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COLÔNIA

Nome Científico: Alpinia speciosa Schum; Alpinia Zurumbet.


Família: Zingiberaceae
Nomes populares: Colônia, jardineira, pacová, vindi-caá helicondia, Falso-cardamomo,
alpínia, gengibre-concha, Cana do brejo, cana do mato.
Outros nomes: collar de novia (em espanhol), shell ginger e pink porcelain lily (em inglês).
 
Características: Esta planta, parente do gengibre, é uma herbácea, que chega a 2 ou 3
metros de altura. Ervas aromáticas, rizomatosas, com folhas longas e largas, glabras e
brilhantes.
Suas flores róseas e brancas estão dispostas em belas inflorescências semipendentes,
apresentam odor suave e agradável. As flores surgem no verão e outono.
O fruto é do tipo cápsula, de formato globoso e abriga diversas sementes. A propagação de
alpínia se dá por meio da divisão de rizomas.
Planta de origem asiática (China e Japão), cultivada em todo o Brasil como planta ornamental
formando touceiras pelo crescimento de brotos (filhotes). É encontrada com certa dificuldade
na região Nordeste.
Cultivo: Planta de clima ameno, necessita de luz solar plena ou meia-sombra com pelo menos
4 horas de sol por dia. O solo indicado para o cultivo deve ser rico em matéria orgânica e
apresentar boa drenagem. A Alpinia zerumbet gosta de regas espaçadas e não se dá bem com
solo encharcado. Reproduz-se através de rizomas ou perfilhos que brotam em quantidade
embaixo das touceiras.

Comentários:
Em sua composição química possui alcalóides não identificados, flavonóides (cardamonin, isalpinin etc.), óleos
essenciais (canfeno, cânfora etc.), e taninos não identificados. Os rizomas são usados contra diarréia, úlcera,
digestiva e indigestão; tosse, asma e artrite. Utiliza-se o rizoma em forma de pó: contra cistite usa-se o rizoma em
decocto. Já as folhas são utilizadas em infusão (chá) nos casos de asma, purificador sangüíneo, cistite e febre; nas
micoses de pele, pêlos e unhas; na hipertensão, taquicardia, calmante e anti-stress. Suas sementes e rizomas
aromáticos são estomáquicas tônicas e abortivas. Os frutos fornecem matéria tintorial roxa, que dizem ser
indelével. A planta é originária da Ásia e cultivada no Brasil como ornamental (Correa, 1926 in Silva, É. B. da
(1997)).
Propriedades Medicinais
Tem efeito levemente tranqüilizante.
A espécie apresenta propriedades medicinais, suas folhas e raízes contêm kavaína e
dehydrokavaína. Estas substâncias, segundo estudos realizados, dão à Alpinia zerumbet as
mesmas atividades farmacológicas da kawa-kawa (relaxante e anti-stress). A alpínia ou colônia
é também conhecida por sua ação anti-hipertensiva que é atribuída às substâncias presentes
no extrato e no seu óleo essencial.
Outras substâncias presentes na planta, como alcalóides, taninos, cardamonina, isalpinina,
canfeno, cânfora, cálcio, ferro, magnésio, potássio, sódio e zinco contribuem para a sua
aplicação na fitoterapia, dando-lhe indicações contra a artrite e a asma, além de propriedades
anticatarral, antitérmica, antiulcerogênica e estomáquica.
Na medicina chinesa são utilizados com indicações variadas que vão desde tumorações na
boca, no estômago, afecções reumáticas, ou distúrbios digestivos. Nas espécies chinesas foram
encontradas vitaminas (tiamina, ácido-ascórbico, beta-caroteno).
São usados as sementes, folhas, flores e rizomas.
Suas sementes e rizomas aromáticas são estomáquicas tônicas e abortivos.
Os rizomas são usados contra diarréia, úlcera; digestivo e indigestão; tosse, asma e artrite.
Utiliza-se o rizoma em forma de pó: contra cistite usa-se o rizoma em decocto.
Já as folhas são utilizadas em infusão (chá) nos casos de asma, purificador sangüíneo, cistite
e febre; nas micoses de pele, pêlos e unhas; na hipertensão, taquicardia, calmante e anti-
stress. No Brasil usa-se o chá das folhas, com ou sem as flores nos casos de hipertensão
arterial. A infusão das folhas apresenta propriedades hipotensora e sedativa, é usada também
como digestivo e no tratamento de cólicas e afecções dos aparelhos digestivo e respiratório.
Como remédio caseiro põe fim aos males do estômago. Usado como chá (pendão ou cacho
floral).
Forma de uso:
· Infusão - colocar uma folha (grande) em um litro d’água; tomar um litro de chá por dia em
substituição à água.

Contra-indicações: Entretanto, seu uso não é indicado para gestantes e a ingestão pode
causar intoxicações leves e efeitos cardíacos. O contato com a seiva pode causar irritações na
pele e nos olhos.
HABITAT: Nativa da África tropical gosta de solos úmidos de preferência climas quentes.
Outros Usos: Os frutos fornecem matéria tintorial roxa, que dizem ser indelével.

Propriedades Energéticas
Banhos:
Manjericão, Macaçá, colônia e levante. Acender vela para seu guardião.
(Este banho serve para abrir caminhos. Obs. Do pescoço para baixo).
Sândalo, Alecrim, Colônia e Oriri.
(Este banho é para conquistar o coração de alguém. Obs. Do pescoço para baixo).
Colônia, Essência de Almíscar, Capim Limão, Alfazema, Lírio Branco e Rosa Branca.
(Para o Amor para qualquer Sexo do pescoço para baixo).
Candomblé:
Orixá: Iyemonjá, Oxum (flores brancas) e Obaluaiê.
Possui aplicação em todas as obrigações de cabeça, principalmente nas Iniciações por ser uma
Ewé Orò. Indispensável nos abô e nos banhos de limpeza de filhos-de-santo. Aplicada,
também, na tiragem de iaô, para o que se usa o sumo.

Fontes:
Site: Ervas e Cia.
Tradições Orais Afro-brasileiras.
Correa, 1926 in Silva, É. B. da (1997).