABILIDADE
Saber fazer

CONHECIMENTO
Saber

Fonte: Adaptado de Cunha (2013, p. 25)


Conhecimento

A primeira competência básica que um consultor deve desenvolver é o conhecimento. Essa é a


base para desenvolver outras competências do profissional. É basicamente “o saber”, ter
domínio sobre um determinado tema, assunto ou área.

Podemos ver que o conhecimento é estruturado no decorrer da vida do indivíduo. Além da


educação formal (escola, faculdade, pós-graduação), há outras formas de desenvolver o
conhecimento, por meio da educação informal. A internet ampliou as possibilidades de
qualificação, sendo que podemos adquirir conhecimentos por meio de cursos, capacitações,
leitura de livros, revistas, periódicos, entre outras fontes de conhecimento.

Ao pensarmos sobre a área empresarial, devido ao dinamismo e às constantes mudanças, o


profissional de consultoria deve, constantemente, manter-se atualizado e atento às inovações.
É importante o domínio de ferramentas, técnicas e processos que, muitas vezes, ainda não
estão disponíveis por meio de educação formal. Porém, esse novo conhecimento pode ser o
diferencial competitivo que o cliente necessita.

O profissional não deve restringir o desenvolvimento de conhecimento somente em sua


especialidade. Atualmente, no ambiente empresarial, as diversas áreas que compõem uma
empresa são interligadas e, dessa forma, as decisões tomadas por um setor impactam em
outros setores. Se o consultor não tiver o mínimo de conhecimento de aspectos chaves das
áreas funcionais de uma empresa, corre o risco de oferecer um serviço mediano, o qual não
atenderá as necessidades da empresa-cliente.

Adicionalmente, Oliveira (2004, p.160-162) e Souza (2016, p.12-14) apresentam uma relação
de características, sobre conhecimento, que o consultor empresarial, independentemente de
ser interno ou externo, deve possuir ou desenvolver, sendo elas:

a. Ter elevado conhecimento de sua especialidade em consultoria: o consultor


tem que procurar ser o profissional de referência em sua área de atuação,
ser um especialista. Entretanto, também deve possuir características de
generalista, o que lhe permite transitar por diversas áreas de conhecimento.

b. Ter conhecimento de Administração: pautar seu conhecimento nas funções


administrativas (planejamento, organização, direção, controle e liderança) e
nas áreas funcionais de empresas (marketing, pesquisa e desenvolvimento,
finanças, recursos humanos, operações, produção, informática, etc.). Esses
conhecimentos permitem desenvolver uma visão sistêmica da organização e
compreender as relações de causa e efeito dentro da organização.

c. Capacidade de desenvolver situações alternativas interessantes: o consultor


deve propor alternativas criativas para resolução de problemas

d. Ter visão de longo e curto prazos: o consultor deve ter o horizonte de


decisões e efeitos a longo prazo, porém o raio de ação é no curto prazo, ou
seja, apresentar resultados durante o contrato com a empresa cliente e
proporcionar condições que, mesmo após a finalização do contrato de
prestação de serviços, a empresa-cliente continue a colher frutos do trabalho
desenvolvido pelo consultor.
e. Saber pensar grande: ter expectativas na busca de resultados coerentes com
a realidade e limitações da organização cliente.

f. Reconhecer suas limitações: com o conhecimento técnico, reconhecer o


limite e escopo de sua atuação, bem como a possibilidade real de tempo
para desenvolver o trabalho.

g. Estar voltado às necessidades de mercado: o consultor é o profissional


antenado com o que está acontecendo no mercado, fatores que afetam as
empresas e aos indicadores econômicos. Ao desenvolver essa característica,
o consultor aguça sua percepção para enxergar e aproveitar nichos e
oportunidades no mercado.

h. Raciocinar logicamente e ter inteligência empresarial: uma das bases para


desenvolver um bom trabalho é a tomada de decisões de forma racional. A
partir dessa característica, é possível focar no que é essencial para o
trabalho, priorizar ações de forma lógica e estruturada. Consequentemente,
essa forma de pensamento auxilia a desenvolver a inteligência empresarial,
que é um conjunto de processos analíticos que transforma os dados e
informações coletados, nos diversos espaços (mercado, empresa, revistas,
artigos, livros, etc.), em conhecimento estratégico útil e preciso para a
compreensão do ambiente de determinada empresa.

i. Ter bases de conhecimentos gerais, Micro e Macroeconomia e política


internacional: esse conjunto de conhecimentos subsidia ao consultor
compreender fatores macroestruturais, construir relações lógicas e de causa
e efeito. Possibilita compreender as influências e impactos de decisões
internacionais sobre o negócio local de seus clientes.

Habilidades

O segundo ponto da pirâmide é o desenvolvimento de habilidades, a aplicação dos


conhecimentos teóricos, ou seja, converter o conjunto de conhecimentos advindos de livros,
cursos, etc., em rotinas e ações práticas que tragam valor e diferenciação para a organização a
qual presta serviço. Essa dimensão é a capacidade do consultor de usar o conhecimento para
resolver problemas e ter criatividade para resolver não só problemas, mas para criar novas
ideias.

A experiência e expertise do consultor são formadas a partir do exercício das habilidades


desenvolvidas e aplicadas nas situações reais e cotidianas. Somada ao conhecimento teórico, a
experiência proporciona ao consultor legitimidade e domínio sobre a área de atuação do
profissional, sendo expresso nos resultados alcançados durante a execução dos serviços de
consultoria.
Como complemento à aplicação do conhecimento do profissional, há a PARA SABER MAIS
disposição do consultor técnicas e ferramentas que o auxiliam no
METODOLOGIAS
desenvolvimento de habilidades. Nesse sentido, há a disposição do consultor
metodologias de trabalho específicas, já consagradas, com resultados PDCA (Plan, Do, Check,
comprovados, apropriadas para o tipo de consultoria oferecida e área Act): é uma metodologia
funcional diagnosticada. Temos, por exemplo, para compreensão da gestão, a de aprimoramento da
utilização do ciclo PDCA, na área de projetos, o PMI / PMBOK, para abertura gestão e tem por objetivo o
de empresas os planos de negócios, checklist diversos, Six Sigma, BSC, entre aprimoramento de
outras metodologias. atividades organizacionais
e a solução de problemas,
Outra característica essencial ao consultor é a capacidade de liderança e
grandes ou pequenos, que
trabalhar em equipe. Na atualidade, independente da área de atuação do
atingem essas atividades.
consultor, ou se ele é interno ou externo, em todos os momentos o consultor
lida com pessoas, equipes, grupos de interesse, o que exige a habilidade de PMBOK (Project
equacionar interesses, auxiliar as pessoas a desenvolverem seu potencial e Management Body of
resolução de conflitos. Knowledge): é um guia,
reconhecido
mundialmente, das
Atitude melhores práticas do
gerenciamento de projetos
O terceiro item da pirâmide é representado pela dimensão da atitude. Outro
elaborado pelo Project
adjetivo que representa essa dimensão é a iniciativa, capacidade de fazer algo
Management Institute
antes mesmo de ser solicitado. O consultor deve entender a demanda do
(PMI).
cliente que, em grande parte, não é visível. Esse comportamento proativo
proporciona ao consultor a possibilidade de se antecipar às necessidades da SIX SIGMA: é um conjunto
empresa-cliente. É o querer fazer realmente, isto é, ficar atento às demandas de práticas para melhorar,
da empresa e se antever às soluções, sem precisar ser exigido pelo cliente sistematicamente, os
soluções previstas em contrato. processos ao eliminar
defeitos, por meios
O consultor é um profissional que possui capacidade técnica e operacional
estatísticos.
para atendimento das demandas da empresa cliente. Além dessas
características, a atitude pode ser um diferencial para o profissional. Como BSC (Balanced scorecard):
resultado dessa disposição do consultor de atuar com atitude, Oliveira (2004) é uma metodologia de
aponta três elementos que sustentam essa força de vontade, a vocação do medição e gestão de
consultor, como podemos ver na figura a seguir: desempenho estruturado
em quatro dimensões
financeiras e não
financeiras.
Valor
Integridade do
proporcionado
profissional
ao cliente

Realização profissional
do consultor

Integridade do profissional para atuar como consultor: a atitude e dedicação do consultor ao


se dedicar e engajar ao cliente fortalece a integridade do profissional.

O valor que o profissional de consultoria proporciona à empresa-cliente: ao ter essa força de


vontade em atender plenamente a empresa-cliente, o consultor agrega valor tanto a seu
trabalho quanto aos resultados decorrentes de sua ação na empresa-cliente.

Realização profissional do consultor diante dos resultados: fatores como liberdade de decisão
e atuação, aprendizado em cada trabalho, interações com diversos clientes, entre outros
aspectos, podem proporcionar ao consultor realização e satisfação quanto à sua profissão.

Comportamental

O quarto item da pirâmide é a dimensão comportamental. Essa característica, da profissão de


consultor, demonstra como ele lida e se posiciona diante das situações que são por ele
provocadas ou que se apresentam em sua frente. Reflete seu controle emocional em face aos
desafios no contexto empresarial.

Essa qualidade é essencial ao consultor empresarial, uma vez que atua como agente de
mudanças e propõe reflexões e mudanças no meio organizacional. Tais processos mobilizam as
pessoas envolvidas a saírem de sua zona de conforto. Como resultado, há o movimento de
mudança, que pode não ser bem assimilado por parte das pessoas envolvidas no trabalho do
consultor.

Considerando o aspecto comportamental, Souza (2016) elenca algumas características


comportamentais inerentes à função do consultor:
• Posicionamento ativo e de intervenção diante
Atitude interativa dos desafios empresariais.

• Capacidade de analisar e tomar decisões


estrutudas, com métodos adequados e
Atitude racional coerentes com a realidade das equipes
envolvidas.

• Cultiva relacionamentos sólidos baseados em


Relação com pessoas confiança, respeito e responsabilidade entre as
partes.

• Mantém uma via dupla de comunicação,


Comunicação dialógica respeitando opniões e se pocisionando diante de
assuntos controversos.

• Característica básica para propor soluções e


Negociação compreender contextos e propor soluções.

• Aspecto essencial para conseguir bons


Desenvolve clima de resultados no trabalho. Comprometimento com
confiança aspectos formais e contratuais, somados a
aspectos éticos e de caráter.

• Em muitas situações, o consultor tem que se


adequar à realidade a qual ele presta serviço,
Flexibilidade compreender outros pontos de vista e reelaborar
suas estratégias de atuação.

• A constante pressão por resultados, a apertada


margem de erro tolerável e os prazos exigem um
Lidar com pressão comportamento emociaonal equilibrado do
consultor para lidar com a pressão do cliente e
do ambiente externo.

Não podemos deixar de pensar também no papel do consultor interno e suas competências. O
fato de que, diferente do consultor externo que finaliza seu contrato e encerra o vínculo com a
empresa e seus colaboradores, o consultor interno tem uma relação estável e duradoura com
os colaboradores e lealdade com a organização qual está vinculado.
Podemos observar que outros conhecimentos, habilidades, atitudes e comportamentos são
esperados deste profissional, tais como:

 Conhecimentos: ter bases teóricas das rotinas detalhadas da empresa, bem


como aquisição de novos conhecimentos com vistas à projetos futuros que
serão desenvolvidos. Essa realidade é um processo de construção de saberes
entre o consultor interno e sua organização.

 Habilidades: a capacidade de liderança, relacionamento e trânsito em todos


os níveis organizacionais.

 Atitude: ousadia para, muitas vezes, questionar, demonstrar novos


caminhos, possibilidades para gestores da organização e ter jogo de cintura
necessário para que possa facilmente driblar eventuais mudanças e
obstáculos, assumindo diversos papéis e se colocando em cada situação.

 Comportamentos: a lealdade e comprometimento podem sedimentar a


credibilidade do consultor interno diante dos colaboradores envolvidos em
seus projetos. Cabe ao consultor uma postura ética, sincera e honesta junto a
seus superiores e seus pares, respeitando suas convicções e lembrando-se
sempre de que seu papel é auxiliá-los e não impor medidas.

Essas quatro características (conhecimento, habilidades, atitude e comportamento) são


utilizadas em diversos momentos e nas mais variadas situações pelo consultor, tanto o interno
quanto o externo. A mobilização destas dimensões define a competência do profissional
necessária para o bom exercício da profissão de consultor em suas variadas áreas.

Assim, as competências desenvolvidas pelo profissional balizarão sua forma de atuação, cuja
base está na busca permanente de atualização, juntamente com as habilidades que
demonstrem sua capacidade de aplicar, das mais diversas e criativas formas, seus
conhecimentos. Tal conjunto de características auxilia no constante desenvolvimento de
atitudes e comportamentos para proporcionar maior valor agregado ao seu trabalho e ao
cliente.

Ética e conduta do consultor

A discussão em torno dos assuntos ética e conduta profissional estão entre os assuntos
contemporâneos que mais tem sido discutido nos meios organizacionais. Situações como
vazamento de informações confidenciais, concorrências desleais, corrupção, desvios entre
tantas outras, exigem do profissional de consultoria uma postura moral e íntegra para lidar
com escolhas e contextos sigilosos empresariais.

Podemos afirmar que, decorrente do trabalho de consultoria, o profissional dessa área assume
responsabilidade profissional e social. Temos, também, uma responsabilidade cível e até
criminal em relação às posturas éticas e técnicas do consultor, ou a falta dessas posturas,
abordadas nas questões legais de consultoria, na aula 1.

Profissionalmente, o consultor deve agir com discrição, sigilo, clareza e honestidade com o
cliente. Situações que envolvem informações internas, projetos e inovações dizem respeito
somente à empresa-cliente. Divulgação ou utilização dessas informações devem ser
expressamente autorizadas pela empresa-cliente. Deve haver, também, uma relação ética e
respeitosa com outras empresas de consultoria.

Sobre a responsabilidade social, o consultor deve ter em mente os impactos de seu trabalho, o
resultado que pode gerar, tanto para a empresa cliente quanto para os públicos ao qual ela se
relaciona. Por exemplo, recomendações que podem impactar ambientalmente uma
comunidade. Cabe ao profissional zelar por sua boa imagem e de sua profissão diante da
comunidade na qual atua, seguindo normas e legislações. Alguns aspectos éticos devem ser,
minimamente, respeitados, conforme veremos a seguir.

Ações éticas relacionadas ao profissional

 O consultor deve agir com franqueza e transparência quanto à sua


capacidade técnica; possuir pleno conhecimento da área qual atua; definir
honorários justos e coerentes com o tipo de trabalho desenvolvido.

 Deve estimular e facilitar a assimilação de metodologias e inovações à


empresa-cliente, evitando, assim, criar um vínculo de dependência e
exclusividade.

Ações éticas em relação ao cliente

 Estabelecer, de forma clara e concisa, o escopo de trabalho; ser realista


quanto aos resultados possíveis; ter sigilo e discrição quanto ao trabalho
interno da empresa-cliente.

 Quando a cultura, práticas e políticas da empresa cliente forem


incompatíveis com os princípios e consciência pessoal do consultor, cabe a
ele negociar o cancelamento do contrato de consultoria com a empresa –
cliente.

Ações éticas em relação ao ambiente externo:

 Atentar para que, quando ocorrer de trabalhar para empresa concorrentes


da empresa-cliente, não ocorra conflito de interesses ou apropriação de
informações indevidas.

 Quando o consultor trabalhar com outros consultores associados, deve


deixar claro essa condição para a empresa-cliente.

 Não realizar ações que possam impactar negativamente o cliente.

 No uso de metodologias específicas, respeitar direitos autorais.

Uma das formas de limitar as condutas e ações éticas é as empresas de consultoria utilizarem
os “Códigos de Ética e Conduta Profissional”, que têm como função explicitar os fundamentos
éticos e morais das empresas e profissionais. É um instrumente de orientação, monitoramento
e acompanhamento das atividades dos consultores.

Curiosidades

Estamos falando de ética, aproveite e dê uma olhada no Código de Ética das seguintes
associações de consultores do Brasil:

Associação Brasileira de Consultores (ABACO): Disponível em <


http://www.abco.org.br/codigo-de-etica/>. Acesso em jun/18.

Instituto Brasileiro dos Consultores de Organização (IBCO). Disponível em <


https://gaussconsulting.com.br/quem-somos/codigo-de-etica-ibco>. Acesso em jun/18.

Além das associações brasileiras, observe também como são estruturados os códigos de ética
e condutas de consultores americanos:

IMC USA (Institute of management consultants). Disponível em


<https://www.imcusa.org/page/ETHICSCODE?>. Acesso em jun/18.

A KPMG é uma das maiores consultorias do mundo e disponibiliza seu código de ética e
conduta no seguinte endereço < https://home.kpmg.com/us/en/home/about/kpmgs-code-of-
conduct.html>. Acesso em jun/18.

Indicação de Leitura

Aproveite para ler o livro disponível no google books 24 temas selecionados de consultoria
empresarial”. Disponível em <
https://books.google.com.br/books?id=Ai9jCgAAQBAJ&printsec=frontcover&dq=consultor+em
presarial&hl=en&sa=X&ved=0ahUKEwi__ozKmpzcAhWro1kKHb8eArUQ6AEIOTAC#v=onepage
&q=consultor%20empresarial&f=false>. Acesso em jun/18.

Leia a resenha da obra: Os meios justificam os fins: gestão baseada em valores – da ética
individual à ética empresarial. Disponível em <
http://www.revistaiberoamericana.org/ojs/index.php/ibero/article/view/104>. Acesso em
jun/18.

Acesse e conheça a plataforma Spell, onde podemos pesquisar diversos artigos e periódicos da
área de gestão e ética. Disponível em < http://www.spell.org.br/>. Acesso em jun/18.

Indicação de Vídeo

O consultor, palestrante e professor Vicente Falconi é autor de diversos livros e é considerado


uma das maiores autoridades sobre consultoria no Brasil. Veja sua entrevista sobre as
características de um consultor completo: disponível em
<https://www.youtube.com/watch?v=RzwOVMCabFM>. Acesso em jun/18.

Assista o vídeo “Perfil do consultor”, que aborda algumas das características importantes dos
consultores que estão no mercado: disponível em <
https://www.youtube.com/watch?v=0PK99M2B2Og>. Acesso em jun/18.
Referências Bibliográficas

BLOCK, P. Consultoria: o desafio da liberdade. São Paulo: McGraw-Hill, 1991.

CUNHA, J.L.M. Consultoria Organizacional [Livro eletrônico]. Curitiba: Intersaberes, 2013.

OLIVEIRA, D.P.R. Manual de consultoria empresarial: conceitos, metodologia e práticas. São


Paulo: Atlas, 2004.

SOUZA, O.G.S (org.). Consultoria Empresarial [Livro eletrônico]. São Paulo: Pearson Education,
2016.
Aula 2 – O produto da consultoria empresarial e as áreas de atuação

O produto final do serviço de consultoria

Inicialmente, para compreendermos o que é o produto final do serviço de consultoria, vamos


entender o conceito de produto, que é bastante amplo. Dentre as possíveis definições, um
produto pode ser entendido como resultado de algum empreendimento, de um processo, de
algo que foi produzido ou um benefício recebido por alguém. Podemos compreender que um
produto é o resultado final da soma de etapas e insumos durante um trabalho. E os insumos
podem ser tangíveis ou intangíveis.

O produto da consultoria, para Crocco e Gutmann (2005), é a transformação de algo abstrato –


existente na mente do consultor no momento da proposição do serviço por parte do cliente –
em produtos concretos, palpáveis, baseados na experiência obtida pela vivência profissional
do consultor. Em outras palavras, é dar contornos e forma às necessidades do cliente. O
trabalho do consultor de empresas é expresso nas entregas que ele efetua ao cliente.
Utilizando-se de conhecimentos e métodos, o consultor pode ofertar soluções aos problemas
ou demandas diagnosticadas nas empresas-clientes.

O nível de serviço dessas entregas é que irão consolidar o consultor como um profissional de
referência no mercado. A entrega do produto e serviço de consultoria representa o elo entre a
empresa de consultoria e a empresa-cliente.

Para complementar o entendimento deste conceito, podemos pensar que o produto da


consultoria é o que se deseja entregar, ao final da prestação de serviços, à empresa-cliente.
Essa entrega à empresa contratante poderá ocorrer de duas formas:

a) Tangível: são os produtos na forma de manuais escritos, relatórios, descrições de


processos, treinamentos realizados ou outros tipos de resultados fisicamente
mensuráveis e avaliáveis.

b) Intangíveis: procedimentos, mudanças no clima e na cultura organizacional,


posicionamento de mercado e de marcas e incremento do capital intelectual.
Esse tipo de produto é visível no cotidiano das empresas, porém, mais limitado
para avaliar e mensurar.

Pensando nessa definição, temos que realizar a distinção entre produto e resultados. Os
autores Crocco e Gutmann (2005, p.46) diferem esses dois termos: os resultados são auferidos
ao final dos trabalhos e é a “denominação dos objetos que comporão essa conclusão:
relatórios, manuais e assim por diante”. Os resultados podem ser visualizados durante o
processo de consultoria, em todas as etapas e a soma dos processos darão base para
elaboração do produto final do trabalho.

Por outro lado, os autores Crocco e Gutmann (2005, p.46) definem que os produtos são
decorrentes da:
transformação dos serviços que serão prestados em algo mais concreto, como
planejamento estratégico ou direcionamento estratégico, por meio de documentos
que contenham os fatos e os dados, as análises e as conclusões.

Assim, podemos sintetizar que o produto ou serviço de consultoria contempla os seguintes


componentes, conforme apontam Oliveira (2004) e Crocco e Gutmann (2005):
Figura 1: Componentes do produto da consultoria

•Área de •Nível de
atuação/especializa conhecimento do
ção do consultor consultor sobre o
assunto.

Especialidade Competência

Efetividade Estilo

• Adequação às •Forma e amplitude


demandas do de atuação do
cliente. consultor

Fonte: Adaptado de Oliveira (2004) e Crocco e Gutmann (2005).

Com base nos componentes acima, podemos compreender que o sucesso do produto
oferecido pelo consultor ao cliente está diretamente ligado à sua especialidade de atuação e
suas competências, principalmente o nível e domínio sobre o assunto, a amplitude e estilo de
atuação do consultor. Tais domínios do consultor conferirá a ele melhor interação com o
cliente e a efetividade do produto oferecido.

A atuação profissional de consultoria

O fechamento de contrato de prestação de serviços de consultoria é o vínculo formal


estabelecido entre a empresa de consultoria e a empresa-cliente. Da mesma forma, a
designação do consultor interno, uma vez definidos escopo e limitação, por meio de projeto,
caberá os responsáveis pela gestão outorgarem as prerrogativas de atuação a ele.

Entretanto, para se chegar a esse ato formal, uma etapa anterior é necessária: a identificação
de situação-problema ou oportunidade que demande a necessidade de conhecimentos
especializados de consultoria. A partir do momento em que a empresa identifica uma
demanda interna, pode procurar qual o tipo e como um profissional especializado pode
auxiliá-la.

Dessa forma, temos duas escolhas sobre o serviço a ser contratado: qual será a forma de
operacionalizá-lo e qual a área que será impactada pela atuação de consultores.
Formas de execução do serviço de consultoria

De forma geral, o início do trabalho de campo do consultor envolve a relação entre a situação-
problema da empresa, o cliente e a metodologia a ser aplicada. Além desse tipo de trabalho de
mapeamento, diagnóstico e proposição de soluções, o consultor pode realizar outros tipos de
interação com a empresa-cliente. Essas outras formas têm características, finalidades e
amplitude diferentes do serviço tradicional de consultoria clássica.

Assessoria
PARA SABER MAIS
A Assessoria Empresarial é uma atividade coordenada e estruturada, de forma
sistêmica, para auxiliar a empresa-cliente em algum assunto específico. É a Staff
prestação de serviço de alguém que possui conhecimentos especializados em
determinada área profissional e atua na prática da empresa, em alguma área São ou unidades
específica. organizacionais não-
essenciais para a
Pode-se afirmar que a assessoria empresarial é um órgão de staff na estrutura execução da atividade-
organizacional das empresas. É um serviço que tem o objetivo de auxiliar as fim da empresa. São
empresas-clientes a obterem melhorias no seu desempenho, na sua estruturas marginais
lucratividade e na sua competitividade. Enquanto essa estrutura especializada especializadas, que
dá suporte à empresa-cliente, essa pode dedicar-se ao seu core business, em atuam indiretamente
outras palavras, a seus processos principais responsáveis pelos resultados nas organizações por
financeiros e estratégicos. Temos como exemplo as assessorias de assuntos meio de consultoria
jurídicos e de relações públicas. técnica,
Enquanto a consultoria é baseada em projetos, com determinação de início e recomendações,
fim do trabalho, a assessoria tende a possuir um maior prazo ou forma pareceres, pesquisas e
permanente na empresa-cliente. Percebe-se, ainda, que o objetivo final do outras atividades de
serviço de assessoria não está ligado à inovação, como ocorre com a apoio. (CHIAVENATO,
consultoria, mas, sim, em manter e oferecer suporte às atividades regulares da 2007).
empresa-cliente. Essa realidade provoca duas situações, conforme aponta
Oliveira (2004):
Figura 2: Aspectos da assessoria

Resultados Competências
Dificuldade em delimitar o Enquanto a consultoria utiliza
foco de atuação, a metodologias e técnicas
mensuração e a avaliação de específicas, cujos resultados
resultados, uma vez que a espelham a destreza e
abordagem da assessoria competências do consultor, o
(atividades gerais de uma assessor lida com situações
área de conhecimento) é bem básicas e cotidianas. Essa
mais ampla do que a situação dificulta o assessor
abordagem da consultoria demonstrar seu conjunto de
(problemas-específicos). competências.

Fonte: Oliveira (2004)

Indicação de Leitura

Leia o seguinte artigo “Assessoria empresarial: a importância para os negócios”, publicado pelo
jornal Estadão, que destaca a importância do serviço de assessoria empresarial. Disponível em
<https://economia.estadao.com.br/noticias/releases-ae,assessoria-empresarial-a-importancia-
para-os-negocios,70001678414>. Acesso em jun/18.

Conselho Consultivo

Um conselho consultivo é a formação estruturada e coordenada de um grupo de consultores


ou especialistas da área de atuação da empresa, que trabalham de forma interativa, com
objetivo de auxiliar a empresa a crescer e obter resultados. É um organismo externo à
empresa, que não deve possuir autoridade para influenciar nas decisões corporativas –, mas,
apenas, fazer sugestões.

As principais características do conselho são a especialização, o conhecimento da área e o


caráter multidisciplinar. Trata-se de um órgão paralelo à administração da empresa, formado
por profissionais qualificados que fazem um processo de mentoria e aconselhamento dos
gestores.

Os membros de um conselho consultivo devem ser, necessariamente, mais experientes e


especializados do que os executivos da empresa, para aconselharem estes gestores. Um bom
conselho atua de maneira conjunta e paralela à administração da empresa para identificar as
melhores práticas para a gestão do negócio, definir estratégias e verificar o engajamento da
equipe de trabalho. O conselho possui a postura de cobrar a equipe diretiva por soluções aos
problemas de gestão e também mostrar os melhores caminhos, para que o empresário possa
fazer o seu negócio crescer.

O conselho tem uma periodicidade de reunião, momento que os profissionais podem analisar
as demandas apresentadas e traçar novas estratégias para o futuro, criando uma cultura de
eficiência para o negócio.

Podemos citar algumas vantagens da utilização de um conselho consultivo:

a. O conselho é formado por profissionais especializados, com conhecimento de


mercado, estratégias e métodos. Funciona como um radar, registrando como o
mercado está se comportando.

b. O conselho é um espaço para os gestores recorrerem em caso de dúvidas ou


incertezas específicas.

c. A empresa tem a garantia de seguir práticas e estratégias cuidadosamente


elaboradas e negociadas nos altos escalões.

d. É vantajoso para os conselheiros (os profissionais que atuam como mentores da


empresa), pois ampliam a sua influência e networking com os novos negócios.

e. A utilização de profissionais externos auxiliando a gestão de uma empresa


aumenta o grau de confiabilidade frente a seus acionistas. Quanto mais formas
de checks and balances (freios e contrapesos, para controle) na empresa, mais
seguros acionistas e sócios ficarão em relação a seus investimentos, o que
propicia, inclusive, a existência de novos aportes financeiros no futuro.

f. No caso de pequenas empresas ou empresas familiares, a utilização de um


conselho consultivo é a garantia de trazer um olhar externo, não influenciado
pelas relações emocionais que rondam o contexto, servindo como ponto de
referência em caso de conflitos.

Consultoria executiva

Na consultoria clássica um agente externo (consultor) diagnostica a situação de uma empresa


e propõe mudanças, sendo responsabilidade da empresa aceitar ou não e executar as
propostas. Já no formato de consultoria executiva, o profissional externo assume as
responsabilidades de coordenar o processo decisório e execução das ações propostas.

Nesse formato, o consultor atua como gestor da empresa-cliente, como um executivo interino,
com poder hierárquico para ação e poder decisório. Devido à atuação direta na gestão, o
consultor deve ter, além das competências e conhecimento da área de atuação, profundidade
sobre os problemas da empresa cliente, da cultura e clima organizacional e dos processos e
projetos da empresa qual irá atuar. É o modelo que pode enfrentar maior resistência com o
público interno da empresa-cliente, pois se trata de um profissional externo atuando na gestão
da organização, lidando com costumes e situações que, em grande parte das vezes, perdura
por anos.

A consultoria executiva é o serviço ideal para as empresas que estão com um problema
específico, e demanda a atuação de profissionais especializados que consigam gerar soluções
eficientes e efetivas, sem a necessidade de vínculo empregatício, tendo, somente, o vínculo
contratual.

Treinamentos

O treinamento no mundo organizacional é o processo de aquisição de conhecimento,


habilidades e competências como resultado de formação profissional ou do ensino de
habilidades práticas relacionadas a competências úteis específicas. Pode-se afirmar que o
treinamento é a qualificação dos colaboradores de uma organização em todos níveis
hierárquicos.

Os treinamentos podem ser compreendidos, no contexto do serviço de consultoria, em dois


aspectos:

1. Serviço complementar das atividades de consultoria, desenvolvidos na


empresa. Além das propostas e soluções, os treinamentos podem ser uma
forma de consolidar e atualizar, periodicamente, as mudanças sugeridas e
implementadas.

2. Uma parte das empresas de consultoria são especializadas em treinamentos


e desenvolvimentos organizacionais. É uma oportunidade das organizações
trazerem novas competências para seus colaboradores por meio de
treinamentos que vão além da execução de tarefas diárias. Temos como
exemplo treinamentos de negociação, liderança, relacionamento
interpessoal, entre outros.

Palestras

Uma palestra empresarial é uma apresentação genérica, de forma expositiva e oral, que
pretende apresentar informação, sem tantos aprofundamentos, acerca de assuntos
administrativos. Habitualmente é direcionada a um público específico e homogêneo. O
objetivo é abordar um tema específico, apresentar uma metodologia / técnica ou a divulgação
de serviços.

Com as novas tecnologias de informação, o profissional de consultoria tem à disposição


ferramentas e estratégias para apresentações on-line. Essa utilização amplia o alcance de
público, além da possibilidade de ofertar materiais adicionais e manter uma rede de contatos,
por meio de cadastros dos ouvintes para participação nas palestras on-line.

Pesquisas

A pesquisa é um instrumento para conhecer determinado mercado, tendência ou situação que


envolva fatores que se interagem. No caso empresarial, podemos utilizar pesquisas para
sondagem de mercado, de clima organizacional ou de gestão.

Este tipo de serviço auxilia os gestores empresariais na tomada de decisão, reduzindo


incertezas e trazendo elementos sobre a situação ou mercado, que podem se converter em
oportunidades e mitigação de riscos.
Empresas especializadas são contratadas para sondagem para novos produtos, emissão de
boletins e relatórios setoriais e análises de riscos, de novos produtos, etc.

Auditoria

A auditoria empresarial é a verificação de procedimentos e elementos dos processos


empresariais, contábeis, fiscais e procedimentais com fins gerais, como informar sócios e
acionistas, ou específicos, como revisar operações contábeis para assegurar problemas e
multas, checar procedimentos internos para redução de custos.

Outra área que utiliza os serviços de auditoria são os processos relacionados à garantia de
qualidade, tanto de processos quanto de produtos. Os trabalhos de auditoria podem ser
realizados de forma interna ou externa e seus resultados devem ser encaminhados aos
gestores, controladores, administradores para ciência e ajustes ou substituições.

A auditoria poderá fornecer uma visão atual, real da saúde e situação da empresa, bem como
também a garantia e conformidade dos processos e produtos da empresa. A forma de
controle, por auditoria, é de recomendação regular, de preferência anual, para evitar desvios
de rota nos propósitos de empresa, permitindo as correções necessárias em tempo hábil.

Temos alguns exemplos do serviço de auditoria:

 Contábil;

 Eficiência de processos administrativos-financeiros;

 ISO 9000;

 Garantia da qualidade.

Trata-se de uma atividade importante na área empresarial. Porém, há dois aspectos a serem
considerados sobre os processos de consultoria e auditoria, conforme apontados a seguir:

A. Tipo de trabalho

Os serviços de auditoria são importantes para verificar a conformidade das situações já


ocorridas, diferente do trabalho de consultoria que tem um caráter preditivo ou preventivo,
além do aspecto de criatividade. Nesse contexto, os serviços e resultados de auditoria servem
como insumos para as atividades de consultoria.

B. Aspectos éticos.

Para evitar conflitos de interesses, as empresas de consultoria não devem realizar o serviço de
auditoria em sua área de atuação quando se tratar do mesmo cliente. Primeiro, porque pode
haver, mesmo que involuntariamente, direcionamento nas ações, com vistas a atender
determinado procedimento, sem haver real intervenção nos processos da empresa-cliente,
que popularmente podemos dizer que a situação foi “maquiada”.

Em segundo lugar, se uma empresa realizar auditoria nos processos, apontar falhas e depois
propor um serviço de consultoria com base nos resultados da auditoria, pode haver conflito de
interesses e comprometer a independência, parcialidade e isenção do processo de auditoria. O
ideal é a utilização de empresas e profissionais diferentes para cada etapa.
Áreas de atuação da consultoria empresarial.

A atuação profissional no campo da consultoria é bem ampla, sendo que esta pode ser
oferecida conforme a área de conhecimento e especialização do consultor. Nota-se que há
diferenças no tipo de atuação da consultoria e no contexto da empresa-cliente. Dessa forma,
inicialmente podemos classificar, conforme a forma de aplicação do conhecimento, os serviços
de consultoria em consultoria geral e consultoria especializada.

Consultoria Ampla ou Geral

É um tipo de consultoria que contempla todas as áreas da


empresa. É mais recomendada a utilização dessa forma de
serviço para grandes mudanças ou para soluções de crises
generalizadas.

Esse tipo de serviço também é muito utilizado por


pequenas empresas, com o objetivo de organização,
suporte e ganho de competitividade.

Consultoria especializada

Esse tipo de serviço de consultoria caracteriza-se pela forte


especialização do consultor, ou da empresa, em
determinada área de conhecimento.

Na área empresarial, destacamos as áreas funcionais de


uma empresa, como a própria gestão organizacional, a área
comercial, a gestão de produção e operações, a área
financeira, a área de gestão ambiental e a de Recursos
Humanos.

O foco de nosso curso está na atividade empresarial e nas ações de gestão, por isso
delimitamos o conteúdo nos subsistemas de gestão, conforme veremos nas áreas de atuação a
seguir:
Consultoria Organizacional

O ambiente em que as empresas estão inseridas é dinâmico e com constantes mudanças. O


maior número de concorrentes, os produtos cada vez mais similares e a internacionalização
exigem dos gestores estratégias para lidar com esse cenário. A consultoria organizacional tem
a capacidade de encontrar as soluções que a empresa precisa e identificar oportunidades de
crescimento e melhorias.

Podemos citar algumas possibilidades de atuação nessa área:

 Estratégia e posicionamento organizacional;

 Planejamento estratégico;

 Desenho organizacional;

 Cultura organizacional;

 Alinhamento estratégico;

 Governança corporativa;

 Complience;

 Processos de aquisição, fusão ou associação empresarial.

Consultoria Comercial

A consultoria na área comercial visa trazer subsídios para os gestores lidarem com atração,
relação e retenção de clientes, bem como o posicionamento de produtos e concretização de
vendas.

Especificamente sobre marketing, é um dos serviços que tem sido bastante procurado por
empresas que consideram mais vantajoso ter uma equipe de prestação de serviços no lugar de
empregados especializados e, muitas vezes, também quando os esforços de mercado
realizados ficam esgotados, sem o resultado esperado.

Outro aspecto importante para pensar é sobre o Marketing Digital, que é o conjunto de
atividades que uma empresa (ou pessoa) executa online com o objetivo de atrair novos
negócios, criar relacionamentos e desenvolver uma identidade de marca.

Podemos citar algumas possibilidades de atuação na área comercial:

 Gestão dos canais de comunicação;

 Consolidação de CRM (Customer Relationship Management - Gestão de


Relacionamento com o Cliente);

 Planos de Marketing;

 Campanhas de Marketing;

 Gestão de ponto de vendas;

 Comércio internacional;
 Atração, retenção e fidelização de clientes;

 Ações de Marketing digital.

Consultoria de Produção e Operações

Atualmente as empresas têm à disposição diversas técnicas e tecnologias para os processos


produtivos. A consultoria, nesta área, tem o objetivo de auxiliar as empresas a otimizarem os
processos produtivos e de qualidade, com vistas a aumentar a eficiência, produtividade e
competitividade da organização.

Entre os temas de consultoria, podemos citar:

 Tecnologias nos processos produtivos;

 Planejamento e controle de produção;

 Lean Manufacturing;

 Mapeamento de processos e geração de valor;

 Gestão de facilidades;

 Redução de desperdício e perdas;

 Segurança no trabalho;

 Controle de qualidade;

 Certificação de qualidade.

Consultoria Financeira

A consultoria na área financeira visa oferecer maior racionalidade, eficácia e eficiência nos
processos financeiros das empresas. Ela também auxilia na construção de indicadores que
facilitam o trabalho dos gestores a ter uma visão da saúde financeira da empresa e na tomada
de decisão.

Outro aspecto é que a consultoria financeira auxilia a organizar, planejar e controlar as


atividades financeiras, analisando a situação atual e promovendo um novo sistema de gestão
financeira. Pode ser a solução para empresas que não conseguem sair do vermelho ou que não
têm obtido sucesso em poupar recursos para investir no próprio crescimento. A consultoria de
finanças desenvolverá políticas internas e diferentes ações para organizar, planejar e controlar
as atividades do setor por meio de um planejamento estratégico financeiro.

Entre os temas de consultoria financeira, podemos citar:

 Controles e indicadores financeiros;

 Programas de melhorias;

 Fluxo de processos;

 Aplicações;
 Gestão de tributação.

Consultoria em Logística

Um plano de consultoria na área de suprimento e logística tem como objetivo a gestão


racional e eficiente dos processos de estoques, suprimento de matérias, de armazenagem e
distribuição dos produtos de uma empresa. Dessa forma, um consultor pode auxiliar com
melhorias nos processos logísticos, redução de custos e ganho de eficiência.

Entre os temas de consultoria financeira, podemos citar:

 Planejamento de compras;

 Sistemas de estoques;

 Racionalização no fluxo de materiais;

 Decisões sobre modais de transporte;

 Terceirização de frotas;

 Roteirização;

 Gestão de canais de distribuição;

 Layout produtivo;

 Gestão de armazenagem de produtos acabados/ centros de distribuição.

Consultoria Ambiental e Responsabilidade Socioambiental

Há uma preocupação atual com os impactos das atividades humanas sobre o planeta. Essa
preocupação abre oportunidades na área de gestão ambiental empresarial, principalmente
pelo espectro de atuação dessa área. A consultoria ambiental é uma área que estuda e analisa
todos os prováveis estragos ou impactos ambientais que determinados projetos ou processos
desenvolvidos por uma empresa possam causar ao meio ambiente.

A consultoria ambiental é o setor que zela pelo cumprimento das políticas ambientais e
garante que a marca ou empresa não serão prejudiciais ao meio ambiente. Assim, a
organização poderá trabalhar harmonicamente com a natureza à sua volta, garantindo a
qualidade de seu trabalho e a preservação ambiental — o que engrandece a empresa perante
seu público-alvo.

Além da questão ambiental, um consultor pode auxiliar as empresas a pensarem o seu papel e
as ações sobre a responsabilidade socioambiental, facilitando a compreensão e gestão dos
impactos sociais de seus impactos econômicos e os impactos ambientais que as atividades
econômicas causam à comunidade em geral.

Entre os temas de consultoria financeira, podemos citar:

 Gestão de Resíduos Sólidos;

 Licenciamento ambiental;
 Planos de manejos e impactos;

 Relatórios e balanços sociais e ambientais;

 Gestão energética;

 Gestão da sustentabilidade;

 Tecnologias limpas.

Consultoria de Recursos Humanos

É sempre bom ter em mente que as empresas são feitas por pessoas, são os colaboradores
que fazem tudo funcionar. Pensando assim, o serviço de consultoria de Recursos Humanos
ajudará a empresa a identificar e a compreender as demandas do quadro de funcionários e das
competências que a empresa precisa desenvolver.

Grande parte do trabalho de consultoria de recursos humanos pode ser realizado tanto por um
consultor interno quanto externo. Para pensar sobre quais as atividades a serem desenvolvidas
por esses profissionais, temos que observar quais são as atividades típicas da gestão de RH:

Subsistema de RH Característica do subsistema Atividades típicas

Determina quem trabalhará Pesquisa de mercado de RH,


Provimento de pessoas na empresa. recrutamento e seleção de
pessoas.

Atribuições e Integração de pessoas, desenho,


Aplicação de pessoas responsabilidades de cada descrição e análise de cargos e
pessoa na empresa. avaliação de desempenho.

Como manter as pessoas na Definição de remuneração,


Manutenção de empresa. compensação, benefícios,
pessoas serviços sociais e relações
sindicais.

Ações de desenvolvimento de
Desenvolvimento de Capacitação, treinamentos e
conhecimentos e
pessoas desenvolvimento organizacional.
competências.

Visualizar o que são e o que as Banco de dados, sistemas de


Monitoração de
pessoas fazem. informação, controles,
pessoas
frequência e produtividade.

Fonte: Chiavenato (2006) adaptado

Considerando o conjunto de funções da área de recursos humanos, pode-se perceber que há


uma diversidade de possibilidades de atuação, tanto para o consultor interno quanto para o
consultor externo. Entre os temas de consultoria, podemos citar:
 Terceirização de funções operacionais;

 Relação com órgãos externos;

 Treinamentos e capacitações;

 Desenvolvimento de planos de carreiras, cargos e salários;

 Coaching e mentoria;

 Contratação de recursos humanos;

 Gestão de benefícios;

 Gestão de competências;

 Clima organizacional.

Considerações Finais

Nessa aula, tivemos a oportunidade de conhecer o profissional consultor empresarial, que


pode ser interno ou externo (empresa/autônomo). Esse profissional é dotado de dimensões
ligadas a conhecimentos, habilidades, atitudes e comportamentos, que definem suas
competências para lidar e se desenvolver em sua área de atuação. Além dessas características,
podemos ver que é essencial ao consultor ter um comportamento ético e conduta moral, que
fará a diferença no mercado. Tivemos também a oportunidade de conhecer detalhes sobre o
serviço de consultoria empresarial.

Indicação de Leitura

Leia o artigo “CONSULTORIA INTERNA DE RECURSOS HUMANOS – AEDB”. Disponível em


<https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos08/173_CONSULTORIA_INTERNA_DE_RECURSO
S_HUMANOS.pdf>. Acesso em Jun/18.

Um artigo interessante sobre o contexto de consultoria no mercado brasileiro. Leia o artigo”


Consultoria para pequenas e médias empresas: as formas de atuação e configuração no espaço
de consultoria brasileiro”. Disponível em < www.scielo.br/pdf/gp/v19n1/a11v19n1.pdf>.
Acesso em jun./18.

Acesse e conheça a plataforma Spell, onde podemos pesquisar diversos artigos e periódicos da
área de gestão e ética. Disponível em < http://www.spell.org.br/>. Acesso em jun/18.

Sugestão de livro: Consultoria Interna de Recursos Humanos de Elaine Orlickas (2001). 4 ed.
São Paulo. Editora Futura.

Indicação de Vídeo

Aprenda um pouco mais sobre o mercado e formas de atuação de consultores, no vídeo do


consultor Sebastião Barroso Felix, da BF CONSULTORES ASSOCIADOS LTDA. Tanto o vídeo
quanto o texto estão disponíveis em < https://www.linkedin.com/pulse/consultoria-seu-
mercado-e-o-futuro-sebasti%C3%A3o-barroso-felix>. Acesso em jun/18.
Assista o vídeo “Mercado de consultoria apresenta oportunidades”, que aborda algumas das
características importantes do mercado de consultoria no Brasil: disponível em <
https://www.oestadoce.com.br/oetv/todososvideos/mercado-de-consultoria-apresenta-
oportunidades-no-brasil>. Acesso em jun/18.

Assista o vídeo “Mercado de consultoria apresenta oportunidades”, que aborda algumas das
características importantes do mercado de consultoria no Brasil: disponível em <
https://www.oestadoce.com.br/oetv/todososvideos/mercado-de-consultoria-apresenta-
oportunidades-no-brasil>. Acesso em jun/18.

Referências Bibliográficas

CHIAVENATO, Idalberto. Administração de recursos humanos. 6. ed. SÃO PAULO: Atlas, 2006.

CROCCO, L.; GUTTMANN, E. Consultoria empresarial. São Paulo, Ed. Saraiva, 2005.

CUNHA, J.L.M. Consultoria Organizacional [Livro eletrônico]. Curitiba: Intersaberes, 2013.

OLIVEIRA, D.P.R. Manual de consultoria empresarial: conceitos, metodologia e práticas. São


Paulo: Atlas, 2004.

SOUZA, O.G.S (org.). Consultoria Empresarial [Livro eletrônico]. São Paulo: Pearson Education,
2016.
Esperamos que este guia o tenha ajudado compreender a organização e o
funcionamento de seu curso. Outras questões importantes relacionadas ao curso
serão disponibilizadas pela coordenação.

Grande abraço e sucesso!

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