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RESUMO DO TEXTO: O HOMEM E A CULTURA

Leontiev nos traz em seu texto que o homem é um ser diferente de outros
animais, Pois é um produto da origem animal. O que é sustentada por Engels, mas
também diz que o homem começa a se diferenciar dos animais quando transforma a
natureza para suprir as suas necessidades, exercendo o trabalho. 
Foi um longo processo de transformação, que enfatiza a formação do ser social
por meio do trabalho, que leontiev descreve em três estágios. O primeiro é a preparação
biológica do homem, eram animais, conheciam a posição vertical, utilizavam utensílios
rudimentares, provavelmente possuíam meios primitivos de se comunicar, aqui ainda
prevalecia as leis da biologia. Denominados australopitecos.
No segundo estágio é a passagem do homem que marca a fabricação de instrumentos e
suas primeiras formas de trabalho e de sociedade, mesmo ainda marcada pelas leis
biológicas, ao mesmo tempo elementos diferentes apareciam ao seu desenvolvimento,
produção de comunicação pela linguagem, modificações no cérebro, órgãos do sentido,
utilização das mãos como meio de trabalho, o seu desenvolvimento biológico tornava-se
dependente do desenvolvimento da produção, "mas a produção é desde o início um
processo social que se desenvolve sem óculos nas suas leis próprias, leis sócio-
históricas" p.1. O terceiro estágio é marcado pelo surgimento do homem atual, as
mudanças biológicas já estão presentes neles, então as leis sócio-históricas são
determinantes da evolução do homem, seu desenvolvimento se torna ilimitado passando
a existir, então a cultura, onde há um modo diferente de transmissão e apropriação das
transformações, como um produto do trabalho diferenciado, assim humano se diferencia
dos demais animais, " foi sobre uma forma absolutamente particular, forma que só
aparece com uma sociedade humana: a dos fenômenos externos da cultura material e
intelectual" p.3.
Leontiev vai nos colocando que os homens vão adaptando-se a natureza através
do seu trabalho, uma atividade humana fundamental, nessa relação vai apropriando-se
das condições dos instrumentos que utiliza, criando novas capacidades e novas funções
intelectuais. Através do trabalho os homens adquirem e transmitem conhecimento, as
gerações seguintes vão apropriando-se das riquezas das gerações anteriores, fruto do
trabalho da atividade social. Desenvolvendo assim aptidões especificamente humanas,
que são adquiridas na apropriação de cultura, uns consegue desenvolver mais as suas
capacidades e outros menos, depende do processo de apropriação da cultura criada pelas
gerações precedentes. O autor no texto destaca que: "as gerações humanas morrem e
sucedem-se, mas aquilo que criaram passa às gerações seguintes que multiplicam e
aperfeiçoam pelo trabalho e pela luta as riquezas que eles foram transmitidas e "passam
o testemunho" do desenvolvimento da humanidade" (p. 4), querendo nos dizer que, o
homem então passa a criar seus objetos, buscando na natureza os meios necessarios para
a produção, dando a eles finalidades concretas, passando a adquirir instrumento, que é
não apenas um objeto mas "um objeto social no qual estão incorporadas e fixadas as
operações de trabalho historicamente e elaboradas" (p. 5) e com a apropriação de
instrumentos, o homem vai reorganizando seus movimentos, formando faculdades
motoras superiores, pode-se dizer que também que ao mesmo tempo, apropriação de
novas aptidões como a linguagem, que foi fixada historicamente nas suas significações,
foram se aprimorando, este processo é um constante movimento, é um processo de
educação.
O que é a transmissão da cultura acumulada para a continuidade da evolução
humana, para Leontiev o é que diferencia um processo educativo dos homens para os
animais, ou seja, a aprendizagem dos animais é um processo de adaptação biológica,
enquanto nos humanos é um processo  de reprodução.
Portanto a criança por meio da comunicação, que é necessária e específica do
desenvolvimento do homem na sociedade, está sempre inserida no mundo que a rodeia,
como Leontiev coloca que "as aquisições do desenvolvimento histórico das aptidões
humanas não são simplesmente dadas aos homens nos fenômenos objetivos da cultura
material e espiritual que os encarnam, mais são aí apenas postas" (p.7), a criança
aprende  de diversas formas, mas para apropriar-se de resultados, as crianças, o ser
humano, para fazer dela suas aptidões, devem ser comunicar com outros homens e não e
não apenas com objetos ou fenômenos, que permitem que a criança se apropria de
traços da cultura acumulada, como nos coloca o texto "quanto mais progride a
humanidade, mais rica é a prática sócio-histórica acumulada por ela, mais cresce o papel
específico da educação e mais complexa é a sua tarefa" (p. 7).
Como já foi citado, o homem se distingue dos animais pois nasce com aptidão
para formar novas aptidões, especificamente humanas que são o produto da evolução
sócio-histórica. Porém muitas vezes é precarizada pela desigualdade entre os homens,
causadas não pelas diferenças biológicas naturais, cor de pele, formação dos olhos, ou
quaisquer traços exteriores, mas sim nas diferenças de classes econômicas, que também
aparecem com a divisão social do trabalho. Que transforma o produto num objeto
destinado a troca, visando o lucro onde produção e consumo se separam, e pertencendo
a homens diferentes, concentrando riqueza material e cultural nas mesmas mãos,
mesmo as criações pareçam existir para todos, havendo choque das duas tendências; a
que tende a acumular riquezas intelectuais, ideias, conhecimentos; e a outra que tende
para criação de concepções cognitivas, morais e estéticas que servem os interesses das
classes dominantes havendo uma luta ideológica, "esta desigualdade que serve o mais
das vezes para justificar uma distinção entre os representantes das raças "superiores" e
"inferiores" (p. 9).
Estudos tentaram desmistificar a formação do homem, origem das raças; porém
não conseguiram, pois já era comprovado que existem em todas as raças humanas sem
exceção, um cérebro altamente desenvolvido, capaz de aprender, se desenvolver e de se
relacionar, porém condições naturais, desiguais, precisam ser consideradas, pois como
coloca o autor

"a usurpação de territórios dos países menos avançados a pilhagem


de populações indígenas e a sua redução a escravatura a colonização
desses países tudo Isto é que interrompeu ou se desenvolvimento e
provocou uma versão a sua cultura... por um lado as gigantescas
possibilidades desenvolvidas pelo homem e por outro a pobreza e a
estreiteza de desenvolvimento que se bem que em graus diferentes é
a parte que cabe aos homens concretos essa ruptura não é do Davi
eterna como não são eternas as relações socioeconômicas que lhe
deram origem" p.11

O desenvolvimento homem do futuro está nas aquisições que ele irá adquirir no
mundo que o rodeia, e não no desenvolvimento das gerações humanas que não estão
incorporadas a ele, nem nas suas disposições naturais. Mas sim na cultura, no
desenvolvimento da atividade realizada pelo trabalho, pela sua intelectualidade
(aquisição da linguagem), pelo material que criou (que se adaptou ao contexto), da
transmissão de geração para geração, de tudo aquilo que criou e ao criar se transformou
para se inserir numa cultura, e para isto acontecer é preciso ter condições de se
desenvolver a educação, que é uma oportunidade de se humanizar, ou seja, um processo
de ser relacionar com os outros. De se tornar homem, um ser histórico.

Referencia:

LEONTIEV, Alexis, O desenvolvimento do psiquismo. Lisboa: Horizonte, 1978.


Paginas 261-284